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Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ALBERTO JÚNIOR TACÃO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Justiça Militar. Julgamento colegiado. Composição. Servidor militar. Processo administrativo disciplinar. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O art. 125, § 5º, da Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo, entretanto, nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. 2. Para divergir do entendimento adotado na origem, no sentido de que não teriam sido violadas as garantias constitucionais que informam o processo, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057567. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão AI 814762 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057567. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ALBERTO JÚNIOR TACÃO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Alberto Júnior Tacão interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Alberto Júnior Tacão interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5º, inciso II, 37, caput, e 125, § 5º, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira Câmara do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘POLICIAL MILITAR - Distribuição exclusiva das ações cíveis à Segunda Auditoria da Justiça Militar - Legalidade - Pedido de reintegração fundado no artigo 439, alínea ‘a’, primeira parte, do CPPM - Impossibilidade - Decisão absolutória que não repercute na esfera administrativa - Falta residual não abrangida pela absolvição criminal - Inteligência da Súmula 18 do STF - Independência entre as instâncias - Recurso improvido’. Opostos embargos de declaração, não foram providos. Decido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ALBERTO JÚNIOR TACÃO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Alberto Júnior Tacão interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Alberto Júnior Tacão interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5º, inciso II, 37, caput, e 125, § 5º, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira Câmara do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘POLICIAL MILITAR - Distribuição exclusiva das ações cíveis à Segunda Auditoria da Justiça Militar - Legalidade - Pedido de reintegração fundado no artigo 439, alínea ‘a’, primeira parte, do CPPM - Impossibilidade - Decisão absolutória que não repercute na esfera administrativa - Falta residual não abrangida pela absolvição criminal - Inteligência da Súmula 18 do STF - Independência entre as instâncias - Recurso improvido’. Opostos embargos de declaração, não foram providos. Decido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Ressalte-se, primeiramente, que não procede a alegada nulidade do julgado recorrido em face do disposto no artigo 125, § 5º, da Constituição Federal, haja vista que tal dispositivo determina a competência dos juízes de direito da Justiça militar para processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares dos militares, não fazendo nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636 DO STF. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. OFENSA REFLEXA. ARGUIÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PARA REAFIRMAR A JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE RECURSOS INTERPOSTOS NO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Ressalte-se, primeiramente, que não procede a alegada nulidade do julgado recorrido em face do disposto no artigo 125, § 5º, da Constituição Federal, haja vista que tal dispositivo determina a competência dos juízes de direito da Justiça militar para processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares dos militares, não fazendo nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636 DO STF. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. OFENSA REFLEXA. ARGUIÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PARA REAFIRMAR A JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE RECURSOS INTERPOSTOS NO 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP BOJO DE AÇÕES JUDICIAIS CONTRA ATOS DISCIPLINARES MILITARES. A COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL DEVE SER FIXADA NO ÂMBITO DOS ESTADOS. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. FALTA RESIDUAL. SÚMULA 18 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou- se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. O princípio da legalidade e sua eventual ofensa não desafiam o recurso extraordinário quando sua verificação demanda a análise de normas de natureza infraconstitucional. 5. A Súmula 636 do STF dispõe: ‘Não 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP BOJO DE AÇÕES JUDICIAIS CONTRA ATOS DISCIPLINARES MILITARES. A COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL DEVE SER FIXADA NO ÂMBITO DOS ESTADOS. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. FALTA RESIDUAL. SÚMULA 18 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou- se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. O princípio da legalidade e sua eventual ofensa não desafiam o recurso extraordinário quando sua verificação demanda a análise de normas de natureza infraconstitucional. 5. A Súmula 636 do STF dispõe: ‘Não 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. 6. A Constituição Federal prevê em seu artigo 125, § 5º, a competência singular para julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, nada disciplinando em relação ao julgamento em segundo grau. A propósito, destaco que a competência da Justiça Militar estadual é de ser fixada no âmbito estadual, a teor da Carta Magna. 7. É admissível a punição administrativa do servidor público pela falta residual não compreendida na absolvição do juízo criminal. Inteligência da Súmula 18 do STF. 8. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘Direito constitucional, administrativo e processual civil. Policial Militar. Demissão. Anulação de Ato Administrativo. Apelação Cível. Recurso improvido. A absolvição na esfera criminal, não traz consequências ao âmbito administrativo, porque o fato que não constitui infração penal, pode perfeitamente constituir infração administrativo-disciplinar. Atendidos os pressupostos de competência, finalidade, forma, motivo e objeto, tem-se por garantia a validade e eficácia do ato administrativo.’ 9. Agravo regimental desprovido’ (ARE nº 664.930/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/11/12). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo-disciplinar. 3. Militar. 4. Art. 125, § 5º da CF. Competência dos juízes de direito do juízo militar para processar e julgar singularmente as ações judiciais contra atos disciplinares, nada mencionando acerca do julgamento colegiado dessas demandas. 5. Ausência de nulidade. 6. Violação do contraditório. Necessidade do reexame dos fatos e provas. Súmula 279. 7. Competência. Comandante-geral da PM. Edição de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. 6. A Constituição Federal prevê em seu artigo 125, § 5º, a competência singular para julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, nada disciplinando em relação ao julgamento em segundo grau. A propósito, destaco que a competência da Justiça Militar estadual é de ser fixada no âmbito estadual, a teor da Carta Magna. 7. É admissível a punição administrativa do servidor público pela falta residual não compreendida na absolvição do juízo criminal. Inteligência da Súmula 18 do STF. 8. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘Direito constitucional, administrativo e processual civil. Policial Militar. Demissão. Anulação de Ato Administrativo. Apelação Cível. Recurso improvido. A absolvição na esfera criminal, não traz consequências ao âmbito administrativo, porque o fato que não constitui infração penal, pode perfeitamente constituir infração administrativo-disciplinar. Atendidos os pressupostos de competência, finalidade, forma, motivo e objeto, tem-se por garantia a validade e eficácia do ato administrativo.’ 9. Agravo regimental desprovido’ (ARE nº 664.930/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/11/12). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo-disciplinar. 3. Militar. 4. Art. 125, § 5º da CF. Competência dos juízes de direito do juízo militar para processar e julgar singularmente as ações judiciais contra atos disciplinares, nada mencionando acerca do julgamento colegiado dessas demandas. 5. Ausência de nulidade. 6. Violação do contraditório. Necessidade do reexame dos fatos e provas. Súmula 279. 7. Competência. Comandante-geral da PM. Edição de 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP instrução normativa. Fundamentação deficiente. Súmula 284. 8. Ausência de argumentos hábeis a infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 820.539/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/9/11). Também não merece acolhida a alegada violação dos artigos 5º, inciso II, e 37, caput, da Constituição Federal, uma vez que a afronta aos referidos dispositivos constitucionais seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula nº 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Saliente-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de reconhecer a independência entre as esferas penal e administrativa, havendo repercussão da primeira, na segunda, apenas nos casos de reconhecimento da inexistência material dos fatos ou da negativa de autoria. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. DEMISSÃO EM PROCESSO ADMINISTRATIVO. INDEPENDÊNCIA DAS ESFERAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP instrução normativa. Fundamentação deficiente. Súmula 284. 8. Ausência de argumentos hábeis a infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 820.539/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/9/11). Também não merece acolhida a alegada violação dos artigos 5º, inciso II, e 37, caput, da Constituição Federal, uma vez que a afronta aos referidos dispositivos constitucionais seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula nº 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Saliente-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de reconhecer a independência entre as esferas penal e administrativa, havendo repercussão da primeira, na segunda, apenas nos casos de reconhecimento da inexistência material dos fatos ou da negativa de autoria. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. DEMISSÃO EM PROCESSO ADMINISTRATIVO. INDEPENDÊNCIA DAS ESFERAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 807.190/Sp-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/11). ‘ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DEMISSÃO. SERVIDOR PÚBLICO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. ART. 386, III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A absolvição na esfera criminal nos termos do art. 386, III, do CPP, no caso, não repercute na instância administrativa, porquanto são independentes. Precedentes. 3. O revolvimento de fatos e provas não é viável nesta via extraordinária (Súmula STF 279). 4. Agravo regimental improvido’ (AI nº 521.569/PE- ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 14/5/10). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo disciplinar. 3. Militar. 4. Absolvição na esfera criminal. Demissão em processo administrativo. Independência das esferas. Precedentes. 5. Ausência de prequestionamento. Súmulas 282 e 356. 6. As razões do agravo regimental não atacaram os fundamentos da decisão recorrida. Fundamentação deficiente. Incidência da Súmula 284. 7. Falta de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 783.997/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 29/11/11). Entretanto, no caso presente, o Tribunal de origem 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 807.190/Sp-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1º/2/11). ‘ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DEMISSÃO. SERVIDOR PÚBLICO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. ART. 386, III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A absolvição na esfera criminal nos termos do art. 386, III, do CPP, no caso, não repercute na instância administrativa, porquanto são independentes. Precedentes. 3. O revolvimento de fatos e provas não é viável nesta via extraordinária (Súmula STF 279). 4. Agravo regimental improvido’ (AI nº 521.569/PE- ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 14/5/10). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo disciplinar. 3. Militar. 4. Absolvição na esfera criminal. Demissão em processo administrativo. Independência das esferas. Precedentes. 5. Ausência de prequestionamento. Súmulas 282 e 356. 6. As razões do agravo regimental não atacaram os fundamentos da decisão recorrida. Fundamentação deficiente. Incidência da Súmula 284. 7. Falta de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 783.997/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 29/11/11). Entretanto, no caso presente, o Tribunal de origem 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP consignou, expressamente, que houve falta administrativa que não foi abrangida pela sentença penal de absolvição do agravante. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: ‘(...) A consagrada afirmação que ‘excetuados o reconhecimento judicial da inexistência de autoria ou da inocorrência material do fato, as decisões do Poder Judiciário não condicionam o pronunciamento censório da Administração Pública’, é válida, desde que na apuração administrativa não restem resíduos. É o caso específico destes autos em que, apesar da existência de sentença penal absolutória, o fato do apelante ter recebido de uma pessoa conhecida, um cheque de terceira pessoa desconhecida, sem adotar as medidas necessárias à identificação da procedência da cártula, colaborando deste modo com a fruição dos benefícios de um ilícito penal, caracterizou a prática de infração disciplinar’. Nesse caso, incide a Súmula nº 18 deste Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: ‘PELA FALTA RESIDUAL, NÃO COMPREENDIDA NA ABSOLVIÇÃO PELO JUÍZO CRIMINAL, É ADMISSÍVEL A PUNIÇÃO ADMINISTRATIVA DO SERVIDOR PÚBLICO’. Sobre o tema, anote-se o seguinte precedente: ‘ADMINISTRATIVO. Absolvição no juízo criminal. Não afasta a subsistência da demissão, por faltas administrativas naquela absolvição não compreendidas (Súmula 18)’ (AI nº 87.683/PA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Décio Miranda, DJ de 17/12/82). 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP consignou, expressamente, que houve falta administrativa que não foi abrangida pela sentença penal de absolvição do agravante. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: ‘(...) A consagrada afirmação que ‘excetuados o reconhecimento judicial da inexistência de autoria ou da inocorrência material do fato, as decisões do Poder Judiciário não condicionam o pronunciamento censório da Administração Pública’, é válida, desde que na apuração administrativa não restem resíduos. É o caso específico destes autos em que, apesar da existência de sentença penal absolutória, o fato do apelante ter recebido de uma pessoa conhecida, um cheque de terceira pessoa desconhecida, sem adotar as medidas necessárias à identificação da procedência da cártula, colaborando deste modo com a fruição dos benefícios de um ilícito penal, caracterizou a prática de infração disciplinar’. Nesse caso, incide a Súmula nº 18 deste Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: ‘PELA FALTA RESIDUAL, NÃO COMPREENDIDA NA ABSOLVIÇÃO PELO JUÍZO CRIMINAL, É ADMISSÍVEL A PUNIÇÃO ADMINISTRATIVA DO SERVIDOR PÚBLICO’. Sobre o tema, anote-se o seguinte precedente: ‘ADMINISTRATIVO. Absolvição no juízo criminal. Não afasta a subsistência da demissão, por faltas administrativas naquela absolvição não compreendidas (Súmula 18)’ (AI nº 87.683/PA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Décio Miranda, DJ de 17/12/82). 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP No mesmo sentido, destaco o ARE nº 664.930/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/11/12, cuja a ementa já foi transcrita anteriormente. Desse julgado, transcrevo o seguinte trecho do voto do relator, que bem aborda a questão: ‘(...) À derradeira, pontuo que a controvérsia atinente à independência entre as instâncias criminal e administrativa já foi objeto de reiterada jurisprudência desta Corte e resultou na edição da Súmula 18, verbis: ‘Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é admissível a punição administrativa do servidor público.’ Com efeito, há hipóteses em que os fundamentos da decisão absolutória na instância criminal não obstam a responsabilidade disciplinar na esfera administrativa, porquanto os resíduos podem veicular transgressões disciplinares de natureza grave, que ensejam o afastamento do servidor da função pública. No mesmo sentido, menciono os seguintes precedentes: ‘RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA - SENTENÇA PENAL ABSOLUTÓRIA - AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO. Estando a sentença penal absolutória calcada na insuficiência de provas para chegar-se à condenação, não há como fazê-la repercutir no processo administrativo, isso a teor do disposto nos artigos 1.525 do Código Civil, 65 e 66 do Código de Processo Penal e 121 a 126 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990.’ (MS 22.796, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 12/02/1999) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP No mesmo sentido, destaco o ARE nº 664.930/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/11/12, cuja a ementa já foi transcrita anteriormente. Desse julgado, transcrevo o seguinte trecho do voto do relator, que bem aborda a questão: ‘(...) À derradeira, pontuo que a controvérsia atinente à independência entre as instâncias criminal e administrativa já foi objeto de reiterada jurisprudência desta Corte e resultou na edição da Súmula 18, verbis: ‘Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é admissível a punição administrativa do servidor público.’ Com efeito, há hipóteses em que os fundamentos da decisão absolutória na instância criminal não obstam a responsabilidade disciplinar na esfera administrativa, porquanto os resíduos podem veicular transgressões disciplinares de natureza grave, que ensejam o afastamento do servidor da função pública. No mesmo sentido, menciono os seguintes precedentes: ‘RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA - SENTENÇA PENAL ABSOLUTÓRIA - AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO. Estando a sentença penal absolutória calcada na insuficiência de provas para chegar-se à condenação, não há como fazê-la repercutir no processo administrativo, isso a teor do disposto nos artigos 1.525 do Código Civil, 65 e 66 do Código de Processo Penal e 121 a 126 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990.’ (MS 22.796, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 12/02/1999) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. DEMISSÃO EM PROCESSO ADMINISTRATIVO. INDEPENDÊNCIA DAS ESFERAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (AI 807.190-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 31/01/2011) ‘ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DEMISSÃO. SERVIDOR PÚBLICO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. ART. 386, III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A absolvição na esfera criminal nos termos do art. 386, III, do CPP, no caso, não repercute na instância administrativa, porquanto são independentes. Precedentes. 3. O revolvimento de fatos e provas não é viável nesta via extraordinária (Súmula STF 279). 4. Agravo regimental improvido.’ (AI 521.569-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 13/05/2010)’. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. DEMISSÃO EM PROCESSO ADMINISTRATIVO. INDEPENDÊNCIA DAS ESFERAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (AI 807.190-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 31/01/2011) ‘ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DEMISSÃO. SERVIDOR PÚBLICO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. ART. 386, III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A absolvição na esfera criminal nos termos do art. 386, III, do CPP, no caso, não repercute na instância administrativa, porquanto são independentes. Precedentes. 3. O revolvimento de fatos e provas não é viável nesta via extraordinária (Súmula STF 279). 4. Agravo regimental improvido.’ (AI 521.569-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 13/05/2010)’. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP Ressalte-se, por fim, que para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 689.777/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/11/12). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Militar. Processo administrativo disciplinar. Princípio do devido processo legal. Violação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com base em regulamentação militar e nos fatos e nas provas dos autos, que foi violado o princípio do devido processo legal no processo administrativo disciplinar. 2. Divergir desse entendimento demandaria a análise de norma infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 720.110/PR-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 23/8/12). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP Ressalte-se, por fim, que para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE nº 689.777/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/11/12). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Militar. Processo administrativo disciplinar. Princípio do devido processo legal. Violação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com base em regulamentação militar e nos fatos e nas provas dos autos, que foi violado o princípio do devido processo legal no processo administrativo disciplinar. 2. Divergir desse entendimento demandaria a análise de norma infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido’ (AI nº 720.110/PR-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 23/8/12). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. DEMISSÃO. LEGALIDADE. APRECIAÇÃO DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DA LEI ESTADUAL 5.301/1969. SÚMULAS STF 279 E 280. 1. Rever a conclusão do Tribunal a quo que concluiu pela legalidade da demissão do autor, precedida de processo administrativo disciplinar, observados os princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, envolve, necessariamente, a apreciação de matéria probatória e de legislação infraconstitucional. 2. A ofensa aos postulados constitucionais da ampla defesa, do devido processo legal, do contraditório e da prestação jurisdicional, se existente, seria, segundo entendimento deste Supremo Tribunal, meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 804.428/MG- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. NULIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 712.362/PE, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 4/6/10). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. DEMISSÃO. LEGALIDADE. APRECIAÇÃO DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DA LEI ESTADUAL 5.301/1969. SÚMULAS STF 279 E 280. 1. Rever a conclusão do Tribunal a quo que concluiu pela legalidade da demissão do autor, precedida de processo administrativo disciplinar, observados os princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, envolve, necessariamente, a apreciação de matéria probatória e de legislação infraconstitucional. 2. A ofensa aos postulados constitucionais da ampla defesa, do devido processo legal, do contraditório e da prestação jurisdicional, se existente, seria, segundo entendimento deste Supremo Tribunal, meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI nº 804.428/MG- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. NULIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 712.362/PE, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 4/6/10). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP Insiste o agravante que foram violados os arts. 5º, incisos LIV e LV; e 125, § 5º, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que, “[a]o concluir que, em regra, a alegação de violação a princípio não enseja a admissibilidade do Recurso Extraordinário, nega-se a força normativa da Constituição quanto à aplicação da técnica da interpretação conforme. (…) Ademais, o art. 102, III, alínea ‘a’, da Constituição Federal jamais mencionou o requisito da violação direta, constando nele apenas o cabimento do Recurso Extraordinário quando houver contrariedade à dispositivo da Constituição... (...) Assim, qualquer interpretação constitucional que envolva direitos fundamentais deve ser no sentido de lhe atribuir a máxima efetividade. Quando o constituinte não restringe, não cabe ao intérprete restringir, sob pena de violar o princípio da máxima efetividade. (…) Destarte, existindo violação ao princípio do contraditório, é dever da Corte Suprema debruçar-se sobre a questão para analisá-la. Portanto, inequívoco ter havido violação direta e não reflexa com relação à alegação de cerceamento de defesa, autorizando a apreciação do recurso extraordinário com relação à questão. (…) A denominada ‘Reforma do Judiciário’, normativamente posta pela emenda constitucional n. 45, promoveu alterações concernentes às justiças militares estaduais. (…) Dentre as alterações, estabeleceu-se ser da competência dos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares militares. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP Insiste o agravante que foram violados os arts. 5º, incisos LIV e LV; e 125, § 5º, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que, “[a]o concluir que, em regra, a alegação de violação a princípio não enseja a admissibilidade do Recurso Extraordinário, nega-se a força normativa da Constituição quanto à aplicação da técnica da interpretação conforme. (…) Ademais, o art. 102, III, alínea ‘a’, da Constituição Federal jamais mencionou o requisito da violação direta, constando nele apenas o cabimento do Recurso Extraordinário quando houver contrariedade à dispositivo da Constituição... (...) Assim, qualquer interpretação constitucional que envolva direitos fundamentais deve ser no sentido de lhe atribuir a máxima efetividade. Quando o constituinte não restringe, não cabe ao intérprete restringir, sob pena de violar o princípio da máxima efetividade. (…) Destarte, existindo violação ao princípio do contraditório, é dever da Corte Suprema debruçar-se sobre a questão para analisá-la. Portanto, inequívoco ter havido violação direta e não reflexa com relação à alegação de cerceamento de defesa, autorizando a apreciação do recurso extraordinário com relação à questão. (…) A denominada ‘Reforma do Judiciário’, normativamente posta pela emenda constitucional n. 45, promoveu alterações concernentes às justiças militares estaduais. (…) Dentre as alterações, estabeleceu-se ser da competência dos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares militares. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP Em outras palavras, a nova disciplina constitucional afastou os juízes militares do julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, matéria eminentemente civil. (…) (…) contrariando o teor do § 5º do artigo 125 da Constituição da República, no julgamento do apelo interposto no feito em epígrafe, participou um juiz militar (Fernando Ferreira). A Câmara do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, no julgamento da apelação aqui combatida, esteve integrada por dois juízes togados e um juiz da classe dos militares”. É o relatório. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP Em outras palavras, a nova disciplina constitucional afastou os juízes militares do julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, matéria eminentemente civil. (…) (…) contrariando o teor do § 5º do artigo 125 da Constituição da República, no julgamento do apelo interposto no feito em epígrafe, participou um juiz militar (Fernando Ferreira). A Câmara do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, no julgamento da apelação aqui combatida, esteve integrada por dois juízes togados e um juiz da classe dos militares”. É o relatório. 13 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. A Corte de origem, no julgamento dos embargos de declaração, assim se manifestou: “No que diz respeito à composição da Câmara julgadora nunca é demais registrar - embora este fato seja do integral conhecimento do advogado que subscreve a petição dos embargos, haja vista ser um dos mais atuantes no âmbito da Justiça Militar já há alguns anos - que os julgamentos realizados na Segunda Instância da Justiça Militar sempre foram realizados com a observância da composição mista do colegiado, qual seja, contando o órgão julgador com a participação de magistrados civis e militares. O disposto na Emenda Constitucional n° 45, de 2004, em nada alterou essa regra que é observada nos Estados que possuem o Tribunal de Justiça Militar como órgão de Segunda Instância, o que certamente levou o então apelante a nada questionar a respeito desse assunto por ocasião da apresentação das razões do seu recurso.” Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, é certo que a conclusão adotada na origem não se afastou do entendimento deste Tribunal no sentido de que o art. 125, § 5º, da Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo nenhuma menção acerca do julgamento colegiado de tais demandas. Quanto às alegações do agravante de que teriam sido violados os princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. A Corte de origem, no julgamento dos embargos de declaração, assim se manifestou: “No que diz respeito à composição da Câmara julgadora nunca é demais registrar - embora este fato seja do integral conhecimento do advogado que subscreve a petição dos embargos, haja vista ser um dos mais atuantes no âmbito da Justiça Militar já há alguns anos - que os julgamentos realizados na Segunda Instância da Justiça Militar sempre foram realizados com a observância da composição mista do colegiado, qual seja, contando o órgão julgador com a participação de magistrados civis e militares. O disposto na Emenda Constitucional n° 45, de 2004, em nada alterou essa regra que é observada nos Estados que possuem o Tribunal de Justiça Militar como órgão de Segunda Instância, o que certamente levou o então apelante a nada questionar a respeito desse assunto por ocasião da apresentação das razões do seu recurso.” Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, é certo que a conclusão adotada na origem não se afastou do entendimento deste Tribunal no sentido de que o art. 125, § 5º, da Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo nenhuma menção acerca do julgamento colegiado de tais demandas. Quanto às alegações do agravante de que teriam sido violados os princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 814762 AGR / SP durante o procedimento disciplinar que culminou com sua exclusão dos quadros da Polícia Militar, colhe-se do voto condutor do acórdão proferido no julgamento da apelação: “Para que repercuta na decisão administrativa, o decreto absolutório criminal deve fundar-se na negativa dos fatos ou de sua autoria, ou na existência de circunstância que exclua o crime ou isente o réu de pena e, além disso, abranger toda a conduta que fundamentou a decisão administrativa, o que, efetivamente, não ocorreu. Isto porque, o processo administrativo reconheceu a ocorrência de transgressão disciplinar, independente do ato definido como crime. (…) O fato que não constitui infração penal pode constituir infração administrativa disciplinar, e nessa hipótese, pode ser imposta punição disciplinar, desde que caracterizada sua autoria na prática de transgressão administrativa, no devido processo disciplinar. (…) É o caso específico destes autos em que, apesar da existência de sentença penal absolutória, o fato do apelante ter recebido de uma pessoa conhecida, um cheque de terceira pessoa desconhecida, sem adotar as medidas necessárias à identificação da procedência da cártula, colaborando deste modo com a fruição dos benefícios de um ilícito penal, caracterizou a prática de infração disciplinar. (…) Ressalte-se que o enunciado refere-se a ‘falta residual não compreendida pela absolvição criminal’. Portanto, a tese do apelante de que a técnica do resíduo administrativo não se aplica em situação de absolvição por inexistência do fato, restringindo-se aos casos de absolvição por insuficiência probatória é totalmente desprovida de fundamentação. O próprio Comandante Geral, em decisão de pedido de reconsideração realizado pelo apelante, apontou de forma clara 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP durante o procedimento disciplinar que culminou com sua exclusão dos quadros da Polícia Militar, colhe-se do voto condutor do acórdão proferido no julgamento da apelação: “Para que repercuta na decisão administrativa, o decreto absolutório criminal deve fundar-se na negativa dos fatos ou de sua autoria, ou na existência de circunstância que exclua o crime ou isente o réu de pena e, além disso, abranger toda a conduta que fundamentou a decisão administrativa, o que, efetivamente, não ocorreu. Isto porque, o processo administrativo reconheceu a ocorrência de transgressão disciplinar, independente do ato definido como crime. (…) O fato que não constitui infração penal pode constituir infração administrativa disciplinar, e nessa hipótese, pode ser imposta punição disciplinar, desde que caracterizada sua autoria na prática de transgressão administrativa, no devido processo disciplinar. (…) É o caso específico destes autos em que, apesar da existência de sentença penal absolutória, o fato do apelante ter recebido de uma pessoa conhecida, um cheque de terceira pessoa desconhecida, sem adotar as medidas necessárias à identificação da procedência da cártula, colaborando deste modo com a fruição dos benefícios de um ilícito penal, caracterizou a prática de infração disciplinar. (…) Ressalte-se que o enunciado refere-se a ‘falta residual não compreendida pela absolvição criminal’. Portanto, a tese do apelante de que a técnica do resíduo administrativo não se aplica em situação de absolvição por inexistência do fato, restringindo-se aos casos de absolvição por insuficiência probatória é totalmente desprovida de fundamentação. O próprio Comandante Geral, em decisão de pedido de reconsideração realizado pelo apelante, apontou de forma clara 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 814762 AGR / SP a falta residual motivadora da exclusão do miliciano das fileiras da Corporação... (…) No que se refere à alegação de que o juiz ‘a quo’ teria enfrentado o mérito e emitido juízo de valor acerca das provas do processo administrativo, mais uma vez equivoca-se o apelante. O que fez o magistrado de primeiro grau, acertadamente, foi cotejar as decisões emitidas no âmbito judicial e administrativo, para averiguar a existência de falta residual. De forma alguma houve reapreciação do mérito, pois como é sabido, salvo as hipóteses de abuso ou excesso de poder ou ilegalidade, é vedado ao Poder Judiciário imiscuir-se na esfera do poder disciplinar da Administração. Restringe-se sua atuação, ao controle da legalidade do ato administrativo, impossibilitada a análise meritória mais aprofundada, sob pena de usurpação da função administrativa, precipuamente destinada ao Executivo. A legalidade do ato administrativo diz respeito a sua conformação às normas do ordenamento. A margem livre sobre a qual incide a escolha inerente à discricionariedade corresponde ao mérito do ato administrativo, que expressa o juízo de conveniência e oportunidade da escolha, no atendimento do interesse público, juízo esse efetuado pela autoridade à qual se conferiu o poder discricionário. No que tange a matéria prequestionada, não houve negativa de vigência aos artigos mencionados pelo apelante (fls. 177), até porque os mesmos são inaplicáveis ao caso em questão.” Desse modo, é certo que a Corte de origem concluiu, com base na legislação aplicável à espécie e nos fatos e nas provas dos autos: i) que o procedimento administrativo disciplinar era necessário, haja vista que, a despeito de a conduta do ora agravante não constituir crime, ela configuraria infração administrativa; ii) que referido procedimento se teria desenvolvido de forma regular, não tendo havido interferência 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP a falta residual motivadora da exclusão do miliciano das fileiras da Corporação... (…) No que se refere à alegação de que o juiz ‘a quo’ teria enfrentado o mérito e emitido juízo de valor acerca das provas do processo administrativo, mais uma vez equivoca-se o apelante. O que fez o magistrado de primeiro grau, acertadamente, foi cotejar as decisões emitidas no âmbito judicial e administrativo, para averiguar a existência de falta residual. De forma alguma houve reapreciação do mérito, pois como é sabido, salvo as hipóteses de abuso ou excesso de poder ou ilegalidade, é vedado ao Poder Judiciário imiscuir-se na esfera do poder disciplinar da Administração. Restringe-se sua atuação, ao controle da legalidade do ato administrativo, impossibilitada a análise meritória mais aprofundada, sob pena de usurpação da função administrativa, precipuamente destinada ao Executivo. A legalidade do ato administrativo diz respeito a sua conformação às normas do ordenamento. A margem livre sobre a qual incide a escolha inerente à discricionariedade corresponde ao mérito do ato administrativo, que expressa o juízo de conveniência e oportunidade da escolha, no atendimento do interesse público, juízo esse efetuado pela autoridade à qual se conferiu o poder discricionário. No que tange a matéria prequestionada, não houve negativa de vigência aos artigos mencionados pelo apelante (fls. 177), até porque os mesmos são inaplicáveis ao caso em questão.” Desse modo, é certo que a Corte de origem concluiu, com base na legislação aplicável à espécie e nos fatos e nas provas dos autos: i) que o procedimento administrativo disciplinar era necessário, haja vista que, a despeito de a conduta do ora agravante não constituir crime, ela configuraria infração administrativa; ii) que referido procedimento se teria desenvolvido de forma regular, não tendo havido interferência 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 814762 AGR / SP judicial no mérito do ato administrativo, havendo, por fim, sido observadas as garantias constitucionais que informam o processo. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático- probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI nº 738.483/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 843.907/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/6/11). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP judicial no mérito do ato administrativo, havendo, por fim, sido observadas as garantias constitucionais que informam o processo. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático- probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI nº 738.483/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 843.907/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/6/11). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 814762 AGR / SP da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 814762 AGR / SP nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ALBERTO JÚNIOR TACÃO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813528 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ALBERTO JÚNIOR TACÃO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4090470
2013-05-07T00:00:00
2013-06-27T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Justiça Militar. Julgamento colegiado. Composição. Servidor militar. Processo administrativo disciplinar. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O art. 125, § 5º, da Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo, entretanto, nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. 2. Para divergir do entendimento adotado na origem, no sentido de que não teriam sido violadas as garantias constitucionais que informam o processo, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental não provido.
sjur234822
- Acórdão (s) citado (s): (SÚMULA 279) AI 738483 AgR (2ªT), AI 843907 AgR (1ªT). (OFENSA REFLEXA) ARE 644667 AgR (1ªT), AI 531906 AgR (2ªT), AI 643654 AgR (1ªT). Número de páginas: 22. Análise: 10/07/2013, BMB.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
814762
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00125 PAR-00005 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 814762 AgR
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AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGTE.(S) : ALBERTO JÚNIOR TACÃO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ALBERTO JÚNIOR TACÃO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Justiça Militar. Julgamento colegiado. Composição. Servidor militar. Processo administrativo disciplinar. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O art. 125, § 5..., da Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo, entretanto, nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. 2. Para divergir do entendimento adotado na origem, no sentido de que não teriam sido violadas as garantias constitucionais que informam o processo, seria necessário analisar a legislação infraconstitucional e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057567. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 22 Ementa e Acórdão AI 814762 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057567. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057567. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 22 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ALBERTO JÚNIOR TACÃO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Alberto Júnior Tacão interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Alberto Júnior Tacão interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5..., inciso II, 37, caput, e 125, § 5..., da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira Câmara do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘POLICIAL MILITAR - Distribuição exclusiva das ações cíveis à Segunda Auditoria da Justiça Militar - Legalidade - Pedido de reintegração fundado no artigo 439, alínea ‘a’, primeira parte, do CPPM - Impossibilidade - Decisão absolutória que não repercute na esfera administrativa - Falta residual não abrangida pela absolvição criminal - Inteligência da Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal - Independência entre as instâncias - Recurso improvido’. Opostos embargos de declaração, não foram providos. Decido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ALBERTO JÚNIOR TACÃO ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Alberto Júnior Tacão interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Alberto Júnior Tacão interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 5..., inciso II, 37, caput, e 125, § 5..., da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Primeira Câmara do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, assim ementado: ‘POLICIAL MILITAR - Distribuição exclusiva das ações cíveis à Segunda Auditoria da Justiça Militar - Legalidade - Pedido de reintegração fundado no artigo 439, alínea ‘a’, primeira parte, do CPPM - Impossibilidade - Decisão absolutória que não repercute na esfera administrativa - Falta residual não abrangida pela absolvição criminal - Inteligência da Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal - Independência entre as instâncias - Recurso improvido’. Opostos embargos de declaração, não foram providos. Decido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Ressalte-se, primeiramente, que não procede a alegada nulidade do julgado recorrido em face do disposto no artigo 125, § 5..., da Constituição Federal, haja vista que tal dispositivo determina a competência dos juízes de direito da Justiça militar para processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares dos militares, não fazendo nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. OFENSA REFLEXA. ARGUIÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PARA REAFIRMAR A JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE RECURSOS INTERPOSTOS NO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Ressalte-se, primeiramente, que não procede a alegada nulidade do julgado recorrido em face do disposto no artigo 125, § 5..., da Constituição Federal, haja vista que tal dispositivo determina a competência dos juízes de direito da Justiça militar para processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares dos militares, não fazendo nenhuma menção acerca dos julgamentos colegiados de tais demandas. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. CERCEAMENTO DE DEFESA. INOCORRÊNCIA. OFENSA REFLEXA. ARGUIÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA PARA REAFIRMAR A JURISPRUDÊNCIA DA CORTE. COMPETÊNCIA PARA JULGAMENTO DE RECURSOS INTERPOSTOS NO 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP BOJO DE AÇÕES JUDICIAIS CONTRA ATOS DISCIPLINARES MILITARES. A COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL DEVE SER FIXADA NO ÂMBITO DOS ESTADOS. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. FALTA RESIDUAL. SÚMULA 18 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou- se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. O princípio da legalidade e sua eventual ofensa não desafiam o recurso extraordinário quando sua verificação demanda a análise de normas de natureza infraconstitucional. 5. A Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Não 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP BOJO DE AÇÕES JUDICIAIS CONTRA ATOS DISCIPLINARES MILITARES. A COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL DEVE SER FIXADA NO ÂMBITO DOS ESTADOS. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. FALTA RESIDUAL. SÚMULA 18 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A matéria relativa à nulidade por negativa de prestação jurisdicional por ausência de fundamentação teve repercussão geral reconhecida pelo Plenário, no julgamento do AI 791.292 QO-RG, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJe de 12/08/2010. Naquela assentada, reafirmou- se a jurisprudência desta Suprema Corte, no sentido de que o art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão. 4. O princípio da legalidade e sua eventual ofensa não desafiam o recurso extraordinário quando sua verificação demanda a análise de normas de natureza infraconstitucional. 5. A Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal dispõe: ‘Não 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. 6. A Constituição Federal prevê em seu artigo 125, § 5..., a competência singular para julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, nada disciplinando em relação ao julgamento em segundo grau. A propósito, destaco que a competência da Justiça Militar estadual é de ser fixada no âmbito estadual, a teor da Carta Magna. 7. É admissível a punição administrativa do servidor público pela falta residual não compreendida na absolvição do juízo criminal. Inteligência da Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal. 8. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘Direito constitucional, administrativo e processual civil. Policial Militar. Demissão. Anulação de Ato Administrativo. Apelação Cível. Recurso improvido. A absolvição na esfera criminal, não traz consequências ao âmbito administrativo, porque o fato que não constitui infração penal, pode perfeitamente constituir infração administrativo-disciplinar. Atendidos os pressupostos de competência, finalidade, forma, motivo e objeto, tem-se por garantia a validade e eficácia do ato administrativo.’ 9. Agravo regimental desprovido’ (ARE n 664.930/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/11/12). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo-disciplinar. 3. Militar. 4. Art. 125, § 5... da Constituição Federal de 1988. Competência dos juízes de direito do juízo militar para processar e julgar singularmente as ações judiciais contra atos disciplinares, nada mencionando acerca do julgamento colegiado dessas demandas. 5. Ausência de nulidade. 6. Violação do contraditório. Necessidade do reexame dos fatos e provas. Súmula 279. 7. Competência. Comandante-geral da PM. Edição de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. 6. A Constituição Federal prevê em seu artigo 125, § 5..., a competência singular para julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, nada disciplinando em relação ao julgamento em segundo grau. A propósito, destaco que a competência da Justiça Militar estadual é de ser fixada no âmbito estadual, a teor da Carta Magna. 7. É admissível a punição administrativa do servidor público pela falta residual não compreendida na absolvição do juízo criminal. Inteligência da Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal. 8. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘Direito constitucional, administrativo e processual civil. Policial Militar. Demissão. Anulação de Ato Administrativo. Apelação Cível. Recurso improvido. A absolvição na esfera criminal, não traz consequências ao âmbito administrativo, porque o fato que não constitui infração penal, pode perfeitamente constituir infração administrativo-disciplinar. Atendidos os pressupostos de competência, finalidade, forma, motivo e objeto, tem-se por garantia a validade e eficácia do ato administrativo.’ 9. Agravo regimental desprovido’ (ARE n 664.930/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/11/12). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo-disciplinar. 3. Militar. 4. Art. 125, § 5... da Constituição Federal de 1988. Competência dos juízes de direito do juízo militar para processar e julgar singularmente as ações judiciais contra atos disciplinares, nada mencionando acerca do julgamento colegiado dessas demandas. 5. Ausência de nulidade. 6. Violação do contraditório. Necessidade do reexame dos fatos e provas. Súmula 279. 7. Competência. Comandante-geral da PM. Edição de 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP instrução normativa. Fundamentação deficiente. Súmula 284. 8. Ausência de argumentos hábeis a infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 820.539/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/9/11). Também não merece acolhida a alegada violação dos artigos 5..., inciso II, e 37, caput, da Constituição Federal, uma vez que a afronta aos referidos dispositivos constitucionais seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula n 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Saliente-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de reconhecer a independência entre as esferas penal e administrativa, havendo repercussão da primeira, na segunda, apenas nos casos de reconhecimento da inexistência material dos fatos ou da negativa de autoria. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. DEMISSÃO EM PROCESSO ADMINISTRATIVO. INDEPENDÊNCIA DAS ESFERAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP instrução normativa. Fundamentação deficiente. Súmula 284. 8. Ausência de argumentos hábeis a infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 820.539/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 6/9/11). Também não merece acolhida a alegada violação dos artigos 5..., inciso II, e 37, caput, da Constituição Federal, uma vez que a afronta aos referidos dispositivos constitucionais seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em sede de recurso extraordinário, conforme previsto na Súmula n 636 desta Corte, que assim dispõe, in verbis: ‘Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida’. Saliente-se, ainda, que a jurisprudência desta Corte é firme no sentido de reconhecer a independência entre as esferas penal e administrativa, havendo repercussão da primeira, na segunda, apenas nos casos de reconhecimento da inexistência material dos fatos ou da negativa de autoria. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. DEMISSÃO EM PROCESSO ADMINISTRATIVO. INDEPENDÊNCIA DAS ESFERAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 807.190/Sp-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/11). ‘ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DEMISSÃO. SERVIDOR PÚBLICO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. ART. 386, III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A absolvição na esfera criminal nos termos do art. 386, III, do CPP, no caso, não repercute na instância administrativa, porquanto são independentes. Precedentes. 3. O revolvimento de fatos e provas não é viável nesta via extraordinária (Súmula Supremo Tribunal Federal 279). 4. Agravo regimental improvido’ (AI n 521.569/PE- ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 14/5/10). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo disciplinar. 3. Militar. 4. Absolvição na esfera criminal. Demissão em processo administrativo. Independência das esferas. Precedentes. 5. Ausência de prequestionamento. Súmulas 282 e 356. 6. As razões do agravo regimental não atacaram os fundamentos da decisão recorrida. Fundamentação deficiente. Incidência da Súmula 284. 7. Falta de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 783.997/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 29/11/11). Entretanto, no caso presente, o Tribunal de origem 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 807.190/Sp-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 1.../2/11). ‘ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DEMISSÃO. SERVIDOR PÚBLICO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. ART. 386, III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A absolvição na esfera criminal nos termos do art. 386, III, do CPP, no caso, não repercute na instância administrativa, porquanto são independentes. Precedentes. 3. O revolvimento de fatos e provas não é viável nesta via extraordinária (Súmula Supremo Tribunal Federal 279). 4. Agravo regimental improvido’ (AI n 521.569/PE- ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 14/5/10). ‘Agravo regimental em agravo de instrumento. 2. Processo administrativo disciplinar. 3. Militar. 4. Absolvição na esfera criminal. Demissão em processo administrativo. Independência das esferas. Precedentes. 5. Ausência de prequestionamento. Súmulas 282 e 356. 6. As razões do agravo regimental não atacaram os fundamentos da decisão recorrida. Fundamentação deficiente. Incidência da Súmula 284. 7. Falta de argumentos suficientes para infirmar a decisão agravada. 9. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 783.997/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 29/11/11). Entretanto, no caso presente, o Tribunal de origem 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP consignou, expressamente, que houve falta administrativa que não foi abrangida pela sentença penal de absolvição do agravante. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: ‘(...) A consagrada afirmação que ‘excetuados o reconhecimento judicial da inexistência de autoria ou da inocorrência material do fato, as decisões do Poder Judiciário não condicionam o pronunciamento censório da Administração Pública’, é válida, desde que na apuração administrativa não restem resíduos. É o caso específico destes autos em que, apesar da existência de sentença penal absolutória, o fato do apelante ter recebido de uma pessoa conhecida, um cheque de terceira pessoa desconhecida, sem adotar as medidas necessárias à identificação da procedência da cártula, colaborando deste modo com a fruição dos benefícios de um ilícito penal, caracterizou a prática de infração disciplinar’. Nesse caso, incide a Súmula n 18 deste Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: ‘PELA FALTA RESIDUAL, NÃO COMPREENDIDA NA ABSOLVIÇÃO PELO JUÍZO CRIMINAL, É ADMISSÍVEL A PUNIÇÃO ADMINISTRATIVA DO SERVIDOR PÚBLICO’. Sobre o tema, anote-se o seguinte precedente: ‘ADMINISTRATIVO. Absolvição no juízo criminal. Não afasta a subsistência da demissão, por faltas administrativas naquela absolvição não compreendidas (Súmula 18)’ (AI n 87.683/PA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Décio Miranda, DJ de 17/12/82). 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP consignou, expressamente, que houve falta administrativa que não foi abrangida pela sentença penal de absolvição do agravante. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: ‘(...) A consagrada afirmação que ‘excetuados o reconhecimento judicial da inexistência de autoria ou da inocorrência material do fato, as decisões do Poder Judiciário não condicionam o pronunciamento censório da Administração Pública’, é válida, desde que na apuração administrativa não restem resíduos. É o caso específico destes autos em que, apesar da existência de sentença penal absolutória, o fato do apelante ter recebido de uma pessoa conhecida, um cheque de terceira pessoa desconhecida, sem adotar as medidas necessárias à identificação da procedência da cártula, colaborando deste modo com a fruição dos benefícios de um ilícito penal, caracterizou a prática de infração disciplinar’. Nesse caso, incide a Súmula n 18 deste Supremo Tribunal Federal, que assim dispõe: ‘PELA FALTA RESIDUAL, NÃO COMPREENDIDA NA ABSOLVIÇÃO PELO JUÍZO CRIMINAL, É ADMISSÍVEL A PUNIÇÃO ADMINISTRATIVA DO SERVIDOR PÚBLICO’. Sobre o tema, anote-se o seguinte precedente: ‘ADMINISTRATIVO. Absolvição no juízo criminal. Não afasta a subsistência da demissão, por faltas administrativas naquela absolvição não compreendidas (Súmula 18)’ (AI n 87.683/PA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Décio Miranda, DJ de 17/12/82). 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP No mesmo sentido, destaco o ARE n 664.930/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/11/12, cuja a ementa já foi transcrita anteriormente. Desse julgado, transcrevo o seguinte trecho do voto do relator, que bem aborda a questão: ‘(...) À derradeira, pontuo que a controvérsia atinente à independência entre as instâncias criminal e administrativa já foi objeto de reiterada jurisprudência desta Corte e resultou na edição da Súmula 18, verbis: ‘Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é admissível a punição administrativa do servidor público.’ Com efeito, há hipóteses em que os fundamentos da decisão absolutória na instância criminal não obstam a responsabilidade disciplinar na esfera administrativa, porquanto os resíduos podem veicular transgressões disciplinares de natureza grave, que ensejam o afastamento do servidor da função pública. No mesmo sentido, menciono os seguintes precedentes: ‘RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA - SENTENÇA PENAL ABSOLUTÓRIA - AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO. Estando a sentença penal absolutória calcada na insuficiência de provas para chegar-se à condenação, não há como fazê-la repercutir no processo administrativo, isso a teor do disposto nos artigos 1.525 do Código Civil, 65 e 66 do Código de Processo Penal e 121 a 126 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990.’ (MS 22.796, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 12/02/1999) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP No mesmo sentido, destaco o ARE n 664.930/SP-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 9/11/12, cuja a ementa já foi transcrita anteriormente. Desse julgado, transcrevo o seguinte trecho do voto do relator, que bem aborda a questão: ‘(...) À derradeira, pontuo que a controvérsia atinente à independência entre as instâncias criminal e administrativa já foi objeto de reiterada jurisprudência desta Corte e resultou na edição da Súmula 18, verbis: ‘Pela falta residual, não compreendida na absolvição pelo juízo criminal, é admissível a punição administrativa do servidor público.’ Com efeito, há hipóteses em que os fundamentos da decisão absolutória na instância criminal não obstam a responsabilidade disciplinar na esfera administrativa, porquanto os resíduos podem veicular transgressões disciplinares de natureza grave, que ensejam o afastamento do servidor da função pública. No mesmo sentido, menciono os seguintes precedentes: ‘RESPONSABILIDADE ADMINISTRATIVA - SENTENÇA PENAL ABSOLUTÓRIA - AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO. Estando a sentença penal absolutória calcada na insuficiência de provas para chegar-se à condenação, não há como fazê-la repercutir no processo administrativo, isso a teor do disposto nos artigos 1.525 do Código Civil, 65 e 66 do Código de Processo Penal e 121 a 126 da Lei n 8.112, de 11 de dezembro de 1990.’ (MS 22.796, Rel. Min. Marco Aurélio, Tribunal Pleno, DJ de 12/02/1999) ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. DEMISSÃO EM PROCESSO ADMINISTRATIVO. INDEPENDÊNCIA DAS ESFERAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (AI 807.190-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 31/01/2011) ‘ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DEMISSÃO. SERVIDOR PÚBLICO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. ART. 386, III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A absolvição na esfera criminal nos termos do art. 386, III, do CPP, no caso, não repercute na instância administrativa, porquanto são independentes. Precedentes. 3. O revolvimento de fatos e provas não é viável nesta via extraordinária (Súmula Supremo Tribunal Federal 279). 4. Agravo regimental improvido.’ (AI 521.569-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 13/05/2010)’. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2) ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. DEMISSÃO EM PROCESSO ADMINISTRATIVO. INDEPENDÊNCIA DAS ESFERAS PENAL E ADMINISTRATIVA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.’ (AI 807.190-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 31/01/2011) ‘ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. DEMISSÃO. SERVIDOR PÚBLICO. ABSOLVIÇÃO NA ESFERA CRIMINAL. ART. 386, III, DO CPP. INDEPENDÊNCIA DAS INSTÂNCIAS PENAL E ADMINISTRATIVA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, consoante iterativa jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. A absolvição na esfera criminal nos termos do art. 386, III, do CPP, no caso, não repercute na instância administrativa, porquanto são independentes. Precedentes. 3. O revolvimento de fatos e provas não é viável nesta via extraordinária (Súmula Supremo Tribunal Federal 279). 4. Agravo regimental improvido.’ (AI 521.569-ED, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe de 13/05/2010)’. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP Ressalte-se, por fim, que para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 689.777/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/11/12). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Militar. Processo administrativo disciplinar. Princípio do devido processo legal. Violação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com base em regulamentação militar e nos fatos e nas provas dos autos, que foi violado o princípio do devido processo legal no processo administrativo disciplinar. 2. Divergir desse entendimento demandaria a análise de norma infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 720.110/PR-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 23/8/12). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP Ressalte-se, por fim, que para ultrapassar o entendimento firmado pelo Tribunal de origem, seria necessário o reexame dos fatos e provas dos autos, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Nesse sentido, anotem-se: ‘EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. CONTROVÉRSIA SOBRE A OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA AMPLA DEFESA E DO CONTRADITÓRIO: IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS E DE LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (ARE n 689.777/MG-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 7/11/12). ‘Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público. Militar. Processo administrativo disciplinar. Princípio do devido processo legal. Violação. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu, com base em regulamentação militar e nos fatos e nas provas dos autos, que foi violado o princípio do devido processo legal no processo administrativo disciplinar. 2. Divergir desse entendimento demandaria a análise de norma infraconstitucional e o reexame do conjunto fático-probatório da causa, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido’ (AI n 720.110/PR-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 23/8/12). ‘CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. DEMISSÃO. LEGALIDADE. APRECIAÇÃO DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DA LEI ESTADUAL 5.301/1969. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 279 E 280. 1. Rever a conclusão do Tribunal a quo que concluiu pela legalidade da demissão do autor, precedida de processo administrativo disciplinar, observados os princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, envolve, necessariamente, a apreciação de matéria probatória e de legislação infraconstitucional. 2. A ofensa aos postulados constitucionais da ampla defesa, do devido processo legal, do contraditório e da prestação jurisdicional, se existente, seria, segundo entendimento deste Supremo Tribunal, meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 804.428/MG- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. NULIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 712.362/PE, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 4/6/10). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. DEMISSÃO. LEGALIDADE. APRECIAÇÃO DE MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAÇÃO DA LEI ESTADUAL 5.301/1969. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 279 E 280. 1. Rever a conclusão do Tribunal a quo que concluiu pela legalidade da demissão do autor, precedida de processo administrativo disciplinar, observados os princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, envolve, necessariamente, a apreciação de matéria probatória e de legislação infraconstitucional. 2. A ofensa aos postulados constitucionais da ampla defesa, do devido processo legal, do contraditório e da prestação jurisdicional, se existente, seria, segundo entendimento deste Supremo Tribunal, meramente reflexa ou indireta. Precedentes. 3. Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (AI n 804.428/MG- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 18/8/11). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO DE SERVIDOR PÚBLICO. NULIDADE DE PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 712.362/PE, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 4/6/10). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP Insiste o agravante que foram violados os arts. 5..., incisos LIV e LV; e 125, § 5..., da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que, “[a]o concluir que, em regra, a alegação de violação a princípio não enseja a admissibilidade do Recurso Extraordinário, nega-se a força normativa da Constituição quanto à aplicação da técnica da interpretação conforme. (…) Ademais, o art. 102, III, alínea ‘a’, da Constituição Federal jamais mencionou o requisito da violação direta, constando nele apenas o cabimento do Recurso Extraordinário quando houver contrariedade à dispositivo da Constituição... (...) Assim, qualquer interpretação constitucional que envolva direitos fundamentais deve ser no sentido de lhe atribuir a máxima efetividade. Quando o constituinte não restringe, não cabe ao intérprete restringir, sob pena de violar o princípio da máxima efetividade. (…) Destarte, existindo violação ao princípio do contraditório, é dever da Corte Suprema debruçar-se sobre a questão para analisá-la. Portanto, inequívoco ter havido violação direta e não reflexa com relação à alegação de cerceamento de defesa, autorizando a apreciação do recurso extraordinário com relação à questão. (…) A denominada ‘Reforma do Judiciário’, normativamente posta pela emenda constitucional n. 45, promoveu alterações concernentes às justiças militares estaduais. (…) Dentre as alterações, estabeleceu-se ser da competência dos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares militares. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP Insiste o agravante que foram violados os arts. 5..., incisos LIV e LV; e 125, § 5..., da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que, “[a]o concluir que, em regra, a alegação de violação a princípio não enseja a admissibilidade do Recurso Extraordinário, nega-se a força normativa da Constituição quanto à aplicação da técnica da interpretação conforme. (…) Ademais, o art. 102, III, alínea ‘a’, da Constituição Federal jamais mencionou o requisito da violação direta, constando nele apenas o cabimento do Recurso Extraordinário quando houver contrariedade à dispositivo da Constituição... (...) Assim, qualquer interpretação constitucional que envolva direitos fundamentais deve ser no sentido de lhe atribuir a máxima efetividade. Quando o constituinte não restringe, não cabe ao intérprete restringir, sob pena de violar o princípio da máxima efetividade. (…) Destarte, existindo violação ao princípio do contraditório, é dever da Corte Suprema debruçar-se sobre a questão para analisá-la. Portanto, inequívoco ter havido violação direta e não reflexa com relação à alegação de cerceamento de defesa, autorizando a apreciação do recurso extraordinário com relação à questão. (…) A denominada ‘Reforma do Judiciário’, normativamente posta pela emenda constitucional n. 45, promoveu alterações concernentes às justiças militares estaduais. (…) Dentre as alterações, estabeleceu-se ser da competência dos juízes de direito do juízo militar processar e julgar, singularmente, as ações judiciais contra atos disciplinares militares. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 22 Relatório AI 814762 AGR / SP Em outras palavras, a nova disciplina constitucional afastou os juízes militares do julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, matéria eminentemente civil. (…) (…) contrariando o teor do § 5... do artigo 125 da Constituição da República, no julgamento do apelo interposto no feito em epígrafe, participou um juiz militar (Fernando Ferreira). A Câmara do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, no julgamento da apelação aqui combatida, esteve integrada por dois juízes togados e um juiz da classe dos militares”. É o relatório. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP Em outras palavras, a nova disciplina constitucional afastou os juízes militares do julgamento das ações judiciais contra atos disciplinares militares, matéria eminentemente civil. (…) (…) contrariando o teor do § 5... do artigo 125 da Constituição da República, no julgamento do apelo interposto no feito em epígrafe, participou um juiz militar (Fernando Ferreira). A Câmara do Tribunal de Justiça Militar do Estado de São Paulo, no julgamento da apelação aqui combatida, esteve integrada por dois juízes togados e um juiz da classe dos militares”. É o relatório. 13 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057565. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 22 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. A Corte de origem, no julgamento dos embargos de declaração, assim se manifestou: “No que diz respeito à composição da Câmara julgadora nunca é demais registrar - embora este fato seja do integral conhecimento do advogado que subscreve a petição dos embargos, haja vista ser um dos mais atuantes no âmbito da Justiça Militar já há alguns anos - que os julgamentos realizados na Segunda Instância da Justiça Militar sempre foram realizados com a observância da composição mista do colegiado, qual seja, contando o órgão julgador com a participação de magistrados civis e militares. O disposto na Emenda Constitucional n 45, de 2004, em nada alterou essa regra que é observada nos Estados que possuem o Tribunal de Justiça Militar como órgão de Segunda Instância, o que certamente levou o então apelante a nada questionar a respeito desse assunto por ocasião da apresentação das razões do seu recurso.” Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, é certo que a conclusão adotada na origem não se afastou do entendimento deste Tribunal no sentido de que o art. 125, § 5..., da Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo nenhuma menção acerca do julgamento colegiado de tais demandas. Quanto às alegações do agravante de que teriam sido violados os princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. A Corte de origem, no julgamento dos embargos de declaração, assim se manifestou: “No que diz respeito à composição da Câmara julgadora nunca é demais registrar - embora este fato seja do integral conhecimento do advogado que subscreve a petição dos embargos, haja vista ser um dos mais atuantes no âmbito da Justiça Militar já há alguns anos - que os julgamentos realizados na Segunda Instância da Justiça Militar sempre foram realizados com a observância da composição mista do colegiado, qual seja, contando o órgão julgador com a participação de magistrados civis e militares. O disposto na Emenda Constitucional n 45, de 2004, em nada alterou essa regra que é observada nos Estados que possuem o Tribunal de Justiça Militar como órgão de Segunda Instância, o que certamente levou o então apelante a nada questionar a respeito desse assunto por ocasião da apresentação das razões do seu recurso.” Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, é certo que a conclusão adotada na origem não se afastou do entendimento deste Tribunal no sentido de que o art. 125, § 5..., da Constituição Federal contém exigência de que as demandas que tenham por objeto ato disciplinar cometido por militar sejam julgadas em primeiro grau por juiz de direito, não fazendo nenhuma menção acerca do julgamento colegiado de tais demandas. Quanto às alegações do agravante de que teriam sido violados os princípios da ampla defesa, do contraditório e do devido processo legal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 22 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 814762 AGR / SP durante o procedimento disciplinar que culminou com sua exclusão dos quadros da Polícia Militar, colhe-se do voto condutor do acórdão proferido no julgamento da apelação: “Para que repercuta na decisão administrativa, o decreto absolutório criminal deve fundar-se na negativa dos fatos ou de sua autoria, ou na existência de circunstância que exclua o crime ou isente o réu de pena e, além disso, abranger toda a conduta que fundamentou a decisão administrativa, o que, efetivamente, não ocorreu. Isto porque, o processo administrativo reconheceu a ocorrência de transgressão disciplinar, independente do ato definido como crime. (…) O fato que não constitui infração penal pode constituir infração administrativa disciplinar, e nessa hipótese, pode ser imposta punição disciplinar, desde que caracterizada sua autoria na prática de transgressão administrativa, no devido processo disciplinar. (…) É o caso específico destes autos em que, apesar da existência de sentença penal absolutória, o fato do apelante ter recebido de uma pessoa conhecida, um cheque de terceira pessoa desconhecida, sem adotar as medidas necessárias à identificação da procedência da cártula, colaborando deste modo com a fruição dos benefícios de um ilícito penal, caracterizou a prática de infração disciplinar. (…) Ressalte-se que o enunciado refere-se a ‘falta residual não compreendida pela absolvição criminal’. Portanto, a tese do apelante de que a técnica do resíduo administrativo não se aplica em situação de absolvição por inexistência do fato, restringindo-se aos casos de absolvição por insuficiência probatória é totalmente desprovida de fundamentação. O próprio Comandante Geral, em decisão de pedido de reconsideração realizado pelo apelante, apontou de forma clara 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP durante o procedimento disciplinar que culminou com sua exclusão dos quadros da Polícia Militar, colhe-se do voto condutor do acórdão proferido no julgamento da apelação: “Para que repercuta na decisão administrativa, o decreto absolutório criminal deve fundar-se na negativa dos fatos ou de sua autoria, ou na existência de circunstância que exclua o crime ou isente o réu de pena e, além disso, abranger toda a conduta que fundamentou a decisão administrativa, o que, efetivamente, não ocorreu. Isto porque, o processo administrativo reconheceu a ocorrência de transgressão disciplinar, independente do ato definido como crime. (…) O fato que não constitui infração penal pode constituir infração administrativa disciplinar, e nessa hipótese, pode ser imposta punição disciplinar, desde que caracterizada sua autoria na prática de transgressão administrativa, no devido processo disciplinar. (…) É o caso específico destes autos em que, apesar da existência de sentença penal absolutória, o fato do apelante ter recebido de uma pessoa conhecida, um cheque de terceira pessoa desconhecida, sem adotar as medidas necessárias à identificação da procedência da cártula, colaborando deste modo com a fruição dos benefícios de um ilícito penal, caracterizou a prática de infração disciplinar. (…) Ressalte-se que o enunciado refere-se a ‘falta residual não compreendida pela absolvição criminal’. Portanto, a tese do apelante de que a técnica do resíduo administrativo não se aplica em situação de absolvição por inexistência do fato, restringindo-se aos casos de absolvição por insuficiência probatória é totalmente desprovida de fundamentação. O próprio Comandante Geral, em decisão de pedido de reconsideração realizado pelo apelante, apontou de forma clara 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 22 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 814762 AGR / SP a falta residual motivadora da exclusão do miliciano das fileiras da Corporação... (…) No que se refere à alegação de que o juiz ‘a quo’ teria enfrentado o mérito e emitido juízo de valor acerca das provas do processo administrativo, mais uma vez equivoca-se o apelante. O que fez o magistrado de primeiro grau, acertadamente, foi cotejar as decisões emitidas no âmbito judicial e administrativo, para averiguar a existência de falta residual. De forma alguma houve reapreciação do mérito, pois como é sabido, salvo as hipóteses de abuso ou excesso de poder ou ilegalidade, é vedado ao Poder Judiciário imiscuir-se na esfera do poder disciplinar da Administração. Restringe-se sua atuação, ao controle da legalidade do ato administrativo, impossibilitada a análise meritória mais aprofundada, sob pena de usurpação da função administrativa, precipuamente destinada ao Executivo. A legalidade do ato administrativo diz respeito a sua conformação às normas do ordenamento. A margem livre sobre a qual incide a escolha inerente à discricionariedade corresponde ao mérito do ato administrativo, que expressa o juízo de conveniência e oportunidade da escolha, no atendimento do interesse público, juízo esse efetuado pela autoridade à qual se conferiu o poder discricionário. No que tange a matéria prequestionada, não houve negativa de vigência aos artigos mencionados pelo apelante (fls. 177), até porque os mesmos são inaplicáveis ao caso em questão.” Desse modo, é certo que a Corte de origem concluiu, com base na legislação aplicável à espécie e nos fatos e nas provas dos autos: i) que o procedimento administrativo disciplinar era necessário, haja vista que, a despeito de a conduta do ora agravante não constituir crime, ela configuraria infração administrativa; ii) que referido procedimento se teria desenvolvido de forma regular, não tendo havido interferência 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP a falta residual motivadora da exclusão do miliciano das fileiras da Corporação... (…) No que se refere à alegação de que o juiz ‘a quo’ teria enfrentado o mérito e emitido juízo de valor acerca das provas do processo administrativo, mais uma vez equivoca-se o apelante. O que fez o magistrado de primeiro grau, acertadamente, foi cotejar as decisões emitidas no âmbito judicial e administrativo, para averiguar a existência de falta residual. De forma alguma houve reapreciação do mérito, pois como é sabido, salvo as hipóteses de abuso ou excesso de poder ou ilegalidade, é vedado ao Poder Judiciário imiscuir-se na esfera do poder disciplinar da Administração. Restringe-se sua atuação, ao controle da legalidade do ato administrativo, impossibilitada a análise meritória mais aprofundada, sob pena de usurpação da função administrativa, precipuamente destinada ao Executivo. A legalidade do ato administrativo diz respeito a sua conformação às normas do ordenamento. A margem livre sobre a qual incide a escolha inerente à discricionariedade corresponde ao mérito do ato administrativo, que expressa o juízo de conveniência e oportunidade da escolha, no atendimento do interesse público, juízo esse efetuado pela autoridade à qual se conferiu o poder discricionário. No que tange a matéria prequestionada, não houve negativa de vigência aos artigos mencionados pelo apelante (fls. 177), até porque os mesmos são inaplicáveis ao caso em questão.” Desse modo, é certo que a Corte de origem concluiu, com base na legislação aplicável à espécie e nos fatos e nas provas dos autos: i) que o procedimento administrativo disciplinar era necessário, haja vista que, a despeito de a conduta do ora agravante não constituir crime, ela configuraria infração administrativa; ii) que referido procedimento se teria desenvolvido de forma regular, não tendo havido interferência 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 22 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 814762 AGR / SP judicial no mérito do ato administrativo, havendo, por fim, sido observadas as garantias constitucionais que informam o processo. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático- probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 738.483/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 843.907/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/6/11). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP judicial no mérito do ato administrativo, havendo, por fim, sido observadas as garantias constitucionais que informam o processo. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação infraconstitucional e reexaminar o conjunto fático- probatório dos autos, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA DECIDIDA COM BASE NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE AFRONTA ÀS GARANTIAS CONSTITUCIONAIS DO PROCESSO. OFENSA REFLEXA. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de origem demandaria o revolvimento dos fatos e provas constantes dos autos. Providência vedada na instância extraordinária. 2. Violação às garantias constitucionais do processo, se existente, apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido” (AI n 738.483/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJe de 9/9/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. EXCLUSÃO DE POLICIAL MILITAR DA CORPORAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 843.907/PR-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 22/6/11). Por outro lado, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 22 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 814762 AGR / SP da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja reexame da questão em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 22 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 814762 AGR / SP nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Supremo Tribunal Federal AI 814762 AGR / SP nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). Nego provimento ao agravo regimental. 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4057564. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 22 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ALBERTO JÚNIOR TACÃO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813528 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 814.762 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ALBERTO JÚNIOR TACÃO ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813528 Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 22
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 814 . 762", "Súmulas ns 636", "AI 814762 AGR / SP", "AI 814762 AGR / SP", "Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 814762 AGR / SP", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 814762 AGR / SP", "SÚMULA 18 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 QO - RG", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 814762 AGR / SP", "SÚMULA 18 DO Supremo Tribunal Federal", "AI 791 . 292 QO - RG", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 814762 AGR / SP", "Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 664 . 930 / SP - AgR", "AI 814762", "Súmula 18 do Supremo Tribunal Federal", "ARE n 664 . 930 / SP - AgR", "AI 814762 AGR / SP", "AI n 820 . 539 / SP - AgR", "Súmula n 636 desta Corte", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 814762 AGR / SP", "AI n 820 . 539 / SP - AgR", "Súmula n 636 desta Corte", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "AI 814762 AGR / SP", "AI n 807 . 190 / Sp - AgR", "Súmula Supremo Tribunal Federal 279", "AI n 521 . 569 / PE - ED", "AI n 783 . 997 / SP - AgR", "AI 814762 AGR / SP", "AI n 807 . 190 / Sp - AgR", "Súmula", "AI n 521 . 569 / PE - ED", "AI n 783 . 997 / SP - AgR", "AI 814762 AGR / SP", "Súmula n 18 deste Supremo Tribunal Federal", "AI n 87 . 683 / PA - AgR", "AI 814762 AGR / SP", "Súmula n 18 deste Supremo Tribunal Federal", "AI n 87 . 683 / PA - AgR", "AI 814762 AGR / SP", "ARE n 664 . 930 / SP - AgR", "MS 22 . 796", "AI 814762 AGR / SP", "ARE n 664 . 930 / SP - AgR", "MS 22 . 796", "AI 814762 AGR / SP", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 807 . 190 - AgR", "Súmula", "AI 521 . 569 - ED", "AI 814762", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 807 . 190 - AgR", "Súmula Supremo Tribunal Federal 279", "AI 521 . 569 - ED", "AI 814762 AGR / SP", "Súmula n 279 desta Corte", "SÚMULAS 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Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CARLA HOPPE LICHT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MÁRIO AZAMBUJA SOARES E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. JUIZADOS ESPECIAIS. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE ÓRGÃOS JURISDICIONAIS A QUO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO RE 598.365 (REL. MIN. AYRES BRITTO - TEMA 181). INDEFERIMENTO LIMINAR DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859718. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CARLA HOPPE LICHT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MÁRIO AZAMBUJA SOARES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que, com fundamento no art. 543-A, § 5º, c/c art. 327, § 1º, do RISTF, indeferiu liminarmente agravo em recurso extraordinário que versa sobre tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte. Sustenta o agravante, em suma, que (a) o precedente indicado na decisão agravada não se aplica ao caso; (b) a matéria constitucional alegada no recurso tem repercussão geral; (c) o recurso inominado interposto pela agravante foi julgado deserto por ter sido juntada a cópia do comprovante do pagamento do preparo, todavia não há qualquer norma ou lei prevendo a necessidade de apresentação do preparo em sua forma original; (d) decisões nesse sentido estão ocorrendo apenas no Estado do Rio Grande do Sul, causando insegurança às partes, pois nos outros Estados a cópia do preparo é aceita; (e) em razão da informatização dos processos é cada vez mais comum o envio de petições digitalizadas, com a cópia dos comprovantes, inclusive do preparo, o que não causa prejuízo às partes ou ao Poder Judiciário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859719. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CARLA HOPPE LICHT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MÁRIO AZAMBUJA SOARES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que, com fundamento no art. 543-A, § 5º, c/c art. 327, § 1º, do RISTF, indeferiu liminarmente agravo em recurso extraordinário que versa sobre tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte. Sustenta o agravante, em suma, que (a) o precedente indicado na decisão agravada não se aplica ao caso; (b) a matéria constitucional alegada no recurso tem repercussão geral; (c) o recurso inominado interposto pela agravante foi julgado deserto por ter sido juntada a cópia do comprovante do pagamento do preparo, todavia não há qualquer norma ou lei prevendo a necessidade de apresentação do preparo em sua forma original; (d) decisões nesse sentido estão ocorrendo apenas no Estado do Rio Grande do Sul, causando insegurança às partes, pois nos outros Estados a cópia do preparo é aceita; (e) em razão da informatização dos processos é cada vez mais comum o envio de petições digitalizadas, com a cópia dos comprovantes, inclusive do preparo, o que não causa prejuízo às partes ou ao Poder Judiciário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859719. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O objeto deste recurso versa sobre tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do RE 598.365 (Rel. Min. AYRES BRITTO - Tema 181), por se tratar de questão infraconstitucional. Considerando que a decisão de inexistência de repercussão geral tem eficácia em relação a todos os recursos sobre matéria idêntica (art. 543-A, § 5º, do CPC c/c art. 327, § 1º, do RISTF), indefiro liminarmente o agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. No caso, o recurso extraordinário foi interposto de acórdão da Segunda Turma Recursal da Comarca de Porto Alegre/RS que não conheceu do recurso inominado do agravante, em razão de a comprovação do preparo ter sido efetuada através de cópias reprográficas das guias de pagamento, sem que, em nenhum momento, fossem juntados aos autos os documentos originais. A jurisprudência desta Corte é firme quanto à ausência de repercussão geral em hipóteses como a dos presentes autos, pois a questão alusiva aos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional (RE 598.365, Rel. Min. AYRES BRITTO - Tema 181), o que autoriza o indeferimento liminar do recurso extraordinário, conforme dispõe o art. 543-A, § 5º, do CPC. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859720. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O objeto deste recurso versa sobre tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do RE 598.365 (Rel. Min. AYRES BRITTO - Tema 181), por se tratar de questão infraconstitucional. Considerando que a decisão de inexistência de repercussão geral tem eficácia em relação a todos os recursos sobre matéria idêntica (art. 543-A, § 5º, do CPC c/c art. 327, § 1º, do RISTF), indefiro liminarmente o agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. No caso, o recurso extraordinário foi interposto de acórdão da Segunda Turma Recursal da Comarca de Porto Alegre/RS que não conheceu do recurso inominado do agravante, em razão de a comprovação do preparo ter sido efetuada através de cópias reprográficas das guias de pagamento, sem que, em nenhum momento, fossem juntados aos autos os documentos originais. A jurisprudência desta Corte é firme quanto à ausência de repercussão geral em hipóteses como a dos presentes autos, pois a questão alusiva aos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional (RE 598.365, Rel. Min. AYRES BRITTO - Tema 181), o que autoriza o indeferimento liminar do recurso extraordinário, conforme dispõe o art. 543-A, § 5º, do CPC. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 742247 AGR / RS No caso, a inadmissibilidade do recurso inominado fundamentou-se no artigo 42, § 1º, da Lei 9.099/95, matéria notoriamente infraconstitucional. Nesse sentido, em casos análogos: ARE 716.387 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 15/03/2013; ARE 713.169 AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 20/11/2012. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859720. Supremo Tribunal Federal ARE 742247 AGR / RS No caso, a inadmissibilidade do recurso inominado fundamentou-se no artigo 42, § 1º, da Lei 9.099/95, matéria notoriamente infraconstitucional. Nesse sentido, em casos análogos: ARE 716.387 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 15/03/2013; ARE 713.169 AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 20/11/2012. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CARLA HOPPE LICHT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MÁRIO AZAMBUJA SOARES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902536 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CARLA HOPPE LICHT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MÁRIO AZAMBUJA SOARES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902536 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3913780
2013-05-21T00:00:00
2013-06-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. JUIZADOS ESPECIAIS. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE ÓRGÃOS JURISDICIONAIS A QUO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO RE 598.365 (REL. MIN. AYRES BRITTO - TEMA 181). INDEFERIMENTO LIMINAR DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur232161
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, PRESSUPOSTOS, ADMISSIBILIDADE, RECURSOS, TRIBUNAIS DIVERSOS) ARE 716387 AgR (1ªT), ARE 713169 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 15/06/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
742247
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00005 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-009099 ANO-1995\r\n ART-00042 PAR-00001 \r\n LJE-1995 LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 742247 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CARLA HOPPE LICHT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MÁRIO AZAMBUJA SOARES E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CARLA HOPPE LICHT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MÁRIO AZAMBUJA SOARES E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. JUIZADOS ESPECIAIS. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE DE RECURSOS DA COMPETÊNCIA DE ÓRGÃOS JURISDICIONAIS A QUO. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA NO Recurso Extraordinário 598.365 (REL. MIN. AYRES BRITTO - TEMA 181). INDEFERIMENTO LIMINAR DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859718. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CARLA HOPPE LICHT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MÁRIO AZAMBUJA SOARES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que, com fundamento no art. 543-A, § 5..., c/c art. 327, § 1..., do RISTF, indeferiu liminarmente agravo em recurso extraordinário que versa sobre tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte. Sustenta o agravante, em suma, que (a) o precedente indicado na decisão agravada não se aplica ao caso; (b) a matéria constitucional alegada no recurso tem repercussão geral; (c) o recurso inominado interposto pela agravante foi julgado deserto por ter sido juntada a cópia do comprovante do pagamento do preparo, todavia não há qualquer norma ou lei prevendo a necessidade de apresentação do preparo em sua forma original; (d) decisões nesse sentido estão ocorrendo apenas no Estado do Rio Grande do Sul, causando insegurança às partes, pois nos outros Estados a cópia do preparo é aceita; (e) em razão da informatização dos processos é cada vez mais comum o envio de petições digitalizadas, com a cópia dos comprovantes, inclusive do preparo, o que não causa prejuízo às partes ou ao Poder Judiciário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859719. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) :ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CARLA HOPPE LICHT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :MÁRIO AZAMBUJA SOARES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que, com fundamento no art. 543-A, § 5..., c/c art. 327, § 1..., do RISTF, indeferiu liminarmente agravo em recurso extraordinário que versa sobre tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte. Sustenta o agravante, em suma, que (a) o precedente indicado na decisão agravada não se aplica ao caso; (b) a matéria constitucional alegada no recurso tem repercussão geral; (c) o recurso inominado interposto pela agravante foi julgado deserto por ter sido juntada a cópia do comprovante do pagamento do preparo, todavia não há qualquer norma ou lei prevendo a necessidade de apresentação do preparo em sua forma original; (d) decisões nesse sentido estão ocorrendo apenas no Estado do Rio Grande do Sul, causando insegurança às partes, pois nos outros Estados a cópia do preparo é aceita; (e) em razão da informatização dos processos é cada vez mais comum o envio de petições digitalizadas, com a cópia dos comprovantes, inclusive do preparo, o que não causa prejuízo às partes ou ao Poder Judiciário. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859719. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O objeto deste recurso versa sobre tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do Recurso Extraordinário 598.365 (Rel. Min. AYRES BRITTO - Tema 181), por se tratar de questão infraconstitucional. Considerando que a decisão de inexistência de repercussão geral tem eficácia em relação a todos os recursos sobre matéria idêntica (art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil c/c art. 327, § 1..., do RISTF), indefiro liminarmente o agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. No caso, o recurso extraordinário foi interposto de acórdão da Segunda Turma Recursal da Comarca de Porto Alegre/RS que não conheceu do recurso inominado do agravante, em razão de a comprovação do preparo ter sido efetuada através de cópias reprográficas das guias de pagamento, sem que, em nenhum momento, fossem juntados aos autos os documentos originais. A jurisprudência desta Corte é firme quanto à ausência de repercussão geral em hipóteses como a dos presentes autos, pois a questão alusiva aos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional (Recurso Extraordinário 598.365, Rel. Min. AYRES BRITTO - Tema 181), o que autoriza o indeferimento liminar do recurso extraordinário, conforme dispõe o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859720. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O objeto deste recurso versa sobre tema cuja existência de repercussão geral foi rejeitada por esta Corte na análise do Recurso Extraordinário 598.365 (Rel. Min. AYRES BRITTO - Tema 181), por se tratar de questão infraconstitucional. Considerando que a decisão de inexistência de repercussão geral tem eficácia em relação a todos os recursos sobre matéria idêntica (art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil c/c art. 327, § 1..., do RISTF), indefiro liminarmente o agravo. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. No caso, o recurso extraordinário foi interposto de acórdão da Segunda Turma Recursal da Comarca de Porto Alegre/RS que não conheceu do recurso inominado do agravante, em razão de a comprovação do preparo ter sido efetuada através de cópias reprográficas das guias de pagamento, sem que, em nenhum momento, fossem juntados aos autos os documentos originais. A jurisprudência desta Corte é firme quanto à ausência de repercussão geral em hipóteses como a dos presentes autos, pois a questão alusiva aos pressupostos de admissibilidade de recursos da competência de outros Tribunais se restringe ao âmbito infraconstitucional (Recurso Extraordinário 598.365, Rel. Min. AYRES BRITTO - Tema 181), o que autoriza o indeferimento liminar do recurso extraordinário, conforme dispõe o art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 742247 AGR / RS No caso, a inadmissibilidade do recurso inominado fundamentou-se no artigo 42, § 1..., da Lei 9.099/95, matéria notoriamente infraconstitucional. Nesse sentido, em casos análogos: ARE 716.387 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 15/03/2013; ARE 713.169 AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 20/11/2012. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859720. Supremo Tribunal Federal ARE 742247 AGR / RS No caso, a inadmissibilidade do recurso inominado fundamentou-se no artigo 42, § 1..., da Lei 9.099/95, matéria notoriamente infraconstitucional. Nesse sentido, em casos análogos: ARE 716.387 AgR/SP, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 15/03/2013; ARE 713.169 AgR/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe 20/11/2012. 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859720. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CARLA HOPPE LICHT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MÁRIO AZAMBUJA SOARES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902536 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.247 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA ADV.(A/S) : ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CARLA HOPPE LICHT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MÁRIO AZAMBUJA SOARES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902536 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742 . 247", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "Recurso Extraordinário 598 . 365", "ARE 742247 AGR / RS", "ARE 716 . 387 AgR / SP", "ARE 713 . 169 AgR / SP", "ARE 742247 AGR / RS", "ARE 716 . 387 AgR / SP", "ARE 713 . 169 AgR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "art . 327 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art .", "327 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 42 , § 1 . . . , da Lei 9 . 099 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 42 , § 1 . . . , da Lei 9 . 099 / 95", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "Estado do Rio Grande do Sul", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MSC", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma Recursal da Comarca de Porto Alegre / RS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma Recursal da Comarca de Porto Alegre / RS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MSC CRUZEIROS DO BRASIL LTDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES", "CARLA HOPPE LICHT", "MÁRIO AZAMBUJA SOARES", "AYRES BRITTO", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES", "CARLA HOPPE LICHT", "MÁRIO AZAMBUJA SOARES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MSC CRUZEIROS DO BRASIL", "ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES", "CARLA HOPPE LICHT", "MÁRIO AZAMBUJA SOARES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "AYRES BRITTO", "AYRES BRITTO", "TEORI ZAVASCKI", "AYRES BRITTO", "AYRES BRITTO", "TEORI ZAVASCKI", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "DIAS TOFFOLI", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES", "CARLA HOPPE LICHT", "MÁRIO AZAMBUJA SOARES", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "MSC CRUZEIROS DO BRASIL", "ANDRÉ DE ALMEIDA RODRIGUES", "CARLA HOPPE LICHT", "MÁRIO AZAMBUJA SOARES", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco .", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", "05", "/", "2013", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "03", "/", "2013", "20", "/", "11", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "03", "/", "2013", "20", "/", "11", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "21", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. TRÂNSITO EM JULGADO DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO E SUFICIENTE PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859800. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (fls. 138/143) interposto contra decisão do Min. Ayres Britto do seguinte teor: 3. Tenho que o recurso não merece acolhida. Isso porque o Tribunal de origem elegeu como base do seu decidir questão processual, referente à coisa julgada. Logo, as ofensas ao Magno Texto, se existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 4. Nesse mesmo sentido, entre outros, os REs 353.091-AgR, sob a relatoria da ministra Ellen Gracie; e 394.148, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. 5. Por outra volta, anoto que o Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao agravo de instrumento manejado contra a decisão que não admitiu o recurso especial interposto simultaneamente com o extraordinário. É dizer: persistem os fundamentos infraconstitucionais da decisão impugnada, o que atrai a incidência do princípio da Súmula 283 desta Suprema Corte. Assim, frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso. (fls. 132/133) A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) não há necessidade de análise dos limites da coisa julgada para a solução da controvérsia; (b) não é necessária a análise de legislação infraconstitucional; (c) “(...) o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859801. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (fls. 138/143) interposto contra decisão do Min. Ayres Britto do seguinte teor: 3. Tenho que o recurso não merece acolhida. Isso porque o Tribunal de origem elegeu como base do seu decidir questão processual, referente à coisa julgada. Logo, as ofensas ao Magno Texto, se existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 4. Nesse mesmo sentido, entre outros, os REs 353.091-AgR, sob a relatoria da ministra Ellen Gracie; e 394.148, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. 5. Por outra volta, anoto que o Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao agravo de instrumento manejado contra a decisão que não admitiu o recurso especial interposto simultaneamente com o extraordinário. É dizer: persistem os fundamentos infraconstitucionais da decisão impugnada, o que atrai a incidência do princípio da Súmula 283 desta Suprema Corte. Assim, frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso. (fls. 132/133) A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) não há necessidade de análise dos limites da coisa julgada para a solução da controvérsia; (b) não é necessária a análise de legislação infraconstitucional; (c) “(...) o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 554176 AGR / RS precatório complementar é mera atualização do precatório principal e está integralmente disciplinado na Constituição da República, não havendo que se falar em coisa julgada incidente sobre sua forma de atualização, pois ele não está atrelado ao título executivo.” (fl. 140); (d) não é caso de incidência da Súmula 283/STF; e (e) o acórdão recorrido violou o art. 100, § 1º da Constituição Federal. Determinada a devolução dos autos à origem, em cumprimento à sistemática do art. 543-B do CPC (fl. 146), houve agravo regimental (fls. 155/177), em cujo julgamento se reconsiderou a aplicação do regime da repercussão geral ao caso e se ordenou a apreciação do presente recurso (fls. 179/180). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859801. Supremo Tribunal Federal RE 554176 AGR / RS precatório complementar é mera atualização do precatório principal e está integralmente disciplinado na Constituição da República, não havendo que se falar em coisa julgada incidente sobre sua forma de atualização, pois ele não está atrelado ao título executivo.” (fl. 140); (d) não é caso de incidência da Súmula 283/STF; e (e) o acórdão recorrido violou o art. 100, § 1º da Constituição Federal. Determinada a devolução dos autos à origem, em cumprimento à sistemática do art. 543-B do CPC (fl. 146), houve agravo regimental (fls. 155/177), em cujo julgamento se reconsiderou a aplicação do regime da repercussão geral ao caso e se ordenou a apreciação do presente recurso (fls. 179/180). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação não merece prosperar. Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 2. Ademais, a teor da Súmula 283/STF, é "inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente, e o recurso não abrange todos eles". Veja-se o fundamento infraconstitucional, constante na ementa do acórdão recorrido, apto a manter, por si só, o julgado: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. EC Nº 30/2000, ART. 100, § 1º ART. 78 DO ADCT. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. JUROS MORATÓRIOS. TÍTULO EXECUTIVO. COISA JULGADA. . Definida no título executivo judicial transitado em julgado a incidência de juros moratórios até o depósito da integralidade da dívida, é defeso discutir na fase de execução matéria tratada no processo de conhecimento. Hipótese em que os juros incidem inclusive no período constitucional, em respeito à coisa julgada. . Prequestionamento quanto à legislação invocada estabelecido pelas razões de decidir. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859802. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação não merece prosperar. Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 2. Ademais, a teor da Súmula 283/STF, é "inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente, e o recurso não abrange todos eles". Veja-se o fundamento infraconstitucional, constante na ementa do acórdão recorrido, apto a manter, por si só, o julgado: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. EC Nº 30/2000, ART. 100, § 1º ART. 78 DO ADCT. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. JUROS MORATÓRIOS. TÍTULO EXECUTIVO. COISA JULGADA. . Definida no título executivo judicial transitado em julgado a incidência de juros moratórios até o depósito da integralidade da dívida, é defeso discutir na fase de execução matéria tratada no processo de conhecimento. Hipótese em que os juros incidem inclusive no período constitucional, em respeito à coisa julgada. . Prequestionamento quanto à legislação invocada estabelecido pelas razões de decidir. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 554176 AGR / RS . Agravo improvido. Tal argumentação foi devidamente impugnada pela recorrente por meio de recurso especial. No entanto, esse recurso teve seguimento negado no Superior Tribunal de Justiça em decisão transitada em julgado em 26/06/2007 (REsp 933.859/RS, Min. Laurita Vaz, Dj de 05/06/2007), restando, assim, incólume esse fundamento, o que evidencia a absoluta inaptidão do recurso extraordinário para reverter a decisão do acórdão regional. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: RE 601062 ED, Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 12-03-2013; RE 612836 AgR, Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 20-04-2012; RE 633610 AgR, Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 15-08-2011; RE 565918 AgR, Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 14-08-2009. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859802. Supremo Tribunal Federal RE 554176 AGR / RS . Agravo improvido. Tal argumentação foi devidamente impugnada pela recorrente por meio de recurso especial. No entanto, esse recurso teve seguimento negado no Superior Tribunal de Justiça em decisão transitada em julgado em 26/06/2007 (REsp 933.859/RS, Min. Laurita Vaz, Dj de 05/06/2007), restando, assim, incólume esse fundamento, o que evidencia a absoluta inaptidão do recurso extraordinário para reverter a decisão do acórdão regional. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: RE 601062 ED, Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 12-03-2013; RE 612836 AgR, Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 20-04-2012; RE 633610 AgR, Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 15-08-2011; RE 565918 AgR, Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 14-08-2009. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902466 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902466 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3913551
2013-05-21T00:00:00
2013-06-04T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. TRÂNSITO EM JULGADO DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO E SUFICIENTE PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur232131
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) AI 796905 AgR (1ªT), AI 622814 AgR AgR (1ªT), ARE 642062 AgR (2ªT). (IMPUGNAÇÃO, FUNDAMENTOS, DECISÃO RECORRIDA) RE 601062 ED AgR (2ªT), RE 612836 AgR AgR (2ªT), RE 633610 AgR AgR (1ªT), RE 565918 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 15/06/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
554176
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED ADCT-000078 ANO-1988\r\n ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS\r\n\r\n", "LEG-FED EMC-000030 ANO-2000\r\n ART-00100 PAR-00001 \r\n EMENDA CONSTITUCIONAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 554176 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO
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Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. LIMITES DA COISA JULGADA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. ANÁLISE. IMPOSSIBILIDADE. NEGATIVA DE SEGUIMENTO AO RECURSO ESPECIAL. TRÂNSITO EM JULGADO DE FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL AUTÔNOMO E SUFICIENTE PARA MANTER O ACÓRDÃO RECORRIDO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859800. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (fls. 138/143) interposto contra decisão do Min. Ayres Britto do seguinte teor: 3. Tenho que o recurso não merece acolhida. Isso porque o Tribunal de origem elegeu como base do seu decidir questão processual, referente à coisa julgada. Logo, as ofensas ao Magno Texto, se existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 4. Nesse mesmo sentido, entre outros, os REs 353.091-AgR, sob a relatoria da ministra Ellen Gracie; e 394.148, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. 5. Por outra volta, anoto que o Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao agravo de instrumento manejado contra a decisão que não admitiu o recurso especial interposto simultaneamente com o extraordinário. É dizer: persistem os fundamentos infraconstitucionais da decisão impugnada, o que atrai a incidência do princípio da Súmula 283 desta Suprema Corte. Assim, frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. (fls. 132/133) A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) não há necessidade de análise dos limites da coisa julgada para a solução da controvérsia; (b) não é necessária a análise de legislação infraconstitucional; (c) “(...) o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859801. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) :THIAGO CECCHINI BRUNETTO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental (fls. 138/143) interposto contra decisão do Min. Ayres Britto do seguinte teor: 3. Tenho que o recurso não merece acolhida. Isso porque o Tribunal de origem elegeu como base do seu decidir questão processual, referente à coisa julgada. Logo, as ofensas ao Magno Texto, se existentes, ocorreriam de modo indireto ou reflexo, o que não autoriza a abertura da via extraordinária. 4. Nesse mesmo sentido, entre outros, os REs 353.091-AgR, sob a relatoria da ministra Ellen Gracie; e 394.148, sob a relatoria do ministro Sepúlveda Pertence. 5. Por outra volta, anoto que o Superior Tribunal de Justiça negou seguimento ao agravo de instrumento manejado contra a decisão que não admitiu o recurso especial interposto simultaneamente com o extraordinário. É dizer: persistem os fundamentos infraconstitucionais da decisão impugnada, o que atrai a incidência do princípio da Súmula 283 desta Suprema Corte. Assim, frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. (fls. 132/133) A parte agravante sustenta, em síntese, que (a) não há necessidade de análise dos limites da coisa julgada para a solução da controvérsia; (b) não é necessária a análise de legislação infraconstitucional; (c) “(...) o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 554176 AGR / RS precatório complementar é mera atualização do precatório principal e está integralmente disciplinado na Constituição da República, não havendo que se falar em coisa julgada incidente sobre sua forma de atualização, pois ele não está atrelado ao título executivo.” (fl. 140); (d) não é caso de incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal; e (e) o acórdão recorrido violou o art. 100, § 1... da Constituição Federal. Determinada a devolução dos autos à origem, em cumprimento à sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil (fl. 146), houve agravo regimental (fls. 155/177), em cujo julgamento se reconsiderou a aplicação do regime da repercussão geral ao caso e se ordenou a apreciação do presente recurso (fls. 179/180). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859801. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 554176 AGR / RS precatório complementar é mera atualização do precatório principal e está integralmente disciplinado na Constituição da República, não havendo que se falar em coisa julgada incidente sobre sua forma de atualização, pois ele não está atrelado ao título executivo.” (fl. 140); (d) não é caso de incidência da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal; e (e) o acórdão recorrido violou o art. 100, § 1... da Constituição Federal. Determinada a devolução dos autos à origem, em cumprimento à sistemática do art. 543-B do Código de Processo Civil (fl. 146), houve agravo regimental (fls. 155/177), em cujo julgamento se reconsiderou a aplicação do regime da repercussão geral ao caso e se ordenou a apreciação do presente recurso (fls. 179/180). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação não merece prosperar. Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 2. Ademais, a teor da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, é "inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente, e o recurso não abrange todos eles". Veja-se o fundamento infraconstitucional, constante na ementa do acórdão recorrido, apto a manter, por si só, o julgado: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. EC n 30/2000, ART. 100, § 1... ART. 78 DO ADCT. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. JUROS MORATÓRIOS. TÍTULO EXECUTIVO. COISA JULGADA. . Definida no título executivo judicial transitado em julgado a incidência de juros moratórios até o depósito da integralidade da dívida, é defeso discutir na fase de execução matéria tratada no processo de conhecimento. Hipótese em que os juros incidem inclusive no período constitucional, em respeito à coisa julgada. . Prequestionamento quanto à legislação invocada estabelecido pelas razões de decidir. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859802. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A irresignação não merece prosperar. Conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito, à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 2. Ademais, a teor da Súmula 283/Supremo Tribunal Federal, é "inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente, e o recurso não abrange todos eles". Veja-se o fundamento infraconstitucional, constante na ementa do acórdão recorrido, apto a manter, por si só, o julgado: PROCESSUAL CIVIL. CONSTITUCIONAL. EC n 30/2000, ART. 100, § 1... ART. 78 DO ADCT. PRECATÓRIO COMPLEMENTAR. JUROS MORATÓRIOS. TÍTULO EXECUTIVO. COISA JULGADA. . Definida no título executivo judicial transitado em julgado a incidência de juros moratórios até o depósito da integralidade da dívida, é defeso discutir na fase de execução matéria tratada no processo de conhecimento. Hipótese em que os juros incidem inclusive no período constitucional, em respeito à coisa julgada. . Prequestionamento quanto à legislação invocada estabelecido pelas razões de decidir. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 554176 AGR / RS . Agravo improvido. Tal argumentação foi devidamente impugnada pela recorrente por meio de recurso especial. No entanto, esse recurso teve seguimento negado no Superior Tribunal de Justiça em decisão transitada em julgado em 26/06/2007 (REsp 933.859/RS, Min. Laurita Vaz, Dj de 05/06/2007), restando, assim, incólume esse fundamento, o que evidencia a absoluta inaptidão do recurso extraordinário para reverter a decisão do acórdão regional. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário 601062 ED, Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 12-03-2013; Recurso Extraordinário 612836 AgR, Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 20-04-2012; Recurso Extraordinário 633610 AgR, Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 15-08-2011; Recurso Extraordinário 565918 AgR, Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 14-08-2009. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859802. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 554176 AGR / RS . Agravo improvido. Tal argumentação foi devidamente impugnada pela recorrente por meio de recurso especial. No entanto, esse recurso teve seguimento negado no Superior Tribunal de Justiça em decisão transitada em julgado em 26/06/2007 (REsp 933.859/RS, Min. Laurita Vaz, Dj de 05/06/2007), restando, assim, incólume esse fundamento, o que evidencia a absoluta inaptidão do recurso extraordinário para reverter a decisão do acórdão regional. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário 601062 ED, Min. Teori Zavascki, Segunda Turma, DJe de 12-03-2013; Recurso Extraordinário 612836 AgR, Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe de 20-04-2012; Recurso Extraordinário 633610 AgR, Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe de 15-08-2011; Recurso Extraordinário 565918 AgR, Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, DJe de 14-08-2009. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859802. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902466 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554.176 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA ADV.(A/S) : THIAGO CECCHINI BRUNETTO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902466 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554 . 176", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "REs 353 . 091 - AgR", "394", ".", "Súmula 283 desta Suprema Corte", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554 . 176", "REs 353 . 091 - AgR", "Súmula 283 desta Suprema Corte", "Recurso Extraordinário 554176 AGR / RS", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 554176 AGR / RS", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "AI 796 . 905 AgR", "AI 622 . 814 AgR", "ARE 642 . 062 AgR", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "AI 796 . 905 AgR", "AI 622 . 814 AgR", "ARE 642 . 062 AgR", "Súmula 283 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 554176 AGR / RS", "REsp 933 . 859 / RS", "Recurso Extraordinário 601062 ED", "Recurso Extraordinário 612836 AgR", "Recurso Extraordinário 633610 AgR", "Recurso Extraordinário 565918 AgR", "REsp 933 . 859 / RS", "Recurso Extraordinário 601062 ED", "Recurso Extraordinário 612836 AgR", "Recurso Extraordinário 633610 AgR", "Recurso Extraordinário 565918 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554 . 176", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 554 . 176" ], "LEGISLACAO": [ "art . 557 do Código de Processo Civil", "§ 1 . . . do art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "§", "art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "art . 100 , § 1 . . . da Constituição Federal", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2", "Constituição da República", "art . 100 , § 1 . . . da Constituição Federal", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC n 30 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EC", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA", "UNIÃO", "UNIÃO", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "2", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "TEORI ZAVASCKI", "ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "TEORI ZAVASCKI", "Ayres Britto", "Ellen Gracie", "Sepúlveda Pertence", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "ELLEN GRACIE", "TEORI ZAVASCKI", "Laurita Vaz", "Teori Zavascki", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Laurita Vaz", "Teori Zavascki", "Ayres Britto", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "ELVANDIR LARREIA DE OLIVEIRA", "THIAGO CECCHINI BRUNETTO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de", "Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", "05", "/", "2013", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "21", "/", "05", "/", "2012", "08", "/", "03", "/", "2012", "19", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "21", "/", "05", "/", "2012", "08", "/", "03", "/", "2012", "19", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "2007", "05", "/", "06", "/", "2007", "12", "-", "03", "-", "2013", "20", "-", "04", "-", "2012", "15", "-", "08", "-", "2011", "14", "-", "08", "-", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "06", "/", "2007", "05", "/", "06", "/", "2007", ".", "12", "-", "03", "-", "2013", "20", "-", "04", "-", "2012", "15", "-", "08", "-", "2011", "14", "-", "08", "-", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "21", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARITÂNIA DE JESUS LOPES ADV.(A/S) :ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO ADV.(A/S) :WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INCS. XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920322. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARITÂNIA DE JESUS LOPES ADV.(A/S) :ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO ADV.(A/S) :WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 21 de março de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Maritânia de Jesus Lopes contra julgado do Colégio Recursal de São Paulo, o qual manteve sentença que julgara procedente ação de despejo. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A Juíza Simone Cândida Lucas Marcondes manteve a sentença por seus próprios fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei n. 9.099/1995. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARITÂNIA DE JESUS LOPES ADV.(A/S) :ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO ADV.(A/S) :WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 21 de março de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Maritânia de Jesus Lopes contra julgado do Colégio Recursal de São Paulo, o qual manteve sentença que julgara procedente ação de despejo. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RE 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A Juíza Simone Cândida Lucas Marcondes manteve a sentença por seus próprios fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei n. 9.099/1995. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 736288 AGR / SP Nessa sentença consta: “Indefiro o requerimento de suspensão do processo (fls. 14). Caberia à Ré juntar prova da existência do processo trabalhista que invocou, o pedido nele deduzido e seu atual andamento. Não vislumbra este Juízo hipótese trabalhista que suplante o contrato escrito de fls. 8. (…) A existência da locação é certa (fls. 8) e a causa invocada pela Autora não é questionada pela Ré que, em sua defesa, argumenta com desnecessidade do imóvel locado. Inicialmente, friso que a escolha do imóvel que atende às necessidades dos dependentes cabe à locadora. E invocando a Ré falta de sinceridade no pedido, traz para si o ônus da prova, do qual não se desvencilhou. Pelo contrário, assistida por advogado a Ré requer julgamento no estado (fls. 13). Em caso análogo, já decidiu o E. Tribunal de Justiça de São Paulo: (…) Pelo exposto, e nos termos da fundamentação supra, julgo procedente a ação para rescindir a locação e decretar o despejo da Ré” (fls. 16-17, grifei). 8. Este Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. XXXV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código de Processo Civil), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DESAPROPRIAÇÃO. PEDIDO DE DESISTÊNCIA. INDENIZAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Alegada afronta ao art. 5º, inc. XXII, XXXIV, XXXV e LV, da Constituição. Análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 715.517-AgR, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Supremo Tribunal Federal ARE 736288 AGR / SP Nessa sentença consta: “Indefiro o requerimento de suspensão do processo (fls. 14). Caberia à Ré juntar prova da existência do processo trabalhista que invocou, o pedido nele deduzido e seu atual andamento. Não vislumbra este Juízo hipótese trabalhista que suplante o contrato escrito de fls. 8. (…) A existência da locação é certa (fls. 8) e a causa invocada pela Autora não é questionada pela Ré que, em sua defesa, argumenta com desnecessidade do imóvel locado. Inicialmente, friso que a escolha do imóvel que atende às necessidades dos dependentes cabe à locadora. E invocando a Ré falta de sinceridade no pedido, traz para si o ônus da prova, do qual não se desvencilhou. Pelo contrário, assistida por advogado a Ré requer julgamento no estado (fls. 13). Em caso análogo, já decidiu o E. Tribunal de Justiça de São Paulo: (…) Pelo exposto, e nos termos da fundamentação supra, julgo procedente a ação para rescindir a locação e decretar o despejo da Ré” (fls. 16-17, grifei). 8. Este Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. XXXV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código de Processo Civil), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DESAPROPRIAÇÃO. PEDIDO DE DESISTÊNCIA. INDENIZAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Alegada afronta ao art. 5º, inc. XXII, XXXIV, XXXV e LV, da Constituição. Análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 715.517-AgR, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 736288 AGR / SP de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.12.2012, grifei). (...) 9. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou que o cabimento do recurso extraordinário com fundamento na alínea d do inc. III do art. 102 da Constituição da República depende de ter o Tribunal de origem julgado válida lei local contestada em face de lei federal, o que não ocorreu na espécie vertente, que se limitou à interpretação de legislação infraconstitucional. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. 1. PREENCHIMENTO DE REQUISITOS. DECRETO-LEI N. 406/1968. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. CABIMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM FUNDAMENTO NO ART. 102, INC. III, ALÍNEA D , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONFLITO LEGISLATIVO FEDERATIVO NÃO DEMONSTRADO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 717.978-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 28.3.2012, grifei). Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 10. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 115-120). 2. Publicada essa decisão no DJe de 1º.4.2013 (fl. 121), interpõe Maritânia de Jesus Lopes, em 1º.4.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 123-126). 3. A Agravante afirma que “a sentença de primeira instância suprimiu direito líquido e certo (…) constitucionalmente garantido, eis que indubitavelmente concedeu prazo para a juntada de documentos e exarou sentença no mesmo dia, com fundamento na falta destes mesmos documentos” (fl. 125). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Supremo Tribunal Federal ARE 736288 AGR / SP de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.12.2012, grifei). (...) 9. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou que o cabimento do recurso extraordinário com fundamento na alínea d do inc. III do art. 102 da Constituição da República depende de ter o Tribunal de origem julgado válida lei local contestada em face de lei federal, o que não ocorreu na espécie vertente, que se limitou à interpretação de legislação infraconstitucional. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. 1. PREENCHIMENTO DE REQUISITOS. DECRETO-LEI N. 406/1968. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. CABIMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM FUNDAMENTO NO ART. 102, INC. III, ALÍNEA D , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONFLITO LEGISLATIVO FEDERATIVO NÃO DEMONSTRADO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 717.978-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 28.3.2012, grifei). Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 10. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 115-120). 2. Publicada essa decisão no DJe de 1º.4.2013 (fl. 121), interpõe Maritânia de Jesus Lopes, em 1º.4.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 123-126). 3. A Agravante afirma que “a sentença de primeira instância suprimiu direito líquido e certo (…) constitucionalmente garantido, eis que indubitavelmente concedeu prazo para a juntada de documentos e exarou sentença no mesmo dia, com fundamento na falta destes mesmos documentos” (fl. 125). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 736288 AGR / SP Assevera que “afigura-se evidente erro material no exame dos autos, eis que a fundamentação apontada pela nobre Ministra é incoerente e incorreta diante dos fatos e processamentos dos autos, portanto completamente nula, ou mesmo inexistente” (fl. 126). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Supremo Tribunal Federal ARE 736288 AGR / SP Assevera que “afigura-se evidente erro material no exame dos autos, eis que a fundamentação apontada pela nobre Ministra é incoerente e incorreta diante dos fatos e processamentos dos autos, portanto completamente nula, ou mesmo inexistente” (fl. 126). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Colégio Recursal manteve a sentença proferida nos termos seguintes: “Indefiro o requerimento de suspensão do processo (fls. 14). Caberia à Ré juntar prova da existência do processo trabalhista que invocou, o pedido nele deduzido e seu atual andamento. Não vislumbra este Juízo hipótese trabalhista que suplante o contrato escrito de fl. 8. No mérito, a ação é procedente. A existência da locação é certa (fls. 8) e a causa invocada pela Autora não é questionada pela Ré que, em sua defesa, argumenta com desnecessidade do imóvel locado. Inicialmente, friso que a escolha do imóvel que atende às necessidades dos dependentes cabe à locadora. E invocando a Ré falta de sinceridade no pedido, traz para si o ônus da prova, do qual não se desvencilhou. (…) Pelo exposto, e nos termos da fundamentação supra, julgo procedente a ação para rescindir a locação e decretar o despejo da Ré” (fls. 16-17 – grifos nossos). O Colégio Recursal julgou com base nos elementos probatórios que considerou suficientes à sua convicção e aplicando a legislação pertinente ao caso. Como afirmado na decisão agravada, a comprovação da alegada contrariedade ao art. 5º, incs. XXXV e LV, da Constituição demandaria análise da legislação infraconstitucional aplicada. Nesse caso, eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920324. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Colégio Recursal manteve a sentença proferida nos termos seguintes: “Indefiro o requerimento de suspensão do processo (fls. 14). Caberia à Ré juntar prova da existência do processo trabalhista que invocou, o pedido nele deduzido e seu atual andamento. Não vislumbra este Juízo hipótese trabalhista que suplante o contrato escrito de fl. 8. No mérito, a ação é procedente. A existência da locação é certa (fls. 8) e a causa invocada pela Autora não é questionada pela Ré que, em sua defesa, argumenta com desnecessidade do imóvel locado. Inicialmente, friso que a escolha do imóvel que atende às necessidades dos dependentes cabe à locadora. E invocando a Ré falta de sinceridade no pedido, traz para si o ônus da prova, do qual não se desvencilhou. (…) Pelo exposto, e nos termos da fundamentação supra, julgo procedente a ação para rescindir a locação e decretar o despejo da Ré” (fls. 16-17 – grifos nossos). O Colégio Recursal julgou com base nos elementos probatórios que considerou suficientes à sua convicção e aplicando a legislação pertinente ao caso. Como afirmado na decisão agravada, a comprovação da alegada contrariedade ao art. 5º, incs. XXXV e LV, da Constituição demandaria análise da legislação infraconstitucional aplicada. Nesse caso, eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 736288 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO DE MAGISTRADO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (ARE 715.792-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.4.2013 – grifos nossos). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. INCIDÊNCIA DO ART. 475-L DO CPC. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.01.2011. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 698.491- AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.3.2013 – grifos nossos). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920324. Supremo Tribunal Federal ARE 736288 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO DE MAGISTRADO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (ARE 715.792-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.4.2013 – grifos nossos). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. INCIDÊNCIA DO ART. 475-L DO CPC. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.01.2011. O exame da alegada ofensa ao art. 5º, XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 698.491- AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.3.2013 – grifos nossos). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 736288 AGR / SP 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920324. Supremo Tribunal Federal ARE 736288 AGR / SP 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARITÂNIA DE JESUS LOPES ADV.(A/S) : ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO ADV.(A/S) : WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902523 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARITÂNIA DE JESUS LOPES ADV.(A/S) : ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO ADV.(A/S) : WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902523 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3929302
2013-05-21T00:00:00
2013-06-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INCS. XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur232428
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) ARE 698491 AgR(1ªT), ARE 715792 AgR(2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 18/06/2013, LLD.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
736288
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00035 INC-00055 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 736288 AgR
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AGTE.(S) : MARITÂNIA DE JESUS LOPES ADV.(A/S) : ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO ADV.(A/S) : WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES
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Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARITÂNIA DE JESUS LOPES ADV.(A/S) :ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO ADV.(A/S) :WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INCS. XXXV E LV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. FUNDAMENTO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920322. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARITÂNIA DE JESUS LOPES ADV.(A/S) :ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO ADV.(A/S) :WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 21 de março de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Maritânia de Jesus Lopes contra julgado do Colégio Recursal de São Paulo, o qual manteve sentença que julgara procedente ação de despejo. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A Juíza Simone Cândida Lucas Marcondes manteve a sentença por seus próprios fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei n. 9.099/1995. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MARITÂNIA DE JESUS LOPES ADV.(A/S) :ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO ADV.(A/S) :WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 21 de março de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Maritânia de Jesus Lopes contra julgado do Colégio Recursal de São Paulo, o qual manteve sentença que julgara procedente ação de despejo. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, “o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (Recurso Extraordinário 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). 7. A Juíza Simone Cândida Lucas Marcondes manteve a sentença por seus próprios fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei n. 9.099/1995. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 736288 AGR / SP Nessa sentença consta: “Indefiro o requerimento de suspensão do processo (fls. 14). Caberia à Ré juntar prova da existência do processo trabalhista que invocou, o pedido nele deduzido e seu atual andamento. Não vislumbra este Juízo hipótese trabalhista que suplante o contrato escrito de fls. 8. (…) A existência da locação é certa (fls. 8) e a causa invocada pela Autora não é questionada pela Ré que, em sua defesa, argumenta com desnecessidade do imóvel locado. Inicialmente, friso que a escolha do imóvel que atende às necessidades dos dependentes cabe à locadora. E invocando a Ré falta de sinceridade no pedido, traz para si o ônus da prova, do qual não se desvencilhou. Pelo contrário, assistida por advogado a Ré requer julgamento no estado (fls. 13). Em caso análogo, já decidiu o E. Tribunal de Justiça de São Paulo: (…) Pelo exposto, e nos termos da fundamentação supra, julgo procedente a ação para rescindir a locação e decretar o despejo da Ré” (fls. 16-17, grifei). 8. Este Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. XXXV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código de Processo Civil), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DESAPROPRIAÇÃO. PEDIDO DE DESISTÊNCIA. INDENIZAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Alegada afronta ao art. 5..., inc. XXII, XXXIV, XXXV e LV, da Constituição. Análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 715.517-AgR, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Supremo Tribunal Federal ARE 736288 AGR / SP Nessa sentença consta: “Indefiro o requerimento de suspensão do processo (fls. 14). Caberia à Ré juntar prova da existência do processo trabalhista que invocou, o pedido nele deduzido e seu atual andamento. Não vislumbra este Juízo hipótese trabalhista que suplante o contrato escrito de fls. 8. (…) A existência da locação é certa (fls. 8) e a causa invocada pela Autora não é questionada pela Ré que, em sua defesa, argumenta com desnecessidade do imóvel locado. Inicialmente, friso que a escolha do imóvel que atende às necessidades dos dependentes cabe à locadora. E invocando a Ré falta de sinceridade no pedido, traz para si o ônus da prova, do qual não se desvencilhou. Pelo contrário, assistida por advogado a Ré requer julgamento no estado (fls. 13). Em caso análogo, já decidiu o E. Tribunal de Justiça de São Paulo: (…) Pelo exposto, e nos termos da fundamentação supra, julgo procedente a ação para rescindir a locação e decretar o despejo da Ré” (fls. 16-17, grifei). 8. Este Supremo Tribunal Federal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. XXXV e LV, da Constituição da República, se dependente do exame da legislação infraconstitucional (na espécie vertente, Código de Processo Civil), não viabiliza o recurso extraordinário, pois eventual ofensa constitucional seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. DESAPROPRIAÇÃO. PEDIDO DE DESISTÊNCIA. INDENIZAÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Alegada afronta ao art. 5..., inc. XXII, XXXIV, XXXV e LV, da Constituição. Análise de norma infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 715.517-AgR, 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 736288 AGR / SP de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.12.2012, grifei). (...) 9. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou que o cabimento do recurso extraordinário com fundamento na alínea d do inc. III do art. 102 da Constituição da República depende de ter o Tribunal de origem julgado válida lei local contestada em face de lei federal, o que não ocorreu na espécie vertente, que se limitou à interpretação de legislação infraconstitucional. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. 1. PREENCHIMENTO DE REQUISITOS. DECRETO-LEI N. 406/1968. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. CABIMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM FUNDAMENTO NO ART. 102, INC. III, ALÍNEA D , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONFLITO LEGISLATIVO FEDERATIVO NÃO DEMONSTRADO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 717.978-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 28.3.2012, grifei). Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 10. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 115-120). 2. Publicada essa decisão no DJe de 1....4.2013 (fl. 121), interpõe Maritânia de Jesus Lopes, em 1....4.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 123-126). 3. A Agravante afirma que “a sentença de primeira instância suprimiu direito líquido e certo (…) constitucionalmente garantido, eis que indubitavelmente concedeu prazo para a juntada de documentos e exarou sentença no mesmo dia, com fundamento na falta destes mesmos documentos” (fl. 125). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Supremo Tribunal Federal ARE 736288 AGR / SP de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 4.12.2012, grifei). (...) 9. Ademais, o Supremo Tribunal Federal assentou que o cabimento do recurso extraordinário com fundamento na alínea d do inc. III do art. 102 da Constituição da República depende de ter o Tribunal de origem julgado válida lei local contestada em face de lei federal, o que não ocorreu na espécie vertente, que se limitou à interpretação de legislação infraconstitucional. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. 1. PREENCHIMENTO DE REQUISITOS. DECRETO-LEI N. 406/1968. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2. CABIMENTO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM FUNDAMENTO NO ART. 102, INC. III, ALÍNEA D , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: CONFLITO LEGISLATIVO FEDERATIVO NÃO DEMONSTRADO. PRECEDENTES. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 717.978-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 28.3.2012, grifei). Nada há, pois, a prover quanto às alegações da Agravante. 10. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 115-120). 2. Publicada essa decisão no DJe de 1....4.2013 (fl. 121), interpõe Maritânia de Jesus Lopes, em 1....4.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 123-126). 3. A Agravante afirma que “a sentença de primeira instância suprimiu direito líquido e certo (…) constitucionalmente garantido, eis que indubitavelmente concedeu prazo para a juntada de documentos e exarou sentença no mesmo dia, com fundamento na falta destes mesmos documentos” (fl. 125). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 736288 AGR / SP Assevera que “afigura-se evidente erro material no exame dos autos, eis que a fundamentação apontada pela nobre Ministra é incoerente e incorreta diante dos fatos e processamentos dos autos, portanto completamente nula, ou mesmo inexistente” (fl. 126). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Supremo Tribunal Federal ARE 736288 AGR / SP Assevera que “afigura-se evidente erro material no exame dos autos, eis que a fundamentação apontada pela nobre Ministra é incoerente e incorreta diante dos fatos e processamentos dos autos, portanto completamente nula, ou mesmo inexistente” (fl. 126). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920323. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Colégio Recursal manteve a sentença proferida nos termos seguintes: “Indefiro o requerimento de suspensão do processo (fls. 14). Caberia à Ré juntar prova da existência do processo trabalhista que invocou, o pedido nele deduzido e seu atual andamento. Não vislumbra este Juízo hipótese trabalhista que suplante o contrato escrito de fl. 8. No mérito, a ação é procedente. A existência da locação é certa (fls. 8) e a causa invocada pela Autora não é questionada pela Ré que, em sua defesa, argumenta com desnecessidade do imóvel locado. Inicialmente, friso que a escolha do imóvel que atende às necessidades dos dependentes cabe à locadora. E invocando a Ré falta de sinceridade no pedido, traz para si o ônus da prova, do qual não se desvencilhou. (…) Pelo exposto, e nos termos da fundamentação supra, julgo procedente a ação para rescindir a locação e decretar o despejo da Ré” (fls. 16-17 – grifos nossos). O Colégio Recursal julgou com base nos elementos probatórios que considerou suficientes à sua convicção e aplicando a legislação pertinente ao caso. Como afirmado na decisão agravada, a comprovação da alegada contrariedade ao art. 5..., incs. XXXV e LV, da Constituição demandaria análise da legislação infraconstitucional aplicada. Nesse caso, eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920324. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Colégio Recursal manteve a sentença proferida nos termos seguintes: “Indefiro o requerimento de suspensão do processo (fls. 14). Caberia à Ré juntar prova da existência do processo trabalhista que invocou, o pedido nele deduzido e seu atual andamento. Não vislumbra este Juízo hipótese trabalhista que suplante o contrato escrito de fl. 8. No mérito, a ação é procedente. A existência da locação é certa (fls. 8) e a causa invocada pela Autora não é questionada pela Ré que, em sua defesa, argumenta com desnecessidade do imóvel locado. Inicialmente, friso que a escolha do imóvel que atende às necessidades dos dependentes cabe à locadora. E invocando a Ré falta de sinceridade no pedido, traz para si o ônus da prova, do qual não se desvencilhou. (…) Pelo exposto, e nos termos da fundamentação supra, julgo procedente a ação para rescindir a locação e decretar o despejo da Ré” (fls. 16-17 – grifos nossos). O Colégio Recursal julgou com base nos elementos probatórios que considerou suficientes à sua convicção e aplicando a legislação pertinente ao caso. Como afirmado na decisão agravada, a comprovação da alegada contrariedade ao art. 5..., incs. XXXV e LV, da Constituição demandaria análise da legislação infraconstitucional aplicada. Nesse caso, eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 736288 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO DE MAGISTRADO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (ARE 715.792-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.4.2013 – grifos nossos). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. INCIDÊNCIA DO ART. 475-L DO Código de Processo Civil. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.01.2011. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 698.491- AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.3.2013 – grifos nossos). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920324. Supremo Tribunal Federal ARE 736288 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. EXCEÇÃO DE SUSPEIÇÃO DE MAGISTRADO. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., XXXV, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INOCORRÊNCIA. ACÓRDÃO RECORRIDO DEVIDAMENTE FUNDAMENTADO. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. II - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. III - Inviável em recurso extraordinário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (ARE 715.792-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 18.4.2013 – grifos nossos). “DIREITO PROCESSUAL CIVIL. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. IMPUGNAÇÃO. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. INCIDÊNCIA DO ART. 475-L DO Código de Processo Civil. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 14.01.2011. O exame da alegada ofensa ao art. 5..., XXXV, LIV e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido” (ARE 698.491- AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 19.3.2013 – grifos nossos). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 736288 AGR / SP 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920324. Supremo Tribunal Federal ARE 736288 AGR / SP 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3920324. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARITÂNIA DE JESUS LOPES ADV.(A/S) : ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO ADV.(A/S) : WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902523 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736.288 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MARITÂNIA DE JESUS LOPES ADV.(A/S) : ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO ADV.(A/S) : WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902523 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736 . 288", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 736 . 288", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "AGRAVO 736 . 288", "Recurso Extraordinário 140 . 370", "RTJ 150 / 269", "ARE 736288 AGR / SP", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 715 . 517 - AgR , 2", "ARE 736288 AGR / SP", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 715 . 517 - AgR ,", "ARE 736288 AGR / SP", "AI 717 . 978 - AgR", "ARE 736288 AGR / SP", "AI 717 . 978 - AgR", "ARE 736288 AGR / SP", "ARE 736288 AGR / SP", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 715 . 792 - AgR", "ARE 698 . 491 - AgR", "ARE 736288 AGR / SP", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 715 . 792 - AgR", "ARE 698 . 491 - AgR", "ARE 736288" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 5 . . . , INCS . XXXV E LV , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "art . 46 da Lei n . 9 . 099 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "art . 46 da Lei n . 9 . 099 / 1995", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . XXXV e LV , da Constituição da República", "Código de Processo Civil", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "art . 5 . . . , inc . XXII , XXXIV , XXXV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inc . XXXV e LV , da Constituição da República", "Código de Processo Civil", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "art . 5 . . . , inc . XXII , XXXIV , XXXV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea d do inc . III do art . 102 da Constituição da República", "DECRETO", "-", "LEI N . 406 / 1968", "ART . 102 , INC . III , ALÍNEA D , DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea d do inc . III do art . 102 da Constituição da República", "DECRETO", "-", "LEI N . 406 / 1968", "ART . 102 , INC . III , ALÍNEA D , DA", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incs . XXXV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , incs . XXXV e LV , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "ART . 475 - L DO Código de Processo Civil", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 5 . . . , XXXV , LIV E LV , DA CONSTITUIÇÃO", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "ART . 475 - L DO Código de Processo Civil", "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 5 . . . , XXXV , LIV e LV , da Constituição Federal", "art . 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Colégio", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "MARITÂNIA DE JESUS LOPES", "ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI", "MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO", "WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "MARITÂNIA DE JESUS LOPES", "ALEX SANDER FREITAS VANNUCCI", "MARIA CONCEIÇÃO RIBEIRO", "WELLINGTON HERIQUE RODRIGUES", "CÁRMEN LÚCIA", "Maritânia de Jesus Lopes", "Sepúlveda Pertence", "Simone Cândida Lucas Marcondes", "CÁRMEN LÚCIA", 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Ementa e Acórdão 26/04/2011 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Ocorrência. Condenação com base na antiga lei de drogas. Pretendida aplicação retroativa do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 sobre a pena cominada ao paciente com base na Lei nº 6.368/76. Possibilidade assentada no julgamento Plenário do RE nº 596.152/SP, Relator para acórdão o Ministro Ayres Britto, DJe de 13/2/12. Writ extinto. Ordem concedida de ofício. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. 2. Nada impede, entretanto, que a Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da CF), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que é o caso. 3. A pretendida aplicação retroativa do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 sobre a pena cominada com base na Lei nº 6.368/76 encontra Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274208. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Ementa e Acórdão HC 98190 / MG amparo em julgado proferido pelo Tribunal Pleno no RE nº 596.152/SP, Relator para acórdão o Ministro Ayres Britto. 4. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual eleita. 5. Ordem concedida de ofício para determinar ao Juízo de origem que, considerando as circunstâncias do caso, analise a possibilidade de aplicação retroativa do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 sobre a pena cominada ao paciente com base na Lei nº 6.368/76. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da via processual. Acordam, ademais, os Ministros, verificado empate na votação, em conceder a ordem de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem de ofício o Senhor Ministro Luiz Fux, Relator e Presidente, e o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator para o acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274208. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG amparo em julgado proferido pelo Tribunal Pleno no RE nº 596.152/SP, Relator para acórdão o Ministro Ayres Britto. 4. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual eleita. 5. Ordem concedida de ofício para determinar ao Juízo de origem que, considerando as circunstâncias do caso, analise a possibilidade de aplicação retroativa do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 sobre a pena cominada ao paciente com base na Lei nº 6.368/76. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da via processual. Acordam, ademais, os Ministros, verificado empate na votação, em conceder a ordem de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem de ofício o Senhor Ministro Luiz Fux, Relator e Presidente, e o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator para o acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274208. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Sobrestado 26/04/2011 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS SOBRESTADO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Ministro, desculpe-me interromper Vossa Excelência, mas eu indagaria se o núcleo da questão é exatamente a possibilidade ou não de haver a junção ou a formação de uma norma híbrida. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Neste caso é. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Eu digo isso porque, nesta sessão de hoje, nós sobrestamos três processos, dois da Relatoria do Ministro Marco Aurélio e um meu, sobre essa matéria, porque o Ministro Ricardo Lewandowski alertou que está em julgamento, no Plenário, pendente de vista do Ministro Ayres Britto, exatamente este tema. Então decidiu-se em caso, pelo que vejo, análogo, de não se anteciparem os votos e a Turma decide no sentido do sobrestamento. Se Vossas Excelências estiverem de acordo, adotamos aqui o mesmo procedimento que adotamos nos três anteriores desta sessão. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu estou de acordo e até chamo a atenção de que há uma corrente doutrinária de bom peso que, sobre a inspiração desses princípios penais da lex mitior, entende que não haverá uma criação de um legislador positivo, que é possível, mas a premissa eu acho que é inafastável: aumentou a pena. A pena era de três anos e passou para cinco. Isso aí não é possível. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Para mitigar esse aumento é que se previu a causa de diminuição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4644597. Supremo Tribunal Federal 26/04/2011 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS SOBRESTADO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Ministro, desculpe-me interromper Vossa Excelência, mas eu indagaria se o núcleo da questão é exatamente a possibilidade ou não de haver a junção ou a formação de uma norma híbrida. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Neste caso é. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Eu digo isso porque, nesta sessão de hoje, nós sobrestamos três processos, dois da Relatoria do Ministro Marco Aurélio e um meu, sobre essa matéria, porque o Ministro Ricardo Lewandowski alertou que está em julgamento, no Plenário, pendente de vista do Ministro Ayres Britto, exatamente este tema. Então decidiu-se em caso, pelo que vejo, análogo, de não se anteciparem os votos e a Turma decide no sentido do sobrestamento. Se Vossas Excelências estiverem de acordo, adotamos aqui o mesmo procedimento que adotamos nos três anteriores desta sessão. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu estou de acordo e até chamo a atenção de que há uma corrente doutrinária de bom peso que, sobre a inspiração desses princípios penais da lex mitior, entende que não haverá uma criação de um legislador positivo, que é possível, mas a premissa eu acho que é inafastável: aumentou a pena. A pena era de três anos e passou para cinco. Isso aí não é possível. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Para mitigar esse aumento é que se previu a causa de diminuição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4644597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Sobrestado HC 98190 / MG O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Então vamos levar a Primeira Turma unida com esse ponto de vista ao Plenário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4644597. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Então vamos levar a Primeira Turma unida com esse ponto de vista ao Plenário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4644597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Extrato de Ata - 26/04/2011 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 98.190 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma sobrestou o processo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 26.4.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1146235 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 98.190 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma sobrestou o processo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 26.4.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1146235 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra ato da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça consubstanciado em acórdão cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 09): “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS (ART. 12, CAPUT, DA LEI 6.368/76). PENA APLICADA: 3 ANOS E 6 MESES DE RECLUSÃO, EM REGIME FECHADO. ACÓRDÃO QUE RECONHECE QUE O PACIENTE POSSIVELMENTE PERTENCE À ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS PREVISTOS NO ARTIGO 33, § 4º DA LEI 11.343/06 PARA DIMINUIÇÃO DA PENA. DILAÇÃO PROBATÓRIA INCOMPATÍVEL COM O HABEAS CORPUS. PARECER MINISTERIAL PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. ORDEM DENEGADA. 1. Para fins de obtenção da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º da Lei 11.343/06, exige-se que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa, proibida, de qualquer forma, a conversão em penas restritivas de direito. 2. Na hipótese dos autos, o egrégio Tribunal a quo reconheceu que o paciente possivelmente é integrante de organização criminosa, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4º do art. 33 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892308. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra ato da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça consubstanciado em acórdão cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 09): “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS (ART. 12, CAPUT, DA LEI 6.368/76). PENA APLICADA: 3 ANOS E 6 MESES DE RECLUSÃO, EM REGIME FECHADO. ACÓRDÃO QUE RECONHECE QUE O PACIENTE POSSIVELMENTE PERTENCE À ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS PREVISTOS NO ARTIGO 33, § 4º DA LEI 11.343/06 PARA DIMINUIÇÃO DA PENA. DILAÇÃO PROBATÓRIA INCOMPATÍVEL COM O HABEAS CORPUS. PARECER MINISTERIAL PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. ORDEM DENEGADA. 1. Para fins de obtenção da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4º da Lei 11.343/06, exige-se que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa, proibida, de qualquer forma, a conversão em penas restritivas de direito. 2. Na hipótese dos autos, o egrégio Tribunal a quo reconheceu que o paciente possivelmente é integrante de organização criminosa, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4º do art. 33 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892308. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Relatório HC 98190 / MG da Lei 11.343/06. 3. A alteração dessa conclusão, a fim de verificar se o paciente paciente faz parte ou não de organização criminosa, enseja, necessariamente, reexame de circunstâncias fáticas, que, in casu, não estão evidentes, impedindo a análise por meio da via exígua do Habeas Corpus. 4. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 5. Ordem denegada.” O paciente foi denunciado, em 31/05/2004, pelo crime de tráfico de entorpecentes tipificado no art. 12 da Lei n. 6.368/76. O Juiz da 1ª Vara Criminal de Sete Lagos/MG desclassificou a imputação de tráfico para a de usuário de entorpecentes, descrita no artigo 16 da Lei n. 6.368/76, condenando-o à pena de 6 (seis) meses de detenção e 20 (vinte) dias-multa (fls. 19/29). Inconformado, o Ministério Público estadual interpôs recurso de apelação, provido pelo Tribunal de Justiça local, em 26/03/2008, para condenar o paciente pelo crime de tráfico de entorpecentes ao cumprimento da pena de 3 (três) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial fechado (fls. 30/34). Com o advento da Lei n. 11.343/2006, a defesa do paciente opôs embargos de declaração sustentando a aplicação retroativa da causa especial de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4º, da superveniente Lei de Entorpecentes. Rejeitados os embargos, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça alegando que a não aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista na nova Lei de Entorpecentes deveu-se à mera cogitação, do Tribunal de Justiça, de que o paciente “possivelmente é integrante de organização criminosa, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06” fls. 2). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892308. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG da Lei 11.343/06. 3. A alteração dessa conclusão, a fim de verificar se o paciente paciente faz parte ou não de organização criminosa, enseja, necessariamente, reexame de circunstâncias fáticas, que, in casu, não estão evidentes, impedindo a análise por meio da via exígua do Habeas Corpus. 4. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 5. Ordem denegada.” O paciente foi denunciado, em 31/05/2004, pelo crime de tráfico de entorpecentes tipificado no art. 12 da Lei n. 6.368/76. O Juiz da 1ª Vara Criminal de Sete Lagos/MG desclassificou a imputação de tráfico para a de usuário de entorpecentes, descrita no artigo 16 da Lei n. 6.368/76, condenando-o à pena de 6 (seis) meses de detenção e 20 (vinte) dias-multa (fls. 19/29). Inconformado, o Ministério Público estadual interpôs recurso de apelação, provido pelo Tribunal de Justiça local, em 26/03/2008, para condenar o paciente pelo crime de tráfico de entorpecentes ao cumprimento da pena de 3 (três) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial fechado (fls. 30/34). Com o advento da Lei n. 11.343/2006, a defesa do paciente opôs embargos de declaração sustentando a aplicação retroativa da causa especial de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4º, da superveniente Lei de Entorpecentes. Rejeitados os embargos, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça alegando que a não aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista na nova Lei de Entorpecentes deveu-se à mera cogitação, do Tribunal de Justiça, de que o paciente “possivelmente é integrante de organização criminosa, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06” fls. 2). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892308. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Relatório HC 98190 / MG Sustenta que, ao decidir nesses termos, o Tribunal a quo violou o disposto nos incisos LVI e LV da Constituição Federal, verbis: “Art. 5º (omissis) LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.” Assevera que o texto do § 4º do art. 33 é claro ao indicar que a participação em atividade criminosa constitui um dado concreto, e não apenas possível, de modo que a dúvida a respeito da participação, ou não, do paciente milita em seu favor. Ademais, o paciente é primário e tem bons antecedentes. Requer a concessão da ordem a fim de que se determine “ao d. Juiz sentenciante que aplique a diminuição prevista no parágrafo 4º do artigo 33 da Lei 11.343/2006” (fls. 4). A PGR opina no sentido da denegação da ordem, em parecer assim ementado (fl. 63): “HABEAS CORPUS. CRIME DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA PENA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NA NOVA LEI DE DROGAS SOBRE PENA IMPOSTA NA VIGÊNCIA DA LEI ANTERIOR. IMPOSSIBILIDADE. COMBINAÇÃO ENTRE LEIS CONFLITANTES NO TEMPO. VEDAÇÃO. - Inadmissível a conjugação da pena-base base prevista na Lei n. 6.368/1976 e a causa de diminuição contida na Lei n. 11.343/2006, para se extrair uma terceira, de natureza híbrida, apta a beneficiar o réu. - Parecer pela denegação do writ.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892308. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG Sustenta que, ao decidir nesses termos, o Tribunal a quo violou o disposto nos incisos LVI e LV da Constituição Federal, verbis: “Art. 5º (omissis) LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.” Assevera que o texto do § 4º do art. 33 é claro ao indicar que a participação em atividade criminosa constitui um dado concreto, e não apenas possível, de modo que a dúvida a respeito da participação, ou não, do paciente milita em seu favor. Ademais, o paciente é primário e tem bons antecedentes. Requer a concessão da ordem a fim de que se determine “ao d. Juiz sentenciante que aplique a diminuição prevista no parágrafo 4º do artigo 33 da Lei 11.343/2006” (fls. 4). A PGR opina no sentido da denegação da ordem, em parecer assim ementado (fl. 63): “HABEAS CORPUS. CRIME DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA PENA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NA NOVA LEI DE DROGAS SOBRE PENA IMPOSTA NA VIGÊNCIA DA LEI ANTERIOR. IMPOSSIBILIDADE. COMBINAÇÃO ENTRE LEIS CONFLITANTES NO TEMPO. VEDAÇÃO. - Inadmissível a conjugação da pena-base base prevista na Lei n. 6.368/1976 e a causa de diminuição contida na Lei n. 11.343/2006, para se extrair uma terceira, de natureza híbrida, apta a beneficiar o réu. - Parecer pela denegação do writ.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892308. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifico tratar-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifico tratar-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudo nulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudo nulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” (HC 109956, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 07/08/2012) Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. Versa o presente habeas corpus sobre a querela jurídica que se formou em torno do art. 33, § 4º, da nova Lei de Drogas, mais especificamente, a respeito da sua aptidão para atingir fatos passados. Esse tema foi apreciado recentemente em Recurso Extraordinário 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” (HC 109956, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 07/08/2012) Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. Versa o presente habeas corpus sobre a querela jurídica que se formou em torno do art. 33, § 4º, da nova Lei de Drogas, mais especificamente, a respeito da sua aptidão para atingir fatos passados. Esse tema foi apreciado recentemente em Recurso Extraordinário 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG afetado ao Pleno, sob a sistemática da Repercussão Geral. Contudo, configurou-se empate no julgamento e a Corte optou por não fixar a tese naquele caso. Assim foi proclamado o resultado: Decisão: Em face do empate na votação, após os votos dos Senhores Ministros Ricardo Lewandowski (Relator), Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Marco Aurélio, que deram provimento ao recurso extraordinário, e os votos dos Senhores Ministros Ayres Britto, Cezar Peluso (Presidente), Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello, que lhe negavam provimento, o Tribunal proclamou a decisão mais favorável ao recorrido com base no artigo 146, parágrafo único, do RISTF, e, como tal, negou provimento ao recurso extraordinário. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Ayres Britto. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, com voto proferido em assentada anterior. Plenário, 13.10.2011. (RE nº 596.152, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/10/2011) Tendo em vista que ainda não foi submetido novo Recurso paradigma sobre o tema para julgamento na sistemática de Repercussão Geral, não é o caso de determinar o sobrestamento do habeas corpus, ante a eminência dessa ação constitucional, possibilitando a célere decisão no caso sub judice. Passo, portanto, ao exame do tema de fundo. O novel diploma, no que atine ao crime de tráfico de drogas, inovou em dupla frente em relação ao seu antecessor, a Lei nº 6.368/76: se por um lado modificou a escala penal básica – que era estabelecida em 3 (três) a 15 (quinze) anos de reclusão e passou a 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, também de reclusão –, recrudescendo a pena mínima, por outro lado, trouxe uma inédita causa de diminuição de pena, permitindo a redução da reprimenda de um sexto a dois terços desde que o agente seja 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG afetado ao Pleno, sob a sistemática da Repercussão Geral. Contudo, configurou-se empate no julgamento e a Corte optou por não fixar a tese naquele caso. Assim foi proclamado o resultado: Decisão: Em face do empate na votação, após os votos dos Senhores Ministros Ricardo Lewandowski (Relator), Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Marco Aurélio, que deram provimento ao recurso extraordinário, e os votos dos Senhores Ministros Ayres Britto, Cezar Peluso (Presidente), Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello, que lhe negavam provimento, o Tribunal proclamou a decisão mais favorável ao recorrido com base no artigo 146, parágrafo único, do RISTF, e, como tal, negou provimento ao recurso extraordinário. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Ayres Britto. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, com voto proferido em assentada anterior. Plenário, 13.10.2011. (RE nº 596.152, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/10/2011) Tendo em vista que ainda não foi submetido novo Recurso paradigma sobre o tema para julgamento na sistemática de Repercussão Geral, não é o caso de determinar o sobrestamento do habeas corpus, ante a eminência dessa ação constitucional, possibilitando a célere decisão no caso sub judice. Passo, portanto, ao exame do tema de fundo. O novel diploma, no que atine ao crime de tráfico de drogas, inovou em dupla frente em relação ao seu antecessor, a Lei nº 6.368/76: se por um lado modificou a escala penal básica – que era estabelecida em 3 (três) a 15 (quinze) anos de reclusão e passou a 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, também de reclusão –, recrudescendo a pena mínima, por outro lado, trouxe uma inédita causa de diminuição de pena, permitindo a redução da reprimenda de um sexto a dois terços desde que o agente seja 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. Eis o cerne da questão ora debatida: a referida minorante, prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, deve retroagir para atingir fatos anteriores à vigência deste diploma? O tema da retroatividade da lei penal é dos mais debatidos na doutrina, o que denota o quão áspero é o vertente julgamento. Nas palavras de Vincenzo Manzini, “uma vez que a Lei tenha eliminado ou abrandado uma restrição imposta à liberdade, o Estado, garante desta, não pode exigir ou implementar o que ele mesmo reconheceu não mais necessário ou excessivo e não conforme à justiça” (tradução livre do trecho: “non appena la legge ha sciolto o rallentato un vincolo imposto alla libertà, lo Stato, garante di questa, non puo richiedere od attuare ciò che esso medesimo ha riconosciuto non più necessario o eccessivo e non conforme a giustizia”. Trattato di Diritto Penale Italiano. 4ª ed. Torino: UTET, 1981. p. 370-371). Se a justificativa para a irretroatividade da lei criminal reside na proteção dos indivíduos contra o superveniente aumento no rigor do tratamento penal de um fato, essa razão cai por terra quando a nova lei é benigna ao status libertatis dos cidadãos. O princípio da isonomia impede que dois sujeitos sejam apenados de forma distinta apenas em razão do tempo em que o fato foi praticado, porquanto a valoração das condutas deve ser idêntica antes e depois da promulgação da lei, exceto nos casos em que a legislação superveniente seja mais gravosa. A lei, expressão da democracia e garante das liberdades individuais, não pode ter a sua incidência manietada quando se trata de favorecer os direitos fundamentais, sendo esse o caso da novatio legis in mellius. A grande dificuldade, nesta seara, é estabelecer qual é a Lei mais favorável. Parece simples, à primeira vista, apontar, em um conflito de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. Eis o cerne da questão ora debatida: a referida minorante, prevista no art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06, deve retroagir para atingir fatos anteriores à vigência deste diploma? O tema da retroatividade da lei penal é dos mais debatidos na doutrina, o que denota o quão áspero é o vertente julgamento. Nas palavras de Vincenzo Manzini, “uma vez que a Lei tenha eliminado ou abrandado uma restrição imposta à liberdade, o Estado, garante desta, não pode exigir ou implementar o que ele mesmo reconheceu não mais necessário ou excessivo e não conforme à justiça” (tradução livre do trecho: “non appena la legge ha sciolto o rallentato un vincolo imposto alla libertà, lo Stato, garante di questa, non puo richiedere od attuare ciò che esso medesimo ha riconosciuto non più necessario o eccessivo e non conforme a giustizia”. Trattato di Diritto Penale Italiano. 4ª ed. Torino: UTET, 1981. p. 370-371). Se a justificativa para a irretroatividade da lei criminal reside na proteção dos indivíduos contra o superveniente aumento no rigor do tratamento penal de um fato, essa razão cai por terra quando a nova lei é benigna ao status libertatis dos cidadãos. O princípio da isonomia impede que dois sujeitos sejam apenados de forma distinta apenas em razão do tempo em que o fato foi praticado, porquanto a valoração das condutas deve ser idêntica antes e depois da promulgação da lei, exceto nos casos em que a legislação superveniente seja mais gravosa. A lei, expressão da democracia e garante das liberdades individuais, não pode ter a sua incidência manietada quando se trata de favorecer os direitos fundamentais, sendo esse o caso da novatio legis in mellius. A grande dificuldade, nesta seara, é estabelecer qual é a Lei mais favorável. Parece simples, à primeira vista, apontar, em um conflito de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG leis no tempo, aquela que deve ser considerada como a lex mitior. Entretanto, é de ser considerado que as leis não são editadas com sinais indicativos, que permitam uma clara identificação daquela que é mais favorável ao réu. A nova lei pode ser mais benéfica em alguns aspectos e prejudicial em outros, tornando árdua a tarefa de aplicar o art. 5º, XL, da Carta Magna (“a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”). Nesses casos complexos, indaga-se se é dado ao intérprete aplicar a lei nova aos fatos passados em parte, apenas naquilo em que for mais favorável. Conforme adverte Guillermo Oliver Calderón, Professor da Universidad Católica de Valparaíso, um dos maiores estudiosos da matéria no mundo: No âmbito das consequências penais, também pode resultar extremamente difícil determinar qual é a lei mais favorável. Verbi gratia, poderia acontecer que a lei posterior diminuíra o limite inferior da pena privativa de liberdade estabelecida na lei anterior, mas aumentara o limite superior, ou, ainda, que rebaixara o limite superior, porém aumentara o inferior. Poderia ocorrer, também, que a lei nova eliminara a pena privativa de liberdade de muito curta duração contemplada na lei precedente, mas a substituíra por uma pena restritiva de liberdade de larga duração ou por uma pena pecuniária de elevada monta. Poderia suceder, ainda, que a lei posterior criara uma nova atenuante de responsabilidade penal, porém estabelecera uma nova agravante. (...) a maioria dos autores assinala que deve aplicar-se uma ou outra lei, integralmente, em bloco, sem que possam combinar-se os aspectos mais favoráveis delas. Isso se traduz em uma proibição da denominada lex tertia ou princípio de combinação. (Tradução livre. Retroactividad e irretroactividad de las leyes penales. Santiago: Editorial Jurídica de Chile, 2007. p. 56- 61) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG leis no tempo, aquela que deve ser considerada como a lex mitior. Entretanto, é de ser considerado que as leis não são editadas com sinais indicativos, que permitam uma clara identificação daquela que é mais favorável ao réu. A nova lei pode ser mais benéfica em alguns aspectos e prejudicial em outros, tornando árdua a tarefa de aplicar o art. 5º, XL, da Carta Magna (“a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”). Nesses casos complexos, indaga-se se é dado ao intérprete aplicar a lei nova aos fatos passados em parte, apenas naquilo em que for mais favorável. Conforme adverte Guillermo Oliver Calderón, Professor da Universidad Católica de Valparaíso, um dos maiores estudiosos da matéria no mundo: No âmbito das consequências penais, também pode resultar extremamente difícil determinar qual é a lei mais favorável. Verbi gratia, poderia acontecer que a lei posterior diminuíra o limite inferior da pena privativa de liberdade estabelecida na lei anterior, mas aumentara o limite superior, ou, ainda, que rebaixara o limite superior, porém aumentara o inferior. Poderia ocorrer, também, que a lei nova eliminara a pena privativa de liberdade de muito curta duração contemplada na lei precedente, mas a substituíra por uma pena restritiva de liberdade de larga duração ou por uma pena pecuniária de elevada monta. Poderia suceder, ainda, que a lei posterior criara uma nova atenuante de responsabilidade penal, porém estabelecera uma nova agravante. (...) a maioria dos autores assinala que deve aplicar-se uma ou outra lei, integralmente, em bloco, sem que possam combinar-se os aspectos mais favoráveis delas. Isso se traduz em uma proibição da denominada lex tertia ou princípio de combinação. (Tradução livre. Retroactividad e irretroactividad de las leyes penales. Santiago: Editorial Jurídica de Chile, 2007. p. 56- 61) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG No mesmo sentido é a lição de Manzini, que afirma que “a escolha deve recair sobre a lei antiga ou a nova, uma ou outra considerada integralmente e distintamente, sendo vedado aplicar simultaneamente as disposições mais favoráveis de ambas, a menos que haja disposição expressa em sentido diverso” (tradução livre do trecho: “la scelta deve cadere sulla legge antica o sulla nuova, l’una o l’altra considerata integralmente e distintamente, essendo vietato di applicare simultaneamente le disposizioni più miti di entrambe, a meno che non sia disposto diversamente in modo espresso”. Trattato di Diritto Penale Italiano. 4ª ed. Torino: UTET, 1981. p. 391). Ainda se alinham a essa vertente doutrinária: José Cerezo Mir (Curso de derecho penal español. Parte general. T. I. 6ª ed. Madrid: Tecnos, 2004. p. 234); Francisco Muñoz Conde e Mercedes García Arán (Derecho penal. Parte general. 6ª ed. Valencia: Tirant lo Blanch, 2004. p. 146); e Fernando Mantovani (Diritto penale. Parte generale. 3ª ed. Padova: CEDAM, 1992. p. 123), dentre outros. O Código Penal Militar, que serve de norte interpretativo para o aplicador do ordenamento penal como um todo, dispõe, em seu art. 2º, § 1º, que, verbis: “Para se reconhecer qual a mais favorável, a lei posterior e a anterior devem ser consideradas separadamente, cada qual no conjunto de suas normas aplicáveis ao fato”. É de se ressaltar, todavia, que doutrina de escol defende orientação inversa, reclamando a retroatividade dos elementos mais benéficos da lei superveniente e refutando, por outro lado, a aplicação das demais disposições aos fatos passados. José Frederico Marques, ferrenho defensor da tese da lex tertia, expunha os seguintes argumentos: Dizer que o Juiz está fazendo lei nova, ultrapassando assim suas funções constitucionais, é argumento sem consistência, pois o julgador, em obediência a princípios de equidade consagrados pela própria Constituição, está apenas movimentando-se dentro dos quadros legais para uma tarefa de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG No mesmo sentido é a lição de Manzini, que afirma que “a escolha deve recair sobre a lei antiga ou a nova, uma ou outra considerada integralmente e distintamente, sendo vedado aplicar simultaneamente as disposições mais favoráveis de ambas, a menos que haja disposição expressa em sentido diverso” (tradução livre do trecho: “la scelta deve cadere sulla legge antica o sulla nuova, l’una o l’altra considerata integralmente e distintamente, essendo vietato di applicare simultaneamente le disposizioni più miti di entrambe, a meno che non sia disposto diversamente in modo espresso”. Trattato di Diritto Penale Italiano. 4ª ed. Torino: UTET, 1981. p. 391). Ainda se alinham a essa vertente doutrinária: José Cerezo Mir (Curso de derecho penal español. Parte general. T. I. 6ª ed. Madrid: Tecnos, 2004. p. 234); Francisco Muñoz Conde e Mercedes García Arán (Derecho penal. Parte general. 6ª ed. Valencia: Tirant lo Blanch, 2004. p. 146); e Fernando Mantovani (Diritto penale. Parte generale. 3ª ed. Padova: CEDAM, 1992. p. 123), dentre outros. O Código Penal Militar, que serve de norte interpretativo para o aplicador do ordenamento penal como um todo, dispõe, em seu art. 2º, § 1º, que, verbis: “Para se reconhecer qual a mais favorável, a lei posterior e a anterior devem ser consideradas separadamente, cada qual no conjunto de suas normas aplicáveis ao fato”. É de se ressaltar, todavia, que doutrina de escol defende orientação inversa, reclamando a retroatividade dos elementos mais benéficos da lei superveniente e refutando, por outro lado, a aplicação das demais disposições aos fatos passados. José Frederico Marques, ferrenho defensor da tese da lex tertia, expunha os seguintes argumentos: Dizer que o Juiz está fazendo lei nova, ultrapassando assim suas funções constitucionais, é argumento sem consistência, pois o julgador, em obediência a princípios de equidade consagrados pela própria Constituição, está apenas movimentando-se dentro dos quadros legais para uma tarefa de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG integração perfeitamente legítima. O órgão judiciário não está tirando ex nihilo a regulamentação eclética que deve imperar hic et nunc. A norma do caso concreto é construída em função de um princípio constitucional, com o próprio material fornecido pelo legislador. Se ele pode escolher, para aplicar o mandamento da Lei Magna, entre duas séries de disposições legais, a que lhe pareça mais benigna, não vemos porque se lhe vede a combinação de ambas, para assim aplicar, mais retamente, a Constituição. Se lhe está afeto escolher o ‘todo’, para que o réu tenha o tratamento penal mais favorável e benigno, nada há que lhe obste selecionar parte de um todo e parte de outro, para cumprir uma regra constitucional que deve sobrepairar a pruridos de lógica formal. Primeiro a Constituição e depois o formalismo jurídico, mesmo porque a própria dogmática legal obriga a essa subordinação, pelo papel preponderante do texto constitucional. A verdade é que não estará retroagindo a lei mais benéfica, se, para evitar-se a transação e o ecletismo, a parcela benéfica da lei posterior não for aplicada pelo Juiz; e este tem por missão precípua velar pela Constituição e tornar efetivos os postulados fundamentais com que ela garante e proclama os direitos do homem. (Tratado de direito penal. 2ª ed. V. 1. São Paulo: Saraiva, 1964. p. 210-211) Somam-se, ainda, as vozes de Mirabete, para quem “a melhor solução (...) é a de que pode haver combinação de duas leis, aplicando-se ao caso concreto os dispositivos mais benéficos” (MIRABETE, Julio Fabbrini; FABBRINI, Renato N. Código Penal interpretado. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2011. p. 14), e de Delmanto, que entende “que a combinação de leis para beneficiar o agente é possível” (DELMANTO, Celso et alii. Código Penal Comentado. 7ª ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2007. p. 22), apenas para citar alguns nomes de prestígio na doutrina pátria. Na doutrina estrangeira, colhe-se a lição de Günther Jakobs, verbis: 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG integração perfeitamente legítima. O órgão judiciário não está tirando ex nihilo a regulamentação eclética que deve imperar hic et nunc. A norma do caso concreto é construída em função de um princípio constitucional, com o próprio material fornecido pelo legislador. Se ele pode escolher, para aplicar o mandamento da Lei Magna, entre duas séries de disposições legais, a que lhe pareça mais benigna, não vemos porque se lhe vede a combinação de ambas, para assim aplicar, mais retamente, a Constituição. Se lhe está afeto escolher o ‘todo’, para que o réu tenha o tratamento penal mais favorável e benigno, nada há que lhe obste selecionar parte de um todo e parte de outro, para cumprir uma regra constitucional que deve sobrepairar a pruridos de lógica formal. Primeiro a Constituição e depois o formalismo jurídico, mesmo porque a própria dogmática legal obriga a essa subordinação, pelo papel preponderante do texto constitucional. A verdade é que não estará retroagindo a lei mais benéfica, se, para evitar-se a transação e o ecletismo, a parcela benéfica da lei posterior não for aplicada pelo Juiz; e este tem por missão precípua velar pela Constituição e tornar efetivos os postulados fundamentais com que ela garante e proclama os direitos do homem. (Tratado de direito penal. 2ª ed. V. 1. São Paulo: Saraiva, 1964. p. 210-211) Somam-se, ainda, as vozes de Mirabete, para quem “a melhor solução (...) é a de que pode haver combinação de duas leis, aplicando-se ao caso concreto os dispositivos mais benéficos” (MIRABETE, Julio Fabbrini; FABBRINI, Renato N. Código Penal interpretado. 7ª ed. São Paulo: Atlas, 2011. p. 14), e de Delmanto, que entende “que a combinação de leis para beneficiar o agente é possível” (DELMANTO, Celso et alii. Código Penal Comentado. 7ª ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2007. p. 22), apenas para citar alguns nomes de prestígio na doutrina pátria. Na doutrina estrangeira, colhe-se a lição de Günther Jakobs, verbis: 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG De acordo com a doutrina majoritária, deve-se comparar a gravidade das consequências do fato da lei antiga, acumuladas, com as da lei nova, também acumuladas, e não cada uma das reações jurídico-penais separadamente (alternatividade das leis). Por conseguinte, em conclusão, só pode ser mais favorável a lei antiga ou a lei modificada, mas não a antiga, apenas com relação a uma consequência, e a modificada, no que atine a outra. Não se pode manter essa solução; em todo caso, nas reações mencionadas no § 2.5 StGB há que se levar a cabo a determinação individual: a proibição de retroatividade do § 2.5 StGB é completamente idêntica a um mandado de recortar retroativamente a nova lei para alcançar a antiga regulação; é dizer, rompe a alternatividade. (Tradução livre. Derecho Penal. Parte General. Fundamentos y teoria de la imputación. 2ª ed. Madrid: Marcial Pons, 1997. p. 125) A jurisprudência comparada nos revela exemplos de soluções intermediárias. Na França, conforme explica Gilles Mathieu, “na prática, os Tribunais fazem uma distinção dependendo se a nova lei contém disposições divisíveis ou indivisíveis. Se a lei for divisível, apenas as partes mais favoráveis retroagirão (...). Uma lei é divisível quando as suas disposições formam um bloco indissociável” (tradução livre do trecho: “Dans la pratique, la jurisprudence opére une distinction selon que la loi nouvelle contient des dispositions divisibles ou indivisibles. Si la loi est divisible, seules les parties plus douces rétroagissent (...). Une loi est donc indivisible lorsque ses dispositions forment un bloc indissociable”. L’application de la loi pénale dans le temps (Dans la perspective du nouveau code pénal). In: Revue de science criminelle et de droit pénal comparé. nº 2, avril-juin 1995. Sirey Editions. p. 269). Essa solução temperada encontra eco na doutrina de Nilo Batista e Zaffaroni, valendo transcrever suas lições: Parece que a única objeção lógica oponível à combinação de leis, que outorgaria consistência ao argumento tradicional da aplicação de lei inexistente, residiria na fissura de dispositivos 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG De acordo com a doutrina majoritária, deve-se comparar a gravidade das consequências do fato da lei antiga, acumuladas, com as da lei nova, também acumuladas, e não cada uma das reações jurídico-penais separadamente (alternatividade das leis). Por conseguinte, em conclusão, só pode ser mais favorável a lei antiga ou a lei modificada, mas não a antiga, apenas com relação a uma consequência, e a modificada, no que atine a outra. Não se pode manter essa solução; em todo caso, nas reações mencionadas no § 2.5 StGB há que se levar a cabo a determinação individual: a proibição de retroatividade do § 2.5 StGB é completamente idêntica a um mandado de recortar retroativamente a nova lei para alcançar a antiga regulação; é dizer, rompe a alternatividade. (Tradução livre. Derecho Penal. Parte General. Fundamentos y teoria de la imputación. 2ª ed. Madrid: Marcial Pons, 1997. p. 125) A jurisprudência comparada nos revela exemplos de soluções intermediárias. Na França, conforme explica Gilles Mathieu, “na prática, os Tribunais fazem uma distinção dependendo se a nova lei contém disposições divisíveis ou indivisíveis. Se a lei for divisível, apenas as partes mais favoráveis retroagirão (...). Uma lei é divisível quando as suas disposições formam um bloco indissociável” (tradução livre do trecho: “Dans la pratique, la jurisprudence opére une distinction selon que la loi nouvelle contient des dispositions divisibles ou indivisibles. Si la loi est divisible, seules les parties plus douces rétroagissent (...). Une loi est donc indivisible lorsque ses dispositions forment un bloc indissociable”. L’application de la loi pénale dans le temps (Dans la perspective du nouveau code pénal). In: Revue de science criminelle et de droit pénal comparé. nº 2, avril-juin 1995. Sirey Editions. p. 269). Essa solução temperada encontra eco na doutrina de Nilo Batista e Zaffaroni, valendo transcrever suas lições: Parece que a única objeção lógica oponível à combinação de leis, que outorgaria consistência ao argumento tradicional da aplicação de lei inexistente, residiria na fissura de dispositivos 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG legais incindíveis, organicamente unitários, preocupando-se a Corte Suprema com que sejam “separáveis as partes das normas em conflito” e a doutrina com a aplicação do “preceito por inteiro”. Ressalvada, portanto, a hipótese em que a aplicação complementar dos textos legais concorrentes no tempo implique desvirtuar algum dos dispositivos operados, pela abusiva subtração de cláusula que condicionaria sua eficácia (quando, sim, poder-se-ia falar de uma lei inexistente), cabe admitir no direito brasileiro a combinação de leis no procedimento para reconhecer a lei mais benigna. (BATISTA,Nilo et alii. Direito Penal Brasileiro – I. 2ª ed. Rio de Janeiro: Revan, 2003. 215) Estabelecida a divergência acadêmica, e antes de me filiar a qualquer dos entendimentos, deve-se aferir qual a real intenção da Lei nº 11.343/06. Na análise de Luiz Flávio Gomes, “de uma forma geral, percebe-se que os tipos penais existentes na Lei 6.368/76 foram mantidos, sofrendo, entretanto, uma majoração significativa da pena” (Lei de Drogas Comentada. 2ª ed. São Paulo: RT, 2007. p. 25). O legislador observou a orientação contida na Convenção de Viena sobre Substâncias Psicotrópicas, aprovada pelo Decreto Legislativo nº 90 de 1972, que assim dispõe em seu artigo 22.1: ARTIGO 22 Disposições Penais 1 a) Ressalvadas suas limitações constitucionais, cada parte tratará como delito punível qualquer ato contrário a uma lei ou regulamento adotado em cumprimento às obrigações oriundas da presente Convenção, quando cometido intencionalmente, e cuidará que delitos graves sejam passíveis de sanção adequada, particularmente de prisão ou outra penalidade privativa de liberdade. b) Não obstante a alínea precedente, quando dependentes de substâncias psicotrópicas houverem cometido tais delitos, as partes poderão tomar providências para que, como uma 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG legais incindíveis, organicamente unitários, preocupando-se a Corte Suprema com que sejam “separáveis as partes das normas em conflito” e a doutrina com a aplicação do “preceito por inteiro”. Ressalvada, portanto, a hipótese em que a aplicação complementar dos textos legais concorrentes no tempo implique desvirtuar algum dos dispositivos operados, pela abusiva subtração de cláusula que condicionaria sua eficácia (quando, sim, poder-se-ia falar de uma lei inexistente), cabe admitir no direito brasileiro a combinação de leis no procedimento para reconhecer a lei mais benigna. (BATISTA,Nilo et alii. Direito Penal Brasileiro – I. 2ª ed. Rio de Janeiro: Revan, 2003. 215) Estabelecida a divergência acadêmica, e antes de me filiar a qualquer dos entendimentos, deve-se aferir qual a real intenção da Lei nº 11.343/06. Na análise de Luiz Flávio Gomes, “de uma forma geral, percebe-se que os tipos penais existentes na Lei 6.368/76 foram mantidos, sofrendo, entretanto, uma majoração significativa da pena” (Lei de Drogas Comentada. 2ª ed. São Paulo: RT, 2007. p. 25). O legislador observou a orientação contida na Convenção de Viena sobre Substâncias Psicotrópicas, aprovada pelo Decreto Legislativo nº 90 de 1972, que assim dispõe em seu artigo 22.1: ARTIGO 22 Disposições Penais 1 a) Ressalvadas suas limitações constitucionais, cada parte tratará como delito punível qualquer ato contrário a uma lei ou regulamento adotado em cumprimento às obrigações oriundas da presente Convenção, quando cometido intencionalmente, e cuidará que delitos graves sejam passíveis de sanção adequada, particularmente de prisão ou outra penalidade privativa de liberdade. b) Não obstante a alínea precedente, quando dependentes de substâncias psicotrópicas houverem cometido tais delitos, as partes poderão tomar providências para que, como uma 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG alternativa à condenação ou pena ou como complemento à pena, tais dependentes sejam submetidos a medidas de tratamento, pós-tratamento, educação, reabilitação e reintegração social, em conformidade com o parágrafo 1 do artigo 20. A ratio legis, evidenciada em diversos trechos do novo diploma, é a de enrijecer a resposta penal aos grandes traficantes de drogas e àqueles que enriquecem a custas dessa mazela social, e, ao mesmo tempo, abrandar a sanção aos usuários e traficantes de pouca expressão. O tratamento penal mínimo conferido pela Lei nº 11.343/06 aos traficantes primários, de bons antecedentes, e que não se dedicam às atividades criminosas nem integram organização criminosa, resulta em uma reprimenda corporal de 1 (um) ano e 8 (oito) meses de reclusão, correspondente à incidência máxima da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, (dois terços) sobre a menor pena prevista na escala penal do caput do mesmo artigo (cinco anos). Pretender a retroatividade isolada da minorante alcunhada como “tráfico privilegiado”, significa altercar uma sanção penal mínima de 1 (um) ano de reclusão para a mesma conduta. Desse modo, aqueles que praticaram o crime antes da novel legislação seriam favorecidos por regramento privilegiado, mais favorável do que aquele aplicável aos que delinquirem após o advento da Lei de Drogas de 2006. Diversas razões militam contra essa conclusão. Passo a enumerá-las. A primeira, e mais evidente, é a afronta acachapante ao princípio da isonomia, previsto no art. 5º, caput, da Constituição. Nenhum argumento é capaz de justificar que o princípio da retroatividade da lei penal mais benigna permita que duas pessoas, que praticaram o mesmo fato delituoso, nas mesmas condições, recebam penas distintas, apenas em razão do tempo em que o crime foi levado a cabo. Essa situação é possível quando a lei antiga punia o crime de maneira mais branda que a lei modificada – aplicando-se o princípio da irretroatividade da novatio legis in pejus –, porém, em tal conjuntura é mantida a reprimenda prevista na 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG alternativa à condenação ou pena ou como complemento à pena, tais dependentes sejam submetidos a medidas de tratamento, pós-tratamento, educação, reabilitação e reintegração social, em conformidade com o parágrafo 1 do artigo 20. A ratio legis, evidenciada em diversos trechos do novo diploma, é a de enrijecer a resposta penal aos grandes traficantes de drogas e àqueles que enriquecem a custas dessa mazela social, e, ao mesmo tempo, abrandar a sanção aos usuários e traficantes de pouca expressão. O tratamento penal mínimo conferido pela Lei nº 11.343/06 aos traficantes primários, de bons antecedentes, e que não se dedicam às atividades criminosas nem integram organização criminosa, resulta em uma reprimenda corporal de 1 (um) ano e 8 (oito) meses de reclusão, correspondente à incidência máxima da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4º, (dois terços) sobre a menor pena prevista na escala penal do caput do mesmo artigo (cinco anos). Pretender a retroatividade isolada da minorante alcunhada como “tráfico privilegiado”, significa altercar uma sanção penal mínima de 1 (um) ano de reclusão para a mesma conduta. Desse modo, aqueles que praticaram o crime antes da novel legislação seriam favorecidos por regramento privilegiado, mais favorável do que aquele aplicável aos que delinquirem após o advento da Lei de Drogas de 2006. Diversas razões militam contra essa conclusão. Passo a enumerá-las. A primeira, e mais evidente, é a afronta acachapante ao princípio da isonomia, previsto no art. 5º, caput, da Constituição. Nenhum argumento é capaz de justificar que o princípio da retroatividade da lei penal mais benigna permita que duas pessoas, que praticaram o mesmo fato delituoso, nas mesmas condições, recebam penas distintas, apenas em razão do tempo em que o crime foi levado a cabo. Essa situação é possível quando a lei antiga punia o crime de maneira mais branda que a lei modificada – aplicando-se o princípio da irretroatividade da novatio legis in pejus –, porém, em tal conjuntura é mantida a reprimenda prevista na 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG legislação anterior. Os que defendem a lex tertia talvez não tenham percebido o paradoxo que seria uma lei retroagir conferindo aos fatos passados uma situação jurídica mais favorável do que àqueles praticados durante a sua vigência. Vale lembrar que a igualdade perante a lei é um dos fundamentos da retroatividade da lei penal mais favorável. Conforme dito alhures, outro fundamento desse princípio reside na mudança da valoração de uma conduta delituosa pela sociedade, que passa a considerar despicienda ou excessiva a punição até então dispensada a ela. Ocorre que a retroatividade da lei “em tiras” consiste em velada deturpação da nova percepção que o legislador, responsável por expressar os anseios sociais, manifestou a respeito dessa mesma conduta. Em palavras mais singelas: a sociedade pós-Lei 11.343 quer uma punição mínima de 1 (um) ano e 8 (oito) meses de reclusão para o “tráfico privilegiado”, não sendo possível dispensar tratamento mais brando aos crimes pretéritos dessa natureza. A lex tertia viola, ainda, dois outros fundamentos do art. 5º, XL, in fine, da Lei Maior: o princípio da legalidade e a democracia. Cria-se, com a tese que ora se refuta, uma regra que não está prevista nem na lei antiga e nem na lei nova, que não goza do batismo democrático atribuído à Lei formal. Ao Judiciário não é dado arvorar-se no papel de legislador para pretender, mediante manobra interpretativa, resultado contrário à vontade da lei (ou melhor, das leis) e da Constituição. A questão em tela reclama, portanto, o que Mathieu denomina como “sistema da apreciação in concreto” (op. cit. p. 270), em conjunto com o princípio da alternatividade referido por Jakobs (loc. cit.); é dizer, o julgador, caso a caso, deve avaliar se é mais favorável ao réu a aplicação da lei antiga ou da lei nova, uma ou outra, considerada integralmente. Assim, é lícito afirmar que o § 4º do art. 33 da Lei de Drogas hoje vigente pode retroagir; porém, desde que associado à pena-base prevista no caput do mesmo artigo, e contanto que não seja mais benéfica ao agente a 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG legislação anterior. Os que defendem a lex tertia talvez não tenham percebido o paradoxo que seria uma lei retroagir conferindo aos fatos passados uma situação jurídica mais favorável do que àqueles praticados durante a sua vigência. Vale lembrar que a igualdade perante a lei é um dos fundamentos da retroatividade da lei penal mais favorável. Conforme dito alhures, outro fundamento desse princípio reside na mudança da valoração de uma conduta delituosa pela sociedade, que passa a considerar despicienda ou excessiva a punição até então dispensada a ela. Ocorre que a retroatividade da lei “em tiras” consiste em velada deturpação da nova percepção que o legislador, responsável por expressar os anseios sociais, manifestou a respeito dessa mesma conduta. Em palavras mais singelas: a sociedade pós-Lei 11.343 quer uma punição mínima de 1 (um) ano e 8 (oito) meses de reclusão para o “tráfico privilegiado”, não sendo possível dispensar tratamento mais brando aos crimes pretéritos dessa natureza. A lex tertia viola, ainda, dois outros fundamentos do art. 5º, XL, in fine, da Lei Maior: o princípio da legalidade e a democracia. Cria-se, com a tese que ora se refuta, uma regra que não está prevista nem na lei antiga e nem na lei nova, que não goza do batismo democrático atribuído à Lei formal. Ao Judiciário não é dado arvorar-se no papel de legislador para pretender, mediante manobra interpretativa, resultado contrário à vontade da lei (ou melhor, das leis) e da Constituição. A questão em tela reclama, portanto, o que Mathieu denomina como “sistema da apreciação in concreto” (op. cit. p. 270), em conjunto com o princípio da alternatividade referido por Jakobs (loc. cit.); é dizer, o julgador, caso a caso, deve avaliar se é mais favorável ao réu a aplicação da lei antiga ou da lei nova, uma ou outra, considerada integralmente. Assim, é lícito afirmar que o § 4º do art. 33 da Lei de Drogas hoje vigente pode retroagir; porém, desde que associado à pena-base prevista no caput do mesmo artigo, e contanto que não seja mais benéfica ao agente a 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG incidência da reprimenda prevista no antigo art. 12 da Lei nº 6.368/76. As duas dosimetrias deverão ser realizadas, pela lei nova e pela lei antiga, a fim de aferir qual a que melhor favorece o status libertatis do sentenciado. O Código Penal Militar, que serve de norte interpretativo para o aplicador do ordenamento penal como um todo, dispõe, em seu art. 2º, § 1º, que, verbis: “Para se reconhecer qual a mais favorável, a lei posterior e a anterior devem ser consideradas separadamente, cada qual no conjunto de suas normas aplicáveis ao fato”. Essa é a solução também encontrada por Damásio de Jesus, que assim se manifesta a respeito do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06: O redutor previsto no dispositivo é digno de encômios, porém, tem uma razão de ser: cuida-se de causa de redução de pena vinculada aos novos limites mínimo e máximo previstos no caput do art. 33 da Lei. A lei pretendeu temperar os rigores da punição ao traficante primário, de bons antecedentes, que não tenha envolvimento habitual com o crime ou que não faça parte de associação criminosa. Por esse motivo, não há razões plausíveis, com o respeito às opiniões contrárias, para que seja aplicado o redutor sobre as penas cominadas no preceito secundário do art. 12 da Lei n. 6.368/76. (Lei Antidrogas anotada. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 128) In casu, o Superior Tribunal de Justiça, malgrado tenha reconhecido ser admissível a redução da pena na forma do art. 33, § 4º da Lei 11.343⁄06, consignou que o Tribunal a quo reconheceu que o paciente possivelmente é integrante de organização criminosa, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06. Afirmou, ainda, ser impossível questionar as conclusões do Tribunal de origem em sede de habeas corpus, porquanto indispensável o exame de circunstâncias fáticas cuja apreciação seria vedada na via estreita dessa 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG incidência da reprimenda prevista no antigo art. 12 da Lei nº 6.368/76. As duas dosimetrias deverão ser realizadas, pela lei nova e pela lei antiga, a fim de aferir qual a que melhor favorece o status libertatis do sentenciado. O Código Penal Militar, que serve de norte interpretativo para o aplicador do ordenamento penal como um todo, dispõe, em seu art. 2º, § 1º, que, verbis: “Para se reconhecer qual a mais favorável, a lei posterior e a anterior devem ser consideradas separadamente, cada qual no conjunto de suas normas aplicáveis ao fato”. Essa é a solução também encontrada por Damásio de Jesus, que assim se manifesta a respeito do art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06: O redutor previsto no dispositivo é digno de encômios, porém, tem uma razão de ser: cuida-se de causa de redução de pena vinculada aos novos limites mínimo e máximo previstos no caput do art. 33 da Lei. A lei pretendeu temperar os rigores da punição ao traficante primário, de bons antecedentes, que não tenha envolvimento habitual com o crime ou que não faça parte de associação criminosa. Por esse motivo, não há razões plausíveis, com o respeito às opiniões contrárias, para que seja aplicado o redutor sobre as penas cominadas no preceito secundário do art. 12 da Lei n. 6.368/76. (Lei Antidrogas anotada. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 128) In casu, o Superior Tribunal de Justiça, malgrado tenha reconhecido ser admissível a redução da pena na forma do art. 33, § 4º da Lei 11.343⁄06, consignou que o Tribunal a quo reconheceu que o paciente possivelmente é integrante de organização criminosa, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06. Afirmou, ainda, ser impossível questionar as conclusões do Tribunal de origem em sede de habeas corpus, porquanto indispensável o exame de circunstâncias fáticas cuja apreciação seria vedada na via estreita dessa 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG ação constitucional. Ex positis, extingo a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. É como voto. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG ação constitucional. Ex positis, extingo a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. É como voto. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Explicação 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - E o 98.190 que é exatamente... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Só que extinguimos o processo e implementamos a ordem de ofício. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É, nós extinguimos porque entendemos que a aplicação pelo Superior Tribunal de Justiça foi de acordo com o nosso entendimento, que não se aplica um pedaço de uma lei... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É substitutivo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, sim extinguimos... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse habeas é substitutivo do recurso ordinário constitucional, não é? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Esse habeas é substitutivo, o 98.190. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não partimos para a concessão de ofício, mas o ministro Dias Tofolli parte e a ministra Rosa também, no Habeas Corpus nº 98.190. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4078110. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - E o 98.190 que é exatamente... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Só que extinguimos o processo e implementamos a ordem de ofício. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É, nós extinguimos porque entendemos que a aplicação pelo Superior Tribunal de Justiça foi de acordo com o nosso entendimento, que não se aplica um pedaço de uma lei... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É substitutivo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, sim extinguimos... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse habeas é substitutivo do recurso ordinário constitucional, não é? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Esse habeas é substitutivo, o 98.190. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não partimos para a concessão de ofício, mas o ministro Dias Tofolli parte e a ministra Rosa também, no Habeas Corpus nº 98.190. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4078110. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Esclarecimento 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - E, no 98.190, nós extinguimos por inadequação da via eleita... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Unanimemente. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Unânime. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Unânime e... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Por empate. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Em razão do empate, a concessão de ofício, concedida a ordem nos termos do voto divergente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4313715. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - E, no 98.190, nós extinguimos por inadequação da via eleita... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Unanimemente. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Unânime. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Unânime e... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Por empate. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Em razão do empate, a concessão de ofício, concedida a ordem nos termos do voto divergente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4313715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 98.190 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma sobrestou o processo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 26.4.2011. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por empate na votação, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, Redator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem, de ofício, o Senhor Ministro Luiz Fux, Relator-Presidente, e o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912973 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 98.190 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma sobrestou o processo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 26.4.2011. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por empate na votação, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, Redator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem, de ofício, o Senhor Ministro Luiz Fux, Relator-Presidente, e o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4657216
2013-05-21T00:00:00
2013-10-11T00:00:00
A Turma sobrestou o processo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1ª Turma, 26.4.2011. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por empate na votação, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, Redator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem, de ofício, o Senhor Ministro Luiz Fux, Relator-Presidente, e o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1ª Turma, 21.5.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Ocorrência. Condenação com base na antiga lei de drogas. Pretendida aplicação retroativa do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 sobre a pena cominada ao paciente com base na Lei nº 6.368/76. Possibilidade assentada no julgamento Plenário do RE nº 596.152/SP, Relator para acórdão o Ministro Ayres Britto, DJe de 13/2/12. Writ extinto. Ordem concedida de ofício. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. 2. Nada impede, entretanto, que a Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da CF), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que é o caso. 3. A pretendida aplicação retroativa do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 sobre a pena cominada com base na Lei nº 6.368/76 encontra amparo em julgado proferido pelo Tribunal Pleno no RE nº 596.152/SP, Relator para acórdão o Ministro Ayres Britto. 4. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual eleita. 5. Ordem concedida de ofício para determinar ao Juízo de origem que, considerando as circunstâncias do caso, analise a possibilidade de aplicação retroativa do § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 sobre a pena cominada ao paciente com base na Lei nº 6.368/76.
sjur244486
- Acórdão(s) citado(s): (RETROATIVIDADE, CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA, LEI DE TÓXICOS) RE 596152 (TP). (HC, SUBSTITUIÇÃO, RHC) HC 109956 (1ªT). (STF, COMPETÊNCIA, ROL TAXATIVO) Pet 1738 AgR. Número de páginas: 26. Análise: 29/10/2013, JOS. Revisão: 21/11/2013, IVA.
LUIZ FUX
Primeira Turma
98190
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00005 \"CAPUT\" INC-00040 ART-00102 \n INC-00001 LET-D LET-I INC-00002 \n LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-INT CVC ANO-1971\n CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS\n\n", "LEG-FED LEI-006368 ANO-1976\n ART-00012\n LTX-1976 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00033 \"CAPUT\" PAR-00004\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\n ART-00002 PAR-00001\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR\n\n", "LEG-FED DEC-000090 ANO-1972\n ART-00022 NÚMERO-1 LET-A LET-B\n DECRETO - APROVA A CONVENÇÃO DE VIENA SOBRE SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS\n\n", "LEG-FED DEC-079388 ANO-1977\n DECRETO - PROMULGA A CONVENÇÃO SOBRE SUBSTÂNCIAS PSICOTRÓPICAS" ]
HC
acordaos
HC 98190
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PACTE.(S) : RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 26/04/2011 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Ocorrência. Condenação com base na antiga lei de drogas. Pretendida aplicação retroativa do § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 sobre a pena cominada ao paciente com base na Lei n 6.368/76. Possibilidade assentada no julgamento Plenário do Recurso Extraordinário n 596.152/SP, Relator para acórdão o Ministro Ayres Britto, DJe de 13/2/12. Writ extinto. Ordem concedida de ofício. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC n 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. 2. Nada impede, entretanto, que a Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal de 1988), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia, o que é o caso. 3. A pretendida aplicação retroativa do § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 sobre a pena cominada com base na Lei n 6.368/76 encontra Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274208. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 26 Ementa e Acórdão HC 98190 / MG amparo em julgado proferido pelo Tribunal Pleno no Recurso Extraordinário n 596.152/SP, Relator para acórdão o Ministro Ayres Britto. 4. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual eleita. 5. Ordem concedida de ofício para determinar ao Juízo de origem que, considerando as circunstâncias do caso, analise a possibilidade de aplicação retroativa do § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 sobre a pena cominada ao paciente com base na Lei n 6.368/76. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da via processual. Acordam, ademais, os Ministros, verificado empate na votação, em conceder a ordem de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem de ofício o Senhor Ministro Luiz Fux, Relator e Presidente, e o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator para o acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274208. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG amparo em julgado proferido pelo Tribunal Pleno no Recurso Extraordinário n 596.152/SP, Relator para acórdão o Ministro Ayres Britto. 4. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual eleita. 5. Ordem concedida de ofício para determinar ao Juízo de origem que, considerando as circunstâncias do caso, analise a possibilidade de aplicação retroativa do § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 sobre a pena cominada ao paciente com base na Lei n 6.368/76. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da via processual. Acordam, ademais, os Ministros, verificado empate na votação, em conceder a ordem de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, Relator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem de ofício o Senhor Ministro Luiz Fux, Relator e Presidente, e o Senhor Ministro Marco Aurélio. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator para o acórdão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274208. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 26 Sobrestado 26/04/2011 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS SOBRESTADO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Ministro, desculpe-me interromper Vossa Excelência, mas eu indagaria se o núcleo da questão é exatamente a possibilidade ou não de haver a junção ou a formação de uma norma híbrida. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Neste caso é. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Eu digo isso porque, nesta sessão de hoje, nós sobrestamos três processos, dois da Relatoria do Ministro Marco Aurélio e um meu, sobre essa matéria, porque o Ministro Ricardo Lewandowski alertou que está em julgamento, no Plenário, pendente de vista do Ministro Ayres Britto, exatamente este tema. Então decidiu-se em caso, pelo que vejo, análogo, de não se anteciparem os votos e a Turma decide no sentido do sobrestamento. Se Vossas Excelências estiverem de acordo, adotamos aqui o mesmo procedimento que adotamos nos três anteriores desta sessão. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu estou de acordo e até chamo a atenção de que há uma corrente doutrinária de bom peso que, sobre a inspiração desses princípios penais da lex mitior, entende que não haverá uma criação de um legislador positivo, que é possível, mas a premissa eu acho que é inafastável: aumentou a pena. A pena era de três anos e passou para cinco. Isso aí não é possível. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Para mitigar esse aumento é que se previu a causa de diminuição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4644597. Supremo Tribunal Federal 26/04/2011 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS SOBRESTADO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Ministro, desculpe-me interromper Vossa Excelência, mas eu indagaria se o núcleo da questão é exatamente a possibilidade ou não de haver a junção ou a formação de uma norma híbrida. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Neste caso é. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (PRESIDENTE) - Eu digo isso porque, nesta sessão de hoje, nós sobrestamos três processos, dois da Relatoria do Ministro Marco Aurélio e um meu, sobre essa matéria, porque o Ministro Ricardo Lewandowski alertou que está em julgamento, no Plenário, pendente de vista do Ministro Ayres Britto, exatamente este tema. Então decidiu-se em caso, pelo que vejo, análogo, de não se anteciparem os votos e a Turma decide no sentido do sobrestamento. Se Vossas Excelências estiverem de acordo, adotamos aqui o mesmo procedimento que adotamos nos três anteriores desta sessão. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Eu estou de acordo e até chamo a atenção de que há uma corrente doutrinária de bom peso que, sobre a inspiração desses princípios penais da lex mitior, entende que não haverá uma criação de um legislador positivo, que é possível, mas a premissa eu acho que é inafastável: aumentou a pena. A pena era de três anos e passou para cinco. Isso aí não é possível. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Para mitigar esse aumento é que se previu a causa de diminuição. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4644597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 26 Sobrestado HC 98190 / MG O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Então vamos levar a Primeira Turma unida com esse ponto de vista ao Plenário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4644597. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR) - Então vamos levar a Primeira Turma unida com esse ponto de vista ao Plenário. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4644597. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 26 Extrato de Ata - 26/04/2011 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 98.190 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma sobrestou o processo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 26.4.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1146235 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 98.190 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma sobrestou o processo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 26.4.2011. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Luiz Fux. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Coordenadora Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 1146235 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 26 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra ato da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça consubstanciado em acórdão cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 09): “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS (ART. 12, CAPUT, DA LEI 6.368/76). PENA APLICADA: 3 ANOS E 6 MESES DE RECLUSÃO, EM REGIME FECHADO. ACÓRDÃO QUE RECONHECE QUE O PACIENTE POSSIVELMENTE PERTENCE À ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS PREVISTOS NO ARTIGO 33, § 4... DA LEI 11.343/06 PARA DIMINUIÇÃO DA PENA. DILAÇÃO PROBATÓRIA INCOMPATÍVEL COM O HABEAS CORPUS. PARECER MINISTERIAL PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. ORDEM DENEGADA. 1. Para fins de obtenção da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4... da Lei 11.343/06, exige-se que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa, proibida, de qualquer forma, a conversão em penas restritivas de direito. 2. Na hipótese dos autos, o egrégio Tribunal a quo reconheceu que o paciente possivelmente é integrante de organização criminosa, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4... do art. 33 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892308. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra ato da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça consubstanciado em acórdão cuja ementa tem o seguinte teor (fls. 09): “HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE DROGAS (ART. 12, CAPUT, DA LEI 6.368/76). PENA APLICADA: 3 ANOS E 6 MESES DE RECLUSÃO, EM REGIME FECHADO. ACÓRDÃO QUE RECONHECE QUE O PACIENTE POSSIVELMENTE PERTENCE À ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS PREVISTOS NO ARTIGO 33, § 4... DA LEI 11.343/06 PARA DIMINUIÇÃO DA PENA. DILAÇÃO PROBATÓRIA INCOMPATÍVEL COM O HABEAS CORPUS. PARECER MINISTERIAL PELA DENEGAÇÃO DA ORDEM. ORDEM DENEGADA. 1. Para fins de obtenção da causa de diminuição de pena prevista no art. 33, § 4... da Lei 11.343/06, exige-se que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa, proibida, de qualquer forma, a conversão em penas restritivas de direito. 2. Na hipótese dos autos, o egrégio Tribunal a quo reconheceu que o paciente possivelmente é integrante de organização criminosa, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4... do art. 33 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892308. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 26 Relatório HC 98190 / MG da Lei 11.343/06. 3. A alteração dessa conclusão, a fim de verificar se o paciente paciente faz parte ou não de organização criminosa, enseja, necessariamente, reexame de circunstâncias fáticas, que, in casu, não estão evidentes, impedindo a análise por meio da via exígua do Habeas Corpus. 4. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 5. Ordem denegada.” O paciente foi denunciado, em 31/05/2004, pelo crime de tráfico de entorpecentes tipificado no art. 12 da Lei n. 6.368/76. O Juiz da 1... Vara Criminal de Sete Lagos/MG desclassificou a imputação de tráfico para a de usuário de entorpecentes, descrita no artigo 16 da Lei n. 6.368/76, condenando-o à pena de 6 (seis) meses de detenção e 20 (vinte) dias-multa (fls. 19/29). Inconformado, o Ministério Público estadual interpôs recurso de apelação, provido pelo Tribunal de Justiça local, em 26/03/2008, para condenar o paciente pelo crime de tráfico de entorpecentes ao cumprimento da pena de 3 (três) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial fechado (fls. 30/34). Com o advento da Lei n. 11.343/2006, a defesa do paciente opôs embargos de declaração sustentando a aplicação retroativa da causa especial de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4..., da superveniente Lei de Entorpecentes. Rejeitados os embargos, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça alegando que a não aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista na nova Lei de Entorpecentes deveu-se à mera cogitação, do Tribunal de Justiça, de que o paciente “possivelmente é integrante de organização criminosa, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06” fls. 2). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892308. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG da Lei 11.343/06. 3. A alteração dessa conclusão, a fim de verificar se o paciente paciente faz parte ou não de organização criminosa, enseja, necessariamente, reexame de circunstâncias fáticas, que, in casu, não estão evidentes, impedindo a análise por meio da via exígua do Habeas Corpus. 4. Parecer do MPF pela denegação da ordem. 5. Ordem denegada.” O paciente foi denunciado, em 31/05/2004, pelo crime de tráfico de entorpecentes tipificado no art. 12 da Lei n. 6.368/76. O Juiz da 1... Vara Criminal de Sete Lagos/MG desclassificou a imputação de tráfico para a de usuário de entorpecentes, descrita no artigo 16 da Lei n. 6.368/76, condenando-o à pena de 6 (seis) meses de detenção e 20 (vinte) dias-multa (fls. 19/29). Inconformado, o Ministério Público estadual interpôs recurso de apelação, provido pelo Tribunal de Justiça local, em 26/03/2008, para condenar o paciente pelo crime de tráfico de entorpecentes ao cumprimento da pena de 3 (três) anos e 6 (seis) meses de reclusão, em regime inicial fechado (fls. 30/34). Com o advento da Lei n. 11.343/2006, a defesa do paciente opôs embargos de declaração sustentando a aplicação retroativa da causa especial de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4..., da superveniente Lei de Entorpecentes. Rejeitados os embargos, impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça alegando que a não aplicação da causa especial de diminuição de pena prevista na nova Lei de Entorpecentes deveu-se à mera cogitação, do Tribunal de Justiça, de que o paciente “possivelmente é integrante de organização criminosa, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06” fls. 2). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892308. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 26 Relatório HC 98190 / MG Sustenta que, ao decidir nesses termos, o Tribunal a quo violou o disposto nos incisos LVI e LV da Constituição Federal, verbis: “Art. 5... (omissis) LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.” Assevera que o texto do § 4... do art. 33 é claro ao indicar que a participação em atividade criminosa constitui um dado concreto, e não apenas possível, de modo que a dúvida a respeito da participação, ou não, do paciente milita em seu favor. Ademais, o paciente é primário e tem bons antecedentes. Requer a concessão da ordem a fim de que se determine “ao d. Juiz sentenciante que aplique a diminuição prevista no parágrafo 4... do artigo 33 da Lei 11.343/2006” (fls. 4). A PGR opina no sentido da denegação da ordem, em parecer assim ementado (fl. 63): “HABEAS CORPUS. CRIME DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA PENA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NA NOVA LEI DE DROGAS SOBRE PENA IMPOSTA NA VIGÊNCIA DA LEI ANTERIOR. IMPOSSIBILIDADE. COMBINAÇÃO ENTRE LEIS CONFLITANTES NO TEMPO. VEDAÇÃO. - Inadmissível a conjugação da pena-base base prevista na Lei n. 6.368/1976 e a causa de diminuição contida na Lei n. 11.343/2006, para se extrair uma terceira, de natureza híbrida, apta a beneficiar o réu. - Parecer pela denegação do writ.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892308. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG Sustenta que, ao decidir nesses termos, o Tribunal a quo violou o disposto nos incisos LVI e LV da Constituição Federal, verbis: “Art. 5... (omissis) LIV – ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal; LV – aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela inerentes.” Assevera que o texto do § 4... do art. 33 é claro ao indicar que a participação em atividade criminosa constitui um dado concreto, e não apenas possível, de modo que a dúvida a respeito da participação, ou não, do paciente milita em seu favor. Ademais, o paciente é primário e tem bons antecedentes. Requer a concessão da ordem a fim de que se determine “ao d. Juiz sentenciante que aplique a diminuição prevista no parágrafo 4... do artigo 33 da Lei 11.343/2006” (fls. 4). A PGR opina no sentido da denegação da ordem, em parecer assim ementado (fl. 63): “HABEAS CORPUS. CRIME DE TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA PENA. APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NA NOVA LEI DE DROGAS SOBRE PENA IMPOSTA NA VIGÊNCIA DA LEI ANTERIOR. IMPOSSIBILIDADE. COMBINAÇÃO ENTRE LEIS CONFLITANTES NO TEMPO. VEDAÇÃO. - Inadmissível a conjugação da pena-base base prevista na Lei n. 6.368/1976 e a causa de diminuição contida na Lei n. 11.343/2006, para se extrair uma terceira, de natureza híbrida, apta a beneficiar o réu. - Parecer pela denegação do writ.” É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892308. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifico tratar-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifico tratar-se de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: … d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; … i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG Ministro Celso de Mello, Dje de 1....10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG Ministro Celso de Mello, Dje de 1....10.99, é elucidativa e precisa quanto à taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudo nulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudo nulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Primeira Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” (HC 109956, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 07/08/2012) Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. Versa o presente habeas corpus sobre a querela jurídica que se formou em torno do art. 33, § 4..., da nova Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), mais especificamente, a respeito da sua aptidão para atingir fatos passados. Esse tema foi apreciado recentemente em Recurso Extraordinário 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” (HC 109956, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, julgado em 07/08/2012) Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. Versa o presente habeas corpus sobre a querela jurídica que se formou em torno do art. 33, § 4..., da nova Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), mais especificamente, a respeito da sua aptidão para atingir fatos passados. Esse tema foi apreciado recentemente em Recurso Extraordinário 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG afetado ao Pleno, sob a sistemática da Repercussão Geral. Contudo, configurou-se empate no julgamento e a Corte optou por não fixar a tese naquele caso. Assim foi proclamado o resultado: Decisão: Em face do empate na votação, após os votos dos Senhores Ministros Ricardo Lewandowski (Relator), Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Marco Aurélio, que deram provimento ao recurso extraordinário, e os votos dos Senhores Ministros Ayres Britto, Cezar Peluso (Presidente), Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello, que lhe negavam provimento, o Tribunal proclamou a decisão mais favorável ao recorrido com base no artigo 146, parágrafo único, do RISTF, e, como tal, negou provimento ao recurso extraordinário. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Ayres Britto. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, com voto proferido em assentada anterior. Plenário, 13.10.2011. (Recurso Extraordinário n 596.152, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/10/2011) Tendo em vista que ainda não foi submetido novo Recurso paradigma sobre o tema para julgamento na sistemática de Repercussão Geral, não é o caso de determinar o sobrestamento do habeas corpus, ante a eminência dessa ação constitucional, possibilitando a célere decisão no caso sub judice. Passo, portanto, ao exame do tema de fundo. O novel diploma, no que atine ao crime de tráfico de drogas, inovou em dupla frente em relação ao seu antecessor, a Lei n 6.368/76: se por um lado modificou a escala penal básica – que era estabelecida em 3 (três) a 15 (quinze) anos de reclusão e passou a 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, também de reclusão –, recrudescendo a pena mínima, por outro lado, trouxe uma inédita causa de diminuição de pena, permitindo a redução da reprimenda de um sexto a dois terços desde que o agente seja 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG afetado ao Pleno, sob a sistemática da Repercussão Geral. Contudo, configurou-se empate no julgamento e a Corte optou por não fixar a tese naquele caso. Assim foi proclamado o resultado: Decisão: Em face do empate na votação, após os votos dos Senhores Ministros Ricardo Lewandowski (Relator), Cármen Lúcia, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Marco Aurélio, que deram provimento ao recurso extraordinário, e os votos dos Senhores Ministros Ayres Britto, Cezar Peluso (Presidente), Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello, que lhe negavam provimento, o Tribunal proclamou a decisão mais favorável ao recorrido com base no artigo 146, parágrafo único, do RISTF, e, como tal, negou provimento ao recurso extraordinário. Redigirá o acórdão o Senhor Ministro Ayres Britto. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Joaquim Barbosa, com voto proferido em assentada anterior. Plenário, 13.10.2011. (Recurso Extraordinário n 596.152, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Relator(a) p/ Acórdão: Min. AYRES BRITTO, Tribunal Pleno, julgado em 13/10/2011) Tendo em vista que ainda não foi submetido novo Recurso paradigma sobre o tema para julgamento na sistemática de Repercussão Geral, não é o caso de determinar o sobrestamento do habeas corpus, ante a eminência dessa ação constitucional, possibilitando a célere decisão no caso sub judice. Passo, portanto, ao exame do tema de fundo. O novel diploma, no que atine ao crime de tráfico de drogas, inovou em dupla frente em relação ao seu antecessor, a Lei n 6.368/76: se por um lado modificou a escala penal básica – que era estabelecida em 3 (três) a 15 (quinze) anos de reclusão e passou a 5 (cinco) a 15 (quinze) anos, também de reclusão –, recrudescendo a pena mínima, por outro lado, trouxe uma inédita causa de diminuição de pena, permitindo a redução da reprimenda de um sexto a dois terços desde que o agente seja 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. Eis o cerne da questão ora debatida: a referida minorante, prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, deve retroagir para atingir fatos anteriores à vigência deste diploma? O tema da retroatividade da lei penal é dos mais debatidos na doutrina, o que denota o quão áspero é o vertente julgamento. Nas palavras de Vincenzo Manzini, “uma vez que a Lei tenha eliminado ou abrandado uma restrição imposta à liberdade, o Estado, garante desta, não pode exigir ou implementar o que ele mesmo reconheceu não mais necessário ou excessivo e não conforme à justiça” (tradução livre do trecho: “non appena la legge ha sciolto o rallentato un vincolo imposto alla libertà, lo Stato, garante di questa, non puo richiedere od attuare ciò che esso medesimo ha riconosciuto non più necessario o eccessivo e non conforme a giustizia”. Trattato di Diritto Penale Italiano. 4... ed. Torino: UTET, 1981. p. 370-371). Se a justificativa para a irretroatividade da lei criminal reside na proteção dos indivíduos contra o superveniente aumento no rigor do tratamento penal de um fato, essa razão cai por terra quando a nova lei é benigna ao status libertatis dos cidadãos. O princípio da isonomia impede que dois sujeitos sejam apenados de forma distinta apenas em razão do tempo em que o fato foi praticado, porquanto a valoração das condutas deve ser idêntica antes e depois da promulgação da lei, exceto nos casos em que a legislação superveniente seja mais gravosa. A lei, expressão da democracia e garante das liberdades individuais, não pode ter a sua incidência manietada quando se trata de favorecer os direitos fundamentais, sendo esse o caso da novatio legis in mellius. A grande dificuldade, nesta seara, é estabelecer qual é a Lei mais favorável. Parece simples, à primeira vista, apontar, em um conflito de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG primário, de bons antecedentes, não se dedique às atividades criminosas nem integre organização criminosa. Eis o cerne da questão ora debatida: a referida minorante, prevista no art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06, deve retroagir para atingir fatos anteriores à vigência deste diploma? O tema da retroatividade da lei penal é dos mais debatidos na doutrina, o que denota o quão áspero é o vertente julgamento. Nas palavras de Vincenzo Manzini, “uma vez que a Lei tenha eliminado ou abrandado uma restrição imposta à liberdade, o Estado, garante desta, não pode exigir ou implementar o que ele mesmo reconheceu não mais necessário ou excessivo e não conforme à justiça” (tradução livre do trecho: “non appena la legge ha sciolto o rallentato un vincolo imposto alla libertà, lo Stato, garante di questa, non puo richiedere od attuare ciò che esso medesimo ha riconosciuto non più necessario o eccessivo e non conforme a giustizia”. Trattato di Diritto Penale Italiano. 4... ed. Torino: UTET, 1981. p. 370-371). Se a justificativa para a irretroatividade da lei criminal reside na proteção dos indivíduos contra o superveniente aumento no rigor do tratamento penal de um fato, essa razão cai por terra quando a nova lei é benigna ao status libertatis dos cidadãos. O princípio da isonomia impede que dois sujeitos sejam apenados de forma distinta apenas em razão do tempo em que o fato foi praticado, porquanto a valoração das condutas deve ser idêntica antes e depois da promulgação da lei, exceto nos casos em que a legislação superveniente seja mais gravosa. A lei, expressão da democracia e garante das liberdades individuais, não pode ter a sua incidência manietada quando se trata de favorecer os direitos fundamentais, sendo esse o caso da novatio legis in mellius. A grande dificuldade, nesta seara, é estabelecer qual é a Lei mais favorável. Parece simples, à primeira vista, apontar, em um conflito de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG leis no tempo, aquela que deve ser considerada como a lex mitior. Entretanto, é de ser considerado que as leis não são editadas com sinais indicativos, que permitam uma clara identificação daquela que é mais favorável ao réu. A nova lei pode ser mais benéfica em alguns aspectos e prejudicial em outros, tornando árdua a tarefa de aplicar o art. 5..., XL, da Carta Magna (“a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”). Nesses casos complexos, indaga-se se é dado ao intérprete aplicar a lei nova aos fatos passados em parte, apenas naquilo em que for mais favorável. Conforme adverte Guillermo Oliver Calderón, Professor da Universidad Católica de Valparaíso, um dos maiores estudiosos da matéria no mundo: No âmbito das consequências penais, também pode resultar extremamente difícil determinar qual é a lei mais favorável. Verbi gratia, poderia acontecer que a lei posterior diminuíra o limite inferior da pena privativa de liberdade estabelecida na lei anterior, mas aumentara o limite superior, ou, ainda, que rebaixara o limite superior, porém aumentara o inferior. Poderia ocorrer, também, que a lei nova eliminara a pena privativa de liberdade de muito curta duração contemplada na lei precedente, mas a substituíra por uma pena restritiva de liberdade de larga duração ou por uma pena pecuniária de elevada monta. Poderia suceder, ainda, que a lei posterior criara uma nova atenuante de responsabilidade penal, porém estabelecera uma nova agravante. (...) a maioria dos autores assinala que deve aplicar-se uma ou outra lei, integralmente, em bloco, sem que possam combinar-se os aspectos mais favoráveis delas. Isso se traduz em uma proibição da denominada lex tertia ou princípio de combinação. (Tradução livre. Retroactividad e irretroactividad de las leyes penales. Santiago: Editorial Jurídica de Chile, 2007. p. 56- 61) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG leis no tempo, aquela que deve ser considerada como a lex mitior. Entretanto, é de ser considerado que as leis não são editadas com sinais indicativos, que permitam uma clara identificação daquela que é mais favorável ao réu. A nova lei pode ser mais benéfica em alguns aspectos e prejudicial em outros, tornando árdua a tarefa de aplicar o art. 5..., XL, da Carta Magna (“a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”). Nesses casos complexos, indaga-se se é dado ao intérprete aplicar a lei nova aos fatos passados em parte, apenas naquilo em que for mais favorável. Conforme adverte Guillermo Oliver Calderón, Professor da Universidad Católica de Valparaíso, um dos maiores estudiosos da matéria no mundo: No âmbito das consequências penais, também pode resultar extremamente difícil determinar qual é a lei mais favorável. Verbi gratia, poderia acontecer que a lei posterior diminuíra o limite inferior da pena privativa de liberdade estabelecida na lei anterior, mas aumentara o limite superior, ou, ainda, que rebaixara o limite superior, porém aumentara o inferior. Poderia ocorrer, também, que a lei nova eliminara a pena privativa de liberdade de muito curta duração contemplada na lei precedente, mas a substituíra por uma pena restritiva de liberdade de larga duração ou por uma pena pecuniária de elevada monta. Poderia suceder, ainda, que a lei posterior criara uma nova atenuante de responsabilidade penal, porém estabelecera uma nova agravante. (...) a maioria dos autores assinala que deve aplicar-se uma ou outra lei, integralmente, em bloco, sem que possam combinar-se os aspectos mais favoráveis delas. Isso se traduz em uma proibição da denominada lex tertia ou princípio de combinação. (Tradução livre. Retroactividad e irretroactividad de las leyes penales. Santiago: Editorial Jurídica de Chile, 2007. p. 56- 61) 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG No mesmo sentido é a lição de Manzini, que afirma que “a escolha deve recair sobre a lei antiga ou a nova, uma ou outra considerada integralmente e distintamente, sendo vedado aplicar simultaneamente as disposições mais favoráveis de ambas, a menos que haja disposição expressa em sentido diverso” (tradução livre do trecho: “la scelta deve cadere sulla legge antica o sulla nuova, l’una o l’altra considerata integralmente e distintamente, essendo vietato di applicare simultaneamente le disposizioni più miti di entrambe, a meno che non sia disposto diversamente in modo espresso”. Trattato di Diritto Penale Italiano. 4... ed. Torino: UTET, 1981. p. 391). Ainda se alinham a essa vertente doutrinária: José Cerezo Mir (Curso de derecho penal español. Parte general. T. I. 6... ed. Madrid: Tecnos, 2004. p. 234); Francisco Muñoz Conde e Mercedes García Arán (Derecho penal. Parte general. 6... ed. Valencia: Tirant lo Blanch, 2004. p. 146); e Fernando Mantovani (Diritto penale. Parte generale. 3... ed. Padova: CEDAM, 1992. p. 123), dentre outros. O Código Penal Militar, que serve de norte interpretativo para o aplicador do ordenamento penal como um todo, dispõe, em seu art. 2..., § 1..., que, verbis: “Para se reconhecer qual a mais favorável, a lei posterior e a anterior devem ser consideradas separadamente, cada qual no conjunto de suas normas aplicáveis ao fato”. É de se ressaltar, todavia, que doutrina de escol defende orientação inversa, reclamando a retroatividade dos elementos mais benéficos da lei superveniente e refutando, por outro lado, a aplicação das demais disposições aos fatos passados. José Frederico Marques, ferrenho defensor da tese da lex tertia, expunha os seguintes argumentos: Dizer que o Juiz está fazendo lei nova, ultrapassando assim suas funções constitucionais, é argumento sem consistência, pois o julgador, em obediência a princípios de equidade consagrados pela própria Constituição, está apenas movimentando-se dentro dos quadros legais para uma tarefa de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG No mesmo sentido é a lição de Manzini, que afirma que “a escolha deve recair sobre a lei antiga ou a nova, uma ou outra considerada integralmente e distintamente, sendo vedado aplicar simultaneamente as disposições mais favoráveis de ambas, a menos que haja disposição expressa em sentido diverso” (tradução livre do trecho: “la scelta deve cadere sulla legge antica o sulla nuova, l’una o l’altra considerata integralmente e distintamente, essendo vietato di applicare simultaneamente le disposizioni più miti di entrambe, a meno che non sia disposto diversamente in modo espresso”. Trattato di Diritto Penale Italiano. 4... ed. Torino: UTET, 1981. p. 391). Ainda se alinham a essa vertente doutrinária: José Cerezo Mir (Curso de derecho penal español. Parte general. T. I. 6... ed. Madrid: Tecnos, 2004. p. 234); Francisco Muñoz Conde e Mercedes García Arán (Derecho penal. Parte general. 6... ed. Valencia: Tirant lo Blanch, 2004. p. 146); e Fernando Mantovani (Diritto penale. Parte generale. 3... ed. Padova: CEDAM, 1992. p. 123), dentre outros. O Código Penal Militar, que serve de norte interpretativo para o aplicador do ordenamento penal como um todo, dispõe, em seu art. 2..., § 1..., que, verbis: “Para se reconhecer qual a mais favorável, a lei posterior e a anterior devem ser consideradas separadamente, cada qual no conjunto de suas normas aplicáveis ao fato”. É de se ressaltar, todavia, que doutrina de escol defende orientação inversa, reclamando a retroatividade dos elementos mais benéficos da lei superveniente e refutando, por outro lado, a aplicação das demais disposições aos fatos passados. José Frederico Marques, ferrenho defensor da tese da lex tertia, expunha os seguintes argumentos: Dizer que o Juiz está fazendo lei nova, ultrapassando assim suas funções constitucionais, é argumento sem consistência, pois o julgador, em obediência a princípios de equidade consagrados pela própria Constituição, está apenas movimentando-se dentro dos quadros legais para uma tarefa de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG integração perfeitamente legítima. O órgão judiciário não está tirando ex nihilo a regulamentação eclética que deve imperar hic et nunc. A norma do caso concreto é construída em função de um princípio constitucional, com o próprio material fornecido pelo legislador. Se ele pode escolher, para aplicar o mandamento da Lei Magna, entre duas séries de disposições legais, a que lhe pareça mais benigna, não vemos porque se lhe vede a combinação de ambas, para assim aplicar, mais retamente, a Constituição. Se lhe está afeto escolher o ‘todo’, para que o réu tenha o tratamento penal mais favorável e benigno, nada há que lhe obste selecionar parte de um todo e parte de outro, para cumprir uma regra constitucional que deve sobrepairar a pruridos de lógica formal. Primeiro a Constituição e depois o formalismo jurídico, mesmo porque a própria dogmática legal obriga a essa subordinação, pelo papel preponderante do texto constitucional. A verdade é que não estará retroagindo a lei mais benéfica, se, para evitar-se a transação e o ecletismo, a parcela benéfica da lei posterior não for aplicada pelo Juiz; e este tem por missão precípua velar pela Constituição e tornar efetivos os postulados fundamentais com que ela garante e proclama os direitos do homem. (Tratado de direito penal. 2... ed. V. 1. São Paulo: Saraiva, 1964. p. 210-211) Somam-se, ainda, as vozes de Mirabete, para quem “a melhor solução (...) é a de que pode haver combinação de duas leis, aplicando-se ao caso concreto os dispositivos mais benéficos” (MIRABETE, Julio Fabbrini; FABBRINI, Renato N. Código Penal interpretado. 7... ed. São Paulo: Atlas, 2011. p. 14), e de Delmanto, que entende “que a combinação de leis para beneficiar o agente é possível” (DELMANTO, Celso et alii. Código Penal Comentado. 7... ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2007. p. 22), apenas para citar alguns nomes de prestígio na doutrina pátria. Na doutrina estrangeira, colhe-se a lição de Günther Jakobs, verbis: 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG integração perfeitamente legítima. O órgão judiciário não está tirando ex nihilo a regulamentação eclética que deve imperar hic et nunc. A norma do caso concreto é construída em função de um princípio constitucional, com o próprio material fornecido pelo legislador. Se ele pode escolher, para aplicar o mandamento da Lei Magna, entre duas séries de disposições legais, a que lhe pareça mais benigna, não vemos porque se lhe vede a combinação de ambas, para assim aplicar, mais retamente, a Constituição. Se lhe está afeto escolher o ‘todo’, para que o réu tenha o tratamento penal mais favorável e benigno, nada há que lhe obste selecionar parte de um todo e parte de outro, para cumprir uma regra constitucional que deve sobrepairar a pruridos de lógica formal. Primeiro a Constituição e depois o formalismo jurídico, mesmo porque a própria dogmática legal obriga a essa subordinação, pelo papel preponderante do texto constitucional. A verdade é que não estará retroagindo a lei mais benéfica, se, para evitar-se a transação e o ecletismo, a parcela benéfica da lei posterior não for aplicada pelo Juiz; e este tem por missão precípua velar pela Constituição e tornar efetivos os postulados fundamentais com que ela garante e proclama os direitos do homem. (Tratado de direito penal. 2... ed. V. 1. São Paulo: Saraiva, 1964. p. 210-211) Somam-se, ainda, as vozes de Mirabete, para quem “a melhor solução (...) é a de que pode haver combinação de duas leis, aplicando-se ao caso concreto os dispositivos mais benéficos” (MIRABETE, Julio Fabbrini; FABBRINI, Renato N. Código Penal interpretado. 7... ed. São Paulo: Atlas, 2011. p. 14), e de Delmanto, que entende “que a combinação de leis para beneficiar o agente é possível” (DELMANTO, Celso et alii. Código Penal Comentado. 7... ed. Rio de Janeiro: Renovar, 2007. p. 22), apenas para citar alguns nomes de prestígio na doutrina pátria. Na doutrina estrangeira, colhe-se a lição de Günther Jakobs, verbis: 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG De acordo com a doutrina majoritária, deve-se comparar a gravidade das consequências do fato da lei antiga, acumuladas, com as da lei nova, também acumuladas, e não cada uma das reações jurídico-penais separadamente (alternatividade das leis). Por conseguinte, em conclusão, só pode ser mais favorável a lei antiga ou a lei modificada, mas não a antiga, apenas com relação a uma consequência, e a modificada, no que atine a outra. Não se pode manter essa solução; em todo caso, nas reações mencionadas no § 2.5 StGB há que se levar a cabo a determinação individual: a proibição de retroatividade do § 2.5 StGB é completamente idêntica a um mandado de recortar retroativamente a nova lei para alcançar a antiga regulação; é dizer, rompe a alternatividade. (Tradução livre. Derecho Penal. Parte General. Fundamentos y teoria de la imputación. 2... ed. Madrid: Marcial Pons, 1997. p. 125) A jurisprudência comparada nos revela exemplos de soluções intermediárias. Na França, conforme explica Gilles Mathieu, “na prática, os Tribunais fazem uma distinção dependendo se a nova lei contém disposições divisíveis ou indivisíveis. Se a lei for divisível, apenas as partes mais favoráveis retroagirão (...). Uma lei é divisível quando as suas disposições formam um bloco indissociável” (tradução livre do trecho: “Dans la pratique, la jurisprudence opére une distinction selon que la loi nouvelle contient des dispositions divisibles ou indivisibles. Si la loi est divisible, seules les parties plus douces rétroagissent (...). Une loi est donc indivisible lorsque ses dispositions forment un bloc indissociable”. L’application de la loi pénale dans le temps (Dans la perspective du nouveau code pénal). In: Revue de science criminelle et de droit pénal comparé. n 2, avril-juin 1995. Sirey Editions. p. 269). Essa solução temperada encontra eco na doutrina de Nilo Batista e Zaffaroni, valendo transcrever suas lições: Parece que a única objeção lógica oponível à combinação de leis, que outorgaria consistência ao argumento tradicional da aplicação de lei inexistente, residiria na fissura de dispositivos 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG De acordo com a doutrina majoritária, deve-se comparar a gravidade das consequências do fato da lei antiga, acumuladas, com as da lei nova, também acumuladas, e não cada uma das reações jurídico-penais separadamente (alternatividade das leis). Por conseguinte, em conclusão, só pode ser mais favorável a lei antiga ou a lei modificada, mas não a antiga, apenas com relação a uma consequência, e a modificada, no que atine a outra. Não se pode manter essa solução; em todo caso, nas reações mencionadas no § 2.5 StGB há que se levar a cabo a determinação individual: a proibição de retroatividade do § 2.5 StGB é completamente idêntica a um mandado de recortar retroativamente a nova lei para alcançar a antiga regulação; é dizer, rompe a alternatividade. (Tradução livre. Derecho Penal. Parte General. Fundamentos y teoria de la imputación. 2... ed. Madrid: Marcial Pons, 1997. p. 125) A jurisprudência comparada nos revela exemplos de soluções intermediárias. Na França, conforme explica Gilles Mathieu, “na prática, os Tribunais fazem uma distinção dependendo se a nova lei contém disposições divisíveis ou indivisíveis. Se a lei for divisível, apenas as partes mais favoráveis retroagirão (...). Uma lei é divisível quando as suas disposições formam um bloco indissociável” (tradução livre do trecho: “Dans la pratique, la jurisprudence opére une distinction selon que la loi nouvelle contient des dispositions divisibles ou indivisibles. Si la loi est divisible, seules les parties plus douces rétroagissent (...). Une loi est donc indivisible lorsque ses dispositions forment un bloc indissociable”. L’application de la loi pénale dans le temps (Dans la perspective du nouveau code pénal). In: Revue de science criminelle et de droit pénal comparé. n 2, avril-juin 1995. Sirey Editions. p. 269). Essa solução temperada encontra eco na doutrina de Nilo Batista e Zaffaroni, valendo transcrever suas lições: Parece que a única objeção lógica oponível à combinação de leis, que outorgaria consistência ao argumento tradicional da aplicação de lei inexistente, residiria na fissura de dispositivos 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG legais incindíveis, organicamente unitários, preocupando-se a Corte Suprema com que sejam “separáveis as partes das normas em conflito” e a doutrina com a aplicação do “preceito por inteiro”. Ressalvada, portanto, a hipótese em que a aplicação complementar dos textos legais concorrentes no tempo implique desvirtuar algum dos dispositivos operados, pela abusiva subtração de cláusula que condicionaria sua eficácia (quando, sim, poder-se-ia falar de uma lei inexistente), cabe admitir no direito brasileiro a combinação de leis no procedimento para reconhecer a lei mais benigna. (BATISTA,Nilo et alii. Direito Penal Brasileiro – I. 2... ed. Rio de Janeiro: Revan, 2003. 215) Estabelecida a divergência acadêmica, e antes de me filiar a qualquer dos entendimentos, deve-se aferir qual a real intenção da Lei n 11.343/06. Na análise de Luiz Flávio Gomes, “de uma forma geral, percebe-se que os tipos penais existentes na Lei 6.368/76 foram mantidos, sofrendo, entretanto, uma majoração significativa da pena” (Lei de Drogas Comentada. 2... ed. São Paulo: RT, 2007. p. 25). O legislador observou a orientação contida na Convenção de Viena sobre Substâncias Psicotrópicas, aprovada pelo Decreto Legislativo n 90 de 1972, que assim dispõe em seu artigo 22.1: ARTIGO 22 Disposições Penais 1 a) Ressalvadas suas limitações constitucionais, cada parte tratará como delito punível qualquer ato contrário a uma lei ou regulamento adotado em cumprimento às obrigações oriundas da presente Convenção, quando cometido intencionalmente, e cuidará que delitos graves sejam passíveis de sanção adequada, particularmente de prisão ou outra penalidade privativa de liberdade. b) Não obstante a alínea precedente, quando dependentes de substâncias psicotrópicas houverem cometido tais delitos, as partes poderão tomar providências para que, como uma 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG legais incindíveis, organicamente unitários, preocupando-se a Corte Suprema com que sejam “separáveis as partes das normas em conflito” e a doutrina com a aplicação do “preceito por inteiro”. Ressalvada, portanto, a hipótese em que a aplicação complementar dos textos legais concorrentes no tempo implique desvirtuar algum dos dispositivos operados, pela abusiva subtração de cláusula que condicionaria sua eficácia (quando, sim, poder-se-ia falar de uma lei inexistente), cabe admitir no direito brasileiro a combinação de leis no procedimento para reconhecer a lei mais benigna. (BATISTA,Nilo et alii. Direito Penal Brasileiro – I. 2... ed. Rio de Janeiro: Revan, 2003. 215) Estabelecida a divergência acadêmica, e antes de me filiar a qualquer dos entendimentos, deve-se aferir qual a real intenção da Lei n 11.343/06. Na análise de Luiz Flávio Gomes, “de uma forma geral, percebe-se que os tipos penais existentes na Lei 6.368/76 foram mantidos, sofrendo, entretanto, uma majoração significativa da pena” (Lei de Drogas Comentada. 2... ed. São Paulo: RT, 2007. p. 25). O legislador observou a orientação contida na Convenção de Viena sobre Substâncias Psicotrópicas, aprovada pelo Decreto Legislativo n 90 de 1972, que assim dispõe em seu artigo 22.1: ARTIGO 22 Disposições Penais 1 a) Ressalvadas suas limitações constitucionais, cada parte tratará como delito punível qualquer ato contrário a uma lei ou regulamento adotado em cumprimento às obrigações oriundas da presente Convenção, quando cometido intencionalmente, e cuidará que delitos graves sejam passíveis de sanção adequada, particularmente de prisão ou outra penalidade privativa de liberdade. b) Não obstante a alínea precedente, quando dependentes de substâncias psicotrópicas houverem cometido tais delitos, as partes poderão tomar providências para que, como uma 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG alternativa à condenação ou pena ou como complemento à pena, tais dependentes sejam submetidos a medidas de tratamento, pós-tratamento, educação, reabilitação e reintegração social, em conformidade com o parágrafo 1 do artigo 20. A ratio legis, evidenciada em diversos trechos do novo diploma, é a de enrijecer a resposta penal aos grandes traficantes de drogas e àqueles que enriquecem a custas dessa mazela social, e, ao mesmo tempo, abrandar a sanção aos usuários e traficantes de pouca expressão. O tratamento penal mínimo conferido pela Lei n 11.343/06 aos traficantes primários, de bons antecedentes, e que não se dedicam às atividades criminosas nem integram organização criminosa, resulta em uma reprimenda corporal de 1 (um) ano e 8 (oito) meses de reclusão, correspondente à incidência máxima da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., (dois terços) sobre a menor pena prevista na escala penal do caput do mesmo artigo (cinco anos). Pretender a retroatividade isolada da minorante alcunhada como “tráfico privilegiado”, significa altercar uma sanção penal mínima de 1 (um) ano de reclusão para a mesma conduta. Desse modo, aqueles que praticaram o crime antes da novel legislação seriam favorecidos por regramento privilegiado, mais favorável do que aquele aplicável aos que delinquirem após o advento da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) de 2006. Diversas razões militam contra essa conclusão. Passo a enumerá-las. A primeira, e mais evidente, é a afronta acachapante ao princípio da isonomia, previsto no art. 5..., caput, da Constituição. Nenhum argumento é capaz de justificar que o princípio da retroatividade da lei penal mais benigna permita que duas pessoas, que praticaram o mesmo fato delituoso, nas mesmas condições, recebam penas distintas, apenas em razão do tempo em que o crime foi levado a cabo. Essa situação é possível quando a lei antiga punia o crime de maneira mais branda que a lei modificada – aplicando-se o princípio da irretroatividade da novatio legis in pejus –, porém, em tal conjuntura é mantida a reprimenda prevista na 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG alternativa à condenação ou pena ou como complemento à pena, tais dependentes sejam submetidos a medidas de tratamento, pós-tratamento, educação, reabilitação e reintegração social, em conformidade com o parágrafo 1 do artigo 20. A ratio legis, evidenciada em diversos trechos do novo diploma, é a de enrijecer a resposta penal aos grandes traficantes de drogas e àqueles que enriquecem a custas dessa mazela social, e, ao mesmo tempo, abrandar a sanção aos usuários e traficantes de pouca expressão. O tratamento penal mínimo conferido pela Lei n 11.343/06 aos traficantes primários, de bons antecedentes, e que não se dedicam às atividades criminosas nem integram organização criminosa, resulta em uma reprimenda corporal de 1 (um) ano e 8 (oito) meses de reclusão, correspondente à incidência máxima da causa de diminuição de pena do art. 33, § 4..., (dois terços) sobre a menor pena prevista na escala penal do caput do mesmo artigo (cinco anos). Pretender a retroatividade isolada da minorante alcunhada como “tráfico privilegiado”, significa altercar uma sanção penal mínima de 1 (um) ano de reclusão para a mesma conduta. Desse modo, aqueles que praticaram o crime antes da novel legislação seriam favorecidos por regramento privilegiado, mais favorável do que aquele aplicável aos que delinquirem após o advento da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) de 2006. Diversas razões militam contra essa conclusão. Passo a enumerá-las. A primeira, e mais evidente, é a afronta acachapante ao princípio da isonomia, previsto no art. 5..., caput, da Constituição. Nenhum argumento é capaz de justificar que o princípio da retroatividade da lei penal mais benigna permita que duas pessoas, que praticaram o mesmo fato delituoso, nas mesmas condições, recebam penas distintas, apenas em razão do tempo em que o crime foi levado a cabo. Essa situação é possível quando a lei antiga punia o crime de maneira mais branda que a lei modificada – aplicando-se o princípio da irretroatividade da novatio legis in pejus –, porém, em tal conjuntura é mantida a reprimenda prevista na 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG legislação anterior. Os que defendem a lex tertia talvez não tenham percebido o paradoxo que seria uma lei retroagir conferindo aos fatos passados uma situação jurídica mais favorável do que àqueles praticados durante a sua vigência. Vale lembrar que a igualdade perante a lei é um dos fundamentos da retroatividade da lei penal mais favorável. Conforme dito alhures, outro fundamento desse princípio reside na mudança da valoração de uma conduta delituosa pela sociedade, que passa a considerar despicienda ou excessiva a punição até então dispensada a ela. Ocorre que a retroatividade da lei “em tiras” consiste em velada deturpação da nova percepção que o legislador, responsável por expressar os anseios sociais, manifestou a respeito dessa mesma conduta. Em palavras mais singelas: a sociedade pós-Lei 11.343 quer uma punição mínima de 1 (um) ano e 8 (oito) meses de reclusão para o “tráfico privilegiado”, não sendo possível dispensar tratamento mais brando aos crimes pretéritos dessa natureza. A lex tertia viola, ainda, dois outros fundamentos do art. 5..., XL, in fine, da Lei Maior: o princípio da legalidade e a democracia. Cria-se, com a tese que ora se refuta, uma regra que não está prevista nem na lei antiga e nem na lei nova, que não goza do batismo democrático atribuído à Lei formal. Ao Judiciário não é dado arvorar-se no papel de legislador para pretender, mediante manobra interpretativa, resultado contrário à vontade da lei (ou melhor, das leis) e da Constituição. A questão em tela reclama, portanto, o que Mathieu denomina como “sistema da apreciação in concreto” (op. cit. p. 270), em conjunto com o princípio da alternatividade referido por Jakobs (loc. cit.); é dizer, o julgador, caso a caso, deve avaliar se é mais favorável ao réu a aplicação da lei antiga ou da lei nova, uma ou outra, considerada integralmente. Assim, é lícito afirmar que o § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) hoje vigente pode retroagir; porém, desde que associado à pena-base prevista no caput do mesmo artigo, e contanto que não seja mais benéfica ao agente a 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG legislação anterior. Os que defendem a lex tertia talvez não tenham percebido o paradoxo que seria uma lei retroagir conferindo aos fatos passados uma situação jurídica mais favorável do que àqueles praticados durante a sua vigência. Vale lembrar que a igualdade perante a lei é um dos fundamentos da retroatividade da lei penal mais favorável. Conforme dito alhures, outro fundamento desse princípio reside na mudança da valoração de uma conduta delituosa pela sociedade, que passa a considerar despicienda ou excessiva a punição até então dispensada a ela. Ocorre que a retroatividade da lei “em tiras” consiste em velada deturpação da nova percepção que o legislador, responsável por expressar os anseios sociais, manifestou a respeito dessa mesma conduta. Em palavras mais singelas: a sociedade pós-Lei 11.343 quer uma punição mínima de 1 (um) ano e 8 (oito) meses de reclusão para o “tráfico privilegiado”, não sendo possível dispensar tratamento mais brando aos crimes pretéritos dessa natureza. A lex tertia viola, ainda, dois outros fundamentos do art. 5..., XL, in fine, da Lei Maior: o princípio da legalidade e a democracia. Cria-se, com a tese que ora se refuta, uma regra que não está prevista nem na lei antiga e nem na lei nova, que não goza do batismo democrático atribuído à Lei formal. Ao Judiciário não é dado arvorar-se no papel de legislador para pretender, mediante manobra interpretativa, resultado contrário à vontade da lei (ou melhor, das leis) e da Constituição. A questão em tela reclama, portanto, o que Mathieu denomina como “sistema da apreciação in concreto” (op. cit. p. 270), em conjunto com o princípio da alternatividade referido por Jakobs (loc. cit.); é dizer, o julgador, caso a caso, deve avaliar se é mais favorável ao réu a aplicação da lei antiga ou da lei nova, uma ou outra, considerada integralmente. Assim, é lícito afirmar que o § 4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) hoje vigente pode retroagir; porém, desde que associado à pena-base prevista no caput do mesmo artigo, e contanto que não seja mais benéfica ao agente a 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG incidência da reprimenda prevista no antigo art. 12 da Lei n 6.368/76. As duas dosimetrias deverão ser realizadas, pela lei nova e pela lei antiga, a fim de aferir qual a que melhor favorece o status libertatis do sentenciado. O Código Penal Militar, que serve de norte interpretativo para o aplicador do ordenamento penal como um todo, dispõe, em seu art. 2..., § 1..., que, verbis: “Para se reconhecer qual a mais favorável, a lei posterior e a anterior devem ser consideradas separadamente, cada qual no conjunto de suas normas aplicáveis ao fato”. Essa é a solução também encontrada por Damásio de Jesus, que assim se manifesta a respeito do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06: O redutor previsto no dispositivo é digno de encômios, porém, tem uma razão de ser: cuida-se de causa de redução de pena vinculada aos novos limites mínimo e máximo previstos no caput do art. 33 da Lei. A lei pretendeu temperar os rigores da punição ao traficante primário, de bons antecedentes, que não tenha envolvimento habitual com o crime ou que não faça parte de associação criminosa. Por esse motivo, não há razões plausíveis, com o respeito às opiniões contrárias, para que seja aplicado o redutor sobre as penas cominadas no preceito secundário do art. 12 da Lei n. 6.368/76. (Lei Antidrogas anotada. 9... ed. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 128) In casu, o Superior Tribunal de Justiça, malgrado tenha reconhecido ser admissível a redução da pena na forma do art. 33, § 4... da Lei 11.343⁄06, consignou que o Tribunal a quo reconheceu que o paciente possivelmente é integrante de organização criminosa, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06. Afirmou, ainda, ser impossível questionar as conclusões do Tribunal de origem em sede de habeas corpus, porquanto indispensável o exame de circunstâncias fáticas cuja apreciação seria vedada na via estreita dessa 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG incidência da reprimenda prevista no antigo art. 12 da Lei n 6.368/76. As duas dosimetrias deverão ser realizadas, pela lei nova e pela lei antiga, a fim de aferir qual a que melhor favorece o status libertatis do sentenciado. O Código Penal Militar, que serve de norte interpretativo para o aplicador do ordenamento penal como um todo, dispõe, em seu art. 2..., § 1..., que, verbis: “Para se reconhecer qual a mais favorável, a lei posterior e a anterior devem ser consideradas separadamente, cada qual no conjunto de suas normas aplicáveis ao fato”. Essa é a solução também encontrada por Damásio de Jesus, que assim se manifesta a respeito do art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06: O redutor previsto no dispositivo é digno de encômios, porém, tem uma razão de ser: cuida-se de causa de redução de pena vinculada aos novos limites mínimo e máximo previstos no caput do art. 33 da Lei. A lei pretendeu temperar os rigores da punição ao traficante primário, de bons antecedentes, que não tenha envolvimento habitual com o crime ou que não faça parte de associação criminosa. Por esse motivo, não há razões plausíveis, com o respeito às opiniões contrárias, para que seja aplicado o redutor sobre as penas cominadas no preceito secundário do art. 12 da Lei n. 6.368/76. (Lei Antidrogas anotada. 9... ed. São Paulo: Saraiva, 2009. p. 128) In casu, o Superior Tribunal de Justiça, malgrado tenha reconhecido ser admissível a redução da pena na forma do art. 33, § 4... da Lei 11.343⁄06, consignou que o Tribunal a quo reconheceu que o paciente possivelmente é integrante de organização criminosa, não preenchendo, portanto, os requisitos previstos no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06. Afirmou, ainda, ser impossível questionar as conclusões do Tribunal de origem em sede de habeas corpus, porquanto indispensável o exame de circunstâncias fáticas cuja apreciação seria vedada na via estreita dessa 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 26 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 98190 / MG ação constitucional. Ex positis, extingo a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. É como voto. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Supremo Tribunal Federal HC 98190 / MG ação constitucional. Ex positis, extingo a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. É como voto. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892310. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 26 Explicação 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - E o 98.190 que é exatamente... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Só que extinguimos o processo e implementamos a ordem de ofício. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É, nós extinguimos porque entendemos que a aplicação pelo Superior Tribunal de Justiça foi de acordo com o nosso entendimento, que não se aplica um pedaço de uma lei... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É substitutivo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, sim extinguimos... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse habeas é substitutivo do recurso ordinário constitucional, não é? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Esse habeas é substitutivo, o 98.190. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não partimos para a concessão de ofício, mas o ministro Dias Tofolli parte e a ministra Rosa também, no Habeas Corpus n 98.190. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4078110. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS EXPLICAÇÃO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - E o 98.190 que é exatamente... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Só que extinguimos o processo e implementamos a ordem de ofício. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - É, nós extinguimos porque entendemos que a aplicação pelo Superior Tribunal de Justiça foi de acordo com o nosso entendimento, que não se aplica um pedaço de uma lei... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – É substitutivo. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Não, sim extinguimos... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Esse habeas é substitutivo do recurso ordinário constitucional, não é? O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Esse habeas é substitutivo, o 98.190. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Não partimos para a concessão de ofício, mas o ministro Dias Tofolli parte e a ministra Rosa também, no Habeas Corpus n 98.190. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4078110. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 26 Esclarecimento 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - E, no 98.190, nós extinguimos por inadequação da via eleita... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Unanimemente. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Unânime. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Unânime e... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Por empate. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Em razão do empate, a concessão de ofício, concedida a ordem nos termos do voto divergente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4313715. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 98.190 MINAS GERAIS ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - E, no 98.190, nós extinguimos por inadequação da via eleita... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Unanimemente. O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Unânime. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Unânime e... O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: Por empate. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE E RELATOR) - Em razão do empate, a concessão de ofício, concedida a ordem nos termos do voto divergente. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4313715. Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 26 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 98.190 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma sobrestou o processo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 26.4.2011. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por empate na votação, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, Redator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem, de ofício, o Senhor Ministro Luiz Fux, Relator-Presidente, e o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912973 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 98.190 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX REDATOR DO ACÓRDÃO : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma sobrestou o processo, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. 1... Turma, 26.4.2011. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual. Por empate na votação, concedeu a ordem, de ofício, nos termos do voto do Senhor Ministro Dias Toffoli, Redator para o acórdão. Votaram pela não concessão da ordem, de ofício, o Senhor Ministro Luiz Fux, Relator-Presidente, e o Senhor Ministro Marco Aurélio. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912973 Inteiro Teor do Acórdão - Página 26 de 26
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"LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "DIAS TOFFOLI", "RHAISLLIER GLAYDSON CAMPOS VALADARES", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "26", "/", "04", "/", "2011", "13", "/", "2", "/", "12", "7", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "04", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "04", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", "/", "04", "/", "2011", "26", ".", "4", ".", "2011", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Gratificação de compensação orgânica (GCO). Cálculo. Lei Complementar nº 745/93 do Estado de São Paulo. Ofensa a direito local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274165. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ederson Pedro Bolonha da Silveira interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos II e XXXV, e 37, caput e inciso XV, da Constituição Federal. Decido. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274162. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ederson Pedro Bolonha da Silveira interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5º, incisos II e XXXV, e 37, caput e inciso XV, da Constituição Federal. Decido. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 738443 AGR / SP IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação local pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público militar. Majoração de vencimentos. Lei nº 12.528/95. Efeitos financeiros. Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na Leis nºs 12.528/95 e 12.590/96 do Estado do Ceará e nos fatos e nas provas dos autos. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco ao reexame do conjunto probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido’ (RE nº 451.833/CE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1/8/12). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274162. Supremo Tribunal Federal ARE 738443 AGR / SP IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação local pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público militar. Majoração de vencimentos. Lei nº 12.528/95. Efeitos financeiros. Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na Leis nºs 12.528/95 e 12.590/96 do Estado do Ceará e nos fatos e nas provas dos autos. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco ao reexame do conjunto probatório da causa. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido’ (RE nº 451.833/CE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1/8/12). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 738443 AGR / SP ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que foi violado o art. 37, inciso XV, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “[o] princípio da irredutibilidade de vencimentos é garantia constitucional que se aplica a todos os servidores públicos. (…) É notório o prejuízo mensal suportado pelo Recorrente pelo critério adotado pela Recorrida. A Lei Complementar nº 745 de 29 de dezembro de 1993, que instituiu no Estado de São Paulo a Gratificação de Compensação Orgânica (GCO), em seu art. 5º, dispõe (…). (…) Contudo, não obstante a clareza do cálculo da GCO, a Administração financeira do Estado optou por interpretação que reduz o valor da vantagem em flagrante ilegalidade. (…) Diante da situação ora evidenciada, conclui-se que a atuação administração no contexto ofende o princípio da irredutibilidade dos vencimentos (Art. 37, XV, da Constituição Federal). Portanto, não há que se falar em análise do conjunto fático-probatório. A violação à norma constitucional é clara e merece ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se aplica ao caso a Súmula 279 do STF” (fls. 238/242). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274162. Supremo Tribunal Federal ARE 738443 AGR / SP ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que foi violado o art. 37, inciso XV, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “[o] princípio da irredutibilidade de vencimentos é garantia constitucional que se aplica a todos os servidores públicos. (…) É notório o prejuízo mensal suportado pelo Recorrente pelo critério adotado pela Recorrida. A Lei Complementar nº 745 de 29 de dezembro de 1993, que instituiu no Estado de São Paulo a Gratificação de Compensação Orgânica (GCO), em seu art. 5º, dispõe (…). (…) Contudo, não obstante a clareza do cálculo da GCO, a Administração financeira do Estado optou por interpretação que reduz o valor da vantagem em flagrante ilegalidade. (…) Diante da situação ora evidenciada, conclui-se que a atuação administração no contexto ofende o princípio da irredutibilidade dos vencimentos (Art. 37, XV, da Constituição Federal). Portanto, não há que se falar em análise do conjunto fático-probatório. A violação à norma constitucional é clara e merece ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se aplica ao caso a Súmula 279 do STF” (fls. 238/242). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Com efeito, se é certo que todos, inclusive e especialmente a Administração Pública estão sujeitos ao comando legal nos expressos termos do artigo 5º e do artigo 37 da Constituição Federal, o que pretende o recorrente é justamente interpretação equivocada dos comandos legais aplicáveis ao direito invocado. Assim é que a fórmula de cálculo da gratificação de compensação orgânica a que faz jus o demandante, empregada pela recorrida encontra esteio em legislação específica que orienta tal equação. Com efeito, a interpretação literal do artigo 5º da Lei Complementar Estadual nº 745/93 remete à certeza de que o valor da gratificação de compensação orgânica será o resultado da aplicação do percentual de 40% sobre a soma do padrão de vencimento e da gratificação de regime especial de trabalho policial, como bem explicitado na sentença recorrida sem que nisso se observe qualquer equívoco ou pretensa negativa de vigência aos artigos 5º e 37 da Constituição Federal” (fls. 124/126). Desse modo, é certo que a Corte de origem concluiu que a Administração, ao calcular a gratificação de compensação orgânica (GCO) percebida pelo ora agravante, obedeceu à Lei Complementar Estadual nº 745/93, a qual implementou a referida vantagem, bem como à Constituição Federal, uma vez que não teriam sido violados os arts. 5º e 37. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274163. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Com efeito, se é certo que todos, inclusive e especialmente a Administração Pública estão sujeitos ao comando legal nos expressos termos do artigo 5º e do artigo 37 da Constituição Federal, o que pretende o recorrente é justamente interpretação equivocada dos comandos legais aplicáveis ao direito invocado. Assim é que a fórmula de cálculo da gratificação de compensação orgânica a que faz jus o demandante, empregada pela recorrida encontra esteio em legislação específica que orienta tal equação. Com efeito, a interpretação literal do artigo 5º da Lei Complementar Estadual nº 745/93 remete à certeza de que o valor da gratificação de compensação orgânica será o resultado da aplicação do percentual de 40% sobre a soma do padrão de vencimento e da gratificação de regime especial de trabalho policial, como bem explicitado na sentença recorrida sem que nisso se observe qualquer equívoco ou pretensa negativa de vigência aos artigos 5º e 37 da Constituição Federal” (fls. 124/126). Desse modo, é certo que a Corte de origem concluiu que a Administração, ao calcular a gratificação de compensação orgânica (GCO) percebida pelo ora agravante, obedeceu à Lei Complementar Estadual nº 745/93, a qual implementou a referida vantagem, bem como à Constituição Federal, uma vez que não teriam sido violados os arts. 5º e 37. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 738443 AGR / SP Assim, conforme assentado na decisão agravada, para acolher a tese do agravante de que a forma de calcular a mencionada gratificação pelo Estado de São Paulo estaria violando o princípio da irredutibilidade de vencimentos, seria necessário interpretar a legislação local e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidem, no caso, os óbices das Súmulas nºs 280 e 279 desta Corte. Especificamente sobre o tema, anote-se o seguinte julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público militar. Forma de cálculo da Gratificação de Compensação Orgânica. Imprescindível rever a interpretação dada pela origem à legislação infraconstitucional (LCE 745/93). Providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Súmula 636 desta Corte. Precedentes do STF. 3. Verificação da ocorrência de decréscimo ou não nos vencimentos da parte agravante. Necessário o reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 695.334/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/8/12). Em situações análogas à dos autos, esta Corte assim já se manifestou: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CÁLCULO DA GRATIFICAÇÃO DE TRANSPORTE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 654.664/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/2/12). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274163. Supremo Tribunal Federal ARE 738443 AGR / SP Assim, conforme assentado na decisão agravada, para acolher a tese do agravante de que a forma de calcular a mencionada gratificação pelo Estado de São Paulo estaria violando o princípio da irredutibilidade de vencimentos, seria necessário interpretar a legislação local e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidem, no caso, os óbices das Súmulas nºs 280 e 279 desta Corte. Especificamente sobre o tema, anote-se o seguinte julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público militar. Forma de cálculo da Gratificação de Compensação Orgânica. Imprescindível rever a interpretação dada pela origem à legislação infraconstitucional (LCE 745/93). Providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Súmula 636 desta Corte. Precedentes do STF. 3. Verificação da ocorrência de decréscimo ou não nos vencimentos da parte agravante. Necessário o reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE nº 695.334/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/8/12). Em situações análogas à dos autos, esta Corte assim já se manifestou: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CÁLCULO DA GRATIFICAÇÃO DE TRANSPORTE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 654.664/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/2/12). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 738443 AGR / SP “ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO. FORMA DE CÁLCULO. LEI ESTADUAL 10.947/93. SÚMULAS STF 279 E 280. PRETENSÃO DE REFORMA DO JULGADO. IMPOSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS. 1. Os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e de provas, tampouco de legislação local. 3. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade a sanar. 4. Decisão desfavorável à parte não configura negativa de prestação jurisdicional. 5. Embargos de declaração rejeitados” (AI nº 746.546/PE-AgR-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 8/2/11). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 185/2000. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO STF. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte concluiu que a gratificação prevista pela Lei Complementar estadual 185/2000 deve ser acrescida ao vencimento básico. II - Inviável, nesta sede recursal, a análise de legislação infraconstitucional local, a teor da Súmula 280 do STF. III - Agravo regimental improvido” (RE nº 591.455/RN-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/9/10). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274163. Supremo Tribunal Federal ARE 738443 AGR / SP “ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO. FORMA DE CÁLCULO. LEI ESTADUAL 10.947/93. SÚMULAS STF 279 E 280. PRETENSÃO DE REFORMA DO JULGADO. IMPOSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS. 1. Os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e de provas, tampouco de legislação local. 3. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade a sanar. 4. Decisão desfavorável à parte não configura negativa de prestação jurisdicional. 5. Embargos de declaração rejeitados” (AI nº 746.546/PE-AgR-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 8/2/11). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 185/2000. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO STF. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte concluiu que a gratificação prevista pela Lei Complementar estadual 185/2000 deve ser acrescida ao vencimento básico. II - Inviável, nesta sede recursal, a análise de legislação infraconstitucional local, a teor da Súmula 280 do STF. III - Agravo regimental improvido” (RE nº 591.455/RN-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/9/10). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913091 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913091 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4299917
2013-05-21T00:00:00
2013-08-09T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Gratificação de compensação orgânica (GCO). Cálculo. Lei Complementar nº 745/93 do Estado de São Paulo. Ofensa a direito local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.
sjur237855
- Acórdão (s) citado (s): (SÚMULA 279, SÚMULA 280) ARE 695334 AgR (2ªT), ARE 654664 AgR (1ªT), AI 746546 AgR-ED (2ªT), RE 591455 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 21/08/2103, BMB.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
738443
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 ART-00037 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-EST LCP-000745 ANO-1993\r\n LEI COMPLEMENTAR, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 738443 AgR
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AGTE.(S) : EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Gratificação de compensação orgânica (GCO). Cálculo. Lei Complementar n 745/93 do Estado de São Paulo. Ofensa a direito local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274165. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ederson Pedro Bolonha da Silveira interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos II e XXXV, e 37, caput e inciso XV, da Constituição Federal. Decido. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274162. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Ederson Pedro Bolonha da Silveira interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário no qual se alega contrariedade aos artigos 5..., incisos II e XXXV, e 37, caput e inciso XV, da Constituição Federal. Decido. A jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que as alegações de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 738443 AGR / SP IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação local pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público militar. Majoração de vencimentos. Lei n 12.528/95. Efeitos financeiros. Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na Leis ns 12.528/95 e 12.590/96 do Estado do Ceará e nos fatos e nas provas dos autos. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco ao reexame do conjunto probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 451.833/CE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1/8/12). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274162. Supremo Tribunal Federal ARE 738443 AGR / SP IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ademais, as instâncias de origem decidiram a lide amparadas na legislação local pertinente. Assim, a afronta aos dispositivos constitucionais suscitados no recurso extraordinário seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que é insuficiente para amparar o apelo extremo. Ademais, o acolhimento da pretensão recursal demandaria o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que se mostra incabível em sede extraordinária. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor público militar. Majoração de vencimentos. Lei n 12.528/95. Efeitos financeiros. Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base na Leis ns 12.528/95 e 12.590/96 do Estado do Ceará e nos fatos e nas provas dos autos. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local, tampouco ao reexame do conjunto probatório da causa. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. 3. Agravo regimental não provido’ (Recurso Extraordinário n 451.833/CE-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 1/8/12). Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 738443 AGR / SP ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que foi violado o art. 37, inciso XV, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “[o] princípio da irredutibilidade de vencimentos é garantia constitucional que se aplica a todos os servidores públicos. (…) É notório o prejuízo mensal suportado pelo Recorrente pelo critério adotado pela Recorrida. A Lei Complementar n 745 de 29 de dezembro de 1993, que instituiu no Estado de São Paulo a Gratificação de Compensação Orgânica (GCO), em seu art. 5..., dispõe (…). (…) Contudo, não obstante a clareza do cálculo da GCO, a Administração financeira do Estado optou por interpretação que reduz o valor da vantagem em flagrante ilegalidade. (…) Diante da situação ora evidenciada, conclui-se que a atuação administração no contexto ofende o princípio da irredutibilidade dos vencimentos (Art. 37, XV, da Constituição Federal). Portanto, não há que se falar em análise do conjunto fático-probatório. A violação à norma constitucional é clara e merece ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se aplica ao caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal” (fls. 238/242). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274162. Supremo Tribunal Federal ARE 738443 AGR / SP ao recurso extraordinário. Publique-se.” Insiste o agravante que foi violado o art. 37, inciso XV, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “[o] princípio da irredutibilidade de vencimentos é garantia constitucional que se aplica a todos os servidores públicos. (…) É notório o prejuízo mensal suportado pelo Recorrente pelo critério adotado pela Recorrida. A Lei Complementar n 745 de 29 de dezembro de 1993, que instituiu no Estado de São Paulo a Gratificação de Compensação Orgânica (GCO), em seu art. 5..., dispõe (…). (…) Contudo, não obstante a clareza do cálculo da GCO, a Administração financeira do Estado optou por interpretação que reduz o valor da vantagem em flagrante ilegalidade. (…) Diante da situação ora evidenciada, conclui-se que a atuação administração no contexto ofende o princípio da irredutibilidade dos vencimentos (Art. 37, XV, da Constituição Federal). Portanto, não há que se falar em análise do conjunto fático-probatório. A violação à norma constitucional é clara e merece ser analisada pelo Supremo Tribunal Federal. Não se aplica ao caso a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal” (fls. 238/242). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274162. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Com efeito, se é certo que todos, inclusive e especialmente a Administração Pública estão sujeitos ao comando legal nos expressos termos do artigo 5... e do artigo 37 da Constituição Federal, o que pretende o recorrente é justamente interpretação equivocada dos comandos legais aplicáveis ao direito invocado. Assim é que a fórmula de cálculo da gratificação de compensação orgânica a que faz jus o demandante, empregada pela recorrida encontra esteio em legislação específica que orienta tal equação. Com efeito, a interpretação literal do artigo 5... da Lei Complementar Estadual n 745/93 remete à certeza de que o valor da gratificação de compensação orgânica será o resultado da aplicação do percentual de 40% sobre a soma do padrão de vencimento e da gratificação de regime especial de trabalho policial, como bem explicitado na sentença recorrida sem que nisso se observe qualquer equívoco ou pretensa negativa de vigência aos artigos 5... e 37 da Constituição Federal” (fls. 124/126). Desse modo, é certo que a Corte de origem concluiu que a Administração, ao calcular a gratificação de compensação orgânica (GCO) percebida pelo ora agravante, obedeceu à Lei Complementar Estadual n 745/93, a qual implementou a referida vantagem, bem como à Constituição Federal, uma vez que não teriam sido violados os arts. 5... e 37. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274163. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Com efeito, se é certo que todos, inclusive e especialmente a Administração Pública estão sujeitos ao comando legal nos expressos termos do artigo 5... e do artigo 37 da Constituição Federal, o que pretende o recorrente é justamente interpretação equivocada dos comandos legais aplicáveis ao direito invocado. Assim é que a fórmula de cálculo da gratificação de compensação orgânica a que faz jus o demandante, empregada pela recorrida encontra esteio em legislação específica que orienta tal equação. Com efeito, a interpretação literal do artigo 5... da Lei Complementar Estadual n 745/93 remete à certeza de que o valor da gratificação de compensação orgânica será o resultado da aplicação do percentual de 40% sobre a soma do padrão de vencimento e da gratificação de regime especial de trabalho policial, como bem explicitado na sentença recorrida sem que nisso se observe qualquer equívoco ou pretensa negativa de vigência aos artigos 5... e 37 da Constituição Federal” (fls. 124/126). Desse modo, é certo que a Corte de origem concluiu que a Administração, ao calcular a gratificação de compensação orgânica (GCO) percebida pelo ora agravante, obedeceu à Lei Complementar Estadual n 745/93, a qual implementou a referida vantagem, bem como à Constituição Federal, uma vez que não teriam sido violados os arts. 5... e 37. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 738443 AGR / SP Assim, conforme assentado na decisão agravada, para acolher a tese do agravante de que a forma de calcular a mencionada gratificação pelo Estado de São Paulo estaria violando o princípio da irredutibilidade de vencimentos, seria necessário interpretar a legislação local e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidem, no caso, os óbices das Súmulas ns 280 e 279 desta Corte. Especificamente sobre o tema, anote-se o seguinte julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público militar. Forma de cálculo da Gratificação de Compensação Orgânica. Imprescindível rever a interpretação dada pela origem à legislação infraconstitucional (LCE 745/93). Providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Súmula 636 desta Corte. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 3. Verificação da ocorrência de decréscimo ou não nos vencimentos da parte agravante. Necessário o reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 695.334/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/8/12). Em situações análogas à dos autos, esta Corte assim já se manifestou: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CÁLCULO DA GRATIFICAÇÃO DE TRANSPORTE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 654.664/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/2/12). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274163. Supremo Tribunal Federal ARE 738443 AGR / SP Assim, conforme assentado na decisão agravada, para acolher a tese do agravante de que a forma de calcular a mencionada gratificação pelo Estado de São Paulo estaria violando o princípio da irredutibilidade de vencimentos, seria necessário interpretar a legislação local e reexaminar o conjunto fático-probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Incidem, no caso, os óbices das Súmulas ns 280 e 279 desta Corte. Especificamente sobre o tema, anote-se o seguinte julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público militar. Forma de cálculo da Gratificação de Compensação Orgânica. Imprescindível rever a interpretação dada pela origem à legislação infraconstitucional (LCE 745/93). Providência inviável no âmbito do recurso extraordinário. Súmula 636 desta Corte. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. 3. Verificação da ocorrência de decréscimo ou não nos vencimentos da parte agravante. Necessário o reexame do conjunto fático-probatório. Impossibilidade. Súmula 279. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE n 695.334/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/8/12). Em situações análogas à dos autos, esta Corte assim já se manifestou: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CÁLCULO DA GRATIFICAÇÃO DE TRANSPORTE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 654.664/RN-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 15/2/12). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 738443 AGR / SP “ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO. FORMA DE CÁLCULO. LEI ESTADUAL 10.947/93. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 279 E 280. PRETENSÃO DE REFORMA DO JULGADO. IMPOSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS. 1. Os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e de provas, tampouco de legislação local. 3. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade a sanar. 4. Decisão desfavorável à parte não configura negativa de prestação jurisdicional. 5. Embargos de declaração rejeitados” (AI n 746.546/PE-AgR-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 8/2/11). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 185/2000. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte concluiu que a gratificação prevista pela Lei Complementar estadual 185/2000 deve ser acrescida ao vencimento básico. II - Inviável, nesta sede recursal, a análise de legislação infraconstitucional local, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 591.455/RN-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/9/10). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274163. Supremo Tribunal Federal ARE 738443 AGR / SP “ADMINISTRATIVO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. GRATIFICAÇÃO DE INCENTIVO. FORMA DE CÁLCULO. LEI ESTADUAL 10.947/93. SÚMULAS Supremo Tribunal Federal 279 E 280. PRETENSÃO DE REFORMA DO JULGADO. IMPOSSIBILIDADE. INEXISTÊNCIA DE VÍCIOS. 1. Os embargos de declaração não constituem meio processual cabível para reforma do julgado, não sendo possível atribuir- lhes efeitos infringentes, salvo em situações excepcionais. 2. Impossibilidade de reexame de fatos e de provas, tampouco de legislação local. 3. Inexistência de omissão, contradição ou obscuridade a sanar. 4. Decisão desfavorável à parte não configura negativa de prestação jurisdicional. 5. Embargos de declaração rejeitados” (AI n 746.546/PE-AgR-ED, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 8/2/11). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. GRATIFICAÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 185/2000. OFENSA REFLEXA. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte concluiu que a gratificação prevista pela Lei Complementar estadual 185/2000 deve ser acrescida ao vencimento básico. II - Inviável, nesta sede recursal, a análise de legislação infraconstitucional local, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário n 591.455/RN-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 10/9/10). Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274163. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913091 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.443 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913091 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738 . 443", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738 . 443", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738 . 443", "ARE 738443 AGR / SP", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 451 . 833 / CE - AgR", "ARE 738443", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 451 . 833 / CE - AgR", "ARE 738443 AGR / SP", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 738443", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738 . 443", "ARE 738443 AGR / SP", "ARE n 695 . 334 / SP - AgR", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 654 . 664 / RN - AgR", "ARE 738443 AGR / SP", "ARE n 695 . 334 / SP - AgR", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL", "ARE n 654 . 664 / RN - AgR", "AI n 746 . 546 / PE - AgR - ED", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 591 . 455 / RN - AgR", "ARE 738443 AGR / SP", "AI n 746 . 546 / PE - 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2 / 2001", "artigo 5 . . . e do", "artigo 37 da Constituição Federal", "artigo 5 . . . da Lei Complementar Estadual n 745 / 93", "artigos 5 . . . e 37 da Constituição Federal", "Lei Complementar Estadual n 745 / 93", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . .", "artigo 37 da Constituição Federal", "artigo 5 . . . da Lei Complementar Estadual n 745 / 93", "artigos 5 . . . e 37 da Constituição Federal", "Lei Complementar Estadual n 745 / 93", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LCE 745 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LCE 745 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200", "LEI ESTADUAL 10 . 947 / 93", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 185 / 2000", "Lei Complementar estadual 185 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL 10 . 947 / 93", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 185 / 2000", "Lei Complementar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "DIAS TOFFOLI", "Ederson Pedro Bolonha da Silveira", "DIAS TOFFOLI", "EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "DIAS TOFFOLI", "Ederson Pedro Bolonha da Silveira", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "EDERSON PEDRO BOLONHA DA SILVEIRA", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "05", "/", "2013", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "1", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "9", "/", "02", "1", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de dezembro de 1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "29 de dezembro de 1993", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "8", "/", "12", "15", "/", "2", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "8", "/", "12", "15", "/", "2", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "2", "/", "11", "10", "/", "9", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "8", "/", "2", "/", "11", "10", "/", "9", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "21", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MOIZANIEL JOSÉ MOREIRA ADV.(A/S) :PAULO LOPES DE ORNELLAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA INTDO.(A/S) :WELLINGTON RODRIGO FERNANDES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Criminal. Ausência de demonstração de divergência jurisprudencial. Precedente. Reapreciação de fatos e provas. Precedentes. 1. O acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência desta Suprema Corte, preconizada no sentido de que “a competência da Justiça Militar estadual, nos termos do art. 125, §4º, da Constituição, restringe-se à decisão sobre a perda da graduação de praças como pena acessória de crime, o que não obsta a competência do Comando Geral da Polícia Militar para decretar a perda da graduação como sanção administrativa disciplinar” (AI nº 794-949/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/12). 2. Não é possível, em sede de recurso extraordinário, reexaminar fatos e provas, a teor do que dispõe a Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484148. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 750106 AGR / SP notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484148. Supremo Tribunal Federal ARE 750106 AGR / SP notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MOIZANIEL JOSÉ MOREIRA ADV.(A/S) :PAULO LOPES DE ORNELLAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA INTDO.(A/S) :WELLINGTON RODRIGO FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Moizaniel José Moreira interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 220 a 224) contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece prosperar. É que o entendimento preconizado pelo Tribunal a quo no acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência desta Suprema Corte, perpetuada no sentido de que ‘a competência da Justiça Militar estadual, nos termos do art. 125, § 4º, da Constituição, restringe-se à decisão sobre a perda da graduação de praças como pena acessória de crime, o que não obsta a competência do Comando Geral da Polícia Militar para decretar a perda da graduação como sanção administrativa disciplinar’ (AI nº 794.949/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/12). Registre-se, ademais, que a controvérsia restou decidida Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484146. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MOIZANIEL JOSÉ MOREIRA ADV.(A/S) :PAULO LOPES DE ORNELLAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA INTDO.(A/S) :WELLINGTON RODRIGO FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Moizaniel José Moreira interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 220 a 224) contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece prosperar. É que o entendimento preconizado pelo Tribunal a quo no acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência desta Suprema Corte, perpetuada no sentido de que ‘a competência da Justiça Militar estadual, nos termos do art. 125, § 4º, da Constituição, restringe-se à decisão sobre a perda da graduação de praças como pena acessória de crime, o que não obsta a competência do Comando Geral da Polícia Militar para decretar a perda da graduação como sanção administrativa disciplinar’ (AI nº 794.949/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/12). Registre-se, ademais, que a controvérsia restou decidida Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 750106 AGR / SP com base nos fatos e provas que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência, portanto, da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ANULAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais (Leis estaduais 869/1952 e 14.310/2002), bem como o conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. III - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido’ (AI nº 852.614/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/9/12). (...) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484146. Supremo Tribunal Federal ARE 750106 AGR / SP com base nos fatos e provas que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência, portanto, da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ANULAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA CF. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais (Leis estaduais 869/1952 e 14.310/2002), bem como o conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 280 do STF. Precedentes. II - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. III - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido’ (AI nº 852.614/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/9/12). (...) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 750106 AGR / SP Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (fls. 214 a 217). Em suas razões, aduz o agravante que “o cerne da discussão recursal é definir se poderia ser cassada a graduação do agravante pelo Comandante Geral da Polícia Militar, e com base no mesmo fato (incompatibilidade para a função pública) ser aplicada a perda da graduação pelo e. Tribunal Militar, isto quando o agravante já não detinha mais o cargo público e nem sua graduação, cassados pelo resultado do processo administrativo disciplinar fulcrado na conduta criminal” (fl. 222). Sustenta, ademais, que “a questão debatida no recurso extraordinário inadmitido não exige a incursão no conjunto fático probatório, pois, como visto acima, basta analisar a fundamentação do v. acórdão recorrido para que se perceba o alcance da tese recursal tornando a sua resolução matéria apenas de direito, o que afasta o sumulado nº 279/STF” (fl. 224). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484146. Supremo Tribunal Federal ARE 750106 AGR / SP Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (fls. 214 a 217). Em suas razões, aduz o agravante que “o cerne da discussão recursal é definir se poderia ser cassada a graduação do agravante pelo Comandante Geral da Polícia Militar, e com base no mesmo fato (incompatibilidade para a função pública) ser aplicada a perda da graduação pelo e. Tribunal Militar, isto quando o agravante já não detinha mais o cargo público e nem sua graduação, cassados pelo resultado do processo administrativo disciplinar fulcrado na conduta criminal” (fl. 222). Sustenta, ademais, que “a questão debatida no recurso extraordinário inadmitido não exige a incursão no conjunto fático probatório, pois, como visto acima, basta analisar a fundamentação do v. acórdão recorrido para que se perceba o alcance da tese recursal tornando a sua resolução matéria apenas de direito, o que afasta o sumulado nº 279/STF” (fl. 224). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme destacado na decisão agravada, o acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência desta Suprema Corte, segundo a qual “a competência da Justiça Militar estadual, nos termos do art. 125, §4º, da Constituição, restringe-se à decisão sobre a perda da graduação de praças como pena acessória de crime, o que não obsta a competência do Comando Geral da Polícia Militar para decretar a perda da graduação como sanção administrativa disciplinar” (AI nº 794-949/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/12). Ademais, conclusão diversa daquela contida no acórdão recorrido, conforme pretendido pelo ora agravante, demandaria um reexame aprofundado do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita. Incidência no caso da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, destaco precedentes específicos sobre o tema: AI nº 852.614/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/9/12; AI nº 815.154/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/09/12; AI nº 596.982/MG- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 24/6/10; RE nº 470.546/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe 1º/7/09; e AI nº 286.636/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 23/2/01, entre outros. Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484145. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme destacado na decisão agravada, o acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência desta Suprema Corte, segundo a qual “a competência da Justiça Militar estadual, nos termos do art. 125, §4º, da Constituição, restringe-se à decisão sobre a perda da graduação de praças como pena acessória de crime, o que não obsta a competência do Comando Geral da Polícia Militar para decretar a perda da graduação como sanção administrativa disciplinar” (AI nº 794-949/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/12). Ademais, conclusão diversa daquela contida no acórdão recorrido, conforme pretendido pelo ora agravante, demandaria um reexame aprofundado do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita. Incidência no caso da Súmula nº 279/STF. Nesse sentido, destaco precedentes específicos sobre o tema: AI nº 852.614/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/9/12; AI nº 815.154/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/09/12; AI nº 596.982/MG- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 24/6/10; RE nº 470.546/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe 1º/7/09; e AI nº 286.636/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 23/2/01, entre outros. Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 750106 AGR / SP agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484145. Supremo Tribunal Federal ARE 750106 AGR / SP agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MOIZANIEL JOSÉ MOREIRA ADV.(A/S) : PAULO LOPES DE ORNELLAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA INTDO.(A/S) : WELLINGTON RODRIGO FERNANDES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4307030 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MOIZANIEL JOSÉ MOREIRA ADV.(A/S) : PAULO LOPES DE ORNELLAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA INTDO.(A/S) : WELLINGTON RODRIGO FERNANDES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4307030 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4518654
2013-06-25T00:00:00
2013-09-13T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Criminal. Ausência de demonstração de divergência jurisprudencial. Precedente. Reapreciação de fatos e provas. Precedentes. 1. O acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência desta Suprema Corte, preconizada no sentido de que “a competência da Justiça Militar estadual, nos termos do art. 125, §4º, da Constituição, restringe-se à decisão sobre a perda da graduação de praças como pena acessória de crime, o que não obsta a competência do Comando Geral da Polícia Militar para decretar a perda da graduação como sanção administrativa disciplinar” (AI nº 794-949/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/12). 2. Não é possível, em sede de recurso extraordinário, reexaminar fatos e provas, a teor do que dispõe a Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur241657
- Acórdão(s) citado(s): (COMPETÊNCIA, JUSTIÇA MILITAR ESTADUAL) AI 794949 AgR (2ªT). (RE, REEXAME, FATO, PROVA) AI 852614 AgR (2ªT), AI 815154 AgR (2ªT), AI 596982 AgR (2ªT), RE 470546 AgR (1ªT), AI 286636 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 20/09/2013, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
750106
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00125 PAR-00004\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 750106 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MOIZANIEL JOSÉ MOREIRA ADV.(A/S) : PAULO LOPES DE ORNELLAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA INTDO.(A/S) : WELLINGTON RODRIGO FERNANDES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MOIZANIEL JOSÉ MOREIRA ADV.(A/S) :PAULO LOPES DE ORNELLAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA INTDO.(A/S) :WELLINGTON RODRIGO FERNANDES EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Criminal. Ausência de demonstração de divergência jurisprudencial. Precedente. Reapreciação de fatos e provas. Precedentes. 1. O acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência desta Suprema Corte, preconizada no sentido de que “a competência da Justiça Militar estadual, nos termos do art. 125, §4..., da Constituição, restringe-se à decisão sobre a perda da graduação de praças como pena acessória de crime, o que não obsta a competência do Comando Geral da Polícia Militar para decretar a perda da graduação como sanção administrativa disciplinar” (AI n 794-949/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/12). 2. Não é possível, em sede de recurso extraordinário, reexaminar fatos e provas, a teor do que dispõe a Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484148. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 750106 AGR / SP notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484148. Supremo Tribunal Federal ARE 750106 AGR / SP notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484148. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MOIZANIEL JOSÉ MOREIRA ADV.(A/S) :PAULO LOPES DE ORNELLAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA INTDO.(A/S) :WELLINGTON RODRIGO FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Moizaniel José Moreira interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 220 a 224) contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece prosperar. É que o entendimento preconizado pelo Tribunal a quo no acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência desta Suprema Corte, perpetuada no sentido de que ‘a competência da Justiça Militar estadual, nos termos do art. 125, § 4..., da Constituição, restringe-se à decisão sobre a perda da graduação de praças como pena acessória de crime, o que não obsta a competência do Comando Geral da Polícia Militar para decretar a perda da graduação como sanção administrativa disciplinar’ (AI n 794.949/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/12). Registre-se, ademais, que a controvérsia restou decidida Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484146. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :MOIZANIEL JOSÉ MOREIRA ADV.(A/S) :PAULO LOPES DE ORNELLAS AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA INTDO.(A/S) :WELLINGTON RODRIGO FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Moizaniel José Moreira interpõe tempestivo agravo regimental (fls. 220 a 224) contra decisão mediante a qual neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação, na parte que interessa: “(...) No caso, a irresignação não merece prosperar. É que o entendimento preconizado pelo Tribunal a quo no acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência desta Suprema Corte, perpetuada no sentido de que ‘a competência da Justiça Militar estadual, nos termos do art. 125, § 4..., da Constituição, restringe-se à decisão sobre a perda da graduação de praças como pena acessória de crime, o que não obsta a competência do Comando Geral da Polícia Militar para decretar a perda da graduação como sanção administrativa disciplinar’ (AI n 794.949/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/12). Registre-se, ademais, que a controvérsia restou decidida Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 750106 AGR / SP com base nos fatos e provas que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência, portanto, da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ANULAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais (Leis estaduais 869/1952 e 14.310/2002), bem como o conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. III - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido’ (AI n 852.614/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/9/12). (...) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484146. Supremo Tribunal Federal ARE 750106 AGR / SP com base nos fatos e provas que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência, portanto, da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. DEMISSÃO. PROCESSO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. ANULAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXV, DA CONSTITUIÇÃO. OFENSA REFLEXA. VIOLAÇÃO AO ART. 93, IX, DA Constituição Federal de 1988. INOCORRÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar ao exame da alegada ofensa à Constituição, faz-se necessário analisar normas infraconstitucionais locais (Leis estaduais 869/1952 e 14.310/2002), bem como o conjunto fático-probatório constante dos autos, o que inviabiliza o extraordinário, a teor das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais do devido processo legal, da ampla defesa, do contraditório e da prestação jurisdicional, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. III - Não há contrariedade ao art. 93, IX, da Constituição, quando o acórdão recorrido encontra-se suficientemente fundamentado. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido’ (AI n 852.614/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/9/12). (...) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 750106 AGR / SP Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (fls. 214 a 217). Em suas razões, aduz o agravante que “o cerne da discussão recursal é definir se poderia ser cassada a graduação do agravante pelo Comandante Geral da Polícia Militar, e com base no mesmo fato (incompatibilidade para a função pública) ser aplicada a perda da graduação pelo e. Tribunal Militar, isto quando o agravante já não detinha mais o cargo público e nem sua graduação, cassados pelo resultado do processo administrativo disciplinar fulcrado na conduta criminal” (fl. 222). Sustenta, ademais, que “a questão debatida no recurso extraordinário inadmitido não exige a incursão no conjunto fático probatório, pois, como visto acima, basta analisar a fundamentação do v. acórdão recorrido para que se perceba o alcance da tese recursal tornando a sua resolução matéria apenas de direito, o que afasta o sumulado n 279/Supremo Tribunal Federal” (fl. 224). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484146. Supremo Tribunal Federal ARE 750106 AGR / SP Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário” (fls. 214 a 217). Em suas razões, aduz o agravante que “o cerne da discussão recursal é definir se poderia ser cassada a graduação do agravante pelo Comandante Geral da Polícia Militar, e com base no mesmo fato (incompatibilidade para a função pública) ser aplicada a perda da graduação pelo e. Tribunal Militar, isto quando o agravante já não detinha mais o cargo público e nem sua graduação, cassados pelo resultado do processo administrativo disciplinar fulcrado na conduta criminal” (fl. 222). Sustenta, ademais, que “a questão debatida no recurso extraordinário inadmitido não exige a incursão no conjunto fático probatório, pois, como visto acima, basta analisar a fundamentação do v. acórdão recorrido para que se perceba o alcance da tese recursal tornando a sua resolução matéria apenas de direito, o que afasta o sumulado n 279/Supremo Tribunal Federal” (fl. 224). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme destacado na decisão agravada, o acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência desta Suprema Corte, segundo a qual “a competência da Justiça Militar estadual, nos termos do art. 125, §4..., da Constituição, restringe-se à decisão sobre a perda da graduação de praças como pena acessória de crime, o que não obsta a competência do Comando Geral da Polícia Militar para decretar a perda da graduação como sanção administrativa disciplinar” (AI n 794-949/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/12). Ademais, conclusão diversa daquela contida no acórdão recorrido, conforme pretendido pelo ora agravante, demandaria um reexame aprofundado do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita. Incidência no caso da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco precedentes específicos sobre o tema: AI n 852.614/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/9/12; AI n 815.154/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/09/12; AI n 596.982/MG- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 24/6/10; Recurso Extraordinário n 470.546/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe 1.../7/09; e AI n 286.636/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 23/2/01, entre outros. Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484145. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Conforme destacado na decisão agravada, o acórdão recorrido não divergiu da jurisprudência desta Suprema Corte, segundo a qual “a competência da Justiça Militar estadual, nos termos do art. 125, §4..., da Constituição, restringe-se à decisão sobre a perda da graduação de praças como pena acessória de crime, o que não obsta a competência do Comando Geral da Polícia Militar para decretar a perda da graduação como sanção administrativa disciplinar” (AI n 794-949/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 8/10/12). Ademais, conclusão diversa daquela contida no acórdão recorrido, conforme pretendido pelo ora agravante, demandaria um reexame aprofundado do contexto fático-probatório dos autos, além de outros elementos intimamente ligados ao mérito da própria ação penal, o que é inviável na via eleita. Incidência no caso da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, destaco precedentes específicos sobre o tema: AI n 852.614/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 4/9/12; AI n 815.154/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 17/09/12; AI n 596.982/MG- AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 24/6/10; Recurso Extraordinário n 470.546/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe 1.../7/09; e AI n 286.636/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 23/2/01, entre outros. Diante desse quadro, tendo em vista serem os fundamentos do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 750106 AGR / SP agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484145. Supremo Tribunal Federal ARE 750106 AGR / SP agravante insuficientes para modificar a decisão ora agravada, nego provimento ao regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MOIZANIEL JOSÉ MOREIRA ADV.(A/S) : PAULO LOPES DE ORNELLAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA INTDO.(A/S) : WELLINGTON RODRIGO FERNANDES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4307030 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 750.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : MOIZANIEL JOSÉ MOREIRA ADV.(A/S) : PAULO LOPES DE ORNELLAS AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA INTDO.(A/S) : WELLINGTON RODRIGO FERNANDES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4307030 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
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JOSÉ MOREIRA", "PAULO LOPES DE ORNELLAS", "MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA", "WELLINGTON RODRIGO FERNANDES", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "MOIZANIEL JOSÉ MOREIRA", "PAULO LOPES DE ORNELLAS", "MARCO ROBERTO SEVERO DA SILVA", "WELLINGTON RODRIGO FERNANDES", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "25", "/", "06", "/", "2013", "8", "/", "10", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "8", "/", "10", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "8", "/", "10", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "9", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "9", "/", "12", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :CINEMARK BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCOS ALBERTO SANT'ANNA BITELLI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. ALÍQUOTA A SER FIXADA DURANTE OS EXERCÍCIOS DE 2004 E 2005. ATIVIDADE CINEMATOGRÁFICA. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046831. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :CINEMARK BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCOS ALBERTO SANT'ANNA BITELLI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 18 de dezembro de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Distrito Federal contra julgado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o qual declarou a inexigibilidade de crédito tributário (ISS) na alíquota de 5% nos exercícios de 2004 e 2005, em razão da atividade de exibição cinematográfica exercida pela ora Agravada. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. A questão relativa à eficácia da Lei Complementar n. 687/2003 do Distrito Federal não pode ser objeto de recurso extraordinário: (…) (AI 854.307-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 24.9.2012 grifos nossos). (…) (AI 678.609-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 14.8.2009 grifos nossos). 5. Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046832. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :CINEMARK BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCOS ALBERTO SANT'ANNA BITELLI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 18 de dezembro de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Distrito Federal contra julgado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o qual declarou a inexigibilidade de crédito tributário (ISS) na alíquota de 5% nos exercícios de 2004 e 2005, em razão da atividade de exibição cinematográfica exercida pela ora Agravada. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. A questão relativa à eficácia da Lei Complementar n. 687/2003 do Distrito Federal não pode ser objeto de recurso extraordinário: (…) (AI 854.307-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 24.9.2012 grifos nossos). (…) (AI 678.609-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 14.8.2009 grifos nossos). 5. Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório RE 726040 AGR / DF 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.2.2013, interpõe o Distrito Federal, em 13.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega o Agravante que “as razões do extraordinário interposto não dizem respeito unicamente à questão da revogação do Decreto 16.128/94 pela Lei Complementar distrital n. 687/2003, abrangendo, em especial, a alegação de ofensa ao artigo 156, § 3º, da CF, o qual impõe a fixação da alíquota do ISS mediante a edição de lei complementar”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046832. Supremo Tribunal Federal RE 726040 AGR / DF 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.2.2013, interpõe o Distrito Federal, em 13.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega o Agravante que “as razões do extraordinário interposto não dizem respeito unicamente à questão da revogação do Decreto 16.128/94 pela Lei Complementar distrital n. 687/2003, abrangendo, em especial, a alegação de ofensa ao artigo 156, § 3º, da CF, o qual impõe a fixação da alíquota do ISS mediante a edição de lei complementar”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 DISTRITO FEDERAL V OTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal de Justiça a quo decidiu: “Pretende a Cinemark Brasil S/A a declaração da inexigibilidade de crédito tributário relativo ao Imposto Sobre Serviços (ISS) na alíquota de 5%, permanecendo a alíquota de 2% nos exercícios de 2004 e 2005, em decorrência da atividade de exibição cinematográfica. (…) A CF/88, em seu artigo 156, cuja redação foi dada pela Emenda Constitucional nº 03/93, prevê que compete aos Municípios instituir o ISS, porém atribuiu à lei complementar fixar as alíquotas máximas. Como se sabe, o art. 32, § 1º, dispõe que ‘Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios’. (...) Nessa esteira, o Distrito Federal editou a Lei Complementar 687/2003, estabelecendo a seguinte regra: (…) Ao analisar o dispositivo supracitado, observa-se que houve somente a fixação da alíquota máxima (5%), nos mesmos moldes estabelecidos pela Lei Complementar Federal nº 116. Dispõe, também, a referida Lei Complementar Distrital, em seu art. 7º, a revogação das disposições em contrário do Decreto-Lei n. 82, de 26 de dezembro de 1966, em especial as alíneas ‘d’, ‘e’ e ‘f’ do inciso I do art. 93. Entretanto, não revogou o Decreto 16.128/94, cuja alíquota inferior (2%), já vinha sendo praticada no âmbito do Distrito Federal para as empresas cinematográficas. Assim, se foi genérica a Lei Complementar Distrital, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 DISTRITO FEDERAL V OTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal de Justiça a quo decidiu: “Pretende a Cinemark Brasil S/A a declaração da inexigibilidade de crédito tributário relativo ao Imposto Sobre Serviços (ISS) na alíquota de 5%, permanecendo a alíquota de 2% nos exercícios de 2004 e 2005, em decorrência da atividade de exibição cinematográfica. (…) A CF/88, em seu artigo 156, cuja redação foi dada pela Emenda Constitucional nº 03/93, prevê que compete aos Municípios instituir o ISS, porém atribuiu à lei complementar fixar as alíquotas máximas. Como se sabe, o art. 32, § 1º, dispõe que ‘Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios’. (...) Nessa esteira, o Distrito Federal editou a Lei Complementar 687/2003, estabelecendo a seguinte regra: (…) Ao analisar o dispositivo supracitado, observa-se que houve somente a fixação da alíquota máxima (5%), nos mesmos moldes estabelecidos pela Lei Complementar Federal nº 116. Dispõe, também, a referida Lei Complementar Distrital, em seu art. 7º, a revogação das disposições em contrário do Decreto-Lei n. 82, de 26 de dezembro de 1966, em especial as alíneas ‘d’, ‘e’ e ‘f’ do inciso I do art. 93. Entretanto, não revogou o Decreto 16.128/94, cuja alíquota inferior (2%), já vinha sendo praticada no âmbito do Distrito Federal para as empresas cinematográficas. Assim, se foi genérica a Lei Complementar Distrital, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 726040 AGR / DF estabelecendo somente a alíquota máxima, de acordo com a Lei Complementar Federal, concluiu-se não revogado tacitamente o Decreto 16.128/94. Ausente, pois, a definição das novas alíquotas, restou plenamente válido o Decreto 16.128/94, até a sua revogação em 2005 (Art. 172. Revogam-se as disposições em contrário, em especial o Decreto nº 16.128, de 06 de dezembro de 1994). (…) Nem se diga que a alíquota prevista no Decreto 16.128/94 seja contrária à Lei Complementar Federal ou à Distrital, porquanto inferior a máxima permitida. Não há que se cogitar também em hierarquia das normas, na medida em que somente com a nova regulamentação (Decreto nº 25.508/05), estabelecendo novas alíquotas, propiciaram-se as condições adequadas ao pleno cumprimento da LC nº 687/03. (…) Assim, inexistente a prova da não repercussão financeira do ISS recolhido nos meses de janeiro e fevereiro de 2005, improcede o pedido de compensação” (grifos nossos). 3. Como afirmado na decisão agravada, para divergir do Tribunal a quo sobre qual alíquota deveria prevalecer no período em litígio (exercícios de 2004 e 2005), seria imprescindível a prévia análise das normas infraconstitucionais interpretadas (na espécie, Lei Complementar n. 687/2003, Decretos ns. 16.128/1994 e 25.508/2005 e Decreto-lei n. 82/1966). O conflito delineado nos autos é de natureza legal. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Supremo Tribunal Federal RE 726040 AGR / DF estabelecendo somente a alíquota máxima, de acordo com a Lei Complementar Federal, concluiu-se não revogado tacitamente o Decreto 16.128/94. Ausente, pois, a definição das novas alíquotas, restou plenamente válido o Decreto 16.128/94, até a sua revogação em 2005 (Art. 172. Revogam-se as disposições em contrário, em especial o Decreto nº 16.128, de 06 de dezembro de 1994). (…) Nem se diga que a alíquota prevista no Decreto 16.128/94 seja contrária à Lei Complementar Federal ou à Distrital, porquanto inferior a máxima permitida. Não há que se cogitar também em hierarquia das normas, na medida em que somente com a nova regulamentação (Decreto nº 25.508/05), estabelecendo novas alíquotas, propiciaram-se as condições adequadas ao pleno cumprimento da LC nº 687/03. (…) Assim, inexistente a prova da não repercussão financeira do ISS recolhido nos meses de janeiro e fevereiro de 2005, improcede o pedido de compensação” (grifos nossos). 3. Como afirmado na decisão agravada, para divergir do Tribunal a quo sobre qual alíquota deveria prevalecer no período em litígio (exercícios de 2004 e 2005), seria imprescindível a prévia análise das normas infraconstitucionais interpretadas (na espécie, Lei Complementar n. 687/2003, Decretos ns. 16.128/1994 e 25.508/2005 e Decreto-lei n. 82/1966). O conflito delineado nos autos é de natureza legal. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 726040 AGR / DF COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO. 1. Reexame de fatos e provas e interpretação de cláusulas contratuais: Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas locais: Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE 624.415-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. RAMO METALÚRGICO. ATIVIDADE DE INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA RAMO METALÚRGICO. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 826.554-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.11.2012). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. ISS sobre atos cooperativos impróprios. Reexame de fatos e provas e de contrato social. Impossibilidade. Súmulas nºs 279, 280 e 454 desta Corte. 1. O Tribunal local, com base nos elementos probatórios do autos e na legislação infraconstitucional (Leis nºs 5.764/71, 5.641/89, 7.640/99, 8.464/02 e 8.725/03), consignou que a agravada presta serviços aos seus próprios cooperados. Alterar esse entendimento para análise dos argumentos expendidos pelo agravante requereria reexame das leis em comento, do contrato social e dos fatos e das provas que permeiam a lide, fato vedado nesta instância recursal. Incidência, na espécie, das Súmulas nºs 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (AI 645.954-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 6.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO (SÚMULA 282 DO STF). AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA ENTRE A MATÉRIA SUSCITADA NAS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL E A QUESTÃO APRECIADA NA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULAS 284 E 287 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Supremo Tribunal Federal RE 726040 AGR / DF COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO. 1. Reexame de fatos e provas e interpretação de cláusulas contratuais: Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas locais: Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (RE 624.415-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. RAMO METALÚRGICO. ATIVIDADE DE INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA RAMO METALÚRGICO. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 826.554-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.11.2012). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. ISS sobre atos cooperativos impróprios. Reexame de fatos e provas e de contrato social. Impossibilidade. Súmulas nºs 279, 280 e 454 desta Corte. 1. O Tribunal local, com base nos elementos probatórios do autos e na legislação infraconstitucional (Leis nºs 5.764/71, 5.641/89, 7.640/99, 8.464/02 e 8.725/03), consignou que a agravada presta serviços aos seus próprios cooperados. Alterar esse entendimento para análise dos argumentos expendidos pelo agravante requereria reexame das leis em comento, do contrato social e dos fatos e das provas que permeiam a lide, fato vedado nesta instância recursal. Incidência, na espécie, das Súmulas nºs 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (AI 645.954-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 6.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO (SÚMULA 282 DO STF). AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA ENTRE A MATÉRIA SUSCITADA NAS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL E A QUESTÃO APRECIADA NA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULAS 284 E 287 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 726040 AGR / DF DO STF. MATÉRIA QUE ATRAI O ÓBICE DAS SÚMULAS 279, 280, 454 e 636 DO STF. Matéria suscitada originariamente nas razões do agravo regimental. Ausência do indispensável prequestionamento (Súmula 282 do STF). A questão relativa ao enquadramento da atividade realizada pela parte ora agravada nas premissas necessárias à concessão do benefício tributário da alíquota fixa do ISS é estranha à controvérsia devolvida a esta Corte por meio do recurso extraordinário, que se refere tão somente à compatibilidade do Decreto-Lei 406/1968 com a Constituição federal de 1988. Necessidade de prévio exame da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e do quadro fático-probatório (Súmulas 279, 280, 454 e 636 do STF). Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 729.121-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.6.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Supremo Tribunal Federal RE 726040 AGR / DF DO STF. MATÉRIA QUE ATRAI O ÓBICE DAS SÚMULAS 279, 280, 454 e 636 DO STF. Matéria suscitada originariamente nas razões do agravo regimental. Ausência do indispensável prequestionamento (Súmula 282 do STF). A questão relativa ao enquadramento da atividade realizada pela parte ora agravada nas premissas necessárias à concessão do benefício tributário da alíquota fixa do ISS é estranha à controvérsia devolvida a esta Corte por meio do recurso extraordinário, que se refere tão somente à compatibilidade do Decreto-Lei 406/1968 com a Constituição federal de 1988. Necessidade de prévio exame da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e do quadro fático-probatório (Súmulas 279, 280, 454 e 636 do STF). Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 729.121-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.6.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : CINEMARK BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCOS ALBERTO SANT'ANNA BITELLI Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993707 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : CINEMARK BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCOS ALBERTO SANT'ANNA BITELLI Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993707 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4104949
2013-06-04T00:00:00
2013-07-01T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. ALÍQUOTA A SER FIXADA DURANTE OS EXERCÍCIOS DE 2004 E 2005. ATIVIDADE CINEMATOGRÁFICA. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur235203
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) RE 624415 AgR (1ªT), AI 826554 AgR (2ªT), AI 645954 AgR (1ªT), AI 729121 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 10/07/2013, TBC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
726040
[ "LEG-DIS LCP-000687 ANO-2003\r\n LEI COMPLEMENTAR, DF \r\n\r\n", "LEG-DIS DEL-000082 ANO-1966\r\n DECRETO-LEI, DF\r\n\r\n", "LEG-DIS DEC-016128 ANO-1994\r\n DECRETO, DF\r\n\r\n", "LEG-DIS DEC-025508 ANO-2005\r\n DECRETO, DF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 726040 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : CINEMARK BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCOS ALBERTO SANT'ANNA BITELLI
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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :CINEMARK BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCOS ALBERTO SANT'ANNA BITELLI EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. ALÍQUOTA A SER FIXADA DURANTE OS EXERCÍCIOS DE 2004 E 2005. ATIVIDADE CINEMATOGRÁFICA. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046831. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :CINEMARK BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCOS ALBERTO SANT'ANNA BITELLI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 18 de dezembro de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Distrito Federal contra julgado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o qual declarou a inexigibilidade de crédito tributário (ISS) na alíquota de 5% nos exercícios de 2004 e 2005, em razão da atividade de exibição cinematográfica exercida pela ora Agravada. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. A questão relativa à eficácia da Lei Complementar n. 687/2003 do Distrito Federal não pode ser objeto de recurso extraordinário: (…) (AI 854.307-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 24.9.2012 grifos nossos). (…) (AI 678.609-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 14.8.2009 grifos nossos). 5. Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046832. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :CINEMARK BRASIL S/A ADV.(A/S) :MARCOS ALBERTO SANT'ANNA BITELLI R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 18 de dezembro de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Distrito Federal contra julgado do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, o qual declarou a inexigibilidade de crédito tributário (ISS) na alíquota de 5% nos exercícios de 2004 e 2005, em razão da atividade de exibição cinematográfica exercida pela ora Agravada. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. Razão jurídica não assiste ao Recorrente. 4. A questão relativa à eficácia da Lei Complementar n. 687/2003 do Distrito Federal não pode ser objeto de recurso extraordinário: (…) (AI 854.307-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 24.9.2012 grifos nossos). (…) (AI 678.609-ED, de minha relatoria, Primeira Turma, Dje 14.8.2009 grifos nossos). 5. Nada há, pois, a prover quanto às alegações do Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento ao recurso extraordinário (art. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.2.2013, interpõe o Distrito Federal, em 13.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega o Agravante que “as razões do extraordinário interposto não dizem respeito unicamente à questão da revogação do Decreto 16.128/94 pela Lei Complementar distrital n. 687/2003, abrangendo, em especial, a alegação de ofensa ao artigo 156, § 3..., da Constituição Federal de 1988, o qual impõe a fixação da alíquota do ISS mediante a edição de lei complementar”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046832. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.2.2013, interpõe o Distrito Federal, em 13.2.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Alega o Agravante que “as razões do extraordinário interposto não dizem respeito unicamente à questão da revogação do Decreto 16.128/94 pela Lei Complementar distrital n. 687/2003, abrangendo, em especial, a alegação de ofensa ao artigo 156, § 3..., da Constituição Federal de 1988, o qual impõe a fixação da alíquota do ISS mediante a edição de lei complementar”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046832. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 DISTRITO FEDERAL V OTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal de Justiça a quo decidiu: “Pretende a Cinemark Brasil S/A a declaração da inexigibilidade de crédito tributário relativo ao Imposto Sobre Serviços (ISS) na alíquota de 5%, permanecendo a alíquota de 2% nos exercícios de 2004 e 2005, em decorrência da atividade de exibição cinematográfica. (…) A Constituição Federal de 1988/88, em seu artigo 156, cuja redação foi dada pela Emenda Constitucional n 03/93, prevê que compete aos Municípios instituir o ISS, porém atribuiu à lei complementar fixar as alíquotas máximas. Como se sabe, o art. 32, § 1..., dispõe que ‘Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios’. (...) Nessa esteira, o Distrito Federal editou a Lei Complementar 687/2003, estabelecendo a seguinte regra: (…) Ao analisar o dispositivo supracitado, observa-se que houve somente a fixação da alíquota máxima (5%), nos mesmos moldes estabelecidos pela Lei Complementar Federal n 116. Dispõe, também, a referida Lei Complementar Distrital, em seu art. 7..., a revogação das disposições em contrário do Decreto-Lei n. 82, de 26 de dezembro de 1966, em especial as alíneas ‘d’, ‘e’ e ‘f’ do inciso I do art. 93. Entretanto, não revogou o Decreto 16.128/94, cuja alíquota inferior (2%), já vinha sendo praticada no âmbito do Distrito Federal para as empresas cinematográficas. Assim, se foi genérica a Lei Complementar Distrital, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 DISTRITO FEDERAL V OTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal de Justiça a quo decidiu: “Pretende a Cinemark Brasil S/A a declaração da inexigibilidade de crédito tributário relativo ao Imposto Sobre Serviços (ISS) na alíquota de 5%, permanecendo a alíquota de 2% nos exercícios de 2004 e 2005, em decorrência da atividade de exibição cinematográfica. (…) A Constituição Federal de 1988/88, em seu artigo 156, cuja redação foi dada pela Emenda Constitucional n 03/93, prevê que compete aos Municípios instituir o ISS, porém atribuiu à lei complementar fixar as alíquotas máximas. Como se sabe, o art. 32, § 1..., dispõe que ‘Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas aos Estados e Municípios’. (...) Nessa esteira, o Distrito Federal editou a Lei Complementar 687/2003, estabelecendo a seguinte regra: (…) Ao analisar o dispositivo supracitado, observa-se que houve somente a fixação da alíquota máxima (5%), nos mesmos moldes estabelecidos pela Lei Complementar Federal n 116. Dispõe, também, a referida Lei Complementar Distrital, em seu art. 7..., a revogação das disposições em contrário do Decreto-Lei n. 82, de 26 de dezembro de 1966, em especial as alíneas ‘d’, ‘e’ e ‘f’ do inciso I do art. 93. Entretanto, não revogou o Decreto 16.128/94, cuja alíquota inferior (2%), já vinha sendo praticada no âmbito do Distrito Federal para as empresas cinematográficas. Assim, se foi genérica a Lei Complementar Distrital, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF estabelecendo somente a alíquota máxima, de acordo com a Lei Complementar Federal, concluiu-se não revogado tacitamente o Decreto 16.128/94. Ausente, pois, a definição das novas alíquotas, restou plenamente válido o Decreto 16.128/94, até a sua revogação em 2005 (Art. 172. Revogam-se as disposições em contrário, em especial o Decreto n 16.128, de 06 de dezembro de 1994). (…) Nem se diga que a alíquota prevista no Decreto 16.128/94 seja contrária à Lei Complementar Federal ou à Distrital, porquanto inferior a máxima permitida. Não há que se cogitar também em hierarquia das normas, na medida em que somente com a nova regulamentação (Decreto n 25.508/05), estabelecendo novas alíquotas, propiciaram-se as condições adequadas ao pleno cumprimento da Lei Complementar n 687/03. (…) Assim, inexistente a prova da não repercussão financeira do ISS recolhido nos meses de janeiro e fevereiro de 2005, improcede o pedido de compensação” (grifos nossos). 3. Como afirmado na decisão agravada, para divergir do Tribunal a quo sobre qual alíquota deveria prevalecer no período em litígio (exercícios de 2004 e 2005), seria imprescindível a prévia análise das normas infraconstitucionais interpretadas (na espécie, Lei Complementar n. 687/2003, Decretos ns. 16.128/1994 e 25.508/2005 e Decreto-lei n. 82/1966). O conflito delineado nos autos é de natureza legal. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF estabelecendo somente a alíquota máxima, de acordo com a Lei Complementar Federal, concluiu-se não revogado tacitamente o Decreto 16.128/94. Ausente, pois, a definição das novas alíquotas, restou plenamente válido o Decreto 16.128/94, até a sua revogação em 2005 (Art. 172. Revogam-se as disposições em contrário, em especial o Decreto n 16.128, de 06 de dezembro de 1994). (…) Nem se diga que a alíquota prevista no Decreto 16.128/94 seja contrária à Lei Complementar Federal ou à Distrital, porquanto inferior a máxima permitida. Não há que se cogitar também em hierarquia das normas, na medida em que somente com a nova regulamentação (Decreto n 25.508/05), estabelecendo novas alíquotas, propiciaram-se as condições adequadas ao pleno cumprimento da Lei Complementar n 687/03. (…) Assim, inexistente a prova da não repercussão financeira do ISS recolhido nos meses de janeiro e fevereiro de 2005, improcede o pedido de compensação” (grifos nossos). 3. Como afirmado na decisão agravada, para divergir do Tribunal a quo sobre qual alíquota deveria prevalecer no período em litígio (exercícios de 2004 e 2005), seria imprescindível a prévia análise das normas infraconstitucionais interpretadas (na espécie, Lei Complementar n. 687/2003, Decretos ns. 16.128/1994 e 25.508/2005 e Decreto-lei n. 82/1966). O conflito delineado nos autos é de natureza legal. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS - ISS. AÇÃO ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO. 1. Reexame de fatos e provas e interpretação de cláusulas contratuais: Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas locais: Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário 624.415-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. RAMO METALÚRGICO. ATIVIDADE DE INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA RAMO METALÚRGICO. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 826.554-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.11.2012). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. ISS sobre atos cooperativos impróprios. Reexame de fatos e provas e de contrato social. Impossibilidade. Súmulas ns 279, 280 e 454 desta Corte. 1. O Tribunal local, com base nos elementos probatórios do autos e na legislação infraconstitucional (Leis ns 5.764/71, 5.641/89, 7.640/99, 8.464/02 e 8.725/03), consignou que a agravada presta serviços aos seus próprios cooperados. Alterar esse entendimento para análise dos argumentos expendidos pelo agravante requereria reexame das leis em comento, do contrato social e dos fatos e das provas que permeiam a lide, fato vedado nesta instância recursal. Incidência, na espécie, das Súmulas ns 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (AI 645.954-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 6.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO (SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal). AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA ENTRE A MATÉRIA SUSCITADA NAS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL E A QUESTÃO APRECIADA NA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULAS 284 E 287 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF COMPETÊNCIA PARA TRIBUTAÇÃO. 1. Reexame de fatos e provas e interpretação de cláusulas contratuais: Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de normas locais: Súmula n. 280 deste Supremo Tribunal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário 624.415-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 19.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS – ISS. RAMO METALÚRGICO. ATIVIDADE DE INDUSTRIALIZAÇÃO POR ENCOMENDA RAMO METALÚRGICO. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 826.554-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 12.11.2012). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. ISS sobre atos cooperativos impróprios. Reexame de fatos e provas e de contrato social. Impossibilidade. Súmulas ns 279, 280 e 454 desta Corte. 1. O Tribunal local, com base nos elementos probatórios do autos e na legislação infraconstitucional (Leis ns 5.764/71, 5.641/89, 7.640/99, 8.464/02 e 8.725/03), consignou que a agravada presta serviços aos seus próprios cooperados. Alterar esse entendimento para análise dos argumentos expendidos pelo agravante requereria reexame das leis em comento, do contrato social e dos fatos e das provas que permeiam a lide, fato vedado nesta instância recursal. Incidência, na espécie, das Súmulas ns 279, 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (AI 645.954-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 6.9.2012). “AGRAVO REGIMENTAL. PROCESSUAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO (SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal). AUSÊNCIA DE PERTINÊNCIA ENTRE A MATÉRIA SUSCITADA NAS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL E A QUESTÃO APRECIADA NA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULAS 284 E 287 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA QUE ATRAI O ÓBICE DAS SÚMULAS 279, 280, 454 e 636 DO Supremo Tribunal Federal. Matéria suscitada originariamente nas razões do agravo regimental. Ausência do indispensável prequestionamento (Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal). A questão relativa ao enquadramento da atividade realizada pela parte ora agravada nas premissas necessárias à concessão do benefício tributário da alíquota fixa do ISS é estranha à controvérsia devolvida a esta Corte por meio do recurso extraordinário, que se refere tão somente à compatibilidade do Decreto-Lei 406/1968 com a Constituição federal de 1988. Necessidade de prévio exame da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e do quadro fático-probatório (Súmulas 279, 280, 454 e 636 do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 729.121-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.6.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA QUE ATRAI O ÓBICE DAS SÚMULAS 279, 280, 454 e 636 DO Supremo Tribunal Federal. Matéria suscitada originariamente nas razões do agravo regimental. Ausência do indispensável prequestionamento (Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal). A questão relativa ao enquadramento da atividade realizada pela parte ora agravada nas premissas necessárias à concessão do benefício tributário da alíquota fixa do ISS é estranha à controvérsia devolvida a esta Corte por meio do recurso extraordinário, que se refere tão somente à compatibilidade do Decreto-Lei 406/1968 com a Constituição federal de 1988. Necessidade de prévio exame da legislação infraconstitucional, de cláusulas contratuais e do quadro fático-probatório (Súmulas 279, 280, 454 e 636 do Supremo Tribunal Federal). Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 729.121-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 22.6.2012). 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046833. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : CINEMARK BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCOS ALBERTO SANT'ANNA BITELLI Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993707 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.040 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : CINEMARK BRASIL S/A ADV.(A/S) : MARCOS ALBERTO SANT'ANNA BITELLI Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993707 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726 . 040", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726 . 040", "AI 854 . 307 - AgR", "AI 678 . 609 - ED", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726 . 040", "AI 854 . 307 - AgR", "AI 678 . 609 - ED", "Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF 557", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726 . 040", "Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF", "Súmulas n . 279", "Súmula n . 280 deste Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário 624 . 415 - AgR", "AI 826 . 554 - AgR", "Súmulas ns 279", "Súmulas ns 279", "AI 645 . 954 - AgR", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 726040 AGR /", "Súmulas n . 279", "Súmula n . 280 deste Supremo Tribunal", "Recurso Extraordinário 624 . 415 - AgR", "AI 826 . 554 - AgR", "Súmulas", "Súmulas ns 279 , 280 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "AI 645 . 954 - AgR", "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 280 , 454 e 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 729 . 121 - AgR", "Recurso Extraordinário 726040 AGR / DF", "SÚMULAS 279 , 280 , 454 e 636 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279 , 280 , 454 e 636 do Supremo Tribunal", "AI 729 . 121 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726 . 040", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726 . 040" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 687 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar n . 687 / 2003", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Decreto 16 . 128 / 94", "Lei Complementar distrital n . 687 / 2003", "artigo 156 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Decreto 16 . 128 / 94", "Lei Complementar distrital n . 687 / 2003", "artigo 156 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Emenda Constitucional n 03 / 93", "Lei Complementar 687 / 2003", "Lei Complementar Federal n 116", "Lei Complementar Distrital", "Decreto", "-", "Lei n . 82", "Decreto 16 . 128 / 94", "Lei Complementar Distrital", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Emenda Constitucional n 03 / 93", "Lei Complementar 687 / 2003", "Lei Complementar Federal n 116", "Lei Complementar Distrital", "Decreto", "-", "Lei n . 82", "Decreto 16 . 128 / 94", "Lei Complementar Distrital", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Federal", "Decreto 16 . 128 / 94", "Decreto 16 . 128 / 94", "Decreto n 16 . 128", "Decreto 16 . 128 / 94", "Lei Complementar Federal", "Decreto n 25 . 508 / 05", "Lei Complementar n 687 / 03", "Lei Complementar n . 687 / 2003", "Decretos ns . 16 . 128 / 1994", "25", ".", "508", "/", "2005", "Decreto", "-", "lei n . 82 / 1966", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Federal", "Decreto 16 . 128 / 94", "Decreto 16 . 128 / 94", "Decreto n 16 . 128", "Decreto 16 . 128 / 94", "Decreto n 25 . 508 / 05", "Lei Complementar n 687 / 03", "Lei Complementar n . 687 / 2003", "Decretos ns . 16 . 128 / 1994", "25", ".", "508", "/", "2005", "Decreto", "-", "lei n . 82 / 1966", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns 5 . 764 / 71", "5", ".", "641", "/", "89", "7", ".", "640", "/", "99", "8", ".", "464", "/", "02", "8", ".", "725", "/", "03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns 5 . 764 / 71", "5", ".", "641", "/", "89", "7", ".", "640", "/", "99", "8", ".", "464", "/", "02", "8", ".", "725", "/", "03", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei 406 / 1968", "Constituição federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto", "-", "Lei 406 /", "1968", "Constituição federal de 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Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2013", "2004", "2005", "4 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "18 de dezembro de 2013", "2004", "2005", "24", ".", "9", ".", "2012", "14", ".", "8", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "18 de dezembro de 2013", "2004", "2005", "24", ".", "9", ".", "2012", "14", ".", "8", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "2", ".", "2013", "13", ".", "2", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "2", ".", "2013", "13", ".", "2", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "2004", "2005", "26 de dezembro de 1966", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "2004", "2005", "26 de dezembro de 1966", "24", "/", "08", "/", "2001", "2005", "06 de dezembro de 1994", "janeiro e", "fevereiro de", "2005", "2004", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "2005", "06 de dezembro de 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Ementa e Acórdão 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :CEZAR AUGUSTO CIROLINI OU CESAR AUGUSTO CIROLINI IMPTE.(S) :ROBESPIERRE FERRAZZA TRINDADE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. ESTELIONATO (VINTE E NOVE VEZES), FALSIDADE IDEOLÓGICA (TRINTA E UMA VEZES) E QUADRILHA OU BANDO (ARTS. 171, 299 E 288 DO CP, RESPECTIVAMENTE). EXCESSO DE PRAZO NA INSTRUÇÃO CRIMINAL. JUSTIFICATIVA IDÔNEA. PACIENTE CONTUMAZ NA PRÁTICA DELITUOSA. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, COMO FORMA DE IMPEDIR A REITERAÇÃO DELITIVA. FUGA DO RÉU. CUSTÓDIA NECESSÁRIA PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇAO DA VIA ELEITA. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 2. O excesso de prazo na instrução criminal não resulta de simples operação aritmética. Complexidade do processo, retardamento injustificado, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos são fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento da instrução Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678753. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25 Ementa e Acórdão HC 112744 / RS criminal. 3. In casu, o Tribunal de origem justificou que o excesso de prazo na instrução criminal ocorreu em razão da complexidade do feito, do elevado número de corréus, da grande quantidade de crimes praticados e da necessidade da prática de vários atos processuais por carta precatória. 4. É certo que “o excesso de prazo decorre da complexidade do feito, em que se apuram diversos crimes (estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica), com pluralidade de réus (8 denunciados), sendo expedidas cartas precatórias às Comarcas de Carazinho/RS, Chapecó/SC, Xanxerê/SC, Bom Jesus/SC, Chapada/RS, Restinga Seca/RS e São Domingos/SC”. 5. Deveras, a fuga do paciente também deu causa ao excesso de prazo na instrução criminal, haja vista que o processo permaneceu sobrestado durante todo o tempo em que ele permaneceu foragido (de 6 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012). 6. “A custódia preventiva visando à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal” (HC 109.723, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.0612). No mesmo sentido: HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1º.09.11; HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11. 7. Sob esse ângulo, “a decretação da prisão preventiva visou à necessidade da garantia da ordem pública, tendo em vista a concreta periculosidade do paciente, contumaz na prática delitiva (‘registra inúmeras passagens criminais por delitos contra o patrimônio – fls. 635/641, inclusive com condenações (estelionatos, furtos, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade’), como também da aplicação da lei penal: ‘o indiciado César Augusto ‘não vem sendo localizado (IP Sarandi)’ (fl. 630), havendo necessidade a prisão também para assegurar a aplicação da lei penal’”. 8. In casu, as instâncias precedentes concluíram pela necessidade da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678753. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS criminal. 3. In casu, o Tribunal de origem justificou que o excesso de prazo na instrução criminal ocorreu em razão da complexidade do feito, do elevado número de corréus, da grande quantidade de crimes praticados e da necessidade da prática de vários atos processuais por carta precatória. 4. É certo que “o excesso de prazo decorre da complexidade do feito, em que se apuram diversos crimes (estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica), com pluralidade de réus (8 denunciados), sendo expedidas cartas precatórias às Comarcas de Carazinho/RS, Chapecó/SC, Xanxerê/SC, Bom Jesus/SC, Chapada/RS, Restinga Seca/RS e São Domingos/SC”. 5. Deveras, a fuga do paciente também deu causa ao excesso de prazo na instrução criminal, haja vista que o processo permaneceu sobrestado durante todo o tempo em que ele permaneceu foragido (de 6 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012). 6. “A custódia preventiva visando à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal” (HC 109.723, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.0612). No mesmo sentido: HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1º.09.11; HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11. 7. Sob esse ângulo, “a decretação da prisão preventiva visou à necessidade da garantia da ordem pública, tendo em vista a concreta periculosidade do paciente, contumaz na prática delitiva (‘registra inúmeras passagens criminais por delitos contra o patrimônio – fls. 635/641, inclusive com condenações (estelionatos, furtos, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade’), como também da aplicação da lei penal: ‘o indiciado César Augusto ‘não vem sendo localizado (IP Sarandi)’ (fl. 630), havendo necessidade a prisão também para assegurar a aplicação da lei penal’”. 8. In casu, as instâncias precedentes concluíram pela necessidade da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25 Ementa e Acórdão HC 112744 / RS prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal, em razão da dificuldade de se localizar o paciente, bem como para a garantia da ordem pública, tendo em vista que ele é contumaz na prática dos crimes pelos quais foi denunciado, havendo fundada probabilidade de reiteração criminosa 9. Impõe-se acrescentar, ainda, que a suposta fuga do paciente do estabelecimento prisional noticiada pelo Juízo de Origem, reiterou o mesmo em práticas criminosas, evidenciando sua nítida intenção de não se submeter à aplicação da lei penal, bem como confirmando que, se solto, voltará a delinquir. 10. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, e, por maioria de votos, em rejeitar a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678753. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal, em razão da dificuldade de se localizar o paciente, bem como para a garantia da ordem pública, tendo em vista que ele é contumaz na prática dos crimes pelos quais foi denunciado, havendo fundada probabilidade de reiteração criminosa 9. Impõe-se acrescentar, ainda, que a suposta fuga do paciente do estabelecimento prisional noticiada pelo Juízo de Origem, reiterou o mesmo em práticas criminosas, evidenciando sua nítida intenção de não se submeter à aplicação da lei penal, bem como confirmando que, se solto, voltará a delinquir. 10. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, e, por maioria de votos, em rejeitar a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25 Relatório 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :CEZAR AUGUSTO CIROLINI OU CESAR AUGUSTO CIROLINI IMPTE.(S) :ROBESPIERRE FERRAZZA TRINDADE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de CEZAR AUGUSTO CIROLINI ou CESAR AUGUSTO CIROLINI contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça sintetizado na seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO. ESTELIONATO. FORMAÇÃO DE QUADRILHA. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADORAS PRESENTES. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. NÃO OCORRÊNCIA. DECISÃO FUNDAMENTADA. PRECEDENTES. 1. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente fundamentada, retratar a necessidade da medida para as garantia da ordem pública e aplicação da lei penal. 2. No caso concreto, a prisão do paciente encontra-se fundamentada na periculosidade e no desrespeito às normas legais, demonstrados pela reiteração delitiva. 3. Improcede a alegação de excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal, diante da complexidade das circunstâncias dos procedimentos, sendo que, na espécie, a eventual demora se encontra justificada pela razoabilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :CEZAR AUGUSTO CIROLINI OU CESAR AUGUSTO CIROLINI IMPTE.(S) :ROBESPIERRE FERRAZZA TRINDADE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de CEZAR AUGUSTO CIROLINI ou CESAR AUGUSTO CIROLINI contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça sintetizado na seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO. ESTELIONATO. FORMAÇÃO DE QUADRILHA. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADORAS PRESENTES. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. NÃO OCORRÊNCIA. DECISÃO FUNDAMENTADA. PRECEDENTES. 1. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente fundamentada, retratar a necessidade da medida para as garantia da ordem pública e aplicação da lei penal. 2. No caso concreto, a prisão do paciente encontra-se fundamentada na periculosidade e no desrespeito às normas legais, demonstrados pela reiteração delitiva. 3. Improcede a alegação de excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal, diante da complexidade das circunstâncias dos procedimentos, sendo que, na espécie, a eventual demora se encontra justificada pela razoabilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25 Relatório HC 112744 / RS 4. Ordem denegada.” Colhe-se dos autos que o paciente e mais oito corréus foram denunciados como incursos nas sanções dos artigos 171 (vinte e nove vezes), 299 (trinta e uma vezes) e 288, do Código Penal (estelionato, falsidade ideológica e quadrilha ou bando, respectivamente), c/c os artigos 29, 61, inciso I, e 62, inciso II, do mesmo Código. Após o recebimento da denúncia, o Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo/RS decretou a prisão preventiva do paciente em 30.08.10, tendo o mandado sido cumprido em 16.09.10. Irresignada, a defesa impetrou, sucessivamente, habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e no Superior Tribunal de Justiça, alegando, em síntese, ausência de base concreta para a segregação cautelar e excesso de prazo na instrução criminal. Ambos os writs foram indeferidos. Neste habeas corpus, reitera as alegações suscitadas nas instâncias precedentes – ausência de base concreta para a segregação cautelar e excesso de prazo na instrução criminal. Requer a concessão de medida liminar a fim de que seja revogada a custódia cautelar do paciente ou, alternativamente, seja ela substituída por “medida cautelar diversa da prisão”. No mérito, pleiteia a confirmação da liminar. Antes de apreciar a medida liminar, determinei fosse oficiado ao Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo/RS, “visando obter informações a respeito da tramitação do Processo-Crime nº 21.0000.58831, devendo ser remetida cópia do mandado de prisão preventiva devidamente cumprido e da sentença penal eventualmente proferida”. Em atenção à comunicação expedida por esta Corte, aquele Juízo Criminal prestou informações, esclarecendo que o paciente evadiu-se do estabelecimento prisional em 16 de novembro de 2011, sendo recapturado 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS 4. Ordem denegada.” Colhe-se dos autos que o paciente e mais oito corréus foram denunciados como incursos nas sanções dos artigos 171 (vinte e nove vezes), 299 (trinta e uma vezes) e 288, do Código Penal (estelionato, falsidade ideológica e quadrilha ou bando, respectivamente), c/c os artigos 29, 61, inciso I, e 62, inciso II, do mesmo Código. Após o recebimento da denúncia, o Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo/RS decretou a prisão preventiva do paciente em 30.08.10, tendo o mandado sido cumprido em 16.09.10. Irresignada, a defesa impetrou, sucessivamente, habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e no Superior Tribunal de Justiça, alegando, em síntese, ausência de base concreta para a segregação cautelar e excesso de prazo na instrução criminal. Ambos os writs foram indeferidos. Neste habeas corpus, reitera as alegações suscitadas nas instâncias precedentes – ausência de base concreta para a segregação cautelar e excesso de prazo na instrução criminal. Requer a concessão de medida liminar a fim de que seja revogada a custódia cautelar do paciente ou, alternativamente, seja ela substituída por “medida cautelar diversa da prisão”. No mérito, pleiteia a confirmação da liminar. Antes de apreciar a medida liminar, determinei fosse oficiado ao Juízo da 3ª Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo/RS, “visando obter informações a respeito da tramitação do Processo-Crime nº 21.0000.58831, devendo ser remetida cópia do mandado de prisão preventiva devidamente cumprido e da sentença penal eventualmente proferida”. Em atenção à comunicação expedida por esta Corte, aquele Juízo Criminal prestou informações, esclarecendo que o paciente evadiu-se do estabelecimento prisional em 16 de novembro de 2011, sendo recapturado 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 25 Relatório HC 112744 / RS em 16 de abril de 2012, após a reiteração no cometimento dos crimes pelos quais foi denunciado. Ressaltou, ainda, que em razão da fuga, o processo-crime permaneceu sobrestado até o momento da recaptura. A medida liminar foi indeferida em decisão assim ementada: “PROCESSUAL PENAL E CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. EXCESSO DE PRAZO NA INSTRUÇÃO CRIMINAL JUSTIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. PACIENTE INTEGRANTE DE QUADRILHA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. INOCORRÊNCIA. MEDIDA LIMINAR INDEFERIDA. 1. O artigo 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal determina que ‘a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação’. 2. O excesso de prazo alegado não resulta de simples operação aritmética, porquanto deve considerar a complexidade do processo, o retardamento injustificado, os atos procrastinatórios da defesa e o número de réus envolvidos; fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal. 3. In casu, o excesso de prazo está justificado, pois, em razão da fuga do agente do interior do presídio, o processo- crime esteve sobrestado, até o momento da recaptura. Ademais, à primeira vista, parece razoável de demora na conclusão do processo, tendo em conta a diversidade de crimes praticados pela quadrilha e o grande número de corréus. 4. A prisão preventiva, in casu, está satisfatoriamente fundamentada na garantia da ordem pública. Isto porque, segundo o que consta nos autos, a periculosidade daquele resta evidenciada, não somente em razão da gravidade dos crimes, mas principalmente em virtude do modus operandi pelo qual a conduta, em tese delituosa, foi praticada, que extrapola o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS em 16 de abril de 2012, após a reiteração no cometimento dos crimes pelos quais foi denunciado. Ressaltou, ainda, que em razão da fuga, o processo-crime permaneceu sobrestado até o momento da recaptura. A medida liminar foi indeferida em decisão assim ementada: “PROCESSUAL PENAL E CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. EXCESSO DE PRAZO NA INSTRUÇÃO CRIMINAL JUSTIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. PACIENTE INTEGRANTE DE QUADRILHA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. INOCORRÊNCIA. MEDIDA LIMINAR INDEFERIDA. 1. O artigo 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal determina que ‘a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação’. 2. O excesso de prazo alegado não resulta de simples operação aritmética, porquanto deve considerar a complexidade do processo, o retardamento injustificado, os atos procrastinatórios da defesa e o número de réus envolvidos; fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal. 3. In casu, o excesso de prazo está justificado, pois, em razão da fuga do agente do interior do presídio, o processo- crime esteve sobrestado, até o momento da recaptura. Ademais, à primeira vista, parece razoável de demora na conclusão do processo, tendo em conta a diversidade de crimes praticados pela quadrilha e o grande número de corréus. 4. A prisão preventiva, in casu, está satisfatoriamente fundamentada na garantia da ordem pública. Isto porque, segundo o que consta nos autos, a periculosidade daquele resta evidenciada, não somente em razão da gravidade dos crimes, mas principalmente em virtude do modus operandi pelo qual a conduta, em tese delituosa, foi praticada, que extrapola o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 25 Relatório HC 112744 / RS convencional. 5. Deveras, a periculosidade do agente concretamente demonstrada, como no caso, acrescida da possibilidade de reiteração criminosa e a participação em organização criminosa são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar, a fim de garantir a ordem pública. Precedentes: HC n. 104.699/SP, 1ª Turma, Relatora a Ministra CÁRMEN LÚCIA, DJ de 23.11.10 e HC n. 103.107/MT, 1ª Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 29.11.10. 6. Pedido de concessão de liminar indeferido.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem, sob os seguintes fundamentos: “(...) 4. Não assiste razão ao impetrante. 5. Conforme asseverou o Superior Tribunal de Justiça, o excesso de prazo decorre da complexidade do feito, em que se apuram diversos crimes (estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica), com pluralidade de réus (8 denunciados), sendo expedidas cartas precatórias às Comarcas de Carazinho/RS, Chapecó/SC, Xanxerê/SC, Bom Jesus/SC, Chapada/RS, Restinga Seca/RS e São Domingos/SC: ‘A demora no processamento da ação penal provocada pela complexidade do feito, em tese, não configura constrangimento ilegal.’ (HC nº 98.842/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 25.6.2010). Ademais, a instrução criminal já foi encerrada. 6. Ademais, a decretação da prisão preventiva visou à necessidade da garantia da ordem pública, tendo em vista a concreta periculosidade do paciente, contumaz na prática delitiva (‘registra inúmeras passagens criminais por delitos contra o patrimônio – fls. 635/641, inclusive com condenações (estelionatos, furtos, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade’), como também da aplicação da lei penal: ‘o indiciado César Augusto 'não vem sendo localizado (IP Sarandi)' (fl. 630), havendo necessidade a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS convencional. 5. Deveras, a periculosidade do agente concretamente demonstrada, como no caso, acrescida da possibilidade de reiteração criminosa e a participação em organização criminosa são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar, a fim de garantir a ordem pública. Precedentes: HC n. 104.699/SP, 1ª Turma, Relatora a Ministra CÁRMEN LÚCIA, DJ de 23.11.10 e HC n. 103.107/MT, 1ª Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 29.11.10. 6. Pedido de concessão de liminar indeferido.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem, sob os seguintes fundamentos: “(...) 4. Não assiste razão ao impetrante. 5. Conforme asseverou o Superior Tribunal de Justiça, o excesso de prazo decorre da complexidade do feito, em que se apuram diversos crimes (estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica), com pluralidade de réus (8 denunciados), sendo expedidas cartas precatórias às Comarcas de Carazinho/RS, Chapecó/SC, Xanxerê/SC, Bom Jesus/SC, Chapada/RS, Restinga Seca/RS e São Domingos/SC: ‘A demora no processamento da ação penal provocada pela complexidade do feito, em tese, não configura constrangimento ilegal.’ (HC nº 98.842/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 25.6.2010). Ademais, a instrução criminal já foi encerrada. 6. Ademais, a decretação da prisão preventiva visou à necessidade da garantia da ordem pública, tendo em vista a concreta periculosidade do paciente, contumaz na prática delitiva (‘registra inúmeras passagens criminais por delitos contra o patrimônio – fls. 635/641, inclusive com condenações (estelionatos, furtos, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade’), como também da aplicação da lei penal: ‘o indiciado César Augusto 'não vem sendo localizado (IP Sarandi)' (fl. 630), havendo necessidade a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25 Relatório HC 112744 / RS prisão também para assegurar a aplicação da lei penal’. 7. Não bastasse, as informações do juízo processante dão conta de que, no dia 16.11.2011, o paciente fugiu do interior do Presídio Regional de Passo Fundo, sendo recapturado em 16 de abril de 2012, cometendo delito da mesma espécie em que fora denunciado na ação penal, dessa feita na cidade de Cruz Alta/RS. Em virtude da fuga empreendida pelo agente, o processo-crime permaneceu sobrestado até o momento da recaptura. Como se vê, existem motivos concretos/suficientes para a manutenção segregação cautelar, não havendo falar em substituição por medida diversa da prisão.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS prisão também para assegurar a aplicação da lei penal’. 7. Não bastasse, as informações do juízo processante dão conta de que, no dia 16.11.2011, o paciente fugiu do interior do Presídio Regional de Passo Fundo, sendo recapturado em 16 de abril de 2012, cometendo delito da mesma espécie em que fora denunciado na ação penal, dessa feita na cidade de Cruz Alta/RS. Em virtude da fuga empreendida pelo agente, o processo-crime permaneceu sobrestado até o momento da recaptura. Como se vê, existem motivos concretos/suficientes para a manutenção segregação cautelar, não havendo falar em substituição por medida diversa da prisão.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto a taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1º.10.99, é elucidativa e precisa quanto a taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS CARÁTER PENAL (CPC, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (CF, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Segunda Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (CF, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Segunda Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Todavia, não existe, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. A controvérsia deste writ refere-se à eventual caracterização de excesso de prazo na instrução criminal e à existência, ou não, de base concreta para a prisão preventiva do paciente. No tocante à alegação de excesso de prazo, verifica-se que o artigo 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal determina que “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. Sobre o tema, Paulo Bonavides leciona que: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Todavia, não existe, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. A controvérsia deste writ refere-se à eventual caracterização de excesso de prazo na instrução criminal e à existência, ou não, de base concreta para a prisão preventiva do paciente. No tocante à alegação de excesso de prazo, verifica-se que o artigo 5º, inciso LXXVIII, da Constituição Federal determina que “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. Sobre o tema, Paulo Bonavides leciona que: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS “O inciso LXXVIII, do art. 5º, quando se refere ao direito à duração razoável do processo, expressa que este direito requer os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. Desta forma, explicita-se que o direito à duração razoável do processo exige prestações positivas do legislador, do administrador e do juiz. (...) O direito à razoável duração do processo é agora garantido por um postulado constitucional autônomo (inc. LXXVIII), tornando fora de dúvida o dever de o Estado dar tempestividade à tutela jurisdicional, mediante atuações do legislador, do administrador e do juiz. De outra parte, é preciso atenção para a circunstância de que o inciso LXXVIII fala em duração razoável do processo, e não em celeridade da tutela jurisdicional do direito. Ou melhor: a norma não garante apenas tutela jurisdicional tempestiva ao autor, mas também confere ao demandado e à sociedade o direito à razoável duração do processo. O réu também tem direito à celeridade do processo, embora o seu interesse não tenha a mesma qualidade do interesse do autor. O direito do demandado à celeridade do processo, mais do que exigir prestações positivas do Estado, tem a configuração de direito de defesa, constituindo uma garantia do cidadão contra o Estado, precisamente uma garantia de que não será submetido ao poder estatal – jurisdicional ou administrativo – por mais tempo do que o necessário. A sociedade, ou aqueles que não participam do processo como partes, igualmente tem o direito de ver os processos desenvolvidos em tempo razoável. (...) A questão temporal tem grande importância quando se está diante da tutela jurisdicional dos direitos. A jurisdição tem o dever de tutelar os direitos, fundamentais ou não. A tutela jurisdicional dos direitos é certamente indissociável da dimensão do tempo, pois tutelar de forma intempestiva 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS “O inciso LXXVIII, do art. 5º, quando se refere ao direito à duração razoável do processo, expressa que este direito requer os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. Desta forma, explicita-se que o direito à duração razoável do processo exige prestações positivas do legislador, do administrador e do juiz. (...) O direito à razoável duração do processo é agora garantido por um postulado constitucional autônomo (inc. LXXVIII), tornando fora de dúvida o dever de o Estado dar tempestividade à tutela jurisdicional, mediante atuações do legislador, do administrador e do juiz. De outra parte, é preciso atenção para a circunstância de que o inciso LXXVIII fala em duração razoável do processo, e não em celeridade da tutela jurisdicional do direito. Ou melhor: a norma não garante apenas tutela jurisdicional tempestiva ao autor, mas também confere ao demandado e à sociedade o direito à razoável duração do processo. O réu também tem direito à celeridade do processo, embora o seu interesse não tenha a mesma qualidade do interesse do autor. O direito do demandado à celeridade do processo, mais do que exigir prestações positivas do Estado, tem a configuração de direito de defesa, constituindo uma garantia do cidadão contra o Estado, precisamente uma garantia de que não será submetido ao poder estatal – jurisdicional ou administrativo – por mais tempo do que o necessário. A sociedade, ou aqueles que não participam do processo como partes, igualmente tem o direito de ver os processos desenvolvidos em tempo razoável. (...) A questão temporal tem grande importância quando se está diante da tutela jurisdicional dos direitos. A jurisdição tem o dever de tutelar os direitos, fundamentais ou não. A tutela jurisdicional dos direitos é certamente indissociável da dimensão do tempo, pois tutelar de forma intempestiva 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS equivale a não proteger ou a proteger de forma indevida. Porém, o juiz tem o dever de prestar a tutela jurisdicional em prazo razoável, não somente para tutelar os direitos, mas igualmente para que o réu tenha um processo justo. Não é justo submeter o réu aos males da pendência processual por um prazo desrazoável. (...) No processo penal, a celeridade interessa, em uma dada perspectiva, à vítima, à sociedade e ao próprio Ministério Público, e, em outra, ao réu, uma vez que a demora, colocando sob suspeita a sua inocência, pode trazer-lhe prejuízos sensíveis. Porém, a lentidão tem trazido real preocupação em caso de decisão restritiva de liberdade ou de direito tomada no curso do processo penal.” (Bonavides, Paulo; Miranda, Jorge; Agra, Walber de Moura Agra. Comentários à Constituição Federal de 1988. 1ª ed. - Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2009, págs. 310, 311, 315, 324 e 325). Todavia, o excesso de prazo na instrução criminal não resulta de simples operação aritmética. Complexidade do processo, retardamento injustificado, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos são fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal. Ainda lição de Paulo Bonavides: “O ato judicial, para importar em violação do direito fundamental, deve gerar demora injustificada. A injustificativa é imanente ao ato comissivo ou equivocado – que determina a utilização de uma técnica processual em lugar de outra. (...) Entende-se que o réu não pode ficar preso por tempo superior a 81 dias, sem o término da instrução probatória. (...) o prazo de 81 dias, por ser estabelecido de forma abstrata e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS equivale a não proteger ou a proteger de forma indevida. Porém, o juiz tem o dever de prestar a tutela jurisdicional em prazo razoável, não somente para tutelar os direitos, mas igualmente para que o réu tenha um processo justo. Não é justo submeter o réu aos males da pendência processual por um prazo desrazoável. (...) No processo penal, a celeridade interessa, em uma dada perspectiva, à vítima, à sociedade e ao próprio Ministério Público, e, em outra, ao réu, uma vez que a demora, colocando sob suspeita a sua inocência, pode trazer-lhe prejuízos sensíveis. Porém, a lentidão tem trazido real preocupação em caso de decisão restritiva de liberdade ou de direito tomada no curso do processo penal.” (Bonavides, Paulo; Miranda, Jorge; Agra, Walber de Moura Agra. Comentários à Constituição Federal de 1988. 1ª ed. - Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2009, págs. 310, 311, 315, 324 e 325). Todavia, o excesso de prazo na instrução criminal não resulta de simples operação aritmética. Complexidade do processo, retardamento injustificado, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos são fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal. Ainda lição de Paulo Bonavides: “O ato judicial, para importar em violação do direito fundamental, deve gerar demora injustificada. A injustificativa é imanente ao ato comissivo ou equivocado – que determina a utilização de uma técnica processual em lugar de outra. (...) Entende-se que o réu não pode ficar preso por tempo superior a 81 dias, sem o término da instrução probatória. (...) o prazo de 81 dias, por ser estabelecido de forma abstrata e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS matemática para atender de modo uniforme a todo e qualquer caso é, exatamente por isso, absolutamente incapaz de responder de maneira adequada a todos os casos concretos. Não havendo a fixação legal de prazo máximo para a prisão provisória, este não deve ser concebido, pelos tribunais, como se os crimes e os procedimentos fossem iguais, mas sim em conformidade com as diversas situações particulares.” (Bonavides, Paulo; Miranda, Jorge; Agra, Walber de Moura Agra. Comentários à Constituição Federal de 1988. 1ª ed. - Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2009, págs. 315 e 325). No mesmo sentido, assentou-se a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal: “Ementa: Penal e processual penal. Habeas corpus. Tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes – arts. 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006. Excesso de prazo da instrução criminal. Razoabilidade: número de réus e complexidade do processo. Superveniência de sentença condenatória. Insubsistência da alegação de excesso de prazo. 1. O excesso de prazo da instrução criminal não resulta de simples operação aritmética, impondo-se considerar a complexidade do processo, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos, fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento: HC 104845/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ de 10/8/2010; HC 101110/CE, Rel. Min. Eros Grau, 2ªTurma, DJ de 12/2/2010; HC 96775/PA, red. P/ acórdão Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ de 28/5/2010. 2. In casu, a complexidade da ação penal, envolvendo vários corréus presos em flagrante com mais de cinco quilos de cocaína e denunciados por tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes, bem como a necessidade de expedição de cartas precatórias, indicam ser razoável a dilação do prazo de encerramento. 3. A superveniente prolação de sentença condenatória torna insubsistente a alegação de excesso de prazo da instrução 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS matemática para atender de modo uniforme a todo e qualquer caso é, exatamente por isso, absolutamente incapaz de responder de maneira adequada a todos os casos concretos. Não havendo a fixação legal de prazo máximo para a prisão provisória, este não deve ser concebido, pelos tribunais, como se os crimes e os procedimentos fossem iguais, mas sim em conformidade com as diversas situações particulares.” (Bonavides, Paulo; Miranda, Jorge; Agra, Walber de Moura Agra. Comentários à Constituição Federal de 1988. 1ª ed. - Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2009, págs. 315 e 325). No mesmo sentido, assentou-se a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal: “Ementa: Penal e processual penal. Habeas corpus. Tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes – arts. 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006. Excesso de prazo da instrução criminal. Razoabilidade: número de réus e complexidade do processo. Superveniência de sentença condenatória. Insubsistência da alegação de excesso de prazo. 1. O excesso de prazo da instrução criminal não resulta de simples operação aritmética, impondo-se considerar a complexidade do processo, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos, fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento: HC 104845/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ de 10/8/2010; HC 101110/CE, Rel. Min. Eros Grau, 2ªTurma, DJ de 12/2/2010; HC 96775/PA, red. P/ acórdão Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJ de 28/5/2010. 2. In casu, a complexidade da ação penal, envolvendo vários corréus presos em flagrante com mais de cinco quilos de cocaína e denunciados por tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes, bem como a necessidade de expedição de cartas precatórias, indicam ser razoável a dilação do prazo de encerramento. 3. A superveniente prolação de sentença condenatória torna insubsistente a alegação de excesso de prazo da instrução 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS criminal, consoante entendimento desta Corte: HC 103020/SP, rel. min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ de 6/5/2011; RHC 95207/PI, rel. min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJ de 15/2/2011; HC 93023 AgR / RJ , rel. min. Carlos Britto, 1ª Turma, DJ de 24/4/2009. 4. Ordem denegada.” - Sem grifos no original (HC 108.426, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 07.08.12) “EMENTA Habeas corpus. Processual Penal. Organização criminosa com repercussão interestadual voltada para o tráfico de drogas. Prisão preventiva decretada. Alegada falta de fundamentação. Não ocorrência. Fundamentação idônea. Excesso de prazo na conclusão da instrução criminal. Complexidade do feito. Razoabilidade. Precedentes. Pedido de extensão dos efeitos do julgado proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que concedeu a liberdade a outros supostos corréus. Impossibilidade. Pleito que deve ser dirigido ao órgão jurisdicional que concedeu o benefício. Não conhecimento. Precedentes. Ordem parcialmente conhecida e denegada. 1. A análise da decisão que manteve a segregação cautelar do paciente autoriza o reconhecimento de que existem fundamentos suficientes para justificar a privação processual de sua liberdade, porque revestido da necessária cautelaridade, não sendo suficientes os argumentos contidos na impetração para justificar a revogação daquela prisão. 2. O lapso temporal transcorrido entre a prisão preventiva e a presente data, por si só, não induz à conclusão de que esteja ocorrendo o excesso, mormente se considerado que o feito vem tendo regular processamento, tendo em vista a complexidade do processo, que conta com 7 (sete) volumes, e a necessidade de expedição de cartas precatórias. 3. O pedido de extensão dos efeitos do julgado proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que concedeu a liberdade a outros supostos corréus, não deve ser conhecido, pois, segundo a jurisprudência da Corte, o órgão jurisdicional competente para apreciar tal pedido de extensão é aquele que concedeu o benefício. 4. Ordem parcialmente 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS criminal, consoante entendimento desta Corte: HC 103020/SP, rel. min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJ de 6/5/2011; RHC 95207/PI, rel. min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJ de 15/2/2011; HC 93023 AgR / RJ , rel. min. Carlos Britto, 1ª Turma, DJ de 24/4/2009. 4. Ordem denegada.” - Sem grifos no original (HC 108.426, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 07.08.12) “EMENTA Habeas corpus. Processual Penal. Organização criminosa com repercussão interestadual voltada para o tráfico de drogas. Prisão preventiva decretada. Alegada falta de fundamentação. Não ocorrência. Fundamentação idônea. Excesso de prazo na conclusão da instrução criminal. Complexidade do feito. Razoabilidade. Precedentes. Pedido de extensão dos efeitos do julgado proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que concedeu a liberdade a outros supostos corréus. Impossibilidade. Pleito que deve ser dirigido ao órgão jurisdicional que concedeu o benefício. Não conhecimento. Precedentes. Ordem parcialmente conhecida e denegada. 1. A análise da decisão que manteve a segregação cautelar do paciente autoriza o reconhecimento de que existem fundamentos suficientes para justificar a privação processual de sua liberdade, porque revestido da necessária cautelaridade, não sendo suficientes os argumentos contidos na impetração para justificar a revogação daquela prisão. 2. O lapso temporal transcorrido entre a prisão preventiva e a presente data, por si só, não induz à conclusão de que esteja ocorrendo o excesso, mormente se considerado que o feito vem tendo regular processamento, tendo em vista a complexidade do processo, que conta com 7 (sete) volumes, e a necessidade de expedição de cartas precatórias. 3. O pedido de extensão dos efeitos do julgado proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que concedeu a liberdade a outros supostos corréus, não deve ser conhecido, pois, segundo a jurisprudência da Corte, o órgão jurisdicional competente para apreciar tal pedido de extensão é aquele que concedeu o benefício. 4. Ordem parcialmente 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS conhecida e denegada.” - Sem grifos no original (HC 108.353, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 29.08.12) “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXTENSÃO DE BENEFÍCIO CONCEDIDO A CORRÉUS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE DE SITUAÇÕES. EXCESSO DE PRAZO NÃO CARACTERIZADO. COMPLEXIDADE DA CAUSA. ORDEM DENEGADA. 1. A participação relevante do paciente em grupo criminoso organizado envolvido no tráfico internacional de drogas, com aquisição de cocaína da Bolívia e sua posterior revenda no Brasil, é suficiente para caracterizar risco de reiteração delitiva e à ordem pública. 2. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3. O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este associado a um mundo de violência, desespero e morte para as suas vítimas e para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir na análise dos casos concretos. 4. Não há arbitrariedade na manutenção da prisão do paciente mesmo com outros acusados soltos, pois diversas as responsabilidades criminais e as situações individuais, não sendo aplicável o disposto no art. 580 do Código de Processo Penal se não há similaridade das condições pessoais. 5. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto. Elementos constantes dos autos indicativos da complexidade 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS conhecida e denegada.” - Sem grifos no original (HC 108.353, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 29.08.12) “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXTENSÃO DE BENEFÍCIO CONCEDIDO A CORRÉUS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE DE SITUAÇÕES. EXCESSO DE PRAZO NÃO CARACTERIZADO. COMPLEXIDADE DA CAUSA. ORDEM DENEGADA. 1. A participação relevante do paciente em grupo criminoso organizado envolvido no tráfico internacional de drogas, com aquisição de cocaína da Bolívia e sua posterior revenda no Brasil, é suficiente para caracterizar risco de reiteração delitiva e à ordem pública. 2. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3. O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este associado a um mundo de violência, desespero e morte para as suas vítimas e para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir na análise dos casos concretos. 4. Não há arbitrariedade na manutenção da prisão do paciente mesmo com outros acusados soltos, pois diversas as responsabilidades criminais e as situações individuais, não sendo aplicável o disposto no art. 580 do Código de Processo Penal se não há similaridade das condições pessoais. 5. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto. Elementos constantes dos autos indicativos da complexidade 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS do feito: existência de organização criminosa bem estruturada, com atuação no tráfico internacional de drogas entre Bolívia e Brasil, e com ramificações para várias unidades federativas; trinta acusados, alguns presos em Estados diversos daquele do Juízo; acusados com advogados distintos; necessidade de expedição de várias cartas precatórias – fatores que justificam a demora no encerramento da instrução criminal. Excesso de prazo não caracterizado. 7. Habeas corpus denegado.” - Sem grifos no original (HC 108.514, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 21.06.12) In casu, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul justificou que o excesso de prazo na instrução criminal ocorreu em razão da complexidade do feito, do elevado número de corréus, da grande quantidade de crimes praticados e da necessidade de vários atos processuais serem praticados por carta precatória. Transcrevo o seguinte trecho do voto condutor do julgamento do habeas corpus impetrado na Corte Estadual: “Incontestável o fato de que o paciente, por conta de prisão preventiva, está recolhido ao cárcere por tempo muito superior ao estimado pelas normas do processo, tanto que efetivada sua segregação no dia 16 de setembro de 2010. Entretanto, as circunstâncias absolutamente excepcionais do caso afastam a idéia de ilegalidade desse constrangimento, para o que, como sempre repetido na cena judicial, indispensável a verificação da desídia ou mau funcionamento do aparato judiciário. Com efeito, cuida-se, a ação penal a que responde o paciente, em cujos autos decretada sua prisão preventiva, de feito a que respondem 9 réus e no qual desfiadas 61 imputações delituosas! Por outra, as citações tiveram de se dar por precatórias, duas delas para comarcas de outra unidade da federação. A instrução, ainda, exigiu expedição de precatórias para as comarcas de Chapecó, Xanxerê e São Domingos, todas do 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS do feito: existência de organização criminosa bem estruturada, com atuação no tráfico internacional de drogas entre Bolívia e Brasil, e com ramificações para várias unidades federativas; trinta acusados, alguns presos em Estados diversos daquele do Juízo; acusados com advogados distintos; necessidade de expedição de várias cartas precatórias – fatores que justificam a demora no encerramento da instrução criminal. Excesso de prazo não caracterizado. 7. Habeas corpus denegado.” - Sem grifos no original (HC 108.514, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 21.06.12) In casu, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul justificou que o excesso de prazo na instrução criminal ocorreu em razão da complexidade do feito, do elevado número de corréus, da grande quantidade de crimes praticados e da necessidade de vários atos processuais serem praticados por carta precatória. Transcrevo o seguinte trecho do voto condutor do julgamento do habeas corpus impetrado na Corte Estadual: “Incontestável o fato de que o paciente, por conta de prisão preventiva, está recolhido ao cárcere por tempo muito superior ao estimado pelas normas do processo, tanto que efetivada sua segregação no dia 16 de setembro de 2010. Entretanto, as circunstâncias absolutamente excepcionais do caso afastam a idéia de ilegalidade desse constrangimento, para o que, como sempre repetido na cena judicial, indispensável a verificação da desídia ou mau funcionamento do aparato judiciário. Com efeito, cuida-se, a ação penal a que responde o paciente, em cujos autos decretada sua prisão preventiva, de feito a que respondem 9 réus e no qual desfiadas 61 imputações delituosas! Por outra, as citações tiveram de se dar por precatórias, duas delas para comarcas de outra unidade da federação. A instrução, ainda, exigiu expedição de precatórias para as comarcas de Chapecó, Xanxerê e São Domingos, todas do 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS Estado de Santa Catarina, e Carazinho. Perante o juízo por onde se processa a ação penal, as provas que ali haveriam de se realizar foram produzidas na audiência realizada em 10 de maio último. Tudo, a partir de então, ficando na pendência do cumprimento de precatória em Chapecó, comarca onde certificado não ter ingressado a carta que lhe foi dirigida, o que exigiu nova carta, expedida no dia 21 de setembro. Então, como se vê, a demora, no caso, encontra justificativa aceitável.” Acrescente-se, ainda, que, conforme informou o Juízo de Origem, a fuga do paciente também deu causa ao excesso de prazo na instrução criminal, haja vista que o processo permaneceu sobrestado durante todo o tempo em que ele permaneceu foragido (de 6 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012). Por outro lado, com relação à alegada ausência de base concreta para a prisão preventiva, também não assiste razão ao impetrante. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a custódia preventiva visando à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal” (HC 109.723, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.0612). No mesmo sentido, os seguintes acórdãos: “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO CRIMINOSA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVA. INVIABILIDADE DA VIA ELEITA. ORDEM DENEGADA. 1. A prisão preventiva fundou-se na garantia da ordem pública, dado o risco da reiteração criminosa por parte do paciente. 2. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS Estado de Santa Catarina, e Carazinho. Perante o juízo por onde se processa a ação penal, as provas que ali haveriam de se realizar foram produzidas na audiência realizada em 10 de maio último. Tudo, a partir de então, ficando na pendência do cumprimento de precatória em Chapecó, comarca onde certificado não ter ingressado a carta que lhe foi dirigida, o que exigiu nova carta, expedida no dia 21 de setembro. Então, como se vê, a demora, no caso, encontra justificativa aceitável.” Acrescente-se, ainda, que, conforme informou o Juízo de Origem, a fuga do paciente também deu causa ao excesso de prazo na instrução criminal, haja vista que o processo permaneceu sobrestado durante todo o tempo em que ele permaneceu foragido (de 6 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012). Por outro lado, com relação à alegada ausência de base concreta para a prisão preventiva, também não assiste razão ao impetrante. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a custódia preventiva visando à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal” (HC 109.723, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.0612). No mesmo sentido, os seguintes acórdãos: “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO CRIMINOSA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVA. INVIABILIDADE DA VIA ELEITA. ORDEM DENEGADA. 1. A prisão preventiva fundou-se na garantia da ordem pública, dado o risco da reiteração criminosa por parte do paciente. 2. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS Como já decidiu esta Corte, ‘a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos’ (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 03.06.2005). Nessa linha, deve-se considerar também o ‘perigo que o agente representa para a sociedade como fundamento apto à manutenção da segregação’ (HC 90.398/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 17.05.2007). 3. O entendimento assentado pelo juiz se coaduna com a orientação pacífica do Supremo Tribunal Federal de que a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão preventiva. Precedentes. 4. A apreciação da nulidade da perícia realizada na vítima implicaria aprofundado exame de fatos e provas, o que é inviável na via estreita do habeas corpus. 5. Primariedade, bons antecedentes, residência fixa e profissão lícita são circunstâncias que, por si sós, não afastam a possibilidade da preventiva. Precedentes. 6. Writ denegado.” (HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11) “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS E FINANCIAMENTO AO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA MANTENDO A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. GARANTIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ENCERRAMENTO DA FASE PROBATÓRIA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REAL POSSIBILIDADE DE FUGA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. FUNÇÃO DE CHEFIA EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGAS: CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, consideradas a quantidade de drogas 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS Como já decidiu esta Corte, ‘a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos’ (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 03.06.2005). Nessa linha, deve-se considerar também o ‘perigo que o agente representa para a sociedade como fundamento apto à manutenção da segregação’ (HC 90.398/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 17.05.2007). 3. O entendimento assentado pelo juiz se coaduna com a orientação pacífica do Supremo Tribunal Federal de que a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão preventiva. Precedentes. 4. A apreciação da nulidade da perícia realizada na vítima implicaria aprofundado exame de fatos e provas, o que é inviável na via estreita do habeas corpus. 5. Primariedade, bons antecedentes, residência fixa e profissão lícita são circunstâncias que, por si sós, não afastam a possibilidade da preventiva. Precedentes. 6. Writ denegado.” (HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11) “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS E FINANCIAMENTO AO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA MANTENDO A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. GARANTIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ENCERRAMENTO DA FASE PROBATÓRIA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REAL POSSIBILIDADE DE FUGA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. FUNÇÃO DE CHEFIA EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGAS: CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, consideradas a quantidade de drogas 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS apreendida e a participação do Paciente em organização criminosa, o exercício de chefia e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, não desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a garantia da instrução criminal não constitui fundamento válido da prisão preventiva do condenado. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, mesmo após a sentença penal, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção. 5. Ordem denegada.” (HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1º.09.11) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E NA CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REQUISITOS DO ART. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL CONCRETAMENTE DEMONSTRADOS: AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA INCONTESTÁVEL. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. Decretação da prisão preventiva, baseada na garantia da ordem pública, na conveniência da instrução criminal e na necessidade de assegurar a aplicação da lei penal, devidamente fundamentada em fatos concretos a justificar a prisão cautelar, especialmente em razão da participação da Paciente em organização criminosa, da possibilidade de reiteração delituosa e da fuga do distrito da culpa, situação que perdura até a presente data. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11) In casu, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, ao 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS apreendida e a participação do Paciente em organização criminosa, o exercício de chefia e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, não desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a garantia da instrução criminal não constitui fundamento válido da prisão preventiva do condenado. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, mesmo após a sentença penal, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção. 5. Ordem denegada.” (HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1º.09.11) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E NA CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REQUISITOS DO ART. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL CONCRETAMENTE DEMONSTRADOS: AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA INCONTESTÁVEL. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. Decretação da prisão preventiva, baseada na garantia da ordem pública, na conveniência da instrução criminal e na necessidade de assegurar a aplicação da lei penal, devidamente fundamentada em fatos concretos a justificar a prisão cautelar, especialmente em razão da participação da Paciente em organização criminosa, da possibilidade de reiteração delituosa e da fuga do distrito da culpa, situação que perdura até a presente data. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11) In casu, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, ao 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS julgar o writ lá impetrado, concluiu pela necessidade da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal, em razão da dificuldade de se localizar o paciente, bem como para a garantia da ordem pública, tendo em vista que ele é contumaz na prática dos crimes pelos quais foi denunciado, havendo fundada probabilidade de reiteração criminosa. Transcrevo o seguinte trecho do voto condutor daquele julgamento: “Por outro lado, importa, ao desate do feito, juízo de proporcionalidade entre a demora e a necessidade da prisão provisória. Quanto mais necessária a prisão, e maior a flexibilidade a conferir à estrita observância dos prazos legais. Com esses olhos, destaco que a necessidade da segregação, já firmada quando do julgamento de anterior impetração (há, inclusive, uma ação similar no Superior Tribunal de Justiça), resulta da natureza dos fatos atribuídos ao paciente, e, bem assim, de seu perfil pessoal absolutamente desfavorável. Feitas essas breves considerações, reporto-me, no mais, ao parecer da ínclita Procuradora de Justiça SÍLVIA CAPPELLI, cujos fundamentos também adoto como razões de decidir, ‘in verbis’: ‘Não assiste razão ao impetrante, não há constrangimento ilegal a ser reparado pela via de habeas corpus. O paciente teve prisão preventiva decretada em 30/08/2010, pela prática dos delitos de formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica, com fundamento na garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal. A prisão preventiva é cabível à espécie, nos termos da nova redação do art. 313, I, do Código de Processo Penal, considerando que os delitos em tese praticados pelo paciente são dolosos, punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 04 anos – estelionato, pena de reclusão de 01 a 05 anos; falsidade ideológica, pena de reclusão de 01 a 05 anos; e formação de quadrilha, pena de 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS julgar o writ lá impetrado, concluiu pela necessidade da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal, em razão da dificuldade de se localizar o paciente, bem como para a garantia da ordem pública, tendo em vista que ele é contumaz na prática dos crimes pelos quais foi denunciado, havendo fundada probabilidade de reiteração criminosa. Transcrevo o seguinte trecho do voto condutor daquele julgamento: “Por outro lado, importa, ao desate do feito, juízo de proporcionalidade entre a demora e a necessidade da prisão provisória. Quanto mais necessária a prisão, e maior a flexibilidade a conferir à estrita observância dos prazos legais. Com esses olhos, destaco que a necessidade da segregação, já firmada quando do julgamento de anterior impetração (há, inclusive, uma ação similar no Superior Tribunal de Justiça), resulta da natureza dos fatos atribuídos ao paciente, e, bem assim, de seu perfil pessoal absolutamente desfavorável. Feitas essas breves considerações, reporto-me, no mais, ao parecer da ínclita Procuradora de Justiça SÍLVIA CAPPELLI, cujos fundamentos também adoto como razões de decidir, ‘in verbis’: ‘Não assiste razão ao impetrante, não há constrangimento ilegal a ser reparado pela via de habeas corpus. O paciente teve prisão preventiva decretada em 30/08/2010, pela prática dos delitos de formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica, com fundamento na garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal. A prisão preventiva é cabível à espécie, nos termos da nova redação do art. 313, I, do Código de Processo Penal, considerando que os delitos em tese praticados pelo paciente são dolosos, punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 04 anos – estelionato, pena de reclusão de 01 a 05 anos; falsidade ideológica, pena de reclusão de 01 a 05 anos; e formação de quadrilha, pena de 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS reclusão de 01 a 03 anos. A aplicação de outra medida cautelar, conforme preceitua o art. 282, § 6º, do Código de Processo Penal, não se mostra adequada no presente caso, considerando inclusive que houve, anteriormente, dificuldade em localizar o paciente, segundo relatório da Autoridade Policial (fl. não numerada, apenso). Analisando-se o caso, conclui-se, ainda, que há razões suficientes para a manutenção da segregação cautelar do paciente. A garantia da ordem pública se impõe. Como leciona Nucci1, no que se refere à garantia da Ordem Pública, esta se caracteriza pelo binômio ‘Gravidade da Infração’ e ‘Repercussão Social’. (…) Com efeito, é inegável a gravidade dos crimes imputados ao paciente, que estava envolvido em quadrilha que, supostamente, desviava cargas de empresas em toda a região Norte do Estado. Ademais, o paciente registra diversos processos criminais contra si, possuindo condenações pela prática dos crimes de estelionato, furto, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade, demonstrando sua reiteração na prática delitiva. Já decidiu esta colenda Câmara que a reiteração criminosa é motivo suficiente para constituir gravame à ordem pública” - Sem grifos no original. Ademais, a fuga do paciente do estabelecimento prisional noticiada pelo Juízo de Origem evidencia sua nítida intenção de não se submeter à aplicação da lei penal, bem como confirma que, se solto, ele voltará a delinquir, haja vista que no período em que permaneceu foragido, voltou a praticar os crimes pelos quais foi denunciado. Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS reclusão de 01 a 03 anos. A aplicação de outra medida cautelar, conforme preceitua o art. 282, § 6º, do Código de Processo Penal, não se mostra adequada no presente caso, considerando inclusive que houve, anteriormente, dificuldade em localizar o paciente, segundo relatório da Autoridade Policial (fl. não numerada, apenso). Analisando-se o caso, conclui-se, ainda, que há razões suficientes para a manutenção da segregação cautelar do paciente. A garantia da ordem pública se impõe. Como leciona Nucci1, no que se refere à garantia da Ordem Pública, esta se caracteriza pelo binômio ‘Gravidade da Infração’ e ‘Repercussão Social’. (…) Com efeito, é inegável a gravidade dos crimes imputados ao paciente, que estava envolvido em quadrilha que, supostamente, desviava cargas de empresas em toda a região Norte do Estado. Ademais, o paciente registra diversos processos criminais contra si, possuindo condenações pela prática dos crimes de estelionato, furto, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade, demonstrando sua reiteração na prática delitiva. Já decidiu esta colenda Câmara que a reiteração criminosa é motivo suficiente para constituir gravame à ordem pública” - Sem grifos no original. Ademais, a fuga do paciente do estabelecimento prisional noticiada pelo Juízo de Origem evidencia sua nítida intenção de não se submeter à aplicação da lei penal, bem como confirma que, se solto, ele voltará a delinquir, haja vista que no período em que permaneceu foragido, voltou a praticar os crimes pelos quais foi denunciado. Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, aprecio apenas o dado objetivo, a passagem do tempo. Mesmo subtraindo o período de cinco meses em que o paciente esteve foragido, de 16 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012, está sob a custódia do Estado, sem culpa formada, há dois anos, um mês e dezesseis dias. Para mim, esse período configura o excesso de prazo. Peço vênia aos colegas que entendem de forma diversa para implementar, de ofício, a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3643124. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, aprecio apenas o dado objetivo, a passagem do tempo. Mesmo subtraindo o período de cinco meses em que o paciente esteve foragido, de 16 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012, está sob a custódia do Estado, sem culpa formada, há dois anos, um mês e dezesseis dias. Para mim, esse período configura o excesso de prazo. Peço vênia aos colegas que entendem de forma diversa para implementar, de ofício, a ordem. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3643124. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25 Extrato de Ata - 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.744 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : CEZAR AUGUSTO CIROLINI OU CESAR AUGUSTO CIROLINI IMPTE.(S) : ROBESPIERRE FERRAZZA TRINDADE COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642245 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.744 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : CEZAR AUGUSTO CIROLINI OU CESAR AUGUSTO CIROLINI IMPTE.(S) : ROBESPIERRE FERRAZZA TRINDADE COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642245 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3773153
2013-04-02T00:00:00
2013-05-10T00:00:00
Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: CF, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. ESTELIONATO (VINTE E NOVE VEZES), FALSIDADE IDEOLÓGICA (TRINTA E UMA VEZES) E QUADRILHA OU BANDO (ARTS. 171, 299 E 288 DO CP, RESPECTIVAMENTE). EXCESSO DE PRAZO NA INSTRUÇÃO CRIMINAL. JUSTIFICATIVA IDÔNEA. PACIENTE CONTUMAZ NA PRÁTICA DELITUOSA. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, COMO FORMA DE IMPEDIR A REITERAÇÃO DELITIVA. FUGA DO RÉU. CUSTÓDIA NECESSÁRIA PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇAO DA VIA ELEITA. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 2. O excesso de prazo na instrução criminal não resulta de simples operação aritmética. Complexidade do processo, retardamento injustificado, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos são fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal. 3. In casu, o Tribunal de origem justificou que o excesso de prazo na instrução criminal ocorreu em razão da complexidade do feito, do elevado número de corréus, da grande quantidade de crimes praticados e da necessidade da prática de vários atos processuais por carta precatória. 4. É certo que “o excesso de prazo decorre da complexidade do feito, em que se apuram diversos crimes (estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica), com pluralidade de réus (8 denunciados), sendo expedidas cartas precatórias às Comarcas de Carazinho/RS, Chapecó/SC, Xanxerê/SC, Bom Jesus/SC, Chapada/RS, Restinga Seca/RS e São Domingos/SC”. 5. Deveras, a fuga do paciente também deu causa ao excesso de prazo na instrução criminal, haja vista que o processo permaneceu sobrestado durante todo o tempo em que ele permaneceu foragido (de 6 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012). 6. “A custódia preventiva visando à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal” (HC 109.723, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.0612). No mesmo sentido: HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1º.09.11; HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11. 7. Sob esse ângulo, “a decretação da prisão preventiva visou à necessidade da garantia da ordem pública, tendo em vista a concreta periculosidade do paciente, contumaz na prática delitiva (‘registra inúmeras passagens criminais por delitos contra o patrimônio – fls. 635/641, inclusive com condenações (estelionatos, furtos, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade’), como também da aplicação da lei penal: ‘o indiciado César Augusto ‘não vem sendo localizado (IP Sarandi)’ (fl. 630), havendo necessidade a prisão também para assegurar a aplicação da lei penal’”. 8. In casu, as instâncias precedentes concluíram pela necessidade da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal, em razão da dificuldade de se localizar o paciente, bem como para a garantia da ordem pública, tendo em vista que ele é contumaz na prática dos crimes pelos quais foi denunciado, havendo fundada probabilidade de reiteração criminosa 9. Impõe-se acrescentar, ainda, que a suposta fuga do paciente do estabelecimento prisional noticiada pelo Juízo de Origem, reiterou o mesmo em práticas criminosas, evidenciando sua nítida intenção de não se submeter à aplicação da lei penal, bem como confirmando que, se solto, voltará a delinquir. 10. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita.
sjur229997
- Acórdão(s) citado(s): (PRISÃO PREVENTIVA, GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA) HC 109723 (1ªT), HC 106816 (2ªT), HC 104608 (1ªT), HC 106702 (1ªT). (COMPETÊNCIA, STF, TAXATIVIDADE) Pet 1738 AgR (TP). (HABEAS CORPUS, SUBSTITUIÇÃO, RECURSO EM HABEAS CORPUS) HC 109956 (1ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, EXCESSO DE PRAZO) HC 108426 (1ªT), HC 108353 (1ªT), 108514 (1ªT). Número de páginas: 25. Análise: 28/05/2013, AAT. Revisão: 05/07/2013, IMC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
112744
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00078 ART-00102 INC-00001\r\n LET-D LET-I\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00171 ART-00288 ART-00299 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 112744
[ "" ]
PACTE.(S) : CEZAR AUGUSTO CIROLINI OU CESAR AUGUSTO CIROLINI IMPTE.(S) : ROBESPIERRE FERRAZZA TRINDADE COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :CEZAR AUGUSTO CIROLINI OU CESAR AUGUSTO CIROLINI IMPTE.(S) :ROBESPIERRE FERRAZZA TRINDADE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO CONSTITUCIONAL. COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PARA JULGAR HABEAS CORPUS: Constituição Federal de 1988, ART. 102, I, “D” E “I”. ROL TAXATIVO. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA: PARADOXO. ORGANICIDADE DO DIREITO. ESTELIONATO (VINTE E NOVE VEZES), FALSIDADE IDEOLÓGICA (TRINTA E UMA VEZES) E QUADRILHA OU BANDO (ARTS. 171, 299 E 288 DO Código Penal Brasileiro, RESPECTIVAMENTE). EXCESSO DE PRAZO NA INSTRUÇÃO CRIMINAL. JUSTIFICATIVA IDÔNEA. PACIENTE CONTUMAZ NA PRÁTICA DELITUOSA. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA, COMO FORMA DE IMPEDIR A REITERAÇÃO DELITIVA. FUGA DO RÉU. CUSTÓDIA NECESSÁRIA PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. ORDEM DE HABEAS CORPUS EXTINTA POR INADEQUAÇAO DA VIA ELEITA. 1. A competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, sendo certo que o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição desta Corte. Inexiste, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. 2. O excesso de prazo na instrução criminal não resulta de simples operação aritmética. Complexidade do processo, retardamento injustificado, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos são fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento da instrução Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678753. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25 Ementa e Acórdão HC 112744 / RS criminal. 3. In casu, o Tribunal de origem justificou que o excesso de prazo na instrução criminal ocorreu em razão da complexidade do feito, do elevado número de corréus, da grande quantidade de crimes praticados e da necessidade da prática de vários atos processuais por carta precatória. 4. É certo que “o excesso de prazo decorre da complexidade do feito, em que se apuram diversos crimes (estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica), com pluralidade de réus (8 denunciados), sendo expedidas cartas precatórias às Comarcas de Carazinho/RS, Chapecó/SC, Xanxerê/SC, Bom Jesus/SC, Chapada/RS, Restinga Seca/RS e São Domingos/SC”. 5. Deveras, a fuga do paciente também deu causa ao excesso de prazo na instrução criminal, haja vista que o processo permaneceu sobrestado durante todo o tempo em que ele permaneceu foragido (de 6 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012). 6. “A custódia preventiva visando à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal” (HC 109.723, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.0612). No mesmo sentido: HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1....09.11; HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11. 7. Sob esse ângulo, “a decretação da prisão preventiva visou à necessidade da garantia da ordem pública, tendo em vista a concreta periculosidade do paciente, contumaz na prática delitiva (‘registra inúmeras passagens criminais por delitos contra o patrimônio – fls. 635/641, inclusive com condenações (estelionatos, furtos, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade’), como também da aplicação da lei penal: ‘o indiciado César Augusto ‘não vem sendo localizado (IP Sarandi)’ (fl. 630), havendo necessidade a prisão também para assegurar a aplicação da lei penal’”. 8. In casu, as instâncias precedentes concluíram pela necessidade da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678753. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS criminal. 3. In casu, o Tribunal de origem justificou que o excesso de prazo na instrução criminal ocorreu em razão da complexidade do feito, do elevado número de corréus, da grande quantidade de crimes praticados e da necessidade da prática de vários atos processuais por carta precatória. 4. É certo que “o excesso de prazo decorre da complexidade do feito, em que se apuram diversos crimes (estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica), com pluralidade de réus (8 denunciados), sendo expedidas cartas precatórias às Comarcas de Carazinho/RS, Chapecó/SC, Xanxerê/SC, Bom Jesus/SC, Chapada/RS, Restinga Seca/RS e São Domingos/SC”. 5. Deveras, a fuga do paciente também deu causa ao excesso de prazo na instrução criminal, haja vista que o processo permaneceu sobrestado durante todo o tempo em que ele permaneceu foragido (de 6 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012). 6. “A custódia preventiva visando à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal” (HC 109.723, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.0612). No mesmo sentido: HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11; HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1....09.11; HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11. 7. Sob esse ângulo, “a decretação da prisão preventiva visou à necessidade da garantia da ordem pública, tendo em vista a concreta periculosidade do paciente, contumaz na prática delitiva (‘registra inúmeras passagens criminais por delitos contra o patrimônio – fls. 635/641, inclusive com condenações (estelionatos, furtos, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade’), como também da aplicação da lei penal: ‘o indiciado César Augusto ‘não vem sendo localizado (IP Sarandi)’ (fl. 630), havendo necessidade a prisão também para assegurar a aplicação da lei penal’”. 8. In casu, as instâncias precedentes concluíram pela necessidade da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25 Ementa e Acórdão HC 112744 / RS prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal, em razão da dificuldade de se localizar o paciente, bem como para a garantia da ordem pública, tendo em vista que ele é contumaz na prática dos crimes pelos quais foi denunciado, havendo fundada probabilidade de reiteração criminosa 9. Impõe-se acrescentar, ainda, que a suposta fuga do paciente do estabelecimento prisional noticiada pelo Juízo de Origem, reiterou o mesmo em práticas criminosas, evidenciando sua nítida intenção de não se submeter à aplicação da lei penal, bem como confirmando que, se solto, voltará a delinquir. 10. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, e, por maioria de votos, em rejeitar a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678753. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal, em razão da dificuldade de se localizar o paciente, bem como para a garantia da ordem pública, tendo em vista que ele é contumaz na prática dos crimes pelos quais foi denunciado, havendo fundada probabilidade de reiteração criminosa 9. Impõe-se acrescentar, ainda, que a suposta fuga do paciente do estabelecimento prisional noticiada pelo Juízo de Origem, reiterou o mesmo em práticas criminosas, evidenciando sua nítida intenção de não se submeter à aplicação da lei penal, bem como confirmando que, se solto, voltará a delinquir. 10. Ordem de habeas corpus extinta por inadequação da via eleita. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, e, por maioria de votos, em rejeitar a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678753. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25 Relatório 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :CEZAR AUGUSTO CIROLINI OU CESAR AUGUSTO CIROLINI IMPTE.(S) :ROBESPIERRE FERRAZZA TRINDADE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de CEZAR AUGUSTO CIROLINI ou CESAR AUGUSTO CIROLINI contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça sintetizado na seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO. ESTELIONATO. FORMAÇÃO DE QUADRILHA. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADORAS PRESENTES. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. NÃO OCORRÊNCIA. DECISÃO FUNDAMENTADA. PRECEDENTES. 1. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente fundamentada, retratar a necessidade da medida para as garantia da ordem pública e aplicação da lei penal. 2. No caso concreto, a prisão do paciente encontra-se fundamentada na periculosidade e no desrespeito às normas legais, demonstrados pela reiteração delitiva. 3. Improcede a alegação de excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal, diante da complexidade das circunstâncias dos procedimentos, sendo que, na espécie, a eventual demora se encontra justificada pela razoabilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :CEZAR AUGUSTO CIROLINI OU CESAR AUGUSTO CIROLINI IMPTE.(S) :ROBESPIERRE FERRAZZA TRINDADE COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado em benefício de CEZAR AUGUSTO CIROLINI ou CESAR AUGUSTO CIROLINI contra acórdão do Superior Tribunal de Justiça sintetizado na seguinte ementa: “HABEAS CORPUS. CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO. ESTELIONATO. FORMAÇÃO DE QUADRILHA. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADORAS PRESENTES. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. NÃO OCORRÊNCIA. DECISÃO FUNDAMENTADA. PRECEDENTES. 1. As Turmas componentes da Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça já cristalizaram o entendimento de inexistir constrangimento ilegal quando a prisão, suficientemente fundamentada, retratar a necessidade da medida para as garantia da ordem pública e aplicação da lei penal. 2. No caso concreto, a prisão do paciente encontra-se fundamentada na periculosidade e no desrespeito às normas legais, demonstrados pela reiteração delitiva. 3. Improcede a alegação de excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal, diante da complexidade das circunstâncias dos procedimentos, sendo que, na espécie, a eventual demora se encontra justificada pela razoabilidade. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25 Relatório HC 112744 / RS 4. Ordem denegada.” Colhe-se dos autos que o paciente e mais oito corréus foram denunciados como incursos nas sanções dos artigos 171 (vinte e nove vezes), 299 (trinta e uma vezes) e 288, do Código Penal (estelionato, falsidade ideológica e quadrilha ou bando, respectivamente), c/c os artigos 29, 61, inciso I, e 62, inciso II, do mesmo Código. Após o recebimento da denúncia, o Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo/RS decretou a prisão preventiva do paciente em 30.08.10, tendo o mandado sido cumprido em 16.09.10. Irresignada, a defesa impetrou, sucessivamente, habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e no Superior Tribunal de Justiça, alegando, em síntese, ausência de base concreta para a segregação cautelar e excesso de prazo na instrução criminal. Ambos os writs foram indeferidos. Neste habeas corpus, reitera as alegações suscitadas nas instâncias precedentes – ausência de base concreta para a segregação cautelar e excesso de prazo na instrução criminal. Requer a concessão de medida liminar a fim de que seja revogada a custódia cautelar do paciente ou, alternativamente, seja ela substituída por “medida cautelar diversa da prisão”. No mérito, pleiteia a confirmação da liminar. Antes de apreciar a medida liminar, determinei fosse oficiado ao Juízo da 3... Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo/RS, “visando obter informações a respeito da tramitação do Processo-Crime n 21.0000.58831, devendo ser remetida cópia do mandado de prisão preventiva devidamente cumprido e da sentença penal eventualmente proferida”. Em atenção à comunicação expedida por esta Corte, aquele Juízo Criminal prestou informações, esclarecendo que o paciente evadiu-se do estabelecimento prisional em 16 de novembro de 2011, sendo recapturado 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS 4. Ordem denegada.” Colhe-se dos autos que o paciente e mais oito corréus foram denunciados como incursos nas sanções dos artigos 171 (vinte e nove vezes), 299 (trinta e uma vezes) e 288, do Código Penal (estelionato, falsidade ideológica e quadrilha ou bando, respectivamente), c/c os artigos 29, 61, inciso I, e 62, inciso II, do mesmo Código. Após o recebimento da denúncia, o Juízo da Terceira Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo/RS decretou a prisão preventiva do paciente em 30.08.10, tendo o mandado sido cumprido em 16.09.10. Irresignada, a defesa impetrou, sucessivamente, habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul e no Superior Tribunal de Justiça, alegando, em síntese, ausência de base concreta para a segregação cautelar e excesso de prazo na instrução criminal. Ambos os writs foram indeferidos. Neste habeas corpus, reitera as alegações suscitadas nas instâncias precedentes – ausência de base concreta para a segregação cautelar e excesso de prazo na instrução criminal. Requer a concessão de medida liminar a fim de que seja revogada a custódia cautelar do paciente ou, alternativamente, seja ela substituída por “medida cautelar diversa da prisão”. No mérito, pleiteia a confirmação da liminar. Antes de apreciar a medida liminar, determinei fosse oficiado ao Juízo da 3... Vara Criminal da Comarca de Passo Fundo/RS, “visando obter informações a respeito da tramitação do Processo-Crime n 21.0000.58831, devendo ser remetida cópia do mandado de prisão preventiva devidamente cumprido e da sentença penal eventualmente proferida”. Em atenção à comunicação expedida por esta Corte, aquele Juízo Criminal prestou informações, esclarecendo que o paciente evadiu-se do estabelecimento prisional em 16 de novembro de 2011, sendo recapturado 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 25 Relatório HC 112744 / RS em 16 de abril de 2012, após a reiteração no cometimento dos crimes pelos quais foi denunciado. Ressaltou, ainda, que em razão da fuga, o processo-crime permaneceu sobrestado até o momento da recaptura. A medida liminar foi indeferida em decisão assim ementada: “PROCESSUAL PENAL E CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. EXCESSO DE PRAZO NA INSTRUÇÃO CRIMINAL JUSTIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. PACIENTE INTEGRANTE DE QUADRILHA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. INOCORRÊNCIA. MEDIDA LIMINAR INDEFERIDA. 1. O artigo 5..., inciso LXXVIII, da Constituição Federal determina que ‘a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação’. 2. O excesso de prazo alegado não resulta de simples operação aritmética, porquanto deve considerar a complexidade do processo, o retardamento injustificado, os atos procrastinatórios da defesa e o número de réus envolvidos; fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal. 3. In casu, o excesso de prazo está justificado, pois, em razão da fuga do agente do interior do presídio, o processo- crime esteve sobrestado, até o momento da recaptura. Ademais, à primeira vista, parece razoável de demora na conclusão do processo, tendo em conta a diversidade de crimes praticados pela quadrilha e o grande número de corréus. 4. A prisão preventiva, in casu, está satisfatoriamente fundamentada na garantia da ordem pública. Isto porque, segundo o que consta nos autos, a periculosidade daquele resta evidenciada, não somente em razão da gravidade dos crimes, mas principalmente em virtude do modus operandi pelo qual a conduta, em tese delituosa, foi praticada, que extrapola o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS em 16 de abril de 2012, após a reiteração no cometimento dos crimes pelos quais foi denunciado. Ressaltou, ainda, que em razão da fuga, o processo-crime permaneceu sobrestado até o momento da recaptura. A medida liminar foi indeferida em decisão assim ementada: “PROCESSUAL PENAL E CONSTITUCIONAL. HABEAS CORPUS. EXCESSO DE PRAZO NA INSTRUÇÃO CRIMINAL JUSTIFICADO. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE EVIDENCIADA PELO MODUS OPERANDI. PACIENTE INTEGRANTE DE QUADRILHA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. INOCORRÊNCIA. MEDIDA LIMINAR INDEFERIDA. 1. O artigo 5..., inciso LXXVIII, da Constituição Federal determina que ‘a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação’. 2. O excesso de prazo alegado não resulta de simples operação aritmética, porquanto deve considerar a complexidade do processo, o retardamento injustificado, os atos procrastinatórios da defesa e o número de réus envolvidos; fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal. 3. In casu, o excesso de prazo está justificado, pois, em razão da fuga do agente do interior do presídio, o processo- crime esteve sobrestado, até o momento da recaptura. Ademais, à primeira vista, parece razoável de demora na conclusão do processo, tendo em conta a diversidade de crimes praticados pela quadrilha e o grande número de corréus. 4. A prisão preventiva, in casu, está satisfatoriamente fundamentada na garantia da ordem pública. Isto porque, segundo o que consta nos autos, a periculosidade daquele resta evidenciada, não somente em razão da gravidade dos crimes, mas principalmente em virtude do modus operandi pelo qual a conduta, em tese delituosa, foi praticada, que extrapola o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 25 Relatório HC 112744 / RS convencional. 5. Deveras, a periculosidade do agente concretamente demonstrada, como no caso, acrescida da possibilidade de reiteração criminosa e a participação em organização criminosa são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar, a fim de garantir a ordem pública. Precedentes: HC n. 104.699/SP, 1... Turma, Relatora a Ministra CÁRMEN LÚCIA, DJ de 23.11.10 e HC n. 103.107/MT, 1... Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 29.11.10. 6. Pedido de concessão de liminar indeferido.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem, sob os seguintes fundamentos: “(...) 4. Não assiste razão ao impetrante. 5. Conforme asseverou o Superior Tribunal de Justiça, o excesso de prazo decorre da complexidade do feito, em que se apuram diversos crimes (estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica), com pluralidade de réus (8 denunciados), sendo expedidas cartas precatórias às Comarcas de Carazinho/RS, Chapecó/SC, Xanxerê/SC, Bom Jesus/SC, Chapada/RS, Restinga Seca/RS e São Domingos/SC: ‘A demora no processamento da ação penal provocada pela complexidade do feito, em tese, não configura constrangimento ilegal.’ (HC n 98.842/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 25.6.2010). Ademais, a instrução criminal já foi encerrada. 6. Ademais, a decretação da prisão preventiva visou à necessidade da garantia da ordem pública, tendo em vista a concreta periculosidade do paciente, contumaz na prática delitiva (‘registra inúmeras passagens criminais por delitos contra o patrimônio – fls. 635/641, inclusive com condenações (estelionatos, furtos, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade’), como também da aplicação da lei penal: ‘o indiciado César Augusto 'não vem sendo localizado (IP Sarandi)' (fl. 630), havendo necessidade a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS convencional. 5. Deveras, a periculosidade do agente concretamente demonstrada, como no caso, acrescida da possibilidade de reiteração criminosa e a participação em organização criminosa são motivos idôneos para a manutenção da custódia cautelar, a fim de garantir a ordem pública. Precedentes: HC n. 104.699/SP, 1... Turma, Relatora a Ministra CÁRMEN LÚCIA, DJ de 23.11.10 e HC n. 103.107/MT, 1... Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 29.11.10. 6. Pedido de concessão de liminar indeferido.” O Ministério Público Federal manifesta-se pela denegação da ordem, sob os seguintes fundamentos: “(...) 4. Não assiste razão ao impetrante. 5. Conforme asseverou o Superior Tribunal de Justiça, o excesso de prazo decorre da complexidade do feito, em que se apuram diversos crimes (estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica), com pluralidade de réus (8 denunciados), sendo expedidas cartas precatórias às Comarcas de Carazinho/RS, Chapecó/SC, Xanxerê/SC, Bom Jesus/SC, Chapada/RS, Restinga Seca/RS e São Domingos/SC: ‘A demora no processamento da ação penal provocada pela complexidade do feito, em tese, não configura constrangimento ilegal.’ (HC n 98.842/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 25.6.2010). Ademais, a instrução criminal já foi encerrada. 6. Ademais, a decretação da prisão preventiva visou à necessidade da garantia da ordem pública, tendo em vista a concreta periculosidade do paciente, contumaz na prática delitiva (‘registra inúmeras passagens criminais por delitos contra o patrimônio – fls. 635/641, inclusive com condenações (estelionatos, furtos, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade’), como também da aplicação da lei penal: ‘o indiciado César Augusto 'não vem sendo localizado (IP Sarandi)' (fl. 630), havendo necessidade a 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25 Relatório HC 112744 / RS prisão também para assegurar a aplicação da lei penal’. 7. Não bastasse, as informações do juízo processante dão conta de que, no dia 16.11.2011, o paciente fugiu do interior do Presídio Regional de Passo Fundo, sendo recapturado em 16 de abril de 2012, cometendo delito da mesma espécie em que fora denunciado na ação penal, dessa feita na cidade de Cruz Alta/RS. Em virtude da fuga empreendida pelo agente, o processo-crime permaneceu sobrestado até o momento da recaptura. Como se vê, existem motivos concretos/suficientes para a manutenção segregação cautelar, não havendo falar em substituição por medida diversa da prisão.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS prisão também para assegurar a aplicação da lei penal’. 7. Não bastasse, as informações do juízo processante dão conta de que, no dia 16.11.2011, o paciente fugiu do interior do Presídio Regional de Passo Fundo, sendo recapturado em 16 de abril de 2012, cometendo delito da mesma espécie em que fora denunciado na ação penal, dessa feita na cidade de Cruz Alta/RS. Em virtude da fuga empreendida pelo agente, o processo-crime permaneceu sobrestado até o momento da recaptura. Como se vê, existem motivos concretos/suficientes para a manutenção segregação cautelar, não havendo falar em substituição por medida diversa da prisão.” É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1....10.99, é elucidativa e precisa quanto a taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, verifica-se que a competência originária do Supremo Tribunal Federal para conhecer e julgar habeas corpus está definida, taxativamente, no artigo 102, inciso I, alíneas “d” e “i”, da Constituição Federal, verbis: “Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I – processar e julgar, originariamente: (…) d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e do próprio Supremo Tribunal Federal; (…) i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância.” In casu, o paciente não está arrolado em nenhuma das hipóteses sujeitas à jurisdição originária desta Corte. A ementa do acórdão proferido na Pet 1738-AgR, Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, Dje de 1....10.99, é elucidativa e precisa quanto a taxatividade da competência do Supremo Tribunal Federal: “E M E N T A: PROTESTO JUDICIAL FORMULADO CONTRA DEPUTADO FEDERAL - MEDIDA DESTITUÍDA DE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS CARÁTER PENAL (Código de Processo Civil, ART. 867) - AUSÊNCIA DE COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A PRERROGATIVA DE FORO - UNICAMENTE INVOCÁVEL NOS PROCEDIMENTOS DE CARÁTER PENAL - NÃO SE ESTENDE ÀS CAUSAS DE NATUREZA CIVIL. - As medidas cautelares a que se refere o art. 867 do Código de Processo Civil (protesto, notificação ou interpelação), quando promovidas contra membros do Congresso Nacional, não se incluem na esfera de competência originária do Supremo Tribunal Federal, precisamente porque destituídas de caráter penal. Precedentes. A COMPETÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - CUJOS FUNDAMENTOS REPOUSAM NA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA - SUBMETE-SE A REGIME DE DIREITO ESTRITO. - A competência originária do Supremo Tribunal Federal, por qualificar-se como um complexo de atribuições jurisdicionais de extração essencialmente constitucional - e ante o regime de direito estrito a que se acha submetida - não comporta a possibilidade de ser estendida a situações que extravasem os limites fixados, em numerus clausus, pelo rol exaustivo inscrito no art. 102, I, da Constituição da República. Precedentes. O regime de direito estrito, a que se submete a definição dessa competência institucional, tem levado o Supremo Tribunal Federal, por efeito da taxatividade do rol constante da Carta Política, a afastar, do âmbito de suas atribuições jurisdicionais originárias, o processo e o julgamento de causas de natureza civil que não se acham inscritas no texto constitucional (ações populares, ações civis públicas, ações cautelares, ações ordinárias, ações declaratórias e medidas cautelares), mesmo que instauradas contra o Presidente da República ou contra qualquer das autoridades, que, em matéria penal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, b e c), dispõem de prerrogativa de foro perante a Corte Suprema ou que, em sede de mandado de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Segunda Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS segurança, estão sujeitas à jurisdição imediata do Tribunal (Constituição Federal de 1988, art. 102, I, d). Precedentes.” Afigura-se paradoxal, em tema de direito estrito, conferir interpretação extensiva para abranger no rol de competências do Supremo Tribunal hipóteses não sujeitas à sua jurisdição. A prevalência do entendimento de que o Supremo Tribunal Federal deve conhecer de habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional contrasta com os meios de contenção de feitos, remota e recentemente implementados - Súmula Vinculante e Repercussão Geral - com o objetivo de viabilizar o exercício pleno, pelo Supremo Tribunal Federal, da nobre função de guardião da Constituição da República. E nem se argumente com o que se convencionou chamar de jurisprudência defensiva. Não é disso que se trata, mas de necessária, imperiosa e urgente reviravolta de entendimento em prol da organicidade do direito, especificamente no que tange às competências originária e recursal do Supremo Tribunal Federal para processar e julgar habeas corpus e o respectivo recurso ordinário, valendo acrescer que essa ação nobre não pode e nem deve ser banalizada a pretexto, em muitos casos, de pseudonulidades processuais com reflexos no direito de ir e vir. A propósito da organicidade e dinâmica do direito, impondo-se a correção de rumos, bem discorreu o Ministro Marco Aurélio no voto proferido no HC n. 109.956, que capitaneou a mudança de entendimento na Segunda Turma, verbis: “O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é sistemática. O habeas corpus substitutivo de recurso ordinário, além de não estar abrangido 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Todavia, não existe, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. A controvérsia deste writ refere-se à eventual caracterização de excesso de prazo na instrução criminal e à existência, ou não, de base concreta para a prisão preventiva do paciente. No tocante à alegação de excesso de prazo, verifica-se que o artigo 5..., inciso LXXVIII, da Constituição Federal determina que “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. Sobre o tema, Paulo Bonavides leciona que: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo qualquer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea ‘a’, e 105, inciso II, alínea ‘a’, tem-se a previsão de recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício.” Todavia, não existe, no caso, excepcionalidade que justifique a concessão, ex officio, da ordem. A controvérsia deste writ refere-se à eventual caracterização de excesso de prazo na instrução criminal e à existência, ou não, de base concreta para a prisão preventiva do paciente. No tocante à alegação de excesso de prazo, verifica-se que o artigo 5..., inciso LXXVIII, da Constituição Federal determina que “a todos, no âmbito judicial e administrativo, são assegurados a razoável duração do processo e os meios que garantam a celeridade de sua tramitação”. Sobre o tema, Paulo Bonavides leciona que: 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS “O inciso LXXVIII, do art. 5..., quando se refere ao direito à duração razoável do processo, expressa que este direito requer os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. Desta forma, explicita-se que o direito à duração razoável do processo exige prestações positivas do legislador, do administrador e do juiz. (...) O direito à razoável duração do processo é agora garantido por um postulado constitucional autônomo (inc. LXXVIII), tornando fora de dúvida o dever de o Estado dar tempestividade à tutela jurisdicional, mediante atuações do legislador, do administrador e do juiz. De outra parte, é preciso atenção para a circunstância de que o inciso LXXVIII fala em duração razoável do processo, e não em celeridade da tutela jurisdicional do direito. Ou melhor: a norma não garante apenas tutela jurisdicional tempestiva ao autor, mas também confere ao demandado e à sociedade o direito à razoável duração do processo. O réu também tem direito à celeridade do processo, embora o seu interesse não tenha a mesma qualidade do interesse do autor. O direito do demandado à celeridade do processo, mais do que exigir prestações positivas do Estado, tem a configuração de direito de defesa, constituindo uma garantia do cidadão contra o Estado, precisamente uma garantia de que não será submetido ao poder estatal – jurisdicional ou administrativo – por mais tempo do que o necessário. A sociedade, ou aqueles que não participam do processo como partes, igualmente tem o direito de ver os processos desenvolvidos em tempo razoável. (...) A questão temporal tem grande importância quando se está diante da tutela jurisdicional dos direitos. A jurisdição tem o dever de tutelar os direitos, fundamentais ou não. A tutela jurisdicional dos direitos é certamente indissociável da dimensão do tempo, pois tutelar de forma intempestiva 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS “O inciso LXXVIII, do art. 5..., quando se refere ao direito à duração razoável do processo, expressa que este direito requer os meios que garantam a celeridade de sua tramitação. Desta forma, explicita-se que o direito à duração razoável do processo exige prestações positivas do legislador, do administrador e do juiz. (...) O direito à razoável duração do processo é agora garantido por um postulado constitucional autônomo (inc. LXXVIII), tornando fora de dúvida o dever de o Estado dar tempestividade à tutela jurisdicional, mediante atuações do legislador, do administrador e do juiz. De outra parte, é preciso atenção para a circunstância de que o inciso LXXVIII fala em duração razoável do processo, e não em celeridade da tutela jurisdicional do direito. Ou melhor: a norma não garante apenas tutela jurisdicional tempestiva ao autor, mas também confere ao demandado e à sociedade o direito à razoável duração do processo. O réu também tem direito à celeridade do processo, embora o seu interesse não tenha a mesma qualidade do interesse do autor. O direito do demandado à celeridade do processo, mais do que exigir prestações positivas do Estado, tem a configuração de direito de defesa, constituindo uma garantia do cidadão contra o Estado, precisamente uma garantia de que não será submetido ao poder estatal – jurisdicional ou administrativo – por mais tempo do que o necessário. A sociedade, ou aqueles que não participam do processo como partes, igualmente tem o direito de ver os processos desenvolvidos em tempo razoável. (...) A questão temporal tem grande importância quando se está diante da tutela jurisdicional dos direitos. A jurisdição tem o dever de tutelar os direitos, fundamentais ou não. A tutela jurisdicional dos direitos é certamente indissociável da dimensão do tempo, pois tutelar de forma intempestiva 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS equivale a não proteger ou a proteger de forma indevida. Porém, o juiz tem o dever de prestar a tutela jurisdicional em prazo razoável, não somente para tutelar os direitos, mas igualmente para que o réu tenha um processo justo. Não é justo submeter o réu aos males da pendência processual por um prazo desrazoável. (...) No processo penal, a celeridade interessa, em uma dada perspectiva, à vítima, à sociedade e ao próprio Ministério Público, e, em outra, ao réu, uma vez que a demora, colocando sob suspeita a sua inocência, pode trazer-lhe prejuízos sensíveis. Porém, a lentidão tem trazido real preocupação em caso de decisão restritiva de liberdade ou de direito tomada no curso do processo penal.” (Bonavides, Paulo; Miranda, Jorge; Agra, Walber de Moura Agra. Comentários à Constituição Federal de 1988. 1... ed. - Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2009, págs. 310, 311, 315, 324 e 325). Todavia, o excesso de prazo na instrução criminal não resulta de simples operação aritmética. Complexidade do processo, retardamento injustificado, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos são fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal. Ainda lição de Paulo Bonavides: “O ato judicial, para importar em violação do direito fundamental, deve gerar demora injustificada. A injustificativa é imanente ao ato comissivo ou equivocado – que determina a utilização de uma técnica processual em lugar de outra. (...) Entende-se que o réu não pode ficar preso por tempo superior a 81 dias, sem o término da instrução probatória. (...) o prazo de 81 dias, por ser estabelecido de forma abstrata e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS equivale a não proteger ou a proteger de forma indevida. Porém, o juiz tem o dever de prestar a tutela jurisdicional em prazo razoável, não somente para tutelar os direitos, mas igualmente para que o réu tenha um processo justo. Não é justo submeter o réu aos males da pendência processual por um prazo desrazoável. (...) No processo penal, a celeridade interessa, em uma dada perspectiva, à vítima, à sociedade e ao próprio Ministério Público, e, em outra, ao réu, uma vez que a demora, colocando sob suspeita a sua inocência, pode trazer-lhe prejuízos sensíveis. Porém, a lentidão tem trazido real preocupação em caso de decisão restritiva de liberdade ou de direito tomada no curso do processo penal.” (Bonavides, Paulo; Miranda, Jorge; Agra, Walber de Moura Agra. Comentários à Constituição Federal de 1988. 1... ed. - Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2009, págs. 310, 311, 315, 324 e 325). Todavia, o excesso de prazo na instrução criminal não resulta de simples operação aritmética. Complexidade do processo, retardamento injustificado, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos são fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento da instrução criminal. Ainda lição de Paulo Bonavides: “O ato judicial, para importar em violação do direito fundamental, deve gerar demora injustificada. A injustificativa é imanente ao ato comissivo ou equivocado – que determina a utilização de uma técnica processual em lugar de outra. (...) Entende-se que o réu não pode ficar preso por tempo superior a 81 dias, sem o término da instrução probatória. (...) o prazo de 81 dias, por ser estabelecido de forma abstrata e 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS matemática para atender de modo uniforme a todo e qualquer caso é, exatamente por isso, absolutamente incapaz de responder de maneira adequada a todos os casos concretos. Não havendo a fixação legal de prazo máximo para a prisão provisória, este não deve ser concebido, pelos tribunais, como se os crimes e os procedimentos fossem iguais, mas sim em conformidade com as diversas situações particulares.” (Bonavides, Paulo; Miranda, Jorge; Agra, Walber de Moura Agra. Comentários à Constituição Federal de 1988. 1... ed. - Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2009, págs. 315 e 325). No mesmo sentido, assentou-se a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal: “Ementa: Penal e processual penal. Habeas corpus. Tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes – arts. 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006. Excesso de prazo da instrução criminal. Razoabilidade: número de réus e complexidade do processo. Superveniência de sentença condenatória. Insubsistência da alegação de excesso de prazo. 1. O excesso de prazo da instrução criminal não resulta de simples operação aritmética, impondo-se considerar a complexidade do processo, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos, fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento: HC 104845/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ de 10/8/2010; HC 101110/CE, Rel. Min. Eros Grau, 2...Turma, DJ de 12/2/2010; HC 96775/PA, red. P/ acórdão Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJ de 28/5/2010. 2. In casu, a complexidade da ação penal, envolvendo vários corréus presos em flagrante com mais de cinco quilos de cocaína e denunciados por tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes, bem como a necessidade de expedição de cartas precatórias, indicam ser razoável a dilação do prazo de encerramento. 3. A superveniente prolação de sentença condenatória torna insubsistente a alegação de excesso de prazo da instrução 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS matemática para atender de modo uniforme a todo e qualquer caso é, exatamente por isso, absolutamente incapaz de responder de maneira adequada a todos os casos concretos. Não havendo a fixação legal de prazo máximo para a prisão provisória, este não deve ser concebido, pelos tribunais, como se os crimes e os procedimentos fossem iguais, mas sim em conformidade com as diversas situações particulares.” (Bonavides, Paulo; Miranda, Jorge; Agra, Walber de Moura Agra. Comentários à Constituição Federal de 1988. 1... ed. - Rio de Janeiro: Ed. Forense, 2009, págs. 315 e 325). No mesmo sentido, assentou-se a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal: “Ementa: Penal e processual penal. Habeas corpus. Tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes – arts. 33 e 35 da Lei n. 11.343/2006. Excesso de prazo da instrução criminal. Razoabilidade: número de réus e complexidade do processo. Superveniência de sentença condenatória. Insubsistência da alegação de excesso de prazo. 1. O excesso de prazo da instrução criminal não resulta de simples operação aritmética, impondo-se considerar a complexidade do processo, atos procrastinatórios da defesa e número de réus envolvidos, fatores que, analisados em conjunto ou separadamente, indicam ser, ou não, razoável o prazo para o encerramento: HC 104845/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ de 10/8/2010; HC 101110/CE, Rel. Min. Eros Grau, 2...Turma, DJ de 12/2/2010; HC 96775/PA, red. P/ acórdão Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJ de 28/5/2010. 2. In casu, a complexidade da ação penal, envolvendo vários corréus presos em flagrante com mais de cinco quilos de cocaína e denunciados por tráfico e associação para o tráfico de entorpecentes, bem como a necessidade de expedição de cartas precatórias, indicam ser razoável a dilação do prazo de encerramento. 3. A superveniente prolação de sentença condenatória torna insubsistente a alegação de excesso de prazo da instrução 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS criminal, consoante entendimento desta Corte: HC 103020/SP, rel. min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJ de 6/5/2011; RHC 95207/PI, rel. min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJ de 15/2/2011; HC 93023 AgR / RJ , rel. min. Carlos Britto, 1... Turma, DJ de 24/4/2009. 4. Ordem denegada.” - Sem grifos no original (HC 108.426, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 07.08.12) “EMENTA Habeas corpus. Processual Penal. Organização criminosa com repercussão interestadual voltada para o tráfico de drogas. Prisão preventiva decretada. Alegada falta de fundamentação. Não ocorrência. Fundamentação idônea. Excesso de prazo na conclusão da instrução criminal. Complexidade do feito. Razoabilidade. Precedentes. Pedido de extensão dos efeitos do julgado proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que concedeu a liberdade a outros supostos corréus. Impossibilidade. Pleito que deve ser dirigido ao órgão jurisdicional que concedeu o benefício. Não conhecimento. Precedentes. Ordem parcialmente conhecida e denegada. 1. A análise da decisão que manteve a segregação cautelar do paciente autoriza o reconhecimento de que existem fundamentos suficientes para justificar a privação processual de sua liberdade, porque revestido da necessária cautelaridade, não sendo suficientes os argumentos contidos na impetração para justificar a revogação daquela prisão. 2. O lapso temporal transcorrido entre a prisão preventiva e a presente data, por si só, não induz à conclusão de que esteja ocorrendo o excesso, mormente se considerado que o feito vem tendo regular processamento, tendo em vista a complexidade do processo, que conta com 7 (sete) volumes, e a necessidade de expedição de cartas precatórias. 3. O pedido de extensão dos efeitos do julgado proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que concedeu a liberdade a outros supostos corréus, não deve ser conhecido, pois, segundo a jurisprudência da Corte, o órgão jurisdicional competente para apreciar tal pedido de extensão é aquele que concedeu o benefício. 4. Ordem parcialmente 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS criminal, consoante entendimento desta Corte: HC 103020/SP, rel. min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJ de 6/5/2011; RHC 95207/PI, rel. min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJ de 15/2/2011; HC 93023 AgR / RJ , rel. min. Carlos Britto, 1... Turma, DJ de 24/4/2009. 4. Ordem denegada.” - Sem grifos no original (HC 108.426, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 07.08.12) “EMENTA Habeas corpus. Processual Penal. Organização criminosa com repercussão interestadual voltada para o tráfico de drogas. Prisão preventiva decretada. Alegada falta de fundamentação. Não ocorrência. Fundamentação idônea. Excesso de prazo na conclusão da instrução criminal. Complexidade do feito. Razoabilidade. Precedentes. Pedido de extensão dos efeitos do julgado proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que concedeu a liberdade a outros supostos corréus. Impossibilidade. Pleito que deve ser dirigido ao órgão jurisdicional que concedeu o benefício. Não conhecimento. Precedentes. Ordem parcialmente conhecida e denegada. 1. A análise da decisão que manteve a segregação cautelar do paciente autoriza o reconhecimento de que existem fundamentos suficientes para justificar a privação processual de sua liberdade, porque revestido da necessária cautelaridade, não sendo suficientes os argumentos contidos na impetração para justificar a revogação daquela prisão. 2. O lapso temporal transcorrido entre a prisão preventiva e a presente data, por si só, não induz à conclusão de que esteja ocorrendo o excesso, mormente se considerado que o feito vem tendo regular processamento, tendo em vista a complexidade do processo, que conta com 7 (sete) volumes, e a necessidade de expedição de cartas precatórias. 3. O pedido de extensão dos efeitos do julgado proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que concedeu a liberdade a outros supostos corréus, não deve ser conhecido, pois, segundo a jurisprudência da Corte, o órgão jurisdicional competente para apreciar tal pedido de extensão é aquele que concedeu o benefício. 4. Ordem parcialmente 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS conhecida e denegada.” - Sem grifos no original (HC 108.353, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 29.08.12) “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXTENSÃO DE BENEFÍCIO CONCEDIDO A CORRÉUS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE DE SITUAÇÕES. EXCESSO DE PRAZO NÃO CARACTERIZADO. COMPLEXIDADE DA CAUSA. ORDEM DENEGADA. 1. A participação relevante do paciente em grupo criminoso organizado envolvido no tráfico internacional de drogas, com aquisição de cocaína da Bolívia e sua posterior revenda no Brasil, é suficiente para caracterizar risco de reiteração delitiva e à ordem pública. 2. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3. O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este associado a um mundo de violência, desespero e morte para as suas vítimas e para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir na análise dos casos concretos. 4. Não há arbitrariedade na manutenção da prisão do paciente mesmo com outros acusados soltos, pois diversas as responsabilidades criminais e as situações individuais, não sendo aplicável o disposto no art. 580 do Código de Processo Penal se não há similaridade das condições pessoais. 5. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto. Elementos constantes dos autos indicativos da complexidade 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS conhecida e denegada.” - Sem grifos no original (HC 108.353, Primeira Turma, Relator o Ministro Dias Toffoli, DJ de 29.08.12) “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO. PRISÃO PREVENTIVA. ORDEM PÚBLICA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXTENSÃO DE BENEFÍCIO CONCEDIDO A CORRÉUS. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE SIMILITUDE DE SITUAÇÕES. EXCESSO DE PRAZO NÃO CARACTERIZADO. COMPLEXIDADE DA CAUSA. ORDEM DENEGADA. 1. A participação relevante do paciente em grupo criminoso organizado envolvido no tráfico internacional de drogas, com aquisição de cocaína da Bolívia e sua posterior revenda no Brasil, é suficiente para caracterizar risco de reiteração delitiva e à ordem pública. 2. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam o envolvimento profundo do agente com o tráfico de drogas e, por conseguinte, a periculosidade e o risco de reiteração delitiva, está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3. O efeito disruptivo e desagregador do tráfico de drogas, este associado a um mundo de violência, desespero e morte para as suas vítimas e para as comunidades afetadas, justifica tratamento jurídico mais rigoroso em relação aos agentes por eles responsáveis e que deve refletir na análise dos casos concretos. 4. Não há arbitrariedade na manutenção da prisão do paciente mesmo com outros acusados soltos, pois diversas as responsabilidades criminais e as situações individuais, não sendo aplicável o disposto no art. 580 do Código de Processo Penal se não há similaridade das condições pessoais. 5. A razoável duração do processo não pode ser considerada de maneira isolada e descontextualizada das peculiaridades do caso concreto. Elementos constantes dos autos indicativos da complexidade 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS do feito: existência de organização criminosa bem estruturada, com atuação no tráfico internacional de drogas entre Bolívia e Brasil, e com ramificações para várias unidades federativas; trinta acusados, alguns presos em Estados diversos daquele do Juízo; acusados com advogados distintos; necessidade de expedição de várias cartas precatórias – fatores que justificam a demora no encerramento da instrução criminal. Excesso de prazo não caracterizado. 7. Habeas corpus denegado.” - Sem grifos no original (HC 108.514, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 21.06.12) In casu, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul justificou que o excesso de prazo na instrução criminal ocorreu em razão da complexidade do feito, do elevado número de corréus, da grande quantidade de crimes praticados e da necessidade de vários atos processuais serem praticados por carta precatória. Transcrevo o seguinte trecho do voto condutor do julgamento do habeas corpus impetrado na Corte Estadual: “Incontestável o fato de que o paciente, por conta de prisão preventiva, está recolhido ao cárcere por tempo muito superior ao estimado pelas normas do processo, tanto que efetivada sua segregação no dia 16 de setembro de 2010. Entretanto, as circunstâncias absolutamente excepcionais do caso afastam a idéia de ilegalidade desse constrangimento, para o que, como sempre repetido na cena judicial, indispensável a verificação da desídia ou mau funcionamento do aparato judiciário. Com efeito, cuida-se, a ação penal a que responde o paciente, em cujos autos decretada sua prisão preventiva, de feito a que respondem 9 réus e no qual desfiadas 61 imputações delituosas! Por outra, as citações tiveram de se dar por precatórias, duas delas para comarcas de outra unidade da federação. A instrução, ainda, exigiu expedição de precatórias para as comarcas de Chapecó, Xanxerê e São Domingos, todas do 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS do feito: existência de organização criminosa bem estruturada, com atuação no tráfico internacional de drogas entre Bolívia e Brasil, e com ramificações para várias unidades federativas; trinta acusados, alguns presos em Estados diversos daquele do Juízo; acusados com advogados distintos; necessidade de expedição de várias cartas precatórias – fatores que justificam a demora no encerramento da instrução criminal. Excesso de prazo não caracterizado. 7. Habeas corpus denegado.” - Sem grifos no original (HC 108.514, Primeira Turma, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJ de 21.06.12) In casu, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul justificou que o excesso de prazo na instrução criminal ocorreu em razão da complexidade do feito, do elevado número de corréus, da grande quantidade de crimes praticados e da necessidade de vários atos processuais serem praticados por carta precatória. Transcrevo o seguinte trecho do voto condutor do julgamento do habeas corpus impetrado na Corte Estadual: “Incontestável o fato de que o paciente, por conta de prisão preventiva, está recolhido ao cárcere por tempo muito superior ao estimado pelas normas do processo, tanto que efetivada sua segregação no dia 16 de setembro de 2010. Entretanto, as circunstâncias absolutamente excepcionais do caso afastam a idéia de ilegalidade desse constrangimento, para o que, como sempre repetido na cena judicial, indispensável a verificação da desídia ou mau funcionamento do aparato judiciário. Com efeito, cuida-se, a ação penal a que responde o paciente, em cujos autos decretada sua prisão preventiva, de feito a que respondem 9 réus e no qual desfiadas 61 imputações delituosas! Por outra, as citações tiveram de se dar por precatórias, duas delas para comarcas de outra unidade da federação. A instrução, ainda, exigiu expedição de precatórias para as comarcas de Chapecó, Xanxerê e São Domingos, todas do 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS Estado de Santa Catarina, e Carazinho. Perante o juízo por onde se processa a ação penal, as provas que ali haveriam de se realizar foram produzidas na audiência realizada em 10 de maio último. Tudo, a partir de então, ficando na pendência do cumprimento de precatória em Chapecó, comarca onde certificado não ter ingressado a carta que lhe foi dirigida, o que exigiu nova carta, expedida no dia 21 de setembro. Então, como se vê, a demora, no caso, encontra justificativa aceitável.” Acrescente-se, ainda, que, conforme informou o Juízo de Origem, a fuga do paciente também deu causa ao excesso de prazo na instrução criminal, haja vista que o processo permaneceu sobrestado durante todo o tempo em que ele permaneceu foragido (de 6 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012). Por outro lado, com relação à alegada ausência de base concreta para a prisão preventiva, também não assiste razão ao impetrante. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a custódia preventiva visando à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal” (HC 109.723, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.0612). No mesmo sentido, os seguintes acórdãos: “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO CRIMINOSA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVA. INVIABILIDADE DA VIA ELEITA. ORDEM DENEGADA. 1. A prisão preventiva fundou-se na garantia da ordem pública, dado o risco da reiteração criminosa por parte do paciente. 2. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS Estado de Santa Catarina, e Carazinho. Perante o juízo por onde se processa a ação penal, as provas que ali haveriam de se realizar foram produzidas na audiência realizada em 10 de maio último. Tudo, a partir de então, ficando na pendência do cumprimento de precatória em Chapecó, comarca onde certificado não ter ingressado a carta que lhe foi dirigida, o que exigiu nova carta, expedida no dia 21 de setembro. Então, como se vê, a demora, no caso, encontra justificativa aceitável.” Acrescente-se, ainda, que, conforme informou o Juízo de Origem, a fuga do paciente também deu causa ao excesso de prazo na instrução criminal, haja vista que o processo permaneceu sobrestado durante todo o tempo em que ele permaneceu foragido (de 6 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012). Por outro lado, com relação à alegada ausência de base concreta para a prisão preventiva, também não assiste razão ao impetrante. O Supremo Tribunal Federal fixou entendimento no sentido de que “a custódia preventiva visando à garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal, legitima-se quando presente a necessidade de acautelar-se o meio social ante a concreta possibilidade de reiteração criminosa e as evidências de que, em liberdade, o agente empreenderá esforços para escapar da aplicação da lei penal” (HC 109.723, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJ de 27.0612). No mesmo sentido, os seguintes acórdãos: “HABEAS CORPUS. DIREITO PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO CRIMINOSA. DECISÃO FUNDAMENTADA. EXAME APROFUNDADO DE FATOS E PROVA. INVIABILIDADE DA VIA ELEITA. ORDEM DENEGADA. 1. A prisão preventiva fundou-se na garantia da ordem pública, dado o risco da reiteração criminosa por parte do paciente. 2. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS Como já decidiu esta Corte, ‘a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos’ (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ 03.06.2005). Nessa linha, deve-se considerar também o ‘perigo que o agente representa para a sociedade como fundamento apto à manutenção da segregação’ (HC 90.398/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 17.05.2007). 3. O entendimento assentado pelo juiz se coaduna com a orientação pacífica do Supremo Tribunal Federal de que a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão preventiva. Precedentes. 4. A apreciação da nulidade da perícia realizada na vítima implicaria aprofundado exame de fatos e provas, o que é inviável na via estreita do habeas corpus. 5. Primariedade, bons antecedentes, residência fixa e profissão lícita são circunstâncias que, por si sós, não afastam a possibilidade da preventiva. Precedentes. 6. Writ denegado.” (HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11) “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS E FINANCIAMENTO AO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA MANTENDO A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. GARANTIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ENCERRAMENTO DA FASE PROBATÓRIA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REAL POSSIBILIDADE DE FUGA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. FUNÇÃO DE CHEFIA EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGAS: CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, consideradas a quantidade de drogas 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS Como já decidiu esta Corte, ‘a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos’ (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ 03.06.2005). Nessa linha, deve-se considerar também o ‘perigo que o agente representa para a sociedade como fundamento apto à manutenção da segregação’ (HC 90.398/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 17.05.2007). 3. O entendimento assentado pelo juiz se coaduna com a orientação pacífica do Supremo Tribunal Federal de que a fuga do réu do distrito da culpa justifica o decreto ou a manutenção da prisão preventiva. Precedentes. 4. A apreciação da nulidade da perícia realizada na vítima implicaria aprofundado exame de fatos e provas, o que é inviável na via estreita do habeas corpus. 5. Primariedade, bons antecedentes, residência fixa e profissão lícita são circunstâncias que, por si sós, não afastam a possibilidade da preventiva. Precedentes. 6. Writ denegado.” (HC 106.816, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 20.06.11) “EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS E FINANCIAMENTO AO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. PEDIDO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. SUPERVENIÊNCIA DE SENTENÇA PENAL CONDENATÓRIA MANTENDO A SEGREGAÇÃO CAUTELAR. GARANTIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. ENCERRAMENTO DA FASE PROBATÓRIA. GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REAL POSSIBILIDADE DE FUGA. PRESERVAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. FUNÇÃO DE CHEFIA EM ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA E QUANTIDADE DE DROGAS: CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. Decreto de prisão preventiva devidamente fundamentado na garantia da ordem pública, consideradas a quantidade de drogas 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS apreendida e a participação do Paciente em organização criminosa, o exercício de chefia e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, não desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a garantia da instrução criminal não constitui fundamento válido da prisão preventiva do condenado. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, mesmo após a sentença penal, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção. 5. Ordem denegada.” (HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1....09.11) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E NA CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REQUISITOS DO ART. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL CONCRETAMENTE DEMONSTRADOS: AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA INCONTESTÁVEL. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. Decretação da prisão preventiva, baseada na garantia da ordem pública, na conveniência da instrução criminal e na necessidade de assegurar a aplicação da lei penal, devidamente fundamentada em fatos concretos a justificar a prisão cautelar, especialmente em razão da participação da Paciente em organização criminosa, da possibilidade de reiteração delituosa e da fuga do distrito da culpa, situação que perdura até a presente data. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11) In casu, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, ao 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS apreendida e a participação do Paciente em organização criminosa, o exercício de chefia e a possibilidade objetiva de reiteração delituosa, não desmentida pelos elementos constantes dos autos. 2. Existência de outro fundamento idôneo e suficiente para a manutenção da prisão preventiva, consistente na aplicação da lei penal, evidenciada pelo risco de fuga do distrito da culpa. 3. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a garantia da instrução criminal não constitui fundamento válido da prisão preventiva do condenado. 4. A presença de condições subjetivas favoráveis ao Paciente não obsta a segregação cautelar, mesmo após a sentença penal, desde que presentes nos autos elementos concretos a recomendar sua manutenção. 5. Ordem denegada.” (HC 104.608, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 1....09.11) “EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E NA CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL PARA ASSEGURAR A APLICAÇÃO DA LEI PENAL. REQUISITOS DO ART. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL CONCRETAMENTE DEMONSTRADOS: AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA INCONTESTÁVEL. HABEAS CORPUS DENEGADO. 1. Decretação da prisão preventiva, baseada na garantia da ordem pública, na conveniência da instrução criminal e na necessidade de assegurar a aplicação da lei penal, devidamente fundamentada em fatos concretos a justificar a prisão cautelar, especialmente em razão da participação da Paciente em organização criminosa, da possibilidade de reiteração delituosa e da fuga do distrito da culpa, situação que perdura até a presente data. Precedentes. 2. Ordem denegada.” (HC 106.702, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 27.05.11) In casu, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, ao 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS julgar o writ lá impetrado, concluiu pela necessidade da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal, em razão da dificuldade de se localizar o paciente, bem como para a garantia da ordem pública, tendo em vista que ele é contumaz na prática dos crimes pelos quais foi denunciado, havendo fundada probabilidade de reiteração criminosa. Transcrevo o seguinte trecho do voto condutor daquele julgamento: “Por outro lado, importa, ao desate do feito, juízo de proporcionalidade entre a demora e a necessidade da prisão provisória. Quanto mais necessária a prisão, e maior a flexibilidade a conferir à estrita observância dos prazos legais. Com esses olhos, destaco que a necessidade da segregação, já firmada quando do julgamento de anterior impetração (há, inclusive, uma ação similar no Superior Tribunal de Justiça), resulta da natureza dos fatos atribuídos ao paciente, e, bem assim, de seu perfil pessoal absolutamente desfavorável. Feitas essas breves considerações, reporto-me, no mais, ao parecer da ínclita Procuradora de Justiça SÍLVIA CAPPELLI, cujos fundamentos também adoto como razões de decidir, ‘in verbis’: ‘Não assiste razão ao impetrante, não há constrangimento ilegal a ser reparado pela via de habeas corpus. O paciente teve prisão preventiva decretada em 30/08/2010, pela prática dos delitos de formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica, com fundamento na garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal. A prisão preventiva é cabível à espécie, nos termos da nova redação do art. 313, I, do Código de Processo Penal, considerando que os delitos em tese praticados pelo paciente são dolosos, punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 04 anos – estelionato, pena de reclusão de 01 a 05 anos; falsidade ideológica, pena de reclusão de 01 a 05 anos; e formação de quadrilha, pena de 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS julgar o writ lá impetrado, concluiu pela necessidade da prisão preventiva para assegurar a aplicação da lei penal, em razão da dificuldade de se localizar o paciente, bem como para a garantia da ordem pública, tendo em vista que ele é contumaz na prática dos crimes pelos quais foi denunciado, havendo fundada probabilidade de reiteração criminosa. Transcrevo o seguinte trecho do voto condutor daquele julgamento: “Por outro lado, importa, ao desate do feito, juízo de proporcionalidade entre a demora e a necessidade da prisão provisória. Quanto mais necessária a prisão, e maior a flexibilidade a conferir à estrita observância dos prazos legais. Com esses olhos, destaco que a necessidade da segregação, já firmada quando do julgamento de anterior impetração (há, inclusive, uma ação similar no Superior Tribunal de Justiça), resulta da natureza dos fatos atribuídos ao paciente, e, bem assim, de seu perfil pessoal absolutamente desfavorável. Feitas essas breves considerações, reporto-me, no mais, ao parecer da ínclita Procuradora de Justiça SÍLVIA CAPPELLI, cujos fundamentos também adoto como razões de decidir, ‘in verbis’: ‘Não assiste razão ao impetrante, não há constrangimento ilegal a ser reparado pela via de habeas corpus. O paciente teve prisão preventiva decretada em 30/08/2010, pela prática dos delitos de formação de quadrilha, estelionato e falsidade ideológica, com fundamento na garantia da ordem pública e para assegurar a aplicação da lei penal. A prisão preventiva é cabível à espécie, nos termos da nova redação do art. 313, I, do Código de Processo Penal, considerando que os delitos em tese praticados pelo paciente são dolosos, punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 04 anos – estelionato, pena de reclusão de 01 a 05 anos; falsidade ideológica, pena de reclusão de 01 a 05 anos; e formação de quadrilha, pena de 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 112744 / RS reclusão de 01 a 03 anos. A aplicação de outra medida cautelar, conforme preceitua o art. 282, § 6..., do Código de Processo Penal, não se mostra adequada no presente caso, considerando inclusive que houve, anteriormente, dificuldade em localizar o paciente, segundo relatório da Autoridade Policial (fl. não numerada, apenso). Analisando-se o caso, conclui-se, ainda, que há razões suficientes para a manutenção da segregação cautelar do paciente. A garantia da ordem pública se impõe. Como leciona Nucci1, no que se refere à garantia da Ordem Pública, esta se caracteriza pelo binômio ‘Gravidade da Infração’ e ‘Repercussão Social’. (…) Com efeito, é inegável a gravidade dos crimes imputados ao paciente, que estava envolvido em quadrilha que, supostamente, desviava cargas de empresas em toda a região Norte do Estado. Ademais, o paciente registra diversos processos criminais contra si, possuindo condenações pela prática dos crimes de estelionato, furto, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade, demonstrando sua reiteração na prática delitiva. Já decidiu esta colenda Câmara que a reiteração criminosa é motivo suficiente para constituir gravame à ordem pública” - Sem grifos no original. Ademais, a fuga do paciente do estabelecimento prisional noticiada pelo Juízo de Origem evidencia sua nítida intenção de não se submeter à aplicação da lei penal, bem como confirma que, se solto, ele voltará a delinquir, haja vista que no período em que permaneceu foragido, voltou a praticar os crimes pelos quais foi denunciado. Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Supremo Tribunal Federal HC 112744 / RS reclusão de 01 a 03 anos. A aplicação de outra medida cautelar, conforme preceitua o art. 282, § 6..., do Código de Processo Penal, não se mostra adequada no presente caso, considerando inclusive que houve, anteriormente, dificuldade em localizar o paciente, segundo relatório da Autoridade Policial (fl. não numerada, apenso). Analisando-se o caso, conclui-se, ainda, que há razões suficientes para a manutenção da segregação cautelar do paciente. A garantia da ordem pública se impõe. Como leciona Nucci1, no que se refere à garantia da Ordem Pública, esta se caracteriza pelo binômio ‘Gravidade da Infração’ e ‘Repercussão Social’. (…) Com efeito, é inegável a gravidade dos crimes imputados ao paciente, que estava envolvido em quadrilha que, supostamente, desviava cargas de empresas em toda a região Norte do Estado. Ademais, o paciente registra diversos processos criminais contra si, possuindo condenações pela prática dos crimes de estelionato, furto, apropriação indébita, falsidade ideológica, falsificação de documento público e falsa identidade, demonstrando sua reiteração na prática delitiva. Já decidiu esta colenda Câmara que a reiteração criminosa é motivo suficiente para constituir gravame à ordem pública” - Sem grifos no original. Ademais, a fuga do paciente do estabelecimento prisional noticiada pelo Juízo de Origem evidencia sua nítida intenção de não se submeter à aplicação da lei penal, bem como confirma que, se solto, ele voltará a delinquir, haja vista que no período em que permaneceu foragido, voltou a praticar os crimes pelos quais foi denunciado. Ex positis, julgo extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via eleita. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, aprecio apenas o dado objetivo, a passagem do tempo. Mesmo subtraindo o período de cinco meses em que o paciente esteve foragido, de 16 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012, está sob a custódia do Estado, sem culpa formada, há dois anos, um mês e dezesseis dias. Para mim, esse período configura o excesso de prazo. Peço vênia aos colegas que entendem de forma diversa para implementar, de ofício, a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3643124. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.744 RIO GRANDE DO SUL O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Presidente, aprecio apenas o dado objetivo, a passagem do tempo. Mesmo subtraindo o período de cinco meses em que o paciente esteve foragido, de 16 de novembro de 2011 a 16 de abril de 2012, está sob a custódia do Estado, sem culpa formada, há dois anos, um mês e dezesseis dias. Para mim, esse período configura o excesso de prazo. Peço vênia aos colegas que entendem de forma diversa para implementar, de ofício, a ordem. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3643124. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25 Extrato de Ata - 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.744 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : CEZAR AUGUSTO CIROLINI OU CESAR AUGUSTO CIROLINI IMPTE.(S) : ROBESPIERRE FERRAZZA TRINDADE COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642245 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.744 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : CEZAR AUGUSTO CIROLINI OU CESAR AUGUSTO CIROLINI IMPTE.(S) : ROBESPIERRE FERRAZZA TRINDADE COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio no sentido da concessão da ordem, de ofício. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642245 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 112 . 744", "HC 112744 / RS", "HC 109 . 723", "HC 106 . 816", "HC 104 . 608", "HC 106 . 702", "HC 112744 / RS", "HC 109 . 723", "HC 106 . 816", "HC 104 . 608", "HC 106 . 702", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HABEAS CORPUS 112 . 744", "HABEAS CORPUS 112 . 744", "HC 112744 / RS", "Processo", "-", "Crime n 21 . 0000 . 58831", "HC 112744 / RS", "Processo", "-", "Crime n 21 . 0000 . 58831", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HC n . 104 . 699 / SP", "HC n . 103 . 107 / MT", "HC n 98 . 842 / SP", "HC 112744 / RS", "HC n . 104 . 699 / SP", "HC n . 103 . 107 / MT", "HC n 98 . 842 / SP", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HABEAS CORPUS 112 . 744", "Pet 1738 - AgR", "HABEAS CORPUS 112 . 744", "Pet 1738 - AgR", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HC n . 109 . 956", "HC 112744 / RS", "HC n . 109 . 956", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HC 104845 / SP", "HC 101110 / CE", "HC 96775 / PA", "HC 112744 / RS", "HC 104845 / SP", "HC 101110 / CE", "HC 96775 / PA", "HC 112744 / RS", "HC 103020 / SP", "RHC 95207 / PI", "HC 93023 AgR / RJ", "HC 108 . 426", "HC 112744 / RS", "HC 103020 / SP", "RHC 95207 / PI", "HC 93023 AgR / RJ", "HC 108 . 426", "HC 112744 / RS", "HC 108 . 353", "HC 112744 / RS", "HC 108 . 353", "HC 112744 / RS", "HC 108 . 514", "HC 112744 / RS", "HC 108 . 514", "HC 112744 / RS", "HC 109 . 723", "HC 112744 / RS", "HC 109 . 723", "HC 112744 / RS", "HC 84 . 658 /", "HC 90 . 398 / SP", "HC 106 . 816", "HC 112744 / RS", "HC 84 . 658 / PE", "HC 90 . 398 / SP", "HC 106 . 816", "HC 112744 / RS", "HC 104 . 608", "HC 106 . 702", "HC 112744 / RS", "HC 104 . 608", "HC 106 . 702", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HC 112744 / RS", "HABEAS CORPUS 112 . 744", "HABEAS CORPUS 112 . 744", "HABEAS CORPUS 112 . 744", "HABEAS CORPUS 112 . 744" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 , ART . 102 , I , “ D ” E “ I", "ARTS . 171 , 299 E 288 DO Código Penal Brasileiro", "artigo 102 , inciso I , alíneas “ d ” e “ i ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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FUX", "CEZAR AUGUSTO CIROLINI", "CESAR AUGUSTO CIROLINI", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "02", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de novembro de 2011", "16 de abril de 2012", "27", ".", "0612", "20", ".", "06", ".", "11", "1", ".", ".", ".", ".", "09", ".", "11", "27", ".", "05", ".", "11", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de novembro de 2011", "16 de abril de 2012", "27", ".", "0612", "20", ".", "06", ".", "11", "1", ".", ".", ".", ".", "09", ".", "11", "27", ".", "05", ".", "11", ".", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "08", ".", "10", "16", ".", "09", ".", "10", "16 de novembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", ".", "08", ".", "10", "16", ".", "09", ".", "10", "16 de novembro de 2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de abril de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de abril de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "11", ".", "10", "29", ".", "11", ".", "10", "25", ".", "6", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "11", ".", "10", "29", ".", "11", ".", "10", "25", ".", "6", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "11", ".", "2011", "16 de abril de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "11", ".", "2011", "16 de abril de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "99", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "1", ".", ".", ".", ".", "10", ".", "99", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "10", "/", "8", "/", "2010", "12", "/", "2", "/", "2010", "28", "/", "5", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "2009", "10", "/", "8", "/", "2010", "12", "/", "2", "/", "2010", "28", "/", "5", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "5", "/", "2011", "15", "/", "2", "/", "2011", "24", "/", "4", "/", "2009", "07", ".", "08", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "5", "/", "2011", "15", "/", "2", "/", "2011", "24", "/", "4", "/", "2009", "07", ".", "08", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "08", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "29", ".", "08", ".", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "06", ".", "12", "16 de setembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "06", ".", "12", "de setembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de maio último", "21 de setembro", "6 de novembro de 2011", "16 de abril de 2012", "27", ".", "0612", "24", "/", "08", "/", "2001", "10 de maio último", "21 de setembro", "6 de novembro de 2011", "16 de abril de 2012", "27", ".", "0612", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "06", ".", "2005", "17", ".", "05", ".", "2007", "20", ".", "06", ".", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "03", ".", "06", ".", "2005", "17", ".", "05", ".", "2007", "20", ".", "06", ".", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "09", ".", "11", "27", ".", "05", ".", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "1", ".", ".", ".", ".", "09", ".", "11", "27", ".", "05", ".", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "08", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "08", "/", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "16 de novembro de 2011", "16 de abril de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "16 de novembro de 2011", "16 de abril de 2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "2", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EXPRESSO SETELAGOANO LTDA ADV.(A/S) :ANGELO VALLADARES E SOUZA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) :MARCOS VANCONCELOS RODRIGUES DE OLIVEIRA EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Contribuição ao SEBRAE. Desnecessidade de edição de lei complementar para instituição da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. Período posterior ao advento da Lei nº 8.706/93. Princípio da Legalidade. Ofensa reflexa. Súmula nº 636. 1. O Plenário da Corte, ao apreciar o RE nº 635.682/RJ-RG (Relator o Ministro Gilmar Mendes, julgado em 25/4/13), cuja repercussão geral havia sido reconhecida, reafirmou o posicionamento da Corte pela desnecessidade de edição de lei complementar para a instituição da contribuição destinada ao SEBRAE, bem como pela sua caracterização como contribuição de intervenção no domínio econômico. 2. No tocante à alegada violação do princípio da legalidade tributária e à consequente inexistência de exigibilidade da contribuição para o SEBRAE após o advento da Lei nº 8.706/93, a qual instituiu as exações destinadas ao SEST e SENAT, da forma como decidido no v. acórdão, seria necessário o específico reexame da legislação infraconstitucional pertinente ao caso (Lei nº 8.706/93 e Decretos nºs 1.007/93 e 1.092/94), o que não é cabível nessa instância recursal. Incidência da Súmula nº 636 da Corte. Precedentes. 3. Agravo regimental não provido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484113. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 608035 AGR / MG ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484113. Supremo Tribunal Federal AI 608035 AGR / MG ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484113. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EXPRESSO SETELAGOANO LTDA ADV.(A/S) :ANGELO VALLADARES E SOUZA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) :MARCOS VANCONCELOS RODRIGUES DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Expresso Setelagoano Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Agravo de Instrumento de decisão que inadmitiu RE, a , contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, assim ementado (f. 196): TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O SEBRAE. LEI 8.029/1990. EMPRESA DE TRANSPORTE. SEST/SENAT. LEI 8.706/1993. 1. Sendo a lei 8.029/1990, anterior àquela que criou o SEST/SENAT, a simples mudança do destinatário dos recursos oriundos das empresas de transportes, anteriormente destinados ao SESI/SENAI, não tem o condão de ensejar que estas empresas estão desobrigadas de continuar contribuindo para o SEBRAE. 2. Apelação e remessa oficial providas. Alega o RE violação dos artigos 5º, XXXV e LV; 146, III, 149 e 150, I e 154, I, da Constituição. Decido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484111. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EXPRESSO SETELAGOANO LTDA ADV.(A/S) :ANGELO VALLADARES E SOUZA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) :MARCOS VANCONCELOS RODRIGUES DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Expresso Setelagoano Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Agravo de Instrumento de decisão que inadmitiu RE, a , contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, assim ementado (f. 196): TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O SEBRAE. LEI 8.029/1990. EMPRESA DE TRANSPORTE. SEST/SENAT. LEI 8.706/1993. 1. Sendo a lei 8.029/1990, anterior àquela que criou o SEST/SENAT, a simples mudança do destinatário dos recursos oriundos das empresas de transportes, anteriormente destinados ao SESI/SENAI, não tem o condão de ensejar que estas empresas estão desobrigadas de continuar contribuindo para o SEBRAE. 2. Apelação e remessa oficial providas. Alega o RE violação dos artigos 5º, XXXV e LV; 146, III, 149 e 150, I e 154, I, da Constituição. Decido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 608035 AGR / MG Este Tribunal, ao apreciar o RE 396.266, 26.11.2003, Velloso, declarou a legitimidade constitucional da contribuição instituída em favor do SEBRAE. Para tanto, afastou a necessidade de lei complementar para a sua instituição e, ainda - tendo em vista tratar-se de contribuição social de intervenção no domínio econômico -, entendeu ser inexigível a vinculação direta do contribuinte ou a possibilidade de que ele se beneficie com a aplicação dos recursos por ela arrecadados, mas sim a observância dos princípios gerais da atividade econômica. Nem há falar em negativa de prestação jurisdicional ou violação do artigo 5º, XXXV e LV, da Constituição Federal. A parte teve acesso aos recursos cabíveis na espécie e a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal a quo, como se observa do acórdão proferido, justificado suas razões de decidir. O acórdão recorrido está em harmonia com esta orientação. Nego provimento ao agravo.” Aduz a agravante, in verbis, que, “por se tratar de contribuição de intervenção no domínio econômico, deveria ter sido instituída por lei complementar, segundo estatuem os artigos 146, III c/c 149, ambos da Constituição de 1.998; (…) [O] produto de sua arrecadação não beneficia, ainda que indiretamente, empresas de médio e grande porte, como é o caso da Agravante; (…) [A]o incidir sobre a folha de salários, o tributo sub judice recai sobre fato gerador próprio das contribuições preconizadas no artigo 195, I, da nossa Lei Maior e das contribuições (SESI, SENAI, SENAC, SESC E SENAR) estampadas, respectivamente, nos artigos 240 do Diploma Constitucional e 62 do Ato das 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484111. Supremo Tribunal Federal AI 608035 AGR / MG Este Tribunal, ao apreciar o RE 396.266, 26.11.2003, Velloso, declarou a legitimidade constitucional da contribuição instituída em favor do SEBRAE. Para tanto, afastou a necessidade de lei complementar para a sua instituição e, ainda - tendo em vista tratar-se de contribuição social de intervenção no domínio econômico -, entendeu ser inexigível a vinculação direta do contribuinte ou a possibilidade de que ele se beneficie com a aplicação dos recursos por ela arrecadados, mas sim a observância dos princípios gerais da atividade econômica. Nem há falar em negativa de prestação jurisdicional ou violação do artigo 5º, XXXV e LV, da Constituição Federal. A parte teve acesso aos recursos cabíveis na espécie e a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal a quo, como se observa do acórdão proferido, justificado suas razões de decidir. O acórdão recorrido está em harmonia com esta orientação. Nego provimento ao agravo.” Aduz a agravante, in verbis, que, “por se tratar de contribuição de intervenção no domínio econômico, deveria ter sido instituída por lei complementar, segundo estatuem os artigos 146, III c/c 149, ambos da Constituição de 1.998; (…) [O] produto de sua arrecadação não beneficia, ainda que indiretamente, empresas de médio e grande porte, como é o caso da Agravante; (…) [A]o incidir sobre a folha de salários, o tributo sub judice recai sobre fato gerador próprio das contribuições preconizadas no artigo 195, I, da nossa Lei Maior e das contribuições (SESI, SENAI, SENAC, SESC E SENAR) estampadas, respectivamente, nos artigos 240 do Diploma Constitucional e 62 do Ato das 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 608035 AGR / MG Disposições Constitucionais transitórias (ADCT); (…) [A]pós o advento da Lei nº 8.706/93, que instituiu as exações destinadas ao SEST e SENAT, a exação em comento que é adicional das contribuições SESI/SENAI, não mais pode ser cobrada das empresas com atividade de transporte rodoviário, salvo se em afronta ao máxime da legalidade (art. 150, I, CF/88) (fls. 328/329)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484111. Supremo Tribunal Federal AI 608035 AGR / MG Disposições Constitucionais transitórias (ADCT); (…) [A]pós o advento da Lei nº 8.706/93, que instituiu as exações destinadas ao SEST e SENAT, a exação em comento que é adicional das contribuições SESI/SENAI, não mais pode ser cobrada das empresas com atividade de transporte rodoviário, salvo se em afronta ao máxime da legalidade (art. 150, I, CF/88) (fls. 328/329)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. O Plenário desta Corte, ao apreciar o RE nº 635.682/RJ-RG (Relator o Ministro Gilmar Mendes, julgado em 25/4/13), cuja repercussão geral havia sido reconhecida, reafirmou a jurisprudência da Corte pela desnecessidade de edição de lei complementar para instituição da contribuição destinada ao SEBRAE, bem como pela sua caracterização como contribuição de intervenção no domínio econômico. Na ocasião, reafirmou a Corte que o fato de a contribuição de intervenção no domínio econômico sujeitar-se ao art. 146, inciso III, alínea a, não leva à conclusão de que o tributo deva ser instituído mediante lei complementar. Essas contribuições sujeitam-se, sim, às normas gerais estabelecidas pela legislação complementar em matéria tributária, mas não é de se exigir que elas próprias sejam veiculadas apenas por meio de lei complementar. Além do mais, assentou este Tribunal, conforme diversos julgados da Corte, que as contribuições de intervenção no domínio econômico não exigem contraprestação direta em favor do contribuinte. Infundada, portanto, a alegação de que a contribuição somente deveria ser cobrada das categorias empresariais por ela beneficiadas. De acordo com a jurisprudência desta Corte, tratando-se de empresa que exerce atividade econômica, é devida a cobrança de contribuição para o SEBRAE. Por fim, quanto à alegada afronta ao Princípio da Legalidade, observo que, no acórdão recorrido, o órgão julgador se limitou a analisar as Leis nº 8.029 e nº 8.706/93 para concluir que a lei instituidora do SEST e do SENAT apenas transferiu as atribuições antes afetas ao SESI e ao SENAI, ou seja, houve “a simples mudança do destinatário dos recursos oriundos das empresas de transportes”. Sendo assim, para acolher a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484110. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. O Plenário desta Corte, ao apreciar o RE nº 635.682/RJ-RG (Relator o Ministro Gilmar Mendes, julgado em 25/4/13), cuja repercussão geral havia sido reconhecida, reafirmou a jurisprudência da Corte pela desnecessidade de edição de lei complementar para instituição da contribuição destinada ao SEBRAE, bem como pela sua caracterização como contribuição de intervenção no domínio econômico. Na ocasião, reafirmou a Corte que o fato de a contribuição de intervenção no domínio econômico sujeitar-se ao art. 146, inciso III, alínea a, não leva à conclusão de que o tributo deva ser instituído mediante lei complementar. Essas contribuições sujeitam-se, sim, às normas gerais estabelecidas pela legislação complementar em matéria tributária, mas não é de se exigir que elas próprias sejam veiculadas apenas por meio de lei complementar. Além do mais, assentou este Tribunal, conforme diversos julgados da Corte, que as contribuições de intervenção no domínio econômico não exigem contraprestação direta em favor do contribuinte. Infundada, portanto, a alegação de que a contribuição somente deveria ser cobrada das categorias empresariais por ela beneficiadas. De acordo com a jurisprudência desta Corte, tratando-se de empresa que exerce atividade econômica, é devida a cobrança de contribuição para o SEBRAE. Por fim, quanto à alegada afronta ao Princípio da Legalidade, observo que, no acórdão recorrido, o órgão julgador se limitou a analisar as Leis nº 8.029 e nº 8.706/93 para concluir que a lei instituidora do SEST e do SENAT apenas transferiu as atribuições antes afetas ao SESI e ao SENAI, ou seja, houve “a simples mudança do destinatário dos recursos oriundos das empresas de transportes”. Sendo assim, para acolher a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484110. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 608035 AGR / MG pretensão da agravante de que houve violação da legalidade tributária e de que, consequentemente, não seria exigível a contribuição para o SEBRAE após o advento da Lei nº 8.706/93, a qual instituiu as exações destinadas ao SEST e SENAT, necessário seria o específico reexame da legislação infraconstitucional pertinente ao caso (Lei nº 8.706/93 e Decretos nºs 1.007/93 e 1.092/94), o que não é cabível nessa instância recursal. Incidência da Súmula nº 636 desta Corte. “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HIPÓTESE DE CONHECIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL DO TRANSPORTE E AO SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM DO TRANSPORTE. SEST/SENAT. DEFICIÊNCIA DA REGRA- MATRIZ DE INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA PARA DEFINIR SUJEITO PASSIVO E ALÍQUOTA. VIOLAÇÃO DA REGRA DA LEGALIDADE (ART. 150, I DA CONSTITUIÇÃO). CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA DISCUSSÃO. 1. Recurso de embargos de declaração conhecido como agravo regimental, eis que interposto de decisão monocrática e com inequívoco intuito modificativo. 2. Ambas as Turmas desta Corte firmaram precedentes quanto à constitucionalidade da contribuição destinada ao custeio do SEST e do SENAT. 3. Da forma como articulada, a violação da regra da legalidade é meramente reflexa ou indireta, pois os parâmetros de controle utilizados pelo acórdão recorrido foram a legislação ordinária e a infra- ordinária, sem a necessidade de reforço pela Constituição. Houvesse a contrariedade aventada, ela se daria diretamente em relação ao texto da Lei 8.706/1993 e aos Decretos 1.007/1993 e 1.092/1994. Embargos de declaração conhecidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (RE nº 474.717-ED, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 11/6/10) Mesmo que assim não fosse, observo que há precedentes específicos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484110. Supremo Tribunal Federal AI 608035 AGR / MG pretensão da agravante de que houve violação da legalidade tributária e de que, consequentemente, não seria exigível a contribuição para o SEBRAE após o advento da Lei nº 8.706/93, a qual instituiu as exações destinadas ao SEST e SENAT, necessário seria o específico reexame da legislação infraconstitucional pertinente ao caso (Lei nº 8.706/93 e Decretos nºs 1.007/93 e 1.092/94), o que não é cabível nessa instância recursal. Incidência da Súmula nº 636 desta Corte. “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HIPÓTESE DE CONHECIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL DO TRANSPORTE E AO SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM DO TRANSPORTE. SEST/SENAT. DEFICIÊNCIA DA REGRA- MATRIZ DE INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA PARA DEFINIR SUJEITO PASSIVO E ALÍQUOTA. VIOLAÇÃO DA REGRA DA LEGALIDADE (ART. 150, I DA CONSTITUIÇÃO). CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA DISCUSSÃO. 1. Recurso de embargos de declaração conhecido como agravo regimental, eis que interposto de decisão monocrática e com inequívoco intuito modificativo. 2. Ambas as Turmas desta Corte firmaram precedentes quanto à constitucionalidade da contribuição destinada ao custeio do SEST e do SENAT. 3. Da forma como articulada, a violação da regra da legalidade é meramente reflexa ou indireta, pois os parâmetros de controle utilizados pelo acórdão recorrido foram a legislação ordinária e a infra- ordinária, sem a necessidade de reforço pela Constituição. Houvesse a contrariedade aventada, ela se daria diretamente em relação ao texto da Lei 8.706/1993 e aos Decretos 1.007/1993 e 1.092/1994. Embargos de declaração conhecidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (RE nº 474.717-ED, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 11/6/10) Mesmo que assim não fosse, observo que há precedentes específicos 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484110. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 608035 AGR / MG da Corte no sentido da obrigatoriedade de contribuição para o SEBRAE das empresas de transporte, mesmo após a Lei nº 8.706/93. Nesse sentido, os seguintes julgados: RE nº 401.823-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJ de 11/2/05; RE nº 412.368-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1º/4/11; RE nº 399.369/RS, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22/10/09. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484110. Supremo Tribunal Federal AI 608035 AGR / MG da Corte no sentido da obrigatoriedade de contribuição para o SEBRAE das empresas de transporte, mesmo após a Lei nº 8.706/93. Nesse sentido, os seguintes julgados: RE nº 401.823-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJ de 11/2/05; RE nº 412.368-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1º/4/11; RE nº 399.369/RS, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22/10/09. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484110. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EXPRESSO SETELAGOANO LTDA ADV.(A/S) : ANGELO VALLADARES E SOUZA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) : MARCOS VANCONCELOS RODRIGUES DE OLIVEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306915 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EXPRESSO SETELAGOANO LTDA ADV.(A/S) : ANGELO VALLADARES E SOUZA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) : MARCOS VANCONCELOS RODRIGUES DE OLIVEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306915 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4563143
2013-06-25T00:00:00
2013-09-24T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Contribuição ao SEBRAE. Desnecessidade de edição de lei complementar para instituição da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. Período posterior ao advento da Lei nº 8.706/93. Princípio da Legalidade. Ofensa reflexa. Súmula nº 636. 1. O Plenário da Corte, ao apreciar o RE nº 635.682/RJ-RG (Relator o Ministro Gilmar Mendes, julgado em 25/4/13), cuja repercussão geral havia sido reconhecida, reafirmou o posicionamento da Corte pela desnecessidade de edição de lei complementar para a instituição da contribuição destinada ao SEBRAE, bem como pela sua caracterização como contribuição de intervenção no domínio econômico. 2. No tocante à alegada violação do princípio da legalidade tributária e à consequente inexistência de exigibilidade da contribuição para o SEBRAE após o advento da Lei nº 8.706/93, a qual instituiu as exações destinadas ao SEST e SENAT, da forma como decidido no v. acórdão, seria necessário o específico reexame da legislação infraconstitucional pertinente ao caso (Lei nº 8.706/93 e Decretos nºs 1.007/93 e 1.092/94), o que não é cabível nessa instância recursal. Incidência da Súmula nº 636 da Corte. Precedentes. 3. Agravo regimental não provido.
sjur242611
- Acórdão(s) citado(s): (CONTRIBUIÇÃO DE CUSTEIO, SEST, SENAT) RE 474717 ED (2ªT). (CONTRIBUIÇÃO, SEBRAE) RE 401823 AgR (1ªT), RE 412368 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (CONTRIBUIÇÃO, SEBRAE) RE 399369. Número de páginas: 9. Análise: 30/09/2013, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
608035
[ "LEG-FED LEI-008706 ANO-1973\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-008029 ANO-1993\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED DEC-001007 ANO-1993\n DECRETO\n\n", "LEG-FED DEC-001092 ANO-1994\n DECRETO\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 608035 AgR
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AGTE.(S) : EXPRESSO SETELAGOANO LTDA ADV.(A/S) : ANGELO VALLADARES E SOUZA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) : MARCOS VANCONCELOS RODRIGUES DE OLIVEIRA
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EXPRESSO SETELAGOANO LTDA ADV.(A/S) :ANGELO VALLADARES E SOUZA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) :MARCOS VANCONCELOS RODRIGUES DE OLIVEIRA EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Contribuição ao SEBRAE. Desnecessidade de edição de lei complementar para instituição da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico. Período posterior ao advento da Lei n 8.706/93. Princípio da Legalidade. Ofensa reflexa. Súmula n 636. 1. O Plenário da Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário n 635.682/RJ-RG (Relator o Ministro Gilmar Mendes, julgado em 25/4/13), cuja repercussão geral havia sido reconhecida, reafirmou o posicionamento da Corte pela desnecessidade de edição de lei complementar para a instituição da contribuição destinada ao SEBRAE, bem como pela sua caracterização como contribuição de intervenção no domínio econômico. 2. No tocante à alegada violação do princípio da legalidade tributária e à consequente inexistência de exigibilidade da contribuição para o SEBRAE após o advento da Lei n 8.706/93, a qual instituiu as exações destinadas ao SEST e SENAT, da forma como decidido no v. acórdão, seria necessário o específico reexame da legislação infraconstitucional pertinente ao caso (Lei n 8.706/93 e Decretos ns 1.007/93 e 1.092/94), o que não é cabível nessa instância recursal. Incidência da Súmula n 636 da Corte. Precedentes. 3. Agravo regimental não provido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484113. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 608035 AGR / MG ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484113. Supremo Tribunal Federal AI 608035 AGR / MG ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484113. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EXPRESSO SETELAGOANO LTDA ADV.(A/S) :ANGELO VALLADARES E SOUZA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) :MARCOS VANCONCELOS RODRIGUES DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Expresso Setelagoano Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Agravo de Instrumento de decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário, a , contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região, assim ementado (f. 196): TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O SEBRAE. LEI 8.029/1990. EMPRESA DE TRANSPORTE. SEST/SENAT. LEI 8.706/1993. 1. Sendo a lei 8.029/1990, anterior àquela que criou o SEST/SENAT, a simples mudança do destinatário dos recursos oriundos das empresas de transportes, anteriormente destinados ao SESI/SENAI, não tem o condão de ensejar que estas empresas estão desobrigadas de continuar contribuindo para o SEBRAE. 2. Apelação e remessa oficial providas. Alega o Recurso Extraordinário violação dos artigos 5..., XXXV e LV; 146, III, 149 e 150, I e 154, I, da Constituição. Decido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484111. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :EXPRESSO SETELAGOANO LTDA ADV.(A/S) :ANGELO VALLADARES E SOUZA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) :SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) :MARCOS VANCONCELOS RODRIGUES DE OLIVEIRA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Expresso Setelagoano Ltda. interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence negou provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Agravo de Instrumento de decisão que inadmitiu Recurso Extraordinário, a , contra acórdão do Tribunal Regional Federal da 1... Região, assim ementado (f. 196): TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PARA O SEBRAE. LEI 8.029/1990. EMPRESA DE TRANSPORTE. SEST/SENAT. LEI 8.706/1993. 1. Sendo a lei 8.029/1990, anterior àquela que criou o SEST/SENAT, a simples mudança do destinatário dos recursos oriundos das empresas de transportes, anteriormente destinados ao SESI/SENAI, não tem o condão de ensejar que estas empresas estão desobrigadas de continuar contribuindo para o SEBRAE. 2. Apelação e remessa oficial providas. Alega o Recurso Extraordinário violação dos artigos 5..., XXXV e LV; 146, III, 149 e 150, I e 154, I, da Constituição. Decido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 608035 AGR / MG Este Tribunal, ao apreciar o Recurso Extraordinário 396.266, 26.11.2003, Velloso, declarou a legitimidade constitucional da contribuição instituída em favor do SEBRAE. Para tanto, afastou a necessidade de lei complementar para a sua instituição e, ainda - tendo em vista tratar-se de contribuição social de intervenção no domínio econômico -, entendeu ser inexigível a vinculação direta do contribuinte ou a possibilidade de que ele se beneficie com a aplicação dos recursos por ela arrecadados, mas sim a observância dos princípios gerais da atividade econômica. Nem há falar em negativa de prestação jurisdicional ou violação do artigo 5..., XXXV e LV, da Constituição Federal. A parte teve acesso aos recursos cabíveis na espécie e a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal a quo, como se observa do acórdão proferido, justificado suas razões de decidir. O acórdão recorrido está em harmonia com esta orientação. Nego provimento ao agravo.” Aduz a agravante, in verbis, que, “por se tratar de contribuição de intervenção no domínio econômico, deveria ter sido instituída por lei complementar, segundo estatuem os artigos 146, III c/c 149, ambos da Constituição de 1.998; (…) [O] produto de sua arrecadação não beneficia, ainda que indiretamente, empresas de médio e grande porte, como é o caso da Agravante; (…) [A]o incidir sobre a folha de salários, o tributo sub judice recai sobre fato gerador próprio das contribuições preconizadas no artigo 195, I, da nossa Lei Maior e das contribuições (SESI, SENAI, SENAC, SESC E SENAR) estampadas, respectivamente, nos artigos 240 do Diploma Constitucional e 62 do Ato das 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484111. Supremo Tribunal Federal AI 608035 AGR / MG Este Tribunal, ao apreciar o Recurso Extraordinário 396.266, 26.11.2003, Velloso, declarou a legitimidade constitucional da contribuição instituída em favor do SEBRAE. Para tanto, afastou a necessidade de lei complementar para a sua instituição e, ainda - tendo em vista tratar-se de contribuição social de intervenção no domínio econômico -, entendeu ser inexigível a vinculação direta do contribuinte ou a possibilidade de que ele se beneficie com a aplicação dos recursos por ela arrecadados, mas sim a observância dos princípios gerais da atividade econômica. Nem há falar em negativa de prestação jurisdicional ou violação do artigo 5..., XXXV e LV, da Constituição Federal. A parte teve acesso aos recursos cabíveis na espécie e a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal a quo, como se observa do acórdão proferido, justificado suas razões de decidir. O acórdão recorrido está em harmonia com esta orientação. Nego provimento ao agravo.” Aduz a agravante, in verbis, que, “por se tratar de contribuição de intervenção no domínio econômico, deveria ter sido instituída por lei complementar, segundo estatuem os artigos 146, III c/c 149, ambos da Constituição de 1.998; (…) [O] produto de sua arrecadação não beneficia, ainda que indiretamente, empresas de médio e grande porte, como é o caso da Agravante; (…) [A]o incidir sobre a folha de salários, o tributo sub judice recai sobre fato gerador próprio das contribuições preconizadas no artigo 195, I, da nossa Lei Maior e das contribuições (SESI, SENAI, SENAC, SESC E SENAR) estampadas, respectivamente, nos artigos 240 do Diploma Constitucional e 62 do Ato das 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 608035 AGR / MG Disposições Constitucionais transitórias (ADCT); (…) [A]pós o advento da Lei n 8.706/93, que instituiu as exações destinadas ao SEST e SENAT, a exação em comento que é adicional das contribuições SESI/SENAI, não mais pode ser cobrada das empresas com atividade de transporte rodoviário, salvo se em afronta ao máxime da legalidade (art. 150, I, Constituição Federal de 1988/88) (fls. 328/329)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484111. Supremo Tribunal Federal AI 608035 AGR / MG Disposições Constitucionais transitórias (ADCT); (…) [A]pós o advento da Lei n 8.706/93, que instituiu as exações destinadas ao SEST e SENAT, a exação em comento que é adicional das contribuições SESI/SENAI, não mais pode ser cobrada das empresas com atividade de transporte rodoviário, salvo se em afronta ao máxime da legalidade (art. 150, I, Constituição Federal de 1988/88) (fls. 328/329)”. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484111. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. O Plenário desta Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário n 635.682/RJ-RG (Relator o Ministro Gilmar Mendes, julgado em 25/4/13), cuja repercussão geral havia sido reconhecida, reafirmou a jurisprudência da Corte pela desnecessidade de edição de lei complementar para instituição da contribuição destinada ao SEBRAE, bem como pela sua caracterização como contribuição de intervenção no domínio econômico. Na ocasião, reafirmou a Corte que o fato de a contribuição de intervenção no domínio econômico sujeitar-se ao art. 146, inciso III, alínea a, não leva à conclusão de que o tributo deva ser instituído mediante lei complementar. Essas contribuições sujeitam-se, sim, às normas gerais estabelecidas pela legislação complementar em matéria tributária, mas não é de se exigir que elas próprias sejam veiculadas apenas por meio de lei complementar. Além do mais, assentou este Tribunal, conforme diversos julgados da Corte, que as contribuições de intervenção no domínio econômico não exigem contraprestação direta em favor do contribuinte. Infundada, portanto, a alegação de que a contribuição somente deveria ser cobrada das categorias empresariais por ela beneficiadas. De acordo com a jurisprudência desta Corte, tratando-se de empresa que exerce atividade econômica, é devida a cobrança de contribuição para o SEBRAE. Por fim, quanto à alegada afronta ao Princípio da Legalidade, observo que, no acórdão recorrido, o órgão julgador se limitou a analisar as Leis n 8.029 e n 8.706/93 para concluir que a lei instituidora do SEST e do SENAT apenas transferiu as atribuições antes afetas ao SESI e ao SENAI, ou seja, houve “a simples mudança do destinatário dos recursos oriundos das empresas de transportes”. Sendo assim, para acolher a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484110. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. O Plenário desta Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário n 635.682/RJ-RG (Relator o Ministro Gilmar Mendes, julgado em 25/4/13), cuja repercussão geral havia sido reconhecida, reafirmou a jurisprudência da Corte pela desnecessidade de edição de lei complementar para instituição da contribuição destinada ao SEBRAE, bem como pela sua caracterização como contribuição de intervenção no domínio econômico. Na ocasião, reafirmou a Corte que o fato de a contribuição de intervenção no domínio econômico sujeitar-se ao art. 146, inciso III, alínea a, não leva à conclusão de que o tributo deva ser instituído mediante lei complementar. Essas contribuições sujeitam-se, sim, às normas gerais estabelecidas pela legislação complementar em matéria tributária, mas não é de se exigir que elas próprias sejam veiculadas apenas por meio de lei complementar. Além do mais, assentou este Tribunal, conforme diversos julgados da Corte, que as contribuições de intervenção no domínio econômico não exigem contraprestação direta em favor do contribuinte. Infundada, portanto, a alegação de que a contribuição somente deveria ser cobrada das categorias empresariais por ela beneficiadas. De acordo com a jurisprudência desta Corte, tratando-se de empresa que exerce atividade econômica, é devida a cobrança de contribuição para o SEBRAE. Por fim, quanto à alegada afronta ao Princípio da Legalidade, observo que, no acórdão recorrido, o órgão julgador se limitou a analisar as Leis n 8.029 e n 8.706/93 para concluir que a lei instituidora do SEST e do SENAT apenas transferiu as atribuições antes afetas ao SESI e ao SENAI, ou seja, houve “a simples mudança do destinatário dos recursos oriundos das empresas de transportes”. Sendo assim, para acolher a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484110. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 608035 AGR / MG pretensão da agravante de que houve violação da legalidade tributária e de que, consequentemente, não seria exigível a contribuição para o SEBRAE após o advento da Lei n 8.706/93, a qual instituiu as exações destinadas ao SEST e SENAT, necessário seria o específico reexame da legislação infraconstitucional pertinente ao caso (Lei n 8.706/93 e Decretos ns 1.007/93 e 1.092/94), o que não é cabível nessa instância recursal. Incidência da Súmula n 636 desta Corte. “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HIPÓTESE DE CONHECIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL DO TRANSPORTE E AO SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM DO TRANSPORTE. SEST/SENAT. DEFICIÊNCIA DA REGRA- MATRIZ DE INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA PARA DEFINIR SUJEITO PASSIVO E ALÍQUOTA. VIOLAÇÃO DA REGRA DA LEGALIDADE (ART. 150, I DA CONSTITUIÇÃO). CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA DISCUSSÃO. 1. Recurso de embargos de declaração conhecido como agravo regimental, eis que interposto de decisão monocrática e com inequívoco intuito modificativo. 2. Ambas as Turmas desta Corte firmaram precedentes quanto à constitucionalidade da contribuição destinada ao custeio do SEST e do SENAT. 3. Da forma como articulada, a violação da regra da legalidade é meramente reflexa ou indireta, pois os parâmetros de controle utilizados pelo acórdão recorrido foram a legislação ordinária e a infra- ordinária, sem a necessidade de reforço pela Constituição. Houvesse a contrariedade aventada, ela se daria diretamente em relação ao texto da Lei 8.706/1993 e aos Decretos 1.007/1993 e 1.092/1994. Embargos de declaração conhecidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 474.717-ED, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 11/6/10) Mesmo que assim não fosse, observo que há precedentes específicos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484110. Supremo Tribunal Federal AI 608035 AGR / MG pretensão da agravante de que houve violação da legalidade tributária e de que, consequentemente, não seria exigível a contribuição para o SEBRAE após o advento da Lei n 8.706/93, a qual instituiu as exações destinadas ao SEST e SENAT, necessário seria o específico reexame da legislação infraconstitucional pertinente ao caso (Lei n 8.706/93 e Decretos ns 1.007/93 e 1.092/94), o que não é cabível nessa instância recursal. Incidência da Súmula n 636 desta Corte. “PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. HIPÓTESE DE CONHECIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO AO SERVIÇO SOCIAL DO TRANSPORTE E AO SERVIÇO NACIONAL DE APRENDIZAGEM DO TRANSPORTE. SEST/SENAT. DEFICIÊNCIA DA REGRA- MATRIZ DE INCIDÊNCIA TRIBUTÁRIA PARA DEFINIR SUJEITO PASSIVO E ALÍQUOTA. VIOLAÇÃO DA REGRA DA LEGALIDADE (ART. 150, I DA CONSTITUIÇÃO). CARÁTER INFRACONSTITUCIONAL DA DISCUSSÃO. 1. Recurso de embargos de declaração conhecido como agravo regimental, eis que interposto de decisão monocrática e com inequívoco intuito modificativo. 2. Ambas as Turmas desta Corte firmaram precedentes quanto à constitucionalidade da contribuição destinada ao custeio do SEST e do SENAT. 3. Da forma como articulada, a violação da regra da legalidade é meramente reflexa ou indireta, pois os parâmetros de controle utilizados pelo acórdão recorrido foram a legislação ordinária e a infra- ordinária, sem a necessidade de reforço pela Constituição. Houvesse a contrariedade aventada, ela se daria diretamente em relação ao texto da Lei 8.706/1993 e aos Decretos 1.007/1993 e 1.092/1994. Embargos de declaração conhecidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 474.717-ED, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe de 11/6/10) Mesmo que assim não fosse, observo que há precedentes específicos 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484110. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 608035 AGR / MG da Corte no sentido da obrigatoriedade de contribuição para o SEBRAE das empresas de transporte, mesmo após a Lei n 8.706/93. Nesse sentido, os seguintes julgados: Recurso Extraordinário n 401.823-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJ de 11/2/05; Recurso Extraordinário n 412.368-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1.../4/11; Recurso Extraordinário n 399.369/RS, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22/10/09. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484110. Supremo Tribunal Federal AI 608035 AGR / MG da Corte no sentido da obrigatoriedade de contribuição para o SEBRAE das empresas de transporte, mesmo após a Lei n 8.706/93. Nesse sentido, os seguintes julgados: Recurso Extraordinário n 401.823-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJ de 11/2/05; Recurso Extraordinário n 412.368-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 1.../4/11; Recurso Extraordinário n 399.369/RS, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 22/10/09. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484110. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EXPRESSO SETELAGOANO LTDA ADV.(A/S) : ANGELO VALLADARES E SOUZA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) : MARCOS VANCONCELOS RODRIGUES DE OLIVEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306915 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 608.035 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : EXPRESSO SETELAGOANO LTDA ADV.(A/S) : ANGELO VALLADARES E SOUZA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS - SEBRAE ADV.(A/S) : MARCOS VANCONCELOS RODRIGUES DE OLIVEIRA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306915 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 608 . 035", "Recurso Extraordinário n 635 . 682 / RJ - RG", "Súmula n 636 da Corte", "AI 608035 AGR / MG", "AI 608035 AGR / MG", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 608 . 035", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 608 . 035", "AI 608035 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 396 . 266", "AI 608035 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 396 . 266", "AI 608035 AGR / MG", "AI 608035", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 608 . 035", "Recurso Extraordinário n 635 . 682 / RJ - RG", "Recurso Extraordinário n 635 . 682 / RJ - RG", "AI 608035 AGR", "Súmula n 636 desta Corte", "Recurso Extraordinário n 474 . 717 - ED", "AI 608035 AGR / MG", "Súmula n 636 desta Corte", "Recurso Extraordinário n 474 . 717 - ED", "AI 608035 AGR / MG", "Recurso Extraordinário n 401 . 823 - AgR", "Recurso Extraordinário n 412 . 368 - AgR", "AI 608035 AGR /", "Recurso Extraordinário n 401 . 823 - AgR", "Recurso Extraordinário n 412 . 368 - AgR", "Recurso Extraordinário n 399 . 369 / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 608 . 035", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 608 . 035" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 8 . 706 / 93", "Lei n 8 . 706 / 93", "Lei n 8 . 706 / 93", "Decretos ns 1 . 007 / 93", "1", ".", "092", "/", "94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 029 / 1990", "LEI 8 . 706 / 1993", "lei 8 . 029 / 1990", "artigos 5 . . . , XXXV e LV ; 146 , III , 149 e 150 , I e 154 , I , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI 8 . 029 / 1990", "LEI 8 . 706 / 1993", "lei 8 . 029 / 1990", "artigos 5 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 5 . . . , XXXV e LV , da Constituição Federal", "artigos 146 , III c / c 149 , ambos da Constituição de 1 . 998", "artigo 195 , I , da nossa Lei Maior", "artigos 240 do Diploma Constitucional", "62 do Ato das", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 146 , III c / c 149 , ambos da Constituição de 1 . 998", "artigo 195 , I , da nossa Lei Maior", "artigos 240 do Diploma Constitucional", "62 do Ato das", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 706 / 93", "art . 150 , I , Constituição Federal de 1988 / 88", "Lei n 8 . 706 / 93", "art . 150 , I , Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis n 8 . 029", "n 8 . 706 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis n 8 . 029", "n 8 . 706 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "n 8 . 706 / 93", "Lei n 8 . 706 / 93", "Decretos ns 1 . 007 / 93", "1", ".", "092", "/", "94", "ART . 150 , I DA CONSTITUIÇÃO", "Constituição", "Lei 8 . 706 / 1993", "Decretos 1 . 007 / 1993", "1", ".", "092", "/", "1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 706 / 93", "Lei n 8 . 706 / 93", "Decretos ns 1 . 007 / 93", "1", ".", "092", "/", "94", "Constituição", "Lei 8 . 706 / 1993", "Decretos 1 . 007 / 1993", "1", ".", "092", "/", "1994", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 706 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 8 . 706 / 93", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "EXPRESSO SETELAGOANO LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS", "SEBRAE", "SEBRAE", "Plenário da Corte", "SEBRAE", "SEBRAE", "SEST", "SENAT", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "EXPRESSO SETELAGOANO LTDA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS", "SEBRAE", "Expresso Setelagoano Ltda .", "Tribunal Regional Federal da 1 . . . 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Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) :COLDEX FRIGOR EQUIPAMENTOS S/A ADV.(A/S) :NELSON LOMBARDI ADV.(A/S) :FERNANDA CHRISTINA LOMBARDI BISORDI E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – EXISTÊNCIA DE OMISSÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO – ICMS – SALDO ESCRITURAL – CORREÇÃO MONETÁRIA PRETENDIDA PELO CONTRIBUINTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS. -A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito à correção monetária dos créditos escriturais excedentes, enfatizando, ainda, que essa recusa não configura hipótese caracterizadora de ofensa aos postulados constitucionais da não cumulatividade e da isonomia. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em receber os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204779. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) :COLDEX FRIGOR EQUIPAMENTOS S/A ADV.(A/S) :NELSON LOMBARDI ADV.(A/S) :FERNANDA CHRISTINA LOMBARDI BISORDI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de segundos embargos de declaração opostos a decisão que, emanada desta colenda Turma, restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 241): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Não se revelam cabíveis os embargos de declaração, quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” Sustenta, o embargante, na presente sede recursal, em síntese, o que se segue (fls. 245): “Como o agravo regimental – que clamava unicamente a questão relativa à correção de crédito escritural – foi deficientemente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204780. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) :COLDEX FRIGOR EQUIPAMENTOS S/A ADV.(A/S) :NELSON LOMBARDI ADV.(A/S) :FERNANDA CHRISTINA LOMBARDI BISORDI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de segundos embargos de declaração opostos a decisão que, emanada desta colenda Turma, restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 241): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Não se revelam cabíveis os embargos de declaração, quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” Sustenta, o embargante, na presente sede recursal, em síntese, o que se segue (fls. 245): “Como o agravo regimental – que clamava unicamente a questão relativa à correção de crédito escritural – foi deficientemente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AI 426283 AGR-ED-ED / SP examinado por seu respectivo acórdão, equivocando-se quanto ao tema, foram interpostos embargos declaratórios em razão da flagrante omissão para que fosse examinada essa única questão (CORREÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL). Portanto, como novamente a nobre Relatoria deixou de examinar essa única questão (impossibilidade de correção de crédito escritural) mostra-se imperiosa a necessidade de novos embargos declaratórios para suprir a omissão. Ademais, impõe apontar que o acórdão ora embargado está partindo de PREMISSA EQUIVOCADA ao apontar que a ‘questão é de fato ou de caráter probatório’ e ‘que é indevida a pretensão de reexame da causa’.” Tendo em vista o caráter infringente dos presentes embargos de declaração, ensejei, à parte ora embargada, a possibilidade de contrariá-los (fls. 254). Submeto, pois, estes embargos de declaração, ao exame desta colenda Turma. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204780. Supremo Tribunal Federal AI 426283 AGR-ED-ED / SP examinado por seu respectivo acórdão, equivocando-se quanto ao tema, foram interpostos embargos declaratórios em razão da flagrante omissão para que fosse examinada essa única questão (CORREÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL). Portanto, como novamente a nobre Relatoria deixou de examinar essa única questão (impossibilidade de correção de crédito escritural) mostra-se imperiosa a necessidade de novos embargos declaratórios para suprir a omissão. Ademais, impõe apontar que o acórdão ora embargado está partindo de PREMISSA EQUIVOCADA ao apontar que a ‘questão é de fato ou de caráter probatório’ e ‘que é indevida a pretensão de reexame da causa’.” Tendo em vista o caráter infringente dos presentes embargos de declaração, ensejei, à parte ora embargada, a possibilidade de contrariá-los (fls. 254). Submeto, pois, estes embargos de declaração, ao exame desta colenda Turma. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Constato a existência de omissão no acórdão ora embargado, o que torna acolhível a postulação recursal em análise. Com efeito, alega a parte ora embargante que “(…) o tema da correção de crédito escritural NÃO FOI EXAMINADO PELA CORTE EM NENHUM MOMENTO, e, como já anotado nos recursos precedentes, esse tema independe de fatos e provas, sendo a imposição sumular apropriada para o outro tema que, repita-se, o Estado resignou-se quanto ao resultado” (fls. 245). Verifico que a decisão ora embargada deixou de analisar essa matéria suscitada pelo Estado de São Paulo ao interpor recurso extraordinário contra o acórdão do E. Tribunal de Justiça local. Cabe registrar, nesse ponto, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito de corrigir, monetariamente, os créditos escriturais excedentes. Essa orientação jurisprudencial – confirmada em sucessivos julgamentos sobre a matéria ora em exame (AI 233.257/MG, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RE 195.902/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RE 206.833/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RE 213.583/RS, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RE 217.931/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – RE 235.495-AgR/SP, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – RE 269.238/MG, Rel. Min. NELSON JOBIM, v.g.) – apoia-se no entendimento de que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204781. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Constato a existência de omissão no acórdão ora embargado, o que torna acolhível a postulação recursal em análise. Com efeito, alega a parte ora embargante que “(…) o tema da correção de crédito escritural NÃO FOI EXAMINADO PELA CORTE EM NENHUM MOMENTO, e, como já anotado nos recursos precedentes, esse tema independe de fatos e provas, sendo a imposição sumular apropriada para o outro tema que, repita-se, o Estado resignou-se quanto ao resultado” (fls. 245). Verifico que a decisão ora embargada deixou de analisar essa matéria suscitada pelo Estado de São Paulo ao interpor recurso extraordinário contra o acórdão do E. Tribunal de Justiça local. Cabe registrar, nesse ponto, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito de corrigir, monetariamente, os créditos escriturais excedentes. Essa orientação jurisprudencial – confirmada em sucessivos julgamentos sobre a matéria ora em exame (AI 233.257/MG, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – RE 195.902/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – RE 206.833/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – RE 213.583/RS, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RE 217.931/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – RE 235.495-AgR/SP, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – RE 269.238/MG, Rel. Min. NELSON JOBIM, v.g.) – apoia-se no entendimento de que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AI 426283 AGR-ED-ED / SP “o aproveitamento de créditos extemporâneos ou acumulados de ICMS deve ser feito sem correção monetária, sob pena de violação ao princípio constitucional da não-cumulatividade” (AI 195.278/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei): “TRIBUTÁRIO. ICMS. CORREÇÃO DE CRÉDITOS ESCRITURADOS. AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA NÃO- -CUMULATIVIDADE E DA ISONOMIA. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firme no sentido de que não têm os contribuintes do ICMS o direito de corrigir monetariamente os créditos escriturais excedentes (AGRAG 181.138, Rel. Min. Moreira Alves e RE 195.643). Recurso conhecido e provido.” (RE 226.287/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ICMS – SALDO ESCRITURAL – CORREÇÃO MONETÁRIA PRETENDIDA PELO CONTRIBUINTE – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito à correção monetária dos créditos escriturais excedentes, enfatizando, ainda, que essa recusa não configura hipótese caracterizadora de ofensa aos postulados constitucionais da não-cumulatividade e da isonomia. Precedentes.” (RE 231.195-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária diverge, no tocante à matéria em questão, da orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou no tema. Sendo assim, e pelas razões expostas, recebo os presentes embargos de declaração, com efeito modificativo, para, desde logo, conhecer, em parte, do recurso extraordinário deduzido pelo Estado de São Paulo e, nessa parte, dar-lhe provimento, em ordem a declarar, contrariamente ao pretendido pela empresa contribuinte, a inexistência do direito de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204781. Supremo Tribunal Federal AI 426283 AGR-ED-ED / SP “o aproveitamento de créditos extemporâneos ou acumulados de ICMS deve ser feito sem correção monetária, sob pena de violação ao princípio constitucional da não-cumulatividade” (AI 195.278/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei): “TRIBUTÁRIO. ICMS. CORREÇÃO DE CRÉDITOS ESCRITURADOS. AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA NÃO- -CUMULATIVIDADE E DA ISONOMIA. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firme no sentido de que não têm os contribuintes do ICMS o direito de corrigir monetariamente os créditos escriturais excedentes (AGRAG 181.138, Rel. Min. Moreira Alves e RE 195.643). Recurso conhecido e provido.” (RE 226.287/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ICMS – SALDO ESCRITURAL – CORREÇÃO MONETÁRIA PRETENDIDA PELO CONTRIBUINTE – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito à correção monetária dos créditos escriturais excedentes, enfatizando, ainda, que essa recusa não configura hipótese caracterizadora de ofensa aos postulados constitucionais da não-cumulatividade e da isonomia. Precedentes.” (RE 231.195-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária diverge, no tocante à matéria em questão, da orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou no tema. Sendo assim, e pelas razões expostas, recebo os presentes embargos de declaração, com efeito modificativo, para, desde logo, conhecer, em parte, do recurso extraordinário deduzido pelo Estado de São Paulo e, nessa parte, dar-lhe provimento, em ordem a declarar, contrariamente ao pretendido pela empresa contribuinte, a inexistência do direito de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AI 426283 AGR-ED-ED / SP correção monetária pertinente aos créditos escriturados, invertidos, nesse específico ponto, os ônus da sucumbência. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204781. Supremo Tribunal Federal AI 426283 AGR-ED-ED / SP correção monetária pertinente aos créditos escriturados, invertidos, nesse específico ponto, os ônus da sucumbência. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) : COLDEX FRIGOR EQUIPAMENTOS S/A ADV.(A/S) : NELSON LOMBARDI ADV.(A/S) : FERNANDA CHRISTINA LOMBARDI BISORDI Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301362 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) : COLDEX FRIGOR EQUIPAMENTOS S/A ADV.(A/S) : NELSON LOMBARDI ADV.(A/S) : FERNANDA CHRISTINA LOMBARDI BISORDI Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301362 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4331346
2013-06-25T00:00:00
2013-08-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013.
EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – EXISTÊNCIA DE OMISSÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO – ICMS – SALDO ESCRITURAL – CORREÇÃO MONETÁRIA PRETENDIDA PELO CONTRIBUINTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS. -A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito à correção monetária dos créditos escriturais excedentes, enfatizando, ainda, que essa recusa não configura hipótese caracterizadora de ofensa aos postulados constitucionais da não cumulatividade e da isonomia. Precedentes.
sjur238706
- Acórdão(s) citado(s): (ICMS, CRÉDITOS, NÃO-CUMULATIVIDADE) AI 233257 AgR (1ªT), RE 195902 (2ªT), RE 206833 (2ªT), RE 213583 (2ªT), RE 217931 (2ªT), RE 235495 AgR (2ªT), RE 226287 (2ªT), RE 231195 AgR (2ªT). - Decisão monocrática citada: (ICMS, CRÉDITOS, NÃO-CUMULATIVIDADE) RE 269238. Número de páginas: 7. Análise: 30/08/2013, JUL.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
426283
null
AI-AgR-ED-ED
acordaos
AI 426283 AgR-ED-ED
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EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) : COLDEX FRIGOR EQUIPAMENTOS S/A ADV.(A/S) : NELSON LOMBARDI ADV.(A/S) : FERNANDA CHRISTINA LOMBARDI BISORDI
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) :COLDEX FRIGOR EQUIPAMENTOS S/A ADV.(A/S) :NELSON LOMBARDI ADV.(A/S) :FERNANDA CHRISTINA LOMBARDI BISORDI E M E N T A: SEGUNDOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – EXISTÊNCIA DE OMISSÃO NO ACÓRDÃO EMBARGADO – ICMS – SALDO ESCRITURAL – CORREÇÃO MONETÁRIA PRETENDIDA PELO CONTRIBUINTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS. -A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito à correção monetária dos créditos escriturais excedentes, enfatizando, ainda, que essa recusa não configura hipótese caracterizadora de ofensa aos postulados constitucionais da não cumulatividade e da isonomia. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em receber os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204779. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) :COLDEX FRIGOR EQUIPAMENTOS S/A ADV.(A/S) :NELSON LOMBARDI ADV.(A/S) :FERNANDA CHRISTINA LOMBARDI BISORDI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de segundos embargos de declaração opostos a decisão que, emanada desta colenda Turma, restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 241): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Não se revelam cabíveis os embargos de declaração, quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” Sustenta, o embargante, na presente sede recursal, em síntese, o que se segue (fls. 245): “Como o agravo regimental – que clamava unicamente a questão relativa à correção de crédito escritural – foi deficientemente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204780. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) :COLDEX FRIGOR EQUIPAMENTOS S/A ADV.(A/S) :NELSON LOMBARDI ADV.(A/S) :FERNANDA CHRISTINA LOMBARDI BISORDI R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de segundos embargos de declaração opostos a decisão que, emanada desta colenda Turma, restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 241): “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – INOCORRÊNCIA DE CONTRADIÇÃO, OBSCURIDADE OU OMISSÃO – PRETENDIDO REEXAME DA CAUSA – CARÁTER INFRINGENTE – INADMISSIBILIDADE – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REJEITADOS. - Não se revelam cabíveis os embargos de declaração, quando a parte recorrente – a pretexto de esclarecer uma inexistente situação de obscuridade, omissão ou contradição – vem a utilizá-los com o objetivo de infringir o julgado e de, assim, viabilizar um indevido reexame da causa. Precedentes.” Sustenta, o embargante, na presente sede recursal, em síntese, o que se segue (fls. 245): “Como o agravo regimental – que clamava unicamente a questão relativa à correção de crédito escritural – foi deficientemente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório AI 426283 AGR-ED-ED / SP examinado por seu respectivo acórdão, equivocando-se quanto ao tema, foram interpostos embargos declaratórios em razão da flagrante omissão para que fosse examinada essa única questão (CORREÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL). Portanto, como novamente a nobre Relatoria deixou de examinar essa única questão (impossibilidade de correção de crédito escritural) mostra-se imperiosa a necessidade de novos embargos declaratórios para suprir a omissão. Ademais, impõe apontar que o acórdão ora embargado está partindo de PREMISSA EQUIVOCADA ao apontar que a ‘questão é de fato ou de caráter probatório’ e ‘que é indevida a pretensão de reexame da causa’.” Tendo em vista o caráter infringente dos presentes embargos de declaração, ensejei, à parte ora embargada, a possibilidade de contrariá-los (fls. 254). Submeto, pois, estes embargos de declaração, ao exame desta colenda Turma. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204780. Supremo Tribunal Federal AI 426283 AGR-ED-ED / SP examinado por seu respectivo acórdão, equivocando-se quanto ao tema, foram interpostos embargos declaratórios em razão da flagrante omissão para que fosse examinada essa única questão (CORREÇÃO DE CRÉDITO ESCRITURAL). Portanto, como novamente a nobre Relatoria deixou de examinar essa única questão (impossibilidade de correção de crédito escritural) mostra-se imperiosa a necessidade de novos embargos declaratórios para suprir a omissão. Ademais, impõe apontar que o acórdão ora embargado está partindo de PREMISSA EQUIVOCADA ao apontar que a ‘questão é de fato ou de caráter probatório’ e ‘que é indevida a pretensão de reexame da causa’.” Tendo em vista o caráter infringente dos presentes embargos de declaração, ensejei, à parte ora embargada, a possibilidade de contrariá-los (fls. 254). Submeto, pois, estes embargos de declaração, ao exame desta colenda Turma. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Constato a existência de omissão no acórdão ora embargado, o que torna acolhível a postulação recursal em análise. Com efeito, alega a parte ora embargante que “(…) o tema da correção de crédito escritural NÃO FOI EXAMINADO PELA CORTE EM NENHUM MOMENTO, e, como já anotado nos recursos precedentes, esse tema independe de fatos e provas, sendo a imposição sumular apropriada para o outro tema que, repita-se, o Estado resignou-se quanto ao resultado” (fls. 245). Verifico que a decisão ora embargada deixou de analisar essa matéria suscitada pelo Estado de São Paulo ao interpor recurso extraordinário contra o acórdão do E. Tribunal de Justiça local. Cabe registrar, nesse ponto, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito de corrigir, monetariamente, os créditos escriturais excedentes. Essa orientação jurisprudencial – confirmada em sucessivos julgamentos sobre a matéria ora em exame (AI 233.257/MG, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Recurso Extraordinário 195.902/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – Recurso Extraordinário 206.833/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 213.583/RS, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – Recurso Extraordinário 217.931/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – Recurso Extraordinário 235.495-AgR/SP, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – Recurso Extraordinário 269.238/MG, Rel. Min. NELSON JOBIM, v.g.) – apoia-se no entendimento de que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204781. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Constato a existência de omissão no acórdão ora embargado, o que torna acolhível a postulação recursal em análise. Com efeito, alega a parte ora embargante que “(…) o tema da correção de crédito escritural NÃO FOI EXAMINADO PELA CORTE EM NENHUM MOMENTO, e, como já anotado nos recursos precedentes, esse tema independe de fatos e provas, sendo a imposição sumular apropriada para o outro tema que, repita-se, o Estado resignou-se quanto ao resultado” (fls. 245). Verifico que a decisão ora embargada deixou de analisar essa matéria suscitada pelo Estado de São Paulo ao interpor recurso extraordinário contra o acórdão do E. Tribunal de Justiça local. Cabe registrar, nesse ponto, que a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito de corrigir, monetariamente, os créditos escriturais excedentes. Essa orientação jurisprudencial – confirmada em sucessivos julgamentos sobre a matéria ora em exame (AI 233.257/MG, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – Recurso Extraordinário 195.902/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – Recurso Extraordinário 206.833/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Recurso Extraordinário 213.583/RS, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – Recurso Extraordinário 217.931/SP, Rel. Min. OCTAVIO GALLOTTI – Recurso Extraordinário 235.495-AgR/SP, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – Recurso Extraordinário 269.238/MG, Rel. Min. NELSON JOBIM, v.g.) – apoia-se no entendimento de que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AI 426283 AGR-ED-ED / SP “o aproveitamento de créditos extemporâneos ou acumulados de ICMS deve ser feito sem correção monetária, sob pena de violação ao princípio constitucional da não-cumulatividade” (AI 195.278/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei): “TRIBUTÁRIO. ICMS. CORREÇÃO DE CRÉDITOS ESCRITURADOS. AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA NÃO- -CUMULATIVIDADE E DA ISONOMIA. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firme no sentido de que não têm os contribuintes do ICMS o direito de corrigir monetariamente os créditos escriturais excedentes (AGRAG 181.138, Rel. Min. Moreira Alves e Recurso Extraordinário 195.643). Recurso conhecido e provido.” (Recurso Extraordinário 226.287/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ICMS – SALDO ESCRITURAL – CORREÇÃO MONETÁRIA PRETENDIDA PELO CONTRIBUINTE – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito à correção monetária dos créditos escriturais excedentes, enfatizando, ainda, que essa recusa não configura hipótese caracterizadora de ofensa aos postulados constitucionais da não-cumulatividade e da isonomia. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 231.195-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária diverge, no tocante à matéria em questão, da orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou no tema. Sendo assim, e pelas razões expostas, recebo os presentes embargos de declaração, com efeito modificativo, para, desde logo, conhecer, em parte, do recurso extraordinário deduzido pelo Estado de São Paulo e, nessa parte, dar-lhe provimento, em ordem a declarar, contrariamente ao pretendido pela empresa contribuinte, a inexistência do direito de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204781. Supremo Tribunal Federal AI 426283 AGR-ED-ED / SP “o aproveitamento de créditos extemporâneos ou acumulados de ICMS deve ser feito sem correção monetária, sob pena de violação ao princípio constitucional da não-cumulatividade” (AI 195.278/RS, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei): “TRIBUTÁRIO. ICMS. CORREÇÃO DE CRÉDITOS ESCRITURADOS. AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA NÃO- -CUMULATIVIDADE E DA ISONOMIA. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firme no sentido de que não têm os contribuintes do ICMS o direito de corrigir monetariamente os créditos escriturais excedentes (AGRAG 181.138, Rel. Min. Moreira Alves e Recurso Extraordinário 195.643). Recurso conhecido e provido.” (Recurso Extraordinário 226.287/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – ICMS – SALDO ESCRITURAL – CORREÇÃO MONETÁRIA PRETENDIDA PELO CONTRIBUINTE – INADMISSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de não reconhecer, ao contribuinte do ICMS, o direito à correção monetária dos créditos escriturais excedentes, enfatizando, ainda, que essa recusa não configura hipótese caracterizadora de ofensa aos postulados constitucionais da não-cumulatividade e da isonomia. Precedentes.” (Recurso Extraordinário 231.195-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO) O exame da presente causa evidencia que o acórdão impugnado em sede recursal extraordinária diverge, no tocante à matéria em questão, da orientação jurisprudencial que esta Suprema Corte firmou no tema. Sendo assim, e pelas razões expostas, recebo os presentes embargos de declaração, com efeito modificativo, para, desde logo, conhecer, em parte, do recurso extraordinário deduzido pelo Estado de São Paulo e, nessa parte, dar-lhe provimento, em ordem a declarar, contrariamente ao pretendido pela empresa contribuinte, a inexistência do direito de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO AI 426283 AGR-ED-ED / SP correção monetária pertinente aos créditos escriturados, invertidos, nesse específico ponto, os ônus da sucumbência. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204781. Supremo Tribunal Federal AI 426283 AGR-ED-ED / SP correção monetária pertinente aos créditos escriturados, invertidos, nesse específico ponto, os ônus da sucumbência. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4204781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) : COLDEX FRIGOR EQUIPAMENTOS S/A ADV.(A/S) : NELSON LOMBARDI ADV.(A/S) : FERNANDA CHRISTINA LOMBARDI BISORDI Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301362 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NOS EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 426.283 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMBDO.(A/S) : COLDEX FRIGOR EQUIPAMENTOS S/A ADV.(A/S) : NELSON LOMBARDI ADV.(A/S) : FERNANDA CHRISTINA LOMBARDI BISORDI Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301362 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 426 . 283", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 426 . 283", "AI 426283 AGR - ED", "-", "ED / SP", "AI 426283 AGR - ED - ED / SP", "AI 233 . 257 / MG", "Recurso Extraordinário 195 . 902 / SP", "Recurso Extraordinário 206 . 833 / SP", "Recurso Extraordinário 213 . 583 / RS", "Recurso Extraordinário 217 . 931 / SP", "Recurso Extraordinário 235 . 495 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 269 . 238 / MG", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 426 . 283", "AI 233 . 257 / MG", "Recurso Extraordinário 195 . 902 / SP", "Recurso Extraordinário 206 . 833 / SP", "Recurso Extraordinário 213 . 583 /", "Recurso Extraordinário 217 . 931 / SP", "Recurso Extraordinário 235 . 495 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 269 . 238 / MG", "AI 426283 AGR -", "AI 195 . 278 / RS", "AGRAG 181 . 138", "Recurso Extraordinário 195 . 643", "Recurso Extraordinário 226 . 287 / SP", "Recurso Extraordinário 231 . 195 - AgR / SP", "AI 426283 AGR", "AI 195 . 278 / RS", "AGRAG 181 . 138", "Recurso Extraordinário 195 . 643", "Recurso Extraordinário 226 . 287 / SP", "Recurso Extraordinário 231 . 195 - 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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ACERLOMITAL INOX BRASIL S/A (DENOMINAÇÃO ATUAL DE ACESITA S/A) ADV.(A/S) :ERICO BOMFIM DE CARVALHO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Imunidade de ICMS na exportação. Competência do CONFAZ para elaborar a lista dos produtos semielaborados. Insurgência contra a classificação jurídica. Colisão com prova pericial. Necessidade de revolvimento de matéria de fato. Súmula nº 279/STF. Precedentes. 1. O Plenário da Corte entendeu, no julgamento do RE nº 240.186/PE, Relator o Ministro Ilmar Galvão, pela constitucionalidade da competência do CONFAZ para relacionar os produtos semielaborados. 2. O legislador complementar conferiu aos convênios tão somente a faculdade de relacionar os produtos semielaborados destinados ao exterior que estariam sujeitos ao ICMS. Não houve delegação ao CONFAZ de competência normativa. Reconhecida a higidez do arquétipo normativo, devem prevalecer os critérios legais. 3. O desenlace da lide passa por um juízo sobre a preponderância de outros critérios (contábeis e econômicos, por exemplo) sobre o critério jurídico - que é o adotado para fins tributários - na elaboração da lista dos produtos semielaborados pelo CONFAZ. Necessidade de revolvimento de todo o acervo de provas periciais constantes dos autos, o que é vedado, a teor da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484105. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão AI 809531 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484105. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ACERLOMITAL INOX BRASIL S/A (DENOMINAÇÃO ATUAL DE ACESITA S/A) ADV.(A/S) :ERICO BOMFIM DE CARVALHO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Acerlomital Inox Brasil S/A (denominação atual de Acesita S/A) interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Arcelormittal Inox Brasil S/a. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário, fundado na alínea a do permissivo constitucional, assentado em contrariedade aos artigos 5º, incisos, XXXIV, XXXV, e 93, IX ambos da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘Direito Tributário. ICMS. Produtos semi-elaborados. Exportação. Imunidade tributária. Art. 155, II, § 2º, X, a, da Constituição Federal. Lei Complementar 65/91. definição abstrata. Previsão na Listagem do Convênio ICMS. Durante a vigência da Lei Complementar 65/91, a norma imunitória alcançava as operações que destinavam ao exterior produtos industrializados, excluídos os semi- elaborados definidos em lei complementar, e, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ACERLOMITAL INOX BRASIL S/A (DENOMINAÇÃO ATUAL DE ACESITA S/A) ADV.(A/S) :ERICO BOMFIM DE CARVALHO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Acerlomital Inox Brasil S/A (denominação atual de Acesita S/A) interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Arcelormittal Inox Brasil S/a. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário, fundado na alínea a do permissivo constitucional, assentado em contrariedade aos artigos 5º, incisos, XXXIV, XXXV, e 93, IX ambos da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘Direito Tributário. ICMS. Produtos semi-elaborados. Exportação. Imunidade tributária. Art. 155, II, § 2º, X, a, da Constituição Federal. Lei Complementar 65/91. definição abstrata. Previsão na Listagem do Convênio ICMS. Durante a vigência da Lei Complementar 65/91, a norma imunitória alcançava as operações que destinavam ao exterior produtos industrializados, excluídos os semi- elaborados definidos em lei complementar, e, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório AI 809531 AGR / MG consequentemente, relacionados, de maneira específica, em Convênios, por força de delegação expressa. A existência de um regramento especial, trazendo uma definição jurídica de produtos semi-elaborados, deve prevalecer sobre os critérios utilizados pelo perito, por questão de segurança jurídica, sem desmerecer seu digno trabalho. Vale dizer, para fins tributários, há um conceito jurídico de produtos semi-elaborados, sujeitos à incidência do ICMS. Em reexame necessário, reformar a r. Sentença, prejudicado o recurso voluntário’ (fls. 1227). Decido. Inicialmente, afasto a alegada afronta ao artigo 93, IX, CF, posto que o acórdão recorrido encontra-se devidamente motivado e fundamentado, embora contrário ao interesse da ora agravante. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que esta Corte tem entendimento pacífico no sentido de que violação aos demais dispositivos constitucionais apontados como violados, ocorre, via de regra, como no presente caso, de maneira reflexa, sendo, dessa forma, incabível a interposição de apelo extremo. Nesse sentido: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. COISA JULGADA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. O tema relativo à discussão do prazo prescricional não possui índole constitucional, porque depende de prévio exame de legislação infraconstitucional. Precedentes. 2. Não é admissível fundar-se em suposta contrariedade ao disposto no inciso XXXVI do art. 5º da Constituição Federal para reabrir controvérsia acerca dos limites objetivos da coisa julgada. 3. As alegações de ofensa a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG consequentemente, relacionados, de maneira específica, em Convênios, por força de delegação expressa. A existência de um regramento especial, trazendo uma definição jurídica de produtos semi-elaborados, deve prevalecer sobre os critérios utilizados pelo perito, por questão de segurança jurídica, sem desmerecer seu digno trabalho. Vale dizer, para fins tributários, há um conceito jurídico de produtos semi-elaborados, sujeitos à incidência do ICMS. Em reexame necessário, reformar a r. Sentença, prejudicado o recurso voluntário’ (fls. 1227). Decido. Inicialmente, afasto a alegada afronta ao artigo 93, IX, CF, posto que o acórdão recorrido encontra-se devidamente motivado e fundamentado, embora contrário ao interesse da ora agravante. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que esta Corte tem entendimento pacífico no sentido de que violação aos demais dispositivos constitucionais apontados como violados, ocorre, via de regra, como no presente caso, de maneira reflexa, sendo, dessa forma, incabível a interposição de apelo extremo. Nesse sentido: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. COISA JULGADA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. O tema relativo à discussão do prazo prescricional não possui índole constitucional, porque depende de prévio exame de legislação infraconstitucional. Precedentes. 2. Não é admissível fundar-se em suposta contrariedade ao disposto no inciso XXXVI do art. 5º da Constituição Federal para reabrir controvérsia acerca dos limites objetivos da coisa julgada. 3. As alegações de ofensa a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório AI 809531 AGR / MG incisos do artigo 5º da Constituição Federal legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório e ampla defesa podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 4. Decisão contrária aos interesses da parte não configura ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal. 5. Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão impugnada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 555.257/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16/05/11) (grifo nosso). Ademais, ainda que assim não fosse, considerando as balizas traçadas pelo acórdão recorrido, que dispõe da seguinte forma: A defesa da embargante é pautada, basicamente, em perícia e na legalidade dos Convênios para tratar sobre o assunto. (fls. 1230) bem como os produtos exportados pela embargante, que culminaram com a presente execução fiscal, frisa-se, foram classificados pelos ditos Convênios como semi-elaborados, de acordo com os códigos indicados pela Nomenclatura Brasileira de Mercadorias Sistema Harmonizado NBM/SH (fls. 1234), a pretendida reforma desse entendimento depende de reexame do conjunto fático probatório, o que é vedado a teor da Súmula 279 do STF. Esse é o pacífico entendimento desta Corte, conforme verifica-se nos seguintes julgados: ‘EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. IMUNIDADE. EXPORTAÇÃO PRODUTOS SEMI-ELABORADOS. CLASSIFICAÇÃO. FERROLIGAS (SILÍCIO METÁLICO). REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. DEFINIÇÃO. PRODUTOS SEMI-ELABORADOS. COMPETÊNCIA DO CONFAZ. CONSTITUCIONALIDADE. Na forma como examinada 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG incisos do artigo 5º da Constituição Federal legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório e ampla defesa podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 4. Decisão contrária aos interesses da parte não configura ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal. 5. Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão impugnada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 555.257/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16/05/11) (grifo nosso). Ademais, ainda que assim não fosse, considerando as balizas traçadas pelo acórdão recorrido, que dispõe da seguinte forma: A defesa da embargante é pautada, basicamente, em perícia e na legalidade dos Convênios para tratar sobre o assunto. (fls. 1230) bem como os produtos exportados pela embargante, que culminaram com a presente execução fiscal, frisa-se, foram classificados pelos ditos Convênios como semi-elaborados, de acordo com os códigos indicados pela Nomenclatura Brasileira de Mercadorias Sistema Harmonizado NBM/SH (fls. 1234), a pretendida reforma desse entendimento depende de reexame do conjunto fático probatório, o que é vedado a teor da Súmula 279 do STF. Esse é o pacífico entendimento desta Corte, conforme verifica-se nos seguintes julgados: ‘EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. IMUNIDADE. EXPORTAÇÃO PRODUTOS SEMI-ELABORADOS. CLASSIFICAÇÃO. FERROLIGAS (SILÍCIO METÁLICO). REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. DEFINIÇÃO. PRODUTOS SEMI-ELABORADOS. COMPETÊNCIA DO CONFAZ. CONSTITUCIONALIDADE. Na forma como examinada 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório AI 809531 AGR / MG pelo Tribunal de origem e versada nas razões recursais, a pretendida reforma do acórdão recorrido depende de reexame probatório, o que é vedado nos termos da Súmula 279/STF. Esta Corte reconheceu a competência do Confaz para relacionar produtos compreendidos na definição de semi-elaborados, nos termos da LC 65/1991. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (AI nº 215.933-AgR, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 31/3/11). ‘EMENTA: Tributário. ICMS. Imunidade. Exportação de produtos industrializados semi-elaborados (LC 65/91). Hipótese de não enquadramento legal. Ofensa indireta e exame de provas (Súmula 279). Regimental não provido’ (AI nº 319.124-AgR, Relator o Ministro NELSON JOBIM, Segunda Turma, DJ de 31/8/01). ‘EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS: PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS DESTINADOS AO EXTERIOR: IMUNIDADE. OPERAÇÕES E PRESTAÇÕES DE SERVIÇO: DISTINÇÃO. C.F., art. 155, II, § 2º, IV, X, a, XII, e. I. - ICMS: hipóteses de incidência distintas: a) operações relativas à circulação de mercadorias; b) prestações de serviço interestadual e intermunicipal e de comunicações: C.F., art. 155, II. II. - A Constituição Federal, ao conceder imunidade tributária, relativamente ao ICMS, aos produtos industrializados destinados ao exterior, situou-se, apenas, numa das hipóteses de incidência do citado imposto: operações que destinem ao exterior tais produtos, excluídos os semi- elaborados definidos em lei complementar: art. 155, § 2º, X, a. III. - Deixou expresso a C.F., art. 155, § 2º, XII, e, que as prestações de serviços poderão ser excluídas, nas exportações para o exterior, mediante lei complementar. IV. - Incidência do ICMS sobre a prestação de serviço de transporte interestadual, no território nacional, incidindo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG pelo Tribunal de origem e versada nas razões recursais, a pretendida reforma do acórdão recorrido depende de reexame probatório, o que é vedado nos termos da Súmula 279/STF. Esta Corte reconheceu a competência do Confaz para relacionar produtos compreendidos na definição de semi-elaborados, nos termos da LC 65/1991. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (AI nº 215.933-AgR, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 31/3/11). ‘EMENTA: Tributário. ICMS. Imunidade. Exportação de produtos industrializados semi-elaborados (LC 65/91). Hipótese de não enquadramento legal. Ofensa indireta e exame de provas (Súmula 279). Regimental não provido’ (AI nº 319.124-AgR, Relator o Ministro NELSON JOBIM, Segunda Turma, DJ de 31/8/01). ‘EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS: PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS DESTINADOS AO EXTERIOR: IMUNIDADE. OPERAÇÕES E PRESTAÇÕES DE SERVIÇO: DISTINÇÃO. C.F., art. 155, II, § 2º, IV, X, a, XII, e. I. - ICMS: hipóteses de incidência distintas: a) operações relativas à circulação de mercadorias; b) prestações de serviço interestadual e intermunicipal e de comunicações: C.F., art. 155, II. II. - A Constituição Federal, ao conceder imunidade tributária, relativamente ao ICMS, aos produtos industrializados destinados ao exterior, situou-se, apenas, numa das hipóteses de incidência do citado imposto: operações que destinem ao exterior tais produtos, excluídos os semi- elaborados definidos em lei complementar: art. 155, § 2º, X, a. III. - Deixou expresso a C.F., art. 155, § 2º, XII, e, que as prestações de serviços poderão ser excluídas, nas exportações para o exterior, mediante lei complementar. IV. - Incidência do ICMS sobre a prestação de serviço de transporte interestadual, no território nacional, incidindo 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório AI 809531 AGR / MG a alíquota estabelecida por resolução do Senado Federal: C.F., art. 155, § 2º, IV. V. - R.E. conhecido e provido’ (RE nº 212.637, Relator o Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 17/9/99). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” Insiste a agravante na tese de que teriam sido violados os arts. 5º, incisos XXXVI e LV; 93, inciso IX; e 155, § 2º, inciso X, alínea a, da Constituição Federal. Deduz arrazoado destacado acerca da violação da coisa julgada, ressaltando que estaria amparada por provimento jurisdicional proferido em uma ação declaratória. Afirma que a questão seria eminentemente de direito, bem como que não ensejaria o reexame de fatos e provas. Sustenta que seus produtos não se sujeitariam à incidência do imposto, mesmo à luz da Lei Complementar nº 65/91. Vejamos: “Facilmente perceptível, portanto, que enquanto perdurar o conceito de semi-elaborados previsto no artigo 1º da Lei Complementar nº 65/91, a Arcelormittal fará jus a não- incidência do ICMS que lhe foi assegurada por decisão judicial transitada em julgado. Este, inclusive, o reiterado entendimento do STJ sobre a matéria controvertida (Resp 875635 – MG, Luiz Fux, DJe 03.11.2008; Resp 747306-MG, José Delgado, DJ 07.11.2005 e Resp 752.267-MG, Eliana Calmon, DJ 08.06.2007).” É o que cumpre relatar. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG a alíquota estabelecida por resolução do Senado Federal: C.F., art. 155, § 2º, IV. V. - R.E. conhecido e provido’ (RE nº 212.637, Relator o Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 17/9/99). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” Insiste a agravante na tese de que teriam sido violados os arts. 5º, incisos XXXVI e LV; 93, inciso IX; e 155, § 2º, inciso X, alínea a, da Constituição Federal. Deduz arrazoado destacado acerca da violação da coisa julgada, ressaltando que estaria amparada por provimento jurisdicional proferido em uma ação declaratória. Afirma que a questão seria eminentemente de direito, bem como que não ensejaria o reexame de fatos e provas. Sustenta que seus produtos não se sujeitariam à incidência do imposto, mesmo à luz da Lei Complementar nº 65/91. Vejamos: “Facilmente perceptível, portanto, que enquanto perdurar o conceito de semi-elaborados previsto no artigo 1º da Lei Complementar nº 65/91, a Arcelormittal fará jus a não- incidência do ICMS que lhe foi assegurada por decisão judicial transitada em julgado. Este, inclusive, o reiterado entendimento do STJ sobre a matéria controvertida (Resp 875635 – MG, Luiz Fux, DJe 03.11.2008; Resp 747306-MG, José Delgado, DJ 07.11.2005 e Resp 752.267-MG, Eliana Calmon, DJ 08.06.2007).” É o que cumpre relatar. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Quanto às alegações de ordem processual, reitero o entendimento já manifesto no decisum singular e, por oportuno, ressalto o entendimento cediço da Corte a respeito: “(…) Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 5. Embargos de declaração desprovidos” (ARE nº 709.270/DF-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 11/4/13). Observo, ademais, no que se refere à alegada ofensa da coisa julgada, que a agravante alega ter o TJMG ignorado coisa julgada oriunda do julgamento de recurso especial. Ora, para decidir de forma diversa do TJMG, mister seria o revolvimento de fatos e provas. A recorrente pretende, em última análise, que esta Corte revisite o que foi decidido em ambos os processos, para, eventualmente, concluir pela pretensa afronta à coisa julgada. É evidente a incidência da Súmula nº 279/STF. De igual modo, quanto ao mérito, destaco que a agravante insurge- se, essencialmente, contra o critério jurídico adotado pelo CONFAZ para definir a lista dos produtos semielaborados, com vistas a averiguar o resguardo da imunidade prevista no art. 155, inciso II, § 2º e inciso X, alínea a, da Constituição Federal. Passo a minudenciar a dinâmica da controvérsia em comento. A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Quanto às alegações de ordem processual, reitero o entendimento já manifesto no decisum singular e, por oportuno, ressalto o entendimento cediço da Corte a respeito: “(…) Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 5. Embargos de declaração desprovidos” (ARE nº 709.270/DF-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 11/4/13). Observo, ademais, no que se refere à alegada ofensa da coisa julgada, que a agravante alega ter o TJMG ignorado coisa julgada oriunda do julgamento de recurso especial. Ora, para decidir de forma diversa do TJMG, mister seria o revolvimento de fatos e provas. A recorrente pretende, em última análise, que esta Corte revisite o que foi decidido em ambos os processos, para, eventualmente, concluir pela pretensa afronta à coisa julgada. É evidente a incidência da Súmula nº 279/STF. De igual modo, quanto ao mérito, destaco que a agravante insurge- se, essencialmente, contra o critério jurídico adotado pelo CONFAZ para definir a lista dos produtos semielaborados, com vistas a averiguar o resguardo da imunidade prevista no art. 155, inciso II, § 2º e inciso X, alínea a, da Constituição Federal. Passo a minudenciar a dinâmica da controvérsia em comento. A Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 809531 AGR / MG Carta política exclui da incidência do ICMS a exportação de mercadorias, ressalvando do alcance da norma imunizante os produtos semielaborados. A adequada definição de semielaborados ficou a cargo de lei complementar. A especificação pontual dos produtos que receberam o predicado de semielaborados foi feita pelo Confaz. Os produtos comercializados pela agravante constaram das listas veiculadas pelos Convênios ICMS 07/89 e ICMS 15/91. Contudo, consta dos autos prova pericial confirmando que a classificação feita pelo Confaz estaria equivocada, na medida em que as mercadorias comercializadas pela agravante seriam efetivamente produtos industrializados. Diante do cenário aludido, para decidir, o Tribunal deveria sopesar a prova pericial e o fato de os produtos constarem das listas divulgadas pelos convênios, afirmando a preponderância de uma circunstância em detrimento da outra. Vejamos excerto do voto do Relator, que bem revela essa situação: “A agravante não contesta a respectiva classificação de seus produtos de acordo com a lista. Todavia, com base nas conclusões de um laudo pericial, entende que as mercadorias que exporta são consideradas industrializadas, estando, pois, abrangidas pela imunidade tributária. Indaga-se: qual a definição de produtos semi-elaborados que deve prevalecer? Qual o critério se utilizou a perícia juntada pela embargante?.” Do trecho acima, sobressai que o produto exportado pela empresa/agravante foi listado como semielaborado, o que nem sequer foi rechaçado por ela. A insurgência, na verdade, volta-se contra a classificação em si. A Corte de revisão entendeu preponderar a lista. Asseverou-se que “[a] existência de um regramento especial, trazendo uma definição jurídica de produtos semi-elaborados, deve prevalecer sobre os critérios utilizados pelo perito, por questão de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG Carta política exclui da incidência do ICMS a exportação de mercadorias, ressalvando do alcance da norma imunizante os produtos semielaborados. A adequada definição de semielaborados ficou a cargo de lei complementar. A especificação pontual dos produtos que receberam o predicado de semielaborados foi feita pelo Confaz. Os produtos comercializados pela agravante constaram das listas veiculadas pelos Convênios ICMS 07/89 e ICMS 15/91. Contudo, consta dos autos prova pericial confirmando que a classificação feita pelo Confaz estaria equivocada, na medida em que as mercadorias comercializadas pela agravante seriam efetivamente produtos industrializados. Diante do cenário aludido, para decidir, o Tribunal deveria sopesar a prova pericial e o fato de os produtos constarem das listas divulgadas pelos convênios, afirmando a preponderância de uma circunstância em detrimento da outra. Vejamos excerto do voto do Relator, que bem revela essa situação: “A agravante não contesta a respectiva classificação de seus produtos de acordo com a lista. Todavia, com base nas conclusões de um laudo pericial, entende que as mercadorias que exporta são consideradas industrializadas, estando, pois, abrangidas pela imunidade tributária. Indaga-se: qual a definição de produtos semi-elaborados que deve prevalecer? Qual o critério se utilizou a perícia juntada pela embargante?.” Do trecho acima, sobressai que o produto exportado pela empresa/agravante foi listado como semielaborado, o que nem sequer foi rechaçado por ela. A insurgência, na verdade, volta-se contra a classificação em si. A Corte de revisão entendeu preponderar a lista. Asseverou-se que “[a] existência de um regramento especial, trazendo uma definição jurídica de produtos semi-elaborados, deve prevalecer sobre os critérios utilizados pelo perito, por questão de 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 809531 AGR / MG segurança jurídica, sem desmerecer seu digno trabalho”. Evidencia-se, assim, que, para decidir pela preponderância de outros critérios (contábeis ou econômicos, por exemplo) sobre o critério jurídico - que é o adotado para fins tributários -, mister seria o revolvimento de todo acervo de provas periciais constante dos autos, o que é vedado, a teor da Súmula nº 279/STF. De mais a mais, é de se observar que a jurisprudência desta Corte converge para a conclusão assentada pelo Tribunal de origem. O Plenário desta Corte entendeu, no julgamento do RE nº 240.186/PE, Relator o Ministro Ilmar Galvão, pela constitucionalidade da competência do CONFAZ para relacionar os produtos semielaborados. O julgado restou assim ementado: “TRIBUTÁRIO. ICMS. ART. 155, § 2º, X, A, DA CF. LEI COMPLEMENTAR Nº 65/91. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO STJ, DO SEU ARTIGO 2º -- QUE TERIA DELEGADO AO CONFAZ COMPETÊNCIA PARA RELACIONAR OS PRODUTOS SEMI-ELABORADOS SUJEITOS AO TRIBUTO, QUANDO DESTINADOS AO EXTERIOR --, BEM COMO DO CONVÊNIO ICMS Nº 15/91, VAZADO NO REFERIDO DISPOSITIVO. O texto constitucional, no ponto, não incumbiu o legislador complementar de relacionar os produtos semi-elaborados sujeitos ao ICMS quando destinados ao Exterior, mas apenas de defini-los. De outra parte, a lei complementar, no caso, não delegou ao CONFAZ competência normativa, mas, tão-somente a de relacionar os produtos compreendidos na definição, à medida que forem surgindo no mercado, obviamente, para facilitar a sua aplicação. Tanto assim, que previu a atualização do rol, ‘sempre que necessário’, providência que, obviamente, não exige lei ou, mesmo, decreto. Inconstitucionalidades não configuradas. Recurso conhecido e provido.” A conclusão do Plenário foi recentemente confirmada, como se 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG segurança jurídica, sem desmerecer seu digno trabalho”. Evidencia-se, assim, que, para decidir pela preponderância de outros critérios (contábeis ou econômicos, por exemplo) sobre o critério jurídico - que é o adotado para fins tributários -, mister seria o revolvimento de todo acervo de provas periciais constante dos autos, o que é vedado, a teor da Súmula nº 279/STF. De mais a mais, é de se observar que a jurisprudência desta Corte converge para a conclusão assentada pelo Tribunal de origem. O Plenário desta Corte entendeu, no julgamento do RE nº 240.186/PE, Relator o Ministro Ilmar Galvão, pela constitucionalidade da competência do CONFAZ para relacionar os produtos semielaborados. O julgado restou assim ementado: “TRIBUTÁRIO. ICMS. ART. 155, § 2º, X, A, DA CF. LEI COMPLEMENTAR Nº 65/91. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO STJ, DO SEU ARTIGO 2º -- QUE TERIA DELEGADO AO CONFAZ COMPETÊNCIA PARA RELACIONAR OS PRODUTOS SEMI-ELABORADOS SUJEITOS AO TRIBUTO, QUANDO DESTINADOS AO EXTERIOR --, BEM COMO DO CONVÊNIO ICMS Nº 15/91, VAZADO NO REFERIDO DISPOSITIVO. O texto constitucional, no ponto, não incumbiu o legislador complementar de relacionar os produtos semi-elaborados sujeitos ao ICMS quando destinados ao Exterior, mas apenas de defini-los. De outra parte, a lei complementar, no caso, não delegou ao CONFAZ competência normativa, mas, tão-somente a de relacionar os produtos compreendidos na definição, à medida que forem surgindo no mercado, obviamente, para facilitar a sua aplicação. Tanto assim, que previu a atualização do rol, ‘sempre que necessário’, providência que, obviamente, não exige lei ou, mesmo, decreto. Inconstitucionalidades não configuradas. Recurso conhecido e provido.” A conclusão do Plenário foi recentemente confirmada, como se 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 809531 AGR / MG observa no precedente lavrado pela Segunda Turma deste Sodalício, no qual aquele órgão confirmou a legitimidade da lista de produtos semielaborados divulgada pelo Confaz, concluindo, embora reconhecendo o caráter exemplificativo da referida lista, de maneira insofismável, pela incidência da Súmula nº 279/STF. Vejamos: “AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS. IMUNIDADE. PRODUTOS SEMI-ELABORADOS. PRIMAZIA DA LISTA ELABORADA PELO CONFAZ. INEXISTÊNCIA. Nos termos do acórdão prolatado no RE 240.186 (rel. min. Ilmar Galvão, Pleno), a lista de produtos semi-elaborados preparada pelo Confaz tem caráter meramente exemplificativo. Os critérios para definição dos produtos semi-elaborados estavam previstos na LC 65/1991. Portanto, a presença ou a ausência de um determinado produto nessa lista não impede a tributação ou a imunidade, conforme o caso. Da forma como postas as razões recursais, a discussão se limita ao confronto entre o resultado da perícia e os critérios previstos na lei complementar federal, sem a necessidade de se recorrer à interpretação constitucional. Aplicam-se ao caso as Súmulas 279 e 636/STF. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI nº 841.810/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/4/12). Ainda no mesmo sentido, os seguintes julgados: AI nº 215.933/MG– AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 31/3/11; AI nº 832.195/MS, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 25/2/13; AI nº 798.632/PE, de minha relatoria, DJe 27/8/12; RE nº 643.330/DF, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/6/11. Diante do exposto, afigura-se irrefutável a conclusão de que o acórdão recorrido se encontra alinhado com o entendimento sedimentado por este Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG observa no precedente lavrado pela Segunda Turma deste Sodalício, no qual aquele órgão confirmou a legitimidade da lista de produtos semielaborados divulgada pelo Confaz, concluindo, embora reconhecendo o caráter exemplificativo da referida lista, de maneira insofismável, pela incidência da Súmula nº 279/STF. Vejamos: “AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS. IMUNIDADE. PRODUTOS SEMI-ELABORADOS. PRIMAZIA DA LISTA ELABORADA PELO CONFAZ. INEXISTÊNCIA. Nos termos do acórdão prolatado no RE 240.186 (rel. min. Ilmar Galvão, Pleno), a lista de produtos semi-elaborados preparada pelo Confaz tem caráter meramente exemplificativo. Os critérios para definição dos produtos semi-elaborados estavam previstos na LC 65/1991. Portanto, a presença ou a ausência de um determinado produto nessa lista não impede a tributação ou a imunidade, conforme o caso. Da forma como postas as razões recursais, a discussão se limita ao confronto entre o resultado da perícia e os critérios previstos na lei complementar federal, sem a necessidade de se recorrer à interpretação constitucional. Aplicam-se ao caso as Súmulas 279 e 636/STF. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI nº 841.810/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/4/12). Ainda no mesmo sentido, os seguintes julgados: AI nº 215.933/MG– AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 31/3/11; AI nº 832.195/MS, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 25/2/13; AI nº 798.632/PE, de minha relatoria, DJe 27/8/12; RE nº 643.330/DF, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/6/11. Diante do exposto, afigura-se irrefutável a conclusão de que o acórdão recorrido se encontra alinhado com o entendimento sedimentado por este Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ACERLOMITAL INOX BRASIL S/A (DENOMINAÇÃO ATUAL DE ACESITA S/A) ADV.(A/S) : ERICO BOMFIM DE CARVALHO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4307043 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ACERLOMITAL INOX BRASIL S/A (DENOMINAÇÃO ATUAL DE ACESITA S/A) ADV.(A/S) : ERICO BOMFIM DE CARVALHO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4307043 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4518211
2013-06-25T00:00:00
2013-09-13T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Imunidade de ICMS na exportação. Competência do CONFAZ para elaborar a lista dos produtos semielaborados. Insurgência contra a classificação jurídica. Colisão com prova pericial. Necessidade de revolvimento de matéria de fato. Súmula nº 279/STF. Precedentes. 1. O Plenário da Corte entendeu, no julgamento do RE nº 240.186/PE, Relator o Ministro Ilmar Galvão, pela constitucionalidade da competência do CONFAZ para relacionar os produtos semielaborados. 2. O legislador complementar conferiu aos convênios tão somente a faculdade de relacionar os produtos semielaborados destinados ao exterior que estariam sujeitos ao ICMS. Não houve delegação ao CONFAZ de competência normativa. Reconhecida a higidez do arquétipo normativo, devem prevalecer os critérios legais. 3. O desenlace da lide passa por um juízo sobre a preponderância de outros critérios (contábeis e econômicos, por exemplo) sobre o critério jurídico - que é o adotado para fins tributários - na elaboração da lista dos produtos semielaborados pelo CONFAZ. Necessidade de revolvimento de todo o acervo de provas periciais constantes dos autos, o que é vedado, a teor da Súmula nº 279/STF. 4. Agravo regimental não provido.
sjur241662
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) ARE 709270 AgR-ED (1ªT). (ICMS, CONFAZ, COMPETÊNCIA, RELAÇÃO, PRODUTOS SEMI-ELABORADOS) RE 240186 (TP), AI 841810 AgR (2ªT), AI 215933 AgR (2ªT). - Decisões monocráticas citadas: (ICMS, CONFAZ, COMPETÊNCIA, RELAÇÃO, PRODUTOS SEMI-ELABORADOS) AI 832195, RE 643330, AI 798632. Número de páginas: 12. Análise: 20/09/2013, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
809531
[ "LEG-FED CNV-000007 ANO-1989\n CONVÊNIO ICMS\n\n", "LEG-FED CNV-000015 ANO-1991\n CONVÊNIO ICMS\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 809531 AgR
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AGTE.(S) : ACERLOMITAL INOX BRASIL S/A (DENOMINAÇÃO ATUAL DE ACESITA S/A) ADV.(A/S) : ERICO BOMFIM DE CARVALHO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ACERLOMITAL INOX BRASIL S/A (DENOMINAÇÃO ATUAL DE ACESITA S/A) ADV.(A/S) :ERICO BOMFIM DE CARVALHO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Imunidade de ICMS na exportação. Competência do CONFAZ para elaborar a lista dos produtos semielaborados. Insurgência contra a classificação jurídica. Colisão com prova pericial. Necessidade de revolvimento de matéria de fato. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Precedentes. 1. O Plenário da Corte entendeu, no julgamento do Recurso Extraordinário n 240.186/PE, Relator o Ministro Ilmar Galvão, pela constitucionalidade da competência do CONFAZ para relacionar os produtos semielaborados. 2. O legislador complementar conferiu aos convênios tão somente a faculdade de relacionar os produtos semielaborados destinados ao exterior que estariam sujeitos ao ICMS. Não houve delegação ao CONFAZ de competência normativa. Reconhecida a higidez do arquétipo normativo, devem prevalecer os critérios legais. 3. O desenlace da lide passa por um juízo sobre a preponderância de outros critérios (contábeis e econômicos, por exemplo) sobre o critério jurídico - que é o adotado para fins tributários - na elaboração da lista dos produtos semielaborados pelo CONFAZ. Necessidade de revolvimento de todo o acervo de provas periciais constantes dos autos, o que é vedado, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484105. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão AI 809531 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484105. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ACERLOMITAL INOX BRASIL S/A (DENOMINAÇÃO ATUAL DE ACESITA S/A) ADV.(A/S) :ERICO BOMFIM DE CARVALHO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Acerlomital Inox Brasil S/A (denominação atual de Acesita S/A) interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Arcelormittal Inox Brasil S/a. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário, fundado na alínea a do permissivo constitucional, assentado em contrariedade aos artigos 5..., incisos, XXXIV, XXXV, e 93, IX ambos da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘Direito Tributário. ICMS. Produtos semi-elaborados. Exportação. Imunidade tributária. Art. 155, II, § 2..., X, a, da Constituição Federal. Lei Complementar 65/91. definição abstrata. Previsão na Listagem do Convênio ICMS. Durante a vigência da Lei Complementar 65/91, a norma imunitória alcançava as operações que destinavam ao exterior produtos industrializados, excluídos os semi- elaborados definidos em lei complementar, e, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ACERLOMITAL INOX BRASIL S/A (DENOMINAÇÃO ATUAL DE ACESITA S/A) ADV.(A/S) :ERICO BOMFIM DE CARVALHO AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Acerlomital Inox Brasil S/A (denominação atual de Acesita S/A) interpõe tempestivo agravo regimental contra a decisão mediante a qual neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Arcelormittal Inox Brasil S/a. interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário, fundado na alínea a do permissivo constitucional, assentado em contrariedade aos artigos 5..., incisos, XXXIV, XXXV, e 93, IX ambos da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Rio Grande do Sul, assim ementado: ‘Direito Tributário. ICMS. Produtos semi-elaborados. Exportação. Imunidade tributária. Art. 155, II, § 2..., X, a, da Constituição Federal. Lei Complementar 65/91. definição abstrata. Previsão na Listagem do Convênio ICMS. Durante a vigência da Lei Complementar 65/91, a norma imunitória alcançava as operações que destinavam ao exterior produtos industrializados, excluídos os semi- elaborados definidos em lei complementar, e, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório AI 809531 AGR / MG consequentemente, relacionados, de maneira específica, em Convênios, por força de delegação expressa. A existência de um regramento especial, trazendo uma definição jurídica de produtos semi-elaborados, deve prevalecer sobre os critérios utilizados pelo perito, por questão de segurança jurídica, sem desmerecer seu digno trabalho. Vale dizer, para fins tributários, há um conceito jurídico de produtos semi-elaborados, sujeitos à incidência do ICMS. Em reexame necessário, reformar a r. Sentença, prejudicado o recurso voluntário’ (fls. 1227). Decido. Inicialmente, afasto a alegada afronta ao artigo 93, IX, Constituição Federal de 1988, posto que o acórdão recorrido encontra-se devidamente motivado e fundamentado, embora contrário ao interesse da ora agravante. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que esta Corte tem entendimento pacífico no sentido de que violação aos demais dispositivos constitucionais apontados como violados, ocorre, via de regra, como no presente caso, de maneira reflexa, sendo, dessa forma, incabível a interposição de apelo extremo. Nesse sentido: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. COISA JULGADA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. O tema relativo à discussão do prazo prescricional não possui índole constitucional, porque depende de prévio exame de legislação infraconstitucional. Precedentes. 2. Não é admissível fundar-se em suposta contrariedade ao disposto no inciso XXXVI do art. 5... da Constituição Federal para reabrir controvérsia acerca dos limites objetivos da coisa julgada. 3. As alegações de ofensa a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG consequentemente, relacionados, de maneira específica, em Convênios, por força de delegação expressa. A existência de um regramento especial, trazendo uma definição jurídica de produtos semi-elaborados, deve prevalecer sobre os critérios utilizados pelo perito, por questão de segurança jurídica, sem desmerecer seu digno trabalho. Vale dizer, para fins tributários, há um conceito jurídico de produtos semi-elaborados, sujeitos à incidência do ICMS. Em reexame necessário, reformar a r. Sentença, prejudicado o recurso voluntário’ (fls. 1227). Decido. Inicialmente, afasto a alegada afronta ao artigo 93, IX, Constituição Federal de 1988, posto que o acórdão recorrido encontra-se devidamente motivado e fundamentado, embora contrário ao interesse da ora agravante. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que esta Corte tem entendimento pacífico no sentido de que violação aos demais dispositivos constitucionais apontados como violados, ocorre, via de regra, como no presente caso, de maneira reflexa, sendo, dessa forma, incabível a interposição de apelo extremo. Nesse sentido: ‘PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRAZO PRESCRICIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. COISA JULGADA. DEVIDO PROCESSO LEGAL. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PRECEDENTES. 1. O tema relativo à discussão do prazo prescricional não possui índole constitucional, porque depende de prévio exame de legislação infraconstitucional. Precedentes. 2. Não é admissível fundar-se em suposta contrariedade ao disposto no inciso XXXVI do art. 5... da Constituição Federal para reabrir controvérsia acerca dos limites objetivos da coisa julgada. 3. As alegações de ofensa a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório AI 809531 AGR / MG incisos do artigo 5... da Constituição Federal legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório e ampla defesa podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 4. Decisão contrária aos interesses da parte não configura ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal. 5. Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão impugnada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 555.257/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16/05/11) (grifo nosso). Ademais, ainda que assim não fosse, considerando as balizas traçadas pelo acórdão recorrido, que dispõe da seguinte forma: A defesa da embargante é pautada, basicamente, em perícia e na legalidade dos Convênios para tratar sobre o assunto. (fls. 1230) bem como os produtos exportados pela embargante, que culminaram com a presente execução fiscal, frisa-se, foram classificados pelos ditos Convênios como semi-elaborados, de acordo com os códigos indicados pela Nomenclatura Brasileira de Mercadorias Sistema Harmonizado NBM/SH (fls. 1234), a pretendida reforma desse entendimento depende de reexame do conjunto fático probatório, o que é vedado a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Esse é o pacífico entendimento desta Corte, conforme verifica-se nos seguintes julgados: ‘EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. IMUNIDADE. EXPORTAÇÃO PRODUTOS SEMI-ELABORADOS. CLASSIFICAÇÃO. FERROLIGAS (SILÍCIO METÁLICO). REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. DEFINIÇÃO. PRODUTOS SEMI-ELABORADOS. COMPETÊNCIA DO CONFAZ. CONSTITUCIONALIDADE. Na forma como examinada 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG incisos do artigo 5... da Constituição Federal legalidade, prestação jurisdicional, direito adquirido, ato jurídico perfeito, limites da coisa julgada, devido processo legal, contraditório e ampla defesa podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. 4. Decisão contrária aos interesses da parte não configura ofensa ao art. 93, IX, da Constituição Federal. 5. Inexistência de argumento capaz de infirmar a decisão impugnada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 6. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 555.257/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 16/05/11) (grifo nosso). Ademais, ainda que assim não fosse, considerando as balizas traçadas pelo acórdão recorrido, que dispõe da seguinte forma: A defesa da embargante é pautada, basicamente, em perícia e na legalidade dos Convênios para tratar sobre o assunto. (fls. 1230) bem como os produtos exportados pela embargante, que culminaram com a presente execução fiscal, frisa-se, foram classificados pelos ditos Convênios como semi-elaborados, de acordo com os códigos indicados pela Nomenclatura Brasileira de Mercadorias Sistema Harmonizado NBM/SH (fls. 1234), a pretendida reforma desse entendimento depende de reexame do conjunto fático probatório, o que é vedado a teor da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Esse é o pacífico entendimento desta Corte, conforme verifica-se nos seguintes julgados: ‘EMENTA: TRIBUTÁRIO. ICMS. IMUNIDADE. EXPORTAÇÃO PRODUTOS SEMI-ELABORADOS. CLASSIFICAÇÃO. FERROLIGAS (SILÍCIO METÁLICO). REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. DEFINIÇÃO. PRODUTOS SEMI-ELABORADOS. COMPETÊNCIA DO CONFAZ. CONSTITUCIONALIDADE. Na forma como examinada 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório AI 809531 AGR / MG pelo Tribunal de origem e versada nas razões recursais, a pretendida reforma do acórdão recorrido depende de reexame probatório, o que é vedado nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Esta Corte reconheceu a competência do Confaz para relacionar produtos compreendidos na definição de semi-elaborados, nos termos da Lei Complementar 65/1991. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (AI n 215.933-AgR, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 31/3/11). ‘EMENTA: Tributário. ICMS. Imunidade. Exportação de produtos industrializados semi-elaborados (Lei Complementar 65/91). Hipótese de não enquadramento legal. Ofensa indireta e exame de provas (Súmula 279). Regimental não provido’ (AI n 319.124-AgR, Relator o Ministro NELSON JOBIM, Segunda Turma, DJ de 31/8/01). ‘EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS: PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS DESTINADOS AO EXTERIOR: IMUNIDADE. OPERAÇÕES E PRESTAÇÕES DE SERVIÇO: DISTINÇÃO. C.F., art. 155, II, § 2..., IV, X, a, XII, e. I. - ICMS: hipóteses de incidência distintas: a) operações relativas à circulação de mercadorias; b) prestações de serviço interestadual e intermunicipal e de comunicações: C.F., art. 155, II. II. - A Constituição Federal, ao conceder imunidade tributária, relativamente ao ICMS, aos produtos industrializados destinados ao exterior, situou-se, apenas, numa das hipóteses de incidência do citado imposto: operações que destinem ao exterior tais produtos, excluídos os semi- elaborados definidos em lei complementar: art. 155, § 2..., X, a. III. - Deixou expresso a C.F., art. 155, § 2..., XII, e, que as prestações de serviços poderão ser excluídas, nas exportações para o exterior, mediante lei complementar. IV. - Incidência do ICMS sobre a prestação de serviço de transporte interestadual, no território nacional, incidindo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG pelo Tribunal de origem e versada nas razões recursais, a pretendida reforma do acórdão recorrido depende de reexame probatório, o que é vedado nos termos da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Esta Corte reconheceu a competência do Confaz para relacionar produtos compreendidos na definição de semi-elaborados, nos termos da Lei Complementar 65/1991. Agravo regimental ao qual se nega provimento’ (AI n 215.933-AgR, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 31/3/11). ‘EMENTA: Tributário. ICMS. Imunidade. Exportação de produtos industrializados semi-elaborados (Lei Complementar 65/91). Hipótese de não enquadramento legal. Ofensa indireta e exame de provas (Súmula 279). Regimental não provido’ (AI n 319.124-AgR, Relator o Ministro NELSON JOBIM, Segunda Turma, DJ de 31/8/01). ‘EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. ICMS: PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS DESTINADOS AO EXTERIOR: IMUNIDADE. OPERAÇÕES E PRESTAÇÕES DE SERVIÇO: DISTINÇÃO. C.F., art. 155, II, § 2..., IV, X, a, XII, e. I. - ICMS: hipóteses de incidência distintas: a) operações relativas à circulação de mercadorias; b) prestações de serviço interestadual e intermunicipal e de comunicações: C.F., art. 155, II. II. - A Constituição Federal, ao conceder imunidade tributária, relativamente ao ICMS, aos produtos industrializados destinados ao exterior, situou-se, apenas, numa das hipóteses de incidência do citado imposto: operações que destinem ao exterior tais produtos, excluídos os semi- elaborados definidos em lei complementar: art. 155, § 2..., X, a. III. - Deixou expresso a C.F., art. 155, § 2..., XII, e, que as prestações de serviços poderão ser excluídas, nas exportações para o exterior, mediante lei complementar. IV. - Incidência do ICMS sobre a prestação de serviço de transporte interestadual, no território nacional, incidindo 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Relatório AI 809531 AGR / MG a alíquota estabelecida por resolução do Senado Federal: C.F., art. 155, § 2..., IV. V. - R.E. conhecido e provido’ (Recurso Extraordinário n 212.637, Relator o Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 17/9/99). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” Insiste a agravante na tese de que teriam sido violados os arts. 5..., incisos XXXVI e LV; 93, inciso IX; e 155, § 2..., inciso X, alínea a, da Constituição Federal. Deduz arrazoado destacado acerca da violação da coisa julgada, ressaltando que estaria amparada por provimento jurisdicional proferido em uma ação declaratória. Afirma que a questão seria eminentemente de direito, bem como que não ensejaria o reexame de fatos e provas. Sustenta que seus produtos não se sujeitariam à incidência do imposto, mesmo à luz da Lei Complementar n 65/91. Vejamos: “Facilmente perceptível, portanto, que enquanto perdurar o conceito de semi-elaborados previsto no artigo 1... da Lei Complementar n 65/91, a Arcelormittal fará jus a não- incidência do ICMS que lhe foi assegurada por decisão judicial transitada em julgado. Este, inclusive, o reiterado entendimento do Superior Tribunal de Justiça sobre a matéria controvertida (Resp 875635 – MG, Luiz Fux, DJe 03.11.2008; Resp 747306-MG, José Delgado, DJ 07.11.2005 e Resp 752.267-MG, Eliana Calmon, DJ 08.06.2007).” É o que cumpre relatar. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG a alíquota estabelecida por resolução do Senado Federal: C.F., art. 155, § 2..., IV. V. - R.E. conhecido e provido’ (Recurso Extraordinário n 212.637, Relator o Min. CARLOS VELLOSO, Segunda Turma, DJ 17/9/99). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. Publique-se.” Insiste a agravante na tese de que teriam sido violados os arts. 5..., incisos XXXVI e LV; 93, inciso IX; e 155, § 2..., inciso X, alínea a, da Constituição Federal. Deduz arrazoado destacado acerca da violação da coisa julgada, ressaltando que estaria amparada por provimento jurisdicional proferido em uma ação declaratória. Afirma que a questão seria eminentemente de direito, bem como que não ensejaria o reexame de fatos e provas. Sustenta que seus produtos não se sujeitariam à incidência do imposto, mesmo à luz da Lei Complementar n 65/91. Vejamos: “Facilmente perceptível, portanto, que enquanto perdurar o conceito de semi-elaborados previsto no artigo 1... da Lei Complementar n 65/91, a Arcelormittal fará jus a não- incidência do ICMS que lhe foi assegurada por decisão judicial transitada em julgado. Este, inclusive, o reiterado entendimento do Superior Tribunal de Justiça sobre a matéria controvertida (Resp 875635 – MG, Luiz Fux, DJe 03.11.2008; Resp 747306-MG, José Delgado, DJ 07.11.2005 e Resp 752.267-MG, Eliana Calmon, DJ 08.06.2007).” É o que cumpre relatar. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484189. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Quanto às alegações de ordem processual, reitero o entendimento já manifesto no decisum singular e, por oportuno, ressalto o entendimento cediço da Corte a respeito: “(…) Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 5. Embargos de declaração desprovidos” (ARE n 709.270/DF-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 11/4/13). Observo, ademais, no que se refere à alegada ofensa da coisa julgada, que a agravante alega ter o TJMG ignorado coisa julgada oriunda do julgamento de recurso especial. Ora, para decidir de forma diversa do TJMG, mister seria o revolvimento de fatos e provas. A recorrente pretende, em última análise, que esta Corte revisite o que foi decidido em ambos os processos, para, eventualmente, concluir pela pretensa afronta à coisa julgada. É evidente a incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. De igual modo, quanto ao mérito, destaco que a agravante insurge- se, essencialmente, contra o critério jurídico adotado pelo CONFAZ para definir a lista dos produtos semielaborados, com vistas a averiguar o resguardo da imunidade prevista no art. 155, inciso II, § 2... e inciso X, alínea a, da Constituição Federal. Passo a minudenciar a dinâmica da controvérsia em comento. A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 MINAS GERAIS VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Quanto às alegações de ordem processual, reitero o entendimento já manifesto no decisum singular e, por oportuno, ressalto o entendimento cediço da Corte a respeito: “(…) Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 5. Embargos de declaração desprovidos” (ARE n 709.270/DF-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 11/4/13). Observo, ademais, no que se refere à alegada ofensa da coisa julgada, que a agravante alega ter o TJMG ignorado coisa julgada oriunda do julgamento de recurso especial. Ora, para decidir de forma diversa do TJMG, mister seria o revolvimento de fatos e provas. A recorrente pretende, em última análise, que esta Corte revisite o que foi decidido em ambos os processos, para, eventualmente, concluir pela pretensa afronta à coisa julgada. É evidente a incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. De igual modo, quanto ao mérito, destaco que a agravante insurge- se, essencialmente, contra o critério jurídico adotado pelo CONFAZ para definir a lista dos produtos semielaborados, com vistas a averiguar o resguardo da imunidade prevista no art. 155, inciso II, § 2... e inciso X, alínea a, da Constituição Federal. Passo a minudenciar a dinâmica da controvérsia em comento. A Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 809531 AGR / MG Carta política exclui da incidência do ICMS a exportação de mercadorias, ressalvando do alcance da norma imunizante os produtos semielaborados. A adequada definição de semielaborados ficou a cargo de lei complementar. A especificação pontual dos produtos que receberam o predicado de semielaborados foi feita pelo Confaz. Os produtos comercializados pela agravante constaram das listas veiculadas pelos Convênios ICMS 07/89 e ICMS 15/91. Contudo, consta dos autos prova pericial confirmando que a classificação feita pelo Confaz estaria equivocada, na medida em que as mercadorias comercializadas pela agravante seriam efetivamente produtos industrializados. Diante do cenário aludido, para decidir, o Tribunal deveria sopesar a prova pericial e o fato de os produtos constarem das listas divulgadas pelos convênios, afirmando a preponderância de uma circunstância em detrimento da outra. Vejamos excerto do voto do Relator, que bem revela essa situação: “A agravante não contesta a respectiva classificação de seus produtos de acordo com a lista. Todavia, com base nas conclusões de um laudo pericial, entende que as mercadorias que exporta são consideradas industrializadas, estando, pois, abrangidas pela imunidade tributária. Indaga-se: qual a definição de produtos semi-elaborados que deve prevalecer? Qual o critério se utilizou a perícia juntada pela embargante?.” Do trecho acima, sobressai que o produto exportado pela empresa/agravante foi listado como semielaborado, o que nem sequer foi rechaçado por ela. A insurgência, na verdade, volta-se contra a classificação em si. A Corte de revisão entendeu preponderar a lista. Asseverou-se que “[a] existência de um regramento especial, trazendo uma definição jurídica de produtos semi-elaborados, deve prevalecer sobre os critérios utilizados pelo perito, por questão de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG Carta política exclui da incidência do ICMS a exportação de mercadorias, ressalvando do alcance da norma imunizante os produtos semielaborados. A adequada definição de semielaborados ficou a cargo de lei complementar. A especificação pontual dos produtos que receberam o predicado de semielaborados foi feita pelo Confaz. Os produtos comercializados pela agravante constaram das listas veiculadas pelos Convênios ICMS 07/89 e ICMS 15/91. Contudo, consta dos autos prova pericial confirmando que a classificação feita pelo Confaz estaria equivocada, na medida em que as mercadorias comercializadas pela agravante seriam efetivamente produtos industrializados. Diante do cenário aludido, para decidir, o Tribunal deveria sopesar a prova pericial e o fato de os produtos constarem das listas divulgadas pelos convênios, afirmando a preponderância de uma circunstância em detrimento da outra. Vejamos excerto do voto do Relator, que bem revela essa situação: “A agravante não contesta a respectiva classificação de seus produtos de acordo com a lista. Todavia, com base nas conclusões de um laudo pericial, entende que as mercadorias que exporta são consideradas industrializadas, estando, pois, abrangidas pela imunidade tributária. Indaga-se: qual a definição de produtos semi-elaborados que deve prevalecer? Qual o critério se utilizou a perícia juntada pela embargante?.” Do trecho acima, sobressai que o produto exportado pela empresa/agravante foi listado como semielaborado, o que nem sequer foi rechaçado por ela. A insurgência, na verdade, volta-se contra a classificação em si. A Corte de revisão entendeu preponderar a lista. Asseverou-se que “[a] existência de um regramento especial, trazendo uma definição jurídica de produtos semi-elaborados, deve prevalecer sobre os critérios utilizados pelo perito, por questão de 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 809531 AGR / MG segurança jurídica, sem desmerecer seu digno trabalho”. Evidencia-se, assim, que, para decidir pela preponderância de outros critérios (contábeis ou econômicos, por exemplo) sobre o critério jurídico - que é o adotado para fins tributários -, mister seria o revolvimento de todo acervo de provas periciais constante dos autos, o que é vedado, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. De mais a mais, é de se observar que a jurisprudência desta Corte converge para a conclusão assentada pelo Tribunal de origem. O Plenário desta Corte entendeu, no julgamento do Recurso Extraordinário n 240.186/PE, Relator o Ministro Ilmar Galvão, pela constitucionalidade da competência do CONFAZ para relacionar os produtos semielaborados. O julgado restou assim ementado: “TRIBUTÁRIO. ICMS. ART. 155, § 2..., X, A, DA Constituição Federal de 1988. LEI COMPLEMENTAR n 65/91. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO Superior Tribunal de Justiça, DO SEU ARTIGO 2... -- QUE TERIA DELEGADO AO CONFAZ COMPETÊNCIA PARA RELACIONAR OS PRODUTOS SEMI-ELABORADOS SUJEITOS AO TRIBUTO, QUANDO DESTINADOS AO EXTERIOR --, BEM COMO DO CONVÊNIO ICMS n 15/91, VAZADO NO REFERIDO DISPOSITIVO. O texto constitucional, no ponto, não incumbiu o legislador complementar de relacionar os produtos semi-elaborados sujeitos ao ICMS quando destinados ao Exterior, mas apenas de defini-los. De outra parte, a lei complementar, no caso, não delegou ao CONFAZ competência normativa, mas, tão-somente a de relacionar os produtos compreendidos na definição, à medida que forem surgindo no mercado, obviamente, para facilitar a sua aplicação. Tanto assim, que previu a atualização do rol, ‘sempre que necessário’, providência que, obviamente, não exige lei ou, mesmo, decreto. Inconstitucionalidades não configuradas. Recurso conhecido e provido.” A conclusão do Plenário foi recentemente confirmada, como se 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG segurança jurídica, sem desmerecer seu digno trabalho”. Evidencia-se, assim, que, para decidir pela preponderância de outros critérios (contábeis ou econômicos, por exemplo) sobre o critério jurídico - que é o adotado para fins tributários -, mister seria o revolvimento de todo acervo de provas periciais constante dos autos, o que é vedado, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. De mais a mais, é de se observar que a jurisprudência desta Corte converge para a conclusão assentada pelo Tribunal de origem. O Plenário desta Corte entendeu, no julgamento do Recurso Extraordinário n 240.186/PE, Relator o Ministro Ilmar Galvão, pela constitucionalidade da competência do CONFAZ para relacionar os produtos semielaborados. O julgado restou assim ementado: “TRIBUTÁRIO. ICMS. ART. 155, § 2..., X, A, DA Constituição Federal de 1988. LEI COMPLEMENTAR n 65/91. INCONSTITUCIONALIDADE DECLARADA PELO Superior Tribunal de Justiça, DO SEU ARTIGO 2... -- QUE TERIA DELEGADO AO CONFAZ COMPETÊNCIA PARA RELACIONAR OS PRODUTOS SEMI-ELABORADOS SUJEITOS AO TRIBUTO, QUANDO DESTINADOS AO EXTERIOR --, BEM COMO DO CONVÊNIO ICMS n 15/91, VAZADO NO REFERIDO DISPOSITIVO. O texto constitucional, no ponto, não incumbiu o legislador complementar de relacionar os produtos semi-elaborados sujeitos ao ICMS quando destinados ao Exterior, mas apenas de defini-los. De outra parte, a lei complementar, no caso, não delegou ao CONFAZ competência normativa, mas, tão-somente a de relacionar os produtos compreendidos na definição, à medida que forem surgindo no mercado, obviamente, para facilitar a sua aplicação. Tanto assim, que previu a atualização do rol, ‘sempre que necessário’, providência que, obviamente, não exige lei ou, mesmo, decreto. Inconstitucionalidades não configuradas. Recurso conhecido e provido.” A conclusão do Plenário foi recentemente confirmada, como se 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 809531 AGR / MG observa no precedente lavrado pela Segunda Turma deste Sodalício, no qual aquele órgão confirmou a legitimidade da lista de produtos semielaborados divulgada pelo Confaz, concluindo, embora reconhecendo o caráter exemplificativo da referida lista, de maneira insofismável, pela incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Vejamos: “AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS. IMUNIDADE. PRODUTOS SEMI-ELABORADOS. PRIMAZIA DA LISTA ELABORADA PELO CONFAZ. INEXISTÊNCIA. Nos termos do acórdão prolatado no Recurso Extraordinário 240.186 (rel. min. Ilmar Galvão, Pleno), a lista de produtos semi-elaborados preparada pelo Confaz tem caráter meramente exemplificativo. Os critérios para definição dos produtos semi-elaborados estavam previstos na Lei Complementar 65/1991. Portanto, a presença ou a ausência de um determinado produto nessa lista não impede a tributação ou a imunidade, conforme o caso. Da forma como postas as razões recursais, a discussão se limita ao confronto entre o resultado da perícia e os critérios previstos na lei complementar federal, sem a necessidade de se recorrer à interpretação constitucional. Aplicam-se ao caso as Súmulas 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI n 841.810/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/4/12). Ainda no mesmo sentido, os seguintes julgados: AI n 215.933/MG– AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 31/3/11; AI n 832.195/MS, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 25/2/13; AI n 798.632/PE, de minha relatoria, DJe 27/8/12; Recurso Extraordinário n 643.330/DF, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/6/11. Diante do exposto, afigura-se irrefutável a conclusão de que o acórdão recorrido se encontra alinhado com o entendimento sedimentado por este Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Supremo Tribunal Federal AI 809531 AGR / MG observa no precedente lavrado pela Segunda Turma deste Sodalício, no qual aquele órgão confirmou a legitimidade da lista de produtos semielaborados divulgada pelo Confaz, concluindo, embora reconhecendo o caráter exemplificativo da referida lista, de maneira insofismável, pela incidência da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Vejamos: “AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS. IMUNIDADE. PRODUTOS SEMI-ELABORADOS. PRIMAZIA DA LISTA ELABORADA PELO CONFAZ. INEXISTÊNCIA. Nos termos do acórdão prolatado no Recurso Extraordinário 240.186 (rel. min. Ilmar Galvão, Pleno), a lista de produtos semi-elaborados preparada pelo Confaz tem caráter meramente exemplificativo. Os critérios para definição dos produtos semi-elaborados estavam previstos na Lei Complementar 65/1991. Portanto, a presença ou a ausência de um determinado produto nessa lista não impede a tributação ou a imunidade, conforme o caso. Da forma como postas as razões recursais, a discussão se limita ao confronto entre o resultado da perícia e os critérios previstos na lei complementar federal, sem a necessidade de se recorrer à interpretação constitucional. Aplicam-se ao caso as Súmulas 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI n 841.810/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 23/4/12). Ainda no mesmo sentido, os seguintes julgados: AI n 215.933/MG– AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 31/3/11; AI n 832.195/MS, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 25/2/13; AI n 798.632/PE, de minha relatoria, DJe 27/8/12; Recurso Extraordinário n 643.330/DF, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 27/6/11. Diante do exposto, afigura-se irrefutável a conclusão de que o acórdão recorrido se encontra alinhado com o entendimento sedimentado por este Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484190. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ACERLOMITAL INOX BRASIL S/A (DENOMINAÇÃO ATUAL DE ACESITA S/A) ADV.(A/S) : ERICO BOMFIM DE CARVALHO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4307043 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 809.531 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ACERLOMITAL INOX BRASIL S/A (DENOMINAÇÃO ATUAL DE ACESITA S/A) ADV.(A/S) : ERICO BOMFIM DE CARVALHO AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4307043 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 240 . 186 / PE", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 809531 AGR / MG", "AI 809531 AGR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 809 . 531", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 809 . 531", "AI 809531 AGR / MG", "AI 809531 AGR / MG", "AI 809531 AGR / MG", "Recurso Extraordinário n 555 . 257 / PR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 809531 AGR / MG", "Recurso Extraordinário n 555 . 257 / PR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 809531 AGR / MG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 215 . 933 - AgR", "AI n 319 . 124 - AgR", "AI 809531 AGR / MG", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 215 . 933 - AgR", "AI n 319 . 124 - AgR", "Recurso Extraordinário n 212 . 637", "Resp 875635 – MG", "Resp 747306 - MG", "Resp 752 . 267 - MG", "AI 809531 AGR / MG", "Recurso Extraordinário n 212 . 637", "Resp 875635 – MG", "Resp 747306 - MG", "Resp 752 . 267 - MG", "ARE n 709 . 270 / DF - AgR - ED", 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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Confaz", "Pleno", "Confaz", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Confaz", "Confaz", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ACERLOMITAL INOX BRASIL S / A", "DENOMINAÇÃO ATUAL DE ACESITA S / A", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ACERLOMITAL INOX BRASIL S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "ERICO BOMFIM DE CARVALHO", "Ilmar Galvão", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ERICO BOMFIM DE CARVALHO", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "ERICO BOMFIM DE CARVALHO", "DIAS TOFFOLI", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "JOAQUIM BARBOSA", "NELSON JOBIM", "JOAQUIM BARBOSA", "NELSON JOBIM", "CARLOS VELLOSO", "Luiz Fux", "José Delgado", "Eliana Calmon", "CARLOS VELLOSO", "Luiz Fux", "José Delgado", "Eliana Calmon", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ilmar Galvão", "Ilmar Galvão", "DIAS TOFFOLI", "Ilmar Galvão", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Ilmar Galvão", "Joaquim Barbosa", "Joaquim Barbosa", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "ERICO BOMFIM DE CARVALHO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "ERICO BOMFIM DE CARVALHO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ 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Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.931 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) :MARIA LÓDIA AFONSO IMPTE.(S) :VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – IMPETRAÇÃO FUNDADA EM RAZÕES NÃO APRECIADAS PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR – INCOGNOSCIBILIDADE DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL – DETERMINAÇÃO LEGAL QUE OBSTA, “IN ABSTRACTO”, A POSSIBILIDADE DE CONCESSÃO DE REGIME INICIAL MAIS BRANDO NOS CRIMES PREVISTOS NO § 1º DO ART. 2º DA LEI Nº 8.072/90, ENTRE OS QUAIS O TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DROGAS AFINS – RECONHECIMENTO DA INCONSTITUCIONALIDADE DESSA REGRA LEGAL PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 111.840/ES) – “HABEAS CORPUS” CONCEDIDO DE OFÍCIO. IMPETRAÇÃO DE “HABEAS CORPUS” COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO “WRIT” CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional de “habeas corpus”, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes . Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484556. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 115931 / DF - O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o HC 111.840/ES, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, firmou orientação cujos fundamentos autorizam o exame, pelo magistrado de primeiro grau, das circunstâncias que podem justificar eventual concessão do ingresso de condenado por tráfico de drogas em regime penal menos rigoroso. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer da ordem, mas a concedeu de ofício, para determinar, ao ilustre magistrado da 3ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo nº 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede mandamental, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484556. Supremo Tribunal Federal HC 115931 / DF - O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o HC 111.840/ES, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, firmou orientação cujos fundamentos autorizam o exame, pelo magistrado de primeiro grau, das circunstâncias que podem justificar eventual concessão do ingresso de condenado por tráfico de drogas em regime penal menos rigoroso. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer da ordem, mas a concedeu de ofício, para determinar, ao ilustre magistrado da 3ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo nº 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede mandamental, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484556. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.931 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) :MARIA LÓDIA AFONSO IMPTE.(S) :VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de “habeas corpus” impetrado contra decisão que, emanada do E. Superior Tribunal de Justiça, restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DO ‘DECISUM’ AGRAVADO. SÚMULA 182/STJ. AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. A falta de impugnação específica de todos fundamentos utilizados na decisão agravada atrai a incidência do Enunciado Sumular 182 desta Corte Superior. 2. ‘A agravante não infirma especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, impondo-se a aplicação do enunciado da Súmula n.º 182 deste Superior Tribunal de Justiça’ (AgRg no Ag 1175713/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, Sexta Turma, julgado em 21/10/2010, DJe 16/11/2010). 3. Agravo regimental não conhecido.” (REsp 1.290.046-AgR/DF, Rel. Min. JORGE MUSSI – grifei) Aduz a parte ora impetrante, em síntese, para justificar sua pretensão, os seguintes fundamentos: “Inicialmente, verifica-se que, além da primariedade da paciente, há também o fato da inexistência de circunstancias Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484557. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.931 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) :MARIA LÓDIA AFONSO IMPTE.(S) :VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de “habeas corpus” impetrado contra decisão que, emanada do E. Superior Tribunal de Justiça, restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DO ‘DECISUM’ AGRAVADO. SÚMULA 182/STJ. AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. A falta de impugnação específica de todos fundamentos utilizados na decisão agravada atrai a incidência do Enunciado Sumular 182 desta Corte Superior. 2. ‘A agravante não infirma especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, impondo-se a aplicação do enunciado da Súmula n.º 182 deste Superior Tribunal de Justiça’ (AgRg no Ag 1175713/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, Sexta Turma, julgado em 21/10/2010, DJe 16/11/2010). 3. Agravo regimental não conhecido.” (REsp 1.290.046-AgR/DF, Rel. Min. JORGE MUSSI – grifei) Aduz a parte ora impetrante, em síntese, para justificar sua pretensão, os seguintes fundamentos: “Inicialmente, verifica-se que, além da primariedade da paciente, há também o fato da inexistência de circunstancias Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484557. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 115931 / DF judiciais desfavoráveis, como o próprio juiz em sentença reconheceu (fls. 259/260). Havendo a necessidade da reforma da sentença, pois existe a possibilidade que a pena tenha início no regime aberto (CP, art. 33, § 2º, ‘c’), mas, também, a substituição por pena restritiva de direitos (CP, artigo 44, § 2º, segunda parte). …................................................................................................... Ordenar a prisão da paciente, nesse momento, onde não existem vagas adequadas ao fiel cumprimento daquilo que lhe foi imposto em sentença, é ofensa grave a todos os princípios assegurados, sendo que esta possui todos os requisitos para que sua pena seja revertida em restritiva de direitos (…). …................................................................................................... Reforçando que a paciente é ré primária e sua pena estabelecida é menor que quatro anos (...). Além do afastamento da valoração negativa das condições de culpabilidade, personalidade delitiva, motivação e circunstâncias do delito que permitem a substituição. …................................................................................................... O regime inicial da paciente foi estabelecido para se iniciar em regime fechado; acontece que a ré apresenta todos os requisitos para que o cumprimento de sua pena inicie em regime aberto, sendo que esta não é reincidente e sua pena foi estabelecida em menos de 4 anos (…). …................................................................................................... A prática do delito previsto de fato existiu, pois inegável a apreensão de entorpecentes com a paciente; ocorre que não há que se levar em conta as circunstâncias atenuantes, que, como imperativo legal, não podem deixar de ser aplicadas na aplicação da pena, não sendo uma prerrogativa do magistrado, e sim um direito do apenado. Fica claro que a paciente possui elementos favoráveis para que sua pena seja cumprida em regime inicialmente aberto e não fechado como decidido anteriormente, diante disso, seu regime deve ser modificado conforme a alínea ‘c’ do § 2° do artigo 33 do Código Penal.” (grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484557. Supremo Tribunal Federal HC 115931 / DF judiciais desfavoráveis, como o próprio juiz em sentença reconheceu (fls. 259/260). Havendo a necessidade da reforma da sentença, pois existe a possibilidade que a pena tenha início no regime aberto (CP, art. 33, § 2º, ‘c’), mas, também, a substituição por pena restritiva de direitos (CP, artigo 44, § 2º, segunda parte). …................................................................................................... Ordenar a prisão da paciente, nesse momento, onde não existem vagas adequadas ao fiel cumprimento daquilo que lhe foi imposto em sentença, é ofensa grave a todos os princípios assegurados, sendo que esta possui todos os requisitos para que sua pena seja revertida em restritiva de direitos (…). …................................................................................................... Reforçando que a paciente é ré primária e sua pena estabelecida é menor que quatro anos (...). Além do afastamento da valoração negativa das condições de culpabilidade, personalidade delitiva, motivação e circunstâncias do delito que permitem a substituição. …................................................................................................... O regime inicial da paciente foi estabelecido para se iniciar em regime fechado; acontece que a ré apresenta todos os requisitos para que o cumprimento de sua pena inicie em regime aberto, sendo que esta não é reincidente e sua pena foi estabelecida em menos de 4 anos (…). …................................................................................................... A prática do delito previsto de fato existiu, pois inegável a apreensão de entorpecentes com a paciente; ocorre que não há que se levar em conta as circunstâncias atenuantes, que, como imperativo legal, não podem deixar de ser aplicadas na aplicação da pena, não sendo uma prerrogativa do magistrado, e sim um direito do apenado. Fica claro que a paciente possui elementos favoráveis para que sua pena seja cumprida em regime inicialmente aberto e não fechado como decidido anteriormente, diante disso, seu regime deve ser modificado conforme a alínea ‘c’ do § 2° do artigo 33 do Código Penal.” (grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484557. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 115931 / DF Busca-se, desse modo, na presente sede processual, a concessão da ordem para “que se substitua a pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos e fixe o regime aberto em favor da paciente” (grifei). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. MARIO JOSÉ GISI, opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484557. Supremo Tribunal Federal HC 115931 / DF Busca-se, desse modo, na presente sede processual, a concessão da ordem para “que se substitua a pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos e fixe o regime aberto em favor da paciente” (grifei). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. MARIO JOSÉ GISI, opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484557. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 25/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.931 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora impetrante. É que o exame dos fundamentos em que se apoia a decisão ora impugnada – pressupostos de cabimento de recurso especial – inviabiliza o próprio conhecimento da específica pretensão de mérito trazida à análise neste “writ” constitucional, sequer apreciada pelo E. Superior Tribunal de Justiça. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal tem advertido, em sucessivos pronunciamentos, que não se revela admissível a ação de “habeas corpus”, quando os fundamentos em que ela se assenta não refletem nem coincidem com aqueles que deram suporte à decisão emanada de Tribunal de jurisdição inferior, pois, se tal fosse possível, registrar-se-ia indevida supressão de instância (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): “IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.931 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora impetrante. É que o exame dos fundamentos em que se apoia a decisão ora impugnada – pressupostos de cabimento de recurso especial – inviabiliza o próprio conhecimento da específica pretensão de mérito trazida à análise neste “writ” constitucional, sequer apreciada pelo E. Superior Tribunal de Justiça. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal tem advertido, em sucessivos pronunciamentos, que não se revela admissível a ação de “habeas corpus”, quando os fundamentos em que ela se assenta não refletem nem coincidem com aqueles que deram suporte à decisão emanada de Tribunal de jurisdição inferior, pois, se tal fosse possível, registrar-se-ia indevida supressão de instância (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): “IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 115931 / DF Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Em ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, a inconformidade deve ser com o acórdão proferido pelo STJ e não contra o julgado do Tribunal de Justiça. O STF só é competente para julgar ‘habeas corpus’ contra decisões provenientes de Tribunais Superiores. Os temas objeto do ‘habeas corpus’ devem ter sido examinados pelo STJ. ....................................................................................................... Caso contrário, caracterizaria supressão de instância. ‘Habeas Corpus’ não conhecido.” (HC 79.551/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – grifei) No entanto, verifico que o E. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, ao negar provimento ao recurso de apelação interposto pela ora paciente, não justificou, de maneira adequada, os motivos pelos quais negou a possibilidade de concessão de regime inicial mais brando para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade. Esse capítulo de mencionada decisão colegiada encontra-se assim fundamentado: “O regime de cumprimento da pena não poderá ser diverso do fechado, em face do disposto no artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90, com redação da Lei 11.464, de 28 de março de 2007. O delito de tráfico de entorpecentes continua equiparado a hediondo. No caso, o crime foi praticado após a vigência da Lei 11.464/07. A quantidade de pena não interfere no regime, notadamente em razão da finalidade específica da Lei de Crimes Hediondos. (…).” (grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Supremo Tribunal Federal HC 115931 / DF Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Em ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, a inconformidade deve ser com o acórdão proferido pelo STJ e não contra o julgado do Tribunal de Justiça. O STF só é competente para julgar ‘habeas corpus’ contra decisões provenientes de Tribunais Superiores. Os temas objeto do ‘habeas corpus’ devem ter sido examinados pelo STJ. ....................................................................................................... Caso contrário, caracterizaria supressão de instância. ‘Habeas Corpus’ não conhecido.” (HC 79.551/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – grifei) No entanto, verifico que o E. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, ao negar provimento ao recurso de apelação interposto pela ora paciente, não justificou, de maneira adequada, os motivos pelos quais negou a possibilidade de concessão de regime inicial mais brando para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade. Esse capítulo de mencionada decisão colegiada encontra-se assim fundamentado: “O regime de cumprimento da pena não poderá ser diverso do fechado, em face do disposto no artigo 2º, § 1º, da Lei 8.072/90, com redação da Lei 11.464, de 28 de março de 2007. O delito de tráfico de entorpecentes continua equiparado a hediondo. No caso, o crime foi praticado após a vigência da Lei 11.464/07. A quantidade de pena não interfere no regime, notadamente em razão da finalidade específica da Lei de Crimes Hediondos. (…).” (grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 115931 / DF Cumpre assinalar que a colenda Segunda Turma e o próprio Plenário do Supremo Tribunal Federal (HC 111.840/ES, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Informativo nº 672) firmaram orientação cujos fundamentos autorizam o exame, pelo magistrado de primeiro grau, das circunstâncias que poderiam justificar a eventual concessão do pretendido ingresso, do paciente em questão, em regime menos gravoso: “‘Habeas Corpus’. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes. Paciente condenado à pena de um ano e oito meses de reclusão. 3. Pedido de fixação de regime aberto para o início do cumprimento da pena. Possibilidade. Paciente que cumpre os requisitos previstos no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal. 4. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Possibilidade. Precedente do Plenário (HC n. 97.256/RS). 5. Necessidade de análise dos requisitos dispostos no art. 44 do CP. 6. Ordem deferida.” (HC 105.779/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) “‘Habeas Corpus’. 2. Tráfico de entorpecentes. 3. Pedido de aplicação da causa especial de diminuição de pena (Lei n. 11.343/2006, art. 33, § 4º) em seu patamar máximo. A quantidade de droga apreendida é circunstância que deve ser sopesada na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá-la por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4º do art. 33, sob pena de ‘bis in idem’. 4. Ordem parcialmente deferida para determinar que se proceda a nova individualização da pena, manifestando-se quanto ao regime inicial de cumprimento, bem assim acerca da possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito segundo os requisitos previstos no art. 44 do CP.” (HC 106.135/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME DE 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Supremo Tribunal Federal HC 115931 / DF Cumpre assinalar que a colenda Segunda Turma e o próprio Plenário do Supremo Tribunal Federal (HC 111.840/ES, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Informativo nº 672) firmaram orientação cujos fundamentos autorizam o exame, pelo magistrado de primeiro grau, das circunstâncias que poderiam justificar a eventual concessão do pretendido ingresso, do paciente em questão, em regime menos gravoso: “‘Habeas Corpus’. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes. Paciente condenado à pena de um ano e oito meses de reclusão. 3. Pedido de fixação de regime aberto para o início do cumprimento da pena. Possibilidade. Paciente que cumpre os requisitos previstos no art. 33, § 2º, ‘c’, do Código Penal. 4. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Possibilidade. Precedente do Plenário (HC n. 97.256/RS). 5. Necessidade de análise dos requisitos dispostos no art. 44 do CP. 6. Ordem deferida.” (HC 105.779/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) “‘Habeas Corpus’. 2. Tráfico de entorpecentes. 3. Pedido de aplicação da causa especial de diminuição de pena (Lei n. 11.343/2006, art. 33, § 4º) em seu patamar máximo. A quantidade de droga apreendida é circunstância que deve ser sopesada na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá-la por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4º do art. 33, sob pena de ‘bis in idem’. 4. Ordem parcialmente deferida para determinar que se proceda a nova individualização da pena, manifestando-se quanto ao regime inicial de cumprimento, bem assim acerca da possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito segundo os requisitos previstos no art. 44 do CP.” (HC 106.135/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME DE 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 115931 / DF CUMPRIMENTO MAIS GRAVE DO QUE O PREVISTO EM LEI. DIREITO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCEÇÃO À SÚMULA 691. Tráfico de entorpecentes. Fixação da pena. Circunstâncias judiciais favoráveis. Pena fixada em quantidade que permite a substituição da privação de liberdade por restrição de direitos ou o início do cumprimento da pena no regime aberto. Imposição, não obstante, de regime fechado. Constrangimento ilegal a ensejar exceção à Súmula 691/STF. Ordem concedida.” (HC 101.291/SP, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) Sendo assim, e em face das razões expostas, não conheço do presente “writ” constitucional, porém concedo, de ofício, a ordem de “habeas corpus”, para determinar ao ilustre Magistrado da 3ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo nº 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede processual, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso. É o meu voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Supremo Tribunal Federal HC 115931 / DF CUMPRIMENTO MAIS GRAVE DO QUE O PREVISTO EM LEI. DIREITO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCEÇÃO À SÚMULA 691. Tráfico de entorpecentes. Fixação da pena. Circunstâncias judiciais favoráveis. Pena fixada em quantidade que permite a substituição da privação de liberdade por restrição de direitos ou o início do cumprimento da pena no regime aberto. Imposição, não obstante, de regime fechado. Constrangimento ilegal a ensejar exceção à Súmula 691/STF. Ordem concedida.” (HC 101.291/SP, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) Sendo assim, e em face das razões expostas, não conheço do presente “writ” constitucional, porém concedo, de ofício, a ordem de “habeas corpus”, para determinar ao ilustre Magistrado da 3ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo nº 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede processual, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso. É o meu voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.931 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARIA LÓDIA AFONSO IMPTE.(S) : VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu da ordem, mas a concedeu de ofício, para determinar, ao ilustre magistrado da 3ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo nº 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede mandamental, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301342 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.931 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARIA LÓDIA AFONSO IMPTE.(S) : VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu da ordem, mas a concedeu de ofício, para determinar, ao ilustre magistrado da 3ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo nº 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede mandamental, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301342 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4518448
2013-06-25T00:00:00
2013-09-13T00:00:00
A Turma, por unanimidade, não conheceu da ordem, mas a concedeu de ofício, para determinar, ao ilustre magistrado da 3ª Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo nº 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede mandamental, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013.
HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – IMPETRAÇÃO FUNDADA EM RAZÕES NÃO APRECIADAS PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR – INCOGNOSCIBILIDADE DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL – DETERMINAÇÃO LEGAL QUE OBSTA, “IN ABSTRACTO”, A POSSIBILIDADE DE CONCESSÃO DE REGIME INICIAL MAIS BRANDO NOS CRIMES PREVISTOS NO § 1º DO ART. 2º DA LEI Nº 8.072/90, ENTRE OS QUAIS O TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DROGAS AFINS – RECONHECIMENTO DA INCONSTITUCIONALIDADE DESSA REGRA LEGAL PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 111.840/ES) – “HABEAS CORPUS” CONCEDIDO DE OFÍCIO. IMPETRAÇÃO DE “HABEAS CORPUS” COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO “WRIT” CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional de “habeas corpus”, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes. - O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o HC 111.840/ES, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, firmou orientação cujos fundamentos autorizam o exame, pelo magistrado de primeiro grau, das circunstâncias que podem justificar eventual concessão do ingresso de condenado por tráfico de drogas em regime penal menos rigoroso.
sjur241626
- Acórdão(s) citado(s): (REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DA PENA, LEI DOS CRIMES HEDIONDOS) HC 111840, HC 105779 (2ªT), HC 106135 (2ªT), HC 101291 (2ªT). (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 73390 (2ªT), HC 81115 (1ªT), HC 79551 (1ªT), RTJ 182/243, RTJ 192/233. Número de páginas: 10. Análise: 16/10/2013, IVA.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
115931
[ "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\n ART-00002 PAR-00001\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS" ]
HC
acordaos
HC 115931
[ "" ]
PACTE.(S) : MARIA LÓDIA AFONSO IMPTE.(S) : VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.931 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) :MARIA LÓDIA AFONSO IMPTE.(S) :VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – IMPETRAÇÃO FUNDADA EM RAZÕES NÃO APRECIADAS PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR – INCOGNOSCIBILIDADE DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL – DETERMINAÇÃO LEGAL QUE OBSTA, “IN ABSTRACTO”, A POSSIBILIDADE DE CONCESSÃO DE REGIME INICIAL MAIS BRANDO NOS CRIMES PREVISTOS NO § 1... DO ART. 2... DA LEI n 8.072/90, ENTRE OS QUAIS O TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES E DROGAS AFINS – RECONHECIMENTO DA INCONSTITUCIONALIDADE DESSA REGRA LEGAL PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (HC 111.840/ES) – “HABEAS CORPUS” CONCEDIDO DE OFÍCIO. IMPETRAÇÃO DE “HABEAS CORPUS” COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO “WRIT” CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional de “habeas corpus”, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes . Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484556. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 115931 / DF - O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o HC 111.840/ES, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, firmou orientação cujos fundamentos autorizam o exame, pelo magistrado de primeiro grau, das circunstâncias que podem justificar eventual concessão do ingresso de condenado por tráfico de drogas em regime penal menos rigoroso. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer da ordem, mas a concedeu de ofício, para determinar, ao ilustre magistrado da 3... Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo n 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede mandamental, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484556. Supremo Tribunal Federal HC 115931 / DF - O Plenário do Supremo Tribunal Federal, ao julgar o HC 111.840/ES, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, firmou orientação cujos fundamentos autorizam o exame, pelo magistrado de primeiro grau, das circunstâncias que podem justificar eventual concessão do ingresso de condenado por tráfico de drogas em regime penal menos rigoroso. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em não conhecer da ordem, mas a concedeu de ofício, para determinar, ao ilustre magistrado da 3... Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo n 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede mandamental, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484556. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.931 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) :MARIA LÓDIA AFONSO IMPTE.(S) :VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de “habeas corpus” impetrado contra decisão que, emanada do E. Superior Tribunal de Justiça, restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DO ‘DECISUM’ AGRAVADO. SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. A falta de impugnação específica de todos fundamentos utilizados na decisão agravada atrai a incidência do Enunciado Sumular 182 desta Corte Superior. 2. ‘A agravante não infirma especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, impondo-se a aplicação do enunciado da Súmula n. 182 deste Superior Tribunal de Justiça’ (AgRg no Ag 1175713/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, Sexta Turma, julgado em 21/10/2010, DJe 16/11/2010). 3. Agravo regimental não conhecido.” (REsp 1.290.046-AgR/DF, Rel. Min. JORGE MUSSI – grifei) Aduz a parte ora impetrante, em síntese, para justificar sua pretensão, os seguintes fundamentos: “Inicialmente, verifica-se que, além da primariedade da paciente, há também o fato da inexistência de circunstancias Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484557. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.931 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) :MARIA LÓDIA AFONSO IMPTE.(S) :VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de “habeas corpus” impetrado contra decisão que, emanada do E. Superior Tribunal de Justiça, restou consubstanciada em acórdão assim ementado: “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS DO ‘DECISUM’ AGRAVADO. SÚMULA 182/Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. A falta de impugnação específica de todos fundamentos utilizados na decisão agravada atrai a incidência do Enunciado Sumular 182 desta Corte Superior. 2. ‘A agravante não infirma especificamente todos os fundamentos da decisão agravada, impondo-se a aplicação do enunciado da Súmula n. 182 deste Superior Tribunal de Justiça’ (AgRg no Ag 1175713/RJ, Rel. Ministro OG FERNANDES, Sexta Turma, julgado em 21/10/2010, DJe 16/11/2010). 3. Agravo regimental não conhecido.” (REsp 1.290.046-AgR/DF, Rel. Min. JORGE MUSSI – grifei) Aduz a parte ora impetrante, em síntese, para justificar sua pretensão, os seguintes fundamentos: “Inicialmente, verifica-se que, além da primariedade da paciente, há também o fato da inexistência de circunstancias Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484557. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 115931 / DF judiciais desfavoráveis, como o próprio juiz em sentença reconheceu (fls. 259/260). Havendo a necessidade da reforma da sentença, pois existe a possibilidade que a pena tenha início no regime aberto (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 2..., ‘c’), mas, também, a substituição por pena restritiva de direitos (Código Penal Brasileiro, artigo 44, § 2..., segunda parte). …................................................................................................... Ordenar a prisão da paciente, nesse momento, onde não existem vagas adequadas ao fiel cumprimento daquilo que lhe foi imposto em sentença, é ofensa grave a todos os princípios assegurados, sendo que esta possui todos os requisitos para que sua pena seja revertida em restritiva de direitos (…). …................................................................................................... Reforçando que a paciente é ré primária e sua pena estabelecida é menor que quatro anos (...). Além do afastamento da valoração negativa das condições de culpabilidade, personalidade delitiva, motivação e circunstâncias do delito que permitem a substituição. …................................................................................................... O regime inicial da paciente foi estabelecido para se iniciar em regime fechado; acontece que a ré apresenta todos os requisitos para que o cumprimento de sua pena inicie em regime aberto, sendo que esta não é reincidente e sua pena foi estabelecida em menos de 4 anos (…). …................................................................................................... A prática do delito previsto de fato existiu, pois inegável a apreensão de entorpecentes com a paciente; ocorre que não há que se levar em conta as circunstâncias atenuantes, que, como imperativo legal, não podem deixar de ser aplicadas na aplicação da pena, não sendo uma prerrogativa do magistrado, e sim um direito do apenado. Fica claro que a paciente possui elementos favoráveis para que sua pena seja cumprida em regime inicialmente aberto e não fechado como decidido anteriormente, diante disso, seu regime deve ser modificado conforme a alínea ‘c’ do § 2... do artigo 33 do Código Penal.” (grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484557. Supremo Tribunal Federal HC 115931 / DF judiciais desfavoráveis, como o próprio juiz em sentença reconheceu (fls. 259/260). Havendo a necessidade da reforma da sentença, pois existe a possibilidade que a pena tenha início no regime aberto (Código Penal Brasileiro, art. 33, § 2..., ‘c’), mas, também, a substituição por pena restritiva de direitos (Código Penal Brasileiro, artigo 44, § 2..., segunda parte). …................................................................................................... Ordenar a prisão da paciente, nesse momento, onde não existem vagas adequadas ao fiel cumprimento daquilo que lhe foi imposto em sentença, é ofensa grave a todos os princípios assegurados, sendo que esta possui todos os requisitos para que sua pena seja revertida em restritiva de direitos (…). …................................................................................................... Reforçando que a paciente é ré primária e sua pena estabelecida é menor que quatro anos (...). Além do afastamento da valoração negativa das condições de culpabilidade, personalidade delitiva, motivação e circunstâncias do delito que permitem a substituição. …................................................................................................... O regime inicial da paciente foi estabelecido para se iniciar em regime fechado; acontece que a ré apresenta todos os requisitos para que o cumprimento de sua pena inicie em regime aberto, sendo que esta não é reincidente e sua pena foi estabelecida em menos de 4 anos (…). …................................................................................................... A prática do delito previsto de fato existiu, pois inegável a apreensão de entorpecentes com a paciente; ocorre que não há que se levar em conta as circunstâncias atenuantes, que, como imperativo legal, não podem deixar de ser aplicadas na aplicação da pena, não sendo uma prerrogativa do magistrado, e sim um direito do apenado. Fica claro que a paciente possui elementos favoráveis para que sua pena seja cumprida em regime inicialmente aberto e não fechado como decidido anteriormente, diante disso, seu regime deve ser modificado conforme a alínea ‘c’ do § 2... do artigo 33 do Código Penal.” (grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484557. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório HC 115931 / DF Busca-se, desse modo, na presente sede processual, a concessão da ordem para “que se substitua a pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos e fixe o regime aberto em favor da paciente” (grifei). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. MARIO JOSÉ GISI, opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484557. Supremo Tribunal Federal HC 115931 / DF Busca-se, desse modo, na presente sede processual, a concessão da ordem para “que se substitua a pena privativa de liberdade por outra restritiva de direitos e fixe o regime aberto em favor da paciente” (grifei). O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do ilustre Subprocurador-Geral da República Dr. MARIO JOSÉ GISI, opinou pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484557. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 25/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.931 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora impetrante. É que o exame dos fundamentos em que se apoia a decisão ora impugnada – pressupostos de cabimento de recurso especial – inviabiliza o próprio conhecimento da específica pretensão de mérito trazida à análise neste “writ” constitucional, sequer apreciada pelo E. Superior Tribunal de Justiça. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal tem advertido, em sucessivos pronunciamentos, que não se revela admissível a ação de “habeas corpus”, quando os fundamentos em que ela se assenta não refletem nem coincidem com aqueles que deram suporte à decisão emanada de Tribunal de jurisdição inferior, pois, se tal fosse possível, registrar-se-ia indevida supressão de instância (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): “IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 115.931 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Entendo não assistir razão à parte ora impetrante. É que o exame dos fundamentos em que se apoia a decisão ora impugnada – pressupostos de cabimento de recurso especial – inviabiliza o próprio conhecimento da específica pretensão de mérito trazida à análise neste “writ” constitucional, sequer apreciada pelo E. Superior Tribunal de Justiça. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal tem advertido, em sucessivos pronunciamentos, que não se revela admissível a ação de “habeas corpus”, quando os fundamentos em que ela se assenta não refletem nem coincidem com aqueles que deram suporte à decisão emanada de Tribunal de jurisdição inferior, pois, se tal fosse possível, registrar-se-ia indevida supressão de instância (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): “IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 115931 / DF Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Em ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, a inconformidade deve ser com o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça e não contra o julgado do Tribunal de Justiça. O Supremo Tribunal Federal só é competente para julgar ‘habeas corpus’ contra decisões provenientes de Tribunais Superiores. Os temas objeto do ‘habeas corpus’ devem ter sido examinados pelo Superior Tribunal de Justiça. ....................................................................................................... Caso contrário, caracterizaria supressão de instância. ‘Habeas Corpus’ não conhecido.” (HC 79.551/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – grifei) No entanto, verifico que o E. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, ao negar provimento ao recurso de apelação interposto pela ora paciente, não justificou, de maneira adequada, os motivos pelos quais negou a possibilidade de concessão de regime inicial mais brando para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade. Esse capítulo de mencionada decisão colegiada encontra-se assim fundamentado: “O regime de cumprimento da pena não poderá ser diverso do fechado, em face do disposto no artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90, com redação da Lei 11.464, de 28 de março de 2007. O delito de tráfico de entorpecentes continua equiparado a hediondo. No caso, o crime foi praticado após a vigência da Lei 11.464/07. A quantidade de pena não interfere no regime, notadamente em razão da finalidade específica da Lei de Crimes Hediondos. (…).” (grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Supremo Tribunal Federal HC 115931 / DF Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “Em ‘habeas corpus’ substitutivo de recurso ordinário, a inconformidade deve ser com o acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça e não contra o julgado do Tribunal de Justiça. O Supremo Tribunal Federal só é competente para julgar ‘habeas corpus’ contra decisões provenientes de Tribunais Superiores. Os temas objeto do ‘habeas corpus’ devem ter sido examinados pelo Superior Tribunal de Justiça. ....................................................................................................... Caso contrário, caracterizaria supressão de instância. ‘Habeas Corpus’ não conhecido.” (HC 79.551/SP, Rel. Min. NELSON JOBIM – grifei) No entanto, verifico que o E. Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, ao negar provimento ao recurso de apelação interposto pela ora paciente, não justificou, de maneira adequada, os motivos pelos quais negou a possibilidade de concessão de regime inicial mais brando para o início do cumprimento da pena privativa de liberdade. Esse capítulo de mencionada decisão colegiada encontra-se assim fundamentado: “O regime de cumprimento da pena não poderá ser diverso do fechado, em face do disposto no artigo 2..., § 1..., da Lei 8.072/90, com redação da Lei 11.464, de 28 de março de 2007. O delito de tráfico de entorpecentes continua equiparado a hediondo. No caso, o crime foi praticado após a vigência da Lei 11.464/07. A quantidade de pena não interfere no regime, notadamente em razão da finalidade específica da Lei de Crimes Hediondos. (…).” (grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 115931 / DF Cumpre assinalar que a colenda Segunda Turma e o próprio Plenário do Supremo Tribunal Federal (HC 111.840/ES, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Informativo n 672) firmaram orientação cujos fundamentos autorizam o exame, pelo magistrado de primeiro grau, das circunstâncias que poderiam justificar a eventual concessão do pretendido ingresso, do paciente em questão, em regime menos gravoso: “‘Habeas Corpus’. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes. Paciente condenado à pena de um ano e oito meses de reclusão. 3. Pedido de fixação de regime aberto para o início do cumprimento da pena. Possibilidade. Paciente que cumpre os requisitos previstos no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal. 4. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Possibilidade. Precedente do Plenário (HC n. 97.256/RS). 5. Necessidade de análise dos requisitos dispostos no art. 44 do Código Penal Brasileiro. 6. Ordem deferida.” (HC 105.779/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) “‘Habeas Corpus’. 2. Tráfico de entorpecentes. 3. Pedido de aplicação da causa especial de diminuição de pena (Lei n. 11.343/2006, art. 33, § 4...) em seu patamar máximo. A quantidade de droga apreendida é circunstância que deve ser sopesada na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá-la por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4... do art. 33, sob pena de ‘bis in idem’. 4. Ordem parcialmente deferida para determinar que se proceda a nova individualização da pena, manifestando-se quanto ao regime inicial de cumprimento, bem assim acerca da possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito segundo os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal Brasileiro.” (HC 106.135/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME DE 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Supremo Tribunal Federal HC 115931 / DF Cumpre assinalar que a colenda Segunda Turma e o próprio Plenário do Supremo Tribunal Federal (HC 111.840/ES, Rel. Min. DIAS TOFFOLI – Informativo n 672) firmaram orientação cujos fundamentos autorizam o exame, pelo magistrado de primeiro grau, das circunstâncias que poderiam justificar a eventual concessão do pretendido ingresso, do paciente em questão, em regime menos gravoso: “‘Habeas Corpus’. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes. Paciente condenado à pena de um ano e oito meses de reclusão. 3. Pedido de fixação de regime aberto para o início do cumprimento da pena. Possibilidade. Paciente que cumpre os requisitos previstos no art. 33, § 2..., ‘c’, do Código Penal. 4. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Possibilidade. Precedente do Plenário (HC n. 97.256/RS). 5. Necessidade de análise dos requisitos dispostos no art. 44 do Código Penal Brasileiro. 6. Ordem deferida.” (HC 105.779/SP, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) “‘Habeas Corpus’. 2. Tráfico de entorpecentes. 3. Pedido de aplicação da causa especial de diminuição de pena (Lei n. 11.343/2006, art. 33, § 4...) em seu patamar máximo. A quantidade de droga apreendida é circunstância que deve ser sopesada na primeira fase de individualização da pena, nos termos do art. 42 da Lei 11.343/2006, sendo impróprio invocá-la por ocasião de escolha do fator de redução previsto no § 4... do art. 33, sob pena de ‘bis in idem’. 4. Ordem parcialmente deferida para determinar que se proceda a nova individualização da pena, manifestando-se quanto ao regime inicial de cumprimento, bem assim acerca da possibilidade de conversão da pena privativa de liberdade em restritiva de direito segundo os requisitos previstos no art. 44 do Código Penal Brasileiro.” (HC 106.135/MG, Rel. Min. GILMAR MENDES – grifei) “‘HABEAS CORPUS’. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FIXAÇÃO DA PENA. CIRCUNSTÂNCIAS FAVORÁVEIS. IMPOSIÇÃO DE REGIME DE 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 115931 / DF CUMPRIMENTO MAIS GRAVE DO QUE O PREVISTO EM LEI. DIREITO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCEÇÃO À SÚMULA 691. Tráfico de entorpecentes. Fixação da pena. Circunstâncias judiciais favoráveis. Pena fixada em quantidade que permite a substituição da privação de liberdade por restrição de direitos ou o início do cumprimento da pena no regime aberto. Imposição, não obstante, de regime fechado. Constrangimento ilegal a ensejar exceção à Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Ordem concedida.” (HC 101.291/SP, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) Sendo assim, e em face das razões expostas, não conheço do presente “writ” constitucional, porém concedo, de ofício, a ordem de “habeas corpus”, para determinar ao ilustre Magistrado da 3... Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo n 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede processual, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso. É o meu voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Supremo Tribunal Federal HC 115931 / DF CUMPRIMENTO MAIS GRAVE DO QUE O PREVISTO EM LEI. DIREITO À SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR OUTRA RESTRITIVA DE DIREITOS. CONSTRANGIMENTO ILEGAL. EXCEÇÃO À SÚMULA 691. Tráfico de entorpecentes. Fixação da pena. Circunstâncias judiciais favoráveis. Pena fixada em quantidade que permite a substituição da privação de liberdade por restrição de direitos ou o início do cumprimento da pena no regime aberto. Imposição, não obstante, de regime fechado. Constrangimento ilegal a ensejar exceção à Súmula 691/Supremo Tribunal Federal. Ordem concedida.” (HC 101.291/SP, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) Sendo assim, e em face das razões expostas, não conheço do presente “writ” constitucional, porém concedo, de ofício, a ordem de “habeas corpus”, para determinar ao ilustre Magistrado da 3... Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo n 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede processual, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso. É o meu voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4484558. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.931 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARIA LÓDIA AFONSO IMPTE.(S) : VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu da ordem, mas a concedeu de ofício, para determinar, ao ilustre magistrado da 3... Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo n 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede mandamental, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301342 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 115.931 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO PACTE.(S) : MARIA LÓDIA AFONSO IMPTE.(S) : VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, não conheceu da ordem, mas a concedeu de ofício, para determinar, ao ilustre magistrado da 3... Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília (Processo n 2009.01.1.157229-4) que, mantida a condenação penal questionada na presente sede mandamental, proceda ao exame sobre se a ora paciente preenche, ou não, os pressupostos subjetivos e objetivos autorizadores de eventual ingresso em regime penal menos gravoso, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301342 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 115 . 931", "HC 111 . 840 / ES", "HC 115931 / DF", "HC 111 . 840 / ES", "Processo n 2009 . 01 . 1 . 157229 - 4", "HC 115931 / DF", "HC 111 . 840 / ES", "Processo n 2009 . 01 . 1 . 157229 - 4", "HABEAS CORPUS 115 . 931", "SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça", "Enunciado Sumular 182 desta Corte Superior", "Súmula n . 182 deste Superior Tribunal de Justiça", "AgRg no Ag 1175713 / RJ", "REsp 1 . 290 . 046 - AgR / DF", "HABEAS CORPUS 115 . 931", "SÚMULA 182 / Superior Tribunal de Justiça", "Enunciado Sumular 182 desta Corte Superior", "Súmula n . 182 deste Superior Tribunal de Justiça", "AgRg no Ag 1175713 / RJ", "REsp 1 . 290 . 046 - AgR / DF", "HC 115931 / DF", "HC 115931 / DF", "HC 115931 / DF", "HC 115931 / DF", "HABEAS CORPUS 115 . 931", "RTJ 182 / 243 - 244", "HC 73 . 390 / RS", "HC 81 . 115 / SP", "HABEAS CORPUS 115 . 931", "RTJ 182 / 243 - 244", "HC 73 . 390 / RS", "HC 81 . 115 / SP", "HC 115931 / DF", "RTJ 192 / 233 - 234", "HC 79 . 551 / SP", "HC 115931 / DF", "RTJ 192 / 233 - 234", "HC 79 . 551 / SP", "HC 115931 / DF", "HC 111 . 840 / ES", "HC n . 97 . 256 / RS", "HC 105 . 779 / SP", "HC 106 . 135 / MG", "HC 115931 / DF", "HC 111 . 840 / ES", "HC n . 97 . 256 / RS", "HC 105 . 779 / SP", "HC 106 . 135 / MG", "HC 115931 / DF", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 101 . 291 / SP", "Processo n 2009 . 01 . 1 . 157229 - 4", "HC 115931 / DF", "Súmula 691 / Supremo Tribunal Federal", "HC 101 . 291 / SP", "HABEAS CORPUS 115 . 931", "HABEAS CORPUS 115 . 931", "Processo n 2009 . 01 . 1 . 157229 - 4" ], "LEGISLACAO": [ "§ 1 . . . 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DA LEI n 8 . 072 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’", "Código Penal Brasileiro , artigo 44 , § 2 . . . , segunda parte", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal Brasileiro , art . 33 , § 2 . . . , ‘", "Código Penal Brasileiro , artigo 44 , § 2 . . . , segunda parte", "alínea ‘ c ’ do § 2 . . . do artigo 33 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90", "Lei 11 . 464", "Lei 11 . 464 / 07", "Lei de Crimes Hediondos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 2 . . . , § 1 . . . , da Lei 8 . 072 / 90", "Lei 11 . 464", "Lei 11 . 464 / 07", "Lei de Crimes Hediondos", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’ , do Código Penal", "art . 44 do Código Penal Brasileiro", "Lei n . 11 . 343 / 2006 , art . 33 , § 4 . . .", "art . 42 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 44 do Código Penal Brasileiro .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 2 . . . , ‘ c ’ , do Código Penal", "art . 44 do Código Penal Brasileiro", "Lei n . 11 . 343 / 2006 , art", "art . 42 da Lei 11 . 343 / 2006", "art . 44 do Código Penal Brasileiro .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", 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"Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais da Circunscrição Judiciária Especial de Brasília", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Vara de Entorpecentes e Contravenções Penais", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "MARIA LÓDIA AFONSO", "VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "MARIA LÓDIA AFONSO", "VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA", "CELSO DE MELLO", "OG FERNANDES", "JORGE MUSSI", "CELSO DE MELLO", "MARIA LÓDIA AFONSO", "VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA", "CELSO DE MELLO", "OG FERNANDES", "JORGE MUSSI", "MARIO JOSÉ GISI", "MARIO JOSÉ GISI", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CARLOS VELLOSO", "ILMAR GALVÃO", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CARLOS VELLOSO", "ILMAR GALVÃO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "NELSON JOBIM", "CELSO DE MELLO", "NELSON JOBIM", "CELSO DE MELLO", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "EROS GRAU", "EROS GRAU", "CELSO DE MELLO", "MARIA LÓDIA AFONSO", "VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "MARIA LÓDIA AFONSO", "VITOR EDUARDO TAVARES OLIVEIRA", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "21", "/", "10", "/", "2010", "16", "/", 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Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ROGERIO FURTADO MUNIZ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO DE ATHAYDE FURTADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO DA SENTENÇA. PRESCRIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 09.9.2009. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075422. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 811282 AGR / SC Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075422. Supremo Tribunal Federal AI 811282 AGR / SC Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ROGERIO FURTADO MUNIZ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO DE ATHAYDE FURTADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, manejam agravo regimental Rogério Furtado Muniz e Outro(a/s). Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento da afronta direta à Constituição da República. Alegam que a prescrição é matéria de ordem pública, devendo a questão ser apreciada pelo STF. Sustenta que o Decreto nº. 20.910/32 não poderia dispor contrariamente ao que prescrevia o art. 177 do Código de Civil de 1916 e ao que prescreve o art. 205, caput, do Código Civil de 2002, sob pena de ofensa aos princípios da segurança jurídica e da proporcionalidade. Defendem a aplicação da prescrição vintentenária, regulada pelo art. 177 do Código Civil de 1916. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075423. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ROGERIO FURTADO MUNIZ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO DE ATHAYDE FURTADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, manejam agravo regimental Rogério Furtado Muniz e Outro(a/s). Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento da afronta direta à Constituição da República. Alegam que a prescrição é matéria de ordem pública, devendo a questão ser apreciada pelo STF. Sustenta que o Decreto nº. 20.910/32 não poderia dispor contrariamente ao que prescrevia o art. 177 do Código de Civil de 1916 e ao que prescreve o art. 205, caput, do Código Civil de 2002, sob pena de ofensa aos princípios da segurança jurídica e da proporcionalidade. Defendem a aplicação da prescrição vintentenária, regulada pelo art. 177 do Código Civil de 1916. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075423. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II, XXII, XXXV e XXXVI, 37, caput, e 62, parágrafo único, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao direito de propriedade (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II, XXII, XXXV e XXXVI, 37, caput, e 62, parágrafo único, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao direito de propriedade (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 811282 AGR / SC remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Supremo Tribunal Federal AI 811282 AGR / SC remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 811282 AGR / SC legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Além disso, não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 852.254- AgR-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 04.9.2010; e AI 737.310-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 16.9.2011, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Supremo Tribunal Federal AI 811282 AGR / SC legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Além disso, não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 852.254- AgR-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 04.9.2010; e AI 737.310-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 16.9.2011, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 811282 AGR / SC INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRAZO PRESCRICIONAL CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. DECRETO-LEI 20.910/32. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A violação constitucional dependente da análise do malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. 2. In casu, o Tribunal a quo, interpretando a norma infraconstitucional aplicável a espécie (Decreto-Lei 20.910/32), entendeu pela possibilidade da aplicação da prescrição quinquenal contra a UNIÃO. Precedentes: AI 735.798, decisão monocrática, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 14.05.2010; AI 807.225, decisão monocrática, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 12.08.2011; AI 646.788, decisão monocrática, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Dje de 04.04.2011; RE 630.042, decisão monocrática, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 13.10.2010; AI 793.255, decisão monocrática, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje de 23.09.2010, entre outros. 3. Agravo regimental desprovido”. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput). “ Nada colhe. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação de normas infraconstitucionais. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Supremo Tribunal Federal AI 811282 AGR / SC INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRAZO PRESCRICIONAL CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. DECRETO-LEI 20.910/32. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A violação constitucional dependente da análise do malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. 2. In casu, o Tribunal a quo, interpretando a norma infraconstitucional aplicável a espécie (Decreto-Lei 20.910/32), entendeu pela possibilidade da aplicação da prescrição quinquenal contra a UNIÃO. Precedentes: AI 735.798, decisão monocrática, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 14.05.2010; AI 807.225, decisão monocrática, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 12.08.2011; AI 646.788, decisão monocrática, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Dje de 04.04.2011; RE 630.042, decisão monocrática, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 13.10.2010; AI 793.255, decisão monocrática, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje de 23.09.2010, entre outros. 3. Agravo regimental desprovido”. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput). “ Nada colhe. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação de normas infraconstitucionais. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 811282 AGR / SC Dessa forma, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO. EXECUÇÃO FISCAL. DECRETO 20.910/32. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão sobre o prazo prescricional demanda a análise de legislação infraconstitucional, Decreto- Lei 20.910/32. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II – Agravo regimental improvido” (AI 764126-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 01.02.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. ISS. LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS. PRESCRIÇÃO. COMPENSAÇÃO DOS VALORES RECOLHIDOS INDEVIDAMENTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Esta Turma, no julgamento do RE 476.218-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, DJ de 02.06.2006) entendeu que eventuais controvérsias na aplicação de institutos tais quais a compensação e a prescrição devem ser resolvidos pelo juízo da execução. Agravo ao qual se nega provimento” (RE 455394-ED/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 01.02.2001). “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. PRESCRIÇÃO. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.3.2009. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Supremo Tribunal Federal AI 811282 AGR / SC Dessa forma, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO. EXECUÇÃO FISCAL. DECRETO 20.910/32. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão sobre o prazo prescricional demanda a análise de legislação infraconstitucional, Decreto- Lei 20.910/32. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II – Agravo regimental improvido” (AI 764126-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe 01.02.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. ISS. LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS. PRESCRIÇÃO. COMPENSAÇÃO DOS VALORES RECOLHIDOS INDEVIDAMENTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Esta Turma, no julgamento do RE 476.218-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, DJ de 02.06.2006) entendeu que eventuais controvérsias na aplicação de institutos tais quais a compensação e a prescrição devem ser resolvidos pelo juízo da execução. Agravo ao qual se nega provimento” (RE 455394-ED/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 01.02.2001). “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. PRESCRIÇÃO. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.3.2009. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 811282 AGR / SC reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido”. (AI 857723-AgR/PR, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 05.6.2013) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Supremo Tribunal Federal AI 811282 AGR / SC reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido”. (AI 857723-AgR/PR, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 05.6.2013) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ROGERIO FURTADO MUNIZ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO DE ATHAYDE FURTADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105178 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ROGERIO FURTADO MUNIZ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO DE ATHAYDE FURTADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105178 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4139707
2013-06-18T00:00:00
2013-08-01T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO DA SENTENÇA. PRESCRIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 09.9.2009. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur237598
- Acórdão(s) citado(s): (EXECUÇÃO FISCAL, PRESCRIÇÃO) AI 764126 AgR (1ªT), RE 455394 ED (2ªT), AI 857723 AgR (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 12/08/2013, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
811282
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00003 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
AI-AgR
acordaos
AI 811282 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ROGERIO FURTADO MUNIZ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO DE ATHAYDE FURTADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ROGERIO FURTADO MUNIZ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO DE ATHAYDE FURTADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL EMENTA DIREITO PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO DA SENTENÇA. PRESCRIÇÃO. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 09.9.2009. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075422. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 811282 AGR / SC Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075422. Supremo Tribunal Federal AI 811282 AGR / SC Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ROGERIO FURTADO MUNIZ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO DE ATHAYDE FURTADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, manejam agravo regimental Rogério Furtado Muniz e Outro(a/s). Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento da afronta direta à Constituição da República. Alegam que a prescrição é matéria de ordem pública, devendo a questão ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal. Sustenta que o Decreto n. 20.910/32 não poderia dispor contrariamente ao que prescrevia o art. 177 do Código de Civil de 1916 e ao que prescreve o art. 205, caput, do Código Civil de 2002, sob pena de ofensa aos princípios da segurança jurídica e da proporcionalidade. Defendem a aplicação da prescrição vintentenária, regulada pelo art. 177 do Código Civil de 1916. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075423. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :ROGERIO FURTADO MUNIZ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUIZ ROBERTO DE ATHAYDE FURTADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, manejam agravo regimental Rogério Furtado Muniz e Outro(a/s). Os agravantes insurgem-se contra a decisão agravada, ao argumento da afronta direta à Constituição da República. Alegam que a prescrição é matéria de ordem pública, devendo a questão ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal. Sustenta que o Decreto n. 20.910/32 não poderia dispor contrariamente ao que prescrevia o art. 177 do Código de Civil de 1916 e ao que prescreve o art. 205, caput, do Código Civil de 2002, sob pena de ofensa aos princípios da segurança jurídica e da proporcionalidade. Defendem a aplicação da prescrição vintentenária, regulada pelo art. 177 do Código Civil de 1916. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075423. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II, XXII, XXXV e XXXVI, 37, caput, e 62, parágrafo único, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao direito de propriedade (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 SANTA CATARINA VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II, XXII, XXXV e XXXVI, 37, caput, e 62, parágrafo único, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da inafastabilidade da prestação jurisdicional, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao direito de propriedade (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 811282 AGR / SC remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Supremo Tribunal Federal AI 811282 AGR / SC remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 811282 AGR / SC legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Além disso, não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 852.254- AgR-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 04.9.2010; e AI 737.310-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 16.9.2011, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Supremo Tribunal Federal AI 811282 AGR / SC legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Além disso, não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: AI 852.254- AgR-AgR/PE, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 04.9.2010; e AI 737.310-AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 16.9.2011, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 811282 AGR / SC INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRAZO PRESCRICIONAL CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. DECRETO-LEI 20.910/32. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A violação constitucional dependente da análise do malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. 2. In casu, o Tribunal a quo, interpretando a norma infraconstitucional aplicável a espécie (Decreto-Lei 20.910/32), entendeu pela possibilidade da aplicação da prescrição quinquenal contra a UNIÃO. Precedentes: AI 735.798, decisão monocrática, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 14.05.2010; AI 807.225, decisão monocrática, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 12.08.2011; AI 646.788, decisão monocrática, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Dje de 04.04.2011; Recurso Extraordinário 630.042, decisão monocrática, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 13.10.2010; AI 793.255, decisão monocrática, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje de 23.09.2010, entre outros. 3. Agravo regimental desprovido”. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput). “ Nada colhe. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação de normas infraconstitucionais. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Supremo Tribunal Federal AI 811282 AGR / SC INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. PRAZO PRESCRICIONAL CONTRA A FAZENDA PÚBLICA. DECRETO-LEI 20.910/32. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA ISONOMIA. INOCORRÊNCIA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A violação constitucional dependente da análise do malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. 2. In casu, o Tribunal a quo, interpretando a norma infraconstitucional aplicável a espécie (Decreto-Lei 20.910/32), entendeu pela possibilidade da aplicação da prescrição quinquenal contra a UNIÃO. Precedentes: AI 735.798, decisão monocrática, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 14.05.2010; AI 807.225, decisão monocrática, Rel. Min. Ellen Gracie, Dje de 12.08.2011; AI 646.788, decisão monocrática, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Dje de 04.04.2011; Recurso Extraordinário 630.042, decisão monocrática, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 13.10.2010; AI 793.255, decisão monocrática, Rel. Min. Gilmar Mendes, Dje de 23.09.2010, entre outros. 3. Agravo regimental desprovido”. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput). “ Nada colhe. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional, porquanto solvida à luz da interpretação de normas infraconstitucionais. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 811282 AGR / SC Dessa forma, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO. EXECUÇÃO FISCAL. DECRETO 20.910/32. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão sobre o prazo prescricional demanda a análise de legislação infraconstitucional, Decreto- Lei 20.910/32. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II – Agravo regimental improvido” (AI 764126-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 01.02.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. ISS. LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS. PRESCRIÇÃO. COMPENSAÇÃO DOS VALORES RECOLHIDOS INDEVIDAMENTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Esta Turma, no julgamento do Recurso Extraordinário 476.218-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, DJ de 02.06.2006) entendeu que eventuais controvérsias na aplicação de institutos tais quais a compensação e a prescrição devem ser resolvidos pelo juízo da execução. Agravo ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário 455394-ED/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 01.02.2001). “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. PRESCRIÇÃO. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.3.2009. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Supremo Tribunal Federal AI 811282 AGR / SC Dessa forma, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRESCRIÇÃO. EXECUÇÃO FISCAL. DECRETO 20.910/32. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - A discussão sobre o prazo prescricional demanda a análise de legislação infraconstitucional, Decreto- Lei 20.910/32. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. II – Agravo regimental improvido” (AI 764126-AgR/RJ, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe 01.02.2011). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. TRIBUTÁRIO. ISS. LOCAÇÃO DE BENS MÓVEIS. PRESCRIÇÃO. COMPENSAÇÃO DOS VALORES RECOLHIDOS INDEVIDAMENTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. Esta Turma, no julgamento do Recurso Extraordinário 476.218-AgR (rel. min. Gilmar Mendes, DJ de 02.06.2006) entendeu que eventuais controvérsias na aplicação de institutos tais quais a compensação e a prescrição devem ser resolvidos pelo juízo da execução. Agravo ao qual se nega provimento” (Recurso Extraordinário 455394-ED/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 01.02.2001). “DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. PRESCRIÇÃO. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 18.3.2009. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 811282 AGR / SC reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido”. (AI 857723-AgR/PR, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 05.6.2013) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Supremo Tribunal Federal AI 811282 AGR / SC reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido”. (AI 857723-AgR/PR, Rel. Min. Rosa Weber, DJe 05.6.2013) Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075424. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ROGERIO FURTADO MUNIZ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO DE ATHAYDE FURTADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105178 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 811.282 PROCED. : SANTA CATARINA RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : ROGERIO FURTADO MUNIZ E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUIZ ROBERTO DE ATHAYDE FURTADO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105178 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 811 . 282", "AI 811282 AGR / SC", "AI 811282 AGR / SC", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 811 . 282", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 811 . 282", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 811 . 282", "AI 811282 AGR / SC", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "AI 811282 AGR / SC", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "AI 811282 AGR / SC", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "AI 852 . 254 - AgR - AgR / PE", "AI 737 . 310 - AgR / PE", "AI 811282 AGR", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "AI 852 . 254 - AgR", "AI 737 . 310 - AgR / PE", "AI 811282 AGR / SC", "AI 735 . 798", "AI 807 . 225", "AI 646 . 788", "Recurso Extraordinário 630 . 042", "AI 793 . 255", "AI 811282 AGR / SC", "AI 735 . 798", "AI 807 . 225", "AI 646 . 788", "Recurso Extraordinário 630 . 042", "AI 793 . 255", "AI 764126 - 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Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "-", "AgR", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ". 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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS - SAAETRI ADV.(A/S) :WILSON DUARTE DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE DO PARAIBA ADV.(A/S) :SANDRA DE VALE MONÇORES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIÇO DE ESGOTO SANITÁRIO. LEI 11.445/2007. COBRANÇA DE TARIFA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 11.445/2007). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo. Eventual ofensa à Lei Maior seria meramente indireta. Precedentes. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. III - Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do STF). IV - Agravo regimental improvido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940223. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 743437 AGR / RJ A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940223. Supremo Tribunal Federal ARE 743437 AGR / RJ A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS - SAAETRI ADV.(A/S) :WILSON DUARTE DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE DO PARAIBA ADV.(A/S) :SANDRA DE VALE MONÇORES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA CUMULADA COM REPETIÇÃO DE INDÉBITO E TUTELA ANTECIPADA. ESGOTO SANITÁRIO. MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS. COBRANÇA ILEGÍTIMA. Assente na jurisprudência que o fornecimento de água e esgoto é preço público, não possuindo natureza fiscal, a qual está sempre adstrita ao serviço prestado. Prazo prescricional é aquele estabelecido no Código Civil, de dez anos, tal como previsto no art. 205, CC, questão que foi objeto de Recursos Repetitivos. Súmula 412 do STJ. Restou incontroverso nos autos o fato de que a SAAETRI fornece o serviço de conexão, canalização, recolhimento e escoamento dos efluentes sanitários, lançado esgoto in natura no rio que passa pela cidade. Apelada não promove o adequado tratamento do esgoto antes de despejá-lo no rio, degradando o meio ambiente. Ilegítima a cobrança da tarifa. Devolução simples. Precedentes desta Corte. Reforma da sentença. PROVIMENTO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940224. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS - SAAETRI ADV.(A/S) :WILSON DUARTE DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE DO PARAIBA ADV.(A/S) :SANDRA DE VALE MONÇORES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA CUMULADA COM REPETIÇÃO DE INDÉBITO E TUTELA ANTECIPADA. ESGOTO SANITÁRIO. MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS. COBRANÇA ILEGÍTIMA. Assente na jurisprudência que o fornecimento de água e esgoto é preço público, não possuindo natureza fiscal, a qual está sempre adstrita ao serviço prestado. Prazo prescricional é aquele estabelecido no Código Civil, de dez anos, tal como previsto no art. 205, CC, questão que foi objeto de Recursos Repetitivos. Súmula 412 do STJ. Restou incontroverso nos autos o fato de que a SAAETRI fornece o serviço de conexão, canalização, recolhimento e escoamento dos efluentes sanitários, lançado esgoto in natura no rio que passa pela cidade. Apelada não promove o adequado tratamento do esgoto antes de despejá-lo no rio, degradando o meio ambiente. Ilegítima a cobrança da tarifa. Devolução simples. Precedentes desta Corte. Reforma da sentença. PROVIMENTO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 743437 AGR / RJ RECURSO’ (fl. 159 do e-STJ). No RE, fundado art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, violação aos arts. 5º, II, e 37, caput, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 11.445/2007), sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, destaco o julgamento do ARE 685.741-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, cuja ementa transcrevo a seguir: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. COBRANÇA DE TARIFA DE ESGOTO. 1. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO . Seguindo essa mesma orientação, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 843.595/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 734.481/RJ e ARE 654.083/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; ARE 701.810/RJ, ARE 708.462/RJ e ARE 734.268/RJ, de minha relatoria. Além disso, ressalto que este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando o exame da ofensa envolva a reanálise de interpretação dada à norma infraconstitucional pelo Juízo a quo (Súmula 636 do STF). Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput ). O agravante sustentou, em suma, que a análise do recurso extraordinário prescinde do revolvimento de matéria fática. Ademais, alegou que ocorreu ofensa direta à Constituição, ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940224. Supremo Tribunal Federal ARE 743437 AGR / RJ RECURSO’ (fl. 159 do e-STJ). No RE, fundado art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, violação aos arts. 5º, II, e 37, caput, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 11.445/2007), sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, destaco o julgamento do ARE 685.741-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, cuja ementa transcrevo a seguir: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. COBRANÇA DE TARIFA DE ESGOTO. 1. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO . Seguindo essa mesma orientação, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 843.595/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 734.481/RJ e ARE 654.083/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; ARE 701.810/RJ, ARE 708.462/RJ e ARE 734.268/RJ, de minha relatoria. Além disso, ressalto que este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando o exame da ofensa envolva a reanálise de interpretação dada à norma infraconstitucional pelo Juízo a quo (Súmula 636 do STF). Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput ). O agravante sustentou, em suma, que a análise do recurso extraordinário prescinde do revolvimento de matéria fática. Ademais, alegou que ocorreu ofensa direta à Constituição, ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 743437 AGR / RJ argumento de que foi demonstrada violação ao art. 5º da Lei Maior, notadamente aos princípios da razoabilidade, do contraditório e da ampla defesa. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940224. Supremo Tribunal Federal ARE 743437 AGR / RJ argumento de que foi demonstrada violação ao art. 5º da Lei Maior, notadamente aos princípios da razoabilidade, do contraditório e da ampla defesa. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O acórdão do Tribunal de origem assim dirimiu a controvérsia em exame: “A mencionada Lei 11.445/07, ao dispor sobre as diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico, ampliou tal serviço, incluiu, como reconhecido pelos próprios Apelantes, a realização de infraestrutura e instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgotos sanitários. In casu, muito embora a apelada forneça o serviço de conexão, recolhimento e escoamento dos efluentes sanitários, este é lançado in natura no rio que passa pela cidade. Assim, a apelada não promove o adequado tratamento do esgoto antes de despejá-lo no rio, degradando o meio ambiente (…) Assim, a cobrança da tarifa pelo serviço é ilegítima(...)” (fls. 163 e 165 do e-STJ – grifos meus). Desse modo, para divergir do acórdão recorrido, conforme consignado na decisão agravada, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente ao caso, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. Outrossim, para verificar a procedência do apelo extremo, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940225. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O acórdão do Tribunal de origem assim dirimiu a controvérsia em exame: “A mencionada Lei 11.445/07, ao dispor sobre as diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico, ampliou tal serviço, incluiu, como reconhecido pelos próprios Apelantes, a realização de infraestrutura e instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgotos sanitários. In casu, muito embora a apelada forneça o serviço de conexão, recolhimento e escoamento dos efluentes sanitários, este é lançado in natura no rio que passa pela cidade. Assim, a apelada não promove o adequado tratamento do esgoto antes de despejá-lo no rio, degradando o meio ambiente (…) Assim, a cobrança da tarifa pelo serviço é ilegítima(...)” (fls. 163 e 165 do e-STJ – grifos meus). Desse modo, para divergir do acórdão recorrido, conforme consignado na decisão agravada, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente ao caso, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. Outrossim, para verificar a procedência do apelo extremo, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 743437 AGR / RJ STF. Nesse sentido, oportuna a transcrição da ementa do ARE 685.741- AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, em que se examinou hipótese similar à ora em análise: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. COBRANÇA DE TARIFA DE ESGOTO. 1. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Seguindo essa mesma orientação, além dos julgados indicados na decisão agravada, cito os seguintes precedentes, entre outros: ARE 685.631-AgR/RJ e ARE 682.840-AgR/RJ, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 719.379-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio; ARE 709.393-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 701.072/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki. Por fim, nos termos da decisão impugnada, este Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Nesse sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 696.428-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 750.679-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 602.740-AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; RE 478.700- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940225. Supremo Tribunal Federal ARE 743437 AGR / RJ STF. Nesse sentido, oportuna a transcrição da ementa do ARE 685.741- AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, em que se examinou hipótese similar à ora em análise: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. COBRANÇA DE TARIFA DE ESGOTO. 1. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Seguindo essa mesma orientação, além dos julgados indicados na decisão agravada, cito os seguintes precedentes, entre outros: ARE 685.631-AgR/RJ e ARE 682.840-AgR/RJ, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 719.379-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio; ARE 709.393-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 701.072/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki. Por fim, nos termos da decisão impugnada, este Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do STF). Nesse sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 696.428-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 750.679-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 602.740-AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; RE 478.700- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS - SAAETRI ADV.(A/S) : WILSON DUARTE DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE DO PARAIBA ADV.(A/S) : SANDRA DE VALE MONÇORES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993746 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS - SAAETRI ADV.(A/S) : WILSON DUARTE DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE DO PARAIBA ADV.(A/S) : SANDRA DE VALE MONÇORES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993746 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4003241
2013-06-04T00:00:00
2013-06-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIÇO DE ESGOTO SANITÁRIO. LEI 11.445/2007. COBRANÇA DE TARIFA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 11.445/2007). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo. Eventual ofensa à Lei Maior seria meramente indireta. Precedentes. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. III - Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do STF). IV - Agravo regimental improvido.
sjur233664
Número de páginas: 8. Análise: 01/07/2013, MAR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
743437
[ "LEG-FED LEI-011445 ANO-2007\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 743437 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS - SAAETRI ADV.(A/S) : WILSON DUARTE DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE DO PARAIBA ADV.(A/S) : SANDRA DE VALE MONÇORES E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS - SAAETRI ADV.(A/S) :WILSON DUARTE DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE DO PARAIBA ADV.(A/S) :SANDRA DE VALE MONÇORES E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. SERVIÇO DE ESGOTO SANITÁRIO. LEI 11.445/2007. COBRANÇA DE TARIFA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 11.445/2007). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo. Eventual ofensa à Lei Maior seria meramente indireta. Precedentes. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. III - Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). IV - Agravo regimental improvido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940223. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 743437 AGR / RJ A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940223. Supremo Tribunal Federal ARE 743437 AGR / RJ A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940223. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS - SAAETRI ADV.(A/S) :WILSON DUARTE DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE DO PARAIBA ADV.(A/S) :SANDRA DE VALE MONÇORES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA CUMULADA COM REPETIÇÃO DE INDÉBITO E TUTELA ANTECIPADA. ESGOTO SANITÁRIO. MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS. COBRANÇA ILEGÍTIMA. Assente na jurisprudência que o fornecimento de água e esgoto é preço público, não possuindo natureza fiscal, a qual está sempre adstrita ao serviço prestado. Prazo prescricional é aquele estabelecido no Código Civil, de dez anos, tal como previsto no art. 205, Código Civil Brasileiro, questão que foi objeto de Recursos Repetitivos. Súmula 412 do Superior Tribunal de Justiça. Restou incontroverso nos autos o fato de que a SAAETRI fornece o serviço de conexão, canalização, recolhimento e escoamento dos efluentes sanitários, lançado esgoto in natura no rio que passa pela cidade. Apelada não promove o adequado tratamento do esgoto antes de despejá-lo no rio, degradando o meio ambiente. Ilegítima a cobrança da tarifa. Devolução simples. Precedentes desta Corte. Reforma da sentença. PROVIMENTO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940224. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS - SAAETRI ADV.(A/S) :WILSON DUARTE DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE DO PARAIBA ADV.(A/S) :SANDRA DE VALE MONÇORES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: ‘APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA CUMULADA COM REPETIÇÃO DE INDÉBITO E TUTELA ANTECIPADA. ESGOTO SANITÁRIO. MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS. COBRANÇA ILEGÍTIMA. Assente na jurisprudência que o fornecimento de água e esgoto é preço público, não possuindo natureza fiscal, a qual está sempre adstrita ao serviço prestado. Prazo prescricional é aquele estabelecido no Código Civil, de dez anos, tal como previsto no art. 205, Código Civil Brasileiro, questão que foi objeto de Recursos Repetitivos. Súmula 412 do Superior Tribunal de Justiça. Restou incontroverso nos autos o fato de que a SAAETRI fornece o serviço de conexão, canalização, recolhimento e escoamento dos efluentes sanitários, lançado esgoto in natura no rio que passa pela cidade. Apelada não promove o adequado tratamento do esgoto antes de despejá-lo no rio, degradando o meio ambiente. Ilegítima a cobrança da tarifa. Devolução simples. Precedentes desta Corte. Reforma da sentença. PROVIMENTO DO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 743437 AGR / RJ RECURSO’ (fl. 159 do e-Superior Tribunal de Justiça). No Recurso Extraordinário, fundado art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, violação aos arts. 5..., II, e 37, caput, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 11.445/2007), sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, destaco o julgamento do ARE 685.741-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, cuja ementa transcrevo a seguir: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. COBRANÇA DE TARIFA DE ESGOTO. 1. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO . Seguindo essa mesma orientação, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 843.595/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 734.481/RJ e ARE 654.083/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; ARE 701.810/RJ, ARE 708.462/RJ e ARE 734.268/RJ, de minha relatoria. Além disso, ressalto que este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando o exame da ofensa envolva a reanálise de interpretação dada à norma infraconstitucional pelo Juízo a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput ). O agravante sustentou, em suma, que a análise do recurso extraordinário prescinde do revolvimento de matéria fática. Ademais, alegou que ocorreu ofensa direta à Constituição, ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940224. Supremo Tribunal Federal ARE 743437 AGR / RJ RECURSO’ (fl. 159 do e-Superior Tribunal de Justiça). No Recurso Extraordinário, fundado art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, violação aos arts. 5..., II, e 37, caput, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Lei 11.445/2007), sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, destaco o julgamento do ARE 685.741-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, cuja ementa transcrevo a seguir: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. COBRANÇA DE TARIFA DE ESGOTO. 1. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO . Seguindo essa mesma orientação, menciono as seguintes decisões, entre outras: AI 843.595/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 734.481/RJ e ARE 654.083/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; ARE 701.810/RJ, ARE 708.462/RJ e ARE 734.268/RJ, de minha relatoria. Além disso, ressalto que este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando o exame da ofensa envolva a reanálise de interpretação dada à norma infraconstitucional pelo Juízo a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput ). O agravante sustentou, em suma, que a análise do recurso extraordinário prescinde do revolvimento de matéria fática. Ademais, alegou que ocorreu ofensa direta à Constituição, ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 743437 AGR / RJ argumento de que foi demonstrada violação ao art. 5... da Lei Maior, notadamente aos princípios da razoabilidade, do contraditório e da ampla defesa. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940224. Supremo Tribunal Federal ARE 743437 AGR / RJ argumento de que foi demonstrada violação ao art. 5... da Lei Maior, notadamente aos princípios da razoabilidade, do contraditório e da ampla defesa. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940224. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O acórdão do Tribunal de origem assim dirimiu a controvérsia em exame: “A mencionada Lei 11.445/07, ao dispor sobre as diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico, ampliou tal serviço, incluiu, como reconhecido pelos próprios Apelantes, a realização de infraestrutura e instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgotos sanitários. In casu, muito embora a apelada forneça o serviço de conexão, recolhimento e escoamento dos efluentes sanitários, este é lançado in natura no rio que passa pela cidade. Assim, a apelada não promove o adequado tratamento do esgoto antes de despejá-lo no rio, degradando o meio ambiente (…) Assim, a cobrança da tarifa pelo serviço é ilegítima(...)” (fls. 163 e 165 do e-Superior Tribunal de Justiça – grifos meus). Desse modo, para divergir do acórdão recorrido, conforme consignado na decisão agravada, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente ao caso, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. Outrossim, para verificar a procedência do apelo extremo, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940225. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O acórdão do Tribunal de origem assim dirimiu a controvérsia em exame: “A mencionada Lei 11.445/07, ao dispor sobre as diretrizes nacionais para o saneamento básico e para a política federal de saneamento básico, ampliou tal serviço, incluiu, como reconhecido pelos próprios Apelantes, a realização de infraestrutura e instalações operacionais de coleta, transporte, tratamento e disposição final adequados dos esgotos sanitários. In casu, muito embora a apelada forneça o serviço de conexão, recolhimento e escoamento dos efluentes sanitários, este é lançado in natura no rio que passa pela cidade. Assim, a apelada não promove o adequado tratamento do esgoto antes de despejá-lo no rio, degradando o meio ambiente (…) Assim, a cobrança da tarifa pelo serviço é ilegítima(...)” (fls. 163 e 165 do e-Superior Tribunal de Justiça – grifos meus). Desse modo, para divergir do acórdão recorrido, conforme consignado na decisão agravada, seria necessária a interpretação da legislação infraconstitucional pertinente ao caso, sendo certo que eventual ofensa à Constituição seria meramente indireta. Outrossim, para verificar a procedência do apelo extremo, seria imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, o que é vedado pela Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 743437 AGR / RJ Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, oportuna a transcrição da ementa do ARE 685.741- AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, em que se examinou hipótese similar à ora em análise: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. COBRANÇA DE TARIFA DE ESGOTO. 1. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Seguindo essa mesma orientação, além dos julgados indicados na decisão agravada, cito os seguintes precedentes, entre outros: ARE 685.631-AgR/RJ e ARE 682.840-AgR/RJ, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 719.379-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio; ARE 709.393-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 701.072/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki. Por fim, nos termos da decisão impugnada, este Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 696.428-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 750.679-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 602.740-AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; Recurso Extraordinário 478.700- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940225. Supremo Tribunal Federal ARE 743437 AGR / RJ Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, oportuna a transcrição da ementa do ARE 685.741- AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, em que se examinou hipótese similar à ora em análise: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. COBRANÇA DE TARIFA DE ESGOTO. 1. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO”. Seguindo essa mesma orientação, além dos julgados indicados na decisão agravada, cito os seguintes precedentes, entre outros: ARE 685.631-AgR/RJ e ARE 682.840-AgR/RJ, Rel. Min. Rosa Weber; ARE 719.379-AgR/RJ, Rel. Min. Marco Aurélio; ARE 709.393-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia; ARE 701.072/RJ, Rel. Min. Teori Zavascki. Por fim, nos termos da decisão impugnada, este Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 696.428-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 750.679-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 602.740-AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; Recurso Extraordinário 478.700- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940225. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS - SAAETRI ADV.(A/S) : WILSON DUARTE DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE DO PARAIBA ADV.(A/S) : SANDRA DE VALE MONÇORES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993746 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743.437 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS - SAAETRI ADV.(A/S) : WILSON DUARTE DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE DO PARAIBA ADV.(A/S) : SANDRA DE VALE MONÇORES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993746 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 743 . 437", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 743437 AGR /", "ARE 743437 AGR", "Súmula 412 do Superior Tribunal de Justiça", "Súmula 412 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 743437 AGR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 685 . 741 - AgR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 843 . 595 / RJ", "ARE 734 . 481 / RJ", "ARE 654 . 083 / RJ", "ARE 701 . 810 / RJ", "ARE 708 . 462 / RJ", "ARE 734 . 268 / RJ", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 743437 AGR", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 685 . 741 - AgR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 843 . 595 / RJ", "ARE 734 . 481 / RJ", "ARE 654 . 083 / RJ", "ARE 701 . 810 / RJ", "ARE 708 . 462 / RJ", "ARE 734 . 268 / RJ", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 743437 AGR / RJ", "ARE 743437 AGR / RJ", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 743437 AGR / RJ", "ARE 685 . 741 - AgR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 685 . 631 - AgR / RJ", "ARE 682 . 840 - AgR / RJ", "ARE 719 . 379 - AgR / RJ", "ARE 709 . 393 - AgR / RJ", "ARE 701 . 072 / RJ", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 696 . 428 - AgR / SP", "AI 750 . 679 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 602 . 740 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 478 . 700 - AgR / DF", "ARE 743437 AGR / RJ", "ARE 685 . 741 - AgR / RJ", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 685 . 631 - AgR / RJ", "ARE 682 . 840 - AgR / RJ", "ARE 719 . 379 - AgR / RJ", "ARE 709 . 393 - AgR / RJ", "ARE 701 . 072 / RJ", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 696 . 428 - AgR / SP", "AI 750 . 679 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 602 . 740 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 478 . 700 - AgR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "LEI 11 . 445 / 2007", "Lei 11 . 445 / 2007", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", 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2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "VALE", "MUNICÍPIO DE TRÊS RIOS", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS", "SAAETRI", "CONDOMINIO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SERVIÇO", "SAAETRI", "CONDOMINIO DO EDIFICIO VALE DO 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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :DALMIRA FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROGRESSÃO DE VENCIMENTOS. 1. Produção de provas a respeito de curso de especialização. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046753. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :DALMIRA FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 12 de abril de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Município de Belo Horizonte contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual manteve sentença que concedera progressão de vencimentos à servidora municipal ora Agravada, com base na Lei municipal n. 7.960/2000. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. No voto condutor do acórdão recorrido, o Relator afirmou: (…) 7. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, procedimento que não pode ser validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: (…) 8. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional (Código Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046754. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :DALMIRA FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 12 de abril de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Município de Belo Horizonte contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual manteve sentença que concedera progressão de vencimentos à servidora municipal ora Agravada, com base na Lei municipal n. 7.960/2000. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. No voto condutor do acórdão recorrido, o Relator afirmou: (…) 7. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, procedimento que não pode ser validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: (…) 8. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5º, inc. LV, da Constituição da República, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional (Código Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 738044 AGR / MG de Processo Civil), podem configurar, se for o caso, ofensa constitucional indireta: (…) Nada há a prover quanto à alegação do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.4.2013, interpõe o Município de Belo Horizonte, em 25.4.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “manejou recurso extraordinário sustentando violação ao art. 5º, LV, da CF/88 (cerceamento de defesa), diante do inadequado indeferimento de produção de provas necessárias ao julgamento do caso”. Afirma que “não se discute no apelo o que foi produzido, mas, sim, aquilo que deixou de ser produzido, em virtude do equivocado entendimento adotado na origem”. Assevera que “requereu a oitiva do Ministério Público de Minas Gerais acerca das graves irregularidades em apuração no curso do Inquérito Civil Público 153/06 e também a determinação judicial para que a servidora informasse os dias e horários que frequentou o discutido curso de especialização profissional”. Requer, assim, a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046754. Supremo Tribunal Federal ARE 738044 AGR / MG de Processo Civil), podem configurar, se for o caso, ofensa constitucional indireta: (…) Nada há a prover quanto à alegação do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4º, inc. II, a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.4.2013, interpõe o Município de Belo Horizonte, em 25.4.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “manejou recurso extraordinário sustentando violação ao art. 5º, LV, da CF/88 (cerceamento de defesa), diante do inadequado indeferimento de produção de provas necessárias ao julgamento do caso”. Afirma que “não se discute no apelo o que foi produzido, mas, sim, aquilo que deixou de ser produzido, em virtude do equivocado entendimento adotado na origem”. Assevera que “requereu a oitiva do Ministério Público de Minas Gerais acerca das graves irregularidades em apuração no curso do Inquérito Civil Público 153/06 e também a determinação judicial para que a servidora informasse os dias e horários que frequentou o discutido curso de especialização profissional”. Requer, assim, a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu: “Consoante relatado, a controvérsia reside em saber se a demandante, servidora pública municipal, faz jus à progressão de vencimentos com base no art. 6º da Lei municipal n. 7.969/2000: (…) Trata-se de vantagem pecuniária obtida pelo servidor que obtenha título de escolaridade superior à exigida para o respectivo cargo público ocupado e que preencha três dos cinco requisitos previstos acima. Por sua vez, o art. 2º do Decreto n. 10.239/2000, regulamentador do indigitado art. 6º da Lei municipal n. 7.969/2000 dispõe o seguinte: (…) Entretanto, o certificado de fl. 15 e as declarações de f. 16 e 20/21 demonstram o preenchimento das condições estabelecidas nos normativos acima, pois informam que o curso fora ministrado nos finais de semana, com carga horária de dez horas/aula por dia, tendo, ao final, os alunos apresentado monografia de final de curso, a banca de professores com título de mestre ou doutor. Consoante asseverado na sentença, havendo certificação das informações acima, não há razões para se negar efeitos aos documentos juntados pela autora, a menos que houvesse prova indiciária das apontadas irregularidades na obtenção da especialização, o que não se vislumbra in casu”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046755. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu: “Consoante relatado, a controvérsia reside em saber se a demandante, servidora pública municipal, faz jus à progressão de vencimentos com base no art. 6º da Lei municipal n. 7.969/2000: (…) Trata-se de vantagem pecuniária obtida pelo servidor que obtenha título de escolaridade superior à exigida para o respectivo cargo público ocupado e que preencha três dos cinco requisitos previstos acima. Por sua vez, o art. 2º do Decreto n. 10.239/2000, regulamentador do indigitado art. 6º da Lei municipal n. 7.969/2000 dispõe o seguinte: (…) Entretanto, o certificado de fl. 15 e as declarações de f. 16 e 20/21 demonstram o preenchimento das condições estabelecidas nos normativos acima, pois informam que o curso fora ministrado nos finais de semana, com carga horária de dez horas/aula por dia, tendo, ao final, os alunos apresentado monografia de final de curso, a banca de professores com título de mestre ou doutor. Consoante asseverado na sentença, havendo certificação das informações acima, não há razões para se negar efeitos aos documentos juntados pela autora, a menos que houvesse prova indiciária das apontadas irregularidades na obtenção da especialização, o que não se vislumbra in casu”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 738044 AGR / MG 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de modo diverso das instâncias originárias demandaria o reexame de fatos e provas, inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público municipal. Progressão funcional. Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário à análise da legislação local e ao reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (AI 836.739-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 18.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA EM VIRTUDE DE JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. IMPROCEDÊNCIA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279/STF. É incabível o recurso extraordinário para reexame de matéria fática. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 712.906-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1º.2.2011). 4. Ademais, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional (no caso, Código de Processo Civil, art. 6º da Lei municipal n. 1.969/2000 e art. 2º do Decreto n. 10.239/2000), configura ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA ACERCA DOS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046755. Supremo Tribunal Federal ARE 738044 AGR / MG 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de modo diverso das instâncias originárias demandaria o reexame de fatos e provas, inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público municipal. Progressão funcional. Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário à análise da legislação local e ao reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (AI 836.739-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 18.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA EM VIRTUDE DE JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. IMPROCEDÊNCIA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279/STF. É incabível o recurso extraordinário para reexame de matéria fática. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 712.906-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1º.2.2011). 4. Ademais, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional (no caso, Código de Processo Civil, art. 6º da Lei municipal n. 1.969/2000 e art. 2º do Decreto n. 10.239/2000), configura ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA ACERCA DOS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 738044 AGR / MG REQUISITOS PARA JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO INCISO LV DO ART. 5º DA MAGNA CARTA. INEXISTÊNCIA. Questão eminentemente infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. Agravo regimental desprovido” (AI 517.713-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 24.4.2009). “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (ARE 639.228-RG, Relator o Ministro Presidente, DJe 31.8.2011). 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046755. Supremo Tribunal Federal ARE 738044 AGR / MG REQUISITOS PARA JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO INCISO LV DO ART. 5º DA MAGNA CARTA. INEXISTÊNCIA. Questão eminentemente infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. Agravo regimental desprovido” (AI 517.713-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 24.4.2009). “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (ARE 639.228-RG, Relator o Ministro Presidente, DJe 31.8.2011). 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : DALMIRA FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993726 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : DALMIRA FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993726 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4072187
2013-06-04T00:00:00
2013-06-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROGRESSÃO DE VENCIMENTOS. 1. Produção de provas a respeito de curso de especialização. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur234707
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) AI 836739 AgR (1ªT), AI 712906 AgR (2ªT). (OFENSA REFLEXA) AI 517713 AgR (1ªT), ARE 639228 RG (TP). Número de páginas: 7. Análise: 19/07/2013, TBC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
738044
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-MUN LEI-007969 ANO-2000\r\n ART-00006 \r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE, MG\r\n\r\n", "LEG-MUN DEC-010239 ANO-2000\r\n ART-00002 \r\n DECRETO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE, MG" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 738044 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : DALMIRA FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :DALMIRA FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PROGRESSÃO DE VENCIMENTOS. 1. Produção de provas a respeito de curso de especialização. Reexame de fatos e provas. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 2. Análise de matéria infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046753. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :DALMIRA FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 12 de abril de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Município de Belo Horizonte contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual manteve sentença que concedera progressão de vencimentos à servidora municipal ora Agravada, com base na Lei municipal n. 7.960/2000. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. No voto condutor do acórdão recorrido, o Relator afirmou: (…) 7. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, procedimento que não pode ser validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: (…) 8. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional (Código Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046754. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :DALMIRA FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 12 de abril de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto pelo Município de Belo Horizonte contra julgado do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, o qual manteve sentença que concedera progressão de vencimentos à servidora municipal ora Agravada, com base na Lei municipal n. 7.960/2000. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 6. No voto condutor do acórdão recorrido, o Relator afirmou: (…) 7. Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria o reexame do conjunto fático-probatório, procedimento que não pode ser validamente adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal: (…) 8. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que a alegação de contrariedade ao art. 5..., inc. LV, da Constituição da República, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional (Código Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 738044 AGR / MG de Processo Civil), podem configurar, se for o caso, ofensa constitucional indireta: (…) Nada há a prover quanto à alegação do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.4.2013, interpõe o Município de Belo Horizonte, em 25.4.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “manejou recurso extraordinário sustentando violação ao art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988/88 (cerceamento de defesa), diante do inadequado indeferimento de produção de provas necessárias ao julgamento do caso”. Afirma que “não se discute no apelo o que foi produzido, mas, sim, aquilo que deixou de ser produzido, em virtude do equivocado entendimento adotado na origem”. Assevera que “requereu a oitiva do Ministério Público de Minas Gerais acerca das graves irregularidades em apuração no curso do Inquérito Civil Público 153/06 e também a determinação judicial para que a servidora informasse os dias e horários que frequentou o discutido curso de especialização profissional”. Requer, assim, a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046754. Supremo Tribunal Federal ARE 738044 AGR / MG de Processo Civil), podem configurar, se for o caso, ofensa constitucional indireta: (…) Nada há a prover quanto à alegação do Agravante. 9. Pelo exposto, nego seguimento a este agravo (art. 544, § 4..., inc. II, a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 15.4.2013, interpõe o Município de Belo Horizonte, em 25.4.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. O Agravante alega que “manejou recurso extraordinário sustentando violação ao art. 5..., LV, da Constituição Federal de 1988/88 (cerceamento de defesa), diante do inadequado indeferimento de produção de provas necessárias ao julgamento do caso”. Afirma que “não se discute no apelo o que foi produzido, mas, sim, aquilo que deixou de ser produzido, em virtude do equivocado entendimento adotado na origem”. Assevera que “requereu a oitiva do Ministério Público de Minas Gerais acerca das graves irregularidades em apuração no curso do Inquérito Civil Público 153/06 e também a determinação judicial para que a servidora informasse os dias e horários que frequentou o discutido curso de especialização profissional”. Requer, assim, a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046754. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu: “Consoante relatado, a controvérsia reside em saber se a demandante, servidora pública municipal, faz jus à progressão de vencimentos com base no art. 6... da Lei municipal n. 7.969/2000: (…) Trata-se de vantagem pecuniária obtida pelo servidor que obtenha título de escolaridade superior à exigida para o respectivo cargo público ocupado e que preencha três dos cinco requisitos previstos acima. Por sua vez, o art. 2... do Decreto n. 10.239/2000, regulamentador do indigitado art. 6... da Lei municipal n. 7.969/2000 dispõe o seguinte: (…) Entretanto, o certificado de fl. 15 e as declarações de f. 16 e 20/21 demonstram o preenchimento das condições estabelecidas nos normativos acima, pois informam que o curso fora ministrado nos finais de semana, com carga horária de dez horas/aula por dia, tendo, ao final, os alunos apresentado monografia de final de curso, a banca de professores com título de mestre ou doutor. Consoante asseverado na sentença, havendo certificação das informações acima, não há razões para se negar efeitos aos documentos juntados pela autora, a menos que houvesse prova indiciária das apontadas irregularidades na obtenção da especialização, o que não se vislumbra in casu”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046755. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 MINAS GERAIS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie, o Tribunal a quo decidiu: “Consoante relatado, a controvérsia reside em saber se a demandante, servidora pública municipal, faz jus à progressão de vencimentos com base no art. 6... da Lei municipal n. 7.969/2000: (…) Trata-se de vantagem pecuniária obtida pelo servidor que obtenha título de escolaridade superior à exigida para o respectivo cargo público ocupado e que preencha três dos cinco requisitos previstos acima. Por sua vez, o art. 2... do Decreto n. 10.239/2000, regulamentador do indigitado art. 6... da Lei municipal n. 7.969/2000 dispõe o seguinte: (…) Entretanto, o certificado de fl. 15 e as declarações de f. 16 e 20/21 demonstram o preenchimento das condições estabelecidas nos normativos acima, pois informam que o curso fora ministrado nos finais de semana, com carga horária de dez horas/aula por dia, tendo, ao final, os alunos apresentado monografia de final de curso, a banca de professores com título de mestre ou doutor. Consoante asseverado na sentença, havendo certificação das informações acima, não há razões para se negar efeitos aos documentos juntados pela autora, a menos que houvesse prova indiciária das apontadas irregularidades na obtenção da especialização, o que não se vislumbra in casu”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 738044 AGR / MG 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de modo diverso das instâncias originárias demandaria o reexame de fatos e provas, inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público municipal. Progressão funcional. Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário à análise da legislação local e ao reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (AI 836.739-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 18.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA EM VIRTUDE DE JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. IMPROCEDÊNCIA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. É incabível o recurso extraordinário para reexame de matéria fática. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 712.906-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1....2.2011). 4. Ademais, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional (no caso, Código de Processo Civil, art. 6... da Lei municipal n. 1.969/2000 e art. 2... do Decreto n. 10.239/2000), configura ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA ACERCA DOS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046755. Supremo Tribunal Federal ARE 738044 AGR / MG 3. Como afirmado na decisão agravada, concluir de modo diverso das instâncias originárias demandaria o reexame de fatos e provas, inviável em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Servidor público municipal. Progressão funcional. Legislação local. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se presta o recurso extraordinário à análise da legislação local e ao reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (AI 836.739-AgR, Relator o Ministro Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 18.6.2012). “AGRAVO REGIMENTAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AOS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA EM VIRTUDE DE JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. IMPROCEDÊNCIA. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. É incabível o recurso extraordinário para reexame de matéria fática. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 712.906-AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, DJe 1....2.2011). 4. Ademais, o Supremo Tribunal Federal decidiu que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional (no caso, Código de Processo Civil, art. 6... da Lei municipal n. 1.969/2000 e art. 2... do Decreto n. 10.239/2000), configura ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTROVÉRSIA ACERCA DOS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 738044 AGR / MG REQUISITOS PARA JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO INCISO LV DO ART. 5... DA MAGNA CARTA. INEXISTÊNCIA. Questão eminentemente infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. Agravo regimental desprovido” (AI 517.713-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 24.4.2009). “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (ARE 639.228-RG, Relator o Ministro Presidente, DJe 31.8.2011). 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046755. Supremo Tribunal Federal ARE 738044 AGR / MG REQUISITOS PARA JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO INCISO LV DO ART. 5... DA MAGNA CARTA. INEXISTÊNCIA. Questão eminentemente infraconstitucional, que não enseja apreciação em recurso extraordinário. Agravo regimental desprovido” (AI 517.713-AgR, Relator o Ministro Ayres Britto, Primeira Turma, DJe 24.4.2009). “Agravo convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Produção de provas. Processo judicial. Indeferimento. Contraditório e ampla defesa. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a obrigatoriedade de observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa, nos casos de indeferimento de pedido de produção de provas em processo judicial, versa sobre tema infraconstitucional” (ARE 639.228-RG, Relator o Ministro Presidente, DJe 31.8.2011). 5. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 6. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046755. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : DALMIRA FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993726 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738.044 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : DALMIRA FERREIRA DOS SANTOS ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993726 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 738 . 044", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 738044 AGR / MG de Processo Civil", "ARE 738044 AGR / MG de Processo Civil", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 836 . 739 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 712 . 906 - AgR", "ARE 738044 AGR / MG", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 836 . 739 - AgR", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 712 . 906 - AgR", "AI 517 . 713 - AgR", "ARE 639 . 228 - RG", "ARE 738044 AGR / MG", "AI 517 . 713 - AgR", "ARE 639 . 228 - RG", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei municipal n . 7 . 960 / 2000", "art . 5 . . . , inc . 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II , a , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 5 . . . , LV , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da", "Lei municipal n . 7 . 969 / 2000", "Decreto n . 10 . 239 / 2000", "art . 6 . . . da", "Lei municipal n . 7 . 969 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 6 . . . da Lei municipal n . 7 . 969 / 2000", "art . 2 . . . do Decreto n . 10 . 239 / 2000", "art . 6 . . . da Lei municipal n . 7 . 969 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil ,", "art . 6 . . . da Lei municipal n . 1 . 969 / 2000", "art . 2 . . . do Decreto n . 10 . 239 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "art . 6 . . . da Lei municipal n . 1 . 969 / 2000", "art . 2 . . . do Decreto n . 10 . 239 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RADIO PIONEIRA DE DELMIRO GOUVEIA LTDA ADV.(A/S) :BRUNO ALBUQUERQUE E MELLO VENTURA AGDO.(A/S) :BOLÍVAR CRUZ FERRO ADV.(A/S) :GIZELE JANE GODIN CAVALCANTE EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL. TRANSMISSÃO RADIOFÔNICA. ENTREVISTA. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244122. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RADIO PIONEIRA DE DELMIRO GOUVEIA LTDA ADV.(A/S) :BRUNO ALBUQUERQUE E MELLO VENTURA AGDO.(A/S) :BOLÍVAR CRUZ FERRO ADV.(A/S) :GIZELE JANE GODIN CAVALCANTE R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 21 de maio de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela Rádio Pioneira de Delmiro Gouveia Ltda. contra julgado do Tribunal de Justiça de Alagoas, o qual manteve a decisão de primeira instância que condenara a Agravante ao pagamento de indenização por danos morais. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. O Desembargador Relator do caso no Tribunal de Justiça de Alagoas afirmou no julgamento da apelação: “o cerne da questão gravita em torno da configuração ou não de dano moral decorrente das declarações feitas por um terceiro entrevistado (…) que foi transmitida ‘ao vivo’ pelo programa de rádio de propriedade da apelante para os munícipes de Delmiro Gouveia, cujo teor, trazido na peça exordial, abaixo transcrevo: (…). (…) Embora as ofensas perpetradas, transmitidas instantaneamente aos munícipes de Delmiro Gouveia através de programa de radiodifusão sonora, de propriedade da empresa-apelante, tenham omitido a identidade do ofendido, é perfeitamente identificável o seu destinatário, ao se referir a promotoria pública da 2ª Vara daquele município (…). (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244123. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RADIO PIONEIRA DE DELMIRO GOUVEIA LTDA ADV.(A/S) :BRUNO ALBUQUERQUE E MELLO VENTURA AGDO.(A/S) :BOLÍVAR CRUZ FERRO ADV.(A/S) :GIZELE JANE GODIN CAVALCANTE R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 21 de maio de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela Rádio Pioneira de Delmiro Gouveia Ltda. contra julgado do Tribunal de Justiça de Alagoas, o qual manteve a decisão de primeira instância que condenara a Agravante ao pagamento de indenização por danos morais. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. O Desembargador Relator do caso no Tribunal de Justiça de Alagoas afirmou no julgamento da apelação: “o cerne da questão gravita em torno da configuração ou não de dano moral decorrente das declarações feitas por um terceiro entrevistado (…) que foi transmitida ‘ao vivo’ pelo programa de rádio de propriedade da apelante para os munícipes de Delmiro Gouveia, cujo teor, trazido na peça exordial, abaixo transcrevo: (…). (…) Embora as ofensas perpetradas, transmitidas instantaneamente aos munícipes de Delmiro Gouveia através de programa de radiodifusão sonora, de propriedade da empresa-apelante, tenham omitido a identidade do ofendido, é perfeitamente identificável o seu destinatário, ao se referir a promotoria pública da 2ª Vara daquele município (…). (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244123. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 646671 AGR / AL Na espécie, não obstante as declarações tenham sido proferidas por um terceiro entrevistado, a alegada ofensa ocorreu em programa transmitido ‘ao vivo’ pela rádio apelante, sendo ela responsável pelo conteúdo de sua programação. Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que, inclusive, editou a Súmula n. 221 a respeito do tema, in verbis: (…). Com efeito, se a ofensa à moral decorreu de entrevista dada ‘ao vivo’ em programa de radiodifusão, tem-se configurada a responsabilidade da emissora, ainda que o apresentador não tivesse conhecimento do teor das alegações, porquanto essa modalidade de programação constitui risco inerente à atividade a que se propõe a empresa de comunicação, da qual obtém audiência e, evidentemente, receita econômica. O apresentador se mostrou omisso durante as acusações feitas pelo entrevistado, uma vez que, em momento algum, interveio a fim de fazer cessar as ofensas, bem como de alertá-lo acerca de sua responsabilidade quanto ao explanado. A inércia da apelante autorizou que o entrevistado procedesse como bem quisesse, estimulando as acusações por ele proferidas. (…) Os fatos narrados, nos autos, evidenciam o confronto entre dois direitos fundamentais protegidos pela Constituição da República de 1988, quais sejam, de um lado, a honra e a imagem do indivíduo; do outro, a liberdade de informação e expressão. (…) Presente a violação a direito da personalidade, causada por abuso no exercício da liberdade de expressão e informação, a reparação do dano correspondente mostra-se imperativa. (…) Nesse talante, prevê o artigo 186 do Código Civil brasileiro o seguinte: (…). Na seara da responsabilidade civil, disciplina o artigo 927, caput, da supracitada lei subjetiva civil ” (fls. 149-153, grifos nossos). Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria o reexame de prova, inviável em recurso extraordinário, nos termos do que dispõe a Súmula n. 279 deste 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244123. Supremo Tribunal Federal RE 646671 AGR / AL Na espécie, não obstante as declarações tenham sido proferidas por um terceiro entrevistado, a alegada ofensa ocorreu em programa transmitido ‘ao vivo’ pela rádio apelante, sendo ela responsável pelo conteúdo de sua programação. Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que, inclusive, editou a Súmula n. 221 a respeito do tema, in verbis: (…). Com efeito, se a ofensa à moral decorreu de entrevista dada ‘ao vivo’ em programa de radiodifusão, tem-se configurada a responsabilidade da emissora, ainda que o apresentador não tivesse conhecimento do teor das alegações, porquanto essa modalidade de programação constitui risco inerente à atividade a que se propõe a empresa de comunicação, da qual obtém audiência e, evidentemente, receita econômica. O apresentador se mostrou omisso durante as acusações feitas pelo entrevistado, uma vez que, em momento algum, interveio a fim de fazer cessar as ofensas, bem como de alertá-lo acerca de sua responsabilidade quanto ao explanado. A inércia da apelante autorizou que o entrevistado procedesse como bem quisesse, estimulando as acusações por ele proferidas. (…) Os fatos narrados, nos autos, evidenciam o confronto entre dois direitos fundamentais protegidos pela Constituição da República de 1988, quais sejam, de um lado, a honra e a imagem do indivíduo; do outro, a liberdade de informação e expressão. (…) Presente a violação a direito da personalidade, causada por abuso no exercício da liberdade de expressão e informação, a reparação do dano correspondente mostra-se imperativa. (…) Nesse talante, prevê o artigo 186 do Código Civil brasileiro o seguinte: (…). Na seara da responsabilidade civil, disciplina o artigo 927, caput, da supracitada lei subjetiva civil ” (fls. 149-153, grifos nossos). Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria o reexame de prova, inviável em recurso extraordinário, nos termos do que dispõe a Súmula n. 279 deste 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244123. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 646671 AGR / AL Supremo Tribunal. O novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise prévia de legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código Civil). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. 1. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 721.162-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1º.2.2013, grifos nossos). Nada há prover quanto às alegações da Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento a este recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 220-225). 2. Publicada essa decisão no DJe de 24.5.2013 (fl. 226), interpõe a Rádio Pioneira de Delmiro Gouveia Ltda., em 29.5.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 229-236). 3. A Agravante afirma “a necessidade de afastamento da responsabilidade civil imputada (…) haja vista a condição de parlamentar municipal do agente causador do suposto dano que, na condição de representante do povo, pleiteou a melhora da atuação do parquet estadual em sua circunscrição ” (fl. 233). Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244123. Supremo Tribunal Federal RE 646671 AGR / AL Supremo Tribunal. O novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise prévia de legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código Civil). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. 1. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 721.162-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1º.2.2013, grifos nossos). Nada há prover quanto às alegações da Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento a este recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 220-225). 2. Publicada essa decisão no DJe de 24.5.2013 (fl. 226), interpõe a Rádio Pioneira de Delmiro Gouveia Ltda., em 29.5.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 229-236). 3. A Agravante afirma “a necessidade de afastamento da responsabilidade civil imputada (…) haja vista a condição de parlamentar municipal do agente causador do suposto dano que, na condição de representante do povo, pleiteou a melhora da atuação do parquet estadual em sua circunscrição ” (fl. 233). Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244123. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Na espécie, não obstante as declarações tenham sido proferidas por um terceiro entrevistado, a alegada ofensa ocorreu em programa transmitido ‘ao vivo’ pela rádio apelante, sendo ela responsável pelo conteúdo de sua programação. Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que, inclusive, editou a Súmula 221 a respeito do tema (…) Com efeito, se a ofensa moral decorreu de entrevista dada ‘ao vivo’ em programa de radiodifusão, tem-se configurada a responsabilidade da emissora, ainda que o apresentador não tivesse conhecimento do teor das alegações, porquanto essa modalidade de programação constitui risco inerente à atividade a que se propõe a empresa de comunicação, da qual obtém audiência e, evidentemente, receita econômica. O apresentador se mostrou omisso durante as acusações feitas pelo entrevistado, uma vez que, em momento algum, interveio a fim de fazer cessar as ofensas, bem como de alertá-lo acerca de sua responsabilidade quanto ao explanado. A inercia da apelante autorizou que o entrevistado procedesse como bem quisesse, estimulando as acusações por ele proferidas” (fl. 151). Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria o reexame do conjunto probatório, procedimento que não pode ser adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4314017. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Na espécie, não obstante as declarações tenham sido proferidas por um terceiro entrevistado, a alegada ofensa ocorreu em programa transmitido ‘ao vivo’ pela rádio apelante, sendo ela responsável pelo conteúdo de sua programação. Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que, inclusive, editou a Súmula 221 a respeito do tema (…) Com efeito, se a ofensa moral decorreu de entrevista dada ‘ao vivo’ em programa de radiodifusão, tem-se configurada a responsabilidade da emissora, ainda que o apresentador não tivesse conhecimento do teor das alegações, porquanto essa modalidade de programação constitui risco inerente à atividade a que se propõe a empresa de comunicação, da qual obtém audiência e, evidentemente, receita econômica. O apresentador se mostrou omisso durante as acusações feitas pelo entrevistado, uma vez que, em momento algum, interveio a fim de fazer cessar as ofensas, bem como de alertá-lo acerca de sua responsabilidade quanto ao explanado. A inercia da apelante autorizou que o entrevistado procedesse como bem quisesse, estimulando as acusações por ele proferidas” (fl. 151). Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria o reexame do conjunto probatório, procedimento que não pode ser adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4314017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 646671 AGR / AL EXTRAORDINÁRIO. 1. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: NULIDADE PRETENDIDA AFASTADA. 2. CIVIL. MATÉRIA VEICULADA EM JORNAL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 715.167-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.5.2013). “DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. MATÉRIA JORNALÍSTICA. RESPONSABILIZAÇÃO DE VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. POSSIBILIDADE. ADPF 130/DF. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.4.2009. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo conhecido e não provido” (AI 857.313-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 1º.4.2013). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4314017. Supremo Tribunal Federal RE 646671 AGR / AL EXTRAORDINÁRIO. 1. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: NULIDADE PRETENDIDA AFASTADA. 2. CIVIL. MATÉRIA VEICULADA EM JORNAL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 715.167-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.5.2013). “DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. MATÉRIA JORNALÍSTICA. RESPONSABILIZAÇÃO DE VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. POSSIBILIDADE. ADPF 130/DF. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.4.2009. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo conhecido e não provido” (AI 857.313-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 1º.4.2013). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4314017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RADIO PIONEIRA DE DELMIRO GOUVEIA LTDA ADV.(A/S) : BRUNO ALBUQUERQUE E MELLO VENTURA AGDO.(A/S) : BOLÍVAR CRUZ FERRO ADV.(A/S) : GIZELE JANE GODIN CAVALCANTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301382 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RADIO PIONEIRA DE DELMIRO GOUVEIA LTDA ADV.(A/S) : BRUNO ALBUQUERQUE E MELLO VENTURA AGDO.(A/S) : BOLÍVAR CRUZ FERRO ADV.(A/S) : GIZELE JANE GODIN CAVALCANTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301382 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4331266
2013-06-25T00:00:00
2013-08-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2ª Turma, 25.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL. TRANSMISSÃO RADIOFÔNICA. ENTREVISTA. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur238731
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) RE 715167 AgR (2ªT), AI 857313 AgR (1ªT). Número de páginas: 7. Análise: 26/08/2013, TBC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
646671
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 646671 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : RADIO PIONEIRA DE DELMIRO GOUVEIA LTDA ADV.(A/S) : BRUNO ALBUQUERQUE E MELLO VENTURA AGDO.(A/S) : BOLÍVAR CRUZ FERRO ADV.(A/S) : GIZELE JANE GODIN CAVALCANTE
[ "" ]
Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RADIO PIONEIRA DE DELMIRO GOUVEIA LTDA ADV.(A/S) :BRUNO ALBUQUERQUE E MELLO VENTURA AGDO.(A/S) :BOLÍVAR CRUZ FERRO ADV.(A/S) :GIZELE JANE GODIN CAVALCANTE EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RESPONSABILIDADE CIVIL. TRANSMISSÃO RADIOFÔNICA. ENTREVISTA. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 25 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244122. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RADIO PIONEIRA DE DELMIRO GOUVEIA LTDA ADV.(A/S) :BRUNO ALBUQUERQUE E MELLO VENTURA AGDO.(A/S) :BOLÍVAR CRUZ FERRO ADV.(A/S) :GIZELE JANE GODIN CAVALCANTE R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 21 de maio de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela Rádio Pioneira de Delmiro Gouveia Ltda. contra julgado do Tribunal de Justiça de Alagoas, o qual manteve a decisão de primeira instância que condenara a Agravante ao pagamento de indenização por danos morais. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. O Desembargador Relator do caso no Tribunal de Justiça de Alagoas afirmou no julgamento da apelação: “o cerne da questão gravita em torno da configuração ou não de dano moral decorrente das declarações feitas por um terceiro entrevistado (…) que foi transmitida ‘ao vivo’ pelo programa de rádio de propriedade da apelante para os munícipes de Delmiro Gouveia, cujo teor, trazido na peça exordial, abaixo transcrevo: (…). (…) Embora as ofensas perpetradas, transmitidas instantaneamente aos munícipes de Delmiro Gouveia através de programa de radiodifusão sonora, de propriedade da empresa-apelante, tenham omitido a identidade do ofendido, é perfeitamente identificável o seu destinatário, ao se referir a promotoria pública da 2... Vara daquele município (…). (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244123. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :RADIO PIONEIRA DE DELMIRO GOUVEIA LTDA ADV.(A/S) :BRUNO ALBUQUERQUE E MELLO VENTURA AGDO.(A/S) :BOLÍVAR CRUZ FERRO ADV.(A/S) :GIZELE JANE GODIN CAVALCANTE R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 21 de maio de 2013, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pela Rádio Pioneira de Delmiro Gouveia Ltda. contra julgado do Tribunal de Justiça de Alagoas, o qual manteve a decisão de primeira instância que condenara a Agravante ao pagamento de indenização por danos morais. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. O Desembargador Relator do caso no Tribunal de Justiça de Alagoas afirmou no julgamento da apelação: “o cerne da questão gravita em torno da configuração ou não de dano moral decorrente das declarações feitas por um terceiro entrevistado (…) que foi transmitida ‘ao vivo’ pelo programa de rádio de propriedade da apelante para os munícipes de Delmiro Gouveia, cujo teor, trazido na peça exordial, abaixo transcrevo: (…). (…) Embora as ofensas perpetradas, transmitidas instantaneamente aos munícipes de Delmiro Gouveia através de programa de radiodifusão sonora, de propriedade da empresa-apelante, tenham omitido a identidade do ofendido, é perfeitamente identificável o seu destinatário, ao se referir a promotoria pública da 2... Vara daquele município (…). (…) Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244123. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 646671 AGR / AL Na espécie, não obstante as declarações tenham sido proferidas por um terceiro entrevistado, a alegada ofensa ocorreu em programa transmitido ‘ao vivo’ pela rádio apelante, sendo ela responsável pelo conteúdo de sua programação. Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que, inclusive, editou a Súmula n. 221 a respeito do tema, in verbis: (…). Com efeito, se a ofensa à moral decorreu de entrevista dada ‘ao vivo’ em programa de radiodifusão, tem-se configurada a responsabilidade da emissora, ainda que o apresentador não tivesse conhecimento do teor das alegações, porquanto essa modalidade de programação constitui risco inerente à atividade a que se propõe a empresa de comunicação, da qual obtém audiência e, evidentemente, receita econômica. O apresentador se mostrou omisso durante as acusações feitas pelo entrevistado, uma vez que, em momento algum, interveio a fim de fazer cessar as ofensas, bem como de alertá-lo acerca de sua responsabilidade quanto ao explanado. A inércia da apelante autorizou que o entrevistado procedesse como bem quisesse, estimulando as acusações por ele proferidas. (…) Os fatos narrados, nos autos, evidenciam o confronto entre dois direitos fundamentais protegidos pela Constituição da República de 1988, quais sejam, de um lado, a honra e a imagem do indivíduo; do outro, a liberdade de informação e expressão. (…) Presente a violação a direito da personalidade, causada por abuso no exercício da liberdade de expressão e informação, a reparação do dano correspondente mostra-se imperativa. (…) Nesse talante, prevê o artigo 186 do Código Civil brasileiro o seguinte: (…). Na seara da responsabilidade civil, disciplina o artigo 927, caput, da supracitada lei subjetiva civil ” (fls. 149-153, grifos nossos). Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria o reexame de prova, inviável em recurso extraordinário, nos termos do que dispõe a Súmula n. 279 deste 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244123. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 646671 AGR / AL Na espécie, não obstante as declarações tenham sido proferidas por um terceiro entrevistado, a alegada ofensa ocorreu em programa transmitido ‘ao vivo’ pela rádio apelante, sendo ela responsável pelo conteúdo de sua programação. Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que, inclusive, editou a Súmula n. 221 a respeito do tema, in verbis: (…). Com efeito, se a ofensa à moral decorreu de entrevista dada ‘ao vivo’ em programa de radiodifusão, tem-se configurada a responsabilidade da emissora, ainda que o apresentador não tivesse conhecimento do teor das alegações, porquanto essa modalidade de programação constitui risco inerente à atividade a que se propõe a empresa de comunicação, da qual obtém audiência e, evidentemente, receita econômica. O apresentador se mostrou omisso durante as acusações feitas pelo entrevistado, uma vez que, em momento algum, interveio a fim de fazer cessar as ofensas, bem como de alertá-lo acerca de sua responsabilidade quanto ao explanado. A inércia da apelante autorizou que o entrevistado procedesse como bem quisesse, estimulando as acusações por ele proferidas. (…) Os fatos narrados, nos autos, evidenciam o confronto entre dois direitos fundamentais protegidos pela Constituição da República de 1988, quais sejam, de um lado, a honra e a imagem do indivíduo; do outro, a liberdade de informação e expressão. (…) Presente a violação a direito da personalidade, causada por abuso no exercício da liberdade de expressão e informação, a reparação do dano correspondente mostra-se imperativa. (…) Nesse talante, prevê o artigo 186 do Código Civil brasileiro o seguinte: (…). Na seara da responsabilidade civil, disciplina o artigo 927, caput, da supracitada lei subjetiva civil ” (fls. 149-153, grifos nossos). Concluir de forma diversa do que decidido pelas instâncias originárias demandaria o reexame de prova, inviável em recurso extraordinário, nos termos do que dispõe a Súmula n. 279 deste 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244123. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 646671 AGR / AL Supremo Tribunal. O novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise prévia de legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código Civil). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. 1. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 721.162-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1....2.2013, grifos nossos). Nada há prover quanto às alegações da Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento a este recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 220-225). 2. Publicada essa decisão no DJe de 24.5.2013 (fl. 226), interpõe a Rádio Pioneira de Delmiro Gouveia Ltda., em 29.5.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 229-236). 3. A Agravante afirma “a necessidade de afastamento da responsabilidade civil imputada (…) haja vista a condição de parlamentar municipal do agente causador do suposto dano que, na condição de representante do povo, pleiteou a melhora da atuação do parquet estadual em sua circunscrição ” (fl. 233). Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244123. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 646671 AGR / AL Supremo Tribunal. O novo exame do julgado impugnado exigiria, ainda, a análise prévia de legislação infraconstitucional aplicada à espécie (Código Civil). Assim, a alegada contrariedade à Constituição da República, se tivesse ocorrido, seria indireta, o que não viabiliza o processamento do recurso extraordinário: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. 1. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 721.162-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1....2.2013, grifos nossos). Nada há prover quanto às alegações da Recorrente. 6. Pelo exposto, nego seguimento a este recurso extraordinário (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 220-225). 2. Publicada essa decisão no DJe de 24.5.2013 (fl. 226), interpõe a Rádio Pioneira de Delmiro Gouveia Ltda., em 29.5.2013, tempestivamente, agravo regimental (fls. 229-236). 3. A Agravante afirma “a necessidade de afastamento da responsabilidade civil imputada (…) haja vista a condição de parlamentar municipal do agente causador do suposto dano que, na condição de representante do povo, pleiteou a melhora da atuação do parquet estadual em sua circunscrição ” (fl. 233). Requer o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4244123. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Na espécie, não obstante as declarações tenham sido proferidas por um terceiro entrevistado, a alegada ofensa ocorreu em programa transmitido ‘ao vivo’ pela rádio apelante, sendo ela responsável pelo conteúdo de sua programação. Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que, inclusive, editou a Súmula 221 a respeito do tema (…) Com efeito, se a ofensa moral decorreu de entrevista dada ‘ao vivo’ em programa de radiodifusão, tem-se configurada a responsabilidade da emissora, ainda que o apresentador não tivesse conhecimento do teor das alegações, porquanto essa modalidade de programação constitui risco inerente à atividade a que se propõe a empresa de comunicação, da qual obtém audiência e, evidentemente, receita econômica. O apresentador se mostrou omisso durante as acusações feitas pelo entrevistado, uma vez que, em momento algum, interveio a fim de fazer cessar as ofensas, bem como de alertá-lo acerca de sua responsabilidade quanto ao explanado. A inercia da apelante autorizou que o entrevistado procedesse como bem quisesse, estimulando as acusações por ele proferidas” (fl. 151). Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria o reexame do conjunto probatório, procedimento que não pode ser adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4314017. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 ALAGOAS V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Agravante. 2. O Tribunal de origem decidiu a controvérsia nos termos seguintes: “Na espécie, não obstante as declarações tenham sido proferidas por um terceiro entrevistado, a alegada ofensa ocorreu em programa transmitido ‘ao vivo’ pela rádio apelante, sendo ela responsável pelo conteúdo de sua programação. Nesse sentido é o entendimento do Superior Tribunal de Justiça, que, inclusive, editou a Súmula 221 a respeito do tema (…) Com efeito, se a ofensa moral decorreu de entrevista dada ‘ao vivo’ em programa de radiodifusão, tem-se configurada a responsabilidade da emissora, ainda que o apresentador não tivesse conhecimento do teor das alegações, porquanto essa modalidade de programação constitui risco inerente à atividade a que se propõe a empresa de comunicação, da qual obtém audiência e, evidentemente, receita econômica. O apresentador se mostrou omisso durante as acusações feitas pelo entrevistado, uma vez que, em momento algum, interveio a fim de fazer cessar as ofensas, bem como de alertá-lo acerca de sua responsabilidade quanto ao explanado. A inercia da apelante autorizou que o entrevistado procedesse como bem quisesse, estimulando as acusações por ele proferidas” (fl. 151). Como afirmado na decisão agravada, concluir de forma diversa demandaria o reexame do conjunto probatório, procedimento que não pode ser adotado em recurso extraordinário. Incide na espécie a Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4314017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 646671 AGR / AL EXTRAORDINÁRIO. 1. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: NULIDADE PRETENDIDA AFASTADA. 2. CIVIL. MATÉRIA VEICULADA EM JORNAL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 715.167-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.5.2013). “DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. MATÉRIA JORNALÍSTICA. RESPONSABILIZAÇÃO DE VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. POSSIBILIDADE. ADPF 130/DF. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.4.2009. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo conhecido e não provido” (AI 857.313-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 1....4.2013). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4314017. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 646671 AGR / AL EXTRAORDINÁRIO. 1. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO ART. 93, INC. IX, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA: NULIDADE PRETENDIDA AFASTADA. 2. CIVIL. MATÉRIA VEICULADA EM JORNAL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 715.167-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.5.2013). “DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. MATÉRIA JORNALÍSTICA. RESPONSABILIZAÇÃO DE VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. POSSIBILIDADE. ADPF 130/DF. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.4.2009. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo conhecido e não provido” (AI 857.313-AgR, Relatora a Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 1....4.2013). 3. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 4. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4314017. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RADIO PIONEIRA DE DELMIRO GOUVEIA LTDA ADV.(A/S) : BRUNO ALBUQUERQUE E MELLO VENTURA AGDO.(A/S) : BOLÍVAR CRUZ FERRO ADV.(A/S) : GIZELE JANE GODIN CAVALCANTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301382 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646.671 PROCED. : ALAGOAS RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : RADIO PIONEIRA DE DELMIRO GOUVEIA LTDA ADV.(A/S) : BRUNO ALBUQUERQUE E MELLO VENTURA AGDO.(A/S) : BOLÍVAR CRUZ FERRO ADV.(A/S) : GIZELE JANE GODIN CAVALCANTE Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301382 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646 . 671", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646 . 671", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646 . 671", "Recurso Extraordinário 646671 AGR / AL", "Súmula n . 279 deste 2 Supremo", "Recurso Extraordinário 646671 AGR / AL", "Súmula n . 279 deste 2 Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 721 . 162 - AgR", "Recurso Extraordinário 646671 AGR / AL", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 721 . 162 - AgR", "Súmula 221", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Súmula 221", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 646671 AGR / AL", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 715 . 167 - AgR", "ADPF 130 / DF", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 857 . 313 - AgR", "Recurso Extraordinário 646671 AGR / AL", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 715 . 167 - AgR", "ADPF 130 / DF", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 857 . 313 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646 . 671", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 646 . 671" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República de 1988", "artigo 186 do Código Civil brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República de 1988", "artigo 186 do Código Civil brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "Constituição da República", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "Constituição da República", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , INC . 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Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SEBASTIÃO VICENTE DA CRUZ ADV.(A/S) :SEBASTIAO VICENTE DA CRUZ AGDO.(A/S) :CONDOMINIO SHOPPING CENTER JOEUBRA ADV.(A/S) :MARIA ANTONIA BARBOSA E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ausência de preparo. Deserção. O recolhimento do preparo deve ser comprovado no momento da interposição do recurso extraordinário. Precedentes. 3. Não se justifica a intimação do recorrente para recolhimento do preparo, quando o jurisdicionado simplesmente deixou de recolher qualquer valor a esse título. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493343. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SEBASTIÃO VICENTE DA CRUZ ADV.(A/S) :SEBASTIAO VICENTE DA CRUZ AGDO.(A/S) :CONDOMINIO SHOPPING CENTER JOEUBRA ADV.(A/S) :MARIA ANTONIA BARBOSA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 165-166 que negou provimento ao agravo em virtude da deserção do recurso extraordinário. No agravo regimental, sustenta-se a ausência de intimação para recolhimento do preparo. O agravante afirma que, apenas após a efetivação da referida intimação, é que se poderia acolher a deserção. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493344. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SEBASTIÃO VICENTE DA CRUZ ADV.(A/S) :SEBASTIAO VICENTE DA CRUZ AGDO.(A/S) :CONDOMINIO SHOPPING CENTER JOEUBRA ADV.(A/S) :MARIA ANTONIA BARBOSA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 165-166 que negou provimento ao agravo em virtude da deserção do recurso extraordinário. No agravo regimental, sustenta-se a ausência de intimação para recolhimento do preparo. O agravante afirma que, apenas após a efetivação da referida intimação, é que se poderia acolher a deserção. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria. Como demonstrado na decisão ora agravada, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que incumbe ao recorrente, no momento da interposição do extraordinário, o ônus de recolher o respectivo preparo, sob pena de deserção. Sobre esse aspecto, cito os acórdãos do AI-AgR 708.559, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 27.3.2009, e do AI-AgR 522.181, rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17.9.2010, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. NÃO- COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DAS CUSTAS POR OCASIÃO DA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, NEM NO PRAZO FIXADO PELA INSTÂNCIA JUDICANTE DE ORIGEM. DESERÇÃO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme quanto à necessidade de comprovação do recolhimento do preparo no momento da interposição do recurso, ou no prazo fixado judicialmente para essa finalidade. Deserção por irregularidade do preparo. 2. Agravo regimental desprovido”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493345. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria. Como demonstrado na decisão ora agravada, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que incumbe ao recorrente, no momento da interposição do extraordinário, o ônus de recolher o respectivo preparo, sob pena de deserção. Sobre esse aspecto, cito os acórdãos do AI-AgR 708.559, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 27.3.2009, e do AI-AgR 522.181, rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17.9.2010, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. NÃO- COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DAS CUSTAS POR OCASIÃO DA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, NEM NO PRAZO FIXADO PELA INSTÂNCIA JUDICANTE DE ORIGEM. DESERÇÃO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme quanto à necessidade de comprovação do recolhimento do preparo no momento da interposição do recurso, ou no prazo fixado judicialmente para essa finalidade. Deserção por irregularidade do preparo. 2. Agravo regimental desprovido”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 685418 AGR / MG Acrescento que o Supremo Tribunal Federal também fixou orientação no sentido de que não há que se falar em intimação da parte para recolhimento de preparo, quando o jurisdicionado simplesmente deixou de recolher qualquer valor a esse título. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECOLHIMENTO IMEDIATO DO VALOR DO PREPARO. AUSÊNCIA. DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EM RAZÃO DA DESERÇÃO. ALEGADA NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO DA PARTE PARA REALIZAR O PAGAMENTO DEVIDO ANTES DE RECONHECER A DESERÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGA SEGUIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO DESTINADO A GARANTIR O CONHECIMENTO E O JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Nos termos do art. 511, § 2º do Código de Processo Civil, "a insuficiência no valor do preparo implicará deserção, se o recorrente, intimado, não vier a supri-lo no prazo de cinco dias". Alegada inobservância da norma processual, na medida em que o Tribunal de origem não teria intimado o recorrente para suprir a deficiência no pagamento do valor do preparo, no prazo legal. Situação em que o jurisdicionado simplesmente deixou de recolher qualquer valor a título de preparo. A concessão do prazo para complementação do valor do preparo pressupõe que exista algo a ser complementado e, portanto, não se aplica à hipótese de ausência completa do pagamento. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento”. (AI-AgR 620.144, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 6.3.2009). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DESERÇÃO. Constatando-se no processo o não recolhimento do preparo, não há que se aplicar a intimação prevista no artigo 511, § 2º, do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493345. Supremo Tribunal Federal ARE 685418 AGR / MG Acrescento que o Supremo Tribunal Federal também fixou orientação no sentido de que não há que se falar em intimação da parte para recolhimento de preparo, quando o jurisdicionado simplesmente deixou de recolher qualquer valor a esse título. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECOLHIMENTO IMEDIATO DO VALOR DO PREPARO. AUSÊNCIA. DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EM RAZÃO DA DESERÇÃO. ALEGADA NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO DA PARTE PARA REALIZAR O PAGAMENTO DEVIDO ANTES DE RECONHECER A DESERÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGA SEGUIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO DESTINADO A GARANTIR O CONHECIMENTO E O JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Nos termos do art. 511, § 2º do Código de Processo Civil, "a insuficiência no valor do preparo implicará deserção, se o recorrente, intimado, não vier a supri-lo no prazo de cinco dias". Alegada inobservância da norma processual, na medida em que o Tribunal de origem não teria intimado o recorrente para suprir a deficiência no pagamento do valor do preparo, no prazo legal. Situação em que o jurisdicionado simplesmente deixou de recolher qualquer valor a título de preparo. A concessão do prazo para complementação do valor do preparo pressupõe que exista algo a ser complementado e, portanto, não se aplica à hipótese de ausência completa do pagamento. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento”. (AI-AgR 620.144, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 6.3.2009). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DESERÇÃO. Constatando-se no processo o não recolhimento do preparo, não há que se aplicar a intimação prevista no artigo 511, § 2º, do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 685418 AGR / MG Código de Processo Civil, impondo-se a conclusão sobre a deserção do recurso”. (ARE-AgR 695.203, rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 16.11.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493345. Supremo Tribunal Federal ARE 685418 AGR / MG Código de Processo Civil, impondo-se a conclusão sobre a deserção do recurso”. (ARE-AgR 695.203, rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 16.11.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SEBASTIÃO VICENTE DA CRUZ ADV.(A/S) : SEBASTIAO VICENTE DA CRUZ AGDO.(A/S) : CONDOMINIO SHOPPING CENTER JOEUBRA ADV.(A/S) : MARIA ANTONIA BARBOSA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501095 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SEBASTIÃO VICENTE DA CRUZ ADV.(A/S) : SEBASTIAO VICENTE DA CRUZ AGDO.(A/S) : CONDOMINIO SHOPPING CENTER JOEUBRA ADV.(A/S) : MARIA ANTONIA BARBOSA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501095 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3517429
2013-03-05T00:00:00
2013-03-20T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ausência de preparo. Deserção. O recolhimento do preparo deve ser comprovado no momento da interposição do recurso extraordinário. Precedentes. 3. Não se justifica a intimação do recorrente para recolhimento do preparo, quando o jurisdicionado simplesmente deixou de recolher qualquer valor a esse título. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur226682
- Acórdão(s) citado(s): (DESERÇÃO, RECOLHIMENTO, CUSTAS) AI 708559 AgR (1ªT), AI 522181 AgR (2ªT), AI 620144 AgR(2ªT), ARE 695203 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 18/04/2013, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
685418
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 685418 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : SEBASTIÃO VICENTE DA CRUZ ADV.(A/S) : SEBASTIAO VICENTE DA CRUZ AGDO.(A/S) : CONDOMINIO SHOPPING CENTER JOEUBRA ADV.(A/S) : MARIA ANTONIA BARBOSA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SEBASTIÃO VICENTE DA CRUZ ADV.(A/S) :SEBASTIAO VICENTE DA CRUZ AGDO.(A/S) :CONDOMINIO SHOPPING CENTER JOEUBRA ADV.(A/S) :MARIA ANTONIA BARBOSA E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Ausência de preparo. Deserção. O recolhimento do preparo deve ser comprovado no momento da interposição do recurso extraordinário. Precedentes. 3. Não se justifica a intimação do recorrente para recolhimento do preparo, quando o jurisdicionado simplesmente deixou de recolher qualquer valor a esse título. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493343. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SEBASTIÃO VICENTE DA CRUZ ADV.(A/S) :SEBASTIAO VICENTE DA CRUZ AGDO.(A/S) :CONDOMINIO SHOPPING CENTER JOEUBRA ADV.(A/S) :MARIA ANTONIA BARBOSA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 165-166 que negou provimento ao agravo em virtude da deserção do recurso extraordinário. No agravo regimental, sustenta-se a ausência de intimação para recolhimento do preparo. O agravante afirma que, apenas após a efetivação da referida intimação, é que se poderia acolher a deserção. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493344. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :SEBASTIÃO VICENTE DA CRUZ ADV.(A/S) :SEBASTIAO VICENTE DA CRUZ AGDO.(A/S) :CONDOMINIO SHOPPING CENTER JOEUBRA ADV.(A/S) :MARIA ANTONIA BARBOSA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 165-166 que negou provimento ao agravo em virtude da deserção do recurso extraordinário. No agravo regimental, sustenta-se a ausência de intimação para recolhimento do preparo. O agravante afirma que, apenas após a efetivação da referida intimação, é que se poderia acolher a deserção. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria. Como demonstrado na decisão ora agravada, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que incumbe ao recorrente, no momento da interposição do extraordinário, o ônus de recolher o respectivo preparo, sob pena de deserção. Sobre esse aspecto, cito os acórdãos do AI-AgR 708.559, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 27.3.2009, e do AI-AgR 522.181, rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17.9.2010, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. NÃO- COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DAS CUSTAS POR OCASIÃO DA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, NEM NO PRAZO FIXADO PELA INSTÂNCIA JUDICANTE DE ORIGEM. DESERÇÃO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme quanto à necessidade de comprovação do recolhimento do preparo no momento da interposição do recurso, ou no prazo fixado judicialmente para essa finalidade. Deserção por irregularidade do preparo. 2. Agravo regimental desprovido”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493345. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria. Como demonstrado na decisão ora agravada, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que incumbe ao recorrente, no momento da interposição do extraordinário, o ônus de recolher o respectivo preparo, sob pena de deserção. Sobre esse aspecto, cito os acórdãos do AI-AgR 708.559, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 27.3.2009, e do AI-AgR 522.181, rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 17.9.2010, cuja ementa transcrevo: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. NÃO- COMPROVAÇÃO DO RECOLHIMENTO DAS CUSTAS POR OCASIÃO DA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, NEM NO PRAZO FIXADO PELA INSTÂNCIA JUDICANTE DE ORIGEM. DESERÇÃO. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme quanto à necessidade de comprovação do recolhimento do preparo no momento da interposição do recurso, ou no prazo fixado judicialmente para essa finalidade. Deserção por irregularidade do preparo. 2. Agravo regimental desprovido”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 685418 AGR / MG Acrescento que o Supremo Tribunal Federal também fixou orientação no sentido de que não há que se falar em intimação da parte para recolhimento de preparo, quando o jurisdicionado simplesmente deixou de recolher qualquer valor a esse título. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECOLHIMENTO IMEDIATO DO VALOR DO PREPARO. AUSÊNCIA. DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EM RAZÃO DA DESERÇÃO. ALEGADA NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO DA PARTE PARA REALIZAR O PAGAMENTO DEVIDO ANTES DE RECONHECER A DESERÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGA SEGUIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO DESTINADO A GARANTIR O CONHECIMENTO E O JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Nos termos do art. 511, § 2... do Código de Processo Civil, "a insuficiência no valor do preparo implicará deserção, se o recorrente, intimado, não vier a supri-lo no prazo de cinco dias". Alegada inobservância da norma processual, na medida em que o Tribunal de origem não teria intimado o recorrente para suprir a deficiência no pagamento do valor do preparo, no prazo legal. Situação em que o jurisdicionado simplesmente deixou de recolher qualquer valor a título de preparo. A concessão do prazo para complementação do valor do preparo pressupõe que exista algo a ser complementado e, portanto, não se aplica à hipótese de ausência completa do pagamento. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento”. (AI-AgR 620.144, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 6.3.2009). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DESERÇÃO. Constatando-se no processo o não recolhimento do preparo, não há que se aplicar a intimação prevista no artigo 511, § 2..., do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493345. Supremo Tribunal Federal ARE 685418 AGR / MG Acrescento que o Supremo Tribunal Federal também fixou orientação no sentido de que não há que se falar em intimação da parte para recolhimento de preparo, quando o jurisdicionado simplesmente deixou de recolher qualquer valor a esse título. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes: “PROCESSUAL CIVIL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. RECOLHIMENTO IMEDIATO DO VALOR DO PREPARO. AUSÊNCIA. DECISÃO DO TRIBUNAL DE ORIGEM QUE NEGA TRÂNSITO AO RECURSO EM RAZÃO DA DESERÇÃO. ALEGADA NECESSIDADE DE INTIMAÇÃO DA PARTE PARA REALIZAR O PAGAMENTO DEVIDO ANTES DE RECONHECER A DESERÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGA SEGUIMENTO AO AGRAVO DE INSTRUMENTO DESTINADO A GARANTIR O CONHECIMENTO E O JULGAMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Nos termos do art. 511, § 2... do Código de Processo Civil, "a insuficiência no valor do preparo implicará deserção, se o recorrente, intimado, não vier a supri-lo no prazo de cinco dias". Alegada inobservância da norma processual, na medida em que o Tribunal de origem não teria intimado o recorrente para suprir a deficiência no pagamento do valor do preparo, no prazo legal. Situação em que o jurisdicionado simplesmente deixou de recolher qualquer valor a título de preparo. A concessão do prazo para complementação do valor do preparo pressupõe que exista algo a ser complementado e, portanto, não se aplica à hipótese de ausência completa do pagamento. Agravo regimental conhecido, mas ao qual se nega provimento”. (AI-AgR 620.144, rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe 6.3.2009). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – DESERÇÃO. Constatando-se no processo o não recolhimento do preparo, não há que se aplicar a intimação prevista no artigo 511, § 2..., do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 685418 AGR / MG Código de Processo Civil, impondo-se a conclusão sobre a deserção do recurso”. (ARE-AgR 695.203, rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 16.11.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493345. Supremo Tribunal Federal ARE 685418 AGR / MG Código de Processo Civil, impondo-se a conclusão sobre a deserção do recurso”. (ARE-AgR 695.203, rel. Min. MARCO AURÉLIO, Primeira Turma, DJe 16.11.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493345. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SEBASTIÃO VICENTE DA CRUZ ADV.(A/S) : SEBASTIAO VICENTE DA CRUZ AGDO.(A/S) : CONDOMINIO SHOPPING CENTER JOEUBRA ADV.(A/S) : MARIA ANTONIA BARBOSA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501095 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 685.418 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : SEBASTIÃO VICENTE DA CRUZ ADV.(A/S) : SEBASTIAO VICENTE DA CRUZ AGDO.(A/S) : CONDOMINIO SHOPPING CENTER JOEUBRA ADV.(A/S) : MARIA ANTONIA BARBOSA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501095 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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Ementa e Acórdão 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROBERTO EDSON DE FREITAS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público municipal. Incorporação de gratificação. Alteração da fórmula de cálculo de remuneração. 3. Diminuição do montante global do valor percebido. Não ocorrência. 4. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia (Presidente), presidiu este julgamento o Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092066. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROBERTO EDSON DE FREITAS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que conheceu de agravo para dar provimento a recurso extraordinário interposto pelo município de Volta Redonda contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Eis o teor da decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário com agravo remetido ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio de decisão de 27.8.2012, que determinou a devolução dos autos para os fins do art. 543-B do CPC, uma vez que a controvérsia estaria representada na sistemática da repercussão geral pelo tema 41, cujo processo-paradigma é o RE-RG 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia. Encaminhados os autos ao Tribunal de origem, este determinou a devolução do processo ao STF, por entender que a matéria discutida não coincide com a analisada no referido paradigma. Após detida análise, verifico que a vinculação ao precedente indicado está correta, tendo em vista que a tese jurídica debatida nos autos está abrangida pelo paradigma referido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092067. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROBERTO EDSON DE FREITAS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que conheceu de agravo para dar provimento a recurso extraordinário interposto pelo município de Volta Redonda contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Eis o teor da decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário com agravo remetido ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio de decisão de 27.8.2012, que determinou a devolução dos autos para os fins do art. 543-B do CPC, uma vez que a controvérsia estaria representada na sistemática da repercussão geral pelo tema 41, cujo processo-paradigma é o RE-RG 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia. Encaminhados os autos ao Tribunal de origem, este determinou a devolução do processo ao STF, por entender que a matéria discutida não coincide com a analisada no referido paradigma. Após detida análise, verifico que a vinculação ao precedente indicado está correta, tendo em vista que a tese jurídica debatida nos autos está abrangida pelo paradigma referido. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 705702 AGR / RJ O recurso extraordinário foi interposto pelo município de Volta Redonda contra acórdão do TJRJ que manteve decisão assim ementada: ‘APELAÇÃO OBRIGAÇÃO DE FAZER ADMINISTRATIVO GRATIFICAÇÃO. Servidor Público Municipal. Pedido inicial no sentido de que seja substituída a gratificação, já incorporada aos seus vencimentos, denominada GND-3 pela CAI-6, criada posteriormente pela Administração. Sentença que julgou procedente o pedido e condenou o réu a pagar a gratificação CAI-6 em substituição a GND-3. Apelo do réu. Incorporação da gratificação denominada GND-3 em virtude do seu exercício por mais de 05 anos, com posterior mudança meramente quanto à nomenclatura da gratificação de direção para CAI-6. Alteração de simbologia que não afetou a função gratificada relacionada às mesmas funções que a Autora exercia quando ocupada o cargo de chefe de sessão. Direito adquirido à percepção da gratificação. Observância do princípio constitucional da irredutibilidade de vencimentos. Inteligência dos arts. 37, XV e 40, § 8º, da Constituição Federal. Precedente deste Tribunal de Justiça Sentença mantida. Manifesta improcedência do recurso. Aplicação do art. 557 do CPC. NÃO SEGUIMENTO DO RECURSO’. (Fls. 194-195). O recorrente alega, em síntese, que o acórdão recorrido viola o art. 37 da Constituição, pois, tendo incorporado gratificação a seus vencimentos, tal vantagem não pode ser substituída por outra criada por lei superveniente destinada a servidores que, à época da reforma administrativa, encontravam-se em atividade. Diante da negativa de retratação pelo Tribunal de origem, passo ao julgamento do recurso extraordinário. Assiste razão ao recorrente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092067. Supremo Tribunal Federal ARE 705702 AGR / RJ O recurso extraordinário foi interposto pelo município de Volta Redonda contra acórdão do TJRJ que manteve decisão assim ementada: ‘APELAÇÃO OBRIGAÇÃO DE FAZER ADMINISTRATIVO GRATIFICAÇÃO. Servidor Público Municipal. Pedido inicial no sentido de que seja substituída a gratificação, já incorporada aos seus vencimentos, denominada GND-3 pela CAI-6, criada posteriormente pela Administração. Sentença que julgou procedente o pedido e condenou o réu a pagar a gratificação CAI-6 em substituição a GND-3. Apelo do réu. Incorporação da gratificação denominada GND-3 em virtude do seu exercício por mais de 05 anos, com posterior mudança meramente quanto à nomenclatura da gratificação de direção para CAI-6. Alteração de simbologia que não afetou a função gratificada relacionada às mesmas funções que a Autora exercia quando ocupada o cargo de chefe de sessão. Direito adquirido à percepção da gratificação. Observância do princípio constitucional da irredutibilidade de vencimentos. Inteligência dos arts. 37, XV e 40, § 8º, da Constituição Federal. Precedente deste Tribunal de Justiça Sentença mantida. Manifesta improcedência do recurso. Aplicação do art. 557 do CPC. NÃO SEGUIMENTO DO RECURSO’. (Fls. 194-195). O recorrente alega, em síntese, que o acórdão recorrido viola o art. 37 da Constituição, pois, tendo incorporado gratificação a seus vencimentos, tal vantagem não pode ser substituída por outra criada por lei superveniente destinada a servidores que, à época da reforma administrativa, encontravam-se em atividade. Diante da negativa de retratação pelo Tribunal de origem, passo ao julgamento do recurso extraordinário. Assiste razão ao recorrente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 705702 AGR / RJ A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, na sistemática da repercussão geral (RE-RG 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 11.2.2009), firmou-se no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico e a fórmula de composição da remuneração dos servidores públicos. Logo, é possível a alteração da forma de cálculo de remuneração sem que isso contrarie a Constituição, desde que essa modificação não importe em diminuição do montante global do valor percebido pelo servidor. Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido. Ante o exposto, nos termos do artigo 544, § 4º, II, c, do Código de Processo Civil, conheço do agravo para, desde logo, dar provimento ao recurso extraordinário e denegar a segurança. Sem condenação em honorários, nos termos do Verbete 512 da Súmula de Jurisprudência do STF (art. 21, §1º/RISTF). Oficie-se à Presidência do Tribunal a quo quanto ao teor desta decisão. Publique-se”. O agravante sustenta, em síntese, que a decisão impugnada viola os princípios da impessoalidade e da isonomia, pois permite que servidores que cumprem a mesma tarefa que cumpria sejam remunerados de maneira diferente. Aponta, ainda, ausência de repercussão geral da matéria discutida e afirma que eventual violação à constituição pelo acórdão do TJRJ seria apenas reflexa. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092067. Supremo Tribunal Federal ARE 705702 AGR / RJ A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, na sistemática da repercussão geral (RE-RG 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 11.2.2009), firmou-se no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico e a fórmula de composição da remuneração dos servidores públicos. Logo, é possível a alteração da forma de cálculo de remuneração sem que isso contrarie a Constituição, desde que essa modificação não importe em diminuição do montante global do valor percebido pelo servidor. Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido. Ante o exposto, nos termos do artigo 544, § 4º, II, c, do Código de Processo Civil, conheço do agravo para, desde logo, dar provimento ao recurso extraordinário e denegar a segurança. Sem condenação em honorários, nos termos do Verbete 512 da Súmula de Jurisprudência do STF (art. 21, §1º/RISTF). Oficie-se à Presidência do Tribunal a quo quanto ao teor desta decisão. Publique-se”. O agravante sustenta, em síntese, que a decisão impugnada viola os princípios da impessoalidade e da isonomia, pois permite que servidores que cumprem a mesma tarefa que cumpria sejam remunerados de maneira diferente. Aponta, ainda, ausência de repercussão geral da matéria discutida e afirma que eventual violação à constituição pelo acórdão do TJRJ seria apenas reflexa. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Conforme destaquei na decisão recorrida, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, fixada no julgamento do RE 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia, sob a sistemática da repercussão geral, firmou-se no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico e a fórmula de composição da remuneração dos servidores públicos. Confira-se: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento”. (RE 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.3.2009). Assim, é possível a alteração da forma de cálculo de remuneração dos servidores públicos sem que isso contrarie a Constituição, desde que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092068. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Conforme destaquei na decisão recorrida, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, fixada no julgamento do RE 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia, sob a sistemática da repercussão geral, firmou-se no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico e a fórmula de composição da remuneração dos servidores públicos. Confira-se: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento”. (RE 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.3.2009). Assim, é possível a alteração da forma de cálculo de remuneração dos servidores públicos sem que isso contrarie a Constituição, desde que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 705702 AGR / RJ essa modificação não importe em diminuição do montante do valor percebido pelo servidor. No caso dos autos, o acórdão do TJRJ divergiu da orientação desta Corte, pois, apesar da alteração da forma de cálculo de remuneração, não houve redução do montante percebido pelo agravante. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092068. Supremo Tribunal Federal ARE 705702 AGR / RJ essa modificação não importe em diminuição do montante do valor percebido pelo servidor. No caso dos autos, o acórdão do TJRJ divergiu da orientação desta Corte, pois, apesar da alteração da forma de cálculo de remuneração, não houve redução do montante percebido pelo agravante. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ROBERTO EDSON DE FREITAS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105840 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ROBERTO EDSON DE FREITAS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105840 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4106772
2013-06-18T00:00:00
2013-07-01T00:00:00
Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público municipal. Incorporação de gratificação. Alteração da fórmula de cálculo de remuneração. 3. Diminuição do montante global do valor percebido. Não ocorrência. 4. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur235209
- Acórdão(s) citado(s): (DIREITO ADQUIRIDO, REGIME JURÍDICO) RE 563965 (TP). Número de páginas: 7. Análise: 01/08/2013, BMB.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
705702
null
ARE-AgR
acordaos
ARE 705702 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ROBERTO EDSON DE FREITAS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA
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Ementa e Acórdão 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROBERTO EDSON DE FREITAS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Servidor público municipal. Incorporação de gratificação. Alteração da fórmula de cálculo de remuneração. 3. Diminuição do montante global do valor percebido. Não ocorrência. 4. Inexistência de direito adquirido a regime jurídico. Precedentes. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia (Presidente), presidiu este julgamento o Senhor Ministro Gilmar Mendes, na conformidade da ata e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092066. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROBERTO EDSON DE FREITAS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que conheceu de agravo para dar provimento a recurso extraordinário interposto pelo município de Volta Redonda contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Eis o teor da decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário com agravo remetido ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio de decisão de 27.8.2012, que determinou a devolução dos autos para os fins do art. 543-B do Código de Processo Civil, uma vez que a controvérsia estaria representada na sistemática da repercussão geral pelo tema 41, cujo processo-paradigma é o Recurso Extraordinário-RG 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia. Encaminhados os autos ao Tribunal de origem, este determinou a devolução do processo ao Supremo Tribunal Federal, por entender que a matéria discutida não coincide com a analisada no referido paradigma. Após detida análise, verifico que a vinculação ao precedente indicado está correta, tendo em vista que a tese jurídica debatida nos autos está abrangida pelo paradigma referido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092067. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :ROBERTO EDSON DE FREITAS PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que conheceu de agravo para dar provimento a recurso extraordinário interposto pelo município de Volta Redonda contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. Eis o teor da decisão ora agravada: “Trata-se de recurso extraordinário com agravo remetido ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, por meio de decisão de 27.8.2012, que determinou a devolução dos autos para os fins do art. 543-B do Código de Processo Civil, uma vez que a controvérsia estaria representada na sistemática da repercussão geral pelo tema 41, cujo processo-paradigma é o Recurso Extraordinário-RG 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia. Encaminhados os autos ao Tribunal de origem, este determinou a devolução do processo ao Supremo Tribunal Federal, por entender que a matéria discutida não coincide com a analisada no referido paradigma. Após detida análise, verifico que a vinculação ao precedente indicado está correta, tendo em vista que a tese jurídica debatida nos autos está abrangida pelo paradigma referido. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório ARE 705702 AGR / RJ O recurso extraordinário foi interposto pelo município de Volta Redonda contra acórdão do TJRJ que manteve decisão assim ementada: ‘APELAÇÃO OBRIGAÇÃO DE FAZER ADMINISTRATIVO GRATIFICAÇÃO. Servidor Público Municipal. Pedido inicial no sentido de que seja substituída a gratificação, já incorporada aos seus vencimentos, denominada GND-3 pela CAI-6, criada posteriormente pela Administração. Sentença que julgou procedente o pedido e condenou o réu a pagar a gratificação CAI-6 em substituição a GND-3. Apelo do réu. Incorporação da gratificação denominada GND-3 em virtude do seu exercício por mais de 05 anos, com posterior mudança meramente quanto à nomenclatura da gratificação de direção para CAI-6. Alteração de simbologia que não afetou a função gratificada relacionada às mesmas funções que a Autora exercia quando ocupada o cargo de chefe de sessão. Direito adquirido à percepção da gratificação. Observância do princípio constitucional da irredutibilidade de vencimentos. Inteligência dos arts. 37, XV e 40, § 8..., da Constituição Federal. Precedente deste Tribunal de Justiça Sentença mantida. Manifesta improcedência do recurso. Aplicação do art. 557 do Código de Processo Civil. NÃO SEGUIMENTO DO RECURSO’. (Fls. 194-195). O recorrente alega, em síntese, que o acórdão recorrido viola o art. 37 da Constituição, pois, tendo incorporado gratificação a seus vencimentos, tal vantagem não pode ser substituída por outra criada por lei superveniente destinada a servidores que, à época da reforma administrativa, encontravam-se em atividade. Diante da negativa de retratação pelo Tribunal de origem, passo ao julgamento do recurso extraordinário. Assiste razão ao recorrente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092067. Supremo Tribunal Federal ARE 705702 AGR / RJ O recurso extraordinário foi interposto pelo município de Volta Redonda contra acórdão do TJRJ que manteve decisão assim ementada: ‘APELAÇÃO OBRIGAÇÃO DE FAZER ADMINISTRATIVO GRATIFICAÇÃO. Servidor Público Municipal. Pedido inicial no sentido de que seja substituída a gratificação, já incorporada aos seus vencimentos, denominada GND-3 pela CAI-6, criada posteriormente pela Administração. Sentença que julgou procedente o pedido e condenou o réu a pagar a gratificação CAI-6 em substituição a GND-3. Apelo do réu. Incorporação da gratificação denominada GND-3 em virtude do seu exercício por mais de 05 anos, com posterior mudança meramente quanto à nomenclatura da gratificação de direção para CAI-6. Alteração de simbologia que não afetou a função gratificada relacionada às mesmas funções que a Autora exercia quando ocupada o cargo de chefe de sessão. Direito adquirido à percepção da gratificação. Observância do princípio constitucional da irredutibilidade de vencimentos. Inteligência dos arts. 37, XV e 40, § 8..., da Constituição Federal. Precedente deste Tribunal de Justiça Sentença mantida. Manifesta improcedência do recurso. Aplicação do art. 557 do Código de Processo Civil. NÃO SEGUIMENTO DO RECURSO’. (Fls. 194-195). O recorrente alega, em síntese, que o acórdão recorrido viola o art. 37 da Constituição, pois, tendo incorporado gratificação a seus vencimentos, tal vantagem não pode ser substituída por outra criada por lei superveniente destinada a servidores que, à época da reforma administrativa, encontravam-se em atividade. Diante da negativa de retratação pelo Tribunal de origem, passo ao julgamento do recurso extraordinário. Assiste razão ao recorrente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 705702 AGR / RJ A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, na sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário-RG 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 11.2.2009), firmou-se no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico e a fórmula de composição da remuneração dos servidores públicos. Logo, é possível a alteração da forma de cálculo de remuneração sem que isso contrarie a Constituição, desde que essa modificação não importe em diminuição do montante global do valor percebido pelo servidor. Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido. Ante o exposto, nos termos do artigo 544, § 4..., II, c, do Código de Processo Civil, conheço do agravo para, desde logo, dar provimento ao recurso extraordinário e denegar a segurança. Sem condenação em honorários, nos termos do Verbete 512 da Súmula de Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (art. 21, §1.../RISTF). Oficie-se à Presidência do Tribunal a quo quanto ao teor desta decisão. Publique-se”. O agravante sustenta, em síntese, que a decisão impugnada viola os princípios da impessoalidade e da isonomia, pois permite que servidores que cumprem a mesma tarefa que cumpria sejam remunerados de maneira diferente. Aponta, ainda, ausência de repercussão geral da matéria discutida e afirma que eventual violação à constituição pelo acórdão do TJRJ seria apenas reflexa. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092067. Supremo Tribunal Federal ARE 705702 AGR / RJ A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, na sistemática da repercussão geral (Recurso Extraordinário-RG 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 11.2.2009), firmou-se no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico e a fórmula de composição da remuneração dos servidores públicos. Logo, é possível a alteração da forma de cálculo de remuneração sem que isso contrarie a Constituição, desde que essa modificação não importe em diminuição do montante global do valor percebido pelo servidor. Dessa orientação divergiu o acórdão recorrido. Ante o exposto, nos termos do artigo 544, § 4..., II, c, do Código de Processo Civil, conheço do agravo para, desde logo, dar provimento ao recurso extraordinário e denegar a segurança. Sem condenação em honorários, nos termos do Verbete 512 da Súmula de Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (art. 21, §1.../RISTF). Oficie-se à Presidência do Tribunal a quo quanto ao teor desta decisão. Publique-se”. O agravante sustenta, em síntese, que a decisão impugnada viola os princípios da impessoalidade e da isonomia, pois permite que servidores que cumprem a mesma tarefa que cumpria sejam remunerados de maneira diferente. Aponta, ainda, ausência de repercussão geral da matéria discutida e afirma que eventual violação à constituição pelo acórdão do TJRJ seria apenas reflexa. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092067. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Conforme destaquei na decisão recorrida, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, fixada no julgamento do Recurso Extraordinário 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia, sob a sistemática da repercussão geral, firmou-se no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico e a fórmula de composição da remuneração dos servidores públicos. Confira-se: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.3.2009). Assim, é possível a alteração da forma de cálculo de remuneração dos servidores públicos sem que isso contrarie a Constituição, desde que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092068. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Conforme destaquei na decisão recorrida, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, fixada no julgamento do Recurso Extraordinário 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia, sob a sistemática da repercussão geral, firmou-se no sentido de que não há direito adquirido a regime jurídico e a fórmula de composição da remuneração dos servidores públicos. Confira-se: “DIREITOS CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. ESTABILIDADE FINANCEIRA. MODIFICAÇÃO DE FORMA DE CÁLCULO DA REMUNERAÇÃO. OFENSA À GARANTIA CONSTITUCIONAL DA IRREDUTIBILIDADE DA REMUNERAÇÃO: AUSÊNCIA. JURISPRUDÊNCIA. LEI COMPLEMENTAR N. 203/2001 DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE: CONSTITUCIONALIDADE. 1. O Supremo Tribunal Federal pacificou a sua jurisprudência sobre a constitucionalidade do instituto da estabilidade financeira e sobre a ausência de direito adquirido a regime jurídico. 2. Nesta linha, a Lei Complementar n. 203/2001, do Estado do Rio Grande do Norte, no ponto que alterou a forma de cálculo de gratificações e, consequentemente, a composição da remuneração de servidores públicos, não ofende a Constituição da República de 1988, por dar cumprimento ao princípio da irredutibilidade da remuneração. 3. Recurso extraordinário ao qual se nega provimento”. (Recurso Extraordinário 563.965, rel. Min. Cármen Lúcia, Tribunal Pleno, DJe 20.3.2009). Assim, é possível a alteração da forma de cálculo de remuneração dos servidores públicos sem que isso contrarie a Constituição, desde que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 705702 AGR / RJ essa modificação não importe em diminuição do montante do valor percebido pelo servidor. No caso dos autos, o acórdão do TJRJ divergiu da orientação desta Corte, pois, apesar da alteração da forma de cálculo de remuneração, não houve redução do montante percebido pelo agravante. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092068. Supremo Tribunal Federal ARE 705702 AGR / RJ essa modificação não importe em diminuição do montante do valor percebido pelo servidor. No caso dos autos, o acórdão do TJRJ divergiu da orientação desta Corte, pois, apesar da alteração da forma de cálculo de remuneração, não houve redução do montante percebido pelo agravante. Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4092068. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ROBERTO EDSON DE FREITAS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105840 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.702 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : ROBERTO EDSON DE FREITAS PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE VOLTA REDONDA Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105840 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
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Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :EDIFÍCIO CONVENTION CORPORATE PLAZA - TORRE C - COMERCIAL STATE ADV.(A/S) :RICARDO SCRAVAJAR GOUVEIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO - ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088317. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 734129 AGR / SP na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de junho de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088317. Supremo Tribunal Federal ARE 734129 AGR / SP na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de junho de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088317. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :EDIFÍCIO CONVENTION CORPORATE PLAZA - TORRE C - COMERCIAL STATE ADV.(A/S) :RICARDO SCRAVAJAR GOUVEIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de maio de 2013, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – MATÉRIA FÁTICA – AGRAVO DESPROVIDO 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088318. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :EDIFÍCIO CONVENTION CORPORATE PLAZA - TORRE C - COMERCIAL STATE ADV.(A/S) :RICARDO SCRAVAJAR GOUVEIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de maio de 2013, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – MATÉRIA FÁTICA – AGRAVO DESPROVIDO 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 734129 AGR / SP Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação dos Decretos Estaduais n°s 21.123/83 e 41.446/96. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante insiste na demonstração de ofensa aos artigos 5º, cabeça 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088318. Supremo Tribunal Federal ARE 734129 AGR / SP Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação dos Decretos Estaduais n°s 21.123/83 e 41.446/96. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete nº 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante insiste na demonstração de ofensa aos artigos 5º, cabeça 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 734129 AGR / SP e incisos II e XXXVI, 37, e 175, parágrafo único, incisos II e III, da Constituição Federal. Sustenta a desnecessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Reitera os argumentos constantes do extraordinário defendendo a inconstitucionalidade e abusividade da cobrança da tarifa de esgoto com base no Decreto Estadual nº 41.446/96. A parte agravada apresentou a contraminuta, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088318. Supremo Tribunal Federal ARE 734129 AGR / SP e incisos II e XXXVI, 37, e 175, parágrafo único, incisos II e III, da Constituição Federal. Sustenta a desnecessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Reitera os argumentos constantes do extraordinário defendendo a inconstitucionalidade e abusividade da cobrança da tarifa de esgoto com base no Decreto Estadual nº 41.446/96. A parte agravada apresentou a contraminuta, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Apreciada a questão pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, veio a ser mantido o entendimento constante da sentença. Confiram com a síntese do acórdão: EMENTA: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER, CUMULADA COM RESTITUIÇÃO DE PAGAMENTOS INDEVIDOS – COLETA DE ESGOTO – Preliminar. Cerceamento de Defesa. Inocorrência. Produção de prova pericial. Desnecessidade. Ausência de modo seguro de aferição da utilização do sistema de esgoto. Cobrança embasada no ordenamento jurídico (Decreto Estadual n. 41.446/96). Regularidade da cobrança. Sentença mantida. Recurso improvido. E lícita a cobrança da tarifa de esgoto por estimativa do consumo de água. O deslinde da controvérsia foi dirimida considerada a legislação local e o conjunto probatório coligido para o processo. Está-se diante de conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Judiciário do Estado. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088319. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Apreciada a questão pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, veio a ser mantido o entendimento constante da sentença. Confiram com a síntese do acórdão: EMENTA: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER, CUMULADA COM RESTITUIÇÃO DE PAGAMENTOS INDEVIDOS – COLETA DE ESGOTO – Preliminar. Cerceamento de Defesa. Inocorrência. Produção de prova pericial. Desnecessidade. Ausência de modo seguro de aferição da utilização do sistema de esgoto. Cobrança embasada no ordenamento jurídico (Decreto Estadual n. 41.446/96). Regularidade da cobrança. Sentença mantida. Recurso improvido. E lícita a cobrança da tarifa de esgoto por estimativa do consumo de água. O deslinde da controvérsia foi dirimida considerada a legislação local e o conjunto probatório coligido para o processo. Está-se diante de conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Judiciário do Estado. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 734129 AGR / SP Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088319. Supremo Tribunal Federal ARE 734129 AGR / SP Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : EDIFÍCIO CONVENTION CORPORATE PLAZA - TORRE C - COMERCIAL STATE ADV.(A/S) : RICARDO SCRAVAJAR GOUVEIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105152 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : EDIFÍCIO CONVENTION CORPORATE PLAZA - TORRE C - COMERCIAL STATE ADV.(A/S) : RICARDO SCRAVAJAR GOUVEIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105152 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4154653
2013-06-18T00:00:00
2013-08-01T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO - ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur237557
Número de páginas: 8. Análise: 15/08/2013, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
734129
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 734129 AgR
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AGTE.(S) : EDIFÍCIO CONVENTION CORPORATE PLAZA - TORRE C - COMERCIAL STATE ADV.(A/S) : RICARDO SCRAVAJAR GOUVEIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :EDIFÍCIO CONVENTION CORPORATE PLAZA - TORRE C - COMERCIAL STATE ADV.(A/S) :RICARDO SCRAVAJAR GOUVEIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO - MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PRESTAÇÃO JURISDICIONAL – DEVIDO PROCESSO LEGAL. Se, de um lado, é possível ter-se situação concreta em que transgredido o devido processo legal a ponto de se enquadrar o recurso extraordinário no permissivo que lhe é próprio, de outro, descabe confundir a ausência de aperfeiçoamento da prestação jurisdicional com a entrega de forma contrária aos interesses do recorrente. AGRAVO - ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL - MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088317. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 734129 AGR / SP na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de junho de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088317. Supremo Tribunal Federal ARE 734129 AGR / SP na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de junho de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088317. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :EDIFÍCIO CONVENTION CORPORATE PLAZA - TORRE C - COMERCIAL STATE ADV.(A/S) :RICARDO SCRAVAJAR GOUVEIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de maio de 2013, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – MATÉRIA FÁTICA – AGRAVO DESPROVIDO 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088318. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :EDIFÍCIO CONVENTION CORPORATE PLAZA - TORRE C - COMERCIAL STATE ADV.(A/S) :RICARDO SCRAVAJAR GOUVEIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de maio de 2013, neguei provimento ao agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – LEGISLAÇÃO LOCAL – INTERPRETAÇÃO – MATÉRIA FÁTICA – AGRAVO DESPROVIDO 1. Na interposição deste recurso, foram observados os pressupostos de recorribilidade. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 734129 AGR / SP Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação dos Decretos Estaduais ns 21.123/83 e 41.446/96. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante insiste na demonstração de ofensa aos artigos 5..., cabeça 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088318. Supremo Tribunal Federal ARE 734129 AGR / SP Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que descabe confundir a ausência de entrega aperfeiçoada da prestação jurisdicional com decisão contrária aos interesses defendidos. A violência ao devido processo legal não pode ser tomada como uma alavanca para alçar a este Tribunal conflito de interesses cuja solução se exaure na origem. A tentativa acaba por se fazer voltada à transformação do Supremo em mero revisor dos atos dos demais tribunais do País. Na espécie, o Colegiado de origem procedeu a julgamento fundamentado de forma consentânea com a ordem jurídica. A par desse aspecto, da leitura do acórdão impugnado mediante o extraordinário depreende-se, a mais não poder, que o Tribunal de origem julgou a apelação a partir de interpretação conferida a normas locais. Procedeu à interpretação dos Decretos Estaduais ns 21.123/83 e 41.446/96. Ora, a controvérsia sobre o alcance de lei local não viabiliza, conforme sedimentado pela jurisprudência - Verbete n 280 da Súmula: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário” -, o acesso ao Supremo. Está-se diante de caso cujo desfecho final fica no âmbito do próprio Tribunal de Justiça. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante insiste na demonstração de ofensa aos artigos 5..., cabeça 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 734129 AGR / SP e incisos II e XXXVI, 37, e 175, parágrafo único, incisos II e III, da Constituição Federal. Sustenta a desnecessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Reitera os argumentos constantes do extraordinário defendendo a inconstitucionalidade e abusividade da cobrança da tarifa de esgoto com base no Decreto Estadual n 41.446/96. A parte agravada apresentou a contraminuta, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088318. Supremo Tribunal Federal ARE 734129 AGR / SP e incisos II e XXXVI, 37, e 175, parágrafo único, incisos II e III, da Constituição Federal. Sustenta a desnecessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Reitera os argumentos constantes do extraordinário defendendo a inconstitucionalidade e abusividade da cobrança da tarifa de esgoto com base no Decreto Estadual n 41.446/96. A parte agravada apresentou a contraminuta, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088318. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Apreciada a questão pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, veio a ser mantido o entendimento constante da sentença. Confiram com a síntese do acórdão: EMENTA: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER, CUMULADA COM RESTITUIÇÃO DE PAGAMENTOS INDEVIDOS – COLETA DE ESGOTO – Preliminar. Cerceamento de Defesa. Inocorrência. Produção de prova pericial. Desnecessidade. Ausência de modo seguro de aferição da utilização do sistema de esgoto. Cobrança embasada no ordenamento jurídico (Decreto Estadual n. 41.446/96). Regularidade da cobrança. Sentença mantida. Recurso improvido. E lícita a cobrança da tarifa de esgoto por estimativa do consumo de água. O deslinde da controvérsia foi dirimida considerada a legislação local e o conjunto probatório coligido para o processo. Está-se diante de conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Judiciário do Estado. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088319. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Apreciada a questão pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, veio a ser mantido o entendimento constante da sentença. Confiram com a síntese do acórdão: EMENTA: PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – AÇÃO DE OBRIGAÇÃO DE FAZER, CUMULADA COM RESTITUIÇÃO DE PAGAMENTOS INDEVIDOS – COLETA DE ESGOTO – Preliminar. Cerceamento de Defesa. Inocorrência. Produção de prova pericial. Desnecessidade. Ausência de modo seguro de aferição da utilização do sistema de esgoto. Cobrança embasada no ordenamento jurídico (Decreto Estadual n. 41.446/96). Regularidade da cobrança. Sentença mantida. Recurso improvido. E lícita a cobrança da tarifa de esgoto por estimativa do consumo de água. O deslinde da controvérsia foi dirimida considerada a legislação local e o conjunto probatório coligido para o processo. Está-se diante de conflito de interesse que tem solução final no âmbito do Judiciário do Estado. Anoto não equivaler à negativa de prestação jurisdicional o julgamento fundamentado da controvérsia, mas contrário aos interesses da parte. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho na origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 734129 AGR / SP Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088319. Supremo Tribunal Federal ARE 734129 AGR / SP Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088319. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : EDIFÍCIO CONVENTION CORPORATE PLAZA - TORRE C - COMERCIAL STATE ADV.(A/S) : RICARDO SCRAVAJAR GOUVEIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105152 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.129 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : EDIFÍCIO CONVENTION CORPORATE PLAZA - TORRE C - COMERCIAL STATE ADV.(A/S) : RICARDO SCRAVAJAR GOUVEIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMPANHIA DE SANEAMENTO BÁSICO DO ESTADO DE SÃO PAULO - SABESP ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105152 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 734129 AGR / SP", "ARE 734129 AGR / SP", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 734129 AGR", "ARE 734129 AGR / SP", "Verbete n 280 da Súmula :", "ARE 734129 AGR / SP", "ARE 734129 AGR / SP", "ARE 734129 AGR / SP", "ARE 734129 AGR / SP", "AGRAVO 734 . 129" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos Estaduais ns 21 . 123 / 83", "41", ".", "446", "/", "96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decretos Estaduais ns 21 . 123 / 83", "41", ".", "446", "/", "96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "incisos II e XXXVI , 37 , e 175 , parágrafo único , incisos II e III , da Constituição Federal", "Decreto Estadual n 41 . 446 / 96", "Medida", "incisos II e XXXVI , 37 , e 175 , parágrafo único , incisos II e III , da Constituição Federal", "Decreto Estadual n 41 . 446 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OSCAR TACACHI KIKUCHI ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Policial-Militar do Estado de São Paulo. Não aplicabilidade do art. 40, § 4º, da CF. Inexistência de violação constitucional. 3. Policiais-Militares. Regime jurídico próprio. Condições de transferência para inatividade. Decreto estadual 260/1970. Incidência do Enunciado 280. 4. Negativa de prestação jurisdicional. AI-QO-RG 791.292. 5. Violação ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. Necessidade de análise e interpretação de normas infraconstitucionais. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493356. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OSCAR TACACHI KIKUCHI ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão monocrática de fls. 265-270 de minha relatoria, que negou seguimento a recurso interposto, com base no julgamento da AI-QO-RG 791.292 e ao fundamento de que não há violação constitucional na espécie, uma vez que o § 4º do art. 40 da Constituição Federal não é aplicável aos servidores públicos policiais-militares. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a inexistência de norma que preveja aposentadoria especial de servidores públicos policiais-militares, razão pela qual aplica-se analogicamente o art. 57 da Lei 8.213/91, que disciplina o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), consoante exposto no julgamento dos MI 880 e 721. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493357. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OSCAR TACACHI KIKUCHI ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão monocrática de fls. 265-270 de minha relatoria, que negou seguimento a recurso interposto, com base no julgamento da AI-QO-RG 791.292 e ao fundamento de que não há violação constitucional na espécie, uma vez que o § 4º do art. 40 da Constituição Federal não é aplicável aos servidores públicos policiais-militares. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a inexistência de norma que preveja aposentadoria especial de servidores públicos policiais-militares, razão pela qual aplica-se analogicamente o art. 57 da Lei 8.213/91, que disciplina o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), consoante exposto no julgamento dos MI 880 e 721. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493357. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demostrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, no que se refere à alegação de negativa de prestação jurisdicional (art. 93, IX, da Constituição Federal), esta Corte já apreciou a matéria por meio da sistemática da repercussão geral no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010, oportunidade em que reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Observo, no caso, que a prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, tendo o Tribunal de origem apreciado as questões suscitadas de forma suficiente à demonstração das razões objetivas de convencimento, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do ora agravante. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão. Consoante exposto na decisão agravada, ainda, no que diz respeito à aplicação dos MI 880 e 721 ao caso em comento, razão não assiste ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demostrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, no que se refere à alegação de negativa de prestação jurisdicional (art. 93, IX, da Constituição Federal), esta Corte já apreciou a matéria por meio da sistemática da repercussão geral no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010, oportunidade em que reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Observo, no caso, que a prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, tendo o Tribunal de origem apreciado as questões suscitadas de forma suficiente à demonstração das razões objetivas de convencimento, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do ora agravante. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão. Consoante exposto na decisão agravada, ainda, no que diz respeito à aplicação dos MI 880 e 721 ao caso em comento, razão não assiste ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 722381 AGR / SP agravante, tendo em vista que a omissão legislativa declarada nas referidas decisões se deu em virtude de ausência de norma regulamentadora do art. 40, § 4º, da CF quanto aos servidores públicos civis no tocante à insalubridade. A partir do artigo mencionado - o 40, § 4º, da CF –, não é possível verificar a existência de violação constitucional na espécie, uma vez que este dispositivo não se aplica aos policiais-militares, para os quais a Carta Magna reservou regramento próprio. Registro que a Constituição Federal enumerou, especificamente, em seu art. 42, § 1º, os dispositivos aplicáveis aos servidores públicos policiais-militares, além do que vier fixado em lei, entre os quais não se inclui, portanto, o art. 40, § 4º. Com o intuito de melhor elucidar a questão, confira-se o teor dos dispositivos acima mencionados: “Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (…) § 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos definidos em leis complementares, os casos de servidores: I – portadores de deficiência; II – que exerçam atividades de risco; III – cujas atividades sejam exercidas sob condições 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Supremo Tribunal Federal ARE 722381 AGR / SP agravante, tendo em vista que a omissão legislativa declarada nas referidas decisões se deu em virtude de ausência de norma regulamentadora do art. 40, § 4º, da CF quanto aos servidores públicos civis no tocante à insalubridade. A partir do artigo mencionado - o 40, § 4º, da CF –, não é possível verificar a existência de violação constitucional na espécie, uma vez que este dispositivo não se aplica aos policiais-militares, para os quais a Carta Magna reservou regramento próprio. Registro que a Constituição Federal enumerou, especificamente, em seu art. 42, § 1º, os dispositivos aplicáveis aos servidores públicos policiais-militares, além do que vier fixado em lei, entre os quais não se inclui, portanto, o art. 40, § 4º. Com o intuito de melhor elucidar a questão, confira-se o teor dos dispositivos acima mencionados: “Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (…) § 4º É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos definidos em leis complementares, os casos de servidores: I – portadores de deficiência; II – que exerçam atividades de risco; III – cujas atividades sejam exercidas sob condições 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 722381 AGR / SP especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. (…) Art. 42. Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores”. Ademais, verifico que o acórdão recorrido manteve a sentença nos exatos termos em que foi exarada e assentou que o “policial militar já possui aposentadoria especial, eis que diferente dos demais servidores, e não pode pretender usar aquela prevista não para ele, mas para aqueles”. (Fl. 123). Assim, saliento que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base em interpretação da legislação local aplicável, qual seja, o Decreto estadual 260/1970, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário, a teor do Enunciado 280. Os fundamentos utilizados pelas instâncias ordinárias encontram consonância com a jurisprudência desta Corte, uma vez que as condições de transferência de policial-militar para a inatividade devem ser estabelecidas por legislação estadual. Nesse sentido, confira-se: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Supremo Tribunal Federal ARE 722381 AGR / SP especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. (…) Art. 42. Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. § 1º Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8º; do art. 40, § 9º; e do art. 142, §§ 2º e 3º, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3º, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores”. Ademais, verifico que o acórdão recorrido manteve a sentença nos exatos termos em que foi exarada e assentou que o “policial militar já possui aposentadoria especial, eis que diferente dos demais servidores, e não pode pretender usar aquela prevista não para ele, mas para aqueles”. (Fl. 123). Assim, saliento que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base em interpretação da legislação local aplicável, qual seja, o Decreto estadual 260/1970, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário, a teor do Enunciado 280. Os fundamentos utilizados pelas instâncias ordinárias encontram consonância com a jurisprudência desta Corte, uma vez que as condições de transferência de policial-militar para a inatividade devem ser estabelecidas por legislação estadual. Nesse sentido, confira-se: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 722381 AGR / SP REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. INTERPRETAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 53/90. 1. Cabe à lei estadual, nos termos da norma constitucional do art. 142, § 3º, X, regular as disposições do art. 42, § 1º, da Constituição Federal e estabelecer as condições de transferência do militar para a inatividade. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido”. (RE-AgR 495.341, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 1º.10.2010). Por fim, cumpre salientar que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito configura ofensa meramente reflexa ao texto constitucional quando a controvérsia cingir-se à interpretação ou aplicação de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. Cito, a propósito, os seguintes precedentes: AI-AgR 819.729, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 11.4.2011; RE-AgR 356.209, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 25.3.2011; e o AI-AgR 622.814, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8.3.2012, este último com acórdão assim ementado: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada, do ato 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Supremo Tribunal Federal ARE 722381 AGR / SP REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. INTERPRETAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 53/90. 1. Cabe à lei estadual, nos termos da norma constitucional do art. 142, § 3º, X, regular as disposições do art. 42, § 1º, da Constituição Federal e estabelecer as condições de transferência do militar para a inatividade. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido”. (RE-AgR 495.341, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 1º.10.2010). Por fim, cumpre salientar que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito configura ofensa meramente reflexa ao texto constitucional quando a controvérsia cingir-se à interpretação ou aplicação de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. Cito, a propósito, os seguintes precedentes: AI-AgR 819.729, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 11.4.2011; RE-AgR 356.209, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 25.3.2011; e o AI-AgR 622.814, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8.3.2012, este último com acórdão assim ementado: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada, do ato 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 722381 AGR / SP jurídico perfeito, do direito adquirido, e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido”. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Supremo Tribunal Federal ARE 722381 AGR / SP jurídico perfeito, do direito adquirido, e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido”. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : OSCAR TACACHI KIKUCHI ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501145 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : OSCAR TACACHI KIKUCHI ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501145 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3522960
2013-03-05T00:00:00
2013-03-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Policial-Militar do Estado de São Paulo. Não aplicabilidade do art. 40, § 4º, da CF. Inexistência de violação constitucional. 3. Policiais-Militares. Regime jurídico próprio. Condições de transferência para inatividade. Decreto estadual 260/1970. Incidência do Enunciado 280. 4. Negativa de prestação jurisdicional. AI-QO-RG 791.292. 5. Violação ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. Necessidade de análise e interpretação de normas infraconstitucionais. 6. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur226772
- Acórdão(s) citado(s): (AUSÊNCIA, FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG (TP). (REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL, APLICAÇÃO, SERVIDOR ESTADUAL) MI 880 (TP), MI 721 (TP). (TRANSFERÊNCIA, POLICIAL MILITAR, INATIVIDADE) RE 495341 AgR. (OFENSA REFLEXA) AI 819729 AgR (1ªT), RE 356209 AgR (2ªT), AI 622814 AgR (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 19/04/2013, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
722381
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00040 PAR-00004 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-EST DEC-000260 ANO-1970\r\n DECRETO, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 722381 AgR
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AGTE.(S) : OSCAR TACACHI KIKUCHI ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OSCAR TACACHI KIKUCHI ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Administrativo. Policial-Militar do Estado de São Paulo. Não aplicabilidade do art. 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988. Inexistência de violação constitucional. 3. Policiais-Militares. Regime jurídico próprio. Condições de transferência para inatividade. Decreto estadual 260/1970. Incidência do Enunciado 280. 4. Negativa de prestação jurisdicional. AI-QO-RG 791.292. 5. Violação ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. Necessidade de análise e interpretação de normas infraconstitucionais. 6. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493356. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OSCAR TACACHI KIKUCHI ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão monocrática de fls. 265-270 de minha relatoria, que negou seguimento a recurso interposto, com base no julgamento da AI-QO-RG 791.292 e ao fundamento de que não há violação constitucional na espécie, uma vez que o § 4... do art. 40 da Constituição Federal não é aplicável aos servidores públicos policiais-militares. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a inexistência de norma que preveja aposentadoria especial de servidores públicos policiais-militares, razão pela qual aplica-se analogicamente o art. 57 da Lei 8.213/91, que disciplina o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), consoante exposto no julgamento dos MI 880 e 721. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493357. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :OSCAR TACACHI KIKUCHI ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão monocrática de fls. 265-270 de minha relatoria, que negou seguimento a recurso interposto, com base no julgamento da AI-QO-RG 791.292 e ao fundamento de que não há violação constitucional na espécie, uma vez que o § 4... do art. 40 da Constituição Federal não é aplicável aos servidores públicos policiais-militares. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, a inexistência de norma que preveja aposentadoria especial de servidores públicos policiais-militares, razão pela qual aplica-se analogicamente o art. 57 da Lei 8.213/91, que disciplina o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), consoante exposto no julgamento dos MI 880 e 721. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493357. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demostrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, no que se refere à alegação de negativa de prestação jurisdicional (art. 93, IX, da Constituição Federal), esta Corte já apreciou a matéria por meio da sistemática da repercussão geral no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010, oportunidade em que reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Observo, no caso, que a prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, tendo o Tribunal de origem apreciado as questões suscitadas de forma suficiente à demonstração das razões objetivas de convencimento, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do ora agravante. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão. Consoante exposto na decisão agravada, ainda, no que diz respeito à aplicação dos MI 880 e 721 ao caso em comento, razão não assiste ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demostrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência desta Corte. Conforme consignado na decisão agravada, no que se refere à alegação de negativa de prestação jurisdicional (art. 93, IX, da Constituição Federal), esta Corte já apreciou a matéria por meio da sistemática da repercussão geral no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010, oportunidade em que reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Observo, no caso, que a prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, tendo o Tribunal de origem apreciado as questões suscitadas de forma suficiente à demonstração das razões objetivas de convencimento, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses do ora agravante. Portanto, não prospera a alegação de nulidade do acórdão. Consoante exposto na decisão agravada, ainda, no que diz respeito à aplicação dos MI 880 e 721 ao caso em comento, razão não assiste ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 722381 AGR / SP agravante, tendo em vista que a omissão legislativa declarada nas referidas decisões se deu em virtude de ausência de norma regulamentadora do art. 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988 quanto aos servidores públicos civis no tocante à insalubridade. A partir do artigo mencionado - o 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988 –, não é possível verificar a existência de violação constitucional na espécie, uma vez que este dispositivo não se aplica aos policiais-militares, para os quais a Carta Magna reservou regramento próprio. Registro que a Constituição Federal enumerou, especificamente, em seu art. 42, § 1..., os dispositivos aplicáveis aos servidores públicos policiais-militares, além do que vier fixado em lei, entre os quais não se inclui, portanto, o art. 40, § 4.... Com o intuito de melhor elucidar a questão, confira-se o teor dos dispositivos acima mencionados: “Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (…) § 4... É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos definidos em leis complementares, os casos de servidores: I – portadores de deficiência; II – que exerçam atividades de risco; III – cujas atividades sejam exercidas sob condições 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Supremo Tribunal Federal ARE 722381 AGR / SP agravante, tendo em vista que a omissão legislativa declarada nas referidas decisões se deu em virtude de ausência de norma regulamentadora do art. 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988 quanto aos servidores públicos civis no tocante à insalubridade. A partir do artigo mencionado - o 40, § 4..., da Constituição Federal de 1988 –, não é possível verificar a existência de violação constitucional na espécie, uma vez que este dispositivo não se aplica aos policiais-militares, para os quais a Carta Magna reservou regramento próprio. Registro que a Constituição Federal enumerou, especificamente, em seu art. 42, § 1..., os dispositivos aplicáveis aos servidores públicos policiais-militares, além do que vier fixado em lei, entre os quais não se inclui, portanto, o art. 40, § 4.... Com o intuito de melhor elucidar a questão, confira-se o teor dos dispositivos acima mencionados: “Art. 40. Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegurado regime de previdência de caráter contributivo e solidário, mediante contribuição do respectivo ente público, dos servidores ativos e inativos e dos pensionistas, observados critérios que preservem o equilíbrio financeiro e atuarial e o disposto neste artigo. (…) § 4... É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados, nos termos definidos em leis complementares, os casos de servidores: I – portadores de deficiência; II – que exerçam atividades de risco; III – cujas atividades sejam exercidas sob condições 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 722381 AGR / SP especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. (…) Art. 42. Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. § 1... Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8...; do art. 40, § 9...; e do art. 142, §§ 2... e 3..., cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3..., inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores”. Ademais, verifico que o acórdão recorrido manteve a sentença nos exatos termos em que foi exarada e assentou que o “policial militar já possui aposentadoria especial, eis que diferente dos demais servidores, e não pode pretender usar aquela prevista não para ele, mas para aqueles”. (Fl. 123). Assim, saliento que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base em interpretação da legislação local aplicável, qual seja, o Decreto estadual 260/1970, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário, a teor do Enunciado 280. Os fundamentos utilizados pelas instâncias ordinárias encontram consonância com a jurisprudência desta Corte, uma vez que as condições de transferência de policial-militar para a inatividade devem ser estabelecidas por legislação estadual. Nesse sentido, confira-se: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Supremo Tribunal Federal ARE 722381 AGR / SP especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física. (…) Art. 42. Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. § 1... Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios, além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 8...; do art. 40, § 9...; e do art. 142, §§ 2... e 3..., cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art. 142, § 3..., inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos governadores”. Ademais, verifico que o acórdão recorrido manteve a sentença nos exatos termos em que foi exarada e assentou que o “policial militar já possui aposentadoria especial, eis que diferente dos demais servidores, e não pode pretender usar aquela prevista não para ele, mas para aqueles”. (Fl. 123). Assim, saliento que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia com base em interpretação da legislação local aplicável, qual seja, o Decreto estadual 260/1970, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário, a teor do Enunciado 280. Os fundamentos utilizados pelas instâncias ordinárias encontram consonância com a jurisprudência desta Corte, uma vez que as condições de transferência de policial-militar para a inatividade devem ser estabelecidas por legislação estadual. Nesse sentido, confira-se: “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 722381 AGR / SP REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. INTERPRETAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 53/90. 1. Cabe à lei estadual, nos termos da norma constitucional do art. 142, § 3..., X, regular as disposições do art. 42, § 1..., da Constituição Federal e estabelecer as condições de transferência do militar para a inatividade. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido”. (Recurso Extraordinário-AgR 495.341, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 1....10.2010). Por fim, cumpre salientar que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito configura ofensa meramente reflexa ao texto constitucional quando a controvérsia cingir-se à interpretação ou aplicação de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. Cito, a propósito, os seguintes precedentes: AI-AgR 819.729, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 11.4.2011; Recurso Extraordinário-AgR 356.209, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 25.3.2011; e o AI-AgR 622.814, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8.3.2012, este último com acórdão assim ementado: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada, do ato 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Supremo Tribunal Federal ARE 722381 AGR / SP REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. INTERPRETAÇÃO DA LEI COMPLEMENTAR 53/90. 1. Cabe à lei estadual, nos termos da norma constitucional do art. 142, § 3..., X, regular as disposições do art. 42, § 1..., da Constituição Federal e estabelecer as condições de transferência do militar para a inatividade. Precedentes. 2. Agravo regimental improvido”. (Recurso Extraordinário-AgR 495.341, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 1....10.2010). Por fim, cumpre salientar que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito configura ofensa meramente reflexa ao texto constitucional quando a controvérsia cingir-se à interpretação ou aplicação de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. Cito, a propósito, os seguintes precedentes: AI-AgR 819.729, rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 11.4.2011; Recurso Extraordinário-AgR 356.209, rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma, DJe 25.3.2011; e o AI-AgR 622.814, rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 8.3.2012, este último com acórdão assim ementado: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Impossibilidade de reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada, do ato 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 722381 AGR / SP jurídico perfeito, do direito adquirido, e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido”. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Supremo Tribunal Federal ARE 722381 AGR / SP jurídico perfeito, do direito adquirido, e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. O recurso extraordinário não se presta ao reexame de legislação infraconstitucional e de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido”. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493358. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : OSCAR TACACHI KIKUCHI ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501145 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.381 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : OSCAR TACACHI KIKUCHI ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501145 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722 . 381", "AGRAVO 722 . 381", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722 . 381", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 722381 AGR / SP", "ARE 722381 AGR / SP", "ARE 722381", "Recurso Extraordinário - AgR 495 . 341", "AI", "-", "AgR 819 . 729", "Recurso Extraordinário - AgR 356 . 209", "AI", "-", "AgR 622 . 814", "ARE 722381 AGR / SP", "Recurso Extraordinário - AgR 495 . 341", "AI", "-", "AgR 819 . 729", "AgR 356 . 209", "AI", "-", "AgR 622 . 814", "ARE 722381", "Súmulas 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 722381 AGR", "Súmulas 636" ], "LEGISLACAO": [ "art . 40 , § 4 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Decreto estadual 260 / 1970", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . do art . 40 da Constituição Federal", "art . 57 da Lei 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CÉLIO SALOMÃO DEBES ADV.(A/S) :MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP ADV.(A/S) :JAIR LUCAS EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA PAGA PELO ESTADO DE SÃO PAULO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 954/2003. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.3.2008. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075388. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 732779 AGR / SP julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075388. Supremo Tribunal Federal AI 732779 AGR / SP julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CÉLIO SALOMÃO DEBES ADV.(A/S) :MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP ADV.(A/S) :JAIR LUCAS R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental Célio Salomão Debes. O agravante insurge-se contra a decisão impugnada, ao argumento de que há ofensa direta e frontal ao art. 40 da Lei Maior. Afirma que o desconto previdenciário previsto na legislação estadual não deveria incidir sobre a complementação de aposentadoria paga pelo Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, inexistente a condição de servidor público. Entende inaplicável a Súmula 280/STF. Requer a reforma da decisão agravada, alegando que o acórdão recorrido feriu dispositivos constitucionais. Acórdão recorrido publicado em 03.3.2008. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075389. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CÉLIO SALOMÃO DEBES ADV.(A/S) :MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP ADV.(A/S) :JAIR LUCAS R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental Célio Salomão Debes. O agravante insurge-se contra a decisão impugnada, ao argumento de que há ofensa direta e frontal ao art. 40 da Lei Maior. Afirma que o desconto previdenciário previsto na legislação estadual não deveria incidir sobre a complementação de aposentadoria paga pelo Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, inexistente a condição de servidor público. Entende inaplicável a Súmula 280/STF. Requer a reforma da decisão agravada, alegando que o acórdão recorrido feriu dispositivos constitucionais. Acórdão recorrido publicado em 03.3.2008. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075389. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 40, caput e § 18, e 149, § 1º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 40, caput e § 18, e 149, § 1º, da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 732779 AGR / SP Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.9.2011; e AI 789.139-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 07.02.2013, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 954/2003 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MATÉRIA REGULADA POR LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. O acórdão recorrido resolveu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional local (Lei Complementar Estadual 954/2003). Súmula 280 do STF, verbis : Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes: AI 661.559-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 03.04.2009; AI 669.223-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 21.08.2009; RE 629.780, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, Dje de 02.12.2010. 2. A verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não desafia a instância extraordinária, visto situar- se no âmbito infraconstitucional. Precedentes: AI n. 135.632-AgR, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, 1ª Turma, DJ de 03/09/99 e AI n. 551.002-AgR, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, 2ª Turma, DJ de 16.12.05. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: Mandado de segurança impetrado por servidores aposentados, postulando a cessação do desconto mensal sobre seus proventos da contribuição previdenciária de 11%, efetuada por força da Lei Complementar nº 954/2003. Contribuição previdenciária Lei Complementar nº 954/2003 Legalidade do desconto reconhecida pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Supremo Tribunal Federal AI 732779 AGR / SP Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 28.9.2011; e AI 789.139-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 07.02.2013, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 954/2003 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MATÉRIA REGULADA POR LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO STF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. O acórdão recorrido resolveu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional local (Lei Complementar Estadual 954/2003). Súmula 280 do STF, verbis : Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes: AI 661.559-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 03.04.2009; AI 669.223-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, DJe 21.08.2009; RE 629.780, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, Dje de 02.12.2010. 2. A verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não desafia a instância extraordinária, visto situar- se no âmbito infraconstitucional. Precedentes: AI n. 135.632-AgR, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, 1ª Turma, DJ de 03/09/99 e AI n. 551.002-AgR, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, 2ª Turma, DJ de 16.12.05. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: Mandado de segurança impetrado por servidores aposentados, postulando a cessação do desconto mensal sobre seus proventos da contribuição previdenciária de 11%, efetuada por força da Lei Complementar nº 954/2003. Contribuição previdenciária Lei Complementar nº 954/2003 Legalidade do desconto reconhecida pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 732779 AGR / SP Egrégio Supremo Tribunal Federal quando do julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade nº 3105 Exegese do artigo 28, parágrafo único único, da Lei nº 9.868/99 (LADIN) Manutenção da sentença nesse ponto. Apelação da Fazenda do Estado de São Paulo desconexa com a R. Sentença apelada Não conhecimento do recurso. Limites de isenção da contribuição previdenciária corrigidos pelo MM. Juízo a quo - Sentença extra petita - Redução aos termos do pedido, com anulação da parte em que proferida decisão extra petita - Recurso oficial provido. Nega-se provimento ao recurso dos impetrantes, não se conhece do recurso da Fazenda do Estado de São Paulo e dá-se provimento ao recurso oficial 4. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO’. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput).”. Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com interpretação de legislação local – Lei Complementar Estadual 954/2003 –, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 943/2003 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MATÉRIA REGULADA POR LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Supremo Tribunal Federal AI 732779 AGR / SP Egrégio Supremo Tribunal Federal quando do julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade nº 3105 Exegese do artigo 28, parágrafo único único, da Lei nº 9.868/99 (LADIN) Manutenção da sentença nesse ponto. Apelação da Fazenda do Estado de São Paulo desconexa com a R. Sentença apelada Não conhecimento do recurso. Limites de isenção da contribuição previdenciária corrigidos pelo MM. Juízo a quo - Sentença extra petita - Redução aos termos do pedido, com anulação da parte em que proferida decisão extra petita - Recurso oficial provido. Nega-se provimento ao recurso dos impetrantes, não se conhece do recurso da Fazenda do Estado de São Paulo e dá-se provimento ao recurso oficial 4. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO’. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput).”. Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com interpretação de legislação local – Lei Complementar Estadual 954/2003 –, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 943/2003 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MATÉRIA REGULADA POR LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 732779 AGR / SP 280 DO STF. 1. In casu, o acórdão recorrido resolveu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional local (Leis Complementares n. 943/2003 e 954/2003). Súmula 280 do STF, verbis:’ “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Precedentes: RE 385.946-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, segunda turma, DJ 14/10/2005 e AI 778.608-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, segunda turma, DJe 22/10/2010. 2. A verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não desafia a instância extraordinária, visto situar-se no âmbito infraconstitucional. (Precedentes: AI n. 135.632-AgR, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, 1ª Turma, DJ de 03/09/99 e AI n. 551.002-AgR, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, 2ª Turma, DJ de 16.12.05). 3.Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 639.272-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 23.9.2011). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE PROVENTOS DE INATIVOS E PENSIONISTAS APÓS A EC 41/2003. CONSTITUCIONALIDADE. DESCONTO INSTITUÍDO PELAS LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS 943/2003 E 954/2003. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1 A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da constitucionalidade da cobrança de contribuição previdenciária sobre os proventos de inativos e pensionistas após o advento da EC 41/2003. 2. A discussão acerca do desconto das contribuições de que trata as Leis Complementares do Estado de São Paulo 943/2003 e 954/2003 não transborda os limites do âmbito infraconstitucional. Pelo que eventual ofensa à Constituição Federal apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido.” (AI 800.751-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 23.9.2011). “Agravo regimental no agravo de instrumento. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Supremo Tribunal Federal AI 732779 AGR / SP 280 DO STF. 1. In casu, o acórdão recorrido resolveu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional local (Leis Complementares n. 943/2003 e 954/2003). Súmula 280 do STF, verbis:’ “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Precedentes: RE 385.946-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, segunda turma, DJ 14/10/2005 e AI 778.608-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, segunda turma, DJe 22/10/2010. 2. A verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não desafia a instância extraordinária, visto situar-se no âmbito infraconstitucional. (Precedentes: AI n. 135.632-AgR, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, 1ª Turma, DJ de 03/09/99 e AI n. 551.002-AgR, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, 2ª Turma, DJ de 16.12.05). 3.Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 639.272-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 23.9.2011). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE PROVENTOS DE INATIVOS E PENSIONISTAS APÓS A EC 41/2003. CONSTITUCIONALIDADE. DESCONTO INSTITUÍDO PELAS LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS 943/2003 E 954/2003. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1 A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da constitucionalidade da cobrança de contribuição previdenciária sobre os proventos de inativos e pensionistas após o advento da EC 41/2003. 2. A discussão acerca do desconto das contribuições de que trata as Leis Complementares do Estado de São Paulo 943/2003 e 954/2003 não transborda os limites do âmbito infraconstitucional. Pelo que eventual ofensa à Constituição Federal apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido.” (AI 800.751-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 2ª Turma, DJe 23.9.2011). “Agravo regimental no agravo de instrumento. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 732779 AGR / SP Contribuição previdenciária. Lei Complementar nº 954/03 do Estado de São Paulo. Reexame de legislação estadual. Impossibilidade. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. 2. Ademais, em situação análoga à dos autos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 27/5/11, por meio de sessão realizada eletronicamente, no exame do RE nº 633.843/SP, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência da repercussão geral de matéria referente à interpretação e aplicação de lei complementar estadual reguladora de contribuição previdenciária de servidores públicos estaduais, por versar sobre tema infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 733.218-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 13.9.2012). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Supremo Tribunal Federal AI 732779 AGR / SP Contribuição previdenciária. Lei Complementar nº 954/03 do Estado de São Paulo. Reexame de legislação estadual. Impossibilidade. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280 desta Corte. 2. Ademais, em situação análoga à dos autos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 27/5/11, por meio de sessão realizada eletronicamente, no exame do RE nº 633.843/SP, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência da repercussão geral de matéria referente à interpretação e aplicação de lei complementar estadual reguladora de contribuição previdenciária de servidores públicos estaduais, por versar sobre tema infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 733.218-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 13.9.2012). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CÉLIO SALOMÃO DEBES ADV.(A/S) : MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP ADV.(A/S) : JAIR LUCAS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105149 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CÉLIO SALOMÃO DEBES ADV.(A/S) : MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP ADV.(A/S) : JAIR LUCAS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105149 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4139924
2013-06-18T00:00:00
2013-08-01T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA PAGA PELO ESTADO DE SÃO PAULO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 954/2003. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.3.2008. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur237240
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, DIREITO LOCAL, CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA) RE 639272 AgR (1ªT), AI 800751 AgR (2ªT), AI 733218 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 09/08/2013, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
732779
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-EST LCP-000954 ANO-2003\r\n LEI COMPLEMENTAR, SP" ]
AI-AgR
acordaos
AI 732779 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CÉLIO SALOMÃO DEBES ADV.(A/S) : MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP ADV.(A/S) : JAIR LUCAS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CÉLIO SALOMÃO DEBES ADV.(A/S) :MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP ADV.(A/S) :JAIR LUCAS EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. COMPLEMENTAÇÃO DE APOSENTADORIA PAGA PELO ESTADO DE SÃO PAULO. INCIDÊNCIA DE CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 954/2003. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 03.3.2008. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075388. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 732779 AGR / SP julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075388. Supremo Tribunal Federal AI 732779 AGR / SP julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075388. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CÉLIO SALOMÃO DEBES ADV.(A/S) :MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP ADV.(A/S) :JAIR LUCAS R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental Célio Salomão Debes. O agravante insurge-se contra a decisão impugnada, ao argumento de que há ofensa direta e frontal ao art. 40 da Lei Maior. Afirma que o desconto previdenciário previsto na legislação estadual não deveria incidir sobre a complementação de aposentadoria paga pelo Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, inexistente a condição de servidor público. Entende inaplicável a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Requer a reforma da decisão agravada, alegando que o acórdão recorrido feriu dispositivos constitucionais. Acórdão recorrido publicado em 03.3.2008. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075389. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :CÉLIO SALOMÃO DEBES ADV.(A/S) :MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP ADV.(A/S) :JAIR LUCAS R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental Célio Salomão Debes. O agravante insurge-se contra a decisão impugnada, ao argumento de que há ofensa direta e frontal ao art. 40 da Lei Maior. Afirma que o desconto previdenciário previsto na legislação estadual não deveria incidir sobre a complementação de aposentadoria paga pelo Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, inexistente a condição de servidor público. Entende inaplicável a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Requer a reforma da decisão agravada, alegando que o acórdão recorrido feriu dispositivos constitucionais. Acórdão recorrido publicado em 03.3.2008. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075389. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 40, caput e § 18, e 149, § 1..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 40, caput e § 18, e 149, § 1..., da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 732779 AGR / SP Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.9.2011; e AI 789.139-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 07.02.2013, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 954/2003 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MATÉRIA REGULADA POR LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. O acórdão recorrido resolveu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional local (Lei Complementar Estadual 954/2003). Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis : Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes: AI 661.559-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 03.04.2009; AI 669.223-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 21.08.2009; Recurso Extraordinário 629.780, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, Dje de 02.12.2010. 2. A verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não desafia a instância extraordinária, visto situar- se no âmbito infraconstitucional. Precedentes: AI n. 135.632-AgR, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, 1... Turma, DJ de 03/09/99 e AI n. 551.002-AgR, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, 2... Turma, DJ de 16.12.05. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: Mandado de segurança impetrado por servidores aposentados, postulando a cessação do desconto mensal sobre seus proventos da contribuição previdenciária de 11%, efetuada por força da Lei Complementar n 954/2003. Contribuição previdenciária Lei Complementar n 954/2003 Legalidade do desconto reconhecida pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Supremo Tribunal Federal AI 732779 AGR / SP Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: ARE 650.574-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 28.9.2011; e AI 789.139-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 07.02.2013, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 954/2003 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MATÉRIA REGULADA POR LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. O acórdão recorrido resolveu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional local (Lei Complementar Estadual 954/2003). Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis : Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Precedentes: AI 661.559-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 03.04.2009; AI 669.223-AgR, Rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, DJe 21.08.2009; Recurso Extraordinário 629.780, Relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, Dje de 02.12.2010. 2. A verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não desafia a instância extraordinária, visto situar- se no âmbito infraconstitucional. Precedentes: AI n. 135.632-AgR, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, 1... Turma, DJ de 03/09/99 e AI n. 551.002-AgR, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, 2... Turma, DJ de 16.12.05. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: Mandado de segurança impetrado por servidores aposentados, postulando a cessação do desconto mensal sobre seus proventos da contribuição previdenciária de 11%, efetuada por força da Lei Complementar n 954/2003. Contribuição previdenciária Lei Complementar n 954/2003 Legalidade do desconto reconhecida pelo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 732779 AGR / SP Egrégio Supremo Tribunal Federal quando do julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade n 3105 Exegese do artigo 28, parágrafo único único, da Lei n 9.868/99 (LADIN) Manutenção da sentença nesse ponto. Apelação da Fazenda do Estado de São Paulo desconexa com a R. Sentença apelada Não conhecimento do recurso. Limites de isenção da contribuição previdenciária corrigidos pelo MM. Juízo a quo - Sentença extra petita - Redução aos termos do pedido, com anulação da parte em que proferida decisão extra petita - Recurso oficial provido. Nega-se provimento ao recurso dos impetrantes, não se conhece do recurso da Fazenda do Estado de São Paulo e dá-se provimento ao recurso oficial 4. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO’. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput).”. Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com interpretação de legislação local – Lei Complementar Estadual 954/2003 –, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 943/2003 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MATÉRIA REGULADA POR LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Supremo Tribunal Federal AI 732779 AGR / SP Egrégio Supremo Tribunal Federal quando do julgamento das ações diretas de inconstitucionalidade n 3105 Exegese do artigo 28, parágrafo único único, da Lei n 9.868/99 (LADIN) Manutenção da sentença nesse ponto. Apelação da Fazenda do Estado de São Paulo desconexa com a R. Sentença apelada Não conhecimento do recurso. Limites de isenção da contribuição previdenciária corrigidos pelo MM. Juízo a quo - Sentença extra petita - Redução aos termos do pedido, com anulação da parte em que proferida decisão extra petita - Recurso oficial provido. Nega-se provimento ao recurso dos impetrantes, não se conhece do recurso da Fazenda do Estado de São Paulo e dá-se provimento ao recurso oficial 4. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO’. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput).”. Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com interpretação de legislação local – Lei Complementar Estadual 954/2003 –, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, cito os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA INSTITUÍDA PELA LEI COMPLEMENTAR 943/2003 DO ESTADO DE SÃO PAULO. MATÉRIA REGULADA POR LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 732779 AGR / SP 280 DO Supremo Tribunal Federal. 1. In casu, o acórdão recorrido resolveu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional local (Leis Complementares n. 943/2003 e 954/2003). Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis:’ “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Precedentes: Recurso Extraordinário 385.946-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, segunda turma, DJ 14/10/2005 e AI 778.608-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, segunda turma, DJe 22/10/2010. 2. A verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não desafia a instância extraordinária, visto situar-se no âmbito infraconstitucional. (Precedentes: AI n. 135.632-AgR, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, 1... Turma, DJ de 03/09/99 e AI n. 551.002-AgR, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, 2... Turma, DJ de 16.12.05). 3.Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 639.272-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 23.9.2011). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE PROVENTOS DE INATIVOS E PENSIONISTAS APÓS A EC 41/2003. CONSTITUCIONALIDADE. DESCONTO INSTITUÍDO PELAS LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS 943/2003 E 954/2003. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1 A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da constitucionalidade da cobrança de contribuição previdenciária sobre os proventos de inativos e pensionistas após o advento da EC 41/2003. 2. A discussão acerca do desconto das contribuições de que trata as Leis Complementares do Estado de São Paulo 943/2003 e 954/2003 não transborda os limites do âmbito infraconstitucional. Pelo que eventual ofensa à Constituição Federal apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido.” (AI 800.751-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 23.9.2011). “Agravo regimental no agravo de instrumento. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Supremo Tribunal Federal AI 732779 AGR / SP 280 DO Supremo Tribunal Federal. 1. In casu, o acórdão recorrido resolveu a controvérsia com fundamento na legislação infraconstitucional local (Leis Complementares n. 943/2003 e 954/2003). Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal, verbis:’ “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Precedentes: Recurso Extraordinário 385.946-AgR, Rel. Min. Carlos Velloso, segunda turma, DJ 14/10/2005 e AI 778.608-AgR, Rel. Min. Gilmar Mendes, segunda turma, DJe 22/10/2010. 2. A verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não desafia a instância extraordinária, visto situar-se no âmbito infraconstitucional. (Precedentes: AI n. 135.632-AgR, Relator o Ministro CELSO DE MELLO, 1... Turma, DJ de 03/09/99 e AI n. 551.002-AgR, Relator o Ministro CARLOS VELLOSO, 2... Turma, DJ de 16.12.05). 3.Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 639.272-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 23.9.2011). “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA SOBRE PROVENTOS DE INATIVOS E PENSIONISTAS APÓS A EC 41/2003. CONSTITUCIONALIDADE. DESCONTO INSTITUÍDO PELAS LEIS COMPLEMENTARES ESTADUAIS 943/2003 E 954/2003. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1 A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido da constitucionalidade da cobrança de contribuição previdenciária sobre os proventos de inativos e pensionistas após o advento da EC 41/2003. 2. A discussão acerca do desconto das contribuições de que trata as Leis Complementares do Estado de São Paulo 943/2003 e 954/2003 não transborda os limites do âmbito infraconstitucional. Pelo que eventual ofensa à Constituição Federal apenas ocorreria de modo reflexo ou indireto. Precedentes. 3. Agravo regimental desprovido.” (AI 800.751-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 2... Turma, DJe 23.9.2011). “Agravo regimental no agravo de instrumento. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 732779 AGR / SP Contribuição previdenciária. Lei Complementar n 954/03 do Estado de São Paulo. Reexame de legislação estadual. Impossibilidade. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280 desta Corte. 2. Ademais, em situação análoga à dos autos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 27/5/11, por meio de sessão realizada eletronicamente, no exame do Recurso Extraordinário n 633.843/SP, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência da repercussão geral de matéria referente à interpretação e aplicação de lei complementar estadual reguladora de contribuição previdenciária de servidores públicos estaduais, por versar sobre tema infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 733.218-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 13.9.2012). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Supremo Tribunal Federal AI 732779 AGR / SP Contribuição previdenciária. Lei Complementar n 954/03 do Estado de São Paulo. Reexame de legislação estadual. Impossibilidade. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. O recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280 desta Corte. 2. Ademais, em situação análoga à dos autos, o Plenário do Supremo Tribunal Federal, em 27/5/11, por meio de sessão realizada eletronicamente, no exame do Recurso Extraordinário n 633.843/SP, Relator o Ministro Cezar Peluso, concluiu pela ausência da repercussão geral de matéria referente à interpretação e aplicação de lei complementar estadual reguladora de contribuição previdenciária de servidores públicos estaduais, por versar sobre tema infraconstitucional. 3. Agravo regimental não provido.” (AI 733.218-AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 13.9.2012). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075390. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CÉLIO SALOMÃO DEBES ADV.(A/S) : MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP ADV.(A/S) : JAIR LUCAS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105149 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 732.779 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : CÉLIO SALOMÃO DEBES ADV.(A/S) : MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO - IPESP ADV.(A/S) : JAIR LUCAS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105149 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 732 . 779", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 732779 AGR / SP", "AI 732779 AGR / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 732", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 732 . 779", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 732 . 779", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 732 .", "AI 732779 AGR / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 650 . 574 - AgR / SP", "AI 789 . 139 - AgR / SP", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI 661 . 559 - AgR", "AI 669 . 223 - AgR", "Recurso Extraordinário 629 . 780", "AI n . 135 . 632 - AgR", "AI n . 551 . 002 - AgR", "AI 732779 AGR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 650 . 574 - AgR / SP", "AI 789 . 139 - AgR / SP", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "AI 661 . 559", "AI 669 . 223 - AgR", "Recurso Extraordinário 629 . 780", "AI n . 135 . 632 - 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Turma", "Primeira Turma", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "1", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "Primeira Turma", "1", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda do Estado de São Paulo", "Fazenda do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda do Estado de São Paulo", "Fazenda do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "IPESP", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DE SÃO PAULO", "IPESP", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "CÉLIO SALOMÃO DEBES", "MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO", "JAIR LUCAS", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "CÉLIO SALOMÃO DEBES", "MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO", "JAIR LUCAS", "Rosa Weber", "Célio Salomão Debes", "ROSA WEBER", "CÉLIO SALOMÃO DEBES", "MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO", "JAIR LUCAS", "Rosa Weber", "Célio Salomão Debes", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Carlos Velloso", "Gilmar Mendes", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "Luiz Fux", "Ayres Britto", "Carlos Velloso", "Gilmar Mendes", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "Luiz Fux", "Ayres Britto", "ROSA WEBER", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "Cezar Peluso", "Dias Toffoli", "ROSA WEBER", "CÉLIO SALOMÃO DEBES", "MANUEL DOS SANTOS FERNANDES RIBEIRO", "JAIR LUCAS", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "CÉLIO SALOMÃO DEBES", "MANUEL DOS SANTOS FERNANDES", "JAIR LUCAS", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "06", "/", "2013", "03", ".", "3", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "03", ".", "3", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "03", ".", "3", ".", "2008", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2011", "07", ".", "02", ".", "2013", "03", ".", "04", ".", "2009", "21", ".", "08", ".", "2009", "02", ".", "12", ".", "2010", "03", "/", "09", "/", "99", "16", ".", "12", ".", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "9", ".", "2011", "07", ".", "02", ".", "2013", "03", ".", "04", ".", "2009", "21", ".", "08", ".", "2009", "02", ".", "12", ".", "2010", "03", "/", "09", "/", "99", "16", ".", "12", ".", "05", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2005", "22", "/", "10", "/", "2010", "03", "/", "09", "/", "99", "16", ".", "12", ".", "05", "23", ".", "9", ".", "2011", "23", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", "/", "10", "/", "2005", "22", "/", "10", "/", "2010", "03", "/", "09", "/", "99", "16", ".", "12", ".", "05", "23", ".", "9", ".", "2011", "23", ".", "9", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "5", "/", "11", "13", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "27", "/", "5", "/", "11", "13", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "18", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HERMES CERATTI MARQUES ADV.(A/S) :MÁRCIA PALERMO MARQUES E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592342. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HERMES CERATTI MARQUES ADV.(A/S) :MÁRCIA PALERMO MARQUES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 254, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência da Corte. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Net Sul Comunicações Ltda., na minuta de folha 266 a 272, insiste no processamento do extraordinário. Articula com a ofensa direta ao artigo 170 da Constituição Federal. Sustenta não haver vedação legal à cobrança de ponto adicional. Destaca ser a decisão da Turma Recursal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592343. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HERMES CERATTI MARQUES ADV.(A/S) :MÁRCIA PALERMO MARQUES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 254, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência da Corte. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Net Sul Comunicações Ltda., na minuta de folha 266 a 272, insiste no processamento do extraordinário. Articula com a ofensa direta ao artigo 170 da Constituição Federal. Sustenta não haver vedação legal à cobrança de ponto adicional. Destaca ser a decisão da Turma Recursal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 722882 AGR / RS contrária a súmula da ANATEL sobre o tema. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 276). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592343. Supremo Tribunal Federal ARE 722882 AGR / RS contrária a súmula da ANATEL sobre o tema. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 276). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituída (folhas 22 e 229), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal manteve o entendimento constante na sentença, condenando a agravante a restituir ao agravado os valores pagos em relação à cobrança de ponto adicional. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592344. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituída (folhas 22 e 229), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal manteve o entendimento constante na sentença, condenando a agravante a restituir ao agravado os valores pagos em relação à cobrança de ponto adicional. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 722882 AGR / RS Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592344. Supremo Tribunal Federal ARE 722882 AGR / RS Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HERMES CERATTI MARQUES ADV.(A/S) : MÁRCIA PALERMO MARQUES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506426 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HERMES CERATTI MARQUES ADV.(A/S) : MÁRCIA PALERMO MARQUES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506426 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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2013-03-05T00:00:00
2013-04-15T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur228002
Número de páginas: 6. Análise: 22/05/2013, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
722882
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 722882 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HERMES CERATTI MARQUES ADV.(A/S) : MÁRCIA PALERMO MARQUES E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HERMES CERATTI MARQUES ADV.(A/S) :MÁRCIA PALERMO MARQUES E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 5 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592342. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HERMES CERATTI MARQUES ADV.(A/S) :MÁRCIA PALERMO MARQUES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 254, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência da Corte. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Net Sul Comunicações Ltda., na minuta de folha 266 a 272, insiste no processamento do extraordinário. Articula com a ofensa direta ao artigo 170 da Constituição Federal. Sustenta não haver vedação legal à cobrança de ponto adicional. Destaca ser a decisão da Turma Recursal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592343. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA ADV.(A/S) :MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HERMES CERATTI MARQUES ADV.(A/S) :MÁRCIA PALERMO MARQUES E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 254, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência da Corte. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Net Sul Comunicações Ltda., na minuta de folha 266 a 272, insiste no processamento do extraordinário. Articula com a ofensa direta ao artigo 170 da Constituição Federal. Sustenta não haver vedação legal à cobrança de ponto adicional. Destaca ser a decisão da Turma Recursal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 722882 AGR / RS contrária a súmula da ANATEL sobre o tema. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 276). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592343. Supremo Tribunal Federal ARE 722882 AGR / RS contrária a súmula da ANATEL sobre o tema. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 276). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592343. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituída (folhas 22 e 229), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal manteve o entendimento constante na sentença, condenando a agravante a restituir ao agravado os valores pagos em relação à cobrança de ponto adicional. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592344. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituída (folhas 22 e 229), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido na origem. A Turma Recursal manteve o entendimento constante na sentença, condenando a agravante a restituir ao agravado os valores pagos em relação à cobrança de ponto adicional. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 722882 AGR / RS Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592344. Supremo Tribunal Federal ARE 722882 AGR / RS Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592344. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HERMES CERATTI MARQUES ADV.(A/S) : MÁRCIA PALERMO MARQUES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506426 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.882 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA ADV.(A/S) : MARCIA MALLMANN LIPPERT E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HERMES CERATTI MARQUES ADV.(A/S) : MÁRCIA PALERMO MARQUES E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506426 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722 . 882", "ARE 722882 AGR", "ARE 722882 AGR / RS" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 170 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 170 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA", "Supremo", "Net Sul Comunicações Ltda .", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA", "Supremo", "Net Sul Comunicações Ltda .", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "ANATEL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "ANATEL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "RS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "NET SUL COMUNICAÇÕES LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MARCIA MALLMANN LIPPERT", "HERMES CERATTI MARQUES", "MÁRCIA PALERMO MARQUES", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCIA MALLMANN LIPPERT", "HERMES CERATTI MARQUES", "MÁRCIA PALERMO MARQUES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCIA MALLMANN LIPPERT", "HERMES CERATTI MARQUES", "MÁRCIA PALERMO MARQUES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCIA MALLMANN LIPPERT", "HERMES CERATTI MARQUES", "MÁRCIA PALERMO MARQUES", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARCIA MALLMANN LIPPERT", "HERMES CERATTI MARQUES", "MÁRCIA PALERMO MARQUES", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "03", "/", "2013", "5 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOSÉ VITARELLI ADV.(A/S) :PAULO PACHECO DE MEDEIROS NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO RODRIGUES PEREIRA JÚNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DE FIGUEIREDO TEIXEIRA EMBDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DIRETOR DO FORO DE BELO VALE - MG E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :DÊNIO GUILHERME DOS REIS ADV.(A/S) :TIAGO PIMENTEL SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO XAVIER COELHO SOBRINHO EMENTA: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. NOTÁRIOS E REGISTRADORES. IDADE LIMITE ATINGIDA ANTES DE PROMULGADA A EC 20/98. APLICABILIDADE DO INSTITUTO. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO. ATO DE AFASTAMENTO. PERCEPÇÃO DE PROVENTOS DE APOSENTADORIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na ADI 2.602, rel. Min. Joaquim Barbosa, rel. p/ acórdão Min. Eros Grau, DJ de 31/03/2006, reafirmou o entendimento de que se aplica a aposentadoria compulsória aos notários e registradores que completaram 70 anos antes de promulgada a EC 20/98. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123104. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RE 431380 AGR-ED / MG Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123104. Supremo Tribunal Federal RE 431380 AGR-ED / MG Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123104. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOSÉ VITARELLI ADV.(A/S) :PAULO PACHECO DE MEDEIROS NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO RODRIGUES PEREIRA JÚNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DE FIGUEIREDO TEIXEIRA EMBDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DIRETOR DO FORO DE BELO VALE - MG E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :DÊNIO GUILHERME DOS REIS ADV.(A/S) :TIAGO PIMENTEL SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO XAVIER COELHO SOBRINHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário ao fundamento de que a aposentadoria compulsória se aplica aos notários e registradores que tenham completado 70 anos antes de promulgada a EC 20/98. Sustenta o embargante, em suma, que (a) o Provimento 55 da Corregedoria de Justiça de Minas Gerais, que determinou seu afastamento (e não sua aposentadoria), é de 2001, sendo a EC 20, que alterou o art. 40 da Constituição Federal, de 1998; (b) o STF declarou, na ADI 2.602, a inconstitucionalidade do Provimento 55/2001; (c) a decisão embargada empresta efeitos ao Provimento 55/2001, já que, não havendo ato de aposentadoria expedido pelo Poder Executivo, apenas daquela norma poderia decorrer seu afastamento; (d) não se insurgiu contra a consequência do implemento da idade, apenas contra o Provimento 55/2001, que determinou o afastamento daqueles que atingiram a idade limite, os quais jamais foram aposentados pelo Poder Executivo; (e) a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123105. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOSÉ VITARELLI ADV.(A/S) :PAULO PACHECO DE MEDEIROS NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO RODRIGUES PEREIRA JÚNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DE FIGUEIREDO TEIXEIRA EMBDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DIRETOR DO FORO DE BELO VALE - MG E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :DÊNIO GUILHERME DOS REIS ADV.(A/S) :TIAGO PIMENTEL SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO XAVIER COELHO SOBRINHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário ao fundamento de que a aposentadoria compulsória se aplica aos notários e registradores que tenham completado 70 anos antes de promulgada a EC 20/98. Sustenta o embargante, em suma, que (a) o Provimento 55 da Corregedoria de Justiça de Minas Gerais, que determinou seu afastamento (e não sua aposentadoria), é de 2001, sendo a EC 20, que alterou o art. 40 da Constituição Federal, de 1998; (b) o STF declarou, na ADI 2.602, a inconstitucionalidade do Provimento 55/2001; (c) a decisão embargada empresta efeitos ao Provimento 55/2001, já que, não havendo ato de aposentadoria expedido pelo Poder Executivo, apenas daquela norma poderia decorrer seu afastamento; (d) não se insurgiu contra a consequência do implemento da idade, apenas contra o Provimento 55/2001, que determinou o afastamento daqueles que atingiram a idade limite, os quais jamais foram aposentados pelo Poder Executivo; (e) a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RE 431380 AGR-ED / MG decisão embargada omitiu-se quanto ao pedido subsidiário no sentido de garantir seu direito à aposentadoria. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123105. Supremo Tribunal Federal RE 431380 AGR-ED / MG decisão embargada omitiu-se quanto ao pedido subsidiário no sentido de garantir seu direito à aposentadoria. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora o recorrente tenha denominado o presente recurso de "embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, e não sanar qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. A decisão agravada é do seguinte teor: Dênio Guilherme dos Reis, admitido no processo em exame como litisconsorte passivo necessário, maneja agravo regimental contra a decisão de fls. 425/427. Decisão pela qual dei provimento a recurso extraordinário e concedi a segurança impetrada por José Vitarelli, notário e registrador de ofícios na Comarca de Belo Vale, em Minas Gerais, por entender que o regime de aposentadoria compulsória não se aplica a tais serventuários. Mais: a respaldar jurisprudencialmente esse ponto de vista, invoquei o julgamento proferido na ADI 2.602, Relator para o acórdão o Ministro Eros Grau. Ocasião em que o Plenário desta colenda Corte decidiu, por maioria, que apenas os servidores ocupantes de cargo efetivo se sujeitam à aposentadoria compulsória aos setenta anos de idade. 2. Pois bem, sustenta o agravante, em resumo, que o novo entendimento plenário não reflete o pensamento dos atuais Ministros da Casa; seja porque alguns já se aposentaram, seja porque nem todos participaram daquele julgamento, seja, ainda, porque o fundamento daquela decisão não foi unânime. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora o recorrente tenha denominado o presente recurso de "embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, e não sanar qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do CPC). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. A decisão agravada é do seguinte teor: Dênio Guilherme dos Reis, admitido no processo em exame como litisconsorte passivo necessário, maneja agravo regimental contra a decisão de fls. 425/427. Decisão pela qual dei provimento a recurso extraordinário e concedi a segurança impetrada por José Vitarelli, notário e registrador de ofícios na Comarca de Belo Vale, em Minas Gerais, por entender que o regime de aposentadoria compulsória não se aplica a tais serventuários. Mais: a respaldar jurisprudencialmente esse ponto de vista, invoquei o julgamento proferido na ADI 2.602, Relator para o acórdão o Ministro Eros Grau. Ocasião em que o Plenário desta colenda Corte decidiu, por maioria, que apenas os servidores ocupantes de cargo efetivo se sujeitam à aposentadoria compulsória aos setenta anos de idade. 2. Pois bem, sustenta o agravante, em resumo, que o novo entendimento plenário não reflete o pensamento dos atuais Ministros da Casa; seja porque alguns já se aposentaram, seja porque nem todos participaram daquele julgamento, seja, ainda, porque o fundamento daquela decisão não foi unânime. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 431380 AGR-ED / MG Quanto a este último aspecto, argumenta com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, firme até então, no sentido de que a aposentadoria compulsória se aplica, sim, aos notários e registradores que hajam completado os setenta anos de idade antes da Emenda Constitucional nº 20/98, sendo este o caso do Sr. Vitarelli. Ao final, o agravante aponta pequeno equívoco na decisão que determinou a inversão dos ônus da sucumbência, apesar de se tratar de mandado de segurança. 3. A seu turno, o autor do apelo extremo também interpõe agravo regimental contra a mesma decisão, com o fito de ver explicitado que a segurança concedida abrange as serventias do Registro de Protesto de Títulos, do Registro de Títulos e Documentos, do Registro Civil das Pessoas Jurídicas e do Registro de Imóveis da Comarca de Belo Vale. 4. Esse o aligeirado resumo dos acontecimentos. Passo a decidir. 5. Ao fazê-lo, principio por dizer que, no julgamento da mencionada ADI 2.602, afirmei: “(...) quer sob a categorização de atividade estatal não-constitutiva de serviço público (este o nosso pessoal entendimento), quer debaixo dessa outra categorização cognoscitiva (segundo os precedentes deste STF), é do meu pensar que não se sujeitam à aposentadoria compulsória os titulares dos serviços notariais e de registro, dado que esses particulares exercentes de atividade estatal não titularizam cargo público efetivo. Também não ocupam emprego público, até porque são eles empregadores celetistas de quantos se vinculem à serventia por um trabalho contínuo ou não-eventual, sob dependência econômica e subordinação hierárquica. (...).” 6. Ocorre que, naquela oportunidade, o Plenário desta colenda Corte examinou a questão da aposentadoria compulsória dos notários à luz da nova redação do art. 40 da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Supremo Tribunal Federal RE 431380 AGR-ED / MG Quanto a este último aspecto, argumenta com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, firme até então, no sentido de que a aposentadoria compulsória se aplica, sim, aos notários e registradores que hajam completado os setenta anos de idade antes da Emenda Constitucional nº 20/98, sendo este o caso do Sr. Vitarelli. Ao final, o agravante aponta pequeno equívoco na decisão que determinou a inversão dos ônus da sucumbência, apesar de se tratar de mandado de segurança. 3. A seu turno, o autor do apelo extremo também interpõe agravo regimental contra a mesma decisão, com o fito de ver explicitado que a segurança concedida abrange as serventias do Registro de Protesto de Títulos, do Registro de Títulos e Documentos, do Registro Civil das Pessoas Jurídicas e do Registro de Imóveis da Comarca de Belo Vale. 4. Esse o aligeirado resumo dos acontecimentos. Passo a decidir. 5. Ao fazê-lo, principio por dizer que, no julgamento da mencionada ADI 2.602, afirmei: “(...) quer sob a categorização de atividade estatal não-constitutiva de serviço público (este o nosso pessoal entendimento), quer debaixo dessa outra categorização cognoscitiva (segundo os precedentes deste STF), é do meu pensar que não se sujeitam à aposentadoria compulsória os titulares dos serviços notariais e de registro, dado que esses particulares exercentes de atividade estatal não titularizam cargo público efetivo. Também não ocupam emprego público, até porque são eles empregadores celetistas de quantos se vinculem à serventia por um trabalho contínuo ou não-eventual, sob dependência econômica e subordinação hierárquica. (...).” 6. Ocorre que, naquela oportunidade, o Plenário desta colenda Corte examinou a questão da aposentadoria compulsória dos notários à luz da nova redação do art. 40 da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 431380 AGR-ED / MG Constituição Federal (introduzida pela Emenda Constitucional nº 20/98). Pelo que não houve modificação jurisprudencial quanto à aposentadoria dos serventuários que atingiram a idade de setenta anos antes da promulgação da EC nº 20/98. 7. Para cimentar meu ponto de vista, colho os seguintes trechos da decisão singular da lavra do Ministro Sepúlveda Pertence no RE 245.075: “(...) No julgamento definitivo da ADIn 2.602, Eros Grau, em 24.11.2005, o Supremo Tribunal Federal confirmou a cautelar anteriormente deferida e declarou a inconstitucionalidade do Provimento 55/01 do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que determinava a aposentadoria compulsória de notários e registradores das serventias extrajudiciais. Entendeu o Tribunal que o art. 40, § 1º, II, da Constituição (red. Da EC 20/98), limita a aposentadoria compulsória aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, hipóteses em que não se enquadrariam os notários e registradores, uma vez que exercem suas atividades em caráter privado por delegação do Poder Público, nos termos do art. 236 da Constituição. No mesmo sentido, já se decidira a ADIn 2.891- MC/RJ, Pertence, RTJ 186/182. (...) No entanto, alguns dos substituídos pelo recorrente implementaram a idade para a aposentadoria compulsória antes da publicação da EC 20/98 (f. 13/17), o que impede o provimento total do recurso extraordinário, uma vez que, para esses, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sedimentada na vigência da redação original dos arts. 40, II, e 236 da Constituição, v.g., RREE 199.801, M. Aurélio, RTJ 167/239; 191.030-AgR, 05.12.97, 1ª T, Gallotti; 189.736, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Supremo Tribunal Federal RE 431380 AGR-ED / MG Constituição Federal (introduzida pela Emenda Constitucional nº 20/98). Pelo que não houve modificação jurisprudencial quanto à aposentadoria dos serventuários que atingiram a idade de setenta anos antes da promulgação da EC nº 20/98. 7. Para cimentar meu ponto de vista, colho os seguintes trechos da decisão singular da lavra do Ministro Sepúlveda Pertence no RE 245.075: “(...) No julgamento definitivo da ADIn 2.602, Eros Grau, em 24.11.2005, o Supremo Tribunal Federal confirmou a cautelar anteriormente deferida e declarou a inconstitucionalidade do Provimento 55/01 do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que determinava a aposentadoria compulsória de notários e registradores das serventias extrajudiciais. Entendeu o Tribunal que o art. 40, § 1º, II, da Constituição (red. Da EC 20/98), limita a aposentadoria compulsória aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, hipóteses em que não se enquadrariam os notários e registradores, uma vez que exercem suas atividades em caráter privado por delegação do Poder Público, nos termos do art. 236 da Constituição. No mesmo sentido, já se decidira a ADIn 2.891- MC/RJ, Pertence, RTJ 186/182. (...) No entanto, alguns dos substituídos pelo recorrente implementaram a idade para a aposentadoria compulsória antes da publicação da EC 20/98 (f. 13/17), o que impede o provimento total do recurso extraordinário, uma vez que, para esses, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sedimentada na vigência da redação original dos arts. 40, II, e 236 da Constituição, v.g., RREE 199.801, M. Aurélio, RTJ 167/239; 191.030-AgR, 05.12.97, 1ª T, Gallotti; 189.736, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 431380 AGR-ED / MG 26.03.96, 1ª T, Moreira; e 178.236, Gallotti, RTJ 162/772. (...)”. (sem destaques no original) 8. Outro precedente no mesmo sentido (também posterior ao julgamento da ADI 2.602): AI 446.111-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. No mesmo sentido, confira-se o seguinte julgado: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APOSENTADORIA COMPULSÓRIA DE TABELIÃO. FATO OCORRIDO EM DATA ANTERIOR AO ADVENTO DA EMENDA 20/98. POSSIBILIDADE. Até a promulgação da Emenda 20/98, o ordenamento constitucional estendia o instituto da aposentadoria compulsória a tabeliães e registradores. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 494237 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 07-12-2010) 3. Por fim, quanto à alegação do agravante de que não houve ato de aposentadoria, mas “mera determinação de iníquo ‘afastamento’, que priva o atingido da percepção dos emolumentos remuneratórios e não lhe assegura proventos de incabível aposentadoria” (fl. 488), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais assim se manifestou: Por fim, o ato de afastamento, por implemento de idade, sujeita o impetrante à aposentadoria compulsória, conforme as regras do regime estabelecidas no art. 40 da CF/88, ou seja, com proventos correspondentes à integralidade de sua remuneração, não restando pertinente a alegada lesão 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Supremo Tribunal Federal RE 431380 AGR-ED / MG 26.03.96, 1ª T, Moreira; e 178.236, Gallotti, RTJ 162/772. (...)”. (sem destaques no original) 8. Outro precedente no mesmo sentido (também posterior ao julgamento da ADI 2.602): AI 446.111-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. No mesmo sentido, confira-se o seguinte julgado: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APOSENTADORIA COMPULSÓRIA DE TABELIÃO. FATO OCORRIDO EM DATA ANTERIOR AO ADVENTO DA EMENDA 20/98. POSSIBILIDADE. Até a promulgação da Emenda 20/98, o ordenamento constitucional estendia o instituto da aposentadoria compulsória a tabeliães e registradores. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 494237 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 07-12-2010) 3. Por fim, quanto à alegação do agravante de que não houve ato de aposentadoria, mas “mera determinação de iníquo ‘afastamento’, que priva o atingido da percepção dos emolumentos remuneratórios e não lhe assegura proventos de incabível aposentadoria” (fl. 488), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais assim se manifestou: Por fim, o ato de afastamento, por implemento de idade, sujeita o impetrante à aposentadoria compulsória, conforme as regras do regime estabelecidas no art. 40 da CF/88, ou seja, com proventos correspondentes à integralidade de sua remuneração, não restando pertinente a alegada lesão 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 431380 AGR-ED / MG patrimonial. (fl. 131) Dessa forma, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do STF. 4. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Supremo Tribunal Federal RE 431380 AGR-ED / MG patrimonial. (fl. 131) Dessa forma, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do STF. 4. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : JOSÉ VITARELLI ADV.(A/S) : PAULO PACHECO DE MEDEIROS NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO RODRIGUES PEREIRA JÚNIOR ADV.(A/S) : VINICIUS DE FIGUEIREDO TEIXEIRA EMBDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DIRETOR DO FORO DE BELO VALE - MG E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : DÊNIO GUILHERME DOS REIS ADV.(A/S) : TIAGO PIMENTEL SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PEDRO XAVIER COELHO SOBRINHO Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301365 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : JOSÉ VITARELLI ADV.(A/S) : PAULO PACHECO DE MEDEIROS NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO RODRIGUES PEREIRA JÚNIOR ADV.(A/S) : VINICIUS DE FIGUEIREDO TEIXEIRA EMBDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DIRETOR DO FORO DE BELO VALE - MG E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : DÊNIO GUILHERME DOS REIS ADV.(A/S) : TIAGO PIMENTEL SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PEDRO XAVIER COELHO SOBRINHO Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301365 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4331436
2013-06-25T00:00:00
2013-08-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. NOTÁRIOS E REGISTRADORES. IDADE LIMITE ATINGIDA ANTES DE PROMULGADA A EC 20/98. APLICABILIDADE DO INSTITUTO. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO. ATO DE AFASTAMENTO. PERCEPÇÃO DE PROVENTOS DE APOSENTADORIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/STF. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na ADI 2.602, rel. Min. Joaquim Barbosa, rel. p/ acórdão Min. Eros Grau, DJ de 31/03/2006, reafirmou o entendimento de que se aplica a aposentadoria compulsória aos notários e registradores que completaram 70 anos antes de promulgada a EC 20/98. 2. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur238726
- Acórdão(s) citado(s): (APOSENTADORIA COMPULSÓRIA) ADI 2602 (TP), AI 494237 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 03/09/2013, JUL.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
431380
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED EMC-000020 ANO-1998\n EMENDA CONSTITUCIONAL\n\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\n ART-00535\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 431380 AgR-ED
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EMBTE.(S) : JOSÉ VITARELLI ADV.(A/S) : PAULO PACHECO DE MEDEIROS NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO RODRIGUES PEREIRA JÚNIOR ADV.(A/S) : VINICIUS DE FIGUEIREDO TEIXEIRA EMBDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DIRETOR DO FORO DE BELO VALE - MG E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : DÊNIO GUILHERME DOS REIS ADV.(A/S) : TIAGO PIMENTEL SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PEDRO XAVIER COELHO SOBRINHO
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOSÉ VITARELLI ADV.(A/S) :PAULO PACHECO DE MEDEIROS NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO RODRIGUES PEREIRA JÚNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DE FIGUEIREDO TEIXEIRA EMBDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DIRETOR DO FORO DE BELO VALE - MG E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :DÊNIO GUILHERME DOS REIS ADV.(A/S) :TIAGO PIMENTEL SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO XAVIER COELHO SOBRINHO EMENTA: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APOSENTADORIA COMPULSÓRIA. NOTÁRIOS E REGISTRADORES. IDADE LIMITE ATINGIDA ANTES DE PROMULGADA A EC 20/98. APLICABILIDADE DO INSTITUTO. PRECEDENTE DO TRIBUNAL PLENO. ATO DE AFASTAMENTO. PERCEPÇÃO DE PROVENTOS DE APOSENTADORIA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, na ADI 2.602, rel. Min. Joaquim Barbosa, rel. p/ acórdão Min. Eros Grau, DJ de 31/03/2006, reafirmou o entendimento de que se aplica a aposentadoria compulsória aos notários e registradores que completaram 70 anos antes de promulgada a EC 20/98. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123104. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 431380 AGR-ED / MG Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123104. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 431380 AGR-ED / MG Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em receber os embargos de declaração como agravo regimental e negar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123104. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOSÉ VITARELLI ADV.(A/S) :PAULO PACHECO DE MEDEIROS NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO RODRIGUES PEREIRA JÚNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DE FIGUEIREDO TEIXEIRA EMBDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DIRETOR DO FORO DE BELO VALE - MG E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :DÊNIO GUILHERME DOS REIS ADV.(A/S) :TIAGO PIMENTEL SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO XAVIER COELHO SOBRINHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário ao fundamento de que a aposentadoria compulsória se aplica aos notários e registradores que tenham completado 70 anos antes de promulgada a EC 20/98. Sustenta o embargante, em suma, que (a) o Provimento 55 da Corregedoria de Justiça de Minas Gerais, que determinou seu afastamento (e não sua aposentadoria), é de 2001, sendo a EC 20, que alterou o art. 40 da Constituição Federal, de 1998; (b) o Supremo Tribunal Federal declarou, na ADI 2.602, a inconstitucionalidade do Provimento 55/2001; (c) a decisão embargada empresta efeitos ao Provimento 55/2001, já que, não havendo ato de aposentadoria expedido pelo Poder Executivo, apenas daquela norma poderia decorrer seu afastamento; (d) não se insurgiu contra a consequência do implemento da idade, apenas contra o Provimento 55/2001, que determinou o afastamento daqueles que atingiram a idade limite, os quais jamais foram aposentados pelo Poder Executivo; (e) a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123105. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) :JOSÉ VITARELLI ADV.(A/S) :PAULO PACHECO DE MEDEIROS NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTO RODRIGUES PEREIRA JÚNIOR ADV.(A/S) :VINICIUS DE FIGUEIREDO TEIXEIRA EMBDO.(A/S) :JUIZ DE DIREITO DIRETOR DO FORO DE BELO VALE - MG E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :DÊNIO GUILHERME DOS REIS ADV.(A/S) :TIAGO PIMENTEL SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :PEDRO XAVIER COELHO SOBRINHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário ao fundamento de que a aposentadoria compulsória se aplica aos notários e registradores que tenham completado 70 anos antes de promulgada a EC 20/98. Sustenta o embargante, em suma, que (a) o Provimento 55 da Corregedoria de Justiça de Minas Gerais, que determinou seu afastamento (e não sua aposentadoria), é de 2001, sendo a EC 20, que alterou o art. 40 da Constituição Federal, de 1998; (b) o Supremo Tribunal Federal declarou, na ADI 2.602, a inconstitucionalidade do Provimento 55/2001; (c) a decisão embargada empresta efeitos ao Provimento 55/2001, já que, não havendo ato de aposentadoria expedido pelo Poder Executivo, apenas daquela norma poderia decorrer seu afastamento; (d) não se insurgiu contra a consequência do implemento da idade, apenas contra o Provimento 55/2001, que determinou o afastamento daqueles que atingiram a idade limite, os quais jamais foram aposentados pelo Poder Executivo; (e) a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório Recurso Extraordinário 431380 AGR-ED / MG decisão embargada omitiu-se quanto ao pedido subsidiário no sentido de garantir seu direito à aposentadoria. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123105. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 431380 AGR-ED / MG decisão embargada omitiu-se quanto ao pedido subsidiário no sentido de garantir seu direito à aposentadoria. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123105. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora o recorrente tenha denominado o presente recurso de "embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, e não sanar qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. A decisão agravada é do seguinte teor: Dênio Guilherme dos Reis, admitido no processo em exame como litisconsorte passivo necessário, maneja agravo regimental contra a decisão de fls. 425/427. Decisão pela qual dei provimento a recurso extraordinário e concedi a segurança impetrada por José Vitarelli, notário e registrador de ofícios na Comarca de Belo Vale, em Minas Gerais, por entender que o regime de aposentadoria compulsória não se aplica a tais serventuários. Mais: a respaldar jurisprudencialmente esse ponto de vista, invoquei o julgamento proferido na ADI 2.602, Relator para o acórdão o Ministro Eros Grau. Ocasião em que o Plenário desta colenda Corte decidiu, por maioria, que apenas os servidores ocupantes de cargo efetivo se sujeitam à aposentadoria compulsória aos setenta anos de idade. 2. Pois bem, sustenta o agravante, em resumo, que o novo entendimento plenário não reflete o pensamento dos atuais Ministros da Casa; seja porque alguns já se aposentaram, seja porque nem todos participaram daquele julgamento, seja, ainda, porque o fundamento daquela decisão não foi unânime. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Embora o recorrente tenha denominado o presente recurso de "embargos de declaração", pela análise de sua fundamentação, deduz-se, de forma clara e inequívoca, que objetiva reformar a decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário, e não sanar qualquer erro material, omissão, obscuridade ou contradição (art. 535 do Código de Processo Civil). Evidenciando-se, portanto, a finalidade do recurso de reformar a decisão em referência, recebo-o como agravo regimental. 2. A decisão agravada é do seguinte teor: Dênio Guilherme dos Reis, admitido no processo em exame como litisconsorte passivo necessário, maneja agravo regimental contra a decisão de fls. 425/427. Decisão pela qual dei provimento a recurso extraordinário e concedi a segurança impetrada por José Vitarelli, notário e registrador de ofícios na Comarca de Belo Vale, em Minas Gerais, por entender que o regime de aposentadoria compulsória não se aplica a tais serventuários. Mais: a respaldar jurisprudencialmente esse ponto de vista, invoquei o julgamento proferido na ADI 2.602, Relator para o acórdão o Ministro Eros Grau. Ocasião em que o Plenário desta colenda Corte decidiu, por maioria, que apenas os servidores ocupantes de cargo efetivo se sujeitam à aposentadoria compulsória aos setenta anos de idade. 2. Pois bem, sustenta o agravante, em resumo, que o novo entendimento plenário não reflete o pensamento dos atuais Ministros da Casa; seja porque alguns já se aposentaram, seja porque nem todos participaram daquele julgamento, seja, ainda, porque o fundamento daquela decisão não foi unânime. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 431380 AGR-ED / MG Quanto a este último aspecto, argumenta com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, firme até então, no sentido de que a aposentadoria compulsória se aplica, sim, aos notários e registradores que hajam completado os setenta anos de idade antes da Emenda Constitucional n 20/98, sendo este o caso do Sr. Vitarelli. Ao final, o agravante aponta pequeno equívoco na decisão que determinou a inversão dos ônus da sucumbência, apesar de se tratar de mandado de segurança. 3. A seu turno, o autor do apelo extremo também interpõe agravo regimental contra a mesma decisão, com o fito de ver explicitado que a segurança concedida abrange as serventias do Registro de Protesto de Títulos, do Registro de Títulos e Documentos, do Registro Civil das Pessoas Jurídicas e do Registro de Imóveis da Comarca de Belo Vale. 4. Esse o aligeirado resumo dos acontecimentos. Passo a decidir. 5. Ao fazê-lo, principio por dizer que, no julgamento da mencionada ADI 2.602, afirmei: “(...) quer sob a categorização de atividade estatal não-constitutiva de serviço público (este o nosso pessoal entendimento), quer debaixo dessa outra categorização cognoscitiva (segundo os precedentes deste Supremo Tribunal Federal), é do meu pensar que não se sujeitam à aposentadoria compulsória os titulares dos serviços notariais e de registro, dado que esses particulares exercentes de atividade estatal não titularizam cargo público efetivo. Também não ocupam emprego público, até porque são eles empregadores celetistas de quantos se vinculem à serventia por um trabalho contínuo ou não-eventual, sob dependência econômica e subordinação hierárquica. (...).” 6. Ocorre que, naquela oportunidade, o Plenário desta colenda Corte examinou a questão da aposentadoria compulsória dos notários à luz da nova redação do art. 40 da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 431380 AGR-ED / MG Quanto a este último aspecto, argumenta com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, firme até então, no sentido de que a aposentadoria compulsória se aplica, sim, aos notários e registradores que hajam completado os setenta anos de idade antes da Emenda Constitucional n 20/98, sendo este o caso do Sr. Vitarelli. Ao final, o agravante aponta pequeno equívoco na decisão que determinou a inversão dos ônus da sucumbência, apesar de se tratar de mandado de segurança. 3. A seu turno, o autor do apelo extremo também interpõe agravo regimental contra a mesma decisão, com o fito de ver explicitado que a segurança concedida abrange as serventias do Registro de Protesto de Títulos, do Registro de Títulos e Documentos, do Registro Civil das Pessoas Jurídicas e do Registro de Imóveis da Comarca de Belo Vale. 4. Esse o aligeirado resumo dos acontecimentos. Passo a decidir. 5. Ao fazê-lo, principio por dizer que, no julgamento da mencionada ADI 2.602, afirmei: “(...) quer sob a categorização de atividade estatal não-constitutiva de serviço público (este o nosso pessoal entendimento), quer debaixo dessa outra categorização cognoscitiva (segundo os precedentes deste Supremo Tribunal Federal), é do meu pensar que não se sujeitam à aposentadoria compulsória os titulares dos serviços notariais e de registro, dado que esses particulares exercentes de atividade estatal não titularizam cargo público efetivo. Também não ocupam emprego público, até porque são eles empregadores celetistas de quantos se vinculem à serventia por um trabalho contínuo ou não-eventual, sob dependência econômica e subordinação hierárquica. (...).” 6. Ocorre que, naquela oportunidade, o Plenário desta colenda Corte examinou a questão da aposentadoria compulsória dos notários à luz da nova redação do art. 40 da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 431380 AGR-ED / MG Constituição Federal (introduzida pela Emenda Constitucional n 20/98). Pelo que não houve modificação jurisprudencial quanto à aposentadoria dos serventuários que atingiram a idade de setenta anos antes da promulgação da EC n 20/98. 7. Para cimentar meu ponto de vista, colho os seguintes trechos da decisão singular da lavra do Ministro Sepúlveda Pertence no Recurso Extraordinário 245.075: “(...) No julgamento definitivo da ADIn 2.602, Eros Grau, em 24.11.2005, o Supremo Tribunal Federal confirmou a cautelar anteriormente deferida e declarou a inconstitucionalidade do Provimento 55/01 do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que determinava a aposentadoria compulsória de notários e registradores das serventias extrajudiciais. Entendeu o Tribunal que o art. 40, § 1..., II, da Constituição (red. Da EC 20/98), limita a aposentadoria compulsória aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, hipóteses em que não se enquadrariam os notários e registradores, uma vez que exercem suas atividades em caráter privado por delegação do Poder Público, nos termos do art. 236 da Constituição. No mesmo sentido, já se decidira a ADIn 2.891- MC/RJ, Pertence, RTJ 186/182. (...) No entanto, alguns dos substituídos pelo recorrente implementaram a idade para a aposentadoria compulsória antes da publicação da EC 20/98 (f. 13/17), o que impede o provimento total do recurso extraordinário, uma vez que, para esses, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sedimentada na vigência da redação original dos arts. 40, II, e 236 da Constituição, v.g., RREE 199.801, M. Aurélio, RTJ 167/239; 191.030-AgR, 05.12.97, 1... T, Gallotti; 189.736, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 431380 AGR-ED / MG Constituição Federal (introduzida pela Emenda Constitucional n 20/98). Pelo que não houve modificação jurisprudencial quanto à aposentadoria dos serventuários que atingiram a idade de setenta anos antes da promulgação da EC n 20/98. 7. Para cimentar meu ponto de vista, colho os seguintes trechos da decisão singular da lavra do Ministro Sepúlveda Pertence no Recurso Extraordinário 245.075: “(...) No julgamento definitivo da ADIn 2.602, Eros Grau, em 24.11.2005, o Supremo Tribunal Federal confirmou a cautelar anteriormente deferida e declarou a inconstitucionalidade do Provimento 55/01 do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais que determinava a aposentadoria compulsória de notários e registradores das serventias extrajudiciais. Entendeu o Tribunal que o art. 40, § 1..., II, da Constituição (red. Da EC 20/98), limita a aposentadoria compulsória aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, hipóteses em que não se enquadrariam os notários e registradores, uma vez que exercem suas atividades em caráter privado por delegação do Poder Público, nos termos do art. 236 da Constituição. No mesmo sentido, já se decidira a ADIn 2.891- MC/RJ, Pertence, RTJ 186/182. (...) No entanto, alguns dos substituídos pelo recorrente implementaram a idade para a aposentadoria compulsória antes da publicação da EC 20/98 (f. 13/17), o que impede o provimento total do recurso extraordinário, uma vez que, para esses, incide a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sedimentada na vigência da redação original dos arts. 40, II, e 236 da Constituição, v.g., RREE 199.801, M. Aurélio, RTJ 167/239; 191.030-AgR, 05.12.97, 1... T, Gallotti; 189.736, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 431380 AGR-ED / MG 26.03.96, 1... T, Moreira; e 178.236, Gallotti, RTJ 162/772. (...)”. (sem destaques no original) 8. Outro precedente no mesmo sentido (também posterior ao julgamento da ADI 2.602): AI 446.111-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. No mesmo sentido, confira-se o seguinte julgado: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APOSENTADORIA COMPULSÓRIA DE TABELIÃO. FATO OCORRIDO EM DATA ANTERIOR AO ADVENTO DA EMENDA 20/98. POSSIBILIDADE. Até a promulgação da Emenda 20/98, o ordenamento constitucional estendia o instituto da aposentadoria compulsória a tabeliães e registradores. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 494237 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 07-12-2010) 3. Por fim, quanto à alegação do agravante de que não houve ato de aposentadoria, mas “mera determinação de iníquo ‘afastamento’, que priva o atingido da percepção dos emolumentos remuneratórios e não lhe assegura proventos de incabível aposentadoria” (fl. 488), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais assim se manifestou: Por fim, o ato de afastamento, por implemento de idade, sujeita o impetrante à aposentadoria compulsória, conforme as regras do regime estabelecidas no art. 40 da Constituição Federal de 1988/88, ou seja, com proventos correspondentes à integralidade de sua remuneração, não restando pertinente a alegada lesão 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 431380 AGR-ED / MG 26.03.96, 1... T, Moreira; e 178.236, Gallotti, RTJ 162/772. (...)”. (sem destaques no original) 8. Outro precedente no mesmo sentido (também posterior ao julgamento da ADI 2.602): AI 446.111-AgR, Relator o Ministro Gilmar Mendes. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. No mesmo sentido, confira-se o seguinte julgado: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. APOSENTADORIA COMPULSÓRIA DE TABELIÃO. FATO OCORRIDO EM DATA ANTERIOR AO ADVENTO DA EMENDA 20/98. POSSIBILIDADE. Até a promulgação da Emenda 20/98, o ordenamento constitucional estendia o instituto da aposentadoria compulsória a tabeliães e registradores. Agravo regimental a que se nega provimento (AI 494237 AgR, Relator(a): Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 07-12-2010) 3. Por fim, quanto à alegação do agravante de que não houve ato de aposentadoria, mas “mera determinação de iníquo ‘afastamento’, que priva o atingido da percepção dos emolumentos remuneratórios e não lhe assegura proventos de incabível aposentadoria” (fl. 488), o Tribunal de Justiça de Minas Gerais assim se manifestou: Por fim, o ato de afastamento, por implemento de idade, sujeita o impetrante à aposentadoria compulsória, conforme as regras do regime estabelecidas no art. 40 da Constituição Federal de 1988/88, ou seja, com proventos correspondentes à integralidade de sua remuneração, não restando pertinente a alegada lesão 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 431380 AGR-ED / MG patrimonial. (fl. 131) Dessa forma, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 431380 AGR-ED / MG patrimonial. (fl. 131) Dessa forma, refutar essas afirmações demanda a reapreciação do conjunto fático-probatório dos autos, o que não é cabível no âmbito do recurso extraordinário, conforme estabelece a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 4. Diante do exposto, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e nego-lhe provimento. É o voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4123106. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : JOSÉ VITARELLI ADV.(A/S) : PAULO PACHECO DE MEDEIROS NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO RODRIGUES PEREIRA JÚNIOR ADV.(A/S) : VINICIUS DE FIGUEIREDO TEIXEIRA EMBDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DIRETOR DO FORO DE BELO VALE - MG E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : DÊNIO GUILHERME DOS REIS ADV.(A/S) : TIAGO PIMENTEL SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PEDRO XAVIER COELHO SOBRINHO Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301365 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431.380 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI EMBTE.(S) : JOSÉ VITARELLI ADV.(A/S) : PAULO PACHECO DE MEDEIROS NETO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO RODRIGUES PEREIRA JÚNIOR ADV.(A/S) : VINICIUS DE FIGUEIREDO TEIXEIRA EMBDO.(A/S) : JUIZ DE DIREITO DIRETOR DO FORO DE BELO VALE - MG E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : DÊNIO GUILHERME DOS REIS ADV.(A/S) : TIAGO PIMENTEL SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : PEDRO XAVIER COELHO SOBRINHO Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301365 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431 . 380", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ADI 2 . 602", "Recurso Extraordinário 431380 AGR - ED / MG", "Recurso Extraordinário 431380 AGR - ED / MG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431 . 380", "ADI 2 . 602", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431 . 380", "ADI 2 . 602", "Recurso Extraordinário 431380 AGR -", "Recurso Extraordinário 431380 AGR - ED / MG", "ADI 2 . 602", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 431 . 380", "ADI 2 . 602", "Recurso Extraordinário 431380 AGR - ED / MG", "ADI 2 . 602", "Recurso Extraordinário 431380 AGR - ED / MG", "ADI 2 . 602", "Recurso Extraordinário 431380 AGR - ED / MG", "Recurso Extraordinário 245 . 075", "ADIn 2 . 602", "Provimento 55 / 01", "ADIn 2 . 891 - MC / RJ", "Recurso Extraordinário 431380 AGR - ED /", "Recurso Extraordinário 245 . 075", "ADIn 2 . 602", "Provimento 55 / 01 do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "ADIn 2 . 891 - MC / RJ", "Recurso Extraordinário 431380", "ADI 2 . 602", "AI 446 . 111 - AgR", "AI 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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 20 / 98", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Emenda Constitucional n 20 / 98", "Medida Provisória n 2 .", "Emenda Constitucional n 20 / 98", "EC n 20 / 98", "art . 40 , § 1 . . . , II , da Constituição", "EC 20 / 98", "art . 236 da Constituição", "EC 20 / 98", "arts . 40 , II , e 236 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Emenda Constitucional n 20 / 98", "EC n 20 / 98", "art . 40 , § 1 . . . , II , da Constituição", "EC 20 / 98", "art . 236 da Constituição", "EC 20 / 98", "arts . 40 , II , e 236 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EMENDA", "Emenda 20 / 98", "art . 40 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "EMENDA 20 / 98", "Emenda 20 / 98", "art . 40 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 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Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :VIACAO VALMIR AMARAL LTDA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES ADV.(A/S) :JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO PRESTADORAS DE SERVIÇO PÚBLICO – TRANSPORTE COLETIVO – USUÁRIOS OU NÃO USUÁRIOS DO SERVIÇO PÚBLICO – INCIDÊNCIA DO ART. 37, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – ORIENTAÇÃO QUE PREVALECE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO DE JULGAMENTO FINAL, COM REPERCUSSÃO GERAL, DO RE 591.874/MS – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524960. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 719772 AGR / DF provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 05 de março de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524960. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 05 de março de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :VIACAO VALMIR AMARAL LTDA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES ADV.(A/S) :JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar-lhe provimento, eis que correta a decisão que não admitiu o recurso extraordinário deduzido pela parte ora recorrente. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524961. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :VIACAO VALMIR AMARAL LTDA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES ADV.(A/S) :JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei nº 12.322/2010), para negar-lhe provimento, eis que correta a decisão que não admitiu o recurso extraordinário deduzido pela parte ora recorrente. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em exame. Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, após reconhecer configurada a existência de repercussão geral do tema, julgou o fundo da controvérsia constitucional (igualmente objeto de veiculação nesta causa), proferindo decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: “CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. ART. 37, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO. PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO PRESTADORAS DE SERVIÇO PÚBLICO. CONCESSIONÁRIO OU PERMISSIONÁRIO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA EM RELAÇÃO A TERCEIROS NÃO-USUÁRIOS DO SERVIÇO. RECURSO DESPROVIDO. I – A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e não-usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6º, da Constituição Federal. II – A inequívoca presença do nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao terceiro não-usuário do serviço público, é condição suficiente para estabelecer a responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito privado. III – Recurso extraordinário desprovido.” (RE 591.874/MS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em exame. Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, após reconhecer configurada a existência de repercussão geral do tema, julgou o fundo da controvérsia constitucional (igualmente objeto de veiculação nesta causa), proferindo decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: “CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. ART. 37, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO. PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO PRESTADORAS DE SERVIÇO PÚBLICO. CONCESSIONÁRIO OU PERMISSIONÁRIO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA EM RELAÇÃO A TERCEIROS NÃO-USUÁRIOS DO SERVIÇO. RECURSO DESPROVIDO. I – A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e não-usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6º, da Constituição Federal. II – A inequívoca presença do nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao terceiro não-usuário do serviço público, é condição suficiente para estabelecer a responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito privado. III – Recurso extraordinário desprovido.” (RE 591.874/MS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 719772 AGR / DF Cumpre ressaltar, por necessário, que essa orientação plenária vem sendo observada em decisões, que, proferidas no âmbito desta Corte, versaram questão virtualmente idêntica à que ora se examina nesta sede recursal (AI 779.629-AgR/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO – ARE 675.704/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 691.214/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – RE 697.023/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.). Impende destacar, de outro lado, com relação à alegada ofensa à norma inscrita no art. 5º, inciso XXXV, da Constituição, que foi assegurado, no caso ora em exame, à parte agravante, o direito de acesso à jurisdição estatal, não se podendo inferir, do insucesso processual que experimentou, o reconhecimento de que lhe teria sido denegada a concernente prestação jurisdicional. Com efeito, não se negou, à parte recorrente, o direito à prestação jurisdicional do Estado. Este, bem ou mal, apreciou, por intermédio de órgãos judiciários competentes, o litígio que lhe foi submetido. É preciso ter presente que a prestação jurisdicional, ainda que errônea, incompleta ou insatisfatória, não deixa de configurar-se como resposta efetiva do Estado-Juiz à invocação, pela parte interessada, da tutela jurisdicional do Poder Público, circunstância que afasta a alegada ofensa a quanto prescreve o art. 5º, inciso XXXV, da Carta Política, consoante tem enfatizado o magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 141/980, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 120.933-AgR/RS, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 125.492-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS MADEIRA). A prestação jurisdicional que se revela contrária ao interesse de quem a postula não se identifica, não se equipara nem se confunde, para efeito de acesso à via recursal extraordinária, com a ausência de prestação jurisdicional. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF Cumpre ressaltar, por necessário, que essa orientação plenária vem sendo observada em decisões, que, proferidas no âmbito desta Corte, versaram questão virtualmente idêntica à que ora se examina nesta sede recursal (AI 779.629-AgR/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO – ARE 675.704/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 691.214/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – RE 697.023/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.). Impende destacar, de outro lado, com relação à alegada ofensa à norma inscrita no art. 5º, inciso XXXV, da Constituição, que foi assegurado, no caso ora em exame, à parte agravante, o direito de acesso à jurisdição estatal, não se podendo inferir, do insucesso processual que experimentou, o reconhecimento de que lhe teria sido denegada a concernente prestação jurisdicional. Com efeito, não se negou, à parte recorrente, o direito à prestação jurisdicional do Estado. Este, bem ou mal, apreciou, por intermédio de órgãos judiciários competentes, o litígio que lhe foi submetido. É preciso ter presente que a prestação jurisdicional, ainda que errônea, incompleta ou insatisfatória, não deixa de configurar-se como resposta efetiva do Estado-Juiz à invocação, pela parte interessada, da tutela jurisdicional do Poder Público, circunstância que afasta a alegada ofensa a quanto prescreve o art. 5º, inciso XXXV, da Carta Política, consoante tem enfatizado o magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 141/980, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 120.933-AgR/RS, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 125.492-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS MADEIRA). A prestação jurisdicional que se revela contrária ao interesse de quem a postula não se identifica, não se equipara nem se confunde, para efeito de acesso à via recursal extraordinária, com a ausência de prestação jurisdicional. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 719772 AGR / DF Cabe salientar, ainda, a propósito da alegada violação ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – CF, art. 5º, LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “DUE PROCESS OF LAW E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. - A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF Cabe salientar, ainda, a propósito da alegada violação ao art. 5º, incisos LIV e LV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – CF, art. 5º, LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – RE 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “DUE PROCESS OF LAW E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. - A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 719772 AGR / DF preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o Tribunal “a quo” – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (CF, art. 5º, II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5º da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o Tribunal “a quo” – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (CF, art. 5º, II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 719772 AGR / DF admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (...).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5º, II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5º, II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) Cumpre acentuar, por oportuno, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (...).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5º, II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5º, II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) Cumpre acentuar, por oportuno, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 719772 AGR / DF Desse modo, qualquer que seja o ângulo sob o qual se examine a pretensão recursal deduzida pela parte ora agravante, o fato é que essa postulação encontra obstáculo de ordem técnica na jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, consoante resulta claro de decisão, que, emanada desta Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal: “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos artigos 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV e 93, IX da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 437.201-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Impende registrar, finalmente, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (CF, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a propósito do sentido que esta Corte tem dado à cláusula inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal, mesmo afastando-se, por mera concessão dialética, a questão da ofensa reflexa, desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora agravante, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF Desse modo, qualquer que seja o ângulo sob o qual se examine a pretensão recursal deduzida pela parte ora agravante, o fato é que essa postulação encontra obstáculo de ordem técnica na jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, consoante resulta claro de decisão, que, emanada desta Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal: “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos artigos 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV e 93, IX da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 437.201-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Impende registrar, finalmente, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (CF, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a propósito do sentido que esta Corte tem dado à cláusula inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal, mesmo afastando-se, por mera concessão dialética, a questão da ofensa reflexa, desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora agravante, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 719772 AGR / DF Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos, em sua manifestação, pelo eminente Relator do processo em cujo âmbito se reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia em causa (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos, em sua manifestação, pelo eminente Relator do processo em cujo âmbito se reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia em causa (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : VIACAO VALMIR AMARAL LTDA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES ADV.(A/S) : JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501141 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : VIACAO VALMIR AMARAL LTDA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES ADV.(A/S) : JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501141 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3552161
2013-03-05T00:00:00
2013-03-26T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI Nº 12.322/2010) – RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO PRESTADORAS DE SERVIÇO PÚBLICO – TRANSPORTE COLETIVO – USUÁRIOS OU NÃO USUÁRIOS DO SERVIÇO PÚBLICO – INCIDÊNCIA DO ART. 37, § 6º, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – ORIENTAÇÃO QUE PREVALECE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO DE JULGAMENTO FINAL, COM REPERCUSSÃO GERAL, DO RE 591.874/MS – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur227022
- Acórdão(s) citado(s): (PESSOA DE DIREITO PRIVADO, SERVIÇO PÚBLICO, RESPONSABILIDADE OBJETIVA) RE 591874 RG (TP), AI 779629 AgR (2ªT). (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL) AI 120933 AgR (1ªT), AI 125492 AgR (2ªT); RTJ 132/455, RTJ 141/980. (DEVER DE FUNDAMENTAR) AI 731527 AgR (2ªT), AI 838209 AgR (2ªT), AI 840788 AgR (1ªT), AI 842316 AgR (1ªT), AI 529105 AgR (2ªT), RE 327143 AgR (2ªT), AI 637301 AgR (1ªT); RTJ 170/627, RTJ 150/269. (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 192995 AgR (2ªT), AI 215885 AgR (1ªT), RE 257533 AgR (2ªT), AI 427186 AgR (2ªT), AI 447774 AgR (2ªT), AI 161396 AgR (1ªT), AI 192995 AgR (2ªT), AI 153310 AgR (1ªT), AI 437201 AgR (2ªT); RTJ 139/336, RTJ 144/962. - Decisões monocráticas citadas: (PESSOA DE DIREITO PRIVADO, SERVIÇO PÚBLICO, RESPONSABILIDADE OBJETIVA) ARE 675704, ARE 691214, RE 697023. (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, APRECIAÇÃO, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 414167, AI 307711, AI 339607. Número de páginas: 11. Análise: 18/04/2013, TBC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
719772
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00035 INC-00054 INC-00055\r\n ART-00037 PAR-00006 ART-00093 INC-00009\r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-012322 ANO-2010\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 719772 AgR
[ "" ]
ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : VIACAO VALMIR AMARAL LTDA ADV.(A/S) : JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO AGDO.(A/S) : CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :VIACAO VALMIR AMARAL LTDA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES ADV.(A/S) :JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO (LEI n 12.322/2010) – RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA DAS PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO PRESTADORAS DE SERVIÇO PÚBLICO – TRANSPORTE COLETIVO – USUÁRIOS OU NÃO USUÁRIOS DO SERVIÇO PÚBLICO – INCIDÊNCIA DO ART. 37, § 6..., DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA – ALEGADA VIOLAÇÃO A PRECEITOS CONSTITUCIONAIS – OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO – CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE – ORIENTAÇÃO QUE PREVALECE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM RAZÃO DE JULGAMENTO FINAL, COM REPERCUSSÃO GERAL, DO Recurso Extraordinário 591.874/MS – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524960. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 719772 AGR / DF provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 05 de março de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524960. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 05 de março de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524960. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :VIACAO VALMIR AMARAL LTDA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES ADV.(A/S) :JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar-lhe provimento, eis que correta a decisão que não admitiu o recurso extraordinário deduzido pela parte ora recorrente. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524961. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :VIACAO VALMIR AMARAL LTDA ADV.(A/S) :LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES ADV.(A/S) :JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de recurso de agravo, tempestivamente interposto, contra decisão que conheceu do agravo (previsto e disciplinado na Lei n 12.322/2010), para negar-lhe provimento, eis que correta a decisão que não admitiu o recurso extraordinário deduzido pela parte ora recorrente. Inconformada com esse ato decisório, a parte ora agravante interpõe o presente recurso, postulando o provimento do agravo que deduziu. Por não me convencer das razões expostas, submeto, à apreciação desta colenda Turma, o presente recurso de agravo. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em exame. Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, após reconhecer configurada a existência de repercussão geral do tema, julgou o fundo da controvérsia constitucional (igualmente objeto de veiculação nesta causa), proferindo decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: “CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. ART. 37, § 6..., DA CONSTITUIÇÃO. PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO PRESTADORAS DE SERVIÇO PÚBLICO. CONCESSIONÁRIO OU PERMISSIONÁRIO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA EM RELAÇÃO A TERCEIROS NÃO-USUÁRIOS DO SERVIÇO. RECURSO DESPROVIDO. I – A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e não-usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6..., da Constituição Federal. II – A inequívoca presença do nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao terceiro não-usuário do serviço público, é condição suficiente para estabelecer a responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito privado. III – Recurso extraordinário desprovido.” (Recurso Extraordinário 591.874/MS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte ora recorrente, eis que a decisão agravada ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial que o Supremo Tribunal Federal firmou na matéria em exame. Com efeito, o Plenário desta Suprema Corte, após reconhecer configurada a existência de repercussão geral do tema, julgou o fundo da controvérsia constitucional (igualmente objeto de veiculação nesta causa), proferindo decisão consubstanciada em acórdão assim ementado: “CONSTITUCIONAL. RESPONSABILIDADE DO ESTADO. ART. 37, § 6..., DA CONSTITUIÇÃO. PESSOAS JURÍDICAS DE DIREITO PRIVADO PRESTADORAS DE SERVIÇO PÚBLICO. CONCESSIONÁRIO OU PERMISSIONÁRIO DO SERVIÇO DE TRANSPORTE COLETIVO. RESPONSABILIDADE OBJETIVA EM RELAÇÃO A TERCEIROS NÃO-USUÁRIOS DO SERVIÇO. RECURSO DESPROVIDO. I – A responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e não-usuários do serviço, segundo decorre do art. 37, § 6..., da Constituição Federal. II – A inequívoca presença do nexo de causalidade entre o ato administrativo e o dano causado ao terceiro não-usuário do serviço público, é condição suficiente para estabelecer a responsabilidade objetiva da pessoa jurídica de direito privado. III – Recurso extraordinário desprovido.” (Recurso Extraordinário 591.874/MS, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI) Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 719772 AGR / DF Cumpre ressaltar, por necessário, que essa orientação plenária vem sendo observada em decisões, que, proferidas no âmbito desta Corte, versaram questão virtualmente idêntica à que ora se examina nesta sede recursal (AI 779.629-AgR/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO – ARE 675.704/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 691.214/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Recurso Extraordinário 697.023/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.). Impende destacar, de outro lado, com relação à alegada ofensa à norma inscrita no art. 5..., inciso XXXV, da Constituição, que foi assegurado, no caso ora em exame, à parte agravante, o direito de acesso à jurisdição estatal, não se podendo inferir, do insucesso processual que experimentou, o reconhecimento de que lhe teria sido denegada a concernente prestação jurisdicional. Com efeito, não se negou, à parte recorrente, o direito à prestação jurisdicional do Estado. Este, bem ou mal, apreciou, por intermédio de órgãos judiciários competentes, o litígio que lhe foi submetido. É preciso ter presente que a prestação jurisdicional, ainda que errônea, incompleta ou insatisfatória, não deixa de configurar-se como resposta efetiva do Estado-Juiz à invocação, pela parte interessada, da tutela jurisdicional do Poder Público, circunstância que afasta a alegada ofensa a quanto prescreve o art. 5..., inciso XXXV, da Carta Política, consoante tem enfatizado o magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 141/980, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 120.933-AgR/RS, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 125.492-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS MADEIRA). A prestação jurisdicional que se revela contrária ao interesse de quem a postula não se identifica, não se equipara nem se confunde, para efeito de acesso à via recursal extraordinária, com a ausência de prestação jurisdicional. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF Cumpre ressaltar, por necessário, que essa orientação plenária vem sendo observada em decisões, que, proferidas no âmbito desta Corte, versaram questão virtualmente idêntica à que ora se examina nesta sede recursal (AI 779.629-AgR/MG, Rel. Min. AYRES BRITTO – ARE 675.704/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI – ARE 691.214/SP, Rel. Min. LUIZ FUX – Recurso Extraordinário 697.023/SP, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.). Impende destacar, de outro lado, com relação à alegada ofensa à norma inscrita no art. 5..., inciso XXXV, da Constituição, que foi assegurado, no caso ora em exame, à parte agravante, o direito de acesso à jurisdição estatal, não se podendo inferir, do insucesso processual que experimentou, o reconhecimento de que lhe teria sido denegada a concernente prestação jurisdicional. Com efeito, não se negou, à parte recorrente, o direito à prestação jurisdicional do Estado. Este, bem ou mal, apreciou, por intermédio de órgãos judiciários competentes, o litígio que lhe foi submetido. É preciso ter presente que a prestação jurisdicional, ainda que errônea, incompleta ou insatisfatória, não deixa de configurar-se como resposta efetiva do Estado-Juiz à invocação, pela parte interessada, da tutela jurisdicional do Poder Público, circunstância que afasta a alegada ofensa a quanto prescreve o art. 5..., inciso XXXV, da Carta Política, consoante tem enfatizado o magistério jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal (RTJ 132/455, Rel. Min. CELSO DE MELLO – RTJ 141/980, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 120.933-AgR/RS, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 125.492-AgR/SP, Rel. Min. CARLOS MADEIRA). A prestação jurisdicional que se revela contrária ao interesse de quem a postula não se identifica, não se equipara nem se confunde, para efeito de acesso à via recursal extraordinária, com a ausência de prestação jurisdicional. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 719772 AGR / DF Cabe salientar, ainda, a propósito da alegada violação ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “DUE PROCESS OF LAW E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. - A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF Cabe salientar, ainda, a propósito da alegada violação ao art. 5..., incisos LIV e LV, da Constituição, que a orientação jurisprudencial emanada desta Suprema Corte, firmada na análise desse particular aspecto no qual se fundamenta o recurso extraordinário em causa, tem salientado, considerado o princípio do devido processo legal (neste compreendida a cláusula inerente à plenitude de defesa), que a suposta ofensa ao texto constitucional, caso existente, apresentar-se-ia por via reflexa, eis que a sua constatação reclamaria – para que se configurasse – a formulação de juízo prévio de legalidade, fundado na vulneração e infringência de dispositivos de ordem meramente legal. Daí revelar-se inteiramente ajustável, ao caso ora em exame, o entendimento jurisprudencial desta Corte Suprema, no sentido de que “O devido processo legal – Constituição Federal de 1988, art. 5..., LV – exerce-se de conformidade com a lei” (AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei), razão pela qual a alegação de desrespeito à cláusula do devido processo legal, por traduzir transgressão “indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais” (AI 215.885-AgR/SP, Rel. Min. MOREIRA ALVES – AI 414.167/RS, Rel. Min. CEZAR PELUSO – Recurso Extraordinário 257.533-AgR/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO), não autoriza o acesso à via recursal extraordinária: “DUE PROCESS OF LAW E PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. - A garantia do devido processo legal exerce-se em conformidade com o que dispõe a lei, de tal modo que eventual desvio do ato decisório configurará, quando muito, situação tipificadora de conflito de mera legalidade, apto a desautorizar a utilização do recurso extraordinário. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “– Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 719772 AGR / DF preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5... da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o Tribunal “a quo” – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal.” (AI 427.186-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei) “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos incisos LIV e LV do artigo 5... da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 447.774-AgR/CE, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Nem se alegue, neste ponto, que a suposta transgressão ao ordenamento legal – derivada da interpretação que lhe deu o Tribunal “a quo” – teria importado em desrespeito ao princípio constitucional da legalidade. Não se pode desconsiderar, quanto a tal postulado, a orientação firmada pelo Supremo Tribunal Federal, cuja jurisprudência vem proclamando, a propósito desse tema, que o procedimento hermenêutico do Tribunal inferior – quando examina o quadro normativo positivado pelo Estado e dele extrai a interpretação dos diversos diplomas legais que o compõem, para, em razão da inteligência e do sentido exegético que lhes der, obter os elementos necessários à exata composição da lide – não transgride, diretamente, o princípio da legalidade (AI 161.396-AgR/SP, Rel. Min. CELSO DE MELLO – AI 192.995-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – AI 307.711/PA, Rel. Min. CELSO DE MELLO). É por essa razão – ausência de conflito imediato com o texto da Constituição – que a jurisprudência desta Corte vem enfatizando que “A boa ou má interpretação de norma infraconstitucional não enseja o recurso extraordinário, sob color de ofensa ao princípio da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 5..., II)” (RTJ 144/962, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – grifei): “E é pacífica a jurisprudência do S.T.F., no sentido de não 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 719772 AGR / DF admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (...).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5..., II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5..., II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) Cumpre acentuar, por oportuno, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF admitir, em R.E., alegação de ofensa indireta à Constituição Federal, por má interpretação de normas infraconstitucionais, como as trabalhistas e processuais (...).” (AI 153.310-AgR/RS, Rel. Min. SYDNEY SANCHES – grifei) “A alegação de ofensa ao princípio da legalidade, inscrito no art. 5..., II, da Constituição da República, não autoriza, só por si, o acesso à via recursal extraordinária, pelo fato de tal alegação tornar indispensável, para efeito de sua constatação, o exame prévio do ordenamento positivo de caráter infraconstitucional, dando ensejo, em tal situação, à possibilidade de reconhecimento de hipótese de mera transgressão indireta ao texto da Carta Política. Precedentes.” (RTJ 189/336-337, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Não foi por outro motivo que o eminente Ministro MOREIRA ALVES, Relator, ao apreciar o tema pertinente ao postulado da legalidade, em conexão com o emprego do recurso extraordinário, assim se pronunciou: “A alegação de ofensa ao artigo 5..., II, da Constituição, por implicar o exame prévio da legislação infraconstitucional, é alegação de infringência indireta ou reflexa à Carta Magna, não dando margem, assim, ao cabimento do recurso extraordinário.” (AI 339.607/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – grifei) Cumpre acentuar, por oportuno, que essa orientação acha-se presentemente sumulada por esta Corte, como resulta claro da Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal, cuja formulação possui o seguinte conteúdo: “Não cabe recurso extraordinário por contrariedade ao princípio constitucional da legalidade, quando a sua verificação pressuponha rever a interpretação dada a normas infraconstitucionais pela decisão recorrida.” (grifei) 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 719772 AGR / DF Desse modo, qualquer que seja o ângulo sob o qual se examine a pretensão recursal deduzida pela parte ora agravante, o fato é que essa postulação encontra obstáculo de ordem técnica na jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, consoante resulta claro de decisão, que, emanada desta Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal: “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos artigos 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV e 93, IX da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 437.201-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Impende registrar, finalmente, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a propósito do sentido que esta Corte tem dado à cláusula inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal, mesmo afastando-se, por mera concessão dialética, a questão da ofensa reflexa, desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora agravante, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF Desse modo, qualquer que seja o ângulo sob o qual se examine a pretensão recursal deduzida pela parte ora agravante, o fato é que essa postulação encontra obstáculo de ordem técnica na jurisprudência firmada pelo Supremo Tribunal Federal, consoante resulta claro de decisão, que, emanada desta Corte, reflete, com absoluta fidelidade, o entendimento jurisprudencial prevalecente no âmbito do Tribunal: “Inviável o processamento do extraordinário para debater matéria infraconstitucional, sob o argumento de violação ao disposto nos artigos 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV e 93, IX da Constituição. Agravo regimental improvido.” (AI 437.201-AgR/SP, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) Impende registrar, finalmente, no que se refere à alegada transgressão ao postulado constitucional que impõe, ao Poder Judiciário, o dever de motivar suas decisões (Constituição Federal de 1988, art. 93, IX), que o Supremo Tribunal Federal – embora sempre enfatizando a imprescindibilidade da observância dessa imposição da Carta Política (RTJ 170/627-628) – não confere, a tal prescrição constitucional, o alcance que lhe pretende dar a parte ora recorrente, pois, na realidade, segundo entendimento firmado por esta própria Corte, “O que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional” (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – grifei). Vale ter presente, a propósito do sentido que esta Corte tem dado à cláusula inscrita no inciso IX do art. 93 da Constituição, que os precedentes deste Tribunal, mesmo afastando-se, por mera concessão dialética, a questão da ofensa reflexa, desautorizam a abordagem hermenêutica feita pela parte ora agravante, como se dessume de diversos julgados (AI 731.527-AgR/RJ, Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 838.209-AgR/MA, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. CELSO DE MELLO ARE 719772 AGR / DF Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos, em sua manifestação, pelo eminente Relator do processo em cujo âmbito se reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia em causa (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Supremo Tribunal Federal ARE 719772 AGR / DF Rel. Min. GILMAR MENDES – AI 840.788-AgR/SC, Rel. Min. LUIZ FUX – AI 842.316-AgR/RJ, Rel. Min. LUIZ FUX, v.g.), notadamente daqueles referidos, em sua manifestação, pelo eminente Relator do processo em cujo âmbito se reconheceu a existência de repercussão geral da controvérsia em causa (RTJ 150/269, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – AI 529.105-AgR/CE, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – AI 637.301-AgR/GO, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 327.143-AgR/PE, Rel. Min. CARLOS VELLOSO, v.g.). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora agravada. É o meu voto. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : VIACAO VALMIR AMARAL LTDA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES ADV.(A/S) : JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501141 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 719.772 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : VIACAO VALMIR AMARAL LTDA ADV.(A/S) : LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES ADV.(A/S) : JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501141 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
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DE MELLO", "AYRES BRITTO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "NÉRI DA SILVEIRA", "CARLOS MADEIRA", "AYRES BRITTO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "NÉRI DA SILVEIRA", "CARLOS MADEIRA", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CARLOS VELLOSO", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "MOREIRA ALVES", "MOREIRA ALVES", "SYDNEY SANCHES", "CELSO DE MELLO", "MOREIRA ALVES", "MOREIRA ALVES", "CELSO DE MELLO", "ELLEN GRACIE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "GILMAR MENDES", "ELLEN GRACIE", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "GILMAR MENDES", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "CARLOS VELLOSO", "GILMAR MENDES", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "JOAQUIM BARBOSA", "CÁRMEN LÚCIA", "CARLOS VELLOSO", "CELSO DE MELLO", "VIACAO VALMIR AMARAL LTDA", "LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO", "CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES", "JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Mário José Gisi", "Fabiane Duarte", "CELSO DE MELLO", "VIACAO VALMIR AMARAL LTDA", "LUÍS FERNANDO CUNHA CASTRO", "CARINA ROCHA ANTUNES SANTANA MAGALHAES", "JOSÉ HELVÉCIO DE CASTRO", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Mário José Gisi", "Fabiane" ], "TEMPO": [ "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05 de março de 2013", "24", 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Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MÁRCIO SANTOS NASCIMENTO ADV.(A/S) :FABIANO SAMARTIN FERNANDES EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da ampla defesa e do contraditório. Ofensa reflexa. Controle judicial. Ato administrativo ilegal. Possibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. 3. Não viola o princípio da separação dos poderes o controle pelo Poder Judiciário de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade, o qual envolve a verificação da efetiva ocorrência dos pressupostos de fato e direito, podendo o Judiciário atuar, inclusive, nas questões atinentes à proporcionalidade e à razoabilidade. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709495. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão AI 800892 AGR / BA agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709495. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MÁRCIO SANTOS NASCIMENTO ADV.(A/S) :FABIANO SAMARTIN FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado da Bahia interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 2º, 5º, incisos XXXIV, alínea ‘a’, XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Câmara Especializada do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: ‘Recurso de Apelação e Remessa Necessária. Mandado de Segurança. Atos delituosos. Exclusão de Policial Militar. Doença psíquica preexistente devidamente demonstrada. 1. O ato delituoso que ensejou a exclusão do policial militar ocorreu, aproximadamente, 03 (três) anos após o laudo que informou da capacidade do mesmo para realização apenas de serviços burocráticos, sem porte de arma e sem condução de viatura. 2. O apelante assumiu o risco, demonstrando descuidado, ao escalar o apelado para realização de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MÁRCIO SANTOS NASCIMENTO ADV.(A/S) :FABIANO SAMARTIN FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado da Bahia interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 2º, 5º, incisos XXXIV, alínea ‘a’, XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Câmara Especializada do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: ‘Recurso de Apelação e Remessa Necessária. Mandado de Segurança. Atos delituosos. Exclusão de Policial Militar. Doença psíquica preexistente devidamente demonstrada. 1. O ato delituoso que ensejou a exclusão do policial militar ocorreu, aproximadamente, 03 (três) anos após o laudo que informou da capacidade do mesmo para realização apenas de serviços burocráticos, sem porte de arma e sem condução de viatura. 2. O apelante assumiu o risco, demonstrando descuidado, ao escalar o apelado para realização de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA serviço externo inclusive com porte de arma e contato direto com a população. 3. Configurado o direito de transferência para a inatividade. 4. Recurso de apelação improvido. Sentença confirmada em reexame necessário.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de declaração foi publicado em 10/2/06, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. A irresignação não merece prosperar. Não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/5/01). Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA serviço externo inclusive com porte de arma e contato direto com a população. 3. Configurado o direito de transferência para a inatividade. 4. Recurso de apelação improvido. Sentença confirmada em reexame necessário.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de declaração foi publicado em 10/2/06, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. A irresignação não merece prosperar. Não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/5/01). Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se que o acórdão recorrido não se afastou da orientação jurisprudencial desta Corte, que firmou 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI nº 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI nº 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se que o acórdão recorrido não se afastou da orientação jurisprudencial desta Corte, que firmou 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA entendimento no sentido de que o controle pelo Poder Judiciário, de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade, não viola o princípio da separação dos poderes, podendo atuar, inclusive, nas questões atinentes à proporcionalidade e à razoabilidade. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É TITULAR. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. II – Consoante jurisprudência deste Tribunal, é inválido o enquadramento, sem concurso público, de servidor em cargo diverso daquele de que é titular. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido’ (RE nº 559.114/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 14/4/11). ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO CPC. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2º DA CF. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA entendimento no sentido de que o controle pelo Poder Judiciário, de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade, não viola o princípio da separação dos poderes, podendo atuar, inclusive, nas questões atinentes à proporcionalidade e à razoabilidade. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É TITULAR. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. II – Consoante jurisprudência deste Tribunal, é inválido o enquadramento, sem concurso público, de servidor em cargo diverso daquele de que é titular. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido’ (RE nº 559.114/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 14/4/11). ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO CPC. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2º DA CF. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 279. 4. Agravo regimental improvido’ (AI nº 777.502/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/10/10). ‘RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO. PODER DISCIPLINAR. LIMITES DE ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. ATO DE IMPROBIDADE. 1. Servidor do DNER demitido por ato de improbidade administrativa e por se valer do cargo para obter proveito pessoal de outrem, em detrimento da dignidade da função pública, com base no art. 11, caput, e inciso I, da Lei n. 8.429/92 e art. 117, IX, da Lei n. 8.112/90. 2. A autoridade administrativa está autorizada a praticar atos discricionários apenas quando norma jurídica válida expressamente a ela atribuir essa livre atuação. Os atos administrativos que envolvem a aplicação de ‘conceitos indeterminados’ estão sujeitos ao exame e controle do Poder Judiciário. O controle jurisdicional pode e deve incidir sobre os elementos do ato, à luz dos princípios que regem a atuação da Administração. 3. Processo disciplinar, no qual se discutiu a ocorrência de desídia --- art. 117, inciso XV da Lei n. 8.112/90. Aplicação da penalidade, com 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 279. 4. Agravo regimental improvido’ (AI nº 777.502/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/10/10). ‘RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO. PODER DISCIPLINAR. LIMITES DE ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. ATO DE IMPROBIDADE. 1. Servidor do DNER demitido por ato de improbidade administrativa e por se valer do cargo para obter proveito pessoal de outrem, em detrimento da dignidade da função pública, com base no art. 11, caput, e inciso I, da Lei n. 8.429/92 e art. 117, IX, da Lei n. 8.112/90. 2. A autoridade administrativa está autorizada a praticar atos discricionários apenas quando norma jurídica válida expressamente a ela atribuir essa livre atuação. Os atos administrativos que envolvem a aplicação de ‘conceitos indeterminados’ estão sujeitos ao exame e controle do Poder Judiciário. O controle jurisdicional pode e deve incidir sobre os elementos do ato, à luz dos princípios que regem a atuação da Administração. 3. Processo disciplinar, no qual se discutiu a ocorrência de desídia --- art. 117, inciso XV da Lei n. 8.112/90. Aplicação da penalidade, com 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA fundamento em preceito diverso do indicado pela comissão de inquérito. A capitulação do ilícito administrativo não pode ser aberta a ponto de impossibilitar o direito de defesa. De outra parte, o motivo apresentado afigurou-se inválido em face das provas coligidas aos autos. 4. Ato de improbidade: a aplicação das penalidades previstas na Lei n. 8.429/92 não incumbe à Administração, eis que privativa do Poder Judiciário. Verificada a prática de atos de improbidade no âmbito administrativo, caberia representação ao Ministério Público para ajuizamento da competente ação, não a aplicação da pena de demissão. Recurso ordinário provido’ (RMS 24.699/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 1º/7/05). Desse último julgado, transcrevo o seguinte trecho da fundamentação do voto do relator, que bem aborda a questão: ‘(...) 9. É, sim, devida, além de possível, a revisão dos motivos do ato administrativo pelo Poder Judiciário, especialmente nos casos concernentes a demissão de servidor público. 10. Os atos administrativos que envolvem a aplicação de ‘conceitos indeterminados’ estão sujeitos ao exame e controle do Poder Judiciário. ‘Indeterminado’ o termo do conceito --- e mesmo e especialmente porque ele é contingente, variando no tempo e no espaço, eis que em verdade não é conceito, mas noção ---, a sua interpretação [interpretação = aplicação] reclama a escolha de uma, entre várias interpretações possíveis, em cada caso, de modo que essa escolha seja apresentada como adequada. 11. Como a atividade da Administração é infralegal --- administrar é aplicar a lei de ofício, dizia Seabra Fagundes ---, a autoridade administrativa está vinculada pelo dever de motivar os seus atos. Assim, a análise e 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA fundamento em preceito diverso do indicado pela comissão de inquérito. A capitulação do ilícito administrativo não pode ser aberta a ponto de impossibilitar o direito de defesa. De outra parte, o motivo apresentado afigurou-se inválido em face das provas coligidas aos autos. 4. Ato de improbidade: a aplicação das penalidades previstas na Lei n. 8.429/92 não incumbe à Administração, eis que privativa do Poder Judiciário. Verificada a prática de atos de improbidade no âmbito administrativo, caberia representação ao Ministério Público para ajuizamento da competente ação, não a aplicação da pena de demissão. Recurso ordinário provido’ (RMS 24.699/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 1º/7/05). Desse último julgado, transcrevo o seguinte trecho da fundamentação do voto do relator, que bem aborda a questão: ‘(...) 9. É, sim, devida, além de possível, a revisão dos motivos do ato administrativo pelo Poder Judiciário, especialmente nos casos concernentes a demissão de servidor público. 10. Os atos administrativos que envolvem a aplicação de ‘conceitos indeterminados’ estão sujeitos ao exame e controle do Poder Judiciário. ‘Indeterminado’ o termo do conceito --- e mesmo e especialmente porque ele é contingente, variando no tempo e no espaço, eis que em verdade não é conceito, mas noção ---, a sua interpretação [interpretação = aplicação] reclama a escolha de uma, entre várias interpretações possíveis, em cada caso, de modo que essa escolha seja apresentada como adequada. 11. Como a atividade da Administração é infralegal --- administrar é aplicar a lei de ofício, dizia Seabra Fagundes ---, a autoridade administrativa está vinculada pelo dever de motivar os seus atos. Assim, a análise e 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA ponderação da motivação do ato administrativo informam o controle, pelo Poder Judiciário, da sua correção. 12. O Poder Judiciário verifica, então, se o ato é correto. Não, note-se bem --- e desejo deixar isso bem vincado ---, qual o ato correto. 13. E isso porque, repito-o, sempre, em cada caso, na interpretação, sobretudo de textos normativos que veiculem ‘conceitos indeterminados’ [vale dizer, noções], inexiste uma interpretação verdadeira [única correta]; a única interpretação correta --- que haveria, então, de ser exata --- é objetivamente incognoscível (é, in concreto, incognoscível). Ademais, é óbvio, o Poder Judiciário não pode substituir-se à Administração, enquanto personificada no Poder Executivo. Logo, o Poder Judiciário verifica se o ato é correto; apenas isso. 14. Nesse sentido, o Poder Judiciário vai à análise do mérito do ato administrativo, inclusive fazendo atuar as pautas da proporcionalidade e da razoabilidade, que não são princípios, mas sim critérios de aplicação do direito, ponderados no momento das normas de decisão. Não voltarei ao tema, até para não maçar demasiadamente esta Corte. O fato porém é que, nesse exame do mérito do ato, entre outros parâmetros de análise de que para tanto se vale, o Judiciário não apenas examina a proporção que marca a relação entre meios e fins do ato, mas também aquela que se manifesta na relação entre o ato e seus motivos, tal e qual declarados na motivação. 15. O motivo, um dos elementos do ato administrativo, contém os pressupostos de fato e de direito que fundamentam sua prática pela Administração. No caso do ato disciplinar punitivo, a conduta reprovável do servidor é o pressuposto de fato, ao passo que a lei que definiu o comportamento como infração funcional configura o pressuposto de direito. Qualquer ato administrativo deve estar necessariamente assentado em motivos capazes de justificar a sua emanação, de modo 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA ponderação da motivação do ato administrativo informam o controle, pelo Poder Judiciário, da sua correção. 12. O Poder Judiciário verifica, então, se o ato é correto. Não, note-se bem --- e desejo deixar isso bem vincado ---, qual o ato correto. 13. E isso porque, repito-o, sempre, em cada caso, na interpretação, sobretudo de textos normativos que veiculem ‘conceitos indeterminados’ [vale dizer, noções], inexiste uma interpretação verdadeira [única correta]; a única interpretação correta --- que haveria, então, de ser exata --- é objetivamente incognoscível (é, in concreto, incognoscível). Ademais, é óbvio, o Poder Judiciário não pode substituir-se à Administração, enquanto personificada no Poder Executivo. Logo, o Poder Judiciário verifica se o ato é correto; apenas isso. 14. Nesse sentido, o Poder Judiciário vai à análise do mérito do ato administrativo, inclusive fazendo atuar as pautas da proporcionalidade e da razoabilidade, que não são princípios, mas sim critérios de aplicação do direito, ponderados no momento das normas de decisão. Não voltarei ao tema, até para não maçar demasiadamente esta Corte. O fato porém é que, nesse exame do mérito do ato, entre outros parâmetros de análise de que para tanto se vale, o Judiciário não apenas examina a proporção que marca a relação entre meios e fins do ato, mas também aquela que se manifesta na relação entre o ato e seus motivos, tal e qual declarados na motivação. 15. O motivo, um dos elementos do ato administrativo, contém os pressupostos de fato e de direito que fundamentam sua prática pela Administração. No caso do ato disciplinar punitivo, a conduta reprovável do servidor é o pressuposto de fato, ao passo que a lei que definiu o comportamento como infração funcional configura o pressuposto de direito. Qualquer ato administrativo deve estar necessariamente assentado em motivos capazes de justificar a sua emanação, de modo 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA que a sua falta ou falsidade conduzem à nulidade do ato. 16. Esse exame evidentemente não afronta o princípio da harmonia e interdependência dos poderes entre si [CB, art. 2º]. Juízos de oportunidade não são sindicáveis pelo Poder Judiciário; mas juízos de legalidade, sim. A conveniência e oportunidade da Administração não podem ser substituídas pela conveniência e oportunidade do juiz. Mas é certo que o controle jurisdicional pode e deve incidir sobre os elementos do ato, à luz dos princípios que regem a atuação da Administração. 17. Daí porque o controle jurisdicional pode incidir sobre os motivos determinantes do ato administrativo. 18. Sendo assim, concluo esta primeira parte de meu voto, deixando assente que o Poder Judiciário pode e deve, mediante a análise dos motivos do ato administrativo --- e sem que isso implique em invasão da esfera privativa de atribuições reservadas à Administração pela Constituição do Brasil --- pode e deve, dizia, rever a pena de demissão imposta ao servidor público.’ Por fim, saliente-se que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia amparado nos fatos e provas que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” Alega o agravante que foram violados os arts. 2º; 5º, incisos XXXVI, LIV e LV; e 93, IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) houve observância aos pressupostos do devido processo legal no ato demissional, tendo em vista que o Agravado foi submetido ao devido processo disciplinar instaurado, intimados de todos os atos processuais, bem como o 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA que a sua falta ou falsidade conduzem à nulidade do ato. 16. Esse exame evidentemente não afronta o princípio da harmonia e interdependência dos poderes entre si [CB, art. 2º]. Juízos de oportunidade não são sindicáveis pelo Poder Judiciário; mas juízos de legalidade, sim. A conveniência e oportunidade da Administração não podem ser substituídas pela conveniência e oportunidade do juiz. Mas é certo que o controle jurisdicional pode e deve incidir sobre os elementos do ato, à luz dos princípios que regem a atuação da Administração. 17. Daí porque o controle jurisdicional pode incidir sobre os motivos determinantes do ato administrativo. 18. Sendo assim, concluo esta primeira parte de meu voto, deixando assente que o Poder Judiciário pode e deve, mediante a análise dos motivos do ato administrativo --- e sem que isso implique em invasão da esfera privativa de atribuições reservadas à Administração pela Constituição do Brasil --- pode e deve, dizia, rever a pena de demissão imposta ao servidor público.’ Por fim, saliente-se que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia amparado nos fatos e provas que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula nº 279 desta Corte. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” Alega o agravante que foram violados os arts. 2º; 5º, incisos XXXVI, LIV e LV; e 93, IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) houve observância aos pressupostos do devido processo legal no ato demissional, tendo em vista que o Agravado foi submetido ao devido processo disciplinar instaurado, intimados de todos os atos processuais, bem como o 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA acórdão padece de devida fundamentação, eis que os argumentos apresentados não foram todos examinados. (...) A questão da penalidade imposta segue a regra do Princípio da Estrita Legalidade, o qual exige que a autoridade administrativa cumpra o quanto previsto em lei, o que na hipótese, exigia a exclusão do Agravado dos quadros públicos. (...) (...) não compete ao Judiciário revisitar a decisão administrativa, a não ser na hipótese de ilegalidade, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes (...).” É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA acórdão padece de devida fundamentação, eis que os argumentos apresentados não foram todos examinados. (...) A questão da penalidade imposta segue a regra do Princípio da Estrita Legalidade, o qual exige que a autoridade administrativa cumpra o quanto previsto em lei, o que na hipótese, exigia a exclusão do Agravado dos quadros públicos. (...) (...) não compete ao Judiciário revisitar a decisão administrativa, a não ser na hipótese de ilegalidade, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes (...).” É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Anote-se, inicialmente, que a suposta violação do inciso XXXVI do art. 5º da Constituição Federal não foi suscitada nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constitui inovação recursal manifesta em momento inoportuno. No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Dos pronunciamentos dos ilustres presentantes ministeriais e do apelado, colhe-se que o impetrante foi excluído das fileiras da Polícia Militar, a bem do serviço público, em razão de ato delituoso e conduta indecorosa, sem que, entretanto, fosse observada sua condição psíquica. Dos documentos acostados vê-se: - às fls. 08/10, a conduta delituosa ensejadora da exclusão ocorreu em 01 de abril de 2000; - às fl. 14, consta um atestado de que o impetrante/apelado esteve internado na Casa de Saúde Santa Mônica, o período compreendido entre 27/09/1998 a 05/10/1998; - às fl. 16, consta documento que informa que o impetrante/apelado, já apresentava quadro de insônia aos 08 anos de idade, quando iniciou o uso de ansiolíticos. Por seu turno, o apelante/impetrado já possuía, desde a ata de 19 de fevereiro de 1997, o conhecimento de que o impetrante/apelado só tinha condições de realizar atividades burocráticas, não lhe sendo permitido portar armas no serviço, nem conduzir viaturas, documentos de fls. 156. (...) Por estas razões é que se observa que a sindicância encontra-se viciada não por desatendimento aos princípios de regência, mas por fato anterior que já atestava sobre a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Anote-se, inicialmente, que a suposta violação do inciso XXXVI do art. 5º da Constituição Federal não foi suscitada nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constitui inovação recursal manifesta em momento inoportuno. No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Dos pronunciamentos dos ilustres presentantes ministeriais e do apelado, colhe-se que o impetrante foi excluído das fileiras da Polícia Militar, a bem do serviço público, em razão de ato delituoso e conduta indecorosa, sem que, entretanto, fosse observada sua condição psíquica. Dos documentos acostados vê-se: - às fls. 08/10, a conduta delituosa ensejadora da exclusão ocorreu em 01 de abril de 2000; - às fl. 14, consta um atestado de que o impetrante/apelado esteve internado na Casa de Saúde Santa Mônica, o período compreendido entre 27/09/1998 a 05/10/1998; - às fl. 16, consta documento que informa que o impetrante/apelado, já apresentava quadro de insônia aos 08 anos de idade, quando iniciou o uso de ansiolíticos. Por seu turno, o apelante/impetrado já possuía, desde a ata de 19 de fevereiro de 1997, o conhecimento de que o impetrante/apelado só tinha condições de realizar atividades burocráticas, não lhe sendo permitido portar armas no serviço, nem conduzir viaturas, documentos de fls. 156. (...) Por estas razões é que se observa que a sindicância encontra-se viciada não por desatendimento aos princípios de regência, mas por fato anterior que já atestava sobre a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA incapacidade do impetrante/apelado. Por essas razões, na data do fato o impetrante/apelado já deveria estar realizando atividades burocráticas ou até mesmo na reserva remunerada. Nos dias atuais, se observa que cabe somente a transferência para a reserva, em razão do laudo de fl. 155, que considerou o impetrante/apelado definitivamente incapaz para o serviço policial Militar. (...) Observe-se que não vem ao caso o julgamento sobre a torpeza do ato perpetrado pelo apelado, que tem seu curso investigatório na Justiça Criminal, e muito menos a forma de realização da sindicância. Isto porque, o só ato de colocar o apelado em serviço externo já constituiu em perigo para a coletividade.” Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA incapacidade do impetrante/apelado. Por essas razões, na data do fato o impetrante/apelado já deveria estar realizando atividades burocráticas ou até mesmo na reserva remunerada. Nos dias atuais, se observa que cabe somente a transferência para a reserva, em razão do laudo de fl. 155, que considerou o impetrante/apelado definitivamente incapaz para o serviço policial Militar. (...) Observe-se que não vem ao caso o julgamento sobre a torpeza do ato perpetrado pelo apelado, que tem seu curso investigatório na Justiça Criminal, e muito menos a forma de realização da sindicância. Isto porque, o só ato de colocar o apelado em serviço externo já constituiu em perigo para a coletividade.” Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (AI nº 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE nº 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5º, LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI nº 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA De resto, é certo que o Tribunal de origem não divergiu da pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o controle pelo Poder Judiciário de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade, o qual envolve a verificação da efetiva ocorrência dos pressupostos de fato e direito, podendo o Judiciário atuar, inclusive, nas questões atinentes à proporcionalidade e à razoabilidade. Sobre o tema, anote-se: “Processo administrativo disciplinar. Prescrição. A pena imposta ao servidor regula a prescrição. A anulação do processo administrativo original fixa como termo inicial do prazo a data em que o fato se tornou conhecido e, como termo final, a data de instauração do processo válido. Precedentes: MS 21.321; MS 22.679. Exercício do direito de defesa. A descrição dos fatos realizada quando do indiciamento foi suficiente para o devido exercício do direito de defesa. Precedentes: MS 21.721; MS 23.490. Proporcionalidade. Tratando-se de demissão fundada na prática de ato de improbidade de natureza culposa, sem imputação de locupletamento ou proveito pessoal por parte do servidor, é possível, diante das peculiaridades do caso concreto, a análise da proporcionalidade da medida disciplinar aplicada pela Administração. Precedentes: MS 23.041; RMS 24.699. Recurso provido. Segurança deferida” (RMS nº 24.129/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 30/4/12). “AGRAVOS REGIMENTAIS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ATO ADMINISTRATIVO. CONTROLE JUDICIAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 279 DO STF. 1. É legítima a verificação, pelo Poder Judiciário, de regularidade do ato discricionário quanto às suas causas, motivos e finalidade. 2. A hipótese dos autos impõe o reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do STF. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA De resto, é certo que o Tribunal de origem não divergiu da pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o controle pelo Poder Judiciário de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade, o qual envolve a verificação da efetiva ocorrência dos pressupostos de fato e direito, podendo o Judiciário atuar, inclusive, nas questões atinentes à proporcionalidade e à razoabilidade. Sobre o tema, anote-se: “Processo administrativo disciplinar. Prescrição. A pena imposta ao servidor regula a prescrição. A anulação do processo administrativo original fixa como termo inicial do prazo a data em que o fato se tornou conhecido e, como termo final, a data de instauração do processo válido. Precedentes: MS 21.321; MS 22.679. Exercício do direito de defesa. A descrição dos fatos realizada quando do indiciamento foi suficiente para o devido exercício do direito de defesa. Precedentes: MS 21.721; MS 23.490. Proporcionalidade. Tratando-se de demissão fundada na prática de ato de improbidade de natureza culposa, sem imputação de locupletamento ou proveito pessoal por parte do servidor, é possível, diante das peculiaridades do caso concreto, a análise da proporcionalidade da medida disciplinar aplicada pela Administração. Precedentes: MS 23.041; RMS 24.699. Recurso provido. Segurança deferida” (RMS nº 24.129/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 30/4/12). “AGRAVOS REGIMENTAIS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ATO ADMINISTRATIVO. CONTROLE JUDICIAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 279 DO STF. 1. É legítima a verificação, pelo Poder Judiciário, de regularidade do ato discricionário quanto às suas causas, motivos e finalidade. 2. A hipótese dos autos impõe o reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do STF. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA Agravos regimentais aos quais se nega provimento” (RE nº 505.439/MA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PENA DE DEMISSÃO. CONFRONTO ENTRE AS CONDUTAS IMPUTADAS E AS TIPIFICAÇÕES PREVISTAS NA LEI Nº 8.112/90. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL PARA A APLICAÇÃO DA PENALIDADE MÁXIMA, DETECTADA PELO TRIBUNAL A QUO. NECESSIDADE DE REVOLVER MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAR DIREITO INFRACONSTITUCIONAL. EXAME DE LEGALIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO. A controvérsia cuja solução depende do confronto entre as condutas imputadas ao servidor e as tipificações da lei que rege o processo administrativo disciplinar se situa no mundo dos fatos e no campo infraconstitucional, o que impede a abertura da via extraordinária. No exercício do controle de legalidade do ato administrativo, incumbe ao Judiciário observar, além da competência de quem o praticou e do cumprimento das formalidades legais que lhe são intrínsecas, também os respectivos pressupostos de fato e de direito. O exame desses aspectos implica a verificação da existência de previsão legal da causa apontada como motivadora da demissão do servidor público; isto é, a verificação da previsibilidade legal da sanção que lhe foi aplicada. Precedentes: RE 75.421-EDv, Relator Ministro Xavier de Albuquerque. RE 88.121, Relator Ministro Rafael Mayer; AR 976, Relator Ministro Moreira Alves; e MS 20.999, Relator Ministro Celso de Mello. Agravo Regimental desprovido” (RE nº 395.831/AL-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 18/11/05). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECIFICO DE RECORRIBILIDADE. A parte sequiosa de ver o recurso extraordinário admitido e conhecido deve atentar não 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA Agravos regimentais aos quais se nega provimento” (RE nº 505.439/MA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PENA DE DEMISSÃO. CONFRONTO ENTRE AS CONDUTAS IMPUTADAS E AS TIPIFICAÇÕES PREVISTAS NA LEI Nº 8.112/90. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL PARA A APLICAÇÃO DA PENALIDADE MÁXIMA, DETECTADA PELO TRIBUNAL A QUO. NECESSIDADE DE REVOLVER MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAR DIREITO INFRACONSTITUCIONAL. EXAME DE LEGALIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO. A controvérsia cuja solução depende do confronto entre as condutas imputadas ao servidor e as tipificações da lei que rege o processo administrativo disciplinar se situa no mundo dos fatos e no campo infraconstitucional, o que impede a abertura da via extraordinária. No exercício do controle de legalidade do ato administrativo, incumbe ao Judiciário observar, além da competência de quem o praticou e do cumprimento das formalidades legais que lhe são intrínsecas, também os respectivos pressupostos de fato e de direito. O exame desses aspectos implica a verificação da existência de previsão legal da causa apontada como motivadora da demissão do servidor público; isto é, a verificação da previsibilidade legal da sanção que lhe foi aplicada. Precedentes: RE 75.421-EDv, Relator Ministro Xavier de Albuquerque. RE 88.121, Relator Ministro Rafael Mayer; AR 976, Relator Ministro Moreira Alves; e MS 20.999, Relator Ministro Celso de Mello. Agravo Regimental desprovido” (RE nº 395.831/AL-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 18/11/05). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECIFICO DE RECORRIBILIDADE. A parte sequiosa de ver o recurso extraordinário admitido e conhecido deve atentar não 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA só para a observância aos pressupostos gerais de recorribilidade como também para um dos específicos do permissivo constitucional. Longe fica de vulnerar o artigo 6., parágrafo único, da Constituição de 1969 acórdão em que afastado ato administrativo praticado com abuso de poder, no que revelou remoção de funcionário sem a indicação dos motivos que estariam a respaldá-la. Na dicção sempre oportuna de Celso Antonio Bandeira de Mello, mesmo nos atos discricionários não há margem para que a administração atue com excessos ou desvios ao decidir, competindo ao Judiciário a glosa cabível (Discricionariedade e Controle judicial)” (RE nº 131.661/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 17/11/95). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO DE SERVIDOR. 1. CONTROLE JUDICIAL DE ATO ADMINISTRATIVO: INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. 2. CONTROVÉRSIA SOBRE OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 707.292/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/10/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE DO ATO QUE INDEFERIU O PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DO SERVIDOR NO QUADRO DA POLÍCIA MILITAR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INEXISTÊNCIA. 1. Ato administrativo vinculado. Indeferimento do pedido de reintegração do servidor na Corporação. Ilegalidade por não terem sido observados os direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA só para a observância aos pressupostos gerais de recorribilidade como também para um dos específicos do permissivo constitucional. Longe fica de vulnerar o artigo 6., parágrafo único, da Constituição de 1969 acórdão em que afastado ato administrativo praticado com abuso de poder, no que revelou remoção de funcionário sem a indicação dos motivos que estariam a respaldá-la. Na dicção sempre oportuna de Celso Antonio Bandeira de Mello, mesmo nos atos discricionários não há margem para que a administração atue com excessos ou desvios ao decidir, competindo ao Judiciário a glosa cabível (Discricionariedade e Controle judicial)” (RE nº 131.661/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 17/11/95). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO DE SERVIDOR. 1. CONTROLE JUDICIAL DE ATO ADMINISTRATIVO: INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. 2. CONTROVÉRSIA SOBRE OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 707.292/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/10/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE DO ATO QUE INDEFERIU O PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DO SERVIDOR NO QUADRO DA POLÍCIA MILITAR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INEXISTÊNCIA. 1. Ato administrativo vinculado. Indeferimento do pedido de reintegração do servidor na Corporação. Ilegalidade por não terem sido observados os direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA Federal. 2. Reexame da decisão administrativa pelo Poder Judiciário. Ofensa ao princípio da separação de poderes. Inexistência. A Carta Federal conferiu ao Poder Judiciário a função precípua de controlar os excessos cometidos em qualquer das esferas governamentais, quando estes incidirem em abuso de poder ou desvios inconstitucionais. Precedente. Agravo regimental não provido” (RE nº 259.335/RJ, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 7/12/2000). Nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA Federal. 2. Reexame da decisão administrativa pelo Poder Judiciário. Ofensa ao princípio da separação de poderes. Inexistência. A Carta Federal conferiu ao Poder Judiciário a função precípua de controlar os excessos cometidos em qualquer das esferas governamentais, quando estes incidirem em abuso de poder ou desvios inconstitucionais. Precedente. Agravo regimental não provido” (RE nº 259.335/RJ, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 7/12/2000). Nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MÁRCIO SANTOS NASCIMENTO ADV.(A/S) : FABIANO SAMARTIN FERNANDES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3542011 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MÁRCIO SANTOS NASCIMENTO ADV.(A/S) : FABIANO SAMARTIN FERNANDES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3542011 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3749628
2013-03-12T00:00:00
2013-05-07T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da ampla defesa e do contraditório. Ofensa reflexa. Controle judicial. Ato administrativo ilegal. Possibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. 3. Não viola o princípio da separação dos poderes o controle pelo Poder Judiciário de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade, o qual envolve a verificação da efetiva ocorrência dos pressupostos de fato e direito, podendo o Judiciário atuar, inclusive, nas questões atinentes à proporcionalidade e à razoabilidade. 4. Agravo regimental não provido.
sjur229653
- Acórdão(s) citado(s): (FUNDAMENTAÇÃO, DEFICIÊNCIA) AI 809411 AgR (2ªT), AI 653010 AgR (1ªT). (OFENSA REFLEXA) ARE 644667 AgR (1ªT), AI 531906 AgR (2ªT), AI 643654 AgR (1ªT). (VIOLAÇÃO, PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES) RMS 24129 (2ªT), RE 505439 AgR (2ªT), RE 395831 AgR (1ªT), RE 131661 AgR (2ªT), ARE 707292 AgR (2ªT), RE 259335 AgR (2ªT). Número de páginas: 20. Análise: 24/05/2013, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
800892
null
AI-AgR
acordaos
AI 800892 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MÁRCIO SANTOS NASCIMENTO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA ADV.(A/S) : FABIANO SAMARTIN FERNANDES
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MÁRCIO SANTOS NASCIMENTO ADV.(A/S) :FABIANO SAMARTIN FERNANDES EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Negativa de prestação jurisdicional. Não ocorrência. Princípios da ampla defesa e do contraditório. Ofensa reflexa. Controle judicial. Ato administrativo ilegal. Possibilidade. Precedentes. 1. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente motivada. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. 3. Não viola o princípio da separação dos poderes o controle pelo Poder Judiciário de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade, o qual envolve a verificação da efetiva ocorrência dos pressupostos de fato e direito, podendo o Judiciário atuar, inclusive, nas questões atinentes à proporcionalidade e à razoabilidade. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709495. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão AI 800892 AGR / BA agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709495. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709495. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MÁRCIO SANTOS NASCIMENTO ADV.(A/S) :FABIANO SAMARTIN FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado da Bahia interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 2..., 5..., incisos XXXIV, alínea ‘a’, XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Câmara Especializada do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: ‘Recurso de Apelação e Remessa Necessária. Mandado de Segurança. Atos delituosos. Exclusão de Policial Militar. Doença psíquica preexistente devidamente demonstrada. 1. O ato delituoso que ensejou a exclusão do policial militar ocorreu, aproximadamente, 03 (três) anos após o laudo que informou da capacidade do mesmo para realização apenas de serviços burocráticos, sem porte de arma e sem condução de viatura. 2. O apelante assumiu o risco, demonstrando descuidado, ao escalar o apelado para realização de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :MÁRCIO SANTOS NASCIMENTO ADV.(A/S) :FABIANO SAMARTIN FERNANDES RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado da Bahia interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei provimento ao agravo de instrumento, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado da Bahia interpõe agravo de instrumento contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário assentado em contrariedade aos artigos 2..., 5..., incisos XXXIV, alínea ‘a’, XXXV, LIV e LV, e 93, inciso IX, da Constituição Federal. Insurge-se, no apelo extremo, contra acórdão da Câmara Especializada do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: ‘Recurso de Apelação e Remessa Necessária. Mandado de Segurança. Atos delituosos. Exclusão de Policial Militar. Doença psíquica preexistente devidamente demonstrada. 1. O ato delituoso que ensejou a exclusão do policial militar ocorreu, aproximadamente, 03 (três) anos após o laudo que informou da capacidade do mesmo para realização apenas de serviços burocráticos, sem porte de arma e sem condução de viatura. 2. O apelante assumiu o risco, demonstrando descuidado, ao escalar o apelado para realização de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA serviço externo inclusive com porte de arma e contato direto com a população. 3. Configurado o direito de transferência para a inatividade. 4. Recurso de apelação improvido. Sentença confirmada em reexame necessário.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de declaração foi publicado em 10/2/06, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. A irresignação não merece prosperar. Não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/5/01). Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA serviço externo inclusive com porte de arma e contato direto com a população. 3. Configurado o direito de transferência para a inatividade. 4. Recurso de apelação improvido. Sentença confirmada em reexame necessário.’ Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão dos embargos de declaração foi publicado em 10/2/06, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. A irresignação não merece prosperar. Não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão da parte recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/5/01). Por outro lado, a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que afronta aos princípios constitucionais da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se que o acórdão recorrido não se afastou da orientação jurisprudencial desta Corte, que firmou 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA da prestação jurisdicional, se dependente de reexame prévio de normas infraconstitucionais, seria indireta ou reflexa. Nesse sentido, anote-se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE COBRANÇA. DESPESAS CONDOMINIAIS. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. Impossibilidade da análise da legislação infraconstitucional e do reexame de provas na via do recurso extraordinário. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame de normas infraconstitucionais, podem configurar apenas ofensa reflexa à Constituição da República’ (AI n 594.887/SP–AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 30/11/07). ‘AGRAVO DE INSTRUMENTO - ALEGAÇÃO DE OFENSA AO POSTULADO DA MOTIVAÇÃO DOS ATOS DECISÓRIOS - INOCORRÊNCIA - AUSÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO - RECURSO IMPROVIDO. O Supremo Tribunal Federal deixou assentado que, em regra, as alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição, circunstância essa que impede a utilização do recurso extraordinário. Precedentes’ (AI n 360.265/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 20/9/02). Ressalte-se que o acórdão recorrido não se afastou da orientação jurisprudencial desta Corte, que firmou 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA entendimento no sentido de que o controle pelo Poder Judiciário, de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade, não viola o princípio da separação dos poderes, podendo atuar, inclusive, nas questões atinentes à proporcionalidade e à razoabilidade. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É TITULAR. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. II – Consoante jurisprudência deste Tribunal, é inválido o enquadramento, sem concurso público, de servidor em cargo diverso daquele de que é titular. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 559.114/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 14/4/11). ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO Código de Processo Civil. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2... DA Constituição Federal de 1988. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA entendimento no sentido de que o controle pelo Poder Judiciário, de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade, não viola o princípio da separação dos poderes, podendo atuar, inclusive, nas questões atinentes à proporcionalidade e à razoabilidade. Nesse sentido, destaco os seguintes precedentes: ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É TITULAR. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. II – Consoante jurisprudência deste Tribunal, é inválido o enquadramento, sem concurso público, de servidor em cargo diverso daquele de que é titular. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido’ (Recurso Extraordinário n 559.114/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 14/4/11). ‘ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO Código de Processo Civil. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2... DA Constituição Federal de 1988. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 4. Agravo regimental improvido’ (AI n 777.502/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/10/10). ‘RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO. PODER DISCIPLINAR. LIMITES DE ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. ATO DE IMPROBIDADE. 1. Servidor do DNER demitido por ato de improbidade administrativa e por se valer do cargo para obter proveito pessoal de outrem, em detrimento da dignidade da função pública, com base no art. 11, caput, e inciso I, da Lei n. 8.429/92 e art. 117, IX, da Lei n. 8.112/90. 2. A autoridade administrativa está autorizada a praticar atos discricionários apenas quando norma jurídica válida expressamente a ela atribuir essa livre atuação. Os atos administrativos que envolvem a aplicação de ‘conceitos indeterminados’ estão sujeitos ao exame e controle do Poder Judiciário. O controle jurisdicional pode e deve incidir sobre os elementos do ato, à luz dos princípios que regem a atuação da Administração. 3. Processo disciplinar, no qual se discutiu a ocorrência de desídia --- art. 117, inciso XV da Lei n. 8.112/90. Aplicação da penalidade, com 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 4. Agravo regimental improvido’ (AI n 777.502/RS-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 25/10/10). ‘RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. SERVIDOR PÚBLICO. PROCESSO ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO. PODER DISCIPLINAR. LIMITES DE ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. ATO DE IMPROBIDADE. 1. Servidor do DNER demitido por ato de improbidade administrativa e por se valer do cargo para obter proveito pessoal de outrem, em detrimento da dignidade da função pública, com base no art. 11, caput, e inciso I, da Lei n. 8.429/92 e art. 117, IX, da Lei n. 8.112/90. 2. A autoridade administrativa está autorizada a praticar atos discricionários apenas quando norma jurídica válida expressamente a ela atribuir essa livre atuação. Os atos administrativos que envolvem a aplicação de ‘conceitos indeterminados’ estão sujeitos ao exame e controle do Poder Judiciário. O controle jurisdicional pode e deve incidir sobre os elementos do ato, à luz dos princípios que regem a atuação da Administração. 3. Processo disciplinar, no qual se discutiu a ocorrência de desídia --- art. 117, inciso XV da Lei n. 8.112/90. Aplicação da penalidade, com 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA fundamento em preceito diverso do indicado pela comissão de inquérito. A capitulação do ilícito administrativo não pode ser aberta a ponto de impossibilitar o direito de defesa. De outra parte, o motivo apresentado afigurou-se inválido em face das provas coligidas aos autos. 4. Ato de improbidade: a aplicação das penalidades previstas na Lei n. 8.429/92 não incumbe à Administração, eis que privativa do Poder Judiciário. Verificada a prática de atos de improbidade no âmbito administrativo, caberia representação ao Ministério Público para ajuizamento da competente ação, não a aplicação da pena de demissão. Recurso ordinário provido’ (RMS 24.699/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 1.../7/05). Desse último julgado, transcrevo o seguinte trecho da fundamentação do voto do relator, que bem aborda a questão: ‘(...) 9. É, sim, devida, além de possível, a revisão dos motivos do ato administrativo pelo Poder Judiciário, especialmente nos casos concernentes a demissão de servidor público. 10. Os atos administrativos que envolvem a aplicação de ‘conceitos indeterminados’ estão sujeitos ao exame e controle do Poder Judiciário. ‘Indeterminado’ o termo do conceito --- e mesmo e especialmente porque ele é contingente, variando no tempo e no espaço, eis que em verdade não é conceito, mas noção ---, a sua interpretação [interpretação = aplicação] reclama a escolha de uma, entre várias interpretações possíveis, em cada caso, de modo que essa escolha seja apresentada como adequada. 11. Como a atividade da Administração é infralegal --- administrar é aplicar a lei de ofício, dizia Seabra Fagundes ---, a autoridade administrativa está vinculada pelo dever de motivar os seus atos. Assim, a análise e 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA fundamento em preceito diverso do indicado pela comissão de inquérito. A capitulação do ilícito administrativo não pode ser aberta a ponto de impossibilitar o direito de defesa. De outra parte, o motivo apresentado afigurou-se inválido em face das provas coligidas aos autos. 4. Ato de improbidade: a aplicação das penalidades previstas na Lei n. 8.429/92 não incumbe à Administração, eis que privativa do Poder Judiciário. Verificada a prática de atos de improbidade no âmbito administrativo, caberia representação ao Ministério Público para ajuizamento da competente ação, não a aplicação da pena de demissão. Recurso ordinário provido’ (RMS 24.699/DF, Primeira Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 1.../7/05). Desse último julgado, transcrevo o seguinte trecho da fundamentação do voto do relator, que bem aborda a questão: ‘(...) 9. É, sim, devida, além de possível, a revisão dos motivos do ato administrativo pelo Poder Judiciário, especialmente nos casos concernentes a demissão de servidor público. 10. Os atos administrativos que envolvem a aplicação de ‘conceitos indeterminados’ estão sujeitos ao exame e controle do Poder Judiciário. ‘Indeterminado’ o termo do conceito --- e mesmo e especialmente porque ele é contingente, variando no tempo e no espaço, eis que em verdade não é conceito, mas noção ---, a sua interpretação [interpretação = aplicação] reclama a escolha de uma, entre várias interpretações possíveis, em cada caso, de modo que essa escolha seja apresentada como adequada. 11. Como a atividade da Administração é infralegal --- administrar é aplicar a lei de ofício, dizia Seabra Fagundes ---, a autoridade administrativa está vinculada pelo dever de motivar os seus atos. Assim, a análise e 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA ponderação da motivação do ato administrativo informam o controle, pelo Poder Judiciário, da sua correção. 12. O Poder Judiciário verifica, então, se o ato é correto. Não, note-se bem --- e desejo deixar isso bem vincado ---, qual o ato correto. 13. E isso porque, repito-o, sempre, em cada caso, na interpretação, sobretudo de textos normativos que veiculem ‘conceitos indeterminados’ [vale dizer, noções], inexiste uma interpretação verdadeira [única correta]; a única interpretação correta --- que haveria, então, de ser exata --- é objetivamente incognoscível (é, in concreto, incognoscível). Ademais, é óbvio, o Poder Judiciário não pode substituir-se à Administração, enquanto personificada no Poder Executivo. Logo, o Poder Judiciário verifica se o ato é correto; apenas isso. 14. Nesse sentido, o Poder Judiciário vai à análise do mérito do ato administrativo, inclusive fazendo atuar as pautas da proporcionalidade e da razoabilidade, que não são princípios, mas sim critérios de aplicação do direito, ponderados no momento das normas de decisão. Não voltarei ao tema, até para não maçar demasiadamente esta Corte. O fato porém é que, nesse exame do mérito do ato, entre outros parâmetros de análise de que para tanto se vale, o Judiciário não apenas examina a proporção que marca a relação entre meios e fins do ato, mas também aquela que se manifesta na relação entre o ato e seus motivos, tal e qual declarados na motivação. 15. O motivo, um dos elementos do ato administrativo, contém os pressupostos de fato e de direito que fundamentam sua prática pela Administração. No caso do ato disciplinar punitivo, a conduta reprovável do servidor é o pressuposto de fato, ao passo que a lei que definiu o comportamento como infração funcional configura o pressuposto de direito. Qualquer ato administrativo deve estar necessariamente assentado em motivos capazes de justificar a sua emanação, de modo 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA ponderação da motivação do ato administrativo informam o controle, pelo Poder Judiciário, da sua correção. 12. O Poder Judiciário verifica, então, se o ato é correto. Não, note-se bem --- e desejo deixar isso bem vincado ---, qual o ato correto. 13. E isso porque, repito-o, sempre, em cada caso, na interpretação, sobretudo de textos normativos que veiculem ‘conceitos indeterminados’ [vale dizer, noções], inexiste uma interpretação verdadeira [única correta]; a única interpretação correta --- que haveria, então, de ser exata --- é objetivamente incognoscível (é, in concreto, incognoscível). Ademais, é óbvio, o Poder Judiciário não pode substituir-se à Administração, enquanto personificada no Poder Executivo. Logo, o Poder Judiciário verifica se o ato é correto; apenas isso. 14. Nesse sentido, o Poder Judiciário vai à análise do mérito do ato administrativo, inclusive fazendo atuar as pautas da proporcionalidade e da razoabilidade, que não são princípios, mas sim critérios de aplicação do direito, ponderados no momento das normas de decisão. Não voltarei ao tema, até para não maçar demasiadamente esta Corte. O fato porém é que, nesse exame do mérito do ato, entre outros parâmetros de análise de que para tanto se vale, o Judiciário não apenas examina a proporção que marca a relação entre meios e fins do ato, mas também aquela que se manifesta na relação entre o ato e seus motivos, tal e qual declarados na motivação. 15. O motivo, um dos elementos do ato administrativo, contém os pressupostos de fato e de direito que fundamentam sua prática pela Administração. No caso do ato disciplinar punitivo, a conduta reprovável do servidor é o pressuposto de fato, ao passo que a lei que definiu o comportamento como infração funcional configura o pressuposto de direito. Qualquer ato administrativo deve estar necessariamente assentado em motivos capazes de justificar a sua emanação, de modo 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA que a sua falta ou falsidade conduzem à nulidade do ato. 16. Esse exame evidentemente não afronta o princípio da harmonia e interdependência dos poderes entre si [CB, art. 2...]. Juízos de oportunidade não são sindicáveis pelo Poder Judiciário; mas juízos de legalidade, sim. A conveniência e oportunidade da Administração não podem ser substituídas pela conveniência e oportunidade do juiz. Mas é certo que o controle jurisdicional pode e deve incidir sobre os elementos do ato, à luz dos princípios que regem a atuação da Administração. 17. Daí porque o controle jurisdicional pode incidir sobre os motivos determinantes do ato administrativo. 18. Sendo assim, concluo esta primeira parte de meu voto, deixando assente que o Poder Judiciário pode e deve, mediante a análise dos motivos do ato administrativo --- e sem que isso implique em invasão da esfera privativa de atribuições reservadas à Administração pela Constituição do Brasil --- pode e deve, dizia, rever a pena de demissão imposta ao servidor público.’ Por fim, saliente-se que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia amparado nos fatos e provas que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” Alega o agravante que foram violados os arts. 2...; 5..., incisos XXXVI, LIV e LV; e 93, IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) houve observância aos pressupostos do devido processo legal no ato demissional, tendo em vista que o Agravado foi submetido ao devido processo disciplinar instaurado, intimados de todos os atos processuais, bem como o 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA que a sua falta ou falsidade conduzem à nulidade do ato. 16. Esse exame evidentemente não afronta o princípio da harmonia e interdependência dos poderes entre si [CB, art. 2...]. Juízos de oportunidade não são sindicáveis pelo Poder Judiciário; mas juízos de legalidade, sim. A conveniência e oportunidade da Administração não podem ser substituídas pela conveniência e oportunidade do juiz. Mas é certo que o controle jurisdicional pode e deve incidir sobre os elementos do ato, à luz dos princípios que regem a atuação da Administração. 17. Daí porque o controle jurisdicional pode incidir sobre os motivos determinantes do ato administrativo. 18. Sendo assim, concluo esta primeira parte de meu voto, deixando assente que o Poder Judiciário pode e deve, mediante a análise dos motivos do ato administrativo --- e sem que isso implique em invasão da esfera privativa de atribuições reservadas à Administração pela Constituição do Brasil --- pode e deve, dizia, rever a pena de demissão imposta ao servidor público.’ Por fim, saliente-se que o Tribunal de origem decidiu a controvérsia amparado nos fatos e provas que compõem a lide, cujo reexame é vedado em sede de recurso extraordinário. Incidência da Súmula n 279 desta Corte. Ante o exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se.” Alega o agravante que foram violados os arts. 2...; 5..., incisos XXXVI, LIV e LV; e 93, IX, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que “(...) houve observância aos pressupostos do devido processo legal no ato demissional, tendo em vista que o Agravado foi submetido ao devido processo disciplinar instaurado, intimados de todos os atos processuais, bem como o 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Relatório AI 800892 AGR / BA acórdão padece de devida fundamentação, eis que os argumentos apresentados não foram todos examinados. (...) A questão da penalidade imposta segue a regra do Princípio da Estrita Legalidade, o qual exige que a autoridade administrativa cumpra o quanto previsto em lei, o que na hipótese, exigia a exclusão do Agravado dos quadros públicos. (...) (...) não compete ao Judiciário revisitar a decisão administrativa, a não ser na hipótese de ilegalidade, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes (...).” É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA acórdão padece de devida fundamentação, eis que os argumentos apresentados não foram todos examinados. (...) A questão da penalidade imposta segue a regra do Princípio da Estrita Legalidade, o qual exige que a autoridade administrativa cumpra o quanto previsto em lei, o que na hipótese, exigia a exclusão do Agravado dos quadros públicos. (...) (...) não compete ao Judiciário revisitar a decisão administrativa, a não ser na hipótese de ilegalidade, sob pena de violação ao princípio da separação dos poderes (...).” É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709492. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Anote-se, inicialmente, que a suposta violação do inciso XXXVI do art. 5... da Constituição Federal não foi suscitada nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constitui inovação recursal manifesta em momento inoportuno. No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Dos pronunciamentos dos ilustres presentantes ministeriais e do apelado, colhe-se que o impetrante foi excluído das fileiras da Polícia Militar, a bem do serviço público, em razão de ato delituoso e conduta indecorosa, sem que, entretanto, fosse observada sua condição psíquica. Dos documentos acostados vê-se: - às fls. 08/10, a conduta delituosa ensejadora da exclusão ocorreu em 01 de abril de 2000; - às fl. 14, consta um atestado de que o impetrante/apelado esteve internado na Casa de Saúde Santa Mônica, o período compreendido entre 27/09/1998 a 05/10/1998; - às fl. 16, consta documento que informa que o impetrante/apelado, já apresentava quadro de insônia aos 08 anos de idade, quando iniciou o uso de ansiolíticos. Por seu turno, o apelante/impetrado já possuía, desde a ata de 19 de fevereiro de 1997, o conhecimento de que o impetrante/apelado só tinha condições de realizar atividades burocráticas, não lhe sendo permitido portar armas no serviço, nem conduzir viaturas, documentos de fls. 156. (...) Por estas razões é que se observa que a sindicância encontra-se viciada não por desatendimento aos princípios de regência, mas por fato anterior que já atestava sobre a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 BAHIA VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Anote-se, inicialmente, que a suposta violação do inciso XXXVI do art. 5... da Constituição Federal não foi suscitada nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constitui inovação recursal manifesta em momento inoportuno. No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Dos pronunciamentos dos ilustres presentantes ministeriais e do apelado, colhe-se que o impetrante foi excluído das fileiras da Polícia Militar, a bem do serviço público, em razão de ato delituoso e conduta indecorosa, sem que, entretanto, fosse observada sua condição psíquica. Dos documentos acostados vê-se: - às fls. 08/10, a conduta delituosa ensejadora da exclusão ocorreu em 01 de abril de 2000; - às fl. 14, consta um atestado de que o impetrante/apelado esteve internado na Casa de Saúde Santa Mônica, o período compreendido entre 27/09/1998 a 05/10/1998; - às fl. 16, consta documento que informa que o impetrante/apelado, já apresentava quadro de insônia aos 08 anos de idade, quando iniciou o uso de ansiolíticos. Por seu turno, o apelante/impetrado já possuía, desde a ata de 19 de fevereiro de 1997, o conhecimento de que o impetrante/apelado só tinha condições de realizar atividades burocráticas, não lhe sendo permitido portar armas no serviço, nem conduzir viaturas, documentos de fls. 156. (...) Por estas razões é que se observa que a sindicância encontra-se viciada não por desatendimento aos princípios de regência, mas por fato anterior que já atestava sobre a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA incapacidade do impetrante/apelado. Por essas razões, na data do fato o impetrante/apelado já deveria estar realizando atividades burocráticas ou até mesmo na reserva remunerada. Nos dias atuais, se observa que cabe somente a transferência para a reserva, em razão do laudo de fl. 155, que considerou o impetrante/apelado definitivamente incapaz para o serviço policial Militar. (...) Observe-se que não vem ao caso o julgamento sobre a torpeza do ato perpetrado pelo apelado, que tem seu curso investigatório na Justiça Criminal, e muito menos a forma de realização da sindicância. Isto porque, o só ato de colocar o apelado em serviço externo já constituiu em perigo para a coletividade.” Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA incapacidade do impetrante/apelado. Por essas razões, na data do fato o impetrante/apelado já deveria estar realizando atividades burocráticas ou até mesmo na reserva remunerada. Nos dias atuais, se observa que cabe somente a transferência para a reserva, em razão do laudo de fl. 155, que considerou o impetrante/apelado definitivamente incapaz para o serviço policial Militar. (...) Observe-se que não vem ao caso o julgamento sobre a torpeza do ato perpetrado pelo apelado, que tem seu curso investigatório na Justiça Criminal, e muito menos a forma de realização da sindicância. Isto porque, o só ato de colocar o apelado em serviço externo já constituiu em perigo para a coletividade.” Desse modo, conforme consignado na decisão agravada, é certo que não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no julgado recorrido, uma vez que a decisão está suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem explicitado suas razões de decidir. A exigência constitucional é de que o órgão judicante fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento, e não que se manifeste sobre todos os argumentos apresentados pela defesa. Sobre o tema, os seguintes precedentes: “PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. 1. O fato de a decisão ser contrária aos interesses da parte não configura negativa de prestação jurisdicional ou ausência de fundamentação. 2. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 809.411/SP-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 20/6/11). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DEVIDO PROCESSO LEGAL, AMPLA DEFESA E CONTRADITÓRIO. OFENSA REFLEXA 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA AO TEXTO CONSTITUCIONAL. ART. 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. DECISÃO SUFICIENTEMENTE FUNDAMENTADA. ANÁLISE DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I - A alegada violação aos postulados constitucionais do devido processo legal, ampla defesa e contraditório, em regra, configura ofensa reflexa ao texto constitucional. II - A exigência do art. 93, IX, da Constituição, não impõe seja a decisão exaustivamente fundamentada, bastando que o julgador informe, de forma clara e concisa, as razões de seu convencimento, tal como ocorreu no caso em tela. III - Necessidade do reexame do contexto fático probatório que envolve a matéria, o que é inadmissível em recurso extraordinário. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (AI n 653.010/DF-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 29/8/08). Ademais, a jurisprudência desta Corte está consolidada no sentido de que a afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República, o que não enseja o reexame da matéria em recurso extraordinário. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. PLANO DE SAÚDE EMPRESARIAL. INDEFERIMENTO DA PRODUÇÃO DE PROVAS. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ARTIGO 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. Os postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010; e AI 756.336-AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 2. Agravo regimental desprovido” (ARE n 644.667/RS-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 5/10/11). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. 1. O acórdão que mantém o indeferimento de diligência probatória tida por desnecessária não ofende o artigo 5..., LV, da Constituição do Brasil. Precedentes. 2. As alegações de desrespeito aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se dependentes de reexame prévio de normas inferiores, podem configurar, quando muito, situações de ofensa meramente reflexa ao texto da Constituição. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 531.906/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14/11/07). “PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CERCEAMENTO DE DEFESA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL OFENSA INDIRETA À CONSTITUIÇÃO. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. 1. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que as alegações de afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, entre outros, configuram ofensa reflexa à Constituição da República. Precedentes. 2. Agravo Regimental desprovido” (AI n 643.654/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 22/6/07). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA De resto, é certo que o Tribunal de origem não divergiu da pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o controle pelo Poder Judiciário de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade, o qual envolve a verificação da efetiva ocorrência dos pressupostos de fato e direito, podendo o Judiciário atuar, inclusive, nas questões atinentes à proporcionalidade e à razoabilidade. Sobre o tema, anote-se: “Processo administrativo disciplinar. Prescrição. A pena imposta ao servidor regula a prescrição. A anulação do processo administrativo original fixa como termo inicial do prazo a data em que o fato se tornou conhecido e, como termo final, a data de instauração do processo válido. Precedentes: MS 21.321; MS 22.679. Exercício do direito de defesa. A descrição dos fatos realizada quando do indiciamento foi suficiente para o devido exercício do direito de defesa. Precedentes: MS 21.721; MS 23.490. Proporcionalidade. Tratando-se de demissão fundada na prática de ato de improbidade de natureza culposa, sem imputação de locupletamento ou proveito pessoal por parte do servidor, é possível, diante das peculiaridades do caso concreto, a análise da proporcionalidade da medida disciplinar aplicada pela Administração. Precedentes: MS 23.041; RMS 24.699. Recurso provido. Segurança deferida” (RMS n 24.129/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 30/4/12). “AGRAVOS REGIMENTAIS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ATO ADMINISTRATIVO. CONTROLE JUDICIAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. É legítima a verificação, pelo Poder Judiciário, de regularidade do ato discricionário quanto às suas causas, motivos e finalidade. 2. A hipótese dos autos impõe o reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA De resto, é certo que o Tribunal de origem não divergiu da pacífica jurisprudência desta Corte no sentido de que não viola o princípio da separação dos poderes o controle pelo Poder Judiciário de ato administrativo eivado de ilegalidade ou abusividade, o qual envolve a verificação da efetiva ocorrência dos pressupostos de fato e direito, podendo o Judiciário atuar, inclusive, nas questões atinentes à proporcionalidade e à razoabilidade. Sobre o tema, anote-se: “Processo administrativo disciplinar. Prescrição. A pena imposta ao servidor regula a prescrição. A anulação do processo administrativo original fixa como termo inicial do prazo a data em que o fato se tornou conhecido e, como termo final, a data de instauração do processo válido. Precedentes: MS 21.321; MS 22.679. Exercício do direito de defesa. A descrição dos fatos realizada quando do indiciamento foi suficiente para o devido exercício do direito de defesa. Precedentes: MS 21.721; MS 23.490. Proporcionalidade. Tratando-se de demissão fundada na prática de ato de improbidade de natureza culposa, sem imputação de locupletamento ou proveito pessoal por parte do servidor, é possível, diante das peculiaridades do caso concreto, a análise da proporcionalidade da medida disciplinar aplicada pela Administração. Precedentes: MS 23.041; RMS 24.699. Recurso provido. Segurança deferida” (RMS n 24.129/DF, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 30/4/12). “AGRAVOS REGIMENTAIS NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ATO ADMINISTRATIVO. CONTROLE JUDICIAL. REEXAME DE PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. 1. É legítima a verificação, pelo Poder Judiciário, de regularidade do ato discricionário quanto às suas causas, motivos e finalidade. 2. A hipótese dos autos impõe o reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA Agravos regimentais aos quais se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 505.439/MA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PENA DE DEMISSÃO. CONFRONTO ENTRE AS CONDUTAS IMPUTADAS E AS TIPIFICAÇÕES PREVISTAS NA LEI n 8.112/90. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL PARA A APLICAÇÃO DA PENALIDADE MÁXIMA, DETECTADA PELO TRIBUNAL A QUO. NECESSIDADE DE REVOLVER MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAR DIREITO INFRACONSTITUCIONAL. EXAME DE LEGALIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO. A controvérsia cuja solução depende do confronto entre as condutas imputadas ao servidor e as tipificações da lei que rege o processo administrativo disciplinar se situa no mundo dos fatos e no campo infraconstitucional, o que impede a abertura da via extraordinária. No exercício do controle de legalidade do ato administrativo, incumbe ao Judiciário observar, além da competência de quem o praticou e do cumprimento das formalidades legais que lhe são intrínsecas, também os respectivos pressupostos de fato e de direito. O exame desses aspectos implica a verificação da existência de previsão legal da causa apontada como motivadora da demissão do servidor público; isto é, a verificação da previsibilidade legal da sanção que lhe foi aplicada. Precedentes: Recurso Extraordinário 75.421-EDv, Relator Ministro Xavier de Albuquerque. Recurso Extraordinário 88.121, Relator Ministro Rafael Mayer; AR 976, Relator Ministro Moreira Alves; e MS 20.999, Relator Ministro Celso de Mello. Agravo Regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 395.831/AL-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 18/11/05). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECIFICO DE RECORRIBILIDADE. A parte sequiosa de ver o recurso extraordinário admitido e conhecido deve atentar não 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA Agravos regimentais aos quais se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 505.439/MA-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/8/08). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL. PENA DE DEMISSÃO. CONFRONTO ENTRE AS CONDUTAS IMPUTADAS E AS TIPIFICAÇÕES PREVISTAS NA LEI n 8.112/90. AUSÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL PARA A APLICAÇÃO DA PENALIDADE MÁXIMA, DETECTADA PELO TRIBUNAL A QUO. NECESSIDADE DE REVOLVER MATÉRIA FÁTICA E INTERPRETAR DIREITO INFRACONSTITUCIONAL. EXAME DE LEGALIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO. A controvérsia cuja solução depende do confronto entre as condutas imputadas ao servidor e as tipificações da lei que rege o processo administrativo disciplinar se situa no mundo dos fatos e no campo infraconstitucional, o que impede a abertura da via extraordinária. No exercício do controle de legalidade do ato administrativo, incumbe ao Judiciário observar, além da competência de quem o praticou e do cumprimento das formalidades legais que lhe são intrínsecas, também os respectivos pressupostos de fato e de direito. O exame desses aspectos implica a verificação da existência de previsão legal da causa apontada como motivadora da demissão do servidor público; isto é, a verificação da previsibilidade legal da sanção que lhe foi aplicada. Precedentes: Recurso Extraordinário 75.421-EDv, Relator Ministro Xavier de Albuquerque. Recurso Extraordinário 88.121, Relator Ministro Rafael Mayer; AR 976, Relator Ministro Moreira Alves; e MS 20.999, Relator Ministro Celso de Mello. Agravo Regimental desprovido” (Recurso Extraordinário n 395.831/AL-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ayres Britto, DJ de 18/11/05). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PRESSUPOSTO ESPECIFICO DE RECORRIBILIDADE. A parte sequiosa de ver o recurso extraordinário admitido e conhecido deve atentar não 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA só para a observância aos pressupostos gerais de recorribilidade como também para um dos específicos do permissivo constitucional. Longe fica de vulnerar o artigo 6., parágrafo único, da Constituição de 1969 acórdão em que afastado ato administrativo praticado com abuso de poder, no que revelou remoção de funcionário sem a indicação dos motivos que estariam a respaldá-la. Na dicção sempre oportuna de Celso Antonio Bandeira de Mello, mesmo nos atos discricionários não há margem para que a administração atue com excessos ou desvios ao decidir, competindo ao Judiciário a glosa cabível (Discricionariedade e Controle judicial)” (Recurso Extraordinário n 131.661/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 17/11/95). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO DE SERVIDOR. 1. CONTROLE JUDICIAL DE ATO ADMINISTRATIVO: INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. 2. CONTROVÉRSIA SOBRE OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 707.292/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/10/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE DO ATO QUE INDEFERIU O PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DO SERVIDOR NO QUADRO DA POLÍCIA MILITAR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INEXISTÊNCIA. 1. Ato administrativo vinculado. Indeferimento do pedido de reintegração do servidor na Corporação. Ilegalidade por não terem sido observados os direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA só para a observância aos pressupostos gerais de recorribilidade como também para um dos específicos do permissivo constitucional. Longe fica de vulnerar o artigo 6., parágrafo único, da Constituição de 1969 acórdão em que afastado ato administrativo praticado com abuso de poder, no que revelou remoção de funcionário sem a indicação dos motivos que estariam a respaldá-la. Na dicção sempre oportuna de Celso Antonio Bandeira de Mello, mesmo nos atos discricionários não há margem para que a administração atue com excessos ou desvios ao decidir, competindo ao Judiciário a glosa cabível (Discricionariedade e Controle judicial)” (Recurso Extraordinário n 131.661/ES, Segunda Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 17/11/95). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. DEMISSÃO DE SERVIDOR. 1. CONTROLE JUDICIAL DE ATO ADMINISTRATIVO: INEXISTÊNCIA DE CONTRARIEDADE AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. 2. CONTROVÉRSIA SOBRE OBSERVÂNCIA DOS PRINCÍPIOS DA RAZOABILIDADE E DA PROPORCIONALIDADE: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 707.292/DF-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 26/10/12). “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. ILEGALIDADE DO ATO QUE INDEFERIU O PEDIDO DE REINTEGRAÇÃO DO SERVIDOR NO QUADRO DA POLÍCIA MILITAR. OFENSA AO PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. INEXISTÊNCIA. 1. Ato administrativo vinculado. Indeferimento do pedido de reintegração do servidor na Corporação. Ilegalidade por não terem sido observados os direitos e garantias individuais assegurados pela Constituição 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI AI 800892 AGR / BA Federal. 2. Reexame da decisão administrativa pelo Poder Judiciário. Ofensa ao princípio da separação de poderes. Inexistência. A Carta Federal conferiu ao Poder Judiciário a função precípua de controlar os excessos cometidos em qualquer das esferas governamentais, quando estes incidirem em abuso de poder ou desvios inconstitucionais. Precedente. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 259.335/RJ, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 7/12/2000). Nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Supremo Tribunal Federal AI 800892 AGR / BA Federal. 2. Reexame da decisão administrativa pelo Poder Judiciário. Ofensa ao princípio da separação de poderes. Inexistência. A Carta Federal conferiu ao Poder Judiciário a função precípua de controlar os excessos cometidos em qualquer das esferas governamentais, quando estes incidirem em abuso de poder ou desvios inconstitucionais. Precedente. Agravo regimental não provido” (Recurso Extraordinário n 259.335/RJ, Segunda Turma, Relator o Ministro Maurício Corrêa, DJ de 7/12/2000). Nego provimento ao agravo regimental. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3709493. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MÁRCIO SANTOS NASCIMENTO ADV.(A/S) : FABIANO SAMARTIN FERNANDES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3542011 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 800.892 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : MÁRCIO SANTOS NASCIMENTO ADV.(A/S) : FABIANO SAMARTIN FERNANDES Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3542011 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 800 . 892", "AI 800892 AGR / BA", "AI 800892 AGR / BA", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 800 . 892", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 800 .", "AI 800892 AGR / BA", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR", "AI n 594 . 887 / SP – AgR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "AI 800892 AGR", "AI n 594 . 887 / SP – AgR", "AI n 360 . 265 / RJ - AgR", "AI 800892 AGR / BA", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 559 . 114 / DF - AgR", "AI 800892 AGR", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 559 . 114 / DF - AgR", "AI n 777 . 502 / RS - AgR", "AI 800892 AGR / BA", "AI n 777 . 502 / RS - AgR", "AI 800892 AGR / BA", "RMS 24 . 699 / DF", "AI 800892 AGR / BA", "RMS 24 . 699 / DF", "AI 800892 AGR / BA", "AI 800892 AGR / BA", "AI 800892 AGR / BA", "Súmula n 279 desta Corte", "AI 800892 AGR / BA", "Súmula n 279 desta Corte", "AI 800892 AGR / BA", "AI 800892 AGR / BA", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 800 . 892", "AI 800892 AGR / BA", "AI n 809 . 411 / SP - AgR", "AI 800892 AGR / BA", "AI n 809 . 411 / SP - AgR", "AI 800892 AGR / BA", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "AI 800892 AGR / BA", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n 653 . 010 / DF - AgR", "AI 800892 AGR / BA", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "ARE n 644 . 667 / RS - AgR", "AI n 531 . 906 / RJ - AgR", "AI n 643 . 654 / RJ - AgR", "AI 800892 AGR / BA", "AI 804 . 854 - AgR", "AI 756 . 336 - AgR", "ARE n 644 . 667 / RS - AgR", "AI n 531 . 906 / RJ - AgR", "AI n 643 . 654 / RJ - AgR", "AI 800892 AGR / BA", "MS 21 . 321", "MS 22 . 679", "MS 21 . 721", "MS 23 . 490", "MS 23 . 041", "RMS 24 . 699", "RMS n 24 . 129 / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 800892 AGR", "MS 21 . 321", "MS 22 . 679", "MS 21 . 721", "MS 23 . 490", "MS 23 . 041", "RMS 24 . 699", "RMS n 24 . 129 / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 505 . 439 / MA - AgR", "Recurso Extraordinário 75 . 421 - EDv", "Recurso Extraordinário 88 . 121", "AR 976", "MS 20 . 999", "Recurso Extraordinário n 395 . 831 / AL - AgR", "AI 800892 AGR / BA", "Recurso Extraordinário n 505 . 439 / MA - AgR", "Recurso Extraordinário 75 . 421 - EDv", "Recurso Extraordinário 88 . 121", "AR 976", "MS 20 . 999", "Recurso Extraordinário n 395 . 831 / AL - AgR", "AI 800892 AGR", "Recurso Extraordinário n 131 . 661 / ES", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 707 . 292 / DF - AgR", "AI 800892 AGR / BA", "Recurso Extraordinário n 131 . 661 / ES", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE n 707 . 292 / DF - AgR", "AI 800892 AGR / BA", "Recurso Extraordinário n 259 . 335 / RJ", "AI 800892 AGR / BA", "Recurso Extraordinário n 259 . 335 / RJ", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 800 . 892", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 800 . 892" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 2 . . . , 5 . . . , incisos XXXIV , alínea ‘ a ’ , XXXV , LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 2 . . . , 5 . . . , incisos XXXIV , alínea ‘ a ’ , XXXV , LIV e LV , e 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República ’", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 DO Código de Processo Civil", "ART . 2 . . . DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 DO Código de Processo Civil", "ART . 2 . . . DA Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "art . 11 , caput , e inciso I , da Lei n . 8 . 429 / 92", "art . 117 , IX , da Lei n . 8 . 112 / 90", "art . 117 , inciso XV da Lei n . 8 . 112 / 90", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Constituição Federal", "art . 11 , caput , e inciso I , da Lei n . 8 . 429 / 92", ".", "117 , IX , da Lei n . 8 . 112 / 90", "art . 117 , inciso XV da Lei n . 8 . 112 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 8 . 429 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CB , art", "Constituição do Brasil", "arts", "93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição do Brasil", "arts . 2 . . . ; 5 . . . , incisos XXXVI , LIV e LV ; e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XXXVI do art . 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso XXXVI do art . 5 . . . da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Constituição da República", "ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 93 , IX , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 93 , IX , da Constituição", "Constituição da República", "ARTIGO 5 . . . , LV , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "artigo 5 . . . , LV , da Constituição do Brasil", "Constituição", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", "2", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "BA", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves 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"FABIANO SAMARTIN FERNANDES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "MÁRCIO SANTOS NASCIMENTO", "FABIANO SAMARTIN FERNANDES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "2", "/", "06", "6", "/", "9", "/", "07", "3", "/", "2", "/", "06", "18", "/", "5", "/", "01", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", "/", "2", "/", "06", "6", "/", "9", "/", "07", "3", "/", "2", "/", "06", "18", "/", "5", "/", "01", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "11", "/", "07", "20", "/", "9", "/", "02", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LUCIANO SOUZA BACELAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTTO LEMOS E CORREIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AFASTAMENTO DE NORMA LEGAL COM BASE EM DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL: CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA E À SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553814. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LUCIANO SOUZA BACELAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTTO LEMOS E CORREIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 22 de novembro de 2012, dei provimento ao agravo e desde logo ao recurso extraordinário interposto pelo Estado da Bahia contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual decidira que “a diversidade de índice [da Lei n. 7.622/2000] revela-se inconstitucional, porquanto ofende a previsão de igualdade na revisão geral anual dos vencimentos dos servidores públicos” (fl. 316). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Inicialmente, cumpre afastar os óbices impostos pela decisão agravada, pois se verifica, na espécie, contrariedade à Constituição da República. Por este motivo, é de se ter que razão jurídica assiste ao Agravante. 7. A Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia assim decidiu: (...) (fl. 316). O acórdão recorrido destoa da jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou contrariar o art. 97 da Constituição da República a declaração de inconstitucionalidade proferida por órgão fracionário de tribunal, sem anterior declaração do órgão especial (se houver) ou de seu plenário. Nesse sentido: (...) (RE 594.661-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553815. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LUCIANO SOUZA BACELAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTTO LEMOS E CORREIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 22 de novembro de 2012, dei provimento ao agravo e desde logo ao recurso extraordinário interposto pelo Estado da Bahia contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual decidira que “a diversidade de índice [da Lei n. 7.622/2000] revela-se inconstitucional, porquanto ofende a previsão de igualdade na revisão geral anual dos vencimentos dos servidores públicos” (fl. 316). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Inicialmente, cumpre afastar os óbices impostos pela decisão agravada, pois se verifica, na espécie, contrariedade à Constituição da República. Por este motivo, é de se ter que razão jurídica assiste ao Agravante. 7. A Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia assim decidiu: (...) (fl. 316). O acórdão recorrido destoa da jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou contrariar o art. 97 da Constituição da República a declaração de inconstitucionalidade proferida por órgão fracionário de tribunal, sem anterior declaração do órgão especial (se houver) ou de seu plenário. Nesse sentido: (...) (RE 594.661-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553815. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 680674 AGR / BA 21.8.2009). 8. Pelo exposto, dou provimento ao agravo, e, desde logo, ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, inc. II, alínea c , do Código de Processo Civil), para anular o julgado recorrido por contrariedade ao art. 97 da Constituição da República, determinando a remessa dos autos ao Tribunal de origem, para que decida como de direito” (fls. 289-291). 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.11.2012 (fl. 292), interpõem Luciano Souza Bacelar e outros, em 3.12.2012, tempestivamente, agravo regimental (fl. 296-300). 3. Alegam os Agravantes que “não há falar, no presente caso, em violação do art. 97 da Constituição Federal ou da súmula vinculante n. 10, na medida em que não houve declaração de inconstitucionalidade da Lei Estadual n. 7.622/2000, mas apenas determinou-se que a sua aplicação se desse em conformidade com o artigo 37, X, da Constituição da República” (fl. 298). Afirmam que “a controvérsia foi decidida com amparo na legislação local (…) [, pois] é a insurgência quanto à Lei Estadual 7.622/2000)” (fl. 299). Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553815. Supremo Tribunal Federal ARE 680674 AGR / BA 21.8.2009). 8. Pelo exposto, dou provimento ao agravo, e, desde logo, ao recurso extraordinário (art. 544, § 4º, inc. II, alínea c , do Código de Processo Civil), para anular o julgado recorrido por contrariedade ao art. 97 da Constituição da República, determinando a remessa dos autos ao Tribunal de origem, para que decida como de direito” (fls. 289-291). 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.11.2012 (fl. 292), interpõem Luciano Souza Bacelar e outros, em 3.12.2012, tempestivamente, agravo regimental (fl. 296-300). 3. Alegam os Agravantes que “não há falar, no presente caso, em violação do art. 97 da Constituição Federal ou da súmula vinculante n. 10, na medida em que não houve declaração de inconstitucionalidade da Lei Estadual n. 7.622/2000, mas apenas determinou-se que a sua aplicação se desse em conformidade com o artigo 37, X, da Constituição da República” (fl. 298). Afirmam que “a controvérsia foi decidida com amparo na legislação local (…) [, pois] é a insurgência quanto à Lei Estadual 7.622/2000)” (fl. 299). Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553815. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 BAHIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Na espécie vertente, o Tribunal de origem decidiu: “O pedido inaugural constante da exordial, e atacado pela sentença apelada, consiste em deferir aos Autores, reajuste de 34,06%, igual ao deferido aos ocupantes da graduação de Cabo PM, conforme afirmativa da própria Constituição. De acordo com a referida declaração do comando da Polícia Militar, os soldos dos policiais foram reajustados [Lei estadual n. 7.622, de 4 de abril de 2000, que estabelece o salário mínimo no Estado da Bahia e altera os vencimentos, salários, soldos e proventos dos servidores públicos civis e militares da Administração Direta, das Autarquias e Fundações Públicas, e dá outras providências], em abril de 2000, com percentuais diversos, sendo o índice máximo conferido o de 34,06% aos Cabos PM. Logo, por força do artigo 37, X, da Constituição Federal, tal diversidade de índice revela-se inconstitucional, porquanto ofende a previsão de igualdade na revisão geral anual dos vencimentos dos servidores públicos” (fl. 316). 3. Na espécie vertente, para afastar a aplicação da Lei estadual n. 7.622/2000, a Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia fundamentou-se no art. 37, inc. X, da Constituição da República. Este Supremo Tribunal julgou “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios alegadamente extraídos da Constituição” (RE 240.096, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553816. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 BAHIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Na espécie vertente, o Tribunal de origem decidiu: “O pedido inaugural constante da exordial, e atacado pela sentença apelada, consiste em deferir aos Autores, reajuste de 34,06%, igual ao deferido aos ocupantes da graduação de Cabo PM, conforme afirmativa da própria Constituição. De acordo com a referida declaração do comando da Polícia Militar, os soldos dos policiais foram reajustados [Lei estadual n. 7.622, de 4 de abril de 2000, que estabelece o salário mínimo no Estado da Bahia e altera os vencimentos, salários, soldos e proventos dos servidores públicos civis e militares da Administração Direta, das Autarquias e Fundações Públicas, e dá outras providências], em abril de 2000, com percentuais diversos, sendo o índice máximo conferido o de 34,06% aos Cabos PM. Logo, por força do artigo 37, X, da Constituição Federal, tal diversidade de índice revela-se inconstitucional, porquanto ofende a previsão de igualdade na revisão geral anual dos vencimentos dos servidores públicos” (fl. 316). 3. Na espécie vertente, para afastar a aplicação da Lei estadual n. 7.622/2000, a Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia fundamentou-se no art. 37, inc. X, da Constituição da República. Este Supremo Tribunal julgou “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios alegadamente extraídos da Constituição” (RE 240.096, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 680674 AGR / BA DJ 30.3.1999). Assentou que, se esse tipo de julgado for produzido por órgão fracionário de tribunal, haverá contrariedade ao art. 97 da Constituição da República e à Súmula Vinculante n. 10 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) - INOBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, PELO TRIBUNAL RECORRIDO, DA CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO ‘FULL BENCH’ - RECONHECIMENTO, NA ESPÉCIE, PELA DECISÃO ORA AGRAVADA, DA NULIDADE DO JULGAMENTO EMANADO DO TRIBUNAL LOCAL, PORQUE EFETUADO POR ÓRGÃO MERAMENTE FRACIONÁRIO - SÚMULA VINCULANTE Nº 10 - APLICABILIDADE AO CASO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (RE 602.103-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 15.2.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 612.038-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.4.2011). E ainda: Rcl 13.385, de minha relatoria, DJe 6.9.2012, com trânsito em julgado em 19.9.2012. 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553816. Supremo Tribunal Federal ARE 680674 AGR / BA DJ 30.3.1999). Assentou que, se esse tipo de julgado for produzido por órgão fracionário de tribunal, haverá contrariedade ao art. 97 da Constituição da República e à Súmula Vinculante n. 10 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (CF, ART. 97) - INOBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, PELO TRIBUNAL RECORRIDO, DA CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO ‘FULL BENCH’ - RECONHECIMENTO, NA ESPÉCIE, PELA DECISÃO ORA AGRAVADA, DA NULIDADE DO JULGAMENTO EMANADO DO TRIBUNAL LOCAL, PORQUE EFETUADO POR ÓRGÃO MERAMENTE FRACIONÁRIO - SÚMULA VINCULANTE Nº 10 - APLICABILIDADE AO CASO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (RE 602.103-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 15.2.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (RE 612.038-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.4.2011). E ainda: Rcl 13.385, de minha relatoria, DJe 6.9.2012, com trânsito em julgado em 19.9.2012. 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LUCIANO SOUZA BACELAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTTO LEMOS E CORREIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529971 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LUCIANO SOUZA BACELAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTTO LEMOS E CORREIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529971 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3572845
2013-03-12T00:00:00
2013-04-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AFASTAMENTO DE NORMA LEGAL COM BASE EM DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL: CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA E À SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur227185
- Acórdão(s) citado(s): (RESERVA DE PLENÁRIO) RE 240096 (1ªT). (SÚMULA VINCULANTE 10) RE 602103 AgR (2ªT), RE 612038 AgR (1ªT). - Decisão monocrática citada: (SÚMULA VINCULANTE 10) RCL 13385. Número de páginas: 6. Análise: 24/04/2013, TBC.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
680674
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00037 INC-00010 ART-00097 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUV-000010 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-EST LEI-007622 ANO-2000\r\n LEI ORDINÁRIA, BA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 680674 AgR
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AGTE.(S) : LUCIANO SOUZA BACELAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTTO LEMOS E CORREIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LUCIANO SOUZA BACELAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTTO LEMOS E CORREIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. AFASTAMENTO DE NORMA LEGAL COM BASE EM DISPOSITIVO CONSTITUCIONAL: CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA E À SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553814. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LUCIANO SOUZA BACELAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTTO LEMOS E CORREIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 22 de novembro de 2012, dei provimento ao agravo e desde logo ao recurso extraordinário interposto pelo Estado da Bahia contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual decidira que “a diversidade de índice [da Lei n. 7.622/2000] revela-se inconstitucional, porquanto ofende a previsão de igualdade na revisão geral anual dos vencimentos dos servidores públicos” (fl. 316). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Inicialmente, cumpre afastar os óbices impostos pela decisão agravada, pois se verifica, na espécie, contrariedade à Constituição da República. Por este motivo, é de se ter que razão jurídica assiste ao Agravante. 7. A Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia assim decidiu: (...) (fl. 316). O acórdão recorrido destoa da jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou contrariar o art. 97 da Constituição da República a declaração de inconstitucionalidade proferida por órgão fracionário de tribunal, sem anterior declaração do órgão especial (se houver) ou de seu plenário. Nesse sentido: (...) (Recurso Extraordinário 594.661-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553815. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LUCIANO SOUZA BACELAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ROBERTTO LEMOS E CORREIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 22 de novembro de 2012, dei provimento ao agravo e desde logo ao recurso extraordinário interposto pelo Estado da Bahia contra julgado do Tribunal de Justiça daquele Estado, o qual decidira que “a diversidade de índice [da Lei n. 7.622/2000] revela-se inconstitucional, porquanto ofende a previsão de igualdade na revisão geral anual dos vencimentos dos servidores públicos” (fl. 316). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “6. Inicialmente, cumpre afastar os óbices impostos pela decisão agravada, pois se verifica, na espécie, contrariedade à Constituição da República. Por este motivo, é de se ter que razão jurídica assiste ao Agravante. 7. A Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia assim decidiu: (...) (fl. 316). O acórdão recorrido destoa da jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou contrariar o art. 97 da Constituição da República a declaração de inconstitucionalidade proferida por órgão fracionário de tribunal, sem anterior declaração do órgão especial (se houver) ou de seu plenário. Nesse sentido: (...) (Recurso Extraordinário 594.661-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553815. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 680674 AGR / BA 21.8.2009). 8. Pelo exposto, dou provimento ao agravo, e, desde logo, ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., inc. II, alínea c , do Código de Processo Civil), para anular o julgado recorrido por contrariedade ao art. 97 da Constituição da República, determinando a remessa dos autos ao Tribunal de origem, para que decida como de direito” (fls. 289-291). 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.11.2012 (fl. 292), interpõem Luciano Souza Bacelar e outros, em 3.12.2012, tempestivamente, agravo regimental (fl. 296-300). 3. Alegam os Agravantes que “não há falar, no presente caso, em violação do art. 97 da Constituição Federal ou da súmula vinculante n. 10, na medida em que não houve declaração de inconstitucionalidade da Lei Estadual n. 7.622/2000, mas apenas determinou-se que a sua aplicação se desse em conformidade com o artigo 37, X, da Constituição da República” (fl. 298). Afirmam que “a controvérsia foi decidida com amparo na legislação local (…) [, pois] é a insurgência quanto à Lei Estadual 7.622/2000)” (fl. 299). Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553815. Supremo Tribunal Federal ARE 680674 AGR / BA 21.8.2009). 8. Pelo exposto, dou provimento ao agravo, e, desde logo, ao recurso extraordinário (art. 544, § 4..., inc. II, alínea c , do Código de Processo Civil), para anular o julgado recorrido por contrariedade ao art. 97 da Constituição da República, determinando a remessa dos autos ao Tribunal de origem, para que decida como de direito” (fls. 289-291). 2. Publicada essa decisão no DJe de 28.11.2012 (fl. 292), interpõem Luciano Souza Bacelar e outros, em 3.12.2012, tempestivamente, agravo regimental (fl. 296-300). 3. Alegam os Agravantes que “não há falar, no presente caso, em violação do art. 97 da Constituição Federal ou da súmula vinculante n. 10, na medida em que não houve declaração de inconstitucionalidade da Lei Estadual n. 7.622/2000, mas apenas determinou-se que a sua aplicação se desse em conformidade com o artigo 37, X, da Constituição da República” (fl. 298). Afirmam que “a controvérsia foi decidida com amparo na legislação local (…) [, pois] é a insurgência quanto à Lei Estadual 7.622/2000)” (fl. 299). Requerem a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553815. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 BAHIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Na espécie vertente, o Tribunal de origem decidiu: “O pedido inaugural constante da exordial, e atacado pela sentença apelada, consiste em deferir aos Autores, reajuste de 34,06%, igual ao deferido aos ocupantes da graduação de Cabo PM, conforme afirmativa da própria Constituição. De acordo com a referida declaração do comando da Polícia Militar, os soldos dos policiais foram reajustados [Lei estadual n. 7.622, de 4 de abril de 2000, que estabelece o salário mínimo no Estado da Bahia e altera os vencimentos, salários, soldos e proventos dos servidores públicos civis e militares da Administração Direta, das Autarquias e Fundações Públicas, e dá outras providências], em abril de 2000, com percentuais diversos, sendo o índice máximo conferido o de 34,06% aos Cabos PM. Logo, por força do artigo 37, X, da Constituição Federal, tal diversidade de índice revela-se inconstitucional, porquanto ofende a previsão de igualdade na revisão geral anual dos vencimentos dos servidores públicos” (fl. 316). 3. Na espécie vertente, para afastar a aplicação da Lei estadual n. 7.622/2000, a Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia fundamentou-se no art. 37, inc. X, da Constituição da República. Este Supremo Tribunal julgou “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios alegadamente extraídos da Constituição” (Recurso Extraordinário 240.096, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553816. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 BAHIA V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes. 2. Na espécie vertente, o Tribunal de origem decidiu: “O pedido inaugural constante da exordial, e atacado pela sentença apelada, consiste em deferir aos Autores, reajuste de 34,06%, igual ao deferido aos ocupantes da graduação de Cabo PM, conforme afirmativa da própria Constituição. De acordo com a referida declaração do comando da Polícia Militar, os soldos dos policiais foram reajustados [Lei estadual n. 7.622, de 4 de abril de 2000, que estabelece o salário mínimo no Estado da Bahia e altera os vencimentos, salários, soldos e proventos dos servidores públicos civis e militares da Administração Direta, das Autarquias e Fundações Públicas, e dá outras providências], em abril de 2000, com percentuais diversos, sendo o índice máximo conferido o de 34,06% aos Cabos PM. Logo, por força do artigo 37, X, da Constituição Federal, tal diversidade de índice revela-se inconstitucional, porquanto ofende a previsão de igualdade na revisão geral anual dos vencimentos dos servidores públicos” (fl. 316). 3. Na espécie vertente, para afastar a aplicação da Lei estadual n. 7.622/2000, a Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia fundamentou-se no art. 37, inc. X, da Constituição da República. Este Supremo Tribunal julgou “declaratório de inconstitucionalidade o acórdão que – embora sem o explicitar – afasta a incidência da norma ordinária pertinente à lide para decidi-la sob critérios alegadamente extraídos da Constituição” (Recurso Extraordinário 240.096, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, Primeira Turma, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 680674 AGR / BA DJ 30.3.1999). Assentou que, se esse tipo de julgado for produzido por órgão fracionário de tribunal, haverá contrariedade ao art. 97 da Constituição da República e à Súmula Vinculante n. 10 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) - INOBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, PELO TRIBUNAL RECORRIDO, DA CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO ‘FULL BENCH’ - RECONHECIMENTO, NA ESPÉCIE, PELA DECISÃO ORA AGRAVADA, DA NULIDADE DO JULGAMENTO EMANADO DO TRIBUNAL LOCAL, PORQUE EFETUADO POR ÓRGÃO MERAMENTE FRACIONÁRIO - SÚMULA VINCULANTE n 10 - APLICABILIDADE AO CASO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Recurso Extraordinário 602.103-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 15.2.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 612.038-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.4.2011). E ainda: Rcl 13.385, de minha relatoria, DJe 6.9.2012, com trânsito em julgado em 19.9.2012. 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553816. Supremo Tribunal Federal ARE 680674 AGR / BA DJ 30.3.1999). Assentou que, se esse tipo de julgado for produzido por órgão fracionário de tribunal, haverá contrariedade ao art. 97 da Constituição da República e à Súmula Vinculante n. 10 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO - POSTULADO DA RESERVA DE PLENÁRIO (Constituição Federal de 1988, ART. 97) - INOBSERVÂNCIA, NA ESPÉCIE, PELO TRIBUNAL RECORRIDO, DA CLÁUSULA CONSTITUCIONAL DO ‘FULL BENCH’ - RECONHECIMENTO, NA ESPÉCIE, PELA DECISÃO ORA AGRAVADA, DA NULIDADE DO JULGAMENTO EMANADO DO TRIBUNAL LOCAL, PORQUE EFETUADO POR ÓRGÃO MERAMENTE FRACIONÁRIO - SÚMULA VINCULANTE n 10 - APLICABILIDADE AO CASO - RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO” (Recurso Extraordinário 602.103-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJe 15.2.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. CONTRARIEDADE AO ART. 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA VINCULANTE N. 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (Recurso Extraordinário 612.038-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 7.4.2011). E ainda: Rcl 13.385, de minha relatoria, DJe 6.9.2012, com trânsito em julgado em 19.9.2012. 4. Os argumentos dos Agravantes, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3553816. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LUCIANO SOUZA BACELAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTTO LEMOS E CORREIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529971 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680.674 PROCED. : BAHIA RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LUCIANO SOUZA BACELAR E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTTO LEMOS E CORREIA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529971 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 680 . 674", "SÚMULA VINCULANTE N . 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 594 . 661 - AgR", "Recurso Extraordinário 594 . 661 - AgR", "ARE 680674", "ARE 680674 AGR / BA", "Recurso Extraordinário 240 . 096", "Recurso Extraordinário 240 . 096", "Súmula Vinculante n . 10 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA VINCULANTE n 10", "Recurso Extraordinário 602 . 103 - AgR", "SÚMULA VINCULANTE N . 10 DO SUPREMO TRIBUNAL", "Recurso Extraordinário 612 . 038 - AgR", "Rcl 13 . 385", "Súmula Vinculante n . 10 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA VINCULANTE n 10", "Recurso Extraordinário 602 . 103 - AgR", "SÚMULA VINCULANTE N . 10 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 612 . 038 - AgR", "Rcl 13 . 385" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 97 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "Medida Provisória n 2", "Lei n . 7 . 622 / 2000", "Constituição da República", "97 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n . 7 . 622 / 2000", "Constituição da República", "art . 97 da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea c , do Código de Processo Civil", "art . 97 da Constituição da República", "art . 97 da Constituição Federal", "Lei Estadual n . 7 . 622 / 2000", "artigo 37 , X , da Constituição da República", "Lei Estadual 7 . 622 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 544 , § 4 . . . , inc . II , alínea c , do Código de Processo Civil", "art . 97 da Constituição da República", "art . 97 da Constituição Federal", "Lei Estadual n . 7 . 622 / 2000", "artigo 37 , X , da Constituição da República", "Lei Estadual 7 . 622 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei estadual n . 7 . 622", "artigo 37 , X , da Constituição Federal", "Lei estadual n . 7 . 622 / 2000", "art . 37 , inc . X , da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Lei estadual n . 7 . 622", "artigo 37 , X , da Constituição Federal", "Lei estadual n . 7 . 622 / 2000", "art . 37 , inc . 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Ementa e Acórdão 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO ADV.(A/S) :GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :JORGE LUIS COSTA BEBER EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIMINAL. CRIME DE AMEAÇA E INJÚRIA PRATICADOS POR ADVOGADO CONTRA MAGISTRADO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À LEI 9.099/95, NO QUE DISCIPLINA A TRANSAÇÃO PENAL E O SURSIS PROCESSUAL, BENEFÍCIOS INDEFERIDOS PELO MAGISTRADO ANTE A AUSÊNCIA DOS REQUISITOS EXIGIDOS LEGAIS. NULIDADE DO PROCESSO. FALTA DE INTIMAÇÃO DO REPRESENTANTE DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. INSUBSISTÊNCIA DA PRETENSÃO, CONSIDERANDO O FATO DE A DEFESA NÃO HAVER FORMALIZADO O PEDIDO E O ADVOGADO ESTAR ATUANDO EM CAUSA PRÓPRIA E NÃO TER MANIFESTO INTERESSE EM SER ASSISTIDO POR REPRESENTANTE DA REFERIDA ENTIDADE. CONTROVÉRSIAS DECIDIDAS À LUZ DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA E COM BASE NAS PROVAS COLIGIDAS PARA O PROCESSO. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, QUE NÃO PRESTA AO EXAME DE QUESTÕES QUE DEMANDAM O REVOLVIMENTO DO CONTESTO FÁTICO- PROBATÓRIO, ADSTRINGINDO-SE À ANÁLISE DA VIOLAÇÃO DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501365. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ARE 722016 AGR / SC 1. A violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á à conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o argumento de que se trata de questão constitucional, “só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional” (RE nº 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, “se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário” (RE 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Precedentes: RE 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. 2. In casu, o Tribunal de origem decidiu: “APELAÇÃO CRIMINAL – CRIMES DE INJÚRIA E AMEAÇA PRATICADA POR ADVOGADO CONTRA MAGISTRADO – CONDENAÇÃO – IMPROVIMENTO RECURSO. NULIDADES – Mantida a decisão do HC que afastou a existência de nulidade por ter sido indeferido o benefício da transação penal e da suspensão condicional do processo. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA OAB – ART. 16 DO REGULAMENTO DO ESTATUTO DA OAB – Garantia ao advogado de receber assistência jurídica, mas não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB, para os atos do processo, mormente quando não se fez qualquer pedido neste sentido. AMEAÇA CONDICIONAL – TIPICIDADE CONFIGURADA – Ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501365. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC 1. A violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á à conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o argumento de que se trata de questão constitucional, “só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional” (RE nº 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, “se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário” (RE 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Precedentes: RE 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. 2. In casu, o Tribunal de origem decidiu: “APELAÇÃO CRIMINAL – CRIMES DE INJÚRIA E AMEAÇA PRATICADA POR ADVOGADO CONTRA MAGISTRADO – CONDENAÇÃO – IMPROVIMENTO RECURSO. NULIDADES – Mantida a decisão do HC que afastou a existência de nulidade por ter sido indeferido o benefício da transação penal e da suspensão condicional do processo. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA OAB – ART. 16 DO REGULAMENTO DO ESTATUTO DA OAB – Garantia ao advogado de receber assistência jurídica, mas não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB, para os atos do processo, mormente quando não se fez qualquer pedido neste sentido. AMEAÇA CONDICIONAL – TIPICIDADE CONFIGURADA – Ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Ementa e Acórdão ARE 722016 AGR / SC ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. INJÚRIA – RETRATAÇÃO DO AGENTE – INAPLICABILIDADE DO ART. 143 DO CP. PERDÃO JUDICIAL POR INJUSTA PROVOCAÇÃO DA VÍTIMA – BULLYNG – INAPLICABILIDADE – Mero indeferimento, pelo juiz, dos pleitos formulados pelo advogado, não caracterizam bullyng, nem a resposta escrita, articulada e posterior às supostas provocações da vítima, não autorizam a aplicação do art. 141, § 1º, I, do Código Penal. IMUNIDADE DO ADVOGADO – INAPLICABILIDADE. A imunidade conferida aos advogados não abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na relação processual para os fins da norma ( STF. 1º Turma. Habeas Corpus n° 104.385 – São Paulo. Relator Min. Marco Aurélio, de 28/06/2011).” 3. Nego provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 05 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501365. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. INJÚRIA – RETRATAÇÃO DO AGENTE – INAPLICABILIDADE DO ART. 143 DO CP. PERDÃO JUDICIAL POR INJUSTA PROVOCAÇÃO DA VÍTIMA – BULLYNG – INAPLICABILIDADE – Mero indeferimento, pelo juiz, dos pleitos formulados pelo advogado, não caracterizam bullyng, nem a resposta escrita, articulada e posterior às supostas provocações da vítima, não autorizam a aplicação do art. 141, § 1º, I, do Código Penal. IMUNIDADE DO ADVOGADO – INAPLICABILIDADE. A imunidade conferida aos advogados não abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na relação processual para os fins da norma ( STF. 1º Turma. Habeas Corpus n° 104.385 – São Paulo. Relator Min. Marco Aurélio, de 28/06/2011).” 3. Nego provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 05 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO ADV.(A/S) :GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :JORGE LUIS COSTA BEBER R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Tem este teor a decisão mediante a qual neguei seguimento ao agravo interposto no recurso extraordinário (folhas 945/953): “AGRAVO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIMINAL. CRIME DE AMEAÇA E INJÚRIA PRATICADOS POR ADVOGADO CONTRA MAGISTRADO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À LEI 9.099/95, NO QUE DISCIPLINA A TRANSAÇÃO PENAL E O SURSIS PROCESSUAL, BENEFÍCIOS INDEFERIDOS PELO MAGISTRADO ANTE A AUSÊNCIA DOS REQUISITOS EXIGIDOS PELA LEGISLAÇÃO PERTINENTE. NULIDADE DO PROCESSO FALTA DE INTIMAÇÃO DO REPRESENTANTE DA ORDEM DA ORDEM ADVOGADOS DO BRASIL. INSUBSISTÊNCIA DA PRETENSÃO, CONSIDERANDO O FATO DE A DEFESA NÃO HAVER FORMALIZADO O PEDIDO E O ADVOGADO ESTAR ATUANDO EM CAUSA PRÓPRIA E NÃO TER MANIFESTO INTERESSE EM SER ASSISTIDO POR REPRESENTANTE DA REFERIDA ENTIDADE. CONTROVÉRSIAS DECIDIDAS À LUZ DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA E COM BASE NAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO ADV.(A/S) :GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :JORGE LUIS COSTA BEBER R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Tem este teor a decisão mediante a qual neguei seguimento ao agravo interposto no recurso extraordinário (folhas 945/953): “AGRAVO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIMINAL. CRIME DE AMEAÇA E INJÚRIA PRATICADOS POR ADVOGADO CONTRA MAGISTRADO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À LEI 9.099/95, NO QUE DISCIPLINA A TRANSAÇÃO PENAL E O SURSIS PROCESSUAL, BENEFÍCIOS INDEFERIDOS PELO MAGISTRADO ANTE A AUSÊNCIA DOS REQUISITOS EXIGIDOS PELA LEGISLAÇÃO PERTINENTE. NULIDADE DO PROCESSO FALTA DE INTIMAÇÃO DO REPRESENTANTE DA ORDEM DA ORDEM ADVOGADOS DO BRASIL. INSUBSISTÊNCIA DA PRETENSÃO, CONSIDERANDO O FATO DE A DEFESA NÃO HAVER FORMALIZADO O PEDIDO E O ADVOGADO ESTAR ATUANDO EM CAUSA PRÓPRIA E NÃO TER MANIFESTO INTERESSE EM SER ASSISTIDO POR REPRESENTANTE DA REFERIDA ENTIDADE. CONTROVÉRSIAS DECIDIDAS À LUZ DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA E COM BASE NAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC PROVAS COLIGIDAS PARA O PROCESSO. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, QUE NÃO PRESTA AO EXAME DE QUESTÕES QUE DEMANDAM O REVOLVIMENTO DO CONTESTO FÁTICO- PROBATÓRIO, ADSTRINGINDO-SE À ANÁLISE DA VIOLAÇÃO DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á a conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o argumento de que se trata de questão constitucional, ‘só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional’ (RE nº 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, ‘se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário’ (RE 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Precedentes: RE 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. Nego provimento ao agravo no recurso extraordinário. DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Segunda Turma de Recursos do Juizado Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, consubstanciado na seguinte ementa (folhas 782/783): 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC PROVAS COLIGIDAS PARA O PROCESSO. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, QUE NÃO PRESTA AO EXAME DE QUESTÕES QUE DEMANDAM O REVOLVIMENTO DO CONTESTO FÁTICO- PROBATÓRIO, ADSTRINGINDO-SE À ANÁLISE DA VIOLAÇÃO DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á a conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o argumento de que se trata de questão constitucional, ‘só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional’ (RE nº 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, ‘se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário’ (RE 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Precedentes: RE 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. Nego provimento ao agravo no recurso extraordinário. DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Segunda Turma de Recursos do Juizado Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, consubstanciado na seguinte ementa (folhas 782/783): 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC ‘Apelação criminal. Crimes de injúria e ameaça praticada por advogado contra magistrado. Condenação. Improvimento do recurso. Nulidades. Mantida a decisão do HC que afastou a existência de nulidade por ter sido indeferido o benefício da transação penal e da suspensão condicional do processo. Ausência de intimação da OAB – Art. 16 do Regulamento do Estatuto da OAB. Garantia ao advogado de receber assistência jurídica, mas não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB para todos os atos do processo, mormente quando não se fez qualquer pedido neste sentido. Ameaça condicional. Tipicidade configurada. Ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. Injúria. Retratação do agente. Inaplicabilidade do art. 143 do CP. Perdão judicial por injusta provocação da vítima. Bulling. Inaplicabilidade. Mero indeferimento, pelo juiz, dos pleitos formulados pelo advogado, não caracterizam o bullyng, nem a resposta escrita, articulada e posterior às supostas provocações da vítima, não autorizam a aplicação do art. 141, § 1º, I, do Código Penal. Imunidade do advogado. Inaplicabilidade. A nulidade conferida aos advogados não abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na relação processual para os finas da norma’ (STF, 1ª Turma, Habeas Corpus nº 104.383 – São Paulo. Relator Min. Marco Aurélio, de 28.06.2011). A defesa interpôs embargos de declaração, que foram rejeitados (folha 803), e, em seguida, recurso extraordinário no qual alega ofensa aos artigos 5º, incisos XXXVI, LIV, LVII, 93, IX, e 133 da Constituição Federal e negativa de vigência do artigo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC ‘Apelação criminal. Crimes de injúria e ameaça praticada por advogado contra magistrado. Condenação. Improvimento do recurso. Nulidades. Mantida a decisão do HC que afastou a existência de nulidade por ter sido indeferido o benefício da transação penal e da suspensão condicional do processo. Ausência de intimação da OAB – Art. 16 do Regulamento do Estatuto da OAB. Garantia ao advogado de receber assistência jurídica, mas não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB para todos os atos do processo, mormente quando não se fez qualquer pedido neste sentido. Ameaça condicional. Tipicidade configurada. Ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. Injúria. Retratação do agente. Inaplicabilidade do art. 143 do CP. Perdão judicial por injusta provocação da vítima. Bulling. Inaplicabilidade. Mero indeferimento, pelo juiz, dos pleitos formulados pelo advogado, não caracterizam o bullyng, nem a resposta escrita, articulada e posterior às supostas provocações da vítima, não autorizam a aplicação do art. 141, § 1º, I, do Código Penal. Imunidade do advogado. Inaplicabilidade. A nulidade conferida aos advogados não abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na relação processual para os finas da norma’ (STF, 1ª Turma, Habeas Corpus nº 104.383 – São Paulo. Relator Min. Marco Aurélio, de 28.06.2011). A defesa interpôs embargos de declaração, que foram rejeitados (folha 803), e, em seguida, recurso extraordinário no qual alega ofensa aos artigos 5º, incisos XXXVI, LIV, LVII, 93, IX, e 133 da Constituição Federal e negativa de vigência do artigo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC 7º, § 2º, do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil e dos artigos 76, 89 e 98, inciso I, da Lei nº 9.099/95. Aduziu que em processos-crime nos quais verificada idêntica controvérsia - processos mencionados às folhas 818 e 819 - o representante do Ministério Público formalizou a proposta de transação penal ou suspensão condicional do processo, não havendo justificativa para adoção do mesmo procedimento nestes autos, tão-só em razão do fato de a vítima ser integrante da magistratura. Disse, por isso, ter havido tratamento anti-isonômico e discriminatório, decorrendo desse fato a ausência de fundamentação da decisão proferida pelo Juízo de Primeira Instância e negativa de prestação jurisdicional. No que concerne ao direito do recorrente à transação penal prevista no artigo 76, inciso III, da Lei nº 9.099/95, ressaltou ter o acusado apresentado pedido de desculpas ao magistrado no tocante às ameaças desferidas, realçando a falsidade das afirmações lançadas às folhas 33 a 38 deste processo, demonstrando, com esse proceder a manifestação de arrependimento digno e virtuoso. Assim, estariam evidenciadas as condições subjetivas autorizarem a formulação da proposta de transação penal, considerando-se a conduta social e a personalidade do acusado. Destacou a possibilidade de proceder-se à suspensão condicional do processo nos crimes cuja pena mínima é inferior ou igual a um ano, como previsto no artigo 89 da Lei nº 9.099/95. Sustentou, então, a incidência da referida disposição legal também nas hipóteses nas quais apena mínima cominada seja superior a um ano, mas sobre a qual incida a diminuição de 1/3 (um terço), face à tentativa (CP, artigo 14, inciso II) ou qualquer outra causa de diminuição da pena, sendo esse um direito subjetivo do acusado. Desta maneira, no caso em exame, houve inércia do representante do Parquet e o processo deveria ter sido enviado pelo Juízo ao Procurador Geral de Justiça, por aplicação analógica do artigo 28 do Código de Processo Penal. Pediu, ao final, anulação da sentença condenatória, bem assim do acórdão da apelação, reconhecendo-se a ilegalidade 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC 7º, § 2º, do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil e dos artigos 76, 89 e 98, inciso I, da Lei nº 9.099/95. Aduziu que em processos-crime nos quais verificada idêntica controvérsia - processos mencionados às folhas 818 e 819 - o representante do Ministério Público formalizou a proposta de transação penal ou suspensão condicional do processo, não havendo justificativa para adoção do mesmo procedimento nestes autos, tão-só em razão do fato de a vítima ser integrante da magistratura. Disse, por isso, ter havido tratamento anti-isonômico e discriminatório, decorrendo desse fato a ausência de fundamentação da decisão proferida pelo Juízo de Primeira Instância e negativa de prestação jurisdicional. No que concerne ao direito do recorrente à transação penal prevista no artigo 76, inciso III, da Lei nº 9.099/95, ressaltou ter o acusado apresentado pedido de desculpas ao magistrado no tocante às ameaças desferidas, realçando a falsidade das afirmações lançadas às folhas 33 a 38 deste processo, demonstrando, com esse proceder a manifestação de arrependimento digno e virtuoso. Assim, estariam evidenciadas as condições subjetivas autorizarem a formulação da proposta de transação penal, considerando-se a conduta social e a personalidade do acusado. Destacou a possibilidade de proceder-se à suspensão condicional do processo nos crimes cuja pena mínima é inferior ou igual a um ano, como previsto no artigo 89 da Lei nº 9.099/95. Sustentou, então, a incidência da referida disposição legal também nas hipóteses nas quais apena mínima cominada seja superior a um ano, mas sobre a qual incida a diminuição de 1/3 (um terço), face à tentativa (CP, artigo 14, inciso II) ou qualquer outra causa de diminuição da pena, sendo esse um direito subjetivo do acusado. Desta maneira, no caso em exame, houve inércia do representante do Parquet e o processo deveria ter sido enviado pelo Juízo ao Procurador Geral de Justiça, por aplicação analógica do artigo 28 do Código de Processo Penal. Pediu, ao final, anulação da sentença condenatória, bem assim do acórdão da apelação, reconhecendo-se a ilegalidade 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC do não oferecimento da transação penal e/ou suspensão condicional do processo, por infração ao artigo 3º, inciso IV, e artigo 5º, caput, e inciso XLI, e ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, anulando os atos posteriores ao não oferecimento do benefício legal. Ainda quanto ao mérito, requereu o reconhecimento da imunidade outorgada ao advogado, ou da figura do perdão judicial. O recurso extraordinário não foi admitido na origem, apontando-se a ausência de prequestionamento da matéria constitucional, a impossibilidade de revolvimento da matéria probatória nesta via processual e o fato de cuidar-se interpretação da legislação infraconstitucional. Contra o referido ato judicial formalizou-se o presente agravo, no qual o agravante sustenta a existência de prequestionamento da matéria constitucional e afirma não depender o exame da controvérsia da análise do contexto probatório, mas tão-só da adequação do fato jurídico às disposições da Lei nº 9.099/95. Assevera, ante a omissão do representante do Ministério Público quanto à formulação da proposta de transação penal ou de suspensão condicional do processo, a ofensa aos preceitos constitucionais suso mencionados. É o relatório. Decido. A Segunda Turma de Recursos do Juizado Especial do Tribunal de Justiça Santa Catarina assim dispôs ao analisar as controvérsias suscitadas pelo recorrente (folhas 782 a 792): ‘(…) No que tange às nulidades apontadas pelo recorrente, ou seja, a supressão ao direito do benefício da transação penal e ao benefício da suspensão condicional do processo, já foram objeto de decisão (…) quando do julgamento do Habeas Corpus nº 2010.200244-7, não havendo fato ou argumento jurídico novo que pudesse ser objeto de análise. (…) O recorrente insiste em afirmar que o Ministério Público estaria obrigado em propor os referidos benefícios legais (transação penal e sursis processual), porque teria 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC do não oferecimento da transação penal e/ou suspensão condicional do processo, por infração ao artigo 3º, inciso IV, e artigo 5º, caput, e inciso XLI, e ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, anulando os atos posteriores ao não oferecimento do benefício legal. Ainda quanto ao mérito, requereu o reconhecimento da imunidade outorgada ao advogado, ou da figura do perdão judicial. O recurso extraordinário não foi admitido na origem, apontando-se a ausência de prequestionamento da matéria constitucional, a impossibilidade de revolvimento da matéria probatória nesta via processual e o fato de cuidar-se interpretação da legislação infraconstitucional. Contra o referido ato judicial formalizou-se o presente agravo, no qual o agravante sustenta a existência de prequestionamento da matéria constitucional e afirma não depender o exame da controvérsia da análise do contexto probatório, mas tão-só da adequação do fato jurídico às disposições da Lei nº 9.099/95. Assevera, ante a omissão do representante do Ministério Público quanto à formulação da proposta de transação penal ou de suspensão condicional do processo, a ofensa aos preceitos constitucionais suso mencionados. É o relatório. Decido. A Segunda Turma de Recursos do Juizado Especial do Tribunal de Justiça Santa Catarina assim dispôs ao analisar as controvérsias suscitadas pelo recorrente (folhas 782 a 792): ‘(…) No que tange às nulidades apontadas pelo recorrente, ou seja, a supressão ao direito do benefício da transação penal e ao benefício da suspensão condicional do processo, já foram objeto de decisão (…) quando do julgamento do Habeas Corpus nº 2010.200244-7, não havendo fato ou argumento jurídico novo que pudesse ser objeto de análise. (…) O recorrente insiste em afirmar que o Ministério Público estaria obrigado em propor os referidos benefícios legais (transação penal e sursis processual), porque teria 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC proposto os mesmos, ao réu, em outra ação penal (…). Sugere, ainda, que o tratamento diferenciado entre uma ação penal e outra reside na condição da qualificação da vítima, eis que neste processo a vítima é um Magistrado, e naquele uma pessoa comum, finalizando que este tratamento diferenciado fere o princípio constitucional da isonomia. Ora, o que foi pautado pelo Ministério Público quando deixou de apresentar o benefício da transação penal ao acusado, e que foi acolhido pelo Juízo ad quem, não foi tão somente os antecedentes do réu, mas também a natureza e circunstância em que o delito fora praticado. (…) o benefício da transação penal foi indeferido pelo Primeiro Grau sob o fundamento de que “a denúncia narra hipóteses de ameaça e de injúria contra funcionário público (…), feitas de forma expressa em documento público. Com efeito, a forma utilizada pelo acusado para atacar a honra e a liberdade individual da vítima, ou seja, utilizar-se de um ‘recurso processual’, no caso os embargos declaratórios, para despejar contra aquela todo o seu ódio desmensurado, metralhando acusações, que o próprio réu confessou serem falsas, e, pior, utilizando a forma escrita e formal, (…) consistiu em acintoso ataque não só à pessoa da vítima, mas também ao cargo público que ocupa. (…) Portanto, as circunstâncias, a culpabilidade e os motivos que ensejaram a prática delituosa vedam a aplicação da transação penal, posto que esta seria insuficiente para reprimir e prevenir a ocorrência de novos delitos dessa natureza. Quanto ao benefício da suspensão condicional do processo, que teria sido proposto nos autos da Ação Penal nº 008.09.020027-3, também respondida pelo réu, tem-se a acrescentar, além do que já foi decidido no Habeas Corpus citado, que a eventual proposta formulada pelo Órgão Ministerial naquela ação penal, ainda que tivesse sido aceita pelo réu, estaria sujeita a revogação, em razão de o réu estar respondendo a outra ação penal (no caso, a presente). (…) Quanto à alegação de nulidade, pela ausência de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC proposto os mesmos, ao réu, em outra ação penal (…). Sugere, ainda, que o tratamento diferenciado entre uma ação penal e outra reside na condição da qualificação da vítima, eis que neste processo a vítima é um Magistrado, e naquele uma pessoa comum, finalizando que este tratamento diferenciado fere o princípio constitucional da isonomia. Ora, o que foi pautado pelo Ministério Público quando deixou de apresentar o benefício da transação penal ao acusado, e que foi acolhido pelo Juízo ad quem, não foi tão somente os antecedentes do réu, mas também a natureza e circunstância em que o delito fora praticado. (…) o benefício da transação penal foi indeferido pelo Primeiro Grau sob o fundamento de que “a denúncia narra hipóteses de ameaça e de injúria contra funcionário público (…), feitas de forma expressa em documento público. Com efeito, a forma utilizada pelo acusado para atacar a honra e a liberdade individual da vítima, ou seja, utilizar-se de um ‘recurso processual’, no caso os embargos declaratórios, para despejar contra aquela todo o seu ódio desmensurado, metralhando acusações, que o próprio réu confessou serem falsas, e, pior, utilizando a forma escrita e formal, (…) consistiu em acintoso ataque não só à pessoa da vítima, mas também ao cargo público que ocupa. (…) Portanto, as circunstâncias, a culpabilidade e os motivos que ensejaram a prática delituosa vedam a aplicação da transação penal, posto que esta seria insuficiente para reprimir e prevenir a ocorrência de novos delitos dessa natureza. Quanto ao benefício da suspensão condicional do processo, que teria sido proposto nos autos da Ação Penal nº 008.09.020027-3, também respondida pelo réu, tem-se a acrescentar, além do que já foi decidido no Habeas Corpus citado, que a eventual proposta formulada pelo Órgão Ministerial naquela ação penal, ainda que tivesse sido aceita pelo réu, estaria sujeita a revogação, em razão de o réu estar respondendo a outra ação penal (no caso, a presente). (…) Quanto à alegação de nulidade, pela ausência de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC intimação da OAB para apresentar as alegações finais e razões recursais, de igual sorte não merece provimento. (…) Tal dispositivo [o artigo 16 do Estatuto da OAB] não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB para os atos do processo, mormente, quando não se fez qualquer pedido neste sentido [o de receber assistência jurídica desta instituição]. Não se trata, aqui, de se negar a possibilidade de o réu receber esta assistência, nem de vedar a participação do representante da OAB nos atos do processo, mas a assistência jurídica prestada pela OAB deve ocorrer a pedido réu, junto ao seu Órgão de classe, e não por determinação ex oficio do Juízo. Além disso, não se vislumbra prejuízo à defesa do acusado, pois este, na condição de advogado, atuou em defesa própria, inclusive, quando apresentou as alegações finais, não levantou, em nenhum momento, a ocorrência de qualquer irregularidade ou prejuízo. (…) Passo, pois, às questões de mérito, ventiladas pelo recorrente. (…) Ora, o bem jurídico protegido, quanto ao crime de ameaça, é a liberdade individual, objetivando proteger a paz de espírito e a tranquilidade da vítima. Trata-se de delito formal, cuja consumação se esgota na própria intimidação e na perturbação da tranquilidade e paz espiritual do ofendido, nada importando a concretização ou não da ameaça. Portanto, ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. (…) Descabível discutir se o réu iria, ou não, concretizar o mal prometido, bastando que a ameaça tenha o potencial intimidatório e causasse perturbação ao sossego e tranquilidade da vítima, o que restou suficientemente evidenciado nos autos. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC intimação da OAB para apresentar as alegações finais e razões recursais, de igual sorte não merece provimento. (…) Tal dispositivo [o artigo 16 do Estatuto da OAB] não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB para os atos do processo, mormente, quando não se fez qualquer pedido neste sentido [o de receber assistência jurídica desta instituição]. Não se trata, aqui, de se negar a possibilidade de o réu receber esta assistência, nem de vedar a participação do representante da OAB nos atos do processo, mas a assistência jurídica prestada pela OAB deve ocorrer a pedido réu, junto ao seu Órgão de classe, e não por determinação ex oficio do Juízo. Além disso, não se vislumbra prejuízo à defesa do acusado, pois este, na condição de advogado, atuou em defesa própria, inclusive, quando apresentou as alegações finais, não levantou, em nenhum momento, a ocorrência de qualquer irregularidade ou prejuízo. (…) Passo, pois, às questões de mérito, ventiladas pelo recorrente. (…) Ora, o bem jurídico protegido, quanto ao crime de ameaça, é a liberdade individual, objetivando proteger a paz de espírito e a tranquilidade da vítima. Trata-se de delito formal, cuja consumação se esgota na própria intimidação e na perturbação da tranquilidade e paz espiritual do ofendido, nada importando a concretização ou não da ameaça. Portanto, ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. (…) Descabível discutir se o réu iria, ou não, concretizar o mal prometido, bastando que a ameaça tenha o potencial intimidatório e causasse perturbação ao sossego e tranquilidade da vítima, o que restou suficientemente evidenciado nos autos. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC Portanto, comprovada a materialidade e a autoria, assim como o dolo que que agiu o acusado, a condenação é medida que se impõe. Quanto ao crime de injúria, a Defesa alega que a retratação do acusado deve isentar-lhe da aplicação da pena, aplicando-se, por analogia in bona partem, o art. 143 do Código Penal. Tal pretensão, já afastada corretamente pelo Juiz Sentenciante, não merece prosperar, uma vez que o referido dispositivo se limita aos crimes de calúnia e difamação, não havendo possibilidade de sua aplicação analógica ao crime de injúria. Pugna, ainda, o apelante, pela aplicação do perdão judicial (…). Sobre tal ponto, verifica-se que o Juiz Sentenciante (…) bem analisou os motivos pelo qual não se aplica ao réu o perdão judicial (…), ante a inexistência de injusta provocação direta da vitima, não perfazendo os pressupostos do art. 141, § 1º, I, do Código Penal. Por fim, no que tange à aplicação do art. 7º, § 2º, da |Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil) (…) deve-se ressaltar que a imunidade do advogado (…) aplica-se tão somente à parte, na relação processual, e não quanto ao Magistrado, posto que este não tem qualquer interesse na discussão da causa’. Dessume-se, pois, que a controvérsia foi dirimida pelas instâncias judiciárias ordinárias a partir da análise da provas coligidas para o processo-crime e da interpretação da legislação ordinária. Ora, a violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á à conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC Portanto, comprovada a materialidade e a autoria, assim como o dolo que que agiu o acusado, a condenação é medida que se impõe. Quanto ao crime de injúria, a Defesa alega que a retratação do acusado deve isentar-lhe da aplicação da pena, aplicando-se, por analogia in bona partem, o art. 143 do Código Penal. Tal pretensão, já afastada corretamente pelo Juiz Sentenciante, não merece prosperar, uma vez que o referido dispositivo se limita aos crimes de calúnia e difamação, não havendo possibilidade de sua aplicação analógica ao crime de injúria. Pugna, ainda, o apelante, pela aplicação do perdão judicial (…). Sobre tal ponto, verifica-se que o Juiz Sentenciante (…) bem analisou os motivos pelo qual não se aplica ao réu o perdão judicial (…), ante a inexistência de injusta provocação direta da vitima, não perfazendo os pressupostos do art. 141, § 1º, I, do Código Penal. Por fim, no que tange à aplicação do art. 7º, § 2º, da |Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil) (…) deve-se ressaltar que a imunidade do advogado (…) aplica-se tão somente à parte, na relação processual, e não quanto ao Magistrado, posto que este não tem qualquer interesse na discussão da causa’. Dessume-se, pois, que a controvérsia foi dirimida pelas instâncias judiciárias ordinárias a partir da análise da provas coligidas para o processo-crime e da interpretação da legislação ordinária. Ora, a violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á à conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC argumento de que se trata de questão constitucional, ‘só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional’ (RE nº 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, ‘se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário’ (RE 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Neste mesmo sentido são os seguintes precedentes: RE 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. Ex positis, com base no artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso extraordinário.” O agravante sustenta a ocorrência de prescrição da pretensão punitiva tendo em vista que o acórdão recorrido foi proferido em 19 de novembro de 2010 e haver transcorrido mais de 02 anos contados da pena in concreto estabelecida na sentença. Afirma, também, serem inaplicáveis à espécie os precedentes invocados como fundamento da decisão, pois nas razões extraordinárias estão descritas ofensas diretas a preceitos da Constituição Federal. Ademais, na peça acusatória está descrita a suposta prática das condutas dos artigos 147 e 140, combinado com o artigo 141, II, todos do Código Penal, e artigos 65, III, “d”, 69 e 72 do mesmo código, preceitos incriminadores para os quais está prevista a pena não superior a 6 (seis) meses e, portanto, qualificam-se como infrações penais de menor potencial ofensivo. Assim sendo, o não oferecimento da transação penal prevista na Lei nº 9.099/95 implicou cerceamento do direito de defesa e, desse modo, há ofensa direta à Constituição Federal. Como reforço de tese, menciona os julgados proferidos na Petição nº 3898 e nos Habeas 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC argumento de que se trata de questão constitucional, ‘só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional’ (RE nº 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, ‘se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário’ (RE 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Neste mesmo sentido são os seguintes precedentes: RE 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. Ex positis, com base no artigo 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso extraordinário.” O agravante sustenta a ocorrência de prescrição da pretensão punitiva tendo em vista que o acórdão recorrido foi proferido em 19 de novembro de 2010 e haver transcorrido mais de 02 anos contados da pena in concreto estabelecida na sentença. Afirma, também, serem inaplicáveis à espécie os precedentes invocados como fundamento da decisão, pois nas razões extraordinárias estão descritas ofensas diretas a preceitos da Constituição Federal. Ademais, na peça acusatória está descrita a suposta prática das condutas dos artigos 147 e 140, combinado com o artigo 141, II, todos do Código Penal, e artigos 65, III, “d”, 69 e 72 do mesmo código, preceitos incriminadores para os quais está prevista a pena não superior a 6 (seis) meses e, portanto, qualificam-se como infrações penais de menor potencial ofensivo. Assim sendo, o não oferecimento da transação penal prevista na Lei nº 9.099/95 implicou cerceamento do direito de defesa e, desse modo, há ofensa direta à Constituição Federal. Como reforço de tese, menciona os julgados proferidos na Petição nº 3898 e nos Habeas 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC Corpus 75.343/MG e 84.342, nos quais está assentada a tese do direito subjetivo do agente à proposta de transação penal. Acentua, por fim, ser imprescindível observar os termos do enunciado nº 696/STF, in verbis: “Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, mas se recusando o Promotor de Justiça a propô-la, o Juiz, dissentindo, remeterá a questão ao Procurador-Geral, aplicando-se, por analogia, o art. 28 do Código de Processo Penal”. Após demonstrar que idêntica pretensão teria sido deferida em idêntica situação, pede que seja afastado o tratamento discriminatório verificado e, a final, presentes as razões recursais, o agravo seja provido, dando-se trânsito ao recurso extraordinário. É o relatório. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC Corpus 75.343/MG e 84.342, nos quais está assentada a tese do direito subjetivo do agente à proposta de transação penal. Acentua, por fim, ser imprescindível observar os termos do enunciado nº 696/STF, in verbis: “Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, mas se recusando o Promotor de Justiça a propô-la, o Juiz, dissentindo, remeterá a questão ao Procurador-Geral, aplicando-se, por analogia, o art. 28 do Código de Processo Penal”. Após demonstrar que idêntica pretensão teria sido deferida em idêntica situação, pede que seja afastado o tratamento discriminatório verificado e, a final, presentes as razões recursais, o agravo seja provido, dando-se trânsito ao recurso extraordinário. É o relatório. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, anoto a impossibilidade de, para solução deste processo, tomar como paradigma proposta de transação penal formulada pelo representante do Ministério Público em outros autos. A verificação da tese de adoção de tratamento discriminatório em relação ao agravante, à vista de proposições oferecidas pelo Parquet em procedimentos penais diversos e instaurados contra réus exigiriam a reunião de processos-crime em hipótese não reclamada pela legislação processual penal. Registro, também, que os precedentes colacionados pelo recorrente - Petição nº 3898, Habeas Corpus nºs 75.343/MG e 84.342 – não servem à sua pretensão. São provimentos lavrados em processos originários, nos quais há a possibilidade de conhecimento amplo, enquanto, em razão de sua própria natureza, o extraordinário é recurso de fundamentação vinculada ao que decidido perante a Justiça ordinária, em última ou única instâncias, e tem como pressuposto de admissibilidade a existência de ofensa à Constituição Federal. Estabelecidas essas premissas, tem-se como insubsistentes as alegações do agravante, valendo então destacar o que decidido nas instâncias ordinárias sobre a controvérsia: (…) No que tange às nulidades apontadas pelo recorrente, ou seja, a supressão ao direito do benefício da transação penal e ao benefício da suspensão condicional do processo, já foram objeto de decisão (…) quando do julgamento do Habeas Corpus nº 2010.200244-7, não havendo fato ou argumento jurídico novo que pudesse ser objeto de análise. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, anoto a impossibilidade de, para solução deste processo, tomar como paradigma proposta de transação penal formulada pelo representante do Ministério Público em outros autos. A verificação da tese de adoção de tratamento discriminatório em relação ao agravante, à vista de proposições oferecidas pelo Parquet em procedimentos penais diversos e instaurados contra réus exigiriam a reunião de processos-crime em hipótese não reclamada pela legislação processual penal. Registro, também, que os precedentes colacionados pelo recorrente - Petição nº 3898, Habeas Corpus nºs 75.343/MG e 84.342 – não servem à sua pretensão. São provimentos lavrados em processos originários, nos quais há a possibilidade de conhecimento amplo, enquanto, em razão de sua própria natureza, o extraordinário é recurso de fundamentação vinculada ao que decidido perante a Justiça ordinária, em última ou única instâncias, e tem como pressuposto de admissibilidade a existência de ofensa à Constituição Federal. Estabelecidas essas premissas, tem-se como insubsistentes as alegações do agravante, valendo então destacar o que decidido nas instâncias ordinárias sobre a controvérsia: (…) No que tange às nulidades apontadas pelo recorrente, ou seja, a supressão ao direito do benefício da transação penal e ao benefício da suspensão condicional do processo, já foram objeto de decisão (…) quando do julgamento do Habeas Corpus nº 2010.200244-7, não havendo fato ou argumento jurídico novo que pudesse ser objeto de análise. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 722016 AGR / SC (…) O recorrente insiste em afirmar que o Ministério Público estaria obrigado em propor os referidos benefícios legais (transação penal e sursis processual), porque teria proposto os mesmos, ao réu, em outra ação penal (…). Sugere, ainda, que o tratamento diferenciado entre uma ação penal e outra reside na condição da qualificação da vítima, eis que neste processo a vítima é um Magistrado, e naquele uma pessoa comum, finalizando que este tratamento diferenciado fere o princípio constitucional da isonomia. Ora, o que foi pautado pelo Ministério Público quando deixou de apresentar o benefício da transação penal ao acusado, e que foi acolhido pelo Juízo ad quem, não foi tão somente os antecedentes do réu, mas também a natureza e circunstância em que o delito fora praticado. (…) o benefício da transação penal foi indeferido pelo Primeiro Grau sob o fundamento de que “a denúncia narra hipóteses de ameaça e de injúria contra funcionário público (…), feitas de forma expressa em documento público. Com efeito, a forma utilizada pelo acusado para atacar a honra e a liberdade individual da vítima, ou seja, utilizar-se de um ‘recurso processual’, no caso os embargos declaratórios, para despejar contra aquela todo o seu ódio desmensurado, metralhando acusações, que o próprio réu confessou serem falsas, e, pior, utilizando a forma escrita e formal, (…) consistiu em acintoso ataque não só à pessoa da vítima, mas também ao cargo público que ocupa. (…) Portanto, as circunstâncias, a culpabilidade e os motivos que ensejaram a prática delituosa vedam a aplicação da transação penal, posto que esta seria insuficiente para reprimir e prevenir a ocorrência de novos delitos dessa natureza. Quanto ao benefício da suspensão condicional do processo, que teria sido proposto nos autos da Ação Penal nº 008.09.020027-3, também respondida pelo réu, tem-se a acrescentar, além do que já foi decidido no Habeas Corpus citado, que a eventual proposta formulada pelo Órgão Ministerial naquela ação penal, ainda que tivesse sido aceita 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC (…) O recorrente insiste em afirmar que o Ministério Público estaria obrigado em propor os referidos benefícios legais (transação penal e sursis processual), porque teria proposto os mesmos, ao réu, em outra ação penal (…). Sugere, ainda, que o tratamento diferenciado entre uma ação penal e outra reside na condição da qualificação da vítima, eis que neste processo a vítima é um Magistrado, e naquele uma pessoa comum, finalizando que este tratamento diferenciado fere o princípio constitucional da isonomia. Ora, o que foi pautado pelo Ministério Público quando deixou de apresentar o benefício da transação penal ao acusado, e que foi acolhido pelo Juízo ad quem, não foi tão somente os antecedentes do réu, mas também a natureza e circunstância em que o delito fora praticado. (…) o benefício da transação penal foi indeferido pelo Primeiro Grau sob o fundamento de que “a denúncia narra hipóteses de ameaça e de injúria contra funcionário público (…), feitas de forma expressa em documento público. Com efeito, a forma utilizada pelo acusado para atacar a honra e a liberdade individual da vítima, ou seja, utilizar-se de um ‘recurso processual’, no caso os embargos declaratórios, para despejar contra aquela todo o seu ódio desmensurado, metralhando acusações, que o próprio réu confessou serem falsas, e, pior, utilizando a forma escrita e formal, (…) consistiu em acintoso ataque não só à pessoa da vítima, mas também ao cargo público que ocupa. (…) Portanto, as circunstâncias, a culpabilidade e os motivos que ensejaram a prática delituosa vedam a aplicação da transação penal, posto que esta seria insuficiente para reprimir e prevenir a ocorrência de novos delitos dessa natureza. Quanto ao benefício da suspensão condicional do processo, que teria sido proposto nos autos da Ação Penal nº 008.09.020027-3, também respondida pelo réu, tem-se a acrescentar, além do que já foi decidido no Habeas Corpus citado, que a eventual proposta formulada pelo Órgão Ministerial naquela ação penal, ainda que tivesse sido aceita 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 722016 AGR / SC pelo réu, estaria sujeita a revogação, em razão de o réu estar respondendo a outra ação penal (no caso, a presente). (…) Quanto à alegação de nulidade, pela ausência de intimação da OAB para apresentar as alegações finais e razões recursais, de igual sorte não merece provimento. (…) Tal dispositivo [o artigo 16 do Estatuto da OAB] não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB para os atos do processo, mormente, quando não se fez qualquer pedido neste sentido [o de receber assistência jurídica desta instituição]. Não se trata, aqui, de se negar a possibilidade de o réu receber esta assistência, nem de vedar a participação do representante da OAB nos atos do processo, mas a assistência jurídica prestada pela OAB deve ocorrer a pedido réu, junto ao seu Órgão de classe, e não por determinação ex officio do Juízo. Além disso, não se vislumbra prejuízo à defesa do acusado, pois este, na condição de advogado, atuou em defesa própria, inclusive, quando apresentou as alegações finais, não levantou, em nenhum momento, a ocorrência de qualquer irregularidade ou prejuízo. (…) Passo, pois, às questões de mérito, ventiladas pelo recorrente. (…) Ora, o bem jurídico protegido, quanto ao crime de ameaça, é a liberdade individual, objetivando proteger a paz de espírito e a tranquilidade da vítima. Trata-se de delito formal, cuja consumação se esgota na própria intimidação e na perturbação da tranquilidade e paz espiritual do ofendido, nada importando a concretização ou não da ameaça. Portanto, ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. (…) Descabível discutir se o réu iria, ou não, concretizar o mal prometido, bastando que a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC pelo réu, estaria sujeita a revogação, em razão de o réu estar respondendo a outra ação penal (no caso, a presente). (…) Quanto à alegação de nulidade, pela ausência de intimação da OAB para apresentar as alegações finais e razões recursais, de igual sorte não merece provimento. (…) Tal dispositivo [o artigo 16 do Estatuto da OAB] não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB para os atos do processo, mormente, quando não se fez qualquer pedido neste sentido [o de receber assistência jurídica desta instituição]. Não se trata, aqui, de se negar a possibilidade de o réu receber esta assistência, nem de vedar a participação do representante da OAB nos atos do processo, mas a assistência jurídica prestada pela OAB deve ocorrer a pedido réu, junto ao seu Órgão de classe, e não por determinação ex officio do Juízo. Além disso, não se vislumbra prejuízo à defesa do acusado, pois este, na condição de advogado, atuou em defesa própria, inclusive, quando apresentou as alegações finais, não levantou, em nenhum momento, a ocorrência de qualquer irregularidade ou prejuízo. (…) Passo, pois, às questões de mérito, ventiladas pelo recorrente. (…) Ora, o bem jurídico protegido, quanto ao crime de ameaça, é a liberdade individual, objetivando proteger a paz de espírito e a tranquilidade da vítima. Trata-se de delito formal, cuja consumação se esgota na própria intimidação e na perturbação da tranquilidade e paz espiritual do ofendido, nada importando a concretização ou não da ameaça. Portanto, ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. (…) Descabível discutir se o réu iria, ou não, concretizar o mal prometido, bastando que a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 722016 AGR / SC ameaça tenha o potencial intimidatório e causasse perturbação ao sossego e tranquilidade da vítima, o que restou suficientemente evidenciado nos autos. Portanto, comprovada a materialidade e a autoria, assim como o dolo que que agiu o acusado, a condenação é medida que se impõe. Quanto ao crime de injúria, a Defesa alega que a retratação do acusado deve isentar-lhe da aplicação da pena, aplicando-se, por analogia in bona partem, o art. 143 do Código Penal. Tal pretensão, já afastada corretamente pelo Juiz Sentenciante, não merece prosperar, uma vez que o referido dispositivo se limita aos crimes de calúnia e difamação, não havendo possibilidade de sua aplicação analógica ao crime de injúria. Pugna, ainda, o apelante, pela aplicação do perdão judicial (…). Sobre tal ponto, verifica-se que o Juiz Sentenciante (…) bem analisou os motivos pelo qual não se aplica ao réu o perdão judicial (…), ante a inexistência de injusta provocação direta da vitima, não perfazendo os pressupostos do art. 141, § 1º, I, do Código Penal. Por fim, no que tange à aplicação do art. 7º, § 2º, da |Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil) (…) deve-se ressaltar que a imunidade do advogado (…) aplica-se tão somente à parte, na relação processual, e não quanto ao Magistrado, posto que este não tem qualquer interesse na discussão da causa”. No que concerne à alegação de haver transcorrido o lapso prescricional, ressalto que a controvérsia deverá ser verificada pelo Juízo da Execução Criminal, nos termos do artigo 66, inciso II, da Lei nº 7.210/84, tendo em consideração os marcos interruptivos do transcurso do prazo de prescrição previstos em lei. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC ameaça tenha o potencial intimidatório e causasse perturbação ao sossego e tranquilidade da vítima, o que restou suficientemente evidenciado nos autos. Portanto, comprovada a materialidade e a autoria, assim como o dolo que que agiu o acusado, a condenação é medida que se impõe. Quanto ao crime de injúria, a Defesa alega que a retratação do acusado deve isentar-lhe da aplicação da pena, aplicando-se, por analogia in bona partem, o art. 143 do Código Penal. Tal pretensão, já afastada corretamente pelo Juiz Sentenciante, não merece prosperar, uma vez que o referido dispositivo se limita aos crimes de calúnia e difamação, não havendo possibilidade de sua aplicação analógica ao crime de injúria. Pugna, ainda, o apelante, pela aplicação do perdão judicial (…). Sobre tal ponto, verifica-se que o Juiz Sentenciante (…) bem analisou os motivos pelo qual não se aplica ao réu o perdão judicial (…), ante a inexistência de injusta provocação direta da vitima, não perfazendo os pressupostos do art. 141, § 1º, I, do Código Penal. Por fim, no que tange à aplicação do art. 7º, § 2º, da |Lei nº 8.906/94 (Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil) (…) deve-se ressaltar que a imunidade do advogado (…) aplica-se tão somente à parte, na relação processual, e não quanto ao Magistrado, posto que este não tem qualquer interesse na discussão da causa”. No que concerne à alegação de haver transcorrido o lapso prescricional, ressalto que a controvérsia deverá ser verificada pelo Juízo da Execução Criminal, nos termos do artigo 66, inciso II, da Lei nº 7.210/84, tendo em consideração os marcos interruptivos do transcurso do prazo de prescrição previstos em lei. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO ADV.(A/S) : GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : JORGE LUIS COSTA BEBER Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506424 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO ADV.(A/S) : GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : JORGE LUIS COSTA BEBER Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506424 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3517449
2013-03-05T00:00:00
2013-03-20T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIMINAL. CRIME DE AMEAÇA E INJÚRIA PRATICADOS POR ADVOGADO CONTRA MAGISTRADO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À LEI 9.099/95, NO QUE DISCIPLINA A TRANSAÇÃO PENAL E O SURSIS PROCESSUAL, BENEFÍCIOS INDEFERIDOS PELO MAGISTRADO ANTE A AUSÊNCIA DOS REQUISITOS EXIGIDOS LEGAIS. NULIDADE DO PROCESSO. FALTA DE INTIMAÇÃO DO REPRESENTANTE DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. INSUBSISTÊNCIA DA PRETENSÃO, CONSIDERANDO O FATO DE A DEFESA NÃO HAVER FORMALIZADO O PEDIDO E O ADVOGADO ESTAR ATUANDO EM CAUSA PRÓPRIA E NÃO TER MANIFESTO INTERESSE EM SER ASSISTIDO POR REPRESENTANTE DA REFERIDA ENTIDADE. CONTROVÉRSIAS DECIDIDAS À LUZ DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA E COM BASE NAS PROVAS COLIGIDAS PARA O PROCESSO. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, QUE NÃO PRESTA AO EXAME DE QUESTÕES QUE DEMANDAM O REVOLVIMENTO DO CONTESTO FÁTICO-PROBATÓRIO, ADSTRINGINDO-SE À ANÁLISE DA VIOLAÇÃO DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. A violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á à conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o argumento de que se trata de questão constitucional, “só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional” (RE nº 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, “se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário” (RE 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Precedentes: RE 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. 2. In casu, o Tribunal de origem decidiu: “APELAÇÃO CRIMINAL – CRIMES DE INJÚRIA E AMEAÇA PRATICADA POR ADVOGADO CONTRA MAGISTRADO – CONDENAÇÃO – IMPROVIMENTO RECURSO. NULIDADES – Mantida a decisão do HC que afastou a existência de nulidade por ter sido indeferido o benefício da transação penal e da suspensão condicional do processo. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA OAB – ART. 16 DO REGULAMENTO DO ESTATUTO DA OAB – Garantia ao advogado de receber assistência jurídica, mas não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB, para os atos do processo, mormente quando não se fez qualquer pedido neste sentido. AMEAÇA CONDICIONAL – TIPICIDADE CONFIGURADA – Ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. INJÚRIA – RETRATAÇÃO DO AGENTE – INAPLICABILIDADE DO ART. 143 DO CP. PERDÃO JUDICIAL POR INJUSTA PROVOCAÇÃO DA VÍTIMA – BULLYNG – INAPLICABILIDADE – Mero indeferimento, pelo juiz, dos pleitos formulados pelo advogado, não caracterizam bullyng, nem a resposta escrita, articulada e posterior às supostas provocações da vítima, não autorizam a aplicação do art. 141, § 1º, I, do Código Penal. IMUNIDADE DO ADVOGADO – INAPLICABILIDADE. A imunidade conferida aos advogados não abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na relação processual para os fins da norma ( STF. 1º Turma. Habeas Corpus n° 104.385 – São Paulo. Relator Min. Marco Aurélio, de 28/06/2011).” 3. Nego provimento ao agravo regimental.
sjur226698
- Acórdão(s) citado(s): (VIOLAÇÃO REFLEXA) RE 72959(TP), RE 92264(2ªT). (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, DEVIDO PROCESSO LEGAL) AI 756336 AgR(2ªT), AI 804854 AgR(1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (VIOLAÇÃO REFLEXA) AI 808361, RE 596682. Número de páginas: 18. Análise: 12/04/2013, LLD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
722016
[ "LEG-FED LEI-007210 ANO-1984\r\n ART-00066 INC-00002 \r\n LEP-1984 LEI DE EXECUÇÃO PENAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-009099 ANO-1995 \r\n LJE-1995 LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 722016 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGTE.(S) : GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO ADV.(A/S) : GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO INTDO.(A/S) : JORGE LUIS COSTA BEBER
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Ementa e Acórdão 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO ADV.(A/S) :GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :JORGE LUIS COSTA BEBER EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CRIMINAL. CRIME DE AMEAÇA E INJÚRIA PRATICADOS POR ADVOGADO CONTRA MAGISTRADO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À LEI 9.099/95, NO QUE DISCIPLINA A TRANSAÇÃO PENAL E O SURSIS PROCESSUAL, BENEFÍCIOS INDEFERIDOS PELO MAGISTRADO ANTE A AUSÊNCIA DOS REQUISITOS EXIGIDOS LEGAIS. NULIDADE DO PROCESSO. FALTA DE INTIMAÇÃO DO REPRESENTANTE DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL. INSUBSISTÊNCIA DA PRETENSÃO, CONSIDERANDO O FATO DE A DEFESA NÃO HAVER FORMALIZADO O PEDIDO E O ADVOGADO ESTAR ATUANDO EM CAUSA PRÓPRIA E NÃO TER MANIFESTO INTERESSE EM SER ASSISTIDO POR REPRESENTANTE DA REFERIDA ENTIDADE. CONTROVÉRSIAS DECIDIDAS À LUZ DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA E COM BASE NAS PROVAS COLIGIDAS PARA O PROCESSO. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, QUE NÃO PRESTA AO EXAME DE QUESTÕES QUE DEMANDAM O REVOLVIMENTO DO CONTESTO FÁTICO- PROBATÓRIO, ADSTRINGINDO-SE À ANÁLISE DA VIOLAÇÃO DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501365. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão ARE 722016 AGR / SC 1. A violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á à conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o argumento de que se trata de questão constitucional, “só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional” (Recurso Extraordinário n 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, “se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário” (Recurso Extraordinário 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. 2. In casu, o Tribunal de origem decidiu: “APELAÇÃO CRIMINAL – CRIMES DE INJÚRIA E AMEAÇA PRATICADA POR ADVOGADO CONTRA MAGISTRADO – CONDENAÇÃO – IMPROVIMENTO RECURSO. NULIDADES – Mantida a decisão do HC que afastou a existência de nulidade por ter sido indeferido o benefício da transação penal e da suspensão condicional do processo. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA OAB – ART. 16 DO REGULAMENTO DO ESTATUTO DA OAB – Garantia ao advogado de receber assistência jurídica, mas não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB, para os atos do processo, mormente quando não se fez qualquer pedido neste sentido. AMEAÇA CONDICIONAL – TIPICIDADE CONFIGURADA – Ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501365. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC 1. A violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á à conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o argumento de que se trata de questão constitucional, “só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional” (Recurso Extraordinário n 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, “se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário” (Recurso Extraordinário 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. 2. In casu, o Tribunal de origem decidiu: “APELAÇÃO CRIMINAL – CRIMES DE INJÚRIA E AMEAÇA PRATICADA POR ADVOGADO CONTRA MAGISTRADO – CONDENAÇÃO – IMPROVIMENTO RECURSO. NULIDADES – Mantida a decisão do HC que afastou a existência de nulidade por ter sido indeferido o benefício da transação penal e da suspensão condicional do processo. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DA OAB – ART. 16 DO REGULAMENTO DO ESTATUTO DA OAB – Garantia ao advogado de receber assistência jurídica, mas não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB, para os atos do processo, mormente quando não se fez qualquer pedido neste sentido. AMEAÇA CONDICIONAL – TIPICIDADE CONFIGURADA – Ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Ementa e Acórdão ARE 722016 AGR / SC ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. INJÚRIA – RETRATAÇÃO DO AGENTE – INAPLICABILIDADE DO ART. 143 DO Código Penal Brasileiro. PERDÃO JUDICIAL POR INJUSTA PROVOCAÇÃO DA VÍTIMA – BULLYNG – INAPLICABILIDADE – Mero indeferimento, pelo juiz, dos pleitos formulados pelo advogado, não caracterizam bullyng, nem a resposta escrita, articulada e posterior às supostas provocações da vítima, não autorizam a aplicação do art. 141, § 1..., I, do Código Penal. IMUNIDADE DO ADVOGADO – INAPLICABILIDADE. A imunidade conferida aos advogados não abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na relação processual para os fins da norma ( Supremo Tribunal Federal. 1... Turma. Habeas Corpus n 104.385 – São Paulo. Relator Min. Marco Aurélio, de 28/06/2011).” 3. Nego provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 05 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501365. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. INJÚRIA – RETRATAÇÃO DO AGENTE – INAPLICABILIDADE DO ART. 143 DO Código Penal Brasileiro. PERDÃO JUDICIAL POR INJUSTA PROVOCAÇÃO DA VÍTIMA – BULLYNG – INAPLICABILIDADE – Mero indeferimento, pelo juiz, dos pleitos formulados pelo advogado, não caracterizam bullyng, nem a resposta escrita, articulada e posterior às supostas provocações da vítima, não autorizam a aplicação do art. 141, § 1..., I, do Código Penal. IMUNIDADE DO ADVOGADO – INAPLICABILIDADE. A imunidade conferida aos advogados não abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na relação processual para os fins da norma ( Supremo Tribunal Federal. 1... Turma. Habeas Corpus n 104.385 – São Paulo. Relator Min. Marco Aurélio, de 28/06/2011).” 3. Nego provimento ao agravo regimental. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 05 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501365. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO ADV.(A/S) :GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :JORGE LUIS COSTA BEBER R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Tem este teor a decisão mediante a qual neguei seguimento ao agravo interposto no recurso extraordinário (folhas 945/953): “AGRAVO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIMINAL. CRIME DE AMEAÇA E INJÚRIA PRATICADOS POR ADVOGADO CONTRA MAGISTRADO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À LEI 9.099/95, NO QUE DISCIPLINA A TRANSAÇÃO PENAL E O SURSIS PROCESSUAL, BENEFÍCIOS INDEFERIDOS PELO MAGISTRADO ANTE A AUSÊNCIA DOS REQUISITOS EXIGIDOS PELA LEGISLAÇÃO PERTINENTE. NULIDADE DO PROCESSO FALTA DE INTIMAÇÃO DO REPRESENTANTE DA ORDEM DA ORDEM ADVOGADOS DO BRASIL. INSUBSISTÊNCIA DA PRETENSÃO, CONSIDERANDO O FATO DE A DEFESA NÃO HAVER FORMALIZADO O PEDIDO E O ADVOGADO ESTAR ATUANDO EM CAUSA PRÓPRIA E NÃO TER MANIFESTO INTERESSE EM SER ASSISTIDO POR REPRESENTANTE DA REFERIDA ENTIDADE. CONTROVÉRSIAS DECIDIDAS À LUZ DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA E COM BASE NAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO ADV.(A/S) :GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) :JORGE LUIS COSTA BEBER R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Tem este teor a decisão mediante a qual neguei seguimento ao agravo interposto no recurso extraordinário (folhas 945/953): “AGRAVO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CRIMINAL. CRIME DE AMEAÇA E INJÚRIA PRATICADOS POR ADVOGADO CONTRA MAGISTRADO NO EXERCÍCIO DA FUNÇÃO. ALEGAÇÃO DE OFENSA À LEI 9.099/95, NO QUE DISCIPLINA A TRANSAÇÃO PENAL E O SURSIS PROCESSUAL, BENEFÍCIOS INDEFERIDOS PELO MAGISTRADO ANTE A AUSÊNCIA DOS REQUISITOS EXIGIDOS PELA LEGISLAÇÃO PERTINENTE. NULIDADE DO PROCESSO FALTA DE INTIMAÇÃO DO REPRESENTANTE DA ORDEM DA ORDEM ADVOGADOS DO BRASIL. INSUBSISTÊNCIA DA PRETENSÃO, CONSIDERANDO O FATO DE A DEFESA NÃO HAVER FORMALIZADO O PEDIDO E O ADVOGADO ESTAR ATUANDO EM CAUSA PRÓPRIA E NÃO TER MANIFESTO INTERESSE EM SER ASSISTIDO POR REPRESENTANTE DA REFERIDA ENTIDADE. CONTROVÉRSIAS DECIDIDAS À LUZ DA LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA E COM BASE NAS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC PROVAS COLIGIDAS PARA O PROCESSO. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, QUE NÃO PRESTA AO EXAME DE QUESTÕES QUE DEMANDAM O REVOLVIMENTO DO CONTESTO FÁTICO- PROBATÓRIO, ADSTRINGINDO-SE À ANÁLISE DA VIOLAÇÃO DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á a conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o argumento de que se trata de questão constitucional, ‘só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional’ (Recurso Extraordinário n 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, ‘se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário’ (Recurso Extraordinário 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. Nego provimento ao agravo no recurso extraordinário. DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Segunda Turma de Recursos do Juizado Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, consubstanciado na seguinte ementa (folhas 782/783): 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC PROVAS COLIGIDAS PARA O PROCESSO. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO, QUE NÃO PRESTA AO EXAME DE QUESTÕES QUE DEMANDAM O REVOLVIMENTO DO CONTESTO FÁTICO- PROBATÓRIO, ADSTRINGINDO-SE À ANÁLISE DA VIOLAÇÃO DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á a conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o argumento de que se trata de questão constitucional, ‘só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional’ (Recurso Extraordinário n 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, ‘se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário’ (Recurso Extraordinário 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. Nego provimento ao agravo no recurso extraordinário. DECISÃO: Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão proferido pela Segunda Turma de Recursos do Juizado Especial do Tribunal de Justiça do Estado de Santa Catarina, consubstanciado na seguinte ementa (folhas 782/783): 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC ‘Apelação criminal. Crimes de injúria e ameaça praticada por advogado contra magistrado. Condenação. Improvimento do recurso. Nulidades. Mantida a decisão do HC que afastou a existência de nulidade por ter sido indeferido o benefício da transação penal e da suspensão condicional do processo. Ausência de intimação da OAB – Art. 16 do Regulamento do Estatuto da OAB. Garantia ao advogado de receber assistência jurídica, mas não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB para todos os atos do processo, mormente quando não se fez qualquer pedido neste sentido. Ameaça condicional. Tipicidade configurada. Ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. Injúria. Retratação do agente. Inaplicabilidade do art. 143 do Código Penal Brasileiro. Perdão judicial por injusta provocação da vítima. Bulling. Inaplicabilidade. Mero indeferimento, pelo juiz, dos pleitos formulados pelo advogado, não caracterizam o bullyng, nem a resposta escrita, articulada e posterior às supostas provocações da vítima, não autorizam a aplicação do art. 141, § 1..., I, do Código Penal. Imunidade do advogado. Inaplicabilidade. A nulidade conferida aos advogados não abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na relação processual para os finas da norma’ (Supremo Tribunal Federal, 1... Turma, Habeas Corpus n 104.383 – São Paulo. Relator Min. Marco Aurélio, de 28.06.2011). A defesa interpôs embargos de declaração, que foram rejeitados (folha 803), e, em seguida, recurso extraordinário no qual alega ofensa aos artigos 5..., incisos XXXVI, LIV, LVII, 93, IX, e 133 da Constituição Federal e negativa de vigência do artigo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC ‘Apelação criminal. Crimes de injúria e ameaça praticada por advogado contra magistrado. Condenação. Improvimento do recurso. Nulidades. Mantida a decisão do HC que afastou a existência de nulidade por ter sido indeferido o benefício da transação penal e da suspensão condicional do processo. Ausência de intimação da OAB – Art. 16 do Regulamento do Estatuto da OAB. Garantia ao advogado de receber assistência jurídica, mas não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB para todos os atos do processo, mormente quando não se fez qualquer pedido neste sentido. Ameaça condicional. Tipicidade configurada. Ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. Injúria. Retratação do agente. Inaplicabilidade do art. 143 do Código Penal Brasileiro. Perdão judicial por injusta provocação da vítima. Bulling. Inaplicabilidade. Mero indeferimento, pelo juiz, dos pleitos formulados pelo advogado, não caracterizam o bullyng, nem a resposta escrita, articulada e posterior às supostas provocações da vítima, não autorizam a aplicação do art. 141, § 1..., I, do Código Penal. Imunidade do advogado. Inaplicabilidade. A nulidade conferida aos advogados não abrange o magistrado, que não pode ser considerado parte na relação processual para os finas da norma’ (Supremo Tribunal Federal, 1... Turma, Habeas Corpus n 104.383 – São Paulo. Relator Min. Marco Aurélio, de 28.06.2011). A defesa interpôs embargos de declaração, que foram rejeitados (folha 803), e, em seguida, recurso extraordinário no qual alega ofensa aos artigos 5..., incisos XXXVI, LIV, LVII, 93, IX, e 133 da Constituição Federal e negativa de vigência do artigo 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC 7..., § 2..., do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil e dos artigos 76, 89 e 98, inciso I, da Lei n 9.099/95. Aduziu que em processos-crime nos quais verificada idêntica controvérsia - processos mencionados às folhas 818 e 819 - o representante do Ministério Público formalizou a proposta de transação penal ou suspensão condicional do processo, não havendo justificativa para adoção do mesmo procedimento nestes autos, tão-só em razão do fato de a vítima ser integrante da magistratura. Disse, por isso, ter havido tratamento anti-isonômico e discriminatório, decorrendo desse fato a ausência de fundamentação da decisão proferida pelo Juízo de Primeira Instância e negativa de prestação jurisdicional. No que concerne ao direito do recorrente à transação penal prevista no artigo 76, inciso III, da Lei n 9.099/95, ressaltou ter o acusado apresentado pedido de desculpas ao magistrado no tocante às ameaças desferidas, realçando a falsidade das afirmações lançadas às folhas 33 a 38 deste processo, demonstrando, com esse proceder a manifestação de arrependimento digno e virtuoso. Assim, estariam evidenciadas as condições subjetivas autorizarem a formulação da proposta de transação penal, considerando-se a conduta social e a personalidade do acusado. Destacou a possibilidade de proceder-se à suspensão condicional do processo nos crimes cuja pena mínima é inferior ou igual a um ano, como previsto no artigo 89 da Lei n 9.099/95. Sustentou, então, a incidência da referida disposição legal também nas hipóteses nas quais apena mínima cominada seja superior a um ano, mas sobre a qual incida a diminuição de 1/3 (um terço), face à tentativa (Código Penal Brasileiro, artigo 14, inciso II) ou qualquer outra causa de diminuição da pena, sendo esse um direito subjetivo do acusado. Desta maneira, no caso em exame, houve inércia do representante do Parquet e o processo deveria ter sido enviado pelo Juízo ao Procurador Geral de Justiça, por aplicação analógica do artigo 28 do Código de Processo Penal. Pediu, ao final, anulação da sentença condenatória, bem assim do acórdão da apelação, reconhecendo-se a ilegalidade 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC 7..., § 2..., do Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil e dos artigos 76, 89 e 98, inciso I, da Lei n 9.099/95. Aduziu que em processos-crime nos quais verificada idêntica controvérsia - processos mencionados às folhas 818 e 819 - o representante do Ministério Público formalizou a proposta de transação penal ou suspensão condicional do processo, não havendo justificativa para adoção do mesmo procedimento nestes autos, tão-só em razão do fato de a vítima ser integrante da magistratura. Disse, por isso, ter havido tratamento anti-isonômico e discriminatório, decorrendo desse fato a ausência de fundamentação da decisão proferida pelo Juízo de Primeira Instância e negativa de prestação jurisdicional. No que concerne ao direito do recorrente à transação penal prevista no artigo 76, inciso III, da Lei n 9.099/95, ressaltou ter o acusado apresentado pedido de desculpas ao magistrado no tocante às ameaças desferidas, realçando a falsidade das afirmações lançadas às folhas 33 a 38 deste processo, demonstrando, com esse proceder a manifestação de arrependimento digno e virtuoso. Assim, estariam evidenciadas as condições subjetivas autorizarem a formulação da proposta de transação penal, considerando-se a conduta social e a personalidade do acusado. Destacou a possibilidade de proceder-se à suspensão condicional do processo nos crimes cuja pena mínima é inferior ou igual a um ano, como previsto no artigo 89 da Lei n 9.099/95. Sustentou, então, a incidência da referida disposição legal também nas hipóteses nas quais apena mínima cominada seja superior a um ano, mas sobre a qual incida a diminuição de 1/3 (um terço), face à tentativa (Código Penal Brasileiro, artigo 14, inciso II) ou qualquer outra causa de diminuição da pena, sendo esse um direito subjetivo do acusado. Desta maneira, no caso em exame, houve inércia do representante do Parquet e o processo deveria ter sido enviado pelo Juízo ao Procurador Geral de Justiça, por aplicação analógica do artigo 28 do Código de Processo Penal. Pediu, ao final, anulação da sentença condenatória, bem assim do acórdão da apelação, reconhecendo-se a ilegalidade 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC do não oferecimento da transação penal e/ou suspensão condicional do processo, por infração ao artigo 3..., inciso IV, e artigo 5..., caput, e inciso XLI, e ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, anulando os atos posteriores ao não oferecimento do benefício legal. Ainda quanto ao mérito, requereu o reconhecimento da imunidade outorgada ao advogado, ou da figura do perdão judicial. O recurso extraordinário não foi admitido na origem, apontando-se a ausência de prequestionamento da matéria constitucional, a impossibilidade de revolvimento da matéria probatória nesta via processual e o fato de cuidar-se interpretação da legislação infraconstitucional. Contra o referido ato judicial formalizou-se o presente agravo, no qual o agravante sustenta a existência de prequestionamento da matéria constitucional e afirma não depender o exame da controvérsia da análise do contexto probatório, mas tão-só da adequação do fato jurídico às disposições da Lei n 9.099/95. Assevera, ante a omissão do representante do Ministério Público quanto à formulação da proposta de transação penal ou de suspensão condicional do processo, a ofensa aos preceitos constitucionais suso mencionados. É o relatório. Decido. A Segunda Turma de Recursos do Juizado Especial do Tribunal de Justiça Santa Catarina assim dispôs ao analisar as controvérsias suscitadas pelo recorrente (folhas 782 a 792): ‘(…) No que tange às nulidades apontadas pelo recorrente, ou seja, a supressão ao direito do benefício da transação penal e ao benefício da suspensão condicional do processo, já foram objeto de decisão (…) quando do julgamento do Habeas Corpus n 2010.200244-7, não havendo fato ou argumento jurídico novo que pudesse ser objeto de análise. (…) O recorrente insiste em afirmar que o Ministério Público estaria obrigado em propor os referidos benefícios legais (transação penal e sursis processual), porque teria 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC do não oferecimento da transação penal e/ou suspensão condicional do processo, por infração ao artigo 3..., inciso IV, e artigo 5..., caput, e inciso XLI, e ao artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal, anulando os atos posteriores ao não oferecimento do benefício legal. Ainda quanto ao mérito, requereu o reconhecimento da imunidade outorgada ao advogado, ou da figura do perdão judicial. O recurso extraordinário não foi admitido na origem, apontando-se a ausência de prequestionamento da matéria constitucional, a impossibilidade de revolvimento da matéria probatória nesta via processual e o fato de cuidar-se interpretação da legislação infraconstitucional. Contra o referido ato judicial formalizou-se o presente agravo, no qual o agravante sustenta a existência de prequestionamento da matéria constitucional e afirma não depender o exame da controvérsia da análise do contexto probatório, mas tão-só da adequação do fato jurídico às disposições da Lei n 9.099/95. Assevera, ante a omissão do representante do Ministério Público quanto à formulação da proposta de transação penal ou de suspensão condicional do processo, a ofensa aos preceitos constitucionais suso mencionados. É o relatório. Decido. A Segunda Turma de Recursos do Juizado Especial do Tribunal de Justiça Santa Catarina assim dispôs ao analisar as controvérsias suscitadas pelo recorrente (folhas 782 a 792): ‘(…) No que tange às nulidades apontadas pelo recorrente, ou seja, a supressão ao direito do benefício da transação penal e ao benefício da suspensão condicional do processo, já foram objeto de decisão (…) quando do julgamento do Habeas Corpus n 2010.200244-7, não havendo fato ou argumento jurídico novo que pudesse ser objeto de análise. (…) O recorrente insiste em afirmar que o Ministério Público estaria obrigado em propor os referidos benefícios legais (transação penal e sursis processual), porque teria 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC proposto os mesmos, ao réu, em outra ação penal (…). Sugere, ainda, que o tratamento diferenciado entre uma ação penal e outra reside na condição da qualificação da vítima, eis que neste processo a vítima é um Magistrado, e naquele uma pessoa comum, finalizando que este tratamento diferenciado fere o princípio constitucional da isonomia. Ora, o que foi pautado pelo Ministério Público quando deixou de apresentar o benefício da transação penal ao acusado, e que foi acolhido pelo Juízo ad quem, não foi tão somente os antecedentes do réu, mas também a natureza e circunstância em que o delito fora praticado. (…) o benefício da transação penal foi indeferido pelo Primeiro Grau sob o fundamento de que “a denúncia narra hipóteses de ameaça e de injúria contra funcionário público (…), feitas de forma expressa em documento público. Com efeito, a forma utilizada pelo acusado para atacar a honra e a liberdade individual da vítima, ou seja, utilizar-se de um ‘recurso processual’, no caso os embargos declaratórios, para despejar contra aquela todo o seu ódio desmensurado, metralhando acusações, que o próprio réu confessou serem falsas, e, pior, utilizando a forma escrita e formal, (…) consistiu em acintoso ataque não só à pessoa da vítima, mas também ao cargo público que ocupa. (…) Portanto, as circunstâncias, a culpabilidade e os motivos que ensejaram a prática delituosa vedam a aplicação da transação penal, posto que esta seria insuficiente para reprimir e prevenir a ocorrência de novos delitos dessa natureza. Quanto ao benefício da suspensão condicional do processo, que teria sido proposto nos autos da Ação Penal n 008.09.020027-3, também respondida pelo réu, tem-se a acrescentar, além do que já foi decidido no Habeas Corpus citado, que a eventual proposta formulada pelo Órgão Ministerial naquela ação penal, ainda que tivesse sido aceita pelo réu, estaria sujeita a revogação, em razão de o réu estar respondendo a outra ação penal (no caso, a presente). (…) Quanto à alegação de nulidade, pela ausência de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC proposto os mesmos, ao réu, em outra ação penal (…). Sugere, ainda, que o tratamento diferenciado entre uma ação penal e outra reside na condição da qualificação da vítima, eis que neste processo a vítima é um Magistrado, e naquele uma pessoa comum, finalizando que este tratamento diferenciado fere o princípio constitucional da isonomia. Ora, o que foi pautado pelo Ministério Público quando deixou de apresentar o benefício da transação penal ao acusado, e que foi acolhido pelo Juízo ad quem, não foi tão somente os antecedentes do réu, mas também a natureza e circunstância em que o delito fora praticado. (…) o benefício da transação penal foi indeferido pelo Primeiro Grau sob o fundamento de que “a denúncia narra hipóteses de ameaça e de injúria contra funcionário público (…), feitas de forma expressa em documento público. Com efeito, a forma utilizada pelo acusado para atacar a honra e a liberdade individual da vítima, ou seja, utilizar-se de um ‘recurso processual’, no caso os embargos declaratórios, para despejar contra aquela todo o seu ódio desmensurado, metralhando acusações, que o próprio réu confessou serem falsas, e, pior, utilizando a forma escrita e formal, (…) consistiu em acintoso ataque não só à pessoa da vítima, mas também ao cargo público que ocupa. (…) Portanto, as circunstâncias, a culpabilidade e os motivos que ensejaram a prática delituosa vedam a aplicação da transação penal, posto que esta seria insuficiente para reprimir e prevenir a ocorrência de novos delitos dessa natureza. Quanto ao benefício da suspensão condicional do processo, que teria sido proposto nos autos da Ação Penal n 008.09.020027-3, também respondida pelo réu, tem-se a acrescentar, além do que já foi decidido no Habeas Corpus citado, que a eventual proposta formulada pelo Órgão Ministerial naquela ação penal, ainda que tivesse sido aceita pelo réu, estaria sujeita a revogação, em razão de o réu estar respondendo a outra ação penal (no caso, a presente). (…) Quanto à alegação de nulidade, pela ausência de 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC intimação da OAB para apresentar as alegações finais e razões recursais, de igual sorte não merece provimento. (…) Tal dispositivo [o artigo 16 do Estatuto da OAB] não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB para os atos do processo, mormente, quando não se fez qualquer pedido neste sentido [o de receber assistência jurídica desta instituição]. Não se trata, aqui, de se negar a possibilidade de o réu receber esta assistência, nem de vedar a participação do representante da OAB nos atos do processo, mas a assistência jurídica prestada pela OAB deve ocorrer a pedido réu, junto ao seu Órgão de classe, e não por determinação ex oficio do Juízo. Além disso, não se vislumbra prejuízo à defesa do acusado, pois este, na condição de advogado, atuou em defesa própria, inclusive, quando apresentou as alegações finais, não levantou, em nenhum momento, a ocorrência de qualquer irregularidade ou prejuízo. (…) Passo, pois, às questões de mérito, ventiladas pelo recorrente. (…) Ora, o bem jurídico protegido, quanto ao crime de ameaça, é a liberdade individual, objetivando proteger a paz de espírito e a tranquilidade da vítima. Trata-se de delito formal, cuja consumação se esgota na própria intimidação e na perturbação da tranquilidade e paz espiritual do ofendido, nada importando a concretização ou não da ameaça. Portanto, ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. (…) Descabível discutir se o réu iria, ou não, concretizar o mal prometido, bastando que a ameaça tenha o potencial intimidatório e causasse perturbação ao sossego e tranquilidade da vítima, o que restou suficientemente evidenciado nos autos. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC intimação da OAB para apresentar as alegações finais e razões recursais, de igual sorte não merece provimento. (…) Tal dispositivo [o artigo 16 do Estatuto da OAB] não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB para os atos do processo, mormente, quando não se fez qualquer pedido neste sentido [o de receber assistência jurídica desta instituição]. Não se trata, aqui, de se negar a possibilidade de o réu receber esta assistência, nem de vedar a participação do representante da OAB nos atos do processo, mas a assistência jurídica prestada pela OAB deve ocorrer a pedido réu, junto ao seu Órgão de classe, e não por determinação ex oficio do Juízo. Além disso, não se vislumbra prejuízo à defesa do acusado, pois este, na condição de advogado, atuou em defesa própria, inclusive, quando apresentou as alegações finais, não levantou, em nenhum momento, a ocorrência de qualquer irregularidade ou prejuízo. (…) Passo, pois, às questões de mérito, ventiladas pelo recorrente. (…) Ora, o bem jurídico protegido, quanto ao crime de ameaça, é a liberdade individual, objetivando proteger a paz de espírito e a tranquilidade da vítima. Trata-se de delito formal, cuja consumação se esgota na própria intimidação e na perturbação da tranquilidade e paz espiritual do ofendido, nada importando a concretização ou não da ameaça. Portanto, ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. (…) Descabível discutir se o réu iria, ou não, concretizar o mal prometido, bastando que a ameaça tenha o potencial intimidatório e causasse perturbação ao sossego e tranquilidade da vítima, o que restou suficientemente evidenciado nos autos. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC Portanto, comprovada a materialidade e a autoria, assim como o dolo que que agiu o acusado, a condenação é medida que se impõe. Quanto ao crime de injúria, a Defesa alega que a retratação do acusado deve isentar-lhe da aplicação da pena, aplicando-se, por analogia in bona partem, o art. 143 do Código Penal. Tal pretensão, já afastada corretamente pelo Juiz Sentenciante, não merece prosperar, uma vez que o referido dispositivo se limita aos crimes de calúnia e difamação, não havendo possibilidade de sua aplicação analógica ao crime de injúria. Pugna, ainda, o apelante, pela aplicação do perdão judicial (…). Sobre tal ponto, verifica-se que o Juiz Sentenciante (…) bem analisou os motivos pelo qual não se aplica ao réu o perdão judicial (…), ante a inexistência de injusta provocação direta da vitima, não perfazendo os pressupostos do art. 141, § 1..., I, do Código Penal. Por fim, no que tange à aplicação do art. 7..., § 2..., da |Lei n 8.906/94 (Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil) (…) deve-se ressaltar que a imunidade do advogado (…) aplica-se tão somente à parte, na relação processual, e não quanto ao Magistrado, posto que este não tem qualquer interesse na discussão da causa’. Dessume-se, pois, que a controvérsia foi dirimida pelas instâncias judiciárias ordinárias a partir da análise da provas coligidas para o processo-crime e da interpretação da legislação ordinária. Ora, a violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á à conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC Portanto, comprovada a materialidade e a autoria, assim como o dolo que que agiu o acusado, a condenação é medida que se impõe. Quanto ao crime de injúria, a Defesa alega que a retratação do acusado deve isentar-lhe da aplicação da pena, aplicando-se, por analogia in bona partem, o art. 143 do Código Penal. Tal pretensão, já afastada corretamente pelo Juiz Sentenciante, não merece prosperar, uma vez que o referido dispositivo se limita aos crimes de calúnia e difamação, não havendo possibilidade de sua aplicação analógica ao crime de injúria. Pugna, ainda, o apelante, pela aplicação do perdão judicial (…). Sobre tal ponto, verifica-se que o Juiz Sentenciante (…) bem analisou os motivos pelo qual não se aplica ao réu o perdão judicial (…), ante a inexistência de injusta provocação direta da vitima, não perfazendo os pressupostos do art. 141, § 1..., I, do Código Penal. Por fim, no que tange à aplicação do art. 7..., § 2..., da |Lei n 8.906/94 (Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil) (…) deve-se ressaltar que a imunidade do advogado (…) aplica-se tão somente à parte, na relação processual, e não quanto ao Magistrado, posto que este não tem qualquer interesse na discussão da causa’. Dessume-se, pois, que a controvérsia foi dirimida pelas instâncias judiciárias ordinárias a partir da análise da provas coligidas para o processo-crime e da interpretação da legislação ordinária. Ora, a violação a preceito constitucional que autoriza o conhecimento do extraordinário há de ser direta e frontal, não podendo ser acolhida alegação que se funda na má interpretação da legislação infraconstitucional, pois, em hipóteses assim, somente chegar-se-á à conclusão de vulneração à Constituição a partir do acertamento quanto à existência de negativa de vigência à lei federal e, como anotado na jurisprudência desta Corte, não se há de prosperar o 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC argumento de que se trata de questão constitucional, ‘só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional’ (Recurso Extraordinário n 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, ‘se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário’ (Recurso Extraordinário 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Neste mesmo sentido são os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. Ex positis, com base no artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso extraordinário.” O agravante sustenta a ocorrência de prescrição da pretensão punitiva tendo em vista que o acórdão recorrido foi proferido em 19 de novembro de 2010 e haver transcorrido mais de 02 anos contados da pena in concreto estabelecida na sentença. Afirma, também, serem inaplicáveis à espécie os precedentes invocados como fundamento da decisão, pois nas razões extraordinárias estão descritas ofensas diretas a preceitos da Constituição Federal. Ademais, na peça acusatória está descrita a suposta prática das condutas dos artigos 147 e 140, combinado com o artigo 141, II, todos do Código Penal, e artigos 65, III, “d”, 69 e 72 do mesmo código, preceitos incriminadores para os quais está prevista a pena não superior a 6 (seis) meses e, portanto, qualificam-se como infrações penais de menor potencial ofensivo. Assim sendo, o não oferecimento da transação penal prevista na Lei n 9.099/95 implicou cerceamento do direito de defesa e, desse modo, há ofensa direta à Constituição Federal. Como reforço de tese, menciona os julgados proferidos na Petição n 3898 e nos Habeas 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC argumento de que se trata de questão constitucional, ‘só porque se invoca lei ordinária que regula matéria prevista na Constituição, porquanto, a argumentar-se assim, todas as matérias reguladas em lei ordinária como desdobramento de princípios gerais contidos na Constituição seriam de ordem constitucional’ (Recurso Extraordinário n 72.959, relator Ministro Luiz Gallotti, publicado na RTJ 60/294) e, ‘se para provar a contrariedade à Constituição tem-se, antes, de demonstrar a ofensa à lei ordinária, é esta conta para a admissibilidade do recurso extraordinário’ (Recurso Extraordinário 92.264, relator Ministro Décio Miranda, acórdão publicado na RTJ 94/462). Neste mesmo sentido são os seguintes precedentes: Recurso Extraordinário 596.682, relator Ministro Carlos Britto, DJe de 21.10.10; AI 808.361, relator Ministro Marco Aurélio, DJe de 08.09.10; AI 804.854 (Agr), relatora Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24.11.2010; AI 756.336 (Agr), relatora Ministra Ellen Gracie, DJe de 22.10.2010, iter alia. Ex positis, com base no artigo 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso extraordinário.” O agravante sustenta a ocorrência de prescrição da pretensão punitiva tendo em vista que o acórdão recorrido foi proferido em 19 de novembro de 2010 e haver transcorrido mais de 02 anos contados da pena in concreto estabelecida na sentença. Afirma, também, serem inaplicáveis à espécie os precedentes invocados como fundamento da decisão, pois nas razões extraordinárias estão descritas ofensas diretas a preceitos da Constituição Federal. Ademais, na peça acusatória está descrita a suposta prática das condutas dos artigos 147 e 140, combinado com o artigo 141, II, todos do Código Penal, e artigos 65, III, “d”, 69 e 72 do mesmo código, preceitos incriminadores para os quais está prevista a pena não superior a 6 (seis) meses e, portanto, qualificam-se como infrações penais de menor potencial ofensivo. Assim sendo, o não oferecimento da transação penal prevista na Lei n 9.099/95 implicou cerceamento do direito de defesa e, desse modo, há ofensa direta à Constituição Federal. Como reforço de tese, menciona os julgados proferidos na Petição n 3898 e nos Habeas 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Relatório ARE 722016 AGR / SC Corpus 75.343/MG e 84.342, nos quais está assentada a tese do direito subjetivo do agente à proposta de transação penal. Acentua, por fim, ser imprescindível observar os termos do enunciado n 696/Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, mas se recusando o Promotor de Justiça a propô-la, o Juiz, dissentindo, remeterá a questão ao Procurador-Geral, aplicando-se, por analogia, o art. 28 do Código de Processo Penal”. Após demonstrar que idêntica pretensão teria sido deferida em idêntica situação, pede que seja afastado o tratamento discriminatório verificado e, a final, presentes as razões recursais, o agravo seja provido, dando-se trânsito ao recurso extraordinário. É o relatório. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC Corpus 75.343/MG e 84.342, nos quais está assentada a tese do direito subjetivo do agente à proposta de transação penal. Acentua, por fim, ser imprescindível observar os termos do enunciado n 696/Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo, mas se recusando o Promotor de Justiça a propô-la, o Juiz, dissentindo, remeterá a questão ao Procurador-Geral, aplicando-se, por analogia, o art. 28 do Código de Processo Penal”. Após demonstrar que idêntica pretensão teria sido deferida em idêntica situação, pede que seja afastado o tratamento discriminatório verificado e, a final, presentes as razões recursais, o agravo seja provido, dando-se trânsito ao recurso extraordinário. É o relatório. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501366. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, anoto a impossibilidade de, para solução deste processo, tomar como paradigma proposta de transação penal formulada pelo representante do Ministério Público em outros autos. A verificação da tese de adoção de tratamento discriminatório em relação ao agravante, à vista de proposições oferecidas pelo Parquet em procedimentos penais diversos e instaurados contra réus exigiriam a reunião de processos-crime em hipótese não reclamada pela legislação processual penal. Registro, também, que os precedentes colacionados pelo recorrente - Petição n 3898, Habeas Corpus ns 75.343/MG e 84.342 – não servem à sua pretensão. São provimentos lavrados em processos originários, nos quais há a possibilidade de conhecimento amplo, enquanto, em razão de sua própria natureza, o extraordinário é recurso de fundamentação vinculada ao que decidido perante a Justiça ordinária, em última ou única instâncias, e tem como pressuposto de admissibilidade a existência de ofensa à Constituição Federal. Estabelecidas essas premissas, tem-se como insubsistentes as alegações do agravante, valendo então destacar o que decidido nas instâncias ordinárias sobre a controvérsia: (…) No que tange às nulidades apontadas pelo recorrente, ou seja, a supressão ao direito do benefício da transação penal e ao benefício da suspensão condicional do processo, já foram objeto de decisão (…) quando do julgamento do Habeas Corpus n 2010.200244-7, não havendo fato ou argumento jurídico novo que pudesse ser objeto de análise. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Preliminarmente, anoto a impossibilidade de, para solução deste processo, tomar como paradigma proposta de transação penal formulada pelo representante do Ministério Público em outros autos. A verificação da tese de adoção de tratamento discriminatório em relação ao agravante, à vista de proposições oferecidas pelo Parquet em procedimentos penais diversos e instaurados contra réus exigiriam a reunião de processos-crime em hipótese não reclamada pela legislação processual penal. Registro, também, que os precedentes colacionados pelo recorrente - Petição n 3898, Habeas Corpus ns 75.343/MG e 84.342 – não servem à sua pretensão. São provimentos lavrados em processos originários, nos quais há a possibilidade de conhecimento amplo, enquanto, em razão de sua própria natureza, o extraordinário é recurso de fundamentação vinculada ao que decidido perante a Justiça ordinária, em última ou única instâncias, e tem como pressuposto de admissibilidade a existência de ofensa à Constituição Federal. Estabelecidas essas premissas, tem-se como insubsistentes as alegações do agravante, valendo então destacar o que decidido nas instâncias ordinárias sobre a controvérsia: (…) No que tange às nulidades apontadas pelo recorrente, ou seja, a supressão ao direito do benefício da transação penal e ao benefício da suspensão condicional do processo, já foram objeto de decisão (…) quando do julgamento do Habeas Corpus n 2010.200244-7, não havendo fato ou argumento jurídico novo que pudesse ser objeto de análise. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 722016 AGR / SC (…) O recorrente insiste em afirmar que o Ministério Público estaria obrigado em propor os referidos benefícios legais (transação penal e sursis processual), porque teria proposto os mesmos, ao réu, em outra ação penal (…). Sugere, ainda, que o tratamento diferenciado entre uma ação penal e outra reside na condição da qualificação da vítima, eis que neste processo a vítima é um Magistrado, e naquele uma pessoa comum, finalizando que este tratamento diferenciado fere o princípio constitucional da isonomia. Ora, o que foi pautado pelo Ministério Público quando deixou de apresentar o benefício da transação penal ao acusado, e que foi acolhido pelo Juízo ad quem, não foi tão somente os antecedentes do réu, mas também a natureza e circunstância em que o delito fora praticado. (…) o benefício da transação penal foi indeferido pelo Primeiro Grau sob o fundamento de que “a denúncia narra hipóteses de ameaça e de injúria contra funcionário público (…), feitas de forma expressa em documento público. Com efeito, a forma utilizada pelo acusado para atacar a honra e a liberdade individual da vítima, ou seja, utilizar-se de um ‘recurso processual’, no caso os embargos declaratórios, para despejar contra aquela todo o seu ódio desmensurado, metralhando acusações, que o próprio réu confessou serem falsas, e, pior, utilizando a forma escrita e formal, (…) consistiu em acintoso ataque não só à pessoa da vítima, mas também ao cargo público que ocupa. (…) Portanto, as circunstâncias, a culpabilidade e os motivos que ensejaram a prática delituosa vedam a aplicação da transação penal, posto que esta seria insuficiente para reprimir e prevenir a ocorrência de novos delitos dessa natureza. Quanto ao benefício da suspensão condicional do processo, que teria sido proposto nos autos da Ação Penal n 008.09.020027-3, também respondida pelo réu, tem-se a acrescentar, além do que já foi decidido no Habeas Corpus citado, que a eventual proposta formulada pelo Órgão Ministerial naquela ação penal, ainda que tivesse sido aceita 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC (…) O recorrente insiste em afirmar que o Ministério Público estaria obrigado em propor os referidos benefícios legais (transação penal e sursis processual), porque teria proposto os mesmos, ao réu, em outra ação penal (…). Sugere, ainda, que o tratamento diferenciado entre uma ação penal e outra reside na condição da qualificação da vítima, eis que neste processo a vítima é um Magistrado, e naquele uma pessoa comum, finalizando que este tratamento diferenciado fere o princípio constitucional da isonomia. Ora, o que foi pautado pelo Ministério Público quando deixou de apresentar o benefício da transação penal ao acusado, e que foi acolhido pelo Juízo ad quem, não foi tão somente os antecedentes do réu, mas também a natureza e circunstância em que o delito fora praticado. (…) o benefício da transação penal foi indeferido pelo Primeiro Grau sob o fundamento de que “a denúncia narra hipóteses de ameaça e de injúria contra funcionário público (…), feitas de forma expressa em documento público. Com efeito, a forma utilizada pelo acusado para atacar a honra e a liberdade individual da vítima, ou seja, utilizar-se de um ‘recurso processual’, no caso os embargos declaratórios, para despejar contra aquela todo o seu ódio desmensurado, metralhando acusações, que o próprio réu confessou serem falsas, e, pior, utilizando a forma escrita e formal, (…) consistiu em acintoso ataque não só à pessoa da vítima, mas também ao cargo público que ocupa. (…) Portanto, as circunstâncias, a culpabilidade e os motivos que ensejaram a prática delituosa vedam a aplicação da transação penal, posto que esta seria insuficiente para reprimir e prevenir a ocorrência de novos delitos dessa natureza. Quanto ao benefício da suspensão condicional do processo, que teria sido proposto nos autos da Ação Penal n 008.09.020027-3, também respondida pelo réu, tem-se a acrescentar, além do que já foi decidido no Habeas Corpus citado, que a eventual proposta formulada pelo Órgão Ministerial naquela ação penal, ainda que tivesse sido aceita 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 722016 AGR / SC pelo réu, estaria sujeita a revogação, em razão de o réu estar respondendo a outra ação penal (no caso, a presente). (…) Quanto à alegação de nulidade, pela ausência de intimação da OAB para apresentar as alegações finais e razões recursais, de igual sorte não merece provimento. (…) Tal dispositivo [o artigo 16 do Estatuto da OAB] não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB para os atos do processo, mormente, quando não se fez qualquer pedido neste sentido [o de receber assistência jurídica desta instituição]. Não se trata, aqui, de se negar a possibilidade de o réu receber esta assistência, nem de vedar a participação do representante da OAB nos atos do processo, mas a assistência jurídica prestada pela OAB deve ocorrer a pedido réu, junto ao seu Órgão de classe, e não por determinação ex officio do Juízo. Além disso, não se vislumbra prejuízo à defesa do acusado, pois este, na condição de advogado, atuou em defesa própria, inclusive, quando apresentou as alegações finais, não levantou, em nenhum momento, a ocorrência de qualquer irregularidade ou prejuízo. (…) Passo, pois, às questões de mérito, ventiladas pelo recorrente. (…) Ora, o bem jurídico protegido, quanto ao crime de ameaça, é a liberdade individual, objetivando proteger a paz de espírito e a tranquilidade da vítima. Trata-se de delito formal, cuja consumação se esgota na própria intimidação e na perturbação da tranquilidade e paz espiritual do ofendido, nada importando a concretização ou não da ameaça. Portanto, ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. (…) Descabível discutir se o réu iria, ou não, concretizar o mal prometido, bastando que a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC pelo réu, estaria sujeita a revogação, em razão de o réu estar respondendo a outra ação penal (no caso, a presente). (…) Quanto à alegação de nulidade, pela ausência de intimação da OAB para apresentar as alegações finais e razões recursais, de igual sorte não merece provimento. (…) Tal dispositivo [o artigo 16 do Estatuto da OAB] não gera a obrigação processual de ser intimado o representante da OAB para os atos do processo, mormente, quando não se fez qualquer pedido neste sentido [o de receber assistência jurídica desta instituição]. Não se trata, aqui, de se negar a possibilidade de o réu receber esta assistência, nem de vedar a participação do representante da OAB nos atos do processo, mas a assistência jurídica prestada pela OAB deve ocorrer a pedido réu, junto ao seu Órgão de classe, e não por determinação ex officio do Juízo. Além disso, não se vislumbra prejuízo à defesa do acusado, pois este, na condição de advogado, atuou em defesa própria, inclusive, quando apresentou as alegações finais, não levantou, em nenhum momento, a ocorrência de qualquer irregularidade ou prejuízo. (…) Passo, pois, às questões de mérito, ventiladas pelo recorrente. (…) Ora, o bem jurídico protegido, quanto ao crime de ameaça, é a liberdade individual, objetivando proteger a paz de espírito e a tranquilidade da vítima. Trata-se de delito formal, cuja consumação se esgota na própria intimidação e na perturbação da tranquilidade e paz espiritual do ofendido, nada importando a concretização ou não da ameaça. Portanto, ainda que a promessa de se praticar o mal injusto e grave esteja condicionada à ocorrência de evento praticado pela vítima, o que deve ser determinante para a caracterização do delito é a possibilidade da notícia, que é transmitida pelo agente, tenha o potencial de provocar na vítima o receio, medo ou inquietação que afete ou prejudique a sua liberdade de determinação. (…) Descabível discutir se o réu iria, ou não, concretizar o mal prometido, bastando que a 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 722016 AGR / SC ameaça tenha o potencial intimidatório e causasse perturbação ao sossego e tranquilidade da vítima, o que restou suficientemente evidenciado nos autos. Portanto, comprovada a materialidade e a autoria, assim como o dolo que que agiu o acusado, a condenação é medida que se impõe. Quanto ao crime de injúria, a Defesa alega que a retratação do acusado deve isentar-lhe da aplicação da pena, aplicando-se, por analogia in bona partem, o art. 143 do Código Penal. Tal pretensão, já afastada corretamente pelo Juiz Sentenciante, não merece prosperar, uma vez que o referido dispositivo se limita aos crimes de calúnia e difamação, não havendo possibilidade de sua aplicação analógica ao crime de injúria. Pugna, ainda, o apelante, pela aplicação do perdão judicial (…). Sobre tal ponto, verifica-se que o Juiz Sentenciante (…) bem analisou os motivos pelo qual não se aplica ao réu o perdão judicial (…), ante a inexistência de injusta provocação direta da vitima, não perfazendo os pressupostos do art. 141, § 1..., I, do Código Penal. Por fim, no que tange à aplicação do art. 7..., § 2..., da |Lei n 8.906/94 (Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil) (…) deve-se ressaltar que a imunidade do advogado (…) aplica-se tão somente à parte, na relação processual, e não quanto ao Magistrado, posto que este não tem qualquer interesse na discussão da causa”. No que concerne à alegação de haver transcorrido o lapso prescricional, ressalto que a controvérsia deverá ser verificada pelo Juízo da Execução Criminal, nos termos do artigo 66, inciso II, da Lei n 7.210/84, tendo em consideração os marcos interruptivos do transcurso do prazo de prescrição previstos em lei. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Supremo Tribunal Federal ARE 722016 AGR / SC ameaça tenha o potencial intimidatório e causasse perturbação ao sossego e tranquilidade da vítima, o que restou suficientemente evidenciado nos autos. Portanto, comprovada a materialidade e a autoria, assim como o dolo que que agiu o acusado, a condenação é medida que se impõe. Quanto ao crime de injúria, a Defesa alega que a retratação do acusado deve isentar-lhe da aplicação da pena, aplicando-se, por analogia in bona partem, o art. 143 do Código Penal. Tal pretensão, já afastada corretamente pelo Juiz Sentenciante, não merece prosperar, uma vez que o referido dispositivo se limita aos crimes de calúnia e difamação, não havendo possibilidade de sua aplicação analógica ao crime de injúria. Pugna, ainda, o apelante, pela aplicação do perdão judicial (…). Sobre tal ponto, verifica-se que o Juiz Sentenciante (…) bem analisou os motivos pelo qual não se aplica ao réu o perdão judicial (…), ante a inexistência de injusta provocação direta da vitima, não perfazendo os pressupostos do art. 141, § 1..., I, do Código Penal. Por fim, no que tange à aplicação do art. 7..., § 2..., da |Lei n 8.906/94 (Estatuto da Ordem dos Advogados do Brasil) (…) deve-se ressaltar que a imunidade do advogado (…) aplica-se tão somente à parte, na relação processual, e não quanto ao Magistrado, posto que este não tem qualquer interesse na discussão da causa”. No que concerne à alegação de haver transcorrido o lapso prescricional, ressalto que a controvérsia deverá ser verificada pelo Juízo da Execução Criminal, nos termos do artigo 66, inciso II, da Lei n 7.210/84, tendo em consideração os marcos interruptivos do transcurso do prazo de prescrição previstos em lei. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3501367. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO ADV.(A/S) : GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : JORGE LUIS COSTA BEBER Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506424 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 722.016 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO ADV.(A/S) : GIANCARLO DEL PRA BUSARELLO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA PROCURADORIA GERAL DE JUSTIÇA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SANTA CATARINA INTDO.(A/S) : JORGE LUIS COSTA BEBER Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506424 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
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".", "10", ".", "10", "08", ".", "09", ".", "10", "24", ".", "11", ".", "2010", "22", ".", "10", ".", "2010", "19 de novembro de 2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PAULO ROBERTO DE SOUZA ADV.(A/S) :DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) :LUIZ RODRIGUES WAMBIER E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Cálculo de juros remuneratórios. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. Enunciado 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493377. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PAULO ROBERTO DE SOUZA ADV.(A/S) :DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) :LUIZ RODRIGUES WAMBIER E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão monocrática de minha relatoria que negou seguimento ao recurso, com base no Enunciado 279. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que não se aplica o Verbete 279, pois a discussão reside em saber se os cálculos adotados na fase de cumprimento de sentença estão adequados ao disposto na sentença, que transitou em julgado e determinou a aplicação dos juros remuneratórios de 0,5% ao mês até a efetiva satisfação do crédito. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493378. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PAULO ROBERTO DE SOUZA ADV.(A/S) :DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) :LUIZ RODRIGUES WAMBIER E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão monocrática de minha relatoria que negou seguimento ao recurso, com base no Enunciado 279. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que não se aplica o Verbete 279, pois a discussão reside em saber se os cálculos adotados na fase de cumprimento de sentença estão adequados ao disposto na sentença, que transitou em julgado e determinou a aplicação dos juros remuneratórios de 0,5% ao mês até a efetiva satisfação do crédito. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, de modo que a pretensão aqui aduzida restringe-se à rediscussão de matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Conforme consignado na decisão agravada, a Turma Recursal decidiu a controvérsia à luz dos elementos fático-probatórios constantes dos autos. A propósito, confira-se o seguinte excerto do acórdão recorrido: “Quanto ao mérito, o recurso não merece provimento. Alega o recorrente que a sentença determinou fossem os juros remuneratórios restituídos de forma capitalizada. Entretanto, conforme se depreende da sentença, esta determinou a restituição de juros contratuais em 0,5% de maneira simples e que os valores restituídos devem ser corrigidos pelos índices de rendimento das cadernetas de poupança, que é integrada pela atualização monetária, mais 0,5% ao mês a título de juros capitalizados. Assim, foi determinada a incidência de juros capitalizados no que diz respeito aos índices de rendimento de poupança, e não aos juros contratuais como alega o recorrente. Ainda, conforme informação da contadoria, os cálculos apresentados aos Autos utilizaram os índices da caderneta de poupança (formados pela Atualização monetária mais 0,5% ao mês a título de juros capitalizados) e juros remuneratórios Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493379. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, de modo que a pretensão aqui aduzida restringe-se à rediscussão de matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Conforme consignado na decisão agravada, a Turma Recursal decidiu a controvérsia à luz dos elementos fático-probatórios constantes dos autos. A propósito, confira-se o seguinte excerto do acórdão recorrido: “Quanto ao mérito, o recurso não merece provimento. Alega o recorrente que a sentença determinou fossem os juros remuneratórios restituídos de forma capitalizada. Entretanto, conforme se depreende da sentença, esta determinou a restituição de juros contratuais em 0,5% de maneira simples e que os valores restituídos devem ser corrigidos pelos índices de rendimento das cadernetas de poupança, que é integrada pela atualização monetária, mais 0,5% ao mês a título de juros capitalizados. Assim, foi determinada a incidência de juros capitalizados no que diz respeito aos índices de rendimento de poupança, e não aos juros contratuais como alega o recorrente. Ainda, conforme informação da contadoria, os cálculos apresentados aos Autos utilizaram os índices da caderneta de poupança (formados pela Atualização monetária mais 0,5% ao mês a título de juros capitalizados) e juros remuneratórios Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 727265 AGR / PR aplicados na forma simples, nos exatos termos da sentença (fls. 324)”. (Fl. 340). Assim, para se entender de forma diversa, seria imprescindível a revisão dos fatos e provas analisados, o que não é possível nos termos da jurisprudência desta Corte. Deve-se anotar que a reapreciação de questões probatórias é diferente da valoração das provas. Enquanto a primeira prática é vedada em sede de recurso extraordinário, a segunda, a valoração, há de ser aceita. Nesse sentido, entre outras, as seguintes decisões: AI 832.774 de minha relatoria, DJe 10.2.2011; AI 801.331, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 8.6.2010; e AI 783.499, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 9.4.2010. Incide, portanto, o Enunciado 279 da Súmula do STF. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493379. Supremo Tribunal Federal ARE 727265 AGR / PR aplicados na forma simples, nos exatos termos da sentença (fls. 324)”. (Fl. 340). Assim, para se entender de forma diversa, seria imprescindível a revisão dos fatos e provas analisados, o que não é possível nos termos da jurisprudência desta Corte. Deve-se anotar que a reapreciação de questões probatórias é diferente da valoração das provas. Enquanto a primeira prática é vedada em sede de recurso extraordinário, a segunda, a valoração, há de ser aceita. Nesse sentido, entre outras, as seguintes decisões: AI 832.774 de minha relatoria, DJe 10.2.2011; AI 801.331, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 8.6.2010; e AI 783.499, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 9.4.2010. Incide, portanto, o Enunciado 279 da Súmula do STF. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PAULO ROBERTO DE SOUZA ADV.(A/S) : DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501158 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PAULO ROBERTO DE SOUZA ADV.(A/S) : DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501158 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3523059
2013-03-05T00:00:00
2013-03-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Cálculo de juros remuneratórios. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. Enunciado 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur226774
- Decisões monocráticas citadas: (VALORAÇÃO, REAPRECIAÇÃO, PROVA) AI 832774, AI 801331, AI 783499. Número de páginas: 5. Análise: 19/04/2013, AMS.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
727265
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 727265 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PAULO ROBERTO DE SOUZA ADV.(A/S) : DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : MAURI MARCELO BEVERVANÇO JÚNIOR ADV.(A/S) : VICTOR MARCELO GROSSI SANTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PAULO ROBERTO DE SOUZA ADV.(A/S) :DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) :LUIZ RODRIGUES WAMBIER E OUTRO(A/S) Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Cálculo de juros remuneratórios. 3. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório. Enunciado 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493377. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PAULO ROBERTO DE SOUZA ADV.(A/S) :DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) :LUIZ RODRIGUES WAMBIER E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão monocrática de minha relatoria que negou seguimento ao recurso, com base no Enunciado 279. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que não se aplica o Verbete 279, pois a discussão reside em saber se os cálculos adotados na fase de cumprimento de sentença estão adequados ao disposto na sentença, que transitou em julgado e determinou a aplicação dos juros remuneratórios de 0,5% ao mês até a efetiva satisfação do crédito. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493378. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :PAULO ROBERTO DE SOUZA ADV.(A/S) :DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) :LUIZ RODRIGUES WAMBIER E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental em recurso extraordinário com agravo contra decisão monocrática de minha relatoria que negou seguimento ao recurso, com base no Enunciado 279. No agravo regimental, sustenta-se, em síntese, que não se aplica o Verbete 279, pois a discussão reside em saber se os cálculos adotados na fase de cumprimento de sentença estão adequados ao disposto na sentença, que transitou em julgado e determinou a aplicação dos juros remuneratórios de 0,5% ao mês até a efetiva satisfação do crédito. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493378. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, de modo que a pretensão aqui aduzida restringe-se à rediscussão de matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Conforme consignado na decisão agravada, a Turma Recursal decidiu a controvérsia à luz dos elementos fático-probatórios constantes dos autos. A propósito, confira-se o seguinte excerto do acórdão recorrido: “Quanto ao mérito, o recurso não merece provimento. Alega o recorrente que a sentença determinou fossem os juros remuneratórios restituídos de forma capitalizada. Entretanto, conforme se depreende da sentença, esta determinou a restituição de juros contratuais em 0,5% de maneira simples e que os valores restituídos devem ser corrigidos pelos índices de rendimento das cadernetas de poupança, que é integrada pela atualização monetária, mais 0,5% ao mês a título de juros capitalizados. Assim, foi determinada a incidência de juros capitalizados no que diz respeito aos índices de rendimento de poupança, e não aos juros contratuais como alega o recorrente. Ainda, conforme informação da contadoria, os cálculos apresentados aos Autos utilizaram os índices da caderneta de poupança (formados pela Atualização monetária mais 0,5% ao mês a título de juros capitalizados) e juros remuneratórios Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493379. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, de modo que a pretensão aqui aduzida restringe-se à rediscussão de matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Conforme consignado na decisão agravada, a Turma Recursal decidiu a controvérsia à luz dos elementos fático-probatórios constantes dos autos. A propósito, confira-se o seguinte excerto do acórdão recorrido: “Quanto ao mérito, o recurso não merece provimento. Alega o recorrente que a sentença determinou fossem os juros remuneratórios restituídos de forma capitalizada. Entretanto, conforme se depreende da sentença, esta determinou a restituição de juros contratuais em 0,5% de maneira simples e que os valores restituídos devem ser corrigidos pelos índices de rendimento das cadernetas de poupança, que é integrada pela atualização monetária, mais 0,5% ao mês a título de juros capitalizados. Assim, foi determinada a incidência de juros capitalizados no que diz respeito aos índices de rendimento de poupança, e não aos juros contratuais como alega o recorrente. Ainda, conforme informação da contadoria, os cálculos apresentados aos Autos utilizaram os índices da caderneta de poupança (formados pela Atualização monetária mais 0,5% ao mês a título de juros capitalizados) e juros remuneratórios Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 727265 AGR / PR aplicados na forma simples, nos exatos termos da sentença (fls. 324)”. (Fl. 340). Assim, para se entender de forma diversa, seria imprescindível a revisão dos fatos e provas analisados, o que não é possível nos termos da jurisprudência desta Corte. Deve-se anotar que a reapreciação de questões probatórias é diferente da valoração das provas. Enquanto a primeira prática é vedada em sede de recurso extraordinário, a segunda, a valoração, há de ser aceita. Nesse sentido, entre outras, as seguintes decisões: AI 832.774 de minha relatoria, DJe 10.2.2011; AI 801.331, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 8.6.2010; e AI 783.499, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 9.4.2010. Incide, portanto, o Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493379. Supremo Tribunal Federal ARE 727265 AGR / PR aplicados na forma simples, nos exatos termos da sentença (fls. 324)”. (Fl. 340). Assim, para se entender de forma diversa, seria imprescindível a revisão dos fatos e provas analisados, o que não é possível nos termos da jurisprudência desta Corte. Deve-se anotar que a reapreciação de questões probatórias é diferente da valoração das provas. Enquanto a primeira prática é vedada em sede de recurso extraordinário, a segunda, a valoração, há de ser aceita. Nesse sentido, entre outras, as seguintes decisões: AI 832.774 de minha relatoria, DJe 10.2.2011; AI 801.331, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe 8.6.2010; e AI 783.499, rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 9.4.2010. Incide, portanto, o Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal. Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente, por seus próprios fundamentos, para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3493379. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PAULO ROBERTO DE SOUZA ADV.(A/S) : DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501158 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.265 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : PAULO ROBERTO DE SOUZA ADV.(A/S) : DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : HSBC BANK BRASIL S/A - BANCO MÚLTIPLO ADV.(A/S) : LUIZ RODRIGUES WAMBIER E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501158 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "AGRAVO 727 . 265", "ARE 727265 AGR / PR", "AI 832 . 774", "AI 801 . 331", "AI 783 . 499", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 727265 AGR / PR", "AI 832 . 774", "AI 801 . 331", "AI 783 . 499", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ", "PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "HSBC BANK BRASIL S / A", "BANCO MÚLTIPLO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "HSBC BANK BRASIL S / A", "BANCO MÚLTIPLO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "HSBC BANK BRASIL S", "BANCO MÚLTIPLO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "HSBC BANK BRASIL S / A", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "HSBC BANK BRASIL S / A", "BANCO MÚLTIPLO", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "PAULO ROBERTO DE SOUZA", "DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS", "LUIZ RODRIGUES WAMBIER", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "PAULO ROBERTO DE SOUZA", "DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS", "LUIZ RODRIGUES WAMBIER", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "PAULO ROBERTO DE SOUZA", "DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS", "LUIZ RODRIGUES WAMBIER", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "PAULO ROBERTO DE SOUZA", "DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS", "LUIZ RODRIGUES WAMBIER", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Mário José Gisi", "Fabiane Duarte", "GILMAR MENDES", "PAULO", "ROBERTO DE SOUZA", "DOUGLAS VINÍCIUS DOS SANTOS", "LUIZ RODRIGUES WAMBIER", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Mário José Gisi", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "05", "/", "03", "/", "2013", "5 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2011", "8", ".", "6", ".", "2010", "9", ".", "4", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "2", ".", "2011", "8", ".", "6", ".", "2010", "9", ".", "4", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ADAURY PRUS CURTO ADV.(A/S) :LUIZ RENAUD PINTO CUNHA AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Lei nº 7.672/82. Natureza previdenciária ou assistencial à saúde da contribuição. Facultatividade do serviço. Matéria infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Súmulas nºs 279 e 280 da Corte. 1. O Plenário da Corte, ao apreciar o RE nº 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos ou odontológicos prestados aos seus servidores. 2. Ficou bem delineado por este Tribunal que os serviços somente serão prestados àqueles que, voluntariamente, aderirem ao plano, inexistindo, pois, direito subjetivo à sua fruição independentemente do pagamento da contribuição. 3. Para ultrapassar as premissas fáticas estabelecidas no acórdão recorrido e analisar a natureza da contribuição, se previdenciária ou de assistência à saúde (serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos), assim como a compulsoriedade do serviço, necessário seria o revolvimento do conjunto probatório e da legislação infraconstitucional, fato este vedado nesta instância recursal. Incide, no caso, as Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683801. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 510615 AGR / RS 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683801. Supremo Tribunal Federal RE 510615 AGR / RS 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ADAURY PRUS CURTO ADV.(A/S) :LUIZ RENAUD PINTO CUNHA AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Adaury Prus Curto interpõe agravo regimental contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “RE, a e c, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que decidiu pela inexigibilidade da contribuição previdenciária sobre proventos e pensões, instituída pela L. estadual 7.672/82, relativamente ao período sob a vigência da EC 20/98. Desta contribuição, ressalvou o Tribunal a quo o percentual de 3,6% previsto no art. 43, alínea a, por entender tratar-se de contribuição assistencial destinada ao custeio da saúde e fundo de assistência médica, in verbis (f. 130): ‘Não prospera seu pedido de afastamento e restituição da cobrança previdenciária em sua integralidade (9%), devendo ser mantida a sentença hostilizada. Com efeito, a Emenda Constitucional nº 20/98, que impôs a aplicação subsidiária do sistema geral de previdência social (art. 40, § 12, da CF), tornando inviável a cobrança de contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões (art. 195, inc. II, da CF), inadmite o desconto de 5,4%, equivalente ao percentual de 60% Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683798. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ADAURY PRUS CURTO ADV.(A/S) :LUIZ RENAUD PINTO CUNHA AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Adaury Prus Curto interpõe agravo regimental contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “RE, a e c, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que decidiu pela inexigibilidade da contribuição previdenciária sobre proventos e pensões, instituída pela L. estadual 7.672/82, relativamente ao período sob a vigência da EC 20/98. Desta contribuição, ressalvou o Tribunal a quo o percentual de 3,6% previsto no art. 43, alínea a, por entender tratar-se de contribuição assistencial destinada ao custeio da saúde e fundo de assistência médica, in verbis (f. 130): ‘Não prospera seu pedido de afastamento e restituição da cobrança previdenciária em sua integralidade (9%), devendo ser mantida a sentença hostilizada. Com efeito, a Emenda Constitucional nº 20/98, que impôs a aplicação subsidiária do sistema geral de previdência social (art. 40, § 12, da CF), tornando inviável a cobrança de contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões (art. 195, inc. II, da CF), inadmite o desconto de 5,4%, equivalente ao percentual de 60% Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RE 510615 AGR / RS de 9%, estipulado no art. 42, alínea ‘a’, da Lei Estadual 7672, ressalvado o previsto no art. 43, ‘a’, da mesma lei, pois destinado este ao Fundo de Assistência Médica. [...] Tem-se que tal percentual apenas poderia ser também afastado caso o demandante tivesse o seu desinteresse à fruição dos serviços lhe são alcançados pelo Estado na área da saúde, o que não ocorre na hipótese.’ Alega o RE violação dos artigos 40, § 12; 42, a; 43, a; 149, § 1º; e 195, caput, e II, da Constituição. Pugna que ‘seja declarado ilegal os descontos previdenciários no percentual total de 9% - inclusive o percentual de 3,6%, administrativamente destinado ao custeio da saúde, objeto deste recurso’ (f. 178) Decido. Inviável o RE. Verificar se a contribuição prevista na L. est. 7.672/82 destina-se ao custeio da saúde e fundo de assistência médica (art. 43, alínea a) ou exclusivamente à previdência social envolveria a análise do direito local, ao qual não se presta o RE: incide a Súmula 280. Nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do C.Pr.Civil).” Sustenta a agravante que a contribuição em discussão não tem natureza assistencial à saúde, mas que se trata de contribuição previdenciária, o que fundamentaria a restituição do desconto efetuado pela autarquia. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683798. Supremo Tribunal Federal RE 510615 AGR / RS de 9%, estipulado no art. 42, alínea ‘a’, da Lei Estadual 7672, ressalvado o previsto no art. 43, ‘a’, da mesma lei, pois destinado este ao Fundo de Assistência Médica. [...] Tem-se que tal percentual apenas poderia ser também afastado caso o demandante tivesse o seu desinteresse à fruição dos serviços lhe são alcançados pelo Estado na área da saúde, o que não ocorre na hipótese.’ Alega o RE violação dos artigos 40, § 12; 42, a; 43, a; 149, § 1º; e 195, caput, e II, da Constituição. Pugna que ‘seja declarado ilegal os descontos previdenciários no percentual total de 9% - inclusive o percentual de 3,6%, administrativamente destinado ao custeio da saúde, objeto deste recurso’ (f. 178) Decido. Inviável o RE. Verificar se a contribuição prevista na L. est. 7.672/82 destina-se ao custeio da saúde e fundo de assistência médica (art. 43, alínea a) ou exclusivamente à previdência social envolveria a análise do direito local, ao qual não se presta o RE: incide a Súmula 280. Nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do C.Pr.Civil).” Sustenta a agravante que a contribuição em discussão não tem natureza assistencial à saúde, mas que se trata de contribuição previdenciária, o que fundamentaria a restituição do desconto efetuado pela autarquia. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O Plenário desta Corte, ao apreciar o RE nº 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos ou odontológicos prestados aos seus servidores. Todavia, foi bem delineado nesse julgado que os serviços somente serão prestados àqueles que, voluntariamente, aderirem ao plano, inexistindo, pois, direito subjetivo à sua fruição independentemente do pagamento da contribuição. Deste entendimento não destoou o acórdão recorrido, que, com base na Lei nº 7.672/82 e nas provas dos autos, entendeu tratar-se, no caso, de desconto referente à contribuição para a saúde e que o agravante não teria demonstrado interesse em se desligar da prestação do serviço, fato esse que era suficiente para a cessação da cobrança. Observe-se: “Com efeito a Emenda Constitucional 20/98, que impôs a aplicação subsidiária do sistema geral de previdência social (ar. 40, § 12, da CF), tornando inviável a cobrança de contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões (art. 195, inc. II, da CF), inadmite o desconto de 5,4%, equivalente ao percentual de 60% de 9%, estipulado no art. 42, alínea ‘a’, da Lei Estadual 7672, ressalvado o previsto no art. 43, alínea ‘a’, da mesma lei, pois este destinado ao Fundo de Assistência Médica. Assim sendo, a Emenda Constitucional 20/98, ao afirmar que os servidores inativos não podem ser obrigados ao pagamento de qualquer contribuição à seguridade social ou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683799. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O Plenário desta Corte, ao apreciar o RE nº 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos ou odontológicos prestados aos seus servidores. Todavia, foi bem delineado nesse julgado que os serviços somente serão prestados àqueles que, voluntariamente, aderirem ao plano, inexistindo, pois, direito subjetivo à sua fruição independentemente do pagamento da contribuição. Deste entendimento não destoou o acórdão recorrido, que, com base na Lei nº 7.672/82 e nas provas dos autos, entendeu tratar-se, no caso, de desconto referente à contribuição para a saúde e que o agravante não teria demonstrado interesse em se desligar da prestação do serviço, fato esse que era suficiente para a cessação da cobrança. Observe-se: “Com efeito a Emenda Constitucional 20/98, que impôs a aplicação subsidiária do sistema geral de previdência social (ar. 40, § 12, da CF), tornando inviável a cobrança de contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões (art. 195, inc. II, da CF), inadmite o desconto de 5,4%, equivalente ao percentual de 60% de 9%, estipulado no art. 42, alínea ‘a’, da Lei Estadual 7672, ressalvado o previsto no art. 43, alínea ‘a’, da mesma lei, pois este destinado ao Fundo de Assistência Médica. Assim sendo, a Emenda Constitucional 20/98, ao afirmar que os servidores inativos não podem ser obrigados ao pagamento de qualquer contribuição à seguridade social ou Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 510615 AGR / RS previdenciária, não abrangeu o referido percentual que se destina à saúde. Tem-se que tal percentual apenas poderia ser também afastado caso o demandante tivesse demonstrado o seu desinteresse à fruição dos serviços lhe são alcançados pelo Estado na área da saúde, o que não ocorre na hipótese” (fl. 130). Verifico que, para ultrapassar as premissas fáticas estabelecidas no acórdão recorrido e analisar a natureza da contribuição, se previdenciária ou de assistência à saúde (serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos), assim como a compulsoriedade do serviço, necessário seria o revolvimento do conjunto probatório e da legislação infraconstitucional, fato este vedado nesta instância recursal. Incide, no caso, as Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683799. Supremo Tribunal Federal RE 510615 AGR / RS previdenciária, não abrangeu o referido percentual que se destina à saúde. Tem-se que tal percentual apenas poderia ser também afastado caso o demandante tivesse demonstrado o seu desinteresse à fruição dos serviços lhe são alcançados pelo Estado na área da saúde, o que não ocorre na hipótese” (fl. 130). Verifico que, para ultrapassar as premissas fáticas estabelecidas no acórdão recorrido e analisar a natureza da contribuição, se previdenciária ou de assistência à saúde (serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos), assim como a compulsoriedade do serviço, necessário seria o revolvimento do conjunto probatório e da legislação infraconstitucional, fato este vedado nesta instância recursal. Incide, no caso, as Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ADAURY PRUS CURTO ADV.(A/S) : LUIZ RENAUD PINTO CUNHA AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506374 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ADAURY PRUS CURTO ADV.(A/S) : LUIZ RENAUD PINTO CUNHA AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506374 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3700734
2013-03-05T00:00:00
2013-04-29T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Lei nº 7.672/82. Natureza previdenciária ou assistencial à saúde da contribuição. Facultatividade do serviço. Matéria infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Súmulas nºs 279 e 280 da Corte. 1. O Plenário da Corte, ao apreciar o RE nº 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos ou odontológicos prestados aos seus servidores. 2. Ficou bem delineado por este Tribunal que os serviços somente serão prestados àqueles que, voluntariamente, aderirem ao plano, inexistindo, pois, direito subjetivo à sua fruição independentemente do pagamento da contribuição. 3. Para ultrapassar as premissas fáticas estabelecidas no acórdão recorrido e analisar a natureza da contribuição, se previdenciária ou de assistência à saúde (serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos), assim como a compulsoriedade do serviço, necessário seria o revolvimento do conjunto probatório e da legislação infraconstitucional, fato este vedado nesta instância recursal. Incide, no caso, as Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. 4. Agravo regimental não provido.
sjur229085
- Acórdão (s) citado (s): (CONTRIBUIÇÃO COMPULSÓRIA, SERVIÇOS DE SAÚDE) RE 573540 RG (TP). Número de páginas: 7. Análise: 22/05/2013, BMB.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
510615
[ "LEG-FED LEI-007672 ANO-1982\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 510615 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ADAURY PRUS CURTO ADV.(A/S) : LUIZ RENAUD PINTO CUNHA AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ADAURY PRUS CURTO ADV.(A/S) :LUIZ RENAUD PINTO CUNHA AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Lei n 7.672/82. Natureza previdenciária ou assistencial à saúde da contribuição. Facultatividade do serviço. Matéria infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Súmulas ns 279 e 280 da Corte. 1. O Plenário da Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário n 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos ou odontológicos prestados aos seus servidores. 2. Ficou bem delineado por este Tribunal que os serviços somente serão prestados àqueles que, voluntariamente, aderirem ao plano, inexistindo, pois, direito subjetivo à sua fruição independentemente do pagamento da contribuição. 3. Para ultrapassar as premissas fáticas estabelecidas no acórdão recorrido e analisar a natureza da contribuição, se previdenciária ou de assistência à saúde (serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos), assim como a compulsoriedade do serviço, necessário seria o revolvimento do conjunto probatório e da legislação infraconstitucional, fato este vedado nesta instância recursal. Incide, no caso, as Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683801. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 510615 AGR / RS 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683801. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 510615 AGR / RS 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683801. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ADAURY PRUS CURTO ADV.(A/S) :LUIZ RENAUD PINTO CUNHA AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Adaury Prus Curto interpõe agravo regimental contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Recurso Extraordinário, a e c, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que decidiu pela inexigibilidade da contribuição previdenciária sobre proventos e pensões, instituída pela L. estadual 7.672/82, relativamente ao período sob a vigência da EC 20/98. Desta contribuição, ressalvou o Tribunal a quo o percentual de 3,6% previsto no art. 43, alínea a, por entender tratar-se de contribuição assistencial destinada ao custeio da saúde e fundo de assistência médica, in verbis (f. 130): ‘Não prospera seu pedido de afastamento e restituição da cobrança previdenciária em sua integralidade (9%), devendo ser mantida a sentença hostilizada. Com efeito, a Emenda Constitucional n 20/98, que impôs a aplicação subsidiária do sistema geral de previdência social (art. 40, § 12, da Constituição Federal de 1988), tornando inviável a cobrança de contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões (art. 195, inc. II, da Constituição Federal de 1988), inadmite o desconto de 5,4%, equivalente ao percentual de 60% Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683798. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ADAURY PRUS CURTO ADV.(A/S) :LUIZ RENAUD PINTO CUNHA AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Adaury Prus Curto interpõe agravo regimental contra decisão em que o Ministro Sepúlveda Pertence negou seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Recurso Extraordinário, a e c, contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul que decidiu pela inexigibilidade da contribuição previdenciária sobre proventos e pensões, instituída pela L. estadual 7.672/82, relativamente ao período sob a vigência da EC 20/98. Desta contribuição, ressalvou o Tribunal a quo o percentual de 3,6% previsto no art. 43, alínea a, por entender tratar-se de contribuição assistencial destinada ao custeio da saúde e fundo de assistência médica, in verbis (f. 130): ‘Não prospera seu pedido de afastamento e restituição da cobrança previdenciária em sua integralidade (9%), devendo ser mantida a sentença hostilizada. Com efeito, a Emenda Constitucional n 20/98, que impôs a aplicação subsidiária do sistema geral de previdência social (art. 40, § 12, da Constituição Federal de 1988), tornando inviável a cobrança de contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões (art. 195, inc. II, da Constituição Federal de 1988), inadmite o desconto de 5,4%, equivalente ao percentual de 60% Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 510615 AGR / RS de 9%, estipulado no art. 42, alínea ‘a’, da Lei Estadual 7672, ressalvado o previsto no art. 43, ‘a’, da mesma lei, pois destinado este ao Fundo de Assistência Médica. [...] Tem-se que tal percentual apenas poderia ser também afastado caso o demandante tivesse o seu desinteresse à fruição dos serviços lhe são alcançados pelo Estado na área da saúde, o que não ocorre na hipótese.’ Alega o Recurso Extraordinário violação dos artigos 40, § 12; 42, a; 43, a; 149, § 1...; e 195, caput, e II, da Constituição. Pugna que ‘seja declarado ilegal os descontos previdenciários no percentual total de 9% - inclusive o percentual de 3,6%, administrativamente destinado ao custeio da saúde, objeto deste recurso’ (f. 178) Decido. Inviável o Recurso Extraordinário. Verificar se a contribuição prevista na L. est. 7.672/82 destina-se ao custeio da saúde e fundo de assistência médica (art. 43, alínea a) ou exclusivamente à previdência social envolveria a análise do direito local, ao qual não se presta o Recurso Extraordinário: incide a Súmula 280. Nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do C.Pr.Civil).” Sustenta a agravante que a contribuição em discussão não tem natureza assistencial à saúde, mas que se trata de contribuição previdenciária, o que fundamentaria a restituição do desconto efetuado pela autarquia. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683798. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 510615 AGR / RS de 9%, estipulado no art. 42, alínea ‘a’, da Lei Estadual 7672, ressalvado o previsto no art. 43, ‘a’, da mesma lei, pois destinado este ao Fundo de Assistência Médica. [...] Tem-se que tal percentual apenas poderia ser também afastado caso o demandante tivesse o seu desinteresse à fruição dos serviços lhe são alcançados pelo Estado na área da saúde, o que não ocorre na hipótese.’ Alega o Recurso Extraordinário violação dos artigos 40, § 12; 42, a; 43, a; 149, § 1...; e 195, caput, e II, da Constituição. Pugna que ‘seja declarado ilegal os descontos previdenciários no percentual total de 9% - inclusive o percentual de 3,6%, administrativamente destinado ao custeio da saúde, objeto deste recurso’ (f. 178) Decido. Inviável o Recurso Extraordinário. Verificar se a contribuição prevista na L. est. 7.672/82 destina-se ao custeio da saúde e fundo de assistência médica (art. 43, alínea a) ou exclusivamente à previdência social envolveria a análise do direito local, ao qual não se presta o Recurso Extraordinário: incide a Súmula 280. Nego seguimento ao recurso extraordinário (art. 557, caput, do C.Pr.Civil).” Sustenta a agravante que a contribuição em discussão não tem natureza assistencial à saúde, mas que se trata de contribuição previdenciária, o que fundamentaria a restituição do desconto efetuado pela autarquia. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683798. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O Plenário desta Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário n 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos ou odontológicos prestados aos seus servidores. Todavia, foi bem delineado nesse julgado que os serviços somente serão prestados àqueles que, voluntariamente, aderirem ao plano, inexistindo, pois, direito subjetivo à sua fruição independentemente do pagamento da contribuição. Deste entendimento não destoou o acórdão recorrido, que, com base na Lei n 7.672/82 e nas provas dos autos, entendeu tratar-se, no caso, de desconto referente à contribuição para a saúde e que o agravante não teria demonstrado interesse em se desligar da prestação do serviço, fato esse que era suficiente para a cessação da cobrança. Observe-se: “Com efeito a Emenda Constitucional 20/98, que impôs a aplicação subsidiária do sistema geral de previdência social (ar. 40, § 12, da Constituição Federal de 1988), tornando inviável a cobrança de contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões (art. 195, inc. II, da Constituição Federal de 1988), inadmite o desconto de 5,4%, equivalente ao percentual de 60% de 9%, estipulado no art. 42, alínea ‘a’, da Lei Estadual 7672, ressalvado o previsto no art. 43, alínea ‘a’, da mesma lei, pois este destinado ao Fundo de Assistência Médica. Assim sendo, a Emenda Constitucional 20/98, ao afirmar que os servidores inativos não podem ser obrigados ao pagamento de qualquer contribuição à seguridade social ou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683799. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): A irresignação não merece prosperar. O Plenário desta Corte, ao apreciar o Recurso Extraordinário n 573.540/MG-RG, cuja repercussão geral havia sido reconhecida, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 11/6/10, decidiu que falece aos estados-membros competência para a criação de contribuição compulsória ou de qualquer outra espécie tributária destinada ao custeio de serviços médicos, hospitalares, farmacêuticos ou odontológicos prestados aos seus servidores. Todavia, foi bem delineado nesse julgado que os serviços somente serão prestados àqueles que, voluntariamente, aderirem ao plano, inexistindo, pois, direito subjetivo à sua fruição independentemente do pagamento da contribuição. Deste entendimento não destoou o acórdão recorrido, que, com base na Lei n 7.672/82 e nas provas dos autos, entendeu tratar-se, no caso, de desconto referente à contribuição para a saúde e que o agravante não teria demonstrado interesse em se desligar da prestação do serviço, fato esse que era suficiente para a cessação da cobrança. Observe-se: “Com efeito a Emenda Constitucional 20/98, que impôs a aplicação subsidiária do sistema geral de previdência social (ar. 40, § 12, da Constituição Federal de 1988), tornando inviável a cobrança de contribuição previdenciária sobre aposentadorias e pensões (art. 195, inc. II, da Constituição Federal de 1988), inadmite o desconto de 5,4%, equivalente ao percentual de 60% de 9%, estipulado no art. 42, alínea ‘a’, da Lei Estadual 7672, ressalvado o previsto no art. 43, alínea ‘a’, da mesma lei, pois este destinado ao Fundo de Assistência Médica. Assim sendo, a Emenda Constitucional 20/98, ao afirmar que os servidores inativos não podem ser obrigados ao pagamento de qualquer contribuição à seguridade social ou Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 510615 AGR / RS previdenciária, não abrangeu o referido percentual que se destina à saúde. Tem-se que tal percentual apenas poderia ser também afastado caso o demandante tivesse demonstrado o seu desinteresse à fruição dos serviços lhe são alcançados pelo Estado na área da saúde, o que não ocorre na hipótese” (fl. 130). Verifico que, para ultrapassar as premissas fáticas estabelecidas no acórdão recorrido e analisar a natureza da contribuição, se previdenciária ou de assistência à saúde (serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos), assim como a compulsoriedade do serviço, necessário seria o revolvimento do conjunto probatório e da legislação infraconstitucional, fato este vedado nesta instância recursal. Incide, no caso, as Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683799. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 510615 AGR / RS previdenciária, não abrangeu o referido percentual que se destina à saúde. Tem-se que tal percentual apenas poderia ser também afastado caso o demandante tivesse demonstrado o seu desinteresse à fruição dos serviços lhe são alcançados pelo Estado na área da saúde, o que não ocorre na hipótese” (fl. 130). Verifico que, para ultrapassar as premissas fáticas estabelecidas no acórdão recorrido e analisar a natureza da contribuição, se previdenciária ou de assistência à saúde (serviços médicos, hospitalares, odontológicos e farmacêuticos), assim como a compulsoriedade do serviço, necessário seria o revolvimento do conjunto probatório e da legislação infraconstitucional, fato este vedado nesta instância recursal. Incide, no caso, as Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Ante o exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683799. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ADAURY PRUS CURTO ADV.(A/S) : LUIZ RENAUD PINTO CUNHA AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506374 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510.615 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ADAURY PRUS CURTO ADV.(A/S) : LUIZ RENAUD PINTO CUNHA AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - IPERGS E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506374 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510 . 615", "Recurso Extraordinário n 573 . 540 / MG - RG", "Recurso Extraordinário 510615 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 510615 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510 . 615", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510 . 615", "Recurso Extraordinário 510615 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 510615 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510 . 615", "Recurso Extraordinário n 573 . 540 / MG - RG", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO", "Recurso Extraordinário n 573 . 540 / MG - RG", "Recurso Extraordinário 510615 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 510615 AGR / RS", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 510 . 615" ], "LEGISLACAO": [ "Lei n 7 . 672 / 82", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "L", ".", "estadual 7 . 672 / 82", "EC 20 / 98", "Emenda Constitucional n 20 / 98", "art . 40 , § 12 , da Constituição Federal de 1988", "art . 195 , inc . 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Ementa e Acórdão 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :PAULO ALVES MESQUITA ADV.(A/S) :JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Embargos de declaração em agravo de instrumento. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Pagamento de honorários periciais. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos de declaração como agravo regimental e, a este, negar provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497211. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :PAULO ALVES MESQUITA ADV.(A/S) :JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão de fls. 231-233, que negou seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “Verifico que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos elementos fático-probatórios constantes dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente ao caso (Código de Processo Civil e Lei n. 1.060/50). Eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Ademais, esta Corte consignou entendimento de que a controvérsia referente aos limites objetivos da coisa julgada é uma discussão de índole infraconstitucional que não enseja abertura da via extraordinária, pois ofensa à Constituição Federal, se existisse, dar-se-ia de forma indireta ou reflexa. (…) Ainda que assim não fosse, o agravo não mereceria acolhida. Isso porque falta o necessário prequestionamento dos dispositivos constitucionais supostamente violados. Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão impugnado”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497212. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :PAULO ALVES MESQUITA ADV.(A/S) :JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão de fls. 231-233, que negou seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “Verifico que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos elementos fático-probatórios constantes dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente ao caso (Código de Processo Civil e Lei n. 1.060/50). Eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Ademais, esta Corte consignou entendimento de que a controvérsia referente aos limites objetivos da coisa julgada é uma discussão de índole infraconstitucional que não enseja abertura da via extraordinária, pois ofensa à Constituição Federal, se existisse, dar-se-ia de forma indireta ou reflexa. (…) Ainda que assim não fosse, o agravo não mereceria acolhida. Isso porque falta o necessário prequestionamento dos dispositivos constitucionais supostamente violados. Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão impugnado”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 812322 ED / SP Nos embargos de declaração, sustenta-se que a decisão ora embargada teria sido omissa, obscura e contraditória quanto à análise de todos os fundamento trazidos pelo então recorrente. O embargante alega que foi nomeado para atuar como perito judicial nos presentes autos e, apesar de ter realizado a perícia, não recebeu pelo trabalho, o que violaria diretamente o art. 5º, XXII, XXIV, XXXV, LXXIV, da Constituição Federal. Aduz ainda que seria o Estado, o ente competente para o pagamento dos referidos honorários. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497212. Supremo Tribunal Federal AI 812322 ED / SP Nos embargos de declaração, sustenta-se que a decisão ora embargada teria sido omissa, obscura e contraditória quanto à análise de todos os fundamento trazidos pelo então recorrente. O embargante alega que foi nomeado para atuar como perito judicial nos presentes autos e, apesar de ter realizado a perícia, não recebeu pelo trabalho, o que violaria diretamente o art. 5º, XXII, XXIV, XXXV, LXXIV, da Constituição Federal. Aduz ainda que seria o Estado, o ente competente para o pagamento dos referidos honorários. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo. No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a discussão acerca do pagamento de honorário periciais possui índole infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. No caso, a ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de forma reflexa. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Processo civil. Ação cautelar. Caução. Levantamento. Substituição da garantia. Utilização da quantia no feito principal. Pagamento de honorários periciais. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Princípio da ampla defesa. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468500. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo. No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a discussão acerca do pagamento de honorário periciais possui índole infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. No caso, a ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de forma reflexa. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Processo civil. Ação cautelar. Caução. Levantamento. Substituição da garantia. Utilização da quantia no feito principal. Pagamento de honorários periciais. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Princípio da ampla defesa. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468500. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES AI 812322 ED / SP depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR 735.376, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 25.9.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468500. Supremo Tribunal Federal AI 812322 ED / SP depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 4. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR 735.376, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 25.9.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468500. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : PAULO ALVES MESQUITA ADV.(A/S) : JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que, também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506283 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : PAULO ALVES MESQUITA ADV.(A/S) : JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que, também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506283 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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2013-02-19T00:00:00
2013-03-18T00:00:00
A Turma, preliminarmente, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que, também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013.
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Embargos de declaração em agravo de instrumento. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Pagamento de honorários periciais. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur226519
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) AI 735376 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 08/04/2013, TBC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
812322
null
AI-ED
acordaos
AI 812322 ED
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AGTE.(S) : PAULO ALVES MESQUITA ADV.(A/S) : JOSELI SILVA GIRON BARBOSA AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :PAULO ALVES MESQUITA ADV.(A/S) :JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Embargos de declaração em agravo de instrumento. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. Pagamento de honorários periciais. Discussão de índole infraconstitucional. Ofensa reflexa à Constituição Federal. 4. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos de declaração como agravo regimental e, a este, negar provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497211. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :PAULO ALVES MESQUITA ADV.(A/S) :JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão de fls. 231-233, que negou seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “Verifico que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos elementos fático-probatórios constantes dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente ao caso (Código de Processo Civil e Lei n. 1.060/50). Eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Ademais, esta Corte consignou entendimento de que a controvérsia referente aos limites objetivos da coisa julgada é uma discussão de índole infraconstitucional que não enseja abertura da via extraordinária, pois ofensa à Constituição Federal, se existisse, dar-se-ia de forma indireta ou reflexa. (…) Ainda que assim não fosse, o agravo não mereceria acolhida. Isso porque falta o necessário prequestionamento dos dispositivos constitucionais supostamente violados. Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão impugnado”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497212. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :PAULO ALVES MESQUITA ADV.(A/S) :JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão de fls. 231-233, que negou seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “Verifico que o acórdão recorrido decidiu a controvérsia à luz dos elementos fático-probatórios constantes dos autos e da legislação infraconstitucional pertinente ao caso (Código de Processo Civil e Lei n. 1.060/50). Eventual ofensa à Constituição, acaso existente, dar-se-ia de maneira indireta ou reflexa, o que não enseja a abertura da via extraordinária. Ademais, esta Corte consignou entendimento de que a controvérsia referente aos limites objetivos da coisa julgada é uma discussão de índole infraconstitucional que não enseja abertura da via extraordinária, pois ofensa à Constituição Federal, se existisse, dar-se-ia de forma indireta ou reflexa. (…) Ainda que assim não fosse, o agravo não mereceria acolhida. Isso porque falta o necessário prequestionamento dos dispositivos constitucionais supostamente violados. Como tem consignado o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão impugnado”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 812322 ED / SP Nos embargos de declaração, sustenta-se que a decisão ora embargada teria sido omissa, obscura e contraditória quanto à análise de todos os fundamento trazidos pelo então recorrente. O embargante alega que foi nomeado para atuar como perito judicial nos presentes autos e, apesar de ter realizado a perícia, não recebeu pelo trabalho, o que violaria diretamente o art. 5..., XXII, XXIV, XXXV, LXXIV, da Constituição Federal. Aduz ainda que seria o Estado, o ente competente para o pagamento dos referidos honorários. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497212. Supremo Tribunal Federal AI 812322 ED / SP Nos embargos de declaração, sustenta-se que a decisão ora embargada teria sido omissa, obscura e contraditória quanto à análise de todos os fundamento trazidos pelo então recorrente. O embargante alega que foi nomeado para atuar como perito judicial nos presentes autos e, apesar de ter realizado a perícia, não recebeu pelo trabalho, o que violaria diretamente o art. 5..., XXII, XXIV, XXXV, LXXIV, da Constituição Federal. Aduz ainda que seria o Estado, o ente competente para o pagamento dos referidos honorários. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3497212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo. No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a discussão acerca do pagamento de honorário periciais possui índole infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. No caso, a ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de forma reflexa. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Processo civil. Ação cautelar. Caução. Levantamento. Substituição da garantia. Utilização da quantia no feito principal. Pagamento de honorários periciais. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Princípio da ampla defesa. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468500. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo. No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, a discussão acerca do pagamento de honorário periciais possui índole infraconstitucional, o que inviabiliza o processamento do recurso extraordinário. No caso, a ofensa à Constituição Federal, se existente, dar-se-ia de forma reflexa. Nesse sentido, confira-se o seguinte precedente: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Processo civil. Ação cautelar. Caução. Levantamento. Substituição da garantia. Utilização da quantia no feito principal. Pagamento de honorários periciais. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Princípio da ampla defesa. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. A afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468500. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES AI 812322 ED / SP depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR 735.376, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 25.9.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468500. Supremo Tribunal Federal AI 812322 ED / SP depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 4. Agravo regimental não provido”. (AI-AgR 735.376, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 25.9.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo de instrumento. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468500. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : PAULO ALVES MESQUITA ADV.(A/S) : JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que, também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506283 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 812.322 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : PAULO ALVES MESQUITA ADV.(A/S) : JOSELI SILVA GIRON BARBOSA EMBDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que, também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506283 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 812 . 322", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 812 . 322", "AI 812322 ED / SP", "AI 812322 ED / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 812 . 322", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 282", "AI 812322 ED / SP", "Súmulas ns 636 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI", "-", "AgR 735 . 376", "AI 812322 ED / SP", "Súmulas ns 636", "AI", "-", "AgR 735 . 376", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 812 . 322", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 812 . 322" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Lei n . 1 . 060 / 50", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "Lei n . 1 . 060 / 50", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXII , XXIV , XXXV , LXXIV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA", "TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "PAULO ALVES MESQUITA", "JOSELI SILVA GIRON BARBOSA", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "PAULO ALVES MESQUITA", "JOSELI SILVA GIRON BARBOSA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "PAULO ALVES MESQUITA", "JOSELI SILVA GIRON BARBOSA", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "PAULO ALVES MESQUITA", "JOSELI SILVA GIRON BARBOSA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "GILMAR MENDES", "PAULO ALVES MESQUITA", "JOSELI SILVA GIRON BARBOSA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino" ], "TEMPO": [ "19", "/", "02", "/", "2013", "19 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ALVES DE LIMA COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES LTDA ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO ALVES DE LIMA JÚNIOR EMBDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA – FIXAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA EM QUANTIA CERTA – MATÉRIA A SER DEFINIDA PELO JUÍZO DA EXECUÇÃO – PRECEDENTES DO STF – COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA – QUESTÃO QUE NÃO FOI SUSCITADA NAS RAZÕES RECURSAIS EXTRAORDINÁRIAS – EMPREGO DO PRINCÍPIO “JURA NOVIT CURIA” – IMPOSSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em receber os embargos de declaração como agravo regimental, a que se nega provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Senhor Ministro Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508602. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RE 452022 ED / SP Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 05 de março de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508602. Supremo Tribunal Federal RE 452022 ED / SP Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 05 de março de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508602. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ALVES DE LIMA COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES LTDA ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO ALVES DE LIMA JÚNIOR EMBDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão monocrática que deu parcial provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora embargante. Inconformada com esse ato decisório, opõe, a parte ora recorrente, os presentes embargos de declaração, alegando, em síntese, a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do CPC. Submeto, à apreciação desta colenda Turma, os presentes embargos declaratórios. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508603. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ALVES DE LIMA COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES LTDA ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO ALVES DE LIMA JÚNIOR EMBDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão monocrática que deu parcial provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora embargante. Inconformada com esse ato decisório, opõe, a parte ora recorrente, os presentes embargos de declaração, alegando, em síntese, a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do CPC. Submeto, à apreciação desta colenda Turma, os presentes embargos declaratórios. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508603. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 05/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Conheço, preliminarmente, dos presentes embargos de declaração como recurso de agravo (RTJ 145/664 - RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395- -ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.). E, ao fazê-lo, reconheço que não assiste razão à parte recorrente, eis que esta Suprema Corte firmou entendimento jurisprudencial no sentido de que a definição dos ônus da sucumbência, em quantia certa, deve ser estabelecida pelo juízo da execução (RE 255.044-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RE 286.202-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – RE 296.682-AgR/RS, Rel. Min. NELSON JOBIM – RE 486.276-ED/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 500.193-ED/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – RE 555.857-ED/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES – RE 563.695- -AgR/RN, Rel. Min. AYRES BRITTO – RE 568.134-ED/PR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “DECISÃO QUE PROVEU RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROCLAMANDO QUE A REGRA DO ART. 192, § 3.º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO É DE EFICÁCIA PLENA E DETERMINANDO A INVERSÃO, NO PONTO, DOS ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. PRETENSÃO DIRIGIDA NO SENTIDO DE QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ESTABELEÇA OS VALORES QUE CADA UMA DAS PARTES DEVE PAGAR A TÍTULO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS E CUSTAS E DESPESAS PROCESSUAIS. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508604. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Conheço, preliminarmente, dos presentes embargos de declaração como recurso de agravo (RTJ 145/664 - RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395- -ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.). E, ao fazê-lo, reconheço que não assiste razão à parte recorrente, eis que esta Suprema Corte firmou entendimento jurisprudencial no sentido de que a definição dos ônus da sucumbência, em quantia certa, deve ser estabelecida pelo juízo da execução (RE 255.044-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – RE 286.202-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – RE 296.682-AgR/RS, Rel. Min. NELSON JOBIM – RE 486.276-ED/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – RE 500.193-ED/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – RE 555.857-ED/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES – RE 563.695- -AgR/RN, Rel. Min. AYRES BRITTO – RE 568.134-ED/PR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “DECISÃO QUE PROVEU RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROCLAMANDO QUE A REGRA DO ART. 192, § 3.º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO É DE EFICÁCIA PLENA E DETERMINANDO A INVERSÃO, NO PONTO, DOS ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. PRETENSÃO DIRIGIDA NO SENTIDO DE QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ESTABELEÇA OS VALORES QUE CADA UMA DAS PARTES DEVE PAGAR A TÍTULO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS E CUSTAS E DESPESAS PROCESSUAIS. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508604. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 452022 ED / SP Questão que deve ser levantada no processo de execução, que é a sede apropriada para a discussão pretendida. Embargos conhecidos como agravo regimental, a que se nega provimento.” (RE 364.054-ED/RS, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HONORÁRIOS. SUCUMBÊNCIA. FIXAÇÃO. 1. O Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que compete ao juízo da execução a fixação exata dos ônus de sucumbência. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 556.592-AgR/SP, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) Ocorre, no entanto, que a parte ora agravante sustenta, nesta sede recursal (fls. 651): “Há obscuridade quanto: a) ao direito de compensar as taxas de conservação e limpeza pagas com o IPTU.” Essa pretensão, nos termos em que exposta pela parte ora recorrente, não se revela suscetível de conhecimento, pois a matéria em questão constitui tema estranho ao objeto da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária. Impende advertir, neste ponto, na linha da orientação jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, que o recurso extraordinário apenas deve ser apreciado nos estritos limites temáticos em que a controvérsia constitucional haja sido examinada pelo Tribunal “a quo”, sem possibilidade de aplicação do princípio “jura novit curia” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508604. Supremo Tribunal Federal RE 452022 ED / SP Questão que deve ser levantada no processo de execução, que é a sede apropriada para a discussão pretendida. Embargos conhecidos como agravo regimental, a que se nega provimento.” (RE 364.054-ED/RS, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HONORÁRIOS. SUCUMBÊNCIA. FIXAÇÃO. 1. O Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que compete ao juízo da execução a fixação exata dos ônus de sucumbência. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (RE 556.592-AgR/SP, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) Ocorre, no entanto, que a parte ora agravante sustenta, nesta sede recursal (fls. 651): “Há obscuridade quanto: a) ao direito de compensar as taxas de conservação e limpeza pagas com o IPTU.” Essa pretensão, nos termos em que exposta pela parte ora recorrente, não se revela suscetível de conhecimento, pois a matéria em questão constitui tema estranho ao objeto da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária. Impende advertir, neste ponto, na linha da orientação jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, que o recurso extraordinário apenas deve ser apreciado nos estritos limites temáticos em que a controvérsia constitucional haja sido examinada pelo Tribunal “a quo”, sem possibilidade de aplicação do princípio “jura novit curia” 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508604. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO RE 452022 ED / SP (RTJ 173/335, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “Não se aplica ao julgamento do recurso extraordinário, pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio ‘jura novit curia’.” (RTJ 147/994-995, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “No exame do recurso extraordinário, no Supremo Tribunal Federal, não é aplicável o princípio ‘jura novit curia’ (...).” (RE 99.978-ED/PR, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – grifei) Isso significa, portanto, que a atividade jurisdicional desenvolvida pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de recurso extraordinário, apresenta-se essencialmente limitada pela matéria constitucional, desde que esta, além de suscitada nas razões recursais deduzidas pela parte recorrente (RTJ 90/516, v.g.), tenha sido efetivamente prequestionada (debatida, portanto, de modo expresso, pelo acórdão recorrido). Somente os temas de direito constitucional versados no acórdão impugnado (e igualmente veiculados no recurso extraordinário interposto) revelar-se-ão suscetíveis de apreciação pelo Supremo Tribunal Federal, cujo julgamento, no entanto, não poderá “exceder os limites da devolução, apreciando questões não ventiladas na decisão recorrida (...)” (ADA PELLEGRINI GRINOVER, ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO E ANTONIO SCARANCE FERNANDES, “Recursos no Processo Penal”, p. 298, item n. 196, 1996, RT). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora questionada, com a observação de que caberá, ao juízo da execução, definir, em quantia certa, os valores concernentes aos ônus da sucumbência. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508604. Supremo Tribunal Federal RE 452022 ED / SP (RTJ 173/335, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “Não se aplica ao julgamento do recurso extraordinário, pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio ‘jura novit curia’.” (RTJ 147/994-995, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “No exame do recurso extraordinário, no Supremo Tribunal Federal, não é aplicável o princípio ‘jura novit curia’ (...).” (RE 99.978-ED/PR, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – grifei) Isso significa, portanto, que a atividade jurisdicional desenvolvida pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de recurso extraordinário, apresenta-se essencialmente limitada pela matéria constitucional, desde que esta, além de suscitada nas razões recursais deduzidas pela parte recorrente (RTJ 90/516, v.g.), tenha sido efetivamente prequestionada (debatida, portanto, de modo expresso, pelo acórdão recorrido). Somente os temas de direito constitucional versados no acórdão impugnado (e igualmente veiculados no recurso extraordinário interposto) revelar-se-ão suscetíveis de apreciação pelo Supremo Tribunal Federal, cujo julgamento, no entanto, não poderá “exceder os limites da devolução, apreciando questões não ventiladas na decisão recorrida (...)” (ADA PELLEGRINI GRINOVER, ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO E ANTONIO SCARANCE FERNANDES, “Recursos no Processo Penal”, p. 298, item n. 196, 1996, RT). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora questionada, com a observação de que caberá, ao juízo da execução, definir, em quantia certa, os valores concernentes aos ônus da sucumbência. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508604. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : ALVES DE LIMA COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES LTDA ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO ALVES DE LIMA JÚNIOR EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501061 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : ALVES DE LIMA COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES LTDA ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO ALVES DE LIMA JÚNIOR EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501061 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3517998
2013-03-05T00:00:00
2013-03-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA – FIXAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA EM QUANTIA CERTA – MATÉRIA A SER DEFINIDA PELO JUÍZO DA EXECUÇÃO – PRECEDENTES DO STF – COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA – QUESTÃO QUE NÃO FOI SUSCITADA NAS RAZÕES RECURSAIS EXTRAORDINÁRIAS – EMPREGO DO PRINCÍPIO “JURA NOVIT CURIA” – IMPOSSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.
sjur226750
- Acórdão(s) citado(s): (PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE) AI 243159 ED (2ªT), AI 243832 ED (1ªT), RCL 4395 ED (TP); RTJ 145/664, RTJ 153/834. (ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA, COMPETÊNCIA, JUÍZO DA EXECUÇÃO) RE 255044 AgR (2ªT), RE 286202 AgR (2ªT), RE 296682 AgR (2ªT), RE 486276 ED (1ªT), RE 500193 ED (2ªT), RE 555857 ED (2ªT), RE 563695 AgR (1ªT), RE 568134 ED (1ªT), RE 364054 ED (1ªT), RE 556592 AgR. (PREQUESTIONAMENTO) RE 99978 ED (2ªT); RTJ 147/994, RTJ 90/516. Número de páginas: 7. Análise: 16/04/2013, TBC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
452022
null
RE-ED
acordaos
RE 452022 ED
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EMBTE.(S) : ALVES DE LIMA COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES LTDA ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO ALVES DE LIMA JÚNIOR EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ALVES DE LIMA COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES LTDA ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO ALVES DE LIMA JÚNIOR EMBDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO RECEBIDOS COMO RECURSO DE AGRAVO – ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA – FIXAÇÃO DA VERBA HONORÁRIA EM QUANTIA CERTA – MATÉRIA A SER DEFINIDA PELO JUÍZO DA EXECUÇÃO – PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal – COMPENSAÇÃO TRIBUTÁRIA – QUESTÃO QUE NÃO FOI SUSCITADA NAS RAZÕES RECURSAIS EXTRAORDINÁRIAS – EMPREGO DO PRINCÍPIO “JURA NOVIT CURIA” – IMPOSSIBILIDADE – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em receber os embargos de declaração como agravo regimental, a que se nega provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Senhor Ministro Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508602. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 452022 ED / SP Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 05 de março de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508602. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 452022 ED / SP Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 05 de março de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508602. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ALVES DE LIMA COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES LTDA ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO ALVES DE LIMA JÚNIOR EMBDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão monocrática que deu parcial provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora embargante. Inconformada com esse ato decisório, opõe, a parte ora recorrente, os presentes embargos de declaração, alegando, em síntese, a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil. Submeto, à apreciação desta colenda Turma, os presentes embargos declaratórios. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508603. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :ALVES DE LIMA COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES LTDA ADV.(A/S) :CARLOS ALBERTO ALVES DE LIMA JÚNIOR EMBDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão monocrática que deu parcial provimento ao recurso extraordinário deduzido pela parte ora embargante. Inconformada com esse ato decisório, opõe, a parte ora recorrente, os presentes embargos de declaração, alegando, em síntese, a ocorrência dos vícios a que se refere o art. 535 do Código de Processo Civil. Submeto, à apreciação desta colenda Turma, os presentes embargos declaratórios. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508603. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 05/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Conheço, preliminarmente, dos presentes embargos de declaração como recurso de agravo (RTJ 145/664 - RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395- -ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.). E, ao fazê-lo, reconheço que não assiste razão à parte recorrente, eis que esta Suprema Corte firmou entendimento jurisprudencial no sentido de que a definição dos ônus da sucumbência, em quantia certa, deve ser estabelecida pelo juízo da execução (Recurso Extraordinário 255.044-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – Recurso Extraordinário 286.202-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – Recurso Extraordinário 296.682-AgR/RS, Rel. Min. NELSON JOBIM – Recurso Extraordinário 486.276-ED/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 500.193-ED/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Recurso Extraordinário 555.857-ED/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES – Recurso Extraordinário 563.695- -AgR/RN, Rel. Min. AYRES BRITTO – Recurso Extraordinário 568.134-ED/PR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “DECISÃO QUE PROVEU RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROCLAMANDO QUE A REGRA DO ART. 192, § 3., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO É DE EFICÁCIA PLENA E DETERMINANDO A INVERSÃO, NO PONTO, DOS ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. PRETENSÃO DIRIGIDA NO SENTIDO DE QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ESTABELEÇA OS VALORES QUE CADA UMA DAS PARTES DEVE PAGAR A TÍTULO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS E CUSTAS E DESPESAS PROCESSUAIS. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508604. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO - (Relator): Conheço, preliminarmente, dos presentes embargos de declaração como recurso de agravo (RTJ 145/664 - RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395- -ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.). E, ao fazê-lo, reconheço que não assiste razão à parte recorrente, eis que esta Suprema Corte firmou entendimento jurisprudencial no sentido de que a definição dos ônus da sucumbência, em quantia certa, deve ser estabelecida pelo juízo da execução (Recurso Extraordinário 255.044-AgR/SP, Rel. Min. MAURÍCIO CORRÊA – Recurso Extraordinário 286.202-AgR/DF, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – Recurso Extraordinário 296.682-AgR/RS, Rel. Min. NELSON JOBIM – Recurso Extraordinário 486.276-ED/SP, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA – Recurso Extraordinário 500.193-ED/PR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA – Recurso Extraordinário 555.857-ED/PR, Rel. Min. GILMAR MENDES – Recurso Extraordinário 563.695- -AgR/RN, Rel. Min. AYRES BRITTO – Recurso Extraordinário 568.134-ED/PR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, v.g.): “DECISÃO QUE PROVEU RECURSO EXTRAORDINÁRIO PROCLAMANDO QUE A REGRA DO ART. 192, § 3., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO É DE EFICÁCIA PLENA E DETERMINANDO A INVERSÃO, NO PONTO, DOS ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA. PRETENSÃO DIRIGIDA NO SENTIDO DE QUE O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL ESTABELEÇA OS VALORES QUE CADA UMA DAS PARTES DEVE PAGAR A TÍTULO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS E CUSTAS E DESPESAS PROCESSUAIS. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508604. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 452022 ED / SP Questão que deve ser levantada no processo de execução, que é a sede apropriada para a discussão pretendida. Embargos conhecidos como agravo regimental, a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 364.054-ED/RS, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HONORÁRIOS. SUCUMBÊNCIA. FIXAÇÃO. 1. O Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que compete ao juízo da execução a fixação exata dos ônus de sucumbência. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 556.592-AgR/SP, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) Ocorre, no entanto, que a parte ora agravante sustenta, nesta sede recursal (fls. 651): “Há obscuridade quanto: a) ao direito de compensar as taxas de conservação e limpeza pagas com o IPTU.” Essa pretensão, nos termos em que exposta pela parte ora recorrente, não se revela suscetível de conhecimento, pois a matéria em questão constitui tema estranho ao objeto da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária. Impende advertir, neste ponto, na linha da orientação jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, que o recurso extraordinário apenas deve ser apreciado nos estritos limites temáticos em que a controvérsia constitucional haja sido examinada pelo Tribunal “a quo”, sem possibilidade de aplicação do princípio “jura novit curia” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508604. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 452022 ED / SP Questão que deve ser levantada no processo de execução, que é a sede apropriada para a discussão pretendida. Embargos conhecidos como agravo regimental, a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 364.054-ED/RS, Rel. Min. ILMAR GALVÃO – grifei) “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. HONORÁRIOS. SUCUMBÊNCIA. FIXAÇÃO. 1. O Supremo Tribunal Federal fixou o entendimento de que compete ao juízo da execução a fixação exata dos ônus de sucumbência. Precedentes. Agravo regimental a que se nega provimento.” (Recurso Extraordinário 556.592-AgR/SP, Rel. Min. EROS GRAU – grifei) Ocorre, no entanto, que a parte ora agravante sustenta, nesta sede recursal (fls. 651): “Há obscuridade quanto: a) ao direito de compensar as taxas de conservação e limpeza pagas com o IPTU.” Essa pretensão, nos termos em que exposta pela parte ora recorrente, não se revela suscetível de conhecimento, pois a matéria em questão constitui tema estranho ao objeto da controvérsia suscitada em sede recursal extraordinária. Impende advertir, neste ponto, na linha da orientação jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal, que o recurso extraordinário apenas deve ser apreciado nos estritos limites temáticos em que a controvérsia constitucional haja sido examinada pelo Tribunal “a quo”, sem possibilidade de aplicação do princípio “jura novit curia” 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508604. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. CELSO DE MELLO Recurso Extraordinário 452022 ED / SP (RTJ 173/335, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “Não se aplica ao julgamento do recurso extraordinário, pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio ‘jura novit curia’.” (RTJ 147/994-995, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “No exame do recurso extraordinário, no Supremo Tribunal Federal, não é aplicável o princípio ‘jura novit curia’ (...).” (Recurso Extraordinário 99.978-ED/PR, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – grifei) Isso significa, portanto, que a atividade jurisdicional desenvolvida pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de recurso extraordinário, apresenta-se essencialmente limitada pela matéria constitucional, desde que esta, além de suscitada nas razões recursais deduzidas pela parte recorrente (RTJ 90/516, v.g.), tenha sido efetivamente prequestionada (debatida, portanto, de modo expresso, pelo acórdão recorrido). Somente os temas de direito constitucional versados no acórdão impugnado (e igualmente veiculados no recurso extraordinário interposto) revelar-se-ão suscetíveis de apreciação pelo Supremo Tribunal Federal, cujo julgamento, no entanto, não poderá “exceder os limites da devolução, apreciando questões não ventiladas na decisão recorrida (...)” (ADA PELLEGRINI GRINOVER, ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO E ANTONIO SCARANCE FERNANDES, “Recursos no Processo Penal”, p. 298, item n. 196, 1996, RT). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora questionada, com a observação de que caberá, ao juízo da execução, definir, em quantia certa, os valores concernentes aos ônus da sucumbência. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508604. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 452022 ED / SP (RTJ 173/335, Rel. Min. CELSO DE MELLO): “Não se aplica ao julgamento do recurso extraordinário, pelo Supremo Tribunal Federal, o princípio ‘jura novit curia’.” (RTJ 147/994-995, Rel. Min. CELSO DE MELLO) “No exame do recurso extraordinário, no Supremo Tribunal Federal, não é aplicável o princípio ‘jura novit curia’ (...).” (Recurso Extraordinário 99.978-ED/PR, Rel. Min. ALDIR PASSARINHO – grifei) Isso significa, portanto, que a atividade jurisdicional desenvolvida pelo Supremo Tribunal Federal, em sede de recurso extraordinário, apresenta-se essencialmente limitada pela matéria constitucional, desde que esta, além de suscitada nas razões recursais deduzidas pela parte recorrente (RTJ 90/516, v.g.), tenha sido efetivamente prequestionada (debatida, portanto, de modo expresso, pelo acórdão recorrido). Somente os temas de direito constitucional versados no acórdão impugnado (e igualmente veiculados no recurso extraordinário interposto) revelar-se-ão suscetíveis de apreciação pelo Supremo Tribunal Federal, cujo julgamento, no entanto, não poderá “exceder os limites da devolução, apreciando questões não ventiladas na decisão recorrida (...)” (ADA PELLEGRINI GRINOVER, ANTONIO MAGALHÃES GOMES FILHO E ANTONIO SCARANCE FERNANDES, “Recursos no Processo Penal”, p. 298, item n. 196, 1996, RT). Sendo assim, e tendo em consideração as razões expostas, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, em consequência, por seus próprios fundamentos, a decisão ora questionada, com a observação de que caberá, ao juízo da execução, definir, em quantia certa, os valores concernentes aos ônus da sucumbência. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3508604. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : ALVES DE LIMA COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES LTDA ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO ALVES DE LIMA JÚNIOR EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501061 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452.022 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : ALVES DE LIMA COMÉRCIO E CONSTRUÇÕES LTDA ADV.(A/S) : CARLOS ALBERTO ALVES DE LIMA JÚNIOR EMBDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração como agravo regimental, ao qual negou provimento, nos termos do voto do Relator. Impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501061 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452 . 022 SÃO", "Recurso Extraordinário 452022 ED / SP", "Recurso Extraordinário 452022 ED / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452 . 022", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 452 . 022", "RTJ 145 / 664", "RTJ 153 / 834", "AI 243 . 159 - ED / DF", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - - ED / SP", "Recurso Extraordinário 255 . 044 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 286 . 202 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 486 . 276 - ED / SP", "Recurso Extraordinário 500 . 193 - ED / PR", "Recurso Extraordinário 555 . 857 - ED / PR", "Recurso Extraordinário 563 . 695 - - AgR / RN", "Recurso Extraordinário 568 . 134 - ED / PR", "RTJ 145 / 664 -", "RTJ 153 / 834", "AI 243 . 159 - ED / DF", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - - ED / SP", "Recurso Extraordinário 255 . 044 - AgR / SP", "Recurso Extraordinário 286 . 202 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 296 . 682 - AgR / RS", "Recurso Extraordinário 486 . 276 - ED / SP", "Recurso Extraordinário 500 . 193 - 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Ementa e Acórdão 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA ADV.(A/S) :JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA INTDO.(A/S) :GÁVEA - EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA ADV.(A/S) :MOZART CAMAPUM BARROSO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual e Trabalhista. Fazenda Pública. Condenação subsidiária ao pagamento de débitos trabalhistas. Inadimplemento do devedor principal. Juros de mora. Artigo 1º-F da Lei nº 9.494/97. Aplicabilidade. Ausência de repercussão geral da matéria. Questão adstrita ao âmbito infraconstitucional. Quórum de julgamento. Precedente do Plenário. Ausência de trânsito em julgado. Aplicação. Possibilidade. Precedentes. 1. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 696.101/DF, relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral do tema relativo “à aplicabilidade dos juros de mora previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997 aos casos em que a Fazenda Pública é condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 2. Prevê o art. 324, § 2º, do RISTF, que, quando o relator declara que a matéria é infraconstitucional, a ausência de pronunciamento dos demais ministros no prazo de 20 dias será considerada como manifestação pela inexistência de repercussão geral. 3. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529732. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 679894 AGR / DF mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529732. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA ADV.(A/S) :JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA INTDO.(A/S) :GÁVEA - EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA ADV.(A/S) :MOZART CAMAPUM BARROSO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Distrito Federal interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão que não aplicou à espécie o percentual de juros de mora expresso no artigo 1º-F da Lei nº 9.494/97, tendo em vista o caráter subsidiário da condenação da Fazenda Pública nos autos. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 696.101/DF, Relator o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529729. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA ADV.(A/S) :JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA INTDO.(A/S) :GÁVEA - EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA ADV.(A/S) :MOZART CAMAPUM BARROSO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Distrito Federal interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão que não aplicou à espécie o percentual de juros de mora expresso no artigo 1º-F da Lei nº 9.494/97, tendo em vista o caráter subsidiário da condenação da Fazenda Pública nos autos. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 696.101/DF, Relator o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 679894 AGR / DF Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada nesse feito em virtude de sua natureza infraconstitucional. Esse assunto corresponde ao Tema nº 625 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na internet, assim nominado: ‘Tema 625 - Aplicabilidade dos juros de mora previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997 aos casos em que a Fazenda Pública é condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal’. Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que teria havido “equívoco na proclamação do resultado da repercussão geral no ARE nº 696.101/DF”. Aduz, in verbis, que “[o] STF é integrado por 11 membros. Dois terços dos membros são 8 ministros. Assim, são necessários os votos de 8 ministros para que haja a recusa da repercussão geral. (…) O quorum de 8 (oito) ministros não foi alcançado, razão pela qual deve ser aplicado o disposto no § 1º do art. 324 do RISTF, reputando-se existente a repercussão geral da questão constitucional suscitada, por ausência de manifestações suficientes para a recusa do recurso extraordinário. (…) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529729. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada nesse feito em virtude de sua natureza infraconstitucional. Esse assunto corresponde ao Tema nº 625 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do STF na internet, assim nominado: ‘Tema 625 - Aplicabilidade dos juros de mora previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997 aos casos em que a Fazenda Pública é condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal’. Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5º, do Código de Processo Civil, com a redação da Lei nº 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que teria havido “equívoco na proclamação do resultado da repercussão geral no ARE nº 696.101/DF”. Aduz, in verbis, que “[o] STF é integrado por 11 membros. Dois terços dos membros são 8 ministros. Assim, são necessários os votos de 8 ministros para que haja a recusa da repercussão geral. (…) O quorum de 8 (oito) ministros não foi alcançado, razão pela qual deve ser aplicado o disposto no § 1º do art. 324 do RISTF, reputando-se existente a repercussão geral da questão constitucional suscitada, por ausência de manifestações suficientes para a recusa do recurso extraordinário. (…) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 679894 AGR / DF A ofensa constitucional é direta e merece ser apreciada pelo STF e não depende do exame de normas de natureza infraconstitucional pelo próprio relevo do debate do tema segundo decisões do STF. Daí porque cabe ser afastado o fundamento acolhido no despacho ora agravado. (…) Uma vez que o Pleno do STF deve ainda decidir sobre a questão referente ao equívoco na proclamação do resultado da repercussão no ARE nº 696.101-DF – agravo regimental já interposto, pede o Distrito Federal que este agravo regimental fique sobrestado até o julgamento daquele recurso”. Assevera, também, que o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 deve ser aplicado aos débitos da Fazenda Pública, ainda que essa seja condenada ao pagamento das obrigações somente de forma subsidiária, sob pena de ofender o princípio da isonomia. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529729. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF A ofensa constitucional é direta e merece ser apreciada pelo STF e não depende do exame de normas de natureza infraconstitucional pelo próprio relevo do debate do tema segundo decisões do STF. Daí porque cabe ser afastado o fundamento acolhido no despacho ora agravado. (…) Uma vez que o Pleno do STF deve ainda decidir sobre a questão referente ao equívoco na proclamação do resultado da repercussão no ARE nº 696.101-DF – agravo regimental já interposto, pede o Distrito Federal que este agravo regimental fique sobrestado até o julgamento daquele recurso”. Assevera, também, que o art. 1º-F da Lei nº 9.494/97 deve ser aplicado aos débitos da Fazenda Pública, ainda que essa seja condenada ao pagamento das obrigações somente de forma subsidiária, sob pena de ofender o princípio da isonomia. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, não procede a alegação de que não teria havido o quórum necessário para a declaração de ausência de repercussão geral na apreciação do ARE nº 696.101/DF-RG, uma vez que, de acordo com o art. 324, § 2º, do RISTF, quando o relator declara que a matéria é infraconstitucional, a ausência de pronunciamento dos demais ministros no prazo de 20 dias será considerada como manifestação pela inexistência de repercussão geral. Anote-se que, conforme pesquisa realizada no sítio eletrônico do STF, no julgamento do referido paradigma, houve sete manifestações expressas pela ausência de repercussão geral e duas abstenções. Desse modo, havendo o Relator declarado que se trata de questão de índole infraconstitucional, 9 Ministros assentaram a inexistência de repercussão geral, não havendo falar, assim, em vício na proclamação do julgamento. Nesse sentido, o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUORUM QUALIFICADO. ART. 324, §§ 1º E 2º, DO RISTF. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. REJEIÇÃO. 1. As Emendas Regimentais nºs 31/2009 e 47/2012 alteraram o art. 324 do RISTF, estabelecendo que, na omissão de manifestação sobre a existência ou não de repercussão geral, não se aplica o § 1º do citado artigo quando o relator declara que a matéria é infraconstitucional, caso em que esta ausência de pronunciamento será considerada como manifestação de inexistência de repercussão geral, o que autoriza, tal como no presente caso, a aplicação do art. 543-A, § 5º, do CPC, se Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, não procede a alegação de que não teria havido o quórum necessário para a declaração de ausência de repercussão geral na apreciação do ARE nº 696.101/DF-RG, uma vez que, de acordo com o art. 324, § 2º, do RISTF, quando o relator declara que a matéria é infraconstitucional, a ausência de pronunciamento dos demais ministros no prazo de 20 dias será considerada como manifestação pela inexistência de repercussão geral. Anote-se que, conforme pesquisa realizada no sítio eletrônico do STF, no julgamento do referido paradigma, houve sete manifestações expressas pela ausência de repercussão geral e duas abstenções. Desse modo, havendo o Relator declarado que se trata de questão de índole infraconstitucional, 9 Ministros assentaram a inexistência de repercussão geral, não havendo falar, assim, em vício na proclamação do julgamento. Nesse sentido, o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUORUM QUALIFICADO. ART. 324, §§ 1º E 2º, DO RISTF. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. REJEIÇÃO. 1. As Emendas Regimentais nºs 31/2009 e 47/2012 alteraram o art. 324 do RISTF, estabelecendo que, na omissão de manifestação sobre a existência ou não de repercussão geral, não se aplica o § 1º do citado artigo quando o relator declara que a matéria é infraconstitucional, caso em que esta ausência de pronunciamento será considerada como manifestação de inexistência de repercussão geral, o que autoriza, tal como no presente caso, a aplicação do art. 543-A, § 5º, do CPC, se Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 679894 AGR / DF alcançada a maioria de dois terços de seus membros. 2. Embargos de declaração rejeitados” (AI nº 800.517/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/2/13). Quanto ao pedido de sobrestamento do feito, em virtude da interposição de agravo regimental no ARE nº 696.101/DF, também esse não merece prosperar, haja vista que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a existência de precedente firmado pelo seu Tribunal Pleno autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. 1. FORMA DE CÁLCULO DO ADICIONAL DENOMINADO SEXTA-PARTE. QUESTÃO SEM REPERCUSSÃO GERAL. 2. APLICAÇÃO IMEDIATA DE PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL, INDEPENDENTEMENTE DE SUA PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 650.574/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/9/11). “Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Trabalhista. Pressupostos recursais. Legislação infraconstitucional. Repercussão geral. Ausência. Precedente Plenário. Aplicação imediata. Possibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo aos requisitos de admissibilidade de recursos de competência de Cortes diversas. 3. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 4. Agravo regimental não provido” (AI nº 752.804/SP-ED, Primeira turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF alcançada a maioria de dois terços de seus membros. 2. Embargos de declaração rejeitados” (AI nº 800.517/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/2/13). Quanto ao pedido de sobrestamento do feito, em virtude da interposição de agravo regimental no ARE nº 696.101/DF, também esse não merece prosperar, haja vista que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a existência de precedente firmado pelo seu Tribunal Pleno autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. 1. FORMA DE CÁLCULO DO ADICIONAL DENOMINADO SEXTA-PARTE. QUESTÃO SEM REPERCUSSÃO GERAL. 2. APLICAÇÃO IMEDIATA DE PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL, INDEPENDENTEMENTE DE SUA PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE nº 650.574/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/9/11). “Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Trabalhista. Pressupostos recursais. Legislação infraconstitucional. Repercussão geral. Ausência. Precedente Plenário. Aplicação imediata. Possibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo aos requisitos de admissibilidade de recursos de competência de Cortes diversas. 3. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 4. Agravo regimental não provido” (AI nº 752.804/SP-ED, Primeira turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 679894 AGR / DF de minha relatoria, DJe de 22/3/11). “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. CONCESSÃO POR LEI COMPLEMENTAR. REVOGAÇÃO POR LEI ORDINÁRIA. HIERARQUIA ENTRE LEIS. SIMETRIA DAS FORMAS. MATÉRIA DECIDIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MODULAÇÃO TEMPORAL. INADMISSÃO PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Por ocasião do julgamento do RE 377.457 e do RE 381.964 (rel. min. Gilmar Mendes, DJe de 29.09.2008), o Plenário do Supremo Tribunal Federal considerou constitucional o art. 56 da Lei 9.430/1996, que revogou dispositivo da Lei Complementar 70/1991 concessivo de isenção, do pagamento da Cofins, às sociedades civis de profissão regulamentada. Na mesma oportunidade, a Corte rejeitou pedido de modulação temporal dos efeitos da decisão (aplicação meramente prospectiva de efeitos). Existência de precedentes dos órgãos fracionários do STF relativos à modulação temporal. Prevalece nesta Corte o entendimento de que, em virtude de não ter ainda transitado em julgado o precedente referido na decisão agravada - por falta de publicação -, não fica o relator impedido de negar seguimento a recurso extraordinário com base na decisão pendente de publicação. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 636.933/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/6/09). No mérito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Conforme a jurisprudência iterativa, notória e atual desta Corte Superior, a Fazenda Pública, quando condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas devidas pela empregadora principal, não se beneficia da limitação dos juros, prevista no art. 1º-F da Lei nº 9.494, de 10/09/1997”. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF de minha relatoria, DJe de 22/3/11). “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. CONCESSÃO POR LEI COMPLEMENTAR. REVOGAÇÃO POR LEI ORDINÁRIA. HIERARQUIA ENTRE LEIS. SIMETRIA DAS FORMAS. MATÉRIA DECIDIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MODULAÇÃO TEMPORAL. INADMISSÃO PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Por ocasião do julgamento do RE 377.457 e do RE 381.964 (rel. min. Gilmar Mendes, DJe de 29.09.2008), o Plenário do Supremo Tribunal Federal considerou constitucional o art. 56 da Lei 9.430/1996, que revogou dispositivo da Lei Complementar 70/1991 concessivo de isenção, do pagamento da Cofins, às sociedades civis de profissão regulamentada. Na mesma oportunidade, a Corte rejeitou pedido de modulação temporal dos efeitos da decisão (aplicação meramente prospectiva de efeitos). Existência de precedentes dos órgãos fracionários do STF relativos à modulação temporal. Prevalece nesta Corte o entendimento de que, em virtude de não ter ainda transitado em julgado o precedente referido na decisão agravada - por falta de publicação -, não fica o relator impedido de negar seguimento a recurso extraordinário com base na decisão pendente de publicação. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 636.933/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/6/09). No mérito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Conforme a jurisprudência iterativa, notória e atual desta Corte Superior, a Fazenda Pública, quando condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas devidas pela empregadora principal, não se beneficia da limitação dos juros, prevista no art. 1º-F da Lei nº 9.494, de 10/09/1997”. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 679894 AGR / DF Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, a discussão dos autos ajusta-se ao julgamento proferido pelo Plenário desta Corte, que, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 696.101/DF, relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral do tema relativo “à aplicabilidade dos juros de mora previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997 aos casos em que a Fazenda Pública é condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Nesse contexto, extrai-se da manifestação do Relator o seguinte excerto, bastante elucidativo: “A questão não se refere à constitucionalidade do referido dispositivo legal, mas sim à definição acerca da aplicabilidade ou não dos juros de mora previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997, quando a Fazenda Pública for condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal (…). (...) Conforme se infere da delimitação temática destes autos, não se está perante debate de feição constitucional. Com efeito, a discussão sob exame restringe-se, exclusivamente, à interpretação conferida pela Corte de origem à legislação infraconstitucional em análise. (...) Ora, se se chega à conclusão de que não há questão constitucional a ser discutida, por estar o assunto adstrito ao exame da legislação infraconstitucional, por óbvio falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral. Não é demais lembrar que o requisito introduzido pela Emenda 45 não exige apenas uma repercussão geral num sentido amplo e atécnico da expressão, mas uma repercussão geral juridicamente qualificada pela existência de uma questão constitucional a ser dirimida.” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, a discussão dos autos ajusta-se ao julgamento proferido pelo Plenário desta Corte, que, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 696.101/DF, relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral do tema relativo “à aplicabilidade dos juros de mora previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997 aos casos em que a Fazenda Pública é condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Nesse contexto, extrai-se da manifestação do Relator o seguinte excerto, bastante elucidativo: “A questão não se refere à constitucionalidade do referido dispositivo legal, mas sim à definição acerca da aplicabilidade ou não dos juros de mora previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997, quando a Fazenda Pública for condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal (…). (...) Conforme se infere da delimitação temática destes autos, não se está perante debate de feição constitucional. Com efeito, a discussão sob exame restringe-se, exclusivamente, à interpretação conferida pela Corte de origem à legislação infraconstitucional em análise. (...) Ora, se se chega à conclusão de que não há questão constitucional a ser discutida, por estar o assunto adstrito ao exame da legislação infraconstitucional, por óbvio falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral. Não é demais lembrar que o requisito introduzido pela Emenda 45 não exige apenas uma repercussão geral num sentido amplo e atécnico da expressão, mas uma repercussão geral juridicamente qualificada pela existência de uma questão constitucional a ser dirimida.” 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 679894 AGR / DF Aplicando o referido julgado, anotem-se, as seguintes decisões monocráticas: ARE nº 725.804/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/2/13; ARE nº 679.894/DF, de minha relatoria, DJe de 19/12/2012 e ARE nº 717.201/DF, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/12/12. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF Aplicando o referido julgado, anotem-se, as seguintes decisões monocráticas: ARE nº 725.804/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/2/13; ARE nº 679.894/DF, de minha relatoria, DJe de 19/12/2012 e ARE nº 717.201/DF, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/12/12. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA ADV.(A/S) : JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA INTDO.(A/S) : GÁVEA - EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA ADV.(A/S) : MOZART CAMAPUM BARROSO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456612 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA ADV.(A/S) : JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA INTDO.(A/S) : GÁVEA - EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA ADV.(A/S) : MOZART CAMAPUM BARROSO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456612 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3592590
2013-02-19T00:00:00
2013-04-04T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual e Trabalhista. Fazenda Pública. Condenação subsidiária ao pagamento de débitos trabalhistas. Inadimplemento do devedor principal. Juros de mora. Artigo 1º-F da Lei nº 9.494/97. Aplicabilidade. Ausência de repercussão geral da matéria. Questão adstrita ao âmbito infraconstitucional. Quórum de julgamento. Precedente do Plenário. Ausência de trânsito em julgado. Aplicação. Possibilidade. Precedentes. 1. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE nº 696.101/DF, relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral do tema relativo “à aplicabilidade dos juros de mora previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997 aos casos em que a Fazenda Pública é condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 2. Prevê o art. 324, § 2º, do RISTF, que, quando o relator declara que a matéria é infraconstitucional, a ausência de pronunciamento dos demais ministros no prazo de 20 dias será considerada como manifestação pela inexistência de repercussão geral. 3. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 4. Agravo regimental não provido.
sjur227379
- Acórdão (s) citado (s): (DECISÃO, REPERCUSSÃO GERAL, QUÓRUM QUALIFICADO) AI 800517 AgR-ED. (PRECEDENTE, TRIBUNAL PLENO, AUTORIZA, JULGAMENTO IMEDIATO, INDEPENDENTE, TRÂNSITO EM JULGADO, PARADIGMA) ARE 650574 AgR (1ªT), AI 752804 ED (1ªT), AI 636933 AgR (2ªT). (CONDENAÇÃO, FAZENDA PÚBLICA, SUBSIDIÁRIA, ENCARGOS TRABALHISTAS, JUROS DE MORA) ARE 696101 RG (TP). - Decisões monocráticas citadas: (CONDENAÇÃO, FAZENDA PÚBLICA, SUBSIDIÁRIA, ENCARGOS TRABALHISTAS, JUROS DE MORA) ARE 725804, ARE 679894, ARE 717201. Número de páginas: 11. Análise: 25/04/2013, BMB.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
679894
[ "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\r\n ART-0001F \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00324 PAR-00002 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 679894 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL ADV.(A/S) : JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA ADV.(A/S) : MOZART CAMAPUM BARROSO INTDO.(A/S) : GÁVEA - EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA AGDO.(A/S) : JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA
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Ementa e Acórdão 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA ADV.(A/S) :JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA INTDO.(A/S) :GÁVEA - EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA ADV.(A/S) :MOZART CAMAPUM BARROSO EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Processual e Trabalhista. Fazenda Pública. Condenação subsidiária ao pagamento de débitos trabalhistas. Inadimplemento do devedor principal. Juros de mora. Artigo 1...-F da Lei n 9.494/97. Aplicabilidade. Ausência de repercussão geral da matéria. Questão adstrita ao âmbito infraconstitucional. Quórum de julgamento. Precedente do Plenário. Ausência de trânsito em julgado. Aplicação. Possibilidade. Precedentes. 1. O Plenário desta Corte, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 696.101/DF, relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral do tema relativo “à aplicabilidade dos juros de mora previstos no art. 1...-F da Lei 9.494/1997 aos casos em que a Fazenda Pública é condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. 2. Prevê o art. 324, § 2..., do RISTF, que, quando o relator declara que a matéria é infraconstitucional, a ausência de pronunciamento dos demais ministros no prazo de 20 dias será considerada como manifestação pela inexistência de repercussão geral. 3. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529732. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 11 Ementa e Acórdão ARE 679894 AGR / DF mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529732. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529732. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 11 Relatório 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA ADV.(A/S) :JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA INTDO.(A/S) :GÁVEA - EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA ADV.(A/S) :MOZART CAMAPUM BARROSO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Distrito Federal interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão que não aplicou à espécie o percentual de juros de mora expresso no artigo 1...-F da Lei n 9.494/97, tendo em vista o caráter subsidiário da condenação da Fazenda Pública nos autos. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 696.101/DF, Relator o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529729. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) :JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA ADV.(A/S) :JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA INTDO.(A/S) :GÁVEA - EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA ADV.(A/S) :MOZART CAMAPUM BARROSO RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Distrito Federal interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão que não aplicou à espécie o percentual de juros de mora expresso no artigo 1...-F da Lei n 9.494/97, tendo em vista o caráter subsidiário da condenação da Fazenda Pública nos autos. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07. Assim, conforme decidido pelo Plenário desta Corte na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07, aplica-se ao presente recurso o instituto da repercussão geral. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que o Plenário deste Supremo Tribunal Federal, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 696.101/DF, Relator o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 11 Relatório ARE 679894 AGR / DF Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada nesse feito em virtude de sua natureza infraconstitucional. Esse assunto corresponde ao Tema n 625 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na internet, assim nominado: ‘Tema 625 - Aplicabilidade dos juros de mora previstos no art. 1...-F da Lei 9.494/1997 aos casos em que a Fazenda Pública é condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal’. Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que teria havido “equívoco na proclamação do resultado da repercussão geral no ARE n 696.101/DF”. Aduz, in verbis, que “[o] Supremo Tribunal Federal é integrado por 11 membros. Dois terços dos membros são 8 ministros. Assim, são necessários os votos de 8 ministros para que haja a recusa da repercussão geral. (…) O quorum de 8 (oito) ministros não foi alcançado, razão pela qual deve ser aplicado o disposto no § 1... do art. 324 do RISTF, reputando-se existente a repercussão geral da questão constitucional suscitada, por ausência de manifestações suficientes para a recusa do recurso extraordinário. (…) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529729. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral da matéria versada nesse feito em virtude de sua natureza infraconstitucional. Esse assunto corresponde ao Tema n 625 da Gestão por Temas da Repercussão Geral do portal do Supremo Tribunal Federal na internet, assim nominado: ‘Tema 625 - Aplicabilidade dos juros de mora previstos no art. 1...-F da Lei 9.494/1997 aos casos em que a Fazenda Pública é condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal’. Essa decisão, nos termos do artigo 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, com a redação da Lei n 11.418/06, ‘valerá para todos os recursos sobre matéria idêntica, que serão indeferidos liminarmente’. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que teria havido “equívoco na proclamação do resultado da repercussão geral no ARE n 696.101/DF”. Aduz, in verbis, que “[o] Supremo Tribunal Federal é integrado por 11 membros. Dois terços dos membros são 8 ministros. Assim, são necessários os votos de 8 ministros para que haja a recusa da repercussão geral. (…) O quorum de 8 (oito) ministros não foi alcançado, razão pela qual deve ser aplicado o disposto no § 1... do art. 324 do RISTF, reputando-se existente a repercussão geral da questão constitucional suscitada, por ausência de manifestações suficientes para a recusa do recurso extraordinário. (…) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 11 Relatório ARE 679894 AGR / DF A ofensa constitucional é direta e merece ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal e não depende do exame de normas de natureza infraconstitucional pelo próprio relevo do debate do tema segundo decisões do Supremo Tribunal Federal. Daí porque cabe ser afastado o fundamento acolhido no despacho ora agravado. (…) Uma vez que o Pleno do Supremo Tribunal Federal deve ainda decidir sobre a questão referente ao equívoco na proclamação do resultado da repercussão no ARE n 696.101-DF – agravo regimental já interposto, pede o Distrito Federal que este agravo regimental fique sobrestado até o julgamento daquele recurso”. Assevera, também, que o art. 1...-F da Lei n 9.494/97 deve ser aplicado aos débitos da Fazenda Pública, ainda que essa seja condenada ao pagamento das obrigações somente de forma subsidiária, sob pena de ofender o princípio da isonomia. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529729. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF A ofensa constitucional é direta e merece ser apreciada pelo Supremo Tribunal Federal e não depende do exame de normas de natureza infraconstitucional pelo próprio relevo do debate do tema segundo decisões do Supremo Tribunal Federal. Daí porque cabe ser afastado o fundamento acolhido no despacho ora agravado. (…) Uma vez que o Pleno do Supremo Tribunal Federal deve ainda decidir sobre a questão referente ao equívoco na proclamação do resultado da repercussão no ARE n 696.101-DF – agravo regimental já interposto, pede o Distrito Federal que este agravo regimental fique sobrestado até o julgamento daquele recurso”. Assevera, também, que o art. 1...-F da Lei n 9.494/97 deve ser aplicado aos débitos da Fazenda Pública, ainda que essa seja condenada ao pagamento das obrigações somente de forma subsidiária, sob pena de ofender o princípio da isonomia. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, não procede a alegação de que não teria havido o quórum necessário para a declaração de ausência de repercussão geral na apreciação do ARE n 696.101/DF-RG, uma vez que, de acordo com o art. 324, § 2..., do RISTF, quando o relator declara que a matéria é infraconstitucional, a ausência de pronunciamento dos demais ministros no prazo de 20 dias será considerada como manifestação pela inexistência de repercussão geral. Anote-se que, conforme pesquisa realizada no sítio eletrônico do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do referido paradigma, houve sete manifestações expressas pela ausência de repercussão geral e duas abstenções. Desse modo, havendo o Relator declarado que se trata de questão de índole infraconstitucional, 9 Ministros assentaram a inexistência de repercussão geral, não havendo falar, assim, em vício na proclamação do julgamento. Nesse sentido, o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUORUM QUALIFICADO. ART. 324, §§ 1... E 2..., DO RISTF. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. REJEIÇÃO. 1. As Emendas Regimentais ns 31/2009 e 47/2012 alteraram o art. 324 do RISTF, estabelecendo que, na omissão de manifestação sobre a existência ou não de repercussão geral, não se aplica o § 1... do citado artigo quando o relator declara que a matéria é infraconstitucional, caso em que esta ausência de pronunciamento será considerada como manifestação de inexistência de repercussão geral, o que autoriza, tal como no presente caso, a aplicação do art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, se Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Inicialmente, não procede a alegação de que não teria havido o quórum necessário para a declaração de ausência de repercussão geral na apreciação do ARE n 696.101/DF-RG, uma vez que, de acordo com o art. 324, § 2..., do RISTF, quando o relator declara que a matéria é infraconstitucional, a ausência de pronunciamento dos demais ministros no prazo de 20 dias será considerada como manifestação pela inexistência de repercussão geral. Anote-se que, conforme pesquisa realizada no sítio eletrônico do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do referido paradigma, houve sete manifestações expressas pela ausência de repercussão geral e duas abstenções. Desse modo, havendo o Relator declarado que se trata de questão de índole infraconstitucional, 9 Ministros assentaram a inexistência de repercussão geral, não havendo falar, assim, em vício na proclamação do julgamento. Nesse sentido, o seguinte julgado: “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. QUORUM QUALIFICADO. ART. 324, §§ 1... E 2..., DO RISTF. OMISSÃO NÃO CONFIGURADA. REJEIÇÃO. 1. As Emendas Regimentais ns 31/2009 e 47/2012 alteraram o art. 324 do RISTF, estabelecendo que, na omissão de manifestação sobre a existência ou não de repercussão geral, não se aplica o § 1... do citado artigo quando o relator declara que a matéria é infraconstitucional, caso em que esta ausência de pronunciamento será considerada como manifestação de inexistência de repercussão geral, o que autoriza, tal como no presente caso, a aplicação do art. 543-A, § 5..., do Código de Processo Civil, se Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 679894 AGR / DF alcançada a maioria de dois terços de seus membros. 2. Embargos de declaração rejeitados” (AI n 800.517/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/2/13). Quanto ao pedido de sobrestamento do feito, em virtude da interposição de agravo regimental no ARE n 696.101/DF, também esse não merece prosperar, haja vista que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a existência de precedente firmado pelo seu Tribunal Pleno autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. 1. FORMA DE CÁLCULO DO ADICIONAL DENOMINADO SEXTA-PARTE. QUESTÃO SEM REPERCUSSÃO GERAL. 2. APLICAÇÃO IMEDIATA DE PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL, INDEPENDENTEMENTE DE SUA PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 650.574/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/9/11). “Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Trabalhista. Pressupostos recursais. Legislação infraconstitucional. Repercussão geral. Ausência. Precedente Plenário. Aplicação imediata. Possibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo aos requisitos de admissibilidade de recursos de competência de Cortes diversas. 3. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 4. Agravo regimental não provido” (AI n 752.804/SP-ED, Primeira turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF alcançada a maioria de dois terços de seus membros. 2. Embargos de declaração rejeitados” (AI n 800.517/RS-AgR-ED, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 7/2/13). Quanto ao pedido de sobrestamento do feito, em virtude da interposição de agravo regimental no ARE n 696.101/DF, também esse não merece prosperar, haja vista que a jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que a existência de precedente firmado pelo seu Tribunal Pleno autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. Nesse sentido, os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. 1. FORMA DE CÁLCULO DO ADICIONAL DENOMINADO SEXTA-PARTE. QUESTÃO SEM REPERCUSSÃO GERAL. 2. APLICAÇÃO IMEDIATA DE PRECEDENTE DO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL, INDEPENDENTEMENTE DE SUA PUBLICAÇÃO NO DIÁRIO DA JUSTIÇA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE n 650.574/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 28/9/11). “Embargos de declaração no agravo de instrumento. Conversão dos embargos declaratórios em agravo regimental. Trabalhista. Pressupostos recursais. Legislação infraconstitucional. Repercussão geral. Ausência. Precedente Plenário. Aplicação imediata. Possibilidade. Precedentes. 1. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 2. Ausência de repercussão geral do tema relativo aos requisitos de admissibilidade de recursos de competência de Cortes diversas. 3. A existência de precedente firmado pelo Tribunal Pleno desta Corte autoriza o julgamento imediato de causas que versem sobre a mesma matéria, independentemente da publicação ou do trânsito em julgado do paradigma. 4. Agravo regimental não provido” (AI n 752.804/SP-ED, Primeira turma, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 679894 AGR / DF de minha relatoria, DJe de 22/3/11). “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. CONCESSÃO POR LEI COMPLEMENTAR. REVOGAÇÃO POR LEI ORDINÁRIA. HIERARQUIA ENTRE LEIS. SIMETRIA DAS FORMAS. MATÉRIA DECIDIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MODULAÇÃO TEMPORAL. INADMISSÃO PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 377.457 e do Recurso Extraordinário 381.964 (rel. min. Gilmar Mendes, DJe de 29.09.2008), o Plenário do Supremo Tribunal Federal considerou constitucional o art. 56 da Lei 9.430/1996, que revogou dispositivo da Lei Complementar 70/1991 concessivo de isenção, do pagamento da Cofins, às sociedades civis de profissão regulamentada. Na mesma oportunidade, a Corte rejeitou pedido de modulação temporal dos efeitos da decisão (aplicação meramente prospectiva de efeitos). Existência de precedentes dos órgãos fracionários do Supremo Tribunal Federal relativos à modulação temporal. Prevalece nesta Corte o entendimento de que, em virtude de não ter ainda transitado em julgado o precedente referido na decisão agravada - por falta de publicação -, não fica o relator impedido de negar seguimento a recurso extraordinário com base na decisão pendente de publicação. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 636.933/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/6/09). No mérito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Conforme a jurisprudência iterativa, notória e atual desta Corte Superior, a Fazenda Pública, quando condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas devidas pela empregadora principal, não se beneficia da limitação dos juros, prevista no art. 1...-F da Lei n 9.494, de 10/09/1997”. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF de minha relatoria, DJe de 22/3/11). “CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. COFINS. ISENÇÃO. SOCIEDADES CIVIS DE PROFISSÃO REGULAMENTADA. CONCESSÃO POR LEI COMPLEMENTAR. REVOGAÇÃO POR LEI ORDINÁRIA. HIERARQUIA ENTRE LEIS. SIMETRIA DAS FORMAS. MATÉRIA DECIDIDA PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. MODULAÇÃO TEMPORAL. INADMISSÃO PELO PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. Por ocasião do julgamento do Recurso Extraordinário 377.457 e do Recurso Extraordinário 381.964 (rel. min. Gilmar Mendes, DJe de 29.09.2008), o Plenário do Supremo Tribunal Federal considerou constitucional o art. 56 da Lei 9.430/1996, que revogou dispositivo da Lei Complementar 70/1991 concessivo de isenção, do pagamento da Cofins, às sociedades civis de profissão regulamentada. Na mesma oportunidade, a Corte rejeitou pedido de modulação temporal dos efeitos da decisão (aplicação meramente prospectiva de efeitos). Existência de precedentes dos órgãos fracionários do Supremo Tribunal Federal relativos à modulação temporal. Prevalece nesta Corte o entendimento de que, em virtude de não ter ainda transitado em julgado o precedente referido na decisão agravada - por falta de publicação -, não fica o relator impedido de negar seguimento a recurso extraordinário com base na decisão pendente de publicação. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 636.933/RJ-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 19/6/09). No mérito, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Conforme a jurisprudência iterativa, notória e atual desta Corte Superior, a Fazenda Pública, quando condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas devidas pela empregadora principal, não se beneficia da limitação dos juros, prevista no art. 1...-F da Lei n 9.494, de 10/09/1997”. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 679894 AGR / DF Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, a discussão dos autos ajusta-se ao julgamento proferido pelo Plenário desta Corte, que, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 696.101/DF, relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral do tema relativo “à aplicabilidade dos juros de mora previstos no art. 1...-F da Lei 9.494/1997 aos casos em que a Fazenda Pública é condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Nesse contexto, extrai-se da manifestação do Relator o seguinte excerto, bastante elucidativo: “A questão não se refere à constitucionalidade do referido dispositivo legal, mas sim à definição acerca da aplicabilidade ou não dos juros de mora previstos no art. 1...-F da Lei 9.494/1997, quando a Fazenda Pública for condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal (…). (...) Conforme se infere da delimitação temática destes autos, não se está perante debate de feição constitucional. Com efeito, a discussão sob exame restringe-se, exclusivamente, à interpretação conferida pela Corte de origem à legislação infraconstitucional em análise. (...) Ora, se se chega à conclusão de que não há questão constitucional a ser discutida, por estar o assunto adstrito ao exame da legislação infraconstitucional, por óbvio falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral. Não é demais lembrar que o requisito introduzido pela Emenda 45 não exige apenas uma repercussão geral num sentido amplo e atécnico da expressão, mas uma repercussão geral juridicamente qualificada pela existência de uma questão constitucional a ser dirimida.” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF Desse modo, conforme expresso na decisão agravada, a discussão dos autos ajusta-se ao julgamento proferido pelo Plenário desta Corte, que, em sessão realizada por meio eletrônico, no exame do ARE n 696.101/DF, relator o Ministro Ricardo Lewandowski, concluiu pela ausência da repercussão geral do tema relativo “à aplicabilidade dos juros de mora previstos no art. 1...-F da Lei 9.494/1997 aos casos em que a Fazenda Pública é condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal”, dado o caráter infraconstitucional da matéria. Nesse contexto, extrai-se da manifestação do Relator o seguinte excerto, bastante elucidativo: “A questão não se refere à constitucionalidade do referido dispositivo legal, mas sim à definição acerca da aplicabilidade ou não dos juros de mora previstos no art. 1...-F da Lei 9.494/1997, quando a Fazenda Pública for condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal (…). (...) Conforme se infere da delimitação temática destes autos, não se está perante debate de feição constitucional. Com efeito, a discussão sob exame restringe-se, exclusivamente, à interpretação conferida pela Corte de origem à legislação infraconstitucional em análise. (...) Ora, se se chega à conclusão de que não há questão constitucional a ser discutida, por estar o assunto adstrito ao exame da legislação infraconstitucional, por óbvio falta ao caso elemento de configuração da própria repercussão geral. Não é demais lembrar que o requisito introduzido pela Emenda 45 não exige apenas uma repercussão geral num sentido amplo e atécnico da expressão, mas uma repercussão geral juridicamente qualificada pela existência de uma questão constitucional a ser dirimida.” 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 11 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 679894 AGR / DF Aplicando o referido julgado, anotem-se, as seguintes decisões monocráticas: ARE n 725.804/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/2/13; ARE n 679.894/DF, de minha relatoria, DJe de 19/12/2012 e ARE n 717.201/DF, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/12/12. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Supremo Tribunal Federal ARE 679894 AGR / DF Aplicando o referido julgado, anotem-se, as seguintes decisões monocráticas: ARE n 725.804/DF, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 7/2/13; ARE n 679.894/DF, de minha relatoria, DJe de 19/12/2012 e ARE n 717.201/DF, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 4/12/12. Nego provimento ao agravo regimental. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3529730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 11 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA ADV.(A/S) : JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA INTDO.(A/S) : GÁVEA - EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA ADV.(A/S) : MOZART CAMAPUM BARROSO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456612 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679.894 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL AGDO.(A/S) : JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA ADV.(A/S) : JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA INTDO.(A/S) : GÁVEA - EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA ADV.(A/S) : MOZART CAMAPUM BARROSO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456612 Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 11
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 679 . 894", "ARE n 696 . 101 / DF", "ARE 679894 AGR / DF", "ARE 679894 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE n 696 . 101 / DF", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE n 696 . 101 / DF", "ARE 679894 AGR", "ARE n 696 . 101 / DF", "ARE 679894 AGR / DF", "ARE n 696 . 101 / DF", "ARE 679894 AGR / DF", "ARE n 696 . 101 - DF", "ARE 679894 AGR / DF", "ARE n 696 . 101 - DF", "ARE n 696 . 101 / DF", "ARE n 696 . 101 / DF - RG", "ARE 679894 AGR / DF", "AI n 800 . 517 / RS - AgR - ED", "ARE n 696 . 101 / DF", "ARE n 650 . 574 / SP - AgR", "AI n 752 . 804 / SP - ED", "ARE 679894 AGR", "AI n 800 . 517 / RS - AgR - ED", "ARE n 696 . 101 / DF", "ARE n 650 . 574 / SP - AgR", "AI n 752 . 804 / SP - ED", "Recurso Extraordinário 377 . 457", "Recurso Extraordinário 381 . 964", "AI n 636 . 933 / RJ - AgR", "ARE 679894 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 377 . 457", "Recurso Extraordinário 381 . 964", "AI n 636 . 933 / RJ", "ARE 679894 AGR / DF", "ARE n 696 . 101", "ARE 679894 AGR / DF", "ARE n 696 . 101 / DF", "ARE n 725 . 804 / DF", "ARE n 679 . 894 / DF", "ARE n 717 . 201 / DF", "ARE 679894 AGR / DF", "ARE n 725 . 804 / DF", "ARE n 679 . 894 / DF", "ARE n 717 . 201 / DF", "AGRAVO 679 . 894" ], "LEGISLACAO": [ "Artigo 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "art . 324 , § 2 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "artigo 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 324 , § 2 . . . , do RISTF", "ART . 324 , § § 1 . . . E 2 . . . , DO RISTF", "Emendas Regimentais ns 31 / 2009", "47", "/", "2012", "art", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 324 , § 2 . . . , do RISTF", "ART . 324 , § § 1 . . . E 2 . . . , DO RISTF", "Emendas Regimentais ns 31 / 2009", "47", "/", "2012", "art .", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 56 da Lei", "Lei Complementar 70 / 1991", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 56 da Lei 9 . 430 / 1996", "Lei Complementar 70 / 1991", "art . 1 . . . - F da Lei n 9 . 494", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "Emenda 45", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "Emenda 45", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ 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"Distrito Federal", "Fazenda", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "GÁVEA", "-", "EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA", "Distrito Federal", "Fazenda Pública", "Plenário", "Tribunal Pleno", "Plenário deste Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Fazenda Pública", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno do", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", 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Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Fazenda Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Fazenda Pública", "Fazenda Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Fazenda Pública", "Fazenda Pública", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "GÁVEA", "-", "EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "GÁVEA", "-", "EMPRESA DE VIGILÂNCIA E SEGURANÇA LTDA", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA", "JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA", "MOZART CAMAPUM BARROSO", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA", "JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA", "MOZART CAMAPUM BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA", "JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA", "MOZART CAMAPUM BARROSO", "DIAS TOFFOLI", "Sepúlveda Pertence", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "Gilmar Mendes", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "DIAS TOFFOLI", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "DIAS TOFFOLI", "JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA", "JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA", "MOZART CAMAPUM BARROSO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "JOÃO BATISTA CADETE DE SOUZA", "JONAS DUARTE JOSÉ DA SILVA", "MOZART CAMAPUM BARROSO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", 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Ementa e Acórdão 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456420. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 514, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. A Confederação Brasileira de Futebol, na minuta de folha 531 a 535, insiste na configuração de ofensa aos artigos 170 a 173 e 212, § 5º, do Diploma Maior. Sustenta ser associação desportiva sem fins lucrativos, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456421. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 514, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. A Confederação Brasileira de Futebol, na minuta de folha 531 a 535, insiste na configuração de ofensa aos artigos 170 a 173 e 212, § 5º, do Diploma Maior. Sustenta ser associação desportiva sem fins lucrativos, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 607687 AGR / RJ não se enquadrando no conceito de empresa. Requer seja dada a correta interpretação ao aludido vocábulo, visando à declaração de inexistência de relação jurídico-tributária no que diz respeito à contribuição do salário-educação. A União apresentou a contraminuta de folhas 549 e 550, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456421. Supremo Tribunal Federal RE 607687 AGR / RJ não se enquadrando no conceito de empresa. Requer seja dada a correta interpretação ao aludido vocábulo, visando à declaração de inexistência de relação jurídico-tributária no que diz respeito à contribuição do salário-educação. A União apresentou a contraminuta de folhas 549 e 550, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído (folhas 51 e 537), foi protocolada no prazo legal. Conheço. A argumentação da agravante não merece prosperar. Atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (folha 408 a 410): A Confederação Brasileira de Futebol sustenta que, como entidade sem fins lucrativos que é, não se enquadra no conceito de empresa, não sendo, assim, sujeito passivo da obrigação tributária. Não merece prosperar tal alegação. A hipótese de incidência da referida contribuição é a existência de empregados e o pagamento de salários, uma vez que a incidência se dá sobre a folha de pagamento, e não sobre o lucro, renda ou faturamento. Como bem salientou o MM. Juízo a quo, a legislação referente ao salário-educação sempre se referiu à empresa de forma ampla, estando por ela abrangida qualquer instituição pública ou privada, com ou sem fins lucrativos. A questão foi bem analisada na douta sentença proferida, através do histórico do salário-educação (fls. 310-312) e não merece reparos. Já o Decreto 87.043/82 dispunha, em seu artigo 2º, que o sujeito passivo da obrigação em comento eram as empresas comerciais, industriais e agrícolas, especificando em seu parágrafo único, inciso I que estas seriam "para efeitos desta regulamentação, em relação à Previdência Social, Urbana e Rural, respectivamente" "o empregador, como tal definido no artigo 2º da Consolidação das Leis do Trabalho e no artigo 4º Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456422. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído (folhas 51 e 537), foi protocolada no prazo legal. Conheço. A argumentação da agravante não merece prosperar. Atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (folha 408 a 410): A Confederação Brasileira de Futebol sustenta que, como entidade sem fins lucrativos que é, não se enquadra no conceito de empresa, não sendo, assim, sujeito passivo da obrigação tributária. Não merece prosperar tal alegação. A hipótese de incidência da referida contribuição é a existência de empregados e o pagamento de salários, uma vez que a incidência se dá sobre a folha de pagamento, e não sobre o lucro, renda ou faturamento. Como bem salientou o MM. Juízo a quo, a legislação referente ao salário-educação sempre se referiu à empresa de forma ampla, estando por ela abrangida qualquer instituição pública ou privada, com ou sem fins lucrativos. A questão foi bem analisada na douta sentença proferida, através do histórico do salário-educação (fls. 310-312) e não merece reparos. Já o Decreto 87.043/82 dispunha, em seu artigo 2º, que o sujeito passivo da obrigação em comento eram as empresas comerciais, industriais e agrícolas, especificando em seu parágrafo único, inciso I que estas seriam "para efeitos desta regulamentação, em relação à Previdência Social, Urbana e Rural, respectivamente" "o empregador, como tal definido no artigo 2º da Consolidação das Leis do Trabalho e no artigo 4º Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 607687 AGR / RJ Lei nº 3.807, de 26 de agosto de 1960, com redação dada pelo artigo 1º da Lei n° 5.890, de 08 de junho de 1973", sendo que o art. 2º da CLT considerava como equiparado ao empregador "outras instituições sem fins lucrativos que admitirem trabalhadores como empregados". Esse conceito de empresa também está presente na Lei 8.212/91, que dispõe sobre a seguridade social, dispondo em seu art. 15 que "considera-se empresa a firma individual ou sociedade, que assume o risco da atividade econômica, urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta ou funcional". O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456422. Supremo Tribunal Federal RE 607687 AGR / RJ Lei nº 3.807, de 26 de agosto de 1960, com redação dada pelo artigo 1º da Lei n° 5.890, de 08 de junho de 1973", sendo que o art. 2º da CLT considerava como equiparado ao empregador "outras instituições sem fins lucrativos que admitirem trabalhadores como empregados". Esse conceito de empresa também está presente na Lei 8.212/91, que dispõe sobre a seguridade social, dispondo em seu art. 15 que "considera-se empresa a firma individual ou sociedade, que assume o risco da atividade econômica, urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta ou funcional". O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 607687 AGR / RJ sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456422. Supremo Tribunal Federal RE 607687 AGR / RJ sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456601 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456601 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3476926
2013-02-19T00:00:00
2013-03-08T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur225947
Número de páginas: 7. Análise: 01/04/2013, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
607687
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 607687 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL AGDO.(A/S) : FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO - FNDE
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Ementa e Acórdão 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456420. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 514, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. A Confederação Brasileira de Futebol, na minuta de folha 531 a 535, insiste na configuração de ofensa aos artigos 170 a 173 e 212, § 5..., do Diploma Maior. Sustenta ser associação desportiva sem fins lucrativos, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456421. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF ADV.(A/S) :NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – À folha 514, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. O acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. A Confederação Brasileira de Futebol, na minuta de folha 531 a 535, insiste na configuração de ofensa aos artigos 170 a 173 e 212, § 5..., do Diploma Maior. Sustenta ser associação desportiva sem fins lucrativos, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 607687 AGR / RJ não se enquadrando no conceito de empresa. Requer seja dada a correta interpretação ao aludido vocábulo, visando à declaração de inexistência de relação jurídico-tributária no que diz respeito à contribuição do salário-educação. A União apresentou a contraminuta de folhas 549 e 550, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456421. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607687 AGR / RJ não se enquadrando no conceito de empresa. Requer seja dada a correta interpretação ao aludido vocábulo, visando à declaração de inexistência de relação jurídico-tributária no que diz respeito à contribuição do salário-educação. A União apresentou a contraminuta de folhas 549 e 550, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído (folhas 51 e 537), foi protocolada no prazo legal. Conheço. A argumentação da agravante não merece prosperar. Atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região (folha 408 a 410): A Confederação Brasileira de Futebol sustenta que, como entidade sem fins lucrativos que é, não se enquadra no conceito de empresa, não sendo, assim, sujeito passivo da obrigação tributária. Não merece prosperar tal alegação. A hipótese de incidência da referida contribuição é a existência de empregados e o pagamento de salários, uma vez que a incidência se dá sobre a folha de pagamento, e não sobre o lucro, renda ou faturamento. Como bem salientou o MM. Juízo a quo, a legislação referente ao salário-educação sempre se referiu à empresa de forma ampla, estando por ela abrangida qualquer instituição pública ou privada, com ou sem fins lucrativos. A questão foi bem analisada na douta sentença proferida, através do histórico do salário-educação (fls. 310-312) e não merece reparos. Já o Decreto 87.043/82 dispunha, em seu artigo 2..., que o sujeito passivo da obrigação em comento eram as empresas comerciais, industriais e agrícolas, especificando em seu parágrafo único, inciso I que estas seriam "para efeitos desta regulamentação, em relação à Previdência Social, Urbana e Rural, respectivamente" "o empregador, como tal definido no artigo 2... da Consolidação das Leis do Trabalho e no artigo 4... Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456422. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por profissional da advocacia regularmente constituído (folhas 51 e 537), foi protocolada no prazo legal. Conheço. A argumentação da agravante não merece prosperar. Atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região (folha 408 a 410): A Confederação Brasileira de Futebol sustenta que, como entidade sem fins lucrativos que é, não se enquadra no conceito de empresa, não sendo, assim, sujeito passivo da obrigação tributária. Não merece prosperar tal alegação. A hipótese de incidência da referida contribuição é a existência de empregados e o pagamento de salários, uma vez que a incidência se dá sobre a folha de pagamento, e não sobre o lucro, renda ou faturamento. Como bem salientou o MM. Juízo a quo, a legislação referente ao salário-educação sempre se referiu à empresa de forma ampla, estando por ela abrangida qualquer instituição pública ou privada, com ou sem fins lucrativos. A questão foi bem analisada na douta sentença proferida, através do histórico do salário-educação (fls. 310-312) e não merece reparos. Já o Decreto 87.043/82 dispunha, em seu artigo 2..., que o sujeito passivo da obrigação em comento eram as empresas comerciais, industriais e agrícolas, especificando em seu parágrafo único, inciso I que estas seriam "para efeitos desta regulamentação, em relação à Previdência Social, Urbana e Rural, respectivamente" "o empregador, como tal definido no artigo 2... da Consolidação das Leis do Trabalho e no artigo 4... Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 607687 AGR / RJ Lei n 3.807, de 26 de agosto de 1960, com redação dada pelo artigo 1... da Lei n 5.890, de 08 de junho de 1973", sendo que o art. 2... da Consolidação das Leis do Trabalho considerava como equiparado ao empregador "outras instituições sem fins lucrativos que admitirem trabalhadores como empregados". Esse conceito de empresa também está presente na Lei 8.212/91, que dispõe sobre a seguridade social, dispondo em seu art. 15 que "considera-se empresa a firma individual ou sociedade, que assume o risco da atividade econômica, urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta ou funcional". O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456422. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607687 AGR / RJ Lei n 3.807, de 26 de agosto de 1960, com redação dada pelo artigo 1... da Lei n 5.890, de 08 de junho de 1973", sendo que o art. 2... da Consolidação das Leis do Trabalho considerava como equiparado ao empregador "outras instituições sem fins lucrativos que admitirem trabalhadores como empregados". Esse conceito de empresa também está presente na Lei 8.212/91, que dispõe sobre a seguridade social, dispondo em seu art. 15 que "considera-se empresa a firma individual ou sociedade, que assume o risco da atividade econômica, urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e entidades da administração pública direta, indireta ou funcional". O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 607687 AGR / RJ sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456422. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 607687 AGR / RJ sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3456422. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456601 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607.687 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL - CBF ADV.(A/S) : NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456601 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 687", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 687", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 687", "Recurso Extraordinário 607687 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 607687 AGR / RJ", "RECURSO", "Recurso Extraordinário 607687 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 607687 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 607687 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 687", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 607 . 687" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 170 a 173 e 212 , § 5 . . . , do Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 170 a 173 e 212 , § 5 . . . , do Diploma Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 87 . 043 / 82", "artigo 2 . . . da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Decreto 87 . 043 / 82", "artigo 2 . . . da Consolidação das Leis do Trabalho", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 3 . 807", "artigo 1 . . . da Lei n 5 .", "890", "art . 2 . . . da Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei 8 . 212 / 91", "Carta da República", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 3 . 807", "artigo 1 . . . da Lei n 5 . 890", "art . 2 . . . da Consolidação das Leis do Trabalho", "Lei 8 . 212 / 91", "Carta da República", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL", "CBF", "UNIÃO", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL", "CBF", "UNIÃO", "Supremo", "Confederação Brasileira de Futebol", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL", "CBF", "UNIÃO", "FAZENDA", "Supremo", "Confederação Brasileira de Futebol", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . 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Turma", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL", "CBF", "UNIÃO", ".", "Primeira", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "02", "/", "2013", "19 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de agosto de 1960", "08 de junho de 1973", "24", "/", "08", "/", "2001", "26 de agosto de 1960", "08 de junho de 1973", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "2", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "2", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/02/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 102.903 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR IMPTE.(S) :LUIZ FERNANDO MARTINS BONETTE COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RHC Nº 24291 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Paciente denunciado, juntamente com outros 18 corréus, pela prática de crimes contra a ordem tributária, bem como de receptação qualificada e formação de quadrilha (por diversas vezes). 3. Pedido de trancamento da ação penal: a) por inépcia da denúncia, em razão da atipicidade das condutas imputadas, previstas nos arts. 180, § 1º, e 288 do CP; e b) por falta de justa causa, com relação àquelas que configurariam crimes contra a ordem tributária, tendo em vista o não exaurimento da esfera administrativa. Alegação de falta de fundamentação no decisum, por ter-se limitado a reproduzir parecer ministerial. 4. Peça acusatória atende aos requisitos exigidos pela lei processual, trazendo a exposição dos fatos criminosos com todas as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução (art. 41 do CPP) necessárias ao exercício do contraditório e da ampla defesa. 5. Na via estreita do HC, a prova deve ser pré-constituída, razão pela qual mera alegação de que a esfera administrativa não se encontra encerrada, por si só, não é capaz de afastar a justa causa da ação penal. 6. Não carece de fundamentação julgado que emprega em suas razões de decidir o fundamentos do parecer ministerial. 7. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468588. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 102903 / PR Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468588. Supremo Tribunal Federal HC 102903 / PR Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/02/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 102.903 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR IMPTE.(S) :LUIZ FERNANDO MARTINS BONETTE COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RHC Nº 24291 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado por Luiz Fernando Martins Bonette, em favor de Joarez França Costa Júnior, contra decisão monocrática proferida pelo Relator do RHC n. 24.291/PR do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na espécie, o paciente foi denunciado, juntamente com outros 18 corréus, pela prática de crimes contra a ordem tributária, de receptação qualificada e formação de quadrilha (por diversas vezes). A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. A ordem foi denegada, nos termos da ementa transcrita: "HABEAS CORPUS. CRIMES DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA, RECEPTAÇÃO, CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA, DENTRE OUTROS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. 1 - Ausência de justa causa para os crimes contra a ordem tributária. Tese afastada. Não comprovação de pendência na esfera administrativa. 2 - Não aperfeiçoamento da receptação qualificada. Inexistência de conduta penal anterior. Tese rejeitada. Crime autônomo. Desnecessidade de ser conhecido ou punido o autor do crime anterior. Evidências suficientes para se apurar que se trata de coisa originária de crime anterior. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468589. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 102.903 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR IMPTE.(S) :LUIZ FERNANDO MARTINS BONETTE COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RHC Nº 24291 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado por Luiz Fernando Martins Bonette, em favor de Joarez França Costa Júnior, contra decisão monocrática proferida pelo Relator do RHC n. 24.291/PR do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na espécie, o paciente foi denunciado, juntamente com outros 18 corréus, pela prática de crimes contra a ordem tributária, de receptação qualificada e formação de quadrilha (por diversas vezes). A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. A ordem foi denegada, nos termos da ementa transcrita: "HABEAS CORPUS. CRIMES DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA, RECEPTAÇÃO, CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA, DENTRE OUTROS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. 1 - Ausência de justa causa para os crimes contra a ordem tributária. Tese afastada. Não comprovação de pendência na esfera administrativa. 2 - Não aperfeiçoamento da receptação qualificada. Inexistência de conduta penal anterior. Tese rejeitada. Crime autônomo. Desnecessidade de ser conhecido ou punido o autor do crime anterior. Evidências suficientes para se apurar que se trata de coisa originária de crime anterior. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 102903 / PR 3 - Alegação de inépcia da denúncia. Tese refutada. Narração na denúncia de fato típico, antijurídico e culpável. Possibilidade de exercer a ampla defesa. Descrição dos elementos subjetivos do crime de quadrilha. 4 - Ordem denegada. O trancamento de ação penal é medida excepcional, a qual só pode ser reconhecida quando inequívoca a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade ou falta de indícios de autoria ou materialidade". Daí, a interposição de recurso ordinário em habeas corpus no STJ, que restou não conhecido pelo Ministro Og Fernandes. Agora, reitera as alegações suscitadas no TJ/PR e no STJ, requerendo o trancamento da ação penal: a) por inépcia da denúncia, em razão da atipicidade das condutas imputadas ao paciente, previstas nos arts. 180, §1º, e 288 do CP; b) por falta de justa causa com relação àquelas que configurariam crimes contra a ordem tributária, tendo em vista o não exaurimento da esfera administrativa. Alega, ainda, falta de fundamentação no decisum ora impugnado, por ter se limitado a reproduzir o parecer ministerial em suas razões. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do writ; ou, caso conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468589. Supremo Tribunal Federal HC 102903 / PR 3 - Alegação de inépcia da denúncia. Tese refutada. Narração na denúncia de fato típico, antijurídico e culpável. Possibilidade de exercer a ampla defesa. Descrição dos elementos subjetivos do crime de quadrilha. 4 - Ordem denegada. O trancamento de ação penal é medida excepcional, a qual só pode ser reconhecida quando inequívoca a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade ou falta de indícios de autoria ou materialidade". Daí, a interposição de recurso ordinário em habeas corpus no STJ, que restou não conhecido pelo Ministro Og Fernandes. Agora, reitera as alegações suscitadas no TJ/PR e no STJ, requerendo o trancamento da ação penal: a) por inépcia da denúncia, em razão da atipicidade das condutas imputadas ao paciente, previstas nos arts. 180, §1º, e 288 do CP; b) por falta de justa causa com relação àquelas que configurariam crimes contra a ordem tributária, tendo em vista o não exaurimento da esfera administrativa. Alega, ainda, falta de fundamentação no decisum ora impugnado, por ter se limitado a reproduzir o parecer ministerial em suas razões. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do writ; ou, caso conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/02/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 102.903 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Conforme relatado, a defesa pugna pelo trancamento da ação penal: a) por inépcia da denúncia, em razão da atipicidade das condutas imputadas ao paciente, previstas nos arts. 180, §1º, e 288 do CP; b) por falta de justa causa, com relação às condutas que configurariam crimes contra a ordem tributária, tendo em vista o não exaurimento da esfera administrativa. Alega, ainda, falta de fundamentação no decisum ora impugnado, por ter- se limitado a reproduzir parecer ministerial em suas razões. O entendimento desta Corte é no sentido de que o trancamento de ação penal, por falta de justa causa, é medida excepcional, especialmente na via estreita do habeas corpus. Assim, se não se comprovar, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, ou a ausência de indícios de autoria e materialidade, é indispensável a continuidade da persecução criminal. Precedentes: HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJ 5.9.2008; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, unânime, DJ 26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Carlos Britto, 1ª Turma, maioria, DJ 1º.7.2009; e HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime, DJ 18.9.2009. Soma-se, ainda, o fato de esta Corte entender não ser possível o trancamento de ação penal instaurada na origem quando a denúncia narra, de modo adequado, fatos que, ao menos em tese, qualificar-se-iam como típicos e que permitiriam o exercício da ampla defesa: (cf.: RHC 86.534/MG, rel. Min. Eros Grau, 1ª Turma, unânime, DJ 25.11.2005; HC 89.965/RJ de minha relatoria, 2ª Turma, unânime, DJ 9.3.2007; HC 87.324/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, maioria, DJ 18.5.2007; HC 91.005/DF, rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, unânime, DJ 1º.6.2007; e RHC 85.530/PA, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime, DJ 8.6.2007). Feitas essas ponderações, verifico que a peça inicial acusatória, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 102.903 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Conforme relatado, a defesa pugna pelo trancamento da ação penal: a) por inépcia da denúncia, em razão da atipicidade das condutas imputadas ao paciente, previstas nos arts. 180, §1º, e 288 do CP; b) por falta de justa causa, com relação às condutas que configurariam crimes contra a ordem tributária, tendo em vista o não exaurimento da esfera administrativa. Alega, ainda, falta de fundamentação no decisum ora impugnado, por ter- se limitado a reproduzir parecer ministerial em suas razões. O entendimento desta Corte é no sentido de que o trancamento de ação penal, por falta de justa causa, é medida excepcional, especialmente na via estreita do habeas corpus. Assim, se não se comprovar, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, ou a ausência de indícios de autoria e materialidade, é indispensável a continuidade da persecução criminal. Precedentes: HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJ 5.9.2008; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, unânime, DJ 26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Carlos Britto, 1ª Turma, maioria, DJ 1º.7.2009; e HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime, DJ 18.9.2009. Soma-se, ainda, o fato de esta Corte entender não ser possível o trancamento de ação penal instaurada na origem quando a denúncia narra, de modo adequado, fatos que, ao menos em tese, qualificar-se-iam como típicos e que permitiriam o exercício da ampla defesa: (cf.: RHC 86.534/MG, rel. Min. Eros Grau, 1ª Turma, unânime, DJ 25.11.2005; HC 89.965/RJ de minha relatoria, 2ª Turma, unânime, DJ 9.3.2007; HC 87.324/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, maioria, DJ 18.5.2007; HC 91.005/DF, rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, unânime, DJ 1º.6.2007; e RHC 85.530/PA, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime, DJ 8.6.2007). Feitas essas ponderações, verifico que a peça inicial acusatória, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 102903 / PR subdividida em 21 narrativas delituosas, está devidamente alinhada a esses requisitos jurisprudenciais e aos previstos no art. 41 do CPP. Inicialmente, no que se refere à configuração da autoria atribuída ao ora paciente, transcrevo excerto da denúncia: “[...] foram instituídas mais duas pessoas jurídicas denominadas ‘A Cordeiro Faria e Cia Ltda’, onde são sócios os denunciados MARCOS BATISTA SILVA E ALTAIR CORDEIRO FARIA e ‘Joarez França Costa Júnior & Cia Ltda’, da qual são sócios os denunciados JOAREZ FRANÇA COSTA e seu filho JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR (anexo 01), registrando-se como principal atividade da primeira o comércio varejista de peças e acessórios para veículos e da segunda, ficticiamente, serviços de locação e arrendamento de veículos, para mascarar atividade voltada ao comércio de peças usadas de veículos de origem ilícita (receptação de veículos furtados, roubados e com sinais de identificação adulterados). […] Nesse sentido, JOAREZ FRANÇA COSTA, […], JOAREZ FRNÇA COSA JÚNIOR, […], todos na qualidade de sócios das empresas, associaram-se dolosamente em quadrilha para a prática de crimes em geral, notadamente crimes de receptação de peças e veículos furtados, roubados e com sinais identificadores adulterados, de forma estável e permanente por anos a fio, sempre sob as ordens do primeiro denunciado JOAREZ FRANÇA COSTA. […]”. (Grifei). Assim, demonstra-se ter sido por intermédio da empresa “Joarez França Costa Júnior & Cia. Ltda.” – do qual o paciente é sócio – que se realizavam as diversas condutas criminosas atribuídas ao paciente. Ademais, os requisitos mínimos de materialidade dos crimes 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Supremo Tribunal Federal HC 102903 / PR subdividida em 21 narrativas delituosas, está devidamente alinhada a esses requisitos jurisprudenciais e aos previstos no art. 41 do CPP. Inicialmente, no que se refere à configuração da autoria atribuída ao ora paciente, transcrevo excerto da denúncia: “[...] foram instituídas mais duas pessoas jurídicas denominadas ‘A Cordeiro Faria e Cia Ltda’, onde são sócios os denunciados MARCOS BATISTA SILVA E ALTAIR CORDEIRO FARIA e ‘Joarez França Costa Júnior & Cia Ltda’, da qual são sócios os denunciados JOAREZ FRANÇA COSTA e seu filho JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR (anexo 01), registrando-se como principal atividade da primeira o comércio varejista de peças e acessórios para veículos e da segunda, ficticiamente, serviços de locação e arrendamento de veículos, para mascarar atividade voltada ao comércio de peças usadas de veículos de origem ilícita (receptação de veículos furtados, roubados e com sinais de identificação adulterados). […] Nesse sentido, JOAREZ FRANÇA COSTA, […], JOAREZ FRNÇA COSA JÚNIOR, […], todos na qualidade de sócios das empresas, associaram-se dolosamente em quadrilha para a prática de crimes em geral, notadamente crimes de receptação de peças e veículos furtados, roubados e com sinais identificadores adulterados, de forma estável e permanente por anos a fio, sempre sob as ordens do primeiro denunciado JOAREZ FRANÇA COSTA. […]”. (Grifei). Assim, demonstra-se ter sido por intermédio da empresa “Joarez França Costa Júnior & Cia. Ltda.” – do qual o paciente é sócio – que se realizavam as diversas condutas criminosas atribuídas ao paciente. Ademais, os requisitos mínimos de materialidade dos crimes 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 102903 / PR mostram-se patentes nos elementos de prova colhidos pelas autoridades policiais, consubstanciados na apreensão de diversos equipamentos e componentes de veículos automotores adulterados, além de diversos outros documentos administrativos e de ordem fiscal, bem como quebra de sigilo telefônico. Provas colhidas em estrito cumprimento à ordem emanada pelo Juízo Criminal competente, sem nenhum vício aparente de legalidade. Ainda, no que se refere ao preenchimento dos requisitos para início da persecução penal, o Parquet coaduna idêntico entendimento: “[...] as condutas atribuídas ao paciente são tipicas (arts. 180, 1§, e 288 do CP e art. 1º incisos II, III, IV, V e VII, da Lei nº 8.137/90) e a peça acusatória atende aos requisitos exigidos pela lei processual, trazendo a exposição dos fatos criminosos com todas as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução (art. 41 CPP) necessárias ao exercício do contraditório e da ampla defesa”. Não merece prosperar, também, a alegação de desrespeito à Súmula Vinculante n. 24 (Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei n. 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo). É que as condutas supostamente perpetradas pelos investigados remontam a complexa e diversificada atividade delinquente com intuito, entre outros, de promover a venda de mercadorias e produtos de origem criminosa, ocultando-se a movimentação nos livros de contabilidade dessas mercadorias e, consequentemente, infringindo normas tributárias essenciais para aferição e cobrança de tributos. O que, por si só, inviabiliza o procedimento administrativo com vistas ao lançamento definitivo do tributo. Nesse sentido e em caso similar, imperativas as considerações do Min. Marco Aurélio no julgamento do HC 96.324/SP (Primeira Turma, maioria, DJe 17.8.2011): 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Supremo Tribunal Federal HC 102903 / PR mostram-se patentes nos elementos de prova colhidos pelas autoridades policiais, consubstanciados na apreensão de diversos equipamentos e componentes de veículos automotores adulterados, além de diversos outros documentos administrativos e de ordem fiscal, bem como quebra de sigilo telefônico. Provas colhidas em estrito cumprimento à ordem emanada pelo Juízo Criminal competente, sem nenhum vício aparente de legalidade. Ainda, no que se refere ao preenchimento dos requisitos para início da persecução penal, o Parquet coaduna idêntico entendimento: “[...] as condutas atribuídas ao paciente são tipicas (arts. 180, 1§, e 288 do CP e art. 1º incisos II, III, IV, V e VII, da Lei nº 8.137/90) e a peça acusatória atende aos requisitos exigidos pela lei processual, trazendo a exposição dos fatos criminosos com todas as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução (art. 41 CPP) necessárias ao exercício do contraditório e da ampla defesa”. Não merece prosperar, também, a alegação de desrespeito à Súmula Vinculante n. 24 (Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1º, incisos I a IV, da Lei n. 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo). É que as condutas supostamente perpetradas pelos investigados remontam a complexa e diversificada atividade delinquente com intuito, entre outros, de promover a venda de mercadorias e produtos de origem criminosa, ocultando-se a movimentação nos livros de contabilidade dessas mercadorias e, consequentemente, infringindo normas tributárias essenciais para aferição e cobrança de tributos. O que, por si só, inviabiliza o procedimento administrativo com vistas ao lançamento definitivo do tributo. Nesse sentido e em caso similar, imperativas as considerações do Min. Marco Aurélio no julgamento do HC 96.324/SP (Primeira Turma, maioria, DJe 17.8.2011): 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 102903 / PR “Tanto a suspensão de ação penal quanto o trancamento surgem com excepcionalidade maior. Conforme consignei ao indeferir a medida acauteladora, a denúncia não está a inviabilizar a defesa. Mais do que isso, versa não a simples sonegação de tributos, mas a existência de organização, em diversos patamares, visando à prática de delitos, entre os quais os de sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e capitais, corrupção ativa e passiva, com frustração de direitos trabalhistas. Daí não se poder considerar impróprio o curso da ação penal, não cabendo, no caso, exigir o término de possível processo administrativo fiscal. Indefiro a ordem”. (Grifei). Ademais, assiste razão ao Relator do RHC no STJ ao afirmar que “o recorrente não trouxe aos autos prova inequívoca, comprovando que não se esgotou a instância administrativa, requisito necessário à persecução dos crimes contra a ordem tributária”. Agora, nesta Corte, a defesa reitera a insuficiência probatória na formação dos autos, o que inviabiliza a real aferição da situação em que se encontram os tributos supostamente devidos pelo paciente na esfera administrativa. Por último, pacífica é a jurisprudência deste Tribunal no sentido de não considerar carente de fundamentação julgado que emprega em razões de decidir a mesma fundamentação presente em parecer ministerial. Confira-se o seguinte julgado: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO NOS ACÓRDÃOS PROFERIDOS NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO DA DEFESA E DA IMPETRAÇÃO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPROCEDÊNCIA. 1. É 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Supremo Tribunal Federal HC 102903 / PR “Tanto a suspensão de ação penal quanto o trancamento surgem com excepcionalidade maior. Conforme consignei ao indeferir a medida acauteladora, a denúncia não está a inviabilizar a defesa. Mais do que isso, versa não a simples sonegação de tributos, mas a existência de organização, em diversos patamares, visando à prática de delitos, entre os quais os de sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e capitais, corrupção ativa e passiva, com frustração de direitos trabalhistas. Daí não se poder considerar impróprio o curso da ação penal, não cabendo, no caso, exigir o término de possível processo administrativo fiscal. Indefiro a ordem”. (Grifei). Ademais, assiste razão ao Relator do RHC no STJ ao afirmar que “o recorrente não trouxe aos autos prova inequívoca, comprovando que não se esgotou a instância administrativa, requisito necessário à persecução dos crimes contra a ordem tributária”. Agora, nesta Corte, a defesa reitera a insuficiência probatória na formação dos autos, o que inviabiliza a real aferição da situação em que se encontram os tributos supostamente devidos pelo paciente na esfera administrativa. Por último, pacífica é a jurisprudência deste Tribunal no sentido de não considerar carente de fundamentação julgado que emprega em razões de decidir a mesma fundamentação presente em parecer ministerial. Confira-se o seguinte julgado: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO NOS ACÓRDÃOS PROFERIDOS NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO DA DEFESA E DA IMPETRAÇÃO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPROCEDÊNCIA. 1. É 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 102903 / PR firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que não é carecedor de fundamentação julgado que se vale do parecer do Ministério Público e da sentença condenatória como razões de decidir. Precedentes. 2. Acórdãos proferidos no julgamento da apelação da defesa e do habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça devidamente fundamentados. Ausência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 3. Ordem denegada. (HC 101911, relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, por unanimidade, DJe 4.6.2010). Desse modo, não vislumbro flagrante ilegalidade na decisão proferida pelo Relator do RHC n. 24.291/PR no STJ. Ante o exposto, denego a ordem. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Supremo Tribunal Federal HC 102903 / PR firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que não é carecedor de fundamentação julgado que se vale do parecer do Ministério Público e da sentença condenatória como razões de decidir. Precedentes. 2. Acórdãos proferidos no julgamento da apelação da defesa e do habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça devidamente fundamentados. Ausência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 3. Ordem denegada. (HC 101911, relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, por unanimidade, DJe 4.6.2010). Desse modo, não vislumbro flagrante ilegalidade na decisão proferida pelo Relator do RHC n. 24.291/PR no STJ. Ante o exposto, denego a ordem. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 102.903 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR IMPTE.(S) : LUIZ FERNANDO MARTINS BONETTE COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RHC Nº 24291 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, indeferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451663 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 102.903 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR IMPTE.(S) : LUIZ FERNANDO MARTINS BONETTE COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RHC Nº 24291 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, indeferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451663 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3477037
2013-02-19T00:00:00
2013-03-08T00:00:00
A Turma, por votação unânime, indeferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Paciente denunciado, juntamente com outros 18 corréus, pela prática de crimes contra a ordem tributária, bem como de receptação qualificada e formação de quadrilha (por diversas vezes). 3. Pedido de trancamento da ação penal: a) por inépcia da denúncia, em razão da atipicidade das condutas imputadas, previstas nos arts. 180, § 1º, e 288 do CP; e b) por falta de justa causa, com relação àquelas que configurariam crimes contra a ordem tributária, tendo em vista o não exaurimento da esfera administrativa. Alegação de falta de fundamentação no decisum, por ter-se limitado a reproduzir parecer ministerial. 4. Peça acusatória atende aos requisitos exigidos pela lei processual, trazendo a exposição dos fatos criminosos com todas as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução (art. 41 do CPP) necessárias ao exercício do contraditório e da ampla defesa. 5. Na via estreita do HC, a prova deve ser pré-constituída, razão pela qual mera alegação de que a esfera administrativa não se encontra encerrada, por si só, não é capaz de afastar a justa causa da ação penal. 6. Não carece de fundamentação julgado que emprega em suas razões de decidir o fundamentos do parecer ministerial. 7. Ordem denegada.
sjur225935
- Acórdão(s) citado(s): (TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL, JUSTA CAUSA) HC 93224 (2ªT), HC 91603 (2ªT), HC 98631 (1ªT), RHC 86534 (1ªT), HC 89965 (2ªT), HC 87324 (1ªT), HC 91005 (1ªT), HC 95761 (2ªT), HC 85530 (2ªT). (CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA, LANÇAMENTO) HC 96324 (1ªT). (MOTIVAÇÃO PER RELATIONEM) HC 101911 (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 02/04/2013, SEV. Revisão: 24/05/2013, IMC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
102903
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00180 PAR-00001 ART-00288 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00041 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n", "LEG-FED SUV-000024 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 102903
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PACTE.(S) : JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR IMPTE.(S) : LUIZ FERNANDO MARTINS BONETTE COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RHC Nº 24291 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 19/02/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 102.903 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR IMPTE.(S) :LUIZ FERNANDO MARTINS BONETTE COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RHC n 24291 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Paciente denunciado, juntamente com outros 18 corréus, pela prática de crimes contra a ordem tributária, bem como de receptação qualificada e formação de quadrilha (por diversas vezes). 3. Pedido de trancamento da ação penal: a) por inépcia da denúncia, em razão da atipicidade das condutas imputadas, previstas nos arts. 180, § 1..., e 288 do Código Penal Brasileiro; e b) por falta de justa causa, com relação àquelas que configurariam crimes contra a ordem tributária, tendo em vista o não exaurimento da esfera administrativa. Alegação de falta de fundamentação no decisum, por ter-se limitado a reproduzir parecer ministerial. 4. Peça acusatória atende aos requisitos exigidos pela lei processual, trazendo a exposição dos fatos criminosos com todas as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução (art. 41 do CPP) necessárias ao exercício do contraditório e da ampla defesa. 5. Na via estreita do HC, a prova deve ser pré-constituída, razão pela qual mera alegação de que a esfera administrativa não se encontra encerrada, por si só, não é capaz de afastar a justa causa da ação penal. 6. Não carece de fundamentação julgado que emprega em suas razões de decidir o fundamentos do parecer ministerial. 7. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468588. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 102903 / PR Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468588. Supremo Tribunal Federal HC 102903 / PR Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, indeferir o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468588. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/02/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 102.903 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR IMPTE.(S) :LUIZ FERNANDO MARTINS BONETTE COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RHC n 24291 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado por Luiz Fernando Martins Bonette, em favor de Joarez França Costa Júnior, contra decisão monocrática proferida pelo Relator do RHC n. 24.291/PR do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça). Na espécie, o paciente foi denunciado, juntamente com outros 18 corréus, pela prática de crimes contra a ordem tributária, de receptação qualificada e formação de quadrilha (por diversas vezes). A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. A ordem foi denegada, nos termos da ementa transcrita: "HABEAS CORPUS. CRIMES DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA, RECEPTAÇÃO, CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA, DENTRE OUTROS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. 1 - Ausência de justa causa para os crimes contra a ordem tributária. Tese afastada. Não comprovação de pendência na esfera administrativa. 2 - Não aperfeiçoamento da receptação qualificada. Inexistência de conduta penal anterior. Tese rejeitada. Crime autônomo. Desnecessidade de ser conhecido ou punido o autor do crime anterior. Evidências suficientes para se apurar que se trata de coisa originária de crime anterior. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468589. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 102.903 PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR IMPTE.(S) :LUIZ FERNANDO MARTINS BONETTE COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RHC n 24291 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de liminar, impetrado por Luiz Fernando Martins Bonette, em favor de Joarez França Costa Júnior, contra decisão monocrática proferida pelo Relator do RHC n. 24.291/PR do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça). Na espécie, o paciente foi denunciado, juntamente com outros 18 corréus, pela prática de crimes contra a ordem tributária, de receptação qualificada e formação de quadrilha (por diversas vezes). A defesa, então, impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. A ordem foi denegada, nos termos da ementa transcrita: "HABEAS CORPUS. CRIMES DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA, RECEPTAÇÃO, CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA, DENTRE OUTROS. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. 1 - Ausência de justa causa para os crimes contra a ordem tributária. Tese afastada. Não comprovação de pendência na esfera administrativa. 2 - Não aperfeiçoamento da receptação qualificada. Inexistência de conduta penal anterior. Tese rejeitada. Crime autônomo. Desnecessidade de ser conhecido ou punido o autor do crime anterior. Evidências suficientes para se apurar que se trata de coisa originária de crime anterior. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 102903 / PR 3 - Alegação de inépcia da denúncia. Tese refutada. Narração na denúncia de fato típico, antijurídico e culpável. Possibilidade de exercer a ampla defesa. Descrição dos elementos subjetivos do crime de quadrilha. 4 - Ordem denegada. O trancamento de ação penal é medida excepcional, a qual só pode ser reconhecida quando inequívoca a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade ou falta de indícios de autoria ou materialidade". Daí, a interposição de recurso ordinário em habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que restou não conhecido pelo Ministro Og Fernandes. Agora, reitera as alegações suscitadas no TJ/PR e no Superior Tribunal de Justiça, requerendo o trancamento da ação penal: a) por inépcia da denúncia, em razão da atipicidade das condutas imputadas ao paciente, previstas nos arts. 180, §1..., e 288 do Código Penal Brasileiro; b) por falta de justa causa com relação àquelas que configurariam crimes contra a ordem tributária, tendo em vista o não exaurimento da esfera administrativa. Alega, ainda, falta de fundamentação no decisum ora impugnado, por ter se limitado a reproduzir o parecer ministerial em suas razões. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do writ; ou, caso conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468589. Supremo Tribunal Federal HC 102903 / PR 3 - Alegação de inépcia da denúncia. Tese refutada. Narração na denúncia de fato típico, antijurídico e culpável. Possibilidade de exercer a ampla defesa. Descrição dos elementos subjetivos do crime de quadrilha. 4 - Ordem denegada. O trancamento de ação penal é medida excepcional, a qual só pode ser reconhecida quando inequívoca a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade ou falta de indícios de autoria ou materialidade". Daí, a interposição de recurso ordinário em habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, que restou não conhecido pelo Ministro Og Fernandes. Agora, reitera as alegações suscitadas no TJ/PR e no Superior Tribunal de Justiça, requerendo o trancamento da ação penal: a) por inépcia da denúncia, em razão da atipicidade das condutas imputadas ao paciente, previstas nos arts. 180, §1..., e 288 do Código Penal Brasileiro; b) por falta de justa causa com relação àquelas que configurariam crimes contra a ordem tributária, tendo em vista o não exaurimento da esfera administrativa. Alega, ainda, falta de fundamentação no decisum ora impugnado, por ter se limitado a reproduzir o parecer ministerial em suas razões. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do writ; ou, caso conhecido, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468589. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/02/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 102.903 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Conforme relatado, a defesa pugna pelo trancamento da ação penal: a) por inépcia da denúncia, em razão da atipicidade das condutas imputadas ao paciente, previstas nos arts. 180, §1..., e 288 do Código Penal Brasileiro; b) por falta de justa causa, com relação às condutas que configurariam crimes contra a ordem tributária, tendo em vista o não exaurimento da esfera administrativa. Alega, ainda, falta de fundamentação no decisum ora impugnado, por ter- se limitado a reproduzir parecer ministerial em suas razões. O entendimento desta Corte é no sentido de que o trancamento de ação penal, por falta de justa causa, é medida excepcional, especialmente na via estreita do habeas corpus. Assim, se não se comprovar, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, ou a ausência de indícios de autoria e materialidade, é indispensável a continuidade da persecução criminal. Precedentes: HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJ 5.9.2008; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, unânime, DJ 26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Carlos Britto, 1... Turma, maioria, DJ 1....7.2009; e HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime, DJ 18.9.2009. Soma-se, ainda, o fato de esta Corte entender não ser possível o trancamento de ação penal instaurada na origem quando a denúncia narra, de modo adequado, fatos que, ao menos em tese, qualificar-se-iam como típicos e que permitiriam o exercício da ampla defesa: (cf.: RHC 86.534/MG, rel. Min. Eros Grau, 1... Turma, unânime, DJ 25.11.2005; HC 89.965/RJ de minha relatoria, 2... Turma, unânime, DJ 9.3.2007; HC 87.324/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, maioria, DJ 18.5.2007; HC 91.005/DF, rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, unânime, DJ 1....6.2007; e RHC 85.530/PA, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime, DJ 8.6.2007). Feitas essas ponderações, verifico que a peça inicial acusatória, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 102.903 PARANÁ V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Conforme relatado, a defesa pugna pelo trancamento da ação penal: a) por inépcia da denúncia, em razão da atipicidade das condutas imputadas ao paciente, previstas nos arts. 180, §1..., e 288 do Código Penal Brasileiro; b) por falta de justa causa, com relação às condutas que configurariam crimes contra a ordem tributária, tendo em vista o não exaurimento da esfera administrativa. Alega, ainda, falta de fundamentação no decisum ora impugnado, por ter- se limitado a reproduzir parecer ministerial em suas razões. O entendimento desta Corte é no sentido de que o trancamento de ação penal, por falta de justa causa, é medida excepcional, especialmente na via estreita do habeas corpus. Assim, se não se comprovar, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, ou a ausência de indícios de autoria e materialidade, é indispensável a continuidade da persecução criminal. Precedentes: HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJ 5.9.2008; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, unânime, DJ 26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Carlos Britto, 1... Turma, maioria, DJ 1....7.2009; e HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime, DJ 18.9.2009. Soma-se, ainda, o fato de esta Corte entender não ser possível o trancamento de ação penal instaurada na origem quando a denúncia narra, de modo adequado, fatos que, ao menos em tese, qualificar-se-iam como típicos e que permitiriam o exercício da ampla defesa: (cf.: RHC 86.534/MG, rel. Min. Eros Grau, 1... Turma, unânime, DJ 25.11.2005; HC 89.965/RJ de minha relatoria, 2... Turma, unânime, DJ 9.3.2007; HC 87.324/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, maioria, DJ 18.5.2007; HC 91.005/DF, rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, unânime, DJ 1....6.2007; e RHC 85.530/PA, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime, DJ 8.6.2007). Feitas essas ponderações, verifico que a peça inicial acusatória, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 102903 / PR subdividida em 21 narrativas delituosas, está devidamente alinhada a esses requisitos jurisprudenciais e aos previstos no art. 41 do CPP. Inicialmente, no que se refere à configuração da autoria atribuída ao ora paciente, transcrevo excerto da denúncia: “[...] foram instituídas mais duas pessoas jurídicas denominadas ‘A Cordeiro Faria e Cia Ltda’, onde são sócios os denunciados MARCOS BATISTA SILVA E ALTAIR CORDEIRO FARIA e ‘Joarez França Costa Júnior & Cia Ltda’, da qual são sócios os denunciados JOAREZ FRANÇA COSTA e seu filho JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR (anexo 01), registrando-se como principal atividade da primeira o comércio varejista de peças e acessórios para veículos e da segunda, ficticiamente, serviços de locação e arrendamento de veículos, para mascarar atividade voltada ao comércio de peças usadas de veículos de origem ilícita (receptação de veículos furtados, roubados e com sinais de identificação adulterados). […] Nesse sentido, JOAREZ FRANÇA COSTA, […], JOAREZ FRNÇA COSA JÚNIOR, […], todos na qualidade de sócios das empresas, associaram-se dolosamente em quadrilha para a prática de crimes em geral, notadamente crimes de receptação de peças e veículos furtados, roubados e com sinais identificadores adulterados, de forma estável e permanente por anos a fio, sempre sob as ordens do primeiro denunciado JOAREZ FRANÇA COSTA. […]”. (Grifei). Assim, demonstra-se ter sido por intermédio da empresa “Joarez França Costa Júnior & Cia. Ltda.” – do qual o paciente é sócio – que se realizavam as diversas condutas criminosas atribuídas ao paciente. Ademais, os requisitos mínimos de materialidade dos crimes 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Supremo Tribunal Federal HC 102903 / PR subdividida em 21 narrativas delituosas, está devidamente alinhada a esses requisitos jurisprudenciais e aos previstos no art. 41 do CPP. Inicialmente, no que se refere à configuração da autoria atribuída ao ora paciente, transcrevo excerto da denúncia: “[...] foram instituídas mais duas pessoas jurídicas denominadas ‘A Cordeiro Faria e Cia Ltda’, onde são sócios os denunciados MARCOS BATISTA SILVA E ALTAIR CORDEIRO FARIA e ‘Joarez França Costa Júnior & Cia Ltda’, da qual são sócios os denunciados JOAREZ FRANÇA COSTA e seu filho JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR (anexo 01), registrando-se como principal atividade da primeira o comércio varejista de peças e acessórios para veículos e da segunda, ficticiamente, serviços de locação e arrendamento de veículos, para mascarar atividade voltada ao comércio de peças usadas de veículos de origem ilícita (receptação de veículos furtados, roubados e com sinais de identificação adulterados). […] Nesse sentido, JOAREZ FRANÇA COSTA, […], JOAREZ FRNÇA COSA JÚNIOR, […], todos na qualidade de sócios das empresas, associaram-se dolosamente em quadrilha para a prática de crimes em geral, notadamente crimes de receptação de peças e veículos furtados, roubados e com sinais identificadores adulterados, de forma estável e permanente por anos a fio, sempre sob as ordens do primeiro denunciado JOAREZ FRANÇA COSTA. […]”. (Grifei). Assim, demonstra-se ter sido por intermédio da empresa “Joarez França Costa Júnior & Cia. Ltda.” – do qual o paciente é sócio – que se realizavam as diversas condutas criminosas atribuídas ao paciente. Ademais, os requisitos mínimos de materialidade dos crimes 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 102903 / PR mostram-se patentes nos elementos de prova colhidos pelas autoridades policiais, consubstanciados na apreensão de diversos equipamentos e componentes de veículos automotores adulterados, além de diversos outros documentos administrativos e de ordem fiscal, bem como quebra de sigilo telefônico. Provas colhidas em estrito cumprimento à ordem emanada pelo Juízo Criminal competente, sem nenhum vício aparente de legalidade. Ainda, no que se refere ao preenchimento dos requisitos para início da persecução penal, o Parquet coaduna idêntico entendimento: “[...] as condutas atribuídas ao paciente são tipicas (arts. 180, 1§, e 288 do Código Penal Brasileiro e art. 1... incisos II, III, IV, V e VII, da Lei n 8.137/90) e a peça acusatória atende aos requisitos exigidos pela lei processual, trazendo a exposição dos fatos criminosos com todas as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução (art. 41 CPP) necessárias ao exercício do contraditório e da ampla defesa”. Não merece prosperar, também, a alegação de desrespeito à Súmula Vinculante n. 24 (Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1..., incisos I a IV, da Lei n. 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo). É que as condutas supostamente perpetradas pelos investigados remontam a complexa e diversificada atividade delinquente com intuito, entre outros, de promover a venda de mercadorias e produtos de origem criminosa, ocultando-se a movimentação nos livros de contabilidade dessas mercadorias e, consequentemente, infringindo normas tributárias essenciais para aferição e cobrança de tributos. O que, por si só, inviabiliza o procedimento administrativo com vistas ao lançamento definitivo do tributo. Nesse sentido e em caso similar, imperativas as considerações do Min. Marco Aurélio no julgamento do HC 96.324/SP (Primeira Turma, maioria, DJe 17.8.2011): 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Supremo Tribunal Federal HC 102903 / PR mostram-se patentes nos elementos de prova colhidos pelas autoridades policiais, consubstanciados na apreensão de diversos equipamentos e componentes de veículos automotores adulterados, além de diversos outros documentos administrativos e de ordem fiscal, bem como quebra de sigilo telefônico. Provas colhidas em estrito cumprimento à ordem emanada pelo Juízo Criminal competente, sem nenhum vício aparente de legalidade. Ainda, no que se refere ao preenchimento dos requisitos para início da persecução penal, o Parquet coaduna idêntico entendimento: “[...] as condutas atribuídas ao paciente são tipicas (arts. 180, 1§, e 288 do Código Penal Brasileiro e art. 1... incisos II, III, IV, V e VII, da Lei n 8.137/90) e a peça acusatória atende aos requisitos exigidos pela lei processual, trazendo a exposição dos fatos criminosos com todas as circunstâncias de tempo, lugar e modo de execução (art. 41 CPP) necessárias ao exercício do contraditório e da ampla defesa”. Não merece prosperar, também, a alegação de desrespeito à Súmula Vinculante n. 24 (Não se tipifica crime material contra a ordem tributária, previsto no art. 1..., incisos I a IV, da Lei n. 8.137/90, antes do lançamento definitivo do tributo). É que as condutas supostamente perpetradas pelos investigados remontam a complexa e diversificada atividade delinquente com intuito, entre outros, de promover a venda de mercadorias e produtos de origem criminosa, ocultando-se a movimentação nos livros de contabilidade dessas mercadorias e, consequentemente, infringindo normas tributárias essenciais para aferição e cobrança de tributos. O que, por si só, inviabiliza o procedimento administrativo com vistas ao lançamento definitivo do tributo. Nesse sentido e em caso similar, imperativas as considerações do Min. Marco Aurélio no julgamento do HC 96.324/SP (Primeira Turma, maioria, DJe 17.8.2011): 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 102903 / PR “Tanto a suspensão de ação penal quanto o trancamento surgem com excepcionalidade maior. Conforme consignei ao indeferir a medida acauteladora, a denúncia não está a inviabilizar a defesa. Mais do que isso, versa não a simples sonegação de tributos, mas a existência de organização, em diversos patamares, visando à prática de delitos, entre os quais os de sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e capitais, corrupção ativa e passiva, com frustração de direitos trabalhistas. Daí não se poder considerar impróprio o curso da ação penal, não cabendo, no caso, exigir o término de possível processo administrativo fiscal. Indefiro a ordem”. (Grifei). Ademais, assiste razão ao Relator do RHC no Superior Tribunal de Justiça ao afirmar que “o recorrente não trouxe aos autos prova inequívoca, comprovando que não se esgotou a instância administrativa, requisito necessário à persecução dos crimes contra a ordem tributária”. Agora, nesta Corte, a defesa reitera a insuficiência probatória na formação dos autos, o que inviabiliza a real aferição da situação em que se encontram os tributos supostamente devidos pelo paciente na esfera administrativa. Por último, pacífica é a jurisprudência deste Tribunal no sentido de não considerar carente de fundamentação julgado que emprega em razões de decidir a mesma fundamentação presente em parecer ministerial. Confira-se o seguinte julgado: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO NOS ACÓRDÃOS PROFERIDOS NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO DA DEFESA E DA IMPETRAÇÃO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPROCEDÊNCIA. 1. É 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Supremo Tribunal Federal HC 102903 / PR “Tanto a suspensão de ação penal quanto o trancamento surgem com excepcionalidade maior. Conforme consignei ao indeferir a medida acauteladora, a denúncia não está a inviabilizar a defesa. Mais do que isso, versa não a simples sonegação de tributos, mas a existência de organização, em diversos patamares, visando à prática de delitos, entre os quais os de sonegação fiscal, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, ocultação de bens e capitais, corrupção ativa e passiva, com frustração de direitos trabalhistas. Daí não se poder considerar impróprio o curso da ação penal, não cabendo, no caso, exigir o término de possível processo administrativo fiscal. Indefiro a ordem”. (Grifei). Ademais, assiste razão ao Relator do RHC no Superior Tribunal de Justiça ao afirmar que “o recorrente não trouxe aos autos prova inequívoca, comprovando que não se esgotou a instância administrativa, requisito necessário à persecução dos crimes contra a ordem tributária”. Agora, nesta Corte, a defesa reitera a insuficiência probatória na formação dos autos, o que inviabiliza a real aferição da situação em que se encontram os tributos supostamente devidos pelo paciente na esfera administrativa. Por último, pacífica é a jurisprudência deste Tribunal no sentido de não considerar carente de fundamentação julgado que emprega em razões de decidir a mesma fundamentação presente em parecer ministerial. Confira-se o seguinte julgado: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. CRIME DE TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. ALEGAÇÃO DE AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO NOS ACÓRDÃOS PROFERIDOS NO JULGAMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO DA DEFESA E DA IMPETRAÇÃO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. IMPROCEDÊNCIA. 1. É 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 102903 / PR firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que não é carecedor de fundamentação julgado que se vale do parecer do Ministério Público e da sentença condenatória como razões de decidir. Precedentes. 2. Acórdãos proferidos no julgamento da apelação da defesa e do habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça devidamente fundamentados. Ausência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 3. Ordem denegada. (HC 101911, relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, por unanimidade, DJe 4.6.2010). Desse modo, não vislumbro flagrante ilegalidade na decisão proferida pelo Relator do RHC n. 24.291/PR no Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, denego a ordem. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Supremo Tribunal Federal HC 102903 / PR firme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido de que não é carecedor de fundamentação julgado que se vale do parecer do Ministério Público e da sentença condenatória como razões de decidir. Precedentes. 2. Acórdãos proferidos no julgamento da apelação da defesa e do habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça devidamente fundamentados. Ausência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 3. Ordem denegada. (HC 101911, relatora Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma, por unanimidade, DJe 4.6.2010). Desse modo, não vislumbro flagrante ilegalidade na decisão proferida pelo Relator do RHC n. 24.291/PR no Superior Tribunal de Justiça. Ante o exposto, denego a ordem. É como voto. 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 102.903 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR IMPTE.(S) : LUIZ FERNANDO MARTINS BONETTE COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RHC n 24291 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, indeferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451663 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 102.903 PROCED. : PARANÁ RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JOAREZ FRANÇA COSTA JÚNIOR IMPTE.(S) : LUIZ FERNANDO MARTINS BONETTE COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RHC n 24291 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, indeferiu o pedido de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451663 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 102 . 903", "RHC n 24291 DO", "HC 102903 / PR", "HC 102903 / PR", "HABEAS CORPUS 102 . 903", "RHC n 24291", "RHC n . 24 . 291 / PR", "HABEAS CORPUS 102 . 903", "RHC n 24291 DO SUPERIOR", "RHC n . 24 . 291 / PR", "HC 102903 / PR", "HC 102903 / PR", "HABEAS CORPUS 102 . 903", "HC 93 . 224 / SP", "HC 91 . 603 / DF", "HC 98 . 631 / BA", "HC 95 . 761 / PE", "RHC 86 . 534 / MG", "HC 89 . 965 / RJ", "HC 87 . 324 / SP", "HC 91 . 005 / DF", "RHC 85 . 530 / PA", "HABEAS CORPUS 102 . 903", "HC 93 . 224 / SP", "HC 91 . 603 / DF", "HC 98 . 631 / BA", "HC 95 . 761 / PE", "RHC 86 . 534 / MG", "HC 89 . 965 / RJ", "HC 87 . 324 / SP", "HC 91 . 005 / DF", "RHC 85 . 530 / PA", "HC 102903 / PR", "HC 102903 / PR", "HC 102903 / PR", "Súmula Vinculante n . 24", "HC 96 . 324 / SP", "HC 102903 / PR", "HC 96 . 324 / SP", "HC 102903 / PR", "HC 102903 / PR", "HC 102903 / PR", "HC 101911", "RHC n . 24 . 291 / PR", "HC 102903 / PR", "HC 101911", "RHC n . 24 . 291 / PR", "HABEAS CORPUS 102 . 903", "RHC n 24291", "HABEAS CORPUS 102 . 903", "RHC n 24291" ], "LEGISLACAO": [ "arts . 180 , § 1 . . . , e 288 do Código Penal Brasileiro", "art . 41 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 180 , § 1 . . . , e 288 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 180 , § 1 . . . , e 288 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 180 , § 1 . . . , e 288 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 180 , § 1 . . . , e 288 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 41 do CPP", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 180 , 1 § , e 288 do Código Penal Brasileiro", "art . 1 . . . incisos II , III , IV , V e VII , da Lei n 8 . 137 / 90", "art . 41 CPP", "art . 1 . . . , incisos I a IV , da Lei n . 8 . 137 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 180 , 1 § , e 288 do Código Penal Brasileiro", "art . 1 . . . incisos II , III , IV , V e VII , da Lei n 8 . 137 / 90", "art . 41 CPP", "art . 1 . . . , incisos I a IV , da Lei n . 8 . 137 / 90", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . 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Ementa e Acórdão 19/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :CHAFIK SIMÃO JUNIOR ADV.(A/S) :JOAQUIM QUIRINO MENDES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA SOLIDÁRIA. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Ministro Ricardo Lewandowski. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446738. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 19/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :CHAFIK SIMÃO JUNIOR ADV.(A/S) :JOAQUIM QUIRINO MENDES R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 26 de novembro de 2012, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama contra julgado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o qual manteve sentença que julgara parcialmente procedente ação civil pública e condenara o Ibama e o Estado do Paraná a “delimitar área total de reserva legal e de preservação permanente em propriedade rural de terceiro, assim como fiscalizar o cumprimento das medidas determinadas no feito” (fl. 344). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. O presente recurso está parcialmente prejudicado, por perda superveniente de objeto. 4. Ao julgar o Recurso Especial n. 1.087.370 (trânsito em julgado em 23.3.2012 – fl. 620), o Superior Tribunal de Justiça decidiu que ‘o IBAMA não poderia ser condenado a delimitar a área total de reserva legal e a área de preservação permanente da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446739. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :CHAFIK SIMÃO JUNIOR ADV.(A/S) :JOAQUIM QUIRINO MENDES R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 26 de novembro de 2012, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama contra julgado do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, o qual manteve sentença que julgara parcialmente procedente ação civil pública e condenara o Ibama e o Estado do Paraná a “delimitar área total de reserva legal e de preservação permanente em propriedade rural de terceiro, assim como fiscalizar o cumprimento das medidas determinadas no feito” (fl. 344). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. O presente recurso está parcialmente prejudicado, por perda superveniente de objeto. 4. Ao julgar o Recurso Especial n. 1.087.370 (trânsito em julgado em 23.3.2012 – fl. 620), o Superior Tribunal de Justiça decidiu que ‘o IBAMA não poderia ser condenado a delimitar a área total de reserva legal e a área de preservação permanente da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RE 679676 AGR / PR propriedade em questão, por constituir incumbência do proprietário ou possuidor’(fl. 497). Assim, satisfeita a pretensão do Recorrente, o recurso extraordinário perdeu, no ponto, o objeto (RE 429.799-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ 26.8.2005; e RE 252.245, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 6.9.2001). 5. Quanto ao mais, razão jurídica não assiste ao Recorrente. 6. O Tribunal de origem solucionou a questão relativa ao dever de fiscalização atribuído ao Ibama com base na interpretação e na aplicação do Código Florestal e das Leis n. 6.938/1981 e 7.735/1989, insuscetíveis de revisão em recurso extraordinário: (…) 7. Ademais, o art. 20 da Constituição da República não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: (…) 8. Nada há, pois, a prover quantos às alegações do Recorrente. 9. Pelo exposto, julgo prejudicado o presente recurso extraordinário quanto à pretensão satisfeita pelo provimento do recurso especial, por perda superveniente de objeto (art. 21, inc. IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), e a ele nego seguimento quanto à parte remanescente (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 625-628). 2. Intimado dessa decisão em 7.12.2012 (fl. 629), interpõe o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, ora Agravante, em 19.12.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 633-640). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446739. Supremo Tribunal Federal RE 679676 AGR / PR propriedade em questão, por constituir incumbência do proprietário ou possuidor’(fl. 497). Assim, satisfeita a pretensão do Recorrente, o recurso extraordinário perdeu, no ponto, o objeto (RE 429.799-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ 26.8.2005; e RE 252.245, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 6.9.2001). 5. Quanto ao mais, razão jurídica não assiste ao Recorrente. 6. O Tribunal de origem solucionou a questão relativa ao dever de fiscalização atribuído ao Ibama com base na interpretação e na aplicação do Código Florestal e das Leis n. 6.938/1981 e 7.735/1989, insuscetíveis de revisão em recurso extraordinário: (…) 7. Ademais, o art. 20 da Constituição da República não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: (…) 8. Nada há, pois, a prover quantos às alegações do Recorrente. 9. Pelo exposto, julgo prejudicado o presente recurso extraordinário quanto à pretensão satisfeita pelo provimento do recurso especial, por perda superveniente de objeto (art. 21, inc. IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), e a ele nego seguimento quanto à parte remanescente (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 625-628). 2. Intimado dessa decisão em 7.12.2012 (fl. 629), interpõe o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, ora Agravante, em 19.12.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 633-640). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 679676 AGR / PR 3. Alega o Agravante que “a r. decisão agravada não analisou a alegação de ofensa ao art. 37, § 6º, da Constituição” (fl. 637). Sustenta que, “quanto à alegada ausência de prequestionamento do disposto no art. 20 da Constituição, merece ressaltar que o Ibama opôs embargos declaratórios buscando prequestionar a matéria constitucional” (fl. 638). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446739. Supremo Tribunal Federal RE 679676 AGR / PR 3. Alega o Agravante que “a r. decisão agravada não analisou a alegação de ofensa ao art. 37, § 6º, da Constituição” (fl. 637). Sustenta que, “quanto à alegada ausência de prequestionamento do disposto no art. 20 da Constituição, merece ressaltar que o Ibama opôs embargos declaratórios buscando prequestionar a matéria constitucional” (fl. 638). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu: “AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO AMBIENTAL. LEGITIMIDADE PASSIVA. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. IBAMA. DELIMITAÇÃO DE ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE LOCALIZADA EM PROPRIEDADE RURAL. RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA. FISCALIZAÇÃO. (…) O Estado do Paraná é parte legítima a compor a lide. A criação de autarquia com incumbência específica de fiscalizar e preservar o meio ambiente não exclui a responsabilidade solidária dos entes políticos. Como se extrai do artigo 225, § 1º, da Constituição Federal, ‘compete ao Poder Público’ a preservação do meio ambiente. Vale dizer que a Carta Política não fez qualquer individualização a quais entes políticos tal incumbência seria imputada. Por sua vez, o artigo 23, incisos III, VI e VII, da CF dispõe expressamente que cabe à União, Estados, Distrito Federal e Municípios a proteção do meio ambiente. Trata-se de competência material, de modo que de qualquer dos entes políticos pode se exigir atos de execução. Incumbia ao IBAMA a fiscalização das áreas degradadas, bem como a delimitação das áreas de reserva florestal. Contudo, conforme anotou o Ministério Público, absteve-se de comparecer às propriedades dos Réus para delimitar a área de 20% a ser destinada para reserva legal, bem como abstendo-se de exigir as averbações da área citada junto ao Cartório de Registro de Imóveis. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região decidiu: “AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO AMBIENTAL. LEGITIMIDADE PASSIVA. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. IBAMA. DELIMITAÇÃO DE ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE LOCALIZADA EM PROPRIEDADE RURAL. RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA. FISCALIZAÇÃO. (…) O Estado do Paraná é parte legítima a compor a lide. A criação de autarquia com incumbência específica de fiscalizar e preservar o meio ambiente não exclui a responsabilidade solidária dos entes políticos. Como se extrai do artigo 225, § 1º, da Constituição Federal, ‘compete ao Poder Público’ a preservação do meio ambiente. Vale dizer que a Carta Política não fez qualquer individualização a quais entes políticos tal incumbência seria imputada. Por sua vez, o artigo 23, incisos III, VI e VII, da CF dispõe expressamente que cabe à União, Estados, Distrito Federal e Municípios a proteção do meio ambiente. Trata-se de competência material, de modo que de qualquer dos entes políticos pode se exigir atos de execução. Incumbia ao IBAMA a fiscalização das áreas degradadas, bem como a delimitação das áreas de reserva florestal. Contudo, conforme anotou o Ministério Público, absteve-se de comparecer às propriedades dos Réus para delimitar a área de 20% a ser destinada para reserva legal, bem como abstendo-se de exigir as averbações da área citada junto ao Cartório de Registro de Imóveis. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 679676 AGR / PR Como se depreende do art. 23, VI, da Constituição Federal, compete aos Municípios, Estados, Distrito Federal e União a proteção ao meio ambiente. Ademais, o Código Florestal (Lei n. 4.771/65) prevê em seu artigo 22 que a União fiscalizará a aplicação das normas nele previstas, devendo valer-se do órgão executivo específico. Pela análise do art. 3º do Decreto n. 99.274/90, verifica-se que na estrutura do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, o IBAMA figura como órgão executor, sendo responsável pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. Além do mais, nos termos do art. 6º, IV, da Lei n.º 6.938/81, tratando-se de floresta de preservação permanente ou área a ser reflorestada para este fim, compete ao IBAMA a sua preservação e fiscalização. Por fim, conforme reza o art. 2º da Lei n.º 7.735/89, o IBAMA tem por finalidade a execução da Política Nacional do Meio Ambiente e da preservação, conservação e uso racional, fiscalização, controle e fomento dos recursos naturais” (fls. 341-341 v., grifos nossos). O Ibama interpôs simultaneamente recursos extraordinário e especial. Ao julgar o Recurso Especial n. 1.087.370 (trânsito em julgado em 23.3.2012, fl. 620), o Superior Tribunal de Justiça decidiu que “o Ibama não poderia ser condenado a delimitar a área total de reserva legal e a área de preservação permanente da propriedade em questão, por constituir incumbência do proprietário ou possuidor (fl. 497). Nesse ponto, satisfeita a pretensão do Ibama, o recurso extraordinário perdeu o objeto (RE 429.799-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ 26.8.2005; e RE 252.245, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 6.9.2001). 3. Quanto às demais insurgências, como afirmado na decisão agravada, o exame da alegada contrariedade aos dispositivos constitucionais mencionados no recurso extraordinário (arts. 20 e 37, § 6º) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Supremo Tribunal Federal RE 679676 AGR / PR Como se depreende do art. 23, VI, da Constituição Federal, compete aos Municípios, Estados, Distrito Federal e União a proteção ao meio ambiente. Ademais, o Código Florestal (Lei n. 4.771/65) prevê em seu artigo 22 que a União fiscalizará a aplicação das normas nele previstas, devendo valer-se do órgão executivo específico. Pela análise do art. 3º do Decreto n. 99.274/90, verifica-se que na estrutura do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, o IBAMA figura como órgão executor, sendo responsável pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. Além do mais, nos termos do art. 6º, IV, da Lei n.º 6.938/81, tratando-se de floresta de preservação permanente ou área a ser reflorestada para este fim, compete ao IBAMA a sua preservação e fiscalização. Por fim, conforme reza o art. 2º da Lei n.º 7.735/89, o IBAMA tem por finalidade a execução da Política Nacional do Meio Ambiente e da preservação, conservação e uso racional, fiscalização, controle e fomento dos recursos naturais” (fls. 341-341 v., grifos nossos). O Ibama interpôs simultaneamente recursos extraordinário e especial. Ao julgar o Recurso Especial n. 1.087.370 (trânsito em julgado em 23.3.2012, fl. 620), o Superior Tribunal de Justiça decidiu que “o Ibama não poderia ser condenado a delimitar a área total de reserva legal e a área de preservação permanente da propriedade em questão, por constituir incumbência do proprietário ou possuidor (fl. 497). Nesse ponto, satisfeita a pretensão do Ibama, o recurso extraordinário perdeu o objeto (RE 429.799-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ 26.8.2005; e RE 252.245, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 6.9.2001). 3. Quanto às demais insurgências, como afirmado na decisão agravada, o exame da alegada contrariedade aos dispositivos constitucionais mencionados no recurso extraordinário (arts. 20 e 37, § 6º) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 679676 AGR / PR demandaria análise prévia das normas ambientais aplicáveis à espécie (Código Florestal e Leis n. 6.938/1981 e 7.735/1989). Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO AMBIENTAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 783.538-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 28.3.2012). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. RESTRIÇÃO AO DIREITO DE PROPRIEDADE. SERRA DO MAR. INDENIZAÇÃO. LEGITIMIDADE. 1. A propriedade particular situada nas florestas e matas mencionadas no artigo 225, § 4º, da Constituição Federal permanece como bem privado, devendo o Estado em que essa estiver localizada responder pela restrição que a ela impuser, visto que a expressão patrimônio nacional contida na norma constitucional não as converteu em bens públicos da União. Precedente. 2. Ilegitimidade do Estado de São Paulo para figurar no polo passivo da ação indenizatória. Improcedência. Pretensão de rediscutir a matéria a partir das disposições da legislação federal - Código Florestal - para afastar a responsabilidade do ente estatal e legitimar passivamente a União Federal. Impossibilidade” (RE 259.267-AgR-ED, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 18.3.2003, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. AMBIENTAL. LEI 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Supremo Tribunal Federal RE 679676 AGR / PR demandaria análise prévia das normas ambientais aplicáveis à espécie (Código Florestal e Leis n. 6.938/1981 e 7.735/1989). Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO AMBIENTAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 783.538-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 28.3.2012). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. RESTRIÇÃO AO DIREITO DE PROPRIEDADE. SERRA DO MAR. INDENIZAÇÃO. LEGITIMIDADE. 1. A propriedade particular situada nas florestas e matas mencionadas no artigo 225, § 4º, da Constituição Federal permanece como bem privado, devendo o Estado em que essa estiver localizada responder pela restrição que a ela impuser, visto que a expressão patrimônio nacional contida na norma constitucional não as converteu em bens públicos da União. Precedente. 2. Ilegitimidade do Estado de São Paulo para figurar no polo passivo da ação indenizatória. Improcedência. Pretensão de rediscutir a matéria a partir das disposições da legislação federal - Código Florestal - para afastar a responsabilidade do ente estatal e legitimar passivamente a União Federal. Impossibilidade” (RE 259.267-AgR-ED, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 18.3.2003, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. AMBIENTAL. LEI 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA RE 679676 AGR / PR 6.938/1981 , LEI ESTADUAL 1.356/1988 E RESOLUÇÃO DO CONAMA 1/86. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA . NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. IMPOSSIBILIDADE DE LEI ESTADUAL DISPENSAR ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTAL. AGRAVO IMPROVIDO” (RE 650.909- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.5.2012, grifos nossos) 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Supremo Tribunal Federal RE 679676 AGR / PR 6.938/1981 , LEI ESTADUAL 1.356/1988 E RESOLUÇÃO DO CONAMA 1/86. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA . NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. IMPOSSIBILIDADE DE LEI ESTADUAL DISPENSAR ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTAL. AGRAVO IMPROVIDO” (RE 650.909- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.5.2012, grifos nossos) 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : CHAFIK SIMÃO JUNIOR ADV.(A/S) : JOAQUIM QUIRINO MENDES Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451737 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : CHAFIK SIMÃO JUNIOR ADV.(A/S) : JOAQUIM QUIRINO MENDES Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451737 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3461900
2013-02-19T00:00:00
2013-03-05T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA SOLIDÁRIA. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur225587
- Acórdão (s) citado (s): (RESPONSABILIDADE CIVIL, DANO AMBIENTAL, MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL) AI 783538 AgR (1ªT), RE 259267 AgR-ED (2ªT), RE 650909 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 18/03/2013, BMB.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
679676
[ "LEG-FED LEI-004771 ANO-1965\r\n CFL-1965 CÓDIGO FLORESTAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-006938 ANO-1981\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-007735 ANO-1989\r\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR
acordaos
RE 679676 AgR
[ "" ]
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL AGTE.(S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA ADV.(A/S) : JOAQUIM QUIRINO MENDES INTDO.(A/S) : CHAFIK SIMÃO JUNIOR
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :CHAFIK SIMÃO JUNIOR ADV.(A/S) :JOAQUIM QUIRINO MENDES EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO AMBIENTAL. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA SOLIDÁRIA. ANÁLISE DE NORMAS INFRACONSTITUCIONAIS. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Ministro Ricardo Lewandowski. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446738. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 19/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :CHAFIK SIMÃO JUNIOR ADV.(A/S) :JOAQUIM QUIRINO MENDES R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 26 de novembro de 2012, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama contra julgado do Tribunal Regional Federal da 4... Região, o qual manteve sentença que julgara parcialmente procedente ação civil pública e condenara o Ibama e o Estado do Paraná a “delimitar área total de reserva legal e de preservação permanente em propriedade rural de terceiro, assim como fiscalizar o cumprimento das medidas determinadas no feito” (fl. 344). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. O presente recurso está parcialmente prejudicado, por perda superveniente de objeto. 4. Ao julgar o Recurso Especial n. 1.087.370 (trânsito em julgado em 23.3.2012 – fl. 620), o Superior Tribunal de Justiça decidiu que ‘o IBAMA não poderia ser condenado a delimitar a área total de reserva legal e a área de preservação permanente da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446739. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) :ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) :CHAFIK SIMÃO JUNIOR ADV.(A/S) :JOAQUIM QUIRINO MENDES R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 26 de novembro de 2012, neguei seguimento ao recurso extraordinário interposto pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama contra julgado do Tribunal Regional Federal da 4... Região, o qual manteve sentença que julgara parcialmente procedente ação civil pública e condenara o Ibama e o Estado do Paraná a “delimitar área total de reserva legal e de preservação permanente em propriedade rural de terceiro, assim como fiscalizar o cumprimento das medidas determinadas no feito” (fl. 344). A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “3. O presente recurso está parcialmente prejudicado, por perda superveniente de objeto. 4. Ao julgar o Recurso Especial n. 1.087.370 (trânsito em julgado em 23.3.2012 – fl. 620), o Superior Tribunal de Justiça decidiu que ‘o IBAMA não poderia ser condenado a delimitar a área total de reserva legal e a área de preservação permanente da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR propriedade em questão, por constituir incumbência do proprietário ou possuidor’(fl. 497). Assim, satisfeita a pretensão do Recorrente, o recurso extraordinário perdeu, no ponto, o objeto (Recurso Extraordinário 429.799-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ 26.8.2005; e Recurso Extraordinário 252.245, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 6.9.2001). 5. Quanto ao mais, razão jurídica não assiste ao Recorrente. 6. O Tribunal de origem solucionou a questão relativa ao dever de fiscalização atribuído ao Ibama com base na interpretação e na aplicação do Código Florestal e das Leis n. 6.938/1981 e 7.735/1989, insuscetíveis de revisão em recurso extraordinário: (…) 7. Ademais, o art. 20 da Constituição da República não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: (…) 8. Nada há, pois, a prover quantos às alegações do Recorrente. 9. Pelo exposto, julgo prejudicado o presente recurso extraordinário quanto à pretensão satisfeita pelo provimento do recurso especial, por perda superveniente de objeto (art. 21, inc. IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), e a ele nego seguimento quanto à parte remanescente (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 625-628). 2. Intimado dessa decisão em 7.12.2012 (fl. 629), interpõe o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, ora Agravante, em 19.12.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 633-640). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446739. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR propriedade em questão, por constituir incumbência do proprietário ou possuidor’(fl. 497). Assim, satisfeita a pretensão do Recorrente, o recurso extraordinário perdeu, no ponto, o objeto (Recurso Extraordinário 429.799-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ 26.8.2005; e Recurso Extraordinário 252.245, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 6.9.2001). 5. Quanto ao mais, razão jurídica não assiste ao Recorrente. 6. O Tribunal de origem solucionou a questão relativa ao dever de fiscalização atribuído ao Ibama com base na interpretação e na aplicação do Código Florestal e das Leis n. 6.938/1981 e 7.735/1989, insuscetíveis de revisão em recurso extraordinário: (…) 7. Ademais, o art. 20 da Constituição da República não foi objeto de debate e decisão prévios no Tribunal de origem, tampouco foram opostos embargos de declaração com a finalidade de comprovar ter havido, no momento processual próprio, o prequestionamento. Incidem na espécie vertente as Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal: (…) 8. Nada há, pois, a prover quantos às alegações do Recorrente. 9. Pelo exposto, julgo prejudicado o presente recurso extraordinário quanto à pretensão satisfeita pelo provimento do recurso especial, por perda superveniente de objeto (art. 21, inc. IX, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal), e a ele nego seguimento quanto à parte remanescente (art. 557, caput, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)” (fls. 625-628). 2. Intimado dessa decisão em 7.12.2012 (fl. 629), interpõe o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis - Ibama, ora Agravante, em 19.12.2012, tempestivamente, agravo regimental (fls. 633-640). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR 3. Alega o Agravante que “a r. decisão agravada não analisou a alegação de ofensa ao art. 37, § 6..., da Constituição” (fl. 637). Sustenta que, “quanto à alegada ausência de prequestionamento do disposto no art. 20 da Constituição, merece ressaltar que o Ibama opôs embargos declaratórios buscando prequestionar a matéria constitucional” (fl. 638). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446739. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR 3. Alega o Agravante que “a r. decisão agravada não analisou a alegação de ofensa ao art. 37, § 6..., da Constituição” (fl. 637). Sustenta que, “quanto à alegada ausência de prequestionamento do disposto no art. 20 da Constituição, merece ressaltar que o Ibama opôs embargos declaratórios buscando prequestionar a matéria constitucional” (fl. 638). Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446739. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 19/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal Regional Federal da 4... Região decidiu: “AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO AMBIENTAL. LEGITIMIDADE PASSIVA. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. IBAMA. DELIMITAÇÃO DE ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE LOCALIZADA EM PROPRIEDADE RURAL. RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA. FISCALIZAÇÃO. (…) O Estado do Paraná é parte legítima a compor a lide. A criação de autarquia com incumbência específica de fiscalizar e preservar o meio ambiente não exclui a responsabilidade solidária dos entes políticos. Como se extrai do artigo 225, § 1..., da Constituição Federal, ‘compete ao Poder Público’ a preservação do meio ambiente. Vale dizer que a Carta Política não fez qualquer individualização a quais entes políticos tal incumbência seria imputada. Por sua vez, o artigo 23, incisos III, VI e VII, da Constituição Federal de 1988 dispõe expressamente que cabe à União, Estados, Distrito Federal e Municípios a proteção do meio ambiente. Trata-se de competência material, de modo que de qualquer dos entes políticos pode se exigir atos de execução. Incumbia ao IBAMA a fiscalização das áreas degradadas, bem como a delimitação das áreas de reserva florestal. Contudo, conforme anotou o Ministério Público, absteve-se de comparecer às propriedades dos Réus para delimitar a área de 20% a ser destinada para reserva legal, bem como abstendo-se de exigir as averbações da área citada junto ao Cartório de Registro de Imóveis. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste ao Agravante. 2. Na espécie vertente, o Tribunal Regional Federal da 4... Região decidiu: “AÇÃO CIVIL PÚBLICA. DANO AMBIENTAL. LEGITIMIDADE PASSIVA. RESPONSABILIDADE CIVIL DO ESTADO. IBAMA. DELIMITAÇÃO DE ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE LOCALIZADA EM PROPRIEDADE RURAL. RECUPERAÇÃO DE ÁREA DEGRADADA. FISCALIZAÇÃO. (…) O Estado do Paraná é parte legítima a compor a lide. A criação de autarquia com incumbência específica de fiscalizar e preservar o meio ambiente não exclui a responsabilidade solidária dos entes políticos. Como se extrai do artigo 225, § 1..., da Constituição Federal, ‘compete ao Poder Público’ a preservação do meio ambiente. Vale dizer que a Carta Política não fez qualquer individualização a quais entes políticos tal incumbência seria imputada. Por sua vez, o artigo 23, incisos III, VI e VII, da Constituição Federal de 1988 dispõe expressamente que cabe à União, Estados, Distrito Federal e Municípios a proteção do meio ambiente. Trata-se de competência material, de modo que de qualquer dos entes políticos pode se exigir atos de execução. Incumbia ao IBAMA a fiscalização das áreas degradadas, bem como a delimitação das áreas de reserva florestal. Contudo, conforme anotou o Ministério Público, absteve-se de comparecer às propriedades dos Réus para delimitar a área de 20% a ser destinada para reserva legal, bem como abstendo-se de exigir as averbações da área citada junto ao Cartório de Registro de Imóveis. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR Como se depreende do art. 23, VI, da Constituição Federal, compete aos Municípios, Estados, Distrito Federal e União a proteção ao meio ambiente. Ademais, o Código Florestal (Lei n. 4.771/65) prevê em seu artigo 22 que a União fiscalizará a aplicação das normas nele previstas, devendo valer-se do órgão executivo específico. Pela análise do art. 3... do Decreto n. 99.274/90, verifica-se que na estrutura do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, o IBAMA figura como órgão executor, sendo responsável pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. Além do mais, nos termos do art. 6..., IV, da Lei n. 6.938/81, tratando-se de floresta de preservação permanente ou área a ser reflorestada para este fim, compete ao IBAMA a sua preservação e fiscalização. Por fim, conforme reza o art. 2... da Lei n. 7.735/89, o IBAMA tem por finalidade a execução da Política Nacional do Meio Ambiente e da preservação, conservação e uso racional, fiscalização, controle e fomento dos recursos naturais” (fls. 341-341 v., grifos nossos). O Ibama interpôs simultaneamente recursos extraordinário e especial. Ao julgar o Recurso Especial n. 1.087.370 (trânsito em julgado em 23.3.2012, fl. 620), o Superior Tribunal de Justiça decidiu que “o Ibama não poderia ser condenado a delimitar a área total de reserva legal e a área de preservação permanente da propriedade em questão, por constituir incumbência do proprietário ou possuidor (fl. 497). Nesse ponto, satisfeita a pretensão do Ibama, o recurso extraordinário perdeu o objeto (Recurso Extraordinário 429.799-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ 26.8.2005; e Recurso Extraordinário 252.245, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 6.9.2001). 3. Quanto às demais insurgências, como afirmado na decisão agravada, o exame da alegada contrariedade aos dispositivos constitucionais mencionados no recurso extraordinário (arts. 20 e 37, § 6...) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR Como se depreende do art. 23, VI, da Constituição Federal, compete aos Municípios, Estados, Distrito Federal e União a proteção ao meio ambiente. Ademais, o Código Florestal (Lei n. 4.771/65) prevê em seu artigo 22 que a União fiscalizará a aplicação das normas nele previstas, devendo valer-se do órgão executivo específico. Pela análise do art. 3... do Decreto n. 99.274/90, verifica-se que na estrutura do Sistema Nacional do Meio Ambiente - SISNAMA, o IBAMA figura como órgão executor, sendo responsável pela proteção e melhoria da qualidade ambiental. Além do mais, nos termos do art. 6..., IV, da Lei n. 6.938/81, tratando-se de floresta de preservação permanente ou área a ser reflorestada para este fim, compete ao IBAMA a sua preservação e fiscalização. Por fim, conforme reza o art. 2... da Lei n. 7.735/89, o IBAMA tem por finalidade a execução da Política Nacional do Meio Ambiente e da preservação, conservação e uso racional, fiscalização, controle e fomento dos recursos naturais” (fls. 341-341 v., grifos nossos). O Ibama interpôs simultaneamente recursos extraordinário e especial. Ao julgar o Recurso Especial n. 1.087.370 (trânsito em julgado em 23.3.2012, fl. 620), o Superior Tribunal de Justiça decidiu que “o Ibama não poderia ser condenado a delimitar a área total de reserva legal e a área de preservação permanente da propriedade em questão, por constituir incumbência do proprietário ou possuidor (fl. 497). Nesse ponto, satisfeita a pretensão do Ibama, o recurso extraordinário perdeu o objeto (Recurso Extraordinário 429.799-AgR, Rel. Min. Marco Aurélio, Primeira Turma, DJ 26.8.2005; e Recurso Extraordinário 252.245, Rel. Min. Carlos Velloso, Segunda Turma, DJ 6.9.2001). 3. Quanto às demais insurgências, como afirmado na decisão agravada, o exame da alegada contrariedade aos dispositivos constitucionais mencionados no recurso extraordinário (arts. 20 e 37, § 6...) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR demandaria análise prévia das normas ambientais aplicáveis à espécie (Código Florestal e Leis n. 6.938/1981 e 7.735/1989). Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO AMBIENTAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 783.538-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 28.3.2012). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. RESTRIÇÃO AO DIREITO DE PROPRIEDADE. SERRA DO MAR. INDENIZAÇÃO. LEGITIMIDADE. 1. A propriedade particular situada nas florestas e matas mencionadas no artigo 225, § 4..., da Constituição Federal permanece como bem privado, devendo o Estado em que essa estiver localizada responder pela restrição que a ela impuser, visto que a expressão patrimônio nacional contida na norma constitucional não as converteu em bens públicos da União. Precedente. 2. Ilegitimidade do Estado de São Paulo para figurar no polo passivo da ação indenizatória. Improcedência. Pretensão de rediscutir a matéria a partir das disposições da legislação federal - Código Florestal - para afastar a responsabilidade do ente estatal e legitimar passivamente a União Federal. Impossibilidade” (Recurso Extraordinário 259.267-AgR-ED, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 18.3.2003, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. AMBIENTAL. LEI 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR demandaria análise prévia das normas ambientais aplicáveis à espécie (Código Florestal e Leis n. 6.938/1981 e 7.735/1989). Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Confiram-se os seguintes julgados: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANO AMBIENTAL. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 783.538-AgR, de minha relatoria, Primeira Turma, DJe 28.3.2012). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. RESTRIÇÃO AO DIREITO DE PROPRIEDADE. SERRA DO MAR. INDENIZAÇÃO. LEGITIMIDADE. 1. A propriedade particular situada nas florestas e matas mencionadas no artigo 225, § 4..., da Constituição Federal permanece como bem privado, devendo o Estado em que essa estiver localizada responder pela restrição que a ela impuser, visto que a expressão patrimônio nacional contida na norma constitucional não as converteu em bens públicos da União. Precedente. 2. Ilegitimidade do Estado de São Paulo para figurar no polo passivo da ação indenizatória. Improcedência. Pretensão de rediscutir a matéria a partir das disposições da legislação federal - Código Florestal - para afastar a responsabilidade do ente estatal e legitimar passivamente a União Federal. Impossibilidade” (Recurso Extraordinário 259.267-AgR-ED, Rel. Min. Maurício Corrêa, Segunda Turma, DJ 18.3.2003, grifos nossos). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL. AMBIENTAL. LEI 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR 6.938/1981 , LEI ESTADUAL 1.356/1988 E RESOLUÇÃO DO CONAMA 1/86. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA . NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. IMPOSSIBILIDADE DE LEI ESTADUAL DISPENSAR ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTAL. AGRAVO IMPROVIDO” (Recurso Extraordinário 650.909- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.5.2012, grifos nossos) 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR 6.938/1981 , LEI ESTADUAL 1.356/1988 E RESOLUÇÃO DO CONAMA 1/86. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA . NECESSIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. IMPOSSIBILIDADE DE LEI ESTADUAL DISPENSAR ESTUDO PRÉVIO DE IMPACTO AMBIENTAL. AGRAVO IMPROVIDO” (Recurso Extraordinário 650.909- AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, DJe 3.5.2012, grifos nossos) 4. Os argumentos do Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 5. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3446740. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : CHAFIK SIMÃO JUNIOR ADV.(A/S) : JOAQUIM QUIRINO MENDES Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451737 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679.676 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS - IBAMA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA INTDO.(A/S) : ESTADO DO PARANÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO PARANÁ INTDO.(A/S) : CHAFIK SIMÃO JUNIOR ADV.(A/S) : JOAQUIM QUIRINO MENDES Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto da Relatora. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451737 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679 . 676", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679 . 676", "Recurso Especial n . 1 . 087 . 370", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679 . 676", "Recurso Especial n . 1 . 087 . 370", "Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 429 . 799 - AgR", "Recurso Extraordinário 252 . 245", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 429 . 799 - AgR", "Recurso Extraordinário 252 . 245", "Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 679676 AGR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679 . 676", "Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR", "Recurso Especial n . 1 . 087 . 370", "Recurso Extraordinário 429 . 799 - AgR", "Recurso Extraordinário 252 . 245", "Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR", "Recurso Extraordinário 429 . 799 - AgR", "Recurso Extraordinário 252 . 245", "Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR", "SÚMULA N . 279", "AI 783 . 538 - AgR", "Recurso Extraordinário 259 . 267 - AgR - ED", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 783 . 538 - AgR", "Recurso Extraordinário 259 . 267 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR 6 . 938 / 1981", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 650 . 909 - AgR", "Recurso Extraordinário 679676 AGR / PR 6 . 938 / 1981", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 650 . 909 - AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 679 . 676" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Florestal", "Leis n . 6 . 938 / 1981", "7", ".", "735", "/", "1989", "art . 20 da Constituição da República", "art . 21 , inc . IX , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 21 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Florestal", "Leis n . 6 . 938 / 1981", "7", ".", "735", "/", "1989", "art . 20 da Constituição da República", "art . 21 , inc . IX , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "art . 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição", "art . 20 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição", "art . 20 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 225 , § 1 . . . , da Constituição Federal", "Carta Política", "artigo 23 , incisos III , VI e VII , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 225 , § 1 . . . , da Constituição Federal", "Carta Política", "artigo 23 , incisos III , VI e VII , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 , VI , da Constituição Federal", "Código Florestal", "Lei n . 4 . 771 / 65", "art . 3 . . . do", "Decreto n . 99 . 274 / 90", "art . 6 . . . , IV , da Lei n . 6 . 938 / 81", "art . 2 . . . da Lei n . 7 . 735 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 , VI , da Constituição Federal", "Código Florestal", "Lei n . 4 . 771 / 65", "art", "art . 6 . . . , IV , da Lei n . 6 . 938 / 81", "Lei n . 7 . 735 / 89", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Florestal", "Leis n . 6 . 938 / 1981", "7", ".", "735", "/", "1989", "artigo 225 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "Código Florestal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Florestal", "Leis n . 6 . 938 / 1981", "7", ".", "735", "/", "1989", "artigo 225 , § 4 . . . , da Constituição Federal", "Código", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL 1 . 356 / 1988", "RESOLUÇÃO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL 1 . 356 / 1988", "RESOLUÇÃO DO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "Brasília", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "Estado do Paraná", "SERRA", "Estado de São Paulo", "SERRA DO MAR", "Estado de São Paulo", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ", "ESTADO DO PARANÁ" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS", "IBAMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE", "IBAMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis", "Ibama", "Tribunal", "Regional Federal da 4 . . . Região", "Ibama", "Estado do Paraná", "Superior Tribunal de Justiça", "IBAMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE", "IBAMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis", "Ibama", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Ibama", "Estado do Paraná", "Superior Tribunal de Justiça", "IBAMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Ibama", "Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis", "Ibama", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Ibama", "Instituto Brasileiro do Meio Ambiente dos Recursos Naturais Renováveis", "Ibama", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ibama", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ibama", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "IBAMA", "Estado do Paraná", "União", "Distrito Federal", "IBAMA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "IBAMA", "União", "Distrito Federal", "IBAMA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Distrito Federal", "União", "União", "Sistema Nacional do Meio Ambiente", "SISNAMA", "IBAMA", "IBAMA", "IBAMA", "Ibama", "Superior Tribunal de Justiça", "Ibama", "Ibama", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Distrito Federal", "União", "União", "Sistema Nacional do Meio Ambiente", "SISNAMA", "IBAMA", "IBAMA", "IBAMA", "Ibama", "Superior Tribunal de Justiça", "Ibama", "Ibama", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Primeira Turma", "União", "União", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "União", "União", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "CONAMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "CONAMA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO", "IBAMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO BRASILEIRO DO MEIO AMBIENTE E DOS RECURSOS NATURAIS RENOVÁVEIS", "IBAMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "2", ".", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "CHAFIK SIMÃO JUNIOR", "JOAQUIM QUIRINO MENDES", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CHAFIK SIMÃO JUNIOR", "JOAQUIM QUIRINO MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "JOAQUIM QUIRINO MENDES", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Aurélio", "Carlos Velloso", "Marco", "Aurélio", "Carlos Velloso", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Aurélio", "Carlos Velloso", "Marco Aurélio", "Carlos Velloso", "CÁRMEN LÚCIA", "Maurício Corrêa", "Maurício Corrêa", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "CHAFIK SIMÃO JUNIOR", "JOAQUIM QUIRINO MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "CHAFIK SIMÃO JUNIOR", "JOAQUIM QUIRINO MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino" ], "TEMPO": [ "19", "/", "02", "/", "2013", "19 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "26 de novembro de 2012", "23", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "26 de novembro de 2012", "23", ".", "3", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "8", ".", "2005", "6", ".", "9", ".", "2001", "7", ".", "12", ".", "2012", "19", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "8", ".", "2005", "6", ".", "9", ".", "2001", "7", ".", "12", ".", "2012", "19", ".", "12", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "3", ".", "2012", "26", ".", "8", ".", "2005", "6", ".", "9", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "3", ".", "2012", "26", ".", "8", ".", "2005", "6", ".", "9", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "3", ".", "2012", "18", ".", "3", ".", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "28", ".", "3", ".", "2012", "18", ".", "3", ".", "2003", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", ".", "5", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :E S IMPTE.(S) :VALBER DA SILVA MELO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DOS INQUÉRITOS N° 558 E 669 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. INQUÉRITO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DECORRENTE DA EVENTUAL INCOMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DESEMBARGADOR APOSENTADO. PRERROGATIVA DE FORO DOS CORRÉUS. CONEXÃO. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HABEAS CORPUS. LIMITES. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO PRESERVADA. REINTEGRAÇÃO DO PACIENTE AOS QUADROS DO PODER JUDICIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1 . Não se comprova a presença de constrangimento ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da presente ordem de habeas corpus. 2. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados”. Precedentes. 3. Pelo que se tem nos autos, no início das investigações não se apuravam irregularidades cometidas por autoridades judiciárias, mas sim por terceiros que, supostamente, estariam se aproveitando de sua posição próxima àquelas autoridades para receber vantagem em troca da manipulação de decisões judiciais. 4. A ocorrência de duas ou mais infrações, supostamente praticadas por várias pessoas em concurso, algumas inclusive com prerrogativa de foro, embora diverso o tempo e o lugar, resulta tanto na conexão subjetiva concursal quanto na reunião dos inquéritos separadamente instaurados na instância competente, atendendo às exigências dos arts. 76, inc. I, e 78, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571886. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25 Ementa e Acórdão HC 105484 / MT inc. III, do Código de Processo Penal 5. A apuração unificada, especialmente quando se cogita da existência de uma quadrilha envolvendo juízes e desembargadores, justifica a tramitação do inquérito policial sob a competência do Superior Tribunal de Justiça, na forma estabelecida nos arts. 84 e seguintes do Código de Processo Penal, no art. 105, inc. I, alínea “a”, da Constituição da República, e na Súmula 704 deste Supremo Tribunal. 6. O habeas corpus destina-se exclusivamente à proteção da liberdade de locomoção quando ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder. Precedente. 7. O pedido de reintegração de Magistrado afastado por decisão do Superior Tribunal de Justiça envolve direito estranho à liberdade de ir e vir, não podendo ser abrigado em habeas corpus. Precedente. 8. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido o Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571886. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT inc. III, do Código de Processo Penal 5. A apuração unificada, especialmente quando se cogita da existência de uma quadrilha envolvendo juízes e desembargadores, justifica a tramitação do inquérito policial sob a competência do Superior Tribunal de Justiça, na forma estabelecida nos arts. 84 e seguintes do Código de Processo Penal, no art. 105, inc. I, alínea “a”, da Constituição da República, e na Súmula 704 deste Supremo Tribunal. 6. O habeas corpus destina-se exclusivamente à proteção da liberdade de locomoção quando ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder. Precedente. 7. O pedido de reintegração de Magistrado afastado por decisão do Superior Tribunal de Justiça envolve direito estranho à liberdade de ir e vir, não podendo ser abrigado em habeas corpus. Precedente. 8. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido o Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :E S IMPTE.(S) :VALBER DA SILVA MELO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DOS INQUÉRITOS N° 558 E 669 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Habeas Corpus, com pedido de liminar, impetrado por VALBER DA SILVA MELO, advogado, em benefício de E. S., Desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, “apontando-se como autoridades coatoras a Excelentíssima Ministra do STJ, Relatora do Inquérito Policial 588/GO-STJ, Sra. Fátima Nancy Andrigui, e a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça”. 2. Tem-se, nos autos, que as investigações “tiveram início a partir de denúncias quanto à existência de um grupo que, mediante tráfico de influências junto a membros e ex-membros do TRE/MT, teriam por escopo a perpetuação fraudulenta de DIANE VIEIRA DE VASCONCELLOS ALVES como prefeita da cidade do Alto Paraguai”; e que “[n]o desenrolar das interceptações autorizadas pela Justiça Federal, surgiram indícios de envolvimento direto de E[.] J[.], E[.] S[.] [Paciente] e M[.] A[.], sendo que, após a quebra do sigilo bancário de parte dos investigados e da confrontação das respectivas informações com o resultado das interceptações, a Juíza da 2ª Vara Federal de Cuiabá/MT conclui ter havido alteração do 'quadro probatório que inicialmente indicava somente a exploração de prestígio, obtendo-se elementos de convicção que permite enveredar-se para se investigar crimes de corrupção envolvendo membros do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso' (...), para, então, declinar da competência da Justiça Federal em favor d[o] STJ”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :E S IMPTE.(S) :VALBER DA SILVA MELO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DOS INQUÉRITOS N° 558 E 669 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Habeas Corpus, com pedido de liminar, impetrado por VALBER DA SILVA MELO, advogado, em benefício de E. S., Desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, “apontando-se como autoridades coatoras a Excelentíssima Ministra do STJ, Relatora do Inquérito Policial 588/GO-STJ, Sra. Fátima Nancy Andrigui, e a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça”. 2. Tem-se, nos autos, que as investigações “tiveram início a partir de denúncias quanto à existência de um grupo que, mediante tráfico de influências junto a membros e ex-membros do TRE/MT, teriam por escopo a perpetuação fraudulenta de DIANE VIEIRA DE VASCONCELLOS ALVES como prefeita da cidade do Alto Paraguai”; e que “[n]o desenrolar das interceptações autorizadas pela Justiça Federal, surgiram indícios de envolvimento direto de E[.] J[.], E[.] S[.] [Paciente] e M[.] A[.], sendo que, após a quebra do sigilo bancário de parte dos investigados e da confrontação das respectivas informações com o resultado das interceptações, a Juíza da 2ª Vara Federal de Cuiabá/MT conclui ter havido alteração do 'quadro probatório que inicialmente indicava somente a exploração de prestígio, obtendo-se elementos de convicção que permite enveredar-se para se investigar crimes de corrupção envolvendo membros do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso' (...), para, então, declinar da competência da Justiça Federal em favor d[o] STJ”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25 Relatório HC 105484 / MT 3. Ao decidir sobre a distribuição por prevenção do Inquérito n. 669 ao Inquérito n. 558, a Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, fez consignar em sua decisão que “os inquéritos 558/GO e 669/MT, além de possuírem, em parte, os mesmos investigados – em especial o Des. E[.] S[.] [Paciente], cuja função confere a prerrogativa de foro nesta Corte – também apuram a suposta prática de crimes análogos, consistentes na formação de quadrilha objetivando a manipulação de decisões judiciais”, e que “tal circunstância evidencia a conveniência da reunião dos inquéritos, em virtude da ligação entre suas provas e do vínculo objetivo entre as diferentes condutas, devendo ser reconhecida a existência da conexão no art. 76, I e II, do CPP” . 4. Em 11.5.2010, a Ministra Nancy Andrighi determinou o apensamento dos autos do Inquérito n. 669 aos do Inquérito n. 558, deferiu determinadas diligências requeridas pelo Ministério Público Federal, ressaltando a) que “[a]s investigações realizadas até este momento trazem fortes indícios quanto à existência de um grupo de pessoas associado em torno de uma estrutura organizada e perene e com predisposição comum de meios objetivando a prática criminosa, notadamente a suposta manipulação de decisões judiciais, mediante exploração de prestígio e corrupção ativa e passiva”; e b) que o Paciente “é Desembargador do TJ/MT e atual Presidente do TRE/MT. Foi intensamente mencionado no caso ALTO PARAGUAI, tendo a equipe de vigilância da Polícia Federal registrado inclusive encontro dele com DIANE (...), bem como indícios de exigência de vantagem indevida (...). Também se apurou seu contato próximo com C[.] (...) e C[.] M[.] (...), além de ter sido mencionado no termo de declarações de C[.] F[.] D[.] N[.] P[.], por ter solicitado 'propina' para que este fosse mantido na administração da Faculdade Afirmativo (...). Vale consignar, ainda, a informação prestada pela Polícia Federal, de que o Vice- Presidente e Corregedor do TRE/MT, R[.] R[.], proibiu liminarmente S[.] de 'conceder medidas cautelares contra decisões do Pleno, após recurso da Procuradoria Regional Eleitoral, que alega que o magistrado estaria usurpando a competência ao apreciar novamente questões colegiadas antes mesmo dos acórdãos serem publicados”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT 3. Ao decidir sobre a distribuição por prevenção do Inquérito n. 669 ao Inquérito n. 558, a Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, fez consignar em sua decisão que “os inquéritos 558/GO e 669/MT, além de possuírem, em parte, os mesmos investigados – em especial o Des. E[.] S[.] [Paciente], cuja função confere a prerrogativa de foro nesta Corte – também apuram a suposta prática de crimes análogos, consistentes na formação de quadrilha objetivando a manipulação de decisões judiciais”, e que “tal circunstância evidencia a conveniência da reunião dos inquéritos, em virtude da ligação entre suas provas e do vínculo objetivo entre as diferentes condutas, devendo ser reconhecida a existência da conexão no art. 76, I e II, do CPP” . 4. Em 11.5.2010, a Ministra Nancy Andrighi determinou o apensamento dos autos do Inquérito n. 669 aos do Inquérito n. 558, deferiu determinadas diligências requeridas pelo Ministério Público Federal, ressaltando a) que “[a]s investigações realizadas até este momento trazem fortes indícios quanto à existência de um grupo de pessoas associado em torno de uma estrutura organizada e perene e com predisposição comum de meios objetivando a prática criminosa, notadamente a suposta manipulação de decisões judiciais, mediante exploração de prestígio e corrupção ativa e passiva”; e b) que o Paciente “é Desembargador do TJ/MT e atual Presidente do TRE/MT. Foi intensamente mencionado no caso ALTO PARAGUAI, tendo a equipe de vigilância da Polícia Federal registrado inclusive encontro dele com DIANE (...), bem como indícios de exigência de vantagem indevida (...). Também se apurou seu contato próximo com C[.] (...) e C[.] M[.] (...), além de ter sido mencionado no termo de declarações de C[.] F[.] D[.] N[.] P[.], por ter solicitado 'propina' para que este fosse mantido na administração da Faculdade Afirmativo (...). Vale consignar, ainda, a informação prestada pela Polícia Federal, de que o Vice- Presidente e Corregedor do TRE/MT, R[.] R[.], proibiu liminarmente S[.] de 'conceder medidas cautelares contra decisões do Pleno, após recurso da Procuradoria Regional Eleitoral, que alega que o magistrado estaria usurpando a competência ao apreciar novamente questões colegiadas antes mesmo dos acórdãos serem publicados”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25 Relatório HC 105484 / MT 5. Em 16.6.2010, a “Corte Especial [do Superior Tribunal de Justiça], por maioria, determinou o afastamento cautelar do Desembargador E[.] S[.], inclusive do Tribunal Regional Eleitoral, do Juiz do Tribunal Regional Eleitoral E[.] H[.] J[.], do Desembargador J[.] L[.] de C[.] e do Juiz de Direito C[.] M[.], sem prejuízo de perceberem os subsídios, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora”. 6. Na inicial da presente ação, o Impetrante apresenta, basicamente, os fundamentos seguintes: “1) Inquérito judicial instaurado por supostas denúncias anônimas, contrariando a jurisprudência desta Corte (STF). 2) Requisição do inquérito realizada por Procurador da República e Procurador Regional Eleitoral (um só indivíduo) sem atribuição para investigação de autoridades sujeitas a prerrogativa de foro e desafeto pessoal do paciente. 3) Investigações conduzidas por magistrado de primeira instância, juiz titular da Segunda Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, também membro do TRE/MT, Corte que o paciente presidia. Paciente investigado por seus próprios pares. 4) Nulidade das decisões então proferidas em razão da incompetência absoluta. Conseqüente ilicitude das provas. 5) Distribuição irregular do feito no Superior Tribunal de Justiça: inexistência de relator prevento, posto que ausente conexão. Conseqüente nulidade do afastamento do paciente das suas funções jurisdicionais, mormente quando ocorrido antes da formalização da exordial acusatória (art. 29 da LOMAN) e baseado essencialmente em pressão midiática. 6) Excesso de prazo na conclusão do inquérito que originou o afastamento (sem que exista denúncia) , o que configura constrangimento ilegal passível de habeas corpus” (fl. 2, transcrição conforme o original). 7. Este o teor dos pedidos liminares: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT 5. Em 16.6.2010, a “Corte Especial [do Superior Tribunal de Justiça], por maioria, determinou o afastamento cautelar do Desembargador E[.] S[.], inclusive do Tribunal Regional Eleitoral, do Juiz do Tribunal Regional Eleitoral E[.] H[.] J[.], do Desembargador J[.] L[.] de C[.] e do Juiz de Direito C[.] M[.], sem prejuízo de perceberem os subsídios, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora”. 6. Na inicial da presente ação, o Impetrante apresenta, basicamente, os fundamentos seguintes: “1) Inquérito judicial instaurado por supostas denúncias anônimas, contrariando a jurisprudência desta Corte (STF). 2) Requisição do inquérito realizada por Procurador da República e Procurador Regional Eleitoral (um só indivíduo) sem atribuição para investigação de autoridades sujeitas a prerrogativa de foro e desafeto pessoal do paciente. 3) Investigações conduzidas por magistrado de primeira instância, juiz titular da Segunda Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, também membro do TRE/MT, Corte que o paciente presidia. Paciente investigado por seus próprios pares. 4) Nulidade das decisões então proferidas em razão da incompetência absoluta. Conseqüente ilicitude das provas. 5) Distribuição irregular do feito no Superior Tribunal de Justiça: inexistência de relator prevento, posto que ausente conexão. Conseqüente nulidade do afastamento do paciente das suas funções jurisdicionais, mormente quando ocorrido antes da formalização da exordial acusatória (art. 29 da LOMAN) e baseado essencialmente em pressão midiática. 6) Excesso de prazo na conclusão do inquérito que originou o afastamento (sem que exista denúncia) , o que configura constrangimento ilegal passível de habeas corpus” (fl. 2, transcrição conforme o original). 7. Este o teor dos pedidos liminares: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 25 Relatório HC 105484 / MT “(...) a) suspender, até o julgamento definitivo da presente ordem, o trâmite dos inquéritos de n° 669/MT e 558/GO, ambos a tramitar pelo Superior Tribunal de Justiça; b) determinar o imediato retorno do paciente as suas funções jurisdicionais, tanto junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso como junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso; c) na remota hipótese de indeferimento do pedido anterior em razão de conveniência política dado o período eleitoral, que seja o paciente reconduzido ao menos ao seu cargo de Desembargador no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, já que o inquérito 558/GO, conforme esposado acima, não traz qualquer menção concreta de ilicitude envolvendo o nome do paciente (...)” (fls. 47-48, transcrição conforme o original). No mérito, “requer seja a ordem concedida em definitivo” para: “(...) 1) declarar a nulidade de todos os atos investigativos constantes do Inquérito n° 669/MT, visto que instaurado mediante requisição de Procurador da República sem atribuição e presididos pelo juízo da Segunda Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, incompetente para a supervisão de Inquérito a investigar magistrados, conforme precedentes desta Corte (STF, Pleno, Pet. 3825/MT, julgado em 10.10.2007 e Rcl. 2348/TO, julgado em 05.08.2005), sendo o paciente, em conseqüência, reconduzido as suas funções jurisdicionais; 2) declarar a nulidade das medidas cautelares constantes do Inquérito n° 669/MT, em especial a de interceptação telefônica (art. 1° da Lei 9.296/96), já que autorizadas ilegalmente por juízo incompetente (Segunda Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso), sendo o paciente, em conseqüência, reconduzido as suas funções jurisdicionais; 3) determinar que, assentada a inexistência de conexão, sejam desmembrados os Inquéritos n° 558/GO e 669/MT, sendo o último re- distribuído por sorteio, visto que a distribuição viciada, por prevenção, lesou o princípio do juízo natural. Por conseqüência, que seja o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT “(...) a) suspender, até o julgamento definitivo da presente ordem, o trâmite dos inquéritos de n° 669/MT e 558/GO, ambos a tramitar pelo Superior Tribunal de Justiça; b) determinar o imediato retorno do paciente as suas funções jurisdicionais, tanto junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso como junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso; c) na remota hipótese de indeferimento do pedido anterior em razão de conveniência política dado o período eleitoral, que seja o paciente reconduzido ao menos ao seu cargo de Desembargador no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, já que o inquérito 558/GO, conforme esposado acima, não traz qualquer menção concreta de ilicitude envolvendo o nome do paciente (...)” (fls. 47-48, transcrição conforme o original). No mérito, “requer seja a ordem concedida em definitivo” para: “(...) 1) declarar a nulidade de todos os atos investigativos constantes do Inquérito n° 669/MT, visto que instaurado mediante requisição de Procurador da República sem atribuição e presididos pelo juízo da Segunda Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, incompetente para a supervisão de Inquérito a investigar magistrados, conforme precedentes desta Corte (STF, Pleno, Pet. 3825/MT, julgado em 10.10.2007 e Rcl. 2348/TO, julgado em 05.08.2005), sendo o paciente, em conseqüência, reconduzido as suas funções jurisdicionais; 2) declarar a nulidade das medidas cautelares constantes do Inquérito n° 669/MT, em especial a de interceptação telefônica (art. 1° da Lei 9.296/96), já que autorizadas ilegalmente por juízo incompetente (Segunda Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso), sendo o paciente, em conseqüência, reconduzido as suas funções jurisdicionais; 3) determinar que, assentada a inexistência de conexão, sejam desmembrados os Inquéritos n° 558/GO e 669/MT, sendo o último re- distribuído por sorteio, visto que a distribuição viciada, por prevenção, lesou o princípio do juízo natural. Por conseqüência, que seja o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 25 Relatório HC 105484 / MT paciente reconduzido as suas funções jurisdicionais; 4) consoante ao item anterior, sejam anuladas todas as decisões da relatora incompetente, em particular as que autorizaram as Buscas e Apreensões realizadas), devendo o paciente ser, em conseqüência disto, reconduzido as suas funções jurisdicionais; 5) seja anulado o acórdão da Corte Especial que afastou o paciente de suas funções jurisdicionais, visto que o julgamento deu-se baseado em provas ilícitas, sem contraditório e ampla defesa, antes do recebimento (e mesmo da apresentação) de denúncia e por relatora que não era a natural e, em conseqüência, seja o magistrado reconduzido aos seus respectivos cargos; 6) seja reconhecido o excesso de prazo do afastamento cautelar do paciente de suas funções, sendo autorizado seu retorno ao cargo se por outra razão não encontrar-se impedido (...)” (fls. 49-50, transcrição conforme o original). 8. Em 14.9.2010, indeferi a liminar, destacando os aspectos relevantes da impetração nos termos seguintes: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. INQUÉRITO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DECORRENTE DA EVENTUAL INCOMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES QUE PRODUZIRAM AS PRIMEIRAS PROVAS INDICIÁRIAS. PRERROGATIVA DE FORO. AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA E DE IMINÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. DEFICIENTE INSTRUÇÃO DO PEDIDO. LIMINAR INDEFERIDA. SOLICITAÇÃO DE INFORMAÇÕES. VISTA À PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA”. 9. Em 25.10.2010, a Ministra Nancy Andrighi prestou informações. 10. A Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT paciente reconduzido as suas funções jurisdicionais; 4) consoante ao item anterior, sejam anuladas todas as decisões da relatora incompetente, em particular as que autorizaram as Buscas e Apreensões realizadas), devendo o paciente ser, em conseqüência disto, reconduzido as suas funções jurisdicionais; 5) seja anulado o acórdão da Corte Especial que afastou o paciente de suas funções jurisdicionais, visto que o julgamento deu-se baseado em provas ilícitas, sem contraditório e ampla defesa, antes do recebimento (e mesmo da apresentação) de denúncia e por relatora que não era a natural e, em conseqüência, seja o magistrado reconduzido aos seus respectivos cargos; 6) seja reconhecido o excesso de prazo do afastamento cautelar do paciente de suas funções, sendo autorizado seu retorno ao cargo se por outra razão não encontrar-se impedido (...)” (fls. 49-50, transcrição conforme o original). 8. Em 14.9.2010, indeferi a liminar, destacando os aspectos relevantes da impetração nos termos seguintes: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. INQUÉRITO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DECORRENTE DA EVENTUAL INCOMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES QUE PRODUZIRAM AS PRIMEIRAS PROVAS INDICIÁRIAS. PRERROGATIVA DE FORO. AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA E DE IMINÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. DEFICIENTE INSTRUÇÃO DO PEDIDO. LIMINAR INDEFERIDA. SOLICITAÇÃO DE INFORMAÇÕES. VISTA À PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA”. 9. Em 25.10.2010, a Ministra Nancy Andrighi prestou informações. 10. A Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25 Relatório HC 105484 / MT É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO V OTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. A exposição dos fatos e a verificação das circunstâncias presentes e comprovadas na ação conduzem à denegação da ordem. 2. Quanto à alegação de não ser possível a instauração de procedimento investigativo a partir de denúncia anônima, ressalte-se que este Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados” (HC 99.490, Rel. Ministro Joaquim Barbosa, DJ 31.1.2011). Nesse sentido: “(...) Legitimidade e validade do processo que se originou de investigações baseadas, no primeiro momento, de ‘denúncia anônima’ dando conta de possíveis práticas ilícitas relacionadas ao tráfico de substância entorpecente. Entendeu-se não haver flagrante forjado o resultante de diligências policiais após denúncia anônima sobre tráfico de entorpecentes (HC 74.195, rel. Min. Sidney Sanches, 1ª Turma, DJ 13.09.1996) (...) ” (RHC 86.082, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22.8.2008); “(...) Não é nulo o inquérito policial instaurado a partir da prisão em flagrante dos acusados, ainda que a autoridade policial tenha tomado conhecimento prévio dos fatos por meio de denúncia anônima (...)” (HC 90.178, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 26.3.2010); “(...) EMENTA Habeas corpus. Constitucional e processual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO V OTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. A exposição dos fatos e a verificação das circunstâncias presentes e comprovadas na ação conduzem à denegação da ordem. 2. Quanto à alegação de não ser possível a instauração de procedimento investigativo a partir de denúncia anônima, ressalte-se que este Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados” (HC 99.490, Rel. Ministro Joaquim Barbosa, DJ 31.1.2011). Nesse sentido: “(...) Legitimidade e validade do processo que se originou de investigações baseadas, no primeiro momento, de ‘denúncia anônima’ dando conta de possíveis práticas ilícitas relacionadas ao tráfico de substância entorpecente. Entendeu-se não haver flagrante forjado o resultante de diligências policiais após denúncia anônima sobre tráfico de entorpecentes (HC 74.195, rel. Min. Sidney Sanches, 1ª Turma, DJ 13.09.1996) (...) ” (RHC 86.082, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22.8.2008); “(...) Não é nulo o inquérito policial instaurado a partir da prisão em flagrante dos acusados, ainda que a autoridade policial tenha tomado conhecimento prévio dos fatos por meio de denúncia anônima (...)” (HC 90.178, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 26.3.2010); “(...) EMENTA Habeas corpus. Constitucional e processual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT penal. Possibilidade de denúncia anônima, desde que acompanhada de demais elementos colhidos a partir dela. Instauração de inquérito. Quebra de sigilo telefônico. Trancamento do inquérito. Denúncia recebida. Inexistência de constrangimento ilegal. 1. O precedente referido pelo impetrante na inicial (HC nº 84.827/TO, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 23/11/07), de fato, assentou o entendimento de que é vedada a persecução penal iniciada com base, exclusivamente, em denúncia anônima. Firmou-se a orientação de que a autoridade policial, ao receber uma denúncia anônima, deve antes realizar diligências preliminares para averiguar se os fatos narrados nessa ‘denúncia’ são materialmente verdadeiros, para, só então, iniciar as investigações (...)” (HC 95.244, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 30.4.2010). No caso, ainda sem instaurar inquérito policial, o Ministério Público Federal recebeu a) “denúncia anônima” de “pessoa que não quis se identificar por medo de represálias, mas que descreveu com detalhes o suposto esquema de corrupção” no Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso; e b) em 17.8.2009, “ofício do corregedor do TRE/MT, desembargador Rui Ramos Ribeiro, encaminhando termo de declarações prestadas por Orlando Cardoso Chaves à Polícia Federal”, no sentido de “que o candidato a vereador Jonas Manoel de Souza teria pago R$ 70.000,00 (setenta mil reais) em troca de uma decisão do TRE/MT favorável ao seu recurso eleitoral”. Em 18.8.2009, o Ministério Público Federal requereu a instauração de inquérito e a interceptação telefônica de Dejair “de tal”, Alcenor Alves, André Castrillo, Eduardo Gomes, Ignez Maria Mendes Linhares e Jonas Manoel de Souza, ressaltando que a) a investigação “só terá êxito se contar com o respaldo de um consistente trabalho de inteligência policial, calcado em interceptações telefônicas”; e b) “que não já prova alguma do efetivo recebimento de vantagens ilícitas por parte dos membros do TRE/MT, nem sequer de que conheçam tais intermediários”. Portanto, o procedimento adotado na primeira instância está em perfeita consonância com o entendimento firmado na jurisprudência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT penal. Possibilidade de denúncia anônima, desde que acompanhada de demais elementos colhidos a partir dela. Instauração de inquérito. Quebra de sigilo telefônico. Trancamento do inquérito. Denúncia recebida. Inexistência de constrangimento ilegal. 1. O precedente referido pelo impetrante na inicial (HC nº 84.827/TO, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 23/11/07), de fato, assentou o entendimento de que é vedada a persecução penal iniciada com base, exclusivamente, em denúncia anônima. Firmou-se a orientação de que a autoridade policial, ao receber uma denúncia anônima, deve antes realizar diligências preliminares para averiguar se os fatos narrados nessa ‘denúncia’ são materialmente verdadeiros, para, só então, iniciar as investigações (...)” (HC 95.244, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 30.4.2010). No caso, ainda sem instaurar inquérito policial, o Ministério Público Federal recebeu a) “denúncia anônima” de “pessoa que não quis se identificar por medo de represálias, mas que descreveu com detalhes o suposto esquema de corrupção” no Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso; e b) em 17.8.2009, “ofício do corregedor do TRE/MT, desembargador Rui Ramos Ribeiro, encaminhando termo de declarações prestadas por Orlando Cardoso Chaves à Polícia Federal”, no sentido de “que o candidato a vereador Jonas Manoel de Souza teria pago R$ 70.000,00 (setenta mil reais) em troca de uma decisão do TRE/MT favorável ao seu recurso eleitoral”. Em 18.8.2009, o Ministério Público Federal requereu a instauração de inquérito e a interceptação telefônica de Dejair “de tal”, Alcenor Alves, André Castrillo, Eduardo Gomes, Ignez Maria Mendes Linhares e Jonas Manoel de Souza, ressaltando que a) a investigação “só terá êxito se contar com o respaldo de um consistente trabalho de inteligência policial, calcado em interceptações telefônicas”; e b) “que não já prova alguma do efetivo recebimento de vantagens ilícitas por parte dos membros do TRE/MT, nem sequer de que conheçam tais intermediários”. Portanto, o procedimento adotado na primeira instância está em perfeita consonância com o entendimento firmado na jurisprudência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT deste Supremo Tribunal, concernente à “realização de diligências preliminares para apurar a veracidade das informações obtidas anonimamente e, então, instaurar o procedimento investigatório propriamente dito” (HC 98.345, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. para o acórdão Min. Dias Toffoli, DJ 17.9.2010). 3. Quanto à afirmação de que os atos investigativos teriam sido instaurados por “Procurador da República sem atribuição” e presididos por Juízo incompetente, melhor sorte não assiste ao Impetrante. Pelo que se tem nos autos, a) em 18.8.2009, o Juízo da 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Mato-Grosso “defer[iu] o requerimento de interceptação telefônica de Alcenor Alves (...) e Jonas Manoel de Souza”, “por entender necessário ao descobrimento da verdade e ao prosseguimento das investigações criminais, acolhendo em parte o requerimento ministerial”, ressaltando que “nenhum outro número poderá ser interceptado com base neste decisão”; e b) em 4.9.2009, o Juízo de primeiro grau decidiu pela interceptação telefônica dos demais investigados em razão dos “novos elementos trazidos, inclusive um novo depoimento”, consignando que “ainda não h[avia], nos autos, indícios de que, de fato, estejam membros do TRE/MT efetuando qualquer ato ilícito ou recebendo vantagens indevidas para proferir sentenças” e que, “[a]o contrário, o que tudo indica é que se estaria a enganar possíveis interessados em julgamentos no TRE/MT, com a solicitação de dinheiro em troca de possível influência em resultado de determinados recursos judiciais”. Segundo informações prestadas pela Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, o Inquérito n. 669/MT, instaurado na Vara Federal de Cuiabá, apura notícias “de que advogados e terceiros estariam manipulando decisões no âmbito da Justiça Eleitoral do Mato Grosso”, sendo que, “no decorrer das investigações, surgiram indícios de envolvimento de membros do TRE/MT nas atividades ilícitas, o que levou a i. Juíza Federal a declinar a competência em favor do STJ” (fl. 2 das informações). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT deste Supremo Tribunal, concernente à “realização de diligências preliminares para apurar a veracidade das informações obtidas anonimamente e, então, instaurar o procedimento investigatório propriamente dito” (HC 98.345, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. para o acórdão Min. Dias Toffoli, DJ 17.9.2010). 3. Quanto à afirmação de que os atos investigativos teriam sido instaurados por “Procurador da República sem atribuição” e presididos por Juízo incompetente, melhor sorte não assiste ao Impetrante. Pelo que se tem nos autos, a) em 18.8.2009, o Juízo da 2ª Vara Federal da Seção Judiciária de Mato-Grosso “defer[iu] o requerimento de interceptação telefônica de Alcenor Alves (...) e Jonas Manoel de Souza”, “por entender necessário ao descobrimento da verdade e ao prosseguimento das investigações criminais, acolhendo em parte o requerimento ministerial”, ressaltando que “nenhum outro número poderá ser interceptado com base neste decisão”; e b) em 4.9.2009, o Juízo de primeiro grau decidiu pela interceptação telefônica dos demais investigados em razão dos “novos elementos trazidos, inclusive um novo depoimento”, consignando que “ainda não h[avia], nos autos, indícios de que, de fato, estejam membros do TRE/MT efetuando qualquer ato ilícito ou recebendo vantagens indevidas para proferir sentenças” e que, “[a]o contrário, o que tudo indica é que se estaria a enganar possíveis interessados em julgamentos no TRE/MT, com a solicitação de dinheiro em troca de possível influência em resultado de determinados recursos judiciais”. Segundo informações prestadas pela Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, o Inquérito n. 669/MT, instaurado na Vara Federal de Cuiabá, apura notícias “de que advogados e terceiros estariam manipulando decisões no âmbito da Justiça Eleitoral do Mato Grosso”, sendo que, “no decorrer das investigações, surgiram indícios de envolvimento de membros do TRE/MT nas atividades ilícitas, o que levou a i. Juíza Federal a declinar a competência em favor do STJ” (fl. 2 das informações). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT Verifica-se que o Paciente não consta no rol dos que foram inicialmente investigados. De se realçar, ademais, o cuidado que o Ministério Público Federal teve ao iniciar as investigações em desfavor de Dejair “de tal”, Alcenor Alves, André Castrillo, Eduardo Gomes, Ignez Maria Mendes Linhares e Jonas Manoel de Souza. Na ocasião do requerimento de interceptação telefônica, o Procurador da República afirmou que “não h[averia] prova alguma do recebimento de vantagens ilícitas por parte dos membros do TRE/MT, e nem sequer de que conheçam tais intermediários”, ressalvando que seria “bem plausível que se trate de mera bravata, de ação oportunista daqueles que, apresentando-se como prepostos dos membros do TRE/MT, podem, na realidade, estar simplesmente enganando candidatos dispostos a pagar pela decisão judicial”. Note-se, ainda, a cautela exibida pela Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, quando do exame do primeiro pedido ministerial de afastamento do Paciente, verbis: “(...) O primeiro [pedido de afastamento do Paciente de seu cargo, feito pelo Ministério Público], realizado antes do desencadeamento da operação ASAFE e que alcançava tão-somente EVANDRO STABILE, foi por mim indeferido. Naquela ocasião, salientei que 'grande parte das provas obtidas apenas induz à participação de autoridades nas negociações. Seus nomes são constantemente mencionados, mas não se define claramente se o grupo se limita a explorar o prestígio alheio (sem, no entanto, envolver esses Desembargadores e Juízes), ou se há efetiva corrupção ativa e passiva. Ressalvei, ainda, ser apropriado aguardar 'o desenrolar das diligências ora deferidas [de prisão, oitiva de pessoas, busca e apreensão], que poderão trazer subsídios mais consistentes ao inquérito (...)”. Dessa forma, pela análise dos autos, é indubitável que o Paciente não 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT Verifica-se que o Paciente não consta no rol dos que foram inicialmente investigados. De se realçar, ademais, o cuidado que o Ministério Público Federal teve ao iniciar as investigações em desfavor de Dejair “de tal”, Alcenor Alves, André Castrillo, Eduardo Gomes, Ignez Maria Mendes Linhares e Jonas Manoel de Souza. Na ocasião do requerimento de interceptação telefônica, o Procurador da República afirmou que “não h[averia] prova alguma do recebimento de vantagens ilícitas por parte dos membros do TRE/MT, e nem sequer de que conheçam tais intermediários”, ressalvando que seria “bem plausível que se trate de mera bravata, de ação oportunista daqueles que, apresentando-se como prepostos dos membros do TRE/MT, podem, na realidade, estar simplesmente enganando candidatos dispostos a pagar pela decisão judicial”. Note-se, ainda, a cautela exibida pela Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, quando do exame do primeiro pedido ministerial de afastamento do Paciente, verbis: “(...) O primeiro [pedido de afastamento do Paciente de seu cargo, feito pelo Ministério Público], realizado antes do desencadeamento da operação ASAFE e que alcançava tão-somente EVANDRO STABILE, foi por mim indeferido. Naquela ocasião, salientei que 'grande parte das provas obtidas apenas induz à participação de autoridades nas negociações. Seus nomes são constantemente mencionados, mas não se define claramente se o grupo se limita a explorar o prestígio alheio (sem, no entanto, envolver esses Desembargadores e Juízes), ou se há efetiva corrupção ativa e passiva. Ressalvei, ainda, ser apropriado aguardar 'o desenrolar das diligências ora deferidas [de prisão, oitiva de pessoas, busca e apreensão], que poderão trazer subsídios mais consistentes ao inquérito (...)”. Dessa forma, pela análise dos autos, é indubitável que o Paciente não 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT era alvo inicial da investigação promovida pelo Ministério Público Federal, nem que o Juízo de primeiro grau seria incompetente. Ao contrário do que afirma o Impetrante, os autos demonstram que não se apuravam no início das investigações irregularidades cometidas por autoridades judiciárias, mas sim por terceiros que, supostamente, estariam se aproveitando de sua posição próxima àquelas autoridades para receber vantagem em troca da manipulação de decisões judiciais. 4. Quanto à suposta nulidade das decisões proferidas pelo juízo de primeiro grau, é de se realçar que a jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que “não induz à ilicitude da prova resultante da interceptação telefônica que a autorização provenha de Juiz Federal – aparentemente competente, à vista do objeto das investigações policiais em curso, ao tempo da decisão – que, posteriormente, se haja declarado incompetente, à vista do andamento delas” (HC 81.260/ES, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19.4.2002). Ademais, conforme bem ressaltou a Procuradoria-Geral da República, em seu parecer: “(...) não se está diante de prova ilícita, não cabendo confundir prova encontrada com prova emprestada. Com efeito, nos processos em tramitação na Justiça Federal em Goiás e Mato Grosso, em relação a outros investigados, surgiram indícios de envolvimento do paciente, o que, diante da prerrogativa de foro, ensejou a remessa da documentação para o Superior Tribunal de Justiça. Assim, se a captação telefônica e a gravação ambiental, produzidas validamente em processo judicial, mostraram dados novos em relação a terceiro, detentor de foro por prerrogativa perante o Superior Tribunal de Justiça, não há ilegalidade a corrigir se, de imediato, essa documentação foi transmitida ao tribunal competente que, à vista desses indícios, determinou a realização de outras diligências, designadamente a quebra dos sigilos bancário e fiscal, para apuração da conduta supostamente ilícita. O que importa considerar é que a interceptação telefônica e a gravação ambiental foram produzidas de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT era alvo inicial da investigação promovida pelo Ministério Público Federal, nem que o Juízo de primeiro grau seria incompetente. Ao contrário do que afirma o Impetrante, os autos demonstram que não se apuravam no início das investigações irregularidades cometidas por autoridades judiciárias, mas sim por terceiros que, supostamente, estariam se aproveitando de sua posição próxima àquelas autoridades para receber vantagem em troca da manipulação de decisões judiciais. 4. Quanto à suposta nulidade das decisões proferidas pelo juízo de primeiro grau, é de se realçar que a jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que “não induz à ilicitude da prova resultante da interceptação telefônica que a autorização provenha de Juiz Federal – aparentemente competente, à vista do objeto das investigações policiais em curso, ao tempo da decisão – que, posteriormente, se haja declarado incompetente, à vista do andamento delas” (HC 81.260/ES, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19.4.2002). Ademais, conforme bem ressaltou a Procuradoria-Geral da República, em seu parecer: “(...) não se está diante de prova ilícita, não cabendo confundir prova encontrada com prova emprestada. Com efeito, nos processos em tramitação na Justiça Federal em Goiás e Mato Grosso, em relação a outros investigados, surgiram indícios de envolvimento do paciente, o que, diante da prerrogativa de foro, ensejou a remessa da documentação para o Superior Tribunal de Justiça. Assim, se a captação telefônica e a gravação ambiental, produzidas validamente em processo judicial, mostraram dados novos em relação a terceiro, detentor de foro por prerrogativa perante o Superior Tribunal de Justiça, não há ilegalidade a corrigir se, de imediato, essa documentação foi transmitida ao tribunal competente que, à vista desses indícios, determinou a realização de outras diligências, designadamente a quebra dos sigilos bancário e fiscal, para apuração da conduta supostamente ilícita. O que importa considerar é que a interceptação telefônica e a gravação ambiental foram produzidas de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT conformidade com os ditames do artigo 5°, inciso XII, da Constituição Federal, e da Lei n° 9.296, de 24 de julho de 1996 (...)”. 5. No que se refere à ausência de conexão entre os Inquéritos ns. 588 e 229, razão jurídica não assiste ao Impetrante. O Inquérito n. 558 visava investigar tráfico internacional de drogas no Estado de Goiás. No curso dos trabalhos policiais, foram apurados indícios quanto à existência de um grupo de pessoas associado em torno de uma estrutura organizada, perene e com predisposição comum de meios, objetivando a manipulação de decisões judiciais, mediante exploração de prestígio e corrupção ativa e passiva. O Inquérito n. 669, por sua vez, apurava relatos de que advogados e terceiros estariam manipulando decisões no âmbito da Justiça Eleitoral do Mato Grosso, sendo que, no decorrer das investigações, surgiram indícios de envolvimento de membros do TRE/MT nas atividades ilícitas, o que levou o Juízo Federal de primeira instância a declinar a competência em favor do Superior Tribunal de Justiça. Em suas informações, a Ministra Nancy Andrighi ressaltou que ambos os inquéritos envolvem, em parte, os mesmos investigados, sendo certo que os trabalhos policiais “apuram a suposta prática de crimes análogos, consistentes na formação de quadrilha objetivando a manipulação de decisões judiciais”. Concluiu que “essas circunstâncias revelaram a conveniência da reunião dos inquéritos, em virtude da ligação entre suas provas e do vínculo objetivo entre as diferentes condutas, evidenciando a conexão prevista no art. 76, I e III, do CPP”. A ocorrência de duas ou mais infrações, supostamente praticadas por várias pessoas em concurso, algumas inclusive com prerrogativa de foro, embora diverso o tempo e o lugar, resulta tanto na conexão subjetiva concursal quanto na reunião dos inquéritos separadamente instaurados na instância competente, atendendo às exigências dos arts. 76, inc. I, e 78, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT conformidade com os ditames do artigo 5°, inciso XII, da Constituição Federal, e da Lei n° 9.296, de 24 de julho de 1996 (...)”. 5. No que se refere à ausência de conexão entre os Inquéritos ns. 588 e 229, razão jurídica não assiste ao Impetrante. O Inquérito n. 558 visava investigar tráfico internacional de drogas no Estado de Goiás. No curso dos trabalhos policiais, foram apurados indícios quanto à existência de um grupo de pessoas associado em torno de uma estrutura organizada, perene e com predisposição comum de meios, objetivando a manipulação de decisões judiciais, mediante exploração de prestígio e corrupção ativa e passiva. O Inquérito n. 669, por sua vez, apurava relatos de que advogados e terceiros estariam manipulando decisões no âmbito da Justiça Eleitoral do Mato Grosso, sendo que, no decorrer das investigações, surgiram indícios de envolvimento de membros do TRE/MT nas atividades ilícitas, o que levou o Juízo Federal de primeira instância a declinar a competência em favor do Superior Tribunal de Justiça. Em suas informações, a Ministra Nancy Andrighi ressaltou que ambos os inquéritos envolvem, em parte, os mesmos investigados, sendo certo que os trabalhos policiais “apuram a suposta prática de crimes análogos, consistentes na formação de quadrilha objetivando a manipulação de decisões judiciais”. Concluiu que “essas circunstâncias revelaram a conveniência da reunião dos inquéritos, em virtude da ligação entre suas provas e do vínculo objetivo entre as diferentes condutas, evidenciando a conexão prevista no art. 76, I e III, do CPP”. A ocorrência de duas ou mais infrações, supostamente praticadas por várias pessoas em concurso, algumas inclusive com prerrogativa de foro, embora diverso o tempo e o lugar, resulta tanto na conexão subjetiva concursal quanto na reunião dos inquéritos separadamente instaurados na instância competente, atendendo às exigências dos arts. 76, inc. I, e 78, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT inc. III, do Código de Processo Penal (“Art. 76. A competência será determinada pela conexão: I – se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou mesmo por várias pessoas, umas contra as outras”; e “Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes regras: (...) III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação”). No entanto, esclarece a Ministra Nancy Andrighi que “com supedâneo nos elementos probatórios até então angariados, o MPF requereu o afastamento cautelar de diversas autoridades, entre elas a do paciente, do cargo de jurista membro do TRE/MT, o que foi deferido pela Corte Especial do STJ em sessão datada de 16.06.2010”, tendo sido ressaltado, com relação ao Paciente, que: “(...) EVANDRO STABILE é Desembargador do TJ/MT e atual Presidente do TRE/MT. Apurou-se seu contato próximo com CÉLIA CURY (...) e CLÁUDIO MANOEL (...). Em depoimento prestado à Polícia Federal, IVONE REIS DE SIQUEIRA, apontada, ao lado de CÉLIA CURY, como a principal articuladora da suposta associação criminosa, confirma que CÉLIA CURY é 'amiga íntima' de EVANDRO STABILE, bem como que 'várias pessoas comentaram com a declarante que STABILE vende sentença' (fl. 8.021, 31º volume). Em depoimento à Polícia Federal, a própria CELIA CURY admite ser 'muito amiga de EVANDRO [STABILE]', tendo o 'costume de reunir-se com ele para conversas sobre assuntos particulares' (fl. 7.999, 31º volume). O Desembargador também foi mencionado no termo de declarações de CECÍLIO FRANCISCO DAS NEVES PINTO, por ter solicitado 'proprina' para que este fosse mantido na administração da Faculdade Afirmativo (Relatório de Análise 03/09, fl. 4.710, 17º volume). Vale consignar, ainda, a informação prestada pela Polícia Federal, de que o Vice-Presidente e Corregedor do TRE/MT, RUI RAMOS, proibiu liminarmente STABILE de 'conceder medidas 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT inc. III, do Código de Processo Penal (“Art. 76. A competência será determinada pela conexão: I – se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou mesmo por várias pessoas, umas contra as outras”; e “Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes regras: (...) III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação”). No entanto, esclarece a Ministra Nancy Andrighi que “com supedâneo nos elementos probatórios até então angariados, o MPF requereu o afastamento cautelar de diversas autoridades, entre elas a do paciente, do cargo de jurista membro do TRE/MT, o que foi deferido pela Corte Especial do STJ em sessão datada de 16.06.2010”, tendo sido ressaltado, com relação ao Paciente, que: “(...) EVANDRO STABILE é Desembargador do TJ/MT e atual Presidente do TRE/MT. Apurou-se seu contato próximo com CÉLIA CURY (...) e CLÁUDIO MANOEL (...). Em depoimento prestado à Polícia Federal, IVONE REIS DE SIQUEIRA, apontada, ao lado de CÉLIA CURY, como a principal articuladora da suposta associação criminosa, confirma que CÉLIA CURY é 'amiga íntima' de EVANDRO STABILE, bem como que 'várias pessoas comentaram com a declarante que STABILE vende sentença' (fl. 8.021, 31º volume). Em depoimento à Polícia Federal, a própria CELIA CURY admite ser 'muito amiga de EVANDRO [STABILE]', tendo o 'costume de reunir-se com ele para conversas sobre assuntos particulares' (fl. 7.999, 31º volume). O Desembargador também foi mencionado no termo de declarações de CECÍLIO FRANCISCO DAS NEVES PINTO, por ter solicitado 'proprina' para que este fosse mantido na administração da Faculdade Afirmativo (Relatório de Análise 03/09, fl. 4.710, 17º volume). Vale consignar, ainda, a informação prestada pela Polícia Federal, de que o Vice-Presidente e Corregedor do TRE/MT, RUI RAMOS, proibiu liminarmente STABILE de 'conceder medidas 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT cautelares contra decisões do Pleno, após recurso da Procuradoria Regional Eleitoral, que alega que o magistrado estaria usurpando a competência ao apreciar novamente questões colegiadas antes mesmo dos acórdãos serem publicados' (Ofício 11/10, fl. 6.629, 25º volume). EVANDRO STABILE também foi intensamente mencionado no caso ALTO PARAGUAI, objeto do Inq 669/MT, apenso ao presente, em que se apura a suposta manipulação de decisões no âmbito do TRE/MT, objetivando a manutenção de DIANE VIEIRA ALVES no cargo de Prefeita da cidade de Alto Paraguai/MT. A equipe de vigilância da Polícia Federal chegou a registrar encontro de EVANDRO STABILE com DIANE ALVES (Informação 65/09, anexo XIII, fls. 6.720/6.738, 26º volume), bem como indícios de exigência de vantagem indevida (...). Em depoimento à Polícia Federal, embora negue ter negociado com 'componentes do TRE/MT para compra de decisões nos processos eleitorais de Alto Paraguai', DIANE ALVES admite ter se encontrado com EVANDRO STABILE em mais de uma oportunidade (...) sem, no entanto, esclarecer a que título teria mantido esses contatos'. Em relação ao encontro acompanhado pela Polícia Federal, realizado na casa de LUZIA ANTÔNIA OLIVEIRA ANDRADE DE CARVALHO, o próprio EVANDRO STABILE admite a sua existência, embora diga ter sido algo 'casual', pois 'não sabia que ela [DIANE] estaria lá' (...). EVANDRO STABILE também reconhece que LUIZ CARLOS DORILEO DE CARVALHO, conhecido como 'ZIZO', irmão de LUZIA, esteve presente naquela ocasião. ZIZO depôs esclarecendo que 'seria feita uma proposta para EVANDRO por ALCENOR, porém não sabe o teor da proposta; que, então foi à residência de sua irmã sozinho esperar a esposa de ALCENOR, DIANE, que iria conversar com STABILE, que STABILE chegou logo após, que então ligou novamente para ALCENOR informando da chegada de STABILE; que então chegou DIANE que foi trazida por ALCENOR, que EVANDRO e DIANE se reuniram sozinhos, e não sabe qual foi o teor da conversa; que pelo que se recorda eles conversaram uns 15 minutos (...); que, após sair do encontro, na porta da residência, EVANDRO conversou com o declarante por uns minutos, sendo que EVANDRO falou vagamente 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT cautelares contra decisões do Pleno, após recurso da Procuradoria Regional Eleitoral, que alega que o magistrado estaria usurpando a competência ao apreciar novamente questões colegiadas antes mesmo dos acórdãos serem publicados' (Ofício 11/10, fl. 6.629, 25º volume). EVANDRO STABILE também foi intensamente mencionado no caso ALTO PARAGUAI, objeto do Inq 669/MT, apenso ao presente, em que se apura a suposta manipulação de decisões no âmbito do TRE/MT, objetivando a manutenção de DIANE VIEIRA ALVES no cargo de Prefeita da cidade de Alto Paraguai/MT. A equipe de vigilância da Polícia Federal chegou a registrar encontro de EVANDRO STABILE com DIANE ALVES (Informação 65/09, anexo XIII, fls. 6.720/6.738, 26º volume), bem como indícios de exigência de vantagem indevida (...). Em depoimento à Polícia Federal, embora negue ter negociado com 'componentes do TRE/MT para compra de decisões nos processos eleitorais de Alto Paraguai', DIANE ALVES admite ter se encontrado com EVANDRO STABILE em mais de uma oportunidade (...) sem, no entanto, esclarecer a que título teria mantido esses contatos'. Em relação ao encontro acompanhado pela Polícia Federal, realizado na casa de LUZIA ANTÔNIA OLIVEIRA ANDRADE DE CARVALHO, o próprio EVANDRO STABILE admite a sua existência, embora diga ter sido algo 'casual', pois 'não sabia que ela [DIANE] estaria lá' (...). EVANDRO STABILE também reconhece que LUIZ CARLOS DORILEO DE CARVALHO, conhecido como 'ZIZO', irmão de LUZIA, esteve presente naquela ocasião. ZIZO depôs esclarecendo que 'seria feita uma proposta para EVANDRO por ALCENOR, porém não sabe o teor da proposta; que, então foi à residência de sua irmã sozinho esperar a esposa de ALCENOR, DIANE, que iria conversar com STABILE, que STABILE chegou logo após, que então ligou novamente para ALCENOR informando da chegada de STABILE; que então chegou DIANE que foi trazida por ALCENOR, que EVANDRO e DIANE se reuniram sozinhos, e não sabe qual foi o teor da conversa; que pelo que se recorda eles conversaram uns 15 minutos (...); que, após sair do encontro, na porta da residência, EVANDRO conversou com o declarante por uns minutos, sendo que EVANDRO falou vagamente 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT que 'o problema não era mais dele, pois o processo estava com EDUARDO JACOB' e também que 'essas pessoas não cumpri[ram] comigo' (...). ALCENOR ALVES DE SOUZA, marido de DIANE ALVES também depôs, declarando 'que havia na cidade da Alto Paraguai/MT o comentário de que o declarante não teria pago por um acerto firmado com o presidente do TRE/MT, EVANDRO STABILE, e que por isso, naquela ocasião das tratativas com [o ex-deputado] EMANUEL PINHEIRO, estaria difícil de conseguir decisões de interesse do grupo do declarante junto ao TRE/MT, sendo este o problema mencionado por EMANUEL PINHEIRO' (...). PHELLIPE JACOB, filho do também investigado e membro do TRE/MT, EDUARDO HENRIQUE MIGUEIS JACOB, declarou à Polícia Federal ter mantido contato com CÉLIA CURY e RODRIGO KOMOCHENA, 'porque tinha-se a expectativa de que EVANDRO STABILE poderia avocar o processo que estava em poder de EDUARDO JACOB e levar esse expediente para decisão pelo órgão colegiado, onde havia expectativa de manifestação favorável à DIANE'. Disse, ainda, que 'a expectativa de EVENDRO STABILE avocar esse processo era baseada em uma portaria editada pelo próprio EVENDRO STABILE no qual este teria poder para avocar para si processos que estavam sob decisão de órgão singular' e que 'os contatos com CÉLIA e RODRIGO só foram iniciados após o declarante declarante constatar que não seria possível obter manifestação favorável por parte de EDUARDO JACOB' (...). MARIA ABADIA, em-membro do TRE/MT, também admitiu à Polícia Federal 'ter conversado com EVANDRO STABILE, presidente do TRE, a respeito de um recurso apresentado por ALCENOR; que, a pedido de ALCENOR, ligou para EVANDRO STABILE e perguntou qual a sua posição acerca de um recurso apresentado por ALCENOR' (...). Finalmente, vale destacar o conteúdo do depoimento prestado por INGRIED MEES, funcionária da Imobiliária e Construtora Giorgia Mirela Ltda. e que atualmente trabalha no setor financeiro. Segundo ela, EVANDRO STABILE adquiriu, no ano de 2009, as unidades 1001, 1101 e 1201 do Edifício Maison Gabriela, pelo valor 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT que 'o problema não era mais dele, pois o processo estava com EDUARDO JACOB' e também que 'essas pessoas não cumpri[ram] comigo' (...). ALCENOR ALVES DE SOUZA, marido de DIANE ALVES também depôs, declarando 'que havia na cidade da Alto Paraguai/MT o comentário de que o declarante não teria pago por um acerto firmado com o presidente do TRE/MT, EVANDRO STABILE, e que por isso, naquela ocasião das tratativas com [o ex-deputado] EMANUEL PINHEIRO, estaria difícil de conseguir decisões de interesse do grupo do declarante junto ao TRE/MT, sendo este o problema mencionado por EMANUEL PINHEIRO' (...). PHELLIPE JACOB, filho do também investigado e membro do TRE/MT, EDUARDO HENRIQUE MIGUEIS JACOB, declarou à Polícia Federal ter mantido contato com CÉLIA CURY e RODRIGO KOMOCHENA, 'porque tinha-se a expectativa de que EVANDRO STABILE poderia avocar o processo que estava em poder de EDUARDO JACOB e levar esse expediente para decisão pelo órgão colegiado, onde havia expectativa de manifestação favorável à DIANE'. Disse, ainda, que 'a expectativa de EVENDRO STABILE avocar esse processo era baseada em uma portaria editada pelo próprio EVENDRO STABILE no qual este teria poder para avocar para si processos que estavam sob decisão de órgão singular' e que 'os contatos com CÉLIA e RODRIGO só foram iniciados após o declarante declarante constatar que não seria possível obter manifestação favorável por parte de EDUARDO JACOB' (...). MARIA ABADIA, em-membro do TRE/MT, também admitiu à Polícia Federal 'ter conversado com EVANDRO STABILE, presidente do TRE, a respeito de um recurso apresentado por ALCENOR; que, a pedido de ALCENOR, ligou para EVANDRO STABILE e perguntou qual a sua posição acerca de um recurso apresentado por ALCENOR' (...). Finalmente, vale destacar o conteúdo do depoimento prestado por INGRIED MEES, funcionária da Imobiliária e Construtora Giorgia Mirela Ltda. e que atualmente trabalha no setor financeiro. Segundo ela, EVANDRO STABILE adquiriu, no ano de 2009, as unidades 1001, 1101 e 1201 do Edifício Maison Gabriela, pelo valor 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT individual de R$ 490.000,00, totalizando, portanto, R$ 1.470.000,00. No que tange à compra desses apartamentos, o primeiro aspecto a ser salientado é o de que, segundo informou INGRIED MEES, a unidade 1001 e um saldo devedor de R$ 10.000,00 relativo às unidades 1101 e 1201 – totalizando R$ 50.000,00, pagas diretamente à construtora. Em segundo lugar, vale notar que todos foram efetivados em dinheiro, tendo INGRIED MEES consignado terem sido entregues por EVANDRO STABILE, de uma só vez, R$ 370.000,00, a título de entrada, além de outras 03 parcelas de R$ 200.000,00 cada, totalizando R$ 970.000,00. A forma de pagamento utilizada causa estranheza, tendo em vista que, nos dias de hoje, em função da agilidade, comodidade e da segurança, negócios envolvendo elevadas cifras são realizados mediante transferência interbancária. Ademais, na qualidade de membro do Poder Judiciário, a maior parte dos rendimentos de EVANDRO STABILE são pagos mediante ósito conta corrente, e não em dinheiro. Dessa forma, fica a dúvida quanto aos motivos que o teriam levado a utilizar este meio de pagamento. Mas não é só. Apesar de EVANDRO STABILE ter incluído a compra destes apartamentos em sua declaração de imposto de renda relativa ao exercício de 2010 (...), verifica-se a existência de inconsistências. Inicialmente, declarou como preço de compra de cada unidade o valor de R$ 350.000,00, quando, na realidade, pagou R$ 490.000,00. Além disso, constata-se que, em 2009, EVANDRO STABILE obteve rendimentos da ordem de R$ 759.893,75 (...) [e, em contrapartida, no mesmo período, despesas] perfazendo um total de R$ 689.432,75. Acrescente-se, ainda, que o exercício aritmético ora realizado não leva em consideração os gastos mensais de EVANDRO STABILE, que demonstra ter padrão de vida dispendioso, pois, além de ter dois dependentes em idade universitária, mantêm em seu patrimônio fazenda, imóveis, motocicletas, veículos e barcos; viaja, para o exterior, como ele próprio admitiu, 'uma ou duas vezes por ano' (...); havendo, também, indícios de ser dado a excentricidades, como a aquisição de quatro relógios da marca Rolex, apreendidos na operação ASAFE. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT individual de R$ 490.000,00, totalizando, portanto, R$ 1.470.000,00. No que tange à compra desses apartamentos, o primeiro aspecto a ser salientado é o de que, segundo informou INGRIED MEES, a unidade 1001 e um saldo devedor de R$ 10.000,00 relativo às unidades 1101 e 1201 – totalizando R$ 50.000,00, pagas diretamente à construtora. Em segundo lugar, vale notar que todos foram efetivados em dinheiro, tendo INGRIED MEES consignado terem sido entregues por EVANDRO STABILE, de uma só vez, R$ 370.000,00, a título de entrada, além de outras 03 parcelas de R$ 200.000,00 cada, totalizando R$ 970.000,00. A forma de pagamento utilizada causa estranheza, tendo em vista que, nos dias de hoje, em função da agilidade, comodidade e da segurança, negócios envolvendo elevadas cifras são realizados mediante transferência interbancária. Ademais, na qualidade de membro do Poder Judiciário, a maior parte dos rendimentos de EVANDRO STABILE são pagos mediante ósito conta corrente, e não em dinheiro. Dessa forma, fica a dúvida quanto aos motivos que o teriam levado a utilizar este meio de pagamento. Mas não é só. Apesar de EVANDRO STABILE ter incluído a compra destes apartamentos em sua declaração de imposto de renda relativa ao exercício de 2010 (...), verifica-se a existência de inconsistências. Inicialmente, declarou como preço de compra de cada unidade o valor de R$ 350.000,00, quando, na realidade, pagou R$ 490.000,00. Além disso, constata-se que, em 2009, EVANDRO STABILE obteve rendimentos da ordem de R$ 759.893,75 (...) [e, em contrapartida, no mesmo período, despesas] perfazendo um total de R$ 689.432,75. Acrescente-se, ainda, que o exercício aritmético ora realizado não leva em consideração os gastos mensais de EVANDRO STABILE, que demonstra ter padrão de vida dispendioso, pois, além de ter dois dependentes em idade universitária, mantêm em seu patrimônio fazenda, imóveis, motocicletas, veículos e barcos; viaja, para o exterior, como ele próprio admitiu, 'uma ou duas vezes por ano' (...); havendo, também, indícios de ser dado a excentricidades, como a aquisição de quatro relógios da marca Rolex, apreendidos na operação ASAFE. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT Seja como for, deduzidas as despesas e disponibilidades de capital dos rendimentos, encontra-se um saldo positivo de R$ 545.782,34, insuficientes para aquisição das três unidades do Edifício Maison Gabriela, que custaram R$ 1.470.000,00 (...). Ainda que uma das unidades venha sido paga por EDUARDO JACOB – circunstância não refletida na declaração de imposto de renda – ainda assim não há saldo suficiente para a aquisição dos outros dois apartamentos, cujo preço totaliza a R$ 980.000,00. Nem mesmo a circunstância de duas dessas unidades terem sido alienadas ainda no ano de 2009 é capaz de explicar essa insuficiência de caixa. Isso porque, de acordo com a própria declaração de imposto de renda, as unidades foram vendidas em 17.09.2009, data em que EVENDRO STABILE já tinha pago à construtora, em dinheiro, R$ 770.000,00. Aliás, em relação à revenda dessas duas unidades, de acordo com a declaração de imposto de renda de EVANDRO STABILE teriam sido adquiridas por PAULO CEZAR DE AGUIAR. Ouvido pela Polícia Federal, PAULO CEZAR esclareceu ter recebido 'uma proposta oriunda de EVANDRO STABILE; que a proposta era para o depoente participar como adquirente em dois contratos 'de gaveta', sendo a natureza dos contratos de compromisso de compra e venda de duas unidades do Edifício Maison Gabriela (...); que EVANDRO STABILE precisa dissimular a operação de compra destes imóveis, sendo que a suposta vantagem para o declarante seria a 'criação' de dívidas para posterior utilização na declaração de imposto de renda; que acabou não utilizando este artifício, mas sabe que EVANDRO STABILE declarou como tendo vendido estas duas propriedades para o depoente, que reitera que não adquiriu as unidades, sendo que o real proprietário é EVANDRO STÁBILE' (...). (...) Como se vê, as diligências realizadas a partir do desencadeamento da operação ASAFE robustecem sobremaneira os indícios de participação de Juízes e Desembargadores em aparentes atividades criminosas destinadas à manipulação de decisões judiciais. Os depoimentos prestados pelos investigados, notadamente de DIANE ALVES, ALCENOR ALVES, BRUNO ALVES, PHELLIPE 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT Seja como for, deduzidas as despesas e disponibilidades de capital dos rendimentos, encontra-se um saldo positivo de R$ 545.782,34, insuficientes para aquisição das três unidades do Edifício Maison Gabriela, que custaram R$ 1.470.000,00 (...). Ainda que uma das unidades venha sido paga por EDUARDO JACOB – circunstância não refletida na declaração de imposto de renda – ainda assim não há saldo suficiente para a aquisição dos outros dois apartamentos, cujo preço totaliza a R$ 980.000,00. Nem mesmo a circunstância de duas dessas unidades terem sido alienadas ainda no ano de 2009 é capaz de explicar essa insuficiência de caixa. Isso porque, de acordo com a própria declaração de imposto de renda, as unidades foram vendidas em 17.09.2009, data em que EVENDRO STABILE já tinha pago à construtora, em dinheiro, R$ 770.000,00. Aliás, em relação à revenda dessas duas unidades, de acordo com a declaração de imposto de renda de EVANDRO STABILE teriam sido adquiridas por PAULO CEZAR DE AGUIAR. Ouvido pela Polícia Federal, PAULO CEZAR esclareceu ter recebido 'uma proposta oriunda de EVANDRO STABILE; que a proposta era para o depoente participar como adquirente em dois contratos 'de gaveta', sendo a natureza dos contratos de compromisso de compra e venda de duas unidades do Edifício Maison Gabriela (...); que EVANDRO STABILE precisa dissimular a operação de compra destes imóveis, sendo que a suposta vantagem para o declarante seria a 'criação' de dívidas para posterior utilização na declaração de imposto de renda; que acabou não utilizando este artifício, mas sabe que EVANDRO STABILE declarou como tendo vendido estas duas propriedades para o depoente, que reitera que não adquiriu as unidades, sendo que o real proprietário é EVANDRO STÁBILE' (...). (...) Como se vê, as diligências realizadas a partir do desencadeamento da operação ASAFE robustecem sobremaneira os indícios de participação de Juízes e Desembargadores em aparentes atividades criminosas destinadas à manipulação de decisões judiciais. Os depoimentos prestados pelos investigados, notadamente de DIANE ALVES, ALCENOR ALVES, BRUNO ALVES, PHELLIPE 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT JACOB, IVONE REIS e MAX WEYZER, permitem inferir a existência de negociações diretas com essas autoridades, objetivando o direcionamento de suas decisões. Por outro lado, as diligências de busca resultaram na apreensão de valores e documentos que, aliados às quebras de sigilo bancário e fiscal, evidenciam o acúmulo de patrimônio incompatível com seus rendimentos mensais, indicando possível prova de materialidade dos crimes em apuração. Acrescente-se, nesse ponto, a circunstância absolutamente inusitada e suspeita – sobretudo em tempos de tanta violência e insegurança – dessas autoridades manterem em suas residências, em moeda nacional e estrangeira, valores que, somados, ultrapassam os R$ 600.000,00 (...)”. Portanto, nos estreitos limites cognitivos do habeas corpus, não é possível, descartar o envolvimento do Paciente com as demais autoridades investigadas. Enquanto persistirem os fundamentos que ligam o Paciente às supostas práticas ilícitas desenvolvidas pelas autoridades detentoras da prerrogativa de foro, não haverá razões para a pretendida cisão dos inquéritos. 6. Quanto às alegações de “ilegalidade no afastamento do Paciente de sua função jurisdicional” e de “excesso de prazo do afastamento cautelar do paciente de suas funções”, é de se ressaltar que o habeas corpus visa impedir que alguém sofra violência ou coação em sua “liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (Art. 5º, LXVIII, da Constituição da República). O art. 647 do Código de Processo Penal estabelece que o habeas corpus será concedido “sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.” 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT JACOB, IVONE REIS e MAX WEYZER, permitem inferir a existência de negociações diretas com essas autoridades, objetivando o direcionamento de suas decisões. Por outro lado, as diligências de busca resultaram na apreensão de valores e documentos que, aliados às quebras de sigilo bancário e fiscal, evidenciam o acúmulo de patrimônio incompatível com seus rendimentos mensais, indicando possível prova de materialidade dos crimes em apuração. Acrescente-se, nesse ponto, a circunstância absolutamente inusitada e suspeita – sobretudo em tempos de tanta violência e insegurança – dessas autoridades manterem em suas residências, em moeda nacional e estrangeira, valores que, somados, ultrapassam os R$ 600.000,00 (...)”. Portanto, nos estreitos limites cognitivos do habeas corpus, não é possível, descartar o envolvimento do Paciente com as demais autoridades investigadas. Enquanto persistirem os fundamentos que ligam o Paciente às supostas práticas ilícitas desenvolvidas pelas autoridades detentoras da prerrogativa de foro, não haverá razões para a pretendida cisão dos inquéritos. 6. Quanto às alegações de “ilegalidade no afastamento do Paciente de sua função jurisdicional” e de “excesso de prazo do afastamento cautelar do paciente de suas funções”, é de se ressaltar que o habeas corpus visa impedir que alguém sofra violência ou coação em sua “liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (Art. 5º, LXVIII, da Constituição da República). O art. 647 do Código de Processo Penal estabelece que o habeas corpus será concedido “sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.” 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT Para Dirley da Cunha Júnior, o habeas corpus não pode ser utilizado para tutelar “qualquer direito”, pois “é uma ação constitucional de natureza penal destinada especificamente à proteção da liberdade de locomoção quando ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder” (JÚNIOR, Dirley Cunha. Curso de Direito Constitucional. Salvador: JusPODIVM, 2008, p. 747-750). A garantia do habeas corpus está ligada a uma outra garantia, que é a liberdade de locomoção. Somente a violação dessa liberdade delineará a causa de pedir da ação de habeas corpus. O Supremo Tribunal, consolidando o entendimento de se restringir a tutela do habeas corpus às situações de risco ou de dano à liberdade de locomoção, editou as Súmulas 693 (não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada), 694 (não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou de função pública) e 695 (não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade). No caso dos autos, quer o Impetrante, com o habeas corpus, que seja reintegrado o Paciente nas funções judicantes, ao argumento nuclear de ser imprópria, ilegal, inadequada e nula a decisão que o afastou do exercício da judicatura. O Supremo Tribunal, em situações similares à vivenciada nestes autos, identificou a impropriedade do habeas corpus para esse desiderato, já que direitos outros, estranhos à liberdade de ir e vir, não poderiam ser nele abrigados. A propósito, firmou-se a orientação de que “não cabe habeas corpus contra decisão que afasta das funções, em ação penal, magistrado que nela é acusado” (HC 95.496, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 10.3.2009) e de que “o 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT Para Dirley da Cunha Júnior, o habeas corpus não pode ser utilizado para tutelar “qualquer direito”, pois “é uma ação constitucional de natureza penal destinada especificamente à proteção da liberdade de locomoção quando ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder” (JÚNIOR, Dirley Cunha. Curso de Direito Constitucional. Salvador: JusPODIVM, 2008, p. 747-750). A garantia do habeas corpus está ligada a uma outra garantia, que é a liberdade de locomoção. Somente a violação dessa liberdade delineará a causa de pedir da ação de habeas corpus. O Supremo Tribunal, consolidando o entendimento de se restringir a tutela do habeas corpus às situações de risco ou de dano à liberdade de locomoção, editou as Súmulas 693 (não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada), 694 (não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou de função pública) e 695 (não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade). No caso dos autos, quer o Impetrante, com o habeas corpus, que seja reintegrado o Paciente nas funções judicantes, ao argumento nuclear de ser imprópria, ilegal, inadequada e nula a decisão que o afastou do exercício da judicatura. O Supremo Tribunal, em situações similares à vivenciada nestes autos, identificou a impropriedade do habeas corpus para esse desiderato, já que direitos outros, estranhos à liberdade de ir e vir, não poderiam ser nele abrigados. A propósito, firmou-se a orientação de que “não cabe habeas corpus contra decisão que afasta das funções, em ação penal, magistrado que nela é acusado” (HC 95.496, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 10.3.2009) e de que “o 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT afastamento do réu das funções de Promotor de Justiça, em razão de ação penal contra ele instaurada (Lei Complementar 35/79), não autoriza a impetração de habeas corpus, porquanto não põe em risco a sua liberdade de locomoção” (HC 84.420, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 10.8.2004). No caso dos autos, esse o descompasso entre a pretensão do Impetrante (reintegração do Paciente aos quadros da magistratura) e os limites constitucionais do habeas corpus (proteção à liberdade de locomoção) inviabiliza que dele se conheça das questões relativas ao afastamento e eventual excesso de prazo. Todavia, é de se registrar que, segundo o requerimento ministerial, “a continuidade do exercício do cargo de Desembargador do TJMT e de Presidente do TRE/MT se mostra incompatível com a gravidade dos fatos acima descritos e com o princípio da moralidade administrativa”. Foi ressaltado, ainda, “que a medida acautelatória de afastamento do cargo, a ser tomada com base no poder geral de cautela do juiz, embora não prevista expressamente em lei, e diante dos exíguos instrumentos cautelares existentes no processo penal, se mostra razoável e proporcional à gravidade dos fatos noticiados, afastando a necessidade de medida mais gravosa, como, por exemplo, a prisão cautelar” (fls. 3-4 da instrução 17). No mesmo sentido, a decisão proferida pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça em 16.6.2010, verbis: “(...) Há de se considerar a gravidade dos fatos que as provas até aqui angariadas apontam, comprometendo o exercício da função judicante e de todo o Poder Judiciário – detentor do monopólio da jurisdição – em sua dignidade e, sobretudo, na segurança e na confiança que a sociedade deve ter no conteúdo das suas decisões. Especificamente em relação aos membros do TRE/MT, o risco de dano é ainda maior, por se tratar de ano eleitoral, especialmente considerando que o início do período de propaganda já se avizinha. Ademais, há de se considerar que o afastamento se impõe como 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT afastamento do réu das funções de Promotor de Justiça, em razão de ação penal contra ele instaurada (Lei Complementar 35/79), não autoriza a impetração de habeas corpus, porquanto não põe em risco a sua liberdade de locomoção” (HC 84.420, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 10.8.2004). No caso dos autos, esse o descompasso entre a pretensão do Impetrante (reintegração do Paciente aos quadros da magistratura) e os limites constitucionais do habeas corpus (proteção à liberdade de locomoção) inviabiliza que dele se conheça das questões relativas ao afastamento e eventual excesso de prazo. Todavia, é de se registrar que, segundo o requerimento ministerial, “a continuidade do exercício do cargo de Desembargador do TJMT e de Presidente do TRE/MT se mostra incompatível com a gravidade dos fatos acima descritos e com o princípio da moralidade administrativa”. Foi ressaltado, ainda, “que a medida acautelatória de afastamento do cargo, a ser tomada com base no poder geral de cautela do juiz, embora não prevista expressamente em lei, e diante dos exíguos instrumentos cautelares existentes no processo penal, se mostra razoável e proporcional à gravidade dos fatos noticiados, afastando a necessidade de medida mais gravosa, como, por exemplo, a prisão cautelar” (fls. 3-4 da instrução 17). No mesmo sentido, a decisão proferida pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça em 16.6.2010, verbis: “(...) Há de se considerar a gravidade dos fatos que as provas até aqui angariadas apontam, comprometendo o exercício da função judicante e de todo o Poder Judiciário – detentor do monopólio da jurisdição – em sua dignidade e, sobretudo, na segurança e na confiança que a sociedade deve ter no conteúdo das suas decisões. Especificamente em relação aos membros do TRE/MT, o risco de dano é ainda maior, por se tratar de ano eleitoral, especialmente considerando que o início do período de propaganda já se avizinha. Ademais, há de se considerar que o afastamento se impõe como 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT forma de garantia da ordem pública, circunstância que, em hipóteses extremas, poderia justificar até mesmo a prisão preventiva dos investigados, em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, nos termos dos arts. 311 e 312 do CPP. A situação dos autos não exige a adoção de medida tão drástica, uma vez que a garantia da ordem pública pode ser obtida com o mero afastamento das autoridades em questão. Dessa forma, a despeito das investigações ainda não estarem concluídas pela Polícia Federal, as provas até aqui amealhadas se mostram suficientes para a determinação de afastamento cautelar destas autoridades de seus respectivos cargos, sobretudo pelos tipos dos delitos, inteiramente incompatíveis com as funções por eles exercidas (...)”. 7. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem de habeas corpus. É o voto. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT forma de garantia da ordem pública, circunstância que, em hipóteses extremas, poderia justificar até mesmo a prisão preventiva dos investigados, em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, nos termos dos arts. 311 e 312 do CPP. A situação dos autos não exige a adoção de medida tão drástica, uma vez que a garantia da ordem pública pode ser obtida com o mero afastamento das autoridades em questão. Dessa forma, a despeito das investigações ainda não estarem concluídas pela Polícia Federal, as provas até aqui amealhadas se mostram suficientes para a determinação de afastamento cautelar destas autoridades de seus respectivos cargos, sobretudo pelos tipos dos delitos, inteiramente incompatíveis com as funções por eles exercidas (...)”. 7. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem de habeas corpus. É o voto. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25 Esclarecimento 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Tenho uma dúvida. Tenho impressão que eu estou impedido neste caso. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Porque foi o Órgão Especial do Superior Tribunal que recebeu a denúncia. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vossa Excelência está impedido? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Não tenho a certeza. Mas, provavelmente, estou. Por via das dúvidas, declaro meu impedimento. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É porque eu não acentuei. Em outros processos, eu me lembro que Vossa Excelência estava impedido, e é o mesmo caso. Esse caso é repetido. São vários habeas corpus. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Mas é melhor declarar-se impedido para evitar uma nulidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3594300. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Tenho uma dúvida. Tenho impressão que eu estou impedido neste caso. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Porque foi o Órgão Especial do Superior Tribunal que recebeu a denúncia. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vossa Excelência está impedido? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Não tenho a certeza. Mas, provavelmente, estou. Por via das dúvidas, declaro meu impedimento. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É porque eu não acentuei. Em outros processos, eu me lembro que Vossa Excelência estava impedido, e é o mesmo caso. Esse caso é repetido. São vários habeas corpus. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Mas é melhor declarar-se impedido para evitar uma nulidade. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3594300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.484 PROCED. : MATO GROSSO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : E S IMPTE.(S) : VALBER DA SILVA MELO COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DOS INQUÉRITOS N° 558 E 669 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642794 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.484 PROCED. : MATO GROSSO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : E S IMPTE.(S) : VALBER DA SILVA MELO COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DOS INQUÉRITOS N° 558 E 669 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642794 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3649644
2013-03-12T00:00:00
2013-04-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. INQUÉRITO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DECORRENTE DA EVENTUAL INCOMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DESEMBARGADOR APOSENTADO. PRERROGATIVA DE FORO DOS CORRÉUS. CONEXÃO. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HABEAS CORPUS. LIMITES. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO PRESERVADA. REINTEGRAÇÃO DO PACIENTE AOS QUADROS DO PODER JUDICIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1 . Não se comprova a presença de constrangimento ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da presente ordem de habeas corpus. 2. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados”. Precedentes. 3. Pelo que se tem nos autos, no início das investigações não se apuravam irregularidades cometidas por autoridades judiciárias, mas sim por terceiros que, supostamente, estariam se aproveitando de sua posição próxima àquelas autoridades para receber vantagem em troca da manipulação de decisões judiciais. 4. A ocorrência de duas ou mais infrações, supostamente praticadas por várias pessoas em concurso, algumas inclusive com prerrogativa de foro, embora diverso o tempo e o lugar, resulta tanto na conexão subjetiva concursal quanto na reunião dos inquéritos separadamente instaurados na instância competente, atendendo às exigências dos arts. 76, inc. I, e 78, inc. III, do Código de Processo Penal 5. A apuração unificada, especialmente quando se cogita da existência de uma quadrilha envolvendo juízes e desembargadores, justifica a tramitação do inquérito policial sob a competência do Superior Tribunal de Justiça, na forma estabelecida nos arts. 84 e seguintes do Código de Processo Penal, no art. 105, inc. I, alínea “a”, da Constituição da República, e na Súmula 704 deste Supremo Tribunal. 6. O habeas corpus destina-se exclusivamente à proteção da liberdade de locomoção quando ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder. Precedente. 7. O pedido de reintegração de Magistrado afastado por decisão do Superior Tribunal de Justiça envolve direito estranho à liberdade de ir e vir, não podendo ser abrigado em habeas corpus. Precedente. 8. Ordem denegada.
sjur228094
- Acórdão(s) citado(s): (INSTAURAÇÃO, PERSECUÇÃO PENAL, DENÚNCIA ANÔNIMA) HC 99490 (2ªT), RHC 86082 (2ªT), HC 90178 (2ªT), HC 95244 (1ªT), HC 98345 (1ªT). (COMPETÊNCIA, DEFERIMENTO, INTERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA, LICITUDE, PROVA) HC 81260 (TP). (DESCABIMENTO, HABEAS CORPUS, AFASTAMENTO, MAGISTRADO, PROMOTOR DE JUSTIÇA) HC 95496 (2ªT), HC 84420 (2ªT). Número de páginas: 25. Análise: 10/05/2013, IMC. Revisão: 29/07/2013, ATT.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
105484
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00068 ART-00105 INC-00001\r\n LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00076 INC-00001 ART-00078 INC-00003\r\n ART-00084 ART-00647 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000693 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n", "LEG-FED SUMSTF-000694 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n", "LEG-FED SUMSTF-000695 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n", "LEG-FED SUMSTF-000704 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 105484
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PACTE.(S) : E S IMPTE.(S) : VALBER DA SILVA MELO COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DOS INQUÉRITOS N° 558 E 669 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :E S IMPTE.(S) :VALBER DA SILVA MELO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DOS INQUÉRITOS n 558 E 669 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. INQUÉRITO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DECORRENTE DA EVENTUAL INCOMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. DESEMBARGADOR APOSENTADO. PRERROGATIVA DE FORO DOS CORRÉUS. CONEXÃO. COMPETÊNCIA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HABEAS CORPUS. LIMITES. LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO PRESERVADA. REINTEGRAÇÃO DO PACIENTE AOS QUADROS DO PODER JUDICIÁRIO. IMPOSSIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1 . Não se comprova a presença de constrangimento ilegal a ferir direito do Paciente nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da presente ordem de habeas corpus. 2. É firme a jurisprudência deste Supremo Tribunal no sentido de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados”. Precedentes. 3. Pelo que se tem nos autos, no início das investigações não se apuravam irregularidades cometidas por autoridades judiciárias, mas sim por terceiros que, supostamente, estariam se aproveitando de sua posição próxima àquelas autoridades para receber vantagem em troca da manipulação de decisões judiciais. 4. A ocorrência de duas ou mais infrações, supostamente praticadas por várias pessoas em concurso, algumas inclusive com prerrogativa de foro, embora diverso o tempo e o lugar, resulta tanto na conexão subjetiva concursal quanto na reunião dos inquéritos separadamente instaurados na instância competente, atendendo às exigências dos arts. 76, inc. I, e 78, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571886. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 25 Ementa e Acórdão HC 105484 / MT inc. III, do Código de Processo Penal 5. A apuração unificada, especialmente quando se cogita da existência de uma quadrilha envolvendo juízes e desembargadores, justifica a tramitação do inquérito policial sob a competência do Superior Tribunal de Justiça, na forma estabelecida nos arts. 84 e seguintes do Código de Processo Penal, no art. 105, inc. I, alínea “a”, da Constituição da República, e na Súmula 704 deste Supremo Tribunal. 6. O habeas corpus destina-se exclusivamente à proteção da liberdade de locomoção quando ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder. Precedente. 7. O pedido de reintegração de Magistrado afastado por decisão do Superior Tribunal de Justiça envolve direito estranho à liberdade de ir e vir, não podendo ser abrigado em habeas corpus. Precedente. 8. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido o Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571886. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT inc. III, do Código de Processo Penal 5. A apuração unificada, especialmente quando se cogita da existência de uma quadrilha envolvendo juízes e desembargadores, justifica a tramitação do inquérito policial sob a competência do Superior Tribunal de Justiça, na forma estabelecida nos arts. 84 e seguintes do Código de Processo Penal, no art. 105, inc. I, alínea “a”, da Constituição da República, e na Súmula 704 deste Supremo Tribunal. 6. O habeas corpus destina-se exclusivamente à proteção da liberdade de locomoção quando ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder. Precedente. 7. O pedido de reintegração de Magistrado afastado por decisão do Superior Tribunal de Justiça envolve direito estranho à liberdade de ir e vir, não podendo ser abrigado em habeas corpus. Precedente. 8. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido o Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 25 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :E S IMPTE.(S) :VALBER DA SILVA MELO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DOS INQUÉRITOS n 558 E 669 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Habeas Corpus, com pedido de liminar, impetrado por VALBER DA SILVA MELO, advogado, em benefício de E. S., Desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, “apontando-se como autoridades coatoras a Excelentíssima Ministra do Superior Tribunal de Justiça, Relatora do Inquérito Policial 588/GO-Superior Tribunal de Justiça, Sra. Fátima Nancy Andrigui, e a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça”. 2. Tem-se, nos autos, que as investigações “tiveram início a partir de denúncias quanto à existência de um grupo que, mediante tráfico de influências junto a membros e ex-membros do TRE/MT, teriam por escopo a perpetuação fraudulenta de DIANE VIEIRA DE VASCONCELLOS ALVES como prefeita da cidade do Alto Paraguai”; e que “[n]o desenrolar das interceptações autorizadas pela Justiça Federal, surgiram indícios de envolvimento direto de E[.] J[.], E[.] S[.] [Paciente] e M[.] A[.], sendo que, após a quebra do sigilo bancário de parte dos investigados e da confrontação das respectivas informações com o resultado das interceptações, a Juíza da 2... Vara Federal de Cuiabá/MT conclui ter havido alteração do 'quadro probatório que inicialmente indicava somente a exploração de prestígio, obtendo-se elementos de convicção que permite enveredar-se para se investigar crimes de corrupção envolvendo membros do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso' (...), para, então, declinar da competência da Justiça Federal em favor d[o] Superior Tribunal de Justiça”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :E S IMPTE.(S) :VALBER DA SILVA MELO COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DOS INQUÉRITOS n 558 E 669 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Habeas Corpus, com pedido de liminar, impetrado por VALBER DA SILVA MELO, advogado, em benefício de E. S., Desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, “apontando-se como autoridades coatoras a Excelentíssima Ministra do Superior Tribunal de Justiça, Relatora do Inquérito Policial 588/GO-Superior Tribunal de Justiça, Sra. Fátima Nancy Andrigui, e a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça”. 2. Tem-se, nos autos, que as investigações “tiveram início a partir de denúncias quanto à existência de um grupo que, mediante tráfico de influências junto a membros e ex-membros do TRE/MT, teriam por escopo a perpetuação fraudulenta de DIANE VIEIRA DE VASCONCELLOS ALVES como prefeita da cidade do Alto Paraguai”; e que “[n]o desenrolar das interceptações autorizadas pela Justiça Federal, surgiram indícios de envolvimento direto de E[.] J[.], E[.] S[.] [Paciente] e M[.] A[.], sendo que, após a quebra do sigilo bancário de parte dos investigados e da confrontação das respectivas informações com o resultado das interceptações, a Juíza da 2... Vara Federal de Cuiabá/MT conclui ter havido alteração do 'quadro probatório que inicialmente indicava somente a exploração de prestígio, obtendo-se elementos de convicção que permite enveredar-se para se investigar crimes de corrupção envolvendo membros do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso' (...), para, então, declinar da competência da Justiça Federal em favor d[o] Superior Tribunal de Justiça”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 25 Relatório HC 105484 / MT 3. Ao decidir sobre a distribuição por prevenção do Inquérito n. 669 ao Inquérito n. 558, a Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, fez consignar em sua decisão que “os inquéritos 558/GO e 669/MT, além de possuírem, em parte, os mesmos investigados – em especial o Des. E[.] S[.] [Paciente], cuja função confere a prerrogativa de foro nesta Corte – também apuram a suposta prática de crimes análogos, consistentes na formação de quadrilha objetivando a manipulação de decisões judiciais”, e que “tal circunstância evidencia a conveniência da reunião dos inquéritos, em virtude da ligação entre suas provas e do vínculo objetivo entre as diferentes condutas, devendo ser reconhecida a existência da conexão no art. 76, I e II, do CPP” . 4. Em 11.5.2010, a Ministra Nancy Andrighi determinou o apensamento dos autos do Inquérito n. 669 aos do Inquérito n. 558, deferiu determinadas diligências requeridas pelo Ministério Público Federal, ressaltando a) que “[a]s investigações realizadas até este momento trazem fortes indícios quanto à existência de um grupo de pessoas associado em torno de uma estrutura organizada e perene e com predisposição comum de meios objetivando a prática criminosa, notadamente a suposta manipulação de decisões judiciais, mediante exploração de prestígio e corrupção ativa e passiva”; e b) que o Paciente “é Desembargador do TJ/MT e atual Presidente do TRE/MT. Foi intensamente mencionado no caso ALTO PARAGUAI, tendo a equipe de vigilância da Polícia Federal registrado inclusive encontro dele com DIANE (...), bem como indícios de exigência de vantagem indevida (...). Também se apurou seu contato próximo com C[.] (...) e C[.] M[.] (...), além de ter sido mencionado no termo de declarações de C[.] F[.] D[.] N[.] P[.], por ter solicitado 'propina' para que este fosse mantido na administração da Faculdade Afirmativo (...). Vale consignar, ainda, a informação prestada pela Polícia Federal, de que o Vice- Presidente e Corregedor do TRE/MT, R[.] R[.], proibiu liminarmente S[.] de 'conceder medidas cautelares contra decisões do Pleno, após recurso da Procuradoria Regional Eleitoral, que alega que o magistrado estaria usurpando a competência ao apreciar novamente questões colegiadas antes mesmo dos acórdãos serem publicados”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT 3. Ao decidir sobre a distribuição por prevenção do Inquérito n. 669 ao Inquérito n. 558, a Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, fez consignar em sua decisão que “os inquéritos 558/GO e 669/MT, além de possuírem, em parte, os mesmos investigados – em especial o Des. E[.] S[.] [Paciente], cuja função confere a prerrogativa de foro nesta Corte – também apuram a suposta prática de crimes análogos, consistentes na formação de quadrilha objetivando a manipulação de decisões judiciais”, e que “tal circunstância evidencia a conveniência da reunião dos inquéritos, em virtude da ligação entre suas provas e do vínculo objetivo entre as diferentes condutas, devendo ser reconhecida a existência da conexão no art. 76, I e II, do CPP” . 4. Em 11.5.2010, a Ministra Nancy Andrighi determinou o apensamento dos autos do Inquérito n. 669 aos do Inquérito n. 558, deferiu determinadas diligências requeridas pelo Ministério Público Federal, ressaltando a) que “[a]s investigações realizadas até este momento trazem fortes indícios quanto à existência de um grupo de pessoas associado em torno de uma estrutura organizada e perene e com predisposição comum de meios objetivando a prática criminosa, notadamente a suposta manipulação de decisões judiciais, mediante exploração de prestígio e corrupção ativa e passiva”; e b) que o Paciente “é Desembargador do TJ/MT e atual Presidente do TRE/MT. Foi intensamente mencionado no caso ALTO PARAGUAI, tendo a equipe de vigilância da Polícia Federal registrado inclusive encontro dele com DIANE (...), bem como indícios de exigência de vantagem indevida (...). Também se apurou seu contato próximo com C[.] (...) e C[.] M[.] (...), além de ter sido mencionado no termo de declarações de C[.] F[.] D[.] N[.] P[.], por ter solicitado 'propina' para que este fosse mantido na administração da Faculdade Afirmativo (...). Vale consignar, ainda, a informação prestada pela Polícia Federal, de que o Vice- Presidente e Corregedor do TRE/MT, R[.] R[.], proibiu liminarmente S[.] de 'conceder medidas cautelares contra decisões do Pleno, após recurso da Procuradoria Regional Eleitoral, que alega que o magistrado estaria usurpando a competência ao apreciar novamente questões colegiadas antes mesmo dos acórdãos serem publicados”. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 25 Relatório HC 105484 / MT 5. Em 16.6.2010, a “Corte Especial [do Superior Tribunal de Justiça], por maioria, determinou o afastamento cautelar do Desembargador E[.] S[.], inclusive do Tribunal Regional Eleitoral, do Juiz do Tribunal Regional Eleitoral E[.] H[.] J[.], do Desembargador J[.] L[.] de C[.] e do Juiz de Direito C[.] M[.], sem prejuízo de perceberem os subsídios, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora”. 6. Na inicial da presente ação, o Impetrante apresenta, basicamente, os fundamentos seguintes: “1) Inquérito judicial instaurado por supostas denúncias anônimas, contrariando a jurisprudência desta Corte (Supremo Tribunal Federal). 2) Requisição do inquérito realizada por Procurador da República e Procurador Regional Eleitoral (um só indivíduo) sem atribuição para investigação de autoridades sujeitas a prerrogativa de foro e desafeto pessoal do paciente. 3) Investigações conduzidas por magistrado de primeira instância, juiz titular da Segunda Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, também membro do TRE/MT, Corte que o paciente presidia. Paciente investigado por seus próprios pares. 4) Nulidade das decisões então proferidas em razão da incompetência absoluta. Conseqüente ilicitude das provas. 5) Distribuição irregular do feito no Superior Tribunal de Justiça: inexistência de relator prevento, posto que ausente conexão. Conseqüente nulidade do afastamento do paciente das suas funções jurisdicionais, mormente quando ocorrido antes da formalização da exordial acusatória (art. 29 da LOMAN) e baseado essencialmente em pressão midiática. 6) Excesso de prazo na conclusão do inquérito que originou o afastamento (sem que exista denúncia) , o que configura constrangimento ilegal passível de habeas corpus” (fl. 2, transcrição conforme o original). 7. Este o teor dos pedidos liminares: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT 5. Em 16.6.2010, a “Corte Especial [do Superior Tribunal de Justiça], por maioria, determinou o afastamento cautelar do Desembargador E[.] S[.], inclusive do Tribunal Regional Eleitoral, do Juiz do Tribunal Regional Eleitoral E[.] H[.] J[.], do Desembargador J[.] L[.] de C[.] e do Juiz de Direito C[.] M[.], sem prejuízo de perceberem os subsídios, nos termos do voto da Sra. Ministra Relatora”. 6. Na inicial da presente ação, o Impetrante apresenta, basicamente, os fundamentos seguintes: “1) Inquérito judicial instaurado por supostas denúncias anônimas, contrariando a jurisprudência desta Corte (Supremo Tribunal Federal). 2) Requisição do inquérito realizada por Procurador da República e Procurador Regional Eleitoral (um só indivíduo) sem atribuição para investigação de autoridades sujeitas a prerrogativa de foro e desafeto pessoal do paciente. 3) Investigações conduzidas por magistrado de primeira instância, juiz titular da Segunda Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, também membro do TRE/MT, Corte que o paciente presidia. Paciente investigado por seus próprios pares. 4) Nulidade das decisões então proferidas em razão da incompetência absoluta. Conseqüente ilicitude das provas. 5) Distribuição irregular do feito no Superior Tribunal de Justiça: inexistência de relator prevento, posto que ausente conexão. Conseqüente nulidade do afastamento do paciente das suas funções jurisdicionais, mormente quando ocorrido antes da formalização da exordial acusatória (art. 29 da LOMAN) e baseado essencialmente em pressão midiática. 6) Excesso de prazo na conclusão do inquérito que originou o afastamento (sem que exista denúncia) , o que configura constrangimento ilegal passível de habeas corpus” (fl. 2, transcrição conforme o original). 7. Este o teor dos pedidos liminares: 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 25 Relatório HC 105484 / MT “(...) a) suspender, até o julgamento definitivo da presente ordem, o trâmite dos inquéritos de n 669/MT e 558/GO, ambos a tramitar pelo Superior Tribunal de Justiça; b) determinar o imediato retorno do paciente as suas funções jurisdicionais, tanto junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso como junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso; c) na remota hipótese de indeferimento do pedido anterior em razão de conveniência política dado o período eleitoral, que seja o paciente reconduzido ao menos ao seu cargo de Desembargador no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, já que o inquérito 558/GO, conforme esposado acima, não traz qualquer menção concreta de ilicitude envolvendo o nome do paciente (...)” (fls. 47-48, transcrição conforme o original). No mérito, “requer seja a ordem concedida em definitivo” para: “(...) 1) declarar a nulidade de todos os atos investigativos constantes do Inquérito n 669/MT, visto que instaurado mediante requisição de Procurador da República sem atribuição e presididos pelo juízo da Segunda Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, incompetente para a supervisão de Inquérito a investigar magistrados, conforme precedentes desta Corte (Supremo Tribunal Federal, Pleno, Pet. 3825/MT, julgado em 10.10.2007 e Rcl. 2348/TO, julgado em 05.08.2005), sendo o paciente, em conseqüência, reconduzido as suas funções jurisdicionais; 2) declarar a nulidade das medidas cautelares constantes do Inquérito n 669/MT, em especial a de interceptação telefônica (art. 1... da Lei 9.296/96), já que autorizadas ilegalmente por juízo incompetente (Segunda Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso), sendo o paciente, em conseqüência, reconduzido as suas funções jurisdicionais; 3) determinar que, assentada a inexistência de conexão, sejam desmembrados os Inquéritos n 558/GO e 669/MT, sendo o último re- distribuído por sorteio, visto que a distribuição viciada, por prevenção, lesou o princípio do juízo natural. Por conseqüência, que seja o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT “(...) a) suspender, até o julgamento definitivo da presente ordem, o trâmite dos inquéritos de n 669/MT e 558/GO, ambos a tramitar pelo Superior Tribunal de Justiça; b) determinar o imediato retorno do paciente as suas funções jurisdicionais, tanto junto ao Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso como junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso; c) na remota hipótese de indeferimento do pedido anterior em razão de conveniência política dado o período eleitoral, que seja o paciente reconduzido ao menos ao seu cargo de Desembargador no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, já que o inquérito 558/GO, conforme esposado acima, não traz qualquer menção concreta de ilicitude envolvendo o nome do paciente (...)” (fls. 47-48, transcrição conforme o original). No mérito, “requer seja a ordem concedida em definitivo” para: “(...) 1) declarar a nulidade de todos os atos investigativos constantes do Inquérito n 669/MT, visto que instaurado mediante requisição de Procurador da República sem atribuição e presididos pelo juízo da Segunda Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso, incompetente para a supervisão de Inquérito a investigar magistrados, conforme precedentes desta Corte (Supremo Tribunal Federal, Pleno, Pet. 3825/MT, julgado em 10.10.2007 e Rcl. 2348/TO, julgado em 05.08.2005), sendo o paciente, em conseqüência, reconduzido as suas funções jurisdicionais; 2) declarar a nulidade das medidas cautelares constantes do Inquérito n 669/MT, em especial a de interceptação telefônica (art. 1... da Lei 9.296/96), já que autorizadas ilegalmente por juízo incompetente (Segunda Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso), sendo o paciente, em conseqüência, reconduzido as suas funções jurisdicionais; 3) determinar que, assentada a inexistência de conexão, sejam desmembrados os Inquéritos n 558/GO e 669/MT, sendo o último re- distribuído por sorteio, visto que a distribuição viciada, por prevenção, lesou o princípio do juízo natural. Por conseqüência, que seja o 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 25 Relatório HC 105484 / MT paciente reconduzido as suas funções jurisdicionais; 4) consoante ao item anterior, sejam anuladas todas as decisões da relatora incompetente, em particular as que autorizaram as Buscas e Apreensões realizadas), devendo o paciente ser, em conseqüência disto, reconduzido as suas funções jurisdicionais; 5) seja anulado o acórdão da Corte Especial que afastou o paciente de suas funções jurisdicionais, visto que o julgamento deu-se baseado em provas ilícitas, sem contraditório e ampla defesa, antes do recebimento (e mesmo da apresentação) de denúncia e por relatora que não era a natural e, em conseqüência, seja o magistrado reconduzido aos seus respectivos cargos; 6) seja reconhecido o excesso de prazo do afastamento cautelar do paciente de suas funções, sendo autorizado seu retorno ao cargo se por outra razão não encontrar-se impedido (...)” (fls. 49-50, transcrição conforme o original). 8. Em 14.9.2010, indeferi a liminar, destacando os aspectos relevantes da impetração nos termos seguintes: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. INQUÉRITO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DECORRENTE DA EVENTUAL INCOMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES QUE PRODUZIRAM AS PRIMEIRAS PROVAS INDICIÁRIAS. PRERROGATIVA DE FORO. AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA E DE IMINÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. DEFICIENTE INSTRUÇÃO DO PEDIDO. LIMINAR INDEFERIDA. SOLICITAÇÃO DE INFORMAÇÕES. VISTA À PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA”. 9. Em 25.10.2010, a Ministra Nancy Andrighi prestou informações. 10. A Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT paciente reconduzido as suas funções jurisdicionais; 4) consoante ao item anterior, sejam anuladas todas as decisões da relatora incompetente, em particular as que autorizaram as Buscas e Apreensões realizadas), devendo o paciente ser, em conseqüência disto, reconduzido as suas funções jurisdicionais; 5) seja anulado o acórdão da Corte Especial que afastou o paciente de suas funções jurisdicionais, visto que o julgamento deu-se baseado em provas ilícitas, sem contraditório e ampla defesa, antes do recebimento (e mesmo da apresentação) de denúncia e por relatora que não era a natural e, em conseqüência, seja o magistrado reconduzido aos seus respectivos cargos; 6) seja reconhecido o excesso de prazo do afastamento cautelar do paciente de suas funções, sendo autorizado seu retorno ao cargo se por outra razão não encontrar-se impedido (...)” (fls. 49-50, transcrição conforme o original). 8. Em 14.9.2010, indeferi a liminar, destacando os aspectos relevantes da impetração nos termos seguintes: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. INQUÉRITO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DECORRENTE DA EVENTUAL INCOMPETÊNCIA DAS AUTORIDADES QUE PRODUZIRAM AS PRIMEIRAS PROVAS INDICIÁRIAS. PRERROGATIVA DE FORO. AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA E DE IMINÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. DEFICIENTE INSTRUÇÃO DO PEDIDO. LIMINAR INDEFERIDA. SOLICITAÇÃO DE INFORMAÇÕES. VISTA À PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA”. 9. Em 25.10.2010, a Ministra Nancy Andrighi prestou informações. 10. A Procuradoria-Geral da República opinou pela denegação da ordem. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 25 Relatório HC 105484 / MT É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571887. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO V OTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. A exposição dos fatos e a verificação das circunstâncias presentes e comprovadas na ação conduzem à denegação da ordem. 2. Quanto à alegação de não ser possível a instauração de procedimento investigativo a partir de denúncia anônima, ressalte-se que este Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados” (HC 99.490, Rel. Ministro Joaquim Barbosa, DJ 31.1.2011). Nesse sentido: “(...) Legitimidade e validade do processo que se originou de investigações baseadas, no primeiro momento, de ‘denúncia anônima’ dando conta de possíveis práticas ilícitas relacionadas ao tráfico de substância entorpecente. Entendeu-se não haver flagrante forjado o resultante de diligências policiais após denúncia anônima sobre tráfico de entorpecentes (HC 74.195, rel. Min. Sidney Sanches, 1... Turma, DJ 13.09.1996) (...) ” (RHC 86.082, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22.8.2008); “(...) Não é nulo o inquérito policial instaurado a partir da prisão em flagrante dos acusados, ainda que a autoridade policial tenha tomado conhecimento prévio dos fatos por meio de denúncia anônima (...)” (HC 90.178, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 26.3.2010); “(...) EMENTA Habeas corpus. Constitucional e processual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO V OTO A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. A exposição dos fatos e a verificação das circunstâncias presentes e comprovadas na ação conduzem à denegação da ordem. 2. Quanto à alegação de não ser possível a instauração de procedimento investigativo a partir de denúncia anônima, ressalte-se que este Supremo Tribunal Federal firmou jurisprudência no sentido de que “nada impede a deflagração da persecução penal pela chamada 'denúncia anônima', desde que esta seja seguida de diligências realizadas para averiguar os fatos nela noticiados” (HC 99.490, Rel. Ministro Joaquim Barbosa, DJ 31.1.2011). Nesse sentido: “(...) Legitimidade e validade do processo que se originou de investigações baseadas, no primeiro momento, de ‘denúncia anônima’ dando conta de possíveis práticas ilícitas relacionadas ao tráfico de substância entorpecente. Entendeu-se não haver flagrante forjado o resultante de diligências policiais após denúncia anônima sobre tráfico de entorpecentes (HC 74.195, rel. Min. Sidney Sanches, 1... Turma, DJ 13.09.1996) (...) ” (RHC 86.082, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22.8.2008); “(...) Não é nulo o inquérito policial instaurado a partir da prisão em flagrante dos acusados, ainda que a autoridade policial tenha tomado conhecimento prévio dos fatos por meio de denúncia anônima (...)” (HC 90.178, Rel. Min. Cezar Peluso, DJe de 26.3.2010); “(...) EMENTA Habeas corpus. Constitucional e processual Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT penal. Possibilidade de denúncia anônima, desde que acompanhada de demais elementos colhidos a partir dela. Instauração de inquérito. Quebra de sigilo telefônico. Trancamento do inquérito. Denúncia recebida. Inexistência de constrangimento ilegal. 1. O precedente referido pelo impetrante na inicial (HC n 84.827/TO, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 23/11/07), de fato, assentou o entendimento de que é vedada a persecução penal iniciada com base, exclusivamente, em denúncia anônima. Firmou-se a orientação de que a autoridade policial, ao receber uma denúncia anônima, deve antes realizar diligências preliminares para averiguar se os fatos narrados nessa ‘denúncia’ são materialmente verdadeiros, para, só então, iniciar as investigações (...)” (HC 95.244, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 30.4.2010). No caso, ainda sem instaurar inquérito policial, o Ministério Público Federal recebeu a) “denúncia anônima” de “pessoa que não quis se identificar por medo de represálias, mas que descreveu com detalhes o suposto esquema de corrupção” no Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso; e b) em 17.8.2009, “ofício do corregedor do TRE/MT, desembargador Rui Ramos Ribeiro, encaminhando termo de declarações prestadas por Orlando Cardoso Chaves à Polícia Federal”, no sentido de “que o candidato a vereador Jonas Manoel de Souza teria pago R$ 70.000,00 (setenta mil reais) em troca de uma decisão do TRE/MT favorável ao seu recurso eleitoral”. Em 18.8.2009, o Ministério Público Federal requereu a instauração de inquérito e a interceptação telefônica de Dejair “de tal”, Alcenor Alves, André Castrillo, Eduardo Gomes, Ignez Maria Mendes Linhares e Jonas Manoel de Souza, ressaltando que a) a investigação “só terá êxito se contar com o respaldo de um consistente trabalho de inteligência policial, calcado em interceptações telefônicas”; e b) “que não já prova alguma do efetivo recebimento de vantagens ilícitas por parte dos membros do TRE/MT, nem sequer de que conheçam tais intermediários”. Portanto, o procedimento adotado na primeira instância está em perfeita consonância com o entendimento firmado na jurisprudência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT penal. Possibilidade de denúncia anônima, desde que acompanhada de demais elementos colhidos a partir dela. Instauração de inquérito. Quebra de sigilo telefônico. Trancamento do inquérito. Denúncia recebida. Inexistência de constrangimento ilegal. 1. O precedente referido pelo impetrante na inicial (HC n 84.827/TO, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 23/11/07), de fato, assentou o entendimento de que é vedada a persecução penal iniciada com base, exclusivamente, em denúncia anônima. Firmou-se a orientação de que a autoridade policial, ao receber uma denúncia anônima, deve antes realizar diligências preliminares para averiguar se os fatos narrados nessa ‘denúncia’ são materialmente verdadeiros, para, só então, iniciar as investigações (...)” (HC 95.244, rel. min. Dias Toffoli, DJe de 30.4.2010). No caso, ainda sem instaurar inquérito policial, o Ministério Público Federal recebeu a) “denúncia anônima” de “pessoa que não quis se identificar por medo de represálias, mas que descreveu com detalhes o suposto esquema de corrupção” no Tribunal Regional Eleitoral do Mato Grosso; e b) em 17.8.2009, “ofício do corregedor do TRE/MT, desembargador Rui Ramos Ribeiro, encaminhando termo de declarações prestadas por Orlando Cardoso Chaves à Polícia Federal”, no sentido de “que o candidato a vereador Jonas Manoel de Souza teria pago R$ 70.000,00 (setenta mil reais) em troca de uma decisão do TRE/MT favorável ao seu recurso eleitoral”. Em 18.8.2009, o Ministério Público Federal requereu a instauração de inquérito e a interceptação telefônica de Dejair “de tal”, Alcenor Alves, André Castrillo, Eduardo Gomes, Ignez Maria Mendes Linhares e Jonas Manoel de Souza, ressaltando que a) a investigação “só terá êxito se contar com o respaldo de um consistente trabalho de inteligência policial, calcado em interceptações telefônicas”; e b) “que não já prova alguma do efetivo recebimento de vantagens ilícitas por parte dos membros do TRE/MT, nem sequer de que conheçam tais intermediários”. Portanto, o procedimento adotado na primeira instância está em perfeita consonância com o entendimento firmado na jurisprudência 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT deste Supremo Tribunal, concernente à “realização de diligências preliminares para apurar a veracidade das informações obtidas anonimamente e, então, instaurar o procedimento investigatório propriamente dito” (HC 98.345, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. para o acórdão Min. Dias Toffoli, DJ 17.9.2010). 3. Quanto à afirmação de que os atos investigativos teriam sido instaurados por “Procurador da República sem atribuição” e presididos por Juízo incompetente, melhor sorte não assiste ao Impetrante. Pelo que se tem nos autos, a) em 18.8.2009, o Juízo da 2... Vara Federal da Seção Judiciária de Mato-Grosso “defer[iu] o requerimento de interceptação telefônica de Alcenor Alves (...) e Jonas Manoel de Souza”, “por entender necessário ao descobrimento da verdade e ao prosseguimento das investigações criminais, acolhendo em parte o requerimento ministerial”, ressaltando que “nenhum outro número poderá ser interceptado com base neste decisão”; e b) em 4.9.2009, o Juízo de primeiro grau decidiu pela interceptação telefônica dos demais investigados em razão dos “novos elementos trazidos, inclusive um novo depoimento”, consignando que “ainda não h[avia], nos autos, indícios de que, de fato, estejam membros do TRE/MT efetuando qualquer ato ilícito ou recebendo vantagens indevidas para proferir sentenças” e que, “[a]o contrário, o que tudo indica é que se estaria a enganar possíveis interessados em julgamentos no TRE/MT, com a solicitação de dinheiro em troca de possível influência em resultado de determinados recursos judiciais”. Segundo informações prestadas pela Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, o Inquérito n. 669/MT, instaurado na Vara Federal de Cuiabá, apura notícias “de que advogados e terceiros estariam manipulando decisões no âmbito da Justiça Eleitoral do Mato Grosso”, sendo que, “no decorrer das investigações, surgiram indícios de envolvimento de membros do TRE/MT nas atividades ilícitas, o que levou a i. Juíza Federal a declinar a competência em favor do Superior Tribunal de Justiça” (fl. 2 das informações). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT deste Supremo Tribunal, concernente à “realização de diligências preliminares para apurar a veracidade das informações obtidas anonimamente e, então, instaurar o procedimento investigatório propriamente dito” (HC 98.345, Rel. Min. Marco Aurélio, Rel. para o acórdão Min. Dias Toffoli, DJ 17.9.2010). 3. Quanto à afirmação de que os atos investigativos teriam sido instaurados por “Procurador da República sem atribuição” e presididos por Juízo incompetente, melhor sorte não assiste ao Impetrante. Pelo que se tem nos autos, a) em 18.8.2009, o Juízo da 2... Vara Federal da Seção Judiciária de Mato-Grosso “defer[iu] o requerimento de interceptação telefônica de Alcenor Alves (...) e Jonas Manoel de Souza”, “por entender necessário ao descobrimento da verdade e ao prosseguimento das investigações criminais, acolhendo em parte o requerimento ministerial”, ressaltando que “nenhum outro número poderá ser interceptado com base neste decisão”; e b) em 4.9.2009, o Juízo de primeiro grau decidiu pela interceptação telefônica dos demais investigados em razão dos “novos elementos trazidos, inclusive um novo depoimento”, consignando que “ainda não h[avia], nos autos, indícios de que, de fato, estejam membros do TRE/MT efetuando qualquer ato ilícito ou recebendo vantagens indevidas para proferir sentenças” e que, “[a]o contrário, o que tudo indica é que se estaria a enganar possíveis interessados em julgamentos no TRE/MT, com a solicitação de dinheiro em troca de possível influência em resultado de determinados recursos judiciais”. Segundo informações prestadas pela Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, o Inquérito n. 669/MT, instaurado na Vara Federal de Cuiabá, apura notícias “de que advogados e terceiros estariam manipulando decisões no âmbito da Justiça Eleitoral do Mato Grosso”, sendo que, “no decorrer das investigações, surgiram indícios de envolvimento de membros do TRE/MT nas atividades ilícitas, o que levou a i. Juíza Federal a declinar a competência em favor do Superior Tribunal de Justiça” (fl. 2 das informações). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT Verifica-se que o Paciente não consta no rol dos que foram inicialmente investigados. De se realçar, ademais, o cuidado que o Ministério Público Federal teve ao iniciar as investigações em desfavor de Dejair “de tal”, Alcenor Alves, André Castrillo, Eduardo Gomes, Ignez Maria Mendes Linhares e Jonas Manoel de Souza. Na ocasião do requerimento de interceptação telefônica, o Procurador da República afirmou que “não h[averia] prova alguma do recebimento de vantagens ilícitas por parte dos membros do TRE/MT, e nem sequer de que conheçam tais intermediários”, ressalvando que seria “bem plausível que se trate de mera bravata, de ação oportunista daqueles que, apresentando-se como prepostos dos membros do TRE/MT, podem, na realidade, estar simplesmente enganando candidatos dispostos a pagar pela decisão judicial”. Note-se, ainda, a cautela exibida pela Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, quando do exame do primeiro pedido ministerial de afastamento do Paciente, verbis: “(...) O primeiro [pedido de afastamento do Paciente de seu cargo, feito pelo Ministério Público], realizado antes do desencadeamento da operação ASAFE e que alcançava tão-somente EVANDRO STABILE, foi por mim indeferido. Naquela ocasião, salientei que 'grande parte das provas obtidas apenas induz à participação de autoridades nas negociações. Seus nomes são constantemente mencionados, mas não se define claramente se o grupo se limita a explorar o prestígio alheio (sem, no entanto, envolver esses Desembargadores e Juízes), ou se há efetiva corrupção ativa e passiva. Ressalvei, ainda, ser apropriado aguardar 'o desenrolar das diligências ora deferidas [de prisão, oitiva de pessoas, busca e apreensão], que poderão trazer subsídios mais consistentes ao inquérito (...)”. Dessa forma, pela análise dos autos, é indubitável que o Paciente não 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT Verifica-se que o Paciente não consta no rol dos que foram inicialmente investigados. De se realçar, ademais, o cuidado que o Ministério Público Federal teve ao iniciar as investigações em desfavor de Dejair “de tal”, Alcenor Alves, André Castrillo, Eduardo Gomes, Ignez Maria Mendes Linhares e Jonas Manoel de Souza. Na ocasião do requerimento de interceptação telefônica, o Procurador da República afirmou que “não h[averia] prova alguma do recebimento de vantagens ilícitas por parte dos membros do TRE/MT, e nem sequer de que conheçam tais intermediários”, ressalvando que seria “bem plausível que se trate de mera bravata, de ação oportunista daqueles que, apresentando-se como prepostos dos membros do TRE/MT, podem, na realidade, estar simplesmente enganando candidatos dispostos a pagar pela decisão judicial”. Note-se, ainda, a cautela exibida pela Ministra Nancy Andrighi, do Superior Tribunal de Justiça, quando do exame do primeiro pedido ministerial de afastamento do Paciente, verbis: “(...) O primeiro [pedido de afastamento do Paciente de seu cargo, feito pelo Ministério Público], realizado antes do desencadeamento da operação ASAFE e que alcançava tão-somente EVANDRO STABILE, foi por mim indeferido. Naquela ocasião, salientei que 'grande parte das provas obtidas apenas induz à participação de autoridades nas negociações. Seus nomes são constantemente mencionados, mas não se define claramente se o grupo se limita a explorar o prestígio alheio (sem, no entanto, envolver esses Desembargadores e Juízes), ou se há efetiva corrupção ativa e passiva. Ressalvei, ainda, ser apropriado aguardar 'o desenrolar das diligências ora deferidas [de prisão, oitiva de pessoas, busca e apreensão], que poderão trazer subsídios mais consistentes ao inquérito (...)”. Dessa forma, pela análise dos autos, é indubitável que o Paciente não 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT era alvo inicial da investigação promovida pelo Ministério Público Federal, nem que o Juízo de primeiro grau seria incompetente. Ao contrário do que afirma o Impetrante, os autos demonstram que não se apuravam no início das investigações irregularidades cometidas por autoridades judiciárias, mas sim por terceiros que, supostamente, estariam se aproveitando de sua posição próxima àquelas autoridades para receber vantagem em troca da manipulação de decisões judiciais. 4. Quanto à suposta nulidade das decisões proferidas pelo juízo de primeiro grau, é de se realçar que a jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que “não induz à ilicitude da prova resultante da interceptação telefônica que a autorização provenha de Juiz Federal – aparentemente competente, à vista do objeto das investigações policiais em curso, ao tempo da decisão – que, posteriormente, se haja declarado incompetente, à vista do andamento delas” (HC 81.260/ES, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19.4.2002). Ademais, conforme bem ressaltou a Procuradoria-Geral da República, em seu parecer: “(...) não se está diante de prova ilícita, não cabendo confundir prova encontrada com prova emprestada. Com efeito, nos processos em tramitação na Justiça Federal em Goiás e Mato Grosso, em relação a outros investigados, surgiram indícios de envolvimento do paciente, o que, diante da prerrogativa de foro, ensejou a remessa da documentação para o Superior Tribunal de Justiça. Assim, se a captação telefônica e a gravação ambiental, produzidas validamente em processo judicial, mostraram dados novos em relação a terceiro, detentor de foro por prerrogativa perante o Superior Tribunal de Justiça, não há ilegalidade a corrigir se, de imediato, essa documentação foi transmitida ao tribunal competente que, à vista desses indícios, determinou a realização de outras diligências, designadamente a quebra dos sigilos bancário e fiscal, para apuração da conduta supostamente ilícita. O que importa considerar é que a interceptação telefônica e a gravação ambiental foram produzidas de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT era alvo inicial da investigação promovida pelo Ministério Público Federal, nem que o Juízo de primeiro grau seria incompetente. Ao contrário do que afirma o Impetrante, os autos demonstram que não se apuravam no início das investigações irregularidades cometidas por autoridades judiciárias, mas sim por terceiros que, supostamente, estariam se aproveitando de sua posição próxima àquelas autoridades para receber vantagem em troca da manipulação de decisões judiciais. 4. Quanto à suposta nulidade das decisões proferidas pelo juízo de primeiro grau, é de se realçar que a jurisprudência deste Supremo Tribunal é firme no sentido de que “não induz à ilicitude da prova resultante da interceptação telefônica que a autorização provenha de Juiz Federal – aparentemente competente, à vista do objeto das investigações policiais em curso, ao tempo da decisão – que, posteriormente, se haja declarado incompetente, à vista do andamento delas” (HC 81.260/ES, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, DJ 19.4.2002). Ademais, conforme bem ressaltou a Procuradoria-Geral da República, em seu parecer: “(...) não se está diante de prova ilícita, não cabendo confundir prova encontrada com prova emprestada. Com efeito, nos processos em tramitação na Justiça Federal em Goiás e Mato Grosso, em relação a outros investigados, surgiram indícios de envolvimento do paciente, o que, diante da prerrogativa de foro, ensejou a remessa da documentação para o Superior Tribunal de Justiça. Assim, se a captação telefônica e a gravação ambiental, produzidas validamente em processo judicial, mostraram dados novos em relação a terceiro, detentor de foro por prerrogativa perante o Superior Tribunal de Justiça, não há ilegalidade a corrigir se, de imediato, essa documentação foi transmitida ao tribunal competente que, à vista desses indícios, determinou a realização de outras diligências, designadamente a quebra dos sigilos bancário e fiscal, para apuração da conduta supostamente ilícita. O que importa considerar é que a interceptação telefônica e a gravação ambiental foram produzidas de 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT conformidade com os ditames do artigo 5..., inciso XII, da Constituição Federal, e da Lei n 9.296, de 24 de julho de 1996 (...)”. 5. No que se refere à ausência de conexão entre os Inquéritos ns. 588 e 229, razão jurídica não assiste ao Impetrante. O Inquérito n. 558 visava investigar tráfico internacional de drogas no Estado de Goiás. No curso dos trabalhos policiais, foram apurados indícios quanto à existência de um grupo de pessoas associado em torno de uma estrutura organizada, perene e com predisposição comum de meios, objetivando a manipulação de decisões judiciais, mediante exploração de prestígio e corrupção ativa e passiva. O Inquérito n. 669, por sua vez, apurava relatos de que advogados e terceiros estariam manipulando decisões no âmbito da Justiça Eleitoral do Mato Grosso, sendo que, no decorrer das investigações, surgiram indícios de envolvimento de membros do TRE/MT nas atividades ilícitas, o que levou o Juízo Federal de primeira instância a declinar a competência em favor do Superior Tribunal de Justiça. Em suas informações, a Ministra Nancy Andrighi ressaltou que ambos os inquéritos envolvem, em parte, os mesmos investigados, sendo certo que os trabalhos policiais “apuram a suposta prática de crimes análogos, consistentes na formação de quadrilha objetivando a manipulação de decisões judiciais”. Concluiu que “essas circunstâncias revelaram a conveniência da reunião dos inquéritos, em virtude da ligação entre suas provas e do vínculo objetivo entre as diferentes condutas, evidenciando a conexão prevista no art. 76, I e III, do CPP”. A ocorrência de duas ou mais infrações, supostamente praticadas por várias pessoas em concurso, algumas inclusive com prerrogativa de foro, embora diverso o tempo e o lugar, resulta tanto na conexão subjetiva concursal quanto na reunião dos inquéritos separadamente instaurados na instância competente, atendendo às exigências dos arts. 76, inc. I, e 78, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT conformidade com os ditames do artigo 5..., inciso XII, da Constituição Federal, e da Lei n 9.296, de 24 de julho de 1996 (...)”. 5. No que se refere à ausência de conexão entre os Inquéritos ns. 588 e 229, razão jurídica não assiste ao Impetrante. O Inquérito n. 558 visava investigar tráfico internacional de drogas no Estado de Goiás. No curso dos trabalhos policiais, foram apurados indícios quanto à existência de um grupo de pessoas associado em torno de uma estrutura organizada, perene e com predisposição comum de meios, objetivando a manipulação de decisões judiciais, mediante exploração de prestígio e corrupção ativa e passiva. O Inquérito n. 669, por sua vez, apurava relatos de que advogados e terceiros estariam manipulando decisões no âmbito da Justiça Eleitoral do Mato Grosso, sendo que, no decorrer das investigações, surgiram indícios de envolvimento de membros do TRE/MT nas atividades ilícitas, o que levou o Juízo Federal de primeira instância a declinar a competência em favor do Superior Tribunal de Justiça. Em suas informações, a Ministra Nancy Andrighi ressaltou que ambos os inquéritos envolvem, em parte, os mesmos investigados, sendo certo que os trabalhos policiais “apuram a suposta prática de crimes análogos, consistentes na formação de quadrilha objetivando a manipulação de decisões judiciais”. Concluiu que “essas circunstâncias revelaram a conveniência da reunião dos inquéritos, em virtude da ligação entre suas provas e do vínculo objetivo entre as diferentes condutas, evidenciando a conexão prevista no art. 76, I e III, do CPP”. A ocorrência de duas ou mais infrações, supostamente praticadas por várias pessoas em concurso, algumas inclusive com prerrogativa de foro, embora diverso o tempo e o lugar, resulta tanto na conexão subjetiva concursal quanto na reunião dos inquéritos separadamente instaurados na instância competente, atendendo às exigências dos arts. 76, inc. I, e 78, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT inc. III, do Código de Processo Penal (“Art. 76. A competência será determinada pela conexão: I – se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou mesmo por várias pessoas, umas contra as outras”; e “Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes regras: (...) III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação”). No entanto, esclarece a Ministra Nancy Andrighi que “com supedâneo nos elementos probatórios até então angariados, o MPF requereu o afastamento cautelar de diversas autoridades, entre elas a do paciente, do cargo de jurista membro do TRE/MT, o que foi deferido pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça em sessão datada de 16.06.2010”, tendo sido ressaltado, com relação ao Paciente, que: “(...) EVANDRO STABILE é Desembargador do TJ/MT e atual Presidente do TRE/MT. Apurou-se seu contato próximo com CÉLIA CURY (...) e CLÁUDIO MANOEL (...). Em depoimento prestado à Polícia Federal, IVONE REIS DE SIQUEIRA, apontada, ao lado de CÉLIA CURY, como a principal articuladora da suposta associação criminosa, confirma que CÉLIA CURY é 'amiga íntima' de EVANDRO STABILE, bem como que 'várias pessoas comentaram com a declarante que STABILE vende sentença' (fl. 8.021, 31... volume). Em depoimento à Polícia Federal, a própria CELIA CURY admite ser 'muito amiga de EVANDRO [STABILE]', tendo o 'costume de reunir-se com ele para conversas sobre assuntos particulares' (fl. 7.999, 31... volume). O Desembargador também foi mencionado no termo de declarações de CECÍLIO FRANCISCO DAS NEVES PINTO, por ter solicitado 'proprina' para que este fosse mantido na administração da Faculdade Afirmativo (Relatório de Análise 03/09, fl. 4.710, 17... volume). Vale consignar, ainda, a informação prestada pela Polícia Federal, de que o Vice-Presidente e Corregedor do TRE/MT, RUI RAMOS, proibiu liminarmente STABILE de 'conceder medidas 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT inc. III, do Código de Processo Penal (“Art. 76. A competência será determinada pela conexão: I – se, ocorrendo duas ou mais infrações, houverem sido praticadas, ao mesmo tempo, por várias pessoas reunidas, ou por várias pessoas em concurso, embora diverso o tempo e o lugar, ou mesmo por várias pessoas, umas contra as outras”; e “Art. 78. Na determinação da competência por conexão ou continência, serão observadas as seguintes regras: (...) III - no concurso de jurisdições de diversas categorias, predominará a de maior graduação”). No entanto, esclarece a Ministra Nancy Andrighi que “com supedâneo nos elementos probatórios até então angariados, o MPF requereu o afastamento cautelar de diversas autoridades, entre elas a do paciente, do cargo de jurista membro do TRE/MT, o que foi deferido pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça em sessão datada de 16.06.2010”, tendo sido ressaltado, com relação ao Paciente, que: “(...) EVANDRO STABILE é Desembargador do TJ/MT e atual Presidente do TRE/MT. Apurou-se seu contato próximo com CÉLIA CURY (...) e CLÁUDIO MANOEL (...). Em depoimento prestado à Polícia Federal, IVONE REIS DE SIQUEIRA, apontada, ao lado de CÉLIA CURY, como a principal articuladora da suposta associação criminosa, confirma que CÉLIA CURY é 'amiga íntima' de EVANDRO STABILE, bem como que 'várias pessoas comentaram com a declarante que STABILE vende sentença' (fl. 8.021, 31... volume). Em depoimento à Polícia Federal, a própria CELIA CURY admite ser 'muito amiga de EVANDRO [STABILE]', tendo o 'costume de reunir-se com ele para conversas sobre assuntos particulares' (fl. 7.999, 31... volume). O Desembargador também foi mencionado no termo de declarações de CECÍLIO FRANCISCO DAS NEVES PINTO, por ter solicitado 'proprina' para que este fosse mantido na administração da Faculdade Afirmativo (Relatório de Análise 03/09, fl. 4.710, 17... volume). Vale consignar, ainda, a informação prestada pela Polícia Federal, de que o Vice-Presidente e Corregedor do TRE/MT, RUI RAMOS, proibiu liminarmente STABILE de 'conceder medidas 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT cautelares contra decisões do Pleno, após recurso da Procuradoria Regional Eleitoral, que alega que o magistrado estaria usurpando a competência ao apreciar novamente questões colegiadas antes mesmo dos acórdãos serem publicados' (Ofício 11/10, fl. 6.629, 25... volume). EVANDRO STABILE também foi intensamente mencionado no caso ALTO PARAGUAI, objeto do Inq 669/MT, apenso ao presente, em que se apura a suposta manipulação de decisões no âmbito do TRE/MT, objetivando a manutenção de DIANE VIEIRA ALVES no cargo de Prefeita da cidade de Alto Paraguai/MT. A equipe de vigilância da Polícia Federal chegou a registrar encontro de EVANDRO STABILE com DIANE ALVES (Informação 65/09, anexo XIII, fls. 6.720/6.738, 26... volume), bem como indícios de exigência de vantagem indevida (...). Em depoimento à Polícia Federal, embora negue ter negociado com 'componentes do TRE/MT para compra de decisões nos processos eleitorais de Alto Paraguai', DIANE ALVES admite ter se encontrado com EVANDRO STABILE em mais de uma oportunidade (...) sem, no entanto, esclarecer a que título teria mantido esses contatos'. Em relação ao encontro acompanhado pela Polícia Federal, realizado na casa de LUZIA ANTÔNIA OLIVEIRA ANDRADE DE CARVALHO, o próprio EVANDRO STABILE admite a sua existência, embora diga ter sido algo 'casual', pois 'não sabia que ela [DIANE] estaria lá' (...). EVANDRO STABILE também reconhece que LUIZ CARLOS DORILEO DE CARVALHO, conhecido como 'ZIZO', irmão de LUZIA, esteve presente naquela ocasião. ZIZO depôs esclarecendo que 'seria feita uma proposta para EVANDRO por ALCENOR, porém não sabe o teor da proposta; que, então foi à residência de sua irmã sozinho esperar a esposa de ALCENOR, DIANE, que iria conversar com STABILE, que STABILE chegou logo após, que então ligou novamente para ALCENOR informando da chegada de STABILE; que então chegou DIANE que foi trazida por ALCENOR, que EVANDRO e DIANE se reuniram sozinhos, e não sabe qual foi o teor da conversa; que pelo que se recorda eles conversaram uns 15 minutos (...); que, após sair do encontro, na porta da residência, EVANDRO conversou com o declarante por uns minutos, sendo que EVANDRO falou vagamente 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT cautelares contra decisões do Pleno, após recurso da Procuradoria Regional Eleitoral, que alega que o magistrado estaria usurpando a competência ao apreciar novamente questões colegiadas antes mesmo dos acórdãos serem publicados' (Ofício 11/10, fl. 6.629, 25... volume). EVANDRO STABILE também foi intensamente mencionado no caso ALTO PARAGUAI, objeto do Inq 669/MT, apenso ao presente, em que se apura a suposta manipulação de decisões no âmbito do TRE/MT, objetivando a manutenção de DIANE VIEIRA ALVES no cargo de Prefeita da cidade de Alto Paraguai/MT. A equipe de vigilância da Polícia Federal chegou a registrar encontro de EVANDRO STABILE com DIANE ALVES (Informação 65/09, anexo XIII, fls. 6.720/6.738, 26... volume), bem como indícios de exigência de vantagem indevida (...). Em depoimento à Polícia Federal, embora negue ter negociado com 'componentes do TRE/MT para compra de decisões nos processos eleitorais de Alto Paraguai', DIANE ALVES admite ter se encontrado com EVANDRO STABILE em mais de uma oportunidade (...) sem, no entanto, esclarecer a que título teria mantido esses contatos'. Em relação ao encontro acompanhado pela Polícia Federal, realizado na casa de LUZIA ANTÔNIA OLIVEIRA ANDRADE DE CARVALHO, o próprio EVANDRO STABILE admite a sua existência, embora diga ter sido algo 'casual', pois 'não sabia que ela [DIANE] estaria lá' (...). EVANDRO STABILE também reconhece que LUIZ CARLOS DORILEO DE CARVALHO, conhecido como 'ZIZO', irmão de LUZIA, esteve presente naquela ocasião. ZIZO depôs esclarecendo que 'seria feita uma proposta para EVANDRO por ALCENOR, porém não sabe o teor da proposta; que, então foi à residência de sua irmã sozinho esperar a esposa de ALCENOR, DIANE, que iria conversar com STABILE, que STABILE chegou logo após, que então ligou novamente para ALCENOR informando da chegada de STABILE; que então chegou DIANE que foi trazida por ALCENOR, que EVANDRO e DIANE se reuniram sozinhos, e não sabe qual foi o teor da conversa; que pelo que se recorda eles conversaram uns 15 minutos (...); que, após sair do encontro, na porta da residência, EVANDRO conversou com o declarante por uns minutos, sendo que EVANDRO falou vagamente 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT que 'o problema não era mais dele, pois o processo estava com EDUARDO JACOB' e também que 'essas pessoas não cumpri[ram] comigo' (...). ALCENOR ALVES DE SOUZA, marido de DIANE ALVES também depôs, declarando 'que havia na cidade da Alto Paraguai/MT o comentário de que o declarante não teria pago por um acerto firmado com o presidente do TRE/MT, EVANDRO STABILE, e que por isso, naquela ocasião das tratativas com [o ex-deputado] EMANUEL PINHEIRO, estaria difícil de conseguir decisões de interesse do grupo do declarante junto ao TRE/MT, sendo este o problema mencionado por EMANUEL PINHEIRO' (...). PHELLIPE JACOB, filho do também investigado e membro do TRE/MT, EDUARDO HENRIQUE MIGUEIS JACOB, declarou à Polícia Federal ter mantido contato com CÉLIA CURY e RODRIGO KOMOCHENA, 'porque tinha-se a expectativa de que EVANDRO STABILE poderia avocar o processo que estava em poder de EDUARDO JACOB e levar esse expediente para decisão pelo órgão colegiado, onde havia expectativa de manifestação favorável à DIANE'. Disse, ainda, que 'a expectativa de EVENDRO STABILE avocar esse processo era baseada em uma portaria editada pelo próprio EVENDRO STABILE no qual este teria poder para avocar para si processos que estavam sob decisão de órgão singular' e que 'os contatos com CÉLIA e RODRIGO só foram iniciados após o declarante declarante constatar que não seria possível obter manifestação favorável por parte de EDUARDO JACOB' (...). MARIA ABADIA, em-membro do TRE/MT, também admitiu à Polícia Federal 'ter conversado com EVANDRO STABILE, presidente do TRE, a respeito de um recurso apresentado por ALCENOR; que, a pedido de ALCENOR, ligou para EVANDRO STABILE e perguntou qual a sua posição acerca de um recurso apresentado por ALCENOR' (...). Finalmente, vale destacar o conteúdo do depoimento prestado por INGRIED MEES, funcionária da Imobiliária e Construtora Giorgia Mirela Ltda. e que atualmente trabalha no setor financeiro. Segundo ela, EVANDRO STABILE adquiriu, no ano de 2009, as unidades 1001, 1101 e 1201 do Edifício Maison Gabriela, pelo valor 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT que 'o problema não era mais dele, pois o processo estava com EDUARDO JACOB' e também que 'essas pessoas não cumpri[ram] comigo' (...). ALCENOR ALVES DE SOUZA, marido de DIANE ALVES também depôs, declarando 'que havia na cidade da Alto Paraguai/MT o comentário de que o declarante não teria pago por um acerto firmado com o presidente do TRE/MT, EVANDRO STABILE, e que por isso, naquela ocasião das tratativas com [o ex-deputado] EMANUEL PINHEIRO, estaria difícil de conseguir decisões de interesse do grupo do declarante junto ao TRE/MT, sendo este o problema mencionado por EMANUEL PINHEIRO' (...). PHELLIPE JACOB, filho do também investigado e membro do TRE/MT, EDUARDO HENRIQUE MIGUEIS JACOB, declarou à Polícia Federal ter mantido contato com CÉLIA CURY e RODRIGO KOMOCHENA, 'porque tinha-se a expectativa de que EVANDRO STABILE poderia avocar o processo que estava em poder de EDUARDO JACOB e levar esse expediente para decisão pelo órgão colegiado, onde havia expectativa de manifestação favorável à DIANE'. Disse, ainda, que 'a expectativa de EVENDRO STABILE avocar esse processo era baseada em uma portaria editada pelo próprio EVENDRO STABILE no qual este teria poder para avocar para si processos que estavam sob decisão de órgão singular' e que 'os contatos com CÉLIA e RODRIGO só foram iniciados após o declarante declarante constatar que não seria possível obter manifestação favorável por parte de EDUARDO JACOB' (...). MARIA ABADIA, em-membro do TRE/MT, também admitiu à Polícia Federal 'ter conversado com EVANDRO STABILE, presidente do TRE, a respeito de um recurso apresentado por ALCENOR; que, a pedido de ALCENOR, ligou para EVANDRO STABILE e perguntou qual a sua posição acerca de um recurso apresentado por ALCENOR' (...). Finalmente, vale destacar o conteúdo do depoimento prestado por INGRIED MEES, funcionária da Imobiliária e Construtora Giorgia Mirela Ltda. e que atualmente trabalha no setor financeiro. Segundo ela, EVANDRO STABILE adquiriu, no ano de 2009, as unidades 1001, 1101 e 1201 do Edifício Maison Gabriela, pelo valor 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT individual de R$ 490.000,00, totalizando, portanto, R$ 1.470.000,00. No que tange à compra desses apartamentos, o primeiro aspecto a ser salientado é o de que, segundo informou INGRIED MEES, a unidade 1001 e um saldo devedor de R$ 10.000,00 relativo às unidades 1101 e 1201 – totalizando R$ 50.000,00, pagas diretamente à construtora. Em segundo lugar, vale notar que todos foram efetivados em dinheiro, tendo INGRIED MEES consignado terem sido entregues por EVANDRO STABILE, de uma só vez, R$ 370.000,00, a título de entrada, além de outras 03 parcelas de R$ 200.000,00 cada, totalizando R$ 970.000,00. A forma de pagamento utilizada causa estranheza, tendo em vista que, nos dias de hoje, em função da agilidade, comodidade e da segurança, negócios envolvendo elevadas cifras são realizados mediante transferência interbancária. Ademais, na qualidade de membro do Poder Judiciário, a maior parte dos rendimentos de EVANDRO STABILE são pagos mediante ósito conta corrente, e não em dinheiro. Dessa forma, fica a dúvida quanto aos motivos que o teriam levado a utilizar este meio de pagamento. Mas não é só. Apesar de EVANDRO STABILE ter incluído a compra destes apartamentos em sua declaração de imposto de renda relativa ao exercício de 2010 (...), verifica-se a existência de inconsistências. Inicialmente, declarou como preço de compra de cada unidade o valor de R$ 350.000,00, quando, na realidade, pagou R$ 490.000,00. Além disso, constata-se que, em 2009, EVANDRO STABILE obteve rendimentos da ordem de R$ 759.893,75 (...) [e, em contrapartida, no mesmo período, despesas] perfazendo um total de R$ 689.432,75. Acrescente-se, ainda, que o exercício aritmético ora realizado não leva em consideração os gastos mensais de EVANDRO STABILE, que demonstra ter padrão de vida dispendioso, pois, além de ter dois dependentes em idade universitária, mantêm em seu patrimônio fazenda, imóveis, motocicletas, veículos e barcos; viaja, para o exterior, como ele próprio admitiu, 'uma ou duas vezes por ano' (...); havendo, também, indícios de ser dado a excentricidades, como a aquisição de quatro relógios da marca Rolex, apreendidos na operação ASAFE. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT individual de R$ 490.000,00, totalizando, portanto, R$ 1.470.000,00. No que tange à compra desses apartamentos, o primeiro aspecto a ser salientado é o de que, segundo informou INGRIED MEES, a unidade 1001 e um saldo devedor de R$ 10.000,00 relativo às unidades 1101 e 1201 – totalizando R$ 50.000,00, pagas diretamente à construtora. Em segundo lugar, vale notar que todos foram efetivados em dinheiro, tendo INGRIED MEES consignado terem sido entregues por EVANDRO STABILE, de uma só vez, R$ 370.000,00, a título de entrada, além de outras 03 parcelas de R$ 200.000,00 cada, totalizando R$ 970.000,00. A forma de pagamento utilizada causa estranheza, tendo em vista que, nos dias de hoje, em função da agilidade, comodidade e da segurança, negócios envolvendo elevadas cifras são realizados mediante transferência interbancária. Ademais, na qualidade de membro do Poder Judiciário, a maior parte dos rendimentos de EVANDRO STABILE são pagos mediante ósito conta corrente, e não em dinheiro. Dessa forma, fica a dúvida quanto aos motivos que o teriam levado a utilizar este meio de pagamento. Mas não é só. Apesar de EVANDRO STABILE ter incluído a compra destes apartamentos em sua declaração de imposto de renda relativa ao exercício de 2010 (...), verifica-se a existência de inconsistências. Inicialmente, declarou como preço de compra de cada unidade o valor de R$ 350.000,00, quando, na realidade, pagou R$ 490.000,00. Além disso, constata-se que, em 2009, EVANDRO STABILE obteve rendimentos da ordem de R$ 759.893,75 (...) [e, em contrapartida, no mesmo período, despesas] perfazendo um total de R$ 689.432,75. Acrescente-se, ainda, que o exercício aritmético ora realizado não leva em consideração os gastos mensais de EVANDRO STABILE, que demonstra ter padrão de vida dispendioso, pois, além de ter dois dependentes em idade universitária, mantêm em seu patrimônio fazenda, imóveis, motocicletas, veículos e barcos; viaja, para o exterior, como ele próprio admitiu, 'uma ou duas vezes por ano' (...); havendo, também, indícios de ser dado a excentricidades, como a aquisição de quatro relógios da marca Rolex, apreendidos na operação ASAFE. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT Seja como for, deduzidas as despesas e disponibilidades de capital dos rendimentos, encontra-se um saldo positivo de R$ 545.782,34, insuficientes para aquisição das três unidades do Edifício Maison Gabriela, que custaram R$ 1.470.000,00 (...). Ainda que uma das unidades venha sido paga por EDUARDO JACOB – circunstância não refletida na declaração de imposto de renda – ainda assim não há saldo suficiente para a aquisição dos outros dois apartamentos, cujo preço totaliza a R$ 980.000,00. Nem mesmo a circunstância de duas dessas unidades terem sido alienadas ainda no ano de 2009 é capaz de explicar essa insuficiência de caixa. Isso porque, de acordo com a própria declaração de imposto de renda, as unidades foram vendidas em 17.09.2009, data em que EVENDRO STABILE já tinha pago à construtora, em dinheiro, R$ 770.000,00. Aliás, em relação à revenda dessas duas unidades, de acordo com a declaração de imposto de renda de EVANDRO STABILE teriam sido adquiridas por PAULO CEZAR DE AGUIAR. Ouvido pela Polícia Federal, PAULO CEZAR esclareceu ter recebido 'uma proposta oriunda de EVANDRO STABILE; que a proposta era para o depoente participar como adquirente em dois contratos 'de gaveta', sendo a natureza dos contratos de compromisso de compra e venda de duas unidades do Edifício Maison Gabriela (...); que EVANDRO STABILE precisa dissimular a operação de compra destes imóveis, sendo que a suposta vantagem para o declarante seria a 'criação' de dívidas para posterior utilização na declaração de imposto de renda; que acabou não utilizando este artifício, mas sabe que EVANDRO STABILE declarou como tendo vendido estas duas propriedades para o depoente, que reitera que não adquiriu as unidades, sendo que o real proprietário é EVANDRO STÁBILE' (...). (...) Como se vê, as diligências realizadas a partir do desencadeamento da operação ASAFE robustecem sobremaneira os indícios de participação de Juízes e Desembargadores em aparentes atividades criminosas destinadas à manipulação de decisões judiciais. Os depoimentos prestados pelos investigados, notadamente de DIANE ALVES, ALCENOR ALVES, BRUNO ALVES, PHELLIPE 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT Seja como for, deduzidas as despesas e disponibilidades de capital dos rendimentos, encontra-se um saldo positivo de R$ 545.782,34, insuficientes para aquisição das três unidades do Edifício Maison Gabriela, que custaram R$ 1.470.000,00 (...). Ainda que uma das unidades venha sido paga por EDUARDO JACOB – circunstância não refletida na declaração de imposto de renda – ainda assim não há saldo suficiente para a aquisição dos outros dois apartamentos, cujo preço totaliza a R$ 980.000,00. Nem mesmo a circunstância de duas dessas unidades terem sido alienadas ainda no ano de 2009 é capaz de explicar essa insuficiência de caixa. Isso porque, de acordo com a própria declaração de imposto de renda, as unidades foram vendidas em 17.09.2009, data em que EVENDRO STABILE já tinha pago à construtora, em dinheiro, R$ 770.000,00. Aliás, em relação à revenda dessas duas unidades, de acordo com a declaração de imposto de renda de EVANDRO STABILE teriam sido adquiridas por PAULO CEZAR DE AGUIAR. Ouvido pela Polícia Federal, PAULO CEZAR esclareceu ter recebido 'uma proposta oriunda de EVANDRO STABILE; que a proposta era para o depoente participar como adquirente em dois contratos 'de gaveta', sendo a natureza dos contratos de compromisso de compra e venda de duas unidades do Edifício Maison Gabriela (...); que EVANDRO STABILE precisa dissimular a operação de compra destes imóveis, sendo que a suposta vantagem para o declarante seria a 'criação' de dívidas para posterior utilização na declaração de imposto de renda; que acabou não utilizando este artifício, mas sabe que EVANDRO STABILE declarou como tendo vendido estas duas propriedades para o depoente, que reitera que não adquiriu as unidades, sendo que o real proprietário é EVANDRO STÁBILE' (...). (...) Como se vê, as diligências realizadas a partir do desencadeamento da operação ASAFE robustecem sobremaneira os indícios de participação de Juízes e Desembargadores em aparentes atividades criminosas destinadas à manipulação de decisões judiciais. Os depoimentos prestados pelos investigados, notadamente de DIANE ALVES, ALCENOR ALVES, BRUNO ALVES, PHELLIPE 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT JACOB, IVONE REIS e MAX WEYZER, permitem inferir a existência de negociações diretas com essas autoridades, objetivando o direcionamento de suas decisões. Por outro lado, as diligências de busca resultaram na apreensão de valores e documentos que, aliados às quebras de sigilo bancário e fiscal, evidenciam o acúmulo de patrimônio incompatível com seus rendimentos mensais, indicando possível prova de materialidade dos crimes em apuração. Acrescente-se, nesse ponto, a circunstância absolutamente inusitada e suspeita – sobretudo em tempos de tanta violência e insegurança – dessas autoridades manterem em suas residências, em moeda nacional e estrangeira, valores que, somados, ultrapassam os R$ 600.000,00 (...)”. Portanto, nos estreitos limites cognitivos do habeas corpus, não é possível, descartar o envolvimento do Paciente com as demais autoridades investigadas. Enquanto persistirem os fundamentos que ligam o Paciente às supostas práticas ilícitas desenvolvidas pelas autoridades detentoras da prerrogativa de foro, não haverá razões para a pretendida cisão dos inquéritos. 6. Quanto às alegações de “ilegalidade no afastamento do Paciente de sua função jurisdicional” e de “excesso de prazo do afastamento cautelar do paciente de suas funções”, é de se ressaltar que o habeas corpus visa impedir que alguém sofra violência ou coação em sua “liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (Art. 5..., LXVIII, da Constituição da República). O art. 647 do Código de Processo Penal estabelece que o habeas corpus será concedido “sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.” 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT JACOB, IVONE REIS e MAX WEYZER, permitem inferir a existência de negociações diretas com essas autoridades, objetivando o direcionamento de suas decisões. Por outro lado, as diligências de busca resultaram na apreensão de valores e documentos que, aliados às quebras de sigilo bancário e fiscal, evidenciam o acúmulo de patrimônio incompatível com seus rendimentos mensais, indicando possível prova de materialidade dos crimes em apuração. Acrescente-se, nesse ponto, a circunstância absolutamente inusitada e suspeita – sobretudo em tempos de tanta violência e insegurança – dessas autoridades manterem em suas residências, em moeda nacional e estrangeira, valores que, somados, ultrapassam os R$ 600.000,00 (...)”. Portanto, nos estreitos limites cognitivos do habeas corpus, não é possível, descartar o envolvimento do Paciente com as demais autoridades investigadas. Enquanto persistirem os fundamentos que ligam o Paciente às supostas práticas ilícitas desenvolvidas pelas autoridades detentoras da prerrogativa de foro, não haverá razões para a pretendida cisão dos inquéritos. 6. Quanto às alegações de “ilegalidade no afastamento do Paciente de sua função jurisdicional” e de “excesso de prazo do afastamento cautelar do paciente de suas funções”, é de se ressaltar que o habeas corpus visa impedir que alguém sofra violência ou coação em sua “liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder” (Art. 5..., LXVIII, da Constituição da República). O art. 647 do Código de Processo Penal estabelece que o habeas corpus será concedido “sempre que alguém sofrer ou se achar na iminência de sofrer violência ou coação ilegal na sua liberdade de ir e vir, salvo nos casos de punição disciplinar.” 12 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT Para Dirley da Cunha Júnior, o habeas corpus não pode ser utilizado para tutelar “qualquer direito”, pois “é uma ação constitucional de natureza penal destinada especificamente à proteção da liberdade de locomoção quando ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder” (JÚNIOR, Dirley Cunha. Curso de Direito Constitucional. Salvador: JusPODIVM, 2008, p. 747-750). A garantia do habeas corpus está ligada a uma outra garantia, que é a liberdade de locomoção. Somente a violação dessa liberdade delineará a causa de pedir da ação de habeas corpus. O Supremo Tribunal, consolidando o entendimento de se restringir a tutela do habeas corpus às situações de risco ou de dano à liberdade de locomoção, editou as Súmulas 693 (não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada), 694 (não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou de função pública) e 695 (não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade). No caso dos autos, quer o Impetrante, com o habeas corpus, que seja reintegrado o Paciente nas funções judicantes, ao argumento nuclear de ser imprópria, ilegal, inadequada e nula a decisão que o afastou do exercício da judicatura. O Supremo Tribunal, em situações similares à vivenciada nestes autos, identificou a impropriedade do habeas corpus para esse desiderato, já que direitos outros, estranhos à liberdade de ir e vir, não poderiam ser nele abrigados. A propósito, firmou-se a orientação de que “não cabe habeas corpus contra decisão que afasta das funções, em ação penal, magistrado que nela é acusado” (HC 95.496, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 10.3.2009) e de que “o 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT Para Dirley da Cunha Júnior, o habeas corpus não pode ser utilizado para tutelar “qualquer direito”, pois “é uma ação constitucional de natureza penal destinada especificamente à proteção da liberdade de locomoção quando ameaçada ou violada por ilegalidade ou abuso de poder” (JÚNIOR, Dirley Cunha. Curso de Direito Constitucional. Salvador: JusPODIVM, 2008, p. 747-750). A garantia do habeas corpus está ligada a uma outra garantia, que é a liberdade de locomoção. Somente a violação dessa liberdade delineará a causa de pedir da ação de habeas corpus. O Supremo Tribunal, consolidando o entendimento de se restringir a tutela do habeas corpus às situações de risco ou de dano à liberdade de locomoção, editou as Súmulas 693 (não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa, ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada), 694 (não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou de função pública) e 695 (não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade). No caso dos autos, quer o Impetrante, com o habeas corpus, que seja reintegrado o Paciente nas funções judicantes, ao argumento nuclear de ser imprópria, ilegal, inadequada e nula a decisão que o afastou do exercício da judicatura. O Supremo Tribunal, em situações similares à vivenciada nestes autos, identificou a impropriedade do habeas corpus para esse desiderato, já que direitos outros, estranhos à liberdade de ir e vir, não poderiam ser nele abrigados. A propósito, firmou-se a orientação de que “não cabe habeas corpus contra decisão que afasta das funções, em ação penal, magistrado que nela é acusado” (HC 95.496, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ 10.3.2009) e de que “o 13 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 21 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT afastamento do réu das funções de Promotor de Justiça, em razão de ação penal contra ele instaurada (Lei Complementar 35/79), não autoriza a impetração de habeas corpus, porquanto não põe em risco a sua liberdade de locomoção” (HC 84.420, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 10.8.2004). No caso dos autos, esse o descompasso entre a pretensão do Impetrante (reintegração do Paciente aos quadros da magistratura) e os limites constitucionais do habeas corpus (proteção à liberdade de locomoção) inviabiliza que dele se conheça das questões relativas ao afastamento e eventual excesso de prazo. Todavia, é de se registrar que, segundo o requerimento ministerial, “a continuidade do exercício do cargo de Desembargador do TJMT e de Presidente do TRE/MT se mostra incompatível com a gravidade dos fatos acima descritos e com o princípio da moralidade administrativa”. Foi ressaltado, ainda, “que a medida acautelatória de afastamento do cargo, a ser tomada com base no poder geral de cautela do juiz, embora não prevista expressamente em lei, e diante dos exíguos instrumentos cautelares existentes no processo penal, se mostra razoável e proporcional à gravidade dos fatos noticiados, afastando a necessidade de medida mais gravosa, como, por exemplo, a prisão cautelar” (fls. 3-4 da instrução 17). No mesmo sentido, a decisão proferida pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça em 16.6.2010, verbis: “(...) Há de se considerar a gravidade dos fatos que as provas até aqui angariadas apontam, comprometendo o exercício da função judicante e de todo o Poder Judiciário – detentor do monopólio da jurisdição – em sua dignidade e, sobretudo, na segurança e na confiança que a sociedade deve ter no conteúdo das suas decisões. Especificamente em relação aos membros do TRE/MT, o risco de dano é ainda maior, por se tratar de ano eleitoral, especialmente considerando que o início do período de propaganda já se avizinha. Ademais, há de se considerar que o afastamento se impõe como 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT afastamento do réu das funções de Promotor de Justiça, em razão de ação penal contra ele instaurada (Lei Complementar 35/79), não autoriza a impetração de habeas corpus, porquanto não põe em risco a sua liberdade de locomoção” (HC 84.420, Rel. Min. Carlos Velloso, DJ 10.8.2004). No caso dos autos, esse o descompasso entre a pretensão do Impetrante (reintegração do Paciente aos quadros da magistratura) e os limites constitucionais do habeas corpus (proteção à liberdade de locomoção) inviabiliza que dele se conheça das questões relativas ao afastamento e eventual excesso de prazo. Todavia, é de se registrar que, segundo o requerimento ministerial, “a continuidade do exercício do cargo de Desembargador do TJMT e de Presidente do TRE/MT se mostra incompatível com a gravidade dos fatos acima descritos e com o princípio da moralidade administrativa”. Foi ressaltado, ainda, “que a medida acautelatória de afastamento do cargo, a ser tomada com base no poder geral de cautela do juiz, embora não prevista expressamente em lei, e diante dos exíguos instrumentos cautelares existentes no processo penal, se mostra razoável e proporcional à gravidade dos fatos noticiados, afastando a necessidade de medida mais gravosa, como, por exemplo, a prisão cautelar” (fls. 3-4 da instrução 17). No mesmo sentido, a decisão proferida pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça em 16.6.2010, verbis: “(...) Há de se considerar a gravidade dos fatos que as provas até aqui angariadas apontam, comprometendo o exercício da função judicante e de todo o Poder Judiciário – detentor do monopólio da jurisdição – em sua dignidade e, sobretudo, na segurança e na confiança que a sociedade deve ter no conteúdo das suas decisões. Especificamente em relação aos membros do TRE/MT, o risco de dano é ainda maior, por se tratar de ano eleitoral, especialmente considerando que o início do período de propaganda já se avizinha. Ademais, há de se considerar que o afastamento se impõe como 14 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 22 de 25 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 105484 / MT forma de garantia da ordem pública, circunstância que, em hipóteses extremas, poderia justificar até mesmo a prisão preventiva dos investigados, em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, nos termos dos arts. 311 e 312 do CPP. A situação dos autos não exige a adoção de medida tão drástica, uma vez que a garantia da ordem pública pode ser obtida com o mero afastamento das autoridades em questão. Dessa forma, a despeito das investigações ainda não estarem concluídas pela Polícia Federal, as provas até aqui amealhadas se mostram suficientes para a determinação de afastamento cautelar destas autoridades de seus respectivos cargos, sobretudo pelos tipos dos delitos, inteiramente incompatíveis com as funções por eles exercidas (...)”. 7. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem de habeas corpus. É o voto. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Supremo Tribunal Federal HC 105484 / MT forma de garantia da ordem pública, circunstância que, em hipóteses extremas, poderia justificar até mesmo a prisão preventiva dos investigados, em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal, nos termos dos arts. 311 e 312 do CPP. A situação dos autos não exige a adoção de medida tão drástica, uma vez que a garantia da ordem pública pode ser obtida com o mero afastamento das autoridades em questão. Dessa forma, a despeito das investigações ainda não estarem concluídas pela Polícia Federal, as provas até aqui amealhadas se mostram suficientes para a determinação de afastamento cautelar destas autoridades de seus respectivos cargos, sobretudo pelos tipos dos delitos, inteiramente incompatíveis com as funções por eles exercidas (...)”. 7. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem de habeas corpus. É o voto. 15 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 23 de 25 Esclarecimento 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Tenho uma dúvida. Tenho impressão que eu estou impedido neste caso. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Porque foi o Órgão Especial do Superior Tribunal que recebeu a denúncia. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vossa Excelência está impedido? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Não tenho a certeza. Mas, provavelmente, estou. Por via das dúvidas, declaro meu impedimento. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É porque eu não acentuei. Em outros processos, eu me lembro que Vossa Excelência estava impedido, e é o mesmo caso. Esse caso é repetido. São vários habeas corpus. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Mas é melhor declarar-se impedido para evitar uma nulidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3594300. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 105.484 MATO GROSSO ESCLARECIMENTO O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Tenho uma dúvida. Tenho impressão que eu estou impedido neste caso. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - Porque foi o Órgão Especial do Superior Tribunal que recebeu a denúncia. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Vossa Excelência está impedido? O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI - Não tenho a certeza. Mas, provavelmente, estou. Por via das dúvidas, declaro meu impedimento. A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA (RELATORA) - É porque eu não acentuei. Em outros processos, eu me lembro que Vossa Excelência estava impedido, e é o mesmo caso. Esse caso é repetido. São vários habeas corpus. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Mas é melhor declarar-se impedido para evitar uma nulidade. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3594300. Inteiro Teor do Acórdão - Página 24 de 25 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.484 PROCED. : MATO GROSSO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : E S IMPTE.(S) : VALBER DA SILVA MELO COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DOS INQUÉRITOS n 558 E 669 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642794 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 105.484 PROCED. : MATO GROSSO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : E S IMPTE.(S) : VALBER DA SILVA MELO COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DOS INQUÉRITOS n 558 E 669 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Declarou-se impedido o Senhor Ministro Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642794 Inteiro Teor do Acórdão - Página 25 de 25
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"ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TRE", "/", "MT", "TRE", "/", "MT", "TRE", "/", "MT", "Polícia Federal", "TRE", "/", "MT", "Polícia Federal", "TRE", "Imobiliária e Construtora Giorgia Mirela Ltda .", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Rolex", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Edifício", "Polícia Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Polícia Federal", "Edifício Maison Gabriela", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal 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MELO", "CÁRMEN LÚCIA", "VALBER DA SILVA MELO", "Fátima Nancy Andrigui", "DIANE VIEIRA DE VASCONCELLOS ALVES", "Nancy Andrighi", "Nancy Andrighi", "DIANE", "R", "Nancy Andrighi", "Nancy Andrighi", "DIANE", "Nancy Andrighi", "Nancy Andrighi", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "Sidney Sanches", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "Sidney Sanches", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rui Ramos Ribeiro", "Orlando Cardoso Chaves", "Jonas Manoel de Souza", "Dejair “ de tal ”", "Alcenor Alves", "André Castrillo", "Eduardo Gomes", "Ignez Maria Mendes Linhares", "Jonas Manoel de Souza", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rui Ramos Ribeiro", "Orlando Cardoso Chaves", "Jonas Manoel de Souza", "Dejair “ de tal ”", "Alcenor Alves", "André Castrillo", "Eduardo Gomes", "Ignez Maria Mendes Linhares", "Jonas Manoel de Souza", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Alcenor Alves", "Jonas Manoel de 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"EVANDRO", "CECÍLIO FRANCISCO DAS NEVES PINTO", "RUI RAMOS", "STABILE", "CÁRMEN LÚCIA", "EVANDRO STABILE", "DIANE VIEIRA ALVES", "EVANDRO STABILE", "DIANE ALVES", "DIANE ALVES", "EVANDRO STABILE", "LUZIA ANTÔNIA OLIVEIRA ANDRADE DE CARVALHO", "EVANDRO STABILE", "DIANE", "EVANDRO STABILE", "LUIZ CARLOS DORILEO DE CARVALHO", "ZIZO", "LUZIA", "ZIZO", "EVANDRO", "ALCENOR", "ALCENOR", "DIANE", "STABILE", "STABILE", "ALCENOR", "STABILE", "DIANE", "ALCENOR", "EVANDRO", "DIANE", "EVANDRO", "EVANDRO", "EVANDRO STABILE", "DIANE VIEIRA ALVES", "EVANDRO STABILE", "DIANE ALVES", "DIANE ALVES", "EVANDRO STABILE", "LUZIA ANTÔNIA OLIVEIRA ANDRADE DE CARVALHO", "EVANDRO", "STABILE", "DIANE", "EVANDRO STABILE", "LUIZ CARLOS DORILEO DE CARVALHO", "ZIZO", "LUZIA", "ZIZO", "EVANDRO", "ALCENOR", "ALCENOR", "DIANE", "STABILE", "STABILE", "ALCENOR", "STABILE", "DIANE", "ALCENOR", "EVANDRO", "DIANE", "EVANDRO", "EVANDRO", "CÁRMEN LÚCIA", "EDUARDO JACOB", "ALCENOR ALVES DE SOUZA", "DIANE ALVES", "EVANDRO STABILE", "EMANUEL PINHEIRO", "EMANUEL PINHEIRO", "PHELLIPE JACOB", "EDUARDO HENRIQUE MIGUEIS JACOB", "CÉLIA CURY", "RODRIGO KOMOCHENA", "EVANDRO STABILE", "EDUARDO JACOB", "DIANE", "EVENDRO STABILE", "EVENDRO STABILE", "CÉLIA", "RODRIGO", "EDUARDO JACOB", "MARIA ABADIA", "EVANDRO STABILE", "ALCENOR", "ALCENOR", "EVANDRO STABILE", "ALCENOR", "INGRIED MEES", "EVANDRO STABILE", "EDUARDO JACOB", "ALCENOR ALVES DE SOUZA", "DIANE ALVES", "EVANDRO STABILE", "EMANUEL PINHEIRO", "EMANUEL PINHEIRO", "PHELLIPE JACOB", "EDUARDO HENRIQUE MIGUEIS JACOB", "CÉLIA CURY", "RODRIGO KOMOCHENA", "EVANDRO STABILE", "EDUARDO JACOB", "DIANE", "EVENDRO STABILE", "EVENDRO STABILE", "CÉLIA", "RODRIGO", "EDUARDO JACOB", "MARIA ABADIA", "EVANDRO STABILE", "ALCENOR", "ALCENOR", "EVANDRO STABILE", "ALCENOR", "INGRIED MEES", "EVANDRO STABILE", "CÁRMEN LÚCIA", "INGRIED MEES", "INGRIED MEES", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "INGRIED MEES", "INGRIED", "MEES", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "CÁRMEN LÚCIA", "EDUARDO JACOB", "EVENDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "PAULO CEZAR DE AGUIAR", "PAULO CEZAR", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STÁBILE", "DIANE ALVES", "ALCENOR ALVES", "BRUNO ALVES", "PHELLIPE", "EDUARDO JACOB", "EVENDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "PAULO CEZAR DE AGUIAR", "PAULO CEZAR", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STABILE", "EVANDRO STÁBILE", "DIANE ALVES", "ALCENOR ALVES", "BRUNO ALVES", "PHELLIPE", "CÁRMEN LÚCIA", "JACOB", "IVONE REIS", "MAX WEYZER", "JACOB", "IVONE REIS", "MAX WEYZER", "CÁRMEN LÚCIA", "Dirley da Cunha Júnior", "JÚNIOR , Dirley Cunha", "Cezar Peluso", "Dirley da Cunha Júnior", "JÚNIOR , Dirley Cunha", "Cezar Peluso", "CÁRMEN LÚCIA", "Carlos Velloso", "Carlos Velloso", "CÁRMEN LÚCIA", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "TEORI ZAVASCKI", "CÁRMEN LÚCIA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "VALBER DA SILVA MELO", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte", "LÚCIA PACTE", "VALBER DA SILVA MELO", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "11", ".", "5", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "6", 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Ementa e Acórdão 19/02/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOÃO TEIXEIRA DE LIMA ADV.(A/S) :CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Discussão acerca da existência de erro material nos cálculos homologados. Necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Precedente: AI- QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Aplicação de multa por litigância de má-fé. Índole infraconstitucional, RE-RG 633.360, rel. Min. Presidente, DJe 31.8.2011. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468552. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 19/02/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOÃO TEIXEIRA DE LIMA ADV.(A/S) :CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 583-585, que negou seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “O acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, que se firmou no sentido de que, constatado erro material ou inexatidão nos cálculos, compete ao Presidente do Tribunal determinar as correções, fazendo-o a partir dos parâmetros do título executivo judicial, ou seja, da sentença exequenda. Nesse sentido confira-se a ADI 1098, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 25.101996, cuja ementa dispõe: ‘PRECATÓRIO - OBJETO. Os preceitos constitucionais direcionam à liquidação dos débitos da Fazenda. O sistema de execução revelado pelos precatórios longe fica de implicar a perpetuação da relação jurídica devedor-credor. PRECATÓRIO - TRAMITAÇÃO - REGÊNCIA. Observadas as balizas constitucionais e legais, cabe ao Tribunal, mediante dispositivos do Regimento, disciplinar a tramitação dos precatórios, a fim de que possam ser cumpridos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468553. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOÃO TEIXEIRA DE LIMA ADV.(A/S) :CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 583-585, que negou seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “O acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, que se firmou no sentido de que, constatado erro material ou inexatidão nos cálculos, compete ao Presidente do Tribunal determinar as correções, fazendo-o a partir dos parâmetros do título executivo judicial, ou seja, da sentença exequenda. Nesse sentido confira-se a ADI 1098, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 25.101996, cuja ementa dispõe: ‘PRECATÓRIO - OBJETO. Os preceitos constitucionais direcionam à liquidação dos débitos da Fazenda. O sistema de execução revelado pelos precatórios longe fica de implicar a perpetuação da relação jurídica devedor-credor. PRECATÓRIO - TRAMITAÇÃO - REGÊNCIA. Observadas as balizas constitucionais e legais, cabe ao Tribunal, mediante dispositivos do Regimento, disciplinar a tramitação dos precatórios, a fim de que possam ser cumpridos. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP PRECATÓRIO - TRAMITAÇÃO - CUMPRIMENTO - ATO DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL - NATUREZA. A ordem judicial de pagamento (§ 2º do artigo 100 da Constituição Federal), bem como os demais atos necessários a tal finalidade, concernem ao campo administrativo e não jurisdicional. A respaldá-la tem-se sempre uma sentença exeqüenda. PRECATÓRIO - VALOR REAL - DISTINÇÃO DE TRATAMENTO. A Carta da República homenageia a igualação dos credores. Com ela colide norma no sentido da satisfação total do débito apenas quando situado em certa faixa quantitativa. PRECATÓRIO - ATUALIZAÇÃO DE VALORES - ERROS MATERIAIS - INEXATIDÕES - CORREÇÃO - COMPETÊNCIA. Constatado erro material ou inexatidão nos cálculos, compete ao Presidente do Tribunal determinar as correções, fazendo-o a partir dos parâmetros do título executivo judicial, ou seja, da sentença exeqüenda. PRECATÓRIO - ATUALIZAÇÃO - SUBSTITUIÇÃO DE ÍNDICE. Ocorrendo a extinção do índice inicialmente previsto, o Tribunal deve observar aquele que, sob o ângulo legal, vier a substituí-lo. PRECATÓRIO - SATISFAÇÃO - CONSIGNAÇÃO - DEPÓSITO. Não se há de confundir a consignação de créditos, a ser feita ao Poder Judiciário, com o depósito do valor do precatório, de responsabilidade da pessoa jurídica devedora à qual são recolhidas, materialmente, "as importâncias respectivas" (§ 2º do artigo 100 da Constituição Federal)’. Ademais, para se entender de forma diversa à constatação pela Assessoria Econômica do Tribunal sobre a inexatidão dos cálculos, demandaria revolvimento fático-probatório, inadmissível em recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do STF). Por derradeiro, com relação à alegada ofensa ao artigo 93, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468553. Supremo Tribunal Federal ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP PRECATÓRIO - TRAMITAÇÃO - CUMPRIMENTO - ATO DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL - NATUREZA. A ordem judicial de pagamento (§ 2º do artigo 100 da Constituição Federal), bem como os demais atos necessários a tal finalidade, concernem ao campo administrativo e não jurisdicional. A respaldá-la tem-se sempre uma sentença exeqüenda. PRECATÓRIO - VALOR REAL - DISTINÇÃO DE TRATAMENTO. A Carta da República homenageia a igualação dos credores. Com ela colide norma no sentido da satisfação total do débito apenas quando situado em certa faixa quantitativa. PRECATÓRIO - ATUALIZAÇÃO DE VALORES - ERROS MATERIAIS - INEXATIDÕES - CORREÇÃO - COMPETÊNCIA. Constatado erro material ou inexatidão nos cálculos, compete ao Presidente do Tribunal determinar as correções, fazendo-o a partir dos parâmetros do título executivo judicial, ou seja, da sentença exeqüenda. PRECATÓRIO - ATUALIZAÇÃO - SUBSTITUIÇÃO DE ÍNDICE. Ocorrendo a extinção do índice inicialmente previsto, o Tribunal deve observar aquele que, sob o ângulo legal, vier a substituí-lo. PRECATÓRIO - SATISFAÇÃO - CONSIGNAÇÃO - DEPÓSITO. Não se há de confundir a consignação de créditos, a ser feita ao Poder Judiciário, com o depósito do valor do precatório, de responsabilidade da pessoa jurídica devedora à qual são recolhidas, materialmente, "as importâncias respectivas" (§ 2º do artigo 100 da Constituição Federal)’. Ademais, para se entender de forma diversa à constatação pela Assessoria Econômica do Tribunal sobre a inexatidão dos cálculos, demandaria revolvimento fático-probatório, inadmissível em recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do STF). Por derradeiro, com relação à alegada ofensa ao artigo 93, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP IX, da Constituição Federal, observo que esta Corte também já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, este Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas”. No agravo regimental, alega-se que as premissas assentadas pela decisão agravada estão equivocadas, uma vez que não teria ocorrido qualquer erro material, tampouco inexatidão nos cálculos realizados pela Assessoria do Tribunal. Sustenta-se ofensa direta ao texto constitucional e a desnecessidade de revolvimento do conjunto probatório. Por fim, aduz-se a deficiência de fundamentação do acórdão recorrido e a omissão da decisão ora agravada no que se refere à multa processual imposta em virtude de litigância de má-fé. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468553. Supremo Tribunal Federal ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP IX, da Constituição Federal, observo que esta Corte também já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, este Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas”. No agravo regimental, alega-se que as premissas assentadas pela decisão agravada estão equivocadas, uma vez que não teria ocorrido qualquer erro material, tampouco inexatidão nos cálculos realizados pela Assessoria do Tribunal. Sustenta-se ofensa direta ao texto constitucional e a desnecessidade de revolvimento do conjunto probatório. Por fim, aduz-se a deficiência de fundamentação do acórdão recorrido e a omissão da decisão ora agravada no que se refere à multa processual imposta em virtude de litigância de má-fé. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/02/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem consignou a existência de erros materiais nos cálculos homologados, o que possibilitaria a retificação, nos termos da jurisprudência desta Corte. Assim, para entender de forma diversa do consignado pelo acórdão recorrido seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário a teor do disposto na Súmula 279. Além disso, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, da coisa julgada, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito configura ofensa meramente reflexa ao texto constitucional quando a controvérsia cingir-se à interpretação ou aplicação de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, confira-se, entre inúmeros outros, o seguinte precedente: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468554. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem consignou a existência de erros materiais nos cálculos homologados, o que possibilitaria a retificação, nos termos da jurisprudência desta Corte. Assim, para entender de forma diversa do consignado pelo acórdão recorrido seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário a teor do disposto na Súmula 279. Além disso, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, da coisa julgada, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito configura ofensa meramente reflexa ao texto constitucional quando a controvérsia cingir-se à interpretação ou aplicação de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, confira-se, entre inúmeros outros, o seguinte precedente: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das súmulas n. 636 e 279. 3. Agravo regimental não provido”. (AI- AgR 830.777, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 7.2.2013). No mais, com relação à alegada ofensa ao artigo, 93, IX, da Constituição Federal, observo que já se apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJ e 13.8.2010. Nessa oportunidade, este Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência no sentido de que referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Por fim, saliento que a discussão acerca da aplicação de multa por litigância de má-fé possui índole infraconstitucional, conforme já decido por intermédio da sistemática da repercussão geral no RE-RG 633.360, rel. Ministro-Presidente, DJe 31.8.2011. Confira-se a ementa do referido julgado: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Multa. Litigância de má-fé. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a aplicação de multa por litigância de má-fé, com fundamento no art. 18 do CPC, nos casos de interposição de recursos com manifesto propósito protelatório, versa sobre tema infraconstitucional”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468554. Supremo Tribunal Federal ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das súmulas n. 636 e 279. 3. Agravo regimental não provido”. (AI- AgR 830.777, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 7.2.2013). No mais, com relação à alegada ofensa ao artigo, 93, IX, da Constituição Federal, observo que já se apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJ e 13.8.2010. Nessa oportunidade, este Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência no sentido de que referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Por fim, saliento que a discussão acerca da aplicação de multa por litigância de má-fé possui índole infraconstitucional, conforme já decido por intermédio da sistemática da repercussão geral no RE-RG 633.360, rel. Ministro-Presidente, DJe 31.8.2011. Confira-se a ementa do referido julgado: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Multa. Litigância de má-fé. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a aplicação de multa por litigância de má-fé, com fundamento no art. 18 do CPC, nos casos de interposição de recursos com manifesto propósito protelatório, versa sobre tema infraconstitucional”. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468554. Supremo Tribunal Federal ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOÃO TEIXEIRA DE LIMA ADV.(A/S) : CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451728 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOÃO TEIXEIRA DE LIMA ADV.(A/S) : CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451728 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3477245
2013-02-19T00:00:00
2013-03-08T00:00:00
A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013.
SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Discussão acerca da existência de erro material nos cálculos homologados. Necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Precedente: AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Aplicação de multa por litigância de má-fé. Índole infraconstitucional, RE-RG 633.360, rel. Min. Presidente, DJe 31.8.2011. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur225951
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, MULTA, LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ) RE 633360 RG(TP). (DECISÃO SUCINTA, FUNDAMENTAÇÃO) AI 791292 QO-RG(TP). (OFENSA REFLEXA) AI 830777 AgR(1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 20/03/2013, LLD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
663212
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR-segundo
acordaos
ARE 663212 AgR-segundo
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AGTE.(S) : JOÃO TEIXEIRA DE LIMA ADV.(A/S) : CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 19/02/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOÃO TEIXEIRA DE LIMA ADV.(A/S) :CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Discussão acerca da existência de erro material nos cálculos homologados. Necessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Súmula 279. 3. Alegação de ausência de fundamentação. Precedente: AI- QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. 4. Aplicação de multa por litigância de má-fé. Índole infraconstitucional, Recurso Extraordinário-RG 633.360, rel. Min. Presidente, DJe 31.8.2011. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468552. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 19/02/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOÃO TEIXEIRA DE LIMA ADV.(A/S) :CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 583-585, que negou seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “O acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, que se firmou no sentido de que, constatado erro material ou inexatidão nos cálculos, compete ao Presidente do Tribunal determinar as correções, fazendo-o a partir dos parâmetros do título executivo judicial, ou seja, da sentença exequenda. Nesse sentido confira-se a ADI 1098, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 25.101996, cuja ementa dispõe: ‘PRECATÓRIO - OBJETO. Os preceitos constitucionais direcionam à liquidação dos débitos da Fazenda. O sistema de execução revelado pelos precatórios longe fica de implicar a perpetuação da relação jurídica devedor-credor. PRECATÓRIO - TRAMITAÇÃO - REGÊNCIA. Observadas as balizas constitucionais e legais, cabe ao Tribunal, mediante dispositivos do Regimento, disciplinar a tramitação dos precatórios, a fim de que possam ser cumpridos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468553. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :JOÃO TEIXEIRA DE LIMA ADV.(A/S) :CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão de fls. 583-585, que negou seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “O acórdão recorrido está em consonância com a jurisprudência desta Corte, que se firmou no sentido de que, constatado erro material ou inexatidão nos cálculos, compete ao Presidente do Tribunal determinar as correções, fazendo-o a partir dos parâmetros do título executivo judicial, ou seja, da sentença exequenda. Nesse sentido confira-se a ADI 1098, Tribunal Pleno, Rel. Min. Marco Aurélio, DJ 25.101996, cuja ementa dispõe: ‘PRECATÓRIO - OBJETO. Os preceitos constitucionais direcionam à liquidação dos débitos da Fazenda. O sistema de execução revelado pelos precatórios longe fica de implicar a perpetuação da relação jurídica devedor-credor. PRECATÓRIO - TRAMITAÇÃO - REGÊNCIA. Observadas as balizas constitucionais e legais, cabe ao Tribunal, mediante dispositivos do Regimento, disciplinar a tramitação dos precatórios, a fim de que possam ser cumpridos. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP PRECATÓRIO - TRAMITAÇÃO - CUMPRIMENTO - ATO DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL - NATUREZA. A ordem judicial de pagamento (§ 2... do artigo 100 da Constituição Federal), bem como os demais atos necessários a tal finalidade, concernem ao campo administrativo e não jurisdicional. A respaldá-la tem-se sempre uma sentença exeqüenda. PRECATÓRIO - VALOR REAL - DISTINÇÃO DE TRATAMENTO. A Carta da República homenageia a igualação dos credores. Com ela colide norma no sentido da satisfação total do débito apenas quando situado em certa faixa quantitativa. PRECATÓRIO - ATUALIZAÇÃO DE VALORES - ERROS MATERIAIS - INEXATIDÕES - CORREÇÃO - COMPETÊNCIA. Constatado erro material ou inexatidão nos cálculos, compete ao Presidente do Tribunal determinar as correções, fazendo-o a partir dos parâmetros do título executivo judicial, ou seja, da sentença exeqüenda. PRECATÓRIO - ATUALIZAÇÃO - SUBSTITUIÇÃO DE ÍNDICE. Ocorrendo a extinção do índice inicialmente previsto, o Tribunal deve observar aquele que, sob o ângulo legal, vier a substituí-lo. PRECATÓRIO - SATISFAÇÃO - CONSIGNAÇÃO - DEPÓSITO. Não se há de confundir a consignação de créditos, a ser feita ao Poder Judiciário, com o depósito do valor do precatório, de responsabilidade da pessoa jurídica devedora à qual são recolhidas, materialmente, "as importâncias respectivas" (§ 2... do artigo 100 da Constituição Federal)’. Ademais, para se entender de forma diversa à constatação pela Assessoria Econômica do Tribunal sobre a inexatidão dos cálculos, demandaria revolvimento fático-probatório, inadmissível em recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). Por derradeiro, com relação à alegada ofensa ao artigo 93, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468553. Supremo Tribunal Federal ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP PRECATÓRIO - TRAMITAÇÃO - CUMPRIMENTO - ATO DO PRESIDENTE DO TRIBUNAL - NATUREZA. A ordem judicial de pagamento (§ 2... do artigo 100 da Constituição Federal), bem como os demais atos necessários a tal finalidade, concernem ao campo administrativo e não jurisdicional. A respaldá-la tem-se sempre uma sentença exeqüenda. PRECATÓRIO - VALOR REAL - DISTINÇÃO DE TRATAMENTO. A Carta da República homenageia a igualação dos credores. Com ela colide norma no sentido da satisfação total do débito apenas quando situado em certa faixa quantitativa. PRECATÓRIO - ATUALIZAÇÃO DE VALORES - ERROS MATERIAIS - INEXATIDÕES - CORREÇÃO - COMPETÊNCIA. Constatado erro material ou inexatidão nos cálculos, compete ao Presidente do Tribunal determinar as correções, fazendo-o a partir dos parâmetros do título executivo judicial, ou seja, da sentença exeqüenda. PRECATÓRIO - ATUALIZAÇÃO - SUBSTITUIÇÃO DE ÍNDICE. Ocorrendo a extinção do índice inicialmente previsto, o Tribunal deve observar aquele que, sob o ângulo legal, vier a substituí-lo. PRECATÓRIO - SATISFAÇÃO - CONSIGNAÇÃO - DEPÓSITO. Não se há de confundir a consignação de créditos, a ser feita ao Poder Judiciário, com o depósito do valor do precatório, de responsabilidade da pessoa jurídica devedora à qual são recolhidas, materialmente, "as importâncias respectivas" (§ 2... do artigo 100 da Constituição Federal)’. Ademais, para se entender de forma diversa à constatação pela Assessoria Econômica do Tribunal sobre a inexatidão dos cálculos, demandaria revolvimento fático-probatório, inadmissível em recurso extraordinário (Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal). Por derradeiro, com relação à alegada ofensa ao artigo 93, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP IX, da Constituição Federal, observo que esta Corte também já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, este Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas”. No agravo regimental, alega-se que as premissas assentadas pela decisão agravada estão equivocadas, uma vez que não teria ocorrido qualquer erro material, tampouco inexatidão nos cálculos realizados pela Assessoria do Tribunal. Sustenta-se ofensa direta ao texto constitucional e a desnecessidade de revolvimento do conjunto probatório. Por fim, aduz-se a deficiência de fundamentação do acórdão recorrido e a omissão da decisão ora agravada no que se refere à multa processual imposta em virtude de litigância de má-fé. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468553. Supremo Tribunal Federal ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP IX, da Constituição Federal, observo que esta Corte também já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, este Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas”. No agravo regimental, alega-se que as premissas assentadas pela decisão agravada estão equivocadas, uma vez que não teria ocorrido qualquer erro material, tampouco inexatidão nos cálculos realizados pela Assessoria do Tribunal. Sustenta-se ofensa direta ao texto constitucional e a desnecessidade de revolvimento do conjunto probatório. Por fim, aduz-se a deficiência de fundamentação do acórdão recorrido e a omissão da decisão ora agravada no que se refere à multa processual imposta em virtude de litigância de má-fé. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468553. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/02/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem consignou a existência de erros materiais nos cálculos homologados, o que possibilitaria a retificação, nos termos da jurisprudência desta Corte. Assim, para entender de forma diversa do consignado pelo acórdão recorrido seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário a teor do disposto na Súmula 279. Além disso, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, da coisa julgada, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito configura ofensa meramente reflexa ao texto constitucional quando a controvérsia cingir-se à interpretação ou aplicação de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, confira-se, entre inúmeros outros, o seguinte precedente: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468554. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. O agravante não trouxe argumentos suficientes para infirmar a decisão, visando apenas à rediscussão da matéria já decidida em conformidade com a jurisprudência pacífica desta Corte. Como já demonstrado na decisão ora agravada, o Tribunal de origem consignou a existência de erros materiais nos cálculos homologados, o que possibilitaria a retificação, nos termos da jurisprudência desta Corte. Assim, para entender de forma diversa do consignado pelo acórdão recorrido seria necessário o revolvimento do conjunto fático-probatório constante dos autos, providência vedada no âmbito do recurso extraordinário a teor do disposto na Súmula 279. Além disso, esta Corte já firmou entendimento no sentido de que a alegação de afronta aos princípios do contraditório, da ampla defesa, do devido processo legal, da coisa julgada, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito configura ofensa meramente reflexa ao texto constitucional quando a controvérsia cingir-se à interpretação ou aplicação de normas infraconstitucionais, o que inviabiliza o prosseguimento do recurso extraordinário. Nesse sentido, confira-se, entre inúmeros outros, o seguinte precedente: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa. Reexame de provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. A afronta aos princípios do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das súmulas n. 636 e 279. 3. Agravo regimental não provido”. (AI- AgR 830.777, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 7.2.2013). No mais, com relação à alegada ofensa ao artigo, 93, IX, da Constituição Federal, observo que já se apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJ e 13.8.2010. Nessa oportunidade, este Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência no sentido de que referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Por fim, saliento que a discussão acerca da aplicação de multa por litigância de má-fé possui índole infraconstitucional, conforme já decido por intermédio da sistemática da repercussão geral no Recurso Extraordinário-RG 633.360, rel. Ministro-Presidente, DJe 31.8.2011. Confira-se a ementa do referido julgado: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Multa. Litigância de má-fé. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a aplicação de multa por litigância de má-fé, com fundamento no art. 18 do Código de Processo Civil, nos casos de interposição de recursos com manifesto propósito protelatório, versa sobre tema infraconstitucional”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468554. Supremo Tribunal Federal ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o reexame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das súmulas n. 636 e 279. 3. Agravo regimental não provido”. (AI- AgR 830.777, rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe 7.2.2013). No mais, com relação à alegada ofensa ao artigo, 93, IX, da Constituição Federal, observo que já se apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral no julgamento do AI-QO-RG 791.292 de minha relatoria, DJ e 13.8.2010. Nessa oportunidade, este Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência no sentido de que referido artigo exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Por fim, saliento que a discussão acerca da aplicação de multa por litigância de má-fé possui índole infraconstitucional, conforme já decido por intermédio da sistemática da repercussão geral no Recurso Extraordinário-RG 633.360, rel. Ministro-Presidente, DJe 31.8.2011. Confira-se a ementa do referido julgado: “RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Multa. Litigância de má-fé. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a aplicação de multa por litigância de má-fé, com fundamento no art. 18 do Código de Processo Civil, nos casos de interposição de recursos com manifesto propósito protelatório, versa sobre tema infraconstitucional”. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468554. Supremo Tribunal Federal ARE 663212 AGR-SEGUNDO / SP Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468554. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOÃO TEIXEIRA DE LIMA ADV.(A/S) : CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451728 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA SEGUNDO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663.212 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : JOÃO TEIXEIRA DE LIMA ADV.(A/S) : CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA - INCRA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451728 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663 . 212", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Recurso Extraordinário - RG 633 . 360", "ADI 1098", "AGRAVO 663 . 212", "ADI 1098", "ARE 663212 AGR - SEGUNDO / SP", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "Enunciado 279 da Súmula do Supremo Tribunal Federal", "ARE 663212 AGR - SEGUNDO / SP", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 663212 AGR", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 663 . 212", "RECURSO", "ARE 663212 AGR - SEGUNDO / SP", "AI", "-", "AgR 830 . 777", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Recurso Extraordinário - RG 633 . 360", "ARE 663212", "AI", "-", "AgR 830 . 777", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "Recurso Extraordinário - RG 633 . 360", "ARE 663212 AGR", "ARE 663212 AGR", "AGRAVO 663 . 212" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 2 . . . do artigo 100 da Constituição Federal", "Carta da República", "§ 2 . . . do artigo 100 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§", "Carta da República", "§ 2 . . . do artigo 100 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo , 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 18 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "artigo , 93 , IX , da Constituição Federal", "art . 18 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Infraestrutura", "de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SEGUNDO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "-", "SEGUNDO", "/", "SP", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE COLONIZAÇÃO E REFORMA AGRÁRIA", "INCRA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JOÃO TEIXEIRA DE LIMA", "CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOÃO TEIXEIRA DE LIMA", "CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "JOÃO TEIXEIRA DE LIMA", "CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA", "GILMAR MENDES", "Marco Aurélio", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOÃO TEIXEIRA DE LIMA", "CELMO MÁRCIO DE ASSIS PEREIRA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte", "GILMAR MENDES", "JOÃO TEIXEIRA DE LIMA", "CELMO MÁRCIO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "19", "/", "02", "/", "2013", "13", ".", "8", ".", "2010", "31", ".", "8", ".", "2011", "19 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "25", ".", "101996", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "25", ".", "101996", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "8", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2013", "13", ".", "8", ".", "2010", "31", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "2", ".", "2013", "13", ".", "8", ".", "2010", "31", ".", "8", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO ADV.(A/S) :JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :JULIANA ANDRADE DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL FONSECA ROLLER EMBDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 234.415 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. REVOGAÇÃO DA MEDIDA CONSTRITIVA. EMBARGOS PREJUDICADOS. Mantida a prisão porque presentes os pressupostos e fundamentos da preventiva, caracterizados pela presença de boas provas da materialidade e autoria delitivas e no risco à ordem pública, decorrente da periculosidade do ora Embargante inferida do modus operandi e das circunstâncias concretas do crime. Revogação superveniente da medida constritiva decretada contra o Embargante. Embargos prejudicados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar prejudicados os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 16 de abril de 2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680055. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão HC 112778 AGR-ED / MG Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680055. Supremo Tribunal Federal HC 112778 AGR-ED / MG Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO ADV.(A/S) :JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :JULIANA ANDRADE DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL FONSECA ROLLER EMBDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 234.415 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de embargos de declaração contra acórdão no qual foi negado provimento ao Agravo Regimental no HC 112.778, mantendo prisão preventiva decretada contra o ora Embargante (Rel. Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, por maioria, j. 25.9.2012, Dje de 22.10.2012). Em síntese, pretende o Embargante, por meio de embargos, a reforma do acórdão, alegando que não houve pronunciamento sobre a alegada ausência de requisitos para a decretação da prisão preventiva. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opinou pela rejeição dos embargos de declaração. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680056. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO ADV.(A/S) :JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :JULIANA ANDRADE DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL FONSECA ROLLER EMBDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 234.415 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de embargos de declaração contra acórdão no qual foi negado provimento ao Agravo Regimental no HC 112.778, mantendo prisão preventiva decretada contra o ora Embargante (Rel. Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, por maioria, j. 25.9.2012, Dje de 22.10.2012). Em síntese, pretende o Embargante, por meio de embargos, a reforma do acórdão, alegando que não houve pronunciamento sobre a alegada ausência de requisitos para a decretação da prisão preventiva. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opinou pela rejeição dos embargos de declaração. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Transcrevo, por oportuno, a ementa do julgado no Agravo Regimental no HC 112.778: “HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. HOMICÍDIOS QUALIFICADOS. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam a periculosidade do agente ou risco de reiteração delitiva está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. Não se pode afirmar a manifesta arbitrariedade da decretação de prisão cautelar que encontra apoio em precedentes da Suprema Corte, tornando inviável a superação da Súmula 691. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. Como se verifica da ementa, a prisão foi mantida porque presentes os pressupostos da preventiva, caracterizados pela presença de boas provas da materialidade e autoria delitivas, e seus fundamentos consubstanciados no risco à ordem pública decorrente da periculosidade do ora Embargante inferida do modus operandi e das circunstâncias concretas do crime. Plenamente avaliada por esta Corte a legalidade da prisão preventiva. Em realidade, os embargos pretendem apenas rediscutir o mérito do julgado. Todavia, ao exame do andamento processual do HC 234.415/MG do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680057. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Transcrevo, por oportuno, a ementa do julgado no Agravo Regimental no HC 112.778: “HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. HOMICÍDIOS QUALIFICADOS. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam a periculosidade do agente ou risco de reiteração delitiva está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. Não se pode afirmar a manifesta arbitrariedade da decretação de prisão cautelar que encontra apoio em precedentes da Suprema Corte, tornando inviável a superação da Súmula 691. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. Como se verifica da ementa, a prisão foi mantida porque presentes os pressupostos da preventiva, caracterizados pela presença de boas provas da materialidade e autoria delitivas, e seus fundamentos consubstanciados no risco à ordem pública decorrente da periculosidade do ora Embargante inferida do modus operandi e das circunstâncias concretas do crime. Plenamente avaliada por esta Corte a legalidade da prisão preventiva. Em realidade, os embargos pretendem apenas rediscutir o mérito do julgado. Todavia, ao exame do andamento processual do HC 234.415/MG do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 112778 AGR-ED / MG Superior Tribunal de Justiça, objeto da presente impetração, verifico que, em decisão monocrática publicada no DJe de 02.4.2013, a Ministra Laurita Vaz julgou prejudicada a ordem de habeas corpus. Para tanto, destacou a eminente Relatora que o magistrado de primeiro grau revogou a prisão preventiva decretada contra o paciente. Tendo em vista não mais subsistir o constrangimento ilegal apontado na inicial, evidente a perda de objeto do presente recurso. Ante o exposto, considero prejudicados os embargos de declaração. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680057. Supremo Tribunal Federal HC 112778 AGR-ED / MG Superior Tribunal de Justiça, objeto da presente impetração, verifico que, em decisão monocrática publicada no DJe de 02.4.2013, a Ministra Laurita Vaz julgou prejudicada a ordem de habeas corpus. Para tanto, destacou a eminente Relatora que o magistrado de primeiro grau revogou a prisão preventiva decretada contra o paciente. Tendo em vista não mais subsistir o constrangimento ilegal apontado na inicial, evidente a perda de objeto do presente recurso. Ante o exposto, considero prejudicados os embargos de declaração. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO ADV.(A/S) : JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : JULIANA ANDRADE DOS SANTOS ADV.(A/S) : Daniel Fonseca Roller EMBDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 234.415 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou prejudicados os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700829 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO ADV.(A/S) : JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : JULIANA ANDRADE DOS SANTOS ADV.(A/S) : Daniel Fonseca Roller EMBDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 234.415 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou prejudicados os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700829 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3705666
2013-04-16T00:00:00
2013-04-30T00:00:00
A Turma julgou prejudicados os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. REVOGAÇÃO DA MEDIDA CONSTRITIVA. EMBARGOS PREJUDICADOS. Mantida a prisão porque presentes os pressupostos e fundamentos da preventiva, caracterizados pela presença de boas provas da materialidade e autoria delitivas e no risco à ordem pública, decorrente da periculosidade do ora Embargante inferida do modus operandi e das circunstâncias concretas do crime. Revogação superveniente da medida constritiva decretada contra o Embargante. Embargos prejudicados.
sjur229179
Número de páginas: 6. Análise: 22/05/2013, LLD.
ROSA WEBER
Primeira Turma
112778
null
HC-AgR-ED
acordaos
HC 112778 AgR-ED
[ "" ]
ADV.(A/S) : JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : Daniel Fonseca Roller EMBTE.(S) : GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO EMBDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 234.415 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA ADV.(A/S) : JULIANA ANDRADE DOS SANTOS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO ADV.(A/S) :JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :JULIANA ANDRADE DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL FONSECA ROLLER EMBDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 234.415 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. REVOGAÇÃO DA MEDIDA CONSTRITIVA. EMBARGOS PREJUDICADOS. Mantida a prisão porque presentes os pressupostos e fundamentos da preventiva, caracterizados pela presença de boas provas da materialidade e autoria delitivas e no risco à ordem pública, decorrente da periculosidade do ora Embargante inferida do modus operandi e das circunstâncias concretas do crime. Revogação superveniente da medida constritiva decretada contra o Embargante. Embargos prejudicados. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar prejudicados os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 16 de abril de 2013. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680055. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão HC 112778 AGR-ED / MG Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680055. Supremo Tribunal Federal HC 112778 AGR-ED / MG Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680055. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO ADV.(A/S) :JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :JULIANA ANDRADE DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL FONSECA ROLLER EMBDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 234.415 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de embargos de declaração contra acórdão no qual foi negado provimento ao Agravo Regimental no HC 112.778, mantendo prisão preventiva decretada contra o ora Embargante (Rel. Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, por maioria, j. 25.9.2012, Dje de 22.10.2012). Em síntese, pretende o Embargante, por meio de embargos, a reforma do acórdão, alegando que não houve pronunciamento sobre a alegada ausência de requisitos para a decretação da prisão preventiva. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opinou pela rejeição dos embargos de declaração. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680056. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) :GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO ADV.(A/S) :JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) :JULIANA ANDRADE DOS SANTOS ADV.(A/S) :DANIEL FONSECA ROLLER EMBDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 234.415 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de embargos de declaração contra acórdão no qual foi negado provimento ao Agravo Regimental no HC 112.778, mantendo prisão preventiva decretada contra o ora Embargante (Rel. Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, por maioria, j. 25.9.2012, Dje de 22.10.2012). Em síntese, pretende o Embargante, por meio de embargos, a reforma do acórdão, alegando que não houve pronunciamento sobre a alegada ausência de requisitos para a decretação da prisão preventiva. O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, opinou pela rejeição dos embargos de declaração. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680056. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Transcrevo, por oportuno, a ementa do julgado no Agravo Regimental no HC 112.778: “HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. HOMICÍDIOS QUALIFICADOS. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam a periculosidade do agente ou risco de reiteração delitiva está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. Não se pode afirmar a manifesta arbitrariedade da decretação de prisão cautelar que encontra apoio em precedentes da Suprema Corte, tornando inviável a superação da Súmula 691. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. Como se verifica da ementa, a prisão foi mantida porque presentes os pressupostos da preventiva, caracterizados pela presença de boas provas da materialidade e autoria delitivas, e seus fundamentos consubstanciados no risco à ordem pública decorrente da periculosidade do ora Embargante inferida do modus operandi e das circunstâncias concretas do crime. Plenamente avaliada por esta Corte a legalidade da prisão preventiva. Em realidade, os embargos pretendem apenas rediscutir o mérito do julgado. Todavia, ao exame do andamento processual do HC 234.415/MG do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680057. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 MINAS GERAIS VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Transcrevo, por oportuno, a ementa do julgado no Agravo Regimental no HC 112.778: “HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. HOMICÍDIOS QUALIFICADOS. PRISÃO PREVENTIVA. SÚMULA 691. Não se conhece de habeas corpus impetrado contra indeferimento de liminar por Relator em habeas corpus requerido a Tribunal Superior. Súmula 691. Óbice superável apenas em hipótese de teratologia. Se as circunstâncias concretas da prática do crime indicam a periculosidade do agente ou risco de reiteração delitiva está justificada a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. Precedentes do Supremo Tribunal Federal. Não se pode afirmar a manifesta arbitrariedade da decretação de prisão cautelar que encontra apoio em precedentes da Suprema Corte, tornando inviável a superação da Súmula 691. Agravo regimental ao qual se nega provimento”. Como se verifica da ementa, a prisão foi mantida porque presentes os pressupostos da preventiva, caracterizados pela presença de boas provas da materialidade e autoria delitivas, e seus fundamentos consubstanciados no risco à ordem pública decorrente da periculosidade do ora Embargante inferida do modus operandi e das circunstâncias concretas do crime. Plenamente avaliada por esta Corte a legalidade da prisão preventiva. Em realidade, os embargos pretendem apenas rediscutir o mérito do julgado. Todavia, ao exame do andamento processual do HC 234.415/MG do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER HC 112778 AGR-ED / MG Superior Tribunal de Justiça, objeto da presente impetração, verifico que, em decisão monocrática publicada no DJe de 02.4.2013, a Ministra Laurita Vaz julgou prejudicada a ordem de habeas corpus. Para tanto, destacou a eminente Relatora que o magistrado de primeiro grau revogou a prisão preventiva decretada contra o paciente. Tendo em vista não mais subsistir o constrangimento ilegal apontado na inicial, evidente a perda de objeto do presente recurso. Ante o exposto, considero prejudicados os embargos de declaração. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680057. Supremo Tribunal Federal HC 112778 AGR-ED / MG Superior Tribunal de Justiça, objeto da presente impetração, verifico que, em decisão monocrática publicada no DJe de 02.4.2013, a Ministra Laurita Vaz julgou prejudicada a ordem de habeas corpus. Para tanto, destacou a eminente Relatora que o magistrado de primeiro grau revogou a prisão preventiva decretada contra o paciente. Tendo em vista não mais subsistir o constrangimento ilegal apontado na inicial, evidente a perda de objeto do presente recurso. Ante o exposto, considero prejudicados os embargos de declaração. É como voto. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3680057. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO ADV.(A/S) : JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : JULIANA ANDRADE DOS SANTOS ADV.(A/S) : Daniel Fonseca Roller EMBDO.(A/S) : RELATORA DO HC n 234.415 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou prejudicados os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700829 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO HABEAS CORPUS 112.778 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER EMBTE.(S) : GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO ADV.(A/S) : JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA ADV.(A/S) : JULIANA ANDRADE DOS SANTOS ADV.(A/S) : Daniel Fonseca Roller EMBDO.(A/S) : RELATORA DO HC n 234.415 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou prejudicados os embargos de declaração, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700829 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 112 . 778", "HC n 234 . 415 DO", "HC 112778 AGR - ED / MG", "HC 112778 AGR - ED / MG", "HABEAS CORPUS 112 . 778 MINAS", "HC n 234 . 415", "Agravo", "HABEAS CORPUS 112 . 778", "HC n 234 . 415", "Agravo", "HABEAS CORPUS 112 . 778", "Agravo Regimental no HC 112 . 778", "HC 234 . 415 / MG do Supremo Tribunal", "HABEAS CORPUS 112 . 778", "Agravo Regimental no HC 112 . 778", "HC 234 . 415 / MG", "HC 112778", "HC 112778 AGR - ED / MG", "HABEAS CORPUS 112 . 778", "HC n 234 . 415", "HABEAS CORPUS 112 . 778", "HC n 234 . 415" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Ministério Público Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "-", "ED", "/", "MG", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO", "JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA", "JULIANA ANDRADE DOS SANTOS", "DANIEL FONSECA ROLLER", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO", "JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA", "JULIANA ANDRADE DOS SANTOS", "DANIEL FONSECA ROLLER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Mario José Gisi", "ROSA WEBER", "GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO", "JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA", "JULIANA ANDRADE DOS SANTOS", "DANIEL FONSECA ROLLER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "Mario José Gisi", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Laurita Vaz", "Laurita Vaz", "ROSA WEBER", "GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO", "JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA", "JULIANA ANDRADE DOS SANTOS", "Daniel Fonseca Roller", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "GUSTAVO QUARESMA SANTOS CORDEIRO", "JOSÉ HELVÉCIO FERREIRA DA SILVA", "JULIANA ANDRADE DOS SANTOS", "Daniel Fonseca Roller", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "16", "/", "04", "/", "2013", "16 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "25", ".", "9", ".", "2012", "22", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "25", ".", "9", ".", "2012", "22", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :PEDRO GIMENES NETO ADV.(A/S) :SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA INTDO.(A/S) :JOÃO MIGUEL CHAVES INTDO.(A/S) :RUY GIMENES INTDO.(A/S) :LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA INTDO.(A/S) :JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA INTDO.(A/S) :EDUARDO ALVES COELHO EMENTA: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. III - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774772. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão AI 851996 AGR / SP provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774772. Supremo Tribunal Federal AI 851996 AGR / SP provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :PEDRO GIMENES NETO ADV.(A/S) :SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA INTDO.(A/S) :JOÃO MIGUEL CHAVES INTDO.(A/S) :RUY GIMENES INTDO.(A/S) :LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA INTDO.(A/S) :JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA INTDO.(A/S) :EDUARDO ALVES COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. A decisão agravada possui o seguinte teor: “(...) O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Penal e Código Penal). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Por fim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774773. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :PEDRO GIMENES NETO ADV.(A/S) :SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA INTDO.(A/S) :JOÃO MIGUEL CHAVES INTDO.(A/S) :RUY GIMENES INTDO.(A/S) :LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA INTDO.(A/S) :JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA INTDO.(A/S) :EDUARDO ALVES COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. A decisão agravada possui o seguinte teor: “(...) O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Penal e Código Penal). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Por fim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774773. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório AI 851996 AGR / SP 279 do STF. Isso posto, nego seguimento ao recurso”. O agravante alega, em suma, que a aplicação da lei posterior mais benéfica, nos moldes do art. 5º, XL, da Constituição Federal, “não é meramente subjetiva ao caso, mas, objetivamente dele transcende, repercute e desdobra-se a todos os que versam sobre o assunto”. Prossegue aduzindo que o art. 1864, II, do Código Civil, exige apenas duas testemunhas para a validade do ato de leitura do testamento público e não mais as cinco antes previstas no art. 1.645, III, do CC, de modo que tal alteração deve ser interpretada como reformatio in mellius para beneficiar os réus, a quem se imputa também a prática do crime de falsidade ideológica. Requer, assim, seja provido o agravo regimental, para dar seguimento ao agravo de instrumento. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774773. Supremo Tribunal Federal AI 851996 AGR / SP 279 do STF. Isso posto, nego seguimento ao recurso”. O agravante alega, em suma, que a aplicação da lei posterior mais benéfica, nos moldes do art. 5º, XL, da Constituição Federal, “não é meramente subjetiva ao caso, mas, objetivamente dele transcende, repercute e desdobra-se a todos os que versam sobre o assunto”. Prossegue aduzindo que o art. 1864, II, do Código Civil, exige apenas duas testemunhas para a validade do ato de leitura do testamento público e não mais as cinco antes previstas no art. 1.645, III, do CC, de modo que tal alteração deve ser interpretada como reformatio in mellius para beneficiar os réus, a quem se imputa também a prática do crime de falsidade ideológica. Requer, assim, seja provido o agravo regimental, para dar seguimento ao agravo de instrumento. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774773. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Conforme asseverado na decisão agravada, a apreciação do tema constitucional invocado depende do prévio exame de normas infraconstitucionais. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas deste Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. 1. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. JULGADO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS PROVAS DOS AUTOS: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA E SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO: INVIABILIDADE. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 709.662-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia). “DIREITO PENAL. ROUBO. FUNDAMENTOS DA CONDENAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INTERPRETAÇÃO DA LEI FEDERAL. O recurso extraordinário não se presta para o reexame de fatos e provas da causa ou para discutir a interpretação da legislação infraconstitucional. Súmula 279/STF. Irresignações acerca da classificação do delito e do quantum de redução da pena pela tentativa não ensejam o manejo do apelo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774774. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Conforme asseverado na decisão agravada, a apreciação do tema constitucional invocado depende do prévio exame de normas infraconstitucionais. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas deste Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. 1. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. JULGADO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS PROVAS DOS AUTOS: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA E SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO: INVIABILIDADE. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 709.662-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia). “DIREITO PENAL. ROUBO. FUNDAMENTOS DA CONDENAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INTERPRETAÇÃO DA LEI FEDERAL. O recurso extraordinário não se presta para o reexame de fatos e provas da causa ou para discutir a interpretação da legislação infraconstitucional. Súmula 279/STF. Irresignações acerca da classificação do delito e do quantum de redução da pena pela tentativa não ensejam o manejo do apelo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774774. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 851996 AGR / SP extremo. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 856.793- AgR/BA, Rel. Min. Rosa Weber). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSO PENAL. DELITO DE AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA. LEGITIMIDADE PARA A PROPOSITURA DA AÇÃO PENAL. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). (…) 5. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão recorrido, como deseja o recorrente, quanto à legitimidade, in casu, para a propositura da presente ação penal, implicaria, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie (Código de Processo Penal), bem como no reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos. Por isso, além de eventual ofensa à Constituição ocorrer de forma indireta, incide no caso o Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática, verbis: para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 6. Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. (Precedentes: AI n. 804.854, 1ª Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18.08.10 e AI n. 756.336-AgR, 2ª Turma, Relatora a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774774. Supremo Tribunal Federal AI 851996 AGR / SP extremo. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 856.793- AgR/BA, Rel. Min. Rosa Weber). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSO PENAL. DELITO DE AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA. LEGITIMIDADE PARA A PROPOSITURA DA AÇÃO PENAL. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). (…) 5. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão recorrido, como deseja o recorrente, quanto à legitimidade, in casu, para a propositura da presente ação penal, implicaria, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie (Código de Processo Penal), bem como no reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos. Por isso, além de eventual ofensa à Constituição ocorrer de forma indireta, incide no caso o Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática, verbis: para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 6. Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. (Precedentes: AI n. 804.854, 1ª Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18.08.10 e AI n. 756.336-AgR, 2ª Turma, Relatora a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774774. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 851996 AGR / SP Ministra Ellen Gracie, DJe de 25.10.10). (...) 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 718.162-AgR/BA, Rel. Min. Luiz Fux). “CRIME ELEITORAL. ARTS. 290 E 299 DO CÓDIGO ELEITORAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO INC. LXIII DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279. A questão mencionada no RE foi devidamente abordada por ocasião do julgamento do recurso especial eleitoral, no qual o Tribunal Superior Eleitoral concluiu pela inexistência de nulidade absoluta. A análise da suposta violação ao inc. LXIII do art. 5 º da Constituição demandaria, portanto, o exame prévio da legislação infraconstitucional, de modo que se trata de alegação de ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional. Por outro lado, a análise da questão constitucional suscitada implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida (Súmula 279). Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 688.313-AgR/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, que decidiu por pronunciar o ora agravante, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774774. Supremo Tribunal Federal AI 851996 AGR / SP Ministra Ellen Gracie, DJe de 25.10.10). (...) 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE 718.162-AgR/BA, Rel. Min. Luiz Fux). “CRIME ELEITORAL. ARTS. 290 E 299 DO CÓDIGO ELEITORAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO INC. LXIII DO ART. 5º DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279. A questão mencionada no RE foi devidamente abordada por ocasião do julgamento do recurso especial eleitoral, no qual o Tribunal Superior Eleitoral concluiu pela inexistência de nulidade absoluta. A análise da suposta violação ao inc. LXIII do art. 5 º da Constituição demandaria, portanto, o exame prévio da legislação infraconstitucional, de modo que se trata de alegação de ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional. Por outro lado, a análise da questão constitucional suscitada implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida (Súmula 279). Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 688.313-AgR/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, que decidiu por pronunciar o ora agravante, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774774. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : PEDRO GIMENES NETO ADV.(A/S) : SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA INTDO.(A/S) : JOÃO MIGUEL CHAVES INTDO.(A/S) : RUY GIMENES INTDO.(A/S) : LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA INTDO.(A/S) : JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA INTDO.(A/S) : EDUARDO ALVES COELHO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806260 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : PEDRO GIMENES NETO ADV.(A/S) : SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA INTDO.(A/S) : JOÃO MIGUEL CHAVES INTDO.(A/S) : RUY GIMENES INTDO.(A/S) : LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA INTDO.(A/S) : JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA INTDO.(A/S) : EDUARDO ALVES COELHO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806260 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3824001
2013-05-07T00:00:00
2013-05-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. III - Agravo regimental improvido.
sjur230913
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 709662 AgR (2ªT), AI 856793 AgR (1ªT), RE 718162 AgR (1ªT), ARE 688313 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 13/06/2013, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
851996
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 851996 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA INTDO.(A/S) : JOÃO MIGUEL CHAVES INTDO.(A/S) : RUY GIMENES AGTE.(S) : PEDRO GIMENES NETO ADV.(A/S) : SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO INTDO.(A/S) : LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA INTDO.(A/S) : JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA INTDO.(A/S) : EDUARDO ALVES COELHO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :PEDRO GIMENES NETO ADV.(A/S) :SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA INTDO.(A/S) :JOÃO MIGUEL CHAVES INTDO.(A/S) :RUY GIMENES INTDO.(A/S) :LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA INTDO.(A/S) :JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA INTDO.(A/S) :EDUARDO ALVES COELHO EMENTA: PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional que fundamenta a decisão a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame dos fatos e provas da causa, o que atrai, inevitavelmente, a incidência da Súmula 279 desta Corte. III - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774772. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão AI 851996 AGR / SP provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774772. Supremo Tribunal Federal AI 851996 AGR / SP provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774772. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :PEDRO GIMENES NETO ADV.(A/S) :SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA INTDO.(A/S) :JOÃO MIGUEL CHAVES INTDO.(A/S) :RUY GIMENES INTDO.(A/S) :LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA INTDO.(A/S) :JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA INTDO.(A/S) :EDUARDO ALVES COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. A decisão agravada possui o seguinte teor: “(...) O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Penal e Código Penal). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Por fim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774773. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :PEDRO GIMENES NETO ADV.(A/S) :SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA INTDO.(A/S) :JOÃO MIGUEL CHAVES INTDO.(A/S) :RUY GIMENES INTDO.(A/S) :LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA INTDO.(A/S) :JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA INTDO.(A/S) :EDUARDO ALVES COELHO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. A decisão agravada possui o seguinte teor: “(...) O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código de Processo Penal e Código Penal). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a interpretação dada àquelas normas pelo juízo a quo. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Por fim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774773. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório AI 851996 AGR / SP 279 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego seguimento ao recurso”. O agravante alega, em suma, que a aplicação da lei posterior mais benéfica, nos moldes do art. 5..., XL, da Constituição Federal, “não é meramente subjetiva ao caso, mas, objetivamente dele transcende, repercute e desdobra-se a todos os que versam sobre o assunto”. Prossegue aduzindo que o art. 1864, II, do Código Civil, exige apenas duas testemunhas para a validade do ato de leitura do testamento público e não mais as cinco antes previstas no art. 1.645, III, do Código Civil Brasileiro, de modo que tal alteração deve ser interpretada como reformatio in mellius para beneficiar os réus, a quem se imputa também a prática do crime de falsidade ideológica. Requer, assim, seja provido o agravo regimental, para dar seguimento ao agravo de instrumento. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774773. Supremo Tribunal Federal AI 851996 AGR / SP 279 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego seguimento ao recurso”. O agravante alega, em suma, que a aplicação da lei posterior mais benéfica, nos moldes do art. 5..., XL, da Constituição Federal, “não é meramente subjetiva ao caso, mas, objetivamente dele transcende, repercute e desdobra-se a todos os que versam sobre o assunto”. Prossegue aduzindo que o art. 1864, II, do Código Civil, exige apenas duas testemunhas para a validade do ato de leitura do testamento público e não mais as cinco antes previstas no art. 1.645, III, do Código Civil Brasileiro, de modo que tal alteração deve ser interpretada como reformatio in mellius para beneficiar os réus, a quem se imputa também a prática do crime de falsidade ideológica. Requer, assim, seja provido o agravo regimental, para dar seguimento ao agravo de instrumento. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774773. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Conforme asseverado na decisão agravada, a apreciação do tema constitucional invocado depende do prévio exame de normas infraconstitucionais. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas deste Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. 1. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. JULGADO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS PROVAS DOS AUTOS: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA E SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO: INVIABILIDADE. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 709.662-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia). “DIREITO PENAL. ROUBO. FUNDAMENTOS DA CONDENAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INTERPRETAÇÃO DA LEI FEDERAL. O recurso extraordinário não se presta para o reexame de fatos e provas da causa ou para discutir a interpretação da legislação infraconstitucional. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Irresignações acerca da classificação do delito e do quantum de redução da pena pela tentativa não ensejam o manejo do apelo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774774. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Conforme asseverado na decisão agravada, a apreciação do tema constitucional invocado depende do prévio exame de normas infraconstitucionais. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas deste Tribunal: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PENAL. 1. FALTA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. JULGADO RECORRIDO FUNDAMENTADO EM LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NAS PROVAS DOS AUTOS: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA E SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3. HABEAS CORPUS DE OFÍCIO: INVIABILIDADE. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 709.662-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia). “DIREITO PENAL. ROUBO. FUNDAMENTOS DA CONDENAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. INTERPRETAÇÃO DA LEI FEDERAL. O recurso extraordinário não se presta para o reexame de fatos e provas da causa ou para discutir a interpretação da legislação infraconstitucional. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Irresignações acerca da classificação do delito e do quantum de redução da pena pela tentativa não ensejam o manejo do apelo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774774. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 851996 AGR / SP extremo. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 856.793- AgR/BA, Rel. Min. Rosa Weber). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSO PENAL. DELITO DE AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA. LEGITIMIDADE PARA A PROPOSITURA DA AÇÃO PENAL. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). (…) 5. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão recorrido, como deseja o recorrente, quanto à legitimidade, in casu, para a propositura da presente ação penal, implicaria, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie (Código de Processo Penal), bem como no reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos. Por isso, além de eventual ofensa à Constituição ocorrer de forma indireta, incide no caso o Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática, verbis: para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 6. Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. (Precedentes: AI n. 804.854, 1... Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18.08.10 e AI n. 756.336-AgR, 2... Turma, Relatora a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774774. Supremo Tribunal Federal AI 851996 AGR / SP extremo. Agravo regimental a que se nega provimento”(AI 856.793- AgR/BA, Rel. Min. Rosa Weber). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCESSO PENAL. DELITO DE AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA. LEGITIMIDADE PARA A PROPOSITURA DA AÇÃO PENAL. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. PREQUESTIONAMENTO. INEXISTÊNCIA. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). (…) 5. Entendimento diverso do adotado pelo acórdão recorrido, como deseja o recorrente, quanto à legitimidade, in casu, para a propositura da presente ação penal, implicaria, necessariamente, a análise da legislação infraconstitucional que disciplina a espécie (Código de Processo Penal), bem como no reexame do contexto fático-probatório engendrado nos autos. Por isso, além de eventual ofensa à Constituição ocorrer de forma indireta, incide no caso o Enunciado da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal, que interdita a esta Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática, verbis: para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 6. Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. (Precedentes: AI n. 804.854, 1... Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 18.08.10 e AI n. 756.336-AgR, 2... Turma, Relatora a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774774. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 851996 AGR / SP Ministra Ellen Gracie, DJe de 25.10.10). (...) 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 718.162-AgR/BA, Rel. Min. Luiz Fux). “CRIME ELEITORAL. ARTS. 290 E 299 DO CÓDIGO ELEITORAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO INC. LXIII DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279. A questão mencionada no Recurso Extraordinário foi devidamente abordada por ocasião do julgamento do recurso especial eleitoral, no qual o Tribunal Superior Eleitoral concluiu pela inexistência de nulidade absoluta. A análise da suposta violação ao inc. LXIII do art. 5 da Constituição demandaria, portanto, o exame prévio da legislação infraconstitucional, de modo que se trata de alegação de ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional. Por outro lado, a análise da questão constitucional suscitada implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida (Súmula 279). Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 688.313-AgR/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, que decidiu por pronunciar o ora agravante, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774774. Supremo Tribunal Federal AI 851996 AGR / SP Ministra Ellen Gracie, DJe de 25.10.10). (...) 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário 718.162-AgR/BA, Rel. Min. Luiz Fux). “CRIME ELEITORAL. ARTS. 290 E 299 DO CÓDIGO ELEITORAL. ALEGAÇÃO DE VIOLAÇÃO DO INC. LXIII DO ART. 5... DA CONSTITUIÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA 279. A questão mencionada no Recurso Extraordinário foi devidamente abordada por ocasião do julgamento do recurso especial eleitoral, no qual o Tribunal Superior Eleitoral concluiu pela inexistência de nulidade absoluta. A análise da suposta violação ao inc. LXIII do art. 5 da Constituição demandaria, portanto, o exame prévio da legislação infraconstitucional, de modo que se trata de alegação de ofensa indireta ou reflexa ao texto constitucional. Por outro lado, a análise da questão constitucional suscitada implica reexame dos fatos e provas que fundamentaram as conclusões da decisão recorrida (Súmula 279). Agravo regimental a que se nega provimento” (ARE 688.313-AgR/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa). Ademais, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, que decidiu por pronunciar o ora agravante, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774774. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : PEDRO GIMENES NETO ADV.(A/S) : SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA INTDO.(A/S) : JOÃO MIGUEL CHAVES INTDO.(A/S) : RUY GIMENES INTDO.(A/S) : LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA INTDO.(A/S) : JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA INTDO.(A/S) : EDUARDO ALVES COELHO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806260 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 851.996 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : PEDRO GIMENES NETO ADV.(A/S) : SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA INTDO.(A/S) : JOÃO MIGUEL CHAVES INTDO.(A/S) : RUY GIMENES INTDO.(A/S) : LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA INTDO.(A/S) : JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA INTDO.(A/S) : EDUARDO ALVES COELHO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806260 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 996", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 279 desta Corte", "AI 851996 AGR / SP", "AI 851996 AGR / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 996", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 996", "AI 851996 AGR / SP", "AI 851996 AGR / SP 279 do", "SÚMULAS N . 282", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 709 . 662 - AgR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 996", "SÚMULAS N . 282", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 709 . 662 - AgR / PR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 851996 AGR / SP", "AI 856 . 793 - AgR / BA", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 804 . 854", "AI n . 756 . 336 - AgR", "AI 851996 AGR / SP", "AI 856 . 793 - AgR / BA", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Enunciado da Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 804 . 854", "AI n . 756 . 336 - AgR", "AI 851996 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 718 . 162 - AgR / BA", "ARE 688 . 313 - AgR / MG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 851996 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 718 . 162 - AgR / BA", "ARE 688 . 313 - AgR / MG", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 996", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 851 . 996" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "Código Penal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "Código Penal", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XL , da Constituição Federal", "art . 1864 , II , do Código Civil", "art . 1 . 645 , III , do Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n", "art . 5 . . . , XL , da Constituição Federal", "art . 1864 , II , do Código Civil", "art . 1 . 645 , III , do Código Civil Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "LEI", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 323 DO RISTF", "ART . 102 , III , § 3 . . . , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 323 do RISTF", "Código de Processo Penal", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 323 DO RISTF C . C .", "art", "Código de Processo Penal", "Constituição", "Constituição Federal", "Medida Provisória", "ARTS . 290 E 299 DO CÓDIGO ELEITORAL", "INC . LXIII DO ART . 5 . . . DA", "inc . LXIII do art . 5 da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ARTS . 290 E 299 DO CÓDIGO ELEITORAL", "INC . LXIII DO ART . 5 . . . DA", "CONSTITUIÇÃO", "inc . 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"Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de", "Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Superior Eleitoral", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Superior Eleitoral", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO", ".", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "PEDRO GIMENES NETO", "SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO", "LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA", "JOÃO MIGUEL CHAVES", "RUY GIMENES", "LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA", "JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA", "EDUARDO ALVES COELHO", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "PEDRO GIMENES NETO", "SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO", "LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA", "JOÃO MIGUEL CHAVES", "RUY GIMENES", "LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA", "JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA", "EDUARDO ALVES COELHO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "PEDRO GIMENES NETO", "SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO", "LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA", "JOÃO MIGUEL CHAVES", "RUY GIMENES", "LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA", "JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA", "EDUARDO ALVES COELHO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "Ellen Gracie", "Luiz Fux", "Joaquim Barbosa", "RICARDO LEWANDOWSKI", "PEDRO GIMENES NETO", "SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO", "LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA", "JOÃO MIGUEL CHAVES", "RUY GIMENES", "LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA", "JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA", "EDUARDO ALVES COELHO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "PEDRO GIMENES NETO", "SÉRGIO ARANHA DA SILVA FILHO", "LUIZ ANTÔNIO BRUNIERA", "JOÃO MIGUEL CHAVES", "RUY GIMENES", "LUIZ ROBERTO LOPES DE SOUZA", "JÚLIO CÉZAR KEMP MARCONDES DE MOURA", "EDUARDO ALVES COELHO", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", 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Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOÃO RICARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS DE ARAUJO ALMEIDA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FERNANDO EDUARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) :JOSÉ RODRIGUES DA CRUZ LIMA E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813206. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOÃO RICARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS DE ARAUJO ALMEIDA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FERNANDO EDUARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) :JOSÉ RODRIGUES DA CRUZ LIMA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 593 e 594, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes da decisão impugnada. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813207. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOÃO RICARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS DE ARAUJO ALMEIDA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FERNANDO EDUARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) :JOSÉ RODRIGUES DA CRUZ LIMA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 593 e 594, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes da decisão impugnada. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813207. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 734346 AGR / RJ análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de folha 597 a 617, insiste na demonstração de ofensa ao artigo 133 da Constituição Federal. Sustenta ser desnecessário o reexame de matéria fática ou de legislação infraconstitucional para se reconhecer a imunidade do advogado. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 623). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813207. Supremo Tribunal Federal ARE 734346 AGR / RJ análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de folha 597 a 617, insiste na demonstração de ofensa ao artigo 133 da Constituição Federal. Sustenta ser desnecessário o reexame de matéria fática ou de legislação infraconstitucional para se reconhecer a imunidade do advogado. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 623). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813207. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado (folha 36), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (folha 463): Ação penal privada deflagrada em face de advogado no exercício da profissão. Imputação de crimes de injúria, difamação e calúnia. Atuação do advogado que excede os limites da imunidade profissional. Inaplicabilidade do artigo 133 da Constituição da República e da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e da OAB). Conhecimento do recurso e manutenção da sentença pelos próprios fundamentos. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813208. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado (folha 36), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (folha 463): Ação penal privada deflagrada em face de advogado no exercício da profissão. Imputação de crimes de injúria, difamação e calúnia. Atuação do advogado que excede os limites da imunidade profissional. Inaplicabilidade do artigo 133 da Constituição da República e da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e da OAB). Conhecimento do recurso e manutenção da sentença pelos próprios fundamentos. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813208. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOÃO RICARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS DE ARAUJO ALMEIDA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FERNANDO EDUARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) : JOSÉ RODRIGUES DA CRUZ LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813512 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOÃO RICARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS DE ARAUJO ALMEIDA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FERNANDO EDUARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) : JOSÉ RODRIGUES DA CRUZ LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813512 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3848604
2013-05-07T00:00:00
2013-05-24T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur231292
Número de páginas: 5. Análise: 07/06/2013, TBC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
734346
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00133 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008906 ANO-1994\r\n EOAB-1994 ESTATUTO DA ADVOCACIA E ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 734346 AgR
[ "" ]
ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS DE ARAUJO ALMEIDA FILHO E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : JOÃO RICARDO AYRES DA MOTTA AGDO.(A/S) : FERNANDO EDUARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) : JOSÉ RODRIGUES DA CRUZ LIMA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOÃO RICARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS DE ARAUJO ALMEIDA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FERNANDO EDUARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) :JOSÉ RODRIGUES DA CRUZ LIMA E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 7 de maio de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813206. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOÃO RICARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS DE ARAUJO ALMEIDA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FERNANDO EDUARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) :JOSÉ RODRIGUES DA CRUZ LIMA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 593 e 594, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes da decisão impugnada. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813207. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOÃO RICARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) :JOSÉ CARLOS DE ARAUJO ALMEIDA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :FERNANDO EDUARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) :JOSÉ RODRIGUES DA CRUZ LIMA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 593 e 594, desprovi o agravo, consignando: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes da decisão impugnada. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos à decisão atacada, buscando-se, em última Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813207. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório ARE 734346 AGR / RJ análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de folha 597 a 617, insiste na demonstração de ofensa ao artigo 133 da Constituição Federal. Sustenta ser desnecessário o reexame de matéria fática ou de legislação infraconstitucional para se reconhecer a imunidade do advogado. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 623). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813207. Supremo Tribunal Federal ARE 734346 AGR / RJ análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de folha 597 a 617, insiste na demonstração de ofensa ao artigo 133 da Constituição Federal. Sustenta ser desnecessário o reexame de matéria fática ou de legislação infraconstitucional para se reconhecer a imunidade do advogado. A parte agravada, instada a manifestar-se, não apresentou contraminuta (certidão de folha 623). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813207. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado (folha 36), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (folha 463): Ação penal privada deflagrada em face de advogado no exercício da profissão. Imputação de crimes de injúria, difamação e calúnia. Atuação do advogado que excede os limites da imunidade profissional. Inaplicabilidade do artigo 133 da Constituição da República e da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e da OAB). Conhecimento do recurso e manutenção da sentença pelos próprios fundamentos. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813208. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado (folha 36), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (folha 463): Ação penal privada deflagrada em face de advogado no exercício da profissão. Imputação de crimes de injúria, difamação e calúnia. Atuação do advogado que excede os limites da imunidade profissional. Inaplicabilidade do artigo 133 da Constituição da República e da Lei 8.906/94 (Estatuto da Advocacia e da OAB). Conhecimento do recurso e manutenção da sentença pelos próprios fundamentos. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3813208. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOÃO RICARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS DE ARAUJO ALMEIDA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FERNANDO EDUARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) : JOSÉ RODRIGUES DA CRUZ LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813512 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 734.346 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOÃO RICARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) : JOSÉ CARLOS DE ARAUJO ALMEIDA FILHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : FERNANDO EDUARDO AYRES DA MOTTA ADV.(A/S) : JOSÉ RODRIGUES DA CRUZ LIMA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813512 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUÍS ROBERTO OLÍMPIO AGDO.(A/S) :RELATOR DO AI Nº 764909 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. 1. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, “l”e art. 103-A, § 3º, da CF). 2. A reclamação não é via processual adequada para impugnar decisão dos Ministros desta Corte. Precedentes: Rcl nº 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009; Rcl nº 4.174-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 6/3/2009; Rcl 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009. 3. In casu, trata-se de reclamação proposta contra ato do Ministro Ricardo Lewandowski, que negou seguimento ao Agravo de Instrumento nº 764.909 e, posteriormente, não conheceu dos sucessivos agravos regimentais interpostos. 4. O Relator, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF, ostenta a competência para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797824. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 9945 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797824. Supremo Tribunal Federal RCL 9945 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797824. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUÍS ROBERTO OLÍMPIO AGDO.(A/S) :RELATOR DO AI Nº 764909 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental de decisão proferida pelo Ministro Eros Grau, então relator, que negou seguimento ao feito, verbis: “Reclamação proposta por Pedro do Carmo Aparecido de Oliveira e Luiz Alves da Silva contra ato do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, ato que negou seguimento ao Agravo de Instrumento n. 764.909 e, posteriormente, não conheceu dos sucessivos agravos regimentais interpostos. 2. Os reclamantes afirmam que “movem em face da Fazenda do Estado de São Paulo uma ação de indenização decorrente de prisão ilegal a que foram submetidos injustamente. Tendo em vista, que as decisões judiciais que não concederam o direito à reparação dos danos aos reclamantes, em razão de prisão ilegal e injusta terem violado de forma direta e frontal a CF/88, como por exemplo o art. 5º, LVII e LXXV da CF/88, os reclamantes interpuseram Recurso Extraordinário”. O recurso extraordinário foi inadmitido no Tribunal de origem e a decisão foi atacada em agravo de instrumento. O agravo de instrumento foi distribuído ao Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, que negou seguimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUÍS ROBERTO OLÍMPIO AGDO.(A/S) :RELATOR DO AI Nº 764909 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental de decisão proferida pelo Ministro Eros Grau, então relator, que negou seguimento ao feito, verbis: “Reclamação proposta por Pedro do Carmo Aparecido de Oliveira e Luiz Alves da Silva contra ato do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, ato que negou seguimento ao Agravo de Instrumento n. 764.909 e, posteriormente, não conheceu dos sucessivos agravos regimentais interpostos. 2. Os reclamantes afirmam que “movem em face da Fazenda do Estado de São Paulo uma ação de indenização decorrente de prisão ilegal a que foram submetidos injustamente. Tendo em vista, que as decisões judiciais que não concederam o direito à reparação dos danos aos reclamantes, em razão de prisão ilegal e injusta terem violado de forma direta e frontal a CF/88, como por exemplo o art. 5º, LVII e LXXV da CF/88, os reclamantes interpuseram Recurso Extraordinário”. O recurso extraordinário foi inadmitido no Tribunal de origem e a decisão foi atacada em agravo de instrumento. O agravo de instrumento foi distribuído ao Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, que negou seguimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 9945 AGR / SP ao recurso, entre outros fundamentos, mercê de ofensa reflexa à Constituição. Os reclamantes interpuseram agravo regimental da decisão que segou seguimento ao agravo de instrumento. O agravo regimental não foi conhecido e contra essa decisão houve nova interposição de regimental. 3. Alegam que o relator deveria ter submetido o julgamento do agravo regimental ao Colegiado. E que “se a lei garante que da decisão monocrática do Relator caberá Agravo Regimental para a Turma do respectivo Tribunal, entendemos que a decisão que julga o Agravo Regimental monocraticamente está violando o devido processo legal e impedindo que o recurso seja conhecido pela Turma do Tribunal para decisão colegiada, cerceando o direito à ampla defesa e ao contraditório e violando a competência da Turma desse Tribunal”. 4. É o relatório. Decido. 5. Os reclamantes questionam decisão de Ministro do Supremo Tribunal Federal pela via da reclamação. Sua argumentação não merece acolhida. A reclamação não se presta à análise das decisões dos membros desta Corte. 6. O Ministro Relator do AI n. 764.909 reafirmou entendimento deste Tribunal a propósito da inviabilidade do exame da matéria fática em sede de recurso extraordinário ou agravo de instrumento. Observou que, “[b]em reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que os recorrentes não aduziram novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto à verificação de dano moral e material a ensejar o dever de indenização pelo Estado, necessário seria o reexame de matéria de fato, o que atrai o óbice da Súmula 279 do STF” [DJe de 19.12.09]. 7. Ademais, como afirmado por Vossa Excia., o Plenário deste Tribunal reconheceu como uma das atribuições do Relator a competência para, por ato monocrático, negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Supremo Tribunal Federal RCL 9945 AGR / SP ao recurso, entre outros fundamentos, mercê de ofensa reflexa à Constituição. Os reclamantes interpuseram agravo regimental da decisão que segou seguimento ao agravo de instrumento. O agravo regimental não foi conhecido e contra essa decisão houve nova interposição de regimental. 3. Alegam que o relator deveria ter submetido o julgamento do agravo regimental ao Colegiado. E que “se a lei garante que da decisão monocrática do Relator caberá Agravo Regimental para a Turma do respectivo Tribunal, entendemos que a decisão que julga o Agravo Regimental monocraticamente está violando o devido processo legal e impedindo que o recurso seja conhecido pela Turma do Tribunal para decisão colegiada, cerceando o direito à ampla defesa e ao contraditório e violando a competência da Turma desse Tribunal”. 4. É o relatório. Decido. 5. Os reclamantes questionam decisão de Ministro do Supremo Tribunal Federal pela via da reclamação. Sua argumentação não merece acolhida. A reclamação não se presta à análise das decisões dos membros desta Corte. 6. O Ministro Relator do AI n. 764.909 reafirmou entendimento deste Tribunal a propósito da inviabilidade do exame da matéria fática em sede de recurso extraordinário ou agravo de instrumento. Observou que, “[b]em reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que os recorrentes não aduziram novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto à verificação de dano moral e material a ensejar o dever de indenização pelo Estado, necessário seria o reexame de matéria de fato, o que atrai o óbice da Súmula 279 do STF” [DJe de 19.12.09]. 7. Ademais, como afirmado por Vossa Excia., o Plenário deste Tribunal reconheceu como uma das atribuições do Relator a competência para, por ato monocrático, negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RCL 9945 AGR / SP ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal. 8. O Plenário desta Corte, ao julgar o agravo regimental interposto na Rcl n. 4.591, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, repisou a jurisprudência no sentido do não- cabimento da reclamação com o intuito de impugnar decisão dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. “EMENTA: RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO VICE-PRESIDENTE DESTA CORTE. NÃO CABIMENTO. Não cabe reclamação contra decisões dos membros do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Com efeito, a reclamação não é via processual adequada, no Supremo Tribunal Federal, à impugnação de suas decisões (Rcl- AgRg 3.316, de minha relatoria, Segunda Turma, 21.06.2005; Rcl-AgRg 3.916, rel. min. Carlos Britto, Pleno, 12.06.2006). A impugnação das decisões do Supremo Tribunal Federal se faz nos termos da legislação processual, por meio dos recursos próprios. Agravo regimental desprovido”. [Rcl n. 4.591, DJe de 4.12.09]. 9. A preservação da competência desta Corte e a garantia da autoridade de suas decisões --- aquelas cuja eficácia estenda- se erga omnes e vincule a Administração Pública e o Poder Judiciário [artigo 102, I, "l", da CB/88], circunstâncias que autorizam a propositura de reclamação --- não estão presentes no caso. 10. O instituto processual eleito é inadequado. A reclamação não pode servir como sucedâneo de recursos ou ações cabíveis e eventualmente não utilizadas. Nego seguimento ao pedido, nos termos do disposto no artigo 21, § 1º, do RISTF”. Colhe-se da inicial que os agravantes moveram uma ação em face do Estado de São Paulo, com o escopo de serem indenizados em decorrência de prisão ilegal, com fundamento nos incisos LVII e LXXV do art. 5º da Constituição Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Supremo Tribunal Federal RCL 9945 AGR / SP ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal. 8. O Plenário desta Corte, ao julgar o agravo regimental interposto na Rcl n. 4.591, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, repisou a jurisprudência no sentido do não- cabimento da reclamação com o intuito de impugnar decisão dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. “EMENTA: RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO VICE-PRESIDENTE DESTA CORTE. NÃO CABIMENTO. Não cabe reclamação contra decisões dos membros do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Com efeito, a reclamação não é via processual adequada, no Supremo Tribunal Federal, à impugnação de suas decisões (Rcl- AgRg 3.316, de minha relatoria, Segunda Turma, 21.06.2005; Rcl-AgRg 3.916, rel. min. Carlos Britto, Pleno, 12.06.2006). A impugnação das decisões do Supremo Tribunal Federal se faz nos termos da legislação processual, por meio dos recursos próprios. Agravo regimental desprovido”. [Rcl n. 4.591, DJe de 4.12.09]. 9. A preservação da competência desta Corte e a garantia da autoridade de suas decisões --- aquelas cuja eficácia estenda- se erga omnes e vincule a Administração Pública e o Poder Judiciário [artigo 102, I, "l", da CB/88], circunstâncias que autorizam a propositura de reclamação --- não estão presentes no caso. 10. O instituto processual eleito é inadequado. A reclamação não pode servir como sucedâneo de recursos ou ações cabíveis e eventualmente não utilizadas. Nego seguimento ao pedido, nos termos do disposto no artigo 21, § 1º, do RISTF”. Colhe-se da inicial que os agravantes moveram uma ação em face do Estado de São Paulo, com o escopo de serem indenizados em decorrência de prisão ilegal, com fundamento nos incisos LVII e LXXV do art. 5º da Constituição Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RCL 9945 AGR / SP O Recurso Extraordinário não foi admitido no Tribunal de Justiça de São Paulo, ensejando a interposição de Agravo de Instrumento nesta Corte, ao qual foi negado seguimento, através de decisão monocrática do Relator Ministro Ricardo Lewandowski. Em face desta decisão interpuseram agravo regimental, que foi decidido monocraticamente pelo Relator. Informam que o segundo agravo regimental interposto também foi decidido por decisão monocrática. Os agravantes insistem no cabimento da reclamação para que o Agravo Regimental interposto no Agravo de Instrumento nº 764.909 seja julgado pelo colegiado. Alegam que “se o Relator não se retratou deveria ter submetido o recurso à mesa para a Turma julgar, pois, compete apenas ao Plenário ou a Turma do C. STF o julgamento de Agravo Regimental”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Supremo Tribunal Federal RCL 9945 AGR / SP O Recurso Extraordinário não foi admitido no Tribunal de Justiça de São Paulo, ensejando a interposição de Agravo de Instrumento nesta Corte, ao qual foi negado seguimento, através de decisão monocrática do Relator Ministro Ricardo Lewandowski. Em face desta decisão interpuseram agravo regimental, que foi decidido monocraticamente pelo Relator. Informam que o segundo agravo regimental interposto também foi decidido por decisão monocrática. Os agravantes insistem no cabimento da reclamação para que o Agravo Regimental interposto no Agravo de Instrumento nº 764.909 seja julgado pelo colegiado. Alegam que “se o Relator não se retratou deveria ter submetido o recurso à mesa para a Turma julgar, pois, compete apenas ao Plenário ou a Turma do C. STF o julgamento de Agravo Regimental”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão do Ministro Eros Grau, a quem sucedi, que negou seguimento a esta Reclamação, ajuizada contra decisão de Ministro Ricardo Lewandowski que negou seguimento ao Agravo de Instrumento nº 764.909. Não merece provimento o agravo regimental. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, “l”e art. 103-A, § 3º, da CF). Esta Corte firmou orientação afirmando a impossibilidade de ajuizamento de reclamação que objetiva impugnar decisão dos Ministros desta Corte. Confira-se, à guisa de exemplo, os seguintes precedentes desta Corte Suprema: “EMENTA: RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO VICEPRESIDENTE DESTA CORTE. NÃO CABIMENTO. Não cabe reclamação contra decisões dos membros do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Com efeito, a reclamação não é via processual adequada, no Supremo Tribunal Federal, à impugnação de suas decisões (Rcl-AgRg 3.316, de minha relatoria, Segunda Turma, 21.06.2005; Rcl-AgRg 3.916, rel. min. Carlos Britto, Pleno, 12.06.2006). A impugnação das decisões do Supremo Tribunal Federal se faz nos termos da legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797826. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão do Ministro Eros Grau, a quem sucedi, que negou seguimento a esta Reclamação, ajuizada contra decisão de Ministro Ricardo Lewandowski que negou seguimento ao Agravo de Instrumento nº 764.909. Não merece provimento o agravo regimental. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, “l”e art. 103-A, § 3º, da CF). Esta Corte firmou orientação afirmando a impossibilidade de ajuizamento de reclamação que objetiva impugnar decisão dos Ministros desta Corte. Confira-se, à guisa de exemplo, os seguintes precedentes desta Corte Suprema: “EMENTA: RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO VICEPRESIDENTE DESTA CORTE. NÃO CABIMENTO. Não cabe reclamação contra decisões dos membros do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Com efeito, a reclamação não é via processual adequada, no Supremo Tribunal Federal, à impugnação de suas decisões (Rcl-AgRg 3.316, de minha relatoria, Segunda Turma, 21.06.2005; Rcl-AgRg 3.916, rel. min. Carlos Britto, Pleno, 12.06.2006). A impugnação das decisões do Supremo Tribunal Federal se faz nos termos da legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 9945 AGR / SP processual, por meio dos recursos próprios. Agravo regimental desprovido” (Rcl nº 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS NO QUAL SE ASSENTA O ATO IMPUGNADO. 1. A reclamação constitucional, prevista na alínea “l” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, destina-se a impedir usurpação da competência deste Supremo Tribunal Federal e a garantir a autoridade de suas decisões. Trata-se, portanto, de uma importante ferramenta processual com a finalidade de proteger o próprio guardião da Lei Maior. 2. A jurisprudência deste Tribunal vem reconhecendo ser a reclamação um instrumento apto à proteção dele mesmo, Supremo Tribunal, contra atos de terceiros (Reclamações 2.106 e 1.775). Atos de terceiros que impliquem, lógico, usurpação de competência da Corte, ou, então, desrespeito à autoridade das decisões por ele, STF, exaradas. Logo, o cabimento da reclamação pressupõe a prática de atos externa corporis ou extramuros desta Corte Maior de Justiça. Donde a desembaraçada ilação de que os atos protagonizados pelo Presidente da Corte, suas Turmas e seus Ministros-Relatores são reputados como de autoria do Supremo Tribunal mesmo. 3. No caso, a reclamação se volta contra a decisão tomada no AI 481.829-AgR-ED-EDV-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello. 4. De outra parte, o reclamante aponta o descumprimento da decisão da RCL 2.138, cujo julgamento, à época do ajuizamento da reclamação, ainda não havia se encerrado. De mais além, ante a natureza subjetiva do processo, a decisão nela proferida não teria efeito vinculante. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”(Rcl nº 4.174-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 6/3/2009). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797826. Supremo Tribunal Federal RCL 9945 AGR / SP processual, por meio dos recursos próprios. Agravo regimental desprovido” (Rcl nº 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS NO QUAL SE ASSENTA O ATO IMPUGNADO. 1. A reclamação constitucional, prevista na alínea “l” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, destina-se a impedir usurpação da competência deste Supremo Tribunal Federal e a garantir a autoridade de suas decisões. Trata-se, portanto, de uma importante ferramenta processual com a finalidade de proteger o próprio guardião da Lei Maior. 2. A jurisprudência deste Tribunal vem reconhecendo ser a reclamação um instrumento apto à proteção dele mesmo, Supremo Tribunal, contra atos de terceiros (Reclamações 2.106 e 1.775). Atos de terceiros que impliquem, lógico, usurpação de competência da Corte, ou, então, desrespeito à autoridade das decisões por ele, STF, exaradas. Logo, o cabimento da reclamação pressupõe a prática de atos externa corporis ou extramuros desta Corte Maior de Justiça. Donde a desembaraçada ilação de que os atos protagonizados pelo Presidente da Corte, suas Turmas e seus Ministros-Relatores são reputados como de autoria do Supremo Tribunal mesmo. 3. No caso, a reclamação se volta contra a decisão tomada no AI 481.829-AgR-ED-EDV-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello. 4. De outra parte, o reclamante aponta o descumprimento da decisão da RCL 2.138, cujo julgamento, à época do ajuizamento da reclamação, ainda não havia se encerrado. De mais além, ante a natureza subjetiva do processo, a decisão nela proferida não teria efeito vinculante. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”(Rcl nº 4.174-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 6/3/2009). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 9945 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO. 1. Não cabe reclamação para impugnar decisão monocrática de Ministro do Supremo Tribunal Federal. 2. Reconsideração da decisão reclamada. Substituição do título judicial: perda de objeto”(Rcl nº 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009). Ressalte-se, ainda, no tocante à tese dos Agravantes quanto à incompetência do Relator para proferir decisão monocrática no agravo regimental interposto, que nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF se inclui na esfera de atribuições do Relator a competência para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal: § 1º Poderá o(a) Relator(a) negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, deles não conhecer em caso de incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute competente, bem como cassar ou reformar, liminarmente, acórdão contrário à orientação firmada nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil. Nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797826. Supremo Tribunal Federal RCL 9945 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO. 1. Não cabe reclamação para impugnar decisão monocrática de Ministro do Supremo Tribunal Federal. 2. Reconsideração da decisão reclamada. Substituição do título judicial: perda de objeto”(Rcl nº 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009). Ressalte-se, ainda, no tocante à tese dos Agravantes quanto à incompetência do Relator para proferir decisão monocrática no agravo regimental interposto, que nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF se inclui na esfera de atribuições do Relator a competência para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal: § 1º Poderá o(a) Relator(a) negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, deles não conhecer em caso de incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute competente, bem como cassar ou reformar, liminarmente, acórdão contrário à orientação firmada nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil. Nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUÍS ROBERTO OLÍMPIO AGDO.(A/S) : RELATOR DO AI Nº 764909 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813408 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUÍS ROBERTO OLÍMPIO AGDO.(A/S) : RELATOR DO AI Nº 764909 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3822650
2013-05-07T00:00:00
2013-05-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 7.5.2013.
AG.REG. NA RECLAMAÇÃO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. 1. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, “l”e art. 103-A, § 3º, da CF). 2. A reclamação não é via processual adequada para impugnar decisão dos Ministros desta Corte. Precedentes: Rcl nº 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009; Rcl nº 4.174-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 6/3/2009; Rcl 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009. 3. In casu, trata-se de reclamação proposta contra ato do Ministro Ricardo Lewandowski, que negou seguimento ao Agravo de Instrumento nº 764.909 e, posteriormente, não conheceu dos sucessivos agravos regimentais interpostos. 4. O Relator, nos termos do art. 21, § 1º, do RISTF, ostenta a competência para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur230837
- Aórdão(s) citado(s): (RECLAMAÇÃO, CABIMENTO) Rcl 4591 AgR (TP), Rcl 4174 AgR (1ª), Rcl 8301 AgR (TP). - Veja AI 764909 AgR-AgR do STF. Número de páginas: 10. Análise: 14/06/2013, IMC. Revisão: 31/07/2013, SOF.
LUIZ FUX
Primeira Turma
9945
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00001 LET-L ART-0103A\r\n PAR-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00021 PAR-00001 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
Rcl-AgR
acordaos
Rcl 9945 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUÍS ROBERTO OLÍMPIO AGDO.(A/S) : RELATOR DO AI Nº 764909 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUÍS ROBERTO OLÍMPIO AGDO.(A/S) :RELATOR DO AI n 764909 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. 1. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, “l”e art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A reclamação não é via processual adequada para impugnar decisão dos Ministros desta Corte. Precedentes: Rcl n 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009; Rcl n 4.174-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 6/3/2009; Rcl 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009. 3. In casu, trata-se de reclamação proposta contra ato do Ministro Ricardo Lewandowski, que negou seguimento ao Agravo de Instrumento n 764.909 e, posteriormente, não conheceu dos sucessivos agravos regimentais interpostos. 4. O Relator, nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF, ostenta a competência para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797824. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão RCL 9945 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797824. Supremo Tribunal Federal RCL 9945 AGR / SP A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 7 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797824. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUÍS ROBERTO OLÍMPIO AGDO.(A/S) :RELATOR DO AI n 764909 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental de decisão proferida pelo Ministro Eros Grau, então relator, que negou seguimento ao feito, verbis: “Reclamação proposta por Pedro do Carmo Aparecido de Oliveira e Luiz Alves da Silva contra ato do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, ato que negou seguimento ao Agravo de Instrumento n. 764.909 e, posteriormente, não conheceu dos sucessivos agravos regimentais interpostos. 2. Os reclamantes afirmam que “movem em face da Fazenda do Estado de São Paulo uma ação de indenização decorrente de prisão ilegal a que foram submetidos injustamente. Tendo em vista, que as decisões judiciais que não concederam o direito à reparação dos danos aos reclamantes, em razão de prisão ilegal e injusta terem violado de forma direta e frontal a Constituição Federal de 1988/88, como por exemplo o art. 5..., LVII e LXXV da Constituição Federal de 1988/88, os reclamantes interpuseram Recurso Extraordinário”. O recurso extraordinário foi inadmitido no Tribunal de origem e a decisão foi atacada em agravo de instrumento. O agravo de instrumento foi distribuído ao Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, que negou seguimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :LUÍS ROBERTO OLÍMPIO AGDO.(A/S) :RELATOR DO AI n 764909 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL INTDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental de decisão proferida pelo Ministro Eros Grau, então relator, que negou seguimento ao feito, verbis: “Reclamação proposta por Pedro do Carmo Aparecido de Oliveira e Luiz Alves da Silva contra ato do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, ato que negou seguimento ao Agravo de Instrumento n. 764.909 e, posteriormente, não conheceu dos sucessivos agravos regimentais interpostos. 2. Os reclamantes afirmam que “movem em face da Fazenda do Estado de São Paulo uma ação de indenização decorrente de prisão ilegal a que foram submetidos injustamente. Tendo em vista, que as decisões judiciais que não concederam o direito à reparação dos danos aos reclamantes, em razão de prisão ilegal e injusta terem violado de forma direta e frontal a Constituição Federal de 1988/88, como por exemplo o art. 5..., LVII e LXXV da Constituição Federal de 1988/88, os reclamantes interpuseram Recurso Extraordinário”. O recurso extraordinário foi inadmitido no Tribunal de origem e a decisão foi atacada em agravo de instrumento. O agravo de instrumento foi distribuído ao Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, que negou seguimento Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório RCL 9945 AGR / SP ao recurso, entre outros fundamentos, mercê de ofensa reflexa à Constituição. Os reclamantes interpuseram agravo regimental da decisão que segou seguimento ao agravo de instrumento. O agravo regimental não foi conhecido e contra essa decisão houve nova interposição de regimental. 3. Alegam que o relator deveria ter submetido o julgamento do agravo regimental ao Colegiado. E que “se a lei garante que da decisão monocrática do Relator caberá Agravo Regimental para a Turma do respectivo Tribunal, entendemos que a decisão que julga o Agravo Regimental monocraticamente está violando o devido processo legal e impedindo que o recurso seja conhecido pela Turma do Tribunal para decisão colegiada, cerceando o direito à ampla defesa e ao contraditório e violando a competência da Turma desse Tribunal”. 4. É o relatório. Decido. 5. Os reclamantes questionam decisão de Ministro do Supremo Tribunal Federal pela via da reclamação. Sua argumentação não merece acolhida. A reclamação não se presta à análise das decisões dos membros desta Corte. 6. O Ministro Relator do AI n. 764.909 reafirmou entendimento deste Tribunal a propósito da inviabilidade do exame da matéria fática em sede de recurso extraordinário ou agravo de instrumento. Observou que, “[b]em reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que os recorrentes não aduziram novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto à verificação de dano moral e material a ensejar o dever de indenização pelo Estado, necessário seria o reexame de matéria de fato, o que atrai o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal” [DJe de 19.12.09]. 7. Ademais, como afirmado por Vossa Excia., o Plenário deste Tribunal reconheceu como uma das atribuições do Relator a competência para, por ato monocrático, negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Supremo Tribunal Federal RCL 9945 AGR / SP ao recurso, entre outros fundamentos, mercê de ofensa reflexa à Constituição. Os reclamantes interpuseram agravo regimental da decisão que segou seguimento ao agravo de instrumento. O agravo regimental não foi conhecido e contra essa decisão houve nova interposição de regimental. 3. Alegam que o relator deveria ter submetido o julgamento do agravo regimental ao Colegiado. E que “se a lei garante que da decisão monocrática do Relator caberá Agravo Regimental para a Turma do respectivo Tribunal, entendemos que a decisão que julga o Agravo Regimental monocraticamente está violando o devido processo legal e impedindo que o recurso seja conhecido pela Turma do Tribunal para decisão colegiada, cerceando o direito à ampla defesa e ao contraditório e violando a competência da Turma desse Tribunal”. 4. É o relatório. Decido. 5. Os reclamantes questionam decisão de Ministro do Supremo Tribunal Federal pela via da reclamação. Sua argumentação não merece acolhida. A reclamação não se presta à análise das decisões dos membros desta Corte. 6. O Ministro Relator do AI n. 764.909 reafirmou entendimento deste Tribunal a propósito da inviabilidade do exame da matéria fática em sede de recurso extraordinário ou agravo de instrumento. Observou que, “[b]em reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que os recorrentes não aduziram novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque, para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto à verificação de dano moral e material a ensejar o dever de indenização pelo Estado, necessário seria o reexame de matéria de fato, o que atrai o óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal” [DJe de 19.12.09]. 7. Ademais, como afirmado por Vossa Excia., o Plenário deste Tribunal reconheceu como uma das atribuições do Relator a competência para, por ato monocrático, negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório RCL 9945 AGR / SP ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal. 8. O Plenário desta Corte, ao julgar o agravo regimental interposto na Rcl n. 4.591, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, repisou a jurisprudência no sentido do não- cabimento da reclamação com o intuito de impugnar decisão dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. “EMENTA: RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO VICE-PRESIDENTE DESTA CORTE. NÃO CABIMENTO. Não cabe reclamação contra decisões dos membros do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Com efeito, a reclamação não é via processual adequada, no Supremo Tribunal Federal, à impugnação de suas decisões (Rcl- AgRg 3.316, de minha relatoria, Segunda Turma, 21.06.2005; Rcl-AgRg 3.916, rel. min. Carlos Britto, Pleno, 12.06.2006). A impugnação das decisões do Supremo Tribunal Federal se faz nos termos da legislação processual, por meio dos recursos próprios. Agravo regimental desprovido”. [Rcl n. 4.591, DJe de 4.12.09]. 9. A preservação da competência desta Corte e a garantia da autoridade de suas decisões --- aquelas cuja eficácia estenda- se erga omnes e vincule a Administração Pública e o Poder Judiciário [artigo 102, I, "l", da CB/88], circunstâncias que autorizam a propositura de reclamação --- não estão presentes no caso. 10. O instituto processual eleito é inadequado. A reclamação não pode servir como sucedâneo de recursos ou ações cabíveis e eventualmente não utilizadas. Nego seguimento ao pedido, nos termos do disposto no artigo 21, § 1..., do RISTF”. Colhe-se da inicial que os agravantes moveram uma ação em face do Estado de São Paulo, com o escopo de serem indenizados em decorrência de prisão ilegal, com fundamento nos incisos LVII e LXXV do art. 5... da Constituição Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Supremo Tribunal Federal RCL 9945 AGR / SP ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal. 8. O Plenário desta Corte, ao julgar o agravo regimental interposto na Rcl n. 4.591, Relator o Ministro JOAQUIM BARBOSA, repisou a jurisprudência no sentido do não- cabimento da reclamação com o intuito de impugnar decisão dos Ministros do Supremo Tribunal Federal. “EMENTA: RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO VICE-PRESIDENTE DESTA CORTE. NÃO CABIMENTO. Não cabe reclamação contra decisões dos membros do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Com efeito, a reclamação não é via processual adequada, no Supremo Tribunal Federal, à impugnação de suas decisões (Rcl- AgRg 3.316, de minha relatoria, Segunda Turma, 21.06.2005; Rcl-AgRg 3.916, rel. min. Carlos Britto, Pleno, 12.06.2006). A impugnação das decisões do Supremo Tribunal Federal se faz nos termos da legislação processual, por meio dos recursos próprios. Agravo regimental desprovido”. [Rcl n. 4.591, DJe de 4.12.09]. 9. A preservação da competência desta Corte e a garantia da autoridade de suas decisões --- aquelas cuja eficácia estenda- se erga omnes e vincule a Administração Pública e o Poder Judiciário [artigo 102, I, "l", da CB/88], circunstâncias que autorizam a propositura de reclamação --- não estão presentes no caso. 10. O instituto processual eleito é inadequado. A reclamação não pode servir como sucedâneo de recursos ou ações cabíveis e eventualmente não utilizadas. Nego seguimento ao pedido, nos termos do disposto no artigo 21, § 1..., do RISTF”. Colhe-se da inicial que os agravantes moveram uma ação em face do Estado de São Paulo, com o escopo de serem indenizados em decorrência de prisão ilegal, com fundamento nos incisos LVII e LXXV do art. 5... da Constituição Federal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Relatório RCL 9945 AGR / SP O Recurso Extraordinário não foi admitido no Tribunal de Justiça de São Paulo, ensejando a interposição de Agravo de Instrumento nesta Corte, ao qual foi negado seguimento, através de decisão monocrática do Relator Ministro Ricardo Lewandowski. Em face desta decisão interpuseram agravo regimental, que foi decidido monocraticamente pelo Relator. Informam que o segundo agravo regimental interposto também foi decidido por decisão monocrática. Os agravantes insistem no cabimento da reclamação para que o Agravo Regimental interposto no Agravo de Instrumento n 764.909 seja julgado pelo colegiado. Alegam que “se o Relator não se retratou deveria ter submetido o recurso à mesa para a Turma julgar, pois, compete apenas ao Plenário ou a Turma do C. Supremo Tribunal Federal o julgamento de Agravo Regimental”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Supremo Tribunal Federal RCL 9945 AGR / SP O Recurso Extraordinário não foi admitido no Tribunal de Justiça de São Paulo, ensejando a interposição de Agravo de Instrumento nesta Corte, ao qual foi negado seguimento, através de decisão monocrática do Relator Ministro Ricardo Lewandowski. Em face desta decisão interpuseram agravo regimental, que foi decidido monocraticamente pelo Relator. Informam que o segundo agravo regimental interposto também foi decidido por decisão monocrática. Os agravantes insistem no cabimento da reclamação para que o Agravo Regimental interposto no Agravo de Instrumento n 764.909 seja julgado pelo colegiado. Alegam que “se o Relator não se retratou deveria ter submetido o recurso à mesa para a Turma julgar, pois, compete apenas ao Plenário ou a Turma do C. Supremo Tribunal Federal o julgamento de Agravo Regimental”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão do Ministro Eros Grau, a quem sucedi, que negou seguimento a esta Reclamação, ajuizada contra decisão de Ministro Ricardo Lewandowski que negou seguimento ao Agravo de Instrumento n 764.909. Não merece provimento o agravo regimental. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, “l”e art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Esta Corte firmou orientação afirmando a impossibilidade de ajuizamento de reclamação que objetiva impugnar decisão dos Ministros desta Corte. Confira-se, à guisa de exemplo, os seguintes precedentes desta Corte Suprema: “EMENTA: RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO VICEPRESIDENTE DESTA CORTE. NÃO CABIMENTO. Não cabe reclamação contra decisões dos membros do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Com efeito, a reclamação não é via processual adequada, no Supremo Tribunal Federal, à impugnação de suas decisões (Rcl-AgRg 3.316, de minha relatoria, Segunda Turma, 21.06.2005; Rcl-AgRg 3.916, rel. min. Carlos Britto, Pleno, 12.06.2006). A impugnação das decisões do Supremo Tribunal Federal se faz nos termos da legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797826. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto contra decisão do Ministro Eros Grau, a quem sucedi, que negou seguimento a esta Reclamação, ajuizada contra decisão de Ministro Ricardo Lewandowski que negou seguimento ao Agravo de Instrumento n 764.909. Não merece provimento o agravo regimental. A reclamação constitucional é o instrumento adequado para impedir a usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal e para garantir a autoridade de suas decisões e súmulas vinculantes (art. 102, I, “l”e art. 103-A, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Esta Corte firmou orientação afirmando a impossibilidade de ajuizamento de reclamação que objetiva impugnar decisão dos Ministros desta Corte. Confira-se, à guisa de exemplo, os seguintes precedentes desta Corte Suprema: “EMENTA: RECLAMAÇÃO. DECISÃO PROFERIDA PELO VICEPRESIDENTE DESTA CORTE. NÃO CABIMENTO. Não cabe reclamação contra decisões dos membros do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. Com efeito, a reclamação não é via processual adequada, no Supremo Tribunal Federal, à impugnação de suas decisões (Rcl-AgRg 3.316, de minha relatoria, Segunda Turma, 21.06.2005; Rcl-AgRg 3.916, rel. min. Carlos Britto, Pleno, 12.06.2006). A impugnação das decisões do Supremo Tribunal Federal se faz nos termos da legislação Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 9945 AGR / SP processual, por meio dos recursos próprios. Agravo regimental desprovido” (Rcl n 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS NO QUAL SE ASSENTA O ATO IMPUGNADO. 1. A reclamação constitucional, prevista na alínea “l” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, destina-se a impedir usurpação da competência deste Supremo Tribunal Federal e a garantir a autoridade de suas decisões. Trata-se, portanto, de uma importante ferramenta processual com a finalidade de proteger o próprio guardião da Lei Maior. 2. A jurisprudência deste Tribunal vem reconhecendo ser a reclamação um instrumento apto à proteção dele mesmo, Supremo Tribunal, contra atos de terceiros (Reclamações 2.106 e 1.775). Atos de terceiros que impliquem, lógico, usurpação de competência da Corte, ou, então, desrespeito à autoridade das decisões por ele, Supremo Tribunal Federal, exaradas. Logo, o cabimento da reclamação pressupõe a prática de atos externa corporis ou extramuros desta Corte Maior de Justiça. Donde a desembaraçada ilação de que os atos protagonizados pelo Presidente da Corte, suas Turmas e seus Ministros-Relatores são reputados como de autoria do Supremo Tribunal mesmo. 3. No caso, a reclamação se volta contra a decisão tomada no AI 481.829-AgR-ED-EDV-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello. 4. De outra parte, o reclamante aponta o descumprimento da decisão da RCL 2.138, cujo julgamento, à época do ajuizamento da reclamação, ainda não havia se encerrado. De mais além, ante a natureza subjetiva do processo, a decisão nela proferida não teria efeito vinculante. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”(Rcl n 4.174-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 6/3/2009). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797826. Supremo Tribunal Federal RCL 9945 AGR / SP processual, por meio dos recursos próprios. Agravo regimental desprovido” (Rcl n 4.591-AgR, Rel. Min. Joaquim Barbosa, DJe de 4/12/2009). “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO À RECLAMAÇÃO. RECURSO QUE NÃO ATACA TODOS OS FUNDAMENTOS NO QUAL SE ASSENTA O ATO IMPUGNADO. 1. A reclamação constitucional, prevista na alínea “l” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal, destina-se a impedir usurpação da competência deste Supremo Tribunal Federal e a garantir a autoridade de suas decisões. Trata-se, portanto, de uma importante ferramenta processual com a finalidade de proteger o próprio guardião da Lei Maior. 2. A jurisprudência deste Tribunal vem reconhecendo ser a reclamação um instrumento apto à proteção dele mesmo, Supremo Tribunal, contra atos de terceiros (Reclamações 2.106 e 1.775). Atos de terceiros que impliquem, lógico, usurpação de competência da Corte, ou, então, desrespeito à autoridade das decisões por ele, Supremo Tribunal Federal, exaradas. Logo, o cabimento da reclamação pressupõe a prática de atos externa corporis ou extramuros desta Corte Maior de Justiça. Donde a desembaraçada ilação de que os atos protagonizados pelo Presidente da Corte, suas Turmas e seus Ministros-Relatores são reputados como de autoria do Supremo Tribunal mesmo. 3. No caso, a reclamação se volta contra a decisão tomada no AI 481.829-AgR-ED-EDV-AgR, da relatoria do ministro Celso de Mello. 4. De outra parte, o reclamante aponta o descumprimento da decisão da RCL 2.138, cujo julgamento, à época do ajuizamento da reclamação, ainda não havia se encerrado. De mais além, ante a natureza subjetiva do processo, a decisão nela proferida não teria efeito vinculante. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”(Rcl n 4.174-AgR, Rel. Min. Ayres Britto, DJe de 6/3/2009). 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX RCL 9945 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO. 1. Não cabe reclamação para impugnar decisão monocrática de Ministro do Supremo Tribunal Federal. 2. Reconsideração da decisão reclamada. Substituição do título judicial: perda de objeto”(Rcl n 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009). Ressalte-se, ainda, no tocante à tese dos Agravantes quanto à incompetência do Relator para proferir decisão monocrática no agravo regimental interposto, que nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF se inclui na esfera de atribuições do Relator a competência para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal: § 1... Poderá o(a) Relator(a) negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, deles não conhecer em caso de incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute competente, bem como cassar ou reformar, liminarmente, acórdão contrário à orientação firmada nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil. Nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797826. Supremo Tribunal Federal RCL 9945 AGR / SP “AGRAVO REGIMENTAL NA RECLAMAÇÃO. IMPUGNAÇÃO DE ATO DE MINISTRO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. COMPETÊNCIA DO RELATOR PARA DECIDIR MONOCRATICAMENTE AÇÃO SOB SUA RELATORIA. AGRAVO REGIMENTAL PREJUDICADO. 1. Não cabe reclamação para impugnar decisão monocrática de Ministro do Supremo Tribunal Federal. 2. Reconsideração da decisão reclamada. Substituição do título judicial: perda de objeto”(Rcl n 8.301-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Plenário, DJe 9/10/2009). Ressalte-se, ainda, no tocante à tese dos Agravantes quanto à incompetência do Relator para proferir decisão monocrática no agravo regimental interposto, que nos termos do art. 21, § 1..., do RISTF se inclui na esfera de atribuições do Relator a competência para negar seguimento, por meio de decisão monocrática, a recursos, pedidos ou ações, quando inadmissíveis, intempestivos, sem objeto ou que veiculem pretensão incompatível com a jurisprudência predominante deste Supremo Tribunal: § 1... Poderá o(a) Relator(a) negar seguimento a pedido ou recurso manifestamente inadmissível, improcedente ou contrário à jurisprudência dominante ou a Súmula do Tribunal, deles não conhecer em caso de incompetência manifesta, encaminhando os autos ao órgão que repute competente, bem como cassar ou reformar, liminarmente, acórdão contrário à orientação firmada nos termos do art. 543-B do Código de Processo Civil. Nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3797826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 07/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUÍS ROBERTO OLÍMPIO AGDO.(A/S) : RELATOR DO AI n 764909 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813408 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NA RECLAMAÇÃO 9.945 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : LUÍS ROBERTO OLÍMPIO AGDO.(A/S) : RELATOR DO AI n 764909 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL INTDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 7.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3813408 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECLAMAÇÃO 9 . 945", "AI n 764909 DO SUPREMO", "Rcl n 4 . 591 - AgR", "Rcl n 4 . 174 - AgR", "Rcl 8 . 301 - AgR", "RECLAMAÇÃO 9 . 945", "AI n 764909", "Agravo de Instrumento n . 764 . 909", "AI n 764909", "Agravo de Instrumento n", "RCL 9945 AGR / SP", "AI n . 764 . 909", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 764 . 909", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Rcl n . 4 . 591", "Rcl", "-", "AgRg 3 . 316", "Rcl", "-", "AgRg 3 . 916", "Rcl n . 4 . 591", "Rcl n . 4 . 591", "Rcl", "-", "AgRg 3 . 316", "Rcl", "-", "AgRg 3 . 916", "Rcl n . 4 . 591", "RCL 9945 AGR / SP", "Agravo de Instrumento n 764 . 909", "RCL", "Agravo de Instrumento n 764 . 909", "Agravo de Instrumento n 764 . 909", "Rcl", "-", "AgRg 3 . 316", "Rcl", "-", "AgRg 3 . 916", "Agravo de Instrumento n 764 . 909", "Rcl", "-", "AgRg 3 . 316", "Rcl", "-", "AgRg 3 . 916", "RCL 9945 AGR / SP", "Rcl n 4 . 591 - AgR", "Reclamações", "AI 481 . 829 - AgR - ED - EDV - AgR", "RCL 2 . 138", "Rcl n 4 . 174 - 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2 / 2001", "artigo 102 , I , \" l \" , da CB / 88", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RECLAMAÇÃO 9 . 945", "art . 102 , I , “ l ” e art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , I , “ l ” e art . 103 - A , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ l ” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea “ l ” do inciso I do artigo 102 da Constituição Federal", "Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Estado de São Paulo", "Estado de São Paulo", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Fazenda do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Fazenda do Estado de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "RCL", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Plenário", "Turma do C . Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "/", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Plenário", "Turma do C . Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal mesmo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal mesmo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "SP", "SUPREMO TRIBUNAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "LUIZ FUX", "PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA", "LUÍS ROBERTO OLÍMPIO", "Joaquim Barbosa", "Ayres Britto", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "Luiz Fux", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA", "LUÍS ROBERTO OLÍMPIO", "LUIZ FUX", "Eros Grau", "Pedro do Carmo Aparecido de Oliveira", "Luiz Alves da Silva", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LUIZ FUX", "PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA", "LUÍS ROBERTO OLÍMPIO", "LUIZ FUX", "Eros Grau", "Pedro do Carmo Aparecido de Oliveira", "Luiz Alves da Silva", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JOAQUIM BARBOSA", "Carlos Britto", "JOAQUIM BARBOSA", "Carlos Britto", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "LUIZ FUX", "LUIZ FUX", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Britto", "LUIZ FUX", "Eros Grau", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Britto", "LUIZ FUX", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "Celso de Mello", "Ayres Britto", "LUIZ FUX", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "LUIZ FUX", "PEDRO DO CARMO APARECIDO DE OLIVEIRA", "LUÍS ROBERTO OLÍMPIO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "LUIZ FUX", "PEDRO DO CARMO", "LUÍS ROBERTO OLÍMPIO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "07", "/", "05", "/", "2013", "4", "/", "12", "/", "2009", "6", "/", "3", "/", "2009", "9", "/", "10", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "06", ".", "2005", "12", ".", "06", ".", "2006", "4", ".", "12", ".", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "06", ".", "2005", "12", ".", "06", ".", "2006", "4", ".", "12", ".", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "21", ".", "06", ".", "2005", "12", ".", "06", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "21", ".", "06", ".", "2005", "12", ".", "06", ".", "2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "12", "/", "2009", "6", "/", "3", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "/", "12", "/", "2009", "6", "/", "3", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "10", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "9", "/", "10", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", "2013", "7", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. PROGRESSÃO FUNCIONAL. LEI MUNICIPAL 7.169/1996. REAPRECIAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional local que fundamenta a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. II - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774880. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 732450 AGR / MG provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774880. Supremo Tribunal Federal ARE 732450 AGR / MG provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita: 'ADMINISTRATIVO – APELAÇÃO CÍVEL – SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE – PROGRESSÃO NA CARREIRA – LEI Nº 7.169/96 – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO – OMISSÃO DO CHEFE DO EXECUTIVO – LAPSO TEMPORAL EXIGIDO POR LEI PARA CONCESSÃO DO DIREITO BUSCADO CUMPRIDO PELO SERVIDOR REQUERENTE – NOVO PLANO DE CARREIRA – CONHECIMENTO DO PEDIDO' (fl. 147). No RE fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 2º, caput, 37, XIV, e 84, XXV, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque para se chegar a conclusão contrária a adotada pelo Tribunal a quo, necessário seria o reexame de normas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774881. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita: 'ADMINISTRATIVO – APELAÇÃO CÍVEL – SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE – PROGRESSÃO NA CARREIRA – LEI Nº 7.169/96 – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO – OMISSÃO DO CHEFE DO EXECUTIVO – LAPSO TEMPORAL EXIGIDO POR LEI PARA CONCESSÃO DO DIREITO BUSCADO CUMPRIDO PELO SERVIDOR REQUERENTE – NOVO PLANO DE CARREIRA – CONHECIMENTO DO PEDIDO' (fl. 147). No RE fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 2º, caput, 37, XIV, e 84, XXV, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque para se chegar a conclusão contrária a adotada pelo Tribunal a quo, necessário seria o reexame de normas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774881. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 732450 AGR / MG infraconstitucionais locais (Lei Municipal 7.169/96), o que atrai a incidência da Súmula 280 desta Corte. Inviável, portanto, o extraordinário. Nesse sentido, trago à colação recente julgado proferido por este Tribunal em caso análogos ao destes autos: 'DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DIREITO ADMINISTRATIVO. MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. LEI MUNICIPAL Nº 7.169/1996. PROGRESSÃO FUNCIONAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES A decisão agravada está em harmonia com a jurisprudência desta Casa acerca do caráter infraconstitucional do debate atinente à interpretação dada pelo Tribunal de Justiça mineiro à progressão funcional prevista no art. 96 da Lei 7.169/96 do Município de Belo Horizonte. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo. Eventual violação oblíqua ou reflexa não viabiliza trânsito a recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido' (AI 794.346-AgR/MG, Rel. Min. Rosa Weber). Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 199-200). O agravante sustenta, em suma, que “(...) não se pode admitir a coexistência da progressão funcional horizontal automática, nos moldes em que foi deferida, com o adicional do quinquênio, já que ambos têm o mesmo fundamento, o tempo de serviço. Nesse sentido, a afronta ao art. 37, XIV, da Constituição de 1988 é direta” (fl. 203). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774881. Supremo Tribunal Federal ARE 732450 AGR / MG infraconstitucionais locais (Lei Municipal 7.169/96), o que atrai a incidência da Súmula 280 desta Corte. Inviável, portanto, o extraordinário. Nesse sentido, trago à colação recente julgado proferido por este Tribunal em caso análogos ao destes autos: 'DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DIREITO ADMINISTRATIVO. MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. LEI MUNICIPAL Nº 7.169/1996. PROGRESSÃO FUNCIONAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. PRECEDENTES A decisão agravada está em harmonia com a jurisprudência desta Casa acerca do caráter infraconstitucional do debate atinente à interpretação dada pelo Tribunal de Justiça mineiro à progressão funcional prevista no art. 96 da Lei 7.169/96 do Município de Belo Horizonte. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo. Eventual violação oblíqua ou reflexa não viabiliza trânsito a recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido' (AI 794.346-AgR/MG, Rel. Min. Rosa Weber). Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 199-200). O agravante sustenta, em suma, que “(...) não se pode admitir a coexistência da progressão funcional horizontal automática, nos moldes em que foi deferida, com o adicional do quinquênio, já que ambos têm o mesmo fundamento, o tempo de serviço. Nesse sentido, a afronta ao art. 37, XIV, da Constituição de 1988 é direta” (fl. 203). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774881. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal a quo, ao decidir acerca da possibilidade de a ora recorrida fazer jus à progressão funcional, valeu-se da interpretação do direito local pertinente à espécie. Transcrevo, a seguir, trecho do voto condutor do acórdão recorrido que bem demonstra tal entendimento: “Por outro lado, é de se ter em mente que os artigos 90 a 96 da Lei Municipal nº 7.169/96 (Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Belo Horizonte) estabelecem que os servidores efetivos, depois de cumprido estágio probatório, que tenham completado tempo mínimo de 949 dias e máximo de 1.095 dias de exercício no cargo devem ser avaliados no prazo máximo de 6 (seis) meses, sob pena de progressão automática. O Município de Belo Horizonte entende que as regras ora mencionadas não se aplicam àqueles servidores que optaram pelo Plano de Carreira para os servidores da área da educação, sendo que o tempo de serviço prestado pela parte autora anteriormente à adesão à carreira não restou olvidado pela norma de enquadramento pela qual a parte autora fez opção, vindo a ser incorporado ao vencimento base juntamente com as demais vantagens conquistadas antes da Lei nº 7.196/96, na forma dos artigos 5º, §5º e 7º da Lei nº 7.235/96. Todavia, o que se deduz da análise da legislação em comento, é de que a citada Lei nº 7.235/96 não suprimiu quaisquer vantagens concedidas anteriormente pelo Estatuto dos Servidores Municipais, tendo, inclusive, incorporado expressamente tais vantagens. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774882. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal a quo, ao decidir acerca da possibilidade de a ora recorrida fazer jus à progressão funcional, valeu-se da interpretação do direito local pertinente à espécie. Transcrevo, a seguir, trecho do voto condutor do acórdão recorrido que bem demonstra tal entendimento: “Por outro lado, é de se ter em mente que os artigos 90 a 96 da Lei Municipal nº 7.169/96 (Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Belo Horizonte) estabelecem que os servidores efetivos, depois de cumprido estágio probatório, que tenham completado tempo mínimo de 949 dias e máximo de 1.095 dias de exercício no cargo devem ser avaliados no prazo máximo de 6 (seis) meses, sob pena de progressão automática. O Município de Belo Horizonte entende que as regras ora mencionadas não se aplicam àqueles servidores que optaram pelo Plano de Carreira para os servidores da área da educação, sendo que o tempo de serviço prestado pela parte autora anteriormente à adesão à carreira não restou olvidado pela norma de enquadramento pela qual a parte autora fez opção, vindo a ser incorporado ao vencimento base juntamente com as demais vantagens conquistadas antes da Lei nº 7.196/96, na forma dos artigos 5º, §5º e 7º da Lei nº 7.235/96. Todavia, o que se deduz da análise da legislação em comento, é de que a citada Lei nº 7.235/96 não suprimiu quaisquer vantagens concedidas anteriormente pelo Estatuto dos Servidores Municipais, tendo, inclusive, incorporado expressamente tais vantagens. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 732450 AGR / MG Portanto, conclui-se que o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais não se trata de mera norma programática, dependente de legislação que o regulamente ou crie eventual plano de carreira, mas sim configura-se em norma auto-aplicável, de validade cogente a todos que nele tiverem seus direitos regulados. Neste contexto, o início da contagem do tempo de serviço para fazer jus ao benefício pleiteado (1095 dias) é da data de admissão da parte autora (31/03/1995) e não da data em que a servidora tenha feito a opção pelo regime estatutário, como definido monocraticamente. (…) Compulsando os autos, vê-se que, da análise de tais elementos, a parte autora preencheu os requisitos previstos na legislação pertinente para fazer jus à progressão automática na carreira ora pleiteada, não demonstrando o Município de Belo Horizonte a existência de fatos impeditivos à consecução do direito buscado” (fls. 149-151). Desse modo, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria a análise da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 desta Corte. Nesse sentido, além do precedente mencionado na decisão agravada, cito ainda os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Progressão funcional. Leis nºs 7.169/96 e 8.690/03 do Município de Belo Horizonte. Ofensa a direito local. Precedentes. 1. O Tribunal de origem decidiu a questão relativa à progressão funcional da agravada com fundamento nas Leis municipais nºs 7.169/96 e 8.690/03. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 677.023-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 37, XIV, DA CF. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774882. Supremo Tribunal Federal ARE 732450 AGR / MG Portanto, conclui-se que o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais não se trata de mera norma programática, dependente de legislação que o regulamente ou crie eventual plano de carreira, mas sim configura-se em norma auto-aplicável, de validade cogente a todos que nele tiverem seus direitos regulados. Neste contexto, o início da contagem do tempo de serviço para fazer jus ao benefício pleiteado (1095 dias) é da data de admissão da parte autora (31/03/1995) e não da data em que a servidora tenha feito a opção pelo regime estatutário, como definido monocraticamente. (…) Compulsando os autos, vê-se que, da análise de tais elementos, a parte autora preencheu os requisitos previstos na legislação pertinente para fazer jus à progressão automática na carreira ora pleiteada, não demonstrando o Município de Belo Horizonte a existência de fatos impeditivos à consecução do direito buscado” (fls. 149-151). Desse modo, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria a análise da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 desta Corte. Nesse sentido, além do precedente mencionado na decisão agravada, cito ainda os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Progressão funcional. Leis nºs 7.169/96 e 8.690/03 do Município de Belo Horizonte. Ofensa a direito local. Precedentes. 1. O Tribunal de origem decidiu a questão relativa à progressão funcional da agravada com fundamento nas Leis municipais nºs 7.169/96 e 8.690/03. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula nº 280/STF. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 677.023-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 37, XIV, DA CF. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 732450 AGR / MG 282 E 356. INSTITUIÇÃO DE NOVO PLANO DE CARREIRA. LEIS MUNICIPAIS 7.169/96 E 8.690/2003. REQUISITOS. NORMAS LOCAIS. SÚMULA STF 280. 1. Ausente o prequestionamento do dispositivo dado como contrariado no apelo extremo (Súmulas 282 e 356). 2. Inadmissível recurso extraordinário no qual, a pretexto de ofensa à CF, pretende-se o reexame de legislação local (Leis Municipais 7.169/96 e 8.690/2003), dado o óbice da Súmula STF 280. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 832.064-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774882. Supremo Tribunal Federal ARE 732450 AGR / MG 282 E 356. INSTITUIÇÃO DE NOVO PLANO DE CARREIRA. LEIS MUNICIPAIS 7.169/96 E 8.690/2003. REQUISITOS. NORMAS LOCAIS. SÚMULA STF 280. 1. Ausente o prequestionamento do dispositivo dado como contrariado no apelo extremo (Súmulas 282 e 356). 2. Inadmissível recurso extraordinário no qual, a pretexto de ofensa à CF, pretende-se o reexame de legislação local (Leis Municipais 7.169/96 e 8.690/2003), dado o óbice da Súmula STF 280. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 832.064-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806222 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3823603
2013-05-07T00:00:00
2013-05-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. PROGRESSÃO FUNCIONAL. LEI MUNICIPAL 7.169/1996. REAPRECIAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional local que fundamenta a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. II - Agravo regimental improvido.
sjur230894
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, PROGRESSÃO FUNCIONAL) ARE 677023 AgR (1ªT), AI 832064 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 11/06/2013, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
732450
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-MUN LEI-007169 ANO-1996\r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE, MG" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 732450 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS AGDO.(A/S) : JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. PROGRESSÃO FUNCIONAL. LEI MUNICIPAL 7.169/1996. REAPRECIAÇÃO DE NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. SÚMULA 280. AGRAVO IMPROVIDO. I - É inadmissível o recurso extraordinário quando sua análise implica rever a interpretação de norma infraconstitucional local que fundamenta a decisão a quo. Incidência da Súmula 280 desta Corte. Precedentes. II - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774880. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 732450 AGR / MG provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774880. Supremo Tribunal Federal ARE 732450 AGR / MG provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita: 'ADMINISTRATIVO – APELAÇÃO CÍVEL – SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE – PROGRESSÃO NA CARREIRA – LEI n 7.169/96 – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO – OMISSÃO DO CHEFE DO EXECUTIVO – LAPSO TEMPORAL EXIGIDO POR LEI PARA CONCESSÃO DO DIREITO BUSCADO CUMPRIDO PELO SERVIDOR REQUERENTE – NOVO PLANO DE CARREIRA – CONHECIMENTO DO PEDIDO' (fl. 147). No Recurso Extraordinário fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 2..., caput, 37, XIV, e 84, XXV, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque para se chegar a conclusão contrária a adotada pelo Tribunal a quo, necessário seria o reexame de normas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774881. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) :JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES ADV.(A/S) :EDUARDO MACHADO DIAS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita: 'ADMINISTRATIVO – APELAÇÃO CÍVEL – SERVIDOR PÚBLICO DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE – PROGRESSÃO NA CARREIRA – LEI n 7.169/96 – AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO – OMISSÃO DO CHEFE DO EXECUTIVO – LAPSO TEMPORAL EXIGIDO POR LEI PARA CONCESSÃO DO DIREITO BUSCADO CUMPRIDO PELO SERVIDOR REQUERENTE – NOVO PLANO DE CARREIRA – CONHECIMENTO DO PEDIDO' (fl. 147). No Recurso Extraordinário fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 2..., caput, 37, XIV, e 84, XXV, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. Isso porque para se chegar a conclusão contrária a adotada pelo Tribunal a quo, necessário seria o reexame de normas Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774881. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 732450 AGR / MG infraconstitucionais locais (Lei Municipal 7.169/96), o que atrai a incidência da Súmula 280 desta Corte. Inviável, portanto, o extraordinário. Nesse sentido, trago à colação recente julgado proferido por este Tribunal em caso análogos ao destes autos: 'DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DIREITO ADMINISTRATIVO. MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. LEI MUNICIPAL n 7.169/1996. PROGRESSÃO FUNCIONAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES A decisão agravada está em harmonia com a jurisprudência desta Casa acerca do caráter infraconstitucional do debate atinente à interpretação dada pelo Tribunal de Justiça mineiro à progressão funcional prevista no art. 96 da Lei 7.169/96 do Município de Belo Horizonte. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo. Eventual violação oblíqua ou reflexa não viabiliza trânsito a recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido' (AI 794.346-AgR/MG, Rel. Min. Rosa Weber). Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 199-200). O agravante sustenta, em suma, que “(...) não se pode admitir a coexistência da progressão funcional horizontal automática, nos moldes em que foi deferida, com o adicional do quinquênio, já que ambos têm o mesmo fundamento, o tempo de serviço. Nesse sentido, a afronta ao art. 37, XIV, da Constituição de 1988 é direta” (fl. 203). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774881. Supremo Tribunal Federal ARE 732450 AGR / MG infraconstitucionais locais (Lei Municipal 7.169/96), o que atrai a incidência da Súmula 280 desta Corte. Inviável, portanto, o extraordinário. Nesse sentido, trago à colação recente julgado proferido por este Tribunal em caso análogos ao destes autos: 'DIREITO PROCESSUAL CIVIL E DIREITO ADMINISTRATIVO. MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE. LEI MUNICIPAL n 7.169/1996. PROGRESSÃO FUNCIONAL. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES A decisão agravada está em harmonia com a jurisprudência desta Casa acerca do caráter infraconstitucional do debate atinente à interpretação dada pelo Tribunal de Justiça mineiro à progressão funcional prevista no art. 96 da Lei 7.169/96 do Município de Belo Horizonte. A suposta ofensa aos postulados constitucionais somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo. Eventual violação oblíqua ou reflexa não viabiliza trânsito a recurso extraordinário. Agravo regimental conhecido e não provido' (AI 794.346-AgR/MG, Rel. Min. Rosa Weber). Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 199-200). O agravante sustenta, em suma, que “(...) não se pode admitir a coexistência da progressão funcional horizontal automática, nos moldes em que foi deferida, com o adicional do quinquênio, já que ambos têm o mesmo fundamento, o tempo de serviço. Nesse sentido, a afronta ao art. 37, XIV, da Constituição de 1988 é direta” (fl. 203). É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774881. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal a quo, ao decidir acerca da possibilidade de a ora recorrida fazer jus à progressão funcional, valeu-se da interpretação do direito local pertinente à espécie. Transcrevo, a seguir, trecho do voto condutor do acórdão recorrido que bem demonstra tal entendimento: “Por outro lado, é de se ter em mente que os artigos 90 a 96 da Lei Municipal n 7.169/96 (Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Belo Horizonte) estabelecem que os servidores efetivos, depois de cumprido estágio probatório, que tenham completado tempo mínimo de 949 dias e máximo de 1.095 dias de exercício no cargo devem ser avaliados no prazo máximo de 6 (seis) meses, sob pena de progressão automática. O Município de Belo Horizonte entende que as regras ora mencionadas não se aplicam àqueles servidores que optaram pelo Plano de Carreira para os servidores da área da educação, sendo que o tempo de serviço prestado pela parte autora anteriormente à adesão à carreira não restou olvidado pela norma de enquadramento pela qual a parte autora fez opção, vindo a ser incorporado ao vencimento base juntamente com as demais vantagens conquistadas antes da Lei n 7.196/96, na forma dos artigos 5..., §5... e 7... da Lei n 7.235/96. Todavia, o que se deduz da análise da legislação em comento, é de que a citada Lei n 7.235/96 não suprimiu quaisquer vantagens concedidas anteriormente pelo Estatuto dos Servidores Municipais, tendo, inclusive, incorporado expressamente tais vantagens. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774882. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal a quo, ao decidir acerca da possibilidade de a ora recorrida fazer jus à progressão funcional, valeu-se da interpretação do direito local pertinente à espécie. Transcrevo, a seguir, trecho do voto condutor do acórdão recorrido que bem demonstra tal entendimento: “Por outro lado, é de se ter em mente que os artigos 90 a 96 da Lei Municipal n 7.169/96 (Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Belo Horizonte) estabelecem que os servidores efetivos, depois de cumprido estágio probatório, que tenham completado tempo mínimo de 949 dias e máximo de 1.095 dias de exercício no cargo devem ser avaliados no prazo máximo de 6 (seis) meses, sob pena de progressão automática. O Município de Belo Horizonte entende que as regras ora mencionadas não se aplicam àqueles servidores que optaram pelo Plano de Carreira para os servidores da área da educação, sendo que o tempo de serviço prestado pela parte autora anteriormente à adesão à carreira não restou olvidado pela norma de enquadramento pela qual a parte autora fez opção, vindo a ser incorporado ao vencimento base juntamente com as demais vantagens conquistadas antes da Lei n 7.196/96, na forma dos artigos 5..., §5... e 7... da Lei n 7.235/96. Todavia, o que se deduz da análise da legislação em comento, é de que a citada Lei n 7.235/96 não suprimiu quaisquer vantagens concedidas anteriormente pelo Estatuto dos Servidores Municipais, tendo, inclusive, incorporado expressamente tais vantagens. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 732450 AGR / MG Portanto, conclui-se que o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais não se trata de mera norma programática, dependente de legislação que o regulamente ou crie eventual plano de carreira, mas sim configura-se em norma auto-aplicável, de validade cogente a todos que nele tiverem seus direitos regulados. Neste contexto, o início da contagem do tempo de serviço para fazer jus ao benefício pleiteado (1095 dias) é da data de admissão da parte autora (31/03/1995) e não da data em que a servidora tenha feito a opção pelo regime estatutário, como definido monocraticamente. (…) Compulsando os autos, vê-se que, da análise de tais elementos, a parte autora preencheu os requisitos previstos na legislação pertinente para fazer jus à progressão automática na carreira ora pleiteada, não demonstrando o Município de Belo Horizonte a existência de fatos impeditivos à consecução do direito buscado” (fls. 149-151). Desse modo, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria a análise da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 desta Corte. Nesse sentido, além do precedente mencionado na decisão agravada, cito ainda os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Progressão funcional. Leis ns 7.169/96 e 8.690/03 do Município de Belo Horizonte. Ofensa a direito local. Precedentes. 1. O Tribunal de origem decidiu a questão relativa à progressão funcional da agravada com fundamento nas Leis municipais ns 7.169/96 e 8.690/03. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 677.023-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 37, XIV, DA Constituição Federal de 1988. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774882. Supremo Tribunal Federal ARE 732450 AGR / MG Portanto, conclui-se que o Estatuto dos Servidores Públicos Municipais não se trata de mera norma programática, dependente de legislação que o regulamente ou crie eventual plano de carreira, mas sim configura-se em norma auto-aplicável, de validade cogente a todos que nele tiverem seus direitos regulados. Neste contexto, o início da contagem do tempo de serviço para fazer jus ao benefício pleiteado (1095 dias) é da data de admissão da parte autora (31/03/1995) e não da data em que a servidora tenha feito a opção pelo regime estatutário, como definido monocraticamente. (…) Compulsando os autos, vê-se que, da análise de tais elementos, a parte autora preencheu os requisitos previstos na legislação pertinente para fazer jus à progressão automática na carreira ora pleiteada, não demonstrando o Município de Belo Horizonte a existência de fatos impeditivos à consecução do direito buscado” (fls. 149-151). Desse modo, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria a análise da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie, o que inviabiliza o extraordinário, nos termos da Súmula 280 desta Corte. Nesse sentido, além do precedente mencionado na decisão agravada, cito ainda os seguintes julgados de ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Progressão funcional. Leis ns 7.169/96 e 8.690/03 do Município de Belo Horizonte. Ofensa a direito local. Precedentes. 1. O Tribunal de origem decidiu a questão relativa à progressão funcional da agravada com fundamento nas Leis municipais ns 7.169/96 e 8.690/03. 2. O recurso extraordinário não se presta ao exame de matéria ínsita ao plano normativo local. Incidência da Súmula n 280/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (ARE 677.023-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ARTIGO 37, XIV, DA Constituição Federal de 1988. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULAS 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 732450 AGR / MG 282 E 356. INSTITUIÇÃO DE NOVO PLANO DE CARREIRA. LEIS MUNICIPAIS 7.169/96 E 8.690/2003. REQUISITOS. NORMAS LOCAIS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. Ausente o prequestionamento do dispositivo dado como contrariado no apelo extremo (Súmulas 282 e 356). 2. Inadmissível recurso extraordinário no qual, a pretexto de ofensa à Constituição Federal de 1988, pretende-se o reexame de legislação local (Leis Municipais 7.169/96 e 8.690/2003), dado o óbice da Súmula Supremo Tribunal Federal 280. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 832.064-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774882. Supremo Tribunal Federal ARE 732450 AGR / MG 282 E 356. INSTITUIÇÃO DE NOVO PLANO DE CARREIRA. LEIS MUNICIPAIS 7.169/96 E 8.690/2003. REQUISITOS. NORMAS LOCAIS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 280. 1. Ausente o prequestionamento do dispositivo dado como contrariado no apelo extremo (Súmulas 282 e 356). 2. Inadmissível recurso extraordinário no qual, a pretexto de ofensa à Constituição Federal de 1988, pretende-se o reexame de legislação local (Leis Municipais 7.169/96 e 8.690/2003), dado o óbice da Súmula Supremo Tribunal Federal 280. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 832.064-AgR/MG, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774882. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806222 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 732.450 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE AGDO.(A/S) : JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES ADV.(A/S) : EDUARDO MACHADO DIAS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806222 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 732450 AGR / MG", "ARE 732450 AGR / MG", "ARE 732450 AGR / MG", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 794 . 346 - AgR / MG", "ARE 732450 AGR / MG", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI 794 . 346 - AgR / MG", "ARE 732450", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 677 . 023 - AgR / MG", "ARE 732450 AGR / MG", "Súmula n 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 677 . 023 - AgR / MG", "AI 832 . 064 - AgR / MG", "ARE 732450 AGR / MG 282", "AI 832 . 064 - AgR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "LEI MUNICIPAL 7 . 169 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 7 . 169 / 96", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI n 7 . 169 / 96", "art . 102 , III , a , da Constituição", "arts", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal 7 . 169 / 96", "LEI MUNICIPAL n 7 . 169 / 1996", "art . 96 da Lei 7 . 169 / 96", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput )", "art . 37 , XIV , da Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Municipal 7 . 169 / 96", "LEI MUNICIPAL n 7 . 169 / 1996", "art . 96 da Lei 7 . 169 / 96", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "art . 37 , XIV , da Constituição de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 90 a 96 da Lei Municipal n 7 . 169 / 96", "Estatuto dos", "Lei n 7 . 196 / 96", "artigos 5 . . . , § 5 . . . e 7 . . . da Lei n 7 . 235 / 96", "Lei n 7 . 235 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 90 a 96 da Lei Municipal n 7 . 169 / 96", "Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Belo Horizonte", "Lei n 7 . 196 / 96", "artigos 5 . . . , § 5 . . . e 7 . . . da Lei n 7 . 235 / 96", "Lei n 7 . 235 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Leis ns 7 . 169 / 96", "8", ".", "690", "/", "03", "Leis municipais ns 7 . 169 / 96", "8", ".", "690", "/", "03", "ARTIGO 37 , XIV , DA 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LEWANDOWSKI", "JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES", "EDUARDO MACHADO DIAS", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES", "EDUARDO MACHADO DIAS", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JANAINA APARECIDA DE SOUZA MATTOS RODRIGUES", "EDUARDO MACHADO DIAS", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi .", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "07", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "7 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "07", "/", "05", "/", 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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :WILPORT OPERADORES PORTUÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :NAILOR AYMORÉ OLSEN NETO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ICMS. LEI COMPLEMENTAR 87/1996. ACÓRDÃO QUE AFASTA A INCIDÊNCIA DO TRIBUTO COM AMPARO EM NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A cobrança de ICMS, no caso, foi afastada no acórdão recorrido sob o fundamento de que as operações analisadas estavam acobertadas por isenção prevista na Lei Complementar 87/1996. Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. II – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674096. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão RE 726759 AGR / SC Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674096. Supremo Tribunal Federal RE 726759 AGR / SC Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :WILPORT OPERADORES PORTUÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :NAILOR AYMORÉ OLSEN NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra parte da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que a Corte de origem decidiu a questão posta nos autos com fundamento no exame da legislação infraconstitucional que rege a matéria. O agravante alegou, em suma, que o acórdão de origem enfrentou a matéria sob o ângulo constitucional. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674097. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :WILPORT OPERADORES PORTUÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :NAILOR AYMORÉ OLSEN NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra parte da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que a Corte de origem decidiu a questão posta nos autos com fundamento no exame da legislação infraconstitucional que rege a matéria. O agravante alegou, em suma, que o acórdão de origem enfrentou a matéria sob o ângulo constitucional. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à incidência De ICMS no caso dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei Complementar 87/1996). De fato, a cobrança do tributo em questão foi afastada no acórdão recorrido sob o fundamento de que as operações analisadas estavam acobertadas por isenção prevista na Lei Complementar 87/1996, conforme se observa do seguinte trecho da decisão a quo: “Posteriormente, em 1996 foi editada a Lei Complementar 87 (devidamente autorizada pelo § 2º, 'a' do art. 155 da CF). Tal norma trouxe outras hipóteses em que o ICMS não incide - neste caso, tecnicamente qualificada como 'isenção'. Os arts. 3º e 32 assim dispõe: Art. 3º. O imposto (ICMS) não incide sobre: [...] II - operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados e semi-elaborados, ou serviços; [...] Art. 32. A partir da data de publicação desta Lei Complementar: I - o imposto não incidirá sobre operações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados semi-elaborados, bem como sobre prestações de serviço para o exterior [...]. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674098. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à incidência De ICMS no caso dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei Complementar 87/1996). De fato, a cobrança do tributo em questão foi afastada no acórdão recorrido sob o fundamento de que as operações analisadas estavam acobertadas por isenção prevista na Lei Complementar 87/1996, conforme se observa do seguinte trecho da decisão a quo: “Posteriormente, em 1996 foi editada a Lei Complementar 87 (devidamente autorizada pelo § 2º, 'a' do art. 155 da CF). Tal norma trouxe outras hipóteses em que o ICMS não incide - neste caso, tecnicamente qualificada como 'isenção'. Os arts. 3º e 32 assim dispõe: Art. 3º. O imposto (ICMS) não incide sobre: [...] II - operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados e semi-elaborados, ou serviços; [...] Art. 32. A partir da data de publicação desta Lei Complementar: I - o imposto não incidirá sobre operações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados semi-elaborados, bem como sobre prestações de serviço para o exterior [...]. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI RE 726759 AGR / SC Todas as operações comerciais que confluam para a exportação da mercadoria ou do serviço devem ser abrangidas pela isenção concedida pela Lei Complementar 87/96”(grifei). Assim, firmar entendimento diverso implicaria em revisão da interpretação conferida àquela legislação pela instância ordinária. Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674098. Supremo Tribunal Federal RE 726759 AGR / SC Todas as operações comerciais que confluam para a exportação da mercadoria ou do serviço devem ser abrangidas pela isenção concedida pela Lei Complementar 87/96”(grifei). Assim, firmar entendimento diverso implicaria em revisão da interpretação conferida àquela legislação pela instância ordinária. Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : WILPORT OPERADORES PORTUÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : NAILOR AYMORÉ OLSEN NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692790 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : WILPORT OPERADORES PORTUÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : NAILOR AYMORÉ OLSEN NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692790 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3708623
2013-04-16T00:00:00
2013-05-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ICMS. LEI COMPLEMENTAR 87/1996. ACÓRDÃO QUE AFASTA A INCIDÊNCIA DO TRIBUTO COM AMPARO EM NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A cobrança de ICMS, no caso, foi afastada no acórdão recorrido sob o fundamento de que as operações analisadas estavam acobertadas por isenção prevista na Lei Complementar 87/1996. Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. II – Agravo regimental improvido.
sjur229354
Número de páginas: 6. Análise: 11/06/2013, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
726759
[ "LEG-FED LCP-000087 ANO-1996\r\n LEI COMPLEMENTAR" ]
RE-AgR
acordaos
RE 726759 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA ADV.(A/S) : NAILOR AYMORÉ OLSEN NETO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : WILPORT OPERADORES PORTUÁRIOS LTDA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :WILPORT OPERADORES PORTUÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :NAILOR AYMORÉ OLSEN NETO E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ICMS. LEI COMPLEMENTAR 87/1996. ACÓRDÃO QUE AFASTA A INCIDÊNCIA DO TRIBUTO COM AMPARO EM NORMA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – A cobrança de ICMS, no caso, foi afastada no acórdão recorrido sob o fundamento de que as operações analisadas estavam acobertadas por isenção prevista na Lei Complementar 87/1996. Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. II – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674096. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 726759 AGR / SC Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674096. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 726759 AGR / SC Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :WILPORT OPERADORES PORTUÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :NAILOR AYMORÉ OLSEN NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra parte da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que a Corte de origem decidiu a questão posta nos autos com fundamento no exame da legislação infraconstitucional que rege a matéria. O agravante alegou, em suma, que o acórdão de origem enfrentou a matéria sob o ângulo constitucional. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674097. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) :WILPORT OPERADORES PORTUÁRIOS LTDA ADV.(A/S) :NAILOR AYMORÉ OLSEN NETO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra parte da decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que a Corte de origem decidiu a questão posta nos autos com fundamento no exame da legislação infraconstitucional que rege a matéria. O agravante alegou, em suma, que o acórdão de origem enfrentou a matéria sob o ângulo constitucional. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674097. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à incidência De ICMS no caso dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei Complementar 87/1996). De fato, a cobrança do tributo em questão foi afastada no acórdão recorrido sob o fundamento de que as operações analisadas estavam acobertadas por isenção prevista na Lei Complementar 87/1996, conforme se observa do seguinte trecho da decisão a quo: “Posteriormente, em 1996 foi editada a Lei Complementar 87 (devidamente autorizada pelo § 2..., 'a' do art. 155 da Constituição Federal de 1988). Tal norma trouxe outras hipóteses em que o ICMS não incide - neste caso, tecnicamente qualificada como 'isenção'. Os arts. 3... e 32 assim dispõe: Art. 3.... O imposto (ICMS) não incide sobre: [...] II - operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados e semi-elaborados, ou serviços; [...] Art. 32. A partir da data de publicação desta Lei Complementar: I - o imposto não incidirá sobre operações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados semi-elaborados, bem como sobre prestações de serviço para o exterior [...]. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674098. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. O Tribunal de origem dirimiu a matéria atinente à incidência De ICMS no caso dos autos com fundamento na análise da legislação infraconstitucional pertinente (Lei Complementar 87/1996). De fato, a cobrança do tributo em questão foi afastada no acórdão recorrido sob o fundamento de que as operações analisadas estavam acobertadas por isenção prevista na Lei Complementar 87/1996, conforme se observa do seguinte trecho da decisão a quo: “Posteriormente, em 1996 foi editada a Lei Complementar 87 (devidamente autorizada pelo § 2..., 'a' do art. 155 da Constituição Federal de 1988). Tal norma trouxe outras hipóteses em que o ICMS não incide - neste caso, tecnicamente qualificada como 'isenção'. Os arts. 3... e 32 assim dispõe: Art. 3.... O imposto (ICMS) não incide sobre: [...] II - operações e prestações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados e semi-elaborados, ou serviços; [...] Art. 32. A partir da data de publicação desta Lei Complementar: I - o imposto não incidirá sobre operações que destinem ao exterior mercadorias, inclusive produtos primários e produtos industrializados semi-elaborados, bem como sobre prestações de serviço para o exterior [...]. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI Recurso Extraordinário 726759 AGR / SC Todas as operações comerciais que confluam para a exportação da mercadoria ou do serviço devem ser abrangidas pela isenção concedida pela Lei Complementar 87/96”(grifei). Assim, firmar entendimento diverso implicaria em revisão da interpretação conferida àquela legislação pela instância ordinária. Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674098. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 726759 AGR / SC Todas as operações comerciais que confluam para a exportação da mercadoria ou do serviço devem ser abrangidas pela isenção concedida pela Lei Complementar 87/96”(grifei). Assim, firmar entendimento diverso implicaria em revisão da interpretação conferida àquela legislação pela instância ordinária. Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674098. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : WILPORT OPERADORES PORTUÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : NAILOR AYMORÉ OLSEN NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692790 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 726.759 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGDO.(A/S) : WILPORT OPERADORES PORTUÁRIOS LTDA ADV.(A/S) : NAILOR AYMORÉ OLSEN NETO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. 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Ementa e Acórdão 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :TRANSPORTADORA CASTRO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CARLOS ROGÉRIO LOPES THEODORO EMBDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :ANGELO AURELIO GONCALVES PARIZ E OUTRO(A/S) Embargos de declaração em agravo de instrumento. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. É desnecessário o sobrestamento do RE em virtude da pendência de REsp. Independência entre recursos excepcionais. Campos temáticos próprios. O art. 543, § 1º, do CPC, somente se aplica quando os recursos especial e extraordinário são admitidos, o que não se verifica no caso dos autos. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos de declaração como agravo regimental e, a este, negar provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468502. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :TRANSPORTADORA CASTRO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CARLOS ROGÉRIO LOPES THEODORO EMBDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :ANGELO AURELIO GONCALVES PARIZ E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão de fls. 1.041 e 1.042, que negou seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “A recorrente apenas se limitou a argumentar acerca da ausência de fundamentação, sem, entretanto, infirmar os fundamentos do acórdão, que concluiu pela ausência de interesse de agir. Observo que esta Corte já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, este Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou a decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Ademais, o Tribunal de origem firmou sua convicção a partir do exame das provas constantes dos autos, asseverando que o crédito dos autores perante a empresa já foi apurado em ação condenatória e portanto carecem de interesse de agir. Para se entender de forma diversa, faz-se imprescindível o reexame do acervo fático-probatório dos autos e da legislação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468503. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :TRANSPORTADORA CASTRO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CARLOS ROGÉRIO LOPES THEODORO EMBDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :ANGELO AURELIO GONCALVES PARIZ E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão de fls. 1.041 e 1.042, que negou seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “A recorrente apenas se limitou a argumentar acerca da ausência de fundamentação, sem, entretanto, infirmar os fundamentos do acórdão, que concluiu pela ausência de interesse de agir. Observo que esta Corte já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, este Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou a decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Ademais, o Tribunal de origem firmou sua convicção a partir do exame das provas constantes dos autos, asseverando que o crédito dos autores perante a empresa já foi apurado em ação condenatória e portanto carecem de interesse de agir. Para se entender de forma diversa, faz-se imprescindível o reexame do acervo fático-probatório dos autos e da legislação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 843955 ED / SP infraconstitucional aplicável, providência vedada na via do apelo extremo, nos termos das Súmulas 279”. Nos embargos de declaração, alega-se a ocorrência de omissão, ao argumento de que o presente feito encontrava-se sobrestado aguardando decisão do STJ. Aduz-se ainda que deve continuar sobrestado até julgamento definitivo do REsp pelo STJ. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468503. Supremo Tribunal Federal AI 843955 ED / SP infraconstitucional aplicável, providência vedada na via do apelo extremo, nos termos das Súmulas 279”. Nos embargos de declaração, alega-se a ocorrência de omissão, ao argumento de que o presente feito encontrava-se sobrestado aguardando decisão do STJ. Aduz-se ainda que deve continuar sobrestado até julgamento definitivo do REsp pelo STJ. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo. No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Inicialmente, registro que, ao contrário do alegado pela ora agravante, o presente feito não se encontrava sobrestado, tendo em vista a certidão de fl. 1.038. Além disso, destaco que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que não há razão para aguardar julgamento do recurso especial de competência do Superior Tribunal de Justiça, uma vez que o disposto no § 1º do art. 543 do Código Processo Civil somente se aplica quando há interposição simultânea dos recursos especial e extraordinário e ambos são admitidos na origem, o que não é o caso. A propósito, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ARTIGO 543 DO CPC. SOBRESTAMENTO DO FEITO. DESCABIMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – O art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, nos termos do que disposto no caput do artigo, quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. II - Como tem consignado o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468504. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo. No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Inicialmente, registro que, ao contrário do alegado pela ora agravante, o presente feito não se encontrava sobrestado, tendo em vista a certidão de fl. 1.038. Além disso, destaco que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que não há razão para aguardar julgamento do recurso especial de competência do Superior Tribunal de Justiça, uma vez que o disposto no § 1º do art. 543 do Código Processo Civil somente se aplica quando há interposição simultânea dos recursos especial e extraordinário e ambos são admitidos na origem, o que não é o caso. A propósito, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ARTIGO 543 DO CPC. SOBRESTAMENTO DO FEITO. DESCABIMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – O art. 543, § 1º, do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, nos termos do que disposto no caput do artigo, quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. II - Como tem consignado o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES AI 843955 ED / SP Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF. III – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido”. (Grifei) (AI-AgR 690.284, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 3.10.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468504. Supremo Tribunal Federal AI 843955 ED / SP Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do STF. III – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido”. (Grifei) (AI-AgR 690.284, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 3.10.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : TRANSPORTADORA CASTRO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CARLOS ROGÉRIO LOPES THEODORO EMBDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : ANGELO AURELIO GONCALVES PARIZ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que, também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451828 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : TRANSPORTADORA CASTRO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CARLOS ROGÉRIO LOPES THEODORO EMBDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : ANGELO AURELIO GONCALVES PARIZ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que, também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451828 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3476804
2013-02-19T00:00:00
2013-03-08T00:00:00
A Turma, preliminarmente, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que, também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013.
EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Embargos de declaração em agravo de instrumento. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. É desnecessário o sobrestamento do RE em virtude da pendência de REsp. Independência entre recursos excepcionais. Campos temáticos próprios. O art. 543, § 1º, do CPC, somente se aplica quando os recursos especial e extraordinário são admitidos, o que não se verifica no caso dos autos. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur226004
- Acórdão(s) citado(s): (POSSIBILIDADE, JULGAMENTO, RE, AUSÊNCIA, RECURSOS SIMULTÂNEOS) AI 690284 AgR(2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 19/03/2013, LLD.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
843955
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00543 PAR-00001 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
AI-ED
acordaos
AI 843955 ED
[ "" ]
EMBDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : CARLOS ROGÉRIO LOPES THEODORO EMBTE.(S) : TRANSPORTADORA CASTRO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANGELO AURELIO GONCALVES PARIZ E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :TRANSPORTADORA CASTRO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CARLOS ROGÉRIO LOPES THEODORO EMBDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :ANGELO AURELIO GONCALVES PARIZ E OUTRO(A/S) Embargos de declaração em agravo de instrumento. 2. Decisão monocrática. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental. 3. É desnecessário o sobrestamento do Recurso Extraordinário em virtude da pendência de REsp. Independência entre recursos excepcionais. Campos temáticos próprios. O art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, somente se aplica quando os recursos especial e extraordinário são admitidos, o que não se verifica no caso dos autos. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conhecer dos embargos de declaração como agravo regimental e, a este, negar provimento, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468502. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :TRANSPORTADORA CASTRO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CARLOS ROGÉRIO LOPES THEODORO EMBDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :ANGELO AURELIO GONCALVES PARIZ E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão de fls. 1.041 e 1.042, que negou seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “A recorrente apenas se limitou a argumentar acerca da ausência de fundamentação, sem, entretanto, infirmar os fundamentos do acórdão, que concluiu pela ausência de interesse de agir. Observo que esta Corte já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, este Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou a decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Ademais, o Tribunal de origem firmou sua convicção a partir do exame das provas constantes dos autos, asseverando que o crédito dos autores perante a empresa já foi apurado em ação condenatória e portanto carecem de interesse de agir. Para se entender de forma diversa, faz-se imprescindível o reexame do acervo fático-probatório dos autos e da legislação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468503. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) :TRANSPORTADORA CASTRO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CARLOS ROGÉRIO LOPES THEODORO EMBDO.(A/S) :BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) :ANGELO AURELIO GONCALVES PARIZ E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão de fls. 1.041 e 1.042, que negou seguimento ao recurso, nos seguintes termos: “A recorrente apenas se limitou a argumentar acerca da ausência de fundamentação, sem, entretanto, infirmar os fundamentos do acórdão, que concluiu pela ausência de interesse de agir. Observo que esta Corte já apreciou a matéria por meio do regime da repercussão geral, no julgamento do AI-QO-RG 791.292, de minha relatoria, DJe 13.8.2010. Nessa oportunidade, este Tribunal reconheceu a existência de repercussão geral do tema e reafirmou a jurisprudência desta Corte no sentido de que o referido artigo exige que o acórdão ou a decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem estabelecer, todavia, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas. Ademais, o Tribunal de origem firmou sua convicção a partir do exame das provas constantes dos autos, asseverando que o crédito dos autores perante a empresa já foi apurado em ação condenatória e portanto carecem de interesse de agir. Para se entender de forma diversa, faz-se imprescindível o reexame do acervo fático-probatório dos autos e da legislação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório AI 843955 ED / SP infraconstitucional aplicável, providência vedada na via do apelo extremo, nos termos das Súmulas 279”. Nos embargos de declaração, alega-se a ocorrência de omissão, ao argumento de que o presente feito encontrava-se sobrestado aguardando decisão do Superior Tribunal de Justiça. Aduz-se ainda que deve continuar sobrestado até julgamento definitivo do REsp pelo Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468503. Supremo Tribunal Federal AI 843955 ED / SP infraconstitucional aplicável, providência vedada na via do apelo extremo, nos termos das Súmulas 279”. Nos embargos de declaração, alega-se a ocorrência de omissão, ao argumento de que o presente feito encontrava-se sobrestado aguardando decisão do Superior Tribunal de Justiça. Aduz-se ainda que deve continuar sobrestado até julgamento definitivo do REsp pelo Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468503. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo. No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Inicialmente, registro que, ao contrário do alegado pela ora agravante, o presente feito não se encontrava sobrestado, tendo em vista a certidão de fl. 1.038. Além disso, destaco que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que não há razão para aguardar julgamento do recurso especial de competência do Superior Tribunal de Justiça, uma vez que o disposto no § 1... do art. 543 do Código Processo Civil somente se aplica quando há interposição simultânea dos recursos especial e extraordinário e ambos são admitidos na origem, o que não é o caso. A propósito, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ARTIGO 543 DO Código de Processo Civil. SOBRESTAMENTO DO FEITO. DESCABIMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – O art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, nos termos do que disposto no caput do artigo, quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. II - Como tem consignado o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468504. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Tendo em vista o princípio da economia processual, recebo os embargos de declaração como agravo regimental e, desde logo, passo a apreciá-lo. No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por este Tribunal. Inicialmente, registro que, ao contrário do alegado pela ora agravante, o presente feito não se encontrava sobrestado, tendo em vista a certidão de fl. 1.038. Além disso, destaco que a jurisprudência desta Corte firmou-se no sentido de que não há razão para aguardar julgamento do recurso especial de competência do Superior Tribunal de Justiça, uma vez que o disposto no § 1... do art. 543 do Código Processo Civil somente se aplica quando há interposição simultânea dos recursos especial e extraordinário e ambos são admitidos na origem, o que não é o caso. A propósito, confira-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ARTIGO 543 DO Código de Processo Civil. SOBRESTAMENTO DO FEITO. DESCABIMENTO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., LV, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I – O art. 543, § 1..., do Código de Processo Civil, que impõe o julgamento prévio do recurso especial pelo Superior Tribunal de Justiça, somente se aplica, nos termos do que disposto no caput do artigo, quando os recursos especial e extraordinário são admitidos. II - Como tem consignado o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES AI 843955 ED / SP Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. III – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido”. (Grifei) (AI-AgR 690.284, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 3.10.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468504. Supremo Tribunal Federal AI 843955 ED / SP Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, se os embargos declaratórios não foram opostos com a finalidade de suprir essa omissão, é inviável o recurso, a teor da Súmula 356 do Supremo Tribunal Federal. III – Esta Corte firmou orientação no sentido de ser inadmissível, em regra, a interposição de recurso extraordinário para discutir matéria relacionada à ofensa aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório, quando a verificação dessa alegação depender de exame prévio de legislação infraconstitucional, por configurar situação de ofensa reflexa ao texto constitucional. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido”. (Grifei) (AI-AgR 690.284, rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 3.10.2012). Ante o exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3468504. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : TRANSPORTADORA CASTRO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CARLOS ROGÉRIO LOPES THEODORO EMBDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : ANGELO AURELIO GONCALVES PARIZ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que, também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451828 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 843.955 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES EMBTE.(S) : TRANSPORTADORA CASTRO LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CARLOS ROGÉRIO LOPES THEODORO EMBDO.(A/S) : BANCO DO BRASIL S/A ADV.(A/S) : ANGELO AURELIO GONCALVES PARIZ E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, preliminarmente, por votação unânime, conheceu dos embargos de declaração como recurso de agravo, a que, também por unanimidade, negou provimento, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451828 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PACTE.(S) :BRUNO AMORIM DE ABREU E SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes. Condenação. 3. Afastamento da substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos com base na natureza e na quantidade da droga apreendida, nos termos do inciso III, do art. 44, do CP. Precedentes. 4. Ausência de constrangimento ilegal. 5. Recurso a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679989. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PACTE.(S) :BRUNO AMORIM DE ABREU E SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto pela Defensoria Pública do Distrito Federal, em favor de Bruno Amorim de Abreu e Silva, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que denegou a ordem, nos autos do HC 234.815/DF. O recorrente foi condenado às penas de 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e de 500 dias-multa, pela prática do crime de tráfico de entorpecentes porque, em 27.8.2009, mantinha em depósito em sua residência porções de maconha (697,10g – seiscentos e noventa e sete gramas e dez centigramas) e de cocaína (0,70g – setenta centigramas). O Juízo da 4ª Vara de Entorpecentes do Distrito Federal deixou de converter a pena privativa de liberdade em restritivas de direitos em razão da vedação do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006. Posteriormente, em 27.4.2011, o Juízo da Vara de Execuções Penais do DF converteu a pena privativa de liberdade em duas restritivas de direitos. Não conformado, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios interpôs recurso de agravo em execução, que restou provido nos seguintes termos: “RECURSO DE AGRAVO – EXECUÇÃO – TRÁFICO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679990. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PACTE.(S) :BRUNO AMORIM DE ABREU E SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto pela Defensoria Pública do Distrito Federal, em favor de Bruno Amorim de Abreu e Silva, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que denegou a ordem, nos autos do HC 234.815/DF. O recorrente foi condenado às penas de 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e de 500 dias-multa, pela prática do crime de tráfico de entorpecentes porque, em 27.8.2009, mantinha em depósito em sua residência porções de maconha (697,10g – seiscentos e noventa e sete gramas e dez centigramas) e de cocaína (0,70g – setenta centigramas). O Juízo da 4ª Vara de Entorpecentes do Distrito Federal deixou de converter a pena privativa de liberdade em restritivas de direitos em razão da vedação do art. 33, § 4º, da Lei 11.343/2006. Posteriormente, em 27.4.2011, o Juízo da Vara de Execuções Penais do DF converteu a pena privativa de liberdade em duas restritivas de direitos. Não conformado, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios interpôs recurso de agravo em execução, que restou provido nos seguintes termos: “RECURSO DE AGRAVO – EXECUÇÃO – TRÁFICO Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RHC 115286 / DF DE ENTORPECENTES – CONDENAÇÃO – SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVAS DE DIREITOS – INVIABILIDADE – QUANTIDADE E DIVERSIDADE DAS DROGAS – REFORMA DA DECISÃO. I. Apesar de a declaração de inconstitucionalidade do art. 44 da Lei de Drogas ter sido realizada em controle incidental, nos autos do HC 97.256/RS o efeito erga omnes encontra respaldo na teoria da abstrativação do controle difuso de constitucionalidade. II. A concessão da benesse depende da análise do caso concreto. Além dos requisitos do artigo 44 do Código Penal, deve-se avaliar as circunstâncias em que o crime foi cometido. A grande quantidade de entorpecentes apreendido, evidencia que a medida não é socialmente recomendável. III. Recurso provido”. Daí, a impetração de habeas corpus no STJ, ao argumento de ser inconstitucional a vedação à substituição de pena prevista na Lei nº 11.343/2006, bem como por o paciente preencher os requisitos objetivos e subjetivos elencados pelo art. 44 do Código Penal. A ordem foi denegada. Por oportuno, transcrevo a ementa: “PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. SUBSTITUIÇÃO DA REPRIMENDA CORPORAL POR MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. ELEVADA QUANTIDADE DE ENTORPECENTE APREENDIDO. ORDEM DENEGADA. I - Paciente condenado a uma pena de 01 (um) ano e 08 (oito) meses de reclusão pela prática do delito inscrito no art. 33, caput, § 4º da Lei nº 11.343/06, com 697,1 g (seiscentos e noventa e sete gramas e dez centigramas) de maconha e 0,70g (setenta centigramas) de cocaína. II - Em que pese o Plenário do Supremo Tribunal Federal ter declarado incidentalmente, por maioria de votos, a inconstitucionalidade das expressões constantes no § 4º do artigo 33 e artigo 44, ambos da Lei 11.343/2006, bem ainda a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679990. Supremo Tribunal Federal RHC 115286 / DF DE ENTORPECENTES – CONDENAÇÃO – SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVAS DE DIREITOS – INVIABILIDADE – QUANTIDADE E DIVERSIDADE DAS DROGAS – REFORMA DA DECISÃO. I. Apesar de a declaração de inconstitucionalidade do art. 44 da Lei de Drogas ter sido realizada em controle incidental, nos autos do HC 97.256/RS o efeito erga omnes encontra respaldo na teoria da abstrativação do controle difuso de constitucionalidade. II. A concessão da benesse depende da análise do caso concreto. Além dos requisitos do artigo 44 do Código Penal, deve-se avaliar as circunstâncias em que o crime foi cometido. A grande quantidade de entorpecentes apreendido, evidencia que a medida não é socialmente recomendável. III. Recurso provido”. Daí, a impetração de habeas corpus no STJ, ao argumento de ser inconstitucional a vedação à substituição de pena prevista na Lei nº 11.343/2006, bem como por o paciente preencher os requisitos objetivos e subjetivos elencados pelo art. 44 do Código Penal. A ordem foi denegada. Por oportuno, transcrevo a ementa: “PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. SUBSTITUIÇÃO DA REPRIMENDA CORPORAL POR MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. ELEVADA QUANTIDADE DE ENTORPECENTE APREENDIDO. ORDEM DENEGADA. I - Paciente condenado a uma pena de 01 (um) ano e 08 (oito) meses de reclusão pela prática do delito inscrito no art. 33, caput, § 4º da Lei nº 11.343/06, com 697,1 g (seiscentos e noventa e sete gramas e dez centigramas) de maconha e 0,70g (setenta centigramas) de cocaína. II - Em que pese o Plenário do Supremo Tribunal Federal ter declarado incidentalmente, por maioria de votos, a inconstitucionalidade das expressões constantes no § 4º do artigo 33 e artigo 44, ambos da Lei 11.343/2006, bem ainda a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RHC 115286 / DF recente edição pelo Senado da Resolução n.º 05/2012, suspendendo a execução do texto legal, constata-se que, no caso em apreço, não se mostra socialmente recomendável a conversão da pena privativa de liberdade em sanções restritivas de direitos, ainda que as circunstâncias judiciais tenham sido consideradas favoráveis ao Paciente, ante a elevada quantidade de entorpecente apreendido. III - Ordem denegada”. Nesta Corte Suprema, a defesa reitera argumentos suscitados no STJ. No mérito, requer o provimento do recurso ordinário para cassar o acórdão do STJ e determinar o restabelecimento da decisão proferida pelo Juízo das Execuções. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679990. Supremo Tribunal Federal RHC 115286 / DF recente edição pelo Senado da Resolução n.º 05/2012, suspendendo a execução do texto legal, constata-se que, no caso em apreço, não se mostra socialmente recomendável a conversão da pena privativa de liberdade em sanções restritivas de direitos, ainda que as circunstâncias judiciais tenham sido consideradas favoráveis ao Paciente, ante a elevada quantidade de entorpecente apreendido. III - Ordem denegada”. Nesta Corte Suprema, a defesa reitera argumentos suscitados no STJ. No mérito, requer o provimento do recurso ordinário para cassar o acórdão do STJ e determinar o restabelecimento da decisão proferida pelo Juízo das Execuções. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 16/04/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Neste recurso, pugna o recorrente pelo restabelecimento da decisão proferida pelo Juízo das Execuções que determinou a substituição da pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos. No julgamento do recurso de agravo em execução, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal afastou a substituição da pena em razão da quantidade e diversidade das drogas apreendidas. Transcrevo excerto do voto-condutor: “Na hipótese, apesar de o agravado preencher os requisitos objetivos do art. 44 do Código Penal e as circunstâncias judiciais terem sido analisadas positivamente na sentença, a quantidade e a diversidade das drogas apreendidas - 697,10g (seiscentos e noventa e sete gramas e dez centigramas) de maconha e 0,70g (setenta centigramas) de cocaína – obstam a substituição. A quantidade de entorpecentes é significativa. O agente morava em imóvel formado por treze quitinetes ocupadas por pessoas distintas. Utilizava-se da residência para vender substâncias ilícitas. O risco à incolumidade publica é evidente. A medida não é socialmente recomendável.” No caso, entendo que a motivação utilizada pelo TJ/DFT para reformar a decisão do Juízo da Vara das Execuções do DF está em sintonia com a jurisprudência do STF sobre o tema. As duas turmas consideram idôneo o afastamento da substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos com base na natureza e na quantidade da droga apreendida, nos termos do inciso III, do art. 44, do CP. Cito os seguintes julgados: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Neste recurso, pugna o recorrente pelo restabelecimento da decisão proferida pelo Juízo das Execuções que determinou a substituição da pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos. No julgamento do recurso de agravo em execução, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal afastou a substituição da pena em razão da quantidade e diversidade das drogas apreendidas. Transcrevo excerto do voto-condutor: “Na hipótese, apesar de o agravado preencher os requisitos objetivos do art. 44 do Código Penal e as circunstâncias judiciais terem sido analisadas positivamente na sentença, a quantidade e a diversidade das drogas apreendidas - 697,10g (seiscentos e noventa e sete gramas e dez centigramas) de maconha e 0,70g (setenta centigramas) de cocaína – obstam a substituição. A quantidade de entorpecentes é significativa. O agente morava em imóvel formado por treze quitinetes ocupadas por pessoas distintas. Utilizava-se da residência para vender substâncias ilícitas. O risco à incolumidade publica é evidente. A medida não é socialmente recomendável.” No caso, entendo que a motivação utilizada pelo TJ/DFT para reformar a decisão do Juízo da Vara das Execuções do DF está em sintonia com a jurisprudência do STF sobre o tema. As duas turmas consideram idôneo o afastamento da substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos com base na natureza e na quantidade da droga apreendida, nos termos do inciso III, do art. 44, do CP. Cito os seguintes julgados: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 115286 / DF “Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Tráfico de entorpecentes. Regime de cumprimento da pena mais severo do que o previsto segundo o seu quantum. Grande quantidade de droga. Circunstância judicial desfavorável. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Ausência dos requisitos do art. 44, III, do Código Penal. 1. O regime inicial do cumprimento da pena não é mera decorrência do quantum fixado, exigindo-se, também, a análise das circunstâncias judiciais arroladas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3º do mesmo Código. 2. In casu, os recorrentes foram condenados, respectivamente, às penas de 2 (dois) anos e 9 (nove) meses e de 3 (três) anos e 1 (um) mês de reclusão pela prática do crime de tráfico de entorpecentes, em regime semiaberto, por terem sido presos em flagrante com 27,5kg (vinte e sete quilos e meio) de maconha, tendo o Tribunal local provido, parcialmente, o apelo da acusação para fixar o regime fechado. 3. O art. 42 da Lei n. 11.343/2006, invocado no acórdão da Corte estadual, dispõe que ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’, a evidenciar que, diversamente do alegado pelos recorrentes, o regime fechado não foi imposto com fundamento apenas no art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90, com a redação da Lei n. 11.464/2007, mas, também, com esteio na grande quantidade da droga apreendida, circunstância tida como desfavorável na exasperação da pena-base acima do mínimo legal. Precedentes: HC 108.487, Dias Toffoli, DJe de 19/09/2012, e RHC 101.278, 1ª Turma, Cármen Lúcia, DJe de 21/05/2010. 4. A mesma base legal invocada para impor o regime de cumprimento mais severo que o decorrente da pena aplicada serve de fundamento para negar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, consoante art. 44, III, do Código Penal. Precedente: HC 112.821, Rosa Weber, 1ª Turma, DJe de 11/10/2012. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Supremo Tribunal Federal RHC 115286 / DF “Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Tráfico de entorpecentes. Regime de cumprimento da pena mais severo do que o previsto segundo o seu quantum. Grande quantidade de droga. Circunstância judicial desfavorável. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Ausência dos requisitos do art. 44, III, do Código Penal. 1. O regime inicial do cumprimento da pena não é mera decorrência do quantum fixado, exigindo-se, também, a análise das circunstâncias judiciais arroladas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3º do mesmo Código. 2. In casu, os recorrentes foram condenados, respectivamente, às penas de 2 (dois) anos e 9 (nove) meses e de 3 (três) anos e 1 (um) mês de reclusão pela prática do crime de tráfico de entorpecentes, em regime semiaberto, por terem sido presos em flagrante com 27,5kg (vinte e sete quilos e meio) de maconha, tendo o Tribunal local provido, parcialmente, o apelo da acusação para fixar o regime fechado. 3. O art. 42 da Lei n. 11.343/2006, invocado no acórdão da Corte estadual, dispõe que ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’, a evidenciar que, diversamente do alegado pelos recorrentes, o regime fechado não foi imposto com fundamento apenas no art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/90, com a redação da Lei n. 11.464/2007, mas, também, com esteio na grande quantidade da droga apreendida, circunstância tida como desfavorável na exasperação da pena-base acima do mínimo legal. Precedentes: HC 108.487, Dias Toffoli, DJe de 19/09/2012, e RHC 101.278, 1ª Turma, Cármen Lúcia, DJe de 21/05/2010. 4. A mesma base legal invocada para impor o regime de cumprimento mais severo que o decorrente da pena aplicada serve de fundamento para negar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, consoante art. 44, III, do Código Penal. Precedente: HC 112.821, Rosa Weber, 1ª Turma, DJe de 11/10/2012. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 115286 / DF 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus desprovido” - (RHC 112.875/MS, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, unânime, DJe 19.11.2012). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006 E ALEGADO BIS IN IDEM NA FIXAÇÃO DA PENA. QUESTÕES NÃO APRECIADAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA ADOTADAS PARA A FIXAÇÃO DA PENA-BASE E DEFINIÇÃO DO PERCENTUAL DE DIMINUIÇÃO. BIS IN IDEM. 2. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA RESTRITIVA DE DIREITOS: NÃO ATENDIMENTO DO REQUISITO PREVISTO NO INC. III DO ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. 3. FUNDAMENTO DA NATUREZA DO ENTORPECENTE ACRESCIDO ORIGINARIAMENTE PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA VEDAR A CONCESSÃO DE REGIME ABERTO. INOVAÇÃO EM HABEAS CORPUS IMPETRADO PELA DEFESA. 1. Questões referentes ao patamar da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e ao suposto bis in idem na fixação da pena que, pelo que se tem na inicial da impetração no Superior Tribunal de Justiça e no julgado objeto deste habeas corpus, não foram submetidas à Sexta Turma desse Superior Tribunal. 2. Concessão da ordem de ofício. A natureza e a quantidade do entorpecente foram utilizadas tanto na primeira fase da dosimetria, para a fixação da pena-base, como na terceira fase, para a definição do patamar da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em dois quintos. Bis in idem. Patamar de dois terços a ser observado. 3. Substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos vedada em razão do não atendimento do disposto no art. 44, inc. III, do Código Penal, consideradas a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Supremo Tribunal Federal RHC 115286 / DF 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus desprovido” - (RHC 112.875/MS, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, unânime, DJe 19.11.2012). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4º DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006 E ALEGADO BIS IN IDEM NA FIXAÇÃO DA PENA. QUESTÕES NÃO APRECIADAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA ADOTADAS PARA A FIXAÇÃO DA PENA-BASE E DEFINIÇÃO DO PERCENTUAL DE DIMINUIÇÃO. BIS IN IDEM. 2. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA RESTRITIVA DE DIREITOS: NÃO ATENDIMENTO DO REQUISITO PREVISTO NO INC. III DO ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. 3. FUNDAMENTO DA NATUREZA DO ENTORPECENTE ACRESCIDO ORIGINARIAMENTE PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA VEDAR A CONCESSÃO DE REGIME ABERTO. INOVAÇÃO EM HABEAS CORPUS IMPETRADO PELA DEFESA. 1. Questões referentes ao patamar da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e ao suposto bis in idem na fixação da pena que, pelo que se tem na inicial da impetração no Superior Tribunal de Justiça e no julgado objeto deste habeas corpus, não foram submetidas à Sexta Turma desse Superior Tribunal. 2. Concessão da ordem de ofício. A natureza e a quantidade do entorpecente foram utilizadas tanto na primeira fase da dosimetria, para a fixação da pena-base, como na terceira fase, para a definição do patamar da causa de diminuição do § 4º do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em dois quintos. Bis in idem. Patamar de dois terços a ser observado. 3. Substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos vedada em razão do não atendimento do disposto no art. 44, inc. III, do Código Penal, consideradas a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 115286 / DF natureza e a quantidade da substância. Fundamento idôneo, nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. 4. Não competia à Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de habeas corpus da defesa, ao considerar o art. 33 do Código Penal e ressaltar a natureza da droga apreendida, acrescentar fundamento novo, não utilizado pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, a fim de justificar a fixação do regime fechado para o início do cumprimento da pena. 5. Este Supremo Tribunal Federal assentou ser inconstitucional a imposição do regime fechado para o início do cumprimento da pena, em se tratando de tráfico de entorpecente. Precedentes. 6. Habeas corpus conhecido em parte, concessão da ordem de ofício para determinar que a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo reduza a pena imposta ao Paciente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, na parte conhecida, ordem concedida para determinar que reexamine os requisitos para a fixação do regime prisional, afastada a vedação do art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/1990” - (HC 112.755/ES, rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, unânime, DJe 11.12.2012). Ante o exposto, por não vislumbrar flagrante ilegalidade no acórdão proferido pelo STJ, nego provimento ao recurso. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Supremo Tribunal Federal RHC 115286 / DF natureza e a quantidade da substância. Fundamento idôneo, nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. 4. Não competia à Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de habeas corpus da defesa, ao considerar o art. 33 do Código Penal e ressaltar a natureza da droga apreendida, acrescentar fundamento novo, não utilizado pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, a fim de justificar a fixação do regime fechado para o início do cumprimento da pena. 5. Este Supremo Tribunal Federal assentou ser inconstitucional a imposição do regime fechado para o início do cumprimento da pena, em se tratando de tráfico de entorpecente. Precedentes. 6. Habeas corpus conhecido em parte, concessão da ordem de ofício para determinar que a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo reduza a pena imposta ao Paciente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, na parte conhecida, ordem concedida para determinar que reexamine os requisitos para a fixação do regime prisional, afastada a vedação do art. 2º, § 1º, da Lei n. 8.072/1990” - (HC 112.755/ES, rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, unânime, DJe 11.12.2012). Ante o exposto, por não vislumbrar flagrante ilegalidade no acórdão proferido pelo STJ, nego provimento ao recurso. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PACTE.(S) : BRUNO AMORIM DE ABREU E SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692708 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PACTE.(S) : BRUNO AMORIM DE ABREU E SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692708 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3716365
2013-04-16T00:00:00
2013-05-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes. Condenação. 3. Afastamento da substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos com base na natureza e na quantidade da droga apreendida, nos termos do inciso III, do art. 44, do CP. Precedentes. 4. Ausência de constrangimento ilegal. 5. Recurso a que se nega provimento.
sjur229305
- Acórdão(s) citado(s): (TRÁFICO, SUBSTITUIÇÃO DE PENA) RHC 112875 (1ªT), HC 112755 (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 12/06/2013, TBC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
115286
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00044 INC-00003 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
RHC
acordaos
RHC 115286
[ "" ]
RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PACTE.(S) : BRUNO AMORIM DE ABREU E SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PACTE.(S) :BRUNO AMORIM DE ABREU E SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Tráfico ilícito de entorpecentes. Condenação. 3. Afastamento da substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos com base na natureza e na quantidade da droga apreendida, nos termos do inciso III, do art. 44, do Código Penal Brasileiro. Precedentes. 4. Ausência de constrangimento ilegal. 5. Recurso a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679989. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PACTE.(S) :BRUNO AMORIM DE ABREU E SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto pela Defensoria Pública do Distrito Federal, em favor de Bruno Amorim de Abreu e Silva, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que denegou a ordem, nos autos do HC 234.815/DF. O recorrente foi condenado às penas de 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e de 500 dias-multa, pela prática do crime de tráfico de entorpecentes porque, em 27.8.2009, mantinha em depósito em sua residência porções de maconha (697,10g – seiscentos e noventa e sete gramas e dez centigramas) e de cocaína (0,70g – setenta centigramas). O Juízo da 4... Vara de Entorpecentes do Distrito Federal deixou de converter a pena privativa de liberdade em restritivas de direitos em razão da vedação do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006. Posteriormente, em 27.4.2011, o Juízo da Vara de Execuções Penais do DF converteu a pena privativa de liberdade em duas restritivas de direitos. Não conformado, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios interpôs recurso de agravo em execução, que restou provido nos seguintes termos: “RECURSO DE AGRAVO – EXECUÇÃO – TRÁFICO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679990. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PACTE.(S) :BRUNO AMORIM DE ABREU E SILVA RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Trata-se de recurso ordinário em habeas corpus, sem pedido de medida liminar, interposto pela Defensoria Pública do Distrito Federal, em favor de Bruno Amorim de Abreu e Silva, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça), que denegou a ordem, nos autos do HC 234.815/DF. O recorrente foi condenado às penas de 1 ano e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, e de 500 dias-multa, pela prática do crime de tráfico de entorpecentes porque, em 27.8.2009, mantinha em depósito em sua residência porções de maconha (697,10g – seiscentos e noventa e sete gramas e dez centigramas) e de cocaína (0,70g – setenta centigramas). O Juízo da 4... Vara de Entorpecentes do Distrito Federal deixou de converter a pena privativa de liberdade em restritivas de direitos em razão da vedação do art. 33, § 4..., da Lei 11.343/2006. Posteriormente, em 27.4.2011, o Juízo da Vara de Execuções Penais do DF converteu a pena privativa de liberdade em duas restritivas de direitos. Não conformado, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios interpôs recurso de agravo em execução, que restou provido nos seguintes termos: “RECURSO DE AGRAVO – EXECUÇÃO – TRÁFICO Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório RHC 115286 / DF DE ENTORPECENTES – CONDENAÇÃO – SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVAS DE DIREITOS – INVIABILIDADE – QUANTIDADE E DIVERSIDADE DAS DROGAS – REFORMA DA DECISÃO. I. Apesar de a declaração de inconstitucionalidade do art. 44 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) ter sido realizada em controle incidental, nos autos do HC 97.256/RS o efeito erga omnes encontra respaldo na teoria da abstrativação do controle difuso de constitucionalidade. II. A concessão da benesse depende da análise do caso concreto. Além dos requisitos do artigo 44 do Código Penal, deve-se avaliar as circunstâncias em que o crime foi cometido. A grande quantidade de entorpecentes apreendido, evidencia que a medida não é socialmente recomendável. III. Recurso provido”. Daí, a impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, ao argumento de ser inconstitucional a vedação à substituição de pena prevista na Lei n 11.343/2006, bem como por o paciente preencher os requisitos objetivos e subjetivos elencados pelo art. 44 do Código Penal. A ordem foi denegada. Por oportuno, transcrevo a ementa: “PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. SUBSTITUIÇÃO DA REPRIMENDA CORPORAL POR MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. ELEVADA QUANTIDADE DE ENTORPECENTE APREENDIDO. ORDEM DENEGADA. I - Paciente condenado a uma pena de 01 (um) ano e 08 (oito) meses de reclusão pela prática do delito inscrito no art. 33, caput, § 4... da Lei n 11.343/06, com 697,1 g (seiscentos e noventa e sete gramas e dez centigramas) de maconha e 0,70g (setenta centigramas) de cocaína. II - Em que pese o Plenário do Supremo Tribunal Federal ter declarado incidentalmente, por maioria de votos, a inconstitucionalidade das expressões constantes no § 4... do artigo 33 e artigo 44, ambos da Lei 11.343/2006, bem ainda a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679990. Supremo Tribunal Federal RHC 115286 / DF DE ENTORPECENTES – CONDENAÇÃO – SUBSTITUIÇÃO DA PENA CORPORAL POR RESTRITIVAS DE DIREITOS – INVIABILIDADE – QUANTIDADE E DIVERSIDADE DAS DROGAS – REFORMA DA DECISÃO. I. Apesar de a declaração de inconstitucionalidade do art. 44 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas) ter sido realizada em controle incidental, nos autos do HC 97.256/RS o efeito erga omnes encontra respaldo na teoria da abstrativação do controle difuso de constitucionalidade. II. A concessão da benesse depende da análise do caso concreto. Além dos requisitos do artigo 44 do Código Penal, deve-se avaliar as circunstâncias em que o crime foi cometido. A grande quantidade de entorpecentes apreendido, evidencia que a medida não é socialmente recomendável. III. Recurso provido”. Daí, a impetração de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, ao argumento de ser inconstitucional a vedação à substituição de pena prevista na Lei n 11.343/2006, bem como por o paciente preencher os requisitos objetivos e subjetivos elencados pelo art. 44 do Código Penal. A ordem foi denegada. Por oportuno, transcrevo a ementa: “PENAL. HABEAS CORPUS. TRÁFICO ILÍCITO DE DROGAS. SUBSTITUIÇÃO DA REPRIMENDA CORPORAL POR MEDIDAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. IMPOSSIBILIDADE. ELEVADA QUANTIDADE DE ENTORPECENTE APREENDIDO. ORDEM DENEGADA. I - Paciente condenado a uma pena de 01 (um) ano e 08 (oito) meses de reclusão pela prática do delito inscrito no art. 33, caput, § 4... da Lei n 11.343/06, com 697,1 g (seiscentos e noventa e sete gramas e dez centigramas) de maconha e 0,70g (setenta centigramas) de cocaína. II - Em que pese o Plenário do Supremo Tribunal Federal ter declarado incidentalmente, por maioria de votos, a inconstitucionalidade das expressões constantes no § 4... do artigo 33 e artigo 44, ambos da Lei 11.343/2006, bem ainda a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RHC 115286 / DF recente edição pelo Senado da Resolução n. 05/2012, suspendendo a execução do texto legal, constata-se que, no caso em apreço, não se mostra socialmente recomendável a conversão da pena privativa de liberdade em sanções restritivas de direitos, ainda que as circunstâncias judiciais tenham sido consideradas favoráveis ao Paciente, ante a elevada quantidade de entorpecente apreendido. III - Ordem denegada”. Nesta Corte Suprema, a defesa reitera argumentos suscitados no Superior Tribunal de Justiça. No mérito, requer o provimento do recurso ordinário para cassar o acórdão do Superior Tribunal de Justiça e determinar o restabelecimento da decisão proferida pelo Juízo das Execuções. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679990. Supremo Tribunal Federal RHC 115286 / DF recente edição pelo Senado da Resolução n. 05/2012, suspendendo a execução do texto legal, constata-se que, no caso em apreço, não se mostra socialmente recomendável a conversão da pena privativa de liberdade em sanções restritivas de direitos, ainda que as circunstâncias judiciais tenham sido consideradas favoráveis ao Paciente, ante a elevada quantidade de entorpecente apreendido. III - Ordem denegada”. Nesta Corte Suprema, a defesa reitera argumentos suscitados no Superior Tribunal de Justiça. No mérito, requer o provimento do recurso ordinário para cassar o acórdão do Superior Tribunal de Justiça e determinar o restabelecimento da decisão proferida pelo Juízo das Execuções. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pelo provimento do recurso. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679990. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 16/04/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Neste recurso, pugna o recorrente pelo restabelecimento da decisão proferida pelo Juízo das Execuções que determinou a substituição da pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos. No julgamento do recurso de agravo em execução, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal afastou a substituição da pena em razão da quantidade e diversidade das drogas apreendidas. Transcrevo excerto do voto-condutor: “Na hipótese, apesar de o agravado preencher os requisitos objetivos do art. 44 do Código Penal e as circunstâncias judiciais terem sido analisadas positivamente na sentença, a quantidade e a diversidade das drogas apreendidas - 697,10g (seiscentos e noventa e sete gramas e dez centigramas) de maconha e 0,70g (setenta centigramas) de cocaína – obstam a substituição. A quantidade de entorpecentes é significativa. O agente morava em imóvel formado por treze quitinetes ocupadas por pessoas distintas. Utilizava-se da residência para vender substâncias ilícitas. O risco à incolumidade publica é evidente. A medida não é socialmente recomendável.” No caso, entendo que a motivação utilizada pelo TJ/DFT para reformar a decisão do Juízo da Vara das Execuções do DF está em sintonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema. As duas turmas consideram idôneo o afastamento da substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos com base na natureza e na quantidade da droga apreendida, nos termos do inciso III, do art. 44, do Código Penal Brasileiro. Cito os seguintes julgados: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Neste recurso, pugna o recorrente pelo restabelecimento da decisão proferida pelo Juízo das Execuções que determinou a substituição da pena privativa de liberdade por duas restritivas de direitos. No julgamento do recurso de agravo em execução, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal afastou a substituição da pena em razão da quantidade e diversidade das drogas apreendidas. Transcrevo excerto do voto-condutor: “Na hipótese, apesar de o agravado preencher os requisitos objetivos do art. 44 do Código Penal e as circunstâncias judiciais terem sido analisadas positivamente na sentença, a quantidade e a diversidade das drogas apreendidas - 697,10g (seiscentos e noventa e sete gramas e dez centigramas) de maconha e 0,70g (setenta centigramas) de cocaína – obstam a substituição. A quantidade de entorpecentes é significativa. O agente morava em imóvel formado por treze quitinetes ocupadas por pessoas distintas. Utilizava-se da residência para vender substâncias ilícitas. O risco à incolumidade publica é evidente. A medida não é socialmente recomendável.” No caso, entendo que a motivação utilizada pelo TJ/DFT para reformar a decisão do Juízo da Vara das Execuções do DF está em sintonia com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal sobre o tema. As duas turmas consideram idôneo o afastamento da substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos com base na natureza e na quantidade da droga apreendida, nos termos do inciso III, do art. 44, do Código Penal Brasileiro. Cito os seguintes julgados: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 115286 / DF “Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Tráfico de entorpecentes. Regime de cumprimento da pena mais severo do que o previsto segundo o seu quantum. Grande quantidade de droga. Circunstância judicial desfavorável. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Ausência dos requisitos do art. 44, III, do Código Penal. 1. O regime inicial do cumprimento da pena não é mera decorrência do quantum fixado, exigindo-se, também, a análise das circunstâncias judiciais arroladas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3... do mesmo Código. 2. In casu, os recorrentes foram condenados, respectivamente, às penas de 2 (dois) anos e 9 (nove) meses e de 3 (três) anos e 1 (um) mês de reclusão pela prática do crime de tráfico de entorpecentes, em regime semiaberto, por terem sido presos em flagrante com 27,5kg (vinte e sete quilos e meio) de maconha, tendo o Tribunal local provido, parcialmente, o apelo da acusação para fixar o regime fechado. 3. O art. 42 da Lei n. 11.343/2006, invocado no acórdão da Corte estadual, dispõe que ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’, a evidenciar que, diversamente do alegado pelos recorrentes, o regime fechado não foi imposto com fundamento apenas no art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90, com a redação da Lei n. 11.464/2007, mas, também, com esteio na grande quantidade da droga apreendida, circunstância tida como desfavorável na exasperação da pena-base acima do mínimo legal. Precedentes: HC 108.487, Dias Toffoli, DJe de 19/09/2012, e RHC 101.278, 1... Turma, Cármen Lúcia, DJe de 21/05/2010. 4. A mesma base legal invocada para impor o regime de cumprimento mais severo que o decorrente da pena aplicada serve de fundamento para negar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, consoante art. 44, III, do Código Penal. Precedente: HC 112.821, Rosa Weber, 1... Turma, DJe de 11/10/2012. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Supremo Tribunal Federal RHC 115286 / DF “Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Tráfico de entorpecentes. Regime de cumprimento da pena mais severo do que o previsto segundo o seu quantum. Grande quantidade de droga. Circunstância judicial desfavorável. Substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. Ausência dos requisitos do art. 44, III, do Código Penal. 1. O regime inicial do cumprimento da pena não é mera decorrência do quantum fixado, exigindo-se, também, a análise das circunstâncias judiciais arroladas no artigo 59 do Código Penal, a que faz remissão o art. 33, § 3... do mesmo Código. 2. In casu, os recorrentes foram condenados, respectivamente, às penas de 2 (dois) anos e 9 (nove) meses e de 3 (três) anos e 1 (um) mês de reclusão pela prática do crime de tráfico de entorpecentes, em regime semiaberto, por terem sido presos em flagrante com 27,5kg (vinte e sete quilos e meio) de maconha, tendo o Tribunal local provido, parcialmente, o apelo da acusação para fixar o regime fechado. 3. O art. 42 da Lei n. 11.343/2006, invocado no acórdão da Corte estadual, dispõe que ‘O juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade da substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente’, a evidenciar que, diversamente do alegado pelos recorrentes, o regime fechado não foi imposto com fundamento apenas no art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/90, com a redação da Lei n. 11.464/2007, mas, também, com esteio na grande quantidade da droga apreendida, circunstância tida como desfavorável na exasperação da pena-base acima do mínimo legal. Precedentes: HC 108.487, Dias Toffoli, DJe de 19/09/2012, e RHC 101.278, 1... Turma, Cármen Lúcia, DJe de 21/05/2010. 4. A mesma base legal invocada para impor o regime de cumprimento mais severo que o decorrente da pena aplicada serve de fundamento para negar a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, consoante art. 44, III, do Código Penal. Precedente: HC 112.821, Rosa Weber, 1... Turma, DJe de 11/10/2012. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 115286 / DF 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus desprovido” - (RHC 112.875/MS, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, unânime, DJe 19.11.2012). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006 E ALEGADO BIS IN IDEM NA FIXAÇÃO DA PENA. QUESTÕES NÃO APRECIADAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA ADOTADAS PARA A FIXAÇÃO DA PENA-BASE E DEFINIÇÃO DO PERCENTUAL DE DIMINUIÇÃO. BIS IN IDEM. 2. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA RESTRITIVA DE DIREITOS: NÃO ATENDIMENTO DO REQUISITO PREVISTO NO INC. III DO ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. 3. FUNDAMENTO DA NATUREZA DO ENTORPECENTE ACRESCIDO ORIGINARIAMENTE PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA VEDAR A CONCESSÃO DE REGIME ABERTO. INOVAÇÃO EM HABEAS CORPUS IMPETRADO PELA DEFESA. 1. Questões referentes ao patamar da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e ao suposto bis in idem na fixação da pena que, pelo que se tem na inicial da impetração no Superior Tribunal de Justiça e no julgado objeto deste habeas corpus, não foram submetidas à Sexta Turma desse Superior Tribunal. 2. Concessão da ordem de ofício. A natureza e a quantidade do entorpecente foram utilizadas tanto na primeira fase da dosimetria, para a fixação da pena-base, como na terceira fase, para a definição do patamar da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em dois quintos. Bis in idem. Patamar de dois terços a ser observado. 3. Substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos vedada em razão do não atendimento do disposto no art. 44, inc. III, do Código Penal, consideradas a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Supremo Tribunal Federal RHC 115286 / DF 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus desprovido” - (RHC 112.875/MS, rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, unânime, DJe 19.11.2012). “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTE. 1. CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO § 4... DO ART. 33 DA LEI N. 11.343/2006 E ALEGADO BIS IN IDEM NA FIXAÇÃO DA PENA. QUESTÕES NÃO APRECIADAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA ADOTADAS PARA A FIXAÇÃO DA PENA-BASE E DEFINIÇÃO DO PERCENTUAL DE DIMINUIÇÃO. BIS IN IDEM. 2. SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE PELA RESTRITIVA DE DIREITOS: NÃO ATENDIMENTO DO REQUISITO PREVISTO NO INC. III DO ART. 44 DO CÓDIGO PENAL. 3. FUNDAMENTO DA NATUREZA DO ENTORPECENTE ACRESCIDO ORIGINARIAMENTE PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA VEDAR A CONCESSÃO DE REGIME ABERTO. INOVAÇÃO EM HABEAS CORPUS IMPETRADO PELA DEFESA. 1. Questões referentes ao patamar da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 e ao suposto bis in idem na fixação da pena que, pelo que se tem na inicial da impetração no Superior Tribunal de Justiça e no julgado objeto deste habeas corpus, não foram submetidas à Sexta Turma desse Superior Tribunal. 2. Concessão da ordem de ofício. A natureza e a quantidade do entorpecente foram utilizadas tanto na primeira fase da dosimetria, para a fixação da pena-base, como na terceira fase, para a definição do patamar da causa de diminuição do § 4... do art. 33 da Lei n. 11.343/2006 em dois quintos. Bis in idem. Patamar de dois terços a ser observado. 3. Substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos vedada em razão do não atendimento do disposto no art. 44, inc. III, do Código Penal, consideradas a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES RHC 115286 / DF natureza e a quantidade da substância. Fundamento idôneo, nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. 4. Não competia à Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de habeas corpus da defesa, ao considerar o art. 33 do Código Penal e ressaltar a natureza da droga apreendida, acrescentar fundamento novo, não utilizado pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, a fim de justificar a fixação do regime fechado para o início do cumprimento da pena. 5. Este Supremo Tribunal Federal assentou ser inconstitucional a imposição do regime fechado para o início do cumprimento da pena, em se tratando de tráfico de entorpecente. Precedentes. 6. Habeas corpus conhecido em parte, concessão da ordem de ofício para determinar que a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo reduza a pena imposta ao Paciente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, na parte conhecida, ordem concedida para determinar que reexamine os requisitos para a fixação do regime prisional, afastada a vedação do art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/1990” - (HC 112.755/ES, rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, unânime, DJe 11.12.2012). Ante o exposto, por não vislumbrar flagrante ilegalidade no acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, nego provimento ao recurso. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Supremo Tribunal Federal RHC 115286 / DF natureza e a quantidade da substância. Fundamento idôneo, nos termos da jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. 4. Não competia à Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, em julgamento de habeas corpus da defesa, ao considerar o art. 33 do Código Penal e ressaltar a natureza da droga apreendida, acrescentar fundamento novo, não utilizado pela Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo, a fim de justificar a fixação do regime fechado para o início do cumprimento da pena. 5. Este Supremo Tribunal Federal assentou ser inconstitucional a imposição do regime fechado para o início do cumprimento da pena, em se tratando de tráfico de entorpecente. Precedentes. 6. Habeas corpus conhecido em parte, concessão da ordem de ofício para determinar que a Primeira Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Espírito Santo reduza a pena imposta ao Paciente, com a aplicação da causa de diminuição do art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006 no patamar máximo de dois terços, e, na parte conhecida, ordem concedida para determinar que reexamine os requisitos para a fixação do regime prisional, afastada a vedação do art. 2..., § 1..., da Lei n. 8.072/1990” - (HC 112.755/ES, rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, unânime, DJe 11.12.2012). Ante o exposto, por não vislumbrar flagrante ilegalidade no acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça, nego provimento ao recurso. É como voto. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679991. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PACTE.(S) : BRUNO AMORIM DE ABREU E SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692708 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115.286 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES RECTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO DISTRITO FEDERAL PACTE.(S) : BRUNO AMORIM DE ABREU E SILVA RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao recurso ordinário, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692708 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 115 . 286 DISTRITO", "RECURSO", "HC 234 . 815 / DF", "HABEAS CORPUS 115 . 286", "HC 234 . 815 / DF", "RHC 115286 / DF", "HC 97 . 256 / RS", "HC 97 . 256 / RS", "RHC 115286 / DF", "RHC 115286 / DF", "HABEAS CORPUS 115 . 286", "HABEAS CORPUS 115 . 286", "RHC 115286 / DF", "HC 108 . 487", "RHC 101 . 278", "HC 112 . 821", "RHC 115286 / DF", "HC 108 . 487", "RHC 101 . 278", "HC 112 . 821", "RHC 115286 / DF", "RHC 112 . 875 / MS", "RHC 115286 / DF", "RHC 112 . 875 / MS", "RHC 115286 / DF", "HC 112 . 755 / ES", "RHC 115286 / DF", "HC 112 . 755 / ES", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "inciso III , do art . 44 , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 33 , § 4 . . . , da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei de", "artigo 44 do Código Penal", "Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 44 do Código Penal", "art . 33 , caput , § 4 . . . da Lei n 11 . 343 / 06", "§", "artigo 33 e artigo 44 , ambos da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 da Lei [UNK] 11 . 343 / 2006", "Lei", "artigo 44 do Código Penal", "Lei n 11 . 343 / 2006", "art . 44 do Código Penal", "art . 33 , caput , § 4 . . . da Lei n 11 . 343 / 06", "§ 4 . . . do artigo 33 e artigo 44 , ambos da Lei 11 . 343 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução n . 05 / 2012", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 do Código Penal", "inciso III , do art . 44 , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 do Código Penal", "inciso III , do art . 44 , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 , III , do Código Penal", "artigo 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da", "Lei n . 8 . 072 / 90", "Lei n . 11 . 464 / 2007", "art . 44 , III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 44 , III , do Código Penal", "artigo 59 do Código Penal", "art . 42 da Lei n . 11 . 343 / 2006", "art . 59 do Código Penal", "art . 2 . . . , § 1 . . . , da Lei n . 8 . 072 / 90", "Lei n . 11 . 464 / 2007", "art . 44 , III , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "§ 4 . . . 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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S/S LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CELESC DISTRIBUIÇÃO S/A ADV.(A/S) :LYCURGO LEITE NETO AGDO.(A/S) :AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA - ANEEL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. REGIME TARIFÁRIO. RESOLUÇÃO 456/2000 DA AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. TARIFAS DE DEMANDA DE POTÊNCIA E DE ULTRAPASSAGEM. LEGITIMIDADE DA COBRANÇA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no RE 676.924-RG/SC, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema referente à legitimidade da cobrança das denominadas tarifas de demanda e de ultrapassagem, nos termos em que previstas na Resolução da ANEEL 456/2000, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674088. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Ementa e Acórdão RE 711690 AGR / SC provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674088. Supremo Tribunal Federal RE 711690 AGR / SC provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S/S LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CELESC DISTRIBUIÇÃO S/A ADV.(A/S) :LYCURGO LEITE NETO AGDO.(A/S) :AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA - ANEEL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário sob o fundamento de que esta Corte se manifestou pela inexistência de repercussão geral do tema referente à legitimidade da cobrança das denominadas tarifas de demanda e de ultrapassagem, nos termos em que previstas na Resolução da ANEEL 456/2000, ante a natureza infraconstitucional da matéria. Os agravantes alegam, em suma, ofensa direta aos arts. 5º, II, 145, II e 150, I, da Constituição Federal. Aduzem, ainda, que “a demanda de potência, no entendimento das agravantes, por ser um produto apenas posto à disposição do usuário, tem natureza jurídica de taxa, não podendo ser instituída por ato administrativo, mas por lei em sentido estrito”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674089. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S/S LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CELESC DISTRIBUIÇÃO S/A ADV.(A/S) :LYCURGO LEITE NETO AGDO.(A/S) :AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA - ANEEL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário sob o fundamento de que esta Corte se manifestou pela inexistência de repercussão geral do tema referente à legitimidade da cobrança das denominadas tarifas de demanda e de ultrapassagem, nos termos em que previstas na Resolução da ANEEL 456/2000, ante a natureza infraconstitucional da matéria. Os agravantes alegam, em suma, ofensa direta aos arts. 5º, II, 145, II e 150, I, da Constituição Federal. Aduzem, ainda, que “a demanda de potência, no entendimento das agravantes, por ser um produto apenas posto à disposição do usuário, tem natureza jurídica de taxa, não podendo ser instituída por ato administrativo, mas por lei em sentido estrito”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que os agravantes não aduzem novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Conforme destacado na decisão agravada, os Ministros desta Corte, no RE 676.924-RG/SC, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional. Por oportuno, transcrevo a ementa do seguinte julgado: “ADMINISTRATIVO. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. REGIME TARIFÁRIO. RESOLUÇÃO 456/2000 DA AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. TARIFAS DE DEMANDA DE POTÊNCIA E DE ULTRAPASSAGEM. LEGITIMIDADE DA COBRANÇA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. Ressalte-se, também, que, declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão poderão ter o seu seguimento negado pelos relatores, nos termos do art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674090. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que os agravantes não aduzem novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Conforme destacado na decisão agravada, os Ministros desta Corte, no RE 676.924-RG/SC, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional. Por oportuno, transcrevo a ementa do seguinte julgado: “ADMINISTRATIVO. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. REGIME TARIFÁRIO. RESOLUÇÃO 456/2000 DA AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. TARIFAS DE DEMANDA DE POTÊNCIA E DE ULTRAPASSAGEM. LEGITIMIDADE DA COBRANÇA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. Ressalte-se, também, que, declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão poderão ter o seu seguimento negado pelos relatores, nos termos do art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S/S LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CELESC DISTRIBUIÇÃO S/A ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO AGDO.(A/S) : AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA - ANEEL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692769 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S/S LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CELESC DISTRIBUIÇÃO S/A ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO AGDO.(A/S) : AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA - ANEEL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692769 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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2013-04-16T00:00:00
2013-05-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. REGIME TARIFÁRIO. RESOLUÇÃO 456/2000 DA AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. TARIFAS DE DEMANDA DE POTÊNCIA E DE ULTRAPASSAGEM. LEGITIMIDADE DA COBRANÇA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no RE 676.924-RG/SC, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema referente à legitimidade da cobrança das denominadas tarifas de demanda e de ultrapassagem, nos termos em que previstas na Resolução da ANEEL 456/2000, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II - Agravo regimental improvido.
sjur229346
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, REGIME TARIFÁRIO, ANEEL) RE 676924 RG (TP). Número de páginas: 5. Análise: 11/06/2013, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
711690
[ "LEG-FED RES-000456 ANO-2000\r\n RESOLUÇÃO DA AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA - ANEEL\r\n\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00327 PAR-00001 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
RE-AgR
acordaos
RE 711690 AgR
[ "" ]
PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL AGDO.(A/S) : CELESC DISTRIBUIÇÃO S/A ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO AGDO.(A/S) : AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA - ANEEL ADV.(A/S) : CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S/S LTDA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S/S LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CELESC DISTRIBUIÇÃO S/A ADV.(A/S) :LYCURGO LEITE NETO AGDO.(A/S) :AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA - ANEEL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. REGIME TARIFÁRIO. RESOLUÇÃO 456/2000 DA AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. TARIFAS DE DEMANDA DE POTÊNCIA E DE ULTRAPASSAGEM. LEGITIMIDADE DA COBRANÇA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I - Os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 676.924-RG/SC, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral do tema referente à legitimidade da cobrança das denominadas tarifas de demanda e de ultrapassagem, nos termos em que previstas na Resolução da ANEEL 456/2000, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II - Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674088. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 711690 AGR / SC provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674088. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 711690 AGR / SC provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674088. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S/S LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CELESC DISTRIBUIÇÃO S/A ADV.(A/S) :LYCURGO LEITE NETO AGDO.(A/S) :AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA - ANEEL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário sob o fundamento de que esta Corte se manifestou pela inexistência de repercussão geral do tema referente à legitimidade da cobrança das denominadas tarifas de demanda e de ultrapassagem, nos termos em que previstas na Resolução da ANEEL 456/2000, ante a natureza infraconstitucional da matéria. Os agravantes alegam, em suma, ofensa direta aos arts. 5..., II, 145, II e 150, I, da Constituição Federal. Aduzem, ainda, que “a demanda de potência, no entendimento das agravantes, por ser um produto apenas posto à disposição do usuário, tem natureza jurídica de taxa, não podendo ser instituída por ato administrativo, mas por lei em sentido estrito”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674089. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S/S LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CELESC DISTRIBUIÇÃO S/A ADV.(A/S) :LYCURGO LEITE NETO AGDO.(A/S) :AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA - ANEEL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que não conheceu do recurso extraordinário sob o fundamento de que esta Corte se manifestou pela inexistência de repercussão geral do tema referente à legitimidade da cobrança das denominadas tarifas de demanda e de ultrapassagem, nos termos em que previstas na Resolução da ANEEL 456/2000, ante a natureza infraconstitucional da matéria. Os agravantes alegam, em suma, ofensa direta aos arts. 5..., II, 145, II e 150, I, da Constituição Federal. Aduzem, ainda, que “a demanda de potência, no entendimento das agravantes, por ser um produto apenas posto à disposição do usuário, tem natureza jurídica de taxa, não podendo ser instituída por ato administrativo, mas por lei em sentido estrito”. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que os agravantes não aduzem novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Conforme destacado na decisão agravada, os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 676.924-RG/SC, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional. Por oportuno, transcrevo a ementa do seguinte julgado: “ADMINISTRATIVO. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. REGIME TARIFÁRIO. RESOLUÇÃO 456/2000 DA AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. TARIFAS DE DEMANDA DE POTÊNCIA E DE ULTRAPASSAGEM. LEGITIMIDADE DA COBRANÇA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. Ressalte-se, também, que, declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão poderão ter o seu seguimento negado pelos relatores, nos termos do art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674090. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que os agravantes não aduzem novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Conforme destacado na decisão agravada, os Ministros desta Corte, no Recurso Extraordinário 676.924-RG/SC, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional. Por oportuno, transcrevo a ementa do seguinte julgado: “ADMINISTRATIVO. FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA. REGIME TARIFÁRIO. RESOLUÇÃO 456/2000 DA AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA – ANEEL. TARIFAS DE DEMANDA DE POTÊNCIA E DE ULTRAPASSAGEM. LEGITIMIDADE DA COBRANÇA. AUSÊNCIA DE QUESTÃO CONSTITUCIONAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. Ressalte-se, também, que, declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão poderão ter o seu seguimento negado pelos relatores, nos termos do art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S/S LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CELESC DISTRIBUIÇÃO S/A ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO AGDO.(A/S) : AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA - ANEEL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692769 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711.690 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S/S LTDA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CELESC DISTRIBUIÇÃO S/A ADV.(A/S) : LYCURGO LEITE NETO AGDO.(A/S) : AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA - ANEEL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692769 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 . 690", "RESOLUÇÃO 456 /", "Recurso Extraordinário 676 . 924 - RG / SC", "Recurso Extraordinário 711690 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 711690 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 . 690", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 . 690", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 .", "Recurso Extraordinário 676 . 924 - RG / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 . 690", "Recurso Extraordinário 676 . 924 - RG / SC", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 . 690", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 711 . 690" ], "LEGISLACAO": [ "da", "ANEEL 456 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Resolução da", "arts . 5 . . . , II , 145 , II e 150 , I , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Resolução da ANEEL 456 / 2000", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RESOLUÇÃO", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "RESOLUÇÃO 456 / 2000", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "Brasília", "Brasília", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S / S LTDA", "CELESC DISTRIBUIÇÃO S / A", "AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA", "ANEEL", "AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA", "ANEEL", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL E", "MATERNIDADE SAO MIGUEL S / S LTDA", "CELESC DISTRIBUIÇÃO S / A", "AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA", "ANEEL", "ANEEL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL E MATERNIDADE SAO MIGUEL S / S LTDA", "CELESC DISTRIBUIÇÃO S / A", "AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA", "ANEEL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA", "ANEEL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "AGÊNCIA NACIONAL DE ENERGIA ELÉTRICA", "ANEEL", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL E", "MATERNIDADE SAO MIGUEL S / S LTDA", "CELESC DISTRIBUIÇÃO S / A", "AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA", "ANEEL", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "HOSPITAL E", "MATERNIDADE SAO MIGUEL S / S LTDA", "CELESC DISTRIBUIÇÃO S / A", "AGENCIA NACIONAL DE ENERGIA ELETRICA", "ANEEL", ".", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "RICARDO LEWANDOWSKI", "CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA", "LYCURGO LEITE NETO", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA", "LYCURGO LEITE NETO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA", "LYCURGO LEITE NETO", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA", "LYCURGO LEITE NETO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CLAUDIOMIRO FILIPPI CHIELA", "LYCURGO LEITE NETO", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "16", "/", "04", "/", "2013", "2000", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.703 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :ANTONIO VIANA DE LIMA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP N.º 1296023 - MS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Lesão corporal leve praticada no âmbito doméstico ou familiar. Lei 11.340/2006. Condenação. Detenção. Pena inferior a 4 anos. Crime cometido com violência à pessoa. 3. Substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. Impossibilidade. Art. 44, I, do CP. 4. Constrangimento ilegal não caracterizado. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, indeferir a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679901. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.703 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :ANTONIO VIANA DE LIMA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP N.º 1296023 - MS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União (DPU), em favor de Antônio Viana de Lima, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou provimento ao agravo regimental no Recurso Especial n. 1.296.023-MS, nos termos da seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENAL. ART. 557, CAPUT, DO CPC, C.C. O ART. 3.º DO CPP. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. CRIME DE LESÃO CORPORAL LEVE PERPETRADO NO ÂMBITO DOMÉSTICO OU FAMILIAR. LEI MARIA DA PENHA. IMPOSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ART. 44, INCISO I, DO CÓDIGO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O princípio da colegialidade não é violado se o Relator nega seguimento ao recurso com supedâneo em julgados deste Superior Tribunal de Justiça, de acordo com o art. 557, caput, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3.º do Código de Processo Penal. 2. Com efeito, a eventual concessão do benefício da substituição de pena está condicionada ao preenchimento dos requisitos objetivos e subjetivos previstos no art. 44 do Código Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.703 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :ANTONIO VIANA DE LIMA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP N.º 1296023 - MS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União (DPU), em favor de Antônio Viana de Lima, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou provimento ao agravo regimental no Recurso Especial n. 1.296.023-MS, nos termos da seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENAL. ART. 557, CAPUT, DO CPC, C.C. O ART. 3.º DO CPP. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. CRIME DE LESÃO CORPORAL LEVE PERPETRADO NO ÂMBITO DOMÉSTICO OU FAMILIAR. LEI MARIA DA PENHA. IMPOSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ART. 44, INCISO I, DO CÓDIGO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O princípio da colegialidade não é violado se o Relator nega seguimento ao recurso com supedâneo em julgados deste Superior Tribunal de Justiça, de acordo com o art. 557, caput, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3.º do Código de Processo Penal. 2. Com efeito, a eventual concessão do benefício da substituição de pena está condicionada ao preenchimento dos requisitos objetivos e subjetivos previstos no art. 44 do Código Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório HC 114703 / MS Penal, o que não ocorre na hipótese dos autos, em que o agente comete crime de lesão corporal leve perpetrada no âmbito de violência doméstica. 3. Agravo regimental desprovido”. Na espécie, o paciente foi condenado à pena de 3 meses de detenção, em regime aberto, pela prática do crime previsto no art. 129, § 9º, do CP c/c a Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), tendo a pena privativa de liberdade sido substituída por duas restritivas de direitos, consistentes na prestação de serviços à comunidade (4 horas semanais) e no comparecimento obrigatório em programa de reeducação e recuperação social. Contra essa decisão, tanto defesa quanto o Ministério Público interpuseram apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul. A Corte estadual deu parcial provimento ao apelo ministerial para alterar a pena substitutiva para a prevista no art. 43, VI, do CP (limitação de fim de semana), em condições a serem estabelecidas pelo Juízo da Execução Penal, bem como julgou prejudicado o pedido de concessão da suspensão condicional da pena. Já o apelo defensivo, negou-lhe provimento. Eis a ementa desse julgado: “APELAÇÃO CRIMINAL – RECURSO DEFENSIVO – LEI MARIA DA PENHA – ARTIGO 129, § 9º, CP – NULIDADE DO PROCESSO AUSÊNCIA DE PROCEDIBILIDADE – NÃO CARACTERIZAÇÃO – AUDIÊNCIA DO ART. 16, DA LEI 11.340/06 REALIZADA – SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO – IMPOSSIBILIDADE – EXPRESSA VEDAÇÃO LEGAL – ABSOLVIÇÃO – INVIABILIDADE – PROVAS SEGURAS – RECURSO IMPROVIDO. Restando demonstrado que fora realizada a audiência do artigo 16 da Lei n° 11.340/06, sendo que nesta a vítima manifesta o interesse em prosseguir com o feito, não há motivos para a nulidade do processo por ausência de condição de procedibilidade. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Supremo Tribunal Federal HC 114703 / MS Penal, o que não ocorre na hipótese dos autos, em que o agente comete crime de lesão corporal leve perpetrada no âmbito de violência doméstica. 3. Agravo regimental desprovido”. Na espécie, o paciente foi condenado à pena de 3 meses de detenção, em regime aberto, pela prática do crime previsto no art. 129, § 9º, do CP c/c a Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), tendo a pena privativa de liberdade sido substituída por duas restritivas de direitos, consistentes na prestação de serviços à comunidade (4 horas semanais) e no comparecimento obrigatório em programa de reeducação e recuperação social. Contra essa decisão, tanto defesa quanto o Ministério Público interpuseram apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul. A Corte estadual deu parcial provimento ao apelo ministerial para alterar a pena substitutiva para a prevista no art. 43, VI, do CP (limitação de fim de semana), em condições a serem estabelecidas pelo Juízo da Execução Penal, bem como julgou prejudicado o pedido de concessão da suspensão condicional da pena. Já o apelo defensivo, negou-lhe provimento. Eis a ementa desse julgado: “APELAÇÃO CRIMINAL – RECURSO DEFENSIVO – LEI MARIA DA PENHA – ARTIGO 129, § 9º, CP – NULIDADE DO PROCESSO AUSÊNCIA DE PROCEDIBILIDADE – NÃO CARACTERIZAÇÃO – AUDIÊNCIA DO ART. 16, DA LEI 11.340/06 REALIZADA – SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO – IMPOSSIBILIDADE – EXPRESSA VEDAÇÃO LEGAL – ABSOLVIÇÃO – INVIABILIDADE – PROVAS SEGURAS – RECURSO IMPROVIDO. Restando demonstrado que fora realizada a audiência do artigo 16 da Lei n° 11.340/06, sendo que nesta a vítima manifesta o interesse em prosseguir com o feito, não há motivos para a nulidade do processo por ausência de condição de procedibilidade. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 114703 / MS O plenário do Supremo Tribunal Federal julgou constitucional o artigo 41 da Lei n. 11.340/06 que dispõe que não se aplica aos crimes praticados com violência doméstica a suspensão condicional do processo prevista na Lei n. 9.099/1995, independentemente da pena aplicada. Havendo suporte fático e jurídico nas provas produzidas nos autos, a apontar o apelante como autor das lesões corporais, porquanto há a palavra da vítima, corroborada pela prova pericial, mantém-se o decreto condenatório. APELAÇÃO CRIMINAL – RECURSO MINISTERIAL – LEI MARIA DA PENHA – ARTIGO 129, § 9º, CP – DESCONSTITUIÇÃO DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS – VEDAÇÃO SOMENTE QUANTO À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – FIXAÇÃO DA LIMITAÇÃO DE FINS DE SEMANA – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. O art. 44, I do Código Penal somente veda a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito, quando o crime é praticado com violência ou grave ameaça à pessoa, o que não é o caso de lesões leves ou de ameaça, segundo precedentes do STJ. Em se tratando de condenação à pena inferior a 06 (seis) meses, não cabe a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à comunidade (art. 46, do CP), mas sim por limitação dos fins de semana.” Inconformado, o Ministério Público estadual interpôs recurso especial no STJ, que proveu parcialmente o apelo para reformar o acórdão recorrido e “expungir a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, determinando, outrossim, o retorno dos autos à origem para que seja completado o julgamento da apelação, com a análise da pretendida suspensão condicional da pena.” Interposto agravo regimental pela defesa, a ele foi negado provimento. Daí, a impetração do presente habeas corpus, no qual alega a impetrante que “o paciente já foi devidamente punido com a condenação à pena 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Supremo Tribunal Federal HC 114703 / MS O plenário do Supremo Tribunal Federal julgou constitucional o artigo 41 da Lei n. 11.340/06 que dispõe que não se aplica aos crimes praticados com violência doméstica a suspensão condicional do processo prevista na Lei n. 9.099/1995, independentemente da pena aplicada. Havendo suporte fático e jurídico nas provas produzidas nos autos, a apontar o apelante como autor das lesões corporais, porquanto há a palavra da vítima, corroborada pela prova pericial, mantém-se o decreto condenatório. APELAÇÃO CRIMINAL – RECURSO MINISTERIAL – LEI MARIA DA PENHA – ARTIGO 129, § 9º, CP – DESCONSTITUIÇÃO DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS – VEDAÇÃO SOMENTE QUANTO À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – FIXAÇÃO DA LIMITAÇÃO DE FINS DE SEMANA – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. O art. 44, I do Código Penal somente veda a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito, quando o crime é praticado com violência ou grave ameaça à pessoa, o que não é o caso de lesões leves ou de ameaça, segundo precedentes do STJ. Em se tratando de condenação à pena inferior a 06 (seis) meses, não cabe a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à comunidade (art. 46, do CP), mas sim por limitação dos fins de semana.” Inconformado, o Ministério Público estadual interpôs recurso especial no STJ, que proveu parcialmente o apelo para reformar o acórdão recorrido e “expungir a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, determinando, outrossim, o retorno dos autos à origem para que seja completado o julgamento da apelação, com a análise da pretendida suspensão condicional da pena.” Interposto agravo regimental pela defesa, a ele foi negado provimento. Daí, a impetração do presente habeas corpus, no qual alega a impetrante que “o paciente já foi devidamente punido com a condenação à pena 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório HC 114703 / MS de 03 (três) meses de detenção, sendo substituída por limitação de fim de semana, e não se mostra nada proporcional invalidar tal substituição e ainda aplicar o sursis pelo prazo de 02 anos. Tal julgado ofende o princípio da razoabilidade, já que a substituição da pena se mostra mais socialmente recomendável.” (eDOC 1. p. 3). Requer a concessão da ordem para determinar o restabelecimento do acórdão proferido pelo TJ/MS, o qual alterou a pena substitutiva para a prevista no art. 43, VI, do CP (limitação de fim de semana), em condições a serem estabelecidas pelo Juízo da Execução Penal. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Supremo Tribunal Federal HC 114703 / MS de 03 (três) meses de detenção, sendo substituída por limitação de fim de semana, e não se mostra nada proporcional invalidar tal substituição e ainda aplicar o sursis pelo prazo de 02 anos. Tal julgado ofende o princípio da razoabilidade, já que a substituição da pena se mostra mais socialmente recomendável.” (eDOC 1. p. 3). Requer a concessão da ordem para determinar o restabelecimento do acórdão proferido pelo TJ/MS, o qual alterou a pena substitutiva para a prevista no art. 43, VI, do CP (limitação de fim de semana), em condições a serem estabelecidas pelo Juízo da Execução Penal. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.703 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Conforme relatado, a defesa busca o restabelecimento do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, que deu parcial provimento ao apelo ministerial para alterar a pena substitutiva para a prevista no art. 43, inciso VI, do Código Penal (limitação de fim de semana), em condições a serem estabelecidas pelo Juízo da Execução Penal. Sustenta que “o paciente já foi devidamente punido com a condenação à pena de 03 (três) meses de detenção, sendo substituída por limitação de fim de semana, e não se mostra nada proporcional invalidar tal substituição e ainda aplicar o sursis pelo prazo de 02 anos. Tal julgado ofende o princípio da razoabilidade, já que a substituição da pena se mostra mais socialmente recomendável.” (eDOC 1. P. 3). Entendo não assistir razão à defesa. O paciente foi condenado à pena de 3 meses de detenção, em regime aberto, pela prática do delito previsto no art. 129, § 9º do CP c/c a Lei 11.340/2006 (crime de lesão corporal leve praticado no âmbito doméstico ou familiar). O art. 44 do Código Penal assim dispõe: “As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: I - aplicada pena privativa de liberdade não superior a 4 (quatro) anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; II - o réu não for reincidente em crime doloso; III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679903. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.703 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Conforme relatado, a defesa busca o restabelecimento do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, que deu parcial provimento ao apelo ministerial para alterar a pena substitutiva para a prevista no art. 43, inciso VI, do Código Penal (limitação de fim de semana), em condições a serem estabelecidas pelo Juízo da Execução Penal. Sustenta que “o paciente já foi devidamente punido com a condenação à pena de 03 (três) meses de detenção, sendo substituída por limitação de fim de semana, e não se mostra nada proporcional invalidar tal substituição e ainda aplicar o sursis pelo prazo de 02 anos. Tal julgado ofende o princípio da razoabilidade, já que a substituição da pena se mostra mais socialmente recomendável.” (eDOC 1. P. 3). Entendo não assistir razão à defesa. O paciente foi condenado à pena de 3 meses de detenção, em regime aberto, pela prática do delito previsto no art. 129, § 9º do CP c/c a Lei 11.340/2006 (crime de lesão corporal leve praticado no âmbito doméstico ou familiar). O art. 44 do Código Penal assim dispõe: “As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: I - aplicada pena privativa de liberdade não superior a 4 (quatro) anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; II - o réu não for reincidente em crime doloso; III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente”. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679903. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 114703 / MS Com efeito, embora a pena privativa de liberdade aplicada seja inferior a 4 (quatro) anos, o crime foi cometido com violência à pessoa, motivo suficiente para obstaculizar o benefício da substituição da pena. Nesse mesmo sentido, colho os seguintes trechos da decisão do STJ: “Para que o agente faça jus ao benefício da substituição pretendida é necessário que ele preencha os requisitos objetivos e subjetivos previstos no art. 44 do Código Penal. No caso dos autos, como o Recorrido cometeu crime de lesão corporal, há óbice legal que impede o benefício, como se observa no dispositivo transcrito a seguir: ‘Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998) I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo’ ." A corroborar esse entendimento, confira-se o parecer ministerial: “De acordo com a denúncia, o paciente, em 09 de janeiro de 2007, agrediu Maria Andrade, sua ex-companheira, com chutes, socos, empurrões, além de ter apertado o seu pescoço. (…) Assim, como o crime foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, há justificativa suficiente para a não substituição da reprimenda (art. 44, I, do Código Penal)” . Ante o exposto, meu voto é pelo indeferimento da ordem de habeas corpus. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679903. Supremo Tribunal Federal HC 114703 / MS Com efeito, embora a pena privativa de liberdade aplicada seja inferior a 4 (quatro) anos, o crime foi cometido com violência à pessoa, motivo suficiente para obstaculizar o benefício da substituição da pena. Nesse mesmo sentido, colho os seguintes trechos da decisão do STJ: “Para que o agente faça jus ao benefício da substituição pretendida é necessário que ele preencha os requisitos objetivos e subjetivos previstos no art. 44 do Código Penal. No caso dos autos, como o Recorrido cometeu crime de lesão corporal, há óbice legal que impede o benefício, como se observa no dispositivo transcrito a seguir: ‘Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: (Redação dada pela Lei nº 9.714, de 1998) I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo’ ." A corroborar esse entendimento, confira-se o parecer ministerial: “De acordo com a denúncia, o paciente, em 09 de janeiro de 2007, agrediu Maria Andrade, sua ex-companheira, com chutes, socos, empurrões, além de ter apertado o seu pescoço. (…) Assim, como o crime foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, há justificativa suficiente para a não substituição da reprimenda (art. 44, I, do Código Penal)” . Ante o exposto, meu voto é pelo indeferimento da ordem de habeas corpus. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679903. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.703 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : ANTONIO VIANA DE LIMA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP N.º 1296023 - MS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, indeferiu a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Gustavo de Almeida Ribeiro, Defensor Público da União. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692706 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.703 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : ANTONIO VIANA DE LIMA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP N.º 1296023 - MS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, indeferiu a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Gustavo de Almeida Ribeiro, Defensor Público da União. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692706 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3716198
2013-04-16T00:00:00
2013-05-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, indeferiu a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Gustavo de Almeida Ribeiro, Defensor Público da União. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso Mello. 2ª Turma, 16.04.2013.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Lesão corporal leve praticada no âmbito doméstico ou familiar. Lei 11.340/2006. Condenação. Detenção. Pena inferior a 4 anos. Crime cometido com violência à pessoa. 3. Substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. Impossibilidade. Art. 44, I, do CP. 4. Constrangimento ilegal não caracterizado. 5. Ordem denegada.
sjur229303
Número de páginas: 8. Análise: 12/06/2013, TBC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
114703
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00043 INC-00006 ART-00044 INC-00001\r\n INC-00002 INC-00003 ART-00129 PAR-00009\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-011340 ANO-2006\r\n LEI ORDINÁRIA" ]
HC
acordaos
HC 114703
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PACTE.(S) : ANTONIO VIANA DE LIMA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP N.º 1296023 - MS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.703 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :ANTONIO VIANA DE LIMA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP N. 1296023 - MS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Lesão corporal leve praticada no âmbito doméstico ou familiar. Lei 11.340/2006. Condenação. Detenção. Pena inferior a 4 anos. Crime cometido com violência à pessoa. 3. Substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. Impossibilidade. Art. 44, I, do Código Penal Brasileiro. 4. Constrangimento ilegal não caracterizado. 5. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, indeferir a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 16 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679901. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.703 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :ANTONIO VIANA DE LIMA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP N. 1296023 - MS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União (DPU), em favor de Antônio Viana de Lima, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça) que negou provimento ao agravo regimental no Recurso Especial n. 1.296.023-MS, nos termos da seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENAL. ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil, C.C. O ART. 3. DO CPP. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. CRIME DE LESÃO CORPORAL LEVE PERPETRADO NO ÂMBITO DOMÉSTICO OU FAMILIAR. LEI MARIA DA PENHA. IMPOSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ART. 44, INCISO I, DO CÓDIGO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O princípio da colegialidade não é violado se o Relator nega seguimento ao recurso com supedâneo em julgados deste Superior Tribunal de Justiça, de acordo com o art. 557, caput, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3. do Código de Processo Penal. 2. Com efeito, a eventual concessão do benefício da substituição de pena está condicionada ao preenchimento dos requisitos objetivos e subjetivos previstos no art. 44 do Código Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.703 MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :ANTONIO VIANA DE LIMA IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP N. 1296023 - MS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, sem pedido de medida liminar, impetrado pela Defensoria Pública da União (DPU), em favor de Antônio Viana de Lima, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça) que negou provimento ao agravo regimental no Recurso Especial n. 1.296.023-MS, nos termos da seguinte ementa: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENAL. ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil, C.C. O ART. 3. DO CPP. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE. CRIME DE LESÃO CORPORAL LEVE PERPETRADO NO ÂMBITO DOMÉSTICO OU FAMILIAR. LEI MARIA DA PENHA. IMPOSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS. ART. 44, INCISO I, DO CÓDIGO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O princípio da colegialidade não é violado se o Relator nega seguimento ao recurso com supedâneo em julgados deste Superior Tribunal de Justiça, de acordo com o art. 557, caput, do Código de Processo Civil, c.c. o art. 3. do Código de Processo Penal. 2. Com efeito, a eventual concessão do benefício da substituição de pena está condicionada ao preenchimento dos requisitos objetivos e subjetivos previstos no art. 44 do Código Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório HC 114703 / MS Penal, o que não ocorre na hipótese dos autos, em que o agente comete crime de lesão corporal leve perpetrada no âmbito de violência doméstica. 3. Agravo regimental desprovido”. Na espécie, o paciente foi condenado à pena de 3 meses de detenção, em regime aberto, pela prática do crime previsto no art. 129, § 9..., do Código Penal Brasileiro c/c a Lei 11.340/2006 (Lei nº 11.340/2006 (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher)), tendo a pena privativa de liberdade sido substituída por duas restritivas de direitos, consistentes na prestação de serviços à comunidade (4 horas semanais) e no comparecimento obrigatório em programa de reeducação e recuperação social. Contra essa decisão, tanto defesa quanto o Ministério Público interpuseram apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul. A Corte estadual deu parcial provimento ao apelo ministerial para alterar a pena substitutiva para a prevista no art. 43, VI, do Código Penal Brasileiro (limitação de fim de semana), em condições a serem estabelecidas pelo Juízo da Execução Penal, bem como julgou prejudicado o pedido de concessão da suspensão condicional da pena. Já o apelo defensivo, negou-lhe provimento. Eis a ementa desse julgado: “APELAÇÃO CRIMINAL – RECURSO DEFENSIVO – LEI MARIA DA PENHA – ARTIGO 129, § 9..., Código Penal Brasileiro – NULIDADE DO PROCESSO AUSÊNCIA DE PROCEDIBILIDADE – NÃO CARACTERIZAÇÃO – AUDIÊNCIA DO ART. 16, DA LEI 11.340/06 REALIZADA – SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO – IMPOSSIBILIDADE – EXPRESSA VEDAÇÃO LEGAL – ABSOLVIÇÃO – INVIABILIDADE – PROVAS SEGURAS – RECURSO IMPROVIDO. Restando demonstrado que fora realizada a audiência do artigo 16 da Lei n 11.340/06, sendo que nesta a vítima manifesta o interesse em prosseguir com o feito, não há motivos para a nulidade do processo por ausência de condição de procedibilidade. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Supremo Tribunal Federal HC 114703 / MS Penal, o que não ocorre na hipótese dos autos, em que o agente comete crime de lesão corporal leve perpetrada no âmbito de violência doméstica. 3. Agravo regimental desprovido”. Na espécie, o paciente foi condenado à pena de 3 meses de detenção, em regime aberto, pela prática do crime previsto no art. 129, § 9..., do Código Penal Brasileiro c/c a Lei 11.340/2006 (Lei nº 11.340/2006 (Lei de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher)), tendo a pena privativa de liberdade sido substituída por duas restritivas de direitos, consistentes na prestação de serviços à comunidade (4 horas semanais) e no comparecimento obrigatório em programa de reeducação e recuperação social. Contra essa decisão, tanto defesa quanto o Ministério Público interpuseram apelação no Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul. A Corte estadual deu parcial provimento ao apelo ministerial para alterar a pena substitutiva para a prevista no art. 43, VI, do Código Penal Brasileiro (limitação de fim de semana), em condições a serem estabelecidas pelo Juízo da Execução Penal, bem como julgou prejudicado o pedido de concessão da suspensão condicional da pena. Já o apelo defensivo, negou-lhe provimento. Eis a ementa desse julgado: “APELAÇÃO CRIMINAL – RECURSO DEFENSIVO – LEI MARIA DA PENHA – ARTIGO 129, § 9..., Código Penal Brasileiro – NULIDADE DO PROCESSO AUSÊNCIA DE PROCEDIBILIDADE – NÃO CARACTERIZAÇÃO – AUDIÊNCIA DO ART. 16, DA LEI 11.340/06 REALIZADA – SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO – IMPOSSIBILIDADE – EXPRESSA VEDAÇÃO LEGAL – ABSOLVIÇÃO – INVIABILIDADE – PROVAS SEGURAS – RECURSO IMPROVIDO. Restando demonstrado que fora realizada a audiência do artigo 16 da Lei n 11.340/06, sendo que nesta a vítima manifesta o interesse em prosseguir com o feito, não há motivos para a nulidade do processo por ausência de condição de procedibilidade. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório HC 114703 / MS O plenário do Supremo Tribunal Federal julgou constitucional o artigo 41 da Lei n. 11.340/06 que dispõe que não se aplica aos crimes praticados com violência doméstica a suspensão condicional do processo prevista na Lei n. 9.099/1995, independentemente da pena aplicada. Havendo suporte fático e jurídico nas provas produzidas nos autos, a apontar o apelante como autor das lesões corporais, porquanto há a palavra da vítima, corroborada pela prova pericial, mantém-se o decreto condenatório. APELAÇÃO CRIMINAL – RECURSO MINISTERIAL – LEI MARIA DA PENHA – ARTIGO 129, § 9..., Código Penal Brasileiro – DESCONSTITUIÇÃO DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS – VEDAÇÃO SOMENTE QUANTO À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – FIXAÇÃO DA LIMITAÇÃO DE FINS DE SEMANA – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. O art. 44, I do Código Penal somente veda a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito, quando o crime é praticado com violência ou grave ameaça à pessoa, o que não é o caso de lesões leves ou de ameaça, segundo precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Em se tratando de condenação à pena inferior a 06 (seis) meses, não cabe a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à comunidade (art. 46, do Código Penal Brasileiro), mas sim por limitação dos fins de semana.” Inconformado, o Ministério Público estadual interpôs recurso especial no Superior Tribunal de Justiça, que proveu parcialmente o apelo para reformar o acórdão recorrido e “expungir a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, determinando, outrossim, o retorno dos autos à origem para que seja completado o julgamento da apelação, com a análise da pretendida suspensão condicional da pena.” Interposto agravo regimental pela defesa, a ele foi negado provimento. Daí, a impetração do presente habeas corpus, no qual alega a impetrante que “o paciente já foi devidamente punido com a condenação à pena 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Supremo Tribunal Federal HC 114703 / MS O plenário do Supremo Tribunal Federal julgou constitucional o artigo 41 da Lei n. 11.340/06 que dispõe que não se aplica aos crimes praticados com violência doméstica a suspensão condicional do processo prevista na Lei n. 9.099/1995, independentemente da pena aplicada. Havendo suporte fático e jurídico nas provas produzidas nos autos, a apontar o apelante como autor das lesões corporais, porquanto há a palavra da vítima, corroborada pela prova pericial, mantém-se o decreto condenatório. APELAÇÃO CRIMINAL – RECURSO MINISTERIAL – LEI MARIA DA PENHA – ARTIGO 129, § 9..., Código Penal Brasileiro – DESCONSTITUIÇÃO DA SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVA DE DIREITOS – VEDAÇÃO SOMENTE QUANTO À PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS – FIXAÇÃO DA LIMITAÇÃO DE FINS DE SEMANA – RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO. O art. 44, I do Código Penal somente veda a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direito, quando o crime é praticado com violência ou grave ameaça à pessoa, o que não é o caso de lesões leves ou de ameaça, segundo precedentes do Superior Tribunal de Justiça. Em se tratando de condenação à pena inferior a 06 (seis) meses, não cabe a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos, consistentes em prestação de serviços à comunidade (art. 46, do Código Penal Brasileiro), mas sim por limitação dos fins de semana.” Inconformado, o Ministério Público estadual interpôs recurso especial no Superior Tribunal de Justiça, que proveu parcialmente o apelo para reformar o acórdão recorrido e “expungir a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, determinando, outrossim, o retorno dos autos à origem para que seja completado o julgamento da apelação, com a análise da pretendida suspensão condicional da pena.” Interposto agravo regimental pela defesa, a ele foi negado provimento. Daí, a impetração do presente habeas corpus, no qual alega a impetrante que “o paciente já foi devidamente punido com a condenação à pena 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório HC 114703 / MS de 03 (três) meses de detenção, sendo substituída por limitação de fim de semana, e não se mostra nada proporcional invalidar tal substituição e ainda aplicar o sursis pelo prazo de 02 anos. Tal julgado ofende o princípio da razoabilidade, já que a substituição da pena se mostra mais socialmente recomendável.” (eDOC 1. p. 3). Requer a concessão da ordem para determinar o restabelecimento do acórdão proferido pelo TJ/MS, o qual alterou a pena substitutiva para a prevista no art. 43, VI, do Código Penal Brasileiro (limitação de fim de semana), em condições a serem estabelecidas pelo Juízo da Execução Penal. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Supremo Tribunal Federal HC 114703 / MS de 03 (três) meses de detenção, sendo substituída por limitação de fim de semana, e não se mostra nada proporcional invalidar tal substituição e ainda aplicar o sursis pelo prazo de 02 anos. Tal julgado ofende o princípio da razoabilidade, já que a substituição da pena se mostra mais socialmente recomendável.” (eDOC 1. p. 3). Requer a concessão da ordem para determinar o restabelecimento do acórdão proferido pelo TJ/MS, o qual alterou a pena substitutiva para a prevista no art. 43, VI, do Código Penal Brasileiro (limitação de fim de semana), em condições a serem estabelecidas pelo Juízo da Execução Penal. A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.703 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Conforme relatado, a defesa busca o restabelecimento do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, que deu parcial provimento ao apelo ministerial para alterar a pena substitutiva para a prevista no art. 43, inciso VI, do Código Penal (limitação de fim de semana), em condições a serem estabelecidas pelo Juízo da Execução Penal. Sustenta que “o paciente já foi devidamente punido com a condenação à pena de 03 (três) meses de detenção, sendo substituída por limitação de fim de semana, e não se mostra nada proporcional invalidar tal substituição e ainda aplicar o sursis pelo prazo de 02 anos. Tal julgado ofende o princípio da razoabilidade, já que a substituição da pena se mostra mais socialmente recomendável.” (eDOC 1. P. 3). Entendo não assistir razão à defesa. O paciente foi condenado à pena de 3 meses de detenção, em regime aberto, pela prática do delito previsto no art. 129, § 9... do Código Penal Brasileiro c/c a Lei 11.340/2006 (crime de lesão corporal leve praticado no âmbito doméstico ou familiar). O art. 44 do Código Penal assim dispõe: “As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: I - aplicada pena privativa de liberdade não superior a 4 (quatro) anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; II - o réu não for reincidente em crime doloso; III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679903. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.703 MATO GROSSO DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (Relator): Conforme relatado, a defesa busca o restabelecimento do acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso do Sul, que deu parcial provimento ao apelo ministerial para alterar a pena substitutiva para a prevista no art. 43, inciso VI, do Código Penal (limitação de fim de semana), em condições a serem estabelecidas pelo Juízo da Execução Penal. Sustenta que “o paciente já foi devidamente punido com a condenação à pena de 03 (três) meses de detenção, sendo substituída por limitação de fim de semana, e não se mostra nada proporcional invalidar tal substituição e ainda aplicar o sursis pelo prazo de 02 anos. Tal julgado ofende o princípio da razoabilidade, já que a substituição da pena se mostra mais socialmente recomendável.” (eDOC 1. P. 3). Entendo não assistir razão à defesa. O paciente foi condenado à pena de 3 meses de detenção, em regime aberto, pela prática do delito previsto no art. 129, § 9... do Código Penal Brasileiro c/c a Lei 11.340/2006 (crime de lesão corporal leve praticado no âmbito doméstico ou familiar). O art. 44 do Código Penal assim dispõe: “As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: I - aplicada pena privativa de liberdade não superior a 4 (quatro) anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo; II - o réu não for reincidente em crime doloso; III - a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente”. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679903. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 114703 / MS Com efeito, embora a pena privativa de liberdade aplicada seja inferior a 4 (quatro) anos, o crime foi cometido com violência à pessoa, motivo suficiente para obstaculizar o benefício da substituição da pena. Nesse mesmo sentido, colho os seguintes trechos da decisão do Superior Tribunal de Justiça: “Para que o agente faça jus ao benefício da substituição pretendida é necessário que ele preencha os requisitos objetivos e subjetivos previstos no art. 44 do Código Penal. No caso dos autos, como o Recorrido cometeu crime de lesão corporal, há óbice legal que impede o benefício, como se observa no dispositivo transcrito a seguir: ‘Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: (Redação dada pela Lei n 9.714, de 1998) I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo’ ." A corroborar esse entendimento, confira-se o parecer ministerial: “De acordo com a denúncia, o paciente, em 09 de janeiro de 2007, agrediu Maria Andrade, sua ex-companheira, com chutes, socos, empurrões, além de ter apertado o seu pescoço. (…) Assim, como o crime foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, há justificativa suficiente para a não substituição da reprimenda (art. 44, I, do Código Penal)” . Ante o exposto, meu voto é pelo indeferimento da ordem de habeas corpus. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679903. Supremo Tribunal Federal HC 114703 / MS Com efeito, embora a pena privativa de liberdade aplicada seja inferior a 4 (quatro) anos, o crime foi cometido com violência à pessoa, motivo suficiente para obstaculizar o benefício da substituição da pena. Nesse mesmo sentido, colho os seguintes trechos da decisão do Superior Tribunal de Justiça: “Para que o agente faça jus ao benefício da substituição pretendida é necessário que ele preencha os requisitos objetivos e subjetivos previstos no art. 44 do Código Penal. No caso dos autos, como o Recorrido cometeu crime de lesão corporal, há óbice legal que impede o benefício, como se observa no dispositivo transcrito a seguir: ‘Art. 44. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade, quando: (Redação dada pela Lei n 9.714, de 1998) I – aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou, qualquer que seja a pena aplicada, se o crime for culposo’ ." A corroborar esse entendimento, confira-se o parecer ministerial: “De acordo com a denúncia, o paciente, em 09 de janeiro de 2007, agrediu Maria Andrade, sua ex-companheira, com chutes, socos, empurrões, além de ter apertado o seu pescoço. (…) Assim, como o crime foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa, há justificativa suficiente para a não substituição da reprimenda (art. 44, I, do Código Penal)” . Ante o exposto, meu voto é pelo indeferimento da ordem de habeas corpus. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3679903. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.703 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : ANTONIO VIANA DE LIMA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP N. 1296023 - MS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, indeferiu a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Gustavo de Almeida Ribeiro, Defensor Público da União. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692706 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.703 PROCED. : MATO GROSSO DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : ANTONIO VIANA DE LIMA IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP N. 1296023 - MS DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, indeferiu a ordem, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Gustavo de Almeida Ribeiro, Defensor Público da União. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692706 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 114 . 703", "RESP N . 1296023 - MS", "HABEAS CORPUS 114 . 703", "RESP N . 1296023 - MS", "Recurso Especial n . 1 . 296 . 023 - MS", "HABEAS CORPUS 114 . 703", "RESP N . 1296023 - MS", "Recurso Especial n . 1 . 296 . 023 - MS", "HC 114703 / MS", "HC 114703 / MS", "HC 114703 / MS", "HC 114703 / MS", "HC 114703 / MS", "HC 114703 / MS", "HABEAS CORPUS 114 . 703", "HABEAS CORPUS 114 . 703", "HC 114703 / MS", "HC 114703 / MS", "HABEAS CORPUS 114 . 703", "RESP N . 1296023 - MS", "HABEAS CORPUS 114 . 703", "RESP N . 1296023 - MS" ], "LEGISLACAO": [ "Lei 11 . 340 / 2006", "Art . 44 , I , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 , CAPUT , DO Código de Processo Civil", "ART . 3 . 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Ementa e Acórdão 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOSE LUIZ MACHADO OU JOSE LUIS MACHADO IMPTE.(S) :LUDMILLA GUIMARAES ROCHA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Formação de cartel, tráfico de influência, corrupção ativa e quadrilha ou bando. Pedido de declaração de inépcia da denúncia. 3. A peça acusatória não observou os requisitos que poderiam oferecer substrato a uma persecução criminal minimamente aceitável. Precário atendimento dos requisitos do art. 41 do CPP. 4. Violação dos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da dignidade da pessoa humana. Precedentes. 5. Ordem concedida para que seja trancada a ação penal instaurada contra o paciente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conceder a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702051. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOSE LUIZ MACHADO OU JOSE LUIS MACHADO IMPTE.(S) :LUDMILLA GUIMARAES ROCHA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Amir José Finocchiaro Sarti e outros, em favor de José Luiz Machado ou José Luis Machado, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que denegou a ordem nos autos do HC 159.295/RS, cuja ementa segue transcrita: “HABEAS CORPUS. FORMAÇÃO DE QUADRILHA, TRÁFICO DE INFLUÊNCIA E CORRUPÇÃO ATIVA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA E INÉPCIA. NÃO OCORRÊNCIA. ACUSAÇÃO FUNDADA EM SÓLIDOS ELEMENTOS PROBATÓRIOS. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. O trancamento de ação penal na via estreita do habeas corpus configura medida de exceção, somente cabível quando se demonstrar, à luz da evidência, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou outras situações comprováveis de plano, suficientes ao prematuro encerramento da persecução penal. 2. Na espécie, as condutas delituosas atribuídas estão devidamente individualizadas, existindo na denúncia descrição suficiente dos elementos de convicção que a embasaram, de forma que é nítida tanto a existência de lastro probatório mínimo a embasar a persecução penal, quanto a possibilidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702052. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOSE LUIZ MACHADO OU JOSE LUIS MACHADO IMPTE.(S) :LUDMILLA GUIMARAES ROCHA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Amir José Finocchiaro Sarti e outros, em favor de José Luiz Machado ou José Luis Machado, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que denegou a ordem nos autos do HC 159.295/RS, cuja ementa segue transcrita: “HABEAS CORPUS. FORMAÇÃO DE QUADRILHA, TRÁFICO DE INFLUÊNCIA E CORRUPÇÃO ATIVA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA E INÉPCIA. NÃO OCORRÊNCIA. ACUSAÇÃO FUNDADA EM SÓLIDOS ELEMENTOS PROBATÓRIOS. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. O trancamento de ação penal na via estreita do habeas corpus configura medida de exceção, somente cabível quando se demonstrar, à luz da evidência, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou outras situações comprováveis de plano, suficientes ao prematuro encerramento da persecução penal. 2. Na espécie, as condutas delituosas atribuídas estão devidamente individualizadas, existindo na denúncia descrição suficiente dos elementos de convicção que a embasaram, de forma que é nítida tanto a existência de lastro probatório mínimo a embasar a persecução penal, quanto a possibilidade Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 113386 / RS de pleno exercício do direito de defesa. 3. A prova cabal das acusações só se faz necessária para o deslinde do processo, cabendo à instância ordinária, após detida e regular instrução processual, chegar à conclusão acerca da procedência ou não das imputações, quando do julgamento de mérito da ação penal, não competindo a esta Corte, na via exígua do writ, refutar os elementos fáticos apontados pelo parquet na peça acusatória. 4. Diante da pluralidade de delitos supostamente praticados por vários agentes, seria tarefa por demais dificultosa, senão impossível, a descrição exaustiva e milimétrica das condutas perpetradas por cada réu, ocasionando intransponível obstáculo à deflagração da ação penal, o que acabaria por culminar não só em impunidade como também em odioso incentivo às práticas criminosas. 5. Habeas corpus denegado”. O paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 4º, I, “a”, e II, “a”, da Lei 8.137/90 (formação de cartel) e nos arts. 332 (tráfico de influência), 333, parágrafo único (corrupção ativa) e 288 (quadrilha ou bando), todos do CP. Contra o recebimento da denúncia, a defesa impetrou habeas corpus no TJ/RS e no STJ, que denegaram as ordens. No presente writ, os impetrantes reiteram a alegação de inépcia da denúncia, ao entendimento de que a inicial “não se preocupou em indicar, objetiva e pormenorizadamente, qual teria sido a participação concreta do paciente nos fatos supostamente criminosos”. Sustentam, também, a atipicidade quanto aos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e quadrilha. Afirmam que, com muito esforço, a inicial acusatória poderia até ser considerada apta a embasar a acusação no que diz respeito aos outros denunciados mas, quanto ao paciente, a imputação é vaga, genérica e abstrata (eDoc 2. p. 5 e p. 10). Assim, pleiteiam a concessão da ordem “para anular o processo desde a denúncia ou para trancar a ação penal indevidamente movida contra o paciente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702052. Supremo Tribunal Federal HC 113386 / RS de pleno exercício do direito de defesa. 3. A prova cabal das acusações só se faz necessária para o deslinde do processo, cabendo à instância ordinária, após detida e regular instrução processual, chegar à conclusão acerca da procedência ou não das imputações, quando do julgamento de mérito da ação penal, não competindo a esta Corte, na via exígua do writ, refutar os elementos fáticos apontados pelo parquet na peça acusatória. 4. Diante da pluralidade de delitos supostamente praticados por vários agentes, seria tarefa por demais dificultosa, senão impossível, a descrição exaustiva e milimétrica das condutas perpetradas por cada réu, ocasionando intransponível obstáculo à deflagração da ação penal, o que acabaria por culminar não só em impunidade como também em odioso incentivo às práticas criminosas. 5. Habeas corpus denegado”. O paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 4º, I, “a”, e II, “a”, da Lei 8.137/90 (formação de cartel) e nos arts. 332 (tráfico de influência), 333, parágrafo único (corrupção ativa) e 288 (quadrilha ou bando), todos do CP. Contra o recebimento da denúncia, a defesa impetrou habeas corpus no TJ/RS e no STJ, que denegaram as ordens. No presente writ, os impetrantes reiteram a alegação de inépcia da denúncia, ao entendimento de que a inicial “não se preocupou em indicar, objetiva e pormenorizadamente, qual teria sido a participação concreta do paciente nos fatos supostamente criminosos”. Sustentam, também, a atipicidade quanto aos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e quadrilha. Afirmam que, com muito esforço, a inicial acusatória poderia até ser considerada apta a embasar a acusação no que diz respeito aos outros denunciados mas, quanto ao paciente, a imputação é vaga, genérica e abstrata (eDoc 2. p. 5 e p. 10). Assim, pleiteiam a concessão da ordem “para anular o processo desde a denúncia ou para trancar a ação penal indevidamente movida contra o paciente 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 113386 / RS quanto à suposta prática dos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e quadrilha”. Liminar indeferida (eDoc 14). A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702052. Supremo Tribunal Federal HC 113386 / RS quanto à suposta prática dos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e quadrilha”. Liminar indeferida (eDoc 14). A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O entendimento desta Corte é no sentido de que o trancamento de ação penal, por falta de justa causa, é medida excepcional, especialmente na via estreita do habeas corpus. Assim, se não se comprovar, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, ou a ausência de indícios de autoria e materialidade, é indispensável a continuidade da persecução criminal. Precedentes: HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJ 5.9.2008; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, unânime, DJ 26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Carlos Britto, 1ª Turma, maioria, DJ 1º.7.2009; e HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime, DJ 18.9.2009. Soma-se, ainda, o fato de esta Corte entender não ser possível o trancamento de ação penal instaurada na origem quando a denúncia narra, de modo adequado, fatos que, ao menos em tese, qualificar-se-iam como típicos e que permitiriam o exercício da ampla defesa: (cf.: RHC 86.534/MG, rel. Min. Eros Grau, 1ª Turma, unânime, DJ 25.11.2005; HC 89.965/RJ de minha relatoria, 2ª Turma, unânime, DJ 9.3.2007; HC 87.324/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, maioria, DJ 18.5.2007; HC 91.005/DF, rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, unânime, DJ 1º.6.2007; e RHC 85.530/PA, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime, DJ 8.6.2007). Conforme relatado, o paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 4º, I, a, e II, a, da Lei 8.137/90 (formação de cartel) e nos arts. 332 (tráfico de influência), 333, parágrafo único (corrupção ativa) e 288 (quadrilha ou bando), todos do CP. A defesa busca, em síntese, seja declarada nula a ação penal por inépcia da denúncia. Destaco que a questão atinente à técnica da denúncia tem merecido, no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, reflexão no plano da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702053. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O entendimento desta Corte é no sentido de que o trancamento de ação penal, por falta de justa causa, é medida excepcional, especialmente na via estreita do habeas corpus. Assim, se não se comprovar, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, ou a ausência de indícios de autoria e materialidade, é indispensável a continuidade da persecução criminal. Precedentes: HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2ª Turma, unânime, DJ 5.9.2008; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2ª Turma, unânime, DJ 26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Carlos Britto, 1ª Turma, maioria, DJ 1º.7.2009; e HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime, DJ 18.9.2009. Soma-se, ainda, o fato de esta Corte entender não ser possível o trancamento de ação penal instaurada na origem quando a denúncia narra, de modo adequado, fatos que, ao menos em tese, qualificar-se-iam como típicos e que permitiriam o exercício da ampla defesa: (cf.: RHC 86.534/MG, rel. Min. Eros Grau, 1ª Turma, unânime, DJ 25.11.2005; HC 89.965/RJ de minha relatoria, 2ª Turma, unânime, DJ 9.3.2007; HC 87.324/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, maioria, DJ 18.5.2007; HC 91.005/DF, rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, unânime, DJ 1º.6.2007; e RHC 85.530/PA, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, unânime, DJ 8.6.2007). Conforme relatado, o paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 4º, I, a, e II, a, da Lei 8.137/90 (formação de cartel) e nos arts. 332 (tráfico de influência), 333, parágrafo único (corrupção ativa) e 288 (quadrilha ou bando), todos do CP. A defesa busca, em síntese, seja declarada nula a ação penal por inépcia da denúncia. Destaco que a questão atinente à técnica da denúncia tem merecido, no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, reflexão no plano da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 113386 / RS dogmática constitucional, especialmente ao direito de defesa. É que o tema tem sérias implicações no campo dos direitos fundamentais. Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida conformação, não se coadunam com os postulados básicos do Estado de Direito. Mas há outras implicações. Quando se fazem imputações vagas, dando ensejo à persecução criminal injusta, está-se a violar o princípio da dignidade da pessoa humana, que, entre nós, tem base positiva no artigo 1º, III, da Constituição. Como se sabe, na sua acepção originária, este princípio proíbe a utilização ou transformação do homem em objeto dos processos e ações estatais. O Estado está vinculado ao dever de respeito e proteção do indivíduo contra exposição a ofensas ou humilhações. A propósito, em comentários ao art. 1º da Constituição alemã, afirma Günther Dürig que a submissão do homem a um processo judicial indefinido e sua degradação como objeto do processo estatal atenta contra o princípio da proteção judicial efetiva (rechtliches Gehör) e fere o princípio da dignidade humana [Eine Auslieferung des Menschen an ein staatliches Verfahren und eine Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre die Verweigerung des rechtlichen Gehörs.] – (MAUNZ-DÜRIG, Grundgesetz Kommentar, Band I, München, Verlag C.H.Beck , 1990, 1I 18). Não é difícil perceber os danos que a mera existência de ação penal impõe ao indivíduo. Daí, a necessidade de rigor e prudência por parte daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais e daqueles que podem decidir sobre o seu curso. No caso, a denúncia não atendeu aos requisitos mínimos exigidos para que seja considerada hígida. Entendo que a inicial não descreveu minimamente de que modo o paciente agiu para a realização dos tipos. A omissão, nesses termos, de fato importa em violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e da dignidade da pessoa humana. Destaco, também, que, com relação à imputação do crime de corrupção ativa (art. 333, par. único, do CP), não obstante a descrição 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702053. Supremo Tribunal Federal HC 113386 / RS dogmática constitucional, especialmente ao direito de defesa. É que o tema tem sérias implicações no campo dos direitos fundamentais. Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida conformação, não se coadunam com os postulados básicos do Estado de Direito. Mas há outras implicações. Quando se fazem imputações vagas, dando ensejo à persecução criminal injusta, está-se a violar o princípio da dignidade da pessoa humana, que, entre nós, tem base positiva no artigo 1º, III, da Constituição. Como se sabe, na sua acepção originária, este princípio proíbe a utilização ou transformação do homem em objeto dos processos e ações estatais. O Estado está vinculado ao dever de respeito e proteção do indivíduo contra exposição a ofensas ou humilhações. A propósito, em comentários ao art. 1º da Constituição alemã, afirma Günther Dürig que a submissão do homem a um processo judicial indefinido e sua degradação como objeto do processo estatal atenta contra o princípio da proteção judicial efetiva (rechtliches Gehör) e fere o princípio da dignidade humana [Eine Auslieferung des Menschen an ein staatliches Verfahren und eine Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre die Verweigerung des rechtlichen Gehörs.] – (MAUNZ-DÜRIG, Grundgesetz Kommentar, Band I, München, Verlag C.H.Beck , 1990, 1I 18). Não é difícil perceber os danos que a mera existência de ação penal impõe ao indivíduo. Daí, a necessidade de rigor e prudência por parte daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais e daqueles que podem decidir sobre o seu curso. No caso, a denúncia não atendeu aos requisitos mínimos exigidos para que seja considerada hígida. Entendo que a inicial não descreveu minimamente de que modo o paciente agiu para a realização dos tipos. A omissão, nesses termos, de fato importa em violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e da dignidade da pessoa humana. Destaco, também, que, com relação à imputação do crime de corrupção ativa (art. 333, par. único, do CP), não obstante a descrição 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 113386 / RS fática contida na denúncia, aparentemente amoldando-se ao tipo penal – “ajustados entre si e com interesse comum, ofereceram vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a omitir-se da prática de atos de ofício consistente na fiscalização pela Patrulha Ambiental –, descreveu a denúncia que a vantagem indevida, elementar do tipo, restou consubstanciada na “embarcação da empresa Aro Mineração, para fazer o transbordo junto à embarcação da Polícia Militar...; bem como refeições aos milicianos”. Como apontado pela defesa na inicial, a prestação de auxílio material à Polícia e não ao servidor público diretamente, não caracteriza vantagem indevida. Eventualmente, pode-se censurar a conduta na perspectiva da moralidade pública, mas daí a caracterizá-la como crime há enorme distância. Diante do exposto, o meu voto é no sentido de conceder a ordem para trancar a Ação Penal n. 001/2.08.0054662-9, em trâmite na 8ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, em relação ao paciente José Luiz Machado. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702053. Supremo Tribunal Federal HC 113386 / RS fática contida na denúncia, aparentemente amoldando-se ao tipo penal – “ajustados entre si e com interesse comum, ofereceram vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a omitir-se da prática de atos de ofício consistente na fiscalização pela Patrulha Ambiental –, descreveu a denúncia que a vantagem indevida, elementar do tipo, restou consubstanciada na “embarcação da empresa Aro Mineração, para fazer o transbordo junto à embarcação da Polícia Militar...; bem como refeições aos milicianos”. Como apontado pela defesa na inicial, a prestação de auxílio material à Polícia e não ao servidor público diretamente, não caracteriza vantagem indevida. Eventualmente, pode-se censurar a conduta na perspectiva da moralidade pública, mas daí a caracterizá-la como crime há enorme distância. Diante do exposto, o meu voto é no sentido de conceder a ordem para trancar a Ação Penal n. 001/2.08.0054662-9, em trâmite na 8ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, em relação ao paciente José Luiz Machado. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Também, nesse caso, acompanho o voto do eminente Relator, embora entenda que, nos crimes societários, nem sempre seja fácil individualizar a conduta de cada um dos acusados. É possível, digamos assim, uma certa generalização, mas é preciso que se impute a cada réu pelo menos uma ação concreta, o cargo que ocupava na empresa. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A participação. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - A participação, sem dúvida nenhuma. E verifico, aqui, na esteira do que disse o eminente Relator, da transcrição de um trecho da denúncia - que consta à folha 5 do parecer do Ministério Público -, que há uma menção vaga de que os denunciados seriam proprietários das maiores empresas do ramo na região. "Proprietários" é uma expressão muito vaga e não tem nenhum sentido técnico. Ainda se falasse sócio cotista ou diretor-gerente, enfim, alguma dessas denominações que o Direito Comercial usa para identificar a responsabilidade de alguém que está à testa de uma empresa, eu até aceitaria a relativa vagueza e generalidade da denúncia. Mas, realmente, da forma com que ela foi veiculada, ela não se presta à continuidade da ação penal, com relação a esse réu, em particular. Acompanho o Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702028. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Também, nesse caso, acompanho o voto do eminente Relator, embora entenda que, nos crimes societários, nem sempre seja fácil individualizar a conduta de cada um dos acusados. É possível, digamos assim, uma certa generalização, mas é preciso que se impute a cada réu pelo menos uma ação concreta, o cargo que ocupava na empresa. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A participação. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - A participação, sem dúvida nenhuma. E verifico, aqui, na esteira do que disse o eminente Relator, da transcrição de um trecho da denúncia - que consta à folha 5 do parecer do Ministério Público -, que há uma menção vaga de que os denunciados seriam proprietários das maiores empresas do ramo na região. "Proprietários" é uma expressão muito vaga e não tem nenhum sentido técnico. Ainda se falasse sócio cotista ou diretor-gerente, enfim, alguma dessas denominações que o Direito Comercial usa para identificar a responsabilidade de alguém que está à testa de uma empresa, eu até aceitaria a relativa vagueza e generalidade da denúncia. Mas, realmente, da forma com que ela foi veiculada, ela não se presta à continuidade da ação penal, com relação a esse réu, em particular. Acompanho o Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702028. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.386 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JOSE LUIZ MACHADO OU JOSE LUIS MACHADO IMPTE.(S) : LUDMILLA GUIMARAES ROCHA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para trancar a Ação Penal n. 001/2.08.0054662-9, em trâmite na 8ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, em relação ao paciente José Luiz Machado, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Amir Sarti. 2ª Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706552 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.386 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JOSE LUIZ MACHADO OU JOSE LUIS MACHADO IMPTE.(S) : LUDMILLA GUIMARAES ROCHA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para trancar a Ação Penal n. 001/2.08.0054662-9, em trâmite na 8ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, em relação ao paciente José Luiz Machado, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Amir Sarti. 2ª Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3901660
2013-04-23T00:00:00
2013-06-03T00:00:00
A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para trancar a Ação Penal n. 001/2.08.0054662-9, em trâmite na 8ª Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, em relação ao paciente José Luiz Machado, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Amir Sarti. 2ª Turma, 23.04.2013.
HABEAS CORPUS
Habeas corpus. 2. Formação de cartel, tráfico de influência, corrupção ativa e quadrilha ou bando. Pedido de declaração de inépcia da denúncia. 3. A peça acusatória não observou os requisitos que poderiam oferecer substrato a uma persecução criminal minimamente aceitável. Precário atendimento dos requisitos do art. 41 do CPP. 4. Violação dos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da dignidade da pessoa humana. Precedentes. 5. Ordem concedida para que seja trancada a ação penal instaurada contra o paciente.
sjur232000
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL) HC 93224 (2ªT), HC 91603 (2ªT), HC 98631 (1ªT), HC 95761 (2ªT), RHC 86564 (1ªT), HC 89965 (2ªT), HC 87324 (1ªT), HC 91005 (1ªT), RHC 85530 (2ªT). - Legislação estrangeira citada: art. 1º da Constituição alemã. - Veja HC 159295 do STJ. Número de páginas: 9. Análise: 17/06/2013, AAT. Revisão: 23/07/2013, IMC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
113386
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00001 INC-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00288 ART-00332 ART-00333 PAR-ÚNICO\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00041 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\r\n", "LEG-FED LEI-008137 ANO-1990\r\n ART-00004 INC-00001 LET-A INC-00002\r\n LET-A \r\n LEI ORDINÁRIA" ]
HC
acordaos
HC 113386
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PACTE.(S) : JOSE LUIZ MACHADO OU JOSE LUIS MACHADO IMPTE.(S) : LUDMILLA GUIMARAES ROCHA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOSE LUIZ MACHADO OU JOSE LUIS MACHADO IMPTE.(S) :LUDMILLA GUIMARAES ROCHA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Habeas corpus. 2. Formação de cartel, tráfico de influência, corrupção ativa e quadrilha ou bando. Pedido de declaração de inépcia da denúncia. 3. A peça acusatória não observou os requisitos que poderiam oferecer substrato a uma persecução criminal minimamente aceitável. Precário atendimento dos requisitos do art. 41 do CPP. 4. Violação dos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e da dignidade da pessoa humana. Precedentes. 5. Ordem concedida para que seja trancada a ação penal instaurada contra o paciente. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, conceder a ordem, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de abril de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702051. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOSE LUIZ MACHADO OU JOSE LUIS MACHADO IMPTE.(S) :LUDMILLA GUIMARAES ROCHA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Amir José Finocchiaro Sarti e outros, em favor de José Luiz Machado ou José Luis Machado, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça) que denegou a ordem nos autos do HC 159.295/RS, cuja ementa segue transcrita: “HABEAS CORPUS. FORMAÇÃO DE QUADRILHA, TRÁFICO DE INFLUÊNCIA E CORRUPÇÃO ATIVA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA E INÉPCIA. NÃO OCORRÊNCIA. ACUSAÇÃO FUNDADA EM SÓLIDOS ELEMENTOS PROBATÓRIOS. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. O trancamento de ação penal na via estreita do habeas corpus configura medida de exceção, somente cabível quando se demonstrar, à luz da evidência, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou outras situações comprováveis de plano, suficientes ao prematuro encerramento da persecução penal. 2. Na espécie, as condutas delituosas atribuídas estão devidamente individualizadas, existindo na denúncia descrição suficiente dos elementos de convicção que a embasaram, de forma que é nítida tanto a existência de lastro probatório mínimo a embasar a persecução penal, quanto a possibilidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702052. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) :JOSE LUIZ MACHADO OU JOSE LUIS MACHADO IMPTE.(S) :LUDMILLA GUIMARAES ROCHA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por Amir José Finocchiaro Sarti e outros, em favor de José Luiz Machado ou José Luis Machado, contra acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (Superior Tribunal de Justiça) que denegou a ordem nos autos do HC 159.295/RS, cuja ementa segue transcrita: “HABEAS CORPUS. FORMAÇÃO DE QUADRILHA, TRÁFICO DE INFLUÊNCIA E CORRUPÇÃO ATIVA. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA E INÉPCIA. NÃO OCORRÊNCIA. ACUSAÇÃO FUNDADA EM SÓLIDOS ELEMENTOS PROBATÓRIOS. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. O trancamento de ação penal na via estreita do habeas corpus configura medida de exceção, somente cabível quando se demonstrar, à luz da evidência, a atipicidade da conduta, a extinção da punibilidade ou outras situações comprováveis de plano, suficientes ao prematuro encerramento da persecução penal. 2. Na espécie, as condutas delituosas atribuídas estão devidamente individualizadas, existindo na denúncia descrição suficiente dos elementos de convicção que a embasaram, de forma que é nítida tanto a existência de lastro probatório mínimo a embasar a persecução penal, quanto a possibilidade Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório HC 113386 / RS de pleno exercício do direito de defesa. 3. A prova cabal das acusações só se faz necessária para o deslinde do processo, cabendo à instância ordinária, após detida e regular instrução processual, chegar à conclusão acerca da procedência ou não das imputações, quando do julgamento de mérito da ação penal, não competindo a esta Corte, na via exígua do writ, refutar os elementos fáticos apontados pelo parquet na peça acusatória. 4. Diante da pluralidade de delitos supostamente praticados por vários agentes, seria tarefa por demais dificultosa, senão impossível, a descrição exaustiva e milimétrica das condutas perpetradas por cada réu, ocasionando intransponível obstáculo à deflagração da ação penal, o que acabaria por culminar não só em impunidade como também em odioso incentivo às práticas criminosas. 5. Habeas corpus denegado”. O paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 4..., I, “a”, e II, “a”, da Lei 8.137/90 (formação de cartel) e nos arts. 332 (tráfico de influência), 333, parágrafo único (corrupção ativa) e 288 (quadrilha ou bando), todos do Código Penal Brasileiro. Contra o recebimento da denúncia, a defesa impetrou habeas corpus no TJ/RS e no Superior Tribunal de Justiça, que denegaram as ordens. No presente writ, os impetrantes reiteram a alegação de inépcia da denúncia, ao entendimento de que a inicial “não se preocupou em indicar, objetiva e pormenorizadamente, qual teria sido a participação concreta do paciente nos fatos supostamente criminosos”. Sustentam, também, a atipicidade quanto aos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e quadrilha. Afirmam que, com muito esforço, a inicial acusatória poderia até ser considerada apta a embasar a acusação no que diz respeito aos outros denunciados mas, quanto ao paciente, a imputação é vaga, genérica e abstrata (eDoc 2. p. 5 e p. 10). Assim, pleiteiam a concessão da ordem “para anular o processo desde a denúncia ou para trancar a ação penal indevidamente movida contra o paciente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702052. Supremo Tribunal Federal HC 113386 / RS de pleno exercício do direito de defesa. 3. A prova cabal das acusações só se faz necessária para o deslinde do processo, cabendo à instância ordinária, após detida e regular instrução processual, chegar à conclusão acerca da procedência ou não das imputações, quando do julgamento de mérito da ação penal, não competindo a esta Corte, na via exígua do writ, refutar os elementos fáticos apontados pelo parquet na peça acusatória. 4. Diante da pluralidade de delitos supostamente praticados por vários agentes, seria tarefa por demais dificultosa, senão impossível, a descrição exaustiva e milimétrica das condutas perpetradas por cada réu, ocasionando intransponível obstáculo à deflagração da ação penal, o que acabaria por culminar não só em impunidade como também em odioso incentivo às práticas criminosas. 5. Habeas corpus denegado”. O paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 4..., I, “a”, e II, “a”, da Lei 8.137/90 (formação de cartel) e nos arts. 332 (tráfico de influência), 333, parágrafo único (corrupção ativa) e 288 (quadrilha ou bando), todos do Código Penal Brasileiro. Contra o recebimento da denúncia, a defesa impetrou habeas corpus no TJ/RS e no Superior Tribunal de Justiça, que denegaram as ordens. No presente writ, os impetrantes reiteram a alegação de inépcia da denúncia, ao entendimento de que a inicial “não se preocupou em indicar, objetiva e pormenorizadamente, qual teria sido a participação concreta do paciente nos fatos supostamente criminosos”. Sustentam, também, a atipicidade quanto aos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e quadrilha. Afirmam que, com muito esforço, a inicial acusatória poderia até ser considerada apta a embasar a acusação no que diz respeito aos outros denunciados mas, quanto ao paciente, a imputação é vaga, genérica e abstrata (eDoc 2. p. 5 e p. 10). Assim, pleiteiam a concessão da ordem “para anular o processo desde a denúncia ou para trancar a ação penal indevidamente movida contra o paciente 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 113386 / RS quanto à suposta prática dos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e quadrilha”. Liminar indeferida (eDoc 14). A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702052. Supremo Tribunal Federal HC 113386 / RS quanto à suposta prática dos crimes de tráfico de influência, corrupção ativa e quadrilha”. Liminar indeferida (eDoc 14). A Procuradoria-Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702052. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O entendimento desta Corte é no sentido de que o trancamento de ação penal, por falta de justa causa, é medida excepcional, especialmente na via estreita do habeas corpus. Assim, se não se comprovar, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, ou a ausência de indícios de autoria e materialidade, é indispensável a continuidade da persecução criminal. Precedentes: HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJ 5.9.2008; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, unânime, DJ 26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Carlos Britto, 1... Turma, maioria, DJ 1....7.2009; e HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime, DJ 18.9.2009. Soma-se, ainda, o fato de esta Corte entender não ser possível o trancamento de ação penal instaurada na origem quando a denúncia narra, de modo adequado, fatos que, ao menos em tese, qualificar-se-iam como típicos e que permitiriam o exercício da ampla defesa: (cf.: RHC 86.534/MG, rel. Min. Eros Grau, 1... Turma, unânime, DJ 25.11.2005; HC 89.965/RJ de minha relatoria, 2... Turma, unânime, DJ 9.3.2007; HC 87.324/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, maioria, DJ 18.5.2007; HC 91.005/DF, rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, unânime, DJ 1....6.2007; e RHC 85.530/PA, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime, DJ 8.6.2007). Conforme relatado, o paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 4..., I, a, e II, a, da Lei 8.137/90 (formação de cartel) e nos arts. 332 (tráfico de influência), 333, parágrafo único (corrupção ativa) e 288 (quadrilha ou bando), todos do Código Penal Brasileiro. A defesa busca, em síntese, seja declarada nula a ação penal por inépcia da denúncia. Destaco que a questão atinente à técnica da denúncia tem merecido, no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, reflexão no plano da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702053. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): O entendimento desta Corte é no sentido de que o trancamento de ação penal, por falta de justa causa, é medida excepcional, especialmente na via estreita do habeas corpus. Assim, se não se comprovar, de plano, a atipicidade da conduta, a incidência de causa de extinção da punibilidade, ou a ausência de indícios de autoria e materialidade, é indispensável a continuidade da persecução criminal. Precedentes: HC 93.224/SP, rel. Min. Eros Grau, 2... Turma, unânime, DJ 5.9.2008; HC 91.603/DF, rel. Min. Ellen Gracie, 2... Turma, unânime, DJ 26.9.2008; HC 98.631/BA, rel. Min. Carlos Britto, 1... Turma, maioria, DJ 1....7.2009; e HC 95.761/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime, DJ 18.9.2009. Soma-se, ainda, o fato de esta Corte entender não ser possível o trancamento de ação penal instaurada na origem quando a denúncia narra, de modo adequado, fatos que, ao menos em tese, qualificar-se-iam como típicos e que permitiriam o exercício da ampla defesa: (cf.: RHC 86.534/MG, rel. Min. Eros Grau, 1... Turma, unânime, DJ 25.11.2005; HC 89.965/RJ de minha relatoria, 2... Turma, unânime, DJ 9.3.2007; HC 87.324/SP, rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, maioria, DJ 18.5.2007; HC 91.005/DF, rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, unânime, DJ 1....6.2007; e RHC 85.530/PA, rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, unânime, DJ 8.6.2007). Conforme relatado, o paciente foi denunciado pela suposta prática dos crimes previstos nos arts. 4..., I, a, e II, a, da Lei 8.137/90 (formação de cartel) e nos arts. 332 (tráfico de influência), 333, parágrafo único (corrupção ativa) e 288 (quadrilha ou bando), todos do Código Penal Brasileiro. A defesa busca, em síntese, seja declarada nula a ação penal por inépcia da denúncia. Destaco que a questão atinente à técnica da denúncia tem merecido, no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, reflexão no plano da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 113386 / RS dogmática constitucional, especialmente ao direito de defesa. É que o tema tem sérias implicações no campo dos direitos fundamentais. Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida conformação, não se coadunam com os postulados básicos do Estado de Direito. Mas há outras implicações. Quando se fazem imputações vagas, dando ensejo à persecução criminal injusta, está-se a violar o princípio da dignidade da pessoa humana, que, entre nós, tem base positiva no artigo 1..., III, da Constituição. Como se sabe, na sua acepção originária, este princípio proíbe a utilização ou transformação do homem em objeto dos processos e ações estatais. O Estado está vinculado ao dever de respeito e proteção do indivíduo contra exposição a ofensas ou humilhações. A propósito, em comentários ao art. 1... da Constituição alemã, afirma Günther Dürig que a submissão do homem a um processo judicial indefinido e sua degradação como objeto do processo estatal atenta contra o princípio da proteção judicial efetiva (rechtliches Gehör) e fere o princípio da dignidade humana [Eine Auslieferung des Menschen an ein staatliches Verfahren und eine Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre die Verweigerung des rechtlichen Gehörs.] – (MAUNZ-DÜRIG, Grundgesetz Kommentar, Band I, München, Verlag C.H.Beck , 1990, 1I 18). Não é difícil perceber os danos que a mera existência de ação penal impõe ao indivíduo. Daí, a necessidade de rigor e prudência por parte daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais e daqueles que podem decidir sobre o seu curso. No caso, a denúncia não atendeu aos requisitos mínimos exigidos para que seja considerada hígida. Entendo que a inicial não descreveu minimamente de que modo o paciente agiu para a realização dos tipos. A omissão, nesses termos, de fato importa em violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e da dignidade da pessoa humana. Destaco, também, que, com relação à imputação do crime de corrupção ativa (art. 333, par. único, do Código Penal Brasileiro), não obstante a descrição 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702053. Supremo Tribunal Federal HC 113386 / RS dogmática constitucional, especialmente ao direito de defesa. É que o tema tem sérias implicações no campo dos direitos fundamentais. Denúncias genéricas, que não descrevem os fatos na sua devida conformação, não se coadunam com os postulados básicos do Estado de Direito. Mas há outras implicações. Quando se fazem imputações vagas, dando ensejo à persecução criminal injusta, está-se a violar o princípio da dignidade da pessoa humana, que, entre nós, tem base positiva no artigo 1..., III, da Constituição. Como se sabe, na sua acepção originária, este princípio proíbe a utilização ou transformação do homem em objeto dos processos e ações estatais. O Estado está vinculado ao dever de respeito e proteção do indivíduo contra exposição a ofensas ou humilhações. A propósito, em comentários ao art. 1... da Constituição alemã, afirma Günther Dürig que a submissão do homem a um processo judicial indefinido e sua degradação como objeto do processo estatal atenta contra o princípio da proteção judicial efetiva (rechtliches Gehör) e fere o princípio da dignidade humana [Eine Auslieferung des Menschen an ein staatliches Verfahren und eine Degradierung zum Objekt dieses Verfahrens wäre die Verweigerung des rechtlichen Gehörs.] – (MAUNZ-DÜRIG, Grundgesetz Kommentar, Band I, München, Verlag C.H.Beck , 1990, 1I 18). Não é difícil perceber os danos que a mera existência de ação penal impõe ao indivíduo. Daí, a necessidade de rigor e prudência por parte daqueles que têm o poder de iniciativa nas ações penais e daqueles que podem decidir sobre o seu curso. No caso, a denúncia não atendeu aos requisitos mínimos exigidos para que seja considerada hígida. Entendo que a inicial não descreveu minimamente de que modo o paciente agiu para a realização dos tipos. A omissão, nesses termos, de fato importa em violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e da dignidade da pessoa humana. Destaco, também, que, com relação à imputação do crime de corrupção ativa (art. 333, par. único, do Código Penal Brasileiro), não obstante a descrição 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. GILMAR MENDES HC 113386 / RS fática contida na denúncia, aparentemente amoldando-se ao tipo penal – “ajustados entre si e com interesse comum, ofereceram vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a omitir-se da prática de atos de ofício consistente na fiscalização pela Patrulha Ambiental –, descreveu a denúncia que a vantagem indevida, elementar do tipo, restou consubstanciada na “embarcação da empresa Aro Mineração, para fazer o transbordo junto à embarcação da Polícia Militar...; bem como refeições aos milicianos”. Como apontado pela defesa na inicial, a prestação de auxílio material à Polícia e não ao servidor público diretamente, não caracteriza vantagem indevida. Eventualmente, pode-se censurar a conduta na perspectiva da moralidade pública, mas daí a caracterizá-la como crime há enorme distância. Diante do exposto, o meu voto é no sentido de conceder a ordem para trancar a Ação Penal n. 001/2.08.0054662-9, em trâmite na 8... Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, em relação ao paciente José Luiz Machado. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702053. Supremo Tribunal Federal HC 113386 / RS fática contida na denúncia, aparentemente amoldando-se ao tipo penal – “ajustados entre si e com interesse comum, ofereceram vantagem indevida a funcionário público, para determiná-lo a omitir-se da prática de atos de ofício consistente na fiscalização pela Patrulha Ambiental –, descreveu a denúncia que a vantagem indevida, elementar do tipo, restou consubstanciada na “embarcação da empresa Aro Mineração, para fazer o transbordo junto à embarcação da Polícia Militar...; bem como refeições aos milicianos”. Como apontado pela defesa na inicial, a prestação de auxílio material à Polícia e não ao servidor público diretamente, não caracteriza vantagem indevida. Eventualmente, pode-se censurar a conduta na perspectiva da moralidade pública, mas daí a caracterizá-la como crime há enorme distância. Diante do exposto, o meu voto é no sentido de conceder a ordem para trancar a Ação Penal n. 001/2.08.0054662-9, em trâmite na 8... Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, em relação ao paciente José Luiz Machado. É como voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702053. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Também, nesse caso, acompanho o voto do eminente Relator, embora entenda que, nos crimes societários, nem sempre seja fácil individualizar a conduta de cada um dos acusados. É possível, digamos assim, uma certa generalização, mas é preciso que se impute a cada réu pelo menos uma ação concreta, o cargo que ocupava na empresa. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A participação. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - A participação, sem dúvida nenhuma. E verifico, aqui, na esteira do que disse o eminente Relator, da transcrição de um trecho da denúncia - que consta à folha 5 do parecer do Ministério Público -, que há uma menção vaga de que os denunciados seriam proprietários das maiores empresas do ramo na região. "Proprietários" é uma expressão muito vaga e não tem nenhum sentido técnico. Ainda se falasse sócio cotista ou diretor-gerente, enfim, alguma dessas denominações que o Direito Comercial usa para identificar a responsabilidade de alguém que está à testa de uma empresa, eu até aceitaria a relativa vagueza e generalidade da denúncia. Mas, realmente, da forma com que ela foi veiculada, ela não se presta à continuidade da ação penal, com relação a esse réu, em particular. Acompanho o Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702028. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 113.386 RIO GRANDE DO SUL VOTO O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - Também, nesse caso, acompanho o voto do eminente Relator, embora entenda que, nos crimes societários, nem sempre seja fácil individualizar a conduta de cada um dos acusados. É possível, digamos assim, uma certa generalização, mas é preciso que se impute a cada réu pelo menos uma ação concreta, o cargo que ocupava na empresa. O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR) - A participação. O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (PRESIDENTE) - A participação, sem dúvida nenhuma. E verifico, aqui, na esteira do que disse o eminente Relator, da transcrição de um trecho da denúncia - que consta à folha 5 do parecer do Ministério Público -, que há uma menção vaga de que os denunciados seriam proprietários das maiores empresas do ramo na região. "Proprietários" é uma expressão muito vaga e não tem nenhum sentido técnico. Ainda se falasse sócio cotista ou diretor-gerente, enfim, alguma dessas denominações que o Direito Comercial usa para identificar a responsabilidade de alguém que está à testa de uma empresa, eu até aceitaria a relativa vagueza e generalidade da denúncia. Mas, realmente, da forma com que ela foi veiculada, ela não se presta à continuidade da ação penal, com relação a esse réu, em particular. Acompanho o Relator. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3702028. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.386 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JOSE LUIZ MACHADO OU JOSE LUIS MACHADO IMPTE.(S) : LUDMILLA GUIMARAES ROCHA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para trancar a Ação Penal n. 001/2.08.0054662-9, em trâmite na 8... Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, em relação ao paciente José Luiz Machado, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Amir Sarti. 2... Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706552 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 113.386 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES PACTE.(S) : JOSE LUIZ MACHADO OU JOSE LUIS MACHADO IMPTE.(S) : LUDMILLA GUIMARAES ROCHA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, concedeu a ordem para trancar a Ação Penal n. 001/2.08.0054662-9, em trâmite na 8... Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre/RS, em relação ao paciente José Luiz Machado, nos termos do voto do Relator. Falou, pelo paciente, o Dr. Amir Sarti. 2... Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706552 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
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Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre / RS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Aro Mineração", "Polícia Militar", "8", ".", "Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre / RS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "8", ".", ".", ".", "Vara Criminal da Comarca de Porto", "2", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Vara Criminal da Comarca de Porto Alegre / RS", "2", ".", ".", ". Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "JOSE LUIZ MACHADO", "JOSE LUIS MACHADO", "LUDMILLA GUIMARAES ROCHA", "Ricardo Lewandowski", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "JOSE LUIZ MACHADO OU", "JOSE LUIS MACHADO", "LUDMILLA GUIMARAES ROCHA", "GILMAR MENDES", "Amir José Finocchiaro Sarti", "José Luiz Machado", "José Luis Machado", "GILMAR MENDES", "JOSE LUIZ MACHADO", "JOSE LUIS MACHADO", "LUDMILLA GUIMARAES ROCHA", "GILMAR MENDES", "Amir José Finocchiaro Sarti", "José Luiz Machado", "José Luis Machado", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "Carlos Britto", "Joaquim Barbosa", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "GILMAR MENDES", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "Carlos Britto", "Joaquim Barbosa", "Eros Grau", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Joaquim Barbosa", "GILMAR MENDES", "Günther Dürig", "MAUNZ", "-", "DÜRIG", ".", "Günther Dürig", "MAUNZ", "-", "DÜRIG", "Grundgesetz", "C", ".", "H", ". Beck", "GILMAR MENDES", "José Luiz Machado", "José Luiz Machado", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "RICARDO LEWANDOWSKI", "GILMAR MENDES", "JOSE LUIZ MACHADO OU", "JOSE LUIS MACHADO", "LUDMILLA GUIMARAES ROCHA", "José Luiz Machado", "Amir Sarti", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "JOSE LUIZ MACHADO OU", "JOSE LUIS MACHADO", "LUDMILLA GUIMARAES ROCHA", "José Luiz Machado", "Amir Sarti", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "23", "/", "04", "/", "2013", "23 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "5", ".", "9", ".", "2008", "26", ".", "9", ".", "2008", ".", ".", "7", ".", "2009", "18", ".", "9", ".", "2009", "25", ".", "11", ".", "2005", "9", ".", "3", ".", "2007", "18", ".", "5", ".", "2007", "1", ".", ".", ".", ".", "6", ".", "2007", "8", ".", "6", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "5", ".", "9", ".", "2008", "26", ".", "9", ".", "2008", ".", ".", ".", ".", "7", ".", "2009", "18", ".", "9", ".", "2009", "25", ".", "11", ".", "2005", "9", ".", "3", ".", "2007", "18", ".", "5", ".", "2007", "1", ".", ".", ".", ".", "6", ".", "2007", "8", ".", "6", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "1990", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "23", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARILANE TORQUATO VIANA ADV.(A/S) :PATRÍCIA ULIANO EFFTING E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 16 de abril de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693144. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARILANE TORQUATO VIANA ADV.(A/S) :PATRÍCIA ULIANO EFFTING E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 15 de fevereiro de 2013, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência da Corte. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta a ofensa direta à Constituição Federal e aduz não se tratar de análise dos fatos. O Estado de Santa Catarina apresentou contraminuta apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693145. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARILANE TORQUATO VIANA ADV.(A/S) :PATRÍCIA ULIANO EFFTING E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 15 de fevereiro de 2013, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência da Corte. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta a ofensa direta à Constituição Federal e aduz não se tratar de análise dos fatos. O Estado de Santa Catarina apresentou contraminuta apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 723486 AGR / SC 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693145. Supremo Tribunal Federal ARE 723486 AGR / SC 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido, em síntese, na origem: RECURSO INOMINADO – AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA – SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE INSTITUÍDA PELA LEI ESTADUAL N.° 13.761/2006 – IMPLEMENTAÇÃO EM FAVOR DOS SERVIDORES LOTADOS NO ÓRGÃO CENTRAL DA SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA – LOTAÇÃO EM UMA DAS SECRETARIAS DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL – REQUISITO NÃO CUMPRIDO – LOTAÇÃO EM ÓRGÃO DIVERSO – INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA ISONOMIA – MANUTENÇÃO DA DECISÃO. O Poder Judiciário não tem função normanda, ficando, originariamente, limitado à função típica constitucional de prestar à jurisdição, que a esse título fica vedado, em prestígio ao princípio constitucional da legalidade (CF, art. 37, inc. XIII) e da observância da tripartição dos poderes da República que se constitui no princípio da divisão funcional dos poderes – viga mestra constitucional –, aumentar vencimentos de servidores públicos escudado em analogia ou mesmo, no princípio da igualdade formal (STF 339). À Administração Pública cumpre observar o princípio da legalidade, que corresponde à possibilidade de fazer apenas o que a lei autoriza. Logo, os vencimentos recebidos pelos servidores públicos devem respeitar, rigorosamente, ao descrito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693146. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido, em síntese, na origem: RECURSO INOMINADO – AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA – SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE INSTITUÍDA PELA LEI ESTADUAL N.° 13.761/2006 – IMPLEMENTAÇÃO EM FAVOR DOS SERVIDORES LOTADOS NO ÓRGÃO CENTRAL DA SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA – LOTAÇÃO EM UMA DAS SECRETARIAS DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL – REQUISITO NÃO CUMPRIDO – LOTAÇÃO EM ÓRGÃO DIVERSO – INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA ISONOMIA – MANUTENÇÃO DA DECISÃO. O Poder Judiciário não tem função normanda, ficando, originariamente, limitado à função típica constitucional de prestar à jurisdição, que a esse título fica vedado, em prestígio ao princípio constitucional da legalidade (CF, art. 37, inc. XIII) e da observância da tripartição dos poderes da República que se constitui no princípio da divisão funcional dos poderes – viga mestra constitucional –, aumentar vencimentos de servidores públicos escudado em analogia ou mesmo, no princípio da igualdade formal (STF 339). À Administração Pública cumpre observar o princípio da legalidade, que corresponde à possibilidade de fazer apenas o que a lei autoriza. Logo, os vencimentos recebidos pelos servidores públicos devem respeitar, rigorosamente, ao descrito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 723486 AGR / SC em lei. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à Lei nº 13.761/06. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693146. Supremo Tribunal Federal ARE 723486 AGR / SC em lei. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à Lei nº 13.761/06. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARILANE TORQUATO VIANA ADV.(A/S) : PATRÍCIA ULIANO EFFTING E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700914 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARILANE TORQUATO VIANA ADV.(A/S) : PATRÍCIA ULIANO EFFTING E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700914 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3716052
2013-04-16T00:00:00
2013-05-02T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur229350
Número de páginas: 6. Análise: 06/06/2013, TBC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
723486
[ "LEG-EST LEI-013761 ANO-2006\r\n LEI ORDINÁRIA, SC" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 723486 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA AGTE.(S) : MARILANE TORQUATO VIANA ADV.(A/S) : PATRÍCIA ULIANO EFFTING E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARILANE TORQUATO VIANA ADV.(A/S) :PATRÍCIA ULIANO EFFTING E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 16 de abril de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693144. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARILANE TORQUATO VIANA ADV.(A/S) :PATRÍCIA ULIANO EFFTING E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 15 de fevereiro de 2013, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência da Corte. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta a ofensa direta à Constituição Federal e aduz não se tratar de análise dos fatos. O Estado de Santa Catarina apresentou contraminuta apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693145. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :MARILANE TORQUATO VIANA ADV.(A/S) :PATRÍCIA ULIANO EFFTING E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 15 de fevereiro de 2013, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE. 1. O acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se guindar a esta Corte recurso que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado no exame de processo da competência da Corte. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta a ofensa direta à Constituição Federal e aduz não se tratar de análise dos fatos. O Estado de Santa Catarina apresentou contraminuta apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 723486 AGR / SC 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693145. Supremo Tribunal Federal ARE 723486 AGR / SC 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693145. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido, em síntese, na origem: RECURSO INOMINADO – AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA – SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE INSTITUÍDA PELA LEI ESTADUAL N. 13.761/2006 – IMPLEMENTAÇÃO EM FAVOR DOS SERVIDORES LOTADOS NO ÓRGÃO CENTRAL DA SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA – LOTAÇÃO EM UMA DAS SECRETARIAS DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL – REQUISITO NÃO CUMPRIDO – LOTAÇÃO EM ÓRGÃO DIVERSO – INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA ISONOMIA – MANUTENÇÃO DA DECISÃO. O Poder Judiciário não tem função normanda, ficando, originariamente, limitado à função típica constitucional de prestar à jurisdição, que a esse título fica vedado, em prestígio ao princípio constitucional da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 37, inc. XIII) e da observância da tripartição dos poderes da República que se constitui no princípio da divisão funcional dos poderes – viga mestra constitucional –, aumentar vencimentos de servidores públicos escudado em analogia ou mesmo, no princípio da igualdade formal (Supremo Tribunal Federal 339). À Administração Pública cumpre observar o princípio da legalidade, que corresponde à possibilidade de fazer apenas o que a lei autoriza. Logo, os vencimentos recebidos pelos servidores públicos devem respeitar, rigorosamente, ao descrito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693146. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido, em síntese, na origem: RECURSO INOMINADO – AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA – SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL – GRATIFICAÇÃO DE PRODUTIVIDADE INSTITUÍDA PELA LEI ESTADUAL N. 13.761/2006 – IMPLEMENTAÇÃO EM FAVOR DOS SERVIDORES LOTADOS NO ÓRGÃO CENTRAL DA SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA – LOTAÇÃO EM UMA DAS SECRETARIAS DE ESTADO DO DESENVOLVIMENTO REGIONAL – REQUISITO NÃO CUMPRIDO – LOTAÇÃO EM ÓRGÃO DIVERSO – INEXISTÊNCIA DE VIOLAÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE E DA ISONOMIA – MANUTENÇÃO DA DECISÃO. O Poder Judiciário não tem função normanda, ficando, originariamente, limitado à função típica constitucional de prestar à jurisdição, que a esse título fica vedado, em prestígio ao princípio constitucional da legalidade (Constituição Federal de 1988, art. 37, inc. XIII) e da observância da tripartição dos poderes da República que se constitui no princípio da divisão funcional dos poderes – viga mestra constitucional –, aumentar vencimentos de servidores públicos escudado em analogia ou mesmo, no princípio da igualdade formal (Supremo Tribunal Federal 339). À Administração Pública cumpre observar o princípio da legalidade, que corresponde à possibilidade de fazer apenas o que a lei autoriza. Logo, os vencimentos recebidos pelos servidores públicos devem respeitar, rigorosamente, ao descrito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 723486 AGR / SC em lei. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à Lei n 13.761/06. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693146. Supremo Tribunal Federal ARE 723486 AGR / SC em lei. O deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo legal e não considerada a Carta da República. A conclusão adotada pelo Colegiado de origem fez-se alicerçada em interpretação conferida à Lei n 13.761/06. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3693146. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARILANE TORQUATO VIANA ADV.(A/S) : PATRÍCIA ULIANO EFFTING E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700914 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 723.486 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : MARILANE TORQUATO VIANA ADV.(A/S) : PATRÍCIA ULIANO EFFTING E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SANTA CATARINA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SANTA CATARINA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700914 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 723486", "ARE 723486 AGR / SC", "ARE 723486 AGR / SC" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL N . 13 . 761 / 2006", "Constituição Federal de 1988 , art . 37 , inc . XIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL N . 13 . 761 / 2006", "Constituição Federal de 1988 , art . 37 , inc . XIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Lei n 13 . 761 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "Lei n 13 . 761 / 06", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Brasília", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Estado de Santa Catarina", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "Estado de Santa Catarina", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA", "ESTADO DE SANTA CATARINA" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "ÓRGÃO CENTRAL DA", "SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "ÓRGÃO CENTRAL", "SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO CIÊNCIA E TECNOLOGIA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MARILANE TORQUATO VIANA", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO", "MARILANE TORQUATO VIANA", "PATRÍCIA ULIANO EFFTING", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARILANE TORQUATO VIANA", "ULIANO EFFTING", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO ARE", "MARCO AURÉLIO", "MARILANE TORQUATO VIANA", "PATRÍCIA ULIANO EFFTING", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MARILANE TORQUATO VIANA", "PATRÍCIA ULIANO EFFTING", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "16", "/", "04", "/", "2013", "16 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "15 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "15 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 02/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 108.901 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :MIGUEL CARLOS FALCIANO IMPTE.(S) :LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP 1247896 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSO PENAL. RECURSO ESPECIAL INADMITIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INTEMPESTIVIDADE. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. NÃO CABIMENTO DE HABEAS CORPUS. PROVA DE CAUSA DE PRORROGAÇÃO DE PRAZO JUNTADA APÓS O RECURSO INADMITIDO – NOVA ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO INTERPOSTO. ORDEM DENEGADA. 1. Não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão monocrática que não conhece recurso especial, cabendo à parte interessada interpor agravo regimental, com a finalidade de reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 626.358/MG firmou, por maioria, nova orientação jurisprudencial segundo a qual “pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário.” 3. O habeas corpus não é substitutivo recursal, razão pela qual a prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição de recurso deve ocorrer em agravo regimental contra a decisão monocrática que reconhecer a intempestividade do recurso especial. 4. Ordem denegada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641436. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 108901 / SP ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641436. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 02/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 108.901 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :MIGUEL CARLOS FALCIANO IMPTE.(S) :LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP 1247896 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO 1. Habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ e RAFAEL FERRARI PUTTI, advogados, em favor de MIGUEL CARLOS FALCIANO, contra ato do Ministro Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE), do Superior Tribunal de Justiça, que inadmitiu o recurso especial n. 1.247.896, por intempestividade. 2. Noticiam os Impetrantes ter sido o Paciente denunciado pela prática de crime tipificado no art. 168-A, parágrafo único, I, do Código Penal, porque “deixou de repassar à Previdência Social, no prazo legal, consciente e voluntariamente, as contribuições recolhidas de seus empregados, referentes às competências de setembro/97 a abril/2000”. (Evento 1, fl. 3) 3. Na primeira instância, foi o Paciente condenado às penas de 05 (cinco) anos de reclusão, em regime semiaberto, e 260 (duzentos e sessenta) dias-multa, tendo sido decretada “a sua custódia provisória”. (Evento 1, fl. 3) 4. Impetrado habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, foi concedida a ordem, cassando a “tão descabida constrição antecipada da liberdade”. (Evento 1, fl. 4). Aquela mesma instância, ao julgar o recurso de apelação, reduziu as penas para 02 (dois) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial aberto, e 12 (doze) dias-multa, sendo a pena privativa de liberdade substituída por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 108.901 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :MIGUEL CARLOS FALCIANO IMPTE.(S) :LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP 1247896 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO 1. Habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ e RAFAEL FERRARI PUTTI, advogados, em favor de MIGUEL CARLOS FALCIANO, contra ato do Ministro Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE), do Superior Tribunal de Justiça, que inadmitiu o recurso especial n. 1.247.896, por intempestividade. 2. Noticiam os Impetrantes ter sido o Paciente denunciado pela prática de crime tipificado no art. 168-A, parágrafo único, I, do Código Penal, porque “deixou de repassar à Previdência Social, no prazo legal, consciente e voluntariamente, as contribuições recolhidas de seus empregados, referentes às competências de setembro/97 a abril/2000”. (Evento 1, fl. 3) 3. Na primeira instância, foi o Paciente condenado às penas de 05 (cinco) anos de reclusão, em regime semiaberto, e 260 (duzentos e sessenta) dias-multa, tendo sido decretada “a sua custódia provisória”. (Evento 1, fl. 3) 4. Impetrado habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, foi concedida a ordem, cassando a “tão descabida constrição antecipada da liberdade”. (Evento 1, fl. 4). Aquela mesma instância, ao julgar o recurso de apelação, reduziu as penas para 02 (dois) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial aberto, e 12 (doze) dias-multa, sendo a pena privativa de liberdade substituída por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 108901 / SP duas restritivas de direito. 5. Inconformada, a defesa interpôs recurso especial n. 1.247.896-SP, distribuído ao Ministro Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE), do Superior Tribunal de Justiça, que, em decisão monocrática publicada no dia 31.5.2011, não conheceu do recurso por intempestividade: “RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. 1. É intempestivo o apelo especial formulado fora do prazo legal de 15 dias, a teor do disposto no art. 26 da Lei nº 8.038/1990. 2. Na linha do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, compete ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso perante o Tribunal de origem, a sua tempestividade, com a juntada de todos os documentos cabíveis para tanto, sob pena de se operar a preclusão consumativa. 3. Recurso especial não conhecido. Cuida-se de recurso especial interposto por Miguel Carlos Falciano, fundamentado na alínea "a" do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal Federal da 3ª Região. O inconformismo não merece abrigo. Compulsando os autos, verifica-se que o apelo especial é intempestivo, pois a certidão de publicação do acórdão proferido em apelação criminal data de 28/10/2010, fl. 861, e a petição de interposição do recurso especial foi protocolizada em 17/11/2010, fl. 862, fora, portanto, do prazo legal de quinze dias. Registre-se que, na linha do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, compete ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso perante o Tribunal de origem, não ter havido expediente forense em data que não seja feriado nacional, sob pena de se operar a preclusão consumativa. Nesse sentido: 'PROCESSUAL CIVIL. SUSPENSÃO DOS PRAZOS. FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. PRECEDENTE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP duas restritivas de direito. 5. Inconformada, a defesa interpôs recurso especial n. 1.247.896-SP, distribuído ao Ministro Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE), do Superior Tribunal de Justiça, que, em decisão monocrática publicada no dia 31.5.2011, não conheceu do recurso por intempestividade: “RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. 1. É intempestivo o apelo especial formulado fora do prazo legal de 15 dias, a teor do disposto no art. 26 da Lei nº 8.038/1990. 2. Na linha do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, compete ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso perante o Tribunal de origem, a sua tempestividade, com a juntada de todos os documentos cabíveis para tanto, sob pena de se operar a preclusão consumativa. 3. Recurso especial não conhecido. Cuida-se de recurso especial interposto por Miguel Carlos Falciano, fundamentado na alínea "a" do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal Federal da 3ª Região. O inconformismo não merece abrigo. Compulsando os autos, verifica-se que o apelo especial é intempestivo, pois a certidão de publicação do acórdão proferido em apelação criminal data de 28/10/2010, fl. 861, e a petição de interposição do recurso especial foi protocolizada em 17/11/2010, fl. 862, fora, portanto, do prazo legal de quinze dias. Registre-se que, na linha do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, compete ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso perante o Tribunal de origem, não ter havido expediente forense em data que não seja feriado nacional, sob pena de se operar a preclusão consumativa. Nesse sentido: 'PROCESSUAL CIVIL. SUSPENSÃO DOS PRAZOS. FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. PRECEDENTE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 108901 / SP CORTE ESPECIAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. NÃO CAIMENTO. SÚMULA Nº 168/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. I - Consoante entendimento da Eg. Corte Especial, cabe à parte recorrente comprovar no momento da interposição do recurso a ocorrência de suspensão dos prazos processuais em decorrência de feriado local ou de portaria do Presidente do Tribunal a quo, a fim de que seja aferida a tempestividade do recurso. Precedente. (...) III - Agravo interno desprovido.' (AgRg no EREsp n.º 732.042/RS, Relator o Ministro GILSON DIPP, DJe de 26/3/2007.) Ante o exposto, não conheço do recurso especial. Publique-se.” (Evento 7, destaques do original) 6. Essa decisão é o objeto do presente habeas corpus, no qual os Impetrantes alegam a não ocorrência de preclusão consumativa, porque comprovaram, documentalmente, a tempestividade do recurso especial. Afirmam ter sido o acórdão da apelação “publicado em 28.10.2010 (5ª feira) e por não ter havido expediente no TRF-3 no dia 29, em razão da comemoração do dia do servidor público, bem como, na sequência, nos dias 1º e 2 de novembro, por conta do feriado de 'finados', o prazo só se iniciou no dia 03 de novembro de 2010” (Evento 1, fls. 9-10, destaques do original) e ultimou-se “no dia 17 de novembro de 2010, data em que efetivamente foi interposto”. (Evento 1, fl. 10, destaques do original) Sustentam a existência de precedente do Supremo Tribunal pelo recebimento do recurso, em situações de dúvida quanto a tempestividade. Argumentam que o não conhecimento do recurso especial constitui “manifesta e irremissível impropriedade jurídica” (Evento 1, fl. 13, destaques do original), acarretando ao Paciente “nefastos efeitos – dentre 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP CORTE ESPECIAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. NÃO CAIMENTO. SÚMULA Nº 168/STJ. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. I - Consoante entendimento da Eg. Corte Especial, cabe à parte recorrente comprovar no momento da interposição do recurso a ocorrência de suspensão dos prazos processuais em decorrência de feriado local ou de portaria do Presidente do Tribunal a quo, a fim de que seja aferida a tempestividade do recurso. Precedente. (...) III - Agravo interno desprovido.' (AgRg no EREsp n.º 732.042/RS, Relator o Ministro GILSON DIPP, DJe de 26/3/2007.) Ante o exposto, não conheço do recurso especial. Publique-se.” (Evento 7, destaques do original) 6. Essa decisão é o objeto do presente habeas corpus, no qual os Impetrantes alegam a não ocorrência de preclusão consumativa, porque comprovaram, documentalmente, a tempestividade do recurso especial. Afirmam ter sido o acórdão da apelação “publicado em 28.10.2010 (5ª feira) e por não ter havido expediente no TRF-3 no dia 29, em razão da comemoração do dia do servidor público, bem como, na sequência, nos dias 1º e 2 de novembro, por conta do feriado de 'finados', o prazo só se iniciou no dia 03 de novembro de 2010” (Evento 1, fls. 9-10, destaques do original) e ultimou-se “no dia 17 de novembro de 2010, data em que efetivamente foi interposto”. (Evento 1, fl. 10, destaques do original) Sustentam a existência de precedente do Supremo Tribunal pelo recebimento do recurso, em situações de dúvida quanto a tempestividade. Argumentam que o não conhecimento do recurso especial constitui “manifesta e irremissível impropriedade jurídica” (Evento 1, fl. 13, destaques do original), acarretando ao Paciente “nefastos efeitos – dentre 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório HC 108901 / SP os quais, e principalmente, o indevido trânsito em julgado da condenação e a decorrente deflagração da execução da pena imposta ao paciente”. (Evento 1, fls. 13-14, destaques do original) 7. Este o teor dos pedidos: “Nessa perspectiva, para além de cabível, verdadeiramente imperiosa ressurte, na trilha dessa providencial tutela cautelar aplaudida e recomendada por juristas de escol e abalizados julgados, a concessão de medida liminar para suspender eventual desencadeamento da execução penal até o julgamento definitivo da impetração” (Evento 1, fl. 18, destaques do original). (…) “Ante a incontrastável evidência de que falece à combatida decretação de intempestividade do recurso especial manejado pelo ora paciente suporte fático-jurídico, aguarda-se, ao final, a concessão da ordem para, desconstituindo-a, recolocá-lo em trânsito, a fim de que prossiga, no e. STJ, o exame de seu cabimento e, eventualmente, de sua procedência.” (Evento 1, fl. 20, destaques do original) 8. Em 22.6.2011, indeferi a medida liminar, requisitei cópia do processo a partir da interposição do recurso especial e determinei que se colhesse a manifestação da Procuradoria-Geral da República. 9. O Superior Tribunal de Justiça juntou as cópias requisitadas (Evento 13). 10. Parecer da Procuradoria-Geral da República pela denegação da ordem: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE, NO ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, NÃO CONHECEU DO RECURSO ESPECIAL. RECORRENTE QUE NÃO COMPROVOU 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP os quais, e principalmente, o indevido trânsito em julgado da condenação e a decorrente deflagração da execução da pena imposta ao paciente”. (Evento 1, fls. 13-14, destaques do original) 7. Este o teor dos pedidos: “Nessa perspectiva, para além de cabível, verdadeiramente imperiosa ressurte, na trilha dessa providencial tutela cautelar aplaudida e recomendada por juristas de escol e abalizados julgados, a concessão de medida liminar para suspender eventual desencadeamento da execução penal até o julgamento definitivo da impetração” (Evento 1, fl. 18, destaques do original). (…) “Ante a incontrastável evidência de que falece à combatida decretação de intempestividade do recurso especial manejado pelo ora paciente suporte fático-jurídico, aguarda-se, ao final, a concessão da ordem para, desconstituindo-a, recolocá-lo em trânsito, a fim de que prossiga, no e. STJ, o exame de seu cabimento e, eventualmente, de sua procedência.” (Evento 1, fl. 20, destaques do original) 8. Em 22.6.2011, indeferi a medida liminar, requisitei cópia do processo a partir da interposição do recurso especial e determinei que se colhesse a manifestação da Procuradoria-Geral da República. 9. O Superior Tribunal de Justiça juntou as cópias requisitadas (Evento 13). 10. Parecer da Procuradoria-Geral da República pela denegação da ordem: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE, NO ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, NÃO CONHECEU DO RECURSO ESPECIAL. RECORRENTE QUE NÃO COMPROVOU 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório HC 108901 / SP OPORTUNAMENTE A SUSPENSÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO, EM VIRTUDE DA PORTARIA Nº 457/2009 DO TRF/3ªREGIÃO. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. IMPOSSIBILIDADE DE POSTERIOR REGULARIZAÇÃO DO APELO ESPECIAL. PRECEDENTES DO STJ E DO STF. - Parecer pela denegação da ordem.” (Evento 14, fl. 1 - destaques do original) 11. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP OPORTUNAMENTE A SUSPENSÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO, EM VIRTUDE DA PORTARIA Nº 457/2009 DO TRF/3ªREGIÃO. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. IMPOSSIBILIDADE DE POSTERIOR REGULARIZAÇÃO DO APELO ESPECIAL. PRECEDENTES DO STJ E DO STF. - Parecer pela denegação da ordem.” (Evento 14, fl. 1 - destaques do original) 11. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 02/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 108.901 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Impetrantes. 2. Conforme relatado, os impetrantes sustentam que o Superior Tribunal de Justiça equivocou-se ao não conhecer o recurso especial n. 1.247.896 lá interposto, ao fundamento de que seria intempestivo, buscando, nesta ação, o reconhecimento da tempestividade do referido recurso e determinação para que o STJ analise o seu cabimento e mérito. 3. O habeas corpus é ação excepcional destinada a garantir o direito à liberdade de locomoção do indivíduo, sempre que este sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em tal direito, por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII). Assim, não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão monocrática que não conhece recurso especial, cabendo à parte interessada interpor o competente agravo regimental, com a finalidade de reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal, o que, no presente caso, não foi observado, tendo em vista o trânsito em julgado do ato intitulado de coator. 4. Em situação análoga, esse Supremo Tribunal Federal já decidiu: “Habeas corpus. Processual penal. Intempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça. Descabimento do habeas corpus para analisar questões alheias à privação da liberdade de locomoção. Precedentes. 1. O habeas corpus tem previsão constitucional para aquele que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 108.901 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Impetrantes. 2. Conforme relatado, os impetrantes sustentam que o Superior Tribunal de Justiça equivocou-se ao não conhecer o recurso especial n. 1.247.896 lá interposto, ao fundamento de que seria intempestivo, buscando, nesta ação, o reconhecimento da tempestividade do referido recurso e determinação para que o STJ analise o seu cabimento e mérito. 3. O habeas corpus é ação excepcional destinada a garantir o direito à liberdade de locomoção do indivíduo, sempre que este sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em tal direito, por ilegalidade ou abuso de poder (CF, art. 5º, LXVIII). Assim, não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão monocrática que não conhece recurso especial, cabendo à parte interessada interpor o competente agravo regimental, com a finalidade de reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal, o que, no presente caso, não foi observado, tendo em vista o trânsito em julgado do ato intitulado de coator. 4. Em situação análoga, esse Supremo Tribunal Federal já decidiu: “Habeas corpus. Processual penal. Intempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça. Descabimento do habeas corpus para analisar questões alheias à privação da liberdade de locomoção. Precedentes. 1. O habeas corpus tem previsão constitucional para aquele que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 108901 / SP sofre ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder (art. 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal). 2. A impetração, tal como posta nos autos, tem a finalidade exclusiva de reconhecer a tempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça, o qual, por sua vez, tem o objetivo de dar seguimento ao recurso especial interposto naquela Corte Superior, não havendo previsão legal para a concessão da ordem nesses termos. 3. Demonstrado, em última análise, que o impetrante/paciente não busca afastar ou evitar qualquer ameaça ao seu direito de locomoção, mas tão somente desincumbir-se do ônus de comprovar a tempestividade do recurso no momento da sua interposição, conforme reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e desta Suprema Corte, a impetração não merece prosperar. 4. Habeas corpus não conhecido.” (HC 94574-GO, Relator Ministro Dias Toffoli, DJe 24.9.2010). 5. Ademais, no caso dos autos, apontou o Ministro Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE) a inexistência de prova da suspensão do expediente no dia 29 de outubro de 2010, que seria o termo a quo para a contagem do prazo de interposição do recurso. “(…) Compulsando os autos, verifica-se que o apelo especial é intempestivo, pois a certidão de publicação do acórdão proferido em apelação criminal data de 28/10/2010, fl. 861, e a petição de interposição do recurso especial foi protocolizada em 17/11/2010, fl. 862, fora, portanto, do prazo legal de quinze dias. Registre-se que, na linha do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, compete ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso perante o Tribunal de origem, não ter havido expediente forense em data que não seja feriado nacional, sob pena de se operar a preclusão consumativa. (...)” (Evento 7, fl. 1) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP sofre ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder (art. 5º, inciso LXVIII, da Constituição Federal). 2. A impetração, tal como posta nos autos, tem a finalidade exclusiva de reconhecer a tempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça, o qual, por sua vez, tem o objetivo de dar seguimento ao recurso especial interposto naquela Corte Superior, não havendo previsão legal para a concessão da ordem nesses termos. 3. Demonstrado, em última análise, que o impetrante/paciente não busca afastar ou evitar qualquer ameaça ao seu direito de locomoção, mas tão somente desincumbir-se do ônus de comprovar a tempestividade do recurso no momento da sua interposição, conforme reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e desta Suprema Corte, a impetração não merece prosperar. 4. Habeas corpus não conhecido.” (HC 94574-GO, Relator Ministro Dias Toffoli, DJe 24.9.2010). 5. Ademais, no caso dos autos, apontou o Ministro Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE) a inexistência de prova da suspensão do expediente no dia 29 de outubro de 2010, que seria o termo a quo para a contagem do prazo de interposição do recurso. “(…) Compulsando os autos, verifica-se que o apelo especial é intempestivo, pois a certidão de publicação do acórdão proferido em apelação criminal data de 28/10/2010, fl. 861, e a petição de interposição do recurso especial foi protocolizada em 17/11/2010, fl. 862, fora, portanto, do prazo legal de quinze dias. Registre-se que, na linha do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, compete ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso perante o Tribunal de origem, não ter havido expediente forense em data que não seja feriado nacional, sob pena de se operar a preclusão consumativa. (...)” (Evento 7, fl. 1) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 108901 / SP 6. Para refutar essa conclusão, os Impetrantes exibiram a “Portaria 457, de 20 de outubro de 2009, da Presidente do Conselho de Administração do Tribunal Regional Federal da Terceira Região” (Evento 2), mas não demonstraram a sua juntada no momento da apresentação do recurso especial e sequer aviaram agravo regimental. A omissão do Paciente quanto ao seu dever de juntar a portaria está comprovada com os documentos e informações prestados pelo Superior Tribunal de Justiça, em que há a demonstração de que o recurso especial foi indevidamente instruído. (Evento 13) 7. Ao contrário do afirmado pelos Impetrantes, a certidão de tempestividade emitida pelo Tribunal a quo (Evento 4) não supre a necessidade de instruir corretamente o recurso, ante a provisoriedade do juízo de admissibilidade feito pelo Tribunal de origem, incumbindo ao Superior Tribunal de Justiça analisar, em definitivo, os requisitos de procedibilidade do recurso especial. 8. É de se realçar que o Plenário desta Corte, no recente julgamento do Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 626.358/MG, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, publicado no Dje de 23.8.2012, firmou, por maioria, nova orientação jurisprudencial segundo a qual “pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário.” 9. Entretanto, o caso em análise não se enquadra nessa nova orientação jurisprudencial, porque o ora Paciente deixou de interpor agravo regimental contra a decisão monocrática denegatória do recurso especial, oportunidade em que poderia comprovar a tempestividade do referido recurso. 10. Aliás, consta do sítio do Superior Tribunal de Justiça 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP 6. Para refutar essa conclusão, os Impetrantes exibiram a “Portaria 457, de 20 de outubro de 2009, da Presidente do Conselho de Administração do Tribunal Regional Federal da Terceira Região” (Evento 2), mas não demonstraram a sua juntada no momento da apresentação do recurso especial e sequer aviaram agravo regimental. A omissão do Paciente quanto ao seu dever de juntar a portaria está comprovada com os documentos e informações prestados pelo Superior Tribunal de Justiça, em que há a demonstração de que o recurso especial foi indevidamente instruído. (Evento 13) 7. Ao contrário do afirmado pelos Impetrantes, a certidão de tempestividade emitida pelo Tribunal a quo (Evento 4) não supre a necessidade de instruir corretamente o recurso, ante a provisoriedade do juízo de admissibilidade feito pelo Tribunal de origem, incumbindo ao Superior Tribunal de Justiça analisar, em definitivo, os requisitos de procedibilidade do recurso especial. 8. É de se realçar que o Plenário desta Corte, no recente julgamento do Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 626.358/MG, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, publicado no Dje de 23.8.2012, firmou, por maioria, nova orientação jurisprudencial segundo a qual “pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário.” 9. Entretanto, o caso em análise não se enquadra nessa nova orientação jurisprudencial, porque o ora Paciente deixou de interpor agravo regimental contra a decisão monocrática denegatória do recurso especial, oportunidade em que poderia comprovar a tempestividade do referido recurso. 10. Aliás, consta do sítio do Superior Tribunal de Justiça 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 108901 / SP (www.stj.jus.br) que a decisão monocrática transitou em julgado no dia 6.7.2011. 11. Apenas com a presente ação, é que os Impetrantes fizeram prova da suspensão do expediente forense no dia 29.10.2010, juntando cópia da portaria 457, de 20 de outubro de 2009, do Conselho de Administração do Tribunal Regional Federal da Terceira Região (Evento 2), o que não permite ao Supremo Tribunal Federal reconhecer a tempestividade do recurso especial, nessa via estreita, sob pena de supressão de instância, além de o habeas corpus se transformar em verdadeiro substitutivo recursal: "HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO- CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las." (HC 109.956/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11/09/12) “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP (www.stj.jus.br) que a decisão monocrática transitou em julgado no dia 6.7.2011. 11. Apenas com a presente ação, é que os Impetrantes fizeram prova da suspensão do expediente forense no dia 29.10.2010, juntando cópia da portaria 457, de 20 de outubro de 2009, do Conselho de Administração do Tribunal Regional Federal da Terceira Região (Evento 2), o que não permite ao Supremo Tribunal Federal reconhecer a tempestividade do recurso especial, nessa via estreita, sob pena de supressão de instância, além de o habeas corpus se transformar em verdadeiro substitutivo recursal: "HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO- CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las." (HC 109.956/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11/09/12) “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 108901 / SP manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. (…) 6. Habeas corpus rejeitado." (HC 104.045/RJ, Primeira Turma, Relª. Minª. Rosa Weber, DJe de 06/09/12) 12. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. (…) 6. Habeas corpus rejeitado." (HC 104.045/RJ, Primeira Turma, Relª. Minª. Rosa Weber, DJe de 06/09/12) 12. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 02/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 108.901 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : MIGUEL CARLOS FALCIANO IMPTE.(S) : LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP 1247896 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 02.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3636589 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 108.901 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : MIGUEL CARLOS FALCIANO IMPTE.(S) : LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP 1247896 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 02.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3636589 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
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2013-04-02T00:00:00
2013-05-10T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 02.04.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSO PENAL. RECURSO ESPECIAL INADMITIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INTEMPESTIVIDADE. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. NÃO CABIMENTO DE HABEAS CORPUS. PROVA DE CAUSA DE PRORROGAÇÃO DE PRAZO JUNTADA APÓS O RECURSO INADMITIDO – NOVA ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO INTERPOSTO. ORDEM DENEGADA. 1. Não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão monocrática que não conhece recurso especial, cabendo à parte interessada interpor agravo regimental, com a finalidade de reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Agravo Regimental no Recurso Extraordinário nº 626.358/MG firmou, por maioria, nova orientação jurisprudencial segundo a qual “pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário.” 3. O habeas corpus não é substitutivo recursal, razão pela qual a prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição de recurso deve ocorrer em agravo regimental contra a decisão monocrática que reconhecer a intempestividade do recurso especial. 4. Ordem denegada.
sjur229993
- Acórdão (s) citado (s): (CABIMENTO, AGRAVO REGIMENTAL, FINALIDADE, DEMONSTRAÇÃO, TEMPESTIVIDADE, DECORRÊNCIA, SITUAÇÃO LOCAL) RE 626358 AgR (TP). ("HABEAS CORPUS", SUBSTITUTIVO, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 109956 (1ªT), HC 104045 (1ªT). (SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, RECURSO INADMITIDO, DESCABIMENTO, "HABEAS CORPUS", SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL) HC 94574 (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 03/06/2013, BMB.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
108901
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00068 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
HC
acordaos
HC 108901
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IMPTE.(S) : LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ E OUTRO(A/S) PACTE.(S) : MIGUEL CARLOS FALCIANO COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP 1241896 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 02/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 108.901 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :MIGUEL CARLOS FALCIANO IMPTE.(S) :LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP 1247896 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSO PENAL. RECURSO ESPECIAL INADMITIDO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INTEMPESTIVIDADE. AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO À LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO. NÃO CABIMENTO DE HABEAS CORPUS. PROVA DE CAUSA DE PRORROGAÇÃO DE PRAZO JUNTADA APÓS O RECURSO INADMITIDO – NOVA ORIENTAÇÃO JURISPRUDENCIAL. POSSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL NÃO INTERPOSTO. ORDEM DENEGADA. 1. Não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão monocrática que não conhece recurso especial, cabendo à parte interessada interpor agravo regimental, com a finalidade de reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal. 2. O Plenário do Supremo Tribunal Federal, no julgamento do Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 626.358/MG firmou, por maioria, nova orientação jurisprudencial segundo a qual “pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário.” 3. O habeas corpus não é substitutivo recursal, razão pela qual a prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição de recurso deve ocorrer em agravo regimental contra a decisão monocrática que reconhecer a intempestividade do recurso especial. 4. Ordem denegada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641436. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 108901 / SP ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641436. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641436. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 02/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 108.901 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :MIGUEL CARLOS FALCIANO IMPTE.(S) :LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP 1247896 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO 1. Habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ e RAFAEL FERRARI PUTTI, advogados, em favor de MIGUEL CARLOS FALCIANO, contra ato do Ministro Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE), do Superior Tribunal de Justiça, que inadmitiu o recurso especial n. 1.247.896, por intempestividade. 2. Noticiam os Impetrantes ter sido o Paciente denunciado pela prática de crime tipificado no art. 168-A, parágrafo único, I, do Código Penal, porque “deixou de repassar à Previdência Social, no prazo legal, consciente e voluntariamente, as contribuições recolhidas de seus empregados, referentes às competências de setembro/97 a abril/2000”. (Evento 1, fl. 3) 3. Na primeira instância, foi o Paciente condenado às penas de 05 (cinco) anos de reclusão, em regime semiaberto, e 260 (duzentos e sessenta) dias-multa, tendo sido decretada “a sua custódia provisória”. (Evento 1, fl. 3) 4. Impetrado habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 3... Região, foi concedida a ordem, cassando a “tão descabida constrição antecipada da liberdade”. (Evento 1, fl. 4). Aquela mesma instância, ao julgar o recurso de apelação, reduziu as penas para 02 (dois) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial aberto, e 12 (doze) dias-multa, sendo a pena privativa de liberdade substituída por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 108.901 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :MIGUEL CARLOS FALCIANO IMPTE.(S) :LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO RESP 1247896 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO 1. Habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ e RAFAEL FERRARI PUTTI, advogados, em favor de MIGUEL CARLOS FALCIANO, contra ato do Ministro Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE), do Superior Tribunal de Justiça, que inadmitiu o recurso especial n. 1.247.896, por intempestividade. 2. Noticiam os Impetrantes ter sido o Paciente denunciado pela prática de crime tipificado no art. 168-A, parágrafo único, I, do Código Penal, porque “deixou de repassar à Previdência Social, no prazo legal, consciente e voluntariamente, as contribuições recolhidas de seus empregados, referentes às competências de setembro/97 a abril/2000”. (Evento 1, fl. 3) 3. Na primeira instância, foi o Paciente condenado às penas de 05 (cinco) anos de reclusão, em regime semiaberto, e 260 (duzentos e sessenta) dias-multa, tendo sido decretada “a sua custódia provisória”. (Evento 1, fl. 3) 4. Impetrado habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 3... Região, foi concedida a ordem, cassando a “tão descabida constrição antecipada da liberdade”. (Evento 1, fl. 4). Aquela mesma instância, ao julgar o recurso de apelação, reduziu as penas para 02 (dois) anos, 08 (oito) meses e 20 (vinte) dias de reclusão, em regime inicial aberto, e 12 (doze) dias-multa, sendo a pena privativa de liberdade substituída por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 108901 / SP duas restritivas de direito. 5. Inconformada, a defesa interpôs recurso especial n. 1.247.896-SP, distribuído ao Ministro Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE), do Superior Tribunal de Justiça, que, em decisão monocrática publicada no dia 31.5.2011, não conheceu do recurso por intempestividade: “RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. 1. É intempestivo o apelo especial formulado fora do prazo legal de 15 dias, a teor do disposto no art. 26 da Lei n 8.038/1990. 2. Na linha do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, compete ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso perante o Tribunal de origem, a sua tempestividade, com a juntada de todos os documentos cabíveis para tanto, sob pena de se operar a preclusão consumativa. 3. Recurso especial não conhecido. Cuida-se de recurso especial interposto por Miguel Carlos Falciano, fundamentado na alínea "a" do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal Federal da 3... Região. O inconformismo não merece abrigo. Compulsando os autos, verifica-se que o apelo especial é intempestivo, pois a certidão de publicação do acórdão proferido em apelação criminal data de 28/10/2010, fl. 861, e a petição de interposição do recurso especial foi protocolizada em 17/11/2010, fl. 862, fora, portanto, do prazo legal de quinze dias. Registre-se que, na linha do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, compete ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso perante o Tribunal de origem, não ter havido expediente forense em data que não seja feriado nacional, sob pena de se operar a preclusão consumativa. Nesse sentido: 'PROCESSUAL CIVIL. SUSPENSÃO DOS PRAZOS. FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. PRECEDENTE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP duas restritivas de direito. 5. Inconformada, a defesa interpôs recurso especial n. 1.247.896-SP, distribuído ao Ministro Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE), do Superior Tribunal de Justiça, que, em decisão monocrática publicada no dia 31.5.2011, não conheceu do recurso por intempestividade: “RECURSO ESPECIAL. INTERPOSIÇÃO FORA DO PRAZO LEGAL. INTEMPESTIVIDADE. 1. É intempestivo o apelo especial formulado fora do prazo legal de 15 dias, a teor do disposto no art. 26 da Lei n 8.038/1990. 2. Na linha do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, compete ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso perante o Tribunal de origem, a sua tempestividade, com a juntada de todos os documentos cabíveis para tanto, sob pena de se operar a preclusão consumativa. 3. Recurso especial não conhecido. Cuida-se de recurso especial interposto por Miguel Carlos Falciano, fundamentado na alínea "a" do permissivo constitucional, contra acórdão do Tribunal Federal da 3... Região. O inconformismo não merece abrigo. Compulsando os autos, verifica-se que o apelo especial é intempestivo, pois a certidão de publicação do acórdão proferido em apelação criminal data de 28/10/2010, fl. 861, e a petição de interposição do recurso especial foi protocolizada em 17/11/2010, fl. 862, fora, portanto, do prazo legal de quinze dias. Registre-se que, na linha do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, compete ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso perante o Tribunal de origem, não ter havido expediente forense em data que não seja feriado nacional, sob pena de se operar a preclusão consumativa. Nesse sentido: 'PROCESSUAL CIVIL. SUSPENSÃO DOS PRAZOS. FERIADO LOCAL. COMPROVAÇÃO NO ATO DA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO. PRECEDENTE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Relatório HC 108901 / SP CORTE ESPECIAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. NÃO CAIMENTO. SÚMULA n 168/Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. I - Consoante entendimento da Eg. Corte Especial, cabe à parte recorrente comprovar no momento da interposição do recurso a ocorrência de suspensão dos prazos processuais em decorrência de feriado local ou de portaria do Presidente do Tribunal a quo, a fim de que seja aferida a tempestividade do recurso. Precedente. (...) III - Agravo interno desprovido.' (AgRg no EREsp n. 732.042/RS, Relator o Ministro GILSON DIPP, DJe de 26/3/2007.) Ante o exposto, não conheço do recurso especial. Publique-se.” (Evento 7, destaques do original) 6. Essa decisão é o objeto do presente habeas corpus, no qual os Impetrantes alegam a não ocorrência de preclusão consumativa, porque comprovaram, documentalmente, a tempestividade do recurso especial. Afirmam ter sido o acórdão da apelação “publicado em 28.10.2010 (5... feira) e por não ter havido expediente no TRF-3 no dia 29, em razão da comemoração do dia do servidor público, bem como, na sequência, nos dias 1... e 2 de novembro, por conta do feriado de 'finados', o prazo só se iniciou no dia 03 de novembro de 2010” (Evento 1, fls. 9-10, destaques do original) e ultimou-se “no dia 17 de novembro de 2010, data em que efetivamente foi interposto”. (Evento 1, fl. 10, destaques do original) Sustentam a existência de precedente do Supremo Tribunal pelo recebimento do recurso, em situações de dúvida quanto a tempestividade. Argumentam que o não conhecimento do recurso especial constitui “manifesta e irremissível impropriedade jurídica” (Evento 1, fl. 13, destaques do original), acarretando ao Paciente “nefastos efeitos – dentre 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP CORTE ESPECIAL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. NÃO CAIMENTO. SÚMULA n 168/Superior Tribunal de Justiça. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. I - Consoante entendimento da Eg. Corte Especial, cabe à parte recorrente comprovar no momento da interposição do recurso a ocorrência de suspensão dos prazos processuais em decorrência de feriado local ou de portaria do Presidente do Tribunal a quo, a fim de que seja aferida a tempestividade do recurso. Precedente. (...) III - Agravo interno desprovido.' (AgRg no EREsp n. 732.042/RS, Relator o Ministro GILSON DIPP, DJe de 26/3/2007.) Ante o exposto, não conheço do recurso especial. Publique-se.” (Evento 7, destaques do original) 6. Essa decisão é o objeto do presente habeas corpus, no qual os Impetrantes alegam a não ocorrência de preclusão consumativa, porque comprovaram, documentalmente, a tempestividade do recurso especial. Afirmam ter sido o acórdão da apelação “publicado em 28.10.2010 (5... feira) e por não ter havido expediente no TRF-3 no dia 29, em razão da comemoração do dia do servidor público, bem como, na sequência, nos dias 1... e 2 de novembro, por conta do feriado de 'finados', o prazo só se iniciou no dia 03 de novembro de 2010” (Evento 1, fls. 9-10, destaques do original) e ultimou-se “no dia 17 de novembro de 2010, data em que efetivamente foi interposto”. (Evento 1, fl. 10, destaques do original) Sustentam a existência de precedente do Supremo Tribunal pelo recebimento do recurso, em situações de dúvida quanto a tempestividade. Argumentam que o não conhecimento do recurso especial constitui “manifesta e irremissível impropriedade jurídica” (Evento 1, fl. 13, destaques do original), acarretando ao Paciente “nefastos efeitos – dentre 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Relatório HC 108901 / SP os quais, e principalmente, o indevido trânsito em julgado da condenação e a decorrente deflagração da execução da pena imposta ao paciente”. (Evento 1, fls. 13-14, destaques do original) 7. Este o teor dos pedidos: “Nessa perspectiva, para além de cabível, verdadeiramente imperiosa ressurte, na trilha dessa providencial tutela cautelar aplaudida e recomendada por juristas de escol e abalizados julgados, a concessão de medida liminar para suspender eventual desencadeamento da execução penal até o julgamento definitivo da impetração” (Evento 1, fl. 18, destaques do original). (…) “Ante a incontrastável evidência de que falece à combatida decretação de intempestividade do recurso especial manejado pelo ora paciente suporte fático-jurídico, aguarda-se, ao final, a concessão da ordem para, desconstituindo-a, recolocá-lo em trânsito, a fim de que prossiga, no e. Superior Tribunal de Justiça, o exame de seu cabimento e, eventualmente, de sua procedência.” (Evento 1, fl. 20, destaques do original) 8. Em 22.6.2011, indeferi a medida liminar, requisitei cópia do processo a partir da interposição do recurso especial e determinei que se colhesse a manifestação da Procuradoria-Geral da República. 9. O Superior Tribunal de Justiça juntou as cópias requisitadas (Evento 13). 10. Parecer da Procuradoria-Geral da República pela denegação da ordem: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE, NO ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, NÃO CONHECEU DO RECURSO ESPECIAL. RECORRENTE QUE NÃO COMPROVOU 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP os quais, e principalmente, o indevido trânsito em julgado da condenação e a decorrente deflagração da execução da pena imposta ao paciente”. (Evento 1, fls. 13-14, destaques do original) 7. Este o teor dos pedidos: “Nessa perspectiva, para além de cabível, verdadeiramente imperiosa ressurte, na trilha dessa providencial tutela cautelar aplaudida e recomendada por juristas de escol e abalizados julgados, a concessão de medida liminar para suspender eventual desencadeamento da execução penal até o julgamento definitivo da impetração” (Evento 1, fl. 18, destaques do original). (…) “Ante a incontrastável evidência de que falece à combatida decretação de intempestividade do recurso especial manejado pelo ora paciente suporte fático-jurídico, aguarda-se, ao final, a concessão da ordem para, desconstituindo-a, recolocá-lo em trânsito, a fim de que prossiga, no e. Superior Tribunal de Justiça, o exame de seu cabimento e, eventualmente, de sua procedência.” (Evento 1, fl. 20, destaques do original) 8. Em 22.6.2011, indeferi a medida liminar, requisitei cópia do processo a partir da interposição do recurso especial e determinei que se colhesse a manifestação da Procuradoria-Geral da República. 9. O Superior Tribunal de Justiça juntou as cópias requisitadas (Evento 13). 10. Parecer da Procuradoria-Geral da República pela denegação da ordem: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE, NO ÂMBITO DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, NÃO CONHECEU DO RECURSO ESPECIAL. RECORRENTE QUE NÃO COMPROVOU 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Relatório HC 108901 / SP OPORTUNAMENTE A SUSPENSÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO, EM VIRTUDE DA PORTARIA n 457/2009 DO TRF/3...REGIÃO. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. IMPOSSIBILIDADE DE POSTERIOR REGULARIZAÇÃO DO APELO ESPECIAL. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça E DO Supremo Tribunal Federal. - Parecer pela denegação da ordem.” (Evento 14, fl. 1 - destaques do original) 11. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP OPORTUNAMENTE A SUSPENSÃO DO PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DO RECURSO, EM VIRTUDE DA PORTARIA n 457/2009 DO TRF/3...REGIÃO. ÔNUS DA PARTE RECORRENTE. IMPOSSIBILIDADE DE POSTERIOR REGULARIZAÇÃO DO APELO ESPECIAL. PRECEDENTES DO Superior Tribunal de Justiça E DO Supremo Tribunal Federal. - Parecer pela denegação da ordem.” (Evento 14, fl. 1 - destaques do original) 11. É o relatório. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641437. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 02/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 108.901 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Impetrantes. 2. Conforme relatado, os impetrantes sustentam que o Superior Tribunal de Justiça equivocou-se ao não conhecer o recurso especial n. 1.247.896 lá interposto, ao fundamento de que seria intempestivo, buscando, nesta ação, o reconhecimento da tempestividade do referido recurso e determinação para que o Superior Tribunal de Justiça analise o seu cabimento e mérito. 3. O habeas corpus é ação excepcional destinada a garantir o direito à liberdade de locomoção do indivíduo, sempre que este sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em tal direito, por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII). Assim, não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão monocrática que não conhece recurso especial, cabendo à parte interessada interpor o competente agravo regimental, com a finalidade de reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal, o que, no presente caso, não foi observado, tendo em vista o trânsito em julgado do ato intitulado de coator. 4. Em situação análoga, esse Supremo Tribunal Federal já decidiu: “Habeas corpus. Processual penal. Intempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça. Descabimento do habeas corpus para analisar questões alheias à privação da liberdade de locomoção. Precedentes. 1. O habeas corpus tem previsão constitucional para aquele que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 108.901 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Impetrantes. 2. Conforme relatado, os impetrantes sustentam que o Superior Tribunal de Justiça equivocou-se ao não conhecer o recurso especial n. 1.247.896 lá interposto, ao fundamento de que seria intempestivo, buscando, nesta ação, o reconhecimento da tempestividade do referido recurso e determinação para que o Superior Tribunal de Justiça analise o seu cabimento e mérito. 3. O habeas corpus é ação excepcional destinada a garantir o direito à liberdade de locomoção do indivíduo, sempre que este sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em tal direito, por ilegalidade ou abuso de poder (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII). Assim, não configura constrangimento à liberdade de locomoção decisão monocrática que não conhece recurso especial, cabendo à parte interessada interpor o competente agravo regimental, com a finalidade de reexame dos pressupostos de admissibilidade recursal, o que, no presente caso, não foi observado, tendo em vista o trânsito em julgado do ato intitulado de coator. 4. Em situação análoga, esse Supremo Tribunal Federal já decidiu: “Habeas corpus. Processual penal. Intempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça. Descabimento do habeas corpus para analisar questões alheias à privação da liberdade de locomoção. Precedentes. 1. O habeas corpus tem previsão constitucional para aquele que Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 108901 / SP sofre ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder (art. 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal). 2. A impetração, tal como posta nos autos, tem a finalidade exclusiva de reconhecer a tempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça, o qual, por sua vez, tem o objetivo de dar seguimento ao recurso especial interposto naquela Corte Superior, não havendo previsão legal para a concessão da ordem nesses termos. 3. Demonstrado, em última análise, que o impetrante/paciente não busca afastar ou evitar qualquer ameaça ao seu direito de locomoção, mas tão somente desincumbir-se do ônus de comprovar a tempestividade do recurso no momento da sua interposição, conforme reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e desta Suprema Corte, a impetração não merece prosperar. 4. Habeas corpus não conhecido.” (HC 94574-GO, Relator Ministro Dias Toffoli, DJe 24.9.2010). 5. Ademais, no caso dos autos, apontou o Ministro Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE) a inexistência de prova da suspensão do expediente no dia 29 de outubro de 2010, que seria o termo a quo para a contagem do prazo de interposição do recurso. “(…) Compulsando os autos, verifica-se que o apelo especial é intempestivo, pois a certidão de publicação do acórdão proferido em apelação criminal data de 28/10/2010, fl. 861, e a petição de interposição do recurso especial foi protocolizada em 17/11/2010, fl. 862, fora, portanto, do prazo legal de quinze dias. Registre-se que, na linha do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, compete ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso perante o Tribunal de origem, não ter havido expediente forense em data que não seja feriado nacional, sob pena de se operar a preclusão consumativa. (...)” (Evento 7, fl. 1) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP sofre ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder (art. 5..., inciso LXVIII, da Constituição Federal). 2. A impetração, tal como posta nos autos, tem a finalidade exclusiva de reconhecer a tempestividade do agravo de instrumento interposto no Superior Tribunal de Justiça, o qual, por sua vez, tem o objetivo de dar seguimento ao recurso especial interposto naquela Corte Superior, não havendo previsão legal para a concessão da ordem nesses termos. 3. Demonstrado, em última análise, que o impetrante/paciente não busca afastar ou evitar qualquer ameaça ao seu direito de locomoção, mas tão somente desincumbir-se do ônus de comprovar a tempestividade do recurso no momento da sua interposição, conforme reiterada jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça e desta Suprema Corte, a impetração não merece prosperar. 4. Habeas corpus não conhecido.” (HC 94574-GO, Relator Ministro Dias Toffoli, DJe 24.9.2010). 5. Ademais, no caso dos autos, apontou o Ministro Haroldo Rodrigues (Desembargador convocado do TJ/CE) a inexistência de prova da suspensão do expediente no dia 29 de outubro de 2010, que seria o termo a quo para a contagem do prazo de interposição do recurso. “(…) Compulsando os autos, verifica-se que o apelo especial é intempestivo, pois a certidão de publicação do acórdão proferido em apelação criminal data de 28/10/2010, fl. 861, e a petição de interposição do recurso especial foi protocolizada em 17/11/2010, fl. 862, fora, portanto, do prazo legal de quinze dias. Registre-se que, na linha do entendimento firmado pelo Superior Tribunal de Justiça, compete ao recorrente comprovar, no ato de interposição do recurso perante o Tribunal de origem, não ter havido expediente forense em data que não seja feriado nacional, sob pena de se operar a preclusão consumativa. (...)” (Evento 7, fl. 1) 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 108901 / SP 6. Para refutar essa conclusão, os Impetrantes exibiram a “Portaria 457, de 20 de outubro de 2009, da Presidente do Conselho de Administração do Tribunal Regional Federal da Terceira Região” (Evento 2), mas não demonstraram a sua juntada no momento da apresentação do recurso especial e sequer aviaram agravo regimental. A omissão do Paciente quanto ao seu dever de juntar a portaria está comprovada com os documentos e informações prestados pelo Superior Tribunal de Justiça, em que há a demonstração de que o recurso especial foi indevidamente instruído. (Evento 13) 7. Ao contrário do afirmado pelos Impetrantes, a certidão de tempestividade emitida pelo Tribunal a quo (Evento 4) não supre a necessidade de instruir corretamente o recurso, ante a provisoriedade do juízo de admissibilidade feito pelo Tribunal de origem, incumbindo ao Superior Tribunal de Justiça analisar, em definitivo, os requisitos de procedibilidade do recurso especial. 8. É de se realçar que o Plenário desta Corte, no recente julgamento do Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 626.358/MG, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, publicado no Dje de 23.8.2012, firmou, por maioria, nova orientação jurisprudencial segundo a qual “pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário.” 9. Entretanto, o caso em análise não se enquadra nessa nova orientação jurisprudencial, porque o ora Paciente deixou de interpor agravo regimental contra a decisão monocrática denegatória do recurso especial, oportunidade em que poderia comprovar a tempestividade do referido recurso. 10. Aliás, consta do sítio do Superior Tribunal de Justiça 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP 6. Para refutar essa conclusão, os Impetrantes exibiram a “Portaria 457, de 20 de outubro de 2009, da Presidente do Conselho de Administração do Tribunal Regional Federal da Terceira Região” (Evento 2), mas não demonstraram a sua juntada no momento da apresentação do recurso especial e sequer aviaram agravo regimental. A omissão do Paciente quanto ao seu dever de juntar a portaria está comprovada com os documentos e informações prestados pelo Superior Tribunal de Justiça, em que há a demonstração de que o recurso especial foi indevidamente instruído. (Evento 13) 7. Ao contrário do afirmado pelos Impetrantes, a certidão de tempestividade emitida pelo Tribunal a quo (Evento 4) não supre a necessidade de instruir corretamente o recurso, ante a provisoriedade do juízo de admissibilidade feito pelo Tribunal de origem, incumbindo ao Superior Tribunal de Justiça analisar, em definitivo, os requisitos de procedibilidade do recurso especial. 8. É de se realçar que o Plenário desta Corte, no recente julgamento do Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 626.358/MG, da relatoria do Ministro Cezar Peluso, publicado no Dje de 23.8.2012, firmou, por maioria, nova orientação jurisprudencial segundo a qual “pode a parte fazer eficazmente, perante o Supremo, em agravo regimental, prova de causa local de prorrogação do prazo de interposição e da consequente tempestividade de recurso extraordinário.” 9. Entretanto, o caso em análise não se enquadra nessa nova orientação jurisprudencial, porque o ora Paciente deixou de interpor agravo regimental contra a decisão monocrática denegatória do recurso especial, oportunidade em que poderia comprovar a tempestividade do referido recurso. 10. Aliás, consta do sítio do Superior Tribunal de Justiça 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 108901 / SP (www.stj.jus.br) que a decisão monocrática transitou em julgado no dia 6.7.2011. 11. Apenas com a presente ação, é que os Impetrantes fizeram prova da suspensão do expediente forense no dia 29.10.2010, juntando cópia da portaria 457, de 20 de outubro de 2009, do Conselho de Administração do Tribunal Regional Federal da Terceira Região (Evento 2), o que não permite ao Supremo Tribunal Federal reconhecer a tempestividade do recurso especial, nessa via estreita, sob pena de supressão de instância, além de o habeas corpus se transformar em verdadeiro substitutivo recursal: "HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO- CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las." (HC 109.956/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11/09/12) “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP (www.stj.jus.br) que a decisão monocrática transitou em julgado no dia 6.7.2011. 11. Apenas com a presente ação, é que os Impetrantes fizeram prova da suspensão do expediente forense no dia 29.10.2010, juntando cópia da portaria 457, de 20 de outubro de 2009, do Conselho de Administração do Tribunal Regional Federal da Terceira Região (Evento 2), o que não permite ao Supremo Tribunal Federal reconhecer a tempestividade do recurso especial, nessa via estreita, sob pena de supressão de instância, além de o habeas corpus se transformar em verdadeiro substitutivo recursal: "HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. PROCESSO- CRIME – DILIGÊNCIAS – INADEQUAÇÃO. Uma vez inexistente base para o implemento de diligências, cumpre ao Juízo, na condução do processo, indeferi-las." (HC 109.956/PR, Primeira Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11/09/12) “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. HISTÓRICO. VULGARIZAÇÃO E DESVIRTUAMENTO. SEQUESTRO. DOSIMETRIA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE ILEGALIDADE OU ARBITRARIEDADE. 1. O habeas corpus tem uma rica história, constituindo garantia fundamental do cidadão. Ação constitucional que é, não pode ser amesquinhado, mas também não é passível de vulgarização, sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 108901 / SP manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. (…) 6. Habeas corpus rejeitado." (HC 104.045/RJ, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 06/09/12) 12. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Supremo Tribunal Federal HC 108901 / SP manifesta burla ao preceito constitucional. Precedente da Primeira Turma desta Suprema Corte. (…) 6. Habeas corpus rejeitado." (HC 104.045/RJ, Primeira Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 06/09/12) 12. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de denegar a ordem. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3641438. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 02/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 108.901 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : MIGUEL CARLOS FALCIANO IMPTE.(S) : LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP 1247896 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 02.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3636589 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 108.901 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : MIGUEL CARLOS FALCIANO IMPTE.(S) : LEÔNIDAS RIBEIRO SCHOLZ E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO RESP 1247896 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 02.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3636589 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 108 . 901", "RESP 1247896", "Recurso Extraordinário n 626 . 358 / MG", "HC 108901 / SP", "HC 108901 / SP", "HABEAS CORPUS 108 . 901 SÃO", "RESP 1247896", "HABEAS CORPUS 108 . 901", "RESP 1247896", "HC 108901 / SP", "HC 108901 / SP", "HC 108901", "SÚMULA n 168 / Superior Tribunal de Justiça", "AgRg no EREsp n . 732 . 042 / RS", "HC 108901 / SP", "SÚMULA n 168 / Superior Tribunal de Justiça", "AgRg no EREsp n . 732 . 042 / RS", "HC 108901 / SP", "HC 108901 / SP", "HC 108901 / SP", "HC 108901 / SP", "HABEAS CORPUS 108 . 901", "recurso especial n . 1 . 247 . 896", "HABEAS CORPUS 108 . 901", "recurso especial n . 1 . 247 . 896", "HC 108901 / SP", "HC 94574 - GO", "HC 108901 / SP", "HC 94574 - GO", "HC 108901 / SP", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 626 . 358 / MG", "HC 108901 / SP", "Agravo Regimental no Recurso Extraordinário n 626 . 358 / MG", "HC 108901 / SP", "HC 109 . 956 / PR", "HC 108901 / SP", "HC 109 . 956 / PR", "HC 108901 / SP", "HC 104 . 045 / RJ", "HC 108901 / SP", "HC 104 . 045 / RJ", "HABEAS CORPUS 108 . 901", "RESP 1247896", "HABEAS CORPUS 108 . 901", "RESP 1247896" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 168 - A , parágrafo único , I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 168 - A , parágrafo único , I , do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 26 da Lei n 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 26 da Lei n 8 . 038 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PORTARIA n 457 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "PORTARIA n 457 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXVIII", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso LXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , inciso LXVIII , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 102 , II , a , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Plenário do Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "TJ", "/", "CE", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Regional Federal da 3 . . . 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Ementa e Acórdão 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :WALLACE SILVA DE LIMA IMPTE.(S) :GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 16 de abril de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674853. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :WALLACE SILVA DE LIMA IMPTE.(S) :GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações prestadas pela Assessoria por ocasião do exame do pedido liminar, que foi indeferido: O Juízo da 2ª Vara Criminal de Bangu, Estado do Rio de Janeiro, no Processo nº 2007.204.009036-0, desclassificou a imputação de roubo qualificado pelo concurso de agentes para furto. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu provimento à apelação interposta pelo Ministério Público estadual para reformar a decisão e condenar o paciente a cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, mais treze dias-multa pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2º, inciso II, do Código Penal. Conforme assinalou, a grave ameaça exigida para a configuração do tipo penal pode ser puramente verbal, ou pode verificar-se pelo número de agentes, pela simulação do porte de arma de fogo ou ainda por atitudes perpetradas pelos réus, desde que capazes de intimidar a vítima. Afirmou que, no caso concreto, ficou comprovado, pelo depoimento da vítima, ter sido ela abordada por três agentes e levado um soco, circunstâncias suficientes a caracterizar o delito de roubo. Determinou a expedição do mandado de prisão após o trânsito em julgado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :WALLACE SILVA DE LIMA IMPTE.(S) :GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações prestadas pela Assessoria por ocasião do exame do pedido liminar, que foi indeferido: O Juízo da 2ª Vara Criminal de Bangu, Estado do Rio de Janeiro, no Processo nº 2007.204.009036-0, desclassificou a imputação de roubo qualificado pelo concurso de agentes para furto. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu provimento à apelação interposta pelo Ministério Público estadual para reformar a decisão e condenar o paciente a cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, mais treze dias-multa pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2º, inciso II, do Código Penal. Conforme assinalou, a grave ameaça exigida para a configuração do tipo penal pode ser puramente verbal, ou pode verificar-se pelo número de agentes, pela simulação do porte de arma de fogo ou ainda por atitudes perpetradas pelos réus, desde que capazes de intimidar a vítima. Afirmou que, no caso concreto, ficou comprovado, pelo depoimento da vítima, ter sido ela abordada por três agentes e levado um soco, circunstâncias suficientes a caracterizar o delito de roubo. Determinou a expedição do mandado de prisão após o trânsito em julgado. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório HC 112132 / RJ O ato ora atacado é o acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, no Habeas Corpus n° 172.757/RJ. O julgamento foi resumido na seguinte ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PRETENDIDA DESCLASSIFICAÇÃO PARA O CRIME DE FURTO. ALEGAÇÃO DE FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EMPREGO DE GRAVE AMEAÇA. IMPROCEDÊNCIA. NECESSIDADE DE INCURSÃO NA SEARA FÁTICO- PROBATÓRIA. IMPROPRIEDADE DO WRIT. ORDEM DENEGADA. 1. Configura-se o crime de roubo quando há o emprego de violência ou grave ameaça contra a vítima. O crime de furto, por sua vez, caracteriza-se quando não há emprego de nenhuma espécie de violência, física ou moral, nem grave ameaça. 2. O acórdão impugnado reconheceu que, no caso concreto, a presença de três agentes, no momento da prática do crime, contra a vítima mulher e sozinha, a qual inclusive levou um soco no rosto durante o assalto, foi suficiente para caracterizar o elemento grave ameaça. 3. Verificar se o Tribunal agiu com acerto, porquanto os autos não comprovam ter havido a violência, na forma de lesões simples ou de vias de fato, para desclassificar a conduta do Paciente para o crime de furto, necessariamente acarretaria a reavaliação de todo o conjunto fático-probatório. 4. Habeas Corpus denegado. (HC 172757/RJ, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 06/12/2011, DJe 19/12/2011) Neste habeas, o impetrante sustenta que a vítima não se submeteu a exame de corpo de delito, o que impede a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Supremo Tribunal Federal HC 112132 / RJ O ato ora atacado é o acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, no Habeas Corpus n° 172.757/RJ. O julgamento foi resumido na seguinte ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PRETENDIDA DESCLASSIFICAÇÃO PARA O CRIME DE FURTO. ALEGAÇÃO DE FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EMPREGO DE GRAVE AMEAÇA. IMPROCEDÊNCIA. NECESSIDADE DE INCURSÃO NA SEARA FÁTICO- PROBATÓRIA. IMPROPRIEDADE DO WRIT. ORDEM DENEGADA. 1. Configura-se o crime de roubo quando há o emprego de violência ou grave ameaça contra a vítima. O crime de furto, por sua vez, caracteriza-se quando não há emprego de nenhuma espécie de violência, física ou moral, nem grave ameaça. 2. O acórdão impugnado reconheceu que, no caso concreto, a presença de três agentes, no momento da prática do crime, contra a vítima mulher e sozinha, a qual inclusive levou um soco no rosto durante o assalto, foi suficiente para caracterizar o elemento grave ameaça. 3. Verificar se o Tribunal agiu com acerto, porquanto os autos não comprovam ter havido a violência, na forma de lesões simples ou de vias de fato, para desclassificar a conduta do Paciente para o crime de furto, necessariamente acarretaria a reavaliação de todo o conjunto fático-probatório. 4. Habeas Corpus denegado. (HC 172757/RJ, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 06/12/2011, DJe 19/12/2011) Neste habeas, o impetrante sustenta que a vítima não se submeteu a exame de corpo de delito, o que impede a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 112132 / RJ comprovação material da suposta violência praticada e a configuração da elementar do crime de roubo. Em relação à grave ameaça, afirma que o número de agentes, por si só, não é suficiente para caracterizá-la. Segundo defende, o Tribunal de origem considerou a mera superioridade numérica dos réus como sinônimo de grave ameaça e ainda aplicou a causa de aumento de pena relativa ao concurso de pessoas, o que implica bis in idem. Assevera a inépcia da denúncia, na qual a conduta do paciente é descrita com a utilização do verbo “roubar”, ao passo que o núcleo do tipo previsto no artigo 157 do Código Penal é “subtrair para si ou para outrem”. Por fim, anota não se tratar de reexame de fatos e provas, mas da negação de validade a determinado meio probatório. Em âmbito liminar, requer a suspensão do mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça. No mérito, busca a anulação do acórdão e, subsidiariamente, a desclassificação do delito de roubo para furto qualificado pelo concurso de agentes. Este habeas foi distribuído a Vossa Excelência por prevenção em virtude da relatoria do Habeas Corpus nº 105.968/RJ, já examinado em definitivo pelo Supremo. Nessa impetração, em que se pleiteava o julgamento do Habeas Corpus nº 172.757/RJ pelo Superior Tribunal, noticiou-se que o processo criminal ao qual respondeu o paciente transitara em julgado. A Procuradoria Geral da República assevera que a análise sobre a existência ou não de grave ameaça ou violência é inviável em habeas corpus, pois necessária a reapreciação do conjunto fático-probatório. Sustenta haver-se descrito, na denúncia, a prática formal e materialmente tipificada no artigo 157 do Código Penal, porquanto a vítima, após ter o objeto subtraído, sofreu violência física ao levar um soco de um dos agentes. Ressalta a impossibilidade de resistência da vítima, a qual se viu na presença de mais dois outros agentes, que davam cobertura à conduta criminosa. No tocante ao exame pericial, evoca a óptica do Supremo de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Supremo Tribunal Federal HC 112132 / RJ comprovação material da suposta violência praticada e a configuração da elementar do crime de roubo. Em relação à grave ameaça, afirma que o número de agentes, por si só, não é suficiente para caracterizá-la. Segundo defende, o Tribunal de origem considerou a mera superioridade numérica dos réus como sinônimo de grave ameaça e ainda aplicou a causa de aumento de pena relativa ao concurso de pessoas, o que implica bis in idem. Assevera a inépcia da denúncia, na qual a conduta do paciente é descrita com a utilização do verbo “roubar”, ao passo que o núcleo do tipo previsto no artigo 157 do Código Penal é “subtrair para si ou para outrem”. Por fim, anota não se tratar de reexame de fatos e provas, mas da negação de validade a determinado meio probatório. Em âmbito liminar, requer a suspensão do mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça. No mérito, busca a anulação do acórdão e, subsidiariamente, a desclassificação do delito de roubo para furto qualificado pelo concurso de agentes. Este habeas foi distribuído a Vossa Excelência por prevenção em virtude da relatoria do Habeas Corpus nº 105.968/RJ, já examinado em definitivo pelo Supremo. Nessa impetração, em que se pleiteava o julgamento do Habeas Corpus nº 172.757/RJ pelo Superior Tribunal, noticiou-se que o processo criminal ao qual respondeu o paciente transitara em julgado. A Procuradoria Geral da República assevera que a análise sobre a existência ou não de grave ameaça ou violência é inviável em habeas corpus, pois necessária a reapreciação do conjunto fático-probatório. Sustenta haver-se descrito, na denúncia, a prática formal e materialmente tipificada no artigo 157 do Código Penal, porquanto a vítima, após ter o objeto subtraído, sofreu violência física ao levar um soco de um dos agentes. Ressalta a impossibilidade de resistência da vítima, a qual se viu na presença de mais dois outros agentes, que davam cobertura à conduta criminosa. No tocante ao exame pericial, evoca a óptica do Supremo de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 112132 / RJ que, para a configuração do crime de roubo, não se mostra essencial dano à integridade física da vítima, sendo dispensável a realização da perícia. Opina pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 6 de abril de 2013, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 16 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Supremo Tribunal Federal HC 112132 / RJ que, para a configuração do crime de roubo, não se mostra essencial dano à integridade física da vítima, sendo dispensável a realização da perícia. Opina pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 6 de abril de 2013, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 16 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Antecipação ao Voto 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, e ainda dizem que as juízas têm mão pesada, mais pesada do que os juízes homens. Nem sempre é assim. Talvez a exceção confirme a regra. Evoluímos quanto ao habeas substitutivo do recurso ordinário e o fizemos porque nada surge sem uma causa. A causa foi única, diria, dupla. Primeiro, a homenagem à Constituição Federal, no que prevê contra decisões de Tribunais Superiores em habeas o recurso ordinário constitucional, sujeito a um prazo para interposição. Em segundo, a circunstância de o habeas ter sido barateado, passou a ser formalizado de uma forma linear, prejudicando, inclusive, a jurisdição. Estamos recordados de que vínhamos julgando, em cada sessão, dois, três habeas corpus com pedido de apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Reporto-me, Presidente, aos fundamentos – e perdi a fama de progressista, de libertário – que levaram o Colegiado a essa mesma evolução. Há dois mestres que homenageio – do Direito, especialmente do Direito Penal – e a ordem da citação ocorre presente a faixa etária, não existe supremacia deste ou daquele –, Juarez Távora e Maria Tereza, minha colega no Superior Tribunal de Justiça. Mas, o caso concreto não enseja o implemento de ordem de ofício. Ao indeferir a medida liminar – e sempre examinamos, já que podemos chegar ao implemento da ordem de ofício, em qualquer processo, com maior razão se revela uma impetração –, analisamos sempre a matéria de fundo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741096. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, e ainda dizem que as juízas têm mão pesada, mais pesada do que os juízes homens. Nem sempre é assim. Talvez a exceção confirme a regra. Evoluímos quanto ao habeas substitutivo do recurso ordinário e o fizemos porque nada surge sem uma causa. A causa foi única, diria, dupla. Primeiro, a homenagem à Constituição Federal, no que prevê contra decisões de Tribunais Superiores em habeas o recurso ordinário constitucional, sujeito a um prazo para interposição. Em segundo, a circunstância de o habeas ter sido barateado, passou a ser formalizado de uma forma linear, prejudicando, inclusive, a jurisdição. Estamos recordados de que vínhamos julgando, em cada sessão, dois, três habeas corpus com pedido de apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Reporto-me, Presidente, aos fundamentos – e perdi a fama de progressista, de libertário – que levaram o Colegiado a essa mesma evolução. Há dois mestres que homenageio – do Direito, especialmente do Direito Penal – e a ordem da citação ocorre presente a faixa etária, não existe supremacia deste ou daquele –, Juarez Távora e Maria Tereza, minha colega no Superior Tribunal de Justiça. Mas, o caso concreto não enseja o implemento de ordem de ofício. Ao indeferir a medida liminar – e sempre examinamos, já que podemos chegar ao implemento da ordem de ofício, em qualquer processo, com maior razão se revela uma impetração –, analisamos sempre a matéria de fundo. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo, assim, inadequado. Valho-me do que tenho consignado a respeito: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus – este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo, assim, inadequado. Valho-me do que tenho consignado a respeito: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus – este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112132 / RJ Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira – na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Supremo Tribunal Federal HC 112132 / RJ Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira – na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112132 / RJ processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. No tocante à possibilidade de implemento da ordem de ofício, a espécie não a enseja. Ao indeferir o pedido de liminar, consignei: 2. Observem os termos da denúncia. Consta do histórico subscrito pelo Ministério Público que os acusados, mediante violência e grave ameaça, subtraíram para si ou para outrem um casaco de propriedade da vítima, Luciane de Souza Macedo. Mesmo não se podendo distinguir as situações reveladas pelo verbo roubar e pela óptica da subtração para si ou para outrem, no caso, a denúncia fez-se explícita, com afirmação da ocorrência de fenômeno que é retratado no artigo 157 do Código Penal: Art. 157 Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: […] Mais do que isso, possível defeito da peça primeira da ação penal não foi veiculado no momento propício e, por isso, no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, nada se consignou a respeito. Quanto à configuração do tipo, leve-se em conta que o preceito legal encerra como forma da prática criminosa a redução da pessoa à impossibilidade de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Supremo Tribunal Federal HC 112132 / RJ processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. No tocante à possibilidade de implemento da ordem de ofício, a espécie não a enseja. Ao indeferir o pedido de liminar, consignei: 2. Observem os termos da denúncia. Consta do histórico subscrito pelo Ministério Público que os acusados, mediante violência e grave ameaça, subtraíram para si ou para outrem um casaco de propriedade da vítima, Luciane de Souza Macedo. Mesmo não se podendo distinguir as situações reveladas pelo verbo roubar e pela óptica da subtração para si ou para outrem, no caso, a denúncia fez-se explícita, com afirmação da ocorrência de fenômeno que é retratado no artigo 157 do Código Penal: Art. 157 Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: […] Mais do que isso, possível defeito da peça primeira da ação penal não foi veiculado no momento propício e, por isso, no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, nada se consignou a respeito. Quanto à configuração do tipo, leve-se em conta que o preceito legal encerra como forma da prática criminosa a redução da pessoa à impossibilidade de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112132 / RJ resistência. Mostra-se despiciendo considerar a duplicidade no que, a um só tempo, a participação conjunta de agentes surge como qualificadora. A vítima do gênero feminino viu-se em situação que impossibilitou a resistência ante não só a força física do agente, que implementou materialmente o ato, como também em face da presença dos dois outros. Resta ainda a notícia de a intimidação ter acontecido de forma física no que veio o agente a desferir um soco na vítima. Vale frisar que nem sempre este último deixa vestígios, razão pela qual não seria o caso de cogitar de exame de corpo de delito. Em síntese, visa-se, com este habeas corpus, no que o instituto é elastecido, a evitar o cumprimento do mandado de prisão, já tendo havido até, ao que tudo indica, o trânsito em julgado da sentença condenatória. Descabe confundir inconformismo quanto ao desfecho do processo- crime com a prática de ilegalidades. Na questão alusiva à desclassificação pretendida, existe o óbice de o habeas corpus não ser a via própria ao exame do conjunto probatório, para assentar-se que, em vez de roubo, houve simples furto, que se tem decisão contrária à evidência processual, inequivocamente base para a rescisória – de mão única, porque apenas ao alcance do réu, vedada ao Estado-acusador, ao Ministério Público –, que é a revisão criminal. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Supremo Tribunal Federal HC 112132 / RJ resistência. Mostra-se despiciendo considerar a duplicidade no que, a um só tempo, a participação conjunta de agentes surge como qualificadora. A vítima do gênero feminino viu-se em situação que impossibilitou a resistência ante não só a força física do agente, que implementou materialmente o ato, como também em face da presença dos dois outros. Resta ainda a notícia de a intimidação ter acontecido de forma física no que veio o agente a desferir um soco na vítima. Vale frisar que nem sempre este último deixa vestígios, razão pela qual não seria o caso de cogitar de exame de corpo de delito. Em síntese, visa-se, com este habeas corpus, no que o instituto é elastecido, a evitar o cumprimento do mandado de prisão, já tendo havido até, ao que tudo indica, o trânsito em julgado da sentença condenatória. Descabe confundir inconformismo quanto ao desfecho do processo- crime com a prática de ilegalidades. Na questão alusiva à desclassificação pretendida, existe o óbice de o habeas corpus não ser a via própria ao exame do conjunto probatório, para assentar-se que, em vez de roubo, houve simples furto, que se tem decisão contrária à evidência processual, inequivocamente base para a rescisória – de mão única, porque apenas ao alcance do réu, vedada ao Estado-acusador, ao Ministério Público –, que é a revisão criminal. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu também estou de acordo com Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio. Só queria fazer uma distinção, porque, realmente, o eminente Advogado procurou se dedicar a esse discrímen, mas, no meu modo de ver, a ótica é diferente, porque o furto é qualificado pelo concurso de pessoas quando, na estratégia do furto, do ato material em si, um vigia e o outro furta, ou um abre o vidro e o outro furta, esse concurso de pessoas é no ato material do furto. No roubo, o concurso de pessoas é aquele que intimida a pessoa, como Vossa Excelência destacou nessa cláusula final do artigo 157. Daí essa distinção entre o furto qualificado pelo concurso de pessoas e ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Também distinguindo considerada a violência contra a pessoa ou a coisa. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Exatamente. Então, eu acompanho integralmente Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3758934. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu também estou de acordo com Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio. Só queria fazer uma distinção, porque, realmente, o eminente Advogado procurou se dedicar a esse discrímen, mas, no meu modo de ver, a ótica é diferente, porque o furto é qualificado pelo concurso de pessoas quando, na estratégia do furto, do ato material em si, um vigia e o outro furta, ou um abre o vidro e o outro furta, esse concurso de pessoas é no ato material do furto. No roubo, o concurso de pessoas é aquele que intimida a pessoa, como Vossa Excelência destacou nessa cláusula final do artigo 157. Daí essa distinção entre o furto qualificado pelo concurso de pessoas e ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Também distinguindo considerada a violência contra a pessoa ou a coisa. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Exatamente. Então, eu acompanho integralmente Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3758934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.132 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : WALLACE SILVA DE LIMA IMPTE.(S) : GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Falaram: o Dr. Gustavo Teixeira, pelo Paciente, e o Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas, Subprocurador-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700828 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.132 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : WALLACE SILVA DE LIMA IMPTE.(S) : GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Falaram: o Dr. Gustavo Teixeira, pelo Paciente, e o Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas, Subprocurador-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700828 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3773136
2013-04-16T00:00:00
2013-05-10T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Falaram: o Dr. Gustavo Teixeira, pelo Paciente, e o Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas, Subprocurador-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 16.4.2013.
HABEAS CORPUS
HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus.
sjur229995
- Veja HC 172757 do STJ. Número de páginas: 12. Análise: 24/05/2013, MMR. Revisão: 29/05/2013, SEV.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
112132
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00002 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00157 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 112132
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PACTE.(S) : WALLACE SILVA DE LIMA IMPTE.(S) : GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :WALLACE SILVA DE LIMA IMPTE.(S) :GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA HABEAS CORPUS – JULGAMENTO POR TRIBUNAL SUPERIOR – IMPUGNAÇÃO. A teor do disposto no artigo 102, inciso II, alínea “a”, da Constituição Federal, contra decisão, proferida em processo revelador de habeas corpus, a implicar a não concessão da ordem, cabível é o recurso ordinário. Evolução quanto à admissibilidade do substitutivo do habeas corpus. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em julgar extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 16 de abril de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674853. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Relatório 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :WALLACE SILVA DE LIMA IMPTE.(S) :GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações prestadas pela Assessoria por ocasião do exame do pedido liminar, que foi indeferido: O Juízo da 2... Vara Criminal de Bangu, Estado do Rio de Janeiro, no Processo n 2007.204.009036-0, desclassificou a imputação de roubo qualificado pelo concurso de agentes para furto. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu provimento à apelação interposta pelo Ministério Público estadual para reformar a decisão e condenar o paciente a cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, mais treze dias-multa pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2..., inciso II, do Código Penal. Conforme assinalou, a grave ameaça exigida para a configuração do tipo penal pode ser puramente verbal, ou pode verificar-se pelo número de agentes, pela simulação do porte de arma de fogo ou ainda por atitudes perpetradas pelos réus, desde que capazes de intimidar a vítima. Afirmou que, no caso concreto, ficou comprovado, pelo depoimento da vítima, ter sido ela abordada por três agentes e levado um soco, circunstâncias suficientes a caracterizar o delito de roubo. Determinou a expedição do mandado de prisão após o trânsito em julgado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :WALLACE SILVA DE LIMA IMPTE.(S) :GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Eis as informações prestadas pela Assessoria por ocasião do exame do pedido liminar, que foi indeferido: O Juízo da 2... Vara Criminal de Bangu, Estado do Rio de Janeiro, no Processo n 2007.204.009036-0, desclassificou a imputação de roubo qualificado pelo concurso de agentes para furto. O Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro deu provimento à apelação interposta pelo Ministério Público estadual para reformar a decisão e condenar o paciente a cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semiaberto, mais treze dias-multa pela prática do crime previsto no artigo 157, § 2..., inciso II, do Código Penal. Conforme assinalou, a grave ameaça exigida para a configuração do tipo penal pode ser puramente verbal, ou pode verificar-se pelo número de agentes, pela simulação do porte de arma de fogo ou ainda por atitudes perpetradas pelos réus, desde que capazes de intimidar a vítima. Afirmou que, no caso concreto, ficou comprovado, pelo depoimento da vítima, ter sido ela abordada por três agentes e levado um soco, circunstâncias suficientes a caracterizar o delito de roubo. Determinou a expedição do mandado de prisão após o trânsito em julgado. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Relatório HC 112132 / RJ O ato ora atacado é o acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, no Habeas Corpus n 172.757/RJ. O julgamento foi resumido na seguinte ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PRETENDIDA DESCLASSIFICAÇÃO PARA O CRIME DE FURTO. ALEGAÇÃO DE FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EMPREGO DE GRAVE AMEAÇA. IMPROCEDÊNCIA. NECESSIDADE DE INCURSÃO NA SEARA FÁTICO- PROBATÓRIA. IMPROPRIEDADE DO WRIT. ORDEM DENEGADA. 1. Configura-se o crime de roubo quando há o emprego de violência ou grave ameaça contra a vítima. O crime de furto, por sua vez, caracteriza-se quando não há emprego de nenhuma espécie de violência, física ou moral, nem grave ameaça. 2. O acórdão impugnado reconheceu que, no caso concreto, a presença de três agentes, no momento da prática do crime, contra a vítima mulher e sozinha, a qual inclusive levou um soco no rosto durante o assalto, foi suficiente para caracterizar o elemento grave ameaça. 3. Verificar se o Tribunal agiu com acerto, porquanto os autos não comprovam ter havido a violência, na forma de lesões simples ou de vias de fato, para desclassificar a conduta do Paciente para o crime de furto, necessariamente acarretaria a reavaliação de todo o conjunto fático-probatório. 4. Habeas Corpus denegado. (HC 172757/RJ, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 06/12/2011, DJe 19/12/2011) Neste habeas, o impetrante sustenta que a vítima não se submeteu a exame de corpo de delito, o que impede a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Supremo Tribunal Federal HC 112132 / RJ O ato ora atacado é o acórdão proferido pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, no Habeas Corpus n 172.757/RJ. O julgamento foi resumido na seguinte ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. PRETENDIDA DESCLASSIFICAÇÃO PARA O CRIME DE FURTO. ALEGAÇÃO DE FALTA DE COMPROVAÇÃO DO EMPREGO DE GRAVE AMEAÇA. IMPROCEDÊNCIA. NECESSIDADE DE INCURSÃO NA SEARA FÁTICO- PROBATÓRIA. IMPROPRIEDADE DO WRIT. ORDEM DENEGADA. 1. Configura-se o crime de roubo quando há o emprego de violência ou grave ameaça contra a vítima. O crime de furto, por sua vez, caracteriza-se quando não há emprego de nenhuma espécie de violência, física ou moral, nem grave ameaça. 2. O acórdão impugnado reconheceu que, no caso concreto, a presença de três agentes, no momento da prática do crime, contra a vítima mulher e sozinha, a qual inclusive levou um soco no rosto durante o assalto, foi suficiente para caracterizar o elemento grave ameaça. 3. Verificar se o Tribunal agiu com acerto, porquanto os autos não comprovam ter havido a violência, na forma de lesões simples ou de vias de fato, para desclassificar a conduta do Paciente para o crime de furto, necessariamente acarretaria a reavaliação de todo o conjunto fático-probatório. 4. Habeas Corpus denegado. (HC 172757/RJ, Rel. Ministra LAURITA VAZ, QUINTA TURMA, julgado em 06/12/2011, DJe 19/12/2011) Neste habeas, o impetrante sustenta que a vítima não se submeteu a exame de corpo de delito, o que impede a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório HC 112132 / RJ comprovação material da suposta violência praticada e a configuração da elementar do crime de roubo. Em relação à grave ameaça, afirma que o número de agentes, por si só, não é suficiente para caracterizá-la. Segundo defende, o Tribunal de origem considerou a mera superioridade numérica dos réus como sinônimo de grave ameaça e ainda aplicou a causa de aumento de pena relativa ao concurso de pessoas, o que implica bis in idem. Assevera a inépcia da denúncia, na qual a conduta do paciente é descrita com a utilização do verbo “roubar”, ao passo que o núcleo do tipo previsto no artigo 157 do Código Penal é “subtrair para si ou para outrem”. Por fim, anota não se tratar de reexame de fatos e provas, mas da negação de validade a determinado meio probatório. Em âmbito liminar, requer a suspensão do mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça. No mérito, busca a anulação do acórdão e, subsidiariamente, a desclassificação do delito de roubo para furto qualificado pelo concurso de agentes. Este habeas foi distribuído a Vossa Excelência por prevenção em virtude da relatoria do Habeas Corpus n 105.968/RJ, já examinado em definitivo pelo Supremo. Nessa impetração, em que se pleiteava o julgamento do Habeas Corpus n 172.757/RJ pelo Superior Tribunal, noticiou-se que o processo criminal ao qual respondeu o paciente transitara em julgado. A Procuradoria Geral da República assevera que a análise sobre a existência ou não de grave ameaça ou violência é inviável em habeas corpus, pois necessária a reapreciação do conjunto fático-probatório. Sustenta haver-se descrito, na denúncia, a prática formal e materialmente tipificada no artigo 157 do Código Penal, porquanto a vítima, após ter o objeto subtraído, sofreu violência física ao levar um soco de um dos agentes. Ressalta a impossibilidade de resistência da vítima, a qual se viu na presença de mais dois outros agentes, que davam cobertura à conduta criminosa. No tocante ao exame pericial, evoca a óptica do Supremo de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Supremo Tribunal Federal HC 112132 / RJ comprovação material da suposta violência praticada e a configuração da elementar do crime de roubo. Em relação à grave ameaça, afirma que o número de agentes, por si só, não é suficiente para caracterizá-la. Segundo defende, o Tribunal de origem considerou a mera superioridade numérica dos réus como sinônimo de grave ameaça e ainda aplicou a causa de aumento de pena relativa ao concurso de pessoas, o que implica bis in idem. Assevera a inépcia da denúncia, na qual a conduta do paciente é descrita com a utilização do verbo “roubar”, ao passo que o núcleo do tipo previsto no artigo 157 do Código Penal é “subtrair para si ou para outrem”. Por fim, anota não se tratar de reexame de fatos e provas, mas da negação de validade a determinado meio probatório. Em âmbito liminar, requer a suspensão do mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça. No mérito, busca a anulação do acórdão e, subsidiariamente, a desclassificação do delito de roubo para furto qualificado pelo concurso de agentes. Este habeas foi distribuído a Vossa Excelência por prevenção em virtude da relatoria do Habeas Corpus n 105.968/RJ, já examinado em definitivo pelo Supremo. Nessa impetração, em que se pleiteava o julgamento do Habeas Corpus n 172.757/RJ pelo Superior Tribunal, noticiou-se que o processo criminal ao qual respondeu o paciente transitara em julgado. A Procuradoria Geral da República assevera que a análise sobre a existência ou não de grave ameaça ou violência é inviável em habeas corpus, pois necessária a reapreciação do conjunto fático-probatório. Sustenta haver-se descrito, na denúncia, a prática formal e materialmente tipificada no artigo 157 do Código Penal, porquanto a vítima, após ter o objeto subtraído, sofreu violência física ao levar um soco de um dos agentes. Ressalta a impossibilidade de resistência da vítima, a qual se viu na presença de mais dois outros agentes, que davam cobertura à conduta criminosa. No tocante ao exame pericial, evoca a óptica do Supremo de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório HC 112132 / RJ que, para a configuração do crime de roubo, não se mostra essencial dano à integridade física da vítima, sendo dispensável a realização da perícia. Opina pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 6 de abril de 2013, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 16 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Supremo Tribunal Federal HC 112132 / RJ que, para a configuração do crime de roubo, não se mostra essencial dano à integridade física da vítima, sendo dispensável a realização da perícia. Opina pelo indeferimento da ordem. Lancei visto no processo em 6 de abril de 2013, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 16 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674854. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Antecipação ao Voto 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, e ainda dizem que as juízas têm mão pesada, mais pesada do que os juízes homens. Nem sempre é assim. Talvez a exceção confirme a regra. Evoluímos quanto ao habeas substitutivo do recurso ordinário e o fizemos porque nada surge sem uma causa. A causa foi única, diria, dupla. Primeiro, a homenagem à Constituição Federal, no que prevê contra decisões de Tribunais Superiores em habeas o recurso ordinário constitucional, sujeito a um prazo para interposição. Em segundo, a circunstância de o habeas ter sido barateado, passou a ser formalizado de uma forma linear, prejudicando, inclusive, a jurisdição. Estamos recordados de que vínhamos julgando, em cada sessão, dois, três habeas corpus com pedido de apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Reporto-me, Presidente, aos fundamentos – e perdi a fama de progressista, de libertário – que levaram o Colegiado a essa mesma evolução. Há dois mestres que homenageio – do Direito, especialmente do Direito Penal – e a ordem da citação ocorre presente a faixa etária, não existe supremacia deste ou daquele –, Juarez Távora e Maria Tereza, minha colega no Superior Tribunal de Justiça. Mas, o caso concreto não enseja o implemento de ordem de ofício. Ao indeferir a medida liminar – e sempre examinamos, já que podemos chegar ao implemento da ordem de ofício, em qualquer processo, com maior razão se revela uma impetração –, analisamos sempre a matéria de fundo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741096. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, e ainda dizem que as juízas têm mão pesada, mais pesada do que os juízes homens. Nem sempre é assim. Talvez a exceção confirme a regra. Evoluímos quanto ao habeas substitutivo do recurso ordinário e o fizemos porque nada surge sem uma causa. A causa foi única, diria, dupla. Primeiro, a homenagem à Constituição Federal, no que prevê contra decisões de Tribunais Superiores em habeas o recurso ordinário constitucional, sujeito a um prazo para interposição. Em segundo, a circunstância de o habeas ter sido barateado, passou a ser formalizado de uma forma linear, prejudicando, inclusive, a jurisdição. Estamos recordados de que vínhamos julgando, em cada sessão, dois, três habeas corpus com pedido de apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. Reporto-me, Presidente, aos fundamentos – e perdi a fama de progressista, de libertário – que levaram o Colegiado a essa mesma evolução. Há dois mestres que homenageio – do Direito, especialmente do Direito Penal – e a ordem da citação ocorre presente a faixa etária, não existe supremacia deste ou daquele –, Juarez Távora e Maria Tereza, minha colega no Superior Tribunal de Justiça. Mas, o caso concreto não enseja o implemento de ordem de ofício. Ao indeferir a medida liminar – e sempre examinamos, já que podemos chegar ao implemento da ordem de ofício, em qualquer processo, com maior razão se revela uma impetração –, analisamos sempre a matéria de fundo. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3741096. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo, assim, inadequado. Valho-me do que tenho consignado a respeito: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus – este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo, assim, inadequado. Valho-me do que tenho consignado a respeito: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus – este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112132 / RJ Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira – na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Supremo Tribunal Federal HC 112132 / RJ Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira – na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112132 / RJ processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. No tocante à possibilidade de implemento da ordem de ofício, a espécie não a enseja. Ao indeferir o pedido de liminar, consignei: 2. Observem os termos da denúncia. Consta do histórico subscrito pelo Ministério Público que os acusados, mediante violência e grave ameaça, subtraíram para si ou para outrem um casaco de propriedade da vítima, Luciane de Souza Macedo. Mesmo não se podendo distinguir as situações reveladas pelo verbo roubar e pela óptica da subtração para si ou para outrem, no caso, a denúncia fez-se explícita, com afirmação da ocorrência de fenômeno que é retratado no artigo 157 do Código Penal: Art. 157 Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: […] Mais do que isso, possível defeito da peça primeira da ação penal não foi veiculado no momento propício e, por isso, no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, nada se consignou a respeito. Quanto à configuração do tipo, leve-se em conta que o preceito legal encerra como forma da prática criminosa a redução da pessoa à impossibilidade de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Supremo Tribunal Federal HC 112132 / RJ processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. No tocante à possibilidade de implemento da ordem de ofício, a espécie não a enseja. Ao indeferir o pedido de liminar, consignei: 2. Observem os termos da denúncia. Consta do histórico subscrito pelo Ministério Público que os acusados, mediante violência e grave ameaça, subtraíram para si ou para outrem um casaco de propriedade da vítima, Luciane de Souza Macedo. Mesmo não se podendo distinguir as situações reveladas pelo verbo roubar e pela óptica da subtração para si ou para outrem, no caso, a denúncia fez-se explícita, com afirmação da ocorrência de fenômeno que é retratado no artigo 157 do Código Penal: Art. 157 Subtrair coisa móvel alheia, para si ou para outrem, mediante grave ameaça ou violência a pessoa, ou depois de havê-la, por qualquer meio, reduzido à impossibilidade de resistência: […] Mais do que isso, possível defeito da peça primeira da ação penal não foi veiculado no momento propício e, por isso, no acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, nada se consignou a respeito. Quanto à configuração do tipo, leve-se em conta que o preceito legal encerra como forma da prática criminosa a redução da pessoa à impossibilidade de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 112132 / RJ resistência. Mostra-se despiciendo considerar a duplicidade no que, a um só tempo, a participação conjunta de agentes surge como qualificadora. A vítima do gênero feminino viu-se em situação que impossibilitou a resistência ante não só a força física do agente, que implementou materialmente o ato, como também em face da presença dos dois outros. Resta ainda a notícia de a intimidação ter acontecido de forma física no que veio o agente a desferir um soco na vítima. Vale frisar que nem sempre este último deixa vestígios, razão pela qual não seria o caso de cogitar de exame de corpo de delito. Em síntese, visa-se, com este habeas corpus, no que o instituto é elastecido, a evitar o cumprimento do mandado de prisão, já tendo havido até, ao que tudo indica, o trânsito em julgado da sentença condenatória. Descabe confundir inconformismo quanto ao desfecho do processo- crime com a prática de ilegalidades. Na questão alusiva à desclassificação pretendida, existe o óbice de o habeas corpus não ser a via própria ao exame do conjunto probatório, para assentar-se que, em vez de roubo, houve simples furto, que se tem decisão contrária à evidência processual, inequivocamente base para a rescisória – de mão única, porque apenas ao alcance do réu, vedada ao Estado-acusador, ao Ministério Público –, que é a revisão criminal. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Supremo Tribunal Federal HC 112132 / RJ resistência. Mostra-se despiciendo considerar a duplicidade no que, a um só tempo, a participação conjunta de agentes surge como qualificadora. A vítima do gênero feminino viu-se em situação que impossibilitou a resistência ante não só a força física do agente, que implementou materialmente o ato, como também em face da presença dos dois outros. Resta ainda a notícia de a intimidação ter acontecido de forma física no que veio o agente a desferir um soco na vítima. Vale frisar que nem sempre este último deixa vestígios, razão pela qual não seria o caso de cogitar de exame de corpo de delito. Em síntese, visa-se, com este habeas corpus, no que o instituto é elastecido, a evitar o cumprimento do mandado de prisão, já tendo havido até, ao que tudo indica, o trânsito em julgado da sentença condenatória. Descabe confundir inconformismo quanto ao desfecho do processo- crime com a prática de ilegalidades. Na questão alusiva à desclassificação pretendida, existe o óbice de o habeas corpus não ser a via própria ao exame do conjunto probatório, para assentar-se que, em vez de roubo, houve simples furto, que se tem decisão contrária à evidência processual, inequivocamente base para a rescisória – de mão única, porque apenas ao alcance do réu, vedada ao Estado-acusador, ao Ministério Público –, que é a revisão criminal. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3674855. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu também estou de acordo com Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio. Só queria fazer uma distinção, porque, realmente, o eminente Advogado procurou se dedicar a esse discrímen, mas, no meu modo de ver, a ótica é diferente, porque o furto é qualificado pelo concurso de pessoas quando, na estratégia do furto, do ato material em si, um vigia e o outro furta, ou um abre o vidro e o outro furta, esse concurso de pessoas é no ato material do furto. No roubo, o concurso de pessoas é aquele que intimida a pessoa, como Vossa Excelência destacou nessa cláusula final do artigo 157. Daí essa distinção entre o furto qualificado pelo concurso de pessoas e ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Também distinguindo considerada a violência contra a pessoa ou a coisa. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Exatamente. Então, eu acompanho integralmente Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3758934. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.132 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu também estou de acordo com Vossa Excelência, Ministro Marco Aurélio. Só queria fazer uma distinção, porque, realmente, o eminente Advogado procurou se dedicar a esse discrímen, mas, no meu modo de ver, a ótica é diferente, porque o furto é qualificado pelo concurso de pessoas quando, na estratégia do furto, do ato material em si, um vigia e o outro furta, ou um abre o vidro e o outro furta, esse concurso de pessoas é no ato material do furto. No roubo, o concurso de pessoas é aquele que intimida a pessoa, como Vossa Excelência destacou nessa cláusula final do artigo 157. Daí essa distinção entre o furto qualificado pelo concurso de pessoas e ... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Também distinguindo considerada a violência contra a pessoa ou a coisa. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Exatamente. Então, eu acompanho integralmente Vossa Excelência. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3758934. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 16/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.132 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : WALLACE SILVA DE LIMA IMPTE.(S) : GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Falaram: o Dr. Gustavo Teixeira, pelo Paciente, e o Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas, Subprocurador-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700828 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.132 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : WALLACE SILVA DE LIMA IMPTE.(S) : GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto do Relator. Unânime. Falaram: o Dr. Gustavo Teixeira, pelo Paciente, e o Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas, Subprocurador-Geral da República, pelo Ministério Público Federal. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 16.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo de Tarso Braz Lucas. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3700828 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 112 . 132", "Processo n 2007 . 204 . 009036 - 0", "HABEAS CORPUS 112 . 132", "Processo n 2007 . 204 . 009036 - 0", "HC 112132 / RJ", "Habeas Corpus n 172 . 757 / RJ", "HC 172757 / RJ", "HC 112132", "Habeas Corpus n 172 . 757 / RJ", "HC 172757 / RJ", "HC 112132 / RJ", "Habeas Corpus n 105 . 968 / RJ", "Habeas Corpus n 172 . 757 / RJ", "HC 112132 / RJ", "Habeas Corpus n 105 . 968 / RJ", "Habeas Corpus n 172 . 757 / RJ", "HC 112132 / RJ", "HC 112132 / RJ", "HABEAS CORPUS 112 . 132", "HABEAS CORPUS 112 . 132", "CORPUS 112 . 132", "HABEAS CORPUS 112 . 132", "HC 112132 / RJ", "HC 112132 / RJ", "HC 112132 / RJ", "HC 112132 / RJ", "HC 112132 / RJ", "HC 112132 / RJ", "HABEAS CORPUS 112 . 132", "HABEAS CORPUS 112 . 132", "HABEAS CORPUS 112 . 132", "HABEAS CORPUS 112 . 132" ], "LEGISLACAO": [ "artigo 102 , inciso II , alínea “ a ” , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 157 , § 2 . . . , inciso II , do Código Penal", 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AURÉLIO", "WALLACE SILVA DE LIMA", "GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA", "Gustavo Teixeira", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Luiz Fux", "Luiz", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "WALLACE SILVA DE LIMA", "GUSTAVO ALVES PINTO TEIXEIRA", "Gustavo Teixeira", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Paulo de Tarso Braz Lucas", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "16", "/", "04", "/", "2013", "16 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "19", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", "/", "12", "/", "2011", "19", "/", "12", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "6 de abril de 2013", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WOLF GRUENBERG AGTE.(S) :BETTY GUENDLER GRUENBERG ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 173.917 E HC Nº 190.105 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – ALEGADO CONSTRANGIMENTO AO “STATUS LIBERTATIS” DOS PACIENTES, MOTIVADO POR DEMORA NO JULGAMENTO, PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, DE DOIS PEDIDOS DE “HABEAS CORPUS” IMPETRADOS PERANTE AQUELA ALTA CORTE JUDICIÁRIA – EXCESSO DE PRAZO CONFIGURADO – ORDEM PARCIALMENTE DEFERIDA PARA QUE OS PROCESSOS SEJAM JULGADOS NAS 10 (DEZ) SESSÕES SUBSEQUENTES – RECURSO PLEITEANDO A ANTECIPAÇÃO DA PROVIDÊNCIA REQUERIDA NOS “HABEAS CORPUS” AINDA NÃO ANALISADOS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA – IMPOSSIBILIDADE – AGRAVO IMPROVIDO. - O réu – especialmente aquele que se acha sujeito a medidas cautelares de privação de sua liberdade – tem direito público subjetivo de ser julgado em prazo razoável, sem dilações indevidas, sob pena de caracterizar-se situação de injusto constrangimento ao seu “status libertatis”. Esse direito ao julgamento em tempo oportuno, que não exceda nem supere, de modo irrazoável, os prazos processuais, qualifica-se como insuprimível prerrogativa de ordem jurídica, fundada tanto em norma de índole constitucional (CF, art. 5º, LXXVIII) quanto em cláusula de natureza convencional (Pacto de São José da Costa Rica, Art. 7º, ns. 5 e 6). Doutrina. Precedentes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718825. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 116241 AGR / RS - Revela-se insuscetível de acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal pretensão deduzida no remédio constitucional do “habeas corpus” que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, a qual não pode, nem deve ser apreciada em sede de agravo regimental, sob pena de evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 23 de abril de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718825. Supremo Tribunal Federal HC 116241 AGR / RS - Revela-se insuscetível de acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal pretensão deduzida no remédio constitucional do “habeas corpus” que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, a qual não pode, nem deve ser apreciada em sede de agravo regimental, sob pena de evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 23 de abril de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WOLF GRUENBERG AGTE.(S) :BETTY GUENDLER GRUENBERG ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 173.917 E HC Nº 190.105 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, assim resumiu e apreciou o presente recurso de agravo: “O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, ciente do r. despacho de fls. , vem manifestar-se sobre os embargos de declaração opostos por Wolf Gruenbergh e Betty Guendler Gruenberg, conhecidos como agravo regimental conforme jurisprudência dessa Suprema Corte – ‘(RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.)’ –, nos seguintes termos: 1. Trata-se de irresignação contra decisão monocrática da lavra do Ministro Celso de Mello, que vislumbrando excesso de prazo para julgamento de ‘mandamus’ impetrados perante o Superior Tribunal de Justiça concedeu parcialmente a ordem em benefício dos ora agravantes para que ‘o E. Superior Tribunal de Justiça julgue os HCs 173.917/RS e 190.105/RS, no Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718826. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WOLF GRUENBERG AGTE.(S) :BETTY GUENDLER GRUENBERG ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 173.917 E HC Nº 190.105 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, assim resumiu e apreciou o presente recurso de agravo: “O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, ciente do r. despacho de fls. , vem manifestar-se sobre os embargos de declaração opostos por Wolf Gruenbergh e Betty Guendler Gruenberg, conhecidos como agravo regimental conforme jurisprudência dessa Suprema Corte – ‘(RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.)’ –, nos seguintes termos: 1. Trata-se de irresignação contra decisão monocrática da lavra do Ministro Celso de Mello, que vislumbrando excesso de prazo para julgamento de ‘mandamus’ impetrados perante o Superior Tribunal de Justiça concedeu parcialmente a ordem em benefício dos ora agravantes para que ‘o E. Superior Tribunal de Justiça julgue os HCs 173.917/RS e 190.105/RS, no Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 116241 AGR / RS prazo máximo de dez (10) sessões (entre ordinárias e extraordinárias), contado da comunicação da presente decisão.’ 2. A Defesa alega que a r. decisão incorreu em omissão ao deixar de analisar o pleito (também constante da impetração) relativo à suspensão do trâmite da apelação criminal interposta em benefício dos pacientes (ora agravantes), em curso perante o TRF/4ª Região, ‘evitando assim a inversão do curso natural do processo até o julgamento no STJ (...)’. 3. No entanto, a irresignação não merece prosperar. 4. Com efeito, em consulta processual realizada no ‘sítio’ do Superior Tribunal de Justiça foi possível constatar que entre os inúmeros e incontáveis pleitos manejados pela Defesa dos agravantes (e dos corréus) perante aquela Egrégia Corte, além dos HC's 173.179/RS e 190.105/RS (ora impugnados), pendem de análise os ‘habeas corpus’ nºs 244.745/RS e 243.347/RS, sendo objeto de ambos, entre outras pretensões, o sobrestamento do curso da apelação que tramita no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, interposta em benefício de Wolf Gruenberg e Betty Guendler Gruenberg. Frise-se que nos respectivos mandamus a Relatora (Sucessora), Ministra Alderita Ramos de Oliveira (Des. Conv. do TJ/PE), indeferiu o pedido liminar e os autos aguardam julgamento. 5. Sob essa perspectiva, tem-se que a pretensão relativa à suspensão do curso de apelação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região está sob a jurisdição imediata do Superior Tribunal de Justiça, não cabendo à Suprema Corte decidir originariamente a questão, como pretende a Defesa, sob pena de violação das regras de competência constitucionalmente previstas. 6. Nesta esteira revela-se manifestamente descabida a atuação desta Suprema Corte na espécie, sob pena de incorrer em inadmissível supressão de instância, consoante já decidido em reiteradas oportunidades (cf. HC nº 100.875/PR, Relª. Min. Ellen Gracie, DJe de 17/12/2010; HC nº 96.977/PA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 30/6/2009, dentre outros). 7. Em vista do exposto, o Ministério Público Federal pede o desprovimento do agravo regimental, mantendo-se 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718826. Supremo Tribunal Federal HC 116241 AGR / RS prazo máximo de dez (10) sessões (entre ordinárias e extraordinárias), contado da comunicação da presente decisão.’ 2. A Defesa alega que a r. decisão incorreu em omissão ao deixar de analisar o pleito (também constante da impetração) relativo à suspensão do trâmite da apelação criminal interposta em benefício dos pacientes (ora agravantes), em curso perante o TRF/4ª Região, ‘evitando assim a inversão do curso natural do processo até o julgamento no STJ (...)’. 3. No entanto, a irresignação não merece prosperar. 4. Com efeito, em consulta processual realizada no ‘sítio’ do Superior Tribunal de Justiça foi possível constatar que entre os inúmeros e incontáveis pleitos manejados pela Defesa dos agravantes (e dos corréus) perante aquela Egrégia Corte, além dos HC's 173.179/RS e 190.105/RS (ora impugnados), pendem de análise os ‘habeas corpus’ nºs 244.745/RS e 243.347/RS, sendo objeto de ambos, entre outras pretensões, o sobrestamento do curso da apelação que tramita no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, interposta em benefício de Wolf Gruenberg e Betty Guendler Gruenberg. Frise-se que nos respectivos mandamus a Relatora (Sucessora), Ministra Alderita Ramos de Oliveira (Des. Conv. do TJ/PE), indeferiu o pedido liminar e os autos aguardam julgamento. 5. Sob essa perspectiva, tem-se que a pretensão relativa à suspensão do curso de apelação no Tribunal Regional Federal da 4ª Região está sob a jurisdição imediata do Superior Tribunal de Justiça, não cabendo à Suprema Corte decidir originariamente a questão, como pretende a Defesa, sob pena de violação das regras de competência constitucionalmente previstas. 6. Nesta esteira revela-se manifestamente descabida a atuação desta Suprema Corte na espécie, sob pena de incorrer em inadmissível supressão de instância, consoante já decidido em reiteradas oportunidades (cf. HC nº 100.875/PR, Relª. Min. Ellen Gracie, DJe de 17/12/2010; HC nº 96.977/PA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 30/6/2009, dentre outros). 7. Em vista do exposto, o Ministério Público Federal pede o desprovimento do agravo regimental, mantendo-se 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 116241 AGR / RS integralmente a decisão impugnada, por seus próprios fundamentos.” (grifei) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718826. Supremo Tribunal Federal HC 116241 AGR / RS integralmente a decisão impugnada, por seus próprios fundamentos.” (grifei) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. De outro lado, e no que concerne à postulação de “(...) suspensão da tramitação (bem assim dos prazos que lhe são consentâneos) da Apelação Criminal nº 0011760-56.2008.404.7100, em trâmite na 7ª Turma do Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região (...)”, o exame dos fundamentos em que se apoia a decisão ora impugnada inviabiliza o próprio conhecimento dessa específica pretensão, que, ressalte-se, sequer foi apreciada, pelo E. Superior Tribunal de Justiça. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal tem advertido, em sucessivos pronunciamentos, que não se revela admissível a ação de “habeas corpus”, quando os fundamentos em que ela se assenta não refletem nem coincidem com aqueles que deram suporte à decisão emanada de Tribunal de jurisdição inferior, pois, se tal fosse possível, registrar-se-ia indevida supressão de instância (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): “IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718827. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. De outro lado, e no que concerne à postulação de “(...) suspensão da tramitação (bem assim dos prazos que lhe são consentâneos) da Apelação Criminal nº 0011760-56.2008.404.7100, em trâmite na 7ª Turma do Egrégio Tribunal Regional Federal da 4ª Região (...)”, o exame dos fundamentos em que se apoia a decisão ora impugnada inviabiliza o próprio conhecimento dessa específica pretensão, que, ressalte-se, sequer foi apreciada, pelo E. Superior Tribunal de Justiça. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal tem advertido, em sucessivos pronunciamentos, que não se revela admissível a ação de “habeas corpus”, quando os fundamentos em que ela se assenta não refletem nem coincidem com aqueles que deram suporte à decisão emanada de Tribunal de jurisdição inferior, pois, se tal fosse possível, registrar-se-ia indevida supressão de instância (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): “IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 116241 AGR / RS quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Disso tudo resulta que o fundamento que dá suporte ao “habeas corpus”, para ser conhecido pelo Supremo Tribunal Federal precisa constituir objeto de prévio exame por parte do E. Superior Tribunal de Justiça, sob pena de configurar-se, como precedentemente já acentuado, inadmissível supressão de instância, consoante tem advertido o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte: “EXECUÇÃO PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. PROGRESSÃO DE REGIME. CUMPRIMENTO DE UM SEXTO DA PENA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL ‘A QUO’. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. PRECEDENTES. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 1. A presente impetração visa ao reconhecimento do direito do paciente em progredir de regime prisional em razão do cumprimento de um sexto da pena. 2. A questão suscitada pelo impetrante no presente ‘habeas corpus’ não foi sequer apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que não tinha sido submetida anteriormente ao crivo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 3. Desse modo, o conhecimento da matéria, neste momento, pelo Supremo Tribunal Federal acarretaria inadmissível supressão de instâncias. 4. A jurisprudência dessa Suprema Corte é firme no sentido de que ‘não se conhece de ‘habeas corpus’ cujas questões não foram apreciadas pela decisão contra a qual é impetrado.’ (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Dje 094). 5. ‘Writ’ não conhecido.” (HC 97.761/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718827. Supremo Tribunal Federal HC 116241 AGR / RS quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Disso tudo resulta que o fundamento que dá suporte ao “habeas corpus”, para ser conhecido pelo Supremo Tribunal Federal precisa constituir objeto de prévio exame por parte do E. Superior Tribunal de Justiça, sob pena de configurar-se, como precedentemente já acentuado, inadmissível supressão de instância, consoante tem advertido o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte: “EXECUÇÃO PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. PROGRESSÃO DE REGIME. CUMPRIMENTO DE UM SEXTO DA PENA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL ‘A QUO’. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. PRECEDENTES. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 1. A presente impetração visa ao reconhecimento do direito do paciente em progredir de regime prisional em razão do cumprimento de um sexto da pena. 2. A questão suscitada pelo impetrante no presente ‘habeas corpus’ não foi sequer apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que não tinha sido submetida anteriormente ao crivo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 3. Desse modo, o conhecimento da matéria, neste momento, pelo Supremo Tribunal Federal acarretaria inadmissível supressão de instâncias. 4. A jurisprudência dessa Suprema Corte é firme no sentido de que ‘não se conhece de ‘habeas corpus’ cujas questões não foram apreciadas pela decisão contra a qual é impetrado.’ (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Dje 094). 5. ‘Writ’ não conhecido.” (HC 97.761/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 116241 AGR / RS Do mesmo modo, revela-se insuscetível de acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal pretensão deduzida no remédio constitucional do “habeas corpus” que ainda não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, a qual não pode, nem deve ser apreciada em sede de agravo regimental, sob pena de evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida, restando prejudicado o exame da petição protocolada nesta Suprema Corte sob o nº 18614/2013. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718827. Supremo Tribunal Federal HC 116241 AGR / RS Do mesmo modo, revela-se insuscetível de acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal pretensão deduzida no remédio constitucional do “habeas corpus” que ainda não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, a qual não pode, nem deve ser apreciada em sede de agravo regimental, sob pena de evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida, restando prejudicado o exame da petição protocolada nesta Suprema Corte sob o nº 18614/2013. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : WOLF GRUENBERG AGTE.(S) : BETTY GUENDLER GRUENBERG ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 173.917 E HC Nº 190.105 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706581 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : WOLF GRUENBERG AGTE.(S) : BETTY GUENDLER GRUENBERG ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 173.917 E HC Nº 190.105 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706581 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3804976
2013-04-23T00:00:00
2013-05-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 23.04.2013.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – ALEGADO CONSTRANGIMENTO AO “STATUS LIBERTATIS” DOS PACIENTES, MOTIVADO POR DEMORA NO JULGAMENTO, PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, DE DOIS PEDIDOS DE “HABEAS CORPUS” IMPETRADOS PERANTE AQUELA ALTA CORTE JUDICIÁRIA – EXCESSO DE PRAZO CONFIGURADO – ORDEM PARCIALMENTE DEFERIDA PARA QUE OS PROCESSOS SEJAM JULGADOS NAS 10 (DEZ) SESSÕES SUBSEQUENTES – RECURSO PLEITEANDO A ANTECIPAÇÃO DA PROVIDÊNCIA REQUERIDA NOS “HABEAS CORPUS” AINDA NÃO ANALISADOS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA – IMPOSSIBILIDADE – AGRAVO IMPROVIDO. - O réu – especialmente aquele que se acha sujeito a medidas cautelares de privação de sua liberdade – tem direito público subjetivo de ser julgado em prazo razoável, sem dilações indevidas, sob pena de caracterizar-se situação de injusto constrangimento ao seu “status libertatis”. Esse direito ao julgamento em tempo oportuno, que não exceda nem supere, de modo irrazoável, os prazos processuais, qualifica-se como insuprimível prerrogativa de ordem jurídica, fundada tanto em norma de índole constitucional (CF, art. 5º, LXXVIII) quanto em cláusula de natureza convencional (Pacto de São José da Costa Rica, Art. 7º, ns. 5 e 6). Doutrina. Precedentes. - Revela-se insuscetível de acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal pretensão deduzida no remédio constitucional do “habeas corpus” que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, a qual não pode, nem deve ser apreciada em sede de agravo regimental, sob pena de evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.
sjur230625
- Acórdão(s) citado(s): (IMPOSSIBILIDADE, ANÁLISE, FUNDAMENTOS DIVERSOS) HC 73390(2ªT), HC 81115(1ªT), HC 97761(2ªT); RTJ 182/243. Número de páginas: 9. Análise: 07/06/2013, LLD.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
116241
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00078 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-INT CVC ANO-1969\r\n ART-00007 NÚMERO-5 NÚMERO-6\r\n PACTO DE SÃO JOSÉ DA COSTA RICA\r\n CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS HUMANOS ASSINADA\r\n EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA, OEA\r\n\r\n", "LEG-FED DEC-000678 ANO-1992\r\n PROMULGA A CONVENÇÃO AMERICANA SOBRE DIREITOS\r\n HUMANOS ASSINADA EM SÃO JOSÉ DA COSTA RICA\r\n DECRETO" ]
HC-AgR
acordaos
HC 116241 AgR
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AGTE.(S) : WOLF GRUENBERG AGTE.(S) : BETTY GUENDLER GRUENBERG ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 173.917 E HC Nº 190.105 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WOLF GRUENBERG AGTE.(S) :BETTY GUENDLER GRUENBERG ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 173.917 E HC n 190.105 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA E M E N T A: “HABEAS CORPUS” – ALEGADO CONSTRANGIMENTO AO “STATUS LIBERTATIS” DOS PACIENTES, MOTIVADO POR DEMORA NO JULGAMENTO, PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA, DE DOIS PEDIDOS DE “HABEAS CORPUS” IMPETRADOS PERANTE AQUELA ALTA CORTE JUDICIÁRIA – EXCESSO DE PRAZO CONFIGURADO – ORDEM PARCIALMENTE DEFERIDA PARA QUE OS PROCESSOS SEJAM JULGADOS NAS 10 (DEZ) SESSÕES SUBSEQUENTES – RECURSO PLEITEANDO A ANTECIPAÇÃO DA PROVIDÊNCIA REQUERIDA NOS “HABEAS CORPUS” AINDA NÃO ANALISADOS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA – IMPOSSIBILIDADE – AGRAVO IMPROVIDO. - O réu – especialmente aquele que se acha sujeito a medidas cautelares de privação de sua liberdade – tem direito público subjetivo de ser julgado em prazo razoável, sem dilações indevidas, sob pena de caracterizar-se situação de injusto constrangimento ao seu “status libertatis”. Esse direito ao julgamento em tempo oportuno, que não exceda nem supere, de modo irrazoável, os prazos processuais, qualifica-se como insuprimível prerrogativa de ordem jurídica, fundada tanto em norma de índole constitucional (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXXVIII) quanto em cláusula de natureza convencional (Pacto de São José da Costa Rica, Art. 7..., ns. 5 e 6). Doutrina. Precedentes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718825. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 116241 AGR / RS - Revela-se insuscetível de acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal pretensão deduzida no remédio constitucional do “habeas corpus” que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, a qual não pode, nem deve ser apreciada em sede de agravo regimental, sob pena de evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 23 de abril de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718825. Supremo Tribunal Federal HC 116241 AGR / RS - Revela-se insuscetível de acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal pretensão deduzida no remédio constitucional do “habeas corpus” que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, a qual não pode, nem deve ser apreciada em sede de agravo regimental, sob pena de evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 23 de abril de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718825. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WOLF GRUENBERG AGTE.(S) :BETTY GUENDLER GRUENBERG ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 173.917 E HC n 190.105 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, assim resumiu e apreciou o presente recurso de agravo: “O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, ciente do r. despacho de fls. , vem manifestar-se sobre os embargos de declaração opostos por Wolf Gruenbergh e Betty Guendler Gruenberg, conhecidos como agravo regimental conforme jurisprudência dessa Suprema Corte – ‘(RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.)’ –, nos seguintes termos: 1. Trata-se de irresignação contra decisão monocrática da lavra do Ministro Celso de Mello, que vislumbrando excesso de prazo para julgamento de ‘mandamus’ impetrados perante o Superior Tribunal de Justiça concedeu parcialmente a ordem em benefício dos ora agravantes para que ‘o E. Superior Tribunal de Justiça julgue os HCs 173.917/RS e 190.105/RS, no Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718826. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) :WOLF GRUENBERG AGTE.(S) :BETTY GUENDLER GRUENBERG ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 173.917 E HC n 190.105 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): O Ministério Público Federal, em manifestação da lavra da ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES, assim resumiu e apreciou o presente recurso de agravo: “O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, ciente do r. despacho de fls. , vem manifestar-se sobre os embargos de declaração opostos por Wolf Gruenbergh e Betty Guendler Gruenberg, conhecidos como agravo regimental conforme jurisprudência dessa Suprema Corte – ‘(RTJ 145/664 – RTJ 153/834 – AI 243.159-ED/DF, Rel. Min. NÉRI DA SILVEIRA – AI 243.832-ED/MG, Rel. Min. MOREIRA ALVES – Rcl 4.395-ED/SP, Rel. Min. CEZAR PELUSO, v.g.)’ –, nos seguintes termos: 1. Trata-se de irresignação contra decisão monocrática da lavra do Ministro Celso de Mello, que vislumbrando excesso de prazo para julgamento de ‘mandamus’ impetrados perante o Superior Tribunal de Justiça concedeu parcialmente a ordem em benefício dos ora agravantes para que ‘o E. Superior Tribunal de Justiça julgue os HCs 173.917/RS e 190.105/RS, no Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 116241 AGR / RS prazo máximo de dez (10) sessões (entre ordinárias e extraordinárias), contado da comunicação da presente decisão.’ 2. A Defesa alega que a r. decisão incorreu em omissão ao deixar de analisar o pleito (também constante da impetração) relativo à suspensão do trâmite da apelação criminal interposta em benefício dos pacientes (ora agravantes), em curso perante o TRF/4... Região, ‘evitando assim a inversão do curso natural do processo até o julgamento no Superior Tribunal de Justiça (...)’. 3. No entanto, a irresignação não merece prosperar. 4. Com efeito, em consulta processual realizada no ‘sítio’ do Superior Tribunal de Justiça foi possível constatar que entre os inúmeros e incontáveis pleitos manejados pela Defesa dos agravantes (e dos corréus) perante aquela Egrégia Corte, além dos HC's 173.179/RS e 190.105/RS (ora impugnados), pendem de análise os ‘habeas corpus’ ns 244.745/RS e 243.347/RS, sendo objeto de ambos, entre outras pretensões, o sobrestamento do curso da apelação que tramita no Tribunal Regional Federal da 4... Região, interposta em benefício de Wolf Gruenberg e Betty Guendler Gruenberg. Frise-se que nos respectivos mandamus a Relatora (Sucessora), Ministra Alderita Ramos de Oliveira (Des. Conv. do TJ/PE), indeferiu o pedido liminar e os autos aguardam julgamento. 5. Sob essa perspectiva, tem-se que a pretensão relativa à suspensão do curso de apelação no Tribunal Regional Federal da 4... Região está sob a jurisdição imediata do Superior Tribunal de Justiça, não cabendo à Suprema Corte decidir originariamente a questão, como pretende a Defesa, sob pena de violação das regras de competência constitucionalmente previstas. 6. Nesta esteira revela-se manifestamente descabida a atuação desta Suprema Corte na espécie, sob pena de incorrer em inadmissível supressão de instância, consoante já decidido em reiteradas oportunidades (cf. HC n 100.875/PR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 17/12/2010; HC n 96.977/PA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 30/6/2009, dentre outros). 7. Em vista do exposto, o Ministério Público Federal pede o desprovimento do agravo regimental, mantendo-se 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718826. Supremo Tribunal Federal HC 116241 AGR / RS prazo máximo de dez (10) sessões (entre ordinárias e extraordinárias), contado da comunicação da presente decisão.’ 2. A Defesa alega que a r. decisão incorreu em omissão ao deixar de analisar o pleito (também constante da impetração) relativo à suspensão do trâmite da apelação criminal interposta em benefício dos pacientes (ora agravantes), em curso perante o TRF/4... Região, ‘evitando assim a inversão do curso natural do processo até o julgamento no Superior Tribunal de Justiça (...)’. 3. No entanto, a irresignação não merece prosperar. 4. Com efeito, em consulta processual realizada no ‘sítio’ do Superior Tribunal de Justiça foi possível constatar que entre os inúmeros e incontáveis pleitos manejados pela Defesa dos agravantes (e dos corréus) perante aquela Egrégia Corte, além dos HC's 173.179/RS e 190.105/RS (ora impugnados), pendem de análise os ‘habeas corpus’ ns 244.745/RS e 243.347/RS, sendo objeto de ambos, entre outras pretensões, o sobrestamento do curso da apelação que tramita no Tribunal Regional Federal da 4... Região, interposta em benefício de Wolf Gruenberg e Betty Guendler Gruenberg. Frise-se que nos respectivos mandamus a Relatora (Sucessora), Ministra Alderita Ramos de Oliveira (Des. Conv. do TJ/PE), indeferiu o pedido liminar e os autos aguardam julgamento. 5. Sob essa perspectiva, tem-se que a pretensão relativa à suspensão do curso de apelação no Tribunal Regional Federal da 4... Região está sob a jurisdição imediata do Superior Tribunal de Justiça, não cabendo à Suprema Corte decidir originariamente a questão, como pretende a Defesa, sob pena de violação das regras de competência constitucionalmente previstas. 6. Nesta esteira revela-se manifestamente descabida a atuação desta Suprema Corte na espécie, sob pena de incorrer em inadmissível supressão de instância, consoante já decidido em reiteradas oportunidades (cf. HC n 100.875/PR, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 17/12/2010; HC n 96.977/PA, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 30/6/2009, dentre outros). 7. Em vista do exposto, o Ministério Público Federal pede o desprovimento do agravo regimental, mantendo-se 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 116241 AGR / RS integralmente a decisão impugnada, por seus próprios fundamentos.” (grifei) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718826. Supremo Tribunal Federal HC 116241 AGR / RS integralmente a decisão impugnada, por seus próprios fundamentos.” (grifei) É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718826. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. De outro lado, e no que concerne à postulação de “(...) suspensão da tramitação (bem assim dos prazos que lhe são consentâneos) da Apelação Criminal n 0011760-56.2008.404.7100, em trâmite na 7... Turma do Egrégio Tribunal Regional Federal da 4... Região (...)”, o exame dos fundamentos em que se apoia a decisão ora impugnada inviabiliza o próprio conhecimento dessa específica pretensão, que, ressalte-se, sequer foi apreciada, pelo E. Superior Tribunal de Justiça. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal tem advertido, em sucessivos pronunciamentos, que não se revela admissível a ação de “habeas corpus”, quando os fundamentos em que ela se assenta não refletem nem coincidem com aqueles que deram suporte à decisão emanada de Tribunal de jurisdição inferior, pois, se tal fosse possível, registrar-se-ia indevida supressão de instância (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): “IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718827. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Não assiste razão à parte agravante, eis que a decisão agravada – cujos fundamentos são ora reafirmados – ajusta-se, com integral fidelidade, à diretriz jurisprudencial firmada pelo Supremo Tribunal Federal na matéria em exame. De outro lado, e no que concerne à postulação de “(...) suspensão da tramitação (bem assim dos prazos que lhe são consentâneos) da Apelação Criminal n 0011760-56.2008.404.7100, em trâmite na 7... Turma do Egrégio Tribunal Regional Federal da 4... Região (...)”, o exame dos fundamentos em que se apoia a decisão ora impugnada inviabiliza o próprio conhecimento dessa específica pretensão, que, ressalte-se, sequer foi apreciada, pelo E. Superior Tribunal de Justiça. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal tem advertido, em sucessivos pronunciamentos, que não se revela admissível a ação de “habeas corpus”, quando os fundamentos em que ela se assenta não refletem nem coincidem com aqueles que deram suporte à decisão emanada de Tribunal de jurisdição inferior, pois, se tal fosse possível, registrar-se-ia indevida supressão de instância (RTJ 182/243-244, Rel. Min. SEPÚLVEDA PERTENCE – HC 73.390/RS, Rel. Min. CARLOS VELLOSO – HC 81.115/SP, Rel. Min. ILMAR GALVÃO, v.g.): “IMPETRAÇÃO DE ‘HABEAS CORPUS’ COM APOIO EM FUNDAMENTO NÃO EXAMINADO PELO TRIBUNAL APONTADO COMO COATOR: HIPÓTESE DE INCOGNOSCIBILIDADE DO ‘WRIT’ CONSTITUCIONAL. - Revela-se insuscetível de conhecimento, pelo Supremo Tribunal Federal, o remédio constitucional do ‘habeas corpus’, Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 116241 AGR / RS quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Disso tudo resulta que o fundamento que dá suporte ao “habeas corpus”, para ser conhecido pelo Supremo Tribunal Federal precisa constituir objeto de prévio exame por parte do E. Superior Tribunal de Justiça, sob pena de configurar-se, como precedentemente já acentuado, inadmissível supressão de instância, consoante tem advertido o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte: “EXECUÇÃO PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. PROGRESSÃO DE REGIME. CUMPRIMENTO DE UM SEXTO DA PENA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL ‘A QUO’. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. PRECEDENTES. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 1. A presente impetração visa ao reconhecimento do direito do paciente em progredir de regime prisional em razão do cumprimento de um sexto da pena. 2. A questão suscitada pelo impetrante no presente ‘habeas corpus’ não foi sequer apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que não tinha sido submetida anteriormente ao crivo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 3. Desse modo, o conhecimento da matéria, neste momento, pelo Supremo Tribunal Federal acarretaria inadmissível supressão de instâncias. 4. A jurisprudência dessa Suprema Corte é firme no sentido de que ‘não se conhece de ‘habeas corpus’ cujas questões não foram apreciadas pela decisão contra a qual é impetrado.’ (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Dje 094). 5. ‘Writ’ não conhecido.” (HC 97.761/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718827. Supremo Tribunal Federal HC 116241 AGR / RS quando impetrado com suporte em fundamento que não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir ‘per saltum’, registrar-se-ia indevida supressão de instância, com evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Precedentes.” (RTJ 192/233-234, Rel. Min. CELSO DE MELLO) Disso tudo resulta que o fundamento que dá suporte ao “habeas corpus”, para ser conhecido pelo Supremo Tribunal Federal precisa constituir objeto de prévio exame por parte do E. Superior Tribunal de Justiça, sob pena de configurar-se, como precedentemente já acentuado, inadmissível supressão de instância, consoante tem advertido o magistério jurisprudencial desta Suprema Corte: “EXECUÇÃO PENAL. ‘HABEAS CORPUS’. PROGRESSÃO DE REGIME. CUMPRIMENTO DE UM SEXTO DA PENA. QUESTÃO NÃO APRECIADA PELO TRIBUNAL ‘A QUO’. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. PRECEDENTES. ‘WRIT’ NÃO CONHECIDO. 1. A presente impetração visa ao reconhecimento do direito do paciente em progredir de regime prisional em razão do cumprimento de um sexto da pena. 2. A questão suscitada pelo impetrante no presente ‘habeas corpus’ não foi sequer apreciada pelo Superior Tribunal de Justiça, já que não tinha sido submetida anteriormente ao crivo do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. 3. Desse modo, o conhecimento da matéria, neste momento, pelo Supremo Tribunal Federal acarretaria inadmissível supressão de instâncias. 4. A jurisprudência dessa Suprema Corte é firme no sentido de que ‘não se conhece de ‘habeas corpus’ cujas questões não foram apreciadas pela decisão contra a qual é impetrado.’ (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Dje 094). 5. ‘Writ’ não conhecido.” (HC 97.761/RJ, Rel. Min. ELLEN GRACIE – grifei) 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. CELSO DE MELLO HC 116241 AGR / RS Do mesmo modo, revela-se insuscetível de acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal pretensão deduzida no remédio constitucional do “habeas corpus” que ainda não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, a qual não pode, nem deve ser apreciada em sede de agravo regimental, sob pena de evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida, restando prejudicado o exame da petição protocolada nesta Suprema Corte sob o n 18614/2013. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718827. Supremo Tribunal Federal HC 116241 AGR / RS Do mesmo modo, revela-se insuscetível de acolhimento pelo Supremo Tribunal Federal pretensão deduzida no remédio constitucional do “habeas corpus” que ainda não foi apreciado pelo Tribunal apontado como coator. Se se revelasse lícito ao impetrante agir “per saltum”, registrar-se-ia indevida supressão de instância, a qual não pode, nem deve ser apreciada em sede de agravo regimental, sob pena de evidente subversão de princípios básicos de ordem processual. Sendo assim, pelas razões expostas, e acolhendo, ainda, o parecer da douta Procuradoria-Geral da República, nego provimento ao presente recurso de agravo, mantendo, por seus próprios fundamentos, a decisão recorrida, restando prejudicado o exame da petição protocolada nesta Suprema Corte sob o n 18614/2013. É o meu voto. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3718827. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : WOLF GRUENBERG AGTE.(S) : BETTY GUENDLER GRUENBERG ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC n 173.917 E HC n 190.105 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706581 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.241 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO AGTE.(S) : WOLF GRUENBERG AGTE.(S) : BETTY GUENDLER GRUENBERG ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC n 173.917 E HC n 190.105 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participaram, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706581 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 116 . 241", "HC n 173 . 917", "HC n 190 . 105 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "HC 116241 AGR / RS", "HC 116241 AGR / RS", "HABEAS CORPUS 116 . 241", "HC n 173 . 917", "HC n 190 . 105 DO SUPERIOR", "RTJ 145 / 664", "RTJ 153 / 834", "AI 243 . 159 - ED / DF", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - ED / SP", "HCs 173 . 917 / RS", "190", ". 105 / RS", "HABEAS CORPUS 116 . 241", "HC n 173 . 917", "HC n 190 . 105 DO SUPERIOR", "RTJ 145 / 664", "RTJ 153 / 834", "AI 243 . 159 - ED / DF", "AI 243 . 832 - ED / MG", "Rcl 4 . 395 - ED / SP", "HCs 173 . 917 / RS", "190", ".", "105", "/", "RS", "HC 116241 AGR / RS", "HC", "s 173 . 179 / RS", "190", ".", "105", "/", "RS", "243", ".", "347", "/", "RS", "HC n 100 . 875 / PR", "HC n 96 . 977 / PA", "HC 116241 AGR / RS", "HC", "'", "s 173 . 179 / RS", "190", ".", "105", "/", "RS", "habeas corpus ’ ns 244 . 745 / RS", "243", ".", "347", "/", "RS", "HC n 100 . 875 / PR", "HC n 96 . 977 / PA", "HC 116241 AGR / RS", "HC 116241 AGR / RS", "HABEAS CORPUS 116 . 241", "Apelação Criminal n 0011760 - 56 . 2008 . 404 . 7100", "RTJ 182 / 243 - 244", "HC 73 . 390 / RS", "HC 81 . 115 / SP", "HABEAS CORPUS 116 . 241", "Apelação Criminal n 0011760 - 56 . 2008 . 404", "RTJ 182 / 243 - 244", "HC 73 . 390 / RS", "HC 81 . 115 / SP", "HC 116241 AGR / RS", "RTJ 192 / 233 - 234", "HC 93 . 904 / RS", "HC 97 . 761 / RJ", "HC 116241 AGR / RS", "RTJ 192 / 233 - 234", "HC 93 . 904 / RS", "HC 97 . 761 / RJ", "HC 116241 AGR / RS", "HC 116241 AGR / RS", "HABEAS CORPUS 116 . 241", "HC n 173 . 917", "HC n 190 . 105", "HABEAS CORPUS 116 . 241", "HC n 173 . 917", "HC n 190 . 105" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição Federal de 1988 , art . 5 . . . , LXXVIII", "Pacto", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Suprema", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Ministério Público Federal", "MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL", "Suprema", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "TRF", "/", "4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "TJ", "/", "PE", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "TRF", "/", "4", ". . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "TJ", "/", "PE", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema Corte", "Suprema", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "7", ".", ".", ". Turma", "Egrégio", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Regional Federal da 4 . . . Região", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Suprema", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "2", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "WOLF GRUENBERG", "BETTY GUENDLER GRUENBERG", "ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "WOLF GRUENBERG", "BETTY GUENDLER GRUENBERG", "ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO", "CELSO DE MELLO", "CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES", "Wolf Gruenbergh", "Betty Guendler Gruenberg", "NÉRI DA SILVEIRA", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "Celso de Mello", "CELSO DE MELLO", "WOLF GRUENBERG", "BETTY GUENDLER GRUENBERG", "ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO", "CELSO DE MELLO", "CLÁUDIA SAMPAIO MARQUES", "Wolf Gruenbergh", "Betty Guendler Gruenberg", "NÉRI DA SILVEIRA", "MOREIRA ALVES", "CEZAR PELUSO", "Celso de Mello", "Wolf Gruenberg", "Betty Guendler Gruenberg", "Alderita Ramos de Oliveira", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "Wolf Gruenberg", "Betty Guendler Gruenberg", "Alderita Ramos de Oliveira", "Ellen Gracie", "Ricardo Lewandowski", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CARLOS VELLOSO", "ILMAR GALVÃO", "CELSO DE MELLO", "SEPÚLVEDA PERTENCE", "CARLOS VELLOSO", "ILMAR GALVÃO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "Cezar Peluso", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "Cezar Peluso", "ELLEN GRACIE", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "WOLF GRUENBERG", "BETTY GUENDLER GRUENBERG", "ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "WOLF GRUENBERG", "BETTY GUENDLER GRUENBERG", "ANTÔNIO CARLOS ALMEIDA CASTRO", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "12", "/", "2010", "30", "/", "6", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "17", "/", "12", "/", "2010", "30", "/", "6", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "23", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :VILSON VILMAR DEPPNER ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE ADV.(A/S) :FERNANDA NIEDERAUER PILLA E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO – MATÉRIA TRABALHISTA – DECRETAÇÃO DE NULIDADE DA CONTRATAÇÃO DE EMPREGADO PÚBLICO EFETUADA SEM OBSERVÂNCIA DO CONCURSO PÚBLICO – EFEITOS JURÍDICOS VÁLIDOS – DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL QUE RECONHECEU A TRANSCENDÊNCIA DA CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PROCLAMOU NA APRECIAÇÃO DO AI 757.244/RS (POSTERIORMENTE CONVERTIDO NO RE 705.140/RS) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em receber os embargos de declaração, para os efeitos indicados no voto do Relator. Brasília, 23 de abril de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995038. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :VILSON VILMAR DEPPNER ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE ADV.(A/S) :FERNANDA NIEDERAUER PILLA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão que, emanada desta colenda Turma, restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 249): “AGRAVO DE INSTRUMENTO – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQÜENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” Inconformada com esse julgamento, a parte ora embargante, invocando a norma inscrita no art. 535 do CPC, interpõe o presente recurso (fls. 254/257). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995039. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :VILSON VILMAR DEPPNER ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE ADV.(A/S) :FERNANDA NIEDERAUER PILLA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão que, emanada desta colenda Turma, restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 249): “AGRAVO DE INSTRUMENTO – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQÜENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” Inconformada com esse julgamento, a parte ora embargante, invocando a norma inscrita no art. 535 do CPC, interpõe o presente recurso (fls. 254/257). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Incide, na espécie, a norma inscrita no art. 535 do CPC, a viabilizar, em consequência, o acolhimento dos presentes embargos de declaração, na linha de julgamentos sobre tema a cujo respeito foi reconhecida a existência de repercussão geral da controvérsia constitucional (RE 433.868-AgR-ED/RJ, RE 461.722-AgR-ED/SP e RE 462.508-AgR-ED/CE, de que é Relator o eminente Ministro GILMAR MENDES, v.g.), tal como sucedeu no caso ora em exame. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal pronunciou-se sobre a transcendência da questão jurídica suscitada nesta causa, o que veio a ocorrer com o reconhecimento da repercussão geral do litígio constitucional em referência (AI 757.244/RS, posteriormente convertido no RE 705.140/RS, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI). A omissão ora constatada, no entanto, não pode ser colmatada, eis que esta Suprema Corte não examinou o fundo da controvérsia objeto do recurso extraordinário, ainda pendente de julgamento, em cujo âmbito, como assinalado, apenas se reconheceu a existência de repercussão geral. Sendo assim, impõe-se o acolhimento dos presentes embargos de declaração para, invalidados o acórdão embargado e a decisão agravada, determinar-se a devolução destes autos ao Tribunal de origem, em ordem a que, neste, seja observado o disposto no art. 543-B e respectivos parágrafos do CPC (Lei nº 11.418/2006). É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995040. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Incide, na espécie, a norma inscrita no art. 535 do CPC, a viabilizar, em consequência, o acolhimento dos presentes embargos de declaração, na linha de julgamentos sobre tema a cujo respeito foi reconhecida a existência de repercussão geral da controvérsia constitucional (RE 433.868-AgR-ED/RJ, RE 461.722-AgR-ED/SP e RE 462.508-AgR-ED/CE, de que é Relator o eminente Ministro GILMAR MENDES, v.g.), tal como sucedeu no caso ora em exame. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal pronunciou-se sobre a transcendência da questão jurídica suscitada nesta causa, o que veio a ocorrer com o reconhecimento da repercussão geral do litígio constitucional em referência (AI 757.244/RS, posteriormente convertido no RE 705.140/RS, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI). A omissão ora constatada, no entanto, não pode ser colmatada, eis que esta Suprema Corte não examinou o fundo da controvérsia objeto do recurso extraordinário, ainda pendente de julgamento, em cujo âmbito, como assinalado, apenas se reconheceu a existência de repercussão geral. Sendo assim, impõe-se o acolhimento dos presentes embargos de declaração para, invalidados o acórdão embargado e a decisão agravada, determinar-se a devolução destes autos ao Tribunal de origem, em ordem a que, neste, seja observado o disposto no art. 543-B e respectivos parágrafos do CPC (Lei nº 11.418/2006). É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : VILSON VILMAR DEPPNER ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE ADV.(A/S) : FERNANDA NIEDERAUER PILLA Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração, para os efeitos indicados no voto do Relator. 2ª Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706601 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : VILSON VILMAR DEPPNER ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE ADV.(A/S) : FERNANDA NIEDERAUER PILLA Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração, para os efeitos indicados no voto do Relator. 2ª Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706601 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4026177
2013-04-23T00:00:00
2013-06-19T00:00:00
A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração, para os efeitos indicados no voto do Relator. 2ª Turma, 23.04.2013.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO – MATÉRIA TRABALHISTA – DECRETAÇÃO DE NULIDADE DA CONTRATAÇÃO DE EMPREGADO PÚBLICO EFETUADA SEM OBSERVÂNCIA DO CONCURSO PÚBLICO – EFEITOS JURÍDICOS VÁLIDOS – DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL QUE RECONHECEU A TRANSCENDÊNCIA DA CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PROCLAMOU NA APRECIAÇÃO DO AI 757.244/RS (POSTERIORMENTE CONVERTIDO NO RE 705.140/RS) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS.
sjur234408
- Veja AI 757244 RG, posteriormente convertido no RE 705140. (EMBARGOS DE DECLARAÇÃO, REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA) RE 433868 AgR-ED (2ªT), RE 461722 AgR-ED (2ªT), RE 462508 AgR-ED (2ªT). Número de páginas: 4. Análise: 24/07/2013, MJC.
CELSO DE MELLO
Segunda Turma
485667
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00535 ART-00543 PAR-00001 PAR-00002\r\n PAR-00003 PAR-00004 PAR-00005 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n", "LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\r\n LEI ORDINÁRIA" ]
AI-AgR-ED
acordaos
AI 485667 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : VILSON VILMAR DEPPNER ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE ADV.(A/S) : FERNANDA NIEDERAUER PILLA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :VILSON VILMAR DEPPNER ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE ADV.(A/S) :FERNANDA NIEDERAUER PILLA E M E N T A: AGRAVO DE INSTRUMENTO – MATÉRIA TRABALHISTA – DECRETAÇÃO DE NULIDADE DA CONTRATAÇÃO DE EMPREGADO PÚBLICO EFETUADA SEM OBSERVÂNCIA DO CONCURSO PÚBLICO – EFEITOS JURÍDICOS VÁLIDOS – DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL QUE RECONHECEU A TRANSCENDÊNCIA DA CONTROVÉRSIA CONSTITUCIONAL – REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA QUE O PLENÁRIO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL PROCLAMOU NA APRECIAÇÃO DO AI 757.244/RS (POSTERIORMENTE CONVERTIDO NO Recurso Extraordinário 705.140/RS) – EMBARGOS DE DECLARAÇÃO ACOLHIDOS. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em receber os embargos de declaração, para os efeitos indicados no voto do Relator. Brasília, 23 de abril de 2013. CELSO DE MELLO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995038. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :VILSON VILMAR DEPPNER ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE ADV.(A/S) :FERNANDA NIEDERAUER PILLA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão que, emanada desta colenda Turma, restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 249): “AGRAVO DE INSTRUMENTO – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQÜENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” Inconformada com esse julgamento, a parte ora embargante, invocando a norma inscrita no art. 535 do Código de Processo Civil, interpõe o presente recurso (fls. 254/257). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995039. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) :VILSON VILMAR DEPPNER ADV.(A/S) :ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE ADV.(A/S) :FERNANDA NIEDERAUER PILLA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Trata-se de embargos de declaração opostos a decisão que, emanada desta colenda Turma, restou consubstanciada em acórdão assim ementado (fls. 249): “AGRAVO DE INSTRUMENTO – DECISÃO QUE SE AJUSTA À JURISPRUDÊNCIA PREVALECENTE NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – CONSEQÜENTE INVIABILIDADE DO RECURSO QUE A IMPUGNA – SUBSISTÊNCIA DOS FUNDAMENTOS QUE DÃO SUPORTE À DECISÃO RECORRIDA – RECURSO DE AGRAVO IMPROVIDO.” Inconformada com esse julgamento, a parte ora embargante, invocando a norma inscrita no art. 535 do Código de Processo Civil, interpõe o presente recurso (fls. 254/257). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995039. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. CELSO DE MELLO 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Incide, na espécie, a norma inscrita no art. 535 do Código de Processo Civil, a viabilizar, em consequência, o acolhimento dos presentes embargos de declaração, na linha de julgamentos sobre tema a cujo respeito foi reconhecida a existência de repercussão geral da controvérsia constitucional (Recurso Extraordinário 433.868-AgR-ED/RJ, Recurso Extraordinário 461.722-AgR-ED/SP e Recurso Extraordinário 462.508-AgR-ED/CE, de que é Relator o eminente Ministro GILMAR MENDES, v.g.), tal como sucedeu no caso ora em exame. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal pronunciou-se sobre a transcendência da questão jurídica suscitada nesta causa, o que veio a ocorrer com o reconhecimento da repercussão geral do litígio constitucional em referência (AI 757.244/RS, posteriormente convertido no Recurso Extraordinário 705.140/RS, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI). A omissão ora constatada, no entanto, não pode ser colmatada, eis que esta Suprema Corte não examinou o fundo da controvérsia objeto do recurso extraordinário, ainda pendente de julgamento, em cujo âmbito, como assinalado, apenas se reconheceu a existência de repercussão geral. Sendo assim, impõe-se o acolhimento dos presentes embargos de declaração para, invalidados o acórdão embargado e a decisão agravada, determinar-se a devolução destes autos ao Tribunal de origem, em ordem a que, neste, seja observado o disposto no art. 543-B e respectivos parágrafos do Código de Processo Civil (Lei n 11.418/2006). É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995040. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO CELSO DE MELLO – (Relator): Incide, na espécie, a norma inscrita no art. 535 do Código de Processo Civil, a viabilizar, em consequência, o acolhimento dos presentes embargos de declaração, na linha de julgamentos sobre tema a cujo respeito foi reconhecida a existência de repercussão geral da controvérsia constitucional (Recurso Extraordinário 433.868-AgR-ED/RJ, Recurso Extraordinário 461.722-AgR-ED/SP e Recurso Extraordinário 462.508-AgR-ED/CE, de que é Relator o eminente Ministro GILMAR MENDES, v.g.), tal como sucedeu no caso ora em exame. Com efeito, o Supremo Tribunal Federal pronunciou-se sobre a transcendência da questão jurídica suscitada nesta causa, o que veio a ocorrer com o reconhecimento da repercussão geral do litígio constitucional em referência (AI 757.244/RS, posteriormente convertido no Recurso Extraordinário 705.140/RS, Rel. Min. TEORI ZAVASCKI). A omissão ora constatada, no entanto, não pode ser colmatada, eis que esta Suprema Corte não examinou o fundo da controvérsia objeto do recurso extraordinário, ainda pendente de julgamento, em cujo âmbito, como assinalado, apenas se reconheceu a existência de repercussão geral. Sendo assim, impõe-se o acolhimento dos presentes embargos de declaração para, invalidados o acórdão embargado e a decisão agravada, determinar-se a devolução destes autos ao Tribunal de origem, em ordem a que, neste, seja observado o disposto no art. 543-B e respectivos parágrafos do Código de Processo Civil (Lei n 11.418/2006). É o meu voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3995040. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Extrato de Ata - 23/04/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : VILSON VILMAR DEPPNER ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE ADV.(A/S) : FERNANDA NIEDERAUER PILLA Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração, para os efeitos indicados no voto do Relator. 2... Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706601 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 485.667 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. CELSO DE MELLO EMBTE.(S) : VILSON VILMAR DEPPNER ADV.(A/S) : ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA - CEEE ADV.(A/S) : FERNANDA NIEDERAUER PILLA Decisão: A Turma, por unanimidade, recebeu os embargos de declaração, para os efeitos indicados no voto do Relator. 2... Turma, 23.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3706601 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 485 . 667", "AI 757 . 244 / RS", "Recurso Extraordinário 705 . 140 / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 485 . 667", "Recurso Extraordinário 433 . 868 - AgR - ED / RJ", "Recurso Extraordinário 461 . 722 - AgR - ED", "Recurso Extraordinário 462 . 508 - AgR - ED / CE", "AI 757 . 244 / RS", "Recurso Extraordinário 705 . 140 / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 485 . 667", "Recurso Extraordinário 433 . 868 - AgR - ED / RJ", "Recurso Extraordinário 461 . 722 - AgR - ED / SP", "Recurso Extraordinário 462 . 508 - AgR - ED / CE", "AI 757 . 244 / RS", "Recurso Extraordinário 705 . 140 / RS", "AGRAVO", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 485 . 667" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "art . 543 - B e respectivos parágrafos do Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 535 do Código de Processo Civil", "art . 543 - B e", "Código de Processo Civil", "Lei n 11 . 418 / 2006", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO", "RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA", "CEEE", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA", "CEEE", "SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA", "CEEE", "SUPREMO", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA", "CEEE", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COMPANHIA ESTADUAL DE ENERGIA ELÉTRICA", "CEEE", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CELSO DE MELLO", "VILSON VILMAR DEPPNER", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "FERNANDA NIEDERAUER PILLA", "Ricardo Lewandowski", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "VILSON VILMAR DEPPNER", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "FERNANDA NIEDERAUER PILLA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "VILSON VILMAR DEPPNER", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "FERNANDA NIEDERAUER PILLA", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "CELSO DE MELLO", "VILSON VILMAR DEPPNER", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "FERNANDA NIEDERAUER PILLA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "CELSO DE MELLO", "VILSON VILMAR DEPPNER", "ROBERTO DE FIGUEIREDO CALDAS", "FERNANDA NIEDERAUER PILLA", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "23", "/", "04", "/", "2013", "23 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", "/", "04", "/", "2013", "23", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "23", ".", "04", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOMAR ALVES MORENO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. JUROS DE MORA. ART. 1º-F DA LEI 9.494/1997. APLICABILIDADE À FAZENDA PÚBLICA QUANDO CONDENADA SUBSIDIARIAMENTE PELAS OBRIGAÇÕES INADIMPLIDAS PELO EMPREGADOR PRINCIPAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 696.101-RG/DF, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673914. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 712570 AGR / DF participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673914. Supremo Tribunal Federal ARE 712570 AGR / DF participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673914. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOMAR ALVES MORENO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário em que se discute a aplicabilidade ou não dos juros de mora previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997, quando a Fazenda Pública for condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal. A pretensão recursal não merece acolhida. Os Ministros desta Corte, no ARE 696.101-RG/DF, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão possui natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF, e o art. 543- A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”. A agravante sustenta, em suma, que “(...) considerando o entendimento pacífico dessa Suprema Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673915. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOMAR ALVES MORENO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário em que se discute a aplicabilidade ou não dos juros de mora previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997, quando a Fazenda Pública for condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal. A pretensão recursal não merece acolhida. Os Ministros desta Corte, no ARE 696.101-RG/DF, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão possui natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1º, do RISTF, e o art. 543- A, § 5º, do CPC, introduzido pela Lei 11.418/2006. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”. A agravante sustenta, em suma, que “(...) considerando o entendimento pacífico dessa Suprema Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673915. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 712570 AGR / DF Corte, o qual deve ser seguido pelas instâncias inferiores, não poderia a Justiça Trabalhista considerar a data em que a União sucedeu à RFFSA, mas sim a autoaplicabilidade da Medida Provisória nº 2.180- 35, de 24 de agosto de 2001, que incluiu o art. l°-F da Lei nº 9.494/97”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673915. Supremo Tribunal Federal ARE 712570 AGR / DF Corte, o qual deve ser seguido pelas instâncias inferiores, não poderia a Justiça Trabalhista considerar a data em que a União sucedeu à RFFSA, mas sim a autoaplicabilidade da Medida Provisória nº 2.180- 35, de 24 de agosto de 2001, que incluiu o art. l°-F da Lei nº 9.494/97”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673915. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, ao contrário do que alegado pela recorrente, não se discute, no caso, a incidência dos juros previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997, em relação ao período anterior à sucessão da Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA pela União, mas sim a incidência do referido dispositivo legal quando a Fazenda Pública for condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal. Nesse contexto, o recurso é inadmissível, tendo em vista que os Ministros desta Corte, no ARE 696.101-RG/DF, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por não se tratar de matéria constitucional. Por oportuno, transcrevo a ementa do referido julgado: “JUROS DE MORA. ART. 1º-F DA LEI 9.494/1997. APLICABILIDADE À FAZENDA PÚBLICA QUANDO CONDENADA SUBSIDIARIAMENTE PELAS OBRIGAÇÕES INADIMPLIDAS PELO EMPREGADOR PRINCIPAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673916. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, ao contrário do que alegado pela recorrente, não se discute, no caso, a incidência dos juros previstos no art. 1º-F da Lei 9.494/1997, em relação ao período anterior à sucessão da Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA pela União, mas sim a incidência do referido dispositivo legal quando a Fazenda Pública for condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal. Nesse contexto, o recurso é inadmissível, tendo em vista que os Ministros desta Corte, no ARE 696.101-RG/DF, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por não se tratar de matéria constitucional. Por oportuno, transcrevo a ementa do referido julgado: “JUROS DE MORA. ART. 1º-F DA LEI 9.494/1997. APLICABILIDADE À FAZENDA PÚBLICA QUANDO CONDENADA SUBSIDIARIAMENTE PELAS OBRIGAÇÕES INADIMPLIDAS PELO EMPREGADOR PRINCIPAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673916. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 712570 AGR / DF Ressalte-se, também, que, declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão poderão ter o seu seguimento negado pelos relatores, nos termos do art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673916. Supremo Tribunal Federal ARE 712570 AGR / DF Ressalte-se, também, que, declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão poderão ter o seu seguimento negado pelos relatores, nos termos do art. 327, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673916. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ANTONIO AUGUSTO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOMAR ALVES MORENO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692770 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ANTONIO AUGUSTO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOMAR ALVES MORENO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692770 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3706088
2013-04-16T00:00:00
2013-04-30T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 16.04.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. JUROS DE MORA. ART. 1º-F DA LEI 9.494/1997. APLICABILIDADE À FAZENDA PÚBLICA QUANDO CONDENADA SUBSIDIARIAMENTE PELAS OBRIGAÇÕES INADIMPLIDAS PELO EMPREGADOR PRINCIPAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 696.101-RG/DF, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido.
sjur229220
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA, FAZENDA PÚBLICA) ARE 696101 RG(TP). Número de páginas: 7. Análise: 23/05/2013, LLD.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
712570
[ "LEG-FED LEI-009494 ANO-1997\r\n ART-0001F \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00327 PAR-00001 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 712570 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO AGDO.(A/S) : ANTONIO AUGUSTO DA SILVA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS ADV.(A/S) : JOMAR ALVES MORENO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOMAR ALVES MORENO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. JUROS DE MORA. ART. 1...-F DA LEI 9.494/1997. APLICABILIDADE À FAZENDA PÚBLICA QUANDO CONDENADA SUBSIDIARIAMENTE PELAS OBRIGAÇÕES INADIMPLIDAS PELO EMPREGADOR PRINCIPAL. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Os Ministros desta Corte, no ARE 696.101-RG/DF, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão tem natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica. II – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673914. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 712570 AGR / DF participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673914. Supremo Tribunal Federal ARE 712570 AGR / DF participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 16 de abril de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673914. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOMAR ALVES MORENO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário em que se discute a aplicabilidade ou não dos juros de mora previstos no art. 1...-F da Lei 9.494/1997, quando a Fazenda Pública for condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal. A pretensão recursal não merece acolhida. Os Ministros desta Corte, no ARE 696.101-RG/DF, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão possui natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF, e o art. 543- A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. A agravante sustenta, em suma, que “(...) considerando o entendimento pacífico dessa Suprema Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673915. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :ANTONIO AUGUSTO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOMAR ALVES MORENO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário em que se discute a aplicabilidade ou não dos juros de mora previstos no art. 1...-F da Lei 9.494/1997, quando a Fazenda Pública for condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal. A pretensão recursal não merece acolhida. Os Ministros desta Corte, no ARE 696.101-RG/DF, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por entenderem que a discussão possui natureza infraconstitucional, decisão que vale para todos os recursos sobre matéria idêntica, consoante determinam os arts. 326 e 327, § 1..., do RISTF, e o art. 543- A, § 5..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei 11.418/2006. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. A agravante sustenta, em suma, que “(...) considerando o entendimento pacífico dessa Suprema Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673915. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 712570 AGR / DF Corte, o qual deve ser seguido pelas instâncias inferiores, não poderia a Justiça Trabalhista considerar a data em que a União sucedeu à RFFSA, mas sim a autoaplicabilidade da Medida Provisória n 2.180- 35, de 24 de agosto de 2001, que incluiu o art. l-F da Lei n 9.494/97”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673915. Supremo Tribunal Federal ARE 712570 AGR / DF Corte, o qual deve ser seguido pelas instâncias inferiores, não poderia a Justiça Trabalhista considerar a data em que a União sucedeu à RFFSA, mas sim a autoaplicabilidade da Medida Provisória n 2.180- 35, de 24 de agosto de 2001, que incluiu o art. l-F da Lei n 9.494/97”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673915. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, ao contrário do que alegado pela recorrente, não se discute, no caso, a incidência dos juros previstos no art. 1...-F da Lei 9.494/1997, em relação ao período anterior à sucessão da Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA pela União, mas sim a incidência do referido dispositivo legal quando a Fazenda Pública for condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal. Nesse contexto, o recurso é inadmissível, tendo em vista que os Ministros desta Corte, no ARE 696.101-RG/DF, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por não se tratar de matéria constitucional. Por oportuno, transcrevo a ementa do referido julgado: “JUROS DE MORA. ART. 1...-F DA LEI 9.494/1997. APLICABILIDADE À FAZENDA PÚBLICA QUANDO CONDENADA SUBSIDIARIAMENTE PELAS OBRIGAÇÕES INADIMPLIDAS PELO EMPREGADOR PRINCIPAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673916. Supremo Tribunal Federal 16/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, ao contrário do que alegado pela recorrente, não se discute, no caso, a incidência dos juros previstos no art. 1...-F da Lei 9.494/1997, em relação ao período anterior à sucessão da Rede Ferroviária Federal S.A. - RFFSA pela União, mas sim a incidência do referido dispositivo legal quando a Fazenda Pública for condenada subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas inadimplidas pelo empregador principal. Nesse contexto, o recurso é inadmissível, tendo em vista que os Ministros desta Corte, no ARE 696.101-RG/DF, de minha relatoria, manifestaram-se pela inexistência de repercussão geral da controvérsia em questão, por não se tratar de matéria constitucional. Por oportuno, transcrevo a ementa do referido julgado: “JUROS DE MORA. ART. 1...-F DA LEI 9.494/1997. APLICABILIDADE À FAZENDA PÚBLICA QUANDO CONDENADA SUBSIDIARIAMENTE PELAS OBRIGAÇÕES INADIMPLIDAS PELO EMPREGADOR PRINCIPAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL”. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673916. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 712570 AGR / DF Ressalte-se, também, que, declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão poderão ter o seu seguimento negado pelos relatores, nos termos do art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673916. Supremo Tribunal Federal ARE 712570 AGR / DF Ressalte-se, também, que, declarada a ausência de repercussão geral, os recursos extraordinários e agravos que suscitarem a mesma questão poderão ter o seu seguimento negado pelos relatores, nos termos do art. 327, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3673916. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ANTONIO AUGUSTO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOMAR ALVES MORENO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692770 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712.570 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : ANTONIO AUGUSTO DA SILVA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOMAR ALVES MORENO E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 16.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3692770 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712 . 570", "ARE 696 . 101 - RG / DF", "ARE 712570 AGR / DF", "ARE 712570 AGR / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 712 . 570", "ARE 696 . 101 - RG / DF", "ARE 712570 AGR", "ARE 712570 AGR /", "ARE 696 . 101 - RG / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM", "ARE 696 . 101 - RG / DF" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 1 . . . - F DA LEI 9 . 494 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "arts . 326 e", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 11 . 418 / 2006", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "arts . 326 e 327 , § 1 . . . , do RISTF", "art . 543 - A , § 5 . . . , do Código de Processo Civil", "Lei 11 . 418 / 2006", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput )", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 180 - 35", "art . l - F da Lei n 9 . 494 / 97", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 180 - 35", "l", "-", "F da", "Lei n 9 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "ART . 1 . . . - F DA LEI 9 . 494 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 1 . . . - F da Lei 9 . 494 / 1997", "ART . 1 . . . - F DA", "LEI 9 . 494 / 1997", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 327 , § 1 . . . , do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Regimento Interno do", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA", "Fazenda Pública", "Suprema", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "UNIÃO", "UNIÃO", "PLANER SISTEMAS E CONSULTORIA LTDA", "Fazenda Pública", "/", "DF", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "União", "RFFSA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "União", "RFFSA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Rede Ferroviária Federal S . 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Ementa e Acórdão 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE ADV.(A/S) :JORGE SAFE E SILVA E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Aposentadoria por invalidez. Concessão. Preenchimento dos requisitos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911944. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE ADV.(A/S) :JORGE SAFE E SILVA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro e outros interpõem tempestivo agravo regimental (fls. 379 a 381 - fax - e 384 a 386 - original) contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 375 a 377), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘Agravo legal na apelação cível. Decisão monocrática que negou provimento ao recurso do município. Regime próprio de previdência social. Município do Rio de Janeiro. Benefício previdenciário. Aposentadoria por invalidez. Fato determinante. Neoplastia maligna. Doença elencada dentre aquelas ensejadoras do benefício. Requisito não previsto na Lei Complementar Municipal nº 94, de 14 de março de 1979. Termo inicial do benefício e da repetição das contribuições previdenciárias Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE ADV.(A/S) :JORGE SAFE E SILVA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro e outros interpõem tempestivo agravo regimental (fls. 379 a 381 - fax - e 384 a 386 - original) contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 375 a 377), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘Agravo legal na apelação cível. Decisão monocrática que negou provimento ao recurso do município. Regime próprio de previdência social. Município do Rio de Janeiro. Benefício previdenciário. Aposentadoria por invalidez. Fato determinante. Neoplastia maligna. Doença elencada dentre aquelas ensejadoras do benefício. Requisito não previsto na Lei Complementar Municipal nº 94, de 14 de março de 1979. Termo inicial do benefício e da repetição das contribuições previdenciárias Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 725167 AGR / RJ indevidamente descontadas. Data do diagnóstico da doença pela perícia administrativa. Fundamentos inabalados. Recurso conhecido. Provimento negado’ (fl. 314). Opostos embargos de declaração (fls. 322 a 324), foram rejeitados (fls. 327 a 329). Alega o recorrente violação dos artigos 18, 37, caput, 40, § 1º, inciso I, e 61, § 1º, inciso II, alínea ‘c’, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ’quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. O Tribunal de origem, ao decidir a controvérsia em tela, consignou expressamente que: ‘In casu, o fato determinante da aposentadoria por invalidez postulada foi o acometimento de doença mencionada no rol exaustivo do artigo 92 da LM nº 94/79, sendo que o termo inicial do benefício e, consequentemente, o da restituição das contribuições previdenciárias pagas pelo Autor, deve ser o dia em que foi diagnosticada a doença pelos peritos da Administração 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Supremo Tribunal Federal ARE 725167 AGR / RJ indevidamente descontadas. Data do diagnóstico da doença pela perícia administrativa. Fundamentos inabalados. Recurso conhecido. Provimento negado’ (fl. 314). Opostos embargos de declaração (fls. 322 a 324), foram rejeitados (fls. 327 a 329). Alega o recorrente violação dos artigos 18, 37, caput, 40, § 1º, inciso I, e 61, § 1º, inciso II, alínea ‘c’, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ’quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. O Tribunal de origem, ao decidir a controvérsia em tela, consignou expressamente que: ‘In casu, o fato determinante da aposentadoria por invalidez postulada foi o acometimento de doença mencionada no rol exaustivo do artigo 92 da LM nº 94/79, sendo que o termo inicial do benefício e, consequentemente, o da restituição das contribuições previdenciárias pagas pelo Autor, deve ser o dia em que foi diagnosticada a doença pelos peritos da Administração 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 725167 AGR / RJ Pública Municipal, considerando que nessa data é que os requisitos legais para o deferimento da pretensão do segurado foram preenchidos’ (fl. 319). Desse modo, para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como de normas infraconstitucionais utilizadas na fundamentação do acórdão recorrido, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, anote- se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. MOLÉSTIA PROFISSIONAL GRAVE OU DOENÇA GRAVE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 473.703/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 593.064/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 12/12/08). Nesse sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas: ARE nº 703.241/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Supremo Tribunal Federal ARE 725167 AGR / RJ Pública Municipal, considerando que nessa data é que os requisitos legais para o deferimento da pretensão do segurado foram preenchidos’ (fl. 319). Desse modo, para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como de normas infraconstitucionais utilizadas na fundamentação do acórdão recorrido, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, anote- se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. MOLÉSTIA PROFISSIONAL GRAVE OU DOENÇA GRAVE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 473.703/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 593.064/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 12/12/08). Nesse sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas: ARE nº 703.241/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 725167 AGR / RJ 22/8/12; e ARE nº 641.868/PR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/8/11. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alegam os agravantes que foram violados os arts. 18; 37, caput; 40, § 1º, inciso I; e 61, § 1º, inciso II, alínea c, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “(...) a viabilidade do recurso é evidente porque a violação foi mesmo direta e não há necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória; resta claro que a decisão recorrida, consoante os fundamentos expostos no agravo de instrumento, encontra embasamento em equivocada aplicação dos artigos 18, 37, caput, 40, § 1º, inciso I e 61, § 1º, inciso II, alínea ‘c’ da Lei Suprema” (fl. 386). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Supremo Tribunal Federal ARE 725167 AGR / RJ 22/8/12; e ARE nº 641.868/PR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/8/11. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alegam os agravantes que foram violados os arts. 18; 37, caput; 40, § 1º, inciso I; e 61, § 1º, inciso II, alínea c, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “(...) a viabilidade do recurso é evidente porque a violação foi mesmo direta e não há necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória; resta claro que a decisão recorrida, consoante os fundamentos expostos no agravo de instrumento, encontra embasamento em equivocada aplicação dos artigos 18, 37, caput, 40, § 1º, inciso I e 61, § 1º, inciso II, alínea ‘c’ da Lei Suprema” (fl. 386). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “A partir da interpretação do preceito contido no artigo 71, § 2º, da LCM 94/79, infere-se que ‘aposentadoria por invalidez’ foi o nome adotado pelo legislador carioca para identificar o benefício previdenciário que cobre dois riscos sociais aos segurados obrigatórios do RPPS-MRJ: a incapacidade definitiva para o serviço e o acometimento de uma das doenças elencadas no art. 92 da LCM nº 94/79. (...) (...) o acometimento diagnosticado de neoplasia maligna, uma das doenças elencadas no rol do artigo 92 da Lei nº 94/79, já constitui fato determinante para a concessão da aposentadoria por invalidez nos termos da lei. Dessa forma, não há que se perquiri, em concreto, se, em função dessa moléstia grave o segurado se tornou definitivamente incapaz de desempenhar a função pública na qual estava investido, posto que, nessa hipótese, achou por bem o legislador presumir, de maneira absoluta, a incapacitação do servidor público gravemente enfermo para o trabalho” (fls. 317/318). Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, para divergir do entendimento firmado na Corte de origem e concluir que o agravado não faz jus à aposentadoria por invalidez, seria necessário analisar a legislação local (Lei Complementar estadual nº 94/79) e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911942. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “A partir da interpretação do preceito contido no artigo 71, § 2º, da LCM 94/79, infere-se que ‘aposentadoria por invalidez’ foi o nome adotado pelo legislador carioca para identificar o benefício previdenciário que cobre dois riscos sociais aos segurados obrigatórios do RPPS-MRJ: a incapacidade definitiva para o serviço e o acometimento de uma das doenças elencadas no art. 92 da LCM nº 94/79. (...) (...) o acometimento diagnosticado de neoplasia maligna, uma das doenças elencadas no rol do artigo 92 da Lei nº 94/79, já constitui fato determinante para a concessão da aposentadoria por invalidez nos termos da lei. Dessa forma, não há que se perquiri, em concreto, se, em função dessa moléstia grave o segurado se tornou definitivamente incapaz de desempenhar a função pública na qual estava investido, posto que, nessa hipótese, achou por bem o legislador presumir, de maneira absoluta, a incapacitação do servidor público gravemente enfermo para o trabalho” (fls. 317/318). Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, para divergir do entendimento firmado na Corte de origem e concluir que o agravado não faz jus à aposentadoria por invalidez, seria necessário analisar a legislação local (Lei Complementar estadual nº 94/79) e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 725167 AGR / RJ extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Em situações análogas, esta Corte assim já se pronunciou: “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR. APOSENTADORIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NA VIGÊNCIA DA LEI ESTADUAL 8.255/1977 (ALTERADA PELA LEI 11.866/1992). GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE FUNÇÃO. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. LEI ESTADUAL 11.950/1993. REEXAME DE DIREITO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO STF. Ambas as Turmas desta Corte firmaram entendimento no sentido de que é inviável em recurso extraordinário o debate de questão relativa a direito meramente local. Incidência da Súmula 280/STF. Esta Corte firmou o entendimento de que a aposentadoria regula-se pela lei vigente à época da reunião dos requisitos. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 533.327/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 25/10/12). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório e de análise de legislação local. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 489.759/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 8/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA. REQUISITOS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E REEXAME DE PROVAS: IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 566.747/SP-AgR, Primeira Turma, Relator a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911942. Supremo Tribunal Federal ARE 725167 AGR / RJ extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Em situações análogas, esta Corte assim já se pronunciou: “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR. APOSENTADORIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NA VIGÊNCIA DA LEI ESTADUAL 8.255/1977 (ALTERADA PELA LEI 11.866/1992). GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE FUNÇÃO. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. LEI ESTADUAL 11.950/1993. REEXAME DE DIREITO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO STF. Ambas as Turmas desta Corte firmaram entendimento no sentido de que é inviável em recurso extraordinário o debate de questão relativa a direito meramente local. Incidência da Súmula 280/STF. Esta Corte firmou o entendimento de que a aposentadoria regula-se pela lei vigente à época da reunião dos requisitos. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 533.327/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 25/10/12). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório e de análise de legislação local. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 489.759/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 8/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA. REQUISITOS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E REEXAME DE PROVAS: IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI nº 566.747/SP-AgR, Primeira Turma, Relator a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 725167 AGR / RJ Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911942. Supremo Tribunal Federal ARE 725167 AGR / RJ Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE ADV.(A/S) : JORGE SAFE E SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642344 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE ADV.(A/S) : JORGE SAFE E SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642344 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3951735
2013-04-02T00:00:00
2013-06-10T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Aposentadoria por invalidez. Concessão. Preenchimento dos requisitos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido.
sjur232718
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULAS 279 E 280) AI 533327 AgR (2ªT), RE 489759 AgR (2ªT), AI 566747 AgR (1ªT). Número de páginas: 9. Análise: 21/06/2013, TBC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
725167
[ "LEG-EST LCP-000094 ANO-1979\r\n LEI COMPLEMENTAR, RJ\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 725167 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE ADV.(A/S) : JORGE SAFE E SILVA E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE ADV.(A/S) :JORGE SAFE E SILVA E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Servidor público. Aposentadoria por invalidez. Concessão. Preenchimento dos requisitos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de abril de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911944. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Relatório 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE ADV.(A/S) :JORGE SAFE E SILVA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro e outros interpõem tempestivo agravo regimental (fls. 379 a 381 - fax - e 384 a 386 - original) contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 375 a 377), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘Agravo legal na apelação cível. Decisão monocrática que negou provimento ao recurso do município. Regime próprio de previdência social. Município do Rio de Janeiro. Benefício previdenciário. Aposentadoria por invalidez. Fato determinante. Neoplastia maligna. Doença elencada dentre aquelas ensejadoras do benefício. Requisito não previsto na Lei Complementar Municipal n 94, de 14 de março de 1979. Termo inicial do benefício e da repetição das contribuições previdenciárias Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE ADV.(A/S) :JORGE SAFE E SILVA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro e outros interpõem tempestivo agravo regimental (fls. 379 a 381 - fax - e 384 a 386 - original) contra decisão em que conheci de agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário (fls. 375 a 377), com a seguinte fundamentação: “Vistos. Trata-se de agravo contra a decisão que não admitiu recurso extraordinário interposto contra acórdão da Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, assim ementado: ‘Agravo legal na apelação cível. Decisão monocrática que negou provimento ao recurso do município. Regime próprio de previdência social. Município do Rio de Janeiro. Benefício previdenciário. Aposentadoria por invalidez. Fato determinante. Neoplastia maligna. Doença elencada dentre aquelas ensejadoras do benefício. Requisito não previsto na Lei Complementar Municipal n 94, de 14 de março de 1979. Termo inicial do benefício e da repetição das contribuições previdenciárias Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório ARE 725167 AGR / RJ indevidamente descontadas. Data do diagnóstico da doença pela perícia administrativa. Fundamentos inabalados. Recurso conhecido. Provimento negado’ (fl. 314). Opostos embargos de declaração (fls. 322 a 324), foram rejeitados (fls. 327 a 329). Alega o recorrente violação dos artigos 18, 37, caput, 40, § 1..., inciso I, e 61, § 1..., inciso II, alínea ‘c’, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ’quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. O Tribunal de origem, ao decidir a controvérsia em tela, consignou expressamente que: ‘In casu, o fato determinante da aposentadoria por invalidez postulada foi o acometimento de doença mencionada no rol exaustivo do artigo 92 da LM n 94/79, sendo que o termo inicial do benefício e, consequentemente, o da restituição das contribuições previdenciárias pagas pelo Autor, deve ser o dia em que foi diagnosticada a doença pelos peritos da Administração 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Supremo Tribunal Federal ARE 725167 AGR / RJ indevidamente descontadas. Data do diagnóstico da doença pela perícia administrativa. Fundamentos inabalados. Recurso conhecido. Provimento negado’ (fl. 314). Opostos embargos de declaração (fls. 322 a 324), foram rejeitados (fls. 327 a 329). Alega o recorrente violação dos artigos 18, 37, caput, 40, § 1..., inciso I, e 61, § 1..., inciso II, alínea ‘c’, da Constituição Federal. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ’quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação. O Tribunal de origem, ao decidir a controvérsia em tela, consignou expressamente que: ‘In casu, o fato determinante da aposentadoria por invalidez postulada foi o acometimento de doença mencionada no rol exaustivo do artigo 92 da LM n 94/79, sendo que o termo inicial do benefício e, consequentemente, o da restituição das contribuições previdenciárias pagas pelo Autor, deve ser o dia em que foi diagnosticada a doença pelos peritos da Administração 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório ARE 725167 AGR / RJ Pública Municipal, considerando que nessa data é que os requisitos legais para o deferimento da pretensão do segurado foram preenchidos’ (fl. 319). Desse modo, para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como de normas infraconstitucionais utilizadas na fundamentação do acórdão recorrido, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, anote- se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. MOLÉSTIA PROFISSIONAL GRAVE OU DOENÇA GRAVE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 473.703/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 593.064/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 12/12/08). Nesse sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas: ARE n 703.241/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Supremo Tribunal Federal ARE 725167 AGR / RJ Pública Municipal, considerando que nessa data é que os requisitos legais para o deferimento da pretensão do segurado foram preenchidos’ (fl. 319). Desse modo, para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como de normas infraconstitucionais utilizadas na fundamentação do acórdão recorrido, o que se mostra de inviável ocorrência no âmbito do recurso extraordinário, a teor do que dispõe a Súmula 279 desta Corte. Nesse sentido, anote- se: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. MOLÉSTIA PROFISSIONAL GRAVE OU DOENÇA GRAVE. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS (SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL). OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 473.703/MG-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 30/4/10). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. IMPOSSIBILIDADE EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. Reexame de fatos e provas. Inviabilidade do recurso extraordinário. Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 593.064/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 12/12/08). Nesse sentido, ainda, as seguintes decisões monocráticas: ARE n 703.241/RS, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório ARE 725167 AGR / RJ 22/8/12; e ARE n 641.868/PR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/8/11. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alegam os agravantes que foram violados os arts. 18; 37, caput; 40, § 1..., inciso I; e 61, § 1..., inciso II, alínea c, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “(...) a viabilidade do recurso é evidente porque a violação foi mesmo direta e não há necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória; resta claro que a decisão recorrida, consoante os fundamentos expostos no agravo de instrumento, encontra embasamento em equivocada aplicação dos artigos 18, 37, caput, 40, § 1..., inciso I e 61, § 1..., inciso II, alínea ‘c’ da Lei Suprema” (fl. 386). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Supremo Tribunal Federal ARE 725167 AGR / RJ 22/8/12; e ARE n 641.868/PR, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 12/8/11. Ante o exposto, conheço do agravo para negar seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alegam os agravantes que foram violados os arts. 18; 37, caput; 40, § 1..., inciso I; e 61, § 1..., inciso II, alínea c, da Constituição Federal. Aduz, in verbis, que: “(...) a viabilidade do recurso é evidente porque a violação foi mesmo direta e não há necessidade de revolvimento da matéria fático-probatória; resta claro que a decisão recorrida, consoante os fundamentos expostos no agravo de instrumento, encontra embasamento em equivocada aplicação dos artigos 18, 37, caput, 40, § 1..., inciso I e 61, § 1..., inciso II, alínea ‘c’ da Lei Suprema” (fl. 386). É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911941. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “A partir da interpretação do preceito contido no artigo 71, § 2..., da LCM 94/79, infere-se que ‘aposentadoria por invalidez’ foi o nome adotado pelo legislador carioca para identificar o benefício previdenciário que cobre dois riscos sociais aos segurados obrigatórios do RPPS-MRJ: a incapacidade definitiva para o serviço e o acometimento de uma das doenças elencadas no art. 92 da LCM n 94/79. (...) (...) o acometimento diagnosticado de neoplasia maligna, uma das doenças elencadas no rol do artigo 92 da Lei n 94/79, já constitui fato determinante para a concessão da aposentadoria por invalidez nos termos da lei. Dessa forma, não há que se perquiri, em concreto, se, em função dessa moléstia grave o segurado se tornou definitivamente incapaz de desempenhar a função pública na qual estava investido, posto que, nessa hipótese, achou por bem o legislador presumir, de maneira absoluta, a incapacitação do servidor público gravemente enfermo para o trabalho” (fls. 317/318). Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, para divergir do entendimento firmado na Corte de origem e concluir que o agravado não faz jus à aposentadoria por invalidez, seria necessário analisar a legislação local (Lei Complementar estadual n 94/79) e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911942. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 RIO DE JANEIRO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merece prosperar a irresignação. Colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “A partir da interpretação do preceito contido no artigo 71, § 2..., da LCM 94/79, infere-se que ‘aposentadoria por invalidez’ foi o nome adotado pelo legislador carioca para identificar o benefício previdenciário que cobre dois riscos sociais aos segurados obrigatórios do RPPS-MRJ: a incapacidade definitiva para o serviço e o acometimento de uma das doenças elencadas no art. 92 da LCM n 94/79. (...) (...) o acometimento diagnosticado de neoplasia maligna, uma das doenças elencadas no rol do artigo 92 da Lei n 94/79, já constitui fato determinante para a concessão da aposentadoria por invalidez nos termos da lei. Dessa forma, não há que se perquiri, em concreto, se, em função dessa moléstia grave o segurado se tornou definitivamente incapaz de desempenhar a função pública na qual estava investido, posto que, nessa hipótese, achou por bem o legislador presumir, de maneira absoluta, a incapacitação do servidor público gravemente enfermo para o trabalho” (fls. 317/318). Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, para divergir do entendimento firmado na Corte de origem e concluir que o agravado não faz jus à aposentadoria por invalidez, seria necessário analisar a legislação local (Lei Complementar estadual n 94/79) e reexaminar os fatos e as provas dos autos, o que é inadmissível em recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 725167 AGR / RJ extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Em situações análogas, esta Corte assim já se pronunciou: “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR. APOSENTADORIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NA VIGÊNCIA DA LEI ESTADUAL 8.255/1977 (ALTERADA PELA LEI 11.866/1992). GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE FUNÇÃO. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. LEI ESTADUAL 11.950/1993. REEXAME DE DIREITO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. Ambas as Turmas desta Corte firmaram entendimento no sentido de que é inviável em recurso extraordinário o debate de questão relativa a direito meramente local. Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Esta Corte firmou o entendimento de que a aposentadoria regula-se pela lei vigente à época da reunião dos requisitos. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 533.327/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 25/10/12). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório e de análise de legislação local. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 489.759/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 8/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA. REQUISITOS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E REEXAME DE PROVAS: IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 566.747/SP-AgR, Primeira Turma, Relator a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911942. Supremo Tribunal Federal ARE 725167 AGR / RJ extraordinário. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Em situações análogas, esta Corte assim já se pronunciou: “AGRAVO REGIMENTAL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. POLICIAL MILITAR. APOSENTADORIA. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS NA VIGÊNCIA DA LEI ESTADUAL 8.255/1977 (ALTERADA PELA LEI 11.866/1992). GRATIFICAÇÃO DE REPRESENTAÇÃO DE FUNÇÃO. INCLUSÃO NA BASE DE CÁLCULO DO ADICIONAL DE TEMPO DE SERVIÇO. LEI ESTADUAL 11.950/1993. REEXAME DE DIREITO LOCAL. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. Ambas as Turmas desta Corte firmaram entendimento no sentido de que é inviável em recurso extraordinário o debate de questão relativa a direito meramente local. Incidência da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Esta Corte firmou o entendimento de que a aposentadoria regula-se pela lei vigente à época da reunião dos requisitos. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 533.327/GO-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 25/10/12). “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Impossibilidade de reexame do conjunto fático-probatório e de análise de legislação local. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 489.759/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 8/11/10). “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL. MAGISTÉRIO. APOSENTADORIA. REQUISITOS. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E REEXAME DE PROVAS: IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI n 566.747/SP-AgR, Primeira Turma, Relator a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI ARE 725167 AGR / RJ Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911942. Supremo Tribunal Federal ARE 725167 AGR / RJ Nego provimento ao agravo regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911942. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE ADV.(A/S) : JORGE SAFE E SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642344 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725.167 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE ADV.(A/S) : JORGE SAFE E SILVA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642344 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 725 . 167", "Súmulas ns 280", "ARE 725167 AGR / RJ", "Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 725167 AGR /", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "ARE 725167 AGR /", "Súmula 279 desta Corte", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL", "Recurso Extraordinário n 473 . 703 / MG - AgR", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 593 . 064 / MG - AgR", "ARE n 703 . 241 / RS", "ARE 725167 AGR / RJ", "Súmula 279 desta Corte", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário n 473 . 703 / MG - AgR", "AGRAVO", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 593 . 064 / MG - AgR", "ARE n 703 . 241 / RS", "ARE 725167 AGR / RJ", "ARE n 641 . 868 / PR", "ARE 725167 AGR / RJ", "ARE n 641 . 868 / PR", "Súmulas ns 280 e 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 533 . 327 / GO - AgR", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 489 . 759 / MG - AgR", "SÚMULAS 279", "AI n 566 . 747 / SP - AgR", "Súmulas ns 280", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI n 533 . 327 / GO - AgR", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário n 489 . 759 / MG - AgR", "SÚMULAS 279", "AI n 566 . 747 / SP - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Municipal n 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei Complementar Municipal n 94", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 18 , 37 , caput , 40 , § 1 . . . , inciso I , e 61 , § 1 . . . , inciso II , alínea ‘ c ’ , da Constituição Federal", "artigo 323 do", "Emenda Regimental n 21 / 07", "artigo 92 da LM n 94 / 79", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 18 , 37 , caput , 40 , § 1 . . . , inciso I , e 61 , § 1 . . . , inciso II , alínea ‘ c ’ , da Constituição Federal", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "artigo 92 da LM n 94 / 79", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts . 18 ; 37 , caput ; 40 , § 1 . . . , inciso I ; e 61 , § 1 . . . , inciso II , alínea c , da Constituição Federal", "artigos 18 , 37 , caput , 40 , § 1 . . . , inciso I e 61 , § 1 . . . , inciso II , alínea ‘ c ’ da Lei Suprema ”", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "arts", "artigos 18 , 37 , caput , 40 , § 1 . . . , inciso I e 61 , § 1 .", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 , § 2 . . . , da LCM 94 / 79", "art . 92 da LCM n 94 / 79", "artigo 92 da Lei n 94 / 79", "Lei Complementar estadual n 94 / 79", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 71 , § 2 . . . , da LCM 94 / 79", "art . 92 da LCM n 94 / 79", "artigo 92 da Lei n 94 / 79", "Lei Complementar estadual n 94 / 79", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "LEI ESTADUAL 8 . 255 / 1977", "LEI 11 . 866 / 1992", "LEI ESTADUAL 11 . 950 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "LEI ESTADUAL 8 . 255 / 1977", "LEI 11 . 866 / 1992", "LEI ESTADUAL 11 . 950 / 1993", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "Município do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "Município do Rio de Janeiro", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA", "Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro", "Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO DE PREVIDÊNCIA E ASSISTÊNCIA", "Instituto de Previdência e Assistência do Município do Rio de Janeiro", "Quinta Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal Pleno", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", 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"Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE", "JORGE SAFE E SILVA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "PAULO JOSÉ DE SOUZA ALMEIDA CAVALCANTE", "JORGE SAFE E SILVA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "02", "/", "04", "/", "2013", "2 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "14 de março", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "14 de março de 1979", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "3", "/", "5", "/", "07", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "30", "/", "4", "/", "10", "12", "/", "12", "/", "08", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 02/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARMELITA SPIACCI BARBOSA ADV.(A/S) :ROBERTO CHINCEV ALBINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. CADERNETA DE POUPANÇA. EXIBIÇÃO DE EXTRATOS E DANOS MORAIS. PRESCRIÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Alegada contrariedade aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Necessidade de análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. Precedentes. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683579. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 02/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARMELITA SPIACCI BARBOSA ADV.(A/S) :ROBERTO CHINCEV ALBINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 24 de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Carmelita Spiacci Barbosa contra julgado da Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná, a qual manteve sentença que julgara improcedentes pedidos de exibição de extratos e de indenização por danos morais. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683580. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARMELITA SPIACCI BARBOSA ADV.(A/S) :ROBERTO CHINCEV ALBINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 24 de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Carmelita Spiacci Barbosa contra julgado da Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná, a qual manteve sentença que julgara improcedentes pedidos de exibição de extratos e de indenização por danos morais. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (RE Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683580. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 727227 AGR / PR 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). Além disso, o Supremo Tribunal Federal afirmou que ‘o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão’ (RE 585.919-AgR-ED, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 20.4.2012). 7. No que se refere à prescrição, a Turma Recursal manteve a sentença, proferida nos seguintes termos: (…) O acórdão recorrido está fundamentado na legislação infraconstitucional, especificamente o Código Civil. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que as alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional (como no caso vertente) podem configurar apenas ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: (…) Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.3.2013, interpõe Carmelita Spiacci Barbosa, em 11.3.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Afirma a Agravante que “o Tribunal de origem não se manifestou sobre a interrupção do prazo de prescrição no evento 67, deflagrada por meio de Notificação Extrajudicial, o que caracteriza ofensa ao artigo 93 da Carta Maior, pois a parte não obteve a prestação jurisdicional pretendida, em seu prejuízo e em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683580. Supremo Tribunal Federal ARE 727227 AGR / PR 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). Além disso, o Supremo Tribunal Federal afirmou que ‘o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão’ (RE 585.919-AgR-ED, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 20.4.2012). 7. No que se refere à prescrição, a Turma Recursal manteve a sentença, proferida nos seguintes termos: (…) O acórdão recorrido está fundamentado na legislação infraconstitucional, especificamente o Código Civil. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que as alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional (como no caso vertente) podem configurar apenas ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: (…) Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4º, inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1º, do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.3.2013, interpõe Carmelita Spiacci Barbosa, em 11.3.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Afirma a Agravante que “o Tribunal de origem não se manifestou sobre a interrupção do prazo de prescrição no evento 67, deflagrada por meio de Notificação Extrajudicial, o que caracteriza ofensa ao artigo 93 da Carta Maior, pois a parte não obteve a prestação jurisdicional pretendida, em seu prejuízo e em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683580. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 727227 AGR / PR beneficio da parte contrária”. Sustenta que, no “julgamento do Recurso Extraordinário n. 626.307, que versa sobre o mesmo tema, determinou o sobrestamento de todos os processos pertinentes aos Planos Bresser e Verão, com exclusão de todos os processos em fase executiva (decorrente de trânsito em julgado), como vem a ser o presente caso”. Afirma que “o tema prescrição é matéria de ordem pública e por este motivo deve ter tratamento diferenciado nos tribunais onde está sendo arguido, sob pena de afronta ao soberano princípio da segurança jurídica estatuído pelo artigo 5º, XXXVI, da Constituição”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683580. Supremo Tribunal Federal ARE 727227 AGR / PR beneficio da parte contrária”. Sustenta que, no “julgamento do Recurso Extraordinário n. 626.307, que versa sobre o mesmo tema, determinou o sobrestamento de todos os processos pertinentes aos Planos Bresser e Verão, com exclusão de todos os processos em fase executiva (decorrente de trânsito em julgado), como vem a ser o presente caso”. Afirma que “o tema prescrição é matéria de ordem pública e por este motivo deve ter tratamento diferenciado nos tribunais onde está sendo arguido, sob pena de afronta ao soberano princípio da segurança jurídica estatuído pelo artigo 5º, XXXVI, da Constituição”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683580. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 02/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assista à Agravante. 2. Na espécie vertente, a Turma recursal decidiu: “No que diz respeito à indenização por danos morais, mantenho a sentença por seus próprios fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei nº 9.099/1995, aplicável subsidiariamente aos Juizados Especiais Federais. A parte autora indicou o número da conta da qual pretendia que a CEF lhe fornecesse os extratos. Todavia, o agente financeiro se imiscuiu sob o argumento de que era conta de outra agência. No caso, todavia, uma vez que o poupador indicou o número da conta, sobrevém à ré o ônus de apresentar em juízo as informações de que dispõe como, por exemplo, movimentações em outros períodos, encerramento, ainda que em data posterior, etc (autos eletrônicos nº 200870500038066, sessão 09/07/2009, Relatora Juíza Sílvia Regina Salau Brollo). (…) Ressalto que o fato de ser conta diversa da agência em que requereu a exibição dos extratos não retira da CEF o dever de fornecê- los, uma vez que as agências são interligadas e o prestador do serviço irá cobrar pela busca. Assim, altero a sentença apenas para determinar à CEF que apresente as cópias dos extratos nos períodos pleiteados. Caso não o faça dentro de 30 dias, deverá ser expedido mandado de busca e apreensão pelo Juizado de origem”. 3. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683581. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assista à Agravante. 2. Na espécie vertente, a Turma recursal decidiu: “No que diz respeito à indenização por danos morais, mantenho a sentença por seus próprios fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei nº 9.099/1995, aplicável subsidiariamente aos Juizados Especiais Federais. A parte autora indicou o número da conta da qual pretendia que a CEF lhe fornecesse os extratos. Todavia, o agente financeiro se imiscuiu sob o argumento de que era conta de outra agência. No caso, todavia, uma vez que o poupador indicou o número da conta, sobrevém à ré o ônus de apresentar em juízo as informações de que dispõe como, por exemplo, movimentações em outros períodos, encerramento, ainda que em data posterior, etc (autos eletrônicos nº 200870500038066, sessão 09/07/2009, Relatora Juíza Sílvia Regina Salau Brollo). (…) Ressalto que o fato de ser conta diversa da agência em que requereu a exibição dos extratos não retira da CEF o dever de fornecê- los, uma vez que as agências são interligadas e o prestador do serviço irá cobrar pela busca. Assim, altero a sentença apenas para determinar à CEF que apresente as cópias dos extratos nos períodos pleiteados. Caso não o faça dentro de 30 dias, deverá ser expedido mandado de busca e apreensão pelo Juizado de origem”. 3. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 727227 AGR / PR falta de fundamentação. O Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da Agravante. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou esse entendimento ao reconhecer a repercussão geral do presente tema: “Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão . 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário Virtual, Dje 13.8.2010). 4. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional na espécie, Código de Processo Civil e Lei n. 9.099/1995), configura ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Civil. Prequestionamento. Ausência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Consumidor. Dano moral. Indenização. Valor. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas n. 282 e 356 desta Corte. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683581. Supremo Tribunal Federal ARE 727227 AGR / PR falta de fundamentação. O Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da Agravante. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou esse entendimento ao reconhecer a repercussão geral do presente tema: “Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão . 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário Virtual, Dje 13.8.2010). 4. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional na espécie, Código de Processo Civil e Lei n. 9.099/1995), configura ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Civil. Prequestionamento. Ausência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Consumidor. Dano moral. Indenização. Valor. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas n. 282 e 356 desta Corte. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 727227 AGR / PR da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279 desta Corte. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 709.494- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. 1. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 721.162-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1º.2.2013). 5. A insurgência da Agravante com relação aos Planos Bresser e Verão não merece prosperar, pois não houve exame dessa matéria pelas instâncias originárias diante da prescrição decretada “do direito ao recebimento de diferenças relativas aos expurgos inflacionários em caderneta de poupança à época do Plano Verão”. 6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683581. Supremo Tribunal Federal ARE 727227 AGR / PR da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279 desta Corte. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 709.494- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. 1. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 721.162-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1º.2.2013). 5. A insurgência da Agravante com relação aos Planos Bresser e Verão não merece prosperar, pois não houve exame dessa matéria pelas instâncias originárias diante da prescrição decretada “do direito ao recebimento de diferenças relativas aos expurgos inflacionários em caderneta de poupança à época do Plano Verão”. 6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CARMELITA SPIACCI BARBOSA ADV.(A/S) : ROBERTO CHINCEV ALBINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 02.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3708355 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CARMELITA SPIACCI BARBOSA ADV.(A/S) : ROBERTO CHINCEV ALBINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 02.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3708355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3708649
2013-04-02T00:00:00
2013-05-02T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 02.04.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. CADERNETA DE POUPANÇA. EXIBIÇÃO DE EXTRATOS E DANOS MORAIS. PRESCRIÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Alegada contrariedade aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Necessidade de análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. Precedentes. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento.
sjur229355
- Acórdão (s) citado (s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, FUNDAMENTAÇÃO) AI 792292 QO-RG (TP). (OFENSA REFLEXA) ARE 709494 AgR (1ªT), ARE 721162 AgR (2ªT). Número de páginas: 8. Análise: 13/06/2013, BMB.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
727227
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-009099 ANO-1995\r\n LJE-1995 LEI DOS JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS E CRIMINAIS" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 727227 AgR
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RECDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ROBERTO CHINCEV ALBINO E OUTRO(A/S) RECTE.(S) : CARMELITA SPIACCI BARBOSA
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Ementa e Acórdão 02/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARMELITA SPIACCI BARBOSA ADV.(A/S) :ROBERTO CHINCEV ALBINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA E OUTRO(A/S) EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONSUMIDOR E PROCESSUAL CIVIL. CADERNETA DE POUPANÇA. EXIBIÇÃO DE EXTRATOS E DANOS MORAIS. PRESCRIÇÃO. 1. Inexistência de contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República. 2. Alegada contrariedade aos princípios constitucionais do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal. Necessidade de análise de matéria infraconstitucional: ofensa constitucional indireta. Precedentes. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, à unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 2 de abril de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683579. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Relatório 02/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARMELITA SPIACCI BARBOSA ADV.(A/S) :ROBERTO CHINCEV ALBINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 24 de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Carmelita Spiacci Barbosa contra julgado da Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná, a qual manteve sentença que julgara improcedentes pedidos de exibição de extratos e de indenização por danos morais. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (Recurso Extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683580. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :CARMELITA SPIACCI BARBOSA ADV.(A/S) :ROBERTO CHINCEV ALBINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) :ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Em 24 de fevereiro de 2013, neguei seguimento ao agravo nos autos do recurso extraordinário interposto por Carmelita Spiacci Barbosa contra julgado da Primeira Turma Recursal da Seção Judiciária do Paraná, a qual manteve sentença que julgara improcedentes pedidos de exibição de extratos e de indenização por danos morais. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “5. Razão jurídica não assiste à Agravante. 6. A alegação de nulidade do acórdão por contrariedade ao art. 93, inc. IX, da Constituição da República não pode prosperar. Embora em sentido contrário à pretensão da Agravante, o acórdão recorrido apresentou suficiente fundamentação. Conforme a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, ‘o que a Constituição exige, no art. 93, IX, é que a decisão judicial seja fundamentada; não, que a fundamentação seja correta, na solução das questões de fato ou de direito da lide: declinadas no julgado as premissas, corretamente assentadas ou não, mas coerentes com o dispositivo do acórdão, está satisfeita a exigência constitucional’ (Recurso Extraordinário Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683580. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório ARE 727227 AGR / PR 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). Além disso, o Supremo Tribunal Federal afirmou que ‘o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão’ (Recurso Extraordinário 585.919-AgR-ED, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 20.4.2012). 7. No que se refere à prescrição, a Turma Recursal manteve a sentença, proferida nos seguintes termos: (…) O acórdão recorrido está fundamentado na legislação infraconstitucional, especificamente o Código Civil. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que as alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional (como no caso vertente) podem configurar apenas ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: (…) Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.3.2013, interpõe Carmelita Spiacci Barbosa, em 11.3.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Afirma a Agravante que “o Tribunal de origem não se manifestou sobre a interrupção do prazo de prescrição no evento 67, deflagrada por meio de Notificação Extrajudicial, o que caracteriza ofensa ao artigo 93 da Carta Maior, pois a parte não obteve a prestação jurisdicional pretendida, em seu prejuízo e em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683580. Supremo Tribunal Federal ARE 727227 AGR / PR 140.370, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, RTJ 150/269). Além disso, o Supremo Tribunal Federal afirmou que ‘o magistrado não está obrigado a rebater, um a um, os argumentos trazidos pela parte, desde que os fundamentos utilizados tenham sido suficientes para embasar a decisão’ (Recurso Extraordinário 585.919-AgR-ED, Rel. Min. Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 20.4.2012). 7. No que se refere à prescrição, a Turma Recursal manteve a sentença, proferida nos seguintes termos: (…) O acórdão recorrido está fundamentado na legislação infraconstitucional, especificamente o Código Civil. Eventual ofensa constitucional, se tivesse ocorrido, seria indireta. Ademais, o Supremo Tribunal assentou que as alegações de contrariedade aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependentes de exame de legislação infraconstitucional (como no caso vertente) podem configurar apenas ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: (…) Não há, pois, o que prover quanto às alegações da Agravante. 8. Pelo exposto, nego seguimento ao agravo (art. 544, § 4..., inc. II, alínea a, do Código de Processo Civil e art. 21, § 1..., do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal)”. 2. Publicada essa decisão no DJe de 4.3.2013, interpõe Carmelita Spiacci Barbosa, em 11.3.2013, tempestivamente, agravo regimental. 3. Afirma a Agravante que “o Tribunal de origem não se manifestou sobre a interrupção do prazo de prescrição no evento 67, deflagrada por meio de Notificação Extrajudicial, o que caracteriza ofensa ao artigo 93 da Carta Maior, pois a parte não obteve a prestação jurisdicional pretendida, em seu prejuízo e em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683580. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 727227 AGR / PR beneficio da parte contrária”. Sustenta que, no “julgamento do Recurso Extraordinário n. 626.307, que versa sobre o mesmo tema, determinou o sobrestamento de todos os processos pertinentes aos Planos Bresser e Verão, com exclusão de todos os processos em fase executiva (decorrente de trânsito em julgado), como vem a ser o presente caso”. Afirma que “o tema prescrição é matéria de ordem pública e por este motivo deve ter tratamento diferenciado nos tribunais onde está sendo arguido, sob pena de afronta ao soberano princípio da segurança jurídica estatuído pelo artigo 5..., XXXVI, da Constituição”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683580. Supremo Tribunal Federal ARE 727227 AGR / PR beneficio da parte contrária”. Sustenta que, no “julgamento do Recurso Extraordinário n. 626.307, que versa sobre o mesmo tema, determinou o sobrestamento de todos os processos pertinentes aos Planos Bresser e Verão, com exclusão de todos os processos em fase executiva (decorrente de trânsito em julgado), como vem a ser o presente caso”. Afirma que “o tema prescrição é matéria de ordem pública e por este motivo deve ter tratamento diferenciado nos tribunais onde está sendo arguido, sob pena de afronta ao soberano princípio da segurança jurídica estatuído pelo artigo 5..., XXXVI, da Constituição”. Requer a reconsideração da decisão agravada ou o provimento do presente recurso. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683580. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 02/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assista à Agravante. 2. Na espécie vertente, a Turma recursal decidiu: “No que diz respeito à indenização por danos morais, mantenho a sentença por seus próprios fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei n 9.099/1995, aplicável subsidiariamente aos Juizados Especiais Federais. A parte autora indicou o número da conta da qual pretendia que a CEF lhe fornecesse os extratos. Todavia, o agente financeiro se imiscuiu sob o argumento de que era conta de outra agência. No caso, todavia, uma vez que o poupador indicou o número da conta, sobrevém à ré o ônus de apresentar em juízo as informações de que dispõe como, por exemplo, movimentações em outros períodos, encerramento, ainda que em data posterior, etc (autos eletrônicos n 200870500038066, sessão 09/07/2009, Relatora Juíza Sílvia Regina Salau Brollo). (…) Ressalto que o fato de ser conta diversa da agência em que requereu a exibição dos extratos não retira da CEF o dever de fornecê- los, uma vez que as agências são interligadas e o prestador do serviço irá cobrar pela busca. Assim, altero a sentença apenas para determinar à CEF que apresente as cópias dos extratos nos períodos pleiteados. Caso não o faça dentro de 30 dias, deverá ser expedido mandado de busca e apreensão pelo Juizado de origem”. 3. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683581. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PARANÁ V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA – (Relatora): 1. Razão jurídica não assista à Agravante. 2. Na espécie vertente, a Turma recursal decidiu: “No que diz respeito à indenização por danos morais, mantenho a sentença por seus próprios fundamentos, nos termos do art. 46 da Lei n 9.099/1995, aplicável subsidiariamente aos Juizados Especiais Federais. A parte autora indicou o número da conta da qual pretendia que a CEF lhe fornecesse os extratos. Todavia, o agente financeiro se imiscuiu sob o argumento de que era conta de outra agência. No caso, todavia, uma vez que o poupador indicou o número da conta, sobrevém à ré o ônus de apresentar em juízo as informações de que dispõe como, por exemplo, movimentações em outros períodos, encerramento, ainda que em data posterior, etc (autos eletrônicos n 200870500038066, sessão 09/07/2009, Relatora Juíza Sílvia Regina Salau Brollo). (…) Ressalto que o fato de ser conta diversa da agência em que requereu a exibição dos extratos não retira da CEF o dever de fornecê- los, uma vez que as agências são interligadas e o prestador do serviço irá cobrar pela busca. Assim, altero a sentença apenas para determinar à CEF que apresente as cópias dos extratos nos períodos pleiteados. Caso não o faça dentro de 30 dias, deverá ser expedido mandado de busca e apreensão pelo Juizado de origem”. 3. Inicialmente, não prospera a alegação de nulidade do acórdão por Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 727227 AGR / PR falta de fundamentação. O Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da Agravante. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou esse entendimento ao reconhecer a repercussão geral do presente tema: “Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão . 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário Virtual, Dje 13.8.2010). 4. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional na espécie, Código de Processo Civil e Lei n. 9.099/1995), configura ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Civil. Prequestionamento. Ausência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Consumidor. Dano moral. Indenização. Valor. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas n. 282 e 356 desta Corte. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683581. Supremo Tribunal Federal ARE 727227 AGR / PR falta de fundamentação. O Tribunal de origem apreciou as questões suscitadas, fundamentando-as de modo suficiente a demonstrar as razões objetivas do convencimento do julgador. A prestação jurisdicional foi concedida nos termos da legislação vigente, apesar de ter sido a conclusão contrária aos interesses da Agravante. O Plenário do Supremo Tribunal Federal reafirmou esse entendimento ao reconhecer a repercussão geral do presente tema: “Questão de ordem. (…) 3. O art. 93, IX, da Constituição Federal exige que o acórdão ou decisão sejam fundamentados, ainda que sucintamente, sem determinar, contudo, o exame pormenorizado de cada uma das alegações ou provas, nem que sejam corretos os fundamentos da decisão . 4. Questão de ordem acolhida para reconhecer a repercussão geral, reafirmar a jurisprudência do Tribunal, negar provimento ao recurso e autorizar a adoção dos procedimentos relacionados à repercussão geral” (AI 792.292-QORG, Rel. Min. Gilmar Mendes, Plenário Virtual, Dje 13.8.2010). 4. Como afirmado na decisão agravada, este Supremo Tribunal assentou que a alegação de afronta aos princípios da legalidade, do devido processo legal, do contraditório, da ampla defesa, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando dependente de exame de legislação infraconstitucional na espécie, Código de Processo Civil e Lei n. 9.099/1995), configura ofensa constitucional indireta. Nesse sentido: “Agravo regimental no recurso extraordinário com agravo. Civil. Prequestionamento. Ausência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Consumidor. Dano moral. Indenização. Valor. Legislação infraconstitucional. Reexame de fatos. Impossibilidade. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas n. 282 e 356 desta Corte. 2. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA ARE 727227 AGR / PR da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279 desta Corte. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 709.494- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. 1. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 721.162-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1....2.2013). 5. A insurgência da Agravante com relação aos Planos Bresser e Verão não merece prosperar, pois não houve exame dessa matéria pelas instâncias originárias diante da prescrição decretada “do direito ao recebimento de diferenças relativas aos expurgos inflacionários em caderneta de poupança à época do Plano Verão”. 6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683581. Supremo Tribunal Federal ARE 727227 AGR / PR da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 3. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação infraconstitucional e o reexame dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279 desta Corte. 4. Agravo regimental não provido” (ARE 709.494- AgR, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe 14.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL. INDENIZAÇÃO. DANOS MORAIS E MATERIAIS. 1. REEXAME DE PROVAS: SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (ARE 721.162-AgR, de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 1....2.2013). 5. A insurgência da Agravante com relação aos Planos Bresser e Verão não merece prosperar, pois não houve exame dessa matéria pelas instâncias originárias diante da prescrição decretada “do direito ao recebimento de diferenças relativas aos expurgos inflacionários em caderneta de poupança à época do Plano Verão”. 6. Os argumentos da Agravante, insuficientes para modificar a decisão agravada, demonstram apenas inconformismo e resistência em pôr termo a processos que se arrastam em detrimento da eficiente prestação jurisdicional. 7. Pelo exposto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3683581. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CARMELITA SPIACCI BARBOSA ADV.(A/S) : ROBERTO CHINCEV ALBINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 02.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3708355 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727.227 PROCED. : PARANÁ RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : CARMELITA SPIACCI BARBOSA ADV.(A/S) : ROBERTO CHINCEV ALBINO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CAIXA ECONÔMICA FEDERAL - CEF ADV.(A/S) : ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 02.04.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3708355 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 727 . 227", "ARE 727227 AGR / PR 140 . 370", "Recurso Extraordinário 585 . 919 - AgR - ED", "ARE 727227 AGR / PR 140 . 370", "Recurso Extraordinário 585 . 919 - AgR - ED", "ARE 727227 AGR / PR", "Recurso Extraordinário n . 626 . 307", "ARE 727227 AGR / PR", "Recurso Extraordinário n . 626 . 307", "autos eletrônicos n 200870500038066", "autos eletrônicos n 200870500038066", "ARE 727227 AGR / PR", "AI 792 . 292 - QORG", "ARE 727227", "AI 792 . 292 - QORG", "ARE 727227 AGR / PR", "ARE 709 . 494 - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 721 . 162 - AgR", "ARE 727227 AGR / PR", "ARE 709 . 494 - AgR", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 721 . 162 - AgR" ], "LEGISLACAO": [ "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "art . 93 , inc . IX , da Constituição da República", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inc . 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"Carmelita Spiacci Barbosa", "CÁRMEN LÚCIA", "CARMELITA SPIACCI BARBOSA", "ROBERTO CHINCEV ALBINO", "ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA", "LÚCIA", "Carmelita Spiacci Barbosa", "Sepúlveda Pertence", "Luiz Fux", "Carmelita Spiacci Barbosa", "Sepúlveda Pertence", "Luiz Fux", "Carmelita Spiacci Barbosa", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Sílvia Regina Salau Brollo", "CÁRMEN LÚCIA", "Sílvia Regina Salau Brollo", "CÁRMEN LÚCIA", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "CÁRMEN LÚCIA", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "CÁRMEN LÚCIA", "CARMELITA SPIACCI BARBOSA", "ROBERTO CHINCEV ALBINO", "ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Mário José Gisi .", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "CARMELITA SPIACCI BARBOSA", "ROBERTO CHINCEV ALBINO", "ELAINE GARCIA MONTEIRO PEREIRA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de 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Ementa e Acórdão 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO AGDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC ADV.(A/S) :BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental em recurso extraordinário. Tributário. Imunidade. Entidade beneficente de educação (art. 150, VI, a, CF). Destinação dos bens. Revolvimento de fatos e provas. Súmula nº 279/STF. 1. A Corte já firmou entendimento quanto à imunidade das entidades privadas de serviço social e de formação profissional. Precedentes. 2. Para fins de declaração de imunidade tributária das entidades beneficentes de educação sem fins lucrativos, descabe, em sede de recurso extraordinário, rediscutir questões atinentes ao ônus da prova, bem como verificar a finalidade para a qual foi destinado o bem. O caso em tela enseja reexame de fatos e provas, o que é inviável em sede de recurso extraordinário, a teor da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de abril de 2013. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911964. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão RE 634447 AGR / DF MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911964. Supremo Tribunal Federal RE 634447 AGR / DF MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO AGDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC ADV.(A/S) :BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo Distrito Federal contra decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “Distrito Federal interpõe recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, fundado na alínea ‘a’ do permissivo constitucional. O acórdão recorrido reconheceu a imunidade tributária ao Serviço Social do Comércio – SESC em relação ao IPVA de veículos de sua propriedade, conforme ementa que segue: ‘CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. SESC. VEÍCULOS AUTOMOTORES. IPVA. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. PREVISÃO CONSTITUCIONAL (CF, ART. 150, VI, ‘C’). DESVIRTUAMENTO DO USO. EXCEÇÃO À REGRA. DEMONSTRAÇÃO. INEXISTÊNCIA. PREVALÊNCIA DA IMUNIDADE CONFERIDA. REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. DESNECESSIDADE. 1. O Serviço Social do Comércio – SESC – qualifica-se como entidade de assistencialista desprovida de fins lucrativos, usufruindo, ante sua natureza jurídica e fins institucionais, da imunidade tributária conferida pelo artigo 150, inciso VI, ‘c’, da Constituição Federal, cujo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO AGDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC ADV.(A/S) :BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo Distrito Federal contra decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “Distrito Federal interpõe recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, fundado na alínea ‘a’ do permissivo constitucional. O acórdão recorrido reconheceu a imunidade tributária ao Serviço Social do Comércio – SESC em relação ao IPVA de veículos de sua propriedade, conforme ementa que segue: ‘CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. SESC. VEÍCULOS AUTOMOTORES. IPVA. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. PREVISÃO CONSTITUCIONAL (CF, ART. 150, VI, ‘C’). DESVIRTUAMENTO DO USO. EXCEÇÃO À REGRA. DEMONSTRAÇÃO. INEXISTÊNCIA. PREVALÊNCIA DA IMUNIDADE CONFERIDA. REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. DESNECESSIDADE. 1. O Serviço Social do Comércio – SESC – qualifica-se como entidade de assistencialista desprovida de fins lucrativos, usufruindo, ante sua natureza jurídica e fins institucionais, da imunidade tributária conferida pelo artigo 150, inciso VI, ‘c’, da Constituição Federal, cujo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório RE 634447 AGR / DF alcance acoberta seu patrimônio, renda e serviços. 2. Usufruindo de imunidade tributária constitucionalmente assegurada, o SESC desfruta da presunção de que todos os seus bens e serviços estão volvidos ao implemento dos seus objetivos sociais, à medida que somente através das atividades que exerce e da utilização do patrimônio que possui é que poderá implementá-los, a qual somente pode ser elidida mediante prova apta a infirmá-la, não podendo ser desqualificada mediante simples alegações da autoridade tributária desprovidas de sustentação material. 3. Emergindo a imunidade que assiste a entidade como regra geral, assiste-lhe o direito de reclamar o reconhecimento da inexistência do fato gerador da obrigação tributária que indevidamente lhe fora imputada através do exercício do direito subjetivo de ação que lhe assiste, valendo-se diretamente da via judicial, não afetando-a o fato de não ter postulado seu prévio reconhecimento na esfera administrativa. 4. Embargos infringentes conhecidos e improvidos. Maioria’ (fl. 215). Alega contrariedade ao art. 150, VI, ‘c’, §4, da Carta Magna, argumentando que no presente caso a vinculação dos veículos, objeto da presente lide, às finalidades essenciais do recorrido ‘não foram comprovadas nas vias administrativas e judicial’ e que ’seria mister que fosse analisado se o autor demonstra que os veículos estão vinculados às finalidades essenciais da entidade’ (fl. 254). Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifico do voto vencedor proferido nos embargos infringentes na apelação cível conclusão no sentido de que a ora recorrida ’usufruindo de imunidade tributária derivada da natureza jurídica que ostenta e de expressa previsão constitucional, compete à fazenda elidir a presunção de que os bens que integram seu acervo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Supremo Tribunal Federal RE 634447 AGR / DF alcance acoberta seu patrimônio, renda e serviços. 2. Usufruindo de imunidade tributária constitucionalmente assegurada, o SESC desfruta da presunção de que todos os seus bens e serviços estão volvidos ao implemento dos seus objetivos sociais, à medida que somente através das atividades que exerce e da utilização do patrimônio que possui é que poderá implementá-los, a qual somente pode ser elidida mediante prova apta a infirmá-la, não podendo ser desqualificada mediante simples alegações da autoridade tributária desprovidas de sustentação material. 3. Emergindo a imunidade que assiste a entidade como regra geral, assiste-lhe o direito de reclamar o reconhecimento da inexistência do fato gerador da obrigação tributária que indevidamente lhe fora imputada através do exercício do direito subjetivo de ação que lhe assiste, valendo-se diretamente da via judicial, não afetando-a o fato de não ter postulado seu prévio reconhecimento na esfera administrativa. 4. Embargos infringentes conhecidos e improvidos. Maioria’ (fl. 215). Alega contrariedade ao art. 150, VI, ‘c’, §4, da Carta Magna, argumentando que no presente caso a vinculação dos veículos, objeto da presente lide, às finalidades essenciais do recorrido ‘não foram comprovadas nas vias administrativas e judicial’ e que ’seria mister que fosse analisado se o autor demonstra que os veículos estão vinculados às finalidades essenciais da entidade’ (fl. 254). Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifico do voto vencedor proferido nos embargos infringentes na apelação cível conclusão no sentido de que a ora recorrida ’usufruindo de imunidade tributária derivada da natureza jurídica que ostenta e de expressa previsão constitucional, compete à fazenda elidir a presunção de que os bens que integram seu acervo 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório RE 634447 AGR / DF patrimonial não estão destinados ao incremento das suas atividades essenciais de forma a eximi-los da imunidade que os acoberta como regra geral, e não se exigir que, para fruir do benefício que lhe é resguardado, comprove topicamente que bens integrantes do seu patrimônio estão, consoante é previsível, incorporados às suas atividades finalísticas’ (fl. 222). Esta Corte possui entendimento no sentido de que a verificação da finalidade à qual foi destinada o bem para fins de declaração de imunidade tributária das entidades de assistência social sem fins lucrativos, como no caso em tela, enseja reexame de fatos e provas, o que inviável em sede de recurso extraordinário, a teor da súmula 279. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULO AUTOMOTOR. REEXAME DE MATÉRIA PROBATÓRIA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A via extraordinária não é adequada para se questionarem as circunstâncias fáticas que ensejaram ao Agravado o direito à imunidade tributária e se fazer processar, como se pretende no presente agravo regimental, reexame de matéria probatória reservada às instâncias ordinárias de mérito. 2. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo ao qual se nega provimento’ (AI 559.488/DF, Primeira Turma, Rel. Min. Cármem Lúcia, DJ 16/02/07). ‘Recurso extraordinário. Agravo regimental. 2. Imunidade tributária. Art. 150, VI, ‘c’, da Constituição Federal. Entidade de assistência social. 3. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE 301.797/DF, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 19/12/02). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Supremo Tribunal Federal RE 634447 AGR / DF patrimonial não estão destinados ao incremento das suas atividades essenciais de forma a eximi-los da imunidade que os acoberta como regra geral, e não se exigir que, para fruir do benefício que lhe é resguardado, comprove topicamente que bens integrantes do seu patrimônio estão, consoante é previsível, incorporados às suas atividades finalísticas’ (fl. 222). Esta Corte possui entendimento no sentido de que a verificação da finalidade à qual foi destinada o bem para fins de declaração de imunidade tributária das entidades de assistência social sem fins lucrativos, como no caso em tela, enseja reexame de fatos e provas, o que inviável em sede de recurso extraordinário, a teor da súmula 279. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULO AUTOMOTOR. REEXAME DE MATÉRIA PROBATÓRIA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A via extraordinária não é adequada para se questionarem as circunstâncias fáticas que ensejaram ao Agravado o direito à imunidade tributária e se fazer processar, como se pretende no presente agravo regimental, reexame de matéria probatória reservada às instâncias ordinárias de mérito. 2. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo ao qual se nega provimento’ (AI 559.488/DF, Primeira Turma, Rel. Min. Cármem Lúcia, DJ 16/02/07). ‘Recurso extraordinário. Agravo regimental. 2. Imunidade tributária. Art. 150, VI, ‘c’, da Constituição Federal. Entidade de assistência social. 3. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE 301.797/DF, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 19/12/02). 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório RE 634447 AGR / DF No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: RE 457.691/DF, sob minha relatoria, Dje 10/5/10; AI 766.290/RJ, Rel. Min. Cármem Lúcia, Dje 22/10/09. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso.” Alega o agravante não pretender rediscutir fatos e provas, mas, essencialmente, a aplicação da imunidade tributária conferida às entidades beneficentes de assistência social (art. 150, VI, C, CF) ao SESC, sob o argumento de a assistência prestada pelo SESC ser restrita a um determinado número de pessoas. Aduz que a hipótese dos autos trata de veículos de propriedade do SESC que tiveram reconhecida a imunidade do recolhimento do IPVA a partir da indevida presunção de que se encontram destinados ao atendimento das finalidades essenciais da entidade. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Supremo Tribunal Federal RE 634447 AGR / DF No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: RE 457.691/DF, sob minha relatoria, Dje 10/5/10; AI 766.290/RJ, Rel. Min. Cármem Lúcia, Dje 22/10/09. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso.” Alega o agravante não pretender rediscutir fatos e provas, mas, essencialmente, a aplicação da imunidade tributária conferida às entidades beneficentes de assistência social (art. 150, VI, C, CF) ao SESC, sob o argumento de a assistência prestada pelo SESC ser restrita a um determinado número de pessoas. Aduz que a hipótese dos autos trata de veículos de propriedade do SESC que tiveram reconhecida a imunidade do recolhimento do IPVA a partir da indevida presunção de que se encontram destinados ao atendimento das finalidades essenciais da entidade. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. Esta Corte já firmou entendimento quanto à imunidade das entidades privadas de serviço social e de formação profissional, como se vê nos precedentes a seguir: “IMUNIDADE TRIBUTARIA. CF, ART. 150, VI, C. SERVIÇO SOCIAL DO COMERCIO - SESC. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE DIVERSÃO PÚBLICA. A renda obtida pelo SESC na prestação de serviços de diversão pública, mediante a venda de ingressos de cinema ao público em geral, e aproveitada em suas finalidades assistenciais, estando abrangida na imunidade tributaria prevista no art. 150, VI, c, da Carta Republica. Precedente da Corte: RE 116.188-4 Agravo regimental improvido” (AI nº 155.822/SP, Primeira Turma, Relator Ministro Ilmar Galvão, DJ 2/6/95). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE ENTIDADE BENEFICENTE DE EDUCAÇÃO. SESC. APLICABILIDADE. 1. As entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, como o Serviço Social do Comércio – SESC, são imunes à tributação por impostos (art. 150, VI, c da Constituição). 2. À luz da plena vinculação da atividade administrativa da constituição do crédito tributário, eventual e hipotético desvio de finalidade na aplicação do bem não pode ser pura e simplesmente pressuposta. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI nº 4009806/DF, Segunda Turma, Relator Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/5/10). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911962. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. Esta Corte já firmou entendimento quanto à imunidade das entidades privadas de serviço social e de formação profissional, como se vê nos precedentes a seguir: “IMUNIDADE TRIBUTARIA. CF, ART. 150, VI, C. SERVIÇO SOCIAL DO COMERCIO - SESC. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE DIVERSÃO PÚBLICA. A renda obtida pelo SESC na prestação de serviços de diversão pública, mediante a venda de ingressos de cinema ao público em geral, e aproveitada em suas finalidades assistenciais, estando abrangida na imunidade tributaria prevista no art. 150, VI, c, da Carta Republica. Precedente da Corte: RE 116.188-4 Agravo regimental improvido” (AI nº 155.822/SP, Primeira Turma, Relator Ministro Ilmar Galvão, DJ 2/6/95). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE ENTIDADE BENEFICENTE DE EDUCAÇÃO. SESC. APLICABILIDADE. 1. As entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, como o Serviço Social do Comércio – SESC, são imunes à tributação por impostos (art. 150, VI, c da Constituição). 2. À luz da plena vinculação da atividade administrativa da constituição do crédito tributário, eventual e hipotético desvio de finalidade na aplicação do bem não pode ser pura e simplesmente pressuposta. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI nº 4009806/DF, Segunda Turma, Relator Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/5/10). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 634447 AGR / DF Como já afirmei na decisão monocrática, o acórdão recorrido reconheceu a imunidade tributária ao Serviço Social do Comércio (SESC) em relação ao IPVA de veículos de sua propriedade, bem como que competiria à fazenda “elidir a presunção de que os bens que integram seu acervo patrimonial não estão destinados ao incremento das suas atividades essenciais de forma a eximi-los da imunidade que os acoberta como regra geral, e não se exigir que, para fruir do benefício que lhe é resguardado, comprove topicamente que bens integrantes do seu patrimônio estão, consoante é previsível, incorporados às suas atividades finalísticas” (fl. 222). Dessa forma, diante do quadro acima exposto, reafirmo serem incabíveis, em sede de recurso extraordinário, a rediscussão de questões atinentes ao ônus da prova e a verificação da finalidade para a qual foi destinado o bem, para fins de declaração de imunidade tributária das entidades beneficentes de educação sem fins lucrativos. O caso em tela enseja o reexame de fatos e provas, o que inviável em sede de recurso extraordinário, a teor da Súmula nº 279/STF. Diante do exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911962. Supremo Tribunal Federal RE 634447 AGR / DF Como já afirmei na decisão monocrática, o acórdão recorrido reconheceu a imunidade tributária ao Serviço Social do Comércio (SESC) em relação ao IPVA de veículos de sua propriedade, bem como que competiria à fazenda “elidir a presunção de que os bens que integram seu acervo patrimonial não estão destinados ao incremento das suas atividades essenciais de forma a eximi-los da imunidade que os acoberta como regra geral, e não se exigir que, para fruir do benefício que lhe é resguardado, comprove topicamente que bens integrantes do seu patrimônio estão, consoante é previsível, incorporados às suas atividades finalísticas” (fl. 222). Dessa forma, diante do quadro acima exposto, reafirmo serem incabíveis, em sede de recurso extraordinário, a rediscussão de questões atinentes ao ônus da prova e a verificação da finalidade para a qual foi destinado o bem, para fins de declaração de imunidade tributária das entidades beneficentes de educação sem fins lucrativos. O caso em tela enseja o reexame de fatos e provas, o que inviável em sede de recurso extraordinário, a teor da Súmula nº 279/STF. Diante do exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO AGDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC ADV.(A/S) : BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642287 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO AGDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC ADV.(A/S) : BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3938856
2013-04-02T00:00:00
2013-06-07T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental em recurso extraordinário. Tributário. Imunidade. Entidade beneficente de educação (art. 150, VI, a, CF). Destinação dos bens. Revolvimento de fatos e provas. Súmula nº 279/STF. 1. A Corte já firmou entendimento quanto à imunidade das entidades privadas de serviço social e de formação profissional. Precedentes. 2. Para fins de declaração de imunidade tributária das entidades beneficentes de educação sem fins lucrativos, descabe, em sede de recurso extraordinário, rediscutir questões atinentes ao ônus da prova, bem como verificar a finalidade para a qual foi destinado o bem. O caso em tela enseja reexame de fatos e provas, o que é inviável em sede de recurso extraordinário, a teor da Súmula nº 279/STF. 3. Agravo regimental não provido.
sjur232535
- Acórdão(s) citado(s): (IMUNIDADE TRIBUTÁRIA, ENTIDADE BENEFICENTE) AI 155822 (1ªT) AgR, AI 409806 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 25/06/2013, TBC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
634447
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00150 INC-00006 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 634447 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO AGDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC ADV.(A/S) : BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO AGDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC ADV.(A/S) :BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) EMENTA Agravo regimental em recurso extraordinário. Tributário. Imunidade. Entidade beneficente de educação (art. 150, VI, a, Constituição Federal de 1988). Destinação dos bens. Revolvimento de fatos e provas. Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 1. A Corte já firmou entendimento quanto à imunidade das entidades privadas de serviço social e de formação profissional. Precedentes. 2. Para fins de declaração de imunidade tributária das entidades beneficentes de educação sem fins lucrativos, descabe, em sede de recurso extraordinário, rediscutir questões atinentes ao ônus da prova, bem como verificar a finalidade para a qual foi destinado o bem. O caso em tela enseja reexame de fatos e provas, o que é inviável em sede de recurso extraordinário, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de abril de 2013. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911964. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911964. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911964. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO AGDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC ADV.(A/S) :BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo Distrito Federal contra decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “Distrito Federal interpõe recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, fundado na alínea ‘a’ do permissivo constitucional. O acórdão recorrido reconheceu a imunidade tributária ao Serviço Social do Comércio – SESC em relação ao IPVA de veículos de sua propriedade, conforme ementa que segue: ‘CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. SESC. VEÍCULOS AUTOMOTORES. IPVA. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. PREVISÃO CONSTITUCIONAL (Constituição Federal de 1988, ART. 150, VI, ‘C’). DESVIRTUAMENTO DO USO. EXCEÇÃO À REGRA. DEMONSTRAÇÃO. INEXISTÊNCIA. PREVALÊNCIA DA IMUNIDADE CONFERIDA. REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. DESNECESSIDADE. 1. O Serviço Social do Comércio – SESC – qualifica-se como entidade de assistencialista desprovida de fins lucrativos, usufruindo, ante sua natureza jurídica e fins institucionais, da imunidade tributária conferida pelo artigo 150, inciso VI, ‘c’, da Constituição Federal, cujo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO AGDO.(A/S) :SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC ADV.(A/S) :BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Cuida-se de agravo regimental interposto pelo Distrito Federal contra decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “Distrito Federal interpõe recurso extraordinário contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, fundado na alínea ‘a’ do permissivo constitucional. O acórdão recorrido reconheceu a imunidade tributária ao Serviço Social do Comércio – SESC em relação ao IPVA de veículos de sua propriedade, conforme ementa que segue: ‘CONSTITUCIONAL E TRIBUTÁRIO. SESC. VEÍCULOS AUTOMOTORES. IPVA. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. PREVISÃO CONSTITUCIONAL (Constituição Federal de 1988, ART. 150, VI, ‘C’). DESVIRTUAMENTO DO USO. EXCEÇÃO À REGRA. DEMONSTRAÇÃO. INEXISTÊNCIA. PREVALÊNCIA DA IMUNIDADE CONFERIDA. REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. DESNECESSIDADE. 1. O Serviço Social do Comércio – SESC – qualifica-se como entidade de assistencialista desprovida de fins lucrativos, usufruindo, ante sua natureza jurídica e fins institucionais, da imunidade tributária conferida pelo artigo 150, inciso VI, ‘c’, da Constituição Federal, cujo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF alcance acoberta seu patrimônio, renda e serviços. 2. Usufruindo de imunidade tributária constitucionalmente assegurada, o SESC desfruta da presunção de que todos os seus bens e serviços estão volvidos ao implemento dos seus objetivos sociais, à medida que somente através das atividades que exerce e da utilização do patrimônio que possui é que poderá implementá-los, a qual somente pode ser elidida mediante prova apta a infirmá-la, não podendo ser desqualificada mediante simples alegações da autoridade tributária desprovidas de sustentação material. 3. Emergindo a imunidade que assiste a entidade como regra geral, assiste-lhe o direito de reclamar o reconhecimento da inexistência do fato gerador da obrigação tributária que indevidamente lhe fora imputada através do exercício do direito subjetivo de ação que lhe assiste, valendo-se diretamente da via judicial, não afetando-a o fato de não ter postulado seu prévio reconhecimento na esfera administrativa. 4. Embargos infringentes conhecidos e improvidos. Maioria’ (fl. 215). Alega contrariedade ao art. 150, VI, ‘c’, §4, da Carta Magna, argumentando que no presente caso a vinculação dos veículos, objeto da presente lide, às finalidades essenciais do recorrido ‘não foram comprovadas nas vias administrativas e judicial’ e que ’seria mister que fosse analisado se o autor demonstra que os veículos estão vinculados às finalidades essenciais da entidade’ (fl. 254). Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifico do voto vencedor proferido nos embargos infringentes na apelação cível conclusão no sentido de que a ora recorrida ’usufruindo de imunidade tributária derivada da natureza jurídica que ostenta e de expressa previsão constitucional, compete à fazenda elidir a presunção de que os bens que integram seu acervo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF alcance acoberta seu patrimônio, renda e serviços. 2. Usufruindo de imunidade tributária constitucionalmente assegurada, o SESC desfruta da presunção de que todos os seus bens e serviços estão volvidos ao implemento dos seus objetivos sociais, à medida que somente através das atividades que exerce e da utilização do patrimônio que possui é que poderá implementá-los, a qual somente pode ser elidida mediante prova apta a infirmá-la, não podendo ser desqualificada mediante simples alegações da autoridade tributária desprovidas de sustentação material. 3. Emergindo a imunidade que assiste a entidade como regra geral, assiste-lhe o direito de reclamar o reconhecimento da inexistência do fato gerador da obrigação tributária que indevidamente lhe fora imputada através do exercício do direito subjetivo de ação que lhe assiste, valendo-se diretamente da via judicial, não afetando-a o fato de não ter postulado seu prévio reconhecimento na esfera administrativa. 4. Embargos infringentes conhecidos e improvidos. Maioria’ (fl. 215). Alega contrariedade ao art. 150, VI, ‘c’, §4, da Carta Magna, argumentando que no presente caso a vinculação dos veículos, objeto da presente lide, às finalidades essenciais do recorrido ‘não foram comprovadas nas vias administrativas e judicial’ e que ’seria mister que fosse analisado se o autor demonstra que os veículos estão vinculados às finalidades essenciais da entidade’ (fl. 254). Decido. A irresignação não merece prosperar. Verifico do voto vencedor proferido nos embargos infringentes na apelação cível conclusão no sentido de que a ora recorrida ’usufruindo de imunidade tributária derivada da natureza jurídica que ostenta e de expressa previsão constitucional, compete à fazenda elidir a presunção de que os bens que integram seu acervo 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF patrimonial não estão destinados ao incremento das suas atividades essenciais de forma a eximi-los da imunidade que os acoberta como regra geral, e não se exigir que, para fruir do benefício que lhe é resguardado, comprove topicamente que bens integrantes do seu patrimônio estão, consoante é previsível, incorporados às suas atividades finalísticas’ (fl. 222). Esta Corte possui entendimento no sentido de que a verificação da finalidade à qual foi destinada o bem para fins de declaração de imunidade tributária das entidades de assistência social sem fins lucrativos, como no caso em tela, enseja reexame de fatos e provas, o que inviável em sede de recurso extraordinário, a teor da súmula 279. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULO AUTOMOTOR. REEXAME DE MATÉRIA PROBATÓRIA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A via extraordinária não é adequada para se questionarem as circunstâncias fáticas que ensejaram ao Agravado o direito à imunidade tributária e se fazer processar, como se pretende no presente agravo regimental, reexame de matéria probatória reservada às instâncias ordinárias de mérito. 2. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo ao qual se nega provimento’ (AI 559.488/DF, Primeira Turma, Rel. Min. Cármem Lúcia, DJ 16/02/07). ‘Recurso extraordinário. Agravo regimental. 2. Imunidade tributária. Art. 150, VI, ‘c’, da Constituição Federal. Entidade de assistência social. 3. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário 301.797/DF, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 19/12/02). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF patrimonial não estão destinados ao incremento das suas atividades essenciais de forma a eximi-los da imunidade que os acoberta como regra geral, e não se exigir que, para fruir do benefício que lhe é resguardado, comprove topicamente que bens integrantes do seu patrimônio estão, consoante é previsível, incorporados às suas atividades finalísticas’ (fl. 222). Esta Corte possui entendimento no sentido de que a verificação da finalidade à qual foi destinada o bem para fins de declaração de imunidade tributária das entidades de assistência social sem fins lucrativos, como no caso em tela, enseja reexame de fatos e provas, o que inviável em sede de recurso extraordinário, a teor da súmula 279. Nesse sentido: ‘AGRAVO REGIMENTAL. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA. ENTIDADE DE ASSISTÊNCIA SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. IMPOSTO SOBRE A PROPRIEDADE DE VEÍCULO AUTOMOTOR. REEXAME DE MATÉRIA PROBATÓRIA. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 1. A via extraordinária não é adequada para se questionarem as circunstâncias fáticas que ensejaram ao Agravado o direito à imunidade tributária e se fazer processar, como se pretende no presente agravo regimental, reexame de matéria probatória reservada às instâncias ordinárias de mérito. 2. Incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo ao qual se nega provimento’ (AI 559.488/DF, Primeira Turma, Rel. Min. Cármem Lúcia, DJ 16/02/07). ‘Recurso extraordinário. Agravo regimental. 2. Imunidade tributária. Art. 150, VI, ‘c’, da Constituição Federal. Entidade de assistência social. 3. Reexame de fatos e provas. Súmula 279. 4. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário 301.797/DF, Segunda Turma, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 19/12/02). 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Relatório Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário 457.691/DF, sob minha relatoria, Dje 10/5/10; AI 766.290/RJ, Rel. Min. Cármem Lúcia, Dje 22/10/09. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso.” Alega o agravante não pretender rediscutir fatos e provas, mas, essencialmente, a aplicação da imunidade tributária conferida às entidades beneficentes de assistência social (art. 150, VI, C, Constituição Federal de 1988) ao SESC, sob o argumento de a assistência prestada pelo SESC ser restrita a um determinado número de pessoas. Aduz que a hipótese dos autos trata de veículos de propriedade do SESC que tiveram reconhecida a imunidade do recolhimento do IPVA a partir da indevida presunção de que se encontram destinados ao atendimento das finalidades essenciais da entidade. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF No mesmo sentido, as seguintes decisões monocráticas: Recurso Extraordinário 457.691/DF, sob minha relatoria, Dje 10/5/10; AI 766.290/RJ, Rel. Min. Cármem Lúcia, Dje 22/10/09. Diante do exposto, nego seguimento ao recurso.” Alega o agravante não pretender rediscutir fatos e provas, mas, essencialmente, a aplicação da imunidade tributária conferida às entidades beneficentes de assistência social (art. 150, VI, C, Constituição Federal de 1988) ao SESC, sob o argumento de a assistência prestada pelo SESC ser restrita a um determinado número de pessoas. Aduz que a hipótese dos autos trata de veículos de propriedade do SESC que tiveram reconhecida a imunidade do recolhimento do IPVA a partir da indevida presunção de que se encontram destinados ao atendimento das finalidades essenciais da entidade. É o relatório. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911961. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. Esta Corte já firmou entendimento quanto à imunidade das entidades privadas de serviço social e de formação profissional, como se vê nos precedentes a seguir: “IMUNIDADE TRIBUTARIA. Constituição Federal de 1988, ART. 150, VI, C. SERVIÇO SOCIAL DO COMERCIO - SESC. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE DIVERSÃO PÚBLICA. A renda obtida pelo SESC na prestação de serviços de diversão pública, mediante a venda de ingressos de cinema ao público em geral, e aproveitada em suas finalidades assistenciais, estando abrangida na imunidade tributaria prevista no art. 150, VI, c, da Carta Republica. Precedente da Corte: Recurso Extraordinário 116.188-4 Agravo regimental improvido” (AI n 155.822/SP, Primeira Turma, Relator Ministro Ilmar Galvão, DJ 2/6/95). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE ENTIDADE BENEFICENTE DE EDUCAÇÃO. SESC. APLICABILIDADE. 1. As entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, como o Serviço Social do Comércio – SESC, são imunes à tributação por impostos (art. 150, VI, c da Constituição). 2. À luz da plena vinculação da atividade administrativa da constituição do crédito tributário, eventual e hipotético desvio de finalidade na aplicação do bem não pode ser pura e simplesmente pressuposta. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI n 4009806/DF, Segunda Turma, Relator Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/5/10). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911962. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O recurso não merece prosperar. Esta Corte já firmou entendimento quanto à imunidade das entidades privadas de serviço social e de formação profissional, como se vê nos precedentes a seguir: “IMUNIDADE TRIBUTARIA. Constituição Federal de 1988, ART. 150, VI, C. SERVIÇO SOCIAL DO COMERCIO - SESC. IMPOSTO SOBRE SERVIÇOS. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE DIVERSÃO PÚBLICA. A renda obtida pelo SESC na prestação de serviços de diversão pública, mediante a venda de ingressos de cinema ao público em geral, e aproveitada em suas finalidades assistenciais, estando abrangida na imunidade tributaria prevista no art. 150, VI, c, da Carta Republica. Precedente da Corte: Recurso Extraordinário 116.188-4 Agravo regimental improvido” (AI n 155.822/SP, Primeira Turma, Relator Ministro Ilmar Galvão, DJ 2/6/95). “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE ENTIDADE BENEFICENTE DE EDUCAÇÃO. SESC. APLICABILIDADE. 1. As entidades privadas de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical, como o Serviço Social do Comércio – SESC, são imunes à tributação por impostos (art. 150, VI, c da Constituição). 2. À luz da plena vinculação da atividade administrativa da constituição do crédito tributário, eventual e hipotético desvio de finalidade na aplicação do bem não pode ser pura e simplesmente pressuposta. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI n 4009806/DF, Segunda Turma, Relator Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 7/5/10). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF Como já afirmei na decisão monocrática, o acórdão recorrido reconheceu a imunidade tributária ao Serviço Social do Comércio (SESC) em relação ao IPVA de veículos de sua propriedade, bem como que competiria à fazenda “elidir a presunção de que os bens que integram seu acervo patrimonial não estão destinados ao incremento das suas atividades essenciais de forma a eximi-los da imunidade que os acoberta como regra geral, e não se exigir que, para fruir do benefício que lhe é resguardado, comprove topicamente que bens integrantes do seu patrimônio estão, consoante é previsível, incorporados às suas atividades finalísticas” (fl. 222). Dessa forma, diante do quadro acima exposto, reafirmo serem incabíveis, em sede de recurso extraordinário, a rediscussão de questões atinentes ao ônus da prova e a verificação da finalidade para a qual foi destinado o bem, para fins de declaração de imunidade tributária das entidades beneficentes de educação sem fins lucrativos. O caso em tela enseja o reexame de fatos e provas, o que inviável em sede de recurso extraordinário, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Diante do exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911962. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF Como já afirmei na decisão monocrática, o acórdão recorrido reconheceu a imunidade tributária ao Serviço Social do Comércio (SESC) em relação ao IPVA de veículos de sua propriedade, bem como que competiria à fazenda “elidir a presunção de que os bens que integram seu acervo patrimonial não estão destinados ao incremento das suas atividades essenciais de forma a eximi-los da imunidade que os acoberta como regra geral, e não se exigir que, para fruir do benefício que lhe é resguardado, comprove topicamente que bens integrantes do seu patrimônio estão, consoante é previsível, incorporados às suas atividades finalísticas” (fl. 222). Dessa forma, diante do quadro acima exposto, reafirmo serem incabíveis, em sede de recurso extraordinário, a rediscussão de questões atinentes ao ônus da prova e a verificação da finalidade para a qual foi destinado o bem, para fins de declaração de imunidade tributária das entidades beneficentes de educação sem fins lucrativos. O caso em tela enseja o reexame de fatos e provas, o que inviável em sede de recurso extraordinário, a teor da Súmula n 279/Supremo Tribunal Federal. Diante do exposto, voto pelo não provimento do agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3911962. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO AGDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC ADV.(A/S) : BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642287 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634.447 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO AGDO.(A/S) : SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO - SESC ADV.(A/S) : BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642287 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 447", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 634447 AGR /", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 . 447", "Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 559 . 488 / DF", "Recurso Extraordinário 301 . 797 / DF", "Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 559 . 488 / DF", "Recurso Extraordinário 301 . 797 / DF", "Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 457 . 691 / DF", "AI 766 . 290 / RJ", "Recurso Extraordinário 634447 AGR / DF", "Recurso Extraordinário 457 . 691 / DF", "AI 766 . 290 / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 634 .", "Recurso Extraordinário 116 . 188 - 4", 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TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO", "BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO", "BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA", "DIAS TOFFOLI", "Cármem Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármem Lúcia", "Gilmar Mendes", "Cármem Lúcia", "Cármem Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Ilmar Galvão", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "Ilmar Galvão", "Joaquim Barbosa", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO", "BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "MARCELLO ALENCAR DE ARAÚJO", "BRUNO RIBEIRO SILVA DE OLIVEIRA", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "02", "/", "04", "/", "2013", "2 de abril de 2013", "24", "/", "08", 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Ementa e Acórdão 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CLAUDIO VICENTE CARDOZO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUIZADOS ESPECIAIS. NÃO CABIMENTO. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. MATÉRIA DE ORDEM INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral). 2. A jurisprudência do Supremo tem-se alinhado no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento do AI n. 797.515 – AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje de 28.02.11: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678729. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ARE 717106 AGR / SP FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto”. 3. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar, em relação à repercussão geral, que o Tribunal a quo desconsiderou cabal questão fática e, consequentemente, recaiu em justificativa repetidamente colacionada, de que as razões de convencimento teriam sido expostas. Porém, não traz qualquer outro motivo que demonstre cabalmente que extrapola o subjetivismo das partes. Assim, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 4. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3º, do CPC não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedente: AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 21.02.11; RE n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 18.06.12, entre outros). 5. A Súmula 279 do STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “I – Relatório. Trata-se de Agravo de Instrumento tirado contra o r. Comando de fls. 13 (aqui a fls. 18), que fixou o valor da astreintes. II – Decido. 2. Calha à espécie o enunciado n.º 13 deste Colégio Recursal pelo qual não Juizados Especiais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678729. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto”. 3. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar, em relação à repercussão geral, que o Tribunal a quo desconsiderou cabal questão fática e, consequentemente, recaiu em justificativa repetidamente colacionada, de que as razões de convencimento teriam sido expostas. Porém, não traz qualquer outro motivo que demonstre cabalmente que extrapola o subjetivismo das partes. Assim, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 4. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3º, do CPC não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedente: AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 21.02.11; RE n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 18.06.12, entre outros). 5. A Súmula 279 do STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “I – Relatório. Trata-se de Agravo de Instrumento tirado contra o r. Comando de fls. 13 (aqui a fls. 18), que fixou o valor da astreintes. II – Decido. 2. Calha à espécie o enunciado n.º 13 deste Colégio Recursal pelo qual não Juizados Especiais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Ementa e Acórdão ARE 717106 AGR / SP Cíveis não é cabível recurso de agravo.” 8. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678729. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP Cíveis não é cabível recurso de agravo.” 8. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CLAUDIO VICENTE CARDOZO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo BANCO SANTANDER BRASIL S/A, em face de decisão de minha lavra assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUIZADOS ESPECIAIS. NÃO CABIMENTO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL NÃO FUNDAMENTADA. INADMISSIBILIDADE DE ANÁLISE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ARGUIÇÃO DE OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. OFENSA REFLEXA. INADMISSÍVEL A VIA EXTRAORDINÁRIA. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07). 2. In casu, o agravante não se desonerou de demonstrar existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678730. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CLAUDIO VICENTE CARDOZO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo BANCO SANTANDER BRASIL S/A, em face de decisão de minha lavra assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUIZADOS ESPECIAIS. NÃO CABIMENTO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL NÃO FUNDAMENTADA. INADMISSIBILIDADE DE ANÁLISE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ARGUIÇÃO DE OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. OFENSA REFLEXA. INADMISSÍVEL A VIA EXTRAORDINÁRIA. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07). 2. In casu, o agravante não se desonerou de demonstrar existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório ARE 717106 AGR / SP deixando inócua a preliminar apresentada. 3. Outrossim, ainda que superada a questão da ausência de preliminar formal de repercussão geral, consoante entendimento sumulado desta Corte, o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático- probatório dos autos. Súmula 279/STF, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 4. Ademais, os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. Precedentes. 5. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 6. In casu, o acórdão recorrido proferido pelo Colégio Recursal da Comarca de Campinas do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim decidiu, in verbis: “I – Relatório. Trata-se de Agravo de Instrumento tirado contra o r. Comando de fls. 13 (aqui a fls. 18), que fixou o valor da astreintes. II – Decido. 2. Calha à espécie o enunciado n.º 13 deste Colégio Recursal pelo qual não Juizados Especiais Cíveis não é cabível recurso de agravo.” 7. Agravo a que se nega seguimento.” Em suas razões de agravar, sustenta o agravante que a repercussão geral foi demonstrada com fundamento no § 3º do artigo 543-A do Código de Processo Civil e que não há necessidade de reanálise do conteúdo fático-probatório, mas tão somente interpretação dos fatos pelo acórdão recorrido. No mais, reitera as razões recursais. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678730. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP deixando inócua a preliminar apresentada. 3. Outrossim, ainda que superada a questão da ausência de preliminar formal de repercussão geral, consoante entendimento sumulado desta Corte, o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático- probatório dos autos. Súmula 279/STF, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 4. Ademais, os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. Precedentes. 5. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 6. In casu, o acórdão recorrido proferido pelo Colégio Recursal da Comarca de Campinas do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim decidiu, in verbis: “I – Relatório. Trata-se de Agravo de Instrumento tirado contra o r. Comando de fls. 13 (aqui a fls. 18), que fixou o valor da astreintes. II – Decido. 2. Calha à espécie o enunciado n.º 13 deste Colégio Recursal pelo qual não Juizados Especiais Cíveis não é cabível recurso de agravo.” 7. Agravo a que se nega seguimento.” Em suas razões de agravar, sustenta o agravante que a repercussão geral foi demonstrada com fundamento no § 3º do artigo 543-A do Código de Processo Civil e que não há necessidade de reanálise do conteúdo fático-probatório, mas tão somente interpretação dos fatos pelo acórdão recorrido. No mais, reitera as razões recursais. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório ARE 717106 AGR / SP Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o consequente conhecimento e provimento do recurso extraordinário. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678730. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o consequente conhecimento e provimento do recurso extraordinário. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: “O agravo não merece prosperar. Ab initio, o agravante não fundamentou adequadamente a preliminar de repercussão geral, como exige a legislação de regência. Relativamente ao tema, esta Suprema Corte decidiu que a exigência da demonstração formal e fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões constitucionais discutidas incidirá quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental nº 21, de 30 de abril de 2007. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07). No caso sub examine, a intimação do acórdão recorrido deu-se em data posterior a 03/05/2007, o que reclama a exigência de tal preliminar de maneira fundamentada. Para atendimento do novo requisito de admissibilidade não basta a simples afirmação de que o tema tenha repercussão geral, faz-se necessária a fundamentação adequada que supra as exigências do disposto no artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06 e art. 327, § 1º, do RISTF. In casu, o agravante não se desonerou de demonstrar existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa, deixando inócua a preliminar apresentada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: “O agravo não merece prosperar. Ab initio, o agravante não fundamentou adequadamente a preliminar de repercussão geral, como exige a legislação de regência. Relativamente ao tema, esta Suprema Corte decidiu que a exigência da demonstração formal e fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões constitucionais discutidas incidirá quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental nº 21, de 30 de abril de 2007. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07). No caso sub examine, a intimação do acórdão recorrido deu-se em data posterior a 03/05/2007, o que reclama a exigência de tal preliminar de maneira fundamentada. Para atendimento do novo requisito de admissibilidade não basta a simples afirmação de que o tema tenha repercussão geral, faz-se necessária a fundamentação adequada que supra as exigências do disposto no artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06 e art. 327, § 1º, do RISTF. In casu, o agravante não se desonerou de demonstrar existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa, deixando inócua a preliminar apresentada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP In casu, o agravante não trouxe razões preliminares de repercussão geral capaz de demonstrar de que maneira a controvérsia presente nos autos seria relevante a ponto de transcender o interesse subjetivo individual na causa. Ultrapassada a questão supra, ainda assim, o recurso não merece prosperar, uma vez que a questão de fundo cinge-se quanto a admissibilidade do recurso de agravo de instrumento em face de decisão em sede de Juizados Especiais, bem como a revisão da decisão de fixou as astreintes em face do recorrente. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe- se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP In casu, o agravante não trouxe razões preliminares de repercussão geral capaz de demonstrar de que maneira a controvérsia presente nos autos seria relevante a ponto de transcender o interesse subjetivo individual na causa. Ultrapassada a questão supra, ainda assim, o recurso não merece prosperar, uma vez que a questão de fundo cinge-se quanto a admissibilidade do recurso de agravo de instrumento em face de decisão em sede de Juizados Especiais, bem como a revisão da decisão de fixou as astreintes em face do recorrente. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe- se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ”. (in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). Tem-se que a insurgência não merece acolhida, haja vista que, para se chegar a conclusão diversa da adotada em instância de origem, necessário far-se-á o revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos. E, nesse sentido a jurisprudência: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO MANEJADO EM EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO NOS VALORES APURADOS EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas na instância recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido. (RE-AgR 611.625, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ”. (in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). Tem-se que a insurgência não merece acolhida, haja vista que, para se chegar a conclusão diversa da adotada em instância de origem, necessário far-se-á o revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos. E, nesse sentido a jurisprudência: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO MANEJADO EM EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO NOS VALORES APURADOS EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas na instância recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido. (RE-AgR 611.625, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP 14.10.2011) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. CITAÇÃO. VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto à validade da citação, necessário seria o reexame de normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF . Precedentes. II Agravo regimental improvido. (AI nº 836.185/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/6/11.) Outrossim, a jurisprudência desta Corte é uníssona no sentido de que a verificação de ofensa aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como aos limites da coisa julgada, quando dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revela ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.” Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado que o agravante limitou-se a fazer afirmações de forma geral sobre o tema controverso e sobre o instituto da repercussão geral, não fundamentando a existência de questões relevantes que ultrapassem os interesses subjetivos da causa, obrigação que não pode se furtar o recorrente sob a alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3º, do CPC. À guisa de exemplo, cito, entre outros, os seguintes julgados: “EMENTA: PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRELIMINAR. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP 14.10.2011) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. CITAÇÃO. VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO STF. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto à validade da citação, necessário seria o reexame de normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF . Precedentes. II Agravo regimental improvido. (AI nº 836.185/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/6/11.) Outrossim, a jurisprudência desta Corte é uníssona no sentido de que a verificação de ofensa aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como aos limites da coisa julgada, quando dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revela ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2ª Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.” Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado que o agravante limitou-se a fazer afirmações de forma geral sobre o tema controverso e sobre o instituto da repercussão geral, não fundamentando a existência de questões relevantes que ultrapassem os interesses subjetivos da causa, obrigação que não pode se furtar o recorrente sob a alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3º, do CPC. À guisa de exemplo, cito, entre outros, os seguintes julgados: “EMENTA: PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRELIMINAR. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 699 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Nos termos do art. 327, e § 1º, do RISTF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral serão recusados. A obrigação incide, inclusive, quando eventualmente aplicável o art. 543-A, § 3º, do Código de Processo Civil. Precedentes. II – No julgamento do AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, esta Corte assentou que não há falar “em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção”, pois “para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia constitucional do corpus (CF, art. 5º, LXVIII)”. III - É intempestivo o agravo de instrumento, em matéria criminal, que não observa o prazo de interposição de cinco dias estabelecido no art. 28 da Lei 8.038/90. IV – Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que deve ser mantida. V - Agravo regimental improvido.” (AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 21.02.11) (Grifei) “EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMISSIBILIDADE. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. NÃO- CONHECIMENTO DO RECURSO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 699 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Nos termos do art. 327, e § 1º, do RISTF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral serão recusados. A obrigação incide, inclusive, quando eventualmente aplicável o art. 543-A, § 3º, do Código de Processo Civil. Precedentes. II – No julgamento do AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, esta Corte assentou que não há falar “em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção”, pois “para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia constitucional do corpus (CF, art. 5º, LXVIII)”. III - É intempestivo o agravo de instrumento, em matéria criminal, que não observa o prazo de interposição de cinco dias estabelecido no art. 28 da Lei 8.038/90. IV – Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que deve ser mantida. V - Agravo regimental improvido.” (AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 21.02.11) (Grifei) “EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMISSIBILIDADE. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. NÃO- CONHECIMENTO DO RECURSO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837- ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral). 3. A jurisprudência do Supremo tem-se alinhado no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento do AI n. 797.515 – AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje de 28.02.11: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto’. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837- ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1ª Turma, DJ 9.3.2011; RE 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral). 3. A jurisprudência do Supremo tem-se alinhado no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento do AI n. 797.515 – AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje de 28.02.11: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto’. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP 4. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar que ‘a repercussão geral advém da existência de jurisprudência uníssona e, portanto, dominante no sentido que os mandados de segurança contra ato de autoridade federal devem ser julgados pela Justiça Federal, consoante dispõe expressamente o art. 109, VIII, da Constituição da República’. Por essa razão, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 5. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3º, do CPC não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedente: AI n. 803.478- AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 21.02.11, entre outros). 6. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ATO DO PRESIDENTE DE CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. REGULAÇÃO DA FABRICAÇÃO DE CAIXAS PARA MEDIDORES ELÉTRICOS. FALTA DE INTERESSE DA UNIÃO OU DA ANEEL. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Agravo de Instrumento manejado em face da decisão que declinou da competência para processamento e julgamento do feito, determinando a remessa dos autos à Justiça comum Estadual, por não ter a relação jurídica entre a Agravante e a Agravada o condão de atrair o interesse da União ou da ANEEL. 2. A Constituição Federal vigente, quando tratou da competência da Justiça Federal, fez alusão às causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal fossem interessadas. 3. Caracteriza-se o interesse da União no caso de suspensão do fornecimento de energia pelas concessionárias de serviço público. Hipótese em que se discute a regulação, de caráter técnico, da fabricação de caixas para medidores de eletricidade, o que descaracteriza a existência do interesse da União ou da ANEEL. Agravo de Instrumento improvido.’ 7. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP 4. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar que ‘a repercussão geral advém da existência de jurisprudência uníssona e, portanto, dominante no sentido que os mandados de segurança contra ato de autoridade federal devem ser julgados pela Justiça Federal, consoante dispõe expressamente o art. 109, VIII, da Constituição da República’. Por essa razão, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 5. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3º, do CPC não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedente: AI n. 803.478- AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 21.02.11, entre outros). 6. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ATO DO PRESIDENTE DE CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. REGULAÇÃO DA FABRICAÇÃO DE CAIXAS PARA MEDIDORES ELÉTRICOS. FALTA DE INTERESSE DA UNIÃO OU DA ANEEL. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Agravo de Instrumento manejado em face da decisão que declinou da competência para processamento e julgamento do feito, determinando a remessa dos autos à Justiça comum Estadual, por não ter a relação jurídica entre a Agravante e a Agravada o condão de atrair o interesse da União ou da ANEEL. 2. A Constituição Federal vigente, quando tratou da competência da Justiça Federal, fez alusão às causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal fossem interessadas. 3. Caracteriza-se o interesse da União no caso de suspensão do fornecimento de energia pelas concessionárias de serviço público. Hipótese em que se discute a regulação, de caráter técnico, da fabricação de caixas para medidores de eletricidade, o que descaracteriza a existência do interesse da União ou da ANEEL. Agravo de Instrumento improvido.’ 7. Agravo regimental a que se nega provimento. (RE n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP 18.06.12). Mesmo se vencido o óbice processual quanto à ausência de preliminar formal fundamentada de repercussão geral, insta frisar que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo reformou a r. Sentença no tocante ao pedido de julgar improcedente o pedido de cômputo do período de serviço regido sob a CLT para fins de contagem de tempo de serviço público e concessão de férias-prêmio, com base na Lei Municipal n.º 5.809/90, in verbis: “DIREITO ADMINISTRATIVO – AÇÃO ORDINÁRIA - - REEXAME NECESSÁRIO – RECURSO VOLUNTÁRIO – SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL – FÉRIAS-PRÊMIO – REGIME CELETISTA – INVIABILIDADE – DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE – CORTE SUPERIOR DO TJMG – PROGRESSÃO PROFISSIONAL AUTOMÁTICA ARTIGO 96 DA LEI MUNICIPAL N. 7.169, DE 1996 – CABIMENTO. – O servidor público do Município de Belo Horizonte, sob regime celetista, não faz jus à contagem do tempo de serviço, para fins de aquisição de férias-prêmio. Inconstitucionalidade do artigo 19, §2º, da Lei municipal n. 5.809, de 1990, declarada pela Corte Superior do egrégio TJMG. – Ao servidor do Município de Belo Horizonte, que tenha cumprido o prazo previsto no art. 91, II, da Lei municipal n. 7. 169, de 1996, sem a regular avaliação nos seis meses subsequentes, assegura-se a classificação automática no imediato de sua série de classe, a teor do art. 69 da mesma lei.” (grifo e destaque nosso) Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP 18.06.12). Mesmo se vencido o óbice processual quanto à ausência de preliminar formal fundamentada de repercussão geral, insta frisar que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo reformou a r. Sentença no tocante ao pedido de julgar improcedente o pedido de cômputo do período de serviço regido sob a CLT para fins de contagem de tempo de serviço público e concessão de férias-prêmio, com base na Lei Municipal n.º 5.809/90, in verbis: “DIREITO ADMINISTRATIVO – AÇÃO ORDINÁRIA - - REEXAME NECESSÁRIO – RECURSO VOLUNTÁRIO – SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL – FÉRIAS-PRÊMIO – REGIME CELETISTA – INVIABILIDADE – DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE – CORTE SUPERIOR DO TJMG – PROGRESSÃO PROFISSIONAL AUTOMÁTICA ARTIGO 96 DA LEI MUNICIPAL N. 7.169, DE 1996 – CABIMENTO. – O servidor público do Município de Belo Horizonte, sob regime celetista, não faz jus à contagem do tempo de serviço, para fins de aquisição de férias-prêmio. Inconstitucionalidade do artigo 19, §2º, da Lei municipal n. 5.809, de 1990, declarada pela Corte Superior do egrégio TJMG. – Ao servidor do Município de Belo Horizonte, que tenha cumprido o prazo previsto no art. 91, II, da Lei municipal n. 7. 169, de 1996, sem a regular avaliação nos seis meses subsequentes, assegura-se a classificação automática no imediato de sua série de classe, a teor do art. 69 da mesma lei.” (grifo e destaque nosso) Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ”. (in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). Resta evidenciado que o agravante não expendeu qualquer argumento capaz de infirmar a decisão que pretende ver reformada, razão pela qual tenho que a mesma há de ser mantida íntegra por seus próprios fundamentos. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ”. (in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). Resta evidenciado que o agravante não expendeu qualquer argumento capaz de infirmar a decisão que pretende ver reformada, razão pela qual tenho que a mesma há de ser mantida íntegra por seus próprios fundamentos. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CLAUDIO VICENTE CARDOZO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642333 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CLAUDIO VICENTE CARDOZO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642333 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3687909
2013-04-02T00:00:00
2013-04-25T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUIZADOS ESPECIAIS. NÃO CABIMENTO. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1º, DO RISTF. MATÉRIA DE ORDEM INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2º, do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral). 2. A jurisprudência do Supremo tem-se alinhado no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento do AI n. 797.515 – AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje de 28.02.11: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto”. 3. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar, em relação à repercussão geral, que o Tribunal a quo desconsiderou cabal questão fática e, consequentemente, recaiu em justificativa repetidamente colacionada, de que as razões de convencimento teriam sido expostas. Porém, não traz qualquer outro motivo que demonstre cabalmente que extrapola o subjetivismo das partes. Assim, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 4. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3º, do CPC não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedente: AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1ª Turma, DJe de 21.02.11; RE n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª Turma, DJe de 18.06.12, entre outros). 5. A Súmula 279 do STF dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “I – Relatório. Trata-se de Agravo de Instrumento tirado contra o r. Comando de fls. 13 (aqui a fls. 18), que fixou o valor da astreintes. II – Decido. 2. Calha à espécie o enunciado n.º 13 deste Colégio Recursal pelo qual não Juizados Especiais Cíveis não é cabível recurso de agravo.” 8. Agravo regimental não provido.
sjur228854
- Acórdão(s) citado(s): (REPERCUSSÃO GERAL, NECESSIDADE, DEMONSTRAÇÃO) AI 797515 AgR(2ªT). (REPERCUSSÃO GERAL, FUNDAMENTAÇÃO, EXISTÊNCIA) AI 803478 AgR(1ªT), AI 647336 AgR(1ªT). Número de páginas: 17. Análise: 06/05/2013, LLD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
717106
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-0543A PAR-00002 PAR-00003 REDAÇÃO DADA PELA LEI-11418/2006 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-011418 ANO-2006\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED RGI ANO-1980\r\n ART-00327 PAR-00001 \r\n RISTF-1980 REGIMENTO INTERNO DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-MUN LEI-005809 ANO-1990\r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DE BELO HORIZONTE, MG" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 717106 AgR
[ "" ]
ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A AGDO.(A/S) : CLAUDIO VICENTE CARDOZO
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Ementa e Acórdão 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CLAUDIO VICENTE CARDOZO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUIZADOS ESPECIAIS. NÃO CABIMENTO. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. MATÉRIA DE ORDEM INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. REEXAME DO CONTEÚDO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral). 2. A jurisprudência do Supremo tem-se alinhado no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento do AI n. 797.515 – AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje de 28.02.11: “EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678729. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 17 Ementa e Acórdão ARE 717106 AGR / SP FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto”. 3. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar, em relação à repercussão geral, que o Tribunal a quo desconsiderou cabal questão fática e, consequentemente, recaiu em justificativa repetidamente colacionada, de que as razões de convencimento teriam sido expostas. Porém, não traz qualquer outro motivo que demonstre cabalmente que extrapola o subjetivismo das partes. Assim, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 4. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedente: AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe de 21.02.11; Recurso Extraordinário n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 18.06.12, entre outros). 5. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “I – Relatório. Trata-se de Agravo de Instrumento tirado contra o r. Comando de fls. 13 (aqui a fls. 18), que fixou o valor da astreintes. II – Decido. 2. Calha à espécie o enunciado n. 13 deste Colégio Recursal pelo qual não Juizados Especiais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678729. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto”. 3. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar, em relação à repercussão geral, que o Tribunal a quo desconsiderou cabal questão fática e, consequentemente, recaiu em justificativa repetidamente colacionada, de que as razões de convencimento teriam sido expostas. Porém, não traz qualquer outro motivo que demonstre cabalmente que extrapola o subjetivismo das partes. Assim, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 4. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedente: AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe de 21.02.11; Recurso Extraordinário n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 18.06.12, entre outros). 5. A Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal dispõe: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “I – Relatório. Trata-se de Agravo de Instrumento tirado contra o r. Comando de fls. 13 (aqui a fls. 18), que fixou o valor da astreintes. II – Decido. 2. Calha à espécie o enunciado n. 13 deste Colégio Recursal pelo qual não Juizados Especiais 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 17 Ementa e Acórdão ARE 717106 AGR / SP Cíveis não é cabível recurso de agravo.” 8. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678729. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP Cíveis não é cabível recurso de agravo.” 8. Agravo regimental não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 2 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678729. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 17 Relatório 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CLAUDIO VICENTE CARDOZO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo BANCO SANTANDER BRASIL S/A, em face de decisão de minha lavra assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUIZADOS ESPECIAIS. NÃO CABIMENTO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL NÃO FUNDAMENTADA. INADMISSIBILIDADE DE ANÁLISE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ARGUIÇÃO DE OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. OFENSA REFLEXA. INADMISSÍVEL A VIA EXTRAORDINÁRIA. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07). 2. In casu, o agravante não se desonerou de demonstrar existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678730. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :CLAUDIO VICENTE CARDOZO ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo BANCO SANTANDER BRASIL S/A, em face de decisão de minha lavra assim ementada: “RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUIZADOS ESPECIAIS. NÃO CABIMENTO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL NÃO FUNDAMENTADA. INADMISSIBILIDADE DE ANÁLISE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ARGUIÇÃO DE OFENSA AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DEFESA. OFENSA REFLEXA. INADMISSÍVEL A VIA EXTRAORDINÁRIA. 1. A repercussão geral é requisito de admissibilidade do apelo extremo, por isso que o recurso extraordinário é inadmissível quando não apresentar preliminar formal de transcendência geral ou quando esta não for suficientemente fundamentada. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07). 2. In casu, o agravante não se desonerou de demonstrar existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 17 Relatório ARE 717106 AGR / SP deixando inócua a preliminar apresentada. 3. Outrossim, ainda que superada a questão da ausência de preliminar formal de repercussão geral, consoante entendimento sumulado desta Corte, o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático- probatório dos autos. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 4. Ademais, os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. Precedentes. 5. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 6. In casu, o acórdão recorrido proferido pelo Colégio Recursal da Comarca de Campinas do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim decidiu, in verbis: “I – Relatório. Trata-se de Agravo de Instrumento tirado contra o r. Comando de fls. 13 (aqui a fls. 18), que fixou o valor da astreintes. II – Decido. 2. Calha à espécie o enunciado n. 13 deste Colégio Recursal pelo qual não Juizados Especiais Cíveis não é cabível recurso de agravo.” 7. Agravo a que se nega seguimento.” Em suas razões de agravar, sustenta o agravante que a repercussão geral foi demonstrada com fundamento no § 3... do artigo 543-A do Código de Processo Civil e que não há necessidade de reanálise do conteúdo fático-probatório, mas tão somente interpretação dos fatos pelo acórdão recorrido. No mais, reitera as razões recursais. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678730. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP deixando inócua a preliminar apresentada. 3. Outrossim, ainda que superada a questão da ausência de preliminar formal de repercussão geral, consoante entendimento sumulado desta Corte, o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam o revolvimento do contexto fático- probatório dos autos. Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, in verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 4. Ademais, os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. Precedentes. 5. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 6. In casu, o acórdão recorrido proferido pelo Colégio Recursal da Comarca de Campinas do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo assim decidiu, in verbis: “I – Relatório. Trata-se de Agravo de Instrumento tirado contra o r. Comando de fls. 13 (aqui a fls. 18), que fixou o valor da astreintes. II – Decido. 2. Calha à espécie o enunciado n. 13 deste Colégio Recursal pelo qual não Juizados Especiais Cíveis não é cabível recurso de agravo.” 7. Agravo a que se nega seguimento.” Em suas razões de agravar, sustenta o agravante que a repercussão geral foi demonstrada com fundamento no § 3... do artigo 543-A do Código de Processo Civil e que não há necessidade de reanálise do conteúdo fático-probatório, mas tão somente interpretação dos fatos pelo acórdão recorrido. No mais, reitera as razões recursais. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 17 Relatório ARE 717106 AGR / SP Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o consequente conhecimento e provimento do recurso extraordinário. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678730. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP Ao final, requer a reconsideração da decisão hostilizada, com o consequente conhecimento e provimento do recurso extraordinário. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678730. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: “O agravo não merece prosperar. Ab initio, o agravante não fundamentou adequadamente a preliminar de repercussão geral, como exige a legislação de regência. Relativamente ao tema, esta Suprema Corte decidiu que a exigência da demonstração formal e fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões constitucionais discutidas incidirá quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental n 21, de 30 de abril de 2007. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07). No caso sub examine, a intimação do acórdão recorrido deu-se em data posterior a 03/05/2007, o que reclama a exigência de tal preliminar de maneira fundamentada. Para atendimento do novo requisito de admissibilidade não basta a simples afirmação de que o tema tenha repercussão geral, faz-se necessária a fundamentação adequada que supra as exigências do disposto no artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06 e art. 327, § 1..., do RISTF. In casu, o agravante não se desonerou de demonstrar existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa, deixando inócua a preliminar apresentada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: “O agravo não merece prosperar. Ab initio, o agravante não fundamentou adequadamente a preliminar de repercussão geral, como exige a legislação de regência. Relativamente ao tema, esta Suprema Corte decidiu que a exigência da demonstração formal e fundamentada no recurso extraordinário da repercussão geral das questões constitucionais discutidas incidirá quando a intimação do acórdão recorrido tenha ocorrido a partir de 03 de maio de 2007, data da publicação da Emenda Regimental n 21, de 30 de abril de 2007. (Questão de Ordem no AI n. 664.567, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6.9.07). No caso sub examine, a intimação do acórdão recorrido deu-se em data posterior a 03/05/2007, o que reclama a exigência de tal preliminar de maneira fundamentada. Para atendimento do novo requisito de admissibilidade não basta a simples afirmação de que o tema tenha repercussão geral, faz-se necessária a fundamentação adequada que supra as exigências do disposto no artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06 e art. 327, § 1..., do RISTF. In casu, o agravante não se desonerou de demonstrar existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa, deixando inócua a preliminar apresentada. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP In casu, o agravante não trouxe razões preliminares de repercussão geral capaz de demonstrar de que maneira a controvérsia presente nos autos seria relevante a ponto de transcender o interesse subjetivo individual na causa. Ultrapassada a questão supra, ainda assim, o recurso não merece prosperar, uma vez que a questão de fundo cinge-se quanto a admissibilidade do recurso de agravo de instrumento em face de decisão em sede de Juizados Especiais, bem como a revisão da decisão de fixou as astreintes em face do recorrente. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe- se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP In casu, o agravante não trouxe razões preliminares de repercussão geral capaz de demonstrar de que maneira a controvérsia presente nos autos seria relevante a ponto de transcender o interesse subjetivo individual na causa. Ultrapassada a questão supra, ainda assim, o recurso não merece prosperar, uma vez que a questão de fundo cinge-se quanto a admissibilidade do recurso de agravo de instrumento em face de decisão em sede de Juizados Especiais, bem como a revisão da decisão de fixou as astreintes em face do recorrente. Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe- se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça”. (in, Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros). Tem-se que a insurgência não merece acolhida, haja vista que, para se chegar a conclusão diversa da adotada em instância de origem, necessário far-se-á o revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos. E, nesse sentido a jurisprudência: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO MANEJADO EM EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO NOS VALORES APURADOS EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas na instância recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido. (Recurso Extraordinário-AgR 611.625, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça”. (in, Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros). Tem-se que a insurgência não merece acolhida, haja vista que, para se chegar a conclusão diversa da adotada em instância de origem, necessário far-se-á o revolvimento do conteúdo fático-probatório dos autos. E, nesse sentido a jurisprudência: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO MANEJADO EM EXECUÇÃO POR QUANTIA CERTA. ALEGAÇÃO DE EXCESSO NOS VALORES APURADOS EM LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. CONTROVÉRSIA DECIDIDA EXCLUSIVAMENTE À LUZ DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO DOS AUTOS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo demandaria o reexame da legislação ordinária aplicada à espécie e a análise dos fatos e provas constantes dos autos. Providências vedadas na instância recursal extraordinária. 2. Agravo regimental desprovido. (Recurso Extraordinário-AgR 611.625, Rel. Min. Ayres Britto, Segunda Turma, DJe 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP 14.10.2011) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. CITAÇÃO. VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto à validade da citação, necessário seria o reexame de normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal . Precedentes. II Agravo regimental improvido. (AI n 836.185/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/6/11.) Outrossim, a jurisprudência desta Corte é uníssona no sentido de que a verificação de ofensa aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como aos limites da coisa julgada, quando dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revela ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.” Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado que o agravante limitou-se a fazer afirmações de forma geral sobre o tema controverso e sobre o instituto da repercussão geral, não fundamentando a existência de questões relevantes que ultrapassem os interesses subjetivos da causa, obrigação que não pode se furtar o recorrente sob a alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil. À guisa de exemplo, cito, entre outros, os seguintes julgados: “EMENTA: PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRELIMINAR. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP 14.10.2011) AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. CITAÇÃO. VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. INCIDÊNCIA. AGRAVO IMPROVIDO. I Para dissentir da conclusão a que chegou o acórdão recorrido quanto à validade da citação, necessário seria o reexame de normas infraconstitucionais, bem como a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal . Precedentes. II Agravo regimental improvido. (AI n 836.185/RJ-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 15/6/11.) Outrossim, a jurisprudência desta Corte é uníssona no sentido de que a verificação de ofensa aos princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como aos limites da coisa julgada, quando dependente do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revela ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária. Precedentes: AI 804.854-AgR, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI 756.336- AgR, 2... Turma, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.” Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado que o agravante limitou-se a fazer afirmações de forma geral sobre o tema controverso e sobre o instituto da repercussão geral, não fundamentando a existência de questões relevantes que ultrapassem os interesses subjetivos da causa, obrigação que não pode se furtar o recorrente sob a alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil. À guisa de exemplo, cito, entre outros, os seguintes julgados: “EMENTA: PROCESSO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PRELIMINAR. REPERCUSSÃO GERAL DAS QUESTÕES 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 699 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Nos termos do art. 327, e § 1..., do RISTF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral serão recusados. A obrigação incide, inclusive, quando eventualmente aplicável o art. 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil. Precedentes. II – No julgamento do AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, esta Corte assentou que não há falar “em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção”, pois “para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia constitucional do corpus (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII)”. III - É intempestivo o agravo de instrumento, em matéria criminal, que não observa o prazo de interposição de cinco dias estabelecido no art. 28 da Lei 8.038/90. IV – Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que deve ser mantida. V - Agravo regimental improvido.” (AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe de 21.02.11) (Grifei) “EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMISSIBILIDADE. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. NÃO- CONHECIMENTO DO RECURSO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP CONSTITUCIONAIS. AUSÊNCIA. INTEMPESTIVIDADE DO AGRAVO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 699 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO IMPROVIDO. I – Nos termos do art. 327, e § 1..., do RISTF, com a redação dada pela Emenda Regimental 21/2007, os recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral serão recusados. A obrigação incide, inclusive, quando eventualmente aplicável o art. 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil. Precedentes. II – No julgamento do AI 664.567-QO/RS, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, esta Corte assentou que não há falar “em uma imanente repercussão geral de todo recurso extraordinário em matéria criminal, porque em jogo, de regra, a liberdade de locomoção”, pois “para obviar a ameaça ou lesão à liberdade de locomoção - por remotas que sejam -, há sempre a garantia constitucional do corpus (Constituição Federal de 1988, art. 5..., LXVIII)”. III - É intempestivo o agravo de instrumento, em matéria criminal, que não observa o prazo de interposição de cinco dias estabelecido no art. 28 da Lei 8.038/90. IV – Inexistência de novos argumentos capazes de afastar as razões expendidas na decisão ora atacada, que deve ser mantida. V - Agravo regimental improvido.” (AI n. 803.478-AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe de 21.02.11) (Grifei) “EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONVERSÃO EM AGRAVO REGIMENTAL. ADMISSIBILIDADE. PRELIMINAR FORMAL DE REPERCUSSÃO GERAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. ARTIGO 543-A, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL C.C. ART. 327, § 1..., DO RISTF. NÃO- CONHECIMENTO DO RECURSO. 1. Os embargos de declaração opostos objetivando reforma da decisão do relator, com caráter infringente, devem 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837- ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral). 3. A jurisprudência do Supremo tem-se alinhado no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento do AI n. 797.515 – AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje de 28.02.11: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto’. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP ser convertidos em agravo regimental, que é o recurso cabível, por força do princípio da fungibilidade. Precedentes: Pet 4.837- ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 14.3.2011; Rcl 11.022-ED, rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Tribunal Pleno, DJ 7.4.2011; AI 547.827-ED, rel. Min. DIAS TOFFOLI, 1... Turma, DJ 9.3.2011; Recurso Extraordinário 546.525-ED, rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 5.4.2011). 2. A repercussão geral como novel requisito constitucional de admissibilidade do recurso extraordinário demanda que o reclamante demonstre, fundamentadamente, que a indignação extrema encarta questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico que ultrapassem os interesses subjetivos da causa (artigo 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, introduzido pela Lei n. 11.418/06, verbis: O recorrente deverá demonstrar, em preliminar do recurso, para apreciação exclusiva do Supremo Tribunal Federal, a existência de repercussão geral). 3. A jurisprudência do Supremo tem-se alinhado no sentido de ser necessário que o recorrente demonstre a existência de repercussão geral nos termos previstos em lei, conforme assentado no julgamento do AI n. 797.515 – AgR, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, Segunda Turma, Dje de 28.02.11: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO RELATIVA À PRELIMINAR DE EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA CONSTITUCIONAL INVOCADA NO RECURSO. INTIMAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO POSTERIOR A 03.05.2007. De acordo com a orientação firmada neste Tribunal, é insuficiente a simples alegação de que a matéria em debate no recurso extraordinário tem repercussão geral. Cabe à parte recorrente demonstrar de forma expressa e clara as circunstâncias que poderiam configurar a relevância – do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico – das questões constitucionais invocadas no recurso extraordinário. A deficiência na fundamentação inviabiliza o recurso interposto’. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP 4. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar que ‘a repercussão geral advém da existência de jurisprudência uníssona e, portanto, dominante no sentido que os mandados de segurança contra ato de autoridade federal devem ser julgados pela Justiça Federal, consoante dispõe expressamente o art. 109, VIII, da Constituição da República’. Por essa razão, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 5. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedente: AI n. 803.478- AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe de 21.02.11, entre outros). 6. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ATO DO PRESIDENTE DE CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. REGULAÇÃO DA FABRICAÇÃO DE CAIXAS PARA MEDIDORES ELÉTRICOS. FALTA DE INTERESSE DA UNIÃO OU DA ANEEL. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Agravo de Instrumento manejado em face da decisão que declinou da competência para processamento e julgamento do feito, determinando a remessa dos autos à Justiça comum Estadual, por não ter a relação jurídica entre a Agravante e a Agravada o condão de atrair o interesse da União ou da ANEEL. 2. A Constituição Federal vigente, quando tratou da competência da Justiça Federal, fez alusão às causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal fossem interessadas. 3. Caracteriza-se o interesse da União no caso de suspensão do fornecimento de energia pelas concessionárias de serviço público. Hipótese em que se discute a regulação, de caráter técnico, da fabricação de caixas para medidores de eletricidade, o que descaracteriza a existência do interesse da União ou da ANEEL. Agravo de Instrumento improvido.’ 7. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP 4. Deveras, o recorrente limitou-se a afirmar que ‘a repercussão geral advém da existência de jurisprudência uníssona e, portanto, dominante no sentido que os mandados de segurança contra ato de autoridade federal devem ser julgados pela Justiça Federal, consoante dispõe expressamente o art. 109, VIII, da Constituição da República’. Por essa razão, o requisito constitucional de admissibilidade recursal não restou atendido. 5. A alegação de que aplicável, in casu, o artigo 543-A, § 3..., do Código de Processo Civil não furta o recorrente da obrigação de fundamentar a existência de questões relevantes do ponto de vista econômico, político, social ou jurídico, que ultrapassem os interesses subjetivos da causa. (Precedente: AI n. 803.478- AgR, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 1... Turma, DJe de 21.02.11, entre outros). 6. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ATO DO PRESIDENTE DE CONCESSIONÁRIA DE SERVIÇO PÚBLICO. REGULAÇÃO DA FABRICAÇÃO DE CAIXAS PARA MEDIDORES ELÉTRICOS. FALTA DE INTERESSE DA UNIÃO OU DA ANEEL. INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL. 1. Agravo de Instrumento manejado em face da decisão que declinou da competência para processamento e julgamento do feito, determinando a remessa dos autos à Justiça comum Estadual, por não ter a relação jurídica entre a Agravante e a Agravada o condão de atrair o interesse da União ou da ANEEL. 2. A Constituição Federal vigente, quando tratou da competência da Justiça Federal, fez alusão às causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal fossem interessadas. 3. Caracteriza-se o interesse da União no caso de suspensão do fornecimento de energia pelas concessionárias de serviço público. Hipótese em que se discute a regulação, de caráter técnico, da fabricação de caixas para medidores de eletricidade, o que descaracteriza a existência do interesse da União ou da ANEEL. Agravo de Instrumento improvido.’ 7. Agravo regimental a que se nega provimento. (Recurso Extraordinário n. 647.336-AgR, Relator o Ministro Luiz Fux, 1... Turma, DJe de 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP 18.06.12). Mesmo se vencido o óbice processual quanto à ausência de preliminar formal fundamentada de repercussão geral, insta frisar que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo reformou a r. Sentença no tocante ao pedido de julgar improcedente o pedido de cômputo do período de serviço regido sob a Consolidação das Leis do Trabalho para fins de contagem de tempo de serviço público e concessão de férias-prêmio, com base na Lei Municipal n. 5.809/90, in verbis: “DIREITO ADMINISTRATIVO – AÇÃO ORDINÁRIA - - REEXAME NECESSÁRIO – RECURSO VOLUNTÁRIO – SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL – FÉRIAS-PRÊMIO – REGIME CELETISTA – INVIABILIDADE – DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE – CORTE SUPERIOR DO TJMG – PROGRESSÃO PROFISSIONAL AUTOMÁTICA ARTIGO 96 DA LEI MUNICIPAL N. 7.169, DE 1996 – CABIMENTO. – O servidor público do Município de Belo Horizonte, sob regime celetista, não faz jus à contagem do tempo de serviço, para fins de aquisição de férias-prêmio. Inconstitucionalidade do artigo 19, §2..., da Lei municipal n. 5.809, de 1990, declarada pela Corte Superior do egrégio TJMG. – Ao servidor do Município de Belo Horizonte, que tenha cumprido o prazo previsto no art. 91, II, da Lei municipal n. 7. 169, de 1996, sem a regular avaliação nos seis meses subsequentes, assegura-se a classificação automática no imediato de sua série de classe, a teor do art. 69 da mesma lei.” (grifo e destaque nosso) Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP 18.06.12). Mesmo se vencido o óbice processual quanto à ausência de preliminar formal fundamentada de repercussão geral, insta frisar que o acórdão proferido pelo Tribunal a quo reformou a r. Sentença no tocante ao pedido de julgar improcedente o pedido de cômputo do período de serviço regido sob a Consolidação das Leis do Trabalho para fins de contagem de tempo de serviço público e concessão de férias-prêmio, com base na Lei Municipal n. 5.809/90, in verbis: “DIREITO ADMINISTRATIVO – AÇÃO ORDINÁRIA - - REEXAME NECESSÁRIO – RECURSO VOLUNTÁRIO – SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL – FÉRIAS-PRÊMIO – REGIME CELETISTA – INVIABILIDADE – DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE – CORTE SUPERIOR DO TJMG – PROGRESSÃO PROFISSIONAL AUTOMÁTICA ARTIGO 96 DA LEI MUNICIPAL N. 7.169, DE 1996 – CABIMENTO. – O servidor público do Município de Belo Horizonte, sob regime celetista, não faz jus à contagem do tempo de serviço, para fins de aquisição de férias-prêmio. Inconstitucionalidade do artigo 19, §2..., da Lei municipal n. 5.809, de 1990, declarada pela Corte Superior do egrégio TJMG. – Ao servidor do Município de Belo Horizonte, que tenha cumprido o prazo previsto no art. 91, II, da Lei municipal n. 7. 169, de 1996, sem a regular avaliação nos seis meses subsequentes, assegura-se a classificação automática no imediato de sua série de classe, a teor do art. 69 da mesma lei.” (grifo e destaque nosso) Não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático- probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 17 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 717106 AGR / SP se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça”. (in, Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros). Resta evidenciado que o agravante não expendeu qualquer argumento capaz de infirmar a decisão que pretende ver reformada, razão pela qual tenho que a mesma há de ser mantida íntegra por seus próprios fundamentos. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Supremo Tribunal Federal ARE 717106 AGR / SP se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça”. (in, Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros). Resta evidenciado que o agravante não expendeu qualquer argumento capaz de infirmar a decisão que pretende ver reformada, razão pela qual tenho que a mesma há de ser mantida íntegra por seus próprios fundamentos. Ex positis, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3678731. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 17 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CLAUDIO VICENTE CARDOZO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642333 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 717.106 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : CLAUDIO VICENTE CARDOZO ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642333 Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 17
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de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "6", ".", "9", ".", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "6", ".", "9", ".", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "10", "/", "10", "08", "/", "09", "/", "10", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "03 de maio de 2007", "30 de abril de 2007", "6", ".", "9", ".", "07", "03", "/", "05", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "03 de maio de 2007", "30 de abril de 2007", "6", ".", "9", ".", "07", "03", "/", "05", "/", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "1943", "24", "/", "08", "/", "2001", "1943", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "10", ".", "2011", "15", "/", "6", 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Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :LÁZARO FRANCISCO DE OLIVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) :TUDE MOUTINHO DA COSTA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Artigo 40, § 2º, da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento na Lei estadual nº 1.154/75 e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274307. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RE 655494 AGR / DF Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274307. Supremo Tribunal Federal RE 655494 AGR / DF Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :LÁZARO FRANCISCO DE OLIVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) :TUDE MOUTINHO DA COSTA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Amazonas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado do Amazonas interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão das Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, que decidiu ser direito adquirido do impetrante ser reformado na patente imediatamente superior ao que estava, quando na ativa. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o recorrente violação do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Contra-arrazoado, o recurso extraordinário foi admitido na origem, subindo os autos a esta Suprema Corte. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :LÁZARO FRANCISCO DE OLIVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) :TUDE MOUTINHO DA COSTA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Amazonas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado do Amazonas interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão das Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, que decidiu ser direito adquirido do impetrante ser reformado na patente imediatamente superior ao que estava, quando na ativa. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o recorrente violação do artigo 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal. Contra-arrazoado, o recurso extraordinário foi admitido na origem, subindo os autos a esta Suprema Corte. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RE 655494 AGR / DF 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional, tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem, explicitado nos seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. SÚMULA 279 DO STF. SÚMULA 636 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. MULTA. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Se a questão constitucional não vinha sendo discutida, e foi suscitada somente nos embargos de declaração, não há falar em prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas 282 e 356 da Corte. II - Matéria que demanda a análise de fatos e provas, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - Incabível a interposição de RE por contrariedade ao art. 5º, II, da Constituição Federal, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal RE 655494 AGR / DF 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional, tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem, explicitado nos seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO STF. SÚMULA 279 DO STF. SÚMULA 636 DO STF. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. MULTA. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Se a questão constitucional não vinha sendo discutida, e foi suscitada somente nos embargos de declaração, não há falar em prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas 282 e 356 da Corte. II - Matéria que demanda a análise de fatos e provas, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. III - Incabível a interposição de RE por contrariedade ao art. 5º, II, da Constituição Federal, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RE 655494 AGR / DF STF). IV - A alegada violação ao art. 5º, XXXVI, LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. V - Aplicação de multa. VI - Agravo regimental improvido’ (AI nº 638.758/SP-AgR, Primeira Turma,Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07). ‘PROCESSUAL CIVIL: QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356-STF. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. I. - Questão constitucional posta no RE não prequestionada no acórdão. Incidência das Súmulas 282 e 356-STF. II. - Somente a ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso extraordinário. No caso, o acórdão limita-se a interpretar normas infraconstitucionais. III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Agravo não provido’ (AI nº 504.844/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04). Ademais, para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária interpretação de normas infraconstitucionais, bem como o reexame de aspectos fáticos e circunstanciais, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Reforma. Grau hierárquico superior. Cálculo de gratificação. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal RE 655494 AGR / DF STF). IV - A alegada violação ao art. 5º, XXXVI, LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. V - Aplicação de multa. VI - Agravo regimental improvido’ (AI nº 638.758/SP-AgR, Primeira Turma,Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07). ‘PROCESSUAL CIVIL: QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356-STF. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. I. - Questão constitucional posta no RE não prequestionada no acórdão. Incidência das Súmulas 282 e 356-STF. II. - Somente a ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso extraordinário. No caso, o acórdão limita-se a interpretar normas infraconstitucionais. III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Agravo não provido’ (AI nº 504.844/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04). Ademais, para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária interpretação de normas infraconstitucionais, bem como o reexame de aspectos fáticos e circunstanciais, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Reforma. Grau hierárquico superior. Cálculo de gratificação. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 280/STF. 2. Agravo regimental não 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RE 655494 AGR / DF provido’ (RE nº 596.555/AM-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, Julgado em 5/3/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. PROVENTOS. PERCEPÇÃO DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 634.429/SE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/4/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. PROVENTOS. CÁLCULO COM ESTEIO NA REMUNERAÇÃO DE PATENTE HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEIS NS. 2.066/76 E 2.590/86, DO ESTADO DE SERGIPE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A matéria referente à extensão aos inativos de promoção automática, que lhes permite ter seus proventos calculados com base na remuneração da patente hierarquicamente superior, está restrita ao âmbito infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 535.729/SE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 15/8/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 733.499/MS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal RE 655494 AGR / DF provido’ (RE nº 596.555/AM-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, Julgado em 5/3/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. PROVENTOS. PERCEPÇÃO DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 634.429/SE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/4/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. PROVENTOS. CÁLCULO COM ESTEIO NA REMUNERAÇÃO DE PATENTE HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEIS NS. 2.066/76 E 2.590/86, DO ESTADO DE SERGIPE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A matéria referente à extensão aos inativos de promoção automática, que lhes permite ter seus proventos calculados com base na remuneração da patente hierarquicamente superior, está restrita ao âmbito infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 535.729/SE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 15/8/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (RE nº 733.499/MS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RE 655494 AGR / DF Em caso idêntico ao dos autos, a seguinte decisão monocrática: RE nº 688.248/AM, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/6/12. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que foram violados os arts. 5º, inciso XXXVI; e 40, § 2º, da Constituição Federal e o art. 17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Aduz, in verbis, que “(...) não se trata de apreciação da legalidade de lei local, mas sim de sua CONSTITUCIONALIDADE quando confrontada diretamente com a Constituição Federal, art. 40, § 2º, da CF/88. (…) Diante disto, surge uma celeuma jurídica acerca da aplicação do § 2º do art. 40, da CF/88 aos policiais militares, uma vez que o inciso VIII do § 3º do art. 142, da CF/88 não teria o incluído de forma EXPRESSA. Não obstante, sabe-se que muito embora o inciso VIII do § 3º do art. 142, da CF/88 não traga de maneira expressa a aplicação do suscitado art. 40, é perfeitamente cabível a sua incidência quanto aos militares. A título ilustrativo, destaca-se como exemplo o § 8º do art. 40 da CF/88, com perfeita aplicação quanto aos servidores militares, mesmo sem estar inserido no rol do inciso VIII do § 3º do art. 142 da CF/88. Ademais, quando pretendeu excluir os incisos do art. 40 da CF/88 da incidência ao regime jurídico militar, a Constituição Federal o fez expressamente, consoante se extrai da referência feita pelo § 20º do art. 40 da CF/88. (…) Constata-se, assim, a incompatibilidade do artigo 98, da Lei 1.154/1975, com o artigo 40, § 2º, da CF/88, tendo em vista a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal RE 655494 AGR / DF Em caso idêntico ao dos autos, a seguinte decisão monocrática: RE nº 688.248/AM, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/6/12. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que foram violados os arts. 5º, inciso XXXVI; e 40, § 2º, da Constituição Federal e o art. 17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Aduz, in verbis, que “(...) não se trata de apreciação da legalidade de lei local, mas sim de sua CONSTITUCIONALIDADE quando confrontada diretamente com a Constituição Federal, art. 40, § 2º, da CF/88. (…) Diante disto, surge uma celeuma jurídica acerca da aplicação do § 2º do art. 40, da CF/88 aos policiais militares, uma vez que o inciso VIII do § 3º do art. 142, da CF/88 não teria o incluído de forma EXPRESSA. Não obstante, sabe-se que muito embora o inciso VIII do § 3º do art. 142, da CF/88 não traga de maneira expressa a aplicação do suscitado art. 40, é perfeitamente cabível a sua incidência quanto aos militares. A título ilustrativo, destaca-se como exemplo o § 8º do art. 40 da CF/88, com perfeita aplicação quanto aos servidores militares, mesmo sem estar inserido no rol do inciso VIII do § 3º do art. 142 da CF/88. Ademais, quando pretendeu excluir os incisos do art. 40 da CF/88 da incidência ao regime jurídico militar, a Constituição Federal o fez expressamente, consoante se extrai da referência feita pelo § 20º do art. 40 da CF/88. (…) Constata-se, assim, a incompatibilidade do artigo 98, da Lei 1.154/1975, com o artigo 40, § 2º, da CF/88, tendo em vista a 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório RE 655494 AGR / DF sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional nº 20/1998. Nesse diapasão, segundo o entendimento do STF, os proventos regulam-se pela lei vigente à época do ato concessivo da aposentadoria, que – in casu – se operou em 2008, restando evidente a incompatibilidade dos preceitos em apreço, sendo, pois, impossível a pretensão autoral de ser aposentado na patente superior, com os respectivos proventos, pelos seguintes fundamentos: i) pela inconstitucionalidade da norma em confronto com a Constituição de 1967, conforme tópico a ser delineado; ii) entendendo-se de maneira diversa, pela revogação da mesma em virtude da sua incompatibilidade com o art. 40, § 2º, da Carta Maior, tendo em vista a sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional nº 20/1998. (…) Por consequência, a norma estadual datada de 1975 (Lei nº 1.154/75) que possibilita auferir proventos superiores aos vencimentos percebidos em atividade, nasceu com vício de inconstitucionalidade, por afronta ao supra transcrito mandamento da Constituição vigente ao tempo em que foi editada o Estatuto dos Militares e não foi recepcionada pela Constituição de 1988, uma vez que no direito brasileiro não se admite a constitucionalização superveniente. (…) (...) [O] próprio Tribunal Local já decidiu pelo reconhecimento de inconstitucionalidade da norma na Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Civil nº 2007.001228-8/0001.00 (…). (…) Vale ressaltar que, muito embora a apreciação da inconstitucionalidade do art. 98, §§ 1º e 2º alínea ‘c’ da Lei Estadual nº 1.154/75 tenha como paradigma a Constituição do Estado do Amazonas (art. 109, XXVI e do art. 111, §§ 2º e 3º da Constituição Estadual de 1989), tal norma era - e o é - de repetição obrigatória, a qual se encontrava inserta na 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal RE 655494 AGR / DF sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional nº 20/1998. Nesse diapasão, segundo o entendimento do STF, os proventos regulam-se pela lei vigente à época do ato concessivo da aposentadoria, que – in casu – se operou em 2008, restando evidente a incompatibilidade dos preceitos em apreço, sendo, pois, impossível a pretensão autoral de ser aposentado na patente superior, com os respectivos proventos, pelos seguintes fundamentos: i) pela inconstitucionalidade da norma em confronto com a Constituição de 1967, conforme tópico a ser delineado; ii) entendendo-se de maneira diversa, pela revogação da mesma em virtude da sua incompatibilidade com o art. 40, § 2º, da Carta Maior, tendo em vista a sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional nº 20/1998. (…) Por consequência, a norma estadual datada de 1975 (Lei nº 1.154/75) que possibilita auferir proventos superiores aos vencimentos percebidos em atividade, nasceu com vício de inconstitucionalidade, por afronta ao supra transcrito mandamento da Constituição vigente ao tempo em que foi editada o Estatuto dos Militares e não foi recepcionada pela Constituição de 1988, uma vez que no direito brasileiro não se admite a constitucionalização superveniente. (…) (...) [O] próprio Tribunal Local já decidiu pelo reconhecimento de inconstitucionalidade da norma na Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Civil nº 2007.001228-8/0001.00 (…). (…) Vale ressaltar que, muito embora a apreciação da inconstitucionalidade do art. 98, §§ 1º e 2º alínea ‘c’ da Lei Estadual nº 1.154/75 tenha como paradigma a Constituição do Estado do Amazonas (art. 109, XXVI e do art. 111, §§ 2º e 3º da Constituição Estadual de 1989), tal norma era - e o é - de repetição obrigatória, a qual se encontrava inserta na 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório RE 655494 AGR / DF Constituição Federal de 1967 – repetida posteriormente na CF/88 com a EC 20/1998”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal RE 655494 AGR / DF Constituição Federal de 1967 – repetida posteriormente na CF/88 com a EC 20/1998”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, anote-se que a suposta violação do art. 17 do ADCT não foi suscitada nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constitui inovação recursal manifesta em momento inoportuno. No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Pretende o impetrante, além do percebimento de proventos integrais na patente de 3º Sargento, o direito à gratificação de 20% (vinte por cento) de Habilitação Policial Militar e 5% (cinco por cento) de Auxílio Invalidez. Com efeito, o autor do mandamus fora reformado em 10/01/94. Nestes termos, pela aplicação do princípio tempus regit actum, as regras aplicáveis para a sua concessão são aquelas vigentes à data do fato gerador. À época da reforma do impetrante vigiam os artigos 96 e 98 da lei 1.154/75 – que dispunha sobre o Estatuto dos Policiais Militares do Estado do Amazonas – nos seguintes termos: (…) In casu, quando da entrada em vigor da EC 23/96 e Lei 2.531/99, citados pela autoridade coatora, o impetrante já encontrava-se reformado, razão pela qual possui direito aos seus pleitos.” Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, é certo que o Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento na Lei estadual nº 1.154/75 e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação local pertinente e reexaminar o conjunto fático- probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, anote-se que a suposta violação do art. 17 do ADCT não foi suscitada nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constitui inovação recursal manifesta em momento inoportuno. No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Pretende o impetrante, além do percebimento de proventos integrais na patente de 3º Sargento, o direito à gratificação de 20% (vinte por cento) de Habilitação Policial Militar e 5% (cinco por cento) de Auxílio Invalidez. Com efeito, o autor do mandamus fora reformado em 10/01/94. Nestes termos, pela aplicação do princípio tempus regit actum, as regras aplicáveis para a sua concessão são aquelas vigentes à data do fato gerador. À época da reforma do impetrante vigiam os artigos 96 e 98 da lei 1.154/75 – que dispunha sobre o Estatuto dos Policiais Militares do Estado do Amazonas – nos seguintes termos: (…) In casu, quando da entrada em vigor da EC 23/96 e Lei 2.531/99, citados pela autoridade coatora, o impetrante já encontrava-se reformado, razão pela qual possui direito aos seus pleitos.” Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, é certo que o Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento na Lei estadual nº 1.154/75 e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação local pertinente e reexaminar o conjunto fático- probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 655494 AGR / DF Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283 DO STF. DEFINIÇÃO DO CORRETO VALOR DO SOLDO DOS MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. LEIS ESTADUAIS 10.426/1990 E 11.216/1995 E LEI COMPLEMENTAR 32/2001. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. II – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o RE, ante a incidência da Súmula 280 do STF. III – Agravo regimental improvido” (ARE nº 699.774/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/12). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (AI nº 549.520/MS-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Supremo Tribunal Federal RE 655494 AGR / DF Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283 DO STF. DEFINIÇÃO DO CORRETO VALOR DO SOLDO DOS MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. LEIS ESTADUAIS 10.426/1990 E 11.216/1995 E LEI COMPLEMENTAR 32/2001. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. II – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o RE, ante a incidência da Súmula 280 do STF. III – Agravo regimental improvido” (ARE nº 699.774/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/12). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (AI nº 549.520/MS-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 655494 AGR / DF Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 1º/8/11). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR ESTADUAL. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. PLEITO DE PROMOÇÃO À GRADUAÇÃO DE 2º SARGENTO. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 10.581/1995. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 10.990/1997. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE DIREITO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE NA ESFERA EXTRAORDINÁRIA. ENUNCIADO 280 DA SÚMULA/STF. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 615.801/RS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 22/6/11). “AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. APOSENTAÇÃO EM FUNÇÃO HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEI 10.426/90. NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. 1. A Súmula 280 do STF dispõe; verbis: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Precedentes: AI 591.980-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18/05/07, AI 830.176, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 16/02/11. 2. In casu, a controvérsia dos autos foi decidida ordinariamente com fundamento em lei infraconstitucional local, (Lei 10.426/90) o que impede a apreciação da matéria nesta instância. É que discutiu-se na origem a possibilidade de aposentadoria de policial militar do Estado de Pernambuco em grau hierárquico imediatamente superior nos termos do art. 83, III, da Lei 10.426/90. 3. Deveras, o acórdão recorrido, com fundamento na lei local e nas provas carreadas nos autos, entendeu pela procedência do pedido autoral, que teve reconhecido o direito à 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Supremo Tribunal Federal RE 655494 AGR / DF Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 1º/8/11). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR ESTADUAL. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. PLEITO DE PROMOÇÃO À GRADUAÇÃO DE 2º SARGENTO. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 10.581/1995. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 10.990/1997. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE DIREITO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE NA ESFERA EXTRAORDINÁRIA. ENUNCIADO 280 DA SÚMULA/STF. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI nº 615.801/RS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 22/6/11). “AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. APOSENTAÇÃO EM FUNÇÃO HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEI 10.426/90. NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. 1. A Súmula 280 do STF dispõe; verbis: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Precedentes: AI 591.980-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18/05/07, AI 830.176, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 16/02/11. 2. In casu, a controvérsia dos autos foi decidida ordinariamente com fundamento em lei infraconstitucional local, (Lei 10.426/90) o que impede a apreciação da matéria nesta instância. É que discutiu-se na origem a possibilidade de aposentadoria de policial militar do Estado de Pernambuco em grau hierárquico imediatamente superior nos termos do art. 83, III, da Lei 10.426/90. 3. Deveras, o acórdão recorrido, com fundamento na lei local e nas provas carreadas nos autos, entendeu pela procedência do pedido autoral, que teve reconhecido o direito à 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 655494 AGR / DF aposentação na função de 3º sargento. 4. Agravo regimental desprovido” (AI nº 802.074/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/5/11). Por outro lado, esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal, consoante se depreende do seguinte julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Aposentadoria. 4. O Tribunal de origem consignou que o servidor preenchia os requisitos legais para a concessão da aposentadoria. 5. Necessário rever a interpretação conferida pelo acórdão recorrido à legislação local aplicável ao caso (Lei estadual 3.808/81), bem como revolver o conjunto fático-probatório. Óbices previstos nas súmulas 280 e 279. 6. Inaplicabilidade da vedação constante no art. 40, § 2º, CF, aos servidores públicos militares. O art. 40, § 2º, da CF se destina aos civis titulares de cargo efetivo. A Constituição Federal reservou regramento próprio para os servidores públicos militares (art. 42, § 1º, CF), o qual não abrange o mencionado art. 40, § 2º, da CF. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 534.323/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/9/12). Anote-se, por fim, que, conforme se depreende da leitura da petição de embargos de declaração opostos contra o acórdão recorrido, o ora agravante nem sequer alegou a existência da mencionada arguição de inconstitucionalidade julgada na origem. Desse modo, não instou o Tribunal de Justiça a se manifestar sobre o tema, restando, portanto, não prequestionada a questão. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Supremo Tribunal Federal RE 655494 AGR / DF aposentação na função de 3º sargento. 4. Agravo regimental desprovido” (AI nº 802.074/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/5/11). Por outro lado, esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal, consoante se depreende do seguinte julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Aposentadoria. 4. O Tribunal de origem consignou que o servidor preenchia os requisitos legais para a concessão da aposentadoria. 5. Necessário rever a interpretação conferida pelo acórdão recorrido à legislação local aplicável ao caso (Lei estadual 3.808/81), bem como revolver o conjunto fático-probatório. Óbices previstos nas súmulas 280 e 279. 6. Inaplicabilidade da vedação constante no art. 40, § 2º, CF, aos servidores públicos militares. O art. 40, § 2º, da CF se destina aos civis titulares de cargo efetivo. A Constituição Federal reservou regramento próprio para os servidores públicos militares (art. 42, § 1º, CF), o qual não abrange o mencionado art. 40, § 2º, da CF. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (RE nº 534.323/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/9/12). Anote-se, por fim, que, conforme se depreende da leitura da petição de embargos de declaração opostos contra o acórdão recorrido, o ora agravante nem sequer alegou a existência da mencionada arguição de inconstitucionalidade julgada na origem. Desse modo, não instou o Tribunal de Justiça a se manifestar sobre o tema, restando, portanto, não prequestionada a questão. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : LÁZARO FRANCISCO DE OLIVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) : TUDE MOUTINHO DA COSTA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913049 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : LÁZARO FRANCISCO DE OLIVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) : TUDE MOUTINHO DA COSTA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913049 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4366982
2013-05-21T00:00:00
2013-08-22T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Artigo 40, § 2º, da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento na Lei estadual nº 1.154/75 e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas nºs 280 e 279/STF. 3. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2º, da Constituição Federal. 4. Agravo regimental não provido.
sjur239356
- Acórdão(s) citado(s): (MILITAR, TRANSFERÊNCIA PARA RESERVA, REMUNERAÇÃO) ARE 699774 AgR (2ªT), AI 549520 AgR (1ªT), AI 615801 ED (2ªT), AI 802074 AgR (1ªT). Número de páginas: 14. Análise: 02/09/2013, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
655494
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00040 PAR-00002\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\n\n", "LEG-EST LEI-001154 ANO-1975\n LEI ORDINÁRIA, AM" ]
RE-AgR
acordaos
RE 655494 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : LÁZARO FRANCISCO DE OLIVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) : TUDE MOUTINHO DA COSTA
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Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :LÁZARO FRANCISCO DE OLIVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) :TUDE MOUTINHO DA COSTA EMENTA Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Transferência para a reserva remunerada. Grau hierárquico superior. Cálculo dos proventos. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Artigo 40, § 2..., da Constituição Federal. Inaplicabilidade aos militares. Precedentes. 1. O Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento na Lei estadual n 1.154/75 e nos fatos e nas provas dos autos. 2. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame do conjunto fático-probatório dos autos. Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. A Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal. 4. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274307. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274307. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF Brasília, 21 de maio de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274307. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :LÁZARO FRANCISCO DE OLIVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) :TUDE MOUTINHO DA COSTA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Amazonas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado do Amazonas interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão das Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, que decidiu ser direito adquirido do impetrante ser reformado na patente imediatamente superior ao que estava, quando na ativa. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o recorrente violação do artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Contra-arrazoado, o recurso extraordinário foi admitido na origem, subindo os autos a esta Suprema Corte. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) :LÁZARO FRANCISCO DE OLIVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) :TUDE MOUTINHO DA COSTA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Estado do Amazonas interpõe tempestivo agravo regimental contra decisão em que neguei seguimento ao recurso extraordinário, com a seguinte fundamentação: “Vistos. Estado do Amazonas interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão das Câmaras Reunidas do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, que decidiu ser direito adquirido do impetrante ser reformado na patente imediatamente superior ao que estava, quando na ativa. Opostos embargos de declaração, foram rejeitados. Sustenta o recorrente violação do artigo 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal. Contra-arrazoado, o recurso extraordinário foi admitido na origem, subindo os autos a esta Suprema Corte. Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional, tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem, explicitado nos seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. MULTA. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Se a questão constitucional não vinha sendo discutida, e foi suscitada somente nos embargos de declaração, não há falar em prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas 282 e 356 da Corte. II - Matéria que demanda a análise de fatos e provas, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Incabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao art. 5..., II, da Constituição Federal, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. Não merece prosperar a irresignação, uma vez que a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal está consolidada no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontra na Constituição Federal, senão na legislação ordinária. Nessa conformidade, encontra-se sob o pálio da proteção constitucional, tão somente a garantia desses direitos, mas não seu conteúdo material, isoladamente considerado, conforme bem, explicitado nos seguintes precedentes: ‘CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356 DO Supremo Tribunal Federal. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. SÚMULA 636 DO Supremo Tribunal Federal. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXVI, LIV E LV, DA CONSTITUIÇÃO. AGRAVO IMPROVIDO. MULTA. I - Inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Se a questão constitucional não vinha sendo discutida, e foi suscitada somente nos embargos de declaração, não há falar em prequestionamento. Incidem, na espécie, as Súmulas 282 e 356 da Corte. II - Matéria que demanda a análise de fatos e provas, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - Incabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao art. 5..., II, da Constituição Federal, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo (Súmula 636 do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF Supremo Tribunal Federal). IV - A alegada violação ao art. 5..., XXXVI, LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. V - Aplicação de multa. VI - Agravo regimental improvido’ (AI n 638.758/SP-AgR, Primeira Turma,Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07). ‘PROCESSUAL CIVIL: QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356-Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. I. - Questão constitucional posta no Recurso Extraordinário não prequestionada no acórdão. Incidência das Súmulas 282 e 356-Supremo Tribunal Federal. II. - Somente a ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso extraordinário. No caso, o acórdão limita-se a interpretar normas infraconstitucionais. III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Agravo não provido’ (AI n 504.844/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04). Ademais, para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária interpretação de normas infraconstitucionais, bem como o reexame de aspectos fáticos e circunstanciais, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Reforma. Grau hierárquico superior. Cálculo de gratificação. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF Supremo Tribunal Federal). IV - A alegada violação ao art. 5..., XXXVI, LIV e LV, da Constituição, em regra, configura situação de ofensa meramente reflexa ao texto constitucional, o que inviabiliza o conhecimento do recurso extraordinário. V - Aplicação de multa. VI - Agravo regimental improvido’ (AI n 638.758/SP-AgR, Primeira Turma,Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 19/12/07). ‘PROCESSUAL CIVIL: QUESTÃO CONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS 282 E 356-Supremo Tribunal Federal. OFENSA REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. I. - Questão constitucional posta no Recurso Extraordinário não prequestionada no acórdão. Incidência das Súmulas 282 e 356-Supremo Tribunal Federal. II. - Somente a ofensa direta à Constituição autoriza a admissão do recurso extraordinário. No caso, o acórdão limita-se a interpretar normas infraconstitucionais. III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Agravo não provido’ (AI n 504.844/SP-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ de 8/10/04). Ademais, para acolher a pretensão do recorrente e ultrapassar o entendimento do Tribunal de origem, seria necessária interpretação de normas infraconstitucionais, bem como o reexame de aspectos fáticos e circunstanciais, o que não é cabível em sede de recurso extraordinário. Incidência das Súmulas ns 279 e 280 desta Corte. Sobre o tema, anote-se: ‘Agravo regimental no recurso extraordinário. Servidor militar. Reforma. Grau hierárquico superior. Cálculo de gratificação. Legislação local. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível, em recurso extraordinário, a análise da legislação local e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 280/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF provido’ (Recurso Extraordinário n 596.555/AM-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, Julgado em 5/3/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. PROVENTOS. PERCEPÇÃO DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 634.429/SE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/4/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. PROVENTOS. CÁLCULO COM ESTEIO NA REMUNERAÇÃO DE PATENTE HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEIS NS. 2.066/76 E 2.590/86, DO ESTADO DE SERGIPE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A matéria referente à extensão aos inativos de promoção automática, que lhes permite ter seus proventos calculados com base na remuneração da patente hierarquicamente superior, está restrita ao âmbito infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 535.729/SE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 15/8/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 733.499/MS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF provido’ (Recurso Extraordinário n 596.555/AM-AgR, Primeira Turma, de minha relatoria, Julgado em 5/3/13). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. MILITAR. PROVENTOS. PERCEPÇÃO DO GRAU HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL E DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 634.429/SE-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/4/09). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MILITAR. PROVENTOS. CÁLCULO COM ESTEIO NA REMUNERAÇÃO DE PATENTE HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEIS NS. 2.066/76 E 2.590/86, DO ESTADO DE SERGIPE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. 1. A matéria referente à extensão aos inativos de promoção automática, que lhes permite ter seus proventos calculados com base na remuneração da patente hierarquicamente superior, está restrita ao âmbito infraconstitucional. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 535.729/SE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 15/8/08). ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/90. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. SÚMULA 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (Recurso Extraordinário n 733.499/MS-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 13/3/09). 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF Em caso idêntico ao dos autos, a seguinte decisão monocrática: Recurso Extraordinário n 688.248/AM, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/6/12. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que foram violados os arts. 5..., inciso XXXVI; e 40, § 2..., da Constituição Federal e o art. 17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Aduz, in verbis, que “(...) não se trata de apreciação da legalidade de lei local, mas sim de sua CONSTITUCIONALIDADE quando confrontada diretamente com a Constituição Federal, art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88. (…) Diante disto, surge uma celeuma jurídica acerca da aplicação do § 2... do art. 40, da Constituição Federal de 1988/88 aos policiais militares, uma vez que o inciso VIII do § 3... do art. 142, da Constituição Federal de 1988/88 não teria o incluído de forma EXPRESSA. Não obstante, sabe-se que muito embora o inciso VIII do § 3... do art. 142, da Constituição Federal de 1988/88 não traga de maneira expressa a aplicação do suscitado art. 40, é perfeitamente cabível a sua incidência quanto aos militares. A título ilustrativo, destaca-se como exemplo o § 8... do art. 40 da Constituição Federal de 1988/88, com perfeita aplicação quanto aos servidores militares, mesmo sem estar inserido no rol do inciso VIII do § 3... do art. 142 da Constituição Federal de 1988/88. Ademais, quando pretendeu excluir os incisos do art. 40 da Constituição Federal de 1988/88 da incidência ao regime jurídico militar, a Constituição Federal o fez expressamente, consoante se extrai da referência feita pelo § 20... do art. 40 da Constituição Federal de 1988/88. (…) Constata-se, assim, a incompatibilidade do artigo 98, da Lei 1.154/1975, com o artigo 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88, tendo em vista a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF Em caso idêntico ao dos autos, a seguinte decisão monocrática: Recurso Extraordinário n 688.248/AM, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 20/6/12. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário. Publique-se.” Alega o agravante que foram violados os arts. 5..., inciso XXXVI; e 40, § 2..., da Constituição Federal e o art. 17 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias. Aduz, in verbis, que “(...) não se trata de apreciação da legalidade de lei local, mas sim de sua CONSTITUCIONALIDADE quando confrontada diretamente com a Constituição Federal, art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88. (…) Diante disto, surge uma celeuma jurídica acerca da aplicação do § 2... do art. 40, da Constituição Federal de 1988/88 aos policiais militares, uma vez que o inciso VIII do § 3... do art. 142, da Constituição Federal de 1988/88 não teria o incluído de forma EXPRESSA. Não obstante, sabe-se que muito embora o inciso VIII do § 3... do art. 142, da Constituição Federal de 1988/88 não traga de maneira expressa a aplicação do suscitado art. 40, é perfeitamente cabível a sua incidência quanto aos militares. A título ilustrativo, destaca-se como exemplo o § 8... do art. 40 da Constituição Federal de 1988/88, com perfeita aplicação quanto aos servidores militares, mesmo sem estar inserido no rol do inciso VIII do § 3... do art. 142 da Constituição Federal de 1988/88. Ademais, quando pretendeu excluir os incisos do art. 40 da Constituição Federal de 1988/88 da incidência ao regime jurídico militar, a Constituição Federal o fez expressamente, consoante se extrai da referência feita pelo § 20... do art. 40 da Constituição Federal de 1988/88. (…) Constata-se, assim, a incompatibilidade do artigo 98, da Lei 1.154/1975, com o artigo 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988/88, tendo em vista a 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional n 20/1998. Nesse diapasão, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, os proventos regulam-se pela lei vigente à época do ato concessivo da aposentadoria, que – in casu – se operou em 2008, restando evidente a incompatibilidade dos preceitos em apreço, sendo, pois, impossível a pretensão autoral de ser aposentado na patente superior, com os respectivos proventos, pelos seguintes fundamentos: i) pela inconstitucionalidade da norma em confronto com a Constituição de 1967, conforme tópico a ser delineado; ii) entendendo-se de maneira diversa, pela revogação da mesma em virtude da sua incompatibilidade com o art. 40, § 2..., da Carta Maior, tendo em vista a sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional n 20/1998. (…) Por consequência, a norma estadual datada de 1975 (Lei n 1.154/75) que possibilita auferir proventos superiores aos vencimentos percebidos em atividade, nasceu com vício de inconstitucionalidade, por afronta ao supra transcrito mandamento da Constituição vigente ao tempo em que foi editada o Estatuto dos Militares e não foi recepcionada pela Constituição de 1988, uma vez que no direito brasileiro não se admite a constitucionalização superveniente. (…) (...) [O] próprio Tribunal Local já decidiu pelo reconhecimento de inconstitucionalidade da norma na Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Civil n 2007.001228-8/0001.00 (…). (…) Vale ressaltar que, muito embora a apreciação da inconstitucionalidade do art. 98, §§ 1... e 2... alínea ‘c’ da Lei Estadual n 1.154/75 tenha como paradigma a Constituição do Estado do Amazonas (art. 109, XXVI e do art. 111, §§ 2... e 3... da Constituição Estadual de 1989), tal norma era - e o é - de repetição obrigatória, a qual se encontrava inserta na 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional n 20/1998. Nesse diapasão, segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, os proventos regulam-se pela lei vigente à época do ato concessivo da aposentadoria, que – in casu – se operou em 2008, restando evidente a incompatibilidade dos preceitos em apreço, sendo, pois, impossível a pretensão autoral de ser aposentado na patente superior, com os respectivos proventos, pelos seguintes fundamentos: i) pela inconstitucionalidade da norma em confronto com a Constituição de 1967, conforme tópico a ser delineado; ii) entendendo-se de maneira diversa, pela revogação da mesma em virtude da sua incompatibilidade com o art. 40, § 2..., da Carta Maior, tendo em vista a sua nova redação determinada pela Emenda Constitucional n 20/1998. (…) Por consequência, a norma estadual datada de 1975 (Lei n 1.154/75) que possibilita auferir proventos superiores aos vencimentos percebidos em atividade, nasceu com vício de inconstitucionalidade, por afronta ao supra transcrito mandamento da Constituição vigente ao tempo em que foi editada o Estatuto dos Militares e não foi recepcionada pela Constituição de 1988, uma vez que no direito brasileiro não se admite a constitucionalização superveniente. (…) (...) [O] próprio Tribunal Local já decidiu pelo reconhecimento de inconstitucionalidade da norma na Arguição de Inconstitucionalidade em Apelação Civil n 2007.001228-8/0001.00 (…). (…) Vale ressaltar que, muito embora a apreciação da inconstitucionalidade do art. 98, §§ 1... e 2... alínea ‘c’ da Lei Estadual n 1.154/75 tenha como paradigma a Constituição do Estado do Amazonas (art. 109, XXVI e do art. 111, §§ 2... e 3... da Constituição Estadual de 1989), tal norma era - e o é - de repetição obrigatória, a qual se encontrava inserta na 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF Constituição Federal de 1967 – repetida posteriormente na Constituição Federal de 1988/88 com a EC 20/1998”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF Constituição Federal de 1967 – repetida posteriormente na Constituição Federal de 1988/88 com a EC 20/1998”. É o relatório. 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274305. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, anote-se que a suposta violação do art. 17 do ADCT não foi suscitada nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constitui inovação recursal manifesta em momento inoportuno. No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Pretende o impetrante, além do percebimento de proventos integrais na patente de 3... Sargento, o direito à gratificação de 20% (vinte por cento) de Habilitação Policial Militar e 5% (cinco por cento) de Auxílio Invalidez. Com efeito, o autor do mandamus fora reformado em 10/01/94. Nestes termos, pela aplicação do princípio tempus regit actum, as regras aplicáveis para a sua concessão são aquelas vigentes à data do fato gerador. À época da reforma do impetrante vigiam os artigos 96 e 98 da lei 1.154/75 – que dispunha sobre o Estatuto dos Policiais Militares do Estado do Amazonas – nos seguintes termos: (…) In casu, quando da entrada em vigor da EC 23/96 e Lei 2.531/99, citados pela autoridade coatora, o impetrante já encontrava-se reformado, razão pela qual possui direito aos seus pleitos.” Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, é certo que o Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento na Lei estadual n 1.154/75 e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação local pertinente e reexaminar o conjunto fático- probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): O inconformismo não merece prosperar. Inicialmente, anote-se que a suposta violação do art. 17 do ADCT não foi suscitada nas razões do recurso extraordinário. Destarte, constitui inovação recursal manifesta em momento inoportuno. No mais, colhe-se do voto condutor do acórdão recorrido: “Pretende o impetrante, além do percebimento de proventos integrais na patente de 3... Sargento, o direito à gratificação de 20% (vinte por cento) de Habilitação Policial Militar e 5% (cinco por cento) de Auxílio Invalidez. Com efeito, o autor do mandamus fora reformado em 10/01/94. Nestes termos, pela aplicação do princípio tempus regit actum, as regras aplicáveis para a sua concessão são aquelas vigentes à data do fato gerador. À época da reforma do impetrante vigiam os artigos 96 e 98 da lei 1.154/75 – que dispunha sobre o Estatuto dos Policiais Militares do Estado do Amazonas – nos seguintes termos: (…) In casu, quando da entrada em vigor da EC 23/96 e Lei 2.531/99, citados pela autoridade coatora, o impetrante já encontrava-se reformado, razão pela qual possui direito aos seus pleitos.” Desse modo, consoante expresso na decisão agravada, é certo que o Tribunal de origem concluiu pelo direito do agravado, policial militar aposentado, à revisão do cálculo de seus proventos com fundamento na Lei estadual n 1.154/75 e nos fatos e nas provas dos autos. Assim, para divergir desse entendimento, seria necessário interpretar a legislação local pertinente e reexaminar o conjunto fático- probatório da causa, o que é inviável em recurso extraordinário. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. DEFINIÇÃO DO CORRETO VALOR DO SOLDO DOS MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. LEIS ESTADUAIS 10.426/1990 E 11.216/1995 E LEI COMPLEMENTAR 32/2001. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. II – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (ARE n 699.774/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/12). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (AI n 549.520/MS-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF Incidência das Súmulas ns 280 e 279/Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE TODOS OS FUNDAMENTOS SUFICIENTES DA DECISÃO RECORRIDA. SÚMULA 283 DO Supremo Tribunal Federal. DEFINIÇÃO DO CORRETO VALOR DO SOLDO DOS MILITARES DO ESTADO DE PERNAMBUCO. LEIS ESTADUAIS 10.426/1990 E 11.216/1995 E LEI COMPLEMENTAR 32/2001. REAPRECIAÇÃO DE INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LOCAIS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Aplicável a Súmula 283 desta Corte quando persiste na decisão recorrida fundamento suficiente para sua manutenção que não foi atacado no recurso extraordinário. II – O acórdão recorrido dirimiu a questão dos autos com base na legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Inadmissível o Recurso Extraordinário, ante a incidência da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido” (ARE n 699.774/PE-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe de 24/9/12). “RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio a alcançar-se exame de controvérsia equacionada sob o ângulo estritamente legal. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MOLDURA FÁTICA. Na apreciação do enquadramento do recurso extraordinário em um dos permissivos constitucionais, parte-se da moldura fática delineada pela Corte de origem. Impossível é pretender substituí-la para, a partir de fundamentos diversos, chegar-se a conclusão sobre a ofensa a dispositivo da Lei Básica Federal. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé” (AI n 549.520/MS-AgR, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 1.../8/11). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR ESTADUAL. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. PLEITO DE PROMOÇÃO À GRADUAÇÃO DE 2... SARGENTO. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 10.581/1995. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 10.990/1997. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE DIREITO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE NA ESFERA EXTRAORDINÁRIA. ENUNCIADO 280 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 615.801/RS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 22/6/11). “AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. APOSENTAÇÃO EM FUNÇÃO HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEI 10.426/90. NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. 1. A Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal dispõe; verbis: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Precedentes: AI 591.980-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18/05/07, AI 830.176, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 16/02/11. 2. In casu, a controvérsia dos autos foi decidida ordinariamente com fundamento em lei infraconstitucional local, (Lei 10.426/90) o que impede a apreciação da matéria nesta instância. É que discutiu-se na origem a possibilidade de aposentadoria de policial militar do Estado de Pernambuco em grau hierárquico imediatamente superior nos termos do art. 83, III, da Lei 10.426/90. 3. Deveras, o acórdão recorrido, com fundamento na lei local e nas provas carreadas nos autos, entendeu pela procedência do pedido autoral, que teve reconhecido o direito à 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 1.../8/11). “EMBARGOS DE DECLARAÇÃO CONVERTIDOS EM AGRAVO REGIMENTAL. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR ESTADUAL. TRANSFERÊNCIA PARA A RESERVA REMUNERADA. PLEITO DE PROMOÇÃO À GRADUAÇÃO DE 2... SARGENTO. LEIS ESTADUAIS 7.138/1978 E 10.581/1995. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 10.990/1997. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO DE FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE DIREITO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE NA ESFERA EXTRAORDINÁRIA. ENUNCIADO 280 DA SÚMULA/Supremo Tribunal Federal. PRECEDENTES. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI n 615.801/RS-ED, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJe de 22/6/11). “AGRAVO REGIMENTAL. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. SERVIDOR PÚBLICO MILITAR. APOSENTAÇÃO EM FUNÇÃO HIERARQUICAMENTE SUPERIOR. LEI 10.426/90. NORMA INFRACONSTITUCIONAL LOCAL. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE EM SEDE RECURSAL EXTRAORDINÁRIA. 1. A Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal dispõe; verbis: ‘Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário’. Precedentes: AI 591.980-AgR, Primeira Turma, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJe de 18/05/07, AI 830.176, Rel. Min. Ayres Britto, Dje de 16/02/11. 2. In casu, a controvérsia dos autos foi decidida ordinariamente com fundamento em lei infraconstitucional local, (Lei 10.426/90) o que impede a apreciação da matéria nesta instância. É que discutiu-se na origem a possibilidade de aposentadoria de policial militar do Estado de Pernambuco em grau hierárquico imediatamente superior nos termos do art. 83, III, da Lei 10.426/90. 3. Deveras, o acórdão recorrido, com fundamento na lei local e nas provas carreadas nos autos, entendeu pela procedência do pedido autoral, que teve reconhecido o direito à 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF aposentação na função de 3... sargento. 4. Agravo regimental desprovido” (AI n 802.074/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/5/11). Por outro lado, esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal, consoante se depreende do seguinte julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Aposentadoria. 4. O Tribunal de origem consignou que o servidor preenchia os requisitos legais para a concessão da aposentadoria. 5. Necessário rever a interpretação conferida pelo acórdão recorrido à legislação local aplicável ao caso (Lei estadual 3.808/81), bem como revolver o conjunto fático-probatório. Óbices previstos nas súmulas 280 e 279. 6. Inaplicabilidade da vedação constante no art. 40, § 2..., Constituição Federal de 1988, aos servidores públicos militares. O art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988 se destina aos civis titulares de cargo efetivo. A Constituição Federal reservou regramento próprio para os servidores públicos militares (art. 42, § 1..., Constituição Federal de 1988), o qual não abrange o mencionado art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 534.323/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/9/12). Anote-se, por fim, que, conforme se depreende da leitura da petição de embargos de declaração opostos contra o acórdão recorrido, o ora agravante nem sequer alegou a existência da mencionada arguição de inconstitucionalidade julgada na origem. Desse modo, não instou o Tribunal de Justiça a se manifestar sobre o tema, restando, portanto, não prequestionada a questão. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 655494 AGR / DF aposentação na função de 3... sargento. 4. Agravo regimental desprovido” (AI n 802.074/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Luiz Fux, DJe de 25/5/11). Por outro lado, esta Corte já se manifestou no sentido de que não se aplica aos militares a vedação imposta aos servidores públicos civis constante do art. 40, § 2..., da Constituição Federal, consoante se depreende do seguinte julgado: “Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Servidor público militar. Aposentadoria. 4. O Tribunal de origem consignou que o servidor preenchia os requisitos legais para a concessão da aposentadoria. 5. Necessário rever a interpretação conferida pelo acórdão recorrido à legislação local aplicável ao caso (Lei estadual 3.808/81), bem como revolver o conjunto fático-probatório. Óbices previstos nas súmulas 280 e 279. 6. Inaplicabilidade da vedação constante no art. 40, § 2..., Constituição Federal de 1988, aos servidores públicos militares. O art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988 se destina aos civis titulares de cargo efetivo. A Constituição Federal reservou regramento próprio para os servidores públicos militares (art. 42, § 1..., Constituição Federal de 1988), o qual não abrange o mencionado art. 40, § 2..., da Constituição Federal de 1988. 7. Ausência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 8. Agravo regimental a que se nega provimento” (Recurso Extraordinário n 534.323/PI-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJe de 5/9/12). Anote-se, por fim, que, conforme se depreende da leitura da petição de embargos de declaração opostos contra o acórdão recorrido, o ora agravante nem sequer alegou a existência da mencionada arguição de inconstitucionalidade julgada na origem. Desse modo, não instou o Tribunal de Justiça a se manifestar sobre o tema, restando, portanto, não prequestionada a questão. Nego provimento ao agravo regimental. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4274304. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : LÁZARO FRANCISCO DE OLIVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) : TUDE MOUTINHO DA COSTA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913049 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 655.494 PROCED. : AMAZONAS RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : ESTADO DO AMAZONAS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO AMAZONAS AGDO.(A/S) : LÁZARO FRANCISCO DE OLIVEIRA PEREIRA ADV.(A/S) : TUDE MOUTINHO DA COSTA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3913049 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
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"Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "3", "/", "5", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "6", "/", "9", "/", "07", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "07", "8", "/", "10", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "12", "/", "07", "8", "/", "10", "/", "04", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "3", "/", "13", "24", "/", "4", "/", "09", "15", "/", "8", "/", "08", "13", "/", "3", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", "/", "3", "/", "13", "24", "/", "4", "/", "09", "15", "/", "8", "/", "08", "13", "/", "3", "/", "09", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "6", "/", "12", "24", "/", "08", 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"05", "/", "2013", "21", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 ALAGOAS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) :THAÍS MALTA BULHÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMERCIAL LINS JUCA LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660239. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 729591 AGR / AL regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 2 de abril de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660239. Supremo Tribunal Federal ARE 729591 AGR / AL regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 2 de abril de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660239. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 ALAGOAS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) :THAÍS MALTA BULHÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMERCIAL LINS JUCA LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de janeiro de 2013, proferi decisão de seguinte teor: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660240. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 ALAGOAS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) :THAÍS MALTA BULHÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMERCIAL LINS JUCA LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de janeiro de 2013, proferi decisão de seguinte teor: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660240. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 729591 AGR / AL reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Petrobras, na minuta do agravo, insiste no processamento do extraordinário. Articula com a ofensa ao artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, ante a configuração de cerceamento de defesa. Aponta o prequestionamento implícito da matéria. Discorre sobre o tema de fundo e sustenta a existência de vício processual, em face da intimação de antigos patronos da agravante, e não dos devidamente habitados. A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660240. Supremo Tribunal Federal ARE 729591 AGR / AL reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes nº 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Petrobras, na minuta do agravo, insiste no processamento do extraordinário. Articula com a ofensa ao artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal, ante a configuração de cerceamento de defesa. Aponta o prequestionamento implícito da matéria. Discorre sobre o tema de fundo e sustenta a existência de vício processual, em face da intimação de antigos patronos da agravante, e não dos devidamente habitados. A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660240. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas assentou, em síntese: AGRAVO EM AGRAVO BE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA E TEMPORAL RECONHECIDA. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO QUE NÃO INTERROMPE OU REABRE PRAZO PARA INTERPOSICÃO DE RECURSO. MATÉRIA OBJETO DE RECURSO DE AGRAVO ANTERIOR, EM QUE A RECORRENTE APRESENTOU PEDIDO DE DESISTÊNCIA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660241. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas assentou, em síntese: AGRAVO EM AGRAVO BE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA E TEMPORAL RECONHECIDA. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO QUE NÃO INTERROMPE OU REABRE PRAZO PARA INTERPOSICÃO DE RECURSO. MATÉRIA OBJETO DE RECURSO DE AGRAVO ANTERIOR, EM QUE A RECORRENTE APRESENTOU PEDIDO DE DESISTÊNCIA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete nº 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete nº 282 da Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660241. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 729591 AGR / AL referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660241. Supremo Tribunal Federal ARE 729591 AGR / AL referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento nº 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660241. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 729591 AGR / AL meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660241. Supremo Tribunal Federal ARE 729591 AGR / AL meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660241. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) : THAÍS MALTA BULHÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMERCIAL LINS JUCA LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642351 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) : THAÍS MALTA BULHÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMERCIAL LINS JUCA LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642351 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3707494
2013-04-02T00:00:00
2013-04-30T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 2.4.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur229236
- Acórdão(s) citado(s): (PREQUESTIONAMENTO) AI 541696 AgR(1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 22/05/2013, LLD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
729591
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000356\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 729591 AgR
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AGTE.(S) : PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) : EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR AGDO.(A/S) : COMERCIAL LINS JUCA LTDA ADV.(A/S) : THAÍS MALTA BULHÕES E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 ALAGOAS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) :THAÍS MALTA BULHÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMERCIAL LINS JUCA LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou tese explícita a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizado fica o entendimento sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660239. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 729591 AGR / AL regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 2 de abril de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660239. Supremo Tribunal Federal ARE 729591 AGR / AL regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 2 de abril de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660239. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 ALAGOAS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) :THAÍS MALTA BULHÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMERCIAL LINS JUCA LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de janeiro de 2013, proferi decisão de seguinte teor: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660240. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 ALAGOAS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) :THAÍS MALTA BULHÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :COMERCIAL LINS JUCA LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 30 de janeiro de 2013, proferi decisão de seguinte teor: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – INVIABILIDADE – AGRAVO DESPROVIDO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em síntese, o Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660240. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 729591 AGR / AL reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Petrobras, na minuta do agravo, insiste no processamento do extraordinário. Articula com a ofensa ao artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal, ante a configuração de cerceamento de defesa. Aponta o prequestionamento implícito da matéria. Discorre sobre o tema de fundo e sustenta a existência de vício processual, em face da intimação de antigos patronos da agravante, e não dos devidamente habitados. A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660240. Supremo Tribunal Federal ARE 729591 AGR / AL reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. A par desse aspecto, o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Acresce que, no caso, o que sustentado nas razões do extraordinário não foi enfrentado pelo Órgão julgador. Assim, padece o recurso da ausência de prequestionamento, esbarrando nos Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de outro processo. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A Petrobras, na minuta do agravo, insiste no processamento do extraordinário. Articula com a ofensa ao artigo 5..., inciso LV, da Constituição Federal, ante a configuração de cerceamento de defesa. Aponta o prequestionamento implícito da matéria. Discorre sobre o tema de fundo e sustenta a existência de vício processual, em face da intimação de antigos patronos da agravante, e não dos devidamente habitados. A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660240. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas assentou, em síntese: AGRAVO EM AGRAVO BE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA E TEMPORAL RECONHECIDA. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO QUE NÃO INTERROMPE OU REABRE PRAZO PARA INTERPOSICÃO DE RECURSO. MATÉRIA OBJETO DE RECURSO DE AGRAVO ANTERIOR, EM QUE A RECORRENTE APRESENTOU PEDIDO DE DESISTÊNCIA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660241. Supremo Tribunal Federal 02/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 ALAGOAS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente credenciado, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas assentou, em síntese: AGRAVO EM AGRAVO BE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO. PRECLUSÃO CONSUMATIVA E TEMPORAL RECONHECIDA. PEDIDO DE RECONSIDERAÇÃO QUE NÃO INTERROMPE OU REABRE PRAZO PARA INTERPOSICÃO DE RECURSO. MATÉRIA OBJETO DE RECURSO DE AGRAVO ANTERIOR, EM QUE A RECORRENTE APRESENTOU PEDIDO DE DESISTÊNCIA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. DECISÃO UNÂNIME. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. Está-se diante de conflito de interesses que tem desfecho no Tribunal de origem, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. No mais, não foram examinados, na origem, os preceitos constitucionais mencionados no extraordinário, padecendo o recurso da ausência do prequestionamento. Atentem não para o apego à literalidade do Verbete n 356 da Súmula do Supremo, mas para a razão de ser do prequestionamento e, mais ainda, para o teor do Verbete n 282 da Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660241. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 729591 AGR / AL referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660241. Supremo Tribunal Federal ARE 729591 AGR / AL referida Súmula. O instituto do prequestionamento significa o debate e a decisão prévios do tema jurídico constante das razões apresentadas. Se o ato impugnado nada contém sobre o que versado no recurso, descabe assentar o enquadramento deste no permissivo constitucional. Assim concluiu o Supremo no julgamento do Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541.696-6/DF, de que fui relator, com acórdão publicado no Diário da Justiça de 24 de fevereiro de 2006, sintetizado na seguinte ementa: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – PREQUESTIONAMENTO – CONFIGURAÇÃO – RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660241. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 729591 AGR / AL meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660241. Supremo Tribunal Federal ARE 729591 AGR / AL meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho à agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3660241. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) : THAÍS MALTA BULHÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMERCIAL LINS JUCA LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642351 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729.591 PROCED. : ALAGOAS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : PETROBRAS DISTRIBUIDORA S/A ADV.(A/S) : THAÍS MALTA BULHÕES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : COMERCIAL LINS JUCA LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 2.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3642351 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 729 . 591", "ARE 729591 AGR / AL", "ARE 729591 AGR /", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "ARE 729591 AGR / AL", "Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "ARE 729591 AGR / AL", "Verbetes n 282 e 356 da Súmula do Supremo", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "AGRAVO 729 . 591", "Verbete n 356 da Súmula do Supremo", "ARE 729591 AGR / AL", "Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF", "ARE 729591 AGR /", "Agravo de Instrumento n 541 . 696 - 6 / DF" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigo 5 . . . , inciso LV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ALAGOAS", "Brasília", "Brasília", "ALAGOAS", "ALAGOAS", "ALAGOAS", "Alagoas", "ALAGOAS", "ALAGOAS", "ALAGOAS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "PETROBRAS DISTRIBUIDORA S / A", "COMERCIAL LINS JUCA LTDA", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "PETROBRAS DISTRIBUIDORA S / A", "COMERCIAL LINS JUCA LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PETROBRAS DISTRIBUIDORA S / A", "COMERCIAL LINS JUCA LTDA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Petrobras", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Petrobras", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Alagoas", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "PETROBRAS DISTRIBUIDORA S / A", "COMERCIAL LINS JUCA LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "PETROBRAS DISTRIBUIDORA S / A", "COMERCIAL LINS JUCA LTDA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "THAÍS MALTA BULHÕES", "EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "THAÍS MALTA BULHÕES", "EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "THAÍS MALTA BULHÕES", "EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "THAÍS MALTA BULHÕES", "EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "THAÍS MALTA BULHÕES", "EDUARDO MESSIAS GONÇALVES DE LYRA JÚNIOR", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "02", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "30 de janeiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "30 de janeiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "02", "/", "04", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24 de fevereiro de 2006", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "2", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.327 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO OU MIGUEL BOMFIM RIBEIRO FILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR EMENTA: PROCESSUAL PENAL MILITAR. HABEAS CORPUS. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA PELO JUIZ-AUDITOR QUE RECONHECEU A INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DA JUSTIÇA MILITAR, APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. INVASÃO DE COMPETÊNCIA DO CONSELHO PERMANENTE DA JUSTIÇA. ART. 28, V, DA LEI 8.457/1992. ACÓRDÃO IMPUGNADO MANTIDO. ESTELIONATO – ART. 251, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL MILITAR. CRIME PRATICADO POR CIVIL. RECEBIMENTO INDEVIDO DE PENSÃO MILITAR APÓS A MORTE DO BENEFICIÁRIO INSTITUÍDA. AFETAÇÃO DE PATRIMÔNIO SOB ADMINISTRAÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. ORDEM DENEGADA. 1. Os delitos contra a administração militar, notadamente o recebimento indevido de pensão após a morte do beneficiário instituído, são da competência da Justiça Militar ( HC 84.735, Rel. Min. Eros Grau, j. em 17/05/2005; HC 113.423, Relatora Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, j. em 05/02/2013; HC 109.574, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe de 17/12/2012; HC 113.162/BA, de minha relatoria, 1ª Turma, Dje de 29/4/2013). 2. A competência para decidir sobre exceção de incompetência na Justiça Militar, após o recebimento da denúncia, é do Conselho Permanente de Justiça, nos termos do art. 28, V, da Lei 8.457/1992 (Lei de Organização Judiciária Militar). 3. O Superior Tribunal Militar, no caso sub examine, deu provimento ao recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Militar para declarar nula, por usurpação de competência do Conselho de Justiça, a decisão monocrática de Juiz-Auditor que, após o recebimento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892331. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão HC 114327 / BA denúncia, declarou a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar civil por saque indevido de pensão após a morte do beneficiário. 4. A Primeira Turma desta Corte reafirmou, recentemente, em 05/02/2013, a jurisprudência da Corte no sentido da competência da Justiça Militar, verbis: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR E PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO. SAQUE INDEVIDO DE PENSÃO MILITAR. JUSTA CAUSA PARA A DENÚNCIA. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. 1. Paciente denunciada pelo Ministério Público Militar pelo crime de estelionato (art. 251, caput, do Código Penal Militar), praticado em detrimento do Fundo de Pensionistas do Exército Brasileiro. 2. Não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 3. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal militar, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo diante situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 4. A competência da Justiça Militar, embora não se restrinja aos integrantes das Forças Armadas, deve ser interpretada restritivamente quanto ao julgamento de civil em tempos de paz por seu caráter anômalo. Precedente: HC 81.963/RS, rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, unânime, DJe 18.6.2002. Apesar da tendência de limitar a atuação da Justiça Castrense em tempos de paz, o saque indevido por civil de benefício de pensão militar afeta bens e serviços das instituições militares, estando justificada a competência da Justiça militar. Precedentes. 5. Ordem denegada.” (HC 113.423/PA, Relatora a Ministra Rosa Weber). [grifei] 5. In casu, o paciente foi denunciado pela prática do crime de estelionato, tipificado no art. 251 do Código Penal Militar, em razão de ter continuado a receber proventos de aposentadoria de beneficiário falecido, por isso, na linha do recente julgado desta Turma, a competência para julgá-lo é da Justiça Militar, à luz do art. 9º, III, a, do CPPM, porquanto os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892331. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA denúncia, declarou a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar civil por saque indevido de pensão após a morte do beneficiário. 4. A Primeira Turma desta Corte reafirmou, recentemente, em 05/02/2013, a jurisprudência da Corte no sentido da competência da Justiça Militar, verbis: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR E PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO. SAQUE INDEVIDO DE PENSÃO MILITAR. JUSTA CAUSA PARA A DENÚNCIA. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. 1. Paciente denunciada pelo Ministério Público Militar pelo crime de estelionato (art. 251, caput, do Código Penal Militar), praticado em detrimento do Fundo de Pensionistas do Exército Brasileiro. 2. Não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 3. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal militar, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo diante situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 4. A competência da Justiça Militar, embora não se restrinja aos integrantes das Forças Armadas, deve ser interpretada restritivamente quanto ao julgamento de civil em tempos de paz por seu caráter anômalo. Precedente: HC 81.963/RS, rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, unânime, DJe 18.6.2002. Apesar da tendência de limitar a atuação da Justiça Castrense em tempos de paz, o saque indevido por civil de benefício de pensão militar afeta bens e serviços das instituições militares, estando justificada a competência da Justiça militar. Precedentes. 5. Ordem denegada.” (HC 113.423/PA, Relatora a Ministra Rosa Weber). [grifei] 5. In casu, o paciente foi denunciado pela prática do crime de estelionato, tipificado no art. 251 do Código Penal Militar, em razão de ter continuado a receber proventos de aposentadoria de beneficiário falecido, por isso, na linha do recente julgado desta Turma, a competência para julgá-lo é da Justiça Militar, à luz do art. 9º, III, a, do CPPM, porquanto os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Ementa e Acórdão HC 114327 / BA recursos destinados ao pagamento de pensionistas são afetos à administração militar. 6. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892331. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA recursos destinados ao pagamento de pensionistas são afetos à administração militar. 6. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.327 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO OU MIGUEL BOMFIM RIBEIRO FILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra ato do Superior Tribunal Militar consubstanciado em acórdão cuja ementa possui o seguinte teor: “RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ESTELIONATO PREVIDENCIÁRIO. PRELIMINAR DE NULIDADE. INCOMPETÊNCIA. INSTAURAÇÃO DA AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DO CONSELHO DE JUSTIÇA. DECLINAÇÃO DO FORO PARA A JUSTIÇA FEDERAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. ATUAÇÃO CONTRA LEGEM DO JUIZ-AUDITOR. VIOLAÇÃO DE NORMA PROCESSUAL. NULIDADE. Infringe a norma processual basilar de competência inscrita no art. 28, inciso V, da Lei de Organização Judiciária Militar (Lei nº 8.457/92) a prolação de decisão monocrática por Juiz-Auditor que, após o recebimento da denúncia, declara a incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar o feito e determina a remessa dos autos à Justiça Federal. Afigura-se eivada de nulidade insanável, em face de flagrante vício de incompetência (art. 500, I, do CPPM), a atuação de magistrado que usurpa parcela de competência exclusiva do colegiado a quo, quanto à resolução das questões de direito havidas durante a instrução criminal, no caso, o foro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.327 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO OU MIGUEL BOMFIM RIBEIRO FILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra ato do Superior Tribunal Militar consubstanciado em acórdão cuja ementa possui o seguinte teor: “RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ESTELIONATO PREVIDENCIÁRIO. PRELIMINAR DE NULIDADE. INCOMPETÊNCIA. INSTAURAÇÃO DA AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DO CONSELHO DE JUSTIÇA. DECLINAÇÃO DO FORO PARA A JUSTIÇA FEDERAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. ATUAÇÃO CONTRA LEGEM DO JUIZ-AUDITOR. VIOLAÇÃO DE NORMA PROCESSUAL. NULIDADE. Infringe a norma processual basilar de competência inscrita no art. 28, inciso V, da Lei de Organização Judiciária Militar (Lei nº 8.457/92) a prolação de decisão monocrática por Juiz-Auditor que, após o recebimento da denúncia, declara a incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar o feito e determina a remessa dos autos à Justiça Federal. Afigura-se eivada de nulidade insanável, em face de flagrante vício de incompetência (art. 500, I, do CPPM), a atuação de magistrado que usurpa parcela de competência exclusiva do colegiado a quo, quanto à resolução das questões de direito havidas durante a instrução criminal, no caso, o foro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório HC 114327 / BA competente. Preliminar de nulidade acolhida. Decisão unânime.” Consta dos autos que o Ministério Público Militar denunciou o paciente, em 16/02/2009, nestes termos: “[...] Em 23 de novembro de 1997, faleceu o militar inativo CARMELITO BONFIM RIBEIRO (fls. 09, 78, 142, 143), sem que seu óbito fosse comunicado à Organização Militar. Em face disso, a Marinha do Brasil continuou depositando proventos na conta-corrente do ‘de cujus’ até outubro de 2006, totalizando o valor atualizado de R$ 305.824,75 (trezentos e cinco mil, oitocentos e vinte e quatro reais e setenta e cinco centavos) conforme perícia contábil realizada por peritos da Polícia Federal, datada de 19 de janeiro de 2009 (fls. 319/331). MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO, irmão e curador do ‘de cujus’ (fls. 169), além de induzir a organização militar em erro e pretendendo mantê-la nessa condição, contratou os serviços de MARCO ANTONIA DA SILVA CARVALHO, a fim de que este providenciasse junto ao Cartório de Registro Civil da Comarca de Vitória da Conquista, Subdistrito de Inhobim, uma nova certidão de óbito, em que nela constasse a data de morte de seu irmão como sendo 06/07/2006, pagando-lhe para tanto o valor de R$ 1.800,00 (um mil e oitocentos reais) (fls. 16/164). MARCO ANTÔNIO DA SILVA CARVALHO, por sua vez, contratou o serviço de Charles (que não foi localizado) para que ele negociasse essa providência no cartório do Subdistrito de Inhobim, uma vez que lá ‘seria mais fácil’. Dessa forma, lá chegando, não teve dificuldades em conseguir uma nova certidão de óbito, com a data da morte alterada, emitida pela funcionária pública MARCIA MELO CURY. Em 11 de janeiro d e2006, MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO envia nova carta ao CMG (IM) Anatalício Risdem 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA competente. Preliminar de nulidade acolhida. Decisão unânime.” Consta dos autos que o Ministério Público Militar denunciou o paciente, em 16/02/2009, nestes termos: “[...] Em 23 de novembro de 1997, faleceu o militar inativo CARMELITO BONFIM RIBEIRO (fls. 09, 78, 142, 143), sem que seu óbito fosse comunicado à Organização Militar. Em face disso, a Marinha do Brasil continuou depositando proventos na conta-corrente do ‘de cujus’ até outubro de 2006, totalizando o valor atualizado de R$ 305.824,75 (trezentos e cinco mil, oitocentos e vinte e quatro reais e setenta e cinco centavos) conforme perícia contábil realizada por peritos da Polícia Federal, datada de 19 de janeiro de 2009 (fls. 319/331). MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO, irmão e curador do ‘de cujus’ (fls. 169), além de induzir a organização militar em erro e pretendendo mantê-la nessa condição, contratou os serviços de MARCO ANTONIA DA SILVA CARVALHO, a fim de que este providenciasse junto ao Cartório de Registro Civil da Comarca de Vitória da Conquista, Subdistrito de Inhobim, uma nova certidão de óbito, em que nela constasse a data de morte de seu irmão como sendo 06/07/2006, pagando-lhe para tanto o valor de R$ 1.800,00 (um mil e oitocentos reais) (fls. 16/164). MARCO ANTÔNIO DA SILVA CARVALHO, por sua vez, contratou o serviço de Charles (que não foi localizado) para que ele negociasse essa providência no cartório do Subdistrito de Inhobim, uma vez que lá ‘seria mais fácil’. Dessa forma, lá chegando, não teve dificuldades em conseguir uma nova certidão de óbito, com a data da morte alterada, emitida pela funcionária pública MARCIA MELO CURY. Em 11 de janeiro d e2006, MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO envia nova carta ao CMG (IM) Anatalício Risdem 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório HC 114327 / BA Junior, diretor da SIPM, alegando que fora agendado para o dia 13/01/2006, o recadastramento do seu irmão falecido, porém, como ele se encontrava com ‘várias fraturas de fêmur após um acidente doméstico’, encontrava-se impossibilitado de comparecer, razão pela qual o denunciado, na condição de seu curador, estava encaminhando a ficha de atualização cadastral, juntamente com outros documentos necessários, no intuito de que seu irmão pudesse continuar’ recebendo seus vencimentos em dia’, ao mesmo tempo em que solicitou uma senha para que pudesse fazer esse procedimento via Internet, ‘sem maiores transtornos’ (fls. 112). Em 05 de janeiro de 2006, MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO enviou à Pagadoria de Inativo e Pensionista da Marinha a Declaração Anual para percepção do adicional de invalidez de seu irmão, já falecido (fls. 122). De acordo com a confissão de MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO ele movimentava a conta-corrente do falecido por meio de saques em caixas eletrônicos e talões de cheque, ademais contratou empréstimo consignado em bilhete de pagamento do ex-inativo após o se óbito, no valor de R$ 10.000,00 (fls. 161/162). Às fls. 126/132 encontram-se documentos comprobatórios de que o ‘de cujus’ não possuía dependentes/beneficiários declarados. Às fls. 143 encontra-se declaração emitida pelo diretor do Cemitério Parque da Cidade, em Vitória da Conquista, informando que o ex-inativo, ‘falecido em 23 de novembro de 1997, foi sepultado neste Cemitério Parque da Cidade, na mesma data, por solicitação de seu irmão MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO’. Às fls. 144 encontra-se fotocópia de guia de sepultamento. Às fls. 145 encontra-se Certidão de Inteiro Teor, emitida pelo Cartório de Registro Civil da Comarca de Vitória da Conquista, Subdistrito de Inhobim, certificando que, em seus livros, consta o registro de que, em 11 de julho de 2006, compareceu naquela cartório MARCO ANTONIO DA SILVA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA Junior, diretor da SIPM, alegando que fora agendado para o dia 13/01/2006, o recadastramento do seu irmão falecido, porém, como ele se encontrava com ‘várias fraturas de fêmur após um acidente doméstico’, encontrava-se impossibilitado de comparecer, razão pela qual o denunciado, na condição de seu curador, estava encaminhando a ficha de atualização cadastral, juntamente com outros documentos necessários, no intuito de que seu irmão pudesse continuar’ recebendo seus vencimentos em dia’, ao mesmo tempo em que solicitou uma senha para que pudesse fazer esse procedimento via Internet, ‘sem maiores transtornos’ (fls. 112). Em 05 de janeiro de 2006, MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO enviou à Pagadoria de Inativo e Pensionista da Marinha a Declaração Anual para percepção do adicional de invalidez de seu irmão, já falecido (fls. 122). De acordo com a confissão de MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO ele movimentava a conta-corrente do falecido por meio de saques em caixas eletrônicos e talões de cheque, ademais contratou empréstimo consignado em bilhete de pagamento do ex-inativo após o se óbito, no valor de R$ 10.000,00 (fls. 161/162). Às fls. 126/132 encontram-se documentos comprobatórios de que o ‘de cujus’ não possuía dependentes/beneficiários declarados. Às fls. 143 encontra-se declaração emitida pelo diretor do Cemitério Parque da Cidade, em Vitória da Conquista, informando que o ex-inativo, ‘falecido em 23 de novembro de 1997, foi sepultado neste Cemitério Parque da Cidade, na mesma data, por solicitação de seu irmão MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO’. Às fls. 144 encontra-se fotocópia de guia de sepultamento. Às fls. 145 encontra-se Certidão de Inteiro Teor, emitida pelo Cartório de Registro Civil da Comarca de Vitória da Conquista, Subdistrito de Inhobim, certificando que, em seus livros, consta o registro de que, em 11 de julho de 2006, compareceu naquela cartório MARCO ANTONIO DA SILVA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Relatório HC 114327 / BA CARVALHO, comunicando a morte do ex-inativo como sendo na data de 06/07/2006 (fls. 145). Às fls. Encontra-se fotocópia da folha do assentamento. Dessa forma, tendo MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO induzido e mantido a Marinha Brasileira em erro, durante 9 (nove) anos, e auferido vantagem no valor de R$ 305.824,75 (trezentos e cinco mil, oitocentos e vinte e quatro reais e setenta e cinco centavos), incorreu o mesmo no crime previsto no artigo 251, ‘caput’, na forma do artigo 80, do Código Penal Militar, requer o Órgão Ministerial, após o recebimento e autuação desta denúncia, seja o réu citado para o interrogatório e, enfim, para se ver processado, até final julgamento. Deixamos de denunciar MARCO ANTONIO DA SILVA CARVALHO E MÁRCIA MELO CURY pelo fato de o crime por eles cometidos não ter natureza militar.” A defesa arguiu a incompetência da Justiça Militar para o julgamento do feito, tendo sido acolhido o pleito por decisão monocrática proferida pelo Juiz-Auditor. Irresignado, o Ministério Público Militar interpôs recurso em sentido estrito sustentando, em preliminar, usurpação da competência do Conselho de Justiça e, no mérito, a competência da Justiça Castrense. A preliminar restou acolhida “para declarar nula, nos termos do art. 500, inciso I, do CPPM, a decisão proferida monocraticamente pelo Juiz-Auditor da Auditoria da 6ª CJM, em 14 de março de 2012, nos autos do Processo nº 516/06-4, determinando o retorno dos autos ao Juízo de origem para que o Conselho Permanente de Justiça decida como entender de direito”. A Defensoria Pública alega que, nos termos do art. 147 do CPPM, “Em qualquer fase do processo, se o juiz reconhecer a existência de causa que o torne incompetente declara-la-á nos autos e os remeterá ao juízo competente”, por isso, é dever do juiz reconhecer a incompetência absoluta mesmo quando não solicitada pelas partes. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA CARVALHO, comunicando a morte do ex-inativo como sendo na data de 06/07/2006 (fls. 145). Às fls. Encontra-se fotocópia da folha do assentamento. Dessa forma, tendo MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO induzido e mantido a Marinha Brasileira em erro, durante 9 (nove) anos, e auferido vantagem no valor de R$ 305.824,75 (trezentos e cinco mil, oitocentos e vinte e quatro reais e setenta e cinco centavos), incorreu o mesmo no crime previsto no artigo 251, ‘caput’, na forma do artigo 80, do Código Penal Militar, requer o Órgão Ministerial, após o recebimento e autuação desta denúncia, seja o réu citado para o interrogatório e, enfim, para se ver processado, até final julgamento. Deixamos de denunciar MARCO ANTONIO DA SILVA CARVALHO E MÁRCIA MELO CURY pelo fato de o crime por eles cometidos não ter natureza militar.” A defesa arguiu a incompetência da Justiça Militar para o julgamento do feito, tendo sido acolhido o pleito por decisão monocrática proferida pelo Juiz-Auditor. Irresignado, o Ministério Público Militar interpôs recurso em sentido estrito sustentando, em preliminar, usurpação da competência do Conselho de Justiça e, no mérito, a competência da Justiça Castrense. A preliminar restou acolhida “para declarar nula, nos termos do art. 500, inciso I, do CPPM, a decisão proferida monocraticamente pelo Juiz-Auditor da Auditoria da 6ª CJM, em 14 de março de 2012, nos autos do Processo nº 516/06-4, determinando o retorno dos autos ao Juízo de origem para que o Conselho Permanente de Justiça decida como entender de direito”. A Defensoria Pública alega que, nos termos do art. 147 do CPPM, “Em qualquer fase do processo, se o juiz reconhecer a existência de causa que o torne incompetente declara-la-á nos autos e os remeterá ao juízo competente”, por isso, é dever do juiz reconhecer a incompetência absoluta mesmo quando não solicitada pelas partes. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Relatório HC 114327 / BA Sustenta ser “incabível o argumento esposado pelo STM de que a decisão proferida monocraticamente pelo Juiz Auditor teria violado competência do Conselho Permanente de Justiça para a Marinha,uma vez que a competência deste Conselho, conforme previsão legal é para alguns específicos referidos no próprio CPPM”. Aduz, outrossim, a incompetência da Justiça Militar para o julgamento da ação penal, sob o fundamento de que a jurisdição militar contra civis é excepcional e somente pode ser acionada nos casos de lesões a bens jurídicos relacionados à atividade fim das Forças Armadas, consoante jurisprudência desta Corte. Requer, ao final, o deferimento de medida liminar a fim de sobrestar a ação penal até o julgamento definitivo do presente writ. Pleiteia, no mérito, a concessão da ordem para “reconhecer a competência do Juiz Auditor para reconhecer a incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar o feito, restabelecendo-se a declaração de primeiro grau” e, subsidiariamente, para que se reconheça a incompetência da Justiça Castrense para julgar a ação penal. O pedido liminar foi indeferido e a Procuradoria Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem em parecer assim ementado: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO PRATICADO POR CIVIL EM PREJUÍZO AO PATRIMÔNIO DA UNIÃO SOB A GESTÃO DO COMANDO DA MARINHA. DECISÃO MONOCRÁTICA, PROFERIDA PELO JUIZAUDITOR,QUE RECONHECEU A INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DA JUSTIÇA MILITAR. INVASÃO DA COMPETÊNCIA DO CONSELHO PERMANENTE DE JUSTIÇA, FIXADA NO ART. 28, V, DA LEI N. 8.457/92. NULIDADE VERIFICADA. INALTERABILIDADE DO ACÓRDÃO ATACADO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA Sustenta ser “incabível o argumento esposado pelo STM de que a decisão proferida monocraticamente pelo Juiz Auditor teria violado competência do Conselho Permanente de Justiça para a Marinha,uma vez que a competência deste Conselho, conforme previsão legal é para alguns específicos referidos no próprio CPPM”. Aduz, outrossim, a incompetência da Justiça Militar para o julgamento da ação penal, sob o fundamento de que a jurisdição militar contra civis é excepcional e somente pode ser acionada nos casos de lesões a bens jurídicos relacionados à atividade fim das Forças Armadas, consoante jurisprudência desta Corte. Requer, ao final, o deferimento de medida liminar a fim de sobrestar a ação penal até o julgamento definitivo do presente writ. Pleiteia, no mérito, a concessão da ordem para “reconhecer a competência do Juiz Auditor para reconhecer a incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar o feito, restabelecendo-se a declaração de primeiro grau” e, subsidiariamente, para que se reconheça a incompetência da Justiça Castrense para julgar a ação penal. O pedido liminar foi indeferido e a Procuradoria Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem em parecer assim ementado: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO PRATICADO POR CIVIL EM PREJUÍZO AO PATRIMÔNIO DA UNIÃO SOB A GESTÃO DO COMANDO DA MARINHA. DECISÃO MONOCRÁTICA, PROFERIDA PELO JUIZAUDITOR,QUE RECONHECEU A INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DA JUSTIÇA MILITAR. INVASÃO DA COMPETÊNCIA DO CONSELHO PERMANENTE DE JUSTIÇA, FIXADA NO ART. 28, V, DA LEI N. 8.457/92. NULIDADE VERIFICADA. INALTERABILIDADE DO ACÓRDÃO ATACADO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Relatório HC 114327 / BA MILITAR PARA JULGAR CRIME DE ESTELIONATO PRATICADO POR AGENTE CIVIL EM DETRIMENTO DE PATRIMÔNIO SOB ADMINISTRAÇÃO MILITAR – ART. 251, CAPUT, C.C. ART. 9, III, A, AMBOS DO CPM. COAÇÃO ILEGAL NÃO VERIFICADA. - Parecer pela denegação da ordem”. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA MILITAR PARA JULGAR CRIME DE ESTELIONATO PRATICADO POR AGENTE CIVIL EM DETRIMENTO DE PATRIMÔNIO SOB ADMINISTRAÇÃO MILITAR – ART. 251, CAPUT, C.C. ART. 9, III, A, AMBOS DO CPM. COAÇÃO ILEGAL NÃO VERIFICADA. - Parecer pela denegação da ordem”. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.327 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, do Juiz-Auditor, no curso da ação penal, declarar monocraticamente a incompetência da Justiça Militar da União e remeter os autos para a Justiça Federal, bem como de verificar qual o Juízo competente para processar e julgar o crime de estelionato previdenciário consubstanciado pelo saque indevido de benefício de pensão militar por civil. No caso sub examine o Superior Tribunal Militar acolheu a preliminar de nulidade arguida pelo Ministério Público Militar em recurso em sentido estrito, por entender que o Juiz-Auditor ao declinar da competência da Corte castrense, por decisão monocrática, invadiu competência do Conselho Permanente da Justiça para dirimir questões de direito e de fato suscitadas durante a instrução criminal. Por oportuno, transcrevo os seguintes trechos do voto condutor no acórdão proferido: “(...) Sabe-se que a ação penal militar é instaurada após o recebimento da denúncia, conforme a regra contida no artigo 35 do CPPM, que assim dispõe: 'O processo inicia-se com o recebimento da denúncia pelo juiz, efetiva-se com a citação do acusado, (...)'. Tal regra processual permite concluir que, uma vez instaurada a ação penal, cessa a competência do Juiz-Auditor para proferir isoladamente atos decisórios. No curso da ação penal, além de relatar os processos e participar dos julgamentos, na qualidade de integrante dos Conselhos Especiais e Permanentes de Justiça, o Juiz-Auditor conduz o processo, proferindo os atos ordinatórios necessários Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.327 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, do Juiz-Auditor, no curso da ação penal, declarar monocraticamente a incompetência da Justiça Militar da União e remeter os autos para a Justiça Federal, bem como de verificar qual o Juízo competente para processar e julgar o crime de estelionato previdenciário consubstanciado pelo saque indevido de benefício de pensão militar por civil. No caso sub examine o Superior Tribunal Militar acolheu a preliminar de nulidade arguida pelo Ministério Público Militar em recurso em sentido estrito, por entender que o Juiz-Auditor ao declinar da competência da Corte castrense, por decisão monocrática, invadiu competência do Conselho Permanente da Justiça para dirimir questões de direito e de fato suscitadas durante a instrução criminal. Por oportuno, transcrevo os seguintes trechos do voto condutor no acórdão proferido: “(...) Sabe-se que a ação penal militar é instaurada após o recebimento da denúncia, conforme a regra contida no artigo 35 do CPPM, que assim dispõe: 'O processo inicia-se com o recebimento da denúncia pelo juiz, efetiva-se com a citação do acusado, (...)'. Tal regra processual permite concluir que, uma vez instaurada a ação penal, cessa a competência do Juiz-Auditor para proferir isoladamente atos decisórios. No curso da ação penal, além de relatar os processos e participar dos julgamentos, na qualidade de integrante dos Conselhos Especiais e Permanentes de Justiça, o Juiz-Auditor conduz o processo, proferindo os atos ordinatórios necessários Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA e os despachos de mero expediente. Preceitua o art. 399, alínea 'a', do CPPM, que, uma vez recebida a denúncia, o Juiz-Auditor providenciará o sorteio do Conselho de Justiça respectivo e, ultimadas as providências necessárias, designará data para a realização do ato de qualificação e interrogatório, nos termos do art. 404 da referida Norma de Ritos. Preocupou-se o legislador pátrio em consignar no texto da Lei Processual Castrense (art. 390, § 5º) que os atos principais da instrução criminal, como o interrogatório, a acareação e a inquirição de testemunhas, fossem realizados 'na sede da Auditoria', subentendendo-se perante o colegiado competente, pois, em seguida, nesse mesmo artigo, abre ressalva, permitindo que '... todos os demais atos da instrução criminal poderão ser procedidos perante o auditor, com ciência do advogado, ou curador, do acusado, e do representante do Ministério Público.'. A Lei nº 8.457, de 04 de setembro de 1992, conhecida nas lides forenses como Lei de Organização Judiciária Militar (LOJM), ao tratar da competência dos Conselhos, estabelece que: 'Art. 28. Compete ainda aos Conselhos: (…) V – decidir as questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento; (…)' Verifica-se, a partir do texto da lei, que ao dispor sobre a competência do Juiz-Auditor (art. 30), abstraídas as questões já aventadas, poderá o Magistrado Togado, antes de instaurada a ação penal, proferir decisões ou despachos sobre matérias relevantes, tais como: o relaxamento de prisão em flagrante, a revogação ou o restabelecimento de prisão preventiva do indiciado, referindo-se, por óbvio, à fase extraprocessual, pois, caso contrário, usaria a expressão acusado, ou seja: '... aquele a quem é imputada a prática de infração penal em denúncia recebida.' (grifei), nos termos do art. 69 do CPPM. (...) Ao declinar, monocraticamente, no curso da ação penal, a incompetência da Justiça Militar da União, com remessa dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA e os despachos de mero expediente. Preceitua o art. 399, alínea 'a', do CPPM, que, uma vez recebida a denúncia, o Juiz-Auditor providenciará o sorteio do Conselho de Justiça respectivo e, ultimadas as providências necessárias, designará data para a realização do ato de qualificação e interrogatório, nos termos do art. 404 da referida Norma de Ritos. Preocupou-se o legislador pátrio em consignar no texto da Lei Processual Castrense (art. 390, § 5º) que os atos principais da instrução criminal, como o interrogatório, a acareação e a inquirição de testemunhas, fossem realizados 'na sede da Auditoria', subentendendo-se perante o colegiado competente, pois, em seguida, nesse mesmo artigo, abre ressalva, permitindo que '... todos os demais atos da instrução criminal poderão ser procedidos perante o auditor, com ciência do advogado, ou curador, do acusado, e do representante do Ministério Público.'. A Lei nº 8.457, de 04 de setembro de 1992, conhecida nas lides forenses como Lei de Organização Judiciária Militar (LOJM), ao tratar da competência dos Conselhos, estabelece que: 'Art. 28. Compete ainda aos Conselhos: (…) V – decidir as questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento; (…)' Verifica-se, a partir do texto da lei, que ao dispor sobre a competência do Juiz-Auditor (art. 30), abstraídas as questões já aventadas, poderá o Magistrado Togado, antes de instaurada a ação penal, proferir decisões ou despachos sobre matérias relevantes, tais como: o relaxamento de prisão em flagrante, a revogação ou o restabelecimento de prisão preventiva do indiciado, referindo-se, por óbvio, à fase extraprocessual, pois, caso contrário, usaria a expressão acusado, ou seja: '... aquele a quem é imputada a prática de infração penal em denúncia recebida.' (grifei), nos termos do art. 69 do CPPM. (...) Ao declinar, monocraticamente, no curso da ação penal, a incompetência da Justiça Militar da União, com remessa dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA autos à Justiça Federal em Salvador/BA invadiu o Magistrado a competência privativa do Conselho Permanente de Justiça, a quem competia decidir questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento, conforme já exposto. Conflui-se, destarte, que a referida decisão é nula, nos termos do art. 500, inciso I, do CPPM. A regra contida no art. 504, parágrafo único, do CPPM autoriza a declaração de nulidade proveniente de incompetência do juízo, de ofício, em qualquer fase processual”. O acórdão ora impugnado, a meu ver, apresentou adequada interpretação das normas que regem o processo penal militar. Conforme dispõe o art. 35 do Código de Processo Penal Militar, “O processo inicia-se com o recebimento da denúncia pelo juiz”. Da mesma forma, o art. 396 esclarece que “o processo ordinário inicia-se com o recebimento da denúncia”. Já o art. 399 do CPPM possui a seguinte redação: “Art. 399. Recebida a denúncia, o auditor: a) providenciará, conforme o caso, o sorteio do Conselho Especial ou a convocação do Conselho Permanente, de Justiça” Sobre a competência dos Conselhos, o art. 28 da Lei 8.457/1992(Lei de Organização Judiciária Militar), dispõe que: “Compete ainda aos Conselhos: (…) V – decidir as questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento” Destarte, pela leitura dos dispositivos acima transcritos, tem-se que após o recebimento da denúncia os atos decisórios, tais como os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA autos à Justiça Federal em Salvador/BA invadiu o Magistrado a competência privativa do Conselho Permanente de Justiça, a quem competia decidir questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento, conforme já exposto. Conflui-se, destarte, que a referida decisão é nula, nos termos do art. 500, inciso I, do CPPM. A regra contida no art. 504, parágrafo único, do CPPM autoriza a declaração de nulidade proveniente de incompetência do juízo, de ofício, em qualquer fase processual”. O acórdão ora impugnado, a meu ver, apresentou adequada interpretação das normas que regem o processo penal militar. Conforme dispõe o art. 35 do Código de Processo Penal Militar, “O processo inicia-se com o recebimento da denúncia pelo juiz”. Da mesma forma, o art. 396 esclarece que “o processo ordinário inicia-se com o recebimento da denúncia”. Já o art. 399 do CPPM possui a seguinte redação: “Art. 399. Recebida a denúncia, o auditor: a) providenciará, conforme o caso, o sorteio do Conselho Especial ou a convocação do Conselho Permanente, de Justiça” Sobre a competência dos Conselhos, o art. 28 da Lei 8.457/1992(Lei de Organização Judiciária Militar), dispõe que: “Compete ainda aos Conselhos: (…) V – decidir as questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento” Destarte, pela leitura dos dispositivos acima transcritos, tem-se que após o recebimento da denúncia os atos decisórios, tais como os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA referentes a competência e ao mérito da causa competem ao Conselho de Justiça, cabendo ao Juiz-Auditor apenas praticar isoladamente os atos ordinários, os despachos de mero expediente e aqueles descritos no art. 30 da Lei Lei 8.457/1992, in verbis: “Art. 30. Compete ao Juiz-Auditor: I - decidir sobre recebimento de denúncia, pedido de arquivamento, de devolução de inquérito e representação; II - relaxar, quando ilegal, em despacho fundamentado, a prisão que lhe for comunicada por autoridade encarregada de investigações policiais; III - manter ou relaxar prisão em flagrante, decretar, revogar e restabelecer a prisão preventiva de indiciado, mediante despacho fundamentado em qualquer caso; IV - requisitar de autoridades civis e militares as providências necessárias ao andamento do feito e esclarecimento do fato; V - determinar a realização de exames, perícias, diligências e nomear peritos; VI - formular ao réu, ofendido ou testemunha suas perguntas e as requeridas pelos demais juízes, bem como as requeridas pelas partes para serem respondidas por ofendido ou testemunha; VII - relatar os processos nos Conselhos de Justiça e redigir, no prazo de oito dias, as sentenças e decisões; VIII - proceder ao sorteio dos conselhos, observado o disposto nos arts. 20 e 21 desta lei; IX - expedir alvará de soltura e mandados; X - decidir sobre o recebimento de recursos interpostos; XI - executar as sentenças, inclusive as proferidas em processo originário do Superior Tribunal Militar, na hipótese prevista no § 3° do art. 9° desta lei; XII - renovar, de seis em seis meses, diligências junto às autoridades competentes, para captura de condenado; XIII - comunicar, à autoridade a que estiver subordinado o acusado, as decisões a ele relativas; XIV - decidir sobre livramento condicional; XV - revogar o benefício da suspensão condicional da pena; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA referentes a competência e ao mérito da causa competem ao Conselho de Justiça, cabendo ao Juiz-Auditor apenas praticar isoladamente os atos ordinários, os despachos de mero expediente e aqueles descritos no art. 30 da Lei Lei 8.457/1992, in verbis: “Art. 30. Compete ao Juiz-Auditor: I - decidir sobre recebimento de denúncia, pedido de arquivamento, de devolução de inquérito e representação; II - relaxar, quando ilegal, em despacho fundamentado, a prisão que lhe for comunicada por autoridade encarregada de investigações policiais; III - manter ou relaxar prisão em flagrante, decretar, revogar e restabelecer a prisão preventiva de indiciado, mediante despacho fundamentado em qualquer caso; IV - requisitar de autoridades civis e militares as providências necessárias ao andamento do feito e esclarecimento do fato; V - determinar a realização de exames, perícias, diligências e nomear peritos; VI - formular ao réu, ofendido ou testemunha suas perguntas e as requeridas pelos demais juízes, bem como as requeridas pelas partes para serem respondidas por ofendido ou testemunha; VII - relatar os processos nos Conselhos de Justiça e redigir, no prazo de oito dias, as sentenças e decisões; VIII - proceder ao sorteio dos conselhos, observado o disposto nos arts. 20 e 21 desta lei; IX - expedir alvará de soltura e mandados; X - decidir sobre o recebimento de recursos interpostos; XI - executar as sentenças, inclusive as proferidas em processo originário do Superior Tribunal Militar, na hipótese prevista no § 3° do art. 9° desta lei; XII - renovar, de seis em seis meses, diligências junto às autoridades competentes, para captura de condenado; XIII - comunicar, à autoridade a que estiver subordinado o acusado, as decisões a ele relativas; XIV - decidir sobre livramento condicional; XV - revogar o benefício da suspensão condicional da pena; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA XVI - remeter à Corregedoria da Justiça Militar, no prazo de dez dias, os autos de inquéritos arquivados e processos julgados, quando não interpostos recursos; XVII - encaminhar relatório ao Presidente do Tribunal, até o dia trinta de janeiro, dos trabalhos da Auditoria, relativos ao ano anterior; XVIII - instaurar procedimento administrativo quando tiver ciência de irregularidade praticada por servidor que lhe é subordinado; XIX - aplicar penas disciplinares aos servidores que lhe são subordinados; XX - dar posse, conceder licenças, férias e salário-família aos servidores da Auditoria; XXI - autorizar, na forma da lei, o pagamento de auxílio-funeral de magistrado e dos servidores lotados na Auditoria; XXII - distribuir alternadamente, entre si e o Juiz-Auditor Substituto e, quando houver, o Substituto de Auditor estável, os feitos aforados na Auditoria, obedecida a ordem de entrada; XXIII - cumprir as normas legais relativas às gestões administrativa, financeira e orçamentária e ao controle de material; XXIV - praticar os demais atos que lhe forem atribuídos em lei”. Com esse mesmo entendimento foi o parecer da Procuradoria Geral da República exarado nos autos, o qual adoto como razões de decidir: “De fato, a interpretação sistemática das leis que regem o processo penal militar apontam para o Conselho de Justiça como o órgão competente para, instaurada a relação jurídico- processual, deliberar acerca de eventual incompetência da Justiça Castrense para o feito. Essa atribuição é conferida ao órgão colegiado pelo art. 28, inc. V, da Lei n. 8.457/92, que diz: ‘Art. 28. Compete ainda aos conselhos: [...] V - decidir as questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento;’ De outro vértice, não convence o argumento segundo o qual, por força do art. 147 do Código de Processo Penal Militar, estaria o i. Juiz-Auditor autorizado a declarar, mediante decisão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA XVI - remeter à Corregedoria da Justiça Militar, no prazo de dez dias, os autos de inquéritos arquivados e processos julgados, quando não interpostos recursos; XVII - encaminhar relatório ao Presidente do Tribunal, até o dia trinta de janeiro, dos trabalhos da Auditoria, relativos ao ano anterior; XVIII - instaurar procedimento administrativo quando tiver ciência de irregularidade praticada por servidor que lhe é subordinado; XIX - aplicar penas disciplinares aos servidores que lhe são subordinados; XX - dar posse, conceder licenças, férias e salário-família aos servidores da Auditoria; XXI - autorizar, na forma da lei, o pagamento de auxílio-funeral de magistrado e dos servidores lotados na Auditoria; XXII - distribuir alternadamente, entre si e o Juiz-Auditor Substituto e, quando houver, o Substituto de Auditor estável, os feitos aforados na Auditoria, obedecida a ordem de entrada; XXIII - cumprir as normas legais relativas às gestões administrativa, financeira e orçamentária e ao controle de material; XXIV - praticar os demais atos que lhe forem atribuídos em lei”. Com esse mesmo entendimento foi o parecer da Procuradoria Geral da República exarado nos autos, o qual adoto como razões de decidir: “De fato, a interpretação sistemática das leis que regem o processo penal militar apontam para o Conselho de Justiça como o órgão competente para, instaurada a relação jurídico- processual, deliberar acerca de eventual incompetência da Justiça Castrense para o feito. Essa atribuição é conferida ao órgão colegiado pelo art. 28, inc. V, da Lei n. 8.457/92, que diz: ‘Art. 28. Compete ainda aos conselhos: [...] V - decidir as questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento;’ De outro vértice, não convence o argumento segundo o qual, por força do art. 147 do Código de Processo Penal Militar, estaria o i. Juiz-Auditor autorizado a declarar, mediante decisão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA monocrática proferida ex officio, a eventual incompetência da Justiça Militar. A propósito, dispõe o artigo em comento: ‘Declaração de incompetência de ofício Art. 147. Em qualquer fase do processo, se o juiz reconhecer a existência de causa que o torne incompetente, declara-lo-á nos autos e os remeterá ao juízo competente.’ Ocorre que a impetrante, ao considerar o termo ‘juiz’ como se ‘Juiz-Auditor’ fosse, dá interpretação equivocada ao dispositivo legal, contrariando o art. 36, §1º, da lei adjetiva militar, que esclarece: ‘1º Sempre que este Código se refere a juiz abrange, nesta denominação, quaisquer autoridades judiciárias, singulares ou colegiadas, no exercício das respectivas competências atributivas ou processuais.’ Se a intenção do legislador ordinário fosse atribuir ao Juiz- Auditor, por força do já mencionado art. 147, a declaração de eventual incompetência da Justiça Castrense, teria o feito de forma expressa, como o fez no art. 146 do mesmo Código processual, ao dispor, em sua primeira parte, que ‘O órgão do Ministério Público poderá alegar a incompetência do juízo, antes de oferecer a denúncia. A argüição será apreciada pelo auditor, em primeira instância; e, no Superior Tribunal Militar, pelo relator, em se tratando de processo originário’. Tampouco estaria o Juiz-Auditor permitido a fazê-lo monocraticamente em decorrência do art. 390, §5º, do Código de Processo Penal Militar, que o autoriza a praticar atos da instrução criminal à exceção o interrogatório do acusado, da acareação e da inquirição de testemunhas. O dispositivo legal tão somente atribui ao Juiz-Auditor a realização de atos destinados ao impulso oficial da ação penal militar, permitindo que perante ele se pratiquem atos instrutórios, destituídos de natureza decisória. Os atos decisórios praticados durante a instrução, frise-se, competem ao Conselho de Justiça, a teor do art. 28, inc. V, da Lei n. 8.457/92. Conforme já aduzido neste parecer, a interpretação das 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA monocrática proferida ex officio, a eventual incompetência da Justiça Militar. A propósito, dispõe o artigo em comento: ‘Declaração de incompetência de ofício Art. 147. Em qualquer fase do processo, se o juiz reconhecer a existência de causa que o torne incompetente, declara-lo-á nos autos e os remeterá ao juízo competente.’ Ocorre que a impetrante, ao considerar o termo ‘juiz’ como se ‘Juiz-Auditor’ fosse, dá interpretação equivocada ao dispositivo legal, contrariando o art. 36, §1º, da lei adjetiva militar, que esclarece: ‘1º Sempre que este Código se refere a juiz abrange, nesta denominação, quaisquer autoridades judiciárias, singulares ou colegiadas, no exercício das respectivas competências atributivas ou processuais.’ Se a intenção do legislador ordinário fosse atribuir ao Juiz- Auditor, por força do já mencionado art. 147, a declaração de eventual incompetência da Justiça Castrense, teria o feito de forma expressa, como o fez no art. 146 do mesmo Código processual, ao dispor, em sua primeira parte, que ‘O órgão do Ministério Público poderá alegar a incompetência do juízo, antes de oferecer a denúncia. A argüição será apreciada pelo auditor, em primeira instância; e, no Superior Tribunal Militar, pelo relator, em se tratando de processo originário’. Tampouco estaria o Juiz-Auditor permitido a fazê-lo monocraticamente em decorrência do art. 390, §5º, do Código de Processo Penal Militar, que o autoriza a praticar atos da instrução criminal à exceção o interrogatório do acusado, da acareação e da inquirição de testemunhas. O dispositivo legal tão somente atribui ao Juiz-Auditor a realização de atos destinados ao impulso oficial da ação penal militar, permitindo que perante ele se pratiquem atos instrutórios, destituídos de natureza decisória. Os atos decisórios praticados durante a instrução, frise-se, competem ao Conselho de Justiça, a teor do art. 28, inc. V, da Lei n. 8.457/92. Conforme já aduzido neste parecer, a interpretação das 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA leis que regem o processo penal militar há de ser realizada conjuntamente, preservando-se o conteúdo normativo de cada regra em particular, de modo a manter a integridade do próprio ordenamento jurídico castrense”. Ademais, esta Corte já manifestou entendimento nesse sentido, mutatis mutandis: “I. Nulidade: preclusão. A nulidade por falta de vista à defesa do documento junto na instrução não é absoluta e fica coberta pela preclusão, se não argüida nas alegações finais. II. Processo penal militar: fixação da pena: competência do Conselho de Justiça e não do Juiz Auditor: nulidade, no ponto, da sentença que discrepa da decisão do Colegiado, à qual se dá prevalência” (HC 77.841/RJ, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 20/11/1998, Primeira Turma - grifei). De qualquer sorte, quanto à competência para julgar e processar os casos referentes ao recebimento indevido de pensão após a morte do beneficiário, em situação análoga à versada nestes autos, a Primeira Turma desta Corte decidiu no sentido da competência da Justiça Militar: “EMENTA: PENSÃO RECEBIDA APÓS O FALECIMENTO DA PENSIONISTA. RECURSOS SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. ESTELIONATO. SUJEITO PASSIVO. Estelionato praticado por pessoa que, mediante assinatura falsa, se fez passar por pensionista falecida para continuar recebendo os proventos de pensão militar depositados no Banco do Brasil. Recursos sob a administração militar. Competência da Justiça Militar para processar e julgar a respectiva ação penal (artigo 9º, III, ‘a’ do Código Penal Militar). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que o sujeito passivo, no crime de estelionato, tanto pode ser a pessoa enganada quanto a prejudicada, ainda que uma seja ente público. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA leis que regem o processo penal militar há de ser realizada conjuntamente, preservando-se o conteúdo normativo de cada regra em particular, de modo a manter a integridade do próprio ordenamento jurídico castrense”. Ademais, esta Corte já manifestou entendimento nesse sentido, mutatis mutandis: “I. Nulidade: preclusão. A nulidade por falta de vista à defesa do documento junto na instrução não é absoluta e fica coberta pela preclusão, se não argüida nas alegações finais. II. Processo penal militar: fixação da pena: competência do Conselho de Justiça e não do Juiz Auditor: nulidade, no ponto, da sentença que discrepa da decisão do Colegiado, à qual se dá prevalência” (HC 77.841/RJ, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 20/11/1998, Primeira Turma - grifei). De qualquer sorte, quanto à competência para julgar e processar os casos referentes ao recebimento indevido de pensão após a morte do beneficiário, em situação análoga à versada nestes autos, a Primeira Turma desta Corte decidiu no sentido da competência da Justiça Militar: “EMENTA: PENSÃO RECEBIDA APÓS O FALECIMENTO DA PENSIONISTA. RECURSOS SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. ESTELIONATO. SUJEITO PASSIVO. Estelionato praticado por pessoa que, mediante assinatura falsa, se fez passar por pensionista falecida para continuar recebendo os proventos de pensão militar depositados no Banco do Brasil. Recursos sob a administração militar. Competência da Justiça Militar para processar e julgar a respectiva ação penal (artigo 9º, III, ‘a’ do Código Penal Militar). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que o sujeito passivo, no crime de estelionato, tanto pode ser a pessoa enganada quanto a prejudicada, ainda que uma seja ente público. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA Ordem denegada.” (HC 84.735, Rel. Min. Eros Grau, j. em 17/05/2005) Este entendimento foi reafirmado recentemente, em 05/02/2013, por esta Primeira Turma: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR E PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO. SAQUE INDEVIDO DE PENSÃO MILITAR. JUSTA CAUSA PARA A DENÚNCIA. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. 1. Paciente denunciada pelo Ministério Público Militar pelo crime de estelionato (art. 251, caput, do Código Penal Militar), praticado em detrimento do Fundo de Pensionistas do Exército Brasileiro. 2. Não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 3. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal militar, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo diante situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 4. A competência da Justiça Militar, embora não se restrinja aos integrantes das Forças Armadas, deve ser interpretada restritivamente quanto ao julgamento de civil em tempos de paz por seu caráter anômalo. Precedente: HC 81.963/RS, rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, unânime, DJe 18.6.2002. Apesar da tendência de limitar a atuação da Justiça Castrense em tempos de paz, o saque indevido por civil de benefício de pensão militar afeta bens e serviços das instituições militares, estando justificada a competência da Justiça militar. Precedentes. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA Ordem denegada.” (HC 84.735, Rel. Min. Eros Grau, j. em 17/05/2005) Este entendimento foi reafirmado recentemente, em 05/02/2013, por esta Primeira Turma: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR E PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO. SAQUE INDEVIDO DE PENSÃO MILITAR. JUSTA CAUSA PARA A DENÚNCIA. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. 1. Paciente denunciada pelo Ministério Público Militar pelo crime de estelionato (art. 251, caput, do Código Penal Militar), praticado em detrimento do Fundo de Pensionistas do Exército Brasileiro. 2. Não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 3. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal militar, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo diante situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 4. A competência da Justiça Militar, embora não se restrinja aos integrantes das Forças Armadas, deve ser interpretada restritivamente quanto ao julgamento de civil em tempos de paz por seu caráter anômalo. Precedente: HC 81.963/RS, rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, unânime, DJe 18.6.2002. Apesar da tendência de limitar a atuação da Justiça Castrense em tempos de paz, o saque indevido por civil de benefício de pensão militar afeta bens e serviços das instituições militares, estando justificada a competência da Justiça militar. Precedentes. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA 5. Ordem denegada” (HC 113.423, Relatora Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, j. Em 05/02/2013). Cf. ainda: “Habeas corpus. Penal Militar. Crime de estelionato praticado contra patrimônio sob a administração militar. Filha de Militar que declarou, falsamente, sua condição de solteira para obter o pagamento de parte da pensão devido pelo óbito de seu pai. Competência da Justiça Militar. Ordem denegada. 1. O crime em comento, classificado como crime militar em sentido impróprio, pois previsto tanto na legislação castrense (art. 151 do CPM), quanto na legislação penal comum (art. 171 do CP), tem por objeto jurídico tutelado ofendido o patrimônio público sujeito à administração militar. 2. A conduta da paciente, que informou falsamente à Administração Militar ostentar a condição de solteira e, assim, obteve vantagem ilícita consistente na obtenção de pensão decorrente do falecimento de servidor aposentado, paga pela administração militar, amolda-se perfeitamente ao crime capitulado no art. 251, caput, do Código Penal Militar. 3. Competência da Justiça Militar para processar e julgar a respectiva ação penal (art. 9º, III, a, do Código Penal Militar. 4. Ordem denegada.” (HC 109.574, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe de 17/12/2012) No mesmo sentido, cito, ainda, o julgamento do HC 113.162/BA, de minha relatoria. In casu, o paciente foi denunciado pela prática do crime de estelionato, tipificado no art. 251 do Código Penal Militar, em razão de ter continuado a receber proventos de aposentadoria de beneficiário falecido, por isso, na linha do recente julgado desta Turma, a competência para 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA 5. Ordem denegada” (HC 113.423, Relatora Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, j. Em 05/02/2013). Cf. ainda: “Habeas corpus. Penal Militar. Crime de estelionato praticado contra patrimônio sob a administração militar. Filha de Militar que declarou, falsamente, sua condição de solteira para obter o pagamento de parte da pensão devido pelo óbito de seu pai. Competência da Justiça Militar. Ordem denegada. 1. O crime em comento, classificado como crime militar em sentido impróprio, pois previsto tanto na legislação castrense (art. 151 do CPM), quanto na legislação penal comum (art. 171 do CP), tem por objeto jurídico tutelado ofendido o patrimônio público sujeito à administração militar. 2. A conduta da paciente, que informou falsamente à Administração Militar ostentar a condição de solteira e, assim, obteve vantagem ilícita consistente na obtenção de pensão decorrente do falecimento de servidor aposentado, paga pela administração militar, amolda-se perfeitamente ao crime capitulado no art. 251, caput, do Código Penal Militar. 3. Competência da Justiça Militar para processar e julgar a respectiva ação penal (art. 9º, III, a, do Código Penal Militar. 4. Ordem denegada.” (HC 109.574, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe de 17/12/2012) No mesmo sentido, cito, ainda, o julgamento do HC 113.162/BA, de minha relatoria. In casu, o paciente foi denunciado pela prática do crime de estelionato, tipificado no art. 251 do Código Penal Militar, em razão de ter continuado a receber proventos de aposentadoria de beneficiário falecido, por isso, na linha do recente julgado desta Turma, a competência para 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA julgá-lo é da Justiça Militar, à luz do art. 9º, III, a, do CPPM1, porquanto os recursos destinados ao pagamento de pensionistas são afetos à administração militar. Ex positis, denego a ordem. 1 Art. 9º. Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: III – os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, , ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA julgá-lo é da Justiça Militar, à luz do art. 9º, III, a, do CPPM1, porquanto os recursos destinados ao pagamento de pensionistas são afetos à administração militar. Ex positis, denego a ordem. 1 Art. 9º. Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: III – os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, , ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.327 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO OU MIGUEL BOMFIM RIBEIRO FILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912997 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.327 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO OU MIGUEL BOMFIM RIBEIRO FILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912997 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
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2013-05-21T00:00:00
2013-06-05T00:00:00
A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: Processual Penal Militar. Habeas corpus. Decisão monocrática proferida pelo Juiz-auditor que reconheceu a incompetência absoluta da Justiça Militar, após o recebimento da denúncia. Invasão de competência do Conselho Permanente da Justiça. Art. 28, V, da lei 8.457/1992. Acórdão Impugnado mantido. Estelionato – art. 251, caput, do Código Penal Militar. Crime praticado por civil. Recebimento indevido de pensão militar após a morte do beneficiário instituída. Afetação de patrimônio sob administração militar. Competência da Justiça castrense. Ordem denegada. 1. Os delitos contra a administração militar, notadamente o recebimento indevido de pensão após a morte do beneficiário instituído, são da competência da Justiça Militar ( HC 84.735, Rel. Min. Eros Grau, j. em 17/05/2005; HC 113.423, Relatora Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, j. em 05/02/2013; HC 109.574, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe de 17/12/2012; HC 113.162/BA, de minha relatoria, 1ª Turma, Dje de 29/4/2013). 2. A competência para decidir sobre exceção de incompetência na Justiça Militar, após o recebimento da denúncia, é do Conselho Permanente de Justiça, nos termos do art. 28, V, da Lei 8.457/1992 (Lei de Organização Judiciária Militar). 3. O Superior Tribunal Militar, no caso sub examine, deu provimento ao recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Militar para declarar nula, por usurpação de competência do Conselho de Justiça, a decisão monocrática de Juiz-Auditor que, após o recebimento da denúncia, declarou a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar civil por saque indevido de pensão após a morte do beneficiário. 4. A Primeira Turma desta Corte reafirmou, recentemente, em 05/02/2013, a jurisprudência da Corte no sentido da competência da Justiça Militar, verbis: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR E PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO. SAQUE INDEVIDO DE PENSÃO MILITAR. JUSTA CAUSA PARA A DENÚNCIA. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. 1. Paciente denunciada pelo Ministério Público Militar pelo crime de estelionato (art. 251, caput, do Código Penal Militar), praticado em detrimento do Fundo de Pensionistas do Exército Brasileiro. 2. Não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 3. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal militar, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo diante situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 4. A competência da Justiça Militar, embora não se restrinja aos integrantes das Forças Armadas, deve ser interpretada restritivamente quanto ao julgamento de civil em tempos de paz por seu caráter anômalo. Precedente: HC 81.963/RS, rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, unânime, DJe 18.6.2002. Apesar da tendência de limitar a atuação da Justiça Castrense em tempos de paz, o saque indevido por civil de benefício de pensão militar afeta bens e serviços das instituições militares, estando justificada a competência da Justiça militar. Precedentes. 5. Ordem denegada.” (HC 113.423/PA, Relatora a Ministra Rosa Weber). [grifei] 5. In casu, o paciente foi denunciado pela prática do crime de estelionato, tipificado no art. 251 do Código Penal Militar, em razão de ter continuado a receber proventos de aposentadoria de beneficiário falecido, por isso, na linha do recente julgado desta Turma, a competência para julgá-lo é da Justiça Militar, à luz do art. 9º, III, a, do CPPM, porquanto os recursos destinados ao pagamento de pensionistas são afetos à administração militar. 6. Ordem denegada.
sjur232273
- Acórdão(s) citado(s): (ESTELIONATO PREVIDENCIÁRIO, COMPETÊNCIA, JUSTIÇA MILITAR) HC 84735 (1ªT), HC 113423 (1ªT), HC 109574 (1ªT), HC 113162 (1ª). (COMPETÊNCIA, CONSELHO DE JUSTIÇA JUSTIÇA MILITAR) HC 77841 (1ªT) Número de páginas: 20. Análise: 24/06/2013, IMC. Revisão: 05/09/2013, SOF.
LUIZ FUX
Primeira Turma
114327
[ "LEG-FED DEL-001001 ANO-1969\r\n ART-00251 \"CAPUT\" \r\n CPM-1969 CÓDIGO PENAL MILITAR\r\n\r\n", "LEG-FED DEL-001002 ANO-1969\r\n ART-00009 INC-00003 LET-A ART-00035\r\n ART-00396 ART-00399 LET-A \r\n CPPM-1969 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008457 ANO-1992\r\n ART-00028 INC-00005 ART-00030 INC-00001\r\n INC-00002 INC-00003 INC-00004 INC-00005\r\n INC-00006 INC-00007 INC-00008 INC-00009\r\n INC-00010 INC-00011 INC-00012 INC-00013\r\n INC-00014 INC-00015 INC-00016 INC-00017\r\n INC-00018 INC-00019 INC-00020 INC-00021\r\n INC-00022 INC-00023 INC-00024 \r\n LEI ORDINÁRIA" ]
HC
acordaos
HC 114327
[ "" ]
PACTE.(S) : MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO OU MIGUEL BOMFIM RIBEIRO FILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
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Ementa e Acórdão 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.327 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO OU MIGUEL BOMFIM RIBEIRO FILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR EMENTA: PROCESSUAL PENAL MILITAR. HABEAS CORPUS. DECISÃO MONOCRÁTICA PROFERIDA PELO JUIZ-AUDITOR QUE RECONHECEU A INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DA JUSTIÇA MILITAR, APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. INVASÃO DE COMPETÊNCIA DO CONSELHO PERMANENTE DA JUSTIÇA. ART. 28, V, DA LEI 8.457/1992. ACÓRDÃO IMPUGNADO MANTIDO. ESTELIONATO – ART. 251, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL MILITAR. CRIME PRATICADO POR CIVIL. RECEBIMENTO INDEVIDO DE PENSÃO MILITAR APÓS A MORTE DO BENEFICIÁRIO INSTITUÍDA. AFETAÇÃO DE PATRIMÔNIO SOB ADMINISTRAÇÃO MILITAR. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA CASTRENSE. ORDEM DENEGADA. 1. Os delitos contra a administração militar, notadamente o recebimento indevido de pensão após a morte do beneficiário instituído, são da competência da Justiça Militar ( HC 84.735, Rel. Min. Eros Grau, j. em 17/05/2005; HC 113.423, Relatora Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, j. em 05/02/2013; HC 109.574, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe de 17/12/2012; HC 113.162/BA, de minha relatoria, 1... Turma, Dje de 29/4/2013). 2. A competência para decidir sobre exceção de incompetência na Justiça Militar, após o recebimento da denúncia, é do Conselho Permanente de Justiça, nos termos do art. 28, V, da Lei 8.457/1992 (Lei de Organização Judiciária Militar). 3. O Superior Tribunal Militar, no caso sub examine, deu provimento ao recurso em sentido estrito interposto pelo Ministério Público Militar para declarar nula, por usurpação de competência do Conselho de Justiça, a decisão monocrática de Juiz-Auditor que, após o recebimento da Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892331. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 20 Ementa e Acórdão HC 114327 / BA denúncia, declarou a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar civil por saque indevido de pensão após a morte do beneficiário. 4. A Primeira Turma desta Corte reafirmou, recentemente, em 05/02/2013, a jurisprudência da Corte no sentido da competência da Justiça Militar, verbis: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR E PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO. SAQUE INDEVIDO DE PENSÃO MILITAR. JUSTA CAUSA PARA A DENÚNCIA. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. 1. Paciente denunciada pelo Ministério Público Militar pelo crime de estelionato (art. 251, caput, do Código Penal Militar), praticado em detrimento do Fundo de Pensionistas do Exército Brasileiro. 2. Não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 3. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal militar, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo diante situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 4. A competência da Justiça Militar, embora não se restrinja aos integrantes das Forças Armadas, deve ser interpretada restritivamente quanto ao julgamento de civil em tempos de paz por seu caráter anômalo. Precedente: HC 81.963/RS, rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, unânime, DJe 18.6.2002. Apesar da tendência de limitar a atuação da Justiça Castrense em tempos de paz, o saque indevido por civil de benefício de pensão militar afeta bens e serviços das instituições militares, estando justificada a competência da Justiça militar. Precedentes. 5. Ordem denegada.” (HC 113.423/PA, Relatora a Ministra Rosa Weber). [grifei] 5. In casu, o paciente foi denunciado pela prática do crime de estelionato, tipificado no art. 251 do Código Penal Militar, em razão de ter continuado a receber proventos de aposentadoria de beneficiário falecido, por isso, na linha do recente julgado desta Turma, a competência para julgá-lo é da Justiça Militar, à luz do art. 9..., III, a, do CPPM, porquanto os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892331. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA denúncia, declarou a incompetência da Justiça Militar para processar e julgar civil por saque indevido de pensão após a morte do beneficiário. 4. A Primeira Turma desta Corte reafirmou, recentemente, em 05/02/2013, a jurisprudência da Corte no sentido da competência da Justiça Militar, verbis: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR E PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO. SAQUE INDEVIDO DE PENSÃO MILITAR. JUSTA CAUSA PARA A DENÚNCIA. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. 1. Paciente denunciada pelo Ministério Público Militar pelo crime de estelionato (art. 251, caput, do Código Penal Militar), praticado em detrimento do Fundo de Pensionistas do Exército Brasileiro. 2. Não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 3. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal militar, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo diante situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 4. A competência da Justiça Militar, embora não se restrinja aos integrantes das Forças Armadas, deve ser interpretada restritivamente quanto ao julgamento de civil em tempos de paz por seu caráter anômalo. Precedente: HC 81.963/RS, rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, unânime, DJe 18.6.2002. Apesar da tendência de limitar a atuação da Justiça Castrense em tempos de paz, o saque indevido por civil de benefício de pensão militar afeta bens e serviços das instituições militares, estando justificada a competência da Justiça militar. Precedentes. 5. Ordem denegada.” (HC 113.423/PA, Relatora a Ministra Rosa Weber). [grifei] 5. In casu, o paciente foi denunciado pela prática do crime de estelionato, tipificado no art. 251 do Código Penal Militar, em razão de ter continuado a receber proventos de aposentadoria de beneficiário falecido, por isso, na linha do recente julgado desta Turma, a competência para julgá-lo é da Justiça Militar, à luz do art. 9..., III, a, do CPPM, porquanto os 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 20 Ementa e Acórdão HC 114327 / BA recursos destinados ao pagamento de pensionistas são afetos à administração militar. 6. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892331. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA recursos destinados ao pagamento de pensionistas são afetos à administração militar. 6. Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Brasília, 21 de maio de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892331. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 20 Relatório 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.327 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO OU MIGUEL BOMFIM RIBEIRO FILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra ato do Superior Tribunal Militar consubstanciado em acórdão cuja ementa possui o seguinte teor: “RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ESTELIONATO PREVIDENCIÁRIO. PRELIMINAR DE NULIDADE. INCOMPETÊNCIA. INSTAURAÇÃO DA AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DO CONSELHO DE JUSTIÇA. DECLINAÇÃO DO FORO PARA A JUSTIÇA FEDERAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. ATUAÇÃO CONTRA LEGEM DO JUIZ-AUDITOR. VIOLAÇÃO DE NORMA PROCESSUAL. NULIDADE. Infringe a norma processual basilar de competência inscrita no art. 28, inciso V, da Lei de Organização Judiciária Militar (Lei n 8.457/92) a prolação de decisão monocrática por Juiz-Auditor que, após o recebimento da denúncia, declara a incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar o feito e determina a remessa dos autos à Justiça Federal. Afigura-se eivada de nulidade insanável, em face de flagrante vício de incompetência (art. 500, I, do CPPM), a atuação de magistrado que usurpa parcela de competência exclusiva do colegiado a quo, quanto à resolução das questões de direito havidas durante a instrução criminal, no caso, o foro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.327 BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) :MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO OU MIGUEL BOMFIM RIBEIRO FILHO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado contra ato do Superior Tribunal Militar consubstanciado em acórdão cuja ementa possui o seguinte teor: “RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. ESTELIONATO PREVIDENCIÁRIO. PRELIMINAR DE NULIDADE. INCOMPETÊNCIA. INSTAURAÇÃO DA AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA EXCLUSIVA DO CONSELHO DE JUSTIÇA. DECLINAÇÃO DO FORO PARA A JUSTIÇA FEDERAL. DECISÃO MONOCRÁTICA. ATUAÇÃO CONTRA LEGEM DO JUIZ-AUDITOR. VIOLAÇÃO DE NORMA PROCESSUAL. NULIDADE. Infringe a norma processual basilar de competência inscrita no art. 28, inciso V, da Lei de Organização Judiciária Militar (Lei n 8.457/92) a prolação de decisão monocrática por Juiz-Auditor que, após o recebimento da denúncia, declara a incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar o feito e determina a remessa dos autos à Justiça Federal. Afigura-se eivada de nulidade insanável, em face de flagrante vício de incompetência (art. 500, I, do CPPM), a atuação de magistrado que usurpa parcela de competência exclusiva do colegiado a quo, quanto à resolução das questões de direito havidas durante a instrução criminal, no caso, o foro Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 20 Relatório HC 114327 / BA competente. Preliminar de nulidade acolhida. Decisão unânime.” Consta dos autos que o Ministério Público Militar denunciou o paciente, em 16/02/2009, nestes termos: “[...] Em 23 de novembro de 1997, faleceu o militar inativo CARMELITO BONFIM RIBEIRO (fls. 09, 78, 142, 143), sem que seu óbito fosse comunicado à Organização Militar. Em face disso, a Marinha do Brasil continuou depositando proventos na conta-corrente do ‘de cujus’ até outubro de 2006, totalizando o valor atualizado de R$ 305.824,75 (trezentos e cinco mil, oitocentos e vinte e quatro reais e setenta e cinco centavos) conforme perícia contábil realizada por peritos da Polícia Federal, datada de 19 de janeiro de 2009 (fls. 319/331). MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO, irmão e curador do ‘de cujus’ (fls. 169), além de induzir a organização militar em erro e pretendendo mantê-la nessa condição, contratou os serviços de MARCO ANTONIA DA SILVA CARVALHO, a fim de que este providenciasse junto ao Cartório de Registro Civil da Comarca de Vitória da Conquista, Subdistrito de Inhobim, uma nova certidão de óbito, em que nela constasse a data de morte de seu irmão como sendo 06/07/2006, pagando-lhe para tanto o valor de R$ 1.800,00 (um mil e oitocentos reais) (fls. 16/164). MARCO ANTÔNIO DA SILVA CARVALHO, por sua vez, contratou o serviço de Charles (que não foi localizado) para que ele negociasse essa providência no cartório do Subdistrito de Inhobim, uma vez que lá ‘seria mais fácil’. Dessa forma, lá chegando, não teve dificuldades em conseguir uma nova certidão de óbito, com a data da morte alterada, emitida pela funcionária pública MARCIA MELO CURY. Em 11 de janeiro d e2006, MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO envia nova carta ao CMG (IM) Anatalício Risdem 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA competente. Preliminar de nulidade acolhida. Decisão unânime.” Consta dos autos que o Ministério Público Militar denunciou o paciente, em 16/02/2009, nestes termos: “[...] Em 23 de novembro de 1997, faleceu o militar inativo CARMELITO BONFIM RIBEIRO (fls. 09, 78, 142, 143), sem que seu óbito fosse comunicado à Organização Militar. Em face disso, a Marinha do Brasil continuou depositando proventos na conta-corrente do ‘de cujus’ até outubro de 2006, totalizando o valor atualizado de R$ 305.824,75 (trezentos e cinco mil, oitocentos e vinte e quatro reais e setenta e cinco centavos) conforme perícia contábil realizada por peritos da Polícia Federal, datada de 19 de janeiro de 2009 (fls. 319/331). MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO, irmão e curador do ‘de cujus’ (fls. 169), além de induzir a organização militar em erro e pretendendo mantê-la nessa condição, contratou os serviços de MARCO ANTONIA DA SILVA CARVALHO, a fim de que este providenciasse junto ao Cartório de Registro Civil da Comarca de Vitória da Conquista, Subdistrito de Inhobim, uma nova certidão de óbito, em que nela constasse a data de morte de seu irmão como sendo 06/07/2006, pagando-lhe para tanto o valor de R$ 1.800,00 (um mil e oitocentos reais) (fls. 16/164). MARCO ANTÔNIO DA SILVA CARVALHO, por sua vez, contratou o serviço de Charles (que não foi localizado) para que ele negociasse essa providência no cartório do Subdistrito de Inhobim, uma vez que lá ‘seria mais fácil’. Dessa forma, lá chegando, não teve dificuldades em conseguir uma nova certidão de óbito, com a data da morte alterada, emitida pela funcionária pública MARCIA MELO CURY. Em 11 de janeiro d e2006, MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO envia nova carta ao CMG (IM) Anatalício Risdem 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 20 Relatório HC 114327 / BA Junior, diretor da SIPM, alegando que fora agendado para o dia 13/01/2006, o recadastramento do seu irmão falecido, porém, como ele se encontrava com ‘várias fraturas de fêmur após um acidente doméstico’, encontrava-se impossibilitado de comparecer, razão pela qual o denunciado, na condição de seu curador, estava encaminhando a ficha de atualização cadastral, juntamente com outros documentos necessários, no intuito de que seu irmão pudesse continuar’ recebendo seus vencimentos em dia’, ao mesmo tempo em que solicitou uma senha para que pudesse fazer esse procedimento via Internet, ‘sem maiores transtornos’ (fls. 112). Em 05 de janeiro de 2006, MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO enviou à Pagadoria de Inativo e Pensionista da Marinha a Declaração Anual para percepção do adicional de invalidez de seu irmão, já falecido (fls. 122). De acordo com a confissão de MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO ele movimentava a conta-corrente do falecido por meio de saques em caixas eletrônicos e talões de cheque, ademais contratou empréstimo consignado em bilhete de pagamento do ex-inativo após o se óbito, no valor de R$ 10.000,00 (fls. 161/162). Às fls. 126/132 encontram-se documentos comprobatórios de que o ‘de cujus’ não possuía dependentes/beneficiários declarados. Às fls. 143 encontra-se declaração emitida pelo diretor do Cemitério Parque da Cidade, em Vitória da Conquista, informando que o ex-inativo, ‘falecido em 23 de novembro de 1997, foi sepultado neste Cemitério Parque da Cidade, na mesma data, por solicitação de seu irmão MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO’. Às fls. 144 encontra-se fotocópia de guia de sepultamento. Às fls. 145 encontra-se Certidão de Inteiro Teor, emitida pelo Cartório de Registro Civil da Comarca de Vitória da Conquista, Subdistrito de Inhobim, certificando que, em seus livros, consta o registro de que, em 11 de julho de 2006, compareceu naquela cartório MARCO ANTONIO DA SILVA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA Junior, diretor da SIPM, alegando que fora agendado para o dia 13/01/2006, o recadastramento do seu irmão falecido, porém, como ele se encontrava com ‘várias fraturas de fêmur após um acidente doméstico’, encontrava-se impossibilitado de comparecer, razão pela qual o denunciado, na condição de seu curador, estava encaminhando a ficha de atualização cadastral, juntamente com outros documentos necessários, no intuito de que seu irmão pudesse continuar’ recebendo seus vencimentos em dia’, ao mesmo tempo em que solicitou uma senha para que pudesse fazer esse procedimento via Internet, ‘sem maiores transtornos’ (fls. 112). Em 05 de janeiro de 2006, MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO enviou à Pagadoria de Inativo e Pensionista da Marinha a Declaração Anual para percepção do adicional de invalidez de seu irmão, já falecido (fls. 122). De acordo com a confissão de MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO ele movimentava a conta-corrente do falecido por meio de saques em caixas eletrônicos e talões de cheque, ademais contratou empréstimo consignado em bilhete de pagamento do ex-inativo após o se óbito, no valor de R$ 10.000,00 (fls. 161/162). Às fls. 126/132 encontram-se documentos comprobatórios de que o ‘de cujus’ não possuía dependentes/beneficiários declarados. Às fls. 143 encontra-se declaração emitida pelo diretor do Cemitério Parque da Cidade, em Vitória da Conquista, informando que o ex-inativo, ‘falecido em 23 de novembro de 1997, foi sepultado neste Cemitério Parque da Cidade, na mesma data, por solicitação de seu irmão MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO’. Às fls. 144 encontra-se fotocópia de guia de sepultamento. Às fls. 145 encontra-se Certidão de Inteiro Teor, emitida pelo Cartório de Registro Civil da Comarca de Vitória da Conquista, Subdistrito de Inhobim, certificando que, em seus livros, consta o registro de que, em 11 de julho de 2006, compareceu naquela cartório MARCO ANTONIO DA SILVA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 20 Relatório HC 114327 / BA CARVALHO, comunicando a morte do ex-inativo como sendo na data de 06/07/2006 (fls. 145). Às fls. Encontra-se fotocópia da folha do assentamento. Dessa forma, tendo MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO induzido e mantido a Marinha Brasileira em erro, durante 9 (nove) anos, e auferido vantagem no valor de R$ 305.824,75 (trezentos e cinco mil, oitocentos e vinte e quatro reais e setenta e cinco centavos), incorreu o mesmo no crime previsto no artigo 251, ‘caput’, na forma do artigo 80, do Código Penal Militar, requer o Órgão Ministerial, após o recebimento e autuação desta denúncia, seja o réu citado para o interrogatório e, enfim, para se ver processado, até final julgamento. Deixamos de denunciar MARCO ANTONIO DA SILVA CARVALHO E MÁRCIA MELO CURY pelo fato de o crime por eles cometidos não ter natureza militar.” A defesa arguiu a incompetência da Justiça Militar para o julgamento do feito, tendo sido acolhido o pleito por decisão monocrática proferida pelo Juiz-Auditor. Irresignado, o Ministério Público Militar interpôs recurso em sentido estrito sustentando, em preliminar, usurpação da competência do Conselho de Justiça e, no mérito, a competência da Justiça Castrense. A preliminar restou acolhida “para declarar nula, nos termos do art. 500, inciso I, do CPPM, a decisão proferida monocraticamente pelo Juiz-Auditor da Auditoria da 6... CJM, em 14 de março de 2012, nos autos do Processo n 516/06-4, determinando o retorno dos autos ao Juízo de origem para que o Conselho Permanente de Justiça decida como entender de direito”. A Defensoria Pública alega que, nos termos do art. 147 do CPPM, “Em qualquer fase do processo, se o juiz reconhecer a existência de causa que o torne incompetente declara-la-á nos autos e os remeterá ao juízo competente”, por isso, é dever do juiz reconhecer a incompetência absoluta mesmo quando não solicitada pelas partes. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA CARVALHO, comunicando a morte do ex-inativo como sendo na data de 06/07/2006 (fls. 145). Às fls. Encontra-se fotocópia da folha do assentamento. Dessa forma, tendo MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO induzido e mantido a Marinha Brasileira em erro, durante 9 (nove) anos, e auferido vantagem no valor de R$ 305.824,75 (trezentos e cinco mil, oitocentos e vinte e quatro reais e setenta e cinco centavos), incorreu o mesmo no crime previsto no artigo 251, ‘caput’, na forma do artigo 80, do Código Penal Militar, requer o Órgão Ministerial, após o recebimento e autuação desta denúncia, seja o réu citado para o interrogatório e, enfim, para se ver processado, até final julgamento. Deixamos de denunciar MARCO ANTONIO DA SILVA CARVALHO E MÁRCIA MELO CURY pelo fato de o crime por eles cometidos não ter natureza militar.” A defesa arguiu a incompetência da Justiça Militar para o julgamento do feito, tendo sido acolhido o pleito por decisão monocrática proferida pelo Juiz-Auditor. Irresignado, o Ministério Público Militar interpôs recurso em sentido estrito sustentando, em preliminar, usurpação da competência do Conselho de Justiça e, no mérito, a competência da Justiça Castrense. A preliminar restou acolhida “para declarar nula, nos termos do art. 500, inciso I, do CPPM, a decisão proferida monocraticamente pelo Juiz-Auditor da Auditoria da 6... CJM, em 14 de março de 2012, nos autos do Processo n 516/06-4, determinando o retorno dos autos ao Juízo de origem para que o Conselho Permanente de Justiça decida como entender de direito”. A Defensoria Pública alega que, nos termos do art. 147 do CPPM, “Em qualquer fase do processo, se o juiz reconhecer a existência de causa que o torne incompetente declara-la-á nos autos e os remeterá ao juízo competente”, por isso, é dever do juiz reconhecer a incompetência absoluta mesmo quando não solicitada pelas partes. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 20 Relatório HC 114327 / BA Sustenta ser “incabível o argumento esposado pelo STM de que a decisão proferida monocraticamente pelo Juiz Auditor teria violado competência do Conselho Permanente de Justiça para a Marinha,uma vez que a competência deste Conselho, conforme previsão legal é para alguns específicos referidos no próprio CPPM”. Aduz, outrossim, a incompetência da Justiça Militar para o julgamento da ação penal, sob o fundamento de que a jurisdição militar contra civis é excepcional e somente pode ser acionada nos casos de lesões a bens jurídicos relacionados à atividade fim das Forças Armadas, consoante jurisprudência desta Corte. Requer, ao final, o deferimento de medida liminar a fim de sobrestar a ação penal até o julgamento definitivo do presente writ. Pleiteia, no mérito, a concessão da ordem para “reconhecer a competência do Juiz Auditor para reconhecer a incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar o feito, restabelecendo-se a declaração de primeiro grau” e, subsidiariamente, para que se reconheça a incompetência da Justiça Castrense para julgar a ação penal. O pedido liminar foi indeferido e a Procuradoria Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem em parecer assim ementado: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO PRATICADO POR CIVIL EM PREJUÍZO AO PATRIMÔNIO DA UNIÃO SOB A GESTÃO DO COMANDO DA MARINHA. DECISÃO MONOCRÁTICA, PROFERIDA PELO JUIZAUDITOR,QUE RECONHECEU A INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DA JUSTIÇA MILITAR. INVASÃO DA COMPETÊNCIA DO CONSELHO PERMANENTE DE JUSTIÇA, FIXADA NO ART. 28, V, DA LEI N. 8.457/92. NULIDADE VERIFICADA. INALTERABILIDADE DO ACÓRDÃO ATACADO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA Sustenta ser “incabível o argumento esposado pelo STM de que a decisão proferida monocraticamente pelo Juiz Auditor teria violado competência do Conselho Permanente de Justiça para a Marinha,uma vez que a competência deste Conselho, conforme previsão legal é para alguns específicos referidos no próprio CPPM”. Aduz, outrossim, a incompetência da Justiça Militar para o julgamento da ação penal, sob o fundamento de que a jurisdição militar contra civis é excepcional e somente pode ser acionada nos casos de lesões a bens jurídicos relacionados à atividade fim das Forças Armadas, consoante jurisprudência desta Corte. Requer, ao final, o deferimento de medida liminar a fim de sobrestar a ação penal até o julgamento definitivo do presente writ. Pleiteia, no mérito, a concessão da ordem para “reconhecer a competência do Juiz Auditor para reconhecer a incompetência da Justiça Militar da União para processar e julgar o feito, restabelecendo-se a declaração de primeiro grau” e, subsidiariamente, para que se reconheça a incompetência da Justiça Castrense para julgar a ação penal. O pedido liminar foi indeferido e a Procuradoria Geral da República manifestou-se pela denegação da ordem em parecer assim ementado: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR. PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO PRATICADO POR CIVIL EM PREJUÍZO AO PATRIMÔNIO DA UNIÃO SOB A GESTÃO DO COMANDO DA MARINHA. DECISÃO MONOCRÁTICA, PROFERIDA PELO JUIZAUDITOR,QUE RECONHECEU A INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DA JUSTIÇA MILITAR. INVASÃO DA COMPETÊNCIA DO CONSELHO PERMANENTE DE JUSTIÇA, FIXADA NO ART. 28, V, DA LEI N. 8.457/92. NULIDADE VERIFICADA. INALTERABILIDADE DO ACÓRDÃO ATACADO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 20 Relatório HC 114327 / BA MILITAR PARA JULGAR CRIME DE ESTELIONATO PRATICADO POR AGENTE CIVIL EM DETRIMENTO DE PATRIMÔNIO SOB ADMINISTRAÇÃO MILITAR – ART. 251, CAPUT, C.C. ART. 9, III, A, AMBOS DO CPM. COAÇÃO ILEGAL NÃO VERIFICADA. - Parecer pela denegação da ordem”. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA MILITAR PARA JULGAR CRIME DE ESTELIONATO PRATICADO POR AGENTE CIVIL EM DETRIMENTO DE PATRIMÔNIO SOB ADMINISTRAÇÃO MILITAR – ART. 251, CAPUT, C.C. ART. 9, III, A, AMBOS DO CPM. COAÇÃO ILEGAL NÃO VERIFICADA. - Parecer pela denegação da ordem”. É o relatório. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892332. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.327 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, do Juiz-Auditor, no curso da ação penal, declarar monocraticamente a incompetência da Justiça Militar da União e remeter os autos para a Justiça Federal, bem como de verificar qual o Juízo competente para processar e julgar o crime de estelionato previdenciário consubstanciado pelo saque indevido de benefício de pensão militar por civil. No caso sub examine o Superior Tribunal Militar acolheu a preliminar de nulidade arguida pelo Ministério Público Militar em recurso em sentido estrito, por entender que o Juiz-Auditor ao declinar da competência da Corte castrense, por decisão monocrática, invadiu competência do Conselho Permanente da Justiça para dirimir questões de direito e de fato suscitadas durante a instrução criminal. Por oportuno, transcrevo os seguintes trechos do voto condutor no acórdão proferido: “(...) Sabe-se que a ação penal militar é instaurada após o recebimento da denúncia, conforme a regra contida no artigo 35 do CPPM, que assim dispõe: 'O processo inicia-se com o recebimento da denúncia pelo juiz, efetiva-se com a citação do acusado, (...)'. Tal regra processual permite concluir que, uma vez instaurada a ação penal, cessa a competência do Juiz-Auditor para proferir isoladamente atos decisórios. No curso da ação penal, além de relatar os processos e participar dos julgamentos, na qualidade de integrante dos Conselhos Especiais e Permanentes de Justiça, o Juiz-Auditor conduz o processo, proferindo os atos ordinatórios necessários Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 114.327 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A controvérsia dos autos refere-se à possibilidade, ou não, do Juiz-Auditor, no curso da ação penal, declarar monocraticamente a incompetência da Justiça Militar da União e remeter os autos para a Justiça Federal, bem como de verificar qual o Juízo competente para processar e julgar o crime de estelionato previdenciário consubstanciado pelo saque indevido de benefício de pensão militar por civil. No caso sub examine o Superior Tribunal Militar acolheu a preliminar de nulidade arguida pelo Ministério Público Militar em recurso em sentido estrito, por entender que o Juiz-Auditor ao declinar da competência da Corte castrense, por decisão monocrática, invadiu competência do Conselho Permanente da Justiça para dirimir questões de direito e de fato suscitadas durante a instrução criminal. Por oportuno, transcrevo os seguintes trechos do voto condutor no acórdão proferido: “(...) Sabe-se que a ação penal militar é instaurada após o recebimento da denúncia, conforme a regra contida no artigo 35 do CPPM, que assim dispõe: 'O processo inicia-se com o recebimento da denúncia pelo juiz, efetiva-se com a citação do acusado, (...)'. Tal regra processual permite concluir que, uma vez instaurada a ação penal, cessa a competência do Juiz-Auditor para proferir isoladamente atos decisórios. No curso da ação penal, além de relatar os processos e participar dos julgamentos, na qualidade de integrante dos Conselhos Especiais e Permanentes de Justiça, o Juiz-Auditor conduz o processo, proferindo os atos ordinatórios necessários Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA e os despachos de mero expediente. Preceitua o art. 399, alínea 'a', do CPPM, que, uma vez recebida a denúncia, o Juiz-Auditor providenciará o sorteio do Conselho de Justiça respectivo e, ultimadas as providências necessárias, designará data para a realização do ato de qualificação e interrogatório, nos termos do art. 404 da referida Norma de Ritos. Preocupou-se o legislador pátrio em consignar no texto da Lei Processual Castrense (art. 390, § 5...) que os atos principais da instrução criminal, como o interrogatório, a acareação e a inquirição de testemunhas, fossem realizados 'na sede da Auditoria', subentendendo-se perante o colegiado competente, pois, em seguida, nesse mesmo artigo, abre ressalva, permitindo que '... todos os demais atos da instrução criminal poderão ser procedidos perante o auditor, com ciência do advogado, ou curador, do acusado, e do representante do Ministério Público.'. A Lei n 8.457, de 04 de setembro de 1992, conhecida nas lides forenses como Lei de Organização Judiciária Militar (LOJM), ao tratar da competência dos Conselhos, estabelece que: 'Art. 28. Compete ainda aos Conselhos: (…) V – decidir as questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento; (…)' Verifica-se, a partir do texto da lei, que ao dispor sobre a competência do Juiz-Auditor (art. 30), abstraídas as questões já aventadas, poderá o Magistrado Togado, antes de instaurada a ação penal, proferir decisões ou despachos sobre matérias relevantes, tais como: o relaxamento de prisão em flagrante, a revogação ou o restabelecimento de prisão preventiva do indiciado, referindo-se, por óbvio, à fase extraprocessual, pois, caso contrário, usaria a expressão acusado, ou seja: '... aquele a quem é imputada a prática de infração penal em denúncia recebida.' (grifei), nos termos do art. 69 do CPPM. (...) Ao declinar, monocraticamente, no curso da ação penal, a incompetência da Justiça Militar da União, com remessa dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA e os despachos de mero expediente. Preceitua o art. 399, alínea 'a', do CPPM, que, uma vez recebida a denúncia, o Juiz-Auditor providenciará o sorteio do Conselho de Justiça respectivo e, ultimadas as providências necessárias, designará data para a realização do ato de qualificação e interrogatório, nos termos do art. 404 da referida Norma de Ritos. Preocupou-se o legislador pátrio em consignar no texto da Lei Processual Castrense (art. 390, § 5...) que os atos principais da instrução criminal, como o interrogatório, a acareação e a inquirição de testemunhas, fossem realizados 'na sede da Auditoria', subentendendo-se perante o colegiado competente, pois, em seguida, nesse mesmo artigo, abre ressalva, permitindo que '... todos os demais atos da instrução criminal poderão ser procedidos perante o auditor, com ciência do advogado, ou curador, do acusado, e do representante do Ministério Público.'. A Lei n 8.457, de 04 de setembro de 1992, conhecida nas lides forenses como Lei de Organização Judiciária Militar (LOJM), ao tratar da competência dos Conselhos, estabelece que: 'Art. 28. Compete ainda aos Conselhos: (…) V – decidir as questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento; (…)' Verifica-se, a partir do texto da lei, que ao dispor sobre a competência do Juiz-Auditor (art. 30), abstraídas as questões já aventadas, poderá o Magistrado Togado, antes de instaurada a ação penal, proferir decisões ou despachos sobre matérias relevantes, tais como: o relaxamento de prisão em flagrante, a revogação ou o restabelecimento de prisão preventiva do indiciado, referindo-se, por óbvio, à fase extraprocessual, pois, caso contrário, usaria a expressão acusado, ou seja: '... aquele a quem é imputada a prática de infração penal em denúncia recebida.' (grifei), nos termos do art. 69 do CPPM. (...) Ao declinar, monocraticamente, no curso da ação penal, a incompetência da Justiça Militar da União, com remessa dos 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA autos à Justiça Federal em Salvador/BA invadiu o Magistrado a competência privativa do Conselho Permanente de Justiça, a quem competia decidir questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento, conforme já exposto. Conflui-se, destarte, que a referida decisão é nula, nos termos do art. 500, inciso I, do CPPM. A regra contida no art. 504, parágrafo único, do CPPM autoriza a declaração de nulidade proveniente de incompetência do juízo, de ofício, em qualquer fase processual”. O acórdão ora impugnado, a meu ver, apresentou adequada interpretação das normas que regem o processo penal militar. Conforme dispõe o art. 35 do Código de Processo Penal Militar, “O processo inicia-se com o recebimento da denúncia pelo juiz”. Da mesma forma, o art. 396 esclarece que “o processo ordinário inicia-se com o recebimento da denúncia”. Já o art. 399 do CPPM possui a seguinte redação: “Art. 399. Recebida a denúncia, o auditor: a) providenciará, conforme o caso, o sorteio do Conselho Especial ou a convocação do Conselho Permanente, de Justiça” Sobre a competência dos Conselhos, o art. 28 da Lei 8.457/1992(Lei de Organização Judiciária Militar), dispõe que: “Compete ainda aos Conselhos: (…) V – decidir as questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento” Destarte, pela leitura dos dispositivos acima transcritos, tem-se que após o recebimento da denúncia os atos decisórios, tais como os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA autos à Justiça Federal em Salvador/BA invadiu o Magistrado a competência privativa do Conselho Permanente de Justiça, a quem competia decidir questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento, conforme já exposto. Conflui-se, destarte, que a referida decisão é nula, nos termos do art. 500, inciso I, do CPPM. A regra contida no art. 504, parágrafo único, do CPPM autoriza a declaração de nulidade proveniente de incompetência do juízo, de ofício, em qualquer fase processual”. O acórdão ora impugnado, a meu ver, apresentou adequada interpretação das normas que regem o processo penal militar. Conforme dispõe o art. 35 do Código de Processo Penal Militar, “O processo inicia-se com o recebimento da denúncia pelo juiz”. Da mesma forma, o art. 396 esclarece que “o processo ordinário inicia-se com o recebimento da denúncia”. Já o art. 399 do CPPM possui a seguinte redação: “Art. 399. Recebida a denúncia, o auditor: a) providenciará, conforme o caso, o sorteio do Conselho Especial ou a convocação do Conselho Permanente, de Justiça” Sobre a competência dos Conselhos, o art. 28 da Lei 8.457/1992(Lei de Organização Judiciária Militar), dispõe que: “Compete ainda aos Conselhos: (…) V – decidir as questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento” Destarte, pela leitura dos dispositivos acima transcritos, tem-se que após o recebimento da denúncia os atos decisórios, tais como os 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA referentes a competência e ao mérito da causa competem ao Conselho de Justiça, cabendo ao Juiz-Auditor apenas praticar isoladamente os atos ordinários, os despachos de mero expediente e aqueles descritos no art. 30 da Lei Lei 8.457/1992, in verbis: “Art. 30. Compete ao Juiz-Auditor: I - decidir sobre recebimento de denúncia, pedido de arquivamento, de devolução de inquérito e representação; II - relaxar, quando ilegal, em despacho fundamentado, a prisão que lhe for comunicada por autoridade encarregada de investigações policiais; III - manter ou relaxar prisão em flagrante, decretar, revogar e restabelecer a prisão preventiva de indiciado, mediante despacho fundamentado em qualquer caso; IV - requisitar de autoridades civis e militares as providências necessárias ao andamento do feito e esclarecimento do fato; V - determinar a realização de exames, perícias, diligências e nomear peritos; VI - formular ao réu, ofendido ou testemunha suas perguntas e as requeridas pelos demais juízes, bem como as requeridas pelas partes para serem respondidas por ofendido ou testemunha; VII - relatar os processos nos Conselhos de Justiça e redigir, no prazo de oito dias, as sentenças e decisões; VIII - proceder ao sorteio dos conselhos, observado o disposto nos arts. 20 e 21 desta lei; IX - expedir alvará de soltura e mandados; X - decidir sobre o recebimento de recursos interpostos; XI - executar as sentenças, inclusive as proferidas em processo originário do Superior Tribunal Militar, na hipótese prevista no § 3... do art. 9... desta lei; XII - renovar, de seis em seis meses, diligências junto às autoridades competentes, para captura de condenado; XIII - comunicar, à autoridade a que estiver subordinado o acusado, as decisões a ele relativas; XIV - decidir sobre livramento condicional; XV - revogar o benefício da suspensão condicional da pena; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA referentes a competência e ao mérito da causa competem ao Conselho de Justiça, cabendo ao Juiz-Auditor apenas praticar isoladamente os atos ordinários, os despachos de mero expediente e aqueles descritos no art. 30 da Lei Lei 8.457/1992, in verbis: “Art. 30. Compete ao Juiz-Auditor: I - decidir sobre recebimento de denúncia, pedido de arquivamento, de devolução de inquérito e representação; II - relaxar, quando ilegal, em despacho fundamentado, a prisão que lhe for comunicada por autoridade encarregada de investigações policiais; III - manter ou relaxar prisão em flagrante, decretar, revogar e restabelecer a prisão preventiva de indiciado, mediante despacho fundamentado em qualquer caso; IV - requisitar de autoridades civis e militares as providências necessárias ao andamento do feito e esclarecimento do fato; V - determinar a realização de exames, perícias, diligências e nomear peritos; VI - formular ao réu, ofendido ou testemunha suas perguntas e as requeridas pelos demais juízes, bem como as requeridas pelas partes para serem respondidas por ofendido ou testemunha; VII - relatar os processos nos Conselhos de Justiça e redigir, no prazo de oito dias, as sentenças e decisões; VIII - proceder ao sorteio dos conselhos, observado o disposto nos arts. 20 e 21 desta lei; IX - expedir alvará de soltura e mandados; X - decidir sobre o recebimento de recursos interpostos; XI - executar as sentenças, inclusive as proferidas em processo originário do Superior Tribunal Militar, na hipótese prevista no § 3... do art. 9... desta lei; XII - renovar, de seis em seis meses, diligências junto às autoridades competentes, para captura de condenado; XIII - comunicar, à autoridade a que estiver subordinado o acusado, as decisões a ele relativas; XIV - decidir sobre livramento condicional; XV - revogar o benefício da suspensão condicional da pena; 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA XVI - remeter à Corregedoria da Justiça Militar, no prazo de dez dias, os autos de inquéritos arquivados e processos julgados, quando não interpostos recursos; XVII - encaminhar relatório ao Presidente do Tribunal, até o dia trinta de janeiro, dos trabalhos da Auditoria, relativos ao ano anterior; XVIII - instaurar procedimento administrativo quando tiver ciência de irregularidade praticada por servidor que lhe é subordinado; XIX - aplicar penas disciplinares aos servidores que lhe são subordinados; XX - dar posse, conceder licenças, férias e salário-família aos servidores da Auditoria; XXI - autorizar, na forma da lei, o pagamento de auxílio-funeral de magistrado e dos servidores lotados na Auditoria; XXII - distribuir alternadamente, entre si e o Juiz-Auditor Substituto e, quando houver, o Substituto de Auditor estável, os feitos aforados na Auditoria, obedecida a ordem de entrada; XXIII - cumprir as normas legais relativas às gestões administrativa, financeira e orçamentária e ao controle de material; XXIV - praticar os demais atos que lhe forem atribuídos em lei”. Com esse mesmo entendimento foi o parecer da Procuradoria Geral da República exarado nos autos, o qual adoto como razões de decidir: “De fato, a interpretação sistemática das leis que regem o processo penal militar apontam para o Conselho de Justiça como o órgão competente para, instaurada a relação jurídico- processual, deliberar acerca de eventual incompetência da Justiça Castrense para o feito. Essa atribuição é conferida ao órgão colegiado pelo art. 28, inc. V, da Lei n. 8.457/92, que diz: ‘Art. 28. Compete ainda aos conselhos: [...] V - decidir as questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento;’ De outro vértice, não convence o argumento segundo o qual, por força do art. 147 do Código de Processo Penal Militar, estaria o i. Juiz-Auditor autorizado a declarar, mediante decisão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA XVI - remeter à Corregedoria da Justiça Militar, no prazo de dez dias, os autos de inquéritos arquivados e processos julgados, quando não interpostos recursos; XVII - encaminhar relatório ao Presidente do Tribunal, até o dia trinta de janeiro, dos trabalhos da Auditoria, relativos ao ano anterior; XVIII - instaurar procedimento administrativo quando tiver ciência de irregularidade praticada por servidor que lhe é subordinado; XIX - aplicar penas disciplinares aos servidores que lhe são subordinados; XX - dar posse, conceder licenças, férias e salário-família aos servidores da Auditoria; XXI - autorizar, na forma da lei, o pagamento de auxílio-funeral de magistrado e dos servidores lotados na Auditoria; XXII - distribuir alternadamente, entre si e o Juiz-Auditor Substituto e, quando houver, o Substituto de Auditor estável, os feitos aforados na Auditoria, obedecida a ordem de entrada; XXIII - cumprir as normas legais relativas às gestões administrativa, financeira e orçamentária e ao controle de material; XXIV - praticar os demais atos que lhe forem atribuídos em lei”. Com esse mesmo entendimento foi o parecer da Procuradoria Geral da República exarado nos autos, o qual adoto como razões de decidir: “De fato, a interpretação sistemática das leis que regem o processo penal militar apontam para o Conselho de Justiça como o órgão competente para, instaurada a relação jurídico- processual, deliberar acerca de eventual incompetência da Justiça Castrense para o feito. Essa atribuição é conferida ao órgão colegiado pelo art. 28, inc. V, da Lei n. 8.457/92, que diz: ‘Art. 28. Compete ainda aos conselhos: [...] V - decidir as questões de direito ou de fato suscitadas durante instrução criminal ou julgamento;’ De outro vértice, não convence o argumento segundo o qual, por força do art. 147 do Código de Processo Penal Militar, estaria o i. Juiz-Auditor autorizado a declarar, mediante decisão 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA monocrática proferida ex officio, a eventual incompetência da Justiça Militar. A propósito, dispõe o artigo em comento: ‘Declaração de incompetência de ofício Art. 147. Em qualquer fase do processo, se o juiz reconhecer a existência de causa que o torne incompetente, declara-lo-á nos autos e os remeterá ao juízo competente.’ Ocorre que a impetrante, ao considerar o termo ‘juiz’ como se ‘Juiz-Auditor’ fosse, dá interpretação equivocada ao dispositivo legal, contrariando o art. 36, §1..., da lei adjetiva militar, que esclarece: ‘1... Sempre que este Código se refere a juiz abrange, nesta denominação, quaisquer autoridades judiciárias, singulares ou colegiadas, no exercício das respectivas competências atributivas ou processuais.’ Se a intenção do legislador ordinário fosse atribuir ao Juiz- Auditor, por força do já mencionado art. 147, a declaração de eventual incompetência da Justiça Castrense, teria o feito de forma expressa, como o fez no art. 146 do mesmo Código processual, ao dispor, em sua primeira parte, que ‘O órgão do Ministério Público poderá alegar a incompetência do juízo, antes de oferecer a denúncia. A argüição será apreciada pelo auditor, em primeira instância; e, no Superior Tribunal Militar, pelo relator, em se tratando de processo originário’. Tampouco estaria o Juiz-Auditor permitido a fazê-lo monocraticamente em decorrência do art. 390, §5..., do Código de Processo Penal Militar, que o autoriza a praticar atos da instrução criminal à exceção o interrogatório do acusado, da acareação e da inquirição de testemunhas. O dispositivo legal tão somente atribui ao Juiz-Auditor a realização de atos destinados ao impulso oficial da ação penal militar, permitindo que perante ele se pratiquem atos instrutórios, destituídos de natureza decisória. Os atos decisórios praticados durante a instrução, frise-se, competem ao Conselho de Justiça, a teor do art. 28, inc. V, da Lei n. 8.457/92. Conforme já aduzido neste parecer, a interpretação das 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA monocrática proferida ex officio, a eventual incompetência da Justiça Militar. A propósito, dispõe o artigo em comento: ‘Declaração de incompetência de ofício Art. 147. Em qualquer fase do processo, se o juiz reconhecer a existência de causa que o torne incompetente, declara-lo-á nos autos e os remeterá ao juízo competente.’ Ocorre que a impetrante, ao considerar o termo ‘juiz’ como se ‘Juiz-Auditor’ fosse, dá interpretação equivocada ao dispositivo legal, contrariando o art. 36, §1..., da lei adjetiva militar, que esclarece: ‘1... Sempre que este Código se refere a juiz abrange, nesta denominação, quaisquer autoridades judiciárias, singulares ou colegiadas, no exercício das respectivas competências atributivas ou processuais.’ Se a intenção do legislador ordinário fosse atribuir ao Juiz- Auditor, por força do já mencionado art. 147, a declaração de eventual incompetência da Justiça Castrense, teria o feito de forma expressa, como o fez no art. 146 do mesmo Código processual, ao dispor, em sua primeira parte, que ‘O órgão do Ministério Público poderá alegar a incompetência do juízo, antes de oferecer a denúncia. A argüição será apreciada pelo auditor, em primeira instância; e, no Superior Tribunal Militar, pelo relator, em se tratando de processo originário’. Tampouco estaria o Juiz-Auditor permitido a fazê-lo monocraticamente em decorrência do art. 390, §5..., do Código de Processo Penal Militar, que o autoriza a praticar atos da instrução criminal à exceção o interrogatório do acusado, da acareação e da inquirição de testemunhas. O dispositivo legal tão somente atribui ao Juiz-Auditor a realização de atos destinados ao impulso oficial da ação penal militar, permitindo que perante ele se pratiquem atos instrutórios, destituídos de natureza decisória. Os atos decisórios praticados durante a instrução, frise-se, competem ao Conselho de Justiça, a teor do art. 28, inc. V, da Lei n. 8.457/92. Conforme já aduzido neste parecer, a interpretação das 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA leis que regem o processo penal militar há de ser realizada conjuntamente, preservando-se o conteúdo normativo de cada regra em particular, de modo a manter a integridade do próprio ordenamento jurídico castrense”. Ademais, esta Corte já manifestou entendimento nesse sentido, mutatis mutandis: “I. Nulidade: preclusão. A nulidade por falta de vista à defesa do documento junto na instrução não é absoluta e fica coberta pela preclusão, se não argüida nas alegações finais. II. Processo penal militar: fixação da pena: competência do Conselho de Justiça e não do Juiz Auditor: nulidade, no ponto, da sentença que discrepa da decisão do Colegiado, à qual se dá prevalência” (HC 77.841/RJ, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 20/11/1998, Primeira Turma - grifei). De qualquer sorte, quanto à competência para julgar e processar os casos referentes ao recebimento indevido de pensão após a morte do beneficiário, em situação análoga à versada nestes autos, a Primeira Turma desta Corte decidiu no sentido da competência da Justiça Militar: “EMENTA: PENSÃO RECEBIDA APÓS O FALECIMENTO DA PENSIONISTA. RECURSOS SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. ESTELIONATO. SUJEITO PASSIVO. Estelionato praticado por pessoa que, mediante assinatura falsa, se fez passar por pensionista falecida para continuar recebendo os proventos de pensão militar depositados no Banco do Brasil. Recursos sob a administração militar. Competência da Justiça Militar para processar e julgar a respectiva ação penal (artigo 9..., III, ‘a’ do Código Penal Militar). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que o sujeito passivo, no crime de estelionato, tanto pode ser a pessoa enganada quanto a prejudicada, ainda que uma seja ente público. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA leis que regem o processo penal militar há de ser realizada conjuntamente, preservando-se o conteúdo normativo de cada regra em particular, de modo a manter a integridade do próprio ordenamento jurídico castrense”. Ademais, esta Corte já manifestou entendimento nesse sentido, mutatis mutandis: “I. Nulidade: preclusão. A nulidade por falta de vista à defesa do documento junto na instrução não é absoluta e fica coberta pela preclusão, se não argüida nas alegações finais. II. Processo penal militar: fixação da pena: competência do Conselho de Justiça e não do Juiz Auditor: nulidade, no ponto, da sentença que discrepa da decisão do Colegiado, à qual se dá prevalência” (HC 77.841/RJ, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, DJ 20/11/1998, Primeira Turma - grifei). De qualquer sorte, quanto à competência para julgar e processar os casos referentes ao recebimento indevido de pensão após a morte do beneficiário, em situação análoga à versada nestes autos, a Primeira Turma desta Corte decidiu no sentido da competência da Justiça Militar: “EMENTA: PENSÃO RECEBIDA APÓS O FALECIMENTO DA PENSIONISTA. RECURSOS SOB A ADMINISTRAÇÃO MILITAR. ESTELIONATO. SUJEITO PASSIVO. Estelionato praticado por pessoa que, mediante assinatura falsa, se fez passar por pensionista falecida para continuar recebendo os proventos de pensão militar depositados no Banco do Brasil. Recursos sob a administração militar. Competência da Justiça Militar para processar e julgar a respectiva ação penal (artigo 9..., III, ‘a’ do Código Penal Militar). A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que o sujeito passivo, no crime de estelionato, tanto pode ser a pessoa enganada quanto a prejudicada, ainda que uma seja ente público. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA Ordem denegada.” (HC 84.735, Rel. Min. Eros Grau, j. em 17/05/2005) Este entendimento foi reafirmado recentemente, em 05/02/2013, por esta Primeira Turma: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR E PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO. SAQUE INDEVIDO DE PENSÃO MILITAR. JUSTA CAUSA PARA A DENÚNCIA. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. 1. Paciente denunciada pelo Ministério Público Militar pelo crime de estelionato (art. 251, caput, do Código Penal Militar), praticado em detrimento do Fundo de Pensionistas do Exército Brasileiro. 2. Não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 3. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal militar, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo diante situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 4. A competência da Justiça Militar, embora não se restrinja aos integrantes das Forças Armadas, deve ser interpretada restritivamente quanto ao julgamento de civil em tempos de paz por seu caráter anômalo. Precedente: HC 81.963/RS, rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, unânime, DJe 18.6.2002. Apesar da tendência de limitar a atuação da Justiça Castrense em tempos de paz, o saque indevido por civil de benefício de pensão militar afeta bens e serviços das instituições militares, estando justificada a competência da Justiça militar. Precedentes. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA Ordem denegada.” (HC 84.735, Rel. Min. Eros Grau, j. em 17/05/2005) Este entendimento foi reafirmado recentemente, em 05/02/2013, por esta Primeira Turma: “HABEAS CORPUS. PENAL MILITAR E PROCESSUAL PENAL MILITAR. ESTELIONATO. SAQUE INDEVIDO DE PENSÃO MILITAR. JUSTA CAUSA PARA A DENÚNCIA. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA MILITAR. 1. Paciente denunciada pelo Ministério Público Militar pelo crime de estelionato (art. 251, caput, do Código Penal Militar), praticado em detrimento do Fundo de Pensionistas do Exército Brasileiro. 2. Não se exigem, quando do recebimento da denúncia, a cognição e a avaliação exaustiva da prova ou a apreciação exauriente dos argumentos das partes, bastando o exame da validade formal da peça e a verificação da presença de indícios suficientes de autoria e de materialidade. 3. Pode-se confiar no devido processo legal, com o trâmite natural da ação penal militar, para prevenir de forma suficiente eventuais ilegalidades, abusos ou injustiças no processo penal, não se justificando o trancamento da ação, salvo diante situações excepcionalíssimas. Deve-se dar ao processo uma chance, sem o seu prematuro encerramento. 4. A competência da Justiça Militar, embora não se restrinja aos integrantes das Forças Armadas, deve ser interpretada restritivamente quanto ao julgamento de civil em tempos de paz por seu caráter anômalo. Precedente: HC 81.963/RS, rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, unânime, DJe 18.6.2002. Apesar da tendência de limitar a atuação da Justiça Castrense em tempos de paz, o saque indevido por civil de benefício de pensão militar afeta bens e serviços das instituições militares, estando justificada a competência da Justiça militar. Precedentes. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA 5. Ordem denegada” (HC 113.423, Relatora Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, j. Em 05/02/2013). Cf. ainda: “Habeas corpus. Penal Militar. Crime de estelionato praticado contra patrimônio sob a administração militar. Filha de Militar que declarou, falsamente, sua condição de solteira para obter o pagamento de parte da pensão devido pelo óbito de seu pai. Competência da Justiça Militar. Ordem denegada. 1. O crime em comento, classificado como crime militar em sentido impróprio, pois previsto tanto na legislação castrense (art. 151 do CPM), quanto na legislação penal comum (art. 171 do Código Penal Brasileiro), tem por objeto jurídico tutelado ofendido o patrimônio público sujeito à administração militar. 2. A conduta da paciente, que informou falsamente à Administração Militar ostentar a condição de solteira e, assim, obteve vantagem ilícita consistente na obtenção de pensão decorrente do falecimento de servidor aposentado, paga pela administração militar, amolda-se perfeitamente ao crime capitulado no art. 251, caput, do Código Penal Militar. 3. Competência da Justiça Militar para processar e julgar a respectiva ação penal (art. 9..., III, a, do Código Penal Militar. 4. Ordem denegada.” (HC 109.574, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe de 17/12/2012) No mesmo sentido, cito, ainda, o julgamento do HC 113.162/BA, de minha relatoria. In casu, o paciente foi denunciado pela prática do crime de estelionato, tipificado no art. 251 do Código Penal Militar, em razão de ter continuado a receber proventos de aposentadoria de beneficiário falecido, por isso, na linha do recente julgado desta Turma, a competência para 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA 5. Ordem denegada” (HC 113.423, Relatora Ministra Rosa Weber, Primeira Turma, j. Em 05/02/2013). Cf. ainda: “Habeas corpus. Penal Militar. Crime de estelionato praticado contra patrimônio sob a administração militar. Filha de Militar que declarou, falsamente, sua condição de solteira para obter o pagamento de parte da pensão devido pelo óbito de seu pai. Competência da Justiça Militar. Ordem denegada. 1. O crime em comento, classificado como crime militar em sentido impróprio, pois previsto tanto na legislação castrense (art. 151 do CPM), quanto na legislação penal comum (art. 171 do Código Penal Brasileiro), tem por objeto jurídico tutelado ofendido o patrimônio público sujeito à administração militar. 2. A conduta da paciente, que informou falsamente à Administração Militar ostentar a condição de solteira e, assim, obteve vantagem ilícita consistente na obtenção de pensão decorrente do falecimento de servidor aposentado, paga pela administração militar, amolda-se perfeitamente ao crime capitulado no art. 251, caput, do Código Penal Militar. 3. Competência da Justiça Militar para processar e julgar a respectiva ação penal (art. 9..., III, a, do Código Penal Militar. 4. Ordem denegada.” (HC 109.574, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe de 17/12/2012) No mesmo sentido, cito, ainda, o julgamento do HC 113.162/BA, de minha relatoria. In casu, o paciente foi denunciado pela prática do crime de estelionato, tipificado no art. 251 do Código Penal Militar, em razão de ter continuado a receber proventos de aposentadoria de beneficiário falecido, por isso, na linha do recente julgado desta Turma, a competência para 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 20 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 114327 / BA julgá-lo é da Justiça Militar, à luz do art. 9..., III, a, do CPPM1, porquanto os recursos destinados ao pagamento de pensionistas são afetos à administração militar. Ex positis, denego a ordem. 1 Art. 9.... Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: III – os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, , ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Supremo Tribunal Federal HC 114327 / BA julgá-lo é da Justiça Militar, à luz do art. 9..., III, a, do CPPM1, porquanto os recursos destinados ao pagamento de pensionistas são afetos à administração militar. Ex positis, denego a ordem. 1 Art. 9.... Consideram-se crimes militares, em tempo de paz: III – os crimes praticados por militar da reserva, ou reformado, , ou por civil, contra as instituições militares, considerando-se como tais não só os compreendidos no inciso I, como os do inciso II, nos seguintes casos: a) contra o patrimônio sob a administração militar, ou contra a ordem administrativa militar. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3892333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 19 de 20 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.327 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO OU MIGUEL BOMFIM RIBEIRO FILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912997 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.327 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. LUIZ FUX PACTE.(S) : MIGUEL BONFIM RIBEIRO FILHO OU MIGUEL BOMFIM RIBEIRO FILHO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR Decisão: A Turma denegou a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912997 Inteiro Teor do Acórdão - Página 20 de 20
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 114 . 327", "HC 84 . 735", "HC 113 . 423", "HC 109 . 574", "HC 113 . 162 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 81 . 963 / RS", "HC 113 . 423 / PA", "HC 114327 / BA", "HC 81 . 963 / RS", "HC 113 . 423 / PA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HABEAS CORPUS 114 . 327 BAHIA", "HABEAS CORPUS 114 . 327", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA CARVALHO", "Processo n 516 / 06 - 4", "HC 114327 / BA CARVALHO", "Processo n 516 / 06 - 4", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA MILITAR", "HABEAS CORPUS 114 . 327", "HABEAS CORPUS 114 . 327", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 77 . 841 / RJ", "HC 114327 / BA", "HC 77 . 841 / RJ", "HC 114327 / BA", "HC 84 . 735", "HC 81 . 963 / RS", "HC 114327 / BA", "HC 84 . 735", "HC 81 . 963 / RS", "HC 114327 / BA", "HC 113 . 423", "HC 109 . 574", "HC 113 . 162 / BA", "HC 114327 / BA", "HC 113 . 423", "HC 109 . 574", "HC 113 . 162 / BA", "HC 114327", "HC 114327 / BA", "HABEAS CORPUS 114 . 327", "HABEAS CORPUS 114 . 327" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 28 , V , DA LEI 8 . 457 / 1992", "ART . 251 , CAPUT , DO CÓDIGO PENAL MILITAR", "art . 28 , V , da Lei 8 . 457 / 1992", "Lei de Organização Judiciária Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 251 , caput , do Código Penal Militar", "art . 251 do Código Penal Militar", "art . 9 . . . , III , a , do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 251 , caput , do Código Penal Militar", "art . 251 do Código Penal Militar", "art . 9 . . . , III , a , do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 28 , inciso V , da Lei de Organização Judiciária Militar", "Lei n 8 . 457 / 92", "art . 500 , I , do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 28 , inciso V , da Lei de Organização Judiciária Militar", "Lei n 8 . 457 / 92", "art . 500 , I , do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 251 , ‘ caput ’", "artigo 80 , do Código Penal Militar", "art . 500 , inciso I , do CPPM", "art . 147 do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 251 , ‘ caput", "artigo 80 , do Código Penal Militar", "art . 500 , inciso I , do CPPM", "art . 147 do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPPM", "ART . 28 , V , DA LEI N . 8 . 457 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CPPM", "ART . 28 , V , DA LEI N . 8 . 457 / 92", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 251 , CAPUT , C . C . ART . 9 , III , A , AMBOS DO CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 251 , CAPUT , C . C . ART . 9 , III , A , AMBOS DO CPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 35 do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 35 do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 399 , alínea ' a ' , do CPPM", "Lei n 8 . 457", "Lei de Organização Judiciária Militar", "LOJM", "art . 69 do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 399 , alínea ' a ' , do CPPM", "Lei n 8 . 457", "Lei de Organização Judiciária Militar", "LOJM", "art . 69 do CPPM", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 500 , inciso I , do CPPM", "art . 504 , parágrafo único , do CPPM", "art . 35 do Código de Processo Penal Militar", "art . 399 do CPPM", "art . 28 da Lei 8 . 457 / 1992", "Lei de Organização Judiciária Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 500 , inciso I , do CPPM", "art . 504 , parágrafo único , do CPPM", "art . 35 do Código de Processo Penal Militar", "art . 399 do CPPM", "art . 28 da Lei 8 . 457 / 1992", "Lei de Organização Judiciária Militar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 30 da Lei Lei 8 . 457 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 30 da Lei Lei 8 . 457 / 1992", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 28 , inc . 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "1", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "BA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DA UNIÃO", "SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR", "1", ".", ".", ". 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Ementa e Acórdão 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SIDERÚRGICA VALINHO S/A ADV.(A/S) :MÁRCIO SOUZA PIRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS- IEF/MG ADV.(A/S) :ALESSANDRA MARQUES SERRANO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 4 de junho de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003966. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SIDERÚRGICA VALINHO S/A ADV.(A/S) :MÁRCIO SOUZA PIRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS- IEF/MG ADV.(A/S) :ALESSANDRA MARQUES SERRANO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de abril de 2013, neguei provimento ao agravo, consignado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003967. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SIDERÚRGICA VALINHO S/A ADV.(A/S) :MÁRCIO SOUZA PIRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS- IEF/MG ADV.(A/S) :ALESSANDRA MARQUES SERRANO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de abril de 2013, neguei provimento ao agravo, consignado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003967. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 705373 AGR / MG fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, discorre acerca da admissibilidade do extraordinário, articulando com a ofensa aos artigos 5º, incisos II e XLVI, e 24 da Constituição Federal. Sustenta que o auto de infração, objeto da demanda, não atende aos requisitos legais. O Instituto Estadual de Florestas apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003967. Supremo Tribunal Federal ARE 705373 AGR / MG fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, discorre acerca da admissibilidade do extraordinário, articulando com a ofensa aos artigos 5º, incisos II e XLVI, e 24 da Constituição Federal. Sustenta que o auto de infração, objeto da demanda, não atende aos requisitos legais. O Instituto Estadual de Florestas apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003967. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assentou, em síntese: EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO ANULATÓRIA. AUTO DE INFRAÇÃO. IEF. TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE CARVÃO VEGETAL SEM PROVA DA ORIGEM DO PRODUTO. MULTA. COMPETÊNCIA ESTADUAL. CONSTITUCIONALIDADE. INTELIGÊNCIA DOS ART. 23, VI, 24, VI, E 225, CR. – Detém o Estado competência para legislar sobre matéria ambiental, a teor do art. 23, VI c/c 24, VI, da Constituição Federal. Precedentes desta Corte e do Supremo Tribunal Federal. – É constitucional a Lei Estadual n. 14.309/2002 que estabelece multa para casos de transporte e armazenamento de carvão vegetal sem prova da origem, porquanto havia lacuna nas normas gerais federais e a intenção do legislador foi a de preservar o meio ambiente. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003968. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assentou, em síntese: EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO ANULATÓRIA. AUTO DE INFRAÇÃO. IEF. TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE CARVÃO VEGETAL SEM PROVA DA ORIGEM DO PRODUTO. MULTA. COMPETÊNCIA ESTADUAL. CONSTITUCIONALIDADE. INTELIGÊNCIA DOS ART. 23, VI, 24, VI, E 225, CR. – Detém o Estado competência para legislar sobre matéria ambiental, a teor do art. 23, VI c/c 24, VI, da Constituição Federal. Precedentes desta Corte e do Supremo Tribunal Federal. – É constitucional a Lei Estadual n. 14.309/2002 que estabelece multa para casos de transporte e armazenamento de carvão vegetal sem prova da origem, porquanto havia lacuna nas normas gerais federais e a intenção do legislador foi a de preservar o meio ambiente. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003968. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 705373 AGR / MG sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003968. Supremo Tribunal Federal ARE 705373 AGR / MG sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003968. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SIDERÚRGICA VALINHO S/A ADV.(A/S) : MÁRCIO SOUZA PIRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS- IEF/MG ADV.(A/S) : ALESSANDRA MARQUES SERRANO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. 1ª Turma, 4.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4002990 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SIDERÚRGICA VALINHO S/A ADV.(A/S) : MÁRCIO SOUZA PIRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS- IEF/MG ADV.(A/S) : ALESSANDRA MARQUES SERRANO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. 1ª Turma, 4.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4002990 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4045414
2013-06-04T00:00:00
2013-06-21T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. 1ª Turma, 4.6.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur234562
Número de páginas: 6. Análise: 01/08/2013, BMB.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
705373
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 705373 AgR
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AGTE.(S) : SIDERÚRGICA VALINHO S/A ADV.(A/S) : MÁRCIO SOUZA PIRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS- IEF/MG ADV.(A/S) : ALESSANDRA MARQUES SERRANO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SIDERÚRGICA VALINHO S/A ADV.(A/S) :MÁRCIO SOUZA PIRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS- IEF/MG ADV.(A/S) :ALESSANDRA MARQUES SERRANO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 4 de junho de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003966. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SIDERÚRGICA VALINHO S/A ADV.(A/S) :MÁRCIO SOUZA PIRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS- IEF/MG ADV.(A/S) :ALESSANDRA MARQUES SERRANO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de abril de 2013, neguei provimento ao agravo, consignado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003967. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SIDERÚRGICA VALINHO S/A ADV.(A/S) :MÁRCIO SOUZA PIRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS- IEF/MG ADV.(A/S) :ALESSANDRA MARQUES SERRANO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 22 de abril de 2013, neguei provimento ao agravo, consignado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003967. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 705373 AGR / MG fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, discorre acerca da admissibilidade do extraordinário, articulando com a ofensa aos artigos 5..., incisos II e XLVI, e 24 da Constituição Federal. Sustenta que o auto de infração, objeto da demanda, não atende aos requisitos legais. O Instituto Estadual de Florestas apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003967. Supremo Tribunal Federal ARE 705373 AGR / MG fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta do regimental, discorre acerca da admissibilidade do extraordinário, articulando com a ofensa aos artigos 5..., incisos II e XLVI, e 24 da Constituição Federal. Sustenta que o auto de infração, objeto da demanda, não atende aos requisitos legais. O Instituto Estadual de Florestas apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato atacado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003967. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assentou, em síntese: EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO ANULATÓRIA. AUTO DE INFRAÇÃO. IEF. TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE CARVÃO VEGETAL SEM PROVA DA ORIGEM DO PRODUTO. MULTA. COMPETÊNCIA ESTADUAL. CONSTITUCIONALIDADE. INTELIGÊNCIA DOS ART. 23, VI, 24, VI, E 225, CR. – Detém o Estado competência para legislar sobre matéria ambiental, a teor do art. 23, VI c/c 24, VI, da Constituição Federal. Precedentes desta Corte e do Supremo Tribunal Federal. – É constitucional a Lei Estadual n. 14.309/2002 que estabelece multa para casos de transporte e armazenamento de carvão vegetal sem prova da origem, porquanto havia lacuna nas normas gerais federais e a intenção do legislador foi a de preservar o meio ambiente. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003968. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído, foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais assentou, em síntese: EMENTA: CONSTITUCIONAL. AÇÃO ANULATÓRIA. AUTO DE INFRAÇÃO. IEF. TRANSPORTE E ARMAZENAMENTO DE CARVÃO VEGETAL SEM PROVA DA ORIGEM DO PRODUTO. MULTA. COMPETÊNCIA ESTADUAL. CONSTITUCIONALIDADE. INTELIGÊNCIA DOS ART. 23, VI, 24, VI, E 225, CR. – Detém o Estado competência para legislar sobre matéria ambiental, a teor do art. 23, VI c/c 24, VI, da Constituição Federal. Precedentes desta Corte e do Supremo Tribunal Federal. – É constitucional a Lei Estadual n. 14.309/2002 que estabelece multa para casos de transporte e armazenamento de carvão vegetal sem prova da origem, porquanto havia lacuna nas normas gerais federais e a intenção do legislador foi a de preservar o meio ambiente. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003968. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 705373 AGR / MG sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003968. Supremo Tribunal Federal ARE 705373 AGR / MG sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício da parte agravada. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4003968. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SIDERÚRGICA VALINHO S/A ADV.(A/S) : MÁRCIO SOUZA PIRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS- IEF/MG ADV.(A/S) : ALESSANDRA MARQUES SERRANO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. 1... Turma, 4.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4002990 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705.373 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SIDERÚRGICA VALINHO S/A ADV.(A/S) : MÁRCIO SOUZA PIRES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS- IEF/MG ADV.(A/S) : ALESSANDRA MARQUES SERRANO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. 1... Turma, 4.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4002990 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705 . 373", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 705 . 373", "ARE 705373 AGR / MG", "ARE 705373 AGR / MG", "ARE 705373 AGR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , incisos II e XLVI , e 24 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 5 . . . , incisos II e XLVI , e 24 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 , VI c / c 24 , VI , da Constituição Federal", "Lei Estadual n . 14 . 309 / 2002", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 23 , VI c / c 24 , VI , da Constituição Federal", "Lei Estadual n . 14 . 309 / 2002", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "Brasília", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SIDERÚRGICA VALINHO S / A", "INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS", "IEF", "/", "MG", "Primeira Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SIDERÚRGICA VALINHO S / A", "INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS", "IEF", "/", "MG", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SIDERÚRGICA VALINHO S / A", "INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS", "IEF", "/", "MG", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Instituto Estadual de Florestas", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Instituto Estadual de Florestas", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "AGR", "/", "MG", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SIDERÚRGICA VALINHO S / A", "INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS", "IEF", "/", "MG", "1", ".", ".", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SIDERÚRGICA VALINHO S / A", "INSTITUTO ESTADUAL DE FLORESTAS", "IEF", "/", "MG", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "MÁRCIO SOUZA PIRES", "ALESSANDRA MARQUES SERRANO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MÁRCIO SOUZA PIRES", "ALESSANDRA MARQUES SERRANO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MÁRCIO SOUZA PIRES", "ALESSANDRA MARQUES SERRANO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO ARE", "MARCO AURÉLIO", "MÁRCIO SOUZA PIRES", "ALESSANDRA MARQUES SERRANO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "MÁRCIO SOUZA PIRES", "ALESSANDRA MARQUES SERRANO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2013", "4 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "22 de abril de 2013", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "22 de abril de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "4", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :JOSÉ CELÇO PIRES BITENCOURT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CRISTIANE WILLERS INTDO.(A/S) :CENTRO DE REGISTRO VEÍCULOS AUTOMOTORES CRVA DE SAPUCAIA DO SUL REPRESENTADO POR PEIXOTO AUTOMÓVEIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ADULTERAÇÃO DE PLACA. ALEGADA FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O prequestionamento é requisito indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751089. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 721793 AGR / RS GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, CPC. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751089. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, CPC. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão ARE 721793 AGR / RS PARCIALMENTE PROVIDOS.” 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751089. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS PARCIALMENTE PROVIDOS.” 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :JOSÉ CELÇO PIRES BITENCOURT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CRISTIANE WILLERS INTDO.(A/S) :CENTRO DE REGISTRO VEÍCULOS AUTOMOTORES CRVA DE SAPUCAIA DO SUL REPRESENTADO POR PEIXOTO AUTOMÓVEIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS, contra a decisão que prolatei, assim ementada, verbis: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ADULTERAÇÃO DE PLACA. ALEGADA FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751090. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :JOSÉ CELÇO PIRES BITENCOURT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CRISTIANE WILLERS INTDO.(A/S) :CENTRO DE REGISTRO VEÍCULOS AUTOMOTORES CRVA DE SAPUCAIA DO SUL REPRESENTADO POR PEIXOTO AUTOMÓVEIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS, contra a decisão que prolatei, assim ementada, verbis: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ADULTERAÇÃO DE PLACA. ALEGADA FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 721793 AGR / RS constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 5. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão recorrido consignou: “APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, CPC. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751090. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas 282 e 356 do STF dispõem respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: RE 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 5. A Súmula 279/STF dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão recorrido consignou: “APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, CPC. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 721793 AGR / RS reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA PARCIALMENTE PROVIDOS.” 8. NEGO SEGUIMENTO ao agravo. Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso fls. 312/313 alegando em síntese que: “a questão submetida à apreciação dessa Corte Máxima diz com a ofensa direta ao art. 37, § 6ª, da Constituição Federal, especialmente porque não observada pelo Tribunal a quo a existência de causa excludente de responsabilização da Administração Pública. (…) Não está a discutir, aqui, se o veículo conduzido pelo recorrido efetivamente ostenta placas adulteradas; tampouco se, por força dessa circunstância, a parte contrária foi mesmo abordada pela Polícia Rodoviária Federal e se, daí, decorreram os prejuízos de ordem extrapatrimonial alegados.”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751090. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA PARCIALMENTE PROVIDOS.” 8. NEGO SEGUIMENTO ao agravo. Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso fls. 312/313 alegando em síntese que: “a questão submetida à apreciação dessa Corte Máxima diz com a ofensa direta ao art. 37, § 6ª, da Constituição Federal, especialmente porque não observada pelo Tribunal a quo a existência de causa excludente de responsabilização da Administração Pública. (…) Não está a discutir, aqui, se o veículo conduzido pelo recorrido efetivamente ostenta placas adulteradas; tampouco se, por força dessa circunstância, a parte contrária foi mesmo abordada pela Polícia Rodoviária Federal e se, daí, decorreram os prejuízos de ordem extrapatrimonial alegados.”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto pelo Departamento Estadual de Trânsito Detran Rs, com objetivo de ver reformada a r. decisão de fls. 290/292, que inadmitiu seu recurso extraordinário manejado com arrimo na alínea a do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, ementado nos seguintes termos (fls. 249), verbis: APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, CPC. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto pelo Departamento Estadual de Trânsito Detran Rs, com objetivo de ver reformada a r. decisão de fls. 290/292, que inadmitiu seu recurso extraordinário manejado com arrimo na alínea a do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, ementado nos seguintes termos (fls. 249), verbis: APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, CPC. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721793 AGR / RS despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA PARCIALMENTE PROVIDOS. Os embargos declaratórios opostos foram parcialmente acolhidos. Nas razões do apelo extremo, sustenta a preliminar de repercussão geral e, no mérito, alega violação ao artigo 37, § 6º, da Constituição Federal. O Tribunal a quo negou seguimento ao apelo extremo, por entender que, além do necessário reexame do conjunto fático- probatório, incide o óbice da Súmula nº 283 do Supremo Tribunal Federal. É o Relatório. DECIDO. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre ao agravante. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA PARCIALMENTE PROVIDOS. Os embargos declaratórios opostos foram parcialmente acolhidos. Nas razões do apelo extremo, sustenta a preliminar de repercussão geral e, no mérito, alega violação ao artigo 37, § 6º, da Constituição Federal. O Tribunal a quo negou seguimento ao apelo extremo, por entender que, além do necessário reexame do conjunto fático- probatório, incide o óbice da Súmula nº 283 do Supremo Tribunal Federal. É o Relatório. DECIDO. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre ao agravante. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721793 AGR / RS A interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado como meio de se aferir a admissão da impugnação tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Com efeito, impende asseverar que a exigência do prequestionamento não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador a qualquer pretexto. Ele consubstancia a necessidade de obediência aos limites impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal, em seu art. 102. Nesse dispositivo não há previsão de apreciação originária por este Pretório Excelso de questões como as que ora se apresentam. A competência para a apreciação originária de pleitos no C. STF está exaustivamente arrolada no antecitado dispositivo constitucional, não podendo sofrer ampliação na via do recurso extraordinário. In casu, dessume-se dos autos que a recorrente furtou-se em prequestionar, em momento oportuno, o dispositivo constitucional apontado como violado nas razões do apelo extremo, atraindo, inarredavelmente, o óbice da ausência de prequestionamento, requisito essencial à admissão do mesmo. Deveras, a simples oposição dos embargos de declaração, sem o efetivo debate, no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como violados, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula 282/STF, de seguinte teor: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido: RE 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10, entre outros. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS A interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado como meio de se aferir a admissão da impugnação tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Com efeito, impende asseverar que a exigência do prequestionamento não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador a qualquer pretexto. Ele consubstancia a necessidade de obediência aos limites impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal, em seu art. 102. Nesse dispositivo não há previsão de apreciação originária por este Pretório Excelso de questões como as que ora se apresentam. A competência para a apreciação originária de pleitos no C. STF está exaustivamente arrolada no antecitado dispositivo constitucional, não podendo sofrer ampliação na via do recurso extraordinário. In casu, dessume-se dos autos que a recorrente furtou-se em prequestionar, em momento oportuno, o dispositivo constitucional apontado como violado nas razões do apelo extremo, atraindo, inarredavelmente, o óbice da ausência de prequestionamento, requisito essencial à admissão do mesmo. Deveras, a simples oposição dos embargos de declaração, sem o efetivo debate, no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como violados, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula 282/STF, de seguinte teor: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido: RE 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10, entre outros. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721793 AGR / RS Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/STF de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/STF, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (RE 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721793 AGR / RS matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ”. (in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo, com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF. Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (RE 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do STJ”. (in, Direito Sumular, 14ª ed. São Paulo, Malheiros). Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo, com fundamento no artigo 21, § 1º, do RISTF. Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : JOSÉ CELÇO PIRES BITENCOURT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CRISTIANE WILLERS INTDO.(A/S) : CENTRO DE REGISTRO VEÍCULOS AUTOMOTORES CRVA DE SAPUCAIA DO SUL REPRESENTADO POR PEIXOTO AUTOMÓVEIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 23.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3779221 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : JOSÉ CELÇO PIRES BITENCOURT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CRISTIANE WILLERS INTDO.(A/S) : CENTRO DE REGISTRO VEÍCULOS AUTOMOTORES CRVA DE SAPUCAIA DO SUL REPRESENTADO POR PEIXOTO AUTOMÓVEIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 23.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3779221 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3791924
2013-04-23T00:00:00
2013-05-15T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 23.4.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ADULTERAÇÃO DE PLACA. ALEGADA FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O prequestionamento é requisito indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, CPC. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA PARCIALMENTE PROVIDOS.” 6. Agravo regimental desprovido.
sjur230324
- Acórdão(s) citado(s): (VIOLAÇÃO REFLEXA) AI 482317 AgR(2ªT), AI 646103 AgR(1ªT), AI 738145 AgR(2ªT). Número de páginas: 12. Análise: 11/06/2013, LLD.
LUIZ FUX
Primeira Turma
721793
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 721793 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : JOSÉ CELÇO PIRES BITENCOURT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CRISTIANE WILLERS INTDO.(A/S) : CENTRO DE REGISTRO VEÍCULOS AUTOMOTORES CRVA DE SAPUCAIA DO SUL REPRESENTADO POR PEIXOTO AUTOMÓVEIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS AGDO.(A/S) : DIRCEU CORREA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :JOSÉ CELÇO PIRES BITENCOURT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CRISTIANE WILLERS INTDO.(A/S) :CENTRO DE REGISTRO VEÍCULOS AUTOMOTORES CRVA DE SAPUCAIA DO SUL REPRESENTADO POR PEIXOTO AUTOMÓVEIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ADULTERAÇÃO DE PLACA. ALEGADA FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. O prequestionamento é requisito indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751089. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 12 Ementa e Acórdão ARE 721793 AGR / RS GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, Código de Processo Civil. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751089. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 4. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 5. In casu, o acórdão originariamente recorrido assentou: “APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, Código de Processo Civil. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 12 Ementa e Acórdão ARE 721793 AGR / RS PARCIALMENTE PROVIDOS.” 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751089. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS PARCIALMENTE PROVIDOS.” 6. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 23 de abril de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751089. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 12 Relatório 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :JOSÉ CELÇO PIRES BITENCOURT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CRISTIANE WILLERS INTDO.(A/S) :CENTRO DE REGISTRO VEÍCULOS AUTOMOTORES CRVA DE SAPUCAIA DO SUL REPRESENTADO POR PEIXOTO AUTOMÓVEIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS, contra a decisão que prolatei, assim ementada, verbis: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ADULTERAÇÃO DE PLACA. ALEGADA FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751090. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS ADV.(A/S) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) :JOSÉ CELÇO PIRES BITENCOURT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CRISTIANE WILLERS INTDO.(A/S) :CENTRO DE REGISTRO VEÍCULOS AUTOMOTORES CRVA DE SAPUCAIA DO SUL REPRESENTADO POR PEIXOTO AUTOMÓVEIS ADV.(A/S) :SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto pelo DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS, contra a decisão que prolatei, assim ementada, verbis: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CIVIL E ADMINISTRATIVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. ADULTERAÇÃO DE PLACA. ALEGADA FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. QUESTÃO QUE DEMANDA ANÁLISE DE DISPOSITIVOS DE ÍNDOLE INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. REPERCUSSÃO GERAL NÃO EXAMINADA EM FACE DE OUTROS FUNDAMENTOS QUE OBSTAM A ADMISSÃO DO APELO EXTREMO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 12 Relatório ARE 721793 AGR / RS constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 5. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão recorrido consignou: “APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, Código de Processo Civil. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751090. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. O prequestionamento explícito da questão constitucional é requisito indispensável à admissão do recurso extraordinário. 3. As Súmulas 282 e 356 do Supremo Tribunal Federal dispõem respectivamente, verbis: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada” e “O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento.” 4. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: Recurso Extraordinário 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e o AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10. 5. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. 6. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. 7. In casu, o acórdão recorrido consignou: “APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, Código de Processo Civil. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 12 Relatório ARE 721793 AGR / RS reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA PARCIALMENTE PROVIDOS.” 8. NEGO SEGUIMENTO ao agravo. Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso fls. 312/313 alegando em síntese que: “a questão submetida à apreciação dessa Corte Máxima diz com a ofensa direta ao art. 37, § 6..., da Constituição Federal, especialmente porque não observada pelo Tribunal a quo a existência de causa excludente de responsabilização da Administração Pública. (…) Não está a discutir, aqui, se o veículo conduzido pelo recorrido efetivamente ostenta placas adulteradas; tampouco se, por força dessa circunstância, a parte contrária foi mesmo abordada pela Polícia Rodoviária Federal e se, daí, decorreram os prejuízos de ordem extrapatrimonial alegados.”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751090. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA PARCIALMENTE PROVIDOS.” 8. NEGO SEGUIMENTO ao agravo. Inconformado com a decisão supra, o agravante interpõe o recurso fls. 312/313 alegando em síntese que: “a questão submetida à apreciação dessa Corte Máxima diz com a ofensa direta ao art. 37, § 6..., da Constituição Federal, especialmente porque não observada pelo Tribunal a quo a existência de causa excludente de responsabilização da Administração Pública. (…) Não está a discutir, aqui, se o veículo conduzido pelo recorrido efetivamente ostenta placas adulteradas; tampouco se, por força dessa circunstância, a parte contrária foi mesmo abordada pela Polícia Rodoviária Federal e se, daí, decorreram os prejuízos de ordem extrapatrimonial alegados.”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751090. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto pelo Departamento Estadual de Trânsito Detran Rs, com objetivo de ver reformada a r. decisão de fls. 290/292, que inadmitiu seu recurso extraordinário manejado com arrimo na alínea a do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, ementado nos seguintes termos (fls. 249), verbis: APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, Código de Processo Civil. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Supremo Tribunal Federal 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: Trata-se de agravo nos próprios autos interposto pelo Departamento Estadual de Trânsito Detran Rs, com objetivo de ver reformada a r. decisão de fls. 290/292, que inadmitiu seu recurso extraordinário manejado com arrimo na alínea a do artigo 102 da Constituição Federal, contra acórdão prolatado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, ementado nos seguintes termos (fls. 249), verbis: APELAÇÃO. RESPONSABILIDADE CIVIL SUBJETIVA. ADULTERAÇÃO DE PLACA. FALHA EM VISTORIA DE VEÍCULO AUTOMOTOR. DESERÇÃO. A petição do recurso de apelação interposta pelo revendedor do automóvel não se fez acompanhar do comprovante do preparo, requisito extrínseco essencial à admissibilidade recursal. Exegese do art. 511, Código de Processo Civil. IRREGULARIDADE DA REPRESENTAÇÃO. Na situação em análise, foi determinada a correção do polo passivo do feito, em decisão pretérita, para o fim de que constasse o revendedor e não a revenda de automóveis, ficando, assim, prejudicada a alegação veiculada em contrarrazões de irregularidade na representação processual por ausência de procuração e de contrato social da empresa Peixoto Veículos. LEGITIMIDADE PASSIVA DO TITULAR DO CRVA. Inviável a análise do reconhecimento da legitimidade passiva do titular do CRVA, uma vez que a questão foi analisada em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721793 AGR / RS despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA PARCIALMENTE PROVIDOS. Os embargos declaratórios opostos foram parcialmente acolhidos. Nas razões do apelo extremo, sustenta a preliminar de repercussão geral e, no mérito, alega violação ao artigo 37, § 6..., da Constituição Federal. O Tribunal a quo negou seguimento ao apelo extremo, por entender que, além do necessário reexame do conjunto fático- probatório, incide o óbice da Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal. É o Relatório. DECIDO. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre ao agravante. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS despacho saneador, deixando o ora recorrente de interpor o recurso cabível, estando, portanto, preclusa a discussão. DANO MORAL CONFIGURADO. Na situação em exame, restou provada a falha na prestação do serviço público e o nexo de causalidade com os danos experimentados, configurando, por conseguinte, o dever de indenizar. QUANTUM INDENIZATÓRIO. O valor da indenização deve se mostrar adequado, a fim de atender aos objetivos da compensação do dano e o caráter pedagógico, levando-se em conta, ainda, os princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. Quantum reduzido. LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. NÃO CONFIGURADA. A conduta do codemandado, Titular do CRVA, não se enquadra nas situações descritas no artigo 17 do Código de Processo Civil. APELO DO REVENDEDOR DO AUTOMÓVEL NÃO CONHECIDO. RECURSOS DO DETRAN-RS E DO TITULAR DO CRVA PARCIALMENTE PROVIDOS. Os embargos declaratórios opostos foram parcialmente acolhidos. Nas razões do apelo extremo, sustenta a preliminar de repercussão geral e, no mérito, alega violação ao artigo 37, § 6..., da Constituição Federal. O Tribunal a quo negou seguimento ao apelo extremo, por entender que, além do necessário reexame do conjunto fático- probatório, incide o óbice da Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal. É o Relatório. DECIDO. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se inexiste questão constitucional, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). Quanto ao mérito, melhor sorte não socorre ao agravante. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721793 AGR / RS A interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado como meio de se aferir a admissão da impugnação tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Com efeito, impende asseverar que a exigência do prequestionamento não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador a qualquer pretexto. Ele consubstancia a necessidade de obediência aos limites impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal, em seu art. 102. Nesse dispositivo não há previsão de apreciação originária por este Pretório Excelso de questões como as que ora se apresentam. A competência para a apreciação originária de pleitos no C. Supremo Tribunal Federal está exaustivamente arrolada no antecitado dispositivo constitucional, não podendo sofrer ampliação na via do recurso extraordinário. In casu, dessume-se dos autos que a recorrente furtou-se em prequestionar, em momento oportuno, o dispositivo constitucional apontado como violado nas razões do apelo extremo, atraindo, inarredavelmente, o óbice da ausência de prequestionamento, requisito essencial à admissão do mesmo. Deveras, a simples oposição dos embargos de declaração, sem o efetivo debate, no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como violados, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10, entre outros. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS A interposição do recurso extraordinário impõe que o dispositivo constitucional tido por violado como meio de se aferir a admissão da impugnação tenha sido debatido no acórdão recorrido, sob pena de padecer o recurso da imposição jurisprudencial do prequestionamento. Com efeito, impende asseverar que a exigência do prequestionamento não é mero rigorismo formal que pode ser afastado pelo julgador a qualquer pretexto. Ele consubstancia a necessidade de obediência aos limites impostos ao julgamento das questões submetidas a este Supremo Tribunal Federal, cuja competência fora outorgada pela Constituição Federal, em seu art. 102. Nesse dispositivo não há previsão de apreciação originária por este Pretório Excelso de questões como as que ora se apresentam. A competência para a apreciação originária de pleitos no C. Supremo Tribunal Federal está exaustivamente arrolada no antecitado dispositivo constitucional, não podendo sofrer ampliação na via do recurso extraordinário. In casu, dessume-se dos autos que a recorrente furtou-se em prequestionar, em momento oportuno, o dispositivo constitucional apontado como violado nas razões do apelo extremo, atraindo, inarredavelmente, o óbice da ausência de prequestionamento, requisito essencial à admissão do mesmo. Deveras, a simples oposição dos embargos de declaração, sem o efetivo debate, no Tribunal de origem, acerca da matéria versada pelos dispositivos constitucionais apontados como violados, não supre a falta do requisito do prequestionamento, viabilizador da abertura da instância extraordinária. Incidência do óbice erigido pelo enunciado da Súmula 282/Supremo Tribunal Federal, de seguinte teor: “É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada na decisão recorrida, a questão federal suscitada”. A violação constitucional dependente da análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional encerra violação reflexa e oblíqua, tornando inadmissível o recurso extraordinário. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 596.682 Rel. Min. Carlos Britto, Dje de 21/10/10, e AI 808.361, Rel. Min. Marco Aurélio, Dje de 08/09/10, entre outros. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721793 AGR / RS Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS Demais disso, não se revela cognoscível, em sede de Recurso Extraordinário, a insurgência que tem como escopo o incursionamento no contexto fático-probatório engendrado nos autos, porquanto referida pretensão não se amolda à estreita via do apelo extremo, cujo conteúdo restringe-se a fundamentação vinculada de discussão eminentemente de direito e, portanto, não servil ao exame de questões que demandam o revolvimento do arcabouço fático-probatório dos autos, face ao óbice erigido pela Súmula 279/Supremo Tribunal Federal de seguinte teor, verbis: “Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Sob esse enfoque, ressoa inequívoca a vocação para o insucesso do apelo extremo, por força do óbice intransponível do verbete sumular supra, que veda a esta Suprema Corte, em sede de recurso extraordinário, sindicar matéria fática. Por oportuno, vale destacar preciosa lição de Roberto Rosas acerca da Súmula n. 279/Supremo Tribunal Federal, qual seja: “Chiovenda nos dá os limites da distinção entre questão de fato e questão de direito. A questão de fato consiste em verificar se existem as circunstâncias com base nas quais deve o juiz, de acordo com a lei, considerar existentes determinados fatos concretos. A questão de direito consiste na focalização, primeiro, se a norma, a que o autor se refere, existe, como norma abstrata (Instituições de Direito Processual, 2a ed., v. I/175). Não é estranha a qualificação jurídica dos fatos dados como provados ( RT 275/884 e 226/583). Já se refere a matéria de fato quando a decisão assenta no processo de livre convencimento do julgador (Recurso Extraordinário 64.051, Rel. Min. Djaci Falcão, RTJ 47/276); não cabe o recurso extraordinário quando o acórdão recorrido deu determinada qualificação jurídica a fatos delituosos e se pretende atribuir aos mesmos fatos outra configuração, quando essa pretensão exige reexame de provas (ERE 58.714, Relator para o acórdão o Min. Amaral Santos, RTJ 46/821). No processo penal, a verificação entre a qualificação de motivo fútil ou estado de embriaguez para a apenação importa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 12 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721793 AGR / RS matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça”. (in, Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros). Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo, com fundamento no artigo 21, § 1..., do RISTF. Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Supremo Tribunal Federal ARE 721793 AGR / RS matéria de fato, insuscetível de reexame no recurso extraordinário (Recurso Extraordinário 63.226, Rel. Min. Eloy da Rocha, RTJ 46/666). A Súmula 279 é peremptória: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. Não se vislumbraria a existência da questão federal motivadora do recurso extraordinário. O juiz dá a valoração mais conveniente aos elementos probatórios, atendendo aos fatos e circunstâncias constantes dos autos, ainda que não alegados pelas partes. Não se confunda com o critério legal da valorização da prova (RTJ 37/480, 56/65) (Pestana de Aguiar, Comentários ao Código de Processo Civil, 2a ed., v. VI/40, Ed. RT; Castro Nunes, Teoria e Prática do Poder Judiciário, 1943, p. 383). V. Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça”. (in, Direito Sumular, 14... ed. São Paulo, Malheiros). Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo, com fundamento no artigo 21, § 1..., do RISTF. Em que pesem os argumentos expendidos nas razões de agravar, resta evidenciado das razões recursais que o agravante não trouxe nenhum argumento capaz de infirmar a decisão hostilizada, razão pela qual a mesma deve ser mantida por seus próprios fundamentos. Ex positis, nego provimento ao agravo regimental. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3751091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 12 Extrato de Ata - 23/04/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : JOSÉ CELÇO PIRES BITENCOURT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CRISTIANE WILLERS INTDO.(A/S) : CENTRO DE REGISTRO VEÍCULOS AUTOMOTORES CRVA DE SAPUCAIA DO SUL REPRESENTADO POR PEIXOTO AUTOMÓVEIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 23.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3779221 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.793 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO DETRAN RS ADV.(A/S) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGDO.(A/S) : JOSÉ CELÇO PIRES BITENCOURT E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CRISTIANE WILLERS INTDO.(A/S) : CENTRO DE REGISTRO VEÍCULOS AUTOMOTORES CRVA DE SAPUCAIA DO SUL REPRESENTADO POR PEIXOTO AUTOMÓVEIS ADV.(A/S) : SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 23.4.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3779221 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 12
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721 . 793", "SÚMULA 279 / Supremo", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "ARE 721793 AGR / RS", "AI n . 646 . 103 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 721793 AGR / RS", "AI n . 646 . 103 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 721793 AGR / RS", "ARE 721793 AGR / RS", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 721793 AGR / RS", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 721793 AGR / RS", "Súmulas 282", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "APELAÇÃO", "ARE 721793 AGR / RS", "ARE 721793 AGR / RS", "ARE 721793 AGR / RS", "Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 721793 AGR / RS", "Súmula n 283 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "ARE 721793 AGR / RS", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 596 . 682", "AI 808 . 361", "ARE 721793 AGR / RS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 / Supremo Tribunal Federal", "RT 275 / 884", "226", "/", "583", "Recurso Extraordinário 64 . 051", "ERE 58 . 714", "RTJ", "ARE 721793 AGR / RS", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 / Supremo Tribunal Federal", "RT 275 / 884", "226", "/", "583", "Recurso Extraordinário 64 . 051", "RTJ 47 / 276", "ERE 58 . 714", "RTJ 46 / 821", "ARE 721793 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 63 . 226", "RTJ", "RTJ 37 / 480", "Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça", "ARE 721793 AGR", "Recurso Extraordinário 63 . 226", "RTJ", "RTJ 37 / 480 ,", "Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 511 , Código de Processo Civil", "artigo 17 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 -", "art . 511 , Código de Processo Civil", "artigo 17 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 323 do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "art . 511 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Constituição Federal", "art . 511 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 17 do Código de Processo Civil", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 17 do Código de Processo Civil", "art . 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do artigo 102 da Constituição Federal", "art . 511 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "alínea a do artigo 102 da Constituição Federal", "art . 511 , Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 17 do Código de Processo Civil", "artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n", "artigo 17 do Código de Processo Civil", "artigo 37 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal , em seu art . 102", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de", "artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Civil", "artigo 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Brasília", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "São Paulo", "São Paulo", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "DEPARTAMENTO ESTADUAL DE TRÂNSITO", "DETRAN", "RS", "CENTRO", "2", ".", ".", ". 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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 116.726 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :RONALDO DA SILVA OU RONALDO SILVA IMPTE.(S) :JOSÉ ROMEU RODRIGUES JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC Nº 231.594 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE DEMORA PARA O EXAME DE PEDIDO DE PRISÃO DOMICILIAR. QUESTÃO NÃO EXAMINDA PELO STJ. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT MANEJADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA CARACATERIZADA. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E, NA PARTE CONHECIDA, CONCEDIDA A ORDEM. I – Habeas corpus não conhecido quanto ao fundamento de demora no exame dos impedimentos administrativos que obstam a colocação do paciente em prisão domiciliar. Essa matéria ainda não foi analisada pelo STJ, de modo que seu exame por este Tribunal implicaria indevida supressão de instância. II – Apesar de a Ministra Relatora daquela Corte ter impulsionado o feito com as cautelas devidas, verifica-se que foi ajuizado há mais de 1 ano e 4 meses, sendo redistribuído por três vezes, e encontra-se concluso com as informações complementares desde 10/4/2013, sem, contudo, indicação de data provável para o seu julgamento. Esses fatos são aptos a justificar a concessão da ordem para determinar o imediato julgamento daquela ação, haja vista que, mesmo depois dos esclarecimentos apresentados, a situação permanece inalterada. III – Habeas corpus conhecido em parte e, na parte conhecida, concedida a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940279. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 116726 / MG A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conhecer em parte da impetração e, na parte conhecida, conceder a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940279. Supremo Tribunal Federal HC 116726 / MG A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conhecer em parte da impetração e, na parte conhecida, conceder a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 116.726 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :RONALDO DA SILVA OU RONALDO SILVA IMPTE.(S) :JOSÉ ROMEU RODRIGUES JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC Nº 231.594 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por José Romeu Rodrigues Júnior e outros, em favor de RONALDO DA SILVA, contra a suposta demora no julgamento do HC 231.594/MG no Superior Tribunal de Justiça. Os impetrantes relatam, inicialmente, que o paciente foi condenado pelos crimes de roubo duplamente qualificado (art. 157, § 2º, I e II, do CP), por duas vezes, e furto duplamente qualificado (art. 155, § 4º, I e II, do CP), com as penas unificadas em 19 anos de reclusão, no regime inicial fechado. Dizem, ainda, que o paciente obteve sucessivas progressões de regime, sendo por último beneficiado com prisão domiciliar. No entanto, ressaltam que até o momento não foi posto em liberdade, “devido a impedimentos administrativos no SETARIM (sistema de registros policias e alvarás/mandados de prisão de MG)”. Salientam que, devido a tais impedimentos, o paciente continua preso no regime fechado, desde 13/5/2010. Explicam, na sequência, que, na tentativa de sanar o referido constrangimento ilegal, a defesa manejou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça há mais de 1 ano, mas até o momento a impetração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940280. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 116.726 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :RONALDO DA SILVA OU RONALDO SILVA IMPTE.(S) :JOSÉ ROMEU RODRIGUES JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC Nº 231.594 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por José Romeu Rodrigues Júnior e outros, em favor de RONALDO DA SILVA, contra a suposta demora no julgamento do HC 231.594/MG no Superior Tribunal de Justiça. Os impetrantes relatam, inicialmente, que o paciente foi condenado pelos crimes de roubo duplamente qualificado (art. 157, § 2º, I e II, do CP), por duas vezes, e furto duplamente qualificado (art. 155, § 4º, I e II, do CP), com as penas unificadas em 19 anos de reclusão, no regime inicial fechado. Dizem, ainda, que o paciente obteve sucessivas progressões de regime, sendo por último beneficiado com prisão domiciliar. No entanto, ressaltam que até o momento não foi posto em liberdade, “devido a impedimentos administrativos no SETARIM (sistema de registros policias e alvarás/mandados de prisão de MG)”. Salientam que, devido a tais impedimentos, o paciente continua preso no regime fechado, desde 13/5/2010. Explicam, na sequência, que, na tentativa de sanar o referido constrangimento ilegal, a defesa manejou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça há mais de 1 ano, mas até o momento a impetração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 116726 / MG não foi levada a julgamento, mesmo instruída com parecer favorável do Ministério Público Federal. É contra essa alegada demora que se insurgem os impetrantes. Asseveram, inicialmente, que a demora para o julgamento do habeas corpus impetrado no STJ contraria a norma prevista no art. 202 do Regimento Interno daquele Tribunal e ofende o princípio da razoável duração do processo, prescrito no art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal. Destacam, ainda, que o excesso de prazo naquela Corte se deve “à solicitação de expedição de ofício pela apontada autoridade coatora às Comarcas citadas nos impedimentos, de Estados distintos da Federação”, providência que já teria sido adotada inúmeras vezes pelo próprio Juiz da Vara de Execuções Criminais de Ribeirão das Neves/MG e pela defesa, conforme se pode verificar nas informações prestadas pelo juízo de origem ao STJ e no parecer ministerial. Requerem, ao final, liminarmente, seja restabelecida a prisão domiciliar do paciente até o julgamento final deste writ e, na sequência, seja determinado ao Superior Tribunal de Justiça que coloque o HC 231.594/MG em mesa para julgamento. No mérito, caso o referido habeas corpus do STJ ainda não tenha sido julgado, pedem a concessão da ordem para suspender os referidos impedimentos administrativos que obstam a colocação do paciente em prisão domiciliar, estabelecendo-se como prazo máximo para os esclarecimentos devidos a data final de cumprimento da reprimenda, “sob pena de exclusão definitiva, pois ao cabo do cumprimento da pena, estar-se- ia preclusa a discussão sobre tais impedimentos administrativos”. Em 19/2/2013, indeferi o pedido de liminar, solicitei informações à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940280. Supremo Tribunal Federal HC 116726 / MG não foi levada a julgamento, mesmo instruída com parecer favorável do Ministério Público Federal. É contra essa alegada demora que se insurgem os impetrantes. Asseveram, inicialmente, que a demora para o julgamento do habeas corpus impetrado no STJ contraria a norma prevista no art. 202 do Regimento Interno daquele Tribunal e ofende o princípio da razoável duração do processo, prescrito no art. 5º, LXXVIII, da Constituição Federal. Destacam, ainda, que o excesso de prazo naquela Corte se deve “à solicitação de expedição de ofício pela apontada autoridade coatora às Comarcas citadas nos impedimentos, de Estados distintos da Federação”, providência que já teria sido adotada inúmeras vezes pelo próprio Juiz da Vara de Execuções Criminais de Ribeirão das Neves/MG e pela defesa, conforme se pode verificar nas informações prestadas pelo juízo de origem ao STJ e no parecer ministerial. Requerem, ao final, liminarmente, seja restabelecida a prisão domiciliar do paciente até o julgamento final deste writ e, na sequência, seja determinado ao Superior Tribunal de Justiça que coloque o HC 231.594/MG em mesa para julgamento. No mérito, caso o referido habeas corpus do STJ ainda não tenha sido julgado, pedem a concessão da ordem para suspender os referidos impedimentos administrativos que obstam a colocação do paciente em prisão domiciliar, estabelecendo-se como prazo máximo para os esclarecimentos devidos a data final de cumprimento da reprimenda, “sob pena de exclusão definitiva, pois ao cabo do cumprimento da pena, estar-se- ia preclusa a discussão sobre tais impedimentos administrativos”. Em 19/2/2013, indeferi o pedido de liminar, solicitei informações à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 116726 / MG Ministra Relatora do HC 231.594/MG e ao Juiz de Direito da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Ribeirão das Neves/MG, bem como determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. O Superior Tribunal de Justiça prestou informações por meio do Ofício 66/GAB, de 27/2/2013, recebido nesta Corte em 4/3/2013. O juízo de primeiro grau, por sua vez, encaminhou seus esclarecimentos em 13/3/2013. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela concessão da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940280. Supremo Tribunal Federal HC 116726 / MG Ministra Relatora do HC 231.594/MG e ao Juiz de Direito da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Ribeirão das Neves/MG, bem como determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. O Superior Tribunal de Justiça prestou informações por meio do Ofício 66/GAB, de 27/2/2013, recebido nesta Corte em 4/3/2013. O juízo de primeiro grau, por sua vez, encaminhou seus esclarecimentos em 13/3/2013. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela concessão da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 116.726 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de parcial conhecimento do habeas corpus e, nessa extensão, de concessão da ordem. Registro, inicialmente, que o pedido de concessão da ordem para suspender os referidos impedimentos administrativos que obstam a colocação do paciente em prisão domiciliar ainda não foi analisado pelo STJ. Assim, o exame dessa matéria por este Tribunal implicaria indevida supressão de instância, razão pela qual não conheço do writ nesse ponto. No que concerne à alegada demora para o julgamento do habeas corpus manejado no Superior Tribunal de Justiça, entendo que assiste razão aos impetrantes. Em consulta ao andamento processual no sítio eletrônico do STJ, verifico que o HC 231.594/MG foi distribuído naquela Corte Superior em 25/1/2012. Na sequência, o então Ministro Presidente indeferiu o pedido de liminar e solicitou informações. Em 29/2/2012, o Ministério Público Federal manifestou-se pela concessão da ordem. Em 8/8/2012, o processo foi atribuído à Ministra Alderita Ramos de Oliveira (desembargadora convocada do TJPE) e, em 24/8/2012, à Ministra Assusete Magalhães, atual Relatora do feito. Em suas informações, a Ministra Assusete Magalhães relatou que, em 19/2/2012, solicitou esclarecimentos complementares ao Juízo da Vara Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940281. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 116.726 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de parcial conhecimento do habeas corpus e, nessa extensão, de concessão da ordem. Registro, inicialmente, que o pedido de concessão da ordem para suspender os referidos impedimentos administrativos que obstam a colocação do paciente em prisão domiciliar ainda não foi analisado pelo STJ. Assim, o exame dessa matéria por este Tribunal implicaria indevida supressão de instância, razão pela qual não conheço do writ nesse ponto. No que concerne à alegada demora para o julgamento do habeas corpus manejado no Superior Tribunal de Justiça, entendo que assiste razão aos impetrantes. Em consulta ao andamento processual no sítio eletrônico do STJ, verifico que o HC 231.594/MG foi distribuído naquela Corte Superior em 25/1/2012. Na sequência, o então Ministro Presidente indeferiu o pedido de liminar e solicitou informações. Em 29/2/2012, o Ministério Público Federal manifestou-se pela concessão da ordem. Em 8/8/2012, o processo foi atribuído à Ministra Alderita Ramos de Oliveira (desembargadora convocada do TJPE) e, em 24/8/2012, à Ministra Assusete Magalhães, atual Relatora do feito. Em suas informações, a Ministra Assusete Magalhães relatou que, em 19/2/2012, solicitou esclarecimentos complementares ao Juízo da Vara Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 116726 / MG Criminal, Infância e Juventude da Comarca de Paranaíba/MS e ao Juízo da Vara Criminal, Infância e Juventude da Comarca de Ibirité/MG. As informações foram prestadas em 29/1/2013 e 15/2/2013, respectivamente. O Juízo da Vara Criminal, Infância e Juventude da Comarca de Ibirité/MG, por sua vez, esclareceu que a guia de execução definitiva havia sido encaminhada para a Comarca de Ribeirão das Neves/MG, local em que o paciente está preso e, portanto, o juízo competente para decidir sobre as questões executórias relativas ao Processo 0114.92.096569-4. Com base nessa informação, a Relatora oficiou àquele juízo, que prestou novos esclarecimentos por meio de ofício recebido no STJ em 2/4/2013. Os autos foram conclusos em 10/4/2013. Diante de tais fatos, percebe-se que a Ministra Relatora daquela Corte tem impulsionado o feito com as cautelas devidas, em especial por terem sido solicitados ao magistrado de origem todos os esclarecimentos, visando não só à ampla defesa e ao amplo acesso do paciente ao Judiciário, mas também à solução do caso com a maior segurança jurídica possível. Todavia, o feito foi a ajuizado naquele Tribunal há mais de 1 ano e 4 meses, sendo redistribuído por três vezes, e encontra-se concluso com as informações complementares desde 10/4/2013, sem, contudo, indicação de data provável para o seu julgamento. Além disso, o habeas corpus tem como objetivo a modificação de regime prisional, tema relacionado ao direito de ir e vir do paciente. Esses fatos, a meu ver, são aptos a justificar a concessão da ordem para determinar o imediato julgamento daquela ação, haja vista que, mesmo depois dos esclarecimentos apresentados, a situação permanece inalterada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940281. Supremo Tribunal Federal HC 116726 / MG Criminal, Infância e Juventude da Comarca de Paranaíba/MS e ao Juízo da Vara Criminal, Infância e Juventude da Comarca de Ibirité/MG. As informações foram prestadas em 29/1/2013 e 15/2/2013, respectivamente. O Juízo da Vara Criminal, Infância e Juventude da Comarca de Ibirité/MG, por sua vez, esclareceu que a guia de execução definitiva havia sido encaminhada para a Comarca de Ribeirão das Neves/MG, local em que o paciente está preso e, portanto, o juízo competente para decidir sobre as questões executórias relativas ao Processo 0114.92.096569-4. Com base nessa informação, a Relatora oficiou àquele juízo, que prestou novos esclarecimentos por meio de ofício recebido no STJ em 2/4/2013. Os autos foram conclusos em 10/4/2013. Diante de tais fatos, percebe-se que a Ministra Relatora daquela Corte tem impulsionado o feito com as cautelas devidas, em especial por terem sido solicitados ao magistrado de origem todos os esclarecimentos, visando não só à ampla defesa e ao amplo acesso do paciente ao Judiciário, mas também à solução do caso com a maior segurança jurídica possível. Todavia, o feito foi a ajuizado naquele Tribunal há mais de 1 ano e 4 meses, sendo redistribuído por três vezes, e encontra-se concluso com as informações complementares desde 10/4/2013, sem, contudo, indicação de data provável para o seu julgamento. Além disso, o habeas corpus tem como objetivo a modificação de regime prisional, tema relacionado ao direito de ir e vir do paciente. Esses fatos, a meu ver, são aptos a justificar a concessão da ordem para determinar o imediato julgamento daquela ação, haja vista que, mesmo depois dos esclarecimentos apresentados, a situação permanece inalterada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 116726 / MG Ante o exposto, conheço em parte da impetração e, na parte conhecida, concedo a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940281. Supremo Tribunal Federal HC 116726 / MG Ante o exposto, conheço em parte da impetração e, na parte conhecida, concedo a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.726 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : RONALDO DA SILVA OU RONALDO SILVA IMPTE.(S) : JOSÉ ROMEU RODRIGUES JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC Nº 231.594 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu em parte da impetração e, na parte conhecida, concedeu a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993667 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.726 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : RONALDO DA SILVA OU RONALDO SILVA IMPTE.(S) : JOSÉ ROMEU RODRIGUES JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC Nº 231.594 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu em parte da impetração e, na parte conhecida, concedeu a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993667 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4003455
2013-06-04T00:00:00
2013-06-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu em parte da impetração e, na parte conhecida, concedeu a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE DEMORA PARA O EXAME DE PEDIDO DE PRISÃO DOMICILIAR. QUESTÃO NÃO EXAMINDA PELO STJ. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT MANEJADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA CARACATERIZADA. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E, NA PARTE CONHECIDA, CONCEDIDA A ORDEM. I – Habeas corpus não conhecido quanto ao fundamento de demora no exame dos impedimentos administrativos que obstam a colocação do paciente em prisão domiciliar. Essa matéria ainda não foi analisada pelo STJ, de modo que seu exame por este Tribunal implicaria indevida supressão de instância. II – Apesar de a Ministra Relatora daquela Corte ter impulsionado o feito com as cautelas devidas, verifica-se que foi ajuizado há mais de 1 ano e 4 meses, sendo redistribuído por três vezes, e encontra-se concluso com as informações complementares desde 10/4/2013, sem, contudo, indicação de data provável para o seu julgamento. Esses fatos são aptos a justificar a concessão da ordem para determinar o imediato julgamento daquela ação, haja vista que, mesmo depois dos esclarecimentos apresentados, a situação permanece inalterada. III – Habeas corpus conhecido em parte e, na parte conhecida, concedida a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10ª sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem.
sjur233603
- Veja Processo 0114.92.096569-4 da Comarca de Ribeirão das Neves/MG. Número de páginas: 9. Análise: 01/07/2013, SEV.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
116726
null
HC
acordaos
HC 116726
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PACTE.(S) : RONALDO DA SILVA OU RONALDO SILVA IMPTE.(S) : JOSÉ ROMEU RODRIGUES JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC Nº 231.594 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 116.726 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :RONALDO DA SILVA OU RONALDO SILVA IMPTE.(S) :JOSÉ ROMEU RODRIGUES JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC n 231.594 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. ALEGAÇÃO DE DEMORA PARA O EXAME DE PEDIDO DE PRISÃO DOMICILIAR. QUESTÃO NÃO EXAMINDA PELO Superior Tribunal de Justiça. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT MANEJADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA CARACATERIZADA. WRIT PARCIALMENTE CONHECIDO E, NA PARTE CONHECIDA, CONCEDIDA A ORDEM. I – Habeas corpus não conhecido quanto ao fundamento de demora no exame dos impedimentos administrativos que obstam a colocação do paciente em prisão domiciliar. Essa matéria ainda não foi analisada pelo Superior Tribunal de Justiça, de modo que seu exame por este Tribunal implicaria indevida supressão de instância. II – Apesar de a Ministra Relatora daquela Corte ter impulsionado o feito com as cautelas devidas, verifica-se que foi ajuizado há mais de 1 ano e 4 meses, sendo redistribuído por três vezes, e encontra-se concluso com as informações complementares desde 10/4/2013, sem, contudo, indicação de data provável para o seu julgamento. Esses fatos são aptos a justificar a concessão da ordem para determinar o imediato julgamento daquela ação, haja vista que, mesmo depois dos esclarecimentos apresentados, a situação permanece inalterada. III – Habeas corpus conhecido em parte e, na parte conhecida, concedida a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10... sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940279. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão HC 116726 / MG A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conhecer em parte da impetração e, na parte conhecida, conceder a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10... sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940279. Supremo Tribunal Federal HC 116726 / MG A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, conhecer em parte da impetração e, na parte conhecida, conceder a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10... sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940279. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 116.726 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :RONALDO DA SILVA OU RONALDO SILVA IMPTE.(S) :JOSÉ ROMEU RODRIGUES JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC n 231.594 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por José Romeu Rodrigues Júnior e outros, em favor de RONALDO DA SILVA, contra a suposta demora no julgamento do HC 231.594/MG no Superior Tribunal de Justiça. Os impetrantes relatam, inicialmente, que o paciente foi condenado pelos crimes de roubo duplamente qualificado (art. 157, § 2..., I e II, do Código Penal Brasileiro), por duas vezes, e furto duplamente qualificado (art. 155, § 4..., I e II, do Código Penal Brasileiro), com as penas unificadas em 19 anos de reclusão, no regime inicial fechado. Dizem, ainda, que o paciente obteve sucessivas progressões de regime, sendo por último beneficiado com prisão domiciliar. No entanto, ressaltam que até o momento não foi posto em liberdade, “devido a impedimentos administrativos no SETARIM (sistema de registros policias e alvarás/mandados de prisão de MG)”. Salientam que, devido a tais impedimentos, o paciente continua preso no regime fechado, desde 13/5/2010. Explicam, na sequência, que, na tentativa de sanar o referido constrangimento ilegal, a defesa manejou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça há mais de 1 ano, mas até o momento a impetração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940280. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 116.726 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :RONALDO DA SILVA OU RONALDO SILVA IMPTE.(S) :JOSÉ ROMEU RODRIGUES JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) :RELATORA DO HC n 231.594 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por José Romeu Rodrigues Júnior e outros, em favor de RONALDO DA SILVA, contra a suposta demora no julgamento do HC 231.594/MG no Superior Tribunal de Justiça. Os impetrantes relatam, inicialmente, que o paciente foi condenado pelos crimes de roubo duplamente qualificado (art. 157, § 2..., I e II, do Código Penal Brasileiro), por duas vezes, e furto duplamente qualificado (art. 155, § 4..., I e II, do Código Penal Brasileiro), com as penas unificadas em 19 anos de reclusão, no regime inicial fechado. Dizem, ainda, que o paciente obteve sucessivas progressões de regime, sendo por último beneficiado com prisão domiciliar. No entanto, ressaltam que até o momento não foi posto em liberdade, “devido a impedimentos administrativos no SETARIM (sistema de registros policias e alvarás/mandados de prisão de MG)”. Salientam que, devido a tais impedimentos, o paciente continua preso no regime fechado, desde 13/5/2010. Explicam, na sequência, que, na tentativa de sanar o referido constrangimento ilegal, a defesa manejou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça há mais de 1 ano, mas até o momento a impetração Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório HC 116726 / MG não foi levada a julgamento, mesmo instruída com parecer favorável do Ministério Público Federal. É contra essa alegada demora que se insurgem os impetrantes. Asseveram, inicialmente, que a demora para o julgamento do habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça contraria a norma prevista no art. 202 do Regimento Interno daquele Tribunal e ofende o princípio da razoável duração do processo, prescrito no art. 5..., LXXVIII, da Constituição Federal. Destacam, ainda, que o excesso de prazo naquela Corte se deve “à solicitação de expedição de ofício pela apontada autoridade coatora às Comarcas citadas nos impedimentos, de Estados distintos da Federação”, providência que já teria sido adotada inúmeras vezes pelo próprio Juiz da Vara de Execuções Criminais de Ribeirão das Neves/MG e pela defesa, conforme se pode verificar nas informações prestadas pelo juízo de origem ao Superior Tribunal de Justiça e no parecer ministerial. Requerem, ao final, liminarmente, seja restabelecida a prisão domiciliar do paciente até o julgamento final deste writ e, na sequência, seja determinado ao Superior Tribunal de Justiça que coloque o HC 231.594/MG em mesa para julgamento. No mérito, caso o referido habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça ainda não tenha sido julgado, pedem a concessão da ordem para suspender os referidos impedimentos administrativos que obstam a colocação do paciente em prisão domiciliar, estabelecendo-se como prazo máximo para os esclarecimentos devidos a data final de cumprimento da reprimenda, “sob pena de exclusão definitiva, pois ao cabo do cumprimento da pena, estar-se- ia preclusa a discussão sobre tais impedimentos administrativos”. Em 19/2/2013, indeferi o pedido de liminar, solicitei informações à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940280. Supremo Tribunal Federal HC 116726 / MG não foi levada a julgamento, mesmo instruída com parecer favorável do Ministério Público Federal. É contra essa alegada demora que se insurgem os impetrantes. Asseveram, inicialmente, que a demora para o julgamento do habeas corpus impetrado no Superior Tribunal de Justiça contraria a norma prevista no art. 202 do Regimento Interno daquele Tribunal e ofende o princípio da razoável duração do processo, prescrito no art. 5..., LXXVIII, da Constituição Federal. Destacam, ainda, que o excesso de prazo naquela Corte se deve “à solicitação de expedição de ofício pela apontada autoridade coatora às Comarcas citadas nos impedimentos, de Estados distintos da Federação”, providência que já teria sido adotada inúmeras vezes pelo próprio Juiz da Vara de Execuções Criminais de Ribeirão das Neves/MG e pela defesa, conforme se pode verificar nas informações prestadas pelo juízo de origem ao Superior Tribunal de Justiça e no parecer ministerial. Requerem, ao final, liminarmente, seja restabelecida a prisão domiciliar do paciente até o julgamento final deste writ e, na sequência, seja determinado ao Superior Tribunal de Justiça que coloque o HC 231.594/MG em mesa para julgamento. No mérito, caso o referido habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça ainda não tenha sido julgado, pedem a concessão da ordem para suspender os referidos impedimentos administrativos que obstam a colocação do paciente em prisão domiciliar, estabelecendo-se como prazo máximo para os esclarecimentos devidos a data final de cumprimento da reprimenda, “sob pena de exclusão definitiva, pois ao cabo do cumprimento da pena, estar-se- ia preclusa a discussão sobre tais impedimentos administrativos”. Em 19/2/2013, indeferi o pedido de liminar, solicitei informações à 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório HC 116726 / MG Ministra Relatora do HC 231.594/MG e ao Juiz de Direito da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Ribeirão das Neves/MG, bem como determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. O Superior Tribunal de Justiça prestou informações por meio do Ofício 66/GAB, de 27/2/2013, recebido nesta Corte em 4/3/2013. O juízo de primeiro grau, por sua vez, encaminhou seus esclarecimentos em 13/3/2013. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela concessão da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940280. Supremo Tribunal Federal HC 116726 / MG Ministra Relatora do HC 231.594/MG e ao Juiz de Direito da Vara de Execuções Criminais da Comarca de Ribeirão das Neves/MG, bem como determinei, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. O Superior Tribunal de Justiça prestou informações por meio do Ofício 66/GAB, de 27/2/2013, recebido nesta Corte em 4/3/2013. O juízo de primeiro grau, por sua vez, encaminhou seus esclarecimentos em 13/3/2013. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra do Subprocurador-Geral da República Mario José Gisi, manifestou-se pela concessão da ordem. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940280. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 116.726 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de parcial conhecimento do habeas corpus e, nessa extensão, de concessão da ordem. Registro, inicialmente, que o pedido de concessão da ordem para suspender os referidos impedimentos administrativos que obstam a colocação do paciente em prisão domiciliar ainda não foi analisado pelo Superior Tribunal de Justiça. Assim, o exame dessa matéria por este Tribunal implicaria indevida supressão de instância, razão pela qual não conheço do writ nesse ponto. No que concerne à alegada demora para o julgamento do habeas corpus manejado no Superior Tribunal de Justiça, entendo que assiste razão aos impetrantes. Em consulta ao andamento processual no sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, verifico que o HC 231.594/MG foi distribuído naquela Corte Superior em 25/1/2012. Na sequência, o então Ministro Presidente indeferiu o pedido de liminar e solicitou informações. Em 29/2/2012, o Ministério Público Federal manifestou-se pela concessão da ordem. Em 8/8/2012, o processo foi atribuído à Ministra Alderita Ramos de Oliveira (desembargadora convocada do TJPE) e, em 24/8/2012, à Ministra Assusete Magalhães, atual Relatora do feito. Em suas informações, a Ministra Assusete Magalhães relatou que, em 19/2/2012, solicitou esclarecimentos complementares ao Juízo da Vara Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940281. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 116.726 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de parcial conhecimento do habeas corpus e, nessa extensão, de concessão da ordem. Registro, inicialmente, que o pedido de concessão da ordem para suspender os referidos impedimentos administrativos que obstam a colocação do paciente em prisão domiciliar ainda não foi analisado pelo Superior Tribunal de Justiça. Assim, o exame dessa matéria por este Tribunal implicaria indevida supressão de instância, razão pela qual não conheço do writ nesse ponto. No que concerne à alegada demora para o julgamento do habeas corpus manejado no Superior Tribunal de Justiça, entendo que assiste razão aos impetrantes. Em consulta ao andamento processual no sítio eletrônico do Superior Tribunal de Justiça, verifico que o HC 231.594/MG foi distribuído naquela Corte Superior em 25/1/2012. Na sequência, o então Ministro Presidente indeferiu o pedido de liminar e solicitou informações. Em 29/2/2012, o Ministério Público Federal manifestou-se pela concessão da ordem. Em 8/8/2012, o processo foi atribuído à Ministra Alderita Ramos de Oliveira (desembargadora convocada do TJPE) e, em 24/8/2012, à Ministra Assusete Magalhães, atual Relatora do feito. Em suas informações, a Ministra Assusete Magalhães relatou que, em 19/2/2012, solicitou esclarecimentos complementares ao Juízo da Vara Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 116726 / MG Criminal, Infância e Juventude da Comarca de Paranaíba/MS e ao Juízo da Vara Criminal, Infância e Juventude da Comarca de Ibirité/MG. As informações foram prestadas em 29/1/2013 e 15/2/2013, respectivamente. O Juízo da Vara Criminal, Infância e Juventude da Comarca de Ibirité/MG, por sua vez, esclareceu que a guia de execução definitiva havia sido encaminhada para a Comarca de Ribeirão das Neves/MG, local em que o paciente está preso e, portanto, o juízo competente para decidir sobre as questões executórias relativas ao Processo 0114.92.096569-4. Com base nessa informação, a Relatora oficiou àquele juízo, que prestou novos esclarecimentos por meio de ofício recebido no Superior Tribunal de Justiça em 2/4/2013. Os autos foram conclusos em 10/4/2013. Diante de tais fatos, percebe-se que a Ministra Relatora daquela Corte tem impulsionado o feito com as cautelas devidas, em especial por terem sido solicitados ao magistrado de origem todos os esclarecimentos, visando não só à ampla defesa e ao amplo acesso do paciente ao Judiciário, mas também à solução do caso com a maior segurança jurídica possível. Todavia, o feito foi a ajuizado naquele Tribunal há mais de 1 ano e 4 meses, sendo redistribuído por três vezes, e encontra-se concluso com as informações complementares desde 10/4/2013, sem, contudo, indicação de data provável para o seu julgamento. Além disso, o habeas corpus tem como objetivo a modificação de regime prisional, tema relacionado ao direito de ir e vir do paciente. Esses fatos, a meu ver, são aptos a justificar a concessão da ordem para determinar o imediato julgamento daquela ação, haja vista que, mesmo depois dos esclarecimentos apresentados, a situação permanece inalterada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940281. Supremo Tribunal Federal HC 116726 / MG Criminal, Infância e Juventude da Comarca de Paranaíba/MS e ao Juízo da Vara Criminal, Infância e Juventude da Comarca de Ibirité/MG. As informações foram prestadas em 29/1/2013 e 15/2/2013, respectivamente. O Juízo da Vara Criminal, Infância e Juventude da Comarca de Ibirité/MG, por sua vez, esclareceu que a guia de execução definitiva havia sido encaminhada para a Comarca de Ribeirão das Neves/MG, local em que o paciente está preso e, portanto, o juízo competente para decidir sobre as questões executórias relativas ao Processo 0114.92.096569-4. Com base nessa informação, a Relatora oficiou àquele juízo, que prestou novos esclarecimentos por meio de ofício recebido no Superior Tribunal de Justiça em 2/4/2013. Os autos foram conclusos em 10/4/2013. Diante de tais fatos, percebe-se que a Ministra Relatora daquela Corte tem impulsionado o feito com as cautelas devidas, em especial por terem sido solicitados ao magistrado de origem todos os esclarecimentos, visando não só à ampla defesa e ao amplo acesso do paciente ao Judiciário, mas também à solução do caso com a maior segurança jurídica possível. Todavia, o feito foi a ajuizado naquele Tribunal há mais de 1 ano e 4 meses, sendo redistribuído por três vezes, e encontra-se concluso com as informações complementares desde 10/4/2013, sem, contudo, indicação de data provável para o seu julgamento. Além disso, o habeas corpus tem como objetivo a modificação de regime prisional, tema relacionado ao direito de ir e vir do paciente. Esses fatos, a meu ver, são aptos a justificar a concessão da ordem para determinar o imediato julgamento daquela ação, haja vista que, mesmo depois dos esclarecimentos apresentados, a situação permanece inalterada. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 116726 / MG Ante o exposto, conheço em parte da impetração e, na parte conhecida, concedo a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10... sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940281. Supremo Tribunal Federal HC 116726 / MG Ante o exposto, conheço em parte da impetração e, na parte conhecida, concedo a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10... sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940281. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.726 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : RONALDO DA SILVA OU RONALDO SILVA IMPTE.(S) : JOSÉ ROMEU RODRIGUES JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC n 231.594 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu em parte da impetração e, na parte conhecida, concedeu a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10... sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993667 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 116.726 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : RONALDO DA SILVA OU RONALDO SILVA IMPTE.(S) : JOSÉ ROMEU RODRIGUES JÚNIOR E OUTRO(A/S) COATOR(A/S)(ES) : RELATORA DO HC n 231.594 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu em parte da impetração e, na parte conhecida, concedeu a ordem para determinar ao Superior Tribunal de Justiça que apresente o writ em mesa, para julgamento até a 10... sessão, ordinária ou extraordinária, subsequente à comunicação da ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993667 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 116 . 726", "HC n 231 . 594", "HC 116726 / MG", "HC 116726 / MG", "HABEAS CORPUS 116 . 726", "HC n 231 . 594", "HC 231 . 594 / MG", "HABEAS CORPUS 116 . 726", "HC n 231 . 594", "HC 231 . 594 / MG", "HC 116726 / MG", "HC 231 . 594 / MG", "HC 116726 / MG", "HC 231 . 594 / MG", "HC 116726 / MG", "HC 231 . 594 / MG", "HC 116726 / MG", "HC 231 . 594 / MG", "HABEAS CORPUS 116 . 726", "HC 231 . 594 / MG", "HABEAS CORPUS 116 . 726", "HC 231 . 594 / MG", "HC 116726 / MG", "Processo", "HC 116726 / MG", "HC 116726 / MG", "HC 116726 / MG", "HABEAS CORPUS 116 . 726", "HC n 231 . 594", "HABEAS CORPUS 116 . 726", "HC n 231 . 594" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I e II , do Código Penal Brasileiro", "art . 155 , § 4 . . . , I e II , do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 157 , § 2 . . . , I 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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.507 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ROGERIO NOGUEIRA DE AZEVEDO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. PROCESSO DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI. EXCESSO DE LINGUAGEM DA DECISÃO DE PRONÚNCIA. FUNDAMENTO DE MÉRITO NÃO ANALISADO NAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DA ALEGAÇÃO. JULGAMENTO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO: CÂMARA COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES CONVOCADOS. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS CONHECIDO EM PARTE E, NESSA EXTENSÃO, DENEGADO. 1. Inexistindo prévia manifestação das instâncias precedentes sobre questão de fundo da impetração, a apreciação da alegação implica supressão de instância, o que não é admitido consoante a jurisprudência desta Corte. 2. Julgamento de habeas corpus por colegiado integrado majoritariamente por magistrados de primeiro grau convocados: inexistência de contrariedade ao princípio do juiz natural. 3. Habeas corpus conhecido em parte e, nessa extensão, denegado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em conhecer parcialmente do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046803. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 111507 / SP pedido e, nessa extensão, denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046803. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP pedido e, nessa extensão, denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046803. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.507 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ROGERIO NOGUEIRA DE AZEVEDO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, sem pedido liminar, impetrado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo em benefício de Rogério Nogueira de Azevedo, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 8.9.2011, denegou o Habeas Corpus n. 104.273. 2. Narra-se, na inicial, ter sido o Paciente denunciado pela suposta prática dos crimes previsto no artigo “121, par. segundo, incisos II e IV, e do artigo 121, par. segundo, incisos II, c.c art. 14, incisos II, todos do C. Penal” (Evento 2, fls. 1/2). 3. Tem-se nos autos que, em 30.3.2007, o Paciente foi pronunciado nos seguintes termos: “POSTO ISSO, forte no artigo 408 do Código de Processo Penal, JULGO admissível o prosseguimento da pretensão acusatória deduzida nesta ação penal, e, assim, PRONUNCIO o réu ROGÉRIO NOGUEIRA DE AZEVEDO, qualificado nos autos (fls. 21/24), como incurso (1) no artigo 121, parágrafo 2º, incisos II e IV do Código Penal e (2) no artigo 121, parágrafo 2º, incisos II, c.c artigo 14, incisos II do Código Penal, para que seja submetido a julgamento pelo Egrégio Tribunal do Juri de Campinas, e nos termos do artigo 74, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.507 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ROGERIO NOGUEIRA DE AZEVEDO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, sem pedido liminar, impetrado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo em benefício de Rogério Nogueira de Azevedo, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 8.9.2011, denegou o Habeas Corpus n. 104.273. 2. Narra-se, na inicial, ter sido o Paciente denunciado pela suposta prática dos crimes previsto no artigo “121, par. segundo, incisos II e IV, e do artigo 121, par. segundo, incisos II, c.c art. 14, incisos II, todos do C. Penal” (Evento 2, fls. 1/2). 3. Tem-se nos autos que, em 30.3.2007, o Paciente foi pronunciado nos seguintes termos: “POSTO ISSO, forte no artigo 408 do Código de Processo Penal, JULGO admissível o prosseguimento da pretensão acusatória deduzida nesta ação penal, e, assim, PRONUNCIO o réu ROGÉRIO NOGUEIRA DE AZEVEDO, qualificado nos autos (fls. 21/24), como incurso (1) no artigo 121, parágrafo 2º, incisos II e IV do Código Penal e (2) no artigo 121, parágrafo 2º, incisos II, c.c artigo 14, incisos II do Código Penal, para que seja submetido a julgamento pelo Egrégio Tribunal do Juri de Campinas, e nos termos do artigo 74, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 111507 / SP parágrafo 1º do Código de Processo Penal. (…) O réu poderá recorrer desta decisão em liberdade porque não há motivos concretos para embasar a decretação de sua prisão provisória”. (Evento 3, fl. 7) 4. Em 4.6.2007, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, não tendo sido a ordem conhecida pela inadequação da via eleita (Evento 3, fls. 12/14). 5. Em 11.4.2008, foi impetrado o Habeas Corpus n. 104.273 no Superior Tribunal de Justiça. No curso da ação no Superior Tribunal de Justiça, apurou-se que, em 26.10.2010, o Paciente foi “[c]ondenado como incurso no artigo 121, §2º, incisos II e IV do Código Penal, ao cumprimento da pena de 15 (quinze) anos de reclusão, com relação ao homicídio praticado contra a vítima José dos Santos Filho, e absolvido da imputação da prática de tentativa de homicídio contra a vítima Solange Aparecida dos Santos” (Evento 3, fl. 37). Em 8.9.2011, a Sexta Turma deste Superior Tribunal conheceu em parte da impetração e, nessa parte, denegou a ordem: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. USO IMPRÓPRIO. MATÉRIA NÃO DECIDIDA NA ORIGEM. ACÓRDÃO DA ORIGEM ESCORREITO. NÃO CONHECIMENTO DA SÚPLICA SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CÂMARA FORMADA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES DE PRIMEIRO GRAU CONVOCADOS. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. RESSALVA DO ENTENDIMENTO DA RELATORA. 1. Em regra, o foro próprio para a discussão de excesso de linguagem na pronúncia é o recurso em sentido estrito, meio legalmente cabível. Na espécie a defesa, de modo expresso, desistiu de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP parágrafo 1º do Código de Processo Penal. (…) O réu poderá recorrer desta decisão em liberdade porque não há motivos concretos para embasar a decretação de sua prisão provisória”. (Evento 3, fl. 7) 4. Em 4.6.2007, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, não tendo sido a ordem conhecida pela inadequação da via eleita (Evento 3, fls. 12/14). 5. Em 11.4.2008, foi impetrado o Habeas Corpus n. 104.273 no Superior Tribunal de Justiça. No curso da ação no Superior Tribunal de Justiça, apurou-se que, em 26.10.2010, o Paciente foi “[c]ondenado como incurso no artigo 121, §2º, incisos II e IV do Código Penal, ao cumprimento da pena de 15 (quinze) anos de reclusão, com relação ao homicídio praticado contra a vítima José dos Santos Filho, e absolvido da imputação da prática de tentativa de homicídio contra a vítima Solange Aparecida dos Santos” (Evento 3, fl. 37). Em 8.9.2011, a Sexta Turma deste Superior Tribunal conheceu em parte da impetração e, nessa parte, denegou a ordem: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. USO IMPRÓPRIO. MATÉRIA NÃO DECIDIDA NA ORIGEM. ACÓRDÃO DA ORIGEM ESCORREITO. NÃO CONHECIMENTO DA SÚPLICA SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CÂMARA FORMADA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES DE PRIMEIRO GRAU CONVOCADOS. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. RESSALVA DO ENTENDIMENTO DA RELATORA. 1. Em regra, o foro próprio para a discussão de excesso de linguagem na pronúncia é o recurso em sentido estrito, meio legalmente cabível. Na espécie a defesa, de modo expresso, desistiu de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 111507 / SP interpor o recurso e, após o trânsito em julgado da pronúncia, fez impetrar habeas corpus, suscitando o excesso de linguagem, transmudando o writ em sucedâneo recursal. 2. O habeas corpus, contudo, não pode ser utilizado como um ‘super’ recurso, que não tem prazo nem requisitos específicos, devendo se conformar ao propósito para o qual foi historicamente instituído, é dizer, o de impedir ameaça ou violação ao direito de ir e vir, nos casos de flagrante ilegalidade, não ocorrente na espécie. 3. Assim, não decidido o assunto na origem, não merece conhecimento, sob pena de supressão de instância. 4. Os julgamentos de recursos proferidos por Câmara composta, majoritariamente, por juízes de primeiro grau não são nulos, eis que não violam o princípio do juiz natural. Ressalva do entendimento da relatora. 5. Habeas corpus conhecido em parte e, na extensão conhecida, denegada a ordem.” (Evento 3, fl. 35) 6. Na presente ação, a Impetrante sustenta que “[a] defesa impetrou ‘Habeas Corpus’ em virtude da demora no processamento do recurso em sentido estrito, o qual tem efeito suspensivo e acaba prejudicando a celeridade do feito, sendo que o paciente estava preso na época” (Evento 2, fl. 2). Afirma que “[a] decisão prolatada pela E. 8ª Câmara Criminal do 4º Grupo da Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo é nula, porquanto emanada por órgão colegiado composto em sua maioria por juízes convocados da primeira instância”, arrematando que “consta no V. Acórdão atacado que citadas autoridades judiciais são desembargadores, quando na realidade são juízes convocados, o que demonstra que o E. Tribunal de Justiça de São Paulo procura maquiar o verdadeiro cargo desempenhado pela autoridade judiciária para evitar questionamentos em instância superior” (Evento 2, fl. 5). Sustenta que “[a] r. decisão de pronúncia, mantida em superiores instâncias, extrapolou o comedimento necessário neste tipo de decisão, quando emitiu um juízo de valor sobre a inexistência da legítima defesa” (Evento 2, fl. 10). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP interpor o recurso e, após o trânsito em julgado da pronúncia, fez impetrar habeas corpus, suscitando o excesso de linguagem, transmudando o writ em sucedâneo recursal. 2. O habeas corpus, contudo, não pode ser utilizado como um ‘super’ recurso, que não tem prazo nem requisitos específicos, devendo se conformar ao propósito para o qual foi historicamente instituído, é dizer, o de impedir ameaça ou violação ao direito de ir e vir, nos casos de flagrante ilegalidade, não ocorrente na espécie. 3. Assim, não decidido o assunto na origem, não merece conhecimento, sob pena de supressão de instância. 4. Os julgamentos de recursos proferidos por Câmara composta, majoritariamente, por juízes de primeiro grau não são nulos, eis que não violam o princípio do juiz natural. Ressalva do entendimento da relatora. 5. Habeas corpus conhecido em parte e, na extensão conhecida, denegada a ordem.” (Evento 3, fl. 35) 6. Na presente ação, a Impetrante sustenta que “[a] defesa impetrou ‘Habeas Corpus’ em virtude da demora no processamento do recurso em sentido estrito, o qual tem efeito suspensivo e acaba prejudicando a celeridade do feito, sendo que o paciente estava preso na época” (Evento 2, fl. 2). Afirma que “[a] decisão prolatada pela E. 8ª Câmara Criminal do 4º Grupo da Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo é nula, porquanto emanada por órgão colegiado composto em sua maioria por juízes convocados da primeira instância”, arrematando que “consta no V. Acórdão atacado que citadas autoridades judiciais são desembargadores, quando na realidade são juízes convocados, o que demonstra que o E. Tribunal de Justiça de São Paulo procura maquiar o verdadeiro cargo desempenhado pela autoridade judiciária para evitar questionamentos em instância superior” (Evento 2, fl. 5). Sustenta que “[a] r. decisão de pronúncia, mantida em superiores instâncias, extrapolou o comedimento necessário neste tipo de decisão, quando emitiu um juízo de valor sobre a inexistência da legítima defesa” (Evento 2, fl. 10). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 111507 / SP Este o teor dos pedidos: “Isto posto, requer-se a concessão do ‘writ’, anulando-se a r. decisão de pronúncia, tendo em vista a ofensa à garantia constitucional da plenitude de defesa, bem como por ter violado o princípio constitucional do juiz natural, neste caso, o Júri popular. Caso deferida a medida, requer-se o desentranhamento da r. decisão de pronúncia, bem como do V. Acórdão que a confirmou, visando evitar que estas decisões sejam usadas pela acusação em plenário contra o paciente. Por fim, caso reconhecido qualquer dos pedidos feitos, requer-se a revogação da custódia cautelar do paciente, tendo em conta que a anulação do processo acarretará demora na prestação jurisdicional.” (Evento 2, fls. 14/15) 7. Em 7.12.2011, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da República (Evento 4). 8. A Procuradoria-Geral da República opina pela denegação da ordem (Evento 6). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP Este o teor dos pedidos: “Isto posto, requer-se a concessão do ‘writ’, anulando-se a r. decisão de pronúncia, tendo em vista a ofensa à garantia constitucional da plenitude de defesa, bem como por ter violado o princípio constitucional do juiz natural, neste caso, o Júri popular. Caso deferida a medida, requer-se o desentranhamento da r. decisão de pronúncia, bem como do V. Acórdão que a confirmou, visando evitar que estas decisões sejam usadas pela acusação em plenário contra o paciente. Por fim, caso reconhecido qualquer dos pedidos feitos, requer-se a revogação da custódia cautelar do paciente, tendo em conta que a anulação do processo acarretará demora na prestação jurisdicional.” (Evento 2, fls. 14/15) 7. Em 7.12.2011, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da República (Evento 4). 8. A Procuradoria-Geral da República opina pela denegação da ordem (Evento 6). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.507 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Inicialmente, anoto não se revelar possível o conhecimento da presente impetração no que se refere à alegação de excesso de linguagem na decisão de pronúncia, sob pena de supressão de instância. Essa questão não foi tratada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, nem pelo Superior Tribunal de Justiça. 3. Enfatizou a Ministra Maria Thereza de Assis Moura, no voto condutor do Habeas Corpus n. 104.273, objeto da presente impetração: “O Tribunal de origem não conheceu do recurso em sentido estrito [rectius: habeas corpus] manejado pela defesa, se valendo dos seguintes fundamentos: "A hipótese é de não conhecimento do pedido, porquanto inadequada a via eleita. In casu, o impetrante deveria ter demonstrado seu inconformismo contra a r. decisão de fls. 26/30, através do recurso ordinário cabível para o caso, ou seja, o de Recurso em Sentido Estrito, previsto no artigo 581, inciso IV, do Código de Processo Penal, instrumento adequado ao alcance de sua pretensão. O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível não interposto oportune tempore. Também "não é o remédio heróico instrumento adequado para apressar a tramitação de processos ou a prática de atos processuais", segundo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.507 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Inicialmente, anoto não se revelar possível o conhecimento da presente impetração no que se refere à alegação de excesso de linguagem na decisão de pronúncia, sob pena de supressão de instância. Essa questão não foi tratada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, nem pelo Superior Tribunal de Justiça. 3. Enfatizou a Ministra Maria Thereza de Assis Moura, no voto condutor do Habeas Corpus n. 104.273, objeto da presente impetração: “O Tribunal de origem não conheceu do recurso em sentido estrito [rectius: habeas corpus] manejado pela defesa, se valendo dos seguintes fundamentos: "A hipótese é de não conhecimento do pedido, porquanto inadequada a via eleita. In casu, o impetrante deveria ter demonstrado seu inconformismo contra a r. decisão de fls. 26/30, através do recurso ordinário cabível para o caso, ou seja, o de Recurso em Sentido Estrito, previsto no artigo 581, inciso IV, do Código de Processo Penal, instrumento adequado ao alcance de sua pretensão. O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível não interposto oportune tempore. Também "não é o remédio heróico instrumento adequado para apressar a tramitação de processos ou a prática de atos processuais", segundo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 111507 / SP saudoso Tribunal de Alçada Criminal (Julgados do TACRIM 25/142, 36/99, 38/91, 39/94, 40/52, 45/401, 52/85 e 53/464). E ainda. "Não se presta o habeas corpus a corrigir ou imprimir rapidez à marcha processual, destinando-se, isto sim, a amparar a liberdade da pessoa humana e seu direito de ir e vir" (TACRIM-SP-HC - Rel. JORGE TANNUS - JUTACRIM 65/123). Em face do exposto, NÃO CONHEÇO DA ORDEM." (fls. 26/27) Não há nada a reparar no julgado em xeque, pois, de fato, o habeas corpus não é panacéia para todos os males e deve se conformar ao propósito, histórico diga-se de passagem, para o qual foi instituído, ainda na Idade Média, destinado a coibir violação ao direito de ir e vir das pessoas, em caso de flagrante ilegalidade, demonstrada por inequívoca prova pré-constituída. Não pode, portanto, ser utilizado como um "super" recurso, que não tem prazo nem requisitos específicos, apenas e simplesmente porque se trata de um processo criminal e, nele, o réu não obteve algum benefício que pretendia ou teve a sua situação agravada. Na espécie, mais se avultam essas assertivas, pois o mesmo defensor público que, ao tomar conhecimento da pronúncia, desistira, de modo expresso, de apresentar o competente recurso em sentido estrito, com a afirmação textual que não era "interessante para a defesa" (fls. 55/56), após o trânsito em julgado, fez impetrar ordem de habeas corpus, perante o Tribunal de origem, deduzindo o excesso de linguagem que ora pretende ver reconhecido, em afronta, a meu ver, dos contornos específicos do writ, fazendo-o transmudar-se em sucedâneo recursal. Assim, não decidida a questão na origem, não merece conhecimento, sob pena de supressão de instância.” (Evento 3, ff. 38/39) 4. O Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento de habeas corpus no que se refere a fundamentos que não tenham sido apreciados pelas instâncias antecedentes, especialmente quando não se comprovam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP saudoso Tribunal de Alçada Criminal (Julgados do TACRIM 25/142, 36/99, 38/91, 39/94, 40/52, 45/401, 52/85 e 53/464). E ainda. "Não se presta o habeas corpus a corrigir ou imprimir rapidez à marcha processual, destinando-se, isto sim, a amparar a liberdade da pessoa humana e seu direito de ir e vir" (TACRIM-SP-HC - Rel. JORGE TANNUS - JUTACRIM 65/123). Em face do exposto, NÃO CONHEÇO DA ORDEM." (fls. 26/27) Não há nada a reparar no julgado em xeque, pois, de fato, o habeas corpus não é panacéia para todos os males e deve se conformar ao propósito, histórico diga-se de passagem, para o qual foi instituído, ainda na Idade Média, destinado a coibir violação ao direito de ir e vir das pessoas, em caso de flagrante ilegalidade, demonstrada por inequívoca prova pré-constituída. Não pode, portanto, ser utilizado como um "super" recurso, que não tem prazo nem requisitos específicos, apenas e simplesmente porque se trata de um processo criminal e, nele, o réu não obteve algum benefício que pretendia ou teve a sua situação agravada. Na espécie, mais se avultam essas assertivas, pois o mesmo defensor público que, ao tomar conhecimento da pronúncia, desistira, de modo expresso, de apresentar o competente recurso em sentido estrito, com a afirmação textual que não era "interessante para a defesa" (fls. 55/56), após o trânsito em julgado, fez impetrar ordem de habeas corpus, perante o Tribunal de origem, deduzindo o excesso de linguagem que ora pretende ver reconhecido, em afronta, a meu ver, dos contornos específicos do writ, fazendo-o transmudar-se em sucedâneo recursal. Assim, não decidida a questão na origem, não merece conhecimento, sob pena de supressão de instância.” (Evento 3, ff. 38/39) 4. O Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento de habeas corpus no que se refere a fundamentos que não tenham sido apreciados pelas instâncias antecedentes, especialmente quando não se comprovam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 111507 / SP requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder: “Habeas corpus. Questão de ordem. Inadmissibilidade de habeas corpus em que se pretende seja concedida liminar por esta Corte substitutiva de duas denegações sucessivas dessa liminar pelos relatores de dois tribunais inferiores a ela, mas dos quais um é superior hierarquicamente ao outro. A admitir-se essa sucessividade de habeas corpus, sem que o anterior tenha sido julgado definitivamente para a concessão de liminar per saltum, ter-se-ão de admitir consequências que ferem princípios processuais fundamentais, como o da hierarquia dos graus de jurisdição e o da competência deles. Habeas corpus não conhecido.” (HC 76.347-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 8.5.1998) “HABEAS CORPUS. Impetração contra ato de ministro do Superior Tribunal de Justiça. Indeferimento de medida liminar em habeas corpus. Caso de legalidade aparente. Cognição que implicaria, ademais, dupla supressão de instância. Não conhecimento. Denegação ulterior de HC de corréu, pelo STJ. Irrelevância. HC indeferido. Agravo improvido. Aplicação da Súmula 691. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere, com legalidade aparente, a liminar, sobretudo quando o conhecimento implicaria dupla supressão de instância.” (HC 86.552-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 17.2.2006) Também nesse sentido, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 90.209, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski: “PENAL. PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder: “Habeas corpus. Questão de ordem. Inadmissibilidade de habeas corpus em que se pretende seja concedida liminar por esta Corte substitutiva de duas denegações sucessivas dessa liminar pelos relatores de dois tribunais inferiores a ela, mas dos quais um é superior hierarquicamente ao outro. A admitir-se essa sucessividade de habeas corpus, sem que o anterior tenha sido julgado definitivamente para a concessão de liminar per saltum, ter-se-ão de admitir consequências que ferem princípios processuais fundamentais, como o da hierarquia dos graus de jurisdição e o da competência deles. Habeas corpus não conhecido.” (HC 76.347-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 8.5.1998) “HABEAS CORPUS. Impetração contra ato de ministro do Superior Tribunal de Justiça. Indeferimento de medida liminar em habeas corpus. Caso de legalidade aparente. Cognição que implicaria, ademais, dupla supressão de instância. Não conhecimento. Denegação ulterior de HC de corréu, pelo STJ. Irrelevância. HC indeferido. Agravo improvido. Aplicação da Súmula 691. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere, com legalidade aparente, a liminar, sobretudo quando o conhecimento implicaria dupla supressão de instância.” (HC 86.552-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 17.2.2006) Também nesse sentido, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 90.209, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski: “PENAL. PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 111507 / SP I - A decisão atacada indeferiu liminarmente a inicial sob o fundamento da inexistência de flagrante ilegalidade da decisão proferida em sede liminar. II - O não-conhecimento da matéria objeto daquela impetração impede a sua análise por esta Corte, sob pena de supressão de instância. III - Agravo Regimental desprovido.” (DJ 16.3.2007, grifos nossos) 5. Sem adentrar no mérito, mas apenas para afastar situação de flagrante ilegalidade, como alegado, é de se observar que a defesa do Paciente deixou escoar o prazo para interposição de recurso contra a decisão de pronúncia, somente depois impetrando habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo para questionamento de suposto excesso de linguagem. Não se trata de utilização de habeas corpus em vez de recurso em sentido estrito dentro do prazo recursal, mas de impetração de habeas corpus como sucedâneo de recurso, o que não é admitido pela jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, o HC 91.079, de minha relatoria, DJ 17.8.2009; o RHC 83.625, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 30.4.2004; o RHC 83.716, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 6.2.2004; e o HC 82.027, Relator o Ministro Sydney Sanches, DJ 19.12.2002. 6. Ademais, verifica-se não ter sido apontado, em princípio, na decisão de pronúncia proferida elemento probatório que não fosse necessário para justificar a necessidade de realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. 7. A pronúncia requer fundamentação estritamente técnica. O órgão jurisdicional não pode se eximir de motivá-la, na medida em que não se concebe decisão judicial sem a devida fundamentação (art. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP I - A decisão atacada indeferiu liminarmente a inicial sob o fundamento da inexistência de flagrante ilegalidade da decisão proferida em sede liminar. II - O não-conhecimento da matéria objeto daquela impetração impede a sua análise por esta Corte, sob pena de supressão de instância. III - Agravo Regimental desprovido.” (DJ 16.3.2007, grifos nossos) 5. Sem adentrar no mérito, mas apenas para afastar situação de flagrante ilegalidade, como alegado, é de se observar que a defesa do Paciente deixou escoar o prazo para interposição de recurso contra a decisão de pronúncia, somente depois impetrando habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo para questionamento de suposto excesso de linguagem. Não se trata de utilização de habeas corpus em vez de recurso em sentido estrito dentro do prazo recursal, mas de impetração de habeas corpus como sucedâneo de recurso, o que não é admitido pela jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, o HC 91.079, de minha relatoria, DJ 17.8.2009; o RHC 83.625, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 30.4.2004; o RHC 83.716, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 6.2.2004; e o HC 82.027, Relator o Ministro Sydney Sanches, DJ 19.12.2002. 6. Ademais, verifica-se não ter sido apontado, em princípio, na decisão de pronúncia proferida elemento probatório que não fosse necessário para justificar a necessidade de realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. 7. A pronúncia requer fundamentação estritamente técnica. O órgão jurisdicional não pode se eximir de motivá-la, na medida em que não se concebe decisão judicial sem a devida fundamentação (art. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 111507 / SP 93, inc. IX, da Constituição Federal). Todavia, deverá respeitar certos parâmetros, sob pena de adentrar, em demasia, o mérito dos elementos que informam o processo, podendo influenciar o ânimo dos jurados e acabar por incidir em indevido excesso de linguagem. Nesse sentido, o AI 458.072 ED, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 16.10.2009; e o RHC 100.526 Relator o Ministro Ayres Britto, 1ª Turma, DJ 12.3.2010. 8. No caso, a decisão de pronúncia ateve-se, em princípio, aos limites do comedimento na apreciação da prova, ostentando expressões adequadas, sem qualquer excesso de linguagem capaz de influenciar no julgamento em plenário da ação. Não há observação incisiva ou ponderação desarrazoada apta a provocar a anulação pretendida pela Impetrante. 9. Na pronúncia, fez-se referência aos depoimentos do réu, de informante e de testemunhas, mas sem que tenha havido qualquer excesso capaz de influenciar no ânimo dos jurados. Ao pronunciar o Paciente e determinar a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri, o juízo sumariante procurou demonstrar, tão somente, que não existe nos autos material probatório a corroborar a tese defensiva da legítima defesa. 10. Este Supremo Tribunal sedimentou o entendimento no sentido de que não se mostra ilegal, nem excessiva, a pronúncia que se limita a expor, fundamentadamente, os motivos do convencimento do juiz sobre a materialidade e a autoria: “Habeas corpus. 2. Decisão de pronúncia. Excesso de linguagem. Inocorrência. Fundamentação adequada. Demonstração da existência de materialidade e indícios de autoria necessários para 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP 93, inc. IX, da Constituição Federal). Todavia, deverá respeitar certos parâmetros, sob pena de adentrar, em demasia, o mérito dos elementos que informam o processo, podendo influenciar o ânimo dos jurados e acabar por incidir em indevido excesso de linguagem. Nesse sentido, o AI 458.072 ED, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 16.10.2009; e o RHC 100.526 Relator o Ministro Ayres Britto, 1ª Turma, DJ 12.3.2010. 8. No caso, a decisão de pronúncia ateve-se, em princípio, aos limites do comedimento na apreciação da prova, ostentando expressões adequadas, sem qualquer excesso de linguagem capaz de influenciar no julgamento em plenário da ação. Não há observação incisiva ou ponderação desarrazoada apta a provocar a anulação pretendida pela Impetrante. 9. Na pronúncia, fez-se referência aos depoimentos do réu, de informante e de testemunhas, mas sem que tenha havido qualquer excesso capaz de influenciar no ânimo dos jurados. Ao pronunciar o Paciente e determinar a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri, o juízo sumariante procurou demonstrar, tão somente, que não existe nos autos material probatório a corroborar a tese defensiva da legítima defesa. 10. Este Supremo Tribunal sedimentou o entendimento no sentido de que não se mostra ilegal, nem excessiva, a pronúncia que se limita a expor, fundamentadamente, os motivos do convencimento do juiz sobre a materialidade e a autoria: “Habeas corpus. 2. Decisão de pronúncia. Excesso de linguagem. Inocorrência. Fundamentação adequada. Demonstração da existência de materialidade e indícios de autoria necessários para 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 111507 / SP submeter o acusado ao julgamento pelo tribunal do júri. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 113.589, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 14.5.2013) “Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Pronúncia. Alegação de excesso de linguagem. Inocorrência. Decisão que se ateve ao disposto no art. 408 do Código de Processo Penal, vigente à época dos fatos. Na concreta situação destes autos, não se mostra ilegal, nem excessiva, a sentença de pronúncia que se limitou a expor, fundamentadamente, os motivos do convencimento do juiz acerca da materialidade e da autoria, especificando o dispositivo legal no qual o réu está incurso, conforme dispõe o art. 408 do Código de Processo Penal (com redação dada pela Lei nº 5.941, de 22.11.1973), vigente à época da prolação da sentença. Recurso ao qual se nega provimento.” (RHC 110.285, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 23.3.2012) No mesmo sentido: o HC 110.260, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª Turma, DJ 6.2.2013; o HC 111.267, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJ 19.6.2012; o HC 109.065, de minha relatoria, 1ª Turma, DJ 1º.8.2012. 11. Quanto à alegação de ofensa à garantia do juízo natural, é de se ressaltar que este Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não afronta o princípio do juiz natural o julgamento por órgão composto majoritariamente por juízes convocados. Nesse sentido: “Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Homicídio. Desclassificação. Recurso em sentido estrito. 3. Turma julgadora composta majoritariamente por juízes convocados. Ofensa ao princípio do juiz natural. Inocorrência. Precedente do Plenário. 4. Excesso de linguagem. Fundamentação adequada. Demonstração da existência de materialidade e indícios de autoria necessários a submeter os acusados ao julgamento pelo tribunal do júri. 5. Recurso a que se nega 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP submeter o acusado ao julgamento pelo tribunal do júri. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 113.589, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 14.5.2013) “Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Pronúncia. Alegação de excesso de linguagem. Inocorrência. Decisão que se ateve ao disposto no art. 408 do Código de Processo Penal, vigente à época dos fatos. Na concreta situação destes autos, não se mostra ilegal, nem excessiva, a sentença de pronúncia que se limitou a expor, fundamentadamente, os motivos do convencimento do juiz acerca da materialidade e da autoria, especificando o dispositivo legal no qual o réu está incurso, conforme dispõe o art. 408 do Código de Processo Penal (com redação dada pela Lei nº 5.941, de 22.11.1973), vigente à época da prolação da sentença. Recurso ao qual se nega provimento.” (RHC 110.285, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJ 23.3.2012) No mesmo sentido: o HC 110.260, Relator o Ministro Luiz Fux, 1ª Turma, DJ 6.2.2013; o HC 111.267, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJ 19.6.2012; o HC 109.065, de minha relatoria, 1ª Turma, DJ 1º.8.2012. 11. Quanto à alegação de ofensa à garantia do juízo natural, é de se ressaltar que este Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não afronta o princípio do juiz natural o julgamento por órgão composto majoritariamente por juízes convocados. Nesse sentido: “Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Homicídio. Desclassificação. Recurso em sentido estrito. 3. Turma julgadora composta majoritariamente por juízes convocados. Ofensa ao princípio do juiz natural. Inocorrência. Precedente do Plenário. 4. Excesso de linguagem. Fundamentação adequada. Demonstração da existência de materialidade e indícios de autoria necessários a submeter os acusados ao julgamento pelo tribunal do júri. 5. Recurso a que se nega 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 111507 / SP provimento.” (RHC 111.413, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 24.8.2012) “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. JULGAMENTO DE APELAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO JULGAMENTO. CÂMARA COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES CONVOCADOS. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. OFENSA AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. I - Esta Corte já firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da Lei Complementar 646/1990, do Estado de São Paulo, que disciplinou a convocação de juízes de primeiro grau para substituição de desembargadores do TJ/SP. II - Da mesma forma, não viola o postulado constitucional do juiz natural o julgamento de apelação por órgão composto majoritariamente por juízes convocados na forma de edital publicado na imprensa oficial. III - Colegiados constituídos por magistrados togados, que os integram mediante inscrição voluntária e a quem a distribuição de processos é feita aleatoriamente. IV - Julgamentos realizados com estrita observância do princípio da publicidade, bem como do direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. V - Ordem denegada.” (HC 96.821, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 25.6.2010) 12. Na mesma linha, o parecer da Procuradoria-Geral da República: “10. Por fim, também não cabe falar em nulidade do julgamento proferido pelo Tribunal Estadual, em razão da composição parcial da Câmara julgadora por juízes convocados de primeira instância. A questão já foi julgada pelo Plenário desse Pretório Excelso4 e dispensa maiores considerações.” (Evento 6, fls. 4/5) 13. Pelo exposto, voto no sentido de conhecer em parte do habeas corpus e, nessa extensão, denegar a ordem. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP provimento.” (RHC 111.413, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 24.8.2012) “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. JULGAMENTO DE APELAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO JULGAMENTO. CÂMARA COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES CONVOCADOS. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. OFENSA AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. I - Esta Corte já firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da Lei Complementar 646/1990, do Estado de São Paulo, que disciplinou a convocação de juízes de primeiro grau para substituição de desembargadores do TJ/SP. II - Da mesma forma, não viola o postulado constitucional do juiz natural o julgamento de apelação por órgão composto majoritariamente por juízes convocados na forma de edital publicado na imprensa oficial. III - Colegiados constituídos por magistrados togados, que os integram mediante inscrição voluntária e a quem a distribuição de processos é feita aleatoriamente. IV - Julgamentos realizados com estrita observância do princípio da publicidade, bem como do direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. V - Ordem denegada.” (HC 96.821, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 25.6.2010) 12. Na mesma linha, o parecer da Procuradoria-Geral da República: “10. Por fim, também não cabe falar em nulidade do julgamento proferido pelo Tribunal Estadual, em razão da composição parcial da Câmara julgadora por juízes convocados de primeira instância. A questão já foi julgada pelo Plenário desse Pretório Excelso4 e dispensa maiores considerações.” (Evento 6, fls. 4/5) 13. Pelo exposto, voto no sentido de conhecer em parte do habeas corpus e, nessa extensão, denegar a ordem. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.507 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ROGERIO NOGUEIRA DE AZEVEDO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu parcialmente do pedido e, nessa extensão, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4096428 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.507 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ROGERIO NOGUEIRA DE AZEVEDO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu parcialmente do pedido e, nessa extensão, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4096428 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4096471
2013-06-04T00:00:00
2013-06-28T00:00:00
A Turma, por unanimidade, conheceu parcialmente do pedido e, nessa extensão, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. PROCESSO DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI. EXCESSO DE LINGUAGEM DA DECISÃO DE PRONÚNCIA. FUNDAMENTO DE MÉRITO NÃO ANALISADO NAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DA ALEGAÇÃO. JULGAMENTO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO: CÂMARA COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES CONVOCADOS. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS CONHECIDO EM PARTE E, NESSA EXTENSÃO, DENEGADO. 1. Inexistindo prévia manifestação das instâncias precedentes sobre questão de fundo da impetração, a apreciação da alegação implica supressão de instância, o que não é admitido consoante a jurisprudência desta Corte. 2. Julgamento de habeas corpus por colegiado integrado majoritariamente por magistrados de primeiro grau convocados: inexistência de contrariedade ao princípio do juiz natural. 3. Habeas corpus conhecido em parte e, nessa extensão, denegado.
sjur235029
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 86552 AgR (1ªT), HC 90209 AgR (1ªT), HC 76347 QO (1ªT). (HC, SUCEDÂNEO, RECURSO) HC 82027 (1ªT), RHC 83625 (2ªT), RHC 83716 (1ªT), HC 91079 (1ªT). (EXCESSO DE LINGUAGEM) AI 458072 ED (2ªT), RHC 100526 (1ªT). (SENTENÇA DE PRONÚNCIA, EXCESSO DE LINGUAGEM) HC 109065 (1ªT), HC 110260 (1ªT), RHC 110285 (2ªT), HC 111267 (2ªT), HC 113589 (2ªT). (JUIZ CONVOCADO, PRINCÍPIO DA JUIZ NATURAL) HC 96821 (TP), RHC 111413 (2ªT). Número de páginas: 14. Análise: 16/07/2013, IVA.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
111507
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
HC
acordaos
HC 111507
[ "" ]
PACTE.(S) : ROGERIO NOGUEIRA DE AZEVEDO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.507 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ROGERIO NOGUEIRA DE AZEVEDO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. PROCESSO DE COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO JÚRI. EXCESSO DE LINGUAGEM DA DECISÃO DE PRONÚNCIA. FUNDAMENTO DE MÉRITO NÃO ANALISADO NAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE CONHECIMENTO DA ALEGAÇÃO. JULGAMENTO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO: CÂMARA COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES CONVOCADOS. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INEXISTÊNCIA DE NULIDADE. PRECEDENTES. HABEAS CORPUS CONHECIDO EM PARTE E, NESSA EXTENSÃO, DENEGADO. 1. Inexistindo prévia manifestação das instâncias precedentes sobre questão de fundo da impetração, a apreciação da alegação implica supressão de instância, o que não é admitido consoante a jurisprudência desta Corte. 2. Julgamento de habeas corpus por colegiado integrado majoritariamente por magistrados de primeiro grau convocados: inexistência de contrariedade ao princípio do juiz natural. 3. Habeas corpus conhecido em parte e, nessa extensão, denegado. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em conhecer parcialmente do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046803. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão HC 111507 / SP pedido e, nessa extensão, denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046803. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP pedido e, nessa extensão, denegar a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046803. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.507 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ROGERIO NOGUEIRA DE AZEVEDO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, sem pedido liminar, impetrado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo em benefício de Rogério Nogueira de Azevedo, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 8.9.2011, denegou o Habeas Corpus n. 104.273. 2. Narra-se, na inicial, ter sido o Paciente denunciado pela suposta prática dos crimes previsto no artigo “121, par. segundo, incisos II e IV, e do artigo 121, par. segundo, incisos II, c.c art. 14, incisos II, todos do C. Penal” (Evento 2, fls. 1/2). 3. Tem-se nos autos que, em 30.3.2007, o Paciente foi pronunciado nos seguintes termos: “POSTO ISSO, forte no artigo 408 do Código de Processo Penal, JULGO admissível o prosseguimento da pretensão acusatória deduzida nesta ação penal, e, assim, PRONUNCIO o réu ROGÉRIO NOGUEIRA DE AZEVEDO, qualificado nos autos (fls. 21/24), como incurso (1) no artigo 121, parágrafo 2..., incisos II e IV do Código Penal e (2) no artigo 121, parágrafo 2..., incisos II, c.c artigo 14, incisos II do Código Penal, para que seja submetido a julgamento pelo Egrégio Tribunal do Juri de Campinas, e nos termos do artigo 74, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.507 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) :ROGERIO NOGUEIRA DE AZEVEDO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL FEDERAL COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Habeas corpus, sem pedido liminar, impetrado pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo em benefício de Rogério Nogueira de Azevedo, contra acórdão da Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que, em 8.9.2011, denegou o Habeas Corpus n. 104.273. 2. Narra-se, na inicial, ter sido o Paciente denunciado pela suposta prática dos crimes previsto no artigo “121, par. segundo, incisos II e IV, e do artigo 121, par. segundo, incisos II, c.c art. 14, incisos II, todos do C. Penal” (Evento 2, fls. 1/2). 3. Tem-se nos autos que, em 30.3.2007, o Paciente foi pronunciado nos seguintes termos: “POSTO ISSO, forte no artigo 408 do Código de Processo Penal, JULGO admissível o prosseguimento da pretensão acusatória deduzida nesta ação penal, e, assim, PRONUNCIO o réu ROGÉRIO NOGUEIRA DE AZEVEDO, qualificado nos autos (fls. 21/24), como incurso (1) no artigo 121, parágrafo 2..., incisos II e IV do Código Penal e (2) no artigo 121, parágrafo 2..., incisos II, c.c artigo 14, incisos II do Código Penal, para que seja submetido a julgamento pelo Egrégio Tribunal do Juri de Campinas, e nos termos do artigo 74, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório HC 111507 / SP parágrafo 1... do Código de Processo Penal. (…) O réu poderá recorrer desta decisão em liberdade porque não há motivos concretos para embasar a decretação de sua prisão provisória”. (Evento 3, fl. 7) 4. Em 4.6.2007, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, não tendo sido a ordem conhecida pela inadequação da via eleita (Evento 3, fls. 12/14). 5. Em 11.4.2008, foi impetrado o Habeas Corpus n. 104.273 no Superior Tribunal de Justiça. No curso da ação no Superior Tribunal de Justiça, apurou-se que, em 26.10.2010, o Paciente foi “[c]ondenado como incurso no artigo 121, §2..., incisos II e IV do Código Penal, ao cumprimento da pena de 15 (quinze) anos de reclusão, com relação ao homicídio praticado contra a vítima José dos Santos Filho, e absolvido da imputação da prática de tentativa de homicídio contra a vítima Solange Aparecida dos Santos” (Evento 3, fl. 37). Em 8.9.2011, a Sexta Turma deste Superior Tribunal conheceu em parte da impetração e, nessa parte, denegou a ordem: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. USO IMPRÓPRIO. MATÉRIA NÃO DECIDIDA NA ORIGEM. ACÓRDÃO DA ORIGEM ESCORREITO. NÃO CONHECIMENTO DA SÚPLICA SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CÂMARA FORMADA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES DE PRIMEIRO GRAU CONVOCADOS. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. RESSALVA DO ENTENDIMENTO DA RELATORA. 1. Em regra, o foro próprio para a discussão de excesso de linguagem na pronúncia é o recurso em sentido estrito, meio legalmente cabível. Na espécie a defesa, de modo expresso, desistiu de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP parágrafo 1... do Código de Processo Penal. (…) O réu poderá recorrer desta decisão em liberdade porque não há motivos concretos para embasar a decretação de sua prisão provisória”. (Evento 3, fl. 7) 4. Em 4.6.2007, a defesa impetrou habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo, não tendo sido a ordem conhecida pela inadequação da via eleita (Evento 3, fls. 12/14). 5. Em 11.4.2008, foi impetrado o Habeas Corpus n. 104.273 no Superior Tribunal de Justiça. No curso da ação no Superior Tribunal de Justiça, apurou-se que, em 26.10.2010, o Paciente foi “[c]ondenado como incurso no artigo 121, §2..., incisos II e IV do Código Penal, ao cumprimento da pena de 15 (quinze) anos de reclusão, com relação ao homicídio praticado contra a vítima José dos Santos Filho, e absolvido da imputação da prática de tentativa de homicídio contra a vítima Solange Aparecida dos Santos” (Evento 3, fl. 37). Em 8.9.2011, a Sexta Turma deste Superior Tribunal conheceu em parte da impetração e, nessa parte, denegou a ordem: “PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. USO IMPRÓPRIO. MATÉRIA NÃO DECIDIDA NA ORIGEM. ACÓRDÃO DA ORIGEM ESCORREITO. NÃO CONHECIMENTO DA SÚPLICA SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. CÂMARA FORMADA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES DE PRIMEIRO GRAU CONVOCADOS. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. RESSALVA DO ENTENDIMENTO DA RELATORA. 1. Em regra, o foro próprio para a discussão de excesso de linguagem na pronúncia é o recurso em sentido estrito, meio legalmente cabível. Na espécie a defesa, de modo expresso, desistiu de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório HC 111507 / SP interpor o recurso e, após o trânsito em julgado da pronúncia, fez impetrar habeas corpus, suscitando o excesso de linguagem, transmudando o writ em sucedâneo recursal. 2. O habeas corpus, contudo, não pode ser utilizado como um ‘super’ recurso, que não tem prazo nem requisitos específicos, devendo se conformar ao propósito para o qual foi historicamente instituído, é dizer, o de impedir ameaça ou violação ao direito de ir e vir, nos casos de flagrante ilegalidade, não ocorrente na espécie. 3. Assim, não decidido o assunto na origem, não merece conhecimento, sob pena de supressão de instância. 4. Os julgamentos de recursos proferidos por Câmara composta, majoritariamente, por juízes de primeiro grau não são nulos, eis que não violam o princípio do juiz natural. Ressalva do entendimento da relatora. 5. Habeas corpus conhecido em parte e, na extensão conhecida, denegada a ordem.” (Evento 3, fl. 35) 6. Na presente ação, a Impetrante sustenta que “[a] defesa impetrou ‘Habeas Corpus’ em virtude da demora no processamento do recurso em sentido estrito, o qual tem efeito suspensivo e acaba prejudicando a celeridade do feito, sendo que o paciente estava preso na época” (Evento 2, fl. 2). Afirma que “[a] decisão prolatada pela E. 8... Câmara Criminal do 4... Grupo da Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo é nula, porquanto emanada por órgão colegiado composto em sua maioria por juízes convocados da primeira instância”, arrematando que “consta no V. Acórdão atacado que citadas autoridades judiciais são desembargadores, quando na realidade são juízes convocados, o que demonstra que o E. Tribunal de Justiça de São Paulo procura maquiar o verdadeiro cargo desempenhado pela autoridade judiciária para evitar questionamentos em instância superior” (Evento 2, fl. 5). Sustenta que “[a] r. decisão de pronúncia, mantida em superiores instâncias, extrapolou o comedimento necessário neste tipo de decisão, quando emitiu um juízo de valor sobre a inexistência da legítima defesa” (Evento 2, fl. 10). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP interpor o recurso e, após o trânsito em julgado da pronúncia, fez impetrar habeas corpus, suscitando o excesso de linguagem, transmudando o writ em sucedâneo recursal. 2. O habeas corpus, contudo, não pode ser utilizado como um ‘super’ recurso, que não tem prazo nem requisitos específicos, devendo se conformar ao propósito para o qual foi historicamente instituído, é dizer, o de impedir ameaça ou violação ao direito de ir e vir, nos casos de flagrante ilegalidade, não ocorrente na espécie. 3. Assim, não decidido o assunto na origem, não merece conhecimento, sob pena de supressão de instância. 4. Os julgamentos de recursos proferidos por Câmara composta, majoritariamente, por juízes de primeiro grau não são nulos, eis que não violam o princípio do juiz natural. Ressalva do entendimento da relatora. 5. Habeas corpus conhecido em parte e, na extensão conhecida, denegada a ordem.” (Evento 3, fl. 35) 6. Na presente ação, a Impetrante sustenta que “[a] defesa impetrou ‘Habeas Corpus’ em virtude da demora no processamento do recurso em sentido estrito, o qual tem efeito suspensivo e acaba prejudicando a celeridade do feito, sendo que o paciente estava preso na época” (Evento 2, fl. 2). Afirma que “[a] decisão prolatada pela E. 8... Câmara Criminal do 4... Grupo da Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo é nula, porquanto emanada por órgão colegiado composto em sua maioria por juízes convocados da primeira instância”, arrematando que “consta no V. Acórdão atacado que citadas autoridades judiciais são desembargadores, quando na realidade são juízes convocados, o que demonstra que o E. Tribunal de Justiça de São Paulo procura maquiar o verdadeiro cargo desempenhado pela autoridade judiciária para evitar questionamentos em instância superior” (Evento 2, fl. 5). Sustenta que “[a] r. decisão de pronúncia, mantida em superiores instâncias, extrapolou o comedimento necessário neste tipo de decisão, quando emitiu um juízo de valor sobre a inexistência da legítima defesa” (Evento 2, fl. 10). 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório HC 111507 / SP Este o teor dos pedidos: “Isto posto, requer-se a concessão do ‘writ’, anulando-se a r. decisão de pronúncia, tendo em vista a ofensa à garantia constitucional da plenitude de defesa, bem como por ter violado o princípio constitucional do juiz natural, neste caso, o Júri popular. Caso deferida a medida, requer-se o desentranhamento da r. decisão de pronúncia, bem como do V. Acórdão que a confirmou, visando evitar que estas decisões sejam usadas pela acusação em plenário contra o paciente. Por fim, caso reconhecido qualquer dos pedidos feitos, requer-se a revogação da custódia cautelar do paciente, tendo em conta que a anulação do processo acarretará demora na prestação jurisdicional.” (Evento 2, fls. 14/15) 7. Em 7.12.2011, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da República (Evento 4). 8. A Procuradoria-Geral da República opina pela denegação da ordem (Evento 6). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP Este o teor dos pedidos: “Isto posto, requer-se a concessão do ‘writ’, anulando-se a r. decisão de pronúncia, tendo em vista a ofensa à garantia constitucional da plenitude de defesa, bem como por ter violado o princípio constitucional do juiz natural, neste caso, o Júri popular. Caso deferida a medida, requer-se o desentranhamento da r. decisão de pronúncia, bem como do V. Acórdão que a confirmou, visando evitar que estas decisões sejam usadas pela acusação em plenário contra o paciente. Por fim, caso reconhecido qualquer dos pedidos feitos, requer-se a revogação da custódia cautelar do paciente, tendo em conta que a anulação do processo acarretará demora na prestação jurisdicional.” (Evento 2, fls. 14/15) 7. Em 7.12.2011, não havendo requerimento de medida liminar a ser apreciado, determinei vista dos autos ao Procurador-Geral da República (Evento 4). 8. A Procuradoria-Geral da República opina pela denegação da ordem (Evento 6). É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046804. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.507 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Inicialmente, anoto não se revelar possível o conhecimento da presente impetração no que se refere à alegação de excesso de linguagem na decisão de pronúncia, sob pena de supressão de instância. Essa questão não foi tratada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, nem pelo Superior Tribunal de Justiça. 3. Enfatizou a Ministra Maria Thereza de Assis Moura, no voto condutor do Habeas Corpus n. 104.273, objeto da presente impetração: “O Tribunal de origem não conheceu do recurso em sentido estrito [rectius: habeas corpus] manejado pela defesa, se valendo dos seguintes fundamentos: "A hipótese é de não conhecimento do pedido, porquanto inadequada a via eleita. In casu, o impetrante deveria ter demonstrado seu inconformismo contra a r. decisão de fls. 26/30, através do recurso ordinário cabível para o caso, ou seja, o de Recurso em Sentido Estrito, previsto no artigo 581, inciso IV, do Código de Processo Penal, instrumento adequado ao alcance de sua pretensão. O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível não interposto oportune tempore. Também "não é o remédio heróico instrumento adequado para apressar a tramitação de processos ou a prática de atos processuais", segundo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 111.507 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste à Impetrante. 2. Inicialmente, anoto não se revelar possível o conhecimento da presente impetração no que se refere à alegação de excesso de linguagem na decisão de pronúncia, sob pena de supressão de instância. Essa questão não foi tratada pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, nem pelo Superior Tribunal de Justiça. 3. Enfatizou a Ministra Maria Thereza de Assis Moura, no voto condutor do Habeas Corpus n. 104.273, objeto da presente impetração: “O Tribunal de origem não conheceu do recurso em sentido estrito [rectius: habeas corpus] manejado pela defesa, se valendo dos seguintes fundamentos: "A hipótese é de não conhecimento do pedido, porquanto inadequada a via eleita. In casu, o impetrante deveria ter demonstrado seu inconformismo contra a r. decisão de fls. 26/30, através do recurso ordinário cabível para o caso, ou seja, o de Recurso em Sentido Estrito, previsto no artigo 581, inciso IV, do Código de Processo Penal, instrumento adequado ao alcance de sua pretensão. O habeas corpus não é sucedâneo de recurso cabível não interposto oportune tempore. Também "não é o remédio heróico instrumento adequado para apressar a tramitação de processos ou a prática de atos processuais", segundo jurisprudência do Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 111507 / SP saudoso Tribunal de Alçada Criminal (Julgados do TACRIM 25/142, 36/99, 38/91, 39/94, 40/52, 45/401, 52/85 e 53/464). E ainda. "Não se presta o habeas corpus a corrigir ou imprimir rapidez à marcha processual, destinando-se, isto sim, a amparar a liberdade da pessoa humana e seu direito de ir e vir" (TACRIM-SP-HC - Rel. JORGE TANNUS - JUTACRIM 65/123). Em face do exposto, NÃO CONHEÇO DA ORDEM." (fls. 26/27) Não há nada a reparar no julgado em xeque, pois, de fato, o habeas corpus não é panacéia para todos os males e deve se conformar ao propósito, histórico diga-se de passagem, para o qual foi instituído, ainda na Idade Média, destinado a coibir violação ao direito de ir e vir das pessoas, em caso de flagrante ilegalidade, demonstrada por inequívoca prova pré-constituída. Não pode, portanto, ser utilizado como um "super" recurso, que não tem prazo nem requisitos específicos, apenas e simplesmente porque se trata de um processo criminal e, nele, o réu não obteve algum benefício que pretendia ou teve a sua situação agravada. Na espécie, mais se avultam essas assertivas, pois o mesmo defensor público que, ao tomar conhecimento da pronúncia, desistira, de modo expresso, de apresentar o competente recurso em sentido estrito, com a afirmação textual que não era "interessante para a defesa" (fls. 55/56), após o trânsito em julgado, fez impetrar ordem de habeas corpus, perante o Tribunal de origem, deduzindo o excesso de linguagem que ora pretende ver reconhecido, em afronta, a meu ver, dos contornos específicos do writ, fazendo-o transmudar-se em sucedâneo recursal. Assim, não decidida a questão na origem, não merece conhecimento, sob pena de supressão de instância.” (Evento 3, ff. 38/39) 4. O Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento de habeas corpus no que se refere a fundamentos que não tenham sido apreciados pelas instâncias antecedentes, especialmente quando não se comprovam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP saudoso Tribunal de Alçada Criminal (Julgados do TACRIM 25/142, 36/99, 38/91, 39/94, 40/52, 45/401, 52/85 e 53/464). E ainda. "Não se presta o habeas corpus a corrigir ou imprimir rapidez à marcha processual, destinando-se, isto sim, a amparar a liberdade da pessoa humana e seu direito de ir e vir" (TACRIM-SP-HC - Rel. JORGE TANNUS - JUTACRIM 65/123). Em face do exposto, NÃO CONHEÇO DA ORDEM." (fls. 26/27) Não há nada a reparar no julgado em xeque, pois, de fato, o habeas corpus não é panacéia para todos os males e deve se conformar ao propósito, histórico diga-se de passagem, para o qual foi instituído, ainda na Idade Média, destinado a coibir violação ao direito de ir e vir das pessoas, em caso de flagrante ilegalidade, demonstrada por inequívoca prova pré-constituída. Não pode, portanto, ser utilizado como um "super" recurso, que não tem prazo nem requisitos específicos, apenas e simplesmente porque se trata de um processo criminal e, nele, o réu não obteve algum benefício que pretendia ou teve a sua situação agravada. Na espécie, mais se avultam essas assertivas, pois o mesmo defensor público que, ao tomar conhecimento da pronúncia, desistira, de modo expresso, de apresentar o competente recurso em sentido estrito, com a afirmação textual que não era "interessante para a defesa" (fls. 55/56), após o trânsito em julgado, fez impetrar ordem de habeas corpus, perante o Tribunal de origem, deduzindo o excesso de linguagem que ora pretende ver reconhecido, em afronta, a meu ver, dos contornos específicos do writ, fazendo-o transmudar-se em sucedâneo recursal. Assim, não decidida a questão na origem, não merece conhecimento, sob pena de supressão de instância.” (Evento 3, ff. 38/39) 4. O Supremo Tribunal Federal não admite o conhecimento de habeas corpus no que se refere a fundamentos que não tenham sido apreciados pelas instâncias antecedentes, especialmente quando não se comprovam 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 111507 / SP requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder: “Habeas corpus. Questão de ordem. Inadmissibilidade de habeas corpus em que se pretende seja concedida liminar por esta Corte substitutiva de duas denegações sucessivas dessa liminar pelos relatores de dois tribunais inferiores a ela, mas dos quais um é superior hierarquicamente ao outro. A admitir-se essa sucessividade de habeas corpus, sem que o anterior tenha sido julgado definitivamente para a concessão de liminar per saltum, ter-se-ão de admitir consequências que ferem princípios processuais fundamentais, como o da hierarquia dos graus de jurisdição e o da competência deles. Habeas corpus não conhecido.” (HC 76.347-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 8.5.1998) “HABEAS CORPUS. Impetração contra ato de ministro do Superior Tribunal de Justiça. Indeferimento de medida liminar em habeas corpus. Caso de legalidade aparente. Cognição que implicaria, ademais, dupla supressão de instância. Não conhecimento. Denegação ulterior de HC de corréu, pelo Superior Tribunal de Justiça. Irrelevância. HC indeferido. Agravo improvido. Aplicação da Súmula 691. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere, com legalidade aparente, a liminar, sobretudo quando o conhecimento implicaria dupla supressão de instância.” (HC 86.552-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 17.2.2006) Também nesse sentido, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 90.209, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski: “PENAL. PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder: “Habeas corpus. Questão de ordem. Inadmissibilidade de habeas corpus em que se pretende seja concedida liminar por esta Corte substitutiva de duas denegações sucessivas dessa liminar pelos relatores de dois tribunais inferiores a ela, mas dos quais um é superior hierarquicamente ao outro. A admitir-se essa sucessividade de habeas corpus, sem que o anterior tenha sido julgado definitivamente para a concessão de liminar per saltum, ter-se-ão de admitir consequências que ferem princípios processuais fundamentais, como o da hierarquia dos graus de jurisdição e o da competência deles. Habeas corpus não conhecido.” (HC 76.347-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 8.5.1998) “HABEAS CORPUS. Impetração contra ato de ministro do Superior Tribunal de Justiça. Indeferimento de medida liminar em habeas corpus. Caso de legalidade aparente. Cognição que implicaria, ademais, dupla supressão de instância. Não conhecimento. Denegação ulterior de HC de corréu, pelo Superior Tribunal de Justiça. Irrelevância. HC indeferido. Agravo improvido. Aplicação da Súmula 691. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere, com legalidade aparente, a liminar, sobretudo quando o conhecimento implicaria dupla supressão de instância.” (HC 86.552-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 17.2.2006) Também nesse sentido, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 90.209, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski: “PENAL. PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 111507 / SP I - A decisão atacada indeferiu liminarmente a inicial sob o fundamento da inexistência de flagrante ilegalidade da decisão proferida em sede liminar. II - O não-conhecimento da matéria objeto daquela impetração impede a sua análise por esta Corte, sob pena de supressão de instância. III - Agravo Regimental desprovido.” (DJ 16.3.2007, grifos nossos) 5. Sem adentrar no mérito, mas apenas para afastar situação de flagrante ilegalidade, como alegado, é de se observar que a defesa do Paciente deixou escoar o prazo para interposição de recurso contra a decisão de pronúncia, somente depois impetrando habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo para questionamento de suposto excesso de linguagem. Não se trata de utilização de habeas corpus em vez de recurso em sentido estrito dentro do prazo recursal, mas de impetração de habeas corpus como sucedâneo de recurso, o que não é admitido pela jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, o HC 91.079, de minha relatoria, DJ 17.8.2009; o RHC 83.625, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 30.4.2004; o RHC 83.716, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 6.2.2004; e o HC 82.027, Relator o Ministro Sydney Sanches, DJ 19.12.2002. 6. Ademais, verifica-se não ter sido apontado, em princípio, na decisão de pronúncia proferida elemento probatório que não fosse necessário para justificar a necessidade de realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. 7. A pronúncia requer fundamentação estritamente técnica. O órgão jurisdicional não pode se eximir de motivá-la, na medida em que não se concebe decisão judicial sem a devida fundamentação (art. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP I - A decisão atacada indeferiu liminarmente a inicial sob o fundamento da inexistência de flagrante ilegalidade da decisão proferida em sede liminar. II - O não-conhecimento da matéria objeto daquela impetração impede a sua análise por esta Corte, sob pena de supressão de instância. III - Agravo Regimental desprovido.” (DJ 16.3.2007, grifos nossos) 5. Sem adentrar no mérito, mas apenas para afastar situação de flagrante ilegalidade, como alegado, é de se observar que a defesa do Paciente deixou escoar o prazo para interposição de recurso contra a decisão de pronúncia, somente depois impetrando habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo para questionamento de suposto excesso de linguagem. Não se trata de utilização de habeas corpus em vez de recurso em sentido estrito dentro do prazo recursal, mas de impetração de habeas corpus como sucedâneo de recurso, o que não é admitido pela jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, o HC 91.079, de minha relatoria, DJ 17.8.2009; o RHC 83.625, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ 30.4.2004; o RHC 83.716, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ 6.2.2004; e o HC 82.027, Relator o Ministro Sydney Sanches, DJ 19.12.2002. 6. Ademais, verifica-se não ter sido apontado, em princípio, na decisão de pronúncia proferida elemento probatório que não fosse necessário para justificar a necessidade de realização do julgamento pelo Tribunal do Júri. 7. A pronúncia requer fundamentação estritamente técnica. O órgão jurisdicional não pode se eximir de motivá-la, na medida em que não se concebe decisão judicial sem a devida fundamentação (art. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 111507 / SP 93, inc. IX, da Constituição Federal). Todavia, deverá respeitar certos parâmetros, sob pena de adentrar, em demasia, o mérito dos elementos que informam o processo, podendo influenciar o ânimo dos jurados e acabar por incidir em indevido excesso de linguagem. Nesse sentido, o AI 458.072 ED, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ 16.10.2009; e o RHC 100.526 Relator o Ministro Ayres Britto, 1... Turma, DJ 12.3.2010. 8. No caso, a decisão de pronúncia ateve-se, em princípio, aos limites do comedimento na apreciação da prova, ostentando expressões adequadas, sem qualquer excesso de linguagem capaz de influenciar no julgamento em plenário da ação. Não há observação incisiva ou ponderação desarrazoada apta a provocar a anulação pretendida pela Impetrante. 9. Na pronúncia, fez-se referência aos depoimentos do réu, de informante e de testemunhas, mas sem que tenha havido qualquer excesso capaz de influenciar no ânimo dos jurados. Ao pronunciar o Paciente e determinar a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri, o juízo sumariante procurou demonstrar, tão somente, que não existe nos autos material probatório a corroborar a tese defensiva da legítima defesa. 10. Este Supremo Tribunal sedimentou o entendimento no sentido de que não se mostra ilegal, nem excessiva, a pronúncia que se limita a expor, fundamentadamente, os motivos do convencimento do juiz sobre a materialidade e a autoria: “Habeas corpus. 2. Decisão de pronúncia. Excesso de linguagem. Inocorrência. Fundamentação adequada. Demonstração da existência de materialidade e indícios de autoria necessários para 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP 93, inc. IX, da Constituição Federal). Todavia, deverá respeitar certos parâmetros, sob pena de adentrar, em demasia, o mérito dos elementos que informam o processo, podendo influenciar o ânimo dos jurados e acabar por incidir em indevido excesso de linguagem. Nesse sentido, o AI 458.072 ED, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ 16.10.2009; e o RHC 100.526 Relator o Ministro Ayres Britto, 1... Turma, DJ 12.3.2010. 8. No caso, a decisão de pronúncia ateve-se, em princípio, aos limites do comedimento na apreciação da prova, ostentando expressões adequadas, sem qualquer excesso de linguagem capaz de influenciar no julgamento em plenário da ação. Não há observação incisiva ou ponderação desarrazoada apta a provocar a anulação pretendida pela Impetrante. 9. Na pronúncia, fez-se referência aos depoimentos do réu, de informante e de testemunhas, mas sem que tenha havido qualquer excesso capaz de influenciar no ânimo dos jurados. Ao pronunciar o Paciente e determinar a realização do julgamento pelo Tribunal do Júri, o juízo sumariante procurou demonstrar, tão somente, que não existe nos autos material probatório a corroborar a tese defensiva da legítima defesa. 10. Este Supremo Tribunal sedimentou o entendimento no sentido de que não se mostra ilegal, nem excessiva, a pronúncia que se limita a expor, fundamentadamente, os motivos do convencimento do juiz sobre a materialidade e a autoria: “Habeas corpus. 2. Decisão de pronúncia. Excesso de linguagem. Inocorrência. Fundamentação adequada. Demonstração da existência de materialidade e indícios de autoria necessários para 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 111507 / SP submeter o acusado ao julgamento pelo tribunal do júri. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 113.589, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 14.5.2013) “Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Pronúncia. Alegação de excesso de linguagem. Inocorrência. Decisão que se ateve ao disposto no art. 408 do Código de Processo Penal, vigente à época dos fatos. Na concreta situação destes autos, não se mostra ilegal, nem excessiva, a sentença de pronúncia que se limitou a expor, fundamentadamente, os motivos do convencimento do juiz acerca da materialidade e da autoria, especificando o dispositivo legal no qual o réu está incurso, conforme dispõe o art. 408 do Código de Processo Penal (com redação dada pela Lei n 5.941, de 22.11.1973), vigente à época da prolação da sentença. Recurso ao qual se nega provimento.” (RHC 110.285, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ 23.3.2012) No mesmo sentido: o HC 110.260, Relator o Ministro Luiz Fux, 1... Turma, DJ 6.2.2013; o HC 111.267, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJ 19.6.2012; o HC 109.065, de minha relatoria, 1... Turma, DJ 1....8.2012. 11. Quanto à alegação de ofensa à garantia do juízo natural, é de se ressaltar que este Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não afronta o princípio do juiz natural o julgamento por órgão composto majoritariamente por juízes convocados. Nesse sentido: “Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Homicídio. Desclassificação. Recurso em sentido estrito. 3. Turma julgadora composta majoritariamente por juízes convocados. Ofensa ao princípio do juiz natural. Inocorrência. Precedente do Plenário. 4. Excesso de linguagem. Fundamentação adequada. Demonstração da existência de materialidade e indícios de autoria necessários a submeter os acusados ao julgamento pelo tribunal do júri. 5. Recurso a que se nega 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP submeter o acusado ao julgamento pelo tribunal do júri. Precedentes. 3. Ordem denegada.” (HC 113.589, Relator o Ministro Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 14.5.2013) “Recurso Ordinário em Habeas Corpus. Pronúncia. Alegação de excesso de linguagem. Inocorrência. Decisão que se ateve ao disposto no art. 408 do Código de Processo Penal, vigente à época dos fatos. Na concreta situação destes autos, não se mostra ilegal, nem excessiva, a sentença de pronúncia que se limitou a expor, fundamentadamente, os motivos do convencimento do juiz acerca da materialidade e da autoria, especificando o dispositivo legal no qual o réu está incurso, conforme dispõe o art. 408 do Código de Processo Penal (com redação dada pela Lei n 5.941, de 22.11.1973), vigente à época da prolação da sentença. Recurso ao qual se nega provimento.” (RHC 110.285, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJ 23.3.2012) No mesmo sentido: o HC 110.260, Relator o Ministro Luiz Fux, 1... Turma, DJ 6.2.2013; o HC 111.267, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJ 19.6.2012; o HC 109.065, de minha relatoria, 1... Turma, DJ 1....8.2012. 11. Quanto à alegação de ofensa à garantia do juízo natural, é de se ressaltar que este Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que não afronta o princípio do juiz natural o julgamento por órgão composto majoritariamente por juízes convocados. Nesse sentido: “Recurso ordinário em habeas corpus. 2. Homicídio. Desclassificação. Recurso em sentido estrito. 3. Turma julgadora composta majoritariamente por juízes convocados. Ofensa ao princípio do juiz natural. Inocorrência. Precedente do Plenário. 4. Excesso de linguagem. Fundamentação adequada. Demonstração da existência de materialidade e indícios de autoria necessários a submeter os acusados ao julgamento pelo tribunal do júri. 5. Recurso a que se nega 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 111507 / SP provimento.” (RHC 111.413, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 24.8.2012) “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. JULGAMENTO DE APELAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO JULGAMENTO. CÂMARA COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES CONVOCADOS. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. OFENSA AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. I - Esta Corte já firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da Lei Complementar 646/1990, do Estado de São Paulo, que disciplinou a convocação de juízes de primeiro grau para substituição de desembargadores do TJ/SP. II - Da mesma forma, não viola o postulado constitucional do juiz natural o julgamento de apelação por órgão composto majoritariamente por juízes convocados na forma de edital publicado na imprensa oficial. III - Colegiados constituídos por magistrados togados, que os integram mediante inscrição voluntária e a quem a distribuição de processos é feita aleatoriamente. IV - Julgamentos realizados com estrita observância do princípio da publicidade, bem como do direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. V - Ordem denegada.” (HC 96.821, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 25.6.2010) 12. Na mesma linha, o parecer da Procuradoria-Geral da República: “10. Por fim, também não cabe falar em nulidade do julgamento proferido pelo Tribunal Estadual, em razão da composição parcial da Câmara julgadora por juízes convocados de primeira instância. A questão já foi julgada pelo Plenário desse Pretório Excelso4 e dispensa maiores considerações.” (Evento 6, fls. 4/5) 13. Pelo exposto, voto no sentido de conhecer em parte do habeas corpus e, nessa extensão, denegar a ordem. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Supremo Tribunal Federal HC 111507 / SP provimento.” (RHC 111.413, Relator o Ministro Gilmar Mendes, DJ 24.8.2012) “HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. JULGAMENTO DE APELAÇÃO NO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO JULGAMENTO. CÂMARA COMPOSTA MAJORITARIAMENTE POR JUÍZES CONVOCADOS. NULIDADE. INEXISTÊNCIA. OFENSA AO PRINCÍPIO DO JUIZ NATURAL. INOCORRÊNCIA. ORDEM DENEGADA. I - Esta Corte já firmou entendimento no sentido da constitucionalidade da Lei Complementar 646/1990, do Estado de São Paulo, que disciplinou a convocação de juízes de primeiro grau para substituição de desembargadores do TJ/SP. II - Da mesma forma, não viola o postulado constitucional do juiz natural o julgamento de apelação por órgão composto majoritariamente por juízes convocados na forma de edital publicado na imprensa oficial. III - Colegiados constituídos por magistrados togados, que os integram mediante inscrição voluntária e a quem a distribuição de processos é feita aleatoriamente. IV - Julgamentos realizados com estrita observância do princípio da publicidade, bem como do direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório. V - Ordem denegada.” (HC 96.821, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ 25.6.2010) 12. Na mesma linha, o parecer da Procuradoria-Geral da República: “10. Por fim, também não cabe falar em nulidade do julgamento proferido pelo Tribunal Estadual, em razão da composição parcial da Câmara julgadora por juízes convocados de primeira instância. A questão já foi julgada pelo Plenário desse Pretório Excelso4 e dispensa maiores considerações.” (Evento 6, fls. 4/5) 13. Pelo exposto, voto no sentido de conhecer em parte do habeas corpus e, nessa extensão, denegar a ordem. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.507 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ROGERIO NOGUEIRA DE AZEVEDO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu parcialmente do pedido e, nessa extensão, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4096428 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.507 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA PACTE.(S) : ROGERIO NOGUEIRA DE AZEVEDO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, conheceu parcialmente do pedido e, nessa extensão, denegou a ordem, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4096428 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 111 . 507", "HC 111507 / SP", "HC 111507 / SP", "HABEAS CORPUS 111 . 507 SÃO", "Habeas Corpus n . 104 . 273 .", "HABEAS CORPUS 111 . 507 SÃO", "Habeas Corpus n . 104 . 273 .", "HC 111507 / SP", "Habeas Corpus n . 104 . 273", "HC 111507 / SP parágrafo", "Habeas Corpus n . 104 . 273", "HC 111507 / SP", "HC 111507 / SP", "HC 111507 / SP", "HC 111507 / SP", "HABEAS CORPUS 111 . 507", "Habeas Corpus n . 104 . 273", "HABEAS CORPUS 111 . 507", "Habeas Corpus n . 104 . 273", "HC 111507 / SP", "TACRIM", "HC", "JUTACRIM 65 / 123", "HC 111507 / SP", "TACRIM", "HC", "JUTACRIM", "HC 111507 / SP", "HC 76 . 347 - QO", "HC 86 . 552 - AgR", "Agravo Regimental no Habeas Corpus n . 90 . 209", "SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "HC 111507 / SP", "HC 76 . 347 - QO", "HC 86 . 552 - AgR", "Agravo Regimental no Habeas Corpus n . 90 . 209", "SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "HC 111507 / SP", "HC 91 . 079", "RHC 83 . 625", "RHC 83 . 716", "HC 82 . 027", "HC 111507 / SP", "HC 91 . 079", "RHC 83 . 625", "RHC 83 . 716", "HC 82 . 027", "HC 111507 / SP", "AI 458 . 072 ED", "RHC 100 . 526", "HC 111507 / SP", "AI 458 . 072 ED", "RHC 100 . 526", "HC 111507 / SP", "HC 113 . 589", "RHC 110 . 285", "HC 110 . 260", "HC 111 . 267", "HC 109 . 065", "HC 111507 / SP", "HC 113 . 589", "RHC 110 . 285", "HC 110 . 260", "HC 111 . 267", "HC 109 . 065", "HC 111507 / SP", "RHC 111 . 413", "HC 96 . 821", "HC 111507 / SP", "RHC 111 . 413", "HC 96 . 821", "HABEAS CORPUS 111 . 507", "HABEAS CORPUS 111 . 507" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "/", "2001", "artigo “ 121 ,", "artigo 408 do Código de Processo Penal", "artigo 121 , parágrafo 2 . . . , incisos II e IV do Código Penal", "artigo 121 , parágrafo 2 . . . , incisos II , c . c artigo 14 , incisos II do Código Penal", "artigo 74 , Supremo", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo “ 121 , par", "artigo 121 ,", "artigo 408 do Código de Processo Penal", "artigo 121 , parágrafo 2 . . . , incisos II e IV do Código Penal", "artigo 121 , parágrafo 2 . . . , incisos II , c . c artigo 14 , incisos II do Código Penal", "artigo 74 , Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "artigo 121 , § 2 . . . , incisos II e IV do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Processo Penal", "artigo 121 , § 2 . . . , incisos II e IV do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 581 , inciso IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 581 , inciso IV , do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "93 , inc . 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Grupo da Seção Criminal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Procuradoria", "-", "Geral da República", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "-", "SP", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Turma do", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ".", ". 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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.725 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA IMPTE.(S) :JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC 215113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE CONDENADO POR DOIS CRIMES DE ESTUPRO. ALEGAÇÃO DE CONTINUIDADE DELITIVA. NÃO OCORRÊNCIA DAS CONDIÇÕES OBJETIVAS E SUBJETIVAS. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO PROBATÓRIO PARA ESSE FIM. REITERAÇÃO CRIMINOSA. AÇÕES AUTÔNOMAS. ORDEM DENEGADA. I – O decisum ora atacado está em perfeita consonância com o entendimento firmado pelas duas Turmas desta Corte, no sentido de que “não basta que haja similitude entre as condições objetivas (tempo, lugar, modo de execução e outras similares). É necessário que entre essas condições haja uma ligação, um liame, de tal modo a evidenciar-se, de plano, terem sido os crimes subsequentes continuação do primeiro”, sendo certo, ainda, que “o entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração criminosa indicadora de delinquência habitual ou profissional é suficiente para descaracterizar o crime continuado” (RHC 93.144/SP, Rel. Min. Menezes Direito). II - A jurisprudência deste Tribunal é pacífica no sentido da impossibilidade de revolvimento do conjunto probatório com o fim de verificar a ocorrência das condições configuradoras da continuidade delitiva. III - Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940259. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 114725 / SP e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940259. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.725 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA IMPTE.(S) :JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC 215113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA, em nome próprio, contra decisão do Ministro Jorge Mussi, que negou seguimento ao HC 215.113/SP do Superior Tribunal de Justiça. Infere-se dos autos que o impetrante/paciente foi condenado à pena de 14 anos de reclusão, pela prática, por duas vezes, do crime de estupro (art. 213, combinado com o art. 225, § 1º, I, ambos do CP, na redação anterior à Lei 12.015/2009), na forma do art. 69 (concurso material) do mesmo estatuto. Verifica-se, ainda, que o réu apelou e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu parcial provimento ao recurso para reduzir a reprimenda para 12 anos de reclusão. Irresignado, o impetrante/paciente manejou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, mas o Ministro relator negou seguimento ao writ. É contra essa decisão que se insurge o impetrante/paciente. Sustenta, em síntese, que as circunstâncias em que foram praticados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940260. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.725 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA IMPTE.(S) :JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC 215113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA, em nome próprio, contra decisão do Ministro Jorge Mussi, que negou seguimento ao HC 215.113/SP do Superior Tribunal de Justiça. Infere-se dos autos que o impetrante/paciente foi condenado à pena de 14 anos de reclusão, pela prática, por duas vezes, do crime de estupro (art. 213, combinado com o art. 225, § 1º, I, ambos do CP, na redação anterior à Lei 12.015/2009), na forma do art. 69 (concurso material) do mesmo estatuto. Verifica-se, ainda, que o réu apelou e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu parcial provimento ao recurso para reduzir a reprimenda para 12 anos de reclusão. Irresignado, o impetrante/paciente manejou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, mas o Ministro relator negou seguimento ao writ. É contra essa decisão que se insurge o impetrante/paciente. Sustenta, em síntese, que as circunstâncias em que foram praticados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 114725 / SP os crimes ensejam a aplicação do art. 71 do CP, haja vista tratar-se de crime continuado. Requer, ao final, liminarmente, seja cassada a decisão questionada para reformar a sentença e reconhecer a prática de crime continuado, nos termos do art. 71 do CP. Em 20/8/2012, indeferi a medida liminar e solicitei informações ao TJSP. Determinei, ainda, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. As informações foram prestadas por meio do Ofício 8.988/12 – GAP 1.1-HC da Presidência da Seção Criminal do TJSP. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não conhecimento do writ e, no mérito, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940260. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP os crimes ensejam a aplicação do art. 71 do CP, haja vista tratar-se de crime continuado. Requer, ao final, liminarmente, seja cassada a decisão questionada para reformar a sentença e reconhecer a prática de crime continuado, nos termos do art. 71 do CP. Em 20/8/2012, indeferi a medida liminar e solicitei informações ao TJSP. Determinei, ainda, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. As informações foram prestadas por meio do Ofício 8.988/12 – GAP 1.1-HC da Presidência da Seção Criminal do TJSP. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não conhecimento do writ e, no mérito, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.725 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. A decisão questionada possui o seguinte teor, no que importa: “Busca o impetrante/paciente a aplicação do art. 71 do Estatuto Repressivo, sob a alegação de que os delitos teriam sido cometidos nas mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução. Da análise dos autos verifica-se que o Juiz sentenciante afastou a incidência da continuidade delitiva pelos seguintes fundamentos: 'Incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos. Ademais, embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o próprio 'modus operandi' do réu e que serviu para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas e que devem ser apenadas de modo separado. [...]' (fl. 49). Irresignada, a defesa apelou ao Tribunal de origem, que proveu parcialmente o recurso, apenas para reduzir a reprimenda imposta ao paciente para doze anos de reclusão, no modo inicial fechado, pelo cometimento do delito descrito no art. 213, c/c 225, §1º, inciso I, por duas vezes, na forma do art. 69, todos do Código Penal. Ao afastar a tese do crime continuado, asseverou a Corte local: [...] 'Não há que se falar em continuidade delitiva, pois como bem anotou o ilustre juiz sentenciante, 'incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos. Ademais, embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.725 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. A decisão questionada possui o seguinte teor, no que importa: “Busca o impetrante/paciente a aplicação do art. 71 do Estatuto Repressivo, sob a alegação de que os delitos teriam sido cometidos nas mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução. Da análise dos autos verifica-se que o Juiz sentenciante afastou a incidência da continuidade delitiva pelos seguintes fundamentos: 'Incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos. Ademais, embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o próprio 'modus operandi' do réu e que serviu para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas e que devem ser apenadas de modo separado. [...]' (fl. 49). Irresignada, a defesa apelou ao Tribunal de origem, que proveu parcialmente o recurso, apenas para reduzir a reprimenda imposta ao paciente para doze anos de reclusão, no modo inicial fechado, pelo cometimento do delito descrito no art. 213, c/c 225, §1º, inciso I, por duas vezes, na forma do art. 69, todos do Código Penal. Ao afastar a tese do crime continuado, asseverou a Corte local: [...] 'Não há que se falar em continuidade delitiva, pois como bem anotou o ilustre juiz sentenciante, 'incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos. Ademais, embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP próprio 'modus operandi' do réu e que serviu para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas...'. A r. sentença considerou duas condenações não definitivas para a fixação das penas acima do piso mínimo. O acréscimo operado não pode subsistir, observado o princípio constitucional da presunção de inocência, razão pela qual as penas ficam reduzidas para o piso mínimo, ou seja, seis (06) anos de reclusão para cada um dos crimes, totalizando doze (12) anos de reclusão em razão do concurso material Altera-se o regime prisional para o inicial fechado, considerando o advento da Lei 11.646/07, que por ser mais benéfica tem efeito retroativo' (fls.18/19). E, assim decidindo, não se pode dizer que a Corte impetrada provocou constrangimento ilegal, visto que, na esteira de julgados desta Corte Superior, para a caracterização da continuidade delitiva, prevista no art. 71 do Código Penal, é imprescindível o preenchimento de requisitos de ordem objetiva – mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução - e subjetiva - unidade de desígnios ou vínculo subjetivo entre os eventos - os quais, fundamentadamente, entendeu- se não satisfeitos na espécie. Nesse sentido, confira-se desta Quinta Turma: (...) No caso, como bem destacado pelo Juízo singular, 'incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos' (fl. 49). O que se observa, na verdade, é a prática de atos independentes, característicos de reiteração criminosa e não a da continuidade delitiva (art. 71 do CP), pelo que ausente o alegado constrangimento ilegal a que estaria sendo submetido o paciente, em razão da negativa de aplicação da ficção jurídica do crime continuado na espécie. Ademais, é de se ressaltar que, nos termos da jurisprudência pacificada deste Superior Tribunal, mostra-se incabível, nos estreitos limites do remédio constitucional, um maior aprofundamento na apreciação dos fatos e das provas constantes nos processos de conhecimento para a verificação do preenchimento das circunstâncias 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP próprio 'modus operandi' do réu e que serviu para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas...'. A r. sentença considerou duas condenações não definitivas para a fixação das penas acima do piso mínimo. O acréscimo operado não pode subsistir, observado o princípio constitucional da presunção de inocência, razão pela qual as penas ficam reduzidas para o piso mínimo, ou seja, seis (06) anos de reclusão para cada um dos crimes, totalizando doze (12) anos de reclusão em razão do concurso material Altera-se o regime prisional para o inicial fechado, considerando o advento da Lei 11.646/07, que por ser mais benéfica tem efeito retroativo' (fls.18/19). E, assim decidindo, não se pode dizer que a Corte impetrada provocou constrangimento ilegal, visto que, na esteira de julgados desta Corte Superior, para a caracterização da continuidade delitiva, prevista no art. 71 do Código Penal, é imprescindível o preenchimento de requisitos de ordem objetiva – mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução - e subjetiva - unidade de desígnios ou vínculo subjetivo entre os eventos - os quais, fundamentadamente, entendeu- se não satisfeitos na espécie. Nesse sentido, confira-se desta Quinta Turma: (...) No caso, como bem destacado pelo Juízo singular, 'incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos' (fl. 49). O que se observa, na verdade, é a prática de atos independentes, característicos de reiteração criminosa e não a da continuidade delitiva (art. 71 do CP), pelo que ausente o alegado constrangimento ilegal a que estaria sendo submetido o paciente, em razão da negativa de aplicação da ficção jurídica do crime continuado na espécie. Ademais, é de se ressaltar que, nos termos da jurisprudência pacificada deste Superior Tribunal, mostra-se incabível, nos estreitos limites do remédio constitucional, um maior aprofundamento na apreciação dos fatos e das provas constantes nos processos de conhecimento para a verificação do preenchimento das circunstâncias 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP exigidas para o reconhecimento da ficção jurídica do crime continuado. Nesse diapasão: 'EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBOS CIRCUNSTANCIADOS. PLURALIDADE DE CRIMES. CONTINUIDADE DELITIVA. REQUISITOS DE ORDEM OBJETIVA E SUBJETIVA. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE ENTRE OS DELITOS E DE UNIDADE DE DESÍGNIOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME APROFUNDADO DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência deste Tribunal orienta-se no sentido de que, para caracterizar a continuidade delitiva, é necessário o preenchimento de requisitos de ordem objetiva e subjetiva. 2. Constatada a autonomia das condutas criminosas e a ausência de unidade de desígnios, afasta-se a caracterização do crime continuado previsto no art. 71 do Código Penal. 3. Não é cabível a pretensão de reconhecimento do pedido de unificação de penas pelo reconhecimento da continuidade delitiva, pois tal exigiria um minucioso exame do acervo fático- probatório, providência incabível na via estreita do habeas corpus. 4. Ordem denegada. (HC n.º 119.540/SP, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, julgado em 4-2-2010, DJe 8-3-2010)'. Nesse contexto, ausente o alegado constrangimento ilegal, pois de acordo com a jurisprudência firmada por esta Corte superior e a orientação do Supremo Tribunal Federal a reiteração indicativa de delinquência habitual ou profissional é suficiente para afastar a caracterização do crime continuado. Assim, à mingua de qualquer ilegalidade que mereça ser sanada nesta instância superior, com base nos arts. 38 da Lei 8.038/90 e 34, XVIII do RISTJ, nega-se seguimento ao presente habeas corpus ”. Conforme relatado, o impetrante pretende o reconhecimento da continuidade delitiva, na forma do art. 71 do Código Penal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP exigidas para o reconhecimento da ficção jurídica do crime continuado. Nesse diapasão: 'EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBOS CIRCUNSTANCIADOS. PLURALIDADE DE CRIMES. CONTINUIDADE DELITIVA. REQUISITOS DE ORDEM OBJETIVA E SUBJETIVA. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE ENTRE OS DELITOS E DE UNIDADE DE DESÍGNIOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME APROFUNDADO DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência deste Tribunal orienta-se no sentido de que, para caracterizar a continuidade delitiva, é necessário o preenchimento de requisitos de ordem objetiva e subjetiva. 2. Constatada a autonomia das condutas criminosas e a ausência de unidade de desígnios, afasta-se a caracterização do crime continuado previsto no art. 71 do Código Penal. 3. Não é cabível a pretensão de reconhecimento do pedido de unificação de penas pelo reconhecimento da continuidade delitiva, pois tal exigiria um minucioso exame do acervo fático- probatório, providência incabível na via estreita do habeas corpus. 4. Ordem denegada. (HC n.º 119.540/SP, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, julgado em 4-2-2010, DJe 8-3-2010)'. Nesse contexto, ausente o alegado constrangimento ilegal, pois de acordo com a jurisprudência firmada por esta Corte superior e a orientação do Supremo Tribunal Federal a reiteração indicativa de delinquência habitual ou profissional é suficiente para afastar a caracterização do crime continuado. Assim, à mingua de qualquer ilegalidade que mereça ser sanada nesta instância superior, com base nos arts. 38 da Lei 8.038/90 e 34, XVIII do RISTJ, nega-se seguimento ao presente habeas corpus ”. Conforme relatado, o impetrante pretende o reconhecimento da continuidade delitiva, na forma do art. 71 do Código Penal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP A pretensão não prospera, contudo. Transcrevo, por oportuno, trecho da inicial acusatória que esclarece a questão: “Consta do incluso inquérito policial que, no dia 26 de dezembro de 2003, por volta das 11:00 horas, no Horto Florestal, nesta cidade e comarca, JULIO CESAR ALVES DE SOUZA, qualificado à fl. 09, casado, constrangeu, mediante grave ameaça exercida com arma branca, a vítima Jackeline Djalma Nascimento, de apenas quinze anos de idade, à conjunção carnal, conforme faz prova o laude de exame de corpo de delito e conjunção carnal. Ainda, consta do presente inquérito policial que, no dia 12 de dezembro de 2003, por volta das 11:00 horas, na Rua 12, s/nº, Jd Santa Adélia, nesta cidade e comarca, JULIO CESAR ALVES DE SOUZA, supra qualificado, casado, constrangeu, mediante grave ameaça exercida com arma branca, a vítima Thaís Aparecida Justino, de apenas quinze anos de idade, à conjunção carnal, conforme faz prova o laudo de exame de corpo de delito e conjunção carnal. Segundo se apurou, o denunciado abordou a vítima Jackeline nas proximidades de sua residência e, mediante grave ameaça exercida com uma faca, a obrigou a entrar em seu carro, dirigindo-se até o Horto Florestal, onde a obrigou a manter com ele conjunção carnal, conforme faz prova o laudo de exame de corpo de delito a fls. 08/10. Após o fato, o indiciado abandonou a vítima nas proximidades de sua residência. Apurou-se, também, que no dia 12 de dezembro de 2003, o denunciado abordou a vítima Thaís em uma rua próxima a sua residência e, mediante grave ameaça exercida com uma faca, ordenou que entrasse em seu carro, levando-a para um lugar ermo, quando a obrigou a manter com ele conjunção carnal” . Ao final da instrução criminal, a pretensão estatal foi julgada procedente e o paciente foi condenado à pena de 14 anos de reclusão. Ao apreciar a apelação, o TJSP reduziu a reprimenda para 12 anos de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP A pretensão não prospera, contudo. Transcrevo, por oportuno, trecho da inicial acusatória que esclarece a questão: “Consta do incluso inquérito policial que, no dia 26 de dezembro de 2003, por volta das 11:00 horas, no Horto Florestal, nesta cidade e comarca, JULIO CESAR ALVES DE SOUZA, qualificado à fl. 09, casado, constrangeu, mediante grave ameaça exercida com arma branca, a vítima Jackeline Djalma Nascimento, de apenas quinze anos de idade, à conjunção carnal, conforme faz prova o laude de exame de corpo de delito e conjunção carnal. Ainda, consta do presente inquérito policial que, no dia 12 de dezembro de 2003, por volta das 11:00 horas, na Rua 12, s/nº, Jd Santa Adélia, nesta cidade e comarca, JULIO CESAR ALVES DE SOUZA, supra qualificado, casado, constrangeu, mediante grave ameaça exercida com arma branca, a vítima Thaís Aparecida Justino, de apenas quinze anos de idade, à conjunção carnal, conforme faz prova o laudo de exame de corpo de delito e conjunção carnal. Segundo se apurou, o denunciado abordou a vítima Jackeline nas proximidades de sua residência e, mediante grave ameaça exercida com uma faca, a obrigou a entrar em seu carro, dirigindo-se até o Horto Florestal, onde a obrigou a manter com ele conjunção carnal, conforme faz prova o laudo de exame de corpo de delito a fls. 08/10. Após o fato, o indiciado abandonou a vítima nas proximidades de sua residência. Apurou-se, também, que no dia 12 de dezembro de 2003, o denunciado abordou a vítima Thaís em uma rua próxima a sua residência e, mediante grave ameaça exercida com uma faca, ordenou que entrasse em seu carro, levando-a para um lugar ermo, quando a obrigou a manter com ele conjunção carnal” . Ao final da instrução criminal, a pretensão estatal foi julgada procedente e o paciente foi condenado à pena de 14 anos de reclusão. Ao apreciar a apelação, o TJSP reduziu a reprimenda para 12 anos de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP reclusão, mas afastou a pretensão do reconhecimento de crime continuado sob o fundamento da “inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando- se de desígnios autônomos. Ademais embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o próprio modus operandi do réu e que servi para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas”. O STJ, por sua vez, entendeu pela inexistência de constrangimento ilegal in casu, “visto que, na esteira de julgados desta Corte Superior, para a caracterização da continuidade delitiva, prevista no art. 71 do Código Penal, é imprescindível o preenchimento de requisitos de ordem objetiva – mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução - e subjetiva - unidade de desígnios ou vínculo subjetivo entre os eventos - os quais, fundamentadamente, entendeu-se não satisfeitos na espécie”. Desse modo, tenho que a decisão questionada não merece nenhum reparo, porque está em perfeita consonância com o entendimento firmado pelas duas Turmas desta Corte, no sentido de que “não basta que haja similitude entre as condições objetivas (tempo, lugar, modo de execução e outras similares). É necessário que entre essas condições haja uma ligação, um liame, de tal modo a evidenciar-se, de plano, terem sido os crimes subsequentes continuação do primeiro”, sendo certo, ainda, que “o entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração criminosa indicadora de delinquência habitual ou profissional é suficiente para descaracterizar o crime continuado” (RHC 93.144/SP, Rel. Min. Menezes Direito). No mesmo sentido, cito, ainda, entre outros, os seguintes julgados: RHC 85.577/RJ e HC 101.049/RS, ambos de relatoria da Min. Ellen Gracie; HC 99.505/MG, Rel. Min. Eros Grau; HC 98.647/RS, Rel. Min. Ayres Britto; 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP reclusão, mas afastou a pretensão do reconhecimento de crime continuado sob o fundamento da “inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando- se de desígnios autônomos. Ademais embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o próprio modus operandi do réu e que servi para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas”. O STJ, por sua vez, entendeu pela inexistência de constrangimento ilegal in casu, “visto que, na esteira de julgados desta Corte Superior, para a caracterização da continuidade delitiva, prevista no art. 71 do Código Penal, é imprescindível o preenchimento de requisitos de ordem objetiva – mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução - e subjetiva - unidade de desígnios ou vínculo subjetivo entre os eventos - os quais, fundamentadamente, entendeu-se não satisfeitos na espécie”. Desse modo, tenho que a decisão questionada não merece nenhum reparo, porque está em perfeita consonância com o entendimento firmado pelas duas Turmas desta Corte, no sentido de que “não basta que haja similitude entre as condições objetivas (tempo, lugar, modo de execução e outras similares). É necessário que entre essas condições haja uma ligação, um liame, de tal modo a evidenciar-se, de plano, terem sido os crimes subsequentes continuação do primeiro”, sendo certo, ainda, que “o entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração criminosa indicadora de delinquência habitual ou profissional é suficiente para descaracterizar o crime continuado” (RHC 93.144/SP, Rel. Min. Menezes Direito). No mesmo sentido, cito, ainda, entre outros, os seguintes julgados: RHC 85.577/RJ e HC 101.049/RS, ambos de relatoria da Min. Ellen Gracie; HC 99.505/MG, Rel. Min. Eros Grau; HC 98.647/RS, Rel. Min. Ayres Britto; 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP HC 105.743/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 94.970/RS, de minha relatoria. Ademais, para se chegar a conclusão diversa à do acórdão ora atacado, seria necessário o revolvimento de fatos e provas, impossível na via estreita do habeas corpus. Isso porque, para a verificação dos requisitos configuradores da continuidade delitiva, independentemente da discussão acerca da teoria adotada pelo Código Penal quanto ao tema, afigura-se imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório, impraticável nesta sede. Aliás, diversos são os precedentes desta Casa que convergem no mesmo sentido, conforme se verifica das seguintes ementas: “HABEAS CORPUS. PENAL. CONTINUIDADE DELITIVA. ART. 71 DO CÓDIGO PENAL. REQUISITOS. TEORIAS. REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO- PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. I – A verificação de requisitos configuradores da continuidade delitiva, independentemente da discussão a respeito de qual teoria o Código Penal adotou – se a subjetiva, a objetiva ou a objetiva-subjetiva – demanda, necessariamente, o revolvimento de matéria fático-probatória. II – O habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal. III – Ordem denegada” (HC 95.006/RJ, de minha relatoria – grifos meus). “HABEAS CORPUS. Inadmissibilidade. Execução. Crime continuado. Unificação de penas. Art. 71 do Código Penal. Exame da existência dos requisitos de tempo, lugar e maneira de execução, bem como da unidade de desígnios. Impossibilidade na via estreita do remédio constitucional. Matéria de prova. Pedido denegado. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP HC 105.743/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 94.970/RS, de minha relatoria. Ademais, para se chegar a conclusão diversa à do acórdão ora atacado, seria necessário o revolvimento de fatos e provas, impossível na via estreita do habeas corpus. Isso porque, para a verificação dos requisitos configuradores da continuidade delitiva, independentemente da discussão acerca da teoria adotada pelo Código Penal quanto ao tema, afigura-se imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório, impraticável nesta sede. Aliás, diversos são os precedentes desta Casa que convergem no mesmo sentido, conforme se verifica das seguintes ementas: “HABEAS CORPUS. PENAL. CONTINUIDADE DELITIVA. ART. 71 DO CÓDIGO PENAL. REQUISITOS. TEORIAS. REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO- PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. I – A verificação de requisitos configuradores da continuidade delitiva, independentemente da discussão a respeito de qual teoria o Código Penal adotou – se a subjetiva, a objetiva ou a objetiva-subjetiva – demanda, necessariamente, o revolvimento de matéria fático-probatória. II – O habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal. III – Ordem denegada” (HC 95.006/RJ, de minha relatoria – grifos meus). “HABEAS CORPUS. Inadmissibilidade. Execução. Crime continuado. Unificação de penas. Art. 71 do Código Penal. Exame da existência dos requisitos de tempo, lugar e maneira de execução, bem como da unidade de desígnios. Impossibilidade na via estreita do remédio constitucional. Matéria de prova. Pedido denegado. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP Precedentes. Habeas corpus não é a ação ou via adequada para cognição da existência dos requisitos subjetivos e objetivos da unificação de penas” (HC 89.097/MS, Rel. Min. Cezar Peluso). “CRIME CONTINUADO. TEORIA OBJETIVA-SUBJETIVA. OBJEÇÕES. 1. Hipótese que prescinde da discussão sobre a prevalência de uma ou outra das teorias, já que as instâncias ordinárias, examinando os fatos, reconheceram a inexistência de dados objetivos e ausência da unidade de desígnio (dado subjetivo), reexame inadmissível no âmbito do writ. 2. HC indeferido” (HC 86.892/SP, Rel. Min. Ellen Gracie). Foi na mesma linha o parecer da Procuradoria-Geral da República, do qual destaco: “Quanto à pretensão de aplicação da regra da continuidade delitiva, prevista no art. 71 do Código Penal, colhe-se dos autos que o impetrante não reúne as condições necessárias ao reconhecimento da continuidade delitiva. 11. Para a caracterização da continuidade delitiva, faz-se imprescindível a comprovação da unidade de desígnios do agente, não se satisfazendo com a só convergência dos requisitos objetivos (crimes de mesma espécie e mesmas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes). 12. No caso, embora o modus operandi guarde semelhança, não estão presentes os requisitos caracterizadores da continuidade delitiva. Isso porque os delitos foram praticados contra vítimas diferentes, em horários diversos, de maneira autônoma e isolada. Não houve a comprovação de qualquer liame que vinculasse uma empreitada criminosa à outra. Assim, não há unidade de desígnios, o que afasta a incidência da figura do crime continuado. 13. Assim, sabendo que nova discussão sobre o reconhecimento da continuidade delitiva requer necessário revolvimento de matéria fáticoprobatória, conduta manifestamente incabível na via estreita do writ, devem prevalecer os argumentos contidos na sentença 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP Precedentes. Habeas corpus não é a ação ou via adequada para cognição da existência dos requisitos subjetivos e objetivos da unificação de penas” (HC 89.097/MS, Rel. Min. Cezar Peluso). “CRIME CONTINUADO. TEORIA OBJETIVA-SUBJETIVA. OBJEÇÕES. 1. Hipótese que prescinde da discussão sobre a prevalência de uma ou outra das teorias, já que as instâncias ordinárias, examinando os fatos, reconheceram a inexistência de dados objetivos e ausência da unidade de desígnio (dado subjetivo), reexame inadmissível no âmbito do writ. 2. HC indeferido” (HC 86.892/SP, Rel. Min. Ellen Gracie). Foi na mesma linha o parecer da Procuradoria-Geral da República, do qual destaco: “Quanto à pretensão de aplicação da regra da continuidade delitiva, prevista no art. 71 do Código Penal, colhe-se dos autos que o impetrante não reúne as condições necessárias ao reconhecimento da continuidade delitiva. 11. Para a caracterização da continuidade delitiva, faz-se imprescindível a comprovação da unidade de desígnios do agente, não se satisfazendo com a só convergência dos requisitos objetivos (crimes de mesma espécie e mesmas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes). 12. No caso, embora o modus operandi guarde semelhança, não estão presentes os requisitos caracterizadores da continuidade delitiva. Isso porque os delitos foram praticados contra vítimas diferentes, em horários diversos, de maneira autônoma e isolada. Não houve a comprovação de qualquer liame que vinculasse uma empreitada criminosa à outra. Assim, não há unidade de desígnios, o que afasta a incidência da figura do crime continuado. 13. Assim, sabendo que nova discussão sobre o reconhecimento da continuidade delitiva requer necessário revolvimento de matéria fáticoprobatória, conduta manifestamente incabível na via estreita do writ, devem prevalecer os argumentos contidos na sentença 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP condenatória: '(...) Incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos. Ademais, embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o próprio 'modus operandi' do réu e que serviu para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas e que devem ser apenadas de modo separado. [...].' 14. Não há que se falar, portanto, em um crime que se deu em continuação ao anterior, mas sim na habitualidade criminosa. O paciente faz da prática dos delitos uma conduta reiterada, situação que deve ser rigorosamente combatida com a soma das penas aplicadas e não com o deferimento o benefício invocado (HC n. 107276, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe-193 de 06/10/11)”. Ante o exposto, denego a ordem. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP condenatória: '(...) Incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos. Ademais, embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o próprio 'modus operandi' do réu e que serviu para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas e que devem ser apenadas de modo separado. [...].' 14. Não há que se falar, portanto, em um crime que se deu em continuação ao anterior, mas sim na habitualidade criminosa. O paciente faz da prática dos delitos uma conduta reiterada, situação que deve ser rigorosamente combatida com a soma das penas aplicadas e não com o deferimento o benefício invocado (HC n. 107276, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe-193 de 06/10/11)”. Ante o exposto, denego a ordem. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.725 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA IMPTE.(S) : JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 215113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993659 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.725 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA IMPTE.(S) : JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 215113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993659 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4003626
2013-06-04T00:00:00
2013-06-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013.
HABEAS CORPUS
Ementa: HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE CONDENADO POR DOIS CRIMES DE ESTUPRO. ALEGAÇÃO DE CONTINUIDADE DELITIVA. NÃO OCORRÊNCIA DAS CONDIÇÕES OBJETIVAS E SUBJETIVAS. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO PROBATÓRIO PARA ESSE FIM. REITERAÇÃO CRIMINOSA. AÇÕES AUTÔNOMAS. ORDEM DENEGADA. I – O decisum ora atacado está em perfeita consonância com o entendimento firmado pelas duas Turmas desta Corte, no sentido de que “não basta que haja similitude entre as condições objetivas (tempo, lugar, modo de execução e outras similares). É necessário que entre essas condições haja uma ligação, um liame, de tal modo a evidenciar-se, de plano, terem sido os crimes subsequentes continuação do primeiro”, sendo certo, ainda, que “o entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração criminosa indicadora de delinquência habitual ou profissional é suficiente para descaracterizar o crime continuado” (RHC 93.144/SP, Rel. Min. Menezes Direito). II - A jurisprudência deste Tribunal é pacífica no sentido da impossibilidade de revolvimento do conjunto probatório com o fim de verificar a ocorrência das condições configuradoras da continuidade delitiva. III - Ordem denegada.
sjur233666
- Acórdão(s) citado(s): (CONTINUIDADE DELITIVA, HABITUALIDADE CRIMINOSA) RHC 93144 (1ªT), RHC 85577 (2ªT), HC 101049 (2ªT), HC 99505 (2ªT), HC 98647 (1ªT), HC 105743 (2ªT), HC 94970 (1ªT). (HABEAS CORPUS, CONTINUIDADE DELITIVA, REEXAME, FATO, PROVA) HC 95006 (1ªT), HC 89097 (2ªT), HC 86892 (2ªT). Número de páginas: 13. Análise: 01/07/2013, AAT. Revisão: 27/08/2013, IVA.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
114725
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00071 \r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC
acordaos
HC 114725
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PACTE.(S) : JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA IMPTE.(S) : JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 215113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.725 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA IMPTE.(S) :JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC 215113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: HABEAS CORPUS. PENAL. PACIENTE CONDENADO POR DOIS CRIMES DE ESTUPRO. ALEGAÇÃO DE CONTINUIDADE DELITIVA. NÃO OCORRÊNCIA DAS CONDIÇÕES OBJETIVAS E SUBJETIVAS. IMPOSSIBILIDADE DE REVOLVIMENTO DO CONJUNTO PROBATÓRIO PARA ESSE FIM. REITERAÇÃO CRIMINOSA. AÇÕES AUTÔNOMAS. ORDEM DENEGADA. I – O decisum ora atacado está em perfeita consonância com o entendimento firmado pelas duas Turmas desta Corte, no sentido de que “não basta que haja similitude entre as condições objetivas (tempo, lugar, modo de execução e outras similares). É necessário que entre essas condições haja uma ligação, um liame, de tal modo a evidenciar-se, de plano, terem sido os crimes subsequentes continuação do primeiro”, sendo certo, ainda, que “o entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração criminosa indicadora de delinquência habitual ou profissional é suficiente para descaracterizar o crime continuado” (RHC 93.144/SP, Rel. Min. Menezes Direito). II - A jurisprudência deste Tribunal é pacífica no sentido da impossibilidade de revolvimento do conjunto probatório com o fim de verificar a ocorrência das condições configuradoras da continuidade delitiva. III - Ordem denegada. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940259. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão HC 114725 / SP e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940259. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP e das notas taquigráficas, por unanimidade, denegar a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940259. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.725 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA IMPTE.(S) :JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC 215113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA, em nome próprio, contra decisão do Ministro Jorge Mussi, que negou seguimento ao HC 215.113/SP do Superior Tribunal de Justiça. Infere-se dos autos que o impetrante/paciente foi condenado à pena de 14 anos de reclusão, pela prática, por duas vezes, do crime de estupro (art. 213, combinado com o art. 225, § 1..., I, ambos do Código Penal Brasileiro, na redação anterior à Lei 12.015/2009), na forma do art. 69 (concurso material) do mesmo estatuto. Verifica-se, ainda, que o réu apelou e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu parcial provimento ao recurso para reduzir a reprimenda para 12 anos de reclusão. Irresignado, o impetrante/paciente manejou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, mas o Ministro relator negou seguimento ao writ. É contra essa decisão que se insurge o impetrante/paciente. Sustenta, em síntese, que as circunstâncias em que foram praticados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940260. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.725 SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) :JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA IMPTE.(S) :JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) :RELATOR DO HC 215113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA, em nome próprio, contra decisão do Ministro Jorge Mussi, que negou seguimento ao HC 215.113/SP do Superior Tribunal de Justiça. Infere-se dos autos que o impetrante/paciente foi condenado à pena de 14 anos de reclusão, pela prática, por duas vezes, do crime de estupro (art. 213, combinado com o art. 225, § 1..., I, ambos do Código Penal Brasileiro, na redação anterior à Lei 12.015/2009), na forma do art. 69 (concurso material) do mesmo estatuto. Verifica-se, ainda, que o réu apelou e o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo deu parcial provimento ao recurso para reduzir a reprimenda para 12 anos de reclusão. Irresignado, o impetrante/paciente manejou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça, mas o Ministro relator negou seguimento ao writ. É contra essa decisão que se insurge o impetrante/paciente. Sustenta, em síntese, que as circunstâncias em que foram praticados Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Relatório HC 114725 / SP os crimes ensejam a aplicação do art. 71 do Código Penal Brasileiro, haja vista tratar-se de crime continuado. Requer, ao final, liminarmente, seja cassada a decisão questionada para reformar a sentença e reconhecer a prática de crime continuado, nos termos do art. 71 do Código Penal Brasileiro. Em 20/8/2012, indeferi a medida liminar e solicitei informações ao TJSP. Determinei, ainda, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. As informações foram prestadas por meio do Ofício 8.988/12 – GAP 1.1-HC da Presidência da Seção Criminal do TJSP. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não conhecimento do writ e, no mérito, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940260. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP os crimes ensejam a aplicação do art. 71 do Código Penal Brasileiro, haja vista tratar-se de crime continuado. Requer, ao final, liminarmente, seja cassada a decisão questionada para reformar a sentença e reconhecer a prática de crime continuado, nos termos do art. 71 do Código Penal Brasileiro. Em 20/8/2012, indeferi a medida liminar e solicitei informações ao TJSP. Determinei, ainda, na sequência, fosse ouvido o Procurador-Geral da República. As informações foram prestadas por meio do Ofício 8.988/12 – GAP 1.1-HC da Presidência da Seção Criminal do TJSP. O Ministério Público Federal, em parecer da lavra da Subprocuradora-Geral da República Cláudia Sampaio Marques, opinou pelo não conhecimento do writ e, no mérito, pela denegação da ordem. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940260. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.725 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. A decisão questionada possui o seguinte teor, no que importa: “Busca o impetrante/paciente a aplicação do art. 71 do Estatuto Repressivo, sob a alegação de que os delitos teriam sido cometidos nas mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução. Da análise dos autos verifica-se que o Juiz sentenciante afastou a incidência da continuidade delitiva pelos seguintes fundamentos: 'Incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos. Ademais, embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o próprio 'modus operandi' do réu e que serviu para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas e que devem ser apenadas de modo separado. [...]' (fl. 49). Irresignada, a defesa apelou ao Tribunal de origem, que proveu parcialmente o recurso, apenas para reduzir a reprimenda imposta ao paciente para doze anos de reclusão, no modo inicial fechado, pelo cometimento do delito descrito no art. 213, c/c 225, §1..., inciso I, por duas vezes, na forma do art. 69, todos do Código Penal. Ao afastar a tese do crime continuado, asseverou a Corte local: [...] 'Não há que se falar em continuidade delitiva, pois como bem anotou o ilustre juiz sentenciante, 'incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos. Ademais, embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA HABEAS CORPUS 114.725 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem examinados os autos, tenho que o caso é de denegação da ordem. A decisão questionada possui o seguinte teor, no que importa: “Busca o impetrante/paciente a aplicação do art. 71 do Estatuto Repressivo, sob a alegação de que os delitos teriam sido cometidos nas mesmas condições de tempo, lugar e maneira de execução. Da análise dos autos verifica-se que o Juiz sentenciante afastou a incidência da continuidade delitiva pelos seguintes fundamentos: 'Incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos. Ademais, embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o próprio 'modus operandi' do réu e que serviu para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas e que devem ser apenadas de modo separado. [...]' (fl. 49). Irresignada, a defesa apelou ao Tribunal de origem, que proveu parcialmente o recurso, apenas para reduzir a reprimenda imposta ao paciente para doze anos de reclusão, no modo inicial fechado, pelo cometimento do delito descrito no art. 213, c/c 225, §1..., inciso I, por duas vezes, na forma do art. 69, todos do Código Penal. Ao afastar a tese do crime continuado, asseverou a Corte local: [...] 'Não há que se falar em continuidade delitiva, pois como bem anotou o ilustre juiz sentenciante, 'incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos. Ademais, embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP próprio 'modus operandi' do réu e que serviu para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas...'. A r. sentença considerou duas condenações não definitivas para a fixação das penas acima do piso mínimo. O acréscimo operado não pode subsistir, observado o princípio constitucional da presunção de inocência, razão pela qual as penas ficam reduzidas para o piso mínimo, ou seja, seis (06) anos de reclusão para cada um dos crimes, totalizando doze (12) anos de reclusão em razão do concurso material Altera-se o regime prisional para o inicial fechado, considerando o advento da Lei 11.646/07, que por ser mais benéfica tem efeito retroativo' (fls.18/19). E, assim decidindo, não se pode dizer que a Corte impetrada provocou constrangimento ilegal, visto que, na esteira de julgados desta Corte Superior, para a caracterização da continuidade delitiva, prevista no art. 71 do Código Penal, é imprescindível o preenchimento de requisitos de ordem objetiva – mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução - e subjetiva - unidade de desígnios ou vínculo subjetivo entre os eventos - os quais, fundamentadamente, entendeu- se não satisfeitos na espécie. Nesse sentido, confira-se desta Quinta Turma: (...) No caso, como bem destacado pelo Juízo singular, 'incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos' (fl. 49). O que se observa, na verdade, é a prática de atos independentes, característicos de reiteração criminosa e não a da continuidade delitiva (art. 71 do Código Penal Brasileiro), pelo que ausente o alegado constrangimento ilegal a que estaria sendo submetido o paciente, em razão da negativa de aplicação da ficção jurídica do crime continuado na espécie. Ademais, é de se ressaltar que, nos termos da jurisprudência pacificada deste Superior Tribunal, mostra-se incabível, nos estreitos limites do remédio constitucional, um maior aprofundamento na apreciação dos fatos e das provas constantes nos processos de conhecimento para a verificação do preenchimento das circunstâncias 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP próprio 'modus operandi' do réu e que serviu para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas...'. A r. sentença considerou duas condenações não definitivas para a fixação das penas acima do piso mínimo. O acréscimo operado não pode subsistir, observado o princípio constitucional da presunção de inocência, razão pela qual as penas ficam reduzidas para o piso mínimo, ou seja, seis (06) anos de reclusão para cada um dos crimes, totalizando doze (12) anos de reclusão em razão do concurso material Altera-se o regime prisional para o inicial fechado, considerando o advento da Lei 11.646/07, que por ser mais benéfica tem efeito retroativo' (fls.18/19). E, assim decidindo, não se pode dizer que a Corte impetrada provocou constrangimento ilegal, visto que, na esteira de julgados desta Corte Superior, para a caracterização da continuidade delitiva, prevista no art. 71 do Código Penal, é imprescindível o preenchimento de requisitos de ordem objetiva – mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução - e subjetiva - unidade de desígnios ou vínculo subjetivo entre os eventos - os quais, fundamentadamente, entendeu- se não satisfeitos na espécie. Nesse sentido, confira-se desta Quinta Turma: (...) No caso, como bem destacado pelo Juízo singular, 'incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos' (fl. 49). O que se observa, na verdade, é a prática de atos independentes, característicos de reiteração criminosa e não a da continuidade delitiva (art. 71 do Código Penal Brasileiro), pelo que ausente o alegado constrangimento ilegal a que estaria sendo submetido o paciente, em razão da negativa de aplicação da ficção jurídica do crime continuado na espécie. Ademais, é de se ressaltar que, nos termos da jurisprudência pacificada deste Superior Tribunal, mostra-se incabível, nos estreitos limites do remédio constitucional, um maior aprofundamento na apreciação dos fatos e das provas constantes nos processos de conhecimento para a verificação do preenchimento das circunstâncias 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP exigidas para o reconhecimento da ficção jurídica do crime continuado. Nesse diapasão: 'EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBOS CIRCUNSTANCIADOS. PLURALIDADE DE CRIMES. CONTINUIDADE DELITIVA. REQUISITOS DE ORDEM OBJETIVA E SUBJETIVA. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE ENTRE OS DELITOS E DE UNIDADE DE DESÍGNIOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME APROFUNDADO DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência deste Tribunal orienta-se no sentido de que, para caracterizar a continuidade delitiva, é necessário o preenchimento de requisitos de ordem objetiva e subjetiva. 2. Constatada a autonomia das condutas criminosas e a ausência de unidade de desígnios, afasta-se a caracterização do crime continuado previsto no art. 71 do Código Penal. 3. Não é cabível a pretensão de reconhecimento do pedido de unificação de penas pelo reconhecimento da continuidade delitiva, pois tal exigiria um minucioso exame do acervo fático- probatório, providência incabível na via estreita do habeas corpus. 4. Ordem denegada. (HC n. 119.540/SP, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, julgado em 4-2-2010, DJe 8-3-2010)'. Nesse contexto, ausente o alegado constrangimento ilegal, pois de acordo com a jurisprudência firmada por esta Corte superior e a orientação do Supremo Tribunal Federal a reiteração indicativa de delinquência habitual ou profissional é suficiente para afastar a caracterização do crime continuado. Assim, à mingua de qualquer ilegalidade que mereça ser sanada nesta instância superior, com base nos arts. 38 da Lei 8.038/90 e 34, XVIII do RISTJ, nega-se seguimento ao presente habeas corpus ”. Conforme relatado, o impetrante pretende o reconhecimento da continuidade delitiva, na forma do art. 71 do Código Penal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP exigidas para o reconhecimento da ficção jurídica do crime continuado. Nesse diapasão: 'EXECUÇÃO PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBOS CIRCUNSTANCIADOS. PLURALIDADE DE CRIMES. CONTINUIDADE DELITIVA. REQUISITOS DE ORDEM OBJETIVA E SUBJETIVA. AUSÊNCIA DE HOMOGENEIDADE ENTRE OS DELITOS E DE UNIDADE DE DESÍGNIOS. IMPOSSIBILIDADE DE REEXAME APROFUNDADO DO ACERVO FÁTICO- PROBATÓRIO. ORDEM DENEGADA. 1. A jurisprudência deste Tribunal orienta-se no sentido de que, para caracterizar a continuidade delitiva, é necessário o preenchimento de requisitos de ordem objetiva e subjetiva. 2. Constatada a autonomia das condutas criminosas e a ausência de unidade de desígnios, afasta-se a caracterização do crime continuado previsto no art. 71 do Código Penal. 3. Não é cabível a pretensão de reconhecimento do pedido de unificação de penas pelo reconhecimento da continuidade delitiva, pois tal exigiria um minucioso exame do acervo fático- probatório, providência incabível na via estreita do habeas corpus. 4. Ordem denegada. (HC n. 119.540/SP, Rel. Min. Arnaldo Esteves Lima, julgado em 4-2-2010, DJe 8-3-2010)'. Nesse contexto, ausente o alegado constrangimento ilegal, pois de acordo com a jurisprudência firmada por esta Corte superior e a orientação do Supremo Tribunal Federal a reiteração indicativa de delinquência habitual ou profissional é suficiente para afastar a caracterização do crime continuado. Assim, à mingua de qualquer ilegalidade que mereça ser sanada nesta instância superior, com base nos arts. 38 da Lei 8.038/90 e 34, XVIII do RISTJ, nega-se seguimento ao presente habeas corpus ”. Conforme relatado, o impetrante pretende o reconhecimento da continuidade delitiva, na forma do art. 71 do Código Penal. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP A pretensão não prospera, contudo. Transcrevo, por oportuno, trecho da inicial acusatória que esclarece a questão: “Consta do incluso inquérito policial que, no dia 26 de dezembro de 2003, por volta das 11:00 horas, no Horto Florestal, nesta cidade e comarca, JULIO CESAR ALVES DE SOUZA, qualificado à fl. 09, casado, constrangeu, mediante grave ameaça exercida com arma branca, a vítima Jackeline Djalma Nascimento, de apenas quinze anos de idade, à conjunção carnal, conforme faz prova o laude de exame de corpo de delito e conjunção carnal. Ainda, consta do presente inquérito policial que, no dia 12 de dezembro de 2003, por volta das 11:00 horas, na Rua 12, s/n, Jd Santa Adélia, nesta cidade e comarca, JULIO CESAR ALVES DE SOUZA, supra qualificado, casado, constrangeu, mediante grave ameaça exercida com arma branca, a vítima Thaís Aparecida Justino, de apenas quinze anos de idade, à conjunção carnal, conforme faz prova o laudo de exame de corpo de delito e conjunção carnal. Segundo se apurou, o denunciado abordou a vítima Jackeline nas proximidades de sua residência e, mediante grave ameaça exercida com uma faca, a obrigou a entrar em seu carro, dirigindo-se até o Horto Florestal, onde a obrigou a manter com ele conjunção carnal, conforme faz prova o laudo de exame de corpo de delito a fls. 08/10. Após o fato, o indiciado abandonou a vítima nas proximidades de sua residência. Apurou-se, também, que no dia 12 de dezembro de 2003, o denunciado abordou a vítima Thaís em uma rua próxima a sua residência e, mediante grave ameaça exercida com uma faca, ordenou que entrasse em seu carro, levando-a para um lugar ermo, quando a obrigou a manter com ele conjunção carnal” . Ao final da instrução criminal, a pretensão estatal foi julgada procedente e o paciente foi condenado à pena de 14 anos de reclusão. Ao apreciar a apelação, o TJSP reduziu a reprimenda para 12 anos de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP A pretensão não prospera, contudo. Transcrevo, por oportuno, trecho da inicial acusatória que esclarece a questão: “Consta do incluso inquérito policial que, no dia 26 de dezembro de 2003, por volta das 11:00 horas, no Horto Florestal, nesta cidade e comarca, JULIO CESAR ALVES DE SOUZA, qualificado à fl. 09, casado, constrangeu, mediante grave ameaça exercida com arma branca, a vítima Jackeline Djalma Nascimento, de apenas quinze anos de idade, à conjunção carnal, conforme faz prova o laude de exame de corpo de delito e conjunção carnal. Ainda, consta do presente inquérito policial que, no dia 12 de dezembro de 2003, por volta das 11:00 horas, na Rua 12, s/n, Jd Santa Adélia, nesta cidade e comarca, JULIO CESAR ALVES DE SOUZA, supra qualificado, casado, constrangeu, mediante grave ameaça exercida com arma branca, a vítima Thaís Aparecida Justino, de apenas quinze anos de idade, à conjunção carnal, conforme faz prova o laudo de exame de corpo de delito e conjunção carnal. Segundo se apurou, o denunciado abordou a vítima Jackeline nas proximidades de sua residência e, mediante grave ameaça exercida com uma faca, a obrigou a entrar em seu carro, dirigindo-se até o Horto Florestal, onde a obrigou a manter com ele conjunção carnal, conforme faz prova o laudo de exame de corpo de delito a fls. 08/10. Após o fato, o indiciado abandonou a vítima nas proximidades de sua residência. Apurou-se, também, que no dia 12 de dezembro de 2003, o denunciado abordou a vítima Thaís em uma rua próxima a sua residência e, mediante grave ameaça exercida com uma faca, ordenou que entrasse em seu carro, levando-a para um lugar ermo, quando a obrigou a manter com ele conjunção carnal” . Ao final da instrução criminal, a pretensão estatal foi julgada procedente e o paciente foi condenado à pena de 14 anos de reclusão. Ao apreciar a apelação, o TJSP reduziu a reprimenda para 12 anos de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP reclusão, mas afastou a pretensão do reconhecimento de crime continuado sob o fundamento da “inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando- se de desígnios autônomos. Ademais embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o próprio modus operandi do réu e que servi para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas”. O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, entendeu pela inexistência de constrangimento ilegal in casu, “visto que, na esteira de julgados desta Corte Superior, para a caracterização da continuidade delitiva, prevista no art. 71 do Código Penal, é imprescindível o preenchimento de requisitos de ordem objetiva – mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução - e subjetiva - unidade de desígnios ou vínculo subjetivo entre os eventos - os quais, fundamentadamente, entendeu-se não satisfeitos na espécie”. Desse modo, tenho que a decisão questionada não merece nenhum reparo, porque está em perfeita consonância com o entendimento firmado pelas duas Turmas desta Corte, no sentido de que “não basta que haja similitude entre as condições objetivas (tempo, lugar, modo de execução e outras similares). É necessário que entre essas condições haja uma ligação, um liame, de tal modo a evidenciar-se, de plano, terem sido os crimes subsequentes continuação do primeiro”, sendo certo, ainda, que “o entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração criminosa indicadora de delinquência habitual ou profissional é suficiente para descaracterizar o crime continuado” (RHC 93.144/SP, Rel. Min. Menezes Direito). No mesmo sentido, cito, ainda, entre outros, os seguintes julgados: RHC 85.577/RJ e HC 101.049/RS, ambos de relatoria da Min. Ellen Gracie; HC 99.505/MG, Rel. Min. Eros Grau; HC 98.647/RS, Rel. Min. Ayres Britto; 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP reclusão, mas afastou a pretensão do reconhecimento de crime continuado sob o fundamento da “inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando- se de desígnios autônomos. Ademais embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o próprio modus operandi do réu e que servi para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas”. O Superior Tribunal de Justiça, por sua vez, entendeu pela inexistência de constrangimento ilegal in casu, “visto que, na esteira de julgados desta Corte Superior, para a caracterização da continuidade delitiva, prevista no art. 71 do Código Penal, é imprescindível o preenchimento de requisitos de ordem objetiva – mesmas condições de tempo, lugar e forma de execução - e subjetiva - unidade de desígnios ou vínculo subjetivo entre os eventos - os quais, fundamentadamente, entendeu-se não satisfeitos na espécie”. Desse modo, tenho que a decisão questionada não merece nenhum reparo, porque está em perfeita consonância com o entendimento firmado pelas duas Turmas desta Corte, no sentido de que “não basta que haja similitude entre as condições objetivas (tempo, lugar, modo de execução e outras similares). É necessário que entre essas condições haja uma ligação, um liame, de tal modo a evidenciar-se, de plano, terem sido os crimes subsequentes continuação do primeiro”, sendo certo, ainda, que “o entendimento desta Corte é no sentido de que a reiteração criminosa indicadora de delinquência habitual ou profissional é suficiente para descaracterizar o crime continuado” (RHC 93.144/SP, Rel. Min. Menezes Direito). No mesmo sentido, cito, ainda, entre outros, os seguintes julgados: RHC 85.577/RJ e HC 101.049/RS, ambos de relatoria da Min. Ellen Gracie; HC 99.505/MG, Rel. Min. Eros Grau; HC 98.647/RS, Rel. Min. Ayres Britto; 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP HC 105.743/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 94.970/RS, de minha relatoria. Ademais, para se chegar a conclusão diversa à do acórdão ora atacado, seria necessário o revolvimento de fatos e provas, impossível na via estreita do habeas corpus. Isso porque, para a verificação dos requisitos configuradores da continuidade delitiva, independentemente da discussão acerca da teoria adotada pelo Código Penal quanto ao tema, afigura-se imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório, impraticável nesta sede. Aliás, diversos são os precedentes desta Casa que convergem no mesmo sentido, conforme se verifica das seguintes ementas: “HABEAS CORPUS. PENAL. CONTINUIDADE DELITIVA. ART. 71 DO CÓDIGO PENAL. REQUISITOS. TEORIAS. REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO- PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. I – A verificação de requisitos configuradores da continuidade delitiva, independentemente da discussão a respeito de qual teoria o Código Penal adotou – se a subjetiva, a objetiva ou a objetiva-subjetiva – demanda, necessariamente, o revolvimento de matéria fático-probatória. II – O habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal. III – Ordem denegada” (HC 95.006/RJ, de minha relatoria – grifos meus). “HABEAS CORPUS. Inadmissibilidade. Execução. Crime continuado. Unificação de penas. Art. 71 do Código Penal. Exame da existência dos requisitos de tempo, lugar e maneira de execução, bem como da unidade de desígnios. Impossibilidade na via estreita do remédio constitucional. Matéria de prova. Pedido denegado. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP HC 105.743/RS, Rel. Min. Gilmar Mendes; HC 94.970/RS, de minha relatoria. Ademais, para se chegar a conclusão diversa à do acórdão ora atacado, seria necessário o revolvimento de fatos e provas, impossível na via estreita do habeas corpus. Isso porque, para a verificação dos requisitos configuradores da continuidade delitiva, independentemente da discussão acerca da teoria adotada pelo Código Penal quanto ao tema, afigura-se imprescindível o reexame do conjunto fático-probatório, impraticável nesta sede. Aliás, diversos são os precedentes desta Casa que convergem no mesmo sentido, conforme se verifica das seguintes ementas: “HABEAS CORPUS. PENAL. CONTINUIDADE DELITIVA. ART. 71 DO CÓDIGO PENAL. REQUISITOS. TEORIAS. REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO- PROBATÓRIA. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ORDEM DENEGADA. I – A verificação de requisitos configuradores da continuidade delitiva, independentemente da discussão a respeito de qual teoria o Código Penal adotou – se a subjetiva, a objetiva ou a objetiva-subjetiva – demanda, necessariamente, o revolvimento de matéria fático-probatória. II – O habeas corpus, em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro, não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal. III – Ordem denegada” (HC 95.006/RJ, de minha relatoria – grifos meus). “HABEAS CORPUS. Inadmissibilidade. Execução. Crime continuado. Unificação de penas. Art. 71 do Código Penal. Exame da existência dos requisitos de tempo, lugar e maneira de execução, bem como da unidade de desígnios. Impossibilidade na via estreita do remédio constitucional. Matéria de prova. Pedido denegado. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP Precedentes. Habeas corpus não é a ação ou via adequada para cognição da existência dos requisitos subjetivos e objetivos da unificação de penas” (HC 89.097/MS, Rel. Min. Cezar Peluso). “CRIME CONTINUADO. TEORIA OBJETIVA-SUBJETIVA. OBJEÇÕES. 1. Hipótese que prescinde da discussão sobre a prevalência de uma ou outra das teorias, já que as instâncias ordinárias, examinando os fatos, reconheceram a inexistência de dados objetivos e ausência da unidade de desígnio (dado subjetivo), reexame inadmissível no âmbito do writ. 2. HC indeferido” (HC 86.892/SP, Rel. Min. Ellen Gracie). Foi na mesma linha o parecer da Procuradoria-Geral da República, do qual destaco: “Quanto à pretensão de aplicação da regra da continuidade delitiva, prevista no art. 71 do Código Penal, colhe-se dos autos que o impetrante não reúne as condições necessárias ao reconhecimento da continuidade delitiva. 11. Para a caracterização da continuidade delitiva, faz-se imprescindível a comprovação da unidade de desígnios do agente, não se satisfazendo com a só convergência dos requisitos objetivos (crimes de mesma espécie e mesmas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes). 12. No caso, embora o modus operandi guarde semelhança, não estão presentes os requisitos caracterizadores da continuidade delitiva. Isso porque os delitos foram praticados contra vítimas diferentes, em horários diversos, de maneira autônoma e isolada. Não houve a comprovação de qualquer liame que vinculasse uma empreitada criminosa à outra. Assim, não há unidade de desígnios, o que afasta a incidência da figura do crime continuado. 13. Assim, sabendo que nova discussão sobre o reconhecimento da continuidade delitiva requer necessário revolvimento de matéria fáticoprobatória, conduta manifestamente incabível na via estreita do writ, devem prevalecer os argumentos contidos na sentença 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP Precedentes. Habeas corpus não é a ação ou via adequada para cognição da existência dos requisitos subjetivos e objetivos da unificação de penas” (HC 89.097/MS, Rel. Min. Cezar Peluso). “CRIME CONTINUADO. TEORIA OBJETIVA-SUBJETIVA. OBJEÇÕES. 1. Hipótese que prescinde da discussão sobre a prevalência de uma ou outra das teorias, já que as instâncias ordinárias, examinando os fatos, reconheceram a inexistência de dados objetivos e ausência da unidade de desígnio (dado subjetivo), reexame inadmissível no âmbito do writ. 2. HC indeferido” (HC 86.892/SP, Rel. Min. Ellen Gracie). Foi na mesma linha o parecer da Procuradoria-Geral da República, do qual destaco: “Quanto à pretensão de aplicação da regra da continuidade delitiva, prevista no art. 71 do Código Penal, colhe-se dos autos que o impetrante não reúne as condições necessárias ao reconhecimento da continuidade delitiva. 11. Para a caracterização da continuidade delitiva, faz-se imprescindível a comprovação da unidade de desígnios do agente, não se satisfazendo com a só convergência dos requisitos objetivos (crimes de mesma espécie e mesmas condições de tempo, lugar, maneira de execução e outras semelhantes). 12. No caso, embora o modus operandi guarde semelhança, não estão presentes os requisitos caracterizadores da continuidade delitiva. Isso porque os delitos foram praticados contra vítimas diferentes, em horários diversos, de maneira autônoma e isolada. Não houve a comprovação de qualquer liame que vinculasse uma empreitada criminosa à outra. Assim, não há unidade de desígnios, o que afasta a incidência da figura do crime continuado. 13. Assim, sabendo que nova discussão sobre o reconhecimento da continuidade delitiva requer necessário revolvimento de matéria fáticoprobatória, conduta manifestamente incabível na via estreita do writ, devem prevalecer os argumentos contidos na sentença 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI HC 114725 / SP condenatória: '(...) Incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos. Ademais, embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o próprio 'modus operandi' do réu e que serviu para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas e que devem ser apenadas de modo separado. [...].' 14. Não há que se falar, portanto, em um crime que se deu em continuação ao anterior, mas sim na habitualidade criminosa. O paciente faz da prática dos delitos uma conduta reiterada, situação que deve ser rigorosamente combatida com a soma das penas aplicadas e não com o deferimento o benefício invocado (HC n. 107276, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe-193 de 06/10/11)”. Ante o exposto, denego a ordem. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Supremo Tribunal Federal HC 114725 / SP condenatória: '(...) Incabível a consideração de crimes continuados, diante da inexistência de proximidade temporal entre as ações, tratando-se de desígnios autônomos. Ademais, embora as ações tenham sido semelhantes, revelando o próprio 'modus operandi' do réu e que serviu para elucidar a questão, para a consecução de um delito não dependia a existência do outro, tratando-se de ações distintas e que devem ser apenadas de modo separado. [...].' 14. Não há que se falar, portanto, em um crime que se deu em continuação ao anterior, mas sim na habitualidade criminosa. O paciente faz da prática dos delitos uma conduta reiterada, situação que deve ser rigorosamente combatida com a soma das penas aplicadas e não com o deferimento o benefício invocado (HC n. 107276, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma, DJe-193 de 06/10/11)”. Ante o exposto, denego a ordem. 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940261. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.725 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA IMPTE.(S) : JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 215113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993659 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 114.725 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI PACTE.(S) : JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA IMPTE.(S) : JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA COATOR(A/S)(ES) : RELATOR DO HC 215113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, denegou a ordem, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993659 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 114 . 725", "HC 215113 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "RHC 93 . 144 / SP", "HC 114725 / SP", "HC 114725 / SP", "HABEAS CORPUS", "HC 215113 DO SUPERIOR", "HC 215 . 113 / SP do Superior Tribunal de Justiça", "HABEAS CORPUS 114 . 725", "HC 215113 DO SUPERIOR", "HC 215 . 113 / SP do", "HC 114725 / SP", "HC 114725 / SP", "HABEAS CORPUS 114 . 725", "HABEAS CORPUS 114 . 725", "HC 114725 / SP", "HC 114725 / SP", "HC 114725 / SP", "HC n . 119 . 540 / SP", "HC 114725 / SP", "HC n . 119 . 540 / SP", "HC 114725 / SP", "HC 114725 / SP", "HC 114725 / SP", "RHC 93 . 144 / SP", "RHC 85 . 577 / RJ", "HC 101 . 049 / RS", "HC 99 . 505 / MG", "HC 98 . 647 / RS", "HC 114725 / SP", "RHC 93 . 144 / SP", "RHC 85 . 577 / RJ", "HC 101 . 049 / RS", "HC 99 . 505 / MG", "HC 98 . 647 / RS", "HC 114725 / SP", "HC 105 . 743 / RS", "HC 94 . 970 / RS", "HC 95 . 006 / RJ", "HC 114725 / SP", "HC 105 . 743 / RS", "HC 94 . 970 / RS", "HC 95 . 006 / RJ", "HC 114725 / SP", "HC 89 . 097 / MS", "HC 86 . 892 / SP", "HC 114725 / SP", "HC 89 . 097 / MS", "HC 86 . 892 / SP", "HC 114725 / SP", "HC n . 107276", "HC 114725 / SP", "HC n . 107276", "HABEAS CORPUS 114 . 725", "HC 215113 DO SUPERIOR", "HABEAS CORPUS 114 . 725", "HC 215113" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 225 , § 1 . . . , I , ambos do Código Penal Brasileiro", "Lei 12 . 015 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 213 , combinado", "art . 225 , § 1 . . . , I , ambos do Código Penal Brasileiro", "Lei 12 . 015 / 2009", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 do Código Penal Brasileiro", "art . 71 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 do Código Penal Brasileiro", "art . 71 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 213 , c / c 225 , § 1 . . . , inciso I ,", "art . 69 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 69 , todos do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 646 / 07", "art . 71 do Código Penal", "art . 71 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei 11 . 646 / 07", "art . 71 do Código Penal", "art . 71 do Código Penal Brasileiro", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 do Código Penal", "arts . 38 da Lei 8 . 038 / 90", "34 , XVIII do RISTJ", "art . 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 do Código Penal", "arts . 38 da Lei 8 . 038 / 90", "34 , XVIII do RISTJ", "art . 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "ART . 71 DO CÓDIGO PENAL", "Código Penal", "Art . 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Penal", "ART . 71 DO CÓDIGO PENAL", "Código Penal", "Art . 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 71 do Código Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "Horto Florestal", "Jd Santa Adélia", "Horto Florestal", "Horto Florestal", "Jd Santa Adélia", "Horto Florestal", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura 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"RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Arnaldo Esteves Lima", "Arnaldo Esteves Lima", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JULIO CESAR ALVES DE SOUZA", "Jackeline Djalma Nascimento", "JULIO CESAR ALVES DE SOUZA", "Thaís Aparecida Justino", "Jackeline", "Thaís", "JULIO CESAR ALVES DE SOUZA", "Jackeline Djalma Nascimento", "JULIO CESAR ALVES DE SOUZA", "Thaís Aparecida Justino", "Jackeline", "Thaís", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Menezes Direito", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Ayres Britto", "Menezes Direito", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Ayres Britto", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cezar Peluso", "Ellen Gracie", "Cezar Peluso", "Ellen Gracie", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA", "JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira", "RICARDO LEWANDOWSKI", "JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA", "JÚLIO CÉSAR ALVES DE SOUZA", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "4 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", "/", "8", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "-", "2", "-", "2010", "8", "-", "3", "-", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "4", "-", "2", "-", "2010", "8", 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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA AGTE.(S) :NELSON CAMPOS ROCHA ADV.(A/S) :JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 269.194 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. PRISÃO CAUTELAR: PRESSUPOSTOS. HABEAS CORPUS NEGADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. FUNDAMENTOS DE MÉRITO NÃO ANALISADOS NAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INVIABILIDADE JURÍDICA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983046. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA AGTE.(S) :NELSON CAMPOS ROCHA ADV.(A/S) :JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 269.194 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9 de maio de 2013, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por JOÃO CÁRMINO GENEROSO DA COSTA, advogado, em benefício de LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA e NELSON CAMPOS ROCHA, contra decisão da Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 29.4.2013, indeferiu liminarmente o Habeas Corpus n. 269.194. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “7. Os elementos fáticos e jurídicos apresentados não autorizam o prosseguimento desta ação neste Supremo Tribunal. 8. O exame dos pedidos formulados pelo Impetrante, neste momento, traduziria dupla supressão de instância, pois o Tribunal de Justiça de São Paulo não apreciou o mérito da impetração, apenas examinou a liminar requerida, cujo indeferimento foi objeto do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. 9. O Supremo Tribunal não admite o conhecimento de habeas corpus, cujos fundamentos não tenham sido apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, por incabível o exame, per saltum, especialmente quando não se comprovam requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder (…). 10. Sem adentrar no mérito, mas apenas para afastar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983047. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA AGTE.(S) :NELSON CAMPOS ROCHA ADV.(A/S) :JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC Nº 269.194 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9 de maio de 2013, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por JOÃO CÁRMINO GENEROSO DA COSTA, advogado, em benefício de LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA e NELSON CAMPOS ROCHA, contra decisão da Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 29.4.2013, indeferiu liminarmente o Habeas Corpus n. 269.194. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “7. Os elementos fáticos e jurídicos apresentados não autorizam o prosseguimento desta ação neste Supremo Tribunal. 8. O exame dos pedidos formulados pelo Impetrante, neste momento, traduziria dupla supressão de instância, pois o Tribunal de Justiça de São Paulo não apreciou o mérito da impetração, apenas examinou a liminar requerida, cujo indeferimento foi objeto do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. 9. O Supremo Tribunal não admite o conhecimento de habeas corpus, cujos fundamentos não tenham sido apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, por incabível o exame, per saltum, especialmente quando não se comprovam requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder (…). 10. Sem adentrar no mérito, mas apenas para afastar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório HC 117725 AGR / SP ilegalidade afirmada, é de se observar que, ao converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, o juízo da 2ª Vara Judicial da Comarca de Ubatuba/SP afirmou: ‘Verifica-se que não é o caso de concessão de liberdade provisória, tendo em vista que a pena máxima fixada para o delito é superior a 4 anos. Há indícios de autoria (declarações e depoimentos) e prova da materialidade (auto de exibição e apreensão – fls. 127/31) e auto de reconhecimento fls. 32, requisitos da prisão preventiva, assim como se encontram presentes os fundamentos da custódia cautelar, notadamente a garantia da ordem pública. Deste modo, deixo de aplicar as medidas cautelares por considerá-las ineficazes no caso em tela a converto a prisão em flagrante em preventiva, pois que presentes os requisitos constantes do artigo 312 do Código de Processo Penal, tal como acima exposto’. 11. Essa decisão está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, comprovada pelos indícios de autoria e prova da materialidade, é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar. (…) 12. Em situação como a descrita nos autos, o sistema jurídico impõe o prosseguimento da ação em instância própria, para que, com os elementos apresentados, delibere o julgador com segurança e fundamentação de seu convencimento quanto aos pedidos formulados pela defesa. Em momento próprio, o Tribunal de Justiça de São Paulo haverá de se pronunciar, na forma legal, quanto ao mérito do habeas corpus lá impetrado, cuja medida liminar foi indeferida em decisão monocrática, objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, não há o que determinar superando-se as instâncias próprias. 13. Assim, as circunstâncias expostas e os documentos juntados demonstram ser necessária especial cautela na análise do caso, não se podendo suprimir as instâncias antecedentes, porque a decisão liminar 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983047. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP ilegalidade afirmada, é de se observar que, ao converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, o juízo da 2ª Vara Judicial da Comarca de Ubatuba/SP afirmou: ‘Verifica-se que não é o caso de concessão de liberdade provisória, tendo em vista que a pena máxima fixada para o delito é superior a 4 anos. Há indícios de autoria (declarações e depoimentos) e prova da materialidade (auto de exibição e apreensão – fls. 127/31) e auto de reconhecimento fls. 32, requisitos da prisão preventiva, assim como se encontram presentes os fundamentos da custódia cautelar, notadamente a garantia da ordem pública. Deste modo, deixo de aplicar as medidas cautelares por considerá-las ineficazes no caso em tela a converto a prisão em flagrante em preventiva, pois que presentes os requisitos constantes do artigo 312 do Código de Processo Penal, tal como acima exposto’. 11. Essa decisão está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, comprovada pelos indícios de autoria e prova da materialidade, é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar. (…) 12. Em situação como a descrita nos autos, o sistema jurídico impõe o prosseguimento da ação em instância própria, para que, com os elementos apresentados, delibere o julgador com segurança e fundamentação de seu convencimento quanto aos pedidos formulados pela defesa. Em momento próprio, o Tribunal de Justiça de São Paulo haverá de se pronunciar, na forma legal, quanto ao mérito do habeas corpus lá impetrado, cuja medida liminar foi indeferida em decisão monocrática, objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, não há o que determinar superando-se as instâncias próprias. 13. Assim, as circunstâncias expostas e os documentos juntados demonstram ser necessária especial cautela na análise do caso, não se podendo suprimir as instâncias antecedentes, porque a decisão liminar 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 117725 AGR / SP e precária proferida no Tribunal de Justiça de São Paulo não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação em curso a aguardar julgamento definitivo. 14. Perfeitamente aplicável, aqui, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, como antes demonstrado, não admite o conhecimento de habeas corpus, por incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, máxime em se cuidando de casos como o presente, no qual não se comprovam os requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento e a manifesta ilegalidade ou abuso de poder. 11. Essa decisão está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, comprovada pelos indícios de autoria e prova da materialidade, é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar”. 2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 15.5.2013 e o presente agravo regimental em benefício dos Pacientes LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA e NELSON CAMPOS ROCHA foi interposto, tempestivamente, em 17.5.2013. 3. O Agravante alega que a Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal deveria ser flexibilizada, pela suposta ausência de fundamentação da decisão que indeferiu o requerimento de medida liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo, que teria sido confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983047. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP e precária proferida no Tribunal de Justiça de São Paulo não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação em curso a aguardar julgamento definitivo. 14. Perfeitamente aplicável, aqui, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, como antes demonstrado, não admite o conhecimento de habeas corpus, por incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, máxime em se cuidando de casos como o presente, no qual não se comprovam os requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento e a manifesta ilegalidade ou abuso de poder. 11. Essa decisão está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, comprovada pelos indícios de autoria e prova da materialidade, é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar”. 2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 15.5.2013 e o presente agravo regimental em benefício dos Pacientes LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA e NELSON CAMPOS ROCHA foi interposto, tempestivamente, em 17.5.2013. 3. O Agravante alega que a Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal deveria ser flexibilizada, pela suposta ausência de fundamentação da decisão que indeferiu o requerimento de medida liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo, que teria sido confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes, pelo que a decisão ora agravada deve ser mantida. 2. Os Agravantes foram denunciados como “incursos no artigo 157, § 2º, inc. I e II, artigo 251, ‘caput’, e artigo 288, parágrafo único, na forma do artigo 69, ‘caput’, todos do Código Penal. Fato ocorrido em 20 de março de 2013”. 3. Em 22.3.2013, o juízo da 2ª Vara Judicial da Comarca de Ubatuba/SP converteu a prisão em flagrante em preventiva e, nessa mesma data, indeferiu pedido de liberdade provisória. 4. A defesa impetrou o Habeas Corpus n. 0062770-78.2013.8.26.0000. Em 9.4.2013, o Relator, Desembargador Marco Nahum, do Tribunal de Justiça de São Paulo, indeferiu a medida liminar requerida, requisitou informações e determinou vista dos autos à Procuradoria-Geral de Justiça: “O Advogado João Carmino Generoso da Costa impetra o presente habeas corpus, com pedido de decisão liminar, em favor de Clesio Soares Pereira, José do Carmo Silva de Oliveira, José Roberto de Brito, Laura Cristina Cespedes Vera e Nelson Campos Rocha, contra ato do MM. Juiz de Direito da 2ª Vara Judicial da Comarca de Ubatuba. Consta da inicial que os pacientes foram denunciados juntamente com Cleiton Henrique Amorim, como incursos no artigo 157, §2º, incisos I e II, artigo 251, ‘caput’ e artigo 288, parágrafo único, na forma do artigo 69, ‘caput’, todos do Código Penal. Fato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes, pelo que a decisão ora agravada deve ser mantida. 2. Os Agravantes foram denunciados como “incursos no artigo 157, § 2º, inc. I e II, artigo 251, ‘caput’, e artigo 288, parágrafo único, na forma do artigo 69, ‘caput’, todos do Código Penal. Fato ocorrido em 20 de março de 2013”. 3. Em 22.3.2013, o juízo da 2ª Vara Judicial da Comarca de Ubatuba/SP converteu a prisão em flagrante em preventiva e, nessa mesma data, indeferiu pedido de liberdade provisória. 4. A defesa impetrou o Habeas Corpus n. 0062770-78.2013.8.26.0000. Em 9.4.2013, o Relator, Desembargador Marco Nahum, do Tribunal de Justiça de São Paulo, indeferiu a medida liminar requerida, requisitou informações e determinou vista dos autos à Procuradoria-Geral de Justiça: “O Advogado João Carmino Generoso da Costa impetra o presente habeas corpus, com pedido de decisão liminar, em favor de Clesio Soares Pereira, José do Carmo Silva de Oliveira, José Roberto de Brito, Laura Cristina Cespedes Vera e Nelson Campos Rocha, contra ato do MM. Juiz de Direito da 2ª Vara Judicial da Comarca de Ubatuba. Consta da inicial que os pacientes foram denunciados juntamente com Cleiton Henrique Amorim, como incursos no artigo 157, §2º, incisos I e II, artigo 251, ‘caput’ e artigo 288, parágrafo único, na forma do artigo 69, ‘caput’, todos do Código Penal. Fato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP ocorrido em 20 de março de 2013. Alega que a decisão que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva carece de fundamentação, ausentes os requisitos legais. Aduz que os pacientes não possuem antecedentes criminais, todos com residência fixa, família constituída e trabalho lícito. Pleiteia liminarmente a revogação da prisão preventiva com a concessão da liberdade provisória, para, ao final, confirmar-se a ordem. Subsidiariamente requer o trancamento da ação penal. O pedido não evidencia a presença dos pressupostos autorizadores da liminar, que fica indeferida. É cediço que a revogação da medida cautelar, em sede de liminar, só é possível ante a evidência inconteste das alegações do impetrante. Não é o que ocorre no presente processo. De outro lado, as informações do Juízo a quo contribuirão, para que, no mérito, melhor se analisem as alegações constantes da inicial. Requisitem-se informações da autoridade coatora, remetendo-se os autos à Procuradoria Geral de Justiça”. 5. Contra essa decisão foi impetrado o Habeas Corpus n. 269.194. Em 29.4.2013, a Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente essa impetração: “Cuida-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA e de NELSON CAMPOS ROCHA, contra decisão de Desembargador-Relator do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que indeferiu o pedido liminar no writ ali impetrado. Consta dos autos que os pacientes foram presos em flagrante e, posteriormente, denunciados pela suposta prática do crime previsto nos arts. 157, § 2º, I e II; 251, caput; e 288, parágrafo único, na forma do art. 69, caput, todos do Código Penal. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus, tendo a Corte de origem, como dito, por meio de decisão de Desembargador-Relator, indeferido a liminar. Neste writ, o impetrante sustenta, em síntese, falta de fundamentação idônea para a manutenção da cautelar dos pacientes. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP ocorrido em 20 de março de 2013. Alega que a decisão que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva carece de fundamentação, ausentes os requisitos legais. Aduz que os pacientes não possuem antecedentes criminais, todos com residência fixa, família constituída e trabalho lícito. Pleiteia liminarmente a revogação da prisão preventiva com a concessão da liberdade provisória, para, ao final, confirmar-se a ordem. Subsidiariamente requer o trancamento da ação penal. O pedido não evidencia a presença dos pressupostos autorizadores da liminar, que fica indeferida. É cediço que a revogação da medida cautelar, em sede de liminar, só é possível ante a evidência inconteste das alegações do impetrante. Não é o que ocorre no presente processo. De outro lado, as informações do Juízo a quo contribuirão, para que, no mérito, melhor se analisem as alegações constantes da inicial. Requisitem-se informações da autoridade coatora, remetendo-se os autos à Procuradoria Geral de Justiça”. 5. Contra essa decisão foi impetrado o Habeas Corpus n. 269.194. Em 29.4.2013, a Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente essa impetração: “Cuida-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA e de NELSON CAMPOS ROCHA, contra decisão de Desembargador-Relator do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que indeferiu o pedido liminar no writ ali impetrado. Consta dos autos que os pacientes foram presos em flagrante e, posteriormente, denunciados pela suposta prática do crime previsto nos arts. 157, § 2º, I e II; 251, caput; e 288, parágrafo único, na forma do art. 69, caput, todos do Código Penal. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus, tendo a Corte de origem, como dito, por meio de decisão de Desembargador-Relator, indeferido a liminar. Neste writ, o impetrante sustenta, em síntese, falta de fundamentação idônea para a manutenção da cautelar dos pacientes. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP Pede o abrandamento da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista a decisão de Desembargador-Relator que indeferiu a liminar em habeas corpus impetrado no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Requer, liminarmente, sejam os pacientes postos em liberdade. É o relatório. DECIDO. Esta impetração não merece prosperar. Consoante consolidado entendimento deste Sodalício, cristalizado no Enunciado Sumular n. 691 do Supremo Tribunal Federal, é inadmissível habeas corpus para impugnar decisão monocrática do relator no remédio constitucional originário que nega a tutela de urgência, salvo no caso de flagrante ilegalidade, o que não é o caso dos autos. Excetuam-se os casos de indeferimento de liminar em decisão manifestamente teratológica, desprovida de qualquer razoabilidade, que, ao discrepar da ordem jurídica, deve ser afastada, o que não se verifica no caso sob exame. (...) A questão meritória posta no Tribunal a quo não merece enfrentamento, visto que ainda não apreciada por aquela Corte, sob pena de indevida supressão de instância. Por tais razões, com fulcro no artigo 38 da Lei n. 8.038/90 e nos artigos 34, XVIII, e 210 do Regimento Interno deste Superior Tribunal de Justiça, INDEFIRO LIMINARMENTE a petição inicial. Cientifique-se o Ministério Público Federal”. 6. A defesa impetrou o presente habeas corpus, no qual pediu a flexibilização da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal e reiterou a alegação de inexistência de fundamentação idônea para a prisão dos ora Agravantes. Este o teor dos pedidos: “Posto isto, requer-se de Vossa Excelência [o] abrandamento da súmula 691 do STF, o conhecimento do presente habeas corpus e o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP Pede o abrandamento da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista a decisão de Desembargador-Relator que indeferiu a liminar em habeas corpus impetrado no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Requer, liminarmente, sejam os pacientes postos em liberdade. É o relatório. DECIDO. Esta impetração não merece prosperar. Consoante consolidado entendimento deste Sodalício, cristalizado no Enunciado Sumular n. 691 do Supremo Tribunal Federal, é inadmissível habeas corpus para impugnar decisão monocrática do relator no remédio constitucional originário que nega a tutela de urgência, salvo no caso de flagrante ilegalidade, o que não é o caso dos autos. Excetuam-se os casos de indeferimento de liminar em decisão manifestamente teratológica, desprovida de qualquer razoabilidade, que, ao discrepar da ordem jurídica, deve ser afastada, o que não se verifica no caso sob exame. (...) A questão meritória posta no Tribunal a quo não merece enfrentamento, visto que ainda não apreciada por aquela Corte, sob pena de indevida supressão de instância. Por tais razões, com fulcro no artigo 38 da Lei n. 8.038/90 e nos artigos 34, XVIII, e 210 do Regimento Interno deste Superior Tribunal de Justiça, INDEFIRO LIMINARMENTE a petição inicial. Cientifique-se o Ministério Público Federal”. 6. A defesa impetrou o presente habeas corpus, no qual pediu a flexibilização da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal e reiterou a alegação de inexistência de fundamentação idônea para a prisão dos ora Agravantes. Este o teor dos pedidos: “Posto isto, requer-se de Vossa Excelência [o] abrandamento da súmula 691 do STF, o conhecimento do presente habeas corpus e o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP deferimento da liminar, mandando-os expedir os competentes alvarás de soltura reconhecendo quando do julgamento do writ que a instância inferior, o Tribunal de Justiça de São Paulo e o Superior Tribunal de Justiça, concatenados, deixaram de fundamentar suas decisões”. 7. Ressaltei na decisão ora agravada que os pedidos formulados pelo Impetrante, neste momento, traduziria dupla supressão de instância, pois o Tribunal de Justiça de São Paulo não apreciou o mérito da impetração, apenas examinou a liminar requerida, cujo indeferimento foi objeto do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. 8. O Supremo Tribunal não admite o conhecimento de habeas corpus, cujos fundamentos não tenham sido apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, por incabível o exame, per saltum, especialmente quando não se comprovam requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder: “Habeas corpus. Questão de ordem. Inadmissibilidade de habeas corpus em que se pretende seja concedida liminar por esta Corte substitutiva de duas denegações sucessivas dessa liminar pelos relatores de dois tribunais inferiores a ela, mas dos quais um é superior hierarquicamente ao outro. A admitir-se essa sucessividade de habeas corpus, sem que o anterior tenha sido julgado definitivamente para a concessão de liminar per saltum, ter-se-ão de admitir consequências que ferem princípios processuais fundamentais, como o da hierarquia dos graus de jurisdição e o da competência deles. Habeas corpus não conhecido” (HC 76.347-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 8.5.1998). “HABEAS CORPUS. Impetração contra ato de ministro do Superior Tribunal de Justiça. Indeferimento de medida liminar em habeas corpus. Caso de legalidade aparente. Cognição que implicaria, ademais, dupla supressão de instância. Não conhecimento. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP deferimento da liminar, mandando-os expedir os competentes alvarás de soltura reconhecendo quando do julgamento do writ que a instância inferior, o Tribunal de Justiça de São Paulo e o Superior Tribunal de Justiça, concatenados, deixaram de fundamentar suas decisões”. 7. Ressaltei na decisão ora agravada que os pedidos formulados pelo Impetrante, neste momento, traduziria dupla supressão de instância, pois o Tribunal de Justiça de São Paulo não apreciou o mérito da impetração, apenas examinou a liminar requerida, cujo indeferimento foi objeto do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. 8. O Supremo Tribunal não admite o conhecimento de habeas corpus, cujos fundamentos não tenham sido apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, por incabível o exame, per saltum, especialmente quando não se comprovam requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder: “Habeas corpus. Questão de ordem. Inadmissibilidade de habeas corpus em que se pretende seja concedida liminar por esta Corte substitutiva de duas denegações sucessivas dessa liminar pelos relatores de dois tribunais inferiores a ela, mas dos quais um é superior hierarquicamente ao outro. A admitir-se essa sucessividade de habeas corpus, sem que o anterior tenha sido julgado definitivamente para a concessão de liminar per saltum, ter-se-ão de admitir consequências que ferem princípios processuais fundamentais, como o da hierarquia dos graus de jurisdição e o da competência deles. Habeas corpus não conhecido” (HC 76.347-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 8.5.1998). “HABEAS CORPUS. Impetração contra ato de ministro do Superior Tribunal de Justiça. Indeferimento de medida liminar em habeas corpus. Caso de legalidade aparente. Cognição que implicaria, ademais, dupla supressão de instância. Não conhecimento. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP Denegação ulterior de HC de corréu, pelo STJ. Irrelevância. HC indeferido. Agravo improvido. Aplicação da Súmula 691. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere, com legalidade aparente, a liminar, sobretudo quando o conhecimento implicaria dupla supressão de instância” (HC 86.552-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 17.2.2006). Em idêntico norte, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 90.209, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski: “PENAL. PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. I - A decisão atacada indeferiu liminarmente a inicial sob o fundamento da inexistência de flagrante ilegalidade da decisão proferida em sede liminar. II - O não-conhecimento da matéria objeto daquela impetração impede a sua análise por esta Corte, sob pena de supressão de instância. III - Agravo Regimental desprovido” (DJ 16.3.2007, grifos nossos). No mesmo sentido, HC 73.390, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996; e HC 81.115, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001. 9. Afirmei na decisão agravada que, sem adentrar no mérito, mas apenas para afastar a ilegalidade afirmada, é de se observar que, ao converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, o juízo da 2ª Vara Judicial da Comarca de Ubatuba/SP afirmou: “Verifica-se que não é o caso de concessão de liberdade provisória, tendo em vista que a pena máxima fixada para o delito é 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP Denegação ulterior de HC de corréu, pelo STJ. Irrelevância. HC indeferido. Agravo improvido. Aplicação da Súmula 691. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere, com legalidade aparente, a liminar, sobretudo quando o conhecimento implicaria dupla supressão de instância” (HC 86.552-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 17.2.2006). Em idêntico norte, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 90.209, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski: “PENAL. PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. I - A decisão atacada indeferiu liminarmente a inicial sob o fundamento da inexistência de flagrante ilegalidade da decisão proferida em sede liminar. II - O não-conhecimento da matéria objeto daquela impetração impede a sua análise por esta Corte, sob pena de supressão de instância. III - Agravo Regimental desprovido” (DJ 16.3.2007, grifos nossos). No mesmo sentido, HC 73.390, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996; e HC 81.115, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001. 9. Afirmei na decisão agravada que, sem adentrar no mérito, mas apenas para afastar a ilegalidade afirmada, é de se observar que, ao converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, o juízo da 2ª Vara Judicial da Comarca de Ubatuba/SP afirmou: “Verifica-se que não é o caso de concessão de liberdade provisória, tendo em vista que a pena máxima fixada para o delito é 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP superior a 4 anos. Há indícios de autoria (declarações e depoimentos) e prova da materialidade (auto de exibição e apreensão – fls. 127/31) e auto de reconhecimento fls. 32, requisitos da prisão preventiva, assim como se encontram presentes os fundamentos da custódia cautelar, notadamente a garantia da ordem pública. Deste modo, deixo de aplicar as medidas cautelares por considerá-las ineficazes no caso em tela a converto a prisão em flagrante em preventiva, pois que presentes os requisitos constantes do artigo 312 do Código de Processo Penal, tal como acima exposto”. 10. Essa decisão está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, comprovada pelos indícios de autoria e prova da materialidade, é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PERICULOSIDADE: MOTIVAÇÃO IDÔNEA PARA FUNDAMENTAR A PRISÃO PREVENTIVA DO PACIENTE. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DAS ALEGAÇÕES APRESENTADAS NESTA IMPETRAÇÃO. PRECEDENTES. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. A custódia cautelar do Paciente mostra-se suficientemente fundamentada, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente porque, ao contrário do que se afirma na petição inicial, existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a periculosidade evidenciada pelo modus operandi do Paciente e o risco concreto de reiteração criminosa, circunstâncias suficientes para a manutenção da prisão processual. Precedentes. 3. Habeas corpus denegado” (HC 105.775, de minha relatoria, DJe 15.8.2011, grifos 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP superior a 4 anos. Há indícios de autoria (declarações e depoimentos) e prova da materialidade (auto de exibição e apreensão – fls. 127/31) e auto de reconhecimento fls. 32, requisitos da prisão preventiva, assim como se encontram presentes os fundamentos da custódia cautelar, notadamente a garantia da ordem pública. Deste modo, deixo de aplicar as medidas cautelares por considerá-las ineficazes no caso em tela a converto a prisão em flagrante em preventiva, pois que presentes os requisitos constantes do artigo 312 do Código de Processo Penal, tal como acima exposto”. 10. Essa decisão está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, comprovada pelos indícios de autoria e prova da materialidade, é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PERICULOSIDADE: MOTIVAÇÃO IDÔNEA PARA FUNDAMENTAR A PRISÃO PREVENTIVA DO PACIENTE. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DAS ALEGAÇÕES APRESENTADAS NESTA IMPETRAÇÃO. PRECEDENTES. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. A custódia cautelar do Paciente mostra-se suficientemente fundamentada, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente porque, ao contrário do que se afirma na petição inicial, existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a periculosidade evidenciada pelo modus operandi do Paciente e o risco concreto de reiteração criminosa, circunstâncias suficientes para a manutenção da prisão processual. Precedentes. 3. Habeas corpus denegado” (HC 105.775, de minha relatoria, DJe 15.8.2011, grifos 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP nossos). “HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. DECISÃO DE PRONÚNCIA QUE REITERA FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA ANTERIORMENTE DECRETADA. LEGITIMIDADE. PRISÃO POR GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. POSSIBILIDADE. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA. I - Prisão cautelar, mantida na sentença de pronúncia, que se mostra suficientemente motivada para a garantia da instrução criminal e preservação da ordem pública, ante a periculosidade do paciente, verificada pela gravidade em concreto do crime, e pelo modus operandi com que foi praticado o delito. Precedentes . II - É justificável eventual dilação no prazo para o encerramento da instrução processual quando o excesso não decorra da inércia ou desídia do Poder Judiciário, havendo contribuição da defesa. Precedentes. III - Denegada a ordem” (HC 103.302, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 25.6.2010, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA: INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO. PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade imposta pela Constituição da República à legislação ordinária (Constituição da República, art. 5º, inc. XLIII): Precedentes. O art. 2º, inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP nossos). “HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. DECISÃO DE PRONÚNCIA QUE REITERA FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA ANTERIORMENTE DECRETADA. LEGITIMIDADE. PRISÃO POR GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. POSSIBILIDADE. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA. I - Prisão cautelar, mantida na sentença de pronúncia, que se mostra suficientemente motivada para a garantia da instrução criminal e preservação da ordem pública, ante a periculosidade do paciente, verificada pela gravidade em concreto do crime, e pelo modus operandi com que foi praticado o delito. Precedentes . II - É justificável eventual dilação no prazo para o encerramento da instrução processual quando o excesso não decorra da inércia ou desídia do Poder Judiciário, havendo contribuição da defesa. Precedentes. III - Denegada a ordem” (HC 103.302, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 25.6.2010, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA: INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO. PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade imposta pela Constituição da República à legislação ordinária (Constituição da República, art. 5º, inc. XLIII): Precedentes. O art. 2º, inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2º, inc. II, da Lei n. 8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial (Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3. Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes. 4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC 99.447, de minha relatoria, DJe 19.3.2010, grifos nossos). “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES. DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi , já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2º, inc. II, da Lei n. 8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial (Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3. Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes. 4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC 99.447, de minha relatoria, DJe 19.3.2010, grifos nossos). “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES. DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi , já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos' (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP (HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 02.09.2005). 5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual, em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu, satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel. Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC 98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n. 11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos' (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP (HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJ 02.09.2005). 5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual, em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu, satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel. Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC 98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n. 11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes, a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy], consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC 94.872, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008, grifos nossos). Na mesma linha: HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC 97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, entre outros. 11. Em situação como a descrita nos autos, o sistema jurídico impõe o prosseguimento da ação em instância própria, para que, com os elementos apresentados, delibere o julgador com segurança e fundamentação de seu convencimento quanto aos pedidos formulados pela defesa. Em momento próprio, o Tribunal de Justiça de São Paulo haverá de se pronunciar, na forma legal, quanto ao mérito do habeas corpus lá impetrado, cuja medida liminar foi indeferida em decisão monocrática, objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, não há o que determinar superando-se as instâncias próprias. 12. Assim, as circunstâncias expostas e os documentos juntados demonstram ser necessária especial cautela na análise do caso, não se podendo suprimir as instâncias antecedentes, porque a decisão liminar e precária proferida no Tribunal de Justiça de São Paulo não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação em curso a aguardar julgamento definitivo. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes, a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy], consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC 94.872, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008, grifos nossos). Na mesma linha: HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC 97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, entre outros. 11. Em situação como a descrita nos autos, o sistema jurídico impõe o prosseguimento da ação em instância própria, para que, com os elementos apresentados, delibere o julgador com segurança e fundamentação de seu convencimento quanto aos pedidos formulados pela defesa. Em momento próprio, o Tribunal de Justiça de São Paulo haverá de se pronunciar, na forma legal, quanto ao mérito do habeas corpus lá impetrado, cuja medida liminar foi indeferida em decisão monocrática, objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, não há o que determinar superando-se as instâncias próprias. 12. Assim, as circunstâncias expostas e os documentos juntados demonstram ser necessária especial cautela na análise do caso, não se podendo suprimir as instâncias antecedentes, porque a decisão liminar e precária proferida no Tribunal de Justiça de São Paulo não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação em curso a aguardar julgamento definitivo. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP 13. Perfeitamente aplicável, aqui, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, como antes demonstrado, não admite o conhecimento de habeas corpus, por incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, máxime em se cuidando de casos como o presente, no qual não se comprovam os requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento e a manifesta ilegalidade ou abuso de poder. A decisão agravada deve ser mantida. 14. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP 13. Perfeitamente aplicável, aqui, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, como antes demonstrado, não admite o conhecimento de habeas corpus, por incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, máxime em se cuidando de casos como o presente, no qual não se comprovam os requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento e a manifesta ilegalidade ou abuso de poder. A decisão agravada deve ser mantida. 14. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA AGTE.(S) : NELSON CAMPOS ROCHA ADV.(A/S) : JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 269.194 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993671 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA AGTE.(S) : NELSON CAMPOS ROCHA ADV.(A/S) : JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 269.194 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993671 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
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2013-06-04T00:00:00
2013-06-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. PRISÃO CAUTELAR: PRESSUPOSTOS. HABEAS CORPUS NEGADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. FUNDAMENTOS DE MÉRITO NÃO ANALISADOS NAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INVIABILIDADE JURÍDICA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.
sjur233635
- Acórdão(s) citado(s): (HC, SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 76347 QO (1ªT), HC 86552 AgR (1ªT), HC 90209 AgR (1ªT), HC 73390 (2ªT), HC 81115 (1ªT). (PRISÃO PREVENTIVA, PERICULOSIDADE, EXECUÇÃO DO CRIME) HC 105775 (1ªT), HC 103302 (1ªT), HC 99447 (1ªT), HC 98754 (2ªT), HC 94872 (2ªT), HC 102119 (2ªT), HC 99929 (2ªT), HC 97462 (1ªT), HC 98130 (2ªT). - Veja HC 0062770-78.2013.8.26.0000 do TJSP. Número de páginas: 16. Análise: 01/07/2013, IVA. Revisão: 30/07/2013, SEV.
CÁRMEN LÚCIA
Segunda Turma
117725
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00069 \"CAPUT\" ART-00157 PAR-00002 INC-00001 \n INC-00002 ART-00251 \"CAPUT\" ART-00288 PAR-ÚNICO\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000691 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 117725 AgR
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AGTE.(S) : LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA AGTE.(S) : NELSON CAMPOS ROCHA ADV.(A/S) : JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC Nº 269.194 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA AGTE.(S) :NELSON CAMPOS ROCHA ADV.(A/S) :JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 269.194 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. PRISÃO CAUTELAR: PRESSUPOSTOS. HABEAS CORPUS NEGADO NO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA: SÚMULA N. 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. FUNDAMENTOS DE MÉRITO NÃO ANALISADOS NAS INSTÂNCIAS PRECEDENTES. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. INVIABILIDADE JURÍDICA. DECISÃO AGRAVADA MANTIDA. AGRAVO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. Ministra CÁRMEN LÚCIA - Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983046. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 16 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA AGTE.(S) :NELSON CAMPOS ROCHA ADV.(A/S) :JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 269.194 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9 de maio de 2013, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por JOÃO CÁRMINO GENEROSO DA COSTA, advogado, em benefício de LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA e NELSON CAMPOS ROCHA, contra decisão da Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 29.4.2013, indeferiu liminarmente o Habeas Corpus n. 269.194. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “7. Os elementos fáticos e jurídicos apresentados não autorizam o prosseguimento desta ação neste Supremo Tribunal. 8. O exame dos pedidos formulados pelo Impetrante, neste momento, traduziria dupla supressão de instância, pois o Tribunal de Justiça de São Paulo não apreciou o mérito da impetração, apenas examinou a liminar requerida, cujo indeferimento foi objeto do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. 9. O Supremo Tribunal não admite o conhecimento de habeas corpus, cujos fundamentos não tenham sido apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, por incabível o exame, per saltum, especialmente quando não se comprovam requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder (…). 10. Sem adentrar no mérito, mas apenas para afastar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983047. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) :LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA AGTE.(S) :NELSON CAMPOS ROCHA ADV.(A/S) :JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA AGDO.(A/S) :RELATORA DO HC n 269.194 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Em 9 de maio de 2013, neguei seguimento ao presente habeas corpus, com pedido de medida liminar, impetrado por JOÃO CÁRMINO GENEROSO DA COSTA, advogado, em benefício de LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA e NELSON CAMPOS ROCHA, contra decisão da Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, que, em 29.4.2013, indeferiu liminarmente o Habeas Corpus n. 269.194. A decisão agravada teve a seguinte fundamentação: “7. Os elementos fáticos e jurídicos apresentados não autorizam o prosseguimento desta ação neste Supremo Tribunal. 8. O exame dos pedidos formulados pelo Impetrante, neste momento, traduziria dupla supressão de instância, pois o Tribunal de Justiça de São Paulo não apreciou o mérito da impetração, apenas examinou a liminar requerida, cujo indeferimento foi objeto do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. 9. O Supremo Tribunal não admite o conhecimento de habeas corpus, cujos fundamentos não tenham sido apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, por incabível o exame, per saltum, especialmente quando não se comprovam requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder (…). 10. Sem adentrar no mérito, mas apenas para afastar a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 16 Relatório HC 117725 AGR / SP ilegalidade afirmada, é de se observar que, ao converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, o juízo da 2... Vara Judicial da Comarca de Ubatuba/SP afirmou: ‘Verifica-se que não é o caso de concessão de liberdade provisória, tendo em vista que a pena máxima fixada para o delito é superior a 4 anos. Há indícios de autoria (declarações e depoimentos) e prova da materialidade (auto de exibição e apreensão – fls. 127/31) e auto de reconhecimento fls. 32, requisitos da prisão preventiva, assim como se encontram presentes os fundamentos da custódia cautelar, notadamente a garantia da ordem pública. Deste modo, deixo de aplicar as medidas cautelares por considerá-las ineficazes no caso em tela a converto a prisão em flagrante em preventiva, pois que presentes os requisitos constantes do artigo 312 do Código de Processo Penal, tal como acima exposto’. 11. Essa decisão está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, comprovada pelos indícios de autoria e prova da materialidade, é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar. (…) 12. Em situação como a descrita nos autos, o sistema jurídico impõe o prosseguimento da ação em instância própria, para que, com os elementos apresentados, delibere o julgador com segurança e fundamentação de seu convencimento quanto aos pedidos formulados pela defesa. Em momento próprio, o Tribunal de Justiça de São Paulo haverá de se pronunciar, na forma legal, quanto ao mérito do habeas corpus lá impetrado, cuja medida liminar foi indeferida em decisão monocrática, objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, não há o que determinar superando-se as instâncias próprias. 13. Assim, as circunstâncias expostas e os documentos juntados demonstram ser necessária especial cautela na análise do caso, não se podendo suprimir as instâncias antecedentes, porque a decisão liminar 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983047. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP ilegalidade afirmada, é de se observar que, ao converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, o juízo da 2... Vara Judicial da Comarca de Ubatuba/SP afirmou: ‘Verifica-se que não é o caso de concessão de liberdade provisória, tendo em vista que a pena máxima fixada para o delito é superior a 4 anos. Há indícios de autoria (declarações e depoimentos) e prova da materialidade (auto de exibição e apreensão – fls. 127/31) e auto de reconhecimento fls. 32, requisitos da prisão preventiva, assim como se encontram presentes os fundamentos da custódia cautelar, notadamente a garantia da ordem pública. Deste modo, deixo de aplicar as medidas cautelares por considerá-las ineficazes no caso em tela a converto a prisão em flagrante em preventiva, pois que presentes os requisitos constantes do artigo 312 do Código de Processo Penal, tal como acima exposto’. 11. Essa decisão está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, comprovada pelos indícios de autoria e prova da materialidade, é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar. (…) 12. Em situação como a descrita nos autos, o sistema jurídico impõe o prosseguimento da ação em instância própria, para que, com os elementos apresentados, delibere o julgador com segurança e fundamentação de seu convencimento quanto aos pedidos formulados pela defesa. Em momento próprio, o Tribunal de Justiça de São Paulo haverá de se pronunciar, na forma legal, quanto ao mérito do habeas corpus lá impetrado, cuja medida liminar foi indeferida em decisão monocrática, objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, não há o que determinar superando-se as instâncias próprias. 13. Assim, as circunstâncias expostas e os documentos juntados demonstram ser necessária especial cautela na análise do caso, não se podendo suprimir as instâncias antecedentes, porque a decisão liminar 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 16 Relatório HC 117725 AGR / SP e precária proferida no Tribunal de Justiça de São Paulo não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação em curso a aguardar julgamento definitivo. 14. Perfeitamente aplicável, aqui, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, como antes demonstrado, não admite o conhecimento de habeas corpus, por incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, máxime em se cuidando de casos como o presente, no qual não se comprovam os requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento e a manifesta ilegalidade ou abuso de poder. 11. Essa decisão está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, comprovada pelos indícios de autoria e prova da materialidade, é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar”. 2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 15.5.2013 e o presente agravo regimental em benefício dos Pacientes LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA e NELSON CAMPOS ROCHA foi interposto, tempestivamente, em 17.5.2013. 3. O Agravante alega que a Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal deveria ser flexibilizada, pela suposta ausência de fundamentação da decisão que indeferiu o requerimento de medida liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo, que teria sido confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983047. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP e precária proferida no Tribunal de Justiça de São Paulo não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação em curso a aguardar julgamento definitivo. 14. Perfeitamente aplicável, aqui, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, como antes demonstrado, não admite o conhecimento de habeas corpus, por incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, máxime em se cuidando de casos como o presente, no qual não se comprovam os requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento e a manifesta ilegalidade ou abuso de poder. 11. Essa decisão está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, comprovada pelos indícios de autoria e prova da materialidade, é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar”. 2. A decisão agravada foi publicada no DJe de 15.5.2013 e o presente agravo regimental em benefício dos Pacientes LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA e NELSON CAMPOS ROCHA foi interposto, tempestivamente, em 17.5.2013. 3. O Agravante alega que a Súmula n. 691 deste Supremo Tribunal deveria ser flexibilizada, pela suposta ausência de fundamentação da decisão que indeferiu o requerimento de medida liminar no Tribunal de Justiça de São Paulo, que teria sido confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes, pelo que a decisão ora agravada deve ser mantida. 2. Os Agravantes foram denunciados como “incursos no artigo 157, § 2..., inc. I e II, artigo 251, ‘caput’, e artigo 288, parágrafo único, na forma do artigo 69, ‘caput’, todos do Código Penal. Fato ocorrido em 20 de março de 2013”. 3. Em 22.3.2013, o juízo da 2... Vara Judicial da Comarca de Ubatuba/SP converteu a prisão em flagrante em preventiva e, nessa mesma data, indeferiu pedido de liberdade provisória. 4. A defesa impetrou o Habeas Corpus n. 0062770-78.2013.8.26.0000. Em 9.4.2013, o Relator, Desembargador Marco Nahum, do Tribunal de Justiça de São Paulo, indeferiu a medida liminar requerida, requisitou informações e determinou vista dos autos à Procuradoria-Geral de Justiça: “O Advogado João Carmino Generoso da Costa impetra o presente habeas corpus, com pedido de decisão liminar, em favor de Clesio Soares Pereira, José do Carmo Silva de Oliveira, José Roberto de Brito, Laura Cristina Cespedes Vera e Nelson Campos Rocha, contra ato do MM. Juiz de Direito da 2... Vara Judicial da Comarca de Ubatuba. Consta da inicial que os pacientes foram denunciados juntamente com Cleiton Henrique Amorim, como incursos no artigo 157, §2..., incisos I e II, artigo 251, ‘caput’ e artigo 288, parágrafo único, na forma do artigo 69, ‘caput’, todos do Código Penal. Fato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 SÃO PAULO V O T O A SENHORA MINISTRA CÁRMEN LÚCIA - (Relatora): 1. Razão jurídica não assiste aos Agravantes, pelo que a decisão ora agravada deve ser mantida. 2. Os Agravantes foram denunciados como “incursos no artigo 157, § 2..., inc. I e II, artigo 251, ‘caput’, e artigo 288, parágrafo único, na forma do artigo 69, ‘caput’, todos do Código Penal. Fato ocorrido em 20 de março de 2013”. 3. Em 22.3.2013, o juízo da 2... Vara Judicial da Comarca de Ubatuba/SP converteu a prisão em flagrante em preventiva e, nessa mesma data, indeferiu pedido de liberdade provisória. 4. A defesa impetrou o Habeas Corpus n. 0062770-78.2013.8.26.0000. Em 9.4.2013, o Relator, Desembargador Marco Nahum, do Tribunal de Justiça de São Paulo, indeferiu a medida liminar requerida, requisitou informações e determinou vista dos autos à Procuradoria-Geral de Justiça: “O Advogado João Carmino Generoso da Costa impetra o presente habeas corpus, com pedido de decisão liminar, em favor de Clesio Soares Pereira, José do Carmo Silva de Oliveira, José Roberto de Brito, Laura Cristina Cespedes Vera e Nelson Campos Rocha, contra ato do MM. Juiz de Direito da 2... Vara Judicial da Comarca de Ubatuba. Consta da inicial que os pacientes foram denunciados juntamente com Cleiton Henrique Amorim, como incursos no artigo 157, §2..., incisos I e II, artigo 251, ‘caput’ e artigo 288, parágrafo único, na forma do artigo 69, ‘caput’, todos do Código Penal. Fato Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP ocorrido em 20 de março de 2013. Alega que a decisão que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva carece de fundamentação, ausentes os requisitos legais. Aduz que os pacientes não possuem antecedentes criminais, todos com residência fixa, família constituída e trabalho lícito. Pleiteia liminarmente a revogação da prisão preventiva com a concessão da liberdade provisória, para, ao final, confirmar-se a ordem. Subsidiariamente requer o trancamento da ação penal. O pedido não evidencia a presença dos pressupostos autorizadores da liminar, que fica indeferida. É cediço que a revogação da medida cautelar, em sede de liminar, só é possível ante a evidência inconteste das alegações do impetrante. Não é o que ocorre no presente processo. De outro lado, as informações do Juízo a quo contribuirão, para que, no mérito, melhor se analisem as alegações constantes da inicial. Requisitem-se informações da autoridade coatora, remetendo-se os autos à Procuradoria Geral de Justiça”. 5. Contra essa decisão foi impetrado o Habeas Corpus n. 269.194. Em 29.4.2013, a Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente essa impetração: “Cuida-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA e de NELSON CAMPOS ROCHA, contra decisão de Desembargador-Relator do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que indeferiu o pedido liminar no writ ali impetrado. Consta dos autos que os pacientes foram presos em flagrante e, posteriormente, denunciados pela suposta prática do crime previsto nos arts. 157, § 2..., I e II; 251, caput; e 288, parágrafo único, na forma do art. 69, caput, todos do Código Penal. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus, tendo a Corte de origem, como dito, por meio de decisão de Desembargador-Relator, indeferido a liminar. Neste writ, o impetrante sustenta, em síntese, falta de fundamentação idônea para a manutenção da cautelar dos pacientes. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP ocorrido em 20 de março de 2013. Alega que a decisão que converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva carece de fundamentação, ausentes os requisitos legais. Aduz que os pacientes não possuem antecedentes criminais, todos com residência fixa, família constituída e trabalho lícito. Pleiteia liminarmente a revogação da prisão preventiva com a concessão da liberdade provisória, para, ao final, confirmar-se a ordem. Subsidiariamente requer o trancamento da ação penal. O pedido não evidencia a presença dos pressupostos autorizadores da liminar, que fica indeferida. É cediço que a revogação da medida cautelar, em sede de liminar, só é possível ante a evidência inconteste das alegações do impetrante. Não é o que ocorre no presente processo. De outro lado, as informações do Juízo a quo contribuirão, para que, no mérito, melhor se analisem as alegações constantes da inicial. Requisitem-se informações da autoridade coatora, remetendo-se os autos à Procuradoria Geral de Justiça”. 5. Contra essa decisão foi impetrado o Habeas Corpus n. 269.194. Em 29.4.2013, a Ministra Alderita Ramos de Oliveira, do Superior Tribunal de Justiça, indeferiu liminarmente essa impetração: “Cuida-se de habeas corpus, com pedido liminar, impetrado em favor de LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA e de NELSON CAMPOS ROCHA, contra decisão de Desembargador-Relator do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que indeferiu o pedido liminar no writ ali impetrado. Consta dos autos que os pacientes foram presos em flagrante e, posteriormente, denunciados pela suposta prática do crime previsto nos arts. 157, § 2..., I e II; 251, caput; e 288, parágrafo único, na forma do art. 69, caput, todos do Código Penal. Irresignada, a defesa impetrou habeas corpus, tendo a Corte de origem, como dito, por meio de decisão de Desembargador-Relator, indeferido a liminar. Neste writ, o impetrante sustenta, em síntese, falta de fundamentação idônea para a manutenção da cautelar dos pacientes. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP Pede o abrandamento da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista a decisão de Desembargador-Relator que indeferiu a liminar em habeas corpus impetrado no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Requer, liminarmente, sejam os pacientes postos em liberdade. É o relatório. DECIDO. Esta impetração não merece prosperar. Consoante consolidado entendimento deste Sodalício, cristalizado no Enunciado Sumular n. 691 do Supremo Tribunal Federal, é inadmissível habeas corpus para impugnar decisão monocrática do relator no remédio constitucional originário que nega a tutela de urgência, salvo no caso de flagrante ilegalidade, o que não é o caso dos autos. Excetuam-se os casos de indeferimento de liminar em decisão manifestamente teratológica, desprovida de qualquer razoabilidade, que, ao discrepar da ordem jurídica, deve ser afastada, o que não se verifica no caso sob exame. (...) A questão meritória posta no Tribunal a quo não merece enfrentamento, visto que ainda não apreciada por aquela Corte, sob pena de indevida supressão de instância. Por tais razões, com fulcro no artigo 38 da Lei n. 8.038/90 e nos artigos 34, XVIII, e 210 do Regimento Interno deste Superior Tribunal de Justiça, INDEFIRO LIMINARMENTE a petição inicial. Cientifique-se o Ministério Público Federal”. 6. A defesa impetrou o presente habeas corpus, no qual pediu a flexibilização da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal e reiterou a alegação de inexistência de fundamentação idônea para a prisão dos ora Agravantes. Este o teor dos pedidos: “Posto isto, requer-se de Vossa Excelência [o] abrandamento da súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, o conhecimento do presente habeas corpus e o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP Pede o abrandamento da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal, tendo em vista a decisão de Desembargador-Relator que indeferiu a liminar em habeas corpus impetrado no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Requer, liminarmente, sejam os pacientes postos em liberdade. É o relatório. DECIDO. Esta impetração não merece prosperar. Consoante consolidado entendimento deste Sodalício, cristalizado no Enunciado Sumular n. 691 do Supremo Tribunal Federal, é inadmissível habeas corpus para impugnar decisão monocrática do relator no remédio constitucional originário que nega a tutela de urgência, salvo no caso de flagrante ilegalidade, o que não é o caso dos autos. Excetuam-se os casos de indeferimento de liminar em decisão manifestamente teratológica, desprovida de qualquer razoabilidade, que, ao discrepar da ordem jurídica, deve ser afastada, o que não se verifica no caso sob exame. (...) A questão meritória posta no Tribunal a quo não merece enfrentamento, visto que ainda não apreciada por aquela Corte, sob pena de indevida supressão de instância. Por tais razões, com fulcro no artigo 38 da Lei n. 8.038/90 e nos artigos 34, XVIII, e 210 do Regimento Interno deste Superior Tribunal de Justiça, INDEFIRO LIMINARMENTE a petição inicial. Cientifique-se o Ministério Público Federal”. 6. A defesa impetrou o presente habeas corpus, no qual pediu a flexibilização da Súmula n. 691 do Supremo Tribunal Federal e reiterou a alegação de inexistência de fundamentação idônea para a prisão dos ora Agravantes. Este o teor dos pedidos: “Posto isto, requer-se de Vossa Excelência [o] abrandamento da súmula 691 do Supremo Tribunal Federal, o conhecimento do presente habeas corpus e o 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP deferimento da liminar, mandando-os expedir os competentes alvarás de soltura reconhecendo quando do julgamento do writ que a instância inferior, o Tribunal de Justiça de São Paulo e o Superior Tribunal de Justiça, concatenados, deixaram de fundamentar suas decisões”. 7. Ressaltei na decisão ora agravada que os pedidos formulados pelo Impetrante, neste momento, traduziria dupla supressão de instância, pois o Tribunal de Justiça de São Paulo não apreciou o mérito da impetração, apenas examinou a liminar requerida, cujo indeferimento foi objeto do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. 8. O Supremo Tribunal não admite o conhecimento de habeas corpus, cujos fundamentos não tenham sido apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, por incabível o exame, per saltum, especialmente quando não se comprovam requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder: “Habeas corpus. Questão de ordem. Inadmissibilidade de habeas corpus em que se pretende seja concedida liminar por esta Corte substitutiva de duas denegações sucessivas dessa liminar pelos relatores de dois tribunais inferiores a ela, mas dos quais um é superior hierarquicamente ao outro. A admitir-se essa sucessividade de habeas corpus, sem que o anterior tenha sido julgado definitivamente para a concessão de liminar per saltum, ter-se-ão de admitir consequências que ferem princípios processuais fundamentais, como o da hierarquia dos graus de jurisdição e o da competência deles. Habeas corpus não conhecido” (HC 76.347-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 8.5.1998). “HABEAS CORPUS. Impetração contra ato de ministro do Superior Tribunal de Justiça. Indeferimento de medida liminar em habeas corpus. Caso de legalidade aparente. Cognição que implicaria, ademais, dupla supressão de instância. Não conhecimento. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP deferimento da liminar, mandando-os expedir os competentes alvarás de soltura reconhecendo quando do julgamento do writ que a instância inferior, o Tribunal de Justiça de São Paulo e o Superior Tribunal de Justiça, concatenados, deixaram de fundamentar suas decisões”. 7. Ressaltei na decisão ora agravada que os pedidos formulados pelo Impetrante, neste momento, traduziria dupla supressão de instância, pois o Tribunal de Justiça de São Paulo não apreciou o mérito da impetração, apenas examinou a liminar requerida, cujo indeferimento foi objeto do habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. 8. O Supremo Tribunal não admite o conhecimento de habeas corpus, cujos fundamentos não tenham sido apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, por incabível o exame, per saltum, especialmente quando não se comprovam requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento, a manifesta ilegalidade ou o abuso de poder: “Habeas corpus. Questão de ordem. Inadmissibilidade de habeas corpus em que se pretende seja concedida liminar por esta Corte substitutiva de duas denegações sucessivas dessa liminar pelos relatores de dois tribunais inferiores a ela, mas dos quais um é superior hierarquicamente ao outro. A admitir-se essa sucessividade de habeas corpus, sem que o anterior tenha sido julgado definitivamente para a concessão de liminar per saltum, ter-se-ão de admitir consequências que ferem princípios processuais fundamentais, como o da hierarquia dos graus de jurisdição e o da competência deles. Habeas corpus não conhecido” (HC 76.347-QO, Relator o Ministro Moreira Alves, DJ 8.5.1998). “HABEAS CORPUS. Impetração contra ato de ministro do Superior Tribunal de Justiça. Indeferimento de medida liminar em habeas corpus. Caso de legalidade aparente. Cognição que implicaria, ademais, dupla supressão de instância. Não conhecimento. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP Denegação ulterior de HC de corréu, pelo Superior Tribunal de Justiça. Irrelevância. HC indeferido. Agravo improvido. Aplicação da Súmula 691. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere, com legalidade aparente, a liminar, sobretudo quando o conhecimento implicaria dupla supressão de instância” (HC 86.552-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 17.2.2006). Em idêntico norte, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 90.209, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski: “PENAL. PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. I - A decisão atacada indeferiu liminarmente a inicial sob o fundamento da inexistência de flagrante ilegalidade da decisão proferida em sede liminar. II - O não-conhecimento da matéria objeto daquela impetração impede a sua análise por esta Corte, sob pena de supressão de instância. III - Agravo Regimental desprovido” (DJ 16.3.2007, grifos nossos). No mesmo sentido, HC 73.390, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996; e HC 81.115, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001. 9. Afirmei na decisão agravada que, sem adentrar no mérito, mas apenas para afastar a ilegalidade afirmada, é de se observar que, ao converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, o juízo da 2... Vara Judicial da Comarca de Ubatuba/SP afirmou: “Verifica-se que não é o caso de concessão de liberdade provisória, tendo em vista que a pena máxima fixada para o delito é 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP Denegação ulterior de HC de corréu, pelo Superior Tribunal de Justiça. Irrelevância. HC indeferido. Agravo improvido. Aplicação da Súmula 691. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus contra decisão do Relator que, em habeas corpus requerido a tribunal superior, indefere, com legalidade aparente, a liminar, sobretudo quando o conhecimento implicaria dupla supressão de instância” (HC 86.552-AgR, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ 17.2.2006). Em idêntico norte, a decisão da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal no Agravo Regimental no Habeas Corpus n. 90.209, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski: “PENAL. PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. AGRAVO REGIMENTAL. NEGATIVA DE SEGUIMENTO. SÚMULA 691 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. IMPOSSIBILIDADE. I - A decisão atacada indeferiu liminarmente a inicial sob o fundamento da inexistência de flagrante ilegalidade da decisão proferida em sede liminar. II - O não-conhecimento da matéria objeto daquela impetração impede a sua análise por esta Corte, sob pena de supressão de instância. III - Agravo Regimental desprovido” (DJ 16.3.2007, grifos nossos). No mesmo sentido, HC 73.390, Relator o Ministro Carlos Velloso, DJ 17.5.1996; e HC 81.115, Relator o Ministro Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001. 9. Afirmei na decisão agravada que, sem adentrar no mérito, mas apenas para afastar a ilegalidade afirmada, é de se observar que, ao converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, o juízo da 2... Vara Judicial da Comarca de Ubatuba/SP afirmou: “Verifica-se que não é o caso de concessão de liberdade provisória, tendo em vista que a pena máxima fixada para o delito é 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP superior a 4 anos. Há indícios de autoria (declarações e depoimentos) e prova da materialidade (auto de exibição e apreensão – fls. 127/31) e auto de reconhecimento fls. 32, requisitos da prisão preventiva, assim como se encontram presentes os fundamentos da custódia cautelar, notadamente a garantia da ordem pública. Deste modo, deixo de aplicar as medidas cautelares por considerá-las ineficazes no caso em tela a converto a prisão em flagrante em preventiva, pois que presentes os requisitos constantes do artigo 312 do Código de Processo Penal, tal como acima exposto”. 10. Essa decisão está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, comprovada pelos indícios de autoria e prova da materialidade, é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PERICULOSIDADE: MOTIVAÇÃO IDÔNEA PARA FUNDAMENTAR A PRISÃO PREVENTIVA DO PACIENTE. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DAS ALEGAÇÕES APRESENTADAS NESTA IMPETRAÇÃO. PRECEDENTES. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. A custódia cautelar do Paciente mostra-se suficientemente fundamentada, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente porque, ao contrário do que se afirma na petição inicial, existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a periculosidade evidenciada pelo modus operandi do Paciente e o risco concreto de reiteração criminosa, circunstâncias suficientes para a manutenção da prisão processual. Precedentes. 3. Habeas corpus denegado” (HC 105.775, de minha relatoria, DJe 15.8.2011, grifos 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP superior a 4 anos. Há indícios de autoria (declarações e depoimentos) e prova da materialidade (auto de exibição e apreensão – fls. 127/31) e auto de reconhecimento fls. 32, requisitos da prisão preventiva, assim como se encontram presentes os fundamentos da custódia cautelar, notadamente a garantia da ordem pública. Deste modo, deixo de aplicar as medidas cautelares por considerá-las ineficazes no caso em tela a converto a prisão em flagrante em preventiva, pois que presentes os requisitos constantes do artigo 312 do Código de Processo Penal, tal como acima exposto”. 10. Essa decisão está em harmonia com a jurisprudência deste Supremo Tribunal, que assentou que a periculosidade do agente evidenciada pelo modus operandi, comprovada pelos indícios de autoria e prova da materialidade, é motivo idôneo para a manutenção da custódia cautelar. Nesse sentido: “HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PERICULOSIDADE: MOTIVAÇÃO IDÔNEA PARA FUNDAMENTAR A PRISÃO PREVENTIVA DO PACIENTE. PRECEDENTES. AUSÊNCIA DE PLAUSIBILIDADE JURÍDICA DAS ALEGAÇÕES APRESENTADAS NESTA IMPETRAÇÃO. PRECEDENTES. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Não se comprovam, nos autos, constrangimento ilegal a ferir direito dos Pacientes nem ilegalidade ou abuso de poder a ensejar a concessão da ordem. 2. A custódia cautelar do Paciente mostra-se suficientemente fundamentada, não havendo, portanto, como se reconhecer o constrangimento, notadamente porque, ao contrário do que se afirma na petição inicial, existem nos autos elementos concretos, e não meras conjecturas, que apontam a periculosidade evidenciada pelo modus operandi do Paciente e o risco concreto de reiteração criminosa, circunstâncias suficientes para a manutenção da prisão processual. Precedentes. 3. Habeas corpus denegado” (HC 105.775, de minha relatoria, DJe 15.8.2011, grifos 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP nossos). “HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. DECISÃO DE PRONÚNCIA QUE REITERA FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA ANTERIORMENTE DECRETADA. LEGITIMIDADE. PRISÃO POR GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. POSSIBILIDADE. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA. I - Prisão cautelar, mantida na sentença de pronúncia, que se mostra suficientemente motivada para a garantia da instrução criminal e preservação da ordem pública, ante a periculosidade do paciente, verificada pela gravidade em concreto do crime, e pelo modus operandi com que foi praticado o delito. Precedentes . II - É justificável eventual dilação no prazo para o encerramento da instrução processual quando o excesso não decorra da inércia ou desídia do Poder Judiciário, havendo contribuição da defesa. Precedentes. III - Denegada a ordem” (HC 103.302, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 25.6.2010, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA: INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO. PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade imposta pela Constituição da República à legislação ordinária (Constituição da República, art. 5..., inc. XLIII): Precedentes. O art. 2..., inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP nossos). “HABEAS CORPUS. PENAL. PROCESSUAL PENAL. HOMICÍDIO QUALIFICADO. DECISÃO DE PRONÚNCIA QUE REITERA FUNDAMENTOS DA PRISÃO PREVENTIVA ANTERIORMENTE DECRETADA. LEGITIMIDADE. PRISÃO POR GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA E CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. POSSIBILIDADE. EXCESSO DE PRAZO NÃO CONFIGURADO. ORDEM DENEGADA. I - Prisão cautelar, mantida na sentença de pronúncia, que se mostra suficientemente motivada para a garantia da instrução criminal e preservação da ordem pública, ante a periculosidade do paciente, verificada pela gravidade em concreto do crime, e pelo modus operandi com que foi praticado o delito. Precedentes . II - É justificável eventual dilação no prazo para o encerramento da instrução processual quando o excesso não decorra da inércia ou desídia do Poder Judiciário, havendo contribuição da defesa. Precedentes. III - Denegada a ordem” (HC 103.302, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJe 25.6.2010, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PRISÃO EM FLAGRANTE POR TRÁFICO DE DROGAS. LIBERDADE PROVISÓRIA: INADMISSIBILIDADE. DECISÃO QUE MANTEVE A PRISÃO. PERICULOSIDADE DA PACIENTE. QUANTIDADE DE DROGA APREENDIDA. CIRCUNSTÂNCIAS SUFICIENTES PARA A MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTELAR. ORDEM DENEGADA. 1. A proibição de liberdade provisória, nos casos de crimes hediondos e equiparados, decorre da própria inafiançabilidade imposta pela Constituição da República à legislação ordinária (Constituição da República, art. 5..., inc. XLIII): Precedentes. O art. 2..., inc. II, da Lei n. 8.072/90 atendeu o comando constitucional, ao considerar inafiançáveis os crimes de tortura, tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. Inconstitucional seria a legislação ordinária que dispusesse diversamente, tendo como afiançáveis delitos que a Constituição da República determina sejam inafiançáveis. Desnecessidade de se 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2..., inc. II, da Lei n. 8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial (Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3. Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes. 4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC 99.447, de minha relatoria, DJe 19.3.2010, grifos nossos). “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES. DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi , já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP reconhecer a inconstitucionalidade da Lei n. 11.464/07, que, ao retirar a expressão 'e liberdade provisória' do art. 2..., inc. II, da Lei n. 8.072/90, limitou-se a uma alteração textual: a proibição da liberdade provisória decorre da vedação da fiança, não da expressão suprimida, a qual, segundo a jurisprudência deste Supremo Tribunal, constituía redundância. Mera alteração textual, sem modificação da norma proibitiva de concessão da liberdade provisória aos crimes hediondos e equiparados, que continua vedada aos presos em flagrante por quaisquer daqueles delitos. 2. A Lei n. 11.464/07 não poderia alcançar o delito de tráfico de drogas, cuja disciplina já constava de lei especial (Lei n. 11.343/06, art. 44, caput), aplicável ao caso vertente. 3. Irrelevância da existência, ou não, de fundamentação cautelar para a prisão em flagrante por crimes hediondos ou equiparados: Precedentes. 4. Ao contrário do que se afirma na petição inicial, a custódia cautelar do Paciente foi mantida com fundamento em outros elementos concretos, que apontam a periculosidade do Paciente e a quantidade de droga apreendida como circunstâncias suficientes para a manutenção da prisão processual. Precedentes. 5. Ordem denegada” (HC 99.447, de minha relatoria, DJe 19.3.2010, grifos nossos). “PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. FINANCIAMENTO DO TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO FUNDAMENTADA. ORDEM PÚBLICA. PRIMARIEDADE E BONS ANTECEDENTES. DENÚNCIA QUE ATENDE AOS REQUISITOS DO ART. 41 DO CPP. NECESSIDADE DE EXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO. INCOMPATIBILIDADE. ORDEM DENEGADA. 1. O paciente foi denunciado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo por financiar associação voltada para o tráfico ilícito de entorpecentes, fornecendo veículos para que fossem utilizados para buscar drogas, ou para que fossem negociados. 2. Observo que o decreto de prisão preventiva, na realidade, se baseou em fatos concretos observados pelo juiz de direito na instrução processual, notadamente a periculosidade do paciente, não só em razão da gravidade do crime perpetrado, mas também pelo modus operandi , já que a associação criminosa movimentava grande quantidade de 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos' (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP (HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 02.09.2005). 5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual, em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu, satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel. Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC 98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n. 11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP drogas, cuja distribuição era comandada por um dos corréus do interior de um presídio. 3. Como já decidiu esta Corte, 'a garantia da ordem pública, por sua vez, visa, entre outras coisas, evitar a reiteração delitiva, assim resguardando a sociedade de maiores danos' (HC 84.658/PE, rel. Min. Joaquim Barbosa, DJ 03/06/2005), além de se caracterizar 'pelo perigo que o agente representa para a sociedade como fundamento apto à manutenção da segregação' (HC 90.398/SP, rel. Min. Ricardo Lewandowski, DJ 18/05/2007). 4. A circunstância de o paciente ser primário, ter bons antecedentes, trabalho e residência fixa não se mostra obstáculo ao decreto de prisão preventiva, desde que presentes os pressupostos e condições previstas no art. 312 do CPP (HC 83.148/SP, rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJ 02.09.2005). 5. A denúncia descreve suficientemente a conduta do paciente, a qual, em tese, corresponde ao delito descrito no art. 36 da Lei 11.343/06, já que financiaria a associação criminosa, fornecendo veículos para o transporte das drogas ou para que fossem negociados. 6. Diversamente do que sustentam os impetrantes, a descrição dos fatos cumpriu, satisfatoriamente, o comando normativo contido no art. 41 do Código de Processo Penal, estabelecendo a correlação entre a conduta do paciente e a imputação da prática delituosa. 7. A alegação de que a situação financeira do paciente revelaria a impossibilidade de ter praticado o delito narrado na denúncia exige, necessariamente, a análise do conjunto fático-probatório, o que ultrapassa os estreitos limites do habeas corpus. 8. Esta Corte tem orientação pacífica no sentido da incompatibilidade do habeas corpus quando houver necessidade de apurado reexame de fatos e provas (HC 89.877/ES, rel. Min. Eros Grau, DJ 15.12.2006). 9. Habeas corpus denegado” (HC 98.754, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 11.12.2009, grifos nossos). “HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. PRISÃO CAUTELAR. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. EXCESSO DE PRAZO. JUSTIFICATIVA. 1. A Primeira Turma desta Corte fixou entendimento no sentido de que a Lei n. 11.343/06 [Lei de Entorpecentes] proíbe a concessão de liberdade 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes, a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy], consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC 94.872, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008, grifos nossos). Na mesma linha: HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC 97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, entre outros. 11. Em situação como a descrita nos autos, o sistema jurídico impõe o prosseguimento da ação em instância própria, para que, com os elementos apresentados, delibere o julgador com segurança e fundamentação de seu convencimento quanto aos pedidos formulados pela defesa. Em momento próprio, o Tribunal de Justiça de São Paulo haverá de se pronunciar, na forma legal, quanto ao mérito do habeas corpus lá impetrado, cuja medida liminar foi indeferida em decisão monocrática, objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, não há o que determinar superando-se as instâncias próprias. 12. Assim, as circunstâncias expostas e os documentos juntados demonstram ser necessária especial cautela na análise do caso, não se podendo suprimir as instâncias antecedentes, porque a decisão liminar e precária proferida no Tribunal de Justiça de São Paulo não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação em curso a aguardar julgamento definitivo. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP provisória ao preso em flagrante pela prática de tráfico de entorpecentes. Precedentes. 2. Ainda que se admita a liberdade provisória em caso de prisão em flagrante por tráfico de entorpecentes, a segregação cautelar para garantia da ordem pública encontra fundamento na periculosidade do paciente, evidenciada pela grande quantidade de droga [1.168 comprimidos de ecstasy], consubstanciando ameaça à sociedade. Não se trata de pequeno traficante. Precedentes. 3. Excesso de prazo da instrução criminal justificado pelo Juiz da causa. Ordem indeferida” (HC 94.872, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 19.12.2008, grifos nossos). Na mesma linha: HC 102.119, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 25.6.2010; HC 99.929, Relator o Ministro Eros Grau, DJe 4.6.2010; HC 97.462, de minha relatoria, DJe 23.4.2010; HC 98.130, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe 12.2.2010, entre outros. 11. Em situação como a descrita nos autos, o sistema jurídico impõe o prosseguimento da ação em instância própria, para que, com os elementos apresentados, delibere o julgador com segurança e fundamentação de seu convencimento quanto aos pedidos formulados pela defesa. Em momento próprio, o Tribunal de Justiça de São Paulo haverá de se pronunciar, na forma legal, quanto ao mérito do habeas corpus lá impetrado, cuja medida liminar foi indeferida em decisão monocrática, objeto da impetração no Superior Tribunal de Justiça. Dessa forma, não há o que determinar superando-se as instâncias próprias. 12. Assim, as circunstâncias expostas e os documentos juntados demonstram ser necessária especial cautela na análise do caso, não se podendo suprimir as instâncias antecedentes, porque a decisão liminar e precária proferida no Tribunal de Justiça de São Paulo não exaure o cuidado do que posto a exame, estando a ação em curso a aguardar julgamento definitivo. 10 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 16 Voto - MIN. CÁRMEN LÚCIA HC 117725 AGR / SP 13. Perfeitamente aplicável, aqui, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, como antes demonstrado, não admite o conhecimento de habeas corpus, por incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, máxime em se cuidando de casos como o presente, no qual não se comprovam os requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento e a manifesta ilegalidade ou abuso de poder. A decisão agravada deve ser mantida. 14. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Supremo Tribunal Federal HC 117725 AGR / SP 13. Perfeitamente aplicável, aqui, a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que, como antes demonstrado, não admite o conhecimento de habeas corpus, por incabível o exame, per saltum, de fundamentos não apreciados pelo órgão judiciário apontado como coator, máxime em se cuidando de casos como o presente, no qual não se comprovam os requisitos para o seu acolhimento, como o flagrante constrangimento e a manifesta ilegalidade ou abuso de poder. A decisão agravada deve ser mantida. 14. Pelo exposto, encaminho a votação no sentido de negar provimento ao agravo regimental. 11 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3983048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 16 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA AGTE.(S) : NELSON CAMPOS ROCHA ADV.(A/S) : JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC n 269.194 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993671 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 117.725 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. CÁRMEN LÚCIA AGTE.(S) : LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA AGTE.(S) : NELSON CAMPOS ROCHA ADV.(A/S) : JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA AGDO.(A/S) : RELATORA DO HC n 269.194 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993671 Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 16
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Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça de São Paulo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "CÁRMEN LÚCIA", "LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA", "NELSON CAMPOS ROCHA", "JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA", "NELSON CAMPOS ROCHA", "JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA", "CÁRMEN LÚCIA", "JOÃO CÁRMINO GENEROSO DA COSTA", "LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA", "NELSON CAMPOS ROCHA", "Alderita Ramos de Oliveira", "CÁRMEN LÚCIA", "LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA", "NELSON CAMPOS ROCHA", "JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA", "CÁRMEN LÚCIA", "JOÃO CÁRMINO GENEROSO DA COSTA", "LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA", "NELSON CAMPOS ROCHA", "Alderita Ramos de Oliveira", "LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA", "NELSON CAMPOS ROCHA", "LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA", "NELSON CAMPOS ROCHA", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Nahum", "João Carmino Generoso da Costa", "Clesio Soares Pereira", "José do Carmo Silva de Oliveira", "José Roberto de Brito", "Laura Cristina Cespedes Vera", "Nelson Campos Rocha", "Cleiton Henrique Amorim", "CÁRMEN LÚCIA", "Marco Nahum", "João Carmino Generoso da Costa", "Clesio Soares Pereira", "José do Carmo Silva de Oliveira", "José Roberto de Brito", "Laura Cristina Cespedes Vera", "Nelson Campos Rocha", "Cleiton Henrique Amorim", "CÁRMEN LÚCIA", "Alderita Ramos de Oliveira", "LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA", "NELSON CAMPOS ROCHA", "Alderita Ramos de Oliveira", "LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA", "NELSON CAMPOS ROCHA", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Moreira Alves", "Moreira Alves", "CÁRMEN LÚCIA", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Cezar Peluso", "Ricardo Lewandowski", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Ricardo Lewandowski", "Ricardo Lewandowski", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "CÁRMEN LÚCIA", "Eros Grau", "Eros Grau", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "Eros Grau", "Eros Grau", "Eros Grau", "Ellen Gracie", "CÁRMEN LÚCIA", "CÁRMEN LÚCIA", "LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA", "NELSON CAMPOS ROCHA", "JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira", "CÁRMEN LÚCIA", "LAURA CRISTINA CÉSPEDES VERA", "NELSON CAMPOS ROCHA", "JOÃO CARMINO GENEROSO DA COSTA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "04", "/", "06", "/", "2013", "4 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "9 de maio de 2013", "29", ".", "4", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "9 de maio de 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"6", ".", "2010", "23", ".", "4", ".", "2010", "12", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "12", ".", "2008", "25", ".", "6", ".", "2010", "4", ".", "6", ".", "2010", "23", ".", "4", ".", "2010", "12", ".", "2", ".", "2010", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", "/", "06", "/", "2013", "04", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "04", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :EDJAIR MONTEIRO DE SOUSA ADV.(A/S) :ANTÔNIO DELANO SOARES CRUZ EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. REALIZAÇÃO DE PROVA OBJETIVA APÓS O CURSO DE FORMAÇÃO. POSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO STF. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 13.729/2006), o que inviabiliza o recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940211. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 742924 AGR / CE Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940211. Supremo Tribunal Federal ARE 742924 AGR / CE Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940211. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :EDJAIR MONTEIRO DE SOUSA ADV.(A/S) :ANTÔNIO DELANO SOARES CRUZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita: 'APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. PRELIMINARES REJEITADAS. EXAME INTELECTUAL DE CARÁTER ELIMINATÓRIO APÓS TÉRMINO DO CURSO DE FORMAÇÃO. REQUISITO PARA INGRESSO EM CARGO PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE.' (fl. 34). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, violação aos arts. 5º, caput e XIII, e 37, I e II, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. O Tribunal de origem decidiu a questão posta nos autos com base nos seguintes fundamentos: 'No caso em tela, o edital do concurso, mais precisamente o item 1.3.3, 'd', que traz a exigência de prova objetiva durante o curso de formação, extrapolou os limites da lei, qual seja, o Estatuto dos Militares do Estado do Ceará, Lei nº 13.729/06, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940212. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :EDJAIR MONTEIRO DE SOUSA ADV.(A/S) :ANTÔNIO DELANO SOARES CRUZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita: 'APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. PRELIMINARES REJEITADAS. EXAME INTELECTUAL DE CARÁTER ELIMINATÓRIO APÓS TÉRMINO DO CURSO DE FORMAÇÃO. REQUISITO PARA INGRESSO EM CARGO PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE.' (fl. 34). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, violação aos arts. 5º, caput e XIII, e 37, I e II, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. O Tribunal de origem decidiu a questão posta nos autos com base nos seguintes fundamentos: 'No caso em tela, o edital do concurso, mais precisamente o item 1.3.3, 'd', que traz a exigência de prova objetiva durante o curso de formação, extrapolou os limites da lei, qual seja, o Estatuto dos Militares do Estado do Ceará, Lei nº 13.729/06, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 742924 AGR / CE com as alterações introduzidas pelas Leis nº 73.768/06 e 14.113/08, que prevê todas as etapas do concurso público (…) Desse modo, da análise do dispositivo legal supracitado, observa-se que o item 'c', que trata da etapa na qual ocorre o Curso de Formação Profissional, não prevê a possibilidade de exigência de um segundo exame intelectual [prova], sendo prevista sua realização apenas na primeira etapa'. Nesse contexto, resta claro que para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, bem como o reexame de normas infraconstitucionais locais, o que atrai a incidência das Súmulas 279, 454 e 280 do STF. Nesse sentido: 'Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Promoção. Policial militar. Critérios. Portaria 033/2010. 3. Necessidade de análise e interpretação de cláusulas editalícias e da legislação local aplicável. Enunciados 280 e 454. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.' (ARE 705.317-AgR/PE). 'AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. Impossibilidade de análise de cláusulas de edital e de provas. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento' (ARE 712.580-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma). No mesmo sentido, cito, ainda, os seguintes precedentes, entre outros: ARE 655.080-AgR/DF e RE 606.755-AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 807.362-AgR/RN, de minha relatoria; AI 759.264-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”. O agravante sustenta, em suma, que “não há que falar em incidência dos verbetes sumulares 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal, por se tratar de mera aplicação dos dispositivos constitucionais ao caso concreto, o que não demanda a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940212. Supremo Tribunal Federal ARE 742924 AGR / CE com as alterações introduzidas pelas Leis nº 73.768/06 e 14.113/08, que prevê todas as etapas do concurso público (…) Desse modo, da análise do dispositivo legal supracitado, observa-se que o item 'c', que trata da etapa na qual ocorre o Curso de Formação Profissional, não prevê a possibilidade de exigência de um segundo exame intelectual [prova], sendo prevista sua realização apenas na primeira etapa'. Nesse contexto, resta claro que para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, bem como o reexame de normas infraconstitucionais locais, o que atrai a incidência das Súmulas 279, 454 e 280 do STF. Nesse sentido: 'Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Promoção. Policial militar. Critérios. Portaria 033/2010. 3. Necessidade de análise e interpretação de cláusulas editalícias e da legislação local aplicável. Enunciados 280 e 454. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.' (ARE 705.317-AgR/PE). 'AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. Impossibilidade de análise de cláusulas de edital e de provas. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento' (ARE 712.580-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma). No mesmo sentido, cito, ainda, os seguintes precedentes, entre outros: ARE 655.080-AgR/DF e RE 606.755-AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 807.362-AgR/RN, de minha relatoria; AI 759.264-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)”. O agravante sustenta, em suma, que “não há que falar em incidência dos verbetes sumulares 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal, por se tratar de mera aplicação dos dispositivos constitucionais ao caso concreto, o que não demanda a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 742924 AGR / CE análise de fatos ou da legislação infraconstitucional”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940212. Supremo Tribunal Federal ARE 742924 AGR / CE análise de fatos ou da legislação infraconstitucional”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal de origem reconheceu a ilegalidade da prova objetiva do curso de formação, em razão da inexistência de sua previsão no Estatuto da Polícia Militar do Estado do Ceará, conforme se observa dos seguintes trechos do acórdão recorrido: “No caso em tela, o edital do concurso, mais precisamente o item 1.3.3, 'd', que traz a exigência de prova objetiva durante o curso de formação, extrapolou os limites da lei, qual seja, o Estatuto dos Militares do Estado do Ceará, Lei nº 13.729/06, com as alterações introduzidas pelas Leis nº 73.768/06 e 14.113/08, que prevê todas as etapas do concurso público, assim dispondo em seu art. 10, verbis: (…) Desse modo, da análise do dispositivo legal supracitado, observa-se que o item 'c', que trata da etapa na qual ocorre o Curso de Formação Profissional, não prevê a possibilidade de exigência de um segundo exame intelectual [prova], sendo prevista sua realização apenas na primeira etapa”. Desse modo, para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 13.729/2006), o que inviabiliza o recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940213. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal de origem reconheceu a ilegalidade da prova objetiva do curso de formação, em razão da inexistência de sua previsão no Estatuto da Polícia Militar do Estado do Ceará, conforme se observa dos seguintes trechos do acórdão recorrido: “No caso em tela, o edital do concurso, mais precisamente o item 1.3.3, 'd', que traz a exigência de prova objetiva durante o curso de formação, extrapolou os limites da lei, qual seja, o Estatuto dos Militares do Estado do Ceará, Lei nº 13.729/06, com as alterações introduzidas pelas Leis nº 73.768/06 e 14.113/08, que prevê todas as etapas do concurso público, assim dispondo em seu art. 10, verbis: (…) Desse modo, da análise do dispositivo legal supracitado, observa-se que o item 'c', que trata da etapa na qual ocorre o Curso de Formação Profissional, não prevê a possibilidade de exigência de um segundo exame intelectual [prova], sendo prevista sua realização apenas na primeira etapa”. Desse modo, para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 13.729/2006), o que inviabiliza o recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 742924 AGR / CE Nesse sentido, trago à colação recente julgado proferido por este Tribunal, em caso análogo ao discutido nestes autos, cuja ementa transcrevo a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. 1. Impossibilidade de análise de cláusulas de edital e de legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Necessidade de reexame de provas. Incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 684.298-AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940213. Supremo Tribunal Federal ARE 742924 AGR / CE Nesse sentido, trago à colação recente julgado proferido por este Tribunal, em caso análogo ao discutido nestes autos, cuja ementa transcrevo a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. 1. Impossibilidade de análise de cláusulas de edital e de legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Necessidade de reexame de provas. Incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 684.298-AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : EDJAIR MONTEIRO DE SOUSA ADV.(A/S) : ANTÔNIO DELANO SOARES CRUZ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993742 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : EDJAIR MONTEIRO DE SOUSA ADV.(A/S) : ANTÔNIO DELANO SOARES CRUZ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993742 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4003239
2013-06-04T00:00:00
2013-06-17T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 04.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. REALIZAÇÃO DE PROVA OBJETIVA APÓS O CURSO DE FORMAÇÃO. POSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO STF. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 13.729/2006), o que inviabiliza o recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do STF. Precedentes. II – Agravo regimental improvido.
sjur233641
Número de páginas: 8. Análise: 01/07/2013, MAR.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
742924
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-EST LEI-013729 ANO-2006\r\n LEI ORDINÁRIA, CE" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 742924 AgR
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AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : EDJAIR MONTEIRO DE SOUSA ADV.(A/S) : ANTÔNIO DELANO SOARES CRUZ
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Ementa e Acórdão 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :EDJAIR MONTEIRO DE SOUSA ADV.(A/S) :ANTÔNIO DELANO SOARES CRUZ EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONCURSO PÚBLICO. REALIZAÇÃO DE PROVA OBJETIVA APÓS O CURSO DE FORMAÇÃO. POSSIBILIDADE. NECESSIDADE DE INTERPRETAÇÃO DE LEI ESTADUAL. ÓBICE DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. IMPRESCINDIBILIDADE DA ANÁLISE DE PROVAS E CLÁUSULAS DO EDITAL. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 13.729/2006), o que inviabiliza o recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940211. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 742924 AGR / CE Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940211. Supremo Tribunal Federal ARE 742924 AGR / CE Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 4 de junho de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940211. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :EDJAIR MONTEIRO DE SOUSA ADV.(A/S) :ANTÔNIO DELANO SOARES CRUZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita: 'APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. PRELIMINARES REJEITADAS. EXAME INTELECTUAL DE CARÁTER ELIMINATÓRIO APÓS TÉRMINO DO CURSO DE FORMAÇÃO. REQUISITO PARA INGRESSO EM CARGO PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE.' (fl. 34). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, violação aos arts. 5..., caput e XIII, e 37, I e II, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. O Tribunal de origem decidiu a questão posta nos autos com base nos seguintes fundamentos: 'No caso em tela, o edital do concurso, mais precisamente o item 1.3.3, 'd', que traz a exigência de prova objetiva durante o curso de formação, extrapolou os limites da lei, qual seja, o Estatuto dos Militares do Estado do Ceará, Lei n 13.729/06, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940212. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) :EDJAIR MONTEIRO DE SOUSA ADV.(A/S) :ANTÔNIO DELANO SOARES CRUZ R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão cuja ementa segue transcrita: 'APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO E CONSTITUCIONAL. CONCURSO PÚBLICO. PRELIMINARES REJEITADAS. EXAME INTELECTUAL DE CARÁTER ELIMINATÓRIO APÓS TÉRMINO DO CURSO DE FORMAÇÃO. REQUISITO PARA INGRESSO EM CARGO PÚBLICO. INEXISTÊNCIA DE PREVISÃO LEGAL. IMPOSSIBILIDADE.' (fl. 34). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, violação aos arts. 5..., caput e XIII, e 37, I e II, da mesma Carta. A pretensão recursal não merece acolhida. O Tribunal de origem decidiu a questão posta nos autos com base nos seguintes fundamentos: 'No caso em tela, o edital do concurso, mais precisamente o item 1.3.3, 'd', que traz a exigência de prova objetiva durante o curso de formação, extrapolou os limites da lei, qual seja, o Estatuto dos Militares do Estado do Ceará, Lei n 13.729/06, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 742924 AGR / CE com as alterações introduzidas pelas Leis n 73.768/06 e 14.113/08, que prevê todas as etapas do concurso público (…) Desse modo, da análise do dispositivo legal supracitado, observa-se que o item 'c', que trata da etapa na qual ocorre o Curso de Formação Profissional, não prevê a possibilidade de exigência de um segundo exame intelectual [prova], sendo prevista sua realização apenas na primeira etapa'. Nesse contexto, resta claro que para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, bem como o reexame de normas infraconstitucionais locais, o que atrai a incidência das Súmulas 279, 454 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: 'Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Promoção. Policial militar. Critérios. Portaria 033/2010. 3. Necessidade de análise e interpretação de cláusulas editalícias e da legislação local aplicável. Enunciados 280 e 454. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.' (ARE 705.317-AgR/PE). 'AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. Impossibilidade de análise de cláusulas de edital e de provas. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento' (ARE 712.580-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma). No mesmo sentido, cito, ainda, os seguintes precedentes, entre outros: ARE 655.080-AgR/DF e Recurso Extraordinário 606.755-AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 807.362-AgR/RN, de minha relatoria; AI 759.264-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. O agravante sustenta, em suma, que “não há que falar em incidência dos verbetes sumulares 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal, por se tratar de mera aplicação dos dispositivos constitucionais ao caso concreto, o que não demanda a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940212. Supremo Tribunal Federal ARE 742924 AGR / CE com as alterações introduzidas pelas Leis n 73.768/06 e 14.113/08, que prevê todas as etapas do concurso público (…) Desse modo, da análise do dispositivo legal supracitado, observa-se que o item 'c', que trata da etapa na qual ocorre o Curso de Formação Profissional, não prevê a possibilidade de exigência de um segundo exame intelectual [prova], sendo prevista sua realização apenas na primeira etapa'. Nesse contexto, resta claro que para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, bem como o reexame de normas infraconstitucionais locais, o que atrai a incidência das Súmulas 279, 454 e 280 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido: 'Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Promoção. Policial militar. Critérios. Portaria 033/2010. 3. Necessidade de análise e interpretação de cláusulas editalícias e da legislação local aplicável. Enunciados 280 e 454. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.' (ARE 705.317-AgR/PE). 'AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. Impossibilidade de análise de cláusulas de edital e de provas. Súmulas n. 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental ao qual se nega provimento' (ARE 712.580-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma). No mesmo sentido, cito, ainda, os seguintes precedentes, entre outros: ARE 655.080-AgR/DF e Recurso Extraordinário 606.755-AgR/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes; AI 807.362-AgR/RN, de minha relatoria; AI 759.264-AgR/RJ, Rel. Min. Cármen Lúcia. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. O agravante sustenta, em suma, que “não há que falar em incidência dos verbetes sumulares 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal, por se tratar de mera aplicação dos dispositivos constitucionais ao caso concreto, o que não demanda a 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Relatório ARE 742924 AGR / CE análise de fatos ou da legislação infraconstitucional”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940212. Supremo Tribunal Federal ARE 742924 AGR / CE análise de fatos ou da legislação infraconstitucional”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940212. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal de origem reconheceu a ilegalidade da prova objetiva do curso de formação, em razão da inexistência de sua previsão no Estatuto da Polícia Militar do Estado do Ceará, conforme se observa dos seguintes trechos do acórdão recorrido: “No caso em tela, o edital do concurso, mais precisamente o item 1.3.3, 'd', que traz a exigência de prova objetiva durante o curso de formação, extrapolou os limites da lei, qual seja, o Estatuto dos Militares do Estado do Ceará, Lei n 13.729/06, com as alterações introduzidas pelas Leis n 73.768/06 e 14.113/08, que prevê todas as etapas do concurso público, assim dispondo em seu art. 10, verbis: (…) Desse modo, da análise do dispositivo legal supracitado, observa-se que o item 'c', que trata da etapa na qual ocorre o Curso de Formação Profissional, não prevê a possibilidade de exigência de um segundo exame intelectual [prova], sendo prevista sua realização apenas na primeira etapa”. Desse modo, para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 13.729/2006), o que inviabiliza o recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940213. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 CEARÁ V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifico que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o agravante não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, o Tribunal de origem reconheceu a ilegalidade da prova objetiva do curso de formação, em razão da inexistência de sua previsão no Estatuto da Polícia Militar do Estado do Ceará, conforme se observa dos seguintes trechos do acórdão recorrido: “No caso em tela, o edital do concurso, mais precisamente o item 1.3.3, 'd', que traz a exigência de prova objetiva durante o curso de formação, extrapolou os limites da lei, qual seja, o Estatuto dos Militares do Estado do Ceará, Lei n 13.729/06, com as alterações introduzidas pelas Leis n 73.768/06 e 14.113/08, que prevê todas as etapas do concurso público, assim dispondo em seu art. 10, verbis: (…) Desse modo, da análise do dispositivo legal supracitado, observa-se que o item 'c', que trata da etapa na qual ocorre o Curso de Formação Profissional, não prevê a possibilidade de exigência de um segundo exame intelectual [prova], sendo prevista sua realização apenas na primeira etapa”. Desse modo, para dissentir da conclusão adotada pelo acórdão recorrido, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos e de cláusulas editalícias, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal, bem como seria imprescindível a interpretação da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie (Lei Estadual 13.729/2006), o que inviabiliza o recurso extraordinário, a teor da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 742924 AGR / CE Nesse sentido, trago à colação recente julgado proferido por este Tribunal, em caso análogo ao discutido nestes autos, cuja ementa transcrevo a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. 1. Impossibilidade de análise de cláusulas de edital e de legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Necessidade de reexame de provas. Incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 684.298-AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940213. Supremo Tribunal Federal ARE 742924 AGR / CE Nesse sentido, trago à colação recente julgado proferido por este Tribunal, em caso análogo ao discutido nestes autos, cuja ementa transcrevo a seguir: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. CONCURSO PÚBLICO. 1. Impossibilidade de análise de cláusulas de edital e de legislação infraconstitucional. Ofensa constitucional indireta. 2. Necessidade de reexame de provas. Incidência da Súmula n. 279 do Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (ARE 684.298-AgR/CE, Rel. Min. Cármen Lúcia). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3940213. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 04/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : EDJAIR MONTEIRO DE SOUSA ADV.(A/S) : ANTÔNIO DELANO SOARES CRUZ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993742 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.924 PROCED. : CEARÁ RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : ESTADO DO CEARÁ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO CEARÁ AGDO.(A/S) : EDJAIR MONTEIRO DE SOUSA ADV.(A/S) : ANTÔNIO DELANO SOARES CRUZ Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 04.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3993742 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742 . 924", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 279", "Súmulas 279", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 742924 AGR / CE", "ARE 742924 AGR / CE", "ARE 742924 AGR / CE", "Súmulas 279 , 454", "ARE 705 . 317 - AgR / PE", "Súmulas n . 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 712 . 580 - AgR / RJ", "ARE 655 . 080 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 606 . 755 - AgR / RJ", "AI 807 . 362 - AgR / RN", "AI 759 . 264 - AgR / RJ", "verbetes sumulares 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 742924 AGR /", "Súmulas 279 , 454 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 705 . 317 - AgR / PE", "Súmulas n . 279", "ARE 712 . 580 - AgR / RJ", "ARE 655 . 080 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 606 . 755 - AgR / RJ", "AI 807 . 362 - AgR / RN", "AI 759 . 264 - AgR / RJ", "ARE 742924 AGR / CE", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n . 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 684 . 298 - 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Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR- GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Defensoria pública. Implantação de plantão permanente na cidade de Erechim. Mérito administrativo. Impossibilidade de ingerência do Poder Judiciário ante a ausência de ilegalidade ou abuso de poder. Princípio da separação dos poderes. Precedentes. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177804. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR- GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso nos seguintes termos: “O recurso não merece prosperar. Verifico que o acórdão recorrido está em consonância com o pacífico entendimento desta Corte no sentido de que apenas compete ao Poder Judiciário adentrar no mérito dos atos administrativos quando constatada ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica no caso dos autos. Neste sentido, confiram-se os seguintes julgados: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Decisão judicial que designa delegado de polícia civil. Mérito administrativo. Impossibilidade de ingerência do Poder Judiciário ante a ausência de ilegalidade ou abuso de poder. Princípio da separação dos poderes. Precedentes. 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE-AgR 737.035 de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.5.2013). DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177805. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR- GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso nos seguintes termos: “O recurso não merece prosperar. Verifico que o acórdão recorrido está em consonância com o pacífico entendimento desta Corte no sentido de que apenas compete ao Poder Judiciário adentrar no mérito dos atos administrativos quando constatada ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica no caso dos autos. Neste sentido, confiram-se os seguintes julgados: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Decisão judicial que designa delegado de polícia civil. Mérito administrativo. Impossibilidade de ingerência do Poder Judiciário ante a ausência de ilegalidade ou abuso de poder. Princípio da separação dos poderes. Precedentes. 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE-AgR 737.035 de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.5.2013). DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório RE 636686 AGR / RS PRETERIÇÃO DE PROMOÇÃO. CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRTAIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. OFENSA NÃO CONFIGURADA. IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO PROCESSUAL. O controle de legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não ofende o princípio da separação dos poderes. Precedentes. Tese não suscitada no recurso extraordinário, a configurar inovação processual. Inviabilidade de apreciação em agravo regimental. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. (RE-AgR 607.910, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25.9.2012). Não há, pois, o que prover quanto às alegações do recorrente. No agravo regimental, alega-se, em síntese, a possibilidade de ingerência do Poder Judiciário no caso em apreço, tendo em vista que o acesso à assistência judiciária gratuita é um direito constitucionalmente previsto. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177805. Supremo Tribunal Federal RE 636686 AGR / RS PRETERIÇÃO DE PROMOÇÃO. CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRTAIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. OFENSA NÃO CONFIGURADA. IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO PROCESSUAL. O controle de legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não ofende o princípio da separação dos poderes. Precedentes. Tese não suscitada no recurso extraordinário, a configurar inovação processual. Inviabilidade de apreciação em agravo regimental. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. (RE-AgR 607.910, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25.9.2012). Não há, pois, o que prover quanto às alegações do recorrente. No agravo regimental, alega-se, em síntese, a possibilidade de ingerência do Poder Judiciário no caso em apreço, tendo em vista que o acesso à assistência judiciária gratuita é um direito constitucionalmente previsto. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. Conforme consignado na decisão ora agravada, o acórdão recorrido está em consonância com pacífico entendimento do Tribunal no sentido de que apenas compete ao Judiciário intervir em atos administrativos quando constatada ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica no caso dos autos. Neste sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Decisão judicial que designa delegado de polícia civil. Mérito administrativo. Impossibilidade de ingerência do Poder Judiciário ante a ausência de ilegalidade ou abuso de poder. Princípio da separação dos poderes. Precedentes. 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 737.035 de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.5.2013). “DIREITO ADMINISTRTAIVO. POLICIAL MILITAR. PRETERIÇÃO DE PROMOÇÃO. CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRTAIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. OFENSA NÃO CONFIGURADA. IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO PROCESSUAL. O controle de legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não ofende o princípio da separação dos poderes. Precedentes. Tese não suscitada no recurso extraordinário, a configurar inovação processual. Inviabilidade de apreciação em agravo regimental. Precedentes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177806. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. Conforme consignado na decisão ora agravada, o acórdão recorrido está em consonância com pacífico entendimento do Tribunal no sentido de que apenas compete ao Judiciário intervir em atos administrativos quando constatada ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica no caso dos autos. Neste sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Decisão judicial que designa delegado de polícia civil. Mérito administrativo. Impossibilidade de ingerência do Poder Judiciário ante a ausência de ilegalidade ou abuso de poder. Princípio da separação dos poderes. Precedentes. 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 737.035 de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.5.2013). “DIREITO ADMINISTRTAIVO. POLICIAL MILITAR. PRETERIÇÃO DE PROMOÇÃO. CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRTAIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. OFENSA NÃO CONFIGURADA. IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO PROCESSUAL. O controle de legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não ofende o princípio da separação dos poderes. Precedentes. Tese não suscitada no recurso extraordinário, a configurar inovação processual. Inviabilidade de apreciação em agravo regimental. Precedentes. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177806. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES RE 636686 AGR / RS Agravo regimental conhecido e não provido”. (RE-AgR 607.910, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25.9.2012). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177806. Supremo Tribunal Federal RE 636686 AGR / RS Agravo regimental conhecido e não provido”. (RE-AgR 607.910, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25.9.2012). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177806. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR- GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301381 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR- GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301381 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4331318
2013-06-25T00:00:00
2013-08-16T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2ª Turma, 25.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Defensoria pública. Implantação de plantão permanente na cidade de Erechim. Mérito administrativo. Impossibilidade de ingerência do Poder Judiciário ante a ausência de ilegalidade ou abuso de poder. Princípio da separação dos poderes. Precedentes. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur238735
- Acórdão(s) citado(s): (ATO ADMINISTRATIVO, CONTROLE DE LEGALIDADE, PODER JUDICIÁRIO) ARE 737035 AgR (2ªT), RE 607910 AgR (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 20/08/2013, MJC.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
636686
null
RE-AgR
acordaos
RE 636686 AgR
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AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR- GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR- GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Agravo regimental em recurso extraordinário. 2. Direito Administrativo. 3. Defensoria pública. Implantação de plantão permanente na cidade de Erechim. Mérito administrativo. Impossibilidade de ingerência do Poder Judiciário ante a ausência de ilegalidade ou abuso de poder. Princípio da separação dos poderes. Precedentes. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177804. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR- GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso nos seguintes termos: “O recurso não merece prosperar. Verifico que o acórdão recorrido está em consonância com o pacífico entendimento desta Corte no sentido de que apenas compete ao Poder Judiciário adentrar no mérito dos atos administrativos quando constatada ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica no caso dos autos. Neste sentido, confiram-se os seguintes julgados: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Decisão judicial que designa delegado de polícia civil. Mérito administrativo. Impossibilidade de ingerência do Poder Judiciário ante a ausência de ilegalidade ou abuso de poder. Princípio da separação dos poderes. Precedentes. 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE-AgR 737.035 de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.5.2013). DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177805. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR- GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso nos seguintes termos: “O recurso não merece prosperar. Verifico que o acórdão recorrido está em consonância com o pacífico entendimento desta Corte no sentido de que apenas compete ao Poder Judiciário adentrar no mérito dos atos administrativos quando constatada ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica no caso dos autos. Neste sentido, confiram-se os seguintes julgados: Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Decisão judicial que designa delegado de polícia civil. Mérito administrativo. Impossibilidade de ingerência do Poder Judiciário ante a ausência de ilegalidade ou abuso de poder. Princípio da separação dos poderes. Precedentes. 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento. (ARE-AgR 737.035 de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.5.2013). DIREITO ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório Recurso Extraordinário 636686 AGR / RS PRETERIÇÃO DE PROMOÇÃO. CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRTAIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. OFENSA NÃO CONFIGURADA. IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO PROCESSUAL. O controle de legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não ofende o princípio da separação dos poderes. Precedentes. Tese não suscitada no recurso extraordinário, a configurar inovação processual. Inviabilidade de apreciação em agravo regimental. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. (Recurso Extraordinário-AgR 607.910, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25.9.2012). Não há, pois, o que prover quanto às alegações do recorrente. No agravo regimental, alega-se, em síntese, a possibilidade de ingerência do Poder Judiciário no caso em apreço, tendo em vista que o acesso à assistência judiciária gratuita é um direito constitucionalmente previsto. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177805. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636686 AGR / RS PRETERIÇÃO DE PROMOÇÃO. CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRTAIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. OFENSA NÃO CONFIGURADA. IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO PROCESSUAL. O controle de legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não ofende o princípio da separação dos poderes. Precedentes. Tese não suscitada no recurso extraordinário, a configurar inovação processual. Inviabilidade de apreciação em agravo regimental. Precedentes. Agravo regimental conhecido e não provido. (Recurso Extraordinário-AgR 607.910, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25.9.2012). Não há, pois, o que prover quanto às alegações do recorrente. No agravo regimental, alega-se, em síntese, a possibilidade de ingerência do Poder Judiciário no caso em apreço, tendo em vista que o acesso à assistência judiciária gratuita é um direito constitucionalmente previsto. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177805. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. Conforme consignado na decisão ora agravada, o acórdão recorrido está em consonância com pacífico entendimento do Tribunal no sentido de que apenas compete ao Judiciário intervir em atos administrativos quando constatada ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica no caso dos autos. Neste sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Decisão judicial que designa delegado de polícia civil. Mérito administrativo. Impossibilidade de ingerência do Poder Judiciário ante a ausência de ilegalidade ou abuso de poder. Princípio da separação dos poderes. Precedentes. 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 737.035 de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.5.2013). “DIREITO ADMINISTRTAIVO. POLICIAL MILITAR. PRETERIÇÃO DE PROMOÇÃO. CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRTAIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. OFENSA NÃO CONFIGURADA. IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO PROCESSUAL. O controle de legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não ofende o princípio da separação dos poderes. Precedentes. Tese não suscitada no recurso extraordinário, a configurar inovação processual. Inviabilidade de apreciação em agravo regimental. Precedentes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177806. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO GILMAR MENDES (RELATOR): No agravo regimental, não ficou demonstrado o desacerto da decisão agravada. Verifico que as alegações da parte são impertinentes e decorrem de mero inconformismo com a decisão adotada por esta Corte. Conforme consignado na decisão ora agravada, o acórdão recorrido está em consonância com pacífico entendimento do Tribunal no sentido de que apenas compete ao Judiciário intervir em atos administrativos quando constatada ilegalidade ou abuso de poder, o que não se verifica no caso dos autos. Neste sentido, confiram-se os seguintes julgados: “Agravo regimental em recurso extraordinário com agravo. 2. Direito Administrativo. 3. Decisão judicial que designa delegado de polícia civil. Mérito administrativo. Impossibilidade de ingerência do Poder Judiciário ante a ausência de ilegalidade ou abuso de poder. Princípio da separação dos poderes. Precedentes. 4. Inexistência de argumentos capazes de infirmar a decisão agravada. 5. Agravo regimental a que se nega provimento”. (ARE-AgR 737.035 de minha relatoria, Segunda Turma, DJe 21.5.2013). “DIREITO ADMINISTRTAIVO. POLICIAL MILITAR. PRETERIÇÃO DE PROMOÇÃO. CONTROLE DE LEGALIDADE DOS ATOS ADMINISTRTAIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DE PODERES. OFENSA NÃO CONFIGURADA. IMPOSSIBILIDADE DE INOVAÇÃO PROCESSUAL. O controle de legalidade dos atos administrativos pelo Poder Judiciário não ofende o princípio da separação dos poderes. Precedentes. Tese não suscitada no recurso extraordinário, a configurar inovação processual. Inviabilidade de apreciação em agravo regimental. Precedentes. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177806. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. GILMAR MENDES Recurso Extraordinário 636686 AGR / RS Agravo regimental conhecido e não provido”. (Recurso Extraordinário-AgR 607.910, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25.9.2012). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177806. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 636686 AGR / RS Agravo regimental conhecido e não provido”. (Recurso Extraordinário-AgR 607.910, rel. Min. Rosa Weber, Primeira Turma, DJe 25.9.2012). Ante o exposto, mantenho o que decidido anteriormente por seus próprios fundamentos para negar provimento a este agravo regimental. É como voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4177806. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 25/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR- GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301381 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636.686 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR- GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. 2... Turma, 25.06.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Subprocurador-Geral da República, Dr. Odim Brandão Ferreira. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4301381 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 686", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 686", "ARE", "-", "AgR 737 . 035", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 686", "ARE", "-", "AgR 737 . 035", "Recurso Extraordinário 636686 AGR / RS", "Recurso Extraordinário - AgR 607 . 910", "Recurso Extraordinário - AgR 607 . 910", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 .", "ARE", "-", "AgR 737 . 035", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 686", "ARE", "-", "AgR 737 . 035", "Recurso Extraordinário 636686 AGR / RS", "Recurso Extraordinário - AgR 607 . 910", "Recurso Extraordinário 636686 AGR / RS", "Recurso Extraordinário - AgR 607 . 910", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 636 . 686" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Erechim", "Brasília", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE SO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "RIO GRANDE DO", "ESTADO DO RIO GRANDE SO", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "GILMAR MENDES", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira", "GILMAR MENDES", "Cármen Lúcia", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Odim Brandão Ferreira", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "25", "/", "06", "/", "2013", "25 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "/", "06", "/", "2013", "21", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "21", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "21", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "21", ".", "5", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "9", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "06", "/", "2013", "25", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES ADV.(A/S) :MARILIA ROSA MATOS DURÃES EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. SÚMULA 280/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INVIABILIDADE DA ANÁLISE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859726. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES ADV.(A/S) :MARILIA ROSA MATOS DURÃES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) a insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; e (b) a natureza infraconstitucional da matéria discutida. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente demonstrada; e (b) não é possível, mediante legislação infraconstitucional, a extensão do direito à licença-maternidade para além das condições previstas na Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859727. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES ADV.(A/S) :MARILIA ROSA MATOS DURÃES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) a insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; e (b) a natureza infraconstitucional da matéria discutida. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente demonstrada; e (b) não é possível, mediante legislação infraconstitucional, a extensão do direito à licença-maternidade para além das condições previstas na Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada consignou não ter o recorrente se desincumbido do ônus de demonstrar, em preliminar formal e fundamentada, que a questão constitucional suscitada em seu recurso extraordinário goza de relevância econômica, política, social ou jurídica, transcendendo os interesses subjetivos da causa e alcançando, portanto, repercussão geral. Isso porque as afirmações genéricas apresentadas pela parte, por não atenderem aos parâmetros mínimos exigidos pela jurisprudência desta Corte, mostraram-se insuficientes para que o plenário do Supremo Tribunal Federal pudesse exercer qualquer juízo acerca da existência, ou não, de repercussão geral do tema sobre o qual se controverte. Por outro lado, entendeu-se que as questões suscitadas pelo recorrente são de natureza eminentemente infraconstitucional, visto que a apreciação da matéria ventilada requer o exame prévio da legislação pertinente, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. No caso, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859728. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada consignou não ter o recorrente se desincumbido do ônus de demonstrar, em preliminar formal e fundamentada, que a questão constitucional suscitada em seu recurso extraordinário goza de relevância econômica, política, social ou jurídica, transcendendo os interesses subjetivos da causa e alcançando, portanto, repercussão geral. Isso porque as afirmações genéricas apresentadas pela parte, por não atenderem aos parâmetros mínimos exigidos pela jurisprudência desta Corte, mostraram-se insuficientes para que o plenário do Supremo Tribunal Federal pudesse exercer qualquer juízo acerca da existência, ou não, de repercussão geral do tema sobre o qual se controverte. Por outro lado, entendeu-se que as questões suscitadas pelo recorrente são de natureza eminentemente infraconstitucional, visto que a apreciação da matéria ventilada requer o exame prévio da legislação pertinente, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. No caso, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 746630 AGR / BA matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, o Tribunal de origem concedeu a ordem amparando-se, eminentemente, em matéria infraconstitucional (Lei federal 11.770/2008 e Lei estadual 12.14/2011), cuja análise é vedada em recurso extraordinário (Súmula 280/STF). 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859728. Supremo Tribunal Federal ARE 746630 AGR / BA matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 3. Ademais, o Tribunal de origem concedeu a ordem amparando-se, eminentemente, em matéria infraconstitucional (Lei federal 11.770/2008 e Lei estadual 12.14/2011), cuja análise é vedada em recurso extraordinário (Súmula 280/STF). 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES ADV.(A/S) : MARILIA ROSA MATOS DURÃES Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902543 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES ADV.(A/S) : MARILIA ROSA MATOS DURÃES Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902543 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3929843
2013-05-21T00:00:00
2013-06-06T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 21.05.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. SÚMULA 280/STF. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INVIABILIDADE DA ANÁLISE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur232430
Número de páginas: 5. Análise: 24/06/2013, MJC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
746630
[ "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-011770 ANO-2008\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-EST LEI-001214 ANO-2001\r\n LEI ORDINÁRIA, BA" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 746630 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES ADV.(A/S) : MARILIA ROSA MATOS DURÃES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES ADV.(A/S) :MARILIA ROSA MATOS DURÃES EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. INVIABILIDADE DA ANÁLISE. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência da Ministra CÁRMEN LÚCIA, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859726. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES ADV.(A/S) :MARILIA ROSA MATOS DURÃES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) a insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; e (b) a natureza infraconstitucional da matéria discutida. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente demonstrada; e (b) não é possível, mediante legislação infraconstitucional, a extensão do direito à licença-maternidade para além das condições previstas na Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859727. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) :DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES ADV.(A/S) :MARILIA ROSA MATOS DURÃES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário sob os seguintes fundamentos: (a) a insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; e (b) a natureza infraconstitucional da matéria discutida. Sustenta o agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi adequadamente demonstrada; e (b) não é possível, mediante legislação infraconstitucional, a extensão do direito à licença-maternidade para além das condições previstas na Constituição Federal. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859727. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada consignou não ter o recorrente se desincumbido do ônus de demonstrar, em preliminar formal e fundamentada, que a questão constitucional suscitada em seu recurso extraordinário goza de relevância econômica, política, social ou jurídica, transcendendo os interesses subjetivos da causa e alcançando, portanto, repercussão geral. Isso porque as afirmações genéricas apresentadas pela parte, por não atenderem aos parâmetros mínimos exigidos pela jurisprudência desta Corte, mostraram-se insuficientes para que o plenário do Supremo Tribunal Federal pudesse exercer qualquer juízo acerca da existência, ou não, de repercussão geral do tema sobre o qual se controverte. Por outro lado, entendeu-se que as questões suscitadas pelo recorrente são de natureza eminentemente infraconstitucional, visto que a apreciação da matéria ventilada requer o exame prévio da legislação pertinente, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. No caso, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859728. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada consignou não ter o recorrente se desincumbido do ônus de demonstrar, em preliminar formal e fundamentada, que a questão constitucional suscitada em seu recurso extraordinário goza de relevância econômica, política, social ou jurídica, transcendendo os interesses subjetivos da causa e alcançando, portanto, repercussão geral. Isso porque as afirmações genéricas apresentadas pela parte, por não atenderem aos parâmetros mínimos exigidos pela jurisprudência desta Corte, mostraram-se insuficientes para que o plenário do Supremo Tribunal Federal pudesse exercer qualquer juízo acerca da existência, ou não, de repercussão geral do tema sobre o qual se controverte. Por outro lado, entendeu-se que as questões suscitadas pelo recorrente são de natureza eminentemente infraconstitucional, visto que a apreciação da matéria ventilada requer o exame prévio da legislação pertinente, o que é vedado em sede de recurso extraordinário. No caso, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 746630 AGR / BA matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, o Tribunal de origem concedeu a ordem amparando-se, eminentemente, em matéria infraconstitucional (Lei federal 11.770/2008 e Lei estadual 12.14/2011), cuja análise é vedada em recurso extraordinário (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859728. Supremo Tribunal Federal ARE 746630 AGR / BA matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 3. Ademais, o Tribunal de origem concedeu a ordem amparando-se, eminentemente, em matéria infraconstitucional (Lei federal 11.770/2008 e Lei estadual 12.14/2011), cuja análise é vedada em recurso extraordinário (Súmula 280/Supremo Tribunal Federal). 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3859728. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 21/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES ADV.(A/S) : MARILIA ROSA MATOS DURÃES Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902543 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746.630 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : ESTADO DA BAHIA PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DA BAHIA AGDO.(A/S) : DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES ADV.(A/S) : MARILIA ROSA MATOS DURÃES Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 21.05.2013. Presidência da Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3902543 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 746 . 630", "AGRAVO 746 . 630", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei federal 11 . 770 / 2008", "Lei estadual 12 . 14 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei federal 11 . 770 / 2008", "Lei estadual 12 . 14 / 2011", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "Brasília", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "BAHIA", "ESTADO DA BAHIA", "ESTADO DA BAHIA" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BAHIA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES", "MARILIA ROSA MATOS DURÃES", "CÁRMEN LÚCIA", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES", "MARILIA ROSA MATOS DURÃES", "TEORI ZAVASCKI", "DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES", "MARILIA ROSA MATOS DURÃES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "TEORI ZAVASCKI", "DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES", "MARILIA ROSA MATOS DURÃES", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "DAIZE ALEXANDRE DA SLVA GUIMARAES", "MARILIA ROSA MATOS DURÃES", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "21", "/", "05", "/", "2013", "21 de maio de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", ".", "2", ".", "2013", "19", ".", "02", ".", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", ".", "2", ".", "2013", "19", ".", "02", ".", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", "/", "05", "/", "2013", "21", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "21", ".", "05", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/12/2012 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) :ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO DE DROGAS. PROCEDIMENTO PREVISTO NO ART. 38 DA LEI 10.409/2002. INOBSERVÂNCIA. NULIDADE RELATIVA. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. É relativa a nulidade decorrente da inobservância do rito processual estabelecido na Lei 10.409/2002, sendo imprescindível comprovação de efetivo prejuízo. 3. O princípio maior que rege a matéria é de que não se reconhece nulidade sem prejuízo, conforme o art. 563 do Código de Processo Penal. 4. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em julgar extinta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076047. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 111825 / SP a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Redatora para o acórdão. Por maioria de votos, em rejeitar a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, no sentido da concessão da ordem, de ofício. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Redatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076047. Supremo Tribunal Federal HC 111825 / SP a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Redatora para o acórdão. Por maioria de votos, em rejeitar a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, no sentido da concessão da ordem, de ofício. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Redatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) :ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as seguintes informações: Tem este teor a decisão mediante a qual o ministro Ayres Britto, então Vice-Presidente, indeferiu o pedido liminar: Vistos, etc. Cuida-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar, impetrado contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. Acórdão que recusou a nulidade processual arguida na impetração. 2. Pois bem, o impetrante renova, aqui, a tese de absoluta nulidade do processo-crime instaurado contra o paciente. Paciente definitivamente condenado a 5 anos de reclusão por tráfico de substância entorpecente, na forma do artigo 12 da antiga lei de drogas (Lei nº 6.368/76). Argumenta a defesa, em síntese, a falta de notificação prévia do acusado para os fins do artigo 38 da Lei nº 10.409/2002. O que, ao ver da impetração, acarreta, de forma automática, ou mecânica, violação à garantia constitucional da ampla defesa. Donde o pedido de liminar “a fim de que o paciente seja, incontinenti, colocado em liberdade, e nesta condição aguarde, até que transite em julgado o desfecho da ação penal, uma vez que se trata de questão pacificada no Supremo Tribunal Federal...” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254600. Supremo Tribunal Federal HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) :ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as seguintes informações: Tem este teor a decisão mediante a qual o ministro Ayres Britto, então Vice-Presidente, indeferiu o pedido liminar: Vistos, etc. Cuida-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar, impetrado contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. Acórdão que recusou a nulidade processual arguida na impetração. 2. Pois bem, o impetrante renova, aqui, a tese de absoluta nulidade do processo-crime instaurado contra o paciente. Paciente definitivamente condenado a 5 anos de reclusão por tráfico de substância entorpecente, na forma do artigo 12 da antiga lei de drogas (Lei nº 6.368/76). Argumenta a defesa, em síntese, a falta de notificação prévia do acusado para os fins do artigo 38 da Lei nº 10.409/2002. O que, ao ver da impetração, acarreta, de forma automática, ou mecânica, violação à garantia constitucional da ampla defesa. Donde o pedido de liminar “a fim de que o paciente seja, incontinenti, colocado em liberdade, e nesta condição aguarde, até que transite em julgado o desfecho da ação penal, uma vez que se trata de questão pacificada no Supremo Tribunal Federal...” Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254600. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório HC 111.825 / SP 3. Ultimado esse breve retrospecto da causa, decido. Fazendo-o, acentuo que o poder de cautela dos magistrados é exercido num juízo prefacial em que se mesclam num mesmo tom a urgência da decisão e a impossibilidade de aprofundamento analítico do caso. Se se prefere, impõe-se aos magistrados condicionar seus provimentos acautelatórios à presença, nos autos, dos requisitos da plausibilidade do direito (fumus boni juris) e do perigo na demora da prestação jurisdicional (periculum in mora), perceptíveis de plano. Requisitos a ser aferidos primo oculi, portanto. Não sendo de se exigir, do julgador, uma aprofundada incursão no mérito do pedido ou na dissecação dos fatos que lhe dão suporte, sob pena de antecipação do próprio conteúdo da decisão definitiva. 4. No caso, não estão configurados os pressupostos autorizadores da medida cautelar requerida. Em primeiro lugar, lembro que a Constituição Federal de 1988, ao cuidar do habeas corpus (inciso LXVIII do artigo 5º), autoriza o respectivo manejo sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. Mas a Constituição não para por aí e arremata o seu discurso normativo pela seguinte forma: por ilegalidade ou abuso de poder. Saltando aos olhos que ilegalidade e abuso de poder não se presumem, pois, aí, a presunção é exatamente inversa. E, nesse caso, ou os autos dão conta de uma vistosa violência indevida, de um cerceio absolutamente antijurídico por abuso de poder ou por ilegalidade, ou do habeas corpus não se pode socorrer o paciente. Ilegalidade ou abuso de poder que não sobressaem do exame prefacial deste processo. Até porque, tal como apontou o acórdão impugnado, “A inobservância do procedimento objeto da Lei n.º 10.409/02 não trouxe prejuízo à Defesa; tanto assim é, impende anotar, que contra a decisão de recebimento da denúncia não aparelhou qualquer recurso. Rechaço, assim, com esteio no princípio da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254600. Supremo Tribunal Federal HC 111.825 / SP 3. Ultimado esse breve retrospecto da causa, decido. Fazendo-o, acentuo que o poder de cautela dos magistrados é exercido num juízo prefacial em que se mesclam num mesmo tom a urgência da decisão e a impossibilidade de aprofundamento analítico do caso. Se se prefere, impõe-se aos magistrados condicionar seus provimentos acautelatórios à presença, nos autos, dos requisitos da plausibilidade do direito (fumus boni juris) e do perigo na demora da prestação jurisdicional (periculum in mora), perceptíveis de plano. Requisitos a ser aferidos primo oculi, portanto. Não sendo de se exigir, do julgador, uma aprofundada incursão no mérito do pedido ou na dissecação dos fatos que lhe dão suporte, sob pena de antecipação do próprio conteúdo da decisão definitiva. 4. No caso, não estão configurados os pressupostos autorizadores da medida cautelar requerida. Em primeiro lugar, lembro que a Constituição Federal de 1988, ao cuidar do habeas corpus (inciso LXVIII do artigo 5º), autoriza o respectivo manejo sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. Mas a Constituição não para por aí e arremata o seu discurso normativo pela seguinte forma: por ilegalidade ou abuso de poder. Saltando aos olhos que ilegalidade e abuso de poder não se presumem, pois, aí, a presunção é exatamente inversa. E, nesse caso, ou os autos dão conta de uma vistosa violência indevida, de um cerceio absolutamente antijurídico por abuso de poder ou por ilegalidade, ou do habeas corpus não se pode socorrer o paciente. Ilegalidade ou abuso de poder que não sobressaem do exame prefacial deste processo. Até porque, tal como apontou o acórdão impugnado, “A inobservância do procedimento objeto da Lei n.º 10.409/02 não trouxe prejuízo à Defesa; tanto assim é, impende anotar, que contra a decisão de recebimento da denúncia não aparelhou qualquer recurso. Rechaço, assim, com esteio no princípio da 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254600. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório HC 111.825 / SP instrumentalidade de formas, a prejudicial suscitada...” 5. Por tudo quanto posto, indefiro a liminar requestada. Publique-se. A Procuradoria Geral da República, no parecer, ressalta a máxima segundo a qual somente se declara a nulidade quando houver prejuízo devidamente demonstrado pela parte interessada, o que não teria ocorrido no caso, pois a defesa deixou de suscitar, para esse fim, a suposta inobservância do rito do artigo 38 da Lei nº 10.409, de 2002 (Lei de Drogas). Assinala haver sido o paciente devidamente assistido por defensor habilitado durante a instrução criminal. Noticia o trânsito em julgado da condenação, para a defesa, em 23 de janeiro de 2008. Opina pelo indeferimento da ordem. O processo encontra-se aparelhado para apreciação de mérito. Lancei visto no processo em 15 de dezembro de 2012, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254600. Supremo Tribunal Federal HC 111.825 / SP instrumentalidade de formas, a prejudicial suscitada...” 5. Por tudo quanto posto, indefiro a liminar requestada. Publique-se. A Procuradoria Geral da República, no parecer, ressalta a máxima segundo a qual somente se declara a nulidade quando houver prejuízo devidamente demonstrado pela parte interessada, o que não teria ocorrido no caso, pois a defesa deixou de suscitar, para esse fim, a suposta inobservância do rito do artigo 38 da Lei nº 10.409, de 2002 (Lei de Drogas). Assinala haver sido o paciente devidamente assistido por defensor habilitado durante a instrução criminal. Noticia o trânsito em julgado da condenação, para a defesa, em 23 de janeiro de 2008. Opina pelo indeferimento da ordem. O processo encontra-se aparelhado para apreciação de mérito. Lancei visto no processo em 15 de dezembro de 2012, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254600. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo inadequado. Quanto ao tema, tenho consignado: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus – este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254601. Supremo Tribunal Federal HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo inadequado. Quanto ao tema, tenho consignado: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus – este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 111.825 / SP se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira – na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254601. Supremo Tribunal Federal HC 111.825 / SP se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira – na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 111.825 / SP importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. No mais, está-se diante de nulidade absoluta. A ausência de campo para a apresentação de defesa técnica a encerra, valendo notar, não fosse a sentença condenatória, que o prejuízo é ínsito à espécie. Implemento a ordem de ofício para declarar a nulidade do Processo nº 050.06.040106-0, da 20ª Vara Criminal, no qual condenado o paciente, assentando como termo inicial o estágio em que não foi aberta vista para formalização de defesa técnica. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254601. Supremo Tribunal Federal HC 111.825 / SP importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. No mais, está-se diante de nulidade absoluta. A ausência de campo para a apresentação de defesa técnica a encerra, valendo notar, não fosse a sentença condenatória, que o prejuízo é ínsito à espécie. Implemento a ordem de ofício para declarar a nulidade do Processo nº 050.06.040106-0, da 20ª Vara Criminal, no qual condenado o paciente, assentando como termo inicial o estágio em que não foi aberta vista para formalização de defesa técnica. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Vista 18/12/2012 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VISTA A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, estou fazendo a leitura do parecer, mas tenho dificuldade com a falta: sequer intimado. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Passou batida a necessária abertura de espaço para a defesa prévia. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ele não apresentou defesa prévia, mas depois apresentou as alegações. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A Procuradoria aponta que não haveria prejuízo. Para mim, hoje, o prejuízo está certificado em documento público: a sentença condenatória. Agora, de qualquer forma, em se tratando de nulidade absoluta – e ausência de oportunidade para a defesa a revela –, o prejuízo é ínsito, não depende de demonstração. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Houve um caso anterior - se não me engano, aquele em que a Ministra Rosa pediu vista. Porque o que ocorre? Diferentemente do direito material, no direito processual, como os atos são unidos para um determinado fim, a anulação de um ato acarreta a anulação de outro. Então, a política de nulidade do processo, ela é diferente da política de nulidade do direito material. No direito material, ela diz quando é que um ato é nulo; no direito processual, a lei estabelece quando é que um ato, apesar de ritual, ele tem que ser aproveitado. O quadro de processo penal estabelece momentos de arguição de defeitos. Por isso leva à consideração que, se a parte não alega, aquela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4280397. Supremo Tribunal Federal 18/12/2012 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VISTA A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, estou fazendo a leitura do parecer, mas tenho dificuldade com a falta: sequer intimado. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Passou batida a necessária abertura de espaço para a defesa prévia. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ele não apresentou defesa prévia, mas depois apresentou as alegações. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A Procuradoria aponta que não haveria prejuízo. Para mim, hoje, o prejuízo está certificado em documento público: a sentença condenatória. Agora, de qualquer forma, em se tratando de nulidade absoluta – e ausência de oportunidade para a defesa a revela –, o prejuízo é ínsito, não depende de demonstração. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Houve um caso anterior - se não me engano, aquele em que a Ministra Rosa pediu vista. Porque o que ocorre? Diferentemente do direito material, no direito processual, como os atos são unidos para um determinado fim, a anulação de um ato acarreta a anulação de outro. Então, a política de nulidade do processo, ela é diferente da política de nulidade do direito material. No direito material, ela diz quando é que um ato é nulo; no direito processual, a lei estabelece quando é que um ato, apesar de ritual, ele tem que ser aproveitado. O quadro de processo penal estabelece momentos de arguição de defeitos. Por isso leva à consideração que, se a parte não alega, aquela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4280397. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Vista HC 111825 / SP oportunidade torna-se preclusa. Na súmula do Supremo, não anula a defesa ineficiente: "Súmula 523 - No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu". Então, a parte depois ofereceu peças e pôde contrastar com a defesa. Por isso é que se aplica o princípio de que não há nulidade sem prejuízo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Ministro Luiz Fux, também entendo que o processo tem caráter instrumental, que não há nulidade sem prejuízo. Naquele caso, em que pedi vista anteriormente, ali destacou-se a colocação da eminente procuradora, e eu, de fato, quero examinar que não seria propriamente a falta de defesa e, sim, deficiência dela. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Houve debate ali de todas as razões. Porque, a meu ver, a defesa tem de esperar transitar em julgado, para depois vir com habeas corpus. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Por isso que ali, em princípio, não havendo defesa no processo penal, teria que examinar o caso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas defesa prévia? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sendo a nulidade relativa, muito bem, há preclusão; mas sendo absoluta, pode ser articulada a qualquer momento. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas o rito não é aquele rito que depois da... Porque eu, por exemplo, quando trabalhava com a Defensoria, defesa prévia pró-forma, não são detalhes para serem 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4280397. Supremo Tribunal Federal HC 111825 / SP oportunidade torna-se preclusa. Na súmula do Supremo, não anula a defesa ineficiente: "Súmula 523 - No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu". Então, a parte depois ofereceu peças e pôde contrastar com a defesa. Por isso é que se aplica o princípio de que não há nulidade sem prejuízo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Ministro Luiz Fux, também entendo que o processo tem caráter instrumental, que não há nulidade sem prejuízo. Naquele caso, em que pedi vista anteriormente, ali destacou-se a colocação da eminente procuradora, e eu, de fato, quero examinar que não seria propriamente a falta de defesa e, sim, deficiência dela. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Houve debate ali de todas as razões. Porque, a meu ver, a defesa tem de esperar transitar em julgado, para depois vir com habeas corpus. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Por isso que ali, em princípio, não havendo defesa no processo penal, teria que examinar o caso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas defesa prévia? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sendo a nulidade relativa, muito bem, há preclusão; mas sendo absoluta, pode ser articulada a qualquer momento. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas o rito não é aquele rito que depois da... Porque eu, por exemplo, quando trabalhava com a Defensoria, defesa prévia pró-forma, não são detalhes para serem 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4280397. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Vista HC 111825 / SP articulados; arrola-se o rol de testemunhas e.... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Porque o que se continha na lei praticamente geral, a Lei nº 10.409/2002, foi transportado para a Lei de Tóxicos, no artigo 55: Art. 55 - Oferecida a denúncia, o juiz ordenará a notificação do acusado para oferecer defesa prévia (...). O paciente não teve essa oportunidade. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - "Ordenará". O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – É a organicidade do Direito. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Conforme pedi vista naquele caso anterior com relação a esse tema, peço vista neste, também, e trago essa questão para debatermos. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Aí traz essa coisa, porque se a gente firmar essa jurisprudência, a defesa vai deixar o processo correr, a decisão vai transitar em julgado, desfavoravelmente, e ela vem, depois de transitado em julgado, com habeas corpus com feição de revisão criminal. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Mas quem claudicou foi o Estado. Deixou de observar forma essencial à valia do ato. O Estado-Juiz tinha que abrir o espaço para a defesa prévia. Não abriu. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4280397. Supremo Tribunal Federal HC 111825 / SP articulados; arrola-se o rol de testemunhas e.... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Porque o que se continha na lei praticamente geral, a Lei nº 10.409/2002, foi transportado para a Lei de Tóxicos, no artigo 55: Art. 55 - Oferecida a denúncia, o juiz ordenará a notificação do acusado para oferecer defesa prévia (...). O paciente não teve essa oportunidade. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - "Ordenará". O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – É a organicidade do Direito. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Conforme pedi vista naquele caso anterior com relação a esse tema, peço vista neste, também, e trago essa questão para debatermos. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Aí traz essa coisa, porque se a gente firmar essa jurisprudência, a defesa vai deixar o processo correr, a decisão vai transitar em julgado, desfavoravelmente, e ela vem, depois de transitado em julgado, com habeas corpus com feição de revisão criminal. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Mas quem claudicou foi o Estado. Deixou de observar forma essencial à valia do ato. O Estado-Juiz tinha que abrir o espaço para a defesa prévia. Não abriu. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4280397. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Extrato de Ata - 18/12/2012 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.825 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) : ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, pediu vista do processo a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 18.12.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3406960 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.825 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) : ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, pediu vista do processo a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 18.12.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3406960 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto Vista 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VOTO VISTA A Senhora Ministra Rosa Weber: Pedi vista para melhor examinar o feito. O paciente foi condenado a pena de cinco anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico de drogas (Processo nº 050.06.040106-0, da 20ª Vara Criminal da Justiça Estadual de São Paulo). Em síntese, foi preso na posse de 6,4 kg de cocaína. Alega, em síntese, na impetração, nulidade do processo pela falta de observância do procedimento previsto no art. 38 da Lei nº 10.409/2002, com oportunização ao acusado de apresentação de defesa preliminar antes do recebimento da denúncia. Prévio habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça (HC 152.596/SP) foi denegado. O eminente Relator, Ministro Marco Aurélio, votou pela extinção do habeas por sua inadequação como substitutivo do recurso, mas acolheu a argumentação, deferindo de ofício a ordem para anular o processo a partir do vício. O artigo 38 da Lei nº 10.409/2002 previa, para o crime de tráfico de drogas, o exercício da defesa mesmo antes do recebimento da denúncia. Em outras palavras, o paciente era notificado para apresentar defesa preliminar logo após o oferecimento da denúncia. Assim, o juiz, ao receber a denúncia, já tinha presentes as razões de defesa. Tal procedimento é salutar, possibilitando contraditório prévio ao recebimento da denúncia, o que viabiliza uma decisão judicial melhor instrumentada e, por conseguinte, menos sujeita a erros. Idêntico procedimento encontra-se previsto no vigente art. 55 da Lei nº 11.343/2006. A inobservância do procedimento é evidentemente grave e enseja nulidade. Não obstante, entendo que prolatada a sentença e havendo o trânsito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076048. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VOTO VISTA A Senhora Ministra Rosa Weber: Pedi vista para melhor examinar o feito. O paciente foi condenado a pena de cinco anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico de drogas (Processo nº 050.06.040106-0, da 20ª Vara Criminal da Justiça Estadual de São Paulo). Em síntese, foi preso na posse de 6,4 kg de cocaína. Alega, em síntese, na impetração, nulidade do processo pela falta de observância do procedimento previsto no art. 38 da Lei nº 10.409/2002, com oportunização ao acusado de apresentação de defesa preliminar antes do recebimento da denúncia. Prévio habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça (HC 152.596/SP) foi denegado. O eminente Relator, Ministro Marco Aurélio, votou pela extinção do habeas por sua inadequação como substitutivo do recurso, mas acolheu a argumentação, deferindo de ofício a ordem para anular o processo a partir do vício. O artigo 38 da Lei nº 10.409/2002 previa, para o crime de tráfico de drogas, o exercício da defesa mesmo antes do recebimento da denúncia. Em outras palavras, o paciente era notificado para apresentar defesa preliminar logo após o oferecimento da denúncia. Assim, o juiz, ao receber a denúncia, já tinha presentes as razões de defesa. Tal procedimento é salutar, possibilitando contraditório prévio ao recebimento da denúncia, o que viabiliza uma decisão judicial melhor instrumentada e, por conseguinte, menos sujeita a erros. Idêntico procedimento encontra-se previsto no vigente art. 55 da Lei nº 11.343/2006. A inobservância do procedimento é evidentemente grave e enseja nulidade. Não obstante, entendo que prolatada a sentença e havendo o trânsito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto Vista HC 111825 / SP em julgado, descabe reconhecer o vício pretérito. É que, como visto, o procedimento visa a oportunizar defesa antes do recebimento da denúncia e prevenir equívoco no recebimento. Superada em muito essa fase, com a prolação de sentença e com trânsito em julgado, descabe voltar atrás, não fazendo qualquer sentido o retrocesso. Registro ainda que, posteriormente ao recebimento da denúncia, o acusado foi interrogado, propiciando-se a autodefesa, e foi oportunizada a apresentação de defesa prévia e de alegações finais pela Defesa. Não está claro na documentação relativa à impetração se a defesa prévia foi apresentada, mas consta dos autos a apresentação de hígidas alegações finais defensivas. Então não cabe reconhecer o vício procedimental inicial, quando, posteriormente, foi oportunizada a ampla defesa com meios e recursos a ela inerentes. Oportuno lembrar o princípio geral que rege a matéria, de que, sem prejuízo, não se reconhece nulidade (art. 563 do Código de Processo Penal). Ante o exposto, voto pela extinção do processo sem resolução de mérito, pela inadequação do habeas como substitutivo de recurso ordinário, e, com a vênia do Relator, sem a concessão da ordem de ofício. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076048. Supremo Tribunal Federal HC 111825 / SP em julgado, descabe reconhecer o vício pretérito. É que, como visto, o procedimento visa a oportunizar defesa antes do recebimento da denúncia e prevenir equívoco no recebimento. Superada em muito essa fase, com a prolação de sentença e com trânsito em julgado, descabe voltar atrás, não fazendo qualquer sentido o retrocesso. Registro ainda que, posteriormente ao recebimento da denúncia, o acusado foi interrogado, propiciando-se a autodefesa, e foi oportunizada a apresentação de defesa prévia e de alegações finais pela Defesa. Não está claro na documentação relativa à impetração se a defesa prévia foi apresentada, mas consta dos autos a apresentação de hígidas alegações finais defensivas. Então não cabe reconhecer o vício procedimental inicial, quando, posteriormente, foi oportunizada a ampla defesa com meios e recursos a ela inerentes. Oportuno lembrar o princípio geral que rege a matéria, de que, sem prejuízo, não se reconhece nulidade (art. 563 do Código de Processo Penal). Ante o exposto, voto pela extinção do processo sem resolução de mérito, pela inadequação do habeas como substitutivo de recurso ordinário, e, com a vênia do Relator, sem a concessão da ordem de ofício. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: No caso concreto, Senhor Presidente, eu também vou pedir vênia ao Relator para acompanhar a divergência, porque entendo que houve a preclusão. A parte não pode deixar de impugnar um vício processual, esperar transitar em julgado, para, depois, tendo logrado saber qual seria o seu destino, fazer com que o processo volte ao início. Deveria ter apresentado essa alegação logo de imediato. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272849. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: No caso concreto, Senhor Presidente, eu também vou pedir vênia ao Relator para acompanhar a divergência, porque entendo que houve a preclusão. A parte não pode deixar de impugnar um vício processual, esperar transitar em julgado, para, depois, tendo logrado saber qual seria o seu destino, fazer com que o processo volte ao início. Deveria ter apresentado essa alegação logo de imediato. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272849. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Confirmação de Voto 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, tendo em conta a matéria nova, que é a alusiva à preclusão, não explorada no meu voto, apenas consigno que se trata de nulidade absoluta, por falta da abertura de oportunidade para apresentação de defesa, presente a imputação. Por isso, mantenho o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3939481. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, tendo em conta a matéria nova, que é a alusiva à preclusão, não explorada no meu voto, apenas consigno que se trata de nulidade absoluta, por falta da abertura de oportunidade para apresentação de defesa, presente a imputação. Por isso, mantenho o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3939481. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu também tive a oportunidade de analisar a decisão do Superior Tribunal de Justiça e entendo que realmente este habeas corpus está fazendo as vezes de uma verdadeira revisão criminal. Peço vênia também. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930865. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu também tive a oportunidade de analisar a decisão do Superior Tribunal de Justiça e entendo que realmente este habeas corpus está fazendo as vezes de uma verdadeira revisão criminal. Peço vênia também. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930865. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.825 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) : ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, pediu vista do processo a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 18.12.2012. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Redatora para o acórdão. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, no sentido da concessão da ordem, de ofício. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912984 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.825 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) : ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, pediu vista do processo a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 18.12.2012. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Redatora para o acórdão. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, no sentido da concessão da ordem, de ofício. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912984 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4678735
2013-05-21T00:00:00
2013-10-17T00:00:00
Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, pediu vista do processo a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1ª Turma, 18.12.2012. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Redatora para o acórdão. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, no sentido da concessão da ordem, de ofício. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 21.5.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO DE DROGAS. PROCEDIMENTO PREVISTO NO ART. 38 DA LEI 10.409/2002. INOBSERVÂNCIA. NULIDADE RELATIVA. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. É relativa a nulidade decorrente da inobservância do rito processual estabelecido na Lei 10.409/2002, sendo imprescindível comprovação de efetivo prejuízo. 3. O princípio maior que rege a matéria é de que não se reconhece nulidade sem prejuízo, conforme o art. 563 do Código de Processo Penal. 4. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito.
sjur245286
Número de páginas: 18. Análise: 20/11/2013, JOS. Revisão: 06/01/2014, SER.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
111825
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00102 INC-00002 LET-A\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED LEI-010409 ANO-2002\n ART-00038\n LEI ORDINÁRIA\n\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\n ART-00055\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\n\n", "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\n ART-00563\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000523 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC
acordaos
HC 111825
[ "" ]
PACTE.(S) : JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) : ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/12/2012 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) :JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) :ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. SUBSTITUTIVO DE RECURSO CONSTITUCIONAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. TRÁFICO DE DROGAS. PROCEDIMENTO PREVISTO NO ART. 38 DA LEI 10.409/2002. INOBSERVÂNCIA. NULIDADE RELATIVA. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. 1. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso, o recurso ordinário. Diante da dicção do art. 102, II, a, da Constituição da República, a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio, em manifesta burla ao preceito constitucional. 2. É relativa a nulidade decorrente da inobservância do rito processual estabelecido na Lei 10.409/2002, sendo imprescindível comprovação de efetivo prejuízo. 3. O princípio maior que rege a matéria é de que não se reconhece nulidade sem prejuízo, conforme o art. 563 do Código de Processo Penal. 4. Habeas corpus extinto sem resolução de mérito. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade, em julgar extinta Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076047. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 111825 / SP a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Redatora para o acórdão. Por maioria de votos, em rejeitar a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, no sentido da concessão da ordem, de ofício. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Redatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076047. Supremo Tribunal Federal HC 111825 / SP a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Redatora para o acórdão. Por maioria de votos, em rejeitar a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, no sentido da concessão da ordem, de ofício. Brasília, 21 de maio de 2013. Ministra Rosa Weber Redatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076047. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) :ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as seguintes informações: Tem este teor a decisão mediante a qual o ministro Ayres Britto, então Vice-Presidente, indeferiu o pedido liminar: Vistos, etc. Cuida-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar, impetrado contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. Acórdão que recusou a nulidade processual arguida na impetração. 2. Pois bem, o impetrante renova, aqui, a tese de absoluta nulidade do processo-crime instaurado contra o paciente. Paciente definitivamente condenado a 5 anos de reclusão por tráfico de substância entorpecente, na forma do artigo 12 da antiga lei de drogas (Lei n 6.368/76). Argumenta a defesa, em síntese, a falta de notificação prévia do acusado para os fins do artigo 38 da Lei n 10.409/2002. O que, ao ver da impetração, acarreta, de forma automática, ou mecânica, violação à garantia constitucional da ampla defesa. Donde o pedido de liminar “a fim de que o paciente seja, incontinenti, colocado em liberdade, e nesta condição aguarde, até que transite em julgado o desfecho da ação penal, uma vez que se trata de questão pacificada no Supremo Tribunal Federal...” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254600. Supremo Tribunal Federal HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) :JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) :ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – O Gabinete prestou as seguintes informações: Tem este teor a decisão mediante a qual o ministro Ayres Britto, então Vice-Presidente, indeferiu o pedido liminar: Vistos, etc. Cuida-se de habeas corpus, aparelhado com pedido de medida liminar, impetrado contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. Acórdão que recusou a nulidade processual arguida na impetração. 2. Pois bem, o impetrante renova, aqui, a tese de absoluta nulidade do processo-crime instaurado contra o paciente. Paciente definitivamente condenado a 5 anos de reclusão por tráfico de substância entorpecente, na forma do artigo 12 da antiga lei de drogas (Lei n 6.368/76). Argumenta a defesa, em síntese, a falta de notificação prévia do acusado para os fins do artigo 38 da Lei n 10.409/2002. O que, ao ver da impetração, acarreta, de forma automática, ou mecânica, violação à garantia constitucional da ampla defesa. Donde o pedido de liminar “a fim de que o paciente seja, incontinenti, colocado em liberdade, e nesta condição aguarde, até que transite em julgado o desfecho da ação penal, uma vez que se trata de questão pacificada no Supremo Tribunal Federal...” Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254600. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório HC 111.825 / SP 3. Ultimado esse breve retrospecto da causa, decido. Fazendo-o, acentuo que o poder de cautela dos magistrados é exercido num juízo prefacial em que se mesclam num mesmo tom a urgência da decisão e a impossibilidade de aprofundamento analítico do caso. Se se prefere, impõe-se aos magistrados condicionar seus provimentos acautelatórios à presença, nos autos, dos requisitos da plausibilidade do direito (fumus boni juris) e do perigo na demora da prestação jurisdicional (periculum in mora), perceptíveis de plano. Requisitos a ser aferidos primo oculi, portanto. Não sendo de se exigir, do julgador, uma aprofundada incursão no mérito do pedido ou na dissecação dos fatos que lhe dão suporte, sob pena de antecipação do próprio conteúdo da decisão definitiva. 4. No caso, não estão configurados os pressupostos autorizadores da medida cautelar requerida. Em primeiro lugar, lembro que a Constituição Federal de 1988, ao cuidar do habeas corpus (inciso LXVIII do artigo 5...), autoriza o respectivo manejo sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. Mas a Constituição não para por aí e arremata o seu discurso normativo pela seguinte forma: por ilegalidade ou abuso de poder. Saltando aos olhos que ilegalidade e abuso de poder não se presumem, pois, aí, a presunção é exatamente inversa. E, nesse caso, ou os autos dão conta de uma vistosa violência indevida, de um cerceio absolutamente antijurídico por abuso de poder ou por ilegalidade, ou do habeas corpus não se pode socorrer o paciente. Ilegalidade ou abuso de poder que não sobressaem do exame prefacial deste processo. Até porque, tal como apontou o acórdão impugnado, “A inobservância do procedimento objeto da Lei n. 10.409/02 não trouxe prejuízo à Defesa; tanto assim é, impende anotar, que contra a decisão de recebimento da denúncia não aparelhou qualquer recurso. Rechaço, assim, com esteio no princípio da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254600. Supremo Tribunal Federal HC 111.825 / SP 3. Ultimado esse breve retrospecto da causa, decido. Fazendo-o, acentuo que o poder de cautela dos magistrados é exercido num juízo prefacial em que se mesclam num mesmo tom a urgência da decisão e a impossibilidade de aprofundamento analítico do caso. Se se prefere, impõe-se aos magistrados condicionar seus provimentos acautelatórios à presença, nos autos, dos requisitos da plausibilidade do direito (fumus boni juris) e do perigo na demora da prestação jurisdicional (periculum in mora), perceptíveis de plano. Requisitos a ser aferidos primo oculi, portanto. Não sendo de se exigir, do julgador, uma aprofundada incursão no mérito do pedido ou na dissecação dos fatos que lhe dão suporte, sob pena de antecipação do próprio conteúdo da decisão definitiva. 4. No caso, não estão configurados os pressupostos autorizadores da medida cautelar requerida. Em primeiro lugar, lembro que a Constituição Federal de 1988, ao cuidar do habeas corpus (inciso LXVIII do artigo 5...), autoriza o respectivo manejo sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção. Mas a Constituição não para por aí e arremata o seu discurso normativo pela seguinte forma: por ilegalidade ou abuso de poder. Saltando aos olhos que ilegalidade e abuso de poder não se presumem, pois, aí, a presunção é exatamente inversa. E, nesse caso, ou os autos dão conta de uma vistosa violência indevida, de um cerceio absolutamente antijurídico por abuso de poder ou por ilegalidade, ou do habeas corpus não se pode socorrer o paciente. Ilegalidade ou abuso de poder que não sobressaem do exame prefacial deste processo. Até porque, tal como apontou o acórdão impugnado, “A inobservância do procedimento objeto da Lei n. 10.409/02 não trouxe prejuízo à Defesa; tanto assim é, impende anotar, que contra a decisão de recebimento da denúncia não aparelhou qualquer recurso. Rechaço, assim, com esteio no princípio da 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254600. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório HC 111.825 / SP instrumentalidade de formas, a prejudicial suscitada...” 5. Por tudo quanto posto, indefiro a liminar requestada. Publique-se. A Procuradoria Geral da República, no parecer, ressalta a máxima segundo a qual somente se declara a nulidade quando houver prejuízo devidamente demonstrado pela parte interessada, o que não teria ocorrido no caso, pois a defesa deixou de suscitar, para esse fim, a suposta inobservância do rito do artigo 38 da Lei n 10.409, de 2002 (Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas)). Assinala haver sido o paciente devidamente assistido por defensor habilitado durante a instrução criminal. Noticia o trânsito em julgado da condenação, para a defesa, em 23 de janeiro de 2008. Opina pelo indeferimento da ordem. O processo encontra-se aparelhado para apreciação de mérito. Lancei visto no processo em 15 de dezembro de 2012, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254600. Supremo Tribunal Federal HC 111.825 / SP instrumentalidade de formas, a prejudicial suscitada...” 5. Por tudo quanto posto, indefiro a liminar requestada. Publique-se. A Procuradoria Geral da República, no parecer, ressalta a máxima segundo a qual somente se declara a nulidade quando houver prejuízo devidamente demonstrado pela parte interessada, o que não teria ocorrido no caso, pois a defesa deixou de suscitar, para esse fim, a suposta inobservância do rito do artigo 38 da Lei n 10.409, de 2002 (Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas)). Assinala haver sido o paciente devidamente assistido por defensor habilitado durante a instrução criminal. Noticia o trânsito em julgado da condenação, para a defesa, em 23 de janeiro de 2008. Opina pelo indeferimento da ordem. O processo encontra-se aparelhado para apreciação de mérito. Lancei visto no processo em 15 de dezembro de 2012, liberando-o para ser julgado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do impetrante. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254600. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo inadequado. Quanto ao tema, tenho consignado: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus – este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254601. Supremo Tribunal Federal HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Este habeas ganha contornos de substitutivo do recurso ordinário constitucional, sendo inadequado. Quanto ao tema, tenho consignado: A Carta Federal encerra como garantia maior essa ação nobre voltada a preservar a liberdade de ir e vir do cidadão – o habeas corpus. Vale dizer, sofrendo alguém ou se achando ameaçado de sofrer violência ou coação à liberdade de locomoção, por ilegalidade ou abuso de poder, cabe manusear o instrumental, fazendo-o no tocante à competência originária de órgão julgador. Em época na qual não havia a sobrecarga de processos hoje notada – praticamente inviabilizando, em tempo hábil, a jurisdição –, passou-se a admitir o denominado habeas substitutivo do recurso ordinário constitucional previsto contra decisão judicial a implicar o indeferimento da ordem. Com isso, atualmente, tanto o Supremo quanto o Superior Tribunal de Justiça estão às voltas com um grande número de habeas corpus – este Tribunal recebeu, no primeiro semestre de 2012, 2.181 habeas e 108 recursos ordinários e aquele, 16.372 habeas e 1.475 recursos ordinários. Raras exceções, não se trata de impetrações passíveis de serem enquadradas como originárias, mas de medidas intentadas a partir de construção jurisprudencial. O Direito é orgânico e dinâmico e contém princípios, expressões e vocábulos com sentido próprio. A definição do alcance da Carta da República há de fazer-se de forma integrativa, mas também considerada a regra de hermenêutica e aplicação do Direito que é a sistemática. O habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea “a”, e 105, inciso II, alínea “a”, tem- Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 111.825 / SP se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira – na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254601. Supremo Tribunal Federal HC 111.825 / SP se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por tribunal superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça, contra ato de tribunal regional federal e de tribunal de justiça. O Direito é avesso a sobreposições e impetrar-se novo habeas, embora para julgamento por tribunal diverso, impugnando pronunciamento em idêntica medida implica inviabilizar, em detrimento de outras situações em que requerida, a jurisdição. Cumpre implementar – visando restabelecer a eficácia dessa ação maior, a valia da Carta Federal no que prevê não o habeas substitutivo, mas o recurso ordinário – a correção de rumos. Consigno que, no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício. Saliento, por último, que, há dois anos, cheguei a propor a edição de verbete de súmula que, no entanto, esbarrou na ausência de precedentes. Deve-se afastar o misoneísmo, a aversão a novas ideias, pouco importando a justificativa plausível destas – no caso, constitucional –, salvando-se, e esta é a expressão própria, o habeas corpus em sua envergadura maior, no que solapado por visão contrária ao princípio do terceiro excluído: uma coisa é ou não é. Entre duas possibilidades contempladas na Lei Fundamental, de modo exaustivo, não simplesmente exemplificativo, não há lugar para uma terceira – na espécie, o inexistente, normativamente, habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, que, ante a prática admitida até aqui, caiu em desuso, tornando quase letra morta os preceitos constitucionais que o versam. É cômodo não interpor o recurso ordinário quando se pode, a qualquer momento e considerado o estágio do processo-crime, buscar-se infirmar decisão há muito proferida, mediante o denominado habeas corpus substitutivo, alcançando- se, com isso, a passagem do tempo, a desaguar, por vezes, na prescrição. A situação não deve continuar, no que já mitigou a 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO HC 111.825 / SP importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. No mais, está-se diante de nulidade absoluta. A ausência de campo para a apresentação de defesa técnica a encerra, valendo notar, não fosse a sentença condenatória, que o prejuízo é ínsito à espécie. Implemento a ordem de ofício para declarar a nulidade do Processo n 050.06.040106-0, da 20... Vara Criminal, no qual condenado o paciente, assentando como termo inicial o estágio em que não foi aberta vista para formalização de defesa técnica. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254601. Supremo Tribunal Federal HC 111.825 / SP importância do habeas corpus e emperrou a máquina judiciária, sendo prejudicados os cidadãos em geral, a cidadania. Rara é a sessão da Turma em que não se examina impetração voltada contra a demora na apreciação de idêntica medida pelo Superior Tribunal de Justiça. No mais, está-se diante de nulidade absoluta. A ausência de campo para a apresentação de defesa técnica a encerra, valendo notar, não fosse a sentença condenatória, que o prejuízo é ínsito à espécie. Implemento a ordem de ofício para declarar a nulidade do Processo n 050.06.040106-0, da 20... Vara Criminal, no qual condenado o paciente, assentando como termo inicial o estágio em que não foi aberta vista para formalização de defesa técnica. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3254601. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Vista 18/12/2012 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VISTA A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, estou fazendo a leitura do parecer, mas tenho dificuldade com a falta: sequer intimado. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Passou batida a necessária abertura de espaço para a defesa prévia. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ele não apresentou defesa prévia, mas depois apresentou as alegações. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A Procuradoria aponta que não haveria prejuízo. Para mim, hoje, o prejuízo está certificado em documento público: a sentença condenatória. Agora, de qualquer forma, em se tratando de nulidade absoluta – e ausência de oportunidade para a defesa a revela –, o prejuízo é ínsito, não depende de demonstração. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Houve um caso anterior - se não me engano, aquele em que a Ministra Rosa pediu vista. Porque o que ocorre? Diferentemente do direito material, no direito processual, como os atos são unidos para um determinado fim, a anulação de um ato acarreta a anulação de outro. Então, a política de nulidade do processo, ela é diferente da política de nulidade do direito material. No direito material, ela diz quando é que um ato é nulo; no direito processual, a lei estabelece quando é que um ato, apesar de ritual, ele tem que ser aproveitado. O quadro de processo penal estabelece momentos de arguição de defeitos. Por isso leva à consideração que, se a parte não alega, aquela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4280397. Supremo Tribunal Federal 18/12/2012 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VISTA A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Senhor Presidente, estou fazendo a leitura do parecer, mas tenho dificuldade com a falta: sequer intimado. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Passou batida a necessária abertura de espaço para a defesa prévia. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Ele não apresentou defesa prévia, mas depois apresentou as alegações. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – A Procuradoria aponta que não haveria prejuízo. Para mim, hoje, o prejuízo está certificado em documento público: a sentença condenatória. Agora, de qualquer forma, em se tratando de nulidade absoluta – e ausência de oportunidade para a defesa a revela –, o prejuízo é ínsito, não depende de demonstração. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Houve um caso anterior - se não me engano, aquele em que a Ministra Rosa pediu vista. Porque o que ocorre? Diferentemente do direito material, no direito processual, como os atos são unidos para um determinado fim, a anulação de um ato acarreta a anulação de outro. Então, a política de nulidade do processo, ela é diferente da política de nulidade do direito material. No direito material, ela diz quando é que um ato é nulo; no direito processual, a lei estabelece quando é que um ato, apesar de ritual, ele tem que ser aproveitado. O quadro de processo penal estabelece momentos de arguição de defeitos. Por isso leva à consideração que, se a parte não alega, aquela Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4280397. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Vista HC 111825 / SP oportunidade torna-se preclusa. Na súmula do Supremo, não anula a defesa ineficiente: "Súmula 523 - No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu". Então, a parte depois ofereceu peças e pôde contrastar com a defesa. Por isso é que se aplica o princípio de que não há nulidade sem prejuízo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Ministro Luiz Fux, também entendo que o processo tem caráter instrumental, que não há nulidade sem prejuízo. Naquele caso, em que pedi vista anteriormente, ali destacou-se a colocação da eminente procuradora, e eu, de fato, quero examinar que não seria propriamente a falta de defesa e, sim, deficiência dela. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Houve debate ali de todas as razões. Porque, a meu ver, a defesa tem de esperar transitar em julgado, para depois vir com habeas corpus. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Por isso que ali, em princípio, não havendo defesa no processo penal, teria que examinar o caso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas defesa prévia? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sendo a nulidade relativa, muito bem, há preclusão; mas sendo absoluta, pode ser articulada a qualquer momento. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas o rito não é aquele rito que depois da... Porque eu, por exemplo, quando trabalhava com a Defensoria, defesa prévia pró-forma, não são detalhes para serem 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4280397. Supremo Tribunal Federal HC 111825 / SP oportunidade torna-se preclusa. Na súmula do Supremo, não anula a defesa ineficiente: "Súmula 523 - No processo penal, a falta de defesa constitui nulidade absoluta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu". Então, a parte depois ofereceu peças e pôde contrastar com a defesa. Por isso é que se aplica o princípio de que não há nulidade sem prejuízo. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Ministro Luiz Fux, também entendo que o processo tem caráter instrumental, que não há nulidade sem prejuízo. Naquele caso, em que pedi vista anteriormente, ali destacou-se a colocação da eminente procuradora, e eu, de fato, quero examinar que não seria propriamente a falta de defesa e, sim, deficiência dela. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Houve debate ali de todas as razões. Porque, a meu ver, a defesa tem de esperar transitar em julgado, para depois vir com habeas corpus. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - Por isso que ali, em princípio, não havendo defesa no processo penal, teria que examinar o caso. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas defesa prévia? O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Sendo a nulidade relativa, muito bem, há preclusão; mas sendo absoluta, pode ser articulada a qualquer momento. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Mas o rito não é aquele rito que depois da... Porque eu, por exemplo, quando trabalhava com a Defensoria, defesa prévia pró-forma, não são detalhes para serem 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4280397. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Vista HC 111825 / SP articulados; arrola-se o rol de testemunhas e.... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Porque o que se continha na lei praticamente geral, a Lei n 10.409/2002, foi transportado para a Lei de Tóxicos, no artigo 55: Art. 55 - Oferecida a denúncia, o juiz ordenará a notificação do acusado para oferecer defesa prévia (...). O paciente não teve essa oportunidade. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - "Ordenará". O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – É a organicidade do Direito. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Conforme pedi vista naquele caso anterior com relação a esse tema, peço vista neste, também, e trago essa questão para debatermos. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Aí traz essa coisa, porque se a gente firmar essa jurisprudência, a defesa vai deixar o processo correr, a decisão vai transitar em julgado, desfavoravelmente, e ela vem, depois de transitado em julgado, com habeas corpus com feição de revisão criminal. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Mas quem claudicou foi o Estado. Deixou de observar forma essencial à valia do ato. O Estado-Juiz tinha que abrir o espaço para a defesa prévia. Não abriu. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4280397. Supremo Tribunal Federal HC 111825 / SP articulados; arrola-se o rol de testemunhas e.... O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Porque o que se continha na lei praticamente geral, a Lei n 10.409/2002, foi transportado para a Lei de Tóxicos, no artigo 55: Art. 55 - Oferecida a denúncia, o juiz ordenará a notificação do acusado para oferecer defesa prévia (...). O paciente não teve essa oportunidade. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER - "Ordenará". O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – É a organicidade do Direito. A SENHORA MINISTRA ROSA WEBER – Conforme pedi vista naquele caso anterior com relação a esse tema, peço vista neste, também, e trago essa questão para debatermos. O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX - Aí traz essa coisa, porque se a gente firmar essa jurisprudência, a defesa vai deixar o processo correr, a decisão vai transitar em julgado, desfavoravelmente, e ela vem, depois de transitado em julgado, com habeas corpus com feição de revisão criminal. O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Mas quem claudicou foi o Estado. Deixou de observar forma essencial à valia do ato. O Estado-Juiz tinha que abrir o espaço para a defesa prévia. Não abriu. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4280397. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Extrato de Ata - 18/12/2012 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.825 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) : ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, pediu vista do processo a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 18.12.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3406960 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.825 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO PACTE.(S) : JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) : ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, pediu vista do processo a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 18.12.2012. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Luiz Fux e Rosa Weber. Compareceu a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a ela vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3406960 Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto Vista 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VOTO VISTA A Senhora Ministra Rosa Weber: Pedi vista para melhor examinar o feito. O paciente foi condenado a pena de cinco anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico de drogas (Processo n 050.06.040106-0, da 20... Vara Criminal da Justiça Estadual de São Paulo). Em síntese, foi preso na posse de 6,4 kg de cocaína. Alega, em síntese, na impetração, nulidade do processo pela falta de observância do procedimento previsto no art. 38 da Lei n 10.409/2002, com oportunização ao acusado de apresentação de defesa preliminar antes do recebimento da denúncia. Prévio habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça (HC 152.596/SP) foi denegado. O eminente Relator, Ministro Marco Aurélio, votou pela extinção do habeas por sua inadequação como substitutivo do recurso, mas acolheu a argumentação, deferindo de ofício a ordem para anular o processo a partir do vício. O artigo 38 da Lei n 10.409/2002 previa, para o crime de tráfico de drogas, o exercício da defesa mesmo antes do recebimento da denúncia. Em outras palavras, o paciente era notificado para apresentar defesa preliminar logo após o oferecimento da denúncia. Assim, o juiz, ao receber a denúncia, já tinha presentes as razões de defesa. Tal procedimento é salutar, possibilitando contraditório prévio ao recebimento da denúncia, o que viabiliza uma decisão judicial melhor instrumentada e, por conseguinte, menos sujeita a erros. Idêntico procedimento encontra-se previsto no vigente art. 55 da Lei n 11.343/2006. A inobservância do procedimento é evidentemente grave e enseja nulidade. Não obstante, entendo que prolatada a sentença e havendo o trânsito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076048. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VOTO VISTA A Senhora Ministra Rosa Weber: Pedi vista para melhor examinar o feito. O paciente foi condenado a pena de cinco anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelo crime de tráfico de drogas (Processo n 050.06.040106-0, da 20... Vara Criminal da Justiça Estadual de São Paulo). Em síntese, foi preso na posse de 6,4 kg de cocaína. Alega, em síntese, na impetração, nulidade do processo pela falta de observância do procedimento previsto no art. 38 da Lei n 10.409/2002, com oportunização ao acusado de apresentação de defesa preliminar antes do recebimento da denúncia. Prévio habeas corpus perante o Superior Tribunal de Justiça (HC 152.596/SP) foi denegado. O eminente Relator, Ministro Marco Aurélio, votou pela extinção do habeas por sua inadequação como substitutivo do recurso, mas acolheu a argumentação, deferindo de ofício a ordem para anular o processo a partir do vício. O artigo 38 da Lei n 10.409/2002 previa, para o crime de tráfico de drogas, o exercício da defesa mesmo antes do recebimento da denúncia. Em outras palavras, o paciente era notificado para apresentar defesa preliminar logo após o oferecimento da denúncia. Assim, o juiz, ao receber a denúncia, já tinha presentes as razões de defesa. Tal procedimento é salutar, possibilitando contraditório prévio ao recebimento da denúncia, o que viabiliza uma decisão judicial melhor instrumentada e, por conseguinte, menos sujeita a erros. Idêntico procedimento encontra-se previsto no vigente art. 55 da Lei n 11.343/2006. A inobservância do procedimento é evidentemente grave e enseja nulidade. Não obstante, entendo que prolatada a sentença e havendo o trânsito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto Vista HC 111825 / SP em julgado, descabe reconhecer o vício pretérito. É que, como visto, o procedimento visa a oportunizar defesa antes do recebimento da denúncia e prevenir equívoco no recebimento. Superada em muito essa fase, com a prolação de sentença e com trânsito em julgado, descabe voltar atrás, não fazendo qualquer sentido o retrocesso. Registro ainda que, posteriormente ao recebimento da denúncia, o acusado foi interrogado, propiciando-se a autodefesa, e foi oportunizada a apresentação de defesa prévia e de alegações finais pela Defesa. Não está claro na documentação relativa à impetração se a defesa prévia foi apresentada, mas consta dos autos a apresentação de hígidas alegações finais defensivas. Então não cabe reconhecer o vício procedimental inicial, quando, posteriormente, foi oportunizada a ampla defesa com meios e recursos a ela inerentes. Oportuno lembrar o princípio geral que rege a matéria, de que, sem prejuízo, não se reconhece nulidade (art. 563 do Código de Processo Penal). Ante o exposto, voto pela extinção do processo sem resolução de mérito, pela inadequação do habeas como substitutivo de recurso ordinário, e, com a vênia do Relator, sem a concessão da ordem de ofício. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076048. Supremo Tribunal Federal HC 111825 / SP em julgado, descabe reconhecer o vício pretérito. É que, como visto, o procedimento visa a oportunizar defesa antes do recebimento da denúncia e prevenir equívoco no recebimento. Superada em muito essa fase, com a prolação de sentença e com trânsito em julgado, descabe voltar atrás, não fazendo qualquer sentido o retrocesso. Registro ainda que, posteriormente ao recebimento da denúncia, o acusado foi interrogado, propiciando-se a autodefesa, e foi oportunizada a apresentação de defesa prévia e de alegações finais pela Defesa. Não está claro na documentação relativa à impetração se a defesa prévia foi apresentada, mas consta dos autos a apresentação de hígidas alegações finais defensivas. Então não cabe reconhecer o vício procedimental inicial, quando, posteriormente, foi oportunizada a ampla defesa com meios e recursos a ela inerentes. Oportuno lembrar o princípio geral que rege a matéria, de que, sem prejuízo, não se reconhece nulidade (art. 563 do Código de Processo Penal). Ante o exposto, voto pela extinção do processo sem resolução de mérito, pela inadequação do habeas como substitutivo de recurso ordinário, e, com a vênia do Relator, sem a concessão da ordem de ofício. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4076048. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: No caso concreto, Senhor Presidente, eu também vou pedir vênia ao Relator para acompanhar a divergência, porque entendo que houve a preclusão. A parte não pode deixar de impugnar um vício processual, esperar transitar em julgado, para, depois, tendo logrado saber qual seria o seu destino, fazer com que o processo volte ao início. Deveria ter apresentado essa alegação logo de imediato. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272849. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI: No caso concreto, Senhor Presidente, eu também vou pedir vênia ao Relator para acompanhar a divergência, porque entendo que houve a preclusão. A parte não pode deixar de impugnar um vício processual, esperar transitar em julgado, para, depois, tendo logrado saber qual seria o seu destino, fazer com que o processo volte ao início. Deveria ter apresentado essa alegação logo de imediato. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4272849. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Confirmação de Voto 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, tendo em conta a matéria nova, que é a alusiva à preclusão, não explorada no meu voto, apenas consigno que se trata de nulidade absoluta, por falta da abertura de oportunidade para apresentação de defesa, presente a imputação. Por isso, mantenho o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3939481. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Presidente, tendo em conta a matéria nova, que é a alusiva à preclusão, não explorada no meu voto, apenas consigno que se trata de nulidade absoluta, por falta da abertura de oportunidade para apresentação de defesa, presente a imputação. Por isso, mantenho o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3939481. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. LUIZ FUX 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu também tive a oportunidade de analisar a decisão do Superior Tribunal de Justiça e entendo que realmente este habeas corpus está fazendo as vezes de uma verdadeira revisão criminal. Peço vênia também. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930865. Supremo Tribunal Federal 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 111.825 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (PRESIDENTE) - Eu também tive a oportunidade de analisar a decisão do Superior Tribunal de Justiça e entendo que realmente este habeas corpus está fazendo as vezes de uma verdadeira revisão criminal. Peço vênia também. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3930865. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Extrato de Ata - 21/05/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.825 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) : ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, pediu vista do processo a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 18.12.2012. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Redatora para o acórdão. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, no sentido da concessão da ordem, de ofício. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912984 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 111.825 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO REDATORA DO ACÓRDÃO : MIN. ROSA WEBER PACTE.(S) : JOSÉ EMÍLIO VIANA MUNOZ IMPTE.(S) : ANTÔNIO ROBERTO BARBOSA COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: Após o voto do Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, que julgava extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedia, de ofício, pediu vista do processo a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. 1... Turma, 18.12.2012. Decisão: Por unanimidade, a Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, nos termos do voto da Senhora Ministra Rosa Weber, Redatora para o acórdão. Por maioria de votos, rejeitou a proposta formulada pelo Senhor Ministro Marco Aurélio, Relator, no sentido da concessão da ordem, de ofício. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 21.5.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3912984 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
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Ementa e Acórdão 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSÉ EBRAM ADV.(A/S) :JOSÉ EBRAM E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODRIGO ZUIN DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - DER/SP ADV.(A/S) :PGE-SP - CÉLIA ALMENDRA RODRIGUES EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCURADORES AUTÁRQUICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO. DIREITO A RECEBER HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA 283/STF. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO. OFENSA MERAMENTE REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055924. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSÉ EBRAM ADV.(A/S) :JOSÉ EBRAM E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODRIGO ZUIN DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - DER/SP ADV.(A/S) :PGE-SP - CÉLIA ALMENDRA RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) “da análise das razões recursais não é possível depreender-se, com clareza, de que forma o acórdão recorrido teria contrariado a Lei das Leis. Logo, deve incidir o óbice da Súmula 284 deste STF” (fl. 378); (b) “subsiste fundamento autônomo suficiente, per se, para a manutenção do acórdão recorrido e que, todavia, não foi atacado pela parte recorrente” (fl. 378). Sustenta o agravante, em suma, que (a) “na razões do recurso extraordinário ficou bem explícito a controvérsia da questão, qual seja, a irredutibilidade dos vencimentos (…)” (fl. 286); (b) “o presente recurso extraordinário abrangeu todos os fundamentos da decisão do Tribunal ‘a quo’” (fl. 387). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055925. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSÉ EBRAM ADV.(A/S) :JOSÉ EBRAM E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODRIGO ZUIN DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - DER/SP ADV.(A/S) :PGE-SP - CÉLIA ALMENDRA RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) “da análise das razões recursais não é possível depreender-se, com clareza, de que forma o acórdão recorrido teria contrariado a Lei das Leis. Logo, deve incidir o óbice da Súmula 284 deste STF” (fl. 378); (b) “subsiste fundamento autônomo suficiente, per se, para a manutenção do acórdão recorrido e que, todavia, não foi atacado pela parte recorrente” (fl. 378). Sustenta o agravante, em suma, que (a) “na razões do recurso extraordinário ficou bem explícito a controvérsia da questão, qual seja, a irredutibilidade dos vencimentos (…)” (fl. 286); (b) “o presente recurso extraordinário abrangeu todos os fundamentos da decisão do Tribunal ‘a quo’” (fl. 387). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055925. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O recurso extraordinário, de fato, não reúne condições de admissibilidade. Com efeito, da análise das razões recursais não é possível depreender-se, com clareza, de que forma o acórdão recorrido teria contrariado a Lei das Leis. Logo, deve incidir o óbice da Súmula 284 desta /STF. Além disso, conseqüência lógica da má formulação recursal, deve recair o óbice da Súmula 283 deste excelso Tribunal. É que subsiste fundamento autônomo suficiente, per se, para a manutenção do acórdão recorrido e que, todavia, não foi atacado pela parte recorrente. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Ressalte-se que, no caso, o Tribunal de origem decidiu que (a) o fato de a legislação que autorizava o recebimento de honorários advocatícios pelos procuradores autárquicos “ser anterior à Constituição de 1988 em nada auxilia a tese do demandante, pois as normas incompatíveis com a Constituição, longe de serem recepcionadas, são revogadas quando conflitantes com a nova ordem constitucional” (fl. 220); e (b) “não há que se falar em direito adquirido, ato jurídico perfeito e irredutibilidade de vencimentos. Estes não podem existir contra preceito expresso da Constituição. E inaceitável é legitimar um sistema remuneratório inconstitucional e irregular pelo decurso do tempo. Frente à Constituição, não se pode opor direitos adquiridos. O pretenso direito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055926. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O recurso extraordinário, de fato, não reúne condições de admissibilidade. Com efeito, da análise das razões recursais não é possível depreender-se, com clareza, de que forma o acórdão recorrido teria contrariado a Lei das Leis. Logo, deve incidir o óbice da Súmula 284 desta /STF. Além disso, conseqüência lógica da má formulação recursal, deve recair o óbice da Súmula 283 deste excelso Tribunal. É que subsiste fundamento autônomo suficiente, per se, para a manutenção do acórdão recorrido e que, todavia, não foi atacado pela parte recorrente. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Ressalte-se que, no caso, o Tribunal de origem decidiu que (a) o fato de a legislação que autorizava o recebimento de honorários advocatícios pelos procuradores autárquicos “ser anterior à Constituição de 1988 em nada auxilia a tese do demandante, pois as normas incompatíveis com a Constituição, longe de serem recepcionadas, são revogadas quando conflitantes com a nova ordem constitucional” (fl. 220); e (b) “não há que se falar em direito adquirido, ato jurídico perfeito e irredutibilidade de vencimentos. Estes não podem existir contra preceito expresso da Constituição. E inaceitável é legitimar um sistema remuneratório inconstitucional e irregular pelo decurso do tempo. Frente à Constituição, não se pode opor direitos adquiridos. O pretenso direito Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 428865 AGR / SP funda-se, com já assinalado, em normas inconstitucionais” (fls. 221/222). A peça recursal, todavia, não se insurge contra esses fundamentos, limitando-se a afirmar que (a) a ADI 1434 declarou inconstitucional o art. 101 da Constituição Estadual por vício formal, e não por vício material; (b) a declaração de inconstitucionalidade do art. 101 da Constituição Estadual (I) possui efeitos ex nunc, não podendo atingir o direito adquirido do recorrente de receber os honorários advocatícios e (II) não implicou a inconstitucionalidade das lei ordinárias que conferiam o direito de receber tais verbas. Desse modo, seja por prescindir de impugnação aos fundamentos do aresto atacado (ensejando a aplicação analógica da Súmula 283 do STF), seja por apresentar razões recursais logicamente dissociadas do julgado recorrido (dando azo à aplicação analógica da Súmula 284 do STF), o recurso extraordinário não é hábil a ensejar a reforma do acórdão proferido pelo Tribunal de origem. 3. Por fim, o recurso indica como violado o art. 5º, XXXVI, da Constituição, alegando inobservância do direito adquirido. Todavia, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, .DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055926. Supremo Tribunal Federal RE 428865 AGR / SP funda-se, com já assinalado, em normas inconstitucionais” (fls. 221/222). A peça recursal, todavia, não se insurge contra esses fundamentos, limitando-se a afirmar que (a) a ADI 1434 declarou inconstitucional o art. 101 da Constituição Estadual por vício formal, e não por vício material; (b) a declaração de inconstitucionalidade do art. 101 da Constituição Estadual (I) possui efeitos ex nunc, não podendo atingir o direito adquirido do recorrente de receber os honorários advocatícios e (II) não implicou a inconstitucionalidade das lei ordinárias que conferiam o direito de receber tais verbas. Desse modo, seja por prescindir de impugnação aos fundamentos do aresto atacado (ensejando a aplicação analógica da Súmula 283 do STF), seja por apresentar razões recursais logicamente dissociadas do julgado recorrido (dando azo à aplicação analógica da Súmula 284 do STF), o recurso extraordinário não é hábil a ensejar a reforma do acórdão proferido pelo Tribunal de origem. 3. Por fim, o recurso indica como violado o art. 5º, XXXVI, da Constituição, alegando inobservância do direito adquirido. Todavia, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, .DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JOSÉ EBRAM ADV.(A/S) : JOSÉ EBRAM E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODRIGO ZUIN DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - DER/SP ADV.(A/S) : PGE-SP - CÉLIA ALMENDRA RODRIGUES Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105827 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JOSÉ EBRAM ADV.(A/S) : JOSÉ EBRAM E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODRIGO ZUIN DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - DER/SP ADV.(A/S) : PGE-SP - CÉLIA ALMENDRA RODRIGUES Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105827 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4106994
2013-06-18T00:00:00
2013-07-01T00:00:00
Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCURADORES AUTÁRQUICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO. DIREITO A RECEBER HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA 283/STF. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/STF. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO. OFENSA MERAMENTE REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur235216
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) AI 796905 AgR (1ªT), AI 622814 AgR (1ªT), ARE 642062 AgR (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 15/07/2013, TBC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
428865
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00036 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 428865 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSÉ EBRAM ADV.(A/S) : JOSÉ EBRAM E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODRIGO ZUIN DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - DER/SP ADV.(A/S) : PGE-SP - CÉLIA ALMENDRA RODRIGUES
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSÉ EBRAM ADV.(A/S) :JOSÉ EBRAM E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODRIGO ZUIN DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - DER/SP ADV.(A/S) :PGE-SP - CÉLIA ALMENDRA RODRIGUES EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. PROCURADORES AUTÁRQUICOS DO ESTADO DE SÃO PAULO. DIREITO A RECEBER HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. FUNDAMENTO SUFICIENTE INATACADO. SÚMULA 283/Supremo Tribunal Federal. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. VIOLAÇÃO AO DIREITO ADQUIRIDO. OFENSA MERAMENTE REFLEXA À CONSTITUIÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055924. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSÉ EBRAM ADV.(A/S) :JOSÉ EBRAM E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODRIGO ZUIN DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - DER/SP ADV.(A/S) :PGE-SP - CÉLIA ALMENDRA RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) “da análise das razões recursais não é possível depreender-se, com clareza, de que forma o acórdão recorrido teria contrariado a Lei das Leis. Logo, deve incidir o óbice da Súmula 284 deste Supremo Tribunal Federal” (fl. 378); (b) “subsiste fundamento autônomo suficiente, per se, para a manutenção do acórdão recorrido e que, todavia, não foi atacado pela parte recorrente” (fl. 378). Sustenta o agravante, em suma, que (a) “na razões do recurso extraordinário ficou bem explícito a controvérsia da questão, qual seja, a irredutibilidade dos vencimentos (…)” (fl. 286); (b) “o presente recurso extraordinário abrangeu todos os fundamentos da decisão do Tribunal ‘a quo’” (fl. 387). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055925. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JOSÉ EBRAM ADV.(A/S) :JOSÉ EBRAM E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :RODRIGO ZUIN DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - DER/SP ADV.(A/S) :PGE-SP - CÉLIA ALMENDRA RODRIGUES R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) “da análise das razões recursais não é possível depreender-se, com clareza, de que forma o acórdão recorrido teria contrariado a Lei das Leis. Logo, deve incidir o óbice da Súmula 284 deste Supremo Tribunal Federal” (fl. 378); (b) “subsiste fundamento autônomo suficiente, per se, para a manutenção do acórdão recorrido e que, todavia, não foi atacado pela parte recorrente” (fl. 378). Sustenta o agravante, em suma, que (a) “na razões do recurso extraordinário ficou bem explícito a controvérsia da questão, qual seja, a irredutibilidade dos vencimentos (…)” (fl. 286); (b) “o presente recurso extraordinário abrangeu todos os fundamentos da decisão do Tribunal ‘a quo’” (fl. 387). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055925. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O recurso extraordinário, de fato, não reúne condições de admissibilidade. Com efeito, da análise das razões recursais não é possível depreender-se, com clareza, de que forma o acórdão recorrido teria contrariado a Lei das Leis. Logo, deve incidir o óbice da Súmula 284 desta /Supremo Tribunal Federal. Além disso, conseqüência lógica da má formulação recursal, deve recair o óbice da Súmula 283 deste excelso Tribunal. É que subsiste fundamento autônomo suficiente, per se, para a manutenção do acórdão recorrido e que, todavia, não foi atacado pela parte recorrente. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Ressalte-se que, no caso, o Tribunal de origem decidiu que (a) o fato de a legislação que autorizava o recebimento de honorários advocatícios pelos procuradores autárquicos “ser anterior à Constituição de 1988 em nada auxilia a tese do demandante, pois as normas incompatíveis com a Constituição, longe de serem recepcionadas, são revogadas quando conflitantes com a nova ordem constitucional” (fl. 220); e (b) “não há que se falar em direito adquirido, ato jurídico perfeito e irredutibilidade de vencimentos. Estes não podem existir contra preceito expresso da Constituição. E inaceitável é legitimar um sistema remuneratório inconstitucional e irregular pelo decurso do tempo. Frente à Constituição, não se pode opor direitos adquiridos. O pretenso direito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055926. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada é do seguinte teor: O recurso extraordinário, de fato, não reúne condições de admissibilidade. Com efeito, da análise das razões recursais não é possível depreender-se, com clareza, de que forma o acórdão recorrido teria contrariado a Lei das Leis. Logo, deve incidir o óbice da Súmula 284 desta /Supremo Tribunal Federal. Além disso, conseqüência lógica da má formulação recursal, deve recair o óbice da Súmula 283 deste excelso Tribunal. É que subsiste fundamento autônomo suficiente, per se, para a manutenção do acórdão recorrido e que, todavia, não foi atacado pela parte recorrente. O agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada. 2. Ressalte-se que, no caso, o Tribunal de origem decidiu que (a) o fato de a legislação que autorizava o recebimento de honorários advocatícios pelos procuradores autárquicos “ser anterior à Constituição de 1988 em nada auxilia a tese do demandante, pois as normas incompatíveis com a Constituição, longe de serem recepcionadas, são revogadas quando conflitantes com a nova ordem constitucional” (fl. 220); e (b) “não há que se falar em direito adquirido, ato jurídico perfeito e irredutibilidade de vencimentos. Estes não podem existir contra preceito expresso da Constituição. E inaceitável é legitimar um sistema remuneratório inconstitucional e irregular pelo decurso do tempo. Frente à Constituição, não se pode opor direitos adquiridos. O pretenso direito Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 428865 AGR / SP funda-se, com já assinalado, em normas inconstitucionais” (fls. 221/222). A peça recursal, todavia, não se insurge contra esses fundamentos, limitando-se a afirmar que (a) a ADI 1434 declarou inconstitucional o art. 101 da Constituição Estadual por vício formal, e não por vício material; (b) a declaração de inconstitucionalidade do art. 101 da Constituição Estadual (I) possui efeitos ex nunc, não podendo atingir o direito adquirido do recorrente de receber os honorários advocatícios e (II) não implicou a inconstitucionalidade das lei ordinárias que conferiam o direito de receber tais verbas. Desse modo, seja por prescindir de impugnação aos fundamentos do aresto atacado (ensejando a aplicação analógica da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal), seja por apresentar razões recursais logicamente dissociadas do julgado recorrido (dando azo à aplicação analógica da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal), o recurso extraordinário não é hábil a ensejar a reforma do acórdão proferido pelo Tribunal de origem. 3. Por fim, o recurso indica como violado o art. 5..., XXXVI, da Constituição, alegando inobservância do direito adquirido. Todavia, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, .DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055926. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 428865 AGR / SP funda-se, com já assinalado, em normas inconstitucionais” (fls. 221/222). A peça recursal, todavia, não se insurge contra esses fundamentos, limitando-se a afirmar que (a) a ADI 1434 declarou inconstitucional o art. 101 da Constituição Estadual por vício formal, e não por vício material; (b) a declaração de inconstitucionalidade do art. 101 da Constituição Estadual (I) possui efeitos ex nunc, não podendo atingir o direito adquirido do recorrente de receber os honorários advocatícios e (II) não implicou a inconstitucionalidade das lei ordinárias que conferiam o direito de receber tais verbas. Desse modo, seja por prescindir de impugnação aos fundamentos do aresto atacado (ensejando a aplicação analógica da Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal), seja por apresentar razões recursais logicamente dissociadas do julgado recorrido (dando azo à aplicação analógica da Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal), o recurso extraordinário não é hábil a ensejar a reforma do acórdão proferido pelo Tribunal de origem. 3. Por fim, o recurso indica como violado o art. 5..., XXXVI, da Constituição, alegando inobservância do direito adquirido. Todavia, conforme reiterada jurisprudência desta Corte, é inviável a apreciação em recurso extraordinário de alegada violação ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada ou aos princípios da legalidade, do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal que, por não prescindir do exame de normas infraconstitucionais, se houvesse, seria meramente indireta ou reflexa. Nesse sentido: AI 796.905 AgR, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, .DJe de 21/05/2012; AI 622.814 AgR, Rel. Min. DIAS TOFFOLI, Primeira Turma, DJe de 08/03/2012; ARE 642.062 AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, DJe de 19/08/2011. 4. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055926. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JOSÉ EBRAM ADV.(A/S) : JOSÉ EBRAM E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODRIGO ZUIN DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - DER/SP ADV.(A/S) : PGE-SP - CÉLIA ALMENDRA RODRIGUES Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105827 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428.865 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JOSÉ EBRAM ADV.(A/S) : JOSÉ EBRAM E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : RODRIGO ZUIN DE CARVALHO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : DEPARTAMENTO DE ESTRADAS DE RODAGEM DO ESTADO DE SÃO PAULO - DER/SP ADV.(A/S) : PGE-SP - CÉLIA ALMENDRA RODRIGUES Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105827 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428 . 865", "SÚMULA 283 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428 . 865", "Súmula 284 deste Supremo Tribunal Federal", "RECURSO", "Súmula 284 deste Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428 . 865", "Súmula 284 desta / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428 . 865", "Súmula 284 desta / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 428865 AGR / SP", "ADI 1434", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "AI 796 . 905 AgR", "AI 622 . 814 AgR", "ARE 642 . 062 AgR", "Recurso Extraordinário 428865 AGR / SP", "ADI 1434", "Súmula 283 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 do Supremo Tribunal Federal", "AI 796 . 905 AgR", "AI 622 . 814 AgR", "ARE 642 . 062 AgR", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 428 . 865" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei das Leis", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 TOCANTINS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS ADV.(A/S) :PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO QUALIFICADO E QUADRILHA ARMADA (ARTS. 157, § 2º, I E II, E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CP). DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. IMPOSSIBILIDADE DE ADMITIR-SE O HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. PRECEDENTES. NULIDADES. MATÉRIAS NÃO CONHECIDAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HIPÓTESE DE NÃO CABIMENTO DE NOVO WRIT NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, POR FALTAR- LHE COMPETÊNCIA PARA O JULGAMENTO. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. FALTA DE PROVAS PARA A CONDENAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME NO WRIT. LIMITAÇÃO INERENTE À VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de revisão criminal, notadamente quando há ausência de ilegalidade flagrante em condenação com trânsito em julgado. 2. A reavaliação das provas que conduziram à condenação trânsita não pode ser engendrada na via estreita do habeas corpus. 3. In casu, a) o paciente fora condenado pelo Juízo Federal da 1ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Tocantins à pena de 12 (doze) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa, pela prática dos crimes de roubo circunstanciado (CP, art. 157, § 2º, I e II), e de quadrilha armada (CP, art. 288, § único), na forma do art. 69 do Código Penal. b) A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região negou provimento à apelação interposta pela defesa. Contra essa decisão, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266091. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 111412 AGR / TO a defesa interpôs recurso especial, inadmitido por intempestividade, e agravo de instrumento, cujo provimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça. O trânsito em julgado ocorreu em 17.10.2007. 4. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que não se conhece, em habeas corpus, de questões que não foram apreciadas nas instâncias inferiores (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Dje 22.5/2009; HC 97.761/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 11.12.2009; HC 79.551/SP, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ 20.10.2000; HC 73.390/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; HC 81.115/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 5. A estreita via do habeas corpus não comporta o revolvimento do conjunto fático-probatório acostado aos autos. 6. In casu, o Agravante postula a apreciação da alegada falta de provas para a condenação, o que implicaria o reexame dos fatos e provas, pretensão inidônea em sede de habeas corpus. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266091. Supremo Tribunal Federal HC 111412 AGR / TO a defesa interpôs recurso especial, inadmitido por intempestividade, e agravo de instrumento, cujo provimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça. O trânsito em julgado ocorreu em 17.10.2007. 4. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que não se conhece, em habeas corpus, de questões que não foram apreciadas nas instâncias inferiores (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Dje 22.5/2009; HC 97.761/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 11.12.2009; HC 79.551/SP, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ 20.10.2000; HC 73.390/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; HC 81.115/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 5. A estreita via do habeas corpus não comporta o revolvimento do conjunto fático-probatório acostado aos autos. 6. In casu, o Agravante postula a apreciação da alegada falta de provas para a condenação, o que implicaria o reexame dos fatos e provas, pretensão inidônea em sede de habeas corpus. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 TOCANTINS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS ADV.(A/S) :PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Pedro Paulo Guerra de Medeiros em favor de Waldene Souza Soares contra decisão de minha lavra, assim ementada: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO QUALIFICADO E QUADRILHA ARMADA (ARTS. 157, § 2º, I E II, E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CP). NULIDADES. MATÉRIAS NÃO CONHECIDAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HIPÓTESE DE NÃO CABIMENTO DE NOVO WRIT NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, POR FALTAR-LHE COMPETÊNCIA PARA O JULGAMENTO. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. FALTA DE PROVAS PARA A CONDENAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME NO WRIT. LIMITAÇÃO INERENTE À VIA ELEITA. AUSÊNCIA FUMUS BONI JURIS. LIMINAR INDEFERIDA. Noticiam os autos que o paciente fora condenado pelo Juízo Federal da 1ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Tocantins à pena de 12 (doze) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa, pela prática dos crimes de roubo circunstanciado (CP, art. 157, § 2º, I e II), e de quadrilha armada (CP, art. 288, § único), na forma do art. 69 do Código Penal. Interposta apelação, a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266092. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 TOCANTINS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS ADV.(A/S) :PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Pedro Paulo Guerra de Medeiros em favor de Waldene Souza Soares contra decisão de minha lavra, assim ementada: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO QUALIFICADO E QUADRILHA ARMADA (ARTS. 157, § 2º, I E II, E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CP). NULIDADES. MATÉRIAS NÃO CONHECIDAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HIPÓTESE DE NÃO CABIMENTO DE NOVO WRIT NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, POR FALTAR-LHE COMPETÊNCIA PARA O JULGAMENTO. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. FALTA DE PROVAS PARA A CONDENAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME NO WRIT. LIMITAÇÃO INERENTE À VIA ELEITA. AUSÊNCIA FUMUS BONI JURIS. LIMINAR INDEFERIDA. Noticiam os autos que o paciente fora condenado pelo Juízo Federal da 1ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Tocantins à pena de 12 (doze) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa, pela prática dos crimes de roubo circunstanciado (CP, art. 157, § 2º, I e II), e de quadrilha armada (CP, art. 288, § único), na forma do art. 69 do Código Penal. Interposta apelação, a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266092. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 111412 AGR / TO da 1ª Região negou provimento ao recurso. Contra essa decisão, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido por intempestividade, e agravo de instrumento, cujo provimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça. O trânsito em julgado ocorreu em 17.10.2007. A defesa, então, impetrou habeas corpus perante o TRF da 1ª Região e o STJ. A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região não conheceu do habeas corpus, ao passo que o STJ, conhecendo parcialmente do writ, denegou a ordem. Foram opostos embargos declaratórios, mas estes não alteraram o resultado do julgamento. Sobreveio novo habeas corpus perante o Supremo Tribunal Federal, cuja liminar foi indeferida monocraticamente nos termos supra. Daí o presente agravo regimental. Em síntese, requer o Agravante a reconsideração da decisão agravada ou, subsidiariamente, pelo conhecimento e provimento do agravo regimental, com vistas a determinar ao Superior Tribunal de Justiça que conheça do writ impetrado e seu consequente exame de mérito. Afirma que a matéria foi integralmente submetida ao Tribunal a quo, não sendo legítimas as restrições ao uso do habeas corpus no afã de diminuir o volume de demandas nos tribunais. Em seu parecer, o Ministério Público Federal, a despeito de tratar-se de agravo regimental, manifestou-se acerca do próprio habeas corpus. Nesse particular, opinou pelo parcial conhecimento do writ e, no mérito, pela sua denegação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266092. Supremo Tribunal Federal HC 111412 AGR / TO da 1ª Região negou provimento ao recurso. Contra essa decisão, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido por intempestividade, e agravo de instrumento, cujo provimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça. O trânsito em julgado ocorreu em 17.10.2007. A defesa, então, impetrou habeas corpus perante o TRF da 1ª Região e o STJ. A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região não conheceu do habeas corpus, ao passo que o STJ, conhecendo parcialmente do writ, denegou a ordem. Foram opostos embargos declaratórios, mas estes não alteraram o resultado do julgamento. Sobreveio novo habeas corpus perante o Supremo Tribunal Federal, cuja liminar foi indeferida monocraticamente nos termos supra. Daí o presente agravo regimental. Em síntese, requer o Agravante a reconsideração da decisão agravada ou, subsidiariamente, pelo conhecimento e provimento do agravo regimental, com vistas a determinar ao Superior Tribunal de Justiça que conheça do writ impetrado e seu consequente exame de mérito. Afirma que a matéria foi integralmente submetida ao Tribunal a quo, não sendo legítimas as restrições ao uso do habeas corpus no afã de diminuir o volume de demandas nos tribunais. Em seu parecer, o Ministério Público Federal, a despeito de tratar-se de agravo regimental, manifestou-se acerca do próprio habeas corpus. Nesse particular, opinou pelo parcial conhecimento do writ e, no mérito, pela sua denegação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266092. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 TOCANTINS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, conquanto não tenha assentado na decisão agravada, o habeas corpus que ensejou a interposição do presente agravo regimental é incabível, porquanto impetrado em face de decisão judicial passada em julgado (em 17.10.2007). Na linha da jurisprudência iterativa desta, o habeas corpus, em que pese ser remédio constitucional de largo espectro, não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal, notadamente quando ausente ilegalidade manifesta à liberdade ambulatorial do paciente em condenação criminal transitada em julgado. (Precedentes: (RHC nº 116204/DF Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 02.05.2013; HC nº 115609/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 01.04.2013 HC nº 198.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 09.8.2011). No tocante ao agravo, verifico que o Agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar a decisão ora agravada, apenas repisando a tese de que a matéria foi integralmente submetida ao Tribunal a quo, não sendo legítimas as restrições ao uso do habeas corpus no afã de diminuir o volume de demandas nos tribunais. Deveras, a apreciação das nulidades apontadas pelo Agravante consubstanciaria indevida supressão de instância, o que não é admitido pela jurisprudência remansosa deste Supremo Tribunal Federal. Como minuciosamente examinado no decisum atacada, as nulidades apontadas não foram apreciadas pelo Superior Tribunal de Justiça, que delas não conheceu, porquanto não examinadas pelo Tribunal de origem. Confiram-se o trecho da ementa que assim revela, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 TOCANTINS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, conquanto não tenha assentado na decisão agravada, o habeas corpus que ensejou a interposição do presente agravo regimental é incabível, porquanto impetrado em face de decisão judicial passada em julgado (em 17.10.2007). Na linha da jurisprudência iterativa desta, o habeas corpus, em que pese ser remédio constitucional de largo espectro, não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal, notadamente quando ausente ilegalidade manifesta à liberdade ambulatorial do paciente em condenação criminal transitada em julgado. (Precedentes: (RHC nº 116204/DF Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 02.05.2013; HC nº 115609/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 01.04.2013 HC nº 198.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 09.8.2011). No tocante ao agravo, verifico que o Agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar a decisão ora agravada, apenas repisando a tese de que a matéria foi integralmente submetida ao Tribunal a quo, não sendo legítimas as restrições ao uso do habeas corpus no afã de diminuir o volume de demandas nos tribunais. Deveras, a apreciação das nulidades apontadas pelo Agravante consubstanciaria indevida supressão de instância, o que não é admitido pela jurisprudência remansosa deste Supremo Tribunal Federal. Como minuciosamente examinado no decisum atacada, as nulidades apontadas não foram apreciadas pelo Superior Tribunal de Justiça, que delas não conheceu, porquanto não examinadas pelo Tribunal de origem. Confiram-se o trecho da ementa que assim revela, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111412 AGR / TO [...] 2. As demais matérias suscitadas não foram examinadas pelo Tribunal de origem, o que impede a sua análise, agora, pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Mesmo a tese de falta de defesa técnica, que justificaria o fato de não terem sido arguidas as supostas nulidades no momento oportuno, deve ser submetida, inicialmente, ao Tribunal de origem, ainda que em sede de revisão criminal, se for o caso. 4. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegado. [...] O conhecimento deste writ, sem que o Tribunal estadual e o Superior Tribunal de Justiça tenham julgado a matéria, implicaria dupla supressão de instância. Nesse sentido, os seguintes julgados: HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. QUESTÕES NÃO CONHECIDAS PELO STJ. AUTORIDADE COATORA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA DO STF. NEGATIVA AO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE FUNDAMENTADA. PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO. INSTRUÇÃO CRIMINAL ENCERRADA. EXCESSO DE PRAZO PREJUDICADO. ORDEM DENEGADA. 1. O Superior Tribunal de Justiça não se manifestou acerca do regime prisional imposto ao paciente no que concerne ao crime de tráfico de drogas e da possibilidade de aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 22, § 4º, da Lei 11.343/06. 2. No que diz respeito aos temas não abordados pela Corte Superior, a autoridade coatora é o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Com efeito, não compete a esta Suprema Corte conhecer dessas matérias, sob pena de supressão de instância. Precedentes. 3. A proibição ao direito de o paciente recorrer em liberdade foi devidamente fundamentada. Ademais, o paciente foi preso em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Supremo Tribunal Federal HC 111412 AGR / TO [...] 2. As demais matérias suscitadas não foram examinadas pelo Tribunal de origem, o que impede a sua análise, agora, pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Mesmo a tese de falta de defesa técnica, que justificaria o fato de não terem sido arguidas as supostas nulidades no momento oportuno, deve ser submetida, inicialmente, ao Tribunal de origem, ainda que em sede de revisão criminal, se for o caso. 4. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegado. [...] O conhecimento deste writ, sem que o Tribunal estadual e o Superior Tribunal de Justiça tenham julgado a matéria, implicaria dupla supressão de instância. Nesse sentido, os seguintes julgados: HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. QUESTÕES NÃO CONHECIDAS PELO STJ. AUTORIDADE COATORA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA DO STF. NEGATIVA AO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE FUNDAMENTADA. PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO. INSTRUÇÃO CRIMINAL ENCERRADA. EXCESSO DE PRAZO PREJUDICADO. ORDEM DENEGADA. 1. O Superior Tribunal de Justiça não se manifestou acerca do regime prisional imposto ao paciente no que concerne ao crime de tráfico de drogas e da possibilidade de aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 22, § 4º, da Lei 11.343/06. 2. No que diz respeito aos temas não abordados pela Corte Superior, a autoridade coatora é o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Com efeito, não compete a esta Suprema Corte conhecer dessas matérias, sob pena de supressão de instância. Precedentes. 3. A proibição ao direito de o paciente recorrer em liberdade foi devidamente fundamentada. Ademais, o paciente foi preso em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111412 AGR / TO flagrante e permaneceu preso durante toda a instrução criminal. 4. A alegação de excesso de prazo fica prejudicada pelo fim da instrução penal e pela prolação de sentença condenatória. Precedentes. 5. Writ conhecido em parte e denegado. (HC 100595/SP, Relatora Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, julgado em 22/2/2011, DJ de 9/3/2011). HABEAS CORPUS. PEDIDO DE LIBERDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. O impetrante, embora também tenha requerido a liberdade do paciente, não apresentou qualquer fundamento para tanto. Simplesmente fez o pedido. Além disso, o STJ não se manifestou sobre a questão. Portanto, não há como o habeas corpus ser conhecido nesse ponto, sob pena de supressão de instância. Quanto ao pedido de fixação do regime prisional aberto ou semi-aberto, o TJSP, ao impor o regime fechado, considerou o fato de o paciente ser, de acordo com a sentença, multi-reincidente. Tal fundamento está em harmonia com o disposto nas alíneas b e c do § 2º do art. 33 do Código Penal, segundo as quais tanto o regime aberto, quanto o semi-aberto são reservados aos réus não reincidentes. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado. (HC 100616 / SP - Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, Julgamento em 08/02/2011, DJ de 14/3/2011). EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE COMUTAÇÃO DE PENA. JUÍZO DE ORIGEM. APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE SEU EXAME PELO STF SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXCESSO DE IMPETRAÇÕES NA CORTE SUPERIOR PENDENTES DE JULGAMENTO. FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO QUE SE MOSTRA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Supremo Tribunal Federal HC 111412 AGR / TO flagrante e permaneceu preso durante toda a instrução criminal. 4. A alegação de excesso de prazo fica prejudicada pelo fim da instrução penal e pela prolação de sentença condenatória. Precedentes. 5. Writ conhecido em parte e denegado. (HC 100595/SP, Relatora Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, julgado em 22/2/2011, DJ de 9/3/2011). HABEAS CORPUS. PEDIDO DE LIBERDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. O impetrante, embora também tenha requerido a liberdade do paciente, não apresentou qualquer fundamento para tanto. Simplesmente fez o pedido. Além disso, o STJ não se manifestou sobre a questão. Portanto, não há como o habeas corpus ser conhecido nesse ponto, sob pena de supressão de instância. Quanto ao pedido de fixação do regime prisional aberto ou semi-aberto, o TJSP, ao impor o regime fechado, considerou o fato de o paciente ser, de acordo com a sentença, multi-reincidente. Tal fundamento está em harmonia com o disposto nas alíneas b e c do § 2º do art. 33 do Código Penal, segundo as quais tanto o regime aberto, quanto o semi-aberto são reservados aos réus não reincidentes. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado. (HC 100616 / SP - Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, Julgamento em 08/02/2011, DJ de 14/3/2011). EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE COMUTAÇÃO DE PENA. JUÍZO DE ORIGEM. APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE SEU EXAME PELO STF SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXCESSO DE IMPETRAÇÕES NA CORTE SUPERIOR PENDENTES DE JULGAMENTO. FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO QUE SE MOSTRA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111412 AGR / TO COMPREENSÍVEL. APOSENTADORIA DO RELATOR DOS FEITOS MANEJADOS EM FAVOR DO PACIENTE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DETERMINAR SUA REDISTRIBUIÇÃO. I O pedido de comutação da pena não pode ser conhecido, uma vez que esta questão não foi sequer analisada pelo juízo de origem. Seu exame por esta Suprema Corte implicaria indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal. II O excesso de trabalho que assoberba o STJ permite a flexibilização, em alguma medida, do princípio constitucional da razoável duração do processo. Precedentes. III - A concessão da ordem para determinar o julgamento do writ na Corte a quo poderia redundar na injustiça de determinar-se que a impetração manejada em favor do paciente seja colocada em posição privilegiada com relação a de outros jurisdicionados. IV Ordem concedida de ofício para determinar a redistribuição dos habeas corpus manejados no STJ em favor do paciente, em razão da aposentadoria do então Relator. (HC 103835/SP Relator: Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, Julgamento em 14/12/2010, DJ de 8/2/2011). EMENTA: Habeas corpus . Homicídio. Prisão ordenada independentemente de trânsito em julgado. Superveniência do trânsito em julgado. Writ prejudicado. Fixação de regime inicialmente fechado. Questão não submetida ao crivo do STJ. Supressão de instância. Habeas corpus não conhecido. 1. Prejudicialidade do writ impetrado perante Tribunal Superior fundada em decisão liminar, precária e efêmera, obtida pelo paciente perante esta Suprema Corte inocorrente. 2. Superveniência de trânsito em julgado da decisão condenatória, a ensejar o reconhecimento da prejudicialidade de ambas as impetrações. 3. A questão relativa à propriedade do regime prisional imposto ao paciente pela decisão condenatória não foi submetida ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, não se admitindo a apreciação do tema por esta Suprema Corte, de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Supremo Tribunal Federal HC 111412 AGR / TO COMPREENSÍVEL. APOSENTADORIA DO RELATOR DOS FEITOS MANEJADOS EM FAVOR DO PACIENTE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DETERMINAR SUA REDISTRIBUIÇÃO. I O pedido de comutação da pena não pode ser conhecido, uma vez que esta questão não foi sequer analisada pelo juízo de origem. Seu exame por esta Suprema Corte implicaria indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de competência do STF descritos no art. 102 da Constituição Federal. II O excesso de trabalho que assoberba o STJ permite a flexibilização, em alguma medida, do princípio constitucional da razoável duração do processo. Precedentes. III - A concessão da ordem para determinar o julgamento do writ na Corte a quo poderia redundar na injustiça de determinar-se que a impetração manejada em favor do paciente seja colocada em posição privilegiada com relação a de outros jurisdicionados. IV Ordem concedida de ofício para determinar a redistribuição dos habeas corpus manejados no STJ em favor do paciente, em razão da aposentadoria do então Relator. (HC 103835/SP Relator: Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, Julgamento em 14/12/2010, DJ de 8/2/2011). EMENTA: Habeas corpus . Homicídio. Prisão ordenada independentemente de trânsito em julgado. Superveniência do trânsito em julgado. Writ prejudicado. Fixação de regime inicialmente fechado. Questão não submetida ao crivo do STJ. Supressão de instância. Habeas corpus não conhecido. 1. Prejudicialidade do writ impetrado perante Tribunal Superior fundada em decisão liminar, precária e efêmera, obtida pelo paciente perante esta Suprema Corte inocorrente. 2. Superveniência de trânsito em julgado da decisão condenatória, a ensejar o reconhecimento da prejudicialidade de ambas as impetrações. 3. A questão relativa à propriedade do regime prisional imposto ao paciente pela decisão condenatória não foi submetida ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, não se admitindo a apreciação do tema por esta Suprema Corte, de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111412 AGR / TO forma originária, sob pena de configurar verdadeira supressão de instância. Precedentes. 4. Writ não conhecido. (HC 98616/SP, Relator: Min. DIAS TOFFOLI, Órgão Julgador: Primeira Turma, Julgamento em 14/12/2010). Quanto à matéria conhecida pelo STJ (alegada falta de provas para a condenação), nota-se a mesma limitação que levou àquela Corte a denegar o habeas corpus, qual seja, a impossibilidade de reexaminar fatos e provas na via estreita do writ, faz-se presente nesta sede, afastando, também sob este aspecto, a probabilidade de êxito da impetração (fumus boni juris). Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Supremo Tribunal Federal HC 111412 AGR / TO forma originária, sob pena de configurar verdadeira supressão de instância. Precedentes. 4. Writ não conhecido. (HC 98616/SP, Relator: Min. DIAS TOFFOLI, Órgão Julgador: Primeira Turma, Julgamento em 14/12/2010). Quanto à matéria conhecida pelo STJ (alegada falta de provas para a condenação), nota-se a mesma limitação que levou àquela Corte a denegar o habeas corpus, qual seja, a impossibilidade de reexaminar fatos e provas na via estreita do writ, faz-se presente nesta sede, afastando, também sob este aspecto, a probabilidade de êxito da impetração (fumus boni juris). Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS ADV.(A/S) : PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306841 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS ADV.(A/S) : PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306841 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4318405
2013-06-25T00:00:00
2013-08-14T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO QUALIFICADO E QUADRILHA ARMADA (ARTS. 157, § 2º, I E II, E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO CP). DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. IMPOSSIBILIDADE DE ADMITIR-SE O HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. PRECEDENTES. NULIDADES. MATÉRIAS NÃO CONHECIDAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HIPÓTESE DE NÃO CABIMENTO DE NOVO WRIT NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, POR FALTAR-LHE COMPETÊNCIA PARA O JULGAMENTO. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. FALTA DE PROVAS PARA A CONDENAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME NO WRIT. LIMITAÇÃO INERENTE À VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de revisão criminal, notadamente quando há ausência de ilegalidade flagrante em condenação com trânsito em julgado. 2. A reavaliação das provas que conduziram à condenação trânsita não pode ser engendrada na via estreita do habeas corpus. 3. In casu, a) o paciente fora condenado pelo Juízo Federal da 1ª Vara da Seção Judiciária do Estado do Tocantins à pena de 12 (doze) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa, pela prática dos crimes de roubo circunstanciado (CP, art. 157, § 2º, I e II), e de quadrilha armada (CP, art. 288, § único), na forma do art. 69 do Código Penal. b) A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região negou provimento à apelação interposta pela defesa. Contra essa decisão, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido por intempestividade, e agravo de instrumento, cujo provimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça. O trânsito em julgado ocorreu em 17.10.2007. 4. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que não se conhece, em habeas corpus, de questões que não foram apreciadas nas instâncias inferiores (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Dje 22.5/2009; HC 97.761/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 11.12.2009; HC 79.551/SP, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ 20.10.2000; HC 73.390/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; HC 81.115/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 5. A estreita via do habeas corpus não comporta o revolvimento do conjunto fático-probatório acostado aos autos. 6. In casu, o Agravante postula a apreciação da alegada falta de provas para a condenação, o que implicaria o reexame dos fatos e provas, pretensão inidônea em sede de habeas corpus. 7. Agravo regimental desprovido.
sjur238450
- Acórdão(s) citado(s): ("HABEAS CORPUS", SUCEDÂNEO, REVISÃO CRIMINAL) RHC 116204 (2ªT), HC 115609 (2ªT). ("HABEAS CORPUS", DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 100595 (2ªT), HC 100616 (2ªT), HC 103835 (1ªT), HC 98616 (1ªT), HC 93904 (2ªT), HC 97761 (2ªT), HC 79551 (1ªT), HC 73390, HC 81115 (1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 29/08/2013, BMB.
LUIZ FUX
Primeira Turma
111412
[ "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\n ART-00157 PAR-00002 INC-00001 INC-00002 \n ART-00288 PAR-ÚNICO\n CP-1940 CÓDIGO PENAL" ]
HC-AgR
acordaos
HC 111412 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS ADV.(A/S) : PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 TOCANTINS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS ADV.(A/S) :PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. ROUBO QUALIFICADO E QUADRILHA ARMADA (ARTS. 157, § 2..., I E II, E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código Penal Brasileiro). DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM JULGADO. IMPOSSIBILIDADE DE ADMITIR-SE O HABEAS CORPUS COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. PRECEDENTES. NULIDADES. MATÉRIAS NÃO CONHECIDAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HIPÓTESE DE NÃO CABIMENTO DE NOVO WRIT NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, POR FALTAR- LHE COMPETÊNCIA PARA O JULGAMENTO. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. FALTA DE PROVAS PARA A CONDENAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME NO WRIT. LIMITAÇÃO INERENTE À VIA ELEITA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. O habeas corpus não pode ser manejado como sucedâneo de revisão criminal, notadamente quando há ausência de ilegalidade flagrante em condenação com trânsito em julgado. 2. A reavaliação das provas que conduziram à condenação trânsita não pode ser engendrada na via estreita do habeas corpus. 3. In casu, a) o paciente fora condenado pelo Juízo Federal da 1... Vara da Seção Judiciária do Estado do Tocantins à pena de 12 (doze) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa, pela prática dos crimes de roubo circunstanciado (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 2..., I e II), e de quadrilha armada (Código Penal Brasileiro, art. 288, § único), na forma do art. 69 do Código Penal. b) A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1... Região negou provimento à apelação interposta pela defesa. Contra essa decisão, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266091. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão HC 111412 AGR / TO a defesa interpôs recurso especial, inadmitido por intempestividade, e agravo de instrumento, cujo provimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça. O trânsito em julgado ocorreu em 17.10.2007. 4. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que não se conhece, em habeas corpus, de questões que não foram apreciadas nas instâncias inferiores (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Dje 22.5/2009; HC 97.761/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 11.12.2009; HC 79.551/SP, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ 20.10.2000; HC 73.390/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; HC 81.115/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 5. A estreita via do habeas corpus não comporta o revolvimento do conjunto fático-probatório acostado aos autos. 6. In casu, o Agravante postula a apreciação da alegada falta de provas para a condenação, o que implicaria o reexame dos fatos e provas, pretensão inidônea em sede de habeas corpus. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266091. Supremo Tribunal Federal HC 111412 AGR / TO a defesa interpôs recurso especial, inadmitido por intempestividade, e agravo de instrumento, cujo provimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça. O trânsito em julgado ocorreu em 17.10.2007. 4. A jurisprudência desta Suprema Corte é firme no sentido de que não se conhece, em habeas corpus, de questões que não foram apreciadas nas instâncias inferiores (HC 93.904/RS, Rel. Min. Cezar Peluso, Dje 22.5/2009; HC 97.761/RJ, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 11.12.2009; HC 79.551/SP, Rel. Min. Nelson Jobim, DJ 20.10.2000; HC 73.390/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; HC 81.115/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão, DJ 14.12.2001). 5. A estreita via do habeas corpus não comporta o revolvimento do conjunto fático-probatório acostado aos autos. 6. In casu, o Agravante postula a apreciação da alegada falta de provas para a condenação, o que implicaria o reexame dos fatos e provas, pretensão inidônea em sede de habeas corpus. 7. Agravo regimental desprovido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266091. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 TOCANTINS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS ADV.(A/S) :PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Pedro Paulo Guerra de Medeiros em favor de Waldene Souza Soares contra decisão de minha lavra, assim ementada: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO QUALIFICADO E QUADRILHA ARMADA (ARTS. 157, § 2..., I E II, E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código Penal Brasileiro). NULIDADES. MATÉRIAS NÃO CONHECIDAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HIPÓTESE DE NÃO CABIMENTO DE NOVO WRIT NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, POR FALTAR-LHE COMPETÊNCIA PARA O JULGAMENTO. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. FALTA DE PROVAS PARA A CONDENAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME NO WRIT. LIMITAÇÃO INERENTE À VIA ELEITA. AUSÊNCIA FUMUS BONI JURIS. LIMINAR INDEFERIDA. Noticiam os autos que o paciente fora condenado pelo Juízo Federal da 1... Vara da Seção Judiciária do Estado do Tocantins à pena de 12 (doze) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa, pela prática dos crimes de roubo circunstanciado (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 2..., I e II), e de quadrilha armada (Código Penal Brasileiro, art. 288, § único), na forma do art. 69 do Código Penal. Interposta apelação, a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266092. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 TOCANTINS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS ADV.(A/S) :PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS AGDO.(A/S) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por Pedro Paulo Guerra de Medeiros em favor de Waldene Souza Soares contra decisão de minha lavra, assim ementada: DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ROUBO QUALIFICADO E QUADRILHA ARMADA (ARTS. 157, § 2..., I E II, E 288, PARÁGRAFO ÚNICO, DO Código Penal Brasileiro). NULIDADES. MATÉRIAS NÃO CONHECIDAS PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. HIPÓTESE DE NÃO CABIMENTO DE NOVO WRIT NO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, POR FALTAR-LHE COMPETÊNCIA PARA O JULGAMENTO. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. FALTA DE PROVAS PARA A CONDENAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE EXAME NO WRIT. LIMITAÇÃO INERENTE À VIA ELEITA. AUSÊNCIA FUMUS BONI JURIS. LIMINAR INDEFERIDA. Noticiam os autos que o paciente fora condenado pelo Juízo Federal da 1... Vara da Seção Judiciária do Estado do Tocantins à pena de 12 (doze) anos e 8 (oito) meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de multa, pela prática dos crimes de roubo circunstanciado (Código Penal Brasileiro, art. 157, § 2..., I e II), e de quadrilha armada (Código Penal Brasileiro, art. 288, § único), na forma do art. 69 do Código Penal. Interposta apelação, a Terceira Turma do Tribunal Regional Federal Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266092. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório HC 111412 AGR / TO da 1... Região negou provimento ao recurso. Contra essa decisão, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido por intempestividade, e agravo de instrumento, cujo provimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça. O trânsito em julgado ocorreu em 17.10.2007. A defesa, então, impetrou habeas corpus perante o TRF da 1... Região e o Superior Tribunal de Justiça. A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1... Região não conheceu do habeas corpus, ao passo que o Superior Tribunal de Justiça, conhecendo parcialmente do writ, denegou a ordem. Foram opostos embargos declaratórios, mas estes não alteraram o resultado do julgamento. Sobreveio novo habeas corpus perante o Supremo Tribunal Federal, cuja liminar foi indeferida monocraticamente nos termos supra. Daí o presente agravo regimental. Em síntese, requer o Agravante a reconsideração da decisão agravada ou, subsidiariamente, pelo conhecimento e provimento do agravo regimental, com vistas a determinar ao Superior Tribunal de Justiça que conheça do writ impetrado e seu consequente exame de mérito. Afirma que a matéria foi integralmente submetida ao Tribunal a quo, não sendo legítimas as restrições ao uso do habeas corpus no afã de diminuir o volume de demandas nos tribunais. Em seu parecer, o Ministério Público Federal, a despeito de tratar-se de agravo regimental, manifestou-se acerca do próprio habeas corpus. Nesse particular, opinou pelo parcial conhecimento do writ e, no mérito, pela sua denegação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266092. Supremo Tribunal Federal HC 111412 AGR / TO da 1... Região negou provimento ao recurso. Contra essa decisão, a defesa interpôs recurso especial, inadmitido por intempestividade, e agravo de instrumento, cujo provimento foi negado pelo Superior Tribunal de Justiça. O trânsito em julgado ocorreu em 17.10.2007. A defesa, então, impetrou habeas corpus perante o TRF da 1... Região e o Superior Tribunal de Justiça. A Terceira Turma do Tribunal Regional Federal da 1... Região não conheceu do habeas corpus, ao passo que o Superior Tribunal de Justiça, conhecendo parcialmente do writ, denegou a ordem. Foram opostos embargos declaratórios, mas estes não alteraram o resultado do julgamento. Sobreveio novo habeas corpus perante o Supremo Tribunal Federal, cuja liminar foi indeferida monocraticamente nos termos supra. Daí o presente agravo regimental. Em síntese, requer o Agravante a reconsideração da decisão agravada ou, subsidiariamente, pelo conhecimento e provimento do agravo regimental, com vistas a determinar ao Superior Tribunal de Justiça que conheça do writ impetrado e seu consequente exame de mérito. Afirma que a matéria foi integralmente submetida ao Tribunal a quo, não sendo legítimas as restrições ao uso do habeas corpus no afã de diminuir o volume de demandas nos tribunais. Em seu parecer, o Ministério Público Federal, a despeito de tratar-se de agravo regimental, manifestou-se acerca do próprio habeas corpus. Nesse particular, opinou pelo parcial conhecimento do writ e, no mérito, pela sua denegação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266092. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 TOCANTINS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, conquanto não tenha assentado na decisão agravada, o habeas corpus que ensejou a interposição do presente agravo regimental é incabível, porquanto impetrado em face de decisão judicial passada em julgado (em 17.10.2007). Na linha da jurisprudência iterativa desta, o habeas corpus, em que pese ser remédio constitucional de largo espectro, não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal, notadamente quando ausente ilegalidade manifesta à liberdade ambulatorial do paciente em condenação criminal transitada em julgado. (Precedentes: (RHC n 116204/DF Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 02.05.2013; HC n 115609/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 01.04.2013 HC n 198.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 09.8.2011). No tocante ao agravo, verifico que o Agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar a decisão ora agravada, apenas repisando a tese de que a matéria foi integralmente submetida ao Tribunal a quo, não sendo legítimas as restrições ao uso do habeas corpus no afã de diminuir o volume de demandas nos tribunais. Deveras, a apreciação das nulidades apontadas pelo Agravante consubstanciaria indevida supressão de instância, o que não é admitido pela jurisprudência remansosa deste Supremo Tribunal Federal. Como minuciosamente examinado no decisum atacada, as nulidades apontadas não foram apreciadas pelo Superior Tribunal de Justiça, que delas não conheceu, porquanto não examinadas pelo Tribunal de origem. Confiram-se o trecho da ementa que assim revela, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 TOCANTINS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Ab initio, conquanto não tenha assentado na decisão agravada, o habeas corpus que ensejou a interposição do presente agravo regimental é incabível, porquanto impetrado em face de decisão judicial passada em julgado (em 17.10.2007). Na linha da jurisprudência iterativa desta, o habeas corpus, em que pese ser remédio constitucional de largo espectro, não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal, notadamente quando ausente ilegalidade manifesta à liberdade ambulatorial do paciente em condenação criminal transitada em julgado. (Precedentes: (RHC n 116204/DF Rel. Min. Cármen Lúcia, Segunda Turma, Dje 02.05.2013; HC n 115609/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Segunda Turma, Dje 01.04.2013 HC n 198.778/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, Dje 09.8.2011). No tocante ao agravo, verifico que o Agravante não trouxe novos argumentos capazes de infirmar a decisão ora agravada, apenas repisando a tese de que a matéria foi integralmente submetida ao Tribunal a quo, não sendo legítimas as restrições ao uso do habeas corpus no afã de diminuir o volume de demandas nos tribunais. Deveras, a apreciação das nulidades apontadas pelo Agravante consubstanciaria indevida supressão de instância, o que não é admitido pela jurisprudência remansosa deste Supremo Tribunal Federal. Como minuciosamente examinado no decisum atacada, as nulidades apontadas não foram apreciadas pelo Superior Tribunal de Justiça, que delas não conheceu, porquanto não examinadas pelo Tribunal de origem. Confiram-se o trecho da ementa que assim revela, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111412 AGR / TO [...] 2. As demais matérias suscitadas não foram examinadas pelo Tribunal de origem, o que impede a sua análise, agora, pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Mesmo a tese de falta de defesa técnica, que justificaria o fato de não terem sido arguidas as supostas nulidades no momento oportuno, deve ser submetida, inicialmente, ao Tribunal de origem, ainda que em sede de revisão criminal, se for o caso. 4. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegado. [...] O conhecimento deste writ, sem que o Tribunal estadual e o Superior Tribunal de Justiça tenham julgado a matéria, implicaria dupla supressão de instância. Nesse sentido, os seguintes julgados: HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. QUESTÕES NÃO CONHECIDAS PELO Superior Tribunal de Justiça. AUTORIDADE COATORA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA AO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE FUNDAMENTADA. PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO. INSTRUÇÃO CRIMINAL ENCERRADA. EXCESSO DE PRAZO PREJUDICADO. ORDEM DENEGADA. 1. O Superior Tribunal de Justiça não se manifestou acerca do regime prisional imposto ao paciente no que concerne ao crime de tráfico de drogas e da possibilidade de aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 22, § 4..., da Lei 11.343/06. 2. No que diz respeito aos temas não abordados pela Corte Superior, a autoridade coatora é o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Com efeito, não compete a esta Suprema Corte conhecer dessas matérias, sob pena de supressão de instância. Precedentes. 3. A proibição ao direito de o paciente recorrer em liberdade foi devidamente fundamentada. Ademais, o paciente foi preso em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Supremo Tribunal Federal HC 111412 AGR / TO [...] 2. As demais matérias suscitadas não foram examinadas pelo Tribunal de origem, o que impede a sua análise, agora, pelo Superior Tribunal de Justiça, sob pena de indevida supressão de instância. 3. Mesmo a tese de falta de defesa técnica, que justificaria o fato de não terem sido arguidas as supostas nulidades no momento oportuno, deve ser submetida, inicialmente, ao Tribunal de origem, ainda que em sede de revisão criminal, se for o caso. 4. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa extensão, denegado. [...] O conhecimento deste writ, sem que o Tribunal estadual e o Superior Tribunal de Justiça tenham julgado a matéria, implicaria dupla supressão de instância. Nesse sentido, os seguintes julgados: HABEAS CORPUS. DIREITO PENAL E PROCESSUAL PENAL. QUESTÕES NÃO CONHECIDAS PELO Superior Tribunal de Justiça. AUTORIDADE COATORA. TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INCOMPETÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. NEGATIVA AO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE FUNDAMENTADA. PRISÃO ANTES DO TRÂNSITO EM JULGADO. INSTRUÇÃO CRIMINAL ENCERRADA. EXCESSO DE PRAZO PREJUDICADO. ORDEM DENEGADA. 1. O Superior Tribunal de Justiça não se manifestou acerca do regime prisional imposto ao paciente no que concerne ao crime de tráfico de drogas e da possibilidade de aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. 22, § 4..., da Lei 11.343/06. 2. No que diz respeito aos temas não abordados pela Corte Superior, a autoridade coatora é o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Com efeito, não compete a esta Suprema Corte conhecer dessas matérias, sob pena de supressão de instância. Precedentes. 3. A proibição ao direito de o paciente recorrer em liberdade foi devidamente fundamentada. Ademais, o paciente foi preso em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111412 AGR / TO flagrante e permaneceu preso durante toda a instrução criminal. 4. A alegação de excesso de prazo fica prejudicada pelo fim da instrução penal e pela prolação de sentença condenatória. Precedentes. 5. Writ conhecido em parte e denegado. (HC 100595/SP, Relatora Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, julgado em 22/2/2011, DJ de 9/3/2011). HABEAS CORPUS. PEDIDO DE LIBERDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. O impetrante, embora também tenha requerido a liberdade do paciente, não apresentou qualquer fundamento para tanto. Simplesmente fez o pedido. Além disso, o Superior Tribunal de Justiça não se manifestou sobre a questão. Portanto, não há como o habeas corpus ser conhecido nesse ponto, sob pena de supressão de instância. Quanto ao pedido de fixação do regime prisional aberto ou semi-aberto, o TJSP, ao impor o regime fechado, considerou o fato de o paciente ser, de acordo com a sentença, multi-reincidente. Tal fundamento está em harmonia com o disposto nas alíneas b e c do § 2... do art. 33 do Código Penal, segundo as quais tanto o regime aberto, quanto o semi-aberto são reservados aos réus não reincidentes. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado. (HC 100616 / SP - Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, Julgamento em 08/02/2011, DJ de 14/3/2011). EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE COMUTAÇÃO DE PENA. JUÍZO DE ORIGEM. APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE SEU EXAME PELO Supremo Tribunal Federal SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXCESSO DE IMPETRAÇÕES NA CORTE SUPERIOR PENDENTES DE JULGAMENTO. FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO QUE SE MOSTRA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Supremo Tribunal Federal HC 111412 AGR / TO flagrante e permaneceu preso durante toda a instrução criminal. 4. A alegação de excesso de prazo fica prejudicada pelo fim da instrução penal e pela prolação de sentença condenatória. Precedentes. 5. Writ conhecido em parte e denegado. (HC 100595/SP, Relatora Min. ELLEN GRACIE, Segunda Turma, julgado em 22/2/2011, DJ de 9/3/2011). HABEAS CORPUS. PEDIDO DE LIBERDADE. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. REINCIDÊNCIA. REGIME FECHADO. POSSIBILIDADE. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E, NESSA PARTE, DENEGADA. O impetrante, embora também tenha requerido a liberdade do paciente, não apresentou qualquer fundamento para tanto. Simplesmente fez o pedido. Além disso, o Superior Tribunal de Justiça não se manifestou sobre a questão. Portanto, não há como o habeas corpus ser conhecido nesse ponto, sob pena de supressão de instância. Quanto ao pedido de fixação do regime prisional aberto ou semi-aberto, o TJSP, ao impor o regime fechado, considerou o fato de o paciente ser, de acordo com a sentença, multi-reincidente. Tal fundamento está em harmonia com o disposto nas alíneas b e c do § 2... do art. 33 do Código Penal, segundo as quais tanto o regime aberto, quanto o semi-aberto são reservados aos réus não reincidentes. Habeas corpus parcialmente conhecido e, nessa parte, denegado. (HC 100616 / SP - Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, Julgamento em 08/02/2011, DJ de 14/3/2011). EMENTA: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. PEDIDO DE COMUTAÇÃO DE PENA. JUÍZO DE ORIGEM. APRECIAÇÃO. AUSÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE DE SEU EXAME PELO Supremo Tribunal Federal SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIAS. ALEGAÇÃO DE DEMORA NO JULGAMENTO DO MÉRITO DE WRIT PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. EXCESSO DE IMPETRAÇÕES NA CORTE SUPERIOR PENDENTES DE JULGAMENTO. FLEXIBILIZAÇÃO DO PRINCÍPIO CONSTITUCIONAL DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO QUE SE MOSTRA 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111412 AGR / TO COMPREENSÍVEL. APOSENTADORIA DO RELATOR DOS FEITOS MANEJADOS EM FAVOR DO PACIENTE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DETERMINAR SUA REDISTRIBUIÇÃO. I O pedido de comutação da pena não pode ser conhecido, uma vez que esta questão não foi sequer analisada pelo juízo de origem. Seu exame por esta Suprema Corte implicaria indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal. II O excesso de trabalho que assoberba o Superior Tribunal de Justiça permite a flexibilização, em alguma medida, do princípio constitucional da razoável duração do processo. Precedentes. III - A concessão da ordem para determinar o julgamento do writ na Corte a quo poderia redundar na injustiça de determinar-se que a impetração manejada em favor do paciente seja colocada em posição privilegiada com relação a de outros jurisdicionados. IV Ordem concedida de ofício para determinar a redistribuição dos habeas corpus manejados no Superior Tribunal de Justiça em favor do paciente, em razão da aposentadoria do então Relator. (HC 103835/SP Relator: Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, Julgamento em 14/12/2010, DJ de 8/2/2011). EMENTA: Habeas corpus . Homicídio. Prisão ordenada independentemente de trânsito em julgado. Superveniência do trânsito em julgado. Writ prejudicado. Fixação de regime inicialmente fechado. Questão não submetida ao crivo do Superior Tribunal de Justiça. Supressão de instância. Habeas corpus não conhecido. 1. Prejudicialidade do writ impetrado perante Tribunal Superior fundada em decisão liminar, precária e efêmera, obtida pelo paciente perante esta Suprema Corte inocorrente. 2. Superveniência de trânsito em julgado da decisão condenatória, a ensejar o reconhecimento da prejudicialidade de ambas as impetrações. 3. A questão relativa à propriedade do regime prisional imposto ao paciente pela decisão condenatória não foi submetida ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, não se admitindo a apreciação do tema por esta Suprema Corte, de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Supremo Tribunal Federal HC 111412 AGR / TO COMPREENSÍVEL. APOSENTADORIA DO RELATOR DOS FEITOS MANEJADOS EM FAVOR DO PACIENTE. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO PARA DETERMINAR SUA REDISTRIBUIÇÃO. I O pedido de comutação da pena não pode ser conhecido, uma vez que esta questão não foi sequer analisada pelo juízo de origem. Seu exame por esta Suprema Corte implicaria indevida supressão de instância e extravasamento dos limites de competência do Supremo Tribunal Federal descritos no art. 102 da Constituição Federal. II O excesso de trabalho que assoberba o Superior Tribunal de Justiça permite a flexibilização, em alguma medida, do princípio constitucional da razoável duração do processo. Precedentes. III - A concessão da ordem para determinar o julgamento do writ na Corte a quo poderia redundar na injustiça de determinar-se que a impetração manejada em favor do paciente seja colocada em posição privilegiada com relação a de outros jurisdicionados. IV Ordem concedida de ofício para determinar a redistribuição dos habeas corpus manejados no Superior Tribunal de Justiça em favor do paciente, em razão da aposentadoria do então Relator. (HC 103835/SP Relator: Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Primeira Turma, Julgamento em 14/12/2010, DJ de 8/2/2011). EMENTA: Habeas corpus . Homicídio. Prisão ordenada independentemente de trânsito em julgado. Superveniência do trânsito em julgado. Writ prejudicado. Fixação de regime inicialmente fechado. Questão não submetida ao crivo do Superior Tribunal de Justiça. Supressão de instância. Habeas corpus não conhecido. 1. Prejudicialidade do writ impetrado perante Tribunal Superior fundada em decisão liminar, precária e efêmera, obtida pelo paciente perante esta Suprema Corte inocorrente. 2. Superveniência de trânsito em julgado da decisão condenatória, a ensejar o reconhecimento da prejudicialidade de ambas as impetrações. 3. A questão relativa à propriedade do regime prisional imposto ao paciente pela decisão condenatória não foi submetida ao crivo do Superior Tribunal de Justiça, não se admitindo a apreciação do tema por esta Suprema Corte, de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX HC 111412 AGR / TO forma originária, sob pena de configurar verdadeira supressão de instância. Precedentes. 4. Writ não conhecido. (HC 98616/SP, Relator: Min. DIAS TOFFOLI, Órgão Julgador: Primeira Turma, Julgamento em 14/12/2010). Quanto à matéria conhecida pelo Superior Tribunal de Justiça (alegada falta de provas para a condenação), nota-se a mesma limitação que levou àquela Corte a denegar o habeas corpus, qual seja, a impossibilidade de reexaminar fatos e provas na via estreita do writ, faz-se presente nesta sede, afastando, também sob este aspecto, a probabilidade de êxito da impetração (fumus boni juris). Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Supremo Tribunal Federal HC 111412 AGR / TO forma originária, sob pena de configurar verdadeira supressão de instância. Precedentes. 4. Writ não conhecido. (HC 98616/SP, Relator: Min. DIAS TOFFOLI, Órgão Julgador: Primeira Turma, Julgamento em 14/12/2010). Quanto à matéria conhecida pelo Superior Tribunal de Justiça (alegada falta de provas para a condenação), nota-se a mesma limitação que levou àquela Corte a denegar o habeas corpus, qual seja, a impossibilidade de reexaminar fatos e provas na via estreita do writ, faz-se presente nesta sede, afastando, também sob este aspecto, a probabilidade de êxito da impetração (fumus boni juris). Ante o exposto, nego provimento ao presente agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266093. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS ADV.(A/S) : PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306841 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 111.412 PROCED. : TOCANTINS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS ADV.(A/S) : PEDRO PAULO GUERRA DE MEDEIROS AGDO.(A/S) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306841 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO ADV.(A/S) :JOÃO PAULO HECKER DA SILVA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :ABNER TAVARES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS MENDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :GERVISON MARCOS MELÃO MONTEIRO ADV.(A/S) :CLÁUDIO HENRIQUE GOUVÊA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :VALTER CARMONA ADV.(A/S) :MARIA MIRTES GISOLFI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ADERSON PROCÓPIO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ CLOVES DA SILVA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :JOSÉ FERREIRA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FÁTIMA CRISTINA PIRES MIRANDA EMENTA Agravos regimentais no recurso extraordinário. Matéria constitucional devidamente prequestionada. Não ocorrência de reapreciação dos fatos e das provas dos autos. Legitimidade ativa do Ministério Público evidenciada, bem como adequação da via eleita. Acórdão recorrido que não contém fundamentos infraconstitucionais, a afastar a incidência da Súmula nº 283 da Corte. Precedentes. 1. A norma constitucional apontada como violada foi devidamente prequestionada no acórdão recorrido e o fundamento do recurso extraordinário foi unicamente de direito, prescindindo a sua apreciação da análise dos fatos e das provas dos autos. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que o Ministério Público detém legitimidade para o ajuizamento de ação civil pública que tenha por objeto a declaração incidental de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399880. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RE 471946 AGR / SP inconstitucionalidade de ato normativo. 3. O acórdão regional tomou por fundamento exclusivo norma constitucional, a afastar a incidência no caso da Súmula nº 283 da Corte. 4. Agravos regimentais não providos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399880. Supremo Tribunal Federal RE 471946 AGR / SP inconstitucionalidade de ato normativo. 3. O acórdão regional tomou por fundamento exclusivo norma constitucional, a afastar a incidência no caso da Súmula nº 283 da Corte. 4. Agravos regimentais não providos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO ADV.(A/S) :JOÃO PAULO HECKER DA SILVA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :ABNER TAVARES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS MENDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :GERVISON MARCOS MELÃO MONTEIRO ADV.(A/S) :CLÁUDIO HENRIQUE GOUVÊA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :VALTER CARMONA ADV.(A/S) :MARIA MIRTES GISOLFI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ADERSON PROCÓPIO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ CLOVES DA SILVA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :JOSÉ FERREIRA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FÁTIMA CRISTINA PIRES MIRANDA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Câmara Municipal de São Bernardo do Campo e Abner Tavares e outros interpõem tempestivos agravos regimentais (fls. 5089 a 5099 e 5120 a 5135, respectivamente) contra a decisão em que dei provimento ao recurso extraordinário (fls. 5066 a 5072), com a seguinte fundamentação: “DECISÃO Vistos. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO interpõe recurso extraordinário (folhas 4902 a 4906) contra acórdão proferido pela Sexta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO ADV.(A/S) :JOÃO PAULO HECKER DA SILVA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :ABNER TAVARES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS MENDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :GERVISON MARCOS MELÃO MONTEIRO ADV.(A/S) :CLÁUDIO HENRIQUE GOUVÊA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :VALTER CARMONA ADV.(A/S) :MARIA MIRTES GISOLFI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ADERSON PROCÓPIO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ CLOVES DA SILVA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :JOSÉ FERREIRA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FÁTIMA CRISTINA PIRES MIRANDA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Câmara Municipal de São Bernardo do Campo e Abner Tavares e outros interpõem tempestivos agravos regimentais (fls. 5089 a 5099 e 5120 a 5135, respectivamente) contra a decisão em que dei provimento ao recurso extraordinário (fls. 5066 a 5072), com a seguinte fundamentação: “DECISÃO Vistos. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO interpõe recurso extraordinário (folhas 4902 a 4906) contra acórdão proferido pela Sexta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RE 471946 AGR / SP ‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA – Declaração de nulidade dos atos de nomeação de Secretários Parlamentares, com fundamento nas Resoluções 1.507/97, 1.513/98 e Lei Municipal 4.700/99 – Declaração incidental de inconstitucionalidade – Extinção do processo – Sentença mantida – Recurso desprovido’ (folha 4892). Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea a do permissivo constitucional, contra suposta violação aos artigos 5º, inciso XXXV e 129, inciso III, da Constituição Federal, consubstanciada pelo reconhecimento da inadequação da ação civil pública que ajuizou contra a Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, para o fim então postulado. Depois de apresentadas contrarrazões (folhas 4944 a 4963 e 4965 a 4982), o recurso foi admitido na origem (folhas 5014 a 5019), subindo os autos a esta Suprema Corte. Ao recurso especial paralelamente interposto, foi negado processamento, por meio de decisão que não foi objeto de agravo (folha 5023). Por fim, a douta Procuradoria-Geral da República, em seu parecer, opinou, preliminarmente, pelo não conhecimento do recurso e, se acaso conhecido, pelo seu provimento (folhas 5037 a 5042). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão da apelação foi publicado em 1/3/05, conforme expresso na certidão de folha 4900, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Quanto ao mais, tem-se que o presente recurso está fundamentado em supostas violações a duas normas constitucionais, e com relação a uma delas (aquela do artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal), forçoso se mostra reconhecer que não foi objeto do necessário prequestionamento, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal RE 471946 AGR / SP ‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA – Declaração de nulidade dos atos de nomeação de Secretários Parlamentares, com fundamento nas Resoluções 1.507/97, 1.513/98 e Lei Municipal 4.700/99 – Declaração incidental de inconstitucionalidade – Extinção do processo – Sentença mantida – Recurso desprovido’ (folha 4892). Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea a do permissivo constitucional, contra suposta violação aos artigos 5º, inciso XXXV e 129, inciso III, da Constituição Federal, consubstanciada pelo reconhecimento da inadequação da ação civil pública que ajuizou contra a Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, para o fim então postulado. Depois de apresentadas contrarrazões (folhas 4944 a 4963 e 4965 a 4982), o recurso foi admitido na origem (folhas 5014 a 5019), subindo os autos a esta Suprema Corte. Ao recurso especial paralelamente interposto, foi negado processamento, por meio de decisão que não foi objeto de agravo (folha 5023). Por fim, a douta Procuradoria-Geral da República, em seu parecer, opinou, preliminarmente, pelo não conhecimento do recurso e, se acaso conhecido, pelo seu provimento (folhas 5037 a 5042). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão da apelação foi publicado em 1/3/05, conforme expresso na certidão de folha 4900, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Quanto ao mais, tem-se que o presente recurso está fundamentado em supostas violações a duas normas constitucionais, e com relação a uma delas (aquela do artigo 5º, inciso XXXV, da Constituição Federal), forçoso se mostra reconhecer que não foi objeto do necessário prequestionamento, 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RE 471946 AGR / SP vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de origem não cuidou explicitamente dessa norma, não tendo sido, ademais, interpostos embargos de declaração, para sanar essa eventual omissão. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Contudo, diferente é a hipótese, no que tange à norma do artigo 129, inciso III, da Constituição Federal. E isso porque o acórdão ora recorrido debateu expressamente a questão, in verbis: A Constituição Federal legitima o Ministério Público à promoção da ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos (art. 129, III). A respeito, preleciona Hely Lopes Meirelles: ‘A Constituição Federal (art. 129, II), atribuiu ao Ministério Público, como função institucional, a promoção de inquérito civil e de ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. (...) O STF entendeu que o Ministério Público não tem legitimação ativa para propor ação civil pública que verse sobre tributos. Esse entendimento foi consagrado pela MP 1.984, que estendeu a ilegitimidade do Ministério Público para veicular pretensões relativas a contribuição previdenciária, FGTS e outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários possam ser individualmente determinados.’ Quanto à inadequação do meio, mais uma vez recorremos ao eminente jurista: ‘A ação civil pública não é forma paralela de declaração de inconstitucionalidade: Acresce que, em várias oportunidades, a ação civil pública tem sido utilizada pelos juízes singulares como verdadeiro substituto da ação direta de inconstitucionalidade, com a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal RE 471946 AGR / SP vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de origem não cuidou explicitamente dessa norma, não tendo sido, ademais, interpostos embargos de declaração, para sanar essa eventual omissão. Incidem na espécie as Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. Contudo, diferente é a hipótese, no que tange à norma do artigo 129, inciso III, da Constituição Federal. E isso porque o acórdão ora recorrido debateu expressamente a questão, in verbis: A Constituição Federal legitima o Ministério Público à promoção da ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos (art. 129, III). A respeito, preleciona Hely Lopes Meirelles: ‘A Constituição Federal (art. 129, II), atribuiu ao Ministério Público, como função institucional, a promoção de inquérito civil e de ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. (...) O STF entendeu que o Ministério Público não tem legitimação ativa para propor ação civil pública que verse sobre tributos. Esse entendimento foi consagrado pela MP 1.984, que estendeu a ilegitimidade do Ministério Público para veicular pretensões relativas a contribuição previdenciária, FGTS e outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários possam ser individualmente determinados.’ Quanto à inadequação do meio, mais uma vez recorremos ao eminente jurista: ‘A ação civil pública não é forma paralela de declaração de inconstitucionalidade: Acresce que, em várias oportunidades, a ação civil pública tem sido utilizada pelos juízes singulares como verdadeiro substituto da ação direta de inconstitucionalidade, com a 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RE 471946 AGR / SP diferença de ser a competência para o seu julgamento do STF, como manda a Constituição Federal.’ Ora, conhecemos no Direito brasileiro os controles abstrato e concreto. O abstrato é da competência exclusiva do STF e o concreto só se aplica em casos específicos ou de modo incidental. Como a decisão da ação civil pública tem efeitos erga omnes, não pode ensejar o controle da constitucionalidade da lei por via disfarçada, com usurpação da competência do STF. Essa impossibilidade decorre da inviabilidade das duas conseqüências alternativas: a) ou a inconstitucionalidade é declarada localmente, tão- somente na área de competência do juiz, e, aplicando-se erga omnes, cria um Direito Substantivo estadual diferente do nacional e viola a Constituição, que estabelece a unidade do Direito Substantivo, havendo até a possibilidade de se criar um Direito específico aplicável em determinada localidade, e não em todo o Estado, quando a área de jurisdição do juiz federal é inferior à do Estado, situação que ocorre no Estado do Paraná; b) ou a inconstitucionalidade é declarada, pelo magistrado de primeira instância para ter efeitos no plano nacional e há usurpação, pelo juiz, da função do STF. O caráter excepcional do controle de constitucionalidade in abstracto foi salientado, no STF, pelo Min. Moreira Alves, que, a respeito, afirmou: ‘O controle de constitucionalidade in abstracto (principalmente em países em que, como o nosso, se admite, sem restrições, o incidenter tantum) é de natureza excepcional, e só se permite nos casos expressamente previstos na própria Constituição, como consectário, aliás, do princípio da harmonia e independência dos Poderes do Estado.’ O mesmo Magistrado teve, ainda, o ensejo de esclarecer, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal RE 471946 AGR / SP diferença de ser a competência para o seu julgamento do STF, como manda a Constituição Federal.’ Ora, conhecemos no Direito brasileiro os controles abstrato e concreto. O abstrato é da competência exclusiva do STF e o concreto só se aplica em casos específicos ou de modo incidental. Como a decisão da ação civil pública tem efeitos erga omnes, não pode ensejar o controle da constitucionalidade da lei por via disfarçada, com usurpação da competência do STF. Essa impossibilidade decorre da inviabilidade das duas conseqüências alternativas: a) ou a inconstitucionalidade é declarada localmente, tão- somente na área de competência do juiz, e, aplicando-se erga omnes, cria um Direito Substantivo estadual diferente do nacional e viola a Constituição, que estabelece a unidade do Direito Substantivo, havendo até a possibilidade de se criar um Direito específico aplicável em determinada localidade, e não em todo o Estado, quando a área de jurisdição do juiz federal é inferior à do Estado, situação que ocorre no Estado do Paraná; b) ou a inconstitucionalidade é declarada, pelo magistrado de primeira instância para ter efeitos no plano nacional e há usurpação, pelo juiz, da função do STF. O caráter excepcional do controle de constitucionalidade in abstracto foi salientado, no STF, pelo Min. Moreira Alves, que, a respeito, afirmou: ‘O controle de constitucionalidade in abstracto (principalmente em países em que, como o nosso, se admite, sem restrições, o incidenter tantum) é de natureza excepcional, e só se permite nos casos expressamente previstos na própria Constituição, como consectário, aliás, do princípio da harmonia e independência dos Poderes do Estado.’ O mesmo Magistrado teve, ainda, o ensejo de esclarecer, 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RE 471946 AGR / SP em recente trabalho doutrinário, que: ‘Por fim, a Constituição de 1988 – ao contrário da Constituição de 1967 e da EC 1/69, que silenciaram sobre preceito semelhante existente na EC 16/65 – declarou, no parágrafo 2º do art. 125, que ‘cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais’ em face da Constituição de 1967 e da EC 1/69 – podem adotar, na defesa das Constituições estaduais, o controle de constitucionalidade das normas estaduais e municipais em abstrato. E, na Recl. 337, julgada em 23.8.90, o STF manteve sua jurisprudência anterior, no sentido de que não cabe aos Tribunais de Justiça dos Estados processar e julgar ação direta em que se argúi a inconstitucionalidade de lei municipal em face da Constituição Federal, pois em caso contrário, tendo os acórdãos nessas ações eficácia erga omnes, a eles estaria vinculada a Suprema Corte, que, assim, não poderia exercer seu papel de guardiã da CF no controle difuso de constitucionalidade da lei municipal declarada inconstitucional em ação dessa natureza’ (fls. 4.893 a 4.898). Tem-se, portanto, por suficientemente prequestionada a matéria, da forma como disciplinado o tema, no âmbito desta Suprema Corte, a permitir o conhecimento da insurgência recursal ora em análise. No sentido dessa conclusão, e dada a clareza com que cuidam dos aspectos concernentes ao prequestionamento, citem-se os seguintes precedentes: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PREQUESTIONAMENTO - CONFIGURAÇÃO - RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal RE 471946 AGR / SP em recente trabalho doutrinário, que: ‘Por fim, a Constituição de 1988 – ao contrário da Constituição de 1967 e da EC 1/69, que silenciaram sobre preceito semelhante existente na EC 16/65 – declarou, no parágrafo 2º do art. 125, que ‘cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais’ em face da Constituição de 1967 e da EC 1/69 – podem adotar, na defesa das Constituições estaduais, o controle de constitucionalidade das normas estaduais e municipais em abstrato. E, na Recl. 337, julgada em 23.8.90, o STF manteve sua jurisprudência anterior, no sentido de que não cabe aos Tribunais de Justiça dos Estados processar e julgar ação direta em que se argúi a inconstitucionalidade de lei municipal em face da Constituição Federal, pois em caso contrário, tendo os acórdãos nessas ações eficácia erga omnes, a eles estaria vinculada a Suprema Corte, que, assim, não poderia exercer seu papel de guardiã da CF no controle difuso de constitucionalidade da lei municipal declarada inconstitucional em ação dessa natureza’ (fls. 4.893 a 4.898). Tem-se, portanto, por suficientemente prequestionada a matéria, da forma como disciplinado o tema, no âmbito desta Suprema Corte, a permitir o conhecimento da insurgência recursal ora em análise. No sentido dessa conclusão, e dada a clareza com que cuidam dos aspectos concernentes ao prequestionamento, citem-se os seguintes precedentes: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PREQUESTIONAMENTO - CONFIGURAÇÃO - RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório RE 471946 AGR / SP decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente (...)’ (RE nº 209.290/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 22/5/09). ‘(...) Diz-se prequestionada a matéria quando a decisão impugnada haja emitido juízo explícito a respeito do tema, inclusive mencionando o preceito constitucional previamente suscitado nas razões do recurso submetido à sua apreciação. Incidência da Súmula 282 do STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 288.929/SC- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 4/4/08). E, no tocante à matéria de fundo aqui em debate, merece prosperar a irresignação. O acórdão recorrido reconheceu a inadequação do meio utilizado pelo recorrente (ação civil pública), para o fim por ele postulado, qual seja, a declaração de nulidade dos atos de nomeação dos Secretários Parlamentares, que foram efetuados com fundamento nas Resoluções 1.507/97 e 1.513/98, bem assim na Lei Municipal nº 4.700/99, com o reconhecimento incidental da inconstitucionalidade dessa lei. Sem razão, contudo. Esta Suprema Corte já pacificou o entendimento de que os membros do Ministério Público concorrem com interesse de agir, bem como detêm legitimidade ativa para a propositura de ações civis públicas na defesa do patrimônio público, ainda que isso implique no reconhecimento incidental da inconstitucionalidade de atos normativos que estejam a 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal RE 471946 AGR / SP decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente (...)’ (RE nº 209.290/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 22/5/09). ‘(...) Diz-se prequestionada a matéria quando a decisão impugnada haja emitido juízo explícito a respeito do tema, inclusive mencionando o preceito constitucional previamente suscitado nas razões do recurso submetido à sua apreciação. Incidência da Súmula 282 do STF. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 288.929/SC- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 4/4/08). E, no tocante à matéria de fundo aqui em debate, merece prosperar a irresignação. O acórdão recorrido reconheceu a inadequação do meio utilizado pelo recorrente (ação civil pública), para o fim por ele postulado, qual seja, a declaração de nulidade dos atos de nomeação dos Secretários Parlamentares, que foram efetuados com fundamento nas Resoluções 1.507/97 e 1.513/98, bem assim na Lei Municipal nº 4.700/99, com o reconhecimento incidental da inconstitucionalidade dessa lei. Sem razão, contudo. Esta Suprema Corte já pacificou o entendimento de que os membros do Ministério Público concorrem com interesse de agir, bem como detêm legitimidade ativa para a propositura de ações civis públicas na defesa do patrimônio público, ainda que isso implique no reconhecimento incidental da inconstitucionalidade de atos normativos que estejam a 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório RE 471946 AGR / SP possibilitar a ocorrência de tais tipos de danos ao erário. Assim ficara decidido, pelo Pleno desta Casa e, por unanimidade, nos autos do RE nº 424.993/DF, relatado pelo eminente Ministro Joaquim Barbosa, do qual se transcreve sua ementa: ‘Ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal com pedidos múltiplos, dentre eles, o pedido de declaração de inconstitucionalidade incidenter tantum da lei distrital 754/1994, que disciplina a ocupação de logradouros públicos no Distrito Federal. Resolvida questão de ordem suscitada pelo relator no sentido de que a declaração de inconstitucionalidade da lei 754/1994 pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal não torna prejudicado, por perda de objeto, o recurso extraordinário. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido que se pode pleitear a inconstitucionalidade de determinado ato normativo na ação civil pública, desde que incidenter tantum. Veda-se, no entanto, o uso da ação civil pública para alcançar a declaração de inconstitucionalidade com efeitos erga omnes. No caso, o pedido de declaração de inconstitucionalidade da lei 754/1994 é meramente incidental, constituindo-se verdadeira causa de pedir’ (DJE de 19/10/07). No julgamento do RE nº 438.328/DF-AgR, realizado pela Segunda Turma desta Corte, em 24/6/8, Relator o Ministro Eros Grau, reiterou-se o entendimento de que ‘[o] Ministério Público tem legitimidade ativa para propor ação civil pública com fundamento na inconstitucionalidade de leis ou atos normativos, desde que incidenter tantum. Agravo regimental a que se nega provimento’ (DJ de 15/8/08). Dessa pacífica orientação, apartou-se o acórdão recorrido, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal RE 471946 AGR / SP possibilitar a ocorrência de tais tipos de danos ao erário. Assim ficara decidido, pelo Pleno desta Casa e, por unanimidade, nos autos do RE nº 424.993/DF, relatado pelo eminente Ministro Joaquim Barbosa, do qual se transcreve sua ementa: ‘Ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal com pedidos múltiplos, dentre eles, o pedido de declaração de inconstitucionalidade incidenter tantum da lei distrital 754/1994, que disciplina a ocupação de logradouros públicos no Distrito Federal. Resolvida questão de ordem suscitada pelo relator no sentido de que a declaração de inconstitucionalidade da lei 754/1994 pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal não torna prejudicado, por perda de objeto, o recurso extraordinário. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido que se pode pleitear a inconstitucionalidade de determinado ato normativo na ação civil pública, desde que incidenter tantum. Veda-se, no entanto, o uso da ação civil pública para alcançar a declaração de inconstitucionalidade com efeitos erga omnes. No caso, o pedido de declaração de inconstitucionalidade da lei 754/1994 é meramente incidental, constituindo-se verdadeira causa de pedir’ (DJE de 19/10/07). No julgamento do RE nº 438.328/DF-AgR, realizado pela Segunda Turma desta Corte, em 24/6/8, Relator o Ministro Eros Grau, reiterou-se o entendimento de que ‘[o] Ministério Público tem legitimidade ativa para propor ação civil pública com fundamento na inconstitucionalidade de leis ou atos normativos, desde que incidenter tantum. Agravo regimental a que se nega provimento’ (DJ de 15/8/08). Dessa pacífica orientação, apartou-se o acórdão recorrido, 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório RE 471946 AGR / SP fato a ensejar sua reforma, para o reconhecimento do interesse de agir do recorrente para o ajuizamento da ação civil pública em tela, bem assim da perfeita adequação desse tipo de demanda, ao fim colimado. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil, conheço do recurso extraordinário e lhe dou provimento para, uma vez reconhecida a adequação da ação civil pública em tela, determinar, ao Juízo de origem que prossiga em seu processamento, em seus ulteriores termos, apreciando o mérito da questão em debate nos autos. Publique-se. Brasília, 2 de fevereiro de 2010.” A Câmara Municipal de São Bernardo do Campo asseverou inexistir, no caso, o devido prequestionamento, bem como que o provimento do recurso teria implicado a revisão de matéria de fato. Acrescentou que a presente ação mascararia verdadeira ação direta de inconstitucionalidade, o que seria inadmissível, por não ser possível o ajuizamento de ação civil pública como sucedânea de ação direta de inconstitucionalidade. Já Abner Tavares e outros aduziram que haveria falta de interesse recursal do ora agravado, nos termos do disposto na Súmula nº 283 desta Corte. Acrescentaram que não teria ocorrido violação direta ao texto constitucional, tampouco prequestionamento, bem como que o provimento do apelo teria decorrido de reexame de provas, o que seria inadmissível. Por fim, defenderam a manutenção da decisão regional, dada a impossibilidade jurídica do pedido veiculado na ação civil pública em tela, bem como a ilegitimidade passiva do agravado para propô-la. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal RE 471946 AGR / SP fato a ensejar sua reforma, para o reconhecimento do interesse de agir do recorrente para o ajuizamento da ação civil pública em tela, bem assim da perfeita adequação desse tipo de demanda, ao fim colimado. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, § 1º-A, do Código de Processo Civil, conheço do recurso extraordinário e lhe dou provimento para, uma vez reconhecida a adequação da ação civil pública em tela, determinar, ao Juízo de origem que prossiga em seu processamento, em seus ulteriores termos, apreciando o mérito da questão em debate nos autos. Publique-se. Brasília, 2 de fevereiro de 2010.” A Câmara Municipal de São Bernardo do Campo asseverou inexistir, no caso, o devido prequestionamento, bem como que o provimento do recurso teria implicado a revisão de matéria de fato. Acrescentou que a presente ação mascararia verdadeira ação direta de inconstitucionalidade, o que seria inadmissível, por não ser possível o ajuizamento de ação civil pública como sucedânea de ação direta de inconstitucionalidade. Já Abner Tavares e outros aduziram que haveria falta de interesse recursal do ora agravado, nos termos do disposto na Súmula nº 283 desta Corte. Acrescentaram que não teria ocorrido violação direta ao texto constitucional, tampouco prequestionamento, bem como que o provimento do apelo teria decorrido de reexame de provas, o que seria inadmissível. Por fim, defenderam a manutenção da decisão regional, dada a impossibilidade jurídica do pedido veiculado na ação civil pública em tela, bem como a ilegitimidade passiva do agravado para propô-la. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merecem prosperar as irresignações. Na decisão ora agravada, foi dado provimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que o Ministério Público detém legitimidade para o ajuizamento de uma ação como a presente, na defesa do interesse público, ainda que isso implique o reconhecimento incidental da inconstitucionalidade de ato normativo. Com isso, reformou-se o entendimento adotado pela Corte de origem de que esse tipo de reconhecimento não seria possível em uma ação civil pública como a presente. Tal acórdão fundamentou-se na interpretação que aquela Corte deu à norma do art. 129, inciso III, da Constituição Federal, interpretação essa que – conforme assentado na decisão atacada – contraria a pacífica jurisprudência desta Corte sobre o tema. Assim, para rever aquele posicionamento, calcado exclusivamente em interpretação de norma constitucional, matéria unicamente de direito, não é necessário rever os fatos e as provas dos autos, ao contrário do que foi asseverado pelos agravantes. Além disso, é inegável que houve o prequestionamento necessário para o conhecimento e o provimento do apelo, pois o acórdão regional faz expressa menção à norma do art. 129, inciso III, da Constituição Federal, no qual repousa o único fundamento utilizado para a prolação daquela decisão. Tampouco merece acolhida a assertiva de que a declaração de inconstitucionalidade postulada pelo agravado não se limitaria, incidentalmente, à hipótese retratada nestes autos, sendo, portanto, do tipo concentrado, inadmissível em uma ação civil pública. Não é demais ressaltar que, na via extraordinária, os fatos da causa devem ser analisados segundo a qualificação que lhe é dada pelo acórdão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399878. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merecem prosperar as irresignações. Na decisão ora agravada, foi dado provimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que o Ministério Público detém legitimidade para o ajuizamento de uma ação como a presente, na defesa do interesse público, ainda que isso implique o reconhecimento incidental da inconstitucionalidade de ato normativo. Com isso, reformou-se o entendimento adotado pela Corte de origem de que esse tipo de reconhecimento não seria possível em uma ação civil pública como a presente. Tal acórdão fundamentou-se na interpretação que aquela Corte deu à norma do art. 129, inciso III, da Constituição Federal, interpretação essa que – conforme assentado na decisão atacada – contraria a pacífica jurisprudência desta Corte sobre o tema. Assim, para rever aquele posicionamento, calcado exclusivamente em interpretação de norma constitucional, matéria unicamente de direito, não é necessário rever os fatos e as provas dos autos, ao contrário do que foi asseverado pelos agravantes. Além disso, é inegável que houve o prequestionamento necessário para o conhecimento e o provimento do apelo, pois o acórdão regional faz expressa menção à norma do art. 129, inciso III, da Constituição Federal, no qual repousa o único fundamento utilizado para a prolação daquela decisão. Tampouco merece acolhida a assertiva de que a declaração de inconstitucionalidade postulada pelo agravado não se limitaria, incidentalmente, à hipótese retratada nestes autos, sendo, portanto, do tipo concentrado, inadmissível em uma ação civil pública. Não é demais ressaltar que, na via extraordinária, os fatos da causa devem ser analisados segundo a qualificação que lhe é dada pelo acórdão Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 471946 AGR / SP recorrido, e, no presente caso, referido aresto assentou, de forma inequívoca, que a ação civil pública em tela tinha por objetivo a declaração meramente incidental de inconstitucionalidade de ato normativo. Para dissentir dessa assertiva, seria necessário reanalisar os fatos e as provas dos autos, o que não se mostra possível nesta via extraordinária. Para o prosseguimento da ação obstada na origem, isso é o que basta, pois a efetiva apreciação dos efeitos da inconstitucionalidade objeto da demanda será aferida no momento oportuno, quando da análise do mérito do pleito, a qual, reitere-se, até então não ocorreu, uma vez que a sentença de primeiro grau - confirmada pelo acórdão regional - decretou a extinção do feito sem a apreciação de mérito. Corroborando o entendimento adotado na decisão atacada e os precedentes então citados, confira-se a ementa de recente acórdão do Plenário desta Corte sobre o tema: “Recurso Extraordinário. Processo Civil. Ação civil pública ajuizada por membro do Ministério Público estadual julgada extinta por ilegitimidade ativa e por se tratar de meio inadequado ao fim perseguido. 1. O Ministério Público detém legitimidade para o ajuizamento de ação civil pública intentada com o fito de obter condenação de agente público ao ressarcimento de alegados prejuízos que sua atuação teria causado ao erário. 2. Meio processual, ademais, que se mostra adequado a esse fim, ainda que o titular do direito, em tese, lesado pelo ato não tenha proposto, em seu nome próprio, a competente ação de ressarcimento. 3. Ausência de previsão, na Constituição Federal, da figura da advocacia pública municipal, a corroborar tal entendimento. 4. Recurso provido para afastar o decreto de extinção do feito, determinando-se seu regular prosseguimento” (RE nº 225.777/MG, do qual fui relator para o acórdão, DJe de 29/8/11). Quanto ao fato de o ora agravado ter interposto, paralelamente ao apelo extremo, recurso especial, isso não atrai para o caso, por si só e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399878. Supremo Tribunal Federal RE 471946 AGR / SP recorrido, e, no presente caso, referido aresto assentou, de forma inequívoca, que a ação civil pública em tela tinha por objetivo a declaração meramente incidental de inconstitucionalidade de ato normativo. Para dissentir dessa assertiva, seria necessário reanalisar os fatos e as provas dos autos, o que não se mostra possível nesta via extraordinária. Para o prosseguimento da ação obstada na origem, isso é o que basta, pois a efetiva apreciação dos efeitos da inconstitucionalidade objeto da demanda será aferida no momento oportuno, quando da análise do mérito do pleito, a qual, reitere-se, até então não ocorreu, uma vez que a sentença de primeiro grau - confirmada pelo acórdão regional - decretou a extinção do feito sem a apreciação de mérito. Corroborando o entendimento adotado na decisão atacada e os precedentes então citados, confira-se a ementa de recente acórdão do Plenário desta Corte sobre o tema: “Recurso Extraordinário. Processo Civil. Ação civil pública ajuizada por membro do Ministério Público estadual julgada extinta por ilegitimidade ativa e por se tratar de meio inadequado ao fim perseguido. 1. O Ministério Público detém legitimidade para o ajuizamento de ação civil pública intentada com o fito de obter condenação de agente público ao ressarcimento de alegados prejuízos que sua atuação teria causado ao erário. 2. Meio processual, ademais, que se mostra adequado a esse fim, ainda que o titular do direito, em tese, lesado pelo ato não tenha proposto, em seu nome próprio, a competente ação de ressarcimento. 3. Ausência de previsão, na Constituição Federal, da figura da advocacia pública municipal, a corroborar tal entendimento. 4. Recurso provido para afastar o decreto de extinção do feito, determinando-se seu regular prosseguimento” (RE nº 225.777/MG, do qual fui relator para o acórdão, DJe de 29/8/11). Quanto ao fato de o ora agravado ter interposto, paralelamente ao apelo extremo, recurso especial, isso não atrai para o caso, por si só e 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 471946 AGR / SP automaticamente, o óbice representado pelo verbete da Súmula nº 283 desta Corte, haja vista que o acórdão atacado - basta lê-lo - não tomou por fundamento normas infraconstitucionais,mas apenas e exclusivamente a norma do art. 129, inciso III, da Constituição Federal. Inaplicável, pois, ao presente feito o comando exarado pela referida súmula, a impedir a devida apreciação e o acolhimento do apelo deduzido pelo ora agravado. Correta, pois, a decisão agravada, a não merecer reparos. Ante o exposto, voto pelo não provimento dos agravos regimentais. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399878. Supremo Tribunal Federal RE 471946 AGR / SP automaticamente, o óbice representado pelo verbete da Súmula nº 283 desta Corte, haja vista que o acórdão atacado - basta lê-lo - não tomou por fundamento normas infraconstitucionais,mas apenas e exclusivamente a norma do art. 129, inciso III, da Constituição Federal. Inaplicável, pois, ao presente feito o comando exarado pela referida súmula, a impedir a devida apreciação e o acolhimento do apelo deduzido pelo ora agravado. Correta, pois, a decisão agravada, a não merecer reparos. Ante o exposto, voto pelo não provimento dos agravos regimentais. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO ADV.(A/S) : JOÃO PAULO HECKER DA SILVA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ABNER TAVARES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS MENDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : GERVISON MARCOS MELÃO MONTEIRO ADV.(A/S) : CLÁUDIO HENRIQUE GOUVÊA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : VALTER CARMONA ADV.(A/S) : MARIA MIRTES GISOLFI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ADERSON PROCÓPIO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ CLOVES DA SILVA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : JOSÉ FERREIRA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FÁTIMA CRISTINA PIRES MIRANDA Decisão: A Turma negou provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4483123 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO ADV.(A/S) : JOÃO PAULO HECKER DA SILVA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ABNER TAVARES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS MENDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : GERVISON MARCOS MELÃO MONTEIRO ADV.(A/S) : CLÁUDIO HENRIQUE GOUVÊA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : VALTER CARMONA ADV.(A/S) : MARIA MIRTES GISOLFI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ADERSON PROCÓPIO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ CLOVES DA SILVA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : JOSÉ FERREIRA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FÁTIMA CRISTINA PIRES MIRANDA Decisão: A Turma negou provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4483123 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4483558
2013-06-25T00:00:00
2013-09-10T00:00:00
A Turma negou provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Agravos regimentais no recurso extraordinário. Matéria constitucional devidamente prequestionada. Não ocorrência de reapreciação dos fatos e das provas dos autos. Legitimidade ativa do Ministério Público evidenciada, bem como adequação da via eleita. Acórdão recorrido que não contém fundamentos infraconstitucionais, a afastar a incidência da Súmula nº 283 da Corte. Precedentes. 1. A norma constitucional apontada como violada foi devidamente prequestionada no acórdão recorrido e o fundamento do recurso extraordinário foi unicamente de direito, prescindindo a sua apreciação da análise dos fatos e das provas dos autos. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que o Ministério Público detém legitimidade para o ajuizamento de ação civil pública que tenha por objeto a declaração incidental de inconstitucionalidade de ato normativo. 3. O acórdão regional tomou por fundamento exclusivo norma constitucional, a afastar a incidência no caso da Súmula nº 283 da Corte. 4. Agravos regimentais não providos.
sjur241145
- Acórdão(s) citado(s): (AÇÃO CIVIL PÚBLICA, AJUIZAMENTO, COMPETÊNCIA, MINISTÉRIO PÚBLICO) RE 225777 (TP). Número de páginas: 14. Análise: 20/09/2013, MAR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
471946
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00129 INC-00003\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 471946 AgR
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AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO ADV.(A/S) : JOÃO PAULO HECKER DA SILVA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ABNER TAVARES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS MENDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : GERVISON MARCOS MELÃO MONTEIRO ADV.(A/S) : CLÁUDIO HENRIQUE GOUVÊA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : VALTER CARMONA ADV.(A/S) : MARIA MIRTES GISOLFI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ADERSON PROCÓPIO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ CLOVES DA SILVA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : JOSÉ FERREIRA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FÁTIMA CRISTINA PIRES MIRANDA
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO ADV.(A/S) :JOÃO PAULO HECKER DA SILVA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :ABNER TAVARES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS MENDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :GERVISON MARCOS MELÃO MONTEIRO ADV.(A/S) :CLÁUDIO HENRIQUE GOUVÊA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :VALTER CARMONA ADV.(A/S) :MARIA MIRTES GISOLFI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ADERSON PROCÓPIO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ CLOVES DA SILVA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :JOSÉ FERREIRA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FÁTIMA CRISTINA PIRES MIRANDA EMENTA Agravos regimentais no recurso extraordinário. Matéria constitucional devidamente prequestionada. Não ocorrência de reapreciação dos fatos e das provas dos autos. Legitimidade ativa do Ministério Público evidenciada, bem como adequação da via eleita. Acórdão recorrido que não contém fundamentos infraconstitucionais, a afastar a incidência da Súmula n 283 da Corte. Precedentes. 1. A norma constitucional apontada como violada foi devidamente prequestionada no acórdão recorrido e o fundamento do recurso extraordinário foi unicamente de direito, prescindindo a sua apreciação da análise dos fatos e das provas dos autos. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal é firme no sentido de que o Ministério Público detém legitimidade para o ajuizamento de ação civil pública que tenha por objeto a declaração incidental de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399880. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP inconstitucionalidade de ato normativo. 3. O acórdão regional tomou por fundamento exclusivo norma constitucional, a afastar a incidência no caso da Súmula n 283 da Corte. 4. Agravos regimentais não providos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399880. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP inconstitucionalidade de ato normativo. 3. O acórdão regional tomou por fundamento exclusivo norma constitucional, a afastar a incidência no caso da Súmula n 283 da Corte. 4. Agravos regimentais não providos. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399880. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO ADV.(A/S) :JOÃO PAULO HECKER DA SILVA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :ABNER TAVARES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS MENDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :GERVISON MARCOS MELÃO MONTEIRO ADV.(A/S) :CLÁUDIO HENRIQUE GOUVÊA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :VALTER CARMONA ADV.(A/S) :MARIA MIRTES GISOLFI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ADERSON PROCÓPIO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ CLOVES DA SILVA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :JOSÉ FERREIRA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FÁTIMA CRISTINA PIRES MIRANDA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Câmara Municipal de São Bernardo do Campo e Abner Tavares e outros interpõem tempestivos agravos regimentais (fls. 5089 a 5099 e 5120 a 5135, respectivamente) contra a decisão em que dei provimento ao recurso extraordinário (fls. 5066 a 5072), com a seguinte fundamentação: “DECISÃO Vistos. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO interpõe recurso extraordinário (folhas 4902 a 4906) contra acórdão proferido pela Sexta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) :CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO ADV.(A/S) :JOÃO PAULO HECKER DA SILVA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) :ABNER TAVARES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTÔNIO CARLOS MENDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) :GERVISON MARCOS MELÃO MONTEIRO ADV.(A/S) :CLÁUDIO HENRIQUE GOUVÊA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :VALTER CARMONA ADV.(A/S) :MARIA MIRTES GISOLFI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :ADERSON PROCÓPIO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ CLOVES DA SILVA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :JOSÉ FERREIRA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FÁTIMA CRISTINA PIRES MIRANDA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Câmara Municipal de São Bernardo do Campo e Abner Tavares e outros interpõem tempestivos agravos regimentais (fls. 5089 a 5099 e 5120 a 5135, respectivamente) contra a decisão em que dei provimento ao recurso extraordinário (fls. 5066 a 5072), com a seguinte fundamentação: “DECISÃO Vistos. O MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO interpõe recurso extraordinário (folhas 4902 a 4906) contra acórdão proferido pela Sexta Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça daquele Estado, assim ementado: Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP ‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA – Declaração de nulidade dos atos de nomeação de Secretários Parlamentares, com fundamento nas Resoluções 1.507/97, 1.513/98 e Lei Municipal 4.700/99 – Declaração incidental de inconstitucionalidade – Extinção do processo – Sentença mantida – Recurso desprovido’ (folha 4892). Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea a do permissivo constitucional, contra suposta violação aos artigos 5..., inciso XXXV e 129, inciso III, da Constituição Federal, consubstanciada pelo reconhecimento da inadequação da ação civil pública que ajuizou contra a Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, para o fim então postulado. Depois de apresentadas contrarrazões (folhas 4944 a 4963 e 4965 a 4982), o recurso foi admitido na origem (folhas 5014 a 5019), subindo os autos a esta Suprema Corte. Ao recurso especial paralelamente interposto, foi negado processamento, por meio de decisão que não foi objeto de agravo (folha 5023). Por fim, a douta Procuradoria-Geral da República, em seu parecer, opinou, preliminarmente, pelo não conhecimento do recurso e, se acaso conhecido, pelo seu provimento (folhas 5037 a 5042). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão da apelação foi publicado em 1/3/05, conforme expresso na certidão de folha 4900, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Quanto ao mais, tem-se que o presente recurso está fundamentado em supostas violações a duas normas constitucionais, e com relação a uma delas (aquela do artigo 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal), forçoso se mostra reconhecer que não foi objeto do necessário prequestionamento, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP ‘AÇÃO CIVIL PÚBLICA – Declaração de nulidade dos atos de nomeação de Secretários Parlamentares, com fundamento nas Resoluções 1.507/97, 1.513/98 e Lei Municipal 4.700/99 – Declaração incidental de inconstitucionalidade – Extinção do processo – Sentença mantida – Recurso desprovido’ (folha 4892). Insurge-se, no apelo extremo, fundado na alínea a do permissivo constitucional, contra suposta violação aos artigos 5..., inciso XXXV e 129, inciso III, da Constituição Federal, consubstanciada pelo reconhecimento da inadequação da ação civil pública que ajuizou contra a Câmara Municipal de São Bernardo do Campo, para o fim então postulado. Depois de apresentadas contrarrazões (folhas 4944 a 4963 e 4965 a 4982), o recurso foi admitido na origem (folhas 5014 a 5019), subindo os autos a esta Suprema Corte. Ao recurso especial paralelamente interposto, foi negado processamento, por meio de decisão que não foi objeto de agravo (folha 5023). Por fim, a douta Procuradoria-Geral da República, em seu parecer, opinou, preliminarmente, pelo não conhecimento do recurso e, se acaso conhecido, pelo seu provimento (folhas 5037 a 5042). Decido. Anote-se, inicialmente, que o acórdão da apelação foi publicado em 1/3/05, conforme expresso na certidão de folha 4900, não sendo exigível a demonstração da existência de repercussão geral das questões constitucionais trazidas no recurso extraordinário, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Quanto ao mais, tem-se que o presente recurso está fundamentado em supostas violações a duas normas constitucionais, e com relação a uma delas (aquela do artigo 5..., inciso XXXV, da Constituição Federal), forçoso se mostra reconhecer que não foi objeto do necessário prequestionamento, 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de origem não cuidou explicitamente dessa norma, não tendo sido, ademais, interpostos embargos de declaração, para sanar essa eventual omissão. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Contudo, diferente é a hipótese, no que tange à norma do artigo 129, inciso III, da Constituição Federal. E isso porque o acórdão ora recorrido debateu expressamente a questão, in verbis: A Constituição Federal legitima o Ministério Público à promoção da ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos (art. 129, III). A respeito, preleciona Hely Lopes Meirelles: ‘A Constituição Federal (art. 129, II), atribuiu ao Ministério Público, como função institucional, a promoção de inquérito civil e de ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. (...) O Supremo Tribunal Federal entendeu que o Ministério Público não tem legitimação ativa para propor ação civil pública que verse sobre tributos. Esse entendimento foi consagrado pela Medida Provisória 1.984, que estendeu a ilegitimidade do Ministério Público para veicular pretensões relativas a contribuição previdenciária, FGTS e outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários possam ser individualmente determinados.’ Quanto à inadequação do meio, mais uma vez recorremos ao eminente jurista: ‘A ação civil pública não é forma paralela de declaração de inconstitucionalidade: Acresce que, em várias oportunidades, a ação civil pública tem sido utilizada pelos juízes singulares como verdadeiro substituto da ação direta de inconstitucionalidade, com a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP vez que o acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça de origem não cuidou explicitamente dessa norma, não tendo sido, ademais, interpostos embargos de declaração, para sanar essa eventual omissão. Incidem na espécie as Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. Contudo, diferente é a hipótese, no que tange à norma do artigo 129, inciso III, da Constituição Federal. E isso porque o acórdão ora recorrido debateu expressamente a questão, in verbis: A Constituição Federal legitima o Ministério Público à promoção da ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos (art. 129, III). A respeito, preleciona Hely Lopes Meirelles: ‘A Constituição Federal (art. 129, II), atribuiu ao Ministério Público, como função institucional, a promoção de inquérito civil e de ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos. (...) O Supremo Tribunal Federal entendeu que o Ministério Público não tem legitimação ativa para propor ação civil pública que verse sobre tributos. Esse entendimento foi consagrado pela Medida Provisória 1.984, que estendeu a ilegitimidade do Ministério Público para veicular pretensões relativas a contribuição previdenciária, FGTS e outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários possam ser individualmente determinados.’ Quanto à inadequação do meio, mais uma vez recorremos ao eminente jurista: ‘A ação civil pública não é forma paralela de declaração de inconstitucionalidade: Acresce que, em várias oportunidades, a ação civil pública tem sido utilizada pelos juízes singulares como verdadeiro substituto da ação direta de inconstitucionalidade, com a 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP diferença de ser a competência para o seu julgamento do Supremo Tribunal Federal, como manda a Constituição Federal.’ Ora, conhecemos no Direito brasileiro os controles abstrato e concreto. O abstrato é da competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal e o concreto só se aplica em casos específicos ou de modo incidental. Como a decisão da ação civil pública tem efeitos erga omnes, não pode ensejar o controle da constitucionalidade da lei por via disfarçada, com usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. Essa impossibilidade decorre da inviabilidade das duas conseqüências alternativas: a) ou a inconstitucionalidade é declarada localmente, tão- somente na área de competência do juiz, e, aplicando-se erga omnes, cria um Direito Substantivo estadual diferente do nacional e viola a Constituição, que estabelece a unidade do Direito Substantivo, havendo até a possibilidade de se criar um Direito específico aplicável em determinada localidade, e não em todo o Estado, quando a área de jurisdição do juiz federal é inferior à do Estado, situação que ocorre no Estado do Paraná; b) ou a inconstitucionalidade é declarada, pelo magistrado de primeira instância para ter efeitos no plano nacional e há usurpação, pelo juiz, da função do Supremo Tribunal Federal. O caráter excepcional do controle de constitucionalidade in abstracto foi salientado, no Supremo Tribunal Federal, pelo Min. Moreira Alves, que, a respeito, afirmou: ‘O controle de constitucionalidade in abstracto (principalmente em países em que, como o nosso, se admite, sem restrições, o incidenter tantum) é de natureza excepcional, e só se permite nos casos expressamente previstos na própria Constituição, como consectário, aliás, do princípio da harmonia e independência dos Poderes do Estado.’ O mesmo Magistrado teve, ainda, o ensejo de esclarecer, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP diferença de ser a competência para o seu julgamento do Supremo Tribunal Federal, como manda a Constituição Federal.’ Ora, conhecemos no Direito brasileiro os controles abstrato e concreto. O abstrato é da competência exclusiva do Supremo Tribunal Federal e o concreto só se aplica em casos específicos ou de modo incidental. Como a decisão da ação civil pública tem efeitos erga omnes, não pode ensejar o controle da constitucionalidade da lei por via disfarçada, com usurpação da competência do Supremo Tribunal Federal. Essa impossibilidade decorre da inviabilidade das duas conseqüências alternativas: a) ou a inconstitucionalidade é declarada localmente, tão- somente na área de competência do juiz, e, aplicando-se erga omnes, cria um Direito Substantivo estadual diferente do nacional e viola a Constituição, que estabelece a unidade do Direito Substantivo, havendo até a possibilidade de se criar um Direito específico aplicável em determinada localidade, e não em todo o Estado, quando a área de jurisdição do juiz federal é inferior à do Estado, situação que ocorre no Estado do Paraná; b) ou a inconstitucionalidade é declarada, pelo magistrado de primeira instância para ter efeitos no plano nacional e há usurpação, pelo juiz, da função do Supremo Tribunal Federal. O caráter excepcional do controle de constitucionalidade in abstracto foi salientado, no Supremo Tribunal Federal, pelo Min. Moreira Alves, que, a respeito, afirmou: ‘O controle de constitucionalidade in abstracto (principalmente em países em que, como o nosso, se admite, sem restrições, o incidenter tantum) é de natureza excepcional, e só se permite nos casos expressamente previstos na própria Constituição, como consectário, aliás, do princípio da harmonia e independência dos Poderes do Estado.’ O mesmo Magistrado teve, ainda, o ensejo de esclarecer, 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP em recente trabalho doutrinário, que: ‘Por fim, a Constituição de 1988 – ao contrário da Constituição de 1967 e da EC 1/69, que silenciaram sobre preceito semelhante existente na EC 16/65 – declarou, no parágrafo 2... do art. 125, que ‘cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais’ em face da Constituição de 1967 e da EC 1/69 – podem adotar, na defesa das Constituições estaduais, o controle de constitucionalidade das normas estaduais e municipais em abstrato. E, na Recl. 337, julgada em 23.8.90, o Supremo Tribunal Federal manteve sua jurisprudência anterior, no sentido de que não cabe aos Tribunais de Justiça dos Estados processar e julgar ação direta em que se argúi a inconstitucionalidade de lei municipal em face da Constituição Federal, pois em caso contrário, tendo os acórdãos nessas ações eficácia erga omnes, a eles estaria vinculada a Suprema Corte, que, assim, não poderia exercer seu papel de guardiã da Constituição Federal de 1988 no controle difuso de constitucionalidade da lei municipal declarada inconstitucional em ação dessa natureza’ (fls. 4.893 a 4.898). Tem-se, portanto, por suficientemente prequestionada a matéria, da forma como disciplinado o tema, no âmbito desta Suprema Corte, a permitir o conhecimento da insurgência recursal ora em análise. No sentido dessa conclusão, e dada a clareza com que cuidam dos aspectos concernentes ao prequestionamento, citem-se os seguintes precedentes: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PREQUESTIONAMENTO - CONFIGURAÇÃO - RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP em recente trabalho doutrinário, que: ‘Por fim, a Constituição de 1988 – ao contrário da Constituição de 1967 e da EC 1/69, que silenciaram sobre preceito semelhante existente na EC 16/65 – declarou, no parágrafo 2... do art. 125, que ‘cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais ou municipais’ em face da Constituição de 1967 e da EC 1/69 – podem adotar, na defesa das Constituições estaduais, o controle de constitucionalidade das normas estaduais e municipais em abstrato. E, na Recl. 337, julgada em 23.8.90, o Supremo Tribunal Federal manteve sua jurisprudência anterior, no sentido de que não cabe aos Tribunais de Justiça dos Estados processar e julgar ação direta em que se argúi a inconstitucionalidade de lei municipal em face da Constituição Federal, pois em caso contrário, tendo os acórdãos nessas ações eficácia erga omnes, a eles estaria vinculada a Suprema Corte, que, assim, não poderia exercer seu papel de guardiã da Constituição Federal de 1988 no controle difuso de constitucionalidade da lei municipal declarada inconstitucional em ação dessa natureza’ (fls. 4.893 a 4.898). Tem-se, portanto, por suficientemente prequestionada a matéria, da forma como disciplinado o tema, no âmbito desta Suprema Corte, a permitir o conhecimento da insurgência recursal ora em análise. No sentido dessa conclusão, e dada a clareza com que cuidam dos aspectos concernentes ao prequestionamento, citem-se os seguintes precedentes: ‘RECURSO EXTRAORDINÁRIO - PREQUESTIONAMENTO - CONFIGURAÇÃO - RAZÃO DE SER. O prequestionamento não resulta da circunstância de a matéria haver sido arguida pela parte recorrente. A configuração do instituto pressupõe debate e 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente (...)’ (Recurso Extraordinário n 209.290/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 22/5/09). ‘(...) Diz-se prequestionada a matéria quando a decisão impugnada haja emitido juízo explícito a respeito do tema, inclusive mencionando o preceito constitucional previamente suscitado nas razões do recurso submetido à sua apreciação. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 288.929/SC- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 4/4/08). E, no tocante à matéria de fundo aqui em debate, merece prosperar a irresignação. O acórdão recorrido reconheceu a inadequação do meio utilizado pelo recorrente (ação civil pública), para o fim por ele postulado, qual seja, a declaração de nulidade dos atos de nomeação dos Secretários Parlamentares, que foram efetuados com fundamento nas Resoluções 1.507/97 e 1.513/98, bem assim na Lei Municipal n 4.700/99, com o reconhecimento incidental da inconstitucionalidade dessa lei. Sem razão, contudo. Esta Suprema Corte já pacificou o entendimento de que os membros do Ministério Público concorrem com interesse de agir, bem como detêm legitimidade ativa para a propositura de ações civis públicas na defesa do patrimônio público, ainda que isso implique no reconhecimento incidental da inconstitucionalidade de atos normativos que estejam a 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP decisão prévios pelo Colegiado, ou seja, emissão de juízo sobre o tema. O procedimento tem como escopo o cotejo indispensável a que se diga do enquadramento do recurso extraordinário no permissivo constitucional. Se o Tribunal de origem não adotou entendimento explícito a respeito do fato jurígeno veiculado nas razões recursais, inviabilizada fica a conclusão sobre a violência ao preceito evocado pelo recorrente (...)’ (Recurso Extraordinário n 209.290/PE-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJe de 22/5/09). ‘(...) Diz-se prequestionada a matéria quando a decisão impugnada haja emitido juízo explícito a respeito do tema, inclusive mencionando o preceito constitucional previamente suscitado nas razões do recurso submetido à sua apreciação. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 288.929/SC- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 4/4/08). E, no tocante à matéria de fundo aqui em debate, merece prosperar a irresignação. O acórdão recorrido reconheceu a inadequação do meio utilizado pelo recorrente (ação civil pública), para o fim por ele postulado, qual seja, a declaração de nulidade dos atos de nomeação dos Secretários Parlamentares, que foram efetuados com fundamento nas Resoluções 1.507/97 e 1.513/98, bem assim na Lei Municipal n 4.700/99, com o reconhecimento incidental da inconstitucionalidade dessa lei. Sem razão, contudo. Esta Suprema Corte já pacificou o entendimento de que os membros do Ministério Público concorrem com interesse de agir, bem como detêm legitimidade ativa para a propositura de ações civis públicas na defesa do patrimônio público, ainda que isso implique no reconhecimento incidental da inconstitucionalidade de atos normativos que estejam a 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP possibilitar a ocorrência de tais tipos de danos ao erário. Assim ficara decidido, pelo Pleno desta Casa e, por unanimidade, nos autos do Recurso Extraordinário n 424.993/DF, relatado pelo eminente Ministro Joaquim Barbosa, do qual se transcreve sua ementa: ‘Ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal com pedidos múltiplos, dentre eles, o pedido de declaração de inconstitucionalidade incidenter tantum da lei distrital 754/1994, que disciplina a ocupação de logradouros públicos no Distrito Federal. Resolvida questão de ordem suscitada pelo relator no sentido de que a declaração de inconstitucionalidade da lei 754/1994 pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal não torna prejudicado, por perda de objeto, o recurso extraordinário. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido que se pode pleitear a inconstitucionalidade de determinado ato normativo na ação civil pública, desde que incidenter tantum. Veda-se, no entanto, o uso da ação civil pública para alcançar a declaração de inconstitucionalidade com efeitos erga omnes. No caso, o pedido de declaração de inconstitucionalidade da lei 754/1994 é meramente incidental, constituindo-se verdadeira causa de pedir’ (DJE de 19/10/07). No julgamento do Recurso Extraordinário n 438.328/DF-AgR, realizado pela Segunda Turma desta Corte, em 24/6/8, Relator o Ministro Eros Grau, reiterou-se o entendimento de que ‘[o] Ministério Público tem legitimidade ativa para propor ação civil pública com fundamento na inconstitucionalidade de leis ou atos normativos, desde que incidenter tantum. Agravo regimental a que se nega provimento’ (DJ de 15/8/08). Dessa pacífica orientação, apartou-se o acórdão recorrido, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP possibilitar a ocorrência de tais tipos de danos ao erário. Assim ficara decidido, pelo Pleno desta Casa e, por unanimidade, nos autos do Recurso Extraordinário n 424.993/DF, relatado pelo eminente Ministro Joaquim Barbosa, do qual se transcreve sua ementa: ‘Ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Distrito Federal com pedidos múltiplos, dentre eles, o pedido de declaração de inconstitucionalidade incidenter tantum da lei distrital 754/1994, que disciplina a ocupação de logradouros públicos no Distrito Federal. Resolvida questão de ordem suscitada pelo relator no sentido de que a declaração de inconstitucionalidade da lei 754/1994 pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal não torna prejudicado, por perda de objeto, o recurso extraordinário. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem reconhecido que se pode pleitear a inconstitucionalidade de determinado ato normativo na ação civil pública, desde que incidenter tantum. Veda-se, no entanto, o uso da ação civil pública para alcançar a declaração de inconstitucionalidade com efeitos erga omnes. No caso, o pedido de declaração de inconstitucionalidade da lei 754/1994 é meramente incidental, constituindo-se verdadeira causa de pedir’ (DJE de 19/10/07). No julgamento do Recurso Extraordinário n 438.328/DF-AgR, realizado pela Segunda Turma desta Corte, em 24/6/8, Relator o Ministro Eros Grau, reiterou-se o entendimento de que ‘[o] Ministério Público tem legitimidade ativa para propor ação civil pública com fundamento na inconstitucionalidade de leis ou atos normativos, desde que incidenter tantum. Agravo regimental a que se nega provimento’ (DJ de 15/8/08). Dessa pacífica orientação, apartou-se o acórdão recorrido, 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP fato a ensejar sua reforma, para o reconhecimento do interesse de agir do recorrente para o ajuizamento da ação civil pública em tela, bem assim da perfeita adequação desse tipo de demanda, ao fim colimado. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil, conheço do recurso extraordinário e lhe dou provimento para, uma vez reconhecida a adequação da ação civil pública em tela, determinar, ao Juízo de origem que prossiga em seu processamento, em seus ulteriores termos, apreciando o mérito da questão em debate nos autos. Publique-se. Brasília, 2 de fevereiro de 2010.” A Câmara Municipal de São Bernardo do Campo asseverou inexistir, no caso, o devido prequestionamento, bem como que o provimento do recurso teria implicado a revisão de matéria de fato. Acrescentou que a presente ação mascararia verdadeira ação direta de inconstitucionalidade, o que seria inadmissível, por não ser possível o ajuizamento de ação civil pública como sucedânea de ação direta de inconstitucionalidade. Já Abner Tavares e outros aduziram que haveria falta de interesse recursal do ora agravado, nos termos do disposto na Súmula n 283 desta Corte. Acrescentaram que não teria ocorrido violação direta ao texto constitucional, tampouco prequestionamento, bem como que o provimento do apelo teria decorrido de reexame de provas, o que seria inadmissível. Por fim, defenderam a manutenção da decisão regional, dada a impossibilidade jurídica do pedido veiculado na ação civil pública em tela, bem como a ilegitimidade passiva do agravado para propô-la. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP fato a ensejar sua reforma, para o reconhecimento do interesse de agir do recorrente para o ajuizamento da ação civil pública em tela, bem assim da perfeita adequação desse tipo de demanda, ao fim colimado. Ante o exposto, nos termos do artigo 557, § 1...-A, do Código de Processo Civil, conheço do recurso extraordinário e lhe dou provimento para, uma vez reconhecida a adequação da ação civil pública em tela, determinar, ao Juízo de origem que prossiga em seu processamento, em seus ulteriores termos, apreciando o mérito da questão em debate nos autos. Publique-se. Brasília, 2 de fevereiro de 2010.” A Câmara Municipal de São Bernardo do Campo asseverou inexistir, no caso, o devido prequestionamento, bem como que o provimento do recurso teria implicado a revisão de matéria de fato. Acrescentou que a presente ação mascararia verdadeira ação direta de inconstitucionalidade, o que seria inadmissível, por não ser possível o ajuizamento de ação civil pública como sucedânea de ação direta de inconstitucionalidade. Já Abner Tavares e outros aduziram que haveria falta de interesse recursal do ora agravado, nos termos do disposto na Súmula n 283 desta Corte. Acrescentaram que não teria ocorrido violação direta ao texto constitucional, tampouco prequestionamento, bem como que o provimento do apelo teria decorrido de reexame de provas, o que seria inadmissível. Por fim, defenderam a manutenção da decisão regional, dada a impossibilidade jurídica do pedido veiculado na ação civil pública em tela, bem como a ilegitimidade passiva do agravado para propô-la. É o relatório. 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merecem prosperar as irresignações. Na decisão ora agravada, foi dado provimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que o Ministério Público detém legitimidade para o ajuizamento de uma ação como a presente, na defesa do interesse público, ainda que isso implique o reconhecimento incidental da inconstitucionalidade de ato normativo. Com isso, reformou-se o entendimento adotado pela Corte de origem de que esse tipo de reconhecimento não seria possível em uma ação civil pública como a presente. Tal acórdão fundamentou-se na interpretação que aquela Corte deu à norma do art. 129, inciso III, da Constituição Federal, interpretação essa que – conforme assentado na decisão atacada – contraria a pacífica jurisprudência desta Corte sobre o tema. Assim, para rever aquele posicionamento, calcado exclusivamente em interpretação de norma constitucional, matéria unicamente de direito, não é necessário rever os fatos e as provas dos autos, ao contrário do que foi asseverado pelos agravantes. Além disso, é inegável que houve o prequestionamento necessário para o conhecimento e o provimento do apelo, pois o acórdão regional faz expressa menção à norma do art. 129, inciso III, da Constituição Federal, no qual repousa o único fundamento utilizado para a prolação daquela decisão. Tampouco merece acolhida a assertiva de que a declaração de inconstitucionalidade postulada pelo agravado não se limitaria, incidentalmente, à hipótese retratada nestes autos, sendo, portanto, do tipo concentrado, inadmissível em uma ação civil pública. Não é demais ressaltar que, na via extraordinária, os fatos da causa devem ser analisados segundo a qualificação que lhe é dada pelo acórdão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399878. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 SÃO PAULO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Não merecem prosperar as irresignações. Na decisão ora agravada, foi dado provimento ao recurso extraordinário sob o fundamento de que o Ministério Público detém legitimidade para o ajuizamento de uma ação como a presente, na defesa do interesse público, ainda que isso implique o reconhecimento incidental da inconstitucionalidade de ato normativo. Com isso, reformou-se o entendimento adotado pela Corte de origem de que esse tipo de reconhecimento não seria possível em uma ação civil pública como a presente. Tal acórdão fundamentou-se na interpretação que aquela Corte deu à norma do art. 129, inciso III, da Constituição Federal, interpretação essa que – conforme assentado na decisão atacada – contraria a pacífica jurisprudência desta Corte sobre o tema. Assim, para rever aquele posicionamento, calcado exclusivamente em interpretação de norma constitucional, matéria unicamente de direito, não é necessário rever os fatos e as provas dos autos, ao contrário do que foi asseverado pelos agravantes. Além disso, é inegável que houve o prequestionamento necessário para o conhecimento e o provimento do apelo, pois o acórdão regional faz expressa menção à norma do art. 129, inciso III, da Constituição Federal, no qual repousa o único fundamento utilizado para a prolação daquela decisão. Tampouco merece acolhida a assertiva de que a declaração de inconstitucionalidade postulada pelo agravado não se limitaria, incidentalmente, à hipótese retratada nestes autos, sendo, portanto, do tipo concentrado, inadmissível em uma ação civil pública. Não é demais ressaltar que, na via extraordinária, os fatos da causa devem ser analisados segundo a qualificação que lhe é dada pelo acórdão Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP recorrido, e, no presente caso, referido aresto assentou, de forma inequívoca, que a ação civil pública em tela tinha por objetivo a declaração meramente incidental de inconstitucionalidade de ato normativo. Para dissentir dessa assertiva, seria necessário reanalisar os fatos e as provas dos autos, o que não se mostra possível nesta via extraordinária. Para o prosseguimento da ação obstada na origem, isso é o que basta, pois a efetiva apreciação dos efeitos da inconstitucionalidade objeto da demanda será aferida no momento oportuno, quando da análise do mérito do pleito, a qual, reitere-se, até então não ocorreu, uma vez que a sentença de primeiro grau - confirmada pelo acórdão regional - decretou a extinção do feito sem a apreciação de mérito. Corroborando o entendimento adotado na decisão atacada e os precedentes então citados, confira-se a ementa de recente acórdão do Plenário desta Corte sobre o tema: “Recurso Extraordinário. Processo Civil. Ação civil pública ajuizada por membro do Ministério Público estadual julgada extinta por ilegitimidade ativa e por se tratar de meio inadequado ao fim perseguido. 1. O Ministério Público detém legitimidade para o ajuizamento de ação civil pública intentada com o fito de obter condenação de agente público ao ressarcimento de alegados prejuízos que sua atuação teria causado ao erário. 2. Meio processual, ademais, que se mostra adequado a esse fim, ainda que o titular do direito, em tese, lesado pelo ato não tenha proposto, em seu nome próprio, a competente ação de ressarcimento. 3. Ausência de previsão, na Constituição Federal, da figura da advocacia pública municipal, a corroborar tal entendimento. 4. Recurso provido para afastar o decreto de extinção do feito, determinando-se seu regular prosseguimento” (Recurso Extraordinário n 225.777/MG, do qual fui relator para o acórdão, DJe de 29/8/11). Quanto ao fato de o ora agravado ter interposto, paralelamente ao apelo extremo, recurso especial, isso não atrai para o caso, por si só e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399878. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP recorrido, e, no presente caso, referido aresto assentou, de forma inequívoca, que a ação civil pública em tela tinha por objetivo a declaração meramente incidental de inconstitucionalidade de ato normativo. Para dissentir dessa assertiva, seria necessário reanalisar os fatos e as provas dos autos, o que não se mostra possível nesta via extraordinária. Para o prosseguimento da ação obstada na origem, isso é o que basta, pois a efetiva apreciação dos efeitos da inconstitucionalidade objeto da demanda será aferida no momento oportuno, quando da análise do mérito do pleito, a qual, reitere-se, até então não ocorreu, uma vez que a sentença de primeiro grau - confirmada pelo acórdão regional - decretou a extinção do feito sem a apreciação de mérito. Corroborando o entendimento adotado na decisão atacada e os precedentes então citados, confira-se a ementa de recente acórdão do Plenário desta Corte sobre o tema: “Recurso Extraordinário. Processo Civil. Ação civil pública ajuizada por membro do Ministério Público estadual julgada extinta por ilegitimidade ativa e por se tratar de meio inadequado ao fim perseguido. 1. O Ministério Público detém legitimidade para o ajuizamento de ação civil pública intentada com o fito de obter condenação de agente público ao ressarcimento de alegados prejuízos que sua atuação teria causado ao erário. 2. Meio processual, ademais, que se mostra adequado a esse fim, ainda que o titular do direito, em tese, lesado pelo ato não tenha proposto, em seu nome próprio, a competente ação de ressarcimento. 3. Ausência de previsão, na Constituição Federal, da figura da advocacia pública municipal, a corroborar tal entendimento. 4. Recurso provido para afastar o decreto de extinção do feito, determinando-se seu regular prosseguimento” (Recurso Extraordinário n 225.777/MG, do qual fui relator para o acórdão, DJe de 29/8/11). Quanto ao fato de o ora agravado ter interposto, paralelamente ao apelo extremo, recurso especial, isso não atrai para o caso, por si só e 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP automaticamente, o óbice representado pelo verbete da Súmula n 283 desta Corte, haja vista que o acórdão atacado - basta lê-lo - não tomou por fundamento normas infraconstitucionais,mas apenas e exclusivamente a norma do art. 129, inciso III, da Constituição Federal. Inaplicável, pois, ao presente feito o comando exarado pela referida súmula, a impedir a devida apreciação e o acolhimento do apelo deduzido pelo ora agravado. Correta, pois, a decisão agravada, a não merecer reparos. Ante o exposto, voto pelo não provimento dos agravos regimentais. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399878. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 471946 AGR / SP automaticamente, o óbice representado pelo verbete da Súmula n 283 desta Corte, haja vista que o acórdão atacado - basta lê-lo - não tomou por fundamento normas infraconstitucionais,mas apenas e exclusivamente a norma do art. 129, inciso III, da Constituição Federal. Inaplicável, pois, ao presente feito o comando exarado pela referida súmula, a impedir a devida apreciação e o acolhimento do apelo deduzido pelo ora agravado. Correta, pois, a decisão agravada, a não merecer reparos. Ante o exposto, voto pelo não provimento dos agravos regimentais. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4399878. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO ADV.(A/S) : JOÃO PAULO HECKER DA SILVA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ABNER TAVARES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS MENDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : GERVISON MARCOS MELÃO MONTEIRO ADV.(A/S) : CLÁUDIO HENRIQUE GOUVÊA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : VALTER CARMONA ADV.(A/S) : MARIA MIRTES GISOLFI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ADERSON PROCÓPIO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ CLOVES DA SILVA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : JOSÉ FERREIRA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FÁTIMA CRISTINA PIRES MIRANDA Decisão: A Turma negou provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4483123 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 471.946 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI AGTE.(S) : CÂMARA MUNICIPAL DE SÃO BERNARDO DO CAMPO ADV.(A/S) : JOÃO PAULO HECKER DA SILVA E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : ABNER TAVARES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTÔNIO CARLOS MENDES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO INTDO.(A/S) : GERVISON MARCOS MELÃO MONTEIRO ADV.(A/S) : CLÁUDIO HENRIQUE GOUVÊA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : VALTER CARMONA ADV.(A/S) : MARIA MIRTES GISOLFI E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : ADERSON PROCÓPIO FERREIRA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ CLOVES DA SILVA E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : JOSÉ FERREIRA DE SOUZA E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FÁTIMA CRISTINA PIRES MIRANDA Decisão: A Turma negou provimento aos agravos regimentais, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4483123 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA ADV.(A/S) :SIMONE MARIA NADER CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, “A”. INAPLICABILIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. O Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica, não se lhe aplicando a imunidade tributária recíproca do art. 150, VI, a, da Constituição, conforme orientação jurisprudencial da Corte nos seguintes julgados: AI 717793 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 17/3/2011; ARE 663552 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 12.3.2012; AI 736607 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19-10-2011. 2. In casu, o acórdão objeto do recurso extraordinário assentou: TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. DEMANDA DE POTÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTRIBUINTE DE FATO ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. 1. As Turmas que compõem a Primeira Seção consolidaram entendimento de que, nas operações referentes ao fornecimento de energia elétrica, o consumidor final não pode ser considerado como contribuinte de direito, tendo em vista o disposto no artigo 4º, caput, da LC 87/1996, segundo o qual são contribuintes, nas operações internas com energia elétrica, aqueles que a fornecem. Precedentes (REsp 1191860/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14/04/2011 e RMS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266006. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 721176 AGR / MG 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do CPC (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (STJ, 1ª Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). 3. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266006. Supremo Tribunal Federal ARE 721176 AGR / MG 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do CPC (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (STJ, 1ª Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). 3. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA ADV.(A/S) :SIMONE MARIA NADER CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA , em face da decisão assim ementada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, A. INAPLICABILIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM . EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2 . O Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica, não se lhe aplicando a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266007. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA ADV.(A/S) :SIMONE MARIA NADER CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA , em face da decisão assim ementada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, A. INAPLICABILIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM . EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). 2 . O Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica, não se lhe aplicando a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 721176 AGR / MG imunidade tributária recíproca do art. 150, VI, a, da Constituição, conforme orientação jurisprudencial da Corte nos seguintes julgados: AI 717793 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 17/3/2011; ARE 663552 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 12.3.2012; AI 736607 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19- 10-2011. 3 . In casu , o acórdão recorrido assentou: TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. DEMANDA DE POTÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTRIBUINTE DE FATO ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. 1. As Turmas que compõem a Primeira Seção consolidaram entendimento de que, nas operações referentes ao fornecimento de energia elétrica, o consumidor final não pode ser considerado como contribuinte de direito, tendo em vista o disposto no artigo 4º, caput, da LC 87/1996, segundo o qual são contribuintes, nas operações internas com energia elétrica, aqueles que a fornecem. Precedentes (REsp 1191860/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14/04/2011 e RMS 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do CPC (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (STJ, 1ª Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). 4. Agravo a que se NEGA SEGUIMENTO . Em suas razões, aduz o agravante que faz jus a imunidade do ICMS sobre energia elétrica, porquanto figura na relação jurídico-tributária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266007. Supremo Tribunal Federal ARE 721176 AGR / MG imunidade tributária recíproca do art. 150, VI, a, da Constituição, conforme orientação jurisprudencial da Corte nos seguintes julgados: AI 717793 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 17/3/2011; ARE 663552 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 12.3.2012; AI 736607 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19- 10-2011. 3 . In casu , o acórdão recorrido assentou: TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. DEMANDA DE POTÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTRIBUINTE DE FATO ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. 1. As Turmas que compõem a Primeira Seção consolidaram entendimento de que, nas operações referentes ao fornecimento de energia elétrica, o consumidor final não pode ser considerado como contribuinte de direito, tendo em vista o disposto no artigo 4º, caput, da LC 87/1996, segundo o qual são contribuintes, nas operações internas com energia elétrica, aqueles que a fornecem. Precedentes (REsp 1191860/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14/04/2011 e RMS 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do CPC (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (STJ, 1ª Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). 4. Agravo a que se NEGA SEGUIMENTO . Em suas razões, aduz o agravante que faz jus a imunidade do ICMS sobre energia elétrica, porquanto figura na relação jurídico-tributária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 721176 AGR / MG como contribuinte de fato e de direito. Sustenta, ainda, que conforme “lecionava Baleeiro, se o beneficiado pela imunidade repassa a terceiro o encargo econômico, não há falar-se em aplicação da benesse constitucional. Concluindo o raciocínio, se é o ente imune quem sofre indiretamente a incidência, há de se lhe reconhecer a imunidade”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266007. Supremo Tribunal Federal ARE 721176 AGR / MG como contribuinte de fato e de direito. Sustenta, ainda, que conforme “lecionava Baleeiro, se o beneficiado pela imunidade repassa a terceiro o encargo econômico, não há falar-se em aplicação da benesse constitucional. Concluindo o raciocínio, se é o ente imune quem sofre indiretamente a incidência, há de se lhe reconhecer a imunidade”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA interpõe agravo nos próprios autos contra decisão que não admitiu seu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Estado de Minas Gerais, ementado nos seguintes termos: TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. DEMANDA DE POTÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTRIBUINTE DE FATO ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. 1. As Turmas que compõem a Primeira Seção consolidaram entendimento de que, nas operações referentes ao fornecimento de energia elétrica, o consumidor final não pode ser considerado como contribuinte de direito, tendo em vista o disposto no artigo 4º, caput, da LC 87/1996, segundo o qual são contribuintes, nas operações internas com energia elétrica, aqueles que a fornecem. Precedentes (REsp 1191860/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14/04/2011 e RMS 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do CPC (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA interpõe agravo nos próprios autos contra decisão que não admitiu seu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Estado de Minas Gerais, ementado nos seguintes termos: TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. DEMANDA DE POTÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTRIBUINTE DE FATO ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. 1. As Turmas que compõem a Primeira Seção consolidaram entendimento de que, nas operações referentes ao fornecimento de energia elétrica, o consumidor final não pode ser considerado como contribuinte de direito, tendo em vista o disposto no artigo 4º, caput, da LC 87/1996, segundo o qual são contribuintes, nas operações internas com energia elétrica, aqueles que a fornecem. Precedentes (REsp 1191860/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14/04/2011 e RMS 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do CPC (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721176 AGR / MG contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (STJ, 1ª Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). Opostos embargos de declaração, foram acolhidos para sanar erro material concernente à verba honorária. Irresignado com o teor do acórdão prolatado, o recorrente interpôs recurso extraordinário com fulcro no art. 102, III, a , da Constituição Federal, sustentando a preliminar de repercussão geral e apontando como violado o art. 150, VI, a, da Carta Federal, pretendendo o reconhecimento da imunidade como contribuinte de direito. Brevemente relatados, DECIDO . O agravo não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). A jurisprudência da Corte é firme no sentido de que o Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica, não se lhe aplicando a imunidade tributária recíproca do art. 150, VI, a, da Constituição, conforme orientação jurisprudencial da Corte nos seguintes julgados: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA: INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 717793 AgR , Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Supremo Tribunal Federal ARE 721176 AGR / MG contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (STJ, 1ª Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). Opostos embargos de declaração, foram acolhidos para sanar erro material concernente à verba honorária. Irresignado com o teor do acórdão prolatado, o recorrente interpôs recurso extraordinário com fulcro no art. 102, III, a , da Constituição Federal, sustentando a preliminar de repercussão geral e apontando como violado o art. 150, VI, a, da Carta Federal, pretendendo o reconhecimento da imunidade como contribuinte de direito. Brevemente relatados, DECIDO . O agravo não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da CF). A jurisprudência da Corte é firme no sentido de que o Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica, não se lhe aplicando a imunidade tributária recíproca do art. 150, VI, a, da Constituição, conforme orientação jurisprudencial da Corte nos seguintes julgados: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA: INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 717793 AgR , Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721176 AGR / MG Turma, DJe 17/3/2011) TRIBUTÁRIO. ICMS. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. CONTRIBUINTE DE FATO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, A, DA CONSTITUIÇÃO. INAPLICABILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A imunidade do art. 150, VI, a, da Constituição somente se aplica ao imposto incidente sobre serviço, patrimônio ou renda do próprio ente beneficiado, na qualidade de contribuinte de direito. II - Como o Município não é contribuinte de direito do ICMS relativo a serviços de energia elétrica, não tem o benefício da imunidade em questão, uma vez que esta não alcança o contribuinte de fato. Precedentes. III Agravo regimental improvido. (ARE 663552 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 12.3.2012) AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. MUNICÍPIO. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA. CONTRIBUINTE DE FATO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. ALÍNEA A DO INCISO VI DO ART. 150 DA CONSTITUIÇÃO REPUBLICANA. INAPLICABILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta, entende que o Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica e telefonia, por isso não se aplica a imunidade tributária recíproca prevista na alínea a do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. (AI 736607 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19-10-2011) Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo, com fundamento no art. 21, § 1º, do RISTF. Resta evidenciado que o agravante não expendeu qualquer argumento capaz de infirmar a decisão que pretende ver reformada, razão pela qual tenho que a mesma há de ser mantida íntegra por seus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Supremo Tribunal Federal ARE 721176 AGR / MG Turma, DJe 17/3/2011) TRIBUTÁRIO. ICMS. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. CONTRIBUINTE DE FATO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, A, DA CONSTITUIÇÃO. INAPLICABILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A imunidade do art. 150, VI, a, da Constituição somente se aplica ao imposto incidente sobre serviço, patrimônio ou renda do próprio ente beneficiado, na qualidade de contribuinte de direito. II - Como o Município não é contribuinte de direito do ICMS relativo a serviços de energia elétrica, não tem o benefício da imunidade em questão, uma vez que esta não alcança o contribuinte de fato. Precedentes. III Agravo regimental improvido. (ARE 663552 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 12.3.2012) AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. MUNICÍPIO. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA. CONTRIBUINTE DE FATO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. ALÍNEA A DO INCISO VI DO ART. 150 DA CONSTITUIÇÃO REPUBLICANA. INAPLICABILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta, entende que o Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica e telefonia, por isso não se aplica a imunidade tributária recíproca prevista na alínea a do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. (AI 736607 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19-10-2011) Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo, com fundamento no art. 21, § 1º, do RISTF. Resta evidenciado que o agravante não expendeu qualquer argumento capaz de infirmar a decisão que pretende ver reformada, razão pela qual tenho que a mesma há de ser mantida íntegra por seus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721176 AGR / MG próprios fundamentos. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Supremo Tribunal Federal ARE 721176 AGR / MG próprios fundamentos. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA ADV.(A/S) : SIMONE MARIA NADER CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306982 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA ADV.(A/S) : SIMONE MARIA NADER CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306982 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4313269
2013-06-25T00:00:00
2013-08-13T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 25.6.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, “A”. INAPLICABILIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. O Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica, não se lhe aplicando a imunidade tributária recíproca do art. 150, VI, a, da Constituição, conforme orientação jurisprudencial da Corte nos seguintes julgados: AI 717793 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 17/3/2011; ARE 663552 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 12.3.2012; AI 736607 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19-10-2011. 2. In casu, o acórdão objeto do recurso extraordinário assentou: TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. DEMANDA DE POTÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTRIBUINTE DE FATO ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. 1. As Turmas que compõem a Primeira Seção consolidaram entendimento de que, nas operações referentes ao fornecimento de energia elétrica, o consumidor final não pode ser considerado como contribuinte de direito, tendo em vista o disposto no artigo 4º, caput, da LC 87/1996, segundo o qual são contribuintes, nas operações internas com energia elétrica, aqueles que a fornecem. Precedentes (REsp 1191860/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14/04/2011 e RMS 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do CPC (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (STJ, 1ª Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). 3. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO.
sjur238163
- Acórdão (s) citado (s): (ICMS, ENERGIA ELÉTRICA, IMUNIDADE RECÍPROCA, MUNICÍPIO) AI 717793 AgR (1ªT), ARE 663552 AgR (2ªT), AI 736607 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 22/08/2013, BMB.
LUIZ FUX
Primeira Turma
721176
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00150 INC-00006 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 721176 AgR
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AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA ADV.(A/S) : SIMONE MARIA NADER CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA ADV.(A/S) :SIMONE MARIA NADER CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, “A”. INAPLICABILIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. DECISÃO QUE SE MANTÉM POR SEUS PRÓPRIOS FUNDAMENTOS. 1. O Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica, não se lhe aplicando a imunidade tributária recíproca do art. 150, VI, a, da Constituição, conforme orientação jurisprudencial da Corte nos seguintes julgados: AI 717793 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 17/3/2011; ARE 663552 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 12.3.2012; AI 736607 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19-10-2011. 2. In casu, o acórdão objeto do recurso extraordinário assentou: TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. DEMANDA DE POTÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTRIBUINTE DE FATO ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. 1. As Turmas que compõem a Primeira Seção consolidaram entendimento de que, nas operações referentes ao fornecimento de energia elétrica, o consumidor final não pode ser considerado como contribuinte de direito, tendo em vista o disposto no artigo 4..., caput, da Lei Complementar 87/1996, segundo o qual são contribuintes, nas operações internas com energia elétrica, aqueles que a fornecem. Precedentes (REsp 1191860/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14/04/2011 e RMS Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266006. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 721176 AGR / MG 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (Superior Tribunal de Justiça, 1... Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). 3. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266006. Supremo Tribunal Federal ARE 721176 AGR / MG 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (Superior Tribunal de Justiça, 1... Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). 3. Agravo regimental a que se NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 25 de junho de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266006. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA ADV.(A/S) :SIMONE MARIA NADER CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA , em face da decisão assim ementada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, A. INAPLICABILIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM . EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2 . O Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica, não se lhe aplicando a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266007. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA ADV.(A/S) :SIMONE MARIA NADER CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto por MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA , em face da decisão assim ementada: RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, A. INAPLICABILIDADE. CONTRIBUINTE DE FATO. ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM . EXTINÇÃO DO PROCESSO SEM JULGAMENTO DO MÉRITO. A REPERCUSSÃO GERAL NÃO DISPENSA O PREENCHIMENTO DOS DEMAIS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE DOS RECURSOS. ART. 323 DO RISTF C.C. ART. 102, III, § 3..., DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2 . O Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica, não se lhe aplicando a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 721176 AGR / MG imunidade tributária recíproca do art. 150, VI, a, da Constituição, conforme orientação jurisprudencial da Corte nos seguintes julgados: AI 717793 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 17/3/2011; ARE 663552 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 12.3.2012; AI 736607 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19- 10-2011. 3 . In casu , o acórdão recorrido assentou: TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. DEMANDA DE POTÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTRIBUINTE DE FATO ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. 1. As Turmas que compõem a Primeira Seção consolidaram entendimento de que, nas operações referentes ao fornecimento de energia elétrica, o consumidor final não pode ser considerado como contribuinte de direito, tendo em vista o disposto no artigo 4..., caput, da Lei Complementar 87/1996, segundo o qual são contribuintes, nas operações internas com energia elétrica, aqueles que a fornecem. Precedentes (REsp 1191860/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14/04/2011 e RMS 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (Superior Tribunal de Justiça, 1... Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). 4. Agravo a que se NEGA SEGUIMENTO . Em suas razões, aduz o agravante que faz jus a imunidade do ICMS sobre energia elétrica, porquanto figura na relação jurídico-tributária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266007. Supremo Tribunal Federal ARE 721176 AGR / MG imunidade tributária recíproca do art. 150, VI, a, da Constituição, conforme orientação jurisprudencial da Corte nos seguintes julgados: AI 717793 AgR, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira Turma, DJe 17/3/2011; ARE 663552 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 12.3.2012; AI 736607 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19- 10-2011. 3 . In casu , o acórdão recorrido assentou: TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. DEMANDA DE POTÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTRIBUINTE DE FATO ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. 1. As Turmas que compõem a Primeira Seção consolidaram entendimento de que, nas operações referentes ao fornecimento de energia elétrica, o consumidor final não pode ser considerado como contribuinte de direito, tendo em vista o disposto no artigo 4..., caput, da Lei Complementar 87/1996, segundo o qual são contribuintes, nas operações internas com energia elétrica, aqueles que a fornecem. Precedentes (REsp 1191860/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14/04/2011 e RMS 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (Superior Tribunal de Justiça, 1... Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). 4. Agravo a que se NEGA SEGUIMENTO . Em suas razões, aduz o agravante que faz jus a imunidade do ICMS sobre energia elétrica, porquanto figura na relação jurídico-tributária 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 721176 AGR / MG como contribuinte de fato e de direito. Sustenta, ainda, que conforme “lecionava Baleeiro, se o beneficiado pela imunidade repassa a terceiro o encargo econômico, não há falar-se em aplicação da benesse constitucional. Concluindo o raciocínio, se é o ente imune quem sofre indiretamente a incidência, há de se lhe reconhecer a imunidade”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266007. Supremo Tribunal Federal ARE 721176 AGR / MG como contribuinte de fato e de direito. Sustenta, ainda, que conforme “lecionava Baleeiro, se o beneficiado pela imunidade repassa a terceiro o encargo econômico, não há falar-se em aplicação da benesse constitucional. Concluindo o raciocínio, se é o ente imune quem sofre indiretamente a incidência, há de se lhe reconhecer a imunidade”. É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266007. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA interpõe agravo nos próprios autos contra decisão que não admitiu seu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Estado de Minas Gerais, ementado nos seguintes termos: TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. DEMANDA DE POTÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTRIBUINTE DE FATO ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. 1. As Turmas que compõem a Primeira Seção consolidaram entendimento de que, nas operações referentes ao fornecimento de energia elétrica, o consumidor final não pode ser considerado como contribuinte de direito, tendo em vista o disposto no artigo 4..., caput, da Lei Complementar 87/1996, segundo o qual são contribuintes, nas operações internas com energia elétrica, aqueles que a fornecem. Precedentes (REsp 1191860/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14/04/2011 e RMS 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Supremo Tribunal Federal 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 MINAS GERAIS V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Não assiste razão ao agravante. Em suma, os fundamentos da decisão agravada restaram assim consignados: MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA interpõe agravo nos próprios autos contra decisão que não admitiu seu recurso extraordinário interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Estado de Minas Gerais, ementado nos seguintes termos: TRIBUTÁRIO. ICMS. ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. DEMANDA DE POTÊNCIA, DISTRIBUIÇÃO E TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA CONTRIBUINTE DE FATO ILEGITIMIDADE ATIVA AD CAUSAM. 1. As Turmas que compõem a Primeira Seção consolidaram entendimento de que, nas operações referentes ao fornecimento de energia elétrica, o consumidor final não pode ser considerado como contribuinte de direito, tendo em vista o disposto no artigo 4..., caput, da Lei Complementar 87/1996, segundo o qual são contribuintes, nas operações internas com energia elétrica, aqueles que a fornecem. Precedentes (REsp 1191860/SC, Rel. Ministro Luiz Fux, Primeira Turma, DJe 14/04/2011 e RMS 25.558/PB. Rel. Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 22/03/2011). 2. Assim, considerando ainda a orientação fixada por ocasião do julgamento do REsp n. 903.394/AL sob o rito do art. 543-C do Código de Processo Civil (apenas o contribuinte de direito tem legitimidade ativa ad causam para demandar judicialmente a restituição de indébito referente a tributos indiretos), o consumidor final do serviço de energia elétrica, na condição de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721176 AGR / MG contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (Superior Tribunal de Justiça, 1... Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). Opostos embargos de declaração, foram acolhidos para sanar erro material concernente à verba honorária. Irresignado com o teor do acórdão prolatado, o recorrente interpôs recurso extraordinário com fulcro no art. 102, III, a , da Constituição Federal, sustentando a preliminar de repercussão geral e apontando como violado o art. 150, VI, a, da Carta Federal, pretendendo o reconhecimento da imunidade como contribuinte de direito. Brevemente relatados, DECIDO . O agravo não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). A jurisprudência da Corte é firme no sentido de que o Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica, não se lhe aplicando a imunidade tributária recíproca do art. 150, VI, a, da Constituição, conforme orientação jurisprudencial da Corte nos seguintes julgados: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA: INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 717793 AgR , Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Supremo Tribunal Federal ARE 721176 AGR / MG contribuinte de fato não possui legitimidade passiva ad causam para discutir a incidência do ICMS sobre operações referentes a tal serviço, tampouco para pleitear a sua restituição. Precedentes: RMS 32.425/ES, Relator Ministro Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, DJe 4/3/2011. (Superior Tribunal de Justiça, 1... Turma, RMS 33355/PA, Rel. Min. Benedito Gonçalves, DJe 17/06/2011). Opostos embargos de declaração, foram acolhidos para sanar erro material concernente à verba honorária. Irresignado com o teor do acórdão prolatado, o recorrente interpôs recurso extraordinário com fulcro no art. 102, III, a , da Constituição Federal, sustentando a preliminar de repercussão geral e apontando como violado o art. 150, VI, a, da Carta Federal, pretendendo o reconhecimento da imunidade como contribuinte de direito. Brevemente relatados, DECIDO . O agravo não merece prosperar. Ab initio, a repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). A jurisprudência da Corte é firme no sentido de que o Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica, não se lhe aplicando a imunidade tributária recíproca do art. 150, VI, a, da Constituição, conforme orientação jurisprudencial da Corte nos seguintes julgados: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. IMPOSTO SOBRE CIRCULAÇÃO DE MERCADORIAS E SERVIÇOS ICMS. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. SERVIÇO DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA: INAPLICABILIDADE. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (AI 717793 AgR , Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Primeira 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721176 AGR / MG Turma, DJe 17/3/2011) TRIBUTÁRIO. ICMS. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. CONTRIBUINTE DE FATO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, A, DA CONSTITUIÇÃO. INAPLICABILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A imunidade do art. 150, VI, a, da Constituição somente se aplica ao imposto incidente sobre serviço, patrimônio ou renda do próprio ente beneficiado, na qualidade de contribuinte de direito. II - Como o Município não é contribuinte de direito do ICMS relativo a serviços de energia elétrica, não tem o benefício da imunidade em questão, uma vez que esta não alcança o contribuinte de fato. Precedentes. III Agravo regimental improvido. (ARE 663552 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 12.3.2012) AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. MUNICÍPIO. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA. CONTRIBUINTE DE FATO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. ALÍNEA A DO INCISO VI DO ART. 150 DA CONSTITUIÇÃO REPUBLICANA. INAPLICABILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta, entende que o Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica e telefonia, por isso não se aplica a imunidade tributária recíproca prevista na alínea a do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. (AI 736607 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19-10-2011) Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo, com fundamento no art. 21, § 1..., do RISTF. Resta evidenciado que o agravante não expendeu qualquer argumento capaz de infirmar a decisão que pretende ver reformada, razão pela qual tenho que a mesma há de ser mantida íntegra por seus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Supremo Tribunal Federal ARE 721176 AGR / MG Turma, DJe 17/3/2011) TRIBUTÁRIO. ICMS. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA. MUNICÍPIO. CONTRIBUINTE DE FATO. IMUNIDADE RECÍPROCA. ART. 150, VI, A, DA CONSTITUIÇÃO. INAPLICABILIDADE. AGRAVO IMPROVIDO. I - A imunidade do art. 150, VI, a, da Constituição somente se aplica ao imposto incidente sobre serviço, patrimônio ou renda do próprio ente beneficiado, na qualidade de contribuinte de direito. II - Como o Município não é contribuinte de direito do ICMS relativo a serviços de energia elétrica, não tem o benefício da imunidade em questão, uma vez que esta não alcança o contribuinte de fato. Precedentes. III Agravo regimental improvido. (ARE 663552 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe 12.3.2012) AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. ICMS. MUNICÍPIO. SERVIÇOS DE ENERGIA ELÉTRICA E TELEFONIA. CONTRIBUINTE DE FATO. IMUNIDADE TRIBUTÁRIA RECÍPROCA. ALÍNEA A DO INCISO VI DO ART. 150 DA CONSTITUIÇÃO REPUBLICANA. INAPLICABILIDADE. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, que me parece juridicamente correta, entende que o Município não é contribuinte de direito do ICMS sobre serviços de energia elétrica e telefonia, por isso não se aplica a imunidade tributária recíproca prevista na alínea a do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Precedentes. 2. Agravo regimental desprovido. (AI 736607 AgR, Rel. Min. AYRES BRITTO, Segunda Turma, DJe 19-10-2011) Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo, com fundamento no art. 21, § 1..., do RISTF. Resta evidenciado que o agravante não expendeu qualquer argumento capaz de infirmar a decisão que pretende ver reformada, razão pela qual tenho que a mesma há de ser mantida íntegra por seus 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX ARE 721176 AGR / MG próprios fundamentos. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Supremo Tribunal Federal ARE 721176 AGR / MG próprios fundamentos. Pelo exposto, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4266008. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Extrato de Ata - 25/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA ADV.(A/S) : SIMONE MARIA NADER CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306982 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 721.176 PROCED. : MINAS GERAIS RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SILVEIRÂNIA ADV.(A/S) : SIMONE MARIA NADER CAMPOS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 25.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4306982 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AI 717793 AgR", "ARE 663552 AgR", "AI 736607 AgR", "REsp 1191860 / SC", "ARE 721176 AGR / MG 25 . 558 / PB", "REsp n . 903 . 394 / AL", "RMS 32 . 425 / ES", "RMS 33355 / PA", "REsp n . 903 . 394 / AL", "RMS 32 . 425 / ES", "RMS 33355 / PA", "ARE 721176 AGR / MG", "AI 717793 AgR", "ARE 663552 AgR", "AI 736607 AgR", "REsp 1191860 / SC", "RMS 25 . 558 / PB", "REsp n . 903 . 394 / AL", "RMS 32 . 425 / ES", "RMS 33355 / PA", "ARE 721176 AGR", "AI 717793 AgR", "ARE 663552 AgR", "AI 736607 AgR", "REsp 1191860 / SC", "RMS 25 . 558 / PB", "REsp n . 903 . 394 / AL", "RMS 32 . 425 / ES", "RMS 33355 / PA", "ARE 721176 AGR / MG", "ARE 721176 AGR / MG", "REsp 1191860 / SC", "RMS 25 . 558 / PB", "REsp n . 903 . 394 / AL", "REsp 1191860 / SC", "RMS 25 . 558 / PB", "REsp n . 903 . 394 / AL", "ARE 721176 AGR / MG", "RMS 32 . 425 / ES", "RMS 33355 / PA", "AI 717793 AgR", "ARE 721176 AGR /", "RMS 32 . 425 / ES", "RMS 33355 / PA", "AI 717793 AgR", "ARE 663552 AgR", "AI 736607 AgR", "ARE 663552 AgR", "AI 736607 AgR", "ARE 721176 AGR / MG", "ARE 721176 AGR / MG" ], "LEGISLACAO": [ "art . 150 , VI , a , da Constituição", "artigo 4 . . . , caput , da Lei Complementar 87 / 1996", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - C do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 543 - C do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 323 DO RISTF C . 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"Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 150 , VI , a , da Carta Federal", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 150 , VI , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição Federal", "art . 150 , VI , a , da Carta Federal", "art . 323 do RISTF", "art . 102 , III , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "art . 150 , VI , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 150 , VI , A , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 150 , VI , a , da Constituição", "INCISO VI DO ART . 150 DA CONSTITUIÇÃO REPUBLICANA", "alínea a do inciso VI do art . 150 da Constituição Federal", "art . 21 , § 1 . . . , do RISTF", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 150 , VI , A , DA CONSTITUIÇÃO", "art . 150 , VI , a , da Constituição", "alínea a do inciso VI do art . 150 da Constituição Federal", "art . 21 , § 1 . . . , 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Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :IDELFONSO BORGES DE ANDRADE ADV.(A/S) :RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO ADV.(A/S) :RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DISPARO DE ARMA DE FOGO EM VIA PÚBLICA. INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHAS. ART. 212 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. INVERSÃO NA ORDEM DE INQUIRIÇÃO. VIOLAÇÃO REFLEXA. 1. Sobressai a natureza infraconstitucional da controvérsia relativa à inversão na ordem de oitiva de testemunhas, em descumprimento ao art. 212 do Código de Processo Penal. 2. Inviável o Recurso Extraordinário quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se existente, seria meramente indireta, ou reflexa, a depender de interpretação da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075584. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 742224 AGR / MG negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075584. Supremo Tribunal Federal ARE 742224 AGR / MG negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075584. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :IDELFONSO BORGES DE ANDRADE ADV.(A/S) :RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO ADV.(A/S) :RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental de Idelfonso Borges de Andrade contra decisão de minha lavra na qual neguei seguimento a agravo interposto contra anterior inadmissão de extraordinário no Tribunal a quo. O Recorrente foi condenado às penas de 02 (dois) anos de reclusão, no regime inicial aberto, e de 10 (dez) dias-multa pela prática de disparos de arma de fogo em via pública, tipificado no art. 15 da Lei 10.826/2003. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas restritivas de direitos —prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária. Ao julgar a apelação defensiva, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou provimento ao recurso. Ato contínuo, rejeitados os respectivos embargos. Contra o acórdão, manejado recurso extraordinário, inadmitido na origem. Como adiantado, neguei seguimento ao agravo interposto desta decisão, pelo óbice da violação, acaso existente, meramente indireta de dispositivo constitucional. Nas razões do presente agravo regimental, sustenta a Defesa que merece reforma a decisão recorrida, insistindo na ocorrência de ofensa direta ao art. 5º, LIV, da Constituição Federal, pois “as Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075585. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :IDELFONSO BORGES DE ANDRADE ADV.(A/S) :RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO ADV.(A/S) :RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental de Idelfonso Borges de Andrade contra decisão de minha lavra na qual neguei seguimento a agravo interposto contra anterior inadmissão de extraordinário no Tribunal a quo. O Recorrente foi condenado às penas de 02 (dois) anos de reclusão, no regime inicial aberto, e de 10 (dez) dias-multa pela prática de disparos de arma de fogo em via pública, tipificado no art. 15 da Lei 10.826/2003. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas restritivas de direitos —prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária. Ao julgar a apelação defensiva, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou provimento ao recurso. Ato contínuo, rejeitados os respectivos embargos. Contra o acórdão, manejado recurso extraordinário, inadmitido na origem. Como adiantado, neguei seguimento ao agravo interposto desta decisão, pelo óbice da violação, acaso existente, meramente indireta de dispositivo constitucional. Nas razões do presente agravo regimental, sustenta a Defesa que merece reforma a decisão recorrida, insistindo na ocorrência de ofensa direta ao art. 5º, LIV, da Constituição Federal, pois “as Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 742224 AGR / MG perguntas às testemunhas serão formuladas diretamente pelas partes, sendo que o Juiz somente poderá, ao final, complementar a inquirição sobre os pontos não esclarecidos”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075585. Supremo Tribunal Federal ARE 742224 AGR / MG perguntas às testemunhas serão formuladas diretamente pelas partes, sendo que o Juiz somente poderá, ao final, complementar a inquirição sobre os pontos não esclarecidos”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 MINAS GERAIS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão recorrida negou seguimento ao agravo pela eventual ocorrência tão só de violação indireta de preceito constitucional. O Recorrente, condenado pela prática de disparos de arma de fogo em via pública, tipificado no art. 15 da Lei 10.826/2003, insiste na afronta direta ao art. 5º, LIV, da Constituição Federal, dada a inversão na ordem de inquirição de testemunhas. Para tanto, afirma que o magistrado teria iniciado a oitiva dos depoentes e, somente ao final, franqueado a possibilidade de perguntas às partes. Ao rechaçar a nulidade processual, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais asseverou: “A inobservância da regra do artigo 212 do Código de Processo Penal não impõe assim de forma absoluta a nulidade do processo, devendo o apelante demonstrar a ocorrência de algum prejuízo por ser a nulidade relativa. Inobservou-se ainda “no termo de audiência qualquer frase ou passagem que tenham o intuito de induzir, instigar uma testemunha a depor neste ou naquele sentido, sendo certo que o ato praticado pelo magistrado primevo ocorreu com a necessária imparcialidade”. Como se depreende dos trechos transcritos, sobressai a natureza eminentemente infraconstitucional da matéria em debate, envolvendo as regras de condução da audiência de oitiva de testemunhas, insculpidas no artigo 212 do Código de Processo Penal. Repiso que este Supremo Tribunal firmou entendimento de que, em regra, ofensas aos postulados do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa por alegado descumprimento de legislação ordinária, se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075586. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 MINAS GERAIS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão recorrida negou seguimento ao agravo pela eventual ocorrência tão só de violação indireta de preceito constitucional. O Recorrente, condenado pela prática de disparos de arma de fogo em via pública, tipificado no art. 15 da Lei 10.826/2003, insiste na afronta direta ao art. 5º, LIV, da Constituição Federal, dada a inversão na ordem de inquirição de testemunhas. Para tanto, afirma que o magistrado teria iniciado a oitiva dos depoentes e, somente ao final, franqueado a possibilidade de perguntas às partes. Ao rechaçar a nulidade processual, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais asseverou: “A inobservância da regra do artigo 212 do Código de Processo Penal não impõe assim de forma absoluta a nulidade do processo, devendo o apelante demonstrar a ocorrência de algum prejuízo por ser a nulidade relativa. Inobservou-se ainda “no termo de audiência qualquer frase ou passagem que tenham o intuito de induzir, instigar uma testemunha a depor neste ou naquele sentido, sendo certo que o ato praticado pelo magistrado primevo ocorreu com a necessária imparcialidade”. Como se depreende dos trechos transcritos, sobressai a natureza eminentemente infraconstitucional da matéria em debate, envolvendo as regras de condução da audiência de oitiva de testemunhas, insculpidas no artigo 212 do Código de Processo Penal. Repiso que este Supremo Tribunal firmou entendimento de que, em regra, ofensas aos postulados do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa por alegado descumprimento de legislação ordinária, se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 742224 AGR / MG existentes, seriam meramente reflexas ou indiretas, cujo exame se mostra inviável nesta sede recursal. Nesse sentido: “Inviável em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional” – RE 660.186 AgR/RS, 1ª Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 14.02.2012, e “Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária” – RE 642.408 AgR/SP, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 14.02.2012). Além disso, o entendimento firmado pelo acórdão recorrido converge com a jurisprudência desta Suprema Corte. De minha relatoria, confira-se o seguinte precedente: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PERICULOSIDADE. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA. ART. 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL INVERSÃO NA ORDEM DE INQUIRIÇÃO. 1. A presunção de inocência, ou de não culpabilidade, é princípio cardeal do processo penal em um Estado Democrático de Direito. Teve longo desenvolvimento histórico, sendo considerada uma conquista da humanidade. Não impede, porém, em absoluto, a imposição de restrições ao direito do acusado antes do final processo, exigindo apenas que essas sejam necessárias e que não sejam prodigalizadas. Não constitui um véu inibidor da apreensão da realidade pelo juiz, ou mais especificamente do conhecimento dos fatos do processo e da valoração das provas, ainda que em cognição sumária e provisória. O mundo não pode ser colocado entre parênteses. O entendimento de que o fato criminoso em si não pode ser valorado para decretação ou manutenção da prisão cautelar não é consentâneo com o próprio instituto da prisão preventiva, já que a imposição desta tem por pressuposto a presença de prova da materialidade do crime e de indícios de autoria. 2. Se as circunstâncias concretas da prática do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075586. Supremo Tribunal Federal ARE 742224 AGR / MG existentes, seriam meramente reflexas ou indiretas, cujo exame se mostra inviável nesta sede recursal. Nesse sentido: “Inviável em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional” – RE 660.186 AgR/RS, 1ª Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 14.02.2012, e “Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária” – RE 642.408 AgR/SP, 1ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 14.02.2012). Além disso, o entendimento firmado pelo acórdão recorrido converge com a jurisprudência desta Suprema Corte. De minha relatoria, confira-se o seguinte precedente: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PERICULOSIDADE. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA. ART. 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL INVERSÃO NA ORDEM DE INQUIRIÇÃO. 1. A presunção de inocência, ou de não culpabilidade, é princípio cardeal do processo penal em um Estado Democrático de Direito. Teve longo desenvolvimento histórico, sendo considerada uma conquista da humanidade. Não impede, porém, em absoluto, a imposição de restrições ao direito do acusado antes do final processo, exigindo apenas que essas sejam necessárias e que não sejam prodigalizadas. Não constitui um véu inibidor da apreensão da realidade pelo juiz, ou mais especificamente do conhecimento dos fatos do processo e da valoração das provas, ainda que em cognição sumária e provisória. O mundo não pode ser colocado entre parênteses. O entendimento de que o fato criminoso em si não pode ser valorado para decretação ou manutenção da prisão cautelar não é consentâneo com o próprio instituto da prisão preventiva, já que a imposição desta tem por pressuposto a presença de prova da materialidade do crime e de indícios de autoria. 2. Se as circunstâncias concretas da prática do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 742224 AGR / MG crime, homicídio praticado com requintes de crueldade, revelam a periculosidade do agente, justificada está a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3. Do fato de o juiz ter perguntado primeiro e não ao final, em descumprimento ao art. 212 do Código de Processo Penal, não decorre por si só, à falta de prejuízo, a teor do art. 563 do Código de Processo Penal, a decretação de nulidade, segundo precedentes desta Suprema Corte, ausente inclusive protesto da parte na oportunidade. 4. Habeas Corpus denegado”. (HC 107.318/SP, 1ª Turma, DJe 18.10.2012). Portanto, a decisão combatida não merece quaisquer reparos. A natureza meramente indireta, ou reflexa, da suposta violação do texto constitucional apontado, e a existência de precedente desta Suprema Corte no mesmo sentido do acórdão recorrido impedem concluir de forma diversa. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075586. Supremo Tribunal Federal ARE 742224 AGR / MG crime, homicídio praticado com requintes de crueldade, revelam a periculosidade do agente, justificada está a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3. Do fato de o juiz ter perguntado primeiro e não ao final, em descumprimento ao art. 212 do Código de Processo Penal, não decorre por si só, à falta de prejuízo, a teor do art. 563 do Código de Processo Penal, a decretação de nulidade, segundo precedentes desta Suprema Corte, ausente inclusive protesto da parte na oportunidade. 4. Habeas Corpus denegado”. (HC 107.318/SP, 1ª Turma, DJe 18.10.2012). Portanto, a decisão combatida não merece quaisquer reparos. A natureza meramente indireta, ou reflexa, da suposta violação do texto constitucional apontado, e a existência de precedente desta Suprema Corte no mesmo sentido do acórdão recorrido impedem concluir de forma diversa. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : IDELFONSO BORGES DE ANDRADE ADV.(A/S) : RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO ADV.(A/S) : RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105159 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : IDELFONSO BORGES DE ANDRADE ADV.(A/S) : RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO ADV.(A/S) : RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105159 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4154754
2013-06-18T00:00:00
2013-08-01T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DISPARO DE ARMA DE FOGO EM VIA PÚBLICA. INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHAS. ART. 212 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. INVERSÃO NA ORDEM DE INQUIRIÇÃO. VIOLAÇÃO REFLEXA. 1. Sobressai a natureza infraconstitucional da controvérsia relativa à inversão na ordem de oitiva de testemunhas, em descumprimento ao art. 212 do Código de Processo Penal. 2. Inviável o Recurso Extraordinário quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se existente, seria meramente indireta, ou reflexa, a depender de interpretação da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur237326
- Acórdão(s) citado(s): (OFENSA REFLEXA) RE 660186 AgR (1ªT), RE 642408 AgR (1ªT). (INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA, INVERSÃO DE ORDEM) HC 107318 (1ªT). Número de páginas: 8. Análise: 09/08/2013, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
742224
[ "LEG-FED DEL-003689 ANO-1941\r\n ART-00212 \r\n CPP-1941 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 742224 AgR
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AGTE.(S) : IDELFONSO BORGES DE ANDRADE ADV.(A/S) : RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO ADV.(A/S) : RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
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Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :IDELFONSO BORGES DE ANDRADE ADV.(A/S) :RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO ADV.(A/S) :RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS EMENTA DIREITO PENAL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DISPARO DE ARMA DE FOGO EM VIA PÚBLICA. INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHAS. ART. 212 CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. INVERSÃO NA ORDEM DE INQUIRIÇÃO. VIOLAÇÃO REFLEXA. 1. Sobressai a natureza infraconstitucional da controvérsia relativa à inversão na ordem de oitiva de testemunhas, em descumprimento ao art. 212 do Código de Processo Penal. 2. Inviável o Recurso Extraordinário quando a alegada ofensa à Constituição Federal, se existente, seria meramente indireta, ou reflexa, a depender de interpretação da legislação infraconstitucional. Precedentes. 3. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075584. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 8 Ementa e Acórdão ARE 742224 AGR / MG negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075584. Supremo Tribunal Federal ARE 742224 AGR / MG negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075584. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 8 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :IDELFONSO BORGES DE ANDRADE ADV.(A/S) :RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO ADV.(A/S) :RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental de Idelfonso Borges de Andrade contra decisão de minha lavra na qual neguei seguimento a agravo interposto contra anterior inadmissão de extraordinário no Tribunal a quo. O Recorrente foi condenado às penas de 02 (dois) anos de reclusão, no regime inicial aberto, e de 10 (dez) dias-multa pela prática de disparos de arma de fogo em via pública, tipificado no art. 15 da Lei 10.826/2003. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas restritivas de direitos —prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária. Ao julgar a apelação defensiva, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou provimento ao recurso. Ato contínuo, rejeitados os respectivos embargos. Contra o acórdão, manejado recurso extraordinário, inadmitido na origem. Como adiantado, neguei seguimento ao agravo interposto desta decisão, pelo óbice da violação, acaso existente, meramente indireta de dispositivo constitucional. Nas razões do presente agravo regimental, sustenta a Defesa que merece reforma a decisão recorrida, insistindo na ocorrência de ofensa direta ao art. 5..., LIV, da Constituição Federal, pois “as Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075585. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :IDELFONSO BORGES DE ANDRADE ADV.(A/S) :RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO ADV.(A/S) :RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Trata-se de agravo regimental de Idelfonso Borges de Andrade contra decisão de minha lavra na qual neguei seguimento a agravo interposto contra anterior inadmissão de extraordinário no Tribunal a quo. O Recorrente foi condenado às penas de 02 (dois) anos de reclusão, no regime inicial aberto, e de 10 (dez) dias-multa pela prática de disparos de arma de fogo em via pública, tipificado no art. 15 da Lei 10.826/2003. A pena privativa de liberdade foi substituída por duas restritivas de direitos —prestação de serviços à comunidade e prestação pecuniária. Ao julgar a apelação defensiva, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou provimento ao recurso. Ato contínuo, rejeitados os respectivos embargos. Contra o acórdão, manejado recurso extraordinário, inadmitido na origem. Como adiantado, neguei seguimento ao agravo interposto desta decisão, pelo óbice da violação, acaso existente, meramente indireta de dispositivo constitucional. Nas razões do presente agravo regimental, sustenta a Defesa que merece reforma a decisão recorrida, insistindo na ocorrência de ofensa direta ao art. 5..., LIV, da Constituição Federal, pois “as Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 8 Relatório ARE 742224 AGR / MG perguntas às testemunhas serão formuladas diretamente pelas partes, sendo que o Juiz somente poderá, ao final, complementar a inquirição sobre os pontos não esclarecidos”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075585. Supremo Tribunal Federal ARE 742224 AGR / MG perguntas às testemunhas serão formuladas diretamente pelas partes, sendo que o Juiz somente poderá, ao final, complementar a inquirição sobre os pontos não esclarecidos”. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075585. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 MINAS GERAIS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão recorrida negou seguimento ao agravo pela eventual ocorrência tão só de violação indireta de preceito constitucional. O Recorrente, condenado pela prática de disparos de arma de fogo em via pública, tipificado no art. 15 da Lei 10.826/2003, insiste na afronta direta ao art. 5..., LIV, da Constituição Federal, dada a inversão na ordem de inquirição de testemunhas. Para tanto, afirma que o magistrado teria iniciado a oitiva dos depoentes e, somente ao final, franqueado a possibilidade de perguntas às partes. Ao rechaçar a nulidade processual, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais asseverou: “A inobservância da regra do artigo 212 do Código de Processo Penal não impõe assim de forma absoluta a nulidade do processo, devendo o apelante demonstrar a ocorrência de algum prejuízo por ser a nulidade relativa. Inobservou-se ainda “no termo de audiência qualquer frase ou passagem que tenham o intuito de induzir, instigar uma testemunha a depor neste ou naquele sentido, sendo certo que o ato praticado pelo magistrado primevo ocorreu com a necessária imparcialidade”. Como se depreende dos trechos transcritos, sobressai a natureza eminentemente infraconstitucional da matéria em debate, envolvendo as regras de condução da audiência de oitiva de testemunhas, insculpidas no artigo 212 do Código de Processo Penal. Repiso que este Supremo Tribunal firmou entendimento de que, em regra, ofensas aos postulados do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa por alegado descumprimento de legislação ordinária, se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075586. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 MINAS GERAIS V O T O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): A decisão recorrida negou seguimento ao agravo pela eventual ocorrência tão só de violação indireta de preceito constitucional. O Recorrente, condenado pela prática de disparos de arma de fogo em via pública, tipificado no art. 15 da Lei 10.826/2003, insiste na afronta direta ao art. 5..., LIV, da Constituição Federal, dada a inversão na ordem de inquirição de testemunhas. Para tanto, afirma que o magistrado teria iniciado a oitiva dos depoentes e, somente ao final, franqueado a possibilidade de perguntas às partes. Ao rechaçar a nulidade processual, o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais asseverou: “A inobservância da regra do artigo 212 do Código de Processo Penal não impõe assim de forma absoluta a nulidade do processo, devendo o apelante demonstrar a ocorrência de algum prejuízo por ser a nulidade relativa. Inobservou-se ainda “no termo de audiência qualquer frase ou passagem que tenham o intuito de induzir, instigar uma testemunha a depor neste ou naquele sentido, sendo certo que o ato praticado pelo magistrado primevo ocorreu com a necessária imparcialidade”. Como se depreende dos trechos transcritos, sobressai a natureza eminentemente infraconstitucional da matéria em debate, envolvendo as regras de condução da audiência de oitiva de testemunhas, insculpidas no artigo 212 do Código de Processo Penal. Repiso que este Supremo Tribunal firmou entendimento de que, em regra, ofensas aos postulados do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa por alegado descumprimento de legislação ordinária, se Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 742224 AGR / MG existentes, seriam meramente reflexas ou indiretas, cujo exame se mostra inviável nesta sede recursal. Nesse sentido: “Inviável em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional” – Recurso Extraordinário 660.186 AgR/RS, 1... Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 14.02.2012, e “Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária” – Recurso Extraordinário 642.408 AgR/SP, 1... Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 14.02.2012). Além disso, o entendimento firmado pelo acórdão recorrido converge com a jurisprudência desta Suprema Corte. De minha relatoria, confira-se o seguinte precedente: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PERICULOSIDADE. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA. ART. 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL INVERSÃO NA ORDEM DE INQUIRIÇÃO. 1. A presunção de inocência, ou de não culpabilidade, é princípio cardeal do processo penal em um Estado Democrático de Direito. Teve longo desenvolvimento histórico, sendo considerada uma conquista da humanidade. Não impede, porém, em absoluto, a imposição de restrições ao direito do acusado antes do final processo, exigindo apenas que essas sejam necessárias e que não sejam prodigalizadas. Não constitui um véu inibidor da apreensão da realidade pelo juiz, ou mais especificamente do conhecimento dos fatos do processo e da valoração das provas, ainda que em cognição sumária e provisória. O mundo não pode ser colocado entre parênteses. O entendimento de que o fato criminoso em si não pode ser valorado para decretação ou manutenção da prisão cautelar não é consentâneo com o próprio instituto da prisão preventiva, já que a imposição desta tem por pressuposto a presença de prova da materialidade do crime e de indícios de autoria. 2. Se as circunstâncias concretas da prática do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075586. Supremo Tribunal Federal ARE 742224 AGR / MG existentes, seriam meramente reflexas ou indiretas, cujo exame se mostra inviável nesta sede recursal. Nesse sentido: “Inviável em recurso extraordinário o exame de ofensa reflexa à Constituição Federal e a análise de legislação infraconstitucional” – Recurso Extraordinário 660.186 AgR/RS, 1... Turma, Rel. Min. Dias Toffoli, DJe 14.02.2012, e “Os princípios da legalidade, o do devido processo legal, o da ampla defesa e do contraditório, bem como a verificação dos limites da coisa julgada e da motivação das decisões judiciais, quando a verificação da violação dos mesmos depende de reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a instância extraordinária” – Recurso Extraordinário 642.408 AgR/SP, 1... Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe 14.02.2012). Além disso, o entendimento firmado pelo acórdão recorrido converge com a jurisprudência desta Suprema Corte. De minha relatoria, confira-se o seguinte precedente: “HABEAS CORPUS. PROCESSO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. HOMICÍDIO QUALIFICADO. PERICULOSIDADE. PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA. INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA. ART. 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL INVERSÃO NA ORDEM DE INQUIRIÇÃO. 1. A presunção de inocência, ou de não culpabilidade, é princípio cardeal do processo penal em um Estado Democrático de Direito. Teve longo desenvolvimento histórico, sendo considerada uma conquista da humanidade. Não impede, porém, em absoluto, a imposição de restrições ao direito do acusado antes do final processo, exigindo apenas que essas sejam necessárias e que não sejam prodigalizadas. Não constitui um véu inibidor da apreensão da realidade pelo juiz, ou mais especificamente do conhecimento dos fatos do processo e da valoração das provas, ainda que em cognição sumária e provisória. O mundo não pode ser colocado entre parênteses. O entendimento de que o fato criminoso em si não pode ser valorado para decretação ou manutenção da prisão cautelar não é consentâneo com o próprio instituto da prisão preventiva, já que a imposição desta tem por pressuposto a presença de prova da materialidade do crime e de indícios de autoria. 2. Se as circunstâncias concretas da prática do 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 8 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 742224 AGR / MG crime, homicídio praticado com requintes de crueldade, revelam a periculosidade do agente, justificada está a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3. Do fato de o juiz ter perguntado primeiro e não ao final, em descumprimento ao art. 212 do Código de Processo Penal, não decorre por si só, à falta de prejuízo, a teor do art. 563 do Código de Processo Penal, a decretação de nulidade, segundo precedentes desta Suprema Corte, ausente inclusive protesto da parte na oportunidade. 4. Habeas Corpus denegado”. (HC 107.318/SP, 1... Turma, DJe 18.10.2012). Portanto, a decisão combatida não merece quaisquer reparos. A natureza meramente indireta, ou reflexa, da suposta violação do texto constitucional apontado, e a existência de precedente desta Suprema Corte no mesmo sentido do acórdão recorrido impedem concluir de forma diversa. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075586. Supremo Tribunal Federal ARE 742224 AGR / MG crime, homicídio praticado com requintes de crueldade, revelam a periculosidade do agente, justificada está a decretação ou a manutenção da prisão cautelar para resguardar a ordem pública, desde que igualmente presentes boas provas da materialidade e da autoria. 3. Do fato de o juiz ter perguntado primeiro e não ao final, em descumprimento ao art. 212 do Código de Processo Penal, não decorre por si só, à falta de prejuízo, a teor do art. 563 do Código de Processo Penal, a decretação de nulidade, segundo precedentes desta Suprema Corte, ausente inclusive protesto da parte na oportunidade. 4. Habeas Corpus denegado”. (HC 107.318/SP, 1... Turma, DJe 18.10.2012). Portanto, a decisão combatida não merece quaisquer reparos. A natureza meramente indireta, ou reflexa, da suposta violação do texto constitucional apontado, e a existência de precedente desta Suprema Corte no mesmo sentido do acórdão recorrido impedem concluir de forma diversa. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075586. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 8 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : IDELFONSO BORGES DE ANDRADE ADV.(A/S) : RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO ADV.(A/S) : RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105159 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.224 PROCED. : MINAS GERAIS RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : IDELFONSO BORGES DE ANDRADE ADV.(A/S) : RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO ADV.(A/S) : RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105159 Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 8
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ARE 742224 AGR / MG", "ARE 742224 AGR / MG", "AGRAVO 742 . 224", "ARE 742224 AGR / MG", "ARE 742224 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 660 . 186 AgR / RS", "Recurso Extraordinário 642 . 408 AgR / SP", "ARE 742224 AGR / MG", "Recurso Extraordinário 660 . 186 AgR / RS", "Recurso Extraordinário 642 . 408 AgR / SP", "HC 107 . 318 / SP", "ARE 742224 AGR / MG", "HC 107 . 318 / SP" ], "LEGISLACAO": [ "ART", "art . 212 do Código de Processo Penal", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 15 da Lei 10 . 826 / 2003", "art . 5 . . . , LIV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 15 da Lei 10 . 826 / 2003", "art . 5 . . . , LIV , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 15 da Lei 10 . 826 / 2003", "art . 5 . . . , LIV , da Constituição Federal", "artigo 212 do Código de Processo Penal", "artigo 212 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 15 da Lei 10 . 826 / 2003", "art . 5 . . . , LIV , da Constituição Federal", "artigo 212 do Código de Processo Penal", "artigo 212 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "ART . 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Constituição Federal", "ART . 212 DO CÓDIGO", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 212 do Código de Processo Penal", "art . 563 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 212 do Código de Processo Penal", "art . 563 do Código de Processo Penal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "Brasília", "Brasília", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS", "MINAS GERAIS", "ESTADO DE MINAS GERAIS" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Tribunal de Justiça de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Tribunal de Justiça de Minas Gerais", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais", "Supremo Tribunal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ". . 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Turma", "Suprema Corte", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "IDELFONSO BORGES DE ANDRADE", "RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO", "RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "IDELFONSO BORGES DE ANDRADE", "RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO", "RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE", "Rosa Weber", "Idelfonso Borges de Andrade", "ROSA WEBER", "IDELFONSO BORGES DE ANDRADE", "RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO", "RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE", "Rosa Weber", "Idelfonso Borges de Andrade", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "Dias Toffoli", "Luiz Fux", "ROSA WEBER ARE", "ROSA WEBER", "IDELFONSO BORGES DE ANDRADE", "RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO", "RODRIGO OTÁVIO DE LARA RESENDE", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "IDELFONSO BORGES DE ANDRADE", "RAUL FERNANDO ALMADA CARDOSO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Cármen Lúcia", "Wagner Mathias", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "18", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "02", ".", "2012", "14", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "02", ".", "2012", "14", ".", "02", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "10", ".", "2012", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "10", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "18", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "6", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS - CGEE ADV.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO EMBDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA Embargos de declaração recebidos como agravo regimental no recurso extraordinário. Entidade de organização social. Isenção. Inexistência de lei específica. Impossibilidade de concessão pelo Poder Judiciário. 1. A pacífica jurisprudência da Corte é firme no sentido de que “a outorga de qualquer subsídio, isenção ou crédito presumido, a redução da base de cálculo e a concessão de anistia ou remissão em matéria tributária só podem ser deferidas mediante lei específica” (ADI nº 1.247/PA-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/95). 2. O agravante não nega a inexistência de lei específica lhe concedendo o benefício fiscal pretendido e, a despeito do que dispõe o art. 150, § 6º, da Constituição Federal, pretende que o Poder Judiciário lhe conceda isenção, pretensamente com base no art. 11 da Lei Distrital nº 2.415/99, o qual apenas o equipara, na qualidade de organização social, no âmbito do Distrito Federal, às entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais, sem, no entanto, dispor sobre qualquer benefício fiscal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340888. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RE 579708 ED / DF Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340888. Supremo Tribunal Federal RE 579708 ED / DF Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS - CGEE ADV.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO EMBDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “Despacho: Vistos. Centro de Gestão e Estudos Estratégicos - CGEE interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. ISS. ORGANIZAÇÃO SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. ATIVIDADE RELACIONADA À PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO. ISENÇÃO. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. IMPOSSIBILIDADE. I - Originariamente, cuida-se de Mandado de Segurança impetrado pela ora Recorrente, contra ato do Exmo. Sr. Secretário de Fazenda e Planejamento do Distrito Federal, que indeferiu o seu pedido de isenção tributária, referente à emissão do denominado ‘Ato Declaratório de Isenção do ISS’. II - A impetrante, ora Recorrente, sustenta que, na qualidade de instituição constituída sob a forma de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS - CGEE ADV.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO EMBDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “Despacho: Vistos. Centro de Gestão e Estudos Estratégicos - CGEE interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. ISS. ORGANIZAÇÃO SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. ATIVIDADE RELACIONADA À PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO. ISENÇÃO. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. IMPOSSIBILIDADE. I - Originariamente, cuida-se de Mandado de Segurança impetrado pela ora Recorrente, contra ato do Exmo. Sr. Secretário de Fazenda e Planejamento do Distrito Federal, que indeferiu o seu pedido de isenção tributária, referente à emissão do denominado ‘Ato Declaratório de Isenção do ISS’. II - A impetrante, ora Recorrente, sustenta que, na qualidade de instituição constituída sob a forma de Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RE 579708 ED / DF associação sem fins lucrativos, tendo por objetivo social a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, faz jus à isenção do ISS. III - Não se extrai força normativa suficiente do art. 150, VI, ‘c’, da Constituição Federal, que revele haver tributação dos entes políticos, no caso da incidência tributária recair sobre organização social privada sem fins lucrativos, mesmo que reconhecida como de interesse e utilidade social. IV - Fosse o Recorrente instituição de ensino ou de assistência social, haveria, em tese, a possibilidade de delinear os efeitos normativos do preceito constitucional citado. Ocorre que, consoante se observa dos seus próprios objetivos institucionais, às fls. 28/29 destes autos, sua finalidade é a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, de modo que nem presta serviço relacionado ao ensino, nem revela atividade de assistência social. V - Nesse contexto, ante a impossibilidade de extrair- se a imunidade pretendida do preceito constitucional, verdadeira exceção ao poder geral de tributação do Estado, surge a necessidade de lei específica que discipline a outorga de isenção em relação às suas atividades, que também se apresenta como restrição, só que em nível infraconstitucional, à potestade tributária. VI - De fato, o Código Tributário Nacional (art. 97) é suficientemente claro ao dispor que somente a lei pode estabelecer as hipóteses de exclusão do crédito tributário (inciso VI), nesta constando a isenção (art. 175, inciso I). Sendo imperativo o comando que determina a interpretação literal da outorga de isenção (art. 111, inciso II), revela-se necessária a edição de legislação específica que discipline o comando isencional às atividades desenvolvidas pelas organizações sociais sem fins lucrativos, que atendam ao interesse e à utilidade públicas, situação discutida nos presentes autos. VII - Inexistindo nos autos documentos que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal RE 579708 ED / DF associação sem fins lucrativos, tendo por objetivo social a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, faz jus à isenção do ISS. III - Não se extrai força normativa suficiente do art. 150, VI, ‘c’, da Constituição Federal, que revele haver tributação dos entes políticos, no caso da incidência tributária recair sobre organização social privada sem fins lucrativos, mesmo que reconhecida como de interesse e utilidade social. IV - Fosse o Recorrente instituição de ensino ou de assistência social, haveria, em tese, a possibilidade de delinear os efeitos normativos do preceito constitucional citado. Ocorre que, consoante se observa dos seus próprios objetivos institucionais, às fls. 28/29 destes autos, sua finalidade é a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, de modo que nem presta serviço relacionado ao ensino, nem revela atividade de assistência social. V - Nesse contexto, ante a impossibilidade de extrair- se a imunidade pretendida do preceito constitucional, verdadeira exceção ao poder geral de tributação do Estado, surge a necessidade de lei específica que discipline a outorga de isenção em relação às suas atividades, que também se apresenta como restrição, só que em nível infraconstitucional, à potestade tributária. VI - De fato, o Código Tributário Nacional (art. 97) é suficientemente claro ao dispor que somente a lei pode estabelecer as hipóteses de exclusão do crédito tributário (inciso VI), nesta constando a isenção (art. 175, inciso I). Sendo imperativo o comando que determina a interpretação literal da outorga de isenção (art. 111, inciso II), revela-se necessária a edição de legislação específica que discipline o comando isencional às atividades desenvolvidas pelas organizações sociais sem fins lucrativos, que atendam ao interesse e à utilidade públicas, situação discutida nos presentes autos. VII - Inexistindo nos autos documentos que 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RE 579708 ED / DF comprovem a existência de legislação distrital disciplinadora da isenção pretendida pela Recorrente, não há como deferi-la nos moldes pretendidos. VIII - Recurso Ordinário improvido’ (fls. 256/257). Opostos embargos de declaração (fls. 259 a 263), foram rejeitados (fls. 265 a 269). Aduz o recorrente violação dos artigos dos artigos, 93, inciso IX, e 150, § 6º, da Constituição Federal, uma vez que sustenta ter direito a isenção tributária referente ao ISS pelo fato de ser organização social que preencheu os requisitos concessivos do referido benefício, conforme a disciplina da Lei nº 9.637/98 e da Lei Distrital nº 2.415/99. Sem contrarrazões (fl. 295), o recurso extraordinário (fls. 271 a 288) foi admitido (fls. 304/305). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal RE 579708 ED / DF comprovem a existência de legislação distrital disciplinadora da isenção pretendida pela Recorrente, não há como deferi-la nos moldes pretendidos. VIII - Recurso Ordinário improvido’ (fls. 256/257). Opostos embargos de declaração (fls. 259 a 263), foram rejeitados (fls. 265 a 269). Aduz o recorrente violação dos artigos dos artigos, 93, inciso IX, e 150, § 6º, da Constituição Federal, uma vez que sustenta ter direito a isenção tributária referente ao ISS pelo fato de ser organização social que preencheu os requisitos concessivos do referido benefício, conforme a disciplina da Lei nº 9.637/98 e da Lei Distrital nº 2.415/99. Sem contrarrazões (fl. 295), o recurso extraordinário (fls. 271 a 288) foi admitido (fls. 304/305). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento nº 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental nº 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RE 579708 ED / DF razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo então recorrente, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/5/01). Verifica-se que a Constituição Federal, no § 6º do artigo 150, condiciona a concessão de isenção tributária à existência a lei específica disciplinadora desse benefício fiscal. Nesse sentido: ‘EMENTA: Inconstitucionalidade, por contrariar o processo legislativo decorrente do art. 150, § 6º, da Constituição Federal (onde se exige a edição de lei ordinária específica), bem como do princípio da independência dos Poderes (art. 2º), a anistia tributária concedida pelo art. 34, e seus parágrafos, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 1989, do Estado de Santa Catarina’ (ADI nº 155/SC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Octavio Gallotti, DJ de 8/9/2000). A propósito, no que interessa, destaca-se as ementas dos seguintes precedentes referentes à imprescindibilidade de lei em sentido formal para concessão de benefício fiscal: ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - INEXISTÊNCIA DE PRAZO DECADENCIAL - ICMS - CONCESSÃO DE ISENÇÃO E DE OUTROS BENEFÍCIOS FISCAIS, INDEPENDENTEMENTE DE PRÉVIA DELIBERAÇÃO DOS DEMAIS ESTADOS-MEMBROS E DO DISTRITO FEDERAL - LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DO ESTADO-MEMBRO EM TEMA DE ICMS (CF, ART. 155, 2., XII, ‘G’) - NORMA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal RE 579708 ED / DF razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo então recorrente, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (RE nº 463.139/RJ- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e RE nº 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/5/01). Verifica-se que a Constituição Federal, no § 6º do artigo 150, condiciona a concessão de isenção tributária à existência a lei específica disciplinadora desse benefício fiscal. Nesse sentido: ‘EMENTA: Inconstitucionalidade, por contrariar o processo legislativo decorrente do art. 150, § 6º, da Constituição Federal (onde se exige a edição de lei ordinária específica), bem como do princípio da independência dos Poderes (art. 2º), a anistia tributária concedida pelo art. 34, e seus parágrafos, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 1989, do Estado de Santa Catarina’ (ADI nº 155/SC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Octavio Gallotti, DJ de 8/9/2000). A propósito, no que interessa, destaca-se as ementas dos seguintes precedentes referentes à imprescindibilidade de lei em sentido formal para concessão de benefício fiscal: ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - INEXISTÊNCIA DE PRAZO DECADENCIAL - ICMS - CONCESSÃO DE ISENÇÃO E DE OUTROS BENEFÍCIOS FISCAIS, INDEPENDENTEMENTE DE PRÉVIA DELIBERAÇÃO DOS DEMAIS ESTADOS-MEMBROS E DO DISTRITO FEDERAL - LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DO ESTADO-MEMBRO EM TEMA DE ICMS (CF, ART. 155, 2., XII, ‘G’) - NORMA 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório RE 579708 ED / DF LEGAL QUE VEICULA INADMISSÍVEL DELEGAÇÃO LEGISLATIVA EXTERNA AO GOVERNADOR DO ESTADO - PRECEDENTES DO STF - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA EM PARTE. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E PRAZO DECADÊNCIA: (...) CONVÊNIOS E CONCESSÃO DE ISENÇÃO, INCENTIVO E BENEFÍCIO FISCAL EM TEMA DE ICMS: A celebração dos convênios interestaduais constitui pressuposto essencial a válida concessão, pelos Estados- membros ou Distrito Federal, de isenções, incentivos ou benefícios fiscais em tema de ICMS. Esses convênios - enquanto instrumentos de exteriorização formal do prévio consenso institucional entre as unidades federadas investidas de competência tributária em matéria de ICMS - destinam-se a compor os conflitos de interesses que necessariamente resultariam, uma vez ausente essa deliberação intergovernamental, da concessão, pelos Estados-membros ou Distrito Federal, de isenções, incentivos e benefícios fiscais pertinentes ao imposto em questão. O pacto federativo, sustentando-se na harmonia que deve presidir as relações institucionais entre as comunidades políticas que compõem o Estado Federal, legitima as restrições de ordem constitucional que afetam o exercício, pelos Estados-membros e Distrito Federal, de sua competência normativa em tema de exoneração tributária pertinente ao ICMS. MATÉRIA TRIBUTÁRIA E DELEGAÇÃO LEGISLATIVA: A outorga de qualquer subsídio, isenção ou crédito presumido, a redução da base de cálculo e a concessão de anistia ou remissão em matéria tributária só podem ser deferidas mediante lei específica, sendo vedado ao Poder Legislativo conferir ao Chefe do Executivo a prerrogativa extraordinária de dispor, normativamente, sobre tais categorias temáticas, sob pena de ofensa ao postulado nuclear da separação de poderes e de transgressão ao princípio da reserva constitucional de competência legislativa. Precedente: 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal RE 579708 ED / DF LEGAL QUE VEICULA INADMISSÍVEL DELEGAÇÃO LEGISLATIVA EXTERNA AO GOVERNADOR DO ESTADO - PRECEDENTES DO STF - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA EM PARTE. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E PRAZO DECADÊNCIA: (...) CONVÊNIOS E CONCESSÃO DE ISENÇÃO, INCENTIVO E BENEFÍCIO FISCAL EM TEMA DE ICMS: A celebração dos convênios interestaduais constitui pressuposto essencial a válida concessão, pelos Estados- membros ou Distrito Federal, de isenções, incentivos ou benefícios fiscais em tema de ICMS. Esses convênios - enquanto instrumentos de exteriorização formal do prévio consenso institucional entre as unidades federadas investidas de competência tributária em matéria de ICMS - destinam-se a compor os conflitos de interesses que necessariamente resultariam, uma vez ausente essa deliberação intergovernamental, da concessão, pelos Estados-membros ou Distrito Federal, de isenções, incentivos e benefícios fiscais pertinentes ao imposto em questão. O pacto federativo, sustentando-se na harmonia que deve presidir as relações institucionais entre as comunidades políticas que compõem o Estado Federal, legitima as restrições de ordem constitucional que afetam o exercício, pelos Estados-membros e Distrito Federal, de sua competência normativa em tema de exoneração tributária pertinente ao ICMS. MATÉRIA TRIBUTÁRIA E DELEGAÇÃO LEGISLATIVA: A outorga de qualquer subsídio, isenção ou crédito presumido, a redução da base de cálculo e a concessão de anistia ou remissão em matéria tributária só podem ser deferidas mediante lei específica, sendo vedado ao Poder Legislativo conferir ao Chefe do Executivo a prerrogativa extraordinária de dispor, normativamente, sobre tais categorias temáticas, sob pena de ofensa ao postulado nuclear da separação de poderes e de transgressão ao princípio da reserva constitucional de competência legislativa. Precedente: 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório RE 579708 ED / DF ADIn 1.296-PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO’ (ADI nº 1.247/PA-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/1995) ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA LIMINAR. TRIBUTÁRIO. AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA QUE DÁ AO PODER EXECUTIVO A PRERROGATIVA DE CONCEDER, POR REGULAMENTO, OS BENEFÍCIOS FISCAIS DA REMISSÃO E DA ANISTIA. PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DOS PODERES E DA RESERVA ABSOLUTA DE LEI FORMAL. ART. 150, § 6º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Ocorrência, no caso, de atuação ultra vires do Poder Legislativo, consubstanciada na abdicação de sua competência institucional em favor do Poder Executivo, facultando a este, mediante ato próprio, a prerrogativa de inovar na ordem jurídica em assunto (liberalidade estatal em matéria tributária) na qual a Constituição Federal impõe reserva absoluta de lei em sentido formal. Precedentes: ADI 1.247-MC, DJ 08.09.95 e ADI 1.296-MC, DJ 10.08.95, ambas de relatoria do Ministro Celso de Mello. 2. Presença de plausibilidade jurídica na tese de inconstitucionalidade e de conveniência na suspensão da eficácia do dispositivo atacado. 3. Medida liminar concedida’ (ADI nº 3.462/PA-MC, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 21/10/05). Nota-se que o ora recorrente aduz que: ‘É fato totalmente incontroverso, não questionado pela autoridade coatora ou pelo Governo do Distrito Federal (GDF), ser o Recorrente instituição organizada sob forma jurídica de associação sem fins lucrativos, cujo objetivo social é a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, com seus atos constitutivos redigidos na forma preconizada pela Lei Federal nº 9.637, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal RE 579708 ED / DF ADIn 1.296-PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO’ (ADI nº 1.247/PA-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/1995) ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA LIMINAR. TRIBUTÁRIO. AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA QUE DÁ AO PODER EXECUTIVO A PRERROGATIVA DE CONCEDER, POR REGULAMENTO, OS BENEFÍCIOS FISCAIS DA REMISSÃO E DA ANISTIA. PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DOS PODERES E DA RESERVA ABSOLUTA DE LEI FORMAL. ART. 150, § 6º DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Ocorrência, no caso, de atuação ultra vires do Poder Legislativo, consubstanciada na abdicação de sua competência institucional em favor do Poder Executivo, facultando a este, mediante ato próprio, a prerrogativa de inovar na ordem jurídica em assunto (liberalidade estatal em matéria tributária) na qual a Constituição Federal impõe reserva absoluta de lei em sentido formal. Precedentes: ADI 1.247-MC, DJ 08.09.95 e ADI 1.296-MC, DJ 10.08.95, ambas de relatoria do Ministro Celso de Mello. 2. Presença de plausibilidade jurídica na tese de inconstitucionalidade e de conveniência na suspensão da eficácia do dispositivo atacado. 3. Medida liminar concedida’ (ADI nº 3.462/PA-MC, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 21/10/05). Nota-se que o ora recorrente aduz que: ‘É fato totalmente incontroverso, não questionado pela autoridade coatora ou pelo Governo do Distrito Federal (GDF), ser o Recorrente instituição organizada sob forma jurídica de associação sem fins lucrativos, cujo objetivo social é a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, com seus atos constitutivos redigidos na forma preconizada pela Lei Federal nº 9.637, 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório RE 579708 ED / DF de 15 de maio de 1998. Por preencher todos os requisitos da citada lei federal o Poder Executivo Federal a reconheceu e qualificou-a como Organização Social, por meio do Decreto Federal 4.078, de 9 de janeiro de 2002 (fl. 57). Em decorrência, não cabe qualquer discussão a respeito de ser o Recorrente uma ‘instituição de utilidade pública e de interesse social’ porque, ao receber a qualificação expressa de organização social, por meio de decreto presidencial, a mesma foi incluída nas condições expressas no art. 11 da Lei 9.637/98, verbis: ‘Art.11. As entidades qualificadas como organizações sociais são declaradas como entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais.’ (destacou-se) Assim, é que o comando positivo da lei, em decorrência de sua condição de organização social reconhecida por decreto específico, basta para comprovar sua condição de beneficiária de isenção e até mesmo imunidade tributária, em especial perante a União, o que atende integralmente aos comandos do parágrafo sexto do artigo 150 da CF, qual seja a existência de lei específica’ (fls. 281/282). Todavia, o Tribunal de origem assim consignou: ‘Destarte, não havendo nos autos documentos que comprovem a existência de legislação distrital disciplinadora da isenção pretendida pela Recorrente, não há como deferi-la nos moldes pretendidos’ (fl. 250). Observa-se, que, nesse caso, para acolher a pretensão do recorrente no sentido de considerar alcançados os requisitos legais viabilizadores da isenção e ultrapassar a análise do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal RE 579708 ED / DF de 15 de maio de 1998. Por preencher todos os requisitos da citada lei federal o Poder Executivo Federal a reconheceu e qualificou-a como Organização Social, por meio do Decreto Federal 4.078, de 9 de janeiro de 2002 (fl. 57). Em decorrência, não cabe qualquer discussão a respeito de ser o Recorrente uma ‘instituição de utilidade pública e de interesse social’ porque, ao receber a qualificação expressa de organização social, por meio de decreto presidencial, a mesma foi incluída nas condições expressas no art. 11 da Lei 9.637/98, verbis: ‘Art.11. As entidades qualificadas como organizações sociais são declaradas como entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais.’ (destacou-se) Assim, é que o comando positivo da lei, em decorrência de sua condição de organização social reconhecida por decreto específico, basta para comprovar sua condição de beneficiária de isenção e até mesmo imunidade tributária, em especial perante a União, o que atende integralmente aos comandos do parágrafo sexto do artigo 150 da CF, qual seja a existência de lei específica’ (fls. 281/282). Todavia, o Tribunal de origem assim consignou: ‘Destarte, não havendo nos autos documentos que comprovem a existência de legislação distrital disciplinadora da isenção pretendida pela Recorrente, não há como deferi-la nos moldes pretendidos’ (fl. 250). Observa-se, que, nesse caso, para acolher a pretensão do recorrente no sentido de considerar alcançados os requisitos legais viabilizadores da isenção e ultrapassar a análise do 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório RE 579708 ED / DF Tribunal de origem que entendeu pela improcedência da referida isenção frente à ausência de lei específica disciplinadora deste benefício, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais (Lei Distrital nº 2.415/99 e Lei Federal nº 9.637/98) a fim de verificar se as mesmas possuem caráter de legislação tributária específica que discipline os requisitos para se obter a isenção. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 766.290/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/2/10). ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ISENÇÃO FISCAL. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A controvérsia relativa à isenção fiscal foi dirimida pelo Tribunal de origem à luz de preceitos inseridos no CTN. 2. Ofensa reflexa à Constituição do Brasil não enseja a interposição de recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 466.091/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/8/08). Por fim, também não merece prosperar o apelo extremo no tocante ao alegado direito à imunidade tributária 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal RE 579708 ED / DF Tribunal de origem que entendeu pela improcedência da referida isenção frente à ausência de lei específica disciplinadora deste benefício, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais (Lei Distrital nº 2.415/99 e Lei Federal nº 9.637/98) a fim de verificar se as mesmas possuem caráter de legislação tributária específica que discipline os requisitos para se obter a isenção. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI nº 766.290/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/2/10). ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ISENÇÃO FISCAL. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A controvérsia relativa à isenção fiscal foi dirimida pelo Tribunal de origem à luz de preceitos inseridos no CTN. 2. Ofensa reflexa à Constituição do Brasil não enseja a interposição de recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento’ (RE nº 466.091/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/8/08). Por fim, também não merece prosperar o apelo extremo no tocante ao alegado direito à imunidade tributária 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Relatório RE 579708 ED / DF consignada nas alíneas ‘a’ e ‘c’ do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal, haja vista que o recorrente não se enquadra no rol dos entes atingidos pela imunidade recíproca, nem mesmo se caracteriza como instituição de ensino ou de assistência social, conforme se extrai do seguinte fragmento do acórdão recorrido: ‘Fosse o Recorrente instituição de ensino ou de assistência social, haveria, em tese, a possibilidade de delinear os efeitos normativos do preceito constitucional citado. Ocorre que, consoante se observa dos seus próprios objetivos institucionais, às fls. 28/29 destes autos, sua finalidade é a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, de modo que nem presta serviço relacionado ao ensino, nem revela atividade de assistência social’(fl. 249). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” O embargante reprisa todos os argumentos já trazidos no recurso extraordinário, insistindo na tese de que o Distrito Federal deve reconhecer isenção tributária, no seu entender, por força do art. 11 da Lei Distrital nº 2.415/99, que equipara, no âmbito do Distrito Federal, os efeitos do citado art. 11 às organizações sociais qualificadas pela União como tal. Insiste, também, na alegada afronta ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal pelo julgado do Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal RE 579708 ED / DF consignada nas alíneas ‘a’ e ‘c’ do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal, haja vista que o recorrente não se enquadra no rol dos entes atingidos pela imunidade recíproca, nem mesmo se caracteriza como instituição de ensino ou de assistência social, conforme se extrai do seguinte fragmento do acórdão recorrido: ‘Fosse o Recorrente instituição de ensino ou de assistência social, haveria, em tese, a possibilidade de delinear os efeitos normativos do preceito constitucional citado. Ocorre que, consoante se observa dos seus próprios objetivos institucionais, às fls. 28/29 destes autos, sua finalidade é a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, de modo que nem presta serviço relacionado ao ensino, nem revela atividade de assistência social’(fl. 249). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” O embargante reprisa todos os argumentos já trazidos no recurso extraordinário, insistindo na tese de que o Distrito Federal deve reconhecer isenção tributária, no seu entender, por força do art. 11 da Lei Distrital nº 2.415/99, que equipara, no âmbito do Distrito Federal, os efeitos do citado art. 11 às organizações sociais qualificadas pela União como tal. Insiste, também, na alegada afronta ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal pelo julgado do Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Em primeiro lugar, recebo os embargos de declaração como agravo regimental, na esteira da pacífica jurisprudência da Corte. O agravante não trouxe qualquer argumento novo capaz de infirmar o que restou decidido. Com efeito, o agravante insiste na alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, tão somente porque o acórdão do Superior Tribunal de Justiça, suficientemente e exaustivamente motivado, foi contrário à sua pretensão. Ademais, ele não nega a inexistência de lei específica lhe concedendo o benefício fiscal pretendido e, a despeito do que dispõe o art. 150, § 6º, da Constituição Federal, pretende que o Poder Judiciário lhe conceda isenção, pretensamente com base no art. 11 da Lei Distrital nº 2.415/99, o qual apenas o equipara, na qualidade de organização social, no âmbito do Distrito Federal, às entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais, sem, no entanto, dispor sobre qualquer benefício fiscal. Sem reparos, pois, a decisão agravada, que registrou a jurisprudência pacífica desta Corte, a qual é firme no sentido de que “a outorga de qualquer subsídio, isenção ou crédito presumido, a redução da base de cálculo e a concessão de anistia ou remissão em matéria tributária só podem ser deferidas mediante lei específica” (ADI nº 1.247/PA-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/95). Por pertinente, transcrevo novamente trecho do acórdão do Tribunal de origem, o qual consignou o seguinte. “Destarte, não havendo nos autos documentos que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340886. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Em primeiro lugar, recebo os embargos de declaração como agravo regimental, na esteira da pacífica jurisprudência da Corte. O agravante não trouxe qualquer argumento novo capaz de infirmar o que restou decidido. Com efeito, o agravante insiste na alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, tão somente porque o acórdão do Superior Tribunal de Justiça, suficientemente e exaustivamente motivado, foi contrário à sua pretensão. Ademais, ele não nega a inexistência de lei específica lhe concedendo o benefício fiscal pretendido e, a despeito do que dispõe o art. 150, § 6º, da Constituição Federal, pretende que o Poder Judiciário lhe conceda isenção, pretensamente com base no art. 11 da Lei Distrital nº 2.415/99, o qual apenas o equipara, na qualidade de organização social, no âmbito do Distrito Federal, às entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais, sem, no entanto, dispor sobre qualquer benefício fiscal. Sem reparos, pois, a decisão agravada, que registrou a jurisprudência pacífica desta Corte, a qual é firme no sentido de que “a outorga de qualquer subsídio, isenção ou crédito presumido, a redução da base de cálculo e a concessão de anistia ou remissão em matéria tributária só podem ser deferidas mediante lei específica” (ADI nº 1.247/PA-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/95). Por pertinente, transcrevo novamente trecho do acórdão do Tribunal de origem, o qual consignou o seguinte. “Destarte, não havendo nos autos documentos que Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI RE 579708 ED / DF comprovem a existência de legislação distrital disciplinadora da isenção pretendida pela Recorrente, não há como deferi-la nos moldes pretendidos” (fl. 250). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340886. Supremo Tribunal Federal RE 579708 ED / DF comprovem a existência de legislação distrital disciplinadora da isenção pretendida pela Recorrente, não há como deferi-la nos moldes pretendidos” (fl. 250). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS - CGEE ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO EMBDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. 1ª Turma, 4.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4002962 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS - CGEE ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO EMBDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. 1ª Turma, 4.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. Subprocuradora-Geral da República, Drª. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4002962 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
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2013-06-04T00:00:00
2013-08-23T00:00:00
Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. 1ª Turma, 4.6.2013.
EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
EMENTA Embargos de declaração recebidos como agravo regimental no recurso extraordinário. Entidade de organização social. Isenção. Inexistência de lei específica. Impossibilidade de concessão pelo Poder Judiciário. 1. A pacífica jurisprudência da Corte é firme no sentido de que “a outorga de qualquer subsídio, isenção ou crédito presumido, a redução da base de cálculo e a concessão de anistia ou remissão em matéria tributária só podem ser deferidas mediante lei específica” (ADI nº 1.247/PA-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/95). 2. O agravante não nega a inexistência de lei específica lhe concedendo o benefício fiscal pretendido e, a despeito do que dispõe o art. 150, § 6º, da Constituição Federal, pretende que o Poder Judiciário lhe conceda isenção, pretensamente com base no art. 11 da Lei Distrital nº 2.415/99, o qual apenas o equipara, na qualidade de organização social, no âmbito do Distrito Federal, às entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais, sem, no entanto, dispor sobre qualquer benefício fiscal. 3. Agravo regimental não provido.
sjur239503
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA TRIBUTÁRIA, CONCESSÃO, SUBSÍDIO, ISENÇÃO, CRÉDITO PRESUMIDO, REDUÇÃO DA BASE DE CÁLCULO, ANISTIA, REMISSÃO) ADI 1247 MC (TP). Número de páginas: 14. Análise: 02/09/2013, MJC.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
579708
[ "LEG-FED CF ANO-1988\n ART-00150 PAR-00006\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\n\n", "LEG-DIS LEI-002415 ANO-1999\n ART-00011\n LEI ORDINÁRIA, DF" ]
RE-ED
acordaos
RE 579708 ED
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EMBTE.(S) : CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS - CGEE ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO EMBDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL
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Ementa e Acórdão 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS - CGEE ADV.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO EMBDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL EMENTA Embargos de declaração recebidos como agravo regimental no recurso extraordinário. Entidade de organização social. Isenção. Inexistência de lei específica. Impossibilidade de concessão pelo Poder Judiciário. 1. A pacífica jurisprudência da Corte é firme no sentido de que “a outorga de qualquer subsídio, isenção ou crédito presumido, a redução da base de cálculo e a concessão de anistia ou remissão em matéria tributária só podem ser deferidas mediante lei específica” (ADI n 1.247/PA-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/95). 2. O agravante não nega a inexistência de lei específica lhe concedendo o benefício fiscal pretendido e, a despeito do que dispõe o art. 150, § 6..., da Constituição Federal, pretende que o Poder Judiciário lhe conceda isenção, pretensamente com base no art. 11 da Lei Distrital n 2.415/99, o qual apenas o equipara, na qualidade de organização social, no âmbito do Distrito Federal, às entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais, sem, no entanto, dispor sobre qualquer benefício fiscal. 3. Agravo regimental não provido. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340888. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 579708 ED / DF Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340888. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 579708 ED / DF Senhor Ministro Marco Aurélio, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por maioria de votos, em converter os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Ministro Marco Aurélio. Acordam, ademais, os Ministros, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 4 de junho de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340888. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS - CGEE ADV.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO EMBDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “Despacho: Vistos. Centro de Gestão e Estudos Estratégicos - CGEE interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. ISS. ORGANIZAÇÃO SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. ATIVIDADE RELACIONADA À PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO. ISENÇÃO. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. IMPOSSIBILIDADE. I - Originariamente, cuida-se de Mandado de Segurança impetrado pela ora Recorrente, contra ato do Exmo. Sr. Secretário de Fazenda e Planejamento do Distrito Federal, que indeferiu o seu pedido de isenção tributária, referente à emissão do denominado ‘Ato Declaratório de Isenção do ISS’. II - A impetrante, ora Recorrente, sustenta que, na qualidade de instituição constituída sob a forma de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) :CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS - CGEE ADV.(A/S) :LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO EMBDO.(A/S) :DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos contra decisão por mim proferida, vazada nos seguintes termos: “Despacho: Vistos. Centro de Gestão e Estudos Estratégicos - CGEE interpõe recurso extraordinário, com fundamento na alínea ‘a’ do permissivo constitucional, contra acórdão da Primeira Turma do Superior Tribunal de Justiça, assim ementado: ‘TRIBUTÁRIO. ISS. ORGANIZAÇÃO SOCIAL SEM FINS LUCRATIVOS. ATIVIDADE RELACIONADA À PROMOÇÃO DO DESENVOLVIMENTO CIENTÍFICO E TECNOLÓGICO. ISENÇÃO. AUSÊNCIA DE LEGISLAÇÃO ESPECÍFICA. IMPOSSIBILIDADE. I - Originariamente, cuida-se de Mandado de Segurança impetrado pela ora Recorrente, contra ato do Exmo. Sr. Secretário de Fazenda e Planejamento do Distrito Federal, que indeferiu o seu pedido de isenção tributária, referente à emissão do denominado ‘Ato Declaratório de Isenção do ISS’. II - A impetrante, ora Recorrente, sustenta que, na qualidade de instituição constituída sob a forma de Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 579708 ED / DF associação sem fins lucrativos, tendo por objetivo social a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, faz jus à isenção do ISS. III - Não se extrai força normativa suficiente do art. 150, VI, ‘c’, da Constituição Federal, que revele haver tributação dos entes políticos, no caso da incidência tributária recair sobre organização social privada sem fins lucrativos, mesmo que reconhecida como de interesse e utilidade social. IV - Fosse o Recorrente instituição de ensino ou de assistência social, haveria, em tese, a possibilidade de delinear os efeitos normativos do preceito constitucional citado. Ocorre que, consoante se observa dos seus próprios objetivos institucionais, às fls. 28/29 destes autos, sua finalidade é a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, de modo que nem presta serviço relacionado ao ensino, nem revela atividade de assistência social. V - Nesse contexto, ante a impossibilidade de extrair- se a imunidade pretendida do preceito constitucional, verdadeira exceção ao poder geral de tributação do Estado, surge a necessidade de lei específica que discipline a outorga de isenção em relação às suas atividades, que também se apresenta como restrição, só que em nível infraconstitucional, à potestade tributária. VI - De fato, o Código Tributário Nacional (art. 97) é suficientemente claro ao dispor que somente a lei pode estabelecer as hipóteses de exclusão do crédito tributário (inciso VI), nesta constando a isenção (art. 175, inciso I). Sendo imperativo o comando que determina a interpretação literal da outorga de isenção (art. 111, inciso II), revela-se necessária a edição de legislação específica que discipline o comando isencional às atividades desenvolvidas pelas organizações sociais sem fins lucrativos, que atendam ao interesse e à utilidade públicas, situação discutida nos presentes autos. VII - Inexistindo nos autos documentos que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 579708 ED / DF associação sem fins lucrativos, tendo por objetivo social a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, faz jus à isenção do ISS. III - Não se extrai força normativa suficiente do art. 150, VI, ‘c’, da Constituição Federal, que revele haver tributação dos entes políticos, no caso da incidência tributária recair sobre organização social privada sem fins lucrativos, mesmo que reconhecida como de interesse e utilidade social. IV - Fosse o Recorrente instituição de ensino ou de assistência social, haveria, em tese, a possibilidade de delinear os efeitos normativos do preceito constitucional citado. Ocorre que, consoante se observa dos seus próprios objetivos institucionais, às fls. 28/29 destes autos, sua finalidade é a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, de modo que nem presta serviço relacionado ao ensino, nem revela atividade de assistência social. V - Nesse contexto, ante a impossibilidade de extrair- se a imunidade pretendida do preceito constitucional, verdadeira exceção ao poder geral de tributação do Estado, surge a necessidade de lei específica que discipline a outorga de isenção em relação às suas atividades, que também se apresenta como restrição, só que em nível infraconstitucional, à potestade tributária. VI - De fato, o Código Tributário Nacional (art. 97) é suficientemente claro ao dispor que somente a lei pode estabelecer as hipóteses de exclusão do crédito tributário (inciso VI), nesta constando a isenção (art. 175, inciso I). Sendo imperativo o comando que determina a interpretação literal da outorga de isenção (art. 111, inciso II), revela-se necessária a edição de legislação específica que discipline o comando isencional às atividades desenvolvidas pelas organizações sociais sem fins lucrativos, que atendam ao interesse e à utilidade públicas, situação discutida nos presentes autos. VII - Inexistindo nos autos documentos que 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 579708 ED / DF comprovem a existência de legislação distrital disciplinadora da isenção pretendida pela Recorrente, não há como deferi-la nos moldes pretendidos. VIII - Recurso Ordinário improvido’ (fls. 256/257). Opostos embargos de declaração (fls. 259 a 263), foram rejeitados (fls. 265 a 269). Aduz o recorrente violação dos artigos dos artigos, 93, inciso IX, e 150, § 6..., da Constituição Federal, uma vez que sustenta ter direito a isenção tributária referente ao ISS pelo fato de ser organização social que preencheu os requisitos concessivos do referido benefício, conforme a disciplina da Lei n 9.637/98 e da Lei Distrital n 2.415/99. Sem contrarrazões (fl. 295), o recurso extraordinário (fls. 271 a 288) foi admitido (fls. 304/305). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 579708 ED / DF comprovem a existência de legislação distrital disciplinadora da isenção pretendida pela Recorrente, não há como deferi-la nos moldes pretendidos. VIII - Recurso Ordinário improvido’ (fls. 256/257). Opostos embargos de declaração (fls. 259 a 263), foram rejeitados (fls. 265 a 269). Aduz o recorrente violação dos artigos dos artigos, 93, inciso IX, e 150, § 6..., da Constituição Federal, uma vez que sustenta ter direito a isenção tributária referente ao ISS pelo fato de ser organização social que preencheu os requisitos concessivos do referido benefício, conforme a disciplina da Lei n 9.637/98 e da Lei Distrital n 2.415/99. Sem contrarrazões (fl. 295), o recurso extraordinário (fls. 271 a 288) foi admitido (fls. 304/305). Decido. Anote-se, inicialmente, que o recurso extraordinário foi interposto contra acórdão publicado após 3/5/07, quando já era plenamente exigível a demonstração da repercussão geral da matéria constitucional objeto do recurso, conforme decidido na Questão de Ordem no Agravo de Instrumento n 664.567/RS, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 6/9/07. Todavia, apesar da petição recursal haver trazido a preliminar sobre o tema, não é de se proceder ao exame de sua existência, uma vez que, nos termos do artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, com a redação introduzida pela Emenda Regimental n 21/07, primeira parte, o procedimento acerca da existência da repercussão geral somente ocorrerá ‘quando não for o caso de inadmissibilidade do recurso por outra razão’. A irresignação não merece prosperar. Não houve negativa de prestação jurisdicional ou inexistência de motivação no acórdão recorrido, uma vez que a jurisdição foi prestada, no caso, mediante decisão suficientemente motivada, não obstante contrária à pretensão do recorrente, tendo o Tribunal de origem justificado suas 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 579708 ED / DF razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo então recorrente, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/5/01). Verifica-se que a Constituição Federal, no § 6... do artigo 150, condiciona a concessão de isenção tributária à existência a lei específica disciplinadora desse benefício fiscal. Nesse sentido: ‘EMENTA: Inconstitucionalidade, por contrariar o processo legislativo decorrente do art. 150, § 6..., da Constituição Federal (onde se exige a edição de lei ordinária específica), bem como do princípio da independência dos Poderes (art. 2...), a anistia tributária concedida pelo art. 34, e seus parágrafos, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 1989, do Estado de Santa Catarina’ (ADI n 155/SC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Octavio Gallotti, DJ de 8/9/2000). A propósito, no que interessa, destaca-se as ementas dos seguintes precedentes referentes à imprescindibilidade de lei em sentido formal para concessão de benefício fiscal: ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - INEXISTÊNCIA DE PRAZO DECADENCIAL - ICMS - CONCESSÃO DE ISENÇÃO E DE OUTROS BENEFÍCIOS FISCAIS, INDEPENDENTEMENTE DE PRÉVIA DELIBERAÇÃO DOS DEMAIS ESTADOS-MEMBROS E DO DISTRITO FEDERAL - LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DO ESTADO-MEMBRO EM TEMA DE ICMS (Constituição Federal de 1988, ART. 155, 2., XII, ‘G’) - NORMA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 579708 ED / DF razões de decidir. Anote-se que o referido artigo 93, inciso IX, da Constituição Federal não exige que o órgão judicante manifeste- se sobre todos os argumentos de defesa apresentados pelo então recorrente, mas que fundamente as razões que entendeu suficientes à formação de seu convencimento (Recurso Extraordinário n 463.139/RJ- AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Joaquim Barbosa, DJ de 3/2/06; e Recurso Extraordinário n 181.039/SP-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 18/5/01). Verifica-se que a Constituição Federal, no § 6... do artigo 150, condiciona a concessão de isenção tributária à existência a lei específica disciplinadora desse benefício fiscal. Nesse sentido: ‘EMENTA: Inconstitucionalidade, por contrariar o processo legislativo decorrente do art. 150, § 6..., da Constituição Federal (onde se exige a edição de lei ordinária específica), bem como do princípio da independência dos Poderes (art. 2...), a anistia tributária concedida pelo art. 34, e seus parágrafos, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, de 1989, do Estado de Santa Catarina’ (ADI n 155/SC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Octavio Gallotti, DJ de 8/9/2000). A propósito, no que interessa, destaca-se as ementas dos seguintes precedentes referentes à imprescindibilidade de lei em sentido formal para concessão de benefício fiscal: ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - INEXISTÊNCIA DE PRAZO DECADENCIAL - ICMS - CONCESSÃO DE ISENÇÃO E DE OUTROS BENEFÍCIOS FISCAIS, INDEPENDENTEMENTE DE PRÉVIA DELIBERAÇÃO DOS DEMAIS ESTADOS-MEMBROS E DO DISTRITO FEDERAL - LIMITAÇÕES CONSTITUCIONAIS AO PODER DO ESTADO-MEMBRO EM TEMA DE ICMS (Constituição Federal de 1988, ART. 155, 2., XII, ‘G’) - NORMA 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 579708 ED / DF LEGAL QUE VEICULA INADMISSÍVEL DELEGAÇÃO LEGISLATIVA EXTERNA AO GOVERNADOR DO ESTADO - PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA EM PARTE. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E PRAZO DECADÊNCIA: (...) CONVÊNIOS E CONCESSÃO DE ISENÇÃO, INCENTIVO E BENEFÍCIO FISCAL EM TEMA DE ICMS: A celebração dos convênios interestaduais constitui pressuposto essencial a válida concessão, pelos Estados- membros ou Distrito Federal, de isenções, incentivos ou benefícios fiscais em tema de ICMS. Esses convênios - enquanto instrumentos de exteriorização formal do prévio consenso institucional entre as unidades federadas investidas de competência tributária em matéria de ICMS - destinam-se a compor os conflitos de interesses que necessariamente resultariam, uma vez ausente essa deliberação intergovernamental, da concessão, pelos Estados-membros ou Distrito Federal, de isenções, incentivos e benefícios fiscais pertinentes ao imposto em questão. O pacto federativo, sustentando-se na harmonia que deve presidir as relações institucionais entre as comunidades políticas que compõem o Estado Federal, legitima as restrições de ordem constitucional que afetam o exercício, pelos Estados-membros e Distrito Federal, de sua competência normativa em tema de exoneração tributária pertinente ao ICMS. MATÉRIA TRIBUTÁRIA E DELEGAÇÃO LEGISLATIVA: A outorga de qualquer subsídio, isenção ou crédito presumido, a redução da base de cálculo e a concessão de anistia ou remissão em matéria tributária só podem ser deferidas mediante lei específica, sendo vedado ao Poder Legislativo conferir ao Chefe do Executivo a prerrogativa extraordinária de dispor, normativamente, sobre tais categorias temáticas, sob pena de ofensa ao postulado nuclear da separação de poderes e de transgressão ao princípio da reserva constitucional de competência legislativa. Precedente: 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 579708 ED / DF LEGAL QUE VEICULA INADMISSÍVEL DELEGAÇÃO LEGISLATIVA EXTERNA AO GOVERNADOR DO ESTADO - PRECEDENTES DO Supremo Tribunal Federal - MEDIDA CAUTELAR DEFERIDA EM PARTE. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E PRAZO DECADÊNCIA: (...) CONVÊNIOS E CONCESSÃO DE ISENÇÃO, INCENTIVO E BENEFÍCIO FISCAL EM TEMA DE ICMS: A celebração dos convênios interestaduais constitui pressuposto essencial a válida concessão, pelos Estados- membros ou Distrito Federal, de isenções, incentivos ou benefícios fiscais em tema de ICMS. Esses convênios - enquanto instrumentos de exteriorização formal do prévio consenso institucional entre as unidades federadas investidas de competência tributária em matéria de ICMS - destinam-se a compor os conflitos de interesses que necessariamente resultariam, uma vez ausente essa deliberação intergovernamental, da concessão, pelos Estados-membros ou Distrito Federal, de isenções, incentivos e benefícios fiscais pertinentes ao imposto em questão. O pacto federativo, sustentando-se na harmonia que deve presidir as relações institucionais entre as comunidades políticas que compõem o Estado Federal, legitima as restrições de ordem constitucional que afetam o exercício, pelos Estados-membros e Distrito Federal, de sua competência normativa em tema de exoneração tributária pertinente ao ICMS. MATÉRIA TRIBUTÁRIA E DELEGAÇÃO LEGISLATIVA: A outorga de qualquer subsídio, isenção ou crédito presumido, a redução da base de cálculo e a concessão de anistia ou remissão em matéria tributária só podem ser deferidas mediante lei específica, sendo vedado ao Poder Legislativo conferir ao Chefe do Executivo a prerrogativa extraordinária de dispor, normativamente, sobre tais categorias temáticas, sob pena de ofensa ao postulado nuclear da separação de poderes e de transgressão ao princípio da reserva constitucional de competência legislativa. Precedente: 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 579708 ED / DF ADIn 1.296-PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO’ (ADI n 1.247/PA-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/1995) ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA LIMINAR. TRIBUTÁRIO. AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA QUE DÁ AO PODER EXECUTIVO A PRERROGATIVA DE CONCEDER, POR REGULAMENTO, OS BENEFÍCIOS FISCAIS DA REMISSÃO E DA ANISTIA. PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DOS PODERES E DA RESERVA ABSOLUTA DE LEI FORMAL. ART. 150, § 6... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Ocorrência, no caso, de atuação ultra vires do Poder Legislativo, consubstanciada na abdicação de sua competência institucional em favor do Poder Executivo, facultando a este, mediante ato próprio, a prerrogativa de inovar na ordem jurídica em assunto (liberalidade estatal em matéria tributária) na qual a Constituição Federal impõe reserva absoluta de lei em sentido formal. Precedentes: ADI 1.247-MC, DJ 08.09.95 e ADI 1.296-MC, DJ 10.08.95, ambas de relatoria do Ministro Celso de Mello. 2. Presença de plausibilidade jurídica na tese de inconstitucionalidade e de conveniência na suspensão da eficácia do dispositivo atacado. 3. Medida liminar concedida’ (ADI n 3.462/PA-MC, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 21/10/05). Nota-se que o ora recorrente aduz que: ‘É fato totalmente incontroverso, não questionado pela autoridade coatora ou pelo Governo do Distrito Federal (GDF), ser o Recorrente instituição organizada sob forma jurídica de associação sem fins lucrativos, cujo objetivo social é a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, com seus atos constitutivos redigidos na forma preconizada pela Lei Federal n 9.637, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 579708 ED / DF ADIn 1.296-PE, Rel. Min. CELSO DE MELLO’ (ADI n 1.247/PA-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/1995) ‘AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. MEDIDA LIMINAR. TRIBUTÁRIO. AUTORIZAÇÃO LEGISLATIVA QUE DÁ AO PODER EXECUTIVO A PRERROGATIVA DE CONCEDER, POR REGULAMENTO, OS BENEFÍCIOS FISCAIS DA REMISSÃO E DA ANISTIA. PRINCÍPIOS DA SEPARAÇÃO DOS PODERES E DA RESERVA ABSOLUTA DE LEI FORMAL. ART. 150, § 6... DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 1. Ocorrência, no caso, de atuação ultra vires do Poder Legislativo, consubstanciada na abdicação de sua competência institucional em favor do Poder Executivo, facultando a este, mediante ato próprio, a prerrogativa de inovar na ordem jurídica em assunto (liberalidade estatal em matéria tributária) na qual a Constituição Federal impõe reserva absoluta de lei em sentido formal. Precedentes: ADI 1.247-MC, DJ 08.09.95 e ADI 1.296-MC, DJ 10.08.95, ambas de relatoria do Ministro Celso de Mello. 2. Presença de plausibilidade jurídica na tese de inconstitucionalidade e de conveniência na suspensão da eficácia do dispositivo atacado. 3. Medida liminar concedida’ (ADI n 3.462/PA-MC, Tribunal Pleno, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJ de 21/10/05). Nota-se que o ora recorrente aduz que: ‘É fato totalmente incontroverso, não questionado pela autoridade coatora ou pelo Governo do Distrito Federal (GDF), ser o Recorrente instituição organizada sob forma jurídica de associação sem fins lucrativos, cujo objetivo social é a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, com seus atos constitutivos redigidos na forma preconizada pela Lei Federal n 9.637, 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 579708 ED / DF de 15 de maio de 1998. Por preencher todos os requisitos da citada lei federal o Poder Executivo Federal a reconheceu e qualificou-a como Organização Social, por meio do Decreto Federal 4.078, de 9 de janeiro de 2002 (fl. 57). Em decorrência, não cabe qualquer discussão a respeito de ser o Recorrente uma ‘instituição de utilidade pública e de interesse social’ porque, ao receber a qualificação expressa de organização social, por meio de decreto presidencial, a mesma foi incluída nas condições expressas no art. 11 da Lei 9.637/98, verbis: ‘Art.11. As entidades qualificadas como organizações sociais são declaradas como entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais.’ (destacou-se) Assim, é que o comando positivo da lei, em decorrência de sua condição de organização social reconhecida por decreto específico, basta para comprovar sua condição de beneficiária de isenção e até mesmo imunidade tributária, em especial perante a União, o que atende integralmente aos comandos do parágrafo sexto do artigo 150 da Constituição Federal de 1988, qual seja a existência de lei específica’ (fls. 281/282). Todavia, o Tribunal de origem assim consignou: ‘Destarte, não havendo nos autos documentos que comprovem a existência de legislação distrital disciplinadora da isenção pretendida pela Recorrente, não há como deferi-la nos moldes pretendidos’ (fl. 250). Observa-se, que, nesse caso, para acolher a pretensão do recorrente no sentido de considerar alcançados os requisitos legais viabilizadores da isenção e ultrapassar a análise do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 579708 ED / DF de 15 de maio de 1998. Por preencher todos os requisitos da citada lei federal o Poder Executivo Federal a reconheceu e qualificou-a como Organização Social, por meio do Decreto Federal 4.078, de 9 de janeiro de 2002 (fl. 57). Em decorrência, não cabe qualquer discussão a respeito de ser o Recorrente uma ‘instituição de utilidade pública e de interesse social’ porque, ao receber a qualificação expressa de organização social, por meio de decreto presidencial, a mesma foi incluída nas condições expressas no art. 11 da Lei 9.637/98, verbis: ‘Art.11. As entidades qualificadas como organizações sociais são declaradas como entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais.’ (destacou-se) Assim, é que o comando positivo da lei, em decorrência de sua condição de organização social reconhecida por decreto específico, basta para comprovar sua condição de beneficiária de isenção e até mesmo imunidade tributária, em especial perante a União, o que atende integralmente aos comandos do parágrafo sexto do artigo 150 da Constituição Federal de 1988, qual seja a existência de lei específica’ (fls. 281/282). Todavia, o Tribunal de origem assim consignou: ‘Destarte, não havendo nos autos documentos que comprovem a existência de legislação distrital disciplinadora da isenção pretendida pela Recorrente, não há como deferi-la nos moldes pretendidos’ (fl. 250). Observa-se, que, nesse caso, para acolher a pretensão do recorrente no sentido de considerar alcançados os requisitos legais viabilizadores da isenção e ultrapassar a análise do 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 579708 ED / DF Tribunal de origem que entendeu pela improcedência da referida isenção frente à ausência de lei específica disciplinadora deste benefício, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais (Lei Distrital n 2.415/99 e Lei Federal n 9.637/98) a fim de verificar se as mesmas possuem caráter de legislação tributária específica que discipline os requisitos para se obter a isenção. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 766.290/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/2/10). ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ISENÇÃO FISCAL. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A controvérsia relativa à isenção fiscal foi dirimida pelo Tribunal de origem à luz de preceitos inseridos no CTN. 2. Ofensa reflexa à Constituição do Brasil não enseja a interposição de recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 466.091/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/8/08). Por fim, também não merece prosperar o apelo extremo no tocante ao alegado direito à imunidade tributária 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 579708 ED / DF Tribunal de origem que entendeu pela improcedência da referida isenção frente à ausência de lei específica disciplinadora deste benefício, seria necessário o reexame das normas infraconstitucionais (Lei Distrital n 2.415/99 e Lei Federal n 9.637/98) a fim de verificar se as mesmas possuem caráter de legislação tributária específica que discipline os requisitos para se obter a isenção. Desse modo, a alegada violação dos dispositivos constitucionais invocados seria, se ocorresse, indireta ou reflexa, o que não enseja reexame em recurso extraordinário. Nesse sentido: ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRIBUTÁRIO. IMUNIDADE. PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’ (AI n 766.290/RJ-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 5/2/10). ‘EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ISENÇÃO FISCAL. CÓDIGO TRIBUTÁRIO NACIONAL. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. 1. A controvérsia relativa à isenção fiscal foi dirimida pelo Tribunal de origem à luz de preceitos inseridos no CTN. 2. Ofensa reflexa à Constituição do Brasil não enseja a interposição de recurso extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento’ (Recurso Extraordinário n 466.091/MG-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJe de 29/8/08). Por fim, também não merece prosperar o apelo extremo no tocante ao alegado direito à imunidade tributária 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 579708 ED / DF consignada nas alíneas ‘a’ e ‘c’ do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal, haja vista que o recorrente não se enquadra no rol dos entes atingidos pela imunidade recíproca, nem mesmo se caracteriza como instituição de ensino ou de assistência social, conforme se extrai do seguinte fragmento do acórdão recorrido: ‘Fosse o Recorrente instituição de ensino ou de assistência social, haveria, em tese, a possibilidade de delinear os efeitos normativos do preceito constitucional citado. Ocorre que, consoante se observa dos seus próprios objetivos institucionais, às fls. 28/29 destes autos, sua finalidade é a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, de modo que nem presta serviço relacionado ao ensino, nem revela atividade de assistência social’(fl. 249). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” O embargante reprisa todos os argumentos já trazidos no recurso extraordinário, insistindo na tese de que o Distrito Federal deve reconhecer isenção tributária, no seu entender, por força do art. 11 da Lei Distrital n 2.415/99, que equipara, no âmbito do Distrito Federal, os efeitos do citado art. 11 às organizações sociais qualificadas pela União como tal. Insiste, também, na alegada afronta ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal pelo julgado do Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 579708 ED / DF consignada nas alíneas ‘a’ e ‘c’ do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal, haja vista que o recorrente não se enquadra no rol dos entes atingidos pela imunidade recíproca, nem mesmo se caracteriza como instituição de ensino ou de assistência social, conforme se extrai do seguinte fragmento do acórdão recorrido: ‘Fosse o Recorrente instituição de ensino ou de assistência social, haveria, em tese, a possibilidade de delinear os efeitos normativos do preceito constitucional citado. Ocorre que, consoante se observa dos seus próprios objetivos institucionais, às fls. 28/29 destes autos, sua finalidade é a promoção do desenvolvimento científico e tecnológico, de modo que nem presta serviço relacionado ao ensino, nem revela atividade de assistência social’(fl. 249). Ante o exposto, nos termos do artigo 557, caput, do Código de Processo Civil, nego seguimento ao recurso extraordinário.” O embargante reprisa todos os argumentos já trazidos no recurso extraordinário, insistindo na tese de que o Distrito Federal deve reconhecer isenção tributária, no seu entender, por força do art. 11 da Lei Distrital n 2.415/99, que equipara, no âmbito do Distrito Federal, os efeitos do citado art. 11 às organizações sociais qualificadas pela União como tal. Insiste, também, na alegada afronta ao art. 93, inciso IX, da Constituição Federal pelo julgado do Superior Tribunal de Justiça. É o relatório. 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340885. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Em primeiro lugar, recebo os embargos de declaração como agravo regimental, na esteira da pacífica jurisprudência da Corte. O agravante não trouxe qualquer argumento novo capaz de infirmar o que restou decidido. Com efeito, o agravante insiste na alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, tão somente porque o acórdão do Superior Tribunal de Justiça, suficientemente e exaustivamente motivado, foi contrário à sua pretensão. Ademais, ele não nega a inexistência de lei específica lhe concedendo o benefício fiscal pretendido e, a despeito do que dispõe o art. 150, § 6..., da Constituição Federal, pretende que o Poder Judiciário lhe conceda isenção, pretensamente com base no art. 11 da Lei Distrital n 2.415/99, o qual apenas o equipara, na qualidade de organização social, no âmbito do Distrito Federal, às entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais, sem, no entanto, dispor sobre qualquer benefício fiscal. Sem reparos, pois, a decisão agravada, que registrou a jurisprudência pacífica desta Corte, a qual é firme no sentido de que “a outorga de qualquer subsídio, isenção ou crédito presumido, a redução da base de cálculo e a concessão de anistia ou remissão em matéria tributária só podem ser deferidas mediante lei específica” (ADI n 1.247/PA-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/95). Por pertinente, transcrevo novamente trecho do acórdão do Tribunal de origem, o qual consignou o seguinte. “Destarte, não havendo nos autos documentos que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340886. Supremo Tribunal Federal 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 DISTRITO FEDERAL VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Em primeiro lugar, recebo os embargos de declaração como agravo regimental, na esteira da pacífica jurisprudência da Corte. O agravante não trouxe qualquer argumento novo capaz de infirmar o que restou decidido. Com efeito, o agravante insiste na alegada violação do art. 93, inciso IX, da Constituição Federal, tão somente porque o acórdão do Superior Tribunal de Justiça, suficientemente e exaustivamente motivado, foi contrário à sua pretensão. Ademais, ele não nega a inexistência de lei específica lhe concedendo o benefício fiscal pretendido e, a despeito do que dispõe o art. 150, § 6..., da Constituição Federal, pretende que o Poder Judiciário lhe conceda isenção, pretensamente com base no art. 11 da Lei Distrital n 2.415/99, o qual apenas o equipara, na qualidade de organização social, no âmbito do Distrito Federal, às entidades de interesse social e utilidade pública, para todos os efeitos legais, sem, no entanto, dispor sobre qualquer benefício fiscal. Sem reparos, pois, a decisão agravada, que registrou a jurisprudência pacífica desta Corte, a qual é firme no sentido de que “a outorga de qualquer subsídio, isenção ou crédito presumido, a redução da base de cálculo e a concessão de anistia ou remissão em matéria tributária só podem ser deferidas mediante lei específica” (ADI n 1.247/PA-MC, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Celso de Mello, DJ de 8/9/95). Por pertinente, transcrevo novamente trecho do acórdão do Tribunal de origem, o qual consignou o seguinte. “Destarte, não havendo nos autos documentos que Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI Recurso Extraordinário 579708 ED / DF comprovem a existência de legislação distrital disciplinadora da isenção pretendida pela Recorrente, não há como deferi-la nos moldes pretendidos” (fl. 250). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340886. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 579708 ED / DF comprovem a existência de legislação distrital disciplinadora da isenção pretendida pela Recorrente, não há como deferi-la nos moldes pretendidos” (fl. 250). Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4340886. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Extrato de Ata - 04/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS - CGEE ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO EMBDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. 1... Turma, 4.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4002962 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579.708 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI EMBTE.(S) : CENTRO DE GESTÃO E ESTUDOS ESTRATÉGICOS - CGEE ADV.(A/S) : LUIZ ANTÔNIO MUNIZ MACHADO EMBDO.(A/S) : DISTRITO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO DISTRITO FEDERAL Decisão: Por maioria de votos, a Turma converteu os embargos de declaração em agravo regimental, vencido, nessa parte, o Senhor Ministro Marco Aurélio. Por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Presidiu o julgamento o Senhor Ministro Marco Aurélio. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. 1... Turma, 4.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Marco Aurélio. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Dias Toffoli e Rosa Weber. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Luiz Fux, Presidente. Subprocuradora-Geral da República, Dr. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4002962 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "ADI n 1 . 247 / PA - MC", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579 . 708", "EMB", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "Agravo de Instrumento n 664 . 567 / RS", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR", "ADI n 155 / SC", "Recurso Extraordinário 579708 ED /", "Recurso Extraordinário n 463 . 139 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 181 . 039 / SP - AgR", "ADI n 155 / SC", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "ADIn 1 . 296 - PE", "ADI n 1 . 247 / PA - MC", "ADI 1 . 247 - MC", "ADI 1 . 296 - MC", "ADI n 3 . 462 / PA - MC", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "ADIn 1 . 296 - PE", "ADI n 1 . 247 / PA - MC", "ADI 1 . 247 - MC", "ADI 1 . 296 - MC", "ADI n 3 . 462 / PA - MC", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 766 . 290 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 466 . 091 / MG - AgR", "Recurso Extraordinário 579708 ED /", "SÚMULA 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI n 766 . 290 / RJ - AgR", "Recurso Extraordinário n 466 . 091", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579 . 708", "ADI n 1 . 247 / PA - MC", "ADI n 1 . 247 / PA - MC", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "Recurso Extraordinário 579708 ED / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 579 . 708", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "art . 150 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "art . 11 da Lei Distrital n 2 . 415 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , ‘ c ’ , da Constituição Federal", "Código Tributário Nacional ( art . 97", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 150 , VI , ‘ c ’ , da Constituição Federal", "Código Tributário Nacional", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Lei n 9 . 637 / 98", "Lei Distrital n 2 . 415 / 99", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos , 93 , inciso IX , e 150 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Lei n 9 . 637 / 98", "Lei Distrital n 2 . 415 / 99", "artigo 323 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal", "Emenda Regimental n 21 / 07", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 150 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "Constituição Federal de 1988 , ART . 155 , 2 . , XII , ‘ G ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 150 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "Ato das Disposições Constitucionais Transitórias", "1989", "Constituição Federal de 1988 , ART . 155 , 2 . , XII , ‘ G ’", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição Federal", "Lei Federal n 9 . 637", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 150 , § 6 . . . 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200 - 2 / 2001", "alíneas ‘ a ’ e ‘ c ’ do inciso VI do artigo 150 da Constituição Federal", "artigo 557 , caput , do Código de Processo Civil", "art . 11 da Lei Distrital n 2 . 415 / 99", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 150 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "art . 11 da Lei Distrital n 2 . 415", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 93 , inciso IX , da Constituição Federal", "art . 150 , § 6 . . . , da Constituição Federal", "art . 11 da Lei Distrital n 2 . 415 / 99", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "Distrito Federal", "Brasília", "Brasília", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", "DISTRITO FEDERAL", 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Ementa e Acórdão 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CLAUDIO ARANTES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A ADV.(A/S) :HISASHI KATAOKA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INEXISTÊNCIA (RE 635.729 - TEMA 451). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046875. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CLAUDIO ARANTES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A ADV.(A/S) :HISASHI KATAOKA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário em razão da insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi demonstrada no recurso ao se referir ao AI 791.202/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, objeto do Tema 339 desta Corte, devendo ser aplicada a sistemática do artigo 543-B do CPC; (b) não se pode admitir como fundamentação da decisão a afirmativa de que houve debate oral entre os julgadores da Turma Recursal, quando as razões de decidir não foram lançadas na súmula de julgamento; (c) se é da competência do Plenário a decisão acerca da existência da repercussão geral, o relator não pode ser tão rígido na análise da fundamentação deste pressuposto de admissibilidade. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046876. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CLAUDIO ARANTES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A ADV.(A/S) :HISASHI KATAOKA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário em razão da insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi demonstrada no recurso ao se referir ao AI 791.202/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, objeto do Tema 339 desta Corte, devendo ser aplicada a sistemática do artigo 543-B do CPC; (b) não se pode admitir como fundamentação da decisão a afirmativa de que houve debate oral entre os julgadores da Turma Recursal, quando as razões de decidir não foram lançadas na súmula de julgamento; (c) se é da competência do Plenário a decisão acerca da existência da repercussão geral, o relator não pode ser tão rígido na análise da fundamentação deste pressuposto de admissibilidade. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada consignou não ter o recorrente se desincumbido do ônus de demonstrar, em preliminar formal e fundamentada, que a questão constitucional suscitada em seu recurso extraordinário goza de relevância econômica, política, social ou jurídica, transcendendo os interesses subjetivos da causa e alcançando, portanto, repercussão geral. Isso porque as afirmações genéricas apresentadas pela parte, por não atenderem aos parâmetros mínimos exigidos pela jurisprudência desta Corte, mostraram-se insuficientes para que o plenário do Supremo Tribunal Federal pudesse exercer qualquer juízo acerca da existência, ou não, de repercussão geral do tema sobre o qual se controverte. No caso, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046877. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada consignou não ter o recorrente se desincumbido do ônus de demonstrar, em preliminar formal e fundamentada, que a questão constitucional suscitada em seu recurso extraordinário goza de relevância econômica, política, social ou jurídica, transcendendo os interesses subjetivos da causa e alcançando, portanto, repercussão geral. Isso porque as afirmações genéricas apresentadas pela parte, por não atenderem aos parâmetros mínimos exigidos pela jurisprudência desta Corte, mostraram-se insuficientes para que o plenário do Supremo Tribunal Federal pudesse exercer qualquer juízo acerca da existência, ou não, de repercussão geral do tema sobre o qual se controverte. No caso, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3º, da CF e 543-A, § 2º, do CPC, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 742950 AGR / RJ potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. 3. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 2. No que toca à alegação de ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, foi observado no caso o entendimento assentado por esta Corte no julgamento do RE 635.729 (Rel. Min. DIAS TOFFOLI - Tema 451), cuja repercussão geral foi reconhecida, para reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da possibilidade de o colégio recursal fazer remissão aos fundamentos adotados na sentença. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046877. Supremo Tribunal Federal ARE 742950 AGR / RJ potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. 3. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do STF. 2. No que toca à alegação de ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, foi observado no caso o entendimento assentado por esta Corte no julgamento do RE 635.729 (Rel. Min. DIAS TOFFOLI - Tema 451), cuja repercussão geral foi reconhecida, para reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da possibilidade de o colégio recursal fazer remissão aos fundamentos adotados na sentença. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : CLAUDIO ARANTES ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A ADV.(A/S) : HISASHI KATAOKA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105865 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : CLAUDIO ARANTES ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A ADV.(A/S) : HISASHI KATAOKA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105865 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4115975
2013-06-18T00:00:00
2013-08-01T00:00:00
Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INEXISTÊNCIA (RE 635.729 - TEMA 451). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur237601
- Acórdão(s) citado(s): (PRESTAÇÃO JURISDICIONAL, FUNDAMENTAÇÃO) RE 635729 RG (TP). Número de páginas: 5. Análise: 09/08/2013, TBC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
742950
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00093 INC-00009 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 742950 AgR
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AGTE.(S) : CLAUDIO ARANTES ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A ADV.(A/S) : HISASHI KATAOKA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO
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Ementa e Acórdão 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CLAUDIO ARANTES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A ADV.(A/S) :HISASHI KATAOKA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRELIMINAR DE REPERCUSSÃO GERAL. FUNDAMENTAÇÃO DEFICIENTE. ÔNUS DO RECORRENTE. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. INEXISTÊNCIA (Recurso Extraordinário 635.729 - TEMA 451). AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046875. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CLAUDIO ARANTES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A ADV.(A/S) :HISASHI KATAOKA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário em razão da insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi demonstrada no recurso ao se referir ao AI 791.202/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, objeto do Tema 339 desta Corte, devendo ser aplicada a sistemática do artigo 543-B do Código de Processo Civil; (b) não se pode admitir como fundamentação da decisão a afirmativa de que houve debate oral entre os julgadores da Turma Recursal, quando as razões de decidir não foram lançadas na súmula de julgamento; (c) se é da competência do Plenário a decisão acerca da existência da repercussão geral, o relator não pode ser tão rígido na análise da fundamentação deste pressuposto de admissibilidade. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046876. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :CLAUDIO ARANTES ADV.(A/S) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A ADV.(A/S) :HISASHI KATAOKA ADV.(A/S) :CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou provimento ao agravo em recurso extraordinário em razão da insuficiência dos fundamentos apresentados em sede de preliminar de repercussão geral, diante do que exige a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Sustenta a agravante, em suma, que (a) a repercussão geral foi demonstrada no recurso ao se referir ao AI 791.202/PE, Rel. Min. GILMAR MENDES, objeto do Tema 339 desta Corte, devendo ser aplicada a sistemática do artigo 543-B do Código de Processo Civil; (b) não se pode admitir como fundamentação da decisão a afirmativa de que houve debate oral entre os julgadores da Turma Recursal, quando as razões de decidir não foram lançadas na súmula de julgamento; (c) se é da competência do Plenário a decisão acerca da existência da repercussão geral, o relator não pode ser tão rígido na análise da fundamentação deste pressuposto de admissibilidade. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046876. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada consignou não ter o recorrente se desincumbido do ônus de demonstrar, em preliminar formal e fundamentada, que a questão constitucional suscitada em seu recurso extraordinário goza de relevância econômica, política, social ou jurídica, transcendendo os interesses subjetivos da causa e alcançando, portanto, repercussão geral. Isso porque as afirmações genéricas apresentadas pela parte, por não atenderem aos parâmetros mínimos exigidos pela jurisprudência desta Corte, mostraram-se insuficientes para que o plenário do Supremo Tribunal Federal pudesse exercer qualquer juízo acerca da existência, ou não, de repercussão geral do tema sobre o qual se controverte. No caso, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046877. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada consignou não ter o recorrente se desincumbido do ônus de demonstrar, em preliminar formal e fundamentada, que a questão constitucional suscitada em seu recurso extraordinário goza de relevância econômica, política, social ou jurídica, transcendendo os interesses subjetivos da causa e alcançando, portanto, repercussão geral. Isso porque as afirmações genéricas apresentadas pela parte, por não atenderem aos parâmetros mínimos exigidos pela jurisprudência desta Corte, mostraram-se insuficientes para que o plenário do Supremo Tribunal Federal pudesse exercer qualquer juízo acerca da existência, ou não, de repercussão geral do tema sobre o qual se controverte. No caso, o agravo regimental não traz qualquer subsídio apto a alterar esses fundamentos, razão pela qual deve ser mantido incólume o entendimento da decisão agravada: 2. O Supremo Tribunal Federal firmou entendimento no sentido de que é ônus do recorrente a demonstração formal e fundamentada de repercussão geral da matéria constitucional versada no recurso extraordinário, com indicação específica das circunstâncias reais que evidenciem, no caso concreto, a relevância econômica, política, social ou jurídica. Não bastam, portanto, para que seja atendido o requisito previsto nos artigos 102, § 3..., da Constituição Federal de 1988 e 543-A, § 2..., do Código de Processo Civil, alegações genéricas a respeito do instituto, como a mera afirmação de que: (a) a matéria controvertida tem repercussão geral; (b) o tema goza de importância econômica, política, social ou jurídica; (c) a questão ultrapassa os interesses subjetivos da parte ou tem manifesto Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI ARE 742950 AGR / RJ potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. 3. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. No que toca à alegação de ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, foi observado no caso o entendimento assentado por esta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 635.729 (Rel. Min. DIAS TOFFOLI - Tema 451), cuja repercussão geral foi reconhecida, para reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da possibilidade de o colégio recursal fazer remissão aos fundamentos adotados na sentença. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046877. Supremo Tribunal Federal ARE 742950 AGR / RJ potencial de repetitividade; (d) a repercussão geral é consequência inevitável de suposta violação de dispositivo constitucional; ou, ainda, (e) a existência de jurisprudência pacífica desta Corte quanto ao tema discutido. Nesse sentido: ARE 691.595 AgR, Rel. Min. RICARDO LEWANDOWSKI, Segunda Turma, DJe de 25/02/2013; ARE 696.347-AgR-segundo, Rel. Min. CÁRMEN LÚCIA, Segunda Turma, DJe de 14.2.2013; ARE 696.263-AgR/MG, Rel. Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, DJe de 19.02.2013; AI 717.821 AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, Segunda Turma, DJe de 13/08/2012. 3. Ora, no caso, a alegação de repercussão geral não está acompanhada de fundamentação demonstrativa nesses moldes exigidos pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. 2. No que toca à alegação de ofensa ao artigo 93, IX, da Constituição Federal, relativa à suposta negativa de prestação jurisdicional, foi observado no caso o entendimento assentado por esta Corte no julgamento do Recurso Extraordinário 635.729 (Rel. Min. DIAS TOFFOLI - Tema 451), cuja repercussão geral foi reconhecida, para reafirmar jurisprudência do Supremo Tribunal Federal no sentido da possibilidade de o colégio recursal fazer remissão aos fundamentos adotados na sentença. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4046877. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : CLAUDIO ARANTES ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A ADV.(A/S) : HISASHI KATAOKA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105865 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742.950 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : CLAUDIO ARANTES ADV.(A/S) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S/A ADV.(A/S) : HISASHI KATAOKA ADV.(A/S) : CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105865 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 742 . 950", "Recurso Extraordinário 635 . 729 - TEMA 451", "AI 791 . 202 / PE", "AI 791 . 202 / PE", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "Recurso Extraordinário 635 . 729", "ARE 742950 AGR / RJ", "ARE 691 . 595 AgR", "ARE 696 . 347 - AgR - segundo", "ARE 696 . 263 - AgR / MG", "AI 717 . 821 AgR", "Recurso Extraordinário 635 . 729", "RECURSO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 543 - B do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigos 102 , § 3 . . . , da Constituição Federal de 1988", "543", "-", "A , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "ESTADO DO RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Segunda Turma", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S / A", "2", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "LIGHT SERVIÇOS DE ELETRICIDADE S / A", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "CLAUDIO ARANTES", "HISASHI KATAOKA", "CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO", "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "CLAUDIO ARANTES", "HISASHI KATAOKA", "CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "CLAUDIO ARANTES", "HISASHI KATAOKA", "CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO", "TEORI ZAVASCKI", "GILMAR MENDES", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "CÁRMEN LÚCIA", "LUIZ FUX", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "TEORI ZAVASCKI", "CLAUDIO ARANTES", "HISASHI KATAOKA", "CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira", "TEORI ZAVASCKI", "CLAUDIO ARANTES", "HISASHI KATAOKA", "CARLOS ROBERTO SIQUEIRA CASTRO", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Gilmar Mendes", "Gilmar Mendes", "Ricardo Lewandowski", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Cármen Lúcia", "Paulo Gustavo Gonet Branco", "Ravena Siqueira" ], "TEMPO": [ "18", "/", "06", "/", "2013", "18 de junho de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", ".", "2", ".", "2013", "19", ".", "02", ".", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "02", "/", "2013", "14", ".", "2", ".", "2013", "19", ".", "02", ".", "2013", "13", "/", "08", "/", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", "/", "06", "/", "2013", "18", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "18", ".", "06", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :VERLEI ANTÔNIA NOCERA ADV.(A/S) :RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PAGAMNETOS ESPECIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. RECLASSIFICAÇÃO DE ENTRÂNCIAS. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 980/05. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, CAPUT, II, XXXVI, E LV, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANEJO PELA ALÍNEA “C” DO ART. 102, III, DA CF: INADEQUAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 29.5.2012. O exame da alegada ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF : “por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei local contestada em face da Constituição Federal, inviável a interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, “c”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075532. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 710944 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075532. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :VERLEI ANTÔNIA NOCERA ADV.(A/S) :RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PAGAMNETOS ESPECIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Verlei Antônia Nocera. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa direta e frontal ao art. 5º, caput, II, XXXVI, e LV, da Lei Maior. Alega violado seu direito adquirido de contribuir e receber proventos de aposentadoria de acordo com os padrões da Lei Complementar 980/2005. Considera inaplicável a Súmula 280/STF. Requer a reforma da decisão agravada, alegando que o acórdão recorrido feriu dispositivos constitucionais. Acórdão recorrido publicado em 29.5.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075533. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :VERLEI ANTÔNIA NOCERA ADV.(A/S) :RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PAGAMNETOS ESPECIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Verlei Antônia Nocera. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa direta e frontal ao art. 5º, caput, II, XXXVI, e LV, da Lei Maior. Alega violado seu direito adquirido de contribuir e receber proventos de aposentadoria de acordo com os padrões da Lei Complementar 980/2005. Considera inaplicável a Súmula 280/STF. Requer a reforma da decisão agravada, alegando que o acórdão recorrido feriu dispositivos constitucionais. Acórdão recorrido publicado em 29.5.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , maneja agravo Verlei Antônia Nocera. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, ‘a’ e ‘c’, da Carta Federal, reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta violação direta do art. 5º, caput, II, XXXVI e LV, da Lei Maior. Contraminuta. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Ressalto, inicialmente, que não importa em ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa (art. 5º, LV, da Constituição da República) a denegação de seguimento a recurso extraordinário, pelo juízo de admissibilidade a quo , quando verificado o não-atendimento dos pressupostos extrínsecos ou intrínsecos de admissibilidade recursal. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , maneja agravo Verlei Antônia Nocera. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, ‘a’ e ‘c’, da Carta Federal, reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta violação direta do art. 5º, caput, II, XXXVI e LV, da Lei Maior. Contraminuta. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Ressalto, inicialmente, que não importa em ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa (art. 5º, LV, da Constituição da República) a denegação de seguimento a recurso extraordinário, pelo juízo de admissibilidade a quo , quando verificado o não-atendimento dos pressupostos extrínsecos ou intrínsecos de admissibilidade recursal. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: RE 605.758/SP, Rel. Min. Dias Tóffoli, monocrática, DJe 12.02.2010; ARE 705.167/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, monocrática, DJe 29.8.2012; ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 27.6.2012; e ARE 638.853-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 20.6.2011, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA SOBRE A CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE SERVIDOR PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo da alínea c do art. 102, III, da CF/88, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Colho os seguintes precedentes o RE 633.421-AgR/MS, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, unânime, DJe 12.4.2011; e o RE 597.003-AgR/RJ, 2ª Turma, Rel. Min. Eros Grau, unânime, DJe 29.5.2009, verbis : ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/1990. IMPOSSIBILIDADE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/STF: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: RE 605.758/SP, Rel. Min. Dias Tóffoli, monocrática, DJe 12.02.2010; ARE 705.167/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, monocrática, DJe 29.8.2012; ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 27.6.2012; e ARE 638.853-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 20.6.2011, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA SOBRE A CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE SERVIDOR PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo da alínea c do art. 102, III, da CF/88, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Colho os seguintes precedentes o RE 633.421-AgR/MS, 1ª Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, unânime, DJe 12.4.2011; e o RE 597.003-AgR/RJ, 2ª Turma, Rel. Min. Eros Grau, unânime, DJe 29.5.2009, verbis : ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/1990. IMPOSSIBILIDADE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (…) 1. A controvérsia foi decidida com fundamento na legislação local. Incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Acórdão recorrido que não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição, tampouco julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Inviabilidade da admissão do recurso extraordinário interposto com fundamento nas alíneas c e d do artigo 102, III, da Constituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a, do CPC)”. Oportuna a transcrição, ainda que em parte, do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “Trata-se de demanda em que o autor busca a revisão de seus proventos, sustentando que houve reclassificação da comarca em que atuava, de modo que devem ser proporcionalmente elevados. A Lei Complementar 980/05 efetuou completa reestruturação da organização judiciária paulista. As comarcas, antes classificadas em primeira, segunda, terceira e entrância especial, foram novamente organizadas, com base em critérios constantes da lei, em entrância inicial, intermediária e final. Não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (…) 1. A controvérsia foi decidida com fundamento na legislação local. Incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Acórdão recorrido que não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição, tampouco julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Inviabilidade da admissão do recurso extraordinário interposto com fundamento nas alíneas c e d do artigo 102, III, da Constituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, a, do CPC)”. Oportuna a transcrição, ainda que em parte, do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “Trata-se de demanda em que o autor busca a revisão de seus proventos, sustentando que houve reclassificação da comarca em que atuava, de modo que devem ser proporcionalmente elevados. A Lei Complementar 980/05 efetuou completa reestruturação da organização judiciária paulista. As comarcas, antes classificadas em primeira, segunda, terceira e entrância especial, foram novamente organizadas, com base em critérios constantes da lei, em entrância inicial, intermediária e final. Não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP há uma relação precisa entre as estruturas antiga e atual, sendo essa estrutura decorrente da relação efetuada pela lei, sendo possível a elevação caso a cidade atinja determinado número de eleitores e certo movimento judiciário. Por esse motivo, não se pode dizer ter havido uma reclassificação da comarca em que atuava o autor: esta estrutura nova é completamente independente da anterior. E do que trata o artigo 25, § 3º, da lei de regência do benefício do autor? Trata, exclusivamente, do fenômeno da 'reclassificação', hoje tratada como 'elevação'. Em outras palavras, o que permitiria a majoração dos proventos seria a elevação da comarca a uma entrância superior, o que não se pode ter como ocorrido no sistema atual dada, repita-se, a diversidade da estrutura da organização judiciária. Assim, não há como admitir o pretendido aumento, à míngua de previsão legal que a autorize. Tal aumento, ademais, violaria os princípios que regem o pagamento das aposentadorias, mormente o da atuaridade” (fls. 182-3). Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. A suposta ofensa ao art. 5º, caput, da lei Maior, somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo – Lei Complementar 980/2005 –, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nessa linha, tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, colho o ARE 701.537-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 11.3.2013, cujo acórdão foi assim ementado: “GRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CARTÓRIO E SERVENTIAS. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP há uma relação precisa entre as estruturas antiga e atual, sendo essa estrutura decorrente da relação efetuada pela lei, sendo possível a elevação caso a cidade atinja determinado número de eleitores e certo movimento judiciário. Por esse motivo, não se pode dizer ter havido uma reclassificação da comarca em que atuava o autor: esta estrutura nova é completamente independente da anterior. E do que trata o artigo 25, § 3º, da lei de regência do benefício do autor? Trata, exclusivamente, do fenômeno da 'reclassificação', hoje tratada como 'elevação'. Em outras palavras, o que permitiria a majoração dos proventos seria a elevação da comarca a uma entrância superior, o que não se pode ter como ocorrido no sistema atual dada, repita-se, a diversidade da estrutura da organização judiciária. Assim, não há como admitir o pretendido aumento, à míngua de previsão legal que a autorize. Tal aumento, ademais, violaria os princípios que regem o pagamento das aposentadorias, mormente o da atuaridade” (fls. 182-3). Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. A suposta ofensa ao art. 5º, caput, da lei Maior, somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo – Lei Complementar 980/2005 –, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nessa linha, tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, colho o ARE 701.537-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 11.3.2013, cujo acórdão foi assim ementado: “GRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CARTÓRIO E SERVENTIAS. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP RECLASSIFICAÇÃO DE ENTRÂNCIAS. ALTERAÇÃO DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. AUMENTO DO BENEFÍCIO. LEI ESTADUAL N.º 10.393/70 E LEI COMPLEMENTAR N.º 980/05. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A controvérsia sub examine – alegação de direito à elevação das contribuições efetuadas mensalmente à carteira de previdência das Serventias não oficializadas do Estado de São Paulo e consequente majoração do benefício, com fulcro na Lei 10.393/70 e Lei Complementar n.º 980/05 – é de índole infraconstitucional, por isso, eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. 3. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. AI nº 804.854-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI nº 756.336-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 4. Agravo de instrumento a que se nega provimento.” O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXVI e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP RECLASSIFICAÇÃO DE ENTRÂNCIAS. ALTERAÇÃO DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. AUMENTO DO BENEFÍCIO. LEI ESTADUAL N.º 10.393/70 E LEI COMPLEMENTAR N.º 980/05. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3º, da CF). 2. A controvérsia sub examine – alegação de direito à elevação das contribuições efetuadas mensalmente à carteira de previdência das Serventias não oficializadas do Estado de São Paulo e consequente majoração do benefício, com fulcro na Lei 10.393/70 e Lei Complementar n.º 980/05 – é de índole infraconstitucional, por isso, eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. 3. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. AI nº 804.854-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI nº 756.336-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 4. Agravo de instrumento a que se nega provimento.” O exame da alegada ofensa ao art. 5º, II, XXXVI e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal não foi examinado pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 3. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 5. Agravo regimental não provido.” (AI 658.078-AgR/PB, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 10.10.2011). “PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. REAJUSTES DE VENCIMENTOS. LEIS MUNICIPAIS NºS. 10.688/88, 10.722/89 E 11.722/95. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI LOCAL. SÚMULA 280/STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11). 2. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional 3. O Supremo Tribunal Federal, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O art. 5º, inciso XXXVI, da Constituição Federal não foi examinado pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356 desta Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 3. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636 e 279/STF. 5. Agravo regimental não provido.” (AI 658.078-AgR/PB, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, unânime, DJe 10.10.2011). “PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. REAJUSTES DE VENCIMENTOS. LEIS MUNICIPAIS NºS. 10.688/88, 10.722/89 E 11.722/95. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI LOCAL. SÚMULA 280/STF. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11). 2. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional 3. O Supremo Tribunal Federal, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP reconheceu a inexistência da repercussão geral nas questões referentes aos reajustes de servidores públicos disciplinados pelas leis municipais nºs 10.688/88, 10.722/89 e 11.722/95 . Precedente: RE 632.767/SP. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 746.091-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, unânime, DJe 21.9.2011). De outra parte, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei local contestada em face da Constituição Federal, inviável a interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, “c”, da Constituição Federal. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR. CORREÇÃO DOS SOLDOS. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDAMENTADO NA ALÍNEA “C”. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. In casu, o acórdão 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP reconheceu a inexistência da repercussão geral nas questões referentes aos reajustes de servidores públicos disciplinados pelas leis municipais nºs 10.688/88, 10.722/89 e 11.722/95 . Precedente: RE 632.767/SP. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 746.091-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, unânime, DJe 21.9.2011). De outra parte, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei local contestada em face da Constituição Federal, inviável a interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, “c”, da Constituição Federal. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR. CORREÇÃO DOS SOLDOS. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDAMENTADO NA ALÍNEA “C”. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO STF. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3º, da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. In casu, o acórdão 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP originariamente recorrido assentou: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO À PENHORA DE DEBÊNTURES DA ELETROBRÁS. POSSIBILIDADE DE RECUSA PELA FAZENDA. 1. Trata-se de execução fiscal em que houve recusa pela Fazenda Pública de nomeação à penhora de debêntures da Eletrobrás. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que as debêntures da Eletrobrás podem ser nomeadas à penhora por serem títulos de crédito e, portanto, passíveis de garantia de execução fiscal, ao contrário dos títulos ao portador. 3. Na espécie, o Tribunal regional acatou a recusa da Fazenda Pública ao fundamento de que o título é de difícil alienação, sem cotação na bolsa de valores e de liquidez incerta, o que torna compreensível a recusa das debêntures oferecidas para penhora. 4. Esse entendimento segue a jurisprudência deste Tribunal Superior no sentido de que os referidos títulos são dotados de baixa liquidez, apesar de existir cotação em bolsa de valores, sendo lícito à Fazenda recusá-los diante da ordem de preferência estipulada no art. 11 da Lei n. 6.830/80. Precedentes: AgRg no Ag 1.146.608/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 17/9/2009; e EDcl no AgRg no REsp 1041794/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 14/4/2009.” 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 700.050- AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, unânime, DJe 18.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. LIV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. INVIABILIDADE DO RECURSO 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP originariamente recorrido assentou: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO À PENHORA DE DEBÊNTURES DA ELETROBRÁS. POSSIBILIDADE DE RECUSA PELA FAZENDA. 1. Trata-se de execução fiscal em que houve recusa pela Fazenda Pública de nomeação à penhora de debêntures da Eletrobrás. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que as debêntures da Eletrobrás podem ser nomeadas à penhora por serem títulos de crédito e, portanto, passíveis de garantia de execução fiscal, ao contrário dos títulos ao portador. 3. Na espécie, o Tribunal regional acatou a recusa da Fazenda Pública ao fundamento de que o título é de difícil alienação, sem cotação na bolsa de valores e de liquidez incerta, o que torna compreensível a recusa das debêntures oferecidas para penhora. 4. Esse entendimento segue a jurisprudência deste Tribunal Superior no sentido de que os referidos títulos são dotados de baixa liquidez, apesar de existir cotação em bolsa de valores, sendo lícito à Fazenda recusá-los diante da ordem de preferência estipulada no art. 11 da Lei n. 6.830/80. Precedentes: AgRg no Ag 1.146.608/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 17/9/2009; e EDcl no AgRg no REsp 1041794/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 14/4/2009.” 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 700.050- AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, unânime, DJe 18.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5º, INC. LIV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. INVIABILIDADE DO RECURSO 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 715.040-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2013). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 715.040-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, unânime, DJe 1º.02.2013). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : VERLEI ANTÔNIA NOCERA ADV.(A/S) : RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PAGAMNETOS ESPECIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105123 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : VERLEI ANTÔNIA NOCERA ADV.(A/S) : RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PAGAMNETOS ESPECIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105123 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4140191
2013-06-18T00:00:00
2013-08-01T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. RECLASSIFICAÇÃO DE ENTRÂNCIAS. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 980/05. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/STF. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5º, CAPUT, II, XXXVI, E LV, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANEJO PELA ALÍNEA “C” DO ART. 102, III, DA CF: INADEQUAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 29.5.2012. O exame da alegada ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/STF : “por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei local contestada em face da Constituição Federal, inviável a interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, “c”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur237268
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIDOR PÚBLICO, CARTÓRIOS E SERVENTIAS, RECLASSIFICAÇÃO DE ENTRÂNCIAS) ARE 701537 AgR (1ªT). (OFENSA REFLEXA) AI 658078 AgR (1ªT), AI 746091 AgR (1ªT), ARE 700050 AgR (1ªT), ARE 715040 AgR (1ªT). Número de páginas: 13. Análise: 09/08/2013, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
710944
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 \"CAPUT\" INC-00002 INC-00036 INC-00055\r\n ART-00102 INC-00003 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-EST LCP-000980 ANO-2005\r\n LEI COMPLEMENTAR, SP" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 710944 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : VERLEI ANTÔNIA NOCERA ADV.(A/S) : RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PAGAMNETOS ESPECIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :VERLEI ANTÔNIA NOCERA ADV.(A/S) :RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PAGAMNETOS ESPECIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO EMENTA DIREITO ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. SERVENTIAS EXTRAJUDICIAIS. RECLASSIFICAÇÃO DE ENTRÂNCIAS. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 980/05. DEBATE DE ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL. APLICAÇÃO DA SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AO ART. 5..., CAPUT, II, XXXVI, E LV, DA LEI MAIOR. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA NÃO ENSEJA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. MANEJO PELA ALÍNEA “C” DO ART. 102, III, DA Constituição Federal de 1988: INADEQUAÇÃO. ACÓRDÃO RECORRIDO DISPONIBILIZADO EM 29.5.2012. O exame da alegada ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal : “por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei local contestada em face da Constituição Federal, inviável a interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, “c”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075532. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 13 Ementa e Acórdão ARE 710944 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075532. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075532. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 13 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :VERLEI ANTÔNIA NOCERA ADV.(A/S) :RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PAGAMNETOS ESPECIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Verlei Antônia Nocera. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa direta e frontal ao art. 5..., caput, II, XXXVI, e LV, da Lei Maior. Alega violado seu direito adquirido de contribuir e receber proventos de aposentadoria de acordo com os padrões da Lei Complementar 980/2005. Considera inaplicável a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Requer a reforma da decisão agravada, alegando que o acórdão recorrido feriu dispositivos constitucionais. Acórdão recorrido publicado em 29.5.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075533. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :VERLEI ANTÔNIA NOCERA ADV.(A/S) :RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :INSTITUTO DE PAGAMNETOS ESPECIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida, mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental Verlei Antônia Nocera. A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que há ofensa direta e frontal ao art. 5..., caput, II, XXXVI, e LV, da Lei Maior. Alega violado seu direito adquirido de contribuir e receber proventos de aposentadoria de acordo com os padrões da Lei Complementar 980/2005. Considera inaplicável a Súmula 280/Supremo Tribunal Federal. Requer a reforma da decisão agravada, alegando que o acórdão recorrido feriu dispositivos constitucionais. Acórdão recorrido publicado em 29.5.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075533. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , maneja agravo Verlei Antônia Nocera. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, ‘a’ e ‘c’, da Carta Federal, reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta violação direta do art. 5..., caput, II, XXXVI e LV, da Lei Maior. Contraminuta. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Ressalto, inicialmente, que não importa em ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa (art. 5..., LV, da Constituição da República) a denegação de seguimento a recurso extraordinário, pelo juízo de admissibilidade a quo , quando verificado o não-atendimento dos pressupostos extrínsecos ou intrínsecos de admissibilidade recursal. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , maneja agravo Verlei Antônia Nocera. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário, interposto com fundamento no art. 102, III, ‘a’ e ‘c’, da Carta Federal, reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta violação direta do art. 5..., caput, II, XXXVI e LV, da Lei Maior. Contraminuta. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. Ressalto, inicialmente, que não importa em ofensa ao princípio constitucional da ampla defesa (art. 5..., LV, da Constituição da República) a denegação de seguimento a recurso extraordinário, pelo juízo de admissibilidade a quo , quando verificado o não-atendimento dos pressupostos extrínsecos ou intrínsecos de admissibilidade recursal. Não há falar em afronta aos preceitos constitucionais Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 605.758/SP, Rel. Min. Dias Tóffoli, monocrática, DJe 12.02.2010; ARE 705.167/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, monocrática, DJe 29.8.2012; ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 27.6.2012; e ARE 638.853-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 20.6.2011, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA SOBRE A CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE SERVIDOR PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo da alínea c do art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Colho os seguintes precedentes o Recurso Extraordinário 633.421-AgR/MS, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, unânime, DJe 12.4.2011; e o Recurso Extraordinário 597.003-AgR/RJ, 2... Turma, Rel. Min. Eros Grau, unânime, DJe 29.5.2009, verbis : ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/1990. IMPOSSIBILIDADE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP indicados nas razões recursais, porquanto, no caso, a suposta ofensa somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Dessarte, desatendida a exigência do art. 102, III, a, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal. Aplicação da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 605.758/SP, Rel. Min. Dias Tóffoli, monocrática, DJe 12.02.2010; ARE 705.167/SP, Rel. Min. Joaquim Barbosa, monocrática, DJe 29.8.2012; ARE 647.735-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 27.6.2012; e ARE 638.853-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 20.6.2011, cuja ementa transcrevo: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. CONTROVÉRSIA SOBRE A CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DE SERVIDOR PÚBLICO. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Quanto à interposição do apelo extremo pelo permissivo da alínea c do art. 102, III, da Constituição Federal de 1988/88, também não se mostra cabível o recurso, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição Federal. Colho os seguintes precedentes o Recurso Extraordinário 633.421-AgR/MS, 1... Turma, Rel. Min. Cármen Lúcia, unânime, DJe 12.4.2011; e o Recurso Extraordinário 597.003-AgR/RJ, 2... Turma, Rel. Min. Eros Grau, unânime, DJe 29.5.2009, verbis : ‘AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO. POLICIAL MILITAR. PROMOÇÃO. LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N. 53/1990. IMPOSSIBILIDADE DA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (…) 1. A controvérsia foi decidida com fundamento na legislação local. Incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Acórdão recorrido que não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição, tampouco julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Inviabilidade da admissão do recurso extraordinário interposto com fundamento nas alíneas c e d do artigo 102, III, da Constituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil)”. Oportuna a transcrição, ainda que em parte, do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “Trata-se de demanda em que o autor busca a revisão de seus proventos, sustentando que houve reclassificação da comarca em que atuava, de modo que devem ser proporcionalmente elevados. A Lei Complementar 980/05 efetuou completa reestruturação da organização judiciária paulista. As comarcas, antes classificadas em primeira, segunda, terceira e entrância especial, foram novamente organizadas, com base em critérios constantes da lei, em entrância inicial, intermediária e final. Não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO PELAS ALÍNEAS C E D DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. (…) 1. A controvérsia foi decidida com fundamento na legislação local. Incidência da Súmula n. 280 do Supremo Tribunal Federal. 2. Acórdão recorrido que não julgou válida lei ou ato de governo local contestado em face da Constituição, tampouco julgou válida lei local contestada em face de lei federal. Inviabilidade da admissão do recurso extraordinário interposto com fundamento nas alíneas c e d do artigo 102, III, da Constituição. 3. Agravo regimental a que se nega provimento”. Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, a, do Código de Processo Civil)”. Oportuna a transcrição, ainda que em parte, do acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo: “Trata-se de demanda em que o autor busca a revisão de seus proventos, sustentando que houve reclassificação da comarca em que atuava, de modo que devem ser proporcionalmente elevados. A Lei Complementar 980/05 efetuou completa reestruturação da organização judiciária paulista. As comarcas, antes classificadas em primeira, segunda, terceira e entrância especial, foram novamente organizadas, com base em critérios constantes da lei, em entrância inicial, intermediária e final. Não 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP há uma relação precisa entre as estruturas antiga e atual, sendo essa estrutura decorrente da relação efetuada pela lei, sendo possível a elevação caso a cidade atinja determinado número de eleitores e certo movimento judiciário. Por esse motivo, não se pode dizer ter havido uma reclassificação da comarca em que atuava o autor: esta estrutura nova é completamente independente da anterior. E do que trata o artigo 25, § 3..., da lei de regência do benefício do autor? Trata, exclusivamente, do fenômeno da 'reclassificação', hoje tratada como 'elevação'. Em outras palavras, o que permitiria a majoração dos proventos seria a elevação da comarca a uma entrância superior, o que não se pode ter como ocorrido no sistema atual dada, repita-se, a diversidade da estrutura da organização judiciária. Assim, não há como admitir o pretendido aumento, à míngua de previsão legal que a autorize. Tal aumento, ademais, violaria os princípios que regem o pagamento das aposentadorias, mormente o da atuaridade” (fls. 182-3). Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. A suposta ofensa ao art. 5..., caput, da lei Maior, somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo – Lei Complementar 980/2005 –, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nessa linha, tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, colho o ARE 701.537-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 11.3.2013, cujo acórdão foi assim ementado: “GRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CARTÓRIO E SERVENTIAS. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP há uma relação precisa entre as estruturas antiga e atual, sendo essa estrutura decorrente da relação efetuada pela lei, sendo possível a elevação caso a cidade atinja determinado número de eleitores e certo movimento judiciário. Por esse motivo, não se pode dizer ter havido uma reclassificação da comarca em que atuava o autor: esta estrutura nova é completamente independente da anterior. E do que trata o artigo 25, § 3..., da lei de regência do benefício do autor? Trata, exclusivamente, do fenômeno da 'reclassificação', hoje tratada como 'elevação'. Em outras palavras, o que permitiria a majoração dos proventos seria a elevação da comarca a uma entrância superior, o que não se pode ter como ocorrido no sistema atual dada, repita-se, a diversidade da estrutura da organização judiciária. Assim, não há como admitir o pretendido aumento, à míngua de previsão legal que a autorize. Tal aumento, ademais, violaria os princípios que regem o pagamento das aposentadorias, mormente o da atuaridade” (fls. 182-3). Irrepreensível a decisão agravada. Tal como consignado na decisão agravada, a discussão travada nos autos não alcança status constitucional. A suposta ofensa ao art. 5..., caput, da lei Maior, somente poderia ser constatada a partir da análise da legislação infraconstitucional local apontada no apelo extremo – Lei Complementar 980/2005 –, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário. Nessa linha, tendo a Corte Regional dirimido a lide com espeque em interpretação de legislação local, incide, na espécie, o óbice da Súmula 280/Supremo Tribunal Federal: “Por ofensa a direito local não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido, colho o ARE 701.537-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 11.3.2013, cujo acórdão foi assim ementado: “GRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO. CARTÓRIO E SERVENTIAS. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP RECLASSIFICAÇÃO DE ENTRÂNCIAS. ALTERAÇÃO DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. AUMENTO DO BENEFÍCIO. LEI ESTADUAL N. 10.393/70 E LEI COMPLEMENTAR N. 980/05. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A controvérsia sub examine – alegação de direito à elevação das contribuições efetuadas mensalmente à carteira de previdência das Serventias não oficializadas do Estado de São Paulo e consequente majoração do benefício, com fulcro na Lei 10.393/70 e Lei Complementar n. 980/05 – é de índole infraconstitucional, por isso, eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. 3. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. AI n 804.854-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI n 756.336-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 4. Agravo de instrumento a que se nega provimento.” O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXVI e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP RECLASSIFICAÇÃO DE ENTRÂNCIAS. ALTERAÇÃO DO SALÁRIO DE CONTRIBUIÇÃO. AUMENTO DO BENEFÍCIO. LEI ESTADUAL N. 10.393/70 E LEI COMPLEMENTAR N. 980/05. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida “a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso” (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal de 1988). 2. A controvérsia sub examine – alegação de direito à elevação das contribuições efetuadas mensalmente à carteira de previdência das Serventias não oficializadas do Estado de São Paulo e consequente majoração do benefício, com fulcro na Lei 10.393/70 e Lei Complementar n. 980/05 – é de índole infraconstitucional, por isso, eventual ofensa à Constituição opera-se de forma indireta, circunstância que inviabiliza a admissão do extraordinário. 3. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. AI n 804.854-AgR, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 24/11/2010 e AI n 756.336-AgR, Segunda Turma, Relatora a Ministra Ellen Gracie, DJe de 22/10/2010. 4. Agravo de instrumento a que se nega provimento.” O exame da alegada ofensa ao art. 5..., II, XXXVI e LV, da Constituição Federal, dependeria de prévia análise da legislação infraconstitucional aplicada à espécie, o que refoge à competência jurisdicional extraordinária, prevista no art. 102 da Constituição Federal. Cito precedentes: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Prequestionamento. Ausência. Negativa de prestação 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal não foi examinado pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 3. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental não provido.” (AI 658.078-AgR/PB, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 10.10.2011). “PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. REAJUSTES DE VENCIMENTOS. LEIS MUNICIPAIS nS. 10.688/88, 10.722/89 E 11.722/95. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11). 2. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional 3. O Supremo Tribunal Federal, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP jurisdicional. Não ocorrência. Princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ofensa reflexa. Reexame de fatos e provas. Impossibilidade. Precedentes. 1. O art. 5..., inciso XXXVI, da Constituição Federal não foi examinado pelo Tribunal de origem. Incidência das Súmulas ns 282 e 356 desta Corte. 2. A jurisdição foi prestada pelo Tribunal de origem mediante decisão suficientemente fundamentada. 3. A afronta aos princípios do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando depende, para ser reconhecida como tal, da análise de normas infraconstitucionais, configura apenas ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. 4. Inadmissível em recurso extraordinário a análise da legislação infraconstitucional e o reexame de fatos e provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636 e 279/Supremo Tribunal Federal. 5. Agravo regimental não provido.” (AI 658.078-AgR/PB, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, unânime, DJe 10.10.2011). “PROCESSUAL CIVIL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. REAJUSTES DE VENCIMENTOS. LEIS MUNICIPAIS nS. 10.688/88, 10.722/89 E 11.722/95. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. ALEGAÇÃO DE OFENSA AO ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI LOCAL. SÚMULA 280/Supremo Tribunal Federal. INEXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL. 1. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11). 2. O direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada, quando objeto de verificação de cada caso concreto acerca da ocorrência ou não de violação, não desafiam a instância extraordinária, posto implicar análise de matéria infraconstitucional 3. O Supremo Tribunal Federal, 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP reconheceu a inexistência da repercussão geral nas questões referentes aos reajustes de servidores públicos disciplinados pelas leis municipais ns 10.688/88, 10.722/89 e 11.722/95 . Precedente: Recurso Extraordinário 632.767/SP. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 746.091-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, unânime, DJe 21.9.2011). De outra parte, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei local contestada em face da Constituição Federal, inviável a interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, “c”, da Constituição Federal. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR. CORREÇÃO DOS SOLDOS. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDAMENTADO NA ALÍNEA “C”. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. In casu, o acórdão 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP reconheceu a inexistência da repercussão geral nas questões referentes aos reajustes de servidores públicos disciplinados pelas leis municipais ns 10.688/88, 10.722/89 e 11.722/95 . Precedente: Recurso Extraordinário 632.767/SP. 4. Agravo regimental a que se nega provimento.” (AI 746.091-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, unânime, DJe 21.9.2011). De outra parte, deixando o Tribunal de origem de julgar válida lei local contestada em face da Constituição Federal, inviável a interposição do recurso extraordinário com fundamento no art. 102, III, “c”, da Constituição Federal. Colho precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DIREITO ADMINISTRATIVO. MILITAR. CORREÇÃO DOS SOLDOS. INADMISSIBILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO FUNDAMENTADO NA ALÍNEA “C”. CONTROVÉRSIA QUE DEMANDA A ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO LOCAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A repercussão geral pressupõe recurso admissível sob o crivo dos demais requisitos constitucionais e processuais de admissibilidade (art. 323 do RISTF). Consectariamente, se o recurso é inadmissível por outro motivo, não há como se pretender seja reconhecida a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso (art. 102, III, § 3..., da Constituição Federal). 2. Os princípios da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa e do contraditório, da motivação das decisões judiciais, bem como os limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, quando a verificação de sua ofensa dependa do reexame prévio de normas infraconstitucionais, revelam ofensa indireta ou reflexa à Constituição Federal, o que, por si só, não desafia a abertura da instância extraordinária. Precedentes. 3. A violação reflexa e oblíqua da Constituição Federal decorrente da necessidade de análise de malferimento de dispositivo infraconstitucional torna inadmissível o recurso extraordinário. 4. In casu, o acórdão 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP originariamente recorrido assentou: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO À PENHORA DE DEBÊNTURES DA ELETROBRÁS. POSSIBILIDADE DE RECUSA PELA FAZENDA. 1. Trata-se de execução fiscal em que houve recusa pela Fazenda Pública de nomeação à penhora de debêntures da Eletrobrás. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que as debêntures da Eletrobrás podem ser nomeadas à penhora por serem títulos de crédito e, portanto, passíveis de garantia de execução fiscal, ao contrário dos títulos ao portador. 3. Na espécie, o Tribunal regional acatou a recusa da Fazenda Pública ao fundamento de que o título é de difícil alienação, sem cotação na bolsa de valores e de liquidez incerta, o que torna compreensível a recusa das debêntures oferecidas para penhora. 4. Esse entendimento segue a jurisprudência deste Tribunal Superior no sentido de que os referidos títulos são dotados de baixa liquidez, apesar de existir cotação em bolsa de valores, sendo lícito à Fazenda recusá-los diante da ordem de preferência estipulada no art. 11 da Lei n. 6.830/80. Precedentes: AgRg no Ag 1.146.608/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 17/9/2009; e EDcl no AgRg no REsp 1041794/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 14/4/2009.” 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 700.050- AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, unânime, DJe 18.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. INVIABILIDADE DO RECURSO 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP originariamente recorrido assentou: “PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. NOMEAÇÃO À PENHORA DE DEBÊNTURES DA ELETROBRÁS. POSSIBILIDADE DE RECUSA PELA FAZENDA. 1. Trata-se de execução fiscal em que houve recusa pela Fazenda Pública de nomeação à penhora de debêntures da Eletrobrás. 2. A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é no sentido de que as debêntures da Eletrobrás podem ser nomeadas à penhora por serem títulos de crédito e, portanto, passíveis de garantia de execução fiscal, ao contrário dos títulos ao portador. 3. Na espécie, o Tribunal regional acatou a recusa da Fazenda Pública ao fundamento de que o título é de difícil alienação, sem cotação na bolsa de valores e de liquidez incerta, o que torna compreensível a recusa das debêntures oferecidas para penhora. 4. Esse entendimento segue a jurisprudência deste Tribunal Superior no sentido de que os referidos títulos são dotados de baixa liquidez, apesar de existir cotação em bolsa de valores, sendo lícito à Fazenda recusá-los diante da ordem de preferência estipulada no art. 11 da Lei n. 6.830/80. Precedentes: AgRg no Ag 1.146.608/RS, Rel. Ministro Hamilton Carvalhido, Primeira Turma, DJe 17/9/2009; e EDcl no AgRg no REsp 1041794/RS, Rel. Ministra Eliana Calmon, Segunda Turma, DJe 14/4/2009.” 5. Agravo regimental a que se nega provimento.” (ARE 700.050- AgR/PE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, unânime, DJe 18.12.2012). “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PROCESSUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. 1. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. ALEGADA CONTRARIEDADE AO ART. 5..., INC. LIV, DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 3. INVIABILIDADE DO RECURSO 8 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 13 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 710944 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 715.040-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2013). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Supremo Tribunal Federal ARE 710944 AGR / SP EXTRAORDINÁRIO INTERPOSTO COM FUNDAMENTO NA ALÍNEA C DO INC. III DO ART. 102 DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA. 4. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (ARE 715.040-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, unânime, DJe 1....02.2013). Nesse contexto, as razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao âmbito infraconstitucional do debate. Agravo regimental conhecido e não provido . É como voto. 9 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075534. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 13 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : VERLEI ANTÔNIA NOCERA ADV.(A/S) : RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PAGAMNETOS ESPECIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105123 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710.944 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : VERLEI ANTÔNIA NOCERA ADV.(A/S) : RUBENS HARUMY KAMOI E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : INSTITUTO DE PAGAMNETOS ESPECIAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DE SÃO PAULO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105123 Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 13
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710 . 944", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 710944 AGR / SP", "ARE 710944 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710 . 944", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 710 . 944", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO 710 . 944", "ARE 710944 AGR / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 605 . 758 / SP", "ARE 705 . 167 / SP", "ARE 647 . 735 - AgR / SP", "ARE 638 . 853 - AgR / SP", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Recurso Extraordinário 633 . 421 - AgR / MS", "Recurso Extraordinário 597 . 003 - AgR / RJ", "ARE 710944 AGR / SP", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 605 . 758 / SP", "ARE 705 . 167 / SP", "ARE 647 . 735 - AgR / SP", "ARE 638 . 853 - AgR / SP", "SÚMULA N . 280 DO SUPREMO TRIBUNAL", "Recurso Extraordinário 633 . 421 - AgR / MS", "Recurso Extraordinário 597 . 003 - AgR / RJ", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 710944 AGR", "Súmula n . 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 701 . 537 - AgR / SP", "ARE 710944", "Súmula 280 / Supremo Tribunal Federal", "ARE 701 . 537 - AgR / SP", "AI n 804 . 854 - AgR", "AI n 756 . 336 - AgR", "ARE 710944 AGR / SP", "AI n 804 . 854 - AgR", "AI n 756 . 336 - AgR", "Súmulas ns 636", "AI 658 . 078 - AgR / PB", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "ARE 710944 AGR / SP", "AI 658 . 078 - AgR / PB", "SÚMULA 280 / Supremo Tribunal Federal", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "Recurso Extraordinário 632 . 767 / SP", "AI 746 . 091 - AgR / SP", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 710944 AGR /", "Recurso Extraordinário 632 . 767 / SP", "AI 746 . 091 - AgR / SP", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "ARE 710944 AGR / SP", "AgRg no Ag 1 . 146 . 608 / RS", "EDcl no AgRg no REsp 1041794 / RS", "ARE 700 . 050 - AgR / PE", "SÚMULAS N . 282", "ARE 710944", "AgRg no Ag 1 . 146 . 608 / RS", "EDcl no AgRg no REsp 1041794 / RS", "ARE 700 . 050 - AgR / PE", "SÚMULAS N . 282", "ARE 715 . 040 - AgR / SP", "ARE 710944 AGR / SP", "ARE 715 . 040 - AgR / SP" ], "LEGISLACAO": [ "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL 980 /", "ART . 5 . . . , CAPUT , II , XXXVI , E LV , DA LEI MAIOR", "ART . 102 , III , DA Constituição Federal de 1988", ". 102 da Constituição Federal", "Constituição Federal", "art . 102 , III , “ c ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , caput , II , XXXVI , e LV , da Lei Maior", "Lei Complementar 980 / 2005", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2", "art . 5 . . . , caput , II , XXXVI , e LV , da Lei Maior", "Lei Complementar", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ a ’ e ‘ c ’ , da Carta Federal", "art . 5 . . . , caput , II , XXXVI e LV , da Lei Maior", "art . 5 . . . , LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , ‘ a ’ e ‘ c ’ , da Carta Federal", "art", "art . 5 . . . , LV , da Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N . 53 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Lei Maior", "alínea c do art . 102 , III , da Constituição Federal de 1988 / 88", "Constituição Federal", "LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL N . 53 / 1990", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ALÍNEAS C E D DO INC . 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Ementa e Acórdão 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PIAUÍ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CARIDADE DO PIAUÍ ADV.(A/S) :MARCELO PORTELA LULA E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/STF. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APELO QUE NÃO INFIRMA OS ARGUMENTOS DO ACÓRDÃO IMPUGNADO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055944. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PIAUÍ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CARIDADE DO PIAUÍ ADV.(A/S) :MARCELO PORTELA LULA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) “o art. 100 da Magna Carta, tido por violado, foi suscitado de modo inaugural nos embargos de declaração opostos ao aresto impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento. Logo, é de incidir a Súmula 282/STF” (fl. 250); (b) o Tribunal de origem decidiu a causa com base na legislação infraconstitucional (Lei 9.424/1996 e Decreto 2.264/1997), razão pela qual eventual ofensa à Constituição Federal ocorreria de modo meramente reflexo. Sustenta a agravante, em suma, que (a) “a alegação de ofensa ao art. 100 da CF/88 cumpriu o requisito de prequestionamento” (fl. 261), já que “o Tribunal a quo manifestou-se expressamente no sentido de afastar a aplicação do regime de precatórios ao caso” (fl. 259); (b) “o caso em tela abrange o tema referente à forma de pagamento, trazido pelo RE 635.347/DF” (fl. 261). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055945. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PIAUÍ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CARIDADE DO PIAUÍ ADV.(A/S) :MARCELO PORTELA LULA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) “o art. 100 da Magna Carta, tido por violado, foi suscitado de modo inaugural nos embargos de declaração opostos ao aresto impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento. Logo, é de incidir a Súmula 282/STF” (fl. 250); (b) o Tribunal de origem decidiu a causa com base na legislação infraconstitucional (Lei 9.424/1996 e Decreto 2.264/1997), razão pela qual eventual ofensa à Constituição Federal ocorreria de modo meramente reflexo. Sustenta a agravante, em suma, que (a) “a alegação de ofensa ao art. 100 da CF/88 cumpriu o requisito de prequestionamento” (fl. 261), já que “o Tribunal a quo manifestou-se expressamente no sentido de afastar a aplicação do regime de precatórios ao caso” (fl. 259); (b) “o caso em tela abrange o tema referente à forma de pagamento, trazido pelo RE 635.347/DF” (fl. 261). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. As razões do agravo regimental não combatem os fundamentos da decisão agravada de que “a instância judicante de origem decidiu a controvérsia exclusivamente à luz da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 9.424/1996 e Decreto 2.264/1997). De se ver, portanto, que a alegada ofensa ao Magno Texto, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto” (fl. 251). Incide, no ponto, a Súmula 284/STF, que estabelece a necessidade de específico ataque aos fundamentos da decisão agravada. 2. De fato, o Tribunal de origem afastou expressamente eventual violação ao art. 100 da Constituição Federal ao rejeitar os embargos de declaração opostos pela União, estando, portanto, devidamente prequestionada a matéria. Veja-se: De outra parte, a União sabe que o pedido de estorno em tela não viola o art. 100 da CF/88. Confira-se: “FINANCEIRO E PROCESSUAL CIVIL – COTAS DO FUNDEF (PORTARIA MF N. 239/2002): RECÁLCULO DO VALOR DO MÍNIMO ANUAL POR ALUNO (VMAA): ART. 6º, § 1º, DA LEI N. 9.424/96 – RESTITUIÇÃO: DESNECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO REGIME DE PRECATÓRIO (CF/88, ART. 100) – FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL: EXTINÇÃO DO PROCESSO (CPC, ART. 267, VI) – AUSÊNCIA DE CARGA MERITÓRIA: REMESSA OFICIAL DE QUE NÃO SE CONHECE. 1. A sentença que extingue o processo por força do art. 267, VI, do CPC, não enseja remessa oficial, porque, de rigor, não ostenta carga meritória (REsp 927624/SP), não se podendo reputar, pois, “proferida contra” ente público Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055946. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. As razões do agravo regimental não combatem os fundamentos da decisão agravada de que “a instância judicante de origem decidiu a controvérsia exclusivamente à luz da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 9.424/1996 e Decreto 2.264/1997). De se ver, portanto, que a alegada ofensa ao Magno Texto, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto” (fl. 251). Incide, no ponto, a Súmula 284/STF, que estabelece a necessidade de específico ataque aos fundamentos da decisão agravada. 2. De fato, o Tribunal de origem afastou expressamente eventual violação ao art. 100 da Constituição Federal ao rejeitar os embargos de declaração opostos pela União, estando, portanto, devidamente prequestionada a matéria. Veja-se: De outra parte, a União sabe que o pedido de estorno em tela não viola o art. 100 da CF/88. Confira-se: “FINANCEIRO E PROCESSUAL CIVIL – COTAS DO FUNDEF (PORTARIA MF N. 239/2002): RECÁLCULO DO VALOR DO MÍNIMO ANUAL POR ALUNO (VMAA): ART. 6º, § 1º, DA LEI N. 9.424/96 – RESTITUIÇÃO: DESNECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO REGIME DE PRECATÓRIO (CF/88, ART. 100) – FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL: EXTINÇÃO DO PROCESSO (CPC, ART. 267, VI) – AUSÊNCIA DE CARGA MERITÓRIA: REMESSA OFICIAL DE QUE NÃO SE CONHECE. 1. A sentença que extingue o processo por força do art. 267, VI, do CPC, não enseja remessa oficial, porque, de rigor, não ostenta carga meritória (REsp 927624/SP), não se podendo reputar, pois, “proferida contra” ente público Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055946. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 631523 AGR / PI (inteligência do art. 475, I, do CPC). 2. O pedido de estorno da quantia retida em razão da portaria MF n. 239/2002 não fere o regime de precatórios do art. 100 da CF/88. Trata-se de mera desconstituição dos efeitos de ato administrativo e não dizendo com o pagamento de dívida da União. 3. Precedentes do TRF1. 4. Apelação provida em parte: prejudicial afastada. Autos à origem. Remessa oficial de que não se conhece.” (AC 2007.33.03.000794-1-BA, Rel. Des. Federal Luciano Amaral, DJe de 15/05/2009). (fl. 190) Não obstante, a negativa de seguimento ao recurso extraordinário deve ser mantida, ainda que por outro fundamento. Isto porque não há, na fundamentação do apelo, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a agravante de informar de que modo a Constituição foi violada. Com efeito, no recurso extraordinário, apenas se sustentou que “restou expressamente afastada na decisão regional a sistemática do precatório, o que é um absurdo, principalmente tendo em contra que a ação é de 2003” (fl. 209). Tal asserção não é hábil a infirmar os fundamentos do acórdão recorrido, o qual, com base em precedente do próprio Tribunal, afastou a aplicação do art. 100 da CF ao argumento de que não se trata de pagamento de dívida da União, mas de mera desconstituição dos efeitos de ato administrativo. Dada a insuficiência da fundamentação recursal no ponto, incidem, assim, os óbices das Súmulas 283 e 284/STF. Considerando a inadmissibilidade do recurso no ponto, descabe falar em aplicação da sistemática da repercussão geral. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055946. Supremo Tribunal Federal RE 631523 AGR / PI (inteligência do art. 475, I, do CPC). 2. O pedido de estorno da quantia retida em razão da portaria MF n. 239/2002 não fere o regime de precatórios do art. 100 da CF/88. Trata-se de mera desconstituição dos efeitos de ato administrativo e não dizendo com o pagamento de dívida da União. 3. Precedentes do TRF1. 4. Apelação provida em parte: prejudicial afastada. Autos à origem. Remessa oficial de que não se conhece.” (AC 2007.33.03.000794-1-BA, Rel. Des. Federal Luciano Amaral, DJe de 15/05/2009). (fl. 190) Não obstante, a negativa de seguimento ao recurso extraordinário deve ser mantida, ainda que por outro fundamento. Isto porque não há, na fundamentação do apelo, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a agravante de informar de que modo a Constituição foi violada. Com efeito, no recurso extraordinário, apenas se sustentou que “restou expressamente afastada na decisão regional a sistemática do precatório, o que é um absurdo, principalmente tendo em contra que a ação é de 2003” (fl. 209). Tal asserção não é hábil a infirmar os fundamentos do acórdão recorrido, o qual, com base em precedente do próprio Tribunal, afastou a aplicação do art. 100 da CF ao argumento de que não se trata de pagamento de dívida da União, mas de mera desconstituição dos efeitos de ato administrativo. Dada a insuficiência da fundamentação recursal no ponto, incidem, assim, os óbices das Súmulas 283 e 284/STF. Considerando a inadmissibilidade do recurso no ponto, descabe falar em aplicação da sistemática da repercussão geral. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055946. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CARIDADE DO PIAUÍ ADV.(A/S) : MARCELO PORTELA LULA E OUTRO(A/S) Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105832 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CARIDADE DO PIAUÍ ADV.(A/S) : MARCELO PORTELA LULA E OUTRO(A/S) Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105832 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4106999
2013-06-18T00:00:00
2013-07-01T00:00:00
Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2ª Turma, 18.06.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/STF. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APELO QUE NÃO INFIRMA OS ARGUMENTOS DO ACÓRDÃO IMPUGNADO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur235194
Número de páginas: 5. Análise: 15/07/2013, TBC.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
631523
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00100 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-009424 ANO-1996\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED DEC-002264 ANO-1997\r\n DECRETO\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000283 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000284 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 631523 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CARIDADE DO PIAUÍ ADV.(A/S) : MARCELO PORTELA LULA E OUTRO(A/S)
[ "" ]
Ementa e Acórdão 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PIAUÍ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CARIDADE DO PIAUÍ ADV.(A/S) :MARCELO PORTELA LULA E OUTRO(A/S) EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO ESPECÍFICA A FUNDAMENTO DA DECISÃO AGRAVADA. SÚMULA 284/Supremo Tribunal Federal. DEFICIÊNCIA NA FUNDAMENTAÇÃO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. APELO QUE NÃO INFIRMA OS ARGUMENTOS DO ACÓRDÃO IMPUGNADO. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 283 E 284/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro GILMAR MENDES, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055944. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PIAUÍ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CARIDADE DO PIAUÍ ADV.(A/S) :MARCELO PORTELA LULA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) “o art. 100 da Magna Carta, tido por violado, foi suscitado de modo inaugural nos embargos de declaração opostos ao aresto impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento. Logo, é de incidir a Súmula 282/Supremo Tribunal Federal” (fl. 250); (b) o Tribunal de origem decidiu a causa com base na legislação infraconstitucional (Lei 9.424/1996 e Decreto 2.264/1997), razão pela qual eventual ofensa à Constituição Federal ocorreria de modo meramente reflexo. Sustenta a agravante, em suma, que (a) “a alegação de ofensa ao art. 100 da Constituição Federal de 1988/88 cumpriu o requisito de prequestionamento” (fl. 261), já que “o Tribunal a quo manifestou-se expressamente no sentido de afastar a aplicação do regime de precatórios ao caso” (fl. 259); (b) “o caso em tela abrange o tema referente à forma de pagamento, trazido pelo Recurso Extraordinário 635.347/DF” (fl. 261). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055945. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PIAUÍ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :UNIÃO ADV.(A/S) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE CARIDADE DO PIAUÍ ADV.(A/S) :MARCELO PORTELA LULA E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário com base nos seguintes fundamentos: (a) “o art. 100 da Magna Carta, tido por violado, foi suscitado de modo inaugural nos embargos de declaração opostos ao aresto impugnado, o que não atende ao requisito do prequestionamento. Logo, é de incidir a Súmula 282/Supremo Tribunal Federal” (fl. 250); (b) o Tribunal de origem decidiu a causa com base na legislação infraconstitucional (Lei 9.424/1996 e Decreto 2.264/1997), razão pela qual eventual ofensa à Constituição Federal ocorreria de modo meramente reflexo. Sustenta a agravante, em suma, que (a) “a alegação de ofensa ao art. 100 da Constituição Federal de 1988/88 cumpriu o requisito de prequestionamento” (fl. 261), já que “o Tribunal a quo manifestou-se expressamente no sentido de afastar a aplicação do regime de precatórios ao caso” (fl. 259); (b) “o caso em tela abrange o tema referente à forma de pagamento, trazido pelo Recurso Extraordinário 635.347/DF” (fl. 261). É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055945. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. As razões do agravo regimental não combatem os fundamentos da decisão agravada de que “a instância judicante de origem decidiu a controvérsia exclusivamente à luz da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 9.424/1996 e Decreto 2.264/1997). De se ver, portanto, que a alegada ofensa ao Magno Texto, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto” (fl. 251). Incide, no ponto, a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal, que estabelece a necessidade de específico ataque aos fundamentos da decisão agravada. 2. De fato, o Tribunal de origem afastou expressamente eventual violação ao art. 100 da Constituição Federal ao rejeitar os embargos de declaração opostos pela União, estando, portanto, devidamente prequestionada a matéria. Veja-se: De outra parte, a União sabe que o pedido de estorno em tela não viola o art. 100 da Constituição Federal de 1988/88. Confira-se: “FINANCEIRO E PROCESSUAL CIVIL – COTAS DO FUNDEF (PORTARIA MF N. 239/2002): RECÁLCULO DO VALOR DO MÍNIMO ANUAL POR ALUNO (VMAA): ART. 6..., § 1..., DA LEI N. 9.424/96 – RESTITUIÇÃO: DESNECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO REGIME DE PRECATÓRIO (Constituição Federal de 1988/88, ART. 100) – FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL: EXTINÇÃO DO PROCESSO (Código de Processo Civil, ART. 267, VI) – AUSÊNCIA DE CARGA MERITÓRIA: REMESSA OFICIAL DE QUE NÃO SE CONHECE. 1. A sentença que extingue o processo por força do art. 267, VI, do Código de Processo Civil, não enseja remessa oficial, porque, de rigor, não ostenta carga meritória (REsp 927624/SP), não se podendo reputar, pois, “proferida contra” ente público Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055946. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PIAUÍ V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. As razões do agravo regimental não combatem os fundamentos da decisão agravada de que “a instância judicante de origem decidiu a controvérsia exclusivamente à luz da legislação infraconstitucional pertinente (Lei 9.424/1996 e Decreto 2.264/1997). De se ver, portanto, que a alegada ofensa ao Magno Texto, se existente, ocorreria de modo reflexo ou indireto” (fl. 251). Incide, no ponto, a Súmula 284/Supremo Tribunal Federal, que estabelece a necessidade de específico ataque aos fundamentos da decisão agravada. 2. De fato, o Tribunal de origem afastou expressamente eventual violação ao art. 100 da Constituição Federal ao rejeitar os embargos de declaração opostos pela União, estando, portanto, devidamente prequestionada a matéria. Veja-se: De outra parte, a União sabe que o pedido de estorno em tela não viola o art. 100 da Constituição Federal de 1988/88. Confira-se: “FINANCEIRO E PROCESSUAL CIVIL – COTAS DO FUNDEF (PORTARIA MF N. 239/2002): RECÁLCULO DO VALOR DO MÍNIMO ANUAL POR ALUNO (VMAA): ART. 6..., § 1..., DA LEI N. 9.424/96 – RESTITUIÇÃO: DESNECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DO REGIME DE PRECATÓRIO (Constituição Federal de 1988/88, ART. 100) – FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL: EXTINÇÃO DO PROCESSO (Código de Processo Civil, ART. 267, VI) – AUSÊNCIA DE CARGA MERITÓRIA: REMESSA OFICIAL DE QUE NÃO SE CONHECE. 1. A sentença que extingue o processo por força do art. 267, VI, do Código de Processo Civil, não enseja remessa oficial, porque, de rigor, não ostenta carga meritória (REsp 927624/SP), não se podendo reputar, pois, “proferida contra” ente público Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055946. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 631523 AGR / PI (inteligência do art. 475, I, do Código de Processo Civil). 2. O pedido de estorno da quantia retida em razão da portaria MF n. 239/2002 não fere o regime de precatórios do art. 100 da Constituição Federal de 1988/88. Trata-se de mera desconstituição dos efeitos de ato administrativo e não dizendo com o pagamento de dívida da União. 3. Precedentes do TRF1. 4. Apelação provida em parte: prejudicial afastada. Autos à origem. Remessa oficial de que não se conhece.” (AC 2007.33.03.000794-1-BA, Rel. Des. Federal Luciano Amaral, DJe de 15/05/2009). (fl. 190) Não obstante, a negativa de seguimento ao recurso extraordinário deve ser mantida, ainda que por outro fundamento. Isto porque não há, na fundamentação do apelo, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a agravante de informar de que modo a Constituição foi violada. Com efeito, no recurso extraordinário, apenas se sustentou que “restou expressamente afastada na decisão regional a sistemática do precatório, o que é um absurdo, principalmente tendo em contra que a ação é de 2003” (fl. 209). Tal asserção não é hábil a infirmar os fundamentos do acórdão recorrido, o qual, com base em precedente do próprio Tribunal, afastou a aplicação do art. 100 da Constituição Federal de 1988 ao argumento de que não se trata de pagamento de dívida da União, mas de mera desconstituição dos efeitos de ato administrativo. Dada a insuficiência da fundamentação recursal no ponto, incidem, assim, os óbices das Súmulas 283 e 284/Supremo Tribunal Federal. Considerando a inadmissibilidade do recurso no ponto, descabe falar em aplicação da sistemática da repercussão geral. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055946. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 631523 AGR / PI (inteligência do art. 475, I, do Código de Processo Civil). 2. O pedido de estorno da quantia retida em razão da portaria MF n. 239/2002 não fere o regime de precatórios do art. 100 da Constituição Federal de 1988/88. Trata-se de mera desconstituição dos efeitos de ato administrativo e não dizendo com o pagamento de dívida da União. 3. Precedentes do TRF1. 4. Apelação provida em parte: prejudicial afastada. Autos à origem. Remessa oficial de que não se conhece.” (AC 2007.33.03.000794-1-BA, Rel. Des. Federal Luciano Amaral, DJe de 15/05/2009). (fl. 190) Não obstante, a negativa de seguimento ao recurso extraordinário deve ser mantida, ainda que por outro fundamento. Isto porque não há, na fundamentação do apelo, a indicação adequada da questão constitucional controvertida, tendo deixado a agravante de informar de que modo a Constituição foi violada. Com efeito, no recurso extraordinário, apenas se sustentou que “restou expressamente afastada na decisão regional a sistemática do precatório, o que é um absurdo, principalmente tendo em contra que a ação é de 2003” (fl. 209). Tal asserção não é hábil a infirmar os fundamentos do acórdão recorrido, o qual, com base em precedente do próprio Tribunal, afastou a aplicação do art. 100 da Constituição Federal de 1988 ao argumento de que não se trata de pagamento de dívida da União, mas de mera desconstituição dos efeitos de ato administrativo. Dada a insuficiência da fundamentação recursal no ponto, incidem, assim, os óbices das Súmulas 283 e 284/Supremo Tribunal Federal. Considerando a inadmissibilidade do recurso no ponto, descabe falar em aplicação da sistemática da repercussão geral. 3. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4055946. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/06/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CARIDADE DO PIAUÍ ADV.(A/S) : MARCELO PORTELA LULA E OUTRO(A/S) Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105832 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631.523 PROCED. : PIAUÍ RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : UNIÃO ADV.(A/S) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE CARIDADE DO PIAUÍ ADV.(A/S) : MARCELO PORTELA LULA E OUTRO(A/S) Decisão: Negado provimento ao agravo, nos termos do voto do Relator. Decisão unânime. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. 2... Turma, 18.06.2013. Presidência do Senhor Ministro Gilmar Mendes. Presentes à sessão os Senhores Ministros Ricardo Lewandowski e Teori Zavascki. Ausentes, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello e a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Paulo Gustavo Gonet Branco. Ravena Siqueira Secretária Substituta Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105832 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 523 PIAUÍ", "SÚMULA 284 / Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS 283", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 523", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 635 . 347 / DF", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 523", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 635 . 347 / DF", "RECURSO", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "REsp 927624 / SP", "RECURSO", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "REsp 927624 / SP", "Recurso Extraordinário 631523 AGR / PI", "AC 2007 . 33 . 03 . 000794 - 1 - BA", "Súmulas 283 e 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 631523 AGR / PI", "AC 2007 . 33 . 03 . 000794 - 1 - BA", "Súmulas 283", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 523", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 631 . 523" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 100 da Magna Carta", "Lei 9 . 424 / 1996", "Decreto 2 . 264 / 1997", "Constituição Federal", "art . 100 da Constituição Federal de 1988 / 88", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. LICENÇAS-PRÊMIO NÃO GOZADAS. CONCESSÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA 282 DO STF. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DISCRICIONÁRIOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento do art. 37, caput, da Constituição. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II - Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. III - Este Tribunal possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479128. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 661845 AGR / RJ A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 5 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479128. Supremo Tribunal Federal ARE 661845 AGR / RJ A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 5 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Provido o agravo à fl. 491, passo à análise do recurso extraordinário. Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que possui a seguinte ementa: 'APELAÇÃO CÍVEL. Administrativo. Gozo de licença- prêmio. Servidor público que acumulou sete períodos de licença especial na função de médico. Negativa de deferimento do gozo do direito, sob a alegação de interesse público. Ato discricionário que não pode ser usado para punir o autor, sob pena de caracterizar abuso de poder. Precedente desta Câmara. DESPROVIMENTO DO RECURSO' (fl. 427). Neste RE, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, ofensa aos arts. 2º e 37, caput, da mesma Carta. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do recurso e, se conhecido, pelo seu improvimento (fls. 493-495). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479129. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Provido o agravo à fl. 491, passo à análise do recurso extraordinário. Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que possui a seguinte ementa: 'APELAÇÃO CÍVEL. Administrativo. Gozo de licença- prêmio. Servidor público que acumulou sete períodos de licença especial na função de médico. Negativa de deferimento do gozo do direito, sob a alegação de interesse público. Ato discricionário que não pode ser usado para punir o autor, sob pena de caracterizar abuso de poder. Precedente desta Câmara. DESPROVIMENTO DO RECURSO' (fl. 427). Neste RE, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, ofensa aos arts. 2º e 37, caput, da mesma Carta. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do recurso e, se conhecido, pelo seu improvimento (fls. 493-495). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 661845 AGR / RJ A pretensão recursal não merece acolhida. Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. É o caso dos autos em relação à suposta ofensa ao art. 37, caput, da Constituição. Além disso, indispensável a análise da legislação local que disciplina, no âmbito do Município do Rio de Janeiro, a concessão da licença-prêmio debatida nestes autos, circunstância que torna inviável o recurso nos termos da Súmula 280 do STF. Outrossim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Por fim, consoante jurisprudência desta Corte, o exame pelo Poder Judiciário de ato administrativo discricionário considerado ilegal não ofende o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes, entre outros: RE 582.409-AgR/AL, Rel. Min. Gilmar Mendes, e o AI 777.502-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie, cuja ementa segue transcrita: 'ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO CPC. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2º DA CF. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 279. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479129. Supremo Tribunal Federal ARE 661845 AGR / RJ A pretensão recursal não merece acolhida. Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. É o caso dos autos em relação à suposta ofensa ao art. 37, caput, da Constituição. Além disso, indispensável a análise da legislação local que disciplina, no âmbito do Município do Rio de Janeiro, a concessão da licença-prêmio debatida nestes autos, circunstância que torna inviável o recurso nos termos da Súmula 280 do STF. Outrossim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Por fim, consoante jurisprudência desta Corte, o exame pelo Poder Judiciário de ato administrativo discricionário considerado ilegal não ofende o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes, entre outros: RE 582.409-AgR/AL, Rel. Min. Gilmar Mendes, e o AI 777.502-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie, cuja ementa segue transcrita: 'ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO CPC. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2º DA CF. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 279. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 661845 AGR / RJ 4. Agravo regimental improvido'. Isso posto, nego seguimento ao recurso” (fls. 498-500). O agravante sustenta a não incidência das Súmulas 279, 280 e 282 desta Corte. Insiste, ainda, na alegação de ofensa direta aos arts. 2º e 37, caput, da Constituição Federal, sob o argumento de que “(…) é nítida a violação ao artigo 2 da CRFB, na medida em que se permitiu que o preclaro magistrado invadisse a esfera da administração pública, determinando, por meio de sua sentença, a fixação de prazo para o exercício da licença especial (…). Outrossim, ainda pode-se afirmar que a determinação da concessão da licença pelo preclaro magistrado e sua confirmação pelo v. Acórdão ora guerreado, acaba por infringir o Princípio da Legalidade (…)” (fls. 518-519). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479129. Supremo Tribunal Federal ARE 661845 AGR / RJ 4. Agravo regimental improvido'. Isso posto, nego seguimento ao recurso” (fls. 498-500). O agravante sustenta a não incidência das Súmulas 279, 280 e 282 desta Corte. Insiste, ainda, na alegação de ofensa direta aos arts. 2º e 37, caput, da Constituição Federal, sob o argumento de que “(…) é nítida a violação ao artigo 2 da CRFB, na medida em que se permitiu que o preclaro magistrado invadisse a esfera da administração pública, determinando, por meio de sua sentença, a fixação de prazo para o exercício da licença especial (…). Outrossim, ainda pode-se afirmar que a determinação da concessão da licença pelo preclaro magistrado e sua confirmação pelo v. Acórdão ora guerreado, acaba por infringir o Princípio da Legalidade (…)” (fls. 518-519). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, observo que o tema referente ao princípio da legalidade (art. 37, caput, da Constituição) não foi prequestionado, porquanto não foi objeto de debate e apreciação no acórdão impugnado. Assim, como tem entendido o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Além disso, o Tribunal de origem dirimiu a matéria com base nos seguintes fundamentos: “O recorrente reconhece às fls. 324/325 a existência do direito do autor, justificando seu indeferimento por questões de interesse público. O autor exerce a função de médico em Hospital Municipal, desde 1979, possuindo duas matrículas e até o momento só foi-lhe deferida uma licença prêmio por matrícula, ficando acumulados sete períodos. Como bem ressaltado na sentença, embora seja ato discricionário da Administração Pública a concessão de licença especial, não se mostra razoável negar ao servidor por tanto tempo um direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, observo que o tema referente ao princípio da legalidade (art. 37, caput, da Constituição) não foi prequestionado, porquanto não foi objeto de debate e apreciação no acórdão impugnado. Assim, como tem entendido o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Além disso, o Tribunal de origem dirimiu a matéria com base nos seguintes fundamentos: “O recorrente reconhece às fls. 324/325 a existência do direito do autor, justificando seu indeferimento por questões de interesse público. O autor exerce a função de médico em Hospital Municipal, desde 1979, possuindo duas matrículas e até o momento só foi-lhe deferida uma licença prêmio por matrícula, ficando acumulados sete períodos. Como bem ressaltado na sentença, embora seja ato discricionário da Administração Pública a concessão de licença especial, não se mostra razoável negar ao servidor por tanto tempo um direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 661845 AGR / RJ conquistado, sob penas de caracterizar-se abuso de poder ou como verdadeira punição ao autor que escolheu exercer uma nobre profissão. Devendo a Administração Pública suprir a ausência de profissional por meio de concurso público, como bem salientou o parquet” (fl. 428). O agravante, por sua vez, na petição de agravo regimental, sustentou que “a licença especial nunca foi indeferida ou negada pela Urbe Carioca, até porque se trata de um direito assegurado por lei, presente no artigo 111 da Lei Municipal n. 94/79, não havendo, entretanto, prazo determinado para seu exercício, ficando a sua concessão a critério do interesse, conveniência e oportunidade da administração pública. No caso em tela, quando o agravado requereu a aludida licença, o mesmo havia acabado de ser removido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, que apresentava sensível necessidade de médicos da especialidade Clínica Médica, a qual é exercida pelo agravado. Assim, o gozo da licença, naquele momento, não se mostrava propício ao interesse público, já que o profissional encontrava-se em processo de lotação, além de estar lotado em unidade médica, que apresenta déficit de profissionais da área de saúde” (fl. 518). Assim, firmar entendimento diverso ao acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos expendidos pelo agravante demanda a análise da legislação local que disciplina a concessão da licença-prêmio, bem como o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos das Sumulas 280 e 279 do STF. Por fim, como asseverado na decisão agravada, esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, transcrevo ementas de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Supremo Tribunal Federal ARE 661845 AGR / RJ conquistado, sob penas de caracterizar-se abuso de poder ou como verdadeira punição ao autor que escolheu exercer uma nobre profissão. Devendo a Administração Pública suprir a ausência de profissional por meio de concurso público, como bem salientou o parquet” (fl. 428). O agravante, por sua vez, na petição de agravo regimental, sustentou que “a licença especial nunca foi indeferida ou negada pela Urbe Carioca, até porque se trata de um direito assegurado por lei, presente no artigo 111 da Lei Municipal n. 94/79, não havendo, entretanto, prazo determinado para seu exercício, ficando a sua concessão a critério do interesse, conveniência e oportunidade da administração pública. No caso em tela, quando o agravado requereu a aludida licença, o mesmo havia acabado de ser removido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, que apresentava sensível necessidade de médicos da especialidade Clínica Médica, a qual é exercida pelo agravado. Assim, o gozo da licença, naquele momento, não se mostrava propício ao interesse público, já que o profissional encontrava-se em processo de lotação, além de estar lotado em unidade médica, que apresenta déficit de profissionais da área de saúde” (fl. 518). Assim, firmar entendimento diverso ao acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos expendidos pelo agravante demanda a análise da legislação local que disciplina a concessão da licença-prêmio, bem como o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos das Sumulas 280 e 279 do STF. Por fim, como asseverado na decisão agravada, esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, transcrevo ementas de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 661845 AGR / RJ julgados de ambas as turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É TITULAR. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. II – Consoante jurisprudência deste Tribunal, é inválido o enquadramento, sem concurso público, de servidor em cargo diverso daquele de que é titular. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (RE 559.114-AgR/DF, de minha relatoria, Primeira Turma). “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO CPC. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2º DA CF. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Supremo Tribunal Federal ARE 661845 AGR / RJ julgados de ambas as turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É TITULAR. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. II – Consoante jurisprudência deste Tribunal, é inválido o enquadramento, sem concurso público, de servidor em cargo diverso daquele de que é titular. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. IV - Agravo regimental improvido” (RE 559.114-AgR/DF, de minha relatoria, Primeira Turma). “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO CPC. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2º DA CF. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA STF 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 661845 AGR / RJ 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 279. 4. Agravo regimental improvido” (AI 777.502-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Supremo Tribunal Federal ARE 661845 AGR / RJ 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 279. 4. Agravo regimental improvido” (AI 777.502-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501082 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501082 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3506926
2013-03-05T00:00:00
2013-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. LICENÇAS-PRÊMIO NÃO GOZADAS. CONCESSÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA 282 DO STF. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO STF. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DISCRICIONÁRIOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento do art. 37, caput, da Constituição. Incidência da Súmula 282 do STF. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II - Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do STF. III - Este Tribunal possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido.
sjur226485
- Acórdão (s) citado (s): (CONTROLE JUDICIAL, ATOS ADMINISTRATIVOS) RE 559114 AgR (1ªT), AI 777502 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 10/04/2013, BMB.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
661845
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000280 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000282 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-MUN LEI-000094 ANO-1979\r\n ART-00111 \r\n LEI ORDINÁRIA DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO, RJ" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 661845 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. LICENÇAS-PRÊMIO NÃO GOZADAS. CONCESSÃO. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO DO ART. 37, CAPUT, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DESTA CORTE. ANÁLISE DE LEGISLAÇÃO LOCAL. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS DISCRICIONÁRIOS ABUSIVOS E ILEGAIS. AGRAVO IMPROVIDO. I - Ausência de prequestionamento do art. 37, caput, da Constituição. Incidência da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. II - Inviável o recurso extraordinário quando sua apreciação demanda o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como da legislação infraconstitucional local aplicável à espécie. Incidência das Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal. III - Este Tribunal possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. IV - Agravo regimental improvido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479128. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão ARE 661845 AGR / RJ A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 5 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479128. Supremo Tribunal Federal ARE 661845 AGR / RJ A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 5 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479128. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Provido o agravo à fl. 491, passo à análise do recurso extraordinário. Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que possui a seguinte ementa: 'APELAÇÃO CÍVEL. Administrativo. Gozo de licença- prêmio. Servidor público que acumulou sete períodos de licença especial na função de médico. Negativa de deferimento do gozo do direito, sob a alegação de interesse público. Ato discricionário que não pode ser usado para punir o autor, sob pena de caracterizar abuso de poder. Precedente desta Câmara. DESPROVIMENTO DO RECURSO' (fl. 427). Neste Recurso Extraordinário, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, ofensa aos arts. 2... e 37, caput, da mesma Carta. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do recurso e, se conhecido, pelo seu improvimento (fls. 493-495). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479129. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) :MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA ADV.(A/S) :LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo. Eis o teor da decisão agravada: “Provido o agravo à fl. 491, passo à análise do recurso extraordinário. Trata-se de recurso extraordinário interposto contra acórdão que possui a seguinte ementa: 'APELAÇÃO CÍVEL. Administrativo. Gozo de licença- prêmio. Servidor público que acumulou sete períodos de licença especial na função de médico. Negativa de deferimento do gozo do direito, sob a alegação de interesse público. Ato discricionário que não pode ser usado para punir o autor, sob pena de caracterizar abuso de poder. Precedente desta Câmara. DESPROVIMENTO DO RECURSO' (fl. 427). Neste Recurso Extraordinário, interposto com base no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, ofensa aos arts. 2... e 37, caput, da mesma Carta. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pelo não conhecimento do recurso e, se conhecido, pelo seu improvimento (fls. 493-495). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório ARE 661845 AGR / RJ A pretensão recursal não merece acolhida. Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. É o caso dos autos em relação à suposta ofensa ao art. 37, caput, da Constituição. Além disso, indispensável a análise da legislação local que disciplina, no âmbito do Município do Rio de Janeiro, a concessão da licença-prêmio debatida nestes autos, circunstância que torna inviável o recurso nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Outrossim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Por fim, consoante jurisprudência desta Corte, o exame pelo Poder Judiciário de ato administrativo discricionário considerado ilegal não ofende o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes, entre outros: Recurso Extraordinário 582.409-AgR/AL, Rel. Min. Gilmar Mendes, e o AI 777.502-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie, cuja ementa segue transcrita: 'ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO Código de Processo Civil. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2... DA Constituição Federal de 1988. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479129. Supremo Tribunal Federal ARE 661845 AGR / RJ A pretensão recursal não merece acolhida. Como tem consignado este Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. É o caso dos autos em relação à suposta ofensa ao art. 37, caput, da Constituição. Além disso, indispensável a análise da legislação local que disciplina, no âmbito do Município do Rio de Janeiro, a concessão da licença-prêmio debatida nestes autos, circunstância que torna inviável o recurso nos termos da Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal. Outrossim, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Por fim, consoante jurisprudência desta Corte, o exame pelo Poder Judiciário de ato administrativo discricionário considerado ilegal não ofende o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, cito os seguintes precedentes, entre outros: Recurso Extraordinário 582.409-AgR/AL, Rel. Min. Gilmar Mendes, e o AI 777.502-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie, cuja ementa segue transcrita: 'ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO Código de Processo Civil. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2... DA Constituição Federal de 1988. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Relatório ARE 661845 AGR / RJ 4. Agravo regimental improvido'. Isso posto, nego seguimento ao recurso” (fls. 498-500). O agravante sustenta a não incidência das Súmulas 279, 280 e 282 desta Corte. Insiste, ainda, na alegação de ofensa direta aos arts. 2... e 37, caput, da Constituição Federal, sob o argumento de que “(…) é nítida a violação ao artigo 2 da CRFB, na medida em que se permitiu que o preclaro magistrado invadisse a esfera da administração pública, determinando, por meio de sua sentença, a fixação de prazo para o exercício da licença especial (…). Outrossim, ainda pode-se afirmar que a determinação da concessão da licença pelo preclaro magistrado e sua confirmação pelo v. Acórdão ora guerreado, acaba por infringir o Princípio da Legalidade (…)” (fls. 518-519). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479129. Supremo Tribunal Federal ARE 661845 AGR / RJ 4. Agravo regimental improvido'. Isso posto, nego seguimento ao recurso” (fls. 498-500). O agravante sustenta a não incidência das Súmulas 279, 280 e 282 desta Corte. Insiste, ainda, na alegação de ofensa direta aos arts. 2... e 37, caput, da Constituição Federal, sob o argumento de que “(…) é nítida a violação ao artigo 2 da CRFB, na medida em que se permitiu que o preclaro magistrado invadisse a esfera da administração pública, determinando, por meio de sua sentença, a fixação de prazo para o exercício da licença especial (…). Outrossim, ainda pode-se afirmar que a determinação da concessão da licença pelo preclaro magistrado e sua confirmação pelo v. Acórdão ora guerreado, acaba por infringir o Princípio da Legalidade (…)” (fls. 518-519). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479129. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, observo que o tema referente ao princípio da legalidade (art. 37, caput, da Constituição) não foi prequestionado, porquanto não foi objeto de debate e apreciação no acórdão impugnado. Assim, como tem entendido o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Além disso, o Tribunal de origem dirimiu a matéria com base nos seguintes fundamentos: “O recorrente reconhece às fls. 324/325 a existência do direito do autor, justificando seu indeferimento por questões de interesse público. O autor exerce a função de médico em Hospital Municipal, desde 1979, possuindo duas matrículas e até o momento só foi-lhe deferida uma licença prêmio por matrícula, ficando acumulados sete períodos. Como bem ressaltado na sentença, embora seja ato discricionário da Administração Pública a concessão de licença especial, não se mostra razoável negar ao servidor por tanto tempo um direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que o recorrente não aduz novos argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Com efeito, observo que o tema referente ao princípio da legalidade (art. 37, caput, da Constituição) não foi prequestionado, porquanto não foi objeto de debate e apreciação no acórdão impugnado. Assim, como tem entendido o Tribunal, por meio da Súmula 282, é inadmissível o recurso extraordinário se a questão constitucional suscitada não tiver sido apreciada no acórdão recorrido. Ademais, a tardia alegação de ofensa ao texto constitucional, apenas deduzida em embargos de declaração, não supre o prequestionamento. Além disso, o Tribunal de origem dirimiu a matéria com base nos seguintes fundamentos: “O recorrente reconhece às fls. 324/325 a existência do direito do autor, justificando seu indeferimento por questões de interesse público. O autor exerce a função de médico em Hospital Municipal, desde 1979, possuindo duas matrículas e até o momento só foi-lhe deferida uma licença prêmio por matrícula, ficando acumulados sete períodos. Como bem ressaltado na sentença, embora seja ato discricionário da Administração Pública a concessão de licença especial, não se mostra razoável negar ao servidor por tanto tempo um direito Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 661845 AGR / RJ conquistado, sob penas de caracterizar-se abuso de poder ou como verdadeira punição ao autor que escolheu exercer uma nobre profissão. Devendo a Administração Pública suprir a ausência de profissional por meio de concurso público, como bem salientou o parquet” (fl. 428). O agravante, por sua vez, na petição de agravo regimental, sustentou que “a licença especial nunca foi indeferida ou negada pela Urbe Carioca, até porque se trata de um direito assegurado por lei, presente no artigo 111 da Lei Municipal n. 94/79, não havendo, entretanto, prazo determinado para seu exercício, ficando a sua concessão a critério do interesse, conveniência e oportunidade da administração pública. No caso em tela, quando o agravado requereu a aludida licença, o mesmo havia acabado de ser removido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, que apresentava sensível necessidade de médicos da especialidade Clínica Médica, a qual é exercida pelo agravado. Assim, o gozo da licença, naquele momento, não se mostrava propício ao interesse público, já que o profissional encontrava-se em processo de lotação, além de estar lotado em unidade médica, que apresenta déficit de profissionais da área de saúde” (fl. 518). Assim, firmar entendimento diverso ao acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos expendidos pelo agravante demanda a análise da legislação local que disciplina a concessão da licença-prêmio, bem como o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos das Sumulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal. Por fim, como asseverado na decisão agravada, esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, transcrevo ementas de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Supremo Tribunal Federal ARE 661845 AGR / RJ conquistado, sob penas de caracterizar-se abuso de poder ou como verdadeira punição ao autor que escolheu exercer uma nobre profissão. Devendo a Administração Pública suprir a ausência de profissional por meio de concurso público, como bem salientou o parquet” (fl. 428). O agravante, por sua vez, na petição de agravo regimental, sustentou que “a licença especial nunca foi indeferida ou negada pela Urbe Carioca, até porque se trata de um direito assegurado por lei, presente no artigo 111 da Lei Municipal n. 94/79, não havendo, entretanto, prazo determinado para seu exercício, ficando a sua concessão a critério do interesse, conveniência e oportunidade da administração pública. No caso em tela, quando o agravado requereu a aludida licença, o mesmo havia acabado de ser removido para o Hospital Municipal Lourenço Jorge, que apresentava sensível necessidade de médicos da especialidade Clínica Médica, a qual é exercida pelo agravado. Assim, o gozo da licença, naquele momento, não se mostrava propício ao interesse público, já que o profissional encontrava-se em processo de lotação, além de estar lotado em unidade médica, que apresenta déficit de profissionais da área de saúde” (fl. 518). Assim, firmar entendimento diverso ao acórdão impugnado e verificar a procedência dos argumentos expendidos pelo agravante demanda a análise da legislação local que disciplina a concessão da licença-prêmio, bem como o revolvimento do conjunto fático-probatório dos autos, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos das Sumulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal. Por fim, como asseverado na decisão agravada, esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Nesse sentido, transcrevo ementas de 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 661845 AGR / RJ julgados de ambas as turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É TITULAR. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. II – Consoante jurisprudência deste Tribunal, é inválido o enquadramento, sem concurso público, de servidor em cargo diverso daquele de que é titular. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 559.114-AgR/DF, de minha relatoria, Primeira Turma). “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO Código de Processo Civil. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2... DA Constituição Federal de 1988. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Supremo Tribunal Federal ARE 661845 AGR / RJ julgados de ambas as turmas desta Corte: “AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. PRINCÍPIO DA SEPARAÇÃO DOS PODERES. AUSÊNCIA DE VIOLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE CONTROLE JUDICIAL DOS ATOS ADMINISTRATIVOS ABUSIVOS E ILEGAIS. DESIGNAÇÃO DE SERVIDOR PARA EXERCÍCIO DE CARGO DIVERSO DAQUELE DE QUE É TITULAR. IMPOSSIBILIDADE. AUSÊNCIA DE CONCURSO PÚBLICO. EXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte possui entendimento no sentido de que o exame pelo Poder Judiciário do ato administrativo tido por ilegal ou abusivo não viola o princípio da separação dos poderes. Precedentes. II – Consoante jurisprudência deste Tribunal, é inválido o enquadramento, sem concurso público, de servidor em cargo diverso daquele de que é titular. III - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. IV - Agravo regimental improvido” (Recurso Extraordinário 559.114-AgR/DF, de minha relatoria, Primeira Turma). “ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ART. 557 DO Código de Processo Civil. APLICABILIDADE. ALEGADA OFENSA AO ART. 2... DA Constituição Federal de 1988. ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO. ILEGALIDADE. CONTROLE JUDICIAL. POSSIBILIDADE. APRECIAÇÃO DE FATOS E PROVAS. SÚMULA Supremo Tribunal Federal 279. 1. Matéria pacificada nesta Corte possibilita ao relator julgá-la monocraticamente, nos termos do art. 557 do Código de Processo Civil e da jurisprudência iterativa do Supremo Tribunal Federal. 2. A apreciação pelo Poder Judiciário do ato administrativo discricionário tido por ilegal e abusivo não ofende o Princípio da Separação dos Poderes. Precedentes. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 661845 AGR / RJ 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 4. Agravo regimental improvido” (AI 777.502-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Supremo Tribunal Federal ARE 661845 AGR / RJ 3. É incabível o Recurso Extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático-probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 4. Agravo regimental improvido” (AI 777.502-AgR/RS, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479130. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501082 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 661.845 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO AGDO.(A/S) : MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA ADV.(A/S) : LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501082 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 282 DO Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 280 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal", "Súmulas 279 e 280 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 661845", "ARE 661845 AGR / RJ", "ARE 661845 AGR / RJ", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 582 . 409 - AgR / AL", "AI 777 . 502 - AgR / RS", "ARE 661845 AGR / RJ", "Súmula 280 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 582 . 409 - AgR / AL", "AI 777 . 502 - AgR / RS", "ARE 661845 AGR / RJ", "ARE 661845 AGR / RJ", "Sumulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 661845 AGR / RJ", "Sumulas 280 e 279 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 559 . 114 - AgR / DF", "ARE 661845 AGR / RJ", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 559 . 114 - AgR / DF", "AI 777 . 502 - AgR / RS", "ARE 661845 AGR /", "AI 777 . 502 - AgR / RS" ], "LEGISLACAO": [ "ART . 37 , CAPUT , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "art . 37 , caput , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "ART . 557 DO Código de Processo Civil", "ART . 2 . . . 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AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA", "LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA", "LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "Gilmar Mendes", "Ellen Gracie", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ellen Gracie", "Ellen Gracie", "RICARDO LEWANDOWSKI", "LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Mário José Gisi", "Fabiane Duarte", "RICARDO LEWANDOWSKI", "MARCO AURÉLIO MONTEIRO DE ALBUQUERQUE LIMA", "LEONARDO DA SILVA OLIVEIRA", "Cármen Lúcia", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Teori Zavascki", "Cármen Lúcia", "Mário José Gisi", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de março de 2013", "24", "/", 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Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RENATO REMO SEGENTE ROSSA ADV.(A/S) :PIERO HERVATIN DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. INSTITUIÇÃO DE ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS. IMÓVEL NÃO EDIFICADO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.11.2008. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a instituição de alíquotas diferenciadas em razão de estar ou não edificado o imóvel urbano não se confunde com o instituto da progressividade, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa à Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075407. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RENATO REMO SEGENTE ROSSA ADV.(A/S) :PIERO HERVATIN DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão monocrática por mim proferida, pela qual negado seguimento ao agravo de instrumento, maneja agravo regimental Renato Remo Segente Rossa. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento da violação direta e frontal aos arts. 182, § 4º, e 156, § 1º, da Constituição Federal. Sustenta ser inconstitucional a variação de alíquotas de IPTU anteriormente à EC 29/00. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075408. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RENATO REMO SEGENTE ROSSA ADV.(A/S) :PIERO HERVATIN DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão monocrática por mim proferida, pela qual negado seguimento ao agravo de instrumento, maneja agravo regimental Renato Remo Segente Rossa. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento da violação direta e frontal aos arts. 182, § 4º, e 156, § 1º, da Constituição Federal. Sustenta ser inconstitucional a variação de alíquotas de IPTU anteriormente à EC 29/00. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II e XXII, 59, 61, 69, 145, § 1º, 150, I e II, 156 e 182 da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: AI 457.057-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJe 18.8.2011; e AI 545.967-AgR/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 20.10.2006, verbis : AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. ALÍQUOTA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075409. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, II e XXII, 59, 61, 69, 145, § 1º, 150, I e II, 156 e 182 da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: AI 457.057-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJe 18.8.2011; e AI 545.967-AgR/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 20.10.2006, verbis : AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. ALÍQUOTA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 772064 AGR / SP DIFERENCIADA. TERRENOS NÃO EDIFICADOS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a diferenciação de alíquotas, por estar ou não edificado o imóvel urbano, não se confunde com a progressividade do tributo. Não há ofensa ao § 1º do art. 156 da Magna Carta Federal. 2. Agravo regimental desprovido. IPTU: Município de Santo André. A duplicidade de alíquotas do IPTU em razão de estar ou não edificado o imóvel urbano não fere a Constituição (v.g. RE 229.233, 26.3.1999, Ilmar Galvão, DJ 25.6.1999) Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput ). Nada colhe. Consoante destacado na decisão agravada, o acórdão regional se harmoniza com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal – no sentido de que a instituição de alíquotas diferenciadas em razão de estar ou não edificado o imóvel urbano não se confunde com o instituto da progressividade –, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos arts. 182, § 4º, e 156, § 1º, da Constituição Federal. Anoto os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. ALÍQUOTA DIFERENCIADA. TERRENOS NÃO EDIFICADOS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a diferenciação de alíquotas, por estar ou não edificado o imóvel urbano, não se confunde com a progressividade do tributo. Não há ofensa ao § 1º do art. 156 da Magna Carta Federal. 2. Agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075409. Supremo Tribunal Federal AI 772064 AGR / SP DIFERENCIADA. TERRENOS NÃO EDIFICADOS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a diferenciação de alíquotas, por estar ou não edificado o imóvel urbano, não se confunde com a progressividade do tributo. Não há ofensa ao § 1º do art. 156 da Magna Carta Federal. 2. Agravo regimental desprovido. IPTU: Município de Santo André. A duplicidade de alíquotas do IPTU em razão de estar ou não edificado o imóvel urbano não fere a Constituição (v.g. RE 229.233, 26.3.1999, Ilmar Galvão, DJ 25.6.1999) Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput ). Nada colhe. Consoante destacado na decisão agravada, o acórdão regional se harmoniza com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal – no sentido de que a instituição de alíquotas diferenciadas em razão de estar ou não edificado o imóvel urbano não se confunde com o instituto da progressividade –, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos arts. 182, § 4º, e 156, § 1º, da Constituição Federal. Anoto os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. ALÍQUOTA DIFERENCIADA. TERRENOS NÃO EDIFICADOS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a diferenciação de alíquotas, por estar ou não edificado o imóvel urbano, não se confunde com a progressividade do tributo. Não há ofensa ao § 1º do art. 156 da Magna Carta Federal. 2. Agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 772064 AGR / SP regimental desprovido” (AI 457.057-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJe 18.8.2011). “TRIBUTÁRIO. IPTU. MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. LEI Nº 5.447/93, ART. 25, REDAÇÃO DA LEI Nº 5.722/94. ALEGADA OFENSA AO ART. 156 DA CONSTITUIÇÃO. Simples duplicidade de alíquotas, em razão de encontrar-se, ou não, edificado o imóvel urbano, que não se confunde com a progressividade do tributo, que o STF tem por inconstitucional quando não atendido o disposto no art. 156, § 1º, aplicado com as limitações expressamente constantes dos §§ 2º e 4º do art. 182 da Carta de 1988. Recurso não conhecido”(RE 229233/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 25.6.1999). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075409. Supremo Tribunal Federal AI 772064 AGR / SP regimental desprovido” (AI 457.057-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 1ª Turma, DJe 18.8.2011). “TRIBUTÁRIO. IPTU. MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. LEI Nº 5.447/93, ART. 25, REDAÇÃO DA LEI Nº 5.722/94. ALEGADA OFENSA AO ART. 156 DA CONSTITUIÇÃO. Simples duplicidade de alíquotas, em razão de encontrar-se, ou não, edificado o imóvel urbano, que não se confunde com a progressividade do tributo, que o STF tem por inconstitucional quando não atendido o disposto no art. 156, § 1º, aplicado com as limitações expressamente constantes dos §§ 2º e 4º do art. 182 da Carta de 1988. Recurso não conhecido”(RE 229233/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 25.6.1999). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RENATO REMO SEGENTE ROSSA ADV.(A/S) : PIERO HERVATIN DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105171 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RENATO REMO SEGENTE ROSSA ADV.(A/S) : PIERO HERVATIN DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105171 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4139921
2013-06-18T00:00:00
2013-08-01T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. INSTITUIÇÃO DE ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS. IMÓVEL NÃO EDIFICADO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.11.2008. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a instituição de alíquotas diferenciadas em razão de estar ou não edificado o imóvel urbano não se confunde com o instituto da progressividade, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa à Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido.
sjur237335
- Acórdão(s) citado(s): (IPTU, ALÍQUOTA DIFERENCIADA) AI 457057 AgR (1ªT), RE 229233 (1ªT). Número de páginas: 6. Análise: 12/08/2013, MJC.
ROSA WEBER
Primeira Turma
772064
null
AI-AgR
acordaos
AI 772064 AgR
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AGTE.(S) : RENATO REMO SEGENTE ROSSA ADV.(A/S) : PIERO HERVATIN DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ
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Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RENATO REMO SEGENTE ROSSA ADV.(A/S) :PIERO HERVATIN DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ EMENTA DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. INSTITUIÇÃO DE ALÍQUOTAS DIFERENCIADAS. IMÓVEL NÃO EDIFICADO. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 24.11.2008. A jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a instituição de alíquotas diferenciadas em razão de estar ou não edificado o imóvel urbano não se confunde com o instituto da progressividade, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa à Constituição Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 18 de junho de 2013. Ministra Rosa Weber Relatora Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075407. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RENATO REMO SEGENTE ROSSA ADV.(A/S) :PIERO HERVATIN DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão monocrática por mim proferida, pela qual negado seguimento ao agravo de instrumento, maneja agravo regimental Renato Remo Segente Rossa. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento da violação direta e frontal aos arts. 182, § 4..., e 156, § 1..., da Constituição Federal. Sustenta ser inconstitucional a variação de alíquotas de IPTU anteriormente à EC 29/00. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075408. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :RENATO REMO SEGENTE ROSSA ADV.(A/S) :PIERO HERVATIN DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ RELATÓRIO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra a decisão monocrática por mim proferida, pela qual negado seguimento ao agravo de instrumento, maneja agravo regimental Renato Remo Segente Rossa. O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento da violação direta e frontal aos arts. 182, § 4..., e 156, § 1..., da Constituição Federal. Sustenta ser inconstitucional a variação de alíquotas de IPTU anteriormente à EC 29/00. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075408. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II e XXII, 59, 61, 69, 145, § 1..., 150, I e II, 156 e 182 da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: AI 457.057-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJe 18.8.2011; e AI 545.967-AgR/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 20.10.2006, verbis : AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. ALÍQUOTA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075409. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo , foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., II e XXII, 59, 61, 69, 145, § 1..., 150, I e II, 156 e 182 da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O entendimento adotado no acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: AI 457.057-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJe 18.8.2011; e AI 545.967-AgR/SP, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 20.10.2006, verbis : AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. ALÍQUOTA Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 772064 AGR / SP DIFERENCIADA. TERRENOS NÃO EDIFICADOS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a diferenciação de alíquotas, por estar ou não edificado o imóvel urbano, não se confunde com a progressividade do tributo. Não há ofensa ao § 1... do art. 156 da Magna Carta Federal. 2. Agravo regimental desprovido. IPTU: Município de Santo André. A duplicidade de alíquotas do IPTU em razão de estar ou não edificado o imóvel urbano não fere a Constituição (v.g. Recurso Extraordinário 229.233, 26.3.1999, Ilmar Galvão, DJ 25.6.1999) Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput ). Nada colhe. Consoante destacado na decisão agravada, o acórdão regional se harmoniza com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal – no sentido de que a instituição de alíquotas diferenciadas em razão de estar ou não edificado o imóvel urbano não se confunde com o instituto da progressividade –, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos arts. 182, § 4..., e 156, § 1..., da Constituição Federal. Anoto os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. ALÍQUOTA DIFERENCIADA. TERRENOS NÃO EDIFICADOS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a diferenciação de alíquotas, por estar ou não edificado o imóvel urbano, não se confunde com a progressividade do tributo. Não há ofensa ao § 1... do art. 156 da Magna Carta Federal. 2. Agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075409. Supremo Tribunal Federal AI 772064 AGR / SP DIFERENCIADA. TERRENOS NÃO EDIFICADOS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a diferenciação de alíquotas, por estar ou não edificado o imóvel urbano, não se confunde com a progressividade do tributo. Não há ofensa ao § 1... do art. 156 da Magna Carta Federal. 2. Agravo regimental desprovido. IPTU: Município de Santo André. A duplicidade de alíquotas do IPTU em razão de estar ou não edificado o imóvel urbano não fere a Constituição (v.g. Recurso Extraordinário 229.233, 26.3.1999, Ilmar Galvão, DJ 25.6.1999) Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput ). Nada colhe. Consoante destacado na decisão agravada, o acórdão regional se harmoniza com a jurisprudência deste Supremo Tribunal Federal – no sentido de que a instituição de alíquotas diferenciadas em razão de estar ou não edificado o imóvel urbano não se confunde com o instituto da progressividade –, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos arts. 182, § 4..., e 156, § 1..., da Constituição Federal. Anoto os seguintes precedentes: “AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. DIREITO TRIBUTÁRIO. IPTU. ALÍQUOTA DIFERENCIADA. TERRENOS NÃO EDIFICADOS. POSSIBILIDADE. PRECEDENTES. 1. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é firme no sentido de que a diferenciação de alíquotas, por estar ou não edificado o imóvel urbano, não se confunde com a progressividade do tributo. Não há ofensa ao § 1... do art. 156 da Magna Carta Federal. 2. Agravo 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 772064 AGR / SP regimental desprovido” (AI 457.057-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJe 18.8.2011). “TRIBUTÁRIO. IPTU. MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. LEI n 5.447/93, ART. 25, REDAÇÃO DA LEI n 5.722/94. ALEGADA OFENSA AO ART. 156 DA CONSTITUIÇÃO. Simples duplicidade de alíquotas, em razão de encontrar-se, ou não, edificado o imóvel urbano, que não se confunde com a progressividade do tributo, que o Supremo Tribunal Federal tem por inconstitucional quando não atendido o disposto no art. 156, § 1..., aplicado com as limitações expressamente constantes dos §§ 2... e 4... do art. 182 da Carta de 1988. Recurso não conhecido”(Recurso Extraordinário 229233/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 25.6.1999). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075409. Supremo Tribunal Federal AI 772064 AGR / SP regimental desprovido” (AI 457.057-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto, 1... Turma, DJe 18.8.2011). “TRIBUTÁRIO. IPTU. MUNICÍPIO DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO. LEI n 5.447/93, ART. 25, REDAÇÃO DA LEI n 5.722/94. ALEGADA OFENSA AO ART. 156 DA CONSTITUIÇÃO. Simples duplicidade de alíquotas, em razão de encontrar-se, ou não, edificado o imóvel urbano, que não se confunde com a progressividade do tributo, que o Supremo Tribunal Federal tem por inconstitucional quando não atendido o disposto no art. 156, § 1..., aplicado com as limitações expressamente constantes dos §§ 2... e 4... do art. 182 da Carta de 1988. Recurso não conhecido”(Recurso Extraordinário 229233/SP, Rel. Min. Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 25.6.1999). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4075409. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RENATO REMO SEGENTE ROSSA ADV.(A/S) : PIERO HERVATIN DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105171 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 772.064 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : RENATO REMO SEGENTE ROSSA ADV.(A/S) : PIERO HERVATIN DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO MUNICÍPIO DE SANTO ANDRÉ Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105171 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
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Ementa e Acórdão 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.721 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LEONARDO RODRIGUES BRITO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Ocorrência. Crime hediondo ou equiparado (art. 2º da Lei nº 8.072/90). Não obrigatoriedade de fixação do regime prisional inicial fechado. Declaração incidental de inconstitucionalidade. Writ extinto por inadequação da via eleita. Ordem, porém, concedida de ofício. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. 2. Nada impede, entretanto, que a Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da CF), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. 3. A Corte Constitucional, no julgamento do HC nº 108.840/ES, de minha relatoria, removeu o óbice constante do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 11.464/07, o qual determinava Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571593. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 112721 / ES que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“, declarando, de forma incidental, a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado. 4. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual eleita, com a concessão, porém, de ordem de ofício. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da via processual. Acordam, entretanto, os Ministros, em conceder a ordem de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571593. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“, declarando, de forma incidental, a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado. 4. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual eleita, com a concessão, porém, de ordem de ofício. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da via processual. Acordam, entretanto, os Ministros, em conceder a ordem de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.721 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LEONARDO RODRIGUES BRITO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo em favor de Leonardo Rodrigues Brito. Aponta a defesa como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 222.319/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro Gilson Dipp. Sustenta a impetrante que “a quantidade de droga apreendida não foi expressiva, o que autoriza um tratamento diferenciado do paciente, sobretudo em relação ao redutor de pena previsto na Lei de Drogas. Nesse sentido, data venia, não há se falar em quantidade de drogas a justificar a não aplicação do redutor máximo previsto na terceira fase de aplicação da pena (§4º do art. 33 da Lei de Drogas)” (fls. 4/5 da inicial). Em abono a esses argumentos, aduz que “o Supremo Tribunal Federal tem entendido que a quantidade de droga apreendida deve ser sopesada na primeira fase de aplicação da pena, não podendo servir de fundamento, sob pena de bis in idem, quando da análise do §4º do art. 33 da Lei de Drogas” (fl. 5 da inicial). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571591. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.721 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LEONARDO RODRIGUES BRITO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo em favor de Leonardo Rodrigues Brito. Aponta a defesa como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 222.319/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro Gilson Dipp. Sustenta a impetrante que “a quantidade de droga apreendida não foi expressiva, o que autoriza um tratamento diferenciado do paciente, sobretudo em relação ao redutor de pena previsto na Lei de Drogas. Nesse sentido, data venia, não há se falar em quantidade de drogas a justificar a não aplicação do redutor máximo previsto na terceira fase de aplicação da pena (§4º do art. 33 da Lei de Drogas)” (fls. 4/5 da inicial). Em abono a esses argumentos, aduz que “o Supremo Tribunal Federal tem entendido que a quantidade de droga apreendida deve ser sopesada na primeira fase de aplicação da pena, não podendo servir de fundamento, sob pena de bis in idem, quando da análise do §4º do art. 33 da Lei de Drogas” (fl. 5 da inicial). Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório HC 112721 / ES Afirma que, “por se tratar de paciente primário e de bons antecedentes e que não se dedica a atividades criminosas nem integra qualquer organização criminosa, merece ser beneficiado com a redução máxima de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06” (fl. 6 da inicial). Reclama, ainda, que deixou o juízo de piso de substituir a pena privativa de liberdade, fixada em 3 (três) anos e 8 (oito) meses de reclusão em regime fechado, pela pena restritiva de direitos. Assevera ser possível a substituição no caso, pois “o paciente preenche todos os requisitos objetivos e subjetivos da substituição: (1) considerando a pena-base no mínimo legal, bem como a aplicação da causa de diminuição de pena em seu grau mais elevado ou próximo a ele, prevalecerá uma privação de liberdade não superior a 04 (quatro) anos; (2) o crime não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa; (3) o paciente não é reincidente; (4) as circunstâncias judiciais, quais sejam, a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias, indicam que a substituição é conveniente (tanto é que a pena-base foi aplicada próxima do mínimo legal)” (fl. 7 da inicial). Mais adiante, defende a possibilidade de que seja estabelecido o regime inicial aberto para início do cumprimento de sua pena privativa de liberdade, nos termos do art. 33, § 2º, alínea ‘c’, do Código Penal. Requer o deferimento da liminar para que “seja autorizado o cumprimento em regime aberto da reprimenda imposta ao paciente” e, no mérito, pede a concessão da ordem para que “seja aplicada a causa de diminuição prevista no §4º do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571591. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES Afirma que, “por se tratar de paciente primário e de bons antecedentes e que não se dedica a atividades criminosas nem integra qualquer organização criminosa, merece ser beneficiado com a redução máxima de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei 11.343/06” (fl. 6 da inicial). Reclama, ainda, que deixou o juízo de piso de substituir a pena privativa de liberdade, fixada em 3 (três) anos e 8 (oito) meses de reclusão em regime fechado, pela pena restritiva de direitos. Assevera ser possível a substituição no caso, pois “o paciente preenche todos os requisitos objetivos e subjetivos da substituição: (1) considerando a pena-base no mínimo legal, bem como a aplicação da causa de diminuição de pena em seu grau mais elevado ou próximo a ele, prevalecerá uma privação de liberdade não superior a 04 (quatro) anos; (2) o crime não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa; (3) o paciente não é reincidente; (4) as circunstâncias judiciais, quais sejam, a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias, indicam que a substituição é conveniente (tanto é que a pena-base foi aplicada próxima do mínimo legal)” (fl. 7 da inicial). Mais adiante, defende a possibilidade de que seja estabelecido o regime inicial aberto para início do cumprimento de sua pena privativa de liberdade, nos termos do art. 33, § 2º, alínea ‘c’, do Código Penal. Requer o deferimento da liminar para que “seja autorizado o cumprimento em regime aberto da reprimenda imposta ao paciente” e, no mérito, pede a concessão da ordem para que “seja aplicada a causa de diminuição prevista no §4º do 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório HC 112721 / ES art. 33 da Lei 11.343/06, considerada em seu patamar máximo (2/3), bem como (…) seja fixado o regime prisional aberto para cumprimento da pena e, via de consequência, [seja] substituída a pena privativa de liberdade por reprimenda restritiva de direitos, como quer o art. 44 do Código Penal” (fl. 11 da inicial – destaques do autor). Em 15/3/12, indeferi o pedido liminar e, estando o writ devidamente instruído com as peças necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as informações da autoridade apontada como coatora. Encaminhados os autos ao Ministério Público Federal, opinou a ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques pelo não conhecimento da impetração e, no mérito, pela denegação da ordem (anexo de instrução 9). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571591. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES art. 33 da Lei 11.343/06, considerada em seu patamar máximo (2/3), bem como (…) seja fixado o regime prisional aberto para cumprimento da pena e, via de consequência, [seja] substituída a pena privativa de liberdade por reprimenda restritiva de direitos, como quer o art. 44 do Código Penal” (fl. 11 da inicial – destaques do autor). Em 15/3/12, indeferi o pedido liminar e, estando o writ devidamente instruído com as peças necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as informações da autoridade apontada como coatora. Encaminhados os autos ao Ministério Público Federal, opinou a ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques pelo não conhecimento da impetração e, no mérito, pela denegação da ordem (anexo de instrução 9). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.721 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 222.319/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro Gilson Dipp. Narra a impetrante, na inicial, que “(...) [o] Ministério Público do Estado do Espírito Santo ofereceu denúncia em desfavor de LEONARDO RODRIGUES BRITO, ora paciente, imputando-lhe o crime previsto no art. 33, ‘caput’, c/c o art. 40, inc. VI, ambos da Lei 11.343/06 (denúncia anexa). O paciente foi ao final condenado pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Vitória/ES a uma pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime fechado (sentença anexa). Insatisfeito com a decisão de 1ª instância, o paciente interpôs recurso de apelação. Contudo, optou a Primeira Câmara Criminal do TJES por negar provimento ao apelo interposto pela Defensoria Pública (acórdão anexo). (…) Diante de tal quadro, a Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo impetrou ‘habeas corpus’ perante do Superior Tribunal de Justiça, que entendeu por bem denegar a ordem (...)” (fl. 2/3 da inicial – grifos do autor). Transcrevo o teor da ementa do acórdão ora questionado: “PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA PENA. DECRETO CONDENATÓRIO TRANSITADO EM JULGADO. IMPETRAÇÃO QUE DEVE SER Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.721 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC nº 222.319/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro Gilson Dipp. Narra a impetrante, na inicial, que “(...) [o] Ministério Público do Estado do Espírito Santo ofereceu denúncia em desfavor de LEONARDO RODRIGUES BRITO, ora paciente, imputando-lhe o crime previsto no art. 33, ‘caput’, c/c o art. 40, inc. VI, ambos da Lei 11.343/06 (denúncia anexa). O paciente foi ao final condenado pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Vitória/ES a uma pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime fechado (sentença anexa). Insatisfeito com a decisão de 1ª instância, o paciente interpôs recurso de apelação. Contudo, optou a Primeira Câmara Criminal do TJES por negar provimento ao apelo interposto pela Defensoria Pública (acórdão anexo). (…) Diante de tal quadro, a Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo impetrou ‘habeas corpus’ perante do Superior Tribunal de Justiça, que entendeu por bem denegar a ordem (...)” (fl. 2/3 da inicial – grifos do autor). Transcrevo o teor da ementa do acórdão ora questionado: “PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA PENA. DECRETO CONDENATÓRIO TRANSITADO EM JULGADO. IMPETRAÇÃO QUE DEVE SER Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES COMPREENDIDA DENTRO DOS LIMITES RECURSAIS. ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. REDUÇÃO EM 1/3 FUNDAMENTADA. REGIME PRISIONAL FECHADO. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE, NULIDADE ABSOLUTA OU TERATOLOGIA A SER SANADA. ORDEM DENEGADA. I. Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos recursos cabíveis – ou incidentalmente como salvaguarda de possíveis liberdades em perigo - crescentemente fora de sua inspiração originária tenha sido muito alargado pelos Tribunais, há certos limites a serem respeitados, em homenagem à própria Constituição, devendo a impetração ser compreendida dentro dos limites da racionalidade recursal preexistente e coexistente para que não se perca a razão lógica e sistemática dos recursos ordinários, e mesmo dos excepcionais, por uma irrefletida banalização e vulgarização do habeas corpus. II. Precedentes do Supremo Tribunal Federal (Medida Cautelar no Mandado de Segurança nº 28.524/DF (decisão de 22/12/2009, DJE nº 19, divulgado em 01/02/2010, Rel. Ministro Gilmar Mendes e HC nº 104.767/BA, DJ 17/08/2011, Rel. Min. Luiz Fux), nos quais se firmou o entendimento da ‘inadequação da via do habeas corpus para revolvimento de matéria de fato já decidida por sentença e acórdão de mérito e para servir como sucedâneo recursal’. III. Na hipótese, a condenação transitou em julgado e a impetrante não se insurgiu quanto à eventual ofensa aos dispositivos da legislação federal, em sede de recurso especial, buscando o revolvimento dos fundamentos exarados nas instâncias ordinárias quanto à dosimetria da pena imposta, preferindo a utilização do writ, em substituição aos recursos ordinariamente previstos no ordenamento jurídico. IV. O reexame da dosimetria em sede de mandamus somente é possível quando evidenciado eventual desacerto na consideração de circunstância judicial, errônea aplicação do método trifásico ou violação a literal dispositivo da norma, acarretando flagrante ilegalidade. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES COMPREENDIDA DENTRO DOS LIMITES RECURSAIS. ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. REDUÇÃO EM 1/3 FUNDAMENTADA. REGIME PRISIONAL FECHADO. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE, NULIDADE ABSOLUTA OU TERATOLOGIA A SER SANADA. ORDEM DENEGADA. I. Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos recursos cabíveis – ou incidentalmente como salvaguarda de possíveis liberdades em perigo - crescentemente fora de sua inspiração originária tenha sido muito alargado pelos Tribunais, há certos limites a serem respeitados, em homenagem à própria Constituição, devendo a impetração ser compreendida dentro dos limites da racionalidade recursal preexistente e coexistente para que não se perca a razão lógica e sistemática dos recursos ordinários, e mesmo dos excepcionais, por uma irrefletida banalização e vulgarização do habeas corpus. II. Precedentes do Supremo Tribunal Federal (Medida Cautelar no Mandado de Segurança nº 28.524/DF (decisão de 22/12/2009, DJE nº 19, divulgado em 01/02/2010, Rel. Ministro Gilmar Mendes e HC nº 104.767/BA, DJ 17/08/2011, Rel. Min. Luiz Fux), nos quais se firmou o entendimento da ‘inadequação da via do habeas corpus para revolvimento de matéria de fato já decidida por sentença e acórdão de mérito e para servir como sucedâneo recursal’. III. Na hipótese, a condenação transitou em julgado e a impetrante não se insurgiu quanto à eventual ofensa aos dispositivos da legislação federal, em sede de recurso especial, buscando o revolvimento dos fundamentos exarados nas instâncias ordinárias quanto à dosimetria da pena imposta, preferindo a utilização do writ, em substituição aos recursos ordinariamente previstos no ordenamento jurídico. IV. O reexame da dosimetria em sede de mandamus somente é possível quando evidenciado eventual desacerto na consideração de circunstância judicial, errônea aplicação do método trifásico ou violação a literal dispositivo da norma, acarretando flagrante ilegalidade. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES V. Na sistemática da novel Lei de Drogas, a natureza e a quantidade de entorpecente apreendido passaram a preponderar sobre as circunstâncias do art. 59 do Código Penal, quando da fixação da pena-base, bem como ao se definir o quantum de redução de pena pela incidência do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, não havendo que se falar em bis in idem. VI. Tendo o delito sido praticado após o advento da Lei 11.467/07, o regime prisional cabível aos apenados pela prática de crimes hediondos e daqueles a estes equiparados é o inicialmente fechado. I. Ordem denegada, nos termos do voto do Relator” (fl. 1 do anexo 5). Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ. De início, ressalto que há óbice jurídico-processual ao conhecimento do habeas corpus. No caso, a impetração foi manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, o que esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. Segundo aquele dispositivo constitucional, compete a este Supremo Tribunal julgar, em recurso ordinário, “o habeas-corpus, o mandado de segurança, o habeas-data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão”. Conforme expressamente consignado pelo eminente Relator naquela assentada, “o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea a, e 105, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES V. Na sistemática da novel Lei de Drogas, a natureza e a quantidade de entorpecente apreendido passaram a preponderar sobre as circunstâncias do art. 59 do Código Penal, quando da fixação da pena-base, bem como ao se definir o quantum de redução de pena pela incidência do art. 33, § 4º, da Lei de Drogas, não havendo que se falar em bis in idem. VI. Tendo o delito sido praticado após o advento da Lei 11.467/07, o regime prisional cabível aos apenados pela prática de crimes hediondos e daqueles a estes equiparados é o inicialmente fechado. I. Ordem denegada, nos termos do voto do Relator” (fl. 1 do anexo 5). Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ. De início, ressalto que há óbice jurídico-processual ao conhecimento do habeas corpus. No caso, a impetração foi manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, o que esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. Segundo aquele dispositivo constitucional, compete a este Supremo Tribunal julgar, em recurso ordinário, “o habeas-corpus, o mandado de segurança, o habeas-data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão”. Conforme expressamente consignado pelo eminente Relator naquela assentada, “o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5º do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea a, e 105, 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES inciso II, alínea a, tem-se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por Tribunal Superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça” (HC nº 108.715/RJ). Ressalvo meu entendimento pessoal, já consignado naquele julgamento, pelo cabimento do habeas corpus substitutivo em casos como este. Contudo, adoto o entendimento do colegiado e o aplico à espécie. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da CF), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não vislumbro, contudo, neste caso, essa possibilidade, no que toca à pretendida mitigação da pena aplicada ao paciente. No que tange ao reconhecimento da minorante, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC nº 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida mitigação. Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes precedentes: “Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça. Incidência da Súmula nº 691 do Supremo Tribunal Federal. Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES inciso II, alínea a, tem-se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por Tribunal Superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça” (HC nº 108.715/RJ). Ressalvo meu entendimento pessoal, já consignado naquele julgamento, pelo cabimento do habeas corpus substitutivo em casos como este. Contudo, adoto o entendimento do colegiado e o aplico à espécie. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da CF), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não vislumbro, contudo, neste caso, essa possibilidade, no que toca à pretendida mitigação da pena aplicada ao paciente. No que tange ao reconhecimento da minorante, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC nº 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida mitigação. Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes precedentes: “Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça. Incidência da Súmula nº 691 do Supremo Tribunal Federal. Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 4 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita. Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC nº 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4º do art. 33 e do art. 42, ambos da Lei nº 11.343/06. 3. A dosimetria levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as circunstâncias previstas no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 e estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo responsável pela execução da pena analise os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos” (HC nº 107.904/SC, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/11); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS. DECISÃO QUE INDEFERE O BENEFÍCIO AO RECORRENTE COM BASE NA QUANTIDADE DA DROGA E NA FORMA DE ACONDICIONAMENTO: POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é de não ser possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita. Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4º, da Lei nº 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC nº 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4º do art. 33 e do art. 42, ambos da Lei nº 11.343/06. 3. A dosimetria levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as circunstâncias previstas no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 e estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo responsável pela execução da pena analise os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos” (HC nº 107.904/SC, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/11); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4º, DA LEI 11.343/06. DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS. DECISÃO QUE INDEFERE O BENEFÍCIO AO RECORRENTE COM BASE NA QUANTIDADE DA DROGA E NA FORMA DE ACONDICIONAMENTO: POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é de não ser possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4º, da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime 5 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar criando uma nova lei que conteria o mais benéfico de cada qual das leis. Precedentes. 2. Na espécie, os fatos que ensejaram a não-aplicação da causa de diminuição prevista na nova Lei de Tóxicos (quantidade da droga e forma de acondicionamento) são hígidos e suficientes para atestar a dedicação do Recorrente às atividades criminosas. 3. A conduta social do agente, o concurso eventual de pessoas, a receptação, os apetrechos relacionados ao tráfico, a quantidade de droga e as situações de maus antecedentes exemplificam situações caracterizadoras de atividades criminosas. 4. O habeas corpus não é prestante para revisar os elementos de prova invocados pelas instâncias de mérito a refutar a aplicação da causa de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento.” (RHC nº 94.806/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/4/10); “Habeas corpus: descabimento: alegações de inexistência das qualificadoras acertadas nas instâncias de mérito e de excessiva majoração da pena, dada a incorreta valoração de circunstâncias judiciais, que, como deduzidas, não prescindem do reexame de fatos e provas” (HC nº 87.684/AM, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/8/06). No caso concreto, considerou-se, ainda, o fato de ter sido apreendido estupefaciente com alto poder destrutivo, ponderando-se, inegavelmente, sobre as graves consequências do crime para a sociedade e sobre sua natureza, conforme preconiza o art. 42 da Lei nº 11.343/06. A Lei nº 11.343/06 assim dispõe: “Art. 33. (...) § 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar criando uma nova lei que conteria o mais benéfico de cada qual das leis. Precedentes. 2. Na espécie, os fatos que ensejaram a não-aplicação da causa de diminuição prevista na nova Lei de Tóxicos (quantidade da droga e forma de acondicionamento) são hígidos e suficientes para atestar a dedicação do Recorrente às atividades criminosas. 3. A conduta social do agente, o concurso eventual de pessoas, a receptação, os apetrechos relacionados ao tráfico, a quantidade de droga e as situações de maus antecedentes exemplificam situações caracterizadoras de atividades criminosas. 4. O habeas corpus não é prestante para revisar os elementos de prova invocados pelas instâncias de mérito a refutar a aplicação da causa de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4º, da Lei n. 11.343/2006. 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento.” (RHC nº 94.806/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/4/10); “Habeas corpus: descabimento: alegações de inexistência das qualificadoras acertadas nas instâncias de mérito e de excessiva majoração da pena, dada a incorreta valoração de circunstâncias judiciais, que, como deduzidas, não prescindem do reexame de fatos e provas” (HC nº 87.684/AM, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/8/06). No caso concreto, considerou-se, ainda, o fato de ter sido apreendido estupefaciente com alto poder destrutivo, ponderando-se, inegavelmente, sobre as graves consequências do crime para a sociedade e sobre sua natureza, conforme preconiza o art. 42 da Lei nº 11.343/06. A Lei nº 11.343/06 assim dispõe: “Art. 33. (...) § 4º Nos delitos definidos no caput e no § 1º deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às 6 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Embora as instâncias antecedentes tenham reconhecido as condições favoráveis do paciente, destacando a sua primariedade e os seus bons antecedentes, optaram por fixar e manter a redução no grau intermediário previsto em lei, ou seja, em 1/3 (um terço). Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no patamar que entender necessário e suficiente para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. No caso concreto, como bem ressaltado no parecer do Ministério Público Federal, não só a quantidade e a qualidade dos entorpecentes apreendidos, mas todas as circunstâncias especiais que contextualizaram o tráfico, levaram a um juízo de envolvimento do paciente em atividades criminosas, o que, a meu ver, até mesmo obstaria o reconhecimento da figura privilegiada, o que, todavia, ante a ausência de recurso pela acusação em momento adequado, restou precluso, não cabendo ser revisto em sede de impetração da habeas pelo réu. Vide: “11. Inexiste constrangimento ilegal a ser sanado em habeas corpus se a majoração da pena-base acima do mínimo legal foi devidamente motivada pelo julgador. Esses os termos da sentença na parte em que fixou a pena: A culpabilidade restou devidamente comprovada, tendo em vista que o réu tinha plena consciência que a conduta a qual praticava era ilícita, sendo o grau de reprovabilidade elevado; os antecedentes não registram condenação anterior; a personalidade não pode ser aferida pelos elementos colhidos nos autos, pois não há exame técnico sobre o assunto; a conduta social não ficou esclarecida; os motivos do crime não favorecem; as 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Embora as instâncias antecedentes tenham reconhecido as condições favoráveis do paciente, destacando a sua primariedade e os seus bons antecedentes, optaram por fixar e manter a redução no grau intermediário previsto em lei, ou seja, em 1/3 (um terço). Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no patamar que entender necessário e suficiente para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. No caso concreto, como bem ressaltado no parecer do Ministério Público Federal, não só a quantidade e a qualidade dos entorpecentes apreendidos, mas todas as circunstâncias especiais que contextualizaram o tráfico, levaram a um juízo de envolvimento do paciente em atividades criminosas, o que, a meu ver, até mesmo obstaria o reconhecimento da figura privilegiada, o que, todavia, ante a ausência de recurso pela acusação em momento adequado, restou precluso, não cabendo ser revisto em sede de impetração da habeas pelo réu. Vide: “11. Inexiste constrangimento ilegal a ser sanado em habeas corpus se a majoração da pena-base acima do mínimo legal foi devidamente motivada pelo julgador. Esses os termos da sentença na parte em que fixou a pena: A culpabilidade restou devidamente comprovada, tendo em vista que o réu tinha plena consciência que a conduta a qual praticava era ilícita, sendo o grau de reprovabilidade elevado; os antecedentes não registram condenação anterior; a personalidade não pode ser aferida pelos elementos colhidos nos autos, pois não há exame técnico sobre o assunto; a conduta social não ficou esclarecida; os motivos do crime não favorecem; as 7 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES circunstâncias também não são favoráveis, considerando o tempo, lugar e a maneira de agir; as consequências são inerentes ao tipo; o comportamento da vítima em sendo a sociedade, resta prejudicado; e a condição econômica não é boa. Considerando ainda o disposto no artigo 42 da Lei 11.343/06, as circunstâncias dos fatos, a natureza e a quantidade da substância apreendida fixo a pena base em 05 (cinco) anos e 09 (nove) meses de reclusão e em 500 (quinhentos) dias de multa; militando em prol do réu a atenuante da idade, reduzo 03 (três) meses de reclusão. Não há agravante; tomando como norteador as circunstâncias acima, considerando a culpabilidade do réu, bem como levando em conta a natureza, a quantidade e a potencialidade lesiva dos entorpecentes, aplico a causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, §4º, da Lei 11.343/06, à razão de 1/3 (um terço). Não só pela quantidade e potencialidade lesiva dos entorpecentes apreendidos, mas também em razão do lugar e da maneira de agir, indicando que o réu fazia parte da estrutura do tráfico de drogas, atuando como os chamados ‘soldados’ ou ‘vapores’, a redução da pena deve ser menor. Inexiste causa de aumento de pena, razão pela qual torno o apenamento, em definitivo, EM 03 (TRÊS) ANOS E 08 (OITO) MESES DE RECLUSÃO E EM 333 (TREZENTOS E TRINTA E TRÊS) DIAS DE MULTA fixada à razão de 1/30 (um trinta avos) do valor do salário mínimo vigente na data do fato, a ser paga em dez dias do trânsito em julgado da sentença, por entender ser necessário e suficiente para a prevenção e reprovação do delito. 12. Como se vê, a fixação da pena base acima do mínimo legal foi respaldada na presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao paciente, não havendo desproporção na pena que, diante de tais circunstâncias, podendo variar entre 5 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES circunstâncias também não são favoráveis, considerando o tempo, lugar e a maneira de agir; as consequências são inerentes ao tipo; o comportamento da vítima em sendo a sociedade, resta prejudicado; e a condição econômica não é boa. Considerando ainda o disposto no artigo 42 da Lei 11.343/06, as circunstâncias dos fatos, a natureza e a quantidade da substância apreendida fixo a pena base em 05 (cinco) anos e 09 (nove) meses de reclusão e em 500 (quinhentos) dias de multa; militando em prol do réu a atenuante da idade, reduzo 03 (três) meses de reclusão. Não há agravante; tomando como norteador as circunstâncias acima, considerando a culpabilidade do réu, bem como levando em conta a natureza, a quantidade e a potencialidade lesiva dos entorpecentes, aplico a causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, §4º, da Lei 11.343/06, à razão de 1/3 (um terço). Não só pela quantidade e potencialidade lesiva dos entorpecentes apreendidos, mas também em razão do lugar e da maneira de agir, indicando que o réu fazia parte da estrutura do tráfico de drogas, atuando como os chamados ‘soldados’ ou ‘vapores’, a redução da pena deve ser menor. Inexiste causa de aumento de pena, razão pela qual torno o apenamento, em definitivo, EM 03 (TRÊS) ANOS E 08 (OITO) MESES DE RECLUSÃO E EM 333 (TREZENTOS E TRINTA E TRÊS) DIAS DE MULTA fixada à razão de 1/30 (um trinta avos) do valor do salário mínimo vigente na data do fato, a ser paga em dez dias do trânsito em julgado da sentença, por entender ser necessário e suficiente para a prevenção e reprovação do delito. 12. Como se vê, a fixação da pena base acima do mínimo legal foi respaldada na presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao paciente, não havendo desproporção na pena que, diante de tais circunstâncias, podendo variar entre 5 8 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES (cinco) e 15 (quinze) anos, dista de seu mínimo legal em apenas 9 (nove) meses. 13. Além disso, cuidando-se de tráfico de drogas, deve ser considerada, com preponderância sobre as circunstâncias do art. 59 do CPB, a natureza e a quantidade da droga apreendida, conforme determina o art. 42 da Lei 11.343/06. Na hipótese, foram apreendidas 425 g (quatrocentos e vinte e cinco gramas) de maconha, 13,6 g (treze gramas e seis decigramas) de cocaína e 1,5 (um grama e cinco decigramas) de crack, que demonstram o dolo intenso do paciente, o que também autoriza a exasperação da pena acima do mínimo legal. 14. Por outro lado, quanto à fração de incidência da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, §4º da Lei 11.343/2006, tem-se que as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, quando o réu é primário, ostentar bons antecedentes e não integrar organização criminosa. De acordo com a doutrina, na escolha da fração deve o magistrado pautar-se pelos critérios do art. 59 do Código Penal. Nesse sentido, o magistério de Guilherme de Souza Nucci: ‘Critérios para diminuição da pena: o legislador não estipulou quais seriam, apenas mencionando o dever do magistrado reduzir a pena de um sexto a dois terços. Cremos que, como sempre, deve o julgador pautar-se pelos elementos do art. 59 do Código Penal, com a especial atenção lançada pelo art. 42 desta Lei: “o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade de substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente.’ 15. O juízo, considerando as circunstâncias judiciais desfavoráveis, a quantidade e espécie das drogas comercializadas pelo paciente – cocaína, maconha e crack – e, ainda, o lugar e a maneira de agir, decidiu, fundamentadamente, pela incidência da causa de diminuição na fração de 1/3. 16. Nenhuma correção, portanto, merece a sentença, ante o 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES (cinco) e 15 (quinze) anos, dista de seu mínimo legal em apenas 9 (nove) meses. 13. Além disso, cuidando-se de tráfico de drogas, deve ser considerada, com preponderância sobre as circunstâncias do art. 59 do CPB, a natureza e a quantidade da droga apreendida, conforme determina o art. 42 da Lei 11.343/06. Na hipótese, foram apreendidas 425 g (quatrocentos e vinte e cinco gramas) de maconha, 13,6 g (treze gramas e seis decigramas) de cocaína e 1,5 (um grama e cinco decigramas) de crack, que demonstram o dolo intenso do paciente, o que também autoriza a exasperação da pena acima do mínimo legal. 14. Por outro lado, quanto à fração de incidência da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, §4º da Lei 11.343/2006, tem-se que as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, quando o réu é primário, ostentar bons antecedentes e não integrar organização criminosa. De acordo com a doutrina, na escolha da fração deve o magistrado pautar-se pelos critérios do art. 59 do Código Penal. Nesse sentido, o magistério de Guilherme de Souza Nucci: ‘Critérios para diminuição da pena: o legislador não estipulou quais seriam, apenas mencionando o dever do magistrado reduzir a pena de um sexto a dois terços. Cremos que, como sempre, deve o julgador pautar-se pelos elementos do art. 59 do Código Penal, com a especial atenção lançada pelo art. 42 desta Lei: “o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade de substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente.’ 15. O juízo, considerando as circunstâncias judiciais desfavoráveis, a quantidade e espécie das drogas comercializadas pelo paciente – cocaína, maconha e crack – e, ainda, o lugar e a maneira de agir, decidiu, fundamentadamente, pela incidência da causa de diminuição na fração de 1/3. 16. Nenhuma correção, portanto, merece a sentença, ante o 9 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES desvalor acentuado da conduta. Assim, podendo o redutor variar de 1/6 a 2/3, é razoável e proporcional a sua estipulação em 1/3 (um terço) quando as circunstâncias se mostram desfavoráveis. 17. Por fim, não há falar em bis in idem no caso dos autos. Da análise da sentença, observa-se que a quantidade de droga não foi o único critério utilizado pelo magistrado para não aplicar a fração de redução em seu percentual máximo. Confira- se: Não só pela quantidade e potencialidade lesiva dos entorpecentes apreendidos, mas também em razão do lugar e da maneira de agir, indicando que o réu fazia parte da estrutura do tráfico de drogas, atuando como os chamados ‘soldados’ ou ‘vapores’, a redução da pena deve ser menor. 18. A escolha do percentual de redução da pena considerou o modus operandi do paciente. Assim, em face das peculiaridades do caso, a manutenção da fração de redução em 1/3 é de rigor. Nesse sentido, confira-se o precedente dessa Suprema Corte. Habeas Corpus. Tráfico de drogas e receptação (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06 e art. 180, caput, do Código Penal). Aplicação da causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 no quantum de 1/6. Decisão suficientemente fundamentada. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. O juiz de primeiro grau não utilizou as mesmas circunstâncias judiciais como fundamento de mais de uma fase da dosimetria da pena, não havendo que se falar, portanto, na ocorrência de bis in idem. O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no quantum reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto. Ordem denegada. (HC 99440, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ de 16-05- 2011)” (fls. 6/8 do anexo de instrução 9). 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES desvalor acentuado da conduta. Assim, podendo o redutor variar de 1/6 a 2/3, é razoável e proporcional a sua estipulação em 1/3 (um terço) quando as circunstâncias se mostram desfavoráveis. 17. Por fim, não há falar em bis in idem no caso dos autos. Da análise da sentença, observa-se que a quantidade de droga não foi o único critério utilizado pelo magistrado para não aplicar a fração de redução em seu percentual máximo. Confira- se: Não só pela quantidade e potencialidade lesiva dos entorpecentes apreendidos, mas também em razão do lugar e da maneira de agir, indicando que o réu fazia parte da estrutura do tráfico de drogas, atuando como os chamados ‘soldados’ ou ‘vapores’, a redução da pena deve ser menor. 18. A escolha do percentual de redução da pena considerou o modus operandi do paciente. Assim, em face das peculiaridades do caso, a manutenção da fração de redução em 1/3 é de rigor. Nesse sentido, confira-se o precedente dessa Suprema Corte. Habeas Corpus. Tráfico de drogas e receptação (art. 33, caput, da Lei nº 11.343/06 e art. 180, caput, do Código Penal). Aplicação da causa de diminuição de pena prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 no quantum de 1/6. Decisão suficientemente fundamentada. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. O juiz de primeiro grau não utilizou as mesmas circunstâncias judiciais como fundamento de mais de uma fase da dosimetria da pena, não havendo que se falar, portanto, na ocorrência de bis in idem. O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4º do art. 33 da Lei nº 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no quantum reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto. Ordem denegada. (HC 99440, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ de 16-05- 2011)” (fls. 6/8 do anexo de instrução 9). 10 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES O mesmo ocorre quanto à pretendida substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, uma vez que, em consonância com o que decidido pelo Tribunal a quo, “conquanto haja o preenchimento do requisito objetivo, conforme dito alhures, foram reconhecidas circunstâncias desfavoráveis ao recorrente, afastando, assim, a satisfação do inc. III, do art. 44, do CP” (fl. 30 do anexo de instrução 3). Em relação ao regime prisional inicial imposto, contudo, vislumbro, a possibilidade de concessão de ordem de ofício. Da decisão emanada da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo colhem-se as seguintes considerações sobre o tema: “Por derradeiro, malgrado a quantidade de reprimenda aplicada autorize a inclusão do réu no regime semiaberto para o cumprimento da pena, filio-me à corrente que preserva a previsão do regime de inicial fechado contida no art. 2º, §1º, da Lei nº 8.072/90, vez que a jurisprudência dos tribunais superiores ainda não é firme quanto à superação de tal determinação legal, contando com o posicionamento divergente no Supremo Tribunal de Justiça e julgado inédito no âmbito de uma das Turmas do Supremo Tribunal Federal, o que – ao menos até que a questão não seja pacificada junto às mencionadas Cortes – Impõe a observância do texto legal.” (fl. 30 do anexo de instrução 3). Esta Corte Constitucional, no julgamento do HC nº 108.840/ES, de minha relatoria, removeu o óbice constante do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 11.464/07, o qual determinava que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“, declarando, de forma incidental, a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado, de modo a fazer-se necessária a devida 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES O mesmo ocorre quanto à pretendida substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, uma vez que, em consonância com o que decidido pelo Tribunal a quo, “conquanto haja o preenchimento do requisito objetivo, conforme dito alhures, foram reconhecidas circunstâncias desfavoráveis ao recorrente, afastando, assim, a satisfação do inc. III, do art. 44, do CP” (fl. 30 do anexo de instrução 3). Em relação ao regime prisional inicial imposto, contudo, vislumbro, a possibilidade de concessão de ordem de ofício. Da decisão emanada da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo colhem-se as seguintes considerações sobre o tema: “Por derradeiro, malgrado a quantidade de reprimenda aplicada autorize a inclusão do réu no regime semiaberto para o cumprimento da pena, filio-me à corrente que preserva a previsão do regime de inicial fechado contida no art. 2º, §1º, da Lei nº 8.072/90, vez que a jurisprudência dos tribunais superiores ainda não é firme quanto à superação de tal determinação legal, contando com o posicionamento divergente no Supremo Tribunal de Justiça e julgado inédito no âmbito de uma das Turmas do Supremo Tribunal Federal, o que – ao menos até que a questão não seja pacificada junto às mencionadas Cortes – Impõe a observância do texto legal.” (fl. 30 do anexo de instrução 3). Esta Corte Constitucional, no julgamento do HC nº 108.840/ES, de minha relatoria, removeu o óbice constante do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 11.464/07, o qual determinava que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“, declarando, de forma incidental, a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado, de modo a fazer-se necessária a devida 11 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES análise do regime prisional inicial adequado ao caso. Ante o exposto, declaro extinta a impetração, em face da inadequação da via eleita. Concedo, porém, ordem de ofício para determinar ao Juízo da 5ª Vara Criminal e VEPEMA de Vitória/ES que fixe, à vista do que dispõe o art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, o regime inicial condizente. É como voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES análise do regime prisional inicial adequado ao caso. Ante o exposto, declaro extinta a impetração, em face da inadequação da via eleita. Concedo, porém, ordem de ofício para determinar ao Juízo da 5ª Vara Criminal e VEPEMA de Vitória/ES que fixe, à vista do que dispõe o art. 33, §§ 2º e 3º, do Código Penal, o regime inicial condizente. É como voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.721 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : LEONARDO RODRIGUES BRITO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506364 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.721 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : LEONARDO RODRIGUES BRITO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506364 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3600615
2013-03-05T00:00:00
2013-04-05T00:00:00
A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 5.3.2013.
HABEAS CORPUS
EMENTA Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Ocorrência. Crime hediondo ou equiparado (art. 2º da Lei nº 8.072/90). Não obrigatoriedade de fixação do regime prisional inicial fechado. Declaração incidental de inconstitucionalidade. Writ extinto por inadequação da via eleita. Ordem, porém, concedida de ofício. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC nº 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. 2. Nada impede, entretanto, que a Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da CF), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. 3. A Corte Constitucional, no julgamento do HC nº 108.840/ES, de minha relatoria, removeu o óbice constante do § 1º do art. 2º da Lei nº 8.072/90, com a redação dada pela Lei nº 11.464/07, o qual determinava que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“, declarando, de forma incidental, a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado. 4. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual eleita, com a concessão, porém, de ordem de ofício.
sjur227476
- Acórdão(s) citado(s): (HABEAS CORPUS, SUBSTITUIÇÃO, RECURSO ORDINÁRIO) HC 109956 (1ªT), HC 108715 (1ªT). (HABEAS CORPUS, APRECIAÇÃO, CIRCUNSTÂNCIA JUDICIAL DESFAVORÁVEL) HC 92956 (1ªT), HC 107904 (1ªT), RHC 94806 (1ªT), HC 87684 (1ªT). - Decisão monocrática citada: (REGIME INICIAL DE CUMPRIMENTO DE PENA, LEI DOS CRIMES DE HEDIONDOS) HC 111840. - Veja HC 222319 do STJ. Número de páginas: 18. Análise: 29/04/2013, SEV. Revisão: 20/05/2013, MMR.
DIAS TOFFOLI
Primeira Turma
112721
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00002 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n", "LEG-FED DEL-002848 ANO-1940\r\n ART-00033 PAR-00002 PAR-00003 ART-00044 INC-00003\r\n CP-1940 CÓDIGO PENAL\r\n", "LEG-FED LEI-008072 ANO-1990\r\n ART-00002 PAR-00001 REDAÇÃO DADA PELA LEI-11464/2007\r\n LCH-1990 LEI DE CRIMES HEDIONDOS\r\n", "LEG-FED LEI-011343 ANO-2006\r\n ART-00033 PAR-00004 ART-00042 \r\n LTX-2006 LEI DE TÓXICOS\r\n", "LEG-FED LEI-011464 ANO-2007\r\n LEI ORDINÁRIA" ]
HC
acordaos
HC 112721
[ "" ]
PACTE.(S) : LEONARDO RODRIGUES BRITO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.721 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LEONARDO RODRIGUES BRITO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA Habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional. Artigo 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal. Inadequação da via eleita ao caso concreto. Precedente da Primeira Turma. Flexibilização circunscrita às hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Ocorrência. Crime hediondo ou equiparado (art. 2... da Lei n 8.072/90). Não obrigatoriedade de fixação do regime prisional inicial fechado. Declaração incidental de inconstitucionalidade. Writ extinto por inadequação da via eleita. Ordem, porém, concedida de ofício. 1. Impetração manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, a qual esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC n 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. 2. Nada impede, entretanto, que a Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal de 1988), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. 3. A Corte Constitucional, no julgamento do HC n 108.840/ES, de minha relatoria, removeu o óbice constante do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90, com a redação dada pela Lei n 11.464/07, o qual determinava Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571593. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 18 Ementa e Acórdão HC 112721 / ES que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“, declarando, de forma incidental, a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado. 4. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual eleita, com a concessão, porém, de ordem de ofício. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da via processual. Acordam, entretanto, os Ministros, em conceder a ordem de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571593. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“, declarando, de forma incidental, a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado. 4. Habeas corpus extinto, por inadequação da via processual eleita, com a concessão, porém, de ordem de ofício. ACÓRDÃO Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em julgar extinta a ordem de habeas corpus, por inadequação da via processual. Acordam, entretanto, os Ministros, em conceder a ordem de ofício, nos termos do voto do Relator. Brasília, 5 de março de 2013. MINISTRO DIAS TOFFOLI Relator 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571593. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 18 Relatório 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.721 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LEONARDO RODRIGUES BRITO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo em favor de Leonardo Rodrigues Brito. Aponta a defesa como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 222.319/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro Gilson Dipp. Sustenta a impetrante que “a quantidade de droga apreendida não foi expressiva, o que autoriza um tratamento diferenciado do paciente, sobretudo em relação ao redutor de pena previsto na Lei de Drogas. Nesse sentido, data venia, não há se falar em quantidade de drogas a justificar a não aplicação do redutor máximo previsto na terceira fase de aplicação da pena (§4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas))” (fls. 4/5 da inicial). Em abono a esses argumentos, aduz que “o Supremo Tribunal Federal tem entendido que a quantidade de droga apreendida deve ser sopesada na primeira fase de aplicação da pena, não podendo servir de fundamento, sob pena de bis in idem, quando da análise do §4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas)” (fl. 5 da inicial). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571591. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.721 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) :LEONARDO RODRIGUES BRITO IMPTE.(S) :DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) :DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COATOR(A/S)(ES) :SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA RELATÓRIO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Habeas corpus, com pedido de liminar, impetrado pela Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo em favor de Leonardo Rodrigues Brito. Aponta a defesa como autoridade coatora a Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 222.319/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro Gilson Dipp. Sustenta a impetrante que “a quantidade de droga apreendida não foi expressiva, o que autoriza um tratamento diferenciado do paciente, sobretudo em relação ao redutor de pena previsto na Lei de Drogas. Nesse sentido, data venia, não há se falar em quantidade de drogas a justificar a não aplicação do redutor máximo previsto na terceira fase de aplicação da pena (§4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas))” (fls. 4/5 da inicial). Em abono a esses argumentos, aduz que “o Supremo Tribunal Federal tem entendido que a quantidade de droga apreendida deve ser sopesada na primeira fase de aplicação da pena, não podendo servir de fundamento, sob pena de bis in idem, quando da análise do §4... do art. 33 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas)” (fl. 5 da inicial). Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 18 Relatório HC 112721 / ES Afirma que, “por se tratar de paciente primário e de bons antecedentes e que não se dedica a atividades criminosas nem integra qualquer organização criminosa, merece ser beneficiado com a redução máxima de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06” (fl. 6 da inicial). Reclama, ainda, que deixou o juízo de piso de substituir a pena privativa de liberdade, fixada em 3 (três) anos e 8 (oito) meses de reclusão em regime fechado, pela pena restritiva de direitos. Assevera ser possível a substituição no caso, pois “o paciente preenche todos os requisitos objetivos e subjetivos da substituição: (1) considerando a pena-base no mínimo legal, bem como a aplicação da causa de diminuição de pena em seu grau mais elevado ou próximo a ele, prevalecerá uma privação de liberdade não superior a 04 (quatro) anos; (2) o crime não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa; (3) o paciente não é reincidente; (4) as circunstâncias judiciais, quais sejam, a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias, indicam que a substituição é conveniente (tanto é que a pena-base foi aplicada próxima do mínimo legal)” (fl. 7 da inicial). Mais adiante, defende a possibilidade de que seja estabelecido o regime inicial aberto para início do cumprimento de sua pena privativa de liberdade, nos termos do art. 33, § 2..., alínea ‘c’, do Código Penal. Requer o deferimento da liminar para que “seja autorizado o cumprimento em regime aberto da reprimenda imposta ao paciente” e, no mérito, pede a concessão da ordem para que “seja aplicada a causa de diminuição prevista no §4... do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571591. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES Afirma que, “por se tratar de paciente primário e de bons antecedentes e que não se dedica a atividades criminosas nem integra qualquer organização criminosa, merece ser beneficiado com a redução máxima de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei 11.343/06” (fl. 6 da inicial). Reclama, ainda, que deixou o juízo de piso de substituir a pena privativa de liberdade, fixada em 3 (três) anos e 8 (oito) meses de reclusão em regime fechado, pela pena restritiva de direitos. Assevera ser possível a substituição no caso, pois “o paciente preenche todos os requisitos objetivos e subjetivos da substituição: (1) considerando a pena-base no mínimo legal, bem como a aplicação da causa de diminuição de pena em seu grau mais elevado ou próximo a ele, prevalecerá uma privação de liberdade não superior a 04 (quatro) anos; (2) o crime não foi cometido com violência ou grave ameaça à pessoa; (3) o paciente não é reincidente; (4) as circunstâncias judiciais, quais sejam, a culpabilidade, os antecedentes, a conduta social e a personalidade do condenado, bem como os motivos e as circunstâncias, indicam que a substituição é conveniente (tanto é que a pena-base foi aplicada próxima do mínimo legal)” (fl. 7 da inicial). Mais adiante, defende a possibilidade de que seja estabelecido o regime inicial aberto para início do cumprimento de sua pena privativa de liberdade, nos termos do art. 33, § 2..., alínea ‘c’, do Código Penal. Requer o deferimento da liminar para que “seja autorizado o cumprimento em regime aberto da reprimenda imposta ao paciente” e, no mérito, pede a concessão da ordem para que “seja aplicada a causa de diminuição prevista no §4... do 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 18 Relatório HC 112721 / ES art. 33 da Lei 11.343/06, considerada em seu patamar máximo (2/3), bem como (…) seja fixado o regime prisional aberto para cumprimento da pena e, via de consequência, [seja] substituída a pena privativa de liberdade por reprimenda restritiva de direitos, como quer o art. 44 do Código Penal” (fl. 11 da inicial – destaques do autor). Em 15/3/12, indeferi o pedido liminar e, estando o writ devidamente instruído com as peças necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as informações da autoridade apontada como coatora. Encaminhados os autos ao Ministério Público Federal, opinou a ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques pelo não conhecimento da impetração e, no mérito, pela denegação da ordem (anexo de instrução 9). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571591. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES art. 33 da Lei 11.343/06, considerada em seu patamar máximo (2/3), bem como (…) seja fixado o regime prisional aberto para cumprimento da pena e, via de consequência, [seja] substituída a pena privativa de liberdade por reprimenda restritiva de direitos, como quer o art. 44 do Código Penal” (fl. 11 da inicial – destaques do autor). Em 15/3/12, indeferi o pedido liminar e, estando o writ devidamente instruído com as peças necessárias à perfeita compreensão da controvérsia, dispensei as informações da autoridade apontada como coatora. Encaminhados os autos ao Ministério Público Federal, opinou a ilustre Subprocuradora-Geral da República Dra. Cláudia Sampaio Marques pelo não conhecimento da impetração e, no mérito, pela denegação da ordem (anexo de instrução 9). É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571591. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.721 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 222.319/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro Gilson Dipp. Narra a impetrante, na inicial, que “(...) [o] Ministério Público do Estado do Espírito Santo ofereceu denúncia em desfavor de LEONARDO RODRIGUES BRITO, ora paciente, imputando-lhe o crime previsto no art. 33, ‘caput’, c/c o art. 40, inc. VI, ambos da Lei 11.343/06 (denúncia anexa). O paciente foi ao final condenado pela 4... Vara Criminal da Comarca de Vitória/ES a uma pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime fechado (sentença anexa). Insatisfeito com a decisão de 1... instância, o paciente interpôs recurso de apelação. Contudo, optou a Primeira Câmara Criminal do TJES por negar provimento ao apelo interposto pela Defensoria Pública (acórdão anexo). (…) Diante de tal quadro, a Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo impetrou ‘habeas corpus’ perante do Superior Tribunal de Justiça, que entendeu por bem denegar a ordem (...)” (fl. 2/3 da inicial – grifos do autor). Transcrevo o teor da ementa do acórdão ora questionado: “PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA PENA. DECRETO CONDENATÓRIO TRANSITADO EM JULGADO. IMPETRAÇÃO QUE DEVE SER Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 PRIMEIRA TURMA HABEAS CORPUS 112.721 ESPÍRITO SANTO VOTO O SENHOR MINISTRO DIAS TOFFOLI (RELATOR): Conforme relatado, volta-se esta impetração contra ato da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça, que denegou a ordem no HC n 222.319/ES impetrado àquela Corte, Relator o Ministro Gilson Dipp. Narra a impetrante, na inicial, que “(...) [o] Ministério Público do Estado do Espírito Santo ofereceu denúncia em desfavor de LEONARDO RODRIGUES BRITO, ora paciente, imputando-lhe o crime previsto no art. 33, ‘caput’, c/c o art. 40, inc. VI, ambos da Lei 11.343/06 (denúncia anexa). O paciente foi ao final condenado pela 4... Vara Criminal da Comarca de Vitória/ES a uma pena de 03 (três) anos e 08 (oito) meses de reclusão, em regime fechado (sentença anexa). Insatisfeito com a decisão de 1... instância, o paciente interpôs recurso de apelação. Contudo, optou a Primeira Câmara Criminal do TJES por negar provimento ao apelo interposto pela Defensoria Pública (acórdão anexo). (…) Diante de tal quadro, a Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo impetrou ‘habeas corpus’ perante do Superior Tribunal de Justiça, que entendeu por bem denegar a ordem (...)” (fl. 2/3 da inicial – grifos do autor). Transcrevo o teor da ementa do acórdão ora questionado: “PENAL. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. DOSIMETRIA DA PENA. DECRETO CONDENATÓRIO TRANSITADO EM JULGADO. IMPETRAÇÃO QUE DEVE SER Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES COMPREENDIDA DENTRO DOS LIMITES RECURSAIS. ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. REDUÇÃO EM 1/3 FUNDAMENTADA. REGIME PRISIONAL FECHADO. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE, NULIDADE ABSOLUTA OU TERATOLOGIA A SER SANADA. ORDEM DENEGADA. I. Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos recursos cabíveis – ou incidentalmente como salvaguarda de possíveis liberdades em perigo - crescentemente fora de sua inspiração originária tenha sido muito alargado pelos Tribunais, há certos limites a serem respeitados, em homenagem à própria Constituição, devendo a impetração ser compreendida dentro dos limites da racionalidade recursal preexistente e coexistente para que não se perca a razão lógica e sistemática dos recursos ordinários, e mesmo dos excepcionais, por uma irrefletida banalização e vulgarização do habeas corpus. II. Precedentes do Supremo Tribunal Federal (Medida Cautelar no Mandado de Segurança n 28.524/DF (decisão de 22/12/2009, DJE n 19, divulgado em 01/02/2010, Rel. Ministro Gilmar Mendes e HC n 104.767/BA, DJ 17/08/2011, Rel. Min. Luiz Fux), nos quais se firmou o entendimento da ‘inadequação da via do habeas corpus para revolvimento de matéria de fato já decidida por sentença e acórdão de mérito e para servir como sucedâneo recursal’. III. Na hipótese, a condenação transitou em julgado e a impetrante não se insurgiu quanto à eventual ofensa aos dispositivos da legislação federal, em sede de recurso especial, buscando o revolvimento dos fundamentos exarados nas instâncias ordinárias quanto à dosimetria da pena imposta, preferindo a utilização do writ, em substituição aos recursos ordinariamente previstos no ordenamento jurídico. IV. O reexame da dosimetria em sede de mandamus somente é possível quando evidenciado eventual desacerto na consideração de circunstância judicial, errônea aplicação do método trifásico ou violação a literal dispositivo da norma, acarretando flagrante ilegalidade. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES COMPREENDIDA DENTRO DOS LIMITES RECURSAIS. ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. REDUÇÃO EM 1/3 FUNDAMENTADA. REGIME PRISIONAL FECHADO. INEXISTÊNCIA DE FLAGRANTE ILEGALIDADE, NULIDADE ABSOLUTA OU TERATOLOGIA A SER SANADA. ORDEM DENEGADA. I. Conquanto o uso do habeas corpus em substituição aos recursos cabíveis – ou incidentalmente como salvaguarda de possíveis liberdades em perigo - crescentemente fora de sua inspiração originária tenha sido muito alargado pelos Tribunais, há certos limites a serem respeitados, em homenagem à própria Constituição, devendo a impetração ser compreendida dentro dos limites da racionalidade recursal preexistente e coexistente para que não se perca a razão lógica e sistemática dos recursos ordinários, e mesmo dos excepcionais, por uma irrefletida banalização e vulgarização do habeas corpus. II. Precedentes do Supremo Tribunal Federal (Medida Cautelar no Mandado de Segurança n 28.524/DF (decisão de 22/12/2009, DJE n 19, divulgado em 01/02/2010, Rel. Ministro Gilmar Mendes e HC n 104.767/BA, DJ 17/08/2011, Rel. Min. Luiz Fux), nos quais se firmou o entendimento da ‘inadequação da via do habeas corpus para revolvimento de matéria de fato já decidida por sentença e acórdão de mérito e para servir como sucedâneo recursal’. III. Na hipótese, a condenação transitou em julgado e a impetrante não se insurgiu quanto à eventual ofensa aos dispositivos da legislação federal, em sede de recurso especial, buscando o revolvimento dos fundamentos exarados nas instâncias ordinárias quanto à dosimetria da pena imposta, preferindo a utilização do writ, em substituição aos recursos ordinariamente previstos no ordenamento jurídico. IV. O reexame da dosimetria em sede de mandamus somente é possível quando evidenciado eventual desacerto na consideração de circunstância judicial, errônea aplicação do método trifásico ou violação a literal dispositivo da norma, acarretando flagrante ilegalidade. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES V. Na sistemática da novel Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), a natureza e a quantidade de entorpecente apreendido passaram a preponderar sobre as circunstâncias do art. 59 do Código Penal, quando da fixação da pena-base, bem como ao se definir o quantum de redução de pena pela incidência do art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), não havendo que se falar em bis in idem. VI. Tendo o delito sido praticado após o advento da Lei 11.467/07, o regime prisional cabível aos apenados pela prática de crimes hediondos e daqueles a estes equiparados é o inicialmente fechado. I. Ordem denegada, nos termos do voto do Relator” (fl. 1 do anexo 5). Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ. De início, ressalto que há óbice jurídico-processual ao conhecimento do habeas corpus. No caso, a impetração foi manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, o que esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC n 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. Segundo aquele dispositivo constitucional, compete a este Supremo Tribunal julgar, em recurso ordinário, “o habeas-corpus, o mandado de segurança, o habeas-data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão”. Conforme expressamente consignado pelo eminente Relator naquela assentada, “o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea a, e 105, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES V. Na sistemática da novel Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), a natureza e a quantidade de entorpecente apreendido passaram a preponderar sobre as circunstâncias do art. 59 do Código Penal, quando da fixação da pena-base, bem como ao se definir o quantum de redução de pena pela incidência do art. 33, § 4..., da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), não havendo que se falar em bis in idem. VI. Tendo o delito sido praticado após o advento da Lei 11.467/07, o regime prisional cabível aos apenados pela prática de crimes hediondos e daqueles a estes equiparados é o inicialmente fechado. I. Ordem denegada, nos termos do voto do Relator” (fl. 1 do anexo 5). Essa é a razão pela qual se insurge a impetrante neste writ. De início, ressalto que há óbice jurídico-processual ao conhecimento do habeas corpus. No caso, a impetração foi manejada em substituição ao recurso ordinário constitucional prescrito no art. 102, inciso II, alínea a, da Carta da República, o que esbarra em decisão da Primeira Turma, que, em sessão extraordinária datada de 7/8/12, assentou, quando do julgamento do HC n 109.956/PR, Relator o Ministro Marco Aurélio, a inadmissibilidade do habeas corpus que tenha por objetivo substituir o recurso ordinário. Segundo aquele dispositivo constitucional, compete a este Supremo Tribunal julgar, em recurso ordinário, “o habeas-corpus, o mandado de segurança, o habeas-data e o mandado de injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se denegatória a decisão”. Conforme expressamente consignado pelo eminente Relator naquela assentada, “o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário, além de não estar abrangido pela garantia constante do inciso LXVIII do artigo 5... do Diploma Maior, não existindo sequer previsão legal, enfraquece este último documento, tornando-o desnecessário no que, nos artigos 102, inciso II, alínea a, e 105, 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES inciso II, alínea a, tem-se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por Tribunal Superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça” (HC n 108.715/RJ). Ressalvo meu entendimento pessoal, já consignado naquele julgamento, pelo cabimento do habeas corpus substitutivo em casos como este. Contudo, adoto o entendimento do colegiado e o aplico à espécie. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal de 1988), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não vislumbro, contudo, neste caso, essa possibilidade, no que toca à pretendida mitigação da pena aplicada ao paciente. No que tange ao reconhecimento da minorante, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC n 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida mitigação. Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes precedentes: “Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça. Incidência da Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal. Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES inciso II, alínea a, tem-se a previsão do recurso ordinário constitucional a ser manuseado, em tempo, para o Supremo, contra decisão proferida por Tribunal Superior indeferindo ordem, e para o Superior Tribunal de Justiça contra ato de Tribunal Regional Federal e de Tribunal de Justiça” (HC n 108.715/RJ). Ressalvo meu entendimento pessoal, já consignado naquele julgamento, pelo cabimento do habeas corpus substitutivo em casos como este. Contudo, adoto o entendimento do colegiado e o aplico à espécie. Nada impede, entretanto, que esta Suprema Corte, quando do manejo inadequado do habeas corpus como substitutivo (art. 102, inciso II, alínea a, da Constituição Federal de 1988), analise a questão de ofício nas hipóteses de flagrante ilegalidade, abuso de poder ou teratologia. Não vislumbro, contudo, neste caso, essa possibilidade, no que toca à pretendida mitigação da pena aplicada ao paciente. No que tange ao reconhecimento da minorante, a decisão questionada, além de estar suficientemente fundamentada, está em perfeita consonância com a jurisprudência desta Corte Suprema, no sentido de que, havendo a indicação de circunstâncias judiciais desfavoráveis pelas instâncias ordinárias, não é o habeas corpus a via adequada para ponderar, em concreto, a suficiência delas para a majoração da pena-base (HC n 92.956/SP, Primeira Turma, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJ de 25/4/08). Penso que o mesmo deva ocorrer na hipótese de pretendida mitigação. Perfilhando esse entendimento, destaco os seguintes precedentes: “Habeas corpus. Direito Penal e Processual Penal. Decisão indeferitória de liminar do Superior Tribunal de Justiça. Incidência da Súmula n 691 do Supremo Tribunal Federal. Superação. Possibilidade. Flagrante ilegalidade. Tráfico de entorpecentes privilegiado. Possibilidade de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 4 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita. Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC n 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4... do art. 33 e do art. 42, ambos da Lei n 11.343/06. 3. A dosimetria levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as circunstâncias previstas no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 e estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo responsável pela execução da pena analise os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos” (HC n 107.904/SC, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/11); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS. DECISÃO QUE INDEFERE O BENEFÍCIO AO RECORRENTE COM BASE NA QUANTIDADE DA DROGA E NA FORMA DE ACONDICIONAMENTO: POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é de não ser possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES Precedentes. Pretensão à redução da pena no patamar máximo legalmente admissível. Dosimetria. O reexame da dosimetria implicaria a análise de prova, vedada na via processual eleita. Precedentes. Ordem concedida. 1. Relativamente ao crime de tráfico de entorpecentes privilegiado (art. 33, § 4..., da Lei n 11.343/06), foi recentemente afastada pelo Plenário desta Suprema Corte, no HC n 97.256/RS (rel. Min. Ayres Britto, DJe de 16/12/10), a vedação contida no art. 44 da Lei de Tóxicos, com declaração incidental de inconstitucionalidade da proibição de substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. 2. O habeas corpus não é a via adequada para a análise de pedido de mitigação da pena quando sua fixação tiver apoio nas circunstâncias constantes do § 4... do art. 33 e do art. 42, ambos da Lei n 11.343/06. 3. A dosimetria levada a efeito na instância ordinária não apenas atendeu aos requisitos legais, como também respeitou o princípio da individualização da pena. O Tribunal a quo analisou as circunstâncias previstas no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 e estabeleceu a mitigação da pena aplicada à paciente fundamentando-se nas circunstâncias indicadas no art. 42 do mesmo diploma legal. 4. Ordem concedida para que o Juízo responsável pela execução da pena analise os requisitos necessários à substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos” (HC n 107.904/SC, Primeira Turma, de minha relatoria, DJe de 7/10/11); “RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CONTROVÉRSIA REFERENTE À APLICAÇÃO DA CAUSA DE DIMINUIÇÃO PREVISTA NO ART. 33, § 4..., DA LEI 11.343/06. DEDICAÇÃO ÀS ATIVIDADES CRIMINOSAS. DECISÃO QUE INDEFERE O BENEFÍCIO AO RECORRENTE COM BASE NA QUANTIDADE DA DROGA E NA FORMA DE ACONDICIONAMENTO: POSSIBILIDADE. RECURSO NÃO PROVIDO. 1. O entendimento deste Supremo Tribunal é de não ser possível aplicar a causa de diminuição prevista no art. 33, § 4..., da Lei 11.343/06 à pena-base relativa à condenação por crime 5 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar criando uma nova lei que conteria o mais benéfico de cada qual das leis. Precedentes. 2. Na espécie, os fatos que ensejaram a não-aplicação da causa de diminuição prevista na nova Lei de Tóxicos (quantidade da droga e forma de acondicionamento) são hígidos e suficientes para atestar a dedicação do Recorrente às atividades criminosas. 3. A conduta social do agente, o concurso eventual de pessoas, a receptação, os apetrechos relacionados ao tráfico, a quantidade de droga e as situações de maus antecedentes exemplificam situações caracterizadoras de atividades criminosas. 4. O habeas corpus não é prestante para revisar os elementos de prova invocados pelas instâncias de mérito a refutar a aplicação da causa de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006. 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento.” (RHC n 94.806/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/4/10); “Habeas corpus: descabimento: alegações de inexistência das qualificadoras acertadas nas instâncias de mérito e de excessiva majoração da pena, dada a incorreta valoração de circunstâncias judiciais, que, como deduzidas, não prescindem do reexame de fatos e provas” (HC n 87.684/AM, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/8/06). No caso concreto, considerou-se, ainda, o fato de ter sido apreendido estupefaciente com alto poder destrutivo, ponderando-se, inegavelmente, sobre as graves consequências do crime para a sociedade e sobre sua natureza, conforme preconiza o art. 42 da Lei n 11.343/06. A Lei n 11.343/06 assim dispõe: “Art. 33. (...) § 4... Nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES cometido na vigência da Lei 6.368/76, sob pena de se estar criando uma nova lei que conteria o mais benéfico de cada qual das leis. Precedentes. 2. Na espécie, os fatos que ensejaram a não-aplicação da causa de diminuição prevista na nova Lei de Tóxicos (quantidade da droga e forma de acondicionamento) são hígidos e suficientes para atestar a dedicação do Recorrente às atividades criminosas. 3. A conduta social do agente, o concurso eventual de pessoas, a receptação, os apetrechos relacionados ao tráfico, a quantidade de droga e as situações de maus antecedentes exemplificam situações caracterizadoras de atividades criminosas. 4. O habeas corpus não é prestante para revisar os elementos de prova invocados pelas instâncias de mérito a refutar a aplicação da causa de diminuição da pena prevista no art. 33, § 4..., da Lei n. 11.343/2006. 5. Recurso Ordinário em Habeas Corpus ao qual se nega provimento.” (RHC n 94.806/PR, Relatora a Ministra Cármen Lúcia, DJe de 16/4/10); “Habeas corpus: descabimento: alegações de inexistência das qualificadoras acertadas nas instâncias de mérito e de excessiva majoração da pena, dada a incorreta valoração de circunstâncias judiciais, que, como deduzidas, não prescindem do reexame de fatos e provas” (HC n 87.684/AM, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 25/8/06). No caso concreto, considerou-se, ainda, o fato de ter sido apreendido estupefaciente com alto poder destrutivo, ponderando-se, inegavelmente, sobre as graves consequências do crime para a sociedade e sobre sua natureza, conforme preconiza o art. 42 da Lei n 11.343/06. A Lei n 11.343/06 assim dispõe: “Art. 33. (...) § 4... Nos delitos definidos no caput e no § 1... deste artigo, as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, vedada a conversão em penas restritivas de direitos, desde que o agente seja primário, de bons antecedentes, não se dedique às 6 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Embora as instâncias antecedentes tenham reconhecido as condições favoráveis do paciente, destacando a sua primariedade e os seus bons antecedentes, optaram por fixar e manter a redução no grau intermediário previsto em lei, ou seja, em 1/3 (um terço). Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no patamar que entender necessário e suficiente para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. No caso concreto, como bem ressaltado no parecer do Ministério Público Federal, não só a quantidade e a qualidade dos entorpecentes apreendidos, mas todas as circunstâncias especiais que contextualizaram o tráfico, levaram a um juízo de envolvimento do paciente em atividades criminosas, o que, a meu ver, até mesmo obstaria o reconhecimento da figura privilegiada, o que, todavia, ante a ausência de recurso pela acusação em momento adequado, restou precluso, não cabendo ser revisto em sede de impetração da habeas pelo réu. Vide: “11. Inexiste constrangimento ilegal a ser sanado em habeas corpus se a majoração da pena-base acima do mínimo legal foi devidamente motivada pelo julgador. Esses os termos da sentença na parte em que fixou a pena: A culpabilidade restou devidamente comprovada, tendo em vista que o réu tinha plena consciência que a conduta a qual praticava era ilícita, sendo o grau de reprovabilidade elevado; os antecedentes não registram condenação anterior; a personalidade não pode ser aferida pelos elementos colhidos nos autos, pois não há exame técnico sobre o assunto; a conduta social não ficou esclarecida; os motivos do crime não favorecem; as 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES atividades criminosas nem integre organização criminosa.” Embora as instâncias antecedentes tenham reconhecido as condições favoráveis do paciente, destacando a sua primariedade e os seus bons antecedentes, optaram por fixar e manter a redução no grau intermediário previsto em lei, ou seja, em 1/3 (um terço). Ao contrário do que alegado na inicial, o juiz não está obrigado a aplicar o máximo da redução prevista quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no patamar que entender necessário e suficiente para reprovar e prevenir o crime, segundo as peculiaridades de cada caso concreto. Do contrário, seria inócua a previsão legal de um patamar mínimo e um máximo. No caso concreto, como bem ressaltado no parecer do Ministério Público Federal, não só a quantidade e a qualidade dos entorpecentes apreendidos, mas todas as circunstâncias especiais que contextualizaram o tráfico, levaram a um juízo de envolvimento do paciente em atividades criminosas, o que, a meu ver, até mesmo obstaria o reconhecimento da figura privilegiada, o que, todavia, ante a ausência de recurso pela acusação em momento adequado, restou precluso, não cabendo ser revisto em sede de impetração da habeas pelo réu. Vide: “11. Inexiste constrangimento ilegal a ser sanado em habeas corpus se a majoração da pena-base acima do mínimo legal foi devidamente motivada pelo julgador. Esses os termos da sentença na parte em que fixou a pena: A culpabilidade restou devidamente comprovada, tendo em vista que o réu tinha plena consciência que a conduta a qual praticava era ilícita, sendo o grau de reprovabilidade elevado; os antecedentes não registram condenação anterior; a personalidade não pode ser aferida pelos elementos colhidos nos autos, pois não há exame técnico sobre o assunto; a conduta social não ficou esclarecida; os motivos do crime não favorecem; as 7 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES circunstâncias também não são favoráveis, considerando o tempo, lugar e a maneira de agir; as consequências são inerentes ao tipo; o comportamento da vítima em sendo a sociedade, resta prejudicado; e a condição econômica não é boa. Considerando ainda o disposto no artigo 42 da Lei 11.343/06, as circunstâncias dos fatos, a natureza e a quantidade da substância apreendida fixo a pena base em 05 (cinco) anos e 09 (nove) meses de reclusão e em 500 (quinhentos) dias de multa; militando em prol do réu a atenuante da idade, reduzo 03 (três) meses de reclusão. Não há agravante; tomando como norteador as circunstâncias acima, considerando a culpabilidade do réu, bem como levando em conta a natureza, a quantidade e a potencialidade lesiva dos entorpecentes, aplico a causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, §4..., da Lei 11.343/06, à razão de 1/3 (um terço). Não só pela quantidade e potencialidade lesiva dos entorpecentes apreendidos, mas também em razão do lugar e da maneira de agir, indicando que o réu fazia parte da estrutura do tráfico de drogas, atuando como os chamados ‘soldados’ ou ‘vapores’, a redução da pena deve ser menor. Inexiste causa de aumento de pena, razão pela qual torno o apenamento, em definitivo, EM 03 (TRÊS) ANOS E 08 (OITO) MESES DE RECLUSÃO E EM 333 (TREZENTOS E TRINTA E TRÊS) DIAS DE MULTA fixada à razão de 1/30 (um trinta avos) do valor do salário mínimo vigente na data do fato, a ser paga em dez dias do trânsito em julgado da sentença, por entender ser necessário e suficiente para a prevenção e reprovação do delito. 12. Como se vê, a fixação da pena base acima do mínimo legal foi respaldada na presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao paciente, não havendo desproporção na pena que, diante de tais circunstâncias, podendo variar entre 5 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES circunstâncias também não são favoráveis, considerando o tempo, lugar e a maneira de agir; as consequências são inerentes ao tipo; o comportamento da vítima em sendo a sociedade, resta prejudicado; e a condição econômica não é boa. Considerando ainda o disposto no artigo 42 da Lei 11.343/06, as circunstâncias dos fatos, a natureza e a quantidade da substância apreendida fixo a pena base em 05 (cinco) anos e 09 (nove) meses de reclusão e em 500 (quinhentos) dias de multa; militando em prol do réu a atenuante da idade, reduzo 03 (três) meses de reclusão. Não há agravante; tomando como norteador as circunstâncias acima, considerando a culpabilidade do réu, bem como levando em conta a natureza, a quantidade e a potencialidade lesiva dos entorpecentes, aplico a causa de diminuição de pena prevista no artigo 33, §4..., da Lei 11.343/06, à razão de 1/3 (um terço). Não só pela quantidade e potencialidade lesiva dos entorpecentes apreendidos, mas também em razão do lugar e da maneira de agir, indicando que o réu fazia parte da estrutura do tráfico de drogas, atuando como os chamados ‘soldados’ ou ‘vapores’, a redução da pena deve ser menor. Inexiste causa de aumento de pena, razão pela qual torno o apenamento, em definitivo, EM 03 (TRÊS) ANOS E 08 (OITO) MESES DE RECLUSÃO E EM 333 (TREZENTOS E TRINTA E TRÊS) DIAS DE MULTA fixada à razão de 1/30 (um trinta avos) do valor do salário mínimo vigente na data do fato, a ser paga em dez dias do trânsito em julgado da sentença, por entender ser necessário e suficiente para a prevenção e reprovação do delito. 12. Como se vê, a fixação da pena base acima do mínimo legal foi respaldada na presença de circunstâncias judiciais desfavoráveis ao paciente, não havendo desproporção na pena que, diante de tais circunstâncias, podendo variar entre 5 8 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES (cinco) e 15 (quinze) anos, dista de seu mínimo legal em apenas 9 (nove) meses. 13. Além disso, cuidando-se de tráfico de drogas, deve ser considerada, com preponderância sobre as circunstâncias do art. 59 do CPB, a natureza e a quantidade da droga apreendida, conforme determina o art. 42 da Lei 11.343/06. Na hipótese, foram apreendidas 425 g (quatrocentos e vinte e cinco gramas) de maconha, 13,6 g (treze gramas e seis decigramas) de cocaína e 1,5 (um grama e cinco decigramas) de crack, que demonstram o dolo intenso do paciente, o que também autoriza a exasperação da pena acima do mínimo legal. 14. Por outro lado, quanto à fração de incidência da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, §4... da Lei 11.343/2006, tem-se que as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, quando o réu é primário, ostentar bons antecedentes e não integrar organização criminosa. De acordo com a doutrina, na escolha da fração deve o magistrado pautar-se pelos critérios do art. 59 do Código Penal. Nesse sentido, o magistério de Guilherme de Souza Nucci: ‘Critérios para diminuição da pena: o legislador não estipulou quais seriam, apenas mencionando o dever do magistrado reduzir a pena de um sexto a dois terços. Cremos que, como sempre, deve o julgador pautar-se pelos elementos do art. 59 do Código Penal, com a especial atenção lançada pelo art. 42 desta Lei: “o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade de substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente.’ 15. O juízo, considerando as circunstâncias judiciais desfavoráveis, a quantidade e espécie das drogas comercializadas pelo paciente – cocaína, maconha e crack – e, ainda, o lugar e a maneira de agir, decidiu, fundamentadamente, pela incidência da causa de diminuição na fração de 1/3. 16. Nenhuma correção, portanto, merece a sentença, ante o 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES (cinco) e 15 (quinze) anos, dista de seu mínimo legal em apenas 9 (nove) meses. 13. Além disso, cuidando-se de tráfico de drogas, deve ser considerada, com preponderância sobre as circunstâncias do art. 59 do CPB, a natureza e a quantidade da droga apreendida, conforme determina o art. 42 da Lei 11.343/06. Na hipótese, foram apreendidas 425 g (quatrocentos e vinte e cinco gramas) de maconha, 13,6 g (treze gramas e seis decigramas) de cocaína e 1,5 (um grama e cinco decigramas) de crack, que demonstram o dolo intenso do paciente, o que também autoriza a exasperação da pena acima do mínimo legal. 14. Por outro lado, quanto à fração de incidência da causa especial de diminuição de pena prevista no art. 33, §4... da Lei 11.343/2006, tem-se que as penas poderão ser reduzidas de um sexto a dois terços, quando o réu é primário, ostentar bons antecedentes e não integrar organização criminosa. De acordo com a doutrina, na escolha da fração deve o magistrado pautar-se pelos critérios do art. 59 do Código Penal. Nesse sentido, o magistério de Guilherme de Souza Nucci: ‘Critérios para diminuição da pena: o legislador não estipulou quais seriam, apenas mencionando o dever do magistrado reduzir a pena de um sexto a dois terços. Cremos que, como sempre, deve o julgador pautar-se pelos elementos do art. 59 do Código Penal, com a especial atenção lançada pelo art. 42 desta Lei: “o juiz, na fixação das penas, considerará, com preponderância sobre o previsto no art. 59 do Código Penal, a natureza e a quantidade de substância ou do produto, a personalidade e a conduta social do agente.’ 15. O juízo, considerando as circunstâncias judiciais desfavoráveis, a quantidade e espécie das drogas comercializadas pelo paciente – cocaína, maconha e crack – e, ainda, o lugar e a maneira de agir, decidiu, fundamentadamente, pela incidência da causa de diminuição na fração de 1/3. 16. Nenhuma correção, portanto, merece a sentença, ante o 9 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES desvalor acentuado da conduta. Assim, podendo o redutor variar de 1/6 a 2/3, é razoável e proporcional a sua estipulação em 1/3 (um terço) quando as circunstâncias se mostram desfavoráveis. 17. Por fim, não há falar em bis in idem no caso dos autos. Da análise da sentença, observa-se que a quantidade de droga não foi o único critério utilizado pelo magistrado para não aplicar a fração de redução em seu percentual máximo. Confira- se: Não só pela quantidade e potencialidade lesiva dos entorpecentes apreendidos, mas também em razão do lugar e da maneira de agir, indicando que o réu fazia parte da estrutura do tráfico de drogas, atuando como os chamados ‘soldados’ ou ‘vapores’, a redução da pena deve ser menor. 18. A escolha do percentual de redução da pena considerou o modus operandi do paciente. Assim, em face das peculiaridades do caso, a manutenção da fração de redução em 1/3 é de rigor. Nesse sentido, confira-se o precedente dessa Suprema Corte. Habeas Corpus. Tráfico de drogas e receptação (art. 33, caput, da Lei n 11.343/06 e art. 180, caput, do Código Penal). Aplicação da causa de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 no quantum de 1/6. Decisão suficientemente fundamentada. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. O juiz de primeiro grau não utilizou as mesmas circunstâncias judiciais como fundamento de mais de uma fase da dosimetria da pena, não havendo que se falar, portanto, na ocorrência de bis in idem. O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no quantum reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto. Ordem denegada. (HC 99440, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ de 16-05- 2011)” (fls. 6/8 do anexo de instrução 9). 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES desvalor acentuado da conduta. Assim, podendo o redutor variar de 1/6 a 2/3, é razoável e proporcional a sua estipulação em 1/3 (um terço) quando as circunstâncias se mostram desfavoráveis. 17. Por fim, não há falar em bis in idem no caso dos autos. Da análise da sentença, observa-se que a quantidade de droga não foi o único critério utilizado pelo magistrado para não aplicar a fração de redução em seu percentual máximo. Confira- se: Não só pela quantidade e potencialidade lesiva dos entorpecentes apreendidos, mas também em razão do lugar e da maneira de agir, indicando que o réu fazia parte da estrutura do tráfico de drogas, atuando como os chamados ‘soldados’ ou ‘vapores’, a redução da pena deve ser menor. 18. A escolha do percentual de redução da pena considerou o modus operandi do paciente. Assim, em face das peculiaridades do caso, a manutenção da fração de redução em 1/3 é de rigor. Nesse sentido, confira-se o precedente dessa Suprema Corte. Habeas Corpus. Tráfico de drogas e receptação (art. 33, caput, da Lei n 11.343/06 e art. 180, caput, do Código Penal). Aplicação da causa de diminuição de pena prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 no quantum de 1/6. Decisão suficientemente fundamentada. Ausência de constrangimento ilegal. Ordem denegada. O juiz de primeiro grau não utilizou as mesmas circunstâncias judiciais como fundamento de mais de uma fase da dosimetria da pena, não havendo que se falar, portanto, na ocorrência de bis in idem. O magistrado não está obrigado a aplicar a causa de diminuição prevista no § 4... do art. 33 da Lei n 11.343/06 em seu patamar máximo quando presentes os requisitos para a concessão de tal benefício, tendo plena liberdade para aplicar a redução no quantum reputado adequado de acordo com as peculiaridades do caso concreto. Ordem denegada. (HC 99440, Relator Min. JOAQUIM BARBOSA, DJ de 16-05- 2011)” (fls. 6/8 do anexo de instrução 9). 10 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 15 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES O mesmo ocorre quanto à pretendida substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, uma vez que, em consonância com o que decidido pelo Tribunal a quo, “conquanto haja o preenchimento do requisito objetivo, conforme dito alhures, foram reconhecidas circunstâncias desfavoráveis ao recorrente, afastando, assim, a satisfação do inc. III, do art. 44, do Código Penal Brasileiro” (fl. 30 do anexo de instrução 3). Em relação ao regime prisional inicial imposto, contudo, vislumbro, a possibilidade de concessão de ordem de ofício. Da decisão emanada da 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo colhem-se as seguintes considerações sobre o tema: “Por derradeiro, malgrado a quantidade de reprimenda aplicada autorize a inclusão do réu no regime semiaberto para o cumprimento da pena, filio-me à corrente que preserva a previsão do regime de inicial fechado contida no art. 2..., §1..., da Lei n 8.072/90, vez que a jurisprudência dos tribunais superiores ainda não é firme quanto à superação de tal determinação legal, contando com o posicionamento divergente no Supremo Tribunal de Justiça e julgado inédito no âmbito de uma das Turmas do Supremo Tribunal Federal, o que – ao menos até que a questão não seja pacificada junto às mencionadas Cortes – Impõe a observância do texto legal.” (fl. 30 do anexo de instrução 3). Esta Corte Constitucional, no julgamento do HC n 108.840/ES, de minha relatoria, removeu o óbice constante do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90, com a redação dada pela Lei n 11.464/07, o qual determinava que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“, declarando, de forma incidental, a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado, de modo a fazer-se necessária a devida 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES O mesmo ocorre quanto à pretendida substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos, uma vez que, em consonância com o que decidido pelo Tribunal a quo, “conquanto haja o preenchimento do requisito objetivo, conforme dito alhures, foram reconhecidas circunstâncias desfavoráveis ao recorrente, afastando, assim, a satisfação do inc. III, do art. 44, do Código Penal Brasileiro” (fl. 30 do anexo de instrução 3). Em relação ao regime prisional inicial imposto, contudo, vislumbro, a possibilidade de concessão de ordem de ofício. Da decisão emanada da 1... Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo colhem-se as seguintes considerações sobre o tema: “Por derradeiro, malgrado a quantidade de reprimenda aplicada autorize a inclusão do réu no regime semiaberto para o cumprimento da pena, filio-me à corrente que preserva a previsão do regime de inicial fechado contida no art. 2..., §1..., da Lei n 8.072/90, vez que a jurisprudência dos tribunais superiores ainda não é firme quanto à superação de tal determinação legal, contando com o posicionamento divergente no Supremo Tribunal de Justiça e julgado inédito no âmbito de uma das Turmas do Supremo Tribunal Federal, o que – ao menos até que a questão não seja pacificada junto às mencionadas Cortes – Impõe a observância do texto legal.” (fl. 30 do anexo de instrução 3). Esta Corte Constitucional, no julgamento do HC n 108.840/ES, de minha relatoria, removeu o óbice constante do § 1... do art. 2... da Lei n 8.072/90, com a redação dada pela Lei n 11.464/07, o qual determinava que “[a] pena por crime previsto neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado“, declarando, de forma incidental, a inconstitucionalidade da obrigatoriedade de fixação do regime fechado para o início do cumprimento de pena decorrente da condenação por crime hediondo ou equiparado, de modo a fazer-se necessária a devida 11 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 16 de 18 Voto - MIN. DIAS TOFFOLI HC 112721 / ES análise do regime prisional inicial adequado ao caso. Ante o exposto, declaro extinta a impetração, em face da inadequação da via eleita. Concedo, porém, ordem de ofício para determinar ao Juízo da 5... Vara Criminal e VEPEMA de Vitória/ES que fixe, à vista do que dispõe o art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal, o regime inicial condizente. É como voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Supremo Tribunal Federal HC 112721 / ES análise do regime prisional inicial adequado ao caso. Ante o exposto, declaro extinta a impetração, em face da inadequação da via eleita. Concedo, porém, ordem de ofício para determinar ao Juízo da 5... Vara Criminal e VEPEMA de Vitória/ES que fixe, à vista do que dispõe o art. 33, §§ 2... e 3..., do Código Penal, o regime inicial condizente. É como voto. 12 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3571590. Inteiro Teor do Acórdão - Página 17 de 18 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.721 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : LEONARDO RODRIGUES BRITO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506364 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA HABEAS CORPUS 112.721 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI PACTE.(S) : LEONARDO RODRIGUES BRITO IMPTE.(S) : DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO PROC.(A/S)(ES) : DEFENSOR PÚBLICO-GERAL DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO COATOR(A/S)(ES) : SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma julgou extinta a ordem de habeas corpus por inadequação da via processual, mas a concedeu, de ofício, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, a Senhora Ministra Rosa Weber. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 5.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceu o Senhor Ministro Teori Zavascki para julgar processos a ele vinculados. Subprocuradora-Geral da República, Dra. Cláudia Sampaio Marques. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3506364 Inteiro Teor do Acórdão - Página 18 de 18
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"-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público do Estado do Espírito Santo", "4", ".", ".", "Vara Criminal da Comarca de Vitória / ES", "Primeira Câmara Criminal do TJES", "Defensoria Pública", "Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça", "Ministério Público do Estado do Espírito Santo", "4", ".", ".", ".", "Vara Criminal da Comarca de Vitória / ES", "Primeira Câmara Criminal do TJES", "Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Suprema", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Superior Tribunal de Justiça", "Tribunal de Justiça", "Suprema", "Primeira Turma", "Superior Tribunal de Justiça", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário desta Suprema Corte", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Ministério Público Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Suprema Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ". Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo", "Supremo Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Corte", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo", "Supremo Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Corte Constitucional", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "5", ".", ".", ". Vara Criminal e VEPEMA de Vitória / ES", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "5", ".", ". . Vara Criminal e VEPEMA de Vitória / ES", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "DIAS TOFFOLI", "LEONARDO RODRIGUES BRITO", "Marco Aurélio", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LEONARDO RODRIGUES BRITO", "DIAS TOFFOLI", "Leonardo Rodrigues Brito", "Gilson Dipp", "DIAS TOFFOLI", "LEONARDO RODRIGUES BRITO", "DIAS TOFFOLI", "Leonardo Rodrigues Brito", "Gilson Dipp", "Cláudia Sampaio Marques", "Cláudia Sampaio Marques", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Gilson Dipp", "LEONARDO RODRIGUES BRITO", "DIAS TOFFOLI", "Gilson Dipp", "LEONARDO RODRIGUES BRITO", "DIAS TOFFOLI", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Luiz Fux", "DIAS TOFFOLI", "Marco Aurélio", "Marco Aurélio", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Cármen Lúcia", "DIAS TOFFOLI", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "DIAS TOFFOLI", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "Cármen Lúcia", "Sepúlveda Pertence", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "Guilherme de Souza Nucci", "Guilherme de Souza Nucci", "DIAS TOFFOLI", "JOAQUIM BARBOSA", "JOAQUIM BARBOSA", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "DIAS TOFFOLI", "LEONARDO RODRIGUES BRITO", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "DIAS TOFFOLI", "LEONARDO RODRIGUES BRITO", "Rosa Weber", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Teori Zavascki", "Cláudia Sampaio Marques", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "05", "/", "03", "/", "2013", "7", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "5 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "3", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "15", "/", "3", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "12", "/", "2009", "01", "/", "02", "/", "2010", "17", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "22", "/", "12", "/", "2009", "01", "/", "02", "/", "2010", "17", "/", "08", "/", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "7", "/", "8", "/", "12", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "4", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "25", "/", "4", "/", "08", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "10", "7", "/", "10", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "12", "/", "10", "7", "/", "10", "/", "11", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "4", "/", "10", "25", "/", "8", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "/", "4", "/", "10", "25", "/", "8", "/", "06", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "-", "05", "-", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "16", "-", "05", "-", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "5", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :NIUEDSON GOMES ARAÚJO ADV.(A/S) :SANDRA GONÇALVES PIRES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA – ALCANCE. A supressão de instância é instituto voltado a beneficiar e não a prejudicar a parte, valendo notar que, no habeas, somente existe uma – a revelada pelo paciente. PROCESSO – ORDEM DE OFÍCIO. Em todo e qualquer processo, constatada ilegalidade a alcançar o direito de ir e vir do cidadão, mostra- se possível o implemento de ordem de ofício, óptica robustecida quando o órgão julgador se defronta com processo alusivo a impetração, a habeas corpus. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Uma vez configurado o excesso de prazo, cumpre afastar a prisão provisória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em prover o recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de junho de 2013. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4056817. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RHC 116707 / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4056817. Supremo Tribunal Federal RHC 116707 / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4056817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :NIUEDSON GOMES ARAÚJO ADV.(A/S) :SANDRA GONÇALVES PIRES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de relatório, as informações prestadas pelo Gabinete: O recorrente foi preso em flagrante, em 11 de janeiro de 2001, e condenado pela 1ª Vara do Júri da Comarca da Capital, Estado de São Paulo, ante a prática de homicídio duplamente qualificado. O Tribunal de Justiça, ao dar provimento à apelação interposta pelo Ministério Público, majorou a pena privativa da liberdade para dezesseis anos e quatro meses de reclusão. Os embargos declaratórios que seguiram foram desprovidos. Protocolados recurso especial e extraordinário, apenas o último foi admitido, em 14 de janeiro de 2011, mas, por equívoco, o processo-crime veio ao Supremo para julgamento de agravo visando a subida do especial. Remetido ao Superior Tribunal de Justiça, encontra-se concluso à relatora, desde 16 de abril de 2012, com parecer do Ministério Público Federal – Recurso Especial nº 1.309.077/SP. Também no Superior Tribunal de Justiça, houve a formalização do Habeas Corpus nº 190.716, no qual se apontou o excesso de prazo da prisão provisória. Consoante se afirmou à época, apenas o exame da apelação levou mais de quatro anos e já se passavam mais de oito meses sem que existisse decisão sobre a admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Esclareceu-se estar o paciente preso provisoriamente há quase Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034741. Supremo Tribunal Federal RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :NIUEDSON GOMES ARAÚJO ADV.(A/S) :SANDRA GONÇALVES PIRES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de relatório, as informações prestadas pelo Gabinete: O recorrente foi preso em flagrante, em 11 de janeiro de 2001, e condenado pela 1ª Vara do Júri da Comarca da Capital, Estado de São Paulo, ante a prática de homicídio duplamente qualificado. O Tribunal de Justiça, ao dar provimento à apelação interposta pelo Ministério Público, majorou a pena privativa da liberdade para dezesseis anos e quatro meses de reclusão. Os embargos declaratórios que seguiram foram desprovidos. Protocolados recurso especial e extraordinário, apenas o último foi admitido, em 14 de janeiro de 2011, mas, por equívoco, o processo-crime veio ao Supremo para julgamento de agravo visando a subida do especial. Remetido ao Superior Tribunal de Justiça, encontra-se concluso à relatora, desde 16 de abril de 2012, com parecer do Ministério Público Federal – Recurso Especial nº 1.309.077/SP. Também no Superior Tribunal de Justiça, houve a formalização do Habeas Corpus nº 190.716, no qual se apontou o excesso de prazo da prisão provisória. Consoante se afirmou à época, apenas o exame da apelação levou mais de quatro anos e já se passavam mais de oito meses sem que existisse decisão sobre a admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Esclareceu-se estar o paciente preso provisoriamente há quase Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RHC 116707 / SP dez anos. Sustentou-se que, mesmo se somada a pena imposta com condenações anteriores, já teria direito à progressão de regime. A relatora negou seguimento à impetração. Entendeu prejudicada a arguição de demora no processamento dos recursos especial e extraordinário, porquanto o processo-crime havia sido encaminhado àquele Tribunal. Quanto à alegação de excesso de prazo da custódia cautelar e o pleito voltado à progressão do regime prisional, consignou a ausência de análise prévia, na origem, das matérias. A Sexta Turma desproveu o agravo regimental protocolado. Publicado o acórdão em 22 de outubro de 2012, segunda- feira, o recurso ordinário foi interposto no dia 29 seguinte. O recorrente reitera o argumento referente ao excesso de prazo da prisão provisória. Diz não se tratar de supressão de instância, pois o habeas se fez voltado contra a dilação no julgamento, no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, dos recursos – de apelação, especial e extraordinário – interpostos no processo-crime. Segundo ressalta, a custódia preventiva estende-se por quase doze anos. Salienta que a progressão de regime deveria ter ocorrido há mais de quatro anos. Em âmbito liminar, busca aguardar em liberdade o trânsito em julgado de eventual decisão condenatória. No mérito, pretende a reforma do acórdão formalizado pelo Superior Tribunal de Justiça e a confirmação da providência. Em contrarrazões, o Ministério Público afirma que o recurso ordinário deve ser desprovido. O processo encontra-se aparelhado para julgamento, com o exame do pedido liminar pendente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034741. Supremo Tribunal Federal RHC 116707 / SP dez anos. Sustentou-se que, mesmo se somada a pena imposta com condenações anteriores, já teria direito à progressão de regime. A relatora negou seguimento à impetração. Entendeu prejudicada a arguição de demora no processamento dos recursos especial e extraordinário, porquanto o processo-crime havia sido encaminhado àquele Tribunal. Quanto à alegação de excesso de prazo da custódia cautelar e o pleito voltado à progressão do regime prisional, consignou a ausência de análise prévia, na origem, das matérias. A Sexta Turma desproveu o agravo regimental protocolado. Publicado o acórdão em 22 de outubro de 2012, segunda- feira, o recurso ordinário foi interposto no dia 29 seguinte. O recorrente reitera o argumento referente ao excesso de prazo da prisão provisória. Diz não se tratar de supressão de instância, pois o habeas se fez voltado contra a dilação no julgamento, no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, dos recursos – de apelação, especial e extraordinário – interpostos no processo-crime. Segundo ressalta, a custódia preventiva estende-se por quase doze anos. Salienta que a progressão de regime deveria ter ocorrido há mais de quatro anos. Em âmbito liminar, busca aguardar em liberdade o trânsito em julgado de eventual decisão condenatória. No mérito, pretende a reforma do acórdão formalizado pelo Superior Tribunal de Justiça e a confirmação da providência. Em contrarrazões, o Ministério Público afirma que o recurso ordinário deve ser desprovido. O processo encontra-se aparelhado para julgamento, com o exame do pedido liminar pendente. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Relatório RHC 116707 / SP Lancei visto no processo em 10 de junho de 2013, liberando-o para ser apreciado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do recorrente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034741. Supremo Tribunal Federal RHC 116707 / SP Lancei visto no processo em 10 de junho de 2013, liberando-o para ser apreciado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do recorrente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Os pressupostos de recorribilidade estão atendidos. O recurso veio subscrito por profissionais da advocacia devidamente credenciados, tendo sido protocolado no prazo legal. O acórdão impugnado foi disponibilizado no Diário da Justiça eletrônico em 19 de outubro de 2012, sexta-feira, e considerado publicado em 22 de outubro seguinte, nos termos do artigo 4º, § 3º, da Lei nº 11.419/2006, verificando-se a interposição, por fac-símile, no dia 29 imediato. Os originais da petição foram apresentados dentro do prazo de cinco dias a que se refere o artigo 2º da Lei nº 9.800/1999. Conheço do recurso, salientando, a esta altura, que se faz dirigido contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça por força de habeas corpus. Observem que a supressão de instância é instituto voltado a beneficiar e não a prejudicar a parte, valendo notar que, no habeas, apenas existe uma – a revelada pelo paciente. De qualquer forma, se, em qualquer processo, é possível o implemento do habeas de ofício, uma vez constatada ilegalidade a alcançar o direito de ir e vir do cidadão, o que se dirá quando se trata de habeas corpus. No mais, salta aos olhos o excesso de prazo na formação da culpa. O paciente está condenado à pena privativa da liberdade de dezesseis anos e quatro meses de reclusão, não havendo, até aqui, a culpa selada ante a pendência de recursos. Foi preso em flagrante em 11 de janeiro de 2001. Em síntese, na data de hoje – 18 de junho de 2013 –, a custódia provisória já perdura por doze anos, cinco meses e sete dias. Provejo o recurso para implementar a ordem. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: caso o paciente não se encontre recolhido por motivo diverso da prisão preventiva determinada pelo Juízo da 1ª Vara do Júri da Comarca da Capital do Estado de São Paulo no Processo nº 157/2001 – Unidade III. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4056818. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Os pressupostos de recorribilidade estão atendidos. O recurso veio subscrito por profissionais da advocacia devidamente credenciados, tendo sido protocolado no prazo legal. O acórdão impugnado foi disponibilizado no Diário da Justiça eletrônico em 19 de outubro de 2012, sexta-feira, e considerado publicado em 22 de outubro seguinte, nos termos do artigo 4º, § 3º, da Lei nº 11.419/2006, verificando-se a interposição, por fac-símile, no dia 29 imediato. Os originais da petição foram apresentados dentro do prazo de cinco dias a que se refere o artigo 2º da Lei nº 9.800/1999. Conheço do recurso, salientando, a esta altura, que se faz dirigido contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça por força de habeas corpus. Observem que a supressão de instância é instituto voltado a beneficiar e não a prejudicar a parte, valendo notar que, no habeas, apenas existe uma – a revelada pelo paciente. De qualquer forma, se, em qualquer processo, é possível o implemento do habeas de ofício, uma vez constatada ilegalidade a alcançar o direito de ir e vir do cidadão, o que se dirá quando se trata de habeas corpus. No mais, salta aos olhos o excesso de prazo na formação da culpa. O paciente está condenado à pena privativa da liberdade de dezesseis anos e quatro meses de reclusão, não havendo, até aqui, a culpa selada ante a pendência de recursos. Foi preso em flagrante em 11 de janeiro de 2001. Em síntese, na data de hoje – 18 de junho de 2013 –, a custódia provisória já perdura por doze anos, cinco meses e sete dias. Provejo o recurso para implementar a ordem. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: caso o paciente não se encontre recolhido por motivo diverso da prisão preventiva determinada pelo Juízo da 1ª Vara do Júri da Comarca da Capital do Estado de São Paulo no Processo nº 157/2001 – Unidade III. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4056818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) : NIUEDSON GOMES ARAÚJO ADV.(A/S) : SANDRA GONÇALVES PIRES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105055 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) : NIUEDSON GOMES ARAÚJO ADV.(A/S) : SANDRA GONÇALVES PIRES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105055 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4106558
2013-06-18T00:00:00
2013-07-01T00:00:00
A Turma deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS
SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA – ALCANCE. A supressão de instância é instituto voltado a beneficiar e não a prejudicar a parte, valendo notar que, no habeas, somente existe uma – a revelada pelo paciente. PROCESSO – ORDEM DE OFÍCIO. Em todo e qualquer processo, constatada ilegalidade a alcançar o direito de ir e vir do cidadão, mostra-se possível o implemento de ordem de ofício, óptica robustecida quando o órgão julgador se defronta com processo alusivo a impetração, a habeas corpus. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Uma vez configurado o excesso de prazo, cumpre afastar a prisão provisória.
sjur235093
- Veja Processo 157/2001 - Unidade III da 1ª Vara do Júri da Comarca da Capital do Estado de São Paulo. Número de páginas: 7. Análise: 16/07/2013, IVA. Revisão: 23/08/2013, SER.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
116707
[ "LEG-FED LEI-009800 ANO-1999\r\n ART-00002 \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n", "LEG-FED LEI-011419 ANO-2006\r\n ART-00004 PAR-00003 \r\n LEI ORDINÁRIA" ]
RHC
acordaos
RHC 116707
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RECTE.(S) : NIUEDSON GOMES ARAÚJO ADV.(A/S) : SANDRA GONÇALVES PIRES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA
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Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :NIUEDSON GOMES ARAÚJO ADV.(A/S) :SANDRA GONÇALVES PIRES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA – ALCANCE. A supressão de instância é instituto voltado a beneficiar e não a prejudicar a parte, valendo notar que, no habeas, somente existe uma – a revelada pelo paciente. PROCESSO – ORDEM DE OFÍCIO. Em todo e qualquer processo, constatada ilegalidade a alcançar o direito de ir e vir do cidadão, mostra- se possível o implemento de ordem de ofício, óptica robustecida quando o órgão julgador se defronta com processo alusivo a impetração, a habeas corpus. PRISÃO PREVENTIVA – EXCESSO DE PRAZO. Uma vez configurado o excesso de prazo, cumpre afastar a prisão provisória. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em prover o recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de junho de 2013. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4056817. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão RHC 116707 / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4056817. Supremo Tribunal Federal RHC 116707 / SP MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4056817. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :NIUEDSON GOMES ARAÚJO ADV.(A/S) :SANDRA GONÇALVES PIRES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de relatório, as informações prestadas pelo Gabinete: O recorrente foi preso em flagrante, em 11 de janeiro de 2001, e condenado pela 1... Vara do Júri da Comarca da Capital, Estado de São Paulo, ante a prática de homicídio duplamente qualificado. O Tribunal de Justiça, ao dar provimento à apelação interposta pelo Ministério Público, majorou a pena privativa da liberdade para dezesseis anos e quatro meses de reclusão. Os embargos declaratórios que seguiram foram desprovidos. Protocolados recurso especial e extraordinário, apenas o último foi admitido, em 14 de janeiro de 2011, mas, por equívoco, o processo-crime veio ao Supremo para julgamento de agravo visando a subida do especial. Remetido ao Superior Tribunal de Justiça, encontra-se concluso à relatora, desde 16 de abril de 2012, com parecer do Ministério Público Federal – Recurso Especial n 1.309.077/SP. Também no Superior Tribunal de Justiça, houve a formalização do Habeas Corpus n 190.716, no qual se apontou o excesso de prazo da prisão provisória. Consoante se afirmou à época, apenas o exame da apelação levou mais de quatro anos e já se passavam mais de oito meses sem que existisse decisão sobre a admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Esclareceu-se estar o paciente preso provisoriamente há quase Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034741. Supremo Tribunal Federal RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) :NIUEDSON GOMES ARAÚJO ADV.(A/S) :SANDRA GONÇALVES PIRES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Adoto, a título de relatório, as informações prestadas pelo Gabinete: O recorrente foi preso em flagrante, em 11 de janeiro de 2001, e condenado pela 1... Vara do Júri da Comarca da Capital, Estado de São Paulo, ante a prática de homicídio duplamente qualificado. O Tribunal de Justiça, ao dar provimento à apelação interposta pelo Ministério Público, majorou a pena privativa da liberdade para dezesseis anos e quatro meses de reclusão. Os embargos declaratórios que seguiram foram desprovidos. Protocolados recurso especial e extraordinário, apenas o último foi admitido, em 14 de janeiro de 2011, mas, por equívoco, o processo-crime veio ao Supremo para julgamento de agravo visando a subida do especial. Remetido ao Superior Tribunal de Justiça, encontra-se concluso à relatora, desde 16 de abril de 2012, com parecer do Ministério Público Federal – Recurso Especial n 1.309.077/SP. Também no Superior Tribunal de Justiça, houve a formalização do Habeas Corpus n 190.716, no qual se apontou o excesso de prazo da prisão provisória. Consoante se afirmou à época, apenas o exame da apelação levou mais de quatro anos e já se passavam mais de oito meses sem que existisse decisão sobre a admissibilidade dos recursos especial e extraordinário. Esclareceu-se estar o paciente preso provisoriamente há quase Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório RHC 116707 / SP dez anos. Sustentou-se que, mesmo se somada a pena imposta com condenações anteriores, já teria direito à progressão de regime. A relatora negou seguimento à impetração. Entendeu prejudicada a arguição de demora no processamento dos recursos especial e extraordinário, porquanto o processo-crime havia sido encaminhado àquele Tribunal. Quanto à alegação de excesso de prazo da custódia cautelar e o pleito voltado à progressão do regime prisional, consignou a ausência de análise prévia, na origem, das matérias. A Sexta Turma desproveu o agravo regimental protocolado. Publicado o acórdão em 22 de outubro de 2012, segunda- feira, o recurso ordinário foi interposto no dia 29 seguinte. O recorrente reitera o argumento referente ao excesso de prazo da prisão provisória. Diz não se tratar de supressão de instância, pois o habeas se fez voltado contra a dilação no julgamento, no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, dos recursos – de apelação, especial e extraordinário – interpostos no processo-crime. Segundo ressalta, a custódia preventiva estende-se por quase doze anos. Salienta que a progressão de regime deveria ter ocorrido há mais de quatro anos. Em âmbito liminar, busca aguardar em liberdade o trânsito em julgado de eventual decisão condenatória. No mérito, pretende a reforma do acórdão formalizado pelo Superior Tribunal de Justiça e a confirmação da providência. Em contrarrazões, o Ministério Público afirma que o recurso ordinário deve ser desprovido. O processo encontra-se aparelhado para julgamento, com o exame do pedido liminar pendente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034741. Supremo Tribunal Federal RHC 116707 / SP dez anos. Sustentou-se que, mesmo se somada a pena imposta com condenações anteriores, já teria direito à progressão de regime. A relatora negou seguimento à impetração. Entendeu prejudicada a arguição de demora no processamento dos recursos especial e extraordinário, porquanto o processo-crime havia sido encaminhado àquele Tribunal. Quanto à alegação de excesso de prazo da custódia cautelar e o pleito voltado à progressão do regime prisional, consignou a ausência de análise prévia, na origem, das matérias. A Sexta Turma desproveu o agravo regimental protocolado. Publicado o acórdão em 22 de outubro de 2012, segunda- feira, o recurso ordinário foi interposto no dia 29 seguinte. O recorrente reitera o argumento referente ao excesso de prazo da prisão provisória. Diz não se tratar de supressão de instância, pois o habeas se fez voltado contra a dilação no julgamento, no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, dos recursos – de apelação, especial e extraordinário – interpostos no processo-crime. Segundo ressalta, a custódia preventiva estende-se por quase doze anos. Salienta que a progressão de regime deveria ter ocorrido há mais de quatro anos. Em âmbito liminar, busca aguardar em liberdade o trânsito em julgado de eventual decisão condenatória. No mérito, pretende a reforma do acórdão formalizado pelo Superior Tribunal de Justiça e a confirmação da providência. Em contrarrazões, o Ministério Público afirma que o recurso ordinário deve ser desprovido. O processo encontra-se aparelhado para julgamento, com o exame do pedido liminar pendente. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Relatório RHC 116707 / SP Lancei visto no processo em 10 de junho de 2013, liberando-o para ser apreciado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do recorrente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034741. Supremo Tribunal Federal RHC 116707 / SP Lancei visto no processo em 10 de junho de 2013, liberando-o para ser apreciado na Turma a partir de 18 seguinte, isso objetivando a ciência do recorrente. É o relatório. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4034741. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Os pressupostos de recorribilidade estão atendidos. O recurso veio subscrito por profissionais da advocacia devidamente credenciados, tendo sido protocolado no prazo legal. O acórdão impugnado foi disponibilizado no Diário da Justiça eletrônico em 19 de outubro de 2012, sexta-feira, e considerado publicado em 22 de outubro seguinte, nos termos do artigo 4..., § 3..., da Lei n 11.419/2006, verificando-se a interposição, por fac-símile, no dia 29 imediato. Os originais da petição foram apresentados dentro do prazo de cinco dias a que se refere o artigo 2... da Lei n 9.800/1999. Conheço do recurso, salientando, a esta altura, que se faz dirigido contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça por força de habeas corpus. Observem que a supressão de instância é instituto voltado a beneficiar e não a prejudicar a parte, valendo notar que, no habeas, apenas existe uma – a revelada pelo paciente. De qualquer forma, se, em qualquer processo, é possível o implemento do habeas de ofício, uma vez constatada ilegalidade a alcançar o direito de ir e vir do cidadão, o que se dirá quando se trata de habeas corpus. No mais, salta aos olhos o excesso de prazo na formação da culpa. O paciente está condenado à pena privativa da liberdade de dezesseis anos e quatro meses de reclusão, não havendo, até aqui, a culpa selada ante a pendência de recursos. Foi preso em flagrante em 11 de janeiro de 2001. Em síntese, na data de hoje – 18 de junho de 2013 –, a custódia provisória já perdura por doze anos, cinco meses e sete dias. Provejo o recurso para implementar a ordem. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: caso o paciente não se encontre recolhido por motivo diverso da prisão preventiva determinada pelo Juízo da 1... Vara do Júri da Comarca da Capital do Estado de São Paulo no Processo n 157/2001 – Unidade III. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4056818. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Os pressupostos de recorribilidade estão atendidos. O recurso veio subscrito por profissionais da advocacia devidamente credenciados, tendo sido protocolado no prazo legal. O acórdão impugnado foi disponibilizado no Diário da Justiça eletrônico em 19 de outubro de 2012, sexta-feira, e considerado publicado em 22 de outubro seguinte, nos termos do artigo 4..., § 3..., da Lei n 11.419/2006, verificando-se a interposição, por fac-símile, no dia 29 imediato. Os originais da petição foram apresentados dentro do prazo de cinco dias a que se refere o artigo 2... da Lei n 9.800/1999. Conheço do recurso, salientando, a esta altura, que se faz dirigido contra acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça por força de habeas corpus. Observem que a supressão de instância é instituto voltado a beneficiar e não a prejudicar a parte, valendo notar que, no habeas, apenas existe uma – a revelada pelo paciente. De qualquer forma, se, em qualquer processo, é possível o implemento do habeas de ofício, uma vez constatada ilegalidade a alcançar o direito de ir e vir do cidadão, o que se dirá quando se trata de habeas corpus. No mais, salta aos olhos o excesso de prazo na formação da culpa. O paciente está condenado à pena privativa da liberdade de dezesseis anos e quatro meses de reclusão, não havendo, até aqui, a culpa selada ante a pendência de recursos. Foi preso em flagrante em 11 de janeiro de 2001. Em síntese, na data de hoje – 18 de junho de 2013 –, a custódia provisória já perdura por doze anos, cinco meses e sete dias. Provejo o recurso para implementar a ordem. Expeçam alvará de soltura a ser cumprido com as cautelas próprias: caso o paciente não se encontre recolhido por motivo diverso da prisão preventiva determinada pelo Juízo da 1... Vara do Júri da Comarca da Capital do Estado de São Paulo no Processo n 157/2001 – Unidade III. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4056818. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) : NIUEDSON GOMES ARAÚJO ADV.(A/S) : SANDRA GONÇALVES PIRES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105055 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116.707 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO RECTE.(S) : NIUEDSON GOMES ARAÚJO ADV.(A/S) : SANDRA GONÇALVES PIRES E OUTRO(A/S) RECDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA Decisão: A Turma deu provimento ao recurso ordinário em habeas corpus, nos termos do voto do Relator. Unânime. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Dias Toffoli. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105055 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116 . 707", "RHC 116707 / SP", "RHC 116707 / SP", "RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS 116 . 707", "Recurso Especial n 1 . 309 . 077 / SP", "Habeas Corpus n 190 . 716", "HABEAS CORPUS 116 . 707", "Recurso Especial n 1 . 309 . 077 / SP", "Habeas Corpus n 190 . 716", "RHC 116707 / SP", "RHC 116707 / SP", "RHC", "RHC 116707 / SP", "HABEAS CORPUS 116 . 707", "Processo n 157 / 2001", "RECURSO ORDINÁRIO", "HABEAS CORPUS 116 . 707", "HABEAS CORPUS 116 . 707" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 4 . . . , § 3 . . . , da Lei n 11 . 419 / 2006", "artigo 2 . . . da Lei n 9 . 800 / 1999", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CARMEM RIBEIRO REIS ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de junho de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088185. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CARMEM RIBEIRO REIS ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 251 e 252, neguei provimento ao agravo, consignado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088186. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CARMEM RIBEIRO REIS ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 251 e 252, neguei provimento ao agravo, consignado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088186. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório AI 778234 AGR / GO fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 271 a 285, reitera as razões do extraordinário, insistindo na configuração de ofensa direta à Constituição Federal. Aduz não se tratar de reexame do conjunto fático-probatório. O Ministério Público do Estado de Goiás apresentou contraminuta, recebida como memorial (folha 292), apontando o trânsito em julgado da matéria e pleiteando o desprovimento do regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088186. Supremo Tribunal Federal AI 778234 AGR / GO fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 271 a 285, reitera as razões do extraordinário, insistindo na configuração de ofensa direta à Constituição Federal. Aduz não se tratar de reexame do conjunto fático-probatório. O Ministério Público do Estado de Goiás apresentou contraminuta, recebida como memorial (folha 292), apontando o trânsito em julgado da matéria e pleiteando o desprovimento do regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088186. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído (folha 75), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás negou provimento à apelação, consignando, em síntese (folha 169 a 172): 4 – Intimado o advogado dos acusados acerca da expedição de carta precatória para oitava de testemunhas, não se há falar em nulidade da audiência de inquirição. 5 – Matéria decidida em sede de habeas corpus, não pode ser objeto de reexame em recurso de apelação. 6 – No direito processual penal, vigora o princípio da pas de nullité sans grief, pelo qual não se cogita de nulidade sem ocorrência de prejuízos. Se o ato processual realizado, mesmo com irregularidade, cumpriu o seu fim, sem acarretar prejuízos à parte, o processo não estará eivado de nulidade. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088187. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído (folha 75), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás negou provimento à apelação, consignando, em síntese (folha 169 a 172): 4 – Intimado o advogado dos acusados acerca da expedição de carta precatória para oitava de testemunhas, não se há falar em nulidade da audiência de inquirição. 5 – Matéria decidida em sede de habeas corpus, não pode ser objeto de reexame em recurso de apelação. 6 – No direito processual penal, vigora o princípio da pas de nullité sans grief, pelo qual não se cogita de nulidade sem ocorrência de prejuízos. Se o ato processual realizado, mesmo com irregularidade, cumpriu o seu fim, sem acarretar prejuízos à parte, o processo não estará eivado de nulidade. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088187. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CARMEM RIBEIRO REIS ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105172 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CARMEM RIBEIRO REIS ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105172 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=4154601
2013-06-18T00:00:00
2013-08-01T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 18.6.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur237301
Número de páginas: 5. Análise: 14/08/2013, MJC.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
778234
null
AI-AgR
acordaos
AI 778234 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : CARMEM RIBEIRO REIS ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS
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Ementa e Acórdão 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CARMEM RIBEIRO REIS ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no agravo de instrumento, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 18 de junho de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088185. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CARMEM RIBEIRO REIS ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 251 e 252, neguei provimento ao agravo, consignado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088186. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :CARMEM RIBEIRO REIS ADV.(A/S) :MÁRIO SÉRGIO ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Por meio da decisão de folhas 251 e 252, neguei provimento ao agravo, consignado: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088186. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Relatório AI 778234 AGR / GO fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 271 a 285, reitera as razões do extraordinário, insistindo na configuração de ofensa direta à Constituição Federal. Aduz não se tratar de reexame do conjunto fático-probatório. O Ministério Público do Estado de Goiás apresentou contraminuta, recebida como memorial (folha 292), apontando o trânsito em julgado da matéria e pleiteando o desprovimento do regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088186. Supremo Tribunal Federal AI 778234 AGR / GO fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. A agravante, na minuta de folha 271 a 285, reitera as razões do extraordinário, insistindo na configuração de ofensa direta à Constituição Federal. Aduz não se tratar de reexame do conjunto fático-probatório. O Ministério Público do Estado de Goiás apresentou contraminuta, recebida como memorial (folha 292), apontando o trânsito em julgado da matéria e pleiteando o desprovimento do regimental. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088186. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído (folha 75), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás negou provimento à apelação, consignando, em síntese (folha 169 a 172): 4 – Intimado o advogado dos acusados acerca da expedição de carta precatória para oitava de testemunhas, não se há falar em nulidade da audiência de inquirição. 5 – Matéria decidida em sede de habeas corpus, não pode ser objeto de reexame em recurso de apelação. 6 – No direito processual penal, vigora o princípio da pas de nullité sans grief, pelo qual não se cogita de nulidade sem ocorrência de prejuízos. Se o ato processual realizado, mesmo com irregularidade, cumpriu o seu fim, sem acarretar prejuízos à parte, o processo não estará eivado de nulidade. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088187. Supremo Tribunal Federal 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 GOIÁS V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO (RELATOR) – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogado regularmente constituído (folha 75), foi protocolada no prazo legal. Conheço. Atentem para o que decidido na origem. O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás negou provimento à apelação, consignando, em síntese (folha 169 a 172): 4 – Intimado o advogado dos acusados acerca da expedição de carta precatória para oitava de testemunhas, não se há falar em nulidade da audiência de inquirição. 5 – Matéria decidida em sede de habeas corpus, não pode ser objeto de reexame em recurso de apelação. 6 – No direito processual penal, vigora o princípio da pas de nullité sans grief, pelo qual não se cogita de nulidade sem ocorrência de prejuízos. Se o ato processual realizado, mesmo com irregularidade, cumpriu o seu fim, sem acarretar prejuízos à parte, o processo não estará eivado de nulidade. O deslinde da controvérsia deu-se à luz dos fatos e das provas e sob o ângulo estritamente legal, não considerada a Constituição da República. A conclusão adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 4088187. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 18/06/2013 PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CARMEM RIBEIRO REIS ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105172 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 778.234 PROCED. : GOIÁS RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : CARMEM RIBEIRO REIS ADV.(A/S) : MÁRIO SÉRGIO ROSA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE GOIÁS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE GOIÁS Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 18.6.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Compareceram o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, assumindo a cadeira da Senhora Ministra Rosa Weber, e a Senhora Ministra Cármen Lúcia para julgar processos a eles vinculados. Subprocurador-Geral da República, Dr. Wagner Mathias. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 4105172 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) :DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SANDRA MARIA DIAS NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO EMENTA DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. MATÉRIA JORNALÍSTICA. RESPONSABILIZAÇÃO DE VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. POSSIBILIDADE. ADPF 130/DF. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.4.2009. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507779. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 857313 AGR / DF julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de março de 2013 Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507779. Supremo Tribunal Federal AI 857313 AGR / DF julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de março de 2013 Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) :DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SANDRA MARIA DIAS NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida (doc. 39, fls. 01-3), mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, maneja agravo regimental Empresa Folha da Manhã S/A (doc. 41, fls. 01-13). A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que desnecessário o exame do conjunto fático-probatório para enfrentamento das razões recursais e que os acórdãos indicados na decisão recorrida estão em confronto com o entendimento da Corte sedimentado na ADPF 130. Sustenta que a matéria jornalística “foi publicada no legítimo exercício de expressão, informação, e imprensa expressamente garantidas pelos dispositivos constitucionais elencados, sem que tenha havido, ao contrário do entendimento adotado pela E. Turma julgadora, qualquer abuso no exercício de tais direitos” (doc. 41, fl. 07). Aduz, por fim, que não se aplica à espécie a Súmula 279/STF, pois o debate se dá em âmbito constitucional. Acórdão recorrido publicado em 27.4.2009 (doc. 20). O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento ao agravo regimental em agravo de instrumento no recurso especial - acórdão com trânsito em julgado (doc. 37, fl. 01). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507780. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) :DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SANDRA MARIA DIAS NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida (doc. 39, fls. 01-3), mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, maneja agravo regimental Empresa Folha da Manhã S/A (doc. 41, fls. 01-13). A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que desnecessário o exame do conjunto fático-probatório para enfrentamento das razões recursais e que os acórdãos indicados na decisão recorrida estão em confronto com o entendimento da Corte sedimentado na ADPF 130. Sustenta que a matéria jornalística “foi publicada no legítimo exercício de expressão, informação, e imprensa expressamente garantidas pelos dispositivos constitucionais elencados, sem que tenha havido, ao contrário do entendimento adotado pela E. Turma julgadora, qualquer abuso no exercício de tais direitos” (doc. 41, fl. 07). Aduz, por fim, que não se aplica à espécie a Súmula 279/STF, pois o debate se dá em âmbito constitucional. Acórdão recorrido publicado em 27.4.2009 (doc. 20). O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento ao agravo regimental em agravo de instrumento no recurso especial - acórdão com trânsito em julgado (doc. 37, fl. 01). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 857313 AGR / DF É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507780. Supremo Tribunal Federal AI 857313 AGR / DF É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, IV, IX e XIV, e 220 da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal no sentido da possibilidade de responsabilização de veículos de comunicação por eventuais danos decorrentes da veiculação de matérias jornalísticas, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: ARE 650.931-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 13.8.2012, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5º, IV, IX e XIV, e 220 da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal no sentido da possibilidade de responsabilização de veículos de comunicação por eventuais danos decorrentes da veiculação de matérias jornalísticas, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: ARE 650.931-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 13.8.2012, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 857313 AGR / DF ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. MATÉRIA JORNALÍSTICA. RESPONSABILIZAÇÃO, A POSTERIORI, DE VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. POSSIBILIDADE. ADPF 130/DF. VERIFICAÇÃO, IN CONCRETO, DA EXISTÊNCIA DE DANO INDENIZÁVEL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte, no julgamento da ADPF 130/DF, Rel. Min. Ayres Britto, assentou que não constitui forma de censura à imprensa a responsabilização penal, civil ou administrativa, a posteriori, de veículo de comunicação em razão de dano moral por ele causado ante a publicação de matéria jornalística. II – No caso dos autos, a verificação da existência de dano moral indenizável exige a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, na espécie, a Súmula 279 do STF. III – Agravo regimental improvido’ (destaquei). O Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento no sentido de que, na espécie, pode ser atribuída a conduta do recorrente – comissiva ou omissiva – a responsabilidade pelos danos eventualmente sofridos pelo autor. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo. Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/STF, segundo a qual “para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: RE 601.166-AgR/RP, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 14.8.2012; RE 516.836-AgR/DF, Rel. Min. Dias Tóffoli, 1ª Turma, DJe 30.9.2011; AI 804.596-AgR/SE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 16.9.2011; ARE 698.782-AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 04.9.2012; AI 826.234-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 02.3.2011, cuja ementa transcrevo: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Supremo Tribunal Federal AI 857313 AGR / DF ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. MATÉRIA JORNALÍSTICA. RESPONSABILIZAÇÃO, A POSTERIORI, DE VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. POSSIBILIDADE. ADPF 130/DF. VERIFICAÇÃO, IN CONCRETO, DA EXISTÊNCIA DE DANO INDENIZÁVEL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO STF. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte, no julgamento da ADPF 130/DF, Rel. Min. Ayres Britto, assentou que não constitui forma de censura à imprensa a responsabilização penal, civil ou administrativa, a posteriori, de veículo de comunicação em razão de dano moral por ele causado ante a publicação de matéria jornalística. II – No caso dos autos, a verificação da existência de dano moral indenizável exige a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, na espécie, a Súmula 279 do STF. III – Agravo regimental improvido’ (destaquei). O Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento no sentido de que, na espécie, pode ser atribuída a conduta do recorrente – comissiva ou omissiva – a responsabilidade pelos danos eventualmente sofridos pelo autor. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo. Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/STF, segundo a qual “para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: RE 601.166-AgR/RP, Rel. Min. Marco Aurélio, 1ª Turma, DJe 14.8.2012; RE 516.836-AgR/DF, Rel. Min. Dias Tóffoli, 1ª Turma, DJe 30.9.2011; AI 804.596-AgR/SE, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 16.9.2011; ARE 698.782-AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª Turma, DJe 04.9.2012; AI 826.234-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 02.3.2011, cuja ementa transcrevo: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 857313 AGR / DF ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. 1. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSIÇÃO DE MULTA EM RAZÃO DA LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MATÉRIA DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao texto constitucional demande primeiramente do reexame do conjunto fático-probatório constante nos autos, consoante se denota do acórdão regional, ementado nos seguintes termos: “APELAÇÃO CIVIL. DANO MORAL. LEI DE IMPRENSA. RECURSO ADESIVO. 1. Todo dano é indenizável, seja material ou moral, é o que decorre do comando das disposições do artigo 159, do antigo Código Civil Brasileiro. Responsabilidade da empresa Jornalística – matéria sumulada no STJ sob o verbete 221 - ‘São civilmente responsáveis pelos ressarcimentos de danos, decorrentes de publicações pela imprensa, tanto o autor do escrito, quanto o proprietário do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Supremo Tribunal Federal AI 857313 AGR / DF ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. 1. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSIÇÃO DE MULTA EM RAZÃO DA LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MATÉRIA DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao texto constitucional demande primeiramente do reexame do conjunto fático-probatório constante nos autos, consoante se denota do acórdão regional, ementado nos seguintes termos: “APELAÇÃO CIVIL. DANO MORAL. LEI DE IMPRENSA. RECURSO ADESIVO. 1. Todo dano é indenizável, seja material ou moral, é o que decorre do comando das disposições do artigo 159, do antigo Código Civil Brasileiro. Responsabilidade da empresa Jornalística – matéria sumulada no STJ sob o verbete 221 - ‘São civilmente responsáveis pelos ressarcimentos de danos, decorrentes de publicações pela imprensa, tanto o autor do escrito, quanto o proprietário do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 857313 AGR / DF veículo de divulgação’. 2. Negado provimento aos recursos” (doc. 13, fl. 01). A jurisprudência da Corte é pacífica ante a necessidade de reelaboração da moldura fática constante no acórdão regional – sobre indenização por danos morais e materiais-, em face do óbice da Súmula 279/STF, nesse sentido: ARE 685.410-AgR/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 10.12.2012, ARE 676.769-AgR/MA, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 12.12.2012, AI 811.217-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.12.2012, RE 635.734-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 14.12.2012 e AI 833.029-AgR/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 13.08.2012, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTIGOS 5º, LIV E LV, e 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. O Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ainda que assim não fosse, esta Corte firmou entendimento no sentido de que, em regra, as alegações de afronta aos mencionados princípios configuram, quando muito, ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, quanto à existência do dever de indenizar, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento”. Com espeque no conjunto probatório, ante a constatação de ofensa à personalidade, causada pela publicação da matéria jornalística que transborda o direito de liberdade de informação, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal concluiu pelo cabimento de danos morais indenizáveis. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 279/STF. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Supremo Tribunal Federal AI 857313 AGR / DF veículo de divulgação’. 2. Negado provimento aos recursos” (doc. 13, fl. 01). A jurisprudência da Corte é pacífica ante a necessidade de reelaboração da moldura fática constante no acórdão regional – sobre indenização por danos morais e materiais-, em face do óbice da Súmula 279/STF, nesse sentido: ARE 685.410-AgR/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 10.12.2012, ARE 676.769-AgR/MA, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 12.12.2012, AI 811.217-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.12.2012, RE 635.734-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 14.12.2012 e AI 833.029-AgR/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 13.08.2012, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTIGOS 5º, LIV E LV, e 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. O Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ainda que assim não fosse, esta Corte firmou entendimento no sentido de que, em regra, as alegações de afronta aos mencionados princípios configuram, quando muito, ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, quanto à existência do dever de indenizar, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279/STF. Agravo regimental a que se nega provimento”. Com espeque no conjunto probatório, ante a constatação de ofensa à personalidade, causada pela publicação da matéria jornalística que transborda o direito de liberdade de informação, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal concluiu pelo cabimento de danos morais indenizáveis. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 279/STF. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 857313 AGR / DF De outra parte, Não há falar em ofensa ao julgado na ADPF 130. O Pleno decidiu que a responsabilização penal, civil ou administrativa de veículo de comunicação em razão de dano moral por ele causado decorrente de publicação de matéria jornalística, a posteriori, não constitui forma de censura à imprensa. Trago à colação trecho do acórdão da ADPF 130, Rel. Min. Ayres Britto, que firmou entendimento sobre a questão: “(...) PONDERAÇÃO DIRETAMENTE CONSTITUCIONAL ENTRE BLOCOS DE BENS DE PERSONALIDADE: O BLOCO DOS DIREITOS QUE DÃO CONTEÚDO À LIBERDADE DE IMPRENSA E O BLOCO DOS DIREITOS À IMAGEM, HONRA, INTIMIDADE E VIDA PRIVADA. PRECEDÊNCIA DO PRIMEIRO BLOCO. INCIDÊNCIA A POSTERIORI DO SEGUNDO BLOCO DE DIREITOS, PARA O EFEITO DE ASSEGURAR O DIREITO DE RESPOSTA E ASSENTAR RESPONSABILIDADES PENAL, CIVIL E ADMINISTRATIVA, ENTRE OUTRAS CONSEQUÊNCIAS DO PLENO GOZO DA LIBERDADE DE IMPRENSA. PECULIAR FÓRMULA CONSTITUCIONAL DE PROTEÇÃO A INTERESSES PRIVADOS QUE, MESMO INCIDINDO A POSTERIORI, ATUA SOBRE AS CAUSAS PARA INIBIR ABUSOS POR PARTE DA IMPRENSA. PROPORCIONALIDADE ENTRE LIBERDADE DE IMPRENSA E RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS E MATERIAIS A TERCEIROS. RELAÇÃO DE MÚTUA CAUSALIDADE ENTRE LIBERDADE DE IMPRENSA E DEMOCRACIA. (...)” (DJe 06.11.2009). Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Supremo Tribunal Federal AI 857313 AGR / DF De outra parte, Não há falar em ofensa ao julgado na ADPF 130. O Pleno decidiu que a responsabilização penal, civil ou administrativa de veículo de comunicação em razão de dano moral por ele causado decorrente de publicação de matéria jornalística, a posteriori, não constitui forma de censura à imprensa. Trago à colação trecho do acórdão da ADPF 130, Rel. Min. Ayres Britto, que firmou entendimento sobre a questão: “(...) PONDERAÇÃO DIRETAMENTE CONSTITUCIONAL ENTRE BLOCOS DE BENS DE PERSONALIDADE: O BLOCO DOS DIREITOS QUE DÃO CONTEÚDO À LIBERDADE DE IMPRENSA E O BLOCO DOS DIREITOS À IMAGEM, HONRA, INTIMIDADE E VIDA PRIVADA. PRECEDÊNCIA DO PRIMEIRO BLOCO. INCIDÊNCIA A POSTERIORI DO SEGUNDO BLOCO DE DIREITOS, PARA O EFEITO DE ASSEGURAR O DIREITO DE RESPOSTA E ASSENTAR RESPONSABILIDADES PENAL, CIVIL E ADMINISTRATIVA, ENTRE OUTRAS CONSEQUÊNCIAS DO PLENO GOZO DA LIBERDADE DE IMPRENSA. PECULIAR FÓRMULA CONSTITUCIONAL DE PROTEÇÃO A INTERESSES PRIVADOS QUE, MESMO INCIDINDO A POSTERIORI, ATUA SOBRE AS CAUSAS PARA INIBIR ABUSOS POR PARTE DA IMPRENSA. PROPORCIONALIDADE ENTRE LIBERDADE DE IMPRENSA E RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS E MATERIAIS A TERCEIROS. RELAÇÃO DE MÚTUA CAUSALIDADE ENTRE LIBERDADE DE IMPRENSA E DEMOCRACIA. (...)” (DJe 06.11.2009). Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) : DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SANDRA MARIA DIAS NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3542018 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) : DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SANDRA MARIA DIAS NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3542018 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3561188
2013-03-12T00:00:00
2013-04-01T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. MATÉRIA JORNALÍSTICA. RESPONSABILIZAÇÃO DE VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. POSSIBILIDADE. ADPF 130/DF. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.4.2009. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo conhecido e não provido.
sjur227152
- Acórdão (s) citado (s): (RESPONSABILIZAÇÃO JUDICIAL, VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO) ADPF 130 (TP) (SÚMULA 279) ARE 685410 AgR (2ªT), ARE 676769 AgR (1ªT), AI 811217 AgR (2ªT), RE 635734 AgR (1ªT), AI 833029 AgR (2ªT). Número de páginas: 10. Análise: 25/04/2013, BMB.
ROSA WEBER
Primeira Turma
857313
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 857313 AgR
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AGTE.(S) : EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) : DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SANDRA MARIA DIAS NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) :DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SANDRA MARIA DIAS NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO EMENTA DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. MATÉRIA JORNALÍSTICA. RESPONSABILIZAÇÃO DE VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. POSSIBILIDADE. ADPF 130/DF. VERIFICAÇÃO IN CONCRETO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 27.4.2009. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507779. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 857313 AGR / DF julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de março de 2013 Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507779. Supremo Tribunal Federal AI 857313 AGR / DF julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 12 de março de 2013 Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507779. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) :DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SANDRA MARIA DIAS NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida (doc. 39, fls. 01-3), mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, maneja agravo regimental Empresa Folha da Manhã S/A (doc. 41, fls. 01-13). A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que desnecessário o exame do conjunto fático-probatório para enfrentamento das razões recursais e que os acórdãos indicados na decisão recorrida estão em confronto com o entendimento da Corte sedimentado na ADPF 130. Sustenta que a matéria jornalística “foi publicada no legítimo exercício de expressão, informação, e imprensa expressamente garantidas pelos dispositivos constitucionais elencados, sem que tenha havido, ao contrário do entendimento adotado pela E. Turma julgadora, qualquer abuso no exercício de tais direitos” (doc. 41, fl. 07). Aduz, por fim, que não se aplica à espécie a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, pois o debate se dá em âmbito constitucional. Acórdão recorrido publicado em 27.4.2009 (doc. 20). O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento ao agravo regimental em agravo de instrumento no recurso especial - acórdão com trânsito em julgado (doc. 37, fl. 01). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507780. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) :DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :SANDRA MARIA DIAS NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) :OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA ADV.(A/S) :VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida (doc. 39, fls. 01-3), mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento interposto contra acórdão do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, maneja agravo regimental Empresa Folha da Manhã S/A (doc. 41, fls. 01-13). A agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que desnecessário o exame do conjunto fático-probatório para enfrentamento das razões recursais e que os acórdãos indicados na decisão recorrida estão em confronto com o entendimento da Corte sedimentado na ADPF 130. Sustenta que a matéria jornalística “foi publicada no legítimo exercício de expressão, informação, e imprensa expressamente garantidas pelos dispositivos constitucionais elencados, sem que tenha havido, ao contrário do entendimento adotado pela E. Turma julgadora, qualquer abuso no exercício de tais direitos” (doc. 41, fl. 07). Aduz, por fim, que não se aplica à espécie a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, pois o debate se dá em âmbito constitucional. Acórdão recorrido publicado em 27.4.2009 (doc. 20). O Superior Tribunal de Justiça rejeitou os embargos de declaração opostos contra acórdão que negou provimento ao agravo regimental em agravo de instrumento no recurso especial - acórdão com trânsito em julgado (doc. 37, fl. 01). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 857313 AGR / DF É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507780. Supremo Tribunal Federal AI 857313 AGR / DF É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507780. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., IV, IX e XIV, e 220 da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal no sentido da possibilidade de responsabilização de veículos de comunicação por eventuais danos decorrentes da veiculação de matérias jornalísticas, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: ARE 650.931-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 13.8.2012, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 DISTRITO FEDERAL VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo de instrumento. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta aos arts. 5..., IV, IX e XIV, e 220 da Lei Maior. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. O acórdão recorrido não diverge da jurisprudência firmada no âmbito deste Supremo Tribunal Federal no sentido da possibilidade de responsabilização de veículos de comunicação por eventuais danos decorrentes da veiculação de matérias jornalísticas, razão pela qual não se divisa a alegada ofensa aos dispositivos constitucionais suscitados. Nesse sentido: ARE 650.931-AgR/SP, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 13.8.2012, verbis: Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 857313 AGR / DF ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. MATÉRIA JORNALÍSTICA. RESPONSABILIZAÇÃO, A POSTERIORI, DE VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. POSSIBILIDADE. ADPF 130/DF. VERIFICAÇÃO, IN CONCRETO, DA EXISTÊNCIA DE DANO INDENIZÁVEL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte, no julgamento da ADPF 130/DF, Rel. Min. Ayres Britto, assentou que não constitui forma de censura à imprensa a responsabilização penal, civil ou administrativa, a posteriori, de veículo de comunicação em razão de dano moral por ele causado ante a publicação de matéria jornalística. II – No caso dos autos, a verificação da existência de dano moral indenizável exige a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, na espécie, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido’ (destaquei). O Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento no sentido de que, na espécie, pode ser atribuída a conduta do recorrente – comissiva ou omissiva – a responsabilidade pelos danos eventualmente sofridos pelo autor. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo. Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, segundo a qual “para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 601.166-AgR/RP, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 14.8.2012; Recurso Extraordinário 516.836-AgR/DF, Rel. Min. Dias Tóffoli, 1... Turma, DJe 30.9.2011; AI 804.596-AgR/SE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 16.9.2011; ARE 698.782-AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 04.9.2012; AI 826.234-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 02.3.2011, cuja ementa transcrevo: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Supremo Tribunal Federal AI 857313 AGR / DF ‘AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. DANO MORAL. MATÉRIA JORNALÍSTICA. RESPONSABILIZAÇÃO, A POSTERIORI, DE VEÍCULO DE COMUNICAÇÃO. POSSIBILIDADE. ADPF 130/DF. VERIFICAÇÃO, IN CONCRETO, DA EXISTÊNCIA DE DANO INDENIZÁVEL. NECESSIDADE DE REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO DOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. AGRAVO IMPROVIDO. I – Esta Corte, no julgamento da ADPF 130/DF, Rel. Min. Ayres Britto, assentou que não constitui forma de censura à imprensa a responsabilização penal, civil ou administrativa, a posteriori, de veículo de comunicação em razão de dano moral por ele causado ante a publicação de matéria jornalística. II – No caso dos autos, a verificação da existência de dano moral indenizável exige a análise do conjunto fático-probatório constante dos autos. Incide, na espécie, a Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III – Agravo regimental improvido’ (destaquei). O Tribunal de origem lastreou-se na prova produzida para firmar seu convencimento no sentido de que, na espécie, pode ser atribuída a conduta do recorrente – comissiva ou omissiva – a responsabilidade pelos danos eventualmente sofridos pelo autor. Nesse contexto, somente mediante o revolvimento do quadro fático delineado seria possível aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo. Inadmissível, pois, o recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, segundo a qual “para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário”. Nesse sentido: Recurso Extraordinário 601.166-AgR/RP, Rel. Min. Marco Aurélio, 1... Turma, DJe 14.8.2012; Recurso Extraordinário 516.836-AgR/DF, Rel. Min. Dias Tóffoli, 1... Turma, DJe 30.9.2011; AI 804.596-AgR/SE, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 16.9.2011; ARE 698.782-AgR/BA, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2... Turma, DJe 04.9.2012; AI 826.234-AgR/SP, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 02.3.2011, cuja ementa transcrevo: 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 857313 AGR / DF ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. 1. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSIÇÃO DE MULTA EM RAZÃO DA LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MATÉRIA DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao texto constitucional demande primeiramente do reexame do conjunto fático-probatório constante nos autos, consoante se denota do acórdão regional, ementado nos seguintes termos: “APELAÇÃO CIVIL. DANO MORAL. LEI DE IMPRENSA. RECURSO ADESIVO. 1. Todo dano é indenizável, seja material ou moral, é o que decorre do comando das disposições do artigo 159, do antigo Código Civil Brasileiro. Responsabilidade da empresa Jornalística – matéria sumulada no Superior Tribunal de Justiça sob o verbete 221 - ‘São civilmente responsáveis pelos ressarcimentos de danos, decorrentes de publicações pela imprensa, tanto o autor do escrito, quanto o proprietário do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Supremo Tribunal Federal AI 857313 AGR / DF ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. 1. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMPOSSIBILIDADE DA ANÁLISE DA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E DO REEXAME DE PROVAS. SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 2. IMPOSIÇÃO DE MULTA EM RAZÃO DA LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. MATÉRIA DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO’. Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput)”. Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao texto constitucional demande primeiramente do reexame do conjunto fático-probatório constante nos autos, consoante se denota do acórdão regional, ementado nos seguintes termos: “APELAÇÃO CIVIL. DANO MORAL. LEI DE IMPRENSA. RECURSO ADESIVO. 1. Todo dano é indenizável, seja material ou moral, é o que decorre do comando das disposições do artigo 159, do antigo Código Civil Brasileiro. Responsabilidade da empresa Jornalística – matéria sumulada no Superior Tribunal de Justiça sob o verbete 221 - ‘São civilmente responsáveis pelos ressarcimentos de danos, decorrentes de publicações pela imprensa, tanto o autor do escrito, quanto o proprietário do 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 857313 AGR / DF veículo de divulgação’. 2. Negado provimento aos recursos” (doc. 13, fl. 01). A jurisprudência da Corte é pacífica ante a necessidade de reelaboração da moldura fática constante no acórdão regional – sobre indenização por danos morais e materiais-, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, nesse sentido: ARE 685.410-AgR/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 10.12.2012, ARE 676.769-AgR/MA, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 12.12.2012, AI 811.217-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.12.2012, Recurso Extraordinário 635.734-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 14.12.2012 e AI 833.029-AgR/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 13.08.2012, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTIGOS 5..., LIV E LV, e 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ainda que assim não fosse, esta Corte firmou entendimento no sentido de que, em regra, as alegações de afronta aos mencionados princípios configuram, quando muito, ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, quanto à existência do dever de indenizar, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento”. Com espeque no conjunto probatório, ante a constatação de ofensa à personalidade, causada pela publicação da matéria jornalística que transborda o direito de liberdade de informação, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal concluiu pelo cabimento de danos morais indenizáveis. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Supremo Tribunal Federal AI 857313 AGR / DF veículo de divulgação’. 2. Negado provimento aos recursos” (doc. 13, fl. 01). A jurisprudência da Corte é pacífica ante a necessidade de reelaboração da moldura fática constante no acórdão regional – sobre indenização por danos morais e materiais-, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, nesse sentido: ARE 685.410-AgR/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 10.12.2012, ARE 676.769-AgR/MA, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 12.12.2012, AI 811.217-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.12.2012, Recurso Extraordinário 635.734-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 14.12.2012 e AI 833.029-AgR/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 13.08.2012, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL. INEXISTÊNCIA DE OFENSA AOS ARTIGOS 5..., LIV E LV, e 93, IX, DA CONSTITUIÇÃO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. O Tribunal de origem prestou jurisdição por acórdão devidamente fundamentado, em observância aos princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa. Ainda que assim não fosse, esta Corte firmou entendimento no sentido de que, em regra, as alegações de afronta aos mencionados princípios configuram, quando muito, ofensa indireta ou reflexa à Constituição da República. Para se chegar a conclusão diversa daquela a que chegou o acórdão recorrido, quanto à existência do dever de indenizar, seria necessário reexaminar os fatos da causa, o que é vedado na esfera do recurso extraordinário, de acordo com a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental a que se nega provimento”. Com espeque no conjunto probatório, ante a constatação de ofensa à personalidade, causada pela publicação da matéria jornalística que transborda o direito de liberdade de informação, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal concluiu pelo cabimento de danos morais indenizáveis. A pretensão da recorrente de obter decisão em sentido diverso encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 857313 AGR / DF De outra parte, Não há falar em ofensa ao julgado na ADPF 130. O Pleno decidiu que a responsabilização penal, civil ou administrativa de veículo de comunicação em razão de dano moral por ele causado decorrente de publicação de matéria jornalística, a posteriori, não constitui forma de censura à imprensa. Trago à colação trecho do acórdão da ADPF 130, Rel. Min. Ayres Britto, que firmou entendimento sobre a questão: “(...) PONDERAÇÃO DIRETAMENTE CONSTITUCIONAL ENTRE BLOCOS DE BENS DE PERSONALIDADE: O BLOCO DOS DIREITOS QUE DÃO CONTEÚDO À LIBERDADE DE IMPRENSA E O BLOCO DOS DIREITOS À IMAGEM, HONRA, INTIMIDADE E VIDA PRIVADA. PRECEDÊNCIA DO PRIMEIRO BLOCO. INCIDÊNCIA A POSTERIORI DO SEGUNDO BLOCO DE DIREITOS, PARA O EFEITO DE ASSEGURAR O DIREITO DE RESPOSTA E ASSENTAR RESPONSABILIDADES PENAL, CIVIL E ADMINISTRATIVA, ENTRE OUTRAS CONSEQUÊNCIAS DO PLENO GOZO DA LIBERDADE DE IMPRENSA. PECULIAR FÓRMULA CONSTITUCIONAL DE PROTEÇÃO A INTERESSES PRIVADOS QUE, MESMO INCIDINDO A POSTERIORI, ATUA SOBRE AS CAUSAS PARA INIBIR ABUSOS POR PARTE DA IMPRENSA. PROPORCIONALIDADE ENTRE LIBERDADE DE IMPRENSA E RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS E MATERIAIS A TERCEIROS. RELAÇÃO DE MÚTUA CAUSALIDADE ENTRE LIBERDADE DE IMPRENSA E DEMOCRACIA. (...)” (DJe 06.11.2009). Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Supremo Tribunal Federal AI 857313 AGR / DF De outra parte, Não há falar em ofensa ao julgado na ADPF 130. O Pleno decidiu que a responsabilização penal, civil ou administrativa de veículo de comunicação em razão de dano moral por ele causado decorrente de publicação de matéria jornalística, a posteriori, não constitui forma de censura à imprensa. Trago à colação trecho do acórdão da ADPF 130, Rel. Min. Ayres Britto, que firmou entendimento sobre a questão: “(...) PONDERAÇÃO DIRETAMENTE CONSTITUCIONAL ENTRE BLOCOS DE BENS DE PERSONALIDADE: O BLOCO DOS DIREITOS QUE DÃO CONTEÚDO À LIBERDADE DE IMPRENSA E O BLOCO DOS DIREITOS À IMAGEM, HONRA, INTIMIDADE E VIDA PRIVADA. PRECEDÊNCIA DO PRIMEIRO BLOCO. INCIDÊNCIA A POSTERIORI DO SEGUNDO BLOCO DE DIREITOS, PARA O EFEITO DE ASSEGURAR O DIREITO DE RESPOSTA E ASSENTAR RESPONSABILIDADES PENAL, CIVIL E ADMINISTRATIVA, ENTRE OUTRAS CONSEQUÊNCIAS DO PLENO GOZO DA LIBERDADE DE IMPRENSA. PECULIAR FÓRMULA CONSTITUCIONAL DE PROTEÇÃO A INTERESSES PRIVADOS QUE, MESMO INCIDINDO A POSTERIORI, ATUA SOBRE AS CAUSAS PARA INIBIR ABUSOS POR PARTE DA IMPRENSA. PROPORCIONALIDADE ENTRE LIBERDADE DE IMPRENSA E RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANOS MORAIS E MATERIAIS A TERCEIROS. RELAÇÃO DE MÚTUA CAUSALIDADE ENTRE LIBERDADE DE IMPRENSA E DEMOCRACIA. (...)” (DJe 06.11.2009). Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507781. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) : DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SANDRA MARIA DIAS NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3542018 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 857.313 PROCED. : DISTRITO FEDERAL RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S/A ADV.(A/S) : DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : SANDRA MARIA DIAS NUNES E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN E OUTRO(A/S) INTDO.(A/S) : OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA ADV.(A/S) : VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3542018 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 857 . 313", "ADPF 130 / DF", "SÚMULA 279 /", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "AI 857313 AGR / DF", "AI 857313 AGR / DF", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 857 . 313", "ADPF 130", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 857 . 313", "ADPF 130", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 857313 AGR / DF", "AI 857313 AGR / DF", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 857 . 313", "ARE 650 . 931 - AgR / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 857 . 313", "ARE 650 . 931 - AgR / SP", "AI 857313 AGR / DF", "ADPF 130 / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ADPF 130 / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 601 . 166 - AgR / RP", "Recurso Extraordinário 516 . 836 - AgR / DF", "AI 804 . 596 - AgR / SE", "ARE 698 . 782 - AgR / BA", "AI 826 . 234 - AgR / SP", "AI 857313 AGR / DF", "ADPF 130 / DF", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "ADPF 130 / DF", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 601 . 166 - 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Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "1", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ".", "1", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "1", ".", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO", "1", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ".", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "/", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", "1", "2", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal", "279", "/", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", "2", "Tribunal de Justiça do Distrito Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Pleno", "BLOCO", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S / A", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "EMPRESA FOLHA DA MANHÃ S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "DIEGO VEGA", "POSSEBON DA SILVA", "SANDRA MARIA DIAS NUNES", "JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN", "OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA", "SANDRA MARIA DIAS NUNES", "JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN", "OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA", "SANDRA MARIA DIAS NUNES", "JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN", "OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "Rosa Weber", "Ricardo Lewandowski", "ROSA WEBER", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Dias Tóffoli", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Ayres Britto", "Marco Aurélio", "Dias Tóffoli", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "ROSA WEBER", "ROSA WEBER", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", "Ricardo Lewandowski", "Cármen Lúcia", "Dias Toffoli", "Joaquim Barbosa", "ROSA WEBER", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "ROSA WEBER", "DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA", "SANDRA MARIA DIAS NUNES", "JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN", "OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "DIEGO VEGA POSSEBON DA SILVA", "SANDRA MARIA DIAS NUNES", "JOSÉ EDUARDO RANGEL ALCKMIN", "OSWALDO JOSÉ BARBOSA SILVA", "VALÉRIO ALVARENGA MONTEIRO DE CASTRO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2013", "27", ".", "4", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "27", ".", "4", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "27", ".", "4", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "13", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "13", ".", "8", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2012", "30", ".", "9", ".", "2011", "16", ".", "9", ".", "2011", "04", ".", "9", ".", "2012", "02", ".", "3", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "14", ".", "8", ".", "2012", "30", ".", "9", ".", "2011", "16", ".", "9", ".", "2011", "04", ".", "9", ".", "2012", "02", ".", "3", ".", "2011", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "12", ".", "2012", "12", ".", "12", ".", "2012", "05", ".", "12", ".", "2012", "14", ".", "12", ".", "2012", "13", ".", "08", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "10", ".", "12", ".", "2012", "12", ".", "12", ".", "2012", "05", ".", "12", ".", "2012", "14", ".", "12", ".", "2012", "13", ".", "08", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "11", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "06", ".", "11", ".", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :APARECIDO CONTIN E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :PGE-SP - MIRIAN KIYOKO MURAKAWA EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. MILITARES. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 4. ESTABELECIMENTO DA BASE DE CÁLCULO. TOTAL DA REMUNERAÇÃO. VEDAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE O PODER JUDICIÁRIO ATUAR COMO LEGISLADOR POSITIVO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513349. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :APARECIDO CONTIN E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :PGE-SP - MIRIAN KIYOKO MURAKAWA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com base no entendimento consolidado através da Súmula Vinculante 4, qual seja: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.”. A parte agravante sustenta, em síntese, que: (I) o pedido é no mesmo sentido do entendimento da Súmula Vinculante 4; (II) “(...) o pleito dos agravantes comporta acolhimento, em parte, apenas para afastar a utilização do salário mínimo como base de cálculo, mantendo-se, no entanto, o resgate do adicional de insalubridade pelo seu valor atual, em reais, até a superveniência de nova legislação que vem disciplinar outro critério de cálculo.” (fls. 336/337) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513350. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :APARECIDO CONTIN E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :PGE-SP - MIRIAN KIYOKO MURAKAWA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com base no entendimento consolidado através da Súmula Vinculante 4, qual seja: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.”. A parte agravante sustenta, em síntese, que: (I) o pedido é no mesmo sentido do entendimento da Súmula Vinculante 4; (II) “(...) o pleito dos agravantes comporta acolhimento, em parte, apenas para afastar a utilização do salário mínimo como base de cálculo, mantendo-se, no entanto, o resgate do adicional de insalubridade pelo seu valor atual, em reais, até a superveniência de nova legislação que vem disciplinar outro critério de cálculo.” (fls. 336/337) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 3. O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o RE 565.714, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, reconheceu a proibição constitucional de utilização do salário mínimo como base de cálculo para qualquer vantagem de servidor público ou de empregado. Mais: decidiu ser impossível julgar procedente o pedido —— que a base de cálculo do adicional de insalubridade fosse calculada sobre o total da remuneração ——, sob pena de o Judiciário atuar como legislador positivo. 4. Nessa mesma assentada, foi editada a Súmula Vinculante nº 4, que põe fim à controvérsia destes autos. Leia- se: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.” Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso. Publique-se. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513351. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 3. O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o RE 565.714, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, reconheceu a proibição constitucional de utilização do salário mínimo como base de cálculo para qualquer vantagem de servidor público ou de empregado. Mais: decidiu ser impossível julgar procedente o pedido —— que a base de cálculo do adicional de insalubridade fosse calculada sobre o total da remuneração ——, sob pena de o Judiciário atuar como legislador positivo. 4. Nessa mesma assentada, foi editada a Súmula Vinculante nº 4, que põe fim à controvérsia destes autos. Leia- se: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.” Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do CPC e ao § 1º do art. 21 do RI/STF, nego seguimento ao recurso. Publique-se. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI RE 535354 AGR / SP 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513351. Supremo Tribunal Federal RE 535354 AGR / SP 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : APARECIDO CONTIN E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : PGE-SP - MIRIAN KIYOKO MURAKAWA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529956 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : APARECIDO CONTIN E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : PGE-SP - MIRIAN KIYOKO MURAKAWA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529956 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3542029
2013-03-12T00:00:00
2013-03-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. MILITARES. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 4. ESTABELECIMENTO DA BASE DE CÁLCULO. TOTAL DA REMUNERAÇÃO. VEDAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE O PODER JUDICIÁRIO ATUAR COMO LEGISLADOR POSITIVO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur226881
Número de páginas: 5. Análise: 15/04/2013, LLD.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
535354
[ "LEG-FED SUV-000010 \r\n SÚMULA VINCULANTE DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 535354 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : APARECIDO CONTIN E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : PGE-SP - MIRIAN KIYOKO MURAKAWA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :APARECIDO CONTIN E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :PGE-SP - MIRIAN KIYOKO MURAKAWA EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. MILITARES. ADICIONAL DE INSALUBRIDADE. VINCULAÇÃO AO SALÁRIO MÍNIMO. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA VINCULANTE 4. ESTABELECIMENTO DA BASE DE CÁLCULO. TOTAL DA REMUNERAÇÃO. VEDAÇÃO. IMPOSSIBILIDADE DE O PODER JUDICIÁRIO ATUAR COMO LEGISLADOR POSITIVO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513349. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :APARECIDO CONTIN E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :PGE-SP - MIRIAN KIYOKO MURAKAWA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com base no entendimento consolidado através da Súmula Vinculante 4, qual seja: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.”. A parte agravante sustenta, em síntese, que: (I) o pedido é no mesmo sentido do entendimento da Súmula Vinculante 4; (II) “(...) o pleito dos agravantes comporta acolhimento, em parte, apenas para afastar a utilização do salário mínimo como base de cálculo, mantendo-se, no entanto, o resgate do adicional de insalubridade pelo seu valor atual, em reais, até a superveniência de nova legislação que vem disciplinar outro critério de cálculo.” (fls. 336/337) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513350. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :APARECIDO CONTIN E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) :PGE-SP - MIRIAN KIYOKO MURAKAWA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário com base no entendimento consolidado através da Súmula Vinculante 4, qual seja: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.”. A parte agravante sustenta, em síntese, que: (I) o pedido é no mesmo sentido do entendimento da Súmula Vinculante 4; (II) “(...) o pleito dos agravantes comporta acolhimento, em parte, apenas para afastar a utilização do salário mínimo como base de cálculo, mantendo-se, no entanto, o resgate do adicional de insalubridade pelo seu valor atual, em reais, até a superveniência de nova legislação que vem disciplinar outro critério de cálculo.” (fls. 336/337) É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513350. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 3. O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o Recurso Extraordinário 565.714, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, reconheceu a proibição constitucional de utilização do salário mínimo como base de cálculo para qualquer vantagem de servidor público ou de empregado. Mais: decidiu ser impossível julgar procedente o pedido —— que a base de cálculo do adicional de insalubridade fosse calculada sobre o total da remuneração ——, sob pena de o Judiciário atuar como legislador positivo. 4. Nessa mesma assentada, foi editada a Súmula Vinculante n 4, que põe fim à controvérsia destes autos. Leia- se: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.” Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Publique-se. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513351. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 SÃO PAULO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. O agravo regimental não merece prosperar, pois a ausência de qualquer subsídio trazido pela agravante, capaz de alterar os fundamentos da decisão ora agravada, faz subsistir incólume o entendimento nela firmado. Portanto, não há falar em reparos na decisão, pelo que se reafirma seu teor: 3. O Supremo Tribunal Federal, ao apreciar o Recurso Extraordinário 565.714, da relatoria da ministra Cármen Lúcia, reconheceu a proibição constitucional de utilização do salário mínimo como base de cálculo para qualquer vantagem de servidor público ou de empregado. Mais: decidiu ser impossível julgar procedente o pedido —— que a base de cálculo do adicional de insalubridade fosse calculada sobre o total da remuneração ——, sob pena de o Judiciário atuar como legislador positivo. 4. Nessa mesma assentada, foi editada a Súmula Vinculante n 4, que põe fim à controvérsia destes autos. Leia- se: “Salvo nos casos previstos na Constituição, o salário mínimo não pode ser usado como indexador de base de cálculo de vantagem de servidor público ou de empregado, nem ser substituído por decisão judicial.” Isso posto, e frente ao caput do art. 557 do Código de Processo Civil e ao § 1... do art. 21 do RI/Supremo Tribunal Federal, nego seguimento ao recurso. Publique-se. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI Recurso Extraordinário 535354 AGR / SP 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513351. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 535354 AGR / SP 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513351. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : APARECIDO CONTIN E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : PGE-SP - MIRIAN KIYOKO MURAKAWA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529956 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535.354 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : APARECIDO CONTIN E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ELIEZER PEREIRA MARTINS E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DE SÃO PAULO ADV.(A/S) : PGE-SP - MIRIAN KIYOKO MURAKAWA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529956 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535 . 354", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535 . 354", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535 . 354", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535 . 354", "Recurso Extraordinário 565 . 714", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535 . 354", "Recurso Extraordinário 565 . 714", "Recurso Extraordinário 535354 AGR / SP", "Recurso Extraordinário 535354 AGR / SP", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535 . 354", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 535 . 354" ], "LEGISLACAO": [ "Constituição", "Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição", "art . 557 do Código de Processo Civil", "art . 21 do RI / Supremo Tribunal Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 /" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "ESTADO DE SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "PGE", "-", "SP", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "APARECIDO CONTIN", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "MIRIAN KIYOKO MURAKAWA", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "APARECIDO CONTIN", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "MIRIAN KIYOKO MURAKAWA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "APARECIDO CONTIN", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "MIRIAN KIYOKO MURAKAWA", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "Cármen Lúcia", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "APARECIDO CONTIN", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte", "TEORI ZAVASCKI", "APARECIDO CONTIN", "ELIEZER PEREIRA MARTINS", "MIRIAN KIYOKO MURAKAWA", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2013", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ADEMAR CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FERNANDA RIGOTTO CANABARRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS MILITARES ATIVOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. LEI 7.672/82. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL PLENÁRIO VIRTUAL TEMA 467 AI. Nº 834.262-RG. 1. A matéria sub examine, contribuição previdenciária dos militares ativos do Estado do Rio Grande do Sul teve sua repercussão geral rejeitada pelo Plenário Virtual desta Corte, nos autos do AI nº 834.262- RG, de relatoria do E. Ministro Cezar Peluso, DJe 15.9.2011. 2. In casu, o acórdão recorrido originariamente assentou: “APELAÇÃO CÍVEL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 42, ALÍNEA A, DA LEI ESTADUAL N. 7.672/82. MILITAR ATIVO. POSSIBILIDADE. PRELIMINARES REJEITADAS. 1. Se na ação se formula pretensão tendente a fazer sustar descontos vencimentais executados pelo ente encarregado do pagamento dos proventos – o próprio Estado – há então litisconsórcio passivo entre este e o próprio credor dessas contribuições previdenciárias, o IPERGS, cuja autonomia administrativa e financeira não vai ao ponto de agir para deter ou fazer sustar o desconto eventualmente ilegal operado por aquele. 2. Contra o acórdão do Eg. Órgão Especial deste Tribunal, julgando procedente a ADIn n. 70010738607, paira recurso extraordinário sem efeito suspensivo. Preliminar de suspensão do processo afastada. 3. A LC-RS n. 12.065/04, ante o resultado da ADIn nº 70010738607, não se aplica aos servidores militares. 4. Permanece, em relação ao servidor militar ativo, a situação verificada no momento anterior ao advento da LC-RS n. 12.065/04, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524419. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 837968 AGR / RS sendo legítima a incidência da contribuição previdenciária de 5,4%, com base na Lei nº 7.672/82, até a edição de nova lei especificamente dirigida aos militares. APELAÇÃO DESPROVIDA.” 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524419. Supremo Tribunal Federal AI 837968 AGR / RS sendo legítima a incidência da contribuição previdenciária de 5,4%, com base na Lei nº 7.672/82, até a edição de nova lei especificamente dirigida aos militares. APELAÇÃO DESPROVIDA.” 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ADEMAR CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FERNANDA RIGOTTO CANABARRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha relatoria assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS MILITARES. REPRISTINAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A repristinação é matéria regulada por norma infraconstitucional (§ 3º do art. 2º da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Precedente: AI 834.153-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 11/04/11. 2. In casu, o acórdão recorrido entendeu que a Lei 7.672/82 não teria sido revogada pela EC n. 20/98, no que concerne aos militares em atividade, não havendo que se falar em repristinação. 3. Agravo desprovido.” Inconformados com a decisão supra, os agravantes alegam em em síntese que, com a declaração de inconstitucionalidade pelo Tribunal de origem do art. 1º da Lei Complementar estadual nº 12.065/04, o Estado do Rio Grande do Sul não tem instrumento normativo válido que regule a contribuição previdenciária dos militares, portanto, os descontos previdenciários de 5,4% (cinco vírgula quatro por cento) sobre seus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524420. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ADEMAR CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FERNANDA RIGOTTO CANABARRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha relatoria assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS MILITARES. REPRISTINAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A repristinação é matéria regulada por norma infraconstitucional (§ 3º do art. 2º da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Precedente: AI 834.153-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 11/04/11. 2. In casu, o acórdão recorrido entendeu que a Lei 7.672/82 não teria sido revogada pela EC n. 20/98, no que concerne aos militares em atividade, não havendo que se falar em repristinação. 3. Agravo desprovido.” Inconformados com a decisão supra, os agravantes alegam em em síntese que, com a declaração de inconstitucionalidade pelo Tribunal de origem do art. 1º da Lei Complementar estadual nº 12.065/04, o Estado do Rio Grande do Sul não tem instrumento normativo válido que regule a contribuição previdenciária dos militares, portanto, os descontos previdenciários de 5,4% (cinco vírgula quatro por cento) sobre seus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 837968 AGR / RS soldos seriam indevidos, devendo o Estado arcar com as despesas previdenciárias às expensas do erário até que seja editada outra lei constitucional para regulamentar tais contribuições. Pugnam, ainda, ser indevida a aplicação da Lei estadual nº. 7.672/82 para regular a matéria, uma vez que a referida lei estaria revogada quando da edição da EC nº20/98, e sua utilização no caso implicaria em indevida repristinação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524420. Supremo Tribunal Federal AI 837968 AGR / RS soldos seriam indevidos, devendo o Estado arcar com as despesas previdenciárias às expensas do erário até que seja editada outra lei constitucional para regulamentar tais contribuições. Pugnam, ainda, ser indevida a aplicação da Lei estadual nº. 7.672/82 para regular a matéria, uma vez que a referida lei estaria revogada quando da edição da EC nº20/98, e sua utilização no caso implicaria em indevida repristinação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. A argumentação deduzida na petição de fls. 193-205 é insuficiente para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, por meio da qual neguei seguimento ao agravo de instrumento nos seguintes termos: “O acórdão recorrido entendeu que a Lei Estadual nº 7.672/82 teria sido revogada somente no que concerne aos militares inativos, permanecendo plenamente vigente e eficaz em relação aos militares ainda em atividade, portanto, não haveria se falar em repristinação. A questão sobre a ocorrência ou não da repristinação não desafia o apelo extremo por se tratar de matéria de índole infraconstitucional (§ 3º do art. 2º da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Esse é o entendimento exarado pela Primeira Turma desta Suprema Corte quando do julgamento do AI 834.153-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 11/04/11, que, em caso análogo ao dos autos, assim decidiu: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE REVOGAÇÃO DE LEIS E REPRISTINAÇÃO: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2) AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3) PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO: INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (grifo nosso). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. A argumentação deduzida na petição de fls. 193-205 é insuficiente para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, por meio da qual neguei seguimento ao agravo de instrumento nos seguintes termos: “O acórdão recorrido entendeu que a Lei Estadual nº 7.672/82 teria sido revogada somente no que concerne aos militares inativos, permanecendo plenamente vigente e eficaz em relação aos militares ainda em atividade, portanto, não haveria se falar em repristinação. A questão sobre a ocorrência ou não da repristinação não desafia o apelo extremo por se tratar de matéria de índole infraconstitucional (§ 3º do art. 2º da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Esse é o entendimento exarado pela Primeira Turma desta Suprema Corte quando do julgamento do AI 834.153-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 11/04/11, que, em caso análogo ao dos autos, assim decidiu: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE REVOGAÇÃO DE LEIS E REPRISTINAÇÃO: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2) AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3) PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO: INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (grifo nosso). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX AI 837968 AGR / RS Consta no voto da E. Relatora: ‘2. Como assentado na decisão agravada, a controvérsia sobre a revogação parcial ou total da Lei gaúcha n. 7.672/1982 e a questão relativa à repristinação têm natureza infraconstitucional (Lei de Introdução ao Código Civil), o que não viabiliza o recurso extraordinário. Nesse sentido: 'CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. FORMA DE CÁLCULO DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. LEIS ESTADUAIS 1.102/90 E 2.157/2000. Arts. 5º, XXXVI, e 37, XIV, da CF/88. OFENSA INDIRETA. I - A Corte tem se orientado no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição, mas na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6º). Assim, está sob a proteção constitucional a garantia desses direitos, e não seu conteúdo material (RE 437.384- AgR/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 135.632-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello). II - A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, XIV, da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do STF. III - A ofensa à Constituição, acaso existente, seria reflexa, o que inviabiliza o recurso extraordinário. IV - Agravo regimental improvido' (RE 461.286-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 15.9.2006). 'RECURSO EXTRAORDINÁRIO - BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO DA PENSÃO POR MORTE - REVISÃO (LEI Nº 9.032/95) - DEBATE EM TORNO DA OCORRÊNCIA, NO CASO CONCRETO, DE SITUAÇÃO QUE PODE CARACTERIZAR, OU NÃO, A EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE DIREITO ADQUIRIDO - HIPÓTESE REGIDA PELO ART. 6º DA LEI DE INTRODUÇÃO AO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Supremo Tribunal Federal AI 837968 AGR / RS Consta no voto da E. Relatora: ‘2. Como assentado na decisão agravada, a controvérsia sobre a revogação parcial ou total da Lei gaúcha n. 7.672/1982 e a questão relativa à repristinação têm natureza infraconstitucional (Lei de Introdução ao Código Civil), o que não viabiliza o recurso extraordinário. Nesse sentido: 'CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. FORMA DE CÁLCULO DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. LEIS ESTADUAIS 1.102/90 E 2.157/2000. Arts. 5º, XXXVI, e 37, XIV, da CF/88. OFENSA INDIRETA. I - A Corte tem se orientado no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição, mas na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6º). Assim, está sob a proteção constitucional a garantia desses direitos, e não seu conteúdo material (RE 437.384- AgR/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 135.632-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello). II - A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, XIV, da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do STF. III - A ofensa à Constituição, acaso existente, seria reflexa, o que inviabiliza o recurso extraordinário. IV - Agravo regimental improvido' (RE 461.286-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 15.9.2006). 'RECURSO EXTRAORDINÁRIO - BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO DA PENSÃO POR MORTE - REVISÃO (LEI Nº 9.032/95) - DEBATE EM TORNO DA OCORRÊNCIA, NO CASO CONCRETO, DE SITUAÇÃO QUE PODE CARACTERIZAR, OU NÃO, A EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE DIREITO ADQUIRIDO - HIPÓTESE REGIDA PELO ART. 6º DA LEI DE INTRODUÇÃO AO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX AI 837968 AGR / RS CÓDIGO CIVIL (LICC) - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - CONFIGURAÇÃO, QUANDO MUITO, DE OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL - INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO - RECURSO IMPROVIDO. - A necessidade de constatação, em cada caso ocorrente, da configuração, ou não, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada faz instaurar contencioso de mera legalidade, desvestido, por isso mesmo, de qualificação constitucional, eis que reside, na lei (LICC, art. 6º) - e nesta, tão-somente - a 'sedes materiae' pertinente ao delineamento conceitual dos requisitos caracterizadores de tais institutos. Precedentes. - A decisão judicial que reconhece caracterizada, ou não, no caso concreto, a ocorrência do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e/ou da coisa julgada, independentemente da controvérsia de direito intertemporal, regida por norma de sobredireito (CF, art. 5º, XXXVI), projeta-se em domínio revestido de caráter eminentemente infraconstitucional, não viabilizando, desse modo, por incabível, o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes' (RE 441.771-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 5.8.2005 – grifos nossos). 'CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES. INCRA. EXIGIBILIDADE EMPRESAS URBANAS. REVOGAÇÃO. LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido, ao determinar a abrangência de dispositivos infraconstitucionais e admitir a revogação de uma norma por outra, decidiu a questão com base na legislação ordinária. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido' (AI 636.309-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 14.8.2009 – grifos nossos). 'CONSTITUCIONAL. NÃO AUTO- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Supremo Tribunal Federal AI 837968 AGR / RS CÓDIGO CIVIL (LICC) - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - CONFIGURAÇÃO, QUANDO MUITO, DE OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL - INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO - RECURSO IMPROVIDO. - A necessidade de constatação, em cada caso ocorrente, da configuração, ou não, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada faz instaurar contencioso de mera legalidade, desvestido, por isso mesmo, de qualificação constitucional, eis que reside, na lei (LICC, art. 6º) - e nesta, tão-somente - a 'sedes materiae' pertinente ao delineamento conceitual dos requisitos caracterizadores de tais institutos. Precedentes. - A decisão judicial que reconhece caracterizada, ou não, no caso concreto, a ocorrência do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e/ou da coisa julgada, independentemente da controvérsia de direito intertemporal, regida por norma de sobredireito (CF, art. 5º, XXXVI), projeta-se em domínio revestido de caráter eminentemente infraconstitucional, não viabilizando, desse modo, por incabível, o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes' (RE 441.771-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 5.8.2005 – grifos nossos). 'CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES. INCRA. EXIGIBILIDADE EMPRESAS URBANAS. REVOGAÇÃO. LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido, ao determinar a abrangência de dispositivos infraconstitucionais e admitir a revogação de uma norma por outra, decidiu a questão com base na legislação ordinária. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido' (AI 636.309-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 14.8.2009 – grifos nossos). 'CONSTITUCIONAL. NÃO AUTO- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX AI 837968 AGR / RS APLICABILIDADE DO ART. 192, § 3.º, DA CARTA MAGNA. ACÓRDÃO EM SINTONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. Estando a pretensão do banco recorrente, ora agravado, em sintonia com a jurisprudência desta Corte, desnecessário era o julgamento, pela Turma, de seu recurso extraordinário, ao qual poderia este Relator, desde logo, dar provimento (arts. 557, § 1.º, do CPC e 21, § 1.º, do RI/STF). Ademais, a alegada revogação da legislação que conferiu ao Conselho Monetário Nacional e ao Banco Central do Brasil poderes para estipular taxas de juros, com a consequente prevalência das disposições do Decreto n.º 22.626/33 (Lei de Usura), além de não caracterizar afronta direta à Carta Federal, não foi objeto de apreciação por parte do acórdão recorrido e, nem, tampouco, foi ventilada nas contra-razões do apelo extremo, constituindo, portanto, inovação insuscetível de apreciação nesta oportunidade. Agravo regimental desprovido' (RE 312.858-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 26.4.2002 – grifos nossos). Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.” Registre-se, por derradeiro, que esta Corte, instada a se manifestar sobre a controvérsia sub examine, entendeu que o tema não possui repercussão geral, por restringe-se à análise da legislação infraconstitucional de regência, a decisão restou assim ementada: “RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Descontos previdenciários. Militares estaduais ativos. Lei Estadual 7.672/1982. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a autorização de descontos previdenciários sobre vencimentos de servidores militares ativos do Estado do Rio Grande do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Supremo Tribunal Federal AI 837968 AGR / RS APLICABILIDADE DO ART. 192, § 3.º, DA CARTA MAGNA. ACÓRDÃO EM SINTONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO STF. Estando a pretensão do banco recorrente, ora agravado, em sintonia com a jurisprudência desta Corte, desnecessário era o julgamento, pela Turma, de seu recurso extraordinário, ao qual poderia este Relator, desde logo, dar provimento (arts. 557, § 1.º, do CPC e 21, § 1.º, do RI/STF). Ademais, a alegada revogação da legislação que conferiu ao Conselho Monetário Nacional e ao Banco Central do Brasil poderes para estipular taxas de juros, com a consequente prevalência das disposições do Decreto n.º 22.626/33 (Lei de Usura), além de não caracterizar afronta direta à Carta Federal, não foi objeto de apreciação por parte do acórdão recorrido e, nem, tampouco, foi ventilada nas contra-razões do apelo extremo, constituindo, portanto, inovação insuscetível de apreciação nesta oportunidade. Agravo regimental desprovido' (RE 312.858-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 26.4.2002 – grifos nossos). Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.” Registre-se, por derradeiro, que esta Corte, instada a se manifestar sobre a controvérsia sub examine, entendeu que o tema não possui repercussão geral, por restringe-se à análise da legislação infraconstitucional de regência, a decisão restou assim ementada: “RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Descontos previdenciários. Militares estaduais ativos. Lei Estadual 7.672/1982. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a autorização de descontos previdenciários sobre vencimentos de servidores militares ativos do Estado do Rio Grande do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX AI 837968 AGR / RS Sul, com base na Lei Estadual 7.672/1982, versa sobre tema infraconstitucional.” (AI n. 834.262-RG, Rel. Ministro Cezar Peluso, Plenário Virtual, DJe 15.9.2011) Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Supremo Tribunal Federal AI 837968 AGR / RS Sul, com base na Lei Estadual 7.672/1982, versa sobre tema infraconstitucional.” (AI n. 834.262-RG, Rel. Ministro Cezar Peluso, Plenário Virtual, DJe 15.9.2011) Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ADEMAR CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FERNANDA RIGOTTO CANABARRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3542015 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ADEMAR CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FERNANDA RIGOTTO CANABARRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3542015 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
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2013-03-12T00:00:00
2013-04-01T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS MILITARES ATIVOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. LEI 7.672/82. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL PLENÁRIO VIRTUAL TEMA 467 AI. Nº 834.262-RG. 1. A matéria sub examine, contribuição previdenciária dos militares ativos do Estado do Rio Grande do Sul teve sua repercussão geral rejeitada pelo Plenário Virtual desta Corte, nos autos do AI nº 834.262-RG, de relatoria do E. Ministro Cezar Peluso, DJe 15.9.2011. 2. In casu, o acórdão recorrido originariamente assentou: “APELAÇÃO CÍVEL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 42, ALÍNEA A, DA LEI ESTADUAL N. 7.672/82. MILITAR ATIVO. POSSIBILIDADE. PRELIMINARES REJEITADAS. 1. Se na ação se formula pretensão tendente a fazer sustar descontos vencimentais executados pelo ente encarregado do pagamento dos proventos – o próprio Estado – há então litisconsórcio passivo entre este e o próprio credor dessas contribuições previdenciárias, o IPERGS, cuja autonomia administrativa e financeira não vai ao ponto de agir para deter ou fazer sustar o desconto eventualmente ilegal operado por aquele. 2. Contra o acórdão do Eg. Órgão Especial deste Tribunal, julgando procedente a ADIn n. 70010738607, paira recurso extraordinário sem efeito suspensivo. Preliminar de suspensão do processo afastada. 3. A LC-RS n. 12.065/04, ante o resultado da ADIn nº 70010738607, não se aplica aos servidores militares. 4. Permanece, em relação ao servidor militar ativo, a situação verificada no momento anterior ao advento da LC-RS n. 12.065/04, sendo legítima a incidência da contribuição previdenciária de 5,4%, com base na Lei nº 7.672/82, até a edição de nova lei especificamente dirigida aos militares. APELAÇÃO DESPROVIDA.” 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur227150
- Acórdão(s) citado(s): (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, MILITAR ESTADUAL, DESCONTO PREVIDENCIÁRIO) AI 834262 RG (TP). Número de páginas: 10. Análise: 06/05/2013, TBC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
837968
[ "LEG-EST LEI-007672 ANO-1982\r\n LEI ORDINÁRIA, RS" ]
AI-AgR
acordaos
AI 837968 AgR
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AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FERNANDA RIGOTTO CANABARRO E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL AGTE.(S) : ADEMAR CAVALHEIRO E OUTRO(A/S)
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Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ADEMAR CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FERNANDA RIGOTTO CANABARRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS MILITARES ATIVOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. LEI 7.672/82. INTERPRETAÇÃO DE LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL. AUSÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL PLENÁRIO VIRTUAL TEMA 467 AI. n 834.262-RG. 1. A matéria sub examine, contribuição previdenciária dos militares ativos do Estado do Rio Grande do Sul teve sua repercussão geral rejeitada pelo Plenário Virtual desta Corte, nos autos do AI n 834.262- RG, de relatoria do E. Ministro Cezar Peluso, DJe 15.9.2011. 2. In casu, o acórdão recorrido originariamente assentou: “APELAÇÃO CÍVEL. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. ART. 42, ALÍNEA A, DA LEI ESTADUAL N. 7.672/82. MILITAR ATIVO. POSSIBILIDADE. PRELIMINARES REJEITADAS. 1. Se na ação se formula pretensão tendente a fazer sustar descontos vencimentais executados pelo ente encarregado do pagamento dos proventos – o próprio Estado – há então litisconsórcio passivo entre este e o próprio credor dessas contribuições previdenciárias, o IPERGS, cuja autonomia administrativa e financeira não vai ao ponto de agir para deter ou fazer sustar o desconto eventualmente ilegal operado por aquele. 2. Contra o acórdão do Eg. Órgão Especial deste Tribunal, julgando procedente a ADIn n. 70010738607, paira recurso extraordinário sem efeito suspensivo. Preliminar de suspensão do processo afastada. 3. A Lei Complementar-RS n. 12.065/04, ante o resultado da ADIn n 70010738607, não se aplica aos servidores militares. 4. Permanece, em relação ao servidor militar ativo, a situação verificada no momento anterior ao advento da Lei Complementar-RS n. 12.065/04, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524419. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 837968 AGR / RS sendo legítima a incidência da contribuição previdenciária de 5,4%, com base na Lei n 7.672/82, até a edição de nova lei especificamente dirigida aos militares. APELAÇÃO DESPROVIDA.” 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524419. Supremo Tribunal Federal AI 837968 AGR / RS sendo legítima a incidência da contribuição previdenciária de 5,4%, com base na Lei n 7.672/82, até a edição de nova lei especificamente dirigida aos militares. APELAÇÃO DESPROVIDA.” 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524419. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ADEMAR CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FERNANDA RIGOTTO CANABARRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha relatoria assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS MILITARES. REPRISTINAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A repristinação é matéria regulada por norma infraconstitucional (§ 3... do art. 2... da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Precedente: AI 834.153-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 11/04/11. 2. In casu, o acórdão recorrido entendeu que a Lei 7.672/82 não teria sido revogada pela EC n. 20/98, no que concerne aos militares em atividade, não havendo que se falar em repristinação. 3. Agravo desprovido.” Inconformados com a decisão supra, os agravantes alegam em em síntese que, com a declaração de inconstitucionalidade pelo Tribunal de origem do art. 1... da Lei Complementar estadual n 12.065/04, o Estado do Rio Grande do Sul não tem instrumento normativo válido que regule a contribuição previdenciária dos militares, portanto, os descontos previdenciários de 5,4% (cinco vírgula quatro por cento) sobre seus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524420. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) :ADEMAR CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FERNANDA RIGOTTO CANABARRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão de minha relatoria assim ementada: “AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA DOS MILITARES. REPRISTINAÇÃO. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. AGRAVO DESPROVIDO. 1. A repristinação é matéria regulada por norma infraconstitucional (§ 3... do art. 2... da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Precedente: AI 834.153-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 11/04/11. 2. In casu, o acórdão recorrido entendeu que a Lei 7.672/82 não teria sido revogada pela EC n. 20/98, no que concerne aos militares em atividade, não havendo que se falar em repristinação. 3. Agravo desprovido.” Inconformados com a decisão supra, os agravantes alegam em em síntese que, com a declaração de inconstitucionalidade pelo Tribunal de origem do art. 1... da Lei Complementar estadual n 12.065/04, o Estado do Rio Grande do Sul não tem instrumento normativo válido que regule a contribuição previdenciária dos militares, portanto, os descontos previdenciários de 5,4% (cinco vírgula quatro por cento) sobre seus Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Relatório AI 837968 AGR / RS soldos seriam indevidos, devendo o Estado arcar com as despesas previdenciárias às expensas do erário até que seja editada outra lei constitucional para regulamentar tais contribuições. Pugnam, ainda, ser indevida a aplicação da Lei estadual n. 7.672/82 para regular a matéria, uma vez que a referida lei estaria revogada quando da edição da EC n20/98, e sua utilização no caso implicaria em indevida repristinação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524420. Supremo Tribunal Federal AI 837968 AGR / RS soldos seriam indevidos, devendo o Estado arcar com as despesas previdenciárias às expensas do erário até que seja editada outra lei constitucional para regulamentar tais contribuições. Pugnam, ainda, ser indevida a aplicação da Lei estadual n. 7.672/82 para regular a matéria, uma vez que a referida lei estaria revogada quando da edição da EC n20/98, e sua utilização no caso implicaria em indevida repristinação. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524420. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. A argumentação deduzida na petição de fls. 193-205 é insuficiente para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, por meio da qual neguei seguimento ao agravo de instrumento nos seguintes termos: “O acórdão recorrido entendeu que a Lei Estadual n 7.672/82 teria sido revogada somente no que concerne aos militares inativos, permanecendo plenamente vigente e eficaz em relação aos militares ainda em atividade, portanto, não haveria se falar em repristinação. A questão sobre a ocorrência ou não da repristinação não desafia o apelo extremo por se tratar de matéria de índole infraconstitucional (§ 3... do art. 2... da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Esse é o entendimento exarado pela Primeira Turma desta Suprema Corte quando do julgamento do AI 834.153-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 11/04/11, que, em caso análogo ao dos autos, assim decidiu: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE REVOGAÇÃO DE LEIS E REPRISTINAÇÃO: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2) AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3) PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO: INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (grifo nosso). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 RIO GRANDE DO SUL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): A presente irresignação não merece prosperar. A argumentação deduzida na petição de fls. 193-205 é insuficiente para desconstituir os fundamentos da decisão agravada, por meio da qual neguei seguimento ao agravo de instrumento nos seguintes termos: “O acórdão recorrido entendeu que a Lei Estadual n 7.672/82 teria sido revogada somente no que concerne aos militares inativos, permanecendo plenamente vigente e eficaz em relação aos militares ainda em atividade, portanto, não haveria se falar em repristinação. A questão sobre a ocorrência ou não da repristinação não desafia o apelo extremo por se tratar de matéria de índole infraconstitucional (§ 3... do art. 2... da Lei de Introdução às normas do Direito Brasileiro). Esse é o entendimento exarado pela Primeira Turma desta Suprema Corte quando do julgamento do AI 834.153-AgR, Rel. Min. Cármen Lúcia, Dje de 11/04/11, que, em caso análogo ao dos autos, assim decidiu: ‘AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. 1) CONTROVÉRSIA SOBRE REVOGAÇÃO DE LEIS E REPRISTINAÇÃO: OFENSA CONSTITUCIONAL INDIRETA. 2) AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO: SÚMULAS N. 282 E 356 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. 3) PREQUESTIONAMENTO IMPLÍCITO: INADMISSIBILIDADE. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.” (grifo nosso). Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX AI 837968 AGR / RS Consta no voto da E. Relatora: ‘2. Como assentado na decisão agravada, a controvérsia sobre a revogação parcial ou total da Lei gaúcha n. 7.672/1982 e a questão relativa à repristinação têm natureza infraconstitucional (Lei de Introdução ao Código Civil), o que não viabiliza o recurso extraordinário. Nesse sentido: 'CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. FORMA DE CÁLCULO DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. LEIS ESTADUAIS 1.102/90 E 2.157/2000. Arts. 5..., XXXVI, e 37, XIV, da Constituição Federal de 1988/88. OFENSA INDIRETA. I - A Corte tem se orientado no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição, mas na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6...). Assim, está sob a proteção constitucional a garantia desses direitos, e não seu conteúdo material (Recurso Extraordinário 437.384- AgR/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 135.632-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello). II - A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, XIV, da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - A ofensa à Constituição, acaso existente, seria reflexa, o que inviabiliza o recurso extraordinário. IV - Agravo regimental improvido' (Recurso Extraordinário 461.286-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 15.9.2006). 'RECURSO EXTRAORDINÁRIO - BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO DA PENSÃO POR MORTE - REVISÃO (LEI n 9.032/95) - DEBATE EM TORNO DA OCORRÊNCIA, NO CASO CONCRETO, DE SITUAÇÃO QUE PODE CARACTERIZAR, OU NÃO, A EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE DIREITO ADQUIRIDO - HIPÓTESE REGIDA PELO ART. 6... DA LEI DE INTRODUÇÃO AO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Supremo Tribunal Federal AI 837968 AGR / RS Consta no voto da E. Relatora: ‘2. Como assentado na decisão agravada, a controvérsia sobre a revogação parcial ou total da Lei gaúcha n. 7.672/1982 e a questão relativa à repristinação têm natureza infraconstitucional (Lei de Introdução ao Código Civil), o que não viabiliza o recurso extraordinário. Nesse sentido: 'CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. SERVIDOR PÚBLICO DO ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL. FORMA DE CÁLCULO DO ADICIONAL POR TEMPO DE SERVIÇO. LEIS ESTADUAIS 1.102/90 E 2.157/2000. Arts. 5..., XXXVI, e 37, XIV, da Constituição Federal de 1988/88. OFENSA INDIRETA. I - A Corte tem se orientado no sentido de que o conceito dos institutos do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada não se encontram na Constituição, mas na legislação ordinária (Lei de Introdução ao Código Civil, art. 6...). Assim, está sob a proteção constitucional a garantia desses direitos, e não seu conteúdo material (Recurso Extraordinário 437.384- AgR/RS, Rel. Min. Carlos Velloso; AI 135.632-AgR/RS, Rel. Min. Celso de Mello). II - A apreciação do recurso extraordinário, no que concerne à alegada ofensa ao art. 37, XIV, da Constituição, encontra óbice na Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. III - A ofensa à Constituição, acaso existente, seria reflexa, o que inviabiliza o recurso extraordinário. IV - Agravo regimental improvido' (Recurso Extraordinário 461.286-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJ 15.9.2006). 'RECURSO EXTRAORDINÁRIO - BENEFÍCIO PREVIDENCIÁRIO DA PENSÃO POR MORTE - REVISÃO (LEI n 9.032/95) - DEBATE EM TORNO DA OCORRÊNCIA, NO CASO CONCRETO, DE SITUAÇÃO QUE PODE CARACTERIZAR, OU NÃO, A EXISTÊNCIA, NA ESPÉCIE, DE DIREITO ADQUIRIDO - HIPÓTESE REGIDA PELO ART. 6... DA LEI DE INTRODUÇÃO AO 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX AI 837968 AGR / RS CÓDIGO CIVIL (LICC) - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - CONFIGURAÇÃO, QUANDO MUITO, DE OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL - INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO - RECURSO IMPROVIDO. - A necessidade de constatação, em cada caso ocorrente, da configuração, ou não, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada faz instaurar contencioso de mera legalidade, desvestido, por isso mesmo, de qualificação constitucional, eis que reside, na lei (LICC, art. 6...) - e nesta, tão-somente - a 'sedes materiae' pertinente ao delineamento conceitual dos requisitos caracterizadores de tais institutos. Precedentes. - A decisão judicial que reconhece caracterizada, ou não, no caso concreto, a ocorrência do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e/ou da coisa julgada, independentemente da controvérsia de direito intertemporal, regida por norma de sobredireito (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVI), projeta-se em domínio revestido de caráter eminentemente infraconstitucional, não viabilizando, desse modo, por incabível, o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes' (Recurso Extraordinário 441.771-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 5.8.2005 – grifos nossos). 'CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES. INCRA. EXIGIBILIDADE EMPRESAS URBANAS. REVOGAÇÃO. LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido, ao determinar a abrangência de dispositivos infraconstitucionais e admitir a revogação de uma norma por outra, decidiu a questão com base na legislação ordinária. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido' (AI 636.309-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 14.8.2009 – grifos nossos). 'CONSTITUCIONAL. NÃO AUTO- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Supremo Tribunal Federal AI 837968 AGR / RS CÓDIGO CIVIL (LICC) - CONTENCIOSO DE MERA LEGALIDADE - CONFIGURAÇÃO, QUANDO MUITO, DE OFENSA REFLEXA AO TEXTO CONSTITUCIONAL - INVIABILIDADE DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO - RECURSO IMPROVIDO. - A necessidade de constatação, em cada caso ocorrente, da configuração, ou não, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e da coisa julgada faz instaurar contencioso de mera legalidade, desvestido, por isso mesmo, de qualificação constitucional, eis que reside, na lei (LICC, art. 6...) - e nesta, tão-somente - a 'sedes materiae' pertinente ao delineamento conceitual dos requisitos caracterizadores de tais institutos. Precedentes. - A decisão judicial que reconhece caracterizada, ou não, no caso concreto, a ocorrência do direito adquirido, do ato jurídico perfeito e/ou da coisa julgada, independentemente da controvérsia de direito intertemporal, regida por norma de sobredireito (Constituição Federal de 1988, art. 5..., XXXVI), projeta-se em domínio revestido de caráter eminentemente infraconstitucional, não viabilizando, desse modo, por incabível, o acesso à via recursal extraordinária. Precedentes' (Recurso Extraordinário 441.771-AgR, Rel. Min. Celso de Mello, Segunda Turma, DJ 5.8.2005 – grifos nossos). 'CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÕES. INCRA. EXIGIBILIDADE EMPRESAS URBANAS. REVOGAÇÃO. LEGISLAÇÃO ORDINÁRIA. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - O acórdão recorrido, ao determinar a abrangência de dispositivos infraconstitucionais e admitir a revogação de uma norma por outra, decidiu a questão com base na legislação ordinária. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Precedentes. II - Agravo regimental improvido' (AI 636.309-AgR, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, Primeira Turma, DJe 14.8.2009 – grifos nossos). 'CONSTITUCIONAL. NÃO AUTO- 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX AI 837968 AGR / RS APLICABILIDADE DO ART. 192, § 3., DA CARTA MAGNA. ACÓRDÃO EM SINTONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. Estando a pretensão do banco recorrente, ora agravado, em sintonia com a jurisprudência desta Corte, desnecessário era o julgamento, pela Turma, de seu recurso extraordinário, ao qual poderia este Relator, desde logo, dar provimento (arts. 557, § 1., do Código de Processo Civil e 21, § 1., do RI/Supremo Tribunal Federal). Ademais, a alegada revogação da legislação que conferiu ao Conselho Monetário Nacional e ao Banco Central do Brasil poderes para estipular taxas de juros, com a consequente prevalência das disposições do Decreto n. 22.626/33 (Lei de Usura), além de não caracterizar afronta direta à Carta Federal, não foi objeto de apreciação por parte do acórdão recorrido e, nem, tampouco, foi ventilada nas contra-razões do apelo extremo, constituindo, portanto, inovação insuscetível de apreciação nesta oportunidade. Agravo regimental desprovido' (Recurso Extraordinário 312.858-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 26.4.2002 – grifos nossos). Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.” Registre-se, por derradeiro, que esta Corte, instada a se manifestar sobre a controvérsia sub examine, entendeu que o tema não possui repercussão geral, por restringe-se à análise da legislação infraconstitucional de regência, a decisão restou assim ementada: “RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Descontos previdenciários. Militares estaduais ativos. Lei Estadual 7.672/1982. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a autorização de descontos previdenciários sobre vencimentos de servidores militares ativos do Estado do Rio Grande do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Supremo Tribunal Federal AI 837968 AGR / RS APLICABILIDADE DO ART. 192, § 3., DA CARTA MAGNA. ACÓRDÃO EM SINTONIA COM A JURISPRUDÊNCIA DO Supremo Tribunal Federal. Estando a pretensão do banco recorrente, ora agravado, em sintonia com a jurisprudência desta Corte, desnecessário era o julgamento, pela Turma, de seu recurso extraordinário, ao qual poderia este Relator, desde logo, dar provimento (arts. 557, § 1., do Código de Processo Civil e 21, § 1., do RI/Supremo Tribunal Federal). Ademais, a alegada revogação da legislação que conferiu ao Conselho Monetário Nacional e ao Banco Central do Brasil poderes para estipular taxas de juros, com a consequente prevalência das disposições do Decreto n. 22.626/33 (Lei de Usura), além de não caracterizar afronta direta à Carta Federal, não foi objeto de apreciação por parte do acórdão recorrido e, nem, tampouco, foi ventilada nas contra-razões do apelo extremo, constituindo, portanto, inovação insuscetível de apreciação nesta oportunidade. Agravo regimental desprovido' (Recurso Extraordinário 312.858-AgR, Rel. Min. Ilmar Galvão, Primeira Turma, DJ 26.4.2002 – grifos nossos). Ex positis, NEGO SEGUIMENTO ao agravo de instrumento.” Registre-se, por derradeiro, que esta Corte, instada a se manifestar sobre a controvérsia sub examine, entendeu que o tema não possui repercussão geral, por restringe-se à análise da legislação infraconstitucional de regência, a decisão restou assim ementada: “RECURSO. Agravo de instrumento convertido em Extraordinário. Inadmissibilidade deste. Descontos previdenciários. Militares estaduais ativos. Lei Estadual 7.672/1982. Tema infraconstitucional. Precedentes. Ausência de repercussão geral. Recurso extraordinário não conhecido. Não apresenta repercussão geral recurso extraordinário que, tendo por objeto a autorização de descontos previdenciários sobre vencimentos de servidores militares ativos do Estado do Rio Grande do 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. LUIZ FUX AI 837968 AGR / RS Sul, com base na Lei Estadual 7.672/1982, versa sobre tema infraconstitucional.” (AI n. 834.262-RG, Rel. Ministro Cezar Peluso, Plenário Virtual, DJe 15.9.2011) Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Supremo Tribunal Federal AI 837968 AGR / RS Sul, com base na Lei Estadual 7.672/1982, versa sobre tema infraconstitucional.” (AI n. 834.262-RG, Rel. Ministro Cezar Peluso, Plenário Virtual, DJe 15.9.2011) Com essas considerações, NEGO PROVIMENTO ao agravo regimental. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524421. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ADEMAR CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FERNANDA RIGOTTO CANABARRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3542015 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 837.968 PROCED. : RIO GRANDE DO SUL RELATOR : MIN. LUIZ FUX AGTE.(S) : ADEMAR CAVALHEIRO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FERNANDA RIGOTTO CANABARRO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL E OUTRO(A/S) PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3542015 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 837 . 968", "AI", ". n 834 . 262 - RG", "AI n 834 . 262 - RG", "ADIn n . 70010738607", "ADIn n 70010738607", "AI 837968 AGR / RS", "AI 837968 AGR / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 837 .", "AI 834 . 153 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 837 . 968", "AI 834 . 153 - AgR", "AI 837968 AGR / RS", "AI 837968 AGR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 837 . 968", "AI 834 . 153 - AgR", "SÚMULAS N . 282", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 837 . 968", "AI 834 . 153 - AgR", "SÚMULAS N . 282", "AI 837968 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 437 . 384 - AgR / RS", "AI 135 . 632 - AgR / RS", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 461 . 286 - AgR", "AI 837968 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 437 . 384 - AgR / RS", "AI 135 . 632 - AgR / RS", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 461 . 286 - AgR", "AI 837968 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 441 . 771 - AgR", "AI 636 . 309 - AgR", "AI 837968 AGR / RS", "Recurso Extraordinário 441 . 771 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Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS SAAETRI ADV.(A/S) :FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAURICIO DIAS ADV.(A/S) :WILSON TAVARES DE CARVALHO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592332. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS SAAETRI ADV.(A/S) :FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAURICIO DIAS ADV.(A/S) :WILSON TAVARES DE CARVALHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 320 e 321, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592333. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS SAAETRI ADV.(A/S) :FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAURICIO DIAS ADV.(A/S) :WILSON TAVARES DE CARVALHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 320 e 321, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 715782 AGR / RJ fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de folhas 326 e 327, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta a desnecessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Requer nova análise acerca da aplicação da legislação de regência. A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta (certidão de folha 343). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592333. Supremo Tribunal Federal ARE 715782 AGR / RJ fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de folhas 326 e 327, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta a desnecessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Requer nova análise acerca da aplicação da legislação de regência. A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta (certidão de folha 343). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada (folha 328), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional da matéria, atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (folha 200): AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. FALTA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. Validade da prova emprestada, colhida sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. Ademais, é público e notório que o Município de Três Rios não apresenta serviço de tratamento de esgoto. A natureza jurídica da remuneração dos serviços de água e esgoto prestado por concessionária de serviço público é de tarifa ou preço público, contraprestação de caráter não-tributário, sendo necessária a efetiva prestação do serviço de forma a justificar a cobrança. Súmula 82 deste E. Tribunal. Desprovimento do agravo retido e do recurso de apelação, confirmando-se a sentença em reexame necessário. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592334. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada (folha 328), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional da matéria, atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (folha 200): AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. FALTA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. Validade da prova emprestada, colhida sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. Ademais, é público e notório que o Município de Três Rios não apresenta serviço de tratamento de esgoto. A natureza jurídica da remuneração dos serviços de água e esgoto prestado por concessionária de serviço público é de tarifa ou preço público, contraprestação de caráter não-tributário, sendo necessária a efetiva prestação do serviço de forma a justificar a cobrança. Súmula 82 deste E. Tribunal. Desprovimento do agravo retido e do recurso de apelação, confirmando-se a sentença em reexame necessário. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 715782 AGR / RJ extraordinário. No mais, a jurisprudência deste Tribunal é no sentido de ter como preço público e, portanto, tarifa, o quantitativo cobrado a título de água e esgoto. Confiram com os seguintes precedentes: Recursos Extraordinários nº 54.194, nº 54.491 e nº 77.162, relatados pelos Ministros Luis Gallotti, Hermes Lima e Leitão de Abreu, com acórdãos publicados nos Diários da Justiça de 28 de novembro e 17 de dezembro, ambos de 1963, e 24 de maio de 1977, respectivamente. Vê-se, assim, que o decidido está em harmonia com a óptica emprestada à espécie, não se podendo vislumbrar violência aos preceitos constitucionais evocados pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592334. Supremo Tribunal Federal ARE 715782 AGR / RJ extraordinário. No mais, a jurisprudência deste Tribunal é no sentido de ter como preço público e, portanto, tarifa, o quantitativo cobrado a título de água e esgoto. Confiram com os seguintes precedentes: Recursos Extraordinários nº 54.194, nº 54.491 e nº 77.162, relatados pelos Ministros Luis Gallotti, Hermes Lima e Leitão de Abreu, com acórdãos publicados nos Diários da Justiça de 28 de novembro e 17 de dezembro, ambos de 1963, e 24 de maio de 1977, respectivamente. Vê-se, assim, que o decidido está em harmonia com a óptica emprestada à espécie, não se podendo vislumbrar violência aos preceitos constitucionais evocados pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2º, do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS SAAETRI ADV.(A/S) : FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAURICIO DIAS ADV.(A/S) : WILSON TAVARES DE CARVALHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3541993 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS SAAETRI ADV.(A/S) : FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAURICIO DIAS ADV.(A/S) : WILSON TAVARES DE CARVALHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3541993 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3642175
2013-03-12T00:00:00
2013-04-15T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2º do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé.
sjur227995
- Acórdão(s) citado(s): (SERVIÇO DE ÁGUA E ESGOTO, PREÇO PÚBLICO) RE 54194 (1ªT), RE 54491(2ªT), RE 77162(2ªT). Número de páginas: 6. Análise: 15/05/2013, LLD.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
715782
[ "LEG-FED LEI-005869 ANO-1973\r\n ART-00557 PAR-00002 \r\n CPC-1973 CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279\r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 715782 AgR
[ "" ]
ADV.(A/S) : WILSON TAVARES DE CARVALHO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER E OUTRO(A/S) AGTE.(S) : SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS SAAETRI AGDO.(A/S) : MAURICIO DIAS
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS SAAETRI ADV.(A/S) :FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAURICIO DIAS ADV.(A/S) :WILSON TAVARES DE CARVALHO E OUTRO(A/S) RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. AGRAVO – ARTIGO 557, § 2..., DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL – MULTA. Se o agravo é manifestamente infundado, impõe-se a aplicação da multa prevista no § 2... do artigo 557 do Código de Processo Civil, arcando a parte com o ônus decorrente da litigância de má-fé. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário com agravo, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 12 de março de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592332. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 6 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS SAAETRI ADV.(A/S) :FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAURICIO DIAS ADV.(A/S) :WILSON TAVARES DE CARVALHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 320 e 321, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592333. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS SAAETRI ADV.(A/S) :FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :MAURICIO DIAS ADV.(A/S) :WILSON TAVARES DE CARVALHO E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Às folhas 320 e 321, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – DESPROVIMENTO DE AGRAVO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. As razões do extraordinário partem de pressupostos Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 6 Relatório ARE 715782 AGR / RJ fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de folhas 326 e 327, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta a desnecessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Requer nova análise acerca da aplicação da legislação de regência. A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta (certidão de folha 343). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592333. Supremo Tribunal Federal ARE 715782 AGR / RJ fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando-se, em última análise, o reexame dos elementos probatórios para, com fundamento em quadro diverso, assentar a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado mediante o extraordinário revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este agravo somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Conheço do agravo e o desprovejo. 3. Publiquem. O agravante, na minuta de folhas 326 e 327, insiste no processamento do extraordinário. Sustenta a desnecessidade de reexame do conjunto fático-probatório. Requer nova análise acerca da aplicação da legislação de regência. A parte agravada, instada a se manifestar, não apresentou contraminuta (certidão de folha 343). É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592333. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada (folha 328), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional da matéria, atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (folha 200): AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. FALTA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. Validade da prova emprestada, colhida sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. Ademais, é público e notório que o Município de Três Rios não apresenta serviço de tratamento de esgoto. A natureza jurídica da remuneração dos serviços de água e esgoto prestado por concessionária de serviço público é de tarifa ou preço público, contraprestação de caráter não-tributário, sendo necessária a efetiva prestação do serviço de forma a justificar a cobrança. Súmula 82 deste E. Tribunal. Desprovimento do agravo retido e do recurso de apelação, confirmando-se a sentença em reexame necessário. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592334. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente credenciada (folha 328), foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à falta de envergadura constitucional da matéria, atentem para o que decidido, em síntese, pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (folha 200): AÇÃO DE REPETIÇÃO DE INDÉBITO. FALTA DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO. SENTENÇA DE PARCIAL PROCEDÊNCIA. Validade da prova emprestada, colhida sob o crivo do contraditório e da ampla defesa. Ademais, é público e notório que o Município de Três Rios não apresenta serviço de tratamento de esgoto. A natureza jurídica da remuneração dos serviços de água e esgoto prestado por concessionária de serviço público é de tarifa ou preço público, contraprestação de caráter não-tributário, sendo necessária a efetiva prestação do serviço de forma a justificar a cobrança. Súmula 82 deste E. Tribunal. Desprovimento do agravo retido e do recurso de apelação, confirmando-se a sentença em reexame necessário. Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 6 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO ARE 715782 AGR / RJ extraordinário. No mais, a jurisprudência deste Tribunal é no sentido de ter como preço público e, portanto, tarifa, o quantitativo cobrado a título de água e esgoto. Confiram com os seguintes precedentes: Recursos Extraordinários n 54.194, n 54.491 e n 77.162, relatados pelos Ministros Luis Gallotti, Hermes Lima e Leitão de Abreu, com acórdãos publicados nos Diários da Justiça de 28 de novembro e 17 de dezembro, ambos de 1963, e 24 de maio de 1977, respectivamente. Vê-se, assim, que o decidido está em harmonia com a óptica emprestada à espécie, não se podendo vislumbrar violência aos preceitos constitucionais evocados pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592334. Supremo Tribunal Federal ARE 715782 AGR / RJ extraordinário. No mais, a jurisprudência deste Tribunal é no sentido de ter como preço público e, portanto, tarifa, o quantitativo cobrado a título de água e esgoto. Confiram com os seguintes precedentes: Recursos Extraordinários n 54.194, n 54.491 e n 77.162, relatados pelos Ministros Luis Gallotti, Hermes Lima e Leitão de Abreu, com acórdãos publicados nos Diários da Justiça de 28 de novembro e 17 de dezembro, ambos de 1963, e 24 de maio de 1977, respectivamente. Vê-se, assim, que o decidido está em harmonia com a óptica emprestada à espécie, não se podendo vislumbrar violência aos preceitos constitucionais evocados pelo recorrente. Este recurso ganha contornos protelatórios. Valho-me de trecho do artigo “O Judiciário e a Litigância de Má-fé”, por mim outrora publicado: Observa-se, portanto, a existência de instrumental hábil a inibir-se manobras processuais procrastinatórias. Atento à sinalização de derrocada do Judiciário, sufocado por número de processos estranho à ordem natural das coisas, o Legislador normatizou. Agora, em verdadeira resistência democrática ao que vem acontecendo, compete ao Estado-juiz atuar com desassombro, sob pena de tornar-se o responsável pela falência do Judiciário. Cumpre-lhe, sem extravasamento, sem menosprezo ao dever de preservar o direito de defesa das partes, examinar, caso a caso, os recursos enquadráveis como meramente protelatórios, restabelecendo a boa ordem processual. Assim procedendo, honrará a responsabilidade decorrente do ofício, alfim, a própria toga. Ante o quadro, desprovejo o regimental. Imponho ao agravante, nos termos do artigo 557, § 2..., do Código de Processo Civil, a multa de 5% sobre o valor da causa devidamente corrigido, a reverter em benefício do agravado. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3592334. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 6 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS SAAETRI ADV.(A/S) : FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAURICIO DIAS ADV.(A/S) : WILSON TAVARES DE CARVALHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3541993 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.782 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS SAAETRI ADV.(A/S) : FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : MAURICIO DIAS ADV.(A/S) : WILSON TAVARES DE CARVALHO E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, com imposição de multa, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3541993 Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 6
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715 . 782", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715 . 782", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715 . 782", "ARE 715782 AGR / RJ", "ARE 715782 AGR / RJ", "ARE 715782 AGR / RJ", "Recursos Extraordinários n 54 . 194", "ARE 715782 AGR / RJ" ], "LEGISLACAO": [ "ARTIGO 557 , § 2 . . . , DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL", "§ 2 . . . do artigo 557 do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 557 , § 2 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "Município de Três Rios", "RIO DE JANEIRO", "Município de Três Rios", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS", "SAAETRI", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS SAAETRI", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS", "SAAETRI", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "SERVIÇO AUTÔNOMO DE ÁGUA E ESGOTO DE TRÊS RIOS", "SAAETRI", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "SERVIÇO", "SAAETRI", ".", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "MARCO AURÉLIO", "FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER", "MAURICIO DIAS", "WILSON TAVARES DE CARVALHO", "Luiz Fux", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER", "MAURICIO DIAS", "WILSON TAVARES DE CARVALHO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER", "MAURICIO DIAS", "WILSON TAVARES DE CARVALHO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "MARCO AURÉLIO", "Luis Gallotti", "Hermes Lima", "Leitão de Abreu", "Luis Gallotti", "Hermes Lima", "Leitão de Abreu", "MARCO AURÉLIO", "FLÁVIA KRUSCHEWSKY", "MITCHELL MÜLLER", "MAURICIO DIAS", "WILSON TAVARES DE CARVALHO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "MARCO AURÉLIO", "FLÁVIA KRUSCHEWSKY MITCHELL MÜLLER", "MAURICIO DIAS", "WILSON TAVARES DE CARVALHO", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Rodrigo Janot", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2013", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de novembro", "17 de dezembro", "1963", "24 de maio de 1977", "24", "/", "08", "/", "2001", "28 de novembro", "17 de dezembro", "1963", "24 de maio de 1977", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "3", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO LUIZ BROCK AGDO.(A/S) :ALBERTO JORGE FIALHO MIDON ADV.(A/S) :DANIEL RIBEIRO DE OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DIVULGAÇÃO DE ATOS OFENSIVOS EM PÁGINA DE RELACIONAMENTO NA INTERNET. IDENTIFICAÇÃO DO CAUSADOR DO DANO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II - O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo. Precedentes. III - Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do STF). IV – Agravo regimental improvido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479124. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 655606 AGR / MT A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 5 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479124. Supremo Tribunal Federal ARE 655606 AGR / MT A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 5 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479124. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO LUIZ BROCK AGDO.(A/S) :ALBERTO JORGE FIALHO MIDON ADV.(A/S) :DANIEL RIBEIRO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: 'PÁGINA DO GOOGLE. DIVULGAÇÃO DE ATOS OFENSIVOS EM PÁGINA DE RELACIONAMENTO. DEVER DE INFORMAR O IDEALIZADOR DA OFENSA. ASTREINTES. Em sendo a página de relacionado (sic) do reclamado apenas intermediária entre o ofendido e o ofensor não há que se falar em responsabilidade do Google, a título de danos morais. Todavia, não o isenta de verificar e informar quem é o idealizador e real causador dos danos ao autor' (fls. 350-351). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, violação ao art. 5º, II, X e XII, a, da mesma Carta. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pela negativa de seguimento do recurso extraordinário (fls. 509-514). A pretensão recursal não merece acolhida. Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479125. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO LUIZ BROCK AGDO.(A/S) :ALBERTO JORGE FIALHO MIDON ADV.(A/S) :DANIEL RIBEIRO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: 'PÁGINA DO GOOGLE. DIVULGAÇÃO DE ATOS OFENSIVOS EM PÁGINA DE RELACIONAMENTO. DEVER DE INFORMAR O IDEALIZADOR DA OFENSA. ASTREINTES. Em sendo a página de relacionado (sic) do reclamado apenas intermediária entre o ofendido e o ofensor não há que se falar em responsabilidade do Google, a título de danos morais. Todavia, não o isenta de verificar e informar quem é o idealizador e real causador dos danos ao autor' (fls. 350-351). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, violação ao art. 5º, II, X e XII, a, da mesma Carta. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pela negativa de seguimento do recurso extraordinário (fls. 509-514). A pretensão recursal não merece acolhida. Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479125. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 655606 AGR / MT normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do STF). Ademais, o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo. Além disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões: ARE 707.037-AgR/MT, Rel. Min. Celso de Mello; AI 758.616/SP, Rel. Min. Luiz Fux; AI 828.577/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 765.314/MG e o AI 833.617-AgR/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, do qual transcrevo a ementa: 'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ACÓRDÃO PROFERIDO COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO'. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 516-517). A agravante sustenta, em suma, que a violação à Constituição Federal foi direta e frontal e que a análise da controvérsia não envolve qualquer rediscussão sobre fatos ou provas dos autos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479125. Supremo Tribunal Federal ARE 655606 AGR / MT normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do STF). Ademais, o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo. Além disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões: ARE 707.037-AgR/MT, Rel. Min. Celso de Mello; AI 758.616/SP, Rel. Min. Luiz Fux; AI 828.577/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 765.314/MG e o AI 833.617-AgR/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, do qual transcrevo a ementa: 'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ACÓRDÃO PROFERIDO COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO'. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 516-517). A agravante sustenta, em suma, que a violação à Constituição Federal foi direta e frontal e que a análise da controvérsia não envolve qualquer rediscussão sobre fatos ou provas dos autos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479125. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Ressalte-se que o Tribunal a quo considerou que “(...) a empresa reclamada possui meios de verificar e informar quem é o idealizador e causador dos danos em tela bem como seus dados” (fl. 350). Assim, conforme consignado na decisão agravada, para dissentir dessa conclusão do acórdão recorrido e verificar a alegada impossibilidade de a recorrente fornecer as mencionadas informações, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Além disso, é indispensável a análise do Código Civil para se verificar, no caso, a responsabilidade da ora agravante. Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido destaco os seguintes precedentes: ARE 707.037-AgR/MT, Rel. Min. Celso de Mello; AI 828.577/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 765.314/MG e o AI 833.617- AgR/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia. Por fim, nos termos da decisão impugnada, este Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479126. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Ressalte-se que o Tribunal a quo considerou que “(...) a empresa reclamada possui meios de verificar e informar quem é o idealizador e causador dos danos em tela bem como seus dados” (fl. 350). Assim, conforme consignado na decisão agravada, para dissentir dessa conclusão do acórdão recorrido e verificar a alegada impossibilidade de a recorrente fornecer as mencionadas informações, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Além disso, é indispensável a análise do Código Civil para se verificar, no caso, a responsabilidade da ora agravante. Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido destaco os seguintes precedentes: ARE 707.037-AgR/MT, Rel. Min. Celso de Mello; AI 828.577/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 765.314/MG e o AI 833.617- AgR/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia. Por fim, nos termos da decisão impugnada, este Tribunal entende não ser cabível a interposição de RE por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479126. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 655606 AGR / MT (Súmula 636 do STF). Nesse sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 696.428-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 750.679-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 602.740-AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; RE 478.700- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479126. Supremo Tribunal Federal ARE 655606 AGR / MT (Súmula 636 do STF). Nesse sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 696.428-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 750.679-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; RE 602.740-AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; RE 478.700- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479126. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO LUIZ BROCK AGDO.(A/S) : ALBERTO JORGE FIALHO MIDON ADV.(A/S) : DANIEL RIBEIRO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501081 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO LUIZ BROCK AGDO.(A/S) : ALBERTO JORGE FIALHO MIDON ADV.(A/S) : DANIEL RIBEIRO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501081 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3506811
2013-03-05T00:00:00
2013-03-18T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2ª Turma, 05.03.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DIVULGAÇÃO DE ATOS OFENSIVOS EM PÁGINA DE RELACIONAMENTO NA INTERNET. IDENTIFICAÇÃO DO CAUSADOR DO DANO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO STF. MATÉRIA DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do STF. Precedentes. II - O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo. Precedentes. III - Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do STF). IV – Agravo regimental improvido.
sjur226484
- Acórdão (s) citado (s): (OFENSA REFLEXA) ARE 707037 AgR (2ªT), AI 833617 AgR (1ªT). (SÚMULA 636) AI 696428 AgR (1ªT), AI 750679 AgR (1ªT), RE 602740 AgR (2ªT), RE 478700 AgR (2ªT). Número de páginas: 7. Análise: 10/04/2013, BMB.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
655606
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000636 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 655606 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO LUIZ BROCK AGDO.(A/S) : ALBERTO JORGE FIALHO MIDON ADV.(A/S) : DANIEL RIBEIRO DE OLIVEIRA
[ "" ]
Ementa e Acórdão 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO LUIZ BROCK AGDO.(A/S) :ALBERTO JORGE FIALHO MIDON ADV.(A/S) :DANIEL RIBEIRO DE OLIVEIRA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DIVULGAÇÃO DE ATOS OFENSIVOS EM PÁGINA DE RELACIONAMENTO NA INTERNET. IDENTIFICAÇÃO DO CAUSADOR DO DANO. NECESSIDADE DE ANÁLISE DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA DE NATUREZA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA REFLEXA. AGRAVO IMPROVIDO. I - Para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Precedentes. II - O acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo. Precedentes. III - Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). IV – Agravo regimental improvido. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479124. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Ementa e Acórdão ARE 655606 AGR / MT A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 5 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479124. Supremo Tribunal Federal ARE 655606 AGR / MT A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Brasília, 5 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479124. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO LUIZ BROCK AGDO.(A/S) :ALBERTO JORGE FIALHO MIDON ADV.(A/S) :DANIEL RIBEIRO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: 'PÁGINA DO GOOGLE. DIVULGAÇÃO DE ATOS OFENSIVOS EM PÁGINA DE RELACIONAMENTO. DEVER DE INFORMAR O IDEALIZADOR DA OFENSA. ASTREINTES. Em sendo a página de relacionado (sic) do reclamado apenas intermediária entre o ofendido e o ofensor não há que se falar em responsabilidade do Google, a título de danos morais. Todavia, não o isenta de verificar e informar quem é o idealizador e real causador dos danos ao autor' (fls. 350-351). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, violação ao art. 5..., II, X e XII, a, da mesma Carta. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pela negativa de seguimento do recurso extraordinário (fls. 509-514). A pretensão recursal não merece acolhida. Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479125. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA ADV.(A/S) :EDUARDO LUIZ BROCK AGDO.(A/S) :ALBERTO JORGE FIALHO MIDON ADV.(A/S) :DANIEL RIBEIRO DE OLIVEIRA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo contra decisão que negou seguimento ao recurso extraordinário interposto de acórdão assim ementado: 'PÁGINA DO GOOGLE. DIVULGAÇÃO DE ATOS OFENSIVOS EM PÁGINA DE RELACIONAMENTO. DEVER DE INFORMAR O IDEALIZADOR DA OFENSA. ASTREINTES. Em sendo a página de relacionado (sic) do reclamado apenas intermediária entre o ofendido e o ofensor não há que se falar em responsabilidade do Google, a título de danos morais. Todavia, não o isenta de verificar e informar quem é o idealizador e real causador dos danos ao autor' (fls. 350-351). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se, em suma, violação ao art. 5..., II, X e XII, a, da mesma Carta. A Procuradoria Geral da República manifestou-se pela negativa de seguimento do recurso extraordinário (fls. 509-514). A pretensão recursal não merece acolhida. Este Tribunal entende não ser cabível a interposição de recurso extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479125. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Relatório ARE 655606 AGR / MT normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Ademais, o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo. Além disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões: ARE 707.037-AgR/MT, Rel. Min. Celso de Mello; AI 758.616/SP, Rel. Min. Luiz Fux; AI 828.577/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 765.314/MG e o AI 833.617-AgR/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, do qual transcrevo a ementa: 'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ACÓRDÃO PROFERIDO COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO'. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 516-517). A agravante sustenta, em suma, que a violação à Constituição Federal foi direta e frontal e que a análise da controvérsia não envolve qualquer rediscussão sobre fatos ou provas dos autos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479125. Supremo Tribunal Federal ARE 655606 AGR / MT normas infraconstitucionais pelo Tribunal de origem (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Ademais, o acórdão recorrido decidiu a questão posta nos autos com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Código Civil). Dessa forma, o exame da alegada ofensa ao texto constitucional envolve a reanálise da interpretação dada àquela norma pelo Juízo a quo. Além disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Nesse sentido, menciono as seguintes decisões: ARE 707.037-AgR/MT, Rel. Min. Celso de Mello; AI 758.616/SP, Rel. Min. Luiz Fux; AI 828.577/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 765.314/MG e o AI 833.617-AgR/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia, do qual transcrevo a ementa: 'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. RESPONSABILIDADE CIVIL. DEFEITO NA PRESTAÇÃO DO SERVIÇO. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. ACÓRDÃO PROFERIDO COM BASE NA LEGISLAÇÃO INFRACONSTITUCIONAL E NO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA N. 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO'. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 516-517). A agravante sustenta, em suma, que a violação à Constituição Federal foi direta e frontal e que a análise da controvérsia não envolve qualquer rediscussão sobre fatos ou provas dos autos. É o relatório. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479125. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Ressalte-se que o Tribunal a quo considerou que “(...) a empresa reclamada possui meios de verificar e informar quem é o idealizador e causador dos danos em tela bem como seus dados” (fl. 350). Assim, conforme consignado na decisão agravada, para dissentir dessa conclusão do acórdão recorrido e verificar a alegada impossibilidade de a recorrente fornecer as mencionadas informações, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Além disso, é indispensável a análise do Código Civil para se verificar, no caso, a responsabilidade da ora agravante. Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido destaco os seguintes precedentes: ARE 707.037-AgR/MT, Rel. Min. Celso de Mello; AI 828.577/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 765.314/MG e o AI 833.617- AgR/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia. Por fim, nos termos da decisão impugnada, este Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479126. Supremo Tribunal Federal 05/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 MATO GROSSO V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Ressalte-se que o Tribunal a quo considerou que “(...) a empresa reclamada possui meios de verificar e informar quem é o idealizador e causador dos danos em tela bem como seus dados” (fl. 350). Assim, conforme consignado na decisão agravada, para dissentir dessa conclusão do acórdão recorrido e verificar a alegada impossibilidade de a recorrente fornecer as mencionadas informações, seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, o que atrai a incidência da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal. Além disso, é indispensável a análise do Código Civil para se verificar, no caso, a responsabilidade da ora agravante. Eventual violação ao texto constitucional se daria de forma meramente reflexa, circunstância que torna inviável o recurso extraordinário. Nesse sentido destaco os seguintes precedentes: ARE 707.037-AgR/MT, Rel. Min. Celso de Mello; AI 828.577/SP, Rel. Min. Ellen Gracie; AI 765.314/MG e o AI 833.617- AgR/ES, Rel. Min. Cármen Lúcia. Por fim, nos termos da decisão impugnada, este Tribunal entende não ser cabível a interposição de Recurso Extraordinário por contrariedade ao princípio da legalidade, quando a verificação da ofensa envolva a reapreciação de interpretação dada a normas infraconstitucionais pelo Tribunal a quo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479126. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI ARE 655606 AGR / MT (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 696.428-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 750.679-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 602.740-AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; Recurso Extraordinário 478.700- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479126. Supremo Tribunal Federal ARE 655606 AGR / MT (Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal). Nesse sentido, cito as seguintes decisões, entre outras: AI 696.428-AgR/SP, Rel. Min. Ayres Britto; AI 750.679-AgR/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli; Recurso Extraordinário 602.740-AgR/DF, Rel. Min. Eros Grau; Recurso Extraordinário 478.700- AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie. Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3479126. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO LUIZ BROCK AGDO.(A/S) : ALBERTO JORGE FIALHO MIDON ADV.(A/S) : DANIEL RIBEIRO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501081 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655.606 PROCED. : MATO GROSSO RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : GOOGLE BRASIL INTERNET LTDA ADV.(A/S) : EDUARDO LUIZ BROCK AGDO.(A/S) : ALBERTO JORGE FIALHO MIDON ADV.(A/S) : DANIEL RIBEIRO DE OLIVEIRA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. 2... Turma, 05.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Celso de Mello, Gilmar Mendes e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, a Senhora Ministra Cármen Lúcia. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3501081 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 655 . 606", "SÚMULA 279 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 655606", "ARE 655606", "ARE 655606 AGR / MT", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 707 . 037 - AgR / MT", "AI 758 . 616 / SP", "AI 828 . 577 / SP", "AI 765 . 314 / MG", "AI 833 . 617 - AgR / ES", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "ARE 655606 AGR", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 707 . 037 - AgR / MT", "AI 758 . 616 / SP", "AI 828 . 577 / SP", "AI 765 . 314 / MG", "AI 833 . 617 - AgR / ES", "SÚMULA N . 279 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 707 . 037 - AgR / MT", "AI 828 . 577 / SP", "AI 765 . 314 / MG", "AI 833 . 617 - AgR / ES", "Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal", "ARE 707 . 037 - AgR / MT", "AI 828 . 577 / SP", "AI 765 . 314 / MG", "833", ".", "617", "-", "AgR", "/", "ES", "ARE", "Súmula 636 do Supremo Tribunal", "AI 696 . 428 - AgR / SP", "AI 750 . 679 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 602 . 740 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 478 . 700 - AgR / DF", "ARE 655606 AGR /", "Súmula 636 do Supremo Tribunal Federal", "AI 696 . 428 - AgR / SP", "AI 750 . 679 - AgR / RJ", "Recurso Extraordinário 602 . 740 - AgR / DF", "Recurso Extraordinário 478 . 700 - AgR / DF" ], "LEGISLACAO": [ "Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 102 , III , a , da Constituição", "art . 5 . . . , II , X e XII , a ,", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "LEGISLAÇÃO", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "LEGISLAÇÃO", "Código de Processo Civil , art . 557 , caput )", "Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :KLAUS DE FIGUEIREDO FERREIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE OTÁVIO DE ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) :MARIANA MELO MORAES ADV.(A/S) :ROBERTO FERNANDES MONTEIRO EMENTA DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. VEICULAÇÃO E DIVULGAÇÃO DE VÍDEO ÍNTIMO NA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES. AUSÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.9.2007. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439860. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 855466 AGR / RJ Brasília, 19 de fevereiro de 2013 Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439860. Supremo Tribunal Federal AI 855466 AGR / RJ Brasília, 19 de fevereiro de 2013 Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439860. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :KLAUS DE FIGUEIREDO FERREIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE OTÁVIO DE ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) :MARIANA MELO MORAES ADV.(A/S) :ROBERTO FERNANDES MONTEIRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida (fls. 602-5), mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental Klaus de Figueiredo Ferreira (fls. 611-6). O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que desnecessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos para enfrentamento das razões recursais. Aduz que não se aplica à espécie a Súmula 279/STF, alegando que o debate se dá em âmbito constitucional. Sustenta que apenas as provas produzidas pelas autoras foram consideradas pelas instâncias ordinárias. Refere que formulou pedido contraposto que sequer chegou a ser examinado. Defende fazer jus a indenização por danos morais, alegando que as próprias autoras levaram o caso a rede de televisão aberta, violando seus direitos de personalidade. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 28.9.2007. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439861. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :KLAUS DE FIGUEIREDO FERREIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE OTÁVIO DE ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) :MARIANA MELO MORAES ADV.(A/S) :ROBERTO FERNANDES MONTEIRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida (fls. 602-5), mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental Klaus de Figueiredo Ferreira (fls. 611-6). O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que desnecessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos para enfrentamento das razões recursais. Aduz que não se aplica à espécie a Súmula 279/STF, alegando que o debate se dá em âmbito constitucional. Sustenta que apenas as provas produzidas pelas autoras foram consideradas pelas instâncias ordinárias. Refere que formulou pedido contraposto que sequer chegou a ser examinado. Defende fazer jus a indenização por danos morais, alegando que as próprias autoras levaram o caso a rede de televisão aberta, violando seus direitos de personalidade. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 28.9.2007. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439861. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário que interpôs, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, maneja agravo de instrumento Klaus de Figueiredo Ferreira. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta violação direta do art. 5º, XXXV e LV, da Lei Maior. Sem contraminuta É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Emerge do excerto transcrito que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF (para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: RE 561.151-AgR/RS, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário que interpôs, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, maneja agravo de instrumento Klaus de Figueiredo Ferreira. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta violação direta do art. 5º, XXXV e LV, da Lei Maior. Sem contraminuta É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Emerge do excerto transcrito que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/STF (para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: RE 561.151-AgR/RS, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 855466 AGR / RJ Rel. Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe 28.8.2012; e AI 763.284- 763.284-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 28.6.2012, este assim ementado: "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. DIREITO DE IMAGEM. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A alegação de ofensa aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se ocorrente, seria indireta ou reflexa. Precedentes: AI n. 803.857-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 17.03.11; AI n. 812.678-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 08.02.11; AI n. 513.804- AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, 1ª Turma, DJ 01.02.11 . 4. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 5. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. ... 7. Agravo regimental desprovido". 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Supremo Tribunal Federal AI 855466 AGR / RJ Rel. Min. Cezar Peluso, 2ª Turma, DJe 28.8.2012; e AI 763.284- 763.284-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 28.6.2012, este assim ementado: "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. DIREITO DE IMAGEM. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/STF. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1ª Turma, DJ 18.03.11. 3. A alegação de ofensa aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se ocorrente, seria indireta ou reflexa. Precedentes: AI n. 803.857-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2ª Turma, DJ 17.03.11; AI n. 812.678-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2ª Turma, DJ 08.02.11; AI n. 513.804- AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, 1ª Turma, DJ 01.02.11 . 4. A Súmula 279/STF dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 5. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. ... 7. Agravo regimental desprovido". 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 855466 AGR / RJ O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da prestação jurisdicional, da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Supremo Tribunal Federal AI 855466 AGR / RJ O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da prestação jurisdicional, da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 855466 AGR / RJ interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput)” (fl. 602-5). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Supremo Tribunal Federal AI 855466 AGR / RJ interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (CPC, art. 557, caput)” (fl. 602-5). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 855466 AGR / RJ Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao texto constitucional demande primeiramente o reexame do conjunto fático-probatório constante nos autos. Na espécie, com espeque no conjunto probatório, ante a constatação de ofensa à honra e a privacidade da autora, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concluiu pelo cabimento de danos morais indenizáveis em razão de divulgação de vídeo íntimo, sem autorização, na rede mundial de computadores, consoante se denota do acórdão regional, ementado nos seguintes termos: “APELAÇÃO CÍVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DIREITO À PRIVACIDADE. DIVULGAÇÃO E VEICULAÇÃO DE FILMAGEM NÃO AUTORIZADA NA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES. DANO MORAL CONFIGURADO. QUANTUM REPARATÓRIO QUE DEVE SER ARBITRADO LEVANDO-SE EM CONSIDERAÇÃO AS CONDIÇÕES PESSOAIS DA VÍTIMA E A EXTENSÃO DO DANO SOFRIDO. APELAÇÃO DA PARTE AUTORA A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. APELO DOS RÉUS A QUE SE NEGA PROVIMENTO ” (fl. 421). Nesse contexto, a pretensão do agravante de obter decisão em sentido diverso demandaria o reexame do conjunto probatório, inviabilizado em sede de recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/STF, nesse sentido: ARE 685.410-AgR/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 10.12.2012, ARE 676.769-AgR/MA, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 12.12.2012, AI 811.217-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.12.2012, RE 635.734-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 14.12.2012, AI 833.029-AgR/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 13.08.2012 e RE 548.048-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 1º.07.2009, cuja ementa segue transcrita: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Supremo Tribunal Federal AI 855466 AGR / RJ Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao texto constitucional demande primeiramente o reexame do conjunto fático-probatório constante nos autos. Na espécie, com espeque no conjunto probatório, ante a constatação de ofensa à honra e a privacidade da autora, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concluiu pelo cabimento de danos morais indenizáveis em razão de divulgação de vídeo íntimo, sem autorização, na rede mundial de computadores, consoante se denota do acórdão regional, ementado nos seguintes termos: “APELAÇÃO CÍVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DIREITO À PRIVACIDADE. DIVULGAÇÃO E VEICULAÇÃO DE FILMAGEM NÃO AUTORIZADA NA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES. DANO MORAL CONFIGURADO. QUANTUM REPARATÓRIO QUE DEVE SER ARBITRADO LEVANDO-SE EM CONSIDERAÇÃO AS CONDIÇÕES PESSOAIS DA VÍTIMA E A EXTENSÃO DO DANO SOFRIDO. APELAÇÃO DA PARTE AUTORA A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. APELO DOS RÉUS A QUE SE NEGA PROVIMENTO ” (fl. 421). Nesse contexto, a pretensão do agravante de obter decisão em sentido diverso demandaria o reexame do conjunto probatório, inviabilizado em sede de recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/STF, nesse sentido: ARE 685.410-AgR/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2ª Turma, DJe 10.12.2012, ARE 676.769-AgR/MA, de minha relatoria, 1ª Turma, DJe 12.12.2012, AI 811.217-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.12.2012, RE 635.734-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 14.12.2012, AI 833.029-AgR/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2ª Turma, DJe 13.08.2012 e RE 548.048-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 1º.07.2009, cuja ementa segue transcrita: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 855466 AGR / RJ “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMAGEM DIFUNDIDA NA INTERNET. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. 1. É inadmissível recurso extraordinário no qual, a pretexto de ofensa a princípios constitucionais, pretende-se a análise de legislação infraconstitucional. Hipótese de contrariedade indireta à Constituição Federal. 2. O Tribunal de origem, a partir do exame dos fatos e das provas dos autos concluiu pela existência de dano moral a ser reparado em razão de divulgação de imagem da parte agravada na rede mundial de computadores sem sua autorização. Incidência portanto, da Súmula/STF 279. 3. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. 4. Agravo regimental improvido”. A pretensão da parte recorrente, portanto, encontra óbice na Súmula 279/STF. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Supremo Tribunal Federal AI 855466 AGR / RJ “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMAGEM DIFUNDIDA NA INTERNET. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. 1. É inadmissível recurso extraordinário no qual, a pretexto de ofensa a princípios constitucionais, pretende-se a análise de legislação infraconstitucional. Hipótese de contrariedade indireta à Constituição Federal. 2. O Tribunal de origem, a partir do exame dos fatos e das provas dos autos concluiu pela existência de dano moral a ser reparado em razão de divulgação de imagem da parte agravada na rede mundial de computadores sem sua autorização. Incidência portanto, da Súmula/STF 279. 3. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. 4. Agravo regimental improvido”. A pretensão da parte recorrente, portanto, encontra óbice na Súmula 279/STF. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : KLAUS DE FIGUEIREDO FERREIRA ADV.(A/S) : ALEXANDRE OTÁVIO DE ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) : MARIANA MELO MORAES ADV.(A/S) : ROBERTO FERNANDES MONTEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456699 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : KLAUS DE FIGUEIREDO FERREIRA ADV.(A/S) : ALEXANDRE OTÁVIO DE ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) : MARIANA MELO MORAES ADV.(A/S) : ROBERTO FERNANDES MONTEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456699 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3462252
2013-02-19T00:00:00
2013-03-05T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
EMENTA DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. VEICULAÇÃO E DIVULGAÇÃO DE VÍDEO ÍNTIMO NA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES. AUSÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/STF. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.9.2007. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do STF, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo conhecido e não provido.
sjur225622
- Acórdão(s) citado(s): (SÚMULA 279) ARE 685410 AgR(2ªT), ARE 676769 AgR(1ªT), AI 811217 AgR(2ªT), AI 833029 AgR(2ªT), ARE 548048 AgR(2ªT), RE 635734 AgR(1ªT). Número de páginas: 10. Análise: 14/03/2013, LLD.
ROSA WEBER
Primeira Turma
855466
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 855466 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : KLAUS DE FIGUEIREDO FERREIRA AGDO.(A/S) : MARIANA MELO MORAES ADV.(A/S) : ALEXANDRE OTÁVIO DE ARAÚJO LIMA ADV.(A/S) : ROBERTO FERNANDES MONTEIRO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :KLAUS DE FIGUEIREDO FERREIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE OTÁVIO DE ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) :MARIANA MELO MORAES ADV.(A/S) :ROBERTO FERNANDES MONTEIRO EMENTA DIREITO CIVIL. DANOS MORAIS. INDENIZAÇÃO. VEICULAÇÃO E DIVULGAÇÃO DE VÍDEO ÍNTIMO NA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES. AUSÊNCIA DE AUTORIZAÇÃO. ANÁLISE DA OCORRÊNCIA DE EVENTUAL AFRONTA AOS PRECEITOS CONSTITUCIONAIS INVOCADOS NO APELO EXTREMO DEPENDENTE DA REELABORAÇÃO DA MOLDURA FÁTICA CONSTANTE NO ACÓRDÃO REGIONAL. SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. ÂMBITO INFRACONSTITUCIONAL DO DEBATE. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECORRIDO PUBLICADO EM 28.9.2007. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere ao óbice da Súmula 279 do Supremo Tribunal Federal, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Precedentes. Agravo conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439860. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 10 Ementa e Acórdão AI 855466 AGR / RJ Brasília, 19 de fevereiro de 2013 Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439860. Supremo Tribunal Federal AI 855466 AGR / RJ Brasília, 19 de fevereiro de 2013 Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439860. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 10 Relatório 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :KLAUS DE FIGUEIREDO FERREIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE OTÁVIO DE ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) :MARIANA MELO MORAES ADV.(A/S) :ROBERTO FERNANDES MONTEIRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida (fls. 602-5), mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental Klaus de Figueiredo Ferreira (fls. 611-6). O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que desnecessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos para enfrentamento das razões recursais. Aduz que não se aplica à espécie a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, alegando que o debate se dá em âmbito constitucional. Sustenta que apenas as provas produzidas pelas autoras foram consideradas pelas instâncias ordinárias. Refere que formulou pedido contraposto que sequer chegou a ser examinado. Defende fazer jus a indenização por danos morais, alegando que as próprias autoras levaram o caso a rede de televisão aberta, violando seus direitos de personalidade. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 28.9.2007. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439861. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :KLAUS DE FIGUEIREDO FERREIRA ADV.(A/S) :ALEXANDRE OTÁVIO DE ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) :MARIANA MELO MORAES ADV.(A/S) :ROBERTO FERNANDES MONTEIRO R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida (fls. 602-5), mediante a qual negado seguimento a seu agravo de instrumento, maneja agravo regimental Klaus de Figueiredo Ferreira (fls. 611-6). O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento de que desnecessário o exame do conjunto fático-probatório dos autos para enfrentamento das razões recursais. Aduz que não se aplica à espécie a Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, alegando que o debate se dá em âmbito constitucional. Sustenta que apenas as provas produzidas pelas autoras foram consideradas pelas instâncias ordinárias. Refere que formulou pedido contraposto que sequer chegou a ser examinado. Defende fazer jus a indenização por danos morais, alegando que as próprias autoras levaram o caso a rede de televisão aberta, violando seus direitos de personalidade. Acórdão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro publicado em 28.9.2007. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439861. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário que interpôs, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, maneja agravo de instrumento Klaus de Figueiredo Ferreira. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta violação direta do art. 5..., XXXV e LV, da Lei Maior. Sem contraminuta É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Emerge do excerto transcrito que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: Recurso Extraordinário 561.151-AgR/RS, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 RIO DE JANEIRO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário que interpôs, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, maneja agravo de instrumento Klaus de Figueiredo Ferreira. Na minuta, sustenta que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aponta violação direta do art. 5..., XXXV e LV, da Lei Maior. Sem contraminuta É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo de instrumento. Emerge do excerto transcrito que o Tribunal de origem, na hipótese em apreço, se lastreou na prova produzida para firmar seu convencimento, razão pela qual aferir a ocorrência de eventual afronta aos preceitos constitucionais invocados no apelo extremo exigiria o revolvimento do quadro fático delineado, procedimento vedado em sede extraordinária. Aplicação da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal (para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário). Nesse sentido: Recurso Extraordinário 561.151-AgR/RS, Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 855466 AGR / RJ Rel. Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJe 28.8.2012; e AI 763.284- 763.284-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 28.6.2012, este assim ementado: "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. DIREITO DE IMAGEM. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. A alegação de ofensa aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se ocorrente, seria indireta ou reflexa. Precedentes: AI n. 803.857-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 17.03.11; AI n. 812.678-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 08.02.11; AI n. 513.804- AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, 1... Turma, DJ 01.02.11 . 4. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 5. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. ... 7. Agravo regimental desprovido". 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Supremo Tribunal Federal AI 855466 AGR / RJ Rel. Min. Cezar Peluso, 2... Turma, DJe 28.8.2012; e AI 763.284- 763.284-AgR/SP, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 28.6.2012, este assim ementado: "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL. DIREITO DE IMAGEM. AUSÊNCIA DO NECESSÁRIO PREQUESTIONAMENTO. OFENSA REFLEXA AO TEXTO DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO JÁ CARREADO AOS AUTOS. IMPOSSIBILIDADE. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279/Supremo Tribunal Federal. 1. O requisito do prequestionamento é indispensável, por isso que inviável a apreciação, em sede de recurso extraordinário, de matéria sobre a qual não se pronunciou o Tribunal de origem, incidindo o óbice da Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal. 2. A violação indireta ou reflexa das regras constitucionais não enseja recurso extraordinário. Precedentes: AI n. 738.145 - AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 25.02.11; AI n. 482.317-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma DJ 15.03.11; AI n. 646.103-AgR, Rel. Ministra CÁRMEN LÚCIA, 1... Turma, DJ 18.03.11. 3. A alegação de ofensa aos postulados da legalidade, do devido processo legal, da ampla defesa, da motivação dos atos decisórios, do contraditório, dos limites da coisa julgada e da prestação jurisdicional, se ocorrente, seria indireta ou reflexa. Precedentes: AI n. 803.857-AgR, Rel. Min. CELSO DE MELLO, 2... Turma, DJ 17.03.11; AI n. 812.678-AgR, Rel. Min. ELLEN GRACIE, 2... Turma, DJ 08.02.11; AI n. 513.804- AgR, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA, 1... Turma, DJ 01.02.11 . 4. A Súmula 279/Supremo Tribunal Federal dispõe verbis: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. 5. É que o recurso extraordinário não se presta ao exame de questões que demandam revolvimento do contexto fático-probatório dos autos, adstringindo-se à análise da violação direta da ordem constitucional. ... 7. Agravo regimental desprovido". 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 855466 AGR / RJ O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da prestação jurisdicional, da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Supremo Tribunal Federal AI 855466 AGR / RJ O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da prestação jurisdicional, da proteção ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: "RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas" (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). "Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal." (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005) "CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 855466 AGR / RJ interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fl. 602-5). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Supremo Tribunal Federal AI 855466 AGR / RJ interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). "TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido" (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Não há, portanto, como assegurar trânsito ao extraordinário, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Nego seguimento ao agravo de instrumento (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fl. 602-5). 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 855466 AGR / RJ Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao texto constitucional demande primeiramente o reexame do conjunto fático-probatório constante nos autos. Na espécie, com espeque no conjunto probatório, ante a constatação de ofensa à honra e a privacidade da autora, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concluiu pelo cabimento de danos morais indenizáveis em razão de divulgação de vídeo íntimo, sem autorização, na rede mundial de computadores, consoante se denota do acórdão regional, ementado nos seguintes termos: “APELAÇÃO CÍVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DIREITO À PRIVACIDADE. DIVULGAÇÃO E VEICULAÇÃO DE FILMAGEM NÃO AUTORIZADA NA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES. DANO MORAL CONFIGURADO. QUANTUM REPARATÓRIO QUE DEVE SER ARBITRADO LEVANDO-SE EM CONSIDERAÇÃO AS CONDIÇÕES PESSOAIS DA VÍTIMA E A EXTENSÃO DO DANO SOFRIDO. APELAÇÃO DA PARTE AUTORA A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. APELO DOS RÉUS A QUE SE NEGA PROVIMENTO ” (fl. 421). Nesse contexto, a pretensão do agravante de obter decisão em sentido diverso demandaria o reexame do conjunto probatório, inviabilizado em sede de recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, nesse sentido: ARE 685.410-AgR/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 10.12.2012, ARE 676.769-AgR/MA, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 12.12.2012, AI 811.217-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.12.2012, Recurso Extraordinário 635.734-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 14.12.2012, AI 833.029-AgR/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 13.08.2012 e Recurso Extraordinário 548.048-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 1....07.2009, cuja ementa segue transcrita: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Supremo Tribunal Federal AI 855466 AGR / RJ Irrepreensível a decisão agravada. As razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à inviabilidade de recurso extraordinário cuja suposta afronta ao texto constitucional demande primeiramente o reexame do conjunto fático-probatório constante nos autos. Na espécie, com espeque no conjunto probatório, ante a constatação de ofensa à honra e a privacidade da autora, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro concluiu pelo cabimento de danos morais indenizáveis em razão de divulgação de vídeo íntimo, sem autorização, na rede mundial de computadores, consoante se denota do acórdão regional, ementado nos seguintes termos: “APELAÇÃO CÍVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DIREITO À PRIVACIDADE. DIVULGAÇÃO E VEICULAÇÃO DE FILMAGEM NÃO AUTORIZADA NA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES. DANO MORAL CONFIGURADO. QUANTUM REPARATÓRIO QUE DEVE SER ARBITRADO LEVANDO-SE EM CONSIDERAÇÃO AS CONDIÇÕES PESSOAIS DA VÍTIMA E A EXTENSÃO DO DANO SOFRIDO. APELAÇÃO DA PARTE AUTORA A QUE SE DÁ PARCIAL PROVIMENTO. APELO DOS RÉUS A QUE SE NEGA PROVIMENTO ” (fl. 421). Nesse contexto, a pretensão do agravante de obter decisão em sentido diverso demandaria o reexame do conjunto probatório, inviabilizado em sede de recurso extraordinário, em face do óbice da Súmula 279/Supremo Tribunal Federal, nesse sentido: ARE 685.410-AgR/GO, Rel. Min. Ricardo Lewandowski, 2... Turma, DJe 10.12.2012, ARE 676.769-AgR/MA, de minha relatoria, 1... Turma, DJe 12.12.2012, AI 811.217-AgR/PR, Rel. Min. Cármen Lúcia, DJe 05.12.2012, Recurso Extraordinário 635.734-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 14.12.2012, AI 833.029-AgR/MG, Rel. Min. Joaquim Barbosa, 2... Turma, DJe 13.08.2012 e Recurso Extraordinário 548.048-AgR/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, DJe 1....07.2009, cuja ementa segue transcrita: 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 10 Voto - MIN. ROSA WEBER AI 855466 AGR / RJ “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMAGEM DIFUNDIDA NA INTERNET. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. 1. É inadmissível recurso extraordinário no qual, a pretexto de ofensa a princípios constitucionais, pretende-se a análise de legislação infraconstitucional. Hipótese de contrariedade indireta à Constituição Federal. 2. O Tribunal de origem, a partir do exame dos fatos e das provas dos autos concluiu pela existência de dano moral a ser reparado em razão de divulgação de imagem da parte agravada na rede mundial de computadores sem sua autorização. Incidência portanto, da Súmula/Supremo Tribunal Federal 279. 3. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. 4. Agravo regimental improvido”. A pretensão da parte recorrente, portanto, encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Supremo Tribunal Federal AI 855466 AGR / RJ “DIREITO CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. IMAGEM DIFUNDIDA NA INTERNET. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. REEXAME DE FATOS E PROVAS. 1. É inadmissível recurso extraordinário no qual, a pretexto de ofensa a princípios constitucionais, pretende-se a análise de legislação infraconstitucional. Hipótese de contrariedade indireta à Constituição Federal. 2. O Tribunal de origem, a partir do exame dos fatos e das provas dos autos concluiu pela existência de dano moral a ser reparado em razão de divulgação de imagem da parte agravada na rede mundial de computadores sem sua autorização. Incidência portanto, da Súmula/Supremo Tribunal Federal 279. 3. Inexistência de argumento capaz de infirmar o entendimento adotado pela decisão agravada. 4. Agravo regimental improvido”. A pretensão da parte recorrente, portanto, encontra óbice na Súmula 279/Supremo Tribunal Federal. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439862. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 10 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : KLAUS DE FIGUEIREDO FERREIRA ADV.(A/S) : ALEXANDRE OTÁVIO DE ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) : MARIANA MELO MORAES ADV.(A/S) : ROBERTO FERNANDES MONTEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456699 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 855.466 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : KLAUS DE FIGUEIREDO FERREIRA ADV.(A/S) : ALEXANDRE OTÁVIO DE ARAÚJO LIMA AGDO.(A/S) : MARIANA MELO MORAES ADV.(A/S) : ROBERTO FERNANDES MONTEIRO Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456699 Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 10
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 855 . 466", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 do Supremo Tribunal", "AI 855466 AGR / RJ", "AI 855466 AGR / RJ", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 855 . 466", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 561 . 151 - AgR / RS", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 855 .", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 561 . 151 - AgR / RS", "AI 855466 AGR / RJ", "AI 763 . 284 - 763 . 284 - AgR /", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 738 . 145 - AgR", "AI n . 482 . 317 - AgR", "AI n . 646 . 103 - AgR", "AI n . 803 . 857 - AgR", "AI n . 812 . 678 - AgR", "AI n . 513 . 804 - AgR", "Súmula 279 / Supremo Tribunal Federal", "AI 855466 AGR / RJ", "AI 763 . 284 - 763 . 284 - AgR / SP", "SÚMULA 279 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal", "AI n . 738 . 145 - 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Ementa e Acórdão 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. DIMINUIÇÃO DO VALOR DA MULTA. INDEFERIMENTO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECRRIDO PUBLICADO EM 30.5.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à entrega da prestação jurisdicional e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439937. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 715448 AGR / SP negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de fevereiro de 2013 Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439937. Supremo Tribunal Federal ARE 715448 AGR / SP negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de fevereiro de 2013 Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida (fls. 157-9), mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Banco Santander Brasil S/A (fls. 161-4). O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento da ocorrência de violação direta da Constituição da República. Sustenta a ocorrência de negativa de prestação jurisdicional, alegando que o Tribunal a quo fixou prazo exíguo para o cumprimento da obrigação e mesmo após a satisfação, não revogou a multa aplicada (fl.163). Acordão da Turma Recursal Civil e Criminal do Colégio Recursal de Piracicaba-SP publicado em 30.5.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439938. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida (fls. 157-9), mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Banco Santander Brasil S/A (fls. 161-4). O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento da ocorrência de violação direta da Constituição da República. Sustenta a ocorrência de negativa de prestação jurisdicional, alegando que o Tribunal a quo fixou prazo exíguo para o cumprimento da obrigação e mesmo após a satisfação, não revogou a multa aplicada (fl.163). Acordão da Turma Recursal Civil e Criminal do Colégio Recursal de Piracicaba-SP publicado em 30.5.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, caput, XXXIV, XXXV e LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5º, caput, XXXIV, XXXV e LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5º da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 715448 AGR / SP jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005). ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Supremo Tribunal Federal ARE 715448 AGR / SP jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5º, XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (STF-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1ª Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5º, II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal’ (STF-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1ª Turma, DJ 17.6.2005). ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5º, II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5º, XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5º, LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 715448 AGR / SP indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC)”. Nada colhe. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão regional: “Ação de obrigação de fazer. Recorrida que teve cheques emitidos sem fundos e, por isso, seu nome foi inserido no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos. Após quitação do débito com o credor, recorrida não conseguiu cancelar a inserção, mesmo com a carta de anuência, porque o recorrente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Supremo Tribunal Federal ARE 715448 AGR / SP indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (STF-RE-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5º, II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (STF-RE-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1ª Turma, DJ 02.02.2001). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4º, II, “a”, do CPC)”. Nada colhe. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão regional: “Ação de obrigação de fazer. Recorrida que teve cheques emitidos sem fundos e, por isso, seu nome foi inserido no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos. Após quitação do débito com o credor, recorrida não conseguiu cancelar a inserção, mesmo com a carta de anuência, porque o recorrente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 715448 AGR / SP exigiu a apresentação das cártulas originais. Sentença de primeiro grau que afastou a necessidade da apresentação das cártulas, em razão da carta de anuência apresentada pela recorrida, condenando-se a recorrente à retirada da restrição, em 10 dias, sob pena de multa diária de R$ 300,00. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos. Recurso conhecido e improvido” (fl. 116). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à entrega da prestação jurisdicional e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Cito precedentes de ambas as Turmas desta Corte: AI 856.925-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 26.11.2012, AI 762.355-AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 28.3.2011, AI 794.129-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 24.9.2010 e AI 745.853-AgR/PI, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 17.4.2012, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. CONTRATO BANCÁRIO. DESISTÊNCIA DO RECURSO EM RELAÇÃO À LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS DADA A DECISÃO DESTA CORTE SUPREMA QUE REJEITOU A REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. DIMINUIÇÃO DE MULTA CONTRATUAL. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. REJEIÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL TAMBÉM NESSA PARTE. APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. POSSIBILIDADE. 1. O artigo 93, IX, da Constituição Federal não resta violado nas hipóteses em que a decisão mercê de fundamentada não se apoia na tese da recorrente. Precedente com repercussão geral: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, Dje de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Supremo Tribunal Federal ARE 715448 AGR / SP exigiu a apresentação das cártulas originais. Sentença de primeiro grau que afastou a necessidade da apresentação das cártulas, em razão da carta de anuência apresentada pela recorrida, condenando-se a recorrente à retirada da restrição, em 10 dias, sob pena de multa diária de R$ 300,00. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos. Recurso conhecido e improvido” (fl. 116). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à entrega da prestação jurisdicional e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Cito precedentes de ambas as Turmas desta Corte: AI 856.925-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2ª Turma, DJe 26.11.2012, AI 762.355-AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli, 1ª Turma, DJe 28.3.2011, AI 794.129-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1ª Turma, DJe 24.9.2010 e AI 745.853-AgR/PI, Rel. Min. Luiz Fux, 1ª Turma, DJe 17.4.2012, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. CONTRATO BANCÁRIO. DESISTÊNCIA DO RECURSO EM RELAÇÃO À LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS DADA A DECISÃO DESTA CORTE SUPREMA QUE REJEITOU A REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. DIMINUIÇÃO DE MULTA CONTRATUAL. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. REJEIÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL TAMBÉM NESSA PARTE. APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. POSSIBILIDADE. 1. O artigo 93, IX, da Constituição Federal não resta violado nas hipóteses em que a decisão mercê de fundamentada não se apoia na tese da recorrente. Precedente com repercussão geral: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, Dje de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 715448 AGR / SP 13.08.2010. 2. As instituições financeiras se submetem às normas encartadas no Código de Defesa do Consumidor. Precedente: ADI 2.591, Plenário, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 04.05.2007. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO MONITÓRIA – CÉDULA DE CRÉDITO RURAL – PRELIMINARES DE ILEGITIMIDADE E FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL – REJEITADAS – PRESCRIÇÃO – AFASTADA – CORREÇÃO MONETÁRIA – TAXA REFERENCIAL (TR) – JUROS REMUNERATÓRIOS – LIMITAÇÃO – JUROS DE MORA – INADMISSÍVEL CUMULAÇÃO COM COMISSÃO DE PERMANÊNCIA – CAPITALIZAÇÃO ANUAL DE JUROS – MULTA CONTRATUAL – REDUÇÃO DE 10% PARA 2%. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA.” 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Supremo Tribunal Federal ARE 715448 AGR / SP 13.08.2010. 2. As instituições financeiras se submetem às normas encartadas no Código de Defesa do Consumidor. Precedente: ADI 2.591, Plenário, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 04.05.2007. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO MONITÓRIA – CÉDULA DE CRÉDITO RURAL – PRELIMINARES DE ILEGITIMIDADE E FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL – REJEITADAS – PRESCRIÇÃO – AFASTADA – CORREÇÃO MONETÁRIA – TAXA REFERENCIAL (TR) – JUROS REMUNERATÓRIOS – LIMITAÇÃO – JUROS DE MORA – INADMISSÍVEL CUMULAÇÃO COM COMISSÃO DE PERMANÊNCIA – CAPITALIZAÇÃO ANUAL DE JUROS – MULTA CONTRATUAL – REDUÇÃO DE 10% PARA 2%. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA.” 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA ADV.(A/S) : JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456655 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA ADV.(A/S) : JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456655 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3462106
2013-02-19T00:00:00
2013-03-05T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO
EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. DIMINUIÇÃO DO VALOR DA MULTA. INDEFERIMENTO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECRRIDO PUBLICADO EM 30.5.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à entrega da prestação jurisdicional e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo conhecido e não provido.
sjur225605
- Acórdão(s) citado(s): (DIMINUIÇÃO, MULTA, CONTRATO BANCÁRIO) AI 745853 AgR(1ªT), AI 762355 AgR(1ªT), AI 794129 AgR(1ªT), AI 856925 AgR(2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 14/03/2013, LLD.
ROSA WEBER
Primeira Turma
715448
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00102 INC-00003 LET-A \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL" ]
ARE-AgR
acordaos
ARE 715448 AgR
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AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA ADV.(A/S) : JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FÁBIO ANDRÉ FADIGA ADV.(A/S) : VANDERLEI LONGHINI
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Ementa e Acórdão 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS E OUTRO(A/S) EMENTA DIREITO CIVIL E PROCESUAL CIVIL. OBRIGAÇÃO DE FAZER. ASTREINTES. DIMINUIÇÃO DO VALOR DA MULTA. INDEFERIMENTO. NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL NÃO CONFIGURADA. EVENTUAL VIOLAÇÃO REFLEXA DA CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA NÃO VIABILIZA O MANEJO DE RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACÓRDÃO RECRRIDO PUBLICADO EM 30.5.2012. As razões do agravo não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à entrega da prestação jurisdicional e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de ensejar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo conhecido e não provido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Primeira Turma, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439937. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão ARE 715448 AGR / SP negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de fevereiro de 2013 Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439937. Supremo Tribunal Federal ARE 715448 AGR / SP negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Brasília, 19 de fevereiro de 2013 Ministra Rosa Weber Relatora 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439937. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida (fls. 157-9), mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Banco Santander Brasil S/A (fls. 161-4). O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento da ocorrência de violação direta da Constituição da República. Sustenta a ocorrência de negativa de prestação jurisdicional, alegando que o Tribunal a quo fixou prazo exíguo para o cumprimento da obrigação e mesmo após a satisfação, não revogou a multa aplicada (fl.163). Acordão da Turma Recursal Civil e Criminal do Colégio Recursal de Piracicaba-SP publicado em 30.5.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439938. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) :BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) :OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA ADV.(A/S) :JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS E OUTRO(A/S) R E L A T Ó R I O A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Contra decisão por mim proferida (fls. 157-9), mediante a qual negado provimento a seu agravo em recurso extraordinário, maneja agravo regimental o Banco Santander Brasil S/A (fls. 161-4). O agravante insurge-se contra a decisão agravada, ao argumento da ocorrência de violação direta da Constituição da República. Sustenta a ocorrência de negativa de prestação jurisdicional, alegando que o Tribunal a quo fixou prazo exíguo para o cumprimento da obrigação e mesmo após a satisfação, não revogou a multa aplicada (fl.163). Acordão da Turma Recursal Civil e Criminal do Colégio Recursal de Piracicaba-SP publicado em 30.5.2012. É o relatório. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439938. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., caput, XXXIV, XXXV e LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 SÃO PAULO VOTO A Senhora Ministra Rosa Weber (Relatora): Preenchidos os pressupostos genéricos, conheço do agravo regimental e passo ao exame do mérito. Transcrevo o teor da decisão que desafiou o agravo: “Vistos etc. Contra o juízo negativo de admissibilidade do recurso extraordinário, exarado pela Presidência do Tribunal a quo, foi manejado agravo. Na minuta, sustenta-se que o recurso extraordinário reúne todos os requisitos para sua admissão. Aparelhado o recurso na afronta ao art. 5..., caput, XXXIV, XXXV e LV, da Constituição Federal. É o relatório. Decido. Preenchidos os pressupostos extrínsecos. Da detida análise dos fundamentos da decisão denegatória de seguimento do recurso extraordinário, bem como à luz das razões de decidir adotadas pelo Tribunal de origem, por ocasião do julgamento do recurso veiculado na instância ordinária, concluo que nada colhe o agravo. O exame de eventual ofensa aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais, consagradores dos princípios da legalidade, da proteção ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, bem como ao devido processo legal, ao contraditório e à ampla defesa (art. 5... da Lei Maior), demanda, em primeiro plano, a interpretação das normas infraconstitucionais aplicáveis à espécie, de tal modo que, se afronta ocorresse, seria indireta, o que não atende à exigência do art. 102, III, “a”, da Lei Maior, nos termos da remansosa Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 715448 AGR / SP jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005). ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Supremo Tribunal Federal ARE 715448 AGR / SP jurisprudência deste egrégio Supremo Tribunal Federal, verbis: ‘RECURSO. Extraordinário. Inadmissibilidade. Alegação de ofensa ao art. 5..., XXII, XXIII, XXIV, LIV e LV, da Constituição Federal. Violações dependentes de reexame prévio de normas inferiores. Ofensa constitucional indireta. Matéria fática. Súmula 279. Agravo regimental não provido. É pacífica a jurisprudência desta Corte, no sentido de não tolerar, em recurso extraordinário, alegação de ofensa que, irradiando-se de má interpretação, aplicação, ou, até, inobservância de normas infraconstitucionais, seria apenas indireta à Constituição da República, e, muito menos, de reexame de provas’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-495.880/SP, Relator Ministro Cezar Peluso, 1... Turma, DJ 05.8.2005). ‘Recurso extraordinário: descabimento: acórdão recorrido, do Tribunal Superior do Trabalho, que decidiu a questão à luz de legislação infraconstitucional: alegada violação ao texto constitucional que, se ocorresse, seria reflexa ou indireta; ausência de negativa de prestação jurisdicional ou de defesa aos princípios compreendidos nos arts. 5..., II, XXXV, LIV e LV e 93, IX, da Constituição Federal’ (Supremo Tribunal Federal-AI-AgR-436.911/SE, Relator Ministro Sepúlveda Pertence, 1... Turma, DJ 17.6.2005). ‘CONSTITUCIONAL. RECURSO EXTRAORDINÁRIO: ALEGAÇÃO DE OFENSA À C.F., art. 5..., II, XXXV, XXXVI, LIV e LV. I. - Ao Judiciário cabe, no conflito de interesses, fazer valer a vontade concreta da lei, interpretando-a. Se, em tal operação, interpreta razoavelmente ou desarrazoadamente a lei, a questão fica no campo da legalidade, inocorrendo o contencioso constitucional. II. - Decisão contrária ao interesse da parte não configura negativa de prestação jurisdicional (C.F., art. 5..., XXXV). III. - A verificação, no caso concreto, da existência, ou não, do direito adquirido, situa-se no campo infraconstitucional. IV. - Alegação de ofensa ao devido processo legal: C.F., art. 5..., LIV e LV: se ofensa tivesse havido, seria ela 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 715448 AGR / SP indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”. Nada colhe. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão regional: “Ação de obrigação de fazer. Recorrida que teve cheques emitidos sem fundos e, por isso, seu nome foi inserido no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos. Após quitação do débito com o credor, recorrida não conseguiu cancelar a inserção, mesmo com a carta de anuência, porque o recorrente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Supremo Tribunal Federal ARE 715448 AGR / SP indireta, reflexa, dado que a ofensa direta seria a normas processuais. E a ofensa a preceito constitucional que autoriza a admissão do recurso extraordinário é a ofensa direta, frontal. V. - Agravo não provido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-AgR-154.158/SP, Relator Ministro Carlos Velloso, 2... Turma, DJ 20.9.2002). ‘TRABALHISTA. ACÓRDÃO QUE NÃO ADMITIU RECURSO DE REVISTA, INTERPOSTO PARA AFASTAR PENHORA SOBRE BENS ALIENADOS FIDUCIARIAMENTE EM GARANTIA DE FINANCIAMENTO POR MEIO DE CÉDULA DE CRÉDITO À EXPORTAÇÃO. DECRETO-LEI 413/69 E LEI 4.728/65. ALEGADA AFRONTA AO ART. 5..., II, XXII, XXXV E XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. Questão insuscetível de ser apreciada senão por via da legislação infraconstitucional que fundamentou o acórdão, procedimento inviável em sede de recurso extraordinário, onde não cabe a aferição de ofensa reflexa e indireta à Carta Magna. Recurso não conhecido’ (Supremo Tribunal Federal-Recurso Extraordinário-153.781/DF, Relator Ministro Ilmar Galvão, 1... Turma, DJ 02.02.2001). Nesse sentir, não merece processamento o apelo extremo, consoante também se denota dos fundamentos da decisão que desafiou o recurso, aos quais me reporto e cuja detida análise conduz à conclusão pela ausência de ofensa direta e literal a preceito da Constituição da República. Conheço do agravo para negar-lhe provimento (art. 544, § 4..., II, “a”, do Código de Processo Civil)”. Nada colhe. Oportuna a transcrição da ementa do acórdão regional: “Ação de obrigação de fazer. Recorrida que teve cheques emitidos sem fundos e, por isso, seu nome foi inserido no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos. Após quitação do débito com o credor, recorrida não conseguiu cancelar a inserção, mesmo com a carta de anuência, porque o recorrente 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 715448 AGR / SP exigiu a apresentação das cártulas originais. Sentença de primeiro grau que afastou a necessidade da apresentação das cártulas, em razão da carta de anuência apresentada pela recorrida, condenando-se a recorrente à retirada da restrição, em 10 dias, sob pena de multa diária de R$ 300,00. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos. Recurso conhecido e improvido” (fl. 116). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à entrega da prestação jurisdicional e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Cito precedentes de ambas as Turmas desta Corte: AI 856.925-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 26.11.2012, AI 762.355-AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 28.3.2011, AI 794.129-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 24.9.2010 e AI 745.853-AgR/PI, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 17.4.2012, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. CONTRATO BANCÁRIO. DESISTÊNCIA DO RECURSO EM RELAÇÃO À LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS DADA A DECISÃO DESTA CORTE SUPREMA QUE REJEITOU A REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. DIMINUIÇÃO DE MULTA CONTRATUAL. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. REJEIÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL TAMBÉM NESSA PARTE. APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. POSSIBILIDADE. 1. O artigo 93, IX, da Constituição Federal não resta violado nas hipóteses em que a decisão mercê de fundamentada não se apoia na tese da recorrente. Precedente com repercussão geral: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, Dje de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Supremo Tribunal Federal ARE 715448 AGR / SP exigiu a apresentação das cártulas originais. Sentença de primeiro grau que afastou a necessidade da apresentação das cártulas, em razão da carta de anuência apresentada pela recorrida, condenando-se a recorrente à retirada da restrição, em 10 dias, sob pena de multa diária de R$ 300,00. Sentença mantida pelos seus próprios fundamentos. Recurso conhecido e improvido” (fl. 116). Nesse contexto, as razões do agravo regimental não são aptas a infirmar os fundamentos que lastrearam a decisão agravada, mormente no que se refere à entrega da prestação jurisdicional e ao âmbito infraconstitucional do debate, a inviabilizar o trânsito do recurso extraordinário. Cito precedentes de ambas as Turmas desta Corte: AI 856.925-AgR/SP, Rel. Min. Celso de Mello, 2... Turma, DJe 26.11.2012, AI 762.355-AgR/RN, Rel. Min. Dias Toffoli, 1... Turma, DJe 28.3.2011, AI 794.129-AgR/DF, Rel. Min. Cármen Lúcia, 1... Turma, DJe 24.9.2010 e AI 745.853-AgR/PI, Rel. Min. Luiz Fux, 1... Turma, DJe 17.4.2012, cuja ementa segue transcrita: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. CONTRATO BANCÁRIO. DESISTÊNCIA DO RECURSO EM RELAÇÃO À LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS DADA A DECISÃO DESTA CORTE SUPREMA QUE REJEITOU A REPERCUSSÃO GERAL DA MATÉRIA. DIMINUIÇÃO DE MULTA CONTRATUAL. ALEGAÇÃO DE NEGATIVA DE PRESTAÇÃO JURISDICIONAL. AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO. INOCORRÊNCIA. REJEIÇÃO DA REPERCUSSÃO GERAL TAMBÉM NESSA PARTE. APLICABILIDADE DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR ÀS INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS. POSSIBILIDADE. 1. O artigo 93, IX, da Constituição Federal não resta violado nas hipóteses em que a decisão mercê de fundamentada não se apoia na tese da recorrente. Precedente com repercussão geral: AI-QO-RG 791.292, Rel. Min. Gilmar Mendes, Tribunal Pleno, Dje de 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. ROSA WEBER ARE 715448 AGR / SP 13.08.2010. 2. As instituições financeiras se submetem às normas encartadas no Código de Defesa do Consumidor. Precedente: ADI 2.591, Plenário, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 04.05.2007. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO MONITÓRIA – CÉDULA DE CRÉDITO RURAL – PRELIMINARES DE ILEGITIMIDADE E FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL – REJEITADAS – PRESCRIÇÃO – AFASTADA – CORREÇÃO MONETÁRIA – TAXA REFERENCIAL (TR) – JUROS REMUNERATÓRIOS – LIMITAÇÃO – JUROS DE MORA – INADMISSÍVEL CUMULAÇÃO COM COMISSÃO DE PERMANÊNCIA – CAPITALIZAÇÃO ANUAL DE JUROS – MULTA CONTRATUAL – REDUÇÃO DE 10% PARA 2%. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA.” 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Supremo Tribunal Federal ARE 715448 AGR / SP 13.08.2010. 2. As instituições financeiras se submetem às normas encartadas no Código de Defesa do Consumidor. Precedente: ADI 2.591, Plenário, Rel. Min. Eros Grau, DJ de 04.05.2007. 3. In casu, o acórdão recorrido assentou: “APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO MONITÓRIA – CÉDULA DE CRÉDITO RURAL – PRELIMINARES DE ILEGITIMIDADE E FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL – REJEITADAS – PRESCRIÇÃO – AFASTADA – CORREÇÃO MONETÁRIA – TAXA REFERENCIAL (TR) – JUROS REMUNERATÓRIOS – LIMITAÇÃO – JUROS DE MORA – INADMISSÍVEL CUMULAÇÃO COM COMISSÃO DE PERMANÊNCIA – CAPITALIZAÇÃO ANUAL DE JUROS – MULTA CONTRATUAL – REDUÇÃO DE 10% PARA 2%. APELAÇÃO PARCIALMENTE PROVIDA.” 4. Agravo regimental a que se nega provimento”. A suposta afronta aos preceitos constitucionais indicados nas razões recursais dependeria da análise de legislação infraconstitucional, o que torna oblíqua e reflexa eventual ofensa, insuscetível, portanto, de viabilizar o conhecimento do recurso extraordinário, considerada a disposição do art. 102, III, “a”, da Lei Maior. Agravo regimental conhecido e não provido. É como voto. 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3439939. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA ADV.(A/S) : JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456655 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715.448 PROCED. : SÃO PAULO RELATORA : MIN. ROSA WEBER AGTE.(S) : BANCO SANTANDER BRASIL S/A ADV.(A/S) : OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA ADV.(A/S) : JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS E OUTRO(A/S) Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto da Relatora. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456655 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO 715 . 448", "ARE 715448 AGR / SP", "ARE 715448", "495", ".", "880", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "/", "SE", "ARE 715448 AGR / SP", "AI", "-", "AgR", "-", "495", ".", "880", "/", "SP", "AI", "-", "AgR", "-", "436", ".", "911", "SE", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "ARE 715448 AGR / SP", "Recurso Extraordinário - AgR - 154 . 158 / SP", "Recurso Extraordinário - 153 . 781 / DF", "ARE 715448 AGR / SP", "AI 856 . 925 - AgR / SP", "AI 762 . 355 - AgR / RN", "AI 794 . 129 - AgR / DF", "AI 745 . 853 - AgR / PI", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 715448 AGR / SP", "AI 856 . 925 - AgR / SP", "AI 794 . 129 - AgR / DF", "AI 745 . 853 - AgR / PI", "AI", "-", "QO", "-", "RG 791 . 292", "ARE 715448 AGR / SP", "ADI 2 . 591", "ARE 715448 AGR / SP", "ADI 2 . 591" ], "LEGISLACAO": [ "CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , caput , XXXIV , XXXV e LV , da Constituição Federal", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art", "Constituição Federal", "art . 5 . . . da Lei Maior", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "art . 5 . . . , XXII , XXIII , XXIV , LIV e LV , da Constituição Federal", "Constituição da República", "arts . 5 . . . , II , XXXV , LIV e LV e 93 , IX , da Constituição Federal", "C", ".", "F . , art . 5 . . . , II", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI 413 / 69", "LEI 4 . 728 / 65", "ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Carta Magna", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "DECRETO", "-", "LEI 413 / 69", "LEI 4 . 728 / 65", "ART . 5 . . . , II , XXII , XXXV E XXXVI , DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL", "Carta Magna", "Constituição da República", "art . 544 , § 4 . . . , II , “ a ” , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR", "artigo 93 , IX , da Constituição Federal", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Código de Defesa do Consumidor", "art . 102 , III , “ a ” , da Lei Maior", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "AGR", "/ SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "Banco Santander Brasil S / A", "Colégio Recursal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "Banco Santander Brasil S / A", "Turma Recursal Civil e Criminal do Colégio Recursal de Piracicaba - SP", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", ". Turma", "Tribunal Superior do Trabalho", "Supremo Tribunal Federal", "/", "1", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ". . Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", ". Turma", "Supremo Tribunal Federal", "1", ".", ".", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "2", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ".", "1", ".", ".", ". Turma", "1", ".", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "2", ".", ".", "Tribunal Pleno", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Plenário", "Supremo Tribunal Federal", "ICP", "-", "Brasil", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "1", ".", ".", ".", "Primeira", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "BANCO SANTANDER BRASIL S / A", "Primeira Turma", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "ROSA WEBER", "OSMAR MENDES", "PAIXÃO", "LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA", "JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS", "Luiz Fux", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA", "JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA", "JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS", "Rosa Weber", "ROSA WEBER", "Rosa Weber", "Rosa Weber", "ROSA WEBER ARE", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "Cezar Peluso", "Sepúlveda Pertence", "ROSA WEBER", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "Carlos Velloso", "Ilmar Galvão", "ROSA WEBER", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Dias Toffoli", "Cármen Lúcia", "Luiz Fux", "Gilmar Mendes", "ROSA WEBER", "Eros Grau", "Eros Grau", "ROSA WEBER", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA", "JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza", "ROSA WEBER", "OSMAR MENDES PAIXÃO CÔRTES", "LUCIANA RODRIGUES DE ALMEIDA", "JAILSON DE OLIVEIRA SANTOS", "Luiz Fux", "Luiz Fux", "Marco Aurélio", "Dias Toffoli", "Rosa Weber", "Edson Oliveira de Almeida", "Carmen Lilian Oliveira de Souza" ], "TEMPO": [ "19", "/", "02", "/", "2013", "30", ".", "5", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "30", ".", "5", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "30", ".", "5", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", "/", "02", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "05", ".", "8", ".", "2005", "17", ".", "6", ".", "2005", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "20", ".", "9", ".", "2002", "02", ".", "02", ".", "2001", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "11", ".", "2012", "28", ".", "3", ".", "2011", "24", ".", "9", ".", "2010", "17", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "26", ".", "11", ".", "2012", "28", ".", "3", ".", "2011", "24", ".", "9", ".", "2010", "17", ".", "4", ".", "2012", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "08", ".", "2010", "04", ".", "05", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "13", ".", "08", ".", "2010", "04", ".", "05", ".", "2007", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "2", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "2", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ ADV.(A/S) :ERESTIDES BUSNARDO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUROS CONTRATUAIS. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA INDIRETA. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do ato jurídico perfeito situa-se no campo infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Para se chegar à conclusão diversa a adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusula integrante de acordo coletivo de trabalho, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. Portanto, a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507930. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 842185 AGR / SC participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507930. Supremo Tribunal Federal AI 842185 AGR / SC participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507930. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ ADV.(A/S) :ERESTIDES BUSNARDO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: 'AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO COM O ESCOPO DE REFORMAR DECISÃO MONOCRÁTICA QUE LHE DEU PARCIAL PROVIMENTO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DE CONTRARIEDADE A ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. DECISÃO AGRAVADA QUE PERFAZ OS REQUISITOS DO ART. 557, CAPUT, DO CPC. NÍTIDA INTENÇÃO DO AGRAVANTE EM VER REAPRECIADA A MATÉRIA VERSADA NA APELAÇÃO. RECURSO DESPROVIDO. Se a decisão unipessoal do relator encontra-se nos lindes do permissivo plasmado pelo caput do art. 557 do Código de Processo Civil, desprovido há de ser o agravo interno contra ela manejado, que, na essência, apenas repristiniza as razões argumentativas lançadas no recurso de apelação' (fl. 318). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação ao art. 5º, XXXVI, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507931. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ ADV.(A/S) :ERESTIDES BUSNARDO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: 'AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO COM O ESCOPO DE REFORMAR DECISÃO MONOCRÁTICA QUE LHE DEU PARCIAL PROVIMENTO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DE CONTRARIEDADE A ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. DECISÃO AGRAVADA QUE PERFAZ OS REQUISITOS DO ART. 557, CAPUT, DO CPC. NÍTIDA INTENÇÃO DO AGRAVANTE EM VER REAPRECIADA A MATÉRIA VERSADA NA APELAÇÃO. RECURSO DESPROVIDO. Se a decisão unipessoal do relator encontra-se nos lindes do permissivo plasmado pelo caput do art. 557 do Código de Processo Civil, desprovido há de ser o agravo interno contra ela manejado, que, na essência, apenas repristiniza as razões argumentativas lançadas no recurso de apelação' (fl. 318). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação ao art. 5º, XXXVI, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 842185 AGR / SC A jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que a verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação ao ato jurídico perfeito situa-se no campo infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, cito julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO ATO JURÍDICO PERFEITO E DA COISA JULGADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a alegação de afronta ao princípio da legalidade e a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, se dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional, configurariam apenas ofensa constitucional indireta' (AI 684.188-AgR/AL, Rel. Min. Cármen Lúcia). 'DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, CAPUT, I, XXXV, XXXVI, LIV E LV, CF/1988. COISA JULGADA. LITISPENDÊNCIA. TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA PROFERIDA EM MANDADO DE SEGURANÇA. OFENSA INDIRETA. 1. Necessidade do revolvimento de legislação infraconstitucional para se concluir pela afronta à Constituição Federal. 2. Alegação de ofensa aos princípios da legalidade, da prestação jurisdicional, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, dos limites da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento' (AI 692.591-AgR/SC, Rel. Min. Ellen Gracie). Além disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507931. Supremo Tribunal Federal AI 842185 AGR / SC A jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que a verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação ao ato jurídico perfeito situa-se no campo infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, cito julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO ATO JURÍDICO PERFEITO E DA COISA JULGADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a alegação de afronta ao princípio da legalidade e a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, se dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional, configurariam apenas ofensa constitucional indireta' (AI 684.188-AgR/AL, Rel. Min. Cármen Lúcia). 'DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5º, CAPUT, I, XXXV, XXXVI, LIV E LV, CF/1988. COISA JULGADA. LITISPENDÊNCIA. TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA PROFERIDA EM MANDADO DE SEGURANÇA. OFENSA INDIRETA. 1. Necessidade do revolvimento de legislação infraconstitucional para se concluir pela afronta à Constituição Federal. 2. Alegação de ofensa aos princípios da legalidade, da prestação jurisdicional, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, dos limites da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento' (AI 692.591-AgR/SC, Rel. Min. Ellen Gracie). Além disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 842185 AGR / SC probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusulas contratuais, o que inviabiliza o recurso extraordinário nos termos das Súmulas 279 e 454 do STF. Seguindo essa orientação, destaco o seguinte precedente: 'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. TRANSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA JUDICIALMENTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRENTE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, de cláusulas contratuais e a análise do acervo fático- probatório dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido' (AI 544.600-AgR, Rel. Min. Ayres Britto). Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 414-416). O agravante sustenta, em suma, que “(...) nota-se que o contrato firmado entre as partes foi ignorado pelo Tribunal estadual na confecção de seu julgamento, encerrando, dessa maneira, violação ao artigo 5º, XXXVI, da Constituição Federal, na medida em que feriu o ato jurídico perfeito” (fl. 450). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507931. Supremo Tribunal Federal AI 842185 AGR / SC probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusulas contratuais, o que inviabiliza o recurso extraordinário nos termos das Súmulas 279 e 454 do STF. Seguindo essa orientação, destaco o seguinte precedente: 'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. TRANSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA JUDICIALMENTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRENTE. SÚMULAS 279 E 454 DO STF. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, de cláusulas contratuais e a análise do acervo fático- probatório dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido' (AI 544.600-AgR, Rel. Min. Ayres Britto). Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 414-416). O agravante sustenta, em suma, que “(...) nota-se que o contrato firmado entre as partes foi ignorado pelo Tribunal estadual na confecção de seu julgamento, encerrando, dessa maneira, violação ao artigo 5º, XXXVI, da Constituição Federal, na medida em que feriu o ato jurídico perfeito” (fl. 450). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Como afirmado no julgado atacado, é inadmissível a interposição de RE por violação ao ato jurídico perfeito, quando a verificação da ofensa envolva a análise de norma infraconstitucional Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão impugnada, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Danos morais. Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI 829.605- AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE DE APRECIAÇÃO DOS FATOS E DAS PROVAS DA CAUSA. PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DE JURISDIÇÃO E DO ATO JURÍDICO PERFEITO: OFENSA REFLEXA. 1. São inviáveis os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento quando o tema constitucional não tiver sido ventilado previamente no recurso interposto perante o Tribunal de origem. 2. Inviável o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507932. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Como afirmado no julgado atacado, é inadmissível a interposição de RE por violação ao ato jurídico perfeito, quando a verificação da ofensa envolva a análise de norma infraconstitucional Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão impugnada, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Danos morais. Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas nºs 282 e 356/STF. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 279 e 636/STF. 3. Agravo regimental não provido” (AI 829.605- AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE DE APRECIAÇÃO DOS FATOS E DAS PROVAS DA CAUSA. PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DE JURISDIÇÃO E DO ATO JURÍDICO PERFEITO: OFENSA REFLEXA. 1. São inviáveis os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento quando o tema constitucional não tiver sido ventilado previamente no recurso interposto perante o Tribunal de origem. 2. Inviável o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 842185 AGR / SC extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático- probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 279. 3. Alegação de ofensa aos princípios do ato jurídico perfeito e da inafastabilidade de jurisdição configura, quando muito, ofensa meramente reflexa às normas constitucionais. 4. Ainda que a matéria esteja prequestionada, tal argumento, no caso, é incapaz de infirmar de maneira suficiente a decisão agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 5. Agravo regimental” (RE 397.237-AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Reitero, ainda, que para dissentir do acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, bem como a interpretação de cláusulas contratuais, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos das Súmulas 279 e 454 do STF. Com o mesmo entendimento, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. CRÉDITO EDUCATIVO. JUROS PACTUADOS EM CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONTRATUAL E DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 829.893-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Matéria infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Súmulas nºs 454 e 279. Art. 1º da Lei de Usura. Taxa de juros. Aplicação. Limite de 12% ao ano. Ausência de repercussão geral. 1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido da impossibilidade do cabimento do recurso extraordinário, quando não há ofensa direta à Constituição Federal. Ademais, verificada a ausência de repercussão geral da matéria. 2. Reexame de fatos e provas e do próprio contrato para divergir do decidido pelo acórdão do Tribunal local. Incidência da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507932. Supremo Tribunal Federal AI 842185 AGR / SC extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático- probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula STF 279. 3. Alegação de ofensa aos princípios do ato jurídico perfeito e da inafastabilidade de jurisdição configura, quando muito, ofensa meramente reflexa às normas constitucionais. 4. Ainda que a matéria esteja prequestionada, tal argumento, no caso, é incapaz de infirmar de maneira suficiente a decisão agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 5. Agravo regimental” (RE 397.237-AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Reitero, ainda, que para dissentir do acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, bem como a interpretação de cláusulas contratuais, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos das Súmulas 279 e 454 do STF. Com o mesmo entendimento, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. CRÉDITO EDUCATIVO. JUROS PACTUADOS EM CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONTRATUAL E DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 829.893-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Matéria infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Súmulas nºs 454 e 279. Art. 1º da Lei de Usura. Taxa de juros. Aplicação. Limite de 12% ao ano. Ausência de repercussão geral. 1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido da impossibilidade do cabimento do recurso extraordinário, quando não há ofensa direta à Constituição Federal. Ademais, verificada a ausência de repercussão geral da matéria. 2. Reexame de fatos e provas e do próprio contrato para divergir do decidido pelo acórdão do Tribunal local. Incidência da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 842185 AGR / SC Súmulas nºs 459 e 279/STF. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 630.219-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507932. Supremo Tribunal Federal AI 842185 AGR / SC Súmulas nºs 459 e 279/STF. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 630.219-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ ADV.(A/S) : ERESTIDES BUSNARDO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530034 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ ADV.(A/S) : ERESTIDES BUSNARDO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3542243
2013-03-12T00:00:00
2013-03-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUROS CONTRATUAIS. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5º, XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA INDIRETA. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do ato jurídico perfeito situa-se no campo infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Para se chegar à conclusão diversa a adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusula integrante de acordo coletivo de trabalho, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. Portanto, a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III – Agravo regimental improvido.
sjur226927
- Acórdão(s) citado(s): (CLÁUSULAS CONTRATUAIS, JUROS, REEXAME, FATO) AI 829893 AgR(1ªT), AI 630219 AgR(1ªT). (MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL, ATO JURÍDICO PERFEITO) AI 829605 AgR(1ªT), RE 397237 AgR(2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 15/04/2013, LLD.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
842185
[ "LEG-FED CF ANO-1988\r\n ART-00005 INC-00036 \r\n CF-1988 CONSTITUIÇÃO FEDERAL\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF \r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 842185 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ ADV.(A/S) : ERESTIDES BUSNARDO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ ADV.(A/S) :ERESTIDES BUSNARDO EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. JUROS CONTRATUAIS. ALEGADA VIOLAÇÃO AO ART. 5..., XXXVI, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. OFENSA INDIRETA. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO- PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – A verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação do ato jurídico perfeito situa-se no campo infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Para se chegar à conclusão diversa a adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusula integrante de acordo coletivo de trabalho, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Portanto, a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. III – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507930. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 842185 AGR / SC participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507930. Supremo Tribunal Federal AI 842185 AGR / SC participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507930. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ ADV.(A/S) :ERESTIDES BUSNARDO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: 'AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO COM O ESCOPO DE REFORMAR DECISÃO MONOCRÁTICA QUE LHE DEU PARCIAL PROVIMENTO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DE CONTRARIEDADE A ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. DECISÃO AGRAVADA QUE PERFAZ OS REQUISITOS DO ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil. NÍTIDA INTENÇÃO DO AGRAVANTE EM VER REAPRECIADA A MATÉRIA VERSADA NA APELAÇÃO. RECURSO DESPROVIDO. Se a decisão unipessoal do relator encontra-se nos lindes do permissivo plasmado pelo caput do art. 557 do Código de Processo Civil, desprovido há de ser o agravo interno contra ela manejado, que, na essência, apenas repristiniza as razões argumentativas lançadas no recurso de apelação' (fl. 318). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação ao art. 5..., XXXVI, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507931. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) :ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ ADV.(A/S) :ERESTIDES BUSNARDO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita: 'AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO COM O ESCOPO DE REFORMAR DECISÃO MONOCRÁTICA QUE LHE DEU PARCIAL PROVIMENTO. NÃO DEMONSTRAÇÃO DE CONTRARIEDADE A ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL. DECISÃO AGRAVADA QUE PERFAZ OS REQUISITOS DO ART. 557, CAPUT, DO Código de Processo Civil. NÍTIDA INTENÇÃO DO AGRAVANTE EM VER REAPRECIADA A MATÉRIA VERSADA NA APELAÇÃO. RECURSO DESPROVIDO. Se a decisão unipessoal do relator encontra-se nos lindes do permissivo plasmado pelo caput do art. 557 do Código de Processo Civil, desprovido há de ser o agravo interno contra ela manejado, que, na essência, apenas repristiniza as razões argumentativas lançadas no recurso de apelação' (fl. 318). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação ao art. 5..., XXXVI, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 842185 AGR / SC A jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que a verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação ao ato jurídico perfeito situa-se no campo infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, cito julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO ATO JURÍDICO PERFEITO E DA COISA JULGADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a alegação de afronta ao princípio da legalidade e a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, se dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional, configurariam apenas ofensa constitucional indireta' (AI 684.188-AgR/AL, Rel. Min. Cármen Lúcia). 'DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., CAPUT, I, XXXV, XXXVI, LIV E LV, Constituição Federal de 1988/1988. COISA JULGADA. LITISPENDÊNCIA. TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA PROFERIDA EM MANDADO DE SEGURANÇA. OFENSA INDIRETA. 1. Necessidade do revolvimento de legislação infraconstitucional para se concluir pela afronta à Constituição Federal. 2. Alegação de ofensa aos princípios da legalidade, da prestação jurisdicional, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, dos limites da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento' (AI 692.591-AgR/SC, Rel. Min. Ellen Gracie). Além disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507931. Supremo Tribunal Federal AI 842185 AGR / SC A jurisprudência desta Corte orienta-se no sentido de que a verificação, em cada caso concreto, da ocorrência, ou não, de violação ao ato jurídico perfeito situa-se no campo infraconstitucional. A afronta à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário. Nesse sentido, cito julgados de ambas as Turmas desta Corte: 'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE AFRONTA AOS PRINCÍPIOS DA LEGALIDADE, DO ATO JURÍDICO PERFEITO E DA COISA JULGADA. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal firmou-se no sentido de que a alegação de afronta ao princípio da legalidade e a verificação, no caso concreto, da ocorrência, ou não, de ofensa ao direito adquirido, ao ato jurídico perfeito e à coisa julgada, se dependentes de análise prévia da legislação infraconstitucional, configurariam apenas ofensa constitucional indireta' (AI 684.188-AgR/AL, Rel. Min. Cármen Lúcia). 'DIREITO ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALEGADA OFENSA AO ART. 5..., CAPUT, I, XXXV, XXXVI, LIV E LV, Constituição Federal de 1988/1988. COISA JULGADA. LITISPENDÊNCIA. TRÂNSITO EM JULGADO DA SENTENÇA PROFERIDA EM MANDADO DE SEGURANÇA. OFENSA INDIRETA. 1. Necessidade do revolvimento de legislação infraconstitucional para se concluir pela afronta à Constituição Federal. 2. Alegação de ofensa aos princípios da legalidade, da prestação jurisdicional, do direito adquirido, do ato jurídico perfeito, dos limites da coisa julgada, do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa configura, quando muito, ofensa meramente reflexa à Constituição Federal. Precedentes. 3. Agravo regimental a que se nega provimento' (AI 692.591-AgR/SC, Rel. Min. Ellen Gracie). Além disso, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo Tribunal de origem, necessário seria o reexame do conjunto fático- 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 842185 AGR / SC probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusulas contratuais, o que inviabiliza o recurso extraordinário nos termos das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Seguindo essa orientação, destaco o seguinte precedente: 'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. TRANSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA JUDICIALMENTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRENTE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, de cláusulas contratuais e a análise do acervo fático- probatório dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido' (AI 544.600-AgR, Rel. Min. Ayres Britto). Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 414-416). O agravante sustenta, em suma, que “(...) nota-se que o contrato firmado entre as partes foi ignorado pelo Tribunal estadual na confecção de seu julgamento, encerrando, dessa maneira, violação ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal, na medida em que feriu o ato jurídico perfeito” (fl. 450). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507931. Supremo Tribunal Federal AI 842185 AGR / SC probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusulas contratuais, o que inviabiliza o recurso extraordinário nos termos das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Seguindo essa orientação, destaco o seguinte precedente: 'AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. TRANSAÇÃO NÃO HOMOLOGADA JUDICIALMENTE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. CONTRATO DE ABERTURA DE CRÉDITO EM CONTA CORRENTE. SÚMULAS 279 E 454 DO Supremo Tribunal Federal. 1. Caso em que entendimento diverso do adotado pela Instância Judicante de origem demandaria o reexame da legislação infraconstitucional pertinente, de cláusulas contratuais e a análise do acervo fático- probatório dos autos. Providências vedadas neste momento processual. 2. Agravo regimental desprovido' (AI 544.600-AgR, Rel. Min. Ayres Britto). Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 414-416). O agravante sustenta, em suma, que “(...) nota-se que o contrato firmado entre as partes foi ignorado pelo Tribunal estadual na confecção de seu julgamento, encerrando, dessa maneira, violação ao artigo 5..., XXXVI, da Constituição Federal, na medida em que feriu o ato jurídico perfeito” (fl. 450). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507931. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Como afirmado no julgado atacado, é inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário por violação ao ato jurídico perfeito, quando a verificação da ofensa envolva a análise de norma infraconstitucional Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão impugnada, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Danos morais. Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI 829.605- AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE DE APRECIAÇÃO DOS FATOS E DAS PROVAS DA CAUSA. PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DE JURISDIÇÃO E DO ATO JURÍDICO PERFEITO: OFENSA REFLEXA. 1. São inviáveis os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento quando o tema constitucional não tiver sido ventilado previamente no recurso interposto perante o Tribunal de origem. 2. Inviável o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507932. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 SANTA CATARINA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Como afirmado no julgado atacado, é inadmissível a interposição de Recurso Extraordinário por violação ao ato jurídico perfeito, quando a verificação da ofensa envolva a análise de norma infraconstitucional Nesse sentido, além dos precedentes já mencionados na decisão impugnada, transcrevo ementas de julgados de ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Danos morais. Prequestionamento. Ausência. Princípios da legalidade, do direito adquirido e do ato jurídico perfeito. Ofensa reflexa. Precedentes. 1. Não se admite o recurso extraordinário quando os dispositivos constitucionais que nele se alega violados não estão devidamente prequestionados. Incidência das Súmulas ns 282 e 356/Supremo Tribunal Federal. 2. Inadmissível em recurso extraordinário o exame da legislação infraconstitucional e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 279 e 636/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental não provido” (AI 829.605- AgR/SP, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “PROCESSO CIVIL. AUSÊNCIA DE PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE DE APRECIAÇÃO DOS FATOS E DAS PROVAS DA CAUSA. PRINCÍPIO DA INAFASTABILIDADE DE JURISDIÇÃO E DO ATO JURÍDICO PERFEITO: OFENSA REFLEXA. 1. São inviáveis os embargos de declaração opostos para fins de prequestionamento quando o tema constitucional não tiver sido ventilado previamente no recurso interposto perante o Tribunal de origem. 2. Inviável o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 842185 AGR / SC extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático- probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Alegação de ofensa aos princípios do ato jurídico perfeito e da inafastabilidade de jurisdição configura, quando muito, ofensa meramente reflexa às normas constitucionais. 4. Ainda que a matéria esteja prequestionada, tal argumento, no caso, é incapaz de infirmar de maneira suficiente a decisão agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 5. Agravo regimental” (Recurso Extraordinário 397.237-AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Reitero, ainda, que para dissentir do acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, bem como a interpretação de cláusulas contratuais, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Com o mesmo entendimento, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. CRÉDITO EDUCATIVO. JUROS PACTUADOS EM CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONTRATUAL E DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 829.893-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Matéria infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Súmulas ns 454 e 279. Art. 1... da Lei de Usura. Taxa de juros. Aplicação. Limite de 12% ao ano. Ausência de repercussão geral. 1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido da impossibilidade do cabimento do recurso extraordinário, quando não há ofensa direta à Constituição Federal. Ademais, verificada a ausência de repercussão geral da matéria. 2. Reexame de fatos e provas e do próprio contrato para divergir do decidido pelo acórdão do Tribunal local. Incidência da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507932. Supremo Tribunal Federal AI 842185 AGR / SC extraordinário nos casos em que se impõe o reexame do quadro fático- probatório para apreciar a apontada ofensa à Constituição Federal. Incidência da Súmula Supremo Tribunal Federal 279. 3. Alegação de ofensa aos princípios do ato jurídico perfeito e da inafastabilidade de jurisdição configura, quando muito, ofensa meramente reflexa às normas constitucionais. 4. Ainda que a matéria esteja prequestionada, tal argumento, no caso, é incapaz de infirmar de maneira suficiente a decisão agravada, que deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. 5. Agravo regimental” (Recurso Extraordinário 397.237-AgR/MA, Rel. Min. Ellen Gracie, Segunda Turma). Reitero, ainda, que para dissentir do acórdão recorrido seria necessário o reexame do conjunto fático-probatório dos autos, bem como a interpretação de cláusulas contratuais, o que inviabiliza o recurso extraordinário, nos termos das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Com o mesmo entendimento, anote-se: “AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. CIVIL. CRÉDITO EDUCATIVO. JUROS PACTUADOS EM CONTRATO. IMPOSSIBILIDADE DO REEXAME DE LEGISLAÇÃO INFRACONTRATUAL E DE NORMAS CONTRATUAIS. INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS N. 279 E N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO” (AI 829.893-AgR/RS, Rel. Min. Cármen Lúcia). “Agravo regimental no agravo de instrumento. Tributário. Matéria infraconstitucional. Reexame de fatos e provas. Súmulas ns 454 e 279. Art. 1... da Lei de Usura. Taxa de juros. Aplicação. Limite de 12% ao ano. Ausência de repercussão geral. 1. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido da impossibilidade do cabimento do recurso extraordinário, quando não há ofensa direta à Constituição Federal. Ademais, verificada a ausência de repercussão geral da matéria. 2. Reexame de fatos e provas e do próprio contrato para divergir do decidido pelo acórdão do Tribunal local. Incidência da 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 842185 AGR / SC Súmulas ns 459 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 630.219-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507932. Supremo Tribunal Federal AI 842185 AGR / SC Súmulas ns 459 e 279/Supremo Tribunal Federal. 3. Agravo regimental ao qual se nega provimento” (AI 630.219-AgR/PR, Rel. Min. Dias Toffoli). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3507932. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ ADV.(A/S) : ERESTIDES BUSNARDO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530034 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 842.185 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : BANCO SANTANDER (BRASIL) S/A ADV.(A/S) : ISABELA BRAGA POMPILIO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ ADV.(A/S) : ERESTIDES BUSNARDO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3530034 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 185", "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "AI 842185 AGR / SC", "AI 842185 AGR / SC", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 185", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 . 185", "AI 842185", "AI 684 . 188 - AgR / AL", "AI 692 . 591 - AgR / SC", "AI 842185 AGR / SC", "AI 684 . 188 - AgR / AL", "AI 692 . 591 - AgR / SC", "AI 842185 AGR / SC", "Súmulas 279", "SÚMULAS 279", "AI 544 . 600 - AgR", "AI 842185 AGR / SC", "Súmulas 279", "SÚMULAS 279", "AI 544 . 600 - AgR", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 .", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "AI 829 . 605 - AgR / SP", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 842 .", "Súmulas ns 282 e 356 / Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 279 e 636 / Supremo Tribunal Federal", "AI 829 . 605 - AgR / SP", "AI 842185 AGR / SC", "Recurso Extraordinário 397 . 237 - AgR / MA", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULAS N . 279", "AI 829 . 893 - AgR / 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"SC", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Primeira Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal 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PEREIRA DE LIZ", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ISABELA BRAGA POMPILIO", "ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Ayres Britto", "Ayres Britto", "RICARDO LEWANDOWSKI", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "Ellen Gracie", "Cármen Lúcia", "RICARDO LEWANDOWSKI", "Dias Toffoli", "Dias Toffoli", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ISABELA BRAGA POMPILIO", "ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ", "ERESTIDES BUSNARDO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte", "RICARDO LEWANDOWSKI", "ISABELA BRAGA POMPILIO", "ANTONIO VELHO PEREIRA DE LIZ", "ERESTIDES BUSNARDO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de 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Ementa e Acórdão 19/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 115.921 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :F DA C V AGTE.(S) :N W F R AGTE.(S) :R S D ADV.(A/S) :F DA C V ADV.(A/S) :N W F R ADV.(A/S) :R S D AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC N.º 259.865 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Impetração contra decisão que indeferiu liminarmente pedido de habeas corpus no STJ. Inadmissibilidade. Súmula 691. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3458350. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 115.921 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : F DA C V AGTE.(S) : N W F R AGTE.(S) : R S D ADV.(A/S) : F DA C V ADV.(A/S) : N W F R ADV.(A/S) : R S D AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC N.º 259.865 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451694 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 115.921 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : F DA C V AGTE.(S) : N W F R AGTE.(S) : R S D ADV.(A/S) : F DA C V ADV.(A/S) : N W F R ADV.(A/S) : R S D AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC N.º 259.865 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451694 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3500269
2013-02-19T00:00:00
2013-03-15T00:00:00
Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 19.02.2013.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Agravo regimental em habeas corpus. 2. Impetração contra decisão que indeferiu liminarmente pedido de habeas corpus no STJ. Inadmissibilidade. Súmula 691. 3. Agravo regimental a que se nega provimento.
sjur226431
Número de páginas: 2. Análise: 02/04/2013, SOF.
GILMAR MENDES
Segunda Turma
115921
[ "LEG-FED SUMSTF-000691 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 115921 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : N W F R ADV.(A/S) : F DA C V ADV.(A/S) : N W F R ADV.(A/S) : R S D AGTE.(S) : R S D AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC N.º 259.865 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA AGTE.(S) : F DA C V
[ "" ]
Ementa e Acórdão 19/02/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 115.921 SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) :F DA C V AGTE.(S) :N W F R AGTE.(S) :R S D ADV.(A/S) :F DA C V ADV.(A/S) :N W F R ADV.(A/S) :R S D AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC N. 259.865 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Agravo regimental em habeas corpus. 2. Impetração contra decisão que indeferiu liminarmente pedido de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Inadmissibilidade. Súmula 691. 3. Agravo regimental a que se nega provimento. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a presidência do Senhor Ministro Celso de Mello, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. Ministro GILMAR MENDES Relator Documento assinado digitalmente Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3458350. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 2 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 115.921 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : F DA C V AGTE.(S) : N W F R AGTE.(S) : R S D ADV.(A/S) : F DA C V ADV.(A/S) : N W F R ADV.(A/S) : R S D AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC N. 259.865 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451694 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 115.921 PROCED. : SÃO PAULO RELATOR : MIN. GILMAR MENDES AGTE.(S) : F DA C V AGTE.(S) : N W F R AGTE.(S) : R S D ADV.(A/S) : F DA C V ADV.(A/S) : N W F R ADV.(A/S) : R S D AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC N. 259.865 - SP DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por votação unânime, negou provimento ao recurso de agravo, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presidiu, este julgamento, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 19.02.2013. Presidência do Senhor Ministro Celso de Mello. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3451694 Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 2
{ "JURISPRUDENCIA": [ "HABEAS CORPUS 115 . 921", "HC N . 259 . 865 - SP", "HC N . 259 . 865 - SP", "HABEAS CORPUS 115 . 921", "HC N . 259 . 865 - SP" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "SÃO PAULO", "Brasília", "SÃO PAULO", "SÃO PAULO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Superior Tribunal de Justiça", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda Turma", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "GILMAR MENDES", "Celso de Mello", "GILMAR MENDES", "GILMAR", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "GILMAR MENDES", "Ricardo Lewandowski", "Celso de Mello", "Celso de Mello", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Ricardo Lewandowski", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "19", "/", "02", "/", "2013", "19 de fevereiro de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "19", ".", "02", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :TESC - TERMINAL SANTA CATARINA S/A E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GARCIA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS. COBRANÇA DO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROVIDOS, COM EFEITOS INFRINGENTES. 1. A constitucionalidade da contribuição social do salário-educação foi reconhecida por ambas as turmas desta Corte. Precedentes: AI 523.308-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 27.05.05; RE 601.380-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14.05.10; AI 496.771-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26.11.04; RE 395.172-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 07.05.04). 2. Todavia, a análise da possibilidade, ou não, de incidência daquela exação sobre os valores pagos aos trabalhadores portuários avulsos prescinde do exame da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria (Leis 8.212/1991 e 9.424/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524475. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão RE 645057 AGR-ED / DF extraordinário interposto pela União. Precedentes: RE 632.523, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.03.11, o RE 379.482, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 379.482, DJ de 21.08.03 e o RE 605.881, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.09.10. 3. Embargos de declaração providos, com efeitos infringentes, para dar provimento ao agravo regimental interposto pelas embargantes e, por conseguinte, negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524475. Supremo Tribunal Federal RE 645057 AGR-ED / DF extraordinário interposto pela União. Precedentes: RE 632.523, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.03.11, o RE 379.482, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 379.482, DJ de 21.08.03 e o RE 605.881, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.09.10. 3. Embargos de declaração providos, com efeitos infringentes, para dar provimento ao agravo regimental interposto pelas embargantes e, por conseguinte, negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524475. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :TESC - TERMINAL SANTA CATARINA S/A E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GARCIA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por WRC OPERADORES PORTUÁRIOS S.A E TESC TERMINAL SANTA CATARINA S.A, com fundamento no artigo 535, inciso II, do Código de Processo Civil, em face do acórdão de minha relatoria que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA. ARTIGO 323, § 1º, DO RISTF. TRABALHADORES AUTÔNOMOS E AVULSOS. COBRANÇA DO SALÁRIO- EDUCAÇÃO. CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREENCHIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A repercussão geral é presumida quando o recurso versar questão cuja repercussão já houver sido reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :TESC - TERMINAL SANTA CATARINA S/A E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GARCIA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por WRC OPERADORES PORTUÁRIOS S.A E TESC TERMINAL SANTA CATARINA S.A, com fundamento no artigo 535, inciso II, do Código de Processo Civil, em face do acórdão de minha relatoria que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA. ARTIGO 323, § 1º, DO RISTF. TRABALHADORES AUTÔNOMOS E AVULSOS. COBRANÇA DO SALÁRIO- EDUCAÇÃO. CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREENCHIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A repercussão geral é presumida quando o recurso versar questão cuja repercussão já houver sido reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório RE 645057 AGR-ED / DF Tribunal, ou quando impugnar decisão contrária a súmula ou a jurisprudência dominante desta Corte (artigo 323, § 1º, do RISTF ). 2. Ambas as turmas deste Supremo Tribunal Federal fixaram entendimento no sentido de que ‘é constitucional a contribuição denominada salário-educação sobre a remuneração paga a autônomos, avulsos e administradores’ (AI 523.308-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 27.05.05). No mesmo sentido: RE 601.380-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14.05.10; AI 496.771- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26.11.04; RE 395.172-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 07.05.04. 3. O recurso extraordinário interposto pela União atende aos pressupostos de admissibilidade indispensáveis para o conhecimento da causa por esta Corte. 4. Ao contrário do alegado nas razões de agravar, a decisão impugnada não se restringiu a declarar, de forma genérica, a constitucionalidade da contribuição para o salário- educação, tendo declarado a constitucionalidade daquela contribuição “incidente sobre a remuneração paga a trabalhadores autônomos, avulsos e administradores” (sem grifos no original). 5. In casu, o acórdão originalmente recorrido assentou: ‘TRIBUTÁRIO. OPERADORA PORTUÁRIA. CONTRIBUIÇÃO RELATIVA AO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. LEI Nº 9.424/1996. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. PRESCRIÇÃO. COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MAJORADOS. 1. O art. 15 da Lei nº 9.424/96 é inequívoco ao estabelecer que a contribuição relativa ao salário-educação incide apenas sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, assim definidos no inciso I do art. 12 da Lei nº 8.212/91, de modo a não permitir a cobrança da exação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores avulsos, definidos de forma específica no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Supremo Tribunal Federal RE 645057 AGR-ED / DF Tribunal, ou quando impugnar decisão contrária a súmula ou a jurisprudência dominante desta Corte (artigo 323, § 1º, do RISTF ). 2. Ambas as turmas deste Supremo Tribunal Federal fixaram entendimento no sentido de que ‘é constitucional a contribuição denominada salário-educação sobre a remuneração paga a autônomos, avulsos e administradores’ (AI 523.308-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 27.05.05). No mesmo sentido: RE 601.380-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14.05.10; AI 496.771- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26.11.04; RE 395.172-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 07.05.04. 3. O recurso extraordinário interposto pela União atende aos pressupostos de admissibilidade indispensáveis para o conhecimento da causa por esta Corte. 4. Ao contrário do alegado nas razões de agravar, a decisão impugnada não se restringiu a declarar, de forma genérica, a constitucionalidade da contribuição para o salário- educação, tendo declarado a constitucionalidade daquela contribuição “incidente sobre a remuneração paga a trabalhadores autônomos, avulsos e administradores” (sem grifos no original). 5. In casu, o acórdão originalmente recorrido assentou: ‘TRIBUTÁRIO. OPERADORA PORTUÁRIA. CONTRIBUIÇÃO RELATIVA AO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. LEI Nº 9.424/1996. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. PRESCRIÇÃO. COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MAJORADOS. 1. O art. 15 da Lei nº 9.424/96 é inequívoco ao estabelecer que a contribuição relativa ao salário-educação incide apenas sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, assim definidos no inciso I do art. 12 da Lei nº 8.212/91, de modo a não permitir a cobrança da exação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores avulsos, definidos de forma específica no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório RE 645057 AGR-ED / DF inciso II do art. 12 da Lei nº 8.212/91. 2. No caso dos autos, como a ação foi proposta em 23/02/2007, incide o preceito contido no art. 3º da LC nº 118/05, restando prescritas, pois, as parcelas relativas aos fatos geradores ocorridos no qüinqüênio que antecedeu a propositura da demanda, ou seja, as parcelas anteriores à 23/02/2002. 3. Reconhecido o direito à restituição dos valores indevidamente recolhidos a título de salário- educação, a contar da vigência da Lei nº 9.424/96, observada a atualização monetária pela taxa SELIC. 4. Os honorários advocatícios devem pautar-se pelo § 4º do artigo 20 do Código de Processo Civil. A fixação da verba honorária, quando calculada com base nesse parágrafo, não necessita enquadrar-se nos limites percentuais do § 3º do referido artigo, devendo ser arbitrada segundo a apreciação eqüitativa do juiz. Na hipótese, em que pese o processo não ter envolvido questões de alta complexidade, há que se atentar para o benefício econômico obtido com a procedência da demanda, representado, no caso, pelo valor atribuído à causa R$ 2.886.736,74 (dois milhões oitocentos e oitenta e seis mil setecentos e trinta e seis reais e setenta e quatro centavos) e o disposto no art. 20, § 4º, do CPC, a verba honorária deve ser majorada. Assim, fixo os honorários advocatícios no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), pro rata, atualizado pelo IPCA-e, em consonância com os precedentes desta Turma.” 6. Agravo regimental a que se nega provimento.’ Nas razões recursais, as embargantes afirmam que “essa E. 1ª Turma se omitiu quanto ao fato incontroverso, suscitados pelas embargantes no seu agravo regimental, de que, no caso ora em exame, não se discute nem jamais se discutiu a questão da constitucionalidade da contribuição para o salário- educação”. Ressaltam que, in casu, “a questão da exigência da contribuição para o salário-educação foi discutida e decidida sob enfoque estritamente legal”, razão pela qual, dada a não interposição de recurso especial, incidiria a Súmula n. 283 desta Corte. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Supremo Tribunal Federal RE 645057 AGR-ED / DF inciso II do art. 12 da Lei nº 8.212/91. 2. No caso dos autos, como a ação foi proposta em 23/02/2007, incide o preceito contido no art. 3º da LC nº 118/05, restando prescritas, pois, as parcelas relativas aos fatos geradores ocorridos no qüinqüênio que antecedeu a propositura da demanda, ou seja, as parcelas anteriores à 23/02/2002. 3. Reconhecido o direito à restituição dos valores indevidamente recolhidos a título de salário- educação, a contar da vigência da Lei nº 9.424/96, observada a atualização monetária pela taxa SELIC. 4. Os honorários advocatícios devem pautar-se pelo § 4º do artigo 20 do Código de Processo Civil. A fixação da verba honorária, quando calculada com base nesse parágrafo, não necessita enquadrar-se nos limites percentuais do § 3º do referido artigo, devendo ser arbitrada segundo a apreciação eqüitativa do juiz. Na hipótese, em que pese o processo não ter envolvido questões de alta complexidade, há que se atentar para o benefício econômico obtido com a procedência da demanda, representado, no caso, pelo valor atribuído à causa R$ 2.886.736,74 (dois milhões oitocentos e oitenta e seis mil setecentos e trinta e seis reais e setenta e quatro centavos) e o disposto no art. 20, § 4º, do CPC, a verba honorária deve ser majorada. Assim, fixo os honorários advocatícios no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), pro rata, atualizado pelo IPCA-e, em consonância com os precedentes desta Turma.” 6. Agravo regimental a que se nega provimento.’ Nas razões recursais, as embargantes afirmam que “essa E. 1ª Turma se omitiu quanto ao fato incontroverso, suscitados pelas embargantes no seu agravo regimental, de que, no caso ora em exame, não se discute nem jamais se discutiu a questão da constitucionalidade da contribuição para o salário- educação”. Ressaltam que, in casu, “a questão da exigência da contribuição para o salário-educação foi discutida e decidida sob enfoque estritamente legal”, razão pela qual, dada a não interposição de recurso especial, incidiria a Súmula n. 283 desta Corte. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório RE 645057 AGR-ED / DF Requerem, ao final, o provimento dos embargos para sanar a omissão apontada e, consequentemente, conferindo-lhes eficácia infringente, o provimento do agravo regimental por elas interposto para que seja negado seguimento ao recurso extraordinário da União. Devidamente intimada, a União, ora embargada, manifestou-se no sentido de que “os embargos de declaração opostos revelam mero inconformismo sem qualquer fundamento”, tendo em vista que as embargantes “apresentam exatamente as mesmas razões ínsitas ao agravo regimental então interposto”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Supremo Tribunal Federal RE 645057 AGR-ED / DF Requerem, ao final, o provimento dos embargos para sanar a omissão apontada e, consequentemente, conferindo-lhes eficácia infringente, o provimento do agravo regimental por elas interposto para que seja negado seguimento ao recurso extraordinário da União. Devidamente intimada, a União, ora embargada, manifestou-se no sentido de que “os embargos de declaração opostos revelam mero inconformismo sem qualquer fundamento”, tendo em vista que as embargantes “apresentam exatamente as mesmas razões ínsitas ao agravo regimental então interposto”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): As embargantes alegam que a controvérsia dos autos – incidência da contribuição do salário- educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos – foi decidida com base na legislação infraconstitucional (artigo 15, caput, da Lei 9.424/96 e artigo 12, inciso I, da Lei 8.212/91). Deveras, a constitucionalidade da contribuição social do salário- educação foi reconhecida por ambas as turmas desta Corte. Precedentes: AI 523.308-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 27.05.05; RE 601.380-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14.05.10; AI 496.771-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26.11.04; RE 395.172-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 07.05.04). Ocorre que, quanto à possibilidade de incidência daquela exação sobre os valores pagos aos trabalhadores portuários avulsos, o acórdão recorrido dirimiu a matéria, exclusivamente, com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 8.212/1991 e 9.424/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário interposto pela União. Nesse sentido, merece transcrição o seguinte trecho da decisão a quo: “Controverte-se acerca da existência de relação jurídico- tributária que obrigue as autoras, a recolher a contribuição social do salário-educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos, a partir da vigência da Lei nº 9.424/96 (01-01-1997), bem como da possibilidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): As embargantes alegam que a controvérsia dos autos – incidência da contribuição do salário- educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos – foi decidida com base na legislação infraconstitucional (artigo 15, caput, da Lei 9.424/96 e artigo 12, inciso I, da Lei 8.212/91). Deveras, a constitucionalidade da contribuição social do salário- educação foi reconhecida por ambas as turmas desta Corte. Precedentes: AI 523.308-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 27.05.05; RE 601.380-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14.05.10; AI 496.771-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26.11.04; RE 395.172-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 07.05.04). Ocorre que, quanto à possibilidade de incidência daquela exação sobre os valores pagos aos trabalhadores portuários avulsos, o acórdão recorrido dirimiu a matéria, exclusivamente, com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 8.212/1991 e 9.424/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário interposto pela União. Nesse sentido, merece transcrição o seguinte trecho da decisão a quo: “Controverte-se acerca da existência de relação jurídico- tributária que obrigue as autoras, a recolher a contribuição social do salário-educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos, a partir da vigência da Lei nº 9.424/96 (01-01-1997), bem como da possibilidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 645057 AGR-ED / DF reconhecimento do direito à restituição dos valores pagos indevidamente. A contenda tem origem no comando inserto no artigo 15 da Lei nº 9.424/96: Art. 15. O Salário-Educação, previsto no art. 212, § 5º, da Constituição Federal e devido pelas empresas, na forma em que vier a ser disposto em regulamento, é calculado com base na alíquota de 2,5% (dois e meio por cento) sobre o total de remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, assim definidos no art. 12, inciso I, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. (grifei) O dispositivo não deixa dúvidas de que a contribuição relativa ao salário-educação incide apenas sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados. Confirmando o sentido da norma, o preceito reporta-se ao conteúdo do art. 12, inciso I, da Lei nº 8.212/91, que define quem são os segurados empregados da Previdência Social, nos seguintes termos: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I - como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado; b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, definida em legislação específica, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços de outras empresas; c) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal RE 645057 AGR-ED / DF reconhecimento do direito à restituição dos valores pagos indevidamente. A contenda tem origem no comando inserto no artigo 15 da Lei nº 9.424/96: Art. 15. O Salário-Educação, previsto no art. 212, § 5º, da Constituição Federal e devido pelas empresas, na forma em que vier a ser disposto em regulamento, é calculado com base na alíquota de 2,5% (dois e meio por cento) sobre o total de remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, assim definidos no art. 12, inciso I, da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. (grifei) O dispositivo não deixa dúvidas de que a contribuição relativa ao salário-educação incide apenas sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados. Confirmando o sentido da norma, o preceito reporta-se ao conteúdo do art. 12, inciso I, da Lei nº 8.212/91, que define quem são os segurados empregados da Previdência Social, nos seguintes termos: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I - como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado; b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, definida em legislação específica, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços de outras empresas; c) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 645057 AGR-ED / DF sucursal ou agência de empresa nacional no exterior; d) aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a ela subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular; e) o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se segurado na forma da legislação vigente do país do domicílio; f) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a empresa brasileira de capital nacional; g) o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais; h) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social; (Execução suspensa pela RSF nº 26 de 2005) i) o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social; j) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social; (...) Ora, os trabalhadores avulsos não podem ser confundidos com os segurados empregados. São definidos de forma completamente distinta pela legislação e encontram amparo inclusive em preceptivo diverso, no inciso II do art. 12 da Lei nº 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal RE 645057 AGR-ED / DF sucursal ou agência de empresa nacional no exterior; d) aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a ela subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular; e) o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se segurado na forma da legislação vigente do país do domicílio; f) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a empresa brasileira de capital nacional; g) o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais; h) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social; (Execução suspensa pela RSF nº 26 de 2005) i) o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social; j) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social; (...) Ora, os trabalhadores avulsos não podem ser confundidos com os segurados empregados. São definidos de forma completamente distinta pela legislação e encontram amparo inclusive em preceptivo diverso, no inciso II do art. 12 da Lei nº 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 645057 AGR-ED / DF 8.212/91, in verbis: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: (...) VI - como trabalhador avulso: quem presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, serviços de natureza urbana ou rural definidos no regulamento; Em sendo assim, por falta de supedâneo legal, mostra-se indevida a exigência da contribuição social relativa ao salário- educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos, a partir da vigência da Lei nº 9.424/96. O Superior Tribunal de Justiça já se manifestou nesse mesmo sentido: TRIBUTÁRIO - PROCESSUAL CIVIL - SALÁRIO EDUCAÇÃO - VALORES PAGOS A TRABALHADORES AVULSOS, ADMINISTRADORES E AUTÔNOMOS - AUSÊNCIA DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO - NÃO- INCIDÊNCIA - EXEGESE DO ART. 15 DA LEI 9.424/96 C/C 12, I, DA LEI 8.212/91. 1. Não se conhece de recurso especial sobre temas que não foram objeto de prequestionamento. Súmula 282/STF. 2. É inadmissível o recurso especial, quando não indicado precisamente o dispositivo tido por violado, a teor da Súmula 284/STF. 3. A exegese do art. 15 da Lei 9.424/96 não permite a cobrança do Salário-Educação sobre a importância paga pelas empresas aos trabalhadores avulsos, administradores e autônomos, uma vez que, nos termos do referido dispositivo, a exação incide sobre a remuneração dos segurados empregados, cujo rol deverá ser buscado no art. 12, I, da Lei 8.212/91. 4. Recurso especial conhecido em parte e, nessa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal RE 645057 AGR-ED / DF 8.212/91, in verbis: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: (...) VI - como trabalhador avulso: quem presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, serviços de natureza urbana ou rural definidos no regulamento; Em sendo assim, por falta de supedâneo legal, mostra-se indevida a exigência da contribuição social relativa ao salário- educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos, a partir da vigência da Lei nº 9.424/96. O Superior Tribunal de Justiça já se manifestou nesse mesmo sentido: TRIBUTÁRIO - PROCESSUAL CIVIL - SALÁRIO EDUCAÇÃO - VALORES PAGOS A TRABALHADORES AVULSOS, ADMINISTRADORES E AUTÔNOMOS - AUSÊNCIA DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO - NÃO- INCIDÊNCIA - EXEGESE DO ART. 15 DA LEI 9.424/96 C/C 12, I, DA LEI 8.212/91. 1. Não se conhece de recurso especial sobre temas que não foram objeto de prequestionamento. Súmula 282/STF. 2. É inadmissível o recurso especial, quando não indicado precisamente o dispositivo tido por violado, a teor da Súmula 284/STF. 3. A exegese do art. 15 da Lei 9.424/96 não permite a cobrança do Salário-Educação sobre a importância paga pelas empresas aos trabalhadores avulsos, administradores e autônomos, uma vez que, nos termos do referido dispositivo, a exação incide sobre a remuneração dos segurados empregados, cujo rol deverá ser buscado no art. 12, I, da Lei 8.212/91. 4. Recurso especial conhecido em parte e, nessa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 645057 AGR-ED / DF parte, improvido. (STJ, REsp 622004/PR, 2ª Turma, Relatora Ministra Eliana Calmon, julgamento em 20-04-2006, DJ de 25-05- 2006) Da mesma forma decidiram as Turmas integrantes da Primeira Seção desta Corte: SALÁRIO-EDUCAÇÃO. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. LEI Nº 9.424/1996. Indevida a incidência da contribuição social do salário-educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores avulsos, tendo em conta que o artigo 15, da Lei nº 9.424/1996, dispõe que referida exação incidirá, tão- somente, sobre as remunerações pagas aos segurados empregados. (AMS nº 2005.72.05.002965-8/SC, 1ª Turma, Rel. Des. Federal Vilson Darós, D.E. de 12-09-2007) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. LEI Nº 9.424/1996. Embargos de declaração acolhidos para o efeito de suprir a omissão apontada, com atribuição de efeitos infringentes ao recurso, de modo a reconhecer enquanto indevidos os recolhimentos levados a efeito a contar do advento do artigo 15 da Lei nº 9.424/1996 a título da contribuição para o salário-educação incidente sobre a remuneração paga aos trabalhadores avulsos. (TRF4, ED em AC nº 2005.71.01.001985-8/RS, 2ª Turma, Relatora Des. Federal Marga Inge Barth Tessler, D.J.U. de 17-05-2006) Nesses termos, portanto, a partir da entrada em vigor da Lei 9.424/96 (01/01/97) a remuneração paga aos trabalhadores 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal RE 645057 AGR-ED / DF parte, improvido. (STJ, REsp 622004/PR, 2ª Turma, Relatora Ministra Eliana Calmon, julgamento em 20-04-2006, DJ de 25-05- 2006) Da mesma forma decidiram as Turmas integrantes da Primeira Seção desta Corte: SALÁRIO-EDUCAÇÃO. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. LEI Nº 9.424/1996. Indevida a incidência da contribuição social do salário-educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores avulsos, tendo em conta que o artigo 15, da Lei nº 9.424/1996, dispõe que referida exação incidirá, tão- somente, sobre as remunerações pagas aos segurados empregados. (AMS nº 2005.72.05.002965-8/SC, 1ª Turma, Rel. Des. Federal Vilson Darós, D.E. de 12-09-2007) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. LEI Nº 9.424/1996. Embargos de declaração acolhidos para o efeito de suprir a omissão apontada, com atribuição de efeitos infringentes ao recurso, de modo a reconhecer enquanto indevidos os recolhimentos levados a efeito a contar do advento do artigo 15 da Lei nº 9.424/1996 a título da contribuição para o salário-educação incidente sobre a remuneração paga aos trabalhadores avulsos. (TRF4, ED em AC nº 2005.71.01.001985-8/RS, 2ª Turma, Relatora Des. Federal Marga Inge Barth Tessler, D.J.U. de 17-05-2006) Nesses termos, portanto, a partir da entrada em vigor da Lei 9.424/96 (01/01/97) a remuneração paga aos trabalhadores 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 645057 AGR-ED / DF avulsos está fora do campo de incidência do salário-educação, indevida, portanto. Assim, em consequência, cabe o reconhecimento do direito das autoras à restituição dos valores pagos indevidamente, não merecendo reparos a sentença na discussão do mérito da causa. Colaciono julgado recente desta 2ª Turma, neste sentido: TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. LEGITIMIDADE ATIVA DA AUTORA, OPERADORA PORTUÁRIA. CONTRIBUIÇÃO RELATIVA AO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. LEI Nº 9.424/1996. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. 1. A operadora portuária tem legitimidade ativa para questionar a exigibilidade do salário-educação incidente sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos, porquanto é obrigada a desembolsar os valores da contribuição, nos termos do art. 11, inciso IV, da Lei nº 8.630/93. A exação constitui tributo direto, não comportando a transferência, de ordem jurídica, do respectivo encargo financeiro. 2. O art. 15 da Lei nº 9.424/96 é inequívoco ao estabelecer que a contribuição relativa ao salário-educação incide apenas sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, assim definidos no inciso I do art. 12 da Lei nº 8.212/91, de modo a não permitir a cobrança da exação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores avulsos, definidos de forma específica no inciso II do art. 12 da Lei nº 8.212/91. (TRF4, APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO Nº 2006.70.08.001933-3, 2ª Turma, Des. Federal OTÁVIO ROBERTO PAMPLONA, POR UNANIMIDADE, D.E. 30/10/2008) No mesmo sentido, o RE 632.523, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.03.11, o RE 379.482, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 379.482, DJ de 21.08.03 e o RE 605.881, Relator o Ministro 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal RE 645057 AGR-ED / DF avulsos está fora do campo de incidência do salário-educação, indevida, portanto. Assim, em consequência, cabe o reconhecimento do direito das autoras à restituição dos valores pagos indevidamente, não merecendo reparos a sentença na discussão do mérito da causa. Colaciono julgado recente desta 2ª Turma, neste sentido: TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. LEGITIMIDADE ATIVA DA AUTORA, OPERADORA PORTUÁRIA. CONTRIBUIÇÃO RELATIVA AO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. LEI Nº 9.424/1996. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. 1. A operadora portuária tem legitimidade ativa para questionar a exigibilidade do salário-educação incidente sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos, porquanto é obrigada a desembolsar os valores da contribuição, nos termos do art. 11, inciso IV, da Lei nº 8.630/93. A exação constitui tributo direto, não comportando a transferência, de ordem jurídica, do respectivo encargo financeiro. 2. O art. 15 da Lei nº 9.424/96 é inequívoco ao estabelecer que a contribuição relativa ao salário-educação incide apenas sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, assim definidos no inciso I do art. 12 da Lei nº 8.212/91, de modo a não permitir a cobrança da exação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores avulsos, definidos de forma específica no inciso II do art. 12 da Lei nº 8.212/91. (TRF4, APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO Nº 2006.70.08.001933-3, 2ª Turma, Des. Federal OTÁVIO ROBERTO PAMPLONA, POR UNANIMIDADE, D.E. 30/10/2008) No mesmo sentido, o RE 632.523, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.03.11, o RE 379.482, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 379.482, DJ de 21.08.03 e o RE 605.881, Relator o Ministro 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX RE 645057 AGR-ED / DF Ricardo Lewandowski, DJ de 21.09.10 Assim sendo, dou provimento aos presentes embargos declaratórios, com efeitos infringentes, para dar provimento ao agravo regimental interposto pelas ora embargantes e, por conseguinte, negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal RE 645057 AGR-ED / DF Ricardo Lewandowski, DJ de 21.09.10 Assim sendo, dou provimento aos presentes embargos declaratórios, com efeitos infringentes, para dar provimento ao agravo regimental interposto pelas ora embargantes e, por conseguinte, negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : TESC - TERMINAL SANTA CATARINA S/A E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GARCIA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO - FNDE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3541960 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : TESC - TERMINAL SANTA CATARINA S/A E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GARCIA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO - FNDE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3541960 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3561316
2013-03-12T00:00:00
2013-04-01T00:00:00
A Turma deu provimento aos embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 12.3.2013.
EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS. COBRANÇA DO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROVIDOS, COM EFEITOS INFRINGENTES. 1. A constitucionalidade da contribuição social do salário-educação foi reconhecida por ambas as turmas desta Corte. Precedentes: AI 523.308-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 27.05.05; RE 601.380-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14.05.10; AI 496.771-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26.11.04; RE 395.172-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 07.05.04). 2. Todavia, a análise da possibilidade, ou não, de incidência daquela exação sobre os valores pagos aos trabalhadores portuários avulsos prescinde do exame da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria (Leis 8.212/1991 e 9.424/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário interposto pela União. Precedentes: RE 632.523, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.03.11, o RE 379.482, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 379.482, DJ de 21.08.03 e o RE 605.881, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.09.10. 3. Embargos de declaração providos, com efeitos infringentes, para dar provimento ao agravo regimental interposto pelas embargantes e, por conseguinte, negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União.
sjur227122
- Acórdão(s) citado(s): (SALÁRIO-EDUCAÇÃO, CONSTITUCIONALIDADE) AI 523308 AgR (1ªT), RE 601380 AgR (2ªT), AI 496771 AgR (1ªT), RE 395172 AgR (1ªT). - Decisões monocráticas citadas: (OFENSA REFLEXA) RE 632523, RE 379482, RE 605881. Número de páginas: 14. Análise: 16/05/2013, TBC.
LUIZ FUX
Primeira Turma
645057
[ "LEG-FED LEI-009424 ANO-1996\r\n ART-00015 \"CAPUT\" \r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED LEI-008212 ANO-1991\r\n ART-00012 INC-00001 \r\n LEI ORDINÁRIA" ]
RE-AgR-ED
acordaos
RE 645057 AgR-ED
[ "" ]
EMBTE.(S) : TESC - TERMINAL SANTA CATARINA S/A E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GARCIA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO - FNDE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS EMBTE.(S) : WRC OPERADORES PORTUÁRIOS S/A ADV.(A/S) : EUNYCE PORCHAT SECCO FAVERET
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :TESC - TERMINAL SANTA CATARINA S/A E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GARCIA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. TRABALHADORES PORTUÁRIOS AVULSOS. COBRANÇA DO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. CONTROVÉRSIA INFRACONSTITUCIONAL. OFENSA INDIRETA. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO PROVIDOS, COM EFEITOS INFRINGENTES. 1. A constitucionalidade da contribuição social do salário-educação foi reconhecida por ambas as turmas desta Corte. Precedentes: AI 523.308-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 27.05.05; Recurso Extraordinário 601.380-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14.05.10; AI 496.771-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26.11.04; Recurso Extraordinário 395.172-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 07.05.04). 2. Todavia, a análise da possibilidade, ou não, de incidência daquela exação sobre os valores pagos aos trabalhadores portuários avulsos prescinde do exame da legislação infraconstitucional que disciplina a matéria (Leis 8.212/1991 e 9.424/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524475. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 14 Ementa e Acórdão Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF extraordinário interposto pela União. Precedentes: Recurso Extraordinário 632.523, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.03.11, o Recurso Extraordinário 379.482, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 379.482, DJ de 21.08.03 e o Recurso Extraordinário 605.881, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.09.10. 3. Embargos de declaração providos, com efeitos infringentes, para dar provimento ao agravo regimental interposto pelas embargantes e, por conseguinte, negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524475. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF extraordinário interposto pela União. Precedentes: Recurso Extraordinário 632.523, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.03.11, o Recurso Extraordinário 379.482, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 379.482, DJ de 21.08.03 e o Recurso Extraordinário 605.881, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.09.10. 3. Embargos de declaração providos, com efeitos infringentes, para dar provimento ao agravo regimental interposto pelas embargantes e, por conseguinte, negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata de julgamento e das notas taquigráficas, por unanimidade de votos, em dar provimento aos embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Brasília, 12 de março de 2013. LUIZ FUX – Relator Documento assinado digitalmente 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524475. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 14 Relatório 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :TESC - TERMINAL SANTA CATARINA S/A E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GARCIA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por WRC OPERADORES PORTUÁRIOS S.A E TESC TERMINAL SANTA CATARINA S.A, com fundamento no artigo 535, inciso II, do Código de Processo Civil, em face do acórdão de minha relatoria que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA. ARTIGO 323, § 1..., DO RISTF. TRABALHADORES AUTÔNOMOS E AVULSOS. COBRANÇA DO SALÁRIO- EDUCAÇÃO. CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREENCHIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A repercussão geral é presumida quando o recurso versar questão cuja repercussão já houver sido reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 DISTRITO FEDERAL RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) :TESC - TERMINAL SANTA CATARINA S/A E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :ANTONIO CARLOS GARCIA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) :FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO - FNDE PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): Trata-se de embargos de declaração opostos por WRC OPERADORES PORTUÁRIOS S.A E TESC TERMINAL SANTA CATARINA S.A, com fundamento no artigo 535, inciso II, do Código de Processo Civil, em face do acórdão de minha relatoria que restou assim ementado: “AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ADMINISTRATIVO E PREVIDENCIÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL PRESUMIDA. ARTIGO 323, § 1..., DO RISTF. TRABALHADORES AUTÔNOMOS E AVULSOS. COBRANÇA DO SALÁRIO- EDUCAÇÃO. CONSTITUCIONALIDADE. RECURSO EXTRAORDINÁRIO DA UNIÃO. PRESSUPOSTOS DE ADMISSIBILIDADE. PREENCHIMENTO. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. A repercussão geral é presumida quando o recurso versar questão cuja repercussão já houver sido reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF Tribunal, ou quando impugnar decisão contrária a súmula ou a jurisprudência dominante desta Corte (artigo 323, § 1..., do RISTF ). 2. Ambas as turmas deste Supremo Tribunal Federal fixaram entendimento no sentido de que ‘é constitucional a contribuição denominada salário-educação sobre a remuneração paga a autônomos, avulsos e administradores’ (AI 523.308-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 27.05.05). No mesmo sentido: Recurso Extraordinário 601.380-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14.05.10; AI 496.771- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26.11.04; Recurso Extraordinário 395.172-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 07.05.04. 3. O recurso extraordinário interposto pela União atende aos pressupostos de admissibilidade indispensáveis para o conhecimento da causa por esta Corte. 4. Ao contrário do alegado nas razões de agravar, a decisão impugnada não se restringiu a declarar, de forma genérica, a constitucionalidade da contribuição para o salário- educação, tendo declarado a constitucionalidade daquela contribuição “incidente sobre a remuneração paga a trabalhadores autônomos, avulsos e administradores” (sem grifos no original). 5. In casu, o acórdão originalmente recorrido assentou: ‘TRIBUTÁRIO. OPERADORA PORTUÁRIA. CONTRIBUIÇÃO RELATIVA AO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. LEI n 9.424/1996. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. PRESCRIÇÃO. COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MAJORADOS. 1. O art. 15 da Lei n 9.424/96 é inequívoco ao estabelecer que a contribuição relativa ao salário-educação incide apenas sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, assim definidos no inciso I do art. 12 da Lei n 8.212/91, de modo a não permitir a cobrança da exação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores avulsos, definidos de forma específica no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF Tribunal, ou quando impugnar decisão contrária a súmula ou a jurisprudência dominante desta Corte (artigo 323, § 1..., do RISTF ). 2. Ambas as turmas deste Supremo Tribunal Federal fixaram entendimento no sentido de que ‘é constitucional a contribuição denominada salário-educação sobre a remuneração paga a autônomos, avulsos e administradores’ (AI 523.308-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 27.05.05). No mesmo sentido: Recurso Extraordinário 601.380-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14.05.10; AI 496.771- AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26.11.04; Recurso Extraordinário 395.172-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 07.05.04. 3. O recurso extraordinário interposto pela União atende aos pressupostos de admissibilidade indispensáveis para o conhecimento da causa por esta Corte. 4. Ao contrário do alegado nas razões de agravar, a decisão impugnada não se restringiu a declarar, de forma genérica, a constitucionalidade da contribuição para o salário- educação, tendo declarado a constitucionalidade daquela contribuição “incidente sobre a remuneração paga a trabalhadores autônomos, avulsos e administradores” (sem grifos no original). 5. In casu, o acórdão originalmente recorrido assentou: ‘TRIBUTÁRIO. OPERADORA PORTUÁRIA. CONTRIBUIÇÃO RELATIVA AO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. LEI n 9.424/1996. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. PRESCRIÇÃO. COMPROVAÇÃO DO PAGAMENTO INDEVIDO. RESTITUIÇÃO DO INDÉBITO. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MAJORADOS. 1. O art. 15 da Lei n 9.424/96 é inequívoco ao estabelecer que a contribuição relativa ao salário-educação incide apenas sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, assim definidos no inciso I do art. 12 da Lei n 8.212/91, de modo a não permitir a cobrança da exação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores avulsos, definidos de forma específica no 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF inciso II do art. 12 da Lei n 8.212/91. 2. No caso dos autos, como a ação foi proposta em 23/02/2007, incide o preceito contido no art. 3... da Lei Complementar n 118/05, restando prescritas, pois, as parcelas relativas aos fatos geradores ocorridos no qüinqüênio que antecedeu a propositura da demanda, ou seja, as parcelas anteriores à 23/02/2002. 3. Reconhecido o direito à restituição dos valores indevidamente recolhidos a título de salário- educação, a contar da vigência da Lei n 9.424/96, observada a atualização monetária pela taxa SELIC. 4. Os honorários advocatícios devem pautar-se pelo § 4... do artigo 20 do Código de Processo Civil. A fixação da verba honorária, quando calculada com base nesse parágrafo, não necessita enquadrar-se nos limites percentuais do § 3... do referido artigo, devendo ser arbitrada segundo a apreciação eqüitativa do juiz. Na hipótese, em que pese o processo não ter envolvido questões de alta complexidade, há que se atentar para o benefício econômico obtido com a procedência da demanda, representado, no caso, pelo valor atribuído à causa R$ 2.886.736,74 (dois milhões oitocentos e oitenta e seis mil setecentos e trinta e seis reais e setenta e quatro centavos) e o disposto no art. 20, § 4..., do Código de Processo Civil, a verba honorária deve ser majorada. Assim, fixo os honorários advocatícios no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), pro rata, atualizado pelo IPCA-e, em consonância com os precedentes desta Turma.” 6. Agravo regimental a que se nega provimento.’ Nas razões recursais, as embargantes afirmam que “essa E. 1... Turma se omitiu quanto ao fato incontroverso, suscitados pelas embargantes no seu agravo regimental, de que, no caso ora em exame, não se discute nem jamais se discutiu a questão da constitucionalidade da contribuição para o salário- educação”. Ressaltam que, in casu, “a questão da exigência da contribuição para o salário-educação foi discutida e decidida sob enfoque estritamente legal”, razão pela qual, dada a não interposição de recurso especial, incidiria a Súmula n. 283 desta Corte. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF inciso II do art. 12 da Lei n 8.212/91. 2. No caso dos autos, como a ação foi proposta em 23/02/2007, incide o preceito contido no art. 3... da Lei Complementar n 118/05, restando prescritas, pois, as parcelas relativas aos fatos geradores ocorridos no qüinqüênio que antecedeu a propositura da demanda, ou seja, as parcelas anteriores à 23/02/2002. 3. Reconhecido o direito à restituição dos valores indevidamente recolhidos a título de salário- educação, a contar da vigência da Lei n 9.424/96, observada a atualização monetária pela taxa SELIC. 4. Os honorários advocatícios devem pautar-se pelo § 4... do artigo 20 do Código de Processo Civil. A fixação da verba honorária, quando calculada com base nesse parágrafo, não necessita enquadrar-se nos limites percentuais do § 3... do referido artigo, devendo ser arbitrada segundo a apreciação eqüitativa do juiz. Na hipótese, em que pese o processo não ter envolvido questões de alta complexidade, há que se atentar para o benefício econômico obtido com a procedência da demanda, representado, no caso, pelo valor atribuído à causa R$ 2.886.736,74 (dois milhões oitocentos e oitenta e seis mil setecentos e trinta e seis reais e setenta e quatro centavos) e o disposto no art. 20, § 4..., do Código de Processo Civil, a verba honorária deve ser majorada. Assim, fixo os honorários advocatícios no valor de R$ 25.000,00 (vinte e cinco mil reais), pro rata, atualizado pelo IPCA-e, em consonância com os precedentes desta Turma.” 6. Agravo regimental a que se nega provimento.’ Nas razões recursais, as embargantes afirmam que “essa E. 1... Turma se omitiu quanto ao fato incontroverso, suscitados pelas embargantes no seu agravo regimental, de que, no caso ora em exame, não se discute nem jamais se discutiu a questão da constitucionalidade da contribuição para o salário- educação”. Ressaltam que, in casu, “a questão da exigência da contribuição para o salário-educação foi discutida e decidida sob enfoque estritamente legal”, razão pela qual, dada a não interposição de recurso especial, incidiria a Súmula n. 283 desta Corte. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 14 Relatório Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF Requerem, ao final, o provimento dos embargos para sanar a omissão apontada e, consequentemente, conferindo-lhes eficácia infringente, o provimento do agravo regimental por elas interposto para que seja negado seguimento ao recurso extraordinário da União. Devidamente intimada, a União, ora embargada, manifestou-se no sentido de que “os embargos de declaração opostos revelam mero inconformismo sem qualquer fundamento”, tendo em vista que as embargantes “apresentam exatamente as mesmas razões ínsitas ao agravo regimental então interposto”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF Requerem, ao final, o provimento dos embargos para sanar a omissão apontada e, consequentemente, conferindo-lhes eficácia infringente, o provimento do agravo regimental por elas interposto para que seja negado seguimento ao recurso extraordinário da União. Devidamente intimada, a União, ora embargada, manifestou-se no sentido de que “os embargos de declaração opostos revelam mero inconformismo sem qualquer fundamento”, tendo em vista que as embargantes “apresentam exatamente as mesmas razões ínsitas ao agravo regimental então interposto”. É o relatório. 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524476. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): As embargantes alegam que a controvérsia dos autos – incidência da contribuição do salário- educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos – foi decidida com base na legislação infraconstitucional (artigo 15, caput, da Lei 9.424/96 e artigo 12, inciso I, da Lei 8.212/91). Deveras, a constitucionalidade da contribuição social do salário- educação foi reconhecida por ambas as turmas desta Corte. Precedentes: AI 523.308-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 27.05.05; Recurso Extraordinário 601.380-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14.05.10; AI 496.771-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26.11.04; Recurso Extraordinário 395.172-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 07.05.04). Ocorre que, quanto à possibilidade de incidência daquela exação sobre os valores pagos aos trabalhadores portuários avulsos, o acórdão recorrido dirimiu a matéria, exclusivamente, com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 8.212/1991 e 9.424/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário interposto pela União. Nesse sentido, merece transcrição o seguinte trecho da decisão a quo: “Controverte-se acerca da existência de relação jurídico- tributária que obrigue as autoras, a recolher a contribuição social do salário-educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos, a partir da vigência da Lei n 9.424/96 (01-01-1997), bem como da possibilidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 PRIMEIRA TURMA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 DISTRITO FEDERAL V O T O O SENHOR MINISTRO LUIZ FUX (RELATOR): As embargantes alegam que a controvérsia dos autos – incidência da contribuição do salário- educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos – foi decidida com base na legislação infraconstitucional (artigo 15, caput, da Lei 9.424/96 e artigo 12, inciso I, da Lei 8.212/91). Deveras, a constitucionalidade da contribuição social do salário- educação foi reconhecida por ambas as turmas desta Corte. Precedentes: AI 523.308-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Cezar Peluso, DJ de 27.05.05; Recurso Extraordinário 601.380-AgR, Segunda Turma, Relator o Ministro Eros Grau, DJ de 14.05.10; AI 496.771-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Sepúlveda Pertence, DJ de 26.11.04; Recurso Extraordinário 395.172-AgR, Primeira Turma, Relator o Ministro Carlos Britto, DJ de 07.05.04). Ocorre que, quanto à possibilidade de incidência daquela exação sobre os valores pagos aos trabalhadores portuários avulsos, o acórdão recorrido dirimiu a matéria, exclusivamente, com fundamento na interpretação da legislação infraconstitucional aplicável à espécie (Leis 8.212/1991 e 9.424/1996). A afronta à Constituição, se ocorrente, seria apenas indireta. Incabível, portanto, o recurso extraordinário interposto pela União. Nesse sentido, merece transcrição o seguinte trecho da decisão a quo: “Controverte-se acerca da existência de relação jurídico- tributária que obrigue as autoras, a recolher a contribuição social do salário-educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos, a partir da vigência da Lei n 9.424/96 (01-01-1997), bem como da possibilidade de Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF reconhecimento do direito à restituição dos valores pagos indevidamente. A contenda tem origem no comando inserto no artigo 15 da Lei n 9.424/96: Art. 15. O Salário-Educação, previsto no art. 212, § 5..., da Constituição Federal e devido pelas empresas, na forma em que vier a ser disposto em regulamento, é calculado com base na alíquota de 2,5% (dois e meio por cento) sobre o total de remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, assim definidos no art. 12, inciso I, da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991. (grifei) O dispositivo não deixa dúvidas de que a contribuição relativa ao salário-educação incide apenas sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados. Confirmando o sentido da norma, o preceito reporta-se ao conteúdo do art. 12, inciso I, da Lei n 8.212/91, que define quem são os segurados empregados da Previdência Social, nos seguintes termos: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I - como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado; b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, definida em legislação específica, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços de outras empresas; c) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF reconhecimento do direito à restituição dos valores pagos indevidamente. A contenda tem origem no comando inserto no artigo 15 da Lei n 9.424/96: Art. 15. O Salário-Educação, previsto no art. 212, § 5..., da Constituição Federal e devido pelas empresas, na forma em que vier a ser disposto em regulamento, é calculado com base na alíquota de 2,5% (dois e meio por cento) sobre o total de remunerações pagas ou creditadas, a qualquer título, aos segurados empregados, assim definidos no art. 12, inciso I, da Lei n 8.212, de 24 de julho de 1991. (grifei) O dispositivo não deixa dúvidas de que a contribuição relativa ao salário-educação incide apenas sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados. Confirmando o sentido da norma, o preceito reporta-se ao conteúdo do art. 12, inciso I, da Lei n 8.212/91, que define quem são os segurados empregados da Previdência Social, nos seguintes termos: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: I - como empregado: a) aquele que presta serviço de natureza urbana ou rural à empresa, em caráter não eventual, sob sua subordinação e mediante remuneração, inclusive como diretor empregado; b) aquele que, contratado por empresa de trabalho temporário, definida em legislação específica, presta serviço para atender a necessidade transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou a acréscimo extraordinário de serviços de outras empresas; c) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF sucursal ou agência de empresa nacional no exterior; d) aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a ela subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular; e) o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se segurado na forma da legislação vigente do país do domicílio; f) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a empresa brasileira de capital nacional; g) o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais; h) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social; (Execução suspensa pela RSF n 26 de 2005) i) o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social; j) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social; (...) Ora, os trabalhadores avulsos não podem ser confundidos com os segurados empregados. São definidos de forma completamente distinta pela legislação e encontram amparo inclusive em preceptivo diverso, no inciso II do art. 12 da Lei n 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF sucursal ou agência de empresa nacional no exterior; d) aquele que presta serviço no Brasil a missão diplomática ou a repartição consular de carreira estrangeira e a órgãos a ela subordinados, ou a membros dessas missões e repartições, excluídos o não-brasileiro sem residência permanente no Brasil e o brasileiro amparado pela legislação previdenciária do país da respectiva missão diplomática ou repartição consular; e) o brasileiro civil que trabalha para a União, no exterior, em organismos oficiais brasileiros ou internacionais dos quais o Brasil seja membro efetivo, ainda que lá domiciliado e contratado, salvo se segurado na forma da legislação vigente do país do domicílio; f) o brasileiro ou estrangeiro domiciliado e contratado no Brasil para trabalhar como empregado em empresa domiciliada no exterior, cuja maioria do capital votante pertença a empresa brasileira de capital nacional; g) o servidor público ocupante de cargo em comissão, sem vínculo efetivo com a União, Autarquias, inclusive em regime especial, e Fundações Públicas Federais; h) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social; (Execução suspensa pela RSF n 26 de 2005) i) o empregado de organismo oficial internacional ou estrangeiro em funcionamento no Brasil, salvo quando coberto por regime próprio de previdência social; j) o exercente de mandato eletivo federal, estadual ou municipal, desde que não vinculado a regime próprio de previdência social; (...) Ora, os trabalhadores avulsos não podem ser confundidos com os segurados empregados. São definidos de forma completamente distinta pela legislação e encontram amparo inclusive em preceptivo diverso, no inciso II do art. 12 da Lei n 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF 8.212/91, in verbis: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: (...) VI - como trabalhador avulso: quem presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, serviços de natureza urbana ou rural definidos no regulamento; Em sendo assim, por falta de supedâneo legal, mostra-se indevida a exigência da contribuição social relativa ao salário- educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos, a partir da vigência da Lei n 9.424/96. O Superior Tribunal de Justiça já se manifestou nesse mesmo sentido: TRIBUTÁRIO - PROCESSUAL CIVIL - SALÁRIO EDUCAÇÃO - VALORES PAGOS A TRABALHADORES AVULSOS, ADMINISTRADORES E AUTÔNOMOS - AUSÊNCIA DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO - NÃO- INCIDÊNCIA - EXEGESE DO ART. 15 DA LEI 9.424/96 C/C 12, I, DA LEI 8.212/91. 1. Não se conhece de recurso especial sobre temas que não foram objeto de prequestionamento. Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. 2. É inadmissível o recurso especial, quando não indicado precisamente o dispositivo tido por violado, a teor da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. A exegese do art. 15 da Lei 9.424/96 não permite a cobrança do Salário-Educação sobre a importância paga pelas empresas aos trabalhadores avulsos, administradores e autônomos, uma vez que, nos termos do referido dispositivo, a exação incide sobre a remuneração dos segurados empregados, cujo rol deverá ser buscado no art. 12, I, da Lei 8.212/91. 4. Recurso especial conhecido em parte e, nessa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF 8.212/91, in verbis: Art. 12. São segurados obrigatórios da Previdência Social as seguintes pessoas físicas: (...) VI - como trabalhador avulso: quem presta, a diversas empresas, sem vínculo empregatício, serviços de natureza urbana ou rural definidos no regulamento; Em sendo assim, por falta de supedâneo legal, mostra-se indevida a exigência da contribuição social relativa ao salário- educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos, a partir da vigência da Lei n 9.424/96. O Superior Tribunal de Justiça já se manifestou nesse mesmo sentido: TRIBUTÁRIO - PROCESSUAL CIVIL - SALÁRIO EDUCAÇÃO - VALORES PAGOS A TRABALHADORES AVULSOS, ADMINISTRADORES E AUTÔNOMOS - AUSÊNCIA DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO - NÃO- INCIDÊNCIA - EXEGESE DO ART. 15 DA LEI 9.424/96 C/C 12, I, DA LEI 8.212/91. 1. Não se conhece de recurso especial sobre temas que não foram objeto de prequestionamento. Súmula 282/Supremo Tribunal Federal. 2. É inadmissível o recurso especial, quando não indicado precisamente o dispositivo tido por violado, a teor da Súmula 284/Supremo Tribunal Federal. 3. A exegese do art. 15 da Lei 9.424/96 não permite a cobrança do Salário-Educação sobre a importância paga pelas empresas aos trabalhadores avulsos, administradores e autônomos, uma vez que, nos termos do referido dispositivo, a exação incide sobre a remuneração dos segurados empregados, cujo rol deverá ser buscado no art. 12, I, da Lei 8.212/91. 4. Recurso especial conhecido em parte e, nessa 4 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 10 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF parte, improvido. (Superior Tribunal de Justiça, REsp 622004/PR, 2... Turma, Relatora Ministra Eliana Calmon, julgamento em 20-04-2006, DJ de 25-05- 2006) Da mesma forma decidiram as Turmas integrantes da Primeira Seção desta Corte: SALÁRIO-EDUCAÇÃO. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. LEI n 9.424/1996. Indevida a incidência da contribuição social do salário-educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores avulsos, tendo em conta que o artigo 15, da Lei n 9.424/1996, dispõe que referida exação incidirá, tão- somente, sobre as remunerações pagas aos segurados empregados. (AMS n 2005.72.05.002965-8/SC, 1... Turma, Rel. Des. Federal Vilson Darós, D.E. de 12-09-2007) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. LEI n 9.424/1996. Embargos de declaração acolhidos para o efeito de suprir a omissão apontada, com atribuição de efeitos infringentes ao recurso, de modo a reconhecer enquanto indevidos os recolhimentos levados a efeito a contar do advento do artigo 15 da Lei n 9.424/1996 a título da contribuição para o salário-educação incidente sobre a remuneração paga aos trabalhadores avulsos. (TRF4, ED em AC n 2005.71.01.001985-8/RS, 2... Turma, Relatora Des. Federal Marga Inge Barth Tessler, D.J.U. de 17-05-2006) Nesses termos, portanto, a partir da entrada em vigor da Lei 9.424/96 (01/01/97) a remuneração paga aos trabalhadores 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF parte, improvido. (Superior Tribunal de Justiça, REsp 622004/PR, 2... Turma, Relatora Ministra Eliana Calmon, julgamento em 20-04-2006, DJ de 25-05- 2006) Da mesma forma decidiram as Turmas integrantes da Primeira Seção desta Corte: SALÁRIO-EDUCAÇÃO. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. LEI n 9.424/1996. Indevida a incidência da contribuição social do salário-educação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores avulsos, tendo em conta que o artigo 15, da Lei n 9.424/1996, dispõe que referida exação incidirá, tão- somente, sobre as remunerações pagas aos segurados empregados. (AMS n 2005.72.05.002965-8/SC, 1... Turma, Rel. Des. Federal Vilson Darós, D.E. de 12-09-2007) PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO. SALÁRIO-EDUCAÇÃO. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. LEI n 9.424/1996. Embargos de declaração acolhidos para o efeito de suprir a omissão apontada, com atribuição de efeitos infringentes ao recurso, de modo a reconhecer enquanto indevidos os recolhimentos levados a efeito a contar do advento do artigo 15 da Lei n 9.424/1996 a título da contribuição para o salário-educação incidente sobre a remuneração paga aos trabalhadores avulsos. (TRF4, ED em AC n 2005.71.01.001985-8/RS, 2... Turma, Relatora Des. Federal Marga Inge Barth Tessler, D.J.U. de 17-05-2006) Nesses termos, portanto, a partir da entrada em vigor da Lei 9.424/96 (01/01/97) a remuneração paga aos trabalhadores 5 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 11 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF avulsos está fora do campo de incidência do salário-educação, indevida, portanto. Assim, em consequência, cabe o reconhecimento do direito das autoras à restituição dos valores pagos indevidamente, não merecendo reparos a sentença na discussão do mérito da causa. Colaciono julgado recente desta 2... Turma, neste sentido: TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. LEGITIMIDADE ATIVA DA AUTORA, OPERADORA PORTUÁRIA. CONTRIBUIÇÃO RELATIVA AO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. LEI n 9.424/1996. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. 1. A operadora portuária tem legitimidade ativa para questionar a exigibilidade do salário-educação incidente sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos, porquanto é obrigada a desembolsar os valores da contribuição, nos termos do art. 11, inciso IV, da Lei n 8.630/93. A exação constitui tributo direto, não comportando a transferência, de ordem jurídica, do respectivo encargo financeiro. 2. O art. 15 da Lei n 9.424/96 é inequívoco ao estabelecer que a contribuição relativa ao salário-educação incide apenas sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, assim definidos no inciso I do art. 12 da Lei n 8.212/91, de modo a não permitir a cobrança da exação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores avulsos, definidos de forma específica no inciso II do art. 12 da Lei n 8.212/91. (TRF4, APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO n 2006.70.08.001933-3, 2... Turma, Des. Federal OTÁVIO ROBERTO PAMPLONA, POR UNANIMIDADE, D.E. 30/10/2008) No mesmo sentido, o Recurso Extraordinário 632.523, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.03.11, o Recurso Extraordinário 379.482, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 379.482, DJ de 21.08.03 e o Recurso Extraordinário 605.881, Relator o Ministro 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF avulsos está fora do campo de incidência do salário-educação, indevida, portanto. Assim, em consequência, cabe o reconhecimento do direito das autoras à restituição dos valores pagos indevidamente, não merecendo reparos a sentença na discussão do mérito da causa. Colaciono julgado recente desta 2... Turma, neste sentido: TRIBUTÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. LEGITIMIDADE ATIVA DA AUTORA, OPERADORA PORTUÁRIA. CONTRIBUIÇÃO RELATIVA AO SALÁRIO-EDUCAÇÃO. LEI n 9.424/1996. TRABALHADORES AVULSOS. INEXIGIBILIDADE. 1. A operadora portuária tem legitimidade ativa para questionar a exigibilidade do salário-educação incidente sobre as remunerações pagas aos trabalhadores portuários avulsos, porquanto é obrigada a desembolsar os valores da contribuição, nos termos do art. 11, inciso IV, da Lei n 8.630/93. A exação constitui tributo direto, não comportando a transferência, de ordem jurídica, do respectivo encargo financeiro. 2. O art. 15 da Lei n 9.424/96 é inequívoco ao estabelecer que a contribuição relativa ao salário-educação incide apenas sobre o total das remunerações pagas ou creditadas aos segurados empregados, assim definidos no inciso I do art. 12 da Lei n 8.212/91, de modo a não permitir a cobrança da exação sobre as remunerações pagas aos trabalhadores avulsos, definidos de forma específica no inciso II do art. 12 da Lei n 8.212/91. (TRF4, APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO n 2006.70.08.001933-3, 2... Turma, Des. Federal OTÁVIO ROBERTO PAMPLONA, POR UNANIMIDADE, D.E. 30/10/2008) No mesmo sentido, o Recurso Extraordinário 632.523, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski, DJ de 21.03.11, o Recurso Extraordinário 379.482, Relator o Ministro Marco Aurélio, DJ de 379.482, DJ de 21.08.03 e o Recurso Extraordinário 605.881, Relator o Ministro 6 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 12 de 14 Voto - MIN. LUIZ FUX Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF Ricardo Lewandowski, DJ de 21.09.10 Assim sendo, dou provimento aos presentes embargos declaratórios, com efeitos infringentes, para dar provimento ao agravo regimental interposto pelas ora embargantes e, por conseguinte, negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 645057 AGR-ED / DF Ricardo Lewandowski, DJ de 21.09.10 Assim sendo, dou provimento aos presentes embargos declaratórios, com efeitos infringentes, para dar provimento ao agravo regimental interposto pelas ora embargantes e, por conseguinte, negar seguimento ao recurso extraordinário interposto pela União. 7 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3524485. Inteiro Teor do Acórdão - Página 13 de 14 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : TESC - TERMINAL SANTA CATARINA S/A E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GARCIA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO - FNDE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3541960 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA EMB.DECL. NO AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645.057 PROCED. : SANTA CATARINA RELATOR : MIN. LUIZ FUX EMBTE.(S) : TESC - TERMINAL SANTA CATARINA S/A E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : ANTONIO CARLOS GARCIA DE SOUZA E OUTRO(A/S) EMBDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL DA FAZENDA NACIONAL INTDO.(A/S) : FUNDO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCACAO - FNDE PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL INTDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS Decisão: A Turma deu provimento aos embargos de declaração, com efeitos infringentes, nos termos do voto do Relator. Unânime. Impedido o Senhor Ministro Marco Aurélio. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 12.3.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Rodrigo Janot. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3541960 Inteiro Teor do Acórdão - Página 14 de 14
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645 . 057", "AI 523 . 308 - AgR", "Recurso Extraordinário 601 . 380 - AgR", "AI 496 . 771 - AgR", "Recurso Extraordinário 395 . 172 - AgR", "Recurso Extraordinário 645057 AGR", "Recurso Extraordinário 632 . 523", "Recurso Extraordinário 379 . 482", "Recurso Extraordinário 605 . 881", "Recurso Extraordinário 645057 AGR - ED / DF", "Recurso Extraordinário 632 . 523", "Recurso Extraordinário 379 . 482", "Recurso Extraordinário 605 . 881", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645 . 057", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645 . 057", "Recurso Extraordinário 645057 AGR - ED / DF", "AI 523 . 308 - AgR", "Recurso Extraordinário 601 . 380 - AgR", "AI 496 . 771 - AgR", "Recurso Extraordinário 395 . 172 - AgR", "Recurso Extraordinário 645057 AGR - ED / DF", "AI 523 . 308 - AgR", "Recurso Extraordinário 601 . 380 - AgR", "AI 496 . 771 - AgR", "Recurso Extraordinário 395 . 172 - AgR", "Recurso Extraordinário 645057 AGR", "Recurso", "Súmula n . 283 desta Corte", "Recurso Extraordinário 645057", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 645 . 057", "AI 523 . 308 - AgR", "Recurso Extraordinário 601 . 380 - AgR", "AI 496 . 771 - AgR", "Recurso Extraordinário 395 . 172 - AgR", "AI 523 . 308 - AgR", "Recurso Extraordinário 601 . 380 - AgR", "AI 496 . 771 - AgR", "Recurso Extraordinário 395 . 172 - AgR", "Recurso Extraordinário 645057 AGR - ED / DF", "Recurso Extraordinário 645057 AGR", "Recurso Extraordinário 645057 AGR - ED / DF", "RSF n 26 de 2005", "Recurso Extraordinário 645057 AGR", "-", "ED", "DF 8 . 212 / 91", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 645057", "Súmula 282 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 284 / Supremo Tribunal Federal", "Recurso Extraordinário 645057 AGR - ED / DF", "REsp 622004 / PR", "AMS n 2005 . 72 . 05 . 002965 -", "AC n 2005 . 71 . 01 . 001985 - 8 / RS", "REsp 622004 / PR", "AMS n 2005 . 72 . 05 . 002965 - 8 / SC", "ED", "AC n 2005 . 71 . 01 . 001985 - 8 / RS", "Recurso Extraordinário 645057 AGR - ED / DF", "APELAÇÃO", "REEXAME NECESSÁRIO n 2006 . 70 . 08 . 001933 - 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2 / 2001", "artigo 323 , § 1 . . . , do RISTF", "LEI n 9 . 424 / 1996", "art . 15 da Lei n 9 . 424 / 96", "inciso I do art . 12 da Lei n 8 . 212 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso II do art . 12 da Lei n 8 . 212 / 91", "art . 3 . . . da Lei Complementar n 118 / 05", "Lei n 9 . 424 / 96", "§", "artigo 20 do Código de Processo Civil", "art . 20 , § 4 . . . , do Código de Processo Civil", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "inciso II do art . 12 da Lei n 8 . 212 / 91", "art . 3 . . . da Lei Complementar n 118 / 05", "Lei n 9 . 424 / 96", "§", "art", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 15 , caput , da Lei 9 . 424 / 96", "artigo 12 , inciso I , da Lei 8 . 212 / 91", "Leis 8 . 212 / 1991", "9", ".", "424", "/", "1996", "Constituição", "Lei n 9 . 424 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 15 , caput , da Lei 9 . 424 / 96", "artigo 12 , inciso I , da Lei 8 . 212 / 91", "Leis 8 . 212 / 1991", "9", ".", "424", "/", "1996", "Constituição", "Lei n 9 . 424 / 96", "Medida Provisória n 2 . 200 - 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Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SERRA ADV.(A/S) :RICARDO MAULAZ DE MACEDO AGDO.(A/S) :COEMAX GRANITOS LTDA ADV.(A/S) :GABRIELA NEGRI CARLESSO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO APRECIADA MONOCRATICAMENTE. OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. JULGAMENTO COLEGIADO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NÃO EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513392. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SERRA ADV.(A/S) :RICARDO MAULAZ DE MACEDO AGDO.(A/S) :COEMAX GRANITOS LTDA ADV.(A/S) :GABRIELA NEGRI CARLESSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento sob o fundamento de que o recurso extraordinário foi interposto após julgamento dos embargos de declaração opostos contra decisão singular do Relator, o que atrai o óbice da Súmula 281/STF. A parte agravante sustenta, em síntese, que: (a) os embargos de declaração foram julgados pela Turma do Tribunal de Justiça do Espírito Santo; (b) o acórdão dos embargos de declaração exauriu a matéria da apelação; (c) não cabe agravo interno contra acórdão; e (d) os embargos de declaração, enquanto “(...) aperfeiçoamento do decisório já proferido (...)” (fl. 232), foram julgados de forma colegiada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513284. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SERRA ADV.(A/S) :RICARDO MAULAZ DE MACEDO AGDO.(A/S) :COEMAX GRANITOS LTDA ADV.(A/S) :GABRIELA NEGRI CARLESSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento sob o fundamento de que o recurso extraordinário foi interposto após julgamento dos embargos de declaração opostos contra decisão singular do Relator, o que atrai o óbice da Súmula 281/STF. A parte agravante sustenta, em síntese, que: (a) os embargos de declaração foram julgados pela Turma do Tribunal de Justiça do Espírito Santo; (b) o acórdão dos embargos de declaração exauriu a matéria da apelação; (c) não cabe agravo interno contra acórdão; e (d) os embargos de declaração, enquanto “(...) aperfeiçoamento do decisório já proferido (...)” (fl. 232), foram julgados de forma colegiada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Não prospera a irresignação do recorrente. Isto porque o recurso extraordinário foi interposto imediatamente após acórdão que rejeitou embargos de declaração opostos contra decisão monocrática que negou seguimento ao recurso de apelação. Desse modo, tal matéria estava sujeita a recurso de natureza ordinária para o órgão colegiado competente. Diante desse quadro, não se pode conhecer do extraordinário ante o óbice da Súmula 281 do STF (“É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber, na Justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada). Nesse sentido, confira-se: EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso especial julgado por decisão monocrática. Embargos de declaração julgados por decisão colegiada. Complementação da decisão anterior. Não esgotadas as instâncias ordinárias. Súmula nº 281/STF. 1. O recurso extraordinário é inadmissível quando interposto após decisão monocrática proferida pelo Relator, haja vista que não esgotada a prestação jurisdicional pelo Tribunal de origem. Incidência da Súmula nº 281/STF. 2. O julgamento colegiado dos embargos declaratórios não tem, em regra, o efeito de substituir, mas sim de aclarar ou complementar a decisão embargada quando há omissão, contradição ou obscuridade. 3. Agravo regimental desprovido (AI 633.489 AgR, Rel. Min. MENEZES DIREITO, 1ª Turma, DJe de 21/08/2009). 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513285. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Não prospera a irresignação do recorrente. Isto porque o recurso extraordinário foi interposto imediatamente após acórdão que rejeitou embargos de declaração opostos contra decisão monocrática que negou seguimento ao recurso de apelação. Desse modo, tal matéria estava sujeita a recurso de natureza ordinária para o órgão colegiado competente. Diante desse quadro, não se pode conhecer do extraordinário ante o óbice da Súmula 281 do STF (“É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber, na Justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada). Nesse sentido, confira-se: EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso especial julgado por decisão monocrática. Embargos de declaração julgados por decisão colegiada. Complementação da decisão anterior. Não esgotadas as instâncias ordinárias. Súmula nº 281/STF. 1. O recurso extraordinário é inadmissível quando interposto após decisão monocrática proferida pelo Relator, haja vista que não esgotada a prestação jurisdicional pelo Tribunal de origem. Incidência da Súmula nº 281/STF. 2. O julgamento colegiado dos embargos declaratórios não tem, em regra, o efeito de substituir, mas sim de aclarar ou complementar a decisão embargada quando há omissão, contradição ou obscuridade. 3. Agravo regimental desprovido (AI 633.489 AgR, Rel. Min. MENEZES DIREITO, 1ª Turma, DJe de 21/08/2009). 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERRA ADV.(A/S) : RICARDO MAULAZ DE MACEDO AGDO.(A/S) : COEMAX GRANITOS LTDA ADV.(A/S) : GABRIELA NEGRI CARLESSO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529962 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERRA ADV.(A/S) : RICARDO MAULAZ DE MACEDO AGDO.(A/S) : COEMAX GRANITOS LTDA ADV.(A/S) : GABRIELA NEGRI CARLESSO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529962 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3542036
2013-03-12T00:00:00
2013-03-25T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 12.03.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO APRECIADA MONOCRATICAMENTE. OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. JULGAMENTO COLEGIADO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NÃO EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281/STF. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur226884
- Acórdão(s) citado(s): (RECURSO EXTRAORDINÁRIO, EXIGÊNCIA, ESGOTAMENTO, VIA ORDINÁRIA) AI 633489 AgR(1ªT) Número de páginas: 4. Análise: 15/04/2013, LLD.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
646750
[ "LEG-FED SUMSTF-000281 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 646750 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERRA ADV.(A/S) : RICARDO MAULAZ DE MACEDO AGDO.(A/S) : COEMAX GRANITOS LTDA ADV.(A/S) : GABRIELA NEGRI CARLESSO
[ "" ]
Ementa e Acórdão 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SERRA ADV.(A/S) :RICARDO MAULAZ DE MACEDO AGDO.(A/S) :COEMAX GRANITOS LTDA ADV.(A/S) :GABRIELA NEGRI CARLESSO EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO APRECIADA MONOCRATICAMENTE. OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. JULGAMENTO COLEGIADO. RECURSO EXTRAORDINÁRIO. NÃO EXAURIMENTO DE INSTÂNCIA. SÚMULA 281/Supremo Tribunal Federal. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 12 de março de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513392. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 4 Relatório 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SERRA ADV.(A/S) :RICARDO MAULAZ DE MACEDO AGDO.(A/S) :COEMAX GRANITOS LTDA ADV.(A/S) :GABRIELA NEGRI CARLESSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento sob o fundamento de que o recurso extraordinário foi interposto após julgamento dos embargos de declaração opostos contra decisão singular do Relator, o que atrai o óbice da Súmula 281/Supremo Tribunal Federal. A parte agravante sustenta, em síntese, que: (a) os embargos de declaração foram julgados pela Turma do Tribunal de Justiça do Espírito Santo; (b) o acórdão dos embargos de declaração exauriu a matéria da apelação; (c) não cabe agravo interno contra acórdão; e (d) os embargos de declaração, enquanto “(...) aperfeiçoamento do decisório já proferido (...)” (fl. 232), foram julgados de forma colegiada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513284. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :MUNICÍPIO DE SERRA ADV.(A/S) :RICARDO MAULAZ DE MACEDO AGDO.(A/S) :COEMAX GRANITOS LTDA ADV.(A/S) :GABRIELA NEGRI CARLESSO R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao agravo de instrumento sob o fundamento de que o recurso extraordinário foi interposto após julgamento dos embargos de declaração opostos contra decisão singular do Relator, o que atrai o óbice da Súmula 281/Supremo Tribunal Federal. A parte agravante sustenta, em síntese, que: (a) os embargos de declaração foram julgados pela Turma do Tribunal de Justiça do Espírito Santo; (b) o acórdão dos embargos de declaração exauriu a matéria da apelação; (c) não cabe agravo interno contra acórdão; e (d) os embargos de declaração, enquanto “(...) aperfeiçoamento do decisório já proferido (...)” (fl. 232), foram julgados de forma colegiada. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513284. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 4 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Não prospera a irresignação do recorrente. Isto porque o recurso extraordinário foi interposto imediatamente após acórdão que rejeitou embargos de declaração opostos contra decisão monocrática que negou seguimento ao recurso de apelação. Desse modo, tal matéria estava sujeita a recurso de natureza ordinária para o órgão colegiado competente. Diante desse quadro, não se pode conhecer do extraordinário ante o óbice da Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal (“É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber, na Justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada). Nesse sentido, confira-se: EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso especial julgado por decisão monocrática. Embargos de declaração julgados por decisão colegiada. Complementação da decisão anterior. Não esgotadas as instâncias ordinárias. Súmula n 281/Supremo Tribunal Federal. 1. O recurso extraordinário é inadmissível quando interposto após decisão monocrática proferida pelo Relator, haja vista que não esgotada a prestação jurisdicional pelo Tribunal de origem. Incidência da Súmula n 281/Supremo Tribunal Federal. 2. O julgamento colegiado dos embargos declaratórios não tem, em regra, o efeito de substituir, mas sim de aclarar ou complementar a decisão embargada quando há omissão, contradição ou obscuridade. 3. Agravo regimental desprovido (AI 633.489 AgR, Rel. Min. MENEZES DIREITO, 1... Turma, DJe de 21/08/2009). 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513285. Supremo Tribunal Federal 12/03/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. Não prospera a irresignação do recorrente. Isto porque o recurso extraordinário foi interposto imediatamente após acórdão que rejeitou embargos de declaração opostos contra decisão monocrática que negou seguimento ao recurso de apelação. Desse modo, tal matéria estava sujeita a recurso de natureza ordinária para o órgão colegiado competente. Diante desse quadro, não se pode conhecer do extraordinário ante o óbice da Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal (“É inadmissível o recurso extraordinário, quando couber, na Justiça de origem, recurso ordinário da decisão impugnada). Nesse sentido, confira-se: EMENTA Agravo regimental no agravo de instrumento. Recurso especial julgado por decisão monocrática. Embargos de declaração julgados por decisão colegiada. Complementação da decisão anterior. Não esgotadas as instâncias ordinárias. Súmula n 281/Supremo Tribunal Federal. 1. O recurso extraordinário é inadmissível quando interposto após decisão monocrática proferida pelo Relator, haja vista que não esgotada a prestação jurisdicional pelo Tribunal de origem. Incidência da Súmula n 281/Supremo Tribunal Federal. 2. O julgamento colegiado dos embargos declaratórios não tem, em regra, o efeito de substituir, mas sim de aclarar ou complementar a decisão embargada quando há omissão, contradição ou obscuridade. 3. Agravo regimental desprovido (AI 633.489 AgR, Rel. Min. MENEZES DIREITO, 1... Turma, DJe de 21/08/2009). 2. Diante do exposto, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3513285. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 4 Decisão de Julgamento SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERRA ADV.(A/S) : RICARDO MAULAZ DE MACEDO AGDO.(A/S) : COEMAX GRANITOS LTDA ADV.(A/S) : GABRIELA NEGRI CARLESSO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529962 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 646.750 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : MUNICÍPIO DE SERRA ADV.(A/S) : RICARDO MAULAZ DE MACEDO AGDO.(A/S) : COEMAX GRANITOS LTDA ADV.(A/S) : GABRIELA NEGRI CARLESSO Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Não participou, justificadamente, deste julgamento, o Senhor Ministro Gilmar Mendes. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 12.03.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Francisco de Assis Vieira Sanseverino. p/ Fabiane Duarte Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3529962 Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 4
{ "JURISPRUDENCIA": [ "AGRAVO DE INSTRUMENTO 646 . 750", "SÚMULA 281 / Supremo Tribunal Federal", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 646 . 750", "Súmula 281 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 281 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 281 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 281 / Supremo Tribunal Federal", "AI 633 . 489 AgR", "Súmula 281 do Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 281 / Supremo Tribunal Federal", "Súmula n 281 / Supremo Tribunal Federal", "AI 633 . 489 AgR", "AGRAVO" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "ESPÍRITO SANTO", "Brasília", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "MUNICÍPIO DE SERRA", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO", "ESPÍRITO SANTO" ], "ORGANIZACAO": [ "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "COEMAX GRANITOS LTDA", "Supremo Tribunal Federal", "Segunda", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", "COEMAX GRANITOS LTDA", "Turma do Tribunal de Justiça do Espírito Santo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "COEMAX GRANITOS LTDA", "Turma do Tribunal de Justiça do Espírito Santo", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "1", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA", "MUNICÍPIO", "COEMAX GRANITOS LTDA", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "MUNICÍPIO", ".", "Infra", "-", "estrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil" ], "PESSOA": [ "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO MAULAZ DE MACEDO", "GABRIELA NEGRI CARLESSO", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO MAULAZ DE MACEDO", "GABRIELA NEGRI CARLESSO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO MAULAZ DE MACEDO", "GABRIELA NEGRI CARLESSO", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "TEORI ZAVASCKI", "MENEZES DIREITO", "TEORI ZAVASCKI", "MENEZES DIREITO", "AGRAVO", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO MAULAZ DE MACEDO", "GABRIELA NEGRI CARLESSO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte", "TEORI ZAVASCKI", "RICARDO MAULAZ DE MACEDO", "GABRIELA NEGRI CARLESSO", "Gilmar Mendes", "Celso de Mello", "Ricardo Lewandowski", "Gilmar Mendes", "Cármen Lúcia", "Teori Zavascki", "Celso de Mello", "Francisco de Assis Vieira Sanseverino", "Fabiane Duarte" ], "TEMPO": [ "12", "/", "03", "/", "2013", "12 de março de 2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "21", "/", "08", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", "/", "03", "/", "2013", "21", "/", "08", "/", "2009", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001", "12", ".", "03", ".", "2013", "24", "/", "08", "/", "2001" ] }
Ementa e Acórdão 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE JUVAN DO CANTO MACARIO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CAMILA MARIA DIAS PAGUNG ADV.(A/S) :CAMILA MARIA DIAS PAGUNG AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664158. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE JUVAN DO CANTO MACARIO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CAMILA MARIA DIAS PAGUNG ADV.(A/S) :CAMILA MARIA DIAS PAGUNG AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de novembro de 2012, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664159. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE JUVAN DO CANTO MACARIO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CAMILA MARIA DIAS PAGUNG ADV.(A/S) :CAMILA MARIA DIAS PAGUNG AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de novembro de 2012, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664159. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório RE 714158 AGR / RJ fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. Os agravantes, na minuta do agravo, insistem na configuração de ofensa aos artigos 201, § 1º, e 202 do Diploma Maior. Na condição de sucessores, argumentam que a situação jurídica da autora originária estaria submetida, não à Lei Complementar nº 11/71 e ao Decreto nº 83.080/79 – como concluiu o Tribunal Regional Federal da 2ª Região –, mas à Lei nº 8.213/91. Conforme também sustentam, a sucedida ainda exercia atividade rural quando requereu a aposentadoria, tanto que a autarquia previdenciária teria cancelado o benefício assistencial deferido anteriormente. A parte agravada apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664159. Supremo Tribunal Federal RE 714158 AGR / RJ fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. Os agravantes, na minuta do agravo, insistem na configuração de ofensa aos artigos 201, § 1º, e 202 do Diploma Maior. Na condição de sucessores, argumentam que a situação jurídica da autora originária estaria submetida, não à Lei Complementar nº 11/71 e ao Decreto nº 83.080/79 – como concluiu o Tribunal Regional Federal da 2ª Região –, mas à Lei nº 8.213/91. Conforme também sustentam, a sucedida ainda exercia atividade rural quando requereu a aposentadoria, tanto que a autarquia previdenciária teria cancelado o benefício assistencial deferido anteriormente. A parte agravada apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664159. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região: [...] No caso dos autos, ocorre que a sucedida alega ter cumprido os requisitos para a percepção de aposentadoria rural por idade em data anterior à promulgação da Constituição da República de 1988 e da entrada em vigor da Lei 8213-91. Conforme consta nas próprias alegações autorais, em 14 de junho de 1985, a Sra. Maria Francisca do Canto Macário requereu aposentadoria por invalidez, sendo que sua incapacidade foi reconhecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (“...visto que a mesma se encontrava inválida para o trabalho, conforme laudo pericial exarado pelo médico perito da requerida, sendo que no item 07, constatou que haveria invalidez da requerente desde 1974” fl. 03). Por outro lado, ainda que se ignore a incapacidade laborativa, mesmo que se considere que a sucedida exerceu suas atividades até a data declarada pelo sindicato, 1987, ela não faria jus ao benefício de aposentadoria rural por idade por faltar-lhe a condição de trabalhadora rural em data imediatamente anterior à data do requerimento, conforme preceitua o artigo 48, § 1º, da Lei 8213-91. […] Dessa feita, como realizou atividade laborais em período não albergado pela nova ordem constitucional e sua Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664160. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região: [...] No caso dos autos, ocorre que a sucedida alega ter cumprido os requisitos para a percepção de aposentadoria rural por idade em data anterior à promulgação da Constituição da República de 1988 e da entrada em vigor da Lei 8213-91. Conforme consta nas próprias alegações autorais, em 14 de junho de 1985, a Sra. Maria Francisca do Canto Macário requereu aposentadoria por invalidez, sendo que sua incapacidade foi reconhecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (“...visto que a mesma se encontrava inválida para o trabalho, conforme laudo pericial exarado pelo médico perito da requerida, sendo que no item 07, constatou que haveria invalidez da requerente desde 1974” fl. 03). Por outro lado, ainda que se ignore a incapacidade laborativa, mesmo que se considere que a sucedida exerceu suas atividades até a data declarada pelo sindicato, 1987, ela não faria jus ao benefício de aposentadoria rural por idade por faltar-lhe a condição de trabalhadora rural em data imediatamente anterior à data do requerimento, conforme preceitua o artigo 48, § 1º, da Lei 8213-91. […] Dessa feita, como realizou atividade laborais em período não albergado pela nova ordem constitucional e sua Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 714158 AGR / RJ regulamentação legal, a Sra. Maria Francisca do Canto Macário deve se submeter à legislação que vigorava à data em que supostamente teria cumprido os requisitos para a percepção de aposentadoria rural por idade. […] Em sintonia com a jurisprudência, a literatura jurídica tem se manifestado que, no caso em questão, deve-se aplicar a legislação vigente à época em que o segurado supostamente satisfaria os requisitos para a concessão do benefício, qual seria o artigo 4º da Lei Complementar 11-71 e o artigo 297 do Decreto 83.080-79. […] Assim, considerando a legislação em vigor à época em que a Sra. Maria Francisca do Canto Macário teria exercido atividade laborais em regime de economia familiar rural, essa não era albergada pela legislação em vigor (Lei Complementar 11-71 e Decreto 83.080-79), a qual apenas previa o benefício equivalente à aposentadoria rural por idade ao chefe de família ou seu arrimo, situação que não era a da sucedida. [...] Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664160. Supremo Tribunal Federal RE 714158 AGR / RJ regulamentação legal, a Sra. Maria Francisca do Canto Macário deve se submeter à legislação que vigorava à data em que supostamente teria cumprido os requisitos para a percepção de aposentadoria rural por idade. […] Em sintonia com a jurisprudência, a literatura jurídica tem se manifestado que, no caso em questão, deve-se aplicar a legislação vigente à época em que o segurado supostamente satisfaria os requisitos para a concessão do benefício, qual seria o artigo 4º da Lei Complementar 11-71 e o artigo 297 do Decreto 83.080-79. […] Assim, considerando a legislação em vigor à época em que a Sra. Maria Francisca do Canto Macário teria exercido atividade laborais em regime de economia familiar rural, essa não era albergada pela legislação em vigor (Lei Complementar 11-71 e Decreto 83.080-79), a qual apenas previa o benefício equivalente à aposentadoria rural por idade ao chefe de família ou seu arrimo, situação que não era a da sucedida. [...] Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete nº 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO RE 714158 AGR / RJ adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664160. Supremo Tribunal Federal RE 714158 AGR / RJ adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSE JUVAN DO CANTO MACARIO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456651 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSE JUVAN DO CANTO MACARIO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456651 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3673827
2013-02-19T00:00:00
2013-04-22T00:00:00
A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1ª Turma, 19.2.2013.
AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais.
sjur228606
Número de páginas: 7. Análise: 10/05/2013, AMS.
MARCO AURÉLIO
Primeira Turma
714158
[ "LEG-FED LEI-008213 ANO-1991\r\n LEI ORDINÁRIA\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
RE-AgR
acordaos
RE 714158 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : JOSE JUVAN DO CANTO MACARIO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
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Ementa e Acórdão 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE JUVAN DO CANTO MACARIO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CAMILA MARIA DIAS PAGUNG ADV.(A/S) :CAMILA MARIA DIAS PAGUNG AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA E LEGAL. O recurso extraordinário não é meio próprio ao revolvimento da prova, também não servindo à interpretação de normas estritamente legais. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em desprover o agravo regimental no recurso extraordinário, nos termos do voto do relator e por unanimidade, em sessão presidida pelo Ministro Luiz Fux, na conformidade da ata do julgamento e das respectivas notas taquigráficas. Brasília, 19 de fevereiro de 2013. MINISTRO MARCO AURÉLIO – RELATOR Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664158. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 7 Relatório 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE JUVAN DO CANTO MACARIO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CAMILA MARIA DIAS PAGUNG ADV.(A/S) :CAMILA MARIA DIAS PAGUNG AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de novembro de 2012, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664159. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) :JOSE JUVAN DO CANTO MACARIO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :CAMILA MARIA DIAS PAGUNG ADV.(A/S) :CAMILA MARIA DIAS PAGUNG AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Em 14 de novembro de 2012, proferi a seguinte decisão: RECURSO EXTRAORDINÁRIO – MATÉRIA FÁTICA – INTERPRETAÇÃO DE NORMAS LEGAIS – INVIABILIDADE – NEGATIVA DE SEGUIMENTO. 1. A recorribilidade extraordinária é distinta daquela revelada por simples revisão do que decidido, na maioria das vezes procedida mediante o recurso por excelência – a apelação. Atua-se em sede excepcional à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Tribunal de origem, considerando-se as premissas constantes do acórdão impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula do Supremo: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No caso, as razões do extraordinário partem de pressupostos fáticos estranhos ao acórdão atacado, buscando- se, em síntese, o reexame dos elementos probatórios para, com Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664159. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 7 Relatório Recurso Extraordinário 714158 AGR / RJ fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. Os agravantes, na minuta do agravo, insistem na configuração de ofensa aos artigos 201, § 1..., e 202 do Diploma Maior. Na condição de sucessores, argumentam que a situação jurídica da autora originária estaria submetida, não à Lei Complementar n 11/71 e ao Decreto n 83.080/79 – como concluiu o Tribunal Regional Federal da 2... Região –, mas à Lei n 8.213/91. Conforme também sustentam, a sucedida ainda exercia atividade rural quando requereu a aposentadoria, tanto que a autarquia previdenciária teria cancelado o benefício assistencial deferido anteriormente. A parte agravada apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664159. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 714158 AGR / RJ fundamento em quadro diverso, assentar-se a viabilidade do recurso. Acresce que o acórdão impugnado revela interpretação de normas estritamente legais, não ensejando campo ao acesso ao Supremo. À mercê de articulação sobre a violência à Carta da República, pretende-se submeter a análise matéria que não se enquadra no inciso III do artigo 102 da Constituição Federal. Este recurso somente serve à sobrecarga da máquina judiciária, ocupando espaço que deveria ser utilizado na apreciação de processo da competência do Tribunal. 2. Nego seguimento ao extraordinário. 3. Publiquem. Os agravantes, na minuta do agravo, insistem na configuração de ofensa aos artigos 201, § 1..., e 202 do Diploma Maior. Na condição de sucessores, argumentam que a situação jurídica da autora originária estaria submetida, não à Lei Complementar n 11/71 e ao Decreto n 83.080/79 – como concluiu o Tribunal Regional Federal da 2... Região –, mas à Lei n 8.213/91. Conforme também sustentam, a sucedida ainda exercia atividade rural quando requereu a aposentadoria, tanto que a autarquia previdenciária teria cancelado o benefício assistencial deferido anteriormente. A parte agravada apresentou contraminuta, apontando o acerto do ato impugnado. É o relatório. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664159. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região: [...] No caso dos autos, ocorre que a sucedida alega ter cumprido os requisitos para a percepção de aposentadoria rural por idade em data anterior à promulgação da Constituição da República de 1988 e da entrada em vigor da Lei 8213-91. Conforme consta nas próprias alegações autorais, em 14 de junho de 1985, a Sra. Maria Francisca do Canto Macário requereu aposentadoria por invalidez, sendo que sua incapacidade foi reconhecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (“...visto que a mesma se encontrava inválida para o trabalho, conforme laudo pericial exarado pelo médico perito da requerida, sendo que no item 07, constatou que haveria invalidez da requerente desde 1974” fl. 03). Por outro lado, ainda que se ignore a incapacidade laborativa, mesmo que se considere que a sucedida exerceu suas atividades até a data declarada pelo sindicato, 1987, ela não faria jus ao benefício de aposentadoria rural por idade por faltar-lhe a condição de trabalhadora rural em data imediatamente anterior à data do requerimento, conforme preceitua o artigo 48, § 1..., da Lei 8213-91. […] Dessa feita, como realizou atividade laborais em período não albergado pela nova ordem constitucional e sua Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664160. Supremo Tribunal Federal 19/02/2013 PRIMEIRA TURMA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 RIO DE JANEIRO V O T O O SENHOR MINISTRO MARCO AURÉLIO – Na interposição deste agravo, observaram-se os pressupostos de recorribilidade. A peça, subscrita por advogada regularmente constituída, foi protocolada no prazo legal. Conheço. No tocante à ausência de envergadura constitucional do tema, atentem para o que decidido pelo Tribunal Regional Federal da 2... Região: [...] No caso dos autos, ocorre que a sucedida alega ter cumprido os requisitos para a percepção de aposentadoria rural por idade em data anterior à promulgação da Constituição da República de 1988 e da entrada em vigor da Lei 8213-91. Conforme consta nas próprias alegações autorais, em 14 de junho de 1985, a Sra. Maria Francisca do Canto Macário requereu aposentadoria por invalidez, sendo que sua incapacidade foi reconhecida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (“...visto que a mesma se encontrava inválida para o trabalho, conforme laudo pericial exarado pelo médico perito da requerida, sendo que no item 07, constatou que haveria invalidez da requerente desde 1974” fl. 03). Por outro lado, ainda que se ignore a incapacidade laborativa, mesmo que se considere que a sucedida exerceu suas atividades até a data declarada pelo sindicato, 1987, ela não faria jus ao benefício de aposentadoria rural por idade por faltar-lhe a condição de trabalhadora rural em data imediatamente anterior à data do requerimento, conforme preceitua o artigo 48, § 1..., da Lei 8213-91. […] Dessa feita, como realizou atividade laborais em período não albergado pela nova ordem constitucional e sua Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 714158 AGR / RJ regulamentação legal, a Sra. Maria Francisca do Canto Macário deve se submeter à legislação que vigorava à data em que supostamente teria cumprido os requisitos para a percepção de aposentadoria rural por idade. […] Em sintonia com a jurisprudência, a literatura jurídica tem se manifestado que, no caso em questão, deve-se aplicar a legislação vigente à época em que o segurado supostamente satisfaria os requisitos para a concessão do benefício, qual seria o artigo 4... da Lei Complementar 11-71 e o artigo 297 do Decreto 83.080-79. […] Assim, considerando a legislação em vigor à época em que a Sra. Maria Francisca do Canto Macário teria exercido atividade laborais em regime de economia familiar rural, essa não era albergada pela legislação em vigor (Lei Complementar 11-71 e Decreto 83.080-79), a qual apenas previa o benefício equivalente à aposentadoria rural por idade ao chefe de família ou seu arrimo, situação que não era a da sucedida. [...] Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664160. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 714158 AGR / RJ regulamentação legal, a Sra. Maria Francisca do Canto Macário deve se submeter à legislação que vigorava à data em que supostamente teria cumprido os requisitos para a percepção de aposentadoria rural por idade. […] Em sintonia com a jurisprudência, a literatura jurídica tem se manifestado que, no caso em questão, deve-se aplicar a legislação vigente à época em que o segurado supostamente satisfaria os requisitos para a concessão do benefício, qual seria o artigo 4... da Lei Complementar 11-71 e o artigo 297 do Decreto 83.080-79. […] Assim, considerando a legislação em vigor à época em que a Sra. Maria Francisca do Canto Macário teria exercido atividade laborais em regime de economia familiar rural, essa não era albergada pela legislação em vigor (Lei Complementar 11-71 e Decreto 83.080-79), a qual apenas previa o benefício equivalente à aposentadoria rural por idade ao chefe de família ou seu arrimo, situação que não era a da sucedida. [...] Em sede excepcional, atua-se à luz da moldura fática delineada soberanamente pelo Colegiado de origem, considerando-se as premissas constantes do pronunciamento impugnado. A jurisprudência sedimentada é pacífica a respeito, devendo-se ter presente o Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal: Para simples reexame de prova não cabe recurso extraordinário. No mais, o deslinde da controvérsia deu-se sob o ângulo estritamente legal e não considerada a Carta da República. A conclusão 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 7 Voto - MIN. MARCO AURÉLIO Recurso Extraordinário 714158 AGR / RJ adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664160. Supremo Tribunal Federal Recurso Extraordinário 714158 AGR / RJ adotada fez-se alicerçada em interpretação conferida à legislação de regência. Ante o quadro, desprovejo o regimental. 3 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3664160. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 7 Decisão de Julgamento PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSE JUVAN DO CANTO MACARIO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456651 Supremo Tribunal Federal PRIMEIRA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714.158 PROCED. : RIO DE JANEIRO RELATOR : MIN. MARCO AURÉLIO AGTE.(S) : JOSE JUVAN DO CANTO MACARIO E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG ADV.(A/S) : CAMILA MARIA DIAS PAGUNG AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Unânime. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. 1... Turma, 19.2.2013. Presidência do Senhor Ministro Luiz Fux. Presentes à Sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Dias Toffoli e Rosa Weber. Subprocurador-Geral da República, Dr. Edson Oliveira de Almeida. Carmen Lilian Oliveira de Souza Secretária da Primeira Turma Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3456651 Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 7
{ "JURISPRUDENCIA": [ "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714 . 158", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714 . 158", "Verbete n 279 da Súmula do Supremo", "Recurso Extraordinário 714158 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 714158 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 714158 AGR / RJ", "Verbete n 279 da Súmula deste Tribunal", "Recurso Extraordinário 714158 AGR / RJ", "Verbete n 279 da Súmula deste", "Recurso Extraordinário 714158 AGR / RJ", "Recurso Extraordinário 714158 AGR / RJ", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714 .", "RECURSO EXTRAORDINÁRIO 714 . 158" ], "LEGISLACAO": [ "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 201 , § 1 . . . , e 202 do Diploma Maior", "Lei Complementar n 11 / 71", "Decreto n 83 . 080 / 79", "Lei n 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Carta da República", "inciso III do artigo 102 da Constituição Federal", "artigos 201 , § 1 . . . , e 202 do Diploma Maior", "Lei Complementar n 11 / 71", "Decreto n 83 . 080 / 79", "Lei n 8 . 213 / 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República de 1988", "Lei 8213 - 91", "artigo 48 , § 1 . . . , da Lei 8213 - 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Constituição da República de 1988", "Lei 8213 - 91", "artigo 48 , § 1 . . . , da Lei 8213 - 91", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 4 . . . da Lei Complementar 11 - 71", "artigo 297 do Decreto 83 . 080 - 79", "Lei Complementar 11 - 71", "Decreto 83 . 080 - 79", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "artigo 4 . . . da Lei Complementar 11 - 71", "artigo 297 do Decreto 83 . 080 - 79", "Lei Complementar 11 - 71", "Decreto 83 . 080 - 79", "Carta da República", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001", "Medida Provisória n 2 . 200 - 2 / 2001" ], "LOCAL": [ "RIO DE JANEIRO", "Brasília", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO", "RIO DE JANEIRO" ], "ORGANIZACAO": [ "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "PRIMEIRA TURMA", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo", "Tribunal Regional Federal da 2 . . . 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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WALDELITO BISPO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTÔNIO DE SOUSA PÔRTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão diversa da adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusulas integrantes de acordo coletivo de trabalho e de homologação em ação de cumprimento, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. A ofensa à Constituição, portanto, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774776. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 856325 AGR / BA provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774776. Supremo Tribunal Federal AI 856325 AGR / BA provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774776. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WALDELITO BISPO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTÔNIO DE SOUSA PÔRTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita, no que importa: 'PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. FERROVIÁRIO APOSENTADO E PENSIONISTA. REAJUSTE DE 26,06%. ACORDO COLETIVO FIRMADO ENTRE A RFFSA E O SINDICATO REPRESENTANTE DA CATEGORIA. POSTERIOR AJUIZAMENTO DE AÇÃO DE CUMPRIMENTO NA JUSTIÇA DO TRABALHO. HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO SUBSEQÜENTE. PAGAMENTO DE VERBA INDENIZATÓRIA. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO. APELAÇÃO NÃO PROVIDA. (...)' (fl. 97). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 7º, XXVI, e 8º, III, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Isso porque a apreciação dos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774777. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WALDELITO BISPO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTÔNIO DE SOUSA PÔRTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita, no que importa: 'PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. FERROVIÁRIO APOSENTADO E PENSIONISTA. REAJUSTE DE 26,06%. ACORDO COLETIVO FIRMADO ENTRE A RFFSA E O SINDICATO REPRESENTANTE DA CATEGORIA. POSTERIOR AJUIZAMENTO DE AÇÃO DE CUMPRIMENTO NA JUSTIÇA DO TRABALHO. HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO SUBSEQÜENTE. PAGAMENTO DE VERBA INDENIZATÓRIA. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO. APELAÇÃO NÃO PROVIDA. (...)' (fl. 97). No RE, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 7º, XXVI, e 8º, III, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Isso porque a apreciação dos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 856325 AGR / BA temas constitucionais, no caso, depende da interpretação de cláusula integrante de acordo coletivo de trabalho. Desse modo, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessária a interpretação de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência da Súmula 454 do STF. Incabível, portanto, o extraordinário. Nesse sentido, menciono os seguintes julgados: 'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PAGAMENTO DE HORAS IN ITINERE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO' (AI 824.649-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). 'EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. CLÁUSULAS. VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A questão relativa à validade de cláusulas inseridas em acordo coletivo de trabalho implica o exame da matéria infraconstitucional que disciplina a espécie, circunstância que inviabiliza o seguimento do extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento'. (RE 588.901- AgR/SC, Rel. Min. Eros grau, Segunda Turma). Nesse mesmo sentido: ARE 653.160/BA, Rel. Min. Ayres Britto; ARE 650.168/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes; e ARE 657.368/BA, de minha relatoria. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 171-172). Os agravantes sustentam, em suma, que “Quanto ao óbice da Súmula 454/STF ('simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário') há manifesta impropriedade para sua incidência, com todo respeito ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774777. Supremo Tribunal Federal AI 856325 AGR / BA temas constitucionais, no caso, depende da interpretação de cláusula integrante de acordo coletivo de trabalho. Desse modo, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessária a interpretação de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência da Súmula 454 do STF. Incabível, portanto, o extraordinário. Nesse sentido, menciono os seguintes julgados: 'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PAGAMENTO DE HORAS IN ITINERE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO' (AI 824.649-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). 'EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. CLÁUSULAS. VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A questão relativa à validade de cláusulas inseridas em acordo coletivo de trabalho implica o exame da matéria infraconstitucional que disciplina a espécie, circunstância que inviabiliza o seguimento do extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento'. (RE 588.901- AgR/SC, Rel. Min. Eros grau, Segunda Turma). Nesse mesmo sentido: ARE 653.160/BA, Rel. Min. Ayres Britto; ARE 650.168/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes; e ARE 657.368/BA, de minha relatoria. Isso posto, nego seguimento ao recurso (CPC, art. 557, caput)” (fls. 171-172). Os agravantes sustentam, em suma, que “Quanto ao óbice da Súmula 454/STF ('simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário') há manifesta impropriedade para sua incidência, com todo respeito ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 856325 AGR / BA em. Senhor Ministro Relator, porquanto trata-se de reconhecer a validade de sentença transitada em julgado que reconhecera a majoração salarial de 26,06% dos vencimentos dos Embargantes, com repercussão nos proventos de suas aposentadorias” (fl. 177- grifos no original). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774777. Supremo Tribunal Federal AI 856325 AGR / BA em. Senhor Ministro Relator, porquanto trata-se de reconhecer a validade de sentença transitada em julgado que reconhecera a majoração salarial de 26,06% dos vencimentos dos Embargantes, com repercussão nos proventos de suas aposentadorias” (fl. 177- grifos no original). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque o Tribunal de origem decidiu a causa nos seguintes termos: “5. A despeito de ter sido celebrado o aludido acordo coletivo, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Bahia ajuizou, perante a Justiça do Trabalho de Salvador/BA, ação de cumprimento do acordo, objetivando garantir o pagamento do aludido índice aos empregados da RFFSA, a incidir sobre o salário de outubro de 1987, a partir de 1º.11.1987 , conforme se constata da cópia juntada às fls. 52/54. 6. Registre-se, ainda, que, às fls. 112/113, foi juntada, ainda, cópia do acordo firmado na citada ação de cumprimento, que restou devidamente homologado pelo magistrado daquela justiça especializada. No citado documento, as partes transigiram no sentido de que o sindicato perceberia determinada quantia a título de verba indenizatória substitutiva do reajuste vindicado, que seria repassada aos substituídos, sob sua responsabilidade. 7. A Cláusula Terceira do aludido acordo está assim redigida: CLÁUSULA TERCEIRA Desse modo, os substituídos, já demitidos e aposentados da RFFSA, receberão as indenizações, renunciando ao direito de reclamar, em face do presente acordo, diferenças sobre qualquer outra parcela; 8. Vê-se, pois, que os aposentados receberiam indenizações, renunciando ao direito de reclamar outras diferenças relativas ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774778. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque o Tribunal de origem decidiu a causa nos seguintes termos: “5. A despeito de ter sido celebrado o aludido acordo coletivo, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Bahia ajuizou, perante a Justiça do Trabalho de Salvador/BA, ação de cumprimento do acordo, objetivando garantir o pagamento do aludido índice aos empregados da RFFSA, a incidir sobre o salário de outubro de 1987, a partir de 1º.11.1987 , conforme se constata da cópia juntada às fls. 52/54. 6. Registre-se, ainda, que, às fls. 112/113, foi juntada, ainda, cópia do acordo firmado na citada ação de cumprimento, que restou devidamente homologado pelo magistrado daquela justiça especializada. No citado documento, as partes transigiram no sentido de que o sindicato perceberia determinada quantia a título de verba indenizatória substitutiva do reajuste vindicado, que seria repassada aos substituídos, sob sua responsabilidade. 7. A Cláusula Terceira do aludido acordo está assim redigida: CLÁUSULA TERCEIRA Desse modo, os substituídos, já demitidos e aposentados da RFFSA, receberão as indenizações, renunciando ao direito de reclamar, em face do presente acordo, diferenças sobre qualquer outra parcela; 8. Vê-se, pois, que os aposentados receberiam indenizações, renunciando ao direito de reclamar outras diferenças relativas ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 856325 AGR / BA reajuste ora vindicado. Assim, é imprópria a pretensão no sentido de que eventual valor percebido a título de indenização venha a integrar o salário efetivo do empregado ou o benefício de aposentadoria ou pensão. 9. Desse modo, embora tenha havido a celebração de acordo coletivo de trabalho, o que, em princípio, garantiria o direito dos autores ao reajuste de 26,06%, o fato de a questão ter sido levada à apreciação do Poder Judiciário, fez com que novo desfecho fosse obtido por meio da homologação de acordo em ação de cumprimento ajuizada pelo Sindicato. 10. Ressalte-se que os autores não cuidaram de juntar aos autores nenhum documento que comprovasse que a decisão proferida na justiça trabalhista teria perdido seus efeitos com a restauração daqueles decorrentes do acordo coletivo” (fls. 92-93). Nesse contexto, como já consignado na decisão agravada, observa-se que para se chegar à conclusão diversa a adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação des cláusulas integrantes de acordo coletivo de trabalho e de homologação em ação de cumprimento, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. Portanto, a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Nesse sentido, transcrevo ementas de recentes julgados proferidos por ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Direito do Trabalho. Cláusulas de acordo coletivo. Legislação processual. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário o exame da legislação processual, das cláusulas previstas em norma coletiva de trabalho e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (AI 826.986-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774778. Supremo Tribunal Federal AI 856325 AGR / BA reajuste ora vindicado. Assim, é imprópria a pretensão no sentido de que eventual valor percebido a título de indenização venha a integrar o salário efetivo do empregado ou o benefício de aposentadoria ou pensão. 9. Desse modo, embora tenha havido a celebração de acordo coletivo de trabalho, o que, em princípio, garantiria o direito dos autores ao reajuste de 26,06%, o fato de a questão ter sido levada à apreciação do Poder Judiciário, fez com que novo desfecho fosse obtido por meio da homologação de acordo em ação de cumprimento ajuizada pelo Sindicato. 10. Ressalte-se que os autores não cuidaram de juntar aos autores nenhum documento que comprovasse que a decisão proferida na justiça trabalhista teria perdido seus efeitos com a restauração daqueles decorrentes do acordo coletivo” (fls. 92-93). Nesse contexto, como já consignado na decisão agravada, observa-se que para se chegar à conclusão diversa a adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação des cláusulas integrantes de acordo coletivo de trabalho e de homologação em ação de cumprimento, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. Portanto, a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Nesse sentido, transcrevo ementas de recentes julgados proferidos por ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Direito do Trabalho. Cláusulas de acordo coletivo. Legislação processual. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário o exame da legislação processual, das cláusulas previstas em norma coletiva de trabalho e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas nºs 636, 454 e 279/STF. 2. Agravo regimental não provido” (AI 826.986-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 856325 AGR / BA INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO. SÚMULA 454. INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. É inviável recurso extraordinário para interpretação de cláusula de acordo coletivo de trabalho. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 706.880-AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774778. Supremo Tribunal Federal AI 856325 AGR / BA INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO. SÚMULA 454. INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. É inviável recurso extraordinário para interpretação de cláusula de acordo coletivo de trabalho. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 706.880-AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : WALDELITO BISPO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTÔNIO DE SOUSA PÔRTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806261 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : WALDELITO BISPO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTÔNIO DE SOUSA PÔRTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806261 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3824351
2013-05-07T00:00:00
2013-05-22T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013.
AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO STF. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão diversa da adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusulas integrantes de acordo coletivo de trabalho e de homologação em ação de cumprimento, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do STF. A ofensa à Constituição, portanto, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido.
sjur231053
- Acórdão(s) citado(s): (REEXAME, FATO, PROVA, ACORDO COLETIVO DE TRABALHO) AI 826986 AgR (1ªT), AI 706880 AgR (2ªT). Número de páginas: 9. Análise: 13/06/2013, MJC.
RICARDO LEWANDOWSKI
Segunda Turma
856325
[ "LEG-FED SUMSTF-000279 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF\r\n\r\n", "LEG-FED SUMSTF-000454 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
AI-AgR
acordaos
AI 856325 AgR
[ "" ]
AGTE.(S) : WALDELITO BISPO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTÔNIO DE SOUSA PÔRTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL
[ "" ]
Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WALDELITO BISPO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTÔNIO DE SOUSA PÔRTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. PREVIDENCIÁRIO. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA INTEGRANTE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal. REEXAME DO CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO CONSTANTE DOS AUTOS. SÚMULA 279. PRECEDENTES. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. I – Para se chegar à conclusão diversa da adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação de cláusulas integrantes de acordo coletivo de trabalho e de homologação em ação de cumprimento, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. A ofensa à Constituição, portanto, se ocorrente, seria indireta. Precedentes. II – Agravo regimental improvido. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal, sob a Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, negar Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774776. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 9 Ementa e Acórdão AI 856325 AGR / BA provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774776. Supremo Tribunal Federal AI 856325 AGR / BA provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 7 de maio de 2013. RICARDO LEWANDOWSKI – PRESIDENTE E RELATOR 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774776. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 9 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WALDELITO BISPO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTÔNIO DE SOUSA PÔRTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita, no que importa: 'PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. FERROVIÁRIO APOSENTADO E PENSIONISTA. REAJUSTE DE 26,06%. ACORDO COLETIVO FIRMADO ENTRE A RFFSA E O SINDICATO REPRESENTANTE DA CATEGORIA. POSTERIOR AJUIZAMENTO DE AÇÃO DE CUMPRIMENTO NA JUSTIÇA DO TRABALHO. HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO SUBSEQÜENTE. PAGAMENTO DE VERBA INDENIZATÓRIA. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO. APELAÇÃO NÃO PROVIDA. (...)' (fl. 97). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 7..., XXVI, e 8..., III, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Isso porque a apreciação dos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774777. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) :WALDELITO BISPO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) :FRANCISCO ANTÔNIO DE SOUSA PÔRTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) :UNIÃO PROC.(A/S)(ES) :ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) :INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) :PROCURADOR-GERAL FEDERAL R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental contra decisão que negou seguimento a agravo de instrumento. Eis o teor da decisão agravada: “Trata-se de agravo de instrumento contra decisão que negou seguimento a recurso extraordinário interposto de acórdão, cuja ementa segue transcrita, no que importa: 'PREVIDENCIÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. FERROVIÁRIO APOSENTADO E PENSIONISTA. REAJUSTE DE 26,06%. ACORDO COLETIVO FIRMADO ENTRE A RFFSA E O SINDICATO REPRESENTANTE DA CATEGORIA. POSTERIOR AJUIZAMENTO DE AÇÃO DE CUMPRIMENTO NA JUSTIÇA DO TRABALHO. HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO SUBSEQÜENTE. PAGAMENTO DE VERBA INDENIZATÓRIA. IMPROCEDÊNCIA DO PEDIDO. APELAÇÃO NÃO PROVIDA. (...)' (fl. 97). No Recurso Extraordinário, fundado no art. 102, III, a, da Constituição, alegou-se violação aos arts. 7..., XXVI, e 8..., III, da mesma Carta. O agravo não merece acolhida. Isso porque a apreciação dos Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 9 Relatório AI 856325 AGR / BA temas constitucionais, no caso, depende da interpretação de cláusula integrante de acordo coletivo de trabalho. Desse modo, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessária a interpretação de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. Incabível, portanto, o extraordinário. Nesse sentido, menciono os seguintes julgados: 'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PAGAMENTO DE HORAS IN ITINERE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO' (AI 824.649-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). 'EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. CLÁUSULAS. VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A questão relativa à validade de cláusulas inseridas em acordo coletivo de trabalho implica o exame da matéria infraconstitucional que disciplina a espécie, circunstância que inviabiliza o seguimento do extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento'. (Recurso Extraordinário 588.901- AgR/SC, Rel. Min. Eros grau, Segunda Turma). Nesse mesmo sentido: ARE 653.160/BA, Rel. Min. Ayres Britto; ARE 650.168/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes; e ARE 657.368/BA, de minha relatoria. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 171-172). Os agravantes sustentam, em suma, que “Quanto ao óbice da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal ('simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário') há manifesta impropriedade para sua incidência, com todo respeito ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774777. Supremo Tribunal Federal AI 856325 AGR / BA temas constitucionais, no caso, depende da interpretação de cláusula integrante de acordo coletivo de trabalho. Desse modo, para se chegar à conclusão contrária à adotada pelo acórdão recorrido, seria necessária a interpretação de cláusulas contratuais, o que atrai a incidência da Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal. Incabível, portanto, o extraordinário. Nesse sentido, menciono os seguintes julgados: 'AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. TRABALHISTA. PAGAMENTO DE HORAS IN ITINERE. IMPOSSIBILIDADE DE ANÁLISE DE ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. SÚMULA N. 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. AGRAVO REGIMENTAL AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO' (AI 824.649-AgR/SC, Rel. Min. Cármen Lúcia, Primeira Turma). 'EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO. ACORDO COLETIVO DE TRABALHO. CLÁUSULAS. VALIDADE. MATÉRIA INFRACONSTITUCIONAL. A questão relativa à validade de cláusulas inseridas em acordo coletivo de trabalho implica o exame da matéria infraconstitucional que disciplina a espécie, circunstância que inviabiliza o seguimento do extraordinário. Agravo regimental a que se nega provimento'. (Recurso Extraordinário 588.901- AgR/SC, Rel. Min. Eros grau, Segunda Turma). Nesse mesmo sentido: ARE 653.160/BA, Rel. Min. Ayres Britto; ARE 650.168/MG, Rel. Min. Gilmar Mendes; e ARE 657.368/BA, de minha relatoria. Isso posto, nego seguimento ao recurso (Código de Processo Civil, art. 557, caput)” (fls. 171-172). Os agravantes sustentam, em suma, que “Quanto ao óbice da Súmula 454/Supremo Tribunal Federal ('simples interpretação de cláusulas contratuais não dá lugar a recurso extraordinário') há manifesta impropriedade para sua incidência, com todo respeito ao 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 9 Relatório AI 856325 AGR / BA em. Senhor Ministro Relator, porquanto trata-se de reconhecer a validade de sentença transitada em julgado que reconhecera a majoração salarial de 26,06% dos vencimentos dos Embargantes, com repercussão nos proventos de suas aposentadorias” (fl. 177- grifos no original). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774777. Supremo Tribunal Federal AI 856325 AGR / BA em. Senhor Ministro Relator, porquanto trata-se de reconhecer a validade de sentença transitada em julgado que reconhecera a majoração salarial de 26,06% dos vencimentos dos Embargantes, com repercussão nos proventos de suas aposentadorias” (fl. 177- grifos no original). É o relatório. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774777. Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque o Tribunal de origem decidiu a causa nos seguintes termos: “5. A despeito de ter sido celebrado o aludido acordo coletivo, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Bahia ajuizou, perante a Justiça do Trabalho de Salvador/BA, ação de cumprimento do acordo, objetivando garantir o pagamento do aludido índice aos empregados da RFFSA, a incidir sobre o salário de outubro de 1987, a partir de 1....11.1987 , conforme se constata da cópia juntada às fls. 52/54. 6. Registre-se, ainda, que, às fls. 112/113, foi juntada, ainda, cópia do acordo firmado na citada ação de cumprimento, que restou devidamente homologado pelo magistrado daquela justiça especializada. No citado documento, as partes transigiram no sentido de que o sindicato perceberia determinada quantia a título de verba indenizatória substitutiva do reajuste vindicado, que seria repassada aos substituídos, sob sua responsabilidade. 7. A Cláusula Terceira do aludido acordo está assim redigida: CLÁUSULA TERCEIRA Desse modo, os substituídos, já demitidos e aposentados da RFFSA, receberão as indenizações, renunciando ao direito de reclamar, em face do presente acordo, diferenças sobre qualquer outra parcela; 8. Vê-se, pois, que os aposentados receberiam indenizações, renunciando ao direito de reclamar outras diferenças relativas ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774778. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 BAHIA V O T O O SENHOR MINISTRO RICARDO LEWANDOWSKI (RELATOR): Bem reexaminada a questão, verifica-se que a decisão ora atacada não merece reforma, visto que a recorrente não aduz argumentos capazes de afastar as razões nela expendidas. Isso porque o Tribunal de origem decidiu a causa nos seguintes termos: “5. A despeito de ter sido celebrado o aludido acordo coletivo, o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Bahia ajuizou, perante a Justiça do Trabalho de Salvador/BA, ação de cumprimento do acordo, objetivando garantir o pagamento do aludido índice aos empregados da RFFSA, a incidir sobre o salário de outubro de 1987, a partir de 1....11.1987 , conforme se constata da cópia juntada às fls. 52/54. 6. Registre-se, ainda, que, às fls. 112/113, foi juntada, ainda, cópia do acordo firmado na citada ação de cumprimento, que restou devidamente homologado pelo magistrado daquela justiça especializada. No citado documento, as partes transigiram no sentido de que o sindicato perceberia determinada quantia a título de verba indenizatória substitutiva do reajuste vindicado, que seria repassada aos substituídos, sob sua responsabilidade. 7. A Cláusula Terceira do aludido acordo está assim redigida: CLÁUSULA TERCEIRA Desse modo, os substituídos, já demitidos e aposentados da RFFSA, receberão as indenizações, renunciando ao direito de reclamar, em face do presente acordo, diferenças sobre qualquer outra parcela; 8. Vê-se, pois, que os aposentados receberiam indenizações, renunciando ao direito de reclamar outras diferenças relativas ao Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 6 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 856325 AGR / BA reajuste ora vindicado. Assim, é imprópria a pretensão no sentido de que eventual valor percebido a título de indenização venha a integrar o salário efetivo do empregado ou o benefício de aposentadoria ou pensão. 9. Desse modo, embora tenha havido a celebração de acordo coletivo de trabalho, o que, em princípio, garantiria o direito dos autores ao reajuste de 26,06%, o fato de a questão ter sido levada à apreciação do Poder Judiciário, fez com que novo desfecho fosse obtido por meio da homologação de acordo em ação de cumprimento ajuizada pelo Sindicato. 10. Ressalte-se que os autores não cuidaram de juntar aos autores nenhum documento que comprovasse que a decisão proferida na justiça trabalhista teria perdido seus efeitos com a restauração daqueles decorrentes do acordo coletivo” (fls. 92-93). Nesse contexto, como já consignado na decisão agravada, observa-se que para se chegar à conclusão diversa a adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação des cláusulas integrantes de acordo coletivo de trabalho e de homologação em ação de cumprimento, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Portanto, a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Nesse sentido, transcrevo ementas de recentes julgados proferidos por ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Direito do Trabalho. Cláusulas de acordo coletivo. Legislação processual. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário o exame da legislação processual, das cláusulas previstas em norma coletiva de trabalho e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (AI 826.986-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774778. Supremo Tribunal Federal AI 856325 AGR / BA reajuste ora vindicado. Assim, é imprópria a pretensão no sentido de que eventual valor percebido a título de indenização venha a integrar o salário efetivo do empregado ou o benefício de aposentadoria ou pensão. 9. Desse modo, embora tenha havido a celebração de acordo coletivo de trabalho, o que, em princípio, garantiria o direito dos autores ao reajuste de 26,06%, o fato de a questão ter sido levada à apreciação do Poder Judiciário, fez com que novo desfecho fosse obtido por meio da homologação de acordo em ação de cumprimento ajuizada pelo Sindicato. 10. Ressalte-se que os autores não cuidaram de juntar aos autores nenhum documento que comprovasse que a decisão proferida na justiça trabalhista teria perdido seus efeitos com a restauração daqueles decorrentes do acordo coletivo” (fls. 92-93). Nesse contexto, como já consignado na decisão agravada, observa-se que para se chegar à conclusão diversa a adotada pelo Juízo a quo, necessário seria o reexame do conjunto fático-probatório constante dos autos, bem como a interpretação des cláusulas integrantes de acordo coletivo de trabalho e de homologação em ação de cumprimento, o que atrai a incidência das Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal. Portanto, a ofensa à Constituição, se ocorrente, seria indireta. Nesse sentido, transcrevo ementas de recentes julgados proferidos por ambas as Turmas desta Corte: “Agravo regimental no agravo de instrumento. Direito do Trabalho. Cláusulas de acordo coletivo. Legislação processual. Fatos e provas. Reexame. Impossibilidade. Precedentes. 1. Inadmissível em recurso extraordinário o exame da legislação processual, das cláusulas previstas em norma coletiva de trabalho e dos fatos e das provas dos autos. Incidência das Súmulas ns 636, 454 e 279/Supremo Tribunal Federal. 2. Agravo regimental não provido” (AI 826.986-AgR/MG, Rel. Min. Dias Toffoli, Primeira Turma). “AGRAVO REGIMENTAL. MATÉRIA 2 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 7 de 9 Voto - MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AI 856325 AGR / BA INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO. SÚMULA 454. INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. É inviável recurso extraordinário para interpretação de cláusula de acordo coletivo de trabalho. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 706.880-AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774778. Supremo Tribunal Federal AI 856325 AGR / BA INFRACONSTITUCIONAL. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA DE ACORDO COLETIVO. SÚMULA 454. INEXISTÊNCIA DE OFENSA DIRETA À CONSTITUIÇÃO FEDERAL. É inviável recurso extraordinário para interpretação de cláusula de acordo coletivo de trabalho. Agravo regimental a que se nega provimento” (AI 706.880-AgR/RS, Rel. Min. Joaquim Barbosa, Segunda Turma). Isso posto, nego provimento ao agravo regimental. 3 Supremo Tribunal Federal Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3774778. Inteiro Teor do Acórdão - Página 8 de 9 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : WALDELITO BISPO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTÔNIO DE SOUSA PÔRTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806261 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO AGRAVO DE INSTRUMENTO 856.325 PROCED. : BAHIA RELATOR : MIN. RICARDO LEWANDOWSKI AGTE.(S) : WALDELITO BISPO DOS SANTOS E OUTRO(A/S) ADV.(A/S) : FRANCISCO ANTÔNIO DE SOUSA PÔRTO E OUTRO(A/S) AGDO.(A/S) : UNIÃO PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO-GERAL DA UNIÃO AGDO.(A/S) : INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL - INSS PROC.(A/S)(ES) : PROCURADOR-GERAL FEDERAL Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806261 Inteiro Teor do Acórdão - Página 9 de 9
{ "JURISPRUDENCIA": [ "SÚMULA 454 DO Supremo Tribunal Federal", "Súmulas 279", "AI 856325 AGR / BA", "AI 856325 AGR / BA", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 856 . 325", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 856 . 325", "AI 856325 AGR / BA", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 824 . 649 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 588 . 901 - AgR / SC", "ARE 653 . 160 / BA", "ARE 650 . 168 / MG", "ARE 657 . 368 / BA", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI 856325 AGR / BA", "Súmula 454 do Supremo Tribunal Federal", "SÚMULA N . 454 DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL", "AI 824 . 649 - AgR / SC", "Recurso Extraordinário 588 . 901 - AgR / SC", "ARE 653 . 160 / BA", "ARE 650 . 168 / MG", "ARE 657 . 368 / BA", "Súmula 454 / Supremo Tribunal Federal", "AI 856325 AGR / BA", "AI 856325 AGR / BA", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 856 . 325", "AGRAVO DE INSTRUMENTO 856 . 325", "AI 856325 AGR / BA", "Súmulas 279 e 454 do Supremo Tribunal Federal", "Súmulas ns 636 , 454 e 279 / Supremo 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"INSS", "RFFSA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "SEGUNDA TURMA", "BAHIA", "UNIÃO", "UNIÃO", "INSTITUTO NACIONAL DE SEGURO SOCIAL", "INSS", "RFFSA", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Primeira Turma", "Segunda Turma", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "Supremo Tribunal Federal", "Supremo Tribunal Federal", "Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira", "ICP", "-", "Brasil", "SEGUNDA TURMA", "Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Bahia", "RFFSA", "RFFSA", "Supremo Tribunal Federal", 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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JORGE COELHO BRESSAMINI ADV.(A/S) :DENNIS SERRÃO ARAUJO MONTEIRO DE CASTRO AGDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA VARA ÚNICA CRIMINAL DA COMARCA DE ICONHA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 264.780 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO DO STJ QUE APLICA A SÚMULA 691/STF. MATÉRIA NÃO EXAMINADA PELAS INSTÂNCIAS INFERIORES. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 07 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790900. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JORGE COELHO BRESSAMINI ADV.(A/S) :DENNIS SERRÃO ARAUJO MONTEIRO DE CASTRO AGDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA VARA ÚNICA CRIMINAL DA COMARCA DE ICONHA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 264.780 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus sob o fundamento de que o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria indevida supressão de instância. No agravo regimental, sustenta-se o seguinte: (a) “o decreto de prisão em flagrante é desprovido de fundamento jurídico e fático”; (b) estão ausentes os requisitos autorizadores do art. 312 do CPP; e (c) o STF julgou inconstitucional a vedação abstrata da liberdade provisória prevista no art. 44 da Lei de Drogas; (d) “a demora na instrução criminal por falta de laudo definitivo de substância entorpecente não é razoável”. Ao final, requer o provimento do recurso para, de ofício, seja concedida a ordem com vistas a colocar o paciente em liberdade. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790901. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JORGE COELHO BRESSAMINI ADV.(A/S) :DENNIS SERRÃO ARAUJO MONTEIRO DE CASTRO AGDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA VARA ÚNICA CRIMINAL DA COMARCA DE ICONHA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC Nº 264.780 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus sob o fundamento de que o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria indevida supressão de instância. No agravo regimental, sustenta-se o seguinte: (a) “o decreto de prisão em flagrante é desprovido de fundamento jurídico e fático”; (b) estão ausentes os requisitos autorizadores do art. 312 do CPP; e (c) o STF julgou inconstitucional a vedação abstrata da liberdade provisória prevista no art. 44 da Lei de Drogas; (d) “a demora na instrução criminal por falta de laudo definitivo de substância entorpecente não é razoável”. Ao final, requer o provimento do recurso para, de ofício, seja concedida a ordem com vistas a colocar o paciente em liberdade. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790901. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. Conforme registrado, a decisão do Superior Tribunal de Justiça, contra o qual o impetrante ora se insurge, não conheceu do habeas corpus, com causa de pedir e pedido análogos aos da presente impetração, por entender não demonstrada flagrante ilegalidade que justificasse o abrandamento da Súmula 691 do STF. Eis, a propósito, o teor da decisão: Desde já, verifico que o writ é manifestamente incabível. O Superior Tribunal de Justiça tem compreensão firmada no sentido de não caber habeas corpus contra decisão que indefere liminar, a não ser que fique demonstrada flagrante ilegalidade, o que não ocorre na espécie (Súmula 691/STF). (...) Ademais, não houve, nem mesmo, a colação da decisão denegatória da liminar, existindo, tão só, o demonstrativo da movimentação do mandamus na Corte Estadual. Como se observa, a decisão denegatória da liminar não ostenta, porque inexistente, ilegalidade evidente a desafiar o controle antecipado por este Tribunal Superior, sendo certo que todas as questões suscitadas pelo impetrante serão tratadas naquele habeas corpus no momento adequado, mormente levando em consideração a complexidade dos temas aqui versados. Ante o exposto, sendo manifesta a inviabilidade do writ, com base no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, indefiro liminarmente o pedido. Nessa perspectiva, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, eis que acarretaria a deliberação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790902. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. Conforme registrado, a decisão do Superior Tribunal de Justiça, contra o qual o impetrante ora se insurge, não conheceu do habeas corpus, com causa de pedir e pedido análogos aos da presente impetração, por entender não demonstrada flagrante ilegalidade que justificasse o abrandamento da Súmula 691 do STF. Eis, a propósito, o teor da decisão: Desde já, verifico que o writ é manifestamente incabível. O Superior Tribunal de Justiça tem compreensão firmada no sentido de não caber habeas corpus contra decisão que indefere liminar, a não ser que fique demonstrada flagrante ilegalidade, o que não ocorre na espécie (Súmula 691/STF). (...) Ademais, não houve, nem mesmo, a colação da decisão denegatória da liminar, existindo, tão só, o demonstrativo da movimentação do mandamus na Corte Estadual. Como se observa, a decisão denegatória da liminar não ostenta, porque inexistente, ilegalidade evidente a desafiar o controle antecipado por este Tribunal Superior, sendo certo que todas as questões suscitadas pelo impetrante serão tratadas naquele habeas corpus no momento adequado, mormente levando em consideração a complexidade dos temas aqui versados. Ante o exposto, sendo manifesta a inviabilidade do writ, com base no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, indefiro liminarmente o pedido. Nessa perspectiva, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, eis que acarretaria a deliberação Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 116857 AGR / ES de matéria que não foi objeto de apreciação, tanto pelo STJ, quanto pelo Tribunal estadual, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (v.g., HC 115.405 AgR/SP, 1ª T., Min. Luiz Fux, DJe de 17/12/2012; HC 114.583/MS, 2ª T., Min. Cezar Peluso, DJe de 27/08/2012). 2. Com essas considerações, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790902. Supremo Tribunal Federal HC 116857 AGR / ES de matéria que não foi objeto de apreciação, tanto pelo STJ, quanto pelo Tribunal estadual, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (v.g., HC 115.405 AgR/SP, 1ª T., Min. Luiz Fux, DJe de 17/12/2012; HC 114.583/MS, 2ª T., Min. Cezar Peluso, DJe de 27/08/2012). 2. Com essas considerações, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JORGE COELHO BRESSAMINI ADV.(A/S) : DENNIS SERRÃO ARAUJO MONTEIRO DE CASTRO AGDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA VARA ÚNICA CRIMINAL DA COMARCA DE ICONHA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 264.780 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806139 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JORGE COELHO BRESSAMINI ADV.(A/S) : DENNIS SERRÃO ARAUJO MONTEIRO DE CASTRO AGDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA VARA ÚNICA CRIMINAL DA COMARCA DE ICONHA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 264.780 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806139 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
https://redir.stf.jus.br/paginadorpub/paginador.jsp?docTP=TP&docID=3823528
2013-05-07T00:00:00
2013-05-21T00:00:00
A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2ª Turma, 07.05.2013.
AG.REG. NO HABEAS CORPUS
Ementa: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO DO STJ QUE APLICA A SÚMULA 691/STF. MATÉRIA NÃO EXAMINADA PELAS INSTÂNCIAS INFERIORES. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
sjur230858
- Acórdão (s) citado (s): (HC, DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA) HC 115405 AgR (1ªT), HC 114583 (2ªT). Número de páginas: 5. Análise: 12/06/2013, BMB.
TEORI ZAVASCKI
Segunda Turma
116857
[ "LEG-FED SUMSTF-000691 \r\n SÚMULA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL - STF" ]
HC-AgR
acordaos
HC 116857 AgR
[ "" ]
AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO ADV.(A/S) : DENNIS SERRÃO ARAUJO MONTEIRO DE CASTRO AGTE.(S) : JORGE COELHO BRESSAMINI AGDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA VARA ÚNICA CRIMINAL DA COMARCA DE ICONHA AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC Nº 264.780 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA
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Ementa e Acórdão 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JORGE COELHO BRESSAMINI ADV.(A/S) :DENNIS SERRÃO ARAUJO MONTEIRO DE CASTRO AGDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA VARA ÚNICA CRIMINAL DA COMARCA DE ICONHA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 264.780 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA EMENTA: AGRAVO REGIMENTAL. HABEAS CORPUS. PRISÃO PREVENTIVA. DECISÃO DO Superior Tribunal de Justiça QUE APLICA A SÚMULA 691/Supremo Tribunal Federal. MATÉRIA NÃO EXAMINADA PELAS INSTÂNCIAS INFERIORES. DUPLA SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. A C Ó R D Ã O Vistos, relatados e discutidos estes autos, acordam os Ministros do Supremo Tribunal Federal, em Segunda Turma, sob a Presidência do Ministro RICARDO LEWANDOWSKI, na conformidade da ata de julgamentos e das notas taquigráficas, por unanimidade, em negar provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Brasília, 07 de maio de 2013. Ministro TEORI ZAVASCKI Relator Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790900. Supremo Tribunal Federal Supremo Tribunal Federal Inteiro Teor do Acórdão - Página 1 de 5 Relatório 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JORGE COELHO BRESSAMINI ADV.(A/S) :DENNIS SERRÃO ARAUJO MONTEIRO DE CASTRO AGDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA VARA ÚNICA CRIMINAL DA COMARCA DE ICONHA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 264.780 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus sob o fundamento de que o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria indevida supressão de instância. No agravo regimental, sustenta-se o seguinte: (a) “o decreto de prisão em flagrante é desprovido de fundamento jurídico e fático”; (b) estão ausentes os requisitos autorizadores do art. 312 do CPP; e (c) o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional a vedação abstrata da liberdade provisória prevista no art. 44 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas); (d) “a demora na instrução criminal por falta de laudo definitivo de substância entorpecente não é razoável”. Ao final, requer o provimento do recurso para, de ofício, seja concedida a ordem com vistas a colocar o paciente em liberdade. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790901. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) :JORGE COELHO BRESSAMINI ADV.(A/S) :DENNIS SERRÃO ARAUJO MONTEIRO DE CASTRO AGDO.(A/S) :JUÍZA DE DIREITO DA VARA ÚNICA CRIMINAL DA COMARCA DE ICONHA AGDO.(A/S) :TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) :RELATOR DO HC n 264.780 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA R E L A T Ó R I O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): Trata-se de agravo regimental interposto contra decisão que negou seguimento ao habeas corpus sob o fundamento de que o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria indevida supressão de instância. No agravo regimental, sustenta-se o seguinte: (a) “o decreto de prisão em flagrante é desprovido de fundamento jurídico e fático”; (b) estão ausentes os requisitos autorizadores do art. 312 do CPP; e (c) o Supremo Tribunal Federal julgou inconstitucional a vedação abstrata da liberdade provisória prevista no art. 44 da Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas); (d) “a demora na instrução criminal por falta de laudo definitivo de substância entorpecente não é razoável”. Ao final, requer o provimento do recurso para, de ofício, seja concedida a ordem com vistas a colocar o paciente em liberdade. É o relatório. Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790901. Inteiro Teor do Acórdão - Página 2 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. Conforme registrado, a decisão do Superior Tribunal de Justiça, contra o qual o impetrante ora se insurge, não conheceu do habeas corpus, com causa de pedir e pedido análogos aos da presente impetração, por entender não demonstrada flagrante ilegalidade que justificasse o abrandamento da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. Eis, a propósito, o teor da decisão: Desde já, verifico que o writ é manifestamente incabível. O Superior Tribunal de Justiça tem compreensão firmada no sentido de não caber habeas corpus contra decisão que indefere liminar, a não ser que fique demonstrada flagrante ilegalidade, o que não ocorre na espécie (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). (...) Ademais, não houve, nem mesmo, a colação da decisão denegatória da liminar, existindo, tão só, o demonstrativo da movimentação do mandamus na Corte Estadual. Como se observa, a decisão denegatória da liminar não ostenta, porque inexistente, ilegalidade evidente a desafiar o controle antecipado por este Tribunal Superior, sendo certo que todas as questões suscitadas pelo impetrante serão tratadas naquele habeas corpus no momento adequado, mormente levando em consideração a complexidade dos temas aqui versados. Ante o exposto, sendo manifesta a inviabilidade do writ, com base no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, indefiro liminarmente o pedido. Nessa perspectiva, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, eis que acarretaria a deliberação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790902. Supremo Tribunal Federal 07/05/2013 SEGUNDA TURMA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 ESPÍRITO SANTO V O T O O SENHOR MINISTRO TEORI ZAVASCKI (RELATOR): 1. A decisão agravada deve ser mantida pelos seus próprios fundamentos. Conforme registrado, a decisão do Superior Tribunal de Justiça, contra o qual o impetrante ora se insurge, não conheceu do habeas corpus, com causa de pedir e pedido análogos aos da presente impetração, por entender não demonstrada flagrante ilegalidade que justificasse o abrandamento da Súmula 691 do Supremo Tribunal Federal. Eis, a propósito, o teor da decisão: Desde já, verifico que o writ é manifestamente incabível. O Superior Tribunal de Justiça tem compreensão firmada no sentido de não caber habeas corpus contra decisão que indefere liminar, a não ser que fique demonstrada flagrante ilegalidade, o que não ocorre na espécie (Súmula 691/Supremo Tribunal Federal). (...) Ademais, não houve, nem mesmo, a colação da decisão denegatória da liminar, existindo, tão só, o demonstrativo da movimentação do mandamus na Corte Estadual. Como se observa, a decisão denegatória da liminar não ostenta, porque inexistente, ilegalidade evidente a desafiar o controle antecipado por este Tribunal Superior, sendo certo que todas as questões suscitadas pelo impetrante serão tratadas naquele habeas corpus no momento adequado, mormente levando em consideração a complexidade dos temas aqui versados. Ante o exposto, sendo manifesta a inviabilidade do writ, com base no art. 210 do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, indefiro liminarmente o pedido. Nessa perspectiva, o conhecimento do pedido por esta Corte implicaria dupla supressão de instância, eis que acarretaria a deliberação Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 3 de 5 Voto - MIN. TEORI ZAVASCKI HC 116857 AGR / ES de matéria que não foi objeto de apreciação, tanto pelo Superior Tribunal de Justiça, quanto pelo Tribunal estadual, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (v.g., HC 115.405 AgR/SP, 1... T., Min. Luiz Fux, DJe de 17/12/2012; HC 114.583/MS, 2... T., Min. Cezar Peluso, DJe de 27/08/2012). 2. Com essas considerações, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790902. Supremo Tribunal Federal HC 116857 AGR / ES de matéria que não foi objeto de apreciação, tanto pelo Superior Tribunal de Justiça, quanto pelo Tribunal estadual, o que não é admitido pela jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (v.g., HC 115.405 AgR/SP, 1... T., Min. Luiz Fux, DJe de 17/12/2012; HC 114.583/MS, 2... T., Min. Cezar Peluso, DJe de 27/08/2012). 2. Com essas considerações, nego provimento ao agravo regimental. É o voto. 2 Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 3790902. Inteiro Teor do Acórdão - Página 4 de 5 Extrato de Ata - 07/05/2013 SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JORGE COELHO BRESSAMINI ADV.(A/S) : DENNIS SERRÃO ARAUJO MONTEIRO DE CASTRO AGDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA VARA ÚNICA CRIMINAL DA COMARCA DE ICONHA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 264.780 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806139 Supremo Tribunal Federal SEGUNDA TURMA EXTRATO DE ATA AG.REG. NO HABEAS CORPUS 116.857 PROCED. : ESPÍRITO SANTO RELATOR : MIN. TEORI ZAVASCKI AGTE.(S) : JORGE COELHO BRESSAMINI ADV.(A/S) : DENNIS SERRÃO ARAUJO MONTEIRO DE CASTRO AGDO.(A/S) : JUÍZA DE DIREITO DA VARA ÚNICA CRIMINAL DA COMARCA DE ICONHA AGDO.(A/S) : TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ESPÍRITO SANTO AGDO.(A/S) : RELATOR DO HC n 264.780 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA Decisão: A Turma, por unanimidade, negou provimento ao agravo regimental, nos termos do voto do Relator. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. 2... Turma, 07.05.2013. Presidência do Senhor Ministro Ricardo Lewandowski. Presentes à sessão os Senhores Ministros Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Teori Zavascki. Ausente, justificadamente, o Senhor Ministro Celso de Mello. Subprocurador-Geral da República, Dr. Mário José Gisi. Ravena Siqueira Secretária Documento assinado digitalmente conforme Medida Provisória n 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infra-estrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/autenticarDocumento.asp sob o número 3806139 Inteiro Teor do Acórdão - Página 5 de 5
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